A opinião de João Pereira Coutinho.

[Em Projecto Global], as personagens têm a profundidade emocional de um pneu, com duas excepções: Rosa e Jaime. Com muito pouco, Jani Zhao e Rodrigo Tomás fazem muito. Um brinde aos actores.

Moral da história? A liberdade não tem preço, mas teve um custo: um País politicamente aberto e economicamente travado. Uma inteligência adulta aceita as duas ideias. Cabeças estreitas escolhem a que mais lhes convém.

Se o estreito de Ormuz continuar o seu bailado macabro, abrindo e fechando ao sabor dos aiatolas, os tecno-saturados terão o privilégio de ver esfumar-se as suas férias em Punta Cana, Ibiza ou no Dubai.

O futuro da raça humana pode bem passar pela expansão espacial. Quem sabe? Precisamente: ninguém. E esse é o ponto. A história da ciência é uma busca sem fim definido, sem solução final clara, aberta a múltiplos desfechos.

A dependência financeira da União Soviética durante a Guerra Fria e, mais recentemente, do petróleo da Venezuela só serviu para mascarar as ruínas que o regime produziu por sua conta e risco. A revolução falhou para os cubanos. Mas, para os turistas, o regime que interessa é outro – e vem com tudo incluído.