Podcasts about guerra fria

1947–1991 period of geopolitical tension between the Eastern Bloc and Western Bloc

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guerra fria

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Guerra Fria
Uma possível paz no Irão e uma fadista na Ucrânia: “Sara Paixão conquistou a alma dos ucranianos”

Guerra Fria

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 22:03


Depois de tantos meses de avanços e recuos, estamos próximos de um acordo entre o Irão e os EUA? “O memorando trata-se apenas de uma trégua temporária em que o Irão ganha tempo para restaurar a sua tecnologia”, prevê José Milhazes. Nuno Rogeiro confirma que estamos perto de um entendimento, garante que já estaria fechado caso Israel não tivesse bombardeado Beirute, mas mantém a mesma postura cética sobre o fim do conflito. Neste Guerra Fria, os comentadores discutem a possível paz que se aproxima, abordam a reaproximação de Washington à Ucrânia e terminam com uma nota cultural sobre um espetáculo improvável: a fadista Sara Paixão atuou em Kiev, cantando até uma canção ucraniana, simbolizando solidariedade em tempos de guerra. Ouça aqui o programa Guerra Fria em podcast, emitido na SIC a 14 de junho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

15 Minutos - Gazeta do Povo
BYD, Alibaba e Baidu na mira dos EUA: a nova Guerra Fria da tecnologia e da espionagem

15 Minutos - Gazeta do Povo

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 14:54


Este episódio do Podcast 15 Minutos analisa a recente atualização do Departamento de Guerra dos Estados Unidos que incluiu gigantes chinesas como Alibaba, Baidu e a fabricante de carros elétricos BYD em uma lista de corporações que colaboram com o complexo militar de Pequim.

Toca Do Dragão
PROTOCOLO ESTRELA VESPERTINA | 02: Между змеями и товарищами (Entre Cobras e Camaradas)

Toca Do Dragão

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 165:52


Mostre que Você Apoia o Toca: https://apoia.se/atocadodragao#rpg #russia #URSS #ficçaocietifica #ficçaohistorica #scify #rpgdemesa #maddragonturbo #MDT #RPGdoToca #RPGSeguro #FarolDaHistoria"1966. O auge da Guerra Fria. A KGB designa três dos seus melhores agentes para desvendar o Mistério do desaparecimento da Dra. Alekseeva no Complexo de Pesquisa B12. Paranoia, traição e medo, rondam os jogadores a todo instante, nada é o que parece ser. A equipe Sigma-4 conseguirá descobrir o que houve no trágico evento, ou tudo ficará encoberto pela União Soviética? Descubra."Um RPG Do Toca Do Dragão

Brasil Paralelo | Podcast
O DESTINO MILITAR DA EUROPA

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 12:53


A Europa enfrenta uma de suas maiores transformações geopolíticas desde o fim da Guerra Fria. Após três décadas colhendo os frutos de um longo período de paz, estabilidade e desarmamento, o continente acorda para uma nova e dura realidade de conflitos convencionais de alta intensidade. Impulsionados pela iminência de novos desdobramentos da guerra na Ucrânia e pelo profundo abalo na confiança histórica da proteção militar dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump, as capitais ocidentais iniciaram uma corrida armamentista sem precedentes históricos recentes. Neste vídeo, a Brasil Paralelo analisa em detalhes os bastidores desse rearmamento continental. Entenda o impacto do plano "ReArm Europe / Readiness 2030" liderado pela Comissão Europeia, o aumento drástico e recorde dos gastos militares da Polônia e dos países bálticos, e a quebra de um tabu histórico definitivo: a decisão da Alemanha de construir o exército convencional mais forte da Europa sob o comando do Chanceler Friedrich Merz.

Guerra Fria
Entre nazis, drones e diplomacia: o tabuleiro explosivo da guerra no Leste Europeu

Guerra Fria

Play Episode Listen Later May 31, 2026 20:32


Enquanto a guerra na Ucrânia regista novos desenvolvimentos, o presidente iraniano entrega uma carta de demissão ao líder supremo Khamenei, alegando falta de poderes efetivos e expropriação de competências pela Guarda Revolucionária. Na Arménia, a uma semana de eleições decisivas, Putin intensifica a pressão económica com ameaças de corte no gás e proibição de importações, comparando o caminho europeu de Erevan ao da Ucrânia. Nuno Rogeiro analisa os sinais de uma nova fase de apoio militar americano a Kiev, enquanto José Milhazes alerta para a tensão entre a Ucrânia e a Polónia após a homenagem a figuras nacionalistas ligadas a massacres de judeus e polacos. No Mar Negro, os ucranianos preparam uma ofensiva com drones de inteligência artificial enquanto a logística russa começa a dar sinais de colapso, com a Crimeia a racionar combustível. Ouça a análise dos comentadores no Guerra Fria em podcast, emitido na SIC Notícias.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Chutando a Escada
81 anos depois: Rússia, Brasil e a memória da Segunda Guerra

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later May 14, 2026


O que sobrou, 81 anos depois, da Grande Guerra Patriótica para a Rússia, do desembarque da Força Expedicionária Brasileira em Monte Castelo para o Brasil e do legado de Yalta para a ordem internacional contemporânea? Neste episódio em parceria com o Observatório Rússia e América Latina, Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Mariana da Gama Janot (INCT-Ineu) e Valdir da Silva Bezerra (@o_russianista), mestre em Relações Internacionais pela Universidade Estatal de São Petersburgo e organizador, com Boris Zabolotsky, do livro 80 Anos da Vitória na Grande Guerra Patriótica (Blucher, 2025). A conversa atravessa a contribuição massiva (e hoje contestada) da União Soviética para a derrota do nazifascismo, a entrada do Brasil no conflito a partir das contradições do Estado Novo e o modo como a memória da guerra foi mobilizada, na era Putin, para preencher o vácuo de identidade aberto pelo colapso soviético. No bloco de notícias, Giovana Dias Branco e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento, pesquisadores do Ruslat, repercutem o mês de abril: a reaproximação Rússia-Cuba em meio à crise energética da ilha, a suspensão temporária das exportações de fertilizantes russos e seu impacto sobre o agronegócio brasileiro, o relatório sobre o treinamento de mais de mil criadores de conteúdo latino-americanos com participação da RT em espanhol, e a Holding Accountable Russian Mercenaries Act 2.0 (HARM Act 2.0), projeto bipartidário que tenta requalificar o Grupo Wagner e seus sucessores como organizações terroristas no contexto da intervenção dos EUA na Venezuela. No último bloco, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com Boris Zabolotsky (Unifacs) sobre a insegurança ontológica da Rússia no pós-Guerra Fria e indica três filmes incontornáveis para pensar a guerra sem glorificá-la. Aperte o play. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches (PUC Minas / Ruslat), Valdir da Silva Bezerra (Ruslat), Mariana da Gama Janot (Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas), Giovana Dias Branco (Ruslat), Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (Ruslat), Laura Schneider de Lima (Ruslat) e Boris Zabolotsky (Universidade Salvador – Unifacs / Ruslat). Capa do episódio: “Raising a flag over the Reichstag”, Yevgeny Khaldei, 2 de maio de 1945. Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio BEZERRA, Valdir da Silva; ZABOLOTSKY, Boris (orgs.). 80 anos da vitória na Grande Guerra Patriótica: memória, reconstrução e perspectivas. São Paulo: Blucher, 2025. Disponível em: https://www.blucher.com.br/bezerra-zabolotsky-os-80-anos-da-vitoria-na-grande-guerra-patriotica-memoria-reconstrucao-e-perspectivas. FERRAZ, Francisco César Alves. A guerra que não acabou: a reintegração social dos veteranos da Força Expedicionária Brasileira (1945-2000). 2003. Tese (Doutorado em História Social) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003. Disponível em: https://repositorio.usp.br/item/001295507. VAÏSSE, Maurice. As relações internacionais desde 1945. Lisboa: Edições 70. Disponível em: https://www.estantevirtual.com.br/livro/as-relacoes-internacionais-desde-1945-HLQ-9833-000-BK. ESTADOS UNIDOS. Congresso. Câmara dos Representantes. Holding Accountable Russian Mercenaries Act 2.0 (HARM Act 2.0). Projeto de lei bipartidário, 2026. Disponível em: https://joewilson.house.gov/sites/evo-subsites/joewilson.house.gov/files/evo-media-document/wilssc_082_xml-20.pdf. KLIMOV, Elem (dir.). Vá e veja [Idi i smotri]. URSS: Mosfilm; Belarusfilm, 1985. 142 min. ROMM, Mikhail (dir.). O fascismo cotidiano [Obyknovennyy fashizm]. URSS: Mosfilm, 1965. 130 min. Documentário. BALAGOV, Kantemir (dir.). Uma mulher alta [Dylda]. Rússia: Non-Stop Production, 2019. 137 min. ASSAYAS, Olivier (dir.). O mago do Kremlin [The Wizard of the Kremlin]. França/Reino Unido, 2025. Mencionado em entrevista. Capítulos 00:00 — Abertura: 81 anos do fim da Segunda Guerra Mundial 00:04 — Valdir Bezerra: a Grande Guerra Patriótica e o legado soviético contestado 00:10 — Mariana Janot: Estado Novo, FEB e a memória disputada da participação brasileira 00:18 — Era Putin: memória, identidade nacional e renascimento militar 00:24 — O Brasil hoje: defesa, paz e o legado contra o fascismo 00:31 — Boletim Ruslat: Cuba, fertilizantes e a guerra informacional 00:37 — Leonardo Nascimento: Grupo Wagner, Venezuela e a geoeconomia do petróleo 00:44 — Boris Zabolotsky: insegurança ontológica, América Latina e três filmes contra a glorificação The post 81 anos depois: Rússia, Brasil e a memória da Segunda Guerra appeared first on Chutando a Escada.

Passaporte pro Crime
#91 - Jim Thompson: acidente, assassinato ou espionagem? - Bangkok | Tailândia

Passaporte pro Crime

Play Episode Listen Later May 13, 2026 45:15


História FM
235 Plano Marshall: o plano de reconstrução (de parte) da Europa

História FM

Play Episode Listen Later May 11, 2026 142:22


Ao final da Segunda Guerra Mundial, a Europa encontrava-se economicamente devastada, com cidades destruídas, sistemas produtivos desorganizados e graves crises sociais que ameaçavam a estabilidade do continente. Foi nesse contexto que os Estados Unidos lançaram, em 1947, o Plano Marshall, um amplo programa de assistência econômica voltado à reconstrução europeia e à contenção da influência soviética em meio ao início da Guerra Fria. Por meio de empréstimos, investimentos e envio de recursos, o plano buscava reativar economias nacionais, fortalecer mercados consumidores e consolidar alianças políticas no bloco ocidental. Seus impactos ultrapassaram a recuperação material imediata, influenciando processos de integração europeia, estratégias diplomáticas estadunidenses e a configuração geopolítica do pós-guerra.Convidamos Antonio Lassance para discutir os objetivos políticos e econômicos do Plano Marshall, suas relações com a Guerra Fria, os efeitos da reconstrução europeia e os debates historiográficos sobre os limites e resultados desse programa na reorganização do mundo após 1945.Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@iclesrodrigues⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠PIX: leituraobrigahistoria@gmail.comAdquira o curso História: da pesquisa à escrita por apenas R$ 49,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Adquira o curso A Operação Historiográfica para Michel de Certeau por apenas R$ 24,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Adquira o curso O ofício do historiador para Marc Bloch por apenas R$ 29,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Colabore com nosso trabalho em ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠apoia.se/obrigahistoria⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Conforto é com a INSIDER! Meu cupom HISTORIAFM dá 10% de desconto pra cliente recorrente e 15% pra cliente novo! Acesse o site pelo link ⁠⁠https://creators.insiderstore.com.br/HISTORIAFM⁠⁠ e aproveite! #insiderstore

Escuta Essa
Desistir

Escuta Essa

Play Episode Listen Later May 6, 2026 40:54


Vencedores nunca desistem. É isso o que a sociedade insiste em repetir nos mais diversos discursos motivacionais. Mas um estudo grande demonstrou que desistir pode ser a melhor coisa que você pode fazer para ser feliz - e, num caso específico durante a Guerra Fria, o melhor que se pode fazer para impedir o fim do mundo.Este é mais um episódio do Escuta Essa, podcast agora quinzenal em que Denis e Danilo trocam histórias de cair o queixo e de explodir os miolos. Duas vezes por mês, sempre às quartas-feiras, no seu agregador de podcasts favorito!...SHARKEEste episódio é um oferecimento da Sharke, consultoria de investimentos criada por um ouvinte do podcast. A Sharke analisa sua realidade e da sua família, organiza seu patrimônio e monta um plano completo: onde investir, como pagar menos impostos e como chegar mais rápido aos seus objetivos.Pra quem chegou pelo Escuta Essa, a Sharke está oferecendo 3 meses gratuitos de consultoria. Imperdível! É só acessar pelo link sharke.com.br/escutaessa e aproveitar!...Ajude o Escuta Essa a voltar a ser semanal! Faça parte do Clube dos Escuteiros agora mesmo em ⁠apoia.se/escutaessa⁠Mande seus comentários e perguntas no Spotify, nas redes sociais, ou no e-mail escutaessa@aded.studio. A gente sempre lê mensagens no final de cada episódio!...NESTE EPISÓDIO•⁠ ⁠ Steven Levitt e Stephen Dubner lançaram o livro "Freakonomics" em 2005.•⁠ ⁠ Em 2010 os dois lançaram juntos o "Freakonomics Radio", podcast inspirado no livro de mesmo nome.•⁠ ⁠ O site "Freakonomics Experiments" usado por Levitt para conseguir voluntários para o experimento envolvendo o lançamento de uma moeda ainda está no ar.•⁠ ⁠O amplo estudo de Levitt sobre decisões e desistências pode ser lido na íntegra aqui.•⁠ ⁠Robert Wiblin publicou uma matéria com uma análise didática dos resultados do estudo de Levitt.•⁠ ⁠Stanislav Petrov, o homem cuja desistência impediu uma guerra nuclear, é a estrela do documentário "The Man Who Saved the World"....AD&D STUDIOA AD&D produz podcasts e vídeos que divertem e respeitam sua inteligência! Acompanhe todos os episódios em ⁠aded.studio⁠ para não perder nenhuma novidade.

Guerra Fria
Irão, Ucrânia e o jogo das superpotências: é esta a crise geoestratégica do século?

Guerra Fria

Play Episode Listen Later May 3, 2026 23:53


Os conflitos na Ucrânia e no Irão dominaram a análise de Nuno Rogeiro e José Milhazes nesta noite de domingo. No caso iraniano, as negociações com Washington permanecem num impasse, com Teerão a recusar incluir o dossiê nuclear nas conversações, enquanto os Estados Unidos a consideram condição inegociável. No terreno ucraniano, Kiev regista sucessos táticos assinaláveis. No plano político e diplomático, a Europa debate-se com uma crescente falta de coesão face à Rússia, com líderes como o português Luís Montenegro a defenderem o diálogo e o regresso da Rússia à cena internacional, enquanto a italiana Giorgia Meloni alerta para iniciativas que possam beneficiar Moscovo. Este é mais um Guerra Fria a assinalar e analisar os momentos históricos que vivemos, ouça aqui a versão do programa em podcast. Esta emissão aconteceu a 3 de maio na SIC Notícias. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Toca Do Dragão
PROTOCOLO ESTRELA VESPERTINA | 01: O Mistério do Complexo B12

Toca Do Dragão

Play Episode Listen Later May 2, 2026 113:18


Mostre que Você Apoia o Toca: https://apoia.se/atocadodragao#rpg #russia #URSS #ficçaocietifica #ficçaohistorica #scify #rpgdemesa #maddragonturbo #MDT #RPGdoToca #RPGSeguro #FarolDaHistoria"1966. O auge da Guerra Fria. A KGB designa três dos seus melhores agentes para desvendar o Mistério do desaparecimento da Dra. Alekseeva no Complexo de Pesquisa B12. Paranoia, traição e medo, rondam os jogadores a todo instante, nada é o que parece ser. A equipe Sigma-4 conseguirá descobrir o que houve no trágico evento, ou tudo ficará encoberto pela União Soviética? Descubra."Um RPG Do Toca Do Dragão

PodCast IDEG
Atualiza e Revisa #25 - ZOPACAS e o seu papel na Governança do Atlântico Sul

PodCast IDEG

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 20:45


A governança do Atlântico Sul voltou ao centro da agenda diplomática brasileira — e a ZOPACAS reaparece como um dos principais instrumentos dessa estratégia. Neste episódio do Atualiza e Revisa, Luiza Bringel parte da 9ª Reunião Ministerial da ZOPACAS, realizada no Rio de Janeiro em abril de 2026, para analisar o tema com profundidade: da origem na Guerra Fria às tentativas atuais de revitalização do mecanismo. Mais do que um fórum diplomático, a ZOPACAS revela como o Brasil articula normas, cooperação e estratégia em um espaço cada vez mais relevante para segurança energética, comércio e projeção internacional. Você vai entender: ● Como surgiu a ZOPACAS e qual seu objetivo estratégico ● O conceito de blindagem normativa e sua aplicação na prática ● O impacto da Guerra das Malvinas na construção da agenda sul-atlântica ● Por que a ZOPACAS não é uma organização internacional formal ● A leitura teórica: Realismo, Institucionalismo e Escola de Copenhague ● O papel do Brasil como “insulator” entre América do Sul e África ● O que muda com a nova Convenção ambiental de 2026 (soft law x hard law) Além disso, o episódio traduz tudo isso para o formato exigido pelo Instituto Rio Branco, com foco em como o tema pode aparecer na prova do CACD — tanto na objetiva quanto na discursiva.

Guerra Fria
“Luís Montenegro defende o diálogo com a Rússia e a participação de Putin no G20. Mas ele não sabe quem é Putin? É um criminoso de guerra”

Guerra Fria

Play Episode Listen Later Apr 26, 2026 20:43


A guerra na Ucrânia continua sem resolução à vista, com a União Europeia a avançar com um novo pacote de apoio financeiro de 90 mil milhões de euros a Kiev. “Espero que este dinheiro não sirva para prolongar esta terrível guerra”, alerta José Milhazes, sublinhando o risco crescente de um confronto direto entre a Rússia e a NATO. A Ucrânia responde com operações criativas e ataques em profundidade ao território russo, afundou três navios russos e destruiu um avião militar na Crimeia. “Os ucranianos têm hoje um sistema cada vez mais avançado para combater os drones russos”, destaca Nuno Rogeiro. Entretanto, a popularidade de Putin continua a cair pela sétima semana consecutiva, segundo sondagens controladas pelo próprio Kremlin. “Se Putin avançar com uma mobilização geral, então aí é capaz de ter mesmo azar”, avisa José Milhazes. As declarações do primeiro-ministro português Luís Montenegro sobre o diálogo com Putin e a sua participação no G20 levantam também dúvidas sobre o posicionamento de Portugal. “É extremamente estranha e até infeliz esta declaração”, critica José Milhazes. Ouça a análise dos comentadores na versão podcast do Guerra Fria, emitido na SIC a 26 de abril. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.

Leste Oeste de Nuno Rogeiro
A noite negra na Casa Branca: “Se alguém quisesse fazer o atentado 'perfeito' e eliminar toda a classe dirigente americana estava no sítio certo”

Leste Oeste de Nuno Rogeiro

Play Episode Listen Later Apr 26, 2026 91:02


No rescaldo do jantar dos correspondentes da Casa Branca, Nuno Rogeiro analisa a tentativa de intrusão armada que agitou Washington: “A principal falha foi na prevenção.” Um homem da Califórnia conseguiu entrar com armas num hotel a menos de dois quilómetros da Casa Branca, onde se encontravam reunidos membros do governo, do Congresso, grandes empresários e figuras dos media. O FBI investiga sem ainda estabelecer uma ligação a grupos organizados ou ideologia definida. No Médio Oriente, as negociações entre os EUA e o Irão falharam em Islamabade, com as equipas americanas já há dez dias no Paquistão à espera de um acordo que não chegou. Nuno Rogeiro avalia ainda o estado do poder aeronaval americano no Golfo, com múltiplos porta-aviões em posição, e revela o desgaste significativo do arsenal americano: “Já foram gastos pelo menos 50% dos mísseis Tomahawk neste teatro de operações.” Internamente, o Irão debate-se com um bloqueio naval asfixiante, uma carta confidencial dos seus próprios líderes a alertar Khamenei para o desastre económico, e curiosos argumentos esotéricos para justificar a ausência pública do Líder Supremo. Por fim, no contexto do 25 de abril, uma entrevista aprofundada sobre as FP-25, com João Paulo Ventura, da Polícia Judiciária. O Leste/Oeste foi emitido na SIC Notícias a 26 de abril. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aqui * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.

Fim de Tarde Eldorado
Por Dentro dos Tribunais: a guerra fria no STF

Fim de Tarde Eldorado

Play Episode Listen Later Apr 22, 2026 6:02


Carolina Brígido explica a guerra fria no STF com o código de Edson Fachin e a reforma de Flávio Dino em conversa com Emanuel Bomfim e Leandro Cacossi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Guerra Fria
Do Estreito de Ormuz ao coração da Rússia, o mundo entra numa fase de guerra híbrida sem controlo

Guerra Fria

Play Episode Listen Later Apr 19, 2026 25:23


O Irão prepara uma guerrilha naval que pode bloquear o comércio global, a Ucrânia recupera iniciativa no terreno e Moscovo enfrenta pressão militar, económica e interna, num cenário em que tensões regionais se interligam e aumentam o risco de escalada entre grandes potências. Perceba tudo neste Guerra Fria, com José Milhazes e Nuno Rogeiro. Washington avalia contramedidas, incluindo o uso de meios aéreos para neutralizar a chamada “frota invisível” iraniana. Em paralelo, a guerra na Ucrânia entra numa nova fase, com Kyiv a intensificar ataques em profundidade e a demonstrar capacidade operacional renovada, enquanto Moscovo aumenta a pressão militar para alcançar ganhos políticos antes de momentos internos decisivos. O programa analisa ainda sinais de fragilidade na Rússia, desde dificuldades económicas a quebras de popularidade de Vladimir Putin. No plano global, cruzam-se tensões no Médio Oriente, disputas estratégicas entre grandes potências e dinâmicas de guerra híbrida, num contexto marcado por incerteza e crescente instabilidade internacional. O Guerra Fria foi emitido a 19 de abril na SIC.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Chutando a Escada
O Japão que não pode dizer não

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 80:04


Em 2026, Donald Trump acusou o Japão de não ter participado da guerra contra o Irã — e na mesma cúpula bilateral evocou Pearl Harbor para responder a uma pergunta da primeira-ministra Sanae Takaichi. O Japão, que havia concordado em investir 550 bilhões de dólares nos Estados Unidos para evitar tarifas ainda mais severas, ouvia em silêncio. A quarta maior economia do mundo, cercada pela China, pela Rússia e pela Coreia do Norte, encontra-se estruturalmente incapaz de contrariar Washington. A pergunta que este episódio tenta responder é: como um país chega a esse ponto? Para entender o Japão de hoje, é preciso recuar até 1945. Com Jojô Neto (PUC-MG), percorremos o arco que vai da ocupação americana e da constituição pacifista redigida pelas forças de MacArthur, passando pela ascensão econômica japonesa e o pânico que ela gerou em Washington nos anos 1980 e 1990, até a guinada nacionalista deflagrada pelas declarações Kono e Murayama sobre as chamadas “mulheres de conforto”, o surgimento de grupos como o Nippon Kaigi, e a consolidação do revisionismo histórico como ferramenta política sob Shinzo Abe, cujo legado ambíguo ainda define os termos do debate político japonês. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Filipe Mendonça (UFU/AIA-NRW) e Jojô Neto (PUC Minas) Inserções de áudio: Guardian Australia  | Bloomberg Capa do episódio: Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), outubro de 2025 Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Gosta do whastapp? Faça parte de nosso canal clicando aqui Capítulos: 00:00 — O Japão que não pode dizer não: conjuntura e abertura 00:07 — O Japão do pós-guerra: ocupação americana e nova constituição 00:17 — O pacifismo como projeto de poder 00:24 — O Japão Imperial: anticolonial mas não decolonial 00:30 — Ascensão econômica e o “perigo amarelo” 00:42 — Os anos 1990: fim da Guerra Fria e guinada nacionalista 00:45 — As declarações Kono e Murayama e as “mulheres de conforto” 00:53 — Koizumi, Yasukuni e a extrema direita japonesa 00:57 — Shinzo Abe: dos dois mandatos ao legado ambíguo 01:15 — Abenomics, Cool Japan e o fim do governo Abe The post O Japão que não pode dizer não appeared first on Chutando a Escada.

Impacto Positivo
O Sobrevivencialismo faz sentido no Brasil?

Impacto Positivo

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 26:32


O sobrevivencialismo tem suas origens na era da Guerra Fria nos Estados Unidos. Desde então toda uma cultura foi criada em torno da aptidão para colapsos extremos e repentinos causados por guerras, catástrofes ecológicas ou a interrupção do suprimento de energia e alimentos.  A comprovação histórica de que frequentemente durante as situações de colapso as maiores violências são praticadas por pessoas e instituições que já se beneficiavam do poder, faz com que os sobrevivencialistas tenham uma verve mais libertária ou anarco-capitalista. Essa mesma verve torna difícil para as pessoas à esquerda do espectro político ideológico enxergar as contribuições a atitudes positivas do sobrevivencialismo. Por outro lado, a importação do conceito do sobrevivencialismo para o Brasil, sem uma tradução e contextualização histórica e cultural, impede muitos sobrevivencialistas de enxergar a força da organização e protagonismo coletivos que vários grupos brasileiros tem nos momentos de crise e colapso durante a nossa História. Se a frase “não existe solução individual para problemas sistêmicos” carrega alguma verdade, a observação precisa de Wendell Berry, o cronista agrário e anticapitalista americano, nos mostra a importância da coerência: “a pessoa precisa começar na própria vida as soluções privadas que só em tempo podem ser tornar soluções públicas”. (Wendell Berry em The Unsettling of America. 1977. p.26)

CUBINHO
CUBINHO #213 - PECADOS - Guerra fria, pecado capital, quiz de basquet

CUBINHO

Play Episode Listen Later Apr 14, 2026 61:36


Carregado pelo Rei do Áudio, Ricardo Maria, terceiro de seu nome, príncipe das terras devastadas pelo vento, filho de mãe doida, jogador de basquetebol, rejeitado do Principado, ainda-não Rei do Vídeo, proprietário de abrigo, jogador da equipa Sénior de Basquetebol do Sport Lisboa e Benfica durante a época 25-26 num treino, possuidor de um pénis muy digno mas que não curte de falar disso, com soninho enquanto escreve isto, Rei de Punta, ainda o gajo que percebe mais de basket no Cubinho.Patreon⁠⁠https://www.patreon.com/CUBINHO⁠⁠BILHETES GENTIL:⁠⁠⁠⁠⁠https://linktr.ee/antonioacoutinho⁠⁠⁠⁠⁠BILHETES ARRAIAL:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://ticketline.sapo.pt/evento/-arraial-vitor-sa-99200?fromTopList=1⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠BILHETES LABS:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://ticketline.sapo.pt/evento/freakshow-labs-97913⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CUBINHO, o podcast do colectivo CUBO. António Azevedo Coutinho, Ricardo Maria e Vítor Sá arrancam com a segunda parte deste projecto a três frentes. CUBINHO, um podcast em que se garante boa disposição e alguém a embirrar com o Ricardo.António Azevedo Coutinho https://www.instagram.com/antonioacoutinho/https://twitter.com/antonioacoutinhRicardo Mariahttps://www.instagram.com/ricardotaomaria/https://twitter.com/ricardotaomariaVítor Sáhttps://www.instagram.com/savitorsa/https://twitter.com/savitorsa

Professor HOC
QUEM MANDA NO MUNDO?

Professor HOC

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 30:13


O poder no século XXI não se mede mais apenas por exércitos, territórios ou PIB. Ele se mede pela capacidade de mover mercados com uma frase, redesenhar fronteiras com uma decisão, influenciar eleições a milhares de quilômetros de distância e determinar o que bilhões de pessoas vão pensar, comprar e temer no dia seguinte.Em um mundo fragmentado entre potências em declínio, impérios em ascensão e atores não-estatais cada vez mais influentes, a pergunta "quem realmente manda no mundo?" deixou de ter uma resposta óbvia. Não são mais apenas presidentes e primeiros-ministros. São homens e mulheres que controlam fluxos de capital maiores que economias inteiras, que decidem o futuro da inteligência artificial, que comandam as rotas do petróleo, que moldam a opinião pública global — e alguns que operam nas sombras, longe dos holofotes, mas com influência que supera a de muitos chefes de Estado.Neste vídeo, apresentamos um ranking das 10 pessoas mais poderosas do mundo em 2026. A lista combina poder político formal, influência econômica, alcance militar, controle sobre tecnologias críticas e capacidade de determinar a direção dos acontecimentos globais. Algumas escolhas são óbvias. Outras vão surpreender. E a posição número 1 é um reflexo direto do momento geopolítico mais tenso desde o fim da Guerra Fria.Prepare-se para uma jornada pelos bastidores do poder real — aquele que não aparece nas manchetes, mas que define o mundo em que vivemos.

Escuta Essa
Horóscopo

Escuta Essa

Play Episode Listen Later Apr 8, 2026 44:27


Tem quem acredite e tem quem não acredite, mas o horóscopo faz parte de nossas vidas. De presidente dos Estados Unidos acabando com a Guerra Fria a jovens usando signos para tomar decisões sobre namoro e trabalho, contamos a trajetória do horóscopo e como ele saiu da Babilônia para chegar nas páginas dos jornais mesmo sendo contrariado por estudos científicos e sendo associado com regimes autoritários.Este é mais um episódio do Escuta Essa, podcast quinzenal em que Denis e Danilo trocam histórias de cair o queixo e de explodir os miolos. Duas vezes por mês, sempre às quartas-feiras, no seu agregador de podcasts favorito!Ajude o Escuta Essa a voltar a ser semanal! Faça parte do Clube dos Escuteiros agora mesmo em apoia.se/escutaessaMande seus comentários e perguntas no Spotify, nas redes sociais, ou no e-mail escutaessa@aded.studio. A gente sempre lê mensagens no final de cada episódio!...NESTE EPISÓDIO- Joan Quigley escreveu o livro "What Does Joan Say?" para contar sua experiência como astróloga de Ronald Reagan.- Pesquisas mostram que a Geração Z usa o horóscopo para decidir se quer aceitar empregos.- Astrologia não tem qualquer amparo científico em estudos duplo-cego.- O filósofo Theodor Adorno escreveu "As estrelas descem à Terra" em 1953 para analisar as colunas de astrologia do jornal Los Angeles Times produzidas por Caroll Righter.- Phineas Taylor Barnum foi um empresário mais preocupado com o entretenimento do que com a veracidade de suas apresentações.- O efeito Barnum–Forer descreve o fato de que pessoas tendem a concordar com declarações genéricas sobre si mesmas caso acreditem que essas declarações foram feitas especialmente pra elas, especialmente se as afirmações forem elogiosas....AD&D STUDIOA AD&D produz podcasts e vídeos que divertem e respeitam sua inteligência! Acompanhe todos os episódios em aded.studio para não perder nenhuma novidade.

Cuidados Intensivos
Números primos

Cuidados Intensivos

Play Episode Listen Later Apr 6, 2026 4:33


A dependência financeira da União Soviética durante a Guerra Fria e, mais recentemente, do petróleo da Venezuela só serviu para mascarar as ruínas que o regime produziu por sua conta e risco. A revolução falhou para os cubanos. Mas, para os turistas, o regime que interessa é outro – e vem com tudo incluído.

Entrevistas Jornal Eldorado
Nasa lança hoje missão à Lua após 54 anos: qual a importância científica? Acompanhe análise

Entrevistas Jornal Eldorado

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 12:27


Cinquenta e quatro anos depois do último pouso na Lua, os Estados Unidos ainda planejam repetir o passo que garantiu uma vitória política e militar sem precedentes na corrida espacial. Os planos agora são ainda mais ambiciosos do que os do passado: pousar no satélite terrestre até 2028 e, de lá, lançar-se para a conquista de outros mundos, a começar por Marte. O lançamento da missão Artemis II, da Nasa, está marcado para hoje, com previsão de decolagem às 19h24 (pelo horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida. A missão histórica, de dez dias, levará quatro astronautas a um sobrevoo ao redor da Lua. A tripulação é composta pelos astronautas americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e pelo canadense Jeremy Hansen. Será a primeira vez que uma mulher, um homem negro e um cidadão não americano vão participar de uma missão à Lua. O objetivo é testar os sistemas para um futuro pouso no satélite. Em entrevista à Rádio Eldorado direto do complexo da Nasa na Flórida, Pedro Pallotta, especialista em Astronáutica do Canal Space Orbit, destacou a importância dos objetivos científicos da missão, com custo de cerca de US$ 4 bilhões (R$ 20 bilhões). “Apenas estando lá, a gente vai poder entender a maioria dos detalhes do solo, da água, de como foi formada a nossa Lua e como a gente pode desenvolver tecnologia para viver no espaço. A corrida espacial durante a Guerra Fria foi fundamental, apesar de todas as tensões geopolíticas, para o desenvolvimento de tecnologias que nós utilizamos hoje a todo momento, como até o GPS, entre outras coisas. Então, toda vez que há disputa para chegar em algum lugar novo, principalmente no universo, que é a fronteira final, a gente vai ter a tecnologia avançando muito rápido e trazendo melhorias para as pessoas no nosso planeta, afirmou.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Chutando a Escada
Ecologia da mente e extrema-direita

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 70:01


O que há em comum entre uma bateria antiaérea da Segunda Guerra Mundial, os algoritmos do WhatsApp e o bolsonarismo? Para Letícia Cesarino, professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina, a resposta está na cibernética. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Letícia para discutir seu artigo recém-publicado na revista Current Anthropology: “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil“, no qual ela aplica o quadro teórico da ecologia da mente, desenvolvido pelo antropólogo Gregory Bateson, para reler o bolsonarismo como um sistema tecnopolítico. No bloco de notícias, David traz dois termômetros da extrema-direita global: os resultados das eleições municipais na França, que revelam o avanço territorial do Rassemblement National a despeito de um teto de vidro nas grandes cidades, e as eleições húngaras de abril, onde Peter Magyar desafia 15 anos de governo Orbán. E ainda tem, no último bloco, dica cultural. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Letícia Cesarino (UFSC), David Magalhães e Guilherme Casarões Capa do episódio: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR) Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 — Abertura 00:02 — Entrevista: ecologia da mente, cibernética e extrema-direita digital 00:32 — Bolsonarismo, populismo e públicos digitais artificiais 00:45 — Radicalização, a lacuna online-offline e os limites da etnografia 00:57 — Boletim: França — eleições municipais e o Rassemblement National 01:03 — Boletim: Hungria — Orbán e Peter Magyar às vésperas das eleições de abril 01:08 — Dica cultural: Feels Good Man (Amazon Prime, 2020) Citados no episódio CESARINO, Letícia. “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil”. Current Anthropology, 2026. BATESON, Gregory. Steps to an Ecology of Mind. Chandler, 1972. GALISON, Peter. “The Ontology of the Enemy: Norbert Wiener and the Cybernetic Vision”. Critical Inquiry, v. 21, n. 1, 1994. WIENER, Norbert. Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. MIT Press, 1948. MASSUMI, Brian. Ontopower: War, Powers, and the State of Perception. Duke University Press, 2015. SIMONDON, Gilbert. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Jérôme Millon, 2005. LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 1986. EASTON, David. A Systems Analysis of Political Life. Wiley, 1965. Documentário Feels Good Man. Direção: Arthur Jones. EUA, 2020. Disponível na Amazon Prime. Chute 391 — Transcrição Parceria Chutando a Escada e Observatório da Extrema Direita Publicado em 26 de março de 2026 Abertura David Magalhães: Olá, pessoal! Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio da parceria entre o Chutando a Escada e o Observatório da Extrema Direita — o primeiro episódio de 2026. A partir de agora, nos encontramos sempre na última semana de cada mês com episódios dedicados a discutir a extrema-direita em suas dimensões globais, teóricas e também reagindo ao calor dos acontecimentos. Para quem já acompanha o podcast, vale lembrar que nosso programa segue dividido em três blocos. No primeiro, trazemos uma entrevista mais aprofundada com pesquisadores e pesquisadoras que estão na linha de frente desse debate. Depois, passamos para um boletim com as análises das principais notícias envolvendo a extrema-direita global. E, para fechar, uma dica cultural sempre conectada com o universo do extremismo de direita — pode ser um livro, um filme, uma série, uma produção musical. Peço que você fique conosco até o fim, porque a dica deste episódio está completamente relacionada com o tema da nossa entrevista. Vamos lá. Entrevista — Letícia Cesarino David Magalhães: Estou aqui com o meu amigo Guilherme Casarões para receber a nossa convidada deste episódio, que é a Letícia Cesarino. A Letícia é professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina e também uma das novas integrantes do Observatório da Extrema Direita. Aproveitamos para dar as boas-vindas — é um prazer ter você conosco, não só no episódio, mas também no Observatório. Nos últimos cinco anos, a Letícia desenvolveu uma pesquisa bastante aprofundada e relevante sobre antropologia digital, extrema-direita e redes sociais. E, mais recentemente, ela acaba de publicar — acabou de sair do forno — um artigo bastante interessante e instigante na revista Current Anthropology. O artigo se intitula “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil” — algo como uma abordagem da ecologia da mente aplicada aos públicos de extrema-direita no Brasil. A ideia deste episódio é discutir esse novo artigo. Letícia, você mobiliza um quadro teórico bastante sofisticado, especialmente ao trazer a ideia de ecologia da mente — ecology of mind —, que vem do trabalho de Gregory Bateson, um antropólogo e linguista britânico importante do século XX. Confesso que não o conhecia; encontrei o livro dele em PDF na internet e li um pouco para me inteirar de como você adota e aplica esse quadro teórico para discutir redes sociais e extrema-direita brasileira. Fiquei bastante interessado no uso do termo “cibernético”, porque para ouvidos contemporâneos ele remete imediatamente ao universo digital, de redes e internet. Mas as principais obras de Bateson são publicadas logo após a Segunda Guerra, nos anos 1960 e 1970 — embora ele tenha iniciado seu desenvolvimento nos anos 1930 —, e ele não estava falando exatamente de internet. Isso me gerou dúvidas. Antes de falarmos da aplicação propriamente dita, você poderia nos explicar um pouco sobre essa abordagem e esse quadro teórico? Bateson propõe tudo isso muito antes da chamada terceira revolução industrial. Letícia Cesarino: Oi, David, Casarões. É um grande prazer estar aqui com vocês no podcast e também no Observatório da Extrema Direita como um todo. Obrigada pelo convite. Acho que esse artigo é um bom gancho para trabalharmos questões da minha abordagem mais específica para a extrema-direita, porque, diferente de muitos que trabalham nesse campo, eu não venho dos estudos da política. Sou uma antropóloga cuja área de origem é a antropologia da ciência e tecnologia — sempre foi assim, desde a graduação —, e nos últimos anos fui transitando para essas questões das mediações digitais, das plataformas e da cibernética. O meu olhar para a extrema-direita é, portanto, um olhar tecnopolítico. O meu interesse é entender essa dimensão relativamente pouco trabalhada nas ciências sociais: o papel das máquinas, o papel da técnica, o papel das infraestruturas técnicas na conformação dessa força política e, mais especificamente no caso desse artigo, dos ecossistemas digitais de extrema-direita. A ecologia da mente e o Bateson — nos últimos anos consolidei em torno da obra dele um arcabouço que remeto também a outros autores da antropologia e da área dos estudos de mídia e tecnopolítica, para desenvolver uma perspectiva que veja agência humana e maquínica juntas, de forma recursiva. E aí a cibernética — podemos começar por ela, esclarecendo o termo. O termo remete a computadores, o que faz sentido, porque a cibernética clássica dos anos 1940, a de Norbert Wiener, o matemático estadunidense que inventou o termo, também deu origem à indústria de tecnologia que temos hoje. Existe, portanto, uma continuidade entre o que chamamos de cibernética hoje e o que era a cibernética como superciência da comunicação e do controle, tanto nos sistemas maquínicos como nos sistemas animais, incluindo o humano. Gregory Bateson fez parte do grupo original das chamadas Conferências Macy, nos anos 1940. Mas depois da Segunda Guerra houve uma bifurcação: uma linha foi trabalhar o que chamo de cibernética das máquinas — Norbert Wiener, Von Neumann, todos os nomes precursores da indústria de tecnologia, da construção dos computadores, da inteligência artificial —, enquanto Bateson foi trabalhar a questão da cibernética dentro de uma chave mais próxima da teoria da evolução e da história natural, o que chamo de cibernética da vida. Ele tem um arcabouço que inclui a cibernética das máquinas, os princípios comuns do funcionamento de máquinas cibernéticas, humanos e animais, mas vai além, trazendo as camadas extras que o humano coloca na relação com a máquina. Nesse sentido, a ecologia da mente inclui a cibernética, mas é maior. É a partir desse ponto de vista que tenho olhado para a participação de máquinas cibernéticas — que, no fundo, hoje são basicamente algoritmos, e a evolução dos algoritmos são as inteligências artificiais — e como elas influem e participam em processos que entendemos como políticos, mas que, na verdade, são tecnopolíticos, porque têm cada vez mais a participação de agências não humanas, agências maquínicas. Guilherme Casarões: Letícia, eu também ficava intrigado com essa terminologia cibernética. Lembro que na faculdade, na aula de sociologia, tive contato com David Easton, que aplicava a cibernética aos sistemas políticos e aos sistemas humanos em geral. Sempre achei curioso que não tivesse a ver com computador — essa foi a maneira como sempre encaramos o termo. Mas toda teoria de sistemas convida a um tipo de abordagem cibernética, com essa linguagem muito interessante de inputs e outputs, de como os sistemas funcionam. Trazer isso de volta à discussão é fundamental. E você argumenta no seu texto que a infraestrutura das redes sociais carrega uma espécie de ontologia do inimigo, herdada dessa cibernética militar da Segunda Guerra Mundial. Como essa visão do ser humano como um servomecanismo — um animal a ser controlado por algoritmos — cria uma afinidade eletiva com a lógica da guerra e a desumanização do outro praticadas pela extrema-direita? Letícia Cesarino: Ótima pergunta. É um bom gancho para colocarmos mais camadas na questão da cibernética. O que tentaram fazer nos anos 1940 — e é importante notar que a cibernética nasce do esforço de guerra, do esforço de guerra dos americanos entrando na Segunda Guerra contra o nazifascismo; a primeira conferência foi em 1946, se não me engano — era produzir conhecimento básico, porque a cibernética é uma ciência que explicaria formas comuns de funcionamento de máquinas cibernéticas, de animais e de humanos. O que têm em comum entre o funcionamento desses sistemas? A cibernética gira em torno da ideia não só de input e output, mas principalmente do feedback — quando o output volta para o sistema como input. O coração da cibernética é essa questão da recursividade, ou causalidade circular, que é uma característica de qualquer organismo vivo e também de máquinas construídas à imagem e semelhança desses organismos, ou seja, máquinas que tomam decisões sozinhas. Essa é, para mim, a principal definição de máquina cibernética, porque os algoritmos fazem isso. Mas muito antes da indústria de tecnologia, outras máquinas já faziam isso — como a própria máquina a vapor de James Watt, que é a base do que Marx, no uso grundrissiano, chama de automata. Ele já identificou no século XIX que havia máquinas sendo incorporadas nas infraestruturas do trabalho que tomavam decisões sozinhas — ainda muito rudimentares, mas a ideia de que as máquinas começam a dar o ritmo do trabalho humano já estava colocada desde o século XIX. A cibernética dos anos 1940 traz para o centro essa questão da guerra, que é quando houve um pico na produção dessas máquinas antes da indústria de tecnologia propriamente dita. Peter Galison — um dos grandes historiadores da ciência, físico de formação — tem um artigo no qual trabalha a ontologia da cibernética de Wiener a partir do contexto de guerra. Ele vai elaborar o que seria essa ontologia do inimigo de guerra a partir da cibernética. Ele faz uma progressão que vale a pena resgatar brevemente aqui. Quando você está numa conjuntura de guerra — uma conjuntura de exceção, isso é importante —, você precisa desumanizar seu inimigo, porque assim vai torná-lo eliminável. Em modelos de guerra anteriores, até a Primeira Guerra, quando você tinha que confrontar seu inimigo no corpo a corpo com uma baioneta ou uma arma de fogo de curto alcance, a forma de desumanização era através de analogias com animais, com monstros. Galison trabalha, por exemplo, cartas de soldados americanos que representam os japoneses através de analogias com ratos, com vermes. Essa é uma forma de desumanização. A segunda forma seria a da Segunda Guerra, que compartilha com a cibernética essa ideia do servomecanismo — um híbrido de humano-máquina. Quando Norbert Wiener começou a desenvolver a cibernética para produzir artilharia antiaérea — máquinas que conseguissem calcular sozinhas a trajetória do caça inimigo para atirar antes de o avião chegar, e o projétil encontrar o alvo no meio da trajetória —, o que o servomecanismo significa? Por que essa imagem do inimigo desumaniza? Porque não interessa quem está dirigindo aquele avião. O que interessa é como aquele avião se comporta — e um comportamento que possa ser previsto e controlado. É um tipo de desumanização cibernética. E podemos pensar também em outras formas de desumanização que evoluem com a guerra, como essa guerra de videogame que temos hoje, onde o inimigo não é sequer visto — é quase como algo da fantasia dos videogames. Isso sempre acompanha a guerra. A cibernética é uma boa epistemologia para entender contextos de exceção, conjunturas de guerra, conjunturas de crise que não se superam, porque são conjunturas de grande instabilidade, de não linearidade, com essa tendência à bifurcação do corpo social. Essas são ferramentas melhores para esse tipo de conjuntura do que muitas das ferramentas clássicas das ciências sociais — Durkheim, por exemplo, desenvolveu ferramentas em sua maioria para contextos de estabilidade, de paz, onde o social está mais estruturado, mais previsível e regido por normas. Num contexto de exceção, de crise e de guerra, o social muda de modo de funcionamento. Uma das hipóteses do meu próximo livro é a de que o social de guerra, de exceção e de crise, funciona em outra dinâmica, e que a cibernética tem boas ferramentas para entender isso, inclusive as formas de desumanização que tendem a se proliferar nesses contextos. David Magalhães: Excelente. Acho que é um bom gancho para avançarmos para a parte do seu texto em que você enquadra todo esse arcabouço para compreender a extrema-direita em ambiente digital. As principais linhas interpretativas preocupadas em compreender a ascensão dessa onda ultradireitista global olham para a questão ideológica, para eleitores frustrados, para a relação desses eleitores com a globalização e com a crise da democracia liberal. Mas você propõe algo diferente: observar esse fenômeno como um grande organismo cibernético, um sistema no qual humanos — lideranças, influenciadores, seguidores — e máquinas — algoritmos do WhatsApp, do Telegram, de redes sociais — operam de maneira integrada, como parte de um ecossistema. O que ganhamos analiticamente ao fazer esse deslocamento? Letícia Cesarino: São muitas camadas. Uma das coisas que acho importante — sempre começo palestras com isso — é a questão do ciborgue. O que é o ciborgue? É um híbrido de humano-máquina, outra forma de falar no servomecanismo. Mas temos essa imagem fantasiosa do ciborgue que vem da ficção científica, a de que seria um indivíduo com partes de sua função fisiológica — alimentação, respiração — suplementadas por máquina. O Robocop seria o tipo ideal disso. O ciborgue da vida real, porém, não se parece em nada com o Robocop. O ciborgue da vida real somos nós. É qualquer um que acorda e a primeira coisa que faz é pegar o celular — para olhar o WhatsApp ou para desligar o alarme — e fica nessa relação de dependência com aquela máquina o dia inteiro, para questões de memória e de tomada de decisão. Por que isso acontece? Porque o Homo sapiens é uma espécie extremamente técnica — uma questão antropológica. Sobrevivemos como espécie, enquanto todos os outros hominíneos foram extintos, pela questão da técnica, da cultura. Precisamos ser suplementados. Como espécie biológica, precisamos ser suplementados o tempo todo pela cultura e pela técnica. Isso não significa que outros animais não tenham técnica — vários mamíferos têm, pássaros também. Mas para o sapiens, isso é existencial. Como Bateson diz, a mente não termina na pele; a mente humana é estendida para o seu ambiente. A unidade de análise da ecologia da mente nunca é o indivíduo sozinho — tentamos delimitar qual é o circuito relevante, e esse circuito de feedbacks é sempre maior que o indivíduo. Pode ser uma família, como no caso dos cães e de uma matilha; pode ser uma comunidade, algum território existencial qualquer. E o nosso território existencial hoje passa necessariamente por essas tecnologias. Os algoritmos, as máquinas, a agência maquínica fazem parte desse território existencial. Isso é um preâmbulo para chegar ao argumento que também faço em vários textos — inclusive nesse —: de que a extrema-direita, se a gente for transposto para a política, é uma força política nativa digital, pelo menos essa extrema-direita que conhecemos hoje. O nazifascismo histórico tem muita participação de mídia, embora isso não seja suficientemente notado. Há muitos estudos históricos que mostram o papel do rádio na capilarização do Terceiro Reich, para conformar esse grande território existencial imaginado e como isso atraiu os alemães comuns em torno daquele projeto. De certa forma, algo similar — similar, mas muito diferente também — está sendo recolocado hoje com relação à nova infraestrutura técnica midiática que são as plataformas digitais. Evito usar a palavra “mídia” porque quando falamos em mídia pensamos em máquinas específicas — televisão, rádio —, mas plataformas não são exatamente mídias. Elas se sobrepõem a todo tipo de infraestrutura técnica, não apenas midiática. Com a plataformização — uma tendência relativamente recente; a internet era muito diferente antes de 2010 — e com os smartphones, que foram um verdadeiro game changer, as primeiras áreas cujos efeitos foram sentidos foram a política eleitoral e a área da saúde. Mesmo antes da pandemia, pesquisadores já identificavam como o autocuidado começou a passar rapidamente por essas infraestruturas, com o “doutor Google”. Para não me estender, vou colocar os dois pontos principais que desenvolvo no artigo, porque são mais ontológicos: como essas máquinas mudam a própria relação espaço-temporal dos nossos sistemas sociotécnicos. O que os algoritmos fazem? Eles hiperaceleram — e esse é, para mim, o ponto central. Quando você hiperaccelera, desestabiliza a relação da mente humana com o seu ambiente. Fica aquele fluxo constante de eventos ao qual você tem que responder o tempo todo, e cognitivamente isso é lido como uma situação de crise, do ponto de vista da ecologia da mente — não só para o humano, para qualquer espécie. Quando há uma instabilidade muito grande do ambiente, isso tende a reverter para o modo crise. É o que Wendy Chun chama de situação de crise permanente que as plataformas jogam nos nossos sistemas sociotécnicos. Isso é, obviamente, uma base fértil para a instrumentalização por forças de extrema-direita. Um outro ponto que os algoritmos introduzem, relacionado à hiperaceleração — que seria uma dimensão mais temporal —, é uma dimensão mais espacial de bifurcação. Algoritmos programados para segmentar públicos, porque essa é a lógica do modelo de negócios da economia da atenção, acabam gerando — não sozinhos, mas na interação com os usuários humanos, porque a recursividade do humano-máquina vai para os dois lados — um efeito sistêmico não de segmentação pura e simples, mas de bifurcação. É aí que entra o código amigo-inimigo, a polarização, a sismogênese — todos esses processos de antagonismo extremo, o que chamo de “mundo do avesso”: um lado é o extremo oposto do outro, numa dinâmica de guerra em que só um pode prevalecer, porque o outro é visto como uma ameaça existencial. No ecossistema de extrema-direita, ele vai desde um polo mais moderado — Tarcísio, digamos — até um polo mais radicalizado — o pessoal do 8 de janeiro, o “tio França” que se explodiu na frente do STF. O que é a extrema-direita? Um lado? O outro? Agentes específicos? Discursos específicos? Não. Do ponto de vista da ecologia da mente, a extrema-direita é toda essa ecologia, todo esse ecossistema que cobre todo esse espectro e que inclui a agência maquínica como um dos seus principais motores. Primeiro porque ela desestabiliza o mundo real, com a hiperaceleração e todos esses processos. Mas ao mesmo tempo ela direciona — é como um rio que tem uma corrente que vai para um lado, e os agentes da extrema-direita são aqueles que nadam a favor da correnteza, porque as plataformas são um ambiente; elas não são variáveis. Elas mudam o ambiente no qual fazemos política. E esse ambiente tem vieses técnicos intrinsecamente favoráveis a uma força política como a extrema-direita. Por isso não é que eles estejam mais espertos ou inteligentes — é que a forma como fazem política converge com a lógica das redes de maneira subliminar, intrínseca. Como o Casarões disse, há uma certa afinidade eletiva com a lógica das plataformas. Mas essa afinidade não é aleatória — por isso foi importante voltarmos à cibernética dos anos 1940, ao esforço de guerra, à artilharia antiaérea. O próprio DNA dessa indústria de tecnologia se originou da guerra e nunca saiu da chave de guerra. Depois da Segunda Guerra, a cibernética se tornou parte da Guerra Fria, com a mesma lógica do controle indireto — fazer o inimigo fazer o que você quer que ele faça indiretamente —, que é essa ideia cibernética do controle numa chave sempre não linear, sempre recíproca. É o que o Trump exatamente tenta fazer agora, em outra versão. Houve um breve interregno onde se tornou uma indústria civil, nos anos 1980 e 1990, mas a lógica algorítmica, a lógica cibernética, continuou sendo a da guerra — só que agora, em vez de controlar o inimigo, você vai controlar o usuário, para fazê-lo clicar num anúncio e vender a atenção daquele usuário para os anunciantes. Há também uma convergência, especialmente durante a Guerra Fria, entre a lógica de guerra indireta, a lógica da propaganda e a indústria de publicidade que temos hoje. Não foi a publicidade que originou a propaganda política — foi a propaganda política que veio primeiro e depois se tornou uma indústria civil, que é o coração da lógica da economia da atenção. Mesmo essas plataformas que se colocavam como liberais sempre tiveram um DNA mais próximo da lógica de guerra, propaganda e controle indireto do que de algo parecido com democracia. Era, de certa forma, um pouco inevitável que as coisas se desenrolassem como estão se desenrolando, porque já estavam previstas na própria ontogênese dessa indústria — como Simondon chamaria —, uma ontogênese ligada à guerra, ao controle e à desumanização. As plataformas, os algoritmos, não nos veem como humanos. É exatamente a mesma coisa do caça com o piloto dirigindo: a máquina é incapaz de ver interioridade, incapaz de ver subjetividade. Ela só nos interpela no nível do controle, da previsão de comportamento. A política está se tornando isso — retroalimentando-se com os discursos da extrema-direita que ativam o senso comum na direção da regeneração, que é a lógica do fascismo histórico: seria possível vencer essa crise, resetar o sistema e construir o estereótipo de um inimigo que precisa ser derrotado para que a crise permanente seja superada. No fim das contas, é uma mistificação de processos reais e de problemas reais, numa linguagem nacionalista e nativista. Guilherme Casarões: Letícia, um outro conceito com que você trabalha no texto e na sua obra é o de populismo. Uma das passagens que mais me chamaram a atenção — e que acho fascinante — é que essa abordagem ecológica de Bateson ganha muita relevância frente ao populismo contemporâneo, justamente porque esse populismo se ampara em públicos que, como você diz no texto, são parcialmente artificiais. A passagem, para quem quiser ler depois, está na página 2 do texto: “os públicos que são produzidos por essa dinâmica são resultados transindividuais de uma agência que é humana e não humana, na medida em que os algoritmos coemergem permanentemente por meio de ciclos cibernéticos”. Essa questão da artificialidade do público é muito central para entender tanto a dinâmica amigo-inimigo quanto a maneira pela qual o populismo contemporâneo consegue controlar a construção narrativa e a mobilização de seu público. Queria ir mais especificamente para o caso que você estuda no texto, que é o bolsonarismo. Seu texto descreve o bolsonarismo não só como uma ideologia, mas como uma dinâmica mutante que oscila entre a moderação e a radicalização. Você traz o conceito de indecidibilidade rítmica — essa coisa de ir e voltar — e eu queria que você explicasse como o bolsonarismo, a partir dessa chave analítica, alterna entre o institucional e o antiestructural, e como isso permitiu ao ex-presidente Bolsonaro manter o sistema político num estado de antagonismo permanente sem chegar a uma ruptura total — o que só vai acontecer em 2023. Letícia Cesarino: O que tentei fazer nesse texto é reler parte do governo Bolsonaro até as eleições de 2022 a partir dessa lógica cibernética — ou seja, como ele performou uma dinâmica cibernética que é essa tecnopolítica moldada pelas máquinas. Casarões, você trouxe a questão do populismo, e acho que são etapas. Desde 2013 até 2018, temos essa invasão muito forte e muito rápida da agência técnica dessas mídias e desses dispositivos dentro da política — um movimento mais tectônico, de desestabilização. E aí essas figuras aparecendo mais ou menos ao mesmo tempo: Modi, Trump, Bolsonaro, Duterte, Orbán — é aí que o conceito de populismo realmente faz mais sentido, nesse sentido dessa irrupção de uma política antiliberal, com uma norma mais afetiva, mais espontânea. É a política da exceção. E que, novamente, bate com a estrutura das plataformas, porque as plataformas também são políticas de exceção e de multidão. É importante termos isso em mente. A citação que você trouxe mostra como as plataformas fazem um tipo de prestidigitação: colocam uma coisa na interface, então o usuário tem a impressão de que é livre, de que é um indivíduo, enquanto o que está acontecendo atrás da tela é que esse indivíduo está sendo desagregado e reagregado com fragmentos de outros usuários em grandes multidões digitais. Ele não tem liberdade — ao contrário, está tendo seu comportamento indiretamente controlado, no sentido cibernético, pelos algoritmos. E esse social de multidão é o social de crise. Quem está imerso nesses ambientes está se colocando num modo crise — e a extrema-direita é a força política que mais combina com esse tipo de ambiente. Sem crise eles não são nada. Se você tirar a crise, a atmosfera de ameaça de que o Brasil vai acabar, eles não têm nada. Por isso não têm programa político: são uma força política na e da crise e da exceção. Daí esse paradoxo de como uma tecnopolítica de crise, de exceção e de guerra se rotiniza como um governo — que foi exatamente o paradoxo do governo Bolsonaro. E ainda teve a pandemia, que adicionou uma camada enorme de crise a isso. Ciberneticamente, faz muito sentido esse vai e vem — os ciclos de feedback positivo e negativo. O feedback positivo é o que acelera o viés que você já está; o negativo coloca um freio. Bolsonaro, enquanto governante, não podia ficar só no runaway, só no feedback positivo, porque o feedback positivo sozinho eventualmente leva a um colapso — tanto nos organismos vivos como nas máquinas. O que ele e o Trump fazem é colocar estrategicamente esses freios, esses recuos: avanço e recuo, feedback positivo e negativo. Tentei mostrar no artigo como isso se deu durante o governo e como esse processo perde o controle na eleição de 2022, redundando eventualmente no 8 de janeiro. O governo Bolsonaro não construiu nada — estava destruindo coisas, que é o que a extrema-direita faz — mas dosando até onde poderia ir na relação com os outros agentes: o Congresso Nacional, o público. E o público passou a ser medido através das redes sociais — pelas métricas das mídias digitais — e cada vez mais por pesquisas de opinião, que são outra forma de feedback que coteja com as mídias sociais. Bolsonaro foi assim sentindo, de forma propriamente recursiva, lidando com um ambiente de causalidades circulares, crises, etc. A linearidade só é possível em contextos de estabilidade e paz — e é exatamente o que o Trump está fazendo hoje. Agora, uma virada acontece, e aí é muito importante a questão do método. Esse artigo é baseado em pesquisa de métodos mistos, onde a abordagem qualitativa antropológica foi composta com uma abordagem computacional de grandes quantidades de dados, com os meus parceiros da Universidade da Bahia, do LabHD, onde fazíamos o mapeamento em tempo real dos públicos do Telegram. Foi muito interessante ver como, em meados de 2021, o comportamento desse ecossistema transindividual — que chamamos de públicos refratados, os públicos da extrema-direita — mudou. O comportamento pandêmico, ativado pela pandemia, e inclusive as teorias da conspiração começaram a diminuir. Isso foi bem na época da questão do voto impresso. Quando o voto impresso é enterrado, um conspiracionismo eleitoral começa a subir e se estabilizar. Por quê? As condenações do Lula tinham sido definitivamente canceladas, e eles, na mentalidade de guerra deles, já previam: “Está vindo um golpe que vai impedir o Bolsonaro de ganhar as eleições de 2022.” Isso mais de um ano antes da eleição. Já entraram no modo de contra-golpe. Que é outra característica desse social de crise — o que Brian Massumi, também batesoniano, chama de preempção: você passa a agir antecipando a ação do seu inimigo. É muito como a lógica da Guerra Fria entre os dois blocos. Por isso a extrema-direita está sempre reagindo — isso é uma característica muito consistente, inclusive dos ecossistemas misóginos, que estão sempre reagindo à suposta provocação ou traição da mulher. O bolsonarismo entrou nesse modo preemptivo, com a certeza de que haveria um golpe contra ele. Na cabeça deles, dessa grande mente transindividual controlada pelo Bolsonaro, o golpe deles era um contra-golpe: seria dado um golpe no Bolsonaro, e o que estavam fazendo seria a resposta. Quando você vê tudo o que fizeram ao longo desse tempo com esse olhar, tudo faz sentido — e o Bolsonaro, como depois ficou demonstrado, de fato estava tentando articular esse contra-golpe. Nas eleições de 2022, estavam nessa dinâmica de avanço e recuo, não deixando o sistema escalar demais, a temperatura subir demais, enquanto conspiravam. Quando ele finalmente desiste, vê que não ganhou a eleição — isso se arrasta por algumas semanas —, e quando realmente percebem que os comandantes das três forças não vão entrar, que o golpe não vai acontecer, Bolsonaro fica em silêncio. Ciberneticamente, isso foi muito importante, porque era ele que fazia a regulação cibernética entre a camada moderada e a camada radicalizada. Ele não deixava as coisas escalar. Era um agente de radicalização, mas também de moderação. Quando ele se retira, a coisa escala — e foi justamente o 8 de janeiro. Olha que interessante: quando aquela multidão invadiu o Congresso, o que aconteceu? Ficaram esperando para ver o que ia acontecer, porque confiavam no plano — só que o plano já tinha dado errado e eles não sabiam disso. Tem esse componente de um mundo de fantasia criado dentro das comunidades radicalizadas — o Bateson ajuda a entender isso, porque ele tem uma teoria cibernética da fantasia e do jogo. Foi aquele choque de realidade. Não houve mais regulação, não houve mais feedback negativo, a coisa escalou, a temperatura subiu — e é onde o artigo termina, fazendo essa releitura cibernética e ecológica dos eventos do segundo governo Bolsonaro e das eleições de 2022. David Magalhães: Ótimo, Letícia. Encaminhando para o fechamento: no finzinho do artigo você faz uma ressalva que achei bastante importante, ao apontar que a ecologia da mente é extremamente poderosa para entender essas dinâmicas sistêmicas mais amplas, mas que também tem limites — especialmente quando tentamos compreender a totalidade da vida cotidiana do sujeito. É justamente aí que você coloca a necessidade de retornar à etnografia tradicional, à etnografia offline. Queria te ouvir sobre esse desafio metodológico. Como a antropologia pode costurar essas duas pontes — de um lado, a visão de um sistema cibernético amplo no qual os indivíduos parecem agir quase como parte de um circuito, de maneira relativamente previsível; de outro, as trajetórias de vida, as experiências subjetivas, as dores concretas que não desaparecem. Como não reduzir essas pessoas a meros nós de rede? Letícia Cesarino: Ótima pergunta, porque é realmente um desafio metodológico. No caso da ecologia da mente, você nunca pode fechar só no indivíduo. Mas é possível — e é o que estou fazendo no livro novo — pensar como o indivíduo enquanto sistema, porque todo organismo individual é um sistema cibernético, com outras camadas além dele, mas ele próprio é uma camada de individuação bastante importante. Ele pode estar dividido entre dois territórios existenciais — e é um pouco como estou tentando trabalhar a questão da radicalização no livro novo. O online oferece um tipo de território existencial onde a persona online do sujeito está com interações específicas. É isso que gera o elemento de fantasia nas comunidades extremistas: no online é possível cultivar uma realidade e um tipo de estereotipação do inimigo, toda a questão da desinformação, que não é possível fazer no offline. Por isso o que aconteceu depois da invasão ao Congresso e ao STF: a realidade bateu. Eles achavam que a realidade era o que era cultivado na mente transindividual do online — e isso não bateu com o que estava acontecendo offline. Com a internet, não é mais preciso se deslocar fisicamente para se radicalizar. Você pode viver sua vida normalmente e, em parte do seu circuito, se radicalizar só no online. São muito esses casos que abordarei no próximo livro: adolescentes e jovens que estão no quarto jogando videogame, vivendo normalmente na escola, e estão fazendo coisas indescritíveis na internet — que você só vai descobrir quando a polícia bater na porta. Etnografar a radicalização é muito difícil, porque é um processo — você precisa acompanhar a pessoa desde o início, quando não estava radicalizada. É praticamente impossível, a não ser que alguém muito próximo passe por isso. Mas existem autorrelatos. Tenho trabalhado muito com o caso dos neonazistas, onde já há na Europa e nos Estados Unidos um repertório grande de testemunhos e autobiografias de pessoas que saíram dessas comunidades extremistas. No jihadismo também há bastante material; os manifestos de atiradores em escolas, por exemplo, muitas vezes trazem essa visão subjetiva da radicalização. Há um outro ponto que descobri e que não estava na pesquisa anterior: o que alguns estudos de radicalização chamam de reduplicação. Isso vem de um estudo histórico de Robert Lifton sobre médicos nazistas — como eles dividiam a personalidade. Quando estavam em Auschwitz, eram um tipo de pessoa; quando estavam em casa, com a família, eram completamente diferentes. Era uma reduplicação da personalidade em duas, como forma de resolver dissonâncias e contradições. O médico conseguia desumanizar as pessoas que selecionava para morrer em Auschwitz, enquanto em casa humanizava os seus. Algo assim parece acontecer também no nível da mente individual através da lacuna online–offline: as pessoas inconscientemente encontram formas de dividir a sua mente entre esses dois mundos, de forma que não precisem romper com familiares, amigos ou colegas de trabalho por razões políticas. Esse efeito da lacuna online–offline deve ser estudado — não é só uma questão metodológica, é a questão de qual é o efeito dessa própria separação, que é inédita: são as primeiras tecnologias que possibilitam essa divisão em ambientes existenciais separados, ainda que em relação recursiva. Isso pode ser um indutor de radicalização. Sabe aquele meme dos cachorros latindo no portão? Quando o portão abre, cada um vai para um lado. O humano tem um pouco disso: fica mais agressivo, fala coisas e faz coisas quando não está cara a cara com a pessoa — coisas que não faria no presencial. Isso é muito característico da extrema-direita: estão latindo, agressivos, no comportamento de ameaça, e quando a Polícia Federal bate na porta, revertem ao comportamento de autopiedade e vitimização — que é o que o Bolsonaro está fazendo agora na cadeia. Bateson trabalha isso muito bem, não só no humano, mas em outros mamíferos. A ecologia da mente, pegando inclusive insights de outros mamíferos — como o Bateson faz —, nos ajudaria a reincorporar o elemento biológico-evolutivo nas nossas explicações. E aqui chego a um ponto que acho muito importante: a extrema-direita tem todo um repertório do darwinismo social e da psicologia evolutiva para dizer que a forma como ela vê o humano é a forma real, a forma biológica, a forma natural. São leituras completamente erradas e enviesadas, mas para o senso comum são muito intuitivas. A questão de gênero, por exemplo: a ideia de que o homem é para um papel e a mulher para outro não tem apoio em estudos sérios de outras espécies ou da nossa. A antropologia, porém, abandonou esse campo — tornou-se etnografia, estudo da cultura, abandonou a natureza e a biologia, por razões relacionadas à história e à política interna da disciplina. Um dos meus objetivos é recuperar esse espaço de autoridade científica para falar do humano, do que é natural no humano, a partir de abordagens como a do Bateson — que é uma teoria da evolução que inclui a cultura — para competir também nesse campo da naturalização do comportamento humano. Eu diria que é talvez o campo mais persuasivo dos discursos da extrema-direita, porque a esquerda e as ciências sociais ficam só na desconstrução e no culturalismo, enquanto eles estão falando daquilo que é espontâneo, natural, atemporal. É assim que o fascismo mira, e precisamos competir nessa ordem de discurso, reivindicando uma abordagem científica mais universalista — um outro tipo de universalismo, não o positivista. A ecologia da mente é uma das principais vias que vejo para isso. No contexto desse artigo, foi também um subtexto: o artigo foi parte de um dossiê financiado pela Fundação Wenner-Gren, a maior fundação de antropologia dos Estados Unidos, e queria passar essa mensagem para os meus colegas antropólogos — a gente pode falar de universais humanos de uma forma mais refinada e rica, e competir com a extrema-direita nesse campo de discurso. Guilherme Casarões: Letícia Cesarino — incrível, tanto no pessoal quanto no profissional. E agora descobrimos, o que não deveria ser exatamente uma surpresa, que você é especialista em memes. Foi de longe uma das conversas mais eruditas que tivemos aqui, não só na colaboração com o OED, mas de todas as entrevistas que já fiz. Uma densidade impressionante, transmitida de forma didática. Tenho certeza de que os nossos ouvintes vão adorar esse papo. Quem está acompanhando, fiquem por aí — ainda temos a segunda parte da conversa, com o boletim de notícias e a dica cultural. Boletim — Giro de Notícias David Magalhães: Vamos ao nosso boletim com duas notícias envolvendo a ultradireita. França No próximo ano teremos eleições nacionais na França, que serão importantíssimas tanto para a Europa quanto para o futuro da direita radical no mundo. No dia 22 de março, domingo, ocorreu o segundo turno das eleições municipais francesas, que costuma ser um termômetro importante para medir o crescimento e a capilaridade da direita radical francesa, representada aqui pelo Rassemblement National. O resultado dessas eleições foi bastante ambíguo. O Rassemblement National, partido de Marine Le Pen e da estrela em ascensão Jordan Bardella, não conseguiu vencer em grandes cidades estratégicas — como Marselha e Toulon —, onde havia uma expectativa de vitória da direita radical. Por outro lado, o partido avançou de forma importante em outro nível: consolidou uma presença territorial, especialmente no sudeste e no nordeste do país, conquistando dezenas de prefeituras e ampliando de maneira bastante significativa sua base local. Hoje, de acordo com matéria do Le Monde de 23 de março, o Rassemblement National passa a governar aproximadamente 70 municípios e conta com cerca de 3 mil representantes locais — uma quantidade bastante considerável. Outro ponto central é um certo teto de vidro que tem impedido a vitória do RN em grandes cidades. Esses centros urbanos mais ricos, mais jovens e com maior nível educacional têm sido um desafio para a expansão da direita radical. Por outro lado, há um crescimento muito forte em áreas periféricas, regiões pós-industriais e comunas menores, geralmente marcadas por uma sensação de abandono e por um acúmulo de ressentimento — o que alguns autores chamam de left behinds, os que foram deixados para trás —, sentimento que a direita radical populista costuma explorar. Quero destacar ainda um fator que pode ser preocupante olhando para as eleições nacionais de 2027: não houve, ou houve em pouquíssimas cidades, a chamada frente republicana — também chamada de cordão sanitário. O cordão sanitário é o conjunto de alianças tradicionais de partidos com compromissos democráticos para barrar a direita radical no segundo turno das eleições. A quase inexistência desse cordão fez com que o RN conquistasse cidades onde, em eleições anteriores, havia sido bloqueado. No final das contas, essas eleições não deram o resultado que o RN esperava — um grande impulso nacional —, mas consolidaram uma base territorial sólida. Isso coloca uma questão relevante olhando para 2027: seria esse enraizamento local suficiente para sustentar uma vitória nas eleições presidenciais? Seguiremos acompanhando o caso da França. Hungria Passamos para a Hungria — continuamos falando de eleições, já que os húngaros vão às urnas em abril para decidir se encerram os 15 anos de governo de Viktor Orbán. No domingo, 15 de março, os dois principais atores políticos do país — Viktor Orbán, do Partido Fidesz, e o oposicionista Peter Magyar, do partido Tisza — realizaram grandes manifestações em Budapeste no Dia Nacional Húngaro. Mais do que uma comemoração histórica, os eventos funcionaram como um teste de força às vésperas das eleições de abril. Os dois lados reivindicaram vitória em termos de mobilização — como já vimos aqui no Brasil. O governo afirmou que foi uma das maiores marchas já realizadas no país, enquanto a oposição chegou a afirmar que reuniu meio milhão de pessoas. Ainda que sejam números exagerados, as estimativas independentes indicam que o Tisza, de Magyar, levou mais gente às ruas do que o Fidesz de Orbán, o que sinalizaria um possível avanço da oposição no campo urbano. Essas manifestações têm algo interessante: acontecem dentro de um calendário nacional, e foi possível observar uma disputa não só eleitoral, mas simbólica. Ambos os lados tentavam se apropriar da memória da Revolução de 1848. Orbán engendrou uma narrativa que associa o passado à luta contra o domínio estrangeiro, ao globalismo, à ingerência da União Europeia e à ameaça da guerra na Ucrânia. A oposição liderada por Peter Magyar utiliza os mesmos símbolos nacionais, mas com outros significados: para eles, a defesa da liberdade hoje se traduz em manter a Hungria dentro da União Europeia e vinculada à OTAN, além de restaurar o funcionamento das instituições democráticas do Estado húngaro — bastante prejudicadas nos anos de Orbán. As pesquisas de intenção de voto desde julho do ano passado mostram um quadro relativamente estável, com uma diferença de aproximadamente 10% em favor da oposição. É preciso ter cautela com essas pesquisas, no entanto, porque em 2011 Orbán fez uma importante reforma eleitoral que dá mais peso aos distritos rurais, geralmente mais conservadores. Além disso, ele concedeu cidadania a húngaros que vivem na Eslováquia, na Romênia e na Sérvia, uma população que tende a votar no governo. E há também uma mobilização ideológica mais incandescente da direita radical húngara, que pode fazer diferença nas urnas. Fato é que nenhum dos lados parece acreditar numa vitória esmagadora. Já se discute a possibilidade de alianças — o partido Jobbik, na Hungria, pode ser crucial para a formação de uma maioria no parlamento. No nosso episódio de abril, iremos repercutir o resultado dessa eleição. Dica Cultural David Magalhães: A nossa recomendação cultural deste episódio tem tudo a ver com a conversa que tivemos no primeiro bloco com a Letícia Cesarino. Se você se interessou pelo debate sobre internet, cultura digital, extrema-direita e disputa de narrativas, vale muito a pena assistir o documentário Feels Good Man, disponível na Amazon Prime. O documentário é de 2020, mas chegou recentemente a essa plataforma. O filme conta a história do Pepe the Frog, personagem criado pelo cartunista Matt Furie nos anos 2000. Originalmente era um sapo tranquilo, good vibes, que circulava numa tirinha independente. Com o tempo, porém, esse personagem foi sendo apropriado na internet — primeiro como meme, depois ganhando formas cada vez mais distorcidas, até virar um símbolo associado ao alt-right e a outros grupos de extrema-direita. O documentário é bastante interessante porque não trata isso como uma mera curiosidade da internet. Ele mostra como esse processo revela algo mais profundo: como essas comunidades online — fóruns, antigamente o 4chan, hoje um ecossistema bem mais complexo — funcionam como verdadeiros laboratórios de produção cultural e política, com uma lógica quase darwiniana de disputa por atenção, em que os conteúdos mais chocantes e extremos ganham mais visibilidade, com toda uma engenharia algorítmica por trás. O filme também acompanha o próprio criador do Pepe, que se vê completamente impotente diante da transformação da sua obra. E esse é um ponto central: na era da internet, a circulação de imagens e memes escapa completamente ao controle original — pode ser capturada e ressignificada por distintos atores políticos. O documentário tem um aspecto que dialoga diretamente com o que conversamos com a Letícia Cesarino: esses grupos utilizam o humor, a ironia, a ambiguidade e as trollagens para disseminar ideias racistas, misóginas e xenófobas, muitas vezes sob a aparência de brincadeira. Isso cria uma zona cinzenta que dificulta a crítica e, ao mesmo tempo, aumenta o alcance dessas mensagens de ódio. Feels Good Man nos ajuda a entender essa cultura digital e como ela se relaciona com a extrema-direita — e dialoga perfeitamente com os temas que trouxemos na entrevista do primeiro bloco. Até a próxima. The post Ecologia da mente e extrema-direita appeared first on Chutando a Escada.

Guerra Fria
Ucranianos enviam especialistas em drones para o Médio Oriente, mas “Trump diz que a última pessoa a quem podia pedir ajuda é Zelensky”

Guerra Fria

Play Episode Listen Later Mar 22, 2026 31:14


A guerra no Irão continua, o regime não desiste de lutar contra a ofensiva dos EUA e Israel. Os mísseis que o Irão tem para se defender podem atingir alvos a 4000 km, uma distância que lhes permite atacar grande parte da Europa, incluindo chegar a algumas zonas de Espanha. “Não há prova de que estes mísseis estejam já operacionais. É importante não lançar o pânico”, sublinha Nuno Rogeiro. A Ucrânia enfrenta ainda a invasão russa, ainda assim enviou 220 especialistas em drones para o Médio Oriente para ajudar os aliados. “Trump diz que a última pessoa a quem podia pedir ajuda é Zelensky”, afirma José Milhazes, alertando para o dinheiro que se podia poupar ao aproveitar o conhecimento dos ucranianos. Ouça a análise dos comentadores na versão podcast do Guerra Fria, emitido na SIC a 22 de fevereiro. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Vida em França
"A energia nuclear é limpa, segura e competitiva”

Vida em França

Play Episode Listen Later Mar 19, 2026 8:28


A Cimeira Mundial da Energia Nuclear realizou-se em Paris na semana passada, reunindo chefes de Estado, responsáveis de organizações internacionais, instituições financeiras e líderes da indústria nuclear para discutir o papel da energia nuclear no futuro energético mundial. A reunião teve como principal objectivo reforçar a cooperação internacional e promover o desenvolvimento seguro e sustentável da energia nuclear civil, num momento em que a procura global de electricidade cresce e aumenta a pressão para reduzir as emissões de carbono. Pedro Sampaio Nunes, ex-secretário de Estado da Ciência e Inovação do governo português e antigo director de novas tecnologias de energia na Comissão Europeia, defende que a energia nuclear é a melhor solução e explica porquê. Por que motivo a energia nuclear volta a estar no cento do debate internacional? A energia nuclear está a voltar ao debate nacional porque sempre foi e continua a ser o tipo de energia que resolve os problemas com os quais a humanidade está confrontada. Por ser a energia mais densa, tem maior densidade energética, não sofre de intermitência e permite, de uma forma limpa, produzir energia fiável, disponível 24 horas por dia. Estes são os grandes trunfos da energia nuclear. Para lhe dar uma ideia, para produzir a mesma unidade de energia é necessário 20 vezes mais materiais e recursos físicos. Estamos a falar de betão, aço, cobre, vidro, de todos os tipos de materiais. Alguns deles até críticos e difíceis de obter, como as terras raras, que neste momento estão completamente controlados pela China. Com energia renovável, precisa-se de 20 vezes mais do que com energia nuclear. Por isso, em termos de densidade energética, esta tem um valor extraordinário. Com muito pouco combustível, consegue produzir muita energia, à medida das necessidades, e não à medida da meteorologia. O objectivo é, até 2050, atingir a neutralidade carbónica e responder à procura global de electricidade. Num contexto actual, a energia nuclear é a melhor solução? É a melhor solução. Sempre foi. No passado, a energia nuclear foi confrontada com uma campanha muito negativa. Primeiro, uma campanha intensa feita por razões geopolíticas, na altura da Guerra Fria, porque a União Soviética não queria que o Ocidente ganhasse independência através da energia nuclear, embora eles próprios a estivessem a desenvolver, criando uma campanha política contra a energia nuclear. Depois houve o acidente de Chernobyl, que também afectou gravemente a credibilidade e a percepção de segurança desta forma de energia. Houve ainda Three Mile Island e o acidente de Fukushima, mais recentemente, quando estávamos novamente numa época de renascimento nuclear. No entanto, todos estes acidentes tiveram pouquíssimas vítimas. Apenas Chernobyl registou vítimas mortais, número que é infinitamente inferior ao que ocorre todos os anos, por exemplo, na produção de energia eléctrica a partir do carvão ou de outras fontes fósseis. Mas também se sabe que, no processo de desmantelamento das centrais nucleares, todo aquele material demora anos até desaparecer… Isso acontece com qualquer actividade industrial perigosa. No caso da energia nuclear, de forma muito mais controlada, os resíduos estão monitorizados e o desmantelamento é obrigatório. Há actualmente desenvolvimentos muito interessantes em novas tecnologias, como os pequenos reactores modulares. Na cimeira falou-se do financiamento de novos projectos nucleares, incluindo os reactores tradicionais. Qual é a importância destes reactores? Os pequenos reactores modulares existem na frota dos porta-aviões, nos submarinos nucleares e nos quebra-gelos russos, e existem também adaptados para a produção de energia civil russo e existe um novo reator deste tipo na China, no deserto de Gobi. Estes reatores são extremamente promissores e julgo totalmente possível que, nos próximos anos, apareçam pequenos reactores a produzir energia eléctrica a um valor competitivo no mercado, cerca de 30 euros por MWh. Isso vai pôr em questão o investimento em energia eólica. Não fará já sentido económico substituir parques eólicos cuja substituição será mais cara do que esta solução. Além disso, os parques eólicos e centrais solares têm uma vida útil muito mais curta, cerca de 20 a 25 anos, enquanto uma central nuclear demora no mínimo 60 anos e pode durar até 100 anos. Mas os países estão preparados para este desafio? Uns estão mais preparados, outros menos, e há quem ignore o problema - é o caso de Portugal, que por enquanto não participa na Aliança Europeia dos Pequenos Reatores Modulares. Para mim, seria obrigatório estar presente, até para acompanhar o que está em desenvolvimento. A Europa não está a acompanhar o esforço desejado. Os Estados Unidos, até por razões militares, estão a investir nesta área, tal como a China e a Rússia. Para nos mantermos competitivos e atrair investimento na indústria, precisamos de uma base de energia muito competitiva. Hoje, os nossos custos são o dobro dos Estados Unidos e o triplo da China. Nesta competição, a França pode ser um exemplo? A França tem tentado investir nos pequenos reactores modulares com a New Board, mas sofre, como toda a Europa, de uma hiperregulação, com exigências desnecessárias que tornam a construção muito mais cara. É preciso fazer um esforço para simplificar estes processos, sem nunca pôr em causa a segurança, que deve ser sempre salvaguardada. Os Estados Unidos estão a simplificar o licenciamento de novas centrais para tornar o processo mais ágil. A inteligência artificial tem aumentado o interesse pela energia nuclear. Como se explica este fenómeno? A inteligência artificial requer enorme quantidade de energia para funcionar, com centros de dados que consomem tanto como países inteiros. Por isso, será indispensável utilizar energia nuclear, pois só esta combina densidade energética e fiabilidade, sem intermitência. Sem isso, estamos fora do mercado, como já aconteceu em várias indústrias que foram para a China, devido à nossa obsessão por liderar a transição climática com métodos inadequados, como a dependência excessiva das energias renováveis. Renováveis são um óptimo complemento, mas nunca podem ser o pilar; a base tem de ser nuclear. A China está a liderar todos os sectores críticos para a transição energética. A cimeira foi marcada por críticas, nomeadamente da Greenpeace, que contesta o nuclear e alerta para riscos de segurança e dependência de cadeias de abastecimento ligadas à Rússia. A urgência de atingir a neutralidade carbónica e responder à procura de eletricidade não pode sobrepor-se aos perigos da energia nuclear? Não. Pelo contrário, os maiores perigos estão associados à alternativa que a Greenpeace defende: energias voláteis, variáveis e incontroláveis. Isso é que constitui um grave risco ambiental. Para produzir a mesma unidade de energia, é necessário 20 vezes mais recursos, o que é insustentável ambientalmente. Além disso, é preciso armazenar energia em baterias ou barragens, duplicando o consumo de recursos. Por isso, os ambientalistas que rejeitam a energia nuclear acabam por ser os maiores inimigos do ambiente. Os verdadeiros aliados do ambiente são aqueles que defendem a energia nuclear, que é limpa, segura e competitiva.

Artes
As "Terras do fim do Mundo" em exposição em Paris através da objectiva de Jo Ractliffe

Artes

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 8:42


Jo Ractliffe é uma fotógrafa de lugares, muitos deles devastados pela guerra. Começou nos anos 80 a fotografar a sua terra natal, a África do Sul, e no início dos anos 2000 foi até Angola onde vários anos depois do apogeu da guerra civil encontrou os vestígios de um conflito que dividiu e dizimou o país.   Jo Ractliffe é sul-africana e começou a fotografar nos anos 80, numa altura em que havia cada vez mais contestação interna e também internacional ao apartheid no seu país. Como artista, Jo Ractliffe começou a questionar os limites da fotografia documental e rapidamente adoptou um estilo  que apelida de “política da paisagem”, ou seja, o que uma paisagem nos pode transmitir sobre um país, mas também um tempo, muitas vezes o passado. A fotógrafa continua ainda hoje a questionar a presença do passado no presente e a capacidade de uma fotografia conter o poder da contradição. O Museu Jeu de Paume, em Paris, dedicado à fotografia, decidiu organizar uma retrospectiva de Jo Ractliffe, patente até 24 de Maio, com o nome “En ces lieux”, ou nesses lugares, em português. O percurso começa com algumas das suas primeiras fotografias nos anos 80, muitas realizadas em subúrbios industriais, fábricas abandonadas, campos de realojamento onde a pobreza e as desigualdades sociais eram flagrantes. As imagens na exposição visam esta reflexão da fotógrafa sobre a noção do espaço na História, como explica comissária desta exposição, Pia Viewing. "A exposição inteira foi elaborada e as obras foram selecionadas de modo a reflectir sobre a noção de lugar, de um sítio. Portanto, foi com base nesses diferentes projectos da Jo Ractliffe que selecionámos as imagens da exposição. Isso também significa que essa questão de lugar e espaço é baseada na observação do fotógrafo das propriedades do espaço que foi dividido e separado sob o apartheid e, claro, da segregação racial. Mas não vemos isso directamente nas imagens. Portanto, mais uma vez, estamos diante de um trabalho que sugere, uma obra onde devemos procurar pistas. Somos convidados a observar e a procurar detalhes nas fotografias que nos forneçam informações sobre essa história", disse a comissária da exposição. Em 2007, Jo Ractliffe vai pela primeira vez a Luanda. Angola era então um país recém saído de uma guerra civil que tinha durado quase 30 anos após a colonização de cinco séculos de Portugal. Logo após o fim da guerra colonial e o período da independência em 1975, Angola tornou-se um dos pontos quentes da Guerra-Fria, com a URSS e os Estados Unidos a fornecerem armas e apoio financeiro aos dois lados da guerra civil entre a UNITA e o MPLA. No terreno, outras potencias também se envolveram na guerra civil, como a África do Sul ou Cuba. Com a guerra em Angola a coincidir com os movimentos independentistas da Namíbia face à África do Sul, os sul africanos lutaram ao lado da UNITA nos anos 70 e 80, tendo a batalha de Cuito Cuanavale, a maior batalha da guerra civil angolana, a ter marcado o fim das participações estrangeiras no conflito no país. Mais de 20 anos depois, Jo Ractliffe vai a Angola, primeiro a Luanda e regressa de forma consecutiva nos anos seguintes, fotografando assim as “Terras do fim do Mundo”, nome pelo qual é conhecido o território da província de Cuando Cubango.  Algumas das viagens da fotógrafa a Angola foram realizadas com antigos guerrilheiros sul-africanos para documentar os lugares onde a guerra tinha acontecido e o que restava nas paisagens: minas enterradas, casernas e quarteis abandonados ou fossas comuns dissimuladas pela vegetação. "É interessante ver como Jo Ractliffe forma narrativas com estas imagens e como essas narrativas são alimentadas pelos vestígios deixados nos locais onde ocorreram acções do passado. De facto, há uma sala quase completa na exposição dedicada quase inteiramente à guerra em Angola, desde logo à guerra da independência e aos vários conflitos que se seguiram à independência de Angola em 1975. Portanto, Jo Ractliffe foi a Angola em 2007 e voltou a Angola várias vezes em 2009 e 2010. Ela fotografou coisas diferentes de cada vez, mas as últimas viagens foram acompanhadas por veteranos, especialmente veteranos sul-africanos. E são esses ex-soldados que vão ajudá-la a descobrir o território de uma maneira diferente e, em particular, a história da participação da África do Sul nessa guerra obscura, atroz, com milhares e milhares de mortes. Foi uma guerra que durou muito tempo, desde a independência em 75 até ao início dos anos 2000. Portanto, é muito interessante descobrir como esta artista não se concentrou na guerra em si, como faria um fotojornalista, e não mostrou directamente as atrocidades e os horrores da guerra. E acho que é interessante observar o seu trabalho hoje, quando o mundo está totalmente invadido por imagens de todos os tipos de violência e de guerras muito sangrentas. É extremamente interessante ver como uma artista pode ter uma abordagem sensível e poética e também, eu diria, de forma mais distante mas não menos comprometida, ficando assim a ideia de mostrar esses traços da guerra e acompanhar com os textos a descoberta dessa história que é profunda - já que, no caso da África do Sul, o apartheid dura desde o início do século XX", detalhou Pia Viewing. Nas fotografias de Jo Ractliffe, maioritariamente a preto e branco, não há violência, não há feridos, não há mortos, não há combates e não há armas, mas há tudo que fica de um conflito: paisagens nuas - já que sabemos que a vida animal do Sul de Angola foi devastada pelos conflitos -, pobreza, desolação e abandono. E isso faz com que estas fotografias pudessem ser tiradas em qualquer lugar do Mundo que viveu a crueldade de um conflito armado. Ao mesmo tempo, o Museu de Jeu de Paume, mostra numa outra exposição as fotografias de Martin Parr, um fotógrafo britânico que se assumia como documentarista e que através de cores exuberantes e fotografias inusitadas mostrava as contrariedades do Mundo em que vivemos. Duas maneiras de mostrar o Mundo, duas visões que Pia Viewing considera interessante ter lado a lado neste museu parisiense. "Martin Parr estava absolutamente determinado a documentar o mundo. Então, ele pensou: 'Sou um fotógrafo documental', enquanto Jo Ractliffe tem uma atitude um pouco diferente em relação ao documentário. Ela não tenta ser como ele nem como o seu acólito, David Goldblatt, por exemplo, um conhecido fotógrafo sul-africano que documenta o mundo de forma a fornecer informações directas sobre o mundo real. Ela está mais interessada em criar uma relação com a literatura, com a poesia, com essas influências, eu diria que são bastante literárias. Mas claro que as duas exposições estão a acontecer ao mesmo tempo, e acho que a atracção do público por Martin Parr. É interessante para Jo Ractliffe, porque muitas pessoas descobrem o trabalho de Ractliffe por causa do seu interesse por Martin Parr, e elas vêm ver a exposição por causa da exposição de Martin Parr. Mas acho que também é muito interessante para nós, Jeu de Paume, mostrar estas duas atitudes muito diferentes em relação a como documentar o mundo e como a fotografia pode ecoar directamente a atitude do fotógrafo em relação ao mundo ao seu redor", concluiu. A exposição de Jo Ractliffe, “En ces lieux”, pode ser vista até dia 24 de Maio no Museu Jeu de Paume, em Paris.

Bunker X
O GENERAL DOS OVNIs SUMIU (coincidência ou queima de arquivo?) | BUNKER X Podcast

Bunker X

Play Episode Listen Later Mar 17, 2026 35:14


No Boletim X, o telejornal interdimensional do Bunker X, Affonso Solano e Afonso 3D analisam algumas das notícias mais estranhas e intrigantes do momento.O destaque da edição é o misterioso desaparecimento do major-general aposentado William Neil McCasland, ex-oficial da Força Aérea dos Estados Unidos que esteve ligado a programas avançados de ciência e tecnologia militar.Ele desapareceu após sair para correr em uma trilha no Novo México — sem celular, sem relógio e sem deixar rastros. O caso mobilizou o FBI, autoridades locais e centenas de moradores em busca de imagens de câmeras de segurança.O detalhe que chama atenção: McCasland também esteve ligado a pesquisas conduzidas em instalações cercadas por décadas de especulações dentro da ufologia.Mas esse não é o único tema do episódio.Também falamos sobre:

Leste Oeste de Nuno Rogeiro
Impacto da Guerra no Irão: Consequências para o Preço dos Combustíveis e Energia em Portugal

Leste Oeste de Nuno Rogeiro

Play Episode Listen Later Mar 15, 2026 93:41


Esta semana no “Leste Oeste”, Nuno Rogeiro analisa em detalhe os impactos do conflito no Irão, com particular destaque para o aumento do preço dos combustíveis. Quando o comentador é questionado se Portugal estará preparado para uma crise energética, responde: “teoricamente sim, na prática não”. Recorda a resposta nacional durante a pandemia e o apagão e apela para que “mais do que um gabinete de crise para este tipo de emergências, nós temos de ter um grande acordo, como nós chamamos 'acordo de regime', entre os vários partidos parlamentares”. O comentador destacou ainda o contexto internacional, com foco nos recentes ataques à infraestrutura iraniana, as estratégias adotadas tanto pelo Irão como pelos Estados Unidos, e as repercussões na estabilidade dos países árabes vizinhos. Rogeiro foi taxativo perante o panorama militar, ao afirmar que “a destruição da Força Aérea iraniana parece ser um elemento que caracteriza este fase da guerra”, apresentando dados sobre a perda de capacidade operacional do Irão. O debate foi complementado por análises à postura da União Europeia e à sua defesa aérea. Este programa foi emitido na SIC Notícias a 15 de março, ouça aqui a análise em podcast. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podtrash
Podtrash 810 – Águia de Fogo

Podtrash

Play Episode Listen Later Mar 7, 2026 66:51


Horror! Medo! Desespero! Hoje falamos do filme de TV que originou a série Águia de Fogo (Airwolf): helicópteros absurdos, conspirações da Guerra Fria e ação oitentista no talo. Também comparamos a calvície do Exumador com uma águia-careca em pleno voo.A ciência ainda investiga qual dos dois reflete mais luz. E claro… Bruno sumiu da gravação. […]

Outliers
#181 Nova Guerra Fria: como a geopolítica vai impactar seus investimentos?

Outliers

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 75:42


Na edição 181 do Outliers InfoMoney, Clara Sodré e Fabiano Cintra seguem falando sobre mercado global. Agora, focando na geopolítica internacional.   O convidado da vez é o diretor-executivo para as Américas da Eurasia Group, Christopher Garman. A conversa franca, técnica e de qualidade aborda qual o peso da geopolítica internacional no mercado financeiro, se os EUA ainda são o porto seguro do mundo e se a China quer substituir os EUA como nova líder global, com uma espécie de Guerra Fria no caminho.   Ao longo do episódio, eles discutem também a guerra entre Ucrânia e Rússia, Europa, Oriente Médio e a relevância do petróleo no meio de tudo isso. Além, claro, do momento do Brasil neste cenário, apontando os cuidados e os pontos de atenção que você, investidor, deve ter, especialmente em período eleitoral.   Acompanhe o bate-papo e entenda como investir melhor e com mais retorno. 

História em Meia Hora
Hiroshima e Nagasaki

História em Meia Hora

Play Episode Listen Later Feb 21, 2026 32:49


O História em Meia Hora agora é em VÍDEO! Nos últimos momentos da Segunda Guerra Mundial, os EUA lançaram pela primeira vez na História duas bombas atômicas em civis japoneses. Era realmente necessário? Impediu mais mortes ou foi apenas uma preparação para a Guerra Fria que viria a seguir? Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que foi o bombardeio atômico nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.-Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal no YouTube e assista o História em Dez Minutos!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresConheça meu outro canal: História e Cinema!https://www.youtube.com/@canalhistoriaecinemaOuça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:- ALPEROVITZ, Gar. The Decision to Use the Atomic Bomb. New York: Vintage Books, 1996.- DOWER, John W. Embracing Defeat: Japan in the Wake of World War II. New York: W. W. Norton & Company, 1999.- UNITED STATES STRATEGIC BOMBING SURVEY. The Effects of Atomic Bombs on Hiroshima and Nagasaki. Washington, D.C.: U.S. Government Printing Office, 1946.- WESTAD, Odd Arne. The Cold War: A World History. New York: Basic Books, 2017.

Diplomatas
“NATO 3.0”: EUA “autorizam Europa a ter Exército próprio para se defender da Rússia”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 37:16


O episódio desta semana do podcast Diplomatas foi dedicado à análise dos discursos dos principais líderes políticos norte-americanos e europeus na 62.ª Conferência de Segurança de Munique, nomeadamente Marco Rubio, Friedrich Merz, Volodymyr Zelensky, Ursula von der Leyen, Emmanuel Macron, Keir Starmer e Mark Rutte. Teresa de Sousa e Carlos Gaspar tiraram lições do evento na Alemanha para reflectir sobre o actual estado das relações transatlânticas, destacando também a intervenção do subsecretário de Defesa dos EUA, Elbridge Colby, na reunião de ministros da Defesa da NATO, e a visita de Rubio à Hungria, para apoiar a campanha eleitoral de Viktor Orbán. No âmbito das tensões com Moscovo, no contexto da guerra na Ucrânia, a jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA também assinalaram os 80 anos volvidos do “longo telegrama” do antigo embaixador dos EUA George Kennan, que estabeleceu as bases para a estratégia de “contenção” da então União Soviética durante a Guerra Fria. Houve ainda tempo para responder a uma pergunta enviada por um ouvinte do Diplomatas sobre a influência do Projecto 2025, da ultraconservadora Heritage Foundation, na governação de Donald Trump, e sobre os próximos passos até às eleições intercalares norte-americanas, agendadas para Novembro. Por fim, falou-se de Jesse Jackson, figura de proa da luta pelos direitos civis nos EUA, que morreu no domingo, aos 84 anos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Professor HOC
O FIM DO MAIOR PERÍODO DE PAZ DA HISTÓRIA

Professor HOC

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 23:31


No vídeo de hoje eu explico por que as últimas oito décadas – o maior período sem guerra entre grandes potências desde o Império Romano – são uma anomalia histórica que a gente trata como normal. Parto de três números-chave dessa “longa paz”: 80 anos sem guerra direta entre grandes potências, 80 anos sem uso de armas nucleares em combate e apenas 9 países com armas atômicas, apesar de mais de 100 terem capacidade de fabricá-las. Reconto como Hiroshima, Nagasaki, a crise dos mísseis em Cuba e a lógica da destruição mútua assegurada na Guerra Fria forçaram EUA e URSS a construírem uma ordem internacional de segurança baseada em alianças (OTAN, Japão), instituições (ONU, FMI, Banco Mundial) e no Tratado de Não Proliferação Nuclear. Depois analiso como o “dividendo da paz” pós-1991, o fim da URSS, o otimismo de Fukuyama sobre o “fim da história” e a globalização criaram uma falsa sensação de segurança, enquanto os EUA se atolavam no Afeganistão e no Iraque. A partir daí, mostro os cinco fatores que hoje ameaçam essa paz: amnésia histórica sobre o horror de uma guerra total; ascensão da China e o ressentimento da Rússia de Putin; a erosão do peso econômico dos EUA em um mundo cada vez mais multipolar; o excesso de compromissos militares americanos; e a polarização interna que paralisa a política externa dos EUA. No fim, a pergunta central é direta: essa era sem Terceira Guerra Mundial é o “normal” ou é um acidente histórico que pode acabar? E o que seria necessário, em termos de imaginação estratégica e vontade política, para segurar essa paz por mais uma geração?

BITACORA DEL SUR de Ramon Freire
Florencia pieza clave para entender la nueva guerra fria

BITACORA DEL SUR de Ramon Freire

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 13:08


Florencia pieza clave para entender la nueva guerra fria

Professor HOC
GEOPOLÍTICA EM 2026: AS GUERRAS E MUDANÇAS QUE VÃO CHACOALHAR O MUNDO

Professor HOC

Play Episode Listen Later Dec 29, 2025 36:05


Em 2025 ficou claro que o mundo que conhecíamos desde o fim da Guerra Fria não existe mais. A hegemonia americana está sendo desafiada não só por outros players, cada vez mais organizados entre si, mas também pelos próprios americanos, muitos deles não acreditam que o país tenha mais o mesmo poder.Em 2026 essa dinâmica promete se agravar ainda mais. Se tem uma coisa que a história do mundo nos ensinou é que em momentos de desafio das hegemonias dominantes, o mundo é dominado por guerras, conflitos e mudanças imprevisíveis.Nesse vídeo vou mostrar para vocês coisas que devemos ficar atentos no próximo ano!

História FM
224 Ditadura no Uruguai: os anos de repressão no país platino

História FM

Play Episode Listen Later Dec 22, 2025 86:34


Entre 1973 e 1985, o Uruguai viveu um dos períodos mais autoritários de sua história, marcado pela ruptura institucional, pela repressão sistemática e pela suspensão das liberdades democráticas. O golpe que fechou o Parlamento inaugurou uma ditadura cívico-militar que combinou a atuação direta das Forças Armadas com a presença de presidentes civis submetidos ao poder militar. Em nome da segurança nacional e sob o contexto da Guerra Fria, o regime perseguiu partidos políticos, sindicatos e organizações sociais, promoveu prisões em massa, institucionalizou a tortura e produziu desaparecimentos forçados. Ao longo dos anos, disputas internas no próprio regime, derrotas políticas em plebiscitos e eleições controladas, além da pressão social, abriram caminho para uma lenta transição que culminou no retorno do governo civil em 1985. Convidamos Rodrigo Castro para analisar o funcionamento da ditadura uruguaia, seus mecanismos de repressão e controle, as disputas internas do regime e os dilemas da transição democrática, discutindo também os impactos políticos e sociais desse período na história recente do Uruguai.Instagram: ⁠@iclesrodrigues⁠Adquira o curso História: da pesquisa à escrita por apenas R$ 49,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Adquira o curso A Operação Historiográfica para Michel de Certeau por apenas R$ 24,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Adquira o curso O ofício do historiador para Marc Bloch por apenas R$ 29,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Colabore com nosso trabalho em ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠apoia.se/obrigahistoria⁠⁠⁠⁠⁠O melhor custo-benefício é na INSIDER. Com nosso cupom e os descontos do site seu desconto pode chegar a até 50%! Use o cupom HISTORIAFM para os melhores descontos, ou acesse o site pelo link ⁠https://creators.insiderstore.com.br/HISTORIAFM⁠⁠ #insiderstore

Solo Documental
Cohetes: Los misiles de la guerra fria

Solo Documental

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 45:33


Desde el agostado desierto de Nuevo México hasta las playas de corales de Cabo Cañaberal, los cohetes y los misiles de los años 50 engendraron la exploración del espacio y el terror de la guerra fría. Comienza la carrera por los ICMB o misiles balísticos intercontinentales

Empiricus Puro Malte
Hello, Brasil! | E06: SUL GLOBAL É FICÇÃO? Marcos Troyjo, BRICS e a nova Guerra Fria (China vs EUA)

Empiricus Puro Malte

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 60:33


Marcos Troyjo, ex‑presidente do Banco dos BRICS, fundador do BRICLab na Columbia e professor em Oxford, analisa o cenário geopolítico global e o lugar do Brasil na nova Guerra Fria entre China e Estados Unidos. Ele discute o conceito de “Sul Global”, explica a desglobalização e comenta como o país pode se tornar um ator “geopoliticamente pendular”.​Neste episódio de “Hello, Brasil! – o país no divã”, Troyjo fala sobre BRICS, disputa por terras raras e minerais críticos, o papel do agronegócio e da matriz energética brasileira e os bastidores de sua saída do Novo Banco de Desenvolvimento. Ele também aborda as escolhas diplomáticas do Brasil em temas como Venezuela, Oriente Médio, eleições americanas e a volta de Trump com uma nova leitura da Doutrina Monroe.​Na parte final, a conversa entra em 2026: “PT‑fadiga”, anti‑incumbência, o papel das elites brasileiras e o que o país precisa fazer para crescer 4% ao ano e fechar a distância em relação a economias como Portugal. Um diálogo franco, denso e técnico sobre como o Brasil é visto no mundo – e quais decisões podem destravar seu potencial nas próximas décadas.​Capítulos:00:00 – APRESENTAÇÃO E TRAJETÓRIA DE MARCOS TROYJO05:22 – BRASIL: O GIGANTE QUE VAI MAL NA ESCOLA13:04 – DESGLOBALIZAÇÃO: DO FIM DA HIPERGLOBALIZAÇÃO À GUERRA FRIA 2.018:40 – TERRAS RARAS E MINERAIS CRÍTICOS: A NOVA JOIA DA COROA BRASILEIRA24:45 – POR QUE MARCOS TROYJO SAIU DO BANCO DOS BRICS31:31 – SUL GLOBAL: POR QUE TROYJO DIZ QUE É UMA FICÇÃO35:08 – “PAZ QUENTE”: COMO O BRASIL NAVEGA ENTRE CHINA E EUA39:36 – DIPLOMACIA BRASILEIRA E O RISCO DE PENDER PARA UM LADO43:51 – “PT‑FADIGA” E OS CENÁRIOS POLÍTICOS PARA 202659:24 – ELITES BRASILEIRAS E O “KPI” DO BRASIL​Sobre Marcos Troyjo:Ex‑presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco dos BRICS, 2020‑2023), fundador do BRICLab na Columbia University, professor visitante na Blavatnik School of Government (University of Oxford) e ex‑Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia (2019‑2020).​

Professor HOC
O ARSENAL NUCLEAR CHINÊS

Professor HOC

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 13:14


No vídeo de hoje eu explico por que a frase de Trump — de que os EUA vão “testar armas nucleares em igualdade de condições com China e Rússia” — acende todos os alertas justamente em Pequim. A partir do polêmico anúncio, eu mostro como funciona o jogo de ambiguidade em torno de Lop Nor: a China não testa oficialmente desde 1996, diz cumprir o Tratado de Proibição Completa de Testes, mas amplia túneis, poços profundos e infraestrutura de testes no deserto de Xinjiang para estar pronta no dia em que o regime de controle ruir. Aí eu volto no tempo: Mao chamando a bomba de “tigre de papel”, o medo real de EUA, URSS e Índia, a expulsão de Qian Xuesen dos EUA (e como isso ajudou a criar o programa nuclear chinês), o primeiro teste em 1964, a doutrina de “dissuasão mínima” e o famoso compromisso de “não usar primeiro” — ao mesmo tempo em que Pequim demorou para aderir ao TNP e flertou com a proliferação via Paquistão. De lá, venho para o presente: campos de silos gigantes, novos mísseis intercontinentais com múltiplas ogivas, capacidades hipersônicas, submarinos modernizados e um arsenal que já passou das “centenas baixas”, tudo sob uma névoa estatística que impede qualquer controle de armas sério entre três grandes potências. Falo também das purgas na Força de Foguetes, da corrupção em larga escala dentro do programa nuclear e do paradoxo de um arsenal em rápida modernização comandado por uma estrutura política cada vez mais opaca e centralizada em Xi Jinping. No fim, respondo às perguntas centrais: o que Trump realmente ganha ao ameaçar voltar a testar? A China está apenas reforçando a capacidade de segundo ataque ou caminhando para paridade nuclear com EUA e Rússia? E, sobretudo, o que significa para o mundo entrar numa Guerra Fria 2.0 com três potências nucleares disputando prestígio, dissuasão e narrativas ao mesmo tempo.

Bunker X
O Documentário que o governo dos EUA não quer que você veja! | BUNKER X Podcast

Bunker X

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 77:07


A MAIOR REVELAÇÃO DA HISTÓRIA?Prepare-se para mergulhar no episódio mais explosivo do Bunker X até agora. Affonso Solano e Afonso 3D analisam o impactante documentário The Age of Disclosure (2025), que pode ser o gatilho para a revelação definitiva de que não estamos sozinhos no universo.Com base em dezenas de depoimentos de insiders do governo americano — ex-militares, agentes da CIA e cientistas envolvidos em programas secretos — este episódio traz um resumo completo e comentado das denúncias mais bombásticas sobre:✅ Tecnologia alienígena em posse dos EUA desde 1947✅ A existência do ultra-secreto Programa Legacy✅ O caso Tic Tac UFO e objetos que violam as leis da física✅ A teoria da propulsão por warp bubble (dobra espacial)✅ A possibilidade real de vida extraterrestre e contato com múltiplas espécies✅ Efeitos biológicos colaterais em humanos que se aproximaram dos UAPs✅ Rumores de que Donald Trump pode fazer um pronunciamento oficial sobre alienígenasTeorias da conspiração? Guerra Fria cósmica? Ou o próximo passo da evolução da nossa civilização?Seja você um cético curioso ou um ufólogo veterano, este episódio é para você. A dupla do Bunker X mistura informação pesada com o humor ácido e crítico que já virou marca registrada do canal.Palavras-chave:OVNIs, UFOs, UAPs, aliens, The Age of Disclosure, documentário, governo americano, Área 51, Projeto Legacy, Donald Trump, revelação alienígena, conspiração, engenharia reversa, Warp Drive, Tic Tac UFO, Roswell, Disclosure, vida extraterrestre, ufologia 2025, tecnologia alien, Bunker X, Affonso Solano, Afonso 3DEste programa foi um oferecimento de:INSIDERGaranta descontos incríveis usando o cupom BUNKERX:https://www.insiderstore.com.br/BunkerX#insiderstoreCOMPRE o livro "Sob as Ruínas das Luzes"amazon.com.br/dp/B0FFTGNBMT

PodCast IDEG
Fio da Meada #8 - SALTE, liberalismo e crises globais: planos econômicos, inflação e o mundo nuclear

PodCast IDEG

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 26:50


No Fio da Meada #8, Adler Silva costura três grandes fios que atravessam economia, história e Direito Internacional — e que caem direto no CACD. O episódio revisita os principais planos econômicos do Brasil, do SALTE ao Plano Real, explicando como políticas liberais, inflação crônica e intervenções do Estado moldaram a trajetória econômica brasileira entre Dutra e FHC. A análise segue conectando a política econômica latino-americana ao Consenso de Washington, revelando como a crise mexicana de 1994 dialoga com a vulnerabilidade dos países da região — e com o próprio histórico brasileiro. E porque economia e geopolítica caminham juntas, o episódio avança para o cenário internacional da Guerra Fria, explorando a corrida nuclear, o TNP, a atuação da AIEA, a lógica da legítima defesa e o risco global da crise dos mísseis. Tudo para mostrar como o “SALTE econômico” se liga, de forma surpreendente, ao “salto nuclear” das superpotências.

Viracasacas Podcast
RT Comentado 50 – Vampiros da CIA

Viracasacas Podcast

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 21:47


Olá, pessoas, hoje vamos falar de uma das operações mais bizarras da CIA durante a Guerra Fria. Imaginem a cena: Filipinas, início dos anos 1950. Um soldado guerrilheiro comunista desaparece durante uma patrulha noturna. Dias depois, seus companheiros encontram o corpo dele abandonado numa trilha. Duas marcas de furos no pescoço. O cadáver completamente sem sangue. O que aterrorizou esses guerrilheiros experientes?

Brasil Paralelo | Podcast
COMO O MOVIMENTO DE TRUMP MUDA A POLÍTICA NOS EUA | Magna Carta por Ricardo Gomes

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 10:07


Um panorama direto sobre como a New Left americana e as mudanças econômicas trazidas pela China reconfiguraram a direita nos EUA — do legado Reagan–Friedman ao MAGA/America First. O vídeo aborda: a virada cultural nas universidades, o debate “woke” x valores tradicionais, imigração, desindustrialização, tarifas, e o novo arranjo do Partido Republicano sob Donald Trump. Também compara EUA e Europa, discute os impactos do ingresso da China na OMC, o papel do bipartidarismo e por que a política americana “mudou de eixo” desde o pós-Guerra Fria. __________ Precisa de ajuda para assinar? Fale com nossa equipe comercial: https://sitebp.la/yt-equipe-de-vendas Já é assinante e gostaria de fazer o upgrade? Aperte aqui: https://sitebp.la/yt-equipe-upgrade

Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo #93 Influência dos EUA na América Latina

Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 110:52


No episódio 93 do Fronteiras no Tempo, Marcelo Beraba e o Estagiário Rodolfo recebem dois convidados de peso para uma conversa que atravessa décadas de disputas políticas, econômicas e culturais: a professora Camila Feix Vidal (Economia e Relações Internacionais – UFSC) e o professor Marcos Sorrilha (História – UNESP). Juntos, eles exploram a Influência dos Estados Unidos na América Latina, analisando como o poder norte-americano moldou governos, economias, culturas e até imaginários sociais em nosso continente. Da Doutrina Monroe à Guerra Fria, das intervenções militares à dependência econômica, o episódio mergulha nas múltiplas camadas dessa relação complexa – marcada tanto por alianças estratégicas quanto por tensões profundas. Se você quer entender como o "quintal americano" se transformou em um campo de disputas globais e como essas dinâmicas ainda ecoam no presente, este episódio é indispensável. Dá o play e vem com a gente atravessar as fronteiras da história e da geopolítica! Artes do Episódio: C. A. Mencionado no Episódio YOUTUBE (Canal do Sorrilha). Qual é o correto: Americano ou estadunidense? YouTube, 2023. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=KWKktKCj2Qc A IDADE DOURADA (The Gilded Age). Criação de Julian Fellowes. [Série de televisão]. Estados Unidos: HBO, 2022–. Disponível em: https://www.imdb.com/pt/title/tt4406178/ GREJO, Camila Bueno. Entre a diplomacia e a História: a atuação de Estanislao Zeballos frente ao Panamericanismo. Revista de Historia de América, n. 165, p. 165–191, maio-ago. 2023. ISSN impresso: 0034-8325. ISSN eletrônico: 2663-371X. DOI: https://doi.org/10.35424/rha.165.2023.1106 INSTITUTO DE ESTUDOS LATINO-AMERICANOS (IELA – UFSC). Página institucional. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, [s.d.]. Disponível em: https://iela.ufsc.br/instituto/?ancora=#colaboradores . Acesso em: 4 nov. 2025. INSTITUTO DE ESTUDOS LATINO-AMERICANOS (IELA – UFSC). Canal no YouTube. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, [s.d.]. Disponível em: https://www.youtube.com/@Ielaufsc . Acesso em: 4 nov. 2025. Financiamento Coletivo Existem duas formas de nos apoiar Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais Twitter, Facebook, Youtube, Instagram Contato fronteirasnotempo@gmail.com Material Complementar ANDREWS, George Reide. América Afro-Latina (1800-2000). trad. Magda Lopes. São Carlos: EDUFSCAR, 2007 DULCI, Tereza Maria Spyer. As conferências Pan-Americanas (1889 a 1928): identidades, união aduaneira e arbitragem. São Paulo: Alameda Casa Editorial, 2013. FITZ, Caitlin Annette. Our Sister Republics: The United States in an Age of American Revolutions. New York: W.W. Norton & Company, 2016. PECEQUILO, Cristina Soreanu. A política externa dos Estados Unidos. 3. ed. ampliada e atualizada. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2011. SCHOULTS, Lars. Estados Unidos: poder e submissão – uma história da política norte-americana em relação à América Latina. Trad. Raul Fiker. Bauru-SP: EDUSC, 2000. Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo #93 Influência dos EUA na América Latina. Locução Marcelo de Souza Silva, Rodolfo Grande Neto, Camila Felix Vidal, Marcos Sorrilha, Willian Spengler e Cesar Agenor Fernandes da Silva [S.l.] Portal Deviante, 06/11/2025. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=66000&preview=true Expediente Produção Geral: C. A. e Beraba. Hosts: Marcelo Beraba e Estagiário Rodolfo. Recordar é viver: Willian Spengler. Artes do Episódio: C. A. Edição: Talk’nCast Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian Spengler See omnystudio.com/listener for privacy information.

História FM
215 Baía dos Porcos: a invasão e seus impactos na Guerra Fria

História FM

Play Episode Listen Later Oct 13, 2025 72:40


Em abril de 1961, um grupo de exilados cubanos anticastristas, treinados e apoiados pela CIA, tentou invadir Cuba pela Baía dos Porcos, no que ficou conhecido como uma das mais emblemáticas derrotas militares da Guerra Fria. A operação, lançada poucos meses após John F. Kennedy assumir a presidência dos Estados Unidos, pretendia derrubar o governo socialista de Fidel Castro, mas terminou em fracasso após apenas três dias de combates. As forças cubanas, preparadas e armadas pelo Bloco do Leste, rapidamente derrotaram os invasores, consolidando o poder da Revolução Cubana e ampliando as tensões entre Washington e Havana. Convidamos Vitor Soares para explicar como se deu a Invasão da Baía dos Porcos, seus desdobramentos políticos e o impacto desse episódio na consolidação do regime de Fidel Castro e no acirramento da Guerra Fria na América Latina.Financiamento coletivo do jogo Imperialismo: América CLICANDO AQUI⁠Adquira o curso História: da pesquisa à escrita por apenas R$ 49,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Adquira o curso A Operação Historiográfica para Michel de Certeau por apenas R$ 24,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Adquira o curso O ofício do historiador para Marc Bloch por apenas R$ 29,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Colabore com nosso trabalho em ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠apoia.se/obrigahistoria⁠⁠⁠Calor chegando, hora de usar INSIDER! Adquira com 12% de desconto com o cupom HISTORIAFM ou pelo link ⁠⁠https://creators.insiderstore.com.br/HISTORIAFM ⁠⁠#insiderstore

História em Meia Hora
Invasão da Baía dos Porcos

História em Meia Hora

Play Episode Listen Later Oct 11, 2025 32:15


ACABOU DE SAIR O JOGO DE TABULEIRO DO HISTÓRIA EM MEIA HORA!Garanta o seu através do apoia.se/imperialismoamericaSepare trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) -Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal no YouTube e assista o História em Dez Minutos!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresConheça meu outro canal: História e Cinema!https://www.youtube.com/@canalhistoriaecinemaOuça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:- CHOMSKY, Noam. Hegemonia ou sobrevivência: a estratégia imperialista dos Estados Unidos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.- GLEIJESES, Piero. Conflicting Missions: Havana, Washington, and Africa, 1959–1976. Chapel Hill: University of North Carolina Press, 2002.- JONES, Howard. The Bay of Pigs. Oxford: Oxford University Press, 2008.- KORNBLUH, Peter. Bay of Pigs Declassified: The Secret CIA Report on the Invasion of Cuba. New York: The New Press, 1998.- PÉREZ JR., Louis A. Cuba: Between Reform and Revolution. 5. ed. New York: Oxford University Press, 2014.- PATERSON, Thomas G. Contestando a Guerra Fria: ideias e política externa dos EUA. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997.- RABE, Stephen G. A Era das Intervenções: a América Latina e os Estados Unidos. São Paulo: Paz e Terra, 2005.- ROHDEN, João Francisco. A Revolução Cubana. São Paulo: Editora Contexto, 2015.

Os Sócios Podcast
ESTADOS UNIDOS VS. VENEZUELA: OS EUA VÃO INVADIR A VENEZUELA? (Professor HOC) | Os Sócios 264

Os Sócios Podcast

Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 98:53


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História em Meia Hora
LANCEI UM JOGO DE TABULEIRO! CONHEÇA O IMPERIALISMO: AMÉRICA

História em Meia Hora

Play Episode Listen Later Oct 7, 2025 2:31


FINANCIAMENTO COLETIVO DISPONÍVEL! COLABORE E RECEBA O SEU IMPERIALISMO: AMÉRICA:https://apoia.se/imperialismoamerica

Nós na História
#177 - Alasca, a ponte da história

Nós na História

Play Episode Listen Later Sep 5, 2025 34:27


Você pensa no Alasca e imagina só neve, urso e pescador de salmão? Pois esse pedaço gelado foi a verdadeira ponte da história: porta de entrada da humanidade nas Américas, vitrine de disputas entre impérios e até palco da única invasão japonesa em solo dos EUA. Entre noites sem sol, corridas do ouro e o peso da Guerra Fria, o Alasca prova que o fim do mundo é, na verdade, o começo de muita coisa.—------------------------------APOIE o programa: APOIA.SE - https://apoia.se/nosnahistoriaSIGA-NOS no Instagram: @nosnahistoria_@buenasideias@lucianopotter @arthurdeverdadePatrocínio:TRADUZCA - https://www.traduzca.com/LIVROS INDICADOS NO EPISÓDIO - UM LIVRO - https://www.livrarianosnahistoria.com.br/Captação de áudio & vídeo, edição e finalização - https://www.instagram.com/studioprohub/