Podcasts about Viol

Bowed, fretted and stringed instrument

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Viol

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ONU News
Moçambique reflete sobre violência contra idosos ao marcar data da ONU

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 3:47


Em Dia Mundial de Conscientização contra Abuso a Idosos, país africano destaca casos variados como abusos e exploração financeira, bem como negligência; 36% das idosas já sofreram algum tipo de violência. 

RTL Matin
DOCUMENT RTL - "C'est un monstre" : le témoignage de la mère de Prescyllia, qui accuse le père de Jérôme Barella de viol

RTL Matin

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 1:09


Ecoutez Le journal RTL du 12 juin 2026.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Porque Sim Não é Resposta
"Eu mereci”: quando uma criança normaliza a violência

Porque Sim Não é Resposta

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 10:23


O pai de um menino de 8 anos, alvo de alguma violência na escola, ficou alarmado com uma frase do filho: "Eu também provoquei, eu mereci". A escola desvalorizou, disse que faz parte do desenvolvimentoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Radioagência
Plenário pode votar projeto que aumenta proteção de mulheres contra a violência política

Radioagência

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026


Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Lei amplia apoio educacional a mulheres vítimas de violência doméstica

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 1:41


Legislação passa a prever oportunidades educacionais e programas de acesso e permanência no ensino superior.

RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - O Homem Entre a Violência e a Liberdade - Programa 579 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 3:59


Pequenos textos, contos, crónicas, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia.

Les voix du crime
Elle accuse un célèbre avocat de viol : Margaux raconte comment elle a vécu la "longue" procédure face à son confrère

Les voix du crime

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 34:41


Margaux - c'est un nom d'emprunt - accuse de viol l'avocat Alex Ursulet, connu notamment pour avoir défendu le tueur en série Guy Georges. En 2019 elle a porté plainte contre cet homme. Les faits qu'elle dénonce ont eu lieu un an et demi auparavant alors qu'elle commençait un stage chez ce ténor du barreau. L'avocat est radié du barreau à l'issue d'une procédure disciplinaire mais fait appel, et peut donc continuer d'exercer. Il nie les faits que Margaux lui reproche, multiplie les procédures d'appel et porte plainte pour dénonciation calomnieuse. En novembre 2025 à l'issue de 5 jours de procès, il est acquitté au bénéfice du doute. Le parquet a fait appel et Margaux attend le prochain procès. Comment vit-elle toute cette procédure ? La voix du crime de cet épisode c'est donc Margaux, qui accuse son célèbre confrère Alex Ursulet de viol. Elle témoigne au micro de Marie Zafimehy. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Convidado
Activista denuncia que morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” em França

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 13:31


Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”   Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução”   RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”

Volta ao mundo em 180 segundos
11/06: Abertura da Copa dividida em três | Incerteza sobre fechamento de Ormuz | Protestos anti-imigração tomam as ruas da Irlanda do Norte

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 4:16


Começa hoje a Copa do Mundo de futebol, com 104 partidasdistribuídas entre os três países sede – México, Canadá e Estados Unidos. E ainda:- Seleção do Haiti foi notificada pela Fifa para que mudassea estampa da camisa, pois alguns elementos poderiam passar mensagens políticas; o árbitro Omar Artan é suspeito de envolvimento com terroristas, segundo o governo dos EUA; Seleção Iraniana foi proibida de ficarem mais de 36 horas nosEstados Unidos- Guarda Revolucionária do Irã anuncia mais uma vez ofechamento do Estreito de Ormuz, como resposta aos ataques americanos. Casa Branca afirma que fechamento não é real, que já finalizou os ataques e estão dispostos a seguir com as negociações de paz- Violência anti-imigração toma as ruas na Irlanda do Norte.Protestos começaram depois que um homem sudanês foi acusado de esfaquear um irlandês. Na capital, Belfast, homens mascarados incendiaram casas e expulsaram famílias Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 Segundos Fale conosco através do mundo180segundos@gmail.com

RTL Stories
Les voix du crime - Elle accuse un célèbre avocat de viol : Margaux raconte comment elle a vécu la "longue" procédure face à son confrère

RTL Stories

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 34:41


Margaux - c'est un nom d'emprunt - accuse de viol l'avocat Alex Ursulet, connu notamment pour avoir défendu le tueur en série Guy Georges. En 2019 elle a porté plainte contre cet homme. Les faits qu'elle dénonce ont eu lieu un an et demi auparavant alors qu'elle commençait un stage chez ce ténor du barreau. L'avocat est radié du barreau à l'issue d'une procédure disciplinaire mais fait appel, et peut donc continuer d'exercer. Il nie les faits que Margaux lui reproche, multiplie les procédures d'appel et porte plainte pour dénonciation calomnieuse. En novembre 2025 à l'issue de 5 jours de procès, il est acquitté au bénéfice du doute. Le parquet a fait appel et Margaux attend le prochain procès. Comment vit-elle toute cette procédure ? La voix du crime de cet épisode c'est donc Margaux, qui accuse son célèbre confrère Alex Ursulet de viol. Elle témoigne au micro de Marie Zafimehy. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Em directo da redacção
Activista denuncia que morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” em França

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 13:31


Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”   Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução”   RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”

Mulheres de Palavra
Campanha combate violência política contra mulheres nos ambientes digitais

Mulheres de Palavra

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026


Noticiário Nacional
3h Líder da Irlanda do Norte condena violência em Belfast

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 8:08


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On marche sur la tête
Retrouvez le témoignage poignant d'une auditrice, victime de viol et mère de victime, dont l'affaire a été classée sans suite

On marche sur la tête

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 7:51


Christine Kelly revient, sans concession, sur tous les sujets qui font l'actualité. Vous voulez réagir ? Appelez le 01.80.20.39.21 (numéro non surtaxé) ou rendez-vous sur les réseaux sociaux d'Europe 1 pour livrer votre opinion et débattre sur grandes thématiques développées dans l'émission du jour.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Jornal da USP
Ambiente é o Meio #225: Cosmologia indígena inspira thriller sobre violência e resistência amazônicas

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 25:24


Em "Os Urubus Não Esquecem", antropólogo entrelaça crime organizado, devastação ambiental e saberes indígenas para refletir sobre os conflitos contemporâneos

Radioagência
Câmara pode votar adesão do Brasil a convenção internacional que prevê punições e reparações para assédio e violência no trabalho

Radioagência

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026


C à vous
Lyhanna : le père et le frère de J. Barella accusés de viol - Le 5/5 de Lorrain Sénéchal

C à vous

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 5:15


Au programme du 5/5 :Lyhanna : le père de J. Barella lui-même accusé de violLe frère de Jérôme Barella mis en examen pour violsAffaire Lyhanna : le gouvernement fait blocTous les soirs du lundi au jeudi vers 19h40 sur France 5, Lorrain Sénéchal vous informe sur l'actualité du jour dans son “5 sur 5”.

ONU News
Nigéria: relatores alertam para casos de violência a cristãos e outras minorias

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 2:30


Comunicado cita ambiente de impunidade, no norte do país africano, após ataques deliberados a comunidades cristãs, deslocamentos em massa e abusos contra mulheres e crianças.

Ràdio Maricel de Sitges
‘Matar en vida', el reportatge d'Anna Grimau sobre la violència vicària que remou consciències

Ràdio Maricel de Sitges

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026


'És el mal més gran que pot existir a la humanitat'. Així defineix el magistrat Vicente Magro els casos de violència vicària, o sia la que s'exerceix sobre la dona a través del maltractament o l'assassinat dels seus fills per part del seu cònjuge. Des del 2013 a Espanya 68 menors han estat assassinats per violència vicària. La periodista sitgetana Anna Grimau ens presenta 'Matar en vida', un reportatge que aborda el testimoni i la reflexió de dones víctimes d'aquest tipus de violència, complementat amb l'apunt d'especialistes en el tema des de l'àmbit judicial/legal. El podeu trobar disponible a la plataforma RTVEplay. L'entrada ‘Matar en vida’, el reportatge d’Anna Grimau sobre la violència vicària que remou consciències ha aparegut primer a Radio Maricel.

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento
Como está funcionando o protocolo de segurança da UFRJ

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 2:55


O Conselho Universitário aprovou, em maio, a Política de Gestão Integrada do Risco de Violência Urbana, que estabelece diretrizes para a atuação da instituição diante de operações policiais, confrontos armados e situações de risco. Reivindicação de três anos do movimento estudantil, o também chamado “protocolo de segurança” foi construído após um longo debate entre o corpo social e as instâncias deliberativas da UFRJ. A reportagem ouviu o estudante João Miranda, que acompanhou o grupo de trabalho criado para encaminhar a pauta.Reportagem: Mariana FonsecaEdição: Thiago Kropf

Le podcast de Steve Haldeman
Jenny raconte l'inceste qu'elle vécu, et sa longue bataille judiciaire pour obtenir justice

Le podcast de Steve Haldeman

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 85:00


Steve et Rose Haldeman s'expriment aussi sur quatre sujets, en rapport avec leurs écrits :- les sexualités- la protection de l'enfance- le monde de l'entreprise- la science-fictionPour en savoir plus, vous pouvez les retrouver :- sur leur site internet : stevehaldeman.com- sur leur chaîne Youtube principale : https://www.youtube.com/@steveetrosehaldeman- sur leur chaîne Youtube dédiée à la protection de l'enfance : https://www.youtube.com/@protectiondelenfance- et sur leurs autres réseaux sociaux, dont les liens sont disponibles sur la page d'accueil de leur site.Hébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Estelle Midi
La colère du jour - Estelle Denis, présentatrice : "Un signalement pour le viol d'une gamine, la juge met 2 mois pour passer un coup de fil" - 08/06

Estelle Midi

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 1:12


Avec : Baptiste des Monstiers, grand reporter. Jérôme Lavrilleux, propriétaire de gîtes en Dordogne. Et Yael Mellul, ancienne avocate. - Accompagnée de Charles Magnien et sa bande, Estelle Denis s'invite à la table des français pour traiter des sujets qui font leur quotidien. Société, conso, actualité, débats, coup de gueule, coups de cœurs… En simultané sur RMC Story.

coup mois soci passer viol accompagn juge dordogne rmc story gamine estelle denis charles magnien
Radioagência
Câmara aprova proposta que impede que crimes de violência contra a mulher não sejam punidos

Radioagência

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026


La question info
Que sait-on de la garde à vue de Patrick Bruel?

La question info

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 2:11


Depuis 8h30 ce lundi 8 juin, Patrick Bruel est en garde à vue. Le chanteur est entendu par les enquêteurs pour des violences sexuelles contre 13 victimes. Que sait-on de cette garde à vue? On pose la question à Pauline Revenaz, cheffe du service police-justice de BFMTV.

Pautas Femininas
Racismo e desigualdade marcam a vida das mulheres negras

Pautas Femininas

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 15:00


O Pautas Femininas desta semana discute como o racismo e as desigualdades sociais continuam impactando a vida das mulheres negras no Brasil. A partir dos dados do Atlas da Violência 2026, o programa analisa os desafios enfrentados por essa parcela da população e as iniciativas voltadas à promoção da equidade de gênero e raça. Segundo o levantamento, 67,5% das mulheres assassinadas em 2024 eram negras. O estudo também mostra que 77% das vítimas de homicídio no país pertenciam à população negra, revelando a persistência de desigualdades históricas e estruturais. Para refletir sobre esses números e suas consequências para a sociedade brasileira, a jornalista Marcela Diniz entrevista a professora e filósofa Katiúscia Ribeiro. A especialista destaca a importância do recorte racial para compreender a violência no Brasil e defende o fortalecimento de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades. O programa também aborda a necessidade de ampliar o letramento racial e de gênero nas instituições públicas, tema que ganha destaque diante dos desafios para o reconhecimento e o enfrentamento da violência contra mulheres negras. Na segunda parte da edição, a coordenadora do Comitê Permanente pela Promoção da Equidade de Gênero e Raça do Senado Federal, Stella Vaz, apresenta iniciativas voltadas à construção de ambientes mais inclusivos e representativos no serviço público. Entre elas estão os novos materiais lançados pela Rede Equidade para estimular reflexões sobre diversidade, inclusão e combate às discriminações.

Journal de l'Afrique
Tunisie : une migrante menacée de viol collectif sur les réseaux sur les réseaux

Journal de l'Afrique

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 14:48


En Tunisie, la diffusion sur les réseaux sociaux d'une femme migrante tunisienne subsaharienne, dénudée de force devant sa famille et menacée de viol collectif par des Tunisiens a suscité l'indignation sur les réseaux sociaux. La vidéo n'a pas été encore authentifiée ou commentée par les autorités, mais un journaliste tunisien a réussi à localiser l'un des agresseurs.

ONU News
Haiti atinge recorde de 1,5 milhão de deslocados com escalada da violência

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 1:49


Agência da ONU cita crise humanitária em rápida deterioração; número de deslocados na área metropolitana da capital Porto Príncipe chega a 300 mil; trabalhadores humanitários estão preocupados com estação de furacões.

Semana em África
Semana marcada pela violência xenófoba que afecta os moçambicanos na África do Sul

Semana em África

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 8:02


Semana agitada em Moçambique, marcada pela violência xenófoba que afecta os moçambicanos na África do Sul. Na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira compareceu novamente no Tribunal Militar Superior. Em Cabo Verde aumentou o número de arguidos colocados em prisão preventiva no âmbito da alegada rede de exploração sexual de menores desmantelada na ilha do Sal. No Dia Mundial da Criança, em Luanda, que se assinalou no início da semana, centenas de crianças trocaram as brincadeiras pelas lixeiras do Aterro Sanitário à procura de alimentos. De São Tomé e Príncipe, ficamos a saber, esta semana, a lista final dos candidatos à presidência do País. Confira aqui o magazine Semana em África, espaço onde fazemos um apanhado das notícias africanas que marcaram as nossas antenas.

Les voix du crime
Elle dénonce des viols conjugaux avec actes de torture ou de barbarie : une avocate raconte comment elle a défendu une jeune femme victime de "l'horreur"

Les voix du crime

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 26:20


Le 24 janvier 2023, Florence Talbourdet, 24 ans, s'enfuit de l'appartement qu'elle partage avec son petit-ami, Florian Oxaran. Elle est "figée par la peur", c'est ce qu'elle dira plus tard. Des collègues de travail viennent la chercher et la conduisent à l'hôpital, la jeune fille a le visage tuméfié. Après avoir fait constater ses blessures, elle porte plainte le lendemain au commissariat contre Florian Oxaran, c'est le nom de son petit ami qu'elle accuse de viols conjugaux. La violence utilisée est telle, que le jeune homme est même par la suite poursuivi pour actes de tortures et de barbarie. La voix du crime de cet épisode c'est maître Fanny Comarmond. Elle est l'avocate de Florence Talbourdet, elle raconte au micro de Marie Zafimehy ce dossier de violences conjugales qui occupe une place singulière au sein de son cabinet. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Les Grandes Gueules
Le témoignage du jour - Pascal, violé à l'âge de 8 ans : "C'est inhumain... Il a pris sept ans de prison. Il en a fait cinq. Il est libre depuis longtemps. Il a fracassé ma vie" - 04/06

Les Grandes Gueules

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 5:39


Aujourd'hui, Mourad Boudjellal, éditeur de BD, Charles Consigny, avocat, et Flora Ghebali, entrepreneure dans la transition écologique, débattent de l'actualité autour d'Alain Marschall et Olivier Truchot.

Conexão Israel
#356 - Voto de cabresto, violência e concentração de poderes: semana reflete o país que Netanyahu constrói.

Conexão Israel

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 92:00


Bloco 1- ⁠Knesset passa em primeira leitura a divisão do cargo da Conselheira Jurídica do Governo.- Shlomo Kerry, ministro das comunicações, passa reforma de forma ilegal.- Pressão política e prisão de desertores gera violência no setor ultraortodoxo. - ⁠Suprema Corte ordena que Yariv Levin convoque a Comissão nomeadora de juízes. - ⁠Suprema Corte autoriza a nomeação de Roman Goffman para chefia do Mossad.- ⁠Em votação com voto de cabresto, advogado pessoal de Netanyahu é eleito Corregedor do Estado.Bloco 2- Situação no Líbano escala, Israel ameaça atacar Beirute e Trump detona Netanyahu em ligação. - ⁠Deputado Tzvi Sukot vai à Tumba de José em Nablus e 3 batalhões do exército são mobilizados.Bloco 3- Personagem da semana- Palavra da semana- Correio dos ouvintesPara quem puder colaborar com o desenvolvimento do nosso projeto para podermos continuar trazendo informação de qualidade, esse é o link para a nossa campanha de financiamento coletivo. No Brasil - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠apoia.se/doladoesquerdodomuro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠No exterior - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠patreon.com/doladoesquerdodomuro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Nossa página: ladoesquerdo.comNós nas redes:bluesky - @doladoesquerdo.bsky.social e @joaokm.bsky.socialtwitter - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@doladoesquerdo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@joaokm⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠instagram - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@doladoesquerdodomuro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠youtube - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠youtube.com/@doladoesquerdodomuro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Tiktok - @esquerdomuroPlaylist do Spotify - Do Lado Esquerdo do Muro MusicalSite com tradução de letras de músicas - https://shirimemportugues.blogspot.com/Episódio #356 do podcast "Do Lado Esquerdo do Muro", com Marcos Gorinstein e João Miragaya.

Ràdio Arrels
Crònica d'opinió d'Iu Escape - La violència policial com a símptomes d'una crisi democràtica

Ràdio Arrels

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 17:43


Iu Escape reflexiona sobre les darreres imatges de violència policial viscudes en una manifestació en defensa de l'educació pública al País Valencià. A partir d'aquest fet, l'autor analitza la perillosa deriva autoritària dels estats, la manipulació de la informació a través de la postveritat i el creixement de la ideologia d'extrema dreta dins dels cossos de seguretat.

Debate da Super Manhã
Violência contra crianças

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 52:13


Debate da Super Manhã: Agressões físicas, abusos sexuais, violência psicológica, negligência e exploração infantil são registrados diariamente, revelando uma realidade que afeta milhares de crianças e adolescentes. Dados de órgãos de proteção à infância mostram que grande parte das ocorrências acontece dentro do ambiente familiar, espaço que deveria oferecer segurança e acolhimento. No debate desta terça-feira (2), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com convidados sobre os impactos da violência na saúde das vítimas, a identificação e a denúncia de casos suspeitos, os números da violência infantil no Brasil e no estado, além dos desdobramentos da Lei Henry Borel. Participam a pedagoga e doutora em Educação, professora do Centro de Educação e no Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da UFPE, Catarina Gonçalves, a vice-presidente do Conselho Municipal de Defesa e Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Cidade do Recife (COMDICA), Germana Suassuna, e a assistente social do Centro Especializado de Acolhimento às Vítimas de Crimes a Atos Infracionais do Tribunal de Justiça de Pernambuco (CEAVida -TJPE), Tanany Reis @tjpeoficial

Morning Show
Renan Santos fala sobre tarifas, violência e "Dark Horse".

Morning Show

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 119:37


Confira no Morning Show desta terça-feira (02): O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) fala sobre o novo tarifaço de 25% que o governo americano impôs sobre produtos brasileiros. Segundo Renan, a nova leva de tarifas favorece o discurso de soberania nacional do presidente Lula (PT). O ministro da Fazenda Dário Durigan anunciou nesta terça-feira (02) que pretende se reunir com autoridades americanas para entender como funcionará a classificação de facções criminosas brasileiras como grupos terroristas e suas consequências econômicas. O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) comenta. Nesta segunda-feira (01) a produtora do filme “Dark Horse” virou alvo da Polícia Civil de São Paulo ao operar três empresas que podem ter desviado valores de emendas parlamentares e de contratos com a Prefeitura de São Paulo para o longa que conta a história de Jair Bolsonaro (PL). O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirma que deseja implantar a pena de morte no Brasil caso seja eleito. Ele também fala sobre a “cultura da malandragem” e afirma que o Brasil precisa de “um choque de ordem”. Renan comenta ainda sobre liberdade de expressão a partir do novo episódio da série “Os Intocáveis”, sátira do Supremo Tribunal Federal produzida pelo ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo). Uma falha na torre de comunicação do Aeroporto de Congonhas nesta terça-feira (02) atrasou voos e impediu pousos e decolagens em Congonhas e no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Segundo a Força Aérea Brasileira, o problema já foi corrigido e a operação normalizada. Pablo Spyer explica como a taxação de 25% de produtos brasileiros pode impactar na economia nacional. A psicanalista Cintia Castro comenta os casos da proibição do uso de PMMA no Brasil, da morte do fisiculturista Gabriel Ganley e alerta para os riscos da busca pela perfeição estética. O perfil da Embaixada do Irã na Tunísia postou um vídeo feito com inteligência artificial da Estátua da Liberdade lutando com o Cristo Redentor. A legenda da postagem afirma que se trata de uma representação da vitória da fé contra o imperialismo. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Pânico
Governador Tarcísio de Freitas

Pânico

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 123:57


Recebemos o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para fazer um balanço real do estado. Ele abriu o jogo sobre o fim da Cracolândia, os detalhes da Operação Quebra-Vidro contra os roubos na capital e os dados do Atlas da Violência 2026. Tarcísio ainda explicou os desafios da Sabesp e as grandes obras destravadas. Assista à íntegra!

Crentassos Produções Subversivas
Quando o Amor Vira Diagrama | Da Prateleira 85 (com Beatriz Reder)

Crentassos Produções Subversivas

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 65:48


Neste Da Prateleira, recebo Beatriz Reder para conversarmos sobre o importantíssimo livro da Norma Braga (Quando o Amor Vira Diagrama) e pensarmos juntas sobre as muitas causas e consequências da cultura do abuso dentro da igreja a partir de teologias doentes. O Da Prateleira é um programa onde eu, Tamyres, indico livros, quadrinhos, filmes, séries ou álbuns que me agradam. Eventualmente com convidados, às vezes sozinha, estou aqui indicando obras e convidando vocês a discorrerem sobre suas impressões nos comentários. PARTICIPANTES: – Tamyres Palma – Beatriz Reder COISAS ÚTEIS: – Duração: 01h05m48s – Feed do Crentassos: Feed, RSS, Android e iTunes: crentassos.com.br/blog/tag/podcast/feed Para assinar no iTunes, clique na aba Avançado, e Assinar Podcast. Cole o endereço e confirme. Assim você recebe automaticamente os novos episódios. – Clube de Leitura da Crentassos, o “LivraSSos” CITADOS NO PROGRAMA: – Livro “Quando o Amor Vira Diagrama” de Norma Braga – Instagram Beatriz Reder – Podcast “Violência Contra a Mulher | Telescópio 162 (com Beatriz Reder) – Ilustração do guarda-chuva – Série “Felicidade Aparente” – Vídeo de Norma Braga e Iago Martins – Pregação da Pastora Helena Raquel na Conferência Gideões Missionários da Última Hora – Livro “O Conto da Aia” de Margaret Atwood – Gênesis 3:16 – Matéria “A campanha contra o voto feminino nos EUA” – 1 Pedro 3 – 1 Coríntios 7 – Efésios 5:25 – Livro “A Construção da Feminilidade Bíblica” de Beth Alisson Barr – Instagram Norma Braga – Substack Norma Braga TRILHA SONORA DO PROGRAMA: – “Postcards From Italy” – Beirut (Ukelele Instrumental por iamblinkin) GRUPOS DE COMPARTILHAMENTO DA CRENTASSOS: – WhatsApp – Telegram JABÁS: REDES SOCIAIS: Críticas, comentários, sugestões para crentassos@gmail.com ou nos comentários desse post. OUÇA/BAIXE O PROGRAMA: The post Quando o Amor Vira Diagrama | Da Prateleira 85 (com Beatriz Reder) appeared first on Crentassos Produções Subversivas.

LOS MAFIA PÓDCAST
Mi ABUSADOR me VIOLÓ en la IGLESIA y sigue AHÍ — GG

LOS MAFIA PÓDCAST

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 68:39


Mi ABUSADOR me VIOLÓ en la IGLESIA y sigue AHÍ — GG

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 01/06/2026 | 1ª e 2ª EDIÇÃO: Eleições na Colômbia / Pesquisa eleitoral / Operação WiFi Livre em SP

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 301:53


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (01): O segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia está definido e será marcado por uma forte polarização política. A votação ocorrerá em 21 de junho e colocará frente a frente o candidato conservador Abelardo de la Espriella e o governista Iván Cepeda. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas está em análise no Senado Federal após ser aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados. O texto estabelece a garantia de pelo menos dois dias de descanso por semana e prevê um período de transição para adaptação das empresas e trabalhadores. O estado de São Paulo registrou em 2024 a menor taxa de homicídios do país, segundo o Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O índice paulista ficou em 6,6 mortes por 100 mil habitantes, abaixo de Santa Catarina, que registrou 8,1, e do Distrito Federal, com 10,3. A média nacional foi de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes. O levantamento também mostra que São Paulo ocupa a primeira posição no ranking desde 2015 e acumulou uma redução de 53,2% na taxa de homicídios ao longo do período, uma das maiores quedas observadas entre as unidades da federação. Pesquisa da Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026. No cenário testado, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 40%. Os votos brancos e nulos somam 8%, e 7% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder. O governo do Irã afirmou que qualquer acordo com os Estados Unidos para encerrar o atual conflito dependerá da implementação de um cessar-fogo efetivo no Líbano. Durante entrevista coletiva, o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei, declarou que a interrupção das operações militares de Israel em território libanês é uma condição essencial para o avanço das negociações. Baghaei também acusou Washington de continuar violando entendimentos firmados com Teerã e afirmou que o país adotará todas as medidas consideradas necessárias para proteger sua segurança nacional. O avanço dos casos de Ebola em algumas regiões do mundo tem gerado preocupação internacional, mas autoridades de saúde destacam que o risco de uma epidemia no Brasil é considerado baixo. A doença é altamente grave e pode causar surtos localizados, exigindo monitoramento constante e protocolos rigorosos de vigilância sanitária. Para esclarecer quais são os principais sintomas, formas de transmissão, medidas de prevenção e o nível de risco para a população brasileira, a Jovem Pan entrevista o médico infectologista Jean Gorinchteyn. O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, comentou as conversas com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sobre uma possível composição da centro-direita para as eleições de 2026. Durante agenda no Rio Grande do Sul, Caiado afirmou que o objetivo é evitar a fragmentação do campo político e construir uma convergência capaz de fortalecer o grupo em um eventual segundo turno. A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação para investigar suspeitas de fraude e desvio de recursos envolvendo o Instituto Conhecer Brasil, ONG responsável por um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalação de wi-fi público na cidade. O instituto pertence à empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP Entertainment, responsável pela produção do filme Dark Horse. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados à empresária e também na Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação de São Paulo. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

ONU News
Casos de violência sexual em conflitos mais que duplicaram em 2025, diz ONU

ONU News

Play Episode Listen Later May 29, 2026 1:59


Relatório anual do secretário-geral indica tendência a agravamento; mulheres e meninas são as mais visadas; forças de segurança na Rússia e em Israel foram incluídas, pela primeira vez, no documento.

Les Collections de l'heure du crime
SUR LA PISTE DE - Patrick Trémeau, "le violeur des parkings"

Les Collections de l'heure du crime

Play Episode Listen Later May 29, 2026 5:21


Condamné par trois fois, devant les Assises pour plusieurs séries de viols, Patrick Trémeau surnommé "le violeur des parkings" est dans le viseur du pôle cold-case de Nanterre à la recherche d'autres victimes potentielles. Cet été, "L'Heure du crime" présente "Sur la piste des tueurs en série". Les journalistes de RTL retracent les parcours des criminels en série français, étudiés par le pôle cold-case de Nanterre.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Astillero Informa con Julio Astillero
Clip mesa | ¡Pura pantomima de Maru!

Astillero Informa con Julio Astillero

Play Episode Listen Later May 28, 2026 8:53


Ocioso que Maru Campos argumente persecución política. ¡Violó la ley!: mesaEnlace para apoyar vía Patreon:https://www.patreon.com/julioastilleroEnlace para hacer donaciones vía PayPal:https://www.paypal.me/julioastilleroCuenta para hacer transferencias a cuenta BBVA a nombre de Julio Hernández López: 1539408017CLABE: 012 320 01539408017 2Tienda:https://julioastillerotienda.com/ Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

No pé do ouvido
Em meio à crise do Master, Flávio se encontra com Trump

No pé do ouvido

Play Episode Listen Later May 27, 2026 19:33


Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Pré-candidato do PL disse ter pedido ao presidente dos EUA que classifique facções de traficantes como grupos terroristas. No Brasil, seu aliado Tarcísio de Freitas cobrou explicações sobre ligação com Daniel Vorcaro e Banco Master. Primeira Turma STF confirma fim da aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes. Brasil registra menor taxa de homicídios em 11 anos, segundo dados do Atlas da Violência. E Drake supera Michael Jackson como artista com mais músicas no topo do Hot 100 da Billboard.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Un Jour dans l'Histoire
Séverine, une journaliste pour le peuple

Un Jour dans l'Histoire

Play Episode Listen Later May 26, 2026 31:05


sujets traiNée sous le nom de Caroline Remy en 1855, Séverine est une des pionnières du journalisme dans la France d'après 1881, celle de la nouvelle loi sur la liberté de la presse. Elle écrira plus de 6000 articles de sa plume piquante, intelligente et engagée. Elle est descendue dans les mines ravagées par le grisou, s'est exprimée contre la peine de mort, pour le pacifisme et pour le droit à l'avortement. Elle a dénoncé avec une actualité frappante le viol conjugal. Elle fut aussi une des premières à prendre la défense de Alfred Dreyfus et à faire entendre sa cause en Belgique. A notre micro, Séverine Garnier, autrice de la biographie "Séverine, une journaliste pour le peuple" parue aux éditions Les Pérégrines. sujets traités : Caroline Remy, , Séverine , Alfred Dreyfus presse, pionnière, avortement, pacifisme, viol, conjugal, journaliste, peuple Merci pour votre écoute Un Jour dans l'Histoire, c'est également en direct tous les jours de la semaine de 13h15 à 14h30 sur www.rtbf.be/lapremiere Retrouvez tous les épisodes d'Un Jour dans l'Histoire sur notre plateforme Auvio.be :https://auvio.rtbf.be/emission/5936 Intéressés par l'histoire ? Vous pourriez également aimer nos autres podcasts : L'Histoire Continue: https://audmns.com/kSbpELwL'heure H : https://audmns.com/YagLLiKEt sa version à écouter en famille : La Mini Heure H https://audmns.com/YagLLiKAinsi que nos séries historiques :Chili, le Pays de mes Histoires : https://audmns.com/XHbnevhD-Day : https://audmns.com/JWRdPYIJoséphine Baker : https://audmns.com/wCfhoEwLa folle histoire de l'aviation : https://audmns.com/xAWjyWCLes Jeux Olympiques, l'étonnant miroir de notre Histoire : https://audmns.com/ZEIihzZMarguerite, la Voix d'une Résistante : https://audmns.com/zFDehnENapoléon, le crépuscule de l'Aigle : https://audmns.com/DcdnIUnUn Jour dans le Sport : https://audmns.com/xXlkHMHSous le sable des Pyramides : https://audmns.com/rXfVppvN'oubliez pas de vous y abonner pour ne rien manquer.Et si vous avez apprécié ce podcast, n'hésitez pas à nous donner des étoiles ou des commentaires, cela nous aide à le faire connaître plus largement. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Excepcionais
Como a psiquiatria tradicional se perdeu - Dr. Diogo Lara

Excepcionais

Play Episode Listen Later May 26, 2026 94:17


Dr. Diogo Lara alcançou o topo absoluto do mundo acadêmico e científico. Neurocientista posicionado no top 1% mais citado do planeta, ele publicou mais de 160 artigos e passou 16 anos como professor titular da PUC-RS. Ele entendia perfeitamente a teoria, mas o colapso veio quando ele mudou de cadeira. Em 2010, Diogo desenvolveu um estresse pós-traumático brutal e passou 3 meses se sentindo um morto-vivo, envelhecendo 10 anos em 90 dias. Diante da total impotência da psiquiatria tradicional em resolver a sua própria dor, ele descobriu que a especialidade médica está quebrada. Remédios não curam; eles apenas empilham efeitos para "despiorar" sintomas enquanto a raiz do sofrimento é ignorada. Neste episódio sem filtros do Excepcionais, Diogo Lara expõe as mentiras repetidas milhões de vezes pelo sistema e revela descobertas brutais do seu Big Data com mais de 100 mil pessoas. Você vai entender por que o abuso emocional sutil destrói mais uma vida do que a violência física, os perigos do "conforto tóxico" na criação de filhos e como o revolucionário método Insight-delic usa a neurociência prática e frequências vibracionais para curar traumas e reconfigurar hábitos involuntários de décadas em apenas uma sessão. Um soco no estômago necessário para quem quer voltar a sentir a vida pulsar. Patrocinador:Território da Forja 95% de você quer conforto. 5% quer vencer.Aqui não se motiva. Se molda.Se você escolheu ser forjado, entre.

Alexandre Garcia - Vozes - Gazeta do Povo
É mais perigoso viver no Brasil que ter sido soldado americano no Vietnã

Alexandre Garcia - Vozes - Gazeta do Povo

Play Episode Listen Later May 26, 2026 5:11


Alexandre Garcia comenta números do Atlas da Violência, investigações sobre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro, e consequências da redução da jornada semanal de trabalho.

SBS Portuguese - SBS em Português
Líderes religiosos se unem no Rio contra silêncio sobre violência doméstica

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later May 23, 2026 3:39


Líderes de mais de 20 religiões participaram de uma vigília no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, em protesto contra o aumento dos casos de feminicídio no Brasil. O ato foi ocorreu após grande repercussão às críticas da pastora Helena Raquel ao silêncio de igrejas diante da violência doméstica.Notícias e reportagens no site sbs.com.au/portuguese

L'heure du crime
LE RÉCIT DE L'ENQUÊTE - Elodie Kulik, quand les experts trouvent : qui est cette voix au bout du fil ?

L'heure du crime

Play Episode Listen Later May 22, 2026 13:23


Elodie Kulik, 24 ans, elle avait été la plus jeune directrice d'une agence bancaire en France. En janvier 2002, sa mort terrifiante plonge le pays dans l'effroi et la consternation. Attaquée sur une route de la Somme. Violée. Martyrisée. Avant de mourir, elle a appelé au secours sur son téléphone. C'est cette voix au bout de la nuit qui va pendant vingt ans va résonner. Et livrer la vérité. Elodie Kulik, quand les experts trouvent. Retrouvez tous les jours en podcast le décryptage d'un faits divers, d'un crime ou d'une énigme judiciaire par Jean-Alphonse Richard, entouré de spécialistes, et de témoins d'affaires criminelles.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

L'heure du crime
L'INTÉGRALE - Elodie Kulik, quand les experts trouvent

L'heure du crime

Play Episode Listen Later May 22, 2026 44:44


Elodie Kulik, 24 ans, elle avait été la plus jeune directrice d'une agence bancaire en France. En janvier 2002, sa mort terrifiante plonge le pays dans l'effroi et la consternation. Attaquée sur une route de la Somme. Violée. Martyrisée. Avant de mourir, elle a appelé au secours sur son téléphone. C'est cette voix au bout de la nuit qui va pendant vingt ans va résonner. Et livrer la vérité. Elodie Kulik, quand les experts trouvent. Retrouvez tous les jours en podcast le décryptage d'un faits divers, d'un crime ou d'une énigme judiciaire par Jean-Alphonse Richard, entouré de spécialistes, et de témoins d'affaires criminelles.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Affaire suivante
[INÉDIT] "Ils n'en ont rien à faire de moi": son violeur va sortir de prison et habiter près de chez elle, le témoignage bouleversant de Karine Brunet-Jambu

Affaire suivante

Play Episode Listen Later May 22, 2026 16:39


C'est un courriel d'à peine deux pages qui va tout faire basculer. En avril dernier, Karine Brunet-Jambu apprend, dans une lettre, la remise en liberté de Roland Blaudy prévue pour le 12 mai 2026. Cet homme l'a violé à plusieurs reprises durant son enfance. Condamné à 30 ans de réclusion criminelle en 2018, il a bénéficié d'une confusion de peines. Dans ce courrier, Karine Brunet-Jambu apprend également l'installation de cet homme à Rennes, une ville dans laquelle elle vit avec sa famille. Cette situation soulève de nombreuses questions : pourquoi cet homme récidiviste a-t-il bénéficié d'une confusion de peines? Ne pouvait-il pas vivre ailleurs que dans la commune où réside au moins l'une de ses victimes? Pauline Revenaz et Charlotte Lesage reçoivent Karine Brunet-Jambu dans cet épisode inédit d'Affaire Suivante.

Les voix du crime
Elle était "une victime oubliée, enterrée" : agressée sexuellement par l'abbé Pierre, Rachel Le Nan raconte son combat contre l'omerta

Les voix du crime

Play Episode Listen Later May 21, 2026 37:24


Dix-sept ans après la mort de l'abbé Pierre, admiré pour son engagement en faveur des plus démunis par le biais de sa fondation et des structures Emmaüs, l'image du saint se brise en 2024. En un an, quatre rapports font état de 68 victimes de viols et d'agressions sexuelles commis par l'abbé Pierre, dont 12 mineures. Emmaüs et l'Église catholique ont depuis engagé des processus d'indemnisation. Une enquête en cours menée par la Commission indépendante d'études sur les violences commises par l'abbé Pierre. Composée de chercheurs, elle a pour but de comprendre ce qui a conduit à "l'établissement" et au "maintien" du silence. Comment expliquer que l'abbé Pierre ait pu agir en toute impunité ? Avait-il des complices ? A-t-il été couvert ? Certaines personnes ont pourtant alerté. La voix du crime de cet épisode est l'une d'entre elles : elle a parlé puis a enfoui ces violences sexuelles dans sa mémoire durant cinq décennies. Rachel Le Nan a été victime de l'abbé Pierre lorsqu'elle avait huit ans. Au micro de Marie Zafimehy, elle raconte pourquoi elle a décidé d'enquêter sur sa propre histoire et sur le système d'omerta qui a régné autour de l'homme d'Église et de ceux qui l'entouraient.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.