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Startup Inside Stories
Chema Alonso sobre hackers, IA, Cloudflare y el futuro de internet

Startup Inside Stories

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 98:01


Este podcast está patrocinado por Qonto.Si tienes una empresa, sabes que uno de los principales retos es poder mantener el control y ver claras tus finanzas. Pagos por un lado, cobros por otro, facturas en otra plataforma…Con Qonto, centralizas todas las finanzas en un solo lugar: cuenta de empresa remunerada, tarjetas para ti y para tu equipo, gestión de gastos y facturación integradas.Crear tu cuenta, aprobar un gasto, emitir una factura… todo rápido, en una misma solución.Obtén la claridad y el control financiero que necesitas.Abre tu cuenta hoy y empieza gratis.https://qonto.com/esEn este episodio hablamos con Chema Alonso, una de las figuras más reconocidas de la ciberseguridad en España, sobre su historia personal y profesional: desde sus primeros años programando en Móstoles, la creación de Informática 64 y sus primeras conferencias, hasta su paso por Microsoft, Telefónica y su etapa actual en Cloudflare.La conversación recorre cómo se construyó la industria de la ciberseguridad cuando todavía no existían muchos de los roles, herramientas y estructuras que hoy damos por sentados. Chema explica cómo empezó a trabajar en proyectos de hacking, formación, investigación y divulgación, y cómo esa combinación de curiosidad técnica, aprendizaje constante y exposición pública acabó llevándole a posiciones clave dentro de grandes compañías tecnológicas. También entramos de lleno en el presente y futuro de la ciberseguridad: el impacto de la inteligencia artificial, los nuevos riesgos para empresas y usuarios, la aparición de modelos capaces de encontrar y explotar vulnerabilidades, los problemas de prompt injection, jailbreaks y agentes autónomos, y por qué estamos entrando en una de las etapas más tensas de los últimos años para quienes tienen que proteger la infraestructura digital. Una conversación sobre hacking, IA, internet, empresa y el nuevo equilibrio entre atacantes y defensores.

Página 13 - Podcast
Escobar y Valdivieso por las incivilidades que más molestan a los chilenos y si las sociedades votan por ideas o estados de ánimo

Página 13 - Podcast

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 49:02


En una nueva edición de Página 13, Consuelo Saavedra y Kike Mujica conversaron con los columnistas Paula Escobar y Cristián Valdivieso sobre las incivilidades que más molestan a los chilenos. Además, se preguntaron si las sociedades votan por ideas o por estados de ánimo, a partir de la Cuenta Pública del Presidente José Antonio Kast.

Vida em França
"Estamos todos no mesmo Mundo, Terra, Pátria"- Álvaro Vasconcelos

Vida em França

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 40:47


Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.

ONU News
ONU quer que empresas de tecnologia protejam crianças online

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 3:26


Estados-membros buscam regras mais rígidas para garantir segurança digital; alguns países lusófonos têm legislação específica, como Brasil e Portugal; Austrália restringiu acesso a menores de 16 anos, no ano passado.

Convidado
O que representa uma retoma de ataques entre Israel e o Irão?

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 13:40


Israel e Irão retomaram, por algumas horas, os ataques directos pela primeira vez desde o frágil cessar-fogo assinado há dois meses. Entretanto, ao início da tarde desta segunda-feira, ambas as partes informaram que suspenderam as operações, depois de Donald Trump ter exortado as partes a fazerem-no. É que a retoma dos ataques pode comprometer as negociações entre Estados Unidos e o Irão e mostram “posições cada vez mais divergentes” entre os Estados Unidos e Israel, explica a investigadora Maria Ferreira. A nossa convidada de hoje não antevê o fim do conflito no Médio Oriente a curto prazo porque, para já, Israel e Irão não têm vantagens em negociar e apenas Donald Trump está a jogar “a sua própria sobrevivência política interna” e “não tem muita margem de manobra para continuar a suportar Israel”. Esta segunda-feira, Israel confirmou ter atacado um complexo petroquímico e alvos militares no Irão, enquanto Teerão disse ter retaliado, atacando uma instalação petroquímica israelita e duas bases aéreas em Israel. As forças israelitas também anunciaram o lançamento pelos hutis de um míssil a partir do Iémen contra Israel, que foi interceptado. O fogo cruzado recomeçou na noite de domingo com um ataque iraniano contra território israelita, em retaliação ao bombardeamento de Israel ao Líbano horas antes. Estes ataques diminuem ainda mais a perspectiva de um possível acordo para pôr fim à guerra que começou a 28 de Fevereiro com ataques aéreos israelitas e americanos ao Irão.  Entretanto, ao início da tarde desta segunda-feira, o exército iraniano disse ter terminado a vaga de ataques e ameaçou retomar se Israel continuar a bombardear o Líbano. Por seu lado, a Reuters avança que Israel também decidiu parar esta série de ataques contra o Irão. Um pouco antes, o Presidente norte-americano, Donald Trump, exortou o Irão e Israel a cessarem as ofensivas. Para falarmos sobre este tema, convidámos Maria Ferreira, investigadora portuguesa do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. RFI: O que representa esta retoma dos ataques directos entre Israel e o Irão? Maria Ferreira, Investigadora: “Penso que representa o facto de os Estados Unidos e Israel, que desenvolveram em conjunto esta ofensiva, terem objectivos de política externa para o conflito completamente diferentes. Desde o primeiro dia de ofensiva que Israel disse explicitamente que a sua questão com o Irão era uma questão existencial, portanto, Israel compreende o Irão como uma ameaça existencial, enquanto para os Estados Unidos a questão seria relativa ao enriquecimento de urânio, à eventual posse de armas nucleares, que é algo que pode ser gerido através de uma negociação diplomática, tal como aconteceu durante a administração de Barack Obama. Para Israel, a questão não é o enriquecimento de urânio, não é a eventual posse de armas nucleares por parte do Irão. Israel representa o Irão como uma ameaça existencial e, portanto, uma ameaça existencial só é dirimida através da eliminação do regime iraniano. Mas essa eliminação do regime iraniano só pode acontecer através de uma incursão terrestre que é muito difícil de ser executada. Temos dois aliados com objectivos distintos numa guerra e o Irão está a tentar, através de uma resiliência militar e civil notável, aproveitar as diferenças de objectivos que existem entre os Estados Unidos e Israel.” Donald Trump disse “Quem decide sou eu, não ele” em referência a Benjamin Netanyahu e já não esconde o desacordo, tendo-se mostrado muito insatisfeito com a ofensiva israelita no Líbano. Que leitura faz desta declaração de Trump em relação a Netanyahu? É só mais uma declaração ou tem peso? “Tem muito peso, sobretudo quando nós lemos estas declarações à luz da divulgação de um relatório recentemente da própria ‘intelligence' norte-americana que denuncia actividades de espionagem da 'intelligence' israelita sobre os próprios Estados Unidos. Portanto, a ‘intelligence' israelita estaria a tentar penetrar nos mecanismos de decisão norte-americanos, tentando averiguar quais serão os próximos passos da administração Trump para a questão no Irão. Estas actividades de ‘intelligence' subversivas não fazem parte de nenhum acordo de troca de informações, estamos a falar de actividades subversivas de captura de informação secreta que estariam, segundo este relatório, a preocupar seriamente o Pentágono. Isto denuncia uma cisão eventual, não só em relação aos objectivos que os dois Estados têm para o conflito, mas denuncia a existência de uma fractura entre as ‘intelligences' e os aparelhos militares dos dois Estados.” Esta fractura também é uma fractura política? Como é que esta cisão se pode materializar no terreno? “É profundamente política. Ainda ontem Donald Trump deu a entender que a linguagem da guerra no Médio Oriente é distinta da linguagem da guerra no Ocidente, quando argumentou que aquilo que nós, no Ocidente, entendemos por cessar-fogo é diferente do que Israel e Irão entendem por cessar-fogo. É claro que este argumento é uma tentativa de mascarar, no fundo, a incapacidade norte-americana de controlar o seu principal aliado no Médio Oriente, que é Israel, e mesmo de revitalizar aquela que era uma das grandes conquistas de anos e que são os acordos de Abraão. Note-se que Donald Trump admitiu que não tinha conhecimento sequer dos ataques a Beirute. Esta cisão vai ter consequências políticas porque, enquanto os Estados Unidos estão a tentar gerir o conflito através de vias diplomáticas - porque não têm mais opções militares para apresentar em relação à questão do Irão, já que puseram de lado a possibilidade de uma incursão militar terrestre - Israel persiste na sua tentativa de conquistar território. Quem conhece a geografia do Médio Oriente sabe a importância que o Líbano tem para a percepção da ameaça em Israel e, portanto, para o regime de Netanyahu o controlo dos 'proxies' do Irão é muito importante. Para o Irão, o controlo dos seus 'proxies', que são braços armados fora do seu próprio território, também é muito importante. Aquilo que nós temos aqui são três ‘players', dois dos quais estão em posições cada vez mais divergentes, o que está claramente a complicar a solução para o conflito. Solução essa que Donald Trump está a desejar que aconteça para a sua própria sobrevivência política interna. Nós sabemos aquilo que aconteceu na semana passada no Congresso, quando os próprios senadores republicanos já mostram grandes dissensões em relação à presença militar dos Estados Unidos no Irão.” Até que ponto é que a retoma dos ataques directos entre Israel e o Irão vai afectar as negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irão? Elas estão definitivamente comprometidas? “Eu penso que sim, porque enquanto os Estados Unidos não conseguirem retomar o seu controlo sobre as actividades de Israel - e isso não parece fácil, dado que neste momento existe até uma própria desconfiança sobre eventuais actividades subversivas de Israel em território norte- americano - enquanto isso não acontecer, nós não teremos condições para haver uma negociação séria porque não há vontade de Israel de encetar uma negociação com o Irão. E o Irão também ainda não está num ponto de tal fragilidade que precise necessariamente de entrar em negociações, quer com os Estados Unidos, quer com Israel porque o Irão percebeu que controla algo fundamental, que é a percepção da ameaça sobre o estreito de Ormuz e sobre a percepção da ameaça sobre o eventual desenvolvimento de uma crise económica com base no controlo do estreito de Ormuz. Isso dá-lhe uma vantagem estratégica e faz com que esta vontade negocial destas duas partes, Israel e Irão, seja praticamente inexistente. Nenhum deles tem, neste momento, interesse em negociar. Quem tem mais interesse em negociar? Quem está a entrar naquilo a que se chama um ‘break-even point' são os Estados Unidos. Mas os Estados Unidos não têm controlo sobre os objectivos estratégicos de Israel, nem em relação ao Irão, nem em relação aos 'proxies' do Irão. E neste sentido, neste jogo, nem Israel nem o Irão têm neste momento qualquer tipo de incentivo externo para bloquearem o conflito ou para pararem as hostilidades, enveredarem por um verdadeiro cessar-fogo e começarem a negociar. E se não há vontade de negociar, se não há propensão para a negociação, é difícil que haja um acordo negocial sério ou duradouro.” Como é que vê o envolvimento dos hutis do Iémen nesta nova escalada? “Como disse há pouco, os os 'proxies' do Irão são fundamentais no seu esforço de guerra no contexto do Médio Oriente. E, portanto, quer o Hamas, quer o Hezbollah, quer os hutis, são formas de o Irão perpetuar a guerra na sua geografia próxima e de enfrentar os seus inimigos através de braços armados. Também perante a relativa aliança dos Estados Unidos com os restantes países do mundo árabe, é uma forma de demonstrar que o Irão, no seu esforço de guerra, não está isolado perante a força da superpotência que são os Estados Unidos e da grande potência regional que é Israel. É preciso olharmos para a geografia do Médio Oriente, para a sua geografia política, quer para a sua geografia religiosa, quer para a sua geografia energética, e perceber que, se os Estados Unidos foram ao longo de décadas construindo uma rede de alianças muito com base em incentivos económicos com o Qatar, a Arábia Saudita, o Irão também ao longo dos últimos 50 anos, foi construindo um regime de alianças com forças subversivas, com actores erráticos que agora utiliza no seu esforço de guerra. Portanto, é compreensível que estas forças, ainda que esporadicamente, venham ao encontro das necessidades de guerra definidas pelo próprio regime iraniano.” Nesse sentido, como é que vê os próximos tempos? O que será necessário para restaurar um cessar-fogo credível? “Eu penso que países como a Jordânia, a Arábia Saudita têm neste quadro um papel fundamental porque são países cuja economia depende absolutamente daquilo a que se chama a paz comercial ou a paz pelo comércio, dos fluxos de energia regulares, os fluxos de pessoas, nomeadamente fluxos turísticos, do comércio. A estes países do Médio Oriente este conflito não é de todo interessante e têm aqui uma palavra fundamental. Eu penso que isso foi bem lido por Donald Trump quando, no seu primeiro mandato, desenvolveu a lógica que está por trás dos acordos de Abraão. Estes países têm um papel fundamental na estabilização do Médio Oriente e mais do que o Paquistão, que se assumiu já como um potencial mediador, é a estes países que os Estados Unidos devem recorrer no sentido de criar uma base política estratégica pacífica no Médio Oriente.” Isso demoraria algum tempo, mas tendo em conta que temos as eleições intercalares em Novembro nos Estados Unidos, a curto prazo vamos ter o fim do conflito? “Penso que não. A não ser que algo mudasse em Israel que levasse a uma mudança fundamental de orientação estratégica, mas isso não está a acontecer. Aliás, o regime de direita radical de Netanyahu está a agir como os regimes populistas de direita extremista normalmente agem, ou seja, com um grande potencial para a expansão geográfica, com uma grande propensão para a escalada de conflitos, uma total desvinculação de instituições internacionais e uma muito fraca necessidade de contribuírem para bens públicos globais. Estes quatro traços de política externa são em parte partilhados pelos Estados Unidos. Simplesmente nos Estados Unidos, neste momento, Donald Trump não tem muita margem de manobra para continuar a suportar Israel, nomeadamente no que toca à propensão para a escalada do conflito com o Irão. E é isso que, a meu ver, está a complicar e a complexificar qualquer tipo de processo negocial em relação à guerra entre os Estados Unidos e Israel e o Irão.”

Noticentro
Trump lanza video creado por IA donde aparece Sheinbaum

Noticentro

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 2:02 Transcription Available


Olinia 1 cuesta cinco veces menos que un vehículo a gasolina Brugada inauguró la nueva Calzada Flotante de TlalpanBolivia aprobó la Ley de Regulación de Estados de ExcepciónMás información en nuestro podcast#grc

Noticentro
Retiran más de 700 toneladas de basura en el Edomex

Noticentro

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 1:42 Transcription Available


Lluvias aumentan presencia de alacranes en la CDMX Bimbo apuesta por la agricultura regenerativaEE. UU. endurece vigilancia financiera sobre migrantesMás información en nuestro podcast #grc

Noticentro
UAM Azcapotzalco no suspenderá clases el 11 de junio

Noticentro

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 1:45 Transcription Available


Sheinbaum destaca el papel de la educación pública Irán ya tiene visas para el MundialJugadores iraníes entregaron flores blancas en Francia 88Más información en nuestro podcast#grc

Capital
Capital Intereconomía 7:00 a 8:00 05/06/2026

Capital

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 29:10


Capital Intereconomía repasamos las claves del día y la evolución de los mercados en Asia, Wall Street y Europa en una jornada marcada por la corrección tecnológica, la fortaleza del mercado estadounidense y las dudas sobre algunos segmentos de inversión alternativa. Las ventas se imponen en Asia, con un fuerte retroceso del KOSPI tras la recogida de beneficios en el sector tecnológico. Mientras tanto, India mantiene sin cambios su política monetaria. En Estados Unidos, el Dow Jones Industrial Average alcanza nuevos máximos históricos, aunque el comportamiento de Broadcom pesa sobre el Nasdaq y alimenta la rotación dentro del sector tecnológico. Europa apunta a una apertura en negativo, arrastrada por las ventas globales en tecnología. En el primer análisis de la mañana, Ignacio Vacchiano, country manager en Iberia de Leverage Shares, analiza hasta dónde puede prolongarse el rally de Wall Street y si la reciente corrección tecnológica supone una simple pausa o el inicio de un ajuste más profundo. También aborda las implicaciones de la decisión de Blackstone de limitar reembolsos en uno de sus fondos de crédito privado, un movimiento que vuelve a poner el foco sobre la liquidez y los riesgos de este mercado. La conversación se completa con el comportamiento de Bitcoin, que atraviesa su peor racha desde agosto tras una fuerte corrección en apenas unos días, y con el seguimiento de la histórica salida a bolsa de SpaceX, que sigue concentrando la atención de los mercados financieros. Además, repasamos las principales noticias de la prensa económica nacional e internacional. Además, María Canal, portavoz de la representación de la Comisión Europea en España, explica las prioridades comunitarias de esta semana, con especial atención al nuevo paquete de soberanía digital, el desarrollo del Semestre Europeo y el nuevo ciclo de procedimientos de infracción abiertos por Bruselas a distintos Estados miembros.

Noticentro
Avanza construcción de caminos artesanales en 18 estados

Noticentro

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 1:28 Transcription Available


Durazo y Villarreal niegan que administración Trump los investigue  EE.UU. intensifica operativos antidrogas en el PacíficoMéxico venció a Bélgica en la Copa de 1986Más información en nuestro Podcast#grc

Noticentro
Monterrey tendrá el partido mil en la historia de los Mundiales

Noticentro

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 1:35 Transcription Available


Los "empujadores" del Metro en Japón EU analiza nuevos aranceles a México y CanadáMéxico buscará frenar aranceles  Más información en nuestro podcast#grc

Noticentro
CNPC alerta por lluvias intensas en varios estados

Noticentro

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 1:40 Transcription Available


Pronostican lluvias fuertes y granizo en el Valle de México Rescatan 12 caballos maltratados en TulumMeliá Hoteles deja de operar en CubaMás información en nuestro podcast#grc

Capital, la Bolsa y la Vida
Claves del miércoles: Nuevo intercambio de misiles entre Irán y EEUU

Capital, la Bolsa y la Vida

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026


El Ejército de EEUU intercepta varios misiles balísticos iraníes y ataca una estación de control terrestre militar en la isla de Qeshm. La CE presenta hoy el paquete de primavera del Semestre con recomendaciones fiscales y los expedientes por déficit a los Estados. ALA, la asociación de Líneas Aéreas, apoya la propuesta de la nCNMC de que las tarifas aeroportuarias deberían reducirse un 0,59% anual para el periodo 2027-2031

Noticentro
La ultraderecha de EE.UU. no está de acuerdo con mi gobierno: Sheinbaum

Noticentro

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 1:43 Transcription Available


Blindan el Zócalo ante la llegada de más maestros de la CNTEEntregarán Tarjetas Bienestar del 15 al 21 de junioTifón Jangmi cancela cientos de vuelos en JapónMás información en nuestro podcast#grc

Noticentro
Corrupción costó más de 5 mil pesos por víctima en México

Noticentro

Play Episode Listen Later May 31, 2026 1:45 Transcription Available


Rescatan a nueve personas atrapadas en la Torre Latino Irán exige garantías para pactar con Estados UnidosUNAM explica qué son realmente los algoritmosMás información en nuestro podcast#grc

Capital
Capital Intereconomía 7:00 a 8:00 29/05/2026

Capital

Play Episode Listen Later May 29, 2026 58:57


En Capital Intereconomía repasamos las claves del día y la evolución de los mercados en Asia, Wall Street y Europa en una jornada marcada por el fuerte impulso de la inteligencia artificial y la relajación de las tensiones geopolíticas. Las bolsas asiáticas viven una auténtica fiesta bursátil gracias al tirón de la tecnología, con avances destacados de compañías como Samsung Electronics y LG Electronics. En Wall Street, los principales índices vuelven a marcar máximos históricos impulsados por el optimismo en torno a un posible acuerdo entre Estados Unidos e Irán. Europa apunta también a una apertura alcista ante la reducción de la tensión en Oriente Próximo. En el primer análisis de la mañana, Ignacio Vacchiano, country manager en Iberia de Leverage Shares, analiza los nuevos récords de Wall Street y se pregunta si el mercado se ha vuelto inmune a la inflación. También pone el foco en el renovado entusiasmo por la inteligencia artificial tras los resultados de compañías como Dell Technologies y Snowflake. Además, analiza el espectacular crecimiento de Anthropic, que supera a OpenAI en valoración y alimenta el debate sobre si el mercado tecnológico está entrando en una nueva fase de euforia comparable a otros grandes ciclos de crecimiento. Repasamos también las principales portadas de la prensa económica nacional e internacional. En la Entrevista Internacional, María Canal, portavoz de la representación de la Comisión Europea en España, explica las principales prioridades de Bruselas en los últimos días: la flexibilización fiscal para los Estados miembros, las ayudas al sector agrícola europeo, la estrategia comunitaria respecto a China y las iniciativas de acción humanitaria impulsadas por la Unión Europea.

Noticentro
Greenpeace presenta denuncia por derrame en el Golfo de México

Noticentro

Play Episode Listen Later May 28, 2026 1:49 Transcription Available


Mar de fondo golpea producción de sal en Oaxaca Anuncian inversión millonaria para industria farmacéuticaEE. UU. acusa a Irán de romper alto al fuegoMás información en nuestro podcast#grc

ONU News
Chefe de Direitos Humanos quer fim do retorno involuntário de afegãos

ONU News

Play Episode Listen Later May 28, 2026 1:43


Quase 270 mil pessoas já foram deportadas para o Afeganistão desde o início do ano; medida é uma violação dos direitos dos refugiados; Volker Turk insta Estados a cumprirem “obrigações legais internacionais”. 

Convidado
Cabo Verde acolhe primeira Cimeira das Nações Crioulas

Convidado

Play Episode Listen Later May 28, 2026 7:52


“O mundo não pode continuar com a política da inimizade.” É desta forma que o Presidente de Cabo Verde enquadra a realização da Cimeira das Nações Crioulas, que decorre entre 28 e 30 de Maio, na cidade da Praia. Numa altura marcada por guerras, intolerância e profundas desigualdades, José Maria Neves defende um novo humanismo assente no diálogo, na cooperação e na valorização das identidades crioulas. O que representa esta Cimeira das Nações Crioulas num momento em que o mundo atravessa tantas tensões e conflitos? Essencialmente, este é um espaço de encontro. Vivemos num mundo disruptivo, de rupturas. Há muitas guerras, muitos confrontos e alguma desumanidade. Nós queremos recuperar a ideia do encontro, do diálogo, da busca de soluções negociadas e da cooperação para o desenvolvimento. As nações crioulas são nações que resultam de encontros entre culturas, entre povos, e mostram que o diálogo é possível. Precisamos de criar um movimento que defenda um novo humanismo. É por isso que estamos a realizar este encontro: para discutirmos, sobretudo, os novos caminhos para o futuro. Quantos países participam nesta primeira cimeira? Estarão presentes mais de três dezenas de países. A sessão de abertura contará com intervenções do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, do presidente da Aliança das Civilizações, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Miguel Ángel Moratinos e do Presidente de Portugal, António José Seguro, De que forma é que a cooperação entre as nações crioulas pode traduzir-se em ganhos concretos nas áreas da cultura, educação e economia? Nós vamos mostrar a enorme riqueza cultural das nações crioulas e isso contribui não só para o desenvolvimento das economias criativas, mas também para o crescimento económico e para a competitividade dos diferentes espaços. O que se pode ver nas nações crioulas é talento, criatividade, resiliência e uma enorme disponibilidade para as trocas. Ao realizarmos uma cimeira em que mostramos não só o percurso histórico das nações crioulas, mas também toda a sua riqueza cultural, as suas potencialidades económicas e os recursos disponíveis para que as pessoas vivam com mais dignidade, estamos naturalmente a criar uma cultura voltada para o desenvolvimento humano, para o crescimento económico e para o progresso. As línguas crioulas continuam, em muitos casos, a enfrentar dificuldades de reconhecimento institucional. Esta cimeira poderá contribuir para reforçar essa valorização? Espero que sim. No caso de Cabo Verde, o consenso tem sido difícil. Desde a Claridade, ou mesmo antes, com o movimento literário protagonizado, por exemplo, por Pedro Cardoso e Eugénio Tavares, houve um esforço de dignificação do crioulo. Depois, o próprio movimento da Claridade, com Baltasar Lopes da Silva, também ele filólogo, escreveu sobre a língua cabo-verdiana. Há hoje um novo momento de valorização da língua cabo-verdiana. Mas não tem sido fácil alcançar consenso, sobretudo por causa da riqueza do crioulo cabo-verdiano, que assenta na existência de várias variantes. Essa pluralidade dificulta um pouco, pelo menos no plano das ideias, a padronização da língua cabo-verdiana. Mas espero que, com este debate, com este encontro, com as discussões que vão ter lugar e com as perspectivas que se abrem para novos debates e novos temas relacionados com o crioulo, a língua cabo-verdiana possa afirmar-se cada vez mais. Cabo Verde pode afirmar-se como uma referência diplomática e cultural no espaço crioulo internacional? A ideia é precisamente essa: criar um movimento. Um pequeno Estado, como é o caso de Cabo Verde, tem de liderar pelo exemplo. Cabo Verde é um país que tem a ambição de ser útil à comunidade internacional. Nós podemos mostrar que o mundo, quando assente no racismo, na violência e nos confrontos, tem de encontrar novos caminhos. E as nações crioulas mostram um pouco esses caminhos. São povos que vieram de várias origens e que formaram outras culturas, outras nações. Independentemente da violência ou das rupturas iniciais, o importante é o caminho que foi feito no sentido de esses países e dessas nações criarem novas pontes de diálogo e espaços de entendimento. O não-racismo, a não-violência - estes encontros acabam por mostrar que há novas possibilidades, outras formas de viver. Nós podemos olhar para a dignidade da pessoa humana e não assentar o mundo no racismo, na violência, nas guerras e num confronto permanente. Penso que este é o contributo das nações crioulas e Cabo Verde pode liderar esse movimento. Não há alternativa: existem outras formas de viver e outras formas de pensar. A cooperação solidária para o desenvolvimento é possível.  A cimeira surge também como uma mensagem política em defesa do diálogo e da paz? Exactamente. Temos de perceber que não podemos continuar com a política da inimizade. Achille Mbembe escreve precisamente sobre a política da inimizade, que se aproxima, de certa forma, da biopolítica de que fala Foucault. O que queremos aqui é mostrar que é preciso respeitar o outro e abandonar uma perspectiva permanente de intolerância, destruição ou eliminação do outro. Portanto, a amizade, o diálogo, a paz e a cooperação são fundamentais. O que encontramos hoje é uma grande desigualdade nos termos de intercâmbio. Mas devemos construir intercâmbios entre os Estados, entre o Norte e o Sul, em novas bases - bases mais igualitárias, com mais tolerância e com os olhos postos na dignidade da pessoa humana.

Noticentro
YouTube marcará videos creados con IA

Noticentro

Play Episode Listen Later May 27, 2026 1:54 Transcription Available


México y EE. UU. acuerdan nuevas reuniones de revisión del T-MEC Jamieson Greer, representante comercial de Estados Unidos, canceló la visitaBaja pobreza laboral en México reporta el InegiMás información en nuestro podcast#grc

Noticentro
Cobro de alumbrado público es constitucional: Hugo Aguilar

Noticentro

Play Episode Listen Later May 27, 2026 1:56 Transcription Available


Reportan baja de homicidios en México Sheinbaum destaca la caída del tráfico de fentanilo a EE. UU.Israel ordena evacuar ciudad en LíbanoMás información en nuestro podcast #grc

Noticentro
México y EE.UU. inician conversaciones de revisión del T-MEC

Noticentro

Play Episode Listen Later May 27, 2026 1:50 Transcription Available


Aprueban diputados en lo general cambiar de fecha la elección judicial Tlaxcala obtiene concesión de radio FMMusulmanes celebran la fiesta más importante del Islam  Más información en nuestro podcast#grc

Noticias de América
EAU: empresas emiratíes y colombianas se unen para reclutar mercenarios colombianos

Noticias de América

Play Episode Listen Later May 27, 2026 2:57


Emiratos Árabes Unidos está reclutando a exmilitares colombianos para combatir en Sudán junto a grupos rebeldes, denunció Human Rights Watch, que afirma haber establecido los vínculos entre empresas de ambos países.  y vuelve a poner sobre la mesa el debate sobre el mercenarismo colombiano. Entrevista con la directora de esta ONG, Juanita Goebertus, y con el politólogo Armando Mercado Vega. Más de 200.000 personas han muerto en Sudán a causa del conflicto que enfrenta al ejército con el grupo rebelde de las Fuerzas de Apoyo Rápido. La guerra, que estalló en 2023, ha provocado una de las peores crisis humanitarias del mundo. En este contexto, Human Rights Watch ha podido revelar los vínculos entre empresas colombianas y emiratíes que han permitido el reclutamiento de mercenarios colombianos. “Esta red en Colombia está básicamente asociada a dos empresas, A4F y Fénix, ambas compañías sancionadas por el Departamento de Estados de Estados Unidos”, explica Juanita Goebertus, directora para las Américas de Human Rights Watch. “Nosotros en HRW pudimos rastrear a través de distintos documentos financieros y de salarios la relación entre esas dos empresas y la empresa emiratí, conocida por sus siglas en inglés como GSSG, que es una empresa que fue fundada por el Secretario General de la Corte Presidencial de Emiratos Árabes. Esta empresa tiene vínculos muy cercanos, tanto comerciales como familiares, con la familia gobernante en Emiratos Árabes. Nosotros mostramos cómo GSSG, a través de estas dos empresas colombianas, efectuaban el reclutamiento, así como la manera como se da la conexión entre GSSG y el gobierno de Emiratos Árabes, lo que ha permitido el entrenamiento en instalaciones militares Emiratos Árabes”, subraya Juanita Goebertus. Sin embargo, las autoridades de los Emiratos Árabes Unidos niegan las acusaciones de que combatientes extranjeros hayan sido reclutados y entrenados en su territorio. Armando Mercado Vega Politólogo, especialista en Conflicto Social y profesor de La Universidad Tecnológica de Bolívar, explica las causas de mercenarismo en Colombia. “El mercenarismo en Colombia es un problema histórico porque nosotros tenemos un conflicto armado interno de más de medio siglo. Esto nos ha generado un problema desde el punto de vista no solo del reciclaje de excombatientes, de grupos armados organizados, pero también otro tema que se descuidó por mucho tiempo: los ex militares de la Fuerza Pública. Como bien señala el informe de Human Rights Watch, no hay una política pública enfocada desde el punto de vista de ofrecerle alternativas y proyectos de vida a estos militares luego de que salen de la experiencia militar. Tenemos una bolsa de empleo de ex militares que están muy bien formados, lo que no se puede olvidar. Han sido formados no en entrenamientos, como muchos ejércitos del mundo, sino formados en la guerra misma. Esto es un conocimiento muy apetecido para los especialistas en la violencia en el mundo. No se nos olvide que, en el 2021, el primer ministro de Haití, Jovenel Moise, fue asesinado precisamente por un comando de mercenarios colombianos”. Ante esta situación, Human Rights Watch insta al gobierno colombiano a que, además de fortalecer el Programa Nacional de Veteranos, abra una investigación contra las compañías involucradas en las prácticas de reclutamiento de exmilitares.

Noticentro
Cofepris lanza alerta por falsificación de Ozempic y Darzalex

Noticentro

Play Episode Listen Later May 26, 2026 1:26 Transcription Available


Más de 18 millones 400 mil visitas suma el programa Salud Casa por Casa Segob y SEP reiteran que hay diálogo con el magisterio disidenteIrán acusa a EE.UU. de violar el alto al fuegoMás información en nuestro podcast #grc

Estadão Notícias
Carlos Andreazza: ‘O ganha-ganha de Lula no ano eleitoral' | Estadão Analisa

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later May 26, 2026 59:56


No “Estadão Analisa” desta terça-feira, 26, Carlos Andreazza fala sobre o momento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida eleitoral deste ano. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira, 25, que o governo aceitou estabelecer uma regra de transição para a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Segundo os termos acertados, 60 dias após promulgação da proposta haverá uma redução de duas horas, até 42 horas. As últimas duas horas seriam reduzidas 12 meses depois - o que, pelo cronograma, ocorreria em 2027. O tema é bandeira eleitoral do presidente Lula, que tenta a reeleição em outubro. O fim dos 6x1 interessa aos trabalhadores e impacta o setor produtivo, a economia e as candidaturas do Congresso em outubro, do PT ao PL. O governo até trabalha com a hipótese de unanimidade. Em outra frente, o atual governo gastou, até meados de maio, R$ 21 milhões em anúncios no Instagram e no Facebook para divulgar investimentos em Estados e programas que possam servir de chamariz em ano eleitoral. O valor é quase o dobro dos R$ 11,45 milhões desembolsados no mesmo período de 2025. Procurada, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) ainda não se manifestou. Os dados constam da biblioteca de anúncios da Meta, dona das duas redes sociais. De acordo com o calendário eleitoral estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral, o governo tem até 4 de julho para fazer publicidades de programas, obras, serviços e campanhas. Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante Assine por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao conteúdo do Estadão. Acesse: https://ofertas.estadao.com.br/_digital/See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dialogo Politico | Podcast
¿La IA es un riesgo político? ¿O el Estado no la sabe usar?

Dialogo Politico | Podcast

Play Episode Listen Later May 26, 2026 20:41


La inteligencia artificial ya entró a los Estados latinoamericanos. Pero no llegó con los recursos ni con las capacidades necesarias para gestionarla bien. Según el Índice Latinoamericano de Inteligencia Artificial de la CEPAL, la mayoría de los países de la región registra niveles incipientes de madurez digital. América Latina recibe apenas el 1,12% de la inversión global en IA pese a representar el 6,6% del PIB mundial. El resultado es una apuesta sin red de protección.En este episodio analizamos el décimo riesgo político identificado por el Centro de Estudios Internacionales de la Universidad Católica de Chile para 2026: la falta de capacidad frente a la inteligencia artificial. Un riesgo que incluye ciberataques al Estado, algoritmos que amplifican la ineficiencia institucional y una nueva dimensión geopolítica: ¿qué está en juego en términos de soberanía digital cuando un gobierno elige sistemas de un proveedor chino o estadounidense?Conversamos con Ximena Docarmo, experta en inteligencia artificial, políticas públicas y fundadora de Innovalab.Bajo la Lupa es un podcast de Diálogo Político. Un proyecto de la Fundación Konrad Adenauer.Conducción y realización: Franco Delle Donne | Rombo Podcasts.Visita dialogopolitico.orgEnlaces relevantes:Informe de riesgo político en América Latina 2026: https://dialogopolitico.org/documentos/riesgo-politico-en-america-latina-2026/Debate completo: Los 10 riesgos políticos para América Latina 2026: https://www.youtube.com/watch?v=CNzFUnAG_I4Ángel Arellano — La IA amplifica los Estados ineficientes: https://dialogopolitico.org/debates/analisis-debates/ia-amplifica-estados-ineficientes/PNUD — Atlas de Inteligencia Artificial para América Latina y el Caribe: https://www.undp.org/es/latin-america/publicaciones/atlas-de-inteligencia-artificial-para-america-latina-y-el-caribeCEPAL — Índice Latinoamericano de Inteligencia Artificial (ILIA) 2025: https://www.cepal.org/es/publicaciones/82514-indice-latinoamericano-inteligencia-artificial-ilia-2025

Noticentro
Embajada de EU suspende actividades por Memorial Day

Noticentro

Play Episode Listen Later May 25, 2026 1:44 Transcription Available


Sheinbaum mantiene diálogo abierto con la CNTE Más gasolineras venden diésel en menos de 27 pesos: ProfecoIrán enfría posibilidad de acuerdo con Estados UnidosMás información en nuestro podcast#grc

Noticentro
¿Qué es y qué no es discriminación en las escuelas? Te contamos

Noticentro

Play Episode Listen Later May 24, 2026 1:57 Transcription Available


“La Mataviejitas” permanece hospitalizada en Iztapalapa Selección de Irán trasladará campamento a MéxicoPakistán está listo para una nueva negociación de paz  Más información en nuestro podcast#grc

Noticentro
Trump frena créditos a migrantes

Noticentro

Play Episode Listen Later May 21, 2026 1:40 Transcription Available


Sheinbaum descarta impacto mayor por medida de Trump Acuerdan compra de frijol y liberan Congreso de ZacatecasSólo en la Ántartida y Oceanía no hay buitres  Más información en nuestro podcast#grc

Noticentro
Temperaturas de hasta 45 °C continuarán en México

Noticentro

Play Episode Listen Later May 21, 2026 1:24 Transcription Available


Fiscalía de Sonora revela causas en caso de sueros vitaminadosProfepa libera fauna silvestre en DurangoEU retira sanciones a relatora de la ONUMás información en nuestro Podcast#grc

Diario de Ucrania
Diario de Ucrania - Estonia, Letonia y Lituania, en la ruta de los drones de la guerra

Diario de Ucrania

Play Episode Listen Later May 20, 2026 15:21


Son frecuentes los incidentes con drones en los países bálticos. Pero la semana pasada, uno de ellos provocó la caída del gobierno en Letonia. La explicación es que los drones ucranianos se dirigen a Rusia, que los desvía a los países bálticos. ¿Cómo ha cambiado la guerra a Estonia, Letonia y Lituania? Nos lo explica en este capítulo del 'Diario de Ucrania' Andres Kasekamp, director de estudios estonios y profesor de Historia en la Munk School de Asuntos Internacionales y Políticas Públicas de la Universidad de Toronto, que ha publicado en España 'Historia de los Estados bálticos' en Ediciones Bellaterra. Escuchar audio

O Assunto
Refit: a fraude bilionária que nasceu no Rio e se espalhou pelo país

O Assunto

Play Episode Listen Later May 19, 2026 27:16


Convidada: Maria Cristina Fernandes, comentarista da GloboNews e da rádio CBN e colunista do jornal Valor Econômico. A operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (15), revelou que a dívida ativa do grupo Refit com a União e Estados ultrapassa os R$ 50 bilhões – Rio de Janeiro e São Paulo são as maiores vítimas. A refinaria é acusada de operar um complexo esquema de sonegação de impostos na venda de combustíveis. De acordo com a PF, o esquema liderado pelo empresário Ricardo Magro ganhou tração na gestão do ex-governador fluminense Cláudio Castro (PL), que assumiu o Palácio Guanabara em 2020. Segundo as investigações, a operação se espraiou pela máquina estadual, com tentáculos na Procuradoria-Geral, na Fazenda, no Judiciário e na Alerj. As conexões políticas de Magro garantem negócios para a Refit também em outros estados. É o caso do Amapá, onde a PF também investiga um escândalo que envolve benefícios tributários, suspeita de propinas e nomes do Centrão. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Maria Cristina Fernandes para explicar como o esquema da Refit nasceu, prosperou e se multiplicou nas últimas décadas. Maria Cristina liga todos os pontos da investigação e analisa como o caso impacta o mundo político.

O Antagonista
Cortes do Papo - CONTRATO VAZADO: Eduardo Bolsonaro controlava milhões do filme "Dark Horse"

O Antagonista

Play Episode Listen Later May 15, 2026 13:35


O Intercept Brasil revelou o contrato assinado por Eduardo Bolsonaro que desmente sua versão oficial.Ele não apenas cedeu a imagem: o deputado cassado assinou como produtor-executivo, tendo controle direto sobre o orçamento milionário financiado pelo dono do Banco Master. Entenda as consequências jurídicas.Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes?   Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás.   Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente.   Chegou a edição especial Crusoé impressa.   É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil.   Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé.   Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link:   https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa  Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.       O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.       Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.       Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube.   https://www.youtube.com/@OAntagonista   Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #EduardoBolsonaro #DarkHorse #TheInterceptBrasil #ContratoVazado #Investigacao #PF #FilmeBolsonaro #BastidoresDaPolitica #Noticias #PodcastBrasil #PoliticaNacional #EUA #DinheiroPublico #Transparencia #FlavioBolsonaro

Noticentro
Detienen a exsecretario de Finanzas de Sinaloa

Noticentro

Play Episode Listen Later May 15, 2026 1:39 Transcription Available


México busca atraer más turismo chinoPiden apoyo para productores de maízAvanza reparación de por megafuga de agua en IztapalapaMás información en nuestro podcast#grc

El Bueno, la Mala y el Feo
¿Cortina de humo? Estados Unidas vuelve a confirmar vida extraterrestre

El Bueno, la Mala y el Feo

Play Episode Listen Later May 14, 2026 20:20


No es invento del Feo, tampoco alguna de sus locas teorías de conspiración. Escucha las últimas noticias sobre archivos clasificados de Estados Unidos que hizo pública y todo el mundo ya está dudando de su veracidad. Mantente al día con los últimos de 'El Bueno, la Mala y el Feo'. ¡Suscríbete para no perderte ningún episodio!Ayúdanos a crecer dejándonos un review ¡Tu opinión es muy importante para nosotros!¿Conoces a alguien que amaría este episodio? ¡Compárteselo por WhatsApp, por texto, por Facebook, y ayúdanos a correr la voz!Escúchanos en Uforia App, Apple Podcasts, Spotify, y el canal de YouTube de Uforia Podcasts, o donde sea que escuchas tus podcasts.'El Bueno, la Mala y el Feo' es un podcast de Uforia Podcasts, la plataforma de audio de TelevisaUnivision.

Noticentro
Alertan por riesgo de incendios forestales en 20 estados

Noticentro

Play Episode Listen Later May 14, 2026 1:28 Transcription Available


Claudia Sheinbaum dialoga con el presidente de Corea del Sur  Tamaulipas regularizará centros de rehabilitaciónDonald Trump afirma que China ofreció apoyo sobre el estrecho de OrmuzMás información en nuestro podcast#grc

La Verdadera Historia de México
Códices mexicanos VII

La Verdadera Historia de México

Play Episode Listen Later May 12, 2026 65:32 Transcription Available


Códices de los Estados de Hidalgo y Tlaxcala. Conoceremos algunas historias ocultas que tienen nuestros códices. Códices Huichapan, Xolotl, Huamantla, Otlazpan y Tepexic, estos  dos últimos llamados códices Leander.

El Garaje Hermético de Máximo Sant
Cómo se DEGRADAN las BATERÍAS: Manual de supervivencia

El Garaje Hermético de Máximo Sant

Play Episode Listen Later May 12, 2026 14:55


La batería de un coche eléctrico no es un componente estático; es un laboratorio químico en constante ebullición y, lamentablemente, tiene fecha de caducidad. En este vídeo abrimos la "caja negra" de la degradación para explicar por qué el depósito de los coches eléctricos "encoge" con el tiempo y qué puedes hacer para evitarlo. ¿Qué es realmente la degradación? A diferencia de un motor de combustión, donde el depósito siempre tiene el mismo tamaño, las baterías de iones de litio sufren dos tipos de castigo constantes: -Degradación por calendario: El simple paso del tiempo oxida los componentes internos, incluso si el coche está parado en el garaje. -Degradación por ciclo: El estrés mecánico de cargar y descargar expande y contrae los materiales, generando microfisuras en los electrodos. Según datos actualizados a 2026, la pérdida media de capacidad se sitúa en un 2,3% anual. Esto significa que, en diez años, tu coche habrá perdido casi una cuarta parte de su autonomía original. Los tres enemigos de tu autonomía Para maximizar la vida útil de las celdas, debemos vigilar tres factores críticos: -El Calor: El litio sufre fuera de los 15°C - 35°C. El calor extremo acelera la descomposición del electrolito, creando una capa de "colesterol químico" que atrapa los iones y los deja inservibles. -La Carga Ultrarrápida: El uso sistemático de cargadores de más de 100 kW duplica la velocidad de degradación en comparación con la carga doméstica. Es un estrés térmico que la química paga caro. -Estados de Carga Extremos: Mantener el coche al 100% durante días o bajar habitualmente del 5% genera inestabilidad química y riesgos de fallos de voltaje permanentes. El peligro oculto: Las Dendritas Uno de los secretos mejor guardados es la formación de dendritas. Estas estructuras ramificadas crecen cuando se abusa de la carga rápida, especialmente en frío. Si una de estas "agujas" metálicas perfora el separador interno, se produce un cortocircuito que puede derivar en un incendio químico de extrema dificultad de extinción. La trampa del software (SOH) El "State of Health" o salud de la batería es un dato calculado por el software del fabricante (BMS). Hemos detectado casos donde las actualizaciones de software "maquillan" este porcentaje, liberando capacidad de reserva oculta para que el usuario no note la degradación real. Es vital certificar la salud de la batería con herramientas externas antes de comprar un eléctrico de segunda mano. Decálogo de Supervivencia: Cómo estirar la vida de tu batería Para evitar facturas de reemplazo que pueden oscilar entre los 7.000 € en coches urbanos hasta más de 25.000 € en modelos premium, sigue estos consejos: -Regla del 20-80: Mantén el uso diario en este rango. -Carga lenta: Prioriza siempre la carga en casa (AC). -Evita el 100% estático: Si cargas al máximo, que sea justo antes de salir de viaje. -Preacondicionamiento: Calienta la batería en invierno antes de circular o cargar. -Aparca a la sombra: Evita que el suelo caliente "cocine" las celdas. -Conducción suave: Evita picos de descarga por aceleraciones bruscas. -No llegues al 0%: Podrías dejar la batería en un estado de "sueño profundo" irreversible. -Freno regenerativo: Úsalo para recuperar energía de forma suave. -Actualizaciones: Mantén el software al día para mejorar la gestión térmica. -Certificación real: Usa dispositivos OBD2 para conocer el estado real de la química. La movilidad eléctrica actual exige un usuario consciente. Mientras no lleguen las baterías de estado sólido a finales de esta década, cuidar la química es la única forma de evitar que tu coche se convierta en un gasto inasumible.

ONU News
Língua Portuguesa ganha evento na sede da ONU para marcar Dia Mundial

ONU News

Play Episode Listen Later May 7, 2026 2:20


Secretário-geral participa de celebrações com Estados-membros e representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, que organiza cerimônia ao com mais de 30 Estados observadores, representados pelo Catar; exposição de fotos inicia comemorações de aniversário de 30 anos da Cplp, marcado em julho.

No es el fin del mundo
270. Tuaregs, los últimos dueños del Sáhara

No es el fin del mundo

Play Episode Listen Later May 7, 2026 107:12


Un pueblo nómada que sobrevivió a la colonización, las sequías y las tensiones del Sahel sigue siendo un actor clave en el corazón del Sáhara. Durante más de medio siglo, los tuaregs han resistido la marginalización que les impuso la descolonización: convertidos en minorías dentro de Estados que no reconocen su modo de vida, han protagonizado rebeliones en Mali y Níger que siempre terminaron en acuerdos incumplidos y nuevas escaladas. Su historia entrelaza las rutas caravaneras transaharianas, la Legión Islámica de Gadafi, la proclamación y derrumbe del Azawad en 2012 y la penetración del yihadismo en su territorio. Hace unas semanas, el Frente de Liberación del Azawad acaba de retomar Kidal en un conflicto que enfrenta a los tuaregs contra la junta militar maliense y sus aliados rusos. Hoy en "No es el fin del mundo" hablamos de los tuaregs, los últimos dueños del Sáhara. Mapas y artículos: Mapa tuaregs: https://elordenmundial.com/mapas-y-graficos/mapa-tuaregs/ Mali. Geografía, recursos y conflictos: https://elordenmundial.com/mapas-y-graficos/geopolitica-mali/

O Antagonista
Lula tem aprovação negativa em 6 dos 10 maiores Estados | Papo Antagonista - 06/05/2026

O Antagonista

Play Episode Listen Later May 6, 2026 57:02


No Papo Antagonista desta quarta-feira, 6, falamos sobre o saldo negativo de aprovação do presidente Lula em seis dos dez maiores estados do país.Também falamos que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou a suspensão do mandato dos deputados Marcos Pollon, Marcel van Hattem e Zé Trovão por 60 dias.Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes?   Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás.   Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente.   Chegou a edição especial Crusoé impressa.   É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil.   Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé.   Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link:   https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa  Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.       O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.       Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.       Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube.   https://www.youtube.com/@OAntagonista   Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #Lula #Pesquisa #Aprovação #Política #Antagonista #Brasil #Notícias #Câmara #Ética #Congresso #Brasília #Hattem #Pollon #ZéTrovão #Mandato #Oposição #Podcast #Governo #Popularidade #Atualidades

Noticentro
Onda de calor se mantiene en 27 estados del país

Noticentro

Play Episode Listen Later May 5, 2026 1:23 Transcription Available


SRE mantiene contacto con mexicanos en Flotilla Global SumudÁlvaro Obregón recupera 12 hectáreas en Alameda PonienteOMS alerta aumento de ataques contra personal sanitario en Irán Más información en nuestro Podcast#grc

ONU News
ONU prepara Fórum de Revisão sobre implementação do Pacto Global para Migração

ONU News

Play Episode Listen Later May 4, 2026 1:45


Com sede em Genebra, Organização Internacional para Migrações realiza contagem regressiva de evento com Estados-membros e representantes da sociedade civil, que terá lugar em 5 de maio, na sede da ONU em Nova Iorque.

Noticias de América
¿Qué beneficios para Uruguay con la entrada en vigor del Acuerdo UE‑Mercosur?

Noticias de América

Play Episode Listen Later May 1, 2026 2:26


Este 1° de mayo entra en vigor el acuerdo comercial entre el Mercosur y la Unión Europea, tras más de dos décadas de negociación. En Uruguay el pacto abre expectativas en sectores clave como la carne, el arroz y los lácteos. Ignacio Bartesaghi, director del Instituto de Negocios Internacionales de la Universidad Católica (Montevideo) analizó para RFI los beneficios potenciales y los desafíos que plantea este acuerdo histórico para ese país. El acuerdo UE‑Mercosur eliminará o reducirá gradualmente los aranceles para la gran mayoría de los productos de ambos bloques: el 95% de los bienes del Mercosur y el 91% de la Unión Europea, en un plazo de entre 12 y 15 años. El sector automotriz queda fuera de este cronograma y tendrá un período de desgravación de hasta 30 años. En el caso específico de Uruguay, Ignacio Bartesaghi, director del Instituto de Negocios Internacionales de la Universidad Católica del Uruguay, señala que las exportaciones al bloque europeo están concentradas “en pocos productos, entre otros, la pasta de celulosa”, lo que explica que las oportunidades se focalicen en sectores muy concretos. “Uruguay tiene beneficios concretos en la carne, que es donde más paga aranceles para ingresar a la Unión Europea. También va a tener beneficios en el arroz, la miel, los productos de madera, los lácteos —en este último hay beneficios y competencias—, en los cítricos y en muchos otros alimentos procesados”, explicó el especialista. Los beneficios no se limitan a las exportaciones. Según Bartesaghi, también hay impactos del lado de las importaciones. “Para algunas de ellas van a bajar los aranceles, lo que permite que el consumidor se vea beneficiado. Y, por supuesto, no hay que descartar el potencial que estos acuerdos tienen en aspectos más dinámicos del comercio internacional, como la posibilidad de captar inversiones o de mejorar el entorno de negocios a partir del cumplimiento de las normas que impone la Unión Europea, de altos estándares, así como también el comercio de servicios”. La entrada en vigor del acuerdo de libre comercio entre los países del Mercosur —Uruguay, Argentina, Brasil y Paraguay— y los 27 Estados miembros de la Unión Europea coincide con el Día del Trabajo. Consultado sobre el impacto en el empleo, Bartesaghi señaló que las proyecciones para Uruguay son positivas. “Las estimaciones indican que el crecimiento del producto puede ser, una vez plenamente implementado el acuerdo, de casi dos puntos. Hay crecimiento del empleo e incluso una proyección de baja de la pobreza. Los estudios son favorables para todos los países del Mercosur. Algunos ganan más, otros ganan menos. Estas proyecciones son difíciles de cumplir al 100%, porque dependen de cómo implemente el acuerdo cada país y de qué haga en términos de política pública para potenciar sus beneficios. Un comercio internacional más libre ofrece más oportunidades a las empresas y a los operadores de negocios, y eso tiene, sin lugar a dudas, repercusiones en la generación de empleo, algo muy positivo en países que aún están en proceso de desarrollo”. El acuerdo de asociación, negociado durante más de 25 años y concluido en enero, entra en vigor de forma provisional. Su implementación definitiva todavía depende de que el Tribunal de Justicia de la Unión Europea determine su compatibilidad con la legislación vigente.

Enfoque internacional
"Violencia criminal y política": RSF alerta sobre riesgos para el periodismo en las Américas

Enfoque internacional

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 2:50


En su informe anual, Reporteros Sin Fronteras alerta sobre un deterioro acelerado de la libertad de prensa en el continente americano. "Países antes considerados seguros caen en el ranking, se multiplican las agresiones y el crimen organizado unido al poder político estrecha el cerco sobre los periodistas", advierte la vocera de RSF, Elena García. Según el informe anual que Reporteros Sin Fronteras (RSF) publicó este jueves 30 de abril y que incluye 180 países, la libertad de prensa en el mundo atraviesa una crisis profunda. El mapa de riesgos en las Américas se ha reconfigurado: territorios que solían ser referencia de relativa seguridad para el ejercicio del periodismo se han convertido en espacios donde se informa bajo amenaza.  Elena García, vocera de RSF, resume el panorama regional con una advertencia contundente: “Desde el 2022, el continente americano desciende 14 puntos. Esto es una tendencia bastante alarmante para Reporteros Sin Fronteras”.  Durante años, Venezuela (160), Nicaragua (172), Cuba (165) o México (122) fueron sinónimo de alerta para el gremio periodístico. Hoy, RSF advierte que a esa lista se suman Estados que hasta hace poco no aparecían como motivo de preocupación. La inquietud comienza en Estados Unidos, en la posición 64, donde la relación del gobierno de Donald Trump con la prensa marcó un punto de inflexión. La vocera recuerda las “numerosas frases denigrantes hacia periodistas y especialmente hacia periodistas mujeres".  También "han impedido a agencias internacionalmente conocidas como Associated Press acreditarse para asistir a los briefings de prensa de la Casa Blanca”. En paralelo, se debilitaron estructuras de medios públicos y se reforzó un clima de deslegitimación hacia el oficio periodístico. Un reportero vivió incluso en carne y hueso la política migratoria de Trump: el salvadoreño Mario Guevara, detenido y posteriormente deportado. En América Latina, la violencia contra la prensa tiene múltiples rostros. RSF insiste en que no se trata solo de agresiones criminales, sino también de discursos oficiales que estigmatizan a los periodistas y de decisiones políticas que golpean el ecosistema mediático en países donde los gobiernos se ha vuelto seguidores del modelo Trump. Argentina (puesto 98/180) ha perdido once posiciones en la clasificación global. García vincula esta caída a “una retórica agresiva y violenta hacia los periodistas y al cierre de la agencia de prensa Télam por decisión del gobierno de Javier Milei”, una medida que considera simbólica del retroceso en la protección de la información pública. El Salvador figura también entre los países que retroceden. La figura de Nayib Bukele, descrito por RSF como uno de los líderes que adoptan estrategias comunicacionales similares a las de Trump, coloca al país en posición 143 sobre 180. Ecuador, por su parte, protagoniza la caída más abrupta de la región en el ranking de RSF, con un desplome de 31 posiciones, llegando al puesto 125. El asesinato de los periodistas Darwin Baque y Patricio Aguilar simboliza hasta qué punto la violencia se ha naturalizado como herramienta de silenciamiento. “El caso de Ecuador es representativo de una tendencia que vemos en toda América Latina: el aumento de la violencia perpetrada por el crimen organizado y por fuerzas políticas, con injerencias cada vez mayores en los medios”, explica la vocera. A este mapa se suma Perú (144), que entra en una zona de riesgo extremo para la libertad de prensa. García recuerda que “se recrudece la violencia y se registran cuatro asesinatos de periodistas en 2025, lo que ha afectado, por supuesto, a la plaza de Perú en la clasificación, que pierde 14 posiciones con respecto al año pasado”. Para RSF, es “otro ejemplo de la violencia a la que se tienen que enfrentar los periodistas en América Latina para poder seguir ejerciendo su trabajo”.

Latin American Perspectives Podcast
Political Ecology, Gender, and the Environment in Latin America con Mayarí Castillo

Latin American Perspectives Podcast

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 37:27


En este episodio del podcast de Latin American Perspectives, conversamos con Mayarí Castillo, socióloga de la Universidad Mayor y coeditora del número de enero de 2026, sobre los principales ejes que estructuran este nuevo dossier. A lo largo de la conversación, abordamos la ecología política como un marco para comprender la relación entre sociedad, naturaleza y poder en América Latina, y exploramos las raíces históricas de los conflictos socioambientales contemporáneos—desde el colonialismo y la formación de los Estados hasta el extractivismo y las crisis climáticas actuales. También discutimos el papel central del género y de la ecología política feminista para repensar cómo estas luchas se viven, se disputan y se transforman. Este episodio ofrece una puerta de entrada accesible al número, al tiempo que destaca su relevancia para entender las dinámicas actuales de desigualdad, territorio y conflicto ambiental en la región.

Noticentro
SCJN avala protección del Lago de Texcoco como Área Natural Protegida

Noticentro

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 1:32 Transcription Available


UNAM monitorea sargazo con tecnología satelital Sheinbaum viajará a Brasil para acuerdo energético con PetrobrasFrancia convocará cumbre para impulsar solución de dos Estados en Medio OrienteMás información en nuestro podcast#grc

Noticentro
Fiscalía de EU presenta cargos por narcotráfico contra gobernador de Sinaloa

Noticentro

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 1:46 Transcription Available


Grupo Aeroportuario Marina rechaza acusaciones de PROTAXI Emiten recomendaciones para proteger a mascotas ante calor extremo en CDMXPapa León XIV llama a rechazar la violencia tras hechos en ColombiaMás información en nuestro podcast#grc

La ContraCrónica
¿Cómo burlar Ormuz?

La ContraCrónica

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 54:02


Ayer se cumplieron dos meses desde el inicio de la guerra en Irán. Las propuestas de paz resultan hoy irreconciliables, el crudo Brent se paga a más de 100 dólares por barril y tres grupos aeronavales estadounidenses permanecen desplegados en Oriente Medio. El estrecho de Ormuz, encajado entre Omán e Irán, sigue cerrado. Por sus aguas circulaba alrededor del 25% del suministro mundial de petróleo y el 20% del gas natural licuado, lo que convierte cualquier amenaza sobre este paso en un riesgo de primer orden. El cierre no lo decretaron los iraníes, sino las aseguradoras marítimas, que advirtieron a sus clientes de que los siniestros derivados de la guerra no estaban cubiertos. Los iraníes aprovecharon el regalo y comenzaron a exigir peajes muy costosos a los buques que pretendían atravesarlo. Así las cosas, el mundo se enfrenta al mayor desafío para su seguridad energética desde las guerras árabe-israelíes del siglo pasado. Solo cuatro Estados del golfo disponen de alternativas. Arabia Saudí cuenta con el oleoducto Este-Oeste o Petroline, con capacidad de 5 millones de barriles diarios hacia la terminal de Yanbu en el Mar Rojo. Hoy canaliza por allí el 70% de sus exportaciones. Sumado al oleoducto IPSA, infrautilizado desde 1990, podría sacar prácticamente toda su producción sin cruzar Ormuz. Irak depende de las terminales de Basora y Jaur Al-Amiyah por las que sale más del 80% de sus exportaciones. Su única alternativa real es el oleoducto que une Irak con el puerto turco de Ceyhán, pero no es demasiado fiable. Los Emiratos disponen del oleoducto ADCOP hasta Fuyaira, que sortea el estrecho. El propio Irán abrió en 2021 la terminal de Jask en el Golfo de Omán. Kuwait, Baréin y Catar carecen por completo de salidas alternativas. Existen oleoductos cerrados o infrautilizados cuya reparación ampliaría notablemente la capacidad. El Kirkuk-Ceyhán podría transportar hasta 1,6 millones de barriles diarios si se pone al día. El IPSA daría una cobertura estratégica a los saudíes. El antiguo IPC hasta Banias y el Trans-Arabian Pipeline hasta Sidón también ofrecen un potencial considerable que abarata un 40% el envío a Europa frente a la ruta de Suez. En cuatro años podría construirse incluso un nuevo oleoducto de gran tamaño que atravesara Siria o la costa israelí. El verdadero problema es el gas. No existen rutas alternativas viables porque el gas natural licuado exige plantas de compresión. Construir gasoductos transcontinentales llevaría años y exigiría negociaciones complejísimas en países como Siria. Los obstáculos políticos abundan, dentro y fuera de cada Estado, y para el mercado asiático Ormuz sigue siendo muy conveniente. Aun así, la infraestructura sigue siendo la forma más duradera de disuasión estratégica. Los oleoductos dañados por un ataque se pueden reparar en cuestión de días, las rutas marítimas no. La historia demuestra que las crisis petroleras las resuelven los ingenieros mucho antes que los militares. La crisis de Suez, el embargo de 1973 y la Guerra Irán-Irak impulsaron infraestructuras importantes. Toca repetir la estrategia de repartir los huevos en distintas cestas si lo que se quiere es arrebatar al régimen iraní su arma más valiosa. En La ContraRéplica: 0:00 Introducción 3:44 ¿Cómo burlar Ormuz? 30:46 Trucos con la IA 37:18 ¿A quién beneficia la IA? · Canal de Telegram: https://t.me/lacontracronica · “Contra el pesimismo”… https://amzn.to/4m1RX2R · “Hispanos. Breve historia de los pueblos de habla hispana”… https://amzn.to/428js1G · “La ContraHistoria del comunismo”… https://amzn.to/39QP2KE · “La ContraHistoria de España. Auge, caída y vuelta a empezar de un país en 28 episodios”… https://amzn.to/3kXcZ6i · “Contra la Revolución Francesa”… https://amzn.to/4aF0LpZ · “Lutero, Calvino y Trento, la Reforma que no fue”… https://amzn.to/3shKOlK Apoya La Contra en: · Patreon... https://www.patreon.com/diazvillanueva · iVoox... https://www.ivoox.com/podcast-contracronica_sq_f1267769_1.html · Paypal... https://www.paypal.me/diazvillanueva Sígueme en: · Web... https://diazvillanueva.com · Twitter... https://twitter.com/diazvillanueva · Facebook... https://www.facebook.com/fernandodiazvillanueva1/ · Instagram... https://www.instagram.com/diazvillanueva · Linkedin… https://www.linkedin.com/in/fernando-d%C3%ADaz-villanueva-7303865/ · Flickr... https://www.flickr.com/photos/147276463@N05/?/ · Pinterest... https://www.pinterest.com/fernandodiazvillanueva Encuentra mis libros en: · Amazon... https://www.amazon.es/Fernando-Diaz-Villanueva/e/B00J2ASBXM #FernandoDiazVillanueva #ormuz #iran Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Noticentro
Seguirá calor extremo en 24 estados

Noticentro

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 1:38 Transcription Available


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