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Sempre que se diz alguma profanidade com suficiente desarranjo para ferir a sensibilidade do leitor começa a contagem decrescente em que toda a gente se sente no direito de exigir a súbita torção redentora ou, pelo menos, um efeito de retratação, de forma a que se possa reforçar alguma noção moral entre a dejecção da época. Podemos descer o mais fundo que se possa imaginar à “latrina do coração” (Flaubert), mas de algum modo, em lugar do inferno, todos esperam escapar aos piores efeitos de degradação. No fim, todos querem saber-se a salvo da verdadeira infâmia, aquela em que alguém se acha quando apenas serve como exemplo aos demais para irem afinando as suas repressões, o seu falso moralismo puritano. A infâmia perdeu o carácter. Como assinala Claudio Magris, “muitos livros ostensivamente profanadores não chegam a ser na realidade desagradáveis – a irritar, a ofender, rejeitar, perturbar – porque a sua provocação é a máscara, demasiado transparente, de sentimentos nobremente humanos e os arroubos exibidos são apenas simpáticas e inofensivas licenciosidades imaturas”. Ficamos sempre felizes por saber que o traste, quando chega a hora da verdade, é capaz de um gesto de redenção. E o pior é todos estarmos muito seguros sobre o que isso possa significar. O que sejam os actos verdadeiramente bondosos. Como nos diz Eduardo Lizalde nuns versos: “A maior das purezas é a abjecção./ Não restam dúvidas./ Mas consolai-vos, oh puros:/ também os abjectos e os vis/ não o são totalmente./ Por vezes cheiram rosas/ e acariciam cordeiros com sinceridade/ ou beijam crianças/ e dão a sua vida pela Revolução.” Continuamos a encher a boca com palavras desvalidas, sem levar em conta quais são os órgãos que seria preciso desenvolver para mergulhar nessa zona esgotante capaz de exaurir as frivolidades com que nos chega esse leitor hipócrita, convencido da clareza dos seus juízos morais, esse burguezote apalhaçado que se furta por todos os meios ao emaranhado de paixões, brutalidades, aridez, vileza e negro sofrimento sem saída que a vida chega a ser. A maldade ou é uma instrução contra os nossos instintos e intuitos originais ou não é nada. Fazer parte do bando diabólicos, dos tais apóstolos da transgressão, significa lutar pela inversão dos grandes signos. A revolução começa por corroer os estratos da dimensão simbólica, pela derrogação de todas as certezas e conformismos. Os orgãos lutam para desembaraçar-se dos astros, daquela música que tão depressa faz de nós seres caducos. Daí que tantas vezes o pâncreas acabe calcinado, talvez por incapacidade de produzir a dose suficiente de bílis para se regular, pôr a ênfase necessária, lidar neste insistente deserto. As glândulas afinam por esse gotejar do que nos olha a partir das zonas mais escuras de nós próprios. Saímos do silêncio, cercados por ele, procurando destruí-lo sem o perder inteiramente. Também temos de criar um órgão para o trazer dentro. Estes vazios que guiam o sentimento. Vamos lendo outra coisa de costas para anúncios luminosos que propagam pela noite dentro esse resíduo ulceroso, e nem os insectos se lhe chegam, preferem ser engolidos pela resina, ou como certas flores e plantas encontrar o fogo, descobrirem pela chama aquela irisação do que depressa se cobre de negro. Temos algumas pedras, atiradas e recuperadas. Gostamos de como a terra as mastigou. Frases capazes de interceder enquanto ecos, esse detalhe dos nossos melhores erros. Ao longo do dia também nos pesa de diferentes modos. O vento quer lembrar-se de algo, ergue-se para uma demonstração, mas logo lhe falta a confiança e prefere adiar. Muitas vezes o mundo deixa de estar onde contávamos com ele. Há tantos nomes que de súbito deixam de responder. Pomos a mesma mesa, essa feroz mesa, mas as imagens parecem empurradas, as raízes apodrecidas, tudo contrariado. O crime é demasiado incerto. Não se sabe realmente como ferir fundo as leis principais. Por isso acabamos por nos virar para aqueles que têm o talento devastador do fracasso, dominados toda a vida por essas injúrias, e é assim que ouvimos contada de diferentes maneiras a fábula do fígado, a intensidade daqueles que foram levados a despedir-se dos dias. Os homens deixam de o ser rasgando o que de si mesmos conheciam. Por um ódio prometedor aceitam tomar para si mesmos expressões que noutras idades os teriam assustado. É preciso uma certa dimensão do inútil, o gosto por aprofundar as energias que não correspondem aos ciclos, aos bens ou às finalidades terrenas. A maldade é dar o ouvido àqueles deuses estragados, os que aprofundaram os seus defeitos, cultivaram-nos para extrair deles secreções que provocam tonturas e contorções a quem não se habituou a respirar esse ar capaz de gelar os pulmões e até a alma. O mal faz-se voltando atrás. É uma ferida na memória que não se deixa em paz. Voltando, voltando ao que ficou soterrado, escavando esses corpos, barcos, é uma forma de corroer o tempo. Com vagarosos gestos ocupamos os lugares, detemo-nos, contando, apostando, sempre através dessa desolada observação dos factos e dos feitos. Temos de estar dispostos a escutar até ao fim as nossas derrotas, a perfeição tortuosa do seu argumento, o elemento sinuoso de uma linguagem de sentido perdido. Com tudo isto, fica claro como o passado pode ser aberto, revisto, como é possível impor aos vermes um princípio de indústria. O tempo não precisa de ir todo no mesmo sentido. Podemos gravar certas intuições esperando outra atenção e inteligência de nós mesmos, ir marcando, dialogando com nós próprios em diferentes momentos, como se nos conduzíssemos, deixando espaço para aquela firmeza desesperada que, por agora, ainda nos falta. A memória deixa caminhos para mais tarde. Ainda voltaremos a esses cuidados, já sem a razão a ditar uma linha que seja, consumidos então pelo fogo, aquela vida que se propaga entre outros corpos, rasando o segredo, alimentando-se de estranhos reflexos. No fundo, a moral foi aquilo que nos fez conhecer a morte mais de perto, nos disse "não" vezes demais. Mas teríamos sido outros se tivéssemos escutado os elementos da sedução. Ficam-nos os cortes na pele, dessas silvas que roçamos até estarmos perdidos, a ânsia de crescer num odor oculto, deixar o sangue dar a volta mais larga, enegrecer sobre essas zonas onde o amor escolhe o outro lado da vida e nos transforma. Produzem-se imagens, restos futuros, fósseis que iluminam o que está por vir. Outros astros fazem as nossas sombras cambalear, e sonhos há muito esquecidos abrem enfim a boca, aproximam-se para nos dar sinais de um mundo que julgávamos conhecer. Quando deixas de falar sozinho, aí, sim, estás realmente perdido. Não tens quem te instigue o pior, e, naturalmente, também o melhor deixa de poder ser visto como uma escolha. Derivamos para o espaço, por falta de gravidade, ficamos dominados por essa insignificância comovedora. Como lembra Magris, as palavras “bondade” e “bom” não nos soam deslocadas na boca de Dostoiévski precisamente porque ele mergulhou sem qualquer reserva no lodo que corre nas nossas veias, como um messias que ressurge mas antes morre e desce verdadeiramente ao inferno. “A literatura explicitamente transgressora é também muitas vezes impulsionada, bem lá no fundo, por sentimentos tão bons que não podem ser confrontados com a crueldade tão frequente e triunfante da existência”, vinca o ensaísta triestino. Já antes Eduardo Lizalde havia notado como “Tudo o que é edificante é reaccionário/ (vejam-se os efeitos).” O mal permanece solteiro, é na verdade a única dimensão verdadeiramente heróica e solitária no meio de uma criação cabisbaixa, ferida por essa tentação de se submeter a algo de superior. Os intérpretes da verdadeira vontade devem ser os primeiros alvos a abater. Mesmo se surja com eles o primeiro sinal dessa presunção capaz de inventar um sentido e a razão de deuses que acabam por ser os verdadeiros triunfos da demonicidade humana. Mas somos vítimas demasiado voluntariosas dessa tendência para pôr a fé num borra-botas qualquer. Se, por outro lado, nos contássemos outras histórias, se tivéssemos órgãos, alguma apetência e educação para nos sabermos servir entre os melhores exemplos da danação… “Talvez um olhar impiedoso seja hoje mais necessário do que nunca, num momento em que se desmoronaram as ilusões das grandes filosofias da história, persuadidas de que as contradições da realidade trariam consigo a sua própria superação e conduziriam inevitavelmente a um progresso ulterior; o devir do mundo parece agora entregue a uma ebulição caótica e imprevisível, indiferente aos grandes projectos e perspectivas. Nesta capacidade de perscrutar verdades até intoleráveis reside uma bondade maior do que qualquer afabilidade conciliadora e temperada: a disponibilidade para descer, com uma piedade intrépida e desolada, até ao fundo da nossa obscuridade.” Neste episódio, vamos afastar-nos na direcção desse vazio que rejeita a medida e as disposições de ordem humana. João Vasco Lopes, uma dessas inteligências que tanto estimam o acaso, a adaptação, aquela evolução nervosa que exigem hoje os grandes sistemas, veio falar-nos das fronteiras que se viu a assediar timidamente, e estamos a falar do Espaço, dessas garatujas que desenhamos nos muros imensos de tudo aquilo que melhor exprime a nossa ridícula dimensão, o como não passamos de uma civilização que ainda nem saiu do berço. Vamos procurar tomar balanço para assaltar algumas zonas de recreio entretanto desactivadas do campo literário, agora que todos os exercícios com letrinhas nos fornecem toda essa consolação oferecida sem interrupções, de tal modo que a vida literária ocupou o lugar das ordens religiosas e dos conventos de freiras.
Grande es el odio (2) Y el miedo es una cosa grande como el odio. El miedo hace existir a la tarántula, la vuelve cosa digna de respeto, la embellece en su desgracia, rasura sus horrores. Qué sería de la tarántula, pobre, flor zoológica y triste, si no pudiera ser ese tremendo surtidor de miedo, ese puño cortado de un simio negro que enloquece de amor. La tarántula, oh Bécquer, que vive enamorada de una tensa magnolia. Dicen que mata a veces, que descarga sus iras en conejos dormidos. Es cierto, pero muerde y descarga sus tinturas internas contra otro, porque no alcanza a morder sus propios miembros, y le parece que el cuerpo del que pasa, el que amaría si lo supiera, es el suyo. El poema de Eduardo Elizalde es una reflexión sobre el miedo y el odio que se proyectan en la figura de la tarántula, un animal que simboliza la soledad, el rechazo y la violencia. El poeta utiliza un lenguaje rico en imágenes y metáforas para crear un contraste entre la belleza y la desgracia de la tarántula, que vive enamorada de una flor inalcanzable y que solo puede expresar su frustración mordiendo a otros. El poema es una invitación a comprender y respetar al otro, aunque nos cause temor o repulsión, y a reconocer que detrás de su apariencia hay un ser que sufre y ama. #poesía #tarántula #miedo #amor #EduardoElizalde
El poema de Eduardo Lizalde es una reflexión sobre el poder y la naturaleza del odio, que el autor asocia con lo grande y lo dorado, con el tiempo, con Dios, con la creación y con la existencia. El poeta utiliza imágenes impactantes, como los infinitos leones azules del cosmos, para expresar la fuerza y la intensidad del odio, que no admite dudas ni vacilaciones, como el amor. El poema también sugiere que el odio es una forma de afirmación personal, de resistencia ante el vacío o la nada. El tono del poema es provocador y desafiante. #odioycreacion #lizaldepoeta #leonesazules #existenciayresistencia #poesía #eduardolizalde Poema : Eduardo Lizalde Narrador : Jesús Córdoba Video : Telésforo García Zavala
Olá, bem-vindos à oitava temporada do Próximo Capítulo Podcast! Ana e Gabi comentam as partes 6 ->13 do livro A Filha do Dr. Moreau de Silvia Moreno-Garcia. Embarque com a gente nessa jornada e descubra se Eduardo Lizalde é tudo isso mesmo que a Carlota diz! Faixa etária: 18+ --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/proximocapitulo/message
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La muerte de Eduardo Lizalde
Jaime Sabines Gutiérrez (Chiapas, 1926 - Ciudad de México, 1999) fue un poeta mexicano perteneciente a la conocida Generación del Medio Siglo. Escribió tres libros fundamentales señalados como tales por la crítica especializada: Horal (1950), Tarumba (1956) y Algo sobre la muerte del mayor Sabines (1973). Su obra, aunque con resonancia continental, poco se conoce fuera de México, pero esto no niega que su poesía ocupe un lugar de privilegio en la tradición poética de lengua española. Estilísticamente, Sabines perteneció, dentro del imaginario puramente latinoamericano, a la vertiente poética denominada “coloquial” o “conversacional”. Dentro de la tradición poética mexicana, Jaime Sabines se inscribe en una poesía de tono popular, contraria a la vertiente culta hegemónica del tiempo que le tocó escribir, misma que impulsaba Octavio Paz a través de su grupo Taller. Dentro de su propia generación, el autor de Horal encontró interlocutores de su misma filiación estética, entre ellos Rosario Castellanos, Eduardo Lizalde y Jaime García Terrés. Estos poetas tuvieron como referentes visibles, dentro de la geografía mexicana, a poetas como Renato Leduc y Juan de Dios Peza. Una revisión de la poesía de corte popular en la lírica mexicana seguramente arrojaría mucha claridad sobre la evolución de esta vertiente escritural de los últimos dos siglos. Del siglo xx es posible decir que Sabines es la figura central. Su obra dentro del canon poético mexicano es imprescindible para entender la evolución que han tenido las formas de la poesía no culta, su lenguaje y su universo de temas, la mayoría de ellos en consonancia con las más grandes preocupaciones del hombre: el amor, la soledad, la muerte, Dios y, ante todo, el tiempo. Sobre el tema del tiempo, por ejemplo, Mónica Mansour escribió: “El tiempo, en la obra de Sabines, aparece de todas las maneras: como tema, dentro de símiles o metáforas, en verbos y otras formas gramaticales y, naturalmente –es poesía– en el ritmo y la sonoridad. Tanto en los poemas escritos en verso como en los escritos en prosa, el ritmo –los ritmos– está presente: fluye y luego se rompe para volver a fluir. Y volvemos a la sorpresa que antes mencioné: a veces lo fluido o quebrado del ritmo sonoro no concuerda con el tema tratado y entonces cambian el significado y la sensación producida en el lector, y vuelve a provocarse la tensión.” Para entender a Jaime Sabines hay que poner su obra y su vida en una misma dirección, pues están estrechamente relacionadas. Una crónica vital acompañada de un recorrido bibliográfico y una descripción de su contexto histórico (social, cultural y político) podrá dibujar el perfil de un poeta que, como pocos, supo conciliar su concepción ética con su propuesta estética, esto es, la congruencia entre su pragmática moral y el ejercicio de su vocación poética, que mantuvo a lo largo de su vida.
Jaime Sabines Gutiérrez (Chiapas, 1926 - Ciudad de México, 1999) fue un poeta mexicano perteneciente a la conocida Generación del Medio Siglo. Escribió tres libros fundamentales señalados como tales por la crítica especializada: Horal (1950), Tarumba (1956) y Algo sobre la muerte del mayor Sabines (1973). Su obra, aunque con resonancia continental, poco se conoce fuera de México, pero esto no niega que su poesía ocupe un lugar de privilegio en la tradición poética de lengua española. Estilísticamente, Sabines perteneció, dentro del imaginario puramente latinoamericano, a la vertiente poética denominada “coloquial” o “conversacional”. Dentro de la tradición poética mexicana, Jaime Sabines se inscribe en una poesía de tono popular, contraria a la vertiente culta hegemónica del tiempo que le tocó escribir, misma que impulsaba Octavio Paz a través de su grupo Taller. Dentro de su propia generación, el autor de Horal encontró interlocutores de su misma filiación estética, entre ellos Rosario Castellanos, Eduardo Lizalde y Jaime García Terrés. Estos poetas tuvieron como referentes visibles, dentro de la geografía mexicana, a poetas como Renato Leduc y Juan de Dios Peza. Una revisión de la poesía de corte popular en la lírica mexicana seguramente arrojaría mucha claridad sobre la evolución de esta vertiente escritural de los últimos dos siglos. Del siglo xx es posible decir que Sabines es la figura central. Su obra dentro del canon poético mexicano es imprescindible para entender la evolución que han tenido las formas de la poesía no culta, su lenguaje y su universo de temas, la mayoría de ellos en consonancia con las más grandes preocupaciones del hombre: el amor, la soledad, la muerte, Dios y, ante todo, el tiempo. Sobre el tema del tiempo, por ejemplo, Mónica Mansour escribió: “El tiempo, en la obra de Sabines, aparece de todas las maneras: como tema, dentro de símiles o metáforas, en verbos y otras formas gramaticales y, naturalmente –es poesía– en el ritmo y la sonoridad. Tanto en los poemas escritos en verso como en los escritos en prosa, el ritmo –los ritmos– está presente: fluye y luego se rompe para volver a fluir. Y volvemos a la sorpresa que antes mencioné: a veces lo fluido o quebrado del ritmo sonoro no concuerda con el tema tratado y entonces cambian el significado y la sensación producida en el lector, y vuelve a provocarse la tensión.” Para entender a Jaime Sabines hay que poner su obra y su vida en una misma dirección, pues están estrechamente relacionadas. Una crónica vital acompañada de un recorrido bibliográfico y una descripción de su contexto histórico (social, cultural y político) podrá dibujar el perfil de un poeta que, como pocos, supo conciliar su concepción ética con su propuesta estética, esto es, la congruencia entre su pragmática moral y el ejercicio de su vocación poética, que mantuvo a lo largo de su vida.
Jaime Sabines Gutiérrez (Chiapas, 1926 - Ciudad de México, 1999) fue un poeta mexicano perteneciente a la conocida Generación del Medio Siglo. Escribió tres libros fundamentales señalados como tales por la crítica especializada: Horal (1950), Tarumba (1956) y Algo sobre la muerte del mayor Sabines (1973). Su obra, aunque con resonancia continental, poco se conoce fuera de México, pero esto no niega que su poesía ocupe un lugar de privilegio en la tradición poética de lengua española. Estilísticamente, Sabines perteneció, dentro del imaginario puramente latinoamericano, a la vertiente poética denominada “coloquial” o “conversacional”. Dentro de la tradición poética mexicana, Jaime Sabines se inscribe en una poesía de tono popular, contraria a la vertiente culta hegemónica del tiempo que le tocó escribir, misma que impulsaba Octavio Paz a través de su grupo Taller. Dentro de su propia generación, el autor de Horal encontró interlocutores de su misma filiación estética, entre ellos Rosario Castellanos, Eduardo Lizalde y Jaime García Terrés. Estos poetas tuvieron como referentes visibles, dentro de la geografía mexicana, a poetas como Renato Leduc y Juan de Dios Peza. Una revisión de la poesía de corte popular en la lírica mexicana seguramente arrojaría mucha claridad sobre la evolución de esta vertiente escritural de los últimos dos siglos. Del siglo xx es posible decir que Sabines es la figura central. Su obra dentro del canon poético mexicano es imprescindible para entender la evolución que han tenido las formas de la poesía no culta, su lenguaje y su universo de temas, la mayoría de ellos en consonancia con las más grandes preocupaciones del hombre: el amor, la soledad, la muerte, Dios y, ante todo, el tiempo. Sobre el tema del tiempo, por ejemplo, Mónica Mansour escribió: “El tiempo, en la obra de Sabines, aparece de todas las maneras: como tema, dentro de símiles o metáforas, en verbos y otras formas gramaticales y, naturalmente –es poesía– en el ritmo y la sonoridad. Tanto en los poemas escritos en verso como en los escritos en prosa, el ritmo –los ritmos– está presente: fluye y luego se rompe para volver a fluir. Y volvemos a la sorpresa que antes mencioné: a veces lo fluido o quebrado del ritmo sonoro no concuerda con el tema tratado y entonces cambian el significado y la sensación producida en el lector, y vuelve a provocarse la tensión.” Para entender a Jaime Sabines hay que poner su obra y su vida en una misma dirección, pues están estrechamente relacionadas. Una crónica vital acompañada de un recorrido bibliográfico y una descripción de su contexto histórico (social, cultural y político) podrá dibujar el perfil de un poeta que, como pocos, supo conciliar su concepción ética con su propuesta estética, esto es, la congruencia entre su pragmática moral y el ejercicio de su vocación poética, que mantuvo a lo largo de su vida.
Jaime Sabines Gutiérrez (Chiapas, 1926 - Ciudad de México, 1999) fue un poeta mexicano perteneciente a la conocida Generación del Medio Siglo. Escribió tres libros fundamentales señalados como tales por la crítica especializada: Horal (1950), Tarumba (1956) y Algo sobre la muerte del mayor Sabines (1973). Su obra, aunque con resonancia continental, poco se conoce fuera de México, pero esto no niega que su poesía ocupe un lugar de privilegio en la tradición poética de lengua española. Estilísticamente, Sabines perteneció, dentro del imaginario puramente latinoamericano, a la vertiente poética denominada “coloquial” o “conversacional”. Dentro de la tradición poética mexicana, Jaime Sabines se inscribe en una poesía de tono popular, contraria a la vertiente culta hegemónica del tiempo que le tocó escribir, misma que impulsaba Octavio Paz a través de su grupo Taller. Dentro de su propia generación, el autor de Horal encontró interlocutores de su misma filiación estética, entre ellos Rosario Castellanos, Eduardo Lizalde y Jaime García Terrés. Estos poetas tuvieron como referentes visibles, dentro de la geografía mexicana, a poetas como Renato Leduc y Juan de Dios Peza. Una revisión de la poesía de corte popular en la lírica mexicana seguramente arrojaría mucha claridad sobre la evolución de esta vertiente escritural de los últimos dos siglos. Del siglo xx es posible decir que Sabines es la figura central. Su obra dentro del canon poético mexicano es imprescindible para entender la evolución que han tenido las formas de la poesía no culta, su lenguaje y su universo de temas, la mayoría de ellos en consonancia con las más grandes preocupaciones del hombre: el amor, la soledad, la muerte, Dios y, ante todo, el tiempo. Sobre el tema del tiempo, por ejemplo, Mónica Mansour escribió: “El tiempo, en la obra de Sabines, aparece de todas las maneras: como tema, dentro de símiles o metáforas, en verbos y otras formas gramaticales y, naturalmente –es poesía– en el ritmo y la sonoridad. Tanto en los poemas escritos en verso como en los escritos en prosa, el ritmo –los ritmos– está presente: fluye y luego se rompe para volver a fluir. Y volvemos a la sorpresa que antes mencioné: a veces lo fluido o quebrado del ritmo sonoro no concuerda con el tema tratado y entonces cambian el significado y la sensación producida en el lector, y vuelve a provocarse la tensión.” Para entender a Jaime Sabines hay que poner su obra y su vida en una misma dirección, pues están estrechamente relacionadas. Una crónica vital acompañada de un recorrido bibliográfico y una descripción de su contexto histórico (social, cultural y político) podrá dibujar el perfil de un poeta que, como pocos, supo conciliar su concepción ética con su propuesta estética, esto es, la congruencia entre su pragmática moral y el ejercicio de su vocación poética, que mantuvo a lo largo de su vida.
Jaime Sabines Gutiérrez (Chiapas, 1926 - Ciudad de México, 1999) fue un poeta mexicano perteneciente a la conocida Generación del Medio Siglo. Escribió tres libros fundamentales señalados como tales por la crítica especializada: Horal (1950), Tarumba (1956) y Algo sobre la muerte del mayor Sabines (1973). Su obra, aunque con resonancia continental, poco se conoce fuera de México, pero esto no niega que su poesía ocupe un lugar de privilegio en la tradición poética de lengua española. Estilísticamente, Sabines perteneció, dentro del imaginario puramente latinoamericano, a la vertiente poética denominada “coloquial” o “conversacional”. Dentro de la tradición poética mexicana, Jaime Sabines se inscribe en una poesía de tono popular, contraria a la vertiente culta hegemónica del tiempo que le tocó escribir, misma que impulsaba Octavio Paz a través de su grupo Taller. Dentro de su propia generación, el autor de Horal encontró interlocutores de su misma filiación estética, entre ellos Rosario Castellanos, Eduardo Lizalde y Jaime García Terrés. Estos poetas tuvieron como referentes visibles, dentro de la geografía mexicana, a poetas como Renato Leduc y Juan de Dios Peza. Una revisión de la poesía de corte popular en la lírica mexicana seguramente arrojaría mucha claridad sobre la evolución de esta vertiente escritural de los últimos dos siglos. Del siglo xx es posible decir que Sabines es la figura central. Su obra dentro del canon poético mexicano es imprescindible para entender la evolución que han tenido las formas de la poesía no culta, su lenguaje y su universo de temas, la mayoría de ellos en consonancia con las más grandes preocupaciones del hombre: el amor, la soledad, la muerte, Dios y, ante todo, el tiempo. Sobre el tema del tiempo, por ejemplo, Mónica Mansour escribió: “El tiempo, en la obra de Sabines, aparece de todas las maneras: como tema, dentro de símiles o metáforas, en verbos y otras formas gramaticales y, naturalmente –es poesía– en el ritmo y la sonoridad. Tanto en los poemas escritos en verso como en los escritos en prosa, el ritmo –los ritmos– está presente: fluye y luego se rompe para volver a fluir. Y volvemos a la sorpresa que antes mencioné: a veces lo fluido o quebrado del ritmo sonoro no concuerda con el tema tratado y entonces cambian el significado y la sensación producida en el lector, y vuelve a provocarse la tensión.” Para entender a Jaime Sabines hay que poner su obra y su vida en una misma dirección, pues están estrechamente relacionadas. Una crónica vital acompañada de un recorrido bibliográfico y una descripción de su contexto histórico (social, cultural y político) podrá dibujar el perfil de un poeta que, como pocos, supo conciliar su concepción ética con su propuesta estética, esto es, la congruencia entre su pragmática moral y el ejercicio de su vocación poética, que mantuvo a lo largo de su vida.
Jaime Sabines Gutiérrez (Chiapas, 1926 - Ciudad de México, 1999) fue un poeta mexicano perteneciente a la conocida Generación del Medio Siglo. Escribió tres libros fundamentales señalados como tales por la crítica especializada: Horal (1950), Tarumba (1956) y Algo sobre la muerte del mayor Sabines (1973). Su obra, aunque con resonancia continental, poco se conoce fuera de México, pero esto no niega que su poesía ocupe un lugar de privilegio en la tradición poética de lengua española. Estilísticamente, Sabines perteneció, dentro del imaginario puramente latinoamericano, a la vertiente poética denominada “coloquial” o “conversacional”. Dentro de la tradición poética mexicana, Jaime Sabines se inscribe en una poesía de tono popular, contraria a la vertiente culta hegemónica del tiempo que le tocó escribir, misma que impulsaba Octavio Paz a través de su grupo Taller. Dentro de su propia generación, el autor de Horal encontró interlocutores de su misma filiación estética, entre ellos Rosario Castellanos, Eduardo Lizalde y Jaime García Terrés. Estos poetas tuvieron como referentes visibles, dentro de la geografía mexicana, a poetas como Renato Leduc y Juan de Dios Peza. Una revisión de la poesía de corte popular en la lírica mexicana seguramente arrojaría mucha claridad sobre la evolución de esta vertiente escritural de los últimos dos siglos. Del siglo xx es posible decir que Sabines es la figura central. Su obra dentro del canon poético mexicano es imprescindible para entender la evolución que han tenido las formas de la poesía no culta, su lenguaje y su universo de temas, la mayoría de ellos en consonancia con las más grandes preocupaciones del hombre: el amor, la soledad, la muerte, Dios y, ante todo, el tiempo. Sobre el tema del tiempo, por ejemplo, Mónica Mansour escribió: “El tiempo, en la obra de Sabines, aparece de todas las maneras: como tema, dentro de símiles o metáforas, en verbos y otras formas gramaticales y, naturalmente –es poesía– en el ritmo y la sonoridad. Tanto en los poemas escritos en verso como en los escritos en prosa, el ritmo –los ritmos– está presente: fluye y luego se rompe para volver a fluir. Y volvemos a la sorpresa que antes mencioné: a veces lo fluido o quebrado del ritmo sonoro no concuerda con el tema tratado y entonces cambian el significado y la sensación producida en el lector, y vuelve a provocarse la tensión.” Para entender a Jaime Sabines hay que poner su obra y su vida en una misma dirección, pues están estrechamente relacionadas. Una crónica vital acompañada de un recorrido bibliográfico y una descripción de su contexto histórico (social, cultural y político) podrá dibujar el perfil de un poeta que, como pocos, supo conciliar su concepción ética con su propuesta estética, esto es, la congruencia entre su pragmática moral y el ejercicio de su vocación poética, que mantuvo a lo largo de su vida.
Jaime Sabines Gutiérrez (Chiapas, 1926 - Ciudad de México, 1999) fue un poeta mexicano perteneciente a la conocida Generación del Medio Siglo. Escribió tres libros fundamentales señalados como tales por la crítica especializada: Horal (1950), Tarumba (1956) y Algo sobre la muerte del mayor Sabines (1973). Su obra, aunque con resonancia continental, poco se conoce fuera de México, pero esto no niega que su poesía ocupe un lugar de privilegio en la tradición poética de lengua española. Estilísticamente, Sabines perteneció, dentro del imaginario puramente latinoamericano, a la vertiente poética denominada “coloquial” o “conversacional”. Dentro de la tradición poética mexicana, Jaime Sabines se inscribe en una poesía de tono popular, contraria a la vertiente culta hegemónica del tiempo que le tocó escribir, misma que impulsaba Octavio Paz a través de su grupo Taller. Dentro de su propia generación, el autor de Horal encontró interlocutores de su misma filiación estética, entre ellos Rosario Castellanos, Eduardo Lizalde y Jaime García Terrés. Estos poetas tuvieron como referentes visibles, dentro de la geografía mexicana, a poetas como Renato Leduc y Juan de Dios Peza. Una revisión de la poesía de corte popular en la lírica mexicana seguramente arrojaría mucha claridad sobre la evolución de esta vertiente escritural de los últimos dos siglos. Del siglo xx es posible decir que Sabines es la figura central. Su obra dentro del canon poético mexicano es imprescindible para entender la evolución que han tenido las formas de la poesía no culta, su lenguaje y su universo de temas, la mayoría de ellos en consonancia con las más grandes preocupaciones del hombre: el amor, la soledad, la muerte, Dios y, ante todo, el tiempo. Sobre el tema del tiempo, por ejemplo, Mónica Mansour escribió: “El tiempo, en la obra de Sabines, aparece de todas las maneras: como tema, dentro de símiles o metáforas, en verbos y otras formas gramaticales y, naturalmente –es poesía– en el ritmo y la sonoridad. Tanto en los poemas escritos en verso como en los escritos en prosa, el ritmo –los ritmos– está presente: fluye y luego se rompe para volver a fluir. Y volvemos a la sorpresa que antes mencioné: a veces lo fluido o quebrado del ritmo sonoro no concuerda con el tema tratado y entonces cambian el significado y la sensación producida en el lector, y vuelve a provocarse la tensión.” Para entender a Jaime Sabines hay que poner su obra y su vida en una misma dirección, pues están estrechamente relacionadas. Una crónica vital acompañada de un recorrido bibliográfico y una descripción de su contexto histórico (social, cultural y político) podrá dibujar el perfil de un poeta que, como pocos, supo conciliar su concepción ética con su propuesta estética, esto es, la congruencia entre su pragmática moral y el ejercicio de su vocación poética, que mantuvo a lo largo de su vida.
Jaime Sabines Gutiérrez (Chiapas, 1926 - Ciudad de México, 1999) fue un poeta mexicano perteneciente a la conocida Generación del Medio Siglo. Escribió tres libros fundamentales señalados como tales por la crítica especializada: Horal (1950), Tarumba (1956) y Algo sobre la muerte del mayor Sabines (1973). Su obra, aunque con resonancia continental, poco se conoce fuera de México, pero esto no niega que su poesía ocupe un lugar de privilegio en la tradición poética de lengua española. Estilísticamente, Sabines perteneció, dentro del imaginario puramente latinoamericano, a la vertiente poética denominada “coloquial” o “conversacional”. Dentro de la tradición poética mexicana, Jaime Sabines se inscribe en una poesía de tono popular, contraria a la vertiente culta hegemónica del tiempo que le tocó escribir, misma que impulsaba Octavio Paz a través de su grupo Taller. Dentro de su propia generación, el autor de Horal encontró interlocutores de su misma filiación estética, entre ellos Rosario Castellanos, Eduardo Lizalde y Jaime García Terrés. Estos poetas tuvieron como referentes visibles, dentro de la geografía mexicana, a poetas como Renato Leduc y Juan de Dios Peza. Una revisión de la poesía de corte popular en la lírica mexicana seguramente arrojaría mucha claridad sobre la evolución de esta vertiente escritural de los últimos dos siglos. Del siglo xx es posible decir que Sabines es la figura central. Su obra dentro del canon poético mexicano es imprescindible para entender la evolución que han tenido las formas de la poesía no culta, su lenguaje y su universo de temas, la mayoría de ellos en consonancia con las más grandes preocupaciones del hombre: el amor, la soledad, la muerte, Dios y, ante todo, el tiempo. Sobre el tema del tiempo, por ejemplo, Mónica Mansour escribió: “El tiempo, en la obra de Sabines, aparece de todas las maneras: como tema, dentro de símiles o metáforas, en verbos y otras formas gramaticales y, naturalmente –es poesía– en el ritmo y la sonoridad. Tanto en los poemas escritos en verso como en los escritos en prosa, el ritmo –los ritmos– está presente: fluye y luego se rompe para volver a fluir. Y volvemos a la sorpresa que antes mencioné: a veces lo fluido o quebrado del ritmo sonoro no concuerda con el tema tratado y entonces cambian el significado y la sensación producida en el lector, y vuelve a provocarse la tensión.” Para entender a Jaime Sabines hay que poner su obra y su vida en una misma dirección, pues están estrechamente relacionadas. Una crónica vital acompañada de un recorrido bibliográfico y una descripción de su contexto histórico (social, cultural y político) podrá dibujar el perfil de un poeta que, como pocos, supo conciliar su concepción ética con su propuesta estética, esto es, la congruencia entre su pragmática moral y el ejercicio de su vocación poética, que mantuvo a lo largo de su vida.
Jaime Sabines Gutiérrez (Chiapas, 1926 - Ciudad de México, 1999) fue un poeta mexicano perteneciente a la conocida Generación del Medio Siglo. Escribió tres libros fundamentales señalados como tales por la crítica especializada: Horal (1950), Tarumba (1956) y Algo sobre la muerte del mayor Sabines (1973). Su obra, aunque con resonancia continental, poco se conoce fuera de México, pero esto no niega que su poesía ocupe un lugar de privilegio en la tradición poética de lengua española. Estilísticamente, Sabines perteneció, dentro del imaginario puramente latinoamericano, a la vertiente poética denominada “coloquial” o “conversacional”. Dentro de la tradición poética mexicana, Jaime Sabines se inscribe en una poesía de tono popular, contraria a la vertiente culta hegemónica del tiempo que le tocó escribir, misma que impulsaba Octavio Paz a través de su grupo Taller. Dentro de su propia generación, el autor de Horal encontró interlocutores de su misma filiación estética, entre ellos Rosario Castellanos, Eduardo Lizalde y Jaime García Terrés. Estos poetas tuvieron como referentes visibles, dentro de la geografía mexicana, a poetas como Renato Leduc y Juan de Dios Peza. Una revisión de la poesía de corte popular en la lírica mexicana seguramente arrojaría mucha claridad sobre la evolución de esta vertiente escritural de los últimos dos siglos. Del siglo xx es posible decir que Sabines es la figura central. Su obra dentro del canon poético mexicano es imprescindible para entender la evolución que han tenido las formas de la poesía no culta, su lenguaje y su universo de temas, la mayoría de ellos en consonancia con las más grandes preocupaciones del hombre: el amor, la soledad, la muerte, Dios y, ante todo, el tiempo. Sobre el tema del tiempo, por ejemplo, Mónica Mansour escribió: “El tiempo, en la obra de Sabines, aparece de todas las maneras: como tema, dentro de símiles o metáforas, en verbos y otras formas gramaticales y, naturalmente –es poesía– en el ritmo y la sonoridad. Tanto en los poemas escritos en verso como en los escritos en prosa, el ritmo –los ritmos– está presente: fluye y luego se rompe para volver a fluir. Y volvemos a la sorpresa que antes mencioné: a veces lo fluido o quebrado del ritmo sonoro no concuerda con el tema tratado y entonces cambian el significado y la sensación producida en el lector, y vuelve a provocarse la tensión.” Para entender a Jaime Sabines hay que poner su obra y su vida en una misma dirección, pues están estrechamente relacionadas. Una crónica vital acompañada de un recorrido bibliográfico y una descripción de su contexto histórico (social, cultural y político) podrá dibujar el perfil de un poeta que, como pocos, supo conciliar su concepción ética con su propuesta estética, esto es, la congruencia entre su pragmática moral y el ejercicio de su vocación poética, que mantuvo a lo largo de su vida.
Jaime Sabines Gutiérrez (Chiapas, 1926 - Ciudad de México, 1999) fue un poeta mexicano perteneciente a la conocida Generación del Medio Siglo. Escribió tres libros fundamentales señalados como tales por la crítica especializada: Horal (1950), Tarumba (1956) y Algo sobre la muerte del mayor Sabines (1973). Su obra, aunque con resonancia continental, poco se conoce fuera de México, pero esto no niega que su poesía ocupe un lugar de privilegio en la tradición poética de lengua española. Estilísticamente, Sabines perteneció, dentro del imaginario puramente latinoamericano, a la vertiente poética denominada “coloquial” o “conversacional”. Dentro de la tradición poética mexicana, Jaime Sabines se inscribe en una poesía de tono popular, contraria a la vertiente culta hegemónica del tiempo que le tocó escribir, misma que impulsaba Octavio Paz a través de su grupo Taller. Dentro de su propia generación, el autor de Horal encontró interlocutores de su misma filiación estética, entre ellos Rosario Castellanos, Eduardo Lizalde y Jaime García Terrés. Estos poetas tuvieron como referentes visibles, dentro de la geografía mexicana, a poetas como Renato Leduc y Juan de Dios Peza. Una revisión de la poesía de corte popular en la lírica mexicana seguramente arrojaría mucha claridad sobre la evolución de esta vertiente escritural de los últimos dos siglos. Del siglo xx es posible decir que Sabines es la figura central. Su obra dentro del canon poético mexicano es imprescindible para entender la evolución que han tenido las formas de la poesía no culta, su lenguaje y su universo de temas, la mayoría de ellos en consonancia con las más grandes preocupaciones del hombre: el amor, la soledad, la muerte, Dios y, ante todo, el tiempo. Sobre el tema del tiempo, por ejemplo, Mónica Mansour escribió: “El tiempo, en la obra de Sabines, aparece de todas las maneras: como tema, dentro de símiles o metáforas, en verbos y otras formas gramaticales y, naturalmente –es poesía– en el ritmo y la sonoridad. Tanto en los poemas escritos en verso como en los escritos en prosa, el ritmo –los ritmos– está presente: fluye y luego se rompe para volver a fluir. Y volvemos a la sorpresa que antes mencioné: a veces lo fluido o quebrado del ritmo sonoro no concuerda con el tema tratado y entonces cambian el significado y la sensación producida en el lector, y vuelve a provocarse la tensión.” Para entender a Jaime Sabines hay que poner su obra y su vida en una misma dirección, pues están estrechamente relacionadas. Una crónica vital acompañada de un recorrido bibliográfico y una descripción de su contexto histórico (social, cultural y político) podrá dibujar el perfil de un poeta que, como pocos, supo conciliar su concepción ética con su propuesta estética, esto es, la congruencia entre su pragmática moral y el ejercicio de su vocación poética, que mantuvo a lo largo de su vida.
Jaime Sabines Gutiérrez (Chiapas, 1926 - Ciudad de México, 1999) fue un poeta mexicano perteneciente a la conocida Generación del Medio Siglo. Escribió tres libros fundamentales señalados como tales por la crítica especializada: Horal (1950), Tarumba (1956) y Algo sobre la muerte del mayor Sabines (1973). Su obra, aunque con resonancia continental, poco se conoce fuera de México, pero esto no niega que su poesía ocupe un lugar de privilegio en la tradición poética de lengua española. Estilísticamente, Sabines perteneció, dentro del imaginario puramente latinoamericano, a la vertiente poética denominada “coloquial” o “conversacional”. Dentro de la tradición poética mexicana, Jaime Sabines se inscribe en una poesía de tono popular, contraria a la vertiente culta hegemónica del tiempo que le tocó escribir, misma que impulsaba Octavio Paz a través de su grupo Taller. Dentro de su propia generación, el autor de Horal encontró interlocutores de su misma filiación estética, entre ellos Rosario Castellanos, Eduardo Lizalde y Jaime García Terrés. Estos poetas tuvieron como referentes visibles, dentro de la geografía mexicana, a poetas como Renato Leduc y Juan de Dios Peza. Una revisión de la poesía de corte popular en la lírica mexicana seguramente arrojaría mucha claridad sobre la evolución de esta vertiente escritural de los últimos dos siglos. Del siglo xx es posible decir que Sabines es la figura central. Su obra dentro del canon poético mexicano es imprescindible para entender la evolución que han tenido las formas de la poesía no culta, su lenguaje y su universo de temas, la mayoría de ellos en consonancia con las más grandes preocupaciones del hombre: el amor, la soledad, la muerte, Dios y, ante todo, el tiempo. Sobre el tema del tiempo, por ejemplo, Mónica Mansour escribió: “El tiempo, en la obra de Sabines, aparece de todas las maneras: como tema, dentro de símiles o metáforas, en verbos y otras formas gramaticales y, naturalmente –es poesía– en el ritmo y la sonoridad. Tanto en los poemas escritos en verso como en los escritos en prosa, el ritmo –los ritmos– está presente: fluye y luego se rompe para volver a fluir. Y volvemos a la sorpresa que antes mencioné: a veces lo fluido o quebrado del ritmo sonoro no concuerda con el tema tratado y entonces cambian el significado y la sensación producida en el lector, y vuelve a provocarse la tensión.” Para entender a Jaime Sabines hay que poner su obra y su vida en una misma dirección, pues están estrechamente relacionadas. Una crónica vital acompañada de un recorrido bibliográfico y una descripción de su contexto histórico (social, cultural y político) podrá dibujar el perfil de un poeta que, como pocos, supo conciliar su concepción ética con su propuesta estética, esto es, la congruencia entre su pragmática moral y el ejercicio de su vocación poética, que mantuvo a lo largo de su vida.
Eduardo Lizalde Chávez (Ciudad de México, 14 de julio de 1929) es un escritor, poeta y académico mexicano. Realizó sus estudios de preparatoria en la Universidad de Puebla y los profesionales en la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Dirigió la emisora Radio Universidad de esta casa de estudios; también estudió en la Escuela Superior de Música del Instituto Nacional de Bellas Artes (INBA) con predilección la música de opera, de la cual es un profundo conocedor. Síguenos: @PodcastRuido --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fabricaderuido/message
Costó bastante trabajo por asuntos técnicos, pero por fin les anunciamos que la lectura de hoy es del escritor #EduardoLizalde quien es muy conocido por su poesía que sin duda es muy buena, principalmente por sus poemas alrededor de la figura del Tigre como metáfora y representación de algo que va más allá del amor y de la rabia y del luto y de lo divino y de lo asqueroso, y todos esos elementos también supo hacerlos funcionar en este relato, en este cuento algo largo, pero con una historia fulminante, porque cuenta cómo a un indocumentado que intenta cruzar la frontera de México a Estados Unidos, lo dejan abandonado y encerrado dentro de un compartimento en un coche, y sufre y vaya que sufre ese encierro, la lectura estuvo a cargo de @masomenoz, ojalá les guste
Memoria poética es una serie que, con el pretexto de celebrar la vitalidad del arte poética en el Día Mundial de la Poesía, busca averiguar, por medio de charlas con poetas, cuál es el estado de la costumbre de aprender poemas de memoria y recitarlos. En este segundo episodio, Luis Paniagua, autor de los libros "Los pasos del visitante", "Maverick 71" (ganador del premio Literal Latin American Voices 2013 en la categoría de poesía) y "Casa" (merecedor del Premio Hispanoamericano de Poesía San Román 2014) dirá el poema “Boleros Mexican Style”, de Eduardo Lizalde. Fotografía de Eduardo Lizalde: Revistacritica.com Música: "Thirteen Unlucky Daisies", de Claudio Nuñez. www.freemusicarchive.com
El poeta Eduardo Lizalde, Premio Internacional Alfonso Reyes 2011, se reúne con estudiantes universitarios, a quienes lee una parte de su vasta obra y con quienes interactúa durante una sesión de preguntas y respuestas.
Revista Campus Cultural / Núm. 18 Marzo 1, 2012
"El resto es literatura" espacio en la radio del programa de promoción de la lectura del Tecnológico de Monterrey: Pasión por la Lectura. En esta ocasión, el programa está dedicado al poeta mexicano Eduardo Lizalde.
En este noveno programa: Eduardo Lizalde, King Creosote & Jon Hopkins, Madredeus, Paloma Mora y mucho más. Sábado de 1 a 2 de la tarde por Radio UAA 94.5||fm http://radiopodcast.uaa.mx/audio/player.php Buena Música + Buena Poesía = ¿Qué más puedes pedir?