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“Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo.”
Durante décadas, Armande de Polignac permaneceu praticamente ausente da história da música. O seu nome desapareceu dos programas de concerto e muitas obras sobreviveram apenas em manuscritos dispersos. Agora, os pianistas Bruno Belthoise e João Costa Ferreira recuperam a compositora num disco que inclui primeiras gravações mundiais, revelando uma figura essencial da transição entre o romantismo tardio e a modernidade musical francesa do início do século XX. Esquecida durante mais de um século, Armande de Polignac regressa agora através de um disco de Bruno Belthoise e João Costa Ferreira, dedicado a manuscritos reencontrados e primeiras gravações mundiais. Entre simbolismo, impressionismo e modernismo do início do século XX, o álbum revela uma compositora singular, cuja obra foi apagada da memória musical apesar da originalidade, da estética e da proximidade aos grandes centros artísticos franceses do início do século XX. “A música de Armande de Polignac é realmente uma coisa para descobrir”, começa por contar Bruno Belthoise. Para o pianista francês, a compositora pertence a um momento decisivo da cultura europeia, em que as mulheres começaram lentamente a conquistar espaço no universo da criação musical. “Ela fazia parte de uma família muito dedicada às artes e à música” e iniciou “muito jovem” os seus estudos musicais. Sobretudo, acrescenta Bruno Belthoise, pertenceu a uma geração que beneficiou de mudanças profundas na sociedade francesa: “Nos séculos antigos era quase impossível ser mulher compositora.” Bruno Belthoise recorda que o início do século XX coincidiu com a abertura gradual das grandes instituições musicais às mulheres. “Ela aproveitou uma dinâmica muito importante”, explica, referindo-se ao momento em que compositoras passaram a poder apresentar-se ao Prix de Rome. “Estas mulheres começaram a ser mais conhecidas no início do século XX.” Embora Armande de Polignac nunca tenha concorrido ao prémio, desenvolveu uma carreira intensa e ligada ao meio musical parisiense. “Ela dedicou a vida inteira à composição”, sublinha Bruno Belthoise. Estudou com figuras fundamentais da música francesa, entre elas Vincent d'Indy, Eugène Gigout e Gabriel Fauré. “Deixou uma obra muito importante, quase 200 obras em todos os domínios”, acrescenta. Música para piano, música de câmara, obras orquestrais, ópera e ballet fazem parte de um catálogo hoje ainda pouco conhecido. A compositora dirigiu igualmente as suas próprias obras no Théâtre du Châtelet, em Paris, e estreou a ópera Petite Sirène na Opéra de Nice. Para Bruno Belthoise, Armande de Polignac “simboliza a passagem entre a música romântica e a música moderna francesa”, num território onde convivem o impressionismo, o simbolismo e as novas linguagens do século XX. Ainda assim, a compositora acabou por desaparecer quase totalmente da memória musical europeia. “As suas obras não foram muito divulgadas, não foram muito editadas”, lamenta Bruno Belthoise. Grande parte da produção permaneceu inédita ou acessível apenas através de manuscritos. “Mesmo apesar de poder participar na programação de concertos em Paris, as mulheres não eram muito destacadas.” Ao ouvir o disco, a ausência prolongada na história da música de Armande de Polignac torna-se difícil de compreender. João Costa Ferreira descreve uma música construída sobre timbres delicados e ressonâncias quase suspensas. “Quando ouvimos Nos Jardins do Palácio do Sultão, sentimos esse universo tímbrico muito especial”, explica. O pianista português destaca ainda a importância do instrumento utilizado na gravação: “Havia um Steinway cujas características permitiam certas coisas que outros pianos não permitem.” A estética de Armande de Polignac revela uma forte influência do exotismo francês do início do século XX. João Costa Ferreira fala numa “procura por cores de países longínquos, como o mundo árabe e sobretudo o mundo asiático”. A compositora escreveu obras inspiradas na China, no Japão e nas atmosferas orientais das Mil e Uma Noites. “Ela seguia essa corrente estética modernista da procura por essas sonoridades exóticas”, acrescenta. Segundo João Costa Ferreira, essa linguagem resulta tanto do ambiente artístico parisiense como da influência directa dos mestres com quem Armande de Polignac estudou. “Vê-se claramente a influência dos seus pares e da sua época”, observa. A tradição impressionista francesa, marcada por Debussy e pelas Exposições Universais de Paris, atravessa muitas destas obras. Ainda assim, as referências nunca surgem como mera imitação. Há ecos de Fauré, Debussy ou mesmo de certas escolas russas, mas a escrita mantém sempre uma identidade própria. Bruno Belthoise enquadra essa diversidade no ambiente cultural extremamente aberto do início do século XX. “Era tudo aberto no início do século XX”, afirma. “Tchaikovsky chegou a Paris no fim do século XIX, Gustav Mahler no início do século XX. Essa convergência era importante para desenvolver a imaginação dos compositores.” Na escrita pianística, Bruno Belthoise identifica “uma mistura entre romantismo e modernismo”, associada a um trabalho particularmente sofisticado sobre a ressonância sonora. “Da maneira francesa, havia realmente este desenvolvimento do piano através das ressonâncias do instrumento”, explica. “Mas também a parte russa desenvolveu muito a escrita para piano.” Para João Costa Ferreira, interpretar estas partituras implica uma experiência rara no mundo contemporâneo da música clássica: tocar obras praticamente sem memória auditiva acumulada. “Hoje em dia, quando interpretamos Chopin ou Beethoven, temos todas as referências auditivas dessas obras”, explica. “Aqui criamos uma interpretação a partir do nada.” Esse desafio tornou-se central no percurso artístico dos dois pianistas. “Sentimos que estamos a descobrir algo pela primeira vez”, afirma João Costa Ferreira. “Propor uma primeira escuta, uma primeira interpretação de algo que nunca foi ouvido, pelo menos nos últimos cem anos, é muito estimulante.” Bruno Belthoise partilha a mesma visão. “Procurar repertório diferente é importante para nós”, diz. “Descobrir obras novas é uma coisa muito estimulante.” Esse trabalho de redescoberta já levou os dois pianistas a explorar repertórios esquecidos de compositores como José Vianna da Motta, Fernando Lopes-Graça ou Gabriel Fauré. Mas este disco surge também de uma dimensão pessoal. Bruno Belthoise revela que a ideia do projecto nasceu de “duas influências diferentes”. A primeira foi o pianista francês Laurent Martin, figura central na recuperação de compositoras francesas esquecidas. “O Laurent Martin gravou muitos discos e interpretou muitas vezes compositoras francesas”, recorda Bruno Belthoise. “Ele confiou-me uma quantidade de partituras dela, perguntando-me se eu estaria interessado em trabalhar a obra de Armande de Polignac para a fazer conhecer”. Essa transmissão entre músicos revelou-se decisiva para o projecto. Laurent Martin, conhecido pelo trabalho de investigação em torno do romantismo francês e das compositoras esquecidas, funcionou como verdadeiro impulsionador da redescoberta de Armande de Polignac. A segunda influência surgiu em Lisboa, através de uma descoberta inesperada. Um manuscrito de Cloches, ligado à família Assis de Barros, apareceu nas mãos de Bruno Belthoise graças ao investigador João Pedro Mendes dos Santos. “Foi exactamente como um arqueólogo”, admite o pianista francês. “Esse manuscrito surgiu completamente sem preparação e caiu nas minhas mãos.” A descoberta revelou uma ligação pouco conhecida entre Armande de Polignac e Portugal. “Ela tinha uma ligação particular à família Assis de Barros e visitou Lisboa várias vezes”, explica Bruno Belthoise. O disco inclui ainda várias obras para piano a quatro mãos, formação que exige uma relação muito específica entre intérpretes. “Tocar a quatro mãos é uma coisa de que gosto imenso”, afirma Bruno Belthoise. “É um pequeno exercício de equilibrismo.” A proximidade física obriga a reinventar gestos, movimentos e respirações. “É muito importante ensaiar juntos”, acrescenta. “Não podemos fazer piano a quatro mãos sem esse trabalho comum.” Para João Costa Ferreira, essa construção colectiva faz parte da própria identidade artística do duo. “Este desafio é completamente diferente do que gravar o grande repertório canónico”, afirma. Depois da edição do álbum, seguem-se agora concertos em Lisboa, Tavira, Madeira e França. Bruno Belthoise interpretou igualmente obras para piano solo de Armande de Polignac em Saint-Leu-la-Forêt, no Val-d'Oise, no passado 30 de Maio.
“Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, …”
“Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho.””
““...soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos””
“Jesus respondeu: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que te importa isso? Tu, segue-me!””
“Simão, filho de João, você me ama mais do que estes outros?”
“Pai, quero que estejam comigo aqueles que me deste, para que contemplem a minha glória, …”
“Pai santo, guarda-os no teu nome, o nome que tu me deste, para que eles sejam um, assim como nós.”
“E agora, Pai, glorifica-me em ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse. (...) Eu peço por eles; não peço pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.”
“Agora sabemos que tu sabes todas as coisas, e que não tens necessidade de que alguém te faça perguntas.”
“...disse Jesus a seus discípulos: "Eu lhes garanto: O que vocês pedirem a meu Pai em meu nome, Ele vai lhes dar.”
“... Vocês ficarão angustiados, mas a angústia de vocês se transformará em alegria.”
“Da forma que meu Pai me amou, eu também amei a vocês: permaneçam no meu amor.”
“Quando ele vier, o Espírito da Verdade, ele mesmo guiará vocês em toda a verdade, porque não falará em seu próprio nome, …”
“...quando ele vier, vai convencer o mundo a respeito do pecado, da justiça e do julgamento.”
“Vocês também tratem de dar testemunho de mim, porque vocês estão comigo desde o começo.”
“...quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.”
“Se o mundo odeia vocês, saibam que primeiro odiou a mim. Se vocês fossem do mundo, o mundo amaria o que é dele.”
“Este é o meu mandamento: Amem-se uns aos outros, assim como eu amei a vocês.”
“Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor …”
“Quem permanece em mim, e eu nele, dará muito fruto, porque sem mim vocês não podem fazer nada”
“Eu deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz. A paz que lhes dou não é como a paz que o mundo dá.”
“...o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, (ele) vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.”
“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tendes fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas.”
“Já faz tanto tempo que estou no meio de vocês, e você ainda não me conhece, Filipe?”
“Jesus ... disse: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém chega ao Pai, a não ser por mim.””
“‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar'. Desde agora vos digo isso, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou.”
“Quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.”
“Eu já disse, mas vocês não acreditam. As obras que eu faço em nome do meu Pai, são elas que dão testemunho de mim.”
“...aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas.”
Jesus afirma: “Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem.”
“Este é o pão que desce do céu, para que não venha a morrer quem dele comer.”
“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.”
“É o meu Pai quem dá para vocês o verdadeiro pão que vem do céu.”
“Não trabalhem pelo alimento que se estraga; trabalhem pelo alimento que dura para uma vida eterna.”
“...enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo.”
“E todos comeram o quanto queriam. (...) "Recolham os pedaços que sobraram, para que nada se desperdice."”
“Aquele que vem do céu está acima de todos. Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho.”
“Quem acredita nele, não é julgado; quem não acredita, já está julgado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus.”
“Nicodemos perguntou: "Como tais coisas podem acontecer?" Jesus respondeu: "Você é o mestre de Israel e não entende essas coisas?”
“Jesus respondeu: "Eu lhe garanto: Se ela não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus.””
“Se eu não vir a marca dos pregos nas mãos dele, (...) eu não acreditarei."”
“Então Jesus lhes disse: "Joguem a rede no lado direito da barca, e vocês encontrarão peixe.””
“Mulher, por que você está chorando?" Ela respondeu: "Tiraram o meu Senhor daqui, e não sei onde o colocaram."”
“… disse: "Tiraram do túmulo o Senhor, e não sabemos onde o colocaram."”
“Você está dizendo: eu sou rei. Para isso eu nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade.”
“Durante a ceia, Jesus realiza um gesto inusitado, lava os pés dos apóstolos.”
“...estando à mesa com seus discípulos, Jesus ficou muito comovido e disse de maneira firme: "Eu lhes garanto: Um de vocês vai me trair."”