Podcasts about holanda

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F1Mania - Fórmula 1 e muito mais
REI, RECORDE E DESPEDIDA: o que está em jogo para Verstappen em Zandvoort | EM PONTO #971

F1Mania - Fórmula 1 e muito mais

Play Episode Listen Later Aug 14, 2026 59:03


A última oportunidade de Max Verstappen fazer história diante da torcida holandesa em Zandvoort. O GP da Holanda de 2026 marca a despedida do circuito do calendário da Fórmula 1, e Verstappen chega ao fim de semana com recordes, simbolismo e uma chance especial de transformar a última corrida em casa em um momento inesquecível.

Trivela
#255 - PSG campeão da Supercopa, Xavi na Holanda e Turquia em alta

Trivela

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 60:31


O PSG aumentou a sua lista de títulos ao bater o Aston Villa no jogo que marca a abertura da temporada na Europa com a Supercopa. Tem também mais mercado, com Xavi Hernández assumindo como técnico da Holanda. E ainda tem mais movimentações de mercado, como as contratações da Turquia.SEJA MEMBRO! Seu apoio é fundamental para que o Meiocampo continue existindo e possa fazer mais. Seja membro aqui pelo Youtube! Se você ouve via podcast, clique no link na descrição para ser membro! https://www.youtube.com/channel/UCSKkF7ziXfmfjMxe9uhVyHw/joinNEWSLETTER! Nossa newsletter chega toda sexta aberta a todos com nossos textos sobre o que rolou na semana, e às terças com conteúdo apenas para assinantes: https://newsletter.meiocampo.net/Conheça o canal do Bonsa sobre Football Manager, BonsaFM: https://www.youtube.com/@BonsaFMConheça o canal do Lobo sobre games, o Próxima Fase: https://www.youtube.com/@Proxima_FaseConheça o canal de Leandro Iamin sobre a seleção brasileira, o Sarriá: https://www.youtube.com/@SarriaBrasil

Estudios Bíblicos, Hna. María Luisa Piraquive, Iglesia de Dios Ministerial de Jesucristo Inter...

Compartimos el Estudio Bíblico Job 13, que está siendo proyectado en la semana del 10 al 15 de agosto de 2026, en las sedes de la Iglesia de Dios Ministerial de Jesucristo Internacional.Este Estudio Bíblico fue realizado el 24 de septiembre de 2015, en Rotterdam, Holanda.

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KeryNews. Noticias de futbol todos los días.
Infantino promete a México cambio a Conmebol; ¿Camberos a Holanda? ; Mora jugará donde Rafa diga

KeryNews. Noticias de futbol todos los días.

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 27:54


Infantino promete a México cambio a Conmebol; ¿Camberos a Holanda? ; Mora jugará donde Rafa diga

Niebla de Guerra podcast
NdG #686 Cuñados en Guerra 03 Ejércitos tristes y desgraciados de la segunda guerra mundial

Niebla de Guerra podcast

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 103:08


El Hazad Hind, Megjiang, Holanda, Irak o los japoneses, ejércitos de la WW2 que nuestros cuñados consideran tristes por alguna razón (O quizá sin ella), pero que os los traemos a este nuevo episodio de Cuñados en Guerra. Recordad que esta serie veraniega es para pasarlo bien, con pocos artificios pero mucha diversión, pasad buen verano !!! Con Esaú Rodríguez, Juan Pastrana, Antonio Gómez (Nick Furia), Salva Rus y Sergio Murata Musica intro: Fallen Soldier,licencia gratuita, de Biz Baz Estudio Licencia Creative Commons Fuentes: Fuentes propias del colaborador Audios y música: Productora: Vega Gónzalez Director /Colaborador: Sergio Murata Nuestras listas China en guerra https://go.ivoox.com/bk/11072909 Guerra de Ucrania (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/10954944 337 Días en Baler, los últimos de Filipinas (Serie) https://go.ivoox.com/bk/10896373 Checoslovaquia el arsenal de Hitler (Miniserie) https://go.ivoox.com/bk/10989586 Episodios de Guadalcanal ( Episodios) https://go.ivoox.com/bk/10996267 Sudan las guerras del Mahdi (Serie) https://go.ivoox.com/bk/10991351 Con Rommel en el Desierto (Serie) https://go.ivoox.com/bk/10991349 Chechenia las guerras del lobo (Serie) https://go.ivoox.com/bk/10989674 Cine e Historia (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/10991110 Guerra Biológica ( Episodios) https://go.ivoox.com/bk/10989690 Guerra francoprusiana de 1870-1871 (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/10987884 Guerra de Secesión norteamericana 1861-1865 (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/10958205 David contra Goliat, Fusiles anticarro (Miniserie) https://go.ivoox.com/bk/10958221 Beutepanzer, blindados capturados y usados por Alemania (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/10956491 Japón bajo las bombas (Serie) https://go.ivoox.com/bk/10914802 Erich Topp, el Diablo Rojo (Serie) https://go.ivoox.com/bk/10935056 Motos en la Segunda Guerra Mundial (Serie) https://go.ivoox.com/bk/10896149 Propaganda en la Segunda Guerra Mundial (Serie) https://go.ivoox.com/bk/10886167 Memorias de nuestros veteranos (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/10723177 Vietnam, episodios de una guerra (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/10753747 Hombres K, los comandos de la Kriegsmarine (Serie) https://go.ivoox.com/bk/10715879 Mercur 1941, la batalla de Creta (Serie) https://go.ivoox.com/bk/10497539 Guerra de Ifni Sahara (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/9990031 Armas de Autarquía ( Episodios) https://go.ivoox.com/bk/9990017 La Guerra del 98 (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/5029543 Italia en la Segunda Guerra Mundial (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/6190737 Mujeres en Tiempo de Guerra (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/7826153 Blindados españoles (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/7824815 Ejércitos y Soldados (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/7825841 Batallas y conflictos (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/7825969 Armas de infantería (Episodios) https://go.ivoox.com/bk/7824907 Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Esquina do Jazz
Hamilton de Holanda celebra o legado de Milton Nascimento (reprise)

Esquina do Jazz

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026


Radar Agro
Davi Brito retorna ao Brasil com um novo desafio na pecuária | Canal do Boi #524

Radar Agro

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 14:16


Direto do ASAS-CSAS, o maior congresso de zootecnia do mundo, em cobertura para o Canal do Boi, o Fala Carlão Internacional conversa com Davi Brito, Country Manager Brazil da FERA Diagnostics & Biologicals. Após uma trajetória profissional com atuação em 32 países e uma passagem pela Holanda, Davi retorna ao Brasil com a família para iniciar uma nova etapa. Na entrevista, ele fala sobre os aprendizados acumulados ao longo da carreira e os desafios de trabalhar com novas tecnologias voltadas ao confinamento. O destaque é o FerAppease, produto que estará no centro desse novo projeto profissional no Brasil, com foco em produtividade, saúde e bem-estar animal.

Momento Sociedade - USP
Sociedade em foco 283# Quando as políticas públicas falham

Momento Sociedade - USP

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 9:19


De acordo com especialista, o conceito do jeitinho brasileiro  que exemplifica a forma improvisada, informal e flexível que as pessoas usam para resolver problemas, sair de situações difíceis ou contornar regras burocráticas. O conceito foi  estudado por especialistas como Roberto DaMatta e Sérgio Buarque de Holanda. Para Portella, o "jeitinho brasileiro" representa uma das características culturais que influenciam o comportamento da população. Para ele, políticas públicas mais eficazes precisam considerar essas formas de agir, em vez de pressupor que todas as pessoas seguirão as regras exatamente como os formuladores imaginam. Ignorar esse fator, segundo o pesquisador, aumenta as chances de a política não alcançar os resultados esperados. É importante lembrar que nenhum modelo é definitivo. Ele afirma que políticas públicas precisam passar por processos permanentes de avaliação e aperfeiçoamento, corrigindo falhas à medida que surgem. Na sua visão, esse trabalho exige método, organização e disciplina. Ao concluir sua análise, o pesquisador afirma que a ineficiência de muitas políticas públicas contribui para o desperdício de recursos e dificulta o enfrentamento de problemas estruturais, como a desigualdade social. Para ele, melhorar os resultados depende também de compreender o comportamento das pessoas e adaptar as ações às realidades locais.

Esportes
Tota Magalhães, única brasileira no Tour de France feminino, projeta pódio com a equipe

Esportes

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 5:52


A 5ª edição do Tour de France Feminino de ciclismo deu a largada neste fim de semana na Suíça. São 21 equipes em competição e 147 ciclistas. Até 9 de agosto, as atletas percorrem cerca de 1.175 km até Nice. A atleta carioca Tota Magalhães, a única ciclista brasileira da edição e a primeira a disputar a Volta no ano passado, corre pela equipe espanhola Movistar pela segunda vez. O time pretende chegar ao pódio neste ano. Em 2025, a Movistar ficou em 22° lugar na classificação geral. Mas este ano, garante que será diferente. “No passado, a gente tinha uma equipe muito forte, mas a nossa líder ficou doente um dia antes. Acabamos indo para uma prova mais aberta, tentando encontrar oportunidades para ganhar uma etapa. Se tudo correr bem, acho que podemos estar no pódio, inclusive vestindo a camisa amarela", disse Tota à RFI.    A camisa que a atleta brasileira menciona é usada pela líder da classificação geral: a ciclista com o menor tempo acumulado ao longo do torneio. No ciclismo, o objetivo do time é apoiar a líder, que, no caso da Movistar, é a suíça Marlen Reusser, vencedora do torneio nacional de seu país recentemente. Tota Magalhães explica seu papel na engrenagem do time como capitã de estrada: “[Sou] aquela que organiza a equipe durante a corrida, que mantém, digamos, a ordem e toma algumas decisões que precisa”. A brasileira diz que tenta ajudar Marlen Reusser em todas as etapas, como "um braço direito para a nossa líder".  Nove etapas A Volta Ciclística feminina da França é disputada em nove etapas, uma por dia, variando em distância, altitude e formato. A mais curta é a quarta etapa, um contrarrelógio individual de 21 km entre Gevrey-Chambertin e Dijon; a mais longa é a oitava, entre Sisteron e Nice, com cerca de 172 km. O ponto mais alto da prova é o temido Monte Ventoux, com 1.910 metros de altitude, na chegada da sétima etapa.  Tota explica que o começo da prova vai ser difícil de encarar: “São três etapas técnicas e duras. No começo do Tour está tudo muito mais nervoso, a classificação geral ainda está em aberto, então todo mundo ainda tem esperança de poder brigar pela vitória.”  “Logo depois a gente tem um contrarrelógio, que é a especialidade da Marlen, campeã mundial. Então a gente espera que ali a gente consiga estar com uma [camisa] amarela, quem sabe sonhar com isso”, conta a ciclista.  Enquanto o torneio masculino se tornou há muito tempo o maior evento esportivo do país, o ciclismo feminino ainda está construindo seu público. Para dar uma ideia do interesse que a prova masculina desperta, a audiência global chega a 3,5 bilhões de pessoas.  Tota sonha com o aumento de ciclistas no Brasil Tota conta a importância do apoio de fãs brasileiros. "Qualquer corrida em que eu estou, tem brasileiro torcendo, e acho que, para mim, isso é um dos meus maiores motores.” A ciclista também deseja que o esporte passe a fazer parte do dia a dia do país, já que o Brasil é muito maior que nações que se destacam na modalidade. "Um dos melhores países no ciclismo, com atletas, é a Holanda, que é um país minúsculo. Então, imagine se a gente cuidasse da nossa cultura da bicicleta como meio de transporte também, imagina quantos mais ciclistas a gente não teria. Acho que, aos poucos, se tudo der certo, a gente vai abrir mais caminhos." Entrada no álbum de figurinhas da competição Neste ano, a brasileira ganhou ainda mais visibilidade ao aparecer no álbum oficial de figurinhas da prova feminina e não escondeu a emoção quando uma seguidora lhe enviou uma foto da página. "Fiquei em choque, até porque são só três meninas por equipe no álbum feminino. É basicamente um álbum masculino, com uma parte dedicada ao feminino, e cada equipe tem três atletas, e eu sou uma delas. Acho que é uma responsabilidade para o meu país saber que estou tentando abrir portas. É um peso de uma responsabilidade, mas que fico muito feliz de estar carregando”, disse Tota.  A competição vai ser difícil. No topo da classificação para essa temporada está a francesa Pauline Ferrand-Prévot, do time Visma, que venceu a prova no ano passado. Também se destaca a holandesa Demi Vollering, que ficou em segundo lugar em 2025. E, neste ano, Vollering venceu o Giro d'Itália, outra grande corrida de etapas do ciclismo mundial. Já Paula Blasi, ciclista espanhola, é considerada uma grande revelação da temporada. Ela venceu a Vuelta feminina em seu país natal neste ano.

CoutoPodcasts
JORNADA SINTONIA ESPORTIVA: 2026: HOLANDA x MARROCOS (16 AVOS-DE-FINAL)

CoutoPodcasts

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 202:40


Confira a Jornada Esportiva da Sintonia Esportiva para Holanda e Marrocos.

Radioactividades
260802 Radioactividades

Radioactividades

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 54:15


90 Años de Radio Praga Internacional, Capítulo II.Jorge Valdés y su historia en Radio Nederland de Holanda

cap holanda radio nederland
Radioestadio noche
Del Bosque desvela que tras el Mundial de 2010 el seleccionador de Holanda fue a Las Rozas a disculparse: "Por comportamiento que habían tenido"

Radioestadio noche

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 8:16


Del Bosque desvela que tras el Mundial de 2010 el seleccionador de Holanda fue a Las Rozas a disculparse: "Por comportamiento que habían tenido"

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Na Ponta dos Dedos
Na Ponta dos Dedos #308 - Entrevista com Rafaela Ferreira, da F1 Academy, e a prévia do GP da Bélgica de F1

Na Ponta dos Dedos

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 78:04


Na 28ª edição da oitava temporada do podcast, Rafael Lopes e Luciano Burti recebem Rafaela Ferreira, pilota da F1 Academy, direto de Amsterdam, na Holanda, para um papo sobre a categoria feminina. Além, é claro, da prévia do GP da Bélgica de Fórmula 1, em Spa-Francorchamps.

Pediatras En Línea
Inteligencia artificial en medicina con el Dr. Jhonatan Bringas (S5:E49)

Pediatras En Línea

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 29:36


La inteligencia artificial es una rama de la informática que simula procesos de inteligencia humana mediante algoritmos y modelos de aprendizaje automático. En medicina, se aplica para el diagnóstico, pronóstico, personalización de tratamientos, análisis de imágenes médicas y gestión de datos clínicos, entre otros. Nuestro invitado es el Dr. Jhonatan Bringas Dimitriades, un experto en el tema y que nos acompaña desde Holanda.  El es médico peruano y líder reconocido a nivel mundial en salud digital, inteligencia artificial e innovación transformadora en el cuidado de la salud. Es el CEO y cofundador de Lapsi Health, una empresa de tecnología de la salud que está redefiniendo la auscultación y la interpretación de signos vitales mediante diagnósticos basados en sonido impulsados por IA y biomarcadores digitales de próxima generación. En 2025, el Dr. Bringas fue nombrado uno de los 25 mejores ejecutivos de MedTech del mundo por The Healthcare Technology Report, y una de las 50 principales voces en salud por Medika Life en 2022. Instagram: @‌digitalhealthdoc www.keikku.health ¿Tienes algún comentario sobre este episodio o sugerencias de temas para un futuro podcast?  Escríbenos a pediatrasenlinea@childrenscolorado.org.

Pelada na Net
Pelada na Net #798 - Só Os Fortes Chegam Até As Oitavas

Pelada na Net

Play Episode Listen Later Jul 4, 2026 78:55


Bem amigos do Pelada na Net, chegamos em definitivo para o programa 798! E hoje temos o Príncipe Vidane, Show do Vitinho, Maidana e uma pitadinha de Rick Brandão chegando até as oitavas de final.E neste programa falamos sobre a fase de 16 avos de final da Copa de 2026, que teve virada do Brasil pra cima do Japão, eliminações de Alemanha e Holanda, Argentina sofrendo pra vencer Curaçao, a França atropelando novamente, além de muito mais!#SEXONACOPA #TURMADOCHACHAproveite os descontos da Insider com o cupom PELADANANET através do ⁠⁠⁠⁠⁠⁠nosso link exclusivo para ouvintes⁠⁠⁠⁠⁠⁠!ORIGINAIS DO FUT - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.originaisdofut.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠, cupom PELADA10 com 10% OFF! Siga ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@originaisdofut_⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Vá ao Show do Vitinho em BH no dia 26 de julho - compre aqui!contato: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠podcast@peladananet.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ acesse: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠peladananet.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e confira os links das nossas redes sociais (grupo de telegram, instagram, bluesky e twitter tanto do podcast quanto dos nossos participantes)Projetos paralelos:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Dentro da Minha Cabeça⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Reinaldo Jaqueline⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Fábrica de Filmes⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Cia da Louça⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Lives: ⁠Twitch do Jovem nerd⁠Jovem Nerd Esporte Clube ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Spotify⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠YouTube⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Financiamento coletivo:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Apoia.se⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Patreon⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / Chave pix: podcast@peladananet.com.brColaboradores de Junho/2026!Obrigado a todos que colaboraram com ao menos R$10. Confira aqui a ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠lista de nomes⁠

Alineación Indebida
Inglaterra prevalece gracias a Harry Kane, éxtasis mexicano en el Azteca y otra eliminación más de Holanda en penaltis

Alineación Indebida

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 102:34


Ander Iturralde da la bienvenida a Gonzalo Carol, Iñaki Gonzalo San Millán y Roger "Ruxi" Bonet, además de Roberto Rojas de ESPN, para analizar toda la acción de los dos últimos días en el Mundial 2026... Comenzando por sufrido y finalmente remontado triunfo de Inglaterra sobre Congo gracias a una doble y estelar aparición de Harry Kane; continuando por la extasiante victoria de México en el Azteca para barrer con una facilidad a pasmosa a Ecuador y poner rumbo a los octavos de final en este mismo estadio; mientras que da igual que sea un estadio u otro que Francia sigue maravillando y deslumbrando y Suecia no fue excepción en su camino de destrucción; cosa que con bastantes más dificultades pero también está logrando avanzar y en este caso a octavos de final Noruega tras lograr vencer en un frenético intercambio de golpes con Costa de Marfil; así como también quedó eliminada Holanda tras una horrorífica actuación que les llevó hasta los penaltis y ahí a ser duramente derrotados por Bono y Marruecos; con Roberto, revisitamos la victoria Paraguay contra Alemania y cómo fue vivirlo en el estadio; criticamos algunos fichajes que se han hecho esta semana y mucho más.Versión en vídeo: https://youtube.com/live/CUYESQdL3eAApoya a que Alineación Indebida pueda prosperar, accede a todo nuestro contenido premium y a nuestro server de Discord suscribiéndote por tan sólo 1.00$/1.00€ en: https://www.patreon.com/alineacionindebida/posts/inglaterra-harry-162658850Además... Ahora, al suscribirte en nuestra página de Patreon, puedes escuchar todo nuestro contenido de Alineación Indebida Premium a través del siguiente link de Spotify. Sólo tienes que vincular la cuenta que abras en Patreon y, a partir de ahí, tendrás desbloqueado todo el contenido premium que producimos: https://open.spotify.com/show/6WeulpfbWFjVtLlpovT¡Volvemos mañana con más!Sigue a Ander: https://x.com/andershoffmanSigue a Gonzalo: https://x.com/gonzalocarol29Sigue a Iñaki: https://x.com/InakiGonzaloFCSigue a Ruxi: https://x.com/Ruxiiii4Sigue a Roberto: https://x.com/RobertoRojas97Sigue al programa en Twitter: https://twitter.com/PodcastIndebidoSigue al programa en Instagram: instagram.com/podcastindebidoContacto: anderpodcast@gmail.com // alineacionindebidapodcast@gmail.com Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Posse de Bola
#659: Alemanha e Holanda eliminadas da Copa! Brasil sobe na cotação?

Posse de Bola

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 89:29


Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Mauro Cezar, PVC, José Trajano e Danilo Lavieri analisam as eliminações de Alemanha e Holanda diante de Paraguai e Marrocos nos pênaltis, além da cotação da seleção brasileira depois da virada sobre o Japão e a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo

Sin Llorar
#321 - ¿Ecuador es favorito sobre México? | Se despiden Alemania y Holanda

Sin Llorar

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 56:05


En un nuevo episodio de Sin Llorar analizamos la previa del partido entre México y Ecuador, un duelo que puede marcar el rumbo de ambas selecciones. ¿Realmente Ecuador llega como favorito? ¿Tiene mejor plantel que el Tri o México cuenta con las herramientas para imponer condiciones?También debatimos la polémica alrededor de la altura de la Ciudad de México y el largo traslado que tuvo que realizar la selección ecuatoriana desde Columbus. ¿Son argumentos válidos o simplemente se está preparando el terreno por si el resultado no acompaña?Además, reaccionamos a dos de las grandes sorpresas del torneo: las eliminaciones de Alemania y Países Bajos. ¿Se veía venir? ¿Qué explica estos fracasos?También analizamos la histórica victoria de Paraguay, el planteamiento táctico de Gustavo Alfaro, el momento que vive la selección guaraní y el desempeño de Brasil bajo el mando de Carlo Ancelotti.Todo esto, con el análisis, debate y buen humor de Sin Llorar.Déjanos en los comentarios: ¿Quién gana México vs Ecuador?  ¿Está Ecuador exagerando con el tema del viaje y la altura?  ¿Cuál eliminación te sorprendió más? Suscríbete, activa la campana y acompáñanos durante toda la cobertura del verano futbolístico. #SinLlorar #México #Ecuador #SelecciónMexicana #Mundial2026 #Alemania ¡Mándanos un mensaje!Support the show

Trivela
#244 - Brasil viveu um dia de Real Madrid de Ancelotti na Champions

Trivela

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 65:47


Em um jogo que mostrou qualidade, mas também força mental, seleção brasileira vira um jogo difícil contra o Japão para avançar às oitavas de final da Copa. Falamos sobre a classificação do Brasil, além dos outros jogos deste início de oitavas de final, com classificações de Paraguai e Holanda contra Alemanha e Holanda. SEJA MEMBRO! Seu apoio é fundamental para que o Meiocampo continue existindo e possa fazer mais. Seja membro aqui pelo Youtube! Se você ouve via podcast, clique no link na descrição para ser membro! https://www.youtube.com/channel/UCSKkF7ziXfmfjMxe9uhVyHw/joinNEWSLETTER! Nossa newsletter chega toda sexta aberta a todos com nossos textos sobre o que rolou na semana, e às terças com conteúdo apenas para assinantes: https://newsletter.meiocampo.net/Conheça o canal do Bonsa sobre Football Manager, BonsaFM: https://www.youtube.com/@BonsaFMConheça o canal do Lobo sobre games, o Próxima Fase: https://www.youtube.com/@Proxima_FaseConheça o canal de Leandro Iamin sobre a seleção brasileira, o Sarriá: https://www.youtube.com/@SarriaBrasil

Hoy por Hoy
Hoy por Hoy | De Feijoo acusando al Gobierno de alterar el censo electoral a la sorpresas del Mundial

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 160:53


Feijoo ha acusado al gobierno de alterar el censo electoral, después de que 2,4 millones de latinoamericanos hayan sido naturalizados por la ley de nietos, que permite obtener la nacionalidad a los descendientes de exiliados. Por otro lado, hoy termina el plazo de solicitud de regularización extraordinaria que impulsó el Gobierno. Asimismo, el juez Pedraz imputa a la presidenta de la SEPI, Belén Guada, y a 24 personas más en el caso Leire. Del mundial de fútbol, Alemania y Holanda han sido eliminadas en dieciseisavos y Brasil sufrió para eliminar a Japón. 

Esporte em Discussão
Brasil elimina o Japão e espera Noruega ou Costa do Marfim; Alemanha e Holanda caem!

Esporte em Discussão

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 103:07


No Bate-Pronto de hoje, o destaque é a classificação da Seleção Brasileira para as quartas de final da Copa do Mundo. O Brasil venceu o Japão de virada em um jogo emocionante e agora aguarda o vencedor do confronto entre Noruega e Costa do Marfim para conhecer seu próximo adversário na competição. O programa também repercute duas grandes zebras do Mundial: Alemanha e Holanda foram eliminadas precocemente, mudando completamente o cenário do mata-mata. Com muita informação, análise e opinião, a equipe debate os resultados, os destaques da rodada e o caminho do Brasil rumo ao sonho da sexta estrela.

Ubuntu Esporte Clube
UBUNTU ESPORTE CLUBE #194 – SEM MEDO DE SONHAR

Ubuntu Esporte Clube

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 54:38


Em sua caminhada rumo ao hexa, o Brasil despachou o Japão, que teve Hashimura como principal responsável pelo clímax da história do duelo. Sem medo de sonhar, a Seleção encara a Noruega na próxima fase. Mas não foi só o Japão que voltou para casa. Alemanha e Holanda também deram adeus ao Mundial após sucumbirem diante de Paraguai e Marrocos, respectivamente. A Copa do Mundo está mais nivelada do que nunca. Alex Martins, Marcos Luca Valentim, Matheus Andrade e Rafaelle Seraphim compõem a mesa deste episódio.

Deportres
LUNES P1360

Deportres

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 237:56


Deportres 29 de Junio 2026 (1360) - www.deportres.comEn el Deportres de hoy: Comenzaron los partidos a eliminación directa en el mundial tripartita, ayer Canada ya dio el paso al frente eliminando a Sudáfrica, hoy Brasil contra Japón, y Alemania contra Paraguay, y Holanda contra Marruecos, además, el béisbol de grandes ligas, el juego de estrellas de la liga mexicana, tu participación y como siempre ¡mucho más! https://www.patreon.com/c/Deportres

#Balong
MUNDIAL / Paraguay, Brasil y Marruecos avanzaron / Alemania y Holanda fuera / #BalongRadio

#Balong

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 67:36


Offsiders
PEDRO CHIRIVELLA: de Valencia a Liverpool con 16 años, ser leyenda del Nantes, Panathinaikos...

Offsiders

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 113:29


Abre cuenta con el código OFFSIDERS y llévate 20€ para empezar a gestionar tus ahorros: https://myinvestor.es/landings/promociones/offsiders/ Hoy nos acompaña Pedro Chirivella, un invitado que vivió con 16 años algo bonito y muy difícil, dejar España, sus amigos, el colegio...TODO en busca de un sueño: triunfar en el Liverpool. Vivió momentos únicos que recordará toda la vida: los duros inicios, su debut, la llegada de Klopp...muchas experiencias y anécdotas con un valor increíble y de las que se puede sacar mucho aprendizaje. Más tarde llegó a Francia, a un lugar que, sin quererlo, se convirtió en su casa: Nantes. Ahora, disfrutando de una experiencia diferente en el fútbol griego, en el Panathinaikos con Rafa Benítez. Muchas gracias Pedro por compartir con nosotros tu historia. ¡Ha sido un verdadero placer! "El contenido de este canal en ningún caso constituye asesoramiento financiero ni recomendación. Invertir conlleva riesgos, incluyendo la posible pérdida total del capital invertido. Los resultados pasados no garantizan rendimientos futuros. Todo inversor debe realizar un análisis previo antes de invertir siendo responsable de sus acciones. Offsiders mantiene relaciones comerciales con MyInvestor y la referencia a sus productos y servicios se considera publicidad conforme a la normativa vigente." MARCAS DE TIEMPO: 0:00 Trailer 1:30 Crecer en el Valencia 12:45 Con 16 años, a Liverpool 36:00 Sueño cumplido, debutar con el Liverpool 39:10 Los inicios del Liverpool de Klopp 54:04 Dos cesiones en Holanda muy positivas 1:00:00 Unos meses difíciles 1:08:00 Seis meses sin ficha en Extremadura 1:14:30 Querer irse de Liverpool 1:21:00 Nantes, la mejor etapa de su carrera 1:37:50 Panathinaikos, actualidad 1:48:30 Final del episodio: la pregunta del millón Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Futebol no Mundo
Futebol no Mundo na Copa #593 - Brasil x Japão | Alemanha x Paraguai | Holanda x Marrocos

Futebol no Mundo

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 56:42


No Futebol no Mundo desta segunda (29), vamos falar TUDO sobre os jogos do dia! Destaque para o compromisso da seleção brasileira contra o Japão, Alemanha x Paraguai e muito de Holanda x Marrocos! Vem com a gente e participe pelo chat! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Notícia no Seu Tempo
Cenário externo de juro alto põe pressão sobre ajuste fiscal

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 7:18


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (29/06/2026): O aperto monetário promovido pelos Bancos Centrais mundo afora fez com que a situação fiscal do Brasil voltasse a ganhar mais atenção dos investidores. A alta dos juros no exterior, reflexo do preço do petróleo, turbinado pela guerra no Oriente Médio, colocou um holofote nas fragilidades de países considerados mais arriscados. No Brasil, a dívida bruta deve encerrar o ano em 83,2% do PIB, segundo economistas consultados pelo Banco Central. Em 2035, ela deve chegar a 99,8%. Nos últimos anos, o País optou por fazer um ajuste com base no aumento da arrecadação, mas o próximo governo terá de promover cortes de gastos, segundo especialistas. Política: Brasil abre mata-mata contra o Japão sob pressão para confirmar favoritismo Internacional: Novos ataques entre EUA e Irã colocam acordo de paz em xeque Metrópole: 27 milhões de brasileiros sofrem com enxaqueca sem diagnóstico Esportes: Brasil abre mata-mata contra o Japão sob pressão para confirmar favoritismoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Como si nadie escuchara
“Me enamoré de un chico de otro país” | Paloma cuenta su historia

Como si nadie escuchara

Play Episode Listen Later Jun 28, 2026 35:48


En este episodio de *Como si nadie escuchara*, Paloma cuenta cómo se enamoró de un chico de otro país al que conoció una noche de fiesta en Denia. Él era de Holanda, ella de España, y durante un año vivieron una relación a distancia en la que no solo tuvieron que aprender a quererse desde lejos, sino también a entenderse en otro idioma. Una historia sobre amar cuando no compartes país, idioma ni rutina, y sobre lo que pasa cuando alguien decide cambiar de vida por amor.

Carrusel Deportivo
Los goles del Túnez 1 - 3 Países Bajos | Holanda es primera con solvencia y sin brillantez

Carrusel Deportivo

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 2:23


Alineación Indebida
Escocia al borde de la eliminación por culpa de Brasil, el triunfo de oro de la Ecuador de Plata y la lucha de los terceros

Alineación Indebida

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 99:46


Ander Iturralde da la bienvenida a José Pérez, Héctor Kriok y Jan Seven para analizar toda la actualidad del Mundial tras los últimos tres días de acción... Comenzando por el triunfo de oro de Ecuador sobre Alemania para avanzar de ronda; cómo de Costa de Marfil hizo lo propio al sellar su victoria contra Curaçao; continuando por la prácticamente fatídica derrota de Escocia contra la Brasil de Vinícius en Miami; el tumultuoso triunfo de Marruecos sobre Haití; la forma en la que Japón y Suecia no fueron capaces de separarse de un mutuo empate; mientras que Holanda logró ganar cómodamente a la irredimible Túnez; el partido número 200 de Luka Modric con Croacia traduciéndose en victoria sobre Panamá; Colombia sumando una segunda victoria al imponerse a Congo; Bosnia librando al resto del Mundial de la Qatar de Lopetegui; Suiza desmarmando a Canadá para ganar el grupo; Sudáfrica dando la gran campanada al derrotar a Corea del Sur en el duelo de sures; México venciendo a Chequia para poder dar un emotivo último homenaje internacional a Guillermo "Memo" Ochoa; Paraguay y Australia logrando avanzar ambos con su empate; Turquía ya eliminada ganando a Estados Unidos y mucho más.Apoya a que Alineación Indebida pueda prosperar, accede a todo nuestro contenido premium y a nuestro server de Discord suscribiéndote por tan sólo 1.00$/1.00€ en: PODCAST: https://www.patreon.com/alineacionindebida/posts/escocia-al-borde-162153443VÍDEO: https://www.patreon.com/alineacionindebida/posts/video-escocia-al-162155194Además... Ahora, al suscribirte en nuestra página de Patreon, puedes escuchar todo nuestro contenido de Alineación Indebida Premium a través del siguiente link de Spotify. Sólo tienes que vincular la cuenta que abras en Patreon y, a partir de ahí, tendrás desbloqueado todo el contenido premium que producimos: https://open.spotify.com/show/6WeulpfbWFjVtLlpovT¡Volvemos el Domingo!Sigue a Ander: https://x.com/andershoffmanSigue a José: https://x.com/jcperez_Sigue a Héctor: https://x.com/KriokSigue a Jan: https://x.com/donostistanbulSigue al programa en Twitter: https://twitter.com/PodcastIndebidoSigue al programa en Instagram: instagram.com/podcastindebidoContacto: anderpodcast@gmail.com // alineacionindebidapodcast@gmail.com Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Linha de Passe
Confronto definido: Brasil enfrentará Japão na próxima fase da Copa; Equador vira sobre Alemanha e também se classifica - Linha de Passe

Linha de Passe

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 115:07


No Linha de Passe desta quinta (25), nossos comentaristas analisaram tudo dos resultados de Japão x Suécia e Holanda x Tunísia, que garantiram o confronto entre Brasil e Japão na fase eliminatória da Copa do Mundo, além da classificação heróica de Equador contra a Alemanha. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Poniendo las Calles
02:00H | 25 JUN 2026 | Poniendo las Calles

Poniendo las Calles

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 60:00


El programa de COPE analiza el Mundial de fútbol, destacando el gran nivel de Brasil con Vinicius y Neymar, y el avance de Marruecos tras su victoria. Se anticipan cruces como Japón contra Brasil y Marruecos frente a Holanda. Un segundo tema es el innovador proyecto Golden Gamers, que acerca los videojuegos a personas mayores en residencias, adaptando mandos y estímulos para fomentar un envejecimiento activo. Esta iniciativa derriba prejuicios sobre tecnología y edad, permitiendo a los mayores experimentar el empoderamiento de controlar un personaje virtual. Pedro Madera explora la apicultura y el turismo de la miel en España, subrayando la importancia de las abejas para la polinización y los beneficios de la miel como superalimento. Recomienda rutas apícolas en La Alcarria, Málaga, Galicia y Valencia para conocer su elaboración. Por último, Sole Mayol presenta su obra "Las que gritan" en el Teatro Maravillas de Madrid. Esta comedia aborda la historia de una madre que, tras enviudar, ...

BBC Lê
Como Holanda se tornou terceiro maior exportador de alimentos do mundo apesar do território pequeno

BBC Lê

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 16:04


Reportagem mergulhou no ecossistema de inovação que permitiu que país do tamanho do Estado de Rio de Janeiro se tornasse 3º maior exportador de alimentos do mundo.

O Assunto
Migrantes e refugiados: do acolhimento à oportunidade econômica

O Assunto

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 30:34


Convidados: Benazira Djoco, empresária e refugiada de Guiné-Bissau; Silvia Caironi, fundadora e presidente da ONG Aventura de Construir; e Paulo Illes, fundador do Fórum Social Mundial de Migrações, ex-coordenador de política migratória do Ministério da Justiça e Segurança Pública e presidente da ONG Sem Fronteiras. Num momento em que parte do mundo ergue barreiras contra o fluxo migratório, a Copa do Mundo está mostrando que nações se constroem com pluralidade. Algumas das seleções mais fortes do Mundial são formadas a partir da imigração: na França, 20 dos 26 jogadores são filhos de pessoas que não nasceram no país; na Holanda, metade; na Inglaterra e na Alemanha, um terço; no Canadá, são mais de 70%. O acolhimento a quem vem de fora mostra resultados nos campos, mas gera ainda mais impactos positivos na sociedade e até na economia: 5% da força de trabalho global, hoje, vem de trabalhadores que migram. No Brasil, a maioria dos imigrantes e refugiados encontra oportunidades no empreendedorismo: 70% seguem este caminho e, dentro deste universo, quase metade já tem empresas que geram mais empregos. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois profissionais que trabalham diretamente com migrantes e refugiados. Primeiro, Silvia Caironi explica por que eles encontram um caminho sólido no empreendedorismo. Depois, Paulo Illes analisa os fluxos globais de migração e diz o que o Brasil pode fazer para aproveitar o potencial dessas pessoas. Participa também a refugiada Benazira Djoco, empresária que veio de Guiné-Bissau para o Brasil aos 16 anos.

Trivela
#242 Salah decide, Oyarzabal aparece e os perigos de Japão e Holanda

Trivela

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 58:41


Salah leva o Egito à virada e sua primeira vitória em Copas, no caminho para a classificação; Oyarzabal brilhou em vitória da Espanha que teve primeiro gol de Yamal em Copas; Cabo Verde surpreendeu de novo; Japão e Holanda, possíveis adversários do Brasil, mostram força. SEJA MEMBRO! Seu apoio é fundamental para que o Meiocampo continue existindo e possa fazer mais. Seja membro aqui pelo Youtube! Se você ouve via podcast, clique no link na descrição para ser membro! https://www.youtube.com/channel/UCSKkF7ziXfmfjMxe9uhVyHw/joinNEWSLETTER! Nossa newsletter chega toda sexta aberta a todos com nossos textos sobre o que rolou na semana, e às terças com conteúdo apenas para assinantes: https://newsletter.meiocampo.net/Conheça o canal do Bonsa sobre Football Manager, BonsaFM: https://www.youtube.com/@BonsaFMConheça o canal do Lobo sobre games, o Próxima Fase: https://www.youtube.com/@Proxima_FaseConheça o canal de Leandro Iamin sobre a seleção brasileira, o Sarriá: https://www.youtube.com/@SarriaBrasil

Futebol no Mundo
Futebol No Mundo #585: Neymar treina, Yamal em campo e as vitórias de Holanda e Alemanha!

Futebol no Mundo

Play Episode Listen Later Jun 21, 2026 54:07


No Futebol no Mundo desta domingo (21), vamos falar sobre Neymar de volta aos treinos com a Seleção Brasileira, Lamine Yamal em campo pela Espanha e as vitórias épicas de Holanda e Alemanha. Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Por Falar em Correr
Redação PFC 265 - Elite feminina na Maratona de Berlim, Maratona de Londres em 2 dias e Comrades

Por Falar em Correr

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 32:37


⁠⁠Enio Augusto⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Marcos Buosi⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ trazem as notícias do mundo da corrida com os comentários, informações, opiniões e análises mais pertinentes, peculiares e inesperadas no Redação PFC. Escute, informe-se e divirta-se.⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠SEJA MEMBRO DO CANAL!!!⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

DIAS EXTRAÑOS con Santiago Camacho
¿Lucharías por tu país? El mapa secreto del coraje mundial

DIAS EXTRAÑOS con Santiago Camacho

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 9:38


La invasión rusa de Ucrania ha colocado frente al espejo a buena parte del planeta con una pregunta que parecía olvidada en Occidente: ¿estarías dispuesto a luchar por tu país? En este episodio repasamos los datos de la macroencuesta del Instituto Gallup realizada a 62.000 personas en 64 países, y descubrimos un mapa fascinante donde la geografía, la memoria histórica y la cercanía de un vecino incómodo lo cambian todo. Holanda y Japón en mínimos, Marruecos y Pakistán por las nubes, España en el furgón de cola europeo… y una pregunta final que lo desmonta todo: ¿es lo mismo defender tu tierra que invadir la del otro? Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Carrusel Deportivo
Los Partidos de la Jornada | Países Bajos - Suecia | 1ª Parte

Carrusel Deportivo

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 50:31


Así te narramos la primera parte del partido entre Holanda y Suecia, Jornada 2 del Grupo F del Mundial 2026

Carrusel Deportivo
Los Partidos de la Jornada | Países Bajos - Suecia | 2ª Parte

Carrusel Deportivo

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 50:47


Así te narramos la segunda parte del partido entre Holanda y Suecia, Jornada 2 del Grupo F del Mundial 2026

Futebol no Mundo
Futebol no Mundo #584: Brasil 3x0 Haiti, Holanda x Suécia e Alemanha x Costa do Marfim

Futebol no Mundo

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 85:58


No Futebol no Mundo deste sábado (20), falamos muito sobre o jogo da Seleção Brasileira contra o Haiti! Os nossos talentos discutem tudo que foi de bom e do que não rendeu no desempenho da Amarelinha. Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Alineación Indebida
PREMIUM: España se la pega con Cabo Verde, Túnez despide a su seleccionador en pleno Mundial y un doble delito

Alineación Indebida

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 26:04


Ander Iturralde da la bienvenida a Óscar Portugal, Natxo Torné y Jan Seven, además de a Chiqui Esteban desde Atlanta, para analizar toda la acción de los últimos 4 días del Mundial de Estados Unidos, Canadá y México... Comenzando por la gran sorpresa del torneo que fue el empate entre España y Cabo Verde y todas las claves que llevaron al sensacional resultado; continuando por la derrota de Turquía contra Australia en el segundo resultado más sorprendente del torneo hasta la fecha; en el cual hemos visto ya un despido, el de Sabri Lamouchi, después de la desbrozadora derrota de Túnez contra la espectacular Suecia de Graham Potter; mientras de que de todo menos espectacular fue Brasil, siendo reducido a un empate con la indomable Marruecos; mientras que en ese mismo grupo Escocia logró derrota a Haití; al igual que Estados Unidos contra Paraguay; la República de Corea frente a la República Checa; cómo Canadá empató con Bosnia; Qatar y Suiza firmando el mismo resultado; cosa que también ocurrió entre Holanda y Japón; mientras que Costa de Marfil logró no empatar y vencer a Ecuador; así como también Alemania arrasó a Curaçao entre polémicas declaraciones de Julian Nagelsmann y Dick Advocaat; respondemos también a vuestras preguntas y mucho más.Escucha la versión completa de este episodio PREMIUM de 1:35:17 de duración, apoya a que Alineación Indebida pueda prosperar, accede a todo nuestro contenido premium y a nuestro server de Discord suscribiéndote por tan sólo 5.50$/5.50€ en: https://www.patreon.com/alineacionindebida/posts/espana-se-la-con-161209036Además... Ahora, al suscribirte en nuestra página de Patreon, puedes escuchar todo nuestro contenido de Alineación Indebida Premium a través del siguiente link de Spotify. Sólo tienes que vincular la cuenta que abras en Patreon y, a partir de ahí, tendrás desbloqueado todo el contenido premium que producimos: https://open.spotify.com/show/6WeulpfbWFjVtLlpovTSigue a Ander: https://x.com/andershoffmanSigue a Óscar: https://x.com/OscarP107Sigue a Natxo: https://x.com/groundhopperbcnSigue a Jan: https://x.com/donostistanbulSigue a Chiqui: https://x.com/chiquiestebanSigue al programa en Twitter: https://twitter.com/PodcastIndebidoSigue al programa en Instagram: instagram.com/podcastindebidoContacto: anderpodcast@gmail.com // alineacionindebidapodcast@gmail.com Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Posse de Bola
#642: Impressão sobre a seleção brasileira piorou com as estreias de Alemanha e Holanda?

Posse de Bola

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 88:22


Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, Mauro Cezar, José Trajano, Danilo Lavieri, Luiza Oliveira e Pedro Lopes analisam as possíveis mudanças na seleção brasileira, se o desempenho de outras seleções que jogaram no domingo pioram a impressão da estreia contra Marrocos, além dos questionamentos pela ausência de Endrick e críticas pela atuação de Casemiro

Trivela
#239 A estreia assustadora do Brasil e jogaço entre Japão e Holanda

Trivela

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 62:45


Começou a Copa do Mundo! Falamos dos primeiros jogos, da estreia um pouco assustadora do Brasil contra Marrocos, o jogaço entre Japão e Holanda, a Alemanha com mais um 7 a 1 e mais.SEJA MEMBRO! Seu apoio é fundamental para que o Meiocampo continue existindo e possa fazer mais. Seja membro aqui pelo Youtube! Se você ouve via podcast, clique no link na descrição para ser membro! https://www.youtube.com/channel/UCSKkF7ziXfmfjMxe9uhVyHw/joinNEWSLETTER! Nossa newsletter chega toda sexta aberta a todos com nossos textos sobre o que rolou na semana, e às terças com conteúdo apenas para assinantes: https://newsletter.meiocampo.net/Conheça o canal do Bonsa sobre Football Manager, BonsaFM: https://www.youtube.com/@BonsaFMConheça o canal do Lobo sobre games, o Próxima Fase: https://www.youtube.com/@Proxima_FaseConheça o canal de Leandro Iamin sobre a seleção brasileira, o Sarriá: https://www.youtube.com/@SarriaBrasil

Futebol no Mundo
Futebol No Mundo #578: Saldo de Brasil 1x1 Marrocos e a estreia de gigantes!

Futebol no Mundo

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 86:48


No Futebol No Mundo deste domingo (14) vamos trazer tudo sobre Brasil 1x1 Marrocos. O que tirar de bom e de ruim da estreia? Também vamos falar muito das estreias de Alemanha e da Holanda! Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

La ContraHistoria
Alfonso X el Sabio

La ContraHistoria

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 70:01


Cuando Fernando III el Santo murió en Sevilla en 1252, dejó a su hijo Alfonso X una Corona recrecida por la mayor expansión territorial de la Reconquista. El valle del Guadalquivir con grandes ciudades como Córdoba y Sevilla acababa de ser incorporado y el islam peninsular quedaba reducido al reino nazarí de Granada, convertido ya en un simple vasallo. Nacido en Toledo en 1221, hijo de Fernando III y de Beatriz de Suabia, Alfonso reunía la herencia castellana, la leonesa y la imperial de los Hohenstaufen. Subió al trono con 30 años y concibió un proyecto de monarquía fuerte, ordenada por leyes uniformes y revestida de dignidad casi sagrada. Su sobrenombre no responde tanto a su erudición personal, sino a haber convertido la corte en el mayor taller intelectual de Europa, un lugar en el que juristas, cronistas, poetas y astrónomos trabajaban de forma coordinada y en lengua romance. El monumento jurídico de ese esfuerzo son las Siete Partidas, redactadas en torno a 1260, organizadas en siete libros cuyas iniciales forman el nombre del rey y se nutren del derecho romano, el canónico y la tradición peninsular. Su aplicación fue limitada por el recelo nobiliario y no adquirieron pleno vigor hasta un siglo más tarde, pero influyeron durante siglos y llegaron a la América hispana. Antes de eso promovió el Fuero Real y el Espéculo para racionalizar la ordenación de sus reinos. En lo literario y musical destacan las Cantigas de Santa María, más de 420 composiciones marianas escritas en galaicoportugués y conservadas en códices iluminados con notación musical. La historia se confió a la “Estoria de España” o “Primera Crónica General”, que armonizó crónicas latinas, fuentes árabes y cantares de gesta, a la que se sumó la inconclusa “General Estoria”. El reinado elevó el castellano a lengua de cultura y administración, y alumbró logros científicos como las Tablas alfonsíes, difundidas por Europa durante más de dos siglos. De fondo, la Escuela de Traductores de Toledo en la que eruditos cristianos, judíos y musulmanes trabajando bajo el mecenazgo del rey rescataron textos clásicos de astronomía, medicina y filosofía para volcarlos al latín y al romance castellano. Su política exterior estuvo dominada por el fecho del imperio. A la muerte de Guillermo de Holanda en 1256, Alfonso reclamó la corona imperial ya que, por parte de madre, era un Hohenstaufen. Tras un largo pleito diplomático aquello terminó en fracaso por la oposición del Papa. La empresa imperial vació las arcas y soliviantó a la nobleza. Los gastos imperiales y militares generaron un déficit que el rey trató de cubrir devaluando el maravedí, lo que desató un brote inflacionario, disparó los precios y perjudicó a su imagen. La crisis final comenzó en 1275 con la muerte del heredero Fernando de la Cerda, que abrió un conflicto sucesorio entre sus nietos y el infante don Sancho. La indecisión de Alfonso agravó el problema. En las Cortes de Valladolid de 1282 una coalición encabezada por Sancho le despojó del poder. Desheredado su hijo y desatada la guerra civil, Alfonso murió en Sevilla el 4 de abril de 1284, pero fue Sancho IV quien le sucedió. Para hablar de este reinado tan importante nos acompaña hoy en La ContraHistoria José Soto Chica, que acaba de publicar “Muerte en Toledo”, una novela ambientada en el Toledo de Alfonso X, un thriller histórico en el que el siglo XIII vuelve a la vida. Bibliografía: “Muerte en Toledo” de José Soto Chica - https://amzn.to/443Tm28 “Alfonso X el Sabio” de Adolfo de Mingo - https://amzn.to/442ODhb “Alfonso X el Sabio: cronista de su tiempo” de Elvira Fidalgo - https://amzn.to/443TyhS “Alfonso X y su época” de Miguel Rodríguez Llopis - https://amzn.to/4oiJP0o · Canal de Telegram: https://t.me/lacontracronica · “Contra el pesimismo”… https://amzn.to/4m1RX2R · “Hispanos. Breve historia de los pueblos de habla hispana”… https://amzn.to/428js1G · “La ContraHistoria del comunismo”… https://amzn.to/39QP2KE · “La ContraHistoria de España. Auge, caída y vuelta a empezar de un país en 28 episodios”… https://amzn.to/3kXcZ6i · “Contra la Revolución Francesa”… https://amzn.to/4aF0LpZ · “Lutero, Calvino y Trento, la Reforma que no fue”… https://amzn.to/3shKOlK Apoya La Contra en: · Patreon... https://www.patreon.com/diazvillanueva · iVoox... https://www.ivoox.com/podcast-contracronica_sq_f1267769_1.html · Paypal... https://www.paypal.me/diazvillanueva Sígueme en: · Web... https://diazvillanueva.com · Twitter... https://twitter.com/diazvillanueva · Facebook... https://www.facebook.com/fernandodiazvillanueva1/ · Instagram... https://www.instagram.com/diazvillanueva · Linkedin… https://www.linkedin.com/in/fernando-d%C3%ADaz-villanueva-7303865/ · Flickr... https://www.flickr.com/photos/147276463@N05/?/ · Pinterest... https://www.pinterest.com/fernandodiazvillanueva Encuentra mis libros en: · Amazon... https://www.amazon.es/Fernando-Diaz-Villanueva/e/B00J2ASBXM #FernandoDiazVillanueva #sotochica #alfonsox Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Brassagem Forte
#327 - Da Agência à Cervejaria: a jornada de Vinícius Baumhardt

Brassagem Forte

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 63:28


Todo cervejeiro caseiro já imaginou viver de cerveja. Vinícius Baumhardt imaginou, planejou e executou. Saiu da publicidade depois de anos de esgotamento, começou do zero como auxiliar numa cervejaria porto-alegrense e hoje é Gerente de Qualidade na Uiltje Brewing Company, em Haarlem, na Holanda.Neste episódio, Henrique Boaventura conversa com Vinícius Baumhardt, Gerente de Qualidade na Uiltje Brewing Company, sobre a jornada de quem saiu da publicidade e foi trabalhar com cerveja na Europa.O que você vai aprender:Como estruturar a transição de carreira para a área de cerveja sem experiência préviaO que esperar dos primeiros anos numa cervejaria: da limpeza de obra à casa de brassagemComo e por que a Baumhardt Beer nasceu como marca cigana durante a trajetória no BrasilAs diferenças reais entre trabalhar em cervejarias brasileiras e europeias: funções, processo e equipamentoO que fazer (e o que não romantizar) para chegar a trabalhar numa cervejaria no exteriorCom Vinícius Baumhardt, Gerente de Qualidade na Uiltje Brewing Company (Haarlem, Holanda), ex-cervejeiro do Lagom e da Felsen, e fundador da Baumhardt Beer.

Se Habla Español
Español con noticias 90: Pasaporte para mascotas - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 27:49


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en Apple Podcasts, Spotify, iVoox y Patreon: Spotify: https://open.spotify.com/show/2E2vhVqLNtiO2TyOjfK987 Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Contacto: sehablaespanolpodcast@gmail.com Facebook: www.facebook.com/sehablaespanolpodcast Twitter: @espanolpodcast Hola, ¿cómo estás? Espero que el mes de junio haya comenzado muy bien para ti. En mi caso, ya he hecho un par de viajes a España en una semana. El día 1 estuve trabajando en la ciudad de Bilbao y este fin de semana estoy en Madrid, porque mi hijo se va mañana a Estados Unidos para trabajar en un hotel durante tres meses, y estoy aquí para ayudarle con los preparativos y para llevarle mañana lunes día 8 al aeropuerto. Ojalá sea una buena experiencia para él. No va a ser fácil, porque estará limpiando habitaciones en el hotel, pero creo que le va a venir muy bien para saber lo que cuesta ganar dinero. Y supongo que tendrá tiempo para visitar el parque Yellowstone, porque el hotel está muy cerca. Pero bueno, hoy quiero hablarte de algo distinto, de un tema que le interesa a millones de personas en el mundo, porque hay al menos 1 billón, con b, 1 billón de mascotas en nuestro planeta.Y cuando sus dueños se van de vacaciones, muchas veces tienen que llevarse a esos animales de compañía. La noticia que vamos a escuchar habla precisamente de eso, de viajar con mascotas. Pero antes de entrar en la noticia, merece la pena parar un momento y mirar el contexto general, porque en España las mascotas no son algo anecdótico. Hoy en día forman parte de la vida cotidiana de millones de personas. Para empezar, los números. En España se calcula que viven en los hogares más de 29 millones de animales de compañía. Es una cifra muy alta. De ellos, los más numerosos son, con diferencia, los perros y los gatos. Hay algo más de nueve millones de perros y alrededor de cinco o seis millones de gatos, según los datos más recientes. De hecho, en España hay más perros que niños, un dato que suele llamar mucho la atención. Pero no todo son perros y gatos. En los hogares españoles también hay millones de peces, aves, pequeños mamíferos, como conejos o hámsters, y otros animales menos habituales. Otro dato importante: casi la mitad de los hogares en España convive con al menos una mascota. Eso quiere decir que para muchísima gente el animal no es solo una compañía ocasional, sino alguien con quien comparte la vida diaria. Por eso, desde hace años, la percepción social ha cambiado mucho. Cada vez se habla más de los animales como miembros de la familia. Este cambio también se refleja en las leyes. En España es obligatorio, por ejemplo, identificar a los animales con un microchip, especialmente perros y gatos. También existen obligaciones relacionadas con las vacunas, los cuidados básicos y el bienestar del animal. El abandono y el maltrato están castigados con sanciones económicas importantes. Y aun así, siguen existiendo problemas. Uno de los más graves es el abandono de mascotas, que sigue siendo muy elevado cada año. Otro es la falta de información: hay personas que tienen animales, pero no conocen bien sus obligaciones, sobre todo cuando se trata de viajar o de cumplir normas fuera de su comunidad o fuera del país. Viajar con mascotas es cada vez más habitual. Muchas personas quieren llevarse a su perro o a su gato cuando se van de vacaciones o cuando se mueven dentro de Europa. Pero aquí es donde empiezan los trámites, los documentos, los requisitos sanitarios y, si no se hacen las cosas bien, los problemas. Por todo esto, las mascotas aparecen cada vez más en la radio y en las noticias. Con este contexto en mente, ahora sí, vamos a escuchar la noticia de hoy, que habla precisamente de viajar por Europa con mascotas y de nuevas obligaciones que conviene conocer muy bien. Escucha con atención. “Viaje por Europa preparado… Y desde hoy hay que dejar un hueco más en la maleta: el pasaporte del perro, del gato o del hurón. Los imprescindibles de este documento: hay que identificar mediante microchip, vacuna contra la rabia vigente y los datos del propietario. ¿Dónde conseguirlo? Pues se consigue en las clínicas veterinarias y su coste ronda los 20 y 60 euros. Esto para viajes por la Unión Europea, pero hay alguna excepción. En Irlanda, en Malta o en Finlandia los perros deberán recibir un tratamiento específico contra E. multilocularis. Esto es una tenia que puede transmitirse de perros a personas y causar una enfermedad grave. Tienen que tenerla puesta entre 24 y 120 horas antes de la llegada. Si desde hoy viaja sin el pasaporte de su mascota, las sanciones pueden llegar a los 50.000 euros. La Unión Europea asegura que con esa medida pretenden reforzar el control sanitario tanto en animales como en personas y también combatir el tráfico ilegal.” Si tienes mascota, es posible que ya conocieras este pasaporte. En mi caso, no tenemos animales de compañía, así que ha sido una novedad para mi. Pero bueno, vamos con las palabras y expresiones que pueden resultar algo más difíciles. Hurón: Un hurón es un animal pequeño, alargado, parecido a una comadreja, que algunas personas tienen como mascota. -Mi hermana tiene un hurón y necesita sacarlo a jugar todos los días. -Antes de tener un hurón, es importante informarse bien sobre cómo cuidarlo. Imprescindible: Algo imprescindible es algo totalmente necesario, sin lo cual no se puede hacer algo. Si falta, el plan no funciona. -Para trabajar desde casa, una buena conexión a internet es imprescindible. -Dormir bien es imprescindible para rendir bien durante el día. Rabia: La rabia es una enfermedad muy grave que afecta a animales y personas y que se transmite por mordeduras. Por eso las vacunas contra la rabia son tan importantes. -En algunos países, la rabia sigue siendo un problema de salud pública. -El veterinario insistió en que la vacuna contra la rabia era fundamental. -Vigente: Algo vigente es algo que sigue siendo válido y está en regla en este momento. No está caducado ni ha perdido efecto. -Mi contrato sigue vigente hasta finales de año. -Necesitas un documento de identidad vigente para hacer este trámite. Rondar: El verbo rondar se usa para hablar de cantidades o cifras aproximadas, no exactas. Indica que algo está más o menos cerca de un número. -El tiempo de espera ronda los veinte minutos. -El presupuesto del proyecto ronda los mil euros. E. multilocularis: E. multilocularis es el nombre científico de un parásito. Es un término técnico que aparece sobre todo en contextos médicos o veterinarios y no se usa en conversaciones normales. -El veterinario explicó qué era E. multilocularis y por qué había que prevenirlo. -No entendí el nombre al principio, porque E. multilocularis suena muy técnico. Tenia: Una tenia es un parásito que vive dentro del cuerpo y puede causar enfermedades. Es una palabra que suele aparecer cuando hablamos de higiene y salud. -Algunas enfermedades están causadas por parásitos como la tenia. -El médico explicó cómo prevenir problemas relacionados con la tenia. Pretender: El verbo pretender significa tener la intención de hacer algo, tener un objetivo o una meta. No significa “fingir”, aunque en otros contextos pueda parecerlo. -El ayuntamiento pretende mejorar el transporte público. -Con esta medida pretenden reducir el número de accidentes. Muy bien, pues una vez explicado todo esto, ya tenemos los elementos necesarios para escuchar la noticia por segunda vez. “Viaje por Europa preparado… Y desde hoy hay que dejar un hueco más en la maleta: el pasaporte del perro, del gato o del hurón. Los imprescindibles de este documento: hay que identificar mediante microchip, vacuna contra la rabia vigente y los datos del propietario. ¿Dónde conseguirlo? Pues se consigue en las clínicas veterinarias y su coste ronda los 20 y 60 euros. Esto para viajes por la Unión Europea, pero hay alguna excepción. En Irlanda, en Malta o en Finlandia los perros deberán recibir un tratamiento específico contra E. multilocularis. Esto es una tenia que puede transmitirse de perros a personas y causar una enfermedad grave. Tienen que tenerla puesta entre 24 y 120 horas antes de la llegada. Si desde hoy viaja sin el pasaporte de su mascota, las sanciones pueden llegar a los 50.000 euros. La Unión Europea asegura que con esa medida pretenden reforzar el control sanitario tanto en animales como en personas y también combatir el tráfico ilegal.” Perfecto. Todo más claro ahora, ¿verdad? Pues vamos con mi versión de la noticia utilizando algunos sinónimos para que puedas ampliar tu vocabulario. Si tienes pensado moverte por Europa y hacerlo en compañía de tu mascota, conviene prestar atención, porque desde ahora hay un detalle más que no puedes olvidar. No basta con preparar la ropa, los billetes o la documentación personal: tu animal también necesita sus propios papeles. Ya no sirve viajar solo con buena intención. Perros, gatos y también algunos animales menos comunes deben llevar un documento oficial que permita identificarlos durante el trayecto. Para obtenerlo, es necesario que el animal esté reconocido correctamente, tenga las vacunas al día y que figure quién es la persona responsable de él. Este trámite se realiza normalmente en centros veterinarios y no tiene un precio fijo. Dependiendo del lugar, el coste puede variar bastante, pero suele moverse dentro de una franja asumible para la mayoría de los propietarios. Eso sí, aunque la norma general se aplica a los desplazamientos dentro del espacio europeo, no todos los países funcionan exactamente igual. Hay territorios concretos donde los perros necesitan una medida adicional antes de entrar. En estos casos, se exige un tratamiento preventivo contra un parásito que puede afectar a la salud humana y provocar problemas graves. Este tratamiento debe administrarse dentro de un periodo determinado antes de la llegada al país de destino. No vale hacerlo en cualquier momento. El margen está muy bien definido y hay que respetarlo con precisión. Viajar sin cumplir estas condiciones puede salir muy caro. Las autoridades contemplan multas importantes para quienes no lleven la documentación exigida, con cantidades que pueden resultar realmente disuasorias. Desde las instituciones europeas explican que esta normativa no busca complicar los viajes, sino mejorar la seguridad sanitaria, tanto de los animales como de las personas. Además, es una herramienta clave para frenar prácticas irregulares relacionadas con el traslado ilegal de mascotas. En resumen, si tu idea es cruzar fronteras con tu animal, informarte bien antes de salir no es una opción: es una necesidad. ¿Te ha gustado? Espero que sí. Aunque los periodistas de la noticia lo hacen mejor que yo. Vamos a escucharlos de nuevo. “Viaje por Europa preparado… Y desde hoy hay que dejar un hueco más en la maleta: el pasaporte del perro, del gato o del hurón. Los imprescindibles de este documento: hay que identificar mediante microchip, vacuna contra la rabia vigente y los datos del propietario. ¿Dónde conseguirlo? Pues se consigue en las clínicas veterinarias y su coste ronda los 20 y 60 euros. Esto para viajes por la Unión Europea, pero hay alguna excepción. En Irlanda, en Malta o en Finlandia los perros deberán recibir un tratamiento específico contra E. multilocularis. Esto es una tenia que puede transmitirse de perros a personas y causar una enfermedad grave. Tienen que tenerla puesta entre 24 y 120 horas antes de la llegada. Si desde hoy viaja sin el pasaporte de su mascota, las sanciones pueden llegar a los 50.000 euros. La Unión Europea asegura que con esa medida pretenden reforzar el control sanitario tanto en animales como en personas y también combatir el tráfico ilegal.” Para terminar, vamos a mirar un poco más allá de España y comparar la situación con otros países del entorno europeo, porque los datos son bastante reveladores. En cifras generales, España está entre los países europeos con más mascotas, aunque no ocupa el primer lugar. Como te decía, se calcula que en España hay alrededor de 29 millones de animales de compañía, mientras que países como Alemania, Francia o Italia superan claramente esa cifra. Alemania, por ejemplo, ronda los 35 millones de mascotas, Italia está en cifras muy similares y Francia también se acerca a los 33 millones. España se sitúa algo por debajo, pero sigue estando en el grupo de países con más animales por habitante. Ahora bien, lo interesante no es solo cuántas mascotas hay, sino qué tipo de mascotas se prefieren en cada país. Y aquí España es bastante particular. En la mayoría de Europa, los gatos son más populares que los perros. Esto ocurre claramente en países como Alemania o Francia, donde la población de gatos supera con bastante diferencia a la de perros. En Alemania, por ejemplo, hay más de 15 millones de gatos frente a unos 10 millones de perros, y en Francia sucede algo parecido. Italia ocupa una posición intermedia. En los últimos años ha habido un crecimiento muy fuerte de los gatos, especialmente en las ciudades, hasta el punto de que en algunas zonas ya se acercan o incluso superan en número a los perros. Esto se explica en parte por el tipo de vivienda y el estilo de vida urbano: pisos más pequeños, menos tiempo para pasear y horarios largos fuera de casa. Estas diferencias no son casuales. En el norte y el centro de Europa, donde los hogares suelen ser urbanos y el clima es más frío, el gato se adapta mejor a la vida en interior. En países del sur, como España o Portugal, el perro sigue teniendo un papel muy importante, tanto por costumbre cultural como por el tipo de vida más social y al aire libre. También influye la percepción social. En España, sacar al perro a pasear forma parte de la rutina diaria y de la vida de barrio. En cambio, en países como Alemania u Holanda, la relación con los animales es a veces más silenciosa y privada, y el gato encaja mejor en ese modelo de vida. Qué interesante, ¿verdad? Todo influye en nuestras costumbres, sobre todo el clima en este caso. Venga, para terminar, repasamos lo que hemos aprendido hoy. Hurón: Un hurón es un animal pequeño, alargado, parecido a una comadreja. Imprescindible: Algo totalmente necesario. Rabia: Enfermedad muy grave que afecta a animales y personas y que se transmite por mordeduras. Vigente: Algo que sigue siendo válido y está en regla en este momento. Rondar: Se usa para hablar de cantidades o cifras aproximadas, no exactas. E. multilocularis: Es el nombre científico de un parásito. Tenia: Es un parásito que vive dentro del cuerpo y puede causar enfermedades. Pretender: Tener la intención de hacer algo, tener un objetivo o una meta. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Es la Mañana de Federico
Prensa económica: Comienza la subasta de la sede del Cervantes en Holanda por los laudos

Es la Mañana de Federico

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 2:43


Federico comenta con Luis F. Quintero toda la actualidad económica centrada en el embargo de la sede del Instituto Cervantes de Holanda.