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alemanha

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Gabinete de Guerra
Rússia vai atacar diretamente a NATO? "Não parece provável"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 16:36


Berlim alerta para uma "ameaça militar convencional". Bruno Cardoso Reis avisa para o risco de "sabotagem" e "ciberataques". Relação difícil entre França e Alemanha? "É preciso valorizar a defesa."See omnystudio.com/listener for privacy information.

Economia dia a dia
França está a gastar pouco em defesa? Berlim acha que sim

Economia dia a dia

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 4:00


A Alemanha quer que os países europeus controlem a despesa e façam escolhas difíceis para cumprir a nova meta da NATO: gastar 5% do PIB em defesa até 2035See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esportes
Seleção brasileira de judô começa 2026 com ouro e treinos intensos na Europa

Esportes

Play Episode Listen Later Feb 15, 2026 6:38


O caminho é longo. A contagem regressiva para a Olimpíada de 2028, em Los Angeles, já começou. E para o judô brasileiro, nada melhor do que iniciar essa caminhada com o golpe certo: um ippon, que valeu uma medalha de ouro na primeira competição internacional desta temporada. Marcio Arruda, da RFI em Paris Rafaela Silva foi a única atleta brasileira a subir no degrau mais alto do pódio no Grand Slam de Paris. Ela e os 18 judocas do Brasil que disputaram a competição no início deste mês permaneceram na capital francesa para dias de treinamento no Instituto Nacional de Judô, que reuniu a maioria dos atletas estrangeiros presentes no Grand Slam francês. Uma rotina de treinos pesada, que começou na segunda quinzena de janeiro em Colônia, na Alemanha, na pré-temporada da equipe brasileira. A campeã olímpica Rafaela Silva, que subiu para a categoria até 63 quilos há pouco mais de um ano, se mostrou satisfeita com seu rendimento nesse início de ano. “Eu acho que foi bom não só por conta da medalha (de ouro). Independentemente do resultado, acho que fiz um bom trabalho lá na Alemanha. Até mesmo antes de eu embarcar para lá e, também, durante a competição. Tudo acabou dando certo porque a gente já vinha treinando antes. Então, eu estou muito satisfeita em conseguir colocar o que sei em prática e aproveitar bastante os treinos na Alemanha; foi um período que eu usei para isso e que acabou dando certo no fim”, avaliou a judoca campeã na Rio-2016. "É o que se fala: a gente conquista a medalha no treino; na competição, a gente só vai buscar", comenta Rafaela Silva.   Medalha de prata no Grand Slam de Paris no ano passado, Leonardo Gonçalves não passou de uma sétima colocação no torneio de 2026. O judoca da categoria até 100 quilos destacou a importância do período de treinos após a competição francesa. “Para os pesos mais pesados do Brasil, particularmente, é bem importante porque lá (no Brasil) há carência de material humano. E aqui tem muito. A gente se une aqui e procura aproveitar bastante; não que os mais leves não aproveitem, mas no Brasil tem muito mais (peso) leve. E, por isso, eles conseguem treinar lá e aqui na França. Então, a gente chega aqui, treina e suga ao máximo”, afirmou Leonardo Gonçalves. A rotina de treinos faz com que Leo Gonçalves esteja sempre se cobrando por melhores resultados nas competições. “Eu tento me policiar um pouco porque eu me cobro demais. Quando o atleta quer ser o melhor, tem de se cobrar mesmo. Mas é importante cuidar da saúde mental porque, se houver um descontrole, a pessoa acaba ficando bitolada. Às vezes, eu me policio também para dar uma espairecida porque é cobrança o tempo inteiro. Todo mundo te cobra e você não pode deixar de se cobrar", revelou Leo. "Caminhos que fazem atletas se potencializarem" Treinadora da seleção brasileira, Andrea Berti disse que a confiança que cada atleta tem em seu potencial passa pelo treinamento. “Os treinos são os caminhos que fazem as atletas potencializar as suas características e conhecer adversárias que nunca tiveram a oportunidade de segurar no kimono. É muito importante porque é um processo que faz com que (o judoca) trabalhe e ganhe confiança para chegar nas competições e fazer acontecer”, explicou a técnica Andrea Berti. Depois de disputar a medalha de bronze no Grand Slam de Paris na categoria até 90 quilos e terminar na quinta colocação, Guilherme Schimidt falou sobre o ritmo dos treinos com randori, que é o termo dado ao treinamento de luta, como se fosse um sparring. “Lá em Colônia, como os alemães foram ao Brasil no ano passado e a gente já conhece o pessoal, foi um treinamento com o time alemão. Teve um dia que recebemos a visita de judocas belgas, holandeses e franceses. Mas, basicamente, foram atletas do Brasil e da Alemanha. Foi um treinamento visando às competições internacionais. Teve um volume grande de randori, que é bom para você treinar, pegar no kimono de vários adversários, conhecer diversos estilos e escolas de judô. Aí você vai crescendo no cenário internacional”, contou Guilherme Schimidt. Assim como Guilherme, Larissa Pimenta também ficou em quinto lugar nesse Grand Slam. A medalhista olímpica da categoria até 52 quilos voltou a disputar uma competição internacional após uma pausa na carreira. Por enquanto, ela nem quer pensar na Olimpíada de Los Angeles, em 2028. “Eu passei um período muito longo afastada. Eu fiz dois ciclos olímpicos diretos e não tive pausa; e ainda teve a pandemia! Foram anos bem desgastantes. Para muitas pessoas, isso passa despercebido porque só veem a gente na hora da luta. A gente que vive isso todos os dias, em particular para mim, foram anos muito desgastantes; muito difíceis. Agora, eu me sinto em paz, me sinto tranquila. Eu estou vivendo um processo mais leve, mais tranquilo. Na verdade, eu não penso em Los Angeles agora. Eu penso um dia de cada vez, um treino de cada vez, uma competição de cada vez”, revelou Larissa Pimenta, bronze nos Jogos Paris-2024. Ao contrário de Larissa, Guilherme Schimidt já traçou o caminho até a próxima Olimpíada, que pode ser a primeira dele na categoria até 90 quilos. “Eu tenho uma margem de evolução muito grande e com certeza chegando em Los Angeles, eu vou estar mais preparado e mais experiente. Eu carrego toda minha experiência de 81 quilos para essa nova categoria. O peso muda, zera os pontos, mas a experiência eu trouxe comigo. Tenho certeza que vou brilhar nessa categoria de cima porque conheço nomes que eram de 81 quilos, subiram e hoje estão entre os melhores; alguns foram até campeões mundiais! Então, eu me vejo muito bem nessa categoria”, previu Guilherme. Leia tambémJudoca Beatriz Souza conquista primeiro ouro do Brasil nas Olimpíadas de Paris Experiência e liderança de Rafaela Silva Aos 33 anos, Rafaela Silva é uma das mais experientes do grupo. Com humildade, a campeã falou do papel de liderança na seleção brasileira. “Eu aprendi bastante quando eu cheguei na seleção. Eu era a mais nova e as pessoas me acolheram da melhor maneira possível, me ajudando e me aconselhando. Eu tirava dúvidas com o Thiago Camilo, com a Edinanci, com a Quequinha (Erika Miranda) e todas as meninas mais experientes... até o Mayrão (Mayra Aguiar), que era muito jovem, mas já fazia parte da seleção principal. Então, eu tive essa troca bem bacana com eles e hoje eu só retribuo o que eles fizeram comigo lá atrás. Esse é o bacana do judô: a gente recebe quando é mais nova e, agora, a gente passa isso para as próximas gerações”, lembrou Rafaela. E com tanta experiencia, será que a Rafaela Silva pode um dia se tornar técnica da seleção? “Vixe... aí são muitos anos, aí é um passinho de cada vez. Eu espero ainda estar competitiva no ambiente. A gente vai ver como serão os próximos passos. Eu sei que longe do judô eu não vou estar porque eu amo isso aqui”, afirmou a campeã. Leia tambémBrasil conquista bronze por equipes mistas no judô na Olimpíada de Paris O judô é a modalidade que faturou mais medalhas olímpicas para o Brasil. Das 28 conquistas, cinco são de ouro, quatro de prata e 19 de bronze. Agora, a seleção brasileira volta aos tatames no final deste mês. O Grand Slam de Tashkent, no Uzbequistão, será disputado nos dias 27 e 28 de fevereiro e 1° de março. A expectativa, claro, é pela conquista de mais medalhas tanto no masculino quanto no feminino.

O Macaco Elétrico
Parem de dizer que a Geração Z é menos inteligente

O Macaco Elétrico

Play Episode Listen Later Feb 15, 2026 8:24


Podcast Internacional - Agência Radioweb
Munique inicia conferência de segurança sob alta tensão global

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 5:16


Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.

DW Brasil Notícias
Alemanha tenta solucionar crise histórica nos trens

DW Brasil Notícias

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 17:30


O que era orgulho nacional virou dor de cabeça para população, governo e Deutsche Bahn (DB), a empresa ferroviária do país. Em 2025, somente cerca de 60% dos trens rápidos alemães, os chamados ICE e IC, chegaram pontualmente aos destinos. Sob nova direção desde outubro, a DB planeja uma ampla reestruturação para 2026. Mas o que é preciso fazer e quanto tempo isso pode levar?

Reportagem
Diversidade do vinho brasileiro conquista visitantes em feira mundial do setor em Paris

Reportagem

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 8:18


A participação brasileira na Wine Paris 2026 ganhou destaque entre os expositores internacionais e deixou os produtores brasileiros otimistas. Oito vinícolas de quatro estados – Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco – marcaram presença no salão francês, encerrado na quarta-feira (11), que se consolidou como uma das maiores vitrines globais do setor.  Adriana Moysés, da RFI em Paris Com apoio da ApexBrasil, as empresas exibiram a diversidade da viticultura brasileira e comemoraram a boa acolhida de compradores e especialistas europeus. Criada em 2019, a Wine Paris se transformou em um encontro obrigatório do calendário mundial do vinho, que reuniu, no ano passado, mais de 5.400 expositores de 154 países. É essa dimensão, somada ao dinamismo comercial, que tem atraído cada vez mais vinícolas brasileiras. Entre os produtores estreantes, a Salton disse estar impressionada com a magnitude do evento. O gerente de negócios internacionais da vinícola, com sede em Bento Gonçalves (RS), César Baldasso, reconheceu que a Wine Paris superou as expectativas. “A gente está totalmente surpreendido. É uma feira de altíssima qualidade, com um movimento muito grande – e um movimento de qualidade. As reuniões foram excelentes, compradores realmente interessados no Brasil. Saímos daqui certos de que voltaremos no próximo ano”, disse Baldasso. Ele também destacou o papel crescente dos espumantes brasileiros no mercado internacional. “O espumante brasileiro é um grande diferencial, o melhor espumante do hemisfério sul – e, por que não, entre os melhores quando consideramos o Velho Mundo?” Miolo reforça diversidade e aposta no futuro Também gaúcha, a Miolo participou pela segunda vez da Wine Paris. Para Lúcio Motta, líder da área de exportação, o interesse dos compradores segue forte, especialmente pelos espumantes, mas não só. “O espumante é o interesse inicial, mas os tintos e brancos têm procuras similares. Os importadores ficam impressionados com a quantidade de uvas que produzimos e com nossa capacidade de trabalhar em diferentes níveis de preço”, afirmou Motta. Durante a feira, houve um debate sobre as consequências do Acordo Comercial Mercosul–União Europeia, que, ao derrubar as tarifas de importação para zero no caso dos vinhos, pode impactar a competitividade das bebidas nacionais. Atualmente exportando para seis países europeus – França, Itália, Alemanha, República Tcheca, Suécia e Malta –, além de outros mercados pelo mundo, o representante da Miolo encara o futuro com confiança. “A preocupação existe, claro. Mas também vemos uma oportunidade. Quem ainda não exporta precisa começar a pensar nisso, porque o mercado brasileiro ficará mais competitivo. Vamos ter que buscar novos mercados e essa expansão já está no nosso horizonte há 30 anos”, disse Motta. Vinhos de Minas Gerais A Serra da Mantiqueira esteve representada pela Casa Almeida Barreto, que participou pela primeira vez de uma feira internacional. Para Jorge Almeida, a expectativa foi superada. “Muita gente está curiosa para explorar vinhos do Brasil. Trouxemos vinhos jovens, frescos, da safra 2024, sem passagem por barrica, para deixar a fruta falar mais. A altitude de 1.300 metros nos dá acidez alta e complexidade. A resposta tem sido muito positiva”, apontou Almeida. Na mesma região, a vinícola Barbara Heliodora iniciou sua produção há cerca de oito anos e chamou a atenção por ter conseguido desenvolver, em pouco tempo, vinhos complexos e longevos, segundo o sommelier Marcos Medeiros. “A Mantiqueira produz vinhos elegantes e frutados, graças à amplitude térmica. As uvas que melhor se adaptaram foram a sauvignon blanc e a syrah. Desde 2018, fazemos de um rosé delicado a uma Grande Reserva com até 24 meses em carvalho. Os franceses estão adorando – é um vinho diferente, vindo de um país tropical”, comentou o sommelier. Do Vale do São Francisco à capital francesa A pernambucana Verano Brasil mostrou na feira a singularidade da produção no Vale do Rio São Francisco, região do paralelo 8 onde é possível colher uvas o ano inteiro. O diretor comercial Evandro Giacobbo trouxe dois estilos nos rótulos apresentados. "O primeiro, mais despojado, tropical, jovem e refrescante – pensado para encantar um público iniciante. E a linha Garziera, mais tradicional, com varietais de malbec, cabernet sauvignon e chardonnay. É a jovialidade do Vale do São Francisco chegando a Paris”, celebrou.  A Wine Paris 2026 ocupou nove pavilhões no Parque de Exposições da Porte de Versailles. Entre seus corredores movimentados, os produtores brasileiros encontraram não apenas compradores interessados, mas uma verdadeira oportunidade de reposicionar a imagem do Brasil no cenário internacional como um país de diversidade vitivinícola.

DW em Português para África | Deutsche Welle
12 de Fevereiro de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 20:00


Autoridades moçambicanas reforçam alerta para ciclone Gezani. Surto de cólera continua a matar em Guro, na província de Manica. Qual o papel dos meios de comunicação na difusão da fome em África?

Rádio Minghui
Programa 1533: “Minha jornada de cultivo enquanto trabalhava para o Epoch Times na Alemanha”

Rádio Minghui

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 12:13


Bem-vindo à Rádio Minghui. As transmissões incluem assuntos relativos à perseguição ao Falun Gong na China, entendimentos e experiências dos praticantes adquiridas no curso de seus cultivos, interesses e música composta e executada pelos praticantes do Dafa. Programa 1533: Experiência de cultivo da categoria Fahuis intitulada: “Minha jornada de cultivo enquanto trabalhava para o Epoch Times na Alemanha”, escrita por um praticante do Falun Dafa na Alemanha.

Direto ao Ponto
Educar ou proibir? Entenda o impasse sobre infância e adolescência nas redes

Direto ao Ponto

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 30:19


Crianças e adolescentes devem ter acesso a redes sociais? Em que condições? Esses questionamentos orientam discussões, projetos e leis mundo afora.Na Austrália, as redes são permitidas apenas após os 16 anos. No Brasil, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente – o Novo ECA Digital – determina que até esta idade, as contas em redes sociais precisam ser vinculadas às de um responsável legal. A lei, que traz ainda outras medidas de proteção, entra em vigor em 1º de março.  Iniciativas semelhantes estão em debate ou implantação em outros países, como França, Espanha e Alemanha.Para te ajudar a entender mais sobre o tema, o Direto ao Ponto conversou com a psicóloga Indianara Sehaparini, doutoranda em Psicologia pela Ufrgs, e Avelino Zorzo, professor da Escola Politécnica da PUC-RS e coordenador do Grupo de Segurança da Informação da mesma universidade. A apresentação é de Matheus Chaparini.

Economia dia a dia
Menos vendas e menos compras ao estrangeiro: o que travou o comércio externo português no final de 2025?

Economia dia a dia

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 4:01


Em dezembro, as exportações caíram 0,7% e as importações 2,7%, segundo os dados publicados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de EstatísticaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Rádio Gazeta Online - Podcasts
Boletim Rádio Gazeta Online - 3ª edição (06 de fevereiro de 2026)

Rádio Gazeta Online - Podcasts

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 3:25


Na terceira edição deste boletim você confere:- Em janeiro, caderneta de poupança teve mais de 20 bilhões de reais retirados;- Ricardo Nunes muda nome de divisão da GCM para Romu;- União Europeia acusa TikTok de “design viciante” enquanto Alemanha avalia proibir menores de idade das redes sociais. O Boletim Rádio Gazeta Online é um conteúdo produzido diariamente com as principais notícias do Brasil e do mundo. Esta edição contou com a apresentação dos monitoras Beatriz Martins e Maria Eduarda Palermo, do curso de Jornalismo.Escute agora!

Convidado
“Democracia não é só o voto”: Raquel Varela sobre a 2.ª volta das presidenciais

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 16:43


A campanha para a segunda volta das presidenciais portuguesas termina esta sexta-feira, com um país dividido; entre a promessa de ordem e a defesa da democracia. A historiadora e investigadora, Raquel Varela, alerta para a ameaça representada por André Ventura, líder do partido de extrema-direita, critica a cumplicidade mediática e questiona o apoio da direita a António José Seguro, candidato apoiado pelo PS. Para a historiadora, o voto pode travar o pior, mas não cura a “pneumonia” do sistema. A campanha para a segunda volta das eleições presidenciais termina esta sexta-feira, 6 de Fevereiro, e chega ao fim com um traço comum: falou-se menos de propostas e mais de um retrato do país. Nesta segunda volta, António José Seguro procurou apresentar-se como candidato da estabilidade institucional, enquanto André Ventura tentou ocupar o lugar do choque político. Pelo meio, o debate tornou-se mais emocional do que racional, mais centrado no medo e na raiva do que numa ideia clara do futuro. É a partir desse retrato que Raquel Varela, historiadora e investigadora, faz a sua leitura. “Eu acho que nós temos que fazer perguntas porque, normalmente, são muito melhores do que as respostas”, afirma, antes de justificar porquê. “Não devemos tentar respostas fáceis, não é? (…) às vezes é preciso fazer perguntas muito difíceis a nós próprios.” A pergunta que coloca, diz, é desconfortável e obriga a rever certezas: “Porque é que a maioria dos quadros de direita do país ou do centro direita, grande parte deles apoiam António José Seguro?” Raquel Varela sublinha que esta questão entra em choque com hipóteses que vinham a ser formuladas. “Isto é um contrassenso face àquilo que pessoas, como eu tinham dito há meses e há anos”, diz, referindo-se à ideia de que as classes dirigentes portuguesas estariam a apoiar “alguma solução de tipo fascista ou bonapartista”, isto é, “alguma forma de restrição dos direitos, liberdades e garantias”. E acrescenta, sem fugir à revisão: “Como é que eu posso responder a esta pergunta difícil (…) que me mobiliza também aquilo que eu pensava? Estava errada.” Para a historiadora, a própria análise política exige aceitar a possibilidade do erro: “Nós erramos em ciências sociais são apostas, são hipóteses.” A dúvida sobre a estratégia das classes dirigentes não altera, porém, a certeza sobre André Ventura. “Não tenho dúvidas absolutamente nenhumas de que André Ventura representa uma ameaça à democracia”, afirma. E reforça a caracterização: “Mais do que uma ameaça à democracia, é um partido de caráter fascista.” Raquel Varela aponta ainda o que considera ser o início de um processo mais amplo: “É uma ameaça aos direitos do trabalho e a violência contra os imigrantes é só o início da violência contra os trabalhadores em geral”, referindo o caso norte-americano: “Como se viu com o ICE e a milícia de Donald Trump nos Estados Unidos.” Raquel Varela enquadra esse crescimento com uma crítica directa ao papel da comunicação social. “André Ventura tem sido levado ao colo por grande parte dos jornais que são detidos por empresas em Portugal”, afirma. E inclui também órgãos “dependentes do Estado”, como a televisão pública. A historiadora considera que isso é um tema interno da própria profissão: “Isso também é um debate a ter dentro do jornalismo em Portugal”, e acrescenta que o jornalismo vive “uma fase mais crítica (…) com menos capacidade de dar espaço ao dissenso.” Mas a questão decisiva, insiste, está no movimento defensivo das elites em direcção a António José Seguro. Raquel Varela descreve esse movimento como revelador. “Nós vimos agora (…) históricos da direita, do ultraliberalismo (…) e agora apoiam António José Seguro”, afirma. E dá exemplos: “Cavaco Silva apoia António José Seguro, Paulo Portas apoia António José Seguro.” A pergunta regressa: “Nós temos que perguntar porquê.” A resposta que formula, por agora, é que as classes dirigentes portuguesas “estão com enormes dificuldades em governar”. Esse medo, diz, é o medo de perder o controlo político do país. “Estas eleições revelam um grande medo das classes dirigentes perderem a mão”, afirma. E clarifica o sentido dessa expressão. “Não é perderem a mão no sentido de que vai haver um fascista a governar o país, é perderem a mão no sentido em que as classes trabalhadoras e médias perdem a paciência.” Para sustentar a leitura, Raquel Varela recorda um facto recente: um governo de direita “acabou de enfrentar uma greve geral com 3 milhões de trabalhadores”. A historiadora defende que o papel do Presidente da República não pode ser visto como decorativo num contexto destes. “Se nós temos na presidência da República alguém que não faz o contrapeso a isto, que não tem alguma capacidade de diálogo com o mundo do trabalho, nós podemos ter uma situação de tipo Donald Trump”, afirma. A comparação surge acompanhada de uma observação que, para si, revela o efeito paradoxal da radicalização do poder. “O Donald Trump fez mais pela greve geral nos Estados Unidos do que qualquer esquerda nos últimos 50 anos, porque hoje em dia fala-se em greve geral nos Estados Unidos.” A investigadora descreve o clima político como uma mobilização de afectos defensivos. “Estes afectos tristes que estão a ser mobilizados e que implicam muito medo”, diz, recuperando uma expressão do ensaísta Perry Anderson. E coloca a crise no centro do regime: “A crise de representação é das classes trabalhadoras médias e das classes dirigentes. Há uma rotura entre representantes e representados.” Para Raquel Varela, é essa rotura que explica por que razão uma campanha presidencial se transformou num confronto entre medos. Para tornar essa crise concreta, Raquel Varela recorda uma reportagem que fez esta semana em Leiria, Marinha Grande e Vieira de Leiria, depois de ventos ciclónicos terem destruído casas e infra-estruturas. A historiadora diz que a população queria ser ouvida. “Demos por nós com as pessoas a virem atrás de nós a dizer: ‘Eu quero falar'.” E as frases repetiam-se com força política. “Somos contribuintes, não somos cidadãos. Existem dois países, um país lá e nós aqui.” O “nós aqui”, sublinha, é “100 km de Lisboa” e não um lugar distante do mapa. Raquel Varela descreve o que considera ter sido “o colapso completo do Estado”. “Uma semana depois não havia sequer um sistema de construção público capaz de ter ido tapar os telhados das pessoas”, afirma. O detalhe que destaca é, para si, simbólico: “Estão a ser tapados com lonas, lonas da Iniciativa Liberal e do Chega, que é metafórico do que é que estes partidos da privatização têm a dizer às pessoas.” A falha, insiste, não foi falta de solidariedade, mas falta de capacidade material. “O que as pessoas precisam é de gruas, de guindastes, de camiões, de pedreiros, de eletricistas, de alta atenção, de respostas rápidas.” No mesmo terreno, diz, viu-se a fragilidade do populismo. “As pessoas desprezaram as políticas de André Ventura a distribuir garrafas de água”, observa. E percebeu que “isto não vai lá com comunicação.” A realidade expôs ainda um contraste decisivo em relação ao discurso anti-imigração. “Se não fossem os pedreiros brasileiros do Nepal e do Bangladesh nem lonas tinham conseguido pôr.” Uma senhora, conta, deixou uma frase que considera reveladora: “Quem está a votar no André Ventura devia ter vergonha.” E colocou uma pergunta que, para Raquel Varela, funciona como lição histórica: “Como é que vocês acham que a Alemanha e a Suíça foram reconstruídas depois da guerra? Não foi com imigrantes?” Raquel Varela aponta também responsabilidades aos partidos de esquerda. “Penso que há uma enorme responsabilidade nos partidos de esquerda que tiveram muito medo de ser radicais”, afirma. E explica o que entende por esse medo: “Tiveram muito medo de questionar o sistema, de questionar este balcão de negócios privados que é o estado.” Na sua leitura, a esquerda seguiu políticas que considera destrutivas. “Foram atrás das políticas da União Europeia de elevação da dívida pública, de destruição do emprego público e assistencialistas.” O resultado, diz, foi uma esquerda reduzida a uma diferença mínima. “A diferença hoje em dia entre a esquerda e a direita que teve no governo é se há mais ou menos assistencialismo. Isso não faz uma política de esquerda.” A faltarem dois dias para a segunda volta das eleições, Raquel Varela recusa a ideia de que a escolha resolva o problema. “Eu acho que sobreviveu uma vez mais”, afirma, referindo-se à democracia. E deixa claro o sentido de um voto em António José Seguro contra André Ventura. “Quem quer que vá votar a António José Seguro contra André Ventura tem que saber que está a votar para impedir André Ventura de chegar, não está a votar para criar um sistema político e social que nos impeça os André Venturas desta vida.” A metáfora final fecha a sua leitura: “É o idêntico a tomar uns antipiréticos numa pneumonia”, um gesto que pode ser necessário no imediato, mas que exige um passo seguinte: “ir rapidamente resolver o problema da pneumonia.”

DW Brasil Notícias
Alemanha começa a erguer maior exército da Europa

DW Brasil Notícias

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 14:54


A guerra na Ucrânia, a ameaça russa e a perda de confiança nos EUA mudaram os rumos militares na Europa, incluindo a Alemanha, que no século 20 manteve uma postura mais neutra e pacifista – essencialmente, devido à derrota e às barbáries cometidas pelo país na Segunda Guerra. Agora, o governo alemão investe para tornar a Bundeswehr o maior exército do continente europeu. Mas isso é possível?

Artes
“O silêncio também é político”: Isabél Zuaa em O Agente Secreto

Artes

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 13:12


Passado em 1977, durante a ditadura militar brasileira, O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, constrói um retrato da repressão através de gestos íntimos e do que fica por dizer. Integrando um elenco, Isabél Zuaa interpreta Teresa Vitória, uma mulher angolana exilada, formada em Portugal. Em entrevista, a actriz fala do trabalho colectivo, da política inscrita nos corpos e da força do silêncio num filme em plena consagração internacional. Passado em 1977, em plena ditadura militar brasileira, O Agente Secreto afirma-se como um dos mais rigorosos e inquietantes retratos cinematográficos da repressão política no Brasil. O novo filme de Kleber Mendonça Filho recusa a explicação directa e opta por uma construção sensorial, onde a vigilância, o medo e o desgaste moral do autoritarismo se infiltram na vida do dia-a-dia, nos afectos e nos gestos. Esse olhar oblíquo tem garantido à obra um percurso internacional sólido, múltiplas distinções em festivais e, mais recentemente, a entrada na corrida aos Óscares, com nomeações em quatro categorias. Integrado numa narrativa assumidamente coral, o filme assenta num trabalho colectivo visível, quase orgânico. Para Isabél Zuaa, que interpreta Teresa Vitória, essa dimensão foi determinante. “O que mais me marcou foi a simbiose entre a equipa técnica e a equipa artística, os actores, a preparação de elenco, todo o ambiente da cidade do Recife”, afirma. Segundo a actriz portuguesa, o envolvimento foi tal que “as pessoas estavam todas a torcer para que o filme desse certo” e “muita gente queria fazer parte”. Essa experiência revelou-se particularmente singular pela escala do projecto. “Essa simbiose não costuma acontecer assim num filme tão grande”, sublinha Isabél Zuaa, lembrando que, apesar de se tratar de uma produção com profissionais “de Angola, de Portugal, da Alemanha e de vários lugares do Brasil”, se criou um ambiente de rara coesão. “Normalmente, essa ligação é mais evidente em filmes menor escala”, acrescenta, destacando o carácter excepcional do processo de trabalho. A actriz atribui grande parte dessa atmosfera à forma de dirigir de Kleber Mendonça Filho, que descreve como “um gentil gigante, amante do cinema”. Esse amor pelo cinema traduz-se, segundo Isabél Zuaa, numa atenção constante ao detalhe e às pessoas: “Ele trata tudo com muito carinho, com muita atenção, com muito cuidado”, criando um set onde “toda a gente está a torcer e a cuidar para que o filme e todas as coisas deem muito certo”. Mais do que uma hierarquia rígida, impôs-se uma lógica de trabalho assente na colaboração, na escuta e no respeito mútuo. A entrada de Isabél Zuaa no projecto foi inesperada. As filmagens já tinham começado quando recebeu o convite, num momento em que se encontrava em Lisboa, prestes a entrar de férias após concluir outro filme. A personagem que lhe foi proposta trazia, porém, uma complexidade invulgar. Teresa Vitória inspira-se numa mulher angolana real, ligada à história pessoal do realizador, e cruza trajectos coloniais, exílio e formação académica em Portugal. “É uma mulher angolana que estudou em Portugal”, explica a actriz, sublinhando a densidade histórica da experiência. Essa dimensão atravessa a construção da personagem, marcada por uma desilusão política e existencial. Isabél Zuaa recusa uma leitura simplista do seu estado emocional: mais do que uma depressão, trata-se de “uma desilusão com a circunstância em que ela se encontra”, por não poder estar “nos seus países de origem e de referência” e por se sentir deslocada face aos rumos tomados pela história. A personagem ocupa, assim, um lugar ético complexo, recusando alinhar com lógicas de guerra. “Guerra é sempre guerra”, afirma, sublinhando a posição humanitária de Teresa Vitória. O trabalho vocal e corporal assume aqui particular relevância. A opção por um português europeu, atravessado por uma musicalidade africana subtil, responde a um rigor histórico e simbólico. “É uma mulher africana com formação em Portugal”, explica Isabél Zuaa, evocando uma geração de mulheres que estudaram em Lisboa, Coimbra ou Porto e cuja fala reflectia essa formação. “As pessoas perguntam porque é que o sotaque é português de Portugal, mas é uma questão de época”, esclarece, acrescentando que essa escolha representa um grupo de mulheres ainda pouco visível no cinema. Num filme que evita discursos explicativos sobre a ditadura, o silêncio ganha um peso expressivo central. “O filme fala muito nos silêncios, naquilo que não é dito, naquilo que está noutras camadas”, observa a actriz. Para Isabél Zuaa, essa opção cria mais espaço para o espectador: “O silêncio pode ser muita coisa. Pode ser interpretado por cada pessoa de formas diferentes”. Frases aparentemente simples concentram múltiplos sentidos, revelando contradições identitárias, deslocamentos e violências subtis. O edifício Ofir, no bairro do Espinheiro, no Recife, onde Teresa Vitória vive funciona como um microcosmo do próprio filme. Um espaço de resistência material e simbólica, onde corpos exilados e em perigo conseguem ainda “celebrar a vida” e encontrar formas de sobrevivência colectiva. Entre humor, solidariedade e tensão permanente, O Agente Secreto constrói uma reflexão poderosa sobre memória, autoritarismo e persistência do humano. Para Isabél Zuaa, o impacto é claro: “Sem dúvida há um antes e um depois”, tanto pela projecção internacional como pela confirmação de que o cinema político pode ser íntimo, sensorial e profundamente perturbador.

Economia
Brasil ganha espaço na indústria da guerra, em meio a demanda global em alta

Economia

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 5:59


Sem grandes alardes, um setor industrial brasileiro tem tido um desempenho excepcional desde 2024: o de defesa e segurança. Nos dois últimos anos, as exportações brasileiras de armamentos e equipamentos de guerra dispararam, com recorde de crescimento de 110%. A performance inédita ocorre na esteira das guerras em curso na Ucrânia e em Gaza e, de forma geral, do aumento das preocupações globais com o tema. O país se posiciona como uma potência emergente no setor – apesar de, na diplomacia, pregar o diálogo para a resolução de conflitos e a paz. A indústria começa a colher os frutos da Estratégia Nacional de Defesa, lançada em 2008, que levou à consolidação de produtos de alta tecnologia, à expansão de mercados e a ofertas competitivas, num contexto de aumento da demanda internacional. “O Brasil reduziu a dependência de poucos mercados. Países europeus integrantes da Otan ampliaram a sua presença como clientes, ao mesmo tempo em que avançamos no Oriente Médio e na Ásia, abrindo espaços antes dominados por grandes potências mundiais”, salienta Luiz Carlos Paiva Teixeira, presidente do Conselho de Administração da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança). Uma gama variada de clientes, distribuídos pelos cinco continentes, hoje importa produtos brasileiros presentes em 140 países, segundo dados do Ministério da Defesa. Os maiores compradores são Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Portugal. Expansão em contexto de queda dos investimentos O volume de comercialização de produtos e serviços atingiu US$ 3,1 bilhões em 2025, em alta de 74% em relação ao ano anterior e mais do que o dobro de 2023. Por trás das vendas, estão cerca de 80 empresas brasileiras, estatais ou privadas, reunidas na Base Industrial de Defesa do país. A expansão ocorreu apesar da queda progressiva dos gastos do governo federal nas aquisições nacionais, depois da crise econômica de 2014, chegando a um patamar próximo de apenas 1% do PIB. Entretanto, o cancelamento de encomendas acabou compensado por um esforço diplomático para ampliar parcerias fora do país, salienta Marcos Barbieri, especialista em Economia da Defesa e professor da Unicamp.   “Nós temos produtos novos e sofisticados sendo lançados, mas as próprias Forças Armadas Brasileiras que os encomendaram estão reduzindo ou postergando as encomendas. Como manter esses projetos e as empresas? Através das exportações”, afirma. “Já que o governo estava sem condições de comprar, ele incentivou, com uma preocupação muito grande principalmente do Ministério da Defesa, mas outros também, em dar um suporte para essas empresas exportarem, com apoio diplomático, participação de feiras internacionais, visitas técnicas.”   A fabricante Embraer representa o principal cartão de visitas da pauta exportadora: teve a maior carteira de pedidos da sua história em 2025, com um total de US$ 4,6 bilhões na área de defesa, com destaque para as vendas do avião de transporte militar C-390 Millennium. Diversificação e projeção de crescimento Já faz tempo que o Brasil está entre os maiores exportadores de armas leves e munições, mas nos últimos anos, o país conseguiu se diversificar para uma vasta gama de equipamentos militares, com embarcações, blindados, soluções de proteção de dados, radares e sistemas de comunicação. O setor hoje emprega quase 3 milhões de trabalhadores e representa 3,49% do PIB brasileiro. “A Base Industrial de Defesa consolidou-se como um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira. Ele caminha para deixar de ser apenas um fornecedor de equipamentos para se tornar um pilar estratégico da alta tecnologia do Brasil”, ressalta frisa Luiz Carlos Paiva. “As metas estabelecidas buscam ampliar o domínio nacional sobre componentes críticos, como sensores, sistemas eletrônicos e softwares, reduzindo a dependência externa nas áreas mais sensíveis. E a estabilidade orçamentária cria um ambiente favorável ao planejamento industrial de longo prazo”, afirma. No mundo, o ano de 2024 teve o maior aumento de gastos militares desde o fim da Guerra Fria, conforme levantamento do Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (Sipri), referência em estudos sobre essa indústria. A instituição não menciona o Brasil como um dos atores mais relevantes nesta indústria, na comparação com as maiores potências: Estados Unidos, França, Rússia, China e Alemanha. No ranking publicado em março de 2025, o Brasil aparece na 24ª colocação dos maiores exportadores, e é o único país da América Latina na lista. A tendência é subir mais posições nos próximos anos, aposta Marcos Barbieri. “Muitos dos nossos produtos estratégicos estão começando a entrar no mercado agora: os submarinos que nós desenvolvemos junto com os franceses, da classe Scorpène, as fragatas da classe Tamandaré, que são uma Meko 100 Plus do Thyssenkrupp, desenvolvido com a Embraer, também estão entrando em operação agora. Os caças Gripen vão começar a ser produzidos no Brasil e já tem uma sinalização de que a Colômbia vai comprar”, exemplifica.

Economia dia a dia
Menos desemprego em 2025: quem beneficiou e quem ficou para trás?

Economia dia a dia

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 4:31


O desemprego em Portugal terminou 2025 abaixo do esperado, no valor mais baixo desde 2011, apesar de continuar elevado entre os jovens e em algumas regiões do paísSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Fim de Tarde Eldorado
Por Dentro dos Tribunais: o código de ética alemão

Fim de Tarde Eldorado

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 5:52


Carolina Brígido explica o que os ministros do Supremo Tribunal Federal acham do código de ética adotado na Alemanha.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Economia dia a dia
Num mundo de tarifas e conflitos comerciais, a Europa encontrou um novo aliado na Índia?

Economia dia a dia

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 10:32


Num contexto em que as regras do comércio internacional estão a ser reescritas e as grandes potências procuram novas parcerias, que lugar ocupa o acordo de livre comércio entre a União Europeia e a Índia? A análise deste tema foi feita pelo jornalista da secção de Economia do Expresso Pedro Carreira GarciaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Futebol no Mundo
Futebol no Mundo #533: edição especial com Élber! Copa do Mundo, Ancelotti e seleção da Alemanha

Futebol no Mundo

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 58:42


Confira o episódio #533 especial do Podcast Futebol No Mundo sobre Copa do Mundo! Com convidado especial, Élber, ídolo do Bayern de Munique e um dos maiores artilheiros estrangeiros da Bundesliga e hoje é embaixador do Bayern. Élber relembra histórias de quando jogaa e fala sobre a Copa do mundo, a seleção da Alemanha e também da Seleção Brasileira. Vem com a gente! - Abertura do programa - Começa a entrevista com Élber - Estrutura e momento do Bayern - Carreira internacional - Projeto da Seleção da Alemanha - Passagem pela Seleção Brasileira - Geração atual da Seleção Brasileira - Passagem pelo Milan - Ancelotti e Brasil a Copa - Seleções favoritas para a Copa do Mundo - Sistema de jogo com centro-avante - Sobre a relação atual com o Bayern Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

História de Imigrante
161. Vale a Pena Trocar de Marido?

História de Imigrante

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 20:48


➡️ Link para votar no prêmio: Estrela do Atlântico https://dashboard.premioestreladoatlantico.com➡️ Quero saber sobre trâmites em Portugal, Alemanhã, Austria, Polônia e Hungria:https://bit.ly/hiportugal ➡️ Quero saber sobre trâmites na Itália:https://bit.ly/hiitalia➡️Terminou de ouvir? Então corre para o nosso grupo no telegram:https://t.me/historiadeimigrante➡️Sobre o episódio 161. Vale a Pena Trocar de Marido?Luna é casada há 15 anos, mãe de dois filhos e vive um casamento estável, porém vazio. Entediada e carente, ela se envolve virtualmente com um médico sírio que vive na Alemanha. O que começa como passatempo vira paixão, encontro real e uma escolha impossível: ficar com a família ou arriscar tudo por um amor incerto.➡️Se gostou dessa história vai se divertir também com essas...135. Senti e fui

Diplomatas
Trump tem uma estratégia de “caos deliberado” para os EUA e para o mundo

Diplomatas

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 35:20


A tensão no Minnesota resulta de uma “estratégia de caos deliberado” de Donald Trump, com o propósito de minar a confiança nas instituições e nas autoridades estaduais democratas nos EUA. Não é por acaso que tudo isto acontece neste Estado, conhecido pela sua hospitalidade e que é governado por Tim Waltz, que foi o candidato democrata à vice-presidência do país nas últimas eleições. Carlos Gaspar compara mesmo esta turbulência à instabilidade da República de Weimar, antes da ascensão do nazismo, na Alemanha dos anos 30 do século passado. Teresa de Sousa salienta que a administração Trump está a ser desmentida pelo “factor telemóvel”. As câmaras dos telemóveis revelam a brutalidade da actuação das agências federais, que o Governo tenta ocultar. Neste episódio, o investigador do IPRI-NOVA e a jornalista do PÚBLICO descrevem um mundo onde a estratégia de desordem de Donald Trump está a forçar a União Europeia a tornar-se mais autónoma, a procurar alianças estratégicas com a Índia e a lidar com o perigo de uma China politicamente instável e opaca, onde Xi Jiping acaba de purgar cinco generais da Comissão Militar Central. Texto de Amílcar CorreiaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oxigênio
#212 – Ugo Giorgetti em 4 documentários – 2º Episódio

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 25:12


Este é o segundo episódio da série de podcasts Ugo Giorgetti em 4 documentários e trata de dois médias-metragens: “Variações Sobre Um Quarteto de Cordas” e “Santana em Santana”, documentários produzidos pelo diretor e produtor, que também são muito diferentes entre si, mas que têm um ponto crucial em comum. No episódio, Liniane Brum e Mayra Trinca revelam como eles entrelaçam as trajetórias de vida de dois artistas, em meio ao desenvolvimento da cidade de São Paulo.  _____________________________ Roteiro [Som de tráfego em cidade: buzinas, carros, ruídos de fundo.]  Mantém em BG até entrada da música de transição. LINI: Esse é o segundo episódio da série de podcasts Ugo Giorgetti em 4 documentários. Meu nome é Liniane Haag Brum, sou doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp e realizei a pesquisa de pós-doutorado “Contra o apagamento – o cinema de não ficção de Ugo Giorgetti” também na Unicamp, no Labjor, com o apoio da Fapesp. Essa pesquisa surgiu da descoberta de uma lacuna. Percebi que não havia nenhum estudo sobre a obra de não ficção de Giorgetti. Apesar de ela ser tão expressiva quanto a sua ficção, e mais extensa. MAYRA: E eu sou a Mayra Trinca, bióloga e mestra em Divulgação Científica e Cultural pelo Labjor. Você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. Eu tô aqui pra apresentar esse episódio junto com a Liniane. Nele, vamos abordar os médias-metragens “Variações sobre um Quarteto de Cordas” e “Santana em Santana”. [Música de transição – tirar da abertura de “Variações Sobre um Quarteto de Cordas”] LINI: No primeiro episódio, apresentamos os documentários “Pizza” e “Em Busca da Pátria Perdida”, destacando os procedimentos e recursos de linguagem empregados pelo cineasta para retratar a complexidade da capital paulista. MAYRA: Em “Pizza”, as contradições de São Paulo surgem na investigação de pizzarias de diversas regiões, por meio de depoimentos de seus donos, funcionários, clientes e pizzaiolos. Já “Em Busca da Pátria Perdida” se concentra no bairro do Glicério, e registra a experiência de migrantes e imigrantes que encontram acolhida e fé na Igreja Nossa Senhora da Paz. Se você ainda não ouviu, é só procurar por “Ugo Giorgetti” no nosso site ou no seu agregador de podcasts.  LINI: Nesse segundo episódio, vamos falar sobre dois médias-metragens: “Variações Sobre Um Quarteto de Cordas” e “Santana em Santana”, documentários que também são muito diferentes entre si, mas que tem um ponto crucial em comum. Vamos revelar como eles entrelaçam as trajetórias de vida de dois artistas, ao desenvolvimento da cidade de São Paulo.  (pausa) Vinheta Oxigênio LINI: Se você não tem muita ligação com a música de câmara, seja tocando, estudando ou pesquisando o tema, é provável que nunca tenha ouvido falar em Johannes Olsner.  “Variações Sobre Um Quarteto de Cordas” retrata a trajetória profissional desse violista que chegou no Brasil em 1939, vindo da Alemanha para uma turnê musical, e nunca mais voltou pra casa.  MAYRA: Sobre esse documentário o crítico literário e musical Arthur Nestrovski escreveu o seguinte na Folha de São Paulo, em setembro de 2004: “O filme é muito simples. O que, no caso, é uma virtude: (…) a vida de Johannes Oelsner se confunde com a arte que praticou ao longo de quase 70 anos de carreira.” LINI: O violista alemão fez parte da formação inicial de músicos do que é hoje o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. [Música de transição – escolher excerto de “Variações Sobre um Quarteto de Cordas”] MAYRA: Talvez você esteja se perguntando o que é um quarteto de cordas… Vamos por partes:  Um quarteto de cordas é uma das formações mais emblemáticas da música de câmara e reúne quatro instrumentistas em dois pares: dois violinos, uma viola e um violoncelo. [Entra música de fundo: escolher excerto de “Variações Sobre um Quarteto de Cordas”] [Sugestão – time code do Youtube – 09:32 até 10:42] A expressão “música de câmara” tem sua origem na “musica da câmera”, termo italiano que significa “música para a sala”. É originalmente um gênero de música erudita para ser tocada em ambientes privados e íntimos, como nos aposentos palacianos e gabinetes da aristocracia, – e não nas grandes salas de concerto. LINI: A música de câmara pode ter diferentes formações, como por exemplo um dueto ou um quinteto. Mas – sim! – o quarteto é a sua forma mais clássica. [Música de transição] Embora os quartetos de cordas se dediquem a um repertório de alto refinamento artístico, sua presença no Brasil é pouco comum. Foi pensando nisso que perguntei pra Ugo Giorgetti por que motivo ele decidiu fazer um documentário sobre um tema tão específico. Ouve só como foi a nossa conversa: LINI: Sobre o quarteto de cordas eu queria perguntar o seguinte: é um tema restrito? Fica um documentário mais assim, restrito, você acha?  GIORGETTI: O Quarteto de Cordas é só um lado do documentário. Ele fala também de São Paulo, ele fala do Mário Andrade, ele fala do Prestes Maia, ele fala um monte de coisa. Ele fala da durabilidade do tempo, esse negócio se transformou em uma coisa que durou 37 anos tocando juntos. Esses caras envelheceram juntos.  [Música de transição – trecho de “Variações Sobre um Quarteto de Cordas”] GIORGETTI: Quando eu fiz o documentário, esse quarteto já não existia mais naquela forma original. Já passou por outras formas, mas é sempre o Quarteto de Cordas do município de São Paulo. Então, nenhuma coisa é tão fechada assim. MAYRA: Retomando a trajetória de Johannes Olsner: sua formação como músico erudito começou cedo e se deu por meio do aprendizado do violino. Foi só mais tarde, quando já tocava profissionalmente, que ele chegou à viola que lhe acompanhou ao longo da vida. Escuta o próprio Johannes falando um pouco sobre isso: [trecho do documentário] – Johannes Olsner: Estudei primeiro violino, comecei com 9 anos o violino, então eu me apresentei no Conservatório Real de Dresden. Aí quem me ouviu foi o grande professor Henri Marteau, francês. Depois, com 13 anos, me deram uma bolsa de estudo integral. Eu me formei, depois ganhei o meu diploma, etc, etc. Isso foi em 1935, até 1937. [trecho de MOZART em violino] LINI:  O violista já tocava no prestigioso Quarteto Fritzsche de Dresden, ainda na Alemanha, quando recebeu a notícia que iria sair em turnê para as Américas. No dia 9 de março de 1939, aos 24 anos, ele e seus parceiros musicais pegaram um navio, em Bremen, também na Alemanha.   [Efeito de som do mar]  Primeira parada: Panamá, por três dias. Depois Argentina, onde tocaram na escola alemã e permaneceram por semanas a fio. Em seguida Montevidéu, onde fizeram quatro concertos. E, finalmente, aportaram no Rio de Janeiro. [Efeito de som do mar] [trecho do documentário] – Johannes Olsner: Chegamos dia 26 de julho de 1939, com bastante atraso, mas aqui no Brasil.  LINI: Veio a Segunda Guerra, ele e os colegas permaneceram em terras brasileiras.   [trecho do documentário] – Johannes Olsner: A gente pode dizer mesmo o Deus é brasileiro, né? Eu tive sorte lá, com entrar no Quarteto e tudo assim, mas aqui, olha que, eu sempre digo para todos vocês que são brasileiros natos: pode ficar contente, porque é a melhor terra que tem. Fora de tudo que tem, olha que, é a melhor terra que tem. LINI: Olsner criou raízes em São Paulo. Em 1944, mesmo ano em que se casou, entrou para o Quarteto Haydn.  MAYRA: O Quarteto Haydn do Departamento de Cultura de São Paulo representa a fase inicial e histórica do que hoje é o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. Sua origem remonta a 1935, quando foi fundado por iniciativa de Mário de Andrade, que na época era o diretor do Departamento. A formação respondia a um antigo anseio do escritor, crítico musical, ensaísta e professor de música. Entre outras tantas lutas culturais, Mário de Andrade acabou se tornando um verdadeiro paladino da construção de uma cultura musical consciente e autônoma para o Brasil. A rememoração de Oelsner dá indícios dessa efervescência: EXCERTO MÁRIO DE ANDRADE: Oelsner: Um dos primeiros concertos, me lembro, era em frente do Teatro Municipal, a velas. E então, aí o Mário, como disse, como assistiu todos os concertos, um dia ele chegou também. Ele dizia, seria possível tocar uma vez com o nosso quarteto aqui do teatro, do departamento. Então, como eu já falei para o senhor, fizemos o quarteto de Mendelssohn  [trecho do quarteto de Mendelssohn do documentário Variações(continuação do texto acima) ]  LINI: Pausa para um esclarecimento. Você lembra que no primeiro episódio a gente falou da presença da literatura na obra de não ficção de Giorgetti? Pois é, “Variações sobre um quarteto de cordas” também revela essa face do diretor paulista. Na entrevista com Oeslner, ele não disfarça o interesse pelo escritor brasileiro Mário de Andrade. [trecho do documentário] Ugo Giorgetti: O senhor lembra do bem do Mário de Andrade? Oelsner: Sim, nós éramos amigos, que infelizmente eu tinha mais contato com ele de 44, quando eu entrei no departamento, até 45, e pobre Mário morreu em 45.  Ugo Giorgetti Como ele era?  Oelsner: Sempre alegre, sempre disposto, e qualquer coisa que o senhor disse, uma novidade, o senhor dizia, vamos ver. Sim, sim, sim. E marcava quanto se podia fazer. O Mário era formidável. LINI: Eu perguntei ao diretor se ele de fato – abre aspas “perseguiu” – a presença e a figura de Mário de Andrade, na entrevista com o Oelsner. Ele respondeu que sim. E fez o seguinte relato: [trecho do documentário] Ugo Giorgetti: Eu considero o Mário de Andrade o maior intelectual de São Paulo, de todos os tempos, porque ele era um grande poeta. Tem poemas que são fantásticos, citei um num artigo que escrevi sobre Abujamra, um poema dele, que dizia, “eu sou 300, sou 350, mas um dia eu toparei comigo.” Ele era um músico, ele dava aula no Instituto de Arte Dramática, professor, ele era um etnógrafo, ele saia pelo Brasil cantando folclore, ele era um professor, claro, político, na boa fase, na boa forma de político. Ele foi o primeiro secretário de Cultura de São Paulo. Eu procuro o Mário de Andrade, onde é possível achar. Eu tenho contos dele, o que ele escreveu para jornais, ele escreveu para jornais também, era um cronista, um cara fantástico. MAYRA:  Johannes Olsner cultivou laços com Mário de Andrade e também com personalidades  como  os compositores e regentes Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri. Além disso, executou peças com as pianistas Guiomar Novaes e Magdalena Tagliaferro. Durante a formação mais longeva do Quarteto, de 1944 a 1979, ele tocou com Gino Alfonsi no primeiro violino, Alexandre Schaffman no segundo e Calixto Corazza no violoncelo. LINI: A gente pode dizer que Johannes Olsner é o biografado do documentário. Mas também podemos afirmar que essa peça audiovisual é um testemunho. Por meio de um único depoimento, o média-metragem: flagra o nascimento do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, – que é também um registro do florescimento da vida cultural e do desenvolvimento da capital paulista. MAYRA: Vislumbra uma linhagem de músicos alemães surgida em Dresden, berço musical em um dos momentos mais ricos, inovadores e contraditórios do Ocidente. LINI: Testemunha os efeitos da Segunda Guerra Mundial, quando centenas de cidadãos alemães se viram obrigados a imigrar para sobreviver. Esse ponto não está explícito no relato de Olsner, mas as imagens do documentário fazem referência ao fato. MAYRA: Revela a devoção de Johannes Olsner à música. LINI: Mesmo depois de aposentado, Johannes Olsner seguiu trabalhando como músico. Na época da gravação do documentário, em 2003, lecionava no Conservatório Villa Lobos, em Osasco, e tocava em eventos e festas de casamento. Ele jamais considerou parar com suas atividades musicais. Faleceu aos 94 anos, em São Paulo, no ano de 2010. [Bloco 2: documentário “Santana em Santana”] LINI: Santana em Santana, de 2007, foi realizado a partir de um edital da Secretaria Municipal de Cultura que visava a realização do projeto “História dos bairros de São Paulo”. A ideia por trás da chamada pública era fomentar o mapeamento audiovisual da capital paulista, por meio de documentários sobre os bairros que a compõem. MAYRA: Ugo Giorgetti, com sua produtora, a SP Filmes de São Paulo, foi selecionado com o projeto de documentário que propunha explorar a história do seu bairro de origem: Santana, localizado na zona norte da capital paulista.   [Ruído de passagem de cena] LINI: Santana em Santana: de cara dá pra perceber que o título escolhido pelo cineasta é tanto uma provocação existencial e poética, quanto um convite à interpretação.  MAYRA: A gente se pergunta: como assim Santana EM Santana? Existe um bairro dentro do bairro original? Isso seria um erro de grafia ou uma pista? Ou apenas um jogo linguístico para atrair a atenção do espectador? [Ruído de passagem de cena] LINI: Pois é, eu questionei o Ugo Giorgetti sobre o que o título do filme pretende revelar. Sua resposta acabou mostrando as motivações por trás do projeto original. Além, é claro, de elucidar esse “mistério”… Ele disse: UGO GIORGETTI: Bom, eu fiz pelo seguinte, também eu quis fazer. Se Santana realmente correspondia à minha concepção que eu tinha dela. Por quê? Porque eu ia na casa do meu irmão… Eu vou sempre na casa do meu irmão. Toda a vez que eu ia na casa dele, às vezes eu ia à noite, às vezes de dia, eu tinha a impressão que não tinha sobrado pedra sobre pedra do meu bairro. Era uma coisa sórdida, vulgar, ridícula, todas as construções iguais, uma coisa cafajeste, não sobrou nada do cinema, nada de nada. Eu não falava com ele sobre isso porque ele morava lá, ele também não falava. Então ficou essa ideia que estava cimentada na minha cabeça. E, para a minha surpresa, quando eu fiz o documentário, eu vi que não só restavam coisas, mas que restava muita coisa. Uma pessoa como eu, que conhecia muito bem o bairro, eu andava para aquele bairro o tempo todo, você procurando os lugares que você ia, em geral, eu achava o lugar. Não só achava o lugar, como alguns lugares intactos. [Ruído de passagem de cena: um carro passando] MAYRA: A escolha da linguagem cinematográfica mostra também esse interesse pessoal pelo tema.  O principal recurso usado em Variações sobre Um Quarteto de Cordas se repete em Santana em Santana: o depoimento de um único artista, nesse caso, o próprio Giorgetti.  Em Santana em Santana Ugo não é apenas o cineasta, mas assume também a posição de narrador-apresentador. Na cena que abre a narrativa, você vê um ambiente despojado, o diretor atrás de uma escrivaninha olhando para a câmera e falando o seguinte texto: [trecho do documentário Santana em Santana] Ugo Giorgetti: Santana sob o ponto de vista da história, do fato histórico, não é relevante, não há nada na história de Santana, que eu saiba, que mereça um registro significativo. Santana é uma região que fica ao norte da cidade, dividida pelo Tietê. Isto é, o Tietê é a primeira fronteira dela, que separa Santana da cidade. E o início dela, é o início mais ou menos costumeiro dos bairros de São Paulo. Quer dizer, é uma grande quantidade de terra, ocupada por uma associação entre o Estado, a Igreja e ricos proprietários. . Evidentemente essas proporções foram se desfazendo depois, principalmente os ricos proprietários, e se tornou um bairro, conforme ele se configurou, a partir de 1942”. LINI: A fala do cineasta sugere que o documentário vai investigar a história do bairro Santana. No entanto, à medida que a narrativa avança, o que se vê na tela é um percurso afetivo que pouco tem a ver com acontecimentos verificáveis, dados e informações precisas. Santana em Santana revela o cineasta à procura de sua própria história… MAYRA: Em cena, a escola que frequentou na primeira juventude, o Mirante de Santana, o cinema de bairro que hoje é shopping center. LINI: Ouve só como também é revelador esse trecho da conversa que tive com ele: GIORGETTI – O filme que mais me impactou que eu vi lá em Santa Ana foi um filme de 1960. Eu tinha 18 anos. É um filme maravilhoso não pelo, digamos assim, valor cinematográfico, é pequeno o valor cinematográfico, mas porque era um filme chamado O Julgamento de Nuremberg; o casting era inacreditável: Spencer Tracy, Burt Lancaster, Montgomery Clift. Lini: É um bom filme. Ugo: Pô!  MAYRA: Em entrevista, o diretor também expôs a importância do processo de produção do documentário, para o tema de que ele trata: GIORGETTI: Tem alguns planos nesse filme que eu gosto muito. Tem um plano que eu acho que é muito bom, que é um plano numa tempestade. Eu falei, se prepara que vai chover, se prepara que vai ter uma puta tempestade que ocorre nesse bairro. E, de repente, o que eu acho curioso é que, no meio da tempestade, o bairro ficou um bairro. Tudo ficou um pouco impreciso, como se o tempo tivesse passado, porém deixou como um quadro impressionista, contornos no meio daquela névoa da tempestade. Daí eu reconheci o bairro.  Daí eu falei, esse é Santana. Casas meio aparecendo, outras não. Uma coisa mais na sombra, outra coisa mais evidente. Ficou muito legal aquilo. Mas tem outras coisas. Tem o meu irmão voltando da feira.  Não sei se você viu. Ele está identificado como… Lini: Não, não. Ah, então eu não identifiquei. Acho que foi uma cena muito de passagem. É, o cara voltando da feira. O maestro Mauro Giorgetti com uma puta de uma cesta. Ele nem viu que ele estava lá.  MAYRA: Essa atitude artística de Giorgetti em Santana em Santana, de individualizar a narrativa, ao invés de elucidar fatos e discursar sobre eles, faz parte de um – digamos – estilo. Segundo o diretor, ele nunca trata realmente do tema que se anuncia; ele afirma que o seu mote é, abre aspas, “ter sempre uma coisa que vista a cidade (…) você pensa que tá vendo uma coisa, mas é outra”. LINI: Ou seja, de acordo com o diretor, no fundo ele está sempre tratando de São Paulo. [Pausa.] OK, como você ouviu lá no primeiro episódio, é preciso considerar a visão do artista sobre seu próprio trabalho. Mas sem tirar de foco aquilo que a obra, ela mesma, mostra.  No caso, o documentário – sobretudo – ativa a memória do diretor e a projeta no presente. Essa projeção oferece ao espectador uma realidade construída por um discurso que é uma espécie de auto-perscrutação dos primeiros anos de vida do artista em contato com a cidade. [Efeito sonoro de tráfego em cidade: buzinas, carros, ruídos de fundo]  LINI: Uma investigação a partir do subjetivo…que é também um documento…. [trecho do documentário Santana em Santana] Ugo Giorgetti: Por isso que eu tento fazer uma coisa que deixe, pelo menos, uma impressão do mundo que eu vivi. Eu não estou fazendo poesia, não estou fazendo filmes fora, cabeça, mensagem. Isso não é comigo. [Efeito sonoro de tráfego em cidade: buzinas, carros, ruídos de fundo.]  MAYRA: O roteiro desse episódio foi escrito pela Liniane Haag Brum, que também realizou as entrevistas. A revisão do roteiro foi feita por mim, Mayra Trinca, que também apresento o episódio. LINI: A pesquisa de pós-doutorado teve orientação do professor Carlos Vogt, e seu resultado é objeto de meu trabalho no âmbito do Programa Mídia Ciência, do Labjor, com supervisão da Simone Pallone. As reportagens referentes à divulgação de “Contra o apagamento, o cinema de não ficção de Ugo Giorgetti”, foram publicadas no dossiê “Ugo Giorgetti” da Revista ComCiência. A gente vai deixar o link e a ficha técnica dos documentários na descrição do episódio. LINI: A edição de áudio foi feita pela Carolaine Cabral e a vinheta do Oxigênio é do Elias Mendez.  MAYRA: Este episódio tem o apoio da Diretoria Executiva de Apoio e Permanência, da Unicamp e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a FAPESP, por meio de bolsas e também da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. MAYRA: Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.  LINI: Se você gostou do conteúdo, compartilhe com seus amigos.

Trivela
Endrick explodiu e a Premier League abriu

Trivela

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 79:16


Endrick precisava de minutos e, no Lyon, respondeu com gols. A fase artilheira do brasileiro na França levanta questões para o Real Madrid e para a seleção brasileira: ele já briga pela titularidade com Dorival? Na Inglaterra, a disputa pelo título esquentou. O líder vê a vantagem cair para quatro pontos e a concorrência de Arsenal, City e Aston Villa aumentar. O Meiocampo #201 analisa ainda a ascensão do Manchester United de Michael Carrick, a queda da invencibilidade do Bayern na Alemanha e a regularidade da Inter de Milão na Itália.SEJA MEMBRO! Seu apoio é fundamental para que o Meiocampo continue existindo e possa fazer mais. Seja membro aqui pelo Youtube! Se você ouve via podcast, clique no link na descrição para ser membro! https://www.youtube.com/channel/UCSKkF7ziXfmfjMxe9uhVyHw/joinNEWSLETTER! Nossa newsletter chega toda sexta aberta a todos com nossos textos sobre o que rolou na semana, e às terças com conteúdo apenas para assinantes: https://newsletter.meiocampo.net/Conheça o canal do Bonsa sobre Football Manager, BonsaFM: https://www.youtube.com/@BonsaFMConheça o canal do Lobo sobre games, o Próxima Fase: https://www.youtube.com/@Proxima_FaseConheça o canal de Leandro Iamin sobre a seleção brasileira, o Sarriá: https://www.youtube.com/@SarriaBrasil

Portugueses no Mundo
Portugueses no Mundo - programa

Portugueses no Mundo

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 51:55


Hoje ouvimos três portugueses que escolheram novos horizontes: da Finlândia à Eslovénia, passando pela Alemanha. O Bruno, a Daniela e a Joana contam-nos histórias de coragem, de desafios e, sobretudo, de descoberta.

Portugal em Direto
Portugueses no Mundo - programa

Portugal em Direto

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 51:55


Hoje ouvimos três portugueses que escolheram novos horizontes: da Finlândia à Eslovénia, passando pela Alemanha. O Bruno, a Daniela e a Joana contam-nos histórias de coragem, de desafios e, sobretudo, de descoberta.

Perguntar Não Ofende
Presidenciais 2026 com Pedro Magalhães: para onde caminhamos nesta segunda volta?

Perguntar Não Ofende

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 75:08


A primeira volta das eleições presidenciais confirmou tendências que vinham a ser ensaiadas nas legislativas, mas libertaram-nas de uma disciplina partidária que parece cada vez mais artificial. O que saiu da primeira volta foi uma fragmentação da direita, voto útil à esquerda, normalização da extrema-direita e um eleitorado cada vez mais solto, mais tardio nas decisões e menos fiel às siglas. Pela primeira vez em cinquenta anos, os candidatos apoiados por PS e PSD não chegam a conquistar metade do eleitorado. O centro político, que durante décadas estruturou a democracia portuguesa, já não organiza o voto como organizava. A direita estilhaçou-se, o PSD perdeu capacidade de hegemonia no seu próprio campo, o Chega deixou de ser tabu para uma parte relevante do eleitorado conservador e o espaço político do PS surge, para muitos, menos como projeto político do que como garante de estabilidade. Outras coisas mostram-se mais estáveis do que se pensava: ser socialista não é, final, estigma eterno e a independência partidária não chega para ganhar eleições. Para perceber o que mudou na sociologia do voto, no sistema partidário e nos próprios limites da análise eleitoral, conversamos com Pedro Magalhães, uma visita assídua do Perguntar Não Ofende, nos balanços eleitorais. Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, doutorado pela Ohio State University, antigo diretor do Centro de Sondagens da Universidade Católica, tem estudado ao longo das últimas décadas o comportamento eleitoral, opinião pública e sistemas políticos comparado e é uma das vozes mais consistentes na leitura dos ciclos políticos portugueses.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Brassagem Forte
#309 - A Hora Ácida - Sidra Selvagem pt. 1

Brassagem Forte

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 51:19


No primeiro Hora Ácida de 2026, Henrique Boaventura recebe Diego Simão, da Cervejaria e Sidreria Cozalinda, para abrir o universo da sidra sob uma ótica técnica, prática e sem amarras. A conversa parte de um dado provocador do Censo da Cerveja Caseira 2025 e avança para um convite direto: fermentar mais coisas além da cerveja.Neste episódio, você vai entender o que define uma sidra, conhecer as principais escolas sidreiras (França, Espanha, Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos) e, principalmente, mergulhar no papel do terroir, da maçã e do suco no resultado final. O papo aprofunda temas como doçura, acidez, taninos, carbonatação e estrutura, além de discutir a realidade brasileira, a padronização histórica da sidra industrial e o surgimento de uma cena artesanal mais diversa.Na parte prática, Diego destrincha o caminho mais viável para quem quer produzir sidra em casa: a escolha do suco integral, a leitura correta do rótulo, as diferenças entre suco retificado e integral, o impacto dos conservantes e como Brix e acidez variam ao longo do ano, mesmo em sucos industrializados. Um episódio essencial para quem quer começar — ou aprofundar — sua relação com a sidra antes de entrar de vez no tema da fermentação, que fica para a próxima parte da série.

3 em 1
Trump critica Otan / Tarcísio visita Bolsonaro

3 em 1

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 120:18


No 3 em 1 desta sexta-feira (23), o destaque foi a avaliação do primeiro ano do novo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentada pela porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson. Segundo ela, a prioridade da atual administração é colocar os EUA em primeiro lugar, com foco na segurança nacional e no fortalecimento da atuação diplomática. Roberson afirmou ainda que Trump teve papel relevante na resolução de conflitos internacionais, sendo reconhecido como um ‘presidente da paz', além de destacar a continuidade das relações bilaterais com o Brasil e o avanço das parcerias com países europeus. Ainda no cenário internacional, Espanha e Alemanha recusaram oficialmente o convite para integrar o chamado Conselho da Paz, criado pelo governo Trump para monitorar a situação na Faixa de Gaza e atuar em outras regiões de conflito. França, Noruega, Eslovênia, Suécia, Itália, Reino Unido e Irlanda também rejeitaram a iniciativa, evidenciando a resistência europeia ao órgão liderado por Washington. Estados Unidos, Ucrânia e Rússia iniciam nesta sexta-feira (23), em Abu Dhabi, a primeira reunião trilateral desde o início da guerra para discutir um possível acordo de paz no conflito ucraniano, que se aproxima de quatro anos. O encontro ocorre sob protagonismo dos EUA no governo Trump. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as negociações tratarão do controle territorial da região de Donbass, enquanto o Kremlin endureceu o discurso, condicionando o fim da guerra à retirada das tropas ucranianas e à anexação integral do território. No Brasil, o Rioprevidência afirmou que todos os seus investimentos seguiram rigorosamente a legislação e as normas dos órgãos de controle. A manifestação ocorre após a deflagração da Operação Barco de Papel, da Polícia Federal, que apura suspeitas de aplicações financeiras irregulares. Em nota, o órgão informou que deverá receber de volta, nos próximos dois anos, os R$ 970 milhões investidos em letras financeiras do Banco Master. Também nesta sexta-feira, a oposição ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), protocolou dois pedidos de impeachment por supostos crimes de responsabilidade relacionados às negociações entre o BRB e o Banco Master. As solicitações foram encaminhadas à Câmara Legislativa do DF e agora dependem de autorização do presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB-DF), aliado do governador. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, defendeu a atuação da Corte e do ministro Dias Toffoli na supervisão do inquérito que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Em nota, Fachin afirmou que o STF atua dentro de suas atribuições constitucionais, com respeito ao devido processo legal e em cooperação com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Sem citar diretamente o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante evento em Maceió, que o ‘cidadão do Banco Master' teria aplicado um golpe de R$ 40 bilhões. Segundo Lula, o prejuízo não ficará restrito à instituição e deverá ser absorvido pelo sistema financeiro. O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, negou ter recomendado ao BRB a compra de carteiras supostamente fraudadas do Banco Master. Ele afirmou que colocou à disposição das autoridades todas as informações bancárias, fiscais e registros de conversas com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, reforçando que sua atuação seguiu critérios técnicos e legais. Nos Estados Unidos, manifestantes protestaram em Minneapolis após a prisão de uma criança de cinco anos, episódio que gerou indignação e reacendeu o debate sobre a política anti-imigração no país. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Resumão Diário
PGR arquiva pedido para afastar Toffoli do caso Master; Trump lança o Conselho de Paz para Gaza e se coloca como líder vitalício

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 5:31


A Procuradoria-Geral da República arquivou um pedido para afastar o ministro Dias Toffoli do caso Master. Um levantamento revelou que o Supremo Tribunal Federal pagou 128 diárias para seguranças apoiarem autoridades da Côrte no Paraná, numa região onde fica um resort que já pertenceu a dois irmãos de Dias Toffoli. O hotel teve como sócio um fundo de investimentos ligado à empresa Reag, investigada no caso Master. No Fórum de Davos, Donald Trump lançou o Conselho da Paz para a Faixa de Gaza e declarou que seria o presidente vitalício e o único com poder de veto. China, Rússia, Brasil, França, Alemanha e Reino Unido não aderiram. O presidente da Ucrânia cobrou união da Europa e disse que o continente precisa mostrar força e liderança, em vez de tentar mudar Donald Trump. No Recife, a equipe de O Agente Secreto comemorou as quatro indicações ao Oscar, e o filme surpreendeu na categoria Melhor Direção de Elenco, novidade na premiação.

DW em Português para África | Deutsche Welle
22 de Janeiro de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 20:00


Em Moçambique, Ossufo Momade insiste que vai largar a liderança da RENAMO, mas não diz quando. Donald Trump anuncia pré-acordo com a NATO sobre a Gronelândia. Alemanha acolhe festival de cinema lusófono até domingo.

Meio Ambiente
Santuário na Antártida preservará amostras de geleiras condenadas a desaparecer

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 19:10


As geleiras guardam a memória da evolução do clima no planeta – mas estão ameaçadas pelo aquecimento global. Na Antártida, pesquisadores de 13 países – inclusive do Brasil – começaram a abastecer o primeiro acervo glacial do mundo, para garantir a preservação desse patrimônio natural para as futuras gerações. Lúcia Müzell, da RFI em Paris As amostras que inauguraram o Santuário da Memória do Gelo (Ice Memory Sanctuary), instalado na base científica franco-italiana Concordia, foram retiradas dos Alpes. O primeiro cilindro, de 128 metros, saiu do Mont Blanc, na França, e o segundo, de 99 metros, foi extraído do Grand Combin, na Suíça. A prioridade é resguardar vestígios das geleiras que provavelmente não resistirão até o fim deste século, destruídas pelo aumento da temperatura média da Terra. "Os cilindros de gelo retirados de geleiras ameaçadas de desaparecer serão conservadas na Concordia pelas próximas décadas e séculos à frente, para estarem disponíveis para as futuras gerações de cientistas, quando essas geleiras, infelizmente, terão derretido”, indica o biologista Jérôme Fort, vice-presidente da Fundação Ice Memory e diretor de pesquisas do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), da França. "Elas serão um rastro da história do nosso planeta: são arquivos extraordinários não só da história do clima, como da vida na Terra.” 'Balão' gigante formou a caverna de gelo O transporte da Europa até o polo sul foi quase uma operação de guerra: os cilindros precisaram ser mantidos a -20 °C durante todo o trajeto, que durou 50 dias. A chegada ocorreu no último dia 14. O santuário das geleiras, a 3,2 mil metros de altitude, é um projeto ambicioso, iniciado em 2015. O local foi construído todo em gelo, praticamente sem necessidade de outras infraestruturas, à exceção de uma espécie de balão gigante que serviu de fôrma para a caverna, agora transformada em “biblioteca do gelo”. A estrutura tem 35 metros de comprimento e fica a 9 metros abaixo da superfície. A temperatura constante de -54 °C no local permitirá preservar os cilindros por pelo menos 24 anos. Depois, a pressão do gelo tende a começar a deformar a caverna, e será preciso construir uma nova. Geleiras da América do Sul estão entre as mais ameaçadas Entre os pesquisadores que participam do projeto, tem um brasileiro: Jefferson Simões, diretor do Centro Polar e Climático do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Membro da Academia Brasileira de Ciências e com 29 viagens à Antártida no currículo, Simões é o primeiro glaciólogo do país. "O que nós estamos vendo, ao longo das últimas quatro décadas, é o derretimento principalmente das geleiras não polares. São as que estão nos trópicos, nas regiões temperadas, a exemplo dos Andes, dos Alpes, das Montanhas Rochosas e do Himalaia”, afirma. As da Venezuela já não existem mais, e outras desaparecerão em poucos anos, como as das montanhas Rwenzori, na África Central. "As geleiras, como um todo, guardam um registro muito importante. Elas são formadas pela acumulação, ao longo de milhares de anos, de cristais de neve, que, ao precipitarem-se e se acumularem, com o passar do tempo, carregam todas as características da atmosfera no momento em que se formaram”, sublinha Simões. Importância para a compreensão do aquecimento global O glaciólogo destaca a contribuição das geleiras para a paleoclimatologia, o estudo do passado do clima e de suas variações. Esses registros foram fundamentais para a descoberta e comprovação do aquecimento global. A análise das bolhas de ar retidas no gelo, ao longo de 800 mil anos, levou os cientistas a identificarem o acúmulo anormal de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) na atmosfera – os principais gases de efeito estufa. "Foi ali que nós demos as evidências de que esses gases atingiram, nos séculos 20 e 21, uma concentração nunca antes vista”, ressalta. Simões é o representante brasileiro no Comitê Científico de Pesquisa Antártica do Conselho Internacional para a Ciência (ICSU), onde é um dos coordenadores de projetos de “perfuração de gelo não polar”. Ele participou das operações de captura de uma amostra na geleira Illimani, na Bolívia, que está sendo transportada para o Ice Memory Sanctuary. No futuro, a meta é coletar cilindros de outras partes dos Andes, como da calota de gelo Quelccaya, no Peru. "Nos trópicos, no Peru e na Bolívia, elas estão derretendo mais rapidamente e guardam registros, por exemplo, da história da química da atmosfera da Amazônia. Essa é uma das áreas pelas quais nós temos muito interesse, para reconstruir a história não só das queimadas e das mudanças do ciclo hidrológico, como também a história das culturas pré-colombianas”, salienta o pesquisador. Acervo com 20 amostras Além da amostra de Illimani, devem chegar nos próximos meses ao Ice Memory cilindros já recolhidos em Svalbard, no mar da Groenlândia, no Cáucaso e nas montanhas de Pamir, no Tajiquistão. No total, 20 amostras farão parte do acervo. Segundo projeções dos cientistas, metade das geleiras do mundo terá desaparecido até 2100. "Desde 1975, as geleiras perderam mais de 9 trilhões de toneladas de gelo, o equivalente a um bloco do tamanho da Alemanha, com 25 metros de espessura", observou Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, na inauguração do projeto. O Ice Memory custou € 10 milhões nesses primeiros 10 anos, a maior parte financiados por fundos públicos de instituições científicas, e cerca de um terço por organizações filantrópicas. * Colaborou Géraud Bosman-Delzons, da RFI

Notícia no Seu Tempo
Cunhada de Toffoli diz que marido nunca foi dono de resort

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 8:36


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (22/01/2026): A Maridt Participações, empresa dos irmãos do ministro do STF Dias Toffoli que chegou a ter um terço de participação no resort de luxo Tayayá, no Paraná, tem como sede uma casa em Marília (SP), informam Pedro Augusto Figueiredo, Taba Benedicto e Luiz Vassallo. A casa é de José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro que aparece como diretor-presidente da empresa. Questionada, Cássia Pires Toffoli, mulher de José Eugênio, disse que nunca soube que sua casa foi sede da Maridt e não tem conhecimento de qualquer ligação do marido com o resort. Conforme revelou o Estadão, em 2021 os irmãos Toffoli venderam metade de sua participação no resort, de R$ 6,6 milhões, para um fundo do pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Dias Toffoli é relator do inquérito do caso Master no STF. E mais: Economia: Banco Central liquida Will Bank e aumenta o rombo no FGC Política: Tarcísio adiou visita a Bolsonaro para não ser ‘enquadrado’ por apoio a Flávio Metrópole: Sabesp assume Emae e planeja antecipar investimentos para reforçar segurança hídrica em São Paulo Internacional: Trump recua de tarifas e anuncia acordo vago sobre Groenlândia Esportes: Casares renuncia à presidência, evita impeachment e nega as acusaçõesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Morning Show
Trump fala sobre Groenlândia em Davos

Morning Show

Play Episode Listen Later Jan 21, 2026 116:45


Confira no Morning Show desta quarta-feira (21): No discurso proferido nesta quarta-feira (21) no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Venezuela fará “mais dinheiro nos próximos seis meses do que nos últimos anos”, em referência às perspectivas econômicas do país sul-americano em meio a recentes mudanças políticas e intervenções que envolvem o controle do setor petrolífero e maior participação de empresas estrangeiras no setor. No mesmo discurso, Trump voltou a defender a anexação da Groenlândia e afirmou que apenas os EUA têm capacidade de garantir a segurança do território. Em tom duro, Trump disse respeitar a população da Groenlândia e a Dinamarca, mas classificou o país europeu como “ingrato” e afirmou que a Europa “não está indo na direção correta”. Ele relembrou a presença militar americana na região durante a Segunda Guerra Mundial e descartou críticas de que sua proposta representaria uma ameaça à Otan, argumentando que a anexação fortaleceria a segurança da aliança militar. O presidente da França, Emmanuel Macron, solicitou nesta quarta-feira (21) a realização de um exercício militar da Otan na Groenlândia. Segundo comunicado oficial do Palácio do Eliseu, a França está pronta para contribuir com a operação. O pedido ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Ártico, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo a anexação da Groenlândia. As crescentes tensões entre Estados Unidos e Europa levantam dúvidas sobre o futuro da Otan e a estabilidade da aliança militar. Divergências políticas, disputas estratégicas e declarações polêmicas do presidente Donald Trump têm elevado as tensões entre EUA e Europa. Para analisar esse cenário e os possíveis desdobramentos geopolíticos, o Morning Show entrevista Marcus Vinicius de Freitas, professor de Relações Internacionais. O cenário geopolítico internacional ganhou novos contornos de tensão após Donald Trump manifestar o desejo de anexar a Groenlândia aos Estados Unidos e ameaçar impor tarifas a países que se oponham à medida. Em meio a esse embate, a Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá, entrou no centro do debate político. Em países como a Alemanha, já surgem discussões sobre um possível boicote ao torneio, embora o governo alemão afirme que não interfere em decisões esportivas. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 17/01/2026 | Acordo Mercosul-UE / Protestos no Irã / Soldados alemães na Groenlândia

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 17, 2026 241:12


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (17): O Mercosul e a União Europeia assinam o acordo comercial em evento realizado no Paraguai neste sábado (17). No entanto, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, realizou a transferência do acordo do presidente Lula (PT) para o líder paraguaio Santiago Peña. Reportagem: Janaína Camelo e Eliseu Caetano. O especialista em investimentos Beny Fard avalia a atual situação do Irã, onde os protestos começam a perder força, mas a tensão segue elevada. Relatórios recentes indicam que o número de mortos durante os confrontos com as forças do regime já passa de 2,6 mil pessoas. A Alemanha iniciou o envio de soldados para a Groenlândia após as recentes ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A movimentação militar ocorre em um cenário de crescente tensão diplomática na região do Ártico. O INSS bloqueou o repasse de R$ 2 bilhões destinados ao Banco Master após identificar indícios de irregularidades. A medida atinge cerca de 254 mil contratos de empréstimo consignado sob suspeita de fraude. Reportagem: Matheus Dias. O governo de Donald Trump anunciou a criação do Conselho da Paz em Gaza para atuar no conflito do Oriente Médio. O grupo contará com o secretário de Estado Marco Rubio e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair entre os integrantes. O presidente americano espera anunciar novos nomes para compor a equipe diplomática nos próximos dias. Reportagem: Carlos Eduardo Martins. Segundo informações dos bastidores de Brasília, o Palácio do Planalto ainda enxerga o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como ameaça eleitoral. A presença do governador na corrida pela Presidência da República ainda não foi descartada completamente. No entanto, Tarcísio também começou a manifestar apoio público ao pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Reportagem: Igor Damasceno. A Fifa anunciou que recebeu 500 milhões de solicitações para ingressos da Copa do Mundo 2026. O confronto entre as seleções de Portugal e da Colômbia desponta como a partida mais procurada pelos torcedores até o momento. A alta demanda reflete a expectativa global para o torneio que será realizado em 2026 na América do Norte. Reportagem: Taís Brito. O governo de São Paulo intensificou a campanha de imunização contra o sarampo e a febre amarela. As ações ocorrem em shoppings, estações de metrô e terminais rodoviários. Reportagem: Julia Fermino. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o especialista em direito tributário Angelo Paschoini analisa as ações do Banco Master que motivaram as recentes investigações. De acordo com o especialista, já havia uma certa suspeita sobre as operações da instituição. Os Estados Unidos emitiram um aviso oficial sobre atividade militar no espaço aéreo do México. A medida ocorre após o presidente Donald Trump declarar a intenção de realizar ataques contra o narcotráfico. Reportagem: Eliseu Caetano. A União Europeia e o Brasil iniciaram negociações voltadas para a exploração de minerais críticos. O bloco europeu entra oficialmente na disputa global para atrair investimentos em insumos estratégicos. Reportagem: Janaína Camelo. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Notícia no Seu Tempo
Cunhado de Vorcaro comprou parte de resort da família de Toffoli

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 9:08


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (16/01/2026): O pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, é dono dos fundos de investimento que compraram parte da participação dos irmãos e de um primo do ministro do STF Dias Toffoli no resort Tayaya, no Paraná, informam Pedro Augusto Figueiredo, Jenne Andrade e Luiz Vassallo. O ministro não tem participação direta no Tayaya, mas frequenta o resort. Seus parentes foram os principais acionistas do empreendimento. A defesa de Zettel afirmou que o empresário deixou o fundo em 2022 e que ele foi liquidado em 2025. Toffoli é relator do inquérito do caso Master no STF, que envolve também a Reag Investimentos, gestora dos fundos envolvidos na transação. E mais: Economia: Um dia após ação contra fundador, BC determina a liquidação da Reag Política: Moraes manda Bolsonaro para batalhão da PM no DF, a Papudinha Metrópole: SP cancela compra de canabidiol com contrato suspeito Internacional: Tropas europeias chegam à Groenlândia em apoio à Dinamarca Caderno 2: ‘O Beijo da Mulher Aranha’, o musicalSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Endörfina com Michel Bögli
#447 Rivaldo Martins

Endörfina com Michel Bögli

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 161:42


Ele e seus dois irmãos cresceram em uma casa comandada pela mãe. Seu pai, comerciante, foi também um ciclista competitivo. Ele começou a praticar natação aos oito anos de idade, mas pouco tempo depois, migrou para o polo aquático. Aos 18 anos mudou para Brasília para cursar a universidade. Em 1984, presenciou um acontecimento que mudaria seu caminho, quando assistiu à primeira prova de triathlon realizada na capital. No dia seguinte começou a treinar e, cinco meses depois, já completava seu primeiro triathlon. Em um ano já havia conquistado o título de Campeão Brasiliense e ocupava o quinto lugar do ranking nacional, mas um outro acontecimento mudaria de forma definitiva a sua vida. Em uma viagem com destino a Salvador, o ônibus em que viajava colidiu com um caminhão e como consequência do grave acidente, ele teve a perna esquerda amputada abaixo do joelho. Coincidências da vida, semanas antes ele havia assistido a uma fita VHS do campeonato mundial de Ironman no Havaí de 1985 que mostrou o americano Pat Griskus se tornando o primeiro atleta amputado a completar a prova. Impressionado com o feito, havia decidido que um dia também disputaria a famosa competição e foi inspirado por este exemplo que ele recomeçou os treinos. Primeiro na piscina, depois com uma prótese simples, depois com uma peça mais sofisticada e, por fim, estava pronto para voltar às competições. A chegada em seu primeiro triathlon pouco mais de dois anos após o acidente, ficou marcada como um renascimento. A partir dali construiu uma das carreiras mais consistentes e longevas do paratriathlon brasileiro. Entre 1992 e 2010, participou de três edições dos Jogos Paralímpicos, participou de diversos campeonatos mundiais de triathlon, de natação e de ciclismo. Acumulou títulos que o colocaram entre os principais nomes do triathlon adaptado no mundo. Ele foi tetracampeão mundial de triathlon olímpico, bicampeão mundial do Ironman do Havaí na categoria Physically Challenged, bicampeão pan-americano de triathlon, além de campeão mundial de ciclismo na prova contra o relógio dos 20 km e duas vezes medalhista de ouro no ciclismo nos Jogos Parapan-Americanos de 2003. Ainda venceu o Ironman Brasil em sua faixa em 2005 no mesmo ano, registrou o melhor tempo à época para amputados nas distâncias do Ironman, com 9h57 na Alemanha. Conosco aqui, o ex-triatleta profissional com 21 participações em provas de Ironman, educador físico com especialização em educação física adaptada, jornalista e treinador que implantou programas de esporte adaptado e colaborou na estruturação de projetos decisivos para o crescimento do paradesporto no Ministério do Esporte, na Secretaria de Esporte em Santos, no Comitê Paralímpico Brasileiro e, mais tarde, como coordenador técnico do paratriathlon na CBTri, o santista Rivaldo Gonçalves Martins. Inspire-se! Um oferecimento da @2peaksbikes A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Factor Bikes, Santa Cruz Bikes e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala.  A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo.  Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Factor, da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.      

Dev Sem Fronteiras
Engenheiro de Software em Munique, Alemanha - Carreira Sem Fronteiras #226

Dev Sem Fronteiras

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 60:03


O paulista Carlos morou brevemente no Nordeste, antes da família se mudar para a região metropolitana de São Paulo. Ainda na juventude, o hobby de desmontar computadores virou um curso para aprender a lidar com sistemas operacionais, que levou a um curso de montagem e manutenção de computadores, que levou à formação de sistemas de informação.No meio desse caminho, com um intercâmbio para o Canadá nas costas e a sementinha de um ex-colega de trabalho que falou sobre a própria experiência de morar e trabalhar no exterior, Carlos resolveu buscar a própria oportunidade fora do Brasil.Neste episódio, o Carlos detalha como galgou uma vaga na Alemanha depois de passar por inúmeras entrevistas, e diz os perrengues e as particularidades de se morar na terra dos biergartens.Fabrício Carraro, o seu viajante poliglotaCarlos S., Engenheiro de Software em Munique, AlemanhaLinks:LinkedIn do CarlosCarreiras Alura: Explore as carreiras por meio de um caminho estruturado, com prática, profundidade e orientação para você sair do zero e conquistar domínio real em uma habilidade.TechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões.#7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo! Produção e conteúdo:Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts

JORNAL DA RECORD
JORNAL DA RECORD | 14/01/2026

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 50:57


Confira na edição do Jornal da Record desta quarta-feira (14): Operação da PF bloqueou quase R$ 6 bi em bens dos investigados. EUA suspendem emissão de vistos para imigrantes do Brasil e de outros 74 países. Irã diz que está pronto para atacar bases americanas, caso Donald Trump realize ofensiva contra o país. Alemanha, Noruega e Suécia anunciam envio de tropas para proteger a Groenlândia. O JR mostra como os cariocas driblam o calor no RJ. Palmeiras e Santos disputam o primeiro clássico do Paulistão, com transmissão da RECORD, R7 e RecordPlus.  

Resumão Diário
JN: PF faz nova operação contra o Banco Master; EUA suspendem vistos de imigrantes de 75 países, incluindo o Brasil; Irã ameaça revidar se for bombardeado

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 6:40


A Polícia Federal deflagrou uma nova operação sobre o Banco Master e bloqueou R$ 5,7 bilhões. Os agentes fizeram buscas em endereços da família Vorcaro e apreenderam o celular do empresário Nelson Tanure. O ministro Dias Toffoli determinou que o material apreendido fique na Procuradoria-Geral da República. Os Estados Unidos fizeram manobras militares no Oriente Médio. O Irã ameaçou reagir e bombardear bases americanas na região. Alemanha, Suécia e Noruega decidiram enviar soldados para a Groenlândia. O governo americano suspendeu vistos de imigrantes de 75 países, incluindo o Brasil.

Bobagens Imperdíveis
5.6: Robô em corpo de mulher (com Isabel Wittmann)

Bobagens Imperdíveis

Play Episode Listen Later Jan 10, 2026 42:39


A inteligência artificial já está substituindo as mulheres? Um pulo nas narrativas cinematográficas para tentar entender por que mulheres artificiais são tão sedutoras para os homens. Com participação da antropóloga, pesquisadora e crítica de cinema Isabel Wittmann.Apoie este podcast: alinevalek.com.br/apoieAssine nossa newsletter: alinevalek.substack.comFale comigo: escreva@alinevalek.com.brClube de Leitura Bobagens ImperdíveisConheça a programação e participe: https://alinevalek.com.br/clubedeleitura/Links relacionadosAcompanhe a Isabel Wittmann: https://www.instagram.com/iwittmannConheça o projeto Feito por Elas: https://www.instagram.com/feitoporelas_Tese da Isabel: “Feminilidades maquínicas: gênero, sexualidade e corpo de mulheres artificiais no cinema fantástico” https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-16012024-134412/publico/2023_IsabelWittmann_VCorr.pdfLivro “A Eva Futura", de Auguste Villiers de L'Isle-Adam, publicado em 1886: https://amzn.to/4bpl2DxLivro “Manifesto Ciborgue", de Donna Haraway, de 1985: https://amzn.to/49x6PlyFilme “Her", de Spike Jonze (2013): https://www.youtube.com/watch?v=dJTU48_yghsFilme “Metropolis”, de Fritz Lang (1927): https://www.youtube.com/watch?v=jE1quAeo3PgSobre a fuga de Fritz Lang da Alemanha nazista: https://daily.jstor.org/how-fritz-langs-flight-from-nazi-germany-shaped-hollywood/Robôs japoneses criados com pele viva: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cprqj71387qoPor que vozes de computador são majoritariamente femininas? https://edition.cnn.com/2011/10/21/tech/innovation/female-computer-voicesEpisódios relacionadosEsse antigo medo de robôs: https://open.spotify.com/episode/6RU8aq3386bW9VuxOjNs5F?si=cf9a2e2e78914c28Trilha sonora: “Fall on source", mobygratis; “Mission to mars”, Audio Hertz; “Spying in the 60's”, Sir Cubworth; “The Sax of ancient terror", Jimena Contreras; “Subterranean Howl”, ELPHNT; “Spookster", Wayne Jones

Casos Reais
A Verdadeira História de "Christiane F"

Casos Reais

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 35:11


Em 1975, o Muro de Berlim não separava só a Alemanha. Separava a juventude da esperança e da perspectiva. O clássico "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída" é uma história real e atemporal que marcou a juventude dos anos 90 deixando seu legado no cinema e na literatura.Agora, este relato visceral está de volta em uma edição de luxo, com novo projeto gráfico pelo premiadíssimo Leonardo Iaccarino (@iaccabookcovers), com pintura trilateral, texto revisado, lançado pela Bertrand Brasil, selo da Editora Record.Se você ama histórias reais, cultura pop ou quer mergulhar na história que moldou uma geração, essa edição é pra você! Garanta já aqui: https://amzn.to/4oJU6RVEU, CHRISTIANE F, 13 ANOS, DROGADA E PROSTITUÍDA já está disponível em sites e livrarias!Sugira casos: casosreaispodcast.com.brApoie e receba episódios antes: apoia.se/casosreaisSiga: @casosreaisoficial | @erikamirandasRoteiro: Lucas AndriesEdição: Publi.tv - Produtora de vídeos

E o Resto é História
E se a Alemanha tivesse ganho a Segunda Guerra?

E o Resto é História

Play Episode Listen Later Dec 30, 2025 40:49


Esta pergunta é um clássico da História Alternativa e chegou a hora de lhe responder: o que teria acontecido ao mundo se os países do Eixo tivessem saído vencedores da Segunda Guerra Mundial?See omnystudio.com/listener for privacy information.

DW em Português para África | Deutsche Welle
24 de Dezembro de 2025 - Programa Especial

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Dec 24, 2025 20:00


Programa Especial: 48 horas com o Presidente alemão - uma corrida diplomática em Luanda e no Corredor do Lobito.

Portugueses no Mundo
Portugueses no Mundo - programa

Portugueses no Mundo

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 43:22


Como é viver o Natal longe de Portugal? Como se celebram estas datas fora do nosso país? Foi o que a Alice Vilaça perguntou ao Alberto Almeida no Luxemburgo, ao João Luís Lopes na Finlândia e à Susana Batalha na Alemanha

Portugal em Direto
Portugueses no Mundo - programa

Portugal em Direto

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 43:22


Como é viver o Natal longe de Portugal? Como se celebram estas datas fora do nosso país? Foi o que a Alice Vilaça perguntou ao Alberto Almeida no Luxemburgo, ao João Luís Lopes na Finlândia e à Susana Batalha na Alemanha

DW em Português para África | Deutsche Welle
19 de Dezembro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 20:00


Quase um mês depois do golpe de Estado na Guiné-Bissau, diversas figuras políticas da oposição e ativistas continuam detidos. Apesar das promessas, dívidas do Estado moçambicano a profissionais da saúde e educação continuam por liquidar. União Europeia vai conceder apoio de 90 mil milhões de euros à Ucrânia para os próximos dois anos.

História de Imigrante
155. Ele Tentou me Comprar

História de Imigrante

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 28:39


➡️ Para trâmites e nacionalidade em Portugal, Alemanha, Austria, Hungria e Polônia:https://bit.ly/hiportugal➡️ Para trâmites e nacionalidade na Itália:https://bit.ly/hiitalia➡️Terminou de ouvir? Então corre para o nosso grupo no telegram:https://t.me/historiadeimigrante➡️Sobre o episódio 155. Ele tentou me comprarFilha de militar, mãe solo e sobrevivente silenciosa. A vida de Marta Aparecida foi feita de fugas, recomeços e verdades que só vieram à tona quando já era tarde demais. Entre amores perigosos, escolhas extremas e um destino cruel, sua história revela como uma mãe pode se destruir tentando salvar as filhas.➡️Se gostou dessa história vai se divertir também com essas...Meus amores

Pânico
Sergio Sacani

Pânico

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 125:18


É, turma! Foguete nunca foi conhecido por dar ré, é ou não é?! O assunto pode até ser complicado, mas o convidado desta quinta (11) já está Sacani tudo! O influenciador vem ao estúdio para mostrar que, apesar da greve de ônibus da Viação Cometa, o cometa interestelar 3L/ATLAS pode paralisar ainda mais a vida do brasileiro.Serjão Foguetes também vai mostrar como os raios infravermelhos afetam o lugar onde o Sol não bate… o seu Uranus. Ele ainda vai falar sobre o novo Subaru que está deixando todo mundo de olho arregalado! É o Subaru Telescope, galera!O programa vai soltar tanta bomba que não sei como vai ser chamado, mas definitivamente não vai ser de Alemanha, viu gente?!

História de Imigrante
154. Outra Vez

História de Imigrante

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 27:34


➡️ Para cidadania e outros trâmites em Portugal, Alemanha, Austria, Hungria e Polônia.https://bit.ly/hiportugal➡️Para cidadania e outros trâmites na Itália:https://bit.ly/hiitalia➡️Terminou de ouvir? Então corre para o nosso grupo no telegram:https://t.me/historiadeimigrante➡️Sobre o episódio 155. Outra vezAndreia deixou a vida no Brasil para viver um amor antigo em Portugal e encontrou uma realidade dura que nenhuma foto de viagem mostra. Nesse relato real, Andreia descobre que a vida na gringa pode ser muito mais solitária do que glamourosa, e que a saudade, o abandono e o medo às vezes pesam mais que o sonho europeu.Depois de voltar ao Brasil e tentar se reconstruir, ela decide dar uma nova chance ao país e ao amor. Mas quando percebe que está revivendo exatamente o mesmo padrão, a história vira um espelho doloroso para muitas mulheres brasileiras no exterior que enfrentam relacionamentos instáveis, promessas quebradas e a sensação de estar sozinha mesmo acompanhada. É um drama e superação que toca profundamente quem já viveu qualquer tipo de recomeço.➡️Se gostou dessa história vai se divertir também com essas...Ele levou todo meu dinheiro