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Sonia Santos é uma das vozes mais importantes da música brasileira, que muita gente ainda está descobrindo. Uma artista de trajetória rara, com 60 anos de carreira, que atravessa televisão, samba, soul e jazz com a mesma força e identidade. A cantora e compositora que construiu uma carreira singular dividindo palcos com grandes nomes internacionais e da MPB, agora retorna ao Brasil, em maio, para apresentar o espetáculo “O Samba Mandou Me Chamar”, marcando um reencontro com o público brasileiro após anos de atuação intensa no exterior. Radicada em Los Angeles há mais de três décadas, Sonia fez da cidade um polo de expressão afro-brasileira e consolidou-se como referência cultural. Foi na cidade californiana que concedeu uma entrevista à RFI. Aos 82 anos e cheia de energia que transborda nas conversas e nas suas músicas, subiu ao palco em Temecula, na Califórnia, no dia 17 de abril. Nos últimos meses realizou diversas apresentações na região, na qual é reconhecida como um símbolo de resistência e a ponte entre a ancestralidade e a modernidade global, de onde vêm suas inspirações. Ela afirma que a arte deve manter um olhar atento sobre a política para não transmitir mensagens equivocadas, motivo pelo qual acompanha de perto o tema. “Eu gosto de programas de governo que falam principalmente em saúde, educação, arte e cultura. Então, eu fico de olho nessas coisas, procuro valorizar a minha ancestralidade e fazer com que essas figuras que realmente, vamos dizer assim, fundaram o Brasil, que elas sejam vistas, que elas sejam ouvidas, que elas sejam reconhecidas e valorizadas”, contou à RFI. Uma lenda viva Ícone desde os anos 1960, Sonia compartilhou palcos com nomes como Tim Maia, Jorge Ben Jor e Luiz Melodia. A projeção nacional veio na década seguinte, quando se tornou presença marcante na televisão brasileira, especialmente no Fantástico, da TV Globo. Participou de performances musicais e de trilhas de novelas. Nos anos 1990, mudou-se para os Estados Unidos; logo no início já conquistou a Broadway e abriu shows de nomes como Ray Charles e Nancy Wilson, além de colaborações e encontros com Sérgio Mendes e outros artistas que ajudaram a projetar o reconhecimento da música brasileira, e a potência que é hoje, no exterior. “Eu cantei num festival de artes populares na Tunísia, há uns anos. Havia 54 países representados e quando anunciaram que era música brasileira, todo mundo aplaudiu. Nós tocamos na Rússia, ginásio cheio, e o patrocinador, que era a Coca-Cola, divulgou muito 'Água de beber'. E o povo cantarolova isso (ela canta). Basta dizer que é música brasileira e uma rendição incondicional acontece", revela. Ao lado da cantora Ana Gazzola, integrou o projeto Brazil Brazil, com o qual fez diferentes circuitos internacionais, incluindo cidades na Ásia, Europa e África. O grupo foi responsável por levar repertório brasileiro a festivais de jazz e música do mundo inteiro. Uma missão, segundo Sonia, com muito ritmo e cadência para transmitir amor ao mundo. A artista diz que sua trajetória é guiada pela “voz do seu coração”, uma proposta de vida que a levou a circular por mais de 40 países. Para ela, “todo artista é um canal”, responsável por “transmitir coisas boas e bonitas”. Sonia parte do princípio de que “tudo é energia, força magnética” e acredita ter uma mensagem a passar para as pessoas. “Escolhi as palavras das minhas músicas nessa direção”, conta. Samba como DNA e pioneirismo Seu talento visionário se expressa em músicas como Poema Rítmico do Malandro (1971), que antecipou a cadência do rap anos antes do gênero ganhar força no Brasil. Sonia já experimentava com a métrica e a rima, e adiantou tendências com uma visão artística que sempre esteve décadas à frente. Mas o samba, ah, o samba. Esse bate mais forte e constante no peito. É o eixo central de uma carreira que desafiou fronteiras. Embora tenha transitado com maestria pelo jazz e pelo blues, é na cadência do tambor que sua identidade se solidifica. Tempos de redescoberta Apesar dessa magnitude, o nome de Sonia Santos parece ainda escondido, esquecido do grande público, sendo muitas vezes um segredo guardado por músicos e historiadores. Por isso, o significado ainda maior desse retorno ao Brasil. Será a síntese de uma trajetória que volta ao palco de onde saiu. No novo espetáculo “O Samba Mandou Me Chamar”, Sonia revisita diferentes fases da própria trajetória por meio de um repertório que mistura memória e reinvenção: com clássicos como “Upa Neguinho”, “Água de Beber” e “Brasileirinho”. O show também inclui releituras que dialogam e refletem sua vivência entre Brasil e Estados Unidos e tributos a mulheres que, assim como ela, levaram a música brasileira aos palcos do mundo, como Carmen Miranda e Tânia Maria. “Eles podem esperar de mim uma entrega total, entendeu? Estou completamente rendida às belezas do meu país. Eu amo o Brasil. Eu acho que ele não é a pátria do futuro, ele é a pátria do presente. Eu acho que definitivamente ele está chegando naquele ponto de ter o reconhecimento e o respeito mundial", conclui. As apresentações acontecem nos dias 7 e 8 de maio de 2026, às 20h, no Teatro Raul Cortez do Sesc 14 Bis, em São Paulo.
Sonia Santos é uma das vozes mais importantes da música brasileira, que muita gente ainda está descobrindo. Uma artista de trajetória rara, com 60 anos de carreira, que atravessa televisão, samba, soul e jazz com a mesma força e identidade. A cantora e compositora que construiu uma carreira singular dividindo palcos com grandes nomes internacionais e da MPB, agora retorna ao Brasil, em maio, para apresentar o espetáculo “O Samba Mandou Me Chamar”, marcando um reencontro com o público brasileiro após anos de atuação intensa no exterior. Radicada em Los Angeles há mais de três décadas, Sonia fez da cidade um polo de expressão afro-brasileira e consolidou-se como referência cultural. Foi na cidade californiana que concedeu uma entrevista à RFI. Aos 82 anos e cheia de energia que transborda nas conversas e nas suas músicas, subiu ao palco em Temecula, na Califórnia, no dia 17 de abril. Nos últimos meses realizou diversas apresentações na região, na qual é reconhecida como um símbolo de resistência e a ponte entre a ancestralidade e a modernidade global, de onde vêm suas inspirações. Ela afirma que a arte deve manter um olhar atento sobre a política para não transmitir mensagens equivocadas, motivo pelo qual acompanha de perto o tema. “Eu gosto de programas de governo que falam principalmente em saúde, educação, arte e cultura. Então, eu fico de olho nessas coisas, procuro valorizar a minha ancestralidade e fazer com que essas figuras que realmente, vamos dizer assim, fundaram o Brasil, que elas sejam vistas, que elas sejam ouvidas, que elas sejam reconhecidas e valorizadas”, contou à RFI. Uma lenda viva Ícone desde os anos 1960, Sonia compartilhou palcos com nomes como Tim Maia, Jorge Ben Jor e Luiz Melodia. A projeção nacional veio na década seguinte, quando se tornou presença marcante na televisão brasileira, especialmente no Fantástico, da TV Globo. Participou de performances musicais e de trilhas de novelas. Nos anos 1990, mudou-se para os Estados Unidos; logo no início já conquistou a Broadway e abriu shows de nomes como Ray Charles e Nancy Wilson, além de colaborações e encontros com Sérgio Mendes e outros artistas que ajudaram a projetar o reconhecimento da música brasileira, e a potência que é hoje, no exterior. “Eu cantei num festival de artes populares na Tunísia, há uns anos. Havia 54 países representados e quando anunciaram que era música brasileira, todo mundo aplaudiu. Nós tocamos na Rússia, ginásio cheio, e o patrocinador, que era a Coca-Cola, divulgou muito 'Água de beber'. E o povo cantarolova isso (ela canta). Basta dizer que é música brasileira e uma rendição incondicional acontece", revela. Ao lado da cantora Ana Gazzola, integrou o projeto Brazil Brazil, com o qual fez diferentes circuitos internacionais, incluindo cidades na Ásia, Europa e África. O grupo foi responsável por levar repertório brasileiro a festivais de jazz e música do mundo inteiro. Uma missão, segundo Sonia, com muito ritmo e cadência para transmitir amor ao mundo. A artista diz que sua trajetória é guiada pela “voz do seu coração”, uma proposta de vida que a levou a circular por mais de 40 países. Para ela, “todo artista é um canal”, responsável por “transmitir coisas boas e bonitas”. Sonia parte do princípio de que “tudo é energia, força magnética” e acredita ter uma mensagem a passar para as pessoas. “Escolhi as palavras das minhas músicas nessa direção”, conta. Samba como DNA e pioneirismo Seu talento visionário se expressa em músicas como Poema Rítmico do Malandro (1971), que antecipou a cadência do rap anos antes do gênero ganhar força no Brasil. Sonia já experimentava com a métrica e a rima, e adiantou tendências com uma visão artística que sempre esteve décadas à frente. Mas o samba, ah, o samba. Esse bate mais forte e constante no peito. É o eixo central de uma carreira que desafiou fronteiras. Embora tenha transitado com maestria pelo jazz e pelo blues, é na cadência do tambor que sua identidade se solidifica. Tempos de redescoberta Apesar dessa magnitude, o nome de Sonia Santos parece ainda escondido, esquecido do grande público, sendo muitas vezes um segredo guardado por músicos e historiadores. Por isso, o significado ainda maior desse retorno ao Brasil. Será a síntese de uma trajetória que volta ao palco de onde saiu. No novo espetáculo “O Samba Mandou Me Chamar”, Sonia revisita diferentes fases da própria trajetória por meio de um repertório que mistura memória e reinvenção: com clássicos como “Upa Neguinho”, “Água de Beber” e “Brasileirinho”. O show também inclui releituras que dialogam e refletem sua vivência entre Brasil e Estados Unidos e tributos a mulheres que, assim como ela, levaram a música brasileira aos palcos do mundo, como Carmen Miranda e Tânia Maria. “Eles podem esperar de mim uma entrega total, entendeu? Estou completamente rendida às belezas do meu país. Eu amo o Brasil. Eu acho que ele não é a pátria do futuro, ele é a pátria do presente. Eu acho que definitivamente ele está chegando naquele ponto de ter o reconhecimento e o respeito mundial", conclui. As apresentações acontecem nos dias 7 e 8 de maio de 2026, às 20h, no Teatro Raul Cortez do Sesc 14 Bis, em São Paulo.
Enquanto NÔT sobe ao palco em Paris, Alexandra Bolona apresenta esta quarta-feira, 25 de Março, Dança Fora de Si. A Obra Coreográfica de Marlene Monteiro Freitas na Livraria Portuguesa e Brasileira, um livro que nasce de um “espanto” inicial e de mais de uma década de encontros com a obra de Marlene Monteiro Freitas. “Não desejo explicar, mas aproximar”, diz a autora, propondo uma escrita que acompanha a dança sem a fixar e abre caminhos para ler uma criação que “transmite forças” mais do que mensagens. Há livros que chegam para explicar. Este não. Dança Fora de Si. A Obra Coreográfica de Marlene Monteiro Freitas instala-se noutro lugar: acompanha, escuta, aproxima-se. É apresentada esta quarta-feira, 25 de Março, em Paris no momento em que a nova criação de Marlene Monteiro Freitas, NÔT, sobe ao palco, como se a escrita e a dança partilhassem o mesmo tempo, cada uma no seu plano: uma no corpo, outra na linguagem. O gesto inaugural aconteceu em 2012. Alexandra Bolona recorda-o como um abalo inaugural: “Recordo-me ter visto a estreia da peça Paraíso, coleção privada, em estreia absoluta no festival Vila do Conde e ter pensado que aquilo que estava a ver em palco era tão, tão diferente daquilo que eu já tinha visto para alguém que acompanha a dança contemporânea portuguesa europeia, que me questionei: ‘O que é isto que eu estou a ver em palco? Que corpos são estes? Que polifonia? Que paisagem musical tão bizarra, que estranheza?' Eu tinha o objectivo de escrever sobre aquela peça e demorei uma semana para escrever sobre a peça porque tive dificuldade em tentar transferir toda aquela emoção, toda aquela força e toda aquela estranheza em palavras.” Esse primeiro embate não se dissolveu com o tempo. Pelo contrário, prolongou-se, sedimentou-se, tornou-se método e necessidade. “A curiosidade ficou de tal forma impregnada no meu próprio corpo”, diz, sublinhando uma relação com a escrita que é também física: “é quase como se eu sentisse visceralmente o que estou a ver em palco”. O espanto como origem e como método O livro assume essa origem sem reservas: “Este livro nasce do espanto”, afirma Alexandra Bolona. E acrescenta imediatamente: “logo a seguir associo este espanto a outra palavra que é o desejo”. O espanto, neste contexto, não é paralisia, mas impulso. “O espanto deixa-nos num momento de estupefacção, surpresa, incompreensão, talvez num maravilhamento, mas também incita a questionar porque é este espanto, porque é esta surpresa.” A partir daí, abre-se um caminho de investigação que a autora liga a uma descoberta teórica precisa: “encontrei num livro de Agamben esta relação entre a palavra espanto e estudo, que partilham a mesma raiz etimológica, um que significa o choque, o embate perante algo que desconhecemos. E este embate levou-me a prosseguir este estudo.” A escrita nasce, assim, desse choque inicial e prolonga-o. Mas o livro não procura resolver o enigma. A própria autora recusa essa ambição: “Eu não sei se este livro vai explicar. Eu acho que ele abre caminhos de leitura, abre caminhos para nos aproximarmos à obra da Marlene.” E talvez seja essa a única forma possível de responder a uma obra que, como diz, “não deseja explicar coisas, mas mais provocar sensações, transmitir forças, intensidades. A dança consegue, nas palavras dela, transbordar às vezes mais do que as palavras.” Cinco peças, uma travessia O livro organiza-se em torno de cinco peças: Guintche, Paraíso: coleção privada, Jaguar, As Bacantes e Mal – Embriaguez Divina, mas não constrói uma narrativa linear. Cada obra é um ponto de entrada, um campo de forças. A escolha obedece a uma lógica interna ao percurso da coreógrafa: “Guintche é um solo e é o único solo que Marlene apresentou de uma forma ampla no contexto nacional e internacional. Depois segue-se Paraíso: coleção privada, a sua primeira peça de grupo. Escolhi também Jaguar, que é um dueto, As Bacantes, uma leitura coreográfica da tragédia grega de Eurípides que ela fez em 2017 e foi no momento em que recebeu o Leão de Prata na Bienal de Veneza. E a última, Mal – Embriaguez Divina, por também ser uma peça que reflecte sobre uma experiência que Marlene teve quando coreografou para a companhia israelita Batsheva e depois não conseguiu circular com aquela peça.” Escrever sobre dança é confrontar-se com aquilo que desaparece. Alexandra Bolona formula-o com precisão: “Uma reflexão sobre artes performativas, uma reflexão sobre algo que é efémero, é sempre uma tentativa de, de certa forma, cristalizar sem que esta cristalização seja encerrar em si próprio as ideias, mas é óbvio que há uma vontade de reflectir e através deste processo deixar rastos sobre aquilo que se vê, sobre aquilo que se experiencia.” No centro dessa tentativa está uma tensão permanente: “No início eu digo que este livro surge da dissonância que às vezes se debateu sobre mim entre o ver, o sentir e o pensar. E como nesta dificuldade entre o ver, o sentir e o pensar transformar isto ainda em escrita.” Cabo Verde: compreender a linguagem Para se aproximar da obra de Marlene Monteiro Freitas, Alexandra Bolona sentiu necessidade de deslocar-se. Cabo Verde torna-se um território fundamental. “Era importante fazer esta viagem, ir a Cabo Verde para perceber e para entender algumas características do trabalho da Marlene. Depois de ter ido, sem dúvida que sim, eu não conseguiria entender algumas das descrições que ela me falava, das práticas, dos rituais.” A experiência revelou a complexidade de um universo cultural diverso: “É um arquipélago muito diverso, com práticas muitas vezes sincréticas, onde o sagrado, a religião e os rituais mais pagãos dialogam.” Entre essas referências, destaca-se o carnaval espontâneo: “o carnaval que Marlene me falava ia muito além da ideia que temos de um carnaval mais inspirado na tradição brasileira com os seus cortejos. Ela salientava o tal carnaval espontâneo que acontecia fora dos cortejos oficiais, feito por pessoas das franjas sociais mais desfavorecidas, mas prolíferas a inventar e a criar figuras bizarras, que interrompiam os cortejos oficiais de forma insólita e até de crítica social.” O livro constrói-se como um atlas. Antes de cada ensaio, um conjunto de imagens propõe relações possíveis. “A Marlene interessa-se por juntar matérias e materiais, abrindo o espectro a sons, imagens, filmes, matérias que à partida nós não colocaríamos lado a lado, matérias díspares, às vezes opostas, às vezes em colisão, que provocam o tal estranhamento.” Esse procedimento gera figuras inesperadas: “um performer que de repente é um fauno ou uma criatura que poderia sair de um mosaico bizantino do último julgamento.” A própria autora participa nesse processo, assumindo a dimensão criativa da sua leitura: “O livro é a tua forma de olhar para o meu trabalho e tu és livre de escrever o que quiseres, disse-me a Marlene. Logo, há contribuições minhas para estes atlas, especulações minhas, relações que eu vejo nas peças.” Cada leitor é, por isso, convocado a continuar o trabalho: “é um convite para cada leitor ou leitora tecer as suas próprias relações.” Música, figuras e ficção Entre os elementos estruturantes da obra, a música ocupa um lugar central. Não como acompanhamento, mas como força geradora. “A música permite-lhe aceder a estratos de si próprio ou de sensação que não conseguiria aceder de outra forma. Permite-lhe chegar a determinados estados performáticos.” E há aqui, segundo Alexandra Bolona, uma dimensão política: “a escolha musical nas suas peças é um instrumento, é um gesto político.” Dessa relação emergem as “figuras”, termo que substitui categorias mais fixas: “a figura não é a personagem do contexto teatral, nem o bailarino associado a uma representação figurativa. A figura é muito mais aberta. Associa-se ao cartoon, às máscaras, a algo que não se rege pelas leis de causa-efeito nem pelas leis da gravidade.” No palco, tudo pode acontecer: “é o teatro como um lugar de máxima ficção, onde se pode reinventar a condição humana, repensar os corpos e a relação entre os corpos.” Há um momento em que a investigação se transforma. Não deixa de ser análise, mas aproxima-se da criação. A pergunta impõe-se: quando é que isso acontece? Talvez no instante em que o olhar deixa de procurar respostas e passa a produzir relações. Talvez quando o espanto inicial não desaparece, mas se organiza. O livro permanece nesse lugar instável. Tal como a dança que o atravessa, recusa fixar-se. E é nessa recusa que encontra a sua forma.
Sucesso entre consumidores de quadrinhos e mangás, o aplicativo Comic Geeks tem colaborado com leituras e produções de conteúdo nerd, mas também vem revelando dados importantes sobre produção cultural e representação. Além de organizar hábitos de leitura, a ferramenta ajuda a entender quais personagens recebem mais destaque em obras da Marvel e da DC, e como isso impacta nossos gostos, escolhas e até visão de mundo. Escolhi a heroína Tempestade, da Marvel, como guia para uma jornada de leituras intensas. Objetivo: investigar questões que sempre atravessam o meio nerd: personagens femininas e outros recortes sociais recebem menos espaço por falta de interesse do público ou por decisões editoriais? Quando não consumimos certas histórias, estamos realmente buscando qualidade ou apenas reproduzindo filtros culturais que nos afastam de determinadas narrativas? O que os hábitos de consumo de quem ignora essas personagens revelam sobre relação de poder, representatividade e empatia? Se você é fã de mulheres poderosas na ficção, como Feiticeira Escarlate, Fênix ou Mulher-Maravilha, ou quer evidências do potencial narrativo e mercadológico não explorado dessas personagens, o último episódio do ano do Wondernautas é pra você! Convidado: @leony.ag, Instagram. Colabore com o Wondernautas: Pix (CPF) 115484246-09
Angelluz, um podcast sobre Anjos - #710 - Anjo Custódio ou Anjo da Guarda?Este episódio fala:1 - De todo o grande universo de Anjos ao nosso redor, o Anjo mais importante é exatamente aquele que está bem pertinho de nós: o nosso Anjo Custódio. Você deve estarpensando: que Anjo é esse? Não ouvi falar... Anjo Custódio é como as pessoas que moram em países que falam a língua portuguesa de Portugal e países que falam o espanhol se referem aquele anjo que no Brasil chamamos de Anjo daGuarda. Escolhi usar o termo Anjo Custódio porque o nosso Anjo da Guarda não tem como função principal ser um guarda-costas.2 - Finaliza com uma Meditação Guiada para conexão com o Anjo da Alegria de Viver.
LEITURA BÍBLICA DO DIA: GÊNESIS 32:22-32 PLANO DE LEITURA ANUAL: JONAS 1–4; APOCALIPSE 10 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Flávia tocou as cicatrizes da cirurgia para remover o câncer de esôfago e estômago. Desta vez, os médicos retiraram parte de seu estômago, deixando uma cicatriz irregular revelando a extensão da cirurgia. Ela disse ao marido: “As cicatrizes representam a dor do câncer ou a cura. Escolhi que serão o símbolo de cura”. Jacó enfrentou escolha semelhante em sua luta à noite com Deus. O atacante divino deslocou o quadril dele e o deixou exausto e mancando perceptivelmente. Meses depois, eu ainda questiono sobre o que Jacó pensou quando massageou o seu quadril sensível? Será que Jacó tinha se arrependido de sua incredulidade que resultou na fatídica luta? O mensageiro divino tinha arrancado a verdade dele, recusando-se a abençoá-lo até que Jacó confessasse quem era. Jacó confessou que ele era aquele que nasceu com “a mão agarrada ao calcanhar” do irmão (GÊNESIS 25:26). Jacó trapaceou o seu irmão Esaú e mentiu ao seu sogro Labão, enganando-os para obter vantagens. O lutador divino disse que o novo nome de Jacó seria “Israel, pois lutou com Deus e com os homens e venceu” (32:28). O mancar ou claudicar de Jacó representou a morte de sua antiga vida de engano e o início de sua nova vida com Deus. O fim de Jacó e o começo de Israel. Sua limitação física o levou a confiar em Deus, que agora se movia poderosamente nele e por meio dele. Por: MIKE WITTMER
Sara Correia é a convidada desta semana do Posto Emissor. A fadista, que acaba de lançar a canção ‘Avisem que eu Cheguei’, falou sobre o próximo disco, escrito exclusivamente por mulheres, a admiração que nutre por Pedro Abrunhosa e Ricardo Ribeiro, e a importância de ter uma mãe “guerreira”See omnystudio.com/listener for privacy information.
App 10 Minutos com Jesus. Disponível em: App Store - https://tinyurl.com/10mcj-ios Google Play - https://tinyurl.com/10mcj-android Subscreve aqui: https://youtube.com/channel/UC9RN5vG3C0qlq4pZFx-k9-w?feature=shared ️ Segue-nos no teu serviço habitual de podcast: Spotify: https://spoti.fi/3bb5Edp Google Podcast: https://bit.ly/2Ny0S1r Apple Podcast: https://apple.co/3aqxYt6 iVoox: https://bit.ly/2ZmpA7t Recebe uma mensagem com a Meditação via: WhatsApp: http://dozz.es/10mjp Telegram: https://t.me/dezmincomjesus +Info: http://10minutoscomjesus.org
Neste episódio, sentei-me com o Hugo Oliveiro founder da Oliveira & Co. Consulting.Sabia que esta iria ser uma história dura, mas com um final feliz. Escolhi o Hugo para ser o primeiro convidado desta nova temporada porque, se estás a ler isto e sentes que a tua vida está uma m**rda, e precisas de uma luz para te levantares e seguires em frente, este episódio é para ti.O Hugo é um exemplo vivo de resiliência, superação e fé no impossível.Nasceu e cresceu num dos bairros mais perigosos de Lisboa, e desde cedo aprendeu que a vida não dá tréguas. Perdeu o pai quando mais precisava dele, viu a mãe ser levada para a prisão, e mesmo com os irmãos ao lado, teve de aprender a lutar sozinho.Mas o que começou como uma história marcada pela dor, tornou-se num testemunho de coragem e transformação.Do bairro de Chelas para o mundo dos negócios. De um miúdo revoltado, para um homem que hoje inspira centenas de pessoas a acreditarem que é possível reescrever o teu destino.Nesta conversa falamos sobre perda, propósito, ambição e fé, mas acima de tudo, sobre o poder de nunca desistir de ti.Este episódio é um lembrete de que o passado não te define, as escolhas que fazes depois é que definem a tua vida. Neste episódio:00:00 Trailer02:23 Objetivo do episódio03:28 Crescer em Chelas06:40 Morte do pai16:19 Prisão da mãe18:01 Viver com os Tios27:08 A mãe sai da prisão31:32 Começa a trabalhar + lições sobre vendas34:41 Gravidez inesperada37:01 Spot Publicitário37:47 Início no mercado imobiliário42:59 O negócio começa a dar certoSubscreve-te a todos os canais onde podes encontrar o Vulneravelmente Falando. Quanto mais formos, melhor será o podcast!Youtube: @laramonizInstagram: @vulneravelmentefalando TikTok: @vulneravelmentefalandoSpotify, Google Podcasts, Apple Podcasts, etc.: Vulneravelmente Falando #vulneravelmentefalando #podcast #portugal #desenvolvimentopessoal
Hoje recebemos a Aline Milagres e a Jhéssica Diógenes que escolheram deixar o Brasil e viver no Canadá. Elas nos contaram como está sendo o processo da chegada, da adaptação, do percurso para conseguir emigrar, aprender francês e aplicar para um visto. Foi uma conversa repleta de esperança e que, com certeza, pode inspirar o seu percurso no exterior. Esperamos que você goste!Aliás, se você curte o nosso trabalho, passe a apoiar se tornando membro do nosso canal do YouTube. Clique aqui e entre na nossa comunidade exclusiva que conta com um episódio extra por semana do nosso podcast, um grupo exclusivo no WhatsApp e ainda ganha o e-book do Claudinho "Morar fora: sentimentos de quem decidiu partir". Esperamos você!Você pode comprar o e-book através deste link!Participe do nosso canal no WhatsApp e fique bem informado com tudo o que está acontecendo pelo mundo!Apresentação: Cláudio Abdo e Amanda Corrêa — Aproveite para nos seguir em nossas redes sociais: Instagram |YouTube | Acesse o nosso site:vagaspelomundo.com.br | Aproveite para dar like, classificar e compartilhar o episódio com mais pessoas!!!Este episódio tem o patrocínio de:TFA IMMIGRATION: se você está pensando em mudar de país, o ideal é que seja da maneira certa. Por isso, contar com a expertise de profissionais especializados em imigração é fundamental e a TFA está agora também em Portugal sendo um apoio para quem deseja morar, trabalhar, investir ou estudar na Europa. Acesse o site da TFA e siga no Instagram (@tfaportugal) e converse com eles para que o seu percurso no exterior seja da melhor maneira.VOIX DU FUTUR: aprender francês pode abrir muitas portas pessoais e profissionais. Por isso, se você deseja morar fora e quer dominar o francês, conte com a Voix du Futur, uma escola especializada em formar francófonos confiantes, com foco em resultados reais. Com um método direto, humano e altamente eficaz, ideal tanto para quem deseja imigrar, trabalhar ou simplesmente conquistar a fluência de forma estratégica e o melhor, no seu ritmo. Entre em contato acessando o site da escola e siga a Voix du Futur no Instagram para ficar por dentro de tudo!
Devocional do dia 04/09/2025 com o Tema: “Bondade”Meus sobrinhos, adolescentes, vieram passar uns dias na casa dos avós. Como estão acostumados a praticar esportes, eles pediram ao avô que os levasse para correr em algum lugar sem movimento. Por um bom tempo, fizeram tranquilos suas atividades. Mas, quando passavam em frente a um condomínio luxuoso, uma senhora os chamou e os acusou de terem furtado a bicicleta de um morador do local.LEITURA BÍBLICA: Salmo 119.41-50 Escolhi o caminho da fidelidade; decidi seguir as tuas ordenanças (Sl 119.30). See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste vídeo especial, conversamos com Mirella Dellazzari, mãe de dois dos nossos alunos, que compartilha sua experiência com a Academia DD. Ela conta os motivos que a levaram a nos escolher e revela o que mais gosta em nossas aulas.
Igreja Presbiteriana de Thomaz Coelho
“O Extraordinário Percurso da Comunidade Portuguesa de França” é uma série documental em oito episódios que fala sobre os portugueses e lusodescendentes de hoje em França, mas também recorda os que fugiram de Portugal no século XVI, os que combateram na Primeira Guerra Mundial e os que participaram na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial. A série é realizada por Carlos Pereira, director do mais conhecido jornal das comunidades por terras francesas, o LusoJornal, e está a ser difundida na RTP Internacional, ficando disponível online. RFI: “Por que é que a série se chama ‘O Extraordinário Percurso da Comunidade Portuguesa de França'? O que é que este percurso tem de tão extraordinário? Carlos Pereira, Realizador de “O Extraordinário Percurso da Comunidade Portuguesa de França”: “Eu acho que este percurso é, de facto, é extraordinário. A grande massa dos portugueses que chegaram nos anos 50, 60, não sabia ler, não sabia escrever. Eram, no melhor dos casos, iletrados, mas numa grande parte eram analfabetos e conseguindo dar a volta à situação, trabalhando muito, conseguiram impor-se e estar em França como se fosse quase em Portugal. Eu acho que este percurso é mesmo um percurso extraordinário. E depois, ao trabalhar sobre este percurso, apercebi-me que isto já vinha de antes dos portugueses que participaram na Primeira Guerra Mundial, que estiveram na Segunda Guerra Mundial e que fizeram um trabalho importante também de resistência durante a ocupação nazi. Procurando ainda melhor, vimos que já os judeus portugueses que chegaram cá durante a Inquisição fizeram um trabalho impressionante de integração em França. Iniciei aí este percurso que inicia no século XVI e que chegou até hoje.” Quantos portugueses e lusodescendentes é que vivem hoje em França? Ainda são uma “comunidade invisível” como outrora ficou conhecida? “Essa pergunta já responde, de facto, que é uma comunidade invisível, isto é, nós não sabemos dizer o número exacto de portugueses que moram em França. Hoje ninguém tem estes números. Isto é sintomático. Nem Portugal tem estes números, nem também França tem estes números, portanto não sabemos. É uma comunidade muito grande que está em todo o lado. Encontramos os portugueses na política, nas associações, no desporto, na cultura, os empresários... Agora, o número exacto, quantos somos, não sabemos responder a essa pergunta.” Muitas vezes os políticos falam em um milhão, um milhão e meio de portugueses em França... “Ouve-se de tudo. Fala-se entre um milhão e duzentos mil e um milhão e quinhentos mil. Já aí entra esta diferença que é bastante grande, mas estima-se que esta comunidade ande por aí. Há muitos lusodescendentes que não têm a nacionalidade portuguesa, que não estão registados, que podiam ser portugueses a qualquer momento. E depois também há as mulheres e os maridos de portugueses que também podiam ser portugueses a qualquer momento se fossem pedir a nacionalidade e isto faria certamente números muito maiores.” Como é que surgiu a ideia de fazer esta série documental? “Era importante contar esta história. O que nós fazemos no LusoJornal regularmente é contar esta história, a história contemporânea de portugueses que moram em França. Não há nada ou há muito pouco registado em vídeo, isto é, não há muitos documentários sobre os portugueses de França.” Há os documentários do realizador José Vieira. “Pois houve alguns documentários do José Vieira, mas há muito poucos documentários sobre os portugueses de França e são muito sobre a história, sobre ‘o salto', sobre antes do ‘salto' ou depois do ‘salto' e não tanto sobre os portugueses de hoje e eu quis dar a minha contribuição. Propus à RTP, a RTP também queria fazer um trabalho sobre isto, apareci num bom momento, na boa altura, a compra estabeleceu-se, fizemos este acordo e a série foi feita em oito episódios por enquanto. Espero que haja uma segunda série, era importante que se retratasse este percurso e, sobretudo, que se fizesse uma fotografia actual de uma comunidade enorme, como já dissemos, mas que é tão desconhecida em Portugal e em França. Ainda recentemente, neste último episódio sobre os judeus, houve muita gente que me ligou e que me disse que não conhecia esta história, nem portugueses nem franceses.” Qual é essa história dos judeus portugueses em França? “Os judeus saíram de Portugal durante a Inquisição e uma parte pequena, apesar de tudo, veio instalar-se em França, onde também não podia haver a prática judaica. O rei Henrique II decide permitir a instalação deles em Bordéus - ou na faixa entre Bordéus, Hendaye e Bayonne - dizendo que eles também não são judeus, porque tinham sido convertidos à força em Portugal, cristãos novos, e arranjando ali alguns argumentos decide autorizá-los a ficar. Dali foram-se expandindo no país inteiro e deram um primeiro-ministro Pierre Mendès France, o Georges Mendel, os irmãos Pereira, isto é, desenvolveram os caminhos-de-ferro em França, as termas, fizeram aqui impérios e depois chegou a Segunda Guerra Mundial e veio estragar um pouco esta comunidade já que muitos deles foram deportados e mortos. Ficaram uma sinagoga portuguesa em Paris, outra em Bordéus e outra em Bayonne, onde se pratica ainda agora o rito português que é um rito muito específico, embora já não sejam portugueses a ocupá-las ou muito poucos a frequentá-las e são os judeus da África do Norte que, entretanto, sendo também sefarditas, embora pratiquem um rito diferente, foram-se habituando a praticar o rito português, já que estas sinagogas obrigam, por estatuto, que se siga o rito português até ao fim dos tempos. Depois ficou um cemitério judeu em Bordéus e o primeiro cemitério judeu em Paris que ainda hoje é possível visitar se for pedida autorização ao consistório. Eu visitei e filmei. Ainda ficaram alguns rastos desta comunidade e eu acabo o documentário no Josué Ferreira, que é um lusodescendente que acabou por ser a primeira mulher rabina a ser ordenada em França e que depois mudou de nome e de sexo e agora é Josué Ferreira e é rabino na comunidade liberal em Montpellier. É um lusodescendente que se converteu ao judaísmo e hoje é um rabino.” Outro episódio, difundido em Junho, chama-se “Lusodescendentes e politicamente implicados em França”. O que é que representam estes luso-eleitos no mapa político francês em termos de números e em termos de visibilidade da própria emigração portuguesa? “Segundo a Cívica, portanto, a associação dos autarcas de origem portuguesa, há por volta de 8.000 autarcas de origem portuguesa. Este número também não é fácil de verificar. No LusoJornal verificámos uma boa parte, uns 80%, e este número não deverá andar muito longe daí. Isto chega-se lá através dos nomes, mesmo se depois há os Costas que até poderão ser espanhóis. Ou então, por exemplo, uma autarca que tinha o apelido francês devido ao casamento, mas que é portuguesa. Portanto, 8.000 representam muito e os portugueses - repito - chegaram cá praticamente analfabetos. Eles não conheciam o sistema francês e descobriram tudo. Houve aqui todo um trabalho de afirmação, digamos assim. Há os autarcas, depois há os deputados. Há quatro deputados actualmente na Assembleia Nacional Francesa e nós entrevistámos dois deles. Depois, entrevistámos os presidentes de câmara, vereadores em Paris, na região parisiense, mas também em Clermont-Ferrand, onde há uma comunidade grande portuguesa e há, aliás, uma deputada de lá. No fim, na altura em que filmámos, uma lusodescendente tinha chegado ao Parlamento português: era a Nathalie Oliveira e ela conta também esse percurso de como é que fazendo um percurso no PS francês, ela acabou por ser eleita deputada em Portugal, apesar de muitas dificuldades. Era o retorno, no fundo, da moeda, era o regressar a Portugal enquanto deputada.” Há outro episódio que tem como título “Associações Portuguesas de França - Uma teia de Influências”. Qual é que tem sido a importância do movimento associativo português em França? E por que é que de 900 associações portuguesas no final dos anos 90, hoje há muito poucas? “Hoje há muito menos associações portuguesas em França porque o problema hoje não é o mesmo. Nos anos 70 e 80, ainda não havia internet, ainda não havia redes sociais, ainda não era possível ver a televisão portuguesa em França e, por isso, as pessoas juntavam-se numa associação e a associação era o terreno que eles constituíam aqui. Hoje, isso já não é preciso, isso já não é prioridade. As pessoas iam a uma associação muitas vezes encontrar trabalho, encontrar casa, encontrar mulher ou marido, até nos grupos de folclore. Isso hoje já não é uma prioridade e, portanto, muda-se muito os objectivos e há muitas associações que não se souberam adaptar e que vão certamente acabar. Há muitas que já acabaram. Eu escolhi apenas grandes associações que fazem a diferença, já que evidentemente eu não podia entrevistar 900 e tal associações.” Quantas associações há hoje? “Não sei e esse é também um problema. É que nós não sabemos exactamente o número de associações que existem em França. Em França, é muito fácil criar uma associação, isto é, duas pessoas juntam-se e vão declarar a associação. Demora três ou quatro dias e custa 20 e tal euros. Há muitas associações que depois existem no papel e não existem na prática. Enfim, é completamente impossível dizer o número de associações portuguesas que há em França. Agora, eu escolhi umas oito ou nove e escolhi aquelas que se impuseram mais, ou porque construíram edifícios enormes que estão actualmente a dinamizar e a ceder às próprias Câmaras Municipais ou então, como em Dijon e em Clermont-Ferrand, ou a associação de Pontault-Combault que faz um festival enorme todos os anos que é já uma festa da própria cidade, embora seja organizada por uma associação portuguesa. Isso acontece em Clermont-Ferrand também. Também escolhi a Associação de Nanterre porque organiza uma feira de produtos portugueses e aqui há também esta dimensão comercial ou de promoção regional de produtos endógenos num outro país. Escolhi a associação O Sol de Portugal que foi a primeira associação juvenil a ser criada em França, é uma associação em Bordéus que tem a particularidade de até agora nunca nenhum homem a ter dirigido e sempre foi dirigida por mulheres e tem experimentado, de há uns anos para cá, uma nova fórmula que é uma co-presidência. Portanto, actualmente há três mulheres a presidir a esta associação.” De todos os episódios, quais são aqueles que mais o marcaram? “Eu gostei muito de realizar os episódios sobre a Resistência e sobre os judeus, já que eu tinha feito uma sinopse inicial e ela acabou por ser completamente alterada. Isto é, eu fui aprendendo tanta coisa nova durante a própria realização que fui alterando. Esses dois marcaram-me muito. Portugal é um país neutro na Segunda Guerra Mundial e afinal eu entrevistei famílias de pessoas que foram fuziladas devido a serem resistentes, de pessoas que foram levadas num comboio para campos de concentração alemães e morreram no comboio, deitaram-nos do comboio abaixo. Isto é, aprendi muito em relação a estes dois episódios um pouco mais históricos. O episódio sobre o fado eu gostei muito de o ter realizado. Há um mundo fadista português aqui. Eu mostrei esse mundo fadista e gostei bastante. E depois todos os outros. Gostei dos empresários, do desporto, da cultura. Esses ainda não passaram, ainda vão passar agora. São episódios muito engraçados que mostram coisas novas e o importante é que eu agora receba mensagens de gente que me diga ‘Nunca vi isto assim, com este olhar'. Um olhar global, digamos assim. Aprendi muito. Fico contente por saber isso e por ter conseguido dar esta imagem global e de levar coisas novas que as pessoas não sabiam.” Vamos a esse universo fadista em França. Que universo é? “É um universo muito feminino, mas isto é a circunstância do tempo porque houve já mais homens a cantar fado no passado, mas actualmente é um universo muito feminino e, portanto, eu fui buscar uma cantora que é a Mónica Cunha, que aprendeu a cantar em Portugal e que veio para cá dar aulas de português e acabou por se impor aqui também enquanto fadista. Também fui buscar uma jovem que já nasceu cá, que nunca viveu em Portugal e que, à força de corrigir o sotaque, ela impõe-se no meio fadista aqui como uma grande fadista, a Jenyfer Raínho. Fui buscar uma francesa, a Lizzie, que não tem absolutamente nada a ver com Portugal e que um dia viu na televisão uma reportagem, viu alguém a cantar e disse ‘Eu adoro esta música'. Hoje ela fala um português perfeito e canta muito bem. Fui buscar pessoas que vêm de outros horizontes, isto é, da bossa nova, por exemplo, como é o caso da Tânia Raquel Caetano e que se aproximou a seguir do fado. Fui buscar um músico como o Philippe de Sousa, que viveu até muito pouco tempo em Portugal, mas que é um fadista, ou melhor, ele toca viola inicialmente, depois descobre a guitarra de fado e hoje leva essa guitarra de fado a outros universos do jazz, portanto com outras músicas, de outros horizontes menos convencionais e isso interessou-me muito. Pelo meio, há o Jean-Luc Gonneaud, um especialista de fado, francês, que um dia foi a Lisboa, já há muitos anos, porque fez um estágio em Lisboa e apostou com um irlandês que iam cantar um fado. No dia em que iam cantar, o irlandês disse que não ia. Ele foi e cantou o fado ‘O Marceneiro'. Desde aí ele é muito conhecido no mundo fadista em Portugal também, e muitas vezes assume esta ponte entre a França e Portugal.” Fala-se muito nas histórias de sucesso de empresários portugueses... Também as aborda... “O meu objectivo não era ficar naqueles empresários que nós já conhecemos todos e que são empresários de sucesso. Eu fui à procura de nova gente e encontrei, por exemplo, o Michel Vieira, em Lyon, que ninguém conhece e é o maior empresário português de França. Ele já nasceu cá porque os pais vieram para cá, o pai era bate-chapas, a mãe era mulher-a-dias e resolveram instalar-se aqui por mero acaso. Ele conta a história no filme. Ele fez um CAP, que é um diploma de base a seguir à quarta classe, e aprendeu a ser electricista. Andou a trabalhar nas obras e não gostou, disse que tinha muito frio, voltou à escola e resolveram propor-lhe uma especialização em electrodomésticos. Ele começa a reparar máquinas de lavar a louça e a roupa e, a partir daí, entra numa empresa ainda estagiário, vai crescendo, chega a chefe técnico, chefe comercial, depois director-geral e compra a empresa ao patrão. A empresa devia ter uns 12 milhões de euros naquela altura e ele começa a comprar outras empresas e comprou uma por 500 milhões de euros - é até hoje o único empresário sem sequer o 12° ano a obter um crédito de 500 milhões de euros. E se tudo funcionar bem, como ele espera, agora em 2025 ele vai chegar ao fim do ano e vai ter mil milhões de volume de negócios. Portanto, será o maior empresário português em França a entrar no grupo das 300 maiores empresas francesas. É uma história impressionante. Ele costuma dizer: 'Só foi possível por eu ser português, porque eu não estou a ver como é que vão dar um crédito a uma pessoa assim que chega e que não tem estudos nenhuns, que vem pedir um crédito de 500 milhões de euros, é só mesmo por eu ser português e eles reconhecerem o facto de ser trabalhador.'” O Carlos Pereira também aborda os portugueses no mundo cultural francês... “Em relação à cultura, o meu objectivo não é de contar os portugueses que estão a dominar os centros culturais ou teatros aqui em Paris porque essa é uma história que já muita gente conhece. Fui buscar pessoas que estão em horizontes muito diversos. É muito difícil fazer um episódio como este sobre a cultura ou sobre o desporto, já que há tanta gente a fazer cultura, a fazer desporto em domínios diferentes. Fui buscar uma realizadora, a Cristelle Alves Meira, fui buscar um coreógrafo que tem uma companhia em Bayonne que está a funcionar muito bem, o Fábio Lopes, foi buscar um pianista, Ricardo Vieira... Isto é, fui buscar várias pessoas a trabalharem em ramos diferentes e juntei-as de maneira a mostrar precisamente a diversidade, sem ser um catálogo onde se mostra tudo. Há muita gente que infelizmente não consegui pôr, mas o objectivo era mostrar que há gente em várias áreas. Mostrei isso também no desporto. Não queria falar só sobre futebol. Isso é um grande erro, pensar que os portugueses de França são todos adeptos de futebol e fazem todos futebol. Há portugueses em muitas outras áreas, no futebol também, é evidente, mas os portugueses dominam o futsal francês, há modalidades mais pequeninas, como o bilhar, os matraquilhos e a pelota basca que tem uma federação portuguesa que nasceu em França. A minha ideia era mostrar a diversidade e não tanto fazer um inventário de quem faz o quê.” A série “O Extraordinário Percurso da Comunidade Portuguesa de França” pode ser vista no site da RTP.
Na Galeria de Botânica do Jardim das Plantas, em Paris, a artista francesa Christine Enrègle presta homenagem a três árvores notáveis com desenhos a carvão que captam o tempo vegetal. Numa residência de dez meses, entre contemplação e criação, a artista revela a memória e a transformação das árvores centenárias. Uma viagem entre arte, ciência e ecologia, onde o gesto artístico dialoga com o ritmo lento da natureza. Na Galeria de Botânica do Jardim das Plantas, em Paris, um espaço fechado ao público desde 2020 e reservado ao trabalho silencioso de investigadores, habita, há quase um ano, uma artista de escuta atenta e traço paciente. Christine Enrègle instalou-se neste espaço para acompanhar, observar e, sobretudo, desenhar três árvores centenárias que testemunharam mais de dois séculos da história humana: um cedro do Líbano, um plátano oriental e um pistácio verdadeiro. Plantadas entre os séculos XVII e XVIII, estas árvores não são apenas testemunhas botânicas: são presença, são monumento, são tempo em forma vegetal. “Cada uma destas árvores tem uma arquitectura singular. Escolhi-as pelas suas diferenças formais, mas também pela vontade de aprofundar a relação com cada uma ao longo de várias estações. Gosto de trabalhar demoradamente sobre cada uma delas”, explica a artista, rodeada de desenhos de grandes dimensões, todos executados a carvão sobre tela de algodão. Iniciada em Setembro de 2024, a residência de Christine Enrègle prolongou-se até Junho de 2025. “O tempo da árvore não é o nosso”, explica. “Ela cresce, muda, mas tão lentamente que os nossos olhos não conseguem perceber. É por isso que as trabalho em séries: para dar conta desse movimento perpétuo e quase invisível", acrescenta. Cada série corresponde a uma estação do ano. No outono, o cedro do Líbano impôs-se com a sua verticalidade imponente. “É o mais antigo da sua espécie em França, trazido de Londres por Bernard de Jussieu em 1734. Impressiona pela altura e pela força silenciosa. Trabalhar com ele foi como estudar uma coluna viva do tempo”, explica. No inverno, Christine Enrègle voltou-se para as raízes do plátano de Buffon. “A luz era fraca, os dias curtos, o frio constante… tudo isso fazia eco com o subterrâneo, com a escuridão onde vivem as raízes. Foi uma fase de recolhimento, de escavação interior também”, detalha. Finalmente, na primavera, o pistácio verdadeiro permitiu-lhe fazer uma síntese visual das duas árvores anteriores: “Os seus ramos lembram raízes, mas têm também uma direcção ascendente. Há nele algo de reconciliação entre o que cresce para cima e o que se estende para baixo”. O suporte técnico das obras é tão essencial como o tema. Christine Enrègle desenha com carvão, matéria de madeira calcinada, sobre telas de algodão tradicionalmente usadas em pintura. “O carvão é madeira que morreu. Usá-lo para representar uma árvore viva é, para mim, um gesto simbólico de regeneração”, conta. Antes de aplicar o carvão, Christine Enrègle humedece a tela com pincéis: “A água é fundamental. Ela permite que o carvão se fixe melhor. Trabalho por camadas, e há momentos em que termino o desenho a seco. As sombras surgem pouco a pouco, como a própria árvore. É um trabalho de longa duração, que imita o ritmo da vida vegetal”. Na fase preparatória, a artista passa horas ao lado das árvores, observando, fotografando, escutando. “Tiro centenas de fotografias, mas mais do que isso: contemplo. Cada desenho nasce de um encontro. Primeiro sinto a presença da árvore. Depois, observo a sua estrutura, tento compreender as articulações do tronco, dos ramos… há uma relação quase anatómica com o corpo humano”, conta. Além do impacto visual e da coerência plástica, há uma dimensão histórica que atravessa toda a residência. O cedro do Líbano, plantado em 1734, carrega consigo uma lenda: durante o transporte desde Londres, o vaso onde era cultivado partiu-se, e Bernard de Jussieu foi forçado a carregá-lo no chapéu até Paris. O plátano oriental foi plantado em 1785 por Buffon, então intendente do Jardim do Rei. Já o pistácio provém de sementes trazidas do Levante por Joseph Pitton de Tournefort em 1702, e foi a partir do seu estudo que se descobriu, pela primeira vez, a função do pólen na reprodução das plantas, um escândalo científico à época. “Estas árvores são extraordinárias, não apenas pela idade ou pela forma, mas por tudo o que representam”, sublinha Christine Enrègle acrescentando que “são testemunhas de séculos de história. E, ao lado delas, sentimos a nossa pequenez: física, temporal, talvez até existencial”. O trabalho de Christiane Enrègle não se esgota na contemplação estética. Há nele uma preocupação evidente com a ecologia e com o destino do planeta. “Hoje, as árvores enfrentam ameaças novas. Há menos água, o clima mudou. Muitas morrem mais cedo do que deveriam. A arte pode alertar, sim, mas sobretudo pode propor outra maneira de olhar: mais atenta, mais respeitosa”, acredita. A artista evoca Franz Krajcberg, com quem trabalhou no Brasil em 2002, como uma influência determinante: “Ele fazia arte com madeira queimada da Amazónia. Denunciava, com grande força poética, a destruição da floresta. Partilho da sua urgência: a vida deve continuar, qualquer que seja a sua forma”. Os desenhos de Christine Enrègle ainda não têm casa definitiva. A galeria de Botânica, onde nasceram, está fechada ao público. Mas no âmbito da Fête de la Science, a realizar-se nos dias 11 e 12 de Outubro de 2025, o espaço vai excepcionalmente estar aberto para mostrar uma selecção de obras e dar a conhecer o trabalho da artista.“É um privilégio trabalhar aqui. Estamos rodeados de cientistas, cada um concentrado na sua pesquisa. Há um silêncio produtivo, uma energia de concentração que muito me ajudou. Trabalhei sozinha, sim, mas nunca em solidão”, descreve. Christine Enrègle espera apresentar os seus desenhos noutras instituições fora do museu, dado o volume da produção, mais de sessenta obras, e o desejo de partilhar com um público mais vasto esta experiência de comunhão entre arte, ciência e natureza.
Homilia Padre Esteban Olivares, IVE:Evangelho de Jesus Cristo segundo João 15,18-21Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:"Se o mundo vos odeia,sabei que primeiro me odiou a mim.Se fôsseis do mundo,o mundo gostaria daquilo que lhe pertence.Mas, porque não sois do mundo,porque eu vos escolhi e apartei do mundo,o mundo por isso vos odeia.Lembrai-vos daquilo que eu vos disse:'O servo não é maior que seu senhor'.Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós.Se guardaram a minha palavra,também guardarão a vossa.Tudo isto eles farão contra vós por causa do meu nome,porque não conhecem aquele que me enviou".Palavra da Salvação.
21ª meditação breve sobre a relação de Cristo com seus seguidores mais próximos.
Estar aos pés de Jesus, é escolher a melhor parte. Somos filhas com coração ardente por Jesus Cristo.
Neste episódio, regresso ao Ângulo Morto, a rubrica em que tento colmatar todos os meses falhas nas filmografias de cineastas que admiro. Neste caso o escolhido foi a lenda viva do cinema norte-americano Clint Eastwood, e vou falar de ‘Poder Absoluto', um filme de 1997 em que o realizador divide o protagonismo com o recentemente desaparecido Gene Hackman. Escolhi este filme não só em homenagem a Gene Hackman, depois das trágicas notícias do seu falecimento e da sua esposa, mas também porque, 28 anos mais tarde, parece continuar em diálogo com o actual clima político no EUA. Se gostas do podcast, segue-me nas redes sociais! Estou no YouTube, no Letterboxd, no Instagram, no Facebook e agora também no BlueSky. A tua ajuda faz toda a diferença, por isso interage, comenta e partilha para fazer crescer a comunidade Segundo Take. Encontra aqui todos os links onde podemos continuar esta conversa sobre cinema: YouTube: https://www.youtube.com/@segundotake Letterboxd: https://letterboxd.com/segundotake/ Facebook: https://www.facebook.com/segundotakepodcast Instagram: https://www.instagram.com/segundotake/ BlueSky: https://segundotake.bsky.social Desde já, obrigado pelo teu apoio!
"Não ME escolhestes vós a MIM, mas EU vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em MEU NOME pedirdes ao PAI ELE vo-lo conceda." João 15:16"Portanto, eis que EU a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração." Oseias 2:14"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra UM NOVO NOME escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe." Apocalipse 2:17
Mari completou 1 mês estudando Fashion Marketing & Management no capital têxtil sueca, Borås, e contou como está sendo a mudança do Canadá para a Europa, incluindo choques culturais, os rolês mais aleatórios, desafios, novos amigos e aprendizados. newsletter: https://modanamochila.substack.com/about Ig: https://www.instagram.com/modanamochila/ cursos: https://www.modanamochila.com/aprender Dicas de episódios SOS Mochilers 1 - Migrar é desconfortável, ficar também https://open.spotify.com/episode/1irGuCPMPOSLbfQVm0yJEQ?si=fbc7ba0ed62e44d5 Ep 119 - Mochila Pronta para a Nova Temporada [na Europa] https://open.spotify.com/episode/6WyWWx0NFDqhl7WKzDIDYp?si=59e41a23445748f6 Capítulos 00:00 - Intro 00:28 - Minha Trajetória na Moda Internacional no Canadá 03:09 - Por que Escolhi o Mestrado de Marketing de Moda Na Suécia? 10:22 Como Conseguir Bolsa de Estudos Para Estudar Moda na Suécia? 16:29 - Mudança para o Exterior com a Família 17:56 - Por que Estudar Moda na Suécia? 00:20:59 - Como fazer amigos Estudando Fora? 25:01 - Curiosidades Sobre Estudar na Suécia 28:04 - Como Fazer Networking no Exterior e a importância dos Rolês Aleatórios 42:58 - Preciso saber Suéco para Estudar na Suécia? 45:43 - Meus Maiores Desafios Estudando na Suécia 47:29 - Não Precisa ir para a Aula? 50:28 - Andar pelo Mundo é um Caminho sem Volta? 53:37 - Como Lidar com a Culpa de ir para Longe da Família para um Mestrado ou Trabalho no Exterior? 59:01 - Como ter Sucesso no Mercado de Trabalho Internacional? 1:02:08 - Qual o Futuro do Moda na Mochila?
"Não ME escolhestes vós a MIM, mas EU vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em MEU NOME pedirdes ao PAI ELE vo-lo conceda." João 15:16
Eu decidi abrir novamente uma caixinha de perguntas no meu Instagram e selecionar 3 pessoas para uma mentoria gratuita. Acompanhe a gravação da minha conversa com a Andreia Martins (@andreiamartins.terapeuta), a Neyla Caldeira (@neyla.caldeirae) e o Roberto Deyrmendjian Filho (@mr.roberteacher). Falei sobre vendas, produção de conteúdo, posicionamento e estratégias de negócio. Ouça o episódio completo e descubra a solução para alguns desafios que também podem estar acontecendo em seu negócio.
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#daytrade #bolsadeValores #mercadofinanceiro #trading #podcast #rendaextra #gráfico #dinheiro #ganhardinheiro #traderbrCarteira Automatizada XP: https://lp.xpi.com.br/carteira-automatizadaNo último episódio da primeira temporada de "A Arte do Trade", Márcio Kieling e José Mograb desvendam a maneira de operar de Caio Scotte. Scotte foi trader por muito tempo e depois chegou à XP para ser um dos criadores da Mesa Trader.Por isso mesmo ele "vê de dentro" como a maioria dos grandes traders brasileiros operam. E compartilha um pouco disso neste episódio.Hosts: Márcio Kieling e José MograbiConvidado: Caio Scotte
A obra do carioca Thiago Molon cruzou o Atlântico e pode ser vista na exposição “Metamorphosis”, uma mostra coletiva que transita em torno da ideia de evolução, na galeria Eritage Art Projects, no centro de Lisboa. Ao lado de seis outros artistas internacionais, o brasileiro apresenta a série “Estruturas Ambulantes”. Luciana Quaresma, correspondente da RFI em PortugalA exposição tem o objetivo de proporcionar uma viagem de autodescoberta e transformação, “com um olhar para além da superfície”, diz Thiago, em entrevista à RFI. Sua série na exposição, “Estruturas Ambulantes”, é “um desdobramento e uma interpretação sobre as feiras de rua e o comércio ambulante e informal no Brasil.“O processo de construção deste trabalho se deu por muitas mãos. Escolhi este suporte que é uma lona de caminhão. Ela tinha o papel de forrar, cobrir mercadorias para transporte. A gente consegue ver nelas marcas de uso, algumas cicatrizes, alguns reparos e isso tudo conta bastante história", explica.O material "foi manuseado, rodou muitos lugares, viajou por alguns Estados do Brasil", observa. Segundo Thiago, essa característica em particular foi o que resultou no nome de sua série de obras expostas: "ela se chama 'Estruturas Ambulantes', porque são estruturas que andam por aí”, revela. “É muito interessante este trabalho ter sido trazido para Lisboa, até por conta disso: essas estruturas ambulantes podem ser montadas e desmontadas e podem ser levadas para outros lugares. Foi o que fiz, montei o trabalho e o desmontei para levar para Portugal para ser montada novamente, então, esta estrutura ambulante rodou o Brasil, cruzou o oceano e está em Lisboa”, diz.Para o também carioca João Cavalcanti, da galeria Eritage, trazer as obras de Thiago para Lisboa é uma forma de abrir um diálogo relevante. “É uma honra poder apresentar o trabalho do Thiago internacionalmente. Poder contextualizar a história do artista com a narrativa de suas obras é ainda mais gratificante", avalia."O importante aqui não é destacar apenas o Vidigal, o mais importante é destacar quantos 'Thiagos' são perdidos diariamente em todo o território brasileiro, o quão fértil é o Brasil e quantos outros artistas como o Thiago existem e precisam de uma oportunidade, um acesso a educação”, reitera João.O papel central da favelaA favela do Vidigal, onde Thiago nasceu e foi criado, exerce um papel central na narrativa deste artista multidisciplinar. “É sempre muito gratificante poder representar o meu país e meu lugar de origem, onde nasci e fui criado, e servir de incentivo para as pessoas, para o investimento público e privado", afirma.Thiago diz esperar que este intercâmbio resulte em mais oportunidades para artistas de comunidades. "Que tenha mais investimento nas pessoas que querem mostrar seu trabalho, quem têm muita coisa para oferecer. O Vidigal é muito rico e isso não é nenhum segredo. Então, basta mesmo ter incentivo, pois a favela é um berço de coisas de qualidade e isso é indiscutível. Só não vê quem não quer incentivar isso”, completa.A ideia de apresentar o trabalho do artista em Portugal surgiu quando João e Thiago se conheceram, há dois anos, no ateliê do artista no Rio de Janeiro. “Ali mesmo começamos a elaborar uma residência artística em Lisboa e uma possível exposição. Mas acabou não acontecendo naquela altura por motivos de agenda e, finalmente, depois de dois anos, estou participando desta mostra coletiva em Lisboa.”Segundo João, as obras de Thiago nos transportam para um universo único, com referências estéticas e culturais pessoais. "A própria origem de Thiago, com pais que vieram de diferentes regiões do Brasil, migrando para o Rio de Janeiro em busca de melhores condições de vida, acrescenta uma profundidade à sua exploração artística e traz uma perspectiva única que enriquece todo o seu trabalho. Traz uma forma ais profunda de conhecer o tecido social brasileiro suas complexidades”, salienta.A exposição “Metamorphosis” está em cartaz na Eritage Art Project até 4 de fevereiro.
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O Ricardo conheceu a Ariana e logo eles se apaixonaram e se casaram. E ele sempre encorajava a sua esposa a estudar e terminar a faculdade. Então com o tempo, ele passou a apoiar financeiramente a jornada acadêmica dela. Mas enquanto a Ariane progredia em sua carreira e educação, uma distância emocional cresceu entre o casal. O Ricardo sentia saudades da mulher que ele amava, enquanto a Ariane acreditava que seus caminhos estavam se separando. As ideias não batiam, as coisas não eram mais as mesmas, então a relação acabou! O Ricardo ficou com raiva e ressentimento, mas hoje em dia, ele optou por liberar esses sentimentos do seu coração e se livrar de todo ódio.
Mensagem de dia 3 de Setembro de 2023 de Diogo Gonçalves com o título ""Porque eu?! Eu não escolhi isto!"".
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A leitura é uma das formas de cultivo de autocuidado.Muitas vezes o livro é o lugar seguro de se desapegar de preocupações, escapando para uma realidade paralela que pode ampliar o nosso mundo e alimentar nossa alma.Escolhi um conto do livro do Valter Hugo Mãe para ler pra vocês; Contos de cães e maus lobos.Desfrutem da escrita de Valter, aqui no formato de audio:-)Música e edição: Alê Pradewww.alepradeart.com@aleprade@what_doo_you_seewww.vitalkompass.com@vitalkompassvitalkompass@gmail.com
Este é um daqueles episódios autobiográficos que pintam às vezes. Escolhi falar de crise porque me bateu uma. Na verdade, ela está me rondando há algum tempo, e eu só chutando ela para a frente, e chutando para a frente, até que ficou muito incômoda e eu estou tendo que encarar. Aqui vai um desabafo... E talvez algo que eu compartilho faça sentido pra você, tenha alguma utilidade.== Meu curso – Você Mais Centrado: https://www.regingiannetti.com.br/voce-mais-centrado== Comente este episódio em sua versão no YouTube - https://youtu.be/9_m9RQRprmQ== Citados neste episódio: - Livro "Quando tudo se desfaz", de Pema Crodron- Episódios95 - Desistir é uma opção - https://youtu.be/I__18PHcPHg123 - Ruminação mental - https://youtu.be/gC505Ejb_tg125 - Quando não estamos dando conta - https://youtu.be/gqN4WAX7LHc
Mensagem do dia 05 de Março de 2023 por Thiago Grulha Pode vir! Eu escolhi te acolher | Mateus 11:27-30 www.ibab.com.br Nos acompanhe nas redes sociais: www.instagram.com/oficialibab www.facebook.com/oficialibab www.twitter.com/oficialibab
Cafezinho 557 – Em busca de um sentido Em 1945, o psicólogo Viktor Frankl tinha 40 anos de idade. Poucos meses depois de sua libertação de um campo de concentração nazista, escreveu um livro sobre a fonte de sua vontade de sobreviver. O livro chama-se O Homem Em Busca de Um Sentido, vendeu mais de 10 milhões de cópias em 24 idiomas. E dele é possível tirar muitos ensinamentos. Escolhi cinco: Primeiro: sempre mantemos a capacidade de escolher a nossa atitude. Frankl escreveu: "Nós, que vivíamos em campos de concentração, podemos nos lembrar dos homens que andavam pelas cabanas, confortando os outros, dando seu último pedaço de pão. Eles podem ter sido poucos em número, mas oferecem provas suficientes de que tudo pode ser tirado de um homem, exceto uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher a atitude de alguém em qualquer conjunto de circunstâncias, escolher o próprio caminho.” Segundo ensinamento: Haverá sofrimento – É como reagimos ao sofrimento que conta Frankl afirma que se encontra sentido na vida através do trabalho, especialmente quando esse trabalho é de natureza criativa e alinhado com um propósito maior do que nós mesmos. Através do amor, que muitas vezes se manifesta no serviço aos outros. E através do sofrimento, que é fundamental para a experiência humana. O terceiro ensinamento tem a ver com o Poder do Propósito Frankl observou que aqueles prisioneiros que sobreviveram, que encontraram uma maneira de suportar, sempre tiveram um propósito maior que os levou adiante através de condições difíceis. Para alguns, era uma criança, um cônjuge ou membro da família que os esperava. Para outros, era uma tarefa inacabada ou um trabalho criativo que exigia sua contribuição única. O quarto ponto: o verdadeiro teste de nosso caráter é revelado em como agimos Frankl conclui que cada pessoa deve responder à pergunta “qual o sentido da vida?” por si mesma, com base em suas circunstâncias, relacionamentos e experiências. Quinto ensinamento: a bondade humana pode ser encontrada nos lugares mais surpreendentes Frankl se lembra quando um guarda, correndo risco, secretamente lhe deu um pedaço de pão. "Foi muito mais do que o pequeno pedaço de pão que me levou às lágrimas na época. Foi o "algo" humano que este homem me deu – a palavra e o olhar que acompanharam o presente. O Homem Em Busca de Um Sentido é um livro essencial para estes tempos bicudos. Vou continuar a reflexão neste vídeo.
Cafezinho 557 – Em busca de um sentido Em 1945, o psicólogo Viktor Frankl tinha 40 anos de idade. Poucos meses depois de sua libertação de um campo de concentração nazista, escreveu um livro sobre a fonte de sua vontade de sobreviver. O livro chama-se O Homem Em Busca de Um Sentido, vendeu mais de 10 milhões de cópias em 24 idiomas. E dele é possível tirar muitos ensinamentos. Escolhi cinco: Primeiro: sempre mantemos a capacidade de escolher a nossa atitude. Frankl escreveu: "Nós, que vivíamos em campos de concentração, podemos nos lembrar dos homens que andavam pelas cabanas, confortando os outros, dando seu último pedaço de pão. Eles podem ter sido poucos em número, mas oferecem provas suficientes de que tudo pode ser tirado de um homem, exceto uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher a atitude de alguém em qualquer conjunto de circunstâncias, escolher o próprio caminho.” Segundo ensinamento: Haverá sofrimento – É como reagimos ao sofrimento que conta Frankl afirma que se encontra sentido na vida através do trabalho, especialmente quando esse trabalho é de natureza criativa e alinhado com um propósito maior do que nós mesmos. Através do amor, que muitas vezes se manifesta no serviço aos outros. E através do sofrimento, que é fundamental para a experiência humana. O terceiro ensinamento tem a ver com o Poder do Propósito Frankl observou que aqueles prisioneiros que sobreviveram, que encontraram uma maneira de suportar, sempre tiveram um propósito maior que os levou adiante através de condições difíceis. Para alguns, era uma criança, um cônjuge ou membro da família que os esperava. Para outros, era uma tarefa inacabada ou um trabalho criativo que exigia sua contribuição única. O quarto ponto: o verdadeiro teste de nosso caráter é revelado em como agimos Frankl conclui que cada pessoa deve responder à pergunta “qual o sentido da vida?” por si mesma, com base em suas circunstâncias, relacionamentos e experiências. Quinto ensinamento: a bondade humana pode ser encontrada nos lugares mais surpreendentes Frankl se lembra quando um guarda, correndo risco, secretamente lhe deu um pedaço de pão. "Foi muito mais do que o pequeno pedaço de pão que me levou às lágrimas na época. Foi o "algo" humano que este homem me deu – a palavra e o olhar que acompanharam o presente. O Homem Em Busca de Um Sentido é um livro essencial para estes tempos bicudos. Vou continuar a reflexão neste vídeo.
Saudações, ouvinte entusiasta do podcast! Está no ar o Curso de Podcast, o seu podcast sobre produção de podcasts apresentado por Leo Lopes! Estamos vivendo a Era de Ouro do podcast, ou melhor, do conteúdo em áudio! Nunca se produziu e se consumiu tanto podcast como nos dias atuais, e em um mundo onde novidades tecnológicas surgem a cada dia, a versatilidade, baixo custo, baixa complexidade de produção e suave curva de aprendizado são fatores que atraem cada vez mais pessoas a se tornarem produtores de conteúdo em áudio! Neste sétimo episódio do Curso de Podcast, Leo Lopes recebe cinco produtores de podcast de diferentes profissões e regiões do país - todos ouvintes do Curso de Podcast e participantes do nosso grupo aberto no Telegram - para compartilharem suas experiências sobre os motivos que levaram cada um a iniciar essa jornada pelo maravilhoso mundo do podcast! Participaram deste episódio: - Felipe Castro, 33 anos, projetista mecânico, Fortaleza - CE, do podcast Companhia do Aventureiro- Danilo Oliveira, 25 anos, ator, Brasília - DF, do podcast Distrito Animado- Ricardo da Silva Gomes, 33 anos, biólogo, Rio de Janeiro - RJ, do podcast Biologia In Situ- João Victor Estácio, 39 anos, professor de ciências e fotógrafo, Belém - PA, do podcast CESINcast- Yuri Motoyama, 41 anos, professor universitário, Santos - SP, do podcast Quatrode15 Não se esqueça que você sempre pode interagir conosco nas redes sociais e principalmente deixar seu feedback aqui embaixo, na sessão de comentários do post, compartilhando conosco e com todos os ouvintes do Curso de Podcast as suas próprias reflexões a respeito do podcast! Mande também sua dúvida, pergunta ou sugestão tema e convidado, para que possamos continuar produzindo um conteúdo que ajude você a arregaçar as mangas e fazer o seu próprio podcast! Este programa foi patrocinado por Alura Cursos de Tecnologia:- Já são mais de 1350 cursos online!- Acesse: http://www.alura.com.br/promocao/cursodepodcast- Inscreva-se no Curso de PRODUÇÃO de Podcast com Leo Lopes na Alura!- Inscreva-se no Curso de EDIÇÃO de Podcast com Leo Lopes na Alura! Links citados no programa: - Mundo Agro Podcast Especial de 3 Anos com Leo Lopes- RADIOFOBIA 339 – Atividade Física, com Yuri Motoyama Créditos do episódio:- Produção geral, apresentação, captação e edição: Leo Lopes- Identidade Visual: Gui Dellacolletta- Arte do Episódio: Camila Nogueira
Saudações, ouvinte entusiasta do podcast! Está no ar o Curso de Podcast, o seu podcast sobre produção de podcasts apresentado por Leo Lopes! Estamos vivendo a Era de Ouro do podcast, ou melhor, do conteúdo em áudio! Nunca se produziu e se consumiu tanto podcast como nos dias atuais, e em um mundo onde novidades tecnológicas surgem a cada dia, a versatilidade, baixo custo, baixa complexidade de produção e suave curva de aprendizado são fatores que atraem cada vez mais pessoas a se tornarem produtores de conteúdo em áudio! Neste sétimo episódio do Curso de Podcast, Leo Lopes recebe cinco produtores de podcast de diferentes profissões e regiões do país - todos ouvintes do Curso de Podcast e participantes do nosso grupo aberto no Telegram - para compartilharem suas experiências sobre os motivos que levaram cada um a iniciar essa jornada pelo maravilhoso mundo do podcast! Participaram deste episódio: - Felipe Castro, 33 anos, projetista mecânico, Fortaleza - CE, do podcast Companhia do Aventureiro- Danilo Oliveira, 25 anos, ator, Brasília - DF, do podcast Distrito Animado- Ricardo da Silva Gomes, 33 anos, biólogo, Rio de Janeiro - RJ, do podcast Biologia In Situ- João Victor Estácio, 39 anos, professor de ciências e fotógrafo, Belém - PA, do podcast CESINcast- Yuri Motoyama, 41 anos, professor universitário, Santos - SP, do podcast Quatrode15 Não se esqueça que você sempre pode interagir conosco nas redes sociais e principalmente deixar seu feedback aqui embaixo, na sessão de comentários do post, compartilhando conosco e com todos os ouvintes do Curso de Podcast as suas próprias reflexões a respeito do podcast! Mande também sua dúvida, pergunta ou sugestão tema e convidado, para que possamos continuar produzindo um conteúdo que ajude você a arregaçar as mangas e fazer o seu próprio podcast! Este programa foi patrocinado por Alura Cursos de Tecnologia:- Já são mais de 1350 cursos online!- Acesse: http://www.alura.com.br/promocao/cursodepodcast- Inscreva-se no Curso de PRODUÇÃO de Podcast com Leo Lopes na Alura!- Inscreva-se no Curso de EDIÇÃO de Podcast com Leo Lopes na Alura! Links citados no programa: - Mundo Agro Podcast Especial de 3 Anos com Leo Lopes- RADIOFOBIA 339 – Atividade Física, com Yuri Motoyama Créditos do episódio:- Produção geral, apresentação, captação e edição: Leo Lopes- Identidade Visual: Gui Dellacolletta- Arte do Episódio: Camila Nogueira
Fernando Alvim recebe Joana Cruz a propósito do seu novo livro, Um registo de resiliência e positividade, onde nos é dado a conhecer a Joana corajosa e frágil na sua luta contra o cancro.
A Gina sempre desconfiou que seu filho mais velho, Pedro, era gay, mas por muito tempo fingiu que nada acontecia por conta do preconceito que ela carregava consigo. Tudo mudou quando o Pedro a chamou para conversar e se assumiu. Ali, a Gina entendeu que não tinha nada o que temer. Ela deveria amar, acolher e lutar por seu filho. E foi isso que ela fez e ainda faz. Hoje a Gina é atuante do movimento Mães Pela Liberdade, um coletivo promove ações em apoio às famílias das comunidades LGBTQIA+ no Estado de Minas Gerais. Claro que em um post de Instagram ou até mesmo ouvindo o episódio do Podcast completo com a Gina, tudo parece que foi simples e fácil. Mas ela mesma lembra que não. A Gina foi resistente por um tempo, chegou a pedir muitas vezes para que seus filhos não fossem gays. Mas o incrível da história dela, é que ela entendeu que essa dificuldade em aceitá-los, não era problema deles e, sim, com ela. Eles estavam sendo só eles, ela é quem tinha um problema. O preconceito. Que bom que a Gina escolheu amar seus filhos, independentemente de qualquer coisa. Por mais mães como a Gina! O link para votar no Histórias para ouvir lavando louça como Melhor Podcast no Rio Webfest é esse aqui: https://riowebfest.net/popular-vote/ O Histórias para ouvir lavando louça é um podcast do ter.a.pia apresentado por Alexandre Simone e Lucas Galdino. Para conhecer mais do ter.a.pia, acesse historiasdeterapia.com. Para entrar no grupo do Whatsapp e receber as histórias do canal e do podcast com antecedência, é só contribuir no site apoia.se/historiasdeterapia. Edição: Felipe Dantas Roteiro: Luigi Madormo
Você sonha em empreender? Música encerramento: Citay - Little Kingdom
Pedro Bernardo tem um percurso de mais de duas décadas na edição de livros, essencialmente como editor, mas também como revisor e tradutor. Começou por trabalhar nas Edições 70, e posteriormente, no Grupo Almedina, lidando sobretudo com não-ficção. Em finais de 2015, saiu do Grupo para ser um dos fundadores da editora E-Primatur/Bookbuilders. -> Apoie este projecto e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45graus.parafuso.net/apoiar _______________ Índice da conversa: (2:56) O que faz um editor? | Ezra Pound's extensive revisions to T. S. Eliot's The Waste Land. | Porque é raro em Portugal? (9:05) Publica-se demais em Portugal? | Quais são os custos de publicar um livro? (14:47) Como surge um livro: parte do autor ou da editora? | Scouting (17:26) Como é lidar com os autores? A importância da clareza na linguagem e o culto da opacidade na escrita académica (24:35) Outros intervenientes há na publicação de um livro: revisor, tradutor, designer etc. | A importância da capa. (32:16) Que tipo de livros se lê mais em Portugal? | Porque há pouco mercado para livros de bolso em Portugal? | Livros digitais. (39:44) Lê-se muito pouco em Portugal? | Estudo «Leitores de livros em Portugal. Uma prática cultural em transformação», de Miguel Ângelo Lopes, José Soares Neves e Patrícia Ávila | Inquérito da Fundação Gulbenkian às práticas culturais dos portugueses (48:36) Impacto da consolidação do mercado editorial e de retalho livreiro em Portugal este século. | Os livros em Portugal são demasiado caros? (1:01:39) Que intervenção deve ter o Estado no mercado dos livros? (1:04:57) Porque é tão difícil unir o Mundo Lusófono? (1:08:00) Recomendações do convidado. Editoras (Antígona, Tinta da China), livrarias (100ª Página em Braga, Poetria no Porto, Fonte de Letras em Évora), autores (Robert Fisk, A Grande Guerra pela Civilização). Livro recomendado: O Negócio dos Livros, Como os Grandes Grupos Económicos Decidem o Que Lemos, de André Schiffrin _______________ Este episódio tem uma história de quase 2 anos. Mais ou menos desde o momento em que comecei a escrever o que viria a ser o livro «Política a 45 Graus», dei por mim com imensa curiosidade e dúvidas sobre o processo de edição de um livro, as especificidades do mercado da edição em Portugal e os hábitos de leitura (ou falta deles) no nosso país. Agora que passei pelo processo de edição do meu livro, e através dele fui levado a pensar mais nestas questões, decidi que estava na altura de trazer este tema ao 45 Graus. O convidado é Pedro Bernardo. Escolhi o Pedro Bernardo pela sua longa experiência enquanto editor, sobretudo de não ficção, primeiro nas Edições 70, e posteriormente, no Grupo Almedina, e sobretudo porque um dos criadores, juntamente com Hugo Xavier e João Reis, da E-Primatur / Bookbuilders, uma das mais interessantes editoras independentes nascidas em Portugal nos últimos anos. A E-Primatur é uma editora especial por vários motivos, desde o facto de funcionar com base num modelo de crowdfunding, às capas originais do seu livro e ao tipo de livros que publica -- com grande ênfase em “obras essenciais que foram capazes de mudar mentalidades (para o bem e para o mal, como diz na apresentação da editora). Foi uma conversa muito esclarecedora para quem se interessa por este tipo de temas, em que percorremos uma série de tópicos, desde o papel de um editor, ao processo de edição de um livro e os seus vários intervenientes, passando pelas especificidades do mercado editorial e livreiro em Portugal e pelos hábitos de leitura dos portugueses em comparação com outros países. Espero que gostem! _______________ Obrigado aos mecenas do podcast: Julie Piccini, Ana Raquel Guimarães Galaró family, José Luís Malaquias, Francisco Hermenegildo, Nuno Costa, Abílio Silva, Salvador Cunha, Bruno Heleno, António llms, Helena Monteiro, BFDC, Pedro Lima Ferreira, Miguel van Uden, João Ribeiro, Nuno e Ana, João Baltazar, Miguel Marques, Corto Lemos, Carlos Martins, Tiago Leite Tomás Costa, Rita Sá Marques, Geoffrey Marcelino, Luis, Maria Pimentel, Rui Amorim, RB, Pedro Frois Costa, Gabriel Sousa, Mário Lourenço, Filipe Bento Caires, Diogo Sampaio Viana, Tiago Taveira, Ricardo Leitão, Pedro B. Ribeiro, João Teixeira, Miguel Bastos, Isabel Moital, Arune Bhuralal, Isabel Oliveira, Ana Teresa Mota, Luís Costa, Francisco Fonseca, João Nelas, Tiago Queiroz, António Padilha, Rita Mateus, Daniel Correia, João Saro João Pereira Amorim, Sérgio Nunes, Telmo Gomes, André Morais, Antonio Loureiro, Beatriz Bagulho, Tiago Stock, Joaquim Manuel Jorge Borges, Gabriel Candal, Joaquim Ribeiro, Fábio Monteiro, João Barbosa, Tiago M Machado, Rita Sousa Pereira, Henrique Pedro, Cloé Leal de Magalhães, Francisco Moura, Rui Antunes7, Joel, Pedro L, João Diamantino, Nuno Lages, João Farinha, Henrique Vieira, André Abrantes, Hélder Moreira, José Losa, João Ferreira, Rui Vilao, Jorge Amorim, João Pereira, Goncalo Murteira Machado Monteiro, Luis Miguel da Silva Barbosa, Bruno Lamas, Carlos Silveira, Maria Francisca Couto, Alexandre Freitas, Afonso Martins, José Proença, Jose Pedroso, Telmo , Francisco Vasconcelos, Duarte , Luis Marques, Joana Margarida Alves Martins, Tiago Parente, Ana Moreira, António Queimadela, David Gil, Daniel Pais, Miguel Jacinto, Luís Santos, Bernardo Pimentel, Gonçalo de Paiva e Pona , Tiago Pedroso, Gonçalo Castro, Inês Inocêncio, Hugo Ramos, Pedro Bravo, António Mendes Silva, paulo matos, Luís Brandão, Tomás Saraiva, Ana Vitória Soares, Mestre88 , Nuno Malvar, Ana Rita Laureano, Manuel Botelho da Silva, Pedro Brito, Wedge, Bruno Amorim Inácio, Manuel Martins, Ana Sousa Amorim, Robertt, Miguel Palhas, Maria Oliveira, Cheila Bhuralal, Filipe Melo, Gil Batista Marinho, Cesar Correia, Salomé Afonso, Diogo Silva, Patrícia Esquível , Inês Patrão, Daniel Almeida, Paulo Ferreira, Macaco Quitado, Pedro Correia, Francisco Santos, Antonio Albuquerque, Renato Mendes, João Barbosa, Margarida Gonçalves, Andrea Grosso, João Pinho , João Crispim, Francisco Aguiar , João Diogo, João Diogo Silva, José Oliveira Pratas, João Moreira, Vasco Lima, Tomás Félix, Pedro Rebelo, Nuno Gonçalves, Pedro , Marta Baptista Coelho, Mariana Barosa, Francisco Arantes, João Raimundo, Mafalda Pratas, Tiago Pires, Luis Quelhas Valente, Vasco Sá Pinto, Jorge Soares, Pedro Miguel Pereira Vieira, Pedro F. Finisterra, Ricardo Santos _______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira _______________ Bio: Pedro Bernardo é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, Estudos Ingleses e Alemães, trabalha em edição desde 2000, essencialmente como editor, mas também como revisor e tradutor. Na Edições 70, e posteriormente no Grupo Almedina, exerceu, entre outras, as funções de responsável pela produção (2004-2007) e de editor (2007-2015). Em finais de 2015, saiu do Grupo para ser um dos fundadores da E-Primatur/Bookbuilders.
Por Pr. Paulo Borges Jr..
Por Pr. Paulo Borges Jr..
Por Que Escolhi Morar No Brasil E Não Na Itália by Pierluigi Rizzo
No Papo Antagonista, Claudio Dantas entrevistou o ex-ministro de Jair Bolsonaro, general Santos Cruz para uma conversa acerca da politização nas Forças Armadas. Cadastre-se para receber nossa newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL Confira mais notícias em nosso site: https://www.oantagonista.com Acompanhe nossas redes sociais: https://www.youtube.com/c/OAntagonista https://www.fb.com/oantagonista https://www.twitter.com/o_antagonista https://www.instagram.com/o_antagonista
O ex-ministro Santos Cruz (foto) se ofereceu ao Podemos como presidenciável, após Sergio Moro migrar para a União Brasil. Em entrevista ao Papo Antagonista nesta quinta (12), ele comentou o seu projeto político. "Escolhi o Podemos porque era uma forma de eu apoiar de melhor maneira o Sergio Moro. Ele saiu do partido de maneira bastante inesperada, mas eu já passei da fase da vida de ter abalo com surpresas. Então, eu permaneci no Podemos e, hoje, o meu projeto é o seguinte: eu me coloquei à disposição do Podemos, caso o partido tenha interesse de lançar candidatura própria. É claro que, para isso, o partido tem que fazer uma consulta [na sigla] e, se tiver mais de um [interessado], fazer uma convenção", disse. Caso não entre na corrida presidencial, Santos Cruz afirmou que também está à disposição do partido para disputar as eleições no Distrito Federal, seu domicílio eleitoral. Cadastre-se para receber nossa newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL Confira mais notícias em nosso site: https://www.oantagonista.com Acompanhe nossas redes sociais: https://www.youtube.com/c/OAntagonista https://www.fb.com/oantagonista https://www.twitter.com/o_antagonista https://www.instagram.com/o_antagonista
Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca. Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo jaz no maligno. I João 5:18-19 Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes Eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. João 15:19