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Ricardo Arioli comenta algumas das principais notícias da semana, ligadas ao Agro. Abate de bovinos de corte batendo recordes em Mato Grosso no início do ano. A crise do excesso na cebola e da falta nos feijões. Calculadora da Federação de Goiás mostra margens apertadas na Soja.
No episódio de hoje do BBcast Agro – Mercado de Grãos, Danilo Teodoro, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Uberaba (MG), apresenta uma análise do cenário do milho em 13 de fevereiro de 2026, destacando os principais dados do relatório do USDA, o andamento da safra brasileira e o comportamento dos preços no mercado físico e futuro.Destaques do episódio:
Previsão indica fenômeno moderado a forte a partir do inverno, com aumento de chuvas no Sul e estiagens e ondas de calor mais intensas no interior do país; pico do El Niño é esperado entre novembro e janeiro, aponta a NOAA. Conab eleva a safra 2025/26 de soja do Brasil e mantém perspectiva de recorde de grãos; produção da oleaginosa é estimada em 178 milhões de toneladas, principal commodity agrícola do país. No MS, a redução das pastagens degradadas é impulsionada por tecnologia, políticas públicas e expansão de sistemas produtivos sustentáveis. Ciência que transforma o agro: mulheres ganham protagonismo no campo da inovação.
O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
Neste episódio do "Conectando os Pontos", conversamos com Fernando Almeida, Gerente de Crédito e Sustentabilidade da Fiagril, sobre a complexidade do crédito rural em tempos de alta volatilidade e o impacto crescente das Recuperações Judiciais (RJs). Fernando discute a evolução da distribuição de insumos, a importância do ESG para a sustentabilidade do setor e o papel crucial da tecnologia na análise de risco. A conversa se aprofunda na necessidade de uma gestão profissionalizada, que transforme dados em informação estratégica, e no planejamento sucessório como pilares para a perenidade do negócio. Para profissionais do agro que buscam estratégias para navegar pelos ciclos de mercado, mitigar riscos e garantir um futuro sólido, este episódio oferece perspectivas valiosas e aprendizados práticos sobre como construir um legado duradouro. Este episódio foi trazido até você pela FJR Consultoria! A FJR Consultoria atua no agronegócio conectando estratégia, gestão e conhecimento para gerar resultados consistentes. A empresa desenvolve soluções práticas para produtores, empresas e organizações do setor, promovendo eficiência, tomada de decisão qualificada e crescimento sustentável por meio de metodologias aplicadas à realidade do campo. Site: https://fjrconsultoria.com/Instagram: https://www.instagram.com/fjrconsultoria FICHA TÉCNICAConvidado: Fernando AlmeidaApresentação: Francisco Guerreiro Jr.Produção: Agro ResenhaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O Estado começou a fiscalizar denúncias de trabalho escravo somente em 1995. Alguns dos piores casos aconteciam em carvoarias, onde trabalhadores, inclusive crianças, passam as suas vidas inteiras em meio ao calor e a fuligem dos fornos. Na época, os resgates eram feitos com poucos recursos por agentes do Estado, que aprenderam a enfrentar o problema, na prática. Créditos: Idealização: Natália Suzuki Roteiro: Vitor Camargo Edição: Natália Suzuki e Lucia Nascimento Montagem, sonorização, trilha sonora e mixagem: Victor Oliveira Gravação: Estúdio da Repórter Brasil Apoio: Laudes Foundation, Fundação Avina, Fundo Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso
Fala, família Pop & Arte! O episódio número 08 do Pop & Arte, programa que enaltece a cena artística e cultural de Joinville, está no ar. Sara Lopes, Gabi Didoné e Saulo Novaes conversaram com os integrantes da Banda Seiva. No último episódio da temporada, os artistas da Seiva narraram sua trajetória, saindo do Mato Grosso até chegar em Joinville. Além disso, contaram também como é o processo criativo para compor as músicas, o processo para divulgar sua arte nas plataformas de áudio e contaram em quem se inspiram para continuar propagando música boa por aí. Gravem este nome: Banda Seiva. Vão fazer muito sucesso no Brasil, certamente. Vem ser Pop. Bora fazer Arte. Ouça o Pop & Arte e fique por dentro do que rola na cultura joinvilense.Este programa é gravado no Soma Rolê, Rua Max Colin, 1399 - Joinville.
No episódio de hoje do EmpreendaCast, recebemos Paulo II Fetter, um empreendedor que saiu das estradas do Mato Grosso como carreteiro e gerente de fazendas para se tornar um dos nomes mais promissores do setor de lavanderias no Brasil. Fundador da Desce Lava, Paulo compartilha sua jornada nada linear — repleta de coragem, fé e decisões fora da curva — que transformou máquinas quebradas em um negócio com dezenas de unidades e um modelo de franquia inovador.
Muitos trabalhadores resgatados são homens, negros, com baixa escolaridade e provenientes do estado do Maranhão. Neste segundo episódio, baseado na história da auditora fiscal do trabalho, Claudia Ribeiro, contamos o triste fim de trabalhadores explorados, encontrados por ela em uma das suas fiscalizações realizadas na década de 1990. Créditos: Idealização: Natália Suzuki Roteiro: Vitor Camargo Edição: Natália Suzuki e Lucia Nascimento Montagem, sonorização, trilha sonora e mixagem: Victor Oliveira Gravação: Estúdio da Repórter Brasil Apoio: Laudes Foundation, Fundação Avina, Fundo Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso
Send us a textMatthew Kruse of Commstock Investments provides an on-the-ground report from the 2026 Brazil Farm Tour in Mato Grosso Brazil. He visits two distinct operations to discuss current harvest conditions, double-cropping strategies, and the logistical challenges of Brazilian agriculture.Stay Connectedhttps://www.commstock.com/https://www.facebook.com/CommStockInvestments/https://www.youtube.com/channel/UClP8BeFK278ZJ05NNoFk5Fghttps://www.linkedin.com/company/commstock-investments/
Você sabe a diferença real entre Calcário e Gesso no perfil do solo? Ou se vale a pena trocar o adubo mineral pelo organomineral?
Neste boletim climático, detalhamos como o sistema de baixa pressão e a umidade estacionada na região central do Brasil devem ditar o ritmo do campo nesta semana. Com alertas para temporais em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, o produtor precisa estar atento ao planejamento das atividades, especialmente na colheita.Analisamos também o retorno gradual da umidade ao Matopiba e a expectativa dos produtores do Sul pela chegada de uma nova frente fria. Entenda como as variações de temperatura e a frequência das pancadas de chuva vão influenciar o desenvolvimento das lavouras de soja e milho em todo o país. Assista pelos tópicos:0:45 – Retorno das chuvas no Matopiba 1:10 – Risco de temporais e granizo no Sudeste e Centro-Oeste2:10 – Impacto das chuvas no planejamento da colheita3:12 – Irregularidade climática no Sul e Paraguai no início de fevereiro4:05 – Projeção de nova frente fria para o Sul5:22 – Análise das temperaturas máximas e alívio térmico no centro-sul6:10 – Extremos de calor no Mato Grosso do Sul, Paraguai e RS7:50 – Considerações finais: colheita e calor intenso✅ Conheça nossas soluções:https://ihara.com.br/produtos/#IHARA #Agricultura #Agronegócio #BoletimDoClima #PrevisãoDoTempo #BoletimMeteorológico #Agro #Chuva #Soja #MilhoBem-vindo(a) ao canal da IHARA!Desde 1965, a IHARA trabalha ao lado do agricultor. Com mais de 80 produtos no portfólio para atender mais de 100 culturas diferentes, temos como propósito solucionar o dia a dia do agricultor no campo e contribuir com o progresso da agricultura brasileira. Aqui no canal, você vai encontrar muitos conteúdos de qualidade, produzidos em parceria com grandes especialistas do mercado, para ajudar você em seus desafios.Tags: IHARA, Agricultura, Agronegócio, Boletim do clima, Previsão do tempo, Boletim meteorológico, Agro, Chuva, Safra 2025/26
In this episode, we speak with Gilbert Clark, CEO of Meridian Mining, a mineral exploration and development company focused on unlocking high-value copper, gold, silver and other metal resources in Brazil. Meridian's flagship asset is the advanced Cabaçal Volcanogenic Massive Sulphide project in Mato Grosso. We discuss Meridian's recent resource milestones, how the company is positioning itself for execution and growth, the de-risking of the project, skills within the Brazilian mining industry, an update on the Brazilian mining industry and what the outlook could look like as it moves toward becoming a meaningful copper-gold producer in a critical global market. KEY TAKEAWAYS Gilbert transformed Meridian Mining from a manganese-focused company into a high-value copper and gold explorer by leveraging the historical data of a decommissioned BP/Rio Tinto project. The Cabaçal project is uniquely positioned as a "brownfield restart," meaning it has established infrastructure and historical production data that significantly mitigate geological, metallurgical, and permitting risks. Mato Grosso offers a mature mining environment with affordable hydroelectric power, established logistics from the agricultural sector, and a supportive local community and government. The greatest risk to the industry is "generational change" and a lack of skilled engineers. Meridian addresses this through deep local university partnerships and a culture of independent decision-making BEST MOMENTS "We are a fundamental building block of everyone's daily going about their business. It is mining." "For me, as a reasonably experienced private equity investor in natural resources, my fundamental concern is risk. If I'm going to deploy capital, do I risk it?" "My greatest concern long-term... is demographics. You've got to extract as much knowledge from the 45-to-50-year-old guys and transfer that into the 20-year-old men and women." "There's a fundamental rule in mining: You go to work with ten fingers and ten toes, and you go home at night with ten fingers and ten toes." GUEST RESOURCES https://meridianmining.co/ https://www.linkedin.com/company/meridian-mining/ https://www.youtube.com/channel/UCzVr6ILYF_Ax2hI6oBoCaOw https://x.com/meridianmining VALUABLE RESOURCES Mail: rob@mining-international.org LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/rob-tyson-3a26a68/ X: https://twitter.com/MiningRobTyson YouTube: https://www.youtube.com/c/DigDeepTheMiningPodcast Web: http://www.mining-international.org CONTACT METHOD rob@mining-international.org https://www.linkedin.com/in/rob-tyson-3a26a68/ Podcast Description Rob Tyson is an established recruiter in the mining and quarrying sector and decided to produce the “Dig Deep” The Mining Podcast to provide valuable and informative content around the mining industry. He has a passion and desire to promote the industry and the podcast aims to offer the mining community an insight into people's experiences and careers covering any mining discipline, giving the listeners helpful advice and guidance on industry topics. This Podcast has been brought to you by Disruptive Media. https://disruptivemedia.co.uk/
Neste episódio do “Conectando os Pontos”, conversamos com a família Montanher, que transformou a rudeza de Mato Grosso em um legado de prosperidade. Na conversa, as três gerações da família narram o desbravamento do agro desde a total falta de infraestrutura e o impacto de crises como o Plano Collor, até a modernização da gestão e a integração lavoura-pecuária. Descubra as lições de resiliência, a importância do suporte familiar — com destaque para o papel estratégico da matriarca Dona Matilde — e como parceiros como a FJR Consultoria se tornam cruciais para a sustentabilidade do negócio. Uma história autêntica de como a persistência, a credibilidade e a visão estratégica pavimentaram o caminho para o sucesso intergeracional no agronegócio brasileiro. Este episódio foi trazido até você pela FJR Consultoria! A FJR Consultoria atua no agronegócio conectando estratégia, gestão e conhecimento para gerar resultados consistentes. A empresa desenvolve soluções práticas para produtores, empresas e organizações do setor, promovendo eficiência, tomada de decisão qualificada e crescimento sustentável por meio de metodologias aplicadas à realidade do campo. Site: https://fjrconsultoria.com/Instagram: https://www.instagram.com/fjrconsultoria FICHA TÉCNICAConvidado: Matilde Montanher, Sérgio Montanher e Alisson MontanherApresentação: Francisco Guerreiro Jr.Produção: Agro ResenhaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Ainda adolescente, Paulo Asunção saiu de casa, no interior do Paraná, para estudar. Formou-se em agronomia, passou por multinacional, enfrentou um grave acidente e quase mudou de rota — até que o destino o trouxe para Mato Grosso. Era início dos anos 90. Infraestrutura carente, muita estrada de chão, soja com produtividade enxuta e preços bem inferiores aos de hoje. Mas ele ficou! E, como no exemplo do bambu chinês, passou anos criando raízes antes de finalmente romper a superfície. O curioso é que o ponto de virada não veio de um plano de negócios. Veio da cerca ao lado. Um vizinho observava em silêncio a lavoura do Paulo melhorando. Entre uma conversa de fim de tarde e uma pinguinha, veio o convite:“No dia que você vier olhar a sua plantação, olha a minha também?” Ele aceitou. E, já naquela safra, a lavoura deu um salto de desempenho. Outros vizinhos bateram à porta. Assim nascia uma consultoria que hoje atende dezenas de produtores e centenas de milhares de hectares. Nesta conversa, o nosso convidado explica por que alta produtividade é construída nos detalhes — da distribuição de plantas à vazão na aplicação — fala dos bastidores da estação própria de pesquisa, dos desafios da safra e abre espaço para o lado humano: família, sucessão e os filhos que agora caminham ao lado dele. Tudo isso às vésperas de mais uma edição do Dia de Campo, que começou com 30 pessoas e hoje reúne participantes de vários estados do país. Um episódio para quem acredita que capricho, conhecimento e resultado andam juntos no campo!See omnystudio.com/listener for privacy information.
É responsabilidade do Estado inspecionar as condições laborais de todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e garantir os seus direitos, como determina a Constituição Federal de 88. E quem deve fazer isso é um conjunto de funcionários públicos, os chamados auditores fiscais do trabalho. Neste primeiro, episódio você vai conhecer a história de um deles, André Roston. Ele compartilha sobre suas reflexões docomeço da sua carreira e conta a respeito de uma fiscalização de uma fazenda na Amazônia, localizada no município de de São Félix do Xingu, no estado do Pará, no começo dos anos 2000.Créditos: O podcast Histórias de Combate ao Trabalho Escravo é uma realização da Repórter Brasil, com distribuição do portal UOL.Idealização: Natália SuzukiRoteiro: Lucia NascimentoEdição: Natália Suzuki e Vitor CamargoMontagem, sonorização, trilha sonora e mixagem: Victor OliveiraGravação: Estúdio da Repórter BrasilApoio: Laudes Foundation, Fundação Avina, Fundo Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso
Os testes de baliza e ladeira aplicados nas provas práticas para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não são mais obrigatórias em alguns estados brasileiros, como é o caso do Espírito Santo. Desde o último dia 19, o Detran do estado eliminou a exigência dos candidatos de fazerem essas duas manobras. O Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES) foi um dos primeiros do país a aderir à resolução nacional com as novas regras para a realização dos exames práticos, ao lado de Amazonas, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Outros órgãos estaduais optaram por manter a exigência. "Desde que as provas práticas de direção veicular iniciaram, no último dia 19 de janeiro, o Órgão já retirou a exigência das etapas de baliza e ladeira das provas, que atendiam à Resolução 789/2020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), revogada pela Resolução 1.020 de 2025", explica o Detran. No Espírito Santo, a decisão foi a de seguir integralmente a norma federal: "Se a resolução federal não exige baliza nem ladeira, a gente não exige", explica o diretor de Habilitação e Veículos do Detran-ES, Raphael Piekarz.
No episódio de hoje do BBcast Agro, Marcos Lira, assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Campos de Holambra-SP, analisa os reflexos do relatório do USDA e o ritmo acelerado da semeadura no Brasil.Destaques do episódio:
Neste boletim climático, analisamos o retorno das chuvas à Região Sul e o alerta de temporais para a virada do mês. O cenário traz atualizações importantes para o planejamento do produtor, com o avanço de uma frente fria que rompe o período seco e mantém a umidade em áreas estratégicas.Acompanhe a análise detalhada dos mapas e entenda como as temperaturas elevadas e a chegada das instabilidades podem impactar o campo nos próximos dias. Assista pelos tópicos:0:28 – Retorno das chuvas no Sul e Mato Grosso do Sul1:10 – Análise da semana anterior e chuvas na região central1:54 – Projeções de umidade para a virada do mês2:35 – Alerta de acumulados expressivos e riscos no Paraná3:12 – Tendência de temperaturas elevadas no Centro-Sul4:21 – Comportamento térmico em Minas, Mato Grosso e Goiás5:12 – Pressão de doenças e controle da ferrugem asiática✅ Conheça nossas soluções:https://ihara.com.br/produtos/#IHARA #Agricultura #Agronegócio #BoletimDoClima #PrevisãoDoTempo #BoletimMeteorológico #Agro #Chuva #Soja #MilhoBem-vindo(a) ao canal da IHARA!Desde 1965, a IHARA trabalha ao lado do agricultor. Com mais de 80 produtos no portfólio para atender mais de 100 culturas diferentes, temos como propósito solucionar o dia a dia do agricultor no campo e contribuir com o progresso da agricultura brasileira. Aqui no canal, você vai encontrar muitos conteúdos de qualidade, produzidos em parceria com grandes especialistas do mercado, para ajudar você em seus desafios.Tags: IHARA, Agricultura, Agronegócio, Boletim do clima, Previsão do tempo, Boletim meteorológico, Agro, Chuva, Safra 2025/26
A cobertura do Fala Carlão para o Canal do Boi destaca o protagonismo feminino durante o Congresso Mulheres no Agro. O evento reúne um time de especialistas e executivas para debater a evolução do mercado, com foco em comunicação, finanças e gestão estratégica.O encontro conta com Luciana Gentille, da Rede ILPF, e Tammy Lauterbach, da Sumitomo Chemical. O setor financeiro marca presença com Nadege Saad, do E-agro, além de Tatiane Bezerra, Vanessa Ratti e Cybeli Lang, gerentes das plataformas agro do Bradesco em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.A diversidade do setor também ganha voz com a produtora rural Flavia Strenger Garcia Cid e a arte de Juliana de Oliveira Souza. Esse conjunto de visões reforça a importância da liderança feminina para o crescimento e para a modernização de todo o agronegócio brasileiro.
Send us a textIn this episode, Matthew Kruse provides an in-depth analysis of Brazil's current crop conditions, particularly focusing on the soybean harvest in Mato Grosso. He notes that the harvest is progressing rapidly, with reports indicating that it is about 10% complete. Despite some dry periods, forecasts predict significant rainfall that could impact the harvest timeline. Kruse emphasizes the importance of these weather patterns, suggesting that while some areas may experience stress, overall conditions remain favorable for high yields. He also discusses the implications of early soybean harvesting on the subsequent corn planting, highlighting the potential for improved yields if farmers can plant their corn crops earlier.Stay Connectedhttps://www.commstock.com/https://www.facebook.com/CommStockInvestments/https://www.youtube.com/channel/UClP8BeFK278ZJ05NNoFk5Fghttps://www.linkedin.com/company/commstock-investments/
Confira nesta edição do JR 24 Horas: A Polícia Federal fez uma operação - em dois estados - contra uma quadrilha de tráfico internacional de cocaína. A droga vinha da Bolívia, transportada no estômago de imigrantes. Os bolivianos entravam no Brasil pela fronteira de Mato Grosso do Sul, e seguiam para o interior paulista. Em Santa Bárbara, na região de Piracicaba (SP), a polícia encontrou pacotes de dinheiro em espécie, escondidos no banheiro de uma casa. Armas e munições também foram apreendidas no mesmo endereço onde morava um dos chefes da quadrilha, que foi preso. De acordo com os investigadores, os bolivianos recrutados para o crime recebiam cerca de R$ 2 mil para atravessar a fronteira com mais de 50 cápsulas de cocaína no estômago. E ainda: Bombeiros encontram ciclistas que estavam desaparecidos há quase uma semana na serra do mar, em SP.
Tocantins deve começar a colher por volta de 10 de fevereiro com projeção de mais produtividade do que no ciclo anterior
Janela para plantio da segunda safra de milho ainda deve ser positiva, mas outras culturas vão ganhar mais espaço
Neste boletim, analisamos o retorno das chuvas ao MATOPIBA e o alerta de calor extremo para o Centro-Sul do país. O cenário exige atenção dos produtores, com temperaturas que podem chegar aos 40°C e o risco de temporais localizados com granizo.Acompanhe a análise detalhada dos mapas de precipitação e temperatura para entender como essas mudanças podem impactar a colheita e o desenvolvimento das culturas nos próximos dias. Assista pelos tópicos:0:28 – Corredor de umidade e chuvas na faixa central do Brasil 0:45 – Retorno das chuvas ao MATOPIBA e chuvas intensas em Minas 1:45 – Janelas de tempo seco para colheita de milho e soja no Sul 2:30 – Projeções de chuva para a última semana de janeiro 3:45 – Período de invernada e atenção aos trabalhos no Mato Grosso 4:15 – Expectativa térmica: temperaturas amenas vs. calor no Sul 5:35 – Risco de temporais severos, ventos fortes e granizo✅ Conheça nossas soluções:https://ihara.com.br/produtos/#IHARA #Agricultura #Agronegócio #BoletimDoClima #PrevisãoDoTempo #BoletimMeteorológico #Agro #Chuva #Soja #MilhoBem-vindo(a) ao canal da IHARA!Desde 1965, a IHARA trabalha ao lado do agricultor. Com mais de 80 produtos no portfólio para atender mais de 100 culturas diferentes, temos como propósito solucionar o dia a dia do agricultor no campo e contribuir com o progresso da agricultura brasileira. Aqui no canal, você vai encontrar muitos conteúdos de qualidade, produzidos em parceria com grandes especialistas do mercado, para ajudar você em seus desafios.Tags: IHARA, Agricultura, Agronegócio, Boletim do clima, Previsão do tempo, Boletim meteorológico, Agro, Chuva, Safra 2025/26
No episódio de hoje do BBcast Agro, Marcos Lira, assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Campos de Holambra-SP, analisa o impacto do novo relatório do USDA e o início dos trabalhos de colheita no Brasil.Destaques do episódio:
O esvaziamento da Moratória da Soja no Brasil, instrumento multissetorial de controle do plantio sobre áreas desmatadas, aumenta o desafio do país para garantir a sustentabilidade da produção brasileira. Depois de anos de pressão de ruralistas e do governo de Mato Grosso para derrubar o acordo privado, as principais exportadoras de grãos anunciaram a sua retirada do dispositivo, firmado em 2006. Lúcia Müzell, da RFI em Paris Desde então, a moratória era complementar a outras medidas de controle do desmatamento da Amazônia, sob pressão pelo avanço das lavouras da leguminosa. O dispositivo voluntário uniu governos, empresas e sociedade civil no compromisso de não comercializar soja plantada em áreas de floresta derrubada depois de 2008 – ano de referência do Código Florestal, aprovado mais tarde, em 2012. Os dados de queda da devastação comprovam a eficiência da medida, salienta Lisandro Inakake, gerente de Políticas Públicas do Imaflora, entidade que promove a agricultura sustentável. “A partir de 2009 até 2022, o desmatamento associado à soja teve uma queda de 69%, em média. O esvaziamento pode enviar sinais ao setor produtivo, à fronteira agrícola brasileira que está em expansão, de que não temos mais este instrumento e, então, podemos fazer um processo de novas ocupações”, teme. Há 20 anos, as ferramentas tecnológicas de monitoramento do desmatamento eram menos eficientes, levando o setor privado a adotar mecanismos próprios para atender ao mercado internacional e, especificamente, o europeu, cada vez mais exigente do ponto de vista ambiental. Nos últimos anos, entretanto, esses padrões passaram a ser incorporados às novas legislações dos países e aos tratados internacionais de comércio, pondera o advogado Leonardo Munoz, especialista da FGV em Direito Ambiental. “Não é que a Moratória da Soja morreu. Ela foi incorporada em normas. Estamos vivendo uma fase de transição de como vamos comprovar que aqueles produtos não vêm de terras desmatadas”, afirma. “Em vez de termos um acordo comercial, eu terei Código Florestal, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), a rastreabilidade. O problema é que a moratória terceirizava a fiscalização para o setor privado. Com a lei, essa fiscalização recai também sobre o Estado – e é aí que a coisa complica, porque nisso o Brasil sempre pecou.” Abiove e principais traders saíram do acordo O acordo incluía entidades poderosas como a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), que reúne gigantes mundiais do setor como Cargill, Bunge e Amaggi. Mas a entrada em vigor de uma lei estadual – depois de uma batalha judicial no Supremo Tribunal Federal – agora bloqueia o acesso a benefícios fiscais aos aderentes, causando a debandada dos signatários. O governo de Mato Grosso, maior produtor do país, e entidades ruralistas alegam que a moratória era mais rigorosa que o Código Florestal, ao impedir o plantio de soja inclusive nos limites estabelecidos pela legislação brasileira. O texto federal permite o desmatamento de até 20% da área de uma propriedade. Entidades ambientalistas, como o Greenpeace, criticaram a decisão, afirmando que “a Abiove e suas associadas optaram por abrir mão de um compromisso que ajudou a reduzir o desmatamento na Amazônia em troca de preservar seus benefícios fiscais”. Em nota, a WWF-Brasil afirmou que o esvaziamento do acordo “configura um retrocesso grave e injustificável para o setor privado e para o Brasil”. “A decisão dessas empresas enfraquece um dos instrumentos mais eficazes de combate ao desmatamento no país e expõe o próprio agronegócio a riscos crescentes”, completou o texto. “O Estado perde um aliado nessa agenda política ambiental. Sozinha, a moratória não resolve, e o Estado brasileiro continua sob muita pressão, buscando atingir as suas metas de reduzir entre 59 e 60% as emissões de gases de efeito estufa até 2035 e de desmatamento zero até 2030”, salienta Lisandro Inakake, do Imaflora. “Se você tem um sinal de que se perdeu um instrumento de ordenamento e controle dessa expansão [da agricultura em direção à floresta], isso compromete as nossas metas. Eu acredito que os resultados podem ser atingidos, mas a gente precisa de uma agenda de implementação da política ambiental brasileira.” Exigências europeias vão aumentar A retirada da Abiove ocorreu dias antes da aprovação do acordo comercial entre os países do Mercosul e da União Europeia, apesar da forte pressão de agricultores e ecologistas europeus para que o tratado fosse recusado pelo bloco. No fim deste ano, também deve entrar em vigor a EUDR, a nova lei antidesmatamento da União Europeia, que exigirá dos produtos importados pelo bloco os mesmos critérios ambientais da produção na Europa. “Eu não vejo mais razão, do ponto de vista regulatório e racional, de se cobrar pela moratória se a agenda já está de olho na EUDR. Está todo mundo preocupado com rastreabilidade e com o marco temporal de 2020 que ele estabelece”, observa Leonardo Munoz. “Isso é um movimento positivo que a União Europeia está puxando: quando ela estatiza os padrões voluntários ambientais, em normas, ela unifica vários padrões de preservação. Para o comércio internacional, é muito melhor e muito mais previsível.” O advogado salienta que aumentará o peso da responsabilidade do governo brasileiro no controle da cadeia produtiva, incluindo mais eficiência na gestão e validação dos Cadastros Ambientais Rurais e regularização de passivos ambientais. Para que a credibilidade do país como exportador não seja abalada, as taxas de desmatamento deverão permanecer baixas, mesmo com o fim da moratória. “Não vai ser meramente verificar se vem de um polígono desmatado ou não: eu vou ter que fazer toda a rastreabilidade do grão. Teremos que ver a logística, ter tecnologias”, destaca. “O Prodes e o Deter não são suficientes. Eles serão mais um instrumento, junto com o CAR, para oferecer a rastreabilidade do grão. Para atender à EUDR, a lição de casa do Estado acabou aumentando.”
Algumas pessoas têm o agro por perto desde cedo, mas só percebem a força desse vínculo depois de vivenciar o mundo. É o caso da Sarah Gonçalves. Filha de uma diretora de escola e de um farmacêutico, neta e sobrinha de pequenos produtores rurais, ela foi criada entre livros e histórias — e só mais tarde entendeu que a própria trajetória estaria mais ligada ao campo do que imaginava. Técnica em Química, engenheira agrônoma, consultora de inovação, com talento para escuta ativa. Aos 28 anos, Sarah já morou fora, atendeu visitantes no parque Animal Kingdom, nos Estados Unidos, e entendeu que encantar pessoas — seja na Disney ou no agro — exige mais do que sorriso no rosto. Exige empatia, propósito e conexão com realidades diversas. Foi assim que destacou-se no programa CNA Jovem, com um projeto inovador sobre sucessão rural, baseado na escuta profunda dos produtores de Mato Grosso. Não partiu da solução pronta, mas da pergunta certa: o que de fato impede a nova geração de assumir o campo? Do universo urbano ao rural, Sarah tem percorrido uma jornada singular, costurada por conhecimento, curiosidade e afeto. E talvez o mais bonito disso tudo seja ver como ela transforma o que aprende em ferramentas para ajudar a mudar o mundo ao redor. Neste episódio, a gente mergulha na história de uma jovem liderança que escuta antes de agir, que aprende antes de propor — e que entende que toda transformação começa com uma boa conversa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
** VIDEO EN NUESTRO CANAL DE YOUTUBE **** https://youtube.com/live/VT-KTErVn2s +++++ Hazte con nuestras camisetas en https://www.bhmshop.app +++++ En este episodio de Bellumartis Historia Militar, nos adentramos en la guerra más sangrienta de la historia de Sudamérica. Un conflicto olvidado por muchos, pero que marcó el destino de todo el Cono Sur. Brasil, Argentina y Uruguay se aliaron para aplastar a un enemigo común: el Paraguay de Francisco Solano López, una nación en pleno desarrollo industrial, autosuficiente y ajena a las lógicas de dependencia que imponían los grandes imperios. ¿Fue realmente López un dictador megalómano que arrastró a su país a la ruina? ¿O fue víctima de una estrategia de aislamiento y aniquilación promovida desde fuera? Junto al historiador y escritor Antonio Muñoz Lorente, desgranamos: • Las tensiones geopolíticas en el Río de la Plata • El papel de la intervención británica en el conflicto • Las campañas militares, de Mato Grosso a Curupaytí • El drama humano: un país prácticamente exterminado • Y las consecuencias políticas y estratégicas de una guerra total. Un programa imprescindible para entender cómo se juega el poder en América del Sur y qué sucede cuando el equilibrio regional se rompe por intereses ajenos y ambiciones desmedidas. SUSCRÍBETE a @BELLUMARTISACTUALIDADMILITAR y @BELLUMARTISHISTORIAMILITAR para no perderte ningún programa y únete a nuestra comunidad de apasionados por la historia militar, la geopolítica y los conflictos del mundo. Apóyanos para seguir creando contenido riguroso e independiente: Patreon: https://www.patreon.com/bellumartis PayPal: https://www.paypal.me/bellumartis Bizum: 656 778 825 Síguenos también en redes: Instagram: https://www.instagram.com/bellumartis Twitter / X: https://twitter.com/Bellumartis Libros de Paco firmados y dedicados: https://franciscogarciacampa.com/ Bellumartis Historia Militar — Porque entender el pasado es prepararse para el futuro.
Cleiton Gauer, Superintendente do IMEA, analisa como foi o ano de 2025 para os produtores de Mato Grosso.
Cleiton Gauer, Superintendente do IMEA, analisa algumas perspectivas para o Agro de Mato Grosso em 2026.
Joe's Premium Subscription: www.standardgrain.comGrain Markets and Other Stuff Links —Apple PodcastsSpotifyTikTokYouTubeFutures and options trading involves risk of loss and is not suitable for everyone.
Send us a textMatthew Kruse, President of Commstock Investments, recorded this update while touring fields in Brazil. He expresses skepticism about hitting record production numbers because it requires perfect weather across the entire country. While Brazil's weather is currently favorable, Argentina is facing a dry 4-to-6-week forecast that could impact their yields.Despite a slow start to the rainy season in October, crops are currently looking very good. Brazil has increased soybean planting by approximately 4 million acres this year (reaching ~121 million total acres).Harvest has already begun in isolated areas of Mato Grosso where short-season varieties were planted in September.Kruse's family arrived in this region in 1976. He reflects on the "remarkable" development from dirt roads and no electricity/running water to the high-production agricultural hub it is today.Stay Connectedhttps://www.commstock.com/https://www.facebook.com/CommStockInvestments/https://www.youtube.com/channel/UClP8BeFK278ZJ05NNoFk5Fghttps://www.linkedin.com/company/commstock-investments/
Ricardo Arioli comenta algumas das principais notícias da semana ligadas ao Agro. A China vai aplicar cotas e sobretaxas na carne de gado do Brasil. A economia mundial não será mais a mesma. Mato Grosso vai retirar subsídios fiscais de empresas que continuarem na Moratória da Soja.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: TST decide que greve dos Correios não é abusiva e mantém reajuste salarial. Polícia Federal interroga dono do Banco Master e realiza acareação no STF. Abastecer com etanol é mais vantajoso que gasolina apenas no Mato Grosso do Sul, diz agência. Arábia Saudita bombardeia porto no Iêmen após denúncia de envio de armas.
Prefeitura de Ipojuca tenta identificar barraqueiros que agrediram casal de turistas de Mato Grosso em Porto de Galinhas. Jovem é presa após perseguir, atropelar e matar namorado e amiga dele em SP; polícia suspeita de crise de ciúmes. Menino de 4 anos que sobreviveu à queda do 10º andar de prédio no interior de SP quebrou as duas pernas. Inmet amplia aviso de calor de grande perigo e temperaturas extremas seguem até terça. Vai curtir o feriado? Cerveja gelada pode não ser a melhor opção para enfrentar a onda de calor.
Direction l'Afghanistan, dans l'ouest aux frontières de l'Iran et du Pakistan, 2 pays qui ont entrepris de refouler les communautés afghanes réfugiées là depuis parfois fort longtemps. Margot Davier nous entraîne à Spin Boldak face au Pakistan. En seconde partie, nous retrouvons Lucile Gimberg au Brésil : la forêt amazonienne est grignotée par les cultures intensives, notamment celle du soja, premier épisode de notre série de reportages consacrés à la COP30. (Rediffusion) Étrangers dans leur propre pays en Afghanistan 1.800.000 Afghans se retrouvent depuis le mois de janvier 2025 ; étrangers dans leur propre pays. Le Pakistan voisin chasse les immigrés afghans ; les accusant de lutter contre le régime, d'être à l'origine d'attentats ou d'accentuer la crise économique. L'Iran, parallèlement, leur reproche d'être des espions à la solde d'Israël, ou la cause de tensions économiques et sociales… De l'autre côté des frontières, l'Afghanistan rigoriste des talibans où les conditions de réintégration sont très incertaines. À Spin Boldak, à la frontière avec le Pakistan, et à Islam Qala, en bordure de l'Iran, le constat est le même : le grand désarroi. Un Grand reportage de Margot Davier qui s'entretient avec Jacques Allix. Brésil : l'agrobusiness du soja Dans trois semaines, la ville de Belém, en pleine Amazonie brésilienne, accueillera les négociations internationales sur le climat. Le président Lula veut mettre la forêt tropicale au cœur de cette COP. Au Brésil, l'Amazonie n'est pas seulement une forêt dense, c'est une région de plus de 5 millions de km2 avec aussi de nombreuses villes, des fleuves, et de larges zones déboisées. À l'occasion de cette COP30, RFI vous propose une série exceptionnelle de quatre Grands reportages en Amazonie. Premier épisode au Mato Grosso. Un État immense où le développement de l'agriculture intensive, dont le Brésil est devenu un géant, notamment dans la culture du soja, s'est fait au prix d'une intense déforestation. Comment travaillent ces grands cultivateurs de soja, véritable «or vert» pour le Brésil ? Que répondent-ils aux critiques environnementales ? Un Grand reportage de Lucile Gimberg qui s'entretient avec Jacques Allix.
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L' automne dernier (2025), s'est tenue la Cop 30. COP pour Conférence des Parties. C'est-à-dire le grand rendez-vous annuel des États afin de fixer des objectifs environnementaux mondiaux… Cette année, la COP 30 s'est tenue au Brésil. À Belém précisément aux portes de l'Amazonie. Une plongée dans les forêts du monde vous a été notamment proposée à travers 6 Grands reportages, à retrouver en podcasts. Au Brésil, l'Amazonie n'est pas seulement une forêt dense, c'est une région de plus de 5 millions de km2 avec de nombreuses villes, des fleuves, et de larges zones déboisées. Nous vous proposons de redécouvrir ce reportage au Mato Grosso. Un État immense où le développement de l'agriculture intensive, notamment la culture du soja s'est faite au prix d'une intense déforestation. (Rediffusion) «Brésil : plongée au cœur de l'agrobusiness du soja», un Grand Reportage de Lucile Gimberg. Réalisation : Pauline Leduc. Traduction et préparation sur place : Emiliano Capozzoli. EN IMAGES À lire aussiAmazonie 2/4: Une forêt jardinée depuis des millénaires
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Algumas regiões do estado tiveram replantio e falta de chuvas ao longo do ciclo e agora atenção é para proteção contra pragas e doenças
Confira nesta edição do JR 24 Horas: A Polícia Federal realizou uma operação, em cinco estados, contra uma organização criminosa que usa plataformas de apostas ilegais para ganhar dinheiro. As buscas foram feitas no Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Mato Grosso e Goiás. Segundo a Polícia Federal, o esquema criminoso tinha a participação de um empresário, de influenciadores digitais e de um grupo de chineses. As apostas eram divulgadas nas redes sociais e manipuladas para que os clientes perdessem. A quadrilha é suspeita de movimentar mais de R$ 50 milhões. No Rio, foram apreendidos carros de luxo nas casas dos investigados. E ainda: Deputado Antônio Doido é alvo da PF por fraudes, desvio de verbas e lavagem de dinheiro.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: A passagem de uma frente fria pode provocar temporais a partir desta sexta-feira (12) em parte do país. Os estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul devem ser os mais afetados. Os meteorologistas alertam que os volumes de chuva previstos podem se aproximar ou até superar a média de todo o mês de dezembro em apenas três dias, com risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra. E ainda: STF analisa decisão sobre perda de mandato de Carla Zambelli nesta sexta (12).
Confira nesta edição do JR 24 Horas: A Polícia Rodoviária Federal conseguiu evitar que a família do traficante Peixão, do Rio de Janeiro, atravessasse a fronteira do Brasil com a Bolívia, em Mato Grosso do Sul. A família estava em dois carros e foi abordada em uma rodovia que dá acesso à fronteira com a Bolívia. Fotos mostram que os parentes levavam joias de ouro, que acabaram apreendidas. A mulher, três filhos e um sobrinho do criminoso foram levados para a sede da Polícia Federal. A ação contou com o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro. E ainda: Ministério da Saúde anuncia novas regras de vacinação contra dengue.
Joe's Premium Subscription: www.standardgrain.comGrain Markets and Other Stuff Links —Apple PodcastsSpotifyTikTokYouTubeFutures and options trading involves risk of loss and is not suitable for everyone.The Trump administration is expected to announce a $12 billion aid package for farmers today. The announcement will take place around 2 this afternoon in Washington, DC. About $11 billion will go to crop farmers through the new Farmer Bridge Assistance program, with the rest going toward other commodities. The funds have been authorized under the Commodity Credit Corporation Charter Act and will be administered by the FSA.
Rafael Silva, da StoneX, conta quais foram as principais informações que os chineses Lin Tan e Calvin Wang trouxeram nos encontros com produtores de Mato Grosso, sobre a Guerra Fiscal entre China e Estados Unidos, e seus impactos no mercado mundial da Soja.
Canciones de Caetano Veloso ('Trilhos urbanos', 'Queixa', 'Luz do sol', 'Tropicália') en 'Trem das cores', disco de la formación de Gaia Wilmer y Jaques Morelenbaum. Canciones de Milton Nascimento ('Cravo e canela', 'Travessia', 'Clube da esquina nº2', 'Ponta de areia', 'Nos bailes da vida') en el disco 'Flores, janelas e quintais' de la Orquestra do Estado de Mato Grosso.Escuchar audio
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Send us a textRafael Homem de Carvalho es un consultor brasileño experto en empresas familiares del agro, con décadas acompañando a familias en Mato Grosso y otras regiones a profesionalizar su gobierno y preservar su patrimonio.¿Qué nos dice? Que en el campo la sucesión es distinta: cuando la tierra se divide, la familia rara vez vence. El agro requiere visión de largo plazo, acuerdos claros y una historia que mantenga unidos a los hijos, incluso a quienes no quieren vivir en la finca. Su mensaje es contundente: sin liquidez ordenada, legalidad bien pensada y cohesión familiar, el destino del patrimonio rural es la fragmentación… y la pérdida.Consejo de Familia, el PODCAST donde hilamos fino los dilemas de las familias empresarias.
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