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Reportagem
Após 4 anos de guerra, Ucrânia resiste a ataques maciços de drones russos com redes artesanais e robôs

Reportagem

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 8:27


Quatro anos depois da invasão russa, a guerra na Ucrânia continua em um impasse sangrento, e sem qualquer sinal de desfecho. Estimativas militares apontam entre 1,5 milhão e quase 2 milhões de soldados mortos desde 2022 — a maioria deles russos. Nesta terça-feira (24), data que marca mais um aniversário da guerra, a RFI ouviu militares e civis para traçar um resumo da situação atual no país.   Com informações dos enviados especiais da RFI à Ucrânia, Murielle Paradon e Julien Boileau, e de Théo Renaudon. A Rússia mantém o controle de aproximadamente 20% do território da Ucrânia, consolidando ganhos obtidos sobretudo em 2024, ainda que sem grandes avanços desde então. A presença russa é forte ao leste, no Donbass, e ao sul, perto de Zaporíjia, Kherson e Crimeia. Porém, a proliferação de drones mudou a configuração da guerra. Na cidade portuária de Kherson, é preciso dirigir em alta velocidade para evitar ser perseguido por um drone russo. A estrada também é parcialmente protegida por redes artesanais projetadas para deter o que os moradores chamam de "máquinas mortais".  “Usamos diferentes tipos de redes para deter os drones. Algumas têm buracos de vários tamanhos, que podem parar os drones e as cargas explosivas que eles lançam", explica Oleksander Tolokonnikov, vice-chefe da administração regional de Kherson. "E não são apenas as redes; temos sistemas de interferência contra drones e unidades móveis que podem abatê-los,” completa.  O clima é sombrio na cidade. Cerca de 80% da população fugiu de Kherson. Os poucos que ficaram parecem resignados.  Vika tomava um café ao ar livre, enfrentando o frio e a ameaça inimiga. Aos 16 anos, ela diz que se acostumou com a ideia de morrer a qualquer momento.  “Quando você ouve o som de um drone, você não sabe o que vai acontecer, se você vai conseguir chegar ao seu destino ou se o drone vai lhe atingir. Então eu me escondo debaixo das árvores, sim, das árvores!”  Apenas os idosos, funcionários públicos e suas famílias permaneceram em Kherson. Para eles, a vida está por um fio. Ludmila, de 71 anos, prefere depositar sua fé em Deus. “Antes de sair de casa, eu rezo a Deus para que Ele esteja comigo, para que nada aconteça comigo, com meus filhos, meus netos ou com a minha igreja”, diz.  Combate robotizado Além da guerra com drones, os soldados ucranianos contam cada vez mais com a ajuda de robôs no combate. Equipamentos controlados remotamente são usados para reabastecer soldados e até mesmo resgatar os feridos, como os enviados especiais da RFI acompanharam em Pavlograd, no leste da Ucrânia.  Na zona rural coberta de neve, Artem, um soldado de 24 anos, opera remotamente um robô equipado com uma plataforma e grandes esteiras — uma espécie de mini-tanque — que surgiu no campo de batalha há alguns meses para reabastecer os soldados ucranianos na linha de frente.  “Usamos este robô conectado para transportar suprimentos, comida, geradores, munição — tudo o que os soldados precisam para sobreviver. Devido ao grande número de drones inimigos, não é possível reabastecer os soldados a pé ou em um veículo sem colocar em risco a vida de outros soldados.”  Esses robôs também podem evacuar os feridos. Os dispositivos maiores podem transportar uma carga de até 500 kg. Artem relata que em uma operação recente conseguiram "evacuar dois soldados feridos que estavam cercados em território já ocupado pelo inimigo. A evacuação exigiu um longo planejamento", afirma. "Aguardamos condições climáticas favoráveis e então lançamos a operação. Ela durou 10 horas e foi um sucesso! Não consigo descrever a emoção que senti quando conseguimos retirar o robô com os dois soldados feridos da zona de perigo”, conclui.  O próprio jovem Artem foi ferido na linha de frente em 2023. Tendo perdido uma perna, ele não luta mais com um fuzil, mas com um joystick, que é uma nova forma de fazer guerra.  Conversas de paz estagnadas Enquanto isso, na arena diplomática, as mais recentes negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, realizadas em Genebra em meados de fevereiro, terminaram sem avanços significativos. As duas delegações descreveram as conversas como “difíceis”. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os resultados foram “insuficientes” e que questões políticas sensíveis seguem sem solução, apesar de algum progresso técnico nas discussões militares.  Novas rodadas estão previstas, mas sem data anunciada. Os Estados Unidos continuam a mediar o processo e falam em “progresso significativo”. Combate à corrupção Ao mesmo tempo em que enfrenta negociações de paz marcadas por avanços limitados e grande pressão internacional, a Ucrânia também trava uma batalha interna contra a corrupção — um fator decisivo para sua credibilidade diante dos mediadores e aliados ocidentais. Kiev tenta demonstrar comprometimento institucional ao aprofundar investigações, sancionar envolvidos em escândalos e restaurar a independência de órgãos anticorrupção. Essas medidas são vistas como essenciais, tanto para fortalecer sua posição nas negociações quanto para avançar no caminho da integração europeia.  Saudadas por ONGs anticorrupção, essas deliberações ainda são insuficientes, explica Maria Barabach, porta-voz da Sproto (“Resistência”, em português), que denuncia os subornos e acordos secretos na Ucrânia. “Antes da guerra, havia relatórios oficiais de que a corrupção custava mais de 30% do orçamento da Ucrânia", diz. "Mas acho que esse valor aumentou durante a guerra, porque existem muitos documentos confidenciais. E nós, como ativistas anticorrupção, não podemos verificá-los, controlá-los ou sequer vê-los”, lamenta.  “A corrupção nos custa mais vidas do que o agressor durante a guerra. Porque a corrupção significa que os soldados não terão capacetes, não terão equipamentos de proteção e não terão armas suficientes. Não terão munição suficiente. E, obviamente, isso custa vidas, as mais preciosas, as de nossos civis e de nossos militares. É por isso que devemos lutar contra isso. Devemos impedir isso.”  Apesar da exaustão do conflito, qualquer noção de “vencedor” é ilusória nesse momento, segundo especialistas: Moscou suporta perdas históricas e uma economia sob pressão, enquanto Kiev enfrenta desgaste humano, destruição de infraestrutura e dependência crescente do apoio ocidental. Ainda assim, pesquisas apontam que a sociedade ucraniana mantém um nível surpreendente de resiliência.  Ao completar quatro anos de guerra, as expectativas de um acordo entre Rússia e Ucrânia seguem baixas. Moscou insiste em concessões territoriais amplas, enquanto Kiev exige garantias de segurança robustas e rejeita ceder partes de seu território. 

Fin de Semana
10:00H | 22 FEB 2026 | Fin de Semana

Fin de Semana

Play Episode Listen Later Feb 22, 2026 60:00


Trump eleva aranceles globales al 15% por revés judicial, generando incertidumbre; España pide estabilidad y activa plan de respuesta. Sindicatos policiales exigen dimisión de Grande-Marlasca por querella contra DAO, señalando crisis institucional. En Venezuela, la ley de amnistía avanza con discrepancias entre el régimen y ONGs sobre la exclusión de presos políticos. Cuarto aniversario de la guerra en Ucrania: alto coste humano y negociaciones de paz estancadas. Ministra Montero propone polémica ley de lenguas andaluzas, reabriendo el debate del castellano y recibiendo críticas. Se critica también el 21% de IVA para el arte plástico. En Cuba, el bloqueo de EE. UU. agrava la escasez extrema (alimentos, medicinas, combustible, servicios); un ciudadano denuncia apagones de hasta 20h, corrupción y un sistema fallido, pidiendo liberación de presos y elecciones libres. Se debate el hábito de jóvenes de dormir tarde, que tensa relaciones familiares y cuestiona la autoridad ...

Cadena SER Navarra
SER Solidarios: una ayuda logística para los campamentos del Sahara

Cadena SER Navarra

Play Episode Listen Later Feb 21, 2026 16:34


La actividad de las ONGs de Navarra

Ciência
"As aves são Indicadores do bom estado de conservação dos ecossistemas"

Ciência

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 21:26


A Guiné-Bissau efectuou em finais de Janeiro a contagem mundial 2026 das aves aquáticas migradoras, uma das maiores operações a nível internacional para a monitorização da biodiversidade. Esta contagem que decorreu em simultâneo em vários países inseridos nas rotas migratórias, foi realizada na Guiné-Bissau pelo IBAP, Instituto de Biodiversidade e das Áreas Protegidas, em parceria com outras entidades. Durante uma semana, oito equipas envolvendo um total de mais de 40 técnicos efectuaram essa contagem ao longo do litoral norte, centro e sul do país, bem como no arquipélago dos Bijagós que -lembramos- desde o passado mês de Julho alcançou o estatuto de Património Mundial Natural da UNESCO. António Pires, coordenador da Reserva da Biosfera dos Bijagós, esteve envolvido nesta contagem e explicitou a importância que tem designadamente para medir o estado de conservação em que se encontra determinado ecossistema. RFI: Antes de falarmos da contagem propriamente dita, onde decorreu e de que aves estamos a falar? António Pires: Estamos a falar de aves migradoras que procuram o arquipélago de Bolama-Bijagós durante o período do inverno europeu e em 2025 efectuamos a contagem mundial do arquipélago de Bolama-Bijagós e também na zona costeira da Guiné-Bissau. No arquipélago, temos três grandes zonas de contagem, devido à sua dimensão que cobre a parte de Bubaque-Soga, depois temos a parte de Formosa, mais para o norte do arquipélago, e depois a parte de Orango até mais a oeste do arquipélago. É efectuada assim a contagem do nosso espaço geográfico. Em termos da zona costeira, são efectuadas a partir do Parque Nacional Natural do Rio Cacheu até ao Parque Nacional de Cantanhez, que é a mais a sul da Guiné-Bissau. RFI: Estamos a falar que tipo de aves é que nós encontramos? António Pires: Principalmente das espécies de limícolas (aves que vivem nas praias e mangais). Fundamentalmente limícolas, que efectuam grandes migrações para o sul. Mas também encontramos as outras espécies de aves de médio e grande porte, como as garças, os mergulhões, etc, etc. Mas o alvo da contagem reside fundamentalmente nas limícolas, que empreendem grandes migrações a partir da zona de reprodução mais a norte da Europa, mais ou menos na zona da Sibéria, que ali nidificam e procuram o arquipélago Bijagós para a alimentação durante o período do inverno. RFI: Para nós termos um pouco a noção, quando elas migram de África rumo à Europa, para onde é que vão estas aves? António Pires: Existem vários pontos de paragem. Também irá depender da capacidade de cada grupo de aves para efectuar a migração de África para a Europa. Nesse caso há dois grandes sítios de grande concentração das aves nesse corredor de migração que é o arquipélago Bolama-Bijagós, ou também na Mauritânia, que é o Banco de Argan e há uma parte da população que também faz uma paragem na Europa. Parte dessa população fica na zona mais ocidental, em Lisboa, depois no Mar de Wadden (nos Países Baixos) e dali, depois, procuram o norte da Europa, que é a Sibéria para a reprodução. RFI: Desde quando é que efectuam essa contagem anual? António Pires: A Guiné-Bissau tem vindo a efectuar essa contagem há mais de dez anos, se não estou em erro. Isso foi fruto de um acordo trilateral no início entre a Dinamarca, a Alemanha e a Holanda, onde foi estabelecida uma equipa nacional para a monitorização dos sítios importantes das limícolas nos Bijagós. Depois disso, veio a desenvolver-se até à data presente. Desde 1997, mais ou menos, até esta data, temos vindo a contar regularmente as aves limícolas, também com o apoio de equipas portuguesas, de equipas holandesas, de equipas alemãs que contribuem junto com a equipa da Guiné-Bissau nas contagens ao longo desse período, mais ou menos de dez anos, se não estou em erro. RFI: Qual é a importância de estarmos todos os anos a efectuar essa contagem? António Pires: Bom, uma das importâncias da contagem mundial é para sabermos o efectivo da população que migra do norte ao sul ou do sul ao norte. Isso é a primeira questão. A outra segunda questão é o estado de conservação do espaço e também da disponibilidade do alimento que esses sítios oferecem. Porque as aves são Indicadores do bom estado de conservação dos ecossistemas. E outro aspecto também, ajuda de forma não directa, mediante estudos, a determinar a contaminação do sítio da contagem, por serem indicadores de metais pesados, mas isso numa esfera um bocadinho mais avançada, onde são efectuados estudos específicos nesse sentido. RFI: Durante uma semana, umas quantas equipas andaram tanto nos Bijagós como também na zona costeira da Guiné-Bissau para contar e ver as condições em que se encontram essas aves migradoras, O que é que andaram concretamente a fazer durante essa semana? Quais foram os critérios que aplicaram nas vossas buscas? António Pires: A equipa da Guiné-Bissau está constituída por oito grupos, no total de 46 pessoas. Nessas contagens procura-se saber o número de cada indivíduo. Procura-se também saber o estado do habitat onde eles se alimentam. Também são identificadas as ameaças associadas aos habitats e também as ameaças relacionadas com a presença das espécies no sítio. Mas também há factores que são recolhidos: factores do tempo, da maré, da incidência do sol, à pressão atmosférica. Há vários factores que são tomados em consideração durante o processo da contagem. O habitat até está em bom estado de conservação. A característica do sedimento, a vegetação que está à volta da área de contagem. Porque, por exemplo, nos Bijagós já temos um ecossistema de mangal que também é uma zona muito importante, onde a população humana dedica-se, fundamentalmente as mulheres, à recolha dos moluscos e durante a maré baixa utilizam este espaço para recolha desses moluscos. Então, existe mais ou menos uma relação entre a ave e as pessoas que utilizam o espaço durante a maré baixa. RFI: Nestes dez anos em que andaram a contar as aves migradoras, notaram alguma evolução? António Pires: Em termos do efectivo da população que procura o arquipélago, a zona costeira da Guiné-Bissau, não existe a diminuição do efectivo fruto de uma acção humana. Por exemplo, as flutuações da população dependem muito da disponibilidade do alimento ou da procura de novos sítios por essas espécies. Então, existe uma mobilidade à volta da zona costeira e do arquipélago Bolama-Bijagós. Mas pela disponibilidade do alimento, por exemplo, o arquipélago Bolama-Bijagós é muito influenciado pela dinâmica marinha e costeira. Então, isso faz com que os nutrientes estejam sempre à deriva de um lado a outro e depois é depositado num sítio específico ou num habitat específico durante a maré cheia e a maré baixa. Esses alimentos estão distribuídos dentro do espaço e as aves procuram nichos específicos para a alimentação. Mas não existe uma diminuição da espécie, de forma que a intervenção de uma outra actividade seja a excepção. Mas os habitats ou os sítios onde contamos, não existe uma diferença muito significativa. Também poderá ser em função da percepção da contagem dos factores também que interferem durante a contagem, por exemplo, a visibilidade, a distância que é contada. Isso interfere nos valores, mas não é significativo. RFI: Quais são os desafios, os problemas, os obstáculos que eventualmente estas aves encontram? Falou muito da questão de encontrar alimentos. Há outras problemáticas que enfrentam essas aves migradoras? António Pires: É mais associado ao habitat. Temos, por exemplo, o que é notório, a questão do lixo. Esse é um problema não só da Guiné-Bissau. Temos estado a constatar a presença do lixo que é trazido pelas correntes. Como sabe, a Guiné-Bissau está banhada por duas correntes, quer o mar do Golfo da Guiné e também a corrente fria que vem até à Guiné-Bissau. Então estas duas correntes, com a influência oceânica, trazem lixos para o interior do arquipélago. Mas não só, também dos lixos são produzidos nas grandes cidades e também a nível do arquipélago Bolama-Bijagós. Depois, com a chuva, parte desse lixo vai parar aos sítios de contagem e isso interfere um bocadinho nessa dinâmica da disponibilidade do habitat. O outro desafio é a necessidade da capacitação dos nossos técnicos para continuarmos nessa dinâmica internacional ligada ao Freeway, que é um corredor de migração das aves, fundamentalmente que ocorre desde a Sibéria, a parte da Europa, o banco de Argan e o arquipélago. RFI: Qual é o balanço que faz da contagem que efectuaram há alguns dias agora? António Pires: Eu considero que a contagem foi um sucesso. Os meios logísticos postos à disposição são consideráveis desde os recursos humanos, desde as embarcações, o combustível, o custo das deslocações, etc, etc. Isso fez com que a contagem fosse positiva. O outro aspecto é o nível de novas pessoas que foram incorporadas dentro dessa estrutura de contagem, porque é um trabalho que requer muito conhecimento, muita técnica e também muito trabalho de campo, anos de trabalho de campo que nos permitam identificar com certeza e dizer que é uma determinada espécie ou não. Na Guiné-Bissau, por tradição, temos estado nesse esforço, como referi anteriormente, há mais de dez anos. E bom, as dificuldades continuam a existir do ponto de vista da logística, porque estes meios também são implicados nas outras actividades. Depois é que são solicitados para a contagem mundial, por ser uma necessidade muito importante para o país. RFI: Quais são os desafios que encontram na conservação dessa biodiversidade? António Pires: Os desafios são vários. Temos o desafio desde o ponto de vista do aumento da população. Temos o desafio ligado ao desenvolvimento sustentável. Temos o desafio ligado à questão do turismo para o arquipélago ser agora um sítio de Património natural Mundial da UNESCO. O nível de importância aumentou consideravelmente. Isso faz com que o arquipélago Bijagós seja um sítio de procura. O número de turistas tem estado a aumentar, não de forma expressiva, mas sente-se a presença de cada vez mais pessoas à procura do arquipélago Bijagós. Em termos de conservação, temos o desafio ligado às mudanças climáticas. Em alguns sítios importantes, a erosão costeira tem estado a afectar alguns habitats muito importantes, sítios de reprodução das tartarugas, as zonas de alimentação de algumas espécies. Isso também é um problema. A pesca artesanal também é uma preocupação, por o arquipélago ser um sítio de excelência de actividade de pesca artesanal para os pescadores autóctones. Mas a Guiné-Bissau tem estabelecido protocolos de acordo com alguns países da África Ocidental, principalmente o Senegal. Procuram as nossas águas para as actividades de pesca, mas tudo com base na regulamentação que é estabelecida. Existe um sistema de fiscalização da actividade ilegal da pesca que é efectuada pelo Ministério das Pescas através de um departamento que tem a competência de fiscalizar actividades de pesca, não só no arquipélago, mas na zona costeira da Guiné-Bissau também. Outro desafio ligado à biodiversidade poderá estar associado à gestão do espaço e do recurso. Por ser uma reserva da biosfera, existe múltiplos actores. Há uma necessidade de estabelecer uma sinergia, uma cooperação, uma troca de informação em tempo útil para permitir que as medidas de gestão e de conservação sejam tomadas de forma atempada, evitando assim grandes problemas para o futuro. RFI: As populações locais entendem a necessidade de se cuidar da biodiversidade? António Pires: Sim, existem vários canais que temos estabelecido com os nossos parceiros, desde a comunidade local, do poder tradicional, das associações de base, das ONGs, da administração local, mesmo o Estado. Há um mecanismo de sensibilização ligado à importância do arquipélago Bijagós e mesmo ligado também à conservação da biodiversidade no arquipélago. Por exemplo, temos ONGs que têm a vocação específica ligada à questão da sensibilização, que começa desde a escola até a um nível mais alto, por exemplo, com os deputados, com os membros do governo. São efectuados esses trabalhos de sensibilização, de lobby, para despertar a atenção da importância do arquipélago e do cuidado que se deve ter em termos do desenvolvimento. Por exemplo, também as escolas de verificação ambiental. Há associações de amigos do ambiente, associações de professores, que também estão direccionados para questões ambientais. Agora, também há jornalistas de amigos do ambiente que estão a solicitar uma visita ao arquipélago, para irem conhecer. Então, essa dinâmica já está instalada. Mas é preciso um reforço dessa ferramenta de comunicação que nos irá permitir trabalhar não só a nossa instituição, que tem a responsabilidade da conservação, mas também as outras instituições também, que têm interesse dentro dessa região, para alinharmos o processo da conservação e a promoção do desenvolvimento sustentável nos diferentes eixos que são propostos.

Convidado
ONGs continuam a lutar contra abusos da polícia em Moçambique

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 14:47


Duas semanas depois de a Human Rights Watch ter denunciado, no seu relatório anual, a persistência de atropelos aos direitos humanos em Moçambique, ONGs moçambicanas insistem junto da justiça para travar os abusos. O ex-ministro do Interior e o ex-comandante da polícia foram ouvidos pela Procuradoria-Geral da República no âmbito da queixa apresentada pela Plataforma Decide, há mais de um ano, relativa às mortes nos protestos pós-eleitorais. Por outro lado, a 17 de Fevereiro, a ONG Kóxukhuro apresentou, na Procuradoria Provincial de Nampula, duas queixas‑crime contra a polícia. Em Moçambique, o ex-ministro do Interior Pascoal Ronda e o ex-comandante da polícia Bernardino Rafael foram ouvidos, a 17 de Fevereiro, na Procuradoria-Geral da República sobre uma queixa da sociedade civil relativa às mortes, torturas e desaparecimentos nas manifestações que se seguiram às eleições gerais de Outubro de 2024. A acção tinha sido submetida por organizações da sociedade civil, nomeadamente pela Plataforma Decide, que monitoriza os processos eleitorais e que contabilizou 416 mortos nos protestos. O director da Plataforma, Wilker Dias, também foi ouvido na PGR como um dos autores da participação, e recordou à RFI o teor da queixa, lamentando que ainda continuem atropelos aos direitos humanos mais de um ano depois dos megaprotestos que agitaram o país. “Esta queixa faz menção às mortes que decorreram das manifestações, acusando directamente o ex-comandante da polícia Bernardino Rafael, mas também o ex-ministro Pascoal Ronda não só pelas mortes, mas também pelos feridos, principalmente, com recurso a armas de fogo, a balas reais que acabaram colocando algumas pessoas até com a impossibilidade de se locomover. Também entra a questão dos desaparecimentos forçados que decorreram em todo o país, em todas as províncias. Apercebeu-se que foi uma acção coordenada e sem nenhum tipo de repúdio por parte das autoridades policiais e até ministeriais, o que levou a crer que foi tudo premeditado e, por isso, é que se abriu este processo contra esses dois indivíduos”, resumiu Wilker Dias à RFI. O director da Plataforma Decide lembrou que o caso foi submetido pela ONG a 21 de Novembro de 2024 e que segue os trâmites legais. Mais de um ano e meio depois, Wilker Dias alerta que “os atropelos aos direitos humanos continuam”, ainda que não na dimensão verificada nos protestos pós-eleitorais. “Ainda continua infelizmente. Não naquela dimensão porque não estamos numa fase de manifestações, mas se formos olhar numa outra perspectiva, existem atropelos, principalmente na zona Centro e Norte, com mais incidência para a província da Zambézia e depois um pouco lá mais para cima. Os casos mais gritantes que nós temos estado a receber são os casos de Nampula. Nampula tem sido um dos grandes palcos em que a polícia tem cometido diversos desmandos relativamente às questões de direitos humanos, às detenções arbitrárias, à questão da tortura que também é uma realidade, mortes também de forma indiscriminada. Publicámos até, no princípio do ano, um relatório sobre o que é que terá acontecido em Mogovolas, em que até houve a denúncia de populares sobre a existência de uma provável vala comum por tudo aquilo que aconteceu lá. Nós pedimos à Procuradoria Geral da República que se monte uma comissão de inquérito, uma investigação, para que se possa apurar estes factos todos e responsabilizar os polícias que estarão por detrás disso. Também uma das coisas é a pressão e perseguições aos membros da oposição em Moçambique, que continua de forma triste, com maior incidência para o partido Anamola, aos seus membros, aos seus representantes distritais e provinciais ameaçados e, por vezes, também detidos. Isto também vai, de certa forma, colocando em causa todo este processo de diálogo nacional”, acrescentou Wilker Dias. Por sua vez, a ONG Kóxukhuro apresentou, também a 17 de Fevereiro, na Procuradoria Provincial de Nampula, duas queixas‑crime contra a Polícia da República de Moçambique, as quais colocam em causa o comandante da Segunda Esquadra. O activista social e dos direitos humanos Gamito dos Santos, director da associação, descreveu-nos essas queixas e denunciou uma “prática recorrente” de violação dos direitos humanos por parte da polícia, mas alerta que “a sede de fazer justiça fala mais alto que o medo”. “A primeira queixa tem que ver com a detenção e tortura de quatro jovens naturais de Nampula. Alegadamente, um dos jovens teria comprado um telefone roubado, mas ninguém, em nenhum momento, apresentou queixa sobre o telefone. Então, arrombaram a casa dos jovens e de lá começaram a torturar os miúdos até os levarem à Segunda Esquadra. De lá continuaram com a tortura, até que para serem soltos, estes jovens teriam pago valores. A pessoa acusada de comprar o telefone pagou um valor de 80.000 meticais para ser solta. A segunda pessoa pagou 15.000 meticais, a terceira pagou 14.500 e a quarta pagou 7.000 meticais. Este processo começa a ter suspeitas pelo simples facto de que eles não foram apresentados ao procurador, muito menos ao juiz de instrução. Foram capturados pela polícia, torturados pela polícia, a polícia cobrou os valores ilicitamente e a mesma polícia os soltou depois de três dias”, explicou Gamito dos Santos. “A segunda queixa tem que ver com um jovem capturado em casa e levado à Segunda Esquadra por volta das cinco horas de madrugada, mas depois, às 22 horas do dia em que foi capturado, foi tirado das celas para uma parte incerta, de onde teria sido exigido que ele assumisse os crimes de que ele era acusado:um furto. Aliás, estava sendo já torturado psicologicamente para que ele assumisse este furto. Ele não tendo assumido, a polícia levou-o naquela mata e tê-lo-ão baleado no membro inferior direito. Daí levaram o jovem para o Hospital Central de Nampula, onde teria recebido tratamento. Neste momento, está na Primeira Esquadra, já foi legalizada a sua prisão e está a seguir os seus trâmites legais. Então, tendo em conta que a confissão por tortura é crime na República de Moçambique, nós achámos por bem - pelo bem da dignidade humana e o bem dos princípios basilares da da pessoa humana -  processarmos o comandante da Segunda Esquadra”, acrescentou o activista. De acordo com a Deutsche Welle, a polícia negou as acusações, através da porta-voz em Nampula, Rosa Chaúque, que reafirmou que a corporação cumpre à risca as leis moçambicanas. [A RFI tentou obter uma reacção da polícia de Nampula, sem sucesso.] No início de Fevereiro, o relatório da Human Rights Watch sobre a situação dos direitos humanos a nível mundial, em 2025, apontava que, em Moçambique, os direitos humanos foram afectados pela insegurança alimentar, intensificação de ataques terroristas e sequestro de menores em Cabo Delgado, pelos feminicídios, repressão dos protestos pós-eleitorais, sequestros e tentativas de assassínio a jornalistas e activistas sociais.

La Linterna
21:00H | 18 FEB 2026 | La Linterna

La Linterna

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 60:00


La Casa Blanca exige cambios drásticos a Cuba. Putin se reúne con el ministro cubano y la presidenta mexicana, quien ofrece mediación. Los Mossos investigan un incendio accidental que mató a cinco jóvenes en Barcelona. Un entrenador es detenido en Málaga por agresión sexual a tres menores. ONGs alertan de trece cuerpos de migrantes en costas italianas. El debate sobre la prohibición del burka/nicab avanza en Europa y España. Nueve países europeos los prohíben por seguridad, avalados por el TEDH. En España, tras rechazar una propuesta de VOX, Junts presenta otra similar. Expertos minimizan su impacto real, priorizando la libertad individual, aunque el Supremo anuló prohibiciones previas. Aena prevé alza del 16% en tasas aeroportuarias hasta 2031, elevando precios y generando críticas por elitización del transporte. Debate sobre el impacto de la subida del salario mínimo en pymes. Alquileres se estabilizan tras récords, pues inquilinos no pueden asumir más. Venta de tractores crece ...

Cadena SER Navarra
SER Solidarios: IPES organiza el ciclo 'Voces y miradas'

Cadena SER Navarra

Play Episode Listen Later Feb 14, 2026 10:09


Cadena SER Navarra
SER Solidarios: Manos Unidas presenta su nueva campaña 'Declaremos la guerra al hambre'

Cadena SER Navarra

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 13:32


Noosfera
Noosfera 273 - "Vivimos en una sociedad"... longeva | Irene Lebrusan

Noosfera

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 77:42 Transcription Available


La sociología es una ciencia con bastantes matemáticas, pero que no se agota en ellas. Es a quien debemos consultar cada vez que el cuerpo nos pida decir cosas como “en esta época…”, “antes éramos…”, o “ya no…”, porque nuestra experiencia llega hasta donde llega, que no es muy lejos, y para algo hay expertos sacando estadísticas y afinando las preguntas adecuadas. En este caso, sobre sociedades longevas, como la nuestra. Para hablar de ello tenemos con nosotros a Irene Lebrusan es doctora en sociología, profesora en la Universidad Autónoma de Madrid y académica de número de la Academia Joven de España. Con su tesis ganó el premio de economía urbana del ayuntamiento de Madrid en 2017 y ha sido investigadora posdoctoral en la Universidad de Harvard. Durante los últimos años también ha trabajado en investigación para distintas ONGs y para organismos públicos nacionales e internacionales.Un podcast de Diario La Razón, dirigido y presentado por Ignacio Crespo y producido por https://lafabricadepodcast.com

Semana em África
A semana em que a população de Moçambique enfrentou intempéries e cheias

Semana em África

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 16:50


Abrimos o recapitulativo desta semana em África com Moçambique com as intempéries que provocaram mortíferas cheias essencialmente no sul do país. De acordo com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, para além de mais de uma dezena de mortos só nestes últimos dias e mais de 700 mil pessoas afectadas, o balanço muito provisório da época chuvosa é de pelo menos 123 mortos desde Outubro. Ao longo destes últimos dias, as autoridades tentaram acudir às pessoas que se encontram bloqueadas devido às cheias, com grandes dificuldades pelo meio, como chegou a reconhecer Benvinda Levy, primeira-ministra de Moçambique. Neste quadro já por si difícil, a situação epidemiológica também piorou comparativamente com o ano passado, com um recrudescimento de doenças diarreicas e casos de paludismo. Perante a ausência de sinais de abrandamento das intempéries, o governo deu conta da sua apreensão face à possível ruptura da Barragem de Senteeko, na África do Sul, com possíveis consequências em alguns distritos das províncias e Maputo e Gaza na região do sul do país. Relativamente desta vez a São Tomé e Príncipe, num acórdão datado de 15 de Janeiro, o Tribunal Constitucional apontou violações da Constituição no decreto presidencial de 6 de Janeiro de 2025 demitindo o governo então dirigido por Patrice Trovoada, da ADI, e que depois foi substituído pelo actual primeiro-ministro Américo Ramos, pertencente a uma outra ala do mesmo partido. Reagindo na segunda-feira a este acórdão do Tribunal Constitucional, Patrice Trovoada declarou-se "disponível para voltar à governação do país". Por seu turno, o actual chefe do governo, Américo Ramos, questionou o 'timing' do acórdão, 12 meses depois da demissão do anterior governo. Sobre a disponibilidade de Patrice Trovoada regressar ao poder, ele sublinhou que o acórdão não tem efeitos retroactivos. Refira-se entretanto que a ADI de Patrice Trovoada anunciou esta semana que vai submeter ao parlamento no próximo dia 27 de Janeiro, uma moção de censura contra o actual Governo são-tomense, alegando que “não tem demonstrado habilidade sustentável à governação”. Ao ser auscultado nesta sexta-feira pelo Presidente da republica sobre os pleitos eleitorais deste ano, as presidenciais de Julho e as legislativas de Setembro, a ADI considerou que no caso de a sua moção de censura ser aprovada, poderia colocar-se a necessidade de antecipar a data das legislativas. Em Cabo Verde, a actualidade esteve igualmente virada para calendários eleitorais, com o Presidente José Maria Neves a anunciar as legislativas para 17 de Maio e as presidenciais para o dia 15 de Novembro, sendo que uma eventual segunda volta fica reservada para o dia 29 de Novembro. No Uganda, depois de o Presidente Yoweri Museveni, no poder desde 1986, ter sido declarado vencedor das presidenciais da semana passada com mais de 70% dos votos, a tensão não tende a diminuir no país, com observadores e oposição a denunciar resultados forjados e um clima de violência. Esta semana, o filho do Presidente e chefe do exército ameaçou de morte o principal adversário do pai nas presidenciais, Bobi Wine, que em em entrevista concedida à RFI, disse "ter que se esconder". Relativamente desta vez à Guiné-Bissau, a presidência da CPLP assumida por Timor-Leste na sequência da suspensão da Guiné-Bissau quer que uma missão a Bissau “se realize rapidamente”. Em declarações recolhidas pela agência Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Bendito dos Santos Freitas, sublinhou tratar-se de um "assunto prioritário". A perspectiva desta missão da CPLP que já vinha sendo discutida desde Dezembro, mas também uma série de pronunciamentos feitos nomeadamente pelo Presidente de Cabo Verde que apelou nestes últimos dias à libertação de todos os presos políticos, mas também pelo chefe da diplomacia portuguesa Paulo Rangel que deu conta da sua preocupação com a situação da Guiné-Bissau após a desestabilização militar de Novembro do ano passado, ou ainda pela eurodeputada socialista Marta Temido para quem se vive uma grave quebra do estado de direito naquele pais, irritaram em Bissau. O porta-voz do governo interino guineense, Fernando Vaz, foi sem rodeios. Respondendo às criticas lançadas pelo governo guineense, o chefe de estado cabo-verdiano, desmentiu qualquer "tentativa de ingerência" nos assuntos internos da Guiné-Bissau. Reagindo igualmente às declarações do actual poder de Bissau, o eurodeputado socialista Francisco Assis afastou qualquer "complexo neocolonialista" por parte de Portugal. Entretanto, relativamente desta vez à Republica Centro-Africana, o Parlamento Europeu aprovou na quinta-feira uma resolução apelando às autoridades do bloco a imporem sanções específicas aos responsáveis pela detenção do luso-belga Joseph Figueira Martins naquele país. Os eurodeputados solicitam também o envio de uma missão à RCA para avaliar a situação daquele humanitário, preso desde Maio de 2024 e condenado em Novembro passado a 10 anos de trabalhos forçados. Em Angola, o parlamento aprovou na quinta-feira em votação final, a lei sobre o estatuto das ONGs, com os votos contra da UNITA que considerou que o diploma restringe a liberdade de associação. Em entrevista à RFI, Zola Álvaro, activista e Presidente da Associação Cívica -Handeka- referiu que esta lei vai dificultar o trabalho das ONGs. No Senegal, estes últimos dias foram de celebração, depois da vitoria da equipa nacional na final do CAN 2025 no passado fim-de-semana em Marrocos contra a equipa da casa. Apesar de esta vitória ficar marcada pela polémica da saída de campo de certos jogadores senegaleses em protesto contra uma decisão do arbitro nos minutos finais do jogo, prevaleceu o espírito festivo em Dacar.

CarneCruda.es PROGRAMAS
Nacho Vegas: una vida semipreciosa (CARNE CRUDA #1607)

CarneCruda.es PROGRAMAS

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 59:57


Nacho Vegas es una vida semipreciosa, una piedra rugosa, llena de fallas y fisuras, de las imperfecciones de la vida, que duele, pero que pese a todo merece la pena ser vivida. Con sus letras en castellano y asturianu ha vuelto a hacer un disco semiprecioso, oscuro y luminoso, en el que se desencanta y se reencanta, en el que canta y recita, en el que brilla en lo oscuro. En este programa su noveno álbum “Vidas semipreciosas". Y viajamos a Asturias para hablar de la campaña “Yes Asturies”, organizada por la Coordinadora Asturiana de ONGs de Asturias (CODOPA) y la Red Europea contra la Pobreza (EAPN) y conocemos los proyectos Tatreez, Panduru y Las Salguerinas. Más información aquí: https://www.eldiario.es/132_c53cfd Haz posible Carne Cruda: http://bit.ly/ProduceCC

con C de copy
¿Pero es que nadie va a pensar en los niños? con Noël Lang

con C de copy

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 54:31


Si pensabas que la publi social era todo manos limpias, niños sonrientes y ONGs pidiendo un euro al mes, este episodio te va a bajar el azúcar. Charlamos con Noël Lang, director creativo de Getting Better (la agencia, no el grupo de autoayuda) y responsable de que campañas como No More Matildas o El odio deja marcas hayan terminado en telediarios, en el Parlamento Europeo y, a veces, en las recomendaciones de Pedro Sánchez.Charlamos sobre cómo se le vende a un cliente la idea de inventarse una marca fake de camisetas con insultos, de lo que pasa cuando una campaña social se va de madre y acaba en trending topic (y en premios educativos que no dan los creativos, pero sí los políticos). Hablamos de trabajar para las ONG y para instituciones que, de tanto no mojarse, terminan diciendo nada; de cómics con niños con síndrome de Down, de cómo sobrevivir cuando te censuran y de por qué la publi social, cuando sale bien, puede servir para cambiar cosas (o tocar narices).Nos lanzamos, claro, al melón del mes, aunque sea un mes después: el apocalipsis de las agencias míticas.Déjanos tu opinión o tu campaña social preferida en Instagram, X o LinkedIn.Una producción de Obvio y Raro Creado por Dei Arroyo y Leonor MuñozEdición de sonido: Adrián FernándezPatrocina: Madrid Content SchoolPresidente Honorífico: Toni SegarraNo-Bullshit Creative Director: Ferran LópezEl Becario: Edu Pou

Primeiro Café
Irã sob pressão e calorão no Rio

Primeiro Café

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 8:31


O Irã vai executar hoje o primeiro dos manifestantes presos na atual onda de protestos. O jovem de 26 anos não teve direito a defesa nem julgamento, segundo ONGs. O presidente dos EUA confirmou que vai intervir no país.No Brasil, o Rio de Janeiro sofre com uma onda de calor. A cidade teve a maior temperatura do ano ontem. Milhares de pessoas passaram mal e, os moradores de bairros pobres ainda sofrem com apagão. Saiba mais: https://linktr.ee/primeirocafenoar 

Herrera en COPE
09:00H | 13 ENE 2026 | Herrera en COPE

Herrera en COPE

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 60:00


El exministro Jordi Sevilla critica al PSOE por su deriva socialdemócrata bajo Pedro Sánchez, atribuyendo al sanchismo el arraigo irreversible del populismo y señalando que solo un desplome electoral propiciaría la refundación del partido, que busca mantener un suelo de resistencia. Las protestas en Irán mantienen la represión, con ONGs que informan de más de 600 muertos y 10.000 detenidos. El Ministro de Exteriores español convoca al embajador iraní para rechazar la violencia. Activistas exiliadas denuncian la incomunicación y el alto número de asesinatos, calificando este levantamiento como definitivo. Analistas observan la vulnerabilidad del régimen sin fisuras internas y la falta de una oposición organizada, pese a la masiva movilización ciudadana por desesperanza y falta de oportunidades económicas. Se debate la posible intervención de Estados Unidos, que ya ha impuesto aranceles, y el liderazgo de Reza Palevi. En España, Pedro Sánchez desbloquea la "Operación Campamento" para ...

Ticaracaticast
EP 704 - DELEGADO BRUNO LIMA + JULINHO CASARES

Ticaracaticast

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 122:24


Bruno Lima é delegado de polícia, deputado federal e ativista animal dedicado à proteção dos animais, à segurança pública e a políticas sociais. Desde 2017 ele resgata animais em situação de risco, idealizou o movimento "Cadeia para maus-tratos" e atua com sua equipe registrando denúncias, realizando resgates e encaminhando os animais para ONGs ou lares temporários. Além disso, já propôs diversas leis e projetos voltados à proteção animal.Julinho Casares é apresentador de TV, influenciador digital e ativista dos direitos dos animais, apaixonado por cães desde criança. Campeão sul-americano de Sled Dog e ex-criador de malamutes do Alasca, ele compartilha conteúdos sobre resgates, adoção e bem-estar animal. Atualmente apresenta "Enquanto Meu Dono Não Vem" na Record TV e é colunista da Alpha FM, tudo isso enquanto é pai de 40 pets.

Podcasts epbr
Mercado na expectativa da reunião do governo Trump com petroleiras sobre Venezuela I comece seu dia

Podcasts epbr

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 3:56


NESTA EDIÇÃO. Presidente dos EUA vai “discutir oportunidades” na Venezuela com petroleiras. Crise internacional se agrava com captura de navio de bandeira russa, com apoio do Reino Unido. Ibama e MPF pedem informações à Petrobras sobre vazamento de fluido de perfuração na Foz do Amazonas. ONGs pedem a suspensão da atividade. Aneel vai debater ressarcimentos aos consumidores e aos geradores de energia. ***Locução gerada por IA

Do Zero ao Topo
Como uma ONG centenária virou um negócio sustentável de impacto social em SP

Do Zero ao Topo

Play Episode Listen Later Jan 2, 2026 57:34


Nesta entrevista, Liora Alcalay, presidente da Unibes, revela como uma das ONGs mais respeitadas do Brasil atua hoje como uma verdadeira empresa de impacto social, com mais de 300 colaboradores, orçamento auditado, governança profissional e um modelo inovador em que 1/3 da receita vem de uma operação própria de varejo: o Bazar da Unibes. Em entrevista para Mariana Amaro, em mais um episódio Do Zero ao Topo, ela conta como funciona a gestão de uma ONG com 20 mil pessoas atendidas por ano e o papel do empreendedorismo social no Brasil.

Hoy por Hoy
El Abierto | Israel veta a las ongs, el aumento del gasto militar y el informe 'Ábalos'

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Dec 31, 2025 78:09


Con Berna González Harbour, Cristina de la Hoz y Lourdes Pérez. Israel retirará las licencias para que 37 oenegés dejen de trabajar en Gaza y Cisjordania. El Gobierno de Netanyahu justifica la decisión hablando de supuestos vínculos entre los empleados de las organizaciones y Hamás y la Yihad Islámica. El embargo de armas a Israel ha abierto la última discrepancia con la que va a terminar el año el gobierno del PSOE y Sumar. En cuanto empiece el nuevo año, en enero, la OTAN va a examinar si España cumple con el mínimo que exige la Alianza: el Ejecutivo ha acelerado el gasto estas últimas semanas para cumplir con el 2% al cierre del año. El PSOE descarga en Ábalos y Cerdán toda la responsabilidad por la corrupción después de la auditoría que encargaron y que descarta financiación irregular. El PP resta credibilidad a un informe que, dice, es de parte. 

El Abierto de Hoy por Hoy
El Abierto | Israel veta a las ongs, el aumento del gasto militar y el informe 'Ábalos'

El Abierto de Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Dec 31, 2025 78:09


Con Berna González Harbour, Cristina de la Hoz y Lourdes Pérez. Israel retirará las licencias para que 37 oenegés dejen de trabajar en Gaza y Cisjordania. El Gobierno de Netanyahu justifica la decisión hablando de supuestos vínculos entre los empleados de las organizaciones y Hamás y la Yihad Islámica. El embargo de armas a Israel ha abierto la última discrepancia con la que va a terminar el año el gobierno del PSOE y Sumar. En cuanto empiece el nuevo año, en enero, la OTAN va a examinar si España cumple con el mínimo que exige la Alianza: el Ejecutivo ha acelerado el gasto estas últimas semanas para cumplir con el 2% al cierre del año. El PSOE descarga en Ábalos y Cerdán toda la responsabilidad por la corrupción después de la auditoría que encargaron y que descarta financiación irregular. El PP resta credibilidad a un informe que, dice, es de parte. 

Herrera en COPE
La liberación de casi un centenar de presos en Venezuela abre una brecha de esperanza y decepción

Herrera en COPE

Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 9:34


El régimen de Nicolás Maduro anunciaba este lunes la liberación de presos políticos, detenidos en su mayoría por las manifestaciones contra los resultados de las elecciones presidenciales de julio de 2024. Sin embargo, para familiares, ONGs y la oposición, la medida sigue siendo insuficiente, ya que en el último año y medio se han detenido a más de 2.400 personas. Una de las voces que refleja la decepción es la de Yajaira González de Canales, hermana de Alejandro González, un preso con nacionalidad española encarcelado desde febrero en la prisión de Rodeo, a las afueras de Caracas.En el programa 'Herrera en COPE', entrevistada por Sofía Buera, González ha confesado que, aunque siempre se mantiene la esperanza, "siendo un poco realistas y pisando pies sobre la tierra, en el fondo, sabía que no". Ha explicado que "el caso de Alejandro es bastante complicado", ya que no es un caso postelectoral, pero ha celebrado la excarcelación de otros. "Felices por esas ...

Paranormalia: Voces del Misterio
Voces del Misterio Nº 12 - Lado oscuro de las ONGs, Germán de Argumosa, Lenguaje secreto de las plantas, Las Hurdes, etc

Paranormalia: Voces del Misterio

Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 117:38


Programa Nº 12 de "Voces del Misterio", Temporada 2007/2008. Sumario: · Comenzamos desvelando el lado oscuro de las ONGs con el invitado José David Garrido Valls. · Seguidamente hablaremos de Don Germán de Argumosa y Valdés fallecido el 4 de Noviembre de 2007, pionero en la investigación y divulgación parapsicológica en nuestro país. · Hablaremos del 'lenguaje secreto de las plantas' con Jordi Fernández. · En la sección de noticias del misterio se trararán todo lo acontecido con el mundo del misterio durante la semana. · Viaje a 'las Hurdes' de la mano de Sergio Moreno. · Y para terminar trataremos el inquietante tema de las 'Damas Blancas' o entidades protectoras con el invitado Rafael García Román. Audio perteneciente a la primera etapa, en Radio Betis. Os recuerdo que este PODCAST NO es el OFICIAL del programa “Voces del Misterio”. PARANORMALIA: https://paranormaliaweb.github.io/ (WEB), https://www.facebook.com/paranormaliaweb/ (Facebook) y https://x.com/paranormaliaweb (X).

Cadena SER Navarra
SER Solidarios: UNICEF reclama apoyo

Cadena SER Navarra

Play Episode Listen Later Dec 20, 2025 15:48


La actividad de las ONGs de Navarra 

ADunicamp
CONEXÃO ADUNICAMP | #Ep88 | Da Rio92 à COP30

ADunicamp

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 42:26


Da Rio92 à COP30, três décadas separam dois momentos decisivos da luta global contra a emergência climática, mas a distância entre o que foi prometido e o que foi entregue continua enorme.Em 1992, o Rio de Janeiro tornou-se palco de uma mobilização inédita da sociedade civil mundial, que ajudou a moldar convenções internacionais e a pressionar governos a reconhecerem que a devastação ambiental estava ligada ao subdesenvolvimento e às desigualdades.A solidariedade entre povos, ONGs, comunidades tradicionais e movimentos sociais marcou aquele encontro como um divisor de águas na construção de uma ética ambiental planetária.Em 2025, Belém recebeu a COP30 sob o peso de um planeta que já vive não apenas uma crise, mas uma mutação climática. Para falar sobre esse assunto, o Conexão ADunicamp entrevistou a professora Emília Wanda Rutkowski, docente da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp (FecFau), que esteve presente tanto no Fórum Global da Rio-92 quanto agora na Cúpula dos Povos da COP30.Entre retrocessos, capturas corporativas e metas insuficientes, a sociedade civil novamente assumiu o papel de resistência, pavimentando caminhos próprios em defesa da justiça climática.Neste episódio, revisitamos as memórias e análises de quem atravessou essas duas eras para entender o que avançou, o que ficou pelo caminho e quais forças populares sustentam a luta por um futuro possível.CRÉDITOSRoteiro e apresentação: Cristina Segatto e Paulo San MartinEdição: Paula ViannaEstagiária: Flávia CatussoVinheta: Magrão PercussionistaProdução e Coordenação: Fernando PivaRealização: ADunicampSiga nossas redes sociais!instagram.com/adunicampfacebook.com/adunicamptwitter.com/adunicampwww.youtube.com/@adunicamp-secaosindical3742Inscreva-se, curta e compartilhe!ADunicamp (Associação de Docentes da Unicamp)Av. Érico Veríssimo, 1479, Cidade Universitária, Campinas/SP - Telefones: (19) 35212470/(19) 35212471 / E-mail: imprensa@adunicamp.org.br

Still Changing Podcast
Episode 98: $ome $exy Christian $ongs For You Ft DTMW

Still Changing Podcast

Play Episode Listen Later Dec 16, 2025 123:47


You're now locked into Episode 98 of the Still Changing Podcast featuring Don't Tell My Wife Podcast!

Podcasts sobre o Terceiro Setor
#130 Conecta - A importância da segurança jurídica para o Terceiro Setor

Podcasts sobre o Terceiro Setor

Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 44:07


Nesta edição do Conecta Terceiro Setor, iniciativa da Fundação José de Paiva Netto, você confere uma entrevista exclusiva com o advogado Josenir Teixeira, que atua há mais de 30 anos no Terceiro Setor. Ele compartilha sua experiência e visão sobre os principais desafios e oportunidades para ONGs no Brasil.Dr. Josenir fala ainda sobre a importância da segurança jurídica para garantir a sustentabilidade e a credibilidade das organizações, além do papel fundamental da comunicação para ampliar o impacto social e conquistar novos apoiadores. O especialista também aponta tendências e perspectivas para o futuro das ONGs, trazendo dicas valiosas para quem atua ou deseja atuar nesse segmento.Assista e entenda como a atuação jurídica pode fortalecer sua organização e por que comunicar melhor o trabalho das ONGs é essencial para o crescimento do Terceiro Setor.Acompanhe, curta e compartilhe esta edição e aprenda ainda mais sobre o Terceiro Setor.Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder os próximos conteúdos! Acompanhe as nossas redes sociais: Instagram: escolaaberta3setor Site: www.escolaaberta3setor.org.br

Podcasts sobre o Terceiro Setor
#134 Conecta - A importância do Prêmio Melhores ONGs

Podcasts sobre o Terceiro Setor

Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 37:48


Em mais esta edição do Conecta Terceiro Setor, iniciativa da Fundação José de Paiva Netto, você vai saber detalhes do Prêmio Melhores ONGs. Criado para ajudar a fortalecer o Terceiro Setor, o Prêmio Melhores ONGs destaca, a cada ano, organizações com excelência em gestão e impacto social. Com inscrições gratuitas, busca ser uma referência para doadores, voluntários e empresas que desejam apoiar instituições sérias e comprometidas. Acompanhe, curta e compartilhe esta edição e aprenda ainda mais sobre o Terceiro Setor. Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder os próximos conteúdos!  Acompanhe as nossas redes sociais:  Instagram:  escolaaberta3setor    Site:  www.escolaaberta3setor.org.br

Pânico
Leandro Narloch

Pânico

Play Episode Listen Later Dec 10, 2025 124:02


Eu acho melhor vocês assistirem ao programa enquanto há tempo… ele está pedindo para ser cancelado! Afinal, quando você junta a bancada do Pânico e Leandro Narloch, o jornalista tão politicamente incorreto que, mesmo se você julgasse o livro pela capa, já saberia que ele não está para brincadeira, só pode dar problema!O maior especialista em cancelamento desde que ministro virou cobrador de pedágio está no estúdio nesta quarta (10) para analisar se Luciano Huck falou besteira ou se fritou no Caldeirão sem motivo, comentar se a crise climática é alarmista à toa e falar tudo sobre as ONGs que podem não ser na Europa, mas adoram um conto para inglês ver.É melhor assistir à entrevista ao vivo ou vai ter que explicar às Tartarugas Ninjas o motivo de a entrega ter sido com canudo de plástico.

Oxigênio
#207 – Especial: A cobertura jornalística na COP30

Oxigênio

Play Episode Listen Later Dec 9, 2025 38:16


No episódio de hoje, você escuta uma conversa um pouco diferente: um bate-papo com as pesquisadoras Germana Barata e Sabine Righetti, ambas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). Elas estiveram na COP30 e conversaram com Mayra Trinca sobre a experiência de cobrir um evento ambiental tão relevante e sobre quais foram os pontos fortes da presença da imprensa independente.  __________________________________________________________________________________ TRANSCRIÇÃO [música] Mayra: Olá, eu sou a Mayra, você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. Hoje a gente vai fazer uma coisa um pouquinho diferente do que vocês estão acostumados. E eu trouxe aqui duas pesquisadoras do LabJor pra contar um pouquinho da experiência delas na COP30, que rolou agora em novembro. Então vai ser um episódio um pouco mais bate-papo, mas eu prometo que vai ficar legal. Vou pedir pra elas se apresentarem e a gente já começa a conversar. Então eu estou com a Germana Barata e a Sabine Righetti, que são pesquisadoras aqui do Labjor. Germana, se apresenta pra gente, por favor. Germana: Olá, pessoal, eu sou a Germana. Obrigada, Maíra, pelo convite pra estar aqui com vocês no Oxigênio. Eu sou pesquisadora do LabJor, do aula também por aqui, e tenho coordenado aí uma rede de comunicação sobre o oceano, que é a Ressou Oceano, que é o motivo da minha ida pra COP30.Então a gente vai ter a oportunidade de contar um pouquinho do que foi essa aventura na COP30. Mayra: Agora, Sabine, se apresenta pra gente, por favor. Sabine: Oi, pessoal, um prazer estar aqui. Sou pesquisadora aqui no LabJor, ouvinte do Oxigênio, e trabalho entendendo como que o conhecimento científico é produzido e circula na sociedade, sobretudo pela imprensa. Então esse foi um assunto central na COP lá em Belém. [vinheta]  Mayra: Eu trouxe a Sabine e a Germana, porque, bom, são pesquisadoras do Labjor que foram pra COP, mas pra gente conhecer um pouquinho o porquê que elas foram até lá a partir das linhas de interesse e de pesquisa. Então, meninas, contem pra gente por que vocês resolveram ir até a COP e o que isso está relacionado com as linhas de trabalho de vocês. Germana: Bom, acho que uma COP no Brasil, no coração da Amazônia, é imperdível por si.  Sabine: Não tinha como não ir.  Germana: Não, não tinha. E como eu atuo nessa área da comunicação sobre o oceano pra sociedade, esse é um tema que a comunidade que luta pela saúde do oceano tem trabalhado com muito afinco para que o oceano tenha mais visibilidade nos debates sobre mudanças climáticas. Então esse foi o motivo que eu percebi que era impossível não participar dessa grande reunião. Enfim, também numa terra onde eu tenho família, Belém do Pará é a terra do meu pai, e uma terra muito especial, uma cidade muito especial, eu acho que por tantos motivos era imperdível realmente essa experiência na COP. Sabine: Voltamos todas apaixonadas por Belém. O pessoal extremamente acolhedor, a cidade incrível, foi maravilhoso. Eu trabalho tentando compreender como a ciência, conhecimento científico, as evidências circulam na sociedade, na sociedade organizada. Então entre jornalistas, entre tomadores de decisão, entre grupos específicos. E no meu entendimento a COP é um espaço, é um grande laboratório sobre isso, porque a ciência já mostrou o que está acontecendo, a ciência já apontou, aliás faz tempo que os cientistas alertam, e que o consenso científico é muito claro sobre as mudanças climáticas. Então o que falta agora é essa informação chegar nos grupos organizados, nos tomadores de decisão, nas políticas públicas, e quem pode realmente bater o martelo e alterar o curso das mudanças climáticas. Claro que a gente precisa de mais ciência, mas a gente já sabe o que está acontecendo. Então me interessou muito circular e entender como que a ciência estava ou não. Porque muitos ambientes, as negociações, os debates, eles traziam mais desinformação ou falsa controvérsia do que a ciência em si. Germana: E é a primeira vez que a COP abrigou um pavilhão de cientistas. Então acho que esse é um marco, tanto para cientistas quanto outros pavilhões, outras presenças que foram inéditas ou muito fortes na COP, como dos povos indígenas ou comunidades tradicionais, mas também de cientistas, que antes, claro, os cientistas sempre foram para as COPs, mas iam como individualmente, vamos dizer assim. Sabine: Para a gente entender, quem não tem familiaridade com COP, os pavilhões, e isso eu aprendi lá, porque eu nunca tinha participado de uma COP, os pavilhões são como se fossem grandes estandes que têm uma programação própria e acontecem debates e manifestações, eventos diversos, culturais, enfim. Então a zona azul, que a gente chama, que é a área central da COP, onde tem as discussões, as tomadas de decisão, tem um conjunto de pavilhões. Pavilhões de países, pavilhões de temas. Oceanos também foi a primeira vez, né? Germana: Não foi a primeira vez, foi o terceiro ano, a terceira COP, mas estava enorme, sim, para marcar a presença. Mayra: O Oceano foi a primeira vez que estava na Blue Zone ou antes ele já estava na zona azul também? Germana: Ele já estava na Blue Zone, já estava na zona azul, é a terceira vez que o Oceano está presente como pavilhão, mas é a primeira vez que o Oceano realmente ocupou, transbordou, digamos assim, os debates, e os debates, incluindo o Oceano, acabaram ocupando, inclusive, dois dias oficiais de COP, que foram os dias 17 e 18, na programação oficial das reuniões, dos debates. Então é a primeira vez que eu acho que ganha um pouco mais de protagonismo, digamos assim. Mayra: E vocês participaram de quais pavilhões? Porque a gente tem o pavilhão dos Oceanos, tinha um pavilhão das universidades, que inclusive foi organizado por pesquisadores da Unicamp, não necessariamente aqui do Labjor, mas da Unicamp como um todo, e eu queria saber por quais pavilhões vocês passaram. Germana, com certeza, passou pelo do Oceano, mas além do Oceano, quais outros? Vocês passaram por esse das universidades? Como é que foi? Sabine: Eu apresentei um trabalho nesse contexto dos pavilhões, como espaço de discussão e de apresentações, eu apresentei um resultado de um trabalho que foi um levantamento de dados sobre ponto de não retorno da Amazônia com ajuda de inteligência artificial. Eu tenho trabalhado com isso, com leitura sistemática de artigos científicos com ajuda de inteligência artificial e tenho refletido como a gente consegue transformar isso numa informação palatável, por exemplo, para um tomador de decisão que não vai ler um artigo, muito menos um conjunto de artigos, e a gente está falando de milhares. Eu apresentei no pavilhão que a gente chamava de pavilhão das universidades que tinha um nome em inglês que era basicamente a Educação Superior para a Justiça Climática. Ele foi organizado institucionalmente pela Unicamp e pela Universidade de Monterrey, no México, e contou com falas e debates de vários cientistas do mundo todo, mas esse não era o pavilhão da ciência. Tinha o pavilhão da ciência e tinha os pavilhões dos países, os pavilhões temáticos, caso de oceanos, que a gente comentou. Então, assim, eu circulei em todos, basicamente. Me chamou muita atenção o dos oceanos, que de fato estava com uma presença importante, e o pavilhão da China, que era o maior dos pavilhões, a maior delegação, os melhores brindes. Era impressionante a presença da China e as ausências. Os Estados Unidos, por exemplo, não estava, não tinha o pavilhão dos Estados Unidos. Então, as presenças e as ausências também chamam a atenção.  Mayra: Tinha o pavilhão do Brasil?  Sabine: Tinha. Germana: Tinha um pavilhão maravilhoso.  Sabine: Maravilhoso e com ótimo café. Germana: É, exatamente.  Sabine: Fui lá várias vezes tomar um café.  Germana: Inclusive vendendo a ideia do Brasil como um país com produtos de qualidade,né, que é uma oportunidade de você divulgar o seu país para vários participantes de outros países do mundo. E acho que é importante a gente falar que isso, que a Sabine está falando dos pavilhões, era zona azul, ou seja, para pessoas credenciadas. Então, a programação oficial da COP, onde as grandes decisões são tomadas, são ali.  Mas tinha a zona verde, que também tem pavilhões, também tinha pavilhão de alguns países, mas, sobretudo, Brasil, do Estado do Pará, de universidades etc., que estava belíssimo, aberta ao público, e também com uma programação muito rica para pessoas que não necessariamente estão engajadas com a questão das mudanças… Sabine: Muito terceiro setor.  Germana: Exatamente.  Sabine: Movimentos sociais. Germana: E fora a cidade inteira que estava, acho que não tem um belenense que vai dizer o que aconteceu aqui essas semanas, porque realmente os ônibus, os táxis, o Teatro da Paz, que é o Teatro Central de Belém, todos os lugares ligados a eventos, mercados, as docas… Sabine: Museus com programação. Germana: Todo mundo muito focado com programação, até a grande sorveteria maravilhosa Cairu, que está pensando inclusive de expandir aqui para São Paulo, espero que em breve, tinha um sabor lá, a COP30. Muito legal, porque realmente a coisa chegou no nível para todos.  Mayra: O que era o sabor COP30? Fiquei curiosa.  Sabine: O de chocolate era pistache.  Germana: Acho que era cupuaçu, pistache, mais alguma coisa. Sabine: Por causa do verde. É que tinha bombom COP30 e tinha o sorvete COP30, que tinha pistache, mas acho que tinha cupuaçu também. Era muito bom. Germana: Sim, tinha cupuaçu. Muito bom! Mayra: Fiquei tentada com esse sorvete agora. Só na próxima COP do Brasil.  [música] Mayra: E para além de trabalho, experiências pessoais, o que mais chamou a atenção de vocês? O que foi mais legal de participar da COP? Germana: Eu já conheci a Belém, já fui algumas vezes para lá, mas fazia muitos anos que eu não ia. E é incrível ver o quanto a cidade foi transformada em relação à COP. Então, a COP deixa um legado para os paraenses. E assim, como a Sabine tinha dito no começo, é uma população que recebeu todos de braços abertos, e eu acho que eu estava quase ali como uma pessoa que nunca tinha ido para Belém. Então, lógico que a culinária local chama muito a atenção, o jeito dos paraenses, a música, que é maravilhosa, não só o carimbó, as mangueiras dando frutos na cidade, que é algo que acho que chama a atenção de todo mundo, aquelas mangas caindo pela rua. Tem o lado ruim, mas a gente estava vendo ali o lado maravilhoso de inclusive segurar a temperatura, porque é uma cidade muito quente. Mas acho que teve todo esse encanto da cultura muito presente numa reunião que, há muitos anos atrás, era muito diplomática, política e elitizada. Para mim, acho que esse é um comentário geral, que é uma COP que foi muito aberta a muitas vozes, e a cultura paraense entrou ali naturalmente por muitos lugares. Então, isso foi muito impressionante. Sabine: Concordo totalmente com a Germana, é uma cidade incrível. Posso exemplificar isso com uma coisa que aconteceu comigo, que acho que resume bem. Eu estava parada na calçada esperando um carro de transporte, pensando na vida, e aí uma senhora estava dirigindo para o carro e falou: “Você é da COP? Você está precisando de alguma coisa?” No meio da rua do centro de Belém. Olhei para ela e falei, Moça, não estou acostumada a ter esse tipo de tratamento, porque é impressionante. O acolhimento foi uma coisa chocante, muito positiva. E isso era um comentário geral. Mas acho que tem um aspecto que, para além do que estávamos falando aqui, da zona azul, da zona verde, da área oficial da COP, como a Germana disse, tinha programação na cidade inteira. No caso da COP de Belém, acho que aconteceu algo que nenhuma outra COP conseguiu proporcionar. Por exemplo, participei de um evento completamente lateral do terceiro setor para discutir fomento para projetos de jornalismo ligados à divulgação científica. Esse evento foi no barco, no rio Guamá que fala, né? Guamá. E foi um passeio de barco no pôr do sol, com comida local, com banda local, com músicos locais, com discussão local, e no rio. É uma coisa muito impressionante como realmente você sente a cidade. E aquilo tem uma outra… Não é uma sala fechada.Estamos no meio de um rio com toda a cultura que Belém oferece. Eu nunca vou esquecer desse momento, dessa discussão. Foi muito marcante. Totalmente fora da programação da COP. Uma coisa de aproveitar todo mundo que está na COP para juntar atores sociais, que a gente fala, por uma causa comum, que é a causa ambiental. Mayra: Eu vou abrir um parênteses e até fugir um pouco do script que a gente tinha pensado aqui, mas porque ouvindo vocês falarem, eu fiquei pensando numa coisa. Eu estava essa semana conversando com uma outra professora aqui do Labjor, que é a professora Suzana. Ouvintes, aguardem, vem aí esse episódio. E a gente estava falando justamente sobre como é importante trazer mais emoção para falar de mudanças climáticas. Enfim, cobertura ambiental, etc. Mas principalmente com relação a mudanças climáticas.  E eu fiquei pensando nisso quando vocês estavam falando. Vocês acham que trazer esse evento para Belém, para a Amazônia, que foi uma coisa que no começo foi muito criticada por questões de infraestrutura, pode ter tido um efeito maior nessa linha de trazer mais encanto, de trazer mais afeto para a negociação. Germana: Ah, sem dúvida.  Mayra: E ter um impacto que em outros lugares a gente não teria. Germana: A gente tem que lembrar que até os brasileiros desconhecem a Amazônia. E eu acho que teve toda essa questão da dificuldade, porque esses grandes eventos a gente sempre quer mostrar para o mundo que a gente é organizado, desenvolvido, enfim. E eu acho que foi perfeita a escolha. Porque o Brasil é um país desigual, riquíssimo, incrível, e que as coisas podem acontecer. Então a COP, nesse sentido, eu acho que foi também um sucesso, mesmo a questão das reformas e tudo o que aconteceu, no tempo que tinha que acontecer, mas também deu um tom diferente para os debates da COP30. Não só porque em alguns momentos da primeira semana a Zona Azul estava super quente, e eu acho que é importante quem é do norte global entender do que a gente está falando, de ter um calor que não é o calor deles, é um outro calor, que uma mudança de um grau e meio, dois graus, ela vai impactar, e ela já está impactando o mundo, mas também a presença dos povos indígenas eu acho que foi muito marcante. Eu vi colegas emocionados de falar, eu nunca vi tantas etnias juntas e populações muito organizadas, articuladas e preparadas para um debate de qualidade, qualificado. Então eu acho que Belém deu um outro tom, eu não consigo nem imaginar a COP30 em São Paulo. E ali teve um sentido tanto de esperança, no sentido de você ver quanto a gente está envolvida, trabalhando em prol de frear essas mudanças climáticas, o aquecimento, de tentar brecar realmente um grau e meio o aquecimento global. Mas eu acho que deu um outro tom. Sabine: Pegou de fato no coração, isso eu não tenho a menor dúvida. E é interessante você trazer isso, porque eu tenho dito muito que a gente só consegue colar mensagem científica, evidência, se a gente pegar no coração. Se a gente ficar mostrando gráfico, dado, numa sala chata e feia e fechada, ninguém vai se emocionar. Mas quando a gente sente a informação, isso a COP30 foi realmente única, histórica, para conseguir trazer esse tipo de informação emocional mesmo. [música] Mayra: E com relação a encontros, para gente ir nossa segunda parte, vocês encontraram muita gente conhecida daqui do Labjor, ou de outros lugares. O que vocês perceberam que as pessoas estavam buscando na COP e pensando agora em cobertura de imprensa? Porque, inclusive, vocês foram, são pesquisadoras, mas foram também junto com veículos de imprensa. Germana: Eu fui numa parceria com o jornal (o) eco, que a gente já tem essa parceria há mais de dois anos. A Ressou Oceano tem uma coluna no (o) eco. Portanto, a gente tem um espaço reservado para tratar do tema oceano. Então, isso para a gente é muito importante, porque a gente não tem um canal próprio, mas a gente estabeleça parcerias com outras revistas também. E o nosso objetivo realmente era fazer mais ou menos uma cobertura, estou falando mais ou menos, porque a programação era extremamente rica, intensa, e você acaba escolhendo temas onde você vai se debruçar e tratar. Mas, comparando com a impressão, eu tive na COP da biodiversidade, em 2006, em Curitiba, eu ainda era uma estudante de mestrado, e uma coisa que me chamou muito a atenção na época, considerando o tema biodiversidade, era a ausência de jornalistas do norte do Brasil. E, para mim, isso eu escrevi na época para o Observatório de Imprensa, falando dessa ausência, que, de novo, quem ia escrever sobre a Amazônia ia ser o Sudeste, e que, para mim, isso era preocupante, e baixa presença de jornalistas brasileiros também, na época.  Então, comparativamente, essa COP, para mim, foi muito impressionante ver o tamanho da sala de imprensa, de ver, colegas, os vários estúdios, porque passávamos pelos vários estúdios de TV, de várias redes locais, estaduais e nacionais. Então, isso foi muito legal de ver como um tema que normalmente é coberto por poucos jornalistas especializados, de repente, dando o exemplo do André Trigueiro, da Rede Globo, que é um especialista, ele consegue debater com grandes cientistas sobre esse tema, e, de repente, tinha uma equipe gigantesca, levaram a abertura dos grandes jornais para dentro da COP. Isso muda, mostra a relevância que o evento adquiriu. Também pela mídia, e mídia internacional, com certeza.  Então, posso falar depois de uma avaliação que fizemos dessa cobertura, mas, a princípio, achei muito positivo ver uma quantidade muito grande de colegas, jornalistas, e que chegou a quase 3 mil, foram 2.900 jornalistas presentes, credenciados. Sabine: E uma presença, os veículos grandes, que a Germana mencionou, internacionais, uma presença também muito forte de veículos independentes. O Brasil tem um ecossistema de jornalismo independente muito forte, que é impressionante, e, inclusive, com espaços consideráveis. Novamente, para entender graficamente, a sala de imprensa é gigantesca em um evento desse, e tem alguns espaços, algumas salas reservadas para alguns veículos. Então, veículos que estão com uma equipe muito grande têm uma sala reservada, além dos estúdios, de onde a Globo entrava ao vivo, a Andréia Sadi entrava ao vivo lá, fazendo o estúdio i direto da COP, enfim. Mas, dentro da sala de imprensa, tem salas reservadas, e algumas dessas salas, para mencionar, a Amazônia Vox estava com uma sala, que é um veículo da região norte de jornalismo independente, o Sumaúma estava com uma sala, o Sumaúma com 40 jornalistas, nessa cobertura, que também… O Sumaúma é bastante espalhado, mas a Eliane Brum, que é jornalista cofundadora do Sumaúma, fica sediada em Altamira, no Pará. Então, é um veículo nortista, mas com cobertura no país todo e, claro, com olhar muito para a região amazônica. Então, isso foi, na minha perspectiva, de quem olha para como o jornalismo é produzido, foi muito legal ver a força do jornalismo independente nessa COP, que certamente foi muito diferente. Estava lá o jornalismo grande, comercial, tradicional, mas o independente com muita força, inclusive alguns egressos nossos no jornalismo tradicional, mas também no jornalismo independente. Estamos falando desde o jornalista que estava lá pela Superinteressante, que foi nossa aluna na especialização, até o pessoal do Ciência Suja, que é um podcast de jornalismo independente, nosso primo aqui do Oxigênio, que também estava lá com um olhar muito específico na cobertura, olhando as controvérsias, as falsas soluções. Não era uma cobertura factual. Cada jornalista olha para aquilo tudo com uma lente muito diferente. O jornalismo independente, o pequeno, o local, o grande, o internacional, cada um está olhando para uma coisa diferente que está acontecendo lá, naquele espaço em que acontece muita coisa. [som de chamada]  Tássia: Olá, eu sou a Tássia, bióloga e jornalista científica. Estou aqui na COP30, em Belém do Pará, para representar e dar voz à pauta que eu trabalho há mais de 10 anos, que é o Oceano.  Meghie: Oi, gente, tudo bem? Meu nome é Meghie Rodrigues, eu sou jornalista freelancer, fui aluna do Labjor. Estamos aqui na COP30, cobrindo adaptação. Estou colaborando com a Info Amazônia, com Ciência Suja. Pedro: Oi, pessoal, tudo bem? Eu sou Pedro Belo, sou do podcast Ciência Suja, sou egresso do LabJor, da turma de especialização. E a gente veio para cobrir um recorte específico nosso, porque a gente não vai ficar tanto em cima do factual ali, do hard news, das negociações. A gente veio buscar coisas que, enfim, picaretagens, coisas que estão aí, falsas soluções para a crise climática. Paula: Eu sou Paula Drummond, eu sou bióloga e eu fiz jornalismo científico. Trabalho nessa interface, que é a que eu sempre procurei, de ciência tomada de decisão, escrevendo policy briefs. [música]  Mayra: Acho que esse é um ponto forte para tratarmos aqui, que vai ser o nosso encerramento, falar um pouco da importância desses veículos independentes na COP, tanto do ponto de vista de expandir a cobertura como um todo, da presença mesmo de um grande número de jornalistas, quanto das coberturas especializadas. Então, eu queria saber qual é a avaliação que vocês fizeram disso, se vocês acham que funcionou, porque a gente teve muita crítica com relação à hospedagem, isso e aquilo. Então, ainda tivemos um sucesso de cobertura de imprensa na COP? Isso é uma pergunta. E por que é importante o papel desses veículos independentes de cobertura? Germana: Eu, falando por nós, da Ressoa Oceano, o Oceano é ainda pouco coberto pela mídia, mas a gente já vê um interesse crescente em relação às questões específicas de oceano, e quem nunca ouviu falar de branqueamento de corais, de aquecimento das águas, elevação do nível do oceano? Enfim, eu acho que essas questões estão entrando, mas são questões que não devem interessar apenas o jornalista especializado, que cobre meio ambiente, que cobre essas questões de mudanças climáticas, mas que são relevantes para qualquer seção do jornal. Então, generalistas, por exemplo, que cobrem cidades, essa questão das mudanças climáticas, de impactos etc., precisam se interessar em relação a isso.  Então, o que eu vejo, a gente ainda não fez uma análise total de como os grandes veículos cobriram em relação ao jornalismo independente, que é algo que a gente está terminando de fazer ainda, mas em relação ao oceano. Mas o que a gente vê é que as questões mais políticas, e a grande mídia está mais interessada em que acordo foi fechado, os documentos finais da COP, se deu certo ou não, o incêndio que aconteceu, se está caro ou não está caro, hospedagem etc., e que são pautas que acabam sendo reproduzidas, o interesse é quase o mesmo por vários veículos. O jornalismo independente traz esse olhar, que a Sabine estava falando, inclusive dos nossos alunos, que são olhares específicos e muito relevantes que nos ajudam a entender outras camadas, inclusive de debates, discussões e acordos que estavam ocorrendo na COP30. Então, a gente vê, do ponto de vista quase oficial da impressão geral que as pessoas têm da COP, que foi um desastre no final, porque o petróleo não apareceu nos documentos finais, na declaração de Belém, por exemplo, que acho que várias pessoas leram sobre isso. Mas, quando a gente olha a complexidade de um debate do nível da COP30, e os veículos independentes conseguem mostrar essas camadas, é mostrar que há muitos acordos e iniciativas que não necessitam de acordos consensuais das Nações Unidas, mas foram acordos quase voluntários, paralelos a esse debate oficial, e que foram muito importantes e muito relevantes, e que trouxeram definições que marcaram e que a gente vê com muito otimismo para o avanço mesmo das decisões em relação, por exemplo, ao mapa do caminho, que a gente viu que não estava no documento final, mas que já tem um acordo entre Colômbia e Holanda de hospedar, de ter uma conferência em abril na Colômbia para decidir isso com os países que queiram e estejam prontos para tomar uma decisão. Então, esse é um exemplo de algo que foi paralelo à COP, mas que trouxe muitos avanços e nos mostra outras camadas que o jornalismo independente é capaz de mostrar. Sabine: A cobertura jornalística de um evento como a COP é muito, muito difícil. Para o trabalho do jornalista, é difícil porque são longas horas por dia, de domingo a domingo, são duas semanas seguidas, é muito desgastante, mas, sobretudo, porque é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e é difícil entender para onde você vai. Novamente, ilustrando, na sala de imprensa tem, e todo grande evento com esse caráter costuma ter isso, umas televisões com anúncios. Vai ter tal coletiva de imprensa do presidente da COP, tal horário. Então, nessa perspectiva, dá para se organizar. Eu vou aqui, eu vou ali. Às vezes, é hora de almoço, e, na hora de almoço, o jornalista já vai, sem almoçar, escrever o texto, e, quando vê, já é a noite. Mas você vai se organizando. Só que tem coisas que não estão lá na televisão. Então, por exemplo, passou o governador da Califórnia por lá. Não foi anunciado que ele estava. Ele estava andando no corredor. Para um jornalista de um grande veículo, se ele não viu que o governador da Califórnia estava lá, mas o seu concorrente viu, isso, falo no lugar de quem já trabalhou num veículo jornalístico grande comercial, isso pode levar a uma demissão. Você não pode não ver uma coisa importante. Você não pode perder uma declaração de um chefe de Estado. Você não pode não ver que, de repente, a Marina parou no meio do corredor em um quebra-queixo e falou, a Marina Silva, que estava muito lá circulando, e falou alguma coisa. Então, a cobertura vai muito além do que está lá na programação da sala de imprensa e do que está nos debates, nos pavilhões que a gente mencionava. Então, o jornalista, como a Germana disse, jornalista dos veículos, está correndo atrás disso. E, muitas vezes, por essa característica, acaba se perdendo, entre grandes aspas, nesses acontecimentos. Por exemplo, o que ficou muito marcante para mim na COP foi a declaração do primeiro-ministro da Alemanha, que foi uma declaração desastrosa, mas que tomou pelo menos um dia inteiro da cobertura, porque acompanhei na sala de imprensa os colegas jornalistas tentando repercutir aquela fala. Então, tentando falar com o governo do Brasil, com o presidente da COP, com outros alemães, com a delegação da Alemanha, com o cientista da Alemanha, porque eles precisavam fomentar aquilo e repercutir aquilo. E foi um dia inteiro, pelo menos, um dia inteiro, diria que uns dois dias ou mais, porque até a gente voltar, ainda se falava disso, vai pedir desculpa ou não. Para quem não lembra, foi o primeiro-ministro que falou que ainda bem que a gente saiu daquele lugar, que era Belém, que ele estava com um grupo de jornalistas da Alemanha, que ninguém queria ficar lá. Enfim, um depoimento desastroso que tomou muito tempo de cobertura. Então, os jornalistas independentes não estavam nem aí para a declaração do primeiro-ministro da Alemanha. Eles queriam saber outras coisas.  Então, por isso, reforço a necessidade e a importância da diversidade na cobertura. Mas é importante a gente entender como funciona esse jornalismo comercial, que é uma pressão e é um trabalho brutal e, muitas vezes, de jornalistas que não são especializados em ambiente, que estão lá, a Germana mencionou, na cobertura de cidades e são deslocados para um evento tipo a COP30. Então, é difícil até entender para onde se começa. É um trabalhão. [música]  Mayra: E aí, para encerrar, porque o nosso tempo está acabando, alguma coisa que a gente ainda não falou, que vocês acham que é importante, que vocês pensaram enquanto a gente estava conversando de destacar sobre a participação e a cobertura da COP? Germana: Tem algo que, para mim, marcou na questão da reflexão mesmo de uma conferência como essa para o jornalismo científico ou para os divulgadores científicos. Embora a gente tenha encontrado com vários egressos do Labjor, que me deixou super orgulhosa e cada um fazendo numa missão diferente ali, eu acho que a divulgação científica ainda não acha que um evento como esse merece a cobertura da divulgação científica.  Explico, porque esse é um evento que tem muitos atores sociais. São debates políticos, as ONGs estão lá, os ambientalistas estão lá, o movimento social, jovem, indígena, de comunidades tradicionais, os grandes empresários, a indústria, enfim, prefeitos, governadores, ministros de vários países estão lá. Eu acho que a divulgação científica ainda está muito focada no cientista, na cientista, nas instituições de pesquisa e ensino, e ainda não enxerga essas outras vozes como tão relevantes para o debate científico como a gente vê esses personagens. Então, eu gostaria de ter visto outras pessoas lá, outros influenciadores, outros divulgadores, ainda mais porque foi no Brasil, na nossa casa, com um tema tão importante no meio da Amazônia, que as mudanças climáticas estão muito centradas na floresta ainda. Então, isso, eu tenho um estranhamento ainda e talvez um pedido de chamar atenção para os meus colegas divulgadores de ciência de que está na hora de olharmos para incluir outras vozes, outras formas de conhecimento. E as mudanças climáticas e outras questões tão complexas exigem uma complexidade no debate, que vai muito além do meio científico. Sabine: Não tinha pensado nisso, mas concordo totalmente com a Germana. Eu realmente não… senti a ausência. Eu estava falando sobre as ausências. Senti a ausência dos divulgadores de ciência produzindo informação sobre algo que não necessariamente é o resultado de um paper, mas sobre algo que estava sendo discutido lá. Mas eu voltei da COP com uma reflexão que é quase num sentido diferente do que a Germana trouxe, que a Germana falou agora dos divulgadores de ciência, que é um nicho bem específico. E eu voltei muito pensando que não dá para nós, no jornalismo, encaixar uma COP ou um assunto de mudanças climáticas em uma caixinha só, em uma caixinha ambiental. E isso não estou falando, tenho que dar os devidos créditos. Eu participei de um debate ouvindo Eliane Brum em que, novamente a cito aqui no podcast, em que ela disse assim que a Sumaúma não tem editorias jornalísticas, como o jornalismo tradicional, porque isso foi uma invenção do jornalismo tradicional que é cartesiano. Então tem a editoria de ambiente, a editoria de política, a editoria de economia. E que ela, ao criar a Sumaúma, se despiu dessas editorias e ela fala de questões ambientais, ponto, de uma maneira investigativa, que passam por ciência, passam por ambiente, passam por política, passam por cidade, passam por tudo. E aí eu fiquei pensando muito nisso, no quanto a gente, jornalismo, não está preparado para esse tipo de cobertura, porque a gente segue no jornalismo tradicional colocando os temas em caixinhas e isso não dá conta de um tema como esse. Então a minha reflexão foi muito no sentido de a gente precisar sair dessas caixinhas para a gente conseguir reportar o que está acontecendo no jornalismo. E precisa juntar forças, ou seja, sair do excesso de especialização, do excesso de entrevista política, eu só entrevisto cientista. Mas eu só entrevisto cientista, não falo com política e vice-versa, que o jornalismo fica nessas caixinhas. E acho que a gente precisa mudar completamente o jeito que a gente produz informação. [música]  Mayra: Isso, muito bom, gostei muito, queria agradecer a presença de vocês no Oxigênio nesse episódio, agradecer a disponibilidade para conversar sobre a COP, eu tenho achado muito legal conversar com vocês sobre isso, tem sido muito interessante mesmo, espero que vocês tenham gostado também desse episódio especial com as pesquisadoras aqui sobre a COP e é isso, até a próxima! Sabine: Uma honra! Germana: Obrigada, Mayra, e obrigada a quem estiver nos ouvindo, um prazer! Mayra: Obrigada, gente, até mais!  [música]  Mayra: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Mayra Trinca, como parte dos trabalhos da Bolsa Mídia Ciência com o apoio da FAPESP. O Oxigênio também conta com o apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. A trilha sonora é do Freesound e da Blue Dot Sessions. [vinheta de encerramento] 

Se Habla Español
Español con noticias 77: Recogida de alimentos - Episodio exclusivo para mecenas

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Play Episode Listen Later Dec 7, 2025 29:41


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Y relacionado con todo esto, durante las fechas navideñas aumenta la solidaridad de las personas. Y de eso precisamente quería hablarte hoy, porque hay una realidad que merece nuestra atención. Y es que la pobreza y la exclusión social siguen siendo problemas graves en España. Según los últimos informes, una de cada cinco personas vive en riesgo de exclusión, y casi el 30% de los menores se encuentra en situación de pobreza. Son cifras que nos recuerdan que, aunque la economía avanza, no todos avanzan al mismo ritmo. En este contexto, las entidades solidarias, las ONGs y los voluntarios desempeñan un papel esencial. No hablamos solo de repartir alimentos: hablamos de ofrecer oportunidades, acompañamiento y esperanza. El llamado “Tercer Sector”, el de la solidaridad, moviliza en España a miles de organizaciones y cientos de miles de personas que dedican tiempo y esfuerzo para que otros puedan cubrir necesidades básicas como la alimentación, la vivienda o la educación. Sin estas redes de apoyo, la brecha social sería mucho más profunda. Porque la solidaridad no es solo algo abstracto, es una acción concreta que cambia vidas. Cada bolsa de comida, cada hora de voluntariado, cada donación económica contribuye a que familias enteras puedan vivir con dignidad. Y lo más interesante es que este compromiso no solo beneficia a quienes reciben la ayuda: también transforma a quienes la ofrecen. Y es que ayudar genera una enorme satisfacción personal. En este episodio vamos a reflexionar sobre la importancia de estas iniciativas y aprender vocabulario útil para hablar de solidaridad, voluntariado y ayuda social en español. Porque aprender un idioma también significa comprender la realidad y los valores que lo rodean. Prepárate para descubrir palabras, expresiones y estructuras que te permitirán participar en conversaciones sobre uno de los temas más humanos y universales: ayudar a los demás. Y para ello vamos a utilizar una noticia de Radio Nacional de España que he escuchado estos días. Como vas a poder comprobar, la información está centrada en Cataluña, pero es algo que ocurre en toda España. En este caso, lo bueno de la noticia es que vamos a escuchar a varias personas de la calle, no sólo a los periodistas. Venga, presta mucha atención. “Cientos de voluntarios recogen las bolsas de comida en los puntos de donación en más de 11.000 supermercados de todo el país. En Barcelona, en uno de esos establecimientos, está Marga Esparza. Marga, cuéntanos. La décimo séptima edición de la gran recogida de alimentos en Cataluña tiene como objetivo superar los más de 6 millones que se recogieron el año pasado entre el valor económico de los alimentos y las donaciones económicas con las que el banco puede comprar productos frescos. En Cataluña colaboran casi 14.000 voluntarios como Francesc Dasis. Es una doble sensación. Una, por un lado el altruismo, pero del otro lado hay un punto de egoísmo. Ese punto de egoísmo a mí, el que me lo niegue, miente, porque cuando estás haciendo esto te sientes muy bien. Pero al final, lo importante es que la gente que lo necesite tenga algo más, tenga que poder comer un día más. Se pide la solidaridad de los ciudadanos, aunque muchos ya lo tienen muy claro. Porque hace mucha falta, porque hay mucha gente que lo está pasando muy mal. Se te parte el corazón de ver a gente que lo necesita mucho. Muchos niños, que da mucha pena también, y hay que ayudarles. Yo cojo mucho para niños. Echo leche de niños y pañales y cosas de estas que yo creo que es lo que menos quizás se piensa. Los alimentos que se recojan se repartirán entre los 230.000 usuarios del Banco de Alimentos de Cataluña.” En la parte final del episodio te contaré más cosas sobre el Banco de Alimentos, porque actúa en toda España. Pero antes vamos con las palabras que pueden resultar más complicadas. Establecimiento: Lugar donde se realiza una actividad comercial, industrial o de servicios. Es como una tienda. Ejemplos: El establecimiento abre a las nueve de la mañana. En ese establecimiento venden productos ecológicos. Recogida: Acción de reunir o recolectar objetos, alimentos u otros elementos en un lugar determinado. Ejemplos: La recogida de ropa para los refugiados fue un éxito. Organizamos una recogida de juguetes para los niños del barrio. Productos frescos: Alimentos que no han sido procesados ni conservados, como frutas, verduras, carne o pescado. Ejemplos: Prefiero comprar productos frescos en el mercado local. Los productos frescos son esenciales para una dieta saludable. Altruismo: Actitud de ayudar a los demás sin esperar nada a cambio. Ejemplos: El altruismo es la base del trabajo voluntario. Su gesto de altruismo ayudó a muchas familias necesitadas. Negar: Decir que algo no es cierto o rechazar una afirmación. Ejemplos: Él negó haber participado en la reunión. No puedes negar que la solidaridad es importante. Se te parte el corazón: Expresión que indica sentir una gran tristeza o dolor emocional al ver una situación difícil. Ejemplos: Se me parte el corazón al ver a niños sin hogar. Cuando escuché su historia, se me partió el corazón. Dar mucha pena: Causar tristeza, compasión o lástima. Ejemplos: Me da mucha pena ver a personas mayores solas en Navidad. Da pena que haya tanta gente pasando hambre. Pañales: Prenda absorbente que usan los bebés para no mojar la ropa. Ejemplos: Compré pañales para mi sobrino recién nacido. Los pañales son uno de los productos más donados en campañas solidarias. Hace mucho tiempo que no compramos pañales en casa, como te puedes imaginar, pero recuerdo que cuando mis hijos eran pequeños, los pañales costaban mucho dinero. Imagino que ahora serán caros todavía. Y es un producto fundamental para las familias con hijos muy pequeños. Bueno, vamos a escuchar la noticia de nuevo. “Cientos de voluntarios recogen las bolsas de comida en los puntos de donación en más de 11.000 supermercados de todo el país. En Barcelona, en uno de esos establecimientos, está Marga Esparza. Marga, cuéntanos. La décimo séptima edición de la gran recogida de alimentos en Cataluña tiene como objetivo superar los más de 6 millones que se recogieron el año pasado entre el valor económico de los alimentos y las donaciones económicas con las que el banco puede comprar productos frescos. En Cataluña colaboran casi 14.000 voluntarios como Francesc Dasis. Es una doble sensación. Una, por un lado el altruismo, pero del otro lado hay un punto de egoísmo. Ese punto de egoísmo a mí, el que me lo niegue, miente, porque cuando estás haciendo esto te sientes muy bien. Pero al final, lo importante es que la gente que lo necesite tenga algo más, tenga que poder comer un día más. Se pide la solidaridad de los ciudadanos, aunque muchos ya lo tienen muy claro. Porque hace mucha falta, porque hay mucha gente que lo está pasando muy mal. Se te parte el corazón de ver a gente que lo necesita mucho. Muchos niños, que da mucha pena también, y hay que ayudarles. Yo cojo mucho para niños. Echo leche de niños y pañales y cosas de estas que yo creo que es lo que menos quizás se piensa. Los alimentos que se recojan se repartirán entre los 230.000 usuarios del Banco de Alimentos de Cataluña.” Vale. Ahora, como de costumbre, te voy a contar la noticia cambiando algunas palabras para que puedas ampliar tu vocabulario. Si no entiendes alguna de las que voy a utilizar, puedes dejarme tu pregunta en los comentarios. Hoy estamos hablando de una campaña solidaria que moviliza a miles de personas en toda España. Centenares de voluntarios se encargan de recoger paquetes de comida en los puntos habilitados para donaciones, situados en más de once mil establecimientos repartidos por todo el territorio nacional. En Cataluña se celebra la decimoséptima edición de esta gran iniciativa, cuyo propósito es superar la cifra alcanzada el año anterior, que rondó los seis millones de euros, sumando tanto el valor de los productos entregados como las aportaciones económicas que permiten al Banco de Alimentos adquirir artículos perecederos y otros bienes esenciales. En esta comunidad autónoma participan casi catorce mil personas voluntarias, como Francesc Dasis, que describe su experiencia como una mezcla de generosidad y satisfacción personal: ayudar a otros produce bienestar, aunque lo fundamental es que quienes atraviesan dificultades puedan tener algo más en la mesa. La campaña apela a la colaboración ciudadana, y muchos participantes lo tienen claro: “Es necesario porque hay mucha gente que sufre carencias. Es muy triste ver familias con necesidades”. Algunos voluntarios se centran en los más pequeños: “Muchos niños necesitan ayuda. Yo suelo donar leche infantil, pañales y productos que a veces se olvidan”. Todo lo recogido se distribuirá entre más de doscientas treinta mil personas usuarias del Banco de Alimentos en Cataluña, garantizando que tengan acceso a víveres básicos. ¿Vale? Repito que puedes dejarme tus preguntas en los comentarios. Bien, escuchamos la noticia por última vez y te cuento más cosas interesantes. “Cientos de voluntarios recogen las bolsas de comida en los puntos de donación en más de 11.000 supermercados de todo el país. En Barcelona, en uno de esos establecimientos, está Marga Esparza. Marga, cuéntanos. La décimo séptima edición de la gran recogida de alimentos en Cataluña tiene como objetivo superar los más de 6 millones que se recogieron el año pasado entre el valor económico de los alimentos y las donaciones económicas con las que el banco puede comprar productos frescos. En Cataluña colaboran casi 14.000 voluntarios como Francesc Dasis. Es una doble sensación. Una, por un lado el altruismo, pero del otro lado hay un punto de egoísmo. Ese punto de egoísmo a mí, el que me lo niegue, miente, porque cuando estás haciendo esto te sientes muy bien. Pero al final, lo importante es que la gente que lo necesite tenga algo más, tenga que poder comer un día más. Se pide la solidaridad de los ciudadanos, aunque muchos ya lo tienen muy claro. Porque hace mucha falta, porque hay mucha gente que lo está pasando muy mal. Se te parte el corazón de ver a gente que lo necesita mucho. Muchos niños, que da mucha pena también, y hay que ayudarles. Yo cojo mucho para niños. Echo leche de niños y pañales y cosas de estas que yo creo que es lo que menos quizás se piensa. Los alimentos que se recojan se repartirán entre los 230.000 usuarios del Banco de Alimentos de Cataluña.” Como te decía, el Banco de Alimentos es una organización sin ánimo de lucro que actúa como intermediaria entre quienes donan alimentos y quienes los necesitan. Su objetivo principal es recoger productos alimenticios y distribuirlos de manera gratuita a entidades benéficas que atienden a personas en situación de vulnerabilidad. El funcionamiento se basa en tres pilares o fases: Recogida de alimentos Los bancos de alimentos reciben productos de diferentes fuentes: supermercados, empresas de distribución, fabricantes y campañas solidarias como la Gran Recogida. Estos alimentos pueden ser excedentes, productos próximos a la fecha de consumo o donaciones directas de ciudadanos. Clasificación y almacenamiento Una vez llegan al banco, los alimentos se revisan, se clasifican y se almacenan en condiciones adecuadas para garantizar su seguridad. Aquí se distingue entre productos no perecederos (como arroz, pasta, conservas) y alimentos frescos o perecederos (frutas, verduras, carne), que requieren una distribución rápida. Distribución a entidades sociales El Banco de Alimentos no entrega comida directamente a las familias. En su lugar, colabora con asociaciones, comedores sociales, parroquias y ONGs que conocen las necesidades de cada persona. Estas entidades se encargan de repartir los productos a los beneficiarios. Además, el Banco de Alimentos depende en gran medida del voluntariado. Miles de personas dedican tiempo a organizar campañas, clasificar alimentos y colaborar en la logística. Sin ellos, sería imposible llegar a los más de 230.000 usuarios que reciben ayuda en Cataluña, por ejemplo. Su labor no solo combate el hambre, también reduce el desperdicio alimentario, ya que aprovecha productos que, de otro modo, se perderían. Es un ejemplo claro de cómo la solidaridad y la organización pueden transformar la vida de miles de personas. Perfecto, pues antes de acabar, como siempre, vamos a repasar las palabras que hemos visto hoy. Establecimiento: Lugar donde se realiza una actividad comercial, industrial o de servicios. Es como una tienda. Recogida: Acción de reunir o recolectar objetos, alimentos u otros elementos en un lugar determinado. Productos frescos: Alimentos que no han sido procesados ni conservados, como frutas, verduras, carne o pescado. Altruismo: Actitud de ayudar a los demás sin esperar nada a cambio. Negar: Decir que algo no es cierto o rechazar una afirmación. Se te parte el corazón: Expresión que indica sentir una gran tristeza o dolor emocional al ver una situación difícil. Dar mucha pena: Causar tristeza, compasión o lástima. Pañales: Prenda absorbente que usan los bebés para no mojar la ropa.Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Professor HOC
O PAPEL DO BRASIL NA RECONSTRUÇÃO DO HEZBOLLAH

Professor HOC

Play Episode Listen Later Dec 2, 2025 14:32


Neste vídeo, explico por que o Hezbollah — severamente degradado por Israel — tenta se reerguer e como isso reabre a disputa entre coercão militar, finanças ilícitas e diplomacia. Parto da pressão dos EUA em Beirute e do impasse doméstico libanês (um “Estado dentro do Estado”) para mostrar o papel do Irã e, sobretudo, das redes globais do Hezbollah que combinam empresas de fachada, casas de câmbio, ONGs e intermediários em África, Ásia, Europa e Américas. Detalho como sanções recentes e medidas de Líbano e Síria apertam rotas tradicionais, empurrando o grupo a explorar a Tríplice Fronteira e a África Ocidental para levantar fundos, lavar dinheiro e buscar tecnologia de uso dual (drones, precursores químicos). Analiso por que a recomposição do Hezbollah depende tanto de fluxo financeiro quanto de narrativa de “resistência” — e como falhas em pagar compensações e reconstrução corroem sua base social. Mostro, também, o que funciona contra essa elasticidade: designações terroristas nacionais (e o que muda juridicamente), cooperação policial, bloqueio de ativos e repressão a facilitadores.

DW em Português para África | Deutsche Welle
26 de Novembro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Nov 26, 2025 20:00


ONG angolanas acusam UE de priorizar interesses económicos em vez dos direitos humanos e democracia na cimeira de Luanda. Três anos após o assalto ao quartel das Forças Armadas em São Tomé, famíliares de quatro civis mortos por alegados militares ainda aguardam por justiça. Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE reúnem-se hoje para discutir o plano de paz para a Ucrânia.

Herrera en COPE
11:00H | 19 NOV 2025 | Herrera en COPE

Herrera en COPE

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 60:00


El Partido Popular intensifica su ofensiva contra el Gobierno por la trama de sobornos del 2%. Los precios de la vivienda en España alcanzan máximos históricos, superando los 2.100 euros/m². Más de 4 millones de personas trabajan en ONGs, contribuyendo al 1,2% del PIB español. En Ucrania, 10 personas mueren en ataques rusos. La selección española de fútbol se clasifica invicta para el Mundial. Carlos Alcaraz no jugará la Copa Davis por lesión. El periodista Gervasio Sánchez expone los “safaris humanos” en Sarajevo, donde ricos pagaban por disparar a civiles durante la guerra de los Balcanes, y critica la pasividad política ante los crímenes de guerra y la venta de armas. La alcaldesa de Zaragoza defiende que el AVE mantenga su parada y frecuencia en la ciudad, denunciando que las decisiones actuales responden a intereses catalanes. Destaca el crecimiento de Zaragoza como hub tecnológico, atrayendo inversión internacional (EEUU, China) gracias a su ubicación estratégica y energías ...

Poniendo las Calles
03:00H | 19 NOV 2025 | Poniendo las Calles

Poniendo las Calles

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 60:00


Santos Cerdán está involucrado en una trama de cobro de comisiones del 2% en obras presuntamente amañadas, recibiendo 6.7 millones de Acciona. El Gobierno de Pedro Sánchez asegura colaboración con la justicia. Sánchez niega conocimiento sobre una reunión de Leire Cerdán y Antonio Hernando. El presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, agradece el compromiso de España de destinar más de 800 millones de euros en armamento y reconstrucción. Mons. Luis Argüello critica las leyes de memoria histórica como polarizadoras. En España, más de 4 millones de personas trabajan en ONGs, cuya actividad creció un 11% en 15 años. El programa "Poniendo las Calles" aborda el tema del aburrimiento. Pablo Nemo, un exbailarín, narra su viaje a pie por África, enfrentándose a leones e hipopótamos, buscando un propósito, y cómo una 'sangoma' predijo su destino. Su proyecto "El Templo" documenta su peregrinación a los chakras de la Tierra. El doctor Darío Fernández explica la importancia de la nariz y cómo ...

Noticias de América
600 mil venezolanos se quedan en situación irregular en Estados Unidos al perder su TPS

Noticias de América

Play Episode Listen Later Nov 8, 2025 2:36


600.000 Venezolanos se han quedado en situación irregular en Estados Unidos tras el vencimiento de su estatus de protección temporal (TPS), concedido por la administración Biden y revocado por Donald Trump. Les permitía permanecer en el país de manera legal al considerarse que no podían regresar a su país natal de manera segura. RFI  abordó con integrantes de ONGs pro-migrantes en Estados Unidos en qué situación se quedan y qué opciones tienen estos cientos de miles de venezolanos. Con entrevistas de Manu Terradillos y Justine Fontaine "La gente (está) muy angustiada, muy desesperada. Si no tienes una petición de asilo, si no tienes ninguna otra opción, tienes el riesgo de ser deportado si te detienen." Wiliam Díaz, fundador de "Casa de Venezuela", una ong que ayuda jurídicamente a migrantes en Estados Unidos, explica el sentimiento de la comunidad venezolana, después de que este viernes 7 de noviembre 250.000 de ellos se quedasen sin su TPS, el estatus de protección temporal. Se unen a los 350.000 que lo perdieron hace unas semanas, tras una victoria judicial de Donald Trump para revocarlo.  En total son 600.000. Algunos aún están protegidos temporalmente, al haber interpuesto previamente una demanda de asilo, o contar con algunos meses más de  permiso de trabajo, pero la gran mayoría se quedan expuestos si deciden quedarse. Rachel Schmidtke es responsable para Latinoamérica de la ONG Refugees International en Estados Unidos: "La mayoría van a quedar sin estatus en Estados Unidos y eso significa que están en una situación muy precaria. Van a perder su permiso para trabajar, entonces no van a poder trabajar de forma digna ni tampoco formal en Estados Unidos y también pueden ser sujetos a la detención. O pueden ser deportados, entonces esas personas ya están en una situación de muy alto riesgo. Esta situación, unida a las agresivas actuaciones de los agentes de ICE, el servicio de inmigración y aduanas, hace que aquellos que permanecen en territorio estadounidense, opten, como cuenta William Díaz, por vivir escondidos: "Nadie quiere estar en redes sociales, nadie quiere declarar a los medios y nadie quiere incluso participar en eventos. Este fin de semana hubo un evento de festividad religiosa tradicional de Venezuela y la asistencia fue muy pobre." Ante la perspectiva de vivir de manera clandestina o ser detenidos, otra solución es abandonar el país antes de verse obligados a hacerlo. Los solicitantes del TPS recibieron esta protección por el riesgo que supone regresar a Venezuela. Rachel Schmidtke explica que en Refugees International se buscan alternativas: "Muchos que no quieren regresar a Venezuela por razones obvias, pero quizás quieren irse a Colombia o a España o a otros países donde (podrían) vivir en una situación más segura, donde tienen familia. Tenemos que empezar a mirar si otros países pueden abrir más rutas legales para estas personas. La ONG Casa de Venezuela trabaja para solicitar que se aplique una Deportación Diferida, para ganar tiempo, pero la administración Trump no parece proclive a otorgar prórrogas. 

Noticias de América
600 mil venezolanos se quedan en situación irregular en Estados Unidos al perder su TPS

Noticias de América

Play Episode Listen Later Nov 8, 2025 2:36


600.000 Venezolanos se han quedado en situación irregular en Estados Unidos tras el vencimiento de su estatus de protección temporal (TPS), concedido por la administración Biden y revocado por Donald Trump. Les permitía permanecer en el país de manera legal al considerarse que no podían regresar a su país natal de manera segura. RFI  abordó con integrantes de ONGs pro-migrantes en Estados Unidos en qué situación se quedan y qué opciones tienen estos cientos de miles de venezolanos. Con entrevistas de Manu Terradillos y Justine Fontaine "La gente (está) muy angustiada, muy desesperada. Si no tienes una petición de asilo, si no tienes ninguna otra opción, tienes el riesgo de ser deportado si te detienen." Wiliam Díaz, fundador de "Casa de Venezuela", una ong que ayuda jurídicamente a migrantes en Estados Unidos, explica el sentimiento de la comunidad venezolana, después de que este viernes 7 de noviembre 250.000 de ellos se quedasen sin su TPS, el estatus de protección temporal. Se unen a los 350.000 que lo perdieron hace unas semanas, tras una victoria judicial de Donald Trump para revocarlo.  En total son 600.000. Algunos aún están protegidos temporalmente, al haber interpuesto previamente una demanda de asilo, o contar con algunos meses más de  permiso de trabajo, pero la gran mayoría se quedan expuestos si deciden quedarse. Rachel Schmidtke es responsable para Latinoamérica de la ONG Refugees International en Estados Unidos: "La mayoría van a quedar sin estatus en Estados Unidos y eso significa que están en una situación muy precaria. Van a perder su permiso para trabajar, entonces no van a poder trabajar de forma digna ni tampoco formal en Estados Unidos y también pueden ser sujetos a la detención. O pueden ser deportados, entonces esas personas ya están en una situación de muy alto riesgo. Esta situación, unida a las agresivas actuaciones de los agentes de ICE, el servicio de inmigración y aduanas, hace que aquellos que permanecen en territorio estadounidense, opten, como cuenta William Díaz, por vivir escondidos: "Nadie quiere estar en redes sociales, nadie quiere declarar a los medios y nadie quiere incluso participar en eventos. Este fin de semana hubo un evento de festividad religiosa tradicional de Venezuela y la asistencia fue muy pobre." Ante la perspectiva de vivir de manera clandestina o ser detenidos, otra solución es abandonar el país antes de verse obligados a hacerlo. Los solicitantes del TPS recibieron esta protección por el riesgo que supone regresar a Venezuela. Rachel Schmidtke explica que en Refugees International se buscan alternativas: "Muchos que no quieren regresar a Venezuela por razones obvias, pero quizás quieren irse a Colombia o a España o a otros países donde (podrían) vivir en una situación más segura, donde tienen familia. Tenemos que empezar a mirar si otros países pueden abrir más rutas legales para estas personas. La ONG Casa de Venezuela trabaja para solicitar que se aplique una Deportación Diferida, para ganar tiempo, pero la administración Trump no parece proclive a otorgar prórrogas. 

No Hay Derecho
Glatzer Tuesta – Editorial 04 de noviembre de 2025

No Hay Derecho

Play Episode Listen Later Nov 4, 2025 68:06


En esta edición de No Hay Derecho abordaremos, entre otros temas: - Gobierno promulga ley contra extorsión en medio de tensiones por paro de transportistas. - Premier Ernesto Álvarez indica que continuidad del jefe del Inpe está en evaluación pese a denuncia de presunto cobre de coima. - Fuerza Popular busca declarar inimputables a policías denunciados por las muertes en protestas 2022-2023. - Suspendida fiscal de la nación Delia Espinoza insiste en que investigaciones en su contra se debe a una venganza por parte de la JNJ. - Betssy Chávez se encuentra asilada en embajada de México y Perú rompe relaciones con ese país, confirmó canciller Hugo de Zela. - Fiscalía inicia nueva investigación por caso esterilizaciones forzadas durante el gobierno de Alberto Fujimori. - Jefe del Gabinete Ernesto Álvarez cuestiona a ONGs que se oponen al proyecto minero Tía María. - Exclusiva: La historia de la cámara del Congreso que se usó en un mitin de Keiko Fujimori.

Noticentro
¡Entérate! Línea 2 del Metrobús operará hasta la 1:00 a.m

Noticentro

Play Episode Listen Later Oct 16, 2025 1:26 Transcription Available


Reforma al IEPS podría normalizar el uso de vapeadores Sheinbaum visita zona afectada en Tamazunchale  IA de Google ayuda a descubrir nuevo comportamiento del cáncerMás información en nuestro Podcast

Ni plata ni oro
Episodio 104 - Martín Fernández Hileman – Chosen

Ni plata ni oro

Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 64:58


Nuestro invitado de hoy es Martín Fernández Hileman, argentino de 40 años, casado con Inés y papá de tres hijas mujeres. Martín nos cuenta su historia de fe, marcada por la búsqueda insaciable de conocer y seguir el sueño que Dios tuvo para él. Conversamos acerca de lo que significa la vocación y cómo hacer para conocerla, más allá del momento en el que estemos o la edad que tengamos.  Hoy Martín acompaña a jóvenes de entre 18 a 35 años ensu búsqueda de un rumbo vocacional, como dice él “a soñar en grande, abrazar un propósito y vivir su vocación a fondo”. Lo hace a través de un programa de impacto vocacional que creó y al que llamó Chosen.  Martín empezó su camino laboral como broker financiero,trader y asesor en Banca Privada. Luego dejó todo para dedicarse a abrir Capillas de Adoración Eucarística Perpetua por toda Argentina y Chile, como misionero por casi 4 años.  Trabajó luego en ONGs y en el sector público durante 9 años: como Director Nacional de Promoción Humanal, en la Subsecretaría de Políticas Sociales de la Secretaría de Niñez, Adolescencia y Familia del Ministerio de Capital Humano de la Nación y en diversos roles dentro del Ministerio de Desarrollo Social de la Nación, llevando distintos programas de acompañamiento familiar y de herramientas para el desarrollo a personas vulnerables y en situación de calle de la Argentina. Es Licenciado en Economía por la Pontificia Universidad Católica Argentina y tiene un Profesorado Universitario por la Universidad Austral y una maestría en políticas públicas por la Universidad de San Andrés. Es Cofundador Misión Eucarística x Argentina y le encanta hacer surf. “No tengo plata ni oro, pero te doy lo que tengo”: un espacio donde encontrarnos con el que verdaderamente nos llena, para que nos tome de la mano, nos levante y nos ponga en camino nuevamente. Somos Sol, Colo y Tere, con el apoyo del Pbro. Gastón Lorenzo, Parroquia Católica Nuestra Señora del Pilar, Ciudad de Buenos Aires, Argentina. Entrevistamos a personas que nos comparten su vida y nos ayudan a profundizar nuestra fe. Contactate con nosotros: ⁠⁠⁠podcastdelpilar@gmail.com⁠⁠⁠Para contactarte con Martin: https://www.instagram.com/chosen_vocacion/Cortina musical: "Tan pobre y tan rico"· Jóvenes Catedral de San Isidro. Álbum: “Hazte canto”. Este podcast está realizado a beneficio de la FundaciónNuestra Señora del Pilar, que acompaña a niños, adolescentes y mujeres en estado de vulnerabilidad en Buenos Aires, Argentina. Te invitamos a colaborar con esta obra. ⁠⁠⁠Entrá a la ⁠⁠⁠⁠página de la Fundación⁠⁠⁠⁠ para conocer más acerca de la fundación y cómo ayudar. Muchas gracias.

Pastéis de Marketing's Podcast
“Crippleware”, manifestações de ONGs e pesquisa no ChatGPT pela Harvard - e311s01

Pastéis de Marketing's Podcast

Play Episode Listen Later Sep 18, 2025


Neste episódio 311 falamos da estratégia “Crippleware”, manifestações de ONGs e as pesquisas no ChatGPT num estudo pela Harvard.

Caio Carneiro - Podcast Fod*
COMO NÃO VIRAR REFÉM DO DINHEIRO? - Nathalia Arcuri

Caio Carneiro - Podcast Fod*

Play Episode Listen Later Aug 13, 2025 83:01


Como vencer nos negócios sem perder a si mesmo e reencontrar o propósito quando o sucesso se torna um peso? Com uma conversa vulnerável e profunda, você aprenderá a importância de desacelerar, tomar decisões difíceis e realinhar sua vida com seus valores para construir uma jornada com mais liberdade e felicidade.

Café Brasil Podcast
Cafezinho 688 - A luta é de ideias. E é urgente!

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Aug 8, 2025 11:43


Esta semana, na Câmara dos Deputados, Mike Benz – ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA – soltou uma bomba: o governo americano teria interferido diretamente nas eleições brasileiras. Segundo Benz, agências como a USAID, CIA e até a Casa Branca teriam financiado ONGs, veículos de checagem e influenciadores para controlar o ambiente informacional no Brasil. Isso faz parte de um método, que quem segue o Café Brasil já conhece desde 2021... Link para a Jornada: https://www.cafebrasilpremium.com.br/app/jornadas/psicose-em-massa Link para a loja: https://cafebrasilloja.com Sabe o que é estranho?Você escolhe o banco, o plano de saúde, a internet… mas nunca escolheu de onde vem a energia que usa todo dia.Sempre achou normal não ter escolha, não é? A conta de luz chega, a gente paga — e pronto. Não sabe de onde vem a energia, não entende a tarifa, só aceita. Como se fosse lei da natureza.Mas não é.Com a abertura do Mercado Livre de Energia, você agora pode escolher de quem comprar sua energia. Pode negociar preço, escolher fontes 100% renováveis, e economizar 15% (até 30% no caso de empresas!) — sem trocar nada em casa, sem investir um centavo. Sabe como? Com a iGreen Energy, que pega você pela mão e cuida de tudo: parte técnica, burocracia, integração. Você continua recebendo energia normalmente, com duas faturas: uma da distribuidora, outra da iGreen — só que essa vem com economia garantida. Aqui pra mim, em São Paulo, a redução é de no mínimo 10% garantida em contrato! É simples, digital, e faz diferença pro seu bolso… e pro planeta.E você ainda faz parte de um clube de descontos em mais de 60 mil lojas pelo Brasil.Sabe o que isso significa?Que agora a decisão é sua.Acesse conexaogreen.comE escolha a energia que faz sentido. ----------------------------------------------- .... MUNDO CAFÉ BRASIL: https://mundocafebrasil.com Curso Merdades e Ventiras - Como se proteger da mídia que faz sua cabeça? https://merdadeseventiras.com.br/curso/ Conheça o Podcast Café com Leite: https://portalcafebrasil.com.br/todos/cafe-com-leite/ Instagram: https://www.instagram.com/lucianopires/ Para conhecer minhas palestras: https://lucianopires.com.br Vem dar uma olhada na nossa loja: https://lucianopires.com.br/loja Edição e animação: Daniel Pires ....................................................................................................................................................................

Cafezinho Café Brasil
Cafezinho 688 - A luta é de ideias. E é urgente!

Cafezinho Café Brasil

Play Episode Listen Later Aug 8, 2025 11:43


Esta semana, na Câmara dos Deputados, Mike Benz – ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA – soltou uma bomba: o governo americano teria interferido diretamente nas eleições brasileiras. Segundo Benz, agências como a USAID, CIA e até a Casa Branca teriam financiado ONGs, veículos de checagem e influenciadores para controlar o ambiente informacional no Brasil. Isso faz parte de um método, que quem segue o Café Brasil já conhece desde 2021... Link para a Jornada: https://www.cafebrasilpremium.com.br/app/jornadas/psicose-em-massa Link para a loja: https://cafebrasilloja.com Sabe o que é estranho?Você escolhe o banco, o plano de saúde, a internet… mas nunca escolheu de onde vem a energia que usa todo dia.Sempre achou normal não ter escolha, não é? A conta de luz chega, a gente paga — e pronto. Não sabe de onde vem a energia, não entende a tarifa, só aceita. Como se fosse lei da natureza.Mas não é.Com a abertura do Mercado Livre de Energia, você agora pode escolher de quem comprar sua energia. Pode negociar preço, escolher fontes 100% renováveis, e economizar 15% (até 30% no caso de empresas!) — sem trocar nada em casa, sem investir um centavo. Sabe como? Com a iGreen Energy, que pega você pela mão e cuida de tudo: parte técnica, burocracia, integração. Você continua recebendo energia normalmente, com duas faturas: uma da distribuidora, outra da iGreen — só que essa vem com economia garantida. Aqui pra mim, em São Paulo, a redução é de no mínimo 10% garantida em contrato! É simples, digital, e faz diferença pro seu bolso… e pro planeta.E você ainda faz parte de um clube de descontos em mais de 60 mil lojas pelo Brasil.Sabe o que isso significa?Que agora a decisão é sua.Acesse conexaogreen.comE escolha a energia que faz sentido. ----------------------------------------------- .... MUNDO CAFÉ BRASIL: https://mundocafebrasil.com Curso Merdades e Ventiras - Como se proteger da mídia que faz sua cabeça? https://merdadeseventiras.com.br/curso/ Conheça o Podcast Café com Leite: https://portalcafebrasil.com.br/todos/cafe-com-leite/ Instagram: https://www.instagram.com/lucianopires/ Para conhecer minhas palestras: https://lucianopires.com.br Vem dar uma olhada na nossa loja: https://lucianopires.com.br/loja Edição e animação: Daniel Pires ....................................................................................................................................................................

ONU News
Crise sobre ONGs internacionais em Gaza preocupa agências humanitárias

ONU News

Play Episode Listen Later Aug 7, 2025 2:20


ALBERTO PADILLA
#DonaldTrump anunciará el "Plan de Acción de I.A" de los EEUU. Análisis con #DanielHernandez.

ALBERTO PADILLA

Play Episode Listen Later Jul 24, 2025 55:53


-#Alphabet reporta resultados estelares. #Tesla reporta resultados decepcionantes. -WSJ: #Bondi informó a #Trump, antes de decidir no liberarlos, que su nombre aparece en los "archivos de Epstein".-Más de 100 ONGs afirman que la hambruna se está propagando por todo #Gaza.

Historia para Tontos Podcast
la Guerra del opio P.2 - Historia para tontos Podcast - Ep#152

Historia para Tontos Podcast

Play Episode Listen Later Jul 2, 2025 89:40


En este episodio de Historia para Tontos, nos vamos a China en el siglo XIX para hablar de cómo una guerra empezó y termino ... ¡por drogas! Te cuento cómo el Imperio Británico le vendía opio a los chinos, cómo eso llevó a una crisis de adicción nacional, y cómo todo explotó en una guerra desigual con consecuencias brutales. Imperialismo, comercio, adicciones y una buena dosis de cinismo histórico: esta es la historia de la Guerra del Opio. Parte 2Seguro despues de todas las mentiras que le dieron al emperador se quedo pelon. Dale like, suscríbete y activa la campanita perrix, le echamos ganas !Danos seguir en YT andaleeeeeee ► Síguenos en Instagram:https://www.instagram.com/historiaparatontospodcast► Síguenos en Facebook:https://www.facebook.com/historiaparatontos_podcastLos quiero mucho s2 #GuerraDelOpio #HistoriaParaTontos #ImperioBritánico #ChinaSigloXIX #OpioParaTodos #Colonialismo #DrogasEnLaHistoria #TéYOpio #HistoriaCuriosa #PodcastDeHistoria #ImperialismoBritánico #ChinaVsUK #HistoriaQueNoTeCuentan #podcast Entendemos que la dependencia es un asunto sensible. Incluimos en la descripción enlaces a líneas de ayuda y ONGs para quienes necesiten apoyo SAMHSA (EE.UU.)FindTreatment.gov (en español)Línea gratuita: 1‑800‑662‑HELPISSUP México – Red nacional de atención a adiccioneshttps://www.issup.net/es/national-chapters/issup-mexico Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Historia para Tontos Podcast
La primera guerra del opio P.1- Historia Para Tontos Podcast - Ep.#151

Historia para Tontos Podcast

Play Episode Listen Later Jun 25, 2025 114:49


En este episodio de Historia para Tontos, nos vamos a China en el siglo XIX para hablar de cómo una guerra empezó... ¡por drogas! Te cuento cómo el Imperio Británico le vendía opio a los chinos, cómo eso llevó a una crisis de adicción nacional, y cómo todo explotó en una guerra desigual con consecuencias brutales. Spoiler: el té también tiene algo que ver.Imperialismo, comercio, adicciones y una buena dosis de cinismo histórico: esta es la historia de la Guerra del Opio.Dale like, suscríbete y activa la campanita perrix, le echamos ganas !Danos seguir en YT andaleeeeeee ► Síguenos en Instagram:https://www.instagram.com/historiaparatontospodcast► Síguenos en Facebook:https://www.facebook.com/historiaparatontos_podcastLos quiero mucho s2 #GuerraDelOpio #HistoriaParaTontos #ImperioBritánico #ChinaSigloXIX #OpioParaTodos #Colonialismo #DrogasEnLaHistoria #TéYOpio #HistoriaCuriosa #PodcastDeHistoria #ImperialismoBritánico #ChinaVsUK #HistoriaQueNoTeCuentan #PodcastEntendemos que la dependencia es un asunto sensible. Incluimos en la descripción enlaces a líneas de ayuda y ONGs para quienes necesiten apoyo SAMHSA (EE.UU.)FindTreatment.gov (en español)Línea gratuita: 1‑800‑662‑HELPISSUP México – Red nacional de atención a adiccioneshttps://www.issup.net/es/national-chapters/issup-mexico Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.