Podcasts about ELA

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Brassagem Forte
#335 - Brassando com Estilo: Introdução ao Guia de Estilos de Hidromel (com Maycon Ribeiro)

Brassagem Forte

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 62:13


Antes de julgar ou inscrever um hidromel em concurso, tem uma parte do Guia BJCP que quase ninguém lê: a introdução, que vale para praticamente todos os estilos de hidromel. Ela explica por que essa bebida exige declarações obrigatórias que a cerveja não pede.Neste episódio, Henrique Boaventura conversa com Maycon Ribeiro, engenheiro químico, professor de produção cervejeira na Unicesumar e conselheiro da ASH (Associação Sul-Brasileira de Produtores de Hidromel), sobre os fundamentos que sustentam todos os estilos de hidromel do BJCP.O que você vai aprender:— As três declarações obrigatórias na inscrição de um hidromel: dulçor, carbonatação e força alcoólica— O tripé do equilíbrio: dulçor, acidez e tanino, sustentado pelo álcool— Por que o caráter de mel precisa estar perceptível mesmo nos estilos secos— A diferença entre Still, Petillant e Sparkling, e como o método Champenoise entra nisso— O potencial (pouco explorado) dos méis brasileiros, do eucalipto ao melato de bracatingaCom Maycon Ribeiro, engenheiro químico, professor na Unicesumar e conselheiro da ASH (Associação Sul-Brasileira de Produtores de Hidromel).

O Fascinante Mundo do Sensoriamento Remoto
Episódio 342 - Aplicações de Sensoriamento Remoto para Engenharia Florestal

O Fascinante Mundo do Sensoriamento Remoto

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 46:58


Más Noticias
Cosas que me cabrean: Los retos virales.

Más Noticias

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 10:20 Transcription Available


Hoy en Cosas que me cabrean, Rubén Santos (@rsantosn) reflexiona sobre cómo el instinto de imitar que nos hizo sobrevivir a los dientes de sable y llegar a la Luna es el mismo que hoy nos impulsa a hacer tontadas virales en internet.Desde el planking y las caídas con piel de plátano hasta iniciativas maravillosas como el Ice Bucket Challenge para investigar la ELA o el TrashTag Challenge. Internet puede ser un sitio maravilloso. O no.Conviértete en un supporter de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/mas-noticias--4412383/support.ESCUCHAR RADIO 

Boa Noite Internet

Um dos segredos mais antigos para contar histórias, escrever ou criar conteúdo online não é segredo nenhum. Eu tenho que escrever para mim mesmo, não para você. Tem gente que chama isso de ser o próprio público ou escrever o que gostaria de encontrar por aí.Às vezes eu falo aqui no Boa Noite Internet que você não é o seu crachá, que o trabalho não é o trabalho, que é preciso prestar atenção nas coisas. Parece que estou dando um conselho para você, mas estou falando em voz alta uma coisa que eu já aprendi ou deveria ter aprendido.Uma dessas coisas eu sei há muito tempo. Já vi que funciona, já vi que faz bem, mas vivo esquecendo. Por isso preciso repetir para mim mesmo: saia da sua cabeça.Saia da sua cabeça.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.A voz interna não é realmente uma voz, articulada em palavras. Ela se parece mais com ver chiado numa televisão antiga ou bichinhos nas nuvens. A gente tenta dar forma ao caos e aquilo começa a se parecer com palavras e ideias, mas muitas vezes são apenas ruminações, histórias tentando fazer algum sentido dentro da cabeça.Sair da cabeça é colocar em palavras de verdade o que estou sentindo. Olhar de perto, virar, cheirar, examinar, virar do avesso.Um jeito de sair da cabeça é sentar com alguém e conversar, uma coisa que a humanidade provavelmente faz há milhões de anos.Uma vez, antes da pandemia — tempos mais simples —, fui almoçar com um amigo que não via há algum tempo. Ele fez a famosa pergunta: “Como estão as coisas? Como está o trabalho?”Comecei a reclamar do meu chefe, do chefe dele, da equipe de vendas e do RH. Enquanto falava, comecei a entender o que estava acontecendo e o que eu sentia.Depois de uns 45 minutos, agradeci ao meu amigo. Agora que eu tinha colocado tudo para fora, as coisas nem pareciam tão horríveis. O trabalho continuava com todos os seus problemas, mas era só um dia como outro qualquer.Ele não tinha falado praticamente nada. Só tinha me escutado.Quando não dá para conversar com alguém, ou o assunto ainda não está organizado o bastante para uma conversa, dá para escrever. E não estou falando em transformar a vida num podcast. É só escrever.Às vezes acordo de madrugada com alguma coisa fazendo barulho na minha cabeça. Esta semana mesmo aconteceu. Sentei, peguei o computador, coloquei no colo e escrevi. Tirei aqueles pensamentos da cabeça, olhei para eles e consegui voltar a dormir.Resolvi o problema? Não. Mas, às quatro da manhã, a única coisa que eu podia fazer era colocar os pensamentos para fora, examiná-los e voltar a dormir para resolver o problema de verdade no dia seguinte.Às quatro da manhã, eu precisava sair da minha cabeça, não montar um plano de ação nem pensar em estratégia.Se eu fosse blogueirinho de verdade, aproveitaria para vender um supercaderno personalizado, com capa de couro, divisórias e etiquetas. Mas não precisa de nada disso. Sair da cabeça é de graça. Dá para fazer isso numa folha de papel, no computador ou no bloco de notas do telefone.Lembra do antigo meme do Twitter, “Pronto, falei”? É mais ou menos isso. Colocar para fora e olhar para o que foi dito.Ficar conversando dentro da própria cabeça não conta. Eu já tive todas as conversas possíveis dentro da minha, mapeei todas as reações e pensei em todas as respostas. Isso não é sair da cabeça. É ansiedade.É como virar o Doutor Estranho com a Pedra do Infinito do desgraçamento mental, examinando 14 bilhões de maneiras de uma conversa terminar.De certa forma, é o que faço aqui. Tenho um problema, penso nele, começo a escrever e, durante o processo, entendo um pouco melhor o que sinto, o problema e o mundo.Às vezes tenho a impressão de que a gente perdeu esse hábito. A gente precisa ter certezas num mundo feito de opiniões. Conversa virou uma coisa que precisa ser vencida. “Olha aqui o que eu acabei de falar. Não há mais nada a dizer.” Pode lacrar a conversa porque ela acabou.Então escreva só para você. Ninguém precisa ler e não é preciso publicar. Eu não sei, sinto, acho, penso e escrevo. O sentimento e o pensamento saem da minha cabeça e voltam para o mundo.É isso que faço aqui. Não para você. Desculpe se enganei todo mundo esse tempo todo.Eu faço só por mim.Por hoje é sóObrigado por ler até aqui. Esta semana, nosso Clube de Cultura começa a ler Realismo capitalista, de Mark Fisher. Vai ser bem legal te ver por lá. E se quer usar IA de verdade no trabalho, com visão crítica e sem ser fanboy de bilionário, dá uma olhada no IA em Curso, a comunidade de letramento em IA que eu criei com a Ana Freitas. Por fim, passa no Discord do Boa Noite Internet, que é onde a gente se encontra para conversar sobre criatividade, cultura, mas na real sobre qualquer coisa que a gente estiver a fim.Cuidem de si, cuidem dos seus. Até a próxima,crisdias This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Dia a dia com a Palavra
Qual a sua motivação?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Aug 2, 2026 0:52


Todos os dias você faz um monte de coisas, algumas delas, repetidas vezes. Mas por que você as faz? Qual é a sua motivação?Você pode fazer coisas por necessidade, como se alimentar ou beber água.Você também pode fazer coisas por obrigação como ir trabalhar, principalmente quando se está muito cansado.Você pode fazer coisas pelo medo ou preocupação, como ir ao médico diante de uma dor ou diagnóstico complexo.Mas e a oração?Veja o que diz o Salmo 88 no verso 1: "Ó Senhor, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti."O salmista fala que clamava ao Senhor dia e noite. Dia e noite dá a ideia de que ele orava muitas vezes durante o dia até chegar a noite. Qual é a motivação de alguém que ora assim?Vamos pensar novamente na motivação. Ela pode ser por hábito, necessidade, medo, obrigação, etc. Parece que o salmista queria estar com Deus o dia todo.Procure Deus com a motivação certa, ou seja, deseje estar com Ele.

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | A ESPERANÇA DE UMA CRIANÇA

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 2:50


Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira 

WGospel.com
Milagres nos casamentos de hoje!

WGospel.com

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 6:25


TEMPO DE REFLETIR 01843 – 01 de agosto de 2026 I Pedro 3:7 – Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres […], como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida. O pastor José Maria Barbosa Silva, conta em uma de suas meditações, que um dia recebeu em seu escritório uma jovem senhora, com rosto choroso, numa segunda-feira cedo. “Pastor, briguei com meu marido ontem à noite. Mandei-o embora de casa e ele foi mesmo!” Na conversa, ela comentou que o marido não a ajudava em casa, mas reconheceu que o tinha xingado. No dia seguinte, conversei com ele, que lamentava a interferência da sogra e o fato de a esposa não ter colocado o sobrenome dele junto ao nome dela. Marquei um encontro com os dois na segunda-feira seguinte. Às seis horas da tarde, desci ao hall de entrada do escritório, onde só estavam os dois, sentados, olhando cada um para um lado, sem se conversar. Quando perguntei o que estava acontecendo, pareceu que eu havia passado um bisturi na ferida. Acusações mútuas surgiram em voz alta. Não havia clima de conciliação. A conversa ia e vinha, e ele dizia: “Ela não colocou o meu sobrenome no nome dela.” Enquanto falavam, eu orava silenciosamente pedindo que Deus me orientasse no que fazer e dizer, porque não via solução. Já eram quase nove horas da noite, quando finalmente perguntei para os dois: “O que vamos fazer com as meninas?” (Eles têm duas filhas, de dois e quatro anos.) Houve silêncio total. Longo. Intencionalmente deixei que esse silêncio se tornasse incômodo. “Bem, pastor”, disse a esposa, “eu resolvi. Vou colocar o sobrenome dele no meu nome.” Foi uma meia-volta da noite para o dia na entrevista, e conversamos sobre os ajustes de responsabilidade por parte de cada um. Ao sair da minha sala, havia apenas uma lâmpada acesa na escada. Ela disse: “Não estou enxergando.” Ele perguntou: “Posso lhe dar a mão?” Não acreditei no que estava vendo. Em silêncio, agradeci a Deus o milagre. Amigo ouvinte, o conselho de Pedro é para que o homem trate sua mulher com honra, tendo em vista suas necessidades e maneira de ver as coisas. O esposo tem que conhecer os medos, ambições e expectativas da esposa e o que a faz feliz. Deve ter cuidado ao falar com a esposa e com as crianças, para que o tom da voz, e a escolha das palavras, a atenção, tudo possa estar dentro de uma moldura de graça que contribua para a atmosfera de felicidade. Mais do que qualquer outro relacionamento, o casamento é feito de renúncias. Naquela noite, ao voltar para casa, agradeci a Deus pelo que é o amor, e pelo milagre que a graça pode realizar em cada casal. Esse milagre, amigo ouvinte, pode acontecer no seu casamento também! O que você precisa mudar? O que você precisa abrir mão? Reflita sobre isso e ore comigo agora: Pai, nesse momento, eu quero orar por esse casal que me ouve, por essa esposa, por esse marido, que não estão encontrando solução humana para o seu relacionamento. Tu podes fazer todas as coisas! Mas é preciso que cada um faça a sua parte. Aquele que precisa abrir mão, aquele que precisa ser mais humilde, confessar, admitir… Por favor, Pai, trabalhe na mente e no coração de cada um deles, agora. Torne esse lar, um lar feliz, pela Tua graça e pelo Teu poder. E em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Esportes
Tota Magalhães, única brasileira no Tour de France feminino, projeta pódio com a equipe

Esportes

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 5:52


A 5ª edição do Tour de France Feminino de ciclismo deu a largada neste fim de semana na Suíça. São 21 equipes em competição e 147 ciclistas. Até 9 de agosto, as atletas percorrem cerca de 1.175 km até Nice. A atleta carioca Tota Magalhães, a única ciclista brasileira da edição e a primeira a disputar a Volta no ano passado, corre pela equipe espanhola Movistar pela segunda vez. O time pretende chegar ao pódio neste ano. Em 2025, a Movistar ficou em 22° lugar na classificação geral. Mas este ano, garante que será diferente. “No passado, a gente tinha uma equipe muito forte, mas a nossa líder ficou doente um dia antes. Acabamos indo para uma prova mais aberta, tentando encontrar oportunidades para ganhar uma etapa. Se tudo correr bem, acho que podemos estar no pódio, inclusive vestindo a camisa amarela", disse Tota à RFI.    A camisa que a atleta brasileira menciona é usada pela líder da classificação geral: a ciclista com o menor tempo acumulado ao longo do torneio. No ciclismo, o objetivo do time é apoiar a líder, que, no caso da Movistar, é a suíça Marlen Reusser, vencedora do torneio nacional de seu país recentemente. Tota Magalhães explica seu papel na engrenagem do time como capitã de estrada: “[Sou] aquela que organiza a equipe durante a corrida, que mantém, digamos, a ordem e toma algumas decisões que precisa”. A brasileira diz que tenta ajudar Marlen Reusser em todas as etapas, como "um braço direito para a nossa líder".  Nove etapas A Volta Ciclística feminina da França é disputada em nove etapas, uma por dia, variando em distância, altitude e formato. A mais curta é a quarta etapa, um contrarrelógio individual de 21 km entre Gevrey-Chambertin e Dijon; a mais longa é a oitava, entre Sisteron e Nice, com cerca de 172 km. O ponto mais alto da prova é o temido Monte Ventoux, com 1.910 metros de altitude, na chegada da sétima etapa.  Tota explica que o começo da prova vai ser difícil de encarar: “São três etapas técnicas e duras. No começo do Tour está tudo muito mais nervoso, a classificação geral ainda está em aberto, então todo mundo ainda tem esperança de poder brigar pela vitória.”  “Logo depois a gente tem um contrarrelógio, que é a especialidade da Marlen, campeã mundial. Então a gente espera que ali a gente consiga estar com uma [camisa] amarela, quem sabe sonhar com isso”, conta a ciclista.  Enquanto o torneio masculino se tornou há muito tempo o maior evento esportivo do país, o ciclismo feminino ainda está construindo seu público. Para dar uma ideia do interesse que a prova masculina desperta, a audiência global chega a 3,5 bilhões de pessoas.  Tota sonha com o aumento de ciclistas no Brasil Tota conta a importância do apoio de fãs brasileiros. "Qualquer corrida em que eu estou, tem brasileiro torcendo, e acho que, para mim, isso é um dos meus maiores motores.” A ciclista também deseja que o esporte passe a fazer parte do dia a dia do país, já que o Brasil é muito maior que nações que se destacam na modalidade. "Um dos melhores países no ciclismo, com atletas, é a Holanda, que é um país minúsculo. Então, imagine se a gente cuidasse da nossa cultura da bicicleta como meio de transporte também, imagina quantos mais ciclistas a gente não teria. Acho que, aos poucos, se tudo der certo, a gente vai abrir mais caminhos." Entrada no álbum de figurinhas da competição Neste ano, a brasileira ganhou ainda mais visibilidade ao aparecer no álbum oficial de figurinhas da prova feminina e não escondeu a emoção quando uma seguidora lhe enviou uma foto da página. "Fiquei em choque, até porque são só três meninas por equipe no álbum feminino. É basicamente um álbum masculino, com uma parte dedicada ao feminino, e cada equipe tem três atletas, e eu sou uma delas. Acho que é uma responsabilidade para o meu país saber que estou tentando abrir portas. É um peso de uma responsabilidade, mas que fico muito feliz de estar carregando”, disse Tota.  A competição vai ser difícil. No topo da classificação para essa temporada está a francesa Pauline Ferrand-Prévot, do time Visma, que venceu a prova no ano passado. Também se destaca a holandesa Demi Vollering, que ficou em segundo lugar em 2025. E, neste ano, Vollering venceu o Giro d'Itália, outra grande corrida de etapas do ciclismo mundial. Já Paula Blasi, ciclista espanhola, é considerada uma grande revelação da temporada. Ela venceu a Vuelta feminina em seu país natal neste ano.

Podcasts FolhaPE
Política para crianças no Resgatando a cidadania

Podcasts FolhaPE

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 76:19


O Programa Resgatando a Cidadania deste sábado(01.08), recebeu nos estúdios da Folha FM 96,7FM Eugenia Carla Cavalcanti, professora, pedagoga, advogada, palestrante e escritora. Ela falou sobre o livro recém lançado “Uma Bela Cidade”. Ela é a primeira escritora pernambucana a escrever sobre "Política para Crianças". O Livro “Uma Bela Cidade” se utiliza de linguagem lúdica para trazer os pequenos ao universo do tema, com dicas de como podem participar na melhoria de suas cidades. Uma aventura dos pequenos leitores no mundo da política e do protagonismo infantil. A obra se utiliza da fantasia, com personagens infantis e histórias que ocorrem na fictícia cidade “Felicitá”, para aproximar as crianças de temas como eleições, voto, cidadania, políticas públicas e campanha eleitoral, com direito, ainda, a dicas de participação política da garotada na sua cidade. Eugenia Cavalcanti, que também é ambientalista, tem experiência como gestora, porque foi vice-prefeita de Catende, no interior de Pernambuco; ex-Conselheira Estadual de Saúde do Estado de Pernambuco. Na conversa com o comunicador Domingos Sávio, ela defendeu que "Nós precisamos assumir nossos papéis. Enquanto as famílias não ensinarem e educarem as crianças, para que tenham responsabilidade com seu lixo, não haverá mudança na coletividade. Quando a criança é educada ela assume esse papel e replica essa atitude de cidadania." O Programa Resgatando a Cidadania é apresentado todo sábado, a partir do meio-dia, pela Rádio Folha 96,7FM, produzido e apresentado pelo radialista Domingos Sávio.

O Assunto
A volta do fantasma da AIDS no mundo e o aumento de casos no Brasil

O Assunto

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 27:41


Convidada: Beatriz Grinsztejn, médica infectologista, pesquisadora, presidente da IAS (International AIDS Society) e diretora do Laboratório de Pesquisa Clínica em IST e Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz. Ao longo de mais de quatro décadas, os avanços da ciência transformaram o HIV de uma sentença de morte em uma infecção que pode ser tratada e prevenida com medicamentos cada vez mais eficazes. Mas um novo relatório do UNAIDS aponta que cortes no financiamento internacional, redução dos serviços de prevenção e o avanço de políticas que restringem direitos de populações mais vulneráveis colocam em risco décadas de progresso no combate ao vírus. Embora as mortes relacionadas à AIDS estejam no menor patamar em 30 anos, a ONU afirma que o objetivo de eliminar a doença como ameaça à saúde pública até 2030 corre risco. O Brasil segue como referência no acesso ao tratamento, mas também aparece entre as 21 nações que registraram aumento de novos casos de HIV. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com a infectologista Beatriz Grinsztejn sobre o que explica esse cenário e quais são os principais desafios para evitar um retrocesso no combate ao HIV. Ela analisa o impacto dos cortes no financiamento internacional, do enfraquecimento das políticas de prevenção e do avanço de medidas que ampliam a vulnerabilidade de grupos mais expostos ao vírus. Também explica por que os casos voltaram a crescer no Brasil, apesar dos avanços científicos no tratamento e na prevenção.

Os Pingos nos Is
TSE e STF divergem sobre vídeo de IA em convenção do PL

Os Pingos nos Is

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 119:33


Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (30):O vídeo produzido por IA do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em convenção do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, dividiu o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para Marsíglia, a Corte Eleitoral perdeu sua autonomia em tomar decisões. “Se o TSE não agir como um soldado do STF, bom, eles tomam o espaço. Se agir como um soldado, quem está mandando não é o TSE”, analisou. De acordo com ele, o episódio deixa claro quem deve mandar mais durante o período eleitoral. O Tesouro Nacional divulgou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumulou um rombo de R$ 92,98 milhões no acumulado de janeiro a junho de 2026. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União (DOU). O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a abrir uma investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lulinha é suspeito de tráfico de influência e corrupção em articulações com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Em entrevista ao programa Os Pingos Nos Is, Marina Helena (NOVO-SP) negou ter recebido qualquer convite formal do Partido Liberal para compor uma chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Ela também reafirmou apoio a Romeu Zema (Novo), da mesma sigla, à Presidência da República. A Justiça da Bolívia determinou a prisão do ex-presidente Evo Morales por supostamente incentivar a recente onda de protestos e bloqueios de estradas que paralisaram o país. A Promotoria boliviana acusa Morales da suposta prática de seis crimes: levante armado contra a segurança e a soberania do Estado, terrorismo, atentado contra a segurança dos meios de transporte, associação criminosa, instigação pública ao crime e atentado contra a segurança dos serviços públicos. Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possui uma visão diferente sobre o vídeo de IA do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), exibido na convenção do PL no sábado (25), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Os ministros também divergem sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes no caso. Reportagem: Janaína Camelo.Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

PODDELAS
GABRIELLA JACINTO - PODDELAS PODCAST #569

PODDELAS

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 107:02


Ela é a "esposa troféu" mais querida da internet! Saiu da sua vida normal sonhando em viver da internet e virou uma das influenciadoras mais comentadas do Brasil. Neste episódio, o PodDelas recebe Gabriella Jacinto para uma conversa sobre carreira, o nascimento do personagem "esposa troféu", influência, casamento, maternidade e tudo o que existe por trás do que ela mostra nas redes. INSCREVA-SE NO CANAL PARA CHEGARMOS A 4MI DE INSCRITOS! #PodDelas #GabriellaJacinto #EsposaTrofeu #InfluenciadoraDigital #PodDelasPodcast

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 31/07/2026 | 1ª e 2ª EDIÇÃO: Paraguai entrega nota de repúdio ao Brasil / Lulinha será investigado

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 302:41


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (31): A convenção estadual do PSB em São Paulo confirma nesta sexta-feira (31) a candidatura de Simone Tebet ao Senado. Ela integra a chapa de Fernando Haddad ao governo paulista e Márcio França como vice. O evento será realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo. Reportagem: Matheus Dias. O Paraguai convocou o embaixador brasileiro em Assunção para entregar uma nota de repúdio às declarações do presidente Lula sobre a Guerra do Paraguai. O governo paraguaio afirmou que defenderá os interesses nacionais diante das falas do presidente brasileiro. Reportagem: Paulo Édson Fiore. A Uefa anunciou boicote às competições da Fifa enquanto não for abandonada a proposta de criar uma empresa privada para administrar os torneios da entidade. A medida pode afetar competições como a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil. Wanderley Nogueira analisou. O STF autorizou a abertura de inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. A investigação surgiu a partir de apurações sobre fraudes no INSS e envolve repasses a uma empresária ligada ao filho do presidente. Reportagem: Janaína Camelo. A investigação contra Fábio Luís provocou reações de pré-candidatos à Presidência. Ronaldo Caiado, Renan Santos e Flávio Bolsonaro criticaram o governo e cobraram esclarecimentos sobre o caso. Reportagem: Pedro Tritto. Donald Trump anunciou um acordo para o desarmamento do Hamas e de outros grupos na Faixa de Gaza. Segundo o presidente americano, o plano prevê retirada gradual das tropas israelenses e atuação de uma força internacional para garantir a segurança. Reportagem: Eliseu Caetano. Flávio Bolsonaro afirmou que Jair Bolsonaro não sabia da exibição do vídeo produzido com inteligência artificial durante a convenção do PL. Segundo o senador, a equipe jurídica considera que o material não viola a legislação eleitoral. Reportagem: Paulo Édson Fiore. O PP voltou a discutir uma possível aliança com Flávio Bolsonaro, mas a sigla mantém resistência à indicação de Tereza Cristina para a vice. A prioridade do partido continua sendo fortalecer sua bancada no Congresso. Reportagem: Beatriz Manfredini. A campanha de Flávio Bolsonaro promoveu a segunda troca no comando da comunicação desde o início da pré-campanha. O publicitário Duda Lima assume a estratégia após a repercussão do vídeo com inteligência artificial exibido na convenção do PL. Jess Peixoto, Lucas Mehero e Roberto Motta comentaram. Reportagem: André Anelli. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado uma base aérea no Kuwait em resposta a ofensivas anteriores. Os Estados Unidos não confirmaram a ação, enquanto o Kuwait ainda não havia se manifestado. Reportagem: Luca Bassani. O Republicanos manteve a resistência à candidatura de Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais. Reunião entre o senador e dirigentes do partido terminou sem acordo, e aliados criticaram a decisão da legenda. Reportagem: Rodrigo Costa. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Podcast : Escola do Amor Responde
3386# Escola do Amor Responde (no ar 30.07.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 23:00


Durante o programa de hoje da Escola do Amor Responde, Renato e Cristiane Cardoso iniciaram falando sobre os “Cinco sinais de que ele (ou ela) não vai casar com você”. Os aconselhamentos foram direcionados diretamente àqueles (as) que estão namorando ou que ainda não namoram e querem saber isso antes mesmo de entrar em um relacionamento, bem como àqueles que estão morando juntos e esperam que, um dia, o companheiro faça o pedido de casamento.Está perdidaEm seguida, uma aluna perguntou como superar o término de um relacionamento de dois anos. Ela compartilhou que, há quase um ano, terminou com o companheiro devido às traições que sofreu. A aluna foi trocada por uma colega de trabalho dele e, além disso, passou por outras situações que lhe causaram danos físicos e psicológicos. Porém, ela ainda o ama e tem dificuldade para superar o fim do relacionamento.Ademais, a aluna confessou também que sempre se sentiu sozinha e, por isso, se entregou a essa pessoa, que só brinca com os sentimentos dela quando reaparece. Por causa do vazio que sente, ela tenta preenchê-lo com pessoas que não a merecem. A aluna está perdida e não sabe o que fazer.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

#Provocast
#320 - Lilia Cabral

#Provocast

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 52:30


Lilia Cabral é a convidada desta edição do Provoca. Em uma conversa com Marcelo Tas, a atriz relembra os primeiros passos na televisão, reflete sobre mais de quatro décadas de carreira e revela que, ao contrário do que muitos imaginam, hoje sente muito mais nervosismo antes de entrar em cena.Ao longo da entrevista, Lilia fala sobre personagens que marcaram sua trajetória, como Griselda (Pereirão), de "Fina Estampa", papel que considera um dos maiores desafios de sua carreira e que permanece vivo na memória do público até hoje. Ela também compartilha os bastidores de "Rita Lee – Balada da Louca", explica a responsabilidade de interpretar uma personalidade tão querida pelo Brasil e conta como foi receber a aprovação de Roberto de Carvalho antes da estreia.A atriz ainda relembra sua estreia na televisão em "Os Imigrantes", comenta a paixão que sempre teve pela TV, mesmo quando muitos defendiam que o teatro deveria ser o único caminho para um ator, e reflete sobre amadurecimento, família, reconhecimento e o compromisso de continuar se reinventando a cada novo trabalho.

Histórias para ouvir lavando louça
Minha filha trans tirou a própria vida por conta do preconceito

Histórias para ouvir lavando louça

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 11:21


Até onde o discurso “meninos vestem azul, meninas vestem rosa” pode impactar a vida de uma pessoa trans? Desde muito pequena, a Vic já demonstrava que era uma menina trans. A Alessandra, sua mãe, demorou para compreender, mas quando a filha revelou sua identidade, ela a acolheu e começou a lutar pelos direitos da filha.Comprou seu primeiro sutiã, dividiu roupas, segurou sua mão e tentou fazer com que os olhares de julgamento não a atingissem. Mas eles atingiam.Na rua. Na escola. Nas pequenas violências diárias. Victória passou a viver com medo e, aos poucos, a alegria foi dando lugar à depressão. Ela já não queria sair da cama, estudar ou sonhar.Naquele período, um discurso público feito por uma autoridade política, logo após a posse do novo governo federal, afirmando que "meninos vestem azul e meninas vestem rosa", teve um impacto profundo sobre Victória. Para Alessandra, ouvir esse tipo de mensagem partindo de alguém em posição de liderança reforçava o preconceito que a filha já enfrentava diariamente e transmitia a sensação de que a exclusão era aceitável. Não foi um único discurso que provocou sua dor, mas ele se somou às inúmeras violências e discriminações que Victória já carregava.Em 04 de janeiro de 2019, aos 18 anos, Victória tirou a própria vida. Um dia após o tal discurso.A partida da Vic ainda reservava outra batalha para mãe e filha, já que a Alessandra enfrentou dias de sofrimento para conseguir que o nome social da filha fosse reconhecido em seus documentos póstumos. A Justiça do DF negou o registro póstumo da Victória, mas em em 2021, foi sancionada a Lei nº 6.804/2021, conhecida como Lei Victória Jugnet, que assegura o direito ao uso do nome social de pessoas trans e travestis em lápides, certidões de óbito e demais documentos póstumos. 7 anos depois, Alessandra ainda convive com as marcas desse trauma. Mas decidiu que a vida da filha não terminaria naquele janeiro. Porque, para ela, Victória não passou pelo mundo em vão. Sua história continua lembrando que nenhuma pessoa deveria perder a esperança de viver por causa do preconceito e que reconhecer a humanidade do outro nunca deveria ser motivo de debate, mas de respeito.

Poniendo las Calles
05:00H | 30 JUL 2026 | Poniendo las Calles

Poniendo las Calles

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 59:00


España afronta incendios forestales activos en Zamora y Castellón, que obligan a evacuaciones y confinamientos, mientras los focos en Madrid, Ávila y La Coruña están estabilizados. El juez Calama autoriza investigar las cuentas de José Luis Rodríguez Zapatero, su entorno y sus hijas por movimientos económicos sin justificación, como la compra de una vivienda por Gertrudis Alcázar sin hipoteca y transferencias a las hijas. La economía española registra una inflación del 3.2% en junio, superando el límite de Bruselas, con alzas en carburantes, diésel, electricidad y alimentos básicos. A nivel internacional, Irán rompe el alto el fuego en Oriente Medio, lo que provoca ataques de Estados Unidos y la entrada de Arabia Saudí. Moscú ataca el oeste de Ucrania, con sirenas antiaéreas en Polonia. Ceuta vive un drama con la llegada de 800 personas y el hallazgo de dos cadáveres. Finalmente, Jaime Lafita, con ELA, cruza el Valle de la Muerte en tándem para visibilizar la enfermedad y la necesidad ...

#NaReal_SandraGioffi
NÃOPOD | Episódio 1: NR-1 Não É Só Multa

#NaReal_SandraGioffi

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 33:08


O NÃOPOD chegou para falar sobre o que não pode mais ser ignorado dentro das organizações.Neste primeiro episódio, Sandra Gioffi, Márcia Gioffi e Tais Carmona conversam sobre a NR-1 e a inclusão da análise dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.A conversa passa por um ponto essencial: a NR-1 não deve ser vista apenas como uma obrigação legal ou uma preocupação com multa. Ela abre espaço para uma reflexão muito maior sobre cultura organizacional, saúde mental, liderança, relações de trabalho e responsabilidade das empresas na prevenção do adoecimento.Durante o episódio, falamos sobre:• O que mudou com a NR-1• O que são riscos psicossociais• Por que saúde mental ainda é tratada como tabu nas empresas• Como afastamentos, turnover, sobrecarga e clima ruim podem indicar problemas maiores• O papel da liderança na construção de ambientes mais seguros e saudáveis• Por que fiscalizar e punir não basta para transformar culturaMais do que cumprir uma norma, o desafio é olhar para o ambiente de trabalho com mais consciência, responsabilidade e humanidade.Porque cuidar de pessoas não é o oposto de gerar resultado.É parte do caminho para construir empresas mais saudáveis, produtivas e sustentáveis.Assista ao primeiro episódio do NÃOPOD e reflita com a gente: sua empresa está realmente olhando para os riscos psicossociais ou apenas tentando cumprir uma exigência?

Jornal da USP
Momento Cidade #97: Como a produção de casas no Brasil se transformou?

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 9:58


Neste episódio, a entrevistada é professora Maria Lucia Refinetti, pesquisadora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da USP. Ela é organizadora do livro "A produção da casa e da cidade no Brasil contemporâneo" que faz um balanço das políticas habitacionais brasileiras nas últimas décadas

Employment Matters
743: Mexico's Workweek Reform: What Employers Need to Know

Employment Matters

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 14:28


Mexico's proposed workweek reduction marks one of the most significant labor law developments in recent years. In this episode, we examine the key changes under the reform, discuss whether additional legislative developments are expected, and explore the practical challenges HR and labor relations teams may face as they prepare for implementation. Host: Alexandra Aguilar Garcia (email) (BLP / Costa Rica)Guest Speaker: Samuel Flores (email) (Santamarina + Steta, S.C. / Mexico)Support the showRegister on the ELA website here to receive email invitations to future programs. 

Quem Ama Não Esquece
FUI TRAÍDA POR QUEM EU MAIS AJUDEI | QUEM AMA NÃO ESQUECE 29/07/2026

Quem Ama Não Esquece

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 17:41


A Sandra era casada com o Israel e sempre fez o seu papel de irmã mais velha. Ela criou a Renata como se fosse sua filha, abriu as portas da sua casa e até bancou os estudos dela, o que deixava o seu marido bravo. Até que um dia, ela chegou em casa e flagrou os dois juntos. Sandra ainda descobriu que eles tinham um caso há três anos. Ao procurar apoio, ela foi culpada pelos pais, que defenderam a caçula e minimizaram a traição. Hoje, a Sandra reconstruiu a própria vida, encontrou paz e aprendeu que algumas perdas são, na verdade, um livramento.

I'm Dying to Tell You
Beyond the Mics: Happy Hour with ALS Podcasters

I'm Dying to Tell You

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 59:18 Transcription Available


Send us Fan MailIn this special roundtable episode, I welcome three fellow ALS podcasters for a conversation about the stories that stay with us, the people we'll never forget, and why a microphone can become a lifeline.So happy to chat with Alison Burell-Stanley and David Stanley, hosts of I Lost My Person, who share how losing spouses to ALS eventually led them to friendship, love, and a shared mission of helping others navigate grief. Together they talk about remembering the people we've lost, saying their names, laughing at the memories, and discovering that joy and grief can exist side by side.Cory Mosley, host of ALS Matters, offers the perspective of someone living with familial ALS while navigating the realities of treatment, advocacy, and uncertainty. He shares what he's learned about turning overwhelming medical information into conversations that people can actually understand—and why stories often teach us more than statistics.Together, we discuss:  living with grief while still finding joy, what listeners have taught us over the years, how podcasts create community when people feel isolated and more.                      If this episode encouraged you, please subscribe, leave a review, and share it with someone who needs to hear these stories. Every share helps another family find hope.  Hugs, LorriFollow and see what's coming next: Instagram,  Facebook,  Twitter, TikTok,  LinkedIn.

INVESTIGAÇÃO CRIMINAL
MÃE ASSASSINA? PROTEGEU O FILHO OU PASSOU DOS LIMITES? - IC TRUE CRIME #020

INVESTIGAÇÃO CRIMINAL

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 49:01


Uma mãe de 24 anos diz que matou o namorado pra proteger o filho de 3 anos que ele tentava abusar. Ela degolou o homem, limpou a cena e ligou pra família. A polícia, porém, desconfia da versão dela. Foi legítima defesa ou assassinato brutal? A perícia vai revelar a verdade? Quer saber tudo dessa história chocante? Então dê o play agora, comente e compartilhe!#crimesreais #investigacaocriminal #casosreaisAssista também: https://www.youtube.com/playlist?list=PLM8urkUnySVAN4HeD8Xh_QQV1QyDpBzJeSe você curte conteúdo True Crime, inscreva-se no canal e considere se tornar membro! Seu apoio é fundamental para manter o jornalismo investigativo independente!

Podcast : Escola do Amor Responde
3384# Escola do Amor Responde (no ar 28.07.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 26:23


Logo no início do programa de hoje, Renato e Cristiane Cardoso compartilharam um estudo que apresenta uma possível desculpa para homens que cometem erros. Segundo o estudo, os homens tendem a reconhecer menos os próprios erros devido à ação dos hormônios masculinos. A pesquisa analisou 243 homens, na Califórnia, e chegou a essa conclusão. Na oportunidade, os professores compartilharam os dados do artigo e promoveram um debate sobre o tema.Não aguenta maisEm outro momento, Maiara contou que está casada há dois anos e que, desde então, o marido tem se mostrado preguiçoso em relação ao trabalho. Ela afirmou que tem sustentado a casa sozinha, além de cuidar de todas as responsabilidades, incluindo os afazeres domésticos e os cuidados com a filha pequena. Além disso, ele não reconhece os esforços dela e tem o costume de expô-la diante dos familiares. A aluna também relatou outros problemas e disse que não aguenta mais essa situação, apesar de amá-lo.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

PODDELAS
BRUNA LOUISE - PODDELAS PODCAST #568

PODDELAS

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 79:35


Ela voltou! Bruna Louise retorna ao PodDelas para comemorar 15 anos de carreira e contar o que mudou desde a última vez que esteve aqui.Neste episódio, Bruna fala sobre a construção da carreira, quem é a mulher por trás da personagem engraçada, histórias dos primeiros shows e sobre improviso que virou marca registrada em cima do palco.Um papo sincero sobre humor, mulheres na comédia, internet, perrengues e novos projetos. Afinal, ela não para. Ela é uma deusa, uma loba, uma feiticeira - ela é demais.Dá o play e vem rir muito com a gente! E não esquece de se inscrever no canal! #PodDelas #BrunaLouise #StandUp #15AnosDeCarreira

Oxigênio
Série Termos Ambíguos – #7 Globalismo

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 35:47


Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral:  Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização  começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar  agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria  Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio.  Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso…  Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo.⁠ No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração.  Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo.  Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor.  Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período.  Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas.  Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais.  Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade.    Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto  neoliberal  tem  como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a  própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política.  Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU.  Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU.  Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o  Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar.  Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas:  Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista.  Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora  de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos:  Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional.  Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando:  Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo.  Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado.  A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação:  Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano.  Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família  seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”.  Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet.  Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021.  Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências  econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China.  Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas.    Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai.  Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis.  Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos.  Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube.  Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!

Shifting Our Schools - Education : Technology : Leadership
How do we teach students to sit with evidence longer?

Shifting Our Schools - Education : Technology : Leadership

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 23:48


What happens when historical research uncovers a truth you are not sure you want to know? In this episode of Shifting Schools, Tricia speaks with author Christine Kuehn and her husband and research partner, Mark Schiponi, about Family of Spies: A World War II Story of Nazi Espionage, Betrayal, and the Secret History Behind Pearl Harbor. Christine's investigation began with a startling discovery: members of her family had been deeply involved with the Nazi Party, and her grandfather had been convicted for his role connected to the attack on Pearl Harbor. What followed was a 30-year search through family testimony, declassified FBI files, National Archives records, historical accounts, photographs, and long-buried memories. Christine and Mark describe the emotional strain of researching a painful family history and the many times the project was packed away because the discoveries became too difficult to face. They also explain how they compared official records with family stories, handled contradictions, organized years of handwritten notes, and decided what evidence could be trusted. The conversation also examines the craft of making history readable. Christine and Mark wanted the book to reach people who might never choose a conventional work of World War II history. They discuss weaving the past together with Christine's present-day investigation, writing nonfiction with the momentum of a novel, and removing compelling material when it no longer served the larger story. For educators, the episode offers a useful exploration of historical inquiry, source evaluation, inherited narratives, memory, and the role storytelling plays in keeping difficult history visible. It raises questions that belong in history, humanities, media-literacy, and ELA classrooms: How do we respond when evidence challenges the stories we have inherited? What responsibilities come with uncovering painful history? How can writers make complex historical research accessible without weakening its accuracy? What can students learn by comparing personal testimony, archival documents, photographs, government records, and published histories? Christine also reflects on secrecy, shame, and the realization that people are not responsible for their ancestors' actions. They can, however, decide how honestly they will confront that history and what choices they will make in their own lives. In this episode: • The emotional cost of investigating a family's Nazi past • Using declassified FBI files and National Archives records • Comparing family memories with documentary evidence • Turning 30 years of research into a coherent narrative • Writing history for readers who do not consider themselves historians • Confronting inherited shame and family secrecy • Deciding what to remove when it no longer serves the story • Teaching difficult history through human stories • Responding to historical denial and misinformation Timestamps: 00:00 The emotional and practical challenges of the research 03:49 Organizing decades of evidence and handwritten notes 07:20 Why confronting painful truths can matter 11:36 Sharing a private family history with the public 15:15 Historical storytelling and what comes next 18:55 Creating the book's past-and-present structure 21:48 Knowing when a powerful passage must be removed About the book: Family of Spies by Christine Kuehn combines memoir, archival investigation, World War II history, Nazi espionage, and the secret history surrounding Pearl Harbor. The book follows Christine's effort to understand her family's involvement and the effects that secrecy had on later generations. Content note: This conversation discusses Nazism, antisemitism, the Holocaust, Pearl Harbor, family trauma, and inherited shame. Resources mentioned: Family of Spies by Christine Kuehn Christine Kuehn's Politics and Prose conversation The United States National Archives Declassified FBI records and Freedom of Information Act research Subscribe to Shifting Schools for conversations about education, historical and media literacy, emerging technology, storytelling, and the questions shaping how young people understand the world.

Podcast : Escola do Amor Responde
3383# Escola do Amor Responde (no ar 27.07.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 24:56


Durante este programa, Renato Cardoso compartilhou com os alunos um trecho de uma palestra recente ministrada por ele e por sua esposa, Cristiane Cardoso, no Templo de Salomão. Em suma, na ocasião, eles ensinaram que o maná presente na Arca da Aliança representa o cuidado diário de Deus, mostrando que é preciso confiar nEle, em vez de viver ansioso com o futuro.Além disso, eles explicam que planejar é importante, mas ninguém controla o amanhã. Por isso, a confiança em Deus deve estar acima das preocupações. Também destacam que, especialmente nas decisões da vida amorosa, a direção deve vir da Palavra de Deus, e não das emoções ou do medo.Problemas na intimidadeNa sequência, uma aluna, casada há 15 anos, contou que enfrenta uma crise no casamento porque o marido deixou de procurá-la sexualmente. Ela afirmou que já tentou conversar, buscar entender a situação e verificar se havia algum problema de saúde ou se existia outra mulher, mas não encontrou explicações. Sentindo-se rejeitada e humilhada por precisar insistir em ter intimidade, ela relatou ainda que o casal está há cerca de um mês e meio sem relações sexuais e pediu orientação sobre como lidar com essa situação.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

Bonita Radio
NCC TRS y quien lo ayudó a ganar primaria 2020 en segunda vuelta

Bonita Radio

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 55:40


#desplazamiento #PPD #partidos La celebración del ELA se dio en Cayey donde vecinos denunciar quieren desplazar residentes parcelas Carrasquillo para hacer un bosque. | Thomas Rivera Schatz y su poder en agencias del ejecutivo como la Junta Reglamentadora de Servicio Público de Edison Avilés Deliz. ¡Conéctate, comenta y comparte! #periodismoindependiente #periodismodigital #periodismoinvestigativo Síguenos en nuestras redes sociales: tiktok.com: https://x.com/Bonita_Radio Facebook: / bonitaradio Instagram: / bonitaradio X: https://x.com/Bonita_Radio

Pátria Amada Criminal
Episódio 300 - Com Amor, Isilda - Com Carolina Marcondes

Pátria Amada Criminal

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 92:56


Isilda foi uma mulher forte, inteligente e amorosa. Ela foi também assassinada pelo marido em um crime covarde, que ficou obscuro por muito tempo. Nessa semana, falamos com sua sobrinha e retificamos a história de uma mulher linda que ainda tem muito a nos ensinar. Contato da Carol: https://www.instagram.com/carolmarcondes/ Ensaio na Revista Serrote:https://revistaserrote.com.br/2026/06/com-amor-isilda Podcast na Rádio Novelo:https://open.spotify.com/episode/4Htsew1UdJWrMR87yQoN8Y?si=F_zqP8SVSUS9EuVSH1fmvA Para se tornar apoiador:Apoia.se: https://apoia.se/pacriminal Ou apoie na Orelo: https://orelo.cc/podcast/603ce78538a4f230cbd37521 Temos um canal no YouTube, com vídeos exclusivos todos os domingos: https://www.youtube.com/channel/UCac9ZupbqFakPcL5CQgpUoQ PIX: patriaamadapod@gmail.comEscrito e apresentado por Natália Salazar e Renata SchmidtProdução: Natália Salazar e Renata SchmidtEdição: Natália SalazarMúsica: Felipe SalazarArte: Matheus Schmidtiupokjøl,m-.< GE-mail: patriaamadapod@gmail.comIG: @pacriminal Lojinhas do PAC: https://umapenca.com/pacriminal/ https://www.redbubble.com/people/PatriaAmada/shop?asc=u See omnystudio.com/listener for privacy information.

Kiwicast - O Podcast da Kiwify
Fiquei 2 Anos Sem Resultado e Fiz 1 Milhão Com Tráfego Orgânico no Youtube| Rhayner Silva | Kiwicast #731

Kiwicast - O Podcast da Kiwify

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 94:45


No episódio de hoje do Kiwicast, recebemos Rhayner Silva, especialista em tráfego orgânico e empreendedor que construiu um negócio completo em torno de higienização de estofados, faturando de R$50 mil a R$90 mil por mês exclusivamente com orgânico no YouTube.A história começa com uma reclamação da mãe. Ela contratou uma empresa de outra cidade para limpar o sofá de casa. Oserviço durou menos de uma hora, foi mal feito e custou R$250. Quando Rhayner chegou em casa e ouviu o valor, parou de escutar o restante. Na cabeça, já estava fazendo conta.Tinha canal no YouTube desde 2018. Ficou 2 anos criando conteúdo sem resultado, sem entender a oportunidade quetinha na mão. Foi a pandemia que alavancou tudo quando as vendas foram de zero para R$90 mil por mês só no orgânico.Hoje tem um ecossistema completo vinculado ao digital: curso que ensina o serviço, mais de 50 licenças de marcapelo país, produto químico próprio para higienização e um acessório que ele mesmo inventou, patenteou e fabrica em impressão 3D.No Kiwicast, ele falou sobre:●      Como foi de 2 anos sem resultado no YouTube a R$90 mil por mês no orgânico●      Por que viu uma oportunidade de negócio onde a mãe via só uma reclamação●      Como funciona o tráfego orgânico de um nicho completamente fora do comum●      Por que ficou anos sem fazer tráfego pago e o que mudou quando começou●      Como construir um ecossistema físico e digital que nãodepende de lançamento●      O que qualquer empreendedor pode aprender com um nicho de limpeza de sofáAprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | DE PEQUENAS MANEIRAS

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 3:19


Leitura Bíblica Do Dia: 1 JOÃO 4:7-12,19-21 Plano De Leitura Anual: SALMOS 43–45; ATOS 27:27-44  Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Ao tratar seu câncer, Elisa estava preparada para partir e estar eternamente com Jesus. Ela se recuperou, embora tenha ficado paralisada. Isso a fez questionar o porquê de Deus ter poupada a sua vida. “Que bem posso fazer?”, perguntava a Deus. “Não tenho dinheiro nem habilidades, e não consigo andar. Como serei útil a ti?” Porém, ela encontrou maneiras pequenas e simples de servir aos outros, especialmente às suas diaristas, que eram imigrantes. Elisa lhes comprava comida ou dava dinheiro sempre que as via. As doações eram pequenas, mas contribuíram para ajudá-las. Ao fazer isso, descobriu que Deus era quem a provia: amigos e parentes lhe deram presentes e dinheiro, permitindo que ela abençoasse outras pessoas. Ao compartilhar sua história, pensei em como Elisa colocava em prática o chamado para amarmos uns aos outros de 1 João 4:19: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro”, bem como esta verdade: “Há bênção maior em dar que em receber” (ATOS 20:35). Elisa doou porque recebeu e, por sua vez, encorajou-se a doar mais. No entanto, ela precisou apenas de um coração amoroso e grato, e prontidão para oferecer o que tinha, e Deus multiplicou isso numa repetição de “doar e receber”. Peçamos a Ele que nos conceda um coração grato e generoso para doarmos conforme Ele nos orientar!  Por: LESLIE KOH 

Bonita Radio
NCC TRS y quien lo ayudó a ganar primaria 2020 en segunda vuelta

Bonita Radio

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 55:40


#desplazamiento #PPD #partidos La celebración del ELA se dio en Cayey donde vecinos denunciar quieren desplazar residentes parcelas Carrasquillo para hacer un bosque. | Thomas Rivera Schatz y su poder en agencias del ejecutivo como la Junta Reglamentadora de Servicio Público de Edison Avilés Deliz. ¡Conéctate, comenta y comparte! #periodismoindependiente #periodismodigital #periodismoinvestigativo Síguenos en nuestras redes sociales: tiktok.com: https://x.com/Bonita_Radio Facebook: / bonitaradio Instagram: / bonitaradio X: https://x.com/Bonita_Radio

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 25 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 25, 2026 4:49


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

PEBMED - Notícias médicas
Resumo da Semana: edaravona no SUS e teste de superbactéria | Afya News 25/07/26

PEBMED - Notícias médicas

Play Episode Listen Later Jul 25, 2026 2:31


Quais foram as principais descobertas científicas e mudanças regulatórias que impactaram a medicina nos últimos dias?Neste episódio do Afya News, fazemos um balanço dos acontecimentos mais relevantes, incluindo a chegada da edaravona à rede pública para o tratamento da ELA e as revelações sobre a atuação de células musculares em vacinas de RNAm. Repassamos o desenvolvimento do diagnóstico rápido da USP contra superbactérias em ambiente hospitalar, as evidências entre saúde bucal e calcificação cardíaca e os consensos sobre novas terapias antienxaquecosas. Além disso, analisamos o papel de moduladores metabólicos no controle de impulsos e as orientações sobre governança executiva no uso de IA clínica. O Afya News apresenta notícias da medicina com informação confiável e atualizada no seu tempo. Criado pela Afya, o maior hub de educação e soluções para a prática médica do Brasil, nosso propósito é transformar a saúde junto com quem tem a medicina como vocação.Fontes do episódio aqui:⁠https://portal.afya.com.br/podcasts/afya-news/25-07-2026

Podcast : Escola do Amor Responde
3382# Escola do Amor Responde (no ar 24.07.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 18:29


Neste programa, Maria, de 21 anos, disse que está gostando de um rapaz também da mesma idade. Acontece que os dois moram longe um do outro. Ele afirma que gosta dela, mas não lhe dá uma chance porque tem medo de sofrer, de o relacionamento esfriar, de ser traído e porque acredita que ainda não a conhece direito. Os dois se falam por telefone quase todas as noites. Ela perguntou se deve esperar o tempo dele ou desistir.Pergunta polêmicaEm seguida, outro aluno compartilhou que foi casado por nove anos, mas o relacionamento acabou após uma traição cometida por ele. Ele contou que, de forma equivocada, mesmo sendo casado, mantinha amizade com outras mulheres e acabou se apaixonando por uma delas, chegando a beijá-la. No mesmo dia, confessou o ocorrido à esposa, aos pastores da igreja, aos familiares e até ao pai da amiga envolvida. No entanto, a esposa não teve estrutura para prosseguir com o casamento.O aluno disse que, nesse ínterim, não deu as garantias de que, talvez, a companheira precisava e, por isso, eles se divorciaram. Segundo ele, tudo isso aconteceu há um ano e, atualmente, a ex-esposa já está namorando outra pessoa.Depois disso, o aluno lutou para se reconstruir, reconheceu que ainda não havia se entregado verdadeiramente a Deus e passou a buscá-Lo de forma sincera. Com o tempo, percebeu que seus sentimentos pela amiga eram reais. Os dois começaram a namorar depois que ela se batizou, mas o relacionamento ainda não é bem visto pelas outras pessoas.Ademais, o aluno pontuou outros detalhes e perguntou se eles realmente estão errados, mesmo estando em paz coma própria consciência e mesmo com as pessoas diretamente atingidas tendo seguido suas vidas.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

PODDELAS
CAMILA FREMDER - PODDELAS PODCAST #567

PODDELAS

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 120:37


Ela transformou as próprias nóias em um dos maiores podcasts de comportamento do Brasil e, no caminho, virou uma das maiores referências quando o assunto é comportamento, relações e vida adulta.Neste episódio do PodDelas, Camila Fremder fala sobre ansiedades modernas, amizades, maternidade, internet, envelhecer, terapia, redes sociais e todas aquelas pequenas situações do dia a dia que parecem acontecer só com a gente... até perceber que todo mundo passa porE, claro, colocamos a escorpiana mais famosa da internet para trabalhar! No nosso "Consultório da Vingança", a Camila analisa histórias reais enviadas pela audiência e decide quem deve perdoar, bloquear, seguir a vida... ou colocar um plano de vingança (bem-humorado e completamente inofensivo) em prática.Aperte o play, deixe seu like, inscreva-se no canal e conte pra gente nos comentários: qual foi a história que mais fez você pensar "eu faria exatamente isso"?

edWebcasts
7 Reasons Why New ELA Curriculum Adoptions Stall and What Makes Them Stick

edWebcasts

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 60:57


This edWeb podcast is sponsored by Fishtank Learning.The edLeader Panel recording can be accessed here.Building on the April edWeb podcast, Using Whole Texts to Foster Student Agency and Critical Thinking, this follow-up session turns from the what and the why to the how.Katie Gribben, District Instructional Lead for ELA/Literacy, Upper Schools at Cambridge Public Schools, and Brigitte Seyferth, Assistant Director of Teaching and Learning at LEARN Charter Schools, joins Emily Wojtusik, Senior Director of Implementation at Fishtank Learning, to explore why new ELA curriculum adoptions stall in schools and districts and the seven shifts that make them stick. The panelists reframe adoption not as a purchase but as a multi-year change process: one that is a science, involves investment and training, and that can't be done alone.Listen to this session to discover:Why Good Curricula Stall: The seven most common traps, from handing teachers new materials with no time to train to not having a school or district leader to champion the implementation to expecting results before year three.What Makes Adoption Stick: How to build the systems, investment, change management, and shared ownership that carry a curriculum past the learning in the first year, including phasing in one adoption at a time to prevent teacher overwhelm.Implementation as a Science: Why lasting change means giving a new curriculum three-plus years, creating space for teacher reflection and voice, and adjusting schedules, structures, and routines so the materials can succeed.The Cost of Stalling—and the Power of a Pilot: What districts lose when adoptions fizzle—student learning stalls, teacher trust erodes, and there's no sustainable expertise—and how a well-run pilot works out the logistics and builds buy-in before full rollout.This edWeb podcast is of interest to K-12 district leaders, school administrators, curriculum directors, instructional coaches, and teacher leaders.Fishtank LearningCreate the classroom connections that matterDisclaimer: This post contains affiliate links. If you make a purchase, I may receive a commission at no extra cost to you.Learn more about viewing live edWeb presentations and on-demand recordings, earning CE certificates, and using accessibility features.

BEN-YUR Podcast
paula febbe, fantasmas familiares, bloqueio criativo

BEN-YUR Podcast

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 93:14


Recebi a Paula Febbe para conversar um pouco. A gente tentou desvendar o mistério do carro da pamonha que roda São Paulo inteira. Ela acha que é uma família passando a gravação de geração em geração. Depois a conversa foi para lugares um pouco mais escuros. A Paula escreve livros de terror psicológico e atende como psicanalista. Falamos sobre Lacan e Freud e sobre como as pessoas mais perigosas são aquelas que têm certeza de que não têm problema nenhum para resolver.Discutimos alguns filmes recentes que causam desconforto e como é muito assustador você descobrir que não conhece de verdade a pessoa que dorme do seu lado. Também lembramos de umas histórias bizarras de espíritos e daquela risada inexplicável que vazou no áudio quando a Sara Não Tem Nome gravou aqui. Foi uma conversa que foi para muitos lugares e não tentou concluir quase nada. O Coffee & Cigacasts é um pouco sobre isso. Ouve aí enquanto você lava a louça ou tenta pegar no sono.

Entrementes
#96 | A psiquiatria dá mais certezas do que realmente pode?

Entrementes

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 55:09


A ideia de que transtornos mentais seriam resultado de um "desequilíbrio químico no cérebro" (e, portanto, podem ser corrigidos com medicamentos) está entre as explicações mais difundidas sobre saúde mental. Ela é simples, intuitiva e ajuda a dar sentido ao sofrimento. Mas será que representa, de fato, o que sabemos hoje sobre a psiquiatria?Neste episódio, discutimos os limites dessa narrativa, diante do fato de que a psiquiatria tem um objeto muito diferente de um coração, um fígado, ou mesmo um cérebro: a mente humana. Também falamos sobre como essas certezas se desdobram em verdades questionáveis sobre medicamentos psiquiátricos, o que pode estar levando à medicalização excessiva e a riscos na prescrição, uso e desprescrição.Conversamos com o psiquiatra Hélio França, que hoje atua como psiquiatra nos Leitos de Retaguarda do Hospital da Casa de Caridade Leopoldinense. Ele investiga como o sofrimento psíquico é visto dentro da psiquiatria e destaca em seu trabalho a importância da desprescrição e do olhar crítico sobre a utilização de medicamentos psiquiátricos. Siga o Hélio no Instagram: @heliofranca Indicações- Dívida: Os Primeiros 5000 Anos (livro)- O Despertar de Tudo: Uma Nova História da Humanidade (livro)- Horoscope Zine @horoscopezine (RPG) - Querida Konbini (livro)Produção: Baioque ConteúdoRoteiro e apresentação: Luiz Fujita Jr e André LombardiCoordenação geral: Tainã DamiãoRedes: Tainah MedeirosEdição: Pedro OliveiraTrilha sonora: Paulo GarfunkelInstagram: @entrementespodcastYouTube: @entrementespodcastSupport the showClique aqui para contribuir com a manutenção do Entrementes!

Podcast 45 Minutos
NA DEPRESSÃO PÓS-COPA, MONTAMOS O CALENDÁRIO DAS COMPETIÇÕES INTERNACIONAIS DOS PRÓXIMOS 4 ANOS

Podcast 45 Minutos

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 49:48


Mais um conteúdo no ar! Ela chegou! A depressão pós Copa do Mundo já está entre nós… mas aqui tentamos deixar a chama ainda viva, da forma que for possível, pelos próximos 4 anos. Montamos o calendário de todas as competições internacionais neste próximo ciclo de Copa onde poderemos acompanhar cada passo dado rumo à […]

Podcast : Escola do Amor Responde
3381# Escola do Amor Responde (no ar 23.07.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 23:08


Uma aluna prestes a se casar, porém, está enfrentando situações que a têm deixado confusa em relação a esse passo. O namorado mentiu para ela ao omitir que havia passado o dia em uma festa com piscina, amigos de trabalho e muita bebida. Quando ela descobriu a mentira, ele explicou que não poderia levá-la. Essa atitude, somada a outras situações, abalou profundamente a confiança que a aluna depositava nele.Ela disse que não sabe mais se quer casar nem se conseguirá voltar a confiar nele. Ele afirma que, depois do casamento, tudo será diferente e que mudará de comportamento. Além disso, demonstrou arrependimento pela atitude. Mesmo assim, a aluna não sabe o que fazer.Quer se acertarEm seguida, outra aluna, Natália, de 19 anos, compartilhou que está noiva e grávida de oito meses. Segundo ela, o bebê fortaleceu ainda mais o relacionamento do casal. Porém, os amigos dele começaram a chamá-lo para sair. No início, isso acontecia apenas uma vez, mas, depois, os convites passaram a ser todos os finais de semana.A aluna comentou que ele está com problemas na família e, por isso, sai para se distrair. Contudo, ele não a leva para nenhum lugar, pois, por causa da gravidez, ela se cansa rapidamente. Recentemente, os dois discutiram e acabaram terminando. Ela contou que está na reta final da gestação e gostaria de tê-lo ao seu lado. Por isso, a aluna perguntou como agir para que os dois possam se acertar.Ainda neste programa, Viviane, de 37 anos, disse que está em um relacionamento há dois anos e meio, mas a convivência é muito conturbada. Ele mora no litoral de São Paulo, enquanto ela vive na capital. Os dois já tentaram morar juntos três vezes, mas nunca deu certo. Segundo Viviane, ele sempre tem crises e diz que não está preparado para o casamento. Além disso, eles já terminaram cerca de vinte vezes. A aluna sempre promete não voltar mais, mas acaba aceitando as promessas dele.Viviane disse ainda que ele mente e já a traiu várias vezes. Ela afirmou que gostaria de pôr fim a esse relacionamento, mas não consegue. A aluna compartilhou outros pontos da história e pediu orientação sobre o que fazer.Terapia do AmorConheça os testemunhos de pessoas que participam da Terapia do Amor e descubra o que elas têm a dizer sobre as palestras. Participe todas as quintas-feiras, às 20h, no Templo de Salomão, no Brás, em São Paulo. Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

Detetive do Sofá
284 - O Desaparecimento de Marilyn Bergeron

Detetive do Sofá

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 69:47


Marilyn Bergeron abandonou sua vida em Montreal após afirmar que havia passado por algo terrível. Dias depois, foi vista em um caixa eletrônico demonstrando sinais claros de medo. A partir daquele momento, nunca mais foi encontrada. Ela estava fugindo de alguma coisa? ❤ Torne-se um apoiador pelo Apoia.se ou pela Orelo❤ Segue a gente no ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram⁠⁠⁠ e no Youtube agora com vídeos dos casos Pesquisa e roteiro: Marcela Souza Edição: Alexandre LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Teaching Middle School ELA
Episode 434: Increase Students Writing Scores in 30 Minutes or Less

Teaching Middle School ELA

Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 14:28 Transcription Available


In today's Teaching Middle School ELA Podcast episode, we're diving into one of the biggest challenges middle school ELA teachers face: finding enough time to teach writing without spending hours grading. We'll explore why these two struggles are actually connected and share two practical strategies to help students become stronger writers while making your writing instruction more consistent, efficient, and easier to manage. If you're ready to spend less time reteaching and more time seeing real growth, this episode is for you. Want to take the next step? Join our FREE Writing Workshop this August and discover a proven writing framework you can start using in your classroom right away:

Podcast : Escola do Amor Responde
3379# Escola do Amor Responde (no ar 21.07.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 23:41


Durante este programa, Renato e Cristiane Cardoso reforçaram que as pessoas que mais se consideram azaradas no amor são aquelas que, na verdade, deixam suas vidas amorosas à mercê do destino. Contudo, o professor explicou que isso não tem nada a ver com azar, mas com preguiça, ignorância e com não fazer o que é certo para colher bons frutos no futuro. Ou seja, uma vida amorosa bem-sucedida é resultado de esforço.Relacionamento abusivoEm seguida, uma aluna compartilhou que namora um homem há cerca de nove meses. No início, era tudo maravilhoso: ele era compreensível, a escutava e faziam as coisas juntos. Só que, há pouco tempo, ele não a deixa olhar para os lados. Fora isso, ele começou a acusá-la de ter um caso com outras pessoas.Se não bastasse, o namorado começou com tentativas de agredi-la, mas não chegou a fazer nada. Contudo, ela é agredida verbalmente. A aluna disse que, por mais que goste dele, tem se afastado. Ela disse que não aguenta mais e que não quer registrar nenhuma ocorrência, pois ele tem problemas com a Justiça.No próximo pedido de ajuda, outra aluna disse que o marido está indeciso sobre se quer continuar casado ou não. Ela perguntou o que fazer, se é melhor aceitar o divórcio ou não.Terapia do AmorPor fim, confira o testemunho de quem aprendeu a viver o amor inteligente após participar das palestras da Terapia do Amor. Participe todas as quintas-feiras, às 20h, no Templo de Salomão, no Brás, em São Paulo. Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

Teaching Middle School ELA
Episode 433: Monday Mindset: Go to a Dark Room

Teaching Middle School ELA

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 9:20 Transcription Available


Your life gets loud fast: notifications, inbox urgency, endless content, and the constant pressure to keep up. Then a real moment hits and suddenly the only questions that matter rise to the surface: What am I doing with my life? What do I actually want? Am I living the way I want to be living? Today's Monday Mindset is a quiet, honest pause for middle school ELA teachers who feel pulled in every direction and want their time and attention back.Here's to another week of living intentionally. If this hit home, subscribe, share it with a teacher friend, and leave a review so more educators can find the quiet, too.

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Unlocking Your World of Creativity
Your Brand & Signature Method, with our Creative Roundtable

Unlocking Your World of Creativity

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 35:43


Welcome back to Your World of Creativity. We travel around the world talking with creative practitioners about how they get inspired, organize ideas, gain confidence, and turn imagination into impact.Today, we're doing something special — a roundtable conversation around one of the six themes from my new book, UNLOCK Your World of Creativity — Developing Your Brand with a Signature Method.We've gathered creative leaders from different parts of the country — and a world of different industries — to explore how unique methods become memorable brands.Joining us today:Ela Thier, filmmaker, educator, and author joining us from New York City, where she's built an award-winning film career and mentored thousands of artists through The Independent Film School. Website: theindependentfilmschool.com IG: @elathier LI: linkedin.com/in/elathier Book: amazon.com/How-Fail-Artist-Best-Tips/dp/B0GWQGLF9KJessica and Damien Zouaoui, founders of Oakwell Beer Spa in Denver, Colorado, who transformed inspiration from travels across 25 countries into one of America's most innovative wellness hospitality experiences. Websites: oakwell.com and oakwellfranchise.com IG: @oakwellbeerspa LI: linkedin.com/in/jfrench10 and linkedin.com/in/damienzouaouiJodi Koch, interior designer, CEO of Elizabeth Erin Designs, and host of Designing in 5D, joining us from Florida, where she helps clients transform homes through her signature 5D Process. Website: elizabetherindesigns.com IG: @elizabetherindesigns LI: linkedin.com/in/jodipetermanToday's guests represent filmmaking, wellness hospitality, and interior design — a rich mix of perspectives on how a distinctive method becomes a meaningful brand. Here are some of the key questions we explored:What is your signature method?How did your creative philosophy become something distinctly you?How did you know it wasn't just a business idea — but a signature brand concept worth building?How does someone take what feels intuitive or artistic and turn it into a repeatable signature method that clients can understand and trust?Behind the scenes your brand requires systems and consistency. How do you systematize without losing the surprise and delight?What's the biggest mistake creative people make when trying to define themselves or their brand?How do you stay true to your signature approach while adapting to client realities?How do you evolve your brand while staying true to what made it special?Closing Question: What's one thing listeners can do this week to begin developing a signature method of their own?SummaryToday we explored how signature methods don't appear overnight — they emerge through experimentation, setbacks, systems, lived experience, and the courage to lean into what makes you different.Huge thanks to Ela, Jessica and Damien, and Jodi for sharing their insights and stories.And if today's conversation sparked something for you, this is exactly the kind of idea explored in my new book:UNLOCK Your World of Creativity: 6 Key Lessons Learned from More Than 250 Creatives Worldwide. This roundtable was inspired by Chapter One: Developing Your Signature Method. You can order UNLOCK now on Amazon. https://www.amazon.com/UNLOCK-Your-World-Creativity-Creatives/dp/B0GJZF4N2P/ref=tmm_pap_swatch_0And if you enjoyed this episode, please take a moment to follow, rate, and review the podcast. It helps more creative professionals discover these conversations.