Podcasts about laborat

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Latest podcast episodes about laborat

UFOP CAST
Entre Acervos - Ep. 7: Laboratório de Pesquisa Histórica (LPH)

UFOP CAST

Play Episode Listen Later Sep 30, 2026 14:11


FHOXCast
C.A.O.S. Fotográfico: Você Seria Contratado? Posicionamento, IA e Mercado

FHOXCast

Play Episode Listen Later Sep 29, 2026 61:42


Posicionamento, inteligência artificial, fotografia expandida, mercado, oportunidades e o futuro da profissão.Neste C.A.O.S. Fotográfico, a conversa parte de uma pergunta simples: olhando para o seu portfólio, site e Instagram, você seria contratado hoje?Falamos sobre os diferentes momentos de posicionamento de um fotógrafo — de quem está começando a quem precisa se reposicionar ou manter uma posição já conquistada — e sobre como percepção, portfólio, proposta e experiência precisam conversar entre si.Também entramos nas mudanças provocadas pela inteligência artificial e pelos smartphones. A fotografia está se tornando cada vez mais híbrida: fotografia, vídeo, design, IA, comunicação e estratégia começam a se misturar. Nesse cenário, simplesmente saber fotografar continua sendo importante, mas já não resolve tudo.Entre os temas deste episódio:• posicionamento e reposicionamento de fotógrafos• a pergunta “você seria contratado?”• branding além do logotipo• autenticidade em tempos de imagens geradas por IA• fotografia expandida e produção híbrida• riscos e oportunidades da inteligência artificial• smartphones, câmeras e novas formas de produção visual• prêmios, editais, exposições e oportunidades para fotógrafos• por que curadoria de informação se tornou tão importante• o Foto Talks 20×20 e os temas que estão atravessando o mercado• por que copiar fórmulas de outros fotógrafos tende a funcionar cada vez menosA fotografia não acabou. O que está mudando é o espaço ocupado pelo fotógrafo e o tipo de valor que o mercado espera dele.

Podcast Política - Agência Radioweb
Master por bets: troca de assunto explica alta de Lula na Quaest

Podcast Política - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Sep 29, 2026 3:55


Faltando uma semana para a população escolher quem será o presidente do Brasil nos próximos quatro anos, a pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28/9) trouxe boas notícias para a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O cientista político Jairo Pimentel, professor do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, analisa a oscilação positiva do petista, a semana de Flávio Bolsonaro (PL) e as chances de vitória em 1º turno, considerando as variações de votos dos demais candidatos e dos votos brancos e nulos.

La.Con.Quem?
As Contradições do Espaço Favela no Rock in Rio | La.Con.Quem? #48

La.Con.Quem?

Play Episode Listen Later Sep 29, 2026 5:59


O QUE É O ESPAÇO FAVELA? Você já esteve no Palco Favela do Rock in Rio? O que pensou? No episódio #48 do La.Con.Quem?, discutimos o Espaço Favela no maior festival do Rio de Janeiro. Desde a estreia do palco em 2019, o Espaço Favela tem a proposta de demonstrar o talento da periferia, acompanhada de um cenário que ajuda a ambientar um discurso sobre as favelas.Mas como a favela é construída visualmente, adequando-a interesses comerciais, pelo festival gerenciado pelo Roberto Medina? Quantos artistas com público para lotar os palcos principais acabam confinados ao espaço temático? Que sentidos as narrativas comunicacionais do Palco Favela diz sobre a realidade das favelas no Rio de Janeiro?O podcast reflete o funcionamento e a projeção do palco Favela no Rock in Rio.Episódio disponível no Spotify e no Youtube do Lacon! Acesse pelo link da bio!Narração: Allana BarbosaRoteiro: Allana BarbosaEdição: João Otávio AlvesSupervisão: Marcelo Alves de ResendeRealização: Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo (Lacon) / UERJ Coordenação: Prof. Ricardo Ferreira FreitasApoio: Faperj e CNPq

Conversas Sustentáveis - Transformando Mentes
Biomateriais, do laboratório à escala real

Conversas Sustentáveis - Transformando Mentes

Play Episode Listen Later Sep 28, 2026 43:19


Dá pra imaginar um mundo sem plástico? Pra Felipe Guastelli, gerente de biomateriais da Natura, a resposta é não. O plástico não vai sumir, ele vai mudar. E essa mudança vai acontecer aos poucos, quase sem a gente perceber, como aconteceu com a energia solar.Nesse episódio, a gente conversa sobre o que existe entre o discurso e a prática na transição de materiais. Felipe conta como a Natura trata biomateriais como investimento de longo prazo para descarbonizar, sem abrir mão do plástico reciclado e convencional que já funciona hoje.Falamos do caso do polietileno verde, feito de cana-de-açúcar, que saiu de promessa e virou solução competitiva. E da Ucuuba, fruto amazônico que deixou de virar cabo de vassoura para gerar renda na floresta em pé.Também entramos nos pontos que pouca gente discute:Por que projeto sustentável sem viabilidade econômica acaba morrendoA distância entre o que funciona no laboratório e o que roda na indústriaPor que papel nem sempre é melhor que plástico, e o papel da Análise de Ciclo de VidaComo a China está derrubando o custo de PLA e PHAOs gargalos regulatórios da Anvisa e das normas de biodegradaçãoUma conversa pragmática, sem vilões e sem polarização, sobre como fazer a transição sustentável dar certo de verdade.Conecte-se com o Felipe Guastelli no LinkedIn.

História Presente
Série Memórias do Cárcere: presos e presas políticos na Ditadura brasileira- Ep. 1#- Mário Miranda de Albuquerque

História Presente

Play Episode Listen Later Sep 28, 2026 134:59


Neste episódio da série Memórias do Cárcere: presos e presas políticos da ditadura brasileira, do podcast História Presente, conhecemos a trajetória de Mário Miranda de Albuquerque, que participou da militância política durante as décadas de 1960 e 1970 e viveu a experiência da prisão e da repressão durante a ditadura civil-militar brasileira.A partir de suas memórias, a entrevista percorre diferentes dimensões da experiência política e pessoal daquele período: a militância nas organizações de esquerda, a repressão e o cárcere, as formas de resistência e solidariedade, além das relações de gênero, amizades, amores e afetos construídos em tempos de perseguição política.A série é uma realização do História Presente, projeto de extensão do Laboratório de Pesquisa e Práticas de Ensino em História (LPPE), vinculado ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).Ficha técnica:Coordenação da série: Izabel Pimentel (Uerj) e Andréa Queiroz (UFRJ)Entrevistadoras: Ana Clara Passos e Lívia Bittencourt (Uerj)Roteiro: Ana Clara Passos, Lívia Bittencourt e Vinícius Pereira (Uerj)- sob supervisão da profa. Izabel PimentelEdição de áudio e vídeo: Fernando Martins (Bolsista de Extensão LPPE/Uerj)Divulgação: Daniel Teixeira (Bolsista de Extensão LPPE/Uerj)Programação visual: Patrick Dansa (LPPE/Uerj)

SuperToast by FABERNOVEL
✨ AI: Do laboratório para a rua. 3ª Learning Expedition ShanghAI

SuperToast by FABERNOVEL

Play Episode Listen Later Sep 27, 2026 0:31


Durante anos, a inteligência artificial viveu em laboratórios. Em Shanghai, saiu à rua, entrou nos carros, nos hospitais, nos pagamentos e nas fábricas. Venha vê-la em ação.Participe na 3ª Learning Expedition organizada pela Instinct a Shanghai.Uma viagem pelos bastidores dos maiores players chineses na utilização de Inteligência Artificial, com visitas, encontros e projeção de cenários. Mais informação em⁠⁠⁠⁠https://www.instinct.pt/lx-shanghai⁠⁠

Rádio Taquara
Ouça o programa Medicina e Saúde, com Dr. Mauro Werb Júnior | Edição: 26/09

Rádio Taquara

Play Episode Listen Later Sep 26, 2026 27:14


Todos os sábados, na programação da Rádio Taquara, é reproduzido o programa Medicina e Saúde, apresentado pelo Dr. Mauro Werb Júnior. O patrocínio é de Laboratório Bom Pastor, Proeco, Farmácia Santé, Vitória Régia e Unimed Encosta da Serra. Confira a edição deste sábado (26/09).

Viração - ADUFPel
Viração 297 - Racismo, resistência e responsabilização na UFPel

Viração - ADUFPel

Play Episode Listen Later Sep 25, 2026 44:37


Está no ar mais um episódio do Viração. Neste programa, falamos sobre racismo, resistência e responsabilização na UFPel.Abordamos o episódio envolvendo o uso da expressão escravocrata “turma da senzala” em uma comunicação oficial da universidade, seus impactos sobre as trabalhadoras negras diretamente atingidas e as repercussões do caso na comunidade acadêmica. Também tratamos da mobilização de movimentos e entidades em repúdio ao racismo, da responsabilização diante de situações como essa e das medidas estruturais necessárias para o enfrentamento do racismo institucional na universidade, entre outros assuntos.O entrevistado é o professor Gilson Simões Porciúncula, professor Titular da UFPel, no Centro de Engenharias. Também é coordenador do Curso de Engenharia de Produção, coordena o Laboratório de Automação Industrial do Centro de Engenharias e o Grupo de Estudo ProEDAI — Projeto Exatas Diversidades Afro-indígenas do Centro de Engenharias da UFPel.O programa Viração é uma produção da Assessoria de Imprensa da ADUFPel e vai ao ar todas às segundas-feiras, às 13h, na RádioCom 104.5 FM e em formato de podcast nas plataformas digitais. Siga nossas redes sociaisADUFPel:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ instagram⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ /⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ twitter⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ /⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ facebook⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Trilha: Attribution Code"Funky Boxstep" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Durma com essa
Terras raras: quando o modelo extrativista do Brasil vai ao divã

Durma com essa

Play Episode Listen Later Sep 24, 2026 38:06


As terras raras estão no centro de disputas geopolíticas por causa de seu uso em áreas como economia digital, transição energética e indústria bélica. No Brasil, país que detém a segunda maior reserva global desses recursos, a exploração dos minerais críticos virou assunto eleitoral, sendo citada no plano de governo dos seis principais candidatos à Presidência. O sétimo Durma com Essa da temporada especial sobre as Eleições 2026 explica o que são as terras raras e minerais críticos, e ouve pesquisadoras da área para entender o que o Brasil pode fazer para fugir ao modelo extrativista reproduzido desde 1500. O episódio conta com a participação de Renata Albuquerque Ribeiro, pós-doutoranda do Grupo de Indústria e Competitividade, do IE-UFRJ (Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro); e de Elaine Santos, socióloga e pesquisadora do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, em Portugal. Apresentação: Marcelo Roubicek e Mariana Vick Roteiro: Marcelo Roubicek Edição de texto: Antonio Mammi Pesquisa: Victoria Rengel Edição de áudio: Brunno Bimbati Produção de arte: Yasmin Menezes Ilustração: Lua Lopes Distribuição: Paulo Cantalice e Pedro Bardini Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

La.Con.Quem?
Porto Maravilha: 10 anos depois. Ep.#1 (série) - passado, presente e memória

La.Con.Quem?

Play Episode Listen Later Sep 24, 2026 61:14


Descrição do episódio: Porto Maravilha: 10 Anos Depois é uma série especial do podcast La.con.Quem? #47 e faz parte do projeto de Estágio Interno Complementar (EIC) Rio 2016: o discurso do legado olímpico pela ótica da ComunicaçãoPública. O projeto busca analisar o discurso institucional em diálogo com percepções de quem viveu, estudou e disputou os sentidos das transformações realizadas na Zona Portuária do Rio de Janeiro na última década.Vamos receber pesquisadores, moradores, gestores públicos, trabalhadores e agentes culturais da região na tentativa de ampliar o debate e, sobretudo, de manter viva a memória, a história e a cultura de um território que foi profundamente reconfigurado na última década.No primeiro episódio, o professor Edmilson Rodrigues(PPGH-UERJ), especialista em história urbana carioca, nos leva do Cais do Valongo à reforma Rodrigues Alves, da sombra da Perimetral ao boom imobiliário de hoje, para questionar o discurso oficial de "resgate" queacompanha essa região há mais de cem anos. Dez anos depois da promessa de devolver o centro do Rio aos cariocas através do projeto Porto Maravilha, valea pena perguntar: o que esse legado revela sobre memória, cultura e disputa de narrativas na cidade? Aperte o play e descubra.  

Notícias MP
MPAC é finalista em duas categorias do Prêmio de Inovação J.Ex 2026

Notícias MP

Play Episode Listen Later Sep 23, 2026 1:04


O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) é finalista em duas categorias do Prêmio de Inovação J.Ex — Judiciário Exponencial 2026, que reconhece projetos e pessoas que contribuem para a transformação do sistema de Justiça. O SeringalLab – Laboratório de Inovação do MPAC – concorre na categoria Laboratórios de Inovação, enquanto o Repertório MPAC, desenvolvido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), está entre os finalistas da categoria Escolas Judiciais.

Rádio Taquara
Ouça o programa Medicina e Saúde, com Dr. Mauro Werb Júnior | Edição: 19/09

Rádio Taquara

Play Episode Listen Later Sep 19, 2026 28:34


Todos os sábados, na programação da Rádio Taquara, é reproduzido o programa Medicina e Saúde, apresentado pelo Dr. Mauro Werb Júnior. O patrocínio é de Laboratório Bom Pastor, Proeco, Farmácia Santé, Vitória Régia e Unimed Encosta da Serra. Confira a edição deste sábado (19/09).

Comentário Final com Ricardo Spinosa
COMENTÁRIO FINAL RS: Feminicídios no estado do Paraná continuam em alta.

Comentário Final com Ricardo Spinosa

Play Episode Listen Later Sep 18, 2026 5:25


No Comentário Final de hoje, Dr. Assad comenta o aumento dos feminicídios no Paraná, que registrou seis casos em apenas 11 dias de setembro, segundo levantamento preliminar do Laboratório de Estudos de Feminicídios da UEL. Ele destaca a gravidade dos crimes, incluindo vítimas com medida protetiva, uma criança de 5 anos e o caso de Thaissa Gabriely, morta em Londrina após reagir a uma tentativa de estupro. O comentário reforça a urgência de estratégias mais eficazes para proteger mulheres e lembra que denúncias podem ser feitas pelo 180 ou, em emergências, pelo 190.#ComentárioFinal #Paraná #Feminicídio #ViolênciaContraMulher #PaiquerêFM

Podcast RioBravo
Podcast 924 – Eduardo Pereira: A revolução dos diamantes de laboratório

Podcast RioBravo

Play Episode Listen Later Sep 18, 2026 26:01


E no episódio desta semana nosso convidado é Eduardo Pereira. Eduardo tem uma experiência, a um só tempo, singular e significativa com os diamantes de laboratório – e ele vai contar para gente como essa iniciativa chega para transformar o mercado. Afinal de contas, será que existe diferença entre os diamantes naturais e os diamantes de laboratório? Atualmente, Eduardo Pereira é consultor para a L'Artist, marca de alta joalheria liderada pelo filho, Ricardo Pereira, no segmento de diamantes.

Jornal da USP
USP testa em laboratórios tecnologias que propiciam mais amaciamento da carne bovina

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 12:18


Pesquisa testou o uso de enzimas de papaína, ultrassom e cogumelos comestíveis que demonstraram resultados positivos no melhoramento da textura e maciez

Novos Cientistas - USP
USP testa em laboratórios tecnologias que propiciam mais amaciamento da carne bovina

Novos Cientistas - USP

Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 12:18


Nesta edição do podcast Os Novos Cientistas, os jornalistas Antonio Carlos Quinto e Roxane Ré entrevistaram a pesquisadora Sarah Mafeis de Jesus. Ela é autora do estudo de mestrado Estratégias naturais e tecnologias emergentes aplicadas à melhoria da qualidade da carne bovina de Nelore (Bos indicus), que foi orientado pelo professora Carmen Josefina Contreras Castilho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. A pesquisa foi apresentada no programa interunidades Sistemas Integrados em Alimentos, que reúne a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a Esalq de Piracicaba, a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Capital e a FZEA, Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, na USP em Pirassununga. Nos testes, Sarah avaliou a aplicação de marinação contendo pós de cogumelos comestíveis e a eficácia da papaína e do ultrassom de alta intensidade, aplicados de forma isolada e combinada, sobre os mecanismos de amaciamento e percepção sensorial da carne bovina de Nelore. “Os resultados demonstraram que tanto o uso de ingredientes naturais quanto a aplicação de tecnologias emergentes são capazes de promover modificações relevantes na matriz muscular, contribuindo para a melhoria da maciez e para a manutenção de propriedades tecnológicas da carne”, descreveu a pesquisadora. Sarah enfatizou que o Brasil tem uma cadeia de produção de carne muito bem estruturada. “Nosso país é um dos maiores produtores e exportadores. Mas, para acessar esses mercados, principalmente o internacional, não basta a gente só produzir em quantidade. Nossa carne precisa atender uma série de requisitos, que são exigências sanitárias, de segurança, etc.”, explicou a pesquisadora, lembrando que há também especificações de cada país comprador. “Precisamos realmente olhar com mais cuidado para a questão da qualidade de nossa carne!”, advertiu Sarah. Disponível também na plataforma Spotify

UFOP CAST
Entre Acervos - Ep.6: Laboratório de Paleontologia e Micropaleontologia da UFOP

UFOP CAST

Play Episode Listen Later Sep 16, 2026 15:33


Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento
Peça teatral 'Doce Árido' explora o peso da tradição e o desejo de liberdade das mulheres

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento

Play Episode Listen Later Sep 16, 2026 2:13


Obra de Tairone Vale reestreia no Teatro Ipanema e fica em cartaz até o dia 26 de setembro. A atriz e colaboradora dramatúrgica do espetáculo Layla Paganini destaca a denúncia contra a opressão de gênero e a luta das mulheres presente na obra.Trabalho realizado na disciplina Laboratório de Áudio, do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação da UFRJ. Reportagem: Luísa SilvaEdição: Estela Magalhães

Verbo Sede
O lar como laboratório: onde Deus nos molda para a vida - Helmiton Barbosa

Verbo Sede

Play Episode Listen Later Sep 15, 2026 41:05


O lar como laboratório: onde Deus nos molda para a vida - Helmiton Barbosa by Verbo da Vida Sede

Horoscopinho Semanal
horoscopinho semanal: apenas contemple a loucura do momento

Horoscopinho Semanal

Play Episode Listen Later Sep 14, 2026 46:27


Agenda aberta: https://madama.gendo.app/Laboratório de Tarô com Madama e Edy de Lucca: https://www.madama.site/laboratoriodetarotHoróscopo ELLE Brasil: https://elle.com.br/lifestyle/horoscopo-de-setembro-2026Canal da Madama no YouTube: https://www.youtube.com/@canaldamadamaNewsletter Madamail: https://substack.com/@madamailSiga @br000na e @horoscopinho no instagramcontato@madamabrona.com.brMarcações:00:00:00 - trânsitos da semana00:07:05 - horário eleitoral00:17:21 - clube de astrologia e agenda00:18:14 - áries00:20:11 - touro00:22:47 - gêmeos00:25:25 - câncer00:27:00 - leão00:28:46 - virgem00:31:33 - libra00:33:13 - escorpião00:36:52 - sagitário00:38:10 - capricórnio00:40:42 - aquário00:43:41 - peixes

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento
Debate presidencial acontece hoje (14) com regras definidas e ausências em aberto

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento

Play Episode Listen Later Sep 14, 2026 2:45


A menos de trinta dias das eleições, candidatos à Presidência participam de debate nesta segunda, 14, às 22h. Ouvimos o cientista político e professor da UFF Márcio Malta sobre o momento decisivo.Trabalho realizado para a disciplina Laboratório de Áudio do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação da UFRJ.Reportagem: Maria Clara NadaiEdição: Estela Magalhães

Passes e Impasses
Passes e Impasses #90 Cobertura midiática do futebol de mulheres

Passes e Impasses

Play Episode Listen Later Sep 9, 2026 35:18


O assunto do episódio #90 é a cobertura midiática do futebol de mulheres.Para aprofundar essa discussão, a convidada do episódio é Soraya Barreto Januário, que é Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e coordenadora da Rede Brasileira de Mulheres Pesquisadoras de Futebóis (ReMuFut), vinculada à Universidade Federal de Pernambuco.No episódio, Soraya analisa a história do futebol de mulheres, sob o enfoque da cobertura midiática, explorando temas como memória, apagamento histórico, construção de narrativas e mudanças em curso.O podcast Passes e Impasses é um projeto de extensão do Laboratório de Mídia e Esporte (LEME).EQUIPE:Coordenação do laboratório: Ronaldo HelalCoordenação do projeto de extensão: Fausto AmaroRoteiro e produção: Júlya BragaEdição: Jerson Pita e Stela NunesSuporte técnico: Clara QuintaneiraConvidada: Soraya Barreto Januário

CBN Vitória - Entrevistas
A importância da doação de material genético para auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas

CBN Vitória - Entrevistas

Play Episode Listen Later Sep 7, 2026 16:43


No final de agosto, foi realizada a Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas de 2026, uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública. No Espírito Santo, a coleta de material genético de familiares é um serviço permanente, realizado em parceria entre a Polícia Científica e a Polícia Civil. Em entrevista à CBN Vitória, a chefe do Laboratório de DNA Forense, perita oficial criminal Bianca Bortolini Merlo, explica como funciona a coleta, a importância de doação de material genético e de que forma os perfis genéticos podem ajudar a esclarecer casos de desaparecimento.

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento
Conferência na UFRJ discute juventude, ativismo, comunicação e participação

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento

Play Episode Listen Later Sep 7, 2026 0:54


Evento organizado pelo Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC) da Escola de Comunicação terá o vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Universidade de Loughborough, na Inglaterra, Thomas Tufte, que lidera pesquisa sobre aspirações de jovens, engajamento cidadão e mudança social em 20 países da África, da Ásia e da América Latina. O pesquisador estará na Praia Vermelha nesta quarta-feira, 9 de setembro, com entrada franca. Saiba como participar. Reportagem: Luisa LimaEdição: Thiago Kropf

Rádio Taquara
Ouça o programa Medicina e Saúde, com Dr. Mauro Werb Júnior | Edição: 05/09

Rádio Taquara

Play Episode Listen Later Sep 5, 2026 29:23


Todos os sábados, na programação da Rádio Taquara, é reproduzido o programa Medicina e Saúde, apresentado pelo Dr. Mauro Werb Júnior. O patrocínio é de Laboratório Bom Pastor, Proeco, Farmácia Santé, Vitória Régia e Unimed Encosta da Serra. Confira a edição deste sábado (05/09).

Biolab Cast
Parecer bem ou estar bem? A armadilha da ansiedade de alta performance – BIOLAB CAST 2026 T3EP#4

Biolab Cast

Play Episode Listen Later Sep 4, 2026 56:38


No 4º episódio da terceira temporada, a jornalista Daiana Garbin recebe o psiquiatra Dr. Daniel Cavalcante e o cardiologista Dr. Rodrigo Noronha para uma conversa importante sobre ansiedade de alta performance.Ao longo do episódio, eles abordam as diferenças entre esse quadro e a ansiedade do dia a dia, os impactos do estresse crônico na saúde cardiovascular, a importância de reconhecer os próprios limites e temas como a síndrome do coração partido.A conversa também traz reflexões e dicas para manter uma rotina produtiva sem viver em constante estado de alerta.Assista ao episódio na íntegra e fique por dentro do assunto.Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar os próximos episódios do Biolab Cast.Apple Podcasts: https://mkt.biolabfarma.com.br/3wM4qnaSpotify: https://mkt.biolabfarma.com.br/43fuMu9Deezer: https://mkt.biolabfarma.com.br/3v8eqqnREDES SOCIAIS BIOLAB FARMACÊUTICA:Instagram @biolabfarmaceuticaFacebook @biolabfarmaceuticaTikTok @biolabfarmaceuticaLinkedIn https://www.linkedin.com/company/biolabfarmaceutica_________________________________________________________________________MEDIADORA:Daiana Garbin – @garbindaianaJornalista e apresentadora.CONVIDADOS: Dr. Daniel Cavalcante – @drdanielcavalcante Médico psiquiatra com PhD pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM - UNIFESP); Professor convidado da Disciplina de Psiquiatria da Graduação em Medicina da Escola Paulista de Medicina (EPM - UNIFESP); Psiquiatra e preceptor do Grupo de Atenção às Psicoses Iniciais (GAPi) - UNIFESP; Pesquisador na área de psicoses (com ênfase em Primeiro Episódio Psicótico) do Laboratório Interdisciplinar de Neurociências Clínicas (LiNC) - UNIFESP; Psiquiatra com mais de 10 anos de experiência clínica em atendimentos ambulatoriais e hospitalares. Fundador e diretor clínico de uma clínica médica multidisciplinar voltada à integração entre psiquiatria, psicologia e outras especialidades da saúde.Atua também como consultor e palestrante científico na área de psiquiatria, com foco em educação médica continuada e atualização científica.Dr. Rodrigo Noronha – @noronha_medEspecialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)Doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)Fellow of the European Society of Cardiology (FESC)Chefe do Serviço de Cardio-Oncologia da BP – A Beneficência Portuguesa de São PauloCOMUNICAÇÃO, DIREÇÃO E PRODUÇÃO: AR PROPAGANDA @ar.propaganda

Rádio Escafandro
168: Sorria, você está sendo preso

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Sep 2, 2026 74:04


Como o monitoramento de quase metade dos brasileiros por câmeras de vigilância tem impactado os índices de criminalidade? Por que tanta gente apoia sistemas como o Smart Sampa, mas pouca gente se sente mais segura? Quais os impactos de ter o rosto confundido com o rosto de um assassino?Ouça essas e outras respostas no episódio 168 de Escafandro.Episódios relacionados30: Polícia para quem?36: Duas vezes cadeia112: Sorria, você está sendo executadoMergulhe mais fundoCidade vigiada, sociedade vigilanteSmart Sampa vigia, mas não protegeEntrevistados do episódioAlcides PeronDoutor em política científica e tecnológica. Professor da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (FAC-Unicamp), pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e do Laboratório de Estudos do Setor Público (LESP).Pablo NunesPesquisador em segurança pública, tecnologia e dados abertos. Doutor em ciência Ppolítica pelo IESP/UERJ. Diretor do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), criador do Panóptico e coordenador da Rede de Observatórios da Segurança.Vinicius LopacinskiMestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP).Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Produção e edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

O Assunto
Augusto Cury: a candidatura que entrou no radar das redes sociais

O Assunto

Play Episode Listen Later Sep 1, 2026 36:06


Convidados: Pedro Figueiredo, repórter e comentarista da GloboNews, e Beto Vasques, diretor do Instituto Democracia em Xeque e coordenador do Laboratório de Opinião Pública da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo Antes que as campanhas à Presidência da República começassem, o postulante pelo partido Avante pontuava baixo nas pesquisas de intenção de voto. Mas desde que as candidaturas se tornaram oficiais, Augusto Cury ganhou tração entre parte dos eleitores e passou a integrar o grupo dos candidatos que buscam se apresentar como a terceira via desta eleição. Nas redes sociais, Cury teve um resultado mais expressivo: ganhou mais de 2 milhões de seguidores no Instagram em poucos dias e viu o número de menções a ele crescer mais de 1000% em uma só semana. Neste episódio, Natuza Nery tem dois entrevistados. Primeiro, ela fala com o jornalista Pedro Figueiredo, que explica quem é o candidato – médico psiquiatra, empresário e escritor de livros de autoajuda com mais de 35 milhões de exemplares vendidos – e analisa como o desempenho de Cury está mexendo com as outras campanhas. Depois, Natuza conversa com Beto Vasques, que coordenou um levantamento do Instituto Democracia em Xeque sobre os resultados do candidato do Avante nas redes sociais: ele aponta quais elementos contribuíram para seu crescimento.

Horoscopinho Semanal
horoscopinho semanal: o que é bom dura pouco

Horoscopinho Semanal

Play Episode Listen Later Sep 1, 2026 52:07


Agenda aberta: https://madama.gendo.app/Laboratório de Tarô com Madama e Edy de Lucca: https://www.madama.site/laboratoriodetarotHoróscopo ELLE Brasil: https://elle.com.br/lifestyle/horoscopo-de-setembro-2026Canal da Madama no YouTube: https://www.youtube.com/@canaldamadamaNewsletter Madamail: https://substack.com/@madamailSiga @br000na e @horoscopinho no instagramcontato@madamabrona.com.brMarcações:00:00:00 - trânsitos da semana00:12:41 - agenda aberta00:14:52 - áries00:17:47 - touro00:21:56 - gêmeos00:24:46 - câncer00:28:05 - leão00:30:10 - virgem00:33:57 - libra00:37:14 - escorpião00:39:02 - sagitário00:42:32 - capricórnio00:45:16 - aquário00:48:08 - peixes

La.Con.Quem?
FAMÍLIA LGBTQIAPN+: Novas formas de parentalidade | LA.CON.QUEM #46

La.Con.Quem?

Play Episode Listen Later Sep 1, 2026 13:18


No episódio #46 do La.Con.Quem, discutimos a formação de famílias e sua estrutura patriarcal e binária. A conformação familiar LGBTQIAPN+ quebra com os padrões tradicionais, cisheteronormativos, de família, construindo novas maneiras de viver e se relacionar.

EVA CAST - o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos
EVA CAST #47 - Câncer de endométrio avançado: como personalizar o tratamento na era molecular

EVA CAST - o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos

Play Episode Listen Later Aug 31, 2026 49:24


O EVA CAST, podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), chega ao seu 47º episódio discutindo como a classificação molecular e os biomarcadores estão transformando o tratamento do câncer de endométrio avançado e permitindo escolhas terapêuticas cada vez mais individualizadas. Conduzida pelo jornalista e doutor em Oncologia Moura Leite Netto, a conversa reúne Larissa Müller Gomes, médica oncologista da Rede Américas e diretora de Comunicação do Grupo EVA; Leandro Apolinário, oncologista do Hospital Santa Joana, em Recife; e Gustavo Focchi, médico patologista, Head do Time de Ginecopatologia do Laboratório DASA e professor adjunto doutor do Departamento de Patologia da UNIFESP. Ao longo do episódio, os especialistas explicam por que o câncer de endométrio deixou de ser entendido como uma doença única. Tumores que parecem semelhantes podem apresentar comportamentos e respostas ao tratamento diferentes, e a classificação molecular permite compreender melhor essas características. A incorporação dessas informações também passou a influenciar o próprio estadiamento e as decisões terapêuticas. A discussão aborda o papel da patologia, da imunohistoquímica e de biomarcadores como p53, MMR, POLE, receptor de estrógeno e HER2, além dos desafios para ampliar o acesso aos testes moleculares no Brasil. Leandro destaca que a disponibilidade de centros diagnósticos e os custos ainda representam obstáculos importantes para que esses exames cheguem às pacientes em diferentes regiões do país. Outro foco é a imunoterapia, que passou a ocupar um papel central no câncer de endométrio avançado, com benefício especialmente expressivo entre pacientes com deficiência do sistema de reparo do DNA. O episódio discute como os biomarcadores ajudam a identificar quem pode se beneficiar das diferentes estratégias e como a decisão compartilhada permite considerar, além das características do tumor, as condições clínicas, os efeitos adversos e as preferências da paciente. O futuro também entra na conversa. Gustavo explica como a inteligência artificial poderá auxiliar na análise de lâminas e na identificação de características moleculares dos tumores, embora algumas dessas aplicações ainda estejam em desenvolvimento. Larissa aborda ainda estudos que investigam tanto a possibilidade de reduzir a intensidade do tratamento para determinados grupos de pacientes quanto novas terapias para aquelas que precisam de outras opções. Ao final, os convidados reforçam a importância de conhecer as características de cada tumor para selecionar o tratamento adequado. “As pacientes não são todas iguais”, resume Larissa, ao defender que as informações corretas sobre a doença são fundamentais para definir a estratégia terapêutica e o momento de utilizá-la. Leandro destaca a necessidade de colocar a paciente no centro da tomada de decisão, enquanto Gustavo chama atenção para a qualidade do material analisado como ponto essencial para um diagnóstico molecular adequado. O episódio mostra como a integração entre oncologia e patologia vem permitindo compreender melhor as diferenças entre os tumores de endométrio e avançar na direção de tratamentos orientados pelas características da doença e de cada paciente.Ouça, compartilhe e nos ajude a fazer o EVA CAST com seus comentários e sugestões de temas.Siga o EVA nas redes sociais: @gbtumoresginecologicos.Ficha técnicaRealização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos(EVA).Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca deConteúdo.Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto.Captação e edição de som: J. Benê.Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin Direção:Luciana Oncken

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento
China inaugura primeiro data center submarino

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento

Play Episode Listen Later Aug 31, 2026 1:03


Instalação a 35 metros de profundidade, perto de Xangai, abriga 2 mil servidores. Ideia é economizar com refrigeração de computadores, mas não há estudos sobre possível impacto ambiental provocado pelo aquecimento do mar no entorno.Trabalho realizado para a disciplina Laboratório de Áudio, do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação da UFRJ.Reportagem: Thalita SimasEdição: Thiago Kropf

Rádio Taquara
Ouça o programa Medicina e Saúde, com Dr. Mauro Werb Júnior | Edição: 29/08

Rádio Taquara

Play Episode Listen Later Aug 29, 2026 27:26


Todos os sábados, na programação da Rádio Taquara, é reproduzido o programa Medicina e Saúde, apresentado pelo Dr. Mauro Werb Júnior. O patrocínio é de Laboratório Bom Pastor, Proeco, Farmácia Santé, Vitória Régia e Unimed Encosta da Serra. Confira a edição deste sábado (29/08).

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento
Anima Geral tem segunda edição na Escola de Belas Artes da UFRJ

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento

Play Episode Listen Later Aug 28, 2026 2:01


Evento organizado pelo Laboratório de Animação Analógica e Digital ocorre entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro, com mostras de filmes, palestras, mesas-redondas e oficinas criativas. O professor Márcio de Castro conta um pouco mais sobre a iniciativa, que tem entrada franca.Reportagem: Brenno AlmeidaEdição: Gabriel Góes

Ainda Bem que Faz Essa Pergunta
Novo laboratório do PS faz sombra à liderança?

Ainda Bem que Faz Essa Pergunta

Play Episode Listen Later Aug 27, 2026 4:50


O think tank de Miguel Costa Matos debate políticas progressistas. E afinal, o acordo da Meta com os EUA serve para proteger a segurança online dos jovens?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Imposturas Filosóficas
#326 laboratório de thanos | a ameaça interna, Safatle

Imposturas Filosóficas

Play Episode Listen Later Aug 21, 2026 63:13


“O vírus da peste dorme, mas nunca morre”, disse certa vez o filósofo argelino Albert Camus. Com esta metáfora, ele se referia à ascensão e queda do nazismo na Europa. E hoje nós dizemos: “A peste está mais acordada do que nunca”. Neste programa, conversamos sobre a fascismo presente em nossa sociedade.ParticipantesFlavia SaianiRafael LauroRafael TrindadeLinksTexto lidoOutros LinksFicha TécnicaCapa: Felipe FrancoEdição: Pedro JanczurAss. Produção: Bru AlmeidaTexto: Rafael Trindade e Flavia SaianiGosta do nosso programa?Contribua para que ele continue existindo, seja um assinante!Support the show

Oxigênio
#225 – AmazonFACE: o maior experimento científico a céu aberto do mundo

Oxigênio

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 35:02


AmazonFACE é o maior experimento científico sobre mudanças climáticas a céu aberto  do mundo. Ele é liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com instituições como o Inpa e a Unicamp e já recebeu cerca de R$ 80 milhões em investimentos. FACE é o acrônimo de Free Air CO2 Enrichment. Neste episódio, a Gabriela Andrietta e a Mayra Trinca conversaram com os pesquisadores líderes do projeto e contam aqui um pouco da origem, da relevância e das ações que tem levado ao conhecimento da sociedade, o que é o AmazonFACE. A grande novidade do grupo é o Carboninho, o mascote que surgiu em um trabalho de campo e logo logo vai atrair a criançada a conhecer o experimento em feiras de ciência. Os entrevistados do episódio são: David Lapola, pesquisador do Cepagri, Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (CEPAGRI), da Unicamp e Marko Synesio Monteiro, professor do Departamento de Política Científica (DPCT) e Tecnológica do Instituto de Geociências, também da Unicamp, e Maria Clara Guimarães, mestranda do DPCT e que faz parte da equipe de comunicação do AmazonFACE. Crédito da imagem da capa: Dado Galdieri  _______________________________________ Abertura: o Carboninho [sons de floresta em toda a abertura] Abertura: o Carboninho [sons de floresta] Maria Clara Guimarães: E aí, uma noite, aquele breu total da floresta amazônica, todo mundo nas redes, uma das pesquisadoras falou que estava com medo e pediu para alguém contar uma história. E aí, o líder da área socioambiental, Marko Monteiro, professor aqui da Unicamp, começou a inventar uma história Marko Synesio Monteiro: Era uma vez uma molécula de carbono, ela estava flutuando no ar, de repente ela sente que estava sendo sugada para baixo, e aí ela se vê numa folha na floresta amazônica. Mayra Trinca: E assim foi criado o carboninho, que virou mascote do AmazonFACE David Lapola: A gente busca também dar essa interdisciplinaridade, expandir o horizonte. Porque o começo da história pro AmazonFACE é a questão de mudança climática e o seu impacto sobre a floresta amazônica. É aí que começa o fio da meada, e mais especificamente o papel que o aumento de gás carbônico na atmosfera tem nessa história toda. Gabriela Andrietta: O AmazonFACE é o maior experimento científico sobre mudanças climáticas a céu aberto  do mundo. Ele é liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com instituições como o Inpa e a Unicamp e já recebeu cerca de R$ 80 milhões em investimentos.  Gabriela:  Eu sou a Gabriela Andrietta, filósofa e comunicadora. Mayra: E eu sou a Mayra Trinca, bióloga e comunicadora de ciência e você já deve me conhecer aqui do Oxigênio.  [VINHETA ABERTURA] O que é AmazonFACE? David: FACE é Free Air CO2 Enrichment. Enriquecimento por CO2 ao ar livre. Essa sigla é que esse tipo de experimento já tinha acontecido, já aconteceu em outros lugares do mundo, principalmente nos Estados Unidos e Europa. Gabriela: -Esse é o David Lapola, coordenador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura, o Cepagri, da Unicamp. Ele também é um dos coordenadores científicos do AmazonFACE e autor líder do IPCC, aquele relatório global sobre mudanças climáticas.  Gabriela: Os primeiros experimentos com a tecnologia FACE começaram a operar no fim da década de 1990 nos Estados Unidos, em locais como Tennessee e Carolina do Norte. No entanto, esses estudos eram realizados em um contexto muito diferente do AmazonFACE.  Mayra: Em vez de florestas tropicais maduras, os experimentos aconteciam em florestas temperadas plantadas. Essas florestas têm árvores relativamente jovens, com cerca de 10 anos de idade, apesar de serem espécies capazes de viver por até duzentos anos. Essa é uma grande diferença, porque a idade das árvores é algo que influencia diretamente nas características do ecossistema e na forma como a floresta responde ao aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera. Gabriela: É como se a gente estivesse comparando o efeito de um medicamento em um grupo de crianças ou outro de adultos, não dá pra dizer que vai impactar os dois da mesma forma.  David: E aí esses experimentos chegaram ao fim. Em 2008, mais ou menos, duraram uns 10 anos. E aí começou uma outra geração de experimentos, da qual o Amazon Face faz parte, que era de fazer esses experimentos em florestas maduras. Hoje tem operacional em florestas outros dois faces. Um é em Birmingham, no Reino Unido, que é uma floresta temperada antiga. Já tem mais de 200 anos, mas é um pedacinho, o que a gente chamaria de um fragmento Tipo do tamanho da Mata Santa Genebra aqui, bem pequeno. É uma espécie, que é o carvalho, que é uma espécie bem presente em florestas temperadas. É o carvalho. Gabriela: Os experimentos mais recentes também mostram que a resposta das florestas ao aumento da concentração de CO₂ varia conforme o tipo de ecossistema. Na Austrália, por exemplo, os resultados foram diferentes dos encontrados nos Estados Unidos com árvores jovens. O experimento australiano ocorre em uma floresta temperada aberta, semelhante a uma savana, dominada por uma única espécie de eucalipto. Já o AmazonFACE, estuda uma realidade completamente distinta: uma floresta tropical madura e altamente diversa.  Mayra: O AmazonFACE utiliza grandes aneis experimentais, projetados de um jeito que seja representativo da floresta, pensando em número e diversidade de árvores. Esses aneis têm 30 metros de diâmetro e 35 metros de altura, ultrapassando as copas das árvores, que alcançam cerca de 30 metros. Essa altura é essencial para garantir que todo o volume de floresta dentro do anel seja atingido pelo gás carbônico durante o experimento. Dentro de cada anel, estão cerca de 50 indivíduos, considerando só as árvores com troncos de pelo menos 10 centímetros de diâmetro. São nessas áreas que o gás carbônico será elevado artificialmente, simulando a atmosfera projetada para um futuro não tão distante.  David: Dessas 50 árvores, nós temos mais ou menos 49 espécies diferentes. Se você vai para o outro anel, que são seis, lá tem outros 50 indivíduos e outras 49 espécies, na média. Então quando você soma todos os seis anéis, três deles vão ser tratados com CO2 elevado, 50% a mais do que o que a gente tem na atmosfera, e os outros três vão ser controle, só aspergindo o ar ambiente. Quando você soma os seis, a gente tem em torno de 400, 450 espécies diferentes. O que é, assim, um enorme desafio, mas é para interpretar os resultados. Cada espécie pode se comportar de uma maneira, mas é uma enorme oportunidade também. E pela primeira vez a gente vê como uma alta diversidade de plantas, de árvores, modula a resposta do ecossistema a um fator tão importante como esse, que é o CO2. Comunicação do AmazonFACE Gabriela: Com um experimento desse tamanho, dá pra imaginar que existe um logística gigante por trás. Tem equipamento, grupos de cientistas de várias áreas diferentes, financiamento… E tem a equipe de comunicação Marko:  todas brincando com essa coisa do carbono que estava sendo usado pela floresta amazônica pela fotossíntese, não é? Então, começou aí, essa foi a historinha, e depois virou uma brincadeira,  e a gente, toda noite, contava uma historinha do carboninho e inventamos outras moléculas, o oxigênio, enfim, outros, brincando com esses temas que aparecem no projeto,  mas foi uma criação coletiva. Maria Clara: O Carboninho é um personagem que surgiu de um trabalho de campo. então foi uma coisa meio espontânea. E foi muito legal, porque assim, virou uma anedota interna, só que o David, ele viu como uma oportunidade de fazer divulgação de ciência para outros públicos, né?E aí, quando a gente conseguiu o fomento da FAPESP, ele quis implementar essa bolsa de jornalismo de ciência para escrever três episódios do Carboninho. Mayra: Quem está explicando é Maria Clara Guimarães, da equipe de comunicação do AmazonFACE. Maria Clara: Bom, meu nome é Maria Clara, sou linguista de formação, fui professora de segunda língua por 10 anos e quis mudar um pouco a carreira depois de um tempo, fazer algo com mais propósito. E aí eu resolvi fazer jornalismo de ciência, a especialização aqui no Labjor, e eu entrei no Amazon Face através de uma bolsa mídia-ciência e aqui ou lá estou desde então.  Gabriela: A comunicação do AmazonFACE acontece em três frentes principais. A primeira é o contato com a imprensa, com a produção de releases, comunicados, preparação dos pesquisadores para entrevistas e a realização de visitas de jornalistas ao experimento.  Mayra : A segunda é o diálogo com a sociedade, por meio de feiras de ciência, redes sociais e canais no site para receber dúvidas do público e a terceira é a comunicação com a comunidade científica, com a participação em congressos, publicação de artigos e divulgação dos resultados das pesquisas.   Gabriela: O projeto conta também com um comitê de comunicação, formado por representantes das instituições coordenadoras, responsável por definir diretrizes e estratégias, e com uma equipe de comunicação produzindo conteúdos, atendendo à imprensa e promovendo a divulgação científica das pesquisas, porque olha, assunto pra falar não falta Maria Clara–  Explicar o ciclo do carbono, explicar o programa Amazon Face, mas basicamente divulgação de ciência do clima, né, Entender o ciclo do carbono, entender como que a nossa forma de viver e de produzir é alta em liberação de carbono, em emissões de carbono.  Mayra: Da mesma forma que aconteceu com o carboninho, muitas iniciativas de comunicação do AmazonFACE surgem de forma espontânea, por iniciativa dos próprios pesquisadores. Vídeos, desafios nas redes sociais e registros feitos durante o trabalho de campo ajudam a aproximar a ciência do público e costumam gerar grande engajamento. Maria Clara:  Essa é uma estratégia de comunicação que nós temos, que surgiu, né, dos nossos pesquisadores, assim como a dancinha no Instagram, né, então a pós-graduanda do INPA, Clarice Saldanha, chamou a galera para fazer e eles fizeram, e é muito legal, e assim, no geral, essas estratégias espontâneas de comunicação, elas são as mais legais, né, mas lógico, a gente tem outras estratégias mais top-down, digamos assim, né, em que a gente propõe e pede, mas, no geral, a gente tem tentado criar uma cultura de divulgação de ciência entre os nossos cientistas. Então, pô, você vai a campo, faz um relato, se grava, tem um outro vídeo da Nathalie Martins que teve um, acabou de sair um paper dela, um artigo pela Nature Communications, e aí ela foi a campo, ela mandou imagens dela, e a gente tem uma parceria com a Bori, a gente trabalha muito junto a Bori, e aí eles fizeram um videozinho super bacana dela explicando o paper dela em que tinham cenas dela em campo fazendo coleta, então a gente tenta instituir isso entre os nossos pesquisadores, pô, vai lá em campo, faz uma foto, faz um vídeo, conta o que vocês estão fazendo, porque assim, a melhor forma de divulgar ciência, muitas vezes, é a humanização do cientista, né? Mayra: A Bori é uma agência de notícias que trabalha na aproximação entre jornalistas e cientistas, divulgando releases de pesquisas recentes pra imprensa. A ideia é aumentar a circulação dos estudos, e com o AmazonFACE não é diferente. Com uma pesquisa desse tamanho, na Amazônia e trabalhando com um tópico quente (com perdão do trocadilho), que são as mudanças climáticas, o projeto ganhou espaço da mídia brasileira.  Gabriela: E com isso, também surgem muitas dúvidas sobre o experimento. A Maria Clara contou que quando um tema gera dúvidas, interpretações equivocadas ou repercussão negativa nas redes sociais, a equipe transforma essas situações em oportunidades para esclarecer informações e criar conteúdos mais direcionados. Vídeos, publicações e materiais explicativos são produzidos para responder aos questionamentos do público e ampliar a compreensão sobre a pesquisa. Maria Clara – – Quando a gente fura a bolha e tem os vídeos da Folha de São Paulo, ou tiveram outras situações, fotógrafos que foram ao sítio e publicaram essas fotos, né, falam, ah, olha que experimento legal. As pessoas se questionam, pô, mas e isso na Amazônia? O que que é? é, não é uma coisa muito grave o que vocês estão fazendo, né? Então, a gente usa esse material,  esse conteúdo para explicar melhor o programa, né?Então, nesse caso específico, o que a gente fez? A gente pegou os comentários ruins e formulou perguntas para serem respondidas, né? Então, a gente não puxou um comentário ruim para fazer a resposta, mas a gente extraiu daqueles comentários perguntas pra responder aquelas provocações, né, então a gente fez uma série chamada Descobrindo Amazon Face, que foi uma parceria da comunicação da Amazon Face com a COCEN  então quando fomos a campo o Rafael Brandão me filmou falando e o Oscar Neto da COCEN  editou os vídeos, então ficou muito bacana, assim inclusive a gente sempre instiga as pessoas a nos trazerem perguntas, seja pelos nossos canais das redes sociais ou pelo nosso site que tem um canal aberto a gente sempre instiga as pessoas a nos falarem o que vocês não entendem ou o que incomoda dentro desse projeto pra que a gente responda realmente. Gabriela: A COCEN, que a Maria Clara citou, é a Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa aqui da Unicamp. O Cepagri, centro que o David trabalha, faz parte desse grupo.  Mayra: A divulgação científica do AmazonFACE também acontece fora dos laboratórios e da floresta. O projeto participa de feiras de ciência e eventos de extensão, onde utiliza maquetes dos anéis experimentais para explicar, de forma lúdica, como funciona a pesquisa. Maria Clara – E, assim, olhando do ponto de vista do trabalho de divulgação de ciência, uma experiência muito legal é explicar para a criança.  Assim, é incrível. Você olhar pra aquelas crianças olhando a maquete, assim, o que é isso? Aí, primeiro você prende elas perguntando, ai, quantos cientistas você conta? Que na maquete tem uns mini-cientistas espalhadinhos. Ai, quantos cientistas você viu? Ah, mas eu acho que tem um lá dentro que você não viu. E aí a gente começa a explicar o modo de produção, o jeito que a gente vive, o jeito que a gente come, tem alta emissão de carbono e que o gás carbônico é comidinha das plantas, né? Não é muito muito acurado cientificamente, mas tudo bem, né? Licença poética pra falar com as crianças. E aí a gente pergunta se no seu prato de comida tiver muito mais arroz que feijão. Você vai comer mais arroz? Não vai. E aí começa a explicar pras crianças que é isso que a gente tem que entender. Que como tem mais gás carbônico disponível, a gente precisa entender se as plantas vão consumir mais esse gás carbônico e pra onde esse gás carbônico vai. Aí eu brinco com ela, será que você vai engordar mais na barriguinha, na perninha, né, enfim. E será que isso vai mudar o jeito do seu corpo funcionar? Então são analogias, é muito legal, assim, conversar com as crianças, né.  Gabriela: O David ajudou a gente aqui pra explicar o que isso significa na prática, ainda que de um jeito não tão lúdico.   David:  Teoricamente, quando você aumenta o gás carbônico, que é um insumo básico da fotossíntese, as plantas aumentariam a sua produção fotossintética, aumentariam de tamanho, o acúmulo de biomassa e tal. Mas isso é só teoricamente.  [trilha de intervalo] Gabriela: A ideia faz sentido: se tiver mais fonte de alimento, que é o gás carbônico, mais as árvores vão crescer.  Mayra: Mas a coisa com a natura é que nem sempre, só porque uma ideia faz sentido, que ela acontece de verdade. Por isso é importante testar David: Houve já muitos estudos com espécies tropicais em laboratório, em pequenas estruturas, onde você consegue submeter a planta a uma concentração de CO2 elevada. Mas pensa comigo, as pessoas não conseguem colocar uma árvore de 30 metros dentro de um laboratório. E de certa forma é como você testar uma vacina em um bebê e achar que ela funciona para um adulto. Porque você está investigando uma plântula, uma plantinha em laboratório. Mayra: Um dos principais fatores que podem limitar o crescimento das árvores é a disponibilidade de nutrientes no solo. Cerca de 60% das florestas amazônicas estão sobre solos pobres em fósforo . David: Mas o fósforo é um elemento necessário para fazer membrana celular, é um elemento necessário para material genético, é um elemento necessário para molécula energética. Se vocês lembrarem daquela molécula ATP, que vai dentro da mitocôndria e tal, o P é fósforo ali.  Mayra: Sem fósforo suficiente, as árvores podem até absorver mais CO2 da atmosfera, mas têm dificuldade para transformá-lo em novos tecidos, como troncos, galhos e folhas. David: Você pode, para essas coisas básicas, formação de uma célula, componente de uma célula pode, colocar quantos CO2 você quiser ali que não vai acontecer nada. E isso, voltando lá no fio da meada, é uma péssima notícia para essas projeções de modelo que consideram que o efeito de fertilização por CO2 é forte, é duradouro e tal. Na verdade, essa limitação por fósforo mostraria que o efeito de fertilização por CO2, no máximo, é passageiro. É algo que a planta vai até um limite, na hora que não tiver mais fósforo não vai acontecer mais nada. Ela vai até absorver, ela pode absorver o gás carbônico, transforma isso em açúcares simples, glicose e tal, mas ela não tem como alocar para açúcares mais complexos, lignina, que é o que faz um tronco, por exemplo, de uma árvore, e ela vai respirar isso prontamente, vai usar esse açúcar Só para se manter Gabriela: Entender como as árvores, e na verdade a floresta como um todo, vão lidar com o aumento do gás carbônico na atmosfera é muito importante pra gente não cair em achismos.  David: porque o que o mundo quer, por exemplo, a Convenção do Clima da ONU, Que é que as florestas, num contexto de política climática, querem que as florestas absorvam mais carbono. E é isso que a gente quer saber. Quando você botar mais CO2, vai absorver mais carbono. Mas se não houver nutrientes, pode ser que não absorva. A floresta não só não vai nos salvar de mudanças climáticas, como ela estará mais vulnerável e suscetível às mudanças climáticas.Aí volta a história do tipping point, se você não tem um efeito, essas simulações de modelos de vegetação e clima mostram que, se você não tiver esse efeito de fertilização forte e persistente, as florestas estariam mais vulneráveis ao aumento de temperatura, redução de chuva e tal.  Mayra: Por enquanto, porém, essas ainda são hipóteses. Para responder a essas perguntas, o AmazonFACE reúne uma infraestrutura inédita na Amazônia. Além dos anéis experimentais, o projeto conta com um conjunto de guindastes que permite aos pesquisadores acessar diretamente o dossel da floresta, as copas das árvores, onde ocorrem processos fundamentais para entender esse cenário. Maria Clara:  E aí dentro do Amazon Face, uma experiência que assim, é de tirar o fôlego, é andar nos guindastes.-É assim, eu não canso de passar por essa experiência, são guindastes de 45 metros, que são uma ferramenta científica e eles dão acesso à copa das árvores com precisão para que os cientistas possam fazer medições que antes você tinha que cortar um galho e não eram tão corretas, não eram tão acuradas. David: Então eles vão numa gaiola toda protegida. Para fazer a medição de fotossíntese, de transpiração e outras coisas. Isso até agora era exclusividade na América tropical, na América, não era só na América do Sul. Era exclusividade do Instituto Smithsonian, na ilha de Barro Colorado, no Panamá. E não é mais. Agora a gente tem esses guindastes também que dão acesso a uma infraestrutura de pesquisa. Você pode fazer pesquisa dentro dos anéis, mas fora também, porque o braço vira do guindaste. Gabriela: Esses guindastes dão um pouco a dimensão do tamanho do experimento do AmazonFACE. Então não é de se surpreender que o experimento atraia bastante visibilidade da imprensa. Depois você dá uma olhada nas nossas redes sociais que vamos deixar umas fotos por lá. Parte do trabalho da Maria Clara é ajudar na logística nada simples que permite a ida de jornalistas até as torres.  Maria Clara: E aí é isso, entender qual pesquisador vai estar em campo, qual equipe, qual campanha, o que eles vão poder acompanhar, se vai interferir com os trabalhos de construção, porque é uma logística muito delicada.- Época do ano que é possível ir, porque tem épocas do ano que chove muito. Então, você vai receber uma equipe de jornalismo lá, não vai conseguir filmar nada. Então, tem toda essa parte de negociação de pessoas que nos procuram, porque o experimento é 80 quilômetros de Manaus, né? Então, você tem que pernoitar lá, se for filmar em dois dias. Tem uma série de documentos que têm que ser assinados. as pessoas que vão tem que ter seguro de vida enfim, uma série de detalhes que a gente tem que ir conversando e em agosto foi essa visita e a reportagem saiu em outubro então quase um ano de trabalho. Gabriela:. O projeto já despertou o interesse de veículos nacionais e internacionais, como a BBC, a EPTV, que produziu a minissérie Amazônia: Mãe da Ciência, e emissoras estrangeiras da Alemanha e dos Estados Unidos. Cada solicitação passa por avaliação do comitê científico, do comitê de comunicação e da equipe de logística, para garantir que a cobertura jornalística não interfira nas atividades de pesquisa e na operação do experimento. Maria Clara  – Mas também o que já aconteceu é deles pedirem para nós imagens e fazer a pauta à distância. Então a BBC soltou uma reportagem sobre a Amazon Face, bem grande, inclusive impressa, com imagens que nós tínhamos. Porque, além de a gente ter esses fotógrafos de grandes emissoras que vão, nós contratamos, acho que, dois ensaios fotográficos sobre Amazon Face com profissionais. Então, com o João Rosa, um fotógrafo de natureza, e com o Daudo Gaudieri, outro fotógrafo de natureza. Então, nós temos imagens muito bonitas para disponibilizar. Porque a gente sabe que receber os jornalistas em campo não é fácil, não só do ponto de vista do jornalista, mas do nosso, porque aquilo é um terreno muito precioso. Então, se alguém pisa num lugar errado, você está matando uma muda de árvore que pode um dia, enfim, fazer parte da nossa pesquisa. Tanto que quando nós vamos receber pessoas lá, tem umas gradinhas pretas que você joga no chão e você não pode pisar direto na terra, senão isso compacta o solo. Mayra: Essas imagens são usadas pra divulgar o projeto e podem ser enviadas pros jornalistas e veículos de comunicação. Eu achei isso muito legal, porque mostra bem a preocupação que o projeto tem com a comunicação, inclusive trazendo essa pegada mais artística junto.  Maria Clara- Esses ensaios nós fizemos pensando em divulgação de ciência e também para disponibilizar para jornalistas, mas também exposições artísticas. No Amazon Face, a gente já fez algumas residências artísticas, junto com o pessoal do Lab Verde, que é uma instituição que faz residências artísticas ligadas à natureza, ciência, natureza. Gabriela:  A ClimaCom, uma revista que também faz parte dos trabalhos aqui do Labjor e coordenada pela Susana Dias, também já fez uma residência chamada perceber-fazer floresta em parceria com o AmazonFACE.  [algum sonzinho que indique uma pausa pra anúncio] Mayra: A gente já fez um episódio com a Susana que também tem tudo a ver com esse aqui. Se você se interessa por mudanças climáticas, vai gostar de ouvir o episódio 214, sobre pesquisas que mostram os impactos do clima na paisagem sonora. Salva lá pra ouvir depois!   [repete som de antes] Mayra: Além da produção de conteúdos, o AmazonFACE incentiva  a preparação de seus pesquisadores para o diálogo com a imprensa. Os cientistas participam de sessões de media training, nas quais recebem orientações sobre como comunicar suas pesquisas de forma clara, objetiva e acessível para diferentes públicos. Maria Clara:  Toda vez que eu tenho a oportunidade de conversar com um grupo como um coletivo, eu falo da cultura de comunicação, a gente fala sobre eles mesmos divulgarem o próprio trabalho.- Então, nós tivemos uma bolsista mídia-ciência poliana, Poliana Martins, que também fez um trabalho dos cientistas, deles falarem da própria pesquisa em 30 segundos.  Gabriela: Um dos desafios da divulgação científica é conciliar o tempo dos pesquisadores. Mesmo  assim, o AmazonFACE tem buscado fortalecer uma nova cultura de comunicação, em que os cientistas reconhecem cada vez mais a importância de compartilhar seus trabalhos com a sociedade. Maria Clara: Ah, é, assim, eu acho que eu estruturei parte da comunicação do projeto, mas eu acho que dentro do projeto as pessoas já têm uma noção do que tem que acontecer dentro de uma comunicação, né? Então, o cientista, ele não se vê mais só como cientista, e ainda bem, né? Então, as pessoas têm noções de que a ciência, se for feita para ficar fechada, ela não faz sentido de ser. Porque se você faz um grande empreendimento na floresta amazônica, gasta dinheiro público, isso não reverte para a população, isso não faz sentido. Mayra: Pensando nesse retorno pra população, o AmazonFACE também possui uma frente socioambiental. A ideia é compreender como as mudanças climáticas e as transformações na Amazônia estão sendo percebidas pelas populações que vivem no território e com isso,incorporar conhecimentos e experiências de diferentes comunidades amazônicas. Quem coordena essa frente de pesquisa é o Marko Monteiro, que você já ouviu aqui contando a história do Carboninho.  Marko: Então a gente vai começar, se tudo der certo, se o dinheiro vier certinho, a gente vai começar a fazer pesquisas etnográficas, toda uma equipe lá envolvendo Manaus, Belém, várias instituições amazônicas, porque era um edital do CNPQ voltado para instituições amazônicas, essas equipes vão começar a fazer pesquisas com povos indígenas e vão tentar entender percepções, né? Ah, além da da questão agrícola, que afeta também esses esses povos e as esses saberes. Mas aí é um é um desafio muito grande. Como é que você integra conhecimentos locais, conhecimentos indígenas com um experimento calcado numa ciência tradicional? Ah, então, por enquanto, o experimento tá sendo né, desenvolvido numa chave da, né, das premissas da modelagem e da climatologia. Mas essas outros saberes certamente vão fazer parte. Gabriela: Até porque, já que o experimento está sendo conduzido na Amazônia, nada mais justo que a população local tenha conhecimento do que tá acontecendo, só que isso não é tão simples quanto parece. A Maria Clara comentou com a gente que, mesmo com toda a circulação em grandes jornais e até na imprensa fora do Brasil, o alcance local das estratégias de comunicação ainda é pequeno.  Mayra: Por isso, parte dos próximos passos do andamento do projeto é contratar uma pessoa do local, da Amazônia,  com experiência de trabalho jornalístico na região,  pra integrar a equipe de comunicação e tentar melhorar esse alcance.  [música de fundo] Maria Clara: Afinal de contas, a ciência do clima já existe desde os anos 80, dos anos 70. A gente já sabe que se a gente continuar produzindo da forma como a gente produz, vai dar ruim. ruim, né? E como comunidade científica é muito fácil cruzar os braços e falar, eu avisei, né? – Então, não adianta você fazer ciência se essa ciência não está chegando onde tem que chegar. Então, a comunicação tem parte nisso, só que existe também uma parte epistemológica do fazer científico e do fazer política e se aproximar, porque nós estamos dentro do MCTI como programa, né? Então, tem que aproveitar essa proximidade e desenvolver o que tem que ser desenvolvido, né?  Encerramento: Mayra : O AmazonFACE nasce da dúvida de como a floresta amazônica irá responder a um planeta com concentrações cada vez maiores de gás carbônico na atmosfera. Para responder a essa questão, o projeto criou uma infraestrutura científica inédita, Marko: Então, tem toda uma construção né, de torres, que vai tentar realizar isso. É, naquele trecho, por quilômetros e quilômetros em volta, não tem pessoas habitando ali. Ah, então muita gente acha que tem povos indígenas, ribeirinhos ou até casas ali perto que vão ser afetadas pelo experimento. Não é ah um experimento que é próximo de áreas habitadas. É uma área experimental há muitas décadas já. eh, então já é usado, é um trecho isolado da floresta. Tem fauna, tem eh muitas, né, muitos animais ali, além das plantas, mas não há seres humanos envolvidos no experimento, nem próximos do experimento. Não vai eh haver interferência. Porém, os resultados têm a possibilidade de esclarecer coisas sobre a floresta e as possíveis mudanças vão sim afetar as pessoas. muito, já estão afetando.  Marko: E isso é o que a gente tá tentando entender.A Amazônia vai colapsar como um sistema, você vai ter menos árvores mais vegetação rasteira, as chuvas vão diminuir, vão aumentar, a temperatura a gente já sabe que tá aumentando, os eventos extremos já estão aumentando, então secas, enchentes, isso tudo já existe, dados mostrando que a frequência vem aumentando e as pessoas já relatam, a gente fez trabalho de campo e já sabemos que as pessoas já estão sendo afetadas, então é importante separar essas duas coisas, né? As pessoas já estão sofrendo mudanças climáticas agora. Há um tempo, alterações que elas percebem e que afeta concretamente as suas vidas. O experimento não está sendo realizado próximo de pessoas e tenta responder essas perguntas, né? Do que poderia acontecer com relação ao CO2 elevado. Gabriela: As mudanças climáticas já são uma realidade. No entanto, com o avanço da desinformação e do negacionismo, o desafio de comunicar a ciência é ainda mais desafiador. Maria Clara:  Isso também é uma questão de comunicação, né, gente? Como que você aborda incertezas científicas, que é o grande motivador do projeto, são as incertezas científicas acerca das mudanças climáticas, né? Então, como que você lida com incerteza científica em épocas de negacionismo? Então, as pessoas querem uma afirmação. A floresta vai sobreviver ou a floresta vai mudar para esse lado. E os modelos matemáticos têm essa pretensão de fazer previsões, só que eles não têm…Não é que eles não têm… Modelos matemáticos são baseados em dados do presente ou do passado. Para você saber se ele está indo bem, digamos assim, você tem que olhar para dados do futuro. E é por isso que existe o experimento. Mayra:  Mais do que prever o que acontecerá, o desafio é compreender como as pessoas reagem às evidências e aos cenários que a ciência projeta para o futuro. Marko:  Existe essa construção de uma ideia de previsão de futuro. Ah, eu acho bastante complicado, né, achar que a gente vai prever Mas o que eles colocam é também essa redução de incerteza. Do meu ponto de vista, entendendo a ciência como construto social, uma prática social. É, o interessante é ver como é que a gente tenta antecipar o futuro para fazer coisas no presente.Então um pouco a minha pegada é essa de tentar ver como é que a gente está reorientando a nossa prática para esse futuro que a gente acha que vai vir. Se ele vier ou não, se ele vai chegar ou não, se a gente prevê ou não, isso é menos importante para mim a pesquisa. Mais importante é ver o que as pessoas fazem em função desse futuro, como é que elas reorientam ou ignoram. esse futuro previsto. Como é que elas tentam prever o futuro, também é muito interessante, né? Tentar produzir uma máquina para olhar para o futuro.  Gabriela: Este episódio foi produzido e roteirizado por mim, Gabriela Andrietta, com revisão da Mayra Trinca, que coordena o  Oxigênio junto com a Simone Pallone.  Mayra: A edição de áudio foi feita pelo Guilherme Lopes e pela Juliana Lopes. A vinheta do podcast foi criada pelo músico Elias Mendez. A trilha sonora é da biblioteca de áudio do youtube. Gabriela: O Oxigênio é um podcast produzido pelos alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da UNICAMP e colaboradores externos. Tem parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação da UNICAMP.  Mayra: Você encontra todos os episódios no site oxigenio.comciencia.br e também na sua plataforma de podcasts favorita. Inclusive, lançamos há pouco tempo o Oxigênio no Youtube! Se você acompanha podcasts por lá, procure a gente: Oxigênio Podcast. No Youtube, no Instagram e no Facebook.  Já segue pra não perder nenhum episódio. Muito obrigada por escutar até aqui. [VINHETA ENCERRAMENTO] Trilha: Mysteries

DozeCast - Cardiologia
Microplástico: o novo fator de risco cardiovascular? - Ft. Fernanda Batista, PhD (DozeCast 237)

DozeCast - Cardiologia

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 59:56


Microplástico já foi encontrado na placenta, no sêmen, no cérebro e até dentro da placa de ateroma da carótida. A dúvida que fica: isso é causa de doença cardiovascular ou só um espectador que estava passando por ali?Para destrinchar esse tema, o DozeCast recebeu Fernanda Batista, farmacêutica pela USP Ribeirão Preto, com mestrado, doutorado e pós-doutorado pela USP São Carlos e coordenadora do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Dante Pazzanese. Fernanda lidera pesquisas próprias sobre microplásticos em pacientes cardiopatas e traz uma leitura rigorosa, sem sensacionalismo, sobre um assunto que virou febre nas redes sociais.O dado que mais chama atenção no episódio: num estudo com pacientes de cateterismo, microplástico no sangue apareceu em 84% dos casos de infarto com supra de ST. Mas quando tabagismo e poluição do ar entraram na conta, esse número foi pra 100%. Ou seja, antes de acusar o pote de plástico da cozinha, talvez o fator de risco de sempre ainda seja o verdadeiro responsável pela história.Episódio para cardiologistas, residentes e estudantes que já foram questionados por um paciente sobre microplástico e não sabiam bem o que responder.⏱️ Minutagem:00:00 Abertura do episódio 01:45 Apresentação da convidada Fernanda Batista 02:38 O estudo que colocou o microplástico no radar da cardiologia 03:37 Devo me preocupar com plástico no dia a dia? 07:03 O que é microplástico e nanoplástico, na prática 10:01 Por que aquecer comida em plástico acelera a exposição 11:50 As três vias de absorção: pele, inalação e ingestão 13:40 Bioacumulação na cadeia alimentar 16:01 Cosméticos, garrafa de água e poluição do ar como fontes 19:19 Como o plástico é formado, na prática 20:38 Em quais tecidos do corpo já se encontrou plástico 22:26 Dentro do estudo da carótida: placa, macrófago e hazard ratio 5 23:28 O estudo de julho com pacientes de cateterismo 27:34 Por que ainda não existe padronização pra medir microplástico 29:08 Os fatores confundidores que todo estudo precisa descartar 31:01 Tabagismo e poluição do ar: o verdadeiro fator por trás dos números 35:11 Os dois estudos do Instituto Dante Pazzanese 41:22 O mito dos 5 gramas de plástico por semana 44:41 O que o cardiologista deve (e não deve) fazer no consultório 46:52 "Detox de microplástico": por que essa promessa não existe 51:50 Os números globais da produção de plástico 56:40 Recado final: confie na ciência

Roda Viva
RODA VIVA | PAULO BLIKSTEIN | 17/08/2026

Roda Viva

Play Episode Listen Later Aug 18, 2026 80:30


Nesta segunda-feira (17), o Roda Viva, da TV Cultura, recebe Paulo Blikstein, professor titular de Educação e afiliado ao Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Columbia. Professor e pesquisador, ele participa do programa para discutir as transformações provocadas pela inteligência artificial na sociedade e, especialmente, os impactos da tecnologia na educação e no desenvolvimento das crianças.À medida que a inteligência artificial avança, o formato tradicional das salas de aula também passa por mudanças. Quais são os riscos para as crianças? Como utilizar essas ferramentas sem comprometer a aprendizagem? E quais são os limites e os cuidados necessários para que a tecnologia contribua para a educação sem desumanizar o ambiente escolar? Blikstein dirige o Centro Lemann de Estudos Brasileiros, a Iniciativa Paulo Freire e o Laboratório de Tecnologias Transformadoras da Aprendizagem, na Universidade de Columbia. Com passagens pelo MIT Media Lab e pela Universidade Stanford, o pesquisador brasileiro estuda como a tecnologia pode transformar os processos de ensino e aprendizagem.Durante a conversa, Blikstein também apresenta reflexões de sua obra recém-lançada, A Sociedade que Aprende, publicada pela MIT Press, e aborda os desafios de uma sociedade cada vez mais impactada pela inteligência artificial.Apresentado por Ernesto Paglia, o Roda Viva vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, no canal da TV Cultura e no YouTube!#RodaViva #TVCultura #SomosCultura #PauloBlikstein

Podcasty Aktuality.sk
PočúvAI: Keď AI uniká z laboratória a útočí na internet

Podcasty Aktuality.sk

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 34:19


Umelá inteligencia uniká z testovacích laboratórií a nový trend vibe codingu zaplavuje slovenské firmy.Kým sa firemné bezpečnostné tímy snažia vyrovnať s nekontrolovaným AI kódom a nečakanými únikmi pokročilých agentov, bojisko o ucelené pozemky pre dátové centrá mení obyčajné lúky na lukratívne miliónové lokality.Zároveň však prichádzajú aj fascinujúce technologické prielomy. OpenAI úspešne spája sily so svojím Codexom a prináša plnohodnotného agenta s režimom “Work” priamo do desktopovej verzie. Meteorologický model Weather Next od Google DeepMind navyše prepisuje históriu, keď dokáže predpovedať ničivé hurikány s bezprecedentným predstihom.O týchto, ale aj ďalších témach zo sveta umelej inteligencie, sa rozprávajú redaktori magazínu Živé.sk v novom vydaní podcastu PočúvAI.V podcaste sa dozviete aj o týchto témach:Prečo americká farmárka odmietla ponuku na 26 miliónov dolárov za predaj svojho pozemku pre dátové centrum a aké prísne kritériá musia lokality spĺňať.Ako testovaný systém modelov obišiel interné reštrikcie, využil nezdokumentované chyby a týždeň útočil na platformu Hugging Face.Ako modely v testoch britského inštitútu AIS infikovali open-source knižnice na GitHube škodlivým kódom, posielali phishingové maily a nechávali odkazy budúcim AI agentom.Aké vážne bezpečnostné riziká prináša kód vygenerovaný nadšenými zamestnancami a prečo majú ITčkári bezsenné noci.Ako funguje nový integrovaný desktopový agent a prečo by sme mali byť opatrní pri prideľovaní plných systémových práv na našich diskoch.Ako špecializovaný model s 80-percentnou istotou predpovedal vznik hurikánu Melissa 5 dní vopred a ako spracováva nekvalitné meteorologické dáta.Ďalšie detaily nájdete v článku: https://zive.aktuality.sk/clanok/vY7tzU0/ai-uteka-z-klietky-premotivovane-modely-hackuju-cudzie-firmy-a-google-meni-predpovedanie-pocasia-dalsie-novinky/ Podcast pripravuje magazín Živé.sk.

Oxigênio
#224 – Data centers e a infraestrutura das IAS no Brasil

Oxigênio

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 65:22


A ascensão acelerada das ferramentas de inteligência artificial generativa aprofundou um problema que elas não criaram, mas elevaram a outra escala. São os data centers: infraestruturas gigantescas que demandam quantidades absurdas de energia, água e território para funcionar. Sem data center, não existe inteligência artificial — e é com essa chantagem que as grandes empresas de tecnologia tentam convencer a sociedade de que o nosso uso cotidiano de ferramentas de IA, como os chatbots, exige aceitar, sem questionamento, a expansão dessas infraestruturas. O Brasil está no centro desse debate por múltiplos motivos: pela matriz energética majoritariamente limpa, pelo suposto excedente energético disponível e pela riqueza de minerais estratégicos, como as terras-raras. Mas também por razões políticas. No cenário internacional, a política externa brasileira tem defendido a soberania digital e mecanismos globais de governança para a inteligência artificial. Internamente, porém, a história é outra. O PL 278/2026 está em vias de aprovação no Senado e incorporou uma medida provisória formulada pelo governo federal para ATRAIR data centers ao Brasil, iniciativa que até então recebia o nome de REDATA. Enquanto isso, populações atingidas pela instalação dessas infraestruturas e organizações da sociedade civil vêm tentando disputar os rumos dessa política e construir formas mais justas de regulação, que estabeleçam responsabilidades concretas para as empresas de IA e para a indústria de data centers. Uma das organizações que está liderando o debate público sobre o tema é o LAPIN, o Laboratório de Políticas Públicas e Internet. Neste episódio, o antropólogo e jornalista Yama Chiodi (@yamachiodi) conversa com Cynthia Picolo (@ cynthia_picolo), advogada e diretora-presidente do LAPIN — Laboratório de Políticas Públicas e Internet. C Este episódio é uma parceria do ANPOCS Pública e o Oxigênio. Obs.: Por ter sido produzido em parceria com a ANPOCS Pública (@anpocs), seguimos o modelo da parceira e não dispomos do roteiro completo da entrevista.  

Debate da Super Manhã
A violência no Brasil e em Pernambuco

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 49:41


Debate da Super Manhã: Dados da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil registra a menor taxa de mortes violentas da série histórica iniciada em 2012. No entanto, o crescimento da violência contra mulheres, crianças e adolescentes, o aumento da letalidade policial e a expansão dos crimes praticados no ambiente digital demonstram que a segurança pública está em transformação e demanda respostas igualmente inovadoras. No debate desta quarta-feira (5), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre os resultados do Anuário no Brasil e em Pernambuco. Entre os temas, estarão os indicadores de homicídios, feminicídios e roubos, além da discussão sobre possíveis ações para melhorar os índices de violência e fortalecer as políticas públicas de segurança. Participam o secretário de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), Alessandro Carvalho; o pesquisador, consultor e especialista em Governança, Estratégias e Sistemas de Segurança Pública; e pesquisador do Laboratório de Governança, Risco e Conformidade (LABGRC/UFPE), do Laboratório de Apoio à Criação e Inovação (LACAI/UFPE) e do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas e Ciminalidade (NICC/UFPE), Armando Nascimento; e o jornalista Raphael Guerra, titular da Coluna Segurança do Jornal do Commercio

Inteligência Ltda.
032 - COVID CRIADA EM LABORATÓRIO? FALAS DO RENAN SANTOS - CASO FAUCI e MAIS

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 143:29


FERNANDA COMORA e MADELEINE LACSKO são jornalistas e RICARDO MARCÍLIO é especialista em geopolítica. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar, junto do Vilela, as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, DR. ROBERTO ZEBALLOS, MELLANIE FONTES-DUTRA, EMÍLIO GARCIA, BIÓLOGO HENRIQUE e DANUZIO NETO. O Vilela ainda compra jornal mas é pra amadurecer bananas.Operação Lucro 2x: Acompanhe a live no dia 11/08, às 20h, e acompanhe o plano por trás do crescimento do G4 e Grupo Primo. https://on.g40.co/inteligencia_marcilio_fernandaO Estratégia Concursos disponibilizou um mapa interativo, com todos os concursos abertos, previstos e autorizados em todo o país. Acesse o link para conhecer o Mapa dos Concursos e encontrar o concurso mais próximo de você. https://estr.at/4vWKPcS

O Assunto
A volta do fantasma da AIDS no mundo e o aumento de casos no Brasil

O Assunto

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 27:41


Convidada: Beatriz Grinsztejn, médica infectologista, pesquisadora, presidente da IAS (International AIDS Society) e diretora do Laboratório de Pesquisa Clínica em IST e Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz. Ao longo de mais de quatro décadas, os avanços da ciência transformaram o HIV de uma sentença de morte em uma infecção que pode ser tratada e prevenida com medicamentos cada vez mais eficazes. Mas um novo relatório do UNAIDS aponta que cortes no financiamento internacional, redução dos serviços de prevenção e o avanço de políticas que restringem direitos de populações mais vulneráveis colocam em risco décadas de progresso no combate ao vírus. Embora as mortes relacionadas à AIDS estejam no menor patamar em 30 anos, a ONU afirma que o objetivo de eliminar a doença como ameaça à saúde pública até 2030 corre risco. O Brasil segue como referência no acesso ao tratamento, mas também aparece entre as 21 nações que registraram aumento de novos casos de HIV. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com a infectologista Beatriz Grinsztejn sobre o que explica esse cenário e quais são os principais desafios para evitar um retrocesso no combate ao HIV. Ela analisa o impacto dos cortes no financiamento internacional, do enfraquecimento das políticas de prevenção e do avanço de medidas que ampliam a vulnerabilidade de grupos mais expostos ao vírus. Também explica por que os casos voltaram a crescer no Brasil, apesar dos avanços científicos no tratamento e na prevenção.

Oxigênio
#223 – Existe vida nos oceanos das luas geladas?

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 38:58


Algumas das luas de Júpiter e Saturno têm sido objetos de interesse da astrobiologia há tempos. Novas missões estão a caminho para explorar alguns desses satélites e procurar  condições de habitabilidade que podem estar em grandes oceanos debaixo da superfície. Aqui na Terra, o estudo de organismos que vivem e se reproduzem em ambientes considerados extremos, os extremófilos, pode ajudar a entender como a vida pode se adaptar a condições de temperatura extremamente baixa, entre outros estressores. Para tratar do tema, o repórter Danilo Albergaria conversou com as pesquisadoras Amanda Bendia e Maria Eduarda Nascimento, ambas do Instituto Oceanográfico da USP, Rosaly Lopes, da NASA e Douglas Galante, do Instituto de Geociências, também da USP. Este é o terceiro episódio de uma série produzida pelo Danilo, com apoio do Programa Mídia Ciência, da FAPESP. _________________ Roteiro Danilo: Nos dois primeiros episódios do podcast Oxigênio dedicados à astrobiologia, falamos da busca por vida em exoplanetas e em Marte. Desde os anos 60, Marte foi o objeto que mais capturou as atenções dos cientistas interessados em entender se a vida pode ter surgido e  persistido em outros lugares do sistema solar. Mas esse panorama tem mudado nas últimas décadas. Desde as missões Galileo e Cassini, algumas das luas que orbitam Júpiter e Saturno entraram no rol de mundos com potencial de oferecer condições habitáveis à vida como a conhecemos. Novas missões espaciais estão a caminho ou em fase final de preparação para explorar algumas das luas dos gigantes gasosos. Entre os seus objetivos está entender melhor as potenciais condições de habitabilidade nos grandes oceanos debaixo da superfície dessas luas – ou seja, os cientistas querem saber se esses lugares oferecem condições suficientes para que seres vivos sobrevivam. Nesse episódio, eu entrevistei quatro cientistas que trabalham direta ou indiretamente com isso. Com eles, vamos explorar o que sabemos – e o que ainda não sabemos – sobre as luas geladas do sistema solar. Será que pode existir vida nesses lugares? É isso o que muita gente que pesquisa astrobiologia quer saber. [Vinheta] Danilo: Algumas das missões mais importantes da exploração espacial do presente e do futuro próximo estão destinadas às luas de Júpiter e Saturno. Vamos falar primeiro das que vão explorar a vizinhança de Júpiter.  A sonda JUICE, acrônimo para “explorador das luas geladas de Júpiter” em inglês, foi lançada pela ESA (a agência espacial europeia) em 2023 para explorar Ganimedes, Calisto e Europa, três das quatro luas de Júpiter chamadas de galileanas. O quarteto foi observado pela primeira vez há mais de 400 anos por Galileu Galilei. A não ser pela nossa própria Lua, nenhuma lua do sistema solar é visível a olho nu. Galileu foi o primeiro a observar as luas de Júpiter usando um telescópio, invenção recente que tinha sido aprimorada por ele. As luas galileanas de Júpiter são relativamente grandes. Embora ainda sejam objetos bem menores do que a Terra, Ganimedes e Calisto são um pouco maiores do que a nossa Lua, enquanto a  Europa é um pouco menor. A quarta lua, a Io – um verdadeiro inferno vulcânico, e que não estava no radar de estudos da missão de 2023 como as demais, é praticamente do mesmo tamanho da nossa Lua.  A JUICE está a caminho do sistema joviano, ou seja, Júpiter e suas luas, mas ainda se encontra na vizinhança da Terra. Ela deve se aproximar de novo de nós para pegar embalo com a gravidade do nosso planeta, que vai estilingar a sonda para o sistema solar externo. A JUICE deve chegar aos arredores de Júpiter em julho de 2031. Outra sonda, a Europa Clipper, da NASA, foi lançada em outubro de 2024 para investigar, como o nome sugere, a lua Europa, a mais interessante das luas de Júpiter. A estilingada da Europa Clipper, ao passar perto da Terra, vai acontecer um pouco depois da passagem da JUICE – vai ser em dezembro de 2026, mas a Clipper deve chegar antes à vizinhança de Júpiter, em abril de 2030. A Clipper vai orbitar Júpiter e passar bem pertinho da superfície de Europa umas 50 vezes. Além das duas missões ocidentais, a China está planejando lançar uma sonda em 2029 para chegar a Júpiter em 2035 e explorar as luas Calisto e Ganimedes. Por que tanto interesse nessas grandes luas de Júpiter? Como eu já indiquei no começo do episódio, existem muitos indícios e evidências indiretas de que Europa, Calisto e Ganimedes têm enormes oceanos debaixo de uma espessa superfície gelada. A estimativa é de que cada uma dessas três luas tenha corpos de água líquida maiores do que todos os oceanos terrestres. Conversei sobre isso com o Douglas Galante, professor do Instituto de Geociências da USP e um dos pioneiros da astrobiologia no Brasil – ele é vice-coordenador do AstroLab, da USP, o primeiro laboratório dedicado à pesquisa em astrobiologia no país, fundado em 2011 por Douglas, pelo químico Fabio Rodrigues, atual coordenador do laboratório, e pelo Ivan Paulino-Lima, que hoje é pesquisador na NASA. Douglas: Uma coisa sempre interessante quando a gente pensa nessas luas geladas que eu sempre falo é que a gente adora falar que a Terra é o planeta água, algo que ficou popularizado, e a gente esquece de pensar que nessas luas de Júpiter e Saturno a gente tem mais água do que aqui na Terra. É em cada uma delas. Então a gente é muito presunçoso. Europa, os modelos mostram que ela pode ter um oceano de 100 quilômetros de profundidade. A gente não consegue imaginar o que são 100 quilômetros. O ponto mais profundo aqui na Terra, da Fossa das Marinas, são 11 quilômetros. Imagina 10 vezes mais. Danilo: Ganimedes, a maior lua de todo o sistema solar, deve ter um oceano seis vezes maior do que todos os oceanos da Terra combinados. Mas esses enormes corpos de água líquida não estão na superfície das luas, e sim debaixo de superfícies congeladas que podem chegar a centenas de quilômetros de espessura. Júpiter está cinco vezes mais distante do Sol do que a Terra, e o frio a essa distância do Sol impossibilita a existência de água líquida na superfície das luas. O Douglas chamou a atenção para o fato de que essas luas estendem possível habitabilidade para além da região em que a Terra orbita, mais próxima do Sol e que permite água líquida na superfície. Douglas: Mas o que eu acho super interessante, que eu sempre coloco, é que as luas dão um indicativo de habitabilidade que é maior do que a gente conhecia. Quando a gente olha os conceitos de habitabilidade tradicionais, que definem a zona de habitabilidade estelar, que é a presença de água líquida na superfície, as luas são ambientes crípticos que obtêm energia para manutenção da água líquida a partir da interação gravitacional com seus planetas hospedeiros. Danilo: Ok, mas se a superfície é gelada demais para ter água líquida, como esses oceanos podem existir? A explicação é a seguinte: o decaimento radioativo dos elementos que formam o núcleo das luas gera calor considerável de forma mais ou menos constante, parecido com o que acontece com o núcleo da Terra. Mas isso é só parte da explicação. Entra, então, o chamado “aquecimento de maré”. Conforme a lua se desloca na órbita do planeta gigante, a atração gravitacional do planeta não é uniforme: como a órbita não é circular, mas elíptica (ou “ovalada”), as luas às vezes estão um pouco mais perto e às vezes um pouco mais longe do planeta. Isso produz um efeito de “estica e puxa” que estica e comprime a lua, e isso gera calor entre as suas camadas internas. Também entra aí o fato de que as órbitas de Ganimedes, Io e Europa estão em ressonância, ou seja, enquanto a Io completa uma volta, a Europa completa duas, e a Ganimedes, quatro, o que aumenta a excentricidade de suas órbitas (ou seja, estica um pouco a elipse). Nesse processo, a própria variação na distância entre as luas gera uma interação gravitacional que contribui para o efeito de aquecimento de maré. Além disso, a provável presença de sais nos oceanos faz com que o ponto de congelamento diminua, mantendo a água em estado líquido. A JUICE e a Europa Clipper serão importantes para entender melhor as superfícies das luas e colher dados indiretos que indiquem algumas características desses oceanos, incluindo informações sobre se eles oferecem condições habitáveis para a vida como a conhecemos. Água líquida é uma das condições necessárias. Mas como os cientistas vão fazer para saber o que mais pode haver nesses oceanos?  [Música] Danilo: Para entender como os cientistas vão fazer para saber mais sobre as luas geladas, eu conversei com a Rosaly Lopes, que é diretora de ciências planetárias do JPL, o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Ela teve atuação importante na missão Galileo, que explorou as luas de Júpiter entre 1995 e 2003.  Rosaly: Eu trabalhei na missão Galileo e a missão Galileo foi que descobriu que a Ganimedes e a Europa tinham oceanos de água líquida debaixo de uma crosta de gelo, principalmente Europa. Aí o pessoal fica muito entusiasmado porque Europa, nós sabemos que tem calor no interior, tem sinais de criovulcanismo, criovulcanismo é o vulcanismo que traz essa água líquida do interior para a superfície. E são três coisas essenciais para existir vida, vida como a nossa: água, energia, como calor, como vulcanismo, e material orgânico. Nós não sabemos muito sobre o material orgânico em Europa. Sabemos mais em Encélado e Titã, por exemplo. Eu também trabalhei na missão Cassini. Mas a missão que está indo agora para a Europa vai estudar justamente os depósitos da superfície para ver se é material orgânico ou não. Danilo: Encélado e Titã são luas de Saturno, e a Cassini foi a missão da NASA que explorou o sistema saturniano entre 2004 e 2017. Vamos falar delas daqui a pouco. Por ora, o que a Rosaly falou sobre possível criovulcanismo (ou vulcanismo gelado) em Europa é importante porque pode ser um dos mecanismos pelos quais parte do oceano do interior poderia ser expelida em enormes plumas de vapor de água e gelo. Não é algo completamente diferente de vulcões expelindo o magma do manto terrestre para a superfície. A Europa Clipper carrega instrumentos capazes de fazer medições que vão ser usadas para distinguir se essas plumas contêm material vindo do oceano profundo ou de pequenos reservatórios mais próximos da superfície. As pistas de criovulcanismo na superfície incluem anomalias de temperatura em determinadas regiões – mais quentes do que o esperado – além da presença de características que lembram fluxos de erupções ou de derretimento de geleiras aqui na Terra. Aliás, junto com a ausência de crateras de impacto de grande porte, isso indica que a superfície de Europa é jovem, devendo ter entre 50 e 100 milhões de anos. Em comparação, a superfície de Marte e da nossa Lua, formadas há bilhões de anos, tem muitas dessas grandes crateras, o que indica que a superfície não se renova. Ao examinar a superfície de Europa com a Clipper, os cientistas vão poder fazer inferências sobre seu interior. Mas a sonda não vai pousar na superfície da lua. Em vez disso, ela vai orbitar Júpiter e fazer 44 rasantes sobre Europa.  Douglas: Na verdade, ela não vai nem orbitar a Lua, ela vai ficar fazendo flybys em volta da Lua, vai fazer rasantes na Lua, e quando ela faz esses rasantes, ela faz uma série de imagens de alta resolução, faz medidas espectroscópicas para medir a composição, mas ela não vai, de fato, acessar diretamente o potencial oceano líquido que existe ali debaixo. E daí todo mundo pergunta, mas porque a gente não simplesmente pousa na superfície da Lua, faz um furo, mede a água e vê o que tem ali e pega um atum europeano, sei lá. Então isso é uma coisa complicada, porque o oceano de Europa tem 100 km de profundidade. A crosta, a gente fala que é uma crosta fina, mas fina, de 10 km de espessura. A gente tem que lembrar que as calotas polares aqui no nosso planeta têm de 4 a 4,5 quilômetros de profundidade.  Danilo: Pesquisadores estão explorando a potencial habitabilidade de oceanos de subsuperfície das luas analisando os seres vivos encontrados em condições muito adversas, extremas. A Amanda Bendia é professora do Instituto Oceanográfico da USP e coordenadora do ExtreMar, o Laboratório de Extremófilos Marinhos do instituto. Extremófilos são microrganismos capazes de viver em condições extremas e a Amanda é especialista em extremófilos marinhos de ilhas vulcânicas da Antártida. Lá existem fumarolas submarinas habitadas por micróbios adaptados a um ambiente com variação extrema de temperatura. Ela destaca o problema de conceber como microrganismos poderiam se adaptar às pressões muito altas que o oceano de Europa deve ter.  Amanda: Aqui na Terra, falando de extremófilos, a gente já encontrou vida nos mais extremos possíveis, desde a profundidade máxima do oceano até a mais alta atmosfera. Só que a profundidade máxima do nosso oceano é perto de 11 quilômetros, que fica naquela região das fossas marianas. Em Europa, é estimado que o ponto mais fundo seja ali perto de 100 quilômetros, então é 10 vezes quase mais profundo do que a nossa maior profundidade. Então, é um desafio a gente tentar entender como uma forma de vida ali poderia sobreviver a uma alta pressão como essa. Danilo: A Maria Eduarda Nascimento é doutoranda orientada pela Amanda, também no Instituto Oceanográfico da USP. A pesquisa dela envolve criar modelos computacionais para entender como possíveis comunidades de microrganismos poderiam subsistir no interior de oceanos de subsuperfície de luas geladas por meio de quimiolitoautotrofia – que é um nome sofisticado para descrever como alguns micróbios aqui na Terra se alimentam de compostos inorgânicos – como minerais e rochas – sem precisar de oxigênio e da luz do Sol. Os oceanos das luas geladas podem estar em contato com um interior quente e isso, dependendo dos elementos e compostos disponíveis, pode sustentar vida microbiana quimiolitoautotrófica. A gente vai falar disso daqui a pouco, porque a Maria também conversou comigo sobre alguns dos instrumentos da Europa Clipper. Maria: Ela tem o REASON, que é um radar para ver o quão grande é essa crosta de gelo e a estrutura. Ele tem um magnetômetro que é pela deformação no campo magnético que a gente sabe que tem um oceano, que a água salgada do mar acaba mexendo nesse campo eletromagnético, que a gente sabe que os elétrons da água salgada criam essa deformação no campo. Então a gente tem esse, que daí vai dizer quanto profundo é, vai dizer quão realmente muito profundo é. Qual é a salinidade? Vai ter um espectrômetro de massa também na Europa Clipper, então vai analisar esses gases na atmosfera por espectrometria. Danilo: A Clipper não vai ter como procurar diretamente por sinais de vida, buscando bioassinaturas, mas vai ser capaz de colher dados que vão poder indicar se o oceano é habitável ou não. Morando há décadas nos Estados Unidos, a Rosaly fala das bioassinaturas no inglês, biosignatures. Ela também falou sobre alguns dos instrumentos da Europa Clipper. Rosaly: Tem um que nós chamamos MASPEX, que é um espectrômetro de massa. Ele vai poder analisar gases perto de Europa. Se tiver pluma trazendo material do interior, isso vai ser uma beleza. Se não tiver pluma, aí depende de quanto material deve ter saído do interior. Também tem um Surface Dust Analyzer, que pode analisar partículas de poeira, dust é poeira. E existem sempre em todos os planetas e luas pequenos impactos de micrometeoritos e que estão colocando para fora partículas da superfície de Europa. Então, esse instrumento vai analisar a composição dessas partículas. E também, se tiver pluma no interior, colocando material para a superfície, também esse instrumento vai ser muito importante.  Nós vamos saber, por exemplo, mais sobre a espessura da crosta de gelo, se tem plumas trazendo material do interior para a superfície, se tem depósitos dentro da crosta de gelo que são, digamos, líquidos, que em vez de estar abaixo no oceano, estão mais perto da superfície. Está saindo algum material e nós sabemos que tem composição e cor diferente em umas regiões que chamam de Chaos Terrains, regiões caóticas, onde mais material veio do interior. E poder analisar a composição desse material, se tem material orgânico ou não. Então, [a sonda] vai também nos dizer muito mais sobre a lua Europa. Mas não é uma missão para detectar a vida, nem biosignature. Danilo: Diferentemente da Clipper, a JUICE (lançada pela ESA, a agência espacial europeia) não vai prospectar somente Europa, mas também Ganimedes e Calisto. Na verdade, o foco principal da missão da agência espacial europeia é a maior lua de todo o sistema solar, Ganimedes, a única que tem campo magnético próprio. A sonda vai orbitar essa grande lua, mirando entender sua estrutura interna, buscando mais informações sobre a extensão de sua crosta gelada, o volume de seu oceano, e caracterizar seu campo magnético. A sonda também vai fazer rasantes sobre Europa e Calisto para identificar locais mais interessantes para o pouso de futuras missões. O objetivo declarado da missão é entender as condições de habitabilidade oferecidas pelas três luas jovianas. Mas, claro, as luas de Júpiter não são as únicas que interessam para a astrobiologia. [Música] Danilo: Orbitando Saturno estão dois mundos que vêm chamando a atenção dos pesquisadores interessados na busca por vida fora da Terra há décadas: Titã e Encélado. Titã é a maior lua de Saturno – no sistema solar, ela só é menor do que a Ganimedes. Vamos falar de Titã daqui a pouco. Encélado é uma lua pequena – ela ainda tem tamanho mais do que suficiente para, com a própria gravidade, ter se tornado um objeto redondo, mas tem 15% do diâmetro da nossa Lua. A superfície dela, congelada, quase inteiramente branca com detalhes azulados, foi observada de perto pela primeira vez em 1980 e 81 quando as sondas Voyager visitaram o sistema saturniano. Se já era intrigante, Encélado se tornou um dos objetos mais interessantes do sistema solar com os indícios de que ela, também, possui um oceano de subsuperfície. A sonda Cassini, que começou a explorar o sistema de Saturno em 2004, observou Encélado ejetando plumas de materiais que devem compor esse oceano. Em três oportunidades, em 2008, 2012 e 2015, a Cassini deu rasantes – a uns 50 quilômetros de distância da superfície de Encélado – passando pelas plumas para analisar o que tinha ali. A Rosaly, que trabalhou na missão, falou um pouco sobre os achados. Rosaly: Encélado, o que é muito interessante é que esse líquido está em contato direto com o interior, a crosta do interior, porque foram detectados sais na pluma. Então, quer dizer que esse material está vindo direto do oceano. E nós sabemos que o oceano está em contato com o interior, que tem material orgânico também, sílica. Então, esse material está vindo direto do oceano até a superfície e você pode, digamos, colher esse material, voar pela pluma e colher o material.  Danilo: Com a Cassini, descobrimos indícios de que o oceano de Encélado tem materiais orgânicos e os seis elementos químicos essenciais para a vida: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre. Eu também pedi para a Amanda explorar um pouco mais o que sabemos do oceano de Encélado a partir das plumas. Ela vai mencionar algo muito importante: as fontes hidrotermais.  Amanda: lá em Encélado é legal que tem umas plumas que são ejetadas em direção à superfície. E aí a Cassini passou de rasante nessas plumas que ficam geralmente ali no Polo Sul, de Encélado, e detectaram partículas de sílica. Esse tipo de partícula só poderia ser formado em temperaturas altas. Então, eles começaram aí uma discussão de que teriam fontes hidrotermais no fundo do oceano de Encélado. Isso é muito entusiasmante, porque a vida aqui na Terra, uma das grandes hipóteses, que é uma das mais aceitas pela comunidade científica, é que a vida teria se originado em fontes hidrotermais do oceano primitivo da Terra. Porque tem todos esses componentes químicos que geram um gradiente químico. A vida poderia obter energia, produzir energia a partir desse gradiente. Danilo: Até a década de 1970 ninguém sabia da existência das fontes hidrotermais no fundo dos oceanos terrestres. A crosta terrestre tem fissuras. Quando essas fissuras estão no assoalho oceânico, a água entra em contato com o magma próximo, o que gera verdadeiras chaminés, fumarolas. Nessas fontes, na escuridão do fundo oceânico, ecossistemas inteiros existem graças a microrganismos que conseguem produzir sua própria matéria orgânica a partir de substâncias inorgânicas, como compostos de enxofre, nitrogênio e ferro. A Amanda e a Maria falaram um pouco deles. Amanda: Tem não só micro-organismos bem específicos desses ambientes, mas até animais associados, porque os microrganismos sustentam a vida nesses locais, porque eles fazem um tipo de metabolismo que chama quimiossíntese. Que é um tipo de metabolismo que a gente tem todas as evidências de que era o metabolismo das primeiras formas de vida que existiram aqui. Eles conseguem obter energia a partir desses compostos químicos à base de enxofre, por exemplo. E aí, a partir dessa energia, eles conseguem fixar o CO2, que nem as plantas fazem a partir da luz. Fixam CO2 para produzir as moléculas orgânicas, eles conseguem, a partir da energia dessas rochas, desses compostos inorgânicos, fixar esse carbono e produzir, sintetizar essas moléculas orgânicas, então são produtores primários do fundo do oceano que sustentam a vida nesse oceano profundo. Então essas fontes hidrotermais são como se fossem oásis para essa vida de ambiente extremo em mar profundo. Maria: Eles estão lá respirando nitrogênio, respirando ferro, outros elementos. Então eles demonstram que essas similaridades, considerando o tempo também, por exemplo, Enceladus acredita que esse oceano esteja mais ou menos presente há um bilhão de anos, é tempo para a vida conseguir se adaptar a esse ambiente. Então, é plausível imaginar que se a gente tem um substrato quimiossintético, como por exemplo para a nossa vida aqui nas fontes hidrotermais, é plausível a gente imaginar que nesses outros mundos, onde existem essas condições alienígenas parecidas com o que a gente tem aqui, também exista vida.  Danilo: Além disso, o metano está entre os materiais orgânicos detectados em Encélado. Isso é mais um motivo para entusiasmo com o potencial de habitabilidade do oceano de Encélado. Amanda: Mas o legal do metano é que eles viram que provavelmente naquela camada fria de gelo tem clatrato de metano nas fissuras. Porque tem vários modelos que mostram a formação desse tipo de clatrato de metano, que são moléculas de metano que em volta tem moléculas de água congeladas, resumindo. E aqui na Terra a gente tem condições de oceano profundo e de subsuperfície pela alta pressão. Em temperatura baixa, a gente também tem hidrato de metano, que é abundante em algumas regiões de mar profundo, em subsuperfície. E aí, aqui na Terra, a gente tem nessas regiões de subsuperfície, eventualmente esse clatrato de metano pode vir mais em direção à superfície e exsudar esse metano. E a gente tem uma rica diversidade de arqueias que conseguem utilizar esse metano, arqueias e bactérias também, mas a gente vê que tem especificamente arqueias que conseguem metabolizar esse metano, consumir esse metano, são chamadas de metanotróficas. E aí é um grupo que hoje a gente já sabe que está espalhado na Terra, em todas as regiões de exsudação de metano, e que é muito adaptado a conseguir… Utilizar esse metano para obter energia nesses ambientes. Então a gente sabe que o metano também é um indicativo superlegal como uma fonte de energia para um possível metabolismo metanotrófico. [Música] Danilo: Eu não consigo decidir qual dessas luas é a mais interessante, mas eu sei que primeira a ter despertado minha curiosidade desde que li o livro Pálido Ponto Azul, do astrônomo Carl Sagan, é Titã. Então, vamos, finalmente, falar dela, a maior lua de Saturno. Titã foi observada pela primeira vez pelo astrônomo holandês Christian Huygens, com um telescópio que ele mesmo projetou, em 1655. Essa, que é a segunda maior lua do sistema solar, tem uma característica muito peculiar: Titã tem uma atmosfera muito espessa, e é tão densa que a pressão atmosférica em sua superfície é 50% maior do que a da Terra. Quando a sonda Voyager 1 passou pelo sistema saturniano em 1980, pela primeira vez os seres humanos puderam ver que a atmosfera de Titã oculta a superfície no espectro da luz visível. A Voyager também conseguiu caracterizar a atmosfera, composta principalmente de nitrogênio, com traços de metano e a presença de algo que vem semeando a imaginação de muita gente: moléculas orgânicas complexas. A sonda Cassini levou consigo um módulo nomeado em homenagem ao Christian Huygens. Quando a Cassini chegou perto de Titã, ela soltou a Huygens em direção à lua. Em janeiro de 2005, a Huygens desceu pela atmosfera muito densa de Titã, abriu um paraquedas e pousou. Por pouco mais de uma hora, a Huygens conseguiu fazer imagens da superfície, confirmando uma suspeita antiga dos astrônomos: como a Terra, Titã tem líquido estável na superfície. Mas não é água. Com temperatura média por volta de 180 graus Celsius negativos, a superfície de Titã tem lagos de hidrocarbonetos, ou seja, matéria orgânica. São lagos de metano e etano em estado líquido. Chove metano em Titã. Como? O Douglas explica. Douglas: Nessas temperaturas, o etano e o metano que fazem a atmosfera já conseguem ser condensados. Todo mundo já viu aqui um botijão de cozinha, de butano, butano propano, que dentro do botijão o gás está líquido. Você abre a torneirinha ali, a mangueira, sai líquido. E ele prontamente, quando chega na atmosfera, ele expande e forma gás. Então, quando você comprime gases, eles podem condensar e se tornar líquidos. Eles mudam de fase. A mesma coisa acontece lá. Com a alta pressão lá, a pressão é duas vezes a pressão aqui da Terra. E baixa temperatura, eles condensam, formam líquido. Então, ela tem oceanos, rios, lagos de metano e etano. E lentamente esse metano e etano vão evaporando, indo para a atmosfera. Na alta atmosfera eles se condensam de novo e formam nuvens. E essas nuvens podem chover ou nevar metano e etano. Então você tem um ciclo hidrológico, metanológico, completo de ciclagem de metano e etano na superfície.  Danilo: Quando esse material orgânico abundante em Titã interage com a radiação ultravioleta do Sol, ela forma polímeros orgânicos – moléculas compostas de cadeias muito extensas de carbono e hidrogênio. O Sagan deu o nome de tolinas para essas macromoléculas orgânicas muito abundantes em Titã. Douglas: Além disso, tem essas tolinas que formam hidrocarbonetos mais complexos. Por isso que normalmente o próprio [Carl] Sagan dizia isso: Titã pode não ser o melhor lugar para a vida como a gente conhece, mas pode existir alguma coisa de vida como a gente não conhece. Acima de tudo ela é um excelente laboratório de química prebiótica, porque você tem esse monte de moléculas orgânicas se formando, se complexificando e interagindo que pode dar os primeiros passos. Então grande parte das missões para ir para Titã ou para estudar Titã estão relacionadas com essa parte de química prebiótica. Esse é o principal argumento. Mas a própria missão que talvez vá em 2028, a Dragonfly, ela tem a proposta de procurar as duas coisas, de procurar resquícios, presença de água líquida, porque existe alguma água na superfície, mas normalmente na forma de gelo, ela vai buscar esse gelo e buscar por eventuais sinais de vida como a gente conhece, vida baseada em célula, coisas que a gente conhece. Danilo: A Dragonfly é uma missão da NASA em fase final de preparação. É uma espécie de drone do tamanho de um carro pequeno que vai explorar Titã. Deve até mesmo ser capaz de fazer pequenos voos pela atmosfera da lua. O lançamento da Dragonfly está previsto para julho de 2028 e a ela deve chegar em Titã em 2034. O que ela poderia encontrar lá, que seja de interesse astrobiológico? Será que Titã não poderia ter algum tipo de vida muito diferente da terrestre, com um maquinário bioquímico diferente? Douglas: A gente não conhece nada aqui na Terra que viva e que tenha metabolismo nessas temperaturas baixas, mas é cogitado. A Dragonfly também vai procurar por indícios de vida como a gente não conhece, algum desequilíbrio químico, alguma bioassinatura termodinâmica que possa indicar algum tipo de vida como a gente não conhece.  Danilo: Procurar pelo tipo de vida que a gente conhece, a terrestre, já é um desafio – se é que algo do tipo da vida terrestre existe fora da Terra. Um desafio ainda maior é procurar por vida como a gente não conhece. Tem muita coisa que a gente não sabe sobre a própria vida terrestre – como ela surgiu, por exemplo. Mas isso é o que sabemos que não sabemos – em outras palavras: é o desconhecido conhecido. Quando falamos em vida como não conhecemos, deve haver um espaço ainda maior de possibilidades que ignoramos e que nem sequer conseguimos conceber. É uma forma de ignorância dupla: nem sequer sabemos o que não sabemos. No próximo episódio, vamos voltar para a nossa vizinhança do sistema solar e olhar para um planeta gêmeo da Terra: Vênus. Ambos têm praticamente o mesmo tamanho, mas Vênus é um verdadeiro inferno, com uma superfície quente a ponto de derreter chumbo. Seria possível haver qualquer coisa viva lá? Na superfície, muito provavelmente não. Mas nas nuvens mais altas, a temperatura é bem mais amena. Em 2020, cientistas alegaram ter detectado fosfina, que aqui na Terra é produzida por seres vivos, uma possível bioassinatura nas nuvens altas de Vênus. Isso reacendeu o interesse astrobiológico no nosso vizinho infernal e novas missões estão em desenvolvimento para explorar a atmosfera ultradensa de Vênus. A pesquisa, o roteiro, a produção e a narração foram feitas por mim, Danilo Albergaria. A revisão do episódio foi da Simone Pallone, coordenadora do Oxigênio. A edição de áudio é do Guilherme Lopes, aluno do curso de Midialogia e estagiário da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa, a Cocen. As vinhetas do Oxigênio foram criadas por Elias Mendez. Este podcast foi produzido com apoio da Fapesp, por meio da bolsa Mídia Ciência, para divulgação do projeto Pontes interdisciplinares para a compreensão da vida no Universo: o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação em Astrobiologia e o Laboratório de Astrobiologia da USP. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast. Se gostou deste episódio, indique para seus amigos e amigas. [VINHETA DE ENCERRAMENTO]    

Lutz Podcast
A Verdade que Nenhum Psicólogo Conta sobre Psicoterapia - Alberto Nery | Lutz Podcast #449

Lutz Podcast

Play Episode Listen Later Jun 24, 2026 93:00


Naruhodo
Naruhodo Entrevista #70: Rodrigo Willemart

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 84:46


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Biólogo, Doutor em Zoologia e coordenador do Laboratório de Ecologia Sensorial e Comportamento de Aracnídeos (LESCA), Rodrigo Willemart. Só vem! >> OUÇA (84min 47s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Rodrigo Hirata Willemart possui graduação em Ciências Biológicas (2000) e doutorado em Zoologia pela USP (2005). Durante o doutorado trabalhou na França (Université de Bourgogne) e na Argentina (Universidad Nacional de Córdoba). De 2006 a 2007 realizou pós-doutorado nos EUA na University of Nebraska e pesquisa na Harvard University. Foi pós-doutorando no Instituto de Biociências da USP em 2008, realizou pesquisa em 2014 na Aberystwyth University em País de Gales e foi professor visitante na Université de Paris XIII em 2015. Desde 2008 é professor na USP-Leste (Escola de Artes, Ciências e Humanidades).  É credenciado no Programa de Pós-graduação em Zoologia do Instituto de Biociências da USP. Defendeu a livre-docência em 2018 e hoje é Professor Associado 3. Atua principalmente nos seguintes temas: ecologia sensorial, interação presa-predador, controle de escorpiões e comportamento de aracnídeos (Arachnida).  Coordena o laboratório LESCA (Laboratório de Ecologia Sensorial e Comportamento de Aracnídeos), cujo site está em http://each.uspnet.usp.br/willemart/ Lattes: http://lattes.cnpq.br/9263833464663272 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Debate da Super Manhã
PCC e CV na mira dos EUA: quais os impactos para o Brasil

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 49:41


Debate da Super Manhã: Recentemente, os Estados Unidos anunciaram a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Esse posicionamento reacende uma discussão que o Brasil evita enfrentar: afinal, o que define o terrorismo? No debate desta quinta-feira (4), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre o posicionamento do governo americano em relação às facções brasileiras, as consequências políticas dessa decisão, a soberania nacional e as relações diplomáticas entre os dois países diante da ofensiva americana. Participam o pesquisador, consultor e especialista em Governança, Estratégias e Sistemas de Segurança Pública, pesquisador do Laboratório de Governança, Risco e Conformidade (LABGRC/UFPE) e do Laboratório de Apoio à Criação e Inovação (LACAI/UFPE), Armando Nascimento; a advogada especialista em Direito Criminal, doutora em Processo Penal pela PUC/SP, presidente da Comissão Nacional de Direito Penal do Conselho Federal da OAB (CFOAB), Carolina Amorim; e o estudioso do modelo de Segurança Pública da Colômbia, Idealizador e ex-gestor da Rede Compaz do Recife, Murilo Cavalcanti.

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #67: Aline Ghilardi

Naruhodo

Play Episode Listen Later May 11, 2026 102:45


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Professora, Bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas, Mestre em Ecologia e Recursos Naturais, e Doutora em Geologia, com ênfase em Paleontologia e Estratigrafia, Aline Ghilardi. Só vem! >> OUÇA (102min 45s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Aline Marcele Ghilardi é Bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas (UFSCar, 2008), Mestre em Ecologia e Recursos Naturais (PPGERN-UFSCar, 2010) e Doutora em Geologia, com ênfase em Paleontologia e Estratigrafia (PPGGL-UFRJ, 2015). Atuou como professora substituta de Paleontologia na UFPE entre 2016 e 2017 e realizei pós-doutorado com foco em Paleoicnologia junto ao PPGERN-UFSCar entre 2017 e 2019. Em 2018, foi para o Steinmann Institut da Universität Bonn, Alemanha, como pesquisadora convidada. Desde 2019, é professora adjunta no Departamento de Geologia da UFRN, onde leciona disciplinas de Paleontologia e coordeno o Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia (LPP) e o Grupo de Pesquisa em Diversidade, Icnologia e Osteohistologia. Ainda na UFRN, pertence ao quadro permanente de docentes dos programas de pós-graduação em Geodinâmica e Geofísica (PPGG) e Sistemática e Evolução (PPGSE), onde orienta alunos de mestrado e doutorado. Atualmente é Diretora Pro-Tempore do Museu Câmara Cascudo (MCC-UFRN) e pesquisadora associada do seu Setor de Paleontologia da mesma instituição, além de ser investigadora associada da Sociedade de História Natural de Portugal.  Suas pesquisas concentram-se nas áreas de Paleozoologia, Paleoecologia, Paleoicnologia e Paleohistologia, com foco em arcossauros mesozoicos, além de temas sobre colonialismo na ciência. Tem forte atuação em divulgação científica: é idealizadora e co-diretora da rede ''Colecionadores de Ossos'', vinculada ao Science Vlogs Brasil e Blogs de Ciência da Unicamp, com um blog e canal no YouTube com mais de 60 mil seguidores.  Produziu inúmeros textos, vídeos, livros e jogos educativos. Foi a idealizadora da campanha #UbirajaraBelongstoBR, que impulsionou debates sobre colonialismo científico e contribuiu para a repatriação de fósseis brasileiros. Além disso, é cofundadora da rede Patrimônio em Pauta, voltada à proteção do patrimônio cultural brasileiro e também integra o coletivo ''Mulheres na Paleontologia'', que busca promover equidade de gênero na área. Recebeu prêmios por suas contribuições à ciência, divulgação científica e ativismo, e participa regularmente de palestras, cursos e entrevistas na mídia nacional e internacional. Lattes: http://lattes.cnpq.br/5761534317977568 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo