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Estamos ON! com mais um CienciON. Neste episódio do CienciON, recebemos o professor Anselmo Nogueira, pesquisador da Universidade Federal do ABC, para uma conversa fascinante sobre as relações entre plantas e animais. As plantas realmente precisam dos animais? E os animais precisam das plantas? Neste episódio do CienciON Podcast, exploramos as relações surpreendentes entre plantas, formigas, abelhas e muitos outros organismos. Nem toda formiga é uma inimiga. E as plantas estão longe de ser seres passivos.Ouça agora no Spotify e descubra como a natureza é feita de alianças, conflitos e negociações invisíveis.Referências:● https://serrapilheira.org/pesquisadores/anselmo-nogueira/● https://www.ufabc.edu.br/ensino/docentes/anselmo-nogueira● https://agencia.fapesp.br/formigas-defendem-plantas-de-herbivoros-mas-podem-atrapalhar-polinizacao/55497CienciON#116: Plantas vs Animais - Ficha CatalográficaRoteiro de: Prof. Dr. Célio Angolini (UFABC).Convidados: Prof. Dr. Alselmo Nogueira (UFABC)Edição de áudio/vídeo: Ivan Sakata (UFABC).Participantes: Prof. Pedro Autreto (UFABC), Prof. Dr. Célio Angolini (UFABC).Revisão: Prof. Pedro Autreto (UFABC), Prof. Dr. Alselmo Nogueira (UFABC), Ivan Sakata (UFABC) e João PauloMantovan (UFABC).Edição de arte: João Paulo Mantovan (UFABC). com suporte de IA generativa (Gemini) para renderização a partir deesboço original.Divulgação e mídias: João Paulo Mantovan (UFABC).Coordenação Geral: Prof. Pedro Autreto (UFABC).Agradecimentos: Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) da UFABC.
No episódio #247 do Podcast Filosofia Pop, conversamos com o professor Renan Porto sobre sua trajetória intelectual e sobre o livro Nas Brechas dos Futuros Cancelados: do Pesadelo Ciborgue à Queda do Céu. Da experiência de crescer em uma comunidade produtora de cacau no sul da Bahia às reflexões sobre cosmologias indígenas, Guimarães Rosa, justiça, ecologia e transformação social, a conversa explora caminhos para pensar o presente para além das promessas esgotadas da modernidade. Uma reflexão sobre território, memória, imaginação e as brechas pelas quais outros futuros ainda podem emergir. O Filosofia Pop é um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura. A cada 15 dias, sempre às segundas-feiras, a gente vai estar aqui pra continuar essa conversa com vocês. Intercalando com nossos episódios normais de quando em quando vamos apresentar episódios de entrevistas temáticas especiais. O episódio de hoje que é uma parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura popular e Ética, desenvolvido na Universidade Federal de Jataí. Se gosta do conteúdo do podcast, apoio nossa campanha de financiamento coletivo no Catarse, O endereço é http://catarse.me/filosofia_pop. A contribuição mínima que pedimos ´de 5 reais mensais. Se você preferir, pode contribuir através de nosso pix, que é contato@filosofiapop.com.br. Se não pode contribuir financeiramente, ajude divulgando, comentando, indicando para amigos. Precisamos dessa força! Lembrando que você pode encontrar o podcast filosofia popo no twitter, instagram, Facebook e outras redes sociais. Nosso email é contato@filosofiapop.com.br Twitter: @filosofia_popFacebook: Página do Filosofia PopYouTube: Canal do Filosofia Pope-mail: contato@filosofiapop.com.brSite: https://filosofiapop.com.brPodcast: Feed RSS Com vocês, mais um episódio do podcast Filosofia Pop! O post #248 – Cosmopoética da Justiça, com Renan Porto apareceu primeiro em filosofia pop.
Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Youtuber, graduado em Cinema e Vídeo, Mestre em Ciências da Linguagem e Doutor em Literatura, Alexandre Linck. Só vem! >> OUÇA (83min 34s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Alexandre Linck Vargas tem experiência na área de Literatura e Artes, atuando principalmente nos seguintes temas: Teoria Literária, Filosofia da Arte, Estética, Teorias da Imagem, Crítica Cultural, Roteiro de Cinema e TV e História em Quadrinhos. Graduou-se em 2004 no curso de Comunicação Social - Cinema e Vídeo pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Ingressou em 2005 no Mestrado em Ciências da Linguagem - também na Unisul -, concluindo em 2007, com a dissertação "A morte do homem no morcego". Em 2010, ingressou no Doutorado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), concluindo em 2015 com a tese "A invenção dos quadrinhos: teoria e crítica da sarjeta". Atualmente é professor do PPGCL - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, onde leciona a disciplina de Estética, e dos cursos de Letras (teoria literária) e Cinema (teoria, história e roteiro cinematográfico), todos da Unisul. Alexandre é editor da revista Memorare, líder do grupo de pesquisa "Estudos em artes" (GRUAS)", e membro da RING (Red de Investigadoras e Investigadores de Narrativa Gráfica en Latinoamérica). Destaque também para o trabalho de cineasta nos curtas-metragens OCULTO (2003), RELIGARE (2005), DEUSES DE MENTIRA (2009), e o site/canal sobre histórias em quadrinhos, QUADRINHOS NA SARJETA (2011-atual). Lattes: http://lattes.cnpq.br/6080748048889215 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo
Você já ouviu falar em fisioterapia pélvica? Apesar de ainda ser um tema cercado por tabus, essa especialidade é um cuidado fundamental para a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida em diferentes fases da vida, da prevenção ao tratamento de disfunções que impactam o dia a dia das pessoas. Neste Podcast Informativo, conversamos com a fisioterapeuta pélvica Renata Costa Silva para explicar o que é a fisioterapia pélvica, quando ela é indicada e como esse cuidado pode fazer a diferença, confira.Ficha TécnicaProdução: Maria Julia MouraEdição de Texto: Elis CristinaEdição de áudio e sonoplastia: Aurélio Bernardi
Este é nosso epísódio 247, nele ecebemos o professor Philippe Cupertino para uma conversa sobre os povos ciganos, identidade, racismo, resistencia e luta por justiça . Phillipe Cupertino Salloum e Silva é professor Adjunto de Teoria Geral do Processo e Direito Processual Civil, Coordenador do Curso de Graduação em Direito (2022-2026) e docente permanente do Mestrado em Direito da Universidade Federal de Jataí. Doutor em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde integra o grupo de pesquisa “Luta por direitos e justiça e práticas estatais: uma perspectiva etnográfica”. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal da Paraíba (2015). Bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz (2013). Atuação em coordenação e parceria com projetos de assessoria jurídica universitária popular, com foco em povos e comunidades tradicionais. Secretário de Articulação Política do Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais – IPDMS (2023-2025). Experiência com pesquisas empíricas com abordagem etnográfica intercalando Antropologia, Direitos Humanos e os estudos sobre as instituições jurídicas e o Estado. O Filosofia Pop é um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura. A cada 15 dias, sempre às segundas-feiras, a gente vai estar aqui pra continuar essa conversa com vocês. Intercalando com nossos episódios normais de quando em quando vamos apresentar episódios de entrevistas temáticas especiais. O episódio de hoje que é uma parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura popular e Ética, desenvolvido na Universidade Federal de Jataí. Se gosta do conteúdo do podcast, apoio nossa campanha de financiamento coletivo no Catarse, O endereço é http://catarse.me/filosofia_pop. A contribuição mínima que pedimos ´de 5 reais mensais. Se você preferir, pode contribuir através de nosso pix, que é contato@filosofiapop.com.br. Se não pode contribuir financeiramente, ajude divulgando, comentando, indicando para amigos. Precisamos dessa força! Lembrando que você pode encontrar o podcast filosofia popo no twitter, instagram, Facebook e outras redes sociais. Nosso email é contato@filosofiapop.com.br Twitter: @filosofia_popFacebook: Página do Filosofia PopYouTube: Canal do Filosofia Pope-mail: contato@filosofiapop.com.brSite: https://filosofiapop.com.brPodcast: Feed RSS Com vocês, mais um episódio do podcast Filosofia Pop! O post #247 – Ciganos, com Phillipe Cupertino apareceu primeiro em filosofia pop.
20 milhões de brasileiros convivem com asma, uma das doenças respiratórias crônicas mais prevalentes do país, que causa entre 5 e 7 mortes por dia, muitas delas evitáveis se houvesse diagnóstico e acompanhamento adequados. Recentemente foi divulgado um novo protocolo para o tratamento da asma. As mudanças são voltadas principalmente para quem tem asma grave, mas há também orientações importantes sobre o uso de corticoides inalatórios em associação com os broncodilatadores. A asma é uma doença complexa e heterogênea. Mas, com o tratamento adequado, ela pode ser controlada e os pacientes conseguem manter uma boa qualidade de vida. No episódio de hoje, nós vamos abordar essas novas orientações e vamos também tirar dúvidas comuns do dia a dia do paciente com asma. Nosso convidado é o Dr. Álvaro Cruz, pneumologista, professor titular da Universidade Federal da Bahia e presidente da Fundação ProAr, que tem como objetivo expandir o acesso ao diagnóstico e tratamento das doenças respiratórias crônicas como a asma.
A tradição e o desempenho da primeira atlética da Medicina no Vida Atlética.Você conhece a história da associação que nasceu junto ao curso de Medicina da UFOP? No episódio de hoje, conhecemos a trajetória da MedUFOP.Conversamos com a estudante e atual presidente, Lorena Goes, que relembra a fundação da atlética para integrar a primeira turma do curso através do esporte. A MedUFOP se consolidou como uma força competitiva, acumulando um histórico de excelentes resultados em competições locais e regionais.Quer descobrir como funciona a gestão de uma das seis atléticas do campus de Ouro Preto e o impacto dela na comunidade acadêmica?Dê o play agora no UFOPCast! Disponível no site radio.ufop.br e nas principais plataformas de áudio.Ficha TécnicaProdução: @gabriel.ferreirads_Edição de Texto: Elis CristinaEdição de áudio e sonoplastia: Aurélio BernardiSIGA A RÁDIO UFOP EM NOSSAS REDES SOCIAIS E SINTONIZE 97,7 E 106,3
Olá, ouvintes do Fronteiras no Tempo! Estamos de volta com mais um episódio do Historicidade. Neste episódio temos a honra de receber o Jeferson Fernando Celos, doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia. Durante a entrevista, a discussão aprofunda-se na forma como o Direito se manifesta na prática, na realidade concreta, e como a luta social, especialmente a luta pela terra e a dos quilombos, serve para atualizar, questionar e confrontar o Direito, alargando seu foco e suas possibilidades. Jefferson aborda a importância de uma consciência crítica da realidade social, um aspecto ético que não nega o ser humano e a técnica jurídica orientada por esses princípios. Este episódio é um convite à reflexão sobre a historicidade do Direito e a persistente luta pela ressignificação dos quilombos, um tema de extrema relevância para compreendermos as dinâmicas sociais e jurídicas do Brasil. Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Existem duas formas de nos apoiar Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo INSCREVA-SE PARA PARTICIPAR DO HISTORICIDADE O Historicidade é o programa de entrevistas do Fronteiras no Tempo: um podcast de história. O objetivo principal é realizar divulgação científica na área de ciências humanas, sociais e de estudos interdisciplinares com qualidade. Será um prazer poder compartilhar o seu trabalho com nosso público. Preencha o formulário se tem interesse em participar. Link para inscrição: https://forms.gle/4KMQXTmVLFiTp4iC8 Saiba mais do nosso convidado Jeferson Fernando Celos Jefferson Selos é doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia, mestre em Direito pela Unesp Franca e bacharel em Direito pela mesma instituição. Atualmente, ele atua como advogado no Sindicato dos Professores de São Paulo (APOESP) e é um renomado pesquisador nas áreas de teorias críticas do direito, direitos humanos, movimentos sociais e quilombos. Currículo Lattes e-mail: celos.jeferson@gmail.com Instagram: jefersoncelos Instagram: jfcelos.consultor.juridico Facebook: Jeferson Fernando Celos Produção do Convidado Jefferson Selos nos apresenta seu mais recente trabalho, o livro "Luta pela Ressignificação dos Quilombos: dos primórdios à resistência quilombola, julgamento da ADI 3239". A obra, fruto de sua tese de doutorado, explora a complexa relação entre o Direito e a luta social, com foco na trajetória dos quilombos no Brasil. Indicações de referências sobre o tema abordado Site da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq): https://conaq.org.br GOMES, Rodrigo Portela. Constitucionalismo e quilombos: famílias negras no enfrentamento ao racismo de Estado. 2.ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2020. GALLARDO, Helio. Teoria crítica: matriz e possibilidade de direitos humanos. Tradução de Patrícia Fernandes. São Paulo: Editora Unesp, 2014. MACHADO, Antônio Alberto. Teoria do direito, hoje. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2024. MOURA, Clóvis. Os quilombos e a rebelião negra. 5.ed. São Paulo: Brasiliense, 1986. NASCIMENTO, Abdias do. O quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. 2.ed. Brasília: Fundação Palmares; Rio de Janeiro: Or Editor Produtor, 2002. NASCIMENTO, Beatriz. O conceito de quilombo e a resistência cultural negra. In: RATTS, Alex. Eu sou atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo; Instituto Kuanza, p. 117-125, 2007. SÁNCHEZ RUBIO, David. Miradas críticas en torno al derecho y la lucha social: confluências com América Latina. Madrid: Dykinson S.L.: 2023. Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Historicidade #61 A luta pela ressignificação dos Quilombos. Locução: Marcelo de Souza Silva, Jeferson Fernando Celos e Cesar Agenor Fernandes da Silva [S.l.] Portal Deviante, 19/05/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=66984&preview=true Expediente Produção Geral: C. A. e Beraba; Artes do episódio: C. A.; Edição: Talk’nCast; Roteiro e apresentação: Marcelo Beraba Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Olá, ouvintes do Fronteiras no Tempo! Estamos de volta com mais um episódio do Historicidade. Neste episódio temos a honra de receber o Jeferson Fernando Celos, doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia. Durante a entrevista, a discussão aprofunda-se na forma como o Direito se manifesta na prática, na realidade concreta, e como a luta social, especialmente a luta pela terra e a dos quilombos, serve para atualizar, questionar e confrontar o Direito, alargando seu foco e suas possibilidades. Jefferson aborda a importância de uma consciência crítica da realidade social, um aspecto ético que não nega o ser humano e a técnica jurídica orientada por esses princípios. Este episódio é um convite à reflexão sobre a historicidade do Direito e a persistente luta pela ressignificação dos quilombos, um tema de extrema relevância para compreendermos as dinâmicas sociais e jurídicas do Brasil. Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Existem duas formas de nos apoiar Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo INSCREVA-SE PARA PARTICIPAR DO HISTORICIDADE O Historicidade é o programa de entrevistas do Fronteiras no Tempo: um podcast de história. O objetivo principal é realizar divulgação científica na área de ciências humanas, sociais e de estudos interdisciplinares com qualidade. Será um prazer poder compartilhar o seu trabalho com nosso público. Preencha o formulário se tem interesse em participar. Link para inscrição: https://forms.gle/4KMQXTmVLFiTp4iC8 Saiba mais do nosso convidado Jeferson Fernando Celos Jefferson Selos é doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia, mestre em Direito pela Unesp Franca e bacharel em Direito pela mesma instituição. Atualmente, ele atua como advogado no Sindicato dos Professores de São Paulo (APOESP) e é um renomado pesquisador nas áreas de teorias críticas do direito, direitos humanos, movimentos sociais e quilombos. Currículo Lattes e-mail: celos.jeferson@gmail.com Instagram: jefersoncelos Instagram: jfcelos.consultor.juridico Facebook: Jeferson Fernando Celos Produção do Convidado Jefferson Selos nos apresenta seu mais recente trabalho, o livro "Luta pela Ressignificação dos Quilombos: dos primórdios à resistência quilombola, julgamento da ADI 3239". A obra, fruto de sua tese de doutorado, explora a complexa relação entre o Direito e a luta social, com foco na trajetória dos quilombos no Brasil. Indicações de referências sobre o tema abordado Site da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq): https://conaq.org.br GOMES, Rodrigo Portela. Constitucionalismo e quilombos: famílias negras no enfrentamento ao racismo de Estado. 2.ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2020. GALLARDO, Helio. Teoria crítica: matriz e possibilidade de direitos humanos. Tradução de Patrícia Fernandes. São Paulo: Editora Unesp, 2014. MACHADO, Antônio Alberto. Teoria do direito, hoje. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2024. MOURA, Clóvis. Os quilombos e a rebelião negra. 5.ed. São Paulo: Brasiliense, 1986. NASCIMENTO, Abdias do. O quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. 2.ed. Brasília: Fundação Palmares; Rio de Janeiro: Or Editor Produtor, 2002. NASCIMENTO, Beatriz. O conceito de quilombo e a resistência cultural negra. In: RATTS, Alex. Eu sou atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo; Instituto Kuanza, p. 117-125, 2007. SÁNCHEZ RUBIO, David. Miradas críticas en torno al derecho y la lucha social: confluências com América Latina. Madrid: Dykinson S.L.: 2023. Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Historicidade #61 A luta pela ressignificação dos Quilombos. Locução: Marcelo de Souza Silva, Jeferson Fernando Celos e Cesar Agenor Fernandes da Silva [S.l.] Portal Deviante, 19/05/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=66984&preview=true Expediente Produção Geral: C. A. e Beraba; Artes do episódio: C. A.; Edição: Talk’nCast; Roteiro e apresentação: Marcelo Beraba Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Em 29 de junho de 1958, na terceira Copa do Mundo pós Segunda Guerra Mundial, o Brasil levantava, pela primeira vez, a taça Jules Rimet e mostrava ao mundo quem era “O País do Futebol”. Mas o ano de 1958 não se resumiu ao mês da Copa. O futebol não é só um jogo. É um sentimento, é fantasia, é negócio, é indústria e é política. Nessa série especial produzida pela equipe da Rádio UFOP, você vai conhecer a história do primeiro título do Brasil, entender como era o mundo naquela época.Ficha TécnicaProdução: Luis Otávio XavierEdição de Texto: Elis Cristina e Patrícia ConscienteEdição de áudio e sonoplastia: Luis Otávio Xavier
O crime preterdoloso ocorre quando há intenção na ação inicial, mas o resultado final, geralmente mais grave, acontece sem que o autor tenha desejado ou previsto. Essa combinação entre dolo e culpa faz desse tipo de crime uma categoria particular dentro do direito penal. Para explicar como a lei define o crime preterdoloso, como ele é julgado e quais são suas consequências jurídicas, conversamos com o advogado criminalista Webert Lúcio.Aperte o play e ouça agora!Ficha TécnicaProdução: Larissa Antunes e Patrícia ConscienteEdição de Texto: Elis CristinaEdição de áudio e sonoplastia:Aurélio Bernardi
Fala, pirataria! Está no mar o nosso novo podcast! Neste episódio, Daniel Gomes de Carvalho (@danielgomesdecr) e Rafinha (@rafaverdasca) recebem a professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Andréa Doré, para uma conversa sobre os mapas na/pela/através da história. Canal do História Pirata no YouTube: www.youtube.com/@historiapirata chave pix: podcast.historiapirata@gmail.com Episódio foi editado por: Marcos Sorrilha (@canaldosorrilha) Livro do Prof. Daniel sobre a Revolução Francesa: www.editoracontexto.com.br/produto/rev…esa/5105603 Livro "História em Público", com Bruno Leal, download gratuito: livros.unb.br/index.php/portal/catalog/book/722 Livro sobre Thomas Paine e a Revolução Francesa, download gratuito: www.academia.edu/127250233/Thomas…mes_de_Carvalho_ Livro O Jacobinismo e a Revolução Francesa, LF Editorial, preço reduzido: lfeditorial.com.br/produto/o-jacob…nGfGLZOZQ5PaeLh Livro "As Origens dos Estados Unidos", por Marcos Sorrilha: www.amazon.com.br/origens-dos-Esta…o&s=books&sr=1-1
Por que sua cidade cresce de forma desordenada? Por que algumas áreas sofrem com deslizamentos recorrentes? Por que investimentos em infraestrutura dão errado?A resposta está no subsolo.Ouça o Podcast Hora da Geotecnia agora e descubra mais. A Rádio UFOP em parceria com a LAGEM (@lagem.ufop), a Liga Acadêmica de Geotecnia da Escola de Minas, produz o PODCAST - HORA DA GEOTECNIA.Hora da Geotecnia é um projeto de extensão que tem como objetivo principal, difundir conhecimento científico acerca de assuntos relacionados à Geotecnia para toda a comunidade. Em cada episódio temas que geram debates ou dúvidas, serão esclarecidos e informados à sociedade.Aperte o play! Ouça e compartilhe.Ficha Técnica:Coordenação do projeto e Revisão Técnica: Prof. Felipe LochEdição de Texto: Elis CristinaEdição de Áudio: Danilo NonatoProdução: Liga Acadêmica de Geotecnia da Escola de Minas (LAGEM) em parceria com a Rádio UFOP.Realização: Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e Fundação de Educação Artes e Cultura (FUNDAC)SIGA A RÁDIO UFOP EM NOSSAS REDES SOCIAIS E SINTONIZE 97.7 E 106.3
Ouça a reportagem de Ronaldo Araújo sobre a entrega do selo pela Universidade Federal de Sergipe em parceria com a Defensoria Pública do Estado.
Está no ar mais um episódio do Viração. Neste programa, falamos sobre a luta pela universidade pública no contexto amazônico. Abordamos de que forma a dimensão territorial e as dificuldades de deslocamento impactam o trabalho docente, quais são os principais desafios para mobilização em um contexto geográfico tão complexo, entre outros.O entrevistado é o professor Antônio Vagner Almeida Olavo, do Instituto de Natureza e Cultura da Universidade Federal do Amazonas e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPel. O programa Viração é uma produção da Assessoria de Imprensa da ADUFPel e vai ao ar todas às segundas-feiras, às 13h, na RádioCom 104.5 FM e em formato de podcast nas plataformas digitais. Siga nossas redes sociaisADUFPel: instagram / twitter / facebookTrilha: Attribution Code"Funky Boxstep" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
A qualidade do ar em ambientes fechados pode ser negligenciada em diversas ocasiões, mas tem impacto direto na saúde das pessoas. Nesse sentido, a poluição doméstica, causada por agentes como fumaça de cigarro, produtos de limpeza químicos, mofo, queima de velas, incensos e falta de ventilação, pode tornar o ar interno mais prejudicial que o externo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a poluição do ar em locais fechados contribui para milhões de mortes prematuras por ano, além de agravar alergias e doenças respiratórias e cardiovasculares. Para entender melhor as questões relacionadas à poluição doméstica, conversamos com Hubert Roeser, professor do Departamento de Engenharia Ambiental da UFOP, que explica diversos pontos dessa forma de poluição, que afeta a saúde pública em todo o mundo. Ficha Técnica:Produção: Maria Caroline Carmo Edição de Texto: Patrícia ConscienteEdição de áudio e sonoplastia: Breno Estevam
Ouça a entrevista com o professor André Maurício sobre o aniversário da Universidade Federal de Sergipe. Foto: Liss Belfort
Confira os destaques desta semana:Conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro apontam para relações de intimidade da extrema direita com dono do Master13 e 18 de maio: os desafios para a construção de uma sociedade antirracista e sem manicômiosEste é mais um Enfim, Sexta!, com Emerson Andrada, coordenador geral do Sindieletro-MG, e José Luiz Quadros, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e diretor do Apubh.Confira!
Debate da Super Manhã: Defendida por governos como alternativa para atrair investimentos e acelerar obras, a concessão do metrô enfrenta críticas de especialistas e usuários, que apontam riscos relacionados à tarifa, à qualidade do serviço e às condições de trabalho. No debate desta quinta-feira (14), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com convidados sobre os objetivos previstos com a parceria público-privada, o que muda para os passageiros, os impactos sobre os trabalhadores e as últimas atualizações sobre o projeto estadual. Participam a superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) do Recife, Marcela Campos; o secretário-executivo de Parcerias e Projetos Estratégicos no Governo de Pernambuco, Marcelo Bruto; e o engenheiro civil, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), e integrante do Comitê Tecnológico Permanente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE) Maurício Pina.
Ver menos outdoors de hambúrguer levaria você a comer menos carne? Amsterdã se juntou à lista de cidades que proíbem a publicidade de produtos com alto impacto ambiental, como medida de combate ao aquecimento global. A decisão levanta questionamentos sobre a forma mais eficaz de estimular a população a reduzir o consumo desses produtos. A capital dos Países Baixos se tornou a primeira do mundo a banir do espaço público anúncios de carne e combustíveis fósseis, como o petróleo. A medida inclui fabricantes de aviões e companhias aéreas. A lei, apresentada pelos partidos Ecologista e Dos Animais, argumenta que o espaço público deve estar alinhado com os objetivos de Amsterdã de atingir a neutralidade de carbono até 2050 e diminuir pela metade o consumo de carne bovina – altamente emissora de gases de efeito estufa como CO2 e, principalmente, metano. “A reflexão em Amsterdã foi que a publicidade cria um impasse entre o se pede para os consumidores fazerem – ou seja, respeitarem o meio ambiente –, e os sinais contraditórios que elas vêem por todos os lados”, observa o publicitário francês Sylvain Burquier, membro da Convenção Cidadã para o Clima, criado pelo governo da França em 2019 para auxiliar na orientação das políticas ambientais francesas. “No espaço público, tem publicidade de carne e de hamburguer triplo de grandes anunciantes, e ao mesmo tempo as autoridades pedem que as pessoas andem menos de avião. Existe um duplo discurso e podemos evitar isso." Eficiência da medida Na França, a Convenção participou da elaboração de uma lei para proibir as campanhas ligadas ao setor petroleiro, aprovada em 2021, mas cujo decreto ainda não foi publicado pelo presidente Emmanuel Macron. Na Europa, Estocolmo, Edimburgo e Florença estão entre as cidades que já implementaram a medida. Representante do mercado publicitário, Burquier é favorável à regulação dos anúncios, mas não à sua interdição. Ele avalia que o veto é menos eficaz do que mensagens de esclarecimento que podem ser associadas à publicidade. “Fazer pedagogia, com campanhas que promovam formas alternativas de alimentação e desestimulem as pessoas a ficarem comendo coisas que não são muito boas, é o básico. Não tenho certeza de que retirar as bebidas alcoólicas das páginas de publicidade impeça as pessoas de beber, mas talvez as incite menos a beber”, ressalta. “Proibir as campanhas a favor ou contra a carne não terá efeito direto. Mas mensagens sobre a pegada de carbono do produto mostrado podem, sim, levar a uma maior conscientização.” Sem surpresa, o setor agrícola dos Países Baixos se opôs à proibição da publicidade sobre a carne. Já o do turismo alegou que a proibição de menções a voos pode prejudicar a liberdade comercial no país. Carne será o ‘novo cigarro'? Os defensores da medida alegam que ela visa mudar a visão dos consumidores sobre esses produtos e, como consequência, uma mudança de comportamento. Foi assim que o cigarro passou, aos poucos, a deixar de ser associado a benefícios para ter uma imagem negativa. Um em cada cinco adultos era fumante no mundo em 2020 – 27% a menos do que no ano 2000, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Carne e avião poderiam ser o cigarro de amanhã, no universo da publicidade? Os dois casos têm semelhanças, observa Débora Salles, coordenadora-geral do laboratório de pesquisa sobre internet e redes sociais da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NetLab-UFRJ). “Quando a gente pensa o quanto as empresas de cigarro atuaram conjuntamente para impedir que a opinião pública soubesse realmente dos impactos que o cigarro tem na saúde das pessoas, e que essas empresas já sabiam. Teve todo um trabalho do setor como um todo, para atrasar a regulamentação que, de alguma forma, limitasse a propaganda ou patrocínio merchandising”, relembra. “A gente vê isso acontecendo hoje em dia em vários outros setores econômicos que têm impacto socioambiental, como é o caso de mineradoras, de petroleiras, de empresas que muitas vezes sabem o impacto que podem ter ou que já têm nas mudanças climáticas, mas que estão se promovendo, como muitas vezes líderes da transição energética. Sem regulamentar, dificilmente esses setores vão, por conta própria, deixar de fazer publicidade que é problemática.” Combate ao greenwashing No Brasil, o debate sobre regulamentação ainda é incipiente, e tem se concentrado mais no combate às práticas de greenwashing, ou seja, quando as empresas exageram ou mentem sobre os supostos benefícios ambientais de seus produtos. “É interessante que a gente pense que o greenwashing não precisa ser solucionado apenas com a proibição. A gente poderia criar convenções de transparência e formas de auditar o que essa publicidade diz que faz, que a empresa faz”, avalia a pesquisadora. “Quando você tem um anúncio dizendo que esse carro é socialmente sustentável porque ele é elétrico, por exemplo, a gente precisa poder verificar esse argumento. Hoje em dia, isso não é possível”, adverte. O Instituto Akatu atua na promoção de boas práticas socioambientais e no aumento da transparência das cadeias produtivas – uma via que, na visão do diretor da entidade, Lúcio Vicente, é mais eficaz do que a simples proibição da publicidade. “É possível utilizar essa mesma publicidade para conseguir dar transparência sobre como os produtos são produzidos. Quais os impactos que eles têm para a vida das pessoas? Quais os impactos que eles têm para as questões socioambientais, econômicas?”, questiona. “O elemento regulatório tem que começar a exigir das empresas o processo de rastreabilidade. O processo de onde são feitos, como são feitos, porque todo o sistema produtivo tem boas e más práticas. O consumidor que tem mais detalhes dos sistemas produtivos pode fazer melhores escolhas e, consequentemente, impactar menos as questões de meio ambiente.” Vicente salienta ainda o papel das redes sociais neste contexto. “Uma celebridade que poste um vídeo sobre determinado tipo de consumo vai influenciar tanto quanto a publicidade. A gente vai fazer o quê? Proibir?”, alerta.
Na última quarta-feira, dia 13, a delegação do Instituto de Tecnologia de Nanjing, da China, visitou diversas instalações da Universidade Federal de Ouro Preto. Composta por professores, pesquisadores e diretores das áreas de Automação, Computação e Engenharia de Potência, a comitiva chinesa participou de diversas reuniões e visitas a laboratórios da UFOP, contribuindo para o fortalecimento das parcerias internacionais da universidade. Neste Podcast Informativo, confira todas informações sobre essa importante visita. Aperte o play e ouça agora!Ficha TécnicaProdução: Letícia de Lelis e Manuela ResendeEdição de Texto: Elis Cristina, Lucas Porfírio e Patrícia Consciente Edição de áudio e sonoplastia: Elis Cristina e Luís Otávio Xavier
Sandrelle Jorge. Sócia da área de Direito Penal Econômico do Valença & Associados, com atuação focada em compliance penal, investigações e grandes operações relacionadas a crimes financeiros.Mestra em Direito pela Universidade Federal do Ceará, professora de Direito Penal e Conselheira Seccional da OAB-CE. Pesquisadora em projetos que promovem cidadania, democracia e estudos políticos e eleitorais, com experiência em observatórios voltados à violência política contra a mulher. Membro do Instituto Nordeste de Direito Penal Econômico (INEDIPE) e mentora no Grupo de Estudos e Assuntos Internacionais (GEDAI/UFC).Neste episódio, Sandrelle compartilha sua trajetória, sua atuação em grandes operações, o papel do compliance penal e a importância da advocacia técnica e comprometida com causas sociais e jurídicas de grande relevância.
O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização, prevenção e diagnóstico do câncer de cérebro. A doença, caracterizada pelo crescimento anormal de células no interior do crânio, pode comprometer estruturas fundamentais do cérebro e impactar em várias funções do corpo, como a fala, memória e até mesmo os movimentos. Em conversa com o médico neurologista e professor do Departamento de Medicina da UFOP, Leonardo Brandão, ele explica sobre o câncer cerebral, seus sintomas, formas de tratamento, prevenção, e a importância do Maio Cinza como meio de conscientização e incentivo ao tratamento precoce. Ficha TécnicaProdução: Rafaella PaivaEdição de Texto: Elis CristinaEdição de áudio e sonoplastia: Aurélio Bernardi
Por que estamos caminhando para um judiciário cada vez mais punitivista? Por que o embate entre o Código de Processo Penal - um texto de inspiração fascista - e a Constituição Federal simbolizam essa tendência autoritária? O que a Operação Lava-Jato tem a ver com tudo isso?Episódios relacionados36: Duas vezes cadeia86: A Vaza-Jato e o mea culpa da imprensa110: Você é livre para ser livre?Entrevistada do episódioMaíra Cardoso ZapaterÉ coordenadora e professora de direito da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), doutora em direitos humanos, especialista em direito penal e processual penal. É formada também em Ciência Sociais.Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.
Bryce Henson joins the pod to discuss his book Emergent Quilombos: Black Life and Hip Hop in Brazil (University of Texas Press, 2023). Drawing on ethnographic research in Salvador da Bahia, Henson explores Brazilian hip hop as a diasporic cultural and political movement rooted in Black radical traditions, anti-racist struggle, and collective community formation. Throughout the conversation, the group discusses the historical significance of quilombos in Brazil, the relationship between Blackness and political struggle, the role of hip hop as a form of "quilombismo," and the intersections of race, class, gender, and diaspora in contemporary Brazil. Bryce Henson is Associate Professor in the Department of Communication and Journalism at Texas A&M University, with affiliations in Africana Studies and the Race and Ethnic Studies Institute. He is also an affiliated researcher with the Pós-Afro Program at the Universidade Federal da Bahia and serves as Associate Editor for Transforming Anthropology. Emergent Quilombos: Black Life and Hip Hop in Brazil can be purchased here: https://utpress.utexas.edu/9781477327986/ Spotify Playlist Curated by Bryce Henson: https://open.spotify.com/playlist/3KnR3IBULZ9aAesr8pY3Ov?si=wp_fX5SwSnigAXai5nWT6Q Subscribe to Latin American Perspectives A journal for discussion and debate on the political economy of capitalism, imperialism, and socialism in the Americas. https://latinamericanperspectives.com/
A força das engenharias e o legado da Escola de Minas no Vida AtléticaVocê conhece a história da associação que representa os cursos da Escola de Minas da UFOP? No episódio de hoje, exploramos a trajetória da Atlética Martelada.Conversamos com o atual presidente, Eduardo Bittencourt, que conta mais sobre a associação fundada pela união dos cursos de engenharia em Ouro Preto. O episódio destaca a importância da Martelada na integração dos alunos, a organização de grandes eventos e o seu papel fundamental no fortalecimento do esporte universitário dentro da instituição.Quer saber mais sobre os bastidores da gestão e como a Martelada se tornou uma das maiores referências do campus?Dê o play agora no UFOPCast! Disponível no site radio.ufop.br e nas principais plataformas de áudio.Ficha TécnicaProdução: @gabriel.ferreirads_Edição de Texto: Elis CristinaEdição de áudio e sonoplastia: Aurélio BernardiSIGA A RÁDIO UFOP EM NOSSAS REDES SOCIAIS E SINTONIZE 97,7 E 106,3
Pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga, desenvolveram um microdispositivo reutilizável para a produção de embriões in vitro. O microdispositivo tem usabilidades para diferentes áreas, como maturação de gametas e fertilização in vitro, sendo seu principal uso esperado à reprodução assistida para seres humanos. Segundo Franciele Flores, pós-doutoranda do Departamento de Medicina Veterinária da FZEA-USP, “[o microdispositivo] é um produto que não tem um custo elevado e que dá para reutilizar. Então, poderia, além de diminuir os custos do que a gente tem hoje, ajudar muitas pessoas a realizar sonhos, como ser mãe”. O microdispositivo está envolvido em um projeto do Jovem Pesquisador - uma linha de fomento e auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a Fapesp, voltado a pesquisadores jovens. O Jovem Pesquisador tem como um dos objetivos estabelecer elos de conexão da ciência dentro do território nacional e internacionalmente. Assim, o projeto contou com a colaboração da Universidade Federal do Ceará e parcerias com a Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos. Gostou do tema? Então confira essa e outras tecnologias desenvolvidas pela Universidade acessando o link https://jornal.usp.br/sinopses-podcasts/momento-tecnologia/ ou ouvindo pelo seu agregador de podcast de preferência.
Debate da Super Manhã: Em períodos eleitorais, as pesquisas de intenção de voto ganham espaço no debate público, influenciam estratégias de campanha e movimentam discussões nas redes sociais. Mas, em meio à avalanche de números e gráficos, muitos eleitores ainda têm dúvidas sobre como esses levantamentos são realizados e até que ponto eles merecem confiança. No debate desta segunda-feira (11), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com convidados para explicar como são feitas as pesquisas eleitorais, qual a importância desses estudos, como funciona a credibilidade dos resultados e quais são os principais questionamentos sobre essas consultas, incluindo possíveis erros, distorções e verdades. Participam o doutor em Direito, especialista em Neoconstitucionalismo e Políticas Internacionais de Integração, professor de Direito do Centro Universitário Tiradentes (Unit), Álvaro de Oliveira Azevedo Neto; o cientista político e advogado especialista em Direito Eleitoral, Felipe Ferreira Lima; o cientista político e diretor do Instituto de Pesquisas NCP Inteligência, Fernando Neves; e o doutor em Estatística pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pela PUC do Chile, e professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFPB), Jerfson Bruno.
Lutz veste Insider
No episódio 246 do Filosofia Pop, recebemos o jurista Lenio Streck para uma conversa sobre filosofia no direito, a importância da hermenêutica jurídica e os riscos do decisionismo. A conversa aborda os limites da interpretação, o papel crítico da doutrina e a necessidade de fundamentação teórica para fortalecer práticas jurídicas mais democráticas. Palavras-chave: Este episódio também marca os 11 anos do podcast. Ao final, você ouve a canção “Não Cabem em uma Kombi”, do acervo de Pedro Ivo, do canal Ateu Informa. Aproveitamos para indicar também o canal Esquerda Goiana, Uai!, de Murilo Ferraz e Analu Oliveira, além do curta-metragem Você Não Vai Me Entender, lançado por Murilo em novembro passado. Lenio Luiz Streck, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Pós-doutor pela Universidade de Lisboa. Professor titular do Programa de Pós-Graduação em Direito (Mestrado e Doutorado) da UNISINOS, na área de concentração em Direito Público. Professor permanente e pesquisador da UNESA-RJ, Professor visitante da Universidade Javeriana – CO. 3 Jurista mais citado na América Latina e 4 nos países do BRICS – conforme Índice Científico Alper-Döğer) (AD). Membro catedrático da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDConst. Presidente de Honra do Instituto de Hermenêutica Jurídica IHJ (RS-MG). Membro da comissão permanente de Direito Constitucional do Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB, do Observatório da Jurisdição Constitucional do Instituto Brasiliense de Direito Público – IDP, da Revista Direitos Fundamentais e Justiça, da Revista Novos Estudos Jurídicos, entre outros. Coordenador do DASEIN Núcleo de Estudos Hermenêuticos. Ex-Procurador de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Autor, entre outras obras, de Jurisdição Constitucional e Decisão Jurídica (6. ed.); Hermenêutica Jurídica e(m) Crise (11. ed.); Verdade e Consenso (6. ed.), Dicionário de Hermenêutica, 2a. edição, além dos livros, em espanhol: Verdad y Consenso, Hermenéutica y Decisión Judicial, e Hermenéutica Jurídica: estudios de teoría del derecho, Dicionario de Hermenéutica, Lla llamada conciencia de los jueces. Tem experiência na área do Direito, com ênfase em Direito Constitucional, Hermenêutica Jurídica e Filosofia do Direito.Vem lecionando disciplinas de direito em cursos de pós-graduação lato sensu EAD desde 2017: Pós Graduação UNISC EAD, da Universidade de Santa Cruz do Sul, 2018; Direito Eleitoral EAD, da Fundação Escola do Ministério Público, Porto Alegre/RS), 2017; Curso de Pós-Graduação em Direito Constitucional EaD, da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDCONST, 2018-2019; e Curso de Pós-Graduação em Direito e Processo Penal EaD, da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDCONST, 2019 (a lecionar). Temas tratados na entrevista (em tópicos) Diferença entre “filosofia no direito” e “filosofia do direito”Defesa da ideia de que a filosofia não deve ser mero ornamento externo ao campo jurídico, mas condição de possibilidade para compreender conceitos, práticas e decisões jurídicas. A filosofia como modo de ser no mundoInfluência de Martin Heidegger: a filosofia aparece como forma de existência e de compreensão prévia do mundo, não apenas disciplina acadêmica. Linguagem, nomes e realidadeDebate sobre como se dão nome às coisas, relação entre palavras e mundo, usando referências como Crátilo e Vidas Secas. Crítica ao positivismo jurídico e ao cientificismoDiscussão sobre o século XIX, quando a filosofia teria sido afastada como “metafísica”, deixando o direito empobrecido teoricamente. Contradições filosóficas nas decisões judiciaisExemplo de juízes que invocam ao mesmo tempo “livre convencimento” (subjetivismo) e “verdade real” (objetivismo), misturando paradigmas incompatíveis. Crítica ao decisionismo judicial brasileiroRejeição da ideia de que “direito é aquilo que os tribunais dizem que é”, vista como destruição da autonomia do direito. Hermenêutica jurídica e limites da interpretaçãoDefesa de limites interpretativos contra arbitrariedades e superinterpretações. A interpretação jurídica deve ser constrangida por tradição, linguagem e institucionalidade. Conceito de “constrangimento epistemológico”Tese de Lenio Streck de que a doutrina e a teoria jurídica devem limitar interpretações arbitrárias e impor padrões racionais ao direito. Direito e literaturaA literatura como fonte privilegiada para compreender dilemas jurídicos e políticos. Exemplos usados: Orestéia, As Viagens de Gulliver, William Shakespeare. Superinterpretação e relativismoDiscussão do debate entre Umberto Eco e Richard Rorty sobre limites da interpretação e riscos do relativismo. Crítica à cultura digital e redes sociaisReflexão sobre banalização do conhecimento, culto à superficialidade e perda da vergonha pública na era das redes. Inteligência artificial e atalhos cognitivosPreocupação com IA como instrumento de simplificação excessiva, respostas prontas e fuga da angústia do pensamento. Hierarquia, autoridade e educaçãoDebate sobre a importância de hierarquias legítimas na formação intelectual e no aprendizado, contrapondo-se ao igualitarismo simplificador. Filosofia brasileira e reconhecimento de Ernildo SteinStreck aponta Ernildo Stein como o filósofo brasileiro que mais o impressionou. Filósofos preferidosDeclara preferência por Hans-Georg Gadamer, com forte referência também a Heidegger. Referências citadas na entrevista Filósofos / Teóricos Martin Heidegger Hans-Georg Gadamer Ernildo Stein Richard Rorty Umberto Eco Charles Sanders Peirce William James Ludwig Wittgenstein (implícito no tema linguagem privada) Søren Kierkegaard Gaston Bachelard Thomas Hobbes William of Ockham Marcílio de Pádua Dante Alighieri Obras literárias / Livros Crátilo Vidas Secas As Viagens de Gulliver Dom Casmurro O Nome da Rosa O Pêndulo de Foucault O Pato Selvagem A Festa da Insignificância A Brincadeira Autores literários William Shakespeare Jonathan Swift Graciliano Ramos Machado de Assis Henrik Ibsen Milan Kundera Obras de Lenio Streck mencionadas Dicionário de Hermenêutica Dicionário de Senso Comum Ensino Jurídico em Crise Robô Não Desce Escada Hermenêutica, Jurisdição e Decisão “Fatos, relatos e interpretações”. In:Trindade, André Karam. e Karan, Henrieta. (ed.). Por dentro da Lei. Direito, narrativa e ficção. (na entrevista erroneamente atribui esse texto a Ernildo Stein, quando queria enfatizar que funciona como um resumo da perspectiva de Lenio Streck) Obras de Ernildo Stein mencionadas: Aproximações sobre Hermenêutica Anamnese: a Filosofia e o Retorno do Reprimido Pensar é Errar: um Ajuste com Heidegger Diferença e Metafísica Racionalidade e Existência: uma Introdução à Filosofia O Filosofia Pop é um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura. A cada 15 dias, sempre às segundas-feiras, a gente vai estar aqui pra continuar essa conversa com vocês. Intercalando com nossos episódios normais de quando em quando vamos apresentar episódios de entrevistas temáticas especiais. O episódio de hoje que é uma parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura popular e Ética, desenvolvido na Universidade Federal de Jataí. Se gosta do conteúdo do podcast, apoio nossa campanha de financiamento coletivo no Catarse, O endereço é http://catarse.me/filosofia_pop. A contribuição mínima que pedimos ´de 5 reais mensais. Se você preferir, pode contribuir através de nosso pix, que é contato@filosofiapop.com.br. Se não pode contribuir financeiramente, ajude divulgando, comentando, indicando para amigos. Precisamos dessa força! Lembrando que você pode encontrar o podcast filosofia popo no twitter, instagram, Facebook e outras redes sociais. Nosso email é contato@filosofiapop.com.br Twitter: @filosofia_popFacebook: Página do Filosofia PopYouTube: Canal do Filosofia Pope-mail: contato@filosofiapop.com.brSite: https://filosofiapop.com.brPodcast: Feed RSS Com vocês, mais um episódio do podcast Filosofia Pop! O post #246 – Filosofia no Direito, com Lenio Streck apareceu primeiro em filosofia pop.
Fala, pirataria! Está no mar o nosso novo podcast! Neste episódio, Daniel Gomes de Carvalho (@danielgomesdecr) e Rafinha (@rafaverdasca) recebem a professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Caroline Garcia Mendes, para uma conversa sobre a Restauração Portuguesa. Canal do História Pirata no YouTube: www.youtube.com/@historiapirata chave pix: podcast.historiapirata@gmail.com Episódio foi editado por: Marcos Sorrilha (@canaldosorrilha) Livro "História em Público", com Bruno Leal, download gratuito: https://livros.unb.br/index.php/portal/catalog/book/722 Livro do Prof. Daniel sobre a Revolução Francesa: www.editoracontexto.com.br/produto/rev…esa/5105603 Livro sobre Thomas Paine e a Revolução Francesa, download gratuito: www.academia.edu/127250233/Thomas…mes_de_Carvalho_ Livro O Jacobinismo e a Revolução Francesa, LF Editorial, preço reduzido: lfeditorial.com.br/produto/o-jacob…nGfGLZOZQ5PaeLh Livro "As Origens dos Estados Unidos", por Marcos Sorrilha: https://www.amazon.com.br/origens-dos-Estados-Unidos-Am%C3%A9rica/dp/6555636955/ref=sr_1_1?dib=eyJ2IjoiMSJ9.LJGvX-i_BuxXef6tkjKu8oHDEiwp4UxahmlNsYiVhJE.JfCwevGzvkpWSD9Mn39UdALRBQGXs6e4V7LmPbyRoF0&dib_tag=se&qid=1777846851&refinements=p_27%3AMarcos+Sorrilha+Pinheiro&s=books&sr=1-1
A cada dez episódios, uma entrevista aqui no PQU Podcast. No episódio 350 tivemos o prazer de conversar longamente com o psiquiatra Luiz Carlos de Oliveira Júnior, professor Adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia, há décadas colaborando na formação de médicos, psiquiatras e geriatras, e fundador da MEVBrasil – Escola Brasileira de Medicina do Estilo de Vida, que ensina e dissemina práticas clínicas em tudo sintonizadas e complementares às que preconizamos aqui no PQU Podcast. Não deixe de escutar!
O Roda Viva desta segunda-feira (20) recebe o escritor e professor Daniel Munduruku.Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo e pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos, Munduruku é autor de mais de 70 livros e tornou-se recentemente o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Paulista de Letras em seus 116 anos de história. Durante a entrevista, o escritor aborda a literatura como sua “forma de fazer política” e destaca que o reconhecimento acadêmico e institucional não apaga a ancestralidade; ao contrário, reforça a capacidade dos povos indígenas de ocupar diferentes espaços sem abrir mão de sua identidade. A bancada de entrevistadores será formada por Anápuàka Tupinambá, jornalista e criador da Etnomídia Indígena e da Rádio Yandê; Auá Mendes, artista visual e arte-educadora do povo Mura; Carlos Messias, escritor e jornalista; Carolina Dantas, editora da InfoAmazonia; Laís Duarte, repórter da TV Cultura; e Maria Luiza Silveira, psicóloga e jornalista especializada em questões indígenas. O programa conta ainda com a participação do cartunista Eduardo Baptistão.
Neste episódio do podcast do Fantástico, você vai ouvir a conversa do influenciador Felipe Bressanim com a psiquiatra e professora da Universidade Federal de São Paulo, Vera Viveiros Sá.
Este é nosso episódio 245 e nele conversamos com Stefany Stettler sobre zumbis. O debate gira em torno do zumbi como figura interdisciplinar, que ultrapassa o terror e se torna um conceito útil para pensar questões filosóficas, históricas e políticas. Parte-se de sua origem no Haiti, ligada ao vodu e à experiência da escravidão, em que o zumbi simboliza a perda total de autonomia. Em seguida, discute-se sua transformação na cultura pop, especialmente no cinema, onde passa a representar medos contemporâneos como epidemias, colapso social e desumanização. A entrevista também explora o zumbi na filosofia da mente, como experimento para pensar a consciência (o “zumbi filosófico”), e na teoria social, como metáfora de alienação e massificação. Em síntese, o zumbi aparece como uma figura que permite refletir sobre o que é estar vivo, ter consciência e manter autonomia em contextos históricos e sociais diversos. Stefany S. Stettler é doutoranda em Filosofia (UnB), mestra em Filosofia (PUCSP), especialista em Linguagem Cinematográfica e Audiovisual, Tanatologia, Imunologia e Microbiologia, bacharela e licenciada em Filosofia (UFPR). Trabalha profissionalmente com revisão, tradução, diagramação e formatação de textos acadêmicos e literários. Além disso, atua como editora executiva da revista Cadernos de Subjetividade (do Núcleo de Pesquisas em Subjetividade do Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da PUC-SP) e do Jornal do CAFIL-UFPR: Devir. Site: https://stefstett.com/ O Filosofia Pop é um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura. A cada 15 dias, sempre às segundas-feiras, a gente vai estar aqui pra continuar essa conversa com vocês. Intercalando com nossos episódios normais de quando em quando vamos apresentar episódios de entrevistas temáticas especiais. O episódio de hoje que é uma parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura popular e Ética, desenvolvido na Universidade Federal de Jataí. Se gosta do conteúdo do podcast, apoio nossa campanha de financiamento coletivo no Catarse, O endereço é http://catarse.me/filosofia_pop. A contribuição mínima que pedimos ´de 5 reais mensais. Se você preferir, pode contribuir através de nosso pix, que é contato@filosofiapop.com.br. Se não pode contribuir financeiramente, ajude divulgando, comentando, indicando para amigos. Precisamos dessa força! Lembrando que você pode encontrar o podcast filosofia popo no twitter, instagram, Facebook e outras redes sociais. Nosso email é contato@filosofiapop.com.br Alguns recados que também gostaríamos de compartilhar: Esta disponível para download gratuito o livro Tcholonadur: entrevistas sobre filosofia africana. Este é um projeto que reúne 34 entrevistas com pensadores que estão moldando a filosofia africana fora da lusofonia. Com prólogo de Filomeno Lopes; Prefácio de Severino Ngoenha e Ergimino Mucale, “Tcholonadur” oferece uma oportunidade imperdível de mergulhar nas ideias e pensamentos que estão moldando o futuro da filosofia africana. https://filosofiapop.com.br/texto/tcholonadur/livro-tcholonadur-entrevistas-sobre-filosofia-africana/ Twitter: @filosofia_popFacebook: Página do Filosofia PopYouTube: Canal do Filosofia Pope-mail: contato@filosofiapop.com.brSite: https://filosofiapop.com.brPodcast: Feed RSS Com vocês, mais um episódio do podcast Filosofia Pop! O post #245 – Zumbis, com Stefany Stettler apareceu primeiro em filosofia pop.
Fala, pirataria! Está no mar o nosso novo podcast! Neste episódio, Daniel Gomes de Carvalho (@danielgomesdecr) e Rafinha (@rafaverdasca) recebem a professora da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Luciana Lopes dos Santos, para uma conversa sobre Santa Teresa (de Ávila?). Canal do História Pirata no YouTube: www.youtube.com/@historiapirata chave pix: podcast.historiapirata@gmail.com Livro do Prof. Daniel sobre a Revolução Francesa: www.editoracontexto.com.br/produto/rev…esa/5105603 Livro sobre Thomas Paine e a Revolução Francesa, download gratuito: www.academia.edu/127250233/Thomas…mes_de_Carvalho_ Livro O Jacobinismo e a Revolução Francesa, LF Editorial, preço reduzido: lfeditorial.com.br/produto/o-jacob…nGfGLZOZQ5PaeLh Esse episódio foi editado por: Marcos Sorrilha (@canaldosorrilha)
Suzette Stalker is Director of FSQA Program Compliance at FreshRealm Inc. Formerly, she served as Director of Food Safety, Quality, and Regulatory compliance at Target Corporation. At Target, Suzette was responsible for food safety standards and programs, covering nearly 2,000 stores and more than 60 supply chain facilities. Her work encompassed owned brand supplier manufacturing facilities, product labeling, produce farms, supply chain facilities, retail stores, and managing food recalls. Previously, Suzette led teams to develop and execute comprehensive internal audits of food safety and operational risks across Target. Before joining Target, Suzette gained valuable food safety and quality experience in manufacturing with roles at Agropur and Schroeder Milk Company, where she implemented Global Food Safety Initiative (GFSI) programs across multiple factories. Suzette holds a bachelor's degree in biology from the College of St. Scholastica. Sabrina Terada is the Manager for Food Safety Risk Management and Measurement at Yum! Brands. She is a seasoned professional in food safety and quality assurance with extensive experience at Yum! Brands, where her roles have included Manager of Global Food Safety Risk Management and Measurement and Manager of Global FSQA. In these positions, Sabrina held responsibilities supporting the Food Safety Governance Framework, coaching, and assisting business units with crisis management. Her prior experience includes serving as a Food Safety Specialist at Citrosuco, where she established certifications and coordinated Hazards Analysis and Critical Control Points (HACCP), and as a master's student at the University of Florida researching enzyme reactions. She holds a master's degree in Food Science and Technology from the University of Florida and a bachelor's degree in Food Technology and Processing from Universidade Federal de Viçosa. In this episode of Food Safety Matters, we speak with Suzette and Sabrina [30:38] about: Their contributions as members of the Editorial Advisory Board for the 2026 Food Safety Summit and the value the Summit brings to industry and the broader food safety community The differences between food safety risk management in manufacturing and retail environments The perspective that global experiences offer in the context of food safety risk management Leadership strategies that can help manage food safety programs for large-scale operations with thousands of stores The challenges that companies may face when trying to implement a strong food safety governance structure across multiple brands, markets, or business units A real-world example that illustrates how an imported food safety issue can escalate into a regulatory or crisis communication challenge, previewing Suzette's Summit session, "Beyond the Headlines: Food Safety Risks in Imported Foods" The importance of bridging the gap between quality teams and business operations in the context of food safety culture and building effective food safety programs, previewing Sabrina's Summit session, "Beyond Compliance: Elevating Food Safety Buy-In Through Interpersonal Influence" Key skills and experiences for food safety professionals entering the field today. News and Resources News IFSAC Publishes Latest U.S. Foodborne Illness Source Attribution Estimates [6:43] Raw Farm Recalls Unpasteurized Cheese While Denying Link to E. coli Outbreak [11:47] Patient Count in Raw Farm E. coli Outbreak Grows, Majority are Young Children GFSI Unveils Updated Food Safety Culture Framework [21:05] UK FSA Reveals Plans to Modernize Food Regulatory System [26:14] Resources The 2026 Food Safety Summit, taking place May 11–14 in Rosemont, Illinois! Public Fails to Appreciate Risk of Consuming Raw Milk, Survey Finds (Annenberg Public Policy Center) Sponsored by: Michigan State University Online Food Safety Program
Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, graduado em Fisioterapia, Mestre em Fisiologia Humana e Doutor em Ciências, Sergio Cravo. Só vem! >> OUÇA (79min 33s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Sergio Luiz Domingues Cravo é graduado em Fisioterapia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC, 1978), Mestre em Fisiologia Humana pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP, 1982), Doutor em Ciências pelo ICB-USP (1987) ambos sob orientação do Prof. Dr. Cesar Timo-Iaria. Pós doutoramento junto ao Department of Neurology, Cornell University Medical College (New York, USA) com Donald J. Reis e Shaum F. Morrison (1987-1989). Livre Docente em Fisiologia pela Escola Paulista de Medicina (2001). Professor Assistente do Departamento de Fisiologia do ICB-USP (1983-1992). Professor Adjunto do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP, 1992-2001), Professor Associada da EPM-UNIFESP. Atualmente é Professor Titular do Departamento de Fisiologia da EPM-UNIFESP. Atua principalmente na área da regulação neural do sistema cardiovascular, com ênfase em : 1. o papel dos núcleos vasomotores do bulbo na regulação da pressão arterial e do volume circulante; b. mecanismos fisiopatológicos dos distúrbios cardiovasculares associados à síndrome da Apneia Obstrutiva do sono. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9305771671259558 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo
A Universidade Federal de Viçosa (UFV), está montando um Banco de Germoplasma da Cannabis, uma planta proibida no Brasil desde o governo Getúlio Vargas, por problemas bem conhecidos. Mas que pode ser uma boa oportunidade para o Brasil nas áreas de fibras e de compostos medicinais.
Philippos A. Costa, MD joins us on OsteoBites to introduce a Phase 2 clinical trial of zanzalintinib for people with osteosarcoma. The study is intended for patients who cannot receive standard chemotherapy or whose cancer has not responded to available treatments. The goal is to explore whether this therapy can control the disease while preserving quality of life during treatment.Philippos A. Costa, MD., is an Oncologist at Yale University. He received his medical degree from the Universiade Federal do Vale do Sao Francisco, Brazil, and completed two internal medicine residencies; at the Universidade Federal de Uberlandia and at the University of Miami Miller School of Medicine, and his fellowship at Yale University. He is an expert in Early Developmental Therapeutics as well as Sarcomas, including osteosarcoma.
A doença de Parkinson é conhecida por causar tremores, mas eles não são o único sintoma dessa doença, que pode começar até com sinais depressão. Cerca de 200 mil pessoas no Brasil sofrem de Parkinson e geralmente a doença surge depois dos 65 anos, mas 10% dos pacientes podem ter manifestações antes disso. O Parkinson não tem cura até o momento, mas hoje sabemos que o tratamento vai muito além dos remédios. Exercícios, fisioterapia, alimentação equilibrada e um sono de qualidade são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. E quando a medicação deixa de funcionar, existe ainda a possibilidade de uma cirurgia de estimulação cerebral. No podcast de hoje a gente conversa com o doutor Carlos Rieder, neurologista especializado em distúrbios do movimento é , médico da Santa Casa de Porto Alegre e professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde do Rio Grande do Sul.
Em agosto de 1942, no auge da Segunda Guerra Mundial, submarinos nazistas afundaram navios na costa brasileira. O Brasil, que ainda mantinha relações com os dois lados do conflito, se viu obrigado a entrar numa guerra para a qual não tinha qualquer preparação.Foi formada então a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que viajou até a Itália para auxiliar as forças aliadas contra o Eixo. Quase 25 mil pracinhas passaram nove meses combatendo no maior conflito armado da humanidade, ajudando a libertar cidades italianas do domínio nazista.Quando retornaram, porém, esses homens não foram considerados heróis por muito tempo. E trouxeram na bagagem romances com jovens italianas, traumas vividos na guerra, e um sentimento geral de admiração por um país aliado: os Estados Unidos da América.Num momento em que o governo de Donald Trump trouxe a guerra para o nosso quintal, o episódio 157 de Escafandro mergulha na missão da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial. Conta como o Brasil atuou na Itália, como essa missão ajudou a moldar nossas Forças Armadas de hoje e reflete sobre o que ela nos ensina a respeito de possíveis futuros conflitos.Mergulhe mais fundoBarbudos, sujos e fatigados: Soldados Brasileiros na Segunda Guerra Mundial (link para compra)Histórias de um pracinha da Segunda Guerra Mundial (link para compra)Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial (link para compra)A dupla face da guerra: a FEB pelo olhar de um prisioneiro (link para compra)Episódios relacionados#70: Os generais e o cerco a Brasília#109: General bom, general mau#142: Heil TrumpEntrevistados do episódioIsalete LealPedagoga e diretora da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil em Valença.Mario PereiraGuia turístico e palestrante. Ex-administrador do Monumento Votivo Militar Brasileiro de Pistoia. Francisco Cesar Alves FerrazDoutor em História pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Autor de "Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial" (Zahar, 2005).Cristina FeresMestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Autora de "A dupla face da guerra: a FEB pelo olhar de um prisioneiro" (Editora Intermeios, 2023).Piero LeirnerAntropólogo, professor da Universidade Federal de São Carlos. Autor de livros como “O Brasil no Espectro de uma Guerra Híbrida" (Alameda Casa Editorial, 2020), e "Dois ensaios sobre magia política" (Editora Hucitec, 2025).Ficha técnicaProdução, reportagem e edição: Matheus Marcolino.Mixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo GamaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia FurnariDireção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
Este é o nosso episódio de número 244 e recebemos o professor Luis Carlos Bresser-Pereira para uma conversa sobre Novo desenvolvimentismo, fim do neoliberalismo, sentido do vida, metodologia das ciências sociais e muito mais Economista, professor e ex-ministro, Bresser-Pereira atravessa décadas de debate sobre o desenvolvimento brasileiro, articulando teoria econômica, experiência de governo e intervenção pública. Luiz Carlos Bresser-Pereira é professor Emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Autor, entre outros livros, de Em busca do desenvolvimento perdido: um projeto novo-desenvolvimentista para o Brasil (Editora FGV) [https://amzn.to/4c1Nadj] Site: https://www.bresserpereira.org.br/ O Filosofia Pop é um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura. A cada 15 dias, sempre às segundas-feiras, a gente vai estar aqui pra continuar essa conversa com vocês. Intercalando com nossos episódios normais de quando em quando vamos apresentar episódios de entrevistas temáticas especiais. O episódio de hoje que é uma parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura popular e Ética, desenvolvido na Universidade Federal de Jataí. Se gosta do conteúdo do podcast, apoio nossa campanha de financiamento coletivo no Catarse, O endereço é http://catarse.me/filosofia_pop. A contribuição mínima que pedimos ´de 5 reais mensais. Se você preferir, pode contribuir através de nosso pix, que é contato@filosofiapop.com.br. Se não pode contribuir financeiramente, ajude divulgando, comentando, indicando para amigos. Precisamos dessa força! Lembrando que você pode encontrar o podcast filosofia popo no twitter, instagram, Facebook e outras redes sociais. Nosso email é contato@filosofiapop.com.br Alguns recados que também gostaríamos de compartilhar: Esta disponível para download gratuito o livro Tcholonadur: entrevistas sobre filosofia africana. Este é um projeto que reúne 34 entrevistas com pensadores que estão moldando a filosofia africana fora da lusofonia. Com prólogo de Filomeno Lopes; Prefácio de Severino Ngoenha e Ergimino Mucale, “Tcholonadur” oferece uma oportunidade imperdível de mergulhar nas ideias e pensamentos que estão moldando o futuro da filosofia africana. https://filosofiapop.com.br/texto/tcholonadur/livro-tcholonadur-entrevistas-sobre-filosofia-africana/ Twitter: @filosofia_popFacebook: Página do Filosofia PopYouTube: Canal do Filosofia Pope-mail: contato@filosofiapop.com.brSite: https://filosofiapop.com.brPodcast: Feed RSS Com vocês, mais um episódio do podcast Filosofia Pop! O post #244 – Novo desenvolvimentismo, com Bresser-Pereira apareceu primeiro em filosofia pop.
O que há em comum entre uma bateria antiaérea da Segunda Guerra Mundial, os algoritmos do WhatsApp e o bolsonarismo? Para Letícia Cesarino, professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina, a resposta está na cibernética. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Letícia para discutir seu artigo recém-publicado na revista Current Anthropology: “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil“, no qual ela aplica o quadro teórico da ecologia da mente, desenvolvido pelo antropólogo Gregory Bateson, para reler o bolsonarismo como um sistema tecnopolítico. No bloco de notícias, David traz dois termômetros da extrema-direita global: os resultados das eleições municipais na França, que revelam o avanço territorial do Rassemblement National a despeito de um teto de vidro nas grandes cidades, e as eleições húngaras de abril, onde Peter Magyar desafia 15 anos de governo Orbán. E ainda tem, no último bloco, dica cultural. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Letícia Cesarino (UFSC), David Magalhães e Guilherme Casarões Capa do episódio: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR) Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 — Abertura 00:02 — Entrevista: ecologia da mente, cibernética e extrema-direita digital 00:32 — Bolsonarismo, populismo e públicos digitais artificiais 00:45 — Radicalização, a lacuna online-offline e os limites da etnografia 00:57 — Boletim: França — eleições municipais e o Rassemblement National 01:03 — Boletim: Hungria — Orbán e Peter Magyar às vésperas das eleições de abril 01:08 — Dica cultural: Feels Good Man (Amazon Prime, 2020) Citados no episódio CESARINO, Letícia. “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil”. Current Anthropology, 2026. BATESON, Gregory. Steps to an Ecology of Mind. Chandler, 1972. GALISON, Peter. “The Ontology of the Enemy: Norbert Wiener and the Cybernetic Vision”. Critical Inquiry, v. 21, n. 1, 1994. WIENER, Norbert. Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. MIT Press, 1948. MASSUMI, Brian. Ontopower: War, Powers, and the State of Perception. Duke University Press, 2015. SIMONDON, Gilbert. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Jérôme Millon, 2005. LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 1986. EASTON, David. A Systems Analysis of Political Life. Wiley, 1965. Documentário Feels Good Man. Direção: Arthur Jones. EUA, 2020. Disponível na Amazon Prime. Chute 391 — Transcrição Parceria Chutando a Escada e Observatório da Extrema Direita Publicado em 26 de março de 2026 Abertura David Magalhães: Olá, pessoal! Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio da parceria entre o Chutando a Escada e o Observatório da Extrema Direita — o primeiro episódio de 2026. A partir de agora, nos encontramos sempre na última semana de cada mês com episódios dedicados a discutir a extrema-direita em suas dimensões globais, teóricas e também reagindo ao calor dos acontecimentos. Para quem já acompanha o podcast, vale lembrar que nosso programa segue dividido em três blocos. No primeiro, trazemos uma entrevista mais aprofundada com pesquisadores e pesquisadoras que estão na linha de frente desse debate. Depois, passamos para um boletim com as análises das principais notícias envolvendo a extrema-direita global. E, para fechar, uma dica cultural sempre conectada com o universo do extremismo de direita — pode ser um livro, um filme, uma série, uma produção musical. Peço que você fique conosco até o fim, porque a dica deste episódio está completamente relacionada com o tema da nossa entrevista. Vamos lá. Entrevista — Letícia Cesarino David Magalhães: Estou aqui com o meu amigo Guilherme Casarões para receber a nossa convidada deste episódio, que é a Letícia Cesarino. A Letícia é professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina e também uma das novas integrantes do Observatório da Extrema Direita. Aproveitamos para dar as boas-vindas — é um prazer ter você conosco, não só no episódio, mas também no Observatório. Nos últimos cinco anos, a Letícia desenvolveu uma pesquisa bastante aprofundada e relevante sobre antropologia digital, extrema-direita e redes sociais. E, mais recentemente, ela acaba de publicar — acabou de sair do forno — um artigo bastante interessante e instigante na revista Current Anthropology. O artigo se intitula “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil” — algo como uma abordagem da ecologia da mente aplicada aos públicos de extrema-direita no Brasil. A ideia deste episódio é discutir esse novo artigo. Letícia, você mobiliza um quadro teórico bastante sofisticado, especialmente ao trazer a ideia de ecologia da mente — ecology of mind —, que vem do trabalho de Gregory Bateson, um antropólogo e linguista britânico importante do século XX. Confesso que não o conhecia; encontrei o livro dele em PDF na internet e li um pouco para me inteirar de como você adota e aplica esse quadro teórico para discutir redes sociais e extrema-direita brasileira. Fiquei bastante interessado no uso do termo “cibernético”, porque para ouvidos contemporâneos ele remete imediatamente ao universo digital, de redes e internet. Mas as principais obras de Bateson são publicadas logo após a Segunda Guerra, nos anos 1960 e 1970 — embora ele tenha iniciado seu desenvolvimento nos anos 1930 —, e ele não estava falando exatamente de internet. Isso me gerou dúvidas. Antes de falarmos da aplicação propriamente dita, você poderia nos explicar um pouco sobre essa abordagem e esse quadro teórico? Bateson propõe tudo isso muito antes da chamada terceira revolução industrial. Letícia Cesarino: Oi, David, Casarões. É um grande prazer estar aqui com vocês no podcast e também no Observatório da Extrema Direita como um todo. Obrigada pelo convite. Acho que esse artigo é um bom gancho para trabalharmos questões da minha abordagem mais específica para a extrema-direita, porque, diferente de muitos que trabalham nesse campo, eu não venho dos estudos da política. Sou uma antropóloga cuja área de origem é a antropologia da ciência e tecnologia — sempre foi assim, desde a graduação —, e nos últimos anos fui transitando para essas questões das mediações digitais, das plataformas e da cibernética. O meu olhar para a extrema-direita é, portanto, um olhar tecnopolítico. O meu interesse é entender essa dimensão relativamente pouco trabalhada nas ciências sociais: o papel das máquinas, o papel da técnica, o papel das infraestruturas técnicas na conformação dessa força política e, mais especificamente no caso desse artigo, dos ecossistemas digitais de extrema-direita. A ecologia da mente e o Bateson — nos últimos anos consolidei em torno da obra dele um arcabouço que remeto também a outros autores da antropologia e da área dos estudos de mídia e tecnopolítica, para desenvolver uma perspectiva que veja agência humana e maquínica juntas, de forma recursiva. E aí a cibernética — podemos começar por ela, esclarecendo o termo. O termo remete a computadores, o que faz sentido, porque a cibernética clássica dos anos 1940, a de Norbert Wiener, o matemático estadunidense que inventou o termo, também deu origem à indústria de tecnologia que temos hoje. Existe, portanto, uma continuidade entre o que chamamos de cibernética hoje e o que era a cibernética como superciência da comunicação e do controle, tanto nos sistemas maquínicos como nos sistemas animais, incluindo o humano. Gregory Bateson fez parte do grupo original das chamadas Conferências Macy, nos anos 1940. Mas depois da Segunda Guerra houve uma bifurcação: uma linha foi trabalhar o que chamo de cibernética das máquinas — Norbert Wiener, Von Neumann, todos os nomes precursores da indústria de tecnologia, da construção dos computadores, da inteligência artificial —, enquanto Bateson foi trabalhar a questão da cibernética dentro de uma chave mais próxima da teoria da evolução e da história natural, o que chamo de cibernética da vida. Ele tem um arcabouço que inclui a cibernética das máquinas, os princípios comuns do funcionamento de máquinas cibernéticas, humanos e animais, mas vai além, trazendo as camadas extras que o humano coloca na relação com a máquina. Nesse sentido, a ecologia da mente inclui a cibernética, mas é maior. É a partir desse ponto de vista que tenho olhado para a participação de máquinas cibernéticas — que, no fundo, hoje são basicamente algoritmos, e a evolução dos algoritmos são as inteligências artificiais — e como elas influem e participam em processos que entendemos como políticos, mas que, na verdade, são tecnopolíticos, porque têm cada vez mais a participação de agências não humanas, agências maquínicas. Guilherme Casarões: Letícia, eu também ficava intrigado com essa terminologia cibernética. Lembro que na faculdade, na aula de sociologia, tive contato com David Easton, que aplicava a cibernética aos sistemas políticos e aos sistemas humanos em geral. Sempre achei curioso que não tivesse a ver com computador — essa foi a maneira como sempre encaramos o termo. Mas toda teoria de sistemas convida a um tipo de abordagem cibernética, com essa linguagem muito interessante de inputs e outputs, de como os sistemas funcionam. Trazer isso de volta à discussão é fundamental. E você argumenta no seu texto que a infraestrutura das redes sociais carrega uma espécie de ontologia do inimigo, herdada dessa cibernética militar da Segunda Guerra Mundial. Como essa visão do ser humano como um servomecanismo — um animal a ser controlado por algoritmos — cria uma afinidade eletiva com a lógica da guerra e a desumanização do outro praticadas pela extrema-direita? Letícia Cesarino: Ótima pergunta. É um bom gancho para colocarmos mais camadas na questão da cibernética. O que tentaram fazer nos anos 1940 — e é importante notar que a cibernética nasce do esforço de guerra, do esforço de guerra dos americanos entrando na Segunda Guerra contra o nazifascismo; a primeira conferência foi em 1946, se não me engano — era produzir conhecimento básico, porque a cibernética é uma ciência que explicaria formas comuns de funcionamento de máquinas cibernéticas, de animais e de humanos. O que têm em comum entre o funcionamento desses sistemas? A cibernética gira em torno da ideia não só de input e output, mas principalmente do feedback — quando o output volta para o sistema como input. O coração da cibernética é essa questão da recursividade, ou causalidade circular, que é uma característica de qualquer organismo vivo e também de máquinas construídas à imagem e semelhança desses organismos, ou seja, máquinas que tomam decisões sozinhas. Essa é, para mim, a principal definição de máquina cibernética, porque os algoritmos fazem isso. Mas muito antes da indústria de tecnologia, outras máquinas já faziam isso — como a própria máquina a vapor de James Watt, que é a base do que Marx, no uso grundrissiano, chama de automata. Ele já identificou no século XIX que havia máquinas sendo incorporadas nas infraestruturas do trabalho que tomavam decisões sozinhas — ainda muito rudimentares, mas a ideia de que as máquinas começam a dar o ritmo do trabalho humano já estava colocada desde o século XIX. A cibernética dos anos 1940 traz para o centro essa questão da guerra, que é quando houve um pico na produção dessas máquinas antes da indústria de tecnologia propriamente dita. Peter Galison — um dos grandes historiadores da ciência, físico de formação — tem um artigo no qual trabalha a ontologia da cibernética de Wiener a partir do contexto de guerra. Ele vai elaborar o que seria essa ontologia do inimigo de guerra a partir da cibernética. Ele faz uma progressão que vale a pena resgatar brevemente aqui. Quando você está numa conjuntura de guerra — uma conjuntura de exceção, isso é importante —, você precisa desumanizar seu inimigo, porque assim vai torná-lo eliminável. Em modelos de guerra anteriores, até a Primeira Guerra, quando você tinha que confrontar seu inimigo no corpo a corpo com uma baioneta ou uma arma de fogo de curto alcance, a forma de desumanização era através de analogias com animais, com monstros. Galison trabalha, por exemplo, cartas de soldados americanos que representam os japoneses através de analogias com ratos, com vermes. Essa é uma forma de desumanização. A segunda forma seria a da Segunda Guerra, que compartilha com a cibernética essa ideia do servomecanismo — um híbrido de humano-máquina. Quando Norbert Wiener começou a desenvolver a cibernética para produzir artilharia antiaérea — máquinas que conseguissem calcular sozinhas a trajetória do caça inimigo para atirar antes de o avião chegar, e o projétil encontrar o alvo no meio da trajetória —, o que o servomecanismo significa? Por que essa imagem do inimigo desumaniza? Porque não interessa quem está dirigindo aquele avião. O que interessa é como aquele avião se comporta — e um comportamento que possa ser previsto e controlado. É um tipo de desumanização cibernética. E podemos pensar também em outras formas de desumanização que evoluem com a guerra, como essa guerra de videogame que temos hoje, onde o inimigo não é sequer visto — é quase como algo da fantasia dos videogames. Isso sempre acompanha a guerra. A cibernética é uma boa epistemologia para entender contextos de exceção, conjunturas de guerra, conjunturas de crise que não se superam, porque são conjunturas de grande instabilidade, de não linearidade, com essa tendência à bifurcação do corpo social. Essas são ferramentas melhores para esse tipo de conjuntura do que muitas das ferramentas clássicas das ciências sociais — Durkheim, por exemplo, desenvolveu ferramentas em sua maioria para contextos de estabilidade, de paz, onde o social está mais estruturado, mais previsível e regido por normas. Num contexto de exceção, de crise e de guerra, o social muda de modo de funcionamento. Uma das hipóteses do meu próximo livro é a de que o social de guerra, de exceção e de crise, funciona em outra dinâmica, e que a cibernética tem boas ferramentas para entender isso, inclusive as formas de desumanização que tendem a se proliferar nesses contextos. David Magalhães: Excelente. Acho que é um bom gancho para avançarmos para a parte do seu texto em que você enquadra todo esse arcabouço para compreender a extrema-direita em ambiente digital. As principais linhas interpretativas preocupadas em compreender a ascensão dessa onda ultradireitista global olham para a questão ideológica, para eleitores frustrados, para a relação desses eleitores com a globalização e com a crise da democracia liberal. Mas você propõe algo diferente: observar esse fenômeno como um grande organismo cibernético, um sistema no qual humanos — lideranças, influenciadores, seguidores — e máquinas — algoritmos do WhatsApp, do Telegram, de redes sociais — operam de maneira integrada, como parte de um ecossistema. O que ganhamos analiticamente ao fazer esse deslocamento? Letícia Cesarino: São muitas camadas. Uma das coisas que acho importante — sempre começo palestras com isso — é a questão do ciborgue. O que é o ciborgue? É um híbrido de humano-máquina, outra forma de falar no servomecanismo. Mas temos essa imagem fantasiosa do ciborgue que vem da ficção científica, a de que seria um indivíduo com partes de sua função fisiológica — alimentação, respiração — suplementadas por máquina. O Robocop seria o tipo ideal disso. O ciborgue da vida real, porém, não se parece em nada com o Robocop. O ciborgue da vida real somos nós. É qualquer um que acorda e a primeira coisa que faz é pegar o celular — para olhar o WhatsApp ou para desligar o alarme — e fica nessa relação de dependência com aquela máquina o dia inteiro, para questões de memória e de tomada de decisão. Por que isso acontece? Porque o Homo sapiens é uma espécie extremamente técnica — uma questão antropológica. Sobrevivemos como espécie, enquanto todos os outros hominíneos foram extintos, pela questão da técnica, da cultura. Precisamos ser suplementados. Como espécie biológica, precisamos ser suplementados o tempo todo pela cultura e pela técnica. Isso não significa que outros animais não tenham técnica — vários mamíferos têm, pássaros também. Mas para o sapiens, isso é existencial. Como Bateson diz, a mente não termina na pele; a mente humana é estendida para o seu ambiente. A unidade de análise da ecologia da mente nunca é o indivíduo sozinho — tentamos delimitar qual é o circuito relevante, e esse circuito de feedbacks é sempre maior que o indivíduo. Pode ser uma família, como no caso dos cães e de uma matilha; pode ser uma comunidade, algum território existencial qualquer. E o nosso território existencial hoje passa necessariamente por essas tecnologias. Os algoritmos, as máquinas, a agência maquínica fazem parte desse território existencial. Isso é um preâmbulo para chegar ao argumento que também faço em vários textos — inclusive nesse —: de que a extrema-direita, se a gente for transposto para a política, é uma força política nativa digital, pelo menos essa extrema-direita que conhecemos hoje. O nazifascismo histórico tem muita participação de mídia, embora isso não seja suficientemente notado. Há muitos estudos históricos que mostram o papel do rádio na capilarização do Terceiro Reich, para conformar esse grande território existencial imaginado e como isso atraiu os alemães comuns em torno daquele projeto. De certa forma, algo similar — similar, mas muito diferente também — está sendo recolocado hoje com relação à nova infraestrutura técnica midiática que são as plataformas digitais. Evito usar a palavra “mídia” porque quando falamos em mídia pensamos em máquinas específicas — televisão, rádio —, mas plataformas não são exatamente mídias. Elas se sobrepõem a todo tipo de infraestrutura técnica, não apenas midiática. Com a plataformização — uma tendência relativamente recente; a internet era muito diferente antes de 2010 — e com os smartphones, que foram um verdadeiro game changer, as primeiras áreas cujos efeitos foram sentidos foram a política eleitoral e a área da saúde. Mesmo antes da pandemia, pesquisadores já identificavam como o autocuidado começou a passar rapidamente por essas infraestruturas, com o “doutor Google”. Para não me estender, vou colocar os dois pontos principais que desenvolvo no artigo, porque são mais ontológicos: como essas máquinas mudam a própria relação espaço-temporal dos nossos sistemas sociotécnicos. O que os algoritmos fazem? Eles hiperaceleram — e esse é, para mim, o ponto central. Quando você hiperaccelera, desestabiliza a relação da mente humana com o seu ambiente. Fica aquele fluxo constante de eventos ao qual você tem que responder o tempo todo, e cognitivamente isso é lido como uma situação de crise, do ponto de vista da ecologia da mente — não só para o humano, para qualquer espécie. Quando há uma instabilidade muito grande do ambiente, isso tende a reverter para o modo crise. É o que Wendy Chun chama de situação de crise permanente que as plataformas jogam nos nossos sistemas sociotécnicos. Isso é, obviamente, uma base fértil para a instrumentalização por forças de extrema-direita. Um outro ponto que os algoritmos introduzem, relacionado à hiperaceleração — que seria uma dimensão mais temporal —, é uma dimensão mais espacial de bifurcação. Algoritmos programados para segmentar públicos, porque essa é a lógica do modelo de negócios da economia da atenção, acabam gerando — não sozinhos, mas na interação com os usuários humanos, porque a recursividade do humano-máquina vai para os dois lados — um efeito sistêmico não de segmentação pura e simples, mas de bifurcação. É aí que entra o código amigo-inimigo, a polarização, a sismogênese — todos esses processos de antagonismo extremo, o que chamo de “mundo do avesso”: um lado é o extremo oposto do outro, numa dinâmica de guerra em que só um pode prevalecer, porque o outro é visto como uma ameaça existencial. No ecossistema de extrema-direita, ele vai desde um polo mais moderado — Tarcísio, digamos — até um polo mais radicalizado — o pessoal do 8 de janeiro, o “tio França” que se explodiu na frente do STF. O que é a extrema-direita? Um lado? O outro? Agentes específicos? Discursos específicos? Não. Do ponto de vista da ecologia da mente, a extrema-direita é toda essa ecologia, todo esse ecossistema que cobre todo esse espectro e que inclui a agência maquínica como um dos seus principais motores. Primeiro porque ela desestabiliza o mundo real, com a hiperaceleração e todos esses processos. Mas ao mesmo tempo ela direciona — é como um rio que tem uma corrente que vai para um lado, e os agentes da extrema-direita são aqueles que nadam a favor da correnteza, porque as plataformas são um ambiente; elas não são variáveis. Elas mudam o ambiente no qual fazemos política. E esse ambiente tem vieses técnicos intrinsecamente favoráveis a uma força política como a extrema-direita. Por isso não é que eles estejam mais espertos ou inteligentes — é que a forma como fazem política converge com a lógica das redes de maneira subliminar, intrínseca. Como o Casarões disse, há uma certa afinidade eletiva com a lógica das plataformas. Mas essa afinidade não é aleatória — por isso foi importante voltarmos à cibernética dos anos 1940, ao esforço de guerra, à artilharia antiaérea. O próprio DNA dessa indústria de tecnologia se originou da guerra e nunca saiu da chave de guerra. Depois da Segunda Guerra, a cibernética se tornou parte da Guerra Fria, com a mesma lógica do controle indireto — fazer o inimigo fazer o que você quer que ele faça indiretamente —, que é essa ideia cibernética do controle numa chave sempre não linear, sempre recíproca. É o que o Trump exatamente tenta fazer agora, em outra versão. Houve um breve interregno onde se tornou uma indústria civil, nos anos 1980 e 1990, mas a lógica algorítmica, a lógica cibernética, continuou sendo a da guerra — só que agora, em vez de controlar o inimigo, você vai controlar o usuário, para fazê-lo clicar num anúncio e vender a atenção daquele usuário para os anunciantes. Há também uma convergência, especialmente durante a Guerra Fria, entre a lógica de guerra indireta, a lógica da propaganda e a indústria de publicidade que temos hoje. Não foi a publicidade que originou a propaganda política — foi a propaganda política que veio primeiro e depois se tornou uma indústria civil, que é o coração da lógica da economia da atenção. Mesmo essas plataformas que se colocavam como liberais sempre tiveram um DNA mais próximo da lógica de guerra, propaganda e controle indireto do que de algo parecido com democracia. Era, de certa forma, um pouco inevitável que as coisas se desenrolassem como estão se desenrolando, porque já estavam previstas na própria ontogênese dessa indústria — como Simondon chamaria —, uma ontogênese ligada à guerra, ao controle e à desumanização. As plataformas, os algoritmos, não nos veem como humanos. É exatamente a mesma coisa do caça com o piloto dirigindo: a máquina é incapaz de ver interioridade, incapaz de ver subjetividade. Ela só nos interpela no nível do controle, da previsão de comportamento. A política está se tornando isso — retroalimentando-se com os discursos da extrema-direita que ativam o senso comum na direção da regeneração, que é a lógica do fascismo histórico: seria possível vencer essa crise, resetar o sistema e construir o estereótipo de um inimigo que precisa ser derrotado para que a crise permanente seja superada. No fim das contas, é uma mistificação de processos reais e de problemas reais, numa linguagem nacionalista e nativista. Guilherme Casarões: Letícia, um outro conceito com que você trabalha no texto e na sua obra é o de populismo. Uma das passagens que mais me chamaram a atenção — e que acho fascinante — é que essa abordagem ecológica de Bateson ganha muita relevância frente ao populismo contemporâneo, justamente porque esse populismo se ampara em públicos que, como você diz no texto, são parcialmente artificiais. A passagem, para quem quiser ler depois, está na página 2 do texto: “os públicos que são produzidos por essa dinâmica são resultados transindividuais de uma agência que é humana e não humana, na medida em que os algoritmos coemergem permanentemente por meio de ciclos cibernéticos”. Essa questão da artificialidade do público é muito central para entender tanto a dinâmica amigo-inimigo quanto a maneira pela qual o populismo contemporâneo consegue controlar a construção narrativa e a mobilização de seu público. Queria ir mais especificamente para o caso que você estuda no texto, que é o bolsonarismo. Seu texto descreve o bolsonarismo não só como uma ideologia, mas como uma dinâmica mutante que oscila entre a moderação e a radicalização. Você traz o conceito de indecidibilidade rítmica — essa coisa de ir e voltar — e eu queria que você explicasse como o bolsonarismo, a partir dessa chave analítica, alterna entre o institucional e o antiestructural, e como isso permitiu ao ex-presidente Bolsonaro manter o sistema político num estado de antagonismo permanente sem chegar a uma ruptura total — o que só vai acontecer em 2023. Letícia Cesarino: O que tentei fazer nesse texto é reler parte do governo Bolsonaro até as eleições de 2022 a partir dessa lógica cibernética — ou seja, como ele performou uma dinâmica cibernética que é essa tecnopolítica moldada pelas máquinas. Casarões, você trouxe a questão do populismo, e acho que são etapas. Desde 2013 até 2018, temos essa invasão muito forte e muito rápida da agência técnica dessas mídias e desses dispositivos dentro da política — um movimento mais tectônico, de desestabilização. E aí essas figuras aparecendo mais ou menos ao mesmo tempo: Modi, Trump, Bolsonaro, Duterte, Orbán — é aí que o conceito de populismo realmente faz mais sentido, nesse sentido dessa irrupção de uma política antiliberal, com uma norma mais afetiva, mais espontânea. É a política da exceção. E que, novamente, bate com a estrutura das plataformas, porque as plataformas também são políticas de exceção e de multidão. É importante termos isso em mente. A citação que você trouxe mostra como as plataformas fazem um tipo de prestidigitação: colocam uma coisa na interface, então o usuário tem a impressão de que é livre, de que é um indivíduo, enquanto o que está acontecendo atrás da tela é que esse indivíduo está sendo desagregado e reagregado com fragmentos de outros usuários em grandes multidões digitais. Ele não tem liberdade — ao contrário, está tendo seu comportamento indiretamente controlado, no sentido cibernético, pelos algoritmos. E esse social de multidão é o social de crise. Quem está imerso nesses ambientes está se colocando num modo crise — e a extrema-direita é a força política que mais combina com esse tipo de ambiente. Sem crise eles não são nada. Se você tirar a crise, a atmosfera de ameaça de que o Brasil vai acabar, eles não têm nada. Por isso não têm programa político: são uma força política na e da crise e da exceção. Daí esse paradoxo de como uma tecnopolítica de crise, de exceção e de guerra se rotiniza como um governo — que foi exatamente o paradoxo do governo Bolsonaro. E ainda teve a pandemia, que adicionou uma camada enorme de crise a isso. Ciberneticamente, faz muito sentido esse vai e vem — os ciclos de feedback positivo e negativo. O feedback positivo é o que acelera o viés que você já está; o negativo coloca um freio. Bolsonaro, enquanto governante, não podia ficar só no runaway, só no feedback positivo, porque o feedback positivo sozinho eventualmente leva a um colapso — tanto nos organismos vivos como nas máquinas. O que ele e o Trump fazem é colocar estrategicamente esses freios, esses recuos: avanço e recuo, feedback positivo e negativo. Tentei mostrar no artigo como isso se deu durante o governo e como esse processo perde o controle na eleição de 2022, redundando eventualmente no 8 de janeiro. O governo Bolsonaro não construiu nada — estava destruindo coisas, que é o que a extrema-direita faz — mas dosando até onde poderia ir na relação com os outros agentes: o Congresso Nacional, o público. E o público passou a ser medido através das redes sociais — pelas métricas das mídias digitais — e cada vez mais por pesquisas de opinião, que são outra forma de feedback que coteja com as mídias sociais. Bolsonaro foi assim sentindo, de forma propriamente recursiva, lidando com um ambiente de causalidades circulares, crises, etc. A linearidade só é possível em contextos de estabilidade e paz — e é exatamente o que o Trump está fazendo hoje. Agora, uma virada acontece, e aí é muito importante a questão do método. Esse artigo é baseado em pesquisa de métodos mistos, onde a abordagem qualitativa antropológica foi composta com uma abordagem computacional de grandes quantidades de dados, com os meus parceiros da Universidade da Bahia, do LabHD, onde fazíamos o mapeamento em tempo real dos públicos do Telegram. Foi muito interessante ver como, em meados de 2021, o comportamento desse ecossistema transindividual — que chamamos de públicos refratados, os públicos da extrema-direita — mudou. O comportamento pandêmico, ativado pela pandemia, e inclusive as teorias da conspiração começaram a diminuir. Isso foi bem na época da questão do voto impresso. Quando o voto impresso é enterrado, um conspiracionismo eleitoral começa a subir e se estabilizar. Por quê? As condenações do Lula tinham sido definitivamente canceladas, e eles, na mentalidade de guerra deles, já previam: “Está vindo um golpe que vai impedir o Bolsonaro de ganhar as eleições de 2022.” Isso mais de um ano antes da eleição. Já entraram no modo de contra-golpe. Que é outra característica desse social de crise — o que Brian Massumi, também batesoniano, chama de preempção: você passa a agir antecipando a ação do seu inimigo. É muito como a lógica da Guerra Fria entre os dois blocos. Por isso a extrema-direita está sempre reagindo — isso é uma característica muito consistente, inclusive dos ecossistemas misóginos, que estão sempre reagindo à suposta provocação ou traição da mulher. O bolsonarismo entrou nesse modo preemptivo, com a certeza de que haveria um golpe contra ele. Na cabeça deles, dessa grande mente transindividual controlada pelo Bolsonaro, o golpe deles era um contra-golpe: seria dado um golpe no Bolsonaro, e o que estavam fazendo seria a resposta. Quando você vê tudo o que fizeram ao longo desse tempo com esse olhar, tudo faz sentido — e o Bolsonaro, como depois ficou demonstrado, de fato estava tentando articular esse contra-golpe. Nas eleições de 2022, estavam nessa dinâmica de avanço e recuo, não deixando o sistema escalar demais, a temperatura subir demais, enquanto conspiravam. Quando ele finalmente desiste, vê que não ganhou a eleição — isso se arrasta por algumas semanas —, e quando realmente percebem que os comandantes das três forças não vão entrar, que o golpe não vai acontecer, Bolsonaro fica em silêncio. Ciberneticamente, isso foi muito importante, porque era ele que fazia a regulação cibernética entre a camada moderada e a camada radicalizada. Ele não deixava as coisas escalar. Era um agente de radicalização, mas também de moderação. Quando ele se retira, a coisa escala — e foi justamente o 8 de janeiro. Olha que interessante: quando aquela multidão invadiu o Congresso, o que aconteceu? Ficaram esperando para ver o que ia acontecer, porque confiavam no plano — só que o plano já tinha dado errado e eles não sabiam disso. Tem esse componente de um mundo de fantasia criado dentro das comunidades radicalizadas — o Bateson ajuda a entender isso, porque ele tem uma teoria cibernética da fantasia e do jogo. Foi aquele choque de realidade. Não houve mais regulação, não houve mais feedback negativo, a coisa escalou, a temperatura subiu — e é onde o artigo termina, fazendo essa releitura cibernética e ecológica dos eventos do segundo governo Bolsonaro e das eleições de 2022. David Magalhães: Ótimo, Letícia. Encaminhando para o fechamento: no finzinho do artigo você faz uma ressalva que achei bastante importante, ao apontar que a ecologia da mente é extremamente poderosa para entender essas dinâmicas sistêmicas mais amplas, mas que também tem limites — especialmente quando tentamos compreender a totalidade da vida cotidiana do sujeito. É justamente aí que você coloca a necessidade de retornar à etnografia tradicional, à etnografia offline. Queria te ouvir sobre esse desafio metodológico. Como a antropologia pode costurar essas duas pontes — de um lado, a visão de um sistema cibernético amplo no qual os indivíduos parecem agir quase como parte de um circuito, de maneira relativamente previsível; de outro, as trajetórias de vida, as experiências subjetivas, as dores concretas que não desaparecem. Como não reduzir essas pessoas a meros nós de rede? Letícia Cesarino: Ótima pergunta, porque é realmente um desafio metodológico. No caso da ecologia da mente, você nunca pode fechar só no indivíduo. Mas é possível — e é o que estou fazendo no livro novo — pensar como o indivíduo enquanto sistema, porque todo organismo individual é um sistema cibernético, com outras camadas além dele, mas ele próprio é uma camada de individuação bastante importante. Ele pode estar dividido entre dois territórios existenciais — e é um pouco como estou tentando trabalhar a questão da radicalização no livro novo. O online oferece um tipo de território existencial onde a persona online do sujeito está com interações específicas. É isso que gera o elemento de fantasia nas comunidades extremistas: no online é possível cultivar uma realidade e um tipo de estereotipação do inimigo, toda a questão da desinformação, que não é possível fazer no offline. Por isso o que aconteceu depois da invasão ao Congresso e ao STF: a realidade bateu. Eles achavam que a realidade era o que era cultivado na mente transindividual do online — e isso não bateu com o que estava acontecendo offline. Com a internet, não é mais preciso se deslocar fisicamente para se radicalizar. Você pode viver sua vida normalmente e, em parte do seu circuito, se radicalizar só no online. São muito esses casos que abordarei no próximo livro: adolescentes e jovens que estão no quarto jogando videogame, vivendo normalmente na escola, e estão fazendo coisas indescritíveis na internet — que você só vai descobrir quando a polícia bater na porta. Etnografar a radicalização é muito difícil, porque é um processo — você precisa acompanhar a pessoa desde o início, quando não estava radicalizada. É praticamente impossível, a não ser que alguém muito próximo passe por isso. Mas existem autorrelatos. Tenho trabalhado muito com o caso dos neonazistas, onde já há na Europa e nos Estados Unidos um repertório grande de testemunhos e autobiografias de pessoas que saíram dessas comunidades extremistas. No jihadismo também há bastante material; os manifestos de atiradores em escolas, por exemplo, muitas vezes trazem essa visão subjetiva da radicalização. Há um outro ponto que descobri e que não estava na pesquisa anterior: o que alguns estudos de radicalização chamam de reduplicação. Isso vem de um estudo histórico de Robert Lifton sobre médicos nazistas — como eles dividiam a personalidade. Quando estavam em Auschwitz, eram um tipo de pessoa; quando estavam em casa, com a família, eram completamente diferentes. Era uma reduplicação da personalidade em duas, como forma de resolver dissonâncias e contradições. O médico conseguia desumanizar as pessoas que selecionava para morrer em Auschwitz, enquanto em casa humanizava os seus. Algo assim parece acontecer também no nível da mente individual através da lacuna online–offline: as pessoas inconscientemente encontram formas de dividir a sua mente entre esses dois mundos, de forma que não precisem romper com familiares, amigos ou colegas de trabalho por razões políticas. Esse efeito da lacuna online–offline deve ser estudado — não é só uma questão metodológica, é a questão de qual é o efeito dessa própria separação, que é inédita: são as primeiras tecnologias que possibilitam essa divisão em ambientes existenciais separados, ainda que em relação recursiva. Isso pode ser um indutor de radicalização. Sabe aquele meme dos cachorros latindo no portão? Quando o portão abre, cada um vai para um lado. O humano tem um pouco disso: fica mais agressivo, fala coisas e faz coisas quando não está cara a cara com a pessoa — coisas que não faria no presencial. Isso é muito característico da extrema-direita: estão latindo, agressivos, no comportamento de ameaça, e quando a Polícia Federal bate na porta, revertem ao comportamento de autopiedade e vitimização — que é o que o Bolsonaro está fazendo agora na cadeia. Bateson trabalha isso muito bem, não só no humano, mas em outros mamíferos. A ecologia da mente, pegando inclusive insights de outros mamíferos — como o Bateson faz —, nos ajudaria a reincorporar o elemento biológico-evolutivo nas nossas explicações. E aqui chego a um ponto que acho muito importante: a extrema-direita tem todo um repertório do darwinismo social e da psicologia evolutiva para dizer que a forma como ela vê o humano é a forma real, a forma biológica, a forma natural. São leituras completamente erradas e enviesadas, mas para o senso comum são muito intuitivas. A questão de gênero, por exemplo: a ideia de que o homem é para um papel e a mulher para outro não tem apoio em estudos sérios de outras espécies ou da nossa. A antropologia, porém, abandonou esse campo — tornou-se etnografia, estudo da cultura, abandonou a natureza e a biologia, por razões relacionadas à história e à política interna da disciplina. Um dos meus objetivos é recuperar esse espaço de autoridade científica para falar do humano, do que é natural no humano, a partir de abordagens como a do Bateson — que é uma teoria da evolução que inclui a cultura — para competir também nesse campo da naturalização do comportamento humano. Eu diria que é talvez o campo mais persuasivo dos discursos da extrema-direita, porque a esquerda e as ciências sociais ficam só na desconstrução e no culturalismo, enquanto eles estão falando daquilo que é espontâneo, natural, atemporal. É assim que o fascismo mira, e precisamos competir nessa ordem de discurso, reivindicando uma abordagem científica mais universalista — um outro tipo de universalismo, não o positivista. A ecologia da mente é uma das principais vias que vejo para isso. No contexto desse artigo, foi também um subtexto: o artigo foi parte de um dossiê financiado pela Fundação Wenner-Gren, a maior fundação de antropologia dos Estados Unidos, e queria passar essa mensagem para os meus colegas antropólogos — a gente pode falar de universais humanos de uma forma mais refinada e rica, e competir com a extrema-direita nesse campo de discurso. Guilherme Casarões: Letícia Cesarino — incrível, tanto no pessoal quanto no profissional. E agora descobrimos, o que não deveria ser exatamente uma surpresa, que você é especialista em memes. Foi de longe uma das conversas mais eruditas que tivemos aqui, não só na colaboração com o OED, mas de todas as entrevistas que já fiz. Uma densidade impressionante, transmitida de forma didática. Tenho certeza de que os nossos ouvintes vão adorar esse papo. Quem está acompanhando, fiquem por aí — ainda temos a segunda parte da conversa, com o boletim de notícias e a dica cultural. Boletim — Giro de Notícias David Magalhães: Vamos ao nosso boletim com duas notícias envolvendo a ultradireita. França No próximo ano teremos eleições nacionais na França, que serão importantíssimas tanto para a Europa quanto para o futuro da direita radical no mundo. No dia 22 de março, domingo, ocorreu o segundo turno das eleições municipais francesas, que costuma ser um termômetro importante para medir o crescimento e a capilaridade da direita radical francesa, representada aqui pelo Rassemblement National. O resultado dessas eleições foi bastante ambíguo. O Rassemblement National, partido de Marine Le Pen e da estrela em ascensão Jordan Bardella, não conseguiu vencer em grandes cidades estratégicas — como Marselha e Toulon —, onde havia uma expectativa de vitória da direita radical. Por outro lado, o partido avançou de forma importante em outro nível: consolidou uma presença territorial, especialmente no sudeste e no nordeste do país, conquistando dezenas de prefeituras e ampliando de maneira bastante significativa sua base local. Hoje, de acordo com matéria do Le Monde de 23 de março, o Rassemblement National passa a governar aproximadamente 70 municípios e conta com cerca de 3 mil representantes locais — uma quantidade bastante considerável. Outro ponto central é um certo teto de vidro que tem impedido a vitória do RN em grandes cidades. Esses centros urbanos mais ricos, mais jovens e com maior nível educacional têm sido um desafio para a expansão da direita radical. Por outro lado, há um crescimento muito forte em áreas periféricas, regiões pós-industriais e comunas menores, geralmente marcadas por uma sensação de abandono e por um acúmulo de ressentimento — o que alguns autores chamam de left behinds, os que foram deixados para trás —, sentimento que a direita radical populista costuma explorar. Quero destacar ainda um fator que pode ser preocupante olhando para as eleições nacionais de 2027: não houve, ou houve em pouquíssimas cidades, a chamada frente republicana — também chamada de cordão sanitário. O cordão sanitário é o conjunto de alianças tradicionais de partidos com compromissos democráticos para barrar a direita radical no segundo turno das eleições. A quase inexistência desse cordão fez com que o RN conquistasse cidades onde, em eleições anteriores, havia sido bloqueado. No final das contas, essas eleições não deram o resultado que o RN esperava — um grande impulso nacional —, mas consolidaram uma base territorial sólida. Isso coloca uma questão relevante olhando para 2027: seria esse enraizamento local suficiente para sustentar uma vitória nas eleições presidenciais? Seguiremos acompanhando o caso da França. Hungria Passamos para a Hungria — continuamos falando de eleições, já que os húngaros vão às urnas em abril para decidir se encerram os 15 anos de governo de Viktor Orbán. No domingo, 15 de março, os dois principais atores políticos do país — Viktor Orbán, do Partido Fidesz, e o oposicionista Peter Magyar, do partido Tisza — realizaram grandes manifestações em Budapeste no Dia Nacional Húngaro. Mais do que uma comemoração histórica, os eventos funcionaram como um teste de força às vésperas das eleições de abril. Os dois lados reivindicaram vitória em termos de mobilização — como já vimos aqui no Brasil. O governo afirmou que foi uma das maiores marchas já realizadas no país, enquanto a oposição chegou a afirmar que reuniu meio milhão de pessoas. Ainda que sejam números exagerados, as estimativas independentes indicam que o Tisza, de Magyar, levou mais gente às ruas do que o Fidesz de Orbán, o que sinalizaria um possível avanço da oposição no campo urbano. Essas manifestações têm algo interessante: acontecem dentro de um calendário nacional, e foi possível observar uma disputa não só eleitoral, mas simbólica. Ambos os lados tentavam se apropriar da memória da Revolução de 1848. Orbán engendrou uma narrativa que associa o passado à luta contra o domínio estrangeiro, ao globalismo, à ingerência da União Europeia e à ameaça da guerra na Ucrânia. A oposição liderada por Peter Magyar utiliza os mesmos símbolos nacionais, mas com outros significados: para eles, a defesa da liberdade hoje se traduz em manter a Hungria dentro da União Europeia e vinculada à OTAN, além de restaurar o funcionamento das instituições democráticas do Estado húngaro — bastante prejudicadas nos anos de Orbán. As pesquisas de intenção de voto desde julho do ano passado mostram um quadro relativamente estável, com uma diferença de aproximadamente 10% em favor da oposição. É preciso ter cautela com essas pesquisas, no entanto, porque em 2011 Orbán fez uma importante reforma eleitoral que dá mais peso aos distritos rurais, geralmente mais conservadores. Além disso, ele concedeu cidadania a húngaros que vivem na Eslováquia, na Romênia e na Sérvia, uma população que tende a votar no governo. E há também uma mobilização ideológica mais incandescente da direita radical húngara, que pode fazer diferença nas urnas. Fato é que nenhum dos lados parece acreditar numa vitória esmagadora. Já se discute a possibilidade de alianças — o partido Jobbik, na Hungria, pode ser crucial para a formação de uma maioria no parlamento. No nosso episódio de abril, iremos repercutir o resultado dessa eleição. Dica Cultural David Magalhães: A nossa recomendação cultural deste episódio tem tudo a ver com a conversa que tivemos no primeiro bloco com a Letícia Cesarino. Se você se interessou pelo debate sobre internet, cultura digital, extrema-direita e disputa de narrativas, vale muito a pena assistir o documentário Feels Good Man, disponível na Amazon Prime. O documentário é de 2020, mas chegou recentemente a essa plataforma. O filme conta a história do Pepe the Frog, personagem criado pelo cartunista Matt Furie nos anos 2000. Originalmente era um sapo tranquilo, good vibes, que circulava numa tirinha independente. Com o tempo, porém, esse personagem foi sendo apropriado na internet — primeiro como meme, depois ganhando formas cada vez mais distorcidas, até virar um símbolo associado ao alt-right e a outros grupos de extrema-direita. O documentário é bastante interessante porque não trata isso como uma mera curiosidade da internet. Ele mostra como esse processo revela algo mais profundo: como essas comunidades online — fóruns, antigamente o 4chan, hoje um ecossistema bem mais complexo — funcionam como verdadeiros laboratórios de produção cultural e política, com uma lógica quase darwiniana de disputa por atenção, em que os conteúdos mais chocantes e extremos ganham mais visibilidade, com toda uma engenharia algorítmica por trás. O filme também acompanha o próprio criador do Pepe, que se vê completamente impotente diante da transformação da sua obra. E esse é um ponto central: na era da internet, a circulação de imagens e memes escapa completamente ao controle original — pode ser capturada e ressignificada por distintos atores políticos. O documentário tem um aspecto que dialoga diretamente com o que conversamos com a Letícia Cesarino: esses grupos utilizam o humor, a ironia, a ambiguidade e as trollagens para disseminar ideias racistas, misóginas e xenófobas, muitas vezes sob a aparência de brincadeira. Isso cria uma zona cinzenta que dificulta a crítica e, ao mesmo tempo, aumenta o alcance dessas mensagens de ódio. Feels Good Man nos ajuda a entender essa cultura digital e como ela se relaciona com a extrema-direita — e dialoga perfeitamente com os temas que trouxemos na entrevista do primeiro bloco. Até a próxima. The post Ecologia da mente e extrema-direita appeared first on Chutando a Escada.
Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Psiquiatra, Bacharel em Ciências Moleculares e Doutor em Radiologia, Claudinei Biazoli. Só vem! >> OUÇA (80min 53s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Claudinei Eduardo Biazoli Junior é Professor, Psiquiatra, Bacharel em Ciências Moleculares e Doutor em Radiologia pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor adjunto do Centro de Matemática, Computação e Cognição da Universidade Federal do ABC (UFABC). Coordena o Laboratório Interdisciplinar de Neurociência do Desenvolvimento Afetivo e Social (LINDAS-UFABC). Tem experiência em neuroimagem funcional e genética do desenvolvimento, saúde mental de crianças refugiadas e neurociência afetiva e social. Lattes: http://lattes.cnpq.br/1530049503337087 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo
No SciCast dessa semana conversamos a respeito do Guia Alimentar da População Brasileira, um dos instrumentos legais que norteiam toda a política de combate à fome, segurança alimentar e nutrição em diversas fases da vida. O Guia foi desenvolvido no Brasil, mas já ganhou repercussão internacional, com novos estudos utilizando métricas e classificações dele para definir os novos espaços e sistemas alimentares atuais. Ainda aqui, iremos trabalhar com a ideia de ultraprocessados, e entender toda a polêmica por trás dessa classificação. Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://www.instagram.com/PortalDeviante/ Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Tarik Fernandes, Emanuelle Salustiano, Ruan Santos, Lênin Machado e Yasmin Pussente Citação ABNT: Scicast #682: Ultraprocessados e a classificação Nova. Locução: Tarik Fernandes, Emanuelle Salustiano, Ruan Santos, Lênin Machado e Yasmin Pussente. [S.l.] Portal Deviante, 16/03/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-682 Imagem de capa: Referências e Indicações Sugestões de literatura: TULLEKEN, Chris van. Gente ultraprocessada: por que comemos coisas que não são comida, e por que não conseguimos parar de comê-las. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Elefante, 2024. SCRINIS, Gyorgy. Nutricionismo: a ciência e a política do aconselhamento nutricional. São Paulo: Elefante, 2021. Sugestões de filmes: Documentário “Muito Além do Peso” MUITO ALÉM DO PESO | Filme Completo Sugestões de links: O indigesto sistema do alimento mercadoria https://www.scielo.br/j/sausoc/a/SL48V3NbbVNPNNRXybCqfqP/?format=html&lang=pt O capitalismo também mata pela boca https://criticarevolucionaria.com.br/revolucionaria/article/view/1/39 https://revistapesquisa.fapesp.br/quantidade-de-cacau-no-chocolate-meio-amargo-e-similar-ao-das-versoes-ao-leite-e-branco-aponta-estudo https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2025/06/16/novo-capitulo-na-saga-dos-ultraprocessados https://ojoioeotrigo.com.br/2025/03/faz-sentido-falar-em-ultraprocessados-menos-piores/ Sugestões de podcasts: Série sobre ultraprocessados, em 4 episódios: Ultraprocessados, uma relação tóxica https://ojoioeotrigo.com.br/2023/08/ultraprocessados-uma-relacao-toxica/ Vale por um bifinho? https://ojoioeotrigo.com.br/2023/08/vale-por-um-bifinho/ Cimento, açúcar e aditivos https://ojoioeotrigo.com.br/2023/08/cimento-acucar-e-aditivos/ É impossível comer um só https://ojoioeotrigo.com.br/2023/08/e-impossivel-comer-um-so/ [1]: PERES, João; POMAR, Marcos Hemerson. Em documento para a Coca dos EUA, consultoria lista Guia Alimentar do Brasil como problema. Portal O Joio e o Trigo, 01 set. 2021. Disponível em: . Acesso em 15 out. 2025. [2]: BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 2ª ed. 158p. [3]: Thomas, Geo & Kalla, Adarsh & Kumar, Ashok. (2018). Food matrix: A new tool to enhance nutritional quality of food. 7. 1011-1014. [4]: MENEZES, Sônia Souza Mendonça. Comida de ontem, comida de hoje. O que mudou na alimentação das comunidades tradicionais sertanejas?. OLAM: Ciência & Tecnologia, v. 13, n. 2, 2013. [5]: BRONOSKI, Bruna. Títulos e empréstimos do HSBC ameaçam quebradeiras de coco babaçu no Matopiba. Portal O Joio e o Trigo, 01 set. 2025. Disponível em:. Acesso em 17 out. 2025. [6]: RIBEIRO, Adrieli Santos et al. Banco de dados didático para explorar e difundir a classificação nova de alimentos: parte 2-ingredientes culinários processados. 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A. et al. Ultra-processed foods: what they are and how to identify them. Public Health Nutrition, v. 22, n. 5, p. 936–941, 2019. [13]: ASENSI, M. T. et al. Low-grade inflammation and ultra-processed foods consumption: a review. Nutrients, v. 15, n. 6, p. 1546, 2023 See omnystudio.com/listener for privacy information.
No SciCast dessa semana conversamos a respeito do Guia Alimentar da População Brasileira, um dos instrumentos legais que norteiam toda a política de combate à fome, segurança alimentar e nutrição em diversas fases da vida. O Guia foi desenvolvido no Brasil, mas já ganhou repercussão internacional, com novos estudos utilizando métricas e classificações dele para definir os novos espaços e sistemas alimentares atuais. Ainda aqui, iremos trabalhar com a ideia de ultraprocessados, e entender toda a polêmica por trás dessa classificação. Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://www.instagram.com/PortalDeviante/ Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Tarik Fernandes, Emanuelle Salustiano, Ruan Santos, Lênin Machado e Yasmin Pussente Citação ABNT: Scicast #682: Ultraprocessados e a classificação Nova. Locução: Tarik Fernandes, Emanuelle Salustiano, Ruan Santos, Lênin Machado e Yasmin Pussente. [S.l.] Portal Deviante, 16/03/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-682 Imagem de capa: Referências e Indicações Sugestões de literatura: TULLEKEN, Chris van. Gente ultraprocessada: por que comemos coisas que não são comida, e por que não conseguimos parar de comê-las. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Elefante, 2024. SCRINIS, Gyorgy. Nutricionismo: a ciência e a política do aconselhamento nutricional. São Paulo: Elefante, 2021. Sugestões de filmes: Documentário “Muito Além do Peso” MUITO ALÉM DO PESO | Filme Completo Sugestões de links: O indigesto sistema do alimento mercadoria https://www.scielo.br/j/sausoc/a/SL48V3NbbVNPNNRXybCqfqP/?format=html&lang=pt O capitalismo também mata pela boca https://criticarevolucionaria.com.br/revolucionaria/article/view/1/39 https://revistapesquisa.fapesp.br/quantidade-de-cacau-no-chocolate-meio-amargo-e-similar-ao-das-versoes-ao-leite-e-branco-aponta-estudo https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2025/06/16/novo-capitulo-na-saga-dos-ultraprocessados https://ojoioeotrigo.com.br/2025/03/faz-sentido-falar-em-ultraprocessados-menos-piores/ Sugestões de podcasts: Série sobre ultraprocessados, em 4 episódios: Ultraprocessados, uma relação tóxica https://ojoioeotrigo.com.br/2023/08/ultraprocessados-uma-relacao-toxica/ Vale por um bifinho? https://ojoioeotrigo.com.br/2023/08/vale-por-um-bifinho/ Cimento, açúcar e aditivos https://ojoioeotrigo.com.br/2023/08/cimento-acucar-e-aditivos/ É impossível comer um só https://ojoioeotrigo.com.br/2023/08/e-impossivel-comer-um-so/ [1]: PERES, João; POMAR, Marcos Hemerson. Em documento para a Coca dos EUA, consultoria lista Guia Alimentar do Brasil como problema. Portal O Joio e o Trigo, 01 set. 2021. Disponível em: . Acesso em 15 out. 2025. [2]: BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 2ª ed. 158p. [3]: Thomas, Geo & Kalla, Adarsh & Kumar, Ashok. (2018). Food matrix: A new tool to enhance nutritional quality of food. 7. 1011-1014. [4]: MENEZES, Sônia Souza Mendonça. Comida de ontem, comida de hoje. O que mudou na alimentação das comunidades tradicionais sertanejas?. OLAM: Ciência & Tecnologia, v. 13, n. 2, 2013. [5]: BRONOSKI, Bruna. Títulos e empréstimos do HSBC ameaçam quebradeiras de coco babaçu no Matopiba. Portal O Joio e o Trigo, 01 set. 2025. Disponível em:. Acesso em 17 out. 2025. [6]: RIBEIRO, Adrieli Santos et al. Banco de dados didático para explorar e difundir a classificação nova de alimentos: parte 2-ingredientes culinários processados. Trabalho técnico do curso de Nutrição pela Universidade Federal de Grande Dourados, 1. ed, 17.p. 2018. [7]: TULLEKEN, Chris van. Gente ultraprocessada: por que comemos coisas que não são comida, e por que não conseguimos parar de comê-las. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Elefante, 2024. [8]: REDAÇÃO. Por que chamamos ultraprocessados de produtos, e não de alimentos. Portal O Joio e o Trigo, 28 ago. 2023. Disponível aqui: , acesso em 23 out. 2025. [9]: PROENÇA, Mauro. Novo capítulo na saga dos ultraprocessados. Portal Questão de Ciência, 16 jun. 2025. Disponível aqui: . Acesso em 29 out. 2025. [10]: MONTEIRO, C. A. et al. A new classification of foods based on the extent and purpose of their processing. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 26, n. 11, p. 2039–2049, 2010. [11]: MONTEIRO, C. A. et al. The UN Decade of Nutrition, the NOVA food classification and the trouble with ultra-processing. Public Health Nutrition, v. 21, n. 1, p. 5–17, 2017. [12]: MONTEIRO, C. A. et al. Ultra-processed foods: what they are and how to identify them. Public Health Nutrition, v. 22, n. 5, p. 936–941, 2019. [13]: ASENSI, M. T. et al. Low-grade inflammation and ultra-processed foods consumption: a review. Nutrients, v. 15, n. 6, p. 1546, 2023
Debate da Super Manhã: Pauta central para pesquisadores, gestores públicos e a sociedade, as inovações recentes da ciência, como a molécula polilaminina, têm despertado atenção de todos pelo seu potencial terapêutico e pela possibilidade de melhor qualidade de vida para muitos pacientes. Porém, a ciência esbarra em inúmeros desafios, tanto no âmbito federal quanto estadual, o que impacta o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias. No debate desta segunda-feira (9), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com nossos convidados sobre as inovações científicas, os investimentos e financiamentos, a molécula polilaminina e os obstáculos da pesquisa científica no Brasil. Participam a secretária de políticas e programas estratégicos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Conselho da Sociedade Brasileira de Física (SBF), Andrea Latgé; o presidente da Academia Pernambucana de Ciências e diretor-presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Anderson Gomes; e a professora de Genética do Departamento de Biologia e coordenadora do Laboratório Multiusuário de Microbiologia Molecular, ambos da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Anna Carolina Almeida.