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Na escola, ela não gostava das aulas de Educação Física, exceto quando o professor colocava a turma para correr ao redor da escola. Enquanto os colegas cansavam, ela fazia duas ou três voltas sem se cansar. Os anos se passaram, ela cresceu e a corrida foi esquecida. Muitos anos depois, trabalhando na sua lanchonete dentro de uma academia, em Florianópolis, um grupo de pessoas que saía para correr despertou sua curiosidade. Procurou então a treinadora, Vanuza Maciel, e começou a treinar corrida. Percebendo que ela tinha uma resistência acima da média, Vanuza a incentivou a correr distâncias maiores. Em 2004, com apenas três meses de treino, participou de sua primeira corrida de rua, uma maratona. Terminou na quarta colocação, com o tempo de 3h27min. Aquela experiência foi o início de sua relação com as longas distâncias. No início de 2005, participou de sua primeira ultramaratona de 50 km, na Praia do Cassino. Sempre buscando desafios maiores, passou a participar de provas em trilha e montanha, até chegar às ultramaratonas de 12, 24 e 48 horas. É bicampeã dos 42 km Indomit Bombinhas, campeã dos 42 km da Villa La Angostura. Conquistou o tricampeonato feminino da BR-135. Em 2014, foi campeã da Indomit Costa Esmeralda, nos 100 km. Representou o Brasil em dois Campeonatos Mundiais de 100 km. Em 2017, correu os 235 km da Ultramaratona dos Anjos. No ano seguinte, completou 1.000 km em 7d10h20min, como a primeira mulher brasileira a concluir a distância. Em 2019, tentou quebrar o recorde mundial de sete dias de corrida em esteira. Percorreu 800,61 km e estabeleceu o recorde sul-americano, ficando pouco mais de 30 km aquém da melhor marca mundial. Vieram a pandemia, a mudança de cidade e alguns altos e baixos da vida, mas, em 2024, ela voltou a pensar em uma nova tentativa. Este ano, depois de muito trabalho, treino e fé, finalmente conseguiu organizar uma nova tentativa. Em 2026 a marca do recorde mundial feminino já havia subido para 846 km, mas ela acreditou em si mesma e iniciou o desafio. Em agosto, depois de sete dias consecutivos em uma esteira colocada dentro de um shopping center, completou exatos 866,21 km. Conosco aqui, uma mulher que diz ter aprendido com a corrida a ter paciência, conviver com a dor, respeitar os momentos difíceis e não desistir apenas porque alguma coisa parece impossível. A recordista mundial rio-sulense, Débora Aparecida de Simas. Inspire-se! Race Smart - check your heart Este episódio é oferecido pela @z2perfomance O Power Powder, da Z2, é um carboidrato em pó para diluir na água e consumir durante treinos e provas. Ele facilita o abastecimento de carboidratos ao longo do exercício e pode ser combinado com outras fontes, como os géis, dentro da estratégia de cada atleta. A linha conta com diferentes concentrações de carboidratos e eletrólitos, além de versões com cafeína, permitindo ajustar a reposição de acordo com a duração e intensidade do treino ou da prova. Siga @z2performance e fique por dentro do universo da Z2. SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.
Bem amigos do Pelada na Net, chegamos em definitivo para o programa 815! E hoje temos o Príncipe Vidane, Brulé e Rick na Gaita frustrados com o início da nova era da morena fina.E neste programa falamos sobre os horríveis amistosos que a Seleção Brasileira fez contra a Austrália, criticamos a teimosia de Carlo Ancelotti, nos frustramos com os novos goleiros, comentamos a proibição das bets no Brasil além de muito mais!#BRUNOGARANHÃES #VOLTAVINIFEIOORIGINAIS DO FUT - www.originaisdofut.com, cupom PELADA10 com 10% OFF! Siga @originaisdofut_ e assine a Mistery Box!APROVEITE OS CURSOS DA ARTE REVIDE! Curso de produção de Livro Infantilcontato: podcast@peladananet.com.br acesse: peladananet.com.br e confira os links das nossas redes sociais (grupo de telegram, instagram, bluesky e twitter tanto do podcast quanto dos nossos participantes)Projetos paralelos:Dentro da Minha CabeçaReinaldo JaquelineFábrica de FilmesCia da LouçaTwitch do Jovem nerdJovem Nerd Esporte Clube Spotify / YouTubeFinanciamento coletivo:Apoia.se / Patreon / Chave pix: podcast@peladananet.com.brColaboradores de Setembro/2026!Obrigado a todos que colaboraram com ao menos R$10. Confira aqui a lista de nomes
Um julgamento feito em oito segundos custou uma venda de seis dígitos. Neste episódio do Podcast de Vendas do Diego Maia, Diego Maia conta a história de um cliente que entrou em uma concessionária usando bermuda, chinelo e camiseta e foi ignorado pela equipe. No dia seguinte, comprou duas caminhonetes à vista na concorrência.A lição não é atender bem apenas porque alguém aparentemente simples pode ter muito dinheiro. A mensagem é mais profunda: nenhum profissional tem o direito de decidir, com base na aparência, quem merece seu melhor atendimento. Atendimento de qualidade deve ser padrão, não privilégio concedido após uma avaliação superficial.Diego Maia também chama atenção para o custo invisível do mau atendimento. Muitos clientes não reclamam, não preenchem pesquisas e não explicam por que desistiram. Apenas vão embora, compram em outro lugar e compartilham a experiência com outras pessoas. O relatório da empresa mostra queda nas vendas, mas não revela quantas oportunidades foram perdidas por indiferença.Este episódio é essencial para equipes de varejo, concessionárias, lojas, recepção, atendimento e liderança comercial. A primeira impressão funciona nos dois sentidos: o cliente avalia a empresa no mesmo instante em que está sendo avaliado por ela.#SouDeVendasComOrgulho. Não esqueça: onde tem venda, tem vida.Sobre Diego MaiaDiego Maia é palestrante de vendas e uma das principais referências em vendas do Brasil. Autor de oito livros sobre vendas, entre eles 7 Princípios da Venda, é fundador da CDPV Companhia de Palestras, agência de palestrantes especializada em eventos corporativos, e do Grupo CDPV. Desde 2003, é presença constante em convenções de vendas com foco no desenvolvimento de equipes, treinamento de vendas e alta performance comercial — somando mais de 1.800 palestras realizadas e 500 mil profissionais treinados no Brasil e no exterior. Apresenta o Podcast de Vendas do Diego Maia, publicado diariamente desde 2009, sempre às 7h, com mais de 2.000 episódios. É editor do portal Vendedor Profissional e, desde 2011, lidera o movimento #SouDeVendasComOrgulho, pela valorização e profissionalização de quem vive de vendas no Brasil. Seu lema resume sua filosofia: “Onde tem venda, tem vida”.Siga Diego Maia no Instagram clicando aqui.
Muitos consideram uma carne de segunda ou até mesmo uma de terceira, mas em BH é bem comum e um ótimo prato, a rabada. Saiba mais no "Alvorada Gourmet" de hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Pouco passava das 19h00 locais quando o avião que transportava o Papa Leão XIV aterrou no aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pirenéus. Cerca de uma hora depois, o pontífice chegava de papamóvel ao santuário de Nossa Senhora de Lourdes, onde milhares de pessoas aguardavam, há horas e debaixo de muito sol, para o ver passar. Leão XIV dirigiu-se à gruta de Massabielle, a gruta das Aparições, e cumpriu os gestos tradicionais do peregrino. Em silêncio, ajoelhou-se diante da imagem de Nossa Senhora de Lourdes, entrou na gruta, tocou nas paredes, acendeu uma vela e bebeu água da fonte. Na oração, o Papa pediu pela paz no mundo e pelo respeito pelos direitos humanos, mas também pelos doentes, pelas pessoas que sofrem e por aqueles que delas cuidam. "Nossa Senhora de Lourdes, que promovas a defesa dos direitos humanos fundamentais, bem como a paz no mundo, rejeitando para sempre as lógicas da guerra. [...] Virgem Maria, apresentamos-te as nossas intenções pessoais mais urgentes, em especial as das pessoas doentes e sofredoras, bem como de todos aqueles que as acompanham, que vieram buscar força e cura na fonte de Massabielle." Lourdes é um lugar de peregrinação profundamente associado à doença, ao sofrimento e à procura de cura. Muitos dos peregrinos que chegaram este sábado ao santuário levaram consigo pedidos pessoais, mas também preocupações com o mundo. Neuza, brasileira que vive em França e viajou de Bordéus para estar presente na chegada do Papa, descreve a emoção de poder vê-lo de perto: "Tem muita emoção saber que eu vou ver ele. [...] O poder estar aqui, o poder olhar para ele, que ele olhar para a minha cara. Só isso já é muita coisa para mim." A peregrina conta que leva habitualmente água de Lourdes para pessoas que lhe pedem e que aproveita cada visita para fazer as suas próprias orações: “Eu quando venho aqui, eu levo sempre água para todas as pessoas que pedem para mim. [...] Aqui boto as velinhas e a gente também pode fazer uma missa e eu faço para a minha mãezinha, que foi embora. [...] Lourdes para mim representa a parte entre Deus e nós aqui." Entre os peregrinos estava também Vilma Silveira, brasileira, que vem a Lourdes uma vez por ano. A sua missão, diz, é distribuir terços aos visitantes. "Então, este ano eu entreguei 4.000 terços. Eu trabalho para Maria, mãe de Jesus." Este ano, a visita coincidiu com a chegada do Papa, uma coincidência que considera especial: “Exactamente. Foi uma bênção, pura bênção. E recebemos inclusive o crachá para participar de todo o cerimonial. É uma honra para mim, brasileira, fazer parte desse evento." Para Vilma, a presença do Papa em Lourdes acontece num momento em que é necessário recuperar a dimensão espiritual e humana da vida. "Este Papa é muito realista. Ele está dentro do nosso panorama de hoje. Então, o que ele quer? Ele quer paz. No mundo não existem divisões, e sim pontes para agregar os países." Também Max de Oliveira, residente em Toulouse, veio a Lourdes, acompanhado pela mulher, pelo filho mais novo e por uma amiga. O pedido que traz é simples: "Estamos à espera da paz e de ajudar muitos doentes, os que sofrem muito neste mundo. Mesmo estando em França, os doentes sofrem." A irmã Sueli, da Imaculada Conceição de Nossa Senhora de Lourdes, vê na visita de Leão XIV uma oportunidade para reforçar a mensagem espiritual do santuário e renovar a esperança: "O significado maior é realmente dar força à palavra de Maria. [...] Faz muito sentido que ele esteja aqui hoje para reanimar e motivar a fé, reavivar a esperança do povo francês." Para a religiosa, a própria história de Lourdes está ligada a uma atenção especial aos mais necessitados: "Lourdes significa uma opção total por aquele que é mais necessitado, por aquele que precisa. Precisa de fé, precisa de cuidado." Gracinda Soares viajou de Vila do Conde, Portugal. Não tinha planeado a viagem para coincidir com a presença do Papa, mas acabou por encontrar-se com Leão XIV em Lourdes. O pedido que traz a Nossa Senhora é um dos mais comuns entre os peregrinos: "Saúde. A gente tendo saúde pode trabalhar para ganhar dinheiro. Tem tudo na vida, não é? Tendo saúde, temos tudo." Ao lado de Gracinda estava a filha Sílvia visitou Lourdes pela primeira vez e admite que as limitações impostas à circulação devido à visita papal dificultaram o acesso a alguns espaços do santuário. Ainda assim, considera que a presença de Leão XIV acaba por compensar o constrangimento. Para esta peregrina, a paz é a principal preocupação: "Paz no mundo. Neste momento, acho que a paz no mundo é responsabilidade para quem tem a capacidade de decidir por nós e pelos nossos países, não é? De certa forma, para os nossos governantes. Consciencialização e amor a Deus. Porque eu acho que no dia em que os nossos governantes tiverem amor e temor a Deus, se calhar as coisas tomam outro rumo.”
Em São Tomé e Príncipe, estão praticamente a terminar as duas semanas de campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro. Escrutínios marcados desde já por um aumento substancial da presença das mulheres nas listas de candidatos. De acordo com dados oficiais, num universo de 384 candidatos às legislativas, 159 são mulheres, o que representa 41% dos candidatos, contra 34% de mulheres nas listas nas últimas eleições parlamentares. Desde a anterior legislatura, foi adoptada em 2022 a lei da paridade que estabelece um patamar mínimo de 40% tanto de homens como de mulheres nas listas de candidaturas aos órgãos políticos e cargos de decisão pública. Uma lei cujo cumprimento é escrupulosamente acompanhado por uma comissão formada por mulheres parlamentares e activistas da sociedade civil, como refere Jailça Lima, directora executiva do Instituto nacional para a promoção da igualdade e equidade de género. RFI: Quando foi adoptada a lei da paridade e o que implica? Jailça Lima: A lei da paridade foi aprovada e promulgada em 2022. Ela está sendo operacionalizada nestas eleições. Aquando da aprovação da lei, ela criou uma comissão de seguimento de implementação da lei. Esta Comissão está integrada pela Associação das Mulheres Parlamentares, o Instituto Nacional para a Promoção da Igualdade de Género como vice-presidente, também integram as mulheres dos diferentes partidos políticos e organizações da sociedade civil, precisamente para poder acompanhar e fazer o seguimento da implementação da lei. Eu falei de operacionalização porque quando a lei foi aprovada e promulgada, já havíamos terminado as eleições de 2022. Logo, ela não se fez sentir. E é nestas eleições que nós estamos a implementar efectivamente a lei. A Comissão de Seguimento da Implementação da Lei de Paridade, juntamente com Consultoras recrutadas pelo PNUD, desencadeou um conjunto de acções junto das potenciais candidatas, fazendo sensibilização aos responsáveis dos partidos políticos, inclusive e engajando a equipa do Tribunal Constitucional para que efectivamente nós pudéssemos ver tomar em consideração os estatutos na lei. Esse exercício permitiu que as primeiras listas que foram submetidas pelos partidos políticos ao Tribunal Constitucional, algumas delas tiveram que ser devolvidas. Eu me refiro a 62 listas que foram submetidas ao Tribunal Constitucional, 25 delas foram devolvidas aos partidos políticos para fazerem a correcção. E dessas 25 listas que foram devolvidas, 23 foram corrigidas. Quando eu falo ‘corrigir' é no sentido de obedecer os critérios e requisitos que estão na lei e que elas não tinham sido tomados em conta. Isso permitiu também que nós, na globalidade, atingíssemos 41,4% de mulheres nas listas. Mas não é somente atingir, na verdade, que nós conseguimos, é que as mulheres estivessem em lugares elegíveis. Já para nós, constitui um ganho. É verdade que apenas a lei não efectiva a participação da mulher, a representatividade da mulher, porque agora as mulheres dos partidos políticos têm que fazer as suas campanhas, não é o seu exercício para que efectivamente elas consigam efectivar os mandatos. Mas pelo menos a Comissão já fez um trabalho de que elas estivessem em lugares elegíveis. RFI: Como é que foi aceite esta lei da paridade pelo microcosmo político, que é um universo masculino, senão mesmo um pouco machista? Jailça Lima: Foi um trabalho conjugado entre as mulheres que estavam representando a casa parlamentar, porque na legislatura passada nós conseguimos apenas oito mulheres num efectivo de 55 deputados, o que corresponde a 14,5%. Já tivemos apenas uma. Começou-se primeiro com uma cota. Os responsáveis dos partidos políticos diziam que ‘a cota não tem carácter de lei'. Não tendo carácter de lei, não era obrigatório e como não era obrigatório, não se conseguia alcançar os objectivos preconizados, porque nós já tínhamos atingido 18,5% das mulheres no Parlamento. Não chegou a cota de 30%, mas já tínhamos dado alguns avanços. No entanto, como não tinha carácter de lei, viu-se a necessidade de fazer uma lei para que pudessem ser respeitadas e assim as mulheres serem representadas na casa parlamentar. Mas não somente na casa parlamentar, em todos os outros sectores ministeriais e instituições públicas, empresas públicas. Havia toda essa necessidade de as mulheres estarem representadas. E foi assim que foram surgindo sinergias. Estas sinergias foram para além da casa parlamentar, que tem vindo a trabalhar muito com a sociedade civil, a Rede das Mulheres Parlamentares, o próprio instituto do género, que tem a incumbência de promover estas acções, as confissões religiosas, o governo no poder local, o Governo Regional, todas uniram sinergias para que efectivamente pudéssemos ter uma lei que hoje é a âncora para que as mulheres possam ser representadas nos cargos de decisão. RFI: De forma geral, pode-se considerar que as mulheres em São Tomé e Príncipe tem esse perfil de ser cada vez mais participativas? Jailça Lima: Sim, é verdade que a situação das mulheres, pela nossa própria história, saímos do colonialismo e a participação das mulheres não era de igual forma com os homens, até porque predominava a figura masculina. No entanto, houve todo um trabalho que tem-se desenvolvido para que as mulheres possam participar em pé de igualdade com os homens. E as mulheres têm demonstrado essa vontade em participar, porque quando nós falamos em termos de educação, as mulheres já atingiram um nível de ensino bastante superior. E quando eu falo superior, é superior aos homens a nível de São Tomé e Príncipe, então são indicadores que nos dão margem para dizer que as mulheres se estão preparando e podem, sim, dar essa contribuição. Só que é verdade também que há toda uma necessidade de ter essas oportunidades de acordo com o exercício que eu acabei de referir que nós fizemos para a implementação da Lei de Paridade. Muitos partidos alegavam que as mulheres ‘não queriam participar, as mulheres não estão interessadas' e não é nada disso que nós podemos constatar. Quando nós fizemos um trabalho com as mulheres, sobretudo as mulheres dos partidos políticos, elas mostraram-se interessadas. Nós trabalhamos com cerca de duzentas e tal mulheres. E diziam mais: que muitas delas não tinham sido convidadas para poder ser candidatas à deputação ou a vereação, ou a outros cargos. Daí que há toda uma necessidade de trabalhar em sinergia com os homens para que efectivamente haja esse consenso em dar oportunidade às mulheres para que elas também possam dar essa contribuição. RFI: Para além do aspecto político, qual é o lugar da mulher na sociedade são-tomense? Consta que ainda há, por exemplo, muita violência doméstica. Jailça Lima: É verdade que a violência baseada no género é um fenómeno que o país tem vindo a enfrentar, sobretudo as mulheres. A grande maioria das vítimas são mulheres. Nós temos vindo a trabalhar para combater a violência baseada no género, mas também trabalhando na prevenção. Ao nível do instrumento jurídico, nós já dispomos da Lei n° 11/2008, que é a lei que cria mecanismos para combater a violência doméstica e familiar. E temos também a Lei n°12/2008, que cria o próprio mecanismo para poder efectivar e implementar a própria lei. Mas, para além disso, nós também temos, ainda no quadro jurídico-legal, dispomos do Código do Trabalho, que também dá vazão a esta questão. Mas o próprio Código Penal também já penaliza essas mesmas questões de violência baseada no género, em todas as suas formas, porque a violência doméstica e familiar ela ocorre num ambiente familiar. Mas nós temos outros tipos de violência que ocorre nos espaços públicos. E o que nós estamos a tratar agora com o apoio financeiro da União Europeia e do Instituto Camões, é de elaborar uma lei de violência baseada no género, que será mais abrangente e poderá dar cobro a muitas situações que vêm ocorrendo no território e que a Lei da Violência Doméstica e Familiar não consegue cobrir. Temos uma rede denominada ‘Rede Vida' que trabalha em rede para dar cobertura e dar seguimento às vítimas desse fenómeno no país. RFI: Há uma rede de apoio para as acolher, por exemplo? Jailça Lima: Temos um acolhimento de 72 horas nesse momento. No entanto, com o apoio do projecto ‘+ Igual' financiado pela União Europeia e o Instituto Camões, estamos a criar estruturas de atendimento e acolhimento das vítimas de violência baseada no género. É um projecto que está em andamento. Nesse momento, já se lançou o concurso público para as obras da estrutura física que vai acolher as vítimas de violência baseada no género. Então, o país está criando condições para poder dar cobro a estas situações. E também, de certa forma, trabalhar em campanhas de sensibilização articulada entre as instituições na prevenção da própria violência baseada no género. RFI: Ainda existe essa mentalidade de dizer que as meninas estão aqui para ficar em casa e não podem estar no espaço público como os rapazes? Jailça Lima: Actualmente já não. Não encontramos pessoas que defendem esse tipo de ideia. Pode existir sobretudo nas zonas longínquas, por causa do pouco acesso aos serviços, do acesso limitado a estruturas de educação, de saúde e por aí fora. Mas temos vindo a trabalhar. E também é uma preocupação do governo estar mais próximo da população, de forma a evitar esse tipo de mentalidade, esse tipo de comportamento. Actualmente, se existe, é muito ínfimo, de acordo com o próprio indicador que nós temos de alfabetização, que é bastante alto. Ao nível da nossa região, São Tomé e Príncipe é um dos países que tem uma alfabetização bastante alta, mais de 90%. Então a nível da região, nós estamos bem posicionados e isso é quase já inexistente, porque existe, mas é muito ínfimo. RFI: Assinalou-se hà dias, a 19 de Setembro, o Dia da Mulher são-tomense. O que é ser mulher em São Tomé e Príncipe? Jailça Lima: Acabamos de comemorar, celebrar o dia da mulher são-tomense. Celebrar o dia da Mulher são-tomense é mais do que tudo reflectir nos feitos das nossas guerreiras corajosas de 1974 que tiveram a coragem, a bravura de pedir a libertação do país. E desde lá até essa parte, as mulheres têm vindo a conquistar diversos espaços e a demonstrar que efectivamente as mulheres podem contribuir para o desenvolvimento do país. A título só de exemplo, uma das conquistas da nossa matriarca, a saudosa Alda do Espírito Santo, era que as mulheres pudessem ter maior representatividade nos espaços de decisão. Nós estamos aquém no Parlamento, porque nesse momento só temos 14,5% das mulheres no Parlamento. Mas temos muitos outros lugares em que já alcançamos alguma paridade. Estou a referir-me ao Governo Central, ao Ministério Público, a Procuradoria-Geral da República. Já chegamos a 60% das mulheres. Então temos muitos ganhos e podemos alcançar mais ganhos com essas novas eleições, acredito eu. É todo o exercício que foi feito, o engajamento das mulheres e a vontade em participar em dar essa contribuição. Porque uma coisa é ter legislações que asseguram, que garantem e outra coisa é ter mulheres disponíveis para poder dar essa contribuição, para poder participar. E hoje eu posso dizer com muita certeza que nós temos mulheres com vontade em participar, em dar essa contribuição. Então, os feitos de 74 estão alcançando os objectivos nos dias de hoje.
A expectativa pela visita do papa Leão XIV à França é grande entre as freiras que vivem na Casa-Mãe da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, convento localizado no Palacete de Châtillon, na Rue du Bac, no centro de Paris. Instaladas ao lado da Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, um dos locais de peregrinação mais frequentados por católicos do mundo inteiro, elas acompanham diariamente a chegada de grupos de todas as nacionalidades, inclusive muitos brasileiros em busca de oração, graças e renovação da fé. Luiza Ramos, da RFI em Paris A congregação, fundada na França por São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac, está presente em 97 países. A casa-mãe atualmente reúne cerca de 150 religiosas de mais de 20 nacionalidades, além de abrigar o centro internacional de formação e a administração da instituição. Natural do Paraná e há quase oito anos na França, a irmã Isel explica que muitas religiosas passam por Paris para conhecer a história da congregação e aprofundar sua formação espiritual. “A casa-mãe é o centro internacional e também é um lugar onde as irmãs vêm primeiramente para receber uma formação de 15 dias a um mês. Como a congregação surgiu aqui na França, elas têm a oportunidade de ir às cidades onde nasceram e viveram os fundadores”, detalha. “Esta casa é o reflexo dessa internacionalidade da congregação. As irmãs vêm para poder servir nos diversos serviços de que nós temos necessidade, tanto no nível da acolhida das irmãs nessa parte de formação quanto para acolher os peregrinos que vêm à capela”. Enquanto algumas freiras permanecem apenas algumas semanas em Paris, outras são enviadas para missões mais longas, como é o caso das religiosas brasileiras que atuam no acolhimento dos peregrinos na Capela da Medalha Milagrosa. Leia também‘Santo millennial' que fez milagre no Brasil é canonizado por Leão XIV Brasileiros chegam em busca de oração e agradecimento Entre elas está a irmã Roselena, mineira que vive na França há dois anos e meio. Ela conta que os visitantes brasileiros costumam chegar à capela já cientes da presença de freiras conterrâneas e as procuram diretamente para se aconselhar e pedir informações. “Eles sempre procuram: ‘Tem alguma brasileira? Ah, fiquei sabendo, já perguntei se tinha uma brasileira. É você?'”, conta ela. “Eles vêm mesmo para agradecer a Deus e para pedir também alguma coisa. Porque nós precisamos sempre de alguma coisa, sobretudo da ajuda do alto. E eles vêm com muita fé, bem entusiasmados. Eles dizem que saem daqui diferentes. Muitos chegam a chorar, ficam emocionados”, relata Roselena. A religiosa observa que excursões vindas do Brasil chegam diariamente ao local. Além de participar de missas em português ou mesmo em francês, os peregrinos brasileiros são os que costumam comprar mais medalhas e objetos religiosos na lojinha da capela para familiares e amigos. A irmã Eriane, paraense da Ilha do Marajó, há três anos em Paris, percebe uma diferença marcante entre os brasileiros e muitos visitantes estrangeiros. “O peregrino brasileiro é barulhento”, brinca. “Mas quando entra na capela, se recolhe”. “No momento de oração, a gente percebe essa piedade muito grande. Enquanto os outros entram por curiosidade para olhar o que tem na capela e perguntam, o brasileiro não; ele vem com essa vontade de rezar e de encontrar Deus e encontra de fato ali na capela”, afirma Eriane. Segundo ela, muitos peregrinos chegam esperando visitar um grande santuário dedicado a Nossa Senhora das Graças, mas se surpreendem com a simplicidade da Capela da Medalha Milagrosa, conhecida mundialmente pelas aparições marianas a Santa Catarina Labouré, em 1830. Visita do papa Leão XIV à França A proximidade da visita do papa Leão XIV a Paris alimenta ainda mais a mobilização da comunidade religiosa. Os eventos, que passarão também pelas cidades de Lourdes e Metz, devem reunir cerca de 1 milhão de pessoas no total, segundo os organizadores. Para a irmã Conceição, de Fortaleza, no Ceará, “a vinda do papa renova a fé e desperta outras pessoas para descobrir Deus”. “É uma alegria que nos emociona”, diz, referindo-se à missa aberta ao público na praça da Concórdia e na Avenida Champs-Élysées em 26 de setembro, que deve receber pelo menos 500 mil fiéis. A presença do pontífice representa uma oportunidade de renovação espiritual para a Igreja na França, mas a programação de dois dias na capital não contempla passagem pela Capela da Medalha Milagrosa. “A gente lamenta que ele não venha aqui, mas a gente sente que todas as irmãs de todas as línguas, de todas as nações aqui reunidas, vibram por esse momento de se encontrar com o papa”. A freira recorda que, apesar de ser um país frequentemente associado à laicidade, as inscrições para os eventos abertos ao público e gratuitos esgotaram rapidamente, enquanto estima-se que outras 150 mil pessoas devam acompanhar o percurso do papamóvel em Paris. Em um contexto de declínio da prática religiosa na França, ela vê a visita como uma oportunidade de renovação para a Igreja Católica no país. “A quantidade de pessoas que se inscreveu é imensa. Mesmo em um país em que a fé católica já diminuiu bastante. Eu acho que a vinda do papa aqui na França serve para renovar a religião católica aqui”, conclui irmã Conceição.
Em São Tomé e Príncipe, decorre a segunda e derradeira semana de campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro. Entre as diversas temáticas evocadas pelos candidatos, figura a questão da energia, num momento crucial para o país ainda no rescaldo de dez meses de contínuos apagões. A saída repentina de um parceiro privado, estruturas antigas e a falta de manutenção, foram os motivos enunciados na época. Posik Espírito Santo, actual dirigente da empresa fornecedora EMAE, faz um balanço dessa crise. “O país sofreu dois processos ainda neste período de quatro anos. Houve um processo que se iniciou com uma empresa privada chamada Tesla (empresa turca). A saída da Tesla de uma forma repentina e as máquinas da EMAE, como estavam na altura todas a precisar de manutenção, não houve esse cuidado da parte da EMAE no sentido de recuperar as máquinas porque estavam confortáveis com a empresa Tesla. Com a saída de Tesla, naturalmente, houve esse desafio”, explica o dirigente para quem, ainda assim, “se conseguiu em pouco tempo recuperar o problema que foi uma avalanche durante quase um ano.” “No entanto, não podemos considerar que isto está totalmente resolvido, porque a nossa rede eléctrica é uma rede completamente também obsoleta. De vez em quando, acredito que poderão surgir alguns apagões, mas não propriamente devido à disponibilidade da potência, mas sim devido à fragilidade da rede eléctrica”, admite Posik Espírito Santo. Para o líder do sindicato dos trabalhadores da EMAE, Adélcio Costa, esta situação deu-se antes de mais devido a opções políticas erradas. “Isso tem a ver coma ingerência política e a má gestão daquilo que se pensa para poder melhorar o sector energético. Os governos que vão e vêm para governar o país, não vem com um plano já elaborado para melhorar o sector energético. Esses dez meses aproximadamente de crise energética, mostram muito o quão é perigosa a forma de fazer política para o sector. Vê-se mais improviso, improviso na compra de gerador, improviso nas parcerias, público privado, improviso em manutenções, improviso em tudo, quando essas coisas deviam ser “, denuncia o sindicalista. “A população sofreu. Houve mortes e incêndios. Houve a economia que praticamente perdeu o sustento, a economia é estabilizada pelo sector energético e pelo combustível. E quando não há energia, praticamente, a vida económica de São Tomé pára. Então houve hotéis, restaurantes, negócios que foram a pique. Estamos a recuperar. E essa recuperação vai demorar bastante tempo”, diz Adélcio Costa. Nestes últimos anos, no intuito de concretizar a sua transição para energias mais limpas, a EMAE tem apostado na energia fotovoltaica, com o apoio do Banco Mundial e parcerias com entidades privadas. Um processo acolhido com optimismo por Posik Espírito Santo. “Este processo da energia fotovoltaica, é um processo que está bem evoluído e nós já estamos na fase de terraplanagem e ao mesmo tempo no processo de gerir a parte administrativa de forma a receber esses painéis. Mas, por outro lado, é bom também que nós salientemos aqui o seguinte: nós olhamos para a fotovoltaica, ok, mas também há a necessidade de o Estado criar uma central de base de geradores de baixa rotação, de forma a suportar todo esse processo de transição. Porque a energia renovável é algo bom, é verdade, mas só a fotovoltaica não irá naturalmente resolver na totalidade as nossas dificuldades”, ressalva o dirigente. O sindicalista Adélcio costa também vê com bons olhos a procura de alternativas energéticas mais limpas. Contudo, ele mostra-se mais cauteloso relativamente às parcerias público-privadas preconizadas não só pelo banco mundial como por algumas formações candidatas às legislativas. “Esta fonte de energia é a melhor forma que nós podemos ter em São Tomé. Desta maneira, devemos apostar em grande medida nela porque realmente vai reduzir o consumo de combustível. Nós gastamos milhões de dólares em combustível para produzir energia quando devemos aproveitar renováveis para reduzir os custos com combustível e financiar mais o Orçamento geral do Estado”, diz o activista que, todavia quer mostrar-se prudente quanto às parcerias e privatizações no sector da energia. “Quem vem do sector privado deve também ter a consciência de onde está a chegar para fazer as coisas correctas, não cair nas emoções nem nos sonhos dos políticos são-tomenses. Muitos deles vendem sonhos e a conjuntura social, política, jurídica em São Tomé é muito frágil e isso muda de tempo a tempo”, considera. Adélcio Costa mostra-se também francamente céptico quanto à intenção anunciada recentemente de a EMAE operar uma restruturação implicando a privatização da sua central hidroeléctrica. “Faço parte do sindicato. Infelizmente, não há grandes reuniões do Banco Mundial com o sindicato. É mais com a direcção da empresa. Estamos muito apreensivos. É mesmo possível fazer uma greve se o Banco Mundial pegar a nossa Central Hidroeléctrica de Contador e privatizar (...) Já demos um alerta ao Banco Mundial e também ao governo que de maneira nenhuma vamos aceitar isto”, argumenta o sindicalista ao expressar o receio dos custos para os consumidores num país cuja “população vive com menos de um dólar por dia”. Durante este período eleitoral, também não deixaram de ser reiteradas as acusações de que a Empresa de Agua e Electricidade funciona como um foco de corrupção, o que o actual dirigente da empresa desmente. “Posso confessar que antes de entrar na EMAE, também tinha a mesma percepção, mas hoje, claramente conhecendo a EMAE, diria 99% eu considero essa uma lenda. Porque de facto isso não é verdade. E nós temos um sistema de software que faz gestão de recursos humanos e nas actividades também”, declara o director da empresa. Este não é contudo o figurino descrito pelo líder do sindicato dos trabalhadores da EMAE. “Nós não podemos dizer outra coisa. O são-tomense não gosta de ouvir a verdade, mas temos que falar a verdade. Em vários momentos das campanhas eleitorais, há muitas movimentações em compras de geradores, em compra disto. Não é deste governo, não é daquilo, é de todos que já passaram. Já vimos várias vezes. Um exemplo disso, é o contrato que veio da Turquia, ninguém sabe de onde veio. A fonte da Tesla, quando se vai pesquisar, não se vê nada. É um conjunto de coisas. Também houve outras empresas no passado”, refere o activista. “Nós apelamos a que a consciência humana aqui funcione. Quem governa esse país tem que ter em mente ‘nós estamos a trabalhar para o povo'”, insiste Adélcio Costa em jeito de conclusão.
Muitos empreendedores perdem vendas não porque o cliente disse “não”, mas porque ninguém voltou a falar com ele. O follow-up é uma das etapas mais negligenciadas do processo comercial e, ao mesmo tempo, uma das mais importantes. A pessoa pediu informação, recebeu uma proposta, demonstrou interesse e depois a conversa esfriou. Quem não acompanha deixa dinheiro na mesa. Follow-up não é insistência; é profissionalismo, presença e continuidade até que exista uma decisão clara. Todas as terças e quintas tem Podcast Fala Empreendedor. Ouça, comente e compartilhe | Juntos somos mais fortes.
Em vários países, as campanhas do Setembro Dourado conscientizam a população sobre os tumores malignos infantis. Na França, novos programas em hospitais buscam aprimorar tratamentos e melhorar a prevenção de cânceres graves. Taíssa Stivanin, da RFI em Paris Lançada nos Estados Unidos em 2012, a campanha Setembro Dourado contribui para o financiamento de pesquisas sobre cânceres pediátricos. Os avanços científicos permitem atualmente a cura de mais de 80% dos casos de câncer nessa faixa etária, mas o câncer continua sendo a principal causa de morte por doença entre pessoas com mais de um ano de idade, com cerca de 500 óbitos registrados anualmente na França. Essa taxa de cura não é homogênea e depende da gravidade da doença, explicou a chefe do departamento de oncologia infantil do instituto francês Gustave Roussy, Christelle Dufour, durante entrevista coletiva. O hospital, situado em Villejuif, perto de Paris, é o maior centro de combate à doença da Europa e promove a pesquisa aplicada, que permite testar novas moléculas e tratamentos inovadores. Uma das principais missões da equipe, ressalta Christelle, é obter um número cada vez maior de remissões e proporcionar conforto às crianças e aos adolescentes que lutam para superar o câncer. No hospital, a equipe busca oferecer estrutura e condições para que os pacientes possam ter um cotidiano o mais próximo possível do normal, incluindo aulas e outras atividades. Durante o acompanhamento, a prioridade é evitar o aparecimento de um segundo câncer. Para atingir essa meta, o hospital francês tem um programa específico, conhecido como Interception, dedicado à prevenção e ao rastreamento de pacientes que correm maior risco de recidiva. “Este programa também é dedicado a jovens adultos e adultos tratados na infância. Os pacientes passam por um rastreamento de sequelas, e os profissionais avaliam a implementação de eventuais tratamentos”, declara. Opções terapêuticas As opções terapêuticas, observa, também são mais diversificadas quando é possível integrar ao tratamento as pesquisas conduzidas por cientistas dentro do próprio hospital. Muitos pacientes podem participar de ensaios clínicos e ter acesso a moléculas inovadoras. Um exemplo é o programa BIOMEDE, dedicado a crianças com um tipo de tumor maligno do tronco cerebral, que hoje se beneficiam de um tratamento capaz de aumentar a sobrevida. “Há alguns anos, quando recebíamos essas crianças em consulta, o prognóstico era muito ruim, com uma taxa de sobrevida de cerca de um ano. Hoje, isso mudou porque conhecemos melhor essa patologia. Graças a esse programa, passamos a conseguir realizar biópsias”, explica. “O tronco cerebral é uma estrutura inacessível para cirurgia, e a realização de uma biópsia era, até então, delicada. Ela permite confirmar o diagnóstico, identificar biologias distintas e, consequentemente, podemos propor tratamentos diferenciados. Em particular, foi possível validar um tratamento chamado everolimo associado à radioterapia, que permite a alguns pacientes ter uma sobrevida muito mais longa.” Novos programas O financiamento obtido durante as campanhas Setembro Dourado também permitiu o desenvolvimento do Observatório Nacional das Síndromes de Predisposição aos Cânceres Pediátricos. O setor é coordenado pelo Gustave Roussy, pelo Instituto Curie, em Paris, e pelo Hospital Universitário de Rouen, três referências internacionais no tratamento da doença. Reunindo mais de 20 centros e laboratórios de oncologia pediátrica na França, o observatório coleta e analisa dados clínicos e genéticos de crianças portadoras de predisposição hereditária ao câncer. O objetivo é compreender melhor essas doenças raras, aprimorar o aconselhamento genético às famílias e desenvolver estratégias de monitoramento e prevenção mais adequadas. O perfil molecular dos tumores malignos em cada paciente também é uma prioridade no manejo da doença. “Os tumores de crianças e adolescentes não são os mesmos que os dos adultos. A biologia não é a mesma. Hoje, uma biópsia é feita no momento do diagnóstico ou, sobretudo, na recidiva. É possível obter o diagnóstico. Pode ser um meduloblastoma, um neuroblastoma ou um tumor de Ewing”, diz a oncologista. “Para tentar entender a biologia do tumor daquele paciente e encontrar alvos terapêuticos, é preciso ir um pouco mais longe. Uma vez identificados esses alvos terapêuticos, se houver um medicamento direcionado a essa anomalia disponível, podemos propor esse novo tratamento ao paciente.” Imunoterapia Em relação à imunoterapia, que revolucionou o tratamento de alguns tumores malignos em adultos, o uso em crianças ainda é limitado. Mas o hospital francês busca expandir essa opção em ensaios clínicos. Em 2020, um estudo coordenado pela médica Véronique Minard-Colin, especialista em cânceres pediátricos, mostrou que a adição do rituximabe à quimioterapia aumentava as chances de cura de crianças e adolescentes com linfomas B avançados. A doença se desenvolve nos linfócitos B, células do sistema imunológico responsáveis por produzir anticorpos e ajudar o organismo a combater infecções. Os resultados, publicados no New England Journal of Medicine, levaram à adoção de um novo padrão internacional de tratamento.
Você sente que a sua vida cristã se tornou uma competição exaustiva? Muitos de nós estamos correndo como se estivéssemos em uma prova de 100 metros, quando, na verdade, a jornada com Deus é uma maratona de resistência. Neste vídeo, vamos analisar a mensagem de Paulo e entender por que você pode estar se cansando à toa ao tentar "chegar primeiro" em uma corrida que não existe.
TEMPO DE REFLETIR 01893 – 20 de setembro de 2026 Hebreus 4:16 (Versão Amplificada) – Vamos, então, sem medo, aproximar-nos confiante e ousadamente do trono da graça (o trono do favor imerecido de Deus em favor dos pecadores) para que possamos receber misericórdia (para nossas falhas) e achar graça para ajuda em tempo oportuno para cada necessidade (ajuda apropriada e oportuna) justamente quando a necessitamos. Você pode achar que são apenas inquietações de adolescentes, mas muita gente grande também tem estas mesmas dúvidas: Será que vou conseguir ser fiel até o fim? Será que Deus vai me aceitar se eu não fizer todas as mudanças que devo fazer? É aquilo que a igreja ensina ou o que eu penso que a igreja ensina sobre salvação que me deixa intranquilo? Minha conversão foi genuína? Vou sobreviver no tempo de angústia? Pense agora comigo: Será que Deus nos convida para nos aproximarmos do trono da graça, como diz o verso de hoje, sem nos oferecer nenhuma palavra de boas-vindas ao chegarmos lá? Será que ele nos abandonaria, deixando-nos sem saber se fomos aceitos ou não? Muitos comparam a caminhada cristã em direção ao Céu à travessia de um equilibrista sobre um cabo de aço, cuidando para não cair nem para a direita nem para a esquerda. Que paz ou segurança pode existir no coração dessa pessoa, se sempre está preocupada em não cair? Por que colocamos um tema como esse, tão bonito e essencial para uma vida espiritual feliz, dentro de uma moldura de incerteza, quando a Bíblia está cheia de promessas maravilhosas sobre a certeza da salvação? “Sei em quem tenho crido” (2Tm 1:12). “Eu sei que o meu Redentor vive” (Jó 19:25). “Não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1). “Se Deus é por nós quem será contra nós” (Rm 8:31). “Aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé” (Hb 10:22). Se eu perguntasse: “Você está seguro de sua salvação?”, quantos não tropeçariam nas respostas: “Estou me preparando”; “Estou tentando”. Fanny Crosby escreveu mais de oito mil cânticos e hinos, durante seus 95 anos de vida. Um de seus hinos mais apreciados fala da certeza da salvação: “Que segurança! Sou de Jesus! / Eu já desfruto bênçãos da luz! / Sei que herdeiro sou de meu Deus; / Ele me leva à glória dos Céus!” (Hinário Adventista, nº 240). Cante este hino e ore comigo agora: Pai, não permita que coisa alguma prive o meu coração da paz, do descanso, da certeza de que sou aceito agora mesmo por Ti. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes
Há uma voz insistente que sussurra para os simples, prometendo que o proibido é mais doce, que o atalho é mais seguro, que desta vez as regras não se aplicam. Ela veste o erro de vantagem e transforma a armadilha em convite. Muitos a escutaram, convencidos de que eram espertos demais para pagar o preço. Poucos sabiam o que os esperava do outro lado da escolha.Este é o retrato de uma sedução silenciosa, e do único caminho que permite escapar dela a tempo.Assista até o final e descubra por que é preciso fugir dessa voz.Se este vídeo lhe ajudou, compartilhe para ajudar mais pessoas.
Muitos países exigem comprovante de imunização no caso de viagens internacionais. Por isso, é essencial manter a caderneta de vacinação em dia. See omnystudio.com/listener for privacy information.
BrilhoCast 10 - As 9 Tendências Disruptivas para Vender mais!
1705_MUITOS-LEADS-E-POUCAS-VENDAS_-COMO-VENDER__vendas-_equipedevendas by André Ortiz
A campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro em São Tomé e Príncipe está lançada desde 12 de Setembro. Neste âmbito, acompanhamos este período pré-eleitoral, dando a palavra às formações candidatas à governação. Neste sábado, ouvimos Américo Barros, líder e cabeça de lista do MLSTP - Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe, que preconiza uma aposta no turismo, melhorias nomeadamente no sector da saúde e economias nas despesas públicas. RFI: Pretende realizar economias nas despesas públicas. De que forma pensa concretizar esse objectivo? Américo Barros: De 2018 a 2022 eu fui governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe e tínhamos como despesas para a importação de combustíveis fósseis. Nós estávamos anualmente entre os 40, 60, 70 milhões de Dólares por ano. Portanto, no processo de transição energética, pretendemos obviamente começar cortes por aí. E depois, mesmo na administração pública, constatamos que temos vários sectores que gastam desnecessariamente com viagens, consumo de energia fora do horário. Portanto, é um conjunto de levantamentos que nós fizemos e, portanto, vamos começar pelo corte de compra de combustível. RFI: E, portanto, isto significa a implementação de uma política mais favorável relativamente a energias renováveis. O que é que pretende fazer sobre este aspecto, uma vez que acabamos de atravessar uma grande crise energética no país ? Américo Barros: Como sabe o MLSTP de 2018 a 2022, nós tínhamos começado um processo de transição energética, mas temos até hoje painéis solares no nosso porto que não foram levantados até hoje por uma questão política. Então, este processo de transição energética, nós estamos virados para a energia fotovoltaica. Por outro lado, também gostaria -e eu vou fazer todo o forcing- para que apostemos também em hídricas. E daí já respondíamos a duas situações ao mesmo tempo. Além da energia, nós iríamos também proporcionar água potável. E temos também, é claro, que criar barragens. São Tomé e Príncipe é um país que tem água em abundância. Eu vejo o exemplo de Cabo Verde, nem um terço, nem um quarto de água tem como São Tomé e Príncipe. Portanto temos que começar a construir mais barragens. RFI: O que é que pretende fazer relativamente à questão da saúde? Américo Barros: Nós ainda nos deparamos com doenças que já não deveriam fazer parte do sistema de saúde no nosso país. Nós temos doenças, por exemplo, de origens hídricas, porque a água vem com micróbios e, portanto, as águas precisam ser tratadas. É aí o outro papel importante que nós teríamos que desempenhar relativamente ao tratamento de águas. Agora, a primeira coisa que vamos fazer é dar continuidade ao projecto que está em curso desde 2014, que seria a construção de um hospital de referência com o fundo ‘Kuwait Fund'. Esperamos iniciar esse projecto, mas também nós gostaríamos de chamar à responsabilidade social todas as empresas que trabalham no país para, no capítulo Responsabilidade Social, apetrechar melhor os postos de saúde nas comunidades, nos distritos, além da área com equipamentos e medicamentos. Tudo isto constitui prioridade para nós. Portanto, essas empresas terão que apoiar São Tomé e Príncipe na construção de alguns centros de saúde fora da capital. Portanto, a saúde para nós é uma prioridade, porque no nosso projecto nós temos o turismo como o pilar fundamental no processo de desenvolvimento económico. E turismo, para ser um turismo de qualidade, todas as outras áreas são fundamentais : a saúde, infra-estruturas. Sabemos o desafio que temos pela frente, porque tudo constitui prioridade, Então temos que eleger prioridade das prioridades para, no curto prazo, os primeiros anos da nossa governação avançarmos. RFI: Como é que vê precisamente a questão do turismo? Américo Barros: Actualmente, contribui com cerca de 14% para o PIB. Os dados actuais apontam -são estimativas- que vai baixar para cerca de 11%. Mas o que nós queremos, na verdade, é que o turismo tenha uma maior contribuição no processo de desenvolvimento económico de São Tomé e Príncipe. Gostaríamos que o nosso turismo, um dia, fosse, à semelhança das outras ilhas do Atlântico, e que o turismo colabore com cerca de 40% no PIB. Portanto, vamos ter que trabalhar, vamos ter que organizar o país e, obviamente, todos os sectores que são transversais, também merecerão a nossa atenção para que, quando o turista venha a São Tomé, ele possa, obviamente, convidar mais e mais turistas para o nosso país. A questão da saúde é fundamental. Vem um turista, apanha, por exemplo, o paludismo, que é uma doença que tivemos aqui durante muito tempo. Ele terá dificuldades porque não temos um hospital em condições para responder. Isso afecta o turismo. Temos que resolver o problema da saúde. Basicamente, nesses sectores todos teremos que trabalhar, na construção de resorts, bons hotéis e tentar também fazer um levantamento para vermos quais são os principais locais onde nós podemos beneficiar e tirar algum proveito estratégico, porque nós estamos muito bem localizados. Temos que explorar mais isto. RFI: São Tomé e Príncipe foi também designado pela UNESCO como Reserva da Biosfera. Até que ponto é que o imperativo de desenvolver o turismo não poderá também colidir com o objectivo de proteger o meio ambiente em São Tomé e Príncipe? Como fazer com que esses dois imperativos possam a conviver? Américo Barros: A protecção do meio ambiente é uma questão que não se discute, é fundamental. Portanto, eu acho que o desenvolvimento do turismo em nada colide com a protecção ambiental. Fomos classificados como Reserva da Biosfera. Vamos ter que manter este valor que nos foi atribuído, mas temos de tudo fazer para promover a entrada de mais e mais turistas no nosso país. RFI: Relativamente ao pelouro da Educação, quais são os vossos planos? Américo Barros: Nós primeiramente temos que motivar a classe docente. Os nossos professores andam muito desmotivados. Os salários praticados na área da docência não motivam ninguém a dar aulas. O meu pai mesmo foi professor mais de 50 anos e hoje está reformado e ganha cerca de 120 Euros. Quer dizer, isso não motiva ninguém a continuar a investir nessa profissão de professor. Então nós vamos começar por aí. Vamos ter obviamente que fazer alguns ajustes, aumentos salariais, principalmente para a classe docente e para a Saúde. Nós não temos médicos especialistas por falta de motivação em termos de salário. Nós também temos um grande projecto, que é a questão de instituir a língua inglesa, francesa e mandarim a partir da primeira classe do primeiro ciclo. Hoje, é a partir do nono ano. Mas queremos logo, ao sair da primária, introduzirmos já essas três línguas para que os nossos alunos amanhã sejam bem preparados e poderem competir com qualquer um. Porque hoje, sem conhecer línguas é muito difícil conseguir um emprego razoável e que tenha um bom salário. Então, temos que começar a investir também em línguas no nosso país. E também começar a incentivar os estudantes, aqueles que são mais pobres, que depois de concluir o ensino médio, tenham dificuldades de ir ao ensino superior porque as propinas são muito caras. Então nós decidimos que o governo vai ter que subsidiar isto. Ninguém pode deixar de estudar por ser pobre. Nós vamos mudar isso. Então o governo tem que cortar nalgum lugar e proporcionar ao nosso povo, ensino universitário gratuito, ensino público. Para o ensino privado, aí sim, temos que ver como é que vamos, obviamente, colaborar com a bolsa de estudo. RFI: Américo Barros, por último, tem-se assistido nestes últimos anos a uma forte onda de emigração de jovens são-tomenses para fora, nomeadamente para Portugal. O que é que pretende fazer para conseguir fixar a população e dar-lhe perspectivas? Américo Barros: Realmente, hoje São Tomé e Príncipe tem mais do que 45 mil habitantes em Portugal e não só, na Europa. E para nós é um motivo de nos preocupar. Isso porque grandes quadros técnicos profissionais foram embora. Vidreiros, carpinteiros, marceneiros. Já não temos. Quase todos foram embora. E também com formação superior. É isso que eu digo. Temos que trabalhar para motivarmos a juventude e, para motivar a juventude, ela tem que ter melhor qualidade de vida e para ter a melhor qualidade de vida, tem que ter um bom salário. Não se estuda nem faz um doutoramento para vir ganhar 500 Euros, por exemplo. Ninguém fica contente. Se tiver uma oportunidade fora do país, é claro que vai. Pedreiros, carpinteiros, canalizadores, em São Tomé a ganhar, por exemplo, 200 Euros, chegam em Portugal e ficam a ganhar 1200 ou 1500 Euros em função da sua colocação. Ele pretende ficar lá. Então, o que temos que fazer é criar condições internas. E mesmo na questão do crédito ao sector produtivo, atribuir créditos com taxa de juros bonificados, podendo chegar mesmo a 0% para ver se nós motivamos essa classe jovem, essa classe empresarial a continuar no país. Muitos empresários também vão se embora. Então temos é que apostar no sector privado e vamos continuar com a nossa política e esperamos reforçá-la a partir de 27 de Setembro.
Quando o escolheram para ministro foi bastante consensual mas, quando se descobriu a primeira informalidade, começou toda a gente a espreitar pelo buraco da fechadura. Luís Neves, o ministro que é contestado pelo que fez como polícia, levou dois jornalistas do Expresso a procurar perceber melhor quem foi o polícia. Neste episódio, conversamos com Hugo Franco e Rui Gustavo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Muitos empates, várias surpresas e um campeonato que promete equilíbrio total!Nesta análise da 2.ª jornada do Campeonato SABSEG da AF Aveiro:• Todos os resultados• Classificação atualizada (Lobão lidera com 6 pontos)• Principais surpresas da ronda• Antevisão da próxima jornada (destaque para Espinho x Anadia)• Nota sobre a Taça de Aveiro e dificuldades em acompanhar os clubes do sulO que achaste desta jornada? Deixa a tua opinião nos comentários!#SABSEG #AFAveiro #FutebolAveiro #Jornada2 #CampeonatoSABSEG #Balneário
LEITURA BÍBLICA DO DIA: JOÃO 1:9-13 PLANO DE LEITURA ANUAL: PROVÉRBIOS 8–9; 2 CORÍNTIOS 3 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Quando o norte-americano Jay Speights fez um teste de DNA, ele não estava preparado para os resultados. A grande surpresa foi de que ele era um príncipe da nação de Benin, na África Ocidental! Logo embarcou em um avião e visitou o país. Quando chegou, a família real o recepcionou e homenageou com uma festa de boas-vindas: danças, cantos, faixas e um desfile. Jesus veio à Terra anunciar as boas-novas de Deus. Ele foi ao Seu próprio povo, a nação de Israel, para lhes dar as boas-novas e mostrar-lhes o caminho para sair das trevas. Muitos receberam a mensagem com apatia, rejeitando a “verdadeira luz” (JOÃO 1:9), recusando-se a aceitá-lo como Messias (v.11). Mas nem todos o receberam com incredulidade e apatia. Algumas pessoas receberam com humildade e alegria o convite de Cristo, aceitaram-no como o sacrifício final de Deus pelo pecado, e creram em Seu nome. Uma surpresa aguardava esses remanescentes fiéis. Ele lhes “deu o direito de se tornarem filhos de Deus” (v.12), por meio do novo nascimento espiritual. Quando nos afastamos do pecado e das trevas, recebemos Jesus e cremos em Seu nome, descobrimos que somos filhos de Deus, adotados como realeza em Sua família. Que possamos desfrutar das bênçãos ao vivermos de acordo com as responsabilidades de sermos filhos do Rei. Por: MARVIN WILLIAMS
Os próximos três jogos da seleção brasileira poderão ficar marcados pela estreia de oito jogadores. Os brasileiros que nunca vestiram a camisa do Brasil foram convocados, junto com outros 18, pelo técnico Carlo Ancelotti, que apresentou a lista dos 26 na última quarta-feira (9) na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro. Na próxima Data-Fifa, o Brasil vai enfrentar a Austrália, duas vezes, e a Índia. Marcio Arruda, correspondente da RFI no Rio de Janeiro Além de nomes conhecidos que estiveram na Copa, como Vini Jr, Raphinha, Rayan, Gabriel Magalhães e Marquinhos, o treinador italiano da seleção brasileira começou a promover uma renovação no elenco e explicou que já pensa no futuro da seleção. “Essa é uma lista equilibrada, com jogadores que estiveram na Copa do Mundo. Vai ser importante para a próxima geração. Temos jovens que têm qualidade para representar no futuro a seleção nos próximos anos. Temos de priorizar os jovens que terão idade para a próxima Copa do Mundo e a próxima Copa América”, afirmou Ancelotti. Jornalista com experiência em oito Copas do Mundo, André Rizek analisou os novos nomes da lista do Ancelotti. “Muitos nomes surpreendentes que não estavam no radar. Ninguém imaginava que fossem convocados agora. Mas não é uma surpresa que tenha havido muitas surpresas. A gente já imaginava que ele ia fazer muito teste. Começam os testes agora, tipo Mauro Júnior, do PSV, que ninguém falava que aqui. Tem também esse garoto, o Arthur Dias. O Jair é um teste. O Morisco e o Otávio no gol, além do Gabriel Bontempo, o Breno Bidon e o Mateuzinho. Esses nomes nunca haviam sido chamados”, detalhou Rizek, que á apresentador do programa Seleção SporTV. Lateral do PSV é surpresa para brasileiros Márcio Iannacca, colunista do Lance!, se mostrou surpreso com a convocação do lateral Mauro Júnior. “O Mauro Júnior foi uma das surpresas. É um jogador que não estava no radar, principalmente da imprensa. Ele nunca foi muito ventilado, mas é um jogador que está há muito tempo no PSV. Ele se tornou um dos capitães do time nessa temporada. A polivalência dele ajuda muito porque ele joga dos dois lados, tanto na direita quanto do lado esquerdo”, disse o jornalista que já cobriu cinco Copas do Mundo. O sonho de Mauro Júnior de ser convocado para a seleção não é recente. No ano passado, o lateral esquerdo do PSV de 27 anos falou sobre vestir a amarelinha. “É o sonho de todo mundo chegar neste nível da seleção. Eu estou dando o melhor em campo, trabalhando bastante para poder atuar bem nestes jogos de Champions League, que são vistos principalmente no Brasil. Nunca é tarde. É um sonho de criança”, disse, na época, Mauro Júnior. Rostos conhecidos de quem (quase) foi à Copa Carlos Gil, jornalista do Grupo Globo que cobre a seleção brasileira há mais de duas décadas, disse que é preciso analisar esta convocação com uma lupa.“Eu não vi tantas novidades, é claro que são oito estreantes, são oito jogadores que nunca vestiram a camisa de seleção no universo de 26, mas se você ampliar essa lista, você vê que tem 18 jogadores que ou foram à Copa, ou estiveram perto da Copa, ou pelo menos já foram testados na seleção brasileira. Alguns não com o Ancelotti, como é o caso do Pedro, mas é circunstancial porque o Pedro esteve em listas largas do Ancelotti, apenas não foi porque se lesionou", lembrou Gil. "O Andrey Santos acabou não indo ali em cima da hora, o próprio Wesley se machucou, alguns jogadores que acabaram tendo poucas oportunidades, mas o João Pedro... Acabou não indo também, em cima da hora, era nome certo, até ali vésperas da Copa. Então eu acho que essa lista, à primeira vista, parece ter muitas novidades, mas se você se aprofundar um pouco nela, eu vejo até uma certa continuidade”, detalhou Carlos Gil. Para Carlos Eduardo Mansur, colunista de O Globo, a não convocação do atacante Igor Thiago chamou atenção. “Ele convoca, por exemplo, o Pedro e o João Pedro, dois atacantes que estavam muito cotados para ir ao Mundial, que ele acabou deixando de fora para levar, por exemplo, o Igor Thiago. Nessa primeira convocação pós-Copa do Mundo, não vai o Igor Thiago e vão Pedro e João Pedro. Resta saber se ele quer novamente observar esses jogadores para ver se pode contar com eles ou se é o retrato de algum desapontamento dele com o Igor Thiago na Copa do Mundo”, afirmou Mansur, que cobre Copas do Mundo desde 1998. Carência da seleção brasileira André Rizek chamou atenção para a ausência de um meio de campo criativo. “O meio-campo segue como ponto fraco. O Ancelotti claramente não encontra ou não quer um camisa 10, um meia criativo. A gente tem poucos. Talvez o Estêvão possa fazer essa função na seleção. Mas não tem nenhum jogador de ofício nessa posição, que já foi uma carência na Copa. O futebol brasileiro tem essa carência nos últimos anos”, ressaltou Rizek. Nesta primeira convocação da seleção após a Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti chamou dez jogadores que atuam no futebol brasileiro. “Alguns jogadores do Brasil estão em condição física melhor porque o Campeonato Brasileiro está mais adiantado que outras ligas. Mas não estamos priorizando jogadores que atuam no Brasil. Os jogadores que chamei do Campeonato Brasileiro estão bem e podem ajudar a seleção”, explicou Ancelotti. “Clubes vão lamentar esta convocação” Mansur acredita que esta Data-Fifa não é a melhor para a convocação de jogadores que atuam no Brasileirão. “Eu acho que a convocação de tantos jogadores que atuam no futebol brasileiro, ela era dispensável nesse momento. Ela é uma insensibilidade em algum aspecto porque a seleção vai jogar muito longe, vai jogar na Austrália e na Índia. E quatro dias depois do jogo na Índia tem jogo no Campeonato Brasileiro. E isso é uma interferência no Campeonato nesse momento. Acho que o teste dos jogadores que atuam no Brasil poderia ter ficado para uma Data-Fifa mais adiante, talvez em março. É que será o início de temporada no Brasil e iria prejudicar menos os clubes brasileiros. Certamente, os clubes vão lamentar a convocação de tantos jogadores que atuam no Brasil”, afirmou Mansur. O Brasil vai enfrentar os australianos na casa deles em dois jogos: o primeiro no dia 25 de setembro e o segundo em 29 do mesmo mês. Depois, a seleção embarca para a Índia para enfrentar a seleção local no dia 3 de outubro. Os adversários da Data-Fifa de novembro também são conhecidos: no dia 14 o Brasil entra em campo para encarar Singapura. Três dias depois, a seleção mede forças com o Japão, que foi eliminado pelos brasileiros na última Copa. As duas partidas serão disputadas em Singapura. Carlos Gil disse que Austrália, Índia e Singapura têm um nível técnico fraco. “O Japão é um adversário com nível melhor e deu trabalho para o Brasil na Copa. Mas se é um momento para fazer observação, o momento é esse, contra adversários não tão fortes assim. É início de ciclo, sem nenhuma grande competição, pelo menos à vista próxima. Você vai ter a eliminatória que será somente no segundo semestre do ano que vem. A Copa América será só em 2028”, opinou o jornalista. Os convocados para os amistosos contra Austrália e Índia: Goleiros: Hugo Souza (Corinthians) Morisco (Coritiba) Otávio (Cruzeiro) Defensores: Arthur Dias (Athletico-PR) Douglas Santos (Zenit) Gabriel Magalhães (Arsenal) Jair (Nottingham Forest) Marquinhos (PSG) Matheuzinho (Corinthians) Mauro Júnior (PSV) Vitor Reis (Manchester City) Wesley (Roma) Meio-campistas: Andrey Santos (Manchester United) Breno Bidon (Corinthians) Bruno Guimarães (Arsenal) Danilo Santos (Botafogo) Douglas Luiz (Juventus) Gabriel Bontempo (Santos) Atacantes: Endrick (Real Madrid) Estêvão (Chelsea) João Pedro (Chelsea) Pedro (Flamengo) Raphinha (Barcelona) Rayan (Bournemouth) Samuel Lino (Flamengo) Vini Jr (Real Madrid)
Mensagem gravada em 06/09/2026Pastor Rodrigo FreitasO verdadeiro e o falso discípuloMateus 7:13-29 NVI[13] ― Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo é o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. [14] Mas estreita é a porta e apertado é o caminho que leva à vida, e são poucos os que a encontram. [15] ― Tenham cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. [16] Pelos seus frutos vocês os reconhecerão. Alguém pode colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? [17] Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. [18] Uma árvore boa não pode dar frutos ruins, tampouco uma árvore ruim pode dar frutos bons. [19] Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada no fogo. [20] Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão. [21] ― Nem todo aquele que me diz: “Senhor, Senhor” entrará no reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus. [22] Muitos me dirão naquele dia: “Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?”. [23] Então, eu lhes direi claramente: “Nunca os conheci. Afastem‑se de mim, vocês que praticam a iniquidade!”. [24] ― Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como o homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. [25] Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, mas ela não caiu, porque estava alicerçada na rocha. [26] No entanto, quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como o insensato que construiu a sua casa sobre a areia. [27] Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa. Ela caiu, e foi grande a sua queda. [28] Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multidões ficaram maravilhadas com o seu ensino, [29] porque ele as ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da lei.https://bible.com/bible/129/mat.7.13-29.NVI#Jesus #igreja #honra #transformação #Jesus #ressurreição #PalavraDeDeus #DeusPai #EspiritoSanto #PAI #Mensagem #Pregação #Sermão #p4 #p4church #onLine--Curta, compartilhe e inscreva-se para ficar atualizado com os nossos conteúdos!Para saber mais sobre nossa igreja:Site: https://igrejaprojeto4.com.br/Faça seu pedido de Oração: https://igrejaprojeto4.com.br/pedidosFacebook: https://www.facebook.com/p4church/Instagram: https://www.instagram.com/igrejaprojeto4/Podcast: https://igrejaprojeto4.com.br/p4cast/Youtube: https://www.youtube.com/@IgrejaProjeto4Culto online todos os domingos no YouTube!
Voltamos!Muitos pais mandaram mensagem no perfil @meumundoautistamt pedido novas atualizações... Serão Semanais !!!Hoje estamos abordando o que de fato estamos procurando quando levamos nossos filhos para os espaços clínicos. Quanto mais horas melhor?Vale a pena ouvir e compartilhar!
Luís Montenegro acusa o Chega de viver de “eleições, moções e demissões” e defende a ação do Governo. PM anuncia também um suplemento para pensionistas e uma redução do IRS para apoiar a classe média.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Mantém-se a boa energia de Marco Silva. Ganhar ao Estoril, vencer no Funchal, ver os Turnstile com camisola do Benfica em palco. Muitos e bons sinais para um Benfica que tem estado tão adormecido que agora até desconfiamos de tão bom arranque.
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"E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens;E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" Lucas 12:17-20
"Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos." Mateus 20:16"Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos." Mateus 22:14
Por que alguns alcançam a aprovação em concurso enquanto outros desistem? Entenda a diferença brutal no seu processo.Muitos estudantes acreditam que o sucesso depende de talento inato ou de motivação constante, mas a realidade é bem diferente. O cérebro muitas vezes interpreta resultados negativos como um sinal para parar, quando, na verdade, isso faz parte do aprendizado. Aqui, exploramos como a mentalidade do concurseiro define quem mantém a constância e quem abandona a jornada diante das primeiras dificuldades.Não se trata apenas de acumular conteúdo, mas de desenvolver a resiliência nos estudos necessária para seguir em frente apesar das emoções desconfortáveis. Vamos analisar o mito da perfeição e como ajustar sua estratégia de estudos para que a sua preparação seja baseada em método, e não em estados emocionais passageiros. Aprenda a lidar com a sua biologia a seu favor.
A disciplina nos estudos é o que separa quem passa de quem desiste. Aprenda a agir mesmo quando a motivação falha.Muitos estudantes acreditam que precisam de motivação constante para sentar e estudar, mas a realidade é que a vontade muitas vezes só aparece depois que você começa a tarefa. Este vídeo explora como o seu cérebro prioriza recompensas imediatas e por que esperar pelo momento perfeito é um erro que atrasa sua aprovação em concursos.Para vencer a resistência inicial, apresentamos uma estratégia de estudos prática, focada em treinar o seu controle emocional. Você vai entender como aplicar a regra dos 10 minutos para enganar o seu cérebro e manter a constância mesmo nos dias difíceis. Aprender como ter motivação na prática é essencial para quem busca resultados de longo prazo.
A ansiedade nos estudos é um desafio comum. Descubra como diferenciar a ansiedade produtiva daquela que trava seu progresso.Muitos concurseiros acreditam que é possível estudar sem sentir qualquer tipo de apreensão, mas essa é uma ideia irreal. foco deste vídeo é mostrar que a ansiedade paralisante pode ser gerenciada com métodos práticos, permitindo que você mantenha o ritmo mesmo nos dias mais difíceis.Exploramos estratégias para transformar a preocupação excessiva em motivação para concursos, ajustando sua mentalidade para encarar o conteúdo com mais clareza. Aprender como estudar melhor envolve entender seus limites e aplicar técnicas que reduzem o bloqueio emocional durante a preparação.Inscreva-se para acompanhar nossas dicas semanais de preparação e comente abaixo: qual é sua maior dificuldade na hora de manter o foco?
No episódio 159 do Moda Importa, Marcella Lorenzon e Su Biazoli atravessam algumas das movimentações que estão mudando a forma como consumimos moda, conteúdo e desejo.Por que o turquesa voltou com tanta força depois de temporadas dominadas pelos neutros? O que Prada, Chanel e as ruas de Copenhague revelam sobre o caminho de uma tendência até ela chegar ao nosso armário? E será que, quando uma tendência finalmente chega até nós, já estamos cansados de tanto vê-la?A conversa parte da moda e chega a um comportamento cada vez mais presente: a fadiga da performance. A pressão para transformar trabalho, rotina, bem-estar e até autenticidade em conteúdo cria a sensação de que todos precisamos performar para uma audiência, mesmo quando produzir conteúdo nunca fez parte da nossa profissão.E, se já estamos cansados de produzir e consumir tanto, o que acontece quando as próprias plataformas ficam ainda mais comerciais? TikTok Shop, links afiliados, Meta e Shopee entram na discussão sobre creator economy, monetização, ética e a fronteira cada vez mais nebulosa entre recomendar e vender.Um episódio sobre cor, tendência, desejo, redes sociais, performance e consumo para entender como tudo isso acaba muito mais conectado do que parece.E falamos de moda, muita moda. Porque moda importa.Siga o Moda Importa no Spotify e avalie o podcast com cinco estrelas para acompanhar os próximos episódios.Trilha: Sonora Trilhas @sonoratrilhasEdição de áudio e vídeo: FICK Branding & Business
Aroldo Marques é sommelier e coordena um grupo de restaurantes em Belo Horizonte. Ele esta inserido desde o serviço até a seleção de vinhos, montagem de cartas e conhece como poucos os bastidores de um restaurante. Muitos casos de bandeja por aqui, confira a entrevista em vídeo [clique aqui] Siga o Aroldo Marques nas redes @aroldosommelier Instagram do Conexão Sommelier @conexaosommelierbr Conheça a nossa outra série de Podcasts: Cerveja, Café ou Vinho
GARANTA SUA VAGA NO PROGRAMA "DOBRE SEU LUCRO": https://r.vocemaisrico.com/5fc3f6cd35CONHEÇA A AQUILA: https://aquila.com.br/Muitos empreendedores sabem exatamente onde estão os problemas da própria empresa, mas simplesmente não conseguem resolvê-los. Falta de gestão, ausência de processos, sociedades mal estruturadas e uma dificuldade enorme de sair da zona de conforto — tudo isso vai, aos poucos, minando negócios que poderiam prosperar.Enquanto isso, o Brasil enfrenta seus próprios gargalos: alto custo de capital, insegurança jurídica e uma produtividade que praticamente não avança desde os anos 80.Diante disso, qual é o erro mais comum dos empreendedores brasileiros? Por que 90% das estratégias fracassam na hora de serem implementadas? Como saber se vale a pena ter um sócio — e o que realmente garante que essa sociedade não termine em briga judicial? Vale a pena colocar um filho para trabalhar na empresa da família, e como prepará-lo para realmente sucedê-la? E existe um caminho para o país deixar de "andar de lado" e se tornar, enfim, protagonista?Para responder a essas e outras perguntas, convidamos Raimundo Godoy, presidente executivo, sócio e cofundador do Instituto Áquila, para o episódio 311 do Podcast Os Sócios. Ele será transmitido nesta quinta-feira (13/08), às 12h, no canal Os Sócios Podcast.Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperiniConvidado: Raimundo Godoy
Muitos alegam que qualquer pessoa pode fazer uso de seu (suposto) livre-arbítrio para escolher ser filho de Deus, pois a Palavra diz que o Senhor “amou o mundo todo”; logo, todos (sendo 100% das pessoas individualmente) podem ter acesso à Graça de Deus por sua própria escolha. Mas, será que é isto que o Evangelho revela? Não há dúvidas de que Deus amou o mundo, mas o que isto realmente significa?(Gravação do Estudo da Graça de Deus transmitido ao vivo no domingo, dia 19/11/2023)-------------------------------------------------SEJA UM SEMEADOR!CLIQUE AQUI ➜ https://bit.ly/2srbORGAjude-nos a manter (e a crescer) o nosso trabalho de divulgação do Evangelho da Graça de Deus. Desde já o nosso MUITO OBRIGADO pelo seu apoio.--------------------------------------------------Leia os livros de nosso Ministério:LIVRARIA ➜ https://gsgeditora.com.br/--------------------------------------------------Instagram - Cristiano França ➜ https://instagram.com/cfeleitoAplicativo (Android, iPhone, Windows e Mac) com Rádio 24h e muito + ➜ http://app.abencoados.comPágina do MIGG no Facebook ➜ https://www.facebook.com/evangelhogenuino/Página do MIGG no Twitter ➜ http://www.twitter.com/infomigg-----------------------------------------Participe de nosso Canal Oficial no Telegram e receba estudos em Graça, links, folhetos digitais de evangelização, conteúdos exclusivos e todas as demais informações de nosso Ministério.ACESSE O LINK ABAIXO através de seu telefone ou pesquise no Telegram: MIGG Canal Oficial.https://t.me/canalmigg------------------------------------------
TEMPO DE REFLETIR 01854 – 12 de agosto de 2026 Apocalipse 1:7 – Eis que Ele vem com as nuvens, e todo olho O verá. No encerramento do Campori de Desbravadores da União Central Brasileira, em Ilha Solteira, o pastor José Maria Barbosa, conta que convidou a desbravadora Débora, membro do Clube do IASP, para cantar. Ele pregou sobre a volta de Jesus e explicou que Débora era portadora de deficiência visual. Falou da esperança dela de ter os olhos abertos no dia da volta de Jesus. Ela veio à frente conduzida por outra desbravadora e cantou: “Oh, Pai, eu queria tanto ver o meu Senhor descer, vindo me encontrar! Eu posso até imaginar a refulgente glória do Senhor Jesus, transpondo as brancas nuvens no mais puro azul…” Foi um momento de forte emoção. Muitos desbravadores tomaram a decisão pelo batismo, e outros renovaram a dedicação de se preparar para a volta de Jesus. A história conta que quando a rainha Vitória escutou de um dos seus capelães pregar sobre a segunda vinda de Jesus, ela exclamou: “Oh, como eu gostaria que o Senhor viesse enquanto estou viva!” Perguntaram-lhe: “Por quê?” Ela respondeu: “Ah, eu adoraria lançar minha coroa aos Seus pés.” Quando percebemos como a volta de Jesus é apresentada em figuras, parábolas, ilustrações ou textos claros, a impressão que temos é de que o Espírito Santo queria esgotar todos os recursos de comunicação possíveis para nos impressionar com a volta de Jesus. Mais ao fim do Novo Testamento, temos a impressão de que estamos sentindo Seus passos se aproximando. A volta de Jesus continua sendo a bem-aventurada esperança no coração de muitos. Quantos dos nossos amigos morreram sem ter realizado o desejo de estar vivos no segundo advento. Desde o começo da história da nossa igreja, falamos e anunciamos a volta de Jesus. De que forma nossa vida é afetada por saber que Jesus voltará? No meio do caos, olhemos para o futuro, pois fiel é aquele que prometeu. Lembremo-nos das palavras do hino que diz: “Os céus vão se abrir preparando Sua entrada, as estrelas vão aplaudir com trovões de louvor… E nós O veremos face a face.” A bênção final do Novo Testamento termina com a oração: “Vem, Senhor Jesus!” É somente pela graça de Deus que ousamos dizer, agora: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20). Por favor! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes
Muitos jovens dominam a "arte de engonhar". Eduardo Sá explica que procrastinar é afinal um grito de liberdade ou insegurança e sublinha o papel dos pais na construção de uma confiança real.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Este é o link para você participar com a gente dessa jornada: https://materiais.infinito.etc.br/para-quando-eu-morrer-segunda-fase ..Você ta perdido, chegou agora ou quer recapitular tudo? Dá aqui a mão que a gente vai junto. Esse episódio é um resumão de toda a temporada “Pra quando eu morrer”, que é o início de um movimento de transformação enorme, com milhares de pessoas. Muita gente que está participando já deu passos concretos e teve um salto de amadurecimento impressionante! Em pouco mais de 20 minutos te explicamos toda a ideia da jornada “Pra quando eu morrer” e o que você encontra em cada episódio da temporada. Cinco mil pessoas já estão participando e tirando um baita peso das costas! Muitos dos relatos são de alívio, amor e bem-estar. Seja bem-vinda, seja bem-vindo!..FICHA TÉCNICAIdealização e apresentação: Tom AlmeidaEstruturação de projeto: Flávio Vieira Roteiro: Tom Almeida e Juliana Dantas, que também fez a direção, a produção e a captação de áudioCriação de conceito visual: Marcela StreetDireção de arte e distribuição: Maju AlmeidaEnsaio fotográfico: Bruna AlbinoProdução: Gabriela FerigatoSupervisão de roteiro, edição e finalização: Rodrigo AlvesTrilha sonora: Maestro Billy e Blue Dot SessionsEstratégia de Mídia: Ellien SaccaroAgradecimentos: Joaquim Fiamoncini, Thiago Cunha e Larissa Barros Patrocínio: Memorial Parque das Cerejeiras e Guarda Digital Apoio: Instituto Olga Rabinovich
Muitos pensam que estão vivendo a verdadeira Fé cristã apenas pelo fato de pertencerem a uma denominação religiosa. Porém, uma das principais características manifestadas na vida de quem vive de fato a genuína Fé é o afastamento de todo conceito religioso (dependência templária e sacerdotal, cerimonialismos, placas denominacionais, ordenanças de homens etc.). Neste estudo aprendemos que a verdadeira Fé é a Fé do próprio Senhor Jesus que foi inaugurada na Nova Aliança e nos é revelada pelo Evangelho da Graça.(Gravação do Estudo da Graça de Deus transmitido ao vivo no domingo, dia 05/11/2023)-------------------------------------------------SEJA UM SEMEADOR!CLIQUE AQUI ➜ https://bit.ly/2srbORGAjude-nos a manter (e a crescer) o nosso trabalho de divulgação do Evangelho da Graça de Deus. Desde já o nosso MUITO OBRIGADO pelo seu apoio.--------------------------------------------------Leia os livros de nosso Ministério:LIVRARIA ➜ https://gsgeditora.com.br/--------------------------------------------------Instagram - Cristiano França ➜ https://instagram.com/cfeleitoAplicativo (Android, iPhone, Windows e Mac) com Rádio 24h e muito + ➜ http://app.abencoados.comPágina do MIGG no Facebook ➜ https://www.facebook.com/evangelhogenuino/Página do MIGG no Twitter ➜ http://www.twitter.com/infomigg-----------------------------------------Participe de nosso Canal Oficial no Telegram e receba estudos em Graça, links, folhetos digitais de evangelização, conteúdos exclusivos e todas as demais informações de nosso Ministério.ACESSE O LINK ABAIXO através de seu telefone ou pesquise no Telegram: MIGG Canal Oficial.https://t.me/canalmigg------------------------------------------
Terminado o Mundial, Gianni Infantino não convocou uma conferência de imprensa para responder a todas as críticas que foram feitas, inclusive de ter cedido a tudo o que Trump quis. Publicou um texto nas redes sociais acusando os críticos de terem semeado ódio e mandou-os rezar. A FIFA faz cada vez mais dinheiro e Infantino já garantiu uma larga maioria de apoios para continuar a presidir ao organismo máximo do futebol. Porque não quer prestar contas, respondendo a perguntas? É o que vamos perceber numa conversa com Lídia Paralta Gomes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
CURSOS: https://www.gsom.polimi.it/en/for-companies/?utm_source=Buongiorno+San+Paolo&utm_medium=post&utm_campaign=B2B_CORPORATE+2026 Milão é berço da excelência acadêmica italiana em praticamente todas as áreas; mas quando se trata de negócios e gestão, é aqui que a cidade oferece o seu melhor.A POLIMI Graduate School of Management é hoje uma das mais importantes escolas de negócios da Itália, tendo conquistado a Tríplice Coroa, as três principais acreditações internacionais: AACSB, AMBA e EQUIS. Muitos de seus programas estão entre os 10 melhores da Europa, e o Global MBA está entre os 30 melhores do mundo.Com Alessandro Sandionigi, fomos conhecer melhor o que a POLIMI GSOM pode oferecer aos nossos amigos brasileiros.
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe