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Duas baleias jubartes quebram recorde de migração entre Brasil e Austrália. Número de estudantes estrangeiros em Portugal quadruplica em dez anos. Projeto em Lisboa ensina português a crianças de famílias imigrantes. Chico César reencontra as raízes da carreira no álbum 'Fofo' Alice Caymmi reinterpreta clássicos do avô Dorival Caymmi em novo álbum. Comunidade portuguesa na Suíça chega a 264 mil residentes.Duas baleias jubartes quebram recorde de migração entre Brasil e Austrália. Número de estudantes estrangeiros em Portugal quadruplica em dez anos. Projeto em Lisboa ensina português a crianças de famílias imigrantes. Chico César reencontra as raízes da carreira no álbum 'Fofo' Alice Caymmi reinterpreta clássicos do avô Dorival Caymmi em novo álbum. Comunidade portuguesa na Suíça chega a 264 mil residentes.
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Do Mundial à Copa, do País Basco ao Idaho e de Lisbona a Lisboa, o Marco Neves faz uma viagem por palavras que atravessam oceanos, mudam de forma e contam histórias curiosas sobre línguas e cidades.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Diniz Borges, do Instituto Português Além Fronteiras explica a resolução. Margarida Vaz conversa com Frei Elvino António sobre o Santo António de Lisboa. Prémio para cultura portuguesa no mundo com Cristina Borges.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta edição especial gravada ao vivo na Feira do Livro de Lisboa, os escritores Luísa Costa Gomes e Rui Cardoso Martins falam do que os entusiasma mais na literatura e o que os motiva a escrever, revelam o seu processo de criação e como os erros no caminho podem ser espantosos e férteis. E ainda discutem as inquietações e perigos que a IA levanta ao pretender substituir o pensamento, a investigação e a criação humana. “É de uma perfeição estúpida.” Ouçam-nos nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Miguel Maroco apresenta "Desgraça", um álbum irónico com alma cinematográfica. O músico revela detalhes da produção e antecipa o concerto de 18 de junho no B.Leza, em Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Miguel Maroco apresenta "Desgraça", um álbum irónico com alma cinematográfica. O músico revela detalhes da produção e antecipa o concerto de 18 de junho no B.Leza, em Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O turismo de cruzeiros ultrapassa os 30 milhões de passageiros por ano. Em Portugal, gerou quase mil milhões de euros no ano passado e Lisboa é um dos principais portos da Europa. Seguimos conversa, de cruzeiroSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Apresentação a duas vozes, do Ministro dos Negócios Estrangeiro e da Ministra da Cultura, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Santo Antônio, um dos santos mais populares em Portugal, é comemorado de formas muito diferentes em todo o mundo neste mês de Junho. Do Brasil à Índia, do Timor a Macau, a devoção ao religioso foi difundida pelos portugueses. Conhecido como o santo casamenteiro, Santo Antônio é bastante celebrado no Brasil com encenações de casamentos, simpatias, bandeirinhas coloridas e comidas típicas. Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Lisboa Basta entrar o mês de junho para que os brasileiros comecem a se programar para as tradicionais festas juninas. Nesta época, os arraiás se espalham por todo o país, de norte a sul, ganhando contornos e sabores regionais. Santo Antônio é o primeiro a ser homenageado, no sábado, 13 de junho, data em que é aberta a temporada dos festejos dos santos populares, que reúne milhões de pessoas e movimenta bilhões de reais, ficando atrás apenas do Natal e do Carnaval. São muitas as tradições ligadas ao religioso, e o “pão de Santo Antônio”, costume que vem da França do século XIX, é uma das mais populares em Portugal. O antropólogo Pedro Teotónio Pereira, diretor do Museu de Santo Antônio em Lisboa, explica à RFI que “o pão é vendido nas igrejas de Santo Antônio e deve ser guardado de um ano para o outro para que não falte alimento em casa”. Santo Antônio, o casamenteiro, ganhou essa fama no século XVII, em Portugal, quando ajudou uma mulher a se casar com quem realmente amava, em uma época em que os matrimônios eram arranjados pelos pais. Mas os pedidos para que Santo Antônio arranje namorados ou maridos permanecem atuais nos dois lados do Atlântico. Caso eles demorem a ser atendidos, o santo é mergulhado de cabeça para baixo na água, virado para a parede ou colocado em um poço, até que o protetor das moças encontre um amor para as donzelas, ou nem tanto assim. Vida & obra Santo Antônio, ou Fernando Martins de Bulhões, nasceu em 1191, em Lisboa, em plena reconquista da Península Ibérica pelos reinos cristãos das mãos dos muçulmanos. Segundo filho de uma família burguesa, coube a Fernando escolher entre a carreira militar ou a vocação religiosa. Aos 18 anos, ele decide tomar o hábito de Cônego Regrante de Santo Agostinho e, mais tarde, segue para Coimbra, onde vive mais dez anos, aprofundando os seus estudos e conhecimentos. Em Coimbra, ele encontra cinco frades franciscanos que iriam evangelizar o Marrocos, mas que são martirizados quando chegam ao país. Os restos mortais dos frades são enviados de volta a Coimbra, e o noviço Fernando fica tão abalado com o episódio que decide passar para a Ordem dos Franciscanos, mudando o seu nome para Antônio. Santo Antônio tinha uma inteligência fora do comum e um conhecimento extraordinário; ele sabia a Bíblia quase de cor. Segundo Pedro Teotónio Pereira, São Francisco de Assis vai entender que é preciso alguma erudição, além de ajudar os pobres. “Santo Antônio revela todo o seu conhecimento que tinha das Escrituras e vai ser considerado por São Francisco o primeiro teólogo franciscano”, ressalta. O Milagre dos Peixes Não se conhecem milagres de Santo Antônio em vida; só depois é que vão sendo revelados. Quando ele morreu em Arcela, nos arredores de Pádua, as crianças nas ruas intuíram e começaram a gritar: Morreu o Padre Santo! Morreu Santo Antônio! Quando o seu corpo foi transladado para Pádua, três dias depois de sua morte, há relatos de muitos milagres, e são estes milagres que vão acompanhar o seu processo de beatificação. “Santo Antônio distingue-se como um grande taumaturgo; ele é conhecido pela quantidade de milagres que fez. É curioso porque, no processo de beatificação de Santo Antônio, os seus milagres foram muito ligados à cura de doentes. Só mais tarde vão ser acrescentados, ao longo dos anos, outros tipos de milagres”, comenta o antropólogo. O Sermão aos Peixes é o milagre mais famoso de Santo Antônio e acontece quando o religioso vai a Rimini, na Itália, para tentar converter os hereges. Sem sucesso, Santo Antônio anda até o mar e fala com os peixes: “vocês também são filhos de Deus e entendem o que eu tenho a dizer”. É quando peixes começam a aparecer, de cabeça de fora, mostrando atenção ao seu sermão. Isso provoca um impacto muito grande junto aos hereges que estavam assistindo à cena e, assim, Santo Antônio consegue convertê-los. Festas nas ruas de Lisboa Em junho, Lisboa traz o seu coração para fora e comemora o Sant'Antoninho, um dos padroeiros da cidade, tratado quase como um membro das famílias portuguesas. Os lisboetas se alegram nos arraiás celebrados nos bairros populares, onde se vendem sardinhas e chouriço assados. A programação é extensa nesta sexta-feira e sábado, com destaque para os casamentos de Santo Antônio celebrados na Igreja da Sé, a bênção com a relíquia do santo, as missas, as marchas populares na Avenida da Liberdade e a procissão de Santo Antônio, que percorre o bairro de Alfama e convida as imagens de São João, São Miguel, Santo Estevão, São Vicente e São Tiago a participarem da procissão. O Museu de Santo Antônio de Lisboa é um mergulho na vida e na obra do religioso. É possível acompanhar o percurso deste santo, protetor dos lares e das famílias, padroeiro dos marinheiros, pescadores e animais, entre outros. Também conhecido como Santo Antônio de Pádua, onde viveu os seus últimos anos de vida e onde teve a aparição do Menino Jesus.
Pequenos textos, contos, crónicas, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia.
A Ana quer saltar o portão da própria casa, a equipa está viciada em trocar cromos do Mundial, as crianças ensinam a pedir dias de férias ao chefe, a Tia Bli irrompe pelo estúdio quando ouve o Extremamente Desagradável sobre a família Patrocínio e ouvimos em exclusivo as canções das Murchas de Lisboa
As cerimónias do 10 de Junho, incluindo a viagem da Terceira para Lisboa de boa parte da elite política, foram os temas da Vichyssoise. O primeiro veto político de Seguro também foi assunto à mesa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta quinta-feira, no dia da abertura do Mundial de Futebol do Canadá, Estados Unidos e México, não podíamos deixar de evocar o arranque desta competição desportiva. Esta competição que decorre a partir deste 11 de Junho até ao dia 19 de Julho promete ser rica em emoções mas, desde já, tem sido marcada por várias polémicas. E isso bem longe dos relvados. Ainda nesta quarta-feira, a ONU apelou Washington a rever "profundamente" a aplicação da sua política migratória, na sequência de tensões resultantes da recusa de os Estados Unidos atribuírem um visto a Omar Artan, árbitro da Somália, as autoridades americanas tendo igualmente vedado a entrada a membros da comitiva iraniana, apesar de protestos da Federação Internacional de Futebol (FIFA). Outro aspecto problemático: a festa do desporto-rei não é para todos. Para um adepto ir ver um jogo, tem que gastar uma média de mil Dólares, o preço de alguns bilhetes podendo ultrapassar os seis mil Dólares. Para além do custo dos bilhetes, há também as despesas de viagem e estadia entre as diversas cidades, muito distantes umas das outras, que vão acolher os jogos: Toronto e Vancouver no Canadá, Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova Iorque, Filadélfia, San Francisco e Seattle nos Estados Unidos, bem como Guadalalajara, Guadalupe e a capital do México. Com estes destinos todos, 48 equipas em vez de 32 em edições anteriores, 104 jogos e uma dezena de dias suplementares para esta competição, este Mundial 2026, promete também ser um dos mais poluentes jamais organizados, apesar de a FIFA ter chegado a apresentar uma estratégia para limitar a sua pegada ambiental. Refira-se, entretanto, que dentro de quatro anos, adopta-se uma fórmula semelhante, com Marrocos, Espanha e Portugal a acolherem o Mundial 2030. Foi sobre estes aspectos que conversamos com Francisco Ferreira, líder da organização ambientalista portuguesa "Zero". RFI: Como se apresenta o Mundial de Futebol 2026? Francisco Ferreira: Efectivamente, nós estamos a falar de um Mundial que será provavelmente aquele que terá maiores emissões de gases de efeito estufa, praticamente o dobro das emissões daquele que foi o Mundial no Qatar. Porque eu vou ter que usar o transporte aéreo para deslocações de vários milhares de quilómetros entre cidades como Vancouver e Miami. Estamos a falar de 16 cidades sede e com o aumento de selecções, a necessidade de transportes vai ser muitíssimo maior. E estamos a falar de todo o continente norte-americano, não propriamente de três países relativamente próximos. 85/90% das deslocações vão ter que ser em transporte aéreo. E já agora, para se ter a noção, 9 milhões de toneladas de dióxido de carbono, são aproximadamente 15 a 20% das emissões de Portugal durante um ano e, portanto, muito significativas. E, além disso, nós também devemos olhar para o clima, não apenas pelos prejuízos que estão a ser feitos com esta poluição, mas também pelo facto de nós estarmos no verão norte-americano com temperaturas e humidades que são extremas. Aliás, calcula-se que um quarto dos jogos serão em condições de stress, quer para os espectadores quer para os jogadores. Vamos ter um consumo de energia muito significativo. Com a climatização, os grupos mais vulneráveis vão estar em maior risco. Vamos ter um maior consumo de água e isso deve ser também uma preocupação. Obviamente, apesar de a FIFA ter anunciado uma estratégia para a sustentabilidade, há muitas dúvidas sobre aquilo que é uma efectiva redução, eu diria mesmo impossível, no consumo de recursos e na produção de resíduos associados à magnitude de um evento como este. E o futebol é aqui, infelizmente, um símbolo das contradições da sustentabilidade global. Ou seja, nós, em vez de mantermos um formato que poderia ter menos emissões, portanto, não passando das 32 para as 48 equipas e fazendo investimentos realmente muito significativos nas cidades sede, apesar de a FIFA apontar para os vários pilares da sustentabilidade, o económico, ambiental, a governança, os aspectos sociais, o que é facto é que nós temos exemplos de curtas melhorias, investimentos muito limitados associados a este Mundial e, portanto, o futebol que deveria ser aqui uma oportunidade absolutamente fantástica e espectacular, e temos tido bons exemplos de algumas realizações, quer de campeonatos mundiais, quer, por exemplo, dos Jogos Olímpicos. Como é que eu posso fazer este tipo de eventos desde o início até ao fim, ou seja, desde a construção até ao futuro daquilo que são os investimentos de uma forma mais amiga do ambiente e das cidades e das pessoas? Neste caso, do que conhecemos, a mais valia vai ser muito limitada. RFI: No fundo, o que se pode concluir relativamente à forma como tem sido organizado este Mundial em três países, com mais equipas, com uma duração maior, com mais jogos, é que efectivamente, a FIFA, o cálculo que fez foi sobretudo o lucro, em vez do respeito pelo meio ambiente. Francisco Ferreira: Exactamente. Portanto, logo o fundamental que tem a ver com o uso de recursos e de energia. E aqui estamos a falar, acima de tudo, dos combustíveis fósseis associados principalmente aos transportes. Estes aspectos que são, no fundo, que o que realmente interessa em termos de contribuição ou de minimização por parte da FIFA em relação a um evento desta natureza, acaba, sem quaisquer dúvidas, por vir a ter um impacto muito maior com esta expansão, onde acima de tudo foram os lucros associados que levaram a este desfecho de um aumento de 16 equipas nesta fase final do campeonato mundial. E portanto, se havia realmente um compromisso com a sustentabilidade por parte da FIFA, mais do que investimentos num ou noutro aspecto nas diferentes cidades sede, a primeira e mais importante decisão era não ter aumentado o número de equipas participantes. RFI: Relativamente a outro aspecto que desta vez tem a ver com um aspecto mais político, também houve polémica em torno do facto de os Estados Unidos continuarem a aplicar a sua política extremamente restritiva de entrada de estrangeiros no seu território e escolher a dedo quem vem, quem não vem. Há uma série de vistos que foram recusados, nomeadamente para um árbitro da Somália ou também pessoas que iam acompanhar a equipa do Irão. Francisco Ferreira: Estes aspectos são, obviamente de natureza política, mas enquadram-se numa das valências fundamentais da sustentabilidade que é a governança, bem como na componente social e com os bilhetes ao preço a que foram colocados e, obviamente com questões de participação que deveria ser completamente aberta a todos os espectadores e a todos os participantes, sejam eles directamente atletas ou dirigentes desportivos ou árbitros de futebol. Eu não poderia ter realmente restrições se quisesse estar alinhado com os princípios da sustentabilidade que a FIFA tão apregoa e que, pelos vistos, não estão a ser devidamente respeitados. RFI: Como é que vê este Mundial tendo em conta que já se antevê que para 2030 o figurino será mais ou menos o mesmo, ou seja, jogos dispersos por vários países também. Francisco Ferreira: Daí que tenha começado desde já há mais de um ano, a conversar com a Federação Portuguesa de Futebol, a olhar para os três países-chave da candidatura Portugal, Espanha e Marrocos para assegurar, por exemplo, que as deslocações que mesmo assim são muito mais próximas por comparação com o continente norte-americano, mas que possam ser feitas quer em termos de espectadores, quer em termos de equipas por comboio. E aqui até temos bons exemplos que é uma contradição que vale a pena assinalar desde já. É que, enquanto Marrocos já tem uma linha de alta velocidade, por exemplo, Portugal não tem qualquer linha nem dentro do país nem na ligação entre Portugal e Espanha. Portanto, temos quatro anos para garantir, mais uma vez, que o número de equipas é o decisivo. Mas eu tenho que fazer transformações rapidamente para minimizar aquilo que serão as actividades associadas à logística do Mundial 2030, mas que, como digo logo à partida, com um impacto menor, porque as distâncias entre Rabat, o Porto, Madrid e Lisboa são, mesmo assim, bastante menores. Ou seja, com menor impacto no ambiente, mesmo se tiver que usar o avião, do que no caso dos Estados Unidos.
Nascido em 1997, empresário desde 2019, o chef Zé Paulo Rocha pegou no restaurante Velho Eurico, em Lisboa, e transformou-o, respeitando a tradição de muitos anos que o espaço já trazia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Externato do Parque, Lisboa
Seefeel - Sol.Hz - Humidity SwitchBoards of Canada - Inferno - Hydrogen Helium Lithium Leviathan Seefeel - Sol.Hz - AM FlaresBoards of Canada - Inferno - The Word Becomes FleshYu Su - Foundry - Sunless feat. MemotoneYu Su - Foundry - Cul De SacSix Missing - Passed Self - A Dance Visible Cloaks - Paradessence - Slippage Visible Cloaks - Paradessence - Shapes (feat. Yoshio Ojima · Satsuki Shibano)Galán | Spieth | Guentner - Obreel - Noïn Tapani Rinne, RA-UL - LiminalJoana Gama - A Mind in the Heart - A Child (Ivan Vukosavljević) ExcerptoHildur Guðnadóttir · Deutsches Symphonie-Orchester Berlin · Robert Ames - Guðnadóttir: Bær (Version for Orchestra)Bobby Krlic - Midsommar (OST) - GassedGeologist - Can I Get A Pack Of Camel Lights? - Sonora(Last Show June 11)Fotografia de Alípio Padilha
As cerimónias do 10 de Junho, incluindo a viagem da Terceira para Lisboa de boa parte da elite política, foram os temas da Vichyssoise. O primeiro veto político de Seguro também foi assunto à mesa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sabia que somos o segundo país mais desconfiado da Europa? O que diz este dado sobre a nossa realidade política e social? Neste episódio, Pedro Magalhães e Luana do Bem exploram o que a (des)confiança social revela sobre o desenvolvimento, a justiça ou a economia em Portugal, e no mundo. De acordo com o Estudo Europeu de Valores, 8 em cada 10 portugueses desconfiam de pessoas que não conhecem - um valor ultrapassado apenas pela Albânia. No extremo oposto está a Escandinávia, onde mais de 70% dos inquiridos dizem confiar nos outros.O politólogo e a humorista analisam o que acontece quando a desconfiança se instala nas relações entre cidadãos, nas instituições e no espaço público. Será que a fonte é a desigualdade económica? Ou pesa mais a herança histórica de sociedades hierarquizadas e com o poder centralizado? E porque é que a burocracia e a desconfiança andam de mãos dadas? A partir da evidência de que os países mais desenvolvidos revelam uma maior confiança social, a dupla aborda ainda possíveis soluções para combater a desconfiança – da implementação de políticas universalistas à distribuição justa e imparcial de recursos.Desconfiamos que não vai perder este [IN]Pertinente.REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEISAGHION, P., ALGAN, Y., CAHUC, P., & SHLEIFER, A., «Regulation and distrust» (The Quarterly Journal of Economics, (125(3), 1015-1049 2010)PUTNAM, R. D., NANETTI, R. Y., & LEONARDI, R. «Making Democracy Work: Civic Traditions in Modern Italy» (Princeton: Princeton University Press, 1994)PASSDA, «Portugal no European Social Survey: Atitudes Sociais nos Últimos 20 Anos» (2022)BIOSPedro MagalhãesInvestigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros. Luana do BemHumorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
Pequenos textos, contos, crónicas, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia.
Número de alunos estrangeiros em Portugal quase quadruplicou na última década. Projeto em Lisboa ensina português a crianças imigrantes. ONU News visitou escola onde 4 em cada 10 alunos tem origem migrante.
La novela, que Viviana Cordero acaba de presentar en la Semana de América Latina y el Caribe en París, narra la historia de Jacinta, una mujer que al enviudar a los 72 años, más que de luto, más que apagada, se siente liberada y comienza a hacer un inventario de su vida. Dos décadas le llevó a la autora ecuatoriana escribir este libro: no por falta de tiempo, no por falta de motivación, sino porque narrar la historia de Jacinta le demandaba a sí misma sumar mucha más experiencia de vida. Jacinta "apareció" cuando Cordero transitaba la treintena, estaba embarazada de sus mellizas, y vivía en París. La primera frase de la novela la volcó por allí entonces, y la última, recién a sus 55. "Con 30 años, uno todavía está nuevito. No tenía la edad para poder describir a Jacinta”, comenta la novelista, dramaturga y cineasta nacida en Quito. “Yo tenía que ir a vivir: de lo contrario, jamás iba a poder explicar lo que se siente el ir poco a poco envejeciendo, el enfrentar los problemas con los hijos, el enfrentar el amor y el desamor... y Jacinta me esperó”, comenta, agradeciendo al personaje por esto, dado que “a veces, los personajes se cansan y van a buscar otros autores”. Viviana Cordero, que se formó en Letras Modernas en la Universidad Sorbona, ha escrito seis novelas y en teatro y cine ha desarrollado una obra muy amplia, con piezas como "Mano a mano" y películas como "Sensaciones", "Un titán en el ring" y "Retazos de vida". “Cuando enviuda, Jacinta se encuentra de repente liberada” Lejos del estereotipo de la viuda en un eterno luto, cuando su marido Aníbal fallece, Jacinta se encuentra con una versión de sí misma que ni se imaginaba. "Uno piensa que la mujer enviuda está muy sufrida, pero muchas veces, no es así: las relaciones no son fáciles, el matrimonio es de lo más complejo que existe, que sobreviva y que sea un matrimonio feliz es una utopía". "Jacinta se asombra de encontrarse de repente liberada: de despertarse y poder abrir las cortinas, observar el sol y sonreír, de poder limpiar, de poder decir todo lo que no había dicho: 'Esto ya no lo tengo que vivir'... y eso fue algo que muchas mujeres empezaron a leer con avidez, porque a veces uno guarda, esconde. La viudez no es como un divorcio porque el divorcio es algo decidido, pero es algo que el destino te lo regala y en ella, particularmente, es un regalo". Pero, ¿quién es Jacinta? ¿Existió en la vida real? Fue una tía abuela de Cordero, sin saberlo, la primera semilla del proyecto. Esta mujer se había divorciado en los años 50 y se salió a emprender sola, aún siendo presa del dedo acusador de la época. Pero en Cordero, que creció escuchando cómo su pariente fundaba una residencia o una panadería, estas historias causaban admiración. “Cuando ya fui formando a Jacinta, con el arquetipo de esta tía abuela mía, me puse a investigar también y a conversar con muchas mujeres y a ver también en mi interior, porque yo creo que los personajes literarios son amalgamas de mucho, es decir, uno parte de una realidad. Inclusive en los libros de ciencia ficción uno parte de una realidad. A veces, vidas enteras de autores están en esos libros”. Un libro que, como su protagonista, renace de sorpresa Cordero ya había publicado “Tres pasos de baile” en Ecuador en 2019 y vuelve a editado ahora en España, con la editorial Zsa Zsa Zsu. Como para su personaje, la autora también también se cruzó con un nuevo comienzo que no esperaba. "Cuando la novela sale en Ecuador, que es donde han salido todas mis novelas, yo me había hecho la idea de que iba a tener una vida en un solo lugar: Ecuador es un país pequeño, se lee poco y ya está. Yo salí a Portugal con el deseo de continuar escribiendo y de buscar oportunidades", cuenta Cordero, actualmente instalada en Lisboa. "En la Feria del Libro de Barcelona conocí a unas mujeres maravillosas: Almudena y Laura, quienes analizaban otra novela mía, pero que aún necesitaba ser trabajada. Me preguntaron "¿Qué más tienes?" Entonces les entregué este libro y cayeron cautivadas ante Jacinta", detalla. "Yo no imaginé que en España iba a ser lo mismo que en Ecuador. Y es que, en definitiva, mujer es mujer en donde quiera que nos encontremos". Prejuicios y edadismo Más allá de la fibra universal que la novela toca en mujeres de antes y ahora, alrededor de todo el mundo, Cordero resalta que no sólo son lectoras las que se acercaron a "Tres pasos de baile". "Yo hubiese pensado que es una novela únicamente para mujeres, pero todo hombre que la ha leído no la ha podido parar. Si tienen la mente abierta, comienzan a entender cosas, comienzan a entender lo que es un mundo tal vez para ellos es lejano, también les permite comprender lo que pasa". Como toda historia que aborda la vida de una mujer en la tercera edad, la de Jacinta no está exenta de prejuicios: "hay quienes dicen '¿para qué? ¿Para qué voy a enterarme de todo lo que esta mujer está haciendo? Debe ser aburrido'. Pero cuando la leen se dan cuenta de que no", comenta Cordero. #EscalaenParís también está en redes Un programa coordinado por Florencia Valdés y Yesica Brumec, realizado por Robin Cussenod y Hadrien Touraud.
Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.
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La novela, que Viviana Cordero acaba de presentar en la Semana de América Latina y el Caribe en París, narra la historia de Jacinta, una mujer que al enviudar a los 72 años, más que de luto, más que apagada, se siente liberada y comienza a hacer un inventario de su vida. Dos décadas le llevó a la autora ecuatoriana escribir este libro: no por falta de tiempo, no por falta de motivación, sino porque narrar la historia de Jacinta le demandaba a sí misma sumar mucha más experiencia de vida. Jacinta "apareció" cuando Cordero transitaba la treintena, estaba embarazada de sus mellizas, y vivía en París. La primera frase de la novela la volcó por allí entonces, y la última, recién a sus 55. "Con 30 años, uno todavía está nuevito. No tenía la edad para poder describir a Jacinta”, comenta la novelista, dramaturga y cineasta nacida en Quito. “Yo tenía que ir a vivir: de lo contrario, jamás iba a poder explicar lo que se siente el ir poco a poco envejeciendo, el enfrentar los problemas con los hijos, el enfrentar el amor y el desamor... y Jacinta me esperó”, comenta, agradeciendo al personaje por esto, dado que “a veces, los personajes se cansan y van a buscar otros autores”. Viviana Cordero, que se formó en Letras Modernas en la Universidad Sorbona, ha escrito seis novelas y en teatro y cine ha desarrollado una obra muy amplia, con piezas como "Mano a mano" y películas como "Sensaciones", "Un titán en el ring" y "Retazos de vida". “Cuando enviuda, Jacinta se encuentra de repente liberada” Lejos del estereotipo de la viuda en un eterno luto, cuando su marido Aníbal fallece, Jacinta se encuentra con una versión de sí misma que ni se imaginaba. "Uno piensa que la mujer enviuda está muy sufrida, pero muchas veces, no es así: las relaciones no son fáciles, el matrimonio es de lo más complejo que existe, que sobreviva y que sea un matrimonio feliz es una utopía". "Jacinta se asombra de encontrarse de repente liberada: de despertarse y poder abrir las cortinas, observar el sol y sonreír, de poder limpiar, de poder decir todo lo que no había dicho: 'Esto ya no lo tengo que vivir'... y eso fue algo que muchas mujeres empezaron a leer con avidez, porque a veces uno guarda, esconde. La viudez no es como un divorcio porque el divorcio es algo decidido, pero es algo que el destino te lo regala y en ella, particularmente, es un regalo". Pero, ¿quién es Jacinta? ¿Existió en la vida real? Fue una tía abuela de Cordero, sin saberlo, la primera semilla del proyecto. Esta mujer se había divorciado en los años 50 y se salió a emprender sola, aún siendo presa del dedo acusador de la época. Pero en Cordero, que creció escuchando cómo su pariente fundaba una residencia o una panadería, estas historias causaban admiración. “Cuando ya fui formando a Jacinta, con el arquetipo de esta tía abuela mía, me puse a investigar también y a conversar con muchas mujeres y a ver también en mi interior, porque yo creo que los personajes literarios son amalgamas de mucho, es decir, uno parte de una realidad. Inclusive en los libros de ciencia ficción uno parte de una realidad. A veces, vidas enteras de autores están en esos libros”. Un libro que, como su protagonista, renace de sorpresa Cordero ya había publicado “Tres pasos de baile” en Ecuador en 2019 y vuelve a editado ahora en España, con la editorial Zsa Zsa Zsu. Como para su personaje, la autora también también se cruzó con un nuevo comienzo que no esperaba. "Cuando la novela sale en Ecuador, que es donde han salido todas mis novelas, yo me había hecho la idea de que iba a tener una vida en un solo lugar: Ecuador es un país pequeño, se lee poco y ya está. Yo salí a Portugal con el deseo de continuar escribiendo y de buscar oportunidades", cuenta Cordero, actualmente instalada en Lisboa. "En la Feria del Libro de Barcelona conocí a unas mujeres maravillosas: Almudena y Laura, quienes analizaban otra novela mía, pero que aún necesitaba ser trabajada. Me preguntaron "¿Qué más tienes?" Entonces les entregué este libro y cayeron cautivadas ante Jacinta", detalla. "Yo no imaginé que en España iba a ser lo mismo que en Ecuador. Y es que, en definitiva, mujer es mujer en donde quiera que nos encontremos". Prejuicios y edadismo Más allá de la fibra universal que la novela toca en mujeres de antes y ahora, alrededor de todo el mundo, Cordero resalta que no sólo son lectoras las que se acercaron a "Tres pasos de baile". "Yo hubiese pensado que es una novela únicamente para mujeres, pero todo hombre que la ha leído no la ha podido parar. Si tienen la mente abierta, comienzan a entender cosas, comienzan a entender lo que es un mundo tal vez para ellos es lejano, también les permite comprender lo que pasa". Como toda historia que aborda la vida de una mujer en la tercera edad, la de Jacinta no está exenta de prejuicios: "hay quienes dicen '¿para qué? ¿Para qué voy a enterarme de todo lo que esta mujer está haciendo? Debe ser aburrido'. Pero cuando la leen se dan cuenta de que no", comenta Cordero. #EscalaenParís también está en redes Un programa coordinado por Florencia Valdés y Yesica Brumec, realizado por Robin Cussenod y Hadrien Touraud.
¿Es verdad lo que cuenta la película La Misión? Quizás el capítulo más glorioso de nuestra historia. Desfigurad, mal contado, ignorado. Ahora te lo contamos como fue.Ven con nosotros a la Peregrinación: Fátima, Camino de Santiago (en 7 días), Lisboa, Covadonga, Garabandal, Segovia, Escorial, Toledo, Puy du Fou, Madrid.Salimos el 17 de septiembre.(puedes unirte desde cualquier punto del mundo) Inscríbete: gospazybien4@gmail.com+523310290903Los espero! P. Gonzalo Viaña
Não há dados sobre o futuro. Ainda assim, o exercício de projeção de tendências e cenários é essencial para decisores políticos, empresas e instituições.Que resultados concretos existem da aplicação do pensamento prospetivo? Com que ferramentas de análise trabalham estes especialistas? Antecipar cenários é mais difícil em determinadas áreas sociais ou escalas temporais e geográficas? E Portugal, para que cenários se deve preparar?É esse o trabalho de Ricardo Borges de Castro, autor do ensaio «Pensar o Futuro, Portugal e o Mundo em Prospetiva Estratégica».Numa edição gravada ao vivo na Feira do Livro de Lisboa, contamos com as reflexões da especialista em assuntos europeus Sónia Ribeiro e do economista José Maria Pimentel.O Da Capa à Contracapa é uma parceria da Fundação com a Rádio Renascença.
Jerry Seinfeld vai estrear-se em Portugal. O humorista americano é o cabeça de cartaz da primeira edição do Commedia À La Carte Fest, que acontece de 29 de outubro a 1 de novembro. A atuação de Seinfeld será na MEO Arena, e é um exclusivo na Europa. O festival vai ocupar salas por toda a cidade de Lisboa. Herman José, Inês Aires Pereira são alguns dos destaques nacionais. No Humor À Primeira Vista, Gustavo Carvalho recebe César Mourão, programador e um dos fundadores do festival. O humorista narra o longo processo até receberem o “Sim” de Seinfeld; revela novidades do cartaz, como a presença do artista plástico Vhils; e explica que o festival vai ocupar Lisboa a partir do Parque Mayer, com programação gratuita ainda por anunciar. Este é o último episódio do Humor À Primeira Vista antes de uma pausa para férias.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Não há dados sobre o futuro. Ainda assim, o exercício de projeção de tendências e cenários é essencial para decisores políticos, empresas e instituições. Que resultados concretos existem da aplicação do pensamento prospetivo? Com que ferramentas de análise trabalham estes especialistas? Antecipar cenários é mais difícil em determinadas áreas sociais ou escalas temporais e geográficas? E Portugal, para que cenários se deve preparar? É esse o trabalho de Ricardo Borges de Castro, autor do ensaio "Pensar o Futuro, Portugal e o Mundo em Prospetiva Estratégica". Numa edição do "Da Capa à Contracapa" gravada ao vivo na Feira do Livro de Lisboa, contamos com as reflexões da especialista em assuntos europeus Sónia Ribeiro e o economista José Maria Pimentel.
Pequenos textos, contos, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia.
Externato do Parque, Lisboa.
El 11 de septiembre de 2001, los ataques terroristas en Nueva York y Washington causan más de 3000 muertes y 6000 heridos, marcando una nueva era. El 26 de abril de 1986, la central nuclear de Chernóbil sufre la peor catástrofe nuclear de la historia, con la explosión del reactor 4 durante una prueba de seguridad fallida. La radiación contamina vastas zonas y provoca miles de casos de cáncer de tiroides en menores, con alta supervivencia. Un sarcófago inicial y la posterior Arca contienen la radiación. El 15 de abril de 2013, el atentado en la maratón de Boston deja 3 muertos y 260 heridos. El 15 de enero de 1919, la inundación de melaza en Boston, por un tanque mal construido, genera una ola de 8 metros a 50 km/h, matando a 21 personas y dejando 150 heridos. La limpieza es compleja y el olor persiste años. El 1 de noviembre de 1755, Lisboa sufre un devastador terremoto de 7-8 minutos, seguido de un tsunami y un incendio, que destruyen la ciudad y causan unas 90.000 muertes. La ...
Os artistas conquistaram o júri da competição que reuniu trabalhos de 66 países, como Brasil, Moçambique, Dinamarca, Canadá, Chile e Austrália Fábia Belém, correspondente da RFI em Lisboa A sardinha está para os Santos Populares em Portugal assim como o milho para as festas juninas no Brasil. E, neste ano, há dois talentos luso-brasileiros ajudando a dar cara nova ao peixe: o carioca Eduardo Ferrão e Letícia Amaral de Araújo, natural de Belo Horizonte. Eles são dois dos cinco vencedores da 16ª edição do “Concurso Sardinhas” de Lisboa, que neste ano recebeu 3.128 desenhos, enviados por 1.762 autores de 66 países. O resultado surpreendeu Letícia e Eduardo. “Quando chegou o e-mail [com o resultado], eu até tive que conferir algumas vezes. Eu não sabia se era golpe ou coisa do tipo, né? Para ver se era sério mesmo. E eu fiquei super satisfeito, porque é um concurso que acho muito bonito”, conta o designer gráfico. A notícia, que chegou por meio de uma ligação telefônica, foi recebida por Letícia com surpresa e felicidade. Ela também explica que, por retratar na sardinha uma cena tipicamente portuguesa, havia o receio de cometer algum equívoco. No entanto, a aprovação do júri português afastou qualquer dúvida. “Achei que [o resultado] validou a minha ideia”, afirma a designer. O concurso foi criado em 2011 pela EGEAC, empresa pública que promove ações culturais em Lisboa. O objetivo dos organizadores é estimular a participação e a criação artística, desafiando amadores e profissionais das artes a criar novas roupagens para a sardinha. As propostas vencedoras são utilizadas como imagem da campanha visual das tradicionais festas dos santos populares, equivalentes às festas juninas no Brasil. 'Bolo de arroz' Para participar da competição, Eduardo Ferrão se inspirou no projeto “O Último Bolo de Arroz de Lisboa”, lançado por uma associação de moradores que busca proteger, valorizar e dar visibilidade a cafés e pastelarias que fazem parte da história dos bairros. Chamou a atenção do designer gráfico a notícia de que muitos desses estabelecimentos tradicionais estão fechando as portas devido ao aumento do preço dos aluguéis e das matérias-primas, além de estarem sendo substituídos por comércios voltados a turistas e moradores estrangeiros com alto poder aquisitivo. Quando leu sobre o assunto, ele não teve dúvidas. “Foi como uma revelação, sabe? E aí a ideia estava ali”, relembra. A “Bolo de Arroz”, assinada pelo luso-brasileiro, molda o famoso doce português no formato de sardinha. A ilustração destaca a textura fofa da massa, a icônica crosta de açúcar no topo e a base envolta na clássica cinta de papel vegetal. “Fico realmente esperando que [a minha ilustração] abra o apetite das pessoas, sabe? Assim que passarem por uma pastelaria, peçam um bolo de arroz”, pede o carioca, que espera que sua criação também possa ajudar a manter o bolo de arroz e sua receita tradicional nas pastelarias portuguesas. “O Telefone das Coscusvilheiras” Na sardinha, a que deu o nome de "O Telefone das Coscuvilheiras”, Letícia Amaral de Araújo recorreu ao bom humor ao fazer uma leitura de uma cena cotidiana: a coscuvilhice de quem fica à janela ou na sacada dos apartamentos a fofocar e até a monitorar a vida alheia. “Este exagero visual não busca realismo, mas sim evidenciar um comportamento social reconhecível: o prazer na conversa e na construção coletiva de histórias”, destaca a EGEAC na descrição oficial do projeto. A ilustração da mineira destaca duas varandas tradicionais com uma senhora em cada lado a estender roupa na espinha dorsal da sardinha, que ganha nova vida como um varal e um "telefone de lata” ao mesmo tempo. Uma cena que resgata os conhecidos telefones de copinho ou de barbante das brincadeiras infantis. “E essas duas senhoras estão a se comunicar por meio de um telefone de lata, que eu fiz essa analogia com o varal”, explica Letícia. Sardinhas de Lisboa Além das sardinhas “Bolo de Arroz” e “O Telefone das Coscuvilheiras”, também conquistaram o júri da competição as ilustrações portuguesas “Sardinha Guitarrista” e “Patrimônio Fragmentado” e a “Tomatazo”, do Uruguai. O autor de cada uma delas ganhou um prêmio em dinheiro no valor de 1.500 euros (quase R$ 9 mil na cotação atual). A maior recompensa para os vencedores, contudo, é ter as sardinhas exibidas nos ônibus e no metrô da capital, nos painéis publicitários e nas decorações dos arraiais. Eduardo Ferrão, que vive na cidade do Rio de Janeiro, pensa até em ir a Lisboa para não perder a festa. “Eu ainda estou considerando isso, se pego semana que vem um voo. Enfim, vamos ver. É um evento muito relevante para a cidade, e eu gostaria muito de fazer parte desse momento”, confessa. Letícia, que mora há seis anos em Lisboa, já teve a chance de ver o resultado de seu trabalho e testemunhar a reação das pessoas. “Foi muito interessante. Eu fiquei mais como espectadora, vendo as pessoas com a sardinha na mão, conversando nesse contexto popular das festas, e senti uma sensação de orgulho”, disse. Ícone pop O Concurso Sardinha celebra um dos mais populares símbolos da identidade do país. Alimento básico das comunidades pesqueiras e de quem vivia e trabalhava no campo, a sardinha se tornou uma das marcas da capital portuguesa, uma espécie de ícone pop, estampada em roupas, acessórios e peças de decoração. E é no pico do verão deste lado do atlântico, que ela chega ao ponto para ser consumida. O preparo é nas grelhas ao ar livre às portas das casas e tascas. Para a designer mineira Letícia, que assim como Eduardo, gosta de sardinha, a partir de agora, a iguaria vai ter “esse gostinho especial, essa memória afetiva que vai ficar pra sempre”.
A discussão que já existia nas faculdades sobre a inteligência artificial, como provavelmente a tecnologia mais poderosa jamais criada pelo Homem, aterrou de uma forma brutal na sociedade através de uma encíclica papal de Leão XIV. Onde estamos? Para onde vamos? E o que está em risco? No Expresso da Meia-Noite, com moderação de Ricardo Costa e Ângela Silva, são convidados Mário Figueiredo, professor catedrático no Instituto Superior Técnico e especialista em Inteligência Artificial; Maria João Avillez, comentadora SIC; Ricardo Figueiredo, diretor de comunicação do Patriarcado de Lisboa; e José Maria Pimentel, investigador e autor do podcast “45 Graus”. Ouça o debate emitido na SIC Notícias a 5 de junho. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Fernando Alvim à solta na Feira do Livro de Lisboa 2026.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Episódio postado em 05 de junho de 2026. No Foro de Teresina desta semana, Ana Clara Costa, Celso Rocha de Barros e João Batista Júnior analisam a ameaça de um novo tarifaço de Donald Trump contra o Brasil, os interesses econômicos e geopolíticos por trás da medida e seus possíveis impactos para o país. No segundo bloco, o trio discute o papel de Flávio Bolsonaro na escalada da crise entre Brasília e Washington e a resposta do governo Lula às investidas da Casa Branca. No terceiro bloco, os apresentadores tratam dos bastidores do Fórum de Lisboa, o chamado Gilmarpalooza, marcado neste ano por um visível esvaziamento e pelos efeitos da crise de credibilidade que atingiu parte do Judiciário após o caso Master. Escalada: 00:00 1º bloco: 06:24 2° bloco: 23:04 3º bloco: 38:22 Kinder Ovo: 58:42 Correio Elegante: 59:45 Créditos: 01:02:13 Acesse a transcrição e os links citados nesse episódio:https://piaui.uol.com.br/web/ft115/ Leia "Um grito preso na garganta", reportagem de Cristina Fibe sobre o silêncio que encobriu por décadas denúncias de abuso e violência nos bastidores das Meninas Cantoras de Petrópolis: https://piaui.uol.com.br/revista/237/um-grito-preso-na-garganta/ Receba o Caderno do Repórter, newsletter para assinantes da piauí: https://piaui.uol.com.br/newsletter/ Assine a piauí e tenha acesso ao melhor do jornalismo da revista: https://piaui.uol.com.br/assine Envie uma mensagem – ou um áudio de até 1 minuto – para o Correio Elegante pelo e-mail (forodeteresina@revistapiaui.com.br) ou por nossas redes sociais. Quer anunciar no Foro de Teresina? Entre em contato com nossa área comercial: comercial@revistapiaui.com.br. Ficha técnica: Apresentação: Ana Clara Costa, Celso Rocha de Barros e João Batista Jr. Coordenação geral: Bárbara Rubira Direção: Mari Faria Edição: Bárbara Rubira e da Mariana Leão Produção e distribuição: Maria Júlia Vieira Finalização e mixagem: Pipoca Sound Intérpretes da nossa música tema: João Jabace e Luis Rodrigues Identidade visual: Maria Cecília Marra com arte de Amandadrafts Coordenação digital: Bia Ribeiro e Juliana Jaeger Checagem: Ethel Rudnitzki Gravado no Estúdio Rastro Redes Sociais: Fábio Brisolla, Emily Almeida e Isa Barros. Vídeos: Isa Barros e Fernanda Catunda
Miguel Sousa Tavares comenta a mais recente proposta de Montenegro que funde várias prestações sociais numa única, com novas obrigações de trabalho social, "quem não cria hábitos de trabalho, dificilmente vai gostar de trabalhar". Analisa ainda as consequências da saída de imigrantes do país, "quem é que os vai substituir?", o caos "impensável" no aeroporto de Lisboa, a falta de reformas do Governo e as criticas de Passos Coelho: "Uma pessoa que geriu tão bem o silêncio, deu cabo dessa imagem". Falamos das Praias, na Arrábida e não só, "Só espero que não se transformem numa batalha campal" e acabamos a falar de Trump que se terá enfurecido com o amigo israelitaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, conversamos com Milena Cardoso, a modelo brasileira que trabalhou de perto com o ícone da moda internacional, Karl Lagerfeld. Milena é natural de Teresina, capital do estado do Piauí (Nordeste do Brasil), mas mudou-se para Lisboa sozinha com apenas 17 anos, determinada a fazer carreira na moda. O seu sucesso como modelo e manequim em Portugal foi imediato: um mês após ter chegado, Milena estava a desfilar na Lisbon Fashion Week. A supermodelo fez também inúmeros anúncios e campanhas publicitárias pelo mundo e foi aliás numa dessas viagens que se apaixonou pelo empresário australiano, Trent Fraser. Juntos há nove anos, Milena e Trent estão desde 2022 a viver em Adelaide, na Austrália, com a filha Bianca, de 4 anos.
Neste episódio, o entrevistado é o pesquisador Alessandro Sbampato, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU) da USP. Ele é autor da tese "Rio e Lisboa: arquitetura e ordenação da paisagem", orientada pelo professor Rodrigo Cristiano Queiroz
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (02): Uma greve geral em Portugal provocou cancelamentos e alterações em voos entre o Brasil e Lisboa, afetando operações de companhias como TAP Air Portugal, Azul Linhas Aéreas e LATAM Airlines. O Aeroporto de Lisboa orientou os passageiros a verificarem o status de suas viagens antes de seguirem para o terminal, enquanto as empresas adotaram medidas de flexibilização e remarcação para clientes impactados. A paralisação, motivada por reivindicações trabalhistas, pode afetar cerca de 500 voos e também atingir outros serviços de transporte no país. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enfrenta forte pressão de diferentes setores em torno da PEC que prevê o fim da escala 6x1. Enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva articula pela aprovação do texto já aprovado na Câmara dos Deputados, Alcolumbre encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) uma proposta alternativa apresentada pela oposição. O Superior Tribunal de Justiça concedeu prazo de 15 dias para que o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, apresente defesa prévia em uma denúncia por calúnia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o ministro do STF Gilmar Mendes. A acusação tem como base vídeos satíricos da série “Os Intocáveis”, divulgados nas redes sociais de Zema, que, segundo a PGR, associaram falsamente o magistrado ao caso envolvendo o Banco Master. Após a manifestação da defesa, o STJ decidirá se aceita ou não a denúncia, etapa que poderá transformar Zema em réu no processo. Os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que, segundo o relatório, oneram ou restringem o comércio norte-americano. Entre os pontos citados estão o PIX, questões relacionadas ao desmatamento ilegal e problemas na aplicação de leis anticorrupção. Como resposta, o documento propõe a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceção de itens como carne, frutas, café, aeronaves e terras raras, entre outros. A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos, após determinação do presidente Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA. O deputado federal Lindbergh Farias, vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, protocolou uma petição incidental no Supremo Tribunal Federal pedindo a abertura de uma investigação sobre uma possível conexão entre um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo, emendas parlamentares e o financiamento do filme Dark Horse. O pedido foi encaminhado ao ministro Flávio Dino no âmbito da ADPF 854, que trata da transparência e da rastreabilidade das emendas parlamentares no país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um cessar-fogo está em vigor entre Israel e o Hezbollah. Segundo Trump, após uma conversa com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, ficou acertado que não haverá movimentação de tropas israelenses em direção a Beirute. O presidente norte-americano também declarou que manteve contato, por meio de representantes de alto escalão, com o Hezbollah e que o grupo concordou em interromper os disparos, enquanto Israel também não realizaria novos ataques. Os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que, segundo o relatório, oneram ou restringem o comércio norte-americano. Entre os pontos citados estão o PIX, questões relacionadas ao desmatamento ilegal e problemas na aplicação de leis anticorrupção. Como resposta, o documento propõe a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceção de itens como carne, frutas, café, aeronaves e terras raras, entre outros. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista o economista Roberto Giannetti da Fonseca, ex-secretário da Camex. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Joaquim Arena, escritor luso-cabo-verdiano, jornalista e músico, foi o mais recente convidado do TEATRA. Com uma vida marcada por um estado de viagem constante, o autor encontra no quotidiano e nos acasos da vida a inspiração para a ficção. Habituado aos romances, partilha nesta conversa o desafio que foi estrear-se no teatro com o Projeto PANOS, do Teatro Nacional D. Maria II. Na conversa com Mariana Maia de Oliveira, reflete sobre o processo de criação de 'O Meu Pai Carlitos', uma peça escrita para jovens que aborda o misterioso desaparecimento de um homem adulto que vive no espectro do autismo, e revela o quão surpreendente foi ver o seu texto transposto para o palco por uma nova geração de adolescentes que se exprimem através do teatro. Houve ainda tempo para falar sobre o seu percurso literário, influências marcantes, desde Saramago a Baltasar Lopes, da assessoria ao ex-presidente da República a Cabo Verde, processos de criação e da primeira memória que guarda de quando chegou a Lisboa de barco, com apenas 5 anos. Uma conversa para ouvir na íntegra, nas plataformas digitais. Sugestão Cultural:
135 autoridades foram para o Gilmarpalooza com dinheiro público e estão em Portugal participando do evento.Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes? Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás. Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente. Chegou a edição especial Crusoé impressa. É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil. Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé. Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link: https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #Lisboa #Gilmar #Mendes #forum #autoridades #podcast #politica #noticias #bastidores #debate #orcamento #viagem #repercussao #transparencia #Portugal #evento #discussao #analise #congresso #judiciario
Ângela chegou às casas de acolhimento com 5 anos. Aos 13 anos, veio do Porto para Lisboa, para um novo acolhimento residencial, onde ficaria até aos 20 anos. Viveu 15 anos em casas, mas nem por isso em família. Com pessoas que entraram e saíram. Adultos que a acompanhavam como profissão. Ainda viveu numa casa de autonomia até aos 22 anos. No total, 17 anos. O percurso posterior da Ângela não terá sido o mais habitual em quem começou a vida nas piores condições. Acabou o ensino secundário, foi para a faculdade, fez o mestrado e está, neste momento, a fazer o estágio da Ordem dos Psicólogos. Não só, porque aos 25 anos deixou de ter direito ao apoio do Estado para quem, estando nas suas condições, continua a estudar. Sem qualquer rede familiar de apoio, trabalha na Zara e, nas horas extra, ainda faz algum trabalho de modelo. A vida da Ângela daria sempre para uma excelente conversa. O facto da sua tese de mestrado ter sido sobre a experiência do acolhimento residencial de outros jovens ainda a pode tornar mais rica. Porque olha de dentro e de fora para uma realidade que, apesar de todas as dificuldades, mudou nas últimas décadas. Quando fiz o meu primeiro trabalho sobre crianças institucionalizadas, no início dos anos 90, o cenário era ainda mais agreste. Este é um episódio especial, integrado na celebração do Dia Internacional da Criança. A Ângela já não é criança. Mas é agora, com 26 anos, que olha para a infância e a adolescência que determinou a forma como se vê e vê os outros, como escreveu no seu Instagram.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio falamos das campanhas de D. Afonso V em Marrocos, desde a conquista de Alcácer Ceguer (1458) até à tomada de Arzila e ocupação de Tânger (1471), um processo que deu origem à criação do Algarve d'Além-Mar em África.Sugestões de leitura1. Saul António Gomes – D. Afonso V. Rio de Mouro: Temas e Debates, 2009.2. Paulo Alexandre Mesquita Dias – A conquista de Arzila pelos Portugueses - 1471. Lisboa: dissertação de mestrado apresentada à NOVA FCSH, 2015, disponível em: http://hdl.handle.net/10362/17705-----Obrigado aos patronos do podcast:André Silva, Bruno Figueira, Cláudio Batista, Gustavo Fonseca, Isabel Yglesias de Oliveira, Joana Figueira, NBisme, Oliver Doerfler, Sara Esteves, Sofia Carvalho;Alexandre Carvalho, Andre Oliveira, Carlos Castro, Civiforum, Lda., Cláudia Conceição, Daniel Murta, Domingos Ferreira, Francisco C, Hugo Picciochi, Jorge Filipe, José Beleza, Luís André Agostinho, Miguel Cunha, Patrícia Gomes, Pedro Almada, Pedro Alves, Pedro Ferreira, Rui Roque, Tiago Pereira, Vera Costa;Adriana Vazão, Ana Gonçalves, André Abrantes, António Farelo, António J. R. Neto, Bruno Luis, Carlos Ribeiro, Carlos Ribeiro, Carolina Baptista Catarina Ferreira, Cláudia Brandão, Diogo Freitas, Fábio Videira Santos, Gonçalo Castro, Gn, GusRo, Hugo Palma, Hugo Vieira, Igor Silva, Joao Godinho, Joel José Ginga, Johnniedee, José Santos, João Barbosa, João Canto, João Carlos Braga Simões, João Diamantino, João Ferreira, João Félix, João Mendes, Liam Brockey, Luis Colaço, lvlheadwrecker, Mafalda Trindade, Manuel Bernardo, Marcos, Miguel Brito, Miguel Gama, Miguel Gonçalves Tomé, Miguel Oliveira, Miguel Salgado, Nuno Carvalho, Nuno Esteves, Nuno Moreira, Nuno Silva, Orlando Silva, Parte Cóccix, Paulo Guerreiro, Paulo Ramirez, Paulo Ruivo, Paulo Silva, Pedro Cardoso, Pedro Oliveira, Pedro Sebastião, Ricardo Pinho, Ricardo Santos, Rodrigo Candeias, Rui Curado Silva, Rui Magalhães, Rui Rodrigues, Simão, Simão Ribeiro, Sofia Silva, Thomas Ferreira, Tiago Matias, Tiago Sequeira, Tomás Matos Pires, Vitor Couto, Zé Teixeira.-----Ouve e gosta do podcast?Se quiser apoiar o Falando de História, contribuindo para a sua manutenção, pode fazê-lo via Patreon: https://patreon.com/falandodehistoria-----Música: “Five Armies” e “Magic Escape Room” de Kevin MacLeod (incompetech.com); Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License, http://creativecommons.org/licenses/by/4.0Edição de Marco António.
Ângela chegou às casas de acolhimento com 5 anos. Aos 13 anos, veio do Porto para Lisboa, para um novo acolhimento residencial, onde ficaria até aos 20 anos. Viveu 15 anos em casas, mas nem por isso em família. Com pessoas que entraram e saíram. Adultos que a acompanhavam como profissão. Ainda viveu numa casa de autonomia até aos 22 anos. No total, 17 anos. O percurso posterior da Ângela não terá sido o mais habitual em quem começou a vida nas piores condições. Acabou o ensino secundário, foi para a faculdade, fez o mestrado e está, neste momento, a fazer o estágio da Ordem dos Psicólogos. Não só, porque aos 25 anos deixou de ter direito ao apoio do Estado para quem, estando nas suas condições, continua a estudar. Sem qualquer rede familiar de apoio, trabalha na Zara e, nas horas extra, ainda faz algum trabalho de modelo. A vida da Ângela daria sempre para uma excelente conversa. O facto da sua tese de mestrado ter sido sobre a experiência do acolhimento residencial de outros jovens ainda a pode tornar mais rica. Porque olha de dentro e de fora para uma realidade que, apesar de todas as dificuldades, mudou nas últimas décadas. Quando fiz o meu primeiro trabalho sobre crianças institucionalizadas, no início dos anos 90, o cenário era ainda mais agreste. Este é um episódio especial, integrado na celebração do Dia Internacional da Criança. A Ângela já não é criança. Mas é agora, com 26 anos, que olha para a infância e a adolescência que determinou a forma como se vê e vê os outros, como escreveu no seu Instagram.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta emissão, recebemos Rui Passos Rocha, autor de Promessas do Futebol (Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2026). O livro traça um raio-x ao "funil" do futebol, revelando como a sorte, o "efeito da idade relativa" e as barreiras socioeconómicas travam milhares de jovens talentos. Ao longo da conversa, Rui partilha connosco os bastidores da investigação, as descobertas que mais o surpreenderam, e histórias inéditas.Na segunda parte, mergulhamos na atualidade: analisamos a final da Liga dos Campeões entre PSG e Arsenal e celebramos o feito inédito dos quatro portugueses bicampeões europeus. Com o Mundial de 2026 à porta, debatemos as expectativas para a Seleção Nacional. Até onde pode chegar Portugal?Tudo isto e muito mais n'Os Meninos de Ouro.Nota: A apresentação pública de Promessas do Futebol acontece no dia 7 de junho, às 17h, na Feira do Livro de Lisboa.
Episode 204 is here and we are back! We return to talk about Brian Boru, how games influence other designs, and we tell you what's on the horizon for Malthaus Games. Be sure to like, share, and subscribe! Game: 10:48 Topic: 25:56 Question: 42:24 Game Mentions: Arcs, Sagrada, Azul, Azul: Summer Pavilion, Azul: Stained Glass of Sintra, Lisboa, Terraforming Mars, Ark Nova, Dominion, Trains Support: If you would like to help us improve our product, here's where you can do that! www.patreon.com/MalthausGames podpledge.com?p=3D8L1M1V4S7F8... ko-fi.com/malthausgames Sound Attributions: Something Elated by Broke For Free, Downloaded from freemusicarchive.org/music/Bro... Edits: Cut to length and Faded in. Heavy Happy With Drums by Ryan Cullinane, Downloaded from freemusicarchive.org/music/Ryan Cullinane/Heavy Happy With Drums – Beat Driven Productions – Heavy Happy With Drums Edits: Cut to length and faded out. Crowd in a bar (LCR recording) by Leandros.Ntounis, downloaded from freesound.org/people/Leandros... Edits: Cut to length, added vocals and own recorded drink making sounds. Vinyl_record_needle_static_01.wav by joedeshon, downloaded from freesound.org/people/joedesho... Edits: Cut to length, added to music and raised volume level. Hidden Wall Opening by ertfelda, downloaded from freesound.org/people/ertfelda... Edits: Adjust volume and cut to length added jungle sound and voice. Yucatan jungle.mp3 by folkart films, downloaded from freesound.org/people/folkart%... Edits: Adjust volume, cut to length, added door sound and voice. Footsteps, Concretem A.wav by InspectorJ, downloaded from freesound.org/people/Inspecto... Edits: Cut to length, adjusted volume, added jungle sounds and voice. Fantasy Sounds Effects Library, Ambience_Cave_00.wav by LittleRobotSoundFactory, downloaded from freesound.org/people/LittleRo... Edits: Cut to length, faded in, adjusted volume and added footsteps, jungle sounds, stone door, and voice. Game Show Theme Tune by FoolBoyMedia, downloaded from freesound.org/people/FoolBoyM... Edits: Cut to length, added vocals, adjusted volume. Audience, Theatre Applause.wav by makosan, downloaded from freesound.org/people/makosan/... Edits: Added music, added voice, cut to length and adjusted volumemalthousma
Da pobreza de Proença a Nova, onde os vizinhos juntavam dinheiro para ligar os motores e ouvir relatos de futebol na rádio, até à Rádio Renascença, onde entrou com 39 de febre no dia 2 de fevereiro, depois de meses a apanhar o barco das 9h00 de Alcochete para Lisboa à procura de emprego. A conversa com António Ribeiro Cristóvão sobre uma vida feita de tenacidadeSee omnystudio.com/listener for privacy information.