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Capital of Portugal

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lisboa

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Latest podcast episodes about lisboa

DW em Português para África | Deutsche Welle
23 de Junho de 2022 – Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jun 23, 2022 19:55


Eleições em Angola 2022: Lista de deputados da UNITA é alvo de críticas, estre essas, a falta de mulheres e o fato de os "revús" não estarem em posições elegíveis. Em Lisboa, ativistas debatem a abolição da pena de morte na Guiné Equatorial. E os sonhos frustrados dos imigrantes etíopes que buscam uma vida melhor na Arábia Saudita.

Fact Check
Fotografia de Marcelo a beijar grávida é real?

Fact Check

Play Episode Listen Later Jun 20, 2022 4:18


Fotografia tornou-se viral nos últimos dias e há quem fale em montagem. Mas é mesmo real: fotojornalista confirma que foi tirada durante os Santos Populares, em Lisboa. E a bebé já nasceu. See omnystudio.com/listener for privacy information.

TSF - Fila J - Podcast
"Não me Faças Perder Tempo", no Teatro Aberto, em Lisboa

TSF - Fila J - Podcast

Play Episode Listen Later Jun 20, 2022


Edição de 20 de Junho 2022

Podcast Internacional - Agência Radioweb
Brasil e Portugal intensificam relações e migração de brasileiros

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Jun 19, 2022 1:54


No ano em que são comemorados 200 anos de Independência do Brasil em relação a Portugal, os países vêm experimentando uma troca mais intensa das relações, sobretudo no que diz respeito à migração de brasileiros rumo a terras lusitanas. Para o presidente da Associação Portugal Brasil 200 anos, responsável por fomentar ações pelo bicentenário do 7 de Setembro, José Manuel Diogo, Lisboa se tornou a nova Miami.

Convidado
O “sítio inventado” por Molière resiste “até ao fim dos tempos”

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 19, 2022 20:12


Os clássicos não envelhecem e 400 anos depois do nascimento de Molière, o “sítio inventado” pelo dramaturgo francês continua de portas abertas e “é um edifício que se manterá até ao fim dos tempos”. As palavras são de Miguel Loureiro, actor e encenador português que levou a palco, em 2016, o “Impromptu de Versalhes”, “um improviso sobre a própria condição de estar em cena” num assumido jogo de espelhos. Os 400 anos do nascimento de Molière continuam a levar-nos à descoberta das releituras em língua portuguesa do dramaturgo francês. Em Lisboa, fomos conversar com o actor, encenador e dramaturgo Miguel Loureiro. Miguel Loureiro passeia com a poesia nos palcos e na esplanada de café que escolheu para nos falar sobre Molière: o jardim no alto de Santo Amaro, em Alcântara. Uma poesia que rima com os esboços de vozes e palavras no ar, com o sol a cruzar as guirlandas de uma Lisboa naturalmente alegre de um final de manhã de Junho. De todo o repertório de Molière, Miguel Loureiro escolheu revisitar uma das peças menos conhecidas de Molière e que mais homenageia a criação teatral: “O Impromptu de Versalhes”. “Eu gosto muito de Molière, até me sinto, muitas vezes, mais atraído por Molière que por Shakespeare. Molière tem a questão do jogo teatral, é intrinsecamente teatral, enquanto Shakespeare é maior do que teatro, é um mundo, é uma coisa literária. Eu gosto muito mais desse jogo de espelhos em que através de Molière se reflecte o mundo e não ir ao mundo em si para chegar ao jogo teatral”, começa por explicar o encenador. “A ficção nas peças de Molière tem consciência de si própria enquanto jogo teatral e é isso que eu acho ultramoderno em Molière que é uma coisa que voltou a aflorar muito no final do século XX e que continua connosco hoje nas práticas performativas, que é denunciado por Brecht logo no início do século, ter consciência que estamos a fazer o jogo teatral, não querer impingir a ficção pela ficção porque não estamos para alienar. O espectador tem que perceber que temos de reflectir com ele, estamos a utilizar pensamento com ele - através da ficção, certo - mas estamos a utilizar pensamento com ele. Molière nisso é moderníssimo”, continua. O "Impromptu de Versalhes" é apresentado por Molière a Luís XIV, em 1663. Em palco, Molière é dramaturgo e actor de si próprio e lança à sua trupe o desafio de escrever e encenar um espectáculo para o rei em apenas oito dias. A peça acaba por falar de um ensaio que nunca acontece, para uma peça que nunca foi escrita, para um espectáculo que nunca foi preparado, mas que mesmo assim pode ser apresentada ao Rei. Uma espécie de teatro dentro do teatro que pensa a própria disciplina teatral e que seduziu Miguel Loureiro mais de 350 anos depois. “O Impromptu, como o próprio nome diz, é um improviso sobre essa condição de estar em cena e sobre esse mundo dentro de outro mundo que é o mundo maior. É o mundo teatral dentro do outro mundo, um mundo que é de reflexos convexos, côncavos, deformadores, ampliadores. É muito engraçado porque é uma auto-reflexão, uma consciência de si que depois só temos no século XX em Pirandello, o teatro dentro do teatro - e vamos tendo, não só em Pirandello, mas não de uma forma sistemática. Isso é muito moderno porque hoje uma das temáticas dos criadores contemporâneos é sempre um bocadinho a questão do processo, fazer espectáculo do próprio processo”, descreve. “É uma coisa muito moderna e inaudita ter Molière a escrever sobre Molière, a escrever sobre a madame Molière e a escrever sobre os actores que o acompanharam sempre e a escrever sobre as próprias condições de encomenda aos artistas porque aquilo é uma diligência do rei que pede a peça para divertimento. Ficamos com uma perspectiva do que se passava no século XVII sobre essas questões que também são importantes, são as condições de produção”, acrescenta. Além disso, Molière “dá-se em espelho contaminado com todos esses defeitos e essas virtudes que ele emprestava às personagens ficcionais nos outros textos”. Miguel Loureiro não teve medo de também se dar em espelho. Ao texto original, que usa como estrutura fundamental, Miguel Loureiro somou trechos de textos de outras peças de Molière e citações de Shakespeare, Gil Vicente, Ésquilo, Diderot, Racine. Desafiando o “jogo de perigo” a que Molière se sujeitou, o encenador português apropriou-se da peça com liberdade e acrescentou ao texto comentários seus e apartes, por vezes cáusticos, sobre personalidades do meio teatral. “Era um jogo de espelhos”, explica. “Como se fosse uma caixa dentro de uma caixa dentro de uma caixa”, em suma, uma matriosca em palco. “As críticas eram dirigidas ao patético que existe em todas as profissões e, sim, usei nomes de pessoas do meio. Tinha que ter esse jogo de perigo. Molière também se expôs a esse jogo de perigo, criou muitos inimigos por causa disso. Mas eu não era para me comparar sequer a nada do sistema de Molière. O que gosto é do sistema em si que ele utiliza, do mecanismo que ele utiliza e escudado pelo humor superior dele, pelo alto humor, pela alta comédia”, continua. No fundo, “é uma peça que dá o teatro em espectáculo.” Quanto ao texto, Miguel Loureiro explica que “é muito vivo no diálogo, sem grandes tiradas monologais, muito contracenado, com frases curtas e um ping pong intenso”. “As pessoas iam connosco ao texto de Molière sem grandes elaborações de tradução nem adaptações. Eu não gosto de actualizações forçadas. Eu acredito na inteligência do público e na capacidade para furar as metáforas temporais e o próprio jogo temporal”, sublinha o encenador, admitindo que “o clássico, por si, não envelhece”. “Ele [Molière] constrói quase um país, uma nação ligada àquela maneira própria de pôr poesia no mundo e é trágico também porque o humor dele é perigoso e deixa-nos desolados (…) Era de génio. O génio às vezes não se explica, mas é um sítio que está inventado e que está ali aberto para nós o visitarmos, profissionais de teatro e o público connosco. Nós abrimos as portas e o público entra para um edifício que se manterá até ao fim dos tempos como um sítio para visitas”, conclui. E é por aqui que termina esta viagem ao “sítio inventado” por Molière, à boleia do encenador português Miguel Loureiro. Para ir mais longe, pode ouvir a entrevista completa neste podcast. 

SBS Portuguese - SBS em Português
Rock in Rio Lisboa 2022: De Muse, Post Malone a Anitta e Xutos e Pontapés

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jun 19, 2022 2:45


O Rock in Rio-Lisboa regressa este fim de semana ao Parque da Bela Vista, enorme anfiteatro natural no bairro de Chelas, na zona oriental de Lisboa, superada a interrupção pela pandemia. A festa regressa quatro anos depois da mais recente edição. 

aquele que habita os céus sorri
o desejo de morrer de vida | Domingo XII Tempo Comum C

aquele que habita os céus sorri

Play Episode Listen Later Jun 19, 2022 13:53


breve comentário aos textos bíblicos lidos em comunidade | Domingo XII do Tempo Comum C | Hospital de Santa Marta, Lisboa, 18 de Junho de 2022. Zacarias 12,10-11; 13,1; Gálatas 3,26-29 e Lucas 9,18-24. Instagram © Lyle Mays, Lyle Mays (Geffen, 1986) – Close to home © Mammal Hands, Shadow Work (Gondwana Records, 2017) – Near Far António Pedro Monteiro | e-mail

Triangulação do Círculo
Ep. 111 - Saúde nacional, Filas nos aeroportos, TAP e Lisboa, O estado do mundo

Triangulação do Círculo

Play Episode Listen Later Jun 19, 2022 42:52


Depois do alívio do batismo do aeroporto de Faro para Gago Coutinho e não para Cavaco Silva, como anda a saúde nacional, em especial do SNS? A Ordem dos Médicos tem culpas no cartório? O turismo de saúde não seria uma oportunidade? As filas nos aeroportos são culpa do SEF, de falta de planeamento, problemas logísticos ou crise de regime? Será culpa da TAP? Como estão os EUA? E o Brasil? E o mundo? #ETs

Programação - Renascença V+ - Videocast
Os Xutos & Pontapés de regresso ao Rock in Rio Lisboa

Programação - Renascença V+ - Videocast

Play Episode Listen Later Jun 18, 2022 1:35


Os Xutos & Pontapés de regresso ao Rock in Rio Lisboaeafd4d5d-3bef-ec11-b47a-281878

Resposta Pronta
"Governo está a empurrar o problema com a barriga". Sindicato do SEF rejeita acusações do Ministro da Administração Interna

Resposta Pronta

Play Episode Listen Later Jun 18, 2022 10:49


José Luís Carneiro ameaça com "substituição" de inspetores responsáveis pelo caos no Aeroporto de Lisboa. Plano de contingência pode "comprometer" investigação criminal do SEF, alerta sindicato See omnystudio.com/listener for privacy information.

aquele que habita os céus sorri
ampliamo-nos no serviço até à semelhança | semana XI – Sábado

aquele que habita os céus sorri

Play Episode Listen Later Jun 18, 2022 12:27


breve comentário aos textos bíblicos lidos em comunidade | semana XI do Tempo Comum – Sábado | Lisboa, 18 de Junho de 2022. 2 Crónicas 24,17-25 e Mateus 6,24-34. Instagram © Lyle Mays, Lyle Mays (Geffen, 1986) – Close to home © Mammal Hands, Shadow Work (Gondwana Records, 2017) – Near Far António Pedro Monteiro | e-mail

Mais do Mesmo
S02E09 - IC2

Mais do Mesmo

Play Episode Listen Later Jun 18, 2022 43:02


Neste programa directamente de um Skoda Fabia 1.4tdi, que dá para ouvir ao longo do podcast. O Max juntamente com a sua namorada e acompanhados do seu recém-nascido fumador há 15 anos fazem a viagem de Leiria a Lisboa. Sintonizem-se à estrada nacional IC2, A1 e um bocado de CRIL. Obrigado.

Renascença - Ensaio Geral
A conversa com Fernando Aramburu e as novas exposições em Porto e Lisboa

Renascença - Ensaio Geral

Play Episode Listen Later Jun 17, 2022 23:43


Neste Ensaio Geral há uma nova exposição para descobrir no Museu de Serralves. Já em Lisboa entramos no Manicómio, o coletivo de artistas que tem uma nova exposição para ver no Chiado. Descobrirmos a ativista e cantora de origem guineense Fattu Djakité, escutamos as sugestões de Guilherme d'Oliveira Martins e entrevistamos Fernando Aramburu. O grande escritor espanhol tem um novo romance que passa por Lisboa.

Comunidad Sonora
Llega el mayor festival de Portugal, Rock In Rio Lisboa

Comunidad Sonora

Play Episode Listen Later Jun 17, 2022 36:17


Charlamos con el productor cultural Luis Viegas sobre la nueva edición del mayor festival de Portugal, Rock In Rio Lisboa. También repasamos novedades y la agenda de conciertos.

Católico PodCast
O Inferno - Revmo. Sr. Pe. Samuel Bon, Priorado de São Pio X, Lisboa 11/07/21

Católico PodCast

Play Episode Listen Later Jun 17, 2022 30:55


O Inferno - Revmo. Sr. Pe. Samuel Bon, Priorado de São Pio X, Lisboa 11/07/21 --- Send in a voice message: https://anchor.fm/jlio4/message

Prova Oral
Fernando Alvim e a Expo Internacional de Cânhamo e Canábis

Prova Oral

Play Episode Listen Later Jun 17, 2022 58:05


A Expo CannaPortugal chega pela primeira vez a Portugal, nos dias 18 e 19 de Junho, no Centro de Congressos de Lisboa.

Cultura
Exposição em Paris revela a força da diáspora judaica portuguesa no Brasil

Cultura

Play Episode Listen Later Jun 17, 2022 6:41


Em 1497, a comunidade judaica em Portugal foi batizada à força na fé católica. A perseguição deu início a um longo período de imigração forçada para estes "novos cristãos", que se intensificou com o estabelecimento da Inquisição portuguesa, em 1536. Mas essa diáspora marcou territórios e continentes por onde passou, interagindo como agente criador desse "Novo Mundo", como conta a exposição em Paris “Diáspora judaico-portuguesa: cristãos-novos, cripto-judeus, marranos e gente da Nação”. Do século 16 ao 18, a diáspora judaico-portuguesa esteve no centro das profundas transformações sócio-econômicas, religiosas e intelectuais do mundo europeu e participou do surgimento de uma "certa modernidade" no Ocidente. Mas que ameaça os judeus representavam para o poder e a sociedade portuguesa no final do século XV, a ponto de serem perseguidos e fugirem numa diáspora global? “Na verdade, os judeus não representavam nenhuma ameaça para a Coroa portuguesa, muito pelo contrário", explica Livia Parnes, historiadora especializada na história judaica e curadora da exposição “Diáspora judaico-portuguesa: cristãos-novos, cripto-judeus, marranos e gente da Nação”, em cartaz na subprefeitura do 3° distrito da capital francesa. "A Coroa portuguesa, desde a fundação de sua monarquia, foi estabelecida a partir da integração de judeus em Portugal; podemos dizer que tudo que era administração da Coroa ou finanças recaía sobre os judeus, dos quais havia dinastias inteiras que coletavam impostos para o Rei”, diz Parnes. Segundo ela, o problema “começa em Portugal, alguns anos após a expulsão dos judeus da Espanha”. “Depois de 1492, muitos judeus espanhóis se refugiam em Portugal, especialmente os mais ricos. Os que ficavam se tornavam escravos", relata a historiadora. "Mas o grande problema começa em 1496 quando o Rei português contrai um contrato de casamento com a filha dos reis católicos da Espanha. Uma das cláusulas dessa união era expulsar os judeus. Um decreto de “pureza do sangue” destinado a essa expulsão é então emitido em Portugal. Como cerca de 10% da população portuguesa era judia, e a economia portuguesa dependia de uma certa classe de judeus portugueses, o Rei decide suprimir a existência do judaísmo, sem expulsar os judeus”, diz. A solução foi então a conversão forçada de todos os judeus de Portugal. Eles se tornarão os novos cristãos e poderão ter acesso a diversas profissões que eram proibidas aos judeus. A raiva e o preconceito anteriores contra os judeus, foram então acrescidos de uma inveja, conta a historiadora. “Haverá um massacre de judeus em Lisboa em 1506”, lembra Parnes. "Ao mesmo tempo, o que é extraordinário em Portugal é que o Rei queria que esses novos cristãos fossem assimilados à sociedade portuguesa. Eles proíbem o judaísmo oficialmente, mas permitem que vivenciem sua fé tranquilamente e secretamente em suas vidas privadas, praticando uma forma de judaísmo”, detalha a curadora da exposição, idealizada pela editora francesa Chandeigne, especializada em literatura de língua portuguesa na França. “Em 1536, começa a Inquisição em Portugal, e, neste momento, todos os novos cristãos, mesmo aqueles que já haviam perdido contato com o judaísmo, serão suspeitos de ‘judaizar', de serem ‘cripto-judeus', ou seja, de praticar o judaísmo em segredo, e então começam os três séculos de Inquisição e perseguições ferozes em Portugal, que serão depois estendidas às colônias portuguesas”, relata a historiadora.  Os "novos cristãos" no Brasil “Desde que os portugueses chegam ao Brasil para colonizar este vasto território, os ‘novos cristãos', que já tinham experiência com a cultura da cana de açúcar, farão parte dos primeiros colonos que importarão essa cultura da ilha da Madeira para o Nordeste brasileiro, criando os famosos “engenhos”. Eles participarão de toda a produção e a comercialização da cana de açúcar, eles serão os grandes senhores dessa ‘indústria', sendo, evidentemente e infelizmente, envolvidos no tráfico negreiro. Uma grande quantidade de escravos era necessária para fazer funcionar os engenhos de cana de açúcar”, conta Livia Parnes. O Brasil parecia, a princípio, o local ideal para se fugir da terrível Inquisição. “O que vai acontecer é que, no começo, no Brasil, eles estam longe da Inquisição, mas a Inquisição vai conseguir chegar até eles...", lembra a historiadora. "Haverá visitas da Igreja Católica no país que vai deixá-los inquietos e que vai levá-los a Lisboa para serem julgados. No século 17, em 1630, serão os holandeses com a Companhia das Índias Ocidentais que vão conquistar o Nordeste brasileiro, criando um momento de descanso e alívio para esses novos cristãos, que poderão retornar ao Judaismo. É dessa época que data a fundação da primeira sinagoga no continente americano, em Recife, na ‘rua dos Judeus', que antes era a rua do Bom Jesus”, relata.   No Brasil, a calmaria durou pouco, cerca de 25 anos. “Com o retorno dos portugueses ao Brasil, haverá um novo êxodo, um novo período de perseguições que vai durar até o século 18. Mas entre esses novos cristãos, que voltaram a ser judeus e que serão obrigados a partir do Brasil, alguns irão à chamada ‘Nova Amsterdã', que se tornará posteriormente a cidade de Nova York. A primeira comunidade judaica do continente americano, é, portanto, uma comunidade de judeus vindos do Brasil”, conclui a curadora. A exposição “Diáspora judaico-portuguesa: cristãos-novos, cripto-judeus, marranos e gente da Nação (séculos XV-XXI)” fica em cartaz em Paris dentro da programação do Festival de Culturas Judaicas até o dia 4 de julho de 2022.

Fact Check
Câmara de Lisboa está a destruir palácio histórico?

Fact Check

Play Episode Listen Later Jun 17, 2022 4:07


Publicação afirma que executivo de Carlos Moedas está a demolir muros do Palácio de Santa Gertrudes. Autarquia desmente. See omnystudio.com/listener for privacy information.

JE Notícias
Atribuição de ‘slots' em Lisboa à EasyJet é mais um rude golpe na TAP, diz PCP | O Jornal Económico

JE Notícias

Play Episode Listen Later Jun 17, 2022 0:40


O PCP considerou que a atribuição de 18 ‘slots' do aeroporto de Lisboa à EasyJet é “mais um rude golpe” para a TAP e exortou o Governo a “fazer frente a estas imposições” de Bruxelas.

Deixar o Mundo Melhor
António Horta Osório

Deixar o Mundo Melhor

Play Episode Listen Later Jun 17, 2022 50:08


Nasceu em Lisboa a 28 de janeiro de 1964 e é um dos gestores mais bem cotados (e bem pagos) no mercado bancário internacional. Como a vida não são só histórias de sucesso e salários milionários, António Horta Osório, fala abertamente do seu “burnout” causado pelo excesso de stress e trabalho que o obrigou a ser internado numa clínica onde fez uma cura de sono. Amante militante da prática desportiva, sobretudo do ténis, acredita que a boa forma física lhe salvou a saúde e a carreira. Sir António (a Rainha Isabel II nomeou-o cavaleiro, com o título Knight Bachelor em 2021) agradece “os valores do trabalho, do evitar o desperdício, da honra, e do espírito de amizade”, que lhe foram transmitidos pelos jesuítas nos onze anos que passou no Colégio São João de Brito. A paixão pelo futebol também vem desse tempo e da influência do padre Alberto, “um fanático por futebol.” Sportinguista convicto, é filho de um campeão de pingue-pongue e neto materno de Carlos Góis Mota, ex-presidente do clube de Alvalade na década de 50. Só aceita novos desafios profissionais depois de consultar a mulher. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Fundação (FFMS) - [IN] Pertinente
EP 63 | SOCIEDADE I Em que estado andam as relações conjugais?

Fundação (FFMS) - [IN] Pertinente

Play Episode Listen Later Jun 17, 2022 63:58


Como andamos em termos de casamentos?Como evoluíram os divórcios?Terão as uniões de facto crescido de forma gritante?Como é que o individualismo interfere (ou não) nas relações?E a intimidade, como tem sido afectada? Num programa em dois actos ou em dois andamentos, Ana Markl e Miguel Chaves contam o que dizem os dados, bem como a análise de muitos especialistas que se dedicam a investigar o que, literalmente, acontece dentro da casa dos outros. REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:International Social Survey Programme - Módulo "Family and Changing Gender Roles" (mais recente 2012)PORDATA - INE/DGPJ/MJ, Tema: População – Casamentos e divórcios.  Giddens, Anthony (1996). Transformações da Intimidade. Celta Oeiras.Bauman, Zygmunt (2006). Amor Líquido: Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos. Relógio D'Água: Lisboa.Kaufmann, Jean-Claude (2003). A Mulher Só e o Príncipe Encantado. Público Comunicação Social: Porto.Singly, François de (2016). Libres ensemble – 2.e éd. – L'índividualisme dans la vie commune. Paris: Armand Collin.Aboim, Sofia (2006). Conjugalidades em Mudança. Percursos e Dinâmicas da Vida a Dois. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.Amato, Paul R. (2010), “Research on divorce: Continuing trends and new developments”, Journal of Marriage and Family, 72(3), pp 650-666.Kopp, Johannes e Richter, Nico (2016). “Social mechanisms and empirical research in the field of Sociology of the Family: the case of separation and divorce”. Analyse & Kritik. Journal of Philosophy and Social Theory, 38(1), pp.121-148. BIOSANA MARKL Ana Markl nasceu em Lisboa, em 1979, com uma total inaptidão para tomar decisões, pelo que se foi deixando levar pelas letras: licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas porque gostava de ler e escrever, mas acabou por se formar em Jornalismo pelo CENJOR. Começou por trabalhar no jornal Blitz para pôr a render a sua melomania, mas extravasou a música e acabou por escrever sobre cultura e sociedade para publicações tão díspares como a Time Out, o Expresso ou até mesmo a Playboy. Manteve o pé na imprensa, mas um dia atreveu-se a fazer televisão. Ajudou a fundar o canal Q em 2010, onde foi guionista e apresentadora. Finalmente, trocou a televisão pela rádio, um velho amor que ainda não consumara. Trabalha desde 2015 na Antena 3 como locutora e autora.MIGUEL CHAVESMiguel Chaves é Professor Associado do Departamento de Sociologia da NOVA FCSH e investigador do CICS.NOVA. Desenvolveu estudos acerca de marginalidades, desvio e exclusão social, que deram origem a diversos textos dos quais se destacam os livros Casal Ventoso: da Gandaia ao Narcotráfico (Imprensa de Ciências Sociais, 1999) e, em coautoria, Casal Ventoso Revisitado. Memórias para Imaginar um Futuro (Húmus 2019). Realizou também investigações acerca de estilos de vida juvenis e transição para o trabalho, como, por exemplo, “Percursos de inserção dos licenciados: relações objetivas e subjetivas com o trabalho”. Sobre estes assuntos escreveu vários artigos científicos e textos jornalísticos, bem como a obra Confrontos com o Trabalho entre Jovens Advogados (Imprensa de Ciências Sociais, 2010). Entre outras funções universitárias, coordena atualmente o Observatório de Inserção Profissional da Universidade Nova de Lisboa (OBIPNOVA) e o curso de Licenciatura em Sociologia da NOVA FCSH. 

TSF - Fila J - Podcast
"A Sagração da Primavera", uma parceria do Teatro Praga e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, no grande auditório do CCB, em Lisboa

TSF - Fila J - Podcast

Play Episode Listen Later Jun 17, 2022


Appleton Podcast
Episódio 65 - "Entre o acaso e a rasteira" - Conversa com Tiago Alexandre

Appleton Podcast

Play Episode Listen Later Jun 16, 2022 43:03


Tiago Alexandre nasceu em Lisboa, em 1988.É licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa desde 2012.No mesmo ano, foi o autor da residência artística Pé de Cabra: Não é Basileia mas poderia ser, em Lisboa.Como artista multidisciplinar, utiliza no seu trabalho vários recursos formais e vários meios, tais como vídeo, pintura, desenho, escultura, entre outros.As suas exposições individuais incluem:"Entre o Boné e os Ténis", na Galeria Graça Brandão, Lisboa (2015); "O Filho do Carro Preto", em Bregas, Lisboa em (2016); "Words don't come easy", na Galeria Balcony, Lisboa (2018) e "Triunfante", em Lisboa (2019). Participou também emdiversas colectivas das quais se destacam: "Nella Cohorte di De Chirico" comissariada por Hugo Barata e António Olaio, Colégio das Artes, Coimbra (2021), "Flora" comissariada por Pedro Faro e Sara Antónia Matos, Atelier Museu Júlio Pomar, Lisboa (2021), "Trabalho Capital - ENSAIO SOBRE GESTOS E FRAGMENTOS", comissariado por Paulo Mendes, Centro de Arte Oliva, São João da Madeira (2019), "Do Tirar Polo Natural, comissariado por Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa (2018); "Tawapayera", comissariado por Alexandre Melo, Atelier Museu Júlio Pomar, Lisboa (2017); "THEM OU US!" comissariado por Paulo Mendes, Galeria Municipal do Porto, Porto (2017); "Portugal, Portugueses", comissariado por Emanoel Araujo, Museu Afro-Brasil, São Paulo, Brasil (2016). Actualmente, a obra de Tiago Alexandre está representada em numerosas colecções Públicas e Privadas.Links:https://tiagoalexandre.pthttps://umbigomagazine.comhttps://umbigomagazine.com/en/blog/2018/01/28/artclip-tiago-alexandre/https://www.rtp.pt/play/p1991/e208449/contentor-13Playlist Tiago Alexandrehttps://open.spotify.com/playlist/3edQPHSVigugC22AZmwDudEpisódio gravado a 14.06.2022 http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / Colecção Maria e Armando Cabral Financiamento:República Portuguesa - Cultura / DGArtes Apoio:Câmara Municipal de Lisboa

Convidado Extra
“A caminho do topo cruzei-me com 4 cadáveres”

Convidado Extra

Play Episode Listen Later Jun 16, 2022 37:13


A viver entre Teerão, Lisboa e Katmandu, Pedro Queirós, aventureiro humanitário, tornou-se há 1 mês o 6º português a conquistar o Everest, angariando assim bolsas de estudo para 25 crianças nepalesas See omnystudio.com/listener for privacy information.

RLX - Rádio Lisboa
Conversas com Alma - Marcha do Lumiar - Programa 46

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jun 16, 2022 33:58


As Marchas Populares de Lisboa representam uma das mais antigas tradições da cidade capital do País. Depois de dois anos sem se exibirem, uma paragem que foi determinada para que se observassem todos os cuidados para impedir a disseminação da pandemia que nos fechou a todos em casa, as Marchas vão, mais logo, voltar a descer a Avenida da Liberdade. Por isso mesmo, vamos lançar um olhar para a realidade de uma delas e para todo o trabalho que é preciso realizar para manter esta tradição viva. É a última edição de "Conversas Com Alma" antes das férias e para a mesa da conversa convidámos Carla Botão, responsável pela Marcha do Lumiar e Artur Botão, que preside à Direção da Academia Musical 1º de junho de 1893, também conhecida como Academia do Lumiar, a coletividade que organiza a Marcha daquele bairro. No final, fica a vontade de gritar: A Marcha do Lumiar é LINDA!

Vida em França
Os "restos e as sombras" de Pedro Costa em exposição em Paris

Vida em França

Play Episode Listen Later Jun 16, 2022 17:11


O realizador português Pedro Costa tem neste momento, em Paris, uma exposição, uma retrospectiva, a estreia de um filme e dois livros acabados de ser publicados. É o “momento Pedro Costa” que por estes dias se vive na capital francesa. Acabam de ser publicados os livros Pedro Costa, Les Chambre du cinéaste com cinco textos do filósofo frances Jacques Rancière e Pedro Costa, Cinéaste de la lisière do investigador Antony Fiant. Até dia 26 de Junho está patente nos Jeu de Paume, nos Jardins das Tulherias, uma retrospectiva do realizador que vai desde a sua primeira longa-metragem O Sangue, de 1989, até ao filme Vitalina Varela premiado com o Leopardo de Ouro e prémio de melhor actriz no Festival de Locarno em 2019. Estreou, igualmente, esta quarta-feira em França o filme Cavalo Dinheiro, Ventura na versão francesa. Filme premiado em 2014 em Locardo (melhor realizador), mas inédito até agora nos écrans franceses e que pode ser visto em pleno Quartier Latin, no cinema Mèdicis. Também decorre até dia 22 de Agosto a exposição “O Resto é sombra” de Pedro Costa, Rui Chafes e Paulo Nozolino no Centro Georges Pompidou. Com a curadoria de Philippe-Alain Michaud e Jonathan Puthier, esta “apresentação imersiva”, como é descrita pelo Pompidou, tem uma cenografia labiríntica, com pouca luz, onde o visitante escolhe a geometria do seu percurso. Se a sombra é transversal ao trabalho destes três artistas, o resto também. O resto da luz, o resto das cidades, o resto de casas, de coisas, aquilo que resta da vida das pessoas. A adensar a intensidade da exposição está o barulho constante das demolições filmadas por Pedro Costa nos subúrbios de Lisboa. Foi, precisamente, numa das salas do Centro Pompidou onde decorreu esta conversa como realizador português  Pedro Costa. O resto é sombra. Porquê este título? “Nós, os três, durante muito tempo no trabalho de preparação, preferíamos ter os nossos três nomes como título da exposição. A certa altura o Philippe-Alain [Michaud] e o Jonathan [Puthier] pediram-nos um título para reforçar, para identificar melhor as coisas. É normal haver um título de uma exposição, caso uma coisa de catálogo. E nós pensámos, tínhamos várias ideias, cada um de nós e, a certa altura, reunimos e chegámos a esta citação do Fernando Pessoa, um poema do Pessoa apenas porque contém a palavra “sombra” que é muito comum em nós os três. Nos meus filmes, nas fotografias do Paulo [Nozolino] e mesmo nas esculturas do Rui [Chafes] que são todas em ferro negro. Portanto era uma palavra que se adequava bem. Todos gostávamos, todos aprovámos e passámos ao Philippe-Alain e ao Jonathan, que gostaram bastante. Acontece que é do Pessoa, que é o nosso poeta mais conhecido. Passou do título para os textos e, portanto, agora sabe-se que é uma citação do Pessoa. No meu caso, a palavra “resto” também é importante”.  O que nós vemos nesta exposição é muito o resto da sombra. Aquilo que saí do negro. A exposição é no escuro e o que sobressai são os restos. No seu caso, também mostra muito os restos da vida, os restos da demolição. “Exactamente, é isso mesmo. Tenho a sensação e tenho dito muitas vezes que estou, até pelo lado da produção, pelo lado do cinema, da maneira como se produz um filme, eu trabalho com restos, resto de coisas e restes de pessoas. As pessoas estão a tentar completar-se, estão quebradas, estão partidas. Pelo menos nestes sítios onde eu tenho trabalho há vinte anos e nos filmes tudo são restos, como disse, de casas, de cidades, de comunidades, etc. Enfim, são o que pode ser. Eu filmo com o que se pode apanhar”. De todo o trabalho que têm, e têm imenso, como é que chegaram a esta composição? “Isso foi um trabalho de grupo também com os curadores. A minha ideia, o convite começou por ser feito a mim em 2019, [acabou por ser adiado devido à pandemia], e eu trouxe o Rui [Chafes] e o Paulo [Nozolino] para o projecto. A partir daí começámos a pensar que peças, como compor as salas. Eu tinha feito uma exposição no Porto, no Museu de Serralves, onde duas das peças que estão cá também estavam lá, mas de uma maneira um bocadinho diferente por causa do espaço. O espaço em Serralves é muito diferente daqui, mas uma peça em colaboração com o Rui Chaves e outra com o Paulo Nozolino vieram. Depois tratava-se de compor, alongar com outras peças, com outras fotografias, com outras esculturas e talvez outros filmes. Isso foi uma discussão longa, desde 2019 até quase três meses antes da exposição. Quais as peças, quais as fotografias, como são as salas, a arquitectura, etc. Isso foi discutido em conjunto e chegámos a este resultado um bocadinho em colectivo”.  Esta escuridão também foi decidida por vocês?  “Sim. É uma arquitectura. Mais do que um trabalho de luz, é uma arquitectura da arquitecta que trabalha cá”.  Porque há a escuridão e também há todo o trajecto que é meio labiríntico.  “Sim, sendo das paredes escuras e digamos que relativamente apertadas, é um percurso sinuoso, labiríntico, onde as pessoas se podem perder. Perder no bom sentido e encontrar as peças de outra maneira, muitos pontos de vista. Há esquinas como nas ruas, é uma ideia pequeno bairro, pequeno ‘casbah', pequena medina onde há muitas vozes, muitas cores, muitos sopros, murmúrios e gritos, e as coisas passam de umas para as outras com uma circulação interessante, eu acho". A abrir a exposição está o Ventura, com os braços cruzados e as mãos viradas para fora. Numa outra sala, encontramos rostos de mulheres, dos seus filmes, e as mãos de Rui Chaves. Não pode dar aqui a sensação de que elas de alguma forma estavam algemadas? "Nenhum de nós trabalha muito com intenções, de querer fazer uma coisa que diga aquilo ou outro ou exprima isto ou outra coisa. Por mim falo, os meus filmes são aquilo que está ali, são aquela realidade, são pessoas que filmo no trabalho, em repouso, com problemas, que discutem, que monologam… De facto, é uma realidade do nosso país. É uma realidade relativamente esquecida, mas absolutamente maioritária. Eu até diria que o que se vê nesta exposição, por mim, pelos meus filmes, talvez seja 80% da humanidade, para não exagerar. Salvam-se uns resquícios em Saint Tropez e Los Angeles e o resto é aquilo, é isto, é uma grande miséria. Às vezes é muito visível, exterior, outras vezes é interior. Nós, os três, se reflectimos isso e as nossas obras reflectem isso é porque vivemos na realidade e temos alguma consciência dela. Mas não há uma intenção de provocação ou desencadear esses sentimentos. Estamos numa história, estamos no mundo e nesta realidade. Isso vê-se muito nas fotografias do Paulo [Nozolino]. O Paulo atravessou muito a história com a fotografia desde a última guerra, pelo menos, até às guerras mais recentes, até aos efeitos dessas devastações, até esta que se passa agora”.  Isto é uma exposição colectiva ou uma exposição individual onde cada um de vocês se vai cruzando com o outro? "É as duas coisas. Nós não trabalhamos em conjunto, aproximamos coisas. Ou seja, falou da primeira sala, o Rui e o Paulo trabalharam um bocadinho solitariamente e de repente acharam que Paulo tinha aquilo e o Rui tinha aqueloutro e juntos acharam bem. Eu, com o Rui, foi a mesma coisa. Trabalhamos por aproximações.  É um bocadinho como no cinema, colar duas imagens provoca uma terceira, que de facto não existe, é formada pelo espectador, é uma coisa que o visitante imagina ou consegue produzir de juntar aqueles rostos daquelas mulheres por exemplo como a fotografia do Paulo, ou com a escultura do Rui, etc". Neste momento decorrem várias iniciativas artísticas sobre si em Paris: esta exposição aqui no Centro Pompidou, o filme Ventura que acaba de estrear, uma retrospectiva no Jeu de Paume e há ainda dois livros publicados sobre si, aqui, este ano. É a sua consagração? Como é que olha para isto tudo?  "Não dessa maneira. Esta exposição já tem um passado. Devia ter acontecido há uns tempos e, se calhar, não tinha tanta confluência com outras coisas. O filme estava para sair, estava para estrear e o distribuidor calculou que fosse, talvez, uma altura melhor para o estrear visto haver dois acontecimentos simultâneos. Os livros são, não digo uma coincidência, mas não foram programados. Um foi apressado para sair, de facto, ao mesmo tempo, mas apenas pela circunstância de eu estar aqui durante algum tempo e poder fazer as chamadas apresentações, assinaturas. A pandemia mudou e atrasou isto tudo e fez esta espécie de concordância das coisas todas. É muito bom, claro, para mim".  O filme o Ventura acaba de estrear em França, depois de ter estreado anteriormente (há menos de seis meses) a Vitalina Varela, que é um filme posterior. De alguma forma não o defrauda, digamos assim, que os filmes tenham sido cronologicamente alterados? “Não são filmes da chamada actualidade. A circunstância de estarem trocados, ou seja, deste ser mais antigo e sair agora é simplesmente porque não houve, na altura, 2015, distribuidores interessados ou capazes de estrear o filme.  Só depois do Ventura ser distribuído por uma distribuidora francesa, é que propus esta saída desse filme que estava inédito e eles aceitaram. Está cumprido!” Mas acaba por ser fantástico um filme que fez há algum tempo, estrear agora em França e ter esta repercussão toda?  "Sim, é também porque os filmes que eu faço têm muitas ligações entre eles. A Vitalina, que está neste, já estava na própria Vitalina. O Ventura passa por imensos. As pessoas já conhecem um pouco do trabalho que eu faço, que para o bem é um trabalho que, eu acho que as pessoas acham interessante, sério e importante, espero e para o mal acham que é sempre a mesma coisa: os pobres dos bairros pobres de Lisboa".  Qual é o tempo desta história? Presente? Passado? Aquilo que se vê são os corredores da cabeça do Ventura? "É isso, é isso que disse. Não é mau isso dos corredores, já que há corredores cá em cima, escuros e que levam a diferentes realidades. No Ventura também há fantasmas, pesadelos e não diria traumas mas alguns esquecimentos que lhe aconteceram por volta da data simbólica 25 de Abril. O que se passa no filme é a história desta quebra, queda do Ventura, que é um operário da construção civil que, nesse ano de 1974, começou a perder-se pelas ruas de Lisboa e a perder-se no seu tormento. É uma história pouco contada, mas os emigrantes africanos nessa altura apanharam um grande susto. Tinham vindo para Portugal, vêm para Portugal, à procura de uma vida melhor e, de repente, deparam-se com greves, paragem do trabalho, patrões a fugirem para o Brasil e com soldados na rua. Com soldados contentes e alegres, mas muito ameaçadores para eles, para eles emigrantes que viviam já numa espécie de guetos, de prisões nos arredores e ainda hoje vivem". Essa realidade acaba por ser actual, muito actual ainda. "Eu digo sempre que se o 25 de Abril tivesse sido cumprido, eu não tinha feito estes filmes. Não eram necessários. Portanto se os filmes foram feitos, se este lamento soa verdadeiro é porque alguma coisa ficou por cumprir de um sonho que eu tive, que tiveram todos que eu acho que ainda há muitas pessoas que têm, que alimentam que é o sonho de uma uma espécie de justiça banal entre todos, não digo democracia, mas justiça".

IHSHG Podcast
A Cidade e a Revolução: Lutas Urbanas em Lisboa, 1974-1975

IHSHG Podcast

Play Episode Listen Later Jun 16, 2022 55:02


À Conversa com o Prof. Pedro Ramos Pinto Associate Professor in International Economic History - Cambridge University Fellow of Trinity Hall He joined the Faculty in 2013, after five years at the University of Manchester, where he was Simon Research Fellow in History (2008-2010) and Lecturer in International History (2011-2013). He read history at Cambridge, where he also took his M.Phil (Economic and Social History) and PhD. --- Support this podcast: https://anchor.fm/ihshg/support

JE Notícias
Metro de Lisboa autorizado a contratar 58 novos trabalhadores em 2022 | O Jornal Económico

JE Notícias

Play Episode Listen Later Jun 15, 2022 0:37


Esta contratação inclui 34 agentes de tráfego, 13 oficiais de manutenção, nove técnicos especializados e dois inspetores de obra, revela o Ministério do Ambiente e da Ação Climática.

Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
Ep.132 - Legendary: Pink Washing, Outings e Dead Naming

Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI

Play Episode Listen Later Jun 15, 2022 29:29


Cidade Invisível
Rodrigo Faria, Mem Martins , Sintra

Cidade Invisível

Play Episode Listen Later Jun 15, 2022 44:59


Nasceu em Mem-Martins, mas conheceu o mundo rural durante a adolescência, vivida no Ribatejo. A vocação confirmou-se e regressou a Lisboa para se licenciar, fazendo hoje parte de uma nova geração de Assistentes Sociais.

Católico PodCast
A Reparação dos Pecados 23 de ago. de 2021 Revmo. Sr. Pe. Carlos Mestre, Priorado de São Pio X, Lisboa

Católico PodCast

Play Episode Listen Later Jun 13, 2022 10:26


A Reparação dos Pecados 23 de ago. de 2021 Revmo. Sr. Pe. Carlos Mestre, Priorado de São Pio X, Lisboa --- Send in a voice message: https://anchor.fm/jlio4/message

Católico PodCast
Homilia Diária | Prega-se mais com a vida que com palavras (Memória de Santo Antônio de Lisboa) Pe. Paulo Ricardo 13/06/22

Católico PodCast

Play Episode Listen Later Jun 13, 2022 5:32


Homilia Diária | Prega-se mais com a vida que com palavras (Memória de Santo Antônio de Lisboa) Pe. Paulo Ricardo 13/06/22 --- Send in a voice message: https://anchor.fm/jlio4/message

Christo Nihil Praeponere
Homilia Diária | Prega-se mais com a vida que com palavras (Memória de Santo Antônio de Lisboa)

Christo Nihil Praeponere

Play Episode Listen Later Jun 13, 2022 5:32


A Igreja celebra hoje a memória de Santo Antônio de Lisboa, também conhecido no Brasil como Santo Antônio de Pádua. Nascido em Portugal no ano de 1191, Santo Antônio foi um frade franciscano muito conhecido por seus conhecimentos da Escritura, que ele chegou a memorizar por inteiro, e também por suas grandes qualidades como pregador. Seus sermões, tão repletos de doutrina e amor a Deus, são um testemunho eloquente de que a pregação só é eficaz quando o pregador confirma suas palavras com o exemplo de sua própria vida de conversão. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 13 de junho, e peçamos ao Sagrado Coração de Jesus que, ungindo os lábios dos pregadores do seu Evangelho, os faça exemplos vivos e santos daquilo que anunciam. → HOJE às 21h - A perspectiva católica sobre família e relacionamentos. https://bit.ly/13-de-junho-sc

PASSO A REZAR
13 junho 2022 - Festa litúrgica de Santo António de Lisboa - Sir 39, 8-14

PASSO A REZAR

Play Episode Listen Later Jun 13, 2022 11:43


MÚSICA Girolamo Frescobaldi - Canzoni alla Francese No3 detta la Crivelli (CD) Ernst Stolz: Ciaconna © Magnatune – www.magnatune.com -- AUTOR DOS TEXTOS P. Frederico Cardoso Lemos, sj -- LEITORES Joana Vieira de Castro (pontos) João Miguel Pires (textos bíblicos)

Domínio Público (Rubrica)
14h: Matosinhos em Jazz, Pussy Riot, Pixies

Domínio Público (Rubrica)

Play Episode Listen Later Jun 9, 2022 3:28


Anunciado o cartaz do Matosinhos em Jazz; concerto de Pussy Riot no Capitólio, em Lisboa; música nova de Pixies.

Ainda Bem que Faz Essa Pergunta
Novo aeroporto. Será desta?

Ainda Bem que Faz Essa Pergunta

Play Episode Listen Later Jun 9, 2022 3:49


Há uma proposta para o novo aeroporto aterrar em Beja devido ao excesso de tráfego em Lisboa. Com tanto por decidir, arriscamo-nos a ter um aeroporto que será mais remendo do que solução sustentada. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Patada de Pantufa
Ep. 58 Comportamento Político na Internet [feat. Mariana Possari]

Patada de Pantufa

Play Episode Listen Later Jun 9, 2022 51:07


Já parou pra pensar como políticos engajam tantos seus seguidores na internet, mesmo a maioria das pessoas não se interessando a fundo sobre política? Sabe qual foi a revista que bombou quando o Lula casou?? Pois senta aqui que a Mari (futura mestranda em Lisboa, no iscte) vai te explicar. Gostou, pantufer? Curta, comente, compartilhe com os miguxos e participe do financiamento coletivo! PicPay: @patadadepantufa | PIX: patadadepantufa@gmail.com Instagram: @patadadepantufa Twitter: @bea_hawk LinkeIn da Mari: Mariana Possari

Deixar o Mundo Melhor
Luís Marques Mendes

Deixar o Mundo Melhor

Play Episode Listen Later Jun 9, 2022 35:17


Nasceu a 5 de setembro de 1957 na cidade berço, mas diz que só veio ao mundo em Guimarães, porque na vizinha Fafe - sua terra de coração e criação - ainda não existia hospital. O 25 de Abril de 1974 apanhou-o a terminar o liceu e, Luís Marques Mendes, passou grande parte do tempo do chamado ano de serviço cívico a "fazer política, comícios, sessões de esclarecimento, em nome da JSD no distrito de Braga". Aos 18 anos foi candidato pelo PPD (Partido Popular Democrático) à autarquia de Fafe e foi eleito vereador. Mudou-se de armas e bagagens para Lisboa quando Aníbal Cavaco Silva o convidou para ser seu secretário de Estado e, mais tarde, seu Ministro. Também foi Ministro de Durão Barroso. Na sua já longa carreira política, foi deputado, líder do PSD, mas a liderança do Grupo Parlamentar do seu partido foi o cargo que mais saudades lhe deixou. Hábil nas relações sociais, tem uma palavra de apreço por todos os líderes do PSD e, também, pelos colegas das outras bancadas parlamentares com quem se cruzou, incluindo alguns do PCP, como é o caso de Octávio Teixeira. Comentador político da SIC desde 2013, rejeita (por agora) a hipótese de se candidatar à Presidência da República: "É uma questão que não está nas minhas prioridades nem nos meus planos. Se um dia mudar de ideias, daqui a três ou quatro anos, di-lo-ei publicamente, sem tabus". See omnystudio.com/listener for privacy information.

Domínio Público (Rubrica)
11h: L'Agosto, Pussy Riot, KeiyaA

Domínio Público (Rubrica)

Play Episode Listen Later Jun 8, 2022 2:54


Primeiras confirmações do cartaz do L'Agosto 2022, em primeira mão; concertos Pussy Riot no Porto e Lisboa; concerto de KeiyaA no ciclo Caleidoscópio do gnration.

ONU News
Lisboa pode marcar rumo da ação internacional sobre oceanos  

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 7, 2022 4:31


Podcast do PublishNews
219 - A feira do livro

Podcast do PublishNews

Play Episode Listen Later Jun 6, 2022 48:50


Um evento público, gratuito e ao ar livre destinado as editoras, livreiros, autores e leitores. Esta é A Feira do Livro, que acontece de 8 a 12 de junho, na praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu e que conta com mais de 55 convidados e mais de 120 editoras. O evento é inspirado nas feiras de rua de cidades como Porto Alegre, Lisboa e Madri e tem o objetivo de valorizar a produção editorial brasileira e por isso não é realizada no modelo de feiras universitárias com descontos e saldões. Nesse episódio, conversamos com um dos idealizadores d'A Feira do Livro, Paulo Werneck, editor da Quatro Cinco Um, entidade que produz o evento. Ele nos conta como surgiu a ideia da feira, a resposta das editoras e autores, os diferenciais do evento, da ideia de ‘mais livros e menos carros' e dos planos para o futuro, que inclui manter a Feira no calendário da cidade de São Paulo. Este podcast é um oferecimento da MVB Brasil, empresa que traz soluções em tecnologia para o mercado do livro. Além da Metabooks, reconhecida plataforma de metadados, a MVB oferece para o mercado brasileiro o único serviço de EDI exclusivo para o negócio do livro. Com a Pubnet, o seu processo de pedidos ganha mais eficiência. https://brasil.mvb-online.com/home Já ouviu falar em POD, impressão sob demanda? Nossos parceiros da UmLivro são referência dessa tecnologia no Brasil, que permite vender primeiro e imprimir depois; reduzindo custos com estoque, armazenamento e distribuição. Com o POD da UmLivro, você disponibiliza 100% do seu catálogo sem perder nenhuma venda. http://umlivro.com.br Este é o episódio número 219 do Podcast do PublishNews do dia 6 de junho de 2022 gravado no dia 2. Eu sou Fabio Uehara e esse episódio conta com a participação de Thales de Menezes, Talita Fachinni e Karina Lourenço e a edição de Fabio Uehara. E não se esqueça de assinar a nossa newsletter, nos seguir nas redes sociais: Instagram, YouTube, Facebook e Twitter. Todos os dias com novos conteúdos para vocês. E agora: Paulo Werneck Indicações: Johnny, você me amaria se o meu fosse maior? - Brontez Purnell - Planeta (https://www.planetadelivros.com.br/livro-johnny-voce-me-amaria-se-o-meu-fosse-maior/354422) Stranger things 4 - Netflix (https://www.netflix.com/title/80057281) PCC, Poder secreto - (https://www.hbomax.com/br/pt/series/urn:hbo:series:GYnqqQAkS6VitRwEAAADc) Irmãos - Uma história do PCC - Gabriel Feltran https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535931617/irmaos Árvores - Grajkowski, Wojciech - WMF Martins Fontes https://m.wmfmartinsfontes.com.br/produto/arvores-2016 Watch the sound https://tv.apple.com/us/show/watch-the-sound-with-mark-ronson/umc.cmc.56ka6i8ccv7tsatj6nd1uo808 --- Send in a voice message: https://anchor.fm/podcast-do-publishnews/message

FALA COM ELA
FALA COM ELA com Nelson Motta

FALA COM ELA

Play Episode Listen Later Jun 4, 2022 55:25


Aos 77 anos, o compositor brasileiro decidiu viver em Lisboa e complementar a música com as palavras. A escrever um novo livro, conta-nos histórias da sua música e de tantos músicos brasileiros que fazem parte da sua vida.

Portugalex
Limite de velocidade é 17,5, às terças

Portugalex

Play Episode Listen Later Jun 3, 2022 2:48


A caça à multa em Lisboa.

SBS Portuguese - SBS em Português
Ex-craque Jonas detido no aeroporto de Lisboa em operação fiscal da justiça tributária

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jun 1, 2022 2:23


O ex-craque do Benfica e Grêmio, Jonas, foi retido no aeroporto de Lisboa e informado de que o antigo contrato com o time português está entre os 34 investigados pela Operação Fora de Jogo, da Autoridade Tributária portuguesa. Jonas será intimado a prestar mais informações sobre o assunto.

P24
Vai a Carris Metropolitana conseguir tirar pessoas dos carros na AML?

P24

Play Episode Listen Later Jun 1, 2022 12:18


No dia em que arranca nos concelhos de Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal a operação da Carris Metropolitana, ouvimos neste P24 um excerto da conversa sob o mote “Andar de autocarro na região de Lisboa vai finalmente deixar de ser complicado?” promovida pelo Artéria, novo projecto de informação comunitária do PÚBLICO sobre os diversos aspectos da vida na cidade.

Portugalex
Fórum: Vai de metro à Louis Vuitton?

Portugalex

Play Episode Listen Later May 30, 2022 3:40


O trânsito em Lisboa. E mais uma edição da rubrica Teikirize.

Tiempo de Juego
'Recado' de Almeida a Courtois: "En el lado bueno también estamos los que lloramos contigo en Lisboa"

Tiempo de Juego

Play Episode Listen Later May 29, 2022 0:36


La ContraHistoria
Cervantes y el Quijote

La ContraHistoria

Play Episode Listen Later May 27, 2022 65:50


“En un lugar de la Mancha, de cuyo nombre no quiero acordarme, no ha mucho tiempo que vivía un hidalgo de los de lanza en astillero, adarga antigua, rocín flaco y galgo corredor”. Así comienza “El ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha”, una novela escrita por Miguel de Cervantes Saavedra a principios del siglo XVII. Don Quijote de la Mancha, conocida simplemente como El Quijote, es una de las obras cumbre de la literatura universal y sin duda la más importante que jamás ha alumbrado la literatura en lengua castellana. El Quijote representa, además, la primera novela moderna y es el libro que más veces ha sido impreso después de la Biblia. Ha sido traducida a 140 lenguas de todo el mundo y ha servido de inspiración para dramaturgos, poetas, cineastas, músicos y todo tipo de artistas durante más de cuatro siglos. Pocas obras literarias, en definitiva, han tenido el renombre y la difusión de Don Quijote, por lo que se trata de una novela realmente especial. El Quijote es inseparable de su autor, Miguel de Cervantes, un aventurero nacido en Alcalá de Henares que no fue precisamente un académico ni un ratón de biblioteca. Carecía de estudios universitarios, aunque no debieron ser pocas las lecturas que acumuló en su juventud. Era de carácter recio y decidido. Se estableció en Madrid poco después de que Felipe II fijase la Corte en la Villa, de ahí pasó a Italia y se puso bajo la protección del cardenal Acquaviva. Pero la vida en Roma no le debía satisfacer porque se alistó en el Tercio de Moncada, lo que le llevaría de cabeza a la batalla de Lepanto contra los turcos. Allí fue herido en la mano izquierda, pero eso no le retiró de la Armada. Durante otros tres años siguió prestando servicio de armas a la Corona hasta que, cuando regresaba de Nápoles a España un corsario otomano apresó la galera en la que viajaba y fue reducido a la esclavitud en Argel. Pasó allí cinco años que terminarían siendo cruciales para su obra literaria posterior. Tras ser rescatado de argel por los frailes trinitarios viajo a Portugal buscando la Corte, que se había establecido temporalmente en Lisboa, pero la suerte no le sonrió y decidió fijar su residencia en Madrid donde daría comienzo su carrera como escritor, trabajo que compaginaba con otros como el de comisario de provisiones de la Armada. Fue en esa época, en 1585, cuando se publicó su primera novela, titulada “La Galatea”. La segunda sería el Quijote, que vería la luz muchos años más tarde, en 1605, en la imprenta de Juan de la Cuesta en Madrid. Esta sería la primera parte, una década después se publicaría la segunda como consecuencia del gran éxito de público que había cosechado la primera parte. No pudo disfrutar del gran recibimiento que obtuvo la segunda porque un año más tarde murió en su casa de Madrid. Pidió ser sepultado en el cercano convento de los Trinitarios en agradecimiento por haberle liberado del cautiverio en Argel años antes. Sus restos no se han encontrado, aunque deben seguir ahí. No lo sabemos a ciencia cierta porque ese convento fue creciendo con los años y sufrió muchas modificaciones. Pero los verdaderos restos de Cervantes no son sus huesos, sino su obra, especialmente el Quijote, una novela de tal importancia que son muchos los estudiosos de todo el mundo que se interesan por ella. Hoy nos acompaña en La ContraHistoria uno de ellos, Eric Graf, un cervantista estadounidense que lleva buena parte de su vida estudiando a fondo la obra de Cervantes y, más concretamente, Don Quijote de la Mancha. Con él vamos a hablar con calma y reposo de esta obra inigualable y de su autor, Miguel de Cervantes, a quien hace ya unos cuantos siglos rebautizaron como el “príncipe de los ingenios”. Bibliografía - “Don Quijote de la Mancha” de Miguel de Cervantes - https://amzn.to/3z1sphf - “Don Quijote de la Mancha: Puesto en castellano actual íntegra y fielmente por Andrés Trapiello” - https://amzn.to/3lKq7v5 - “Cervantes” de Jean Canavaggio - https://amzn.to/3wRmlXn - “Las vidas de Miguel de Cervantes” de Andrés Trapiello - https://amzn.to/3GByNxL - “Cervantes” de Santiago Muñoz Machado - https://amzn.to/3MTwVT7 · “La ContraHistoria de España. Auge, caída y vuelta a empezar de un país en 28 episodios”… https://amzn.to/3kXcZ6i · “Lutero, Calvino y Trento, la Reforma que no fue”… https://amzn.to/3shKOlK · “La ContraHistoria del comunismo”… https://amzn.to/39QP2KE Apoya La Contra en: · Patreon... https://www.patreon.com/diazvillanueva · iVoox... https://www.ivoox.com/podcast-contracronica_sq_f1267769_1.html · Paypal... https://www.paypal.me/diazvillanueva #FernandoDiazVillanueva #EricGraf #Quijote Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Talking Out Your Glass podcast
Michael E. Taylor: The Intersection of Science, Technology and Art

Talking Out Your Glass podcast

Play Episode Listen Later May 27, 2022 85:58


“To have even a brief conversation with artist Michael E. Taylor is to dive headfirst into a deep pool of scientific and intellectual inquiry. Taylor has always been an extremely analytical artist, responding with equal fervor to his intellectual encounters with scientific ideas, art history, philosophy, or current events. Whether inspired by formal quality of geometry, the Higgs boson particle, or the moral implications of artificial intelligence, Taylor's work is ultimately about investigation.” – Museum of Glass, Tacoma, solo show, Traversing Parallels, 2017/2018. Widely-renowned for his cut and laminated glass works, geometric constructions, and fractal abstractions inspired by everything from subatomic particles to music, Michael E. Taylor first used glass while attending a workshop at Penland School of Crafts in North Carolina. He was struck by the material's heat and spontaneity, a dynamic opposite from the deliberate and extended processes for firing and shaping ceramics. Dedicated to art and education for over 49 years, the artist was born in Lewisberg, Tennessee, in 1944, where he initially studied ceramics while working towards a Bachelor of Science in Art Education from Tennessee State University. Studying ceramics honed his intuitive sense of form, color, and design; skills which would later be important to his glass career.  One of the first generation of artists to learn from the founders of the Studio Glass movement, Taylor experienced the early days of glass through interactions with Harvey Littleton, Fritz Dreisbach, and Marvin Lipofsky. As a young student, a Fulbright Hayes Grant to Scandinavia introduced him to the factories of Kosta-Boda Glasbruke and Johansfors Glasbruke, as well as artists of the region, including Anna Warff.  Taylor's artistic career has been intertwined with decades as a university professor, including a more than 20-year tenure as a professor in the School for American Crafts at Rochester Institute of Technology, invited Professor at the Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciencias e Tecnologia, Campus da Caprica, Portugal, 2005 – 2013, and instructor at schools in the US such as Pilchuck, Penland, and the Corning Museum of Glass. His career in academia made it possible to experiment and explore new ideas through his sculpture instead of feeling pressure to repeat popular works for monetary sales. The academic setting also allowed Taylor to continue to explore scientific, philosophical, and artistic ideas. While at the College of Idaho and teaching the history of modern art, Taylor's directive led to political and visual expressions of the Russian revolution and artists of constructivism. The hard lines and acute angles of constructivism of the 1920s continued to scientific theory and theoretical physics. Using glass with scientific exactness and austerity resulted in further architectural form and shapes of accuracy. Readings of future science and cultural futurism led to issues of DNA and binary systems as they related to laminations in his work.  Taylor states: “Art reflects thought and ideals of the period in which it is made. It can relate to predictions for the future. My work speaks of the importance of science and technology and its eventual dominance through Artificial Intelligence.” Taylor's honors and awards are many and include the Calouste Gulbenkian Foundation Grant, 2009, 2011; Luso – American Foundation Grant, Portugal, 2002 -2007; Outstanding Visual Artist Award, Arts and Cultural Council of Greater Rochester, New York, 2001; College of Imaging Arts and Sciences, Research and Development Grant, RIT, 2000; Grand Prize, The International Exhibition of Glass, Kanazawa, Japan, 1988; National Endowment for the Arts, Visual Artists Forums Grant, 1985-86 and Visual Artist Fellowship, National Endowment for the Arts, 1984-85. Other educational awards and opportunities include a Lewis Comfort Tiffany Grant, Penland School Scholarship, and The American – Scandinavian Foundation Grant. His work can be found in the permanent collections of the Chrysler Museum of Art, Norfolk, Virginia; the National Collection of American Art, Renwick Gallery, Smithsonian Institute, Washington, D.C.; The Museum of Glass, Tacoma, Washington; Asheville Museum of Art, North Carolina; Racine Museum of Art, Racine, Wisconsin; Royal Ontario Museum, Toronto, Ontario, Canada; Glas Museum Ebeltoft, Ebeltoft, Denmark; Kanazawa City Museum, Kanazawa, Japan; and Tokyo Glass Art Institute, Kawasaki-Shi, Japan, to name only a few. Inviting viewers to utilize scientific-like observations to analyze the implications of a rapidly changing world, Taylor's sculpture is both triumphant and cautionary, simultaneously celebrating technological breakthroughs and worrying about their implications. By using glass to make these theoretical connections, the artist inspires contemplation of social and scientific issues and continues to take the material of glass into new expressive terrain. States Taylor: “The race is on in all technological advanced countries for the discovery of human consciousness for AI. I predict it will be the last frontier of human intellect. I have constructed a laminated slab of color blocks which represent the codes for the human consciousness. I see it as a kind of Rosetta Stone of translation from one language to another – binary to English. The RS interpretation of Egyptian hieroglyphics to Greek language allowed us to make the intellectual and cultural jump. “I see Codes as containing the information for making the final leap from human consciousness to that of machines. This will be a discovery of epic proportions. This would be the beginning of a new world of solutions to puzzles such as eternal life, interplanetary travel, and the discovery of philosophic truth for each individual human.”   

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Carro do Noddy multado em Lisboa

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Play Episode Listen Later May 26, 2022 3:21