Recurring international multi-sport event, organized for university athletes by the International University Sports Federation (FISU)
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Saudações pessoas!Como sabemos, esse 2026 começou quente em termos tanto de medidas e debates legais sobre a questão da(s) violência(s) contra a mulher, quanto de fatos, notícias, acontecimentos trágicos, brutais e chocantes a respeito do tema. Entre tentar criar medidas de proteção para abrcar o problema, sugerir aumentos de pena e triques fantasiosos, lutar para reconhecer questões de estrutura e base e (alguns) que lutam justamente para que tudo isso seja meramente cosmético e tiros de festim midiáticos, estamos nós.E está Joana Perrone, pesquisadora graduada em Relações Internacionais na Universidade de Sussex (Reino Unido) e atualmente investigando questões relacionadas a Women's Studies, na Universidade de Oxford (idem).Joana traz questões interessantíssimas sobre esse tema que ela acomapanha desde uma mirada do norte global, mas muito, muito de perto, como brasileira, e, sobretudo, mulher. O que está por trás de alguns dos discursos bem corriqueiros sobre o tema, e como desmontamos alguns fios da bomba sobre ele para resolver esses enigmas de forma mais segura?Taque o play e: descubra! ***Vamos de vestir conforto, inteligência, praticidade, estilo e muita tecnologia? Já sabe, então: É INSIDER, sem erro! Tem o Wingsuit que é sucesso, e muito mais! Descontos incríveis para você em peças que aliam tudo o que você precisa e te acompanham em diversos momentos, atividades e ocasiões, sem perder a elegância.Utilize o cupom VIRACASACAS e veja a magia dos descontos acontecer: Clica aí: https://www.insiderstore.com.br/Instagram: https://www.instagram.com/insiderstore/ #insiderstore Expediente:Pai-Fundador e apresentador: Felipe AbalOutro apresentador: Gabriel Divan Apresentador que está em missão secreta: CarapanãEdição de Áudio que nunca falha: Ingrid DutraA Garota da Capa: Dani BoscattoMúsica de abertura: Dog Fast by mobigratis
Convidado: Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment. Na tarde de terça-feira (26), Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente americano na Casa Branca e conseguiu alguns objetivos neste encontro: uma foto ao lado de Donald Trump e o pedido para que facções criminosas brasileiras sejam classificadas como organizações terroristas pelos EUA. O pré-candidato à Presidência foi a Washington em busca de uma pauta positiva depois da revelação de suas conversas com Daniel Vorcaro e as polêmicas do caso ‘Dark Horse'. No início do mês, o presidente Lula também foi à Casa Branca e se reuniu com Trump – um encontro dentro da agenda oficial. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o analista de relações internacionais Oliver Stuenkel, que está nos EUA. Oliver relata as percepções das diplomacias brasileira e americana sobre o encontro de Flávio com Trump, e a repercussão da foto em que os dois aparecem juntos. Ele também avalia quais são os maiores interesses dos EUA nas eleições de outubro.
Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Youtuber, graduado em Cinema e Vídeo, Mestre em Ciências da Linguagem e Doutor em Literatura, Alexandre Linck. Só vem! >> OUÇA (83min 34s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Alexandre Linck Vargas tem experiência na área de Literatura e Artes, atuando principalmente nos seguintes temas: Teoria Literária, Filosofia da Arte, Estética, Teorias da Imagem, Crítica Cultural, Roteiro de Cinema e TV e História em Quadrinhos. Graduou-se em 2004 no curso de Comunicação Social - Cinema e Vídeo pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Ingressou em 2005 no Mestrado em Ciências da Linguagem - também na Unisul -, concluindo em 2007, com a dissertação "A morte do homem no morcego". Em 2010, ingressou no Doutorado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), concluindo em 2015 com a tese "A invenção dos quadrinhos: teoria e crítica da sarjeta". Atualmente é professor do PPGCL - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, onde leciona a disciplina de Estética, e dos cursos de Letras (teoria literária) e Cinema (teoria, história e roteiro cinematográfico), todos da Unisul. Alexandre é editor da revista Memorare, líder do grupo de pesquisa "Estudos em artes" (GRUAS)", e membro da RING (Red de Investigadoras e Investigadores de Narrativa Gráfica en Latinoamérica). Destaque também para o trabalho de cineasta nos curtas-metragens OCULTO (2003), RELIGARE (2005), DEUSES DE MENTIRA (2009), e o site/canal sobre histórias em quadrinhos, QUADRINHOS NA SARJETA (2011-atual). Lattes: http://lattes.cnpq.br/6080748048889215 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo
Lutz veste Insider
Experta nadadora, surfista, una de las primeras mujeres en volar y en conducir un coche, viajera empedernida y arqueóloga por amor. La vida de Agatha Christie (Torquay, 1890 – Winterbrook, 1975) es la apasionante historia de una niña educada en los estrictos y caducos cánones victorianos que ha de enfrentarse a los frenéticos y constantes cambios sociales, culturales y tecnológicos del siglo XX. De esa tensión interna surgirá una personalidad compleja que se verá desbordada en los últimos días de 1926, cuando la ya entonces famosa escritora de novelas de misterio protagoniza una enigmática desaparición que tuvo en vilo al Reino Unido y que nunca explicó. Aquel extraño episodio sucedió durante el doloroso divorcio de su primer marido, Archibald Christie.Para entonces la autora ya había alumbrado a su personaje más popular, el detective Hércules Poirot, en novelas como 'El misterioso caso de Styles' (1920). Con él creó un canon literario que le reportó un inmenso éxito a lo largo de cinco décadas; una fórmula cerrada y confortable de la que también nació la perspicaz Miss Marple, inolvidable para sus millones de lectores gracias a casos como el de 'Muerte en la vicaría' (1930). Sin embargo, las novelas de las que se sintió más orgullosa Agatha Christie fueron otras: las que componen la serie romántica publicada bajo el pseudónimo de Mary Westmacott. En ellas y en sus dos autobiografías puede rastrearse –con cierta precaución, puesto que edulcoró parte de sus recuerdos– el lado más íntimo de la mujer que no dudó, una vez divorciada, en tomar el mítico Orient-Express para encontrar de nuevo el amor en la figura de su segundo marido, el arqueólogo Max Mallowan.Este documental, con guion de Alfredo Laín y diseño sonoro de Mayca Aguilera, cuenta con las voces de la escritora y periodista Rosa Montero, autora de 'Agatha Christie. La eterna fugitiva', y del biógrafo Eduardo Caamaño, autor de 'Agatha Christie. La biografía definitiva de la Reina del Crimen'. Participan también el arqueólogo y profesor de la Universidade da Coruña Juan Luis Montero Fenollós; y el escritor y ensayista Mauricio Wiesenthal, autor de 'Orient-Express. El tren de Europa'.Escuchar audio
Você dormiu bem, fez exercício, tirou um fim de semana — e ainda assim acorda cansada. Isso não é frescura. É esgotamento mental crônico.Neste episódio, exploramos por que o burnout feminino moderno não tem a ver com preguiça, mas com sobrecarga cognitiva acumulada, trabalho emocional invisível e um sistema nervoso que nunca aprendeu a desligar.Com base em estudos da Harvard Medical School, Stanford, Universidade de Tel Aviv e do Journal of Experimental Psychology, você vai entender:→ Por que o cérebro continua "trabalhando" mesmo enquanto você dorme→ O que é carga cognitiva acumulada e como ela rouba sua energia→ Como a ansiedade disfarçada de produtividade impede o descanso real→ O papel das redes sociais no seu esgotamento emocional→ O que é a "pausa não produtiva intencional" e como ela recalibra o sistema nervosoSe você vive no modo sobrevivência e sente que o descanso não descansa — esse episódio é pra você.#burnout #saúdemental #esgotamento #ansiedade #produtividade #mulheres #bemestar #neurociência
O avanço dos casos de ebola na África Central voltou a acender o alerta internacional. Diante do aumento de mortes e da rápida disseminação da doença na República Democrática do Congo e em países vizinhos, a Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública internacional. A situação evidencia as dificuldades enfrentadas por regiões com infraestrutura precária de saúde, limitações no acesso a testes e risco de propagação além das fronteiras africanas. Mas afinal, o que é o ebola? Como o vírus é transmitido? Há risco de casos no Brasil? E o que o mundo aprendeu após outras crises sanitárias globais? No JR 15 Minutos, o infectologista Alvaro Furtado, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, analisa o cenário atual do surto, os desafios para conter a doença e os riscos de uma nova emergência global.
Estivemos em Coimbra de 15 a 17 de Maio, para visitar a WikiCon 2026 e celebrar os 25 anos do universo Wikimedia! No último dia da Wikicon conversámos com alguns membros da organização; Joaquim Santos, (que trabalhou no Herbário da Universidade de Coimbra), Waldir Pimenta e André Barbosa, da Associação Wikimedia Portugal. Falámos sobre as pontes entre as comunidades de software livre e wikimedistas, os desafios do conhecimento livre e construído em comunidade, as dificuldades para resolver problemas de taxonomia, catalogação e ciência cidadã - mas também como a magia das comunidades resolve (quase) tudo. A gravação...informal, foi feita com microfones muito valentes e abnegados.
Investigadores da Universidade do Porto estão envolvidos num projecto para avaliação de modelos oceanográficos com veículos não tripulados.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Compreender a realidade brasileira, na visão de Milton Santos, seria possível somente se a intelectualidade do país se voltasse para a própria realidade, sem importar teorias, sem usar outras nações como referência (sobretudo as do “primeiro mundo” - ou o que chamamos hoje de Norte Global). Por isso ele se debruçou sobre as noções de espaço geográfico e território, fornecendo um constructo teórico aberto às dimensões humanas e em disputa na sociedade. Para entender o que significou esse movimento, na terceira reportagem da série em homenagem ao centenário do geógrafo, recorremos à experiência dos docentes Cátia Antônia e Matheus Grandi, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).Reportagem: Brenno AlmeidaEdição: Brenno Almeida e Thiago Kropf
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (17): A Bolívia enfrenta uma onda de protestos que completou quase duas semanas de bloqueios nas principais rodovias e estradas de acesso à capital, La Paz. As manifestações exigem a renúncia do presidente Rodrigo Paz e começaram em oposição a uma lei de terras. Acacio Miranda e Monica Rosenberg comentam sobre o assunto. Reportagem: Eliseu Caetano. A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou emergência de saúde pública de importância internacional devido a um novo surto de ebola na África. A medida foi tomada após o registro de mais de 80 mortes na República Democrática do Congo. O alerta máximo busca conter o risco de propagação internacional do vírus. Reportagem: Eliseu Caetano. Cinco italianos morreram em um acidente de mergulho no atol de Vaavu, nas Maldivas, classificado pelo governo local como o pior da história do país. Entre as vítimas estão a professora Monica Montefalcone, sua filha e dois pesquisadores da Universidade de Gênova. O grupo explorava cavernas marinhas a cerca de 50 metros de profundidade quando submergiu. Em entrevista exclusiva a Gustavo Galvão, da Jovem Pan de Patos de Minas (MG), o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) criticou o “clã” político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua família após os recentes vazamentos de áudios. O parlamentar afirmou que “a família Bolsonaro é um desastre” e disparou que o grupo “tem esquema com corrupção”. O aplicativo do Bolsa Família receberá novas funções a partir desta segunda-feira (18) para celulares com sistema Android até o momento. A atualização não exige o download de um novo aplicativo, necessitando apenas da atualização do atual, e permitirá consultar informações mais detalhadas sobre o benefício. A proposta do governo federal é tornar o acesso aos dados mais rápido e evitar deslocamentos desnecessários até os CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). Reportagem: Raphaela Almeida. O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por unanimidade, a constitucionalidade da Lei da Igualdade Salarial. A advogada Clau Camargo explicou as principais mudanças da norma, destacando que as empresas precisam de transparência e deverão publicar relatórios de critérios remuneratórios. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, discursará na reunião de ministros das Finanças do G7 em Paris. O convite, feito pelo governo da França, é visto nos bastidores diplomáticos como um sinal de prestígio ao Brasil. A expectativa é que o chefe da equipe econômica brasileira conduza o pronunciamento principal em uma das sessões oficiais do encontro das maiores economias industrializadas do mundo. Reportagem: Raphaela Almeida. O vice-presidente da Conaje (Confederação Nacional dos Jovens Empresários), Willyan Francescon, analisa a avaliação dos empresários sobre a queda da ‘taxa das blusinhas'. O debate aborda os desdobramentos econômicos da medida e questiona os impactos financeiros no mercado. O Ministério da Justiça divulgou dados que apontam que a violência sexual contra crianças e adolescentes triplicou no Brasil, atingindo patamares recordes. O levantamento indica um salto de 19 mil casos registrados em 2015 para 59 mil ocorrências em 2025, evidenciando o agravamento do cenário nacional. Reportagem: Julia Fermino. O professor de relações internacionais Marcus Vinicius de Freitas avalia os desdobramentos da reunião entre os governos dos Estados Unidos e da China. A análise aborda os resultados do encontro com Xi Jinping e a percepção do presidente Donald Trump em relação aos acordos e diálogos estabelecidos entre as duas potências econômicas. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
A segurança pública é a maior preocupação das mulheres brasileiras. O medo e a violência moldam como elas se movem pela cidade — andar nas ruas, pegar transporte público, praticar esportes ao ar livre são situações que causam tensão e acabam limitando a circulação delas no espaço urbano. "É um medo que reorganiza a vida inteira", diz a pesquisadora Carolina Althaller, que participou de uma pesquisa sobre o tema como parte do projeto Mulheres em Diálogo.Althaller é diretora executiva do Instituto Update, mestranda em Comunicação e Cultura Digital pela Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro e especialista em Política e Sociedade pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UFRJ).Na conversa com Gama, trata das principais preocupações das mulheres de diferentes realidades em relação à segurança pública e à circulação pelas cidades, das estratégias criadas por elas para melhorar essa realidade e das políticas públicas essenciais para que as mulheres possam circular pelas cidades com segurança e liberdade.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
Sem abelhas, grande parte do que chega ao nosso prato simplesmente não existiria: mais de 75% dos cultivos destinados à alimentação humana dependem da polinização. O problema é que esses insetos essenciais estão desaparecendo, um fenômeno já identificado há mais de um século e que ganhou até nome: Síndrome do Colapso das Abelhas. Edison Veiga, correspondente da RFI na Eslovênia Hoje, a situação se agrava com a poluição, o uso intensivo de pesticidas e a expansão urbana, fatores que tornam o ambiente cada vez mais hostil para esses polinizadores indispensáveis. Cientistas de todo o mundo buscam soluções para conter o declínio dos insetos polinizadores. Na Eslovênia, considerada a capital mundial das abelhas, um casal de brasileiros integra esses esforços. A bióloga Letícia Salvioni Ansaloni, de 31 anos, trocou as pesquisas com larvas de moscas no Brasil pelo estudo das abelhas na Universidade de Maribor, no leste do país europeu, onde atua desde 2022. “Trabalho com saúde e nutrição das abelhas”, explica. Seu foco é testar extratos fúngicos como suplementos alimentares e avaliar de que forma essas substâncias podem contribuir para melhorar a saúde dos insetos. Também biólogo, Caio Eduardo da Costa Domingues, de 35 anos, já pesquisava colmeias no Brasil desde 2014, com foco nos efeitos de agrotóxicos. Há cinco anos na Eslovênia, ele dá continuidade aos estudos na mesma universidade. Identidade apícola “Morando aqui, você percebe claramente como a apicultura faz parte da cultura e da identidade do país”, afirma Domingues. Não por acaso, foi a partir de uma iniciativa eslovena que a ONU instituiu o 20 de maio como o Dia Mundial das Abelhas. Com cerca de 2 milhões de habitantes, a Eslovênia reúne aproximadamente 10 mil apicultores e pelo menos 200 mil colmeias. “Eu não fazia ideia da importância que as abelhas têm para os eslovenos”, diz Ansaloni. “Você vê desde crianças até idosos trabalhando com abelhas, muitos apenas por hobby”, destaca a bióloga brasileira. A data escolhida celebra o nascimento de Anton Janša, esloveno que viveu no século 18 e é considerado um dos pioneiros da apicultura moderna. Originário de uma família que vivia da produção de mel em uma vila próxima a Žirovnica, ele se destacou ao desenvolver métodos inovadores de manejo de colmeias após estudar em Viena. Mais do que uma celebração simbólica, o Dia Mundial das Abelhas é um convite à reflexão sobre o papel desses insetos na manutenção da vida no planeta. “As abelhas são insetos incríveis. Estão muito além da produção de mel, própolis ou outros derivados”, destaca Domingues. “É importante destacar que elas são os principais polinizadores que temos no mundo. Sem elas, muitos dos alimentos que consumimos não existiram”, conclui.
Falo sobre recente decisão judicial que condenou um Professor da USP - Ribeirão Preto por transfobia contra 2 alunas travestis do curso de Medicina daquela Universidade. Discuto o caso e a sentença aplicada e falo sobre pluralismo na Universidade.
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O jipe Perseverance encontra possíveis bioassinaturas na superfície de uma rocha e dá mais um motivo para que a missão de retorno de amostras de Marte não seja cancelada. As análises sobre a habitabilidade marciana é uma vertente dos estudos na área, que buscam responder: quais são as condições encontradas no planeta hoje e como ele já deve ter sido no passado? O episódio faz parte de um conjunto de reportagens sobre A busca por vida extraterrestre e se essa estaria esquentando. A série é desenvolvida por Danilo Albergaria, bolsista do Programa Mídia Ciência, da FAPESP. Este episódio contou com a participação de Gabriel Gonçalves Silva (pós-doutorando na UNISINOS), Fernanda Jamel (doutoranda – USP e MIT), Roberta Vincenzi (pós-doutoranda no IO-USP) e Isabella Gaião (doutoranda – USP). [Introdução] Danilo: No primeiro episódio da série que trata da astrobiologia, aqui no podcast Oxigênio, a gente falou da alegação de detecção de uma possível bioassinatura num planeta fora do sistema solar. Uma bioassinatura é um sinal produzido por seres vivos – um possível vestígio de atividade biológica. Mas essa notícia de um potencial sinal de vida num exoplaneta não foi a única ocasião em que uma possível bioassinatura em um ambiente extraterrestre gerou manchetes no ano passado. Em setembro de 2025, a NASA anunciou um resultado que foi descrito pela agência aeroespacial americana como: “pode bem ser o sinal mais claro de vida que já encontramos em Marte”. A novidade foi um estudo publicado na revista Nature que apontou a existência de uma “potencial bioassinatura” numa rocha marciana – sim, uma pedra em Marte, coletada e analisada pelo jipe Perseverance, da NASA. A rocha marciana tem algumas características que aqui na Terra são encontradas em rochas que exibem rastros deixados por micróbios. Mas ainda não dá para saber se essas características encontradas na pedra marciana tiveram origem em atividade biológica ou se foram formadas por processos naturais sem o envolvimento de seres vivos. Os equipamentos do jipe, por melhores que sejam, não conseguem produzir resultados claros o suficiente para que os cientistas tirem essa dúvida. Para distinguir se os sinais encontrados são biogênicos (ou seja, foram originados por atividade biológica) ou se são abióticos (ou seja, sem o envolvimento de seres vivos), é preciso trazer as amostras para a Terra. Eu sou Danilo Albergaria, jornalista e historiador pesquisando a comunicação da astrobiologia, essa área que estuda a origem, a evolução e a distribuição da vida no universo. Neste episódio, vou conversar com quatro cientistas associados ao Laboratório de Astrobiologia da Universidade de São Paulo para entender um pouco melhor de quê se trata essa possível bioassinatura e o que sabemos sobre se Marte pode ou não pode oferecer condições para a existência de vida, ou se já pode em algum momento do passado distante. [Vinheta] Danilo: Vamos começar pelo que a gente sabe sobre esses resultados anunciados com grande entusiasmo pela NASA no ano passado. O jipe Perseverance está em Marte desde 2021 explorando a região de uma cratera chamada Jezero. A gente sabe que Marte teve água líquida em sua superfície há mais de 3,5 bilhões de anos, e essa cratera já foi um lago nesse passado remoto. Só para vocês terem uma ideia dessa região marciana, para atravessar essa cratera, de borda a borda, é preciso percorrer 45 quilômetros, pouco mais do que a distância entre Campinas e Jundiaí ou de Jundiaí a São Paulo. Em uma parte da borda da cratera existem marcas características de um delta de um rio que desaguava ali. Foi nas margens do leito desse rio, medindo 400 metros de margem a margem, que o jipe encontrou algumas rochas interessantes em julho de 2024. Em uma delas, o Perseverance identificou compostos orgânicos, moléculas compostas de carbono, e o mais importante: marcas que foram apelidadas de “pintas de leopardo”, que são manchas mais claras do que o restante da rocha, circundadas por linhas bem mais escuras. A rocha é formada principalmente de argila e lodo, materiais que costumam preservar rastros de vida microbiana, e fazem da rocha algo tipicamente encontrado no fundo de rios. Essas marcas, as “pintas de leopardo”, são compostas de fosfato de ferro e sulfeto de ferro. Aqui na Terra, esses compostos são associados a rastros químicos causados por reações produzidas por microrganismos em rochas. Essas foram as pistas analisadas para ver se as manchas poderiam ter sido geradas por micróbios há bilhões de anos. O Gabriel Gonçalves Silva é pós-doutorando na UNISINOS, químico associado ao Laboratório de Astrobiologia da USP, e estuda geobiologia. Eu pedi para ele me explicar por que esses sinais foram considerados possíveis vestígios de vida microbiana passada em Marte neste último estudo feito pelos pesquisadores da NASA. Gabriel: Eles analisaram uma amostra que se chama de mudstone, que seria algo como uma rocha formada de uma antiga lama. Marte é muito rico em ferro e foi observado principalmente nessa rocha pequenos pontinhos que eles observaram com mais detalhes e nele foi encontrado o ferro que a gente chama de ferro mais reduzido, que é o ferro 2+, que é interessante porque contrapõe ao ferro que a gente encontra mais em Marte, que é o ferro 3+, que é aquele que tem a cor de ferrugem. E não só essas manchinhas apresentavam principalmente um mineral, que é a vivianita, que é um fosfato de ferro II e a greigita, que é um sulfeto de ferro II. O ferro II na Terra, por exemplo, pode ser formado por processos na ausência de vida ou na presença de microrganismos. Eles conseguiram observar que não havia nessas rochas nenhum indício de grandes mudanças de pH nem de temperatura, mas junto da vivianita e da greigita tinha matéria orgânica. Na Terra, a gente sabe que a matéria orgânica pode acoplar reações onde a oxidação da matéria orgânica resulta na redução do ferro e aí, pela presença de sulfeto e do fosfato, a formação desses minerais. Porém, eles observaram que, por mais que a vivianita possa se formar em condições de temperatura, pressão e pH próximos do que nós consideramos normais, geralmente a formação de sulfeto de ferro dependeria de uma temperatura mais alta, então não só a oxidação da matéria orgânica, levando à redução do ferro, necessitaria de outros elementos para a formação desse mineral, desse sulfeto de ferro II. E graças a observações da composição ali da rocha, ausência de fosfato de alumínio, ausência de outros componentes, eles perceberam que não houve nem aquecimento, nem uma mudança drástica de pH durante esse processo de formação desses minerais. Isso faz com que a causa mais provável para a formação desses minerais, pelo menos se a gente pensasse na Terra, seria a ação da vida como nós conhecemos. Danilo: Vamos entender um pouco mais da química envolvida na produção das “pintas de leopardo”. Algumas bactérias formam minerais usando e transformando compostos químicos, como diferentes tipos de óxidos de ferro, formados por ligações entre ferro e oxigênio. O chamado ferro II (um íon de ferro) é muito importante para atividade biológica porque se liga facilmente ao oxigênio – por exemplo, ele é fundamental para o transporte do oxigênio no nosso sangue por meio da hemoglobina. A Fernanda Jamel, doutoranda no AstroLab da USP e que fez parte de suas pesquisas atuais no MIT (o Massachusetts Institute of Technology, nos EUA), explica a química da formação dos minerais encontrados na rocha marciana como possível explicação biológica, comparando com o que acontece na Terra. Fernanda: Aqui a gente tem formação de vivianita com bactérias que usam o ferro III, o óxido de ferro III, e transforma em ferro II. Por isso que a gente fala que é a redução de ferro. Então, quando as bactérias fazem isso, ela libera o ferro II no ambiente ao redor e aquilo ali vai formando camadas, vai se ligando com o que tem ali, e vai formando camadas que vão se mineralizando. A greigita também, da mesma forma, só que seria bactérias redutoras de sulfato, elas usam o sulfato como receptor de elétrons, o SO4, e elas produzem H2S, que é sulfeto de hidrogênio. E aí esse sulfeto reage com o ferro II disponível no sedimento. Depois vão formando essa combinação de sulfeto de ferro que vai se formando em greigita também dessa mesma forma, no sentido de que isso vai se expandindo: vem de um núcleo e vai se expandindo ao redor.” “É difícil dizer que existe um padrão exatamente igual a esse que a gente encontrou em Marte, mas esses nódulos que se formaram são condizentes com formações que a gente encontra aqui.” Danilo: Além dos compostos orgânicos, os instrumentos do Perseverance também identificaram, na região em que a rocha foi encontrada, alguns compostos químicos ricos em enxofre, ferro oxidado ou ferrugem, e fósforo. Se micróbios existiram ali, esses compostos podem ter fornecido fontes de energia para o metabolismo desses microrganismos, reforçando a hipótese de origem biológica para os vestígios. Porém, o fato de que esses vestígios podem ter sido formados por vida microbiana não quer dizer que dê para descartar outros processos que não envolvam seres vivos – também chamados de processos abióticos. Os próprios autores do artigo que avalia a possível origem biológica das “pintas de leopardo” propõem alguns processos abióticos como explicações alternativas. Até agora, as alternativas abióticas, sem o envolvimento da vida, não parecem muito promissoras para explicar as marcas nas rochas, mas ainda não dá para descartá-las. Talvez estejam faltando algumas peças do quebra-cabeças para uma explicação abiótica convincente. O Gabriel de novo vai nos ajudar a entender isso. Gabriel: Eles tentaram investigar o máximo possível de reações na ausência de vida, e nenhuma que nós conhecemos hoje poderia sustentar esse tipo de reação. Isso não quer dizer que a vida é sempre necessária para que essas reações aconteçam. A gente pode estar ignorando alguma coisa. Pode não estar percebendo alguma coisa. Podem existir reações que a gente não estudou hoje e que poderia estar fomentando essa formação desses minerais na ausência de vida, ou até mesmo as grandes escalas – a gente está falando aí de bilhões de anos – poderiam permitir que houvesse a formação desses minerais na ausência de vida. Mas de tudo que a gente conhece hoje, essa condição de formação de fosfato de ferro II, formação de sulfeto de ferro II acoplado à presença de matéria orgânica, como nós conhecemos, seria mais bem explicado pela ação da vida. Então eles fizeram um estudo muito minucioso de várias hipóteses. E a que melhor responde hoje é a ação da vida, em contrapartida a reações abióticas, sem a presença de vida. Danilo: É justamente pela possibilidade de que as “pintas de leopardo” tenham sido formadas por mecanismos abióticos, sem o envolvimento de seres vivos, que os sinais são classificados de “potenciais bioassinaturas”. Ou seja, podem ter sido, como podem não ter sido causados por seres vivos. Para que uma potencial bioassinatura seja considerada um sinal de vida inequívoco, é preciso estabelecer com segurança a sua origem biológica e descartar os mecanismos plausíveis que não envolvam processos biológicos em sua formação – ou seja, é preciso eliminar essas hipóteses abióticas alternativas. É uma barra bem alta, difícil de ser alcançada. Para complicar, os instrumentos a bordo do Perseverance são versões miniaturizadas, simplificadas, de ferramentas que se usa em laboratórios terrestres para buscar bioassinaturas de vida do passado remoto da Terra, como o espectroscópio Raman. Gabriel: Para quem tem um olho um pouco mais treinado nessas questões científicas, quando a gente observa, por exemplo, no próprio artigo, os espectros Raman que foram publicados, a gente leva um pouco de susto, porque a gente vê que são dados muito ruidosos, que isso tem a ver com a forma com que a amostra é tratada lá no espaço. O laser não é tão preciso. O aumento não é tão grande. Você tem a grande influência da iluminação natural. Isso faz com que o espectro fique extremamente ruidoso e dificulta a análise daquilo que se espera estar sendo estudado. Se esse material pudesse ser trazido para a Terra num ambiente muito mais controlado, a gente poderia trabalhar com lasers com focos muito menores, ou seja, na escala de micrômetros, com uma precisão muito grande do que está sendo selecionado para ser estudado. E aí a gente tem alternativas: trocar lasers, trocar aparatos para garantir que o ruído seja minimizado e outros efeitos que atrapalham possam ser minimizados. [música] Danilo: Da forma como eu e o Gabriel falamos, pode parecer que o Perseverance é um aparelho meio limitado, mas a verdade é que o jipe é uma grande realização da engenharia. O Gabriel me explicou que os engenheiros e cientistas da NASA bolaram soluções muito criativas para poder, por exemplo, em um único espectro separar a fluorescência de raio-X, que permite saber a composição elementar do material analisado, da difração de raio-X, que dá uma informação da estrutura cristalográfica dos minerais – ou seja, permite ver a organização interna dos átomos nas amostras. Apesar da criatividade, esses mini-aparelhos que o jipe carrega nem de longe se comparam com os dos laboratórios aqui na Terra. Por exemplo, o espectroscópio Raman que o Gabriel mencionou e que tem lá no AstroLab, ocupa boa parte de uma sala ao lado do laboratório, enquanto que as dimensões do SHERLOC, o instrumento que inclui o Raman no Perseverance, tem 26cm de comprimento por 20cm de largura (isso porque o SHERLOC carrega ainda outros instrumentos, como a câmera WATSON… sim, os cientistas são bons em dar nomes para os aparelhos… Elementar). Se der para trazer essas amostras para o nosso planeta, daria para trabalhar com radiação síncrotron, por exemplo, que consegue focar e fazer esse tipo de análise em escalas nanométricas. E também fazer a observação de microscopia eletrônica, onde a gente vai ver a estrutura daquela amostra com aumentos entre mil e dez mil vezes. Por isso, o jipe vem colhendo amostras que poderão, no futuro, ser trazidas para cá e analisadas em laboratório. É a única maneira de eliminar algumas incertezas e filtrar as hipóteses da origem das possíveis bioassinaturas. A missão de retorno dessas amostras estava em desenvolvimento pela NASA, mas extrapolou as estimativas de custo iniciais, chegando a 11 bilhões de dólares, e agora está cancelada devido aos cortes profundos no orçamento da NASA propostos pelo governo de Donald Trump. Mas um detalhe mostra que o caro, em ciência, é quase sempre barato quando comparado com gastos militares. Os 11 bilhões previstos para o desenvolvimento de toda a missão de retorno de amostra são os mesmos 11 bilhões que os Estados Unidos gastaram só nos primeiros seis dias de ataques ao Irã entre fevereiro e março deste ano. [música] Danilo: Com os cortes no orçamento, a situação atual da NASA é complicada, para dizer o mínimo, por isso ainda não dá para saber quando e se vamos um dia analisar as tais “pintas de leopardo” em laboratório e distinguir se elas são biogênicas ou se foram formadas por processos abióticos. Mas dá para saber muita coisa sobre as condições que Marte oferece – e não oferece – para a existência da vida, além das condições que o planeta enferrujado já deve ter oferecido a possíveis seres vivos num passado muito distante. A Isabella Gaião e a Roberta Vincenzi, pesquisadoras associadas ao Laboratório de Astrobiologia da USP, vão me ajudar a entender melhor se Marte é ou já foi habitável um dia. Elas estudam um mesmo microrganismo, a bactéria Staphylococcus nepalensis. O micróbio é adaptado a ambientes hipersalinos, repletos de sal, como as lagoas de Araruama, no estado do Rio de Janeiro, onde elas encontraram essa espécie de bactéria em meio a outros microrganismos que sobrevivem a concentrações de sal nocivas à maior parte dos seres vivos. A superfície de Marte está cheia de sais que são nocivos à vida, como sulfato de magnésio e o perclorato de magnésio. Esses sais são muito mais nocivos do que o cloreto de sódio que predomina nos oceanos terrestres. A Roberta explicou porque esses sais são tão prejudiciais à vida. Roberta: Os principais danos dos percloratos, na verdade, são dois. Eles são muito oxidantes, mas hoje, e essa era uma das principais preocupações na época da descoberta desses sais lá, mas hoje, do que a gente entende, aparentemente, se você pega a parte termodinâmica do negócio, não é tão relevante o fato de eles serem oxidantes, mas eles são extremamente caotrópicos. E esse vai ser um conceito bastante importante para a gente entender os problemas da vida nessas soluções, porque um agente caotrópico é aquele agente que tem o potencial de desestabilizar macromoléculas. Macromoléculas são basicamente tudo que a vida precisa para existir, como proteínas, lipídios, material genético. Então, se você tem agentes caotrópicos em uma solução, essas moléculas que precisam se manter em determinada forma vão ter dificuldade de permanecer assim. E a gente sabe que a forma dessas macromoléculas hoje estão intimamente ligadas à função que elas exercem. Então, quando a gente tem esses agentes caotrópicos, é basicamente uma função de desestabilizar a vida como a gente conhece ali. E esses sais são extremamente caotrópicos. Danilo: A Isabella também me ajudou a entender como a caotropicidade desses sais pode desestruturar o arranjo de grandes moléculas orgânicas, como as proteínas. Isabella: Basicamente um agente caotrópico é qualquer coisa química que desestruture macromoléculas. Aí o que seriam macromoléculas? Qualquer molécula importante para a vida. Então a vida é baseada em células. Células têm principalmente proteínas, que é o arranjado de várias moléculas orgânicas ali e que elas se rearranjam de uma forma 3D. Então, a forma 3D de uma proteína é muito importante para ela executar a função. E função de proteína é tudo. Tudo que envolve uma célula funcionar, você precisa de uma proteína ali trabalhando para ela funcionar. E para essa proteína funcionar, ela tem que estar na forminha dela 3D, ela não pode ser uma linha, ela tem que ter três dimensões. E agentes caotrópicos vão quebrar esse 3D. E se você quebra esse 3D e ela fica, por exemplo, linear, uma proteína, aí ela não tem mais função. Se ela não tem função, a célula não funciona. Se uma célula não funciona, a vida por si não funciona. Danilo: Como a Roberta já tinha mencionado, os percloratos da superfície marciana desestruturam a química da vida não só por serem caotrópicos, mas também por serem oxidantes. Roberta: Porque quando a gente fala que um composto ele é muito oxidante ou muito oxidativo, significa que ele reage muito fácil com outras coisas ao redor. Então, aquela estrutura que a Isabela falou, que precisa ser mantida, dessas proteínas, para que elas funcionem, quando você tem algo que é muito reativo ao redor… Isso também, ela vai reagir com esse agente oxidativo, que no caso é esse sal, e quando ela reage assim, todas as outras ligações que ela tem para manter essa estrutura específica, para ela funcionar, podem se desorganizar também, e isso vai prejudicar a função, seja das proteínas, como também dos lipídios, por exemplo, que são aquelas gorduras que constroem a membrana biológica das células, que é muito importante para manter um ambiente interno, mas também os próprios materiais genéticos, o DNA e o RNA, que são essenciais pra manter e passar a informação da vida como a gente a conhece. Danilo: a bactéria que a Roberta e a Isabella estudam gosta de alta concentração de sal. É, por isso, considerada um extremófilo, uma espécie adaptada a condições extremas em que a maioria dos seres vivos terrestres não teria condição de sobreviver. Extremófilos que se dão bem com alta concentração de sal são chamados de halófilos. Os halófilos são importantes para entender a possibilidade da existência de vida hoje em Marte. Caso a vida tenha um dia existido no planeta vermelho, ela poderia, talvez, ter se adaptado para sobreviver em bolsões de água debaixo da superfície, algo que provavelmente existe segundo os modelos mais aceitos da estrutura de Marte. Isabella: Mas existem locais na Terra em que de alguma forma a água evaporou demais e concentrou muito sal, então a gente tem um aumento dessa concentração comparado com o mar. E existem principalmente microrganismos nesses ambientes que se adaptaram e desenvolveram para esse tipo de ambiente. Então eles têm uma resposta ao sal, NaCl, cloreto de sódio, diferente dos que vivem no mar, por exemplo. Então eles resistem a concentrações maiores. Roberta: E isso seria interessante porque, como a gente falou, qualquer tipo de água líquida presente em Marte seria o que a gente chamaria de uma salmoura. Então, teria uma concentração alta de sal dissolvida nesses ambientes. Portanto, qualquer tipo de vida presente ali deveria ser capaz de lidar com isso, ou seja, a gente poderia chamar de halófilo. Danilo: esses bolsões subterrâneos de água têm a vantagem de estarem protegidos da alta radiação ultravioleta que castiga a superfície marciana. O nó é que deve haver outras barreiras para a sobrevivência de microrganismos nesses bolsões. A Roberta começa explicando isso e a Isabella depois completa a explicação. Roberta: Porque é possível. Se a gente tem água líquida, as reações são possíveis. Mas a gente vai ter diversas outras características. …desses ambientes que continuam sendo problemáticos. Um deles é, por exemplo, a própria disponibilidade de água que você vai ter numa solução aquosa com muita concentração de sal. Quando você tem uma solução com muita concentração de sal, as moléculas de água estão ligadas ao íon. Então, ela não está disponível para reação. Apesar da água estar líquida, você tem muito mais dificuldade de a reação acontecer. E a gente precisa de reação para que a vida aconteça. Isabella: Ela acabou de introduzir um termo extremamente importante, que ela só não deu o nome, mas é extremamente importante para esse tipo de pesquisa, que é a atividade da água. É o quanto de água está disponível para a vida reagir, para as reações acontecerem e a vida conseguir acontecer. Hoje, é meio arbitrário, esse número vai de zero a um, é um número, enfim, mas a gente sabe que a vida consegue sobreviver até 0,6 de atividade da água. Abaixo disso, não. E aí, quanto maior a atividade da água, ou seja, mais próximo de um, mais água disponível tem. Quanto menor, mais água está retida. Ela está ali, mas ela está se fazendo ligação com outro grupo químico, no caso, o que ela falou, são os sais. Então, os sais estão ligando com aquela água, ela não está disponível para a reação. Então, quanto mais sal, mais você tem a diminuição da atividade da água e menor chance de ter água disponível ali para a vida poder fazer reações químicas. Danilo: Então, no índice de 0 a 1 de atividade da água, a vida consegue existir se este índice estiver acima de 0.6, aproximadamente. O índice estimado de atividade da água nos aquíferos subterrâneos em Marte é 0.57 – ou seja, a bola bate na trave, mas não entra. [música de transição] Danilo: A atividade da água no passado remoto de Marte era, provavelmente, muito acima do mínimo requerido para a existência de vida. Se a superfície de Marte parece hoje inabitável, há mais de 3,5 bilhões de anos o planeta pode ter oferecido condições mais amenas à vida, especialmente a microbiana. O Gabriel publicou recentemente, como primeiro autor e junto com outra pesquisadora do AstroLab – a Ana Paula Schiavo, uma especialista em microrganismos halófilos – um estudo na conceituada revista internacional Astrobiology. Eles exploraram como o lago que existia na cratera Jezero há mais de 3,5 bilhões de anos pode ter sido habitável, pois deve ter sido rico em um íon de ferro capaz de proteger microrganismos da radiação ultravioleta. Ele mesmo explicou esse trabalho interessantíssimo para este podcast. Gabriel: Cada vez mais a gente descobre que Marte é muito mais heterogêneo do que a gente pensa como uma coisa uniforme. Existiam lagos onde você tinha pH muito baixo, que a gente tem uma ideia disso, principalmente por esses depósitos, como sulfatos de magnésio ou sulfatos de ferro, como mineral jarosita, detectado por satélites que orbitam Marte. A presença de jarosita demonstra que essa água, em algum momento, era extremamente abundante de ferro III e extremamente ácida, condições onde a gente possui vida aqui na Terra. Então a gente queria demonstrar que Marte tinha semelhanças com a Terra mas tinha algumas características também que eram um pouco diferentes. E poxa, Marte também estava recebendo uma grande quantidade de radiação do Sol, e eu falo principalmente da radiação ultravioleta, que é aquela que a camada de ozônio protege hoje em dia. Mas ainda assim, a gente tem um pouco de ultravioleta que chega por isso que a gente precisa passar protetor solar. E a gente pensou no ferro como também um protetor solar. Já havia estudos que demonstravam que o próprio solo marciano, por ser muito rico em ferro (por isso, aquela cor de ferrugem) ele já é capaz de proteger fisicamente organismos que eventualmente poderiam estar presentes ali no planeta. A gente queria poder quantificar essa proteção, principalmente nesses lagos. Danilo: Usando algumas leis químicas que já são bem conhecidas, os pesquisadores do AstroLab desenvolveram um modelo matemático para tentar estimar qual seria o efeito protetivo do ferro em solução nos lagos que existiam no passado remoto de Marte. Pela composição das rochas encontradas no que era o fundo, o assoalho desses lagos, já sabia que eles poderiam ser ricos em ferro. Os pesquisadores do AstroLab fizeram experimentos em laboratório testando o quanto microrganismos poderiam sobreviver com diferentes taxas de radiação ultravioleta e soluções com mais e menos íons de ferro. Eles compararam os resultados dos experimentos com o modelo matemático e viram que o modelo era capaz de prever com uma boa precisão qual seria o efeito protetivo do ferro contra o ultravioleta. Gabriel: E aí, com isso, a gente pôde modelar como esses lagos poderiam proteger a vida, pelo menos a vida como nós a conhecemos. Aí, claro, a gente tem que assumir várias questões. Por exemplo, a gente não sabe quais eram as concentrações de ferro nesse ambiente. Se existia vida ou não, qual seria a resistência dessa vida naturalmente ao ultravioleta, mas usando exemplos da Terra, a gente conseguiu demonstrar que lagos com pouco ferro, em algumas profundidades relativamente rasas na casa de alguns centímetros, até alguns poucos metros, esse ferro já seria capaz de proteger a vida como nós conhecemos. Então esses lagos marcianos poderiam estar protegidos dessa ação do ultravioleta do Sol. Mesmo não tendo uma camada de proteção de camada de ozônio, ainda assim a vida como nós conhecemos poderia se desenvolver nesse tipo de ambiente que a gente sabe que existiu no passado marciano. Danilo: Se o ouvinte quiser saber um pouco mais sobre esse estudo, pode dar uma olhada na matéria que eu publiquei na Folha de S. Paulo no final do ano passado, com o título “Novo modelo simula condições de habitabilidade de antigos lagos de Marte”. Vamos deixar o link da matéria e do artigo do Gabriel na descrição do episódio. [música de transição] Danilo: A gente viu que a superfície de Marte é inóspita para a vida como a gente a conhece, mas resta alguma esperança de que os aquíferos subterrâneos marcianos sejam habitáveis. Agora, para encontrar água embaixo da superfície, em grande quantidade e com potencial para ser habitável, a gente vai ter que ir para bem mais longe, lá na vizinhança dos planetas gigantes gasosos. No próximo episódio o assunto vai ser as luas de Júpiter e Saturno que têm grandes oceanos debaixo de uma espessa camada de gelo. Essas luas geladas têm se tornado o assunto mais quente da astrobiologia quando se trata da procura por condições e ingredientes para a vida no sistema solar. O roteiro, pesquisa, produção e narração foram feitos por mim, Danilo Albergaria; a revisão do roteiro foi feita pela Simone Pallone. Os entrevistados foram o Gabriel Gonçalves Silva, a Fernanda Jamel, a Roberta Vincenzi e a Isabella Gaião. A edição do episódio foi da Carolaine Cabral. As músicas são do Blue Dot Sessions, são Creative Commons. E esse podcast foi produzido com o apoio da Fapesp, por meio da bolsa Mídia Ciência, com o projeto Pontes interdisciplinares para a compreensão da vida no universo, o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação em Astrobiologia e o Laboratório de Astrobiologia da USP.
Editorial: Universidade é local de pluralismo, não de censura autoritária
No episódio, Ana Frazão conversa com Christian LynchDoutor em Ciência Política (Ciência Política e Sociologia) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), Professor Associado do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política do Instituto de Estudos Políticos e Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) e Pesquisador da Fundaçao Casa de Ruy Barbosa sobre o seu novo livro “Fundações do pensamento político brasileiro”. O autor aborda desde a metodologia da pesquisa, explorando o papel da história e da historiografia para a compreensão dos fenômenos políticos, assim como a nova historiografia e como fazer as adaptações para o contexto periférico. Ao tratar dos principais achados do livro, o autor explica como foi a construção intelectual do Estado no Brasil independente e como se deu a a passagem do mundo colonial para o Império. Aborda igualmente os aspectos mais importantes da construção intelectual do estado português e quais as suas principais reverberações no Brasil, as principais características do pensamento politico ibero-americano, as repercussões do seu maior sentido prático e da centralidade da retórica e a crítica que faz a Raymundo Faoro no livro “Os donos do poder”.
Tradutora australiana Alison Entrekin é condecorada com a Ordem do Rio Branco por levar a literatura brasileira ao público de língua inglesa, incluindo uma nova tradução de "Grande Sertão: Veredas", a obra máxima de Guimarães Rosa. Programa multicultural de caminhada reúne refugiados e imigrantes recém-chegados a Darwin, no Território do Norte, promovendo uma melhor adaptação dos participantes à nova vida na Austrália. Entrevista a Álvaro Garrido, historiador e Professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. "Bacalhau: Um sabor português. Uma história global". Este é o título do livro do autor que reflete sobre a relação do bacalhau com a história social, económica e política portuguesa.
Ascender. Mogging. Mewing. Durante anos, estas palavras circularam em comunidades fechadas da internet. Hoje, aparecem em vídeos virais no TikTok e no Instagram — ao lado de conselhos de ginásio e rotinas de “auto-desenvolvimento”. Chamam-lhe looksmaxxing: a ideia de que qualquer homem pode melhorar a sua vida, o seu estatuto e as suas relações, se conseguir melhorar a aparência. À primeira vista, parece apenas mais uma versão do velho discurso do “investe em ti próprio”. Mas rapidamente escala para algo diferente. Há vídeos a ensinar a injectar substâncias sem supervisão médica, a consumir estimulantes para perder peso ou até a martelar ossos da cara para mudar o formato do maxilar. Para o cirurgião plástico Rúben Malcata Nogueira, este tipo de práticas não resiste a qualquer validação clínica. No consultório, diz, já se vêem as consequências de outras modas vindas das redes sociais. “Quando avançamos com uma cirurgia, estamos a fazer uma alteração definitiva. Não é algo que se possa testar como uma moda”, explica. O rosto mais visível deste fenómeno é Clavicular, um jovem norte-americano que transformou estes métodos numa espécie de manual. Mostra resultados, vende programas e apresenta-se como prova de que o método funciona. Clavicular não tem uma base de seguidores muito diferente de muitos outros criadores. Ainda assim, parece estar em todo o lado — nas redes sociais, na imprensa internacional, no feed de quem nunca o procurou. Há centenas de milhares de vídeos associados ao seu nome a circular online e, juntos, acumulam milhares de milhões de visualizações. A sensação de omnipresença não é acidental. E ajuda a explicar como uma subcultura que nasceu em fóruns marginais se tornou, em poucos meses, parte do conteúdo que chega a milhões de jovens. Para Tiago Rolino, que tem investigado diferentes masculinidades no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, o “looksmaxxing” não cria uma nova masculinidade. Amplifica uma antiga: competitiva, hierárquica, centrada na comparação entre homens. Neste episódio do podcast Como Assim, mergulhamos no fenómeno do “looksmaxxing” e procuramos perceber que impacto pode estar a ter nos nossos jovens. Siga o podcast #ComoAssim e receba cada episódio quinzenalmente, à quarta-feira no Spotify, na Apple Podcasts ou noutras aplicações para podcasts. Conheça os podcasts do PÚBLICO em publico.pt/podcasts. Tem uma ideia ou sugestão? Envie um email para podcasts@publico.pt. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira no Morning Show desta terça-feira (12): Um protesto dos grevistas da Universidade de São Paulo na Praça da República na tarde desta segunda-feira (11) terminou em confusão. Vereadores presentes na manifestação entraram em conflito com os estudantes e foram agredidos. Os manifestantes reivindicam melhorias na permanência estudantil e contratação de professores. A Defesa Civil de São Paulo realiza uma vistoria nesta terça-feira (12) nos imóveis que sofreram danos devido à explosão que ocorreu no bairro de Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, durante um serviço da Sabesp na tarde de segunda-feira (11). Segundo as autoridades, 160 pessoas ficaram desabrigadas e um homem morreu. O governo Federal lança nesta terça-feira o plano “Brasil Contra o Crime Organizado”, um pacote de medidas que visa combater facções, quadrilhas e organizações criminosas. O programa tem como eixos a modernização das polícias, a integração entre os estados no combate ao crime e a desarticulação de esquemas de lavagem de dinheiro. É previsto um investimento de R$ 11 milhões da União e do BNDES. O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB) decidiu que não vai disputar a Presidência da República em 2026. Ele, que já disputou o cargo em quatro eleições, irá concorrer ao Governo do Ceará. A Procuradoria Geral da República pediu a condenação de Eduardo Bolsonaro (PL - SP) por atuar para paralisar as investigações contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL - RJ) e sobre os atos de 8 de janeiro, através de tarifas impostas pelo governo americano, além de constranger ministros do STF chamando-as de “Tarifa Moraes”. A defesa alega que não houve tentativa de coação do Judiciário e que a atuação do está protegida pela imunidade parlamentar. Nesta terça-feira, 20 anos depois dos ataques da facção Primeiro Comando da Capital, que pararam São Paulo e vitimaram 564 pessoas em 300 atentados, o Governo Federal Lança um programa de combate ao crime organizado. Um abrigo de animais de rua em Ceilândia no Distrito Federal foi destruído por vândalos. O estabelecimento, que cuidava de 60 cães e era mantido por doações, teve as casinhas dos cachorros danificadas. Um vídeo de dois homens brigando sem roupa na rua viralizou. O caso ocorreu em Navegantes, município do litoral norte de Santa Catarina, em uma das madrugadas mais frias do ano. A polícia não recebeu denúncias do caso. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Esta semana falamos de Rodrigo Eanes Chim, um pequeno proprietário beirão do séc. XIV, e da obra ‘Theatro heroino' de Damião de Froes Perim, do séc. XVIII.Sugestões da semana:1. Rui Manuel Loureiro (ed) - Descrição das Especiarias de Garcia de Orta. Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2026.2. Jorge Mateus e Paulo Caetano - A Fuga. Iguana, 2026.3. Iria Gonçalves – “Um pequeno proprietário rural de Trezentos: Rodrigo Eanes Chim, de S. Vicente da Beira”. Media Aetas: Revista de Estudos Medievais 2 (1999), pp. 49-78.4. Damião de Froies Perim - Theatro heroino, abcedario historico, e catalogo das mulheres illustres em armas, letras, acçoens heroicas, e artes liberaes. 1736-1740: https://archive.org/details/theatroheroinoab01sope e https://archive.org/details/theatroheroinoab02sope-----Obrigado aos patronos do podcast:André Silva, Bruno Figueira, Cláudio Batista, Gustavo Fonseca, Isabel Yglesias de Oliveira, Joana Figueira, NBisme, Oliver Doerfler, Sara Esteves, Sofia Carvalho;Alexandre Carvalho, Andre Oliveira, Carlos Castro, Civiforum, Lda., Cláudia Conceição, Daniel Murta, Domingos Ferreira, Francisco C, Hugo Picciochi, Jorge Filipe, José Beleza, João Carreiro, Luís André Agostinho, Miguel Cunha, Patrícia Gomes, Pedro Almada, Pedro Alves, Pedro Ferreira, Rui Roque, Tiago Pereira, Vera Costa;Adriana Vazão, Ana Gonçalves, Ana Sofia Agostinho, André Abrantes, António Farelo, António J. R. Neto, Bruno Luis, Carlos Afonso, Carlos Ribeiro, Carlos Ribeiro, Catarina Ferreira, Cláudia Brandão, Diogo Freitas, Fábio Videira Santos, Gn, GusRo, Hugo Palma, Hugo Vieira, Igor Silva, Joao Godinho, Joel José Ginga, Johnniedee, José Santos, João Barbosa, João Canto, João Carlos Braga Simões, João Diamantino, João Ferreira, João Félix, João Mendes, Luis Colaço, lvlheadwrecker, Mafalda Trindade, Manuel Bernardo, Miguel Brito, Miguel Gama, Miguel Gonçalves Tomé, Miguel Oliveira, Miguel Salgado, Nuno Carvalho, Nuno Esteves, Nuno Moreira, Nuno Silva, Orlando Silva, Parte Cóccix, Paulo Ruivo, Paulo Silva, Pedro Cardoso, Pedro Oliveira, Pedro Sebastião, Ricardo Pinho, Ricardo Santos, Rodrigo Candeias, Rui Curado Silva, Rui Magalhães, Rui Rodrigues, Simão, Simão Ribeiro, Sofia Silva, Thomas Ferreira, Tiago Matias, Tiago Sequeira, Tomás Matos Pires, Vitor Couto, Zé Teixeira.-----Ouve e gosta do podcast?Se quiser apoiar o Falando de História, contribuindo para a sua manutenção, pode fazê-lo via Patreon: https://patreon.com/falandodehistoria-----Música: "Hidden Agenda” de Kevin MacLeod (incompetech.com); Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License, http://creativecommons.org/licenses/by/4.0.Edição de Marco António.
FASHION VOCAB TALKS - lista de espera: https://www.modanamochila.com/fashionvocabtalksJoseane Henrique é uma designer de moda e têxtil que saiu do Piauí para construir sua carreira no setor têxtil em Portugal. Depois de começar na indústria de confecção e dar aulas no curso técnico em vestuário do IFPI, ela decidiu colocar a mochila nas costas para fazer mestrado em Design e Marketing de Produto Têxtil na Universidade do Minho. Já durante o mestrado, a Jose começou a trabalhar em uma empresa de uniformes e, pouco tempo depois, entrou em um grupo têxtil verticalizado, onde trabalhou por quase seis anos com desenvolvimento de produto, matérias-primas e participação em feiras como a Première Vision. Hoje, ela atua como designer têxtil na Trimalhas, e continua desbravando a indústria têxtil e de moda europeia.convidada: https://www.instagram.com/joseane_henrique/ https://www.linkedin.com/in/joseanehenrique/ newsletter: https://modanamochila.substack.com/about Ig: https://www.instagram.com/modanamochila/
O Instituto V-Dem da Universidade de Gotemburgo, que analisa o estado das democracias nos quatro cantos do mundo, adverte que os EUA estão a caminho de deixar de ser uma democracia liberal. Partindo desse relatório, onde se destaca a “autocratização dos EUA” com o segundo mandato de Donald Trump, Francisco Louçã lembra que ditadores como Hitler ou Mussolini também se fizeram eleger, beneficiaram de uma coligação com o centro-direita e acabaram com o poder total.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Para entender a disputa entre Estados Unidos e China é preciso recuar até 1776. Essa é a tese de Pedro Costa Jr., editor de Geopolítica e Relações Internacionais do jornal GGN, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e autor do recém-lançado Estados Unidos versus China, a luta pelo poder global, publicado pela Editora Escuta. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório Político dos Estados Unidos, Tatiana Teixeira, editora-chefe do OPEU, e Yasmin Reis, pesquisadora do OPEU e doutoranda em Relações Internacionais pelo Programa Interinstitucional Santiago Dantas, recebem Pedro para uma conversa que articula teoria do poder global, história de longa duração e conjuntura contemporânea. A entrevista atravessa o encontro secreto entre Henry Kissinger e Zhou Enlai em 1971, a histórica visita de Nixon a Mao Tse Tung em 1972, o trauma do Vietnã, a reforma e abertura conduzida por Deng Xiaoping, a entrada da China na Organização Mundial do Comércio em 2001, o pivô fracassado de Barack Obama para a Ásia e o consenso bipartidário em Washington em torno da contenção global da China. Pedro discute por que Washington despertou tarde demais para o que Giovanni Arrighi chamou de transferência da fábrica e do cofre do mundo do Atlântico para o Pacífico e o que a aliança sem limites entre China e Rússia, firmada vinte dias antes da invasão da Ucrânia, sinaliza sobre o fim da velha ordem mundial liberal. Aperte o play. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira (OPEU), Yasmin Reis (OPEU; PPGRI Santiago Dantas), Pedro Costa Jr. (GGN; USP). Capa do episódio: FT Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio ANDERSON, Perry. “Balanço do neoliberalismo”. In: SADER, Emir; GENTILI, Pablo (orgs.). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995. ARRIGHI, Giovanni. O longo século XX: dinheiro, poder e as origens do nosso tempo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. ARRIGHI, Giovanni. Adam Smith em Pequim: origens e fundamentos do século XXI. São Paulo: Boitempo, 2008. ARRIGHI, Giovanni; SILVER, Beverly J. Caos e governabilidade no moderno sistema mundial. Rio de Janeiro: Contraponto, 2001. COSTA JR., Pedro. Estados Unidos versus China: a luta pelo poder global. São Paulo: Editora Escuta, 2025. FUKUYAMA, Francis. O fim da história e o último homem. Rio de Janeiro: Rocco, 1992. HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995. KAGAN, Robert. The World America Made. New York: Knopf, 2012. KISSINGER, Henry. Sobre a China. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. VELASCO E CRUZ, Sebastião C. Os Estados Unidos no desconcerto do mundo. São Paulo: Editora Unesp, 2010. WALLERSTEIN, Immanuel. O declínio do poder americano. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004. Capítulos: 00:00 Introdução e apresentação do convidado 02:30 Por que os anos 1970 são o ponto nevrálgico da relação sino-americana 09:00 De fábrica a cérebro do mundo, a transferência geoeconômica para o Pacífico 17:00 A viagem secreta de Kissinger e o jantar com Mao Tse Tung 27:00 O atropelo diplomático, o tempo milenar do império do meio 40:00 A janela perdida, por que os Estados Unidos não pararam a China em 1989 55:00 O consenso bipartidário em Washington pela contenção da China 1:01:00 A aliança sem limites entre Pequim e Moscou e o fim da velha ordem liberal The post EUA x China: A luta pelo poder global appeared first on Chutando a Escada.
Um ano depois de Friedrich Merz ter assumido o cargo de chanceler na Alemanha, o episódio desta semana do podcast Diplomatas tem como tema principal os planos e a estratégia de rearmamento da principal potência económica da União Europeia. Carlos Gaspar e Alberto Cunha analisaram o contexto político, económico e geopolítico que sustenta o objectivo alemão de ter o “maior Exército convencional” até 2030, numa era de retraimento militar dos Estados Unidos na Europa e de alteração das relações da Alemanha com a Rússia e com a China. Convidado desta semana no Diplomatas, o professor auxiliar do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa avaliou ainda as dificuldades e desafios internos do Governo CDU-SPD, num cenário de consolidação do apoio popular à AfD, de extrema-direita. Carlos Gaspar reflectiu ainda sobre os problemas da Rússia e de Vladimir Putin na guerra da Ucrânia, em vésperas das comemorações russas, em Moscovo, do Dia da Vitória da União Soviética sobre a Alemanha Nazi, no final da II Guerra Mundial. Por fim, os investigadores do IPRI comentaram os últimos capítulos do conflito no Médio Oriente, nomeadamente a decisão da Administração Trump de suspender a missão naval de escolta de navios mercantes no estreito de Ormuz, ao fim de menos de dois dias de tensões na via marítima com o Irão. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Programa gratuito que usa o futebol como ferramenta para desenvolver liderança feminina, oferece mentoria, formação prática e experiência em ambientes reais de treino e gestão esportiva. Falamos com a criadora do projeto Maria Vieira, coordenadora de programas educacionais na Universidade de Adelaide.
Professor Titular do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, Tatit acumula as funções de músico, compositor, letrista e cantor
Saudações pessoas!Há poucos dias, no dia 03 de maio (estamos lançando esse episódio no dia 05 respectivo), completaria 100 anos um dos maiores gênios brasileiros de todos os tempos: Milton Santos.Professor, pesquisador, colunista, divulgador científico, jornalista, jurista como primeira formação e um dos maiores nomes da história da geografia no mundo: Milton tinha um brilhantismo raro, e uma sensibilidade imensa para criar e experimentar conceitos que não apenas revolucionaram o campo de estudos geográficos, mas também aproximou esse mesmo campo de uma série de constatações políticas e preocupações com os rumos do mundo e da vida. Defensor da resistência contra o tipo de exploração que sofremos hoje, Milton falecido em 2001 não viu o desenrolar do que os últimos anos nos reservariam, mas de certa forma previu muito do que iria ocorrer - e nos deixou um legado de força, esperança e caminhos e soluções contra tudo isso. Mais do que nunca, gritamos 'Milton Santos, presente!' - e, para dar os parabéns, junto conosco, pelo seu centenário, conversam no episódio de hoje a professora Marina Montenegro, que tem pós-doutorado em Geografia e leciona na Universidade de São Paulo, tendo sido inclusive aluna e membra do grupo de pesquisas do professor Milton, e nosso velho chapa, André Maleronka, que além de jornalista e diretor musical (e membro da banda CriseCriseCrise), quis um dia ser geógrafo por conta das leituras das colunas de Milton na Folha de São Paulo! Taca play!*** Vamos de vestir conforto, inteligência, praticidade, estilo e muita tecnologia? Já sabe, então: É INSIDER, sem erro! Escute no episódio a promoção especial que tem para HOJE (05/05/26)!! Falando sério: essa é quente! Descontos incríveis para você em peças que aliam tudo o que você precisa e te acompanham em diversos momentos, atividades e ocasiões, sem perder a elegância. Utilize o cupom VIRACASACAS e veja a magia dos descontos acontecer:Clica aí: https://www.insiderstore.com.br/Instagram: https://www.instagram.com/insiderstore/ #Insiderstore Expediente:Pai-Fundador e apresentador: Felipe AbalOutro apresentador: Gabriel Divan Apresentador que está em missão secreta: CarapanãEdição de Áudio que nunca falha: Ingrid DutraA Garota da Capa: Dani BoscattoMúsica de abertura: Dog Fast by mobigratis
Em 1954, um psicólogo descobriu por acidente que um rato preferia apertar uma alavancade prazer a comer, a beber, a dormir — até morrer de exaustão. Esse experimentonão era sobre ratos. Era sobre qualquer cérebro exposto a recompensa semesforço.E o seucérebro está sendo submetido a isso todos os dias.Nesseepisódio, Thais Galassi vai te mostrar por que a sua vida parece fora decontrole mesmo quando nada de grave está acontecendo — e o que está sendofeito, em silêncio, com a sua capacidade de pensar, sentir e agir.Você vaientender:→ Por queforça de vontade não resolve nada (e o que a ciência diz sobre isso) → O que aneuroplasticidade tem a ver com quem você está se tornando agora → Como odelivery, o scroll e as relações rasas estão destruindo sua hierarquia interior→ A prática de 5 minutos que começa a reorganizar seu sistema nervoso → Por queo básico é o único atalho que realmente existeEsseepisódio é para você que quer se sentir inteira de novo — não perfeita, nãoprodutiva, inteira.Estudoscitados: Roy Baumeister (Ego Depletion, Universidade da Flórida), Betsy Sparrow(Efeito Google, Universidade Columbia), Michael Merzenich (Neuroplasticidade).Referências: Hábitos Atômicos — James Clear | Confissões — Santo Agostinho
No episódio 246 do Filosofia Pop, recebemos o jurista Lenio Streck para uma conversa sobre filosofia no direito, a importância da hermenêutica jurídica e os riscos do decisionismo. A conversa aborda os limites da interpretação, o papel crítico da doutrina e a necessidade de fundamentação teórica para fortalecer práticas jurídicas mais democráticas. Palavras-chave: Este episódio também marca os 11 anos do podcast. Ao final, você ouve a canção “Não Cabem em uma Kombi”, do acervo de Pedro Ivo, do canal Ateu Informa. Aproveitamos para indicar também o canal Esquerda Goiana, Uai!, de Murilo Ferraz e Analu Oliveira, além do curta-metragem Você Não Vai Me Entender, lançado por Murilo em novembro passado. Lenio Luiz Streck, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Pós-doutor pela Universidade de Lisboa. Professor titular do Programa de Pós-Graduação em Direito (Mestrado e Doutorado) da UNISINOS, na área de concentração em Direito Público. Professor permanente e pesquisador da UNESA-RJ, Professor visitante da Universidade Javeriana – CO. 3 Jurista mais citado na América Latina e 4 nos países do BRICS – conforme Índice Científico Alper-Döğer) (AD). Membro catedrático da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDConst. Presidente de Honra do Instituto de Hermenêutica Jurídica IHJ (RS-MG). Membro da comissão permanente de Direito Constitucional do Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB, do Observatório da Jurisdição Constitucional do Instituto Brasiliense de Direito Público – IDP, da Revista Direitos Fundamentais e Justiça, da Revista Novos Estudos Jurídicos, entre outros. Coordenador do DASEIN Núcleo de Estudos Hermenêuticos. Ex-Procurador de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Autor, entre outras obras, de Jurisdição Constitucional e Decisão Jurídica (6. ed.); Hermenêutica Jurídica e(m) Crise (11. ed.); Verdade e Consenso (6. ed.), Dicionário de Hermenêutica, 2a. edição, além dos livros, em espanhol: Verdad y Consenso, Hermenéutica y Decisión Judicial, e Hermenéutica Jurídica: estudios de teoría del derecho, Dicionario de Hermenéutica, Lla llamada conciencia de los jueces. Tem experiência na área do Direito, com ênfase em Direito Constitucional, Hermenêutica Jurídica e Filosofia do Direito.Vem lecionando disciplinas de direito em cursos de pós-graduação lato sensu EAD desde 2017: Pós Graduação UNISC EAD, da Universidade de Santa Cruz do Sul, 2018; Direito Eleitoral EAD, da Fundação Escola do Ministério Público, Porto Alegre/RS), 2017; Curso de Pós-Graduação em Direito Constitucional EaD, da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDCONST, 2018-2019; e Curso de Pós-Graduação em Direito e Processo Penal EaD, da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDCONST, 2019 (a lecionar). Temas tratados na entrevista (em tópicos) Diferença entre “filosofia no direito” e “filosofia do direito”Defesa da ideia de que a filosofia não deve ser mero ornamento externo ao campo jurídico, mas condição de possibilidade para compreender conceitos, práticas e decisões jurídicas. A filosofia como modo de ser no mundoInfluência de Martin Heidegger: a filosofia aparece como forma de existência e de compreensão prévia do mundo, não apenas disciplina acadêmica. Linguagem, nomes e realidadeDebate sobre como se dão nome às coisas, relação entre palavras e mundo, usando referências como Crátilo e Vidas Secas. Crítica ao positivismo jurídico e ao cientificismoDiscussão sobre o século XIX, quando a filosofia teria sido afastada como “metafísica”, deixando o direito empobrecido teoricamente. Contradições filosóficas nas decisões judiciaisExemplo de juízes que invocam ao mesmo tempo “livre convencimento” (subjetivismo) e “verdade real” (objetivismo), misturando paradigmas incompatíveis. Crítica ao decisionismo judicial brasileiroRejeição da ideia de que “direito é aquilo que os tribunais dizem que é”, vista como destruição da autonomia do direito. Hermenêutica jurídica e limites da interpretaçãoDefesa de limites interpretativos contra arbitrariedades e superinterpretações. A interpretação jurídica deve ser constrangida por tradição, linguagem e institucionalidade. Conceito de “constrangimento epistemológico”Tese de Lenio Streck de que a doutrina e a teoria jurídica devem limitar interpretações arbitrárias e impor padrões racionais ao direito. Direito e literaturaA literatura como fonte privilegiada para compreender dilemas jurídicos e políticos. Exemplos usados: Orestéia, As Viagens de Gulliver, William Shakespeare. Superinterpretação e relativismoDiscussão do debate entre Umberto Eco e Richard Rorty sobre limites da interpretação e riscos do relativismo. Crítica à cultura digital e redes sociaisReflexão sobre banalização do conhecimento, culto à superficialidade e perda da vergonha pública na era das redes. Inteligência artificial e atalhos cognitivosPreocupação com IA como instrumento de simplificação excessiva, respostas prontas e fuga da angústia do pensamento. Hierarquia, autoridade e educaçãoDebate sobre a importância de hierarquias legítimas na formação intelectual e no aprendizado, contrapondo-se ao igualitarismo simplificador. Filosofia brasileira e reconhecimento de Ernildo SteinStreck aponta Ernildo Stein como o filósofo brasileiro que mais o impressionou. Filósofos preferidosDeclara preferência por Hans-Georg Gadamer, com forte referência também a Heidegger. Referências citadas na entrevista Filósofos / Teóricos Martin Heidegger Hans-Georg Gadamer Ernildo Stein Richard Rorty Umberto Eco Charles Sanders Peirce William James Ludwig Wittgenstein (implícito no tema linguagem privada) Søren Kierkegaard Gaston Bachelard Thomas Hobbes William of Ockham Marcílio de Pádua Dante Alighieri Obras literárias / Livros Crátilo Vidas Secas As Viagens de Gulliver Dom Casmurro O Nome da Rosa O Pêndulo de Foucault O Pato Selvagem A Festa da Insignificância A Brincadeira Autores literários William Shakespeare Jonathan Swift Graciliano Ramos Machado de Assis Henrik Ibsen Milan Kundera Obras de Lenio Streck mencionadas Dicionário de Hermenêutica Dicionário de Senso Comum Ensino Jurídico em Crise Robô Não Desce Escada Hermenêutica, Jurisdição e Decisão “Fatos, relatos e interpretações”. In:Trindade, André Karam. e Karan, Henrieta. (ed.). Por dentro da Lei. Direito, narrativa e ficção. (na entrevista erroneamente atribui esse texto a Ernildo Stein, quando queria enfatizar que funciona como um resumo da perspectiva de Lenio Streck) Obras de Ernildo Stein mencionadas: Aproximações sobre Hermenêutica Anamnese: a Filosofia e o Retorno do Reprimido Pensar é Errar: um Ajuste com Heidegger Diferença e Metafísica Racionalidade e Existência: uma Introdução à Filosofia O Filosofia Pop é um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura. A cada 15 dias, sempre às segundas-feiras, a gente vai estar aqui pra continuar essa conversa com vocês. Intercalando com nossos episódios normais de quando em quando vamos apresentar episódios de entrevistas temáticas especiais. O episódio de hoje que é uma parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura popular e Ética, desenvolvido na Universidade Federal de Jataí. Se gosta do conteúdo do podcast, apoio nossa campanha de financiamento coletivo no Catarse, O endereço é http://catarse.me/filosofia_pop. A contribuição mínima que pedimos ´de 5 reais mensais. Se você preferir, pode contribuir através de nosso pix, que é contato@filosofiapop.com.br. Se não pode contribuir financeiramente, ajude divulgando, comentando, indicando para amigos. Precisamos dessa força! Lembrando que você pode encontrar o podcast filosofia popo no twitter, instagram, Facebook e outras redes sociais. Nosso email é contato@filosofiapop.com.br Twitter: @filosofia_popFacebook: Página do Filosofia PopYouTube: Canal do Filosofia Pope-mail: contato@filosofiapop.com.brSite: https://filosofiapop.com.brPodcast: Feed RSS Com vocês, mais um episódio do podcast Filosofia Pop! O post #246 – Filosofia no Direito, com Lenio Streck apareceu primeiro em filosofia pop.
Seu cérebro sabe que Parasita é ficção. Mas por que ele cria novas sinapses e conexões neurais como se você tivesse vivido aquela experiência? A Universidade de Nova York tem a resposta, e ela envolve o córtex pré-frontal medial "acendendo" enquanto você assiste filmes humanizados sobre imigrantes.Roger Ebert chamava o cinema de "fábrica de empatia". Mas até onde vai esse poder? Bicho de Sete Cabeças mudou leis antimanicomiais. Pixote ajudou a criar o ECA. Ainda Estou Aqui está mobilizando o STF. Mas e Tropa de Elite? Por que o público se identificou com o Capitão Nascimento em vez das vítimas? Onde está a linha entre intenção do autor e interpretação do espectador?Rafael Arinelli, Anna Livia, Domenica Mendes e Rodrigo Basso debatem a "teoria da sopa de feijão" (sim, isso existe e explica por que ninguém mais sabe interpretar texto na internet), a atração psicológica por vilões como Coringa e Thanos, e por que saímos de Manic Pixie Dream Girl nos anos 2000 para a estética Sad Girl de hoje.Cinema registra história, catalisa leis e devolve esperança. Mas você está consumindo de forma consciente?• 06m13: Pauta Principal• 1h19m43: Plano Detalhe• 1h38m36: EncerramentoOuça nosso Podcast também no:• Spotify: https://cinemacao.short.gy/spotify• Apple Podcast: https://cinemacao.short.gy/apple• Android: https://cinemacao.short.gy/android• Deezer: https://cinemacao.short.gy/deezer• Amazon Music: https://cinemacao.short.gy/amazonAgradecimentos aos padrinhos: • André Marinho Moreira• Bruna Mercer• Charles Calisto Souza• Daniel Barbosa da Silva Feijó• Diego Alves Lima• Eloi Xavier• Guilherme S. Arinelli• Thiago Custodio Coquelet• Wilmar Arinelli Jr• William SaitoFale Conosco:• Email: contato@cinemacao.com• X: https://cinemacao.short.gy/x-cinemacao• BlueSky: https://cinemacao.short.gy/bsky-cinemacao• Facebook: https://cinemacao.short.gy/face-cinemacao• Instagram: https://cinemacao.short.gy/insta-cinemacao• Tiktok: https://cinemacao.short.gy/tiktok-cinemacao• Youtube: https://cinemacao.short.gy/yt-cinemacaoApoie o Cinem(ação)!Apoie o Cinem(ação) e faça parte de um seleto clube de ouvintes privilegiados, desfrutando de inúmeros benefícios! Com uma assinatura a partir de R$30,00, você terá acesso a conteúdo exclusivo e muito mais! Não perca mais tempo, torne-se um apoiador especial do nosso canal! Junte-se a nós para uma experiência cinematográfica única!Plano Detalhe:• (Basso): Série: Slow Horses• (Basso): Série: Pluribus• (Anna): Filme: Terra Estrangeira• (Anna): Livro: Escudo de pardais• (Domenica): Podcast: A Última Bolacha• (Rafa): Texto: O Mundo Fala, Mas Ninguém Ouve• (Rafa): Podcast: Nerdcast: Artemis IIEdição: ISSOaí
No episódio deste mês, Fred Almeida recebe Fábio Rockenbach (professor da Universidade de Passo Fundo e do curso "A Experiência do Cinema") e o cinéfilo e ouvinte Wilmerson da Silva para uma conversa sobre o filme de Jean-Jacques Annaud baseado no romance homônimo de Umberto Eco, "O Nome da Rosa" (Der Name der Rose, 1986). O livro do italiano vendeu 30 milhões de cópias ao redor do mundo e antes mesmo de ser publicado na França, o diretor já buscava incessantemente obter os direitos autorais para levar o texto para as telas. O resultado foi um dos clássicos mais lembrados da década de 80 e um marco fundamental na carreira de Sean Connery e Christian Slater, o primeiro lutando para se desvencilhar da imagem do personagem 007 e o segundo tentando migrar sua carreira na TV para o cinema.-------------------------------LINKS PARA ADQUIRIR O LIVRO DO PFC ("Uma Jornada pelo Cinema - Anos 1950"):UICLAP - https://loja.uiclap.com/titulo/ua98290/AMAZON (capa dura e e book) - https://www.amazon.com.br/dp/6501481376-------------------------------Acesse nosso site: http://www.filmesclassicos.com.brInstagram: @podcastfcProcure "Podcast Filmes Clássicos" no seu aplicativo de podcast do celular, no Spotify, YouTube, Anchor ou iTunes.
Carlos Augusto Monteiro é médico epidemiologista, pesquisador e professor da Universidade de São Paulo, reconhecido internacionalmente por suas contribuições à nutrição e à saúde pública. Referência mundial no tema, é um dos principais responsáveis pela formulação do conceito de alimentos ultraprocessados e da classificação NOVA, hoje adotada em pesquisas e políticas alimentares em diversos países.Professor titular da Faculdade de Saúde Pública da USP desde 1989 e atualmente professor emérito, dedicou mais de cinco décadas ao estudo da relação entre alimentação e doenças crônicas. Seus trabalhos ajudaram a compreender a transição nutricional no Brasil e influenciaram políticas públicas como o Guia Alimentar para a População Brasileira.Na entrevista, Carlos Augusto Monteiro fala sobre saúde, indústria alimentícia, obesidade, ciência e os desafios de transformar conhecimento em políticas que impactem a vida da população.
durante muito tempo, discutimos a tecnoadicção como um fenômeno ligado sobretudo a mídias sociais, videogames e pornografia. mas a lógica da compulsão digital vem se deslocando cada vez mais para outros domínios: as finanças gamificadas e cheias de cashbacks, as apostas e mercados de previsão, os chatbots e interfaces de IA sem os quais se tornou impossível viver, os aplicativos de trading e, para muita gente, o irresistível jogo dos cupons e das compras online. são mundos híbridos entre informação e entretenimento em que parece que a gente está sempre à beira de criar algum tipo de dependência. fissura. abstinência. círculo vicioso. acesso hiperfacilitado. falta de regulação. um sistema de recompensas sequestrado. sacrifícios e perdas em tantas áreas da vida. será que ainda tem como escolher usar… ao invés de simplesmente se sentir usado?.. e não sentir que a sua autonomia individual está sendo colonizada? alguns usuários se excedem mais que outros, mas a verdade é que o excesso está programado no próprio modo de uso. são arquiteturas que transformam as necessidades humanas legítimas em circuitos de engajamento economicamente exploráveis.para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos o David Nemer, Antropólogo da Tecnologia e Professor e Pesquisador da Universidade da Virgínia.e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, encontro online (ao vivo no dia 05/05 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.para mais VIBES, acesse os perfis da float: InstagramTikTokassine nossa newsletter no Substack.faça parte do nosso grupo no Telegram.e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedkeprodução: Fernanda Ogasawaraedição e montagem: Jessica Correaarte: Gustavo Jácome
Dando continuidade ao debate no Mês de Conscientização do Autismo, o Roda Viva recebe a professora Maria Cristina Kupfer na segunda-feira (27).Titular sênior do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e pioneira na articulação entre Educação e Psicanálise no Brasil, Kupfer apresenta uma visão técnica, mas principalmente humanizada sobre o desenvolvimento infantil e os desafios da inclusão escolar.No programa, a professora discute também o papel das escolas no acolhimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista, a partir de iniciativas como o projeto Escolas Protagonistas.A TV Cultura, como emissora pública, educativa, independente e plural, reafirma seu compromisso de seguir atenta ao tema, ampliando o espaço para o debate com especialistas, educadores e profissionais diretamente envolvidos com o assunto.O Roda Viva vai ao ar toda segunda, a partir das 22h, na TV Cultura, no site da emissora e no YouTube!#RodaViva #TVCultura #SomosCultura #MariaCristinaKupfer
Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do historiador, escritor, criador de conteúdo, fundador do Xadrez Verbal e apresentador do Nerdologia, Filipe Figueiredo. Só vem! >> OUÇA (93min 53s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Filipe Figueiredo é historiador pela Universidade de São Paulo. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman, além de palmeirense. É fundador do site Xadrez Verbal, inaugurado em 2013 como um blog, com conteúdo principalmente sobre política e atualidades, domésticas e internacionais. Foi colaborador e colunista em portais de notícias, colunista de política internacional no jornal Gazeta do Povo e atualmente escreve no jornal O Estado de S. Paulo, além de comentarista da Rádio CBN. Fez roteiros e locução dos vídeos de História no canal Nerdologia, um dos maiores canais educativos e científicos do YouTube. Atualmente toca o podcast Xadrez Verbal e a nova fase do canal Nerdologia. Site: https://xadrezverbal.com/ * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo
Ricardo Arioli comenta algumas das principais notícias da semana, ligadas ao Agro. Governo americano começa a devolver cobranças indevidas do tarifaço. Safra de grãos da Europa foi maior em 2025. Palestra para alunos de Pós Graduação da Universidade da China. Agrishow vem aí, com vendas em cheque.
No dia em que Milton Hatoum assume uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, tornando-se o primeiro escritor da Amazônia a fazê-lo , a Amazônia Latitude retoma uma palestra realizada em 2016, na Universidade do Estado do Amazonas. Nesta fala, ele revisita sua formação como leitor em Manaus, reflete sobre o papel da escola pública, a desigualdade como marca estrutural do país, e a literatura como forma de compreender o outro. Entre memórias pessoais e posicionamentos críticos, Hatoum articula uma visão de mundo em que o acesso ao conhecimento é também um gesto de autonomia, e de resistência. Um registro que atravessa tempo, território e experiência. Uma voz que, hoje, ganha novo peso.
Convidado: Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV, pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment. Horas antes do fim do prazo estabelecido por ele mesmo para um cessar-fogo na guerra contra o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a extensão da trégua por tempo indeterminado. O movimento marca o que analistas e a imprensa internacional classificam como o sétimo recuo do republicano em um conflito no qual ele insiste em se declarar vencedor. Enquanto Washington justifica o adiamento como uma espera por uma "proposta unificada" de um regime supostamente fragmentado em Teerã, o governo iraniano ironiza a retórica americana e utiliza inteligência artificial para zombar da indecisão de Trump. Em paralelo, Trump enfrenta o nível mais baixo de aprovação de seu mandato, com 62% de rejeição entre os americanos. Mais do que o desgaste externo, a pesquisa Reuters/Ipsos revela rachaduras na base aliada: 46% dos republicanos hoje consideram que o presidente não é "equilibrado". Neste episódio, Natuza Nery entrevista Oliver Stuenkel para analisar o impacto da série de recuos apresentados até aqui por Trump, o reflexo na sua popularidade e os entraves para um acordo. O professor de RI explica como a guerra com o Irã pode respingar nas eleições de meio de mandato.
LUMSA University: https://lumsa.it/en/welcome-office-en .Conheça a Libera Università Maria Santissima Assunta (LUMSA), a segunda universidade mais antiga de Roma e uma das instituições privadas com melhor custo de investimento acadêmico da Itália. Com cerca de 10 mil estudantes, é uma universidade de dimensão humana, ao lado do Vaticano, pensada para formar as novas elites do futuro, colocando o relacionamento humano no centro dos estudos. Em uma conversa especial com Ambra Mandolini, do Welcome Office, falamos sobre estudar em Roma, oportunidades para estudantes brasileiros, cursos, acolhimento internacional e por que a LUMSA pode ser a porta de entrada para o seu futuro na Itália.
O Roda Viva desta segunda-feira (20) recebe o escritor e professor Daniel Munduruku.Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo e pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos, Munduruku é autor de mais de 70 livros e tornou-se recentemente o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Paulista de Letras em seus 116 anos de história. Durante a entrevista, o escritor aborda a literatura como sua “forma de fazer política” e destaca que o reconhecimento acadêmico e institucional não apaga a ancestralidade; ao contrário, reforça a capacidade dos povos indígenas de ocupar diferentes espaços sem abrir mão de sua identidade. A bancada de entrevistadores será formada por Anápuàka Tupinambá, jornalista e criador da Etnomídia Indígena e da Rádio Yandê; Auá Mendes, artista visual e arte-educadora do povo Mura; Carlos Messias, escritor e jornalista; Carolina Dantas, editora da InfoAmazonia; Laís Duarte, repórter da TV Cultura; e Maria Luiza Silveira, psicóloga e jornalista especializada em questões indígenas. O programa conta ainda com a participação do cartunista Eduardo Baptistão.
Autora entrevistada: Dra. Ana Sofia Ferreira, Instituto de Sociologia, Universidade do Porto, Portugal. ORCID: https://https//orcid.org/0000-0002-5521-4191 Artículo: Revolução nos campos do sul: A participação das mulheres na reforma agrária em Portugal, 1974-1976. ARevolução do 25 de Abril de 1974, nos campos do sul ficou marcada por um amplo movimento de ocupações de terras, que consubstanciaram a reforma agrária. A análise da documentação oficial revela-nos um afastamento dasmulheres do mundo do trabalho rural da época, Porém, as entrevistas realizadas a mulheres no distrito de Beja mostram-nos uma outra realidade. O que pretendemos com este artigo é analisar o papel das mulheres na reforma agrária, procurando compreender como estas criaram mecanismos de emancipação feminina numa sociedaderural conservadora e onde ainda se fazia sentir marcas ideológicas da ditadura que remetiam a mulher para o lar e lhe negavam um espaço público, económico e político. Publicado en Revista Historia Agraria, número 96. Entrevista realizada por: Bárbara Direito, Instituto de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Portugal. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Lutz veste Insider
Saudações pessoas!Felipe e Gabriel têm o orgulho de apresentar e comentar, no episódio dessa semana, sobre um artigo incrível da filósofa política estadunidense Wendy Brown , professora na Universidade da Califórnia - Berkeley, e autora de obras e conferências famosa mundialmente, que ganha agora sua primeira tradução em português: "Resistindo à Melancolia de Esquerda"Baixe/Acesse o artigo, publicado no Volume 40, n.1, da Revista do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade de Passo Fundo-RS aqui: https://ojs.upf.br/index.php/rjd/article/view/17904A tradução do texto e os comentários adjacentes ficaram a cargo de nossos próprios intrépidos apresentadores, que nesse episódio esquadrinham o material e mostram o porquê de o pensamento progressista/de esquerda não poder mais seguir sendo derrotista, acanhado e caindo nas mesmas armadilhas de quando o artigo foi publicado originalmente, na virada dos anos 90 para o ano 2000. Ainda temos tanto a aprender, e o texto parece falar diretamente com o Brasil de 2026 e esse ano perigoso (politicamente) por onde vamos trafegar. Agradecemos, sobretudo, a professora Wendy Brown e sua generosidade ao incentivar e nos dar uma ajuda com a possibilidade da tradução! ExpedientePai-Fundador e apresentador: Felipe AbalOutro apresentador: Gabriel Divan Apresentador que está em missão secreta: CarapanãCapas que vocês adoram: Gui ToscanEdição de Áudio que nunca falha: Ingrid DutraA Mestra dos Instagrams: Dani BoscattoMúsica de abertura: Dog Fast by mobigratis
No Papo Antagonista desta terça-feira, 14, entrevistamos a feminista Isabella Cepa, que precisou de asilo na Europa após perseguição da deputada Érika Hilton.Também conversamos com o professor do departamento de história da UFBA, Rodrigo Perez, sobre a liberdade acadêmica no Brasil.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #feminismo #isabellacepa #asilo #europa #liberdadeacademica #paponantagonista #censura #politica #direitoshumanos #academia #jornalismo #debate #liberdadedespressao #exilio #geopolitica #atualidades #podcastbrasil #noticias #sociedade #direitos
No Papo Antagonista desta terça-feira, 14, entrevistamos o professor do departamento de história da UFBA, Rodrigo Perez, sobre a liberdade acadêmica no Brasil.A universidade é, por excelência, o território do livre pensamento, da pesquisa sem amarras e do debate plural. No entanto, nos últimos anos, temos observado crescentes debates sobre as pressões, tanto externas quanto internas, que podem limitar essa autonomia.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #liberdadeacademica #ufba #educação #universidade #rodrigoperez #papoantagonista #historia #autonomia #pensamentolivre #brasil #democracia #pesquisa #debate #pluralismo #ciência #ensinosuperior #politica #sociedade #conhecimento #cultura
SD354 - A prova que pode redefinir quem é médico no Brasil. Neste episódio, Dr. Lorenzo Tomé e o epidemiologista e bioestatístico, Alex Cassenote, discutem sobre a avaliação de proficiência do médico, as novidades na avaliação dos estudantes de medicina e as mudanças diante dos resultados. O Enamed trouxe à tona um tema que vinha sendo discutido há anos: a qualidade da formação médica no país. Mais do que uma prova, ele expôs a heterogeneidade entre instituições e reacendeu o debate sobre avaliação no final da graduação. Agora, uma nova discussão ganha força: a criação de uma prova de proficiência obrigatória para exercer a medicina. Se implementado, esse modelo rompe com a lógica atual em que o diploma é suficiente e introduz um novo critério: validação da competência. Neste episódio, você vai entender o que está por trás desse movimento, as diferenças entre os modelos de avaliação e os possíveis impactos para estudantes, médicos e para o sistema de saúde como um todo. Entre na Comunidade SD no WhatsApp e tenha conteúdo gratuito todos os dias sobre negócios médicos. ACESSE O Background do Alex Formado em Ciências Biomédicas e Matemática Aplicada, Alex se interessou cedo por banco de dados e questões epidemiológicas. Doutor em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), possui mestrado na mesma área e pós-doutorado com foco em Saúde Pública, Inteligência Artificial e Modelos de Dinâmica de Sistemas. Alex ocupou cargos de coordenação de bases de dados em instituições renomadas, como o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), além de ter liderado estudos como da Coorte Brasil de HIV/AIDS e do estudo PROVMED 2030. Entre várias atividades, Alex é professor de Epidemiologia, Bioestatística, Metodologia científica e Medicina baseada em evidências em cursos de graduação e pós-graduação na área médica e da saúde. Assista este episódio também em vídeo no YouTube no nosso canal Saúde Digital Podcast! Acesse os Episódios Anteriores! SD353 - O médico que perde a guerra sem perceber SD352 - O erro de buscar faturamento a qualquer custo SD351 - Domine a gestão do WhatsApp antes de ser dominado por ele Music: Magical | Declan DP "Music © Copyright Declan DP 2018 - Present. https://license.declandp.info | License ID: DDP1590665"
Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, graduado em Fisioterapia, Mestre em Fisiologia Humana e Doutor em Ciências, Sergio Cravo. Só vem! >> OUÇA (79min 33s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Sergio Luiz Domingues Cravo é graduado em Fisioterapia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC, 1978), Mestre em Fisiologia Humana pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP, 1982), Doutor em Ciências pelo ICB-USP (1987) ambos sob orientação do Prof. Dr. Cesar Timo-Iaria. Pós doutoramento junto ao Department of Neurology, Cornell University Medical College (New York, USA) com Donald J. Reis e Shaum F. Morrison (1987-1989). Livre Docente em Fisiologia pela Escola Paulista de Medicina (2001). Professor Assistente do Departamento de Fisiologia do ICB-USP (1983-1992). Professor Adjunto do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP, 1992-2001), Professor Associada da EPM-UNIFESP. Atualmente é Professor Titular do Departamento de Fisiologia da EPM-UNIFESP. Atua principalmente na área da regulação neural do sistema cardiovascular, com ênfase em : 1. o papel dos núcleos vasomotores do bulbo na regulação da pressão arterial e do volume circulante; b. mecanismos fisiopatológicos dos distúrbios cardiovasculares associados à síndrome da Apneia Obstrutiva do sono. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9305771671259558 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo
Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, graduado em Sistemas de Informação, com especialização em Neurociência, Mestre e Doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, Pesquisador do NIC.BR, Diogo Cortiz. Só vem! >> OUÇA (84min 09s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Diogo Cortiz da Silva é Professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e Pesquisador no NIC.br. Doutor e Mestre pelo Programa de Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com Doutorado Sanduíche pela Universite Paris I - Pantheon-Sorbonne, Especialista em Neurociência e Comportamento pela PUC-RS e MBA em Economia Internacional pela Universidade de São Paulo. Realizou estágio de pós-doutorado na Universidade de Salamanca, Espanha, e foi pesquisador visitante no laboratório de Ciência Cognitiva da Queen Mary Universidade of London. Foi Chefe do Departamento de Computação, Proponente e Coordenador da Graduação em Design e Coordenador do Programa de Mestrado e Doutorado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital. Atualmente suas pesquisas estão na área de Tecnologia, IA, Ciência Cognitiva e Design. Lattes: http://lattes.cnpq.br/6494551464509082 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo