Podcasts about FOI

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Gräns
Ukrainakrigets första timmar visar att svenska Flygvapnet tänkt rätt

Gräns

Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 25:30


Gräns går igenom några avgörande händelser i Rysslands luftkrig mot Ukraina och vilka lärdomar Sverige borde dra. Lyssna på alla avsnitt i Sveriges Radios app. Glidbomber, drönare och attacker långt bakom fronten har förändrat kriget i luften. Nu drar Sverige nya lärdomar om hur ett framtida angrepp kan behöva stoppas långt bortom det egna territoriet.När Ryssland inledde den fullskaliga invasionen av Ukraina 2022 var målet att snabbt slå ut det ukrainska luftförsvaret.Flygbaser, radarstationer, luftvärn och ledningscentraler attackerades. Men trots ett starkare flygvapen lyckades Ryssland inte ta kontroll över luften.— Ukraina hann sprida sina flygstridskrafter och sitt luftvärn, säger Carl Bergqvist, chef för Luftstridsskolan.Glidbomberna förändrade krigetEn av de stora förändringarna i luftkriget är de ryska glidbomberna.De kan släppas flera mil från målet och orsaka stor förstörelse utan att flygplanet behöver flyga nära fronten. Det gör dem svåra för Ukraina att stoppa.— De är svåra att upptäcka och ännu svårare att skjuta ner, säger Andreas Hörnedal, forskningsledare på FOI.Samtidigt är glidbomberna beroende av satellitnavigering – något som går att störa ut.Drönare långt inne i RysslandUkraina har också visat att kriget i luften inte bara handlar om stridsflyg.I operation Spindelnät attackerades flera ryska flygbaser samtidigt med drönare. Enligt Ukraina förstördes omkring 40 ryska bomb- och spaningsflyg.— Det var ett fantastiskt sätt att kompensera för att man saknade långräckviddiga vapensystem, säger Carl Bergqvist.Sverige vill stoppa hotet tidigareFör Sverige handlar lärdomarna om att kunna sprida flyg och luftvärn, skydda baser och hålla igång ett krig under lång tid.Men också om ett större skifte: att kunna slå mot hotet innan det når Sverige eller Natos territorium.— Det är ingen liten förändring, utan en väldigt stor förändring, säger Carl Bergqvist.Sverige har bland annat påskyndat införandet av kryssningsrobotar till Gripensystemet och tidigarelagt satsningar på egen rymdförmåga.Medverkande:Andreas Hörnedal, forskningsledare på FOI med inriktning mot luftdomänen,och Carl Bergqvist, chef för Luftstridsskolan.Programledare: Klas Aronsson.Producent: Kalle GlasTekniker: Mats Jonsson

Bunker X
A Copa de 98 foi ARMAÇÃO? com Pablo Peixoto | BUNKER X Podcast

Bunker X

Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 87:14


Em 12 de julho de 1998, poucas horas antes da final da Copa do Mundo, o melhor jogador do planeta sofreu uma convulsão, foi levado às pressas para um hospital, acabou cortado da equipe... e, misteriosamente, voltou à escalação minutos antes da partida. O Brasil perderia a final para a França por 3 a 0. Mas o que realmente aconteceu naquele domingo em Paris?Neste episódio do Bunker X, reconstruímos os acontecimentos da final de 1998, analisamos as versões oficiais, a polêmica envolvendo a Nike, a CPI Nike-CBF e as principais teorias da conspiração que transformaram essa partida em um dos maiores mistérios da história do futebol.E você? Foi apenas uma coincidência ou existe algo que nunca foi contado? Deixe sua opinião nos comentários!#BunkerX #Copa1998 #Ronaldo #Conspiração #Futebol #CopaDoMundo------------------Este programa foi um oferecimento de:INSIDER. Garanta descontos incríveis usando o cupom BUNKERX em: https://www.insiderstore.com.br/BunkerX#InsiderStore------------------

PURA CONNECTION
Bebeo Duarte: faixa-preta do mestre Carlson Gracie, fundador da Brazilian Top Team | Pura Connection

PURA CONNECTION

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 90:42


Antes de orientar atletas, Bebeo Duarte sentiu que precisava experimentar tudo na própria pele: o treino, a dieta, a pressão e até o peso de subir para lutar.A teoria explica muita coisa. A prática responde o que os livros não conseguem.Foi vivendo essa experiência que ele descobriu algo ainda mais importante: seu maior talento não era estar no centro da luta, mas no corner, ajudando outros atletas a alcançarem o melhor desempenho.Às vezes, a experiência não confirma o caminho que você imaginava. Ela revela o lugar onde você realmente faz a diferença.Episódio inédito no ar!

Kiwicast - O Podcast da Kiwify
Foram 5 Anos Sem Resultado Até Me Tornar Autoridade em Vendas | Thammy Manuella | Kiwicast #727

Kiwicast - O Podcast da Kiwify

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 72:15


No episódio de hoje do Kiwicast, recebemos Thammy Manuella, especialista em vendas one to one, negociação eobjeções com mais de 30 mil alunos formados e R$93 milhões em negociações geradas por eles.Três graduações, anos de experiência, reconhecimento dos clientes e a conta bancária que não ressoava nada disso. Foi essa crise de identidade que a fez largar o marketing e mergulhar de cabeça no universo das vendas. Entrou no digital em 2014 com o Érico Rocha. Ficou cinco anos sem resultado expressivo. Não desistiu. Em 2019 tudo começou a mudar.Hoje ela chama de analfabetismo comercial o que o sistema educacional faz em escala com profissionais tecnicamente brilhantes que saem sem saber cobrar, apresentar proposta ou defender o próprio preço. A nutricionista que não fecha pacote. O designer que pede desculpa pelo orçamento. O advogado que não sabe defender o próprio valor.Ela ensina exatamente isso a mudar.No Kiwicast, ela falou sobre:●     Por que cinco anos sem resultado no digital não a fizeram desistir●     O que é analfabetismo comercial e por que afeta quem mais estuda●     Onde nasce a vergonha de cobrar e como destravar isso na prática●     Como vender sem cair em manipulação ou gatilhos agressivos●     O que vem antes do preço na hora de fechar uma negociação●     Qual decisão em 12 anos de mercado veio antes do dinheiro e mudou tudoAprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify

MASTERMIND CRIMINAL
A Rotina do Advogado de Grandes Empresários Low Profile | Hélios Nogués

MASTERMIND CRIMINAL

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 70:10


Vivemos a rotina de Helios Nogués Moyano em São Paulo. Imigrante chileno, chegou ao Brasil aos 18 anos, começou do zero, foi garçom e construiu uma trajetória até se tornar um dos grandes criminalistas de empresários de SP.Foi um dos fundadores do IBCCRIM e carrega uma marca histórica: a carteira de membro nº 007 do Instituto. Começamos o dia na 011 MMA, academia criada por ele e responsável por revelar atletas para o UFC, entre elas, Luana Santos, hoje top 3 do ranking.Depois, seguimos para o escritório, falando sobre advocacia criminal empresarial, sociedade, modelos de escritório, gestão, estratégia e bastidores dos grandes casos.Helios é um criminalista low profile, com atuação para grandes empresários, famílias empresárias e casos de Direito Penal Econômico em que discrição, confiança e precisão são parte da defesa.Isso é o Trajetórias: histórias reais para inspirar a advocacia.

Reportagem
Vitória da Espanha sobre a Argentina na Copa leva multidão às ruas de Madri

Reportagem

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 3:14


Não é à toa que, em português, a expressão “parece final de Copa do Mundo” é usada para descrever uma situação em que os nervos estão à flor da pele ou uma multidão unida por um mesmo objetivo. No domingo (19), na Plaza de Colón, no centro de Madri, foi possível comprovar que poucas coisas provocam tanta paixão em uma torcida quanto uma decisão de Mundial. Ana Beatriz Faria, correspondente da RFI na Espanha O calor intenso da tarde madrilenha não impediu o público de chegar cedo para garantir um bom lugar. Na batalha contra as altas temperaturas, valia de tudo: água para beber e borrifar no corpo, o tradicional leque espanhol, chapéu na cabeça e muito ânimo. Antes de a bola rolar, era só festa. Uma charanga, vinda de Toledo especialmente para acompanhar a final na capital, embalava a multidão e dava um charme ainda mais espanhol ao ambiente. Os palpites apontavam quase todos na mesma direção: Espanha campeã. O placar, sim, variava. Havia quem apostasse em 2 a 1, mas também quem esperasse uma goleada. Era o caso de Enzo Reigada, de 10 anos, que viajou das Astúrias para Madri com parte da família. “Nesta Copa do Mundo, somos os favoritos e temos que ganhar”. Questionado sobre o resultado da partida, não hesitou: “Quatro a zero. A Espanha ganha.” A tia de Enzo, Reme Nieves, também estava confiante, embora um pouco mais cautelosa. No intervalo, quando o placar ainda estava zerado, apostava em uma vitória por 2 a 0. Independentemente do resultado, porém, dizia que a viagem já tinha valido a pena pelo simples fato de viver aquele momento em meio à multidão. “O clima está muito bom, muito bom. Viemos hoje de manhã para assistir à final aqui em Madri. Somos do norte, das Astúrias. Está tudo bem, muito bem”, contou. Entre a confiança e a tensão Com duas bandeirolas da Espanha na cabeça, uma bandeira envolvendo o corpo e o rosto pintado com listras vermelhas e amarelas, Laura Pérez não deixava nenhuma dúvida sobre a empolgação diante da possibilidade de ver a Espanha se tornar bicampeã mundial. Ela fez questão de dizer que não escolheria nenhum outro lugar para acompanhar a decisão. “A Espanha me encanta. Acho que sempre houve muita energia e um clima muito bom. E eu nunca iria embora”, afirmou. Laura e os milhares de torcedores reunidos na Plaza de Colón, no entanto, tiveram de enfrentar momentos de muita tensão. Gol anulado de um lado, quase gol do outro. Os braços subiam, as mãos iam à cabeça e a multidão suspirava em uma desolação coletiva. Depois, ao som do grito de “sí, se puede” (“sim, é possível”), a esperança voltava a se espalhar pela praça. No fim do tempo regulamentar, o argentino Enzo Fernández foi expulso. A partida seguiu para a prorrogação, e a explosão veio com o gol de Ferran Torres logo no primeiro minuto da segunda etapa do tempo extra. A superioridade espanhola ficou evidente nas estatísticas. Foram 20 finalizações da Espanha, 12 delas na direção do gol, contra apenas duas da Argentina. A seleção argentina não acertou a meta espanhola nenhuma vez. Mesmo assim, nos últimos instantes, quase conseguiu empatar. Um susto final antes do alívio. Festa de Colón a Cibeles A catarse definitiva veio com o apito final. Depois de muita luta, a Roja, como é carinhosamente apelidada a seleção espanhola, sagrou-se campeã mundial de 2026. Foi o segundo título da história do país com a seleção masculina, após a conquista de 2010. A festa tomou as ruas do centro de Madri. Torcedores surgiam de todos os lados e caminhavam em direção à emblemática Fuente de Cibeles, testemunha de tantas comemorações esportivas e escolhida mais uma vez como palco das grandes festas. A informal, que aconteceu no domingo, e a oficial, que será realizada nesta segunda (20). É lá que a Espanha vai receber a seleção que, nesta manhã, acordou com mais uma estrela. Depois de viver a celebração nas ruas, Alba Carbonell quer estar no meio da multidão que receberá os campeões. Para ela, ver a seleção espanhola conquistar o Mundial foi uma experiência única e também uma espécie de segunda chance. “Foi muito emocionante assistir ao jogo em Madri, vendo as ruas cheias de pessoas torcendo pela mesma coisa ao mesmo tempo, sentindo essa alegria. Eu nem consigo explicar, porque nunca tinha visto as ruas de Madri assim”, contou. Alba era pequena quando a seleção espanhola conquistou o primeiro título mundial, em 2010, e guarda poucas lembranças daquela celebração. “Para mim, foi uma segunda oportunidade de reviver isso de forma mais intensa. Foi muito lindo. Estou até querendo ir para a comemoração que vai ter em Madri com os jogadores, vai ter até show. Estou muito, muito feliz.” O brasileiro Luis Iglesias, que também tem nacionalidade espanhola, conhece bem essa sensação. Ele ainda era criança quando o Brasil conquistou sua última Copa do Mundo, em 2002, e agora finalmente pôde viver de perto a festa de um título mundial. “Está sendo uma loucura e uma emoção gigantesca, como se fosse o Brasil ganhando de novo. Eu tinha só 4 anos quando o Brasil ganhou a última Copa, em 2002. Nem lembro, não tenho nenhuma memória do que foi aquela festa. Hoje estou podendo ter esse gostinho do que é ganhar uma Copa do Mundo”, afirmou. Depois de viver as comemorações na capital espanhola, Luis não esconde o sentimento de pertencimento: “Estou me sentindo mais espanhol do que nunca por poder participar da festa aqui em Madri”.

O Mundo Agora
Espanha e Argentina recolocam o racismo no centro do debate no futebol

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 5:01


Entre Espanha e Argentina, o futebol mostrou, mais uma vez, que nunca se separa da política. As acusações de racismo contra os dois países não devem deixar esquecer que o esporte deve ser também um espaço de resistência. Thomás Zicman de Barros, analista político Apesar de só ter marcado no final da prorrogação, não há dúvida de que a Espanha dominou a final da Copa do Mundo contra a Argentina. Muita gente no Brasil comemorou a derrota dos nossos vizinhos. Para além da rivalidade e do futebol ruim apresentado pela alviceleste, muitos justificavam a torcida por motivos políticos. Como disse antes mesmo do início do torneio, política e futebol são inseparáveis. Para alguns, torcer pela Argentina significaria legitimar o racismo que marca o país. Houve até quem transformasse essa escolha numa forma conveniente de expiar o racismo brasileiro, apontando o dedo para os outros. A Argentina convive, sim, com um grave problema de racismo. Os episódios se repetem nas arquibancadas, nas redes sociais e, por vezes, entre os próprios jogadores. O silêncio de muitos de seus principais atletas diante desse fenômeno também é eloquente. Como se diz hoje, não basta não ser racista: é preciso ser antirracista. Neste aspecto, porém, a Espanha também leva cartão vermelho. Trata-se do país onde Vini Jr. foi alvo de uma escancarada campanha racista, que no entanto tentaram apagar. Até mesmo Javier Tebas, presidente da La Liga, em vez de enfrentar o racismo que se abatia contra o jogador, insinuou que era Vinicius que provocava as torcidas. Fenômeno atravessa séculos O racismo espanhol e argentino vem de longa data. A Espanha foi uma das grandes potências coloniais da era moderna. Ainda que tenha perdido esse protagonismo ao longo do século XX, enfrentando décadas de decadência, conservou por muito tempo uma imagem de si mesma como centro civilizador. A Argentina percorreu uma história diferente, mas chegou a um lugar parecido. Desde o século XIX, parte das elites de Buenos Aires procurou apresentar o país como uma espécie de Europa transplantada para a América do Sul. Domingo Faustino Sarmiento, intelectual que viria a ser presidente do país, resumiu esse projeto na fórmula que atravessou gerações: "civilização ou barbárie". A civilização era a Europa. A barbárie eram os povos indígenas, os mestiços, os gaúchos, todos aqueles que não cabiam no ideal de uma nação branca e europeia. Mas há algo curioso nessa frase. Se Sarmiento precisou opor civilização e barbárie é porque a chamada “barbárie” não branca existia e resistia. E isso vale para os dois finalistas desta Copa do Mundo. A Espanha nunca foi apenas Madri. É, na prática, uma comunidade plurinacional, onde catalães, bascos, galegos e tantos outros disputam há séculos diferentes maneiras de entender o próprio país. Foi também nessas periferias que se organizaram algumas das resistências mais duradouras ao franquismo. E a Espanha do século XXI tampouco é a Espanha sonhada pelos nacionalistas. É um país profundamente transformado pela imigração. Basta olhar para Lamine Yamal, prodígio da seleção espanhola, para perceber isso. Ele é o filho de imigrantes que mostra que a Espanha real é muito mais diversa do que o imaginário construído pelos supremacistas. Algo parecido se vê na Argentina. Por trás da fantasia de uma nação exclusivamente europeia sempre existiu outro país: indígena, mestiço, popular. A Argentina dos chamados cabecitas negras, mobilizados pelo peronismo contra as elites portenhas. Uma Argentina que nunca aceitou desaparecer. Maradona: a Argentina que resiste Maradona talvez tenha sido seu símbolo mais poderoso. Reivindicava sua origem guarani, fazia questão de afirmar sua identidade latino-americana, abraçava causas anti-imperialistas quando isso podia custar muito caro. Era, talvez sem o dizer, a revanche daquela Argentina que Sarmiento havia chamado de “barbárie”. É curioso notar que os jogadores argentinos de hoje, tão omissos quando o assunto é racismo, tenham encontrado tanta convicção para defender a soberania argentina sobre as Malvinas. Depois da vitória sobre a Inglaterra, exibiram uma faixa reafirmando a reivindicação do arquipélago. O gesto lembrava algo que Hannah Arendt observou ao analisar o imperialismo moderno: as hierarquias raciais e a lógica imperial nasceram da mesma visão de mundo. Não é possível combater uma e ignorar completamente a outra. Nada disso transforma a Argentina em exemplo de antirracismo. Nem absolve a Espanha de sua dificuldade em enfrentar o preconceito arraigado. Agora, se política e futebol são inseparáveis, é preciso celebrar os momentos de resistência. O futebol continuará sendo um campo de disputa. Que seja também um espaço de luta antirracista.

Antena Aberta
Balanço Mundial.

Antena Aberta

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 47:52


O fim do mundial de futebol.Que balanço faz deste Mundial? Foi uma competição à altura das expectativas? Quem foram as grandes figuras? Que seleção o surpreendeu mais? E que lições ficam para o futebol mundial?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oxygen Church
#424 - CONSEQUÊNCIAS DE UMA VIDA SOBRENATURAL. | 19.07.2026 | Pr.Rudi Oliveira | VIDA SOBRENATURAL

Oxygen Church

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 53:25


SOBRE A OXYGEN CHURCH Uma Igreja Irresistível Em obediência a uma palavra especifica do Espírito Santo, depois de um tempo de busca da presença de Deus, nossos pastores receberam uma direção clara. Comece aqui em Marília a Oxygen Church, hoje entregam nas mãos de vocês a chave de algo grandioso que irá acontecer em Marilia. Algo grandioso começará desta cidade para as nações. Foi quando começamos as reuniões em uma casa com apenas 20 pessoas.ENCONTRE-NOS NA MÍDIA SOCIALSite: https://oxygenchurch.com.br/ Facebook: https://www.facebook.com/aoxygenglobal Instagram: https://www.instagram.com/aoxygenglobalTiktok: https://www.tiktok.com/@oxygenglobal

Convidado
São Tomé e Príncipe entra numa nova fase política com reeleição de Carlos Vila Nova

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 9:41


A reeleição de Carlos Vila Nova à primeira volta, com 55,94%, representa mais do que a continuidade na Presidência de São Tomé e Príncipe. Para o analista Olívio Diogo, o resultado traduz uma derrota política de Patrício Trovoada, fragiliza a liderança do ADI e abre caminho para uma reconfiguração do panorama partidário, num contexto marcado pela elevada abstenção e pelo desafio de restaurar a confiança nas instituições. RFI: Que leitura faz desta vitória de Carlos Vila Nova e do significado político deste resultado? Olívio Diogo: É preciso dizer que a primeira coisa de que se fala, quando se comenta esta eleição presidencial, é dar um grande parabéns ao povo são-tomense. O povo são-tomense mostrou, mais uma vez, de forma inequívoca, que é uma população que, apesar das dificuldades que enfrenta, é muito pacífica na forma como encara os resultados eleitorais. Foi, como disse e como manifestou a comunidade internacional, uma eleição que decorreu de forma transparente, livre e completamente pacífica. Este é o primeiro aspecto que devemos retirar destes resultados eleitorais. Este resultado revela claramente que o Presidente Carlos Vila Nova não foi avaliado eleitoralmente pelo seu mandato. O que aconteceu foi, sim, uma manifestação clara contra o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada, que indicou Nito d'Abreu como o seu candidato. A população disse claramente não a esse candidato. Disse claramente não à atitude e à posição de Patrício Trovoada em relação ao partido e ao país, nomeadamente ao seu constante afastamento do país e ao discurso que tem vindo a fazer. A população aproveitou esta eleição para manifestar o seu descontentamento relativamente a essa situação. Esta é uma derrota para o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada? Exactamente. Esta é uma derrota clara e inequívoca para Patrício Trovoada. A população que foi às urnas foi dizer-lhe claramente que esta é uma derrota política para ele. Nito d'Abreu é um candidato que não é do ADI, mas sim um candidato pessoal de Patrício Trovoada. Foi ele quem o indicou, sem consultar o partido, sem ouvir os órgãos competentes e sem permitir que o partido pudesse avaliar essa candidatura. Foi uma aposta exclusivamente sua e essa aposta saiu derrotada. Consequentemente, esta foi também uma derrota clara para Patrício Trovoada nestas eleições. O apoio de Patrício Trovoada a Nito d'Abreu pesou na derrota do candidato da ADI, o partido sai politicamente fragilizado? O partido sai muito fragilizado destas eleições. E a actual direcção do partido sai completamente fragilizada. É preciso dizer que este resultado vem reforçar a posição de Américo Ramos, que tem vindo a desenvolver todas as acções necessárias para assumir a direcção do partido. Ele sai bastante reforçado. Com este resultado eleitoral, Américo Ramos passa a ter todas as condições para assumir a liderança do partido, porque não acredito que o ADI continue a aceitar uma governação feita a partir do exterior, como Patrício Trovoada tem feito até agora. Ele encontra-se fora do país e continua a dirigir o partido. Isto não pode continuar. O partido não tem sustentabilidade nestas condições. É assim que estas eleições ficam marcadas: Carlos Vila Nova conquista um novo mandato e, simultaneamente, o ADI, sob a liderança de Patrício Trovoada, sai mais fragilizado. Penso que chegou o momento de as pessoas dizerem claramente que o ADI precisa de uma nova direcção, de uma nova liderança, de uma nova perspectiva e de uma nova metodologia de trabalho para o futuro. Será que, até Setembro, às próximas eleições, o ADI tem tempo para repensar e até mesmo reestruturar o partido? Não, essa reestruturação já tem vindo a ser desencadeada. É preciso perceber uma coisa: o Patrício Trovoada continua a ser presidente do partido, mas não está no país. Ele não foi obrigado a sair nem pediu asilo político; saiu por sua livre vontade. Ainda assim, pretende continuar a conduzir o partido para as eleições a partir do exterior. Neste momento, o presidente do partido praticamente abandonou a sua presença no país, continuando, no entanto, a dirigir o ADI a partir de fora. Esta forma de governação do partido, que considero uma situação de ingovernabilidade, leva naturalmente a um reajuste da estrutura partidária e da própria liderança. É preciso dizer também que muitos militantes do ADI que apoiavam Patrício Trovoada sentiram-se lesados pelo facto de ele ter escolhido Nito d'Abreu, uma personalidade sem trajectória política relevante e sem experiência significativa na administração pública, para candidato à Presidência da República. Esse factor também contribuiu para que este resultado eleitoral se verificasse.  É preciso também falar da questão da abstenção. Temos de ser muito claros relativamente a esse aspecto. Há dois ou três fatores que podem explicar a elevada abstenção nestas eleições; O primeiro tem naturalmente a ver com a imigração. Muitas pessoas que emigraram continuam inscritas nos cadernos eleitorais. Como sabe, esta foi a primeira eleição em que não houve um processo tradicional de inscrição eleitoral. A actualização foi feita automaticamente com base nos dados do registo civil. Assim, todos os cidadãos que já tinham completado 18 anos passaram automaticamente a integrar os cadernos eleitorais e a poder exercer o seu direito de voto. Este aspeto é importante porque muitas das pessoas emigradas ainda não actualizaram os seus dados, permanecendo inscritas, embora já não residam no país. Outro factor importante é o facto de muitas pessoas, neste momento, não se identificarem com os políticos do país. Cada vez mais se verifica um afastamento entre os cidadãos e a classe política. Isso ficou também evidente nestas eleições. As pessoas deixaram de acreditar na forma como os políticos actuam e encontraram na abstenção uma forma de manifestar esse descontentamento. Foi isso que também aconteceu. Esta reduzida afluência às urnas pode retirar força política à vitória de Carlos Vila Nova? Não creio que isso não lhe retire força política. Não lhe retira força política por uma razão muito simples: a partir do momento em que é eleito Presidente da República, passa a exercer todas as funções que a Constituição lhe atribui. Foi eleito Presidente da República e, independentemente da taxa de abstenção, exercerá plenamente essas funções. Portanto, a abstenção não lhe retira legitimidade nem força política. Contudo, deve levá-lo a reflectir sobre aquilo que foi a sua actuação durante os últimos cinco anos. A sua governação pode, efectivamente, ter contribuído para que uma parte significativa do eleitorado optasse pela abstenção. Que desafios mais urgentes esperam agora Carlos Vila Nova neste segundo mandato, tanto no plano interno como nas relações internacionais? O primeiro desafio que Carlos Vila Nova tem, no meu entender, é perceber rapidamente que a sua eleição aconteceu ontem. Todas as alianças políticas que fez com os outros partidos para efeitos da sua candidatura terminaram com o acto eleitoral. A partir do momento em que tomar posse, vai ser o Presidente de todos os são-tomenses. Todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua opção política. Esse é o primeiro grande desafio. O segundo desafio prende-se com as relações bilaterais do país. As nossas relações internacionais têm estado bastante fragilizadas ao longo dos últimos tempos, sobretudo com países como Angola, Portugal e outros parceiros estratégicos. É importante que Carlos Vila Nova encontre mecanismos para reforçar essas relações, porque, como sabemos, São Tomé e Príncipe é um país insular, sem ligações terrestres a qualquer outro Estado. Por isso, é fundamental fortalecer as relações bilaterais com os nossos parceiros internacionais, para que delas resultem benefícios concretos para o desenvolvimento do país e para a melhoria das condições de vida da população. Outro grande desafio para Carlos Vila Nova vai ser transmitir uma imagem de tranquilidade e de unidade nacional. Durante esta campanha eleitoral assistiu-se à divulgação de mensagens marcadas pelo ódio, pela raiva e até por intenções de vingança. Tudo isso deve agora ser ultrapassado. Somos todos são-tomenses e aquilo que todos desejamos é que o nosso país continue a melhorar, para que todos possam viver felizes nesta terra, que é um verdadeiro paraíso. Falava da campanha, marcada por crispação política, por boicotes e também por desinformação. Que sinais considera importantes observar nos próximos dias para avaliar a estabilidade política e institucional de São Tomé e Príncipe? É verdade que houve boicotes e, como referi, esses boicotes podem estar relacionados com os níveis de abstenção. Trata-se de manifestações de descontentamento por parte da população, que não devem ser ignoradas. O Presidente da República terá de encontrar um espaço de diálogo apropriado para transmitir uma mensagem clara aos cidadãos, restaurando a confiança nas instituições políticas, nos partidos e na própria Presidência da República. Esse será também um passo importante para reforçar a estabilidade política e institucional do país. Esta eleição pode representar o fim de um ciclo político e dar início a uma nova configuração do poder em São Tomé e Príncipe? Sim, naturalmente. Aquilo que aconteceu nestas eleições aponta para uma nova configuração do mosaico político e eleitoral em São Tomé e Príncipe. Neste momento, temos o MCI, partido liderado por Delfim Neves, que, na minha perspectiva, saiu politicamente reforçado. O candidato apoiado por este partido obteve um desempenho superior ao que muitos esperavam. É importante recordar que a candidatura de Carlos Vila Nova contou com o apoio de várias forças políticas e que, no próprio ADI, muitos dirigentes e militantes não apoiaram de forma clara a candidatura de Nito d'Abreu. Poucos foram os que manifestaram um apoio efectivo ao candidato, o que também é reflexo do trabalho político desenvolvido pelo MCI e pelos restantes partidos que apoiaram Carlos Vila Nova. Por outro lado, partidos como o MLSTP/PSD, o MDFM e outras forças políticas terão agora de fazer uma avaliação profunda da sua situação política. O MLSTP/PSD, como sabemos, atravessa também um momento de fragilidade, muito por causa da indefinição demonstrada ao longo deste processo eleitoral. Espera-se que consiga redefinir a sua posição e preparar-se para os próximos desafios políticos. Quanto ao ADI, a grande questão passa por saber que caminho vai seguir. Não sei se conseguirá renovar a sua liderança com Américo Ramos ou se continuará sob a direcção de Patrício Trovoada, que sofreu uma derrota política muito significativa nestas eleições. Se Patrício Trovoada continuar a liderar o partido, considero que será muito difícil evitar uma nova derrota nas próximas eleições legislativas.

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Fabio Audioblog's Life - Podcast do Fabio
19 de Julho de 2026 - Sobre 18 de julho - ontem!

Fabio Audioblog's Life - Podcast do Fabio

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 4:12


Às vezes, o corpo nos obriga a desacelerar.Neste episódio do Podcast do Fábio, conto por que desapareci no sábado.Um simples movimento ao pegar o Tofão, meu Labrador Retriever, para dar banho acabou provocando uma forte lesão muscular na lombar. A dor foi intensa, precisei de atendimento médico, comecei o tratamento com relaxante muscular e anti-inflamatório e praticamente passei o sábado inteiro dormindo por causa da medicação.Graças a Deus, neste domingo já acordei bem melhor. Ainda com algum desconforto, consegui participar das missas da manhã e me preparar para servir também na celebração da noite.Foi mais uma oportunidade para lembrar que cuidar da saúde também faz parte da nossa missão. Nem sempre conseguimos manter o ritmo que gostaríamos, mas Deus continua conosco também nos momentos em que precisamos parar, descansar e recomeçar.A vida não é feita apenas dos dias em que tudo dá certo. Ela também é construída nos dias em que aprendemos a respeitar nossos limites, agradecer pela recuperação e seguir em frente com esperança.

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

Foi uma semana cheia de suspense. Sem sabermos se as notas dos exames seriam publicadas ou não. A discutir se o ministro da administração interna mandou construir uma piscina ou um tanque. A perguntarmo-nos se Trump quer mesmo que haja liberdade de circulação no estreito de Ormuz. Tudo isto a coincidir com o debate do estado da nação, onde governo e oposição tornaram evidente que não vivem no mesmo país. E quando se pensava que o prémio do burlesco já não escaparia à “revolta do papel” (com o ministério da educação mobilizado para encontrar as folhas desaparecidas dos exames à antiga destinados à desmaterializarização), eis que surge a história do atrelado da droga que desapareceu do Seixal e viria a ser encontrado em Barcelos. É aqui que entra a interrogação: telenovelas para quê?! See omnystudio.com/listener for privacy information.

Brasil-Mundo
Brenda Liz, uma brasileira em um restaurante 3 estrelas Michelin em Hollywood

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 5:04


Em uma discreta rua de West Hollywood, onde apenas 14 clientes por noite conseguem um lugar à mesa, uma brasileira está na cozinha de um dos restaurantes mais exclusivos do mundo. O Somni, comandado pelo chef catalão Aitor Zabala, conquistou três estrelas Michelin apenas sete meses após a inauguração – e todas de uma vez, um feito raríssimo e histórico na gastronomia mundial. Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles Entre os cozinheiros responsáveis por manter esse alto padrão, está a capixaba Brenda Liz Rocha Vieira, de apenas 30 anos. Sua história revela não apenas o caminho de uma brasileira até um dos endereços mais cobiçados da alta gastronomia, mas também como a profissão de chef ganhou uma nova dimensão nas últimas décadas. Há pouco mais de 20 anos, cursar Gastronomia ainda era visto no Brasil como uma escolha pouco convencional. Hoje, impulsionada por escolas especializadas, reality shows e pelo reconhecimento internacional da culinária brasileira, a profissão passou a atrair jovens que enxergam na cozinha uma carreira de excelência. "Eu acho que mudou, sim. Eu acho que tem um pouco mais de respeito pela profissão. Antes, era a segunda, terceira opção de carreira", diz a chef. A paixão pela cozinha, ou a vontade de comer bem, veio muito antes das estrelas Michelin entrarem no seu horizonte. "Eu sempre tive muita curiosidade na cozinha, desde pequena. Cresci com a minha avó, e ela é uma cozinheira muito boa. Eu mudei para a casa da minha mãe quando era adolescente e ela não cozinhava. Eu comecei a sentir muita falta da comida da minha avó e quis muito aprender a cozinhar." Brenda formou-se em Gastronomia em Vila Velha (ES) e começou a carreira em restaurantes brasileiros até seguir para o exterior, onde transformou cada país por onde passou em uma etapa de aprendizado. "Eu sempre busquei trabalhar em restaurantes que tenham alguma coisa que eu não sei e preciso aprender", conta. Essa busca a levou para o Canadá e também para Barcelona, onde trabalhou em restaurantes estrelados. Foi ali que começou a acompanhar o trabalho de Aitor Zabala, um dos nomes mais respeitados da gastronomia espanhola. Quando soube que o chef reabriria o Somni em Los Angeles, decidiu criar a própria oportunidade: comprou passagem e pediu para passar um dia trabalhando no local para conhecer a cozinha. Brenda insistiu por uma vaga e o que não imaginava era que o chef também enxergaria nela o perfil que procurava. Segundo Zabala, experiência e talento podem ser adquiridos ao longo da carreira, mas o que ele considera indispensável é outra característica: “atitude”, contou o badalado chef espanhol. Brenda mostrou que tem esse ingrediente e o chef trouxe a brasileira para o seu elenco. Disciplina por trás das três estrelas Ao contrário do glamour que muitos imaginam, trabalhar em um restaurante três estrelas Michelin significa viver uma rotina rígida de disciplina constante. Em Los Angeles – cidade cheia de estrelas do cinema –, há apenas dois restaurantes que ostentam o topo do guia francês, que leva em conta a qualidade dos ingredientes, o domínio das técnicas culinárias, harmonia e equilíbrio dos sabores, a personalidade do chef e a consistência ao longo do tempo. Para conseguir o feito, o caminho é árduo e para manter a constelação, é necessário rigor e precisão absoluta. "O que eu quero muito é treinar o que você tem que aprender como profissional para ter um restaurante desse nível. O que eu vejo todo dia é muita disciplina, foco e consistência. Todos os dias, nos mínimos detalhes, são milhares de detalhes. Aqui, tudo é feito todos os dias. Nada congelado. Nada cortado antes. Nada. Tudo chega todos os dias, tudo é feito todos os dias". Conseguir uma mesa no Somni não é fácil. O restaurante, que recebe clientes do mundo inteiro, possui apenas 14 lugares e as reservas costumam se esgotar rapidamente. A clientela é confidencial, mas já passaram pelo local Selena Gomez, Kanye West e Aaron Paul, astro de Breaking Bad. A cozinha mistura raízes espanholas e catalãs com ingredientes californianos e técnicas francesas, sempre em um menu altamente criativo. Para Brenda, trabalhar nesse nível também significa cozinhar para pessoas que conhecem profundamente gastronomia e que investem muito na experiência. O sonho continua sendo brasileiro Mesmo construindo uma carreira internacional entre Canadá, Espanha e Estados Unidos, Brenda nunca deixou de pensar na cozinha brasileira. Ela já levou inspirações nacionais para restaurantes onde trabalhou anteriormente, mas ainda não teve o gostinho de trazê-las para Hollywood. Embora nunca tenha visitado o Brasil, Aitor Zabala demonstra curiosidade pela culinária do país. Ele admite à RFI que conhece apenas os pratos mais tradicionais, mas acredita que ainda há muito a descobrir. O chef conta que já conversa com Brenda sobre futuras colaborações com sabores brasileiros. Mas, por enquanto, o projeto dele é seguir com as estrelas conquistadas com sua própria alquimia. Enquanto isso, Brenda vai descobrindo e aproveitando esse brilho, e aperfeiçoa a receita do seu próprio sonho: aprender entre os melhores do mundo para, um dia, colocar a alta gastronomia brasileira ainda mais em evidência. "Eu quero abrir um restaurante de comida brasileira, um fine dining brasileiro. Algo que remeta ao Brasil, à minha trajetória, a tudo que aprendi, mas a minha comida é brasileira."

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Brenda Liz, uma brasileira em um restaurante 3 estrelas Michelin em Hollywood

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Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 5:04


Em uma discreta rua de West Hollywood, onde apenas 14 clientes por noite conseguem um lugar à mesa, uma brasileira está na cozinha de um dos restaurantes mais exclusivos do mundo. O Somni, comandado pelo chef catalão Aitor Zabala, conquistou três estrelas Michelin apenas sete meses após a inauguração – e todas de uma vez, um feito raríssimo e histórico na gastronomia mundial. Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles Entre os cozinheiros responsáveis por manter esse alto padrão, está a capixaba Brenda Liz Rocha Vieira, de apenas 30 anos. Sua história revela não apenas o caminho de uma brasileira até um dos endereços mais cobiçados da alta gastronomia, mas também como a profissão de chef ganhou uma nova dimensão nas últimas décadas. Há pouco mais de 20 anos, cursar Gastronomia ainda era visto no Brasil como uma escolha pouco convencional. Hoje, impulsionada por escolas especializadas, reality shows e pelo reconhecimento internacional da culinária brasileira, a profissão passou a atrair jovens que enxergam na cozinha uma carreira de excelência. "Eu acho que mudou, sim. Eu acho que tem um pouco mais de respeito pela profissão. Antes, era a segunda, terceira opção de carreira", diz a chef. A paixão pela cozinha, ou a vontade de comer bem, veio muito antes das estrelas Michelin entrarem no seu horizonte. "Eu sempre tive muita curiosidade na cozinha, desde pequena. Cresci com a minha avó, e ela é uma cozinheira muito boa. Eu mudei para a casa da minha mãe quando era adolescente e ela não cozinhava. Eu comecei a sentir muita falta da comida da minha avó e quis muito aprender a cozinhar." Brenda formou-se em Gastronomia em Vila Velha (ES) e começou a carreira em restaurantes brasileiros até seguir para o exterior, onde transformou cada país por onde passou em uma etapa de aprendizado. "Eu sempre busquei trabalhar em restaurantes que tenham alguma coisa que eu não sei e preciso aprender", conta. Essa busca a levou para o Canadá e também para Barcelona, onde trabalhou em restaurantes estrelados. Foi ali que começou a acompanhar o trabalho de Aitor Zabala, um dos nomes mais respeitados da gastronomia espanhola. Quando soube que o chef reabriria o Somni em Los Angeles, decidiu criar a própria oportunidade: comprou passagem e pediu para passar um dia trabalhando no local para conhecer a cozinha. Brenda insistiu por uma vaga e o que não imaginava era que o chef também enxergaria nela o perfil que procurava. Segundo Zabala, experiência e talento podem ser adquiridos ao longo da carreira, mas o que ele considera indispensável é outra característica: “atitude”, contou o badalado chef espanhol. Brenda mostrou que tem esse ingrediente e o chef trouxe a brasileira para o seu elenco. Disciplina por trás das três estrelas Ao contrário do glamour que muitos imaginam, trabalhar em um restaurante três estrelas Michelin significa viver uma rotina rígida de disciplina constante. Em Los Angeles – cidade cheia de estrelas do cinema –, há apenas dois restaurantes que ostentam o topo do guia francês, que leva em conta a qualidade dos ingredientes, o domínio das técnicas culinárias, harmonia e equilíbrio dos sabores, a personalidade do chef e a consistência ao longo do tempo. Para conseguir o feito, o caminho é árduo e para manter a constelação, é necessário rigor e precisão absoluta. "O que eu quero muito é treinar o que você tem que aprender como profissional para ter um restaurante desse nível. O que eu vejo todo dia é muita disciplina, foco e consistência. Todos os dias, nos mínimos detalhes, são milhares de detalhes. Aqui, tudo é feito todos os dias. Nada congelado. Nada cortado antes. Nada. Tudo chega todos os dias, tudo é feito todos os dias". Conseguir uma mesa no Somni não é fácil. O restaurante, que recebe clientes do mundo inteiro, possui apenas 14 lugares e as reservas costumam se esgotar rapidamente. A clientela é confidencial, mas já passaram pelo local Selena Gomez, Kanye West e Aaron Paul, astro de Breaking Bad. A cozinha mistura raízes espanholas e catalãs com ingredientes californianos e técnicas francesas, sempre em um menu altamente criativo. Para Brenda, trabalhar nesse nível também significa cozinhar para pessoas que conhecem profundamente gastronomia e que investem muito na experiência. O sonho continua sendo brasileiro Mesmo construindo uma carreira internacional entre Canadá, Espanha e Estados Unidos, Brenda nunca deixou de pensar na cozinha brasileira. Ela já levou inspirações nacionais para restaurantes onde trabalhou anteriormente, mas ainda não teve o gostinho de trazê-las para Hollywood. Embora nunca tenha visitado o Brasil, Aitor Zabala demonstra curiosidade pela culinária do país. Ele admite à RFI que conhece apenas os pratos mais tradicionais, mas acredita que ainda há muito a descobrir. O chef conta que já conversa com Brenda sobre futuras colaborações com sabores brasileiros. Mas, por enquanto, o projeto dele é seguir com as estrelas conquistadas com sua própria alquimia. Enquanto isso, Brenda vai descobrindo e aproveitando esse brilho, e aperfeiçoa a receita do seu próprio sonho: aprender entre os melhores do mundo para, um dia, colocar a alta gastronomia brasileira ainda mais em evidência. "Eu quero abrir um restaurante de comida brasileira, um fine dining brasileiro. Algo que remeta ao Brasil, à minha trajetória, a tudo que aprendi, mas a minha comida é brasileira."

CEI DE CABO FRIO
Você NÃO pode DESISTIR

CEI DE CABO FRIO

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 37:42


Nesta mensagem, o Pr. Rafael Lemos, com o texto em Marcos, capítulo 5, versículos 21 ao 36, nos traz uma reflexão sobre crer e não temer.No texto acima, encontramos a história de Jairo, um homem que tinha todos os motivos para desistir. Sua filha estava gravemente enferma e a situação parecia fugir completamente do seu controle. Mesmo sendo um líder da sinagoga, alguém respeitado e influente, ele se viu diante de uma realidade que seu cargo, seus recursos e sua experiência não podiam resolver.Ao saber que Jesus estava por perto, Jairo correu até Ele, lançou-se aos seus pés e suplicou por ajuda. Esse foi o primeiro passo da fé: reconhecer que somente Jesus poderia transformar aquela situação.Enquanto Jesus caminhava em direção à casa de Jairo, algo aparentemente frustrante aconteceu. A caminhada foi interrompida pela mulher que sofria de uma hemorragia havia doze anos. Jesus parou para atendê-la, conversou com ela e dedicou tempo àquela necessidade. Para Jairo, cada segundo parecia precioso. Talvez ele tenha pensado: "Jesus, minha filha está morrendo, não há tempo para isso!"Muitas vezes nos sentimos assim. Oramos, buscamos a Deus e parece que Ele está demorando. Enquanto esperamos, vemos Deus agir na vida de outras pessoas e somos tentados a acreditar que Ele se esqueceu de nós. Mas o atraso de Deus nunca significa abandono.Foi então que chegaram as piores notícias: "Tua filha morreu; por que ainda incomodas o Mestre?" (v.35). Em outras palavras, disseram a Jairo: "Acabou. Não há mais esperança. Desista."Mas Jesus imediatamente respondeu: "Não temas, crê somente." (v.36)Essa palavra continua ecoando até hoje para todos aqueles que estão enfrentando situações difíceis. Quando as circunstâncias dizem "acabou". Jesus diz "continue crendo". Quando as pessoas dizem "não tem mais jeito", Jesus diz "não desista". Quando a esperança parece morrer, Jesus nos convida a confiar ainda mais.A fé verdadeira não é apenas acreditar quando tudo está bem; é permanecer confiando quando as notícias são ruins. Jairo poderia ter desistido naquele momento, mas escolheu continuar caminhando com Jesus. E porque não desistiu, viu o impossível acontecer: sua filha foi ressuscitada.Talvez hoje exista alguma área da sua vida que pareça sem solução. Talvez você tenha recebido notícias desanimadoras, enfrentado portas fechadas ou vivido longos períodos de espera. A mensagem deste texto é simples e poderosa: você não pode desistir.O mesmo Jesus que caminhou ao lado de Jairo continua caminhando conosco. O que parece morto para os homens ainda está sob o controle de Deus. A última palavra não pertence às circunstâncias, mas ao Senhor.Conclusão: Quando a espera for longa, não desista.Quando os obstáculos surgirem, não desista.Quando as notícias forem contrárias, não desista.Quando a fé for provada, não desista.Ouça a voz de Jesus dizendo ao seu coração: "Não temas, crê somente." Quem continua caminhando com Cristo descobre que os milagres acontecem além dos limites daquilo que consideramos possível.Que Deus fortaleça sua fé para continuar avançando, mesmo quando tudo parecer contrário. Afinal, quem anda com Jesus nunca tem motivo para desistir.Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!

Franck Ferrand raconte...
Thérèse de Lisieux

Franck Ferrand raconte...

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 21:07


Elle aura bouleversé des millions de nos contemporains ; tout, dans la vie de sainte Thérèse, demeure pourtant humain, modeste, et accessible. Plongez au cœur de l'incroyable destin de Sainte Thérèse de Lisieux, cette jeune carmélite qui a bouleversé le monde catholique à la fin du 19ème siècle. Avec sa simplicité et son humilité légendaires, Thérèse a su toucher des millions d'âmes à travers ses écrits devenus des classiques de la spiritualité.Découvrez le parcours hors du commun de cette sainte si proche de nous, qui a su trouver une « petite voie » pour s'élever jusqu'à Dieu. De son enfance pieuse à Alençon à son entrée au Carmel de Lisieux à seulement 15 ans, en passant par sa rencontre décisive avec le pape Léon XIII, suivez les étapes qui ont fait de Thérèse une figure emblématique de l'Église catholique.Au fil de cette vie brève mais intense, vous serez saisis par la force de caractère de cette jeune femme qui, malgré la maladie et les épreuves, a su garder une foi inébranlable. Apprenez comment Thérèse a réinventé le chemin de la sainteté, en prônant l'abandon et la confiance en Dieu plutôt que l'ascèse et la mortification.Enfin, découvrez comment ses écrits, rassemblés dans l'ouvrage « Histoire d'une âme », ont connu un succès phénoménal et fait d'elle la première femme déclarée Docteur de l'Église, au même titre que les plus grands théologiens.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
#3 Série especial ‘Os mais ouvidos', com Filipe Vargas: “O egoísmo, a obsessão com o dinheiro, a falta de empatia desumaniza-nos. O povo desunido vai sempre ser vencido”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 142:42


Durante uma década foi criativo de publicidade em várias agências. Depois quis mudar de rumo, estudou representação em Madrid e, aos 35 anos, estreou-se como ator na popular série “Conta-me como Foi”, na RTP. Desde aí, tem feito um sem fim de papéis na televisão, no teatro e cinema. Após um ano emocionalmente duro em que acompanhou de perto o fim de vida dos pais, Filipe Vargas revela ter superado a fase com ajuda médica e da sua rede de amigos. Atualmente o ator e criador do podcast “E a tua semana como correu?” revela-se preocupado com o rumo sombrio do mundo. “A perda do sentimento de comunidade é o grande drama da nossa atualidade. O egoísmo, a obsessão com o dinheiro, a falta de informação e de empatia, desumaniza-nos. O povo desunido vai sempre ser vencido.” Republicamos este episódio, um das conversas mais ouvidas da última temporada do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

45 do Primeiro Tempo
Fabíola Carvalho: "A vida não é feita de 'ou'. É feita de 'e'."

45 do Primeiro Tempo

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 75:23


Fabiola Carvalho acredita que existe uma dimensão da saúde que ainda recebe pouca atenção, mas que sustenta todas as outras: a saúde espiritual. E que, quando ela é cultivada, transforma não apenas a forma como nos sentimos, mas também a maneira como trabalhamos, lideramos, nos relacionamos e encontramos sentido para a vida. Essa não é uma teoria para ela. É uma experiência vivida. Durante muitos anos, ela construiu uma carreira de sucesso no mercado da comunicação. Foi sócia de uma agência de publicidade em São Paulo por mais de uma década, liderou equipes, conquistou reconhecimento profissional e alcançou tudo aquilo que, aos olhos de muita gente, representava o sucesso. Mas havia um incômodo silencioso: a percepção de que uma vida plena não se sustenta apenas sobre resultados e conquistas. Movida por esse chamado interior, tomou uma decisão que mudaria completamente sua trajetória. Vendeu sua participação na empresa, tornou-se mãe e partiu para uma jornada de autoconhecimento que a levou por diferentes países da Ásia e da Oceania, onde mergulhou em tradições espirituais, retiros, lugares sagrados e culturas ancestrais. Hoje, depois de mais de três décadas pesquisando diferentes saberes espirituais, ela une espiritualidade, desenvolvimento humano e propósito em um trabalho que já alcançou milhares de pessoas, além de lideranças e empresas no Brasil e em outros países. Neste papo com o podcast "45 do Primeiro Tempo", a pesquisadora de saberes espirituais, palestrante e consultora em Saúde Espiritual e Carreira com Propósito contou sua história de vida, trouxe seu olhar sobre este momento que estamos vivendo e foi categórica: "A vida não é feita de 'ou'. É feita de 'e'." Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Passa de Fase Cast
O Filme de Super Mario de 1993 Envelheceu Mal… ou Sempre Foi um Caos? | Passa de Fase Cast #346

Passa de Fase Cast

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 62:09


Em 1993, Hollywood tentou levar Super Mario Bros. para as telonas. O resultado? Um filme tão estranho que, por muitos anos, virou referência quando o assunto era adaptação de videogame. Mas será que ele é realmente tão ruim quanto a fama diz? Ou o tempo fez a gente olhar para essa produção com outros olhos? No episódio 347 do Passa de Fase Cast, eu, Matheus Reis e Fael reassistimos ao polêmico filme de Super Mario Bros. (1993) e colocamos tudo na mesa: os acertos, os erros, as decisões que ninguém entende até hoje, os personagens completamente diferentes dos jogos e aqueles momentos que fazem você pensar: “Como a Nintendo aprovou isso?” Foi uma conversa cheia de nostalgia, curiosidades, risadas e algumas tentativas sinceras de encontrar qualidades em um dos filmes mais controversos da história dos videogames.

DW Brasil Notícias
Como a independência dos EUA influenciou revoltas no Brasil

DW Brasil Notícias

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 19:25


Foi em julho de 1776 que 13 colônias declararam a independência do que hoje são os Estados Unidos da América. E esse movimento, inédito em todo o território americano, influenciou uma série de movimentos ou mesmo ideais independentistas. Inclusive, e muito, no Brasil. Mas como isso ocorreu?

Fabio Audioblog's Life - Podcast do Fabio
16 de Julho de 2026 — #TBT da Vida: Saudade, Crushes e Esperança!!

Fabio Audioblog's Life - Podcast do Fabio

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 76:49


O TBT DA VIDA: ENTRE SAUDADES, CRUSHES E ESPERANÇAComecei o episódio de hoje sem assunto. Estava cansado, depois de um dia de treino, natação, trabalho na Drops Jurídico, cuidados com minha mãe e, naturalmente, com o meu querido Tufão.Como era quinta-feira, pensei em falar de TBT. Mas não daquele TBT feito apenas de fotografias antigas. Falei do TBT das pessoas que passaram pela nossa vida.Há pessoas que deixam lembranças.Outras deixam cicatrizes.Algumas deixam saudade.E existem aquelas que deixam a memória de um futuro que poderia ter acontecido.O Toshi foi assim para mim. Foi alguém com quem eu realmente acreditava que construiria uma vida. Havia planos, amor e a possibilidade concreta de uma história a dois. A morte interrompeu aquilo que nós pretendíamos viver. Restou a saudade, mas também a gratidão pelo que existiu.O passado, porém, não pode se transformar em prisão.Hoje, o meu coração continua aberto. Há o eterno crush Agnaldo, do pet shop, e há o Gabrielzinho, do Carrefour, que desperta em mim carinho, ternura e vontade de amar e ser amado.Não sei o que o futuro reserva. Não posso obrigar ninguém a gostar de mim, a me escolher ou a desejar viver aquilo que eu desejo. Posso apenas respeitar, admirar, desejar felicidade e continuar acreditando.Eu sei muito bem o que quero viver. Não posso exigir que ninguém queira viver o mesmo que eu, mas posso, sim, buscar alguém que queira caminhar na mesma direção.Talvez esse seja o verdadeiro TBT da vida: olhar para trás com gratidão, lembrar com carinho de quem marcou nossa história, viver o presente com serenidade e não fechar a porta para aquilo que ainda pode acontecer.Todo mundo já teve um Toshi, um Agnaldo ou um Gabrielzinho na própria história.O coração pode guardar saudade sem desistir da esperança.

SENTA DIREITO GAROTA!
#257 • SAMBA DO CORAÇÃO | Com Egili Oliveira

SENTA DIREITO GAROTA!

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 47:16


Neste episódio do Senta Direito Garota!, Juliana Amador recebe Egili Oliveira, atriz, palestrante, pesquisadora das culturas afro-brasileiras, produtora cultural, estudante de jornalismo e criadora da metodologia Samba do Coração.Com mais de duas décadas de trajetória no Carnaval e nas artes, Egili transformou o samba em uma ferramenta de educação, pertencimento e impacto social. Foi a primeira passista a levar aos Estados Unidos uma palestra sobre samba e identidade brasileira.Na conversa ela fala sobre racismo, representatividade, ancestralidade , autoestima, os bastidores do Carnaval, empreendedorismo, educação, espiritualidade e o poder da cultura como instrumento de transformação social.Um episódio inspirador sobre identidade, resistência e a força das mulheres que transformam o mundo.

Convidado
Presidenciais em STP: "Há uma polarização geral que deixa em aberto o resultado"

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 9:47


Em São Tomé e Príncipe, mais de 142 mil eleitores são chamados às urnas, este domingo, 19 de Julho, para escolher o próximo Presidente da República. Há quatro candidatos a concorrer ao escrutínio: Carlos Vila Nova (recandidato ao cargo) e ainda Eugénio Tiny, Nito D'Abreu e Miques João. A RFI fez um balanço da campanha eleitoral em São Tomé e Príncipe com o analista político são-tomense, Abílio Neto, radicado em Portugal, a quem começámos por perguntar qual dos candidatos chega ao fim da campanha eleitoral em melhor posição e porquê. RFI: Qual dos candidatos chega ao fim da campanha em melhor posição e porquê? Abílio Neto: Essa é uma pergunta muito complicada porque tem duas respostas. A primeira resposta é que, relativamente a quem poderá vir a ser o vencedor, eu tenho dúvidas de que possam existir certezas nessa altura. É evidente que o incumbente parte sempre como favorito. Entretanto, nós sabemos também que, de uma forma global, na política, hoje, os incumbentes, por via do desgaste, por via de uma série de situações específicas do momento que nós vivemos, os incumbentes têm estado a perder sucessivamente eleições. Não sei se São Tomé e Príncipe confirmará essa tendência global, mas desconfio profundamente que sim, que possa também fazer parte dessa tendência global. Mas também existe aqui uma outra situação, que é uma situação específica de São Tomé e Príncipe. Neste momento, vemos, mais do que nunca, uma espécie de polarização geral e generalizada, que deixa em aberto o resultado final. Portanto, entre os dois grandes favoritos, Miques João e o actual Presidente Vilanova, um deles vencerá as eleições. Eu não tenho a certeza de que existam, nesta altura, dados que nos possam indicar, com certeza e com rigor, os favoritos inquestionáveis. Agora, há aqui uma outra questão, que é saber quem pode vencer as eleições não ganhando as eleições. RFI: Há algum que se destaca nesse sentido? Abílio Neto: Há, sim senhora. Eu acho que o advogado Miques João, personagem um pouco complicada e complexa no nosso ambiente político, demasiado activista, demasiado interventor, demasiado polémico, demasiado, diria eu, até ziguezagueante, mas que, neste final de campanha, tem dado notas de alguma ponderação, de alguma compreensão do sistema e até de alguma moderação no discurso. Isso parece-me que é uma boa notícia porque começava-se a cair numa espécie de descrédito generalizado, em que se olhava para as candidaturas praticamente como uma espécie de acto de voluntarismo pessoal e individual, sem que houvesse substância que sustentasse esse ímpeto para se ser candidato. Agora começamos a perceber que todos eles, todos os quatro, têm qualidades para poderem ser presidentes de São Tomé e Príncipe, alguns com mais qualidades, outros com menos. RFI: Considera que durante a campanha foi dada mais visibilidade a Carlos Vila Nova do que a outros candidatos? Pergunto-lhe que hipóteses tiveram os outros candidatos para também se fazerem ouvir e falar com os eleitores? Abílio Neto: Em termos institucionais, o que tem que ver com o previsto na legislação eleitoral e também na Constituição de São Tomé e Príncipe, há uma certa ideia de igualdade de oportunidades políticas para todos os candidatos ou para todas as candidaturas. Isso parece que está mais ou menos a cumprir-se. Toda a gente tem acesso à comunicação social pública. Houve um debate entre os quatro. Houve entrevistas individualizadas com os candidatos na televisão de São Tomé e Príncipe. Houve, e tem estado a haver também na RTP África, entrevistas curtas, mas muito interessantes, com os quatro candidatos. A esse nível, não há grande questão. O problema está no financiamento das campanhas. Há, de facto, duas campanhas que se destacam, destacando-se ainda mais a campanha do actual Presidente da República. Eu acho que está a ser exagerada toda a capacidade financeira que tem para fazer campanha. Isso até começa a ser asfixiante para os próprios são-tomenses, que não querem e já nem sequer têm paciência para ver tanta ostentação de capacidade financeira por parte de uns candidatos, relativamente a outros candidatos. Em segundo, também vem o Nito Viegas d'Abreu, que é um candidato que vem de uma parte considerável da ADI, apoiado pelo Patrice Trovoada, o seu líder, que também mostra pujança financeira, comparando naturalmente com os outros dois candidatos, que têm muito menos recursos para o efeito. RFI: Na sua opinião, qual foi o tema que mais marcou a campanha? Temos conseguido falar com várias pessoas que se mostram revoltadas com a falta de combustível, a inflação, os apagões recorrentes, o mau estado das estradas. Para si, qual foi o tema mais marcante desta campanha? Abílio Neto: Bem, há aqui duas situações. A primeira, de uma forma geral, a campanha foi pouco rica do ponto de vista dos conteúdos políticos que definissem com clareza o que pensam os candidatos sobre uma série de assuntos que são assuntos de competência presidencial. Está na nossa Constituição as competências do Presidente da República num semi-presidencialismo de pendor parlamentar, como é o nosso, e gostaria de ouvir os candidatos a serem muito mais claros numa série de situações, que são situações limite e constam da nossa Constituição e que levantam e têm levantado muitos problemas. Sobretudo porque eu acho que é assim, e tem sido essa a nossa história democrática, tendo a Presidência um pouco como o foco da instabilidade política e governativa no país. Mais a Presidência do que o Parlamento e até do próprio Executivo. Sendo assim, sendo a Presidência o foco das crises políticas no país, o foco principal, eu gostaria de ouvir muito mais coisas dos candidatos sobre como eliminar esse foco. É evidente que existe essa coisa em São Tomé e Príncipe de não se conseguir distinguir a Presidência do Presidente, o que torna naturalmente o exercício do cargo muito mais personalizado e individualizado do que propriamente institucional. E daí a crise profunda da nossa democracia a partir da Presidência. Bem, isso é um caso. É o meu olhar. Agora, a questão é outra. O Presidente Vila Nova, que é o incumbente, fez um exercício terrível de recuo no nosso ambiente institucional e, sobretudo, no Constitucional. Ele demitiu um governo e promoveu um governo de iniciativa presidencial. Isso não existe na nossa Constituição, não existe na nossa legislação e nem sequer existe na lógica da ciência política que sustenta a nossa Constituição. RFI: Esse episódio de que está a falar gerou uma forte disputa política no país. Será que, depois desse período conturbado, estas eleições poderão representar um momento de estabilização, na sua opinião? Abílio Neto: Pode ser, e era aqui que eu queria chegar quando chamei esse momento, que foi um momento importantíssimo, na minha perspetiva porque é o momento em que o Presidente, ao contrário daquilo que o semi-presidencialismo aconselha, o Presidente junta-se ao executivo porque o executivo é um executivo dele. Foi ele que, para lá da Constituição e para lá daquilo que a Constituição lhe diz para fazer, ele cria um governo que é um governo seu. Portanto, aqui está o segundo ponto: se o governo não consegue ser performante, o Presidente é o principal responsável por aquilo que acontece no executivo. Não há outra forma de olhar. E é assim que a cidadania, que o povo, está a olhar para estas eleições e a olhar para o incumbente. Está também a avaliar o governo de iniciativa presidencial que ele propôs e impôs ao país. E o que é que esse governo tem de relevante? Tem de relevante que ele é muito impopular, e é muito impopular exactamente pelo quadro económico e social que a Stefanie Palma acabou de contextualizar e que é o real... A crise energética, a crise de acesso à água, uma série de crises que afectam o quotidiano da vida das pessoas e, naturalmente, também o encarecimento geral do poder de compra. Isso é evidente para todos. Portanto, quando as pessoas olham para o atraso no pagamento dos ordenados, etc., etc., e das reformas, enfim, uma série de problemas que o governo teve, que não tem necessariamente que ser responsabilidade do governo, podem ser responsabilidades até importadas e algumas delas efectivamente são importadas pela circunstância internacional que nós conhecemos. Mas muitas delas têm a ver com a atitude do governo e essa ligação intrínseca entre o Presidente e o actual governo. Qualquer são-tomense que vive no país ou fora do país e que olhe para a nossa política percebe exactamente isso que eu acabei de dizer aqui. RFI: Há muitas questões, de facto, em aberto. Pergunto-lhe agora até que ponto é que estas eleições presidenciais podem e vão influenciar as legislativas marcadas para o próximo mês de Setembro? Abílio Neto: Vão influenciar muito e, na minha perspectiva, vão influenciar muito porque todo o quadro político-partidário está fraccionado, está debilitado. Os partidos tradicionais estão todos eles a viver à base de conflictualidade intensa entre facções. O que é que isso quer dizer? Quer dizer que existe aqui uma possibilidade, uma abertura para serem partidos regeneradores, partidos que não tenham ligação ao sistema, que não têm ligação a agentes do sistema, que tenham toda uma linguagem e todo um discurso que ultrapasse, diria eu, os vícios do sistema. Para mim, essa é que é a perspectiva interessante: tentar perceber se, na sociedade civil são-tomense, se a cidadania são-tomense está capaz de propor alternativas, muito mais do que olhar para o quadro tradicional dos partidos políticos, onde não se vê que venha nada de novo nem nada de especialmente interessante.

Enterrados no Jardim
A flotilha, os refugiados, a Odisseia e o marisco. Uma conversa com Miguel C. Duarte

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 252:23


Vulgarizamo-nos ao sermos forçados a explicar de todas as vezes os elementos decisivos das nossas vidas. Abandonada a paixão, limitados a uma frieza racional, de modo a bater certo com os critérios desse espírito mediano, esse que se abstém diariamente de qualquer ímpeto ou febre que possa obrigá-lo a fugir de si mesmo. Que dificuldade em chegar perto daquele lado perverso que torna alguns homens seres quase inenarráveis, por não serem só uma coisa, mas tantas, capazes do melhor e do pior, de acordo com aquilo que as circunstâncias lhes exijam. Como sentimos falta daqueles pesquisadores do impossível, aqueles capazes de o seguirem para lá de todas as coordenadas lógicas, plausíveis, mimando desde sempre uma suspeita ou desdém por ideologias, abstracções, antes guiando-se pela luz estelar das experiências concretas, expressas com um fulgor capaz de renascer de cada vez e a cada boca, e de lançar a sua voz além deste mundo desencantado. Alguns não querem recordar nada que se tenha passado neste mundo que não lhes diga respeito, e do mesmo modo se esquecem que uma “vida verdadeira”, como a ambicionava a criança delirante, está tantas vezes mais perto do insólito, do acidental, dos elementos da catástrofe e até do aberrante do que entre aquilo que é frequente, uniforme e regular. A experiência, nas suas dimensões irracionais, seja sensória, afectiva ou imaginativa, tem o seu próprio enredo de evidências e puxa-nos para um contacto com uma realidade encantadora e selvagem, bem mais rica do que aquelas que nos promete a razão. «De tais poderes ou seres tão grandiosos poderá haver uma sobrevivência concebível… uma sobrevivência de um período extremamente remoto quando a consciência se manifestava, talvez, sob formas e figuras desaparecidas muito antes da maré da evolução humana… formas das quais somente a poesia e a lenda retiveram uma memória esvoaçante e lhes chamaram deuses, monstros, seres míticos de todas as espécies (…)», anotava Algernon Blackwood à cabeceira de Lovecraft. Mas de que nos pode valer hoje esse impulso de entoar os tão antigos versos, buscar essas formas, suplicar encostando tanto quanto possível esta língua ao grego…? «Canta em mim, Musa, e através de mim conta a história/ desse homem hábil em todas as formas de luta,/ o viajante, perseguido durante anos a fio,/ depois de ter saqueado a sagrada cidadela/ erguida no altivo cimo de Tróia»… De que adianta, hoje, quando não acreditamos nas nossas próprias palavras, não as levamos tão a sério que elas sejam o nosso mais incisivo reflexo, a imagem que não se esbate, mas fica na memória dos demais, e ali produz a sua vertigem inesquecível, de que adianta procurarmos como reflexo um rosto vivo, atento, capaz de atravessar igualmente o que foi ou será? O que diz toda esta hesitação sobre os laços e pactos que tentamos forjar? Não seremos hoje meros ladrões de sentido, disputando bagatelas, numa tagarelice de frívolos intriguistas, incapazes de um curso perturbador ou de um gesto altivo, reverente ao mais largo dos tempos, e de um ritmo irado aqui, ali doce, que teça a expansão de um outro mundo? E quanto às palavras, o que ocorre nelas se não captam mais que a flutuação de um instante e se desfazem como areia mal nos deixam a boca? Que deserto se estende no tanto que é dito apenas para adiar a acção? Consumidos pela ironia e o desdém, no terror da nossa perdida inocência, não é verdade que nem sabemos já coser novas e velhas canções, restabelecer o selo quebrado? Meia-noite e meia… é a hora naquele poema de Roger Wolf, em que ele se acha a resvalar para mais outra insónia, dizendo: «e eis-me aqui/ a fumar até que me mate/ em frente a uma tela negra/ suja de manchas/ verdes.// Aí fora, em alguma/ parte, em todas,/ ensaios de cadáver/ arrastam-se até ser manhã/ na esteira de outra/ noite vazia.// Pergunto-me/ o que teria dito/ Homero.» O título do poema é: «Algo mais épico com certeza.» Afundados num tom baixo, até os piores crimes, os efeitos mais letais não deixam nunca de ser reles, resultado de seres que alcançam a infâmia do lado da sordidez, e que lamuriosos então ainda são eles... E não escapamos a esse gemido literário de obras que vão saindo em série de um vazio de experiência que nada tem a ver com a altissonante grandeza daquilo que nos é narrado nos relatos da antiguidade. É evidente que um Homero, hoje, servir-se-ia de outras linguagens, e o mais certo é que quisesse dominar a arte que a todas as pudesse coser num fôlego assombroso: do sopro e do ínfimo detalhe até à torrente avassaladora, da menor à mais desafiadora das escalas, devolvendo-nos à intimidade de heróis com e sem aspas, às suas contendas num mundo cheio de deuses. Foi isso o que Nolan conseguiu com a sua tradução. Ao recompor nos nossos dias a grande tradição épica, fá-la reflectir uma época que se reconhece nas palavras de José Emilio Pacheco: «Ninguém viveu como nós a experiência da evanescência. Pela primeira vez desde que se instalou a ideia de progresso, sentimos o porvir como uma ameaça. Perdemos tudo: ideias, crenças, costumes, cidades, afectos.» De algum modo, nunca o real nos foi mais estranho, e se cada vez mais nos conformamos com a norma, é natural que nos esquivemos à misteriosa condição que foi a dos homens num passado que nos surge como um enigma tão perturbador como o futuro. Mesmo na arte, as ditas criações limitam-se a acumular juros sobre o que já é conhecido, de tal modo que somos prisioneiros de sequelas cada vez mais inócuas do que foi feito antes. Maldiney diz-nos que só é real o inimaginável, ou seja, que devemos procurá-lo naquilo que não esperávamos. Assim, a verdadeira arte é tudo aquilo que procure realizar esse paradoxo que passa por preencher o inesperado. «A arte expõe-nos àquilo que há de menos provável, àquilo que, de súbito, trazendo consigo o instante da sua surpresa, se mostra nesse instante como estando ali desde sempre.» Hoje, é preciso unir a juventude à velhice. Aquela, na sua tempestuosa ingenuidade e fervor, poderá regenerar em nós o ímpeto da acção, ao passo que a idade, essa que poucos prazeres deixa aos homens, afia neles o sentido do gosto, uma inclemência diante das criações que só servem para antecipar o vazio. Como nos diz Agamben, «para o velho, todos os tempos são contemporâneos, e nesse inebriamento cada momento sai do seu contexto, tornando-se simultâneo, isto é, similar a qualquer outro. Todos os rostos são restituídos à sua semelhança, todos os gestos exultam e acenam, chamam-se uns aos outros, como os pássaros quando apanhados no visco. A memória – o visco – do velho não é cronológica, não conhece o tempo – somente o evo, a criança que joga o seu jogo, fazendo dele o seu reinado.» Foi isto o que fez Nolan, traduzir para a contemporaneidade, trazer as mitologias como um fôlego que devolverá vida a esta carne. Então, veremos o que temos diante de nós, agora que mesmo as estrelas parecem infectadas, e os venenos da terra infectam o sangue recebido dos imortais. É evidente que não sabemos falar como eles, não porque não tenhamos as mesmas ou outras palavras similares, mas porque na nossa boca esse sopro já não transporta tanta vida, nem admite aquela ânsia de espiar a utopia. Frequentámos por demasiado tempo este inferno a baixa temperatura, e fomo-nos deixando cozinhar nos seus vapores, de tal modo que não saberíamos dizer em que direcção correm essas brisas subtis que apontam para o paraíso. Uma prova da ignorância dos fisiologistas, diz-nos Ceronetti, é que não consideram a boca um órgão sexual. Ora, a boca é não só o principal órgão sexual, como a fala tem o poder de engravidar homens e mulheres através dos séculos. Mas percebe-se logo na entoação se aquilo que é dito transporta no hálito a gravidade capaz de sustentar a órbita do que é dito. Isaac Babel, Red Cavalry: «Consigo ver as feridas do teu deus a destilarem sémen, um veneno perfumado para intoxicar virgens.» Hoje só conhecemos a cópula oral na sua feição mais devastadora… «No auge das suas exaltações oratórias, Hitler ejaculava; era esse o momento em que a Multidão se encontrava inteiramente sob o seu domínio. Realizava uma cópula monstruosa, um incesto desconhecido das leis sagradas. A Multidão era fecundada por demónios, que pouco depois saíam do seu ventre. Assim se explica como um só homem pôde ser o pai de tanto mal.» (Ceronetti). Antes de irmos para férias, e para tomarmos o pulso às existências que tudo arriscam e que estão do outro lado da aura de destruição controlada deste tempo, contámos com a orientação de Miguel C. Duarte, activista que passou a última década ligado a missões civis de resgate de migrantes no Mar Mediterrâneo, e que esteve sob a mira da nossa fachoesfera caseira pela participação, em 2025, na Flotilha Global Sumud que partiu em missão humanitária com destino a Gaza.

Endörfina com Michel Bögli
#473 Daniele Menuci

Endörfina com Michel Bögli

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 142:21


A minha convidada de hoje sempre encontrou uma forma de se manter em movimento. Na infância, dividia o tempo entre a natação, a bicicleta, os patins e o futebol, esporte que aprendeu a gostar influenciada pelo pai. Aos 9 anos, descobriu o surf e passou a praticar bodyboarding. Na adolescência, experimentou diferentes modalidades, entre elas vôlei, handebol, capoeira, boxe e muay thai. Formou-se em Direito, construiu uma sólida carreira, casou-se, teve dois filhos e continuou surfando. Paralelamente, mantinha uma rotina ativa entre a natação e a academia. Nesse período, também passou por um divórcio e começou a correr. Em 2016, porém, uma fratura por estresse a levou para a bicicleta e, após a recuperação, decidiu experimentar o triathlon. Naquele mesmo ano, participou da sua primeira prova na modalidade. Em 2017, completou o Challenge Florianópolis, na distância de meio Ironman. Em 2018, casou-se com o treinador e triatleta Thiago Menuci, mesmo ano em que estreou no Ironman Brasil. Abriu-se então um caminho que a levaria para desafios até então inimagináveis. Voltou à Ilha da Magia no ano seguinte e, em 2020, completou o Soloman Full Distance. Durante a pandemia, colocou em xeque sua escolha profissional e, com a ajuda e o incentivo do marido, decidiu promover uma mudança importante na carreira. Ainda advogando, iniciou uma nova graduação, desta vez em Educação Física. Foi se envolvendo cada vez mais até que tomou a decisão de trabalhar na assessoria esportiva do marido e deixar a advocacia. Foi um caminho sem volta e, pensando na evolução da sua nova fase profissional, graduou-se também em Nutrição e, posteriormente, concluiu uma pós-graduação em Nutrição Esportiva. Após anos acompanhando o marido em provas de ultraendurance, construiu a autoconfiança necessária para direcionar sua atenção às provas de endurance extremo. Em 2022, participou do Canadaman. Em 2023, completou a Haute Route Pirineus já de olho no UB515 de 2024, ano em que participou também do Serranoman. No ano seguinte, participou do Norseman, uma das provas mais tradicionais do circuito mundial de triathlon extremo. Conosco aqui, uma advogada que se tornou coach em neurolinguística, uma treinadora que se tornou também nutricionista esportiva, uma mulher que se tornou triatleta em busca de provas cada vez mais extremas e desafiadoras, mãe do Erick e da Pietra, sócia da Menuci Assessoria Esportiva. Uma porto-alegrense que trocou os tribunais pelas montanhas, Daniele Crivelaro Menuci. Inspire-se! Race Smart - check your heart Este episódio é oferecido pela @z2perfomance  e pela @2peaksbikes A Z2 lançou o Performance System, uma linha pensada em organizar a suplementação ao longo da rotina do atleta, com produtos que cumprem papéis específicos dentro da performance. A linha tem dois produtos: a Creatina e o Nitrato. E um produto da Z2 que merece atenção: o Saltz Pastilha. Reposição de eletrólitos num formato inédito no Brasil. Dissolve na boca, repõe sódio, potássio e magnésio na hora, sem precisar de água. Compacto e ideal pra treinos e provas. Siga @z2performance e fique por dentro do universo da Z2. A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Santa Cruz Bikes, da Yeti Cycles e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala.  A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo.  Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.

Kiwicast - O Podcast da Kiwify
Aprendi a Vender na Internet Sem Aparecer | Luana Bittencourt - Kiwicast #726

Kiwicast - O Podcast da Kiwify

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 69:04


No episódio de hoje do Kiwicast, recebemos Luana Bittencourt, especialista em vendas sem exposição que saiu do interior endividada, sem e-mail, sem Wi-Fi e sem nunca ter vendido nada na vida  e faturou mais de R$5 milhões nodigital sem aparecer uma vez sequer.Durante 7 anos ela e o marido acordavam às 4h da manhã para tirar leite de vaca. Sete anos de entrega total, mais de meio milhão em dívidas acumuladas e zero resultado financeiro. Quando deixou o interior pela cidade, a vida ficou ainda mais difícil. Foi nesse momento desesperador que o digital apareceu. Começou do zero absoluto, sem saber o que era um e-mail, virou afiliada e faturou R$2 milhões. Depois uma gravidezde risco, uma depressão e o negócio quebrando de vez. Reinventou tudo, lapidou uma estratégia de vendas sem exposição e em exatos 1 ano e 2 meses vendeu R$800mil sem aparecer uma vez.No Kiwicast, ela falou sobre:●     Como saiu do fundo do poço sem estudo e sem internet e construiu uma operação de R$5 milhões no digital●     Por que vendas sem aparecer não é luxo mas sim estratégia●     O que faz as pessoas pularem de galho em galho e nunca chegarem lá●     Como reinventou a operação depois de tudo quebrar●     Qual foi a decisão que veio antes do dinheiro e mudou tudoAprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify

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Sondagem PÚBLICO: a análise aos resultados e o Estado da Nação

Soundbite

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 12:11


Foi com dois ministros envoltos em polémicas que Luís Montenegro entrou no debate do estado da nação desta quinta-feira. Pressionado pela oposição, garantiu que mantém a confiança – "plenamente" – no titular da Administração Interna, Luís Neves, assim como "em todos os ministros". Quanto ao processo de classificação digital dos exames nacionais, elogiou o ministro da Educação, rejeitou um cenário de "caos" e fez um mea culpa ao admitir que "nem tudo correu bem". Saiu do Parlamento sem garantir que o prazo de afixação das notas vai ser cumprido. Neste Soundbite analisamos ainda a sondagem da Universidade Católica para PÚBLICO/RTP/Antena 1.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Artes
Peça “Nasr et Dinn” leva “liberdade, tolerância e muita ternura” ao Off Avignon

Artes

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 11:23


A peça de teatro “Nasr et Dinn” revisita o universo de uma personagem lendária do mundo oriental, famosa pelas suas histórias curtas que misturam humor e sabedoria popular. O espectáculo está no Festival Off Avignon até 25 de Julho e fomos conversar com a actriz Valérie da Mota sobre a peça infantil que aborda temas como a liberdade de pensamento, a tolerância e o espírito crítico. Quem foi Nasreddine Hodja e por que é que as suas histórias continuam a ecoar com os dias de hoje e a serem transformadas em peças de teatro? Foi o que fomos perguntar a Valérie da Mota, actriz e fundadora da companhia de teatro Va Sano Productions, que está pela segunda vez no Festival Off Avignon, agora com a peça “Nasr et Dinn”. O espectáculo revisita o universo desta personagem lendária do mundo oriental, conhecida pelos seus contos morais e divertidos. Interpretada e encenada por Valérie Da Mota e Romans Suarez Pazos, a peça acompanha as aventuras de Nasr, de Dinn e do seu inseparável burro numa viagem repleta de encontros, questões inesperadas e respostas irreverentes. “Estas histórias ensinam-nos a liberdade, a liberdade de estar, a liberdade de crer. Para as crianças, é muito importante saber que você pode ser diferente e que não há nenhum problema, e também para os adultos. Estas histórias também falam da felicidade de estar aqui e não pensar sempre no dia de amanhã, e também falam da fé (...) Temos histórias que falam do poder, histórias que falam de dinheiro e histórias que falam da liberdade”, conta-nos Valérie da Mota, numa esplanada junto ao Collège de La Salle, onde é apresentada a peça “Nasr et Dinn” no âmbito do Festival Off Avignon. Há teatro, música ao vivo, desenho digital e muito humor neste trabalho que parte dos contos de Nasreddine Hodja para abordar temas universais como a liberdade de pensamento, a tolerância e o espírito crítico. “Eu acho que é importante trazer personagens que trazem esta ideia de liberdade, de tolerância, uma personagem também com muita ternura. E o riso que pode trazer sabedoria”, sublinha Valérie da Mota. Oiça a conversa neste programa. 

No Bad Vibras
#119: O calor, o Alive e estar em concertos!

No Bad Vibras

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 87:01


Hot Farm
Did MAHA really go from dominant to done?

Hot Farm

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 34:44


Some parts of the media have pronounced MAHA DOA PDA. But maybe they're just FOI? Helena and Theodore discuss. They also tackle the staggering, stunning, Holy Guacamole adoption of GLP-1s by Americans, and the rise – and risks – of compounded weight loss drugs and direct-to-consumer pharma. Finally, a good vibe: a pool full of pickles for a proper purpose!

Para dar nome às coisas
S08EP334 - E se não precisasse ser difícil?

Para dar nome às coisas

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 35:06


Tinha um cheiro de erva doce misturado com baunilha no boxe. Eu estava em pé com as duas mãos espalmadas na parede da frente e com a minha panturrilha direita embaixo do chuveiro. Como o chuveiro era grande, as gotas caiam tanto na minha lombar, quanto no músculo da minha perna. Na sequência fiquei reta embaixo do chuveiro, enquanto aquela água quente e forte caía na minha cabeça, no meu rosto, nos meus ombros. As paredes do banheiro eram grossas, por isso ninguém conseguia ouvir, mas eu estava dizendo o tempo todo: meu Deus, como eu precisava disso. Meu Deus, como eu precisava. Não sei quanto tempo eu fiquei ali, só sei que quando eu desliguei o chuveiro e puxei a toalha, eu senti uma onda de relaxamento subindo dos meus pés até o meu couro cabeludo.  Era uma sensação tão boa, que eu  desisti de sair. Larguei a toalha no mesmo lugar e liguei o chuveiro mais uma vez. Quando eu finalmente saí do boxe, eu estava me sentindo tão relaxada e mole, que eu deitei na cama enrolada com a toalha mesmo. Foi quando eu repeti pela última vez: meu Deus, como eu precisava disso. Mas esse é o fim da história, para essa cena fazer sentido, a gente precisa voltar no tempo.É por aí que vai o episódio dessa semana, você vem?identidade visual: @‌amandafogacatexto: @‌natyopsPALESTRAS:SP: https://www.almatickets.com.br/events/natlia-sousa-em-so-paulo-palestra-para-a-vida-no-virar-um-borro-11092026-saopaulo?promo=PARADAR5OFFRJ: https://www.almatickets.com.br/events/natlia-sousa-no-rio-de-janeiro-palestra-para-a-vida-no-virar-um-borro-12112026-riodejaneiro?promo=PARADAR5OFFBH:https://www.almatickets.com.br/events/natlia-sousa-em-belo-horizonte-palestra-para-a-vida-no-virar-um-borro-17102026-belohorizonte?promo=PARADAR5OFF*Apoie a nossa mesa de bar: https://apoia.se/paradarnomeascoisas*Café com brigadeiro: https://open.spotify.com/episode/3SvTD2Tp7oxT3DkcMJc2Bl?si=C1iO_xswRwuNxz3EqnxgLgCanal no Youtube: https://youtu.be/styHXc9sbEY?si=qgkvYlgY4UuQckP1*PUBLICIDADE: MERCADO LIVREChegou o Anittaço do Mercado Livre, são ofertas imperdíveis com até 70% OFF, até 24x sem juros com cartão Mercado Pago e frete grátis nas compras acima de R$19. Corre pro app: https://bit.ly/4w3bR3lVálido até 19/07/2026 para produtos selecionados e conforme disponibilidade. Veja os modelos participantes, preços e condições vigentes em mercadolivre.com.br/descontaco. Confira as condições em http://mercadolivre.com.br/l/fretegratis . Análise comparativa independente, baseada em cálculo da média dos prazos de entrega ofertados durante o período 19/03/2026 e 24/03/2026.

FALA COM ELA
FALA COM ELA com Adélia Carvalho

FALA COM ELA

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 50:58


Foi a sua formação como educadora de infância que espoletou o gosto pelos livros. Em 2007, abriu a livraria Papa-Livros, no Porto. Também autora, é comissária do festival Escritaria, em Penafiel, programadora cultural do Onomatopeia, em Valongo, e do festival Em Nome da Terra, na aldeia de Melo, Gouveia.

Kiwicast - O Podcast da Kiwify
Abandonei a nutrição e hoje escalo vendas no TikTok Shop | Lígia Lima | Kiwicast #724

Kiwicast - O Podcast da Kiwify

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 75:39


No episódio de hoje do Kiwicast, recebemos Lígia Lima, nutricionista e zootecnista que entrou no TikTok Shoppara testar produtos e descobriu um modelo que hoje fatura em média R$1 milhão por mês  com 30 contas ativas e lives que começam às 3h30 da manhã.Foi testando em live, foi lendo o comportamento do público e percebeu o que poucas pessoas percebem: a plataforma não faz ninguém rico. Quem faz é a capacidade de aprender a vender.No Kiwicast, ela falou sobre:●     Como uma nutricionista foi parar no topo do TikTok Shop vendendo em live●     Por que o TikTok tem o melhor tráfego orgânico do mercado hoje●     Como o TikTok banca metade do produto em live e o que isso muda na operação●     O que derruba uma operação no TikTok Shop antes de ela escalar●     Como ela vendeu 600 cafeteiras em 3 horas em pleno carnaval●     Por que a plataforma não faz ninguém rico e o que realmente fazAprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify

Igreja do Amor
# 908 - Yahweh Rapha, o Deus que cura - Pra. Talitha Pereira

Igreja do Amor

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 53:41


YAHWEH RAPHA: O Deus que cura | Série Os Nomes de Deus (Mensagem 2) E se Deus quisesse curar justamente a ferida que você aprendeu a esconder? Nesta segunda mensagem da série Os Nomes de Deus, descobrimos como Deus se revelou a Israel em um lugar chamado Mara, onde as águas eram amargas. Foi exatamente ali, no cenário da dor, da decepção e da sede, que Ele declarou: "Eu sou Yahweh Rapha", o Senhor que cura. Nesta pregação você vai descobrir: ✔️ Como Deus transforma a amargura em restauração ✔️ Por que a cura de Deus começa nas feridas que você esconde ✔️ Como Yahweh Rapha restaura o coração e transforma sua dor em testemunho Assista até o final e descubra que o Deus que curou as águas de Mara continua curando corações, restaurando histórias e trazendo esperança para quem pensava que nunca mais seria o mesmo.

JORNAL DA RECORD
13/07/2026 | 1ª Edição: Farmácia é assaltada pela segunda vez em menos de três dias na zona sul de São Paulo

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 3:30


Confira nesta edição do JR 24 Horas: Três suspeitos roubaram uma farmácia na Vila Clementino, na zona sul de São Paulo. Foi o segundo roubo ao local em três dias. A Polícia Civil segue à procura dos suspeitos. Segundo a corporação, o crime teria sido cometido por dois homens e uma mulher. O grupo levou dinheiro do caixa e medicamentos. E ainda: homem é obrigado a ficar de joelhos durante roubo na zona sul de São Paulo.

Kiwicast - O Podcast da Kiwify
Não Sabia Nem Curtir Story e Me Tornei Especialista Em Vendas Online | Edilson Santana | Kiwicast #723

Kiwicast - O Podcast da Kiwify

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 53:50


No episódio de hoje do Kiwicast, recebemos Edilson Farias Santana, especialista em vendas online que entrou no mercado digital sem ter uma conta no Facebook ou no Instagram e em 3 anos faturou R$3 milhões.A história começa na pandemia. Trabalhava de manhã, tarde e noite na CLT. A esposa precisava pegar o celular pra mostrar qualquer coisa no Instagram. Não sabia nem curtir story. Foi alique a chave virou.Começou como afiliado, migrou para produtor e hoje tem mais de 1.300 alunos, aulas ao vivo de segunda a quinta esuporte individual direto com ele. E ensina um modelo pouco falado no digital: vender produto físico com pagamento na entrega.No Kiwicast, ele falou sobre:●      Como entrou no digital do zero absoluto, sem rede social e sem conhecer ninguém do mercado●     O que é o modelo de produto físico com pagamento na entrega e por que funciona para iniciantes●     O erro mais comum que mata a operação do afiliado antes de ela começar●     Como saber a hora certa de migrar de afiliado para produtor●     Por que suporte individual diário acelera o resultado dos alunosAprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify

Les chemins de la philosophie
[DÉCOUVERTE] Foucault retrouvé, 16 leçons de philosophie | 10/16 · La foi et l'aveu

Les chemins de la philosophie

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 22:26


durée : 00:22:26 - Avec philosophie - Comment gouverne-t-on par la vérité ? En 1980, dans son cours "Du Gouvernement des vivants", Michel Foucault explore les formes d'adhésion et de contrainte par lesquelles les sujets sont amenés à reconnaître le vrai et à dire vrai sur eux-mêmes. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Histórias para ouvir lavando louça
Depois de muitas relações abusivas, me apaixonei por uma colega de trabalho

Histórias para ouvir lavando louça

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 11:03


Durante muito tempo, Sayuri acreditou que amar significava suportar. Foi preciso atravessar a culpa, relacionamentos complicados, a maternidade e o esgotamento para descobrir que o amor de verdade não grita, não controla e não faz alguém esquecer de si.Ainda criança, ela cresceu tentando expulsar de si os sentimentos que acreditava serem pecado. Entre as orações de domingo e os primeiros apaixonamentos por meninas, carregava uma culpa que ninguém deveria conhecer tão cedo. Quando descobriu que também gostava de homens, acreditou ter encontrado o caminho para uma vida "normal". Mas os dez anos ao lado do noivo terminaram um mês antes do casamento, deixando para trás não apenas um coração partido, mas uma mulher que já havia perdido a própria autonomia.Foi a espiritualidade que a fez olhar para dentro e perguntar por que aceitava tão pouco de quem dizia amá-la. Ainda assim, repetiu velhos padrões em outro relacionamento. Vieram suas duas filhas, o preconceito no trabalho, o pós-parto, as mudanças no corpo e uma rotina marcada por discussões, gritos e solidão. Até entender que não podia convencer ninguém a tratá-la com respeito. Podia apenas escolher sair.A virada aconteceu quando conheceu Roberta. O encanto foi imediato, mas o que transformou Sayuri não foi a paixão. Foi encontrar alguém que respeitava seus limites, acolhia seus medos e nunca a fazia implorar por consideração. Pela primeira vez, ela percebeu que era desejável, mas, acima de tudo, digna de cuidado.Hoje, ela sabe que o maior amor da sua vida não foi aprender a amar outra pessoa. Foi aprender a se escolher. Porque relacionamentos podem acabar, mas quem aprende a se colocar como prioridade nunca mais aceita viver onde o afeto precisa disputar espaço com a humilhação. E, para quem enfrenta esse caminho, ela deixa duas certezas: ninguém atravessa a vida sozinho. Rede de apoio e terapia também são formas de amor.

Kiwicast - O Podcast da Kiwify
Nunca Fiz Tanto Dinheiro Como Manicure Mesmo Sendo Iniciante | Carol Alencar - Kiwicast #721

Kiwicast - O Podcast da Kiwify

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 57:44


No episódio de hoje do Kiwicast, recebemos Carol Alencar, nail designer e criadora de cursos que faturou mais de R$1 milhão fazendo unhas e ensinando outras profissionais a fazerem o mesmo, com mais de 2.000 alunas formadas.A história dela começa cedo. Com 17 anos comprou o primeiro carro à vista fazendo unhas. Teve a oportunidade de cursar a faculdade dos sonhos e escolheu continuar com as unhas. Não foi uma escolha por falta de opção. Foi uma decisão consciente de quem já sabia o que queria.Durante a pandemia atendia à domicílio. Ensinou a irmã e a cunhada, que também viraram manicures profissionais. E quando percebeu que tudo que havia aprendido podia transformar outras vidas, criou seus cursos online.Hoje é referência num nicho que raramente chega a conversas sobre negócios milionários. No post em que anunciouo episódio, ela mesma escreveu: em toda a história do Kiwicast, para falar sobre como fazer isso através das unhas, até então, ninguém havia feito.No Kiwicast, ela falou sobre:●     Por que largou a faculdade para continuar fazendo unhas e não se arrependeu●     Como comprou o primeiro carro à vista aos 17 anos no nicho de beleza●     Como fideliza clientes de um jeito que serve para qualquer profissional de qualquer nicho●     Como vende sem parecer que está vendendo●     Por que no mercado saturado quem se destaca não é o melhor, é quem mostra que é o melhorAprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify

Café Brasil Podcast
Café Com Leite Especial - Quando o Brasil perde

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 30:36


Tá no ar um Café Com Leite muito especial O Brasil perdeu para a Noruega e foi eliminado da Copa. Para muita gente grande, foi só um jogo. Para muitas crianças, não foi. Foi camisa guardada em silêncio, choro no sofá e aquela sensação de que os heróis desapareceram. Neste episódio, Bárbara e Babica conversam sobre a tristeza de perder, a vontade de procurar culpados e uma descoberta difícil: herói também cai. A derrota dói, mas não apaga o amor pelo futebol, pela camisa, nem pela próxima chance de levantar. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Angu de Grilo
Brasil eliminado, novo tarifaço #339

Angu de Grilo

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 85:57


Boa terça, angulers! Não deu! Brasil eliminado da Copa do Mundo 2026. Foi com esse desabafo de frustração e indignação que abrimos o #339. No segundo bloco, pop-up do novo tarifaço de Trump sobre o Brasil. A última rodada de argumentação e negociações começou. Em paralelo, Flávio Bolsonaro tenta, de novo, usar os EUA para interferir na corrida eleitoral e seguem os de dobramentos dos embates de Flávio com Michelle. Sirva-se! Apoie o Angu de Grilo no apoia.se: apoia.se/angudegrilo ou na Orelo: orelo.cc/angudegriloCortes do episódio em vídeo no @angudegrilo no Instagram e Tiktok! Siga, curta e compartilhe! Edição e mixagem: Tico Pro @ticopro_Redes sociais: Claudio Thorne @claudiothorneCortes em vídeo: Nathália Dias Souza @natdiassouza

BEN-YUR Podcast
c4bal, o ódio do rap e o beat da senhorita

BEN-YUR Podcast

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 103:26


Eu sempre acho estranho quando conheço alguém que, de algum jeito, já parecia existir na minha cabeça há muito tempo.Foi meio isso com o C4BAL.A gente tinha trocado algumas mensagens outro dia. Mas conversar mesmo foi aqui. E a conversa foi indo para uns lugares que eu honestamente não estava esperando.Tem uma hora em que ele fala do Kanye West gravando no Brasil e parece quase uma memória inventada por alguém num fórum antigo da internet. Tem outra em que o assunto vira o cansaço de tentar continuar fazendo música quando a música deixa de parecer música e começa a parecer uma coisa industrial. Meio pesada. Meio burocrática. Meio triste.Também tem uma história ótima sobre ganhar um Grammy com Chitãozinho & Xororó sem exatamente tratar aquilo como “o grande momento da vida”. O que eu acho mais interessante do que se ele tratasse.E tem o Disco D. Talvez a parte mais estranha da conversa inteira. Porque algumas pessoas parecem ficar pairando na cultura mesmo depois que desaparecem.Eu gosto quando os episódios daqui parecem menos entrevista e mais aquela situação em que duas pessoas continuam conversando mesmo depois de perceberem que o assunto já desviou completamente.Talvez esse seja um desses.Enfim. Tá aí.E eu continuo escrevendo no Rush Hush também. Para quem gosta desse tipo de pensamento meio atravessado de madrugada.

Café Brasil Podcast
Cafezinho 734 - Para quem você aponta o dedo?

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 7:52


Link para À Mesa: https://www.lucianopires.com.br/amesa/a-mesa-instagram?utm_source=Podcast&utm_medium=Cafezinho&utm_campaign=Amesa Quando uma sociedade está tensa, cansada ou com medo, quase sempre procura alguém para carregar a culpa. Foi assim com Jean Valjean, foi assim tantas vezes na política, no futebol, nas empresas e agora nas redes sociais. A pessoa erra, mas o erro vira identidade. Neste Cafezinho, parto de René Girard e da ideia do bode expiatório para perguntar: quando apontamos o dedo, estamos buscando justiça ou apenas alívio? Um convite para ouvir o Café Brasil 1036 – O Bode Expiatório, e desconfiar das certezas fáceis da multidão. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho Café Brasil
Cafezinho 734 - Para quem você aponta o dedo?

Cafezinho Café Brasil

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 7:52


Link para À Mesa: https://www.lucianopires.com.br/amesa/a-mesa-instagram?utm_source=Podcast&utm_medium=Cafezinho&utm_campaign=Amesa Quando uma sociedade está tensa, cansada ou com medo, quase sempre procura alguém para carregar a culpa. Foi assim com Jean Valjean, foi assim tantas vezes na política, no futebol, nas empresas e agora nas redes sociais. A pessoa erra, mas o erro vira identidade. Neste Cafezinho, parto de René Girard e da ideia do bode expiatório para perguntar: quando apontamos o dedo, estamos buscando justiça ou apenas alívio? Um convite para ouvir o Café Brasil 1036 – O Bode Expiatório, e desconfiar das certezas fáceis da multidão. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Endörfina com Michel Bögli
#471 Fabiana Silva

Endörfina com Michel Bögli

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 114:01


Foi na adolescência que ela descobriu os esportes. Mergulhou de cabeça no handebol e no basquete. Durante alguns anos, também se dedicou à dança e chegou a considerar seguir carreira como bailarina. Em 1998, mudou-se para Salvador para cursar a faculdade, afastando-se da vida esportiva. Anos mais tarde, em 2013, o jornalismo a levaria ao Rio de Janeiro, onde os esportes ao ar livre passaram a ocupar mais espaço em sua rotina. Em dezembro de 2020, em plena pandemia, decidiu ingressar no triathlon, mesmo sem saber nadar e praticamente sem experiência sobre uma bicicleta. A estreia aconteceu em 2021, no Capixaba de Ferro. Uma síncope durante o ciclismo, porém, impediu que completasse a prova. Já no ano seguinte, concluiu seu primeiro Ironman 70.3, no Rio de Janeiro. Em 2023, participou do seu primeiro Ironman, em Florianópolis, e conquistou uma vaga para disputar o Mundial no Havaí. Em outubro, viveu alguns dos momentos mais marcantes da sua trajetória esportiva ao alinhar na largada do Campeonato Mundial de Ironman. Voltou ao Ironman Brasil em 2025 já pensando em um objetivo ainda mais ousado: disputar uma prova nas distâncias do Ultraman, o UB515. Reuniu uma equipe de apoio formada exclusivamente por mulheres e partiu para uma experiência tão transformadora quanto enriquecedora: completar os 515 quilômetros da competição. Conosco aqui, uma jornalista e triatleta disciplinada, campeã do UB515, uma mulher intensa, de muitos contrastes e paixões, a goianense que acredita muito no seu axé, Fabiana Jacinto da Silva. Inspire-se! Race Smart - check your heart Este episódio é oferecido pela @z2perfomance  e pela @2peaksbikes A Z2 agora está com nova embalagem dos géis: abre fácil, com melhor fluxo de sucção e bordas arredondadas pra não te machucar durante o treino ou prova. E tem mais novidade: Barz, a nova barra de energia da Z2! Disponível em Berries & Limão Siciliano e Chocolate & Amendoim, feita com ingredientes naturais para um lanche prático e nutritivo a qualquer hora. Outra novidade é o gel de 75g de carboidratos, ideal pra estratégias de alto consumo. Siga @z2performance e fique por dentro do universo da Z2. A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Factor Bikes, Santa Cruz Bikes e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala.  A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo.  Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.