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Dragões de Garagem
Amor na ciência – Dragões de Garagem #340

Dragões de Garagem

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 61:16


Foi dia dos namorados, mês do orgulho e tem até santo casamenteiro! Então organizamos esse episódio especial sobre o amor na ciência. Nesse episódio, Bárbara, Rogério e Gabi contam três histórias de amor na ciência. Escute com quem é significative para você! Ajude o Pirula https://www.vakinha.com.br/vaquinha/pirulla Links do episódio Pintura do pulso do amor Luvas […]

BrunetCast
Como VENCER sob pressão: lições de um CAMPEÃO DO MUNDO | Edmilson

BrunetCast

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 79:45


Com a Copa do Mundo 2026 chegando, recebemos no BrunetCast o pentacampeão mundial EDMILSON para uma conversa que vai muito além do futebol. Edmilson revelou os bastidores da Copa de 2002, a importância da liderança dentro e fora de campo, e como as lições do futebol se aplicam diretamente à vida, aos negócios e à família. ⚽ Neste episódio você vai aprender:→ Como Edmilson foi "forjado" a ser líder desde criança → O papel do Felipão nos bastidores da Copa de 2002 → Por que o extra-campo vale 70% da vitória (no futebol e na vida) → Como lidar com pressão, banco de reserva e rejeição → A diferença entre ser IMPORTANTE e ser ESSENCIAL → O segredo do vestiário da Seleção contra a Inglaterra → Por que "nunca desperdice uma dor" é a frase que muda trajetórias → O que Edmilson aconselha para a Seleção Brasileira em 2026 Edmilson jogou pelo São Paulo, Lyon e Barcelona. Foi capitão, campeão espanhol, campeão francês por 7 anos seguidos e CAMPEÃO DO MUNDO em 2002 ao lado de Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Cafu.

Maman prie
La prière pour un été paisible

Maman prie

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 6:23 Transcription Available


☀️ « Si tu le veux Jésus, je le veux moi aussi »Chère maman,Pour ce dernier épisode de l'année scolaire, je voudrais te faire un cadeau. Non pas une méthode pour mieux prier, ni un programme spirituel pour l'été, mais une simple phrase qui a profondément changé ma manière de vivre les contrariétés du quotidien.Cette parole, je l'ai reçue de la bienheureuse Chiara Luce Badano :« Si tu le veux Jésus, je le veux moi aussi. »Depuis plusieurs semaines, je la répète lorsque les choses ne se passent pas comme prévu : une inquiétude, un imprévu, une dispute entre les enfants, une décision difficile à prendre… Et j'ai découvert qu'elle apporte une paix étonnante.Dans cet épisode, je te partage comment cette petite phrase peut transformer notre regard sur les événements, nous aider à accueillir ce que nous ne maîtrisons pas et ouvrir grand la porte à l'action de l'Esprit Saint.Un épisode tout simple, pour entrer dans l'été avec davantage de confiance, de patience et de paix intérieure.

Oxigênio
#220 – Paul Singer, uma utopia militante 

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 23:09


Um dos mais importantes economistas brasileiros. Marxista, que teve uma carreira brilhante na academia, como professor da USP e da PUC em São Paulo. Houve um período em que teve que ficar afastado, por conta da ditadura militar no Brasil. Ele sempre teve uma militância política junto com a carreira acadêmica, e também como intelectual. Uma figura muito inquieta, no sentido de que ele não se acomodava a um determinado tema. Este foi Paul Singer, personagem do documentário que faz parte de uma série de documentários de não ficção realizados pelo diretor Ugo Giorgetti. Este terceiro episódio sobre a série teve a colaboração por meio de entrevistas com o ex-aluno de Singer, Marcos Barreto, a jornalista e pesquisadora Paula Quental, autora de uma dissertação de mestrado sobre a trajetória política e intelectual de Singer, e Marcelo Justo, diretor executivo do Instituto Paul Singer.  Roteiro Liniane Brum: Paul Singer, uma utopia militante: esse episódio é o terceiro de uma série sobre os documentários e as peças de não ficção do diretor de cinema Ugo Giorgetti.  Meu nome é Liniane Brum, sou doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp e realizei a pesquisa de pós-doutorado “Contra o apagamento – o cinema de não ficção de Ugo Giorgetti” também na Unicamp, no Labjor, com o apoio da Fapesp. [Trilha musical] Liniane: A partir do ano de 2020, Ugo Giorgetti assina três documentários biográficos. São produções realizadas sob encomenda, que têm em comum a apresentação de homens que se destacaram em suas áreas de atuação e como pessoas também. São filmes que não partem de uma inquietação artística ou de uma necessidade intelectual. Ainda assim, são autorais.  Estou falando dos filmes Paul Singer, uma utopia militante, produção de 2021, A invenção de Conrado Wessel, de 2024, e Alberto Dines – vínculos de liberdade, que saiu em 2026. Neste episódio vamos tratar de Paul Singer, uma utopia militante. Eu conversei com três pessoas sobre esse documentário. O economista, produtor do filme e ex-aluno de Singer, Marcos Barreto, que me ajudou a entender os bastidores da produção. A jornalista e pesquisadora Paula Quental, autora de uma dissertação de mestrado sobre a trajetória política e intelectual de Singer, e Marcelo Justo, diretor executivo do Instituto Paul Singer. [Vinheta Oxigênio] Liniane: Antes de mais nada, pedi a eles que apresentassem quem foi Paul Singer.   Paula Quental: Ele era de uma família judia, assimilada, como se diz, não era religiosa. Ele vinha da Áustria, a mãe percebeu para onde caminhava a coisa do nazismo. Ele conta, inclusive tá na dissertação, que ele descobriu que era judeu, aos seis anos de idade, quando a Áustria foi anexada por Hitler. Aí, chegaram os amiguinhos dele do colégio, com aquelas bandeirinhas nazistas, com a suástica, e ele queria sair junto (com os meninos) com aquela bandeirinha. Aí, a mãe dele vira para ele e diz: “mas, Paul, você é judeu”. Marcos Barreto: É um dos mais importantes economistas brasileiros, marxista e veio com sete anos fugindo do nazismo, com a mãe, o pai já havia falecido, ele veio com a mãe para São Paulo, e ele faz um curso técnico primeiro, ele começa a trabalhar como metalúrgico, só depois ele vai fazer faculdade. E vai fazer faculdade por conta de uma militância política dele, porque o sindicato, o movimento, achava, o mesmo movimento operário, que eles deveriam se qualificar as lideranças, e sugerem que ele vai fazer economia, e ele faz economia, ele se forma já com quase 30 anos, e ele depois tem uma carreira brilhante na academia, professor da USP, foi professor da PUC em São Paulo também, no período que teve que ficar afastado por conta da ditadura militar no Brasil. Ele sempre teve uma militância política junto com a carreira acadêmica, e também como intelectual, uma figura muito inquieta, no sentido de que ele não se acomodava a um determinado tema. Paula Quental: Quando ele entrou na USP, ele já tinha lido o Capital, Trotsky, Lenin, Rosa Luxemburgo, que é muito da tradição dele, ele se considerava um luxemburguista. Então, é uma história de alguém que foi mergulhando nos clássicos e foi desenvolvendo um trabalho muito original, porque ele acabou indo para uma vertente, digamos, herética do marxismo, não convencional, heterodoxa, porque ele criticava, por exemplo, a União Soviética, ele criticava o centralismo da economia, ele defendia que deveria vir da base, da economia solidária, das cooperativas. Então, ele era um crítico da Revolução de 17 de outubro, da Revolução Bolchevique. Marcos Barreto: Depois, já mais nos últimos 20 anos da vida dele, ele se dedica a um tema muito importante, que é a economia solidária, então ali ele encontra talvez o assunto dos quais ele estudou, que mais ele pôde misturar uma militância política com um saber acadêmico, e colocou em prática, ele foi secretário de economia solidária no governo Lula e Dilma, até o impeachment da Dilma, praticamente ele ficou em Brasília coordenando essa Secretaria.  Liniane: Esta apresentação foi feita pela Paula e pelo Marcos. E por aí a gente já consegue ver uma trajetória bem particular, que mistura prática militante e teoria, o que já o difere de muitos intelectuais. Faltou o destaque que o Marcelo Justo fez do nosso protagonista, que trago agora. Marcelo Justo: Tem um marco na vida do Singer, tanto pessoal quanto como militante, que é trabalhar em grupo. Ele se destaca como intelectual e parece que o intelectual é uma figura sozinha, isolada, mas ele só tem essa força que ele tem pela capacidade de estar em grupo e de se conectar o Singer é o que a gente chama mais contemporaneamente de um articulador de redes, ele está sempre mantendo redes de amigos e de militantes juntos, que caminham juntos. Liniane: Marcos, como surge a ideia de um filme sobre ele, ou seja, quem fala: “olha, agora tem que ser feito um documentário sobre o Paul Singer”. Marcos Barreto: Quando ele falece, um grupo de amigos, de pessoas que gostavam muito do professor, dizem, bom, a gente precisa fazer alguma coisa pra contar essa história dele, precisamos registrar isso de alguma forma, fazemos um livro, fazemos o que? Não, vamos fazer um filme e aí a gente faz então uma campanha de crowdfunding, pra conseguir o recurso pra fazer o filme. O primeiro passo foi esse: nós não tínhamos diretor, nós não sabíamos exatamente que filme seria, mas a gente resolve fazer algo que tem muito a ver com a economia solidária, uma grande vaquinha, em todos os 27 estados do Brasil, no Distrito Federal, há pessoas que contribuíram pra que o filme fosse feito. E aí ficamos, então, pensando que diretor pode fazer esse filme, ou diretora? Quebramos a cabeça até que eu sugeri que fosse o Ugo Giorgetti.  Liniane: Por que Ugo Giorgetti?  Marcos Barreto: Porque, entre várias coisas, o Paul Singer escolheu a cidade de São Paulo, quer dizer, ele veio criança, ele não escolheu propriamente, foi a mãe dele que veio, porque já haviam familiares em São Paulo. Mas ele acaba vindo pra São Paulo e adota a cidade como a cidade dele. Ele era um apaixonado por São Paulo, falava isso várias vezes, ele voltava às vezes pra Europa, ia fazer palestra, dizendo que não tem nada como São Paulo.  Liniane: Assistindo o documentário, a gente percebe que Ugo Giorgetti traduz o Singer múltiplo. Os entrevistados comentam o olhar do diretor sobre suas conexões com figuras importantes da política, do campo da educação e mesmo e seu papel na difusão de O Capital, de Marx no Brasil. Foi ele quem primeiro traduziu o livro para o português.  Paula Quental: Teve uma passagem no documentário do Ugo Giorgetti, em que ele entrevista o Paul Singer, porque ele fez ainda várias entrevistas com o Paul Singer, em que o Singer lembra da época que ele dividiu o secretariado da Erundina com Paulo Freire. E ele fala que aprendeu muito com o Freire, que se sente extremamente influenciado pelo Freire. E isso até me estimulou a escrever uma sessão na minha dissertação, chamada Dois Paulos, em que eu analiso justamente o aspecto pedagógico da obra do Paul Singer, que ele próprio se coloca como muito influenciado pelo Freire. Marcos Barreto: Com essa amplitude que tem a vida do professor, as pessoas podiam conhecer um lado, mas pouca gente conhecia o todo, e o filme permite esse registro. E do ponto de vista acadêmico, é um registro interessante também, mais uma vez, sem ser algo cansativo, extenuante, chato, ou mais maçante, vamos dizer assim, porque ele está ali, o registro da vida intelectual, de uma forma leve, de uma forma que você compreende e fala nossa, ele fez tudo isso, nossa, foi ele então que traduziu o Capital.  Liniane: No final dos anos 1950, professores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, dentre os quais José Arthur Gianotti, Fernando Henrique Cardoso e Ruth Cardoso, organizaram um grupo para fazer a leitura de O Capital. Paul Singer integra esse grupo com a missão de traduzir o livro diretamente do alemão. Não custa lembrar que se trata de uma obra canônica no campo das ciências humanas. E que naquele momento Paul Singer ainda não era o economista, intelectual destacado e homem público da alta burocracia governamental. Aqui, as falas de Marcelo, Marcos e depois a Paula. Marcelo Justo: Isso é um marco né? é um marco, acho que para o Singer, é um marco na esquerda brasileira também, porque é um primeiro momento falando pelos relatos deles, que vão se debruçar sobre a obra do Marx de uma forma sistemática, durante muitos anos, – que é interrompido com o golpe de 64, mas começa, se eu não me engano, em 58, 59 e aí vão para outros autores, não só Karl Marx, que aí vão pegar o Singer como um leitor, desde criança, do alemão. Então ele integra o grupo como quem vai ler, trazer a versão original do alemão, mas é que eles vão comparando também a tradução. Então tem a leitura em alemão, tem a leitura em francês, a leitura do que existia em português. Isso depois vai servir também como base para o Singer depois fazer a tradução, a primeira tradução original em alemão do Capital, aí já nos anos 80. A partir desse grupo sai a tese de doutorado do Fernando Henrique Cardoso, então acho que tem todos esses marcos. O professor Roberto Schwarz até hoje também se refere a esse momento, o professor Michael Löwy, que é conselheiro do nosso instituto, que foi muito amigo do Singer, também se refere até hoje como um marco na vida dele, esse momento de leitura do Capital. Marcos Barreto: E depois tem um segundo momento, que é muito rico também, quando ele é convidado por um grupo de jovens que diz assim: “poxa, a gente queria fazer uma leitura do Capital”. E aí veio a ideia de fazer uma leitura no Teatro de Arena. Então já pensou o que era isso? Você reunia no Teatro de Arena, já na ditadura militar – aí nós estamos falando de um Brasil já fechado do ponto de vista político – e esse grupo se reunia sábado de manhã para fazer a leitura do Capital com a coordenação do professor Paul Singer. Então isso é um marco também, e desta leitura ele também aproveitou, como bom acadêmico, e fez um livro sobre essa experiência. Paula Quental: Eu ouvi do Lincoln Seco, professor de História da USP, que ouviu do Florestan Fernandes, que ele é a pessoa que mais conheceu O Capital no Brasil. Ele editou uma edição da Abril Cultural do Capital, uma edição famosa do início dos anos 1980, que a editora Ubu agora reeditou. E ele lia no original, ele mergulhou, e desde uma externa idade. Liniane: Eu selecionei um trecho do documentário em que o próprio Paul  Singer fala sobre Marx. Ele integra o segmento intitulado por Ugo Giorgetti “Um autodidata na USP”. Ouve só: [Trecho do documentário] Paul Singer: Marx, em primeiro lugar, deu uma visão do capitalismo que ninguém havia dado antes, e que agora se mostra inteiramente verdadeira. Marx está sendo ressuscitado por não marxistas, exatamente como coincide, eu diria, de uma forma ultra surpreendente com este capitalismo extremamente em crises, crises que se repetem etc. porque ele entendeu, uma das coisas que tem Marx, a contribuição dele, é só dele, não é de outros, é que os economistas clássicos, tipo Ricardo, Adam Smith e tantos outros, que não eram reacionários, não, eles não eram de direita, mas eles jamais lembrariam em analisar a economia através de lutas de classes, isso é Marx.  [Efeito Sonoro] (Voz de Paul Singer bem baixinha) [Silêncio prolongado] [Trilha incidental] Liniane: Marcelo, o Instituto Paul Singer e o documentário nascem praticamente ao mesmo tempo e se dedicam à difusão do legado do professor. Em que medida essa coincidência influencia o trabalho da entidade? Marcelo Justo: O Instituto, ele começa em 2021, a organização dele. No final do ano é que ele se formaliza com o CNPJ, e em 2022 é lançado, tornado público o Instituto. Ele é uma iniciativa dos familiares do Paul Singer, basicamente eu e a Helena Singer, que é a minha esposa, filha dele. É uma associação sem fins lucrativos que tem como missão preservar e reinventar esse legado. Um legado que tem esse histórico de uma luta pela democracia, pela solidariedade, a luta contra todas as formas de injustiça e desigualdade. Marcelo Justo: O nosso principal desafio é a difusão, é a divulgação das ideias e obras do Singer. Então, um documentário como esse é muito importante, ajuda muito nisso em 50, 40 e poucos minutos, assim, você tem a trajetória inteira dele, da história de vida, as principais ideias e algumas das polêmicas enfrentadas na trajetória, na vida dele. Então, para a gente, é um material muito importante, muito rico para divulgar.  Liniane: É fato: documentário e Instituto convergem em objetivo e se fortalecem mutuamente. Porém, Marcos Barreto me explicou que o filme foi feito a partir de entrevistas realizadas em momentos diferentes. Na primeira, de 2015, Paul Singer é entrevistado pelo grupo que viria a produzir o documentário. A segunda é feita por Giorgetti, em 2018, antes do falecimento do professor. Já o Instituto, como Marcelo me contou, e formalizado em 2022. Marcos Barreto: O professor, no final da vida, já nos últimos anos, tinha alguns fatores de memória, algumas coisas que estavam começando a falhar. E a gente identificou isso, e a família, e a gente falou, bom, vamos gravar, vamos colocar o Paul Singer falando sobre a vida dele, sobre coisas que ele fez na vida que são marcantes, sobre passagens importantes, vamos quase que fazer uma entrevista com ele. E a gente fez duas sessões grandes com o professor, foi o Fernando Kleyman quem organizou isso, em Brasília. E ele então, por duas sessões de quase três, quatro horas, falou um monte, o que foi ótimo, porque quando a gente conseguiu resolver o dinheiro para fazer o filme, escolher o Ugo, etc, o professor havia já avançado na doença, já tinha dificuldade, o Ugo chegou a conversar com ele ainda em vida, o filme é lançado depois que o professor já faleceu. Liniane: O documentário foi divulgado na imprensa como uma produção que praticou a Economia Solidária. O que significaria essa afirmação, Marcelo? Marcelo Justo: Então, na economia solidária, democracia e autogestão são sinônimos, praticamente, nos escritos dele. Então, o que é isso? As pessoas se organizarem para produzir juntos, sem patrão e sem empregado. Todo mundo é cooperado.  Não é à toa que o documentário tem o nome da utopia militante, que esse é o título do livro dele, que ele se coloca a isso, né? A questão da utopia como uma militância. A militância dele é por essa utopia, que é uma utopia de construir um socialismo que seja democrático, que não seja a experiência do chamado socialismo real, que é uma ditadura de esquerda.  Liniane: Marcos também comentou sobre o termo utopia que está no título do documentário. E destacou, mais uma vez, a multiplicidade de papeis de Singer nos vários espaços em que atuou. Marcos Barreto: Esse título é tão forte e também resume tanto do que é o professor, porque justamente reúne essas duas facetas, que é uma pessoa que é um intelectual brilhante, professor titular da USP, com um militante que nunca deixou de ser militante. Ele foi estudar economia porque ele era um militante, e ele termina a vida como alguém que está pensando a economia solidária, que é algo prático, então ele não tava sendo um teórico da economia solidária, só que aí no meio desse percurso, já nessa última década da vida, nas últimas duas décadas, ele escreve esse livro, que é uma utopia militante, então ele assume ali o quê? Que ao mesmo tempo que ele está defendendo algo que é utópico, que é um desejo do que ele gostaria de ver acontecer, ele assume que aquilo só vai acontecer se tiver militância, ou seja, talvez aí, diferente do socialismo científico, que parte da ideia de que há uma evolução natural da história que vai ligar o socialismo, e que é algo que aliás o Singer não acreditava. Então o título, na verdade, quem escolheu foi o professor Paulo Singer, para o livro, e a gente quando viu, quando foi pensar no título do filme, a gente falou, putz, difícil achar um nome melhor do que Utopia Militante. Liniane: O documentário estreou no Festival Internacional É Tudo Verdade, em 2021, em um momento em que a letalidade do coronavírus alcançava um dos seus picos. Ele foi exibido de modo on-line, mediante a distribuição de duas mil senhas, que se esgotaram em poucos minutos. [Efeito sonoro] Liniane: “A trajetória política e intelectual de Paul Singer: da crítica marxista à Economia Solidária” é o título da dissertação de mestrado defendida por Paula Quental no Instituto de Estudos Brasileiros, o IEB, da USP, a Universidade de São Paulo, em 2024.  Marcelo Justo, que é doutor em geografia pela mesma universidade, organizou o livro “Urbanização e Desenvolvimento”, uma coletânea de textos de Paul Singer. O volume foi editado pela Autêntica em parceria com a Fundação Perseu Abramo.  Marcos Barreto é hoje Diretor Geral do Instituto Equipe Educação, Cultura e Cidadania e Vice-Diretor Geral da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), e segue engajado com a divulgação do legado de Singer.  [Vinheta de encerramento Oxigênio] Esse trabalho de divulgação sobre a obra de não ficção do cineasta Ugo Giorgetti é realizado no âmbito do Programa Mídia Ciência, do Labjor, com supervisão da Simone Pallone.  As entrevistas, o roteiro e a narração desse episódio foram feitos por mim, Liniane Brum. A revisão do roteiro é da Simone Pallone. A edição é do Guilherme Lopes, estagiário da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares da Unicamp, a Cocen. A vinheta do Oxigênio é do Elias Mendez.  As trilhas usadas no podcast são de  Blue Dot Sessions, tiradas do Free Music Archive. A gente vai deixar a ficha técnica do filme na descrição do episódio.  As reportagens referentes à divulgação da obra de não ficção de Ugo Giorgetti foram publicadas no dossiê “Ugo Giorgetti” da Revista ComCiência.  Este episódio conta com o suporte da Diretoria Executiva de Apoio e Permanência, da Unicamp e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a FAPESP, por meio de bolsas, e também da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.  Se você gostou do conteúdo, deixe seu like e compartilhe com seus amigos.

Serviço Público - Bloco de Notas
Emissão Especial - O 25 de Abril de Ângelo Correia ( 2ªp)

Serviço Público - Bloco de Notas

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 43:37


Foi deputado constituinte e hoje está desgostoso da falta de debate partidário. Exemplifica com o pacote laboral, que não foi apresentado em campanha para não perder votos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

On S'Y Retrouve
S6#21 - Comprendre le mariage - ON S'Y RETROUVE

On S'Y Retrouve

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 75:32


"On S'Y Retrouve" c'est une émission de discussion où l'on échange sur différents sujets sérieux, et parfois moins sérieux mais toujours dans la simplicité !Dans cet épisode, on s'intéresse à une institution aussi universelle que profondément personnelle : le mariage. À travers un regard à la fois humain, culturel et spirituel, les échanges cherchent d'abord à comprendre ce qu'est réellement le mariage et ce qu'il représente aujourd'hui.Les chroniqueurs exploreront ensuite la manière dont le mariage a évolué selon les cultures, les traditions et les époques, révélant les différentes visions qui ont façonné cette union au fil du temps. Enfin, une réflexion plus profonde aborde la dimension sacrée du mariage, sa portée symbolique et spirituelle, ainsi que les valeurs d'engagement, d'alliance et de transmission qu'il incarne. Une émission enrichissante pour redécouvrir le (vrai) sens du mariage au-delà des idées reçues !Bon visionnage et à très bientôt !Hébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Ocupa o Teu Lugar
episódio 73 - arrependi-me de lançar o Journal Club, o que vai acontecer ao Siddhi

Ocupa o Teu Lugar

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 32:12


Este episódio não estava no meu bingo card há uma semana, mas sabes quando acontece algo tão forte que sentes que não podes ignorar? Foi o que me aconteceu. Tenho mais perguntas do que respostas neste momento. Neste episódio vulnerável partilho contigo um pouco do processo e dos meus próximos passos profissionais. Obrigada por estares aqui!Acede aos bundles dos nossos workshops aqui:https://app.notion.com/p/Siddhi-37cd28ed411080348f3ee65d9e0652e4Alguma dúvida escreve-nos para info@siddhi.pt Com amor, Jasmim

Programa Antenados
Antenados #325- Danilo Gobatto entrevista Beth Goulart

Programa Antenados

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 54:43


Antenados #325 - Danilo Gobatto conversa com a atriz Beth Goulart, que está em cartaz em São Paulo, no Teatro Moise Safra, com o espetáculo “Simplesmente eu, Clarice Lispector”. Assistido por mais de 1 milhão e 300 mil pessoas em 298 cidades do país, o espetáculo retorna a capital paulista após 16 anos. O monólogo é um mergulho profundo na vida, obra e mistério de Clarice Lispector, uma das vozes mais revolucionárias da literatura brasileira. No palco, a palavra de Clarice ganha corpo e presença, revelando a autora que nos ensinou a olhar para dentro e a sentir a intensidade da existência. Beth Goulart relembra ainda os momentos marcantes da carreira e os personagens de sucesso. Vinda de uma família de atores, incluindo os pais Nicette Bruno e Paulo Goulart, a avó Eleonor Bruno e os irmãos Paulo Goulart Filho e Bárbara Bruno, estreou no teatro em 1974 na peça ‘O Efeito dos Raios Gama Sobre as Margaridas do Campo', quando ganhou o Troféu APCA de Atriz Revelação. Foi nessa peça que atuou pela primeira vez com a mãe e a irmã. Apresentação, produção e edição: Danilo Gobatto. Sonorização: Cayami Martins

RapaduraCast
RapaduraCast 909 - Youtubers estão virando CINEASTAS e dominando Hollywood!

RapaduraCast

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 77:18


⁠Jurandir Filho⁠, ⁠Rogério Montanare⁠, ⁠Thiago Siqueira⁠ e ⁠Fernanda Schmölz⁠ conversam sobre como muitos youtubers estão conquistando Hollywood. Durante décadas, assistir a vídeos era um ritual controlado por poucas empresas. A televisão decidia o que seria exibido, os cinemas escolhiam quais histórias mereciam espaço e os grandes estúdios definiam quem teria chance de criar. Para entrar nesse mundo, era preciso dinheiro, contatos e, muitas vezes, sorte. Então surgiu o YouTube. No começo, parecia apenas um site de vídeos engraçados, memes e gravações caseiras em baixa qualidade. Mas, sem que muita gente percebesse, ele estava mudando completamente a relação das pessoas com entretenimento, informação e criatividade.Talvez uma das maiores mudanças tenha sido o fato de que Hollywood passou a observar o YouTube em busca de novos talentos. Durante décadas, cineastas precisavam entrar em festivais, estudar em escolas tradicionais ou trabalhar anos na indústria até receber alguma oportunidade. Hoje, um vídeo viral pode mudar completamente a vida de alguém. O YouTube se tornou uma gigantesca vitrine de diretores, roteiristas, atores, animadores e artistas visuais.Foi aí que sugiram David F. Sandberg ("Annabelle", "Shazam!"), Neill Blomkamp ("Distrito 9"), Fede Álvarez ("A Morte do Demônio") e os recentes Kane Parsons ("Backrooms") e Curry Barker ("Obsessão"). Como eles conseguiram?|| ASSINE O SALA VIP DO RAPADURACAST- Escute um podcast EXCLUSIVO do RapaduraCast toda semana! http://patreon.com/rapaduracast

Endörfina com Michel Bögli
#468 Aline Wolff

Endörfina com Michel Bögli

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 119:52


Durante muitos anos, ela observou atletas sendo preparados para suportar pressão, dor, expectativa e cobrança. Mas também viu de perto o outro lado da alta performance: ansiedade, exaustão, medo, excesso de controle e a dificuldade de sustentar resultados sem adoecer no processo. Foi mergulhando nesse universo que construiu sua trajetória profissional. Formada em Educação Física e Psicologia no início dos anos 2000, fez mestrado e doutorado em Psicologia, especializou-se em terapia cognitivo-comportamental e tornou-se diplomada em saúde mental pelo Comitê Olímpico Internacional. Há duas décadas vem atuando no acompanhamento de atletas de alto rendimento e, entre 2014 e 2022, liderou a área de preparação mental do Comitê Olímpico do Brasil, atuando, desde então, como líder das ações de saúde mental do COB. Nos últimos anos, esteve ao lado de atletas que viveram alguns dos momentos mais emblemáticos do esporte brasileiro recente, entre eles a ginasta Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica da história do país, que reconhece publicamente a importância do trabalho desenvolvido por ela ao longo de mais de uma década de acompanhamento psicológico. Autora do livro Pensamento Campeão (2015), lançou recentemente seu segundo livro, Alta Performance Sustentável, no qual propõe uma reflexão sobre saúde mental, atenção, equilíbrio emocional e os custos invisíveis da busca incessante por resultados. Conosco aqui, a psicóloga clínica e do esporte, educadora física, mestre e doutora em Psicologia, especialista em terapia cognitivo-comportamental, escritora, palestrante e uma das principais vozes da saúde mental no esporte de alto rendimento brasileiro, cujo propósito é compartilhar conhecimento e metodologias que tornem as pessoas felizes com seus sonhos, suas escolhas e suas conquistas, oferecendo bem-estar e fortalecendo a resiliência em contextos de alta pressão e em busca da alta performance na vida, a curitibana Aline Arias Wolff. Inspire-se! Race Smart - check your heart Este episódio é oferecido pela @z2perfomance  e pela @2peaksbikes A Z2 agora está com nova embalagem dos géis: abre fácil, com melhor fluxo de sucção e bordas arredondadas pra não te machucar durante o treino ou prova. E tem mais novidade: Barz, a nova barra de energia da Z2! Disponível em Berries & Limão Siciliano e Chocolate & Amendoim, feita com ingredientes naturais para um lanche prático e nutritivo a qualquer hora. Outra novidade é o gel de 75g de carboidratos, ideal pra estratégias de alto consumo. Siga @z2performance e fique por dentro do universo da Z2. A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Factor Bikes, Santa Cruz Bikes e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala.  A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo.  Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Factor, da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.  

Quem Ama Não Esquece
FUI TROCADO, MAS MINHA EX ME SALVOU | HISTÓRIA DO EDERSON | QUEM AMA NÃO ESQUECE 11/06/2026

Quem Ama Não Esquece

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 21:32


O Ederson acreditava ter construído a família perfeita ao lado da Luciana, até o dia em que ela disse que estava apaixonada por outra pessoa e decidiu acabar com o casamento de 10 anos. Ele ficou destruído e passou anos tentando superar, até que ele contraiu uma grave doença e uma surpresa inesperada: justamente Luciana e seu novo marido foram quem permaneceram ao seu lado durante o tratamento. Foi então que Ederson descobriu que, mesmo quando uma história de amor chega ao fim, o carinho, o respeito e a gratidão podem continuar existindo de outras formas.

Histórias para ouvir lavando louça
A morte do meu pai mudou a forma que subo no palco para cantar

Histórias para ouvir lavando louça

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 3:11


Quando perdeu o pai de forma repentina, a Bruna entendeu que o amor deixa marcas que permanecem vivas, mesmo quando a voz de quem amamos já não pode mais ser ouvida.Pouco tempo antes da perda, Bruna havia passado um feriado ao lado do pai. Voltaram para casa no sábado. No domingo de manhã, ele saiu de moto e não voltou mais. Um acidente interrompeu uma história que ela imaginava ter muito mais capítulos pela frente.15 depois, ainda mergulhada no luto, ela tinha um show marcado. Subir naquele palco parecia impossível, mas foi justamente ali, tão perto da despedida, que encontrou forças para seguir. Cantar a fez lembrar por que havia escolhido a música. Desde o início, cada nota carregava um desejo silencioso: orgulhar o pai.A música sempre foi uma herança de família e seu avô era um de seus maiores mestres. Já muito doente, ele passava os dias entre a cama e as lembranças. Foi durante uma visita despretensiosa que Bruna comentou ter experimentado uma sanfona na casa de um amigo, e seu avô respondeu apontando para um instrumento esquecido na sala.A partir daquele dia, ela começou a aprender sozinha. Assistia a vídeos, ensaiava algumas notas e levava a novidade para compartilhar com ele. A sanfona virou uma desculpa bonita para estar presente com ele.Foi então que o pai percebeu algo especial naquele encontro entre neta e avô. Incentivou Bruna a pedir o instrumento para ela. Antes mesmo que ela terminasse a frase, o avô já havia dado sua resposta: para ele, aquela sanfona pertencia a quem a tocava.Um mês depois, ele partiu.Hoje, o pai já não está aqui. O avô também não. Outros amigos se foram pelo caminho, alguns de forma tão inesperada quanto o pai. Mas, quando Bruna canta, nenhuma dessas presenças parece distante.Porque a música se tornou o lugar onde as memórias permanecem vivas, o espaço onde o amor continua encontrando voz e onde ela pode reverenciar aqueles que ajudaram a construir quem ela é.Bruna acaba de lançar a música “Quase de Dançar”. O clipe reúne relatos de pessoas que já passaram pelo @historiasdeterapia e que ajudam a comprovar o poder transformador da música. Como diz a própria letra: toda canção nasce do que é bom de ouvir por dentro.

Australia Wide
Government documents flag risks around Elon Musk's Starlink

Australia Wide

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 24:59


Coverage that provides news and analysis of national issues significant to regional Australians.

Rádio Cruz de Malta FM 89,9
Acélio Casagrande apresenta pré-candidatura e reforça compromisso com o Sul de Santa Catarina

Rádio Cruz de Malta FM 89,9

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 9:15


O pré-candidato a deputado estadual pelo Republicanos, Acélio Casagrande, esteve na noite de quarta-feira (10) em Lauro Müller, onde participou de um encontro com correligionários e lideranças locais do partido. A reunião contou com a presença do presidente municipal da sigla, Jair Madeira, do vice-presidente Jonas Novaski, além de outros integrantes e apoiadores. Durante o encontro, Acélio apresentou suas propostas e falou sobre os projetos que pretende defender caso seja eleito para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Entre as prioridades destacadas estão ações voltadas ao desenvolvimento de Lauro Müller, da região Sul do estado e de toda Santa Catarina, com foco no fortalecimento das políticas públicas e na busca por investimentos. Com ampla experiência na administração pública, Acélio Casagrande acumula passagens por importantes cargos ao longo de sua trajetória política. Foi secretário municipal de Saúde de Criciúma e de Içara, secretário de Estado da Saúde, secretário de Desenvolvimento Regional e também exerceu mandato como deputado federal. Nesta quinta-feira (11), o pré-candidato participou de entrevista no programa Cruz de Malta Notícias, quando comentou o andamento de sua pré-candidatura no Sul catarinense, ressaltando a importância do diálogo com as lideranças locais e da construção de um projeto voltado às necessidades dos municípios da região.

Convidado
Mundial de Futebol 2026 "será provavelmente aquele com maiores emissões de gases de efeito estufa"

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 9:44


Nesta quinta-feira, no dia da abertura do Mundial de Futebol do Canadá, Estados Unidos e México, não podíamos deixar de evocar o arranque desta competição desportiva. Esta competição que decorre a partir deste 11 de Junho até ao dia 19 de Julho promete ser rica em emoções mas, desde já, tem sido marcada por várias polémicas. E isso bem longe dos relvados. Ainda nesta quarta-feira, a ONU apelou Washington a rever "profundamente" a aplicação da sua política migratória, na sequência de tensões resultantes da recusa de os Estados Unidos atribuírem um visto a Omar Artan, árbitro da Somália, as autoridades americanas tendo igualmente vedado a entrada a membros da comitiva iraniana, apesar de protestos da Federação Internacional de Futebol (FIFA). Outro aspecto problemático: a festa do desporto-rei não é para todos. Para um adepto ir ver um jogo, tem que gastar uma média de mil Dólares, o preço de alguns bilhetes podendo ultrapassar os seis mil Dólares. Para além do custo dos bilhetes, há também as despesas de viagem e estadia entre as diversas cidades, muito distantes umas das outras, que vão acolher os jogos: Toronto e Vancouver no Canadá, Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova Iorque, Filadélfia, San Francisco e Seattle nos Estados Unidos, bem como Guadalalajara, Guadalupe e a capital do México. Com estes destinos todos, 48 equipas em vez de 32 em edições anteriores, 104 jogos e uma dezena de dias suplementares para esta competição, este Mundial 2026, promete também ser um dos mais poluentes jamais organizados, apesar de a FIFA ter chegado a apresentar uma estratégia para limitar a sua pegada ambiental. Refira-se, entretanto, que dentro de quatro anos, adopta-se uma fórmula semelhante, com Marrocos, Espanha e Portugal a acolherem o Mundial 2030. Foi sobre estes aspectos que conversamos com Francisco Ferreira, líder da organização ambientalista portuguesa "Zero". RFI: Como se apresenta o Mundial de Futebol 2026? Francisco Ferreira: Efectivamente, nós estamos a falar de um Mundial que será provavelmente aquele que terá maiores emissões de gases de efeito estufa, praticamente o dobro das emissões daquele que foi o Mundial no Qatar. Porque eu vou ter que usar o transporte aéreo para deslocações de vários milhares de quilómetros entre cidades como Vancouver e Miami. Estamos a falar de 16 cidades sede e com o aumento de selecções, a necessidade de transportes vai ser muitíssimo maior. E estamos a falar de todo o continente norte-americano, não propriamente de três países relativamente próximos. 85/90% das deslocações vão ter que ser em transporte aéreo. E já agora, para se ter a noção, 9 milhões de toneladas de dióxido de carbono, são aproximadamente 15 a 20% das emissões de Portugal durante um ano e, portanto, muito significativas. E, além disso, nós também devemos olhar para o clima, não apenas pelos prejuízos que estão a ser feitos com esta poluição, mas também pelo facto de nós estarmos no verão norte-americano com temperaturas e humidades que são extremas. Aliás, calcula-se que um quarto dos jogos serão em condições de stress, quer para os espectadores quer para os jogadores. Vamos ter um consumo de energia muito significativo. Com a climatização, os grupos mais vulneráveis vão estar em maior risco. Vamos ter um maior consumo de água e isso deve ser também uma preocupação. Obviamente, apesar de a FIFA ter anunciado uma estratégia para a sustentabilidade, há muitas dúvidas sobre aquilo que é uma efectiva redução, eu diria mesmo impossível, no consumo de recursos e na produção de resíduos associados à magnitude de um evento como este. E o futebol é aqui, infelizmente, um símbolo das contradições da sustentabilidade global. Ou seja, nós, em vez de mantermos um formato que poderia ter menos emissões, portanto, não passando das 32 para as 48 equipas e fazendo investimentos realmente muito significativos nas cidades sede, apesar de a FIFA apontar para os vários pilares da sustentabilidade, o económico, ambiental, a governança, os aspectos sociais, o que é facto é que nós temos exemplos de curtas melhorias, investimentos muito limitados associados a este Mundial e, portanto, o futebol que deveria ser aqui uma oportunidade absolutamente fantástica e espectacular, e temos tido bons exemplos de algumas realizações, quer de campeonatos mundiais, quer, por exemplo, dos Jogos Olímpicos. Como é que eu posso fazer este tipo de eventos desde o início até ao fim, ou seja, desde a construção até ao futuro daquilo que são os investimentos de uma forma mais amiga do ambiente e das cidades e das pessoas? Neste caso, do que conhecemos, a mais valia vai ser muito limitada. RFI: No fundo, o que se pode concluir relativamente à forma como tem sido organizado este Mundial em três países, com mais equipas, com uma duração maior, com mais jogos, é que efectivamente, a FIFA, o cálculo que fez foi sobretudo o lucro, em vez do respeito pelo meio ambiente. Francisco Ferreira: Exactamente. Portanto, logo o fundamental que tem a ver com o uso de recursos e de energia. E aqui estamos a falar, acima de tudo, dos combustíveis fósseis associados principalmente aos transportes. Estes aspectos que são, no fundo, que o que realmente interessa em termos de contribuição ou de minimização por parte da FIFA em relação a um evento desta natureza, acaba, sem quaisquer dúvidas, por vir a ter um impacto muito maior com esta expansão, onde acima de tudo foram os lucros associados que levaram a este desfecho de um aumento de 16 equipas nesta fase final do campeonato mundial. E portanto, se havia realmente um compromisso com a sustentabilidade por parte da FIFA, mais do que investimentos num ou noutro aspecto nas diferentes cidades sede, a primeira e mais importante decisão era não ter aumentado o número de equipas participantes. RFI: Relativamente a outro aspecto que desta vez tem a ver com um aspecto mais político, também houve polémica em torno do facto de os Estados Unidos continuarem a aplicar a sua política extremamente restritiva de entrada de estrangeiros no seu território e escolher a dedo quem vem, quem não vem. Há uma série de vistos que foram recusados, nomeadamente para um árbitro da Somália ou também pessoas que iam acompanhar a equipa do Irão. Francisco Ferreira: Estes aspectos são, obviamente de natureza política, mas enquadram-se numa das valências fundamentais da sustentabilidade que é a governança, bem como na componente social e com os bilhetes ao preço a que foram colocados e, obviamente com questões de participação que deveria ser completamente aberta a todos os espectadores e a todos os participantes, sejam eles directamente atletas ou dirigentes desportivos ou árbitros de futebol. Eu não poderia ter realmente restrições se quisesse estar alinhado com os princípios da sustentabilidade que a FIFA tão apregoa e que, pelos vistos, não estão a ser devidamente respeitados. RFI: Como é que vê este Mundial tendo em conta que já se antevê que para 2030 o figurino será mais ou menos o mesmo, ou seja, jogos dispersos por vários países também. Francisco Ferreira: Daí que tenha começado desde já há mais de um ano, a conversar com a Federação Portuguesa de Futebol, a olhar para os três países-chave da candidatura Portugal, Espanha e Marrocos para assegurar, por exemplo, que as deslocações que mesmo assim são muito mais próximas por comparação com o continente norte-americano, mas que possam ser feitas quer em termos de espectadores, quer em termos de equipas por comboio. E aqui até temos bons exemplos que é uma contradição que vale a pena assinalar desde já. É que, enquanto Marrocos já tem uma linha de alta velocidade, por exemplo, Portugal não tem qualquer linha nem dentro do país nem na ligação entre Portugal e Espanha. Portanto, temos quatro anos para garantir, mais uma vez, que o número de equipas é o decisivo. Mas eu tenho que fazer transformações rapidamente para minimizar aquilo que serão as actividades associadas à logística do Mundial 2030, mas que, como digo logo à partida, com um impacto menor, porque as distâncias entre Rabat, o Porto, Madrid e Lisboa são, mesmo assim, bastante menores. Ou seja, com menor impacto no ambiente, mesmo se tiver que usar o avião, do que no caso dos Estados Unidos.

Superior Tribunal de Justiça
“O futebol e o STJ: do campo ao tribunal” – nova série traz decisões do STJ sobre o esporte mais popular do planeta

Superior Tribunal de Justiça

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 5:47


Quando o assunto ultrapassa as quatro linhas do campo de futebol, entra em cena outro tipo de juiz. Quer um exemplo? Durante uma partida, um jogador agrediu física e verbalmente o árbitro. A Justiça desportiva analisou a infração esportiva e aplicou a punição. Mas o caso não parou por aí e chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu que a situação ia além das regras do jogo, pois a agressão também atingiu a honra e a imagem do árbitro. O resultado? Foi mantida a condenação do atleta ao pagamento de indenização por danos morais (REsp 1.762.786). Em clima de Copa do Mundo, a Secretaria de Comunicação Social do STJ, por meio da Coordenadoria de TV e Rádio, preparou uma série de reportagens especiais intitulada O futebol e o STJ: do campo ao tribunal para mostrar as disputas além do campo, desde a violência nos estádios até as apostas esportivas. No primeiro episódio, você vai ver que, apesar das siglas semelhantes, o STJ e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não jogam no mesmo time. Agora, você acompanha a primeira reportagem O que o futebol foi fazer no STJ? Confira outras reportagens especiais na playlist do canal do STJ no Youtube.

Rádio Escafandro
162: Os bastidores da Vaza Flávio

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 63:36


Como foi o trabalho do Intercept Brasil a partir do vazamento de mensagens que mostraram uma proximidade inédita entre o candidato à presidência Flávio Bolsonaro e o dono do banco Master Daniel Vorcaro? Quais os desafios para conferir a veracidade do material enviado por fonte anônima? Como uma papinha quase impediu que a fatídica pergunta sobre o financiamento do filme Dark Horse fosse feita?Episódio relacionados86: a Vaza Jato e o mea culpa da imprensa134: Los golpistas fujones141: Tchau, Rio147: Um data center incomoda muita genteEntrevistados do episódioPaulo MotorynJornalista formado na PUC-SP, é repórter de política do Intercept Brasil e roteirista de não-ficção em Brasília. Trabalhou nas redações do site Poder360, do jornal Lance! e da revista Brasileiros.Leandro BeckerJornalista, editor no Intercept, tem 20 anos de experiência em reportagem, edição e gestão de equipes e projetos multimídia em jornal, rádio, TV e jornalismo digital, com passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, NSC TV, Globo Rural, Agência Lupa, Exame, UOL e O Estado de S. Paulo.Cecília OliveiraCecília Olliveira é autora de Como Nasce um Miliciano e jornalista investigativa dedicada a cobertura do tráfico de drogas e de armas e a violência. É cofundadora do Intercept Brasil, diretora fundadora do Instituto Fogo Cruzado e membro da The Global Initiative Against Transnational Organized Crime.Laís MartinsJornalista e repórter do Intercept Brasil,  formada pela PUC-SP e mestra em Comunicação Política pela Universidade de Amsterdam.  Foi fellow do Pulitzer Center, com um projeto sobre como a política armamentista do governo Bolsonaro impactou mulheres brasileiras, e do Rest of World, investigando a intersecção entre trabalho e tecnologia na América Latina.Thalys AlcântaraRepórter do Intercept em Brasília, trabalhou em O Popular e Metrópoles, foi vencedor do Prêmio de Jornalismo Investigativo da União Europeia e do Prêmio Dom Tomás Balduino de Direitos Humanos.Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

Vida em França
"Estamos todos no mesmo Mundo, Terra, Pátria"- Álvaro Vasconcelos

Vida em França

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 40:47


Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.

Economia
Quanto vale o 'sim'? Pedidos de casamento em Paris viram nicho lucrativo do turismo

Economia

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 5:54


Quanto vale aquele “sim” eternizado na memória – e nas redes sociais? Em Paris, os pedidos de casamento excepcionais se consolidaram como um nicho lucrativo do setor de turismo e eventos. Um pedido diante da emblemática Torre Eiffel, com arranjos de rosas e tapete vermelho, sai a partir de € 600, mas as cifras podem rapidamente ultrapassar os seis dígitos. Lúcia Müzell, da RFI em Paris Um dos momentos mais procurados do ano é o Dia dos Namorados. Patrícia Lima organiza eventos na cidade desde 2011 e, depois da famosa série Emily in Paris, viu a demanda por pedidos de casamento subir a cada ano, impulsionada pelo efeito nas redes sociais. Hoje, 30% dos contratos que ela fecha são de casais em busca de um “sim” especial em Paris. “Como tudo é personalizado, o valor tem a ver com os pedidos que o cliente faz. Se quer acrescentar balões em forma de coração, quantidade, tamanho. Se quer acrescentar um champanhe de uma marca especial, afinal tem garrafa que custa € 450”, explica. Patrícia afirma ser a única a oferecer um cenário em português, o que lhe permite atrair a clientela lusófona. O goiano Ronivaldo da Costa Meireles decidiu contratar o serviço depois de perceber os olhos brilhando da namorada na primeira vez que o casal foi a Paris e presenciou pedidos românticos nas margens do rio Sena. “Acho que é o sonho de toda mulher e ela merecia passar por essa experiência”, comentou, instantes depois de se ajoelhar diante de Pâmela Costa dos Santos, 29 anos. “Eu não estava suspeitando de nada. Foi uma surpresa muito emocionante”, disse ela, há oito anos em um relacionamento com o agora noivo. Violinista, carruagem e castelo O momento em si costuma ser curto, de apenas alguns minutos. Mas, nos bastidores, a preparação é complexa: decoração com flores, fotógrafo, violinista, carruagem e até o anel de noivado podem fazer parte do pacote, sem falar das autorizações exigidas pela prefeitura de Paris, conforme o local escolhido, e que encarecem o serviço. No setor do luxo, o céu é o limite, podendo atingir dezenas de milhares de euros se o “quer casar comigo?” for pronunciado em um iate no Sena, em uma suíte 5 estrelas com vista privilegiada da Cidade Luz ou até em um castelo. A agência Kiss Me in Paris se especializou nesse nicho, em pleno crescimento, e já realizou mais de 1,2 mil pedidos de casamento. “Estamos atraindo clientes cada vez mais exigentes do mundo todo, e as pessoas gastam muito mais dinheiro. Eu diria que a média fica entre US$ 5 mil e US$ 15 mil, mas tem gente que gasta bem mais”, revela o CEO Cengiz Ozelsel. Só para privatizar um castelo, o valor já sobe para US$ 4 mil. “Eles podem querer o transporte de helicóptero, para ter uma chegada com toda a pompa. Eles querem artistas, ou um dia inteiro repleto de experiências divertidas, que atinjam o ápice no momento do pedido de casamento”, relata, sem esquecer do “primeiro jantar romântico e a primeira noite em um hotel como recém-noivos”. A maioria dos clientes de Ozelsel vem de países anglo-saxões, e principalmente da costa leste dos Estados Unidos. Na América Latina, os mexicanos são os que mais investem em um pedido de casamento “cinematográfico”, conta o empresário, que também já atendeu influenciadores brasileiros. “Os mexicanos visam grande”, resume. “Um dos maiores eventos que fizemos foi um barco enorme, que ancoramos do outro lado da Torre Eiffel. Toda a família do México veio e se escondeu embaixo do barco, e a noiva não fazia ideia de nada. Nunca vou me esquecer.” Concorrência de amadores O sucesso do setor motiva a concorrência, inclusive de amadores. Pacotes pela metade do preço são oferecidos nas redes sociais, porém o risco é acabar em decepção. “Sempre existiu, mas tem se intensificado: pessoas que não são registradas, não têm empresa, e muitas vezes até sem capacitação para isso”, aponta Patrícia Lima. “Elas não pagam impostos, não pagam contador nem aluguel, então obviamente os custos delas serão totalmente diferentes dos de uma empresa.” A utilização das margens do Sena, por exemplo, é regulamentada pela prefeitura. A gestora do local exige o pagamento de uma taxa e de um seguro para cada participante do evento, inclusive os organizadores. Os infratores podem ser multados e o evento ser desmontado às vésperas do momento tão sonhado pelo casal. Leia também‘Parece a Disney': moradores do bairro Montmartre estão preocupados com excesso de turistas em Paris

Kerry Today
Number of Learner Drivers Increasing – June 9th, 2026

Kerry Today

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026


New figures released from the Irish Road Safety Authority (RSA) to the Irish Road Haulage Association under FOI, reveal that there were 388,090 learner permit holders on Irish roads at the end of March 2026 - 6,219 more than at the same date in 2025 - one year ago. We now have more learner drivers in every county in Ireland, bar 4, since 2025, including here in Kerry. Jerry spoke to President of the Irish Road Haulage Association, Ger Hyland.

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #69: Hugo Fernandes

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 80:01


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Biólogo, Mestre e Doutor em Zoologia, com Pós Doutorado em Ecologia, Hugo Fernandes. Só vem! >> OUÇA (80min 01s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Hugo Fernandes é biólogo, professor da Universidade Estadual do Ceará, possui pós-doutorado em Ecologia e é mestre e doutor em Zoologia. Desde 2022, é sócio e Diretor de Inovação da Seteg Soluções Ambientais, empresa de consultoria com atuação em mais de 20 estados do país.  Pertence ao corpo docente de programas de pós-graduação da UFC, PUC e Universidade do Carbono. Faz parte do programa executivo do European Institute of Innovation for Sustainability e integrou a delegação brasileira em duas Conferências das Partes da ONU (COP16 Biodiversidade e COP30 Clima).  Foi membro do Programa Cientista Chefe junto à Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (SEMA), onde coordenou a Lista Vermelha da Fauna Ameaçada do Ceará. Além disso, faz parte do corpo de especialistas que elabora a lista vermelha nacional de roedores e felinos silvestres junto ao ICMBio.  Como comunicador, foi um dos pioneiros da divulgação científica ambiental na internet brasileira, duas vezes TEDx speaker, apresentador de TV (SBT Ceará), colunista de ciência da Band News FM e assinou textos científicos para veículos como HuffPost New York, Folha de S. Paulo, Piauí e Veja. Pela sua atuação, já recebeu homenagens do Governo do Estado do Ceará, da Assembleia Legislativa do Ceará e do Conselho Federal de Biologia, no Senado Federal. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9647959713613299 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Posse de Bola
#636: Éderson convocado no lugar de Wesley! Ancelotti acertou na escolha?

Posse de Bola

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 80:33


Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, José Trajano, Juca Kfouri, PVC e Danilo Lavieri debatem a convocação do meio-campista Éderson após o corte do lateral direito Wesley na seleção brasileira para a Copa do Mundo. Foi a melhor escolha? Endrick pede passagem após o gol da vitória sobre o Egito?Qual deve ser o time titular para a estreia? Marrocos assusta o Brasil com atuação diante da Noruega?

Aleixopédia
Gremlins & Ghostbusters

Aleixopédia

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 5:07


Sabia que estes dois filmes estrearam exatamente no mesmo dia há 42 anos? Jogo sujo... Gremlins é claramente um filme de Natal. Foi para lixar a estreia ao Ghostbusters, só pode.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sagesse et Mojito
Ciao, tout le monde ! (Au revoir Sagesse et Mojito)

Sagesse et Mojito

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 32:35


Sagesse et Mojito enregistre aujourd'hui son dernier épisode. Dans cette saison sur le temps, on a beaucoup parlé de l'avenir : l'avenir de nos sociétés, avec leurs bouleversements politiques et technologiques, l'avenir de notre monde avec ses bouleversements sociétaux et climatiques, et notre avenir à nous, sur comment on se voit dans le futur.Aujourd'hui, on s'autorise à parler du passé, parce que Sagesse et Mojito, c'est fini. On en profite pour remercier toutes celles et ceux qui nous ont suivi, qui nous ont soutenu, particulièrement John, Linda, Nirina, Marie-Noëlle, Michael, Suzanne, Jérémy, Elia, et bien sûr chaque contributrice et contributeur de notre campagne Ulule.Sagesse et Mojito, c'est fini, du moins sous cette forme, car on ne sait jamais complètement de quoi l'avenir sera fait. Mais pour aujourd'hui, place à la nostalgie : on vous partage nos moments préférés, nos épisodes préférés, nos pires souvenirs aussi, et on échange sur tout ce que cette aventure nous aura appris.Références de l'épisode :- Episode "Pardonnez-vous les uns les autres", https://www.imagodei.fr/pardonner-pardonnez-vous-les-uns-les-autres/- Episode "#MeToo, laïcité, athéisme : les dessous du christianisme (avec Tom Holland)" https://www.imagodei.fr/metoo-laicite-atheisme-les-dessous-du-christianisme-avec-tom-holland/Abonnez-vous ! https://smartlink.ausha.co/sagesse-mojito

Brasil-Mundo
Luso-brasileiros estão entre os vencedores do 'Concurso Sardinhas' de Lisboa

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 5:05


Os artistas conquistaram o júri da competição que reuniu trabalhos de 66 países, como Brasil, Moçambique, Dinamarca, Canadá, Chile e Austrália Fábia Belém, correspondente da RFI em Lisboa A sardinha está para os Santos Populares em Portugal assim como o milho para as festas juninas no Brasil. E, neste ano, há dois talentos luso-brasileiros ajudando a dar cara nova ao peixe: o carioca Eduardo Ferrão e Letícia Amaral de Araújo, natural de Belo Horizonte. Eles são dois dos cinco vencedores da 16ª edição do “Concurso Sardinhas” de Lisboa, que neste ano recebeu 3.128 desenhos, enviados por 1.762 autores de 66 países. O resultado surpreendeu Letícia e Eduardo. “Quando chegou o e-mail [com o resultado], eu até tive que conferir algumas vezes. Eu não sabia se era golpe ou coisa do tipo, né? Para ver se era sério mesmo. E eu fiquei super satisfeito, porque é um concurso que acho muito bonito”, conta o designer gráfico. A notícia, que chegou por meio de uma ligação telefônica, foi recebida por Letícia com surpresa e felicidade. Ela também explica que, por retratar na sardinha uma cena tipicamente portuguesa, havia o receio de cometer algum equívoco. No entanto, a aprovação do júri português afastou qualquer dúvida. “Achei que [o resultado] validou a minha ideia”, afirma a designer. O concurso foi criado em 2011 pela EGEAC, empresa pública que promove ações culturais em Lisboa. O objetivo dos organizadores é estimular a participação e a criação artística, desafiando amadores e profissionais das artes a criar novas roupagens para a sardinha. As propostas vencedoras são utilizadas como imagem da campanha visual das tradicionais festas dos santos populares, equivalentes às festas juninas no Brasil. 'Bolo de arroz' Para participar da competição, Eduardo Ferrão se inspirou no projeto “O Último Bolo de Arroz de Lisboa”, lançado por uma associação de moradores que busca proteger, valorizar e dar visibilidade a cafés e pastelarias que fazem parte da história dos bairros. Chamou a atenção do designer gráfico a notícia de que muitos desses estabelecimentos tradicionais estão fechando as portas devido ao aumento do preço dos aluguéis e das matérias-primas, além de estarem sendo substituídos por comércios voltados a turistas e moradores estrangeiros com alto poder aquisitivo. Quando leu sobre o assunto, ele não teve dúvidas. “Foi como uma revelação, sabe? E aí a ideia estava ali”, relembra. A “Bolo de Arroz”, assinada pelo luso-brasileiro, molda o famoso doce português no formato de sardinha. A ilustração destaca a textura fofa da massa, a icônica crosta de açúcar no topo e a base envolta na clássica cinta de papel vegetal. “Fico realmente esperando que [a minha ilustração] abra o apetite das pessoas, sabe? Assim que passarem por uma pastelaria, peçam um bolo de arroz”, pede o carioca, que espera que sua criação também possa ajudar a manter o bolo de arroz e sua receita tradicional nas pastelarias portuguesas. “O Telefone das Coscusvilheiras” Na sardinha, a que deu o nome de "O Telefone das Coscuvilheiras”, Letícia Amaral de Araújo recorreu ao bom humor ao fazer uma leitura de uma cena cotidiana: a coscuvilhice de quem fica à janela ou na sacada dos apartamentos a fofocar e até a monitorar a vida alheia. “Este exagero visual não busca realismo, mas sim evidenciar um comportamento social reconhecível: o prazer na conversa e na construção coletiva de histórias”, destaca a EGEAC na descrição oficial do projeto. A ilustração da mineira destaca duas varandas tradicionais com uma senhora em cada lado a estender roupa na espinha dorsal da sardinha, que ganha nova vida como um varal e um "telefone de lata” ao mesmo tempo. Uma cena que resgata os conhecidos telefones de copinho ou de barbante das brincadeiras infantis. “E essas duas senhoras estão a se comunicar por meio de um telefone de lata, que eu fiz essa analogia com o varal”, explica Letícia. Sardinhas de Lisboa Além das sardinhas “Bolo de Arroz” e “O Telefone das Coscuvilheiras”, também conquistaram o júri da competição as ilustrações portuguesas “Sardinha Guitarrista” e “Patrimônio Fragmentado” e a “Tomatazo”, do Uruguai. O autor de cada uma delas ganhou um prêmio em dinheiro no valor de 1.500 euros (quase R$ 9 mil na cotação atual). A maior recompensa para os vencedores, contudo, é ter as sardinhas exibidas nos ônibus e no metrô da capital, nos painéis publicitários e nas decorações dos arraiais. Eduardo Ferrão, que vive na cidade do Rio de Janeiro, pensa até em ir a Lisboa para não perder a festa. “Eu ainda estou considerando isso, se pego semana que vem um voo. Enfim, vamos ver. É um evento muito relevante para a cidade, e eu gostaria muito de fazer parte desse momento”, confessa. Letícia, que mora há seis anos em Lisboa, já teve a chance de ver o resultado de seu trabalho e testemunhar a reação das pessoas. “Foi muito interessante. Eu fiquei mais como espectadora, vendo as pessoas com a sardinha na mão, conversando nesse contexto popular das festas, e senti uma sensação de orgulho”, disse. Ícone pop O Concurso Sardinha celebra um dos mais populares símbolos da identidade do país. Alimento básico das comunidades pesqueiras e de quem vivia e trabalhava no campo, a sardinha se tornou uma das marcas da capital portuguesa, uma espécie de ícone pop, estampada em roupas, acessórios e peças de decoração. E é no pico do verão deste lado do atlântico, que ela chega ao ponto para ser consumida. O preparo é nas grelhas ao ar livre às portas das casas e tascas. Para a designer mineira Letícia, que assim como Eduardo, gosta de sardinha, a partir de agora, a iguaria vai ter “esse gostinho especial, essa memória afetiva que vai ficar pra sempre”.

Podcast : Escola do Amor Responde
3347# Escola do Amor Responde (no ar 05.06.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 15:06


Neste programa da Escola do Amor Responde, um aluno compartilhou que esteve em um relacionamento por sete anos. Eles não se casaram, mas resolveram morar juntos. Durante esse tempo, o aluno disse que errou muito e cometeu muitas traições. Após algum tempo, ele até achou que não amava mais a parceira, mas estava enganado. Além disso, ele a incentivava a abrir um novo negócio e a deixar de trabalhar para outras pessoas, porém ela nunca quis. Isso o afetou, pois ele tem muita vontade de crescer na vida e conquistar uma vida financeira estável.O tempo passou, e ele pediu a separação, conheceu outra pessoa e se envolveu com ela por sete meses. Foi então que percebeu que ainda amava a ex. Segundo o aluno, ele não sabia como sair dessa situação. Nesse meio tempo, ela conheceu outra pessoa. Atualmente, o aluno saiu do relacionamento em que vivia, mas a ex disse que não o quer mais. Ele sabe que tem que seguir os direcionamentos de Deus, mas pediu um aconselhamento ao casal blindado.Terapia do AmorNa sequência, conheça histórias de quem se curou dos traumas do passado e se preparou para viver o amor inteligente após praticar os ensinamentos adquiridos durante as palestras da Terapia do Amor. Participe todas as quintas-feiras, às 20h, no Templo de Salomão, no Brás, em São Paulo. Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

Contraditório
O pidesco, o ruído e uma nota de prestígio

Contraditório

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 60:11


A greve. A PSU e o canal de denúncias. Passos, o ruído persistente a pedir debates que ninguém faz. Montenegro ignora. É a relação mais discreta da política portuguesa. Foi na ONU que Portugal se lembrou que existe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

BEN-YUR Podcast
talvez meus haters conheçam uma versão minha que eu não conheço

BEN-YUR Podcast

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 90:21


Cheguei do Rio faz pouco tempo. Dirigi umas oito horas e cheguei em casa de madrugada com o cachorro doente. Não dormi quase nada. Mas achei que seria bom sentar aqui um pouco e falar com vocês, sem muita cerimônia, como quem puxa uma cadeira num café no meio da tarde. Muita coisa tem acontecido. Teve o papo com o Mutarelli que mexeu bastante comigo e, pelo visto, com ele também. É raro encontrar alguém que ainda consiga ser brutalmente sincero hoje em dia. Sem performance. Só sendo. Também tive uma experiência bem profunda esses dias. Fui na casa de um fã do programa que eu não conhecia e acabei usando DMT. Foi uma coisa visual, um labirinto de cores, mas principalmente uma sensação de paz que eu não sentia faz tempo. Parecia que tinham lavado meu cérebro. A gente fica tão distraído com bobeira de rede social que esquece que esses lugares existem dentro da gente. O canal está num momento doido. Estou tentando entender o ritmo de tudo, equilibrando o Cigacasts, o Cineyur e essas lives. Fico feliz que vocês estejam por aqui acompanhando esse processo de reconstrução. Falamos também sobre música, fracasso, internet, tarô, ego e outras coisas que provavelmente nem estavam planejadas quando a live começou. Obrigado por estarem aqui.

Folie Douce
Traverser le deuil, sortir de la codépendance, avec Elizabeth Gilbert

Folie Douce

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 73:46


Vous trouverez cet entretien sous deux formes : l'une complètement en anglais, l'autre doublée et expliquée en français par moi-même si vous préférez (les deux se trouvent séparément dans le flux du podcast, suivez les drapeaux !)Le lendemain de l'enregistrement de cet épisode - une dinguerie vous verrez -, je n'avais qu'une idée en tête : écrire à Elizabeth Gilbert, garder le lien avec elle. Cette femme a un charisme fou. Je le sais depuis 2006, lorsqu'elle a publié Mange, Prie, Aime, un livre qui a inspiré des millions de femmes - dont moi. Vingt ans plus tard, elle publie un livre poignant, Jusqu'à la rivière, dont elle estime qu'il est « la suite » de ce premier best seller. Le contenu en est bien plus sombre. Il lui a fallu huit ans pour avoir la force de « retourner en enfer » pour raconter l'histoire d'amour destructrice vécue avec son âme-soeur, Raya, atteinte d'un cancer en phase terminale et dépendante à la cocaïne et à l'héroïne. Elizabeth Gilbert, elle, était dépendante à l'idée qu'elle devait sauver Raya. Si, sur le papier, elle avait l'air d'être la « personne saine et altruiste », elle a compris ensuite qu'elle était « tout aussi folle, peut-être plus » que sa compagne. C'est ça, la « codépendance » un concept mal connu en France, qu'elle décrit d'une façon limpide : déverser dans l'autre tout ce qu'on est, puis rester « mains tendues, en espérant récupérer une miette de l'amour qu'on a déversé ». Elizabeth Gilbert est allée aux Codépendants Anonymes, et a fait ce fameux « programme en douze étapes » qui implique un bilan moral total, qu'elle décrit comme le moment le plus salvateur de sa vie.Elle me charme. Elle me fait rire. La conclusion à laquelle elle aboutit dans ce livre est exactement la même que celle à laquelle j'ai abouti dans Enfin Seule. Elle explore la nécessité pour les êtres humains, en particulier les femmes, de trouver l'apaisement dans une capacité reconquise d'être enfin heureuse seule.C'est pour ça que cet entretien m'a bouleversée. Je sais déjà qu'il vous plaira !Faites moi des retours sur les réseaux sociaux et n'oubliez pas de mettre des étoiles partout ! Ça aide Folie Douce à essaimer

Folie Douce
Traverser le deuil, sortir de la codépendance, avec Elizabeth Gilbert

Folie Douce

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 73:46


Vous trouverez cet entretien sous deux formes : l'une complètement en anglais, l'autre doublée et expliquée en français par moi-même si vous préférez (les deux se trouvent séparément dans le flux du podcast, suivez les drapeaux !)Le lendemain de l'enregistrement de cet épisode - une dinguerie vous verrez -, je n'avais qu'une idée en tête : écrire à Elizabeth Gilbert, garder le lien avec elle. Cette femme a un charisme fou. Je le sais depuis 2006, lorsqu'elle a publié Mange, Prie, Aime, un livre qui a inspiré des millions de femmes - dont moi. Vingt ans plus tard, elle publie un livre poignant, Jusqu'à la rivière, dont elle estime qu'il est « la suite » de ce premier best seller. Le contenu en est bien plus sombre. Il lui a fallu huit ans pour avoir la force de « retourner en enfer » pour raconter l'histoire d'amour destructrice vécue avec son âme-soeur, Raya, atteinte d'un cancer en phase terminale et dépendante à la cocaïne et à l'héroïne. Elizabeth Gilbert, elle, était dépendante à l'idée qu'elle devait sauver Raya. Si, sur le papier, elle avait l'air d'être la « personne saine et altruiste », elle a compris ensuite qu'elle était « tout aussi folle, peut-être plus » que sa compagne. C'est ça, la « codépendance » un concept mal connu en France, qu'elle décrit d'une façon limpide : déverser dans l'autre tout ce qu'on est, puis rester « mains tendues, en espérant récupérer une miette de l'amour qu'on a déversé ». Elizabeth Gilbert est allée aux Codépendants Anonymes, et a fait ce fameux « programme en douze étapes » qui implique un bilan moral total, qu'elle décrit comme le moment le plus salvateur de sa vie.Elle me charme. Elle me fait rire. La conclusion à laquelle elle aboutit dans ce livre est exactement la même que celle à laquelle j'ai abouti dans Enfin Seule. Elle explore la nécessité pour les êtres humains, en particulier les femmes, de trouver l'apaisement dans une capacité reconquise d'être enfin heureuse seule.C'est pour ça que cet entretien m'a bouleversée. Je sais déjà qu'il vous plaira !Faites moi des retours sur les réseaux sociaux et n'oubliez pas de mettre des étoiles partout ! Ça aide Folie Douce à essaimer

#Provocast
#312 - Giovana Fagundes

#Provocast

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 54:46


Giovana Fagundes é atriz, comediante e criadora de conteúdo, conhecida por usar o humor como ferramenta para provocar reflexão sobre temas sociais, afetos e comportamento.Natural de Florianópolis, começou no teatro ainda na infância e mais tarde se mudou para São Paulo para investir na carreira artística. Foi nas redes sociais que ganhou grande projeção, criando vídeos que ironizam masculinidades tóxicas, machismo e padrões sociais.Na comédia, construiu uma identidade marcada pela crítica e pelo sarcasmo, abordando temas como feminismo, sexualidade, relacionamentos, racismo e não monogamia. Entre seus espetáculos estão “Orgulho do Papai”, “A História que nos Contaram” e seu novo show interativo de 2026.Também atuou na televisão, participou de programas de humor e lançou o podcast DR: Discutindo Relações, onde aprofunda conversas sobre afetos e relações contemporâneas.

Kiwicast - O Podcast da Kiwify
Fiquei Sem Casa e Construí uma Audiência de 2 Milhões de Seguidores | Afonso Molina - Kiwicast #702

Kiwicast - O Podcast da Kiwify

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 69:26


No episódio de hoje do Kiwicast, recebemos Afonso Molina,especialista em criação de conteúdo, crescimento de audiência com quase 2 milhões de seguidores no Instagram.A história dele não começa no digital. Começa nas quebras.Quebrou uma barbearia. Quebrou uma empresa. Devia para agiota. Foi despejado do apartamento. Ia ao supermercado com R$50 e torcia para a esposa não passar do limite.Quando o digital apareceu, era a última chance. Ele fez umacordo com a esposa: cinco anos de dedicação total. Acordar cedo, dormir tarde, trabalhar todos os dias. Se não desse certo, aceitaria o CLT e seguiria em frente. No quarto ano, já tinha dado certo.Hoje ensina pessoas a construírem audiência do zero eacredita que quem tem audiência vende qualquer coisa.No Kiwicast, ele falou sobre:● Por que o digital veio como última chance depois de múltiplas quebras● Como criar conteúdo de maneira consistente para gerar uma audiência fiel● O que o mercado offline ensinou que se aplica diretamente no digital● Por que audiência é o ativo mais valioso de um negócio digitalAprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify

Meio Ambiente
Às vésperas de outro El Niño, Brasil segue vulnerável a catástrofes, alertam especialistas

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 14:45


Menos de dois anos depois da última ocorrência do fenômeno meteorológico El Niño, que contribuiu para as enchentes históricas no Rio Grande do Sul de 2024 e as secas inéditas na Amazônia, o Brasil progrediu no combate a desastres, mas não aprendeu as lições para avançar na resiliência climática. Os impactos de mais um El Niño devem começar a aparecer no país no segundo semestre, estendendo-se até 2027. Lúcia Müzell, da RFI em Paris A configuração do fenômeno já está instalada nas águas do oceano Pacífico, salienta o doutor em meteorologia José Marengo, membro do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU) e coordenador-geral de pesquisas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). “Você vê o padrão de aquecimento no Pacífico Tropical, e está claro. O que nós não sabemos ainda é a intensidade”, frisa. “Estamos em início de junho, e fazer uma previsão em junho para um fenômeno cujo pico de intensidade seria mais ou menos novembro, é muito cedo.” Uma das interpretações dos modelos climáticos aponta para um aquecimento de 4°C das águas do Pacífico Central, o que seria um El Niño "super forte". A grande preocupação agora é se 2026 vai bater novamente os recordes globais de altas temperaturas, como tem ocorrido desde 2023. Os efeitos do fenômeno, que se repete no planeta há milhares de anos, são potencializados pelas mudanças do clima. Foi assim que, em 2024, o ano mais quente registrado na história até o momento, a ocorrência do El Niño impulsionou catástrofes climáticas ao redor do mundo. 'El Niño Godzilla' Mas apesar das perspectivas preocupantes, o coordenador do Cemaden rejeita os discursos alarmantes sobre o tema que, segundo ele, contribuem para desacreditar a ciência. “Você escuta na internet os influencers e qualquer pessoa falando sobre ‘El Niño Godzilla', ‘Super El Niño', fazem shows com nuvens caindo e o capeta aparecendo. Nós, cientistas, tentamos participar em todo tipo de debate possível, para convencer a população de que realmente é um fenômeno, mas que não é o fim do mundo”, afirma. Segundo ele, o discurso alarmista sobre o tema pode gerar o efeito contrário do desejado: o de imobilismo dos gestores. “Depende de nosso papel, como seres humanos, para poder enfrentar. Uma das coisas importantes é a percepção de risco de desastre. Não adianta ter os melhores modelos, os melhores supercomputadores, se as pessoas ainda não entendem a mensagem final”, argumenta Marengo. A memória dos recentes desastres no Brasil aumentou a tomada de consciência de governantes, comunidades e populações, principalmente nos estados mais afetados há dois anos. O Rio Grande do Sul acelera a conclusão de obras para combater novas enchentes, e a vizinha Santa Catarina está em alerta climático. Uma série de medidas para enfrentar incêndios florestais estão previstas pelos governos federal e estaduais no centro e norte do país, mas também no Sudeste, onde o maior problema tende a ser as altas temperaturas. Vulnerabilidade continua Entretanto, de forma geral pelo país, Marengo constata que pouco foi feito contra a vulnerabilidade das populações, que determina qual será a proporção de uma tragédia. É também o que afirma a professora de Urbanismo Maria Fernanda Lemos, da PUC-Rio. Membro do IPCC, ela coordenou um capítulo do último relatório do painel da ONU sobre as cidades. “Não adianta eu só focar num problema de drenagem para diminuir o impacto de chuvas intensas se eu não resolver o fato de que as pessoas moram em situações precárias”, ressalta Lemos. “Eu vou atuar sobre aquele alagamento específico naquele lugar, mas outras situações iguais vão se reproduzir pelo território todo, porque as pessoas continuam vulneráveis: continuam tendo que morar em áreas de risco, de maneira informal, sem acesso à tecnologia, à informação”, acrescenta. É por isso que, apesar de avanços importantes, como a adoção do Plano Clima de Mitigação e Adaptação, o Brasil “não aprendeu as lições” da última passagem do El Niño, avalia a especialista. A professora não vê ações transformativas à altura dos desafios, ou seja, que ajudem a diminuir a exposição das pessoas aos riscos climáticos. Maria Fernanda Lemos menciona a redução da precariedade e das desigualdades como um pilar fundamental da adaptação, assim como a educação ambiental e a inclusão das populações na tomada de decisões. “O que há de pior é que a gente continua fazendo cidade, infraestrutura, habitação e saneamento da mesma forma que a gente sempre fez, que não é resiliente, não é adaptado ao clima. E aí só gera mais vulnerabilidade ainda para esses ambientes, que já são muito ameaçados”, lamenta. “Não tem uma visão abrangente do problema. Só no longo prazo é possível fazer uma adaptação que vai ter resultados de fato concretos”, aponta. Para ouvir a entrevista completa, clique no podcast, acima.

SBS Portuguese - SBS em Português
De oito ônibus por dia ao Doutorado em Transporte na Austrália: a jornada de Allan

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 23:31


Allan Ribeiro Pimenta, baiano de Feira de Santana acaba de receber o título de PhD em Engenharia de Transportes e Urbanismo pela Monash University, em Melbourne. Antes da carreira acadêmica, ele trabalhou como flanelinha e lavador de carros para ajudar no sustento da família e chegou a pegar até oito ônibus por dia entre estudo, estágio e trabalho. Foi justamente dessa experiência diária com o transporte público que nasceu seu interesse pela mobilidade urbana e pelos estudos sobre transportes e cidades.Allan Ribeiro Pimenta, baiano de Feira de Santana acaba de receber o título de PhD em Engenharia de Transportes e Urbanismo pela Monash University, em Melbourne. Antes da carreira acadêmica, ele trabalhou como flanelinha e lavador de carros para ajudar no sustento da família e chegou a pegar até oito ônibus por dia entre estudo, estágio e trabalho. Foi justamente dessa experiência diária com o transporte público que nasceu seu interesse pela mobilidade urbana e pelos estudos sobre transportes e cidades.

Kiwicast - O Podcast da Kiwify
Era o Improvável da Família e Hoje Faturei 120 Milhões no Digital | Túlio Vitty | Kiwicast #700

Kiwicast - O Podcast da Kiwify

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 59:00


No episódio de hoje do Kiwicast, recebemos Túlio Vitty,empresário, autor, Global Advisor e Diplomata Civil, com mais de 1,2 milhão de seguidores e cerca de R$120 milhões faturados no digital.Túlio começou aos 13 anos pela música, entrou no digital aos17, foi mantenedor da família desde jovem e não tinha plano B. A escolha era dar certo ou dar certo.Passou pelo dropshipping, vendendo capinha de celular, e foinessa escola que aprendeu a ser empresário. Mas o caminho mais difícil não foi o mercado. Foi ele mesmo. Aprender a lidar com os próprios filtros, reprogramar a mentalidade e entender que ambiente, conhecimento e pessoas certas imprimem uma versão nova em qualquer pessoa.Hoje é autor de Social Além da Rede e Narcisismo Digital,treina líderes e artistas para dominar influência digital e construir posicionamentos diferenciados. No Kiwicast, ele falou sobre:● O que é ser de verdade no mundo digital e por que quase ninguém entende isso● Como saiu da escassez para R$120 milhões sendo o improvável da família● O que o dropshipping ensinou que nenhum curso de mentalidade ensina● Por que ambiente, conhecimento e pessoas certas são a única fórmula que funcionaAprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify

Naruhodo
Naruhodo #467 - Como tomar decisões sob pressão?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 51:47


No mundo profissional, quanto maior a senioridade de alguém, maior a expectativa - e, muitas vezes, maior também a pressão - das pessoas sobre as tomadas de decisões. O que a ciência diz sobre essa dinâmica? Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (51min 48s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * APOIO: INSIDER Sabe quando você vê uma roupa e pensa "nossa, essa peça é a cara dela"? Foi assim com o casaco Wingsuit da INSIDER: ele protege do frio com tecnologia e estilo, tem uma estética atemporal e dá aquele "up" no visual, seja ele chique ou esportivo. E, além do friozinho, sabe o que mais chega em junho? Ele mesmo: o Dia dos Namorados. Se você ainda não pensou no presente da sua companheira ou do seu companheiro, visite o site da INSIDER e dê uma olhada. Aposto que vai bater o 'isso é a cara dela ou dele' na hora. Você já sabe: use o endereço a seguir pra ter o cupom NARUHODO já aplicado ao seu carrinho de compras. >>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODO Ou clique no link que está na descrição deste episódio. INSIDER: inteligência em cada escolha. #InsiderStore * REFERÊNCIAS Kinship and Behavior in Primates https://books.google.com.br/books?id=w4jHg1SkcaIC&pg=PA478&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false O arco e o Cesto https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/8891625/mod_resource/content/1/Pierre%20Clastres%20-%20O%20Arco%20e%20o%20Cesto.pdf Does culture influence what and how we think? Effects of priming individualism and collectivism. https://psycnet.apa.org/doiLanding?doi=10.1037%2F0033-2909.134.2.311 Cultural Psychology: Beyond East and West  https://www.annualreviews.org/content/journals/10.1146/annurev-psych-021723-063333; Cultural bias and cultural alignment of large language models  https://academic.oup.com/pnasnexus/article/3/9/pgae346/7756548?guestAccessKey= The weirdest people in the world? https://www.cambridge.org/core/journals/behavioral-and-brain-sciences/article/abs/weirdest-people-inthe-world/BF84F7517D56AFF7B7EB58411A554C17 Autonomy-supportive teaching: Its malleability, benefits, and potential to improve educational practice  https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/00461520.2020.1862657 Social anxiety and social norms in individualistic and collectivistic countries https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3058376/ Collectivism predicts mask use during COVID-19 https://www.pnas.org/doi/abs/10.1073/pnas.2021793118 A meta-analysis of basic human values in Brazil: observed differences within the country  https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-66572015000100009 Adaptation of a Cultural Measure in Brazil – Developing a Short Version of the Individualism–Collectivism Vertical–Horizontal Scale https://econtent.hogrefe.com/doi/10.1027/2698-1866/a000068 Large-Scale Psychological Differences Within China Explained by Rice Versus Wheat Agriculture https://www.science.org/doi/abs/10.1126/science.1246850 The Psychology of Radicalization and Deradicalization: How Significance Quest Impacts Violent Extremism https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/pops.12163 Living in a multicultural world: Intergroup ideologies and the societal context of intergroup relations https://www.taylorfrancis.com/chapters/edit/10.4324/9781315094267-5/living-multicultural-world-intergroup-ideologies-societal-context-intergroup-relations-serge-guimond-roxane-de-la-sablonni%C3%A8re-armelle-nugier Accepting Inequality Deters Responsibility: How Power Distance Decreases Charitable Behavior  https://academic.oup.com/jcr/article-abstract/41/2/274/2907548 Measuring Culture Outside the Head: A Meta-Analysis of Individualism—Collectivism in Cultural Products https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1088868308318260 Global Increases in Individualism https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/0956797617700622 Existential Isolation and Suicide Ideation Among Chinese College Students: A Moderated Mediation Model https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/00221678221106916 Maya Folk Botany and Knowledge Devolution: Modernization and Intra‐Community Variability in the Acquisition of Folkbotanical Knowledge  https://www.researchgate.net/publication/230311740_Maya_Folk_Botany_and_Knowledge_Devolution_Modernization_and_Intra-Community_Variability_in_the_Acquisition_of_Folkbotanical_Knowledge Measuring Hofstede's Five Dimensions of Cultural Values at the Individual Level: Development and Validation of CVSCALE  https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/08961530.2011.578059 Da solidão ao extremismo: análise fenomenológica existencial do isolamento social na adolescência https://www.revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2491 Spontaneous self-descriptions and ethnic identities in individualistic and collectivistic cultures. https://psycnet.apa.org/doiLanding?doi=10.1037%2F0022-3514.69.1.142 Naruhodo #446 - O que é transfuga de classe? https://www.youtube.com/watch?v=HQQyT1sawZo Naruhodo #462 - Por que gostamos do que gostamos? https://www.youtube.com/watch?v=2CmoDe1vU98 Naruhodo #98 - Por que precisamos falar sobre suicídio? https://www.youtube.com/watch?v=Yow-FP77YHY Naruhodo #387 - Somos bons (ou maus) por natureza? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=Fx37e0PUgY4 Naruhodo #388 - Somos bons (ou maus) por natureza? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=xwAEaMyfm0Q Naruhodo #220 - Existe causa para a depressão? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=cFo8GFwyuR0 Naruhodo #221 - Existe causa para a depressão? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=5peXBmG43lU Naruhodo #406 - As fases do luto têm validade científica? https://www.youtube.com/watch?v=VltGGsSfNsI

Podcast : Escola do Amor Responde
3343# Escola do Amor Responde (no ar 01.06.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 27:34


Logo no início do programa de hoje, Renato Cardoso reforçou sobre a importância de aprender e, sobretudo, praticar o amor inteligente, que recompensa a pessoa que o pratica. Nesse sentido, o professor recebeu o casal Milena e Fábio no estúdio do programa. Antes de se conhecerem, Milena e Fábio enfrentaram relacionamentos difíceis. Milena viveu anos em um casamento abusivo e decidiu se separar após descobrir traições. Fábio também teve problemas no casamento anterior, envolvendo traições e vícios, mas buscou mudar sua vida. Em 2021, perdeu a esposa para a Covid-19, tornando-se viúvo e responsável pelos filhos.Aplicativo "Quero Te Conhecer"Depois de passarem por processos de cura e amadurecimento, os dois ingressaram no aplicativo "Quero Te Conhecer". Foi assim que se encontraram. Após um período de conversas, iniciaram o namoro, seguiram para o noivado e, pouco mais de um ano depois de se conhecerem, se casaram.Hoje, Milena e Fábio afirmam viver um relacionamento completamente diferente dos que tiveram no passado. O casamento deles é baseado em respeito, diálogo, apoio mútuo e companheirismo. A história do casal mostra que, mesmo após experiências dolorosas, é possível superar traumas, reconstruir a vida amorosa e encontrar um relacionamento saudável e feliz.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

Maman prie
La prière de la mère (très) imparfaite

Maman prie

Play Episode Listen Later May 31, 2026 6:10 Transcription Available


Chère Maman,En cette fin d'année scolaire, tu as peut-être toi aussi l'impression de vivre dans un immense trampoline intérieur : urgences, papiers, imprévus, maladies, retards, listes qui débordent… et cette tension qui finit parfois par rejaillir sur ceux qu'on aime.Dans cet épisode de Maman prie, je te partage une parole du prophète Zacharie qui a profondément changé ma manière de vivre ces moments d'implosion intérieure :« Revenez à la place forte, captifs pleins d'espérance. »Et si cette “place forte” était ce lieu intérieur où Dieu nous attendait, au cœur même de notre agitation ?Un endroit de paix, de repos, d'humilité et de confiance, accessible même au milieu du chaos

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | AS PALAVRAS REFLETEM NOSSO CORAÇÃO

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later May 30, 2026 3:03


Leitura Bíblica Do Dia: LUCAS 6:43-45 Plano De Leitura Anual:  2 CRÔNICAS 10–12; JOÃO 11:30-57  Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Como eliminar a linguagem chula? Uma escola optou por fazer uma promessa de “Zero palavrões”. Os alunos fizeram um juramento: “Prometo solenemente não usar palavrões de qualquer tipo nas dependências de [nossa escola]”. Foi um esforço nobre, mas de acordo com Jesus, nenhuma regra ou promessa externa pode cobrir o cheiro podre de um palavreado imundo. Remover o mau cheiro das palavras que saem de nossa boca começa com a renovação de nosso coração. Assim como reconhecemos uma árvore pelo fruto que ela dá (LUCAS 6:43-44), Jesus disse que nossa fala indica se nosso coração está ou não ligado a Ele e Seu caminho. O “fruto” representa a fala de alguém, “Pois a boca fala do que o coração está cheio” (v.45). Cristo estava destacando que, se realmente queremos mudar o que sai de nossa boca, primeiro temos que mudar o nosso interior com a ajuda dele. Promessas externas são inúteis para conter a linguagem chula que sai de um coração não transformado. Só podemos eliminar o linguajar sujo crendo primeiro em Jesus (1 CORÍNTIOS 12:3) e depois convidando o Espírito Santo a nos preencher. Ele age dentro de nós para nos inspirar e ajudar a agradecer a Deus constantemente (EFÉSIOS 5:18,20), dizendo palavras encorajadoras e edificantes aos outros (4:15, 29; COLOSSENSES 4:6).   Por: MARVIN WILLIAMS 

Dev Sem Fronteiras
Perfumista na Cidade do México, México - Carreira Sem Fronteiras #245

Dev Sem Fronteiras

Play Episode Listen Later May 28, 2026 58:13


O paulistano João achava, desde a infância, que iria trabalhar com tecnologia. Porém, quando ainda estava na escola, ele foi fazer um programa de férias na empresa onde sua mãe trabalhava, e se apaixonou pelo segmento de perfumaria. Certo de que era essa a carreira que gostaria de seguir, ele foi buscar a mesma formação das pessoas que trabalhavam por lá. Foi assim que se formou em Engenharia Química e, naturalmente, conseguiu um estágio naquela mesma empresa.De lá, passou por áreas técnicas, antes de ter contato com o cargo de avaliador de fragrâncias e de perfumes, o que lhe levou ao México pela primeira vez. Foi aí que surgiu a oportunidade dele mesmo fazer o treinamento de perfumista, que lhe enviou para Genebra, para New Jersey e, por conta da pandemia, de volta ao Brasil. Hoje, com a formação de perfumista concluída, João mora novamente no México.Neste episódio, João detalha melhor o que, afinal, faz uma pessoa perfumista, e comenta as particularidades das suas passagens por tantos países ao longo da carreira.Fabrício Carraro, o seu viajante poliglotaJoão Mendes, Perfumista na Cidade do México, MéxicoLinks:dsm-firmenichLinkedIn do João MendesTechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões.#7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo! Produção e conteúdo:Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts

Quem Ama Não Esquece
O MENINO ABENÇOADO QUE VIU DEUS | QUEM AMA NÃO ESQUECE 27/05/2026

Quem Ama Não Esquece

Play Episode Listen Later May 27, 2026 22:38


A Greisse e o Davi viviam uma vida simples com os filhos Miguel e Manuela. Até que em julho de 2023 tudo mudou. O Miguel começou a passar mal e sofreu uma convulsão. Ele estava em estado gravíssimo, com falência dos órgãos e risco de nunca mais acordar. Descobriram que ele recebeu uma superdosagem de um medicamento: dez ampolas quando o máximo seria uma. Desesperada, a família inteira se ajoelhou no hospital para orar. Foi então que Greisse percebeu um sinal inesperado: o xixi de Miguel, que estava preto, começou a clarear. Depois disso, ele abriu os olhos, chamou pelo pai e começou a dizer que tinha visto Deus. Após 12 dias internado, o abençoado Miguel recebeu alta e a família vem dar o seu testemunho de fé e esperança depois do milagre.

Podcast Rebelião Saudável
Tayana Medeiros: Dieta Carnívora e Levantamento de Peso

Podcast Rebelião Saudável

Play Episode Listen Later May 26, 2026 63:56


Nessa live conversei com atleta de levantamento de peso paralímpico Tayana Medeiros (@tayanamedeiros).Tayana Medeiros tem 33 anos é carioca e atualmente mora em Uberlândia - MG.Tayana foi campeã paralímpica em Paris 2024 e é recordista brasileira e das Américas. Foi medalhista mundial (prata no individual e ouro por equipes feminina). Faz parte da equipe paralímpica de levantamento de peso do Praia clube Uberlândia e foi medalhista de prata nos jogos para-panamericano sde Lima no Peru e ouro nos jogos para-panamericano de Santiago no Chile.No Clube de Leitura, exploramos juntos obras que desafiam o senso comum — livros que unem ciência, filosofia e ancestralidade — sempre com uma visão crítica e prática para transformar o conhecimento em ação.Entre para o Clube e participe das discussões ao vivo, receba roteiros, resumos e mergulhe em cada capítulo com profundidade.https://henriqueautran.com.br/clube-de-leitura/ Conheça o Substack Nutrição Ancestral. É um espaço autoral de aprofundamento científico, com análises técnicas baseadas em literatura acadêmica sobre evolução, fisiologia e metabolismo, conectando biologia evolutiva e evidência para quem quer entender o corpo além de modismos. Acesse: https://nutricaoancestral.substack.com Você também pode nos acompanhar no instagram, http://www.instagram.com/henriqueautran.  E em nosso canal do YouTube: https://youtube.com/c/henriqueautran. 

Gräns
Så ska Sverige stå emot den ryska cyberkrigföringen

Gräns

Play Episode Listen Later May 26, 2026 28:35


Sen Rysslands första större cyberangrepp för snart 20 år sedan har hotet bara ökat, och idag finns nya kraftfullare vapen i cyberrymden. Lyssna på alla avsnitt i Sveriges Radios app. Våren 2007 utbryter upplopp i Estlands huvudstad Tallinn. Det är rysktalande estländare som protesterar mot att ett sovjetiskt monument ska flyttas, men på nätet skrivs det att monumentet ska förstöras. Protesterna är våldsamma. En person dör.I det här kaoset får banker problem och folk kan inte ta ut pengar och inhemska mediers webbplatser slås ut. Världen har nu fått skåda en helt ny typ av krigföring.– Det var ett av de första exemplen på cyberkrigföring där det var en kampanj orkestrerad av den ryska staten där man ville skapa samhällsstörning och destabilisering med hjälp av olika cyberattacker, säger Sarah Backman, doktor i internationella relationer på Försvarshögskolan med fokus på cybersäkerhet och cyberkrigföring. Sedan den här våren i Tallinn för nästan 20 år sedan har Ryssland bara trappat upp sina angrepp i cyberrymden. Och trots att det faktiskt handlar om attacker, orkestrerade av den ryska staten så är Natos hållning att det inte samma sak som en väpnad attack.– Det är inte en enskild cyberattack eller enskild händelse som skulle kunna leda till att Natos artikel 5 aktiveras, säger Sarah BackmanGråzonDet som gör cyberkrig svårt är att mycket sker genom personer och grupper som bara indirekt kan knytas till ryska staten.– I Ryssland finns det kopplingar mellan den organiserade brottsligheten och staten. Det vet vi sen tidigare. Vid konflikter har ryska kriminella organisationer ställt upp och anfallit Rysslands motståndare, säger David Lindahl som är cyberforskare på Totalförsvarets forskningsinstitut FOI. De ryska hackergruppernas paradgren är så kallade lösensummeattacker där man tar sig in i system och krypterar allt, och enda sättet att få tillbaka kontrollen över sin IT-miljö är att betala en lösensumma.I Sverige har vi sett flera exempel på det här, där hackare antingen lyckats låsa, eller varit väldigt nära att lyckas låsa ett datorsystem. En kommun som drabbats är Kalmar. Där upptäcktes angreppet innan hackarna kunde låsa systemet. Men kommunen fick vara utan sina servrar i flera veckor. Så effekten blev nästan densamma, i alla falla i några veckor.– Vi har vår hemtjänst, den är sjukt viktig. De har inte tillgång till vilket schema och vilka adresser (brukarna, red.anm.) har, det är alltid i ett digitalt schema. Vi har inte information om vilka mediciner som är ordinerade på individnivå i vår omsorg, säger Anna Flink som är säkerhetschef på Kalmar kommun.Ryssland trappar uppKalmar-exemplet visar att lösensummeattacker eller överbelastningsattacker kan få svåra konsekvenser indirekt. Men det finns en oroande trend att angreppen får en karaktär av rena sabotage.– En angripare som går in och försöker ta sönder industrin utan vinning, då har man ett annat fokus, säger David Lindahl, cyberforskare på Totalförsvarets forskningsinstitut FOI. Ett sådant exempel inträffade 2014. Det som misstänks vara ryska hackare tog sig då in i datorsystemen vid den tyska jätten ThyssenKrupps stålverk i Duisburg. Inne i systemet stängde angriparna av kylvattnet till den stora masugnen och det slutade med att anläggningen drabbades av en omfattade brand.Och i Sverige skedde ett liknade angrepp förra året i ett värmeverk i Västsverige, men som stoppades.– Den som oroar mig personligen mest är värmeverk-fallet förra året. Därför att gå in och aktivt försöka ge sig på kritisk infrastruktur och industrier. Det har inte skett särskilt mycket här uppe tidigare. Det har varit angrepp mot industrier och liknande men det mesta som drabbats av tidigare har varit utpressning, säger David Lindahl.MythosTidigare i år kom nyheten att företaget Anthropic byggt ett AI-program som ska hitta och testa sårbarheter i mjukvara, men också helt på egen hand utnyttja de sårbarheterna. Programmet heter Claude Mythos och stället för att släppa det fritt på marknaden, valde Anthropic att bara släppa det till några särskilt utvalda företag som tex Google och Microsoft så att de kan laga sårbarheterna som Mythos hittade. Men i fel händer skulle det här kunna bli ett potent cybervapen. – Ju mer sofistikerad AI blir, desto mer kommer det att påverka de här dynamikerna och attacker kanske kommer bli alltmer automatiserade. Men samtidigt är det svårt att säga exakt vilken påverkan det här kommer få. I slutändan kan man kanske använda AI både för att skydda sig och att attackera, säger Sarah Backman på Försvarshögskolan.TEXT: Kalle GlasMedverkandeSarah Backman, doktor i internationella relationer på Försvarshögskolan med fokus på cybersäkerhet och cyberkrigföring. David Lindahl, cyberforskare på Totalförsvarets forskningsinstitut FOI. David Idermark, administrativ chef på Mörbylånga kommun.Anna Flink, säkerhetschef på Kalmar Kommun.Erik, chef på ett av dom här tre cyberförsvarsförbanden inom FörsvarsmaktenLjudkällor: SR, BBC, CBS

Masters of Privacy
Tim Turner: The DPO Daily Challenge, recent updates to the UK legal framework

Masters of Privacy

Play Episode Listen Later May 24, 2026 34:45


How about an extremely practical book with detailed examples and quizzes based on a fictional town? Also, let's revisit the UK legal framework: impact of the DUAA 2025 and proposed PECR changes.Tim Turner (here for a third time) is the author of “The DPO Daily Challenge” (April 2026). He has worked on Data Protection, Freedom of Information (FOI) and Information Rights law since 2001. He started at the Information Commissioner's Office as a Policy Manager on FOI issues. After that, he was a Data Protection & FOI Officer for two councils and then an Information Governance Manager for an NHS organisation. He has been offering data protection training and consultancy since 2011. Also, Tim is the author of the popular DPO Daily newsletter and LinkedIn feed. 2040 is his training company.References:* The DPO Daily Challenge (sign up page)* Tim Turner on LinkedIn* ICO: Our advice to government on potential changes to online advertising rules* The Data Use and Access Act 2025 (DUAA) - what does it mean for organisations?* Data Protection vs. Privacy and Data Privacy: a January 28th conundrum (Tim Turner, Carissa Véliz, Gabriela Zanfir-Fortuna, Markus Wünschelbaum, Brendan Quinn - Masters of Privacy, 2025)* Tim Turner: UK news spotlight - advertising, reforms, AI (Masters of Privacy, March 2025)* The Hitchhiker's Guide to the Galaxy (Douglas Adams, 1979)* 2040 Training* The DPO Daily on LinkedIn This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.mastersofprivacy.com/subscribe

On The Edge With Andrew Gold
652. Andrew Took Epstein's Money. But The Royals Took Yours.

On The Edge With Andrew Gold

Play Episode Listen Later May 14, 2026 50:41


This is the untold story of how the British Royal Family transformed from total bankruptcy in 1760 to a multibillion-pound empire today In this explosive interview, former MP and investigative author Norman Baker reveals the dark side of Royal finances, from Prince Andrew's "treasonous" connections to Jeffrey Epstein to the secret legislative powers used to protect the family's wealth. SPONSORS: Go to https://boncharge.com  and use code HERETICS to save 15%. Go to https://surfshark.com/heretics for 4 extra months of Surfshark  Get an exclusive 15% discount on Saily data plans! Use code andrewgold at checkout. Download Saily app or go to https://saily.com/andrewgold   Check Plaud UK: https://bit.ly/40Gzdh1  | US: https://bit.ly/475MQKe Notepro: https://bit.ly/479tWSR Organise your life: https://akiflow.pro/Heretics  Earn up to 4 per cent on gold, paid in gold: https://www.monetary-metals.com/heretics/  Cut your wireless bill to 15 bucks a month at https://mintmobile.com/heretics  We dive deep into the "slush funds" of the Duchies, the staggering tax exemptions that only apply to the King, and why the "Spider Letters" changed British law forever. Is the monarchy on borrowed time? - The Book: Pick up Norman Baker's "Royal Mint, National Debt" at your local bookstore or here: https://www.amazon.co.uk/Royal-Mint-National-Debt-Things/dp/1785909924  - Follow Norman on Substack: https://substack.com/@normanbaker2  Subscribe for more heretical deep-dives. #PrinceAndrew #RoyalFamily #JeffreyEpstein #AndrewGold #Heretics #Monarchy #UKPolitics #RoyalScandal #NormanBaker  Join the 30k heretics on my mailing list: https://andrewgoldheretics.com  Check out my new documentary channel: https://youtube.com/@andrewgoldinvestigates  Andrew on X: https://twitter.com/andrewgold_ok   Insta: https://www.instagram.com/andrewgold_ok Heretics YouTube channel: https://www.youtube.com/@andrewgoldheretics Chapters: 00:00 How the Royals went from Bankrupt to Billionaires 01:10 The Treason Allegations against Prince Andrew 04:15 Did Andrew pass sensitive info to Jeffrey Epstein? 07:30 Why the big Royal scandal is actually finance 10:45 The Secrecy Loophole: Why you can't FOI the King 13:20 The £3 Million Kazak Deal that turned deadly 15:40 Is the Monarchy Doomed? (Norman Baker's Take) 19:50 Prince William's 150-Acre "Illegal" Fence 22:45 The bizarre anti-Catholic law the King must read 26:30 The 1760 Deal that still funnels your money 29:15 "Royal Slush Funds": The truth about the Duchies 32:10 Why the King pays zero inheritance tax 34:50 "The tree that doesn't bend will break" 43:02 Will Prince Andrew actually go to prison? Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices