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Bem amigos do Pelada na Net, chegamos em definitivo para o programa 794! E hoje temos o Príncipe Vidane, Rafa Castro, Gabriel Lecomte (@glecomte) e Isabelle Zacara (@bellezacara) prontos pro início da Copa do Mundo.E neste programa falamos sobre a vitória do Brasil sobre o Egito no último amistoso antes da Copa do Mundo, lamentamos o corte de Wesley que se machucou e vai perder a chance de disputar uma Copa, conspiramos sobre o Cristiano Ronaldo que come gente, avaliamos o Top 5 da história do esporte na visão dos estadunidenses, além de muito mais!#ORDENHANDOVINI #GACHADEALMOÇOAproveite os descontos da Insider com o cupom PELADANANET através do nosso link exclusivo para ouvintes!ORIGINAIS DO FUT - www.originaisdofut.com, cupom PELADA10 com 10% OFF! Siga @originaisdofut_ACOMPANHE AS LIVES do Jovem Nerd na Twitch!contato: podcast@peladananet.com.br acesse: peladananet.com.br e confira os links das nossas redes sociais (grupo de telegram, instagram, bluesky e twitter tanto do podcast quanto dos nossos participantes)Projetos paralelos:Dentro da Minha CabeçaReinaldo JaquelineFábrica de FilmesCia da LouçaJovem Nerd Esporte Clube Spotify / YouTubeFinanciamento coletivo:Apoia.se / Patreon / Chave pix: podcast@peladananet.com.brColaboradores de Maio/2026!Obrigado a todos que colaboraram com ao menos R$10. Confira aqui a lista de nomes
Ministração do Pr. Willy Sandro no culto de celebração do dia 03 de Maio de 2026.
Ministração da Pra. Luana Delfino no culto de celebração do dia 10 de Maio de 2026.
Ministração do Pr. Willy Sandro no culto do dia 24 de MAio de 2026.
Ministração do Pr. Willy Sandro no culto de celebração do dia 31 de Maio de 2026.
Reportagem: Débora Infante, Raquel Bernardo, Maria Quadrada e Lúcia Palhoco.Edição: Débora Infante.Tema Central: - Saúde mental nos jovens estudantes.Notícias do mês: - Duas crianças encontradas sozinhas em Setúbal;- Novo surto de Ébola que provocou 177 mortes;- Visita de Donald Trump a Pequim;- Convocatória para o Mundial de 2026.Sonoplastia: Miguel Martins e Beatriz Correia.Design: Maria Almeida.
durée : 00:59:29 - par : Nathalie Piolé -
Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.
Na quarta-feira, dia 03/06/2026, nossa equipe de gestão e pesquisa econômica realizou o call mensal, abordando os assuntos mais relevantes do mês de maio. Novamente realizamos a conferência pelo Zoom com transmissão simultânea pelo YouTube. Não deixe de acompanhar!
Celebração realizada no dia 10 de Maio de 2026.
Nesse podcast você acompanhara uma ministração do encontro de mulheres na nossa igreja local.
Amador que faz Ironman pra um tempo desses é Pro com emprego. No dia 31 de Maio, Diego Arantes fez 8:12:42 no Ironman Florianópolis, que sim, é um tempo incrível, mas além disso, ele correu para 2:37', possivelmente, a maratona mais rápida já realizada por um atleta amador na história do IM. Depois de entregar tudo nessa prova, ele não conseguiu escapar do VCB que trouxe ele aqui no Z2 Talks pra contar sobre esse feito.---------------------------------------------Matheus Caseirohttps://www.instagram.com/caseiro.matheusVictor Castello Brancohttps://www.instagram.com/victorcastellobrancoz2---------------------------------------------PLAYLIST COMPLETA https://www.youtube.com/playlist?list=PLcotMVx5Zr8VPHl8RZ3KuI3jULNRxya5YZ2Performance - https://www.instagram.com/z2performance---------------------------------------------#z2performance #z2talks #podcast #alwayschasing
Judeu Ateu, Luki e Izzo (Dentro da Chaminé) continuam pro terceiro episódio do novo quadro Maio Sem Mangá,desta vez um caso inédito nos 14 anos de história do podcast: um livro. Comentamos deste clássico moderno, uma fábula de identidades e ciências, falamos de Piranesi. Apoie o AoQuadrado² no APOIA.se Recomendações– Apelo ao Público– Desventuras em Série– Casas estranhas 2
Mensagem do dia 24 de Maio de 2026 por Kenner Terra Hospitalidade_ amor pelo estranho | Histórias que tocam nossa história Celebração Ibab AO VIVO 11h www.ibab.com.br Nos acompanhe nas redes sociais www.instagram.com/oficialibab www.facebook.com/oficialibab www.twitter.com/oficialibab
Mensagem do dia 24 de Maio de 2026 por Ed René Kivitz Em casa com anjos estranhos | Identidade Celebração Ibab AO VIVO 11h www.ibab.com.br Nos acompanhe nas redes sociais www.instagram.com/oficialibab www.facebook.com/oficialibab www.twitter.com/oficialibab
Mensagem do dia 24 de Maio de 2026 por José Malua Perto da Cruz, hospitalidade na hostilidade | Identidade Celebração Ibab AO VIVO 11h www.ibab.com.br Nos acompanhe nas redes sociais www.instagram.com/oficialibab www.facebook.com/oficialibab www.twitter.com/oficialibab
Mensagem do dia 31 de Maio de 2026 por Cláudio Manhães Eu era estrangeiro... Identidade Celebração Ibab AO VIVO 11h www.ibab.com.br Nos acompanhe nas redes sociais www.instagram.com/oficialibab www.facebook.com/oficialibab www.twitter.com/oficialibab
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Mensagem do dia 31 de Maio de 2026 por Ed René Kivitz Quero que valorize o que você tem Identidade Celebração Ibab AO VIVO 11h www.ibab.com.br Nos acompanhe nas redes sociais www.instagram.com/oficialibab www.facebook.com/oficialibab www.twitter.com/oficialibab
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Bem amigos do Pelada na Net, chegamos em definitivo para o programa 793! E hoje temos o Príncipe Vidane, Maidana, Show do Vitinho e Marcus Freitas (@freitinhasmarcus) calculando se o creme compensa.E neste programa falamos sobre a goleada do Brasil sobre o Panamá no penúltimo amistoso antes da Copa do Mundo, comentamos a final da Champions League em que o Paris Saint-Germain venceu o Arsenal e se sagrou bicampeão, discutimos se o Bruno Guimarães fez algo por qualquer um de nós, além de muito mais!#GABRIELGAMALHÃES #TAMOQUEVAMOAproveite os descontos da Insider com o cupom PELADANANET através do nosso link exclusivo para ouvintes!ORIGINAIS DO FUT - www.originaisdofut.com, cupom PELADA10 com 10% OFF! Siga @originaisdofut_ACOMPANHE AS LIVES do Jovem Nerd na Twitch!contato: podcast@peladananet.com.br acesse: peladananet.com.br e confira os links das nossas redes sociais (grupo de telegram, instagram, bluesky e twitter tanto do podcast quanto dos nossos participantes)Projetos paralelos:Dentro da Minha CabeçaReinaldo JaquelineFábrica de FilmesCia da LouçaJovem Nerd Esporte Clube Spotify / YouTubeFinanciamento coletivo:Apoia.se / Patreon / Chave pix: podcast@peladananet.com.brColaboradores de Maio/2026!Obrigado a todos que colaboraram com ao menos R$10. Confira aqui a lista de nomes
Judeu Ateu, Luki e Izzo (Dentro da Chaminé) continuam pro segundo episódio do novo quadro Maio Sem Mangá,desta vez um filme, uma polêmica e reconhecidamente ambiciosa longa metragem que explora uma infinidade de temas, falamos de Cloud Atlas. Apoie o AoQuadrado² no APOIA.se Recomendações– The Grand Budapest Hotel– Mr. Nobody– Cradle Will Rock
Essa é a Carta Mensal da Vokin Investimentos em formato de podcast. A Carta de Maio de 2026 é de número 256 e nela iremos falar um pouco sobre o comportamento dos mercados, da economia e de nossos fundos de investimento.
Após a vitória das forças do general Gomes da Costa, que puseram fim à Primeira República, como é que se desenrolou o surpreendente percurso que levou Salazar ao poder e à criação do Estado Novo?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Aos fins de semana na Radar, duas partes Indie, uma parte tónica.
Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?
---- 1 - Nicholas Krgovich - Boss Tape - Gave It a Name 2 - Marine Eyes & Sleep School - commUNITY BROADCAST - ...Becoming the Ocean 3 - Shabason & Krgovich - Four Days in June - Begin Again 4 - Tracey Nelson - Hercules - 86 5 - My New Band Believe - My New Band Believe - One Night 6 - Ed O'Brien - Blue Morpho - Thin Places 7 - Ed O'Brien - Blue Morpho - Sweet Spot 8 - Radiohead - A Moon Shaped Pool - Glass Eyes 9 - Masakatsu Takagi - ... - Marginalia #226 10 - Tujiko Noriko - PON - Boku Wa Obake 11 - Martin Kohlstedt - Kluft - MEM 12 - Roger Eno - Without Wind, Without Air - Rarities - False Memory Waltz 13 - Holland Andrews x Methods Body - REMAIN - Lightning Rod 14 - Laurie Anderson - Homeland - The Lake 15 - Oliver Coates - The History Of Sound (OST) - House at Night 16 - Oliver Coates - The History Of Sound (OST) - Suitcase of Cylinders (Feat. Briana Middleton) ---- 17 - Ted Lucas - Rainy Days (1970-1974) - Rainy Days 18 - Bill Orcutt & Mabe Fratti - Almost Waking - Almost Waking 19 - Bill Orcutt & Mabe Fratti - Almost Waking - Todo Puede Ser Error 20 - Maria BC - Marathon - Sabotage 21 - Deathcrash - Somersaults - Love For M 22 - NewDad - ... - Kick The Curb 23 - Picture Frames - ... - 3:25pm 23 - Tommy Barlow - ... - Earth Killer 24 - Damien Jurado - ... - Allocate (Live) 25 - Wendy Eisenberg - Wendy Eisenberg - The Walls 26 - Alela Diane - Who's Keeping Time? - Endless Waltz 27 - Jo Mango - The Lightswitch - The Windowpane 28 - Spencer Krug - Same Fangs - Pinecone King 29 - Asher White - Titles Under Pressure - Jessica Pratt
No programa de hoje: a trajetória inspiradora do baiano Allan Ribeiro Pimenta, que trabalhou como lavador de carros em Feira de Santana e concluiu um doutorado em Engenharia de Transportes na Austrália. O fenômeno do luto político e como a decepção com líderes e partidos pode contribuir para a polarização da sociedade. O alerta do Papa Leão XIV sobre os riscos da inteligência artificial. Como um influenciador angolano e uma refugiada síria usam as redes sociais para aproximar culturas por meio da língua portuguesa.Neste episódio, conheça a trajetória inspiradora de Allan Ribeiro Pimenta, o baiano que saiu de uma rotina de trabalho como flanelinha e lavador de carros em Feira de Santana para conquistar um doutorado em Engenharia de Transportes e Urbanismo na Universidade Monash, em Melbourne. Também exploramos o conceito de “luto político”, o sentimento de frustração e perda vivido por pessoas que se decepcionam com líderes ou movimentos políticos que apoiavam, e como isso pode contribuir para a polarização social.O programa traz ainda uma análise da primeira encíclica do Papa Leão XIV, que faz um alerta sobre os impactos da inteligência artificial, das redes sociais e da concentração de poder tecnológico nas mãos de poucos. E, por fim, uma reportagem da ONU News mostra como criadores de conteúdo de diferentes origens usam as redes sociais para aproximar culturas, destacando as conexões entre os países africanos de língua portuguesa, o Brasil e o mundo árabe por meio da língua, dos sotaques e das experiências compartilhadas.
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A Inês e a Ana despedem-se do "Recomendo Imenso", a Buraca Radio Show está de volta com versões especiais de músicas do Bad Bunny e, no Hoje há Cozido, falamos de sal.
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta sexta-feira, 29 de maio.Dia Internacional dos Boinas-Azuis das Nações Unidas Expectativas de inflação estáveis amortecem choque petrolífero na América Latina
EUA passam a classificar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras. O governo australiano entrou com uma ação judicial bilionária contra a multinacional americana 3M, acusando a empresa de contaminar o meio ambiente com substâncias químicas conhecidas como PFAS. Pelo menos 17 meninas morreram após um incêndio atingir um dormitório da escola interna Utumishi Girls Academy, na região de Gilgil, no Quênia. Uma mulher de Melbourne acusada de fazer parte do grupo Estado Islâmico (ISIS) está pedindo liberdade sob fiança para poder cuidar de seus quatro filhos. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mostrou uma proposta para a nota de 250 dólares americanos com a imagem do presidente Donald Trump durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington.Boletins de notícias e reportagens no site sbs.com.au/portuguese.Siga-nos também nas redes sociais. Estamos no instagram e no facebook com o nome SBS Portuguese.
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A Inês é chamada de "ursa" por um músico conhecido, recomendamos as melhores expressões que as pessoas utilizam e a Ana e a Joana fazem um relatório secreto para o selecionador nacional sobre o Congo.
Governo moçambicano quer usar receitas do gás para reconstruir infraestruturas destruídas pelas cheias e manifestações, em vez de investir em novas escolas e hospitais. Académico alerta para o forte risco de alimentar "cartéis" de corrupção. Acidentes de viação matam todos os meses dezenas de pessoas, em Angola.
Jornal da ONU, com Felipe de Carvalho:*Militares brasileiros atuam para conter ebola na RD Congo*ONU pede que Chile avance no plano de busca por desaparecidos da ditadura*Chefe de Direitos Humanos quer fim do retorno involuntário de afegãos*Surto de ébola ameaça intensificar insegurança alimentar na RD Congo
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Hoje é Dia Nacional e dia 16 foi Dia Mundial da Consciencialização sobre a Doença Celíaca. Maio não é apenas o Mês da Mãe, ou o Mês de Nossa Senhora. É também o Mês do Celíaco!See omnystudio.com/listener for privacy information.
Recomendam-se as combinações de comida mais estranhas - de lulas com Filipinos a Panados molhados em leite com chocolate - e Marisa Liz é a Quarta da Manhã e dá um hilariante Desculpa, Mas Vais Ter de Perguntar
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Imitações de Bad Bunny, ideias para passar o tempo em reuniões chatas e histeria da equipa com prejuízos da TAP
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Mensagem do dia 17 de Maio de 2026 por Ed René Kivitz A escandalosa mesa de Jesus | Marcos 2. 14-17 Histórias que tocam nossa história Celebração Ibab AO VIVO 11h www.ibab.com.br Nos acompanhe nas redes sociais www.instagram.com/oficialibab www.facebook.com/oficialibab www.twitter.com/oficialibab
Mensagem do dia 17 de Maio de 2026 por Kenner Terra Quem tem medo da diversidade | 1 Coríntios 12. 12-27 Histórias que tocam nossa história Celebração Ibab AO VIVO 11h www.ibab.com.br Nos acompanhe nas redes sociais www.instagram.com/oficialibab www.facebook.com/oficialibab www.twitter.com/oficialibab
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