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Debate da Super Manhã
Golpes financeiros e digitais

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later Sep 30, 2026 46:37


Debate da Super Manhã: Os golpes financeiros e digitais ganharam novas formas e passaram a fazer parte da rotina de milhares de pessoas. Falsas mensagens de bancos, links fraudulentos, perfis clonados, golpes via Pix e ofertas que prometem dinheiro fácil estão entre as estratégias usadas por criminosos para obter dados e dinheiro das vítimas. No debate desta quarta-feira (30), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre os crimes mais comuns no ambiente digital, como identificar tentativas de golpes, as responsabilidades das instituições financeiras e a segurança necessária contra crimes virtuais. Participam o advogado especialista em direito digital e presidente da Comissão de Inteligência Artificial da Ordem dos Advogados do Brasil na Paraíba (OAB-PB), Cláudio Lucena, o especialista em gestão e segurança de tecnologia da informação e professor do curso de Ciências da Computação da Uninassau Graças, Humberto Caetano, e o especialista em educação financeira da Serasa, Rodrigo Costa.

DW em Português para África | Deutsche Welle
Praça Pública - DW - 30 de Setembro de 2026

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Sep 30, 2026 19:59


"Moçambique precisa de reformas profundas". Em entrevista à DW, Ivone Soares, membro da Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), revela o que os cidadãos querem mudar no país.

Radioagência
Comissão de Constituição e Justiça aprova aumento de pena para feminicídio em situações específicas

Radioagência

Play Episode Listen Later Sep 30, 2026


Ciência
Alemanha, França e Países Baixos definem prazos para o fim dos combustíveis fósseis

Ciência

Play Episode Listen Later Sep 30, 2026 8:51


Nos últimos meses, três países europeus fixaram calendários para deixar os combustíveis fósseis. A Alemanha apontou para 2045 e os Países Baixos para 2050. Já a França definiu uma data para cada combustível. Os planos passam pelo investimento nas energias renováveis e pela electrificação dos transportes, dos edifícios e da indústria. O objectivo é cumprir os compromissos climáticos e reforçar a segurança energética. Nos últimos meses, três países europeus fixaram calendários para deixar os combustíveis fósseis. A Alemanha, na quarta-feira, 23 de Setembro, aponta para 2045. Também em Setembro, os Países Baixos tinham apontado para 2050. Já a França, em Abril, definiu uma data para cada combustível: 2030 para o carvão, 2045 para o petróleo e 2050 para o gás. Todos apostam na electrificação dos transportes, dos edifícios e da indústria, para a descarbonização, ou seja, deixar de depender de combustíveis fósseis, como o petróleo, o gás e o carvão, para reduzir ou eliminar as emissões de gases com efeito de estufa, como o dióxido de carbono, ou o CO2, e alcançar a neutralidade energética. Estes anúncios surgem na sequência do compromisso assumido na COP28, no Dubai, de fazer uma transição energética. Já na COP seguinte, a COP30, em Belém, no Brasil, a proposta de um plano global para esta transição não obteve consenso. Em Abril, realizou-se uma primeira conferência dedicada ao tema, co-organizada pela Colômbia e pelos Países Baixos, em Santa Marta, na Colômbia. O Professor Catedrático Paulo Ferrão, do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, diz que estas medidas, apesar de serem mais pragmáticas e ambiciosas, já faziam parte dos compromissos do Pacto Ecológico Europeu, lançado em 2019 pela União Europeia. Paulo Ferrão: Esta questão não é nova. Temos na Europa, há muitos anos, aquilo a que se chama European Green Deal (Pacto Ecológico Europeu). Tem como objectivo tornar a Europa no primeiro continente climaticamente neutro. Quer dizer que temos que reduzir significativamente essas emissões? Ou seja, temos que reduzir significativamente a queima de combustíveis fósseis para que não possamos emitir CO2. Mas algum CO2 pode ainda ser emitido pela queima de combustíveis fósseis, se ele depois for capturado por outros mecanismos, nomeadamente pelas florestas. E aí é o que nós chamamos climaticamente neutro: emitimos algum, mas esse que emitimos vamos capturá-lo. Portanto, a Europa quer ser climaticamente neutra até 2050. O que aconteceu agora, muito recentemente, foram políticas dos países para serem mais explícitos no fim dos combustíveis fósseis. E isto é que é mais novo, porque já todos os países europeus estavam com este compromisso de sermos um continente climaticamente neutro até 2050, certo?” Mas estes planos são mais ambiciosos? Paulo Ferrão: São ambiciosos e são mais pragmáticos. A questão é: como é que se lá chega? O anúncio francês é o que eu acho mais pragmático de todos. A França diz claramente que se quer livrar do carvão até 2030, que se quer livrar do petróleo até 2045 – e isto é fortíssimo, quer dizer que, até 2045, se isto for cumprido, deixa de haver consumo de gasolina e de gasóleo – e que se quer livrar do gás fóssil, o gás natural, por exemplo, até 2050. É o que tem as metas mais claras. A França continua a apostar no nuclear e a Alemanha nas energias renováveis. Que alternativas existem hoje aos combustiveis fósseis? Paulo Ferrão: A alternativa hoje é basicamente só uma: é produzir electricidade com fontes de energia renovável ou, como a França, com nuclear. Com energia renovável e com o nuclear, as emissões directas de CO2 não existem, mas é evidente que, para fabricar estes equipamentos, pode haver. E então passamos a ter uma electricidade que podemos chamar verde, que não tem emissões de CO2 associadas, não tem uso de combustíveis fósseis e então passamos a ter esta electricidade verde. E agora o segredo passa por electrificar os processos que dantes usavam combustíveis. Nomeadamente, e com enorme peso, os transportes; electrificar a indústria, por exemplo; electrificar, em nossa casa, o aquecimento e arrefecimento. Portanto, um dos eixos centrais de qualquer um destes planos é, por exemplo, proibir até os esquentadores para aquecermos a nossa água em casa, que era, por exemplo, com gás, e passar a ter bombas de calor, que consomem electricidade e que têm uma grande vantagem: vão buscar o frio que está na rua para transformar em calor, digamos assim. Dentro de casa, uma bomba de calor liberta três a quatro vezes mais calor do que a electricidade que consome. É muito eficiente. Resumindo: produzir electricidade verde a partir de fontes renováveis ou, enfim, isto é um bocado mais polémico, mas já se começa a aceitar na Europa também o nuclear, e depois electrificar todos os consumos que for possível. Portanto, usar electricidade em vez de combustíveis fósseis. Há uma grande excepção, que é a aviação. Muito dificilmente um avião será eléctrico. Uma bateria seria pesadíssima para andar num avião. E então aí a grande aposta são os SAF, em inglês, que são os Sustainable Aviation Fuels, que, no fundo, são combustíveis derivados de biocombustíveis. Ou, por exemplo, a Alemanha também quer apostar muito no hidrogénio, que, no fundo, é usar electricidade renovável para transformar a água em hidrogénio e oxigénio, mas depois usar o hidrogénio como combustível em vários sítios, por exemplo, nos automóveis. Então a grande solução são as energias renovaveis? Paulo Ferrão: São duas: a energia renovável, mas depois, tão importante ou mais do que isso, é electrificar, não é? Veja bem o esforço que isto vai ser, não é? O que é difícil nisto é que nós estamos atrasados na electrificação automóvel, não é? Hoje em dia, o maior produtor de automóveis eléctricos é a China. Não é que a nossa indústria, nomeadamente a alemã e a francesa, esteja com dificuldades de competitividade no fabrico de carros eléctricos. Mas isto é bom: ter uma estratégia que permita à indústria realmente, e sem nenhuma dúvida, avançar e progredir rapidamente, melhorar a eficiência e o custo dos veículos eléctricos fabricados na Europa. E ainda mais: o que é muito difícil é, por exemplo, os autocarros. Temos menos fabricantes de autocarros e de veículos pesados eléctricos. Vemos que a segurança energética está no centro destes planos. A guerra na Ucrânia levou à proibição do gás russo e, agora, as instabilidade no Medio Oriente levaram ao bloqueio do Estreito de Ormuz e, por consequente, a subida do preço dos combustiveis. Diria que esta  conjuntura acelerou a descarbonização e os compromisso para esta? Paulo Ferrão: São um estímulo enorme para isto. E aumentam muito a resiliência europeia. Quer dizer, eu vou só dar um exemplo. Por exemplo, eu tenho um carro eléctrico. Eu carrego o meu carro em casa à noite. O meu custo por quilómetro é quatro, cinco ou seis vezes menor do que seria se fosse a gasolina. Portanto, eu não estou a sentir o problema do aumento do custo do petróleo, por enquanto. Isto é um impacto enormíssimo nas famílias. Diria que estes choques expuseram o choques o custo, para a Europa, de depender de nergias fosseis importadas? Paulo Ferrão: Como é evidente, um dos grandes objectivos políticos desta electrificação e, portanto, da aposta nas renováveis, é tornar a Europa mais resiliente e não dependente do fornecimento externo. Quando a França diz que não quer depender dos combustíveis fósseis até 2045, aí está. Ficamos totalmente libertos deste tipo de problemas de abastecimento de combustíveis. Mas vemos que, na realidade, a União Europeia importa mais de metade da energia que consome. Descarbonizar é possivel dentro destes prazos? Paulo Ferrão: Acho muito difícil. Acho bem que eles existam, mas claro que vão ser difíceis e exigentes, não é? Nomeadamente, por exemplo, na electrificação do parque automóvel em tão pouco tempo. Portanto, temos aqui um período de transição que eu acho que acredito que aconteça e que, a partir dessa data, não se comprem mais veículos e não se vendam. Não. Mas, claro, há aqui um parque que ainda tem que fazer o seu offset, ou seja, não diminuir as emissões todas no dia. Mas, obviamente, é muito importante ter esta política para estimular uma transição forte e sem dúvidas, quer dizer. Ou seja, o pior que pode haver é uma política ao ziguezague. Não é? Acho que a Europa tem sido muito coerente e é importante que a indústria acredite nisto e que se prepare, não é? E que se mobilize para aumentar a eficiência, para ser mais competitiva, nomeadamente neste caso, com a China, não é? E nas energias renovaveis também existem limites, penso  nomeadamente na dependencia de minerais, como o litio para a construção de beterias ou de outras infraestruturas, quais são estes limites? Paulo Ferrão: Dependemos muito do lítio e não só, do cobalto. Mas aí temos outra questão, que a Europa também está a acelerar agora muito, que é a da economia circular. Portanto, a ideia é que nós vamos importando estes produtos, mas se calhar daqui a 20 ou 30 anos, se importarmos os produtos, já cá temos, nesses produtos, o material suficiente para continuar a fabricar, mas temos que os saber reciclar. A Comissão Europeia, nomeadamente em investigação, tem lançado agora bastantes calls para fazer investigação na melhoria dos processos de reciclagem destas matérias-primas críticas, justamente para desenvolver os processos de separação e reciclagem destes materiais, para que a Europa fique mais independente deles. É claro que, para isso acontecer, temos agora de continuar a comprar produtos já feitos, que é o que hoje acontece. Nós importamos as baterias, nós importamos os painéis solares, por exemplo, mas daqui a uma década, ou duas, ou três, já possamos, com base na reciclagem dos produtos em fim de vida que temos e que vamos ter, no fundo, tornar-nos muito mais auto-suficientes. Ou seja, isto é transformar um desafio numa oportunidade, que é a oportunidade para o desenvolvimento industrial que a Europa precisa de ter, não é? O relançamento da indústria.

Convidado
53 anos da proclamação unilateral da independência: "Guiné-Bissau vive uma ditadura militar"

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 30, 2026 7:47


A Guiné-Bissau assinalou recentemente os 53 anos da proclamação unilateral da independência, em 24 de Setembro de 1973. Um momento que marcou a afirmação do país como Estado soberano perante a comunidade internacional. Mais de cinco décadas depois, o activista do movimento político Firkidja de Púbis, Yussef, considera que o país vive actualmente sob "uma ditadura militar" e defende "a mobilização dos guineenses para lutar contra o actual regime". Passados 53 anos da proclamação unilateral da independência, como caracteriza o actual momento político da Guiné-Bissau? Em 2026, a Guiné-Bissau vive uma ditadura militar. Nós temos as Forças Armadas da Guiné-Bissau, diria eu, mais as milícias que foram criadas pelo senhor Sissoco Embaló, que assumiram o controlo do Estado. Toda a estrutura do senhor Umaro Sissoco Embaló , seja militar, seja política, está neste momento no controlo do Estado da Guiné-Bissau. O objectivo é manter o povo da Guiné-Bissau num colete-de-forças, tendo como finalidade «pacificar» o país. Mas pacificar não no sentido de criar condições para o progresso, mas pacificar um pouco à laia do que os portugueses fizeram durante as primeiras décadas do século XX: pacificar para explorar, pacificar para oprimir. Umaro Sissoco Embaló anunciou que vai regressar ao país e que se vai candidatar às eleições presidenciais, que terão lugar no dia 6 de Dezembro. O antigo Presidente da Guiné-Bissau, que foi afastado do poder há quase um ano, na sequência de um golpe de Estado militar, assim o descreveu na altura. Ele tem condições para regressar ao país? Quem é que assegura esse regresso e quem são os aliados? É preciso ser rigoroso nos termos. Na Guiné-Bissau, em Novembro de 2025, não houve um golpe de Estado. Na verdade, houve um golpe de Estado contra a soberania popular. O que aconteceu foi um conluio entre o senhor Sissoco Embaló que se viu derrotado nas eleições presidenciais, e a entourage militar que sempre o apoiou. As milícias do Estado, encabeçadas pelo senhor Horta N'Tam e pelo senhor Tomás Djassi tomaram a si, perante a necessidade de dar um passo atrás, a teatralidade de mostrar à comunidade internacional que teria havido um golpe de Estado, para que os militares assumissem o poder e, durante este período de transição, modificassem a Constituição para que fosse ao encontro dos desejos do senhor Umaro Sissoco Embaló e das forças económicas nacionais e internacionais que o apoiam. Criou-se todo um teatro na Guiné-Bissau. E o senhor Embaló volta no sentido em que as condições objectivas foram garantidas para o seu regresso. Estamos a falar da modificação da Constituição e do novo simulacro de eleições que irá acontecer em Dezembro. Sissoco Embaló pode contar com o apoio do primeiro-ministro, Ilídio Vieira. e do general Horta N'Tam, Presidente de Transição da Guiné-Bissau? O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira, criou também um partido político, o Partido Popular Guineense. A criação deste partido pode mostrar uma ambição de também se apresentar às presidenciais? Eventualmente, sim. Não consigo dizer com toda a propriedade, porque não tenho as informações. Eu não faço parte da entourage do senhor Ilídio Vieira Té, até porque não conheço as suas intenções. Mas, repare: entre estes indivíduos, o que os motiva, na verdade, nem é propriamente um projecto de sociedade, uma ideologia ou, melhor dizendo, aquilo que os une é a ambição pessoal e a apropriação das riquezas da Guiné-Bissau. Então, é possível que, tendo em conta esta falta de unidade política e ideológica, esta falta de unidade ética ou moral, possa haver divergências no seu seio. Hoje pode-se acreditar que é o senhor Sissoco Embaló que está na dianteira; amanhã, por ambições, pode ser o senhor Ilídio Vieira Té; num outro dia, pode ser o senhor Tomás Djassi, no outro dia, também pode ser o senhor Horta N'Tam que acredita que, tendo em conta um conjunto de variáveis, tem mais condições para continuar no poder do que o senhor Sissoco Embaló na Guiné-Bissau. No país, há um grupo que quer o progresso, que quer realmente ir ao encontro do Programa Maior, que foi redigido durante a luta de libertação: desenvolvimento, saúde, educação, infra-estruturas, desenvolvimento do nosso potencial enquanto povo. E depois existe um outro grupo, do qual fazem parte, não obstante eventuais contradições que possam existir entre eles, o senhor Sissoco Embaló, o senhor Tomás Djassi, o senhor Horta N'Tam e até o senhor Nuno Nabian Quem é que lidera o grupo que quer o desenvolvimento do país? Aconteceram eleições em Novembro de 2025. A comunidade internacional sabe quem ganhou as eleições. Eles expressaram que o que aconteceu na Guiné-Bissau foi um falso golpe de Estado na sequência daquelas eleições. O povo da Guiné-Bissau escolheu um candidato como seu representante, independentemente das divergências que possam existir com esse mesmo candidato a nível de projecto de sociedade. O povo da Guiné-Bissau deve ser soberano. Aquilo pelo qual se deve lutar é pelo respeito pela decisão popular do povo da Guiné-Bissau neste momento da sua história política. E é a partir daí que nós devemos começar a luta política. Enquanto não existir esse respeito pela soberania do voto, pela soberania da decisão popular, eu creio que nós estamos, ao fim e ao cabo, perante uma grande fábula. O líder da oposição da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, actualmente em Lisboa, considerou o anúncio do regresso de Sissoco Embaló “chocante” e motivo de “inquietação”, questionando se existem garantias de igualdade e de segurança para todos os participantes no processo eleitoral. O senhor considera que essas garantias são para todos? Evidentemente que não. Criou-se na Guiné-Bissau, de uma forma explícita, uma situação de excepção, em que existe esta ideia de que o Estado são estes senhores. Não existe lei na Guiné-Bissau neste momento. A Constituição que foi aprovada, na verdade, é um mero papel, porque não existe qualquer legitimidade. O referendo que aconteceu recentemente não pode ser chamado referendo. Aquilo é um simulacro, porque não existiam pré-requisitos. Ou seja, nós estamos numa situação de excepção. Não existe actividade política na Guiné-Bissau. Ou, pelo menos, a oposição não pode exercer qualquer actividade política. Como é que vamos falar seriamente de eleições, de referendo, de reconciliação, se não existem essas prerrogativas mínimas de um debate político na Guiné-Bissau? Mas a oposição será capaz de se unir para estas eleições? Domingos Simões Pereira pode contar com o apoio de quem? Onde é que se vai posicionar Fernando Dias? Não lhe consigo dizer de forma cabal. Eu creio que o fundamental é encarar a situação de frente. Isto é: existe, neste momento, um poder militar na Guiné-Bissau. Um poder bélico. Estão fortemente armados e colocaram um colete-de-forças no povo da Guiné-Bissau. Colocaram o povo da Guiné-Bissau numa grande prisão a céu aberto. E, perante esta situação concreta, objectiva, é preciso que a oposição se organize para lutar de forma consequente contra esta situação. Não me parece que a retórica possa resolver este conflito, tão-pouco. Penso que as eleições, tendo em conta o contexto que existe na Guiné-Bissau, não poderão resolver este conflito. Quais são as garantias de credibilidade e transparência do acto eleitoral, quando a Comissão Nacional de Eleições é constituída, na maioria, por membros do Conselho Nacional de Transição? O Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau é um órgão que está ao serviço do regime. A Comissão Nacional de Eleições, idem, aspas. Os militares têm armas e não só assassinam activistas na Guiné-Bissau, como, por exemplo, o nosso irmão e camarada Vigário Balanta, como aprisionam líderes da oposição, como, por exemplo, aconteceu com o senhor Domingos Simões Pereira. Apropriam-se das sedes dos partidos políticos da oposição, não permitem que os sindicatos exerçam a sua tarefa e não permitem qualquer liberdade de expressão no país. Perante estas condições, podemos falar de eleições livres, democráticas e transparentes? Obviamente que não. Aquilo de que, na minha óptica, a oposição tem de se consciencializar é que, perante esta força, somente uma força social maior pode colocar em causa o estado de coisas.Isso implica, forçosamente, não obstante as dificuldades, a organização popular, a mobilização popular e, ao mesmo tempo, convocar solidariedades internacionais para lutar, de facto, contra este regime.

Boletim.leg
Boletim.leg - Edição das 14h

Boletim.leg

Play Episode Listen Later Sep 29, 2026 5:30


Comissão de Constituição e Justiça pode votar projeto divide casos de pessoas desaparecidas em categorias. Cinco ideias enviadas por cidadãos pelo portal e-Cidadania já viraram projetos de lei em 2026.

Radioagência
Comissão aprova fim de multa de fidelidade em serviços de telefonia e TV durante pandemias

Radioagência

Play Episode Listen Later Sep 29, 2026


Radioagência
Comissão de Constituição e Justiça aprova projeto que proíbe o uso do termo "elefantíase" em documentos públicos

Radioagência

Play Episode Listen Later Sep 29, 2026


Convidado
Carlos Vila Nova: “Governo será emanação da sustentabilidade parlamentar que me for garantida”

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 29, 2026 15:01


São Tomé e Príncipe foi a votos no passado domingo, nomeadamente para eleger 55 deputados. Nesta segunda-feira, a Comissão Eleitoral anunciou resultados preliminares colocando o MLSTP, na oposição, em posição dianteira, mas com uma vantagem de apenas algumas centenas de votos em relação à ADI no poder, havendo agora indicação de que estariam numa situação de quase empate. A abstenção, o apelo ao boicote do escrutínio, os critérios para a indigitação de um governo e o futuro relacionamento institucional com quem irá governar, foram alguns dos assuntos que a RFI abordou em entrevista exclusiva nesta terça-feira com o Presidente São-Tomense, Carlos Vila Nova. RFI: Qual é a avaliação que faz da forma como decorreram as eleições? Carlos Vila Nova: É um exercício que se vai tornando cada vez mais frequente em São Tomé e Príncipe. Há cerca de 35 anos, optámos por viver em democracia e temos feito de cada acto eleitoral uma forma de consolidar a democracia em São Tomé. Nos últimos actos eleitorais, felizmente, vamos melhorando. Prevaleceu a serenidade neste concretamente, no dia 27 de Setembro. Penso que optou-se por muito mais mensagens do que outro tipo de comunicação. Por vezes a comunicação costuma ser mais folclórica, mais músicas, enfim. Há várias formas e em todas elas, o apelo à serenidade e à estabilidade. Portanto, foram panos de fundo que me deixaram bastante agradado. E quando vejo por parte dos observadores também que para São Tomé e Príncipe, não foram poucos, que quase os requisitos todos foram cumpridos e que, portanto, a transparência também faz parte, a Comissão Eleitoral Nacional já se pronunciou, embora não seja sua competência definir os mandatos. Já se pronunciou, o que mostra também celeridade. Também há algum profissionalismo e os meus apelos também têm sido sempre neste sentido e estou positivamente agradado com o acto eleitoral. RFI: Apesar dos apelos para uma grande participação dos eleitores. Estas eleições foram marcadas por uma abstenção de mais de 62%. Como é que interpreta este dado? Carlos Vila Nova: Bom, aí já não há regozijo. Pelo contrário, os apelos foram muitos, mas também, se recuarmos a actos eleitorais anteriores, a abstenção, sempre foi muito elevada. É verdade, desta vez ultrapassou. Mas quando nós olharmos para aquilo que é todo o processo eleitoral, nós olhamos para os progressos que temos feito em matéria de consolidação dos dados eleitorais. Repare que nas eleições presidenciais de 19 de Julho foi quando nós conseguimos fazer uma reconciliação entre os registos eleitorais, os dados existentes de forma electrónica com a Comissão Eleitoral Nacional. Nas presidenciais detectou-se um bocado mais de problemas técnicos e essa parte foi melhorada. Mas eu creio que a emigração também afectou. Não tenho a certeza, mas é algo que nesta legislatura vamos ter que trabalhar muito, entrar na lei eleitoral, fazer melhorias. Eu próprio pedi aos nossos parceiros da União Europeia que recebi para nos acompanharem neste processo, porque, ao que tudo indica, nem toda a movimentação emigratória para fora de São Tomé e Príncipe tomou-se em conta e os registos continuam nos cadernos eleitorais em São Tomé. Isto já é de si um motivo. E depois, politicamente, também houve apelos. Isto é antidemocrático. Deixe-me dizer-lhe que não vejo como é que alguém em perfeito estado normal, possa fazer apelo à abstenção. Portanto, não só é antidemocrático, mas é incorrer em erro enganar pessoas, eleitores. Nem todos nós temos o mesmo discernimento, mas temos de lidar com a questão. E nós vamos lidar positivamente com a questão. Eu tenho esperança que nesta legislatura conseguiremos, porque as forças políticas activas entenderam que não é um apelo que se faça. Tanto é que todos eles apelaram à votação em massa. Não aconteceu. Vamos lidar com a questão. Vamos olhar para ele e tentar corrigir para que os próximos actos sejam melhores. RFI: Precisamente, falou do apelo ao boicote a estas eleições. Pensa que Patrice Trovoada pode tirar algum benefício político desta situação? Carlos Vila Nova: Bom, eu nem consideraria boicote, porque quando num acto eleitoral um partido político quer boicotar, não é desta forma. Portanto, eu olho para os partidos políticos, para os seus dirigentes, para os seus representantes e não vejo a pessoa que falou. Portanto, não, não me diz nada. RFI: Ontem, a Comissão Eleitoral Nacional deu os primeiros resultados. São resultados provisórios destas eleições. E desde então, os partidos políticos têm andado a especular sobre o número de mandatos que têm, respectivamente. Inicialmente falou-se do MLSTP estar à frente e de ter mais mandatos do que a ADI. Depois, evoluiu para um empate e agora é um quase empate. Como é que avalia a forma como actuaram estes partidos políticos desde ontem? Carlos Vila Nova: Com alguma precipitação. Mas pronto, não vou entrar em muitos pormenores quanto a isso. Mas reconheço que com alguma precipitação da parte e de outra. Na mensagem que eu fiz à Nação, apelei à serenidade. A serenidade também diz aguardar calmamente pelo anúncio dos resultados. Eles ainda não são oficiais. A Comissão Eleitoral fez o seu papel, anunciou e nota-se que realmente há uma aproximação entre dois dos principais partidos. Há uma diferença. Respeitei. Agora cabe ao Tribunal Constitucional de facto, quem tem a competência de validar não só os mandatos, o vencedor das eleições e a partir deste momento, trabalharemos na Constituição, na formação e na organização de todas as instituições que foram democraticamente eleitas para que elas entrem em funcionamento. Falo da Assembleia Nacional, a sua composição, e dos governos. Sobretudo o Governo central, que é uma emanação directa do resultado das eleições. Portanto, eu penso que nos próximos dias, há um prazo legal a cumprir, o Tribunal Constitucional vai se pronunciar e a partir daí nós saberemos exactamente quem é o vencedor. Quais são os mandatos distritais, nacionais, para então constituirmos os órgãos democraticamente eleitos. RFI: Não receia que, dado o nervosismo que há entre certos partidos políticos, possa haver também alguma suspeita em relação ao Tribunal Constitucional que, ao longo deste processo, foi acusado de alguma parcialidade política? Carlos Vila Nova: Tem sido comum. Mas repare que eu dou-lhe um exemplo: qualquer cidadão individual ou, digamos, qualquer entidade individual ou colectiva, mas que encontra resposta nos culpados, que os terceiros são sempre os culpados dos seus problemas. Não é verdade. A lei não existe só quando ela nos é favorável. Ela existe para com serenidade, aceitarmos as decisões dos tribunais. E quando não concordamos, temos que encontrar espaço para recorrer e interpretar. Mas tudo quanto vier a acontecer, para responder directamente à sua pergunta, nada disso não poderá ser resolvido se continuarmos com o espírito aberto. O engajamento para o diálogo. Resolve-se tudo isso. Portanto, as suspeições, elas podem existir, mas é preciso respeitar as instituições e agirmos com base nas decisões que são de lei. RFI: Neste processo todo, tendo em conta que há um quase empate, pelo menos por enquanto, tem havido contactos políticos entre as várias forças para construir eventuais coligações para formar governo. Como é que vê precisamente esta perspectiva? Quais vão ser os seus critérios para aceitar uma ou outra coligação para governar? Carlos Vila Nova: Vejo como bom tom essa aproximação entre os partidos. Portanto, demonstra algum espírito de concertação e de diálogo que é bom. Não quer dizer que todos os contactos sejam traduzidos em resultados concretos. Pela minha parte, acompanho desde já com muita atenção. Se puder influenciar alguma coisa, todos os partidos sabem que estou à disposição para o fazer, mas a entrada em acção do Presidente da República é exactamente quando tiver o anúncio oficial dos dados, convidar o partido vencedor, ter uma conversa e pedir -eu sempre disse- a sustentabilidade do Parlamento. Ela tem que ser garantida. Antes de nomear o próximo governo, não é de todo factível que o próximo governo, no primeiro embate, seja um governo praticamente com os pés na rua. Não faz sentido. Nós não estaríamos a promover aquilo que todos apelamos, que é a estabilidade, um princípio de coesão nacional, um princípio de diálogo onde as pessoas conversem, tragam os problemas e pensem todos o país. Eu não vi nenhuma força política desde as eleições de 19 de Julho para as presidenciais e agora em Setembro, que não usasse um slogan que reflectisse ou colocasse São Tomé e Príncipe em primeiro lugar. Todos. E então temos que na prática demonstrar isso. Portanto, o próximo governo será uma emanação da sustentabilidade parlamentar que me for garantida. RFI: O que espera do futuro governo com o qual vai trabalhar, senhor Presidente? Carlos Vila Nova: Lealdade institucional. A primeira das condições. Espírito aberto para o diálogo permanente. Disponibilidade para trabalhar e coragem para reformar. Vamos ter que, de facto, introduzir muitas reformas para melhorar o funcionamento do país e a capacidade, ao nível da Assembleia, de se discutir honestamente, com sinceridade, as grandes questões do país. E não escondo, inclusive, a possibilidade de a revisão constitucional neste quadro, nesta legislatura. Através do diálogo. RFI: Uma das reformas que enunciou como sendo prioritárias quando tomou posse para o seu novo mandato foi precisamente a Justiça. Como é que encara essa reforma? Carlos Vila Nova: A justiça, de facto, tem sido meu denominador comum durante cinco anos. Foi onde eu mais intervim. Foi onde eu mais trabalhei, foi onde eu mais contribuí. Continuarei. Cheguei a fazer conselhos de Estado temáticos sobre a Justiça. Reuniões de alto nível. Várias delas. Mas repare. Ela é tão transversal, ela é tão importante para o Estado de Direito democrático e para a atracção de investimentos no nosso país que todos nós temos que nos dedicar. E foi também com bastante satisfação que eu vi nos programas e nas mensagens de muitos partidos políticos também o apelo à contribuição para melhorar a Justiça. Portanto, conto com o próximo governo para que juntos possamos melhorar ainda mais. Não é uma situação que pontualmente há um assunto concreto que se resolva. Ela é abrangente. Nós vamos ter que abordar de forma que ela seja mais célere, ela seja mais justa e que ela possa, sobretudo, ser mais orientada para a solução dos problemas, para o bem do país e do seu povo e dos investimentos. RFI: Tem havido muitos problemas aqui em São Tomé e Príncipe, nomeadamente no que tange ao fornecimento da electricidade, à saúde, ao acesso a água potável. O que é que pensa que se pode fazer juntamente com o futuro novo governo? Carlos Vila Nova: Sabe se ao longo desses anos tivéssemos pensado o país mais, digamos, nas pessoas, muitos destes problemas estariam resolvidos, porque São Tomé e Príncipe, como Estado, não é diferente de qualquer outro Estado. A nossa dimensão territorial não retira a capacidade de sermos um Estado com todas as suas instituições, todos os seus dados estatísticos, Mas a verdade é que há descontinuidade governativa. Houve diferentes interrupções, um factor que nos prejudicou bastante nos últimos anos. Em democracia, já temos conseguido uma estabilidade governativa melhor. Os últimos governos têm cumprido o seu mandato. Espero que este também o faça e que haja uma continuidade das acções do Estado. Eu recordo-me já com alguns dirigentes da oposição, com dirigentes ainda do actual governo, ter pedido uma lista de todos os projectos em curso, sobretudo no domínio das infra-estruturas, no domínio da saúde e da educação, para que, de facto, nós olhemos um bocado mais para dentro e não termos aquele apetite de criar coisas novas quando temos coisas em curso e que podem resolver o problema das pessoas. Isto é um primeiro passo. O segundo é preciso adaptar os recursos disponíveis às necessidades mais prioritárias das pessoas, das populações e do país. E é possível. A energia em concreto é algo que ao longo destes anos todos não conseguimos resolver. Mas é por aí. Não pode haver uma divergência de fundo entre as diferentes forças. O facto de eu estar na oposição, eu não posso estar contra um programa que o governo que está no poder queira fazer e que vá resolver o problema. Tenho que encontrar a forma de dar a minha contribuição. Eu também costumo dizer que o poder crítico dos cidadãos não deve ser usado para bloquear. Ele deve ser usado para construir. E é isso que eu espero. Sem a transição energética, este país não dará passos nenhuns. Sem olharmos devidamente para a saúde, repare, o nosso sistema Nacional de Saúde não é propriamente o que está em causa. É olharmos para o sector, porque o sistema que eu até considero bom em termos sustentabilidade económico-financeira e social para garantir. Este sistema a educação, nós temos índices muito bons, internacionalmente reconhecidos, mas será que a qualidade do ensino é aquela que desejamos? Portanto, são coisas que, dentro do poder, fora do poder, as forças políticas, que são o alicerce da democracia, têm que encontrar pontos de convergência para nós podermos avançar neste processo. RFI: Todo o país tem recebido o apoio do FMI e do Banco Mundial, que também fazem, preconizações. Até que ponto é que o futuro governo não vai estar bastante condicionado pelas preconizações das instituições internacionais? Carlos Vila Nova: Temos parceiros multilaterais que nos têm acompanhado ao longo desses anos, assim como os bilaterais. Há um conjunto, um quadro próprio que temos que respeitar para que possamos continuar a ter esses parceiros ao nosso lado. Não creio que qualquer que seja o governo que venha, que ponha directamente em causa, pode rever, pode encontrar outros mecanismos e, como digo, pode e deve sempre conversar. Se fechámos as portas do diálogo, então aí não avançaremos para lado nenhum. E este diálogo tem que ser com os parceiros e internamente também. Eu velarei para que internamente se abra um novo capítulo na história deste país, que é um diálogo mais permanente, mais sincero, mais directo. E depois, a partir daí, encontrarmos pontos de convergência para termos uma estratégia que possa pôr o país na rota do desenvolvimento. RFI: Por fim, senhor Presidente, qual é o seu apelo neste momento político que o país está a viver? Carlos Vila Nova: Serenidade, Confiança. O futuro é nosso. Depende de nós. Vamos construí-lo.

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #77: Irma de Godoy

Naruhodo

Play Episode Listen Later Sep 28, 2026 98:30


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Professora, Pesquisadora, graduada em Medicina, com Doutorado em Pneumologia, Irma de Godoy.Só vem!>> OUÇA (98min 30s)*Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino (@reginaldocursino)Ilustração e Capa: Felipe Cruz (@felipecruzart)http://naruhodo.b9.com.br*Irma de Godoy concluiu o doutorado em Medicina (Pneumologia) pela Universidade Federal de São Paulo em 1982 na área de reabilitação pulmonar. Realizou pós-doutorado na University of Pittsburgh no período de 1992-1994, na área de DPOC, Nutrição e Inflamação e estágio no Instituto Catalão de Oncologia, Unidade de Controle do Tabaco, Universidade de Barcelona, em junho e julho de 2023.Atualmente é Professora Titular da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.Atua na área de Pneumologia com ênfase em DPOC, Nutrição, Tabagismo, Oxigenoterapia Domiciliar Prolongada e Reabilitação Pulmonar.Atua em parceria com profissionais das áreas de Enfermagem e Fisioterapia. Presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o biênio-2008-2010.Revisora do Jornal Brasileiro de Pneumologia desde 2014 e revisora de publicações nacionais e internacionais.Presta assessoria científica para agências de fomento em pesquisa e a ANVISA. Diretora de Ensino da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, gestão 2017-2018. Presidente eleita gestão 2019-2020 e Presidente gestão 2021-2022.Membro da coordenação de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, gestão 2024-2025.Lattes: http://lattes.cnpq.br/5079454858778041*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREONÉ isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo

Olho Vivo
Olho Vivo | 28/09/2026 - Encontro de mulheres do agro em Getúlio Vargas terá palestra sobre economia e relatos de produtoras

Olho Vivo

Play Episode Listen Later Sep 28, 2026 22:16


O 1º Encontro Sindical de Mulheres da Regional 6 da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) será realizado em Getúlio Vargas na quinta-feira, 1º de outubro, com palestra sobre as perspectivas econômicas para 2027 e relatos de três produtoras rurais. A programação começa às 13h30, no auditório do Sindicato Rural, e está aberta também a mulheres que não são associadas à entidade.Em entrevista ao programa Olho Vivo, da Rádio Sideral, nesta segunda-feira (28), a coordenadora da Comissão das Mulheres do Agro do Sindicato Rural de Getúlio Vargas, Claudete Negri, e o presidente do sindicato, Luiz Carlos da Silva, detalharam o encontro e as atividades que organizam durante a Expo Getúlio Vargas.

Convidado
Eleições são-tomenses: "abstenção acontece sobretudo porque as pessoas ficam cada vez mais cansadas"

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 28, 2026 8:07


O MLSTP, principal partido de oposição, chegou à frente nas legislativas deste domingo 27 de Setembro de 2026 em São Tomé e Príncipe, com uma diferença de algumas centenas de votos face à ADI, no governo. Enquanto o MLSTP reivindica pelo menos 26 mandatos, a ADI no poder, veio afirmar esta tarde que existe a possibilidade de “um empate técnico” a 24 mandatos com o MLSTP. Outro dado destas eleições, de acordo com a Comissão Eleitoral Nacional, a taxa de abstenção situou-se quase nos 59%, ou seja no mesmo nível constatado nas presidenciais de 19 de Julho. Dados preliminares que analisamos com o sociólogo são-tomense Olívio Diogo. RFI: Como analisa na globalidade os primeiros resultados divulgados hoje? Olívio Diogo: Primeira coisa que tenho que falar sobre as eleições é dizer que elas correram de forma ordeira. Mais uma vez, o povo são-tomense mostrou que está muito evoluído positivamente para aquilo que diz respeito às eleições, naquilo que diz respeito à votação e que a partir do momento que as pessoas votam, elas transformam o dia da eleição numa festa. Não há nenhum tipo de conflito. Não há incidente e se houver algum outro caso, são casos naturais que acontecem em qualquer eleição, como em qualquer parte do mundo. Mas eles mostraram que estão bastante maduros para a questão das eleições. A outra questão tem a ver com aquilo que foram as abstenções que aconteceram. Esta abstenção acontece sobretudo porque as pessoas ficam cada vez mais cansadas daquilo que é a votação. Eu estive em alguns círculos eleitorais. Eu vi que as pessoas estavam ali, estavam perto do local da votação, mas não iriam votar porque estavam a participar da festa. É que os governantes, qualquer um deles, já não estão a trazer para si aquilo que acham que vai melhorar as suas condições de vida. RFI: Relativamente ainda á abstenção, esta abstenção, a taxa é mais ou menos semelhante àquela que foi constatada durante as presidenciais de 19 de Julho. Outro dado é que, entretanto, há algumas semanas, houve um apelo ao boicote a estas eleições legislativas. Como é que deve ser interpretada esta taxa de abstenção? Olívio Diogo: É verdade que mesmo antes do período eleitoral, houve um apelo ao boicote pelo ex-primeiro ministro Patrice Trovoada para que as pessoas não fossem às urnas. Quando nós falámos com as pessoas aqui, nós percebemos que este boicote pode não ter sido a causa fundamental das pessoas não irem votar, mas este boicote aproveita a oportunidade que as pessoas estão tão desencontradas com aquilo que os políticos fazem e as pessoas vêem que as suas vidas não estão a ser melhoradas. Mas é preciso também dizer que esta abstenção tem dois ou três aspectos ainda que são importantes falar sem falar da questão dos boicotes, sem falar que as pessoas estão desinteressadas em irem votar. é que esta forma de votação que nós estamos a ter agora, é uma votação diferenciada, todos os indivíduos que têm 18 anos, eles não precisam ir fazer a inscrição. Portanto, há muitos jovens com 18 anos que nem sabem que estão inscritos no caderno eleitoral. Outro aspecto tem a ver com o facto de estes dados terem sido extraídos e muitas pessoas não sabem em que local estão inscritas. O terceiro aspecto muito importante também, que se deve frisar, tem a ver com a emigração. Esta eleição a que estamos a assistir agora é uma eleição que apanhou esta vaga de emigração. É uma emigração de pessoas que muitas delas estão sem as suas condições de vida regularizadas. Elas não sabem sequer que poderiam votar no exterior. RFI: Este voto maioritário no MLSTP é um voto de adesão ao projecto do MLSTP ou de rejeição ao partido da situação? Olívio Diogo: O MLSTP, para quem acompanha as eleições em São Tomé e Príncipe, de algum tempo a esta parte, sabe que o MLSTP tem um número mais ou menos de votos que não se altera muito e portanto o MLSTP fez o seu papel de garantir que este número de votos seja aplicado. E por outro lado, trabalhou para que aumentasse mais um ou dois, o número deputados. Portanto, aqui há duas coisas. A primeira coisa é dizer que isto foi claramente um boicote ao Américo Ramos e as pessoas não se encontraram com aquilo que o Américo Ramos fez durante o seu mandato de dois anos. A população não se entendeu com Américo Ramos e certamente a forma como se tornou líder do Partido da Acção Democrática Independente e ele não conseguiu criar uma empatia com a população, que era uma empatia com aquilo que são as necessidades básicas da população. Se reparar, o MLSTP não cresceu muito. Foi a ADI que baixou significativamente. A ADI tinha nas últimas eleições 30 deputados e saiu de 30 deputados para ter agora 22 ou 23 que ainda não sabemos. Mostra claramente que foi a ADI que perdeu e que o grande perdedor destas eleições é inevitavelmente, o Américo Ramos, o primeiro-ministro em funções. RFI: Patrice Trovoada, pode retirar algum dividendo político deste cenário? Olívio Diogo: Naturalmente que Patrice Trovoada vai tirar dividendos políticos deste cenário, por ter apelado ao boicote às eleições, apelado ao aumento da abstenção e a abstenção vir equilibrada, como foi já nas eleições presidenciais, demonstra claramente que a sua palavra, a sua imagem e a informação que ele quis passar foi encaixada sobretudo naquelas pessoas que são fidedignas àquilo que é a política de Patrice Trovoada. Essas claramente não foram votar e essas claramente disseram que continuam com ele independentemente daquilo que venha a contar. Portanto ele pode perfeitamente bem tirar dividendos disto. RFI: Ainda não se sabe exactamente como é que se repartem os mandatos, uma vez que é o Tribunal Constitucional que deve dar esta informação. O MLSTP reivindica pelo menos 26 mandatos, o que é muito próximo da maioria absoluta. Mas não tendo a maioria absoluta, para que partido é que se vai virar naturalmente para eventualmente formar uma coligação? Olivio Diogo: No que diz respeito ao facto de ser o Tribunal Constitucional a fazer o mosaico natural de número de mandatos que cada partido deve ter, isto leva a entender que o MLSTP, tendo em conta que isto é uma realidade, está a fazer pressão para dizer ao Tribunal Constitucional que este resultado são resultados que dificilmente se alteram. Mesmo que a ADI queira governar, teria que fazer uma coligação, mesmo que o MLSTP queira governar teria que fazer uma coligação. Perguntava-me anteriormente com quem é que se deve fazer esta coligação. Todos os partidos estão abertos e disponíveis porque eles sempre disseram o mesmo. O Basta e qualquer um destes partidos tiveram um ou dois deputados, estão disponíveis para o fazer. Essa coligação passará inevitavelmente pelo MCI-PS/PUN porque está em melhores condições. Nenhum partido poderá governar sem fazer uma coligação com esta formação. Isto é impossível, a não ser que haja uma coligação entre o MLSTP e a ADI para governar, o que eu acho que não acontece. A coabitação que deve haver entre o Presidente da República e uma cor política contrária é uma coabitação que nós, os observadores daquilo que se passa dentro da nossa política, acreditamos que sim, porque não podemos esquecer que estas duas forças, quer o MLSTP quer a ADI, apoiaram o Carlos Vila Nova a ser reeleito Presidente da República e agora não vejo razão para que o Carlos Vila Nova venha se opor à possível ascensão de uma dessas forças políticas.

O Mundo Agora
A guerra de Trump contra os tribunais e a Justiça internacional

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later Sep 28, 2026 3:52


Donald Trump transformou sanções pessoais em arma contra juízes que contrariam seus interesses e os de seus aliados. Do Brasil à Haia, a ofensiva da extrema direita contra os tribunais não busca corrigir seus vícios, mas garantir a lei do mais forte. Thomás Zicman de Barros, analista político Um juiz é impedido de entrar nos Estados Unidos, pode ter seus bens bloqueados e encontra dificuldades para usar bancos, ter cartões de crédito, e contratar serviços tão básicos como ter um endereço de e-mail. O motivo: suas decisões desagradaram Donald Trump. A punição pessoal serve como recado a todos os magistrados: não melindrem o presidente americano, nem seus aliados. A história parece familiar no Brasil, onde o governo Trump já recorreu a sanções contra integrantes do Supremo Tribunal Federal. Mas não estamos falando do STF, e sim dos juízes do Tribunal Penal Internacional, na Haia, que julga indivíduos acusados de crimes contra a humanidade. Em fevereiro de 2025, com uma canetada, Trump abriu caminho para as sanções contra a corte. Sua administração sancionou magistrados e integrantes da Procuradoria do TPI, sobretudo em represália às investigações envolvendo Israel e os Estados Unidos. A medida lembra o que ele fez contra o Brasil, por conta de uma suposta injustiça contra Jair Bolsonaro, preso após tentar um golpe de Estado. No caso do Tribunal Penal Internacional, Washington vai um passo além. A administração americana prepara agora novas sanções, desta vez contra o próprio tribunal, que poderiam comprometer seu funcionamento. Trump quer enfraquecer a instituição, quem sabe extingui-la. Na semana passada, na Assembleia Geral da ONU, pediu que todos os Estados membros deixassem o TPI. Aqui em Paris, na Assembleia Nacional, a quarta-feira (23) foi dedicada a um evento em torno da defesa da justiça internacional, da independência do TPI e das consequências das sanções americanas, com a participação da vice-presidente da corte, a beninense Reine Alapini-Gansou, de parlamentares como Pouria Amirshahi e Chloé Ridel, advogados e organizações de direitos humanos. No Parlamento Europeu, deputados também pressionam por uma reação. Mas a Comissão Europeia hesita em usar seu mecanismo de bloqueio contra as sanções, e alguns governos europeus próximos ou temerosos da extrema direita impedem uma resposta comum. Os tribunais não estão acima da crítica. O STF tem vícios, a Justiça brasileira é elitista, e permeada por relações ambíguas entre o público e o privado. O TPI de Haia também é acusado de seletividade e funciona numa ordem internacional em que suspeitos de países pobres são muito mais facilmente julgados do que os de países ricos. Mas a extrema-direita não ataca as cortes em busca de mais Justiça, equilíbrio e igualdade. O projeto é o oposto: reafirmar hierarquias sociais e, sobretudo, permitir que o mais forte decida quando a lei deve valer. Trump resumiu essa concepção em 7 de janeiro deste ano, quando lhe perguntaram quais eram os limites de seu poder no cenário internacional. Respondeu que o limite era sua própria moralidade, sua própria mente, e que não precisava do direito internacional. O discurso de Trump celebra o triunfo da vontade de um só homem que faz o que quiser, na hora que quiser, à revelia de todos. Ele ecoa assustadoramente teses do jurista nazista Carl Schmitt. Para Schmitt, soberano é quem decide quando a regra deixa de valer. No plano internacional, tratados, tribunais e leis existem enquanto não incomodam quem tem força suficiente para ignorá-los. Pode-se criticar o STF. Pode-se criticar o TPI, seus excessos e sua seletividade. Mas a alternativa proposta pela extrema direita não é por mais justiça. É a lei do mais forte.

RW notícias - fique sempre bem informado
Sistemas de IA acessam sites do governo americano sem autorização

RW notícias - fique sempre bem informado

Play Episode Listen Later Sep 26, 2026 2:38


Sistemas de inteligência artificial da OpenAI teriam acessado, de forma autônoma, sites de órgãos do governo dos Estados Unidos sem conhecimento da empresa. Os agentes buscaram dados dos departamentos de Educação e Comércio e também acessaram informações da Comissão de Valores Mobiliários. O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #476 Lula na ONU e Trump recebe Xi

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Sep 25, 2026 266:56


Mantemos a tradição de receber nosso amigo Guilherme Casarões para comentar o discurso brasileiro na aberta da Assembleia Geral das Nações Unidas!Também analisamos o discurso de Donald Trump e a visita de Xi Jinping em Washington.Fizemos uma volta pelo Velho Continente, repercutindo mais duas derrotas da CDU nas eleições estaduais na Alemanha.No mais, demos aquele tradicional pião nossa quebrada latino-americana, comentando as intervenções dos países vizinhos na ONU.Por fim, observamos o movimento das peças nos sempre delicado tabuleiro do Oriente Médio, com destaque para o veto da Comissão Eleitoral de Israel aos partidos árabes.Use o cupom XADREZVERBAL na Academia Guhan de Mandarim: https://academiaguhan.com.brAcompanhe o Mês da Programação da Alura com nosso desconto: alura.com.br/xadrezverbalConheça a Carta Global de Fernanda Simas: https://www.cartaglobal.com.br/Campanha e comunicado sobre nosso amigo Pirulla: https://www.pirulla.com.br/Trilhas sonoras "Black Vortex", "Carpe Diem", "New Hero in Town", "Porch Blues"Kevin MacLeod: incompetech.comLicensed under Creative Commons: By Attribution 4.0http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

SNICAST - Podcast da SEICHO-NO-IE DO BRASIL
VIVÊNCIAS #65 - Como viver a verdadeira felicidade

SNICAST - Podcast da SEICHO-NO-IE DO BRASIL

Play Episode Listen Later Sep 25, 2026 63:02


Todos nós desejamos viver uma vida feliz. Mas onde encontrar a verdadeira felicidade? Será que ela depende das circunstâncias, das conquistas ou daquilo que acontece ao nosso redor?No Podcast Vivências #65, nossos anfitriões recebem como convidadas as Preletoras em Grau Júnior Natália Takakura Okada Oshima, Vice-Presidente da Associação dos Jovens da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, e Maiara Terumi Colombo Yokoyama de Oliveira, membro da Comissão Executiva Central da Associação dos Jovens da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, para uma conversa especial sobre como alcançar e viver a verdadeira felicidade.Mais do que buscar a felicidade em condições externas, somos convidados a reconhecer a Imagem Verdadeira do ser humano e a descobrir novas possibilidades de viver com alegria, gratidão e propósito.Reserve alguns minutos para esta vivência especial e permita-se refletir sobre o que realmente significa ser feliz.| Participe da 71ª Convenção Nacional da AJSI/BR: ALEGRIA DOM DA VIDA; Para mais informações acesse: https://snibr.org/71-cnj_podCITAÇÕES DE LIVROS:| Livro Minhas Orações| Livro Orações para Crianças| Livro O Livro dos Jovens| Livro Base para uma Família Feliz| Livro A Cartilha da Vida v. 1 e v. 2| Para adquirir os livros e estudar ainda mais, acesse: https://snibr.org/livrariapod;| Aprenda a utilizar o Diário de Elogios acessando: https://snibr.org/diario_de_elogios_pod;| Participe das atividades presenciais em nossas Associações Locais! Para encontrar a mais próxima de você, acesse: https://snibr.org/pod_onde_encontrar| Conheça as Academias de Treinamento Espiritual da Seicho-No-Ie e participe de um de nossos Seminários! Para saber mais acesse: ⁠⁠https://snibr.org/academias_pod;| Quer começar a praticar a Meditação Shinsokan, mas não sabe como? Conheça a Meditação Shinsokan guiada: https://rebrand.ly/shinsokan_7min;| Deixe seu comentário no Youtube, no Spotify, ou compartilhe suas vivências conosco pelo e-mail: ⁠snicast@sni.org.br| Está passando por alguma situação difícil e quer uma orientação pessoal da Seicho-No-Ie? Mande um e-mail para orientacao@sni.org.br ! Teremos prazer em ajudá-lo(a)!

Conexão Israel
#370 - Repercussão do filme Naza em Israel, Comissão eleitoral aprova impugnação de partidos árabes, Discurso de Netanyahu na ONU

Conexão Israel

Play Episode Listen Later Sep 25, 2026 73:21


Bloco 1- Filme Naza e sua repercussão em Israel.- Presidente ⁠Herzog cancela histórico criminal do ex-soldado Elor Azaria.- ⁠Comissão eleitoral decide impugnar candidaturas de partidos árabes. Supremo decidirá.- ⁠Panorama político das pesquisas.- ⁠Discurso de Netanyahu na ONU.Bloco 2- Personagem da semana- Palavra da semana- Correio dos ouvintesPara quem puder colaborar com o desenvolvimento do nosso projeto para podermos continuar trazendo informação de qualidade, esse é o link para a nossa campanha de financiamento coletivo. No Brasil - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠apoia.se/doladoesquerdodomuro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠No exterior - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠patreon.com/doladoesquerdodomuro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Nossa página: ladoesquerdo.comNós nas redes:bluesky - @doladoesquerdo.bsky.social e @joaokm.bsky.socialtwitter - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@doladoesquerdo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@joaokm⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠instagram - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@doladoesquerdodomuro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠youtube - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠youtube.com/@doladoesquerdodomuro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Tiktok - @esquerdomuroPlaylist do Spotify - Do Lado Esquerdo do Muro MusicalSite com tradução de letras de músicas - https://shirimemportugues.blogspot.com/Episódio #370 do podcast "Do Lado Esquerdo do Muro", com Marcos Gorinstein e João Miragaya.

Convidado
Eleições são-tomenses: "Se decido não ir votar, então também perdi o direito de reclamar"

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 25, 2026 13:47


Termina esta sexta-feira a campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro em São Tomé e Príncipe. Durante duas semanas, as sete formações políticas concorrentes passaram o país a pente fino na caça aos votos. Quatro movimentos com assento parlamentar, a ADI no poder, o MLSTP, a coligação MCI-PS/PUN, e o movimento Basta estão a concorrer juntamente com três outras formações sem assento, o PCD, o MDFM e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra. As equipas de observadores internacionais, nomeadamente da União Europeia, da CPLP e da Francofonia também já se encontram em campo, enquanto a Comissão eleitoral nacional está a ultimar os preparativos do escrutínio. Antes de o país ir a votos, Jeudiger Nascimento, presidente da Comissão Eleitoral Nacional fez o ponto da situação. RFI: Qual é o seu primeiro balanço da campanha eleitoral? Jeudiger Nascimento: O balanço que eu faço é um balanço positivo. Se nós formos excluir o episódio que aconteceu no primeiro dia, nós podemos dizer que tem sido positivo. Os partidos têm apresentado a sua proposta à população. A população tem estado a ouvir calmamente. Nós não registamos nenhum tipo de situação constrangedora. Então, eu acredito que o balanço tem sido positivo e espero que continue assim até ao final. Que os partidos continuem a apresentar as suas propostas, que o povo escute de forma que no dia 27 possa exercer o direito de voto e fazer a melhor escolha possível. RFI: Como é que avalia a actuação dos partidos políticos? Houve algum tipo de agressividade verbal? Isto tem sido tenso, a seu ver? Jeudiger Nascimento: O mais impressionante, eu até fiquei surpreso nessas eleições porque realmente tenho estado a acompanhar vários partidos na internet para poder também entender até que ponto eles têm estado a agredir uns aos outros. Vi algumas acusações que este não fez aquilo, mas realmente eu vi que os partidos estão muito mais preocupados em tentar expor aquilo que eles pretendem fazer. Então não registei nenhuma agressão verbal, nem ninguém chamou alguém de ladrão, eu percebi que eles estão muito preocupados em apresentar as suas propostas. E eu acho que é assim que deve se fazer em democracia, para que a população possa avaliar melhor e escolher quem ela acredita que tem melhores condições para dirigir o país. RFI: Houve formações que se sentiram lesadas durante este período de campanha eleitoral, tanto pelo Tribunal Constitucional como também pela própria Comissão Eleitoral, que chegaram a acusar de parcialidade. O que tem a dizer quanto a isso? Jeudiger Nascimento: A Comissão Eleitoral fez o seu trabalho, sobretudo na emissão dos certificados. Avisou as candidaturas de que sempre que nós constatamos algo que o nosso sistema detectava como anormal, porque antes de as pessoas entregarem os documentos no Tribunal Constitucional, elas devem pedir sempre à Comissão Eleitoral uma certidão. E desde o início, a Comissão Eleitoral alertou para todos os partidos políticos ‘olha tal candidato ou tal pessoa que está a pedir tal certidão para o seu partido já está inscrito no outro partido'. E sempre essas pessoas que fizeram trocas de partidos, sempre andaram a fazer trocas. Então, realmente eu não entendo o porquê desta acusação. Mas a Comissão Eleitoral tem estado a preparar o processo, tem deixado os partidos fazerem a sua parte, que é expor à população, as suas ideias. Mas nós vimos o que aconteceu com a decisão do Tribunal Constitucional. A Comissão Eleitoral não tem poder nem tem decisão também sobre as decisões do Tribunal Constitucional. Logo, a nossa parte, nós temos cumprido e temos estado a fazer o nosso trabalho da melhor forma possível. RFI: Relativamente ao financiamento das vossas acções na Comissão Eleitoral, há umas semanas atrás evocava-se o facto de não se saber exactamente se haveria condições para realizar as eleições. Isto já é uma situação habitual. Como é que estamos neste momento? Jeudiger Nascimento: A nível da Comissão Eleitoral, tudo o que nós tínhamos que fazer para preparar as eleições, nós temos tudo preparado. É verdade que existem algumas outras situações que não dependem necessariamente da Comissão Eleitoral, como, por exemplo, a situação de segurança pública, a situação dos apuramentos que são feitos pelos tribunais e também até os membros da mesa que a Comissão Eleitoral deve pagar. Estamos à espera que o governo coloque a verba para nós podermos sanar essas situações. Mas nós podemos dizer, por exemplo, que a nível da diáspora nós conseguimos garantir que todos os boletins já estão todos na diáspora. A situação da diáspora está toda garantida. Mas nós acreditamos a nível da Comissão Eleitoral, está tudo pronto para que no dia 27 haja as eleições. Relativamente à organização, ela já é habitual. Nós temos desta vez duas eleições, mas já tivemos também alguns anos atrás. Nós teremos duas urnas. Uma urna destinada às eleições legislativas. E outra destinada às eleições autárquicas em São Tomé. Na Região Autónoma, uma urna para eleições legislativas e outra para eleições regionais. E na diáspora, nós só tivemos uma urna para eleições legislativas. As pessoas deverão dirigir-se às assembleias de voto para entregar os documentos e fazer de forma sigilosa a sua escolha. E depois disso irá se fazer. No final do dia, a contagem irá enviar os resultados para a Comissão Eleitoral que deverá publicar os resultados parciais e depois deixar para os tribunais fazerem também a parte da divulgação geral e parcial. RFI: E em termos de fiscalização e de observação? Jeudiger Nascimento: Aqui em São Tomé quem indica os membros de mesas e os delegados são os partidos políticos. A Comissão Eleitoral não indica ninguém. Então, todas as mesas, os partidos indicaram delegados, indicaram os membros e eles têm esses representantes na mesa, para além de observadores internacionais, que nós temos bastante. Aqui temos observadores da CPLP, da União Europeia e também da Francofonia, que estão aqui em São Tomé. E depois nós temos alguns cidadãos que geralmente estão ligados a partidos políticos que andam, observam e todo o povo pode observar com certeza. Então é algo aberto e de todos nós. E então eu acredito que o processo está todo garantido. RFI: Nestes dias tem havido uma série de acções de formação por todo o país para quem vai estar nas mesas de voto, qual é o balanço que faz destas acções de formação e de sensibilização? Jeudiger Nascimento: Essas acções, elas vêm no sentido de reforçar durante as eleições presidenciais. Nós constatamos que houve alguns erros que não deveriam ter cometido relativamente aos procedimentos de fecho de urnas. Houve pessoas que acabaram por meter todas as actas dentro de urnas e nós tivemos que esperar os magistrados abrirem para nós termos as actas. Então nós estamos nesse reforço e com uma vertente muito prática para que as pessoas que vão para as mesas possam compreender efectivamente como deve se abrir uma urna. Qual é o procedimento durante o processo e como deve fazer o fecho. O que é da Comissão Eleitoral que deve vir para comissão eleitoral. O que é para ser deixado nas urnas para os magistrados, para serem deixados. Além disso, nós estamos a reforçar também os deveres e os direitos dos delegados, deveres e direitos dos mandatários, para que nós evitemos conflitos desnecessários durante o processo. Dos jornalistas, de igual modo, dos próprios observadores que poderão aceder à sala para fazer a sua observação. Então nós temos estado a reforçar essas competências junto dos membros do mês, até porque muitos vão pela primeira vez para que eles possam saber e para que não haja atrito no dia 27. RFI: Quando se fala de eleições, é inevitável falar de ‘banho'. Algumas inovações para evitar este tipo de situações? Jeudiger Nascimento: Realmente não. Nós não temos nenhuma inovação. O que nós temos estado a fazer, investimos muito na sensibilização, explicando às pessoas que o banho, sei lá, 200 dobras, 500 dobras, pode demorar, às vezes horas, se não acabar no mesmo dia. Já o mandato e o futuro do país, quando tem um governante, nós temos quatro anos. É o preço de quatro anos. Jamais vai ser ao preço de 500 dobras. Então é bom que as pessoas vejam bem que receber 500 dobras, esse dinheiro veio de algum lado e depois vai ter que ser restituído, porque ninguém dá de graça para ninguém. Então, que as pessoas tenham consciência de que estão a decidir o futuro do país e o futuro do país não é com 200 dobras, não é com 500 dobras. E tem a geração mais nova que vem. Nós temos necessidades de hospitais e outras coisas mais e nós temos que pensar em tudo isso e votar de forma consciente. Então, esse é o apelo que nós temos estado a fazer à população: votar de forma consciente para que nós tenhamos realmente um governo que se preocupe com a população e que a população depois também possa reclamar. ‘Já que eu voto, eu exerci o meu direito de voto. Então eu tenho direito também de reclamar quando as coisas não vão bem'. E nesse caso nós estamos a falar para aquelas pessoas que querem, por exemplo, decidir não ir votar. Então é bom que as pessoas saibam. Se eu decido não ir votar, então eu também perdi o meu direito de reclamar. Então eu só posso reclamar se eu fiz uma escolha. E eu avaliei que a escolha que eu fiz não está bem. Mesmo que eu não tenha feito escolha para quem vai governar. Mas eu fiz uma escolha e eu tenho que solicitar pedido de conta depois, assim como todos nos vão nos pedir a conta depois também. RFI: Algum dispositivo de segurança específico para o dia 27? Jeudiger Nascimento: Nós temos a Polícia Nacional, que cá está, como sempre, faz o seu trabalho de segurança pública. Temos as Forças Armadas que vão também ajudar a Polícia Nacional, os militares, neste caso as Forças Armadas, não vão como força armada. Vão no sentido de incorporar como agente de segurança pública para reforçar a segurança e dar apoio à população, de forma que todo mundo que saia de casa para exercer o direito de voto também possa voltar para casa em segurança, assim como os próprios agentes que irão. Eles são agentes, mas também são eleitores e vão exercer o direito de voto. Têm o direito também de voltar para casa em segurança. RFI: Tem números? Sabe Quantos agentes das forças da Ordem vão estar mobilizados nesse dia? Jeudiger Nascimento: Nas eleições presidenciais, nós tínhamos mais de 500 agentes, somando os da Polícia Nacional e das Forças Armadas. Então eu acredito que nessas eleições, até mesmo porque aumentou-se o número de mesas, então pode ser um pouquinho mais, mas sempre no sentido de apoiar, não de fazer com que a população tenha receio. É só no sentido de apoiar para que tudo corra como aconteceu nas eleições presidenciais, com muita tranquilidade, paz e harmonia. RFI: Tem estado a liderar a equipa da Comissão Eleitoral Nacional desde o começo do ano. Qual é o primeiro balanço que faz de todos estes meses de trabalho? Jeudiger Nascimento: É desafiante porque nós temos uma equipa formada por pessoas que vêm dos diversos partidos políticos. Conhecemos de antemão como é que os partidos, enquanto partidos políticos, pensam, mas aqui dentro nós temos estado sempre a pautar pelo diálogo. Nem sempre concordamos, mas existe uma plenária para poder dirimir esses casos e temos estado a conversar sempre, a encontrar a melhor forma de fazermos as coisas de forma que o povo seja realmente a pessoa beneficiada. Sempre que os partidos não concordem, nós chamamos os partidos, explicamos ao seu representante e o representante expõe a visão da Comissão eleitoral, porque nós formamos aqui como uma equipa e até agora nós temos estado realmente a funcionar bem, até mesmo porque nós temos tido também uma boa receptividade por parte dos partidos políticos. Têm sempre apoiado, têm escutado e nós ouvimos e eles nos ouvem. Então nós temos feito um bom trabalho. O trabalho da equipa tem sido bastante positivo. RFI: Por fim, qual é o apelo que faz nesta fase final da campanha eleitoral? Jeudiger Nascimento: O apelo que faço é que as pessoas continuem a ouvir as propostas dos partidos e que no sábado e domingo respeitem o período de reflexão. No domingo, as urnas abrem às 07h00. Mas a lei diz que é das 07h00 às 17h00. Que ninguém deixe para votar depois das 17h30, porque milagres não acontecem. Depois desse momento, e se alguém tiver que esperar 200 ou 300 dobras a partir das 17h30, tem que perceber que depois o futuro do país também não irá esperar. Então eu exorto toda a gente que saia de casa. Quem acha que a coisa não vai bem, que precisa exercer o seu direito, então que vá lá na urna, que é o único momento em que o povo tem para ser juiz e vai lá e avalia e decida quem acha que está bem, então vai ali também e faça o mesmo. Se eu achar que está bem, não saio de casa. Então eu estou a prejudicar quem fez bem. Se eu achar que está mal, também não vou sair de casa, então eu vou estar a prejudicar quem pode fazer melhor. Então a altura é das pessoas avaliarem a situação, ouvirem as propostas e depois decidir qual é a melhor proposta e exercer o seu direito de voto.

Convidado
Eleições são-tomenses: 41% dos candidatos às legislativas são mulheres

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 24, 2026 13:30


Em São Tomé e Príncipe, estão praticamente a terminar as duas semanas de campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro. Escrutínios marcados desde já por um aumento substancial da presença das mulheres nas listas de candidatos. De acordo com dados oficiais, num universo de 384 candidatos às legislativas, 159 são mulheres, o que representa 41% dos candidatos, contra 34% de mulheres nas listas nas últimas eleições parlamentares. Desde a anterior legislatura, foi adoptada em 2022 a lei da paridade que estabelece um patamar mínimo de 40% tanto de homens como de mulheres nas listas de candidaturas aos órgãos políticos e cargos de decisão pública. Uma lei cujo cumprimento é escrupulosamente acompanhado por uma comissão formada por mulheres parlamentares e activistas da sociedade civil, como refere Jailça Lima, directora executiva do Instituto nacional para a promoção da igualdade e equidade de género. RFI: Quando foi adoptada a lei da paridade e o que implica? Jailça Lima: A lei da paridade foi aprovada e promulgada em 2022. Ela está sendo operacionalizada nestas eleições. Aquando da aprovação da lei, ela criou uma comissão de seguimento de implementação da lei. Esta Comissão está integrada pela Associação das Mulheres Parlamentares, o Instituto Nacional para a Promoção da Igualdade de Género como vice-presidente, também integram as mulheres dos diferentes partidos políticos e organizações da sociedade civil, precisamente para poder acompanhar e fazer o seguimento da implementação da lei. Eu falei de operacionalização porque quando a lei foi aprovada e promulgada, já havíamos terminado as eleições de 2022. Logo, ela não se fez sentir. E é nestas eleições que nós estamos a implementar efectivamente a lei. A Comissão de Seguimento da Implementação da Lei de Paridade, juntamente com Consultoras recrutadas pelo PNUD, desencadeou um conjunto de acções junto das potenciais candidatas, fazendo sensibilização aos responsáveis dos partidos políticos, inclusive e engajando a equipa do Tribunal Constitucional para que efectivamente nós pudéssemos ver tomar em consideração os estatutos na lei. Esse exercício permitiu que as primeiras listas que foram submetidas pelos partidos políticos ao Tribunal Constitucional, algumas delas tiveram que ser devolvidas. Eu me refiro a 62 listas que foram submetidas ao Tribunal Constitucional, 25 delas foram devolvidas aos partidos políticos para fazerem a correcção. E dessas 25 listas que foram devolvidas, 23 foram corrigidas. Quando eu falo ‘corrigir' é no sentido de obedecer os critérios e requisitos que estão na lei e que elas não tinham sido tomados em conta. Isso permitiu também que nós, na globalidade, atingíssemos 41,4% de mulheres nas listas. Mas não é somente atingir, na verdade, que nós conseguimos, é que as mulheres estivessem em lugares elegíveis. Já para nós, constitui um ganho. É verdade que apenas a lei não efectiva a participação da mulher, a representatividade da mulher, porque agora as mulheres dos partidos políticos têm que fazer as suas campanhas, não é o seu exercício para que efectivamente elas consigam efectivar os mandatos. Mas pelo menos a Comissão já fez um trabalho de que elas estivessem em lugares elegíveis. RFI: Como é que foi aceite esta lei da paridade pelo microcosmo político, que é um universo masculino, senão mesmo um pouco machista? Jailça Lima: Foi um trabalho conjugado entre as mulheres que estavam representando a casa parlamentar, porque na legislatura passada nós conseguimos apenas oito mulheres num efectivo de 55 deputados, o que corresponde a 14,5%. Já tivemos apenas uma. Começou-se primeiro com uma cota. Os responsáveis dos partidos políticos diziam que ‘a cota não tem carácter de lei'. Não tendo carácter de lei, não era obrigatório e como não era obrigatório, não se conseguia alcançar os objectivos preconizados, porque nós já tínhamos atingido 18,5% das mulheres no Parlamento. Não chegou a cota de 30%, mas já tínhamos dado alguns avanços. No entanto, como não tinha carácter de lei, viu-se a necessidade de fazer uma lei para que pudessem ser respeitadas e assim as mulheres serem representadas na casa parlamentar. Mas não somente na casa parlamentar, em todos os outros sectores ministeriais e instituições públicas, empresas públicas. Havia toda essa necessidade de as mulheres estarem representadas. E foi assim que foram surgindo sinergias. Estas sinergias foram para além da casa parlamentar, que tem vindo a trabalhar muito com a sociedade civil, a Rede das Mulheres Parlamentares, o próprio instituto do género, que tem a incumbência de promover estas acções, as confissões religiosas, o governo no poder local, o Governo Regional, todas uniram sinergias para que efectivamente pudéssemos ter uma lei que hoje é a âncora para que as mulheres possam ser representadas nos cargos de decisão. RFI: De forma geral, pode-se considerar que as mulheres em São Tomé e Príncipe tem esse perfil de ser cada vez mais participativas? Jailça Lima: Sim, é verdade que a situação das mulheres, pela nossa própria história, saímos do colonialismo e a participação das mulheres não era de igual forma com os homens, até porque predominava a figura masculina. No entanto, houve todo um trabalho que tem-se desenvolvido para que as mulheres possam participar em pé de igualdade com os homens. E as mulheres têm demonstrado essa vontade em participar, porque quando nós falamos em termos de educação, as mulheres já atingiram um nível de ensino bastante superior. E quando eu falo superior, é superior aos homens a nível de São Tomé e Príncipe, então são indicadores que nos dão margem para dizer que as mulheres se estão preparando e podem, sim, dar essa contribuição. Só que é verdade também que há toda uma necessidade de ter essas oportunidades de acordo com o exercício que eu acabei de referir que nós fizemos para a implementação da Lei de Paridade. Muitos partidos alegavam que as mulheres ‘não queriam participar, as mulheres não estão interessadas' e não é nada disso que nós podemos constatar. Quando nós fizemos um trabalho com as mulheres, sobretudo as mulheres dos partidos políticos, elas mostraram-se interessadas. Nós trabalhamos com cerca de duzentas e tal mulheres. E diziam mais: que muitas delas não tinham sido convidadas para poder ser candidatas à deputação ou a vereação, ou a outros cargos. Daí que há toda uma necessidade de trabalhar em sinergia com os homens para que efectivamente haja esse consenso em dar oportunidade às mulheres para que elas também possam dar essa contribuição. RFI: Para além do aspecto político, qual é o lugar da mulher na sociedade são-tomense? Consta que ainda há, por exemplo, muita violência doméstica. Jailça Lima: É verdade que a violência baseada no género é um fenómeno que o país tem vindo a enfrentar, sobretudo as mulheres. A grande maioria das vítimas são mulheres. Nós temos vindo a trabalhar para combater a violência baseada no género, mas também trabalhando na prevenção. Ao nível do instrumento jurídico, nós já dispomos da Lei n° 11/2008, que é a lei que cria mecanismos para combater a violência doméstica e familiar. E temos também a Lei n°12/2008, que cria o próprio mecanismo para poder efectivar e implementar a própria lei. Mas, para além disso, nós também temos, ainda no quadro jurídico-legal, dispomos do Código do Trabalho, que também dá vazão a esta questão. Mas o próprio Código Penal também já penaliza essas mesmas questões de violência baseada no género, em todas as suas formas, porque a violência doméstica e familiar ela ocorre num ambiente familiar. Mas nós temos outros tipos de violência que ocorre nos espaços públicos. E o que nós estamos a tratar agora com o apoio financeiro da União Europeia e do Instituto Camões, é de elaborar uma lei de violência baseada no género, que será mais abrangente e poderá dar cobro a muitas situações que vêm ocorrendo no território e que a Lei da Violência Doméstica e Familiar não consegue cobrir. Temos uma rede denominada ‘Rede Vida' que trabalha em rede para dar cobertura e dar seguimento às vítimas desse fenómeno no país. RFI: Há uma rede de apoio para as acolher, por exemplo? Jailça Lima: Temos um acolhimento de 72 horas nesse momento. No entanto, com o apoio do projecto ‘+ Igual' financiado pela União Europeia e o Instituto Camões, estamos a criar estruturas de atendimento e acolhimento das vítimas de violência baseada no género. É um projecto que está em andamento. Nesse momento, já se lançou o concurso público para as obras da estrutura física que vai acolher as vítimas de violência baseada no género. Então, o país está criando condições para poder dar cobro a estas situações. E também, de certa forma, trabalhar em campanhas de sensibilização articulada entre as instituições na prevenção da própria violência baseada no género. RFI: Ainda existe essa mentalidade de dizer que as meninas estão aqui para ficar em casa e não podem estar no espaço público como os rapazes? Jailça Lima: Actualmente já não. Não encontramos pessoas que defendem esse tipo de ideia. Pode existir sobretudo nas zonas longínquas, por causa do pouco acesso aos serviços, do acesso limitado a estruturas de educação, de saúde e por aí fora. Mas temos vindo a trabalhar. E também é uma preocupação do governo estar mais próximo da população, de forma a evitar esse tipo de mentalidade, esse tipo de comportamento. Actualmente, se existe, é muito ínfimo, de acordo com o próprio indicador que nós temos de alfabetização, que é bastante alto. Ao nível da nossa região, São Tomé e Príncipe é um dos países que tem uma alfabetização bastante alta, mais de 90%. Então a nível da região, nós estamos bem posicionados e isso é quase já inexistente, porque existe, mas é muito ínfimo. RFI: Assinalou-se hà dias, a 19 de Setembro, o Dia da Mulher são-tomense. O que é ser mulher em São Tomé e Príncipe? Jailça Lima: Acabamos de comemorar, celebrar o dia da mulher são-tomense. Celebrar o dia da Mulher são-tomense é mais do que tudo reflectir nos feitos das nossas guerreiras corajosas de 1974 que tiveram a coragem, a bravura de pedir a libertação do país. E desde lá até essa parte, as mulheres têm vindo a conquistar diversos espaços e a demonstrar que efectivamente as mulheres podem contribuir para o desenvolvimento do país. A título só de exemplo, uma das conquistas da nossa matriarca, a saudosa Alda do Espírito Santo, era que as mulheres pudessem ter maior representatividade nos espaços de decisão. Nós estamos aquém no Parlamento, porque nesse momento só temos 14,5% das mulheres no Parlamento. Mas temos muitos outros lugares em que já alcançamos alguma paridade. Estou a referir-me ao Governo Central, ao Ministério Público, a Procuradoria-Geral da República. Já chegamos a 60% das mulheres. Então temos muitos ganhos e podemos alcançar mais ganhos com essas novas eleições, acredito eu. É todo o exercício que foi feito, o engajamento das mulheres e a vontade em participar em dar essa contribuição. Porque uma coisa é ter legislações que asseguram, que garantem e outra coisa é ter mulheres disponíveis para poder dar essa contribuição, para poder participar. E hoje eu posso dizer com muita certeza que nós temos mulheres com vontade em participar, em dar essa contribuição. Então, os feitos de 74 estão alcançando os objectivos nos dias de hoje.

Boletim.leg
Boletim.leg - Edição das 22h

Boletim.leg

Play Episode Listen Later Sep 24, 2026 5:25


A política de incentivo à fabricação de motores aguarda votação na Comissão de Infraestrutura. Foi sancionada a lei que prevê novos crimes envolvendo combustíveis e altera o código penal para os crimes de furto e roubo relacionados ao setor.

Radioagência
Comissão aprova projeto de lei que amplia porte de arma de fogo para servidores

Radioagência

Play Episode Listen Later Sep 24, 2026


Radioagência
Comissão aprova inclusão no ECA de regra sobre atuação do Ministério Público em pedido de pensão

Radioagência

Play Episode Listen Later Sep 24, 2026


Radioagência
Comissão aprova regras sobre titularidade de inventos com ajuda de inteligência artificial

Radioagência

Play Episode Listen Later Sep 24, 2026


3 em 1
Ministro Zanin rejeita instalação de CPI do Master no Senado

3 em 1

Play Episode Listen Later Sep 23, 2026 121:02


No 3 em 1 desta quarta-feira (23), o destaque foi que o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin rejeitou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), sobre o caso Master no Senado. O ministro alega falta de elementos que comprovem omissão por parte do legislativo, mas a decisão ainda pode ser revista. Reportagem Karine Hillary. A campanha do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Lula (PT) após discurso na Assembleia Geral da ONU. O senador acusa Lula de transformar o pronunciamento oficial em um palanque político. Reportagem: André Anelli. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) apague um vídeo publicado em seu instagram sobre o filho do presidente Lula (PT), o Lulinha. O vídeo, que entra na categoria de deep fake, associa Lulinha com o caso do INSS. O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes iniciou uma ofensiva contra o ministro Kassio Nunes Marques, com relação à precatórios do banco Master. A medida evidencia que o clima entre os magistrados fica cada vez mais hostil com o desenrolar da crise instaurada no Supremo. Reportagem: Bruno Pinheiro. Uma pesquisa do instituto AtlasIntel aponta que 61% dos brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a pesquisa, a desconfiança passou a aumentar nos últimos meses, com o desenrolar da crise que se instaurou no supremo. O instituto AtlasIntel também trouxe um levantamento sobre os fatores que mais impactam negativamente a situação financeira das famílias. A lista é liderada pelo alto preço dos alimentos, seguido pelo aumento das contas básicas mensais e acúmulo de dívidas. A Pesquisa Atlas/Estadão traz as intenções de votos para o governo do estado de São Paulo. A pesquisa mostra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 55% das intenções, enquanto Haddad (PT) aparece com 41%. Já em Minas Gerais, o candidato Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com, 39,3% das intenções, seguido por Patrus Ananias (PT) que ocupa a segunda posição com 31%. No Rio de Janeiro, de acordo com a pesquisa, Eduardo Paes (PSD) lidera os cenários de primeiro e segundo turno. Um aspecto da pesquisa que chama a atenção é que nas intenções de voto para presidente Lula (PT) está à frente de Flávio Bolsonaro (PL) em seu próprio reduto eleitoral. Os resultados das próximas pesquisas eleitorais podem definir se os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro participarão do último debate com presidenciáveis. As campanhas avaliam a possibilidade da presença dos candidatos, que seria a primeira dos dois nas eleições de 2026. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 23/09/2026 | 1ª e 2ª EDIÇÃO: Lula na ONU / Fux relata ação sobre Viviane Barci / Pesquisa AtlasIntel

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Sep 23, 2026 302:05


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (23): O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Em pronunciamento com tom político, o chefe do Executivo criticou a interferência estrangeira em processos eleitorais e fez referências ao ex-presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. Lula (PT) defendeu o sistema eleitoral do país, criticou o protecionismo econômico e afirmou que a soberania nacional será preservada. A pesquisa AtlasIntel/Estadão revelou que 61% dos brasileiros não confiam no trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Apenas 27,8% dos entrevistados declararam ter confiança na Corte, enquanto 11,1% não souberam responder. O levantamento ouviu 1.852 pessoas e apontou alta rejeição popular à atuação dos magistrados e à condução do Judiciário. Em agendas de campanha, os candidatos à Presidência da República Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) criticaram as campanhas eleitorais de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, defendeu o direcionamento de verbas para o "Escudo das Américas". A iniciativa reúne países latino-americanos no combate ao narcotráfico e ao crime organizado na região. O advogado Walfrido Warde, que integrava a equipe jurídica de Daniel Vorcaro, afirmou ao ex-banqueiro que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia agradecido por um whisky e mandado um abraço. A informação consta em mensagens reveladas pelo jornal O Globo e confirmadas pela Jovem Pan. O Palácio do Planalto nega que Lula tenha recebido o presente ou enviado qualquer recado ao então dono do Banco Master. O ministro Luiz Fux foi sorteado como o novo relator do mandado de segurança que solicita os registros de entrada de pessoas no Senado Federal, incluindo Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, além de Lulinha e Daniel Vorcaro. A redistribuição ocorreu após Moraes se declarar impedido de analisar a ação, que visa obrigar o Senado a fornecer os dados requeridos por um vereador de Curitiba. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do mandado de segurança impetrado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que pede a instalação da CPI do Banco Master e indeferiu o pedido, impedindo momentaneamente que a Comissão seja instalada. Nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45,8% das intenções de voto no primeiro turno, contra 43,4% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Na simulação de segundo turno, os dois aparecem em empate técnico, com o petista marcando 47,7% e o parlamentar 47,4%. O levantamento também indica que a desaprovação da gestão do governo federal ficou em 53%, enquanto a aprovação registrou 45,4%. A Polícia Federal (PF) apreendeu os diários de bordo de uma aeronave vinculada ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Os peritos pretendem cruzar os relatórios de voos e deslocamentos para reconstruir o itinerário de passageiros e verificar agendas ligadas aos alvos da Operação Compliance Zero. O desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), proferiu ao menos dois votos favoráveis a teses de interesse do Banco Master em disputas judiciais. Os posicionamentos do magistrado ocorreram meses antes de familiares seus firmarem contratos milionários de prestação de serviços jurídicos com a instituição financeira administrada pelo empresário Daniel Vorcaro. A conduta do magistrado passa por escrutínio no âmbito das apurações sobre as operações do banco. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Radioagência
Comissão aprova prazo de cinco dias para cartórios comunicarem registros sem nome do pai

Radioagência

Play Episode Listen Later Sep 23, 2026


Radioagência
Comissão aprova porte de arma para agentes socioeducativos

Radioagência

Play Episode Listen Later Sep 23, 2026


Radioagência
Comissão aprova proposta sobre desembarque fora do ponto de ônibus durante a noite

Radioagência

Play Episode Listen Later Sep 23, 2026


Expresso - Comissão Política
Carneiro numa corrida de paciência, a fugir às tentações

Expresso - Comissão Política

Play Episode Listen Later Sep 22, 2026 49:37


“A liderança da oposição é o cargo político mais difícil que há para exercer em Portugal” – a frase já passou por muitas vozes da política portuguesa, Conta-se que se deve a Francisco Sá Carneiro, mas também já a ouvimos a António Costa. Há dias foi aplicada pelo social-democrata Miguel Relvas a José Luís Carneiro, líder do PS.O lugar – da liderança da oposição – é neste momento discutido entre o líder do PS e o presidente do Chega, envolvidos numa corrida sobre propostas de combate ao aumento do custo de vida. Nas sondagens, contudo, Carneiro está a ganhar a dianteira. Nada que faça o socialista ceder a impulsos de momento numa estratégia que parece ter traçado de oposição responsável, bem-comportada, paciente, que não cai em “tentação”, nas palavras do próprio. O caminho de Carneiro, mais apostado numa maratona do que numa corrida de velocidade, é o tema central da edição desta semana da Comissão Política, com os comissários residentes Vítor Matos e David Dinis e o jornalista João Pedro Henriques. A moderação é de Eunice Lourenço, a sonoplastia é de Salomé Rita e a ilustração é da responsabilidade de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Boletim.leg
Boletim.leg - Edição das 14h

Boletim.leg

Play Episode Listen Later Sep 22, 2026 5:23


Comissão de Educação e Cultura pode votar projeto que cria a Semana Nacional do Pequeno Investidor. Pesquisa mostra que mudança climática é uma preocupação dos eleitores

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 20/09/2026 | Mendonça e Fux pedem ajuda para acessar dados de Vorcaro

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Sep 20, 2026 179:43


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (20): Os ministros André Mendonça e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, enviaram neste sábado (19) ofícios ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para pedir apoio técnico no acesso aos dados extraídos de um dos celulares de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Os documentos foram enviados separadamente, mas têm teor semelhante. Segundo os ministros, os gabinetes não conseguiram abrir os arquivos. O problema pode estar relacionado a uma falha técnica no acesso ou a um defeito na mídia entregue. Mendonça e Fux também solicitaram a verificação da integridade das cópias enviadas aos gabinetes. Os dois ofícios já foram recebidos pela PF. Reportagem: Marco Viana. Em evento de campanha em Joinville, Santa Catarina, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (19), que o Estado não é de fascistas, mas sim um Estado que prospera e onde as leis funcionam. Sobre a crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF), motivada pelo suposto envolvimento entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e ministros da corte, Flávio afirmou que a culpa pelo escândalo é do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Reportagem: Beatriz Manfredini. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (20) para os Estados Unidos, onde participa da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Além da participação na Assembleia Geral da ONU, Lula tem encontro previsto com o prefeito de Nova York, Zohron Mamdani, e também deve ter uma reunião breve com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Segundo o governo brasileiro, o presidente recebeu ao menos 30 pedidos de reuniões bilaterais com chefes de Estado, mas deve atender a poucos pedidos por falta de espaço na agenda e pela logística de segurança na região da assembleia. Reportagem: André Anelli. Confira a agenda dos presidenciáveis deste sábado (19): Ronaldo Caiado (PSD) defendeu o diagnóstico precoce do câncer; Renan Santos (Missão) afirmou que os idosos não se indignam mais e criticou a família Bolsonaro; e Augusto Cury (Avante) disse ter pedido ao STF um julgamento rápido do Caso Master. Reportagem: Camila Yunes. O debate no Supremo Tribunal Federal expõe dúvidas sobre quais regras devem ser aplicadas quando ministros do STF são investigados. A discussão envolve a crise no STF e os limites jurídicos relacionados às investigações de integrantes da Corte. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista José Carlos Abissamra Filho, doutor em direito penal e presidente da Comissão Especial da Advocacia Criminal da OAB-SP. O tenente-coronel Valdinei Arcanjo da Silva, comandante do 2º Batalhão de Choque da PM de SP, falou com a Jovem Pan e explicou a atuação da unidade. O Policiamento de Choque da PM de SP atua em operações especiais, grandes eventos, escoltas e controle de distúrbios. Reportagem: David de Tarso. Parlamentares articulam propostas de reforma do Judiciário no Congresso Nacional em meio a debates sobre o funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). As propostas de mudança avançam em diferentes frentes. Reportagem: Luísa Câmara O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve dedicar parte do discurso na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), na próxima terça-feira (22), a fazer uma defesa da soberania brasileira e a criticar o que avalia serem tentativas externas de interferência no processo eleitoral do Brasil. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Gustavo Menon, professor de relações internacionais. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Scicast
De Ataturk a Erdogan: a Turquia contemporânea (SciCast #696)

Scicast

Play Episode Listen Later Sep 19, 2026 99:45


No SciCast dessa semana convidamos a Profa. Monique Sochaczewski para conversar sobre a história de um país construído sobre a negação do próprio passado (e do que acontece quando esse passado volta). Do colapso do Império Otomano e da tutela europeia do século XIX às reformas radicais de Mustafa Kemal Atatürk, que trocou o alfabeto, a lei, a capital e até a chamada à oração; dos golpes militares e da Guerra Fria à ascensão de Recep Tayyip Erdoğan e ao chamado neo-otomanismo, com suas pontes, suas séries e novelas de TV, sua diplomacia e a reconversão da Ayasofya. Entenda por que a Turquia é ao mesmo tempo membro da OTAN e candidata eterna à União Europeia, por que Brasília e Ancara mediaram juntas a crise nuclear iraniana, e por que o Império Otomano nunca deixou de ser um assunto de política externa. Kemalismo, laicidade, Diyanet, questão curda, Primavera Árabe, golpe de 2016, Ayasofya, neo-otomanismo e pan-turquismo. Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://www.instagram.com/PortalDeviante/ Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Tarik Fernandes, Monique Sochaczewski, Gustavo Rebello, Luis Filipe Herdy Citação ABNT: Scicast #696: De Ataturk a Erdogan: a Turquia contemporânea. Locução: Tarik Fernandes, Monique Sochaczewski, Gustavo Rebello, Luis Filipe Herdy. [S.l.] Portal Deviante, 19/09/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-696 Imagem de capa: Referências e Indicações LIVROS: YAVUZ, M. Hakan. Nostalgia for the Empire: The Politics of Neo-Ottomanism. Oxford University Press, 2020. — Base conceitual do episódio: nostalgia, memória e as modalidades do otomanismo. YAVUZ, M. Hakan. Erdoğan: The Making of an Autocrat. Edinburgh University Press, 2021. — Anos formativos, ruptura com Gülen, golpe de 2016, questão curda e política externa neo-otomana. ÇAĞAPTAY, Soner. The New Sultan: Erdogan and the Crisis of Modern Turkey. I.B. Tauris, 2017. — Melhor fonte para a biografia de Erdoğan, o Partido Democrata, os golpes e a Síntese Turco-Islâmica. ÇAĞAPTAY, Soner. The Rise of Turkey: The Twenty-First Century’s First Muslim Power. Potomac Books, 2014. — Ascensão econômica e o debate sobre o "modelo turco". McMEEKIN, Sean. The Berlin-Baghdad Express: The Ottoman Empire and Germany’s Bid for World Power. Belknap/Harvard University Press, 2010. — A penetração europeia com nome e endereço; Haydarpaşa e a ferrovia; a jihad de 1914; Galípoli. FROMKIN, David. A Peace to End All Peace: The Fall of the Ottoman Empire and the Creation of the Modern Middle East. Holt, 2001. — Fim do Império e o desenho do Oriente Médio moderno. SHAW, Stanford J.; SHAW, Ezel Kural. History of the Ottoman Empire and Modern Turkey, vol. 1: Empire of the Gazis, 1280-1808. Cambridge University Press, 1976. — Estrutura imperial, sistema de millets, primeiras reformas. PAMUK, Orhan. Istambul: memória e cidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. — O conceito de hüzün (cap. 10) e a experiência sensível da capital imperial decaída. SHAFAK, Elif. A Bastarda de Istambul. Editorial Presença, 2022. Sugestões complementares: ZÜRCHER, Erik J. Turkey: A Modern History. — A melhor síntese única do período 1908-2000; cobre Tanzimat tardio, Jovens Turcos, Guerra de Independência e Lausanne. ROGAN, Eugene. The Fall of the Ottomans: The Great War in the Middle East. FINKEL, Caroline. Osman’s Dream: The Story of the Ottoman Empire. — História geral do Império, sem a moldura da decadência inevitável. AKÇAM, Taner. A Shameful Act: The Armenian Genocide and the Question of Turkish Responsibility. — Referência sobre o genocídio armênio. LOUREIRO, Heitor. Genocídio Armênio - História e Disputas Políticas no Presente. Coleção História FM - Organizador da Coleção: Icles Rodrigues, 2025. Relatórios, teses e artigos acadêmicos: DAVUTOĞLU, Ahmet. Stratejik Derinlik (Profundidade Estratégica), 2001. — O texto-fonte da política externa da era AKP. TAŞPINAR, Ömer. Turkey’s Middle East Policies: Between Neo-Ottomanism and Kemalism (Carnegie, 2008). — A formulação clássica do contraste entre kemalismo e neo-otomanismo. Comissão de Veneza / Conselho da Europa — pareceres sobre a reforma constitucional turca de 2017. OSCE/ODIHR — relatório da missão de observação do referendo constitucional de abril de 2017. Relatórios da ONU e do Conselho da Europa sobre o estado de emergência turco (2016-2018). UNESCO — declaração sobre a reconversão da Ayasofya, 2020. SOCHACZEWSKI, Monique. "Otomania" na Turquia Contemporânea, 2013. https://www.academia.edu/4356357/_Otomania_na_Turquia_Contempor%C3%A2nea HERDY, Luis Felipe Brito. Entre pontes e minaretes: devir-otomano e neo-otomanismo na Turquia contemporânea. Dissertação de mestrado, IRI/PUC-Rio, 2026. — Fonte estrutural desta pauta: os dois fluxos nostálgicos, a ponte Yavuz Sultan Selim, a Ayasofya e a crítica à leitura em fases. SANDRIN, Paula Orrico. Tese de doutorado sobre culturas de segurança turcas e europeias. — Culturas de segurança "republicana" e "neo-otomanista"; limites da europeização; Declaração de Teerã. Sites, notícias e artigos online: AL JAZEERA. Erdogan hailed after Davos walkout, 31 jan. 2009. Link: https://www.aljazeera.com/news/2009/1/31/erdogan-hailed-after-davos-walkout THE GUARDIAN. Abbas welcomed at Turkish presidential palace by Erdoğan – and 16 warriors, 12 jan. 2015. Link: https://www.theguardian.com/world/2015/jan/12/abbas-erdogan-16-warriors-turkish-presidential-palace THE TELEGRAPH. Turkey opens world’s widest suspension bridge linking Asia to Europe, 27 ago. 2016. Link: https://www.telegraph.co.uk/news/2016/08/27/turkey-opens-worlds-widest-suspension-bridge-linking-asia-to-eur/ THE NEW YORK TIMES. Turkey reopens Hagia Sophia for prayers after reconversion to mosque, 24 jul. 2020. Link: https://www.nytimes.com/2020/07/24/world/europe/turkey-hagia-sophia-mosque-prayers.html DUVAR ENGLISH. Turkey’s top religious authority head delivers Friday sermon at Hagia Sophia with a sword in hand, 24 jul. 2020. Link: https://www.duvarenglish.com/politics/2020/07/24/turkeys-top-religious-authority-head-delivers-friday-sermon-at-hagia-sophia-with-a-sword-in-hand BALKAN INSIGHT. Turkish court acquits civil society nine over Gezi Park protests, 18 fev. 2020. Link: https://balkaninsight.com/2020/02/18/turkish-court-acquits-civil-society-nine-over-gezi-park-protests/ CARTACAPITAL. Declaração de Teerã, dez anos depois, 25 maio 2020. Link: https://www.cartacapital.com.br/opiniao/declaracao-de-teera-dez-anos-depois/ BIANET e HÜRRIYET DAILY NEWS — cobertura das reações alevitas e ambientais à nomeação da ponte Yavuz Sultan Selim (2013). Sugestões de filmes e séries: Muhteşem Yüzyıl (O Século Magnífico, 2011-2014) — o fenômeno que reintroduziu o Império no imaginário popular e foi criticado pelo próprio Erdoğan. Diriliş: Ertuğrul (Ressurreição: Ertuğrul, 2014-2019) — o contraponto épico e moralizante, endossado pelo governo. Kuruluş: Osman (O Otomano, 2019-2025) — continuação direta de Ertuğrul. Payitaht: Abdülhamid (O Último Imperador, 2017-2021) — o cerco ocidental como alegoria do presente. Rise of Empires: Ottoman (Netflix, 2020; 2ª temporada, Mehmed vs Vlad, 2022) — o passado otomano no streaming global. Fetih 1453 (2012) — a Conquista de Constantinopla em chave épica. Era uma vez na Anatólia (2011) e Sono de Inverno (2014), de Nuri Bilge Ceylan — a Turquia contemporânea vista de dentro, longe da épica estatal. Mustang (2015) — tradição, religião e juventude feminina na Turquia rural. Galípoli (1981) e O Mestre da Água (2014) — a mesma batalha vista pelo lado australiano; útil para mostrar como Galípoli virou mito fundador em dois países ao mesmo tempo. 8 em Istambul O Museu da Inocência Sugestões de vídeos e links: Registros em vídeo do discurso de inauguração da ponte Yavuz Sultan Selim (agosto de 2016) e da primeira oração de sexta-feira na Ayasofya (julho de 2020) — vale ouvir o tom, não só ler as frases. Imagens de arquivo de Atatürk ensinando o alfabeto latino com quadro-negro (1928) — disponíveis nos acervos turcos digitalizados. Vídeo da transmissão por FaceTime de Erdoğan na CNN Türk durante a noite de 15 de julho de 2016. Acervo fotográfico de Ara Güler sobre Istambul — a cidade humilde, enlameada e melancólica entre mesquitas grandiosas. É o hüzün em imagem. Sugestões de games: Assassin’s Creed Revelations (2011) — ambientado em Constantinopla/Istambul no início do século XVI, com janízaros, o Grande Bazar e a cidade otomana reconstruída em detalhe. O melhor "passeio" jogável pela capital imperial. Europa Universalis IV — jogar como os otomanos é praticamente um subgênero; o jogo modela expansão, administração da diferença religiosa e o problema do declínio. Age of Empires II — a civilização turca e a great bombard, o canhão gigante associado ao cerco de 1453. Civilization (série) — Solimão e Osman como líderes jogáveis; útil para mostrar como o Império entrou na cultura pop ocidental sempre pelo lado militar. EPISÓDIOS SCICAST: Trilogia Irã: #683, #687, #689 Vlad Drácula e Mehmed II: #668 Conquista de Constantinopla: #673 Estado e Nação #190 Pistache #640 Casa da Sabedoria #657See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcasts do Portal Deviante
De Ataturk a Erdogan: a Turquia contemporânea (SciCast #696)

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No SciCast dessa semana convidamos a Profa. Monique Sochaczewski para conversar sobre a história de um país construído sobre a negação do próprio passado (e do que acontece quando esse passado volta). Do colapso do Império Otomano e da tutela europeia do século XIX às reformas radicais de Mustafa Kemal Atatürk, que trocou o alfabeto, a lei, a capital e até a chamada à oração; dos golpes militares e da Guerra Fria à ascensão de Recep Tayyip Erdoğan e ao chamado neo-otomanismo, com suas pontes, suas séries e novelas de TV, sua diplomacia e a reconversão da Ayasofya. Entenda por que a Turquia é ao mesmo tempo membro da OTAN e candidata eterna à União Europeia, por que Brasília e Ancara mediaram juntas a crise nuclear iraniana, e por que o Império Otomano nunca deixou de ser um assunto de política externa. Kemalismo, laicidade, Diyanet, questão curda, Primavera Árabe, golpe de 2016, Ayasofya, neo-otomanismo e pan-turquismo. Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://www.instagram.com/PortalDeviante/ Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Tarik Fernandes, Monique Sochaczewski, Gustavo Rebello, Luis Filipe Herdy Citação ABNT: Scicast #696: De Ataturk a Erdogan: a Turquia contemporânea. Locução: Tarik Fernandes, Monique Sochaczewski, Gustavo Rebello, Luis Filipe Herdy. [S.l.] Portal Deviante, 19/09/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-696 Imagem de capa:  Referências e Indicações LIVROS:   YAVUZ, M. Hakan. Nostalgia for the Empire: The Politics of Neo-Ottomanism. Oxford University Press, 2020. — Base conceitual do episódio: nostalgia, memória e as modalidades do otomanismo.   YAVUZ, M. Hakan. Erdoğan: The Making of an Autocrat. Edinburgh University Press, 2021. — Anos formativos, ruptura com Gülen, golpe de 2016, questão curda e política externa neo-otomana.   ÇAĞAPTAY, Soner. The New Sultan: Erdogan and the Crisis of Modern Turkey. I.B. Tauris, 2017. — Melhor fonte para a biografia de Erdoğan, o Partido Democrata, os golpes e a Síntese Turco-Islâmica.   ÇAĞAPTAY, Soner. The Rise of Turkey: The Twenty-First Century's First Muslim Power. Potomac Books, 2014. — Ascensão econômica e o debate sobre o “modelo turco”.   McMEEKIN, Sean. The Berlin-Baghdad Express: The Ottoman Empire and Germany's Bid for World Power. Belknap/Harvard University Press, 2010. — A penetração europeia com nome e endereço; Haydarpaşa e a ferrovia; a jihad de 1914; Galípoli.   FROMKIN, David. A Peace to End All Peace: The Fall of the Ottoman Empire and the Creation of the Modern Middle East. Holt, 2001. — Fim do Império e o desenho do Oriente Médio moderno.   SHAW, Stanford J.; SHAW, Ezel Kural. History of the Ottoman Empire and Modern Turkey, vol. 1: Empire of the Gazis, 1280-1808. Cambridge University Press, 1976. — Estrutura imperial, sistema de millets, primeiras reformas.   PAMUK, Orhan. Istambul: memória e cidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. — O conceito de hüzün (cap. 10) e a experiência sensível da capital imperial decaída. SHAFAK, Elif. A Bastarda de Istambul. Editorial Presença, 2022.  Sugestões complementares:   ZÜRCHER, Erik J. Turkey: A Modern History. — A melhor síntese única do período 1908-2000; cobre Tanzimat tardio, Jovens Turcos, Guerra de Independência e Lausanne.   ROGAN, Eugene. The Fall of the Ottomans: The Great War in the Middle East.   FINKEL, Caroline. Osman's Dream: The Story of the Ottoman Empire. — História geral do Império, sem a moldura da decadência inevitável.   AKÇAM, Taner. A Shameful Act: The Armenian Genocide and the Question of Turkish Responsibility. — Referência sobre o genocídio armênio. LOUREIRO, Heitor. Genocídio Armênio – História e Disputas Políticas no Presente. Coleção História FM – Organizador da Coleção: Icles Rodrigues, 2025. Relatórios, teses e artigos acadêmicos:   DAVUTOĞLU, Ahmet. Stratejik Derinlik (Profundidade Estratégica), 2001. — O texto-fonte da política externa da era AKP.   TAŞPINAR, Ömer. Turkey's Middle East Policies: Between Neo-Ottomanism and Kemalism (Carnegie, 2008). — A formulação clássica do contraste entre kemalismo e neo-otomanismo.   Comissão de Veneza / Conselho da Europa — pareceres sobre a reforma constitucional turca de 2017.   OSCE/ODIHR — relatório da missão de observação do referendo constitucional de abril de 2017.   Relatórios da ONU e do Conselho da Europa sobre o estado de emergência turco (2016-2018).   UNESCO — declaração sobre a reconversão da Ayasofya, 2020. SOCHACZEWSKI, Monique. “Otomania” na Turquia Contemporânea, 2013. https://www.academia.edu/4356357/_Otomania_na_Turquia_Contempor%C3%A2nea    HERDY, Luis Felipe Brito. Entre pontes e minaretes: devir-otomano e neo-otomanismo na Turquia contemporânea. Dissertação de mestrado, IRI/PUC-Rio, 2026. — Fonte estrutural desta pauta: os dois fluxos nostálgicos, a ponte Yavuz Sultan Selim, a Ayasofya e a crítica à leitura em fases.   SANDRIN, Paula Orrico. Tese de doutorado sobre culturas de segurança turcas e europeias. — Culturas de segurança “republicana” e “neo-otomanista”; limites da europeização; Declaração de Teerã. Sites, notícias e artigos online:   AL JAZEERA. Erdogan hailed after Davos walkout, 31 jan. 2009. Link: https://www.aljazeera.com/news/2009/1/31/erdogan-hailed-after-davos-walkout   THE GUARDIAN. Abbas welcomed at Turkish presidential palace by Erdoğan – and 16 warriors, 12 jan. 2015. Link: https://www.theguardian.com/world/2015/jan/12/abbas-erdogan-16-warriors-turkish-presidential-palace   THE TELEGRAPH. Turkey opens world's widest suspension bridge linking Asia to Europe, 27 ago. 2016. Link: https://www.telegraph.co.uk/news/2016/08/27/turkey-opens-worlds-widest-suspension-bridge-linking-asia-to-eur/   THE NEW YORK TIMES. Turkey reopens Hagia Sophia for prayers after reconversion to mosque, 24 jul. 2020. Link: https://www.nytimes.com/2020/07/24/world/europe/turkey-hagia-sophia-mosque-prayers.html   DUVAR ENGLISH. Turkey's top religious authority head delivers Friday sermon at Hagia Sophia with a sword in hand, 24 jul. 2020. Link: https://www.duvarenglish.com/politics/2020/07/24/turkeys-top-religious-authority-head-delivers-friday-sermon-at-hagia-sophia-with-a-sword-in-hand   BALKAN INSIGHT. Turkish court acquits civil society nine over Gezi Park protests, 18 fev. 2020. Link: https://balkaninsight.com/2020/02/18/turkish-court-acquits-civil-society-nine-over-gezi-park-protests/   CARTACAPITAL. Declaração de Teerã, dez anos depois, 25 maio 2020. Link: https://www.cartacapital.com.br/opiniao/declaracao-de-teera-dez-anos-depois/   BIANET e HÜRRIYET DAILY NEWS — cobertura das reações alevitas e ambientais à nomeação da ponte Yavuz Sultan Selim (2013). Sugestões de filmes e séries:   Muhteşem Yüzyıl (O Século Magnífico, 2011-2014) — o fenômeno que reintroduziu o Império no imaginário popular e foi criticado pelo próprio Erdoğan.   Diriliş: Ertuğrul (Ressurreição: Ertuğrul, 2014-2019) — o contraponto épico e moralizante, endossado pelo governo.   Kuruluş: Osman (O Otomano, 2019-2025) — continuação direta de Ertuğrul.   Payitaht: Abdülhamid (O Último Imperador, 2017-2021) — o cerco ocidental como alegoria do presente.   Rise of Empires: Ottoman (Netflix, 2020; 2ª temporada, Mehmed vs Vlad, 2022) — o passado otomano no streaming global.   Fetih 1453 (2012) — a Conquista de Constantinopla em chave épica.   Era uma vez na Anatólia (2011) e Sono de Inverno (2014), de Nuri Bilge Ceylan — a Turquia contemporânea vista de dentro, longe da épica estatal.   Mustang (2015) — tradição, religião e juventude feminina na Turquia rural.   Galípoli (1981) e O Mestre da Água (2014) — a mesma batalha vista pelo lado australiano; útil para mostrar como Galípoli virou mito fundador em dois países ao mesmo tempo. 8 em Istambul O Museu da Inocência Sugestões de vídeos e links:   Registros em vídeo do discurso de inauguração da ponte Yavuz Sultan Selim (agosto de 2016) e da primeira oração de sexta-feira na Ayasofya (julho de 2020) — vale ouvir o tom, não só ler as frases.   Imagens de arquivo de Atatürk ensinando o alfabeto latino com quadro-negro (1928) — disponíveis nos acervos turcos digitalizados.   Vídeo da transmissão por FaceTime de Erdoğan na CNN Türk durante a noite de 15 de julho de 2016.   Acervo fotográfico de Ara Güler sobre Istambul — a cidade humilde, enlameada e melancólica entre mesquitas grandiosas. É o hüzün em imagem. Sugestões de games:   Assassin's Creed Revelations (2011) — ambientado em Constantinopla/Istambul no início do século XVI, com janízaros, o Grande Bazar e a cidade otomana reconstruída em detalhe. O melhor “passeio” jogável pela capital imperial.   Europa Universalis IV — jogar como os otomanos é praticamente um subgênero; o jogo modela expansão, administração da diferença religiosa e o problema do declínio.   Age of Empires II — a civilização turca e a great bombard, o canhão gigante associado ao cerco de 1453.   Civilization (série) — Solimão e Osman como líderes jogáveis; útil para mostrar como o Império entrou na cultura pop ocidental sempre pelo lado militar. EPISÓDIOS  SCICAST: Trilogia Irã: #683, #687, #689 Vlad Drácula e Mehmed II: #668 Conquista de Constantinopla: #673 Estado e Nação #190 Pistache #640 Casa da Sabedoria #657

Sem Moderação
“A pergunta para o Governo é: o que faz aos 2 milhões de portugueses que ficam sem medida [para combater a inflação]?”

Sem Moderação

Play Episode Listen Later Sep 18, 2026 15:17


Pedro Delgado Alves e José Eduardo Martins analisam as medidas de Luís Montenegro para combater a crise inflacionista e as duas Comissões de Inquérito que se aproximam, ou talvez não: uma aos exames e a outra ao ministro Luís Neves. Ouça este episódio do Antes pelo Contrário em podcast, emitido na SIC Notícias a 17 de setembro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Debate da Super Manhã
Até onde vai o direito do consumidor?

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 48:06


Debate da Super manhã: Cobranças indevidas, produtos com defeito, dificuldades para cancelar contratos, informações pouco claras e o mau atendimento estão entre os problemas que fazem parte da rotina de muitos consumidores. Mas, até onde vai o direito de quem compra ou contrata? No debate desta quarta-feira (16), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre a defesa nas relações de consumo, o atendimento prestado ao cliente, a dificuldade para resolver problemas e a proteção jurídica para quem compra e contrata produtos e serviços. Participam o gerente-geral do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de Pernambuco (Procon-PE), Antônio Carlos Cavalcanti; o advogado e presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), Joaquim Guerra; e o advogado especialista em Direito do Consumidor, Hugo Calazans.

Noticiário Nacional
5h PS vai viabilizar a comissão de inquérito sobre os exames

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 8:03


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Noticiário Nacional
11h Clima, segurança, energia e comércio são as prioridades da Comissão Europeia no próximo ano

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Sep 16, 2026 12:50


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Noticiário Nacional
12h Aguiar-Branco rejeita comissão de inquérito do Chega a Luís Neves mas aceita a do JPP

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Sep 16, 2026 14:38


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Noticiário Nacional
23h PS vai viabilizar a comissão de inquérito sobre os exames nacionais

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Sep 16, 2026 11:46


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Noticiário Nacional
00h Vai avançar a comissão de inquérito aos exames

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Sep 16, 2026 12:36


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Contra-Corrente
O que sobra do discurso de Ursula Von Der Leyen? — Debate

Contra-Corrente

Play Episode Listen Later Sep 16, 2026 94:15


Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia, falou no Parlamento Europeu e fez promessas da área do ambiente à da defesa passando pelas migrações. Mas sobrará alguma coisa do seu discurso?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Contra-Corrente
Hoje é o dia do discurso do (mau) estado da União Europeia

Contra-Corrente

Play Episode Listen Later Sep 16, 2026 5:11


Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia, já está a falar no Parlamento Europeu naquele que se tornou nos últimos anos num momento político importante: o discurso do estado da União.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
17h PS pondera comissão de inquérito sobre problemas na educação

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Sep 14, 2026 11:56


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Morning Show
Fachin tira sigilo do Master / Mendonça investiga Flávio / Vorcaro Fest

Morning Show

Play Episode Listen Later Sep 11, 2026 119:45


Confira no Morning Show desta sexta-feira (11): O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou, na noite desta quinta-feira (10), a suspensão do sigilo do inquérito que investiga as fraudes do Banco Master. Centenas de documentos foram liberados e ainda não foram totalmente apurados, mas muitos deles revelam conversas com autoridades, irregularidades em transações entre o Master e o BRB e até mesmo trâmites processuais das investigações do caso Dark Horse. Segundo uma reportagem publicada pela Revista Piauí, o ex-dono do Banco Master realizou uma festa super-exclusiva em 2023 para uma série de autoridades na boate Madame Satã, em São Paulo. No evento, a contagem era de 120 mulheres para cerca de 20 homens, com muitas estrangeiras e celulares na porta. A maioria dos convidados citados na reportagem negaram estarem presentes na situação. Foi revelado nos documentos vazados do caso Master, na noite desta quinta-feira (10), que o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou a abertura de investigações contra o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) no âmbito do financiamento do filme “Dark Horse”. As investigações corriam sob sigilo e o próprio Flávio Bolsonaro não sabia que estava sob observação da Polícia Federal. O senador Alessandro Vieira (MDB), que tentou instaurar uma CPI para investigar decisões do STF no Senado em 2019, fala sobre a gravidade dos envolvimentos entre empresários, políticos e o banqueiro Daniel Vorcaro. O senador defende a realização de uma sessão no Senado para julgar a conduta de Alexandre de Moraes. A advogada e professora de direito constitucional da PUC-SP, Gabriela Zancaner, fala ao Sofá sobre as tensões instauradas no Supremo Tribunal Federal e as expectativas para a votação no plenário sobre a tentativa de investigação movida por André Mendonça contra Alexandre de Moraes. A sessão ocorre na próxima terça-feira (15). Nesta sexta-feira (11), os atentados de 11 de setembro às Torres Gêmeas em Nova Iorque e ao Pentágono, completam 25 anos. No local dos antigos prédios do World Trade Center foi feita uma homenagem com drones luminosos, que constituíram as torres no horizonte nova-iorquino. O Dr. Guilherme Gama, presidente da Comissão de Direito Penal da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, explica como a instituição atua para representar os interesses da população diante da crise no Supremo Tribunal Federal. Gama também comenta a posição da instituição no caso Master. Em 24 horas, dois tornados ocorreram no Paraná, 30 cidades registraram intercorrências e três pessoas morreram. No resto do país, alertas para fortes chuvas se multiplicam e novos eventos climáticos extremos podem ocorrer nas regiões sudeste e sul. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, determinou nesta quinta-feira (10), que o deputado federal Mario Frias (PL) entregue seu passaporte e seja impedido de deixar o país enquanto estiver sob investigação da Polícia Federal na Operação Make Up por ter, supostamente, destinado verbas públicas para o filme “Dark Horse”. O cineasta Josias Teófilo comenta o caso. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

SBS Portuguese - SBS em Português
Assassino de Molly Ticehurst é condenado a 28 anos de prisão | Notícias 11 de setembro

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Sep 11, 2026 12:18


Homem que matou ex-parceira em Forbes (NSW) depois que ela o denunciou à polícia é condenado. Comissão parlamentar aponta que médicos imigrantes enviados a áreas regionais muitas vezes estão, na prática, sem ter onde morar. Mais de 100 mil espectadores em Melbourne para ver a primeira partida de NFL na Austrália. Crise no STF: Fachin tira inquérito das Fake News de Moraes, e Flávio Dino retira sigilo do processo sobre Dark Horse. Em Portugal, governo estudar acabar com professor único no ensino primário.Homem que matou ex-parceira em Forbes (NSW) depois que ela o denunciou à polícia é condenado. Comissão parlamentar aponta que médicos imigrantes enviados a áreas regionais muitas vezes estão, na prática, sem ter onde morar. Mais de 100 mil espectadores em Melbourne para ver a primeira partida de NFL na Austrália. Crise no STF: Fachin tira inquérito das Fake News de Moraes, e Flávio Dino retira sigilo do processo sobre Dark Horse. Em Portugal, governo estudar acabar com professor único no ensino primário. —-Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Siga a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.#sbsaudiopodcast

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Eleições no Sudão do Sul: especialistas alertam para risco de instabilidade e pedem mais segurança

ONU News

Play Episode Listen Later Sep 10, 2026 1:48


Publicação da Comissão independente da ONU aponta aumento preocupante de intimidação e desinformação; documento pede reformas imediatas na segurança para proteger o direito ao voto e garantir a integridade do pleito.

RESUMIDO
A noite vai acabar

RESUMIDO

Play Episode Listen Later Sep 5, 2026 3:49


A startup aeroespacial Reflect Orbital recebeu autorização da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos para lançar o Earendil-1, seu primeiro satélite experimental equipado com um grande espelho. A empresa pretende refletir a luz solar a partir da órbita baixa da Terra e direcioná-la para áreas específicas durante a noite, permitindo ampliar o período de funcionamento de instalações de energia solar. O lançamento deve ocorrer nos próximos meses.O projeto, entretanto, é contestado por cientistas e organizações ambientais. Os críticos alertam para possíveis impactos sobre animais expostos à luz artificial, interferências em pesquisas astronômicas e riscos para a visão, além de potenciais problemas para pilotos e motoristas.Saiba mais nesse RESUMIDO DROPS!---Assine o RESUMIDO:https://resumido.cc/assinatura/Acompanhe a newsletter:https://resumido.substack.com/Acompanhe o Instagram: https://instagram.com/resumido.podcast

3 em 1
Vorcaro diz que delação envolveria “pessoas do governo”

3 em 1

Play Episode Listen Later Sep 4, 2026 121:20


No 3 em 1 desta quinta-feira (03), o destaque foi que em mais uma reviravolta no caso do Banco Master, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que uma possível delação envolveria “pessoas do núcleo do poder” e também que acredita haver uma pressão para impedir seu depoimento. Vorcaro também mencionou que manteve relações com o chefe geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues. Reportagem: Bruno Pinheiro. O Deputado Nikolas Ferreira confirmou a veracidade dos áudios encaminhados ao ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro, mas reforçou que ambos não mantiveram nenhuma relação. Nikolas também desmentiu ter chamado Vorcaro de “lindão”, e criticou a interpretação do áudio. Reportagem: Bruno Pinheiro. Em sabatina no 3 em 1 o ex-juiz e candidato ao governo do Paraná Sergio Moro (PL) destacou sua trajetória na política e comentou seus planos para o governo do estado. Moro comenta suas estratégias para trazer melhorias ao setor econômico e também para a segurança pública do estado do Paraná. A Procuradoria Geral da República (PFG) fechou um acordo de delação premiada com Antônio Carlos Freixo Jr., dono da Entre Investimentos. O empresário é suspeito de realizar os repasses de Vorcaro relacionados ao filme Dark Horse. Reportagem: Bruno Pinheiro. Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada ao caso Master, o ministro Gilmar Mendes quer vetar a presença de delegados da Polícia Federal em gabinetes de ministros. Alguns delegados da Polícia Federal vem atuando como assessores de ministros que atuam como relatores em investigações. Reportagem: André Anelli. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deixou a sociedade do Instituto Iter após um contrato com a prefeitura de São Paulo no valor de R$ 380 mil ser revelado. O atual presidente Lula (PT) afirmou que a votação da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 não avançou no Senado por conta da atuação de aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A proposta já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Reportagem: Beatriz Souza. Uma nova pesquisa do PoderData/Aya sobre as intenções de votos para presidente também mostra o candidato Augusto Cury (Avante) subindo para os dois dígitos no primeiro turno. A pesquisa também mostra o atual presidente Lula (PT) e o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) empatando tecnicamente em um eventual segundo turno. Pesquisa Atlas/Estadão sobre as intenções de votos para o governo do estado de São Paulo aponta para a possibilidade do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) vencer o pleito no primeiro turno. O candidato lidera a corrida com 51,1% das intenções, enquanto Fernando Haddad (PT) aparece em segundo lugar com 39,9%. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Os Pingos nos Is
Crise no STF / Reunião de Vorcaro com Mendonça

Os Pingos nos Is

Play Episode Listen Later Sep 3, 2026 120:07


No editorial do Os Pingos Nos Is desta quarta-feira (02), André Marsiglia analisa os desdobramentos da crise que atingiu o Supremo Tribunal Federal (STF), após o vazamento da conversa de Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Marsiglia ressalta que o desfecho da apuração depende diretamente da postura do presidente da Corte, Edson Fachin, na convocação do plenário solicitado por André Mendonça. Marsiglia aponta que a pressão da sociedade e da imprensa é fundamental para garantir a transparência do processo e evitar que manobras Regimentais esfriem o caso. “O único aliado de Mendonça é o calor do momento: a imprensa acompanhando o caso e a sociedade exigindo transparência”, analisa. O banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025. O encontro foi formalizado em um instituto fundado pelo magistrado. A informação foi confirmada pelo próprio Mendonça. Segundo Mendonça, a conversa se limitou a ouvir Vorcaro. O ministro André Mendonça, do STF, defendeu a implementação de um código de conduta para os integrantes da Suprema Corte. Segundo o magistrado, o tribunal precisa adotar padrões objetivos de prevenção a conflitos de interesse como forma de preservar a transparência e a relação de confiança. O advogado e presidente do Instituto Lexum, Leonardo Corrêa, defendeu que Paulo Gonet, presidente da Procuradoria-Geral da República (PGR) não atua nas investigações do Caso Master. Segundo o especialista, como o Procurador-Geral é citado no documento, sua atuação direta geraria um claro conflito de interesses, sendo dever do conselho nomear um subprocurador-geral para conduzir o caso de forma isenta. “O correto seria o afastamento dos envolvidos”, disse. O relatório da Polícia Federal envolvendo o ministro Alexandre de Moraes segue em fase de análise pelas autoridades competentes. O documento reúne levantamentos sobre as recentes denúncias e o impacto das investigações nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que "não é normal" o acúmulo de 109 pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo Tribunal Federal. O parlamentar ressaltou que as solicitações atingem dez ministros da Corte. Candidatos e lideranças políticas se manifestaram sobre o vazamento da conversa entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Os parlamentares e postulantes a cargos públicos criticaram o episódio, pediram a abertura de investigação formal para apurar o caso e defenderam o impeachment do ministro. Parlamentares e aliados do governo Lula pressionam pela derrubada do sigilo sobre as investigações do "Caso Dark Horse". A apuração envolve os bastidores da produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O governador de São Paulo, e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse ser favorável à quebra do sigilo das investigações do "Caso Dark Horse". O gestor afirmou que "nada fica escondido por muito tempo" e defendeu a transparência total em todos os casos investigados. A ex-ministra do STJ Eliana Calmon analisa a crise no Supremo Tribunal Federal e as recentes denúncias do Caso Master. Ela afirma que o STF precisa esclarecer os fatos à sociedade para preservar sua dignidade institucional e ressalta a gravidade das apurações conduzidas pelas autoridades policiais. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.