Podcasts about europeia

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20 Minutos com Breno Altman
Tudo que você precisa saber sobre a eleição na Colômbia | Rodrigo Vianna | Programa 20 Minutos

20 Minutos com Breno Altman

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 92:44


Tudo que você precisa saber sobre a eleição na Colômbia | Rodrigo Vianna | Programa 20 MinutosNeste episódio do Programa 20 Minutos com Rodrigo Vianna, vamos mergulhar na turbulenta reta final da campanha colombiana. A primeira volta realizada no domingo passado terminou com a vitória surpreendente do ultradireitista Abelardo de la Espriella (43,74%), um "outsider" admirador de Trump e Bukele, que promete "mão de ferro" contra o crime organizado, deixando o esquerdista Iván Cepeda (40,90%) na segunda posição e forçando um segundo turno brutal para 21 de junho . O atual presidente Gustavo Petro, aliado de Cepeda, acionou o alerta vermelho ao recusar o reconhecimento do resultado, denunciando um suposto "fraude" massivo no software de contagem e no censo eleitoral, com diferenças de mais de 800 mil cédulas . No entanto, a Missão da União Europeia e observadores internacionais rejeitaram veementemente as alegações de manipulação, atestando a lisura e transparência do pleito. Rodrigo Vianna destrincha os números, as alianças de Paloma Valencia que podem dar a vitória à direita, e o que está em jogo para a América Latina neste que pode ser o fim do ciclo progressista no país .#EleiçõesColombia #Petro #RodrigoVianna #PolíticaInternacional #Programa20Minutos

Leste Oeste de Nuno Rogeiro
“O exército britânico está no pior momento dos últimos dois séculos”: a nova era da defesa europeia

Leste Oeste de Nuno Rogeiro

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 100:37


A Saúde e outros setores da vida pública já fizeram a transição da era do papel para a era dos dados. Mas o que aconteceria se amanhã ocorresse um grande ciberataque? Qual seria o impacto, por exemplo, no Serviço Nacional de Saúde? “Seria desastroso”, alerta Nuno Rogeiro. No seu habitual espaço de comentário, o analista chama a atenção para as vulnerabilidades do mundo tecnológico em que vivemos e sublinha a necessidade urgente de uma verdadeira cultura de higiene cibernética nas instituições públicas. A conversa estendeu-se também ao estado preocupante das Forças Armadas britânicas, com o Exército a registar os efetivos mais baixos desde o século XIX, e ao reforço da cooperação militar entre Portugal e o Reino Unido, recentemente consolidado através de um protocolo entre as duas marinhas. No plano geopolítico, Rogeiro analisou o possível memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, descrevendo um acordo em duas fases que prevê o congelamento do programa nuclear militar iraniano e a garantia da livre circulação no Estreito de Ormuz, em troca do descongelamento gradual de fundos iranianos. Houve ainda espaço para o futebol. Já perto das rubricas finais, Rogeiro destacou uma curiosidade: “O trajeto da Seleção Portuguesa até à Florida foi um dos mais acompanhados pelos entusiastas da aviação através de plataformas de rastreamento aéreo. Bateu todos os recordes.” Ouça aqui o programa Leste/Oeste em podcast, emitido na SIC a 14 de junho. A sinopse foi gerada com apoio de Inteligência Artificial, saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

ONU News
Jornal da ONU - 12 de junho de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 4:36


Jornal da ONU com Monica GrayleyEsses são os destaques desta sexta-feira, 12 de junho.Pesquisador marinho fala de conexão invisível entre Amazônia e Antártica OMS alerta para onda de calor na União Europeia

Noticiário Nacional
1h Entra em vigor o Pacto de Migrações e Asilo da União Europeia

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 7:16


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Clube dos 52
Contra-Corrente. As nuvens negras que se acumulam nos céus da Europa

Clube dos 52

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 10:14


O Reino Unido perdeu o ministro da Defesa, Alemanha e França desistiram da construção de um novo avião de caça, regressam as tensões entre “frugais” e “gastadores” na União Europeia. Borrasca à vista?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Contra-Corrente
As nuvens negras que se acumulam nos céus da Europa

Contra-Corrente

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 10:14


O Reino Unido perdeu o ministro da Defesa, Alemanha e França desistiram da construção de um novo avião de caça, regressam as tensões entre “frugais” e “gastadores” na União Europeia. Borrasca à vista?See omnystudio.com/listener for privacy information.

DW Brasil Notícias
União Europeia planeja grande expansão

DW Brasil Notícias

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 18:00


Líderes europeus se reuniram em Montenegro para uma cúpula que ocorre anualmente com lideranças dos Bálcãs. Dos 10 países que pleiteiam um lugar no bloco, seis são daquela região. Mas por que a União Europeia parece mais disposta a aceitar novos membros? O que o bloco busca e quais são seus planos com esse movimento?

Em directo da redacção
Activista denuncia que morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” em França

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 13:31


Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”   Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução”   RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”

Convidado
Activista denuncia que morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” em França

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 13:31


Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”   Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução”   RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”

Rádio Gazeta Online - Podcasts
Boletim Rádio Gazeta Online - 2ª edição (11 de junho de 2026)

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Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 3:25


Na segunda edição deste boletim você confere:- Autoridades emitem alerta para surto de doenças durante a Copa do Mundo; - União Europeia avalia abrir novamente mercado de pescados do Brasil; - Lula divulga dados de redução do desmatamento no Brasil. O Boletim Rádio Gazeta Online é um conteúdo produzido diariamente com as principais notícias do Brasil e do mundo. Esta edição contou com a apresentação dos monitores Beatriz Martins e Fábio Barreto, do curso de Jornalismo.Escute agora

Rádio Escafandro
162: Os bastidores da Vaza Flávio

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 63:36


Como foi o trabalho do Intercept Brasil a partir do vazamento de mensagens que mostraram uma proximidade inédita entre o candidato à presidência Flávio Bolsonaro e o dono do banco Master Daniel Vorcaro? Quais os desafios para conferir a veracidade do material enviado por fonte anônima? Como uma papinha quase impediu que a fatídica pergunta sobre o financiamento do filme Dark Horse fosse feita?Episódio relacionados86: a Vaza Jato e o mea culpa da imprensa134: Los golpistas fujones141: Tchau, Rio147: Um data center incomoda muita genteEntrevistados do episódioPaulo MotorynJornalista formado na PUC-SP, é repórter de política do Intercept Brasil e roteirista de não-ficção em Brasília. Trabalhou nas redações do site Poder360, do jornal Lance! e da revista Brasileiros.Leandro BeckerJornalista, editor no Intercept, tem 20 anos de experiência em reportagem, edição e gestão de equipes e projetos multimídia em jornal, rádio, TV e jornalismo digital, com passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, NSC TV, Globo Rural, Agência Lupa, Exame, UOL e O Estado de S. Paulo.Cecília OliveiraCecília Olliveira é autora de Como Nasce um Miliciano e jornalista investigativa dedicada a cobertura do tráfico de drogas e de armas e a violência. É cofundadora do Intercept Brasil, diretora fundadora do Instituto Fogo Cruzado e membro da The Global Initiative Against Transnational Organized Crime.Laís MartinsJornalista e repórter do Intercept Brasil,  formada pela PUC-SP e mestra em Comunicação Política pela Universidade de Amsterdam.  Foi fellow do Pulitzer Center, com um projeto sobre como a política armamentista do governo Bolsonaro impactou mulheres brasileiras, e do Rest of World, investigando a intersecção entre trabalho e tecnologia na América Latina.Thalys AlcântaraRepórter do Intercept em Brasília, trabalhou em O Popular e Metrópoles, foi vencedor do Prêmio de Jornalismo Investigativo da União Europeia e do Prêmio Dom Tomás Balduino de Direitos Humanos.Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

Podcast Rebelião Saudável
Sérgio Pflanzer: União Europeia não vai mais comprar carne brasileira

Podcast Rebelião Saudável

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 62:14


Nessa live conversei com o médico veterinário, professor da Unicamp, Sérgio Pflanzer (@sergio.pflanzer). Conversamos sobre as exigências da União Europeia para importação de carne e outros temas.Sérgio Bertelli Pflanzer Júnior é Médico Veterinário formado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), com mestrado e doutorado em Tecnologia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Desde 2013, é Professor Doutor (MS-3.2) na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, atuando nas áreas de higiene dos alimentos, ciência e tecnologia da carne. Seus trabalhos de pesquisa concentram-se na avaliação dos fatores pré e pós-abate que influenciam a qualidade sensorial e tecnológica da carne, com ênfase em carne bovina. Apaixonado por carne e pela produção animal, tem se dedicado também a investigar as relações entre produção e consumo de carne, saúde humana e sustentabilidade. É idealizador do site falandodecarne.com, voltado à divulgação de informações científicas, técnicas e cotidianas sobre o universo da carne.

Notícias Agrícolas - Podcasts
Garantia da carne brasileira na União Europeia será reflexo da qualidade, mas também da boa comunicação

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 1:56


Sociedades consumidoras do mundo todo têm de ser informadas, a todo momento, sobre os avanços das proteínas nacionais, em uma ação coordenada de comunicação.

Vida em França
"Estamos todos no mesmo Mundo, Terra, Pátria"- Álvaro Vasconcelos

Vida em França

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 40:47


Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.

3 em 1
Israel e Irã interrompem ataques após apelo de Trump

3 em 1

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 120:41


No 3 em 1 desta segunda-feira (08), o destaque foi que o governo de Israel determinou a suspensão temporária dos ataques contra o território do Irã. A decisão ocorreu poucas horas após o presidente americano Donald Trump dar um duro "puxão de orelha" público no primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, acolheu uma representação movida pela defesa do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e determinou a suspensão imediata de uma pesquisa de intenção de voto. Os principais pré-candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Lula (PT-SP), tramam uma nova disputa: a busca pelo eleitorado evangélico. O PT, partido do atual presidente, prepara um evento para se aproximar do grupo. Já o senador marcou presença em evento religioso na capital. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República estabeleceram o dia 12 de junho como o prazo limite para decidir se aceitam ou descartam de vez a nova proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A nova rodada da pesquisa PoderData trouxe um sinal de alerta máximo para o Palácio do Planalto: 48% dos entrevistados culpam diretamente o presidente Lula pelas irregularidades investigadas no Banco Master. O Itamaraty acionou os canais diplomáticos e insiste em agendar uma reunião de urgência entre o presidente Lula e Donald Trump. A ofensiva brasileira ocorre após o Escritório de Representação Comercial dos EUA (USTR) recomendar novas tarifas de 25% e taxas extras de até 12,5% sob pretexto de falhas no combate ao trabalho forçado. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei complementar que redesenha a estrutura organizacional da Advocacia-Geral da União (AGU). Bastidores de Bruno Pinheiro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para esta semana uma reunião de líderes partidários para traçar o rito de tramitação da PEC que extingue a escala 6x1. Em evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) afirmou que o presidente Lula está atuando diretamente para reverter o veto da União Europeia à carne brasileira. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

A Hora da Maçã
Ep 372 - Siri IA não chega à União Europeia

A Hora da Maçã

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 23:04


Siri IA não chega à União Europeia

TechTalk Cast
09/06/2026 – WWDC26: Apple apresenta Siri AI, nova Apple Intelligence, sistemas mais polidos e +!

TechTalk Cast

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 10:23


Bom dia Tech! Tudo bem? Meu nome é Arthur Givigir e hoje é terça-feira, dia 09 de junho de 2026 e trago para vc, um resumão da WWDC, evento da Apple em que a empresa anunciou atualizações para seus principais sistemas operacionais, vamos lá?Quer patrocinar ou fazer uma parceria com o Bom dia Tech? Mande um e-mail para contato@bomdia.teche vamos conversar!ApoioCaixa Premiada da Amazon - Diversos ProdutosNotícias00:00: ☀️ Bom dia Tech!00:29:

O Antagonista
União Europeia oficializa veto à carne brasileira

O Antagonista

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 12:26


Decisão da União europeia impactou pouco nos mercados, mas já é alvo de disputa política entre Flávio Bolsonaro e o governo Lula.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto   de Brasília.     Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.     Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.    Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube.  https://www.youtube.com/@OAntagonista  Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay:  https://assine.oantagonista.com.br/   Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #UniãoEuropeia #carnebrasileira #veto #exportação #podcast #notícias #agronegócio #economia #comércio #política #pecuária #embargo #europa #brasil #atualidades #mercado #carne #debate #informação #geopolítica

O Antagonista
Quem é o pai do Pix? | Meio-Dia em Brasília - 08/06/2026

O Antagonista

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 57:14


O programa Meio-Dia em Brasília desta segunda-feira, 8 de junho, fala sobre a disputa de paternidade do sistema instantâneo de pagamentos o PIX desencadeada após o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ter sugerido negociar a plataforma com o governo dos Estados Unidos.Além disso, o jornal também fala sobre o possível veto da carne brasileira pela União Europeia e sobre a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que determinou uma inspeção em todos os penduricalhos de magistrados país afora.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto   de Brasília.     Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.     Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.    Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube.  https://www.youtube.com/@OAntagonista  Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay:  https://assine.oantagonista.com.br/   Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #QuemÉOPaiDoPix #CriadorDoPix #HistóriaDoPix #BancoCentral #PixBrasil #Finanças #Tecnologia #PodcastBrasil #Curiosidades #Inovação #Bacen #Dinheiro #SistemaPix #Fintech #Economia #Fatos #Pix #Podcasts #Mistério #Sucesso

Entendendo a Notícia
#1128 - VETO À CARNE BRASILEIRA É AMOSTRA DO QUE SERÁ O ACORDO MERCOSUL-UNIÃO EUROPEIA

Entendendo a Notícia

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 24:39


Tema de abertura de Claudio Zaidan para o programa Bandeirantes Acontece

Portal Agrolink o maior produtor de conteúdo Agro
Sustentabilidade pode definir mercado para exportadores de frutas

Portal Agrolink o maior produtor de conteúdo Agro

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 18:11


Embargo: medida da União Europeia entra em vigor em 3 de setembro; bloco alega descumprimento de exigências sanitárias. Abrafrutas: certificação reforça sustentabilidade e rastreabilidade. Carnes: exportações de suínos crescem 9% em maio e receita do frango supera US$ 1 bilhão. Brasil Soberano: governo amplia plano após novo tarifaço dos Estados Unidos. Tempo: semana começa com mudança no Sul; Norte e Nordeste seguem com chuva, enquanto o interior do país mantém tempo firme e calor.

Fim do Dia
Brasil tenta reverter veto da União Europeia e vacina da dengue é suspensa #1270

Fim do Dia

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 3:47


O Aos Fatos desta segunda-feira (8) destaca a reação do governo federal à decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para consumo humano.

Rádio Gazeta Online - Podcasts
Boletim Rádio Gazeta Online - 2ª edição (08 de junho de 2026)

Rádio Gazeta Online - Podcasts

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 3:37


Na segunda edição deste boletim você confere:- Pesquisa que aponta queda de Flávio Bolsonaro é suspensa por Nunes Marques; - Veto contra carne brasileira é oficializado pela União Europeia;  - Papa Leão XIV discursa na Espanha e alerta para questão migratória na Europa. O Boletim Rádio Gazeta Online é um conteúdo produzido diariamente com as principais notícias do Brasil e do mundo. Esta edição contou com a apresentação dos monitores Thales Faria e João Vitor Mota, do curso de Jornalismo e Audiovisual.Escute agora!

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 07/06/2026 | Tarifaço dos EUA / Guerra no Irã

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 182:18


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (07): O governo brasileiro intensifica as negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais. A medida, anunciada pela gestão de Donald Trump, gera preocupação sobre os impactos comerciais e geopolíticos na relação entre os dois países. Brasília busca ampliar o prazo das tratativas até meados de julho e trabalha para manter o Pix fora das discussões. Para analisar o cenário e os possíveis desdobramentos, a Jovem Pan entrevista Fabio Andrade, professor de relações internacionais. A Justiça do Peru determinou o prosseguimento do processo contra o candidato à Presidência Roberto Sánchez, da coalizão Juntos por el Perú, a apenas dois dias do segundo turno das eleições presidenciais. Sánchez é acusado de omitir informações relacionadas ao financiamento partidário em eventos realizados entre 2018 e 2020. A decisão judicial não impede sua participação na votação marcada para domingo (7), mas acrescenta um novo elemento de tensão ao cenário político peruano. O tribunal rejeitou os argumentos apresentados pela defesa e validou formalmente a acusação, embora ainda caibam recursos. A ponte Ponte Frei Paolino Baldassari desabou no início da noite desta sexta-feira (05) em Sena Madureira, deixando quatro pessoas feridas. A estrutura havia sido inaugurada em março de 2024 e estava interditada desde quinta-feira (04). A obra custou R$ 36 milhões e foi supervisionada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (DER-Acre). A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal para o bloco. A medida, que entra em vigor em setembro, foi justificada pela falta de garantias relacionadas ao controle sanitário de antimicrobianos. O governo federal afirmou ter sido surpreendido pela decisão, enquanto entidades do agronegócio contestam o veto e defendem a qualidade dos sistemas de controle e fiscalização brasileiros. Para analisar os impactos econômicos e comerciais da medida, a Jovem Pan entrevista Felippe Serigati. A defesa de Jairo Souza Santos Júnior anunciou que recorrerá da sentença que condenou o ex-vereador a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel. Segundo o advogado Rodrigo Faucz, o recurso será apresentado na próxima segunda-feira e terá como base a alegação de que a decisão dos jurados foi contrária ao conjunto de provas produzido durante o processo. A defesa também afirma ter registrado mais de 20 supostas nulidades ao longo do julgamento, que, na avaliação dos advogados, comprometem a validade da condenação e podem levar à anulação do júri. O Dia dos Namorados deve movimentar cerca de R$ 26 bilhões no comércio em todo o Brasil, segundo pesquisa. O levantamento da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil aponta que aproximadamente 100 milhões de consumidores pretendem presentear seus parceiros neste ano, o equivalente a seis em cada dez brasileiros. Roupas, perfumes, cosméticos e chocolates estão entre os itens mais procurados, com gasto médio estimado em R$ 264 por pessoa. A pesquisa também mostra que 76% dos consumidores devem pesquisar preços antes das compras e 34% pretendem parcelar os gastos. Além dos presentes tradicionais, a venda de flores também deve crescer, impulsionada pela data comemorativa, pela chegada do frio e pelo calendário de eventos do período. A decisão dos Estados Unidos relacionada às facções criminosas pode gerar impactos no sistema financeiro e aumentar as exigências de compliance sobre instituições bancárias. O tema levanta discussões sobre controles, monitoramento de operações e adequação às normas internacionais. Para analisar os possíveis efeitos da medida e os desafios para o setor financeiro, a Jovem Pan entrevista Cristopher Garman, diretor da Eurasia Group. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Guerra Fria
“Hoje um militar americano terá dito: ‘Se o Irão fez isto, começou o seu processo de suicídio'”

Guerra Fria

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 23:55


No Guerra Fria em podcast, os comentadores José Milhazes e Nuno Rogeiro reagem em direto ao ataque de mísseis do Irão a Israel. Os primeiros relatos indicam que foram interceptados, mas a ofensiva pode não ficar por aqui. “O Irão tinha dito que ia responder ao que dizem ser uma agressão de Israel ao Hezbollah. Achava-se que era bluff, mas materializou-se”, explica Nuno Rogeiro, que aponta este momento como o recomeçar de um conflito. Na Europa, a Arménia foi hoje a votos, com a Rússia a desvalorizar o processo eleitoral ainda antes de as urnas abrirem. “Pelos vistos, vai ser um grande balde de água fria para Putin e o Kremlin. As sondagens indicam que o candidato pró-União Europeia pode receber entre 58% e 63% dos votos”, esclarece José Milhazes. Os comentadores analisam ainda os desenvolvimentos na guerra na Ucrânia e a carta de Zelensky ao presidente russo. Ouça o comentário emitido na SIC a 7 de junho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Direto da Redação
Governo tenta reverter proibição da União Europeia à importação de carnes brasileiras

Direto da Redação

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 3:19


RW notícias - fique sempre bem informado
União Europeia veta importação de carnes do Brasil

RW notícias - fique sempre bem informado

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 2:24


Segundo o bloco, o país ainda não comprovou integralmente o cumprimento das exigências sanitárias, principalmente em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal. O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.

Contas do Dia
Subir o IMI e o valor patrimonial pode resolver a crise?

Contas do Dia

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 5:23


A Comissão Europeia veio esta semana recomendar ao Governo que aumente as taxas de IMI e o valor patrimonial das casas para ajudar a resolver o problema da falta de habitação em Portugal. Análise de Pedro Sousa Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Notícia no Seu Tempo
EUA incluem Brasil entre alvos de taxação por trabalho forçado

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 8:08


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (04/06/2026): No dia seguinte à proposta de imposição de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros sob alegação de práticas comerciais ilegais, os EUA anunciaram nova rodada de sobretaxas a 59 países (entre eles o Brasil) e à União Europeia por “não impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. As tarifas variam de 10% a 12,5%. O Brasil seria punido com 12,5%, assim como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Rússia, Suíça, Austrália, Chile, Israel e Vietnã, entre outros. Para os EUA, esses países não impedem a entrada de produtos feitos com trabalho forçado. No caso brasileiro, também haveria “motivos para acreditar” na existência de trabalho forçado no setor de carne bovina. Em reação, o Brasil chamou a conclusão de “absurda” e “lamentável” e cogita aplicar o mecanismo de reciprocidade. Política: Vorcaro diz a advogados que deu dinheiro a políticos por ‘amizade’ Internacional: Com aeroporto atacado, Kuwait prega união de países do Golfo contra Irã Esportes: Ancelotti ensaia novo esquema e mudanças See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast JR Entrevista
Welber Barral analisa riscos de sanções e o futuro do comércio brasileiro

Podcast JR Entrevista

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 31:25


O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (3) é o jurista Welber Barral. À jornalista Lívia Veiga, ele falou sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia e a disputa tecnológica entre China e Índia no âmbito da OMC.Barral explicou que a inclusão de grupos como o PCC e o CV (Comando Vermelho) na lista de organizações terroristas estrangeiras amplia as sanções e cria um “risco sistêmico” para a economia brasileira. Segundo ele, o perigo atinge investidores com relações mesmo que indiretas com essas entidades. “Um investidor estrangeiro, por exemplo, que compre uma empresa no Brasil e essa empresa se abasteça num posto do PCC, ele pode ser processado nos Estados Unidos”, afirmou.O jurista alertou que a medida deve elevar drasticamente os custos de fiscalização, afetando especialmente instituições financeiras e fintechs. “Vai aumentar o custo de compliance, vai aumentar o custo de diligências para comprovar que não há nenhuma relação com essas organizações agora terrorísticas”, disse. Ele lembrou que setores como a mineração são particularmente vulneráveis por ainda carecerem de mecanismos rígidos de controle e transparência.Ao comentar o acordo entre Mercosul e União Europeia, Barral destacou que a negociação avançou porque a Europa buscou alternativas comerciais às políticas protecionistas de Washington. Ele observou que o agronegócio brasileiro será o maior beneficiado com a queda imediata de barreiras tarifárias, enquanto o setor industrial nacional deverá se preparar para uma concorrência europeia mais agressiva em áreas como máquinas e equipamentos.Barral também ressaltou sua recente indicação para um painel de arbitragem na OMC (Organização Mundial do Comércio), onde analisará uma disputa entre China e Índia sobre subsídios em carros elétricos e energias renováveis. Para ele, o caso é um marco para a economia do futuro. “A discussão jurídica sobre a validade ou não dessas políticas industriais vai estar em causa e, por isso, vai ser um precedente bastante importante”, declarou.O especialista criticou a lentidão do processo decisório no Brasil, o que pode fazer o país perder oportunidades estratégicas em áreas como a transição energética e a exploração de terras raras. Para Barral, o país precisa de uma estratégia de Estado que supere a polarização política. “Agora é um momento de geoeconomia. É um momento em que a economia se tornou um problema geopolítico”, observou.Ao encerrar a entrevista, o jurista concluiu que o cenário internacional se tornou mais complexo e voltado para a segurança nacional, exigindo que o Brasil profissionalize suas relações externas. “Todo o tema comercial se tornou mais complexo porque ele envolve cada vez mais questões estratégicas”, finalizou, citando que fatores como inteligência artificial e logística marítima agora definem o sucesso das nações.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

Porque Sim Não é Resposta
As crianças passam 38 horas/semana na escola. É demais?

Porque Sim Não é Resposta

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 10:52


Saíram esta semana os dados da Pordata, com base no Eurostat: as crianças portuguesas entre os 6 e 11 anos passam, em média, 38 horas por semana na escola, o valor mais alto de toda a União Europeia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Brasil Paralelo | Podcast
O DESTINO MILITAR DA EUROPA

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 12:53


A Europa enfrenta uma de suas maiores transformações geopolíticas desde o fim da Guerra Fria. Após três décadas colhendo os frutos de um longo período de paz, estabilidade e desarmamento, o continente acorda para uma nova e dura realidade de conflitos convencionais de alta intensidade. Impulsionados pela iminência de novos desdobramentos da guerra na Ucrânia e pelo profundo abalo na confiança histórica da proteção militar dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump, as capitais ocidentais iniciaram uma corrida armamentista sem precedentes históricos recentes. Neste vídeo, a Brasil Paralelo analisa em detalhes os bastidores desse rearmamento continental. Entenda o impacto do plano "ReArm Europe / Readiness 2030" liderado pela Comissão Europeia, o aumento drástico e recorde dos gastos militares da Polônia e dos países bálticos, e a quebra de um tabu histórico definitivo: a decisão da Alemanha de construir o exército convencional mais forte da Europa sob o comando do Chanceler Friedrich Merz.

Meio Ambiente
Antes de eleições, novo ‘pacote da destruição' no Congresso ameaça política ambiental no Brasil

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later May 29, 2026 18:10


Está nas mãos dos senadores a análise de uma série de medidas antiambientais que a bancada ruralista acaba de aprovar, a toque de caixa, na Câmara dos Deputados. Os projetos de lei visam enfraquecer os mecanismos de controle do desmatamento, amputam em 40% a área protegida de uma floresta na Amazônia e até transferem para o Ministério da Agricultura e Pecuária o poder de designar quais são os animais com risco de extinção no Brasil. O novo “pacote da destruição”, denunciado por entidades ambientalistas, começou a ser apresentado no chamado “Dia do Agro” na Casa, em 19 de maio. Com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sem debate público nem aprofundamento técnico sobre as propostas, as votações ocorreram em ritmo acelerado, sem que houvesse margem de manobra para obstrução. A coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, vê um governo de mãos amarradas diante da bancada ruralista. “O Congresso tem se mostrado uma arena muito complexa, e o executivo, que não tem mais o controle do Orçamento, principalmente, não tem armas para fazer impor a sua vontade. É muito preocupante o que está acontecendo”, afirma. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, advertiu que a ofensiva representa “um esforço concentrado dos Deputados para aprovar projetos que interferem diretamente na gestão ambiental do país”. “É um movimento extremamente grave, porque opera em várias frentes simultâneas, com poder de impacto sobre a gestão ambiental no Brasil, de proporções nunca vistas”, disse ele, em coletiva de imprensa na semana passada. “É uma ação coordenada: diferentes projetos que atacam diferentes áreas e competências e, portanto, é um retrocesso inimaginável. São projetos que vão exigir um trabalho grande do governo federal nas próximas semanas.” Proteção de áreas não-florestais Quatro textos são particularmente preocupantes: o PL 2.564/2025, que altera a Lei de Crimes Ambientais; o PL 5.900/2025, que amplia os poderes do Ministério da Agricultura na agenda ambiental; o PL 2.486/2026, ao diminuir os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, uma das mais ameaçadas do Pará; e o PL 364/2019, destinado a reduzir o escopo da Lei de Proteção da Vegetação Nativa. Este último impacta zonas preservadas em todos os seis biomas brasileiros, adverte Suely Araújo. “Tudo o que não for floresta tecnicamente passa a ser considerado área consolidada. Isso significa que não vai ter qualquer proteção ambiental, e ninguém está nem falando. Você vai estar atingindo grande parte do cerrado, da caatinga, do pantanal”, lamenta a ex-presidente do Ibama. “Isso dá mais ou menos 48 milhões de hectares, uma boa parte do território brasileiro.” A aceleração da tramitação das pautas ocorre a cinco meses das eleições no Brasil, em um contexto de incerteza quanto ao futuro das políticas de proteção do meio ambiente no país. Organizações de proteção do meio ambiente já se preparam para uma nova derrota do governo no Senado e esperam que, na sequência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete o pacote. Entretanto, neste caso, é esperado que o Congresso barre os vetos, como ocorreu com a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, em 2025. “A partir da aprovação no Congresso, vêm os vetos, depois o Congresso derruba tudo. Nós temos apoiado ações judiciais, principalmente movidas por partidos políticos, diretamente no Supremo Tribunal Federal e outras ações também na Justiça Federal de primeiro grau, o que não é uma boa saída”, indica Araújo. “A ação judicial deveria ser a última alternativa, mas elas têm se tornado cada vez mais frequentes.” Prejuízos para o próprio agronegócio Os projetos de lei enfraquecem o arcabouço brasileiro de combate às ilegalidades ambientais num momento em que as exigências para a compra de commodities brasileiras aumentam na Europa, um dos principais parceiros comerciais do Brasil. A aprovação do pacote pode acabar acarretando prejuízos para as exportações do agronegócio, frisou o ministro Capobianco. “Isso tem relação direta com a própria credibilidade do setor frente a contextos muito desafiadores, como as diretivas da União Europeia, que exigem a comprovação de não desmatamento nas exportações de um conjunto importante de produtos brasileiros. A sociedade internacional vem cobrando”, enfatizou. “Nós estamos fragilizando um sistema de controle ambiental que não vai beneficiar o conjunto do agro. Vai beneficiar uma parcela reduzida que segue desconsiderando a legislação.”

JORNAL DA RECORD
29/05/2026 | Edição Exclusiva: Drone russo atinge prédio na Romênia e gera tensão na Europa

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later May 29, 2026 5:00


Confira nesta edição do JR 24 Horas: Um drone russo atingiu um prédio residencial na Romênia, próximo à fronteira com a Ucrânia. Duas pessoas ficaram feridas. O presidente da Romênia convocou uma reunião de emergência em resposta ao incidente. A União Europeia e a OTAN condenaram o ataque e classificaram-no como imprudente, afirmando estar preparadas para defender o território dos países membros. E ainda: SUS amplia proteção vacinal para doença pneumocócica.

Diplomatas
“Integração da Ucrânia na UE criaria uma grande Europa, que nunca existiu, e que teria como corolário a União de Defesa”

Diplomatas

Play Episode Listen Later May 28, 2026 32:43


O episódio desta semana do podcast Diplomatas teve como tema principal a guerra no Médio Oriente, entre Estados Unidos e Israel contra o Irão, que faz esta quinta-feira três meses. Carlos Gaspar e Patrícia Daehnhardt analisaram o estado das negociações entre Washington e Teerão e os trunfos que a Administração Trump e o regime iraniano ainda têm para usar, tendo em vista um acordo de paz duradouro. Convidada desta semana do Diplomatas, a investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais e do Instituto de Defesa Nacional, especialista em política da Alemanha, analisou depois a proposta de Friedrich Merz para oferecer à Ucrânia um estatuto intermédio de “membro associado” da União Europeia. Os investigadores debateram também a resposta negativa de Volodymyr Zelensky, que considerou a proposta “injusta” e que defende a “adesão plena” do país invadido pela Rússia ao bloco comunitário. No final do programa, Carlos Gaspar e Patrícia Daehnhardt comentaram a primeira encíclica do Papa Leão XIV, dedicada a temas como a inteligência artificial, a teoria da “guerra justa” e o papel da Igreja Católica na escravatura. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Eixo do Mal
A semana das Cimeiras, o governo contra o Tribunal de Contas e as flotilhas em Israel

Expresso - Eixo do Mal

Play Episode Listen Later May 22, 2026 50:20


O governo diz que quer ser reformista, agora é o o Tribunal de Contas que está contra. Israel recebeu de forma ignominiosa os ativistas das flotilhas, o que levou Luís Montenegro a sugerir a suspensão da cooperação comercial da União Europeia com o estado israelita. Xi Jinping recebeu Trump e logo a seguir Putin. O estreito de Ormuz continua fechado e o plano americano, com o apoio de Israel, de colocar Ahmadinejad no poder iraniano falhou, revelou o “The New York Times”. A análise de Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes, Daniel Oliveira e Pedro Marques Lopes no Eixo do Mal em podcast. Emitido na SIC Notícias a 21 de maio. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
16h Comissão Europeia: problemas das filas nos aeroportos em Portugal não está no Sistema Europeu

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later May 21, 2026 13:34


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Investir com SIM
Compondo a Tese - 15/05/2026

Investir com SIM

Play Episode Listen Later May 20, 2026 18:47


Atenção (disclaimer): Os dados aqui apresentados representam minha opinião pessoal.Não são de forma alguma indicações de compra ou venda de ativos no mercado financeiro.Apesar do fim da 'taxa das blusinhas', ICMS sobre compras internacionais ainda valehttps://extra.globo.com/economia/noticia/2026/05/apesar-do-fim-da-taxa-das-blusinhas-icms-sobre-compras-internacionais-continua-valendo.ghtmlAzzas (AZZA3) diz ter sido surpreendida por ação judicial de Roberto Jatahyhttps://financenews.com.br/2026/05/azzas-azza3-diz-ter-sido-surpreendida-por-acao-judicial-de-roberto-jatahy/Embate entre Birman e Jatahy na Azzas chega à Justiça por Reservahttps://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/embate-entre-birman-e-jatahy-na-azzas-chega-a-justica-por-reserva.ghtmlBriga entre sócios explode e coloca futuro do Azzas em xequehttps://neofeed.com.br/negocios/briga-entre-socios-explode-e-coloca-futuro-do-azzas-em-xeque/Cosan (CSAN3) pode vender participação na Raízen (RAIZ4) e holding deve ser dissolvida, diz CEOhttps://www.moneytimes.com.br/cosan-csan3-pode-vender-participacao-na-raizen-raiz4-e-holding-deve-ser-dissolvida-diz-ceo-pads/Cosan avalia sair da Raízenhttps://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/cosan-considera-desinvestir-de-raizen.ghtmlGrupo Toky anuncia negociações para saída de fundos da SPXhttps://br.investing.com/news/stock-market-news/grupo-toky-anuncia-negociacoes-para-saida-de-fundos-da-spx-1934439Grupo Toky (TOKY3), dona da Mobly e Tok&Stok, entra com pedido de recuperação judicialhttps://www.moneytimes.com.br/grupo-toky-toky3-dona-da-mobly-e-tokstok-entra-com-pedido-de-recuperacao-judicial-veja-os-motivos-lmrs/Grupo Toky afasta fundadores da Mobly de diretoria executiva em meio ao processo de recuperação judicialhttps://valor.globo.com/empresas/noticia/2026/05/13/grupo-toky-afasta-fundadores-da-mobly-de-diretoria-executiva-em-meio-processo-de-recuperao-judicial.ghtmlDoes Anyone Like A.I.?https://podcasts.apple.com/br/podcast/does-anyone-like-a-i/id1302281912?i=1000767027503&l=en-GBCan GameStop Really Buy eBay?https://podcasts.apple.com/br/podcast/can-gamestop-really-buy-ebay/id1469394914?i=1000766846185&l=en-GBGermany's Economy Is Spiraling. Can War Fix It?https://podcasts.apple.com/br/podcast/germanys-economy-is-spiraling-can-war-fix-it/id1469394914?i=1000766315382&l=en-GBUnião Europeia tira Brasil de lista de países exportadores de carne e produtos de origem animalhttps://podcasts.apple.com/br/podcast/uni%C3%A3o-europeia-tira-brasil-de-lista-de/id265071481?i=1000767439808&l=en-GBThe 'Great Man' Presidencyhttps://podcasts.apple.com/br/podcast/the-great-man-presidency/id1258635512?i=1000764688530&l=en-GBKash Patel's FBIhttps://podcasts.apple.com/br/podcast/kash-patels-fbi/id1258635512?i=1000763230887&l=en-GB'Maior protagonista dessa comédia é o próprio Flávio', diz Thiago Bronzattohttps://podcasts.apple.com/br/podcast/maior-protagonista-dessa-com%C3%A9dia-%C3%A9-o-pr%C3%B3prio-fl%C3%A1vio/id203963267?i=1000767835448&l=en-GBA conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcarohttps://podcasts.apple.com/br/podcast/a-conversa-entre-fl%C3%A1vio-bolsonaro-e-daniel-vorcaro/id1477406521?i=1000767687571&l=en-GBA rede criminosa de Vorcaro e o dinheiro para o filme sobre Bolsonarohttps://podcasts.apple.com/br/podcast/a-rede-criminosa-de-vorcaro-e-o-dinheiro-para-o/id1477406521?i=1000767877008&l=en-GB

Fronteiras Invisíveis do Futebol
#96 História de Portugal Pt.2

Fronteiras Invisíveis do Futebol

Play Episode Listen Later May 19, 2026 158:34


A temporada 2026 do Fronteiras Invisíveis do Futebol, o podcast de História que você ama, é um oferecimento exclusivo @petlovebrasil!Continuamos navegando pela História de Portugal, indo da União Ibérica, em 1580, até a Revolução dos Cravos, em 1974, e a subsequente entrada do país na União Europeia, com muita informação, cultura e leveza, além da História do futebol doméstico português e da coluna O Livro, com nosso amigo de longa data Ubiratan Leal. Compartilhe e divulgue nosso retorno!Use o cupom XADREZVERBAL75 para ter 75% de desconto no primeiro mês do plano de saúde do seu pet na Petlove: https://petlovebr.com/xadrezverbal

Noticiário Nacional
12h Cavaco Silva recebeu a Ordem de Mérito Europeia

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later May 19, 2026 13:33


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Noticiário Nacional
10h Cavaco Silva recebe Ordem Europeia de Mérito

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later May 19, 2026 10:46


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Conexão Israel
#353 - Cessar-fogo em Gaza empacado, UE quer sancionar colonos terroristas, Supremo terá que decidir sobre novo chefe do Mossad, Partido ultraortodoxo ameaça deixar a coalizão.

Conexão Israel

Play Episode Listen Later May 15, 2026 99:57


Ih, vai cair! Quando? Nas próximas semanas. É certo? Parece que sim, mas em se tratando de Israel, tudo é possível. Bloco 1- Impasse segue no Irã.- Cessar fogo não avança, partes trocam acusações e Conselho da Paz não se impõe. - ⁠União Europeia tem unanimidade para sanções contra colonos.- Dia de Jerusalém será marcado na sexta-feira e confusão é esperada.Bloco 2- População drusa protesta com violência no Golã.- Netanyahu é entrevistado pela CBS americana.- Supremo debate nomeação de Roman Goffman para chefia do Mossad.- ⁠Partido Degel HaTorá ameaça deixar a coalizão.Bloco 3- Personagem da semana- Palavra da semana- Correio dos ouvintesPara quem puder colaborar com o desenvolvimento do nosso projeto para podermos continuar trazendo informação de qualidade, esse é o link para a nossa campanha de financiamento coletivo. No Brasil - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠apoia.se/doladoesquerdodomuro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠No exterior - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠patreon.com/doladoesquerdodomuro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Nossa página: ladoesquerdo.comNós nas redes:bluesky - @doladoesquerdo.bsky.social e @joaokm.bsky.socialtwitter - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@doladoesquerdo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@joaokm⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠instagram - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@doladoesquerdodomuro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠youtube - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠youtube.com/@doladoesquerdodomuro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Tiktok - @esquerdomuroPlaylist do Spotify - Do Lado Esquerdo do Muro MusicalSite com tradução de letras de músicas - https://shirimemportugues.blogspot.com/Episódio #353 do podcast "Do Lado Esquerdo do Muro", com Marcos Gorinstein e João Miragaya.

PodCast IDEG
Resumo Semanal – 15/05/2026 – Trump e Xi, BRICS, Estreito de Ormuz, UE e desmatamento

PodCast IDEG

Play Episode Listen Later May 15, 2026 18:20


Semana em África
Contagem decrescente para legislativas em Cabo Verde

Semana em África

Play Episode Listen Later May 15, 2026 10:51


Esta semana, continuou a campanha para as eleições legislativas deste domingo em Cabo Verde, enquanto na Guiné-Bissau houve acordo entre a direcção do histórico PAIGC e o grupo de oposição interna. Em Moçambique, continuou a crise dos combustíveis e revelou-se que 2,4 milhões de crianças estão ou foram submetidas ao trabalho infantil no país, incluindo na mineração e garimpo. Em Nairobi, houve cimeira franco-africana e em Angola celebrou-se mais um título do Petro de Luanda. Este domingo, os cabo-verdianos são chamados às urnas para as eleições legislativas. Melhorias nos sectores dos transportes, da saúde e da educação são algumas das principais preocupações da população. Oiça aqui a reportagem da nossa enviada especial a Cabo Verde, Neidy Ribeiro na cidade da Ponta do Sol, na ilha de Santo Antão. Na Guiné-Bissau, a direção do histórico PAIGC e o grupo de oposição interna chegaram a “um entendimento” sobre a realização do próximo congresso. O acordo prevê a inclusão na comissão preparatória do congresso de dois elementos do grupo que contestavam a direcção: José Carlos Esteves, actual ministro das Obras Públicas, e Mário Musante, ministro da Energia. Em Moçambique, continua a crise dos combustíveis. No início da semana, os transportadores voltaram a paralisar a actividade em várias rotas e a exigir a revisão da tarifa do transporte ou do combustível, apesar do acordo alcançado entre o governo e a Federação Moçambicana da Associação dos Transportadores rodoviários para subsidiar o transporte. O Conselho da União Europeia prorrogou o mandato da Missão de Assistência Militar da UE em Moçambique por mais seis meses, até 31 de Dezembro de 2026. O anúncio foi feito, esta quinta-feira, em Maputo. Em Moçambique, cerca de 2,4 milhões de crianças em Moçambique estão ou já foram submetidas ao trabalho infantil, muitas delas em actividades consideradas perigosas, como a mineração artesanal e o garimpo. A situação preocupa o ministério do Trabalho, Género e Acção Social, que alerta para o agravamento do fenómeno nos últimos anos, sobretudo nas províncias de Nampula, Tete e Inhambane. A cimeira franco-africana de Nairobi, "Africa Forward", terminou esta terça-feira. Em entrevista à RFI, o Presidente francês falou nomeadamente sobre a situação na RDC e mostrou reservas sobre eventuais sanções europeias contra o Ruanda devido ao papel de Kigali na guerra no leste daquele país. Em Angola, o candidato à liderança do MPLA, Higino Carneiro, foi chamado, na quarta-feira, à Procuradoria-Geral da República para ser notificado sobre a reabertura de um processo, que já tinha sido arquivado, envolvendo uma alegada burla com viaturas. Higino Carneiro considera que há motivações políticas por detrás da convocação que surge dias depois de o Presidente angolano João Lourenço, ter formalizado a recandidatura à liderança do partido. No desporto, o Petro de Luanda sagrou-se Campeão de Angola pela quinta vez consecutiva, quando faltam ainda três jornadas para o fim da temporada. Ao microfone da RFI, Joaquim Valinho, treinador-adjunto do Petro de Luanda, disse que é uma “felicidade tremenda” ter novamente conquistado o Girabola.

Noticiário Nacional
2h Cavaco defende força europeia além da NATO

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later May 14, 2026 6:58


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Debate da Super Manhã
Acordo Mercosul - União Europeia e o impacto em Pernambuco

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later May 13, 2026 37:26


Debate da Super Manhã: O acordo entre o Mercosul e a União Europeia volta ao centro do debate econômico internacional e pode trazer reflexos importantes para Pernambuco. Considerado um dos maiores tratados comerciais do mundo, o acordo prevê a redução de tarifas, a ampliação das relações comerciais e o fortalecimento da integração econômica entre os países dos dois blocos. No debate desta quarta-feira (13), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com convidados sobre os efeitos positivos para o Estado, os pontos de alerta e os desafios, as questões geopolíticas, a cooperação entre os blocos econômicos e os reflexos do acordo nas cidades pernambucanas. Participam o economista da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco (FAEPE), Marcus Alcoforado; a advogada especialista em Direito Tributário, Anna Dolores Sá Malta; e o economista especialista em Gestão Pública, Werson Kaval.

Boletim Folha
Governo lança pacote de R$ 11 bilhões contra o crime organizado

Boletim Folha

Play Episode Listen Later May 13, 2026 5:27


União Europeia proíbe importação de carne bovina do Brasil. E Lula anuncia fim da 'taxa das blusinhas' a 5 meses da eleição.See omnystudio.com/listener for privacy information.

3 em 1
Lula promete Ministério da Segurança Pública se Senado aprovar PEC

3 em 1

Play Episode Listen Later May 12, 2026 120:06


No 3 em 1 desta terça-feira (12), o destaque foi que o presidente Lula (PT-SP) condicionou a criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da PEC da Segurança pelo Senado. O gesto é lido como um aceno direto ao senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e ao deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para destravar a proposta, já aprovada na Câmara. O ministro Alexandre de Moraes (STF) abriu prazo de 15 dias para que a defesa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) apresente suas alegações finais na ação por coação no curso do processo. O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, tomou posse nesta terça-feira (12/05) como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, sucedendo Cármen Lúcia e assumindo a liderança da Corte às vésperas das eleições. A cerimônia ocorre em meio à tensão entre o governo Lula e o Congresso Nacional. Conhecido por um perfil garantista e menos intervencionista, o magistrado assume o tribunal sob pressão da oposição para rever a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. A União Europeia anunciou nesta terça-feira a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal, medida que entra em vigor em setembro. O governo Lula (PT-SP) recebeu a notícia com "surpresa" e tenta evitar um prejuízo anual de US$ 2 bilhões. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) afirmou que a Sabesp e a Comgás serão "severamente punidas" caso sejam confirmadas falhas na obra que causou uma explosão no Jaguaré. A gestão da ministra Cármen Lúcia (STF-MG) à frente do TSE chega ao fim com um legado de incentivo à representatividade feminina, mas sob críticas pela lentidão em julgamentos de cassação. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) classificou as investigações da Polícia Federal no Caso Master como um "roteiro absurdo de ficção". Alvo de busca e apreensão e de um bloqueio de R$ 18,8 milhões autorizado pelo ministro André Mendonça (STF), o parlamentar negou qualquer recebimento de valores ilícitos do Banco Master. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

História em Meia Hora

Viaje comigo, Vogel e Barbarussa pra Grécia e Roma! Link: partiu.vip/historiaecinema2026Uma das criaturas mais antigas da história da civilização humana é reinterpretada e usada como uma prova da desigualdade de gênero que, pelo menos desde a Antiguidade, ronda o mundo ocidental. Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre a história e a mitologia da górgona Medusa-Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresConheça meu outro canal: História e Cinema!https://www.youtube.com/@canalhistoriaecinemaOuça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okAssista meu outro podcast, o História pros brother!https://open.spotify.com/show/04a8C8gXTLj68lmZiQD8vmCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8Compre a camisa do História em Meia Hora: https://www.blablalogia.com/blablalojinha/akiralampiaoh30PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:- OVÍDIO. Metamorfoses. Tradução: Domingos Paschoal Cegalla. São Paulo: Cultrix, 2010.- HESÍODO. Teogonia: a origem dos deuses. Tradução: Jaa Torrano. São Paulo: Iluminuras, 2009.- HAMILTON, Edith. Mythology. Boston: Little, Brown & Company, 1940.- HILGERT, Luiza Helena. O arcaico do contemporâneo: Medusa e o mito da mulher. Lampião — Revista de Filosofia, UFAL, v. 1, n. 1, p. 41-70, 2020.- BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. Fatos e mitos. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1970.- BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. A experiência vivida. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1967.- CIXOUS, Hélène. O riso da Medusa. In: CIXOUS, H.; CLÉMENT, C. The newly born woman. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1986.- FREUD, Sigmund. A cabeça de Medusa. Tradução: Ernani Chaves. Clínica & Cultura, v. II, n. II, p. 91-93, 2013.- KAROGLOU, Kiki. Dangerous Beauty: Medusa in Classical Art. The Metropolitan Museum of Art Bulletin, New York, v. 75, n. 3, 2018.

Chutando a Escada
A vitória de Péter Magyar na Hungria

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 60:49


Em abril de 2026, depois de 16 anos no poder, Viktor Orbán foi derrotado nas urnas húngaras pelo deputado Péter Magyar e seu partido Tisza. Para Aline Burni, Research Fellow no ODI Global (Bruxelas) e pesquisadora do Observatório da Extrema Direita, o resultado é histórico. Mas o desafio de desmontar a “democracia iliberal” construída ao longo de quatro mandatos consecutivos é incomparavelmente mais complexo do que vencer uma eleição. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães (UFU; OED) e Guilherme Casarões (FIU) recebem Aline para discutir o legado de Orbán como “vitrine” e laboratório da direita radical, a coalizão negativa que viabilizou a vitória de Magyar e os impactos da queda do principal aliado de Moscou na União Europeia sobre a guerra na Ucrânia, as redes transnacionais reacionárias e a articulação geopolítica entre Trump, Bruxelas e Pequim. No segundo bloco, em substituição ao tradicional boletim de notícias, David traça um perfil de Peter Thiel após sua visita a Javier Milei na Casa Rosada, recorrendo a Quinn Slobodian (Crack-Up Capitalism) para situar o cofundador da Palantir na constelação de figuras (Patri Friedman, Curtis Yarvin, Hans-Hermann Hoppe) que pavimentam um projeto de “fuga da democracia” pela via da fragmentação jurisdicional. O episódio fecha com uma dica cultural crítica sobre Por Dentro da Machosfera, documentário recém-lançado na Netflix por Louis Theroux. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Aline Burni (ODI Global; OED), David Magalhães (UFU; OED), Guilherme Casarões (FIU). Inserção musical no final: “The Day the Nazis Died”, interpretação de Sarah Hester Ross. Capa do episódio: Cepa.org Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio: HOPPE, Hans-Hermann. Democracia: O Deus que Falhou — A economia e a política da monarquia, da democracia e da ordem natural. São Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2014. POR DENTRO da Machosfera. Direção: Louis Theroux. Estados Unidos/Reino Unido: Netflix, 2026. Documentário (streaming). SLOBODIAN, Quinn. Crack-Up Capitalism: market radicals and the dream of a world without democracy. New York: Metropolitan Books, 2023. THIEL, Peter. The Education of a Libertarian. Cato Unbound, 13 abr. 2009. Disponível em: https://www.cato-unbound.org/2009/04/13/peter-thiel/education-libertarian/ Capítulos: 00:00 Introdução 03:00 Aline Burni: o legado de 16 anos de Viktor Orbán 09:00 Por que o modelo iliberal ruiu nas urnas 14:00 A coalizão negativa por trás de Péter Magyar 21:00 Reconstruir a democracia: os obstáculos institucionais 26:00 A internacional reacionária sem o Orbán 37:00 Quem é Peter Thiel? Perfil de um arquiteto antidemocrático 55:00 Dica cultural: Por Dentro da Machosfera The post A vitória de Péter Magyar na Hungria appeared first on Chutando a Escada.