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Nos últimos meses, três países europeus fixaram calendários para deixar os combustíveis fósseis. A Alemanha apontou para 2045 e os Países Baixos para 2050. Já a França definiu uma data para cada combustível. Os planos passam pelo investimento nas energias renováveis e pela electrificação dos transportes, dos edifícios e da indústria. O objectivo é cumprir os compromissos climáticos e reforçar a segurança energética. Nos últimos meses, três países europeus fixaram calendários para deixar os combustíveis fósseis. A Alemanha, na quarta-feira, 23 de Setembro, aponta para 2045. Também em Setembro, os Países Baixos tinham apontado para 2050. Já a França, em Abril, definiu uma data para cada combustível: 2030 para o carvão, 2045 para o petróleo e 2050 para o gás. Todos apostam na electrificação dos transportes, dos edifícios e da indústria, para a descarbonização, ou seja, deixar de depender de combustíveis fósseis, como o petróleo, o gás e o carvão, para reduzir ou eliminar as emissões de gases com efeito de estufa, como o dióxido de carbono, ou o CO2, e alcançar a neutralidade energética. Estes anúncios surgem na sequência do compromisso assumido na COP28, no Dubai, de fazer uma transição energética. Já na COP seguinte, a COP30, em Belém, no Brasil, a proposta de um plano global para esta transição não obteve consenso. Em Abril, realizou-se uma primeira conferência dedicada ao tema, co-organizada pela Colômbia e pelos Países Baixos, em Santa Marta, na Colômbia. O Professor Catedrático Paulo Ferrão, do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, diz que estas medidas, apesar de serem mais pragmáticas e ambiciosas, já faziam parte dos compromissos do Pacto Ecológico Europeu, lançado em 2019 pela União Europeia. Paulo Ferrão: Esta questão não é nova. Temos na Europa, há muitos anos, aquilo a que se chama European Green Deal (Pacto Ecológico Europeu). Tem como objectivo tornar a Europa no primeiro continente climaticamente neutro. Quer dizer que temos que reduzir significativamente essas emissões? Ou seja, temos que reduzir significativamente a queima de combustíveis fósseis para que não possamos emitir CO2. Mas algum CO2 pode ainda ser emitido pela queima de combustíveis fósseis, se ele depois for capturado por outros mecanismos, nomeadamente pelas florestas. E aí é o que nós chamamos climaticamente neutro: emitimos algum, mas esse que emitimos vamos capturá-lo. Portanto, a Europa quer ser climaticamente neutra até 2050. O que aconteceu agora, muito recentemente, foram políticas dos países para serem mais explícitos no fim dos combustíveis fósseis. E isto é que é mais novo, porque já todos os países europeus estavam com este compromisso de sermos um continente climaticamente neutro até 2050, certo?” Mas estes planos são mais ambiciosos? Paulo Ferrão: São ambiciosos e são mais pragmáticos. A questão é: como é que se lá chega? O anúncio francês é o que eu acho mais pragmático de todos. A França diz claramente que se quer livrar do carvão até 2030, que se quer livrar do petróleo até 2045 – e isto é fortíssimo, quer dizer que, até 2045, se isto for cumprido, deixa de haver consumo de gasolina e de gasóleo – e que se quer livrar do gás fóssil, o gás natural, por exemplo, até 2050. É o que tem as metas mais claras. A França continua a apostar no nuclear e a Alemanha nas energias renováveis. Que alternativas existem hoje aos combustiveis fósseis? Paulo Ferrão: A alternativa hoje é basicamente só uma: é produzir electricidade com fontes de energia renovável ou, como a França, com nuclear. Com energia renovável e com o nuclear, as emissões directas de CO2 não existem, mas é evidente que, para fabricar estes equipamentos, pode haver. E então passamos a ter uma electricidade que podemos chamar verde, que não tem emissões de CO2 associadas, não tem uso de combustíveis fósseis e então passamos a ter esta electricidade verde. E agora o segredo passa por electrificar os processos que dantes usavam combustíveis. Nomeadamente, e com enorme peso, os transportes; electrificar a indústria, por exemplo; electrificar, em nossa casa, o aquecimento e arrefecimento. Portanto, um dos eixos centrais de qualquer um destes planos é, por exemplo, proibir até os esquentadores para aquecermos a nossa água em casa, que era, por exemplo, com gás, e passar a ter bombas de calor, que consomem electricidade e que têm uma grande vantagem: vão buscar o frio que está na rua para transformar em calor, digamos assim. Dentro de casa, uma bomba de calor liberta três a quatro vezes mais calor do que a electricidade que consome. É muito eficiente. Resumindo: produzir electricidade verde a partir de fontes renováveis ou, enfim, isto é um bocado mais polémico, mas já se começa a aceitar na Europa também o nuclear, e depois electrificar todos os consumos que for possível. Portanto, usar electricidade em vez de combustíveis fósseis. Há uma grande excepção, que é a aviação. Muito dificilmente um avião será eléctrico. Uma bateria seria pesadíssima para andar num avião. E então aí a grande aposta são os SAF, em inglês, que são os Sustainable Aviation Fuels, que, no fundo, são combustíveis derivados de biocombustíveis. Ou, por exemplo, a Alemanha também quer apostar muito no hidrogénio, que, no fundo, é usar electricidade renovável para transformar a água em hidrogénio e oxigénio, mas depois usar o hidrogénio como combustível em vários sítios, por exemplo, nos automóveis. Então a grande solução são as energias renovaveis? Paulo Ferrão: São duas: a energia renovável, mas depois, tão importante ou mais do que isso, é electrificar, não é? Veja bem o esforço que isto vai ser, não é? O que é difícil nisto é que nós estamos atrasados na electrificação automóvel, não é? Hoje em dia, o maior produtor de automóveis eléctricos é a China. Não é que a nossa indústria, nomeadamente a alemã e a francesa, esteja com dificuldades de competitividade no fabrico de carros eléctricos. Mas isto é bom: ter uma estratégia que permita à indústria realmente, e sem nenhuma dúvida, avançar e progredir rapidamente, melhorar a eficiência e o custo dos veículos eléctricos fabricados na Europa. E ainda mais: o que é muito difícil é, por exemplo, os autocarros. Temos menos fabricantes de autocarros e de veículos pesados eléctricos. Vemos que a segurança energética está no centro destes planos. A guerra na Ucrânia levou à proibição do gás russo e, agora, as instabilidade no Medio Oriente levaram ao bloqueio do Estreito de Ormuz e, por consequente, a subida do preço dos combustiveis. Diria que esta conjuntura acelerou a descarbonização e os compromisso para esta? Paulo Ferrão: São um estímulo enorme para isto. E aumentam muito a resiliência europeia. Quer dizer, eu vou só dar um exemplo. Por exemplo, eu tenho um carro eléctrico. Eu carrego o meu carro em casa à noite. O meu custo por quilómetro é quatro, cinco ou seis vezes menor do que seria se fosse a gasolina. Portanto, eu não estou a sentir o problema do aumento do custo do petróleo, por enquanto. Isto é um impacto enormíssimo nas famílias. Diria que estes choques expuseram o choques o custo, para a Europa, de depender de nergias fosseis importadas? Paulo Ferrão: Como é evidente, um dos grandes objectivos políticos desta electrificação e, portanto, da aposta nas renováveis, é tornar a Europa mais resiliente e não dependente do fornecimento externo. Quando a França diz que não quer depender dos combustíveis fósseis até 2045, aí está. Ficamos totalmente libertos deste tipo de problemas de abastecimento de combustíveis. Mas vemos que, na realidade, a União Europeia importa mais de metade da energia que consome. Descarbonizar é possivel dentro destes prazos? Paulo Ferrão: Acho muito difícil. Acho bem que eles existam, mas claro que vão ser difíceis e exigentes, não é? Nomeadamente, por exemplo, na electrificação do parque automóvel em tão pouco tempo. Portanto, temos aqui um período de transição que eu acho que acredito que aconteça e que, a partir dessa data, não se comprem mais veículos e não se vendam. Não. Mas, claro, há aqui um parque que ainda tem que fazer o seu offset, ou seja, não diminuir as emissões todas no dia. Mas, obviamente, é muito importante ter esta política para estimular uma transição forte e sem dúvidas, quer dizer. Ou seja, o pior que pode haver é uma política ao ziguezague. Não é? Acho que a Europa tem sido muito coerente e é importante que a indústria acredite nisto e que se prepare, não é? E que se mobilize para aumentar a eficiência, para ser mais competitiva, nomeadamente neste caso, com a China, não é? E nas energias renovaveis também existem limites, penso nomeadamente na dependencia de minerais, como o litio para a construção de beterias ou de outras infraestruturas, quais são estes limites? Paulo Ferrão: Dependemos muito do lítio e não só, do cobalto. Mas aí temos outra questão, que a Europa também está a acelerar agora muito, que é a da economia circular. Portanto, a ideia é que nós vamos importando estes produtos, mas se calhar daqui a 20 ou 30 anos, se importarmos os produtos, já cá temos, nesses produtos, o material suficiente para continuar a fabricar, mas temos que os saber reciclar. A Comissão Europeia, nomeadamente em investigação, tem lançado agora bastantes calls para fazer investigação na melhoria dos processos de reciclagem destas matérias-primas críticas, justamente para desenvolver os processos de separação e reciclagem destes materiais, para que a Europa fique mais independente deles. É claro que, para isso acontecer, temos agora de continuar a comprar produtos já feitos, que é o que hoje acontece. Nós importamos as baterias, nós importamos os painéis solares, por exemplo, mas daqui a uma década, ou duas, ou três, já possamos, com base na reciclagem dos produtos em fim de vida que temos e que vamos ter, no fundo, tornar-nos muito mais auto-suficientes. Ou seja, isto é transformar um desafio numa oportunidade, que é a oportunidade para o desenvolvimento industrial que a Europa precisa de ter, não é? O relançamento da indústria.
Um grave acidente envolvendo um ônibus de excursão matou três pessoas e deixou outras 45 feridas na BR 262, em Ibatiba, Região do Caparaó, no Espírito Santo, na noite do último domingo (27). Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que de janeiro a 15 de setembro deste ano, foram 291 sinistros na BR, com 112 graves, 405 feridos e 23 óbitos. No mesmo período, do ano passado, 241 sinistros, com 17 óbitos. Nesta edição do "Direção Segura", o chefe da delegacia da PRF em Viana, Marcel Haase, fala sobre as ocorrências na região. "A BR 262 é uma rodovia que já está obssoleta, da década de 1960, com fluxo de veículos aumentando a cada ano. É uma rodovia turística, escoamento logístico, com foco em Minas Gerais, turismo interno. Cerca de 90% é de pista simples, sem duplicação, que aumenta o desafio de transitar por ela. Também temos muitas curvas, o tracejado implica em cuidados. Outra questão é que, por incrível que pareça, boa parte dela não pega sinal de Internet, o que dificulta o trabalho das instituições, em caso de acidentes.Outro ponto é o excesso de áreas urbanizadas ao longo do trecho. A gente tem ali Domingos Martins, Marechal Floriano, Ibatiba, Venda Nova do Imigrante, o que potencaliza o risco de acidentes. Veículos e pessoas. E o desafio do dia a dia, com a prática do motorista. Não uso do cinto de segurança, uso de celular, que faz a ultrapassagem em local proibido (por ser pista simples acaba 'forçando' o motorista a querer fazer isso), dificuldade de iluminação. Temos vários pontos de dificuldade de transitar pela BR e as consequências de quando o motorista não faz a parte dele", explica.
Deus Trabalha com o que Temos | Pr. Acyr Júnior by Igreja Batista Memorial do Jardim Catarina
Nessa semana, Natália nos traz a história que dividiu as redes sociais e levantou debates importantes sobre saúde mental e, principalmente, a saúde de mães, nos EUA e no mundo. ALERTA GATILHO: Filicídio, transtornos mentais. Para se tornar apoiador:Apoia.se: https://apoia.se/pacriminal Ou apoie na Orelo: https://orelo.cc/podcast/603ce78538a4f230cbd37521 Temos um canal no YouTube, com vídeos exclusivos todos os domingos: https://www.youtube.com/channel/UCac9ZupbqFakPcL5CQgpUoQ PIX: patriaamadapod@gmail.comEscrito e apresentado por Natália Salazar e Renata SchmidtProdução: Natália Salazar e Renata SchmidtEdição: Natália SalazarMúsica: Felipe SalazarArte: Matheus Schmidtiupokjøl,m-.< GE-mail: patriaamadapod@gmail.comIG: @pacriminal Lojinhas do PAC: https://umapenca.com/pacriminal/ https://www.redbubble.com/people/PatriaAmada/shop?asc=u Documentos do caso:https://script.google.com/macros/s/AKfycbwzIHGLuOfpzOSbOotrC1sh3REhQ3-vHg_l1Jaumh6Nj7NJ_OAXMNOoJS_i6xkKUpGv/exec?folder=1DGn5dKvkInyDvIPifvxpywSuJoqvWfjE&title=Case%20Records https://static.foxnews.com/foxnews.com/content/uploads/2026/07/Clancy-Civil-Lawsuit.pdf See omnystudio.com/listener for privacy information.
André Ventura (que se afastou de Trump), a esquerda radical (que não encontra um caminho) e José Luís Carneiro (que faz demagogia sobre habitação) são o Bom, o Mau e o Vilão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, afirmou que o fim do mercado legal de apostas pode provocar um impacto de aproximadamente R$ 400 milhões nas receitas do clube em 2027.O dirigente explicou que o valor não corresponde apenas ao contrato com a Betano, de R$ 268,5 milhões anuais, mas também aos efeitos indiretos que esses recursos produzem dentro do orçamento rubro-negro.Bap também afirmou que o Flamengo ainda não possui um plano B para substituir imediatamente essa receita e explicou por que o clube não trabalhava com a possibilidade de encerramento rápido de contratos firmados dentro do modelo regulado das apostas.QUER FALAR E INTERAGIR CONOSCO?: CONTATO I contato@serflamengo.com.br SITE I serflamengo.com.brTWITTER I @SiteSerFlamengoINSTAGRAM I @SiteSerFlamengo#Flamengo #NotíciasDoFlamengo #Bap
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Espiras e sentes que precisas de assoar o nariz… Afinal por que temos ranho? E como é produzido?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Temos a tendência de pensar que o oposto do barulho é o silêncio, no entanto nem todo som é barulho ou ruído e nem todo silêncio acústico conduz ao silêncio interior. Há sons que nos dispersam e outros que nos recolhem, é nesse sentido que o oposto do silêncio possa ser a “dispersão”. O silêncio contemplativo não é necessariamente o silêncio dos ouvidos, mas o silêncio da atenção.
Termina esta sexta-feira a campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro em São Tomé e Príncipe. Durante duas semanas, as sete formações políticas concorrentes passaram o país a pente fino na caça aos votos. Quatro movimentos com assento parlamentar, a ADI no poder, o MLSTP, a coligação MCI-PS/PUN, e o movimento Basta estão a concorrer juntamente com três outras formações sem assento, o PCD, o MDFM e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra. As equipas de observadores internacionais, nomeadamente da União Europeia, da CPLP e da Francofonia também já se encontram em campo, enquanto a Comissão eleitoral nacional está a ultimar os preparativos do escrutínio. Antes de o país ir a votos, Jeudiger Nascimento, presidente da Comissão Eleitoral Nacional fez o ponto da situação. RFI: Qual é o seu primeiro balanço da campanha eleitoral? Jeudiger Nascimento: O balanço que eu faço é um balanço positivo. Se nós formos excluir o episódio que aconteceu no primeiro dia, nós podemos dizer que tem sido positivo. Os partidos têm apresentado a sua proposta à população. A população tem estado a ouvir calmamente. Nós não registamos nenhum tipo de situação constrangedora. Então, eu acredito que o balanço tem sido positivo e espero que continue assim até ao final. Que os partidos continuem a apresentar as suas propostas, que o povo escute de forma que no dia 27 possa exercer o direito de voto e fazer a melhor escolha possível. RFI: Como é que avalia a actuação dos partidos políticos? Houve algum tipo de agressividade verbal? Isto tem sido tenso, a seu ver? Jeudiger Nascimento: O mais impressionante, eu até fiquei surpreso nessas eleições porque realmente tenho estado a acompanhar vários partidos na internet para poder também entender até que ponto eles têm estado a agredir uns aos outros. Vi algumas acusações que este não fez aquilo, mas realmente eu vi que os partidos estão muito mais preocupados em tentar expor aquilo que eles pretendem fazer. Então não registei nenhuma agressão verbal, nem ninguém chamou alguém de ladrão, eu percebi que eles estão muito preocupados em apresentar as suas propostas. E eu acho que é assim que deve se fazer em democracia, para que a população possa avaliar melhor e escolher quem ela acredita que tem melhores condições para dirigir o país. RFI: Houve formações que se sentiram lesadas durante este período de campanha eleitoral, tanto pelo Tribunal Constitucional como também pela própria Comissão Eleitoral, que chegaram a acusar de parcialidade. O que tem a dizer quanto a isso? Jeudiger Nascimento: A Comissão Eleitoral fez o seu trabalho, sobretudo na emissão dos certificados. Avisou as candidaturas de que sempre que nós constatamos algo que o nosso sistema detectava como anormal, porque antes de as pessoas entregarem os documentos no Tribunal Constitucional, elas devem pedir sempre à Comissão Eleitoral uma certidão. E desde o início, a Comissão Eleitoral alertou para todos os partidos políticos ‘olha tal candidato ou tal pessoa que está a pedir tal certidão para o seu partido já está inscrito no outro partido'. E sempre essas pessoas que fizeram trocas de partidos, sempre andaram a fazer trocas. Então, realmente eu não entendo o porquê desta acusação. Mas a Comissão Eleitoral tem estado a preparar o processo, tem deixado os partidos fazerem a sua parte, que é expor à população, as suas ideias. Mas nós vimos o que aconteceu com a decisão do Tribunal Constitucional. A Comissão Eleitoral não tem poder nem tem decisão também sobre as decisões do Tribunal Constitucional. Logo, a nossa parte, nós temos cumprido e temos estado a fazer o nosso trabalho da melhor forma possível. RFI: Relativamente ao financiamento das vossas acções na Comissão Eleitoral, há umas semanas atrás evocava-se o facto de não se saber exactamente se haveria condições para realizar as eleições. Isto já é uma situação habitual. Como é que estamos neste momento? Jeudiger Nascimento: A nível da Comissão Eleitoral, tudo o que nós tínhamos que fazer para preparar as eleições, nós temos tudo preparado. É verdade que existem algumas outras situações que não dependem necessariamente da Comissão Eleitoral, como, por exemplo, a situação de segurança pública, a situação dos apuramentos que são feitos pelos tribunais e também até os membros da mesa que a Comissão Eleitoral deve pagar. Estamos à espera que o governo coloque a verba para nós podermos sanar essas situações. Mas nós podemos dizer, por exemplo, que a nível da diáspora nós conseguimos garantir que todos os boletins já estão todos na diáspora. A situação da diáspora está toda garantida. Mas nós acreditamos a nível da Comissão Eleitoral, está tudo pronto para que no dia 27 haja as eleições. Relativamente à organização, ela já é habitual. Nós temos desta vez duas eleições, mas já tivemos também alguns anos atrás. Nós teremos duas urnas. Uma urna destinada às eleições legislativas. E outra destinada às eleições autárquicas em São Tomé. Na Região Autónoma, uma urna para eleições legislativas e outra para eleições regionais. E na diáspora, nós só tivemos uma urna para eleições legislativas. As pessoas deverão dirigir-se às assembleias de voto para entregar os documentos e fazer de forma sigilosa a sua escolha. E depois disso irá se fazer. No final do dia, a contagem irá enviar os resultados para a Comissão Eleitoral que deverá publicar os resultados parciais e depois deixar para os tribunais fazerem também a parte da divulgação geral e parcial. RFI: E em termos de fiscalização e de observação? Jeudiger Nascimento: Aqui em São Tomé quem indica os membros de mesas e os delegados são os partidos políticos. A Comissão Eleitoral não indica ninguém. Então, todas as mesas, os partidos indicaram delegados, indicaram os membros e eles têm esses representantes na mesa, para além de observadores internacionais, que nós temos bastante. Aqui temos observadores da CPLP, da União Europeia e também da Francofonia, que estão aqui em São Tomé. E depois nós temos alguns cidadãos que geralmente estão ligados a partidos políticos que andam, observam e todo o povo pode observar com certeza. Então é algo aberto e de todos nós. E então eu acredito que o processo está todo garantido. RFI: Nestes dias tem havido uma série de acções de formação por todo o país para quem vai estar nas mesas de voto, qual é o balanço que faz destas acções de formação e de sensibilização? Jeudiger Nascimento: Essas acções, elas vêm no sentido de reforçar durante as eleições presidenciais. Nós constatamos que houve alguns erros que não deveriam ter cometido relativamente aos procedimentos de fecho de urnas. Houve pessoas que acabaram por meter todas as actas dentro de urnas e nós tivemos que esperar os magistrados abrirem para nós termos as actas. Então nós estamos nesse reforço e com uma vertente muito prática para que as pessoas que vão para as mesas possam compreender efectivamente como deve se abrir uma urna. Qual é o procedimento durante o processo e como deve fazer o fecho. O que é da Comissão Eleitoral que deve vir para comissão eleitoral. O que é para ser deixado nas urnas para os magistrados, para serem deixados. Além disso, nós estamos a reforçar também os deveres e os direitos dos delegados, deveres e direitos dos mandatários, para que nós evitemos conflitos desnecessários durante o processo. Dos jornalistas, de igual modo, dos próprios observadores que poderão aceder à sala para fazer a sua observação. Então nós temos estado a reforçar essas competências junto dos membros do mês, até porque muitos vão pela primeira vez para que eles possam saber e para que não haja atrito no dia 27. RFI: Quando se fala de eleições, é inevitável falar de ‘banho'. Algumas inovações para evitar este tipo de situações? Jeudiger Nascimento: Realmente não. Nós não temos nenhuma inovação. O que nós temos estado a fazer, investimos muito na sensibilização, explicando às pessoas que o banho, sei lá, 200 dobras, 500 dobras, pode demorar, às vezes horas, se não acabar no mesmo dia. Já o mandato e o futuro do país, quando tem um governante, nós temos quatro anos. É o preço de quatro anos. Jamais vai ser ao preço de 500 dobras. Então é bom que as pessoas vejam bem que receber 500 dobras, esse dinheiro veio de algum lado e depois vai ter que ser restituído, porque ninguém dá de graça para ninguém. Então, que as pessoas tenham consciência de que estão a decidir o futuro do país e o futuro do país não é com 200 dobras, não é com 500 dobras. E tem a geração mais nova que vem. Nós temos necessidades de hospitais e outras coisas mais e nós temos que pensar em tudo isso e votar de forma consciente. Então, esse é o apelo que nós temos estado a fazer à população: votar de forma consciente para que nós tenhamos realmente um governo que se preocupe com a população e que a população depois também possa reclamar. ‘Já que eu voto, eu exerci o meu direito de voto. Então eu tenho direito também de reclamar quando as coisas não vão bem'. E nesse caso nós estamos a falar para aquelas pessoas que querem, por exemplo, decidir não ir votar. Então é bom que as pessoas saibam. Se eu decido não ir votar, então eu também perdi o meu direito de reclamar. Então eu só posso reclamar se eu fiz uma escolha. E eu avaliei que a escolha que eu fiz não está bem. Mesmo que eu não tenha feito escolha para quem vai governar. Mas eu fiz uma escolha e eu tenho que solicitar pedido de conta depois, assim como todos nos vão nos pedir a conta depois também. RFI: Algum dispositivo de segurança específico para o dia 27? Jeudiger Nascimento: Nós temos a Polícia Nacional, que cá está, como sempre, faz o seu trabalho de segurança pública. Temos as Forças Armadas que vão também ajudar a Polícia Nacional, os militares, neste caso as Forças Armadas, não vão como força armada. Vão no sentido de incorporar como agente de segurança pública para reforçar a segurança e dar apoio à população, de forma que todo mundo que saia de casa para exercer o direito de voto também possa voltar para casa em segurança, assim como os próprios agentes que irão. Eles são agentes, mas também são eleitores e vão exercer o direito de voto. Têm o direito também de voltar para casa em segurança. RFI: Tem números? Sabe Quantos agentes das forças da Ordem vão estar mobilizados nesse dia? Jeudiger Nascimento: Nas eleições presidenciais, nós tínhamos mais de 500 agentes, somando os da Polícia Nacional e das Forças Armadas. Então eu acredito que nessas eleições, até mesmo porque aumentou-se o número de mesas, então pode ser um pouquinho mais, mas sempre no sentido de apoiar, não de fazer com que a população tenha receio. É só no sentido de apoiar para que tudo corra como aconteceu nas eleições presidenciais, com muita tranquilidade, paz e harmonia. RFI: Tem estado a liderar a equipa da Comissão Eleitoral Nacional desde o começo do ano. Qual é o primeiro balanço que faz de todos estes meses de trabalho? Jeudiger Nascimento: É desafiante porque nós temos uma equipa formada por pessoas que vêm dos diversos partidos políticos. Conhecemos de antemão como é que os partidos, enquanto partidos políticos, pensam, mas aqui dentro nós temos estado sempre a pautar pelo diálogo. Nem sempre concordamos, mas existe uma plenária para poder dirimir esses casos e temos estado a conversar sempre, a encontrar a melhor forma de fazermos as coisas de forma que o povo seja realmente a pessoa beneficiada. Sempre que os partidos não concordem, nós chamamos os partidos, explicamos ao seu representante e o representante expõe a visão da Comissão eleitoral, porque nós formamos aqui como uma equipa e até agora nós temos estado realmente a funcionar bem, até mesmo porque nós temos tido também uma boa receptividade por parte dos partidos políticos. Têm sempre apoiado, têm escutado e nós ouvimos e eles nos ouvem. Então nós temos feito um bom trabalho. O trabalho da equipa tem sido bastante positivo. RFI: Por fim, qual é o apelo que faz nesta fase final da campanha eleitoral? Jeudiger Nascimento: O apelo que faço é que as pessoas continuem a ouvir as propostas dos partidos e que no sábado e domingo respeitem o período de reflexão. No domingo, as urnas abrem às 07h00. Mas a lei diz que é das 07h00 às 17h00. Que ninguém deixe para votar depois das 17h30, porque milagres não acontecem. Depois desse momento, e se alguém tiver que esperar 200 ou 300 dobras a partir das 17h30, tem que perceber que depois o futuro do país também não irá esperar. Então eu exorto toda a gente que saia de casa. Quem acha que a coisa não vai bem, que precisa exercer o seu direito, então que vá lá na urna, que é o único momento em que o povo tem para ser juiz e vai lá e avalia e decida quem acha que está bem, então vai ali também e faça o mesmo. Se eu achar que está bem, não saio de casa. Então eu estou a prejudicar quem fez bem. Se eu achar que está mal, também não vou sair de casa, então eu vou estar a prejudicar quem pode fazer melhor. Então a altura é das pessoas avaliarem a situação, ouvirem as propostas e depois decidir qual é a melhor proposta e exercer o seu direito de voto.
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Em São Tomé e Príncipe, estão praticamente a terminar as duas semanas de campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro. Um processo eleitoral durante o qual, à semelhança de outros anos, se discute dos moldes de uma eventual reforma da justiça. Na óptica de muitos, este sector padece de todos os males: poucos meios, morosidade, opacidade e inclusivamente falta de independência, no caso do Tribunal Constitucional que recentemente foi acusado de ter afastado determinadas candidaturas às legislativas por motivos políticos. Também continua presente o caso do 25 de Novembro de 2022, a morte de quatro pessoas no quartel militar de São Tomé em circunstâncias ainda por ser esclarecidas pela justiça. Herman Costa, bastonário da ordem dos advogados de São Tomé e Príncipe, diz não alimentar muitas expectativas quanto às eleições que se avizinham e considera que a justiça do seu país não está bem. RFI: Como está a justiça em São Tomé e Príncipe? Herman Costa: Temos que dizer a verdade. E a verdade é esta: que a situação da nossa justiça não é boa. Porque nós estamos nas vésperas das eleições legislativas e muitos têm falado do nosso Estado de Direito democrático, desde a implementação da democracia no nosso país, nós temos sido vistos como um exemplo de democracia ao nível da nossa sub-região em África. É uma realidade porque, efectivamente, há alternância do poder, sempre que termina uma legislatura, as eleições são convocadas e os cidadãos são sempre chamados para exercer o seu direito. Mas passados mais de 50 anos da nossa independência, a grande questão que nós colocamos é o conteúdo da democracia. Porque a democracia não pode se resumir no simples acto de realização das eleições. E qual é o conteúdo para além da alternância do poder? E para além do convite legal constitucional da chamada dos cidadãos para poderem exercer o seu direito de voto, há que haver um conteúdo subjacente, aquilo que deve nortear verdadeiramente uma democracia, que é o trabalho em prol dos cidadãos. E isso não se tem verificado ao nível do nosso país. Estamos diante de uma democracia vazia, coxa, na medida em que apenas se verifica o mero acto de realização das eleições. E claro, isto reflecte-se em todos os sectores, nomeadamente no sector da justiça. As instituições democráticas não funcionam como manda a Constituição da República. Um exemplo prático é o clima tenso que vivemos no país entre os partidos políticos, no que toca, por exemplo, à questão da instrução dos processos de candidatura, em que nós vemos aqui uma forte contestação dos partidos políticos relativamente à actuação do Tribunal Constitucional. RFI: E precisamente, relativamente à actuação do Tribunal Constitucional, tem sido frequentemente acusado de ser, no fundo, uma espécie de arma de arremesso para os partidos ou dirigentes políticos em várias ocasiões. O último destes casos foi precisamente a questão das candidaturas às legislativas que, segundo certas correntes de opinião, terão sido condicionadas à sua proximidade com o actual Presidente. Herman Costa: Nós não vamos entrar nestas querelas políticas, como é óbvio. Como dizemos sempre, os assuntos políticos resolvem-se de forma política e os assuntos jurídicos de forma jurídica. Mas não podemos deixar de frisar que a actuação do Tribunal Constitucional ao longo dos anos, desde que foi criado, tem gerado uma grande instabilidade no funcionamento das instituições democráticas, porque não é aceitável que o Tribunal Constitucional, e como referiu e bem, tenha sido usado como uma arma de arremesso em função de interesses instalados, interesses claros, isto é de todo inaceitável. E se em tempos, nós defendemos que era necessário a criação de um Tribunal Constitucional de raiz, separado do Supremo Tribunal de Justiça, como funcionava, hoje já começamos a questionar se efectivamente se justifica ou não termos este Tribunal Constitucional a funcionar nos termos em que funciona, sobretudo no que toca ao modo de eleição dos juízes, que tem gerado uma grande insegurança jurídica no nosso ordenamento jurídico, no funcionamento da nossa Justiça. Porque a imagem negativa que se tem da Justiça ao nível de São Tomé e Príncipe, é verdade que os tribunais judiciais típicos, enfim, na primeira instância, e o Supremo Tribunal de Justiça, funcionam da forma como funcionam. Carecem de recursos para efectivamente cumprir com as suas funções e competências. Mas a maioria das críticas que se ouve, a mancha, a mácula que temos carregado nos últimos tempos ao nível do sector da justiça, deve-se sobretudo à actuação do Tribunal Constitucional ao longo dos anos, desde que foi criado. RFI: Tem-se o sentimento que há uma espécie de concorrência entre o Supremo e o Tribunal Constitucional e que não se chega a perceber muito bem quais são as prerrogativas de ambos os órgãos. Herman Costa: É uma falsa questão, na medida em que a lei é muito clara em relação àquilo que são as competências de cada um dos tribunais. O Supremo Tribunal sabe quais são as suas competências legais e constitucionais, tal como o Tribunal Constitucional também conhece as suas competências legais e constitucionais. Infelizmente, os interesses políticos instalados levam a que os intervenientes, sobretudo, e estamos aqui a falar do Tribunal Constitucional, levam a que, infelizmente, extravasem aquilo que são as suas competências. Agem à margem da lei e da Constituição da República, o que é de todo lamentável. Razão pela qual nós voltámos a questionar se a esta altura e nós vamos levantar esse debate sobre aquilo que tem sido, sobre aquilo que é efectivamente a utilidade do Tribunal Constitucional para o nosso Estado de Direito democrático. RFI: Outro caso que também chocou bastante a opinião pública são-tomense é o caso 25 de Novembro e o seu tratamento a nível judicial. Tribunal Militar, Tribunal Civil. Não se percebe muito bem como é que fica. O que é que se pode dizer exactamente sobre este caso, que acaba por ser muito confuso? Herman Costa: Em primeiro lugar, é preciso que se diga que aquilo que aconteceu no quartel das Forças Armadas no dia 25 de Novembro é absolutamente reprovável. Merece toda e qualquer censura da parte de todos nós. A questão que se prende com o tratamento que foi dado ao processo, já é uma outra questão. O que nós assistimos, foi um empurrar da situação, uma falta de assunção de responsabilidade do próprio Estado no tratamento devido ao caso, porque nós não estamos diante de uma situação de dúvidas ou falta de provas. Houve uma competente investigação, houve uma competente acusação feita pelo Ministério Público de São Tomé e Príncipe, coadjuvado pela Polícia Judiciária Portuguesa. Um trabalho devidamente aturado. O que aconteceu é que, ao nível judicial, faltou coragem ao Poder Judiciário de decidir o caso nos termos da lei. O que se assistiu em relação à transmissão do processo de uma jurisdição para outra e vice-versa, portanto, da Jurisdição Civil para jurisdição militar, da jurisdição militar para jurisdição civil, nada mais é do que a falta de responsabilidade, de coragem de decidir uma causa. Embora sendo ela delicada, o processo tinha que ser decidido nos termos da lei, ao invés da conduta e do comportamento que se assistiu ao nível do Poder Judiciário de empurrar com a barriga, ao invés de responsabilizarem os infractores mediante o justo processo. E nós já o dissemos e voltamos a dizer que uma coisa é a responsabilização criminal dos infractores e outra coisa é a responsabilização do próprio Estado no que toca ao pagamento da indemnização aos familiares das vítimas. Por que carga de água até hoje o Estado não se posicionou no sentido de indemnizar os familiares das vítimas? Isto é uma questão objectiva. Houve mortes, houve familiares que ficaram sem os seus parentes. Isto não carece propriamente da realização do julgamento do processo criminal para indemnizar os familiares da vítima, porque os militares que actuaram da forma como actuaram, actuaram nas vestes de agentes do Estado. E aqui o Estado tem uma responsabilidade. Pode perfeitamente indemnizar os familiares da vítima enquanto se aguarda pela realização do processo-crime que ainda aguardamos. E essa audiência de julgamento tem que ser realizada, porque a culpa não pode morrer solitária. RFI: Durante a campanha eleitoral falou-se muito da reforma da Justiça, que é um chavão habitual há já várias eleições. Uma das reformas que é proposta é, por exemplo, para esses casos um pouco mais delicados, mandar vir juízes de fora, numa espécie de sistema de cooperação durante dois ou três anos, para evitar precisamente a contaminação, por exemplo, do político no terreno da Justiça. O que acha desta ideia? Herman Costa: É preciso que se diga que, em tempos, a própria Ordem já assumiu um posicionamento em relação a este assunto em concreto no âmbito da reforma da Justiça. A vinda de magistrados estrangeiros para cooperar no nosso sistema judiciário. Mas hoje, qual é a apreciação que temos? Não podemos dizer que não dispomos de magistrados com capacidade para dizer direito em São Tomé e Príncipe. Nós temos magistrados com capacidade para dizer direito em São Tomé e Príncipe. Qual é a grande questão a esta altura? Um. Criar condições para que efectivamente os tribunais funcionem de forma plena. O que é que queremos dizer? Não é aceitável que o Estado realize um conjunto de despesas fúteis em aquisição de materiais, bens, serviços, veículos e tal, quando há instituições, sobretudo, estamos a falar do poder judicial, que carecem de meios para dizer direito, porque a Justiça é o pilar de um Estado de Direito democrático. Então é preciso que efectivamente haja investimento na Justiça. Dois. No âmbito da reforma, a esta altura, talvez seja necessário, e nós haveremos de desenvolver este tópico, apostar numa inspecção judicial forte. E nessa perspectiva, sim, a Ordem defende uma cooperação com os nossos parceiros para que nós possamos ter uma inspecção judicial forte. Temos magistrados que podem dizer direito, mas se estiverem sob um processo de inspecção judicial credível, acreditamos piamente que poderão fazer o seu trabalho de forma mais profícua. Mas é preciso também que haja uma responsabilização efectiva dos outros membros dos órgãos de soberania, dos fazedores da política que tentam interferir no funcionamento, a ingerência no Poder Judiciário. RFI: Nós falamos muito dos lugares cimeiros da Justiça. Abordando aquela justiça quotidiana, a justiça que é feita no dia-a-dia dos cidadãos. Que meios é que temos? Quanto tempo demora para se fazer justiça para o cidadão comum? Herman Costa: Como se costuma dizer da justiça, ela é morosa, não só em São Tomé e Príncipe, na medida em que tem que se desencadear um conjunto de diligências até que se descubra a verdade material dos factos. Mas em São Tomé e Príncipe, apesar de alguns esforços feitos, por exemplo, ao nível do Ministério Público, que de forma notória, melhorou significativamente a sua ‘performance' no que toca, por exemplo, à redução da dependência do volume processual que tinham na sua esfera pendente, melhoraram imenso neste capítulo ao nível dos tribunais. A situação ainda continua preocupante. A Justiça é feita por três pilares o Ministério Público, os tribunais e os advogados. E há que haver uma articulação. Se o Ministério Público investiga e acusa, se o Tribunal não dá o devido procedimento para que tudo seja feito em tempo oportuno, é um trabalho inglório, não é? E temos esta sensação, pelo menos ao nível da justiça criminal. O Ministério Público até tem melhorado. Ainda há muito por melhorar, mas o grande entrave está nos tribunais, que, ou por falta de recursos, por falta de magistrados, por causa de ‘N' situações que condicionam o normal funcionamento dos tribunais. Isso tudo tem gerado muita morosidade. Mas porque falou na justiça do quotidiano, do dia-a-dia dos cidadãos, a apreciação que os cidadãos têm. Há um aspecto que é muito importante, que nós não podemos deixar de tocar. Tem a ver com o acesso à Justiça. A nossa Constituição da República define no seu artigo vigésimo, que a ninguém deve ser negado o acesso à justiça sob pretexto de ausência ou falta ou insuficiência económica. É dever do próprio Estado assegurar que os cidadãos tenham acesso à Justiça. E o que nós temos verificado é que, infelizmente, muitos cidadãos não têm este acesso à Justiça. O Estado, para além de denegar este acesso dos cidadãos à Justiça pouco tem feito, porque anualmente há uma contribuição que o Estado dá para a defesa destes cidadãos. Por incrível que pareça, o Estado ficou sem contribuir para os cidadãos vulneráveis para ter uma defesa competente durante quatro anos. Mas, apesar desta ausência de contribuição do Estado, nós, a Ordem dos Advogados asseguramos sempre, ‘pro bono', a defesa dos mais necessitados e, portanto, é preciso haver mais do que reforço. É preciso haver uma assunção efectiva de responsabilidade da parte do Estado para garantir o acesso dos cidadãos à justiça. RFI: Tem alguma expectativa relativamente a estas eleições? Herman Costa: A única coisa que nós podemos esperar é que o processo electivo possa decorrer de forma mais pacífica possível. Que não haja incidentes. Começámos mal porque logo no primeiro dia tivemos aí uma situação pouco abonatória para o clima pacífico que se deseja. Mas em relação à expectativa como tal, ela é praticamente inexistente, no sentido em que, ao ouvirmos os pronunciamentos dos representantes dos partidos políticos, não vemos um projecto concreto para a governação na próxima legislatura, ainda estamos em campanha. Quem sabe eles possam, ainda vão a tempo de poder nos apresentar um projecto que nos convença, porque a campanha serve exactamente para isso.
Gabriel Alves enaltece a cooperação entre Félix e Ronaldo e a solidez dada por Rúben Dias. Nota contudo que Bruno Fernandes teve de sacrificar a liberdade para cumprir o plano de Jesus.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em São Tomé e Príncipe, estão praticamente a terminar as duas semanas de campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro. Escrutínios marcados desde já por um aumento substancial da presença das mulheres nas listas de candidatos. De acordo com dados oficiais, num universo de 384 candidatos às legislativas, 159 são mulheres, o que representa 41% dos candidatos, contra 34% de mulheres nas listas nas últimas eleições parlamentares. Desde a anterior legislatura, foi adoptada em 2022 a lei da paridade que estabelece um patamar mínimo de 40% tanto de homens como de mulheres nas listas de candidaturas aos órgãos políticos e cargos de decisão pública. Uma lei cujo cumprimento é escrupulosamente acompanhado por uma comissão formada por mulheres parlamentares e activistas da sociedade civil, como refere Jailça Lima, directora executiva do Instituto nacional para a promoção da igualdade e equidade de género. RFI: Quando foi adoptada a lei da paridade e o que implica? Jailça Lima: A lei da paridade foi aprovada e promulgada em 2022. Ela está sendo operacionalizada nestas eleições. Aquando da aprovação da lei, ela criou uma comissão de seguimento de implementação da lei. Esta Comissão está integrada pela Associação das Mulheres Parlamentares, o Instituto Nacional para a Promoção da Igualdade de Género como vice-presidente, também integram as mulheres dos diferentes partidos políticos e organizações da sociedade civil, precisamente para poder acompanhar e fazer o seguimento da implementação da lei. Eu falei de operacionalização porque quando a lei foi aprovada e promulgada, já havíamos terminado as eleições de 2022. Logo, ela não se fez sentir. E é nestas eleições que nós estamos a implementar efectivamente a lei. A Comissão de Seguimento da Implementação da Lei de Paridade, juntamente com Consultoras recrutadas pelo PNUD, desencadeou um conjunto de acções junto das potenciais candidatas, fazendo sensibilização aos responsáveis dos partidos políticos, inclusive e engajando a equipa do Tribunal Constitucional para que efectivamente nós pudéssemos ver tomar em consideração os estatutos na lei. Esse exercício permitiu que as primeiras listas que foram submetidas pelos partidos políticos ao Tribunal Constitucional, algumas delas tiveram que ser devolvidas. Eu me refiro a 62 listas que foram submetidas ao Tribunal Constitucional, 25 delas foram devolvidas aos partidos políticos para fazerem a correcção. E dessas 25 listas que foram devolvidas, 23 foram corrigidas. Quando eu falo ‘corrigir' é no sentido de obedecer os critérios e requisitos que estão na lei e que elas não tinham sido tomados em conta. Isso permitiu também que nós, na globalidade, atingíssemos 41,4% de mulheres nas listas. Mas não é somente atingir, na verdade, que nós conseguimos, é que as mulheres estivessem em lugares elegíveis. Já para nós, constitui um ganho. É verdade que apenas a lei não efectiva a participação da mulher, a representatividade da mulher, porque agora as mulheres dos partidos políticos têm que fazer as suas campanhas, não é o seu exercício para que efectivamente elas consigam efectivar os mandatos. Mas pelo menos a Comissão já fez um trabalho de que elas estivessem em lugares elegíveis. RFI: Como é que foi aceite esta lei da paridade pelo microcosmo político, que é um universo masculino, senão mesmo um pouco machista? Jailça Lima: Foi um trabalho conjugado entre as mulheres que estavam representando a casa parlamentar, porque na legislatura passada nós conseguimos apenas oito mulheres num efectivo de 55 deputados, o que corresponde a 14,5%. Já tivemos apenas uma. Começou-se primeiro com uma cota. Os responsáveis dos partidos políticos diziam que ‘a cota não tem carácter de lei'. Não tendo carácter de lei, não era obrigatório e como não era obrigatório, não se conseguia alcançar os objectivos preconizados, porque nós já tínhamos atingido 18,5% das mulheres no Parlamento. Não chegou a cota de 30%, mas já tínhamos dado alguns avanços. No entanto, como não tinha carácter de lei, viu-se a necessidade de fazer uma lei para que pudessem ser respeitadas e assim as mulheres serem representadas na casa parlamentar. Mas não somente na casa parlamentar, em todos os outros sectores ministeriais e instituições públicas, empresas públicas. Havia toda essa necessidade de as mulheres estarem representadas. E foi assim que foram surgindo sinergias. Estas sinergias foram para além da casa parlamentar, que tem vindo a trabalhar muito com a sociedade civil, a Rede das Mulheres Parlamentares, o próprio instituto do género, que tem a incumbência de promover estas acções, as confissões religiosas, o governo no poder local, o Governo Regional, todas uniram sinergias para que efectivamente pudéssemos ter uma lei que hoje é a âncora para que as mulheres possam ser representadas nos cargos de decisão. RFI: De forma geral, pode-se considerar que as mulheres em São Tomé e Príncipe tem esse perfil de ser cada vez mais participativas? Jailça Lima: Sim, é verdade que a situação das mulheres, pela nossa própria história, saímos do colonialismo e a participação das mulheres não era de igual forma com os homens, até porque predominava a figura masculina. No entanto, houve todo um trabalho que tem-se desenvolvido para que as mulheres possam participar em pé de igualdade com os homens. E as mulheres têm demonstrado essa vontade em participar, porque quando nós falamos em termos de educação, as mulheres já atingiram um nível de ensino bastante superior. E quando eu falo superior, é superior aos homens a nível de São Tomé e Príncipe, então são indicadores que nos dão margem para dizer que as mulheres se estão preparando e podem, sim, dar essa contribuição. Só que é verdade também que há toda uma necessidade de ter essas oportunidades de acordo com o exercício que eu acabei de referir que nós fizemos para a implementação da Lei de Paridade. Muitos partidos alegavam que as mulheres ‘não queriam participar, as mulheres não estão interessadas' e não é nada disso que nós podemos constatar. Quando nós fizemos um trabalho com as mulheres, sobretudo as mulheres dos partidos políticos, elas mostraram-se interessadas. Nós trabalhamos com cerca de duzentas e tal mulheres. E diziam mais: que muitas delas não tinham sido convidadas para poder ser candidatas à deputação ou a vereação, ou a outros cargos. Daí que há toda uma necessidade de trabalhar em sinergia com os homens para que efectivamente haja esse consenso em dar oportunidade às mulheres para que elas também possam dar essa contribuição. RFI: Para além do aspecto político, qual é o lugar da mulher na sociedade são-tomense? Consta que ainda há, por exemplo, muita violência doméstica. Jailça Lima: É verdade que a violência baseada no género é um fenómeno que o país tem vindo a enfrentar, sobretudo as mulheres. A grande maioria das vítimas são mulheres. Nós temos vindo a trabalhar para combater a violência baseada no género, mas também trabalhando na prevenção. Ao nível do instrumento jurídico, nós já dispomos da Lei n° 11/2008, que é a lei que cria mecanismos para combater a violência doméstica e familiar. E temos também a Lei n°12/2008, que cria o próprio mecanismo para poder efectivar e implementar a própria lei. Mas, para além disso, nós também temos, ainda no quadro jurídico-legal, dispomos do Código do Trabalho, que também dá vazão a esta questão. Mas o próprio Código Penal também já penaliza essas mesmas questões de violência baseada no género, em todas as suas formas, porque a violência doméstica e familiar ela ocorre num ambiente familiar. Mas nós temos outros tipos de violência que ocorre nos espaços públicos. E o que nós estamos a tratar agora com o apoio financeiro da União Europeia e do Instituto Camões, é de elaborar uma lei de violência baseada no género, que será mais abrangente e poderá dar cobro a muitas situações que vêm ocorrendo no território e que a Lei da Violência Doméstica e Familiar não consegue cobrir. Temos uma rede denominada ‘Rede Vida' que trabalha em rede para dar cobertura e dar seguimento às vítimas desse fenómeno no país. RFI: Há uma rede de apoio para as acolher, por exemplo? Jailça Lima: Temos um acolhimento de 72 horas nesse momento. No entanto, com o apoio do projecto ‘+ Igual' financiado pela União Europeia e o Instituto Camões, estamos a criar estruturas de atendimento e acolhimento das vítimas de violência baseada no género. É um projecto que está em andamento. Nesse momento, já se lançou o concurso público para as obras da estrutura física que vai acolher as vítimas de violência baseada no género. Então, o país está criando condições para poder dar cobro a estas situações. E também, de certa forma, trabalhar em campanhas de sensibilização articulada entre as instituições na prevenção da própria violência baseada no género. RFI: Ainda existe essa mentalidade de dizer que as meninas estão aqui para ficar em casa e não podem estar no espaço público como os rapazes? Jailça Lima: Actualmente já não. Não encontramos pessoas que defendem esse tipo de ideia. Pode existir sobretudo nas zonas longínquas, por causa do pouco acesso aos serviços, do acesso limitado a estruturas de educação, de saúde e por aí fora. Mas temos vindo a trabalhar. E também é uma preocupação do governo estar mais próximo da população, de forma a evitar esse tipo de mentalidade, esse tipo de comportamento. Actualmente, se existe, é muito ínfimo, de acordo com o próprio indicador que nós temos de alfabetização, que é bastante alto. Ao nível da nossa região, São Tomé e Príncipe é um dos países que tem uma alfabetização bastante alta, mais de 90%. Então a nível da região, nós estamos bem posicionados e isso é quase já inexistente, porque existe, mas é muito ínfimo. RFI: Assinalou-se hà dias, a 19 de Setembro, o Dia da Mulher são-tomense. O que é ser mulher em São Tomé e Príncipe? Jailça Lima: Acabamos de comemorar, celebrar o dia da mulher são-tomense. Celebrar o dia da Mulher são-tomense é mais do que tudo reflectir nos feitos das nossas guerreiras corajosas de 1974 que tiveram a coragem, a bravura de pedir a libertação do país. E desde lá até essa parte, as mulheres têm vindo a conquistar diversos espaços e a demonstrar que efectivamente as mulheres podem contribuir para o desenvolvimento do país. A título só de exemplo, uma das conquistas da nossa matriarca, a saudosa Alda do Espírito Santo, era que as mulheres pudessem ter maior representatividade nos espaços de decisão. Nós estamos aquém no Parlamento, porque nesse momento só temos 14,5% das mulheres no Parlamento. Mas temos muitos outros lugares em que já alcançamos alguma paridade. Estou a referir-me ao Governo Central, ao Ministério Público, a Procuradoria-Geral da República. Já chegamos a 60% das mulheres. Então temos muitos ganhos e podemos alcançar mais ganhos com essas novas eleições, acredito eu. É todo o exercício que foi feito, o engajamento das mulheres e a vontade em participar em dar essa contribuição. Porque uma coisa é ter legislações que asseguram, que garantem e outra coisa é ter mulheres disponíveis para poder dar essa contribuição, para poder participar. E hoje eu posso dizer com muita certeza que nós temos mulheres com vontade em participar, em dar essa contribuição. Então, os feitos de 74 estão alcançando os objectivos nos dias de hoje.
O Papa Leão XIV inicia esta sexta-feira, 25 de Setembro, uma visita de quatro dias a França, entre Paris, Lourdes e Metz, num périplo que cruza alguns dos principais temas do pontificado: defesa da dignidade humana, inteligência artificial, migrações, os abusos sexuais na Igreja e a paz na Europa. A viagem inclui, em Lourdes, um encontro privado com vítimas de abusos sexuais cometidos pelo clero. Para o padre Rui Pedro, da paróquia portuguesa do Sacré-Cœur, em Gentilly, nos arredores de Paris, a visita será também uma oportunidade para o Papa lançar um apelo à esperança e à unidade, numa sociedade que considera estar a “desumanizar-se”. O sacerdote espera ainda que Leão XIV aborde, perante as autoridades francesas, a defesa da vida e da dignidade humana, e que, em Metz, faça um apelo à unidade europeia, ao acolhimento dos migrantes e à paz. RFI: O que é que se pode esperar desta deslocação do Papa Leão XIV a França? Padre Rui Pedro, da paróquia portuguesa do Sacré‑Cœur, em Gentilly: Eu penso que um dos apelos fortes que irá ser feito e que, também, nós católicos esperamos é um apelo à esperança, à esperança desta sociedade que se vai, um pouquinho, desumanizando. O próprio Papa, há pouco tempo, emitiu uma encíclica sobre a inteligência artificial. Um apelo à unidade, não é por acaso, que ele vai a Metz, terra de um dos fundadores da União Europeia, Robert Schuman. Um apelo à unidade de uma Europa que também tem as suas raízes cristãs, dos princípios cristãos da igualdade e da liberdade. E depois um apelo à Igreja que peregrina aqui em França e que, de facto, continue a sua renovação, uma renovação missionária e, também, a acolher estes últimos apelos que têm vindo da parte das comunidades - que a Igreja francesa está muito consciente disso - que é este aumento da procura dos jovens pela Igreja e o aumento da procura de catecúmenos, pessoas adultas que, de ano para ano, aumentam no seu pedido de baptismo à Igreja. O Papa desloca-se a Paris, está prevista também uma ida à cidade de Lourdes e termina em Matz. Quem define este percurso? Porque isto também tem uma simbologia, não se escolhe ao acaso. Alguns são convites formais que foram feitos, como por exemplo a UNESCO. Houve um convite formal para que visitasse esta organização das Nações Unidas. Depois, também, houve um convite explícito do Presidente [francês, Emmanuel] Macron e dos próprios bispos franceses. Penso que foi um pouco a conciliação disto tudo. As dioceses que ele visita são: Paris, a diocese de Saint-Denis onde está o Stade de France, a diocese de Lourdes e Metz, portanto, são quatro dioceses a nível da nossa organização religiosa. E são pontos, de facto, sensíveis e lugares de alguma simbologia. Por exemplo, Paris é uma grande cidade onde há uma grande diocese. Há também Notre-Dame, este símbolo mundial que foi renovado. Penso que é interessante que o Papa o visite. Vai a Notre-Dame encontrar os religiosos e religiosas, portanto é um encontro um pouquinho particular com os sacerdotes, aqueles que se consagraram a Deus, homens e mulheres, seminaristas… Portanto, é um momento esperado, porque em França está a haver um aumento de vocações sacerdotais e religiosas. A juventude está a voltar-se também para a Igreja. Depois, em Saint-Denis, é o grande encontro com a juventude. O Papa João Paulo II esteve cá na Jornada Mundial da Juventude em 1997. Este encontro com os jovens que está cheio, o estádio está completo. Portanto, esta grande adesão das pessoas a estes eventos públicos que em poucos dias, em poucas horas, se esgotaram as inscrições, é também símbolo de uma certa ansiedade e de um desejo de encontrar esta figura, escutar a sua mensagem, as suas palavras. Esta é também um bocadinho a expectativa do que vai dizer, o tema é “Para que o mundo tenha a vida” e, há pouco tempo, o Parlamento francês aprovou uma lei sobre o fim de vida e o suicídio assistido. Portanto, o Papa claramente que irá também ter palavras nesse sentido da defesa da vida, visto que é o tema da viagem. E quando irá falar às autoridades, penso que não se irá encolher, portanto irá dizer o que tem a dizer, porque a sua mensagem é de recordar as pessoas, de facto, aquilo que é o pensamento doutrinal da Igreja, o pensamento social da Igreja. Ele vai recordar alguns valores, mesmo que o país, com as suas decisões políticas, tenha optado por, para nós, não-valores da sociedade. Ele, certamente, irá recordar alguns valores que para nós são importantes e mexer com a consciência das pessoas. O Papa Leão XIV é um homem inteligente, bem preparado, inspira-se muito em Santo Agostinho, portanto um homem que procura a verdade e penso que também aqui irá ferir alguns ouvidos. Mas é a maneira de ser do Santo Padre que é dizer o que tem a dizer, fiel à verdade é fiel à sua mensagem. Ainda em Paris, está prevista uma missa gigante na Praça da Concórdia, uma missa cujo perímetro teve de ser alargado dado o número de inscrições para assistir a esta celebração. A que é que se deve esta afluência gigantesca? Penso que neste momento, o Santo Padre é uma das poucas figuras mundiais que ainda recorda alguns valores, que dá esperança à humanidade e que também enfrenta os vários poderes políticos, como o fez há pouco tempo com o seu co-nacional, com o seu conterrâneo [Donald] Trump [Presidente dos Estados Unidos da América]. Portanto, na verdade, ele tem uma mensagem a transmitir ao mundo. Uma mensagem de humanização da sociedade e uma mensagem de fraternidade, de diálogo inter-religioso, diálogo intercultural, onde esta procura das pessoas, esta curiosidade - porque na missa não estarão só católicos praticantes - de toda esta gente que se inscreveu, mesmo que esteja longe da Igreja, vai numa expectativa de ouvir uma mensagem com a qual se pode identificar com os valores. Esta grande adesão das pessoas à Missa do Papa, sem dúvida, podemos interpretar como uma procura das pessoas a quem tem uma voz ainda de autoridade, uma voz livre, uma voz que nos recorda aquilo que é essencial para a vida e vem certamente entusiasmar as paróquias, os movimentos e a Igreja, no sentido de os pequenos sinais que há da renovação da Igreja - uma Igreja mais missionária, que está mais aberto ao mundo. Uma Igreja que também está polarizada em França, há os tradicionalistas e os mais avançados, portanto uma Igreja que no seu interior tem esta polarização. Ele vem, de facto, acolher todos, dar uma palavra de entusiasmo e sobretudo, dizer que é em Jesus Cristo que nós nos identificamos e é nele que temos que encontrar a força do nosso viver e também as respostas que a nossa consciência e o mundo colocam hoje, de facto, não só às religiões. As religiões, hoje, não são um perigo, são um factor importante para a coesão social e para a paz. Mas também elas, hoje, são assediadas por fanáticos e por grupos que usam o nome de Deus em vão. Não se esqueça que é a praça que assinala a concórdia entre a Igreja e o Estado. É de facto um lugar icónico para reafirmar um pouquinho esta unidade, que é preciso ter este diálogo, esta cooperação. Porque quer o Estado, quer as Igrejas, quer a religião, estão todos ao serviço do homem. Este Santo Padre tem falado muito da dignidade humana e que no centro tem que estar o homem. Depois de Paris, o Papa Leão XIV vai para Lourdes, uma cidade mariana, onde está previsto um encontro privado com vítimas de abuso sexual por parte do clero. Penso que em todos os países há esta ferida, esta chaga. Todos os países, todas as igrejas estão a procurar, de facto, seguindo as instruções do Papa Francisco, enfrentar este problema com a tolerância zero e com a verdade, a protecção das vítimas. A França foi também muito golpeada com esta questão. É importante que haja esse encontro, que está já na agenda. O Papa é um homem que tem que escutar, que conhecer a realidade. Creio que encontrar rostos concretos, histórias concretas, irá ajudá-lo também na sua missão, como também o irá fazer também aqui em Paris. Ele vai à Maison Bakhita, onde vai encontrar as associações e as pessoas vulneráveis, os pobres e os imigrantes. O Papa escutar a realidade, escutar a base é muito importante. Dá um sinal de uma Igreja que sabe escutar. As vítimas têm que ser ouvidas, têm que ser também indemnizadas e reparadas pelas ofensas feitas pelo clero ou por cristãos com responsabilidades educativas. Porque não há só padres, também leigos, e há outras pessoas que abusaram de menores e pessoas vulneráveis. Acho que é muito importante este aspecto e segue um bocado as pegadas do Papa Francisco, onde ele ia também sempre escutava este grupo de pessoas particulares desta realidade que, de facto, mancha o serviço da Igreja. Esta deslocação a Lourdes acaba por ser mais tradicional para o Papa, tendo em conta que é um santuário mariano e que seria quase evidente passar por lá. É um lugar de peregrinação popular. Lourdes está muito ligado ao tema da doença, aos doentes, vulneráveis, portanto, pessoas que experimentam na sua pele o sofrimento de Cristo. É um lugar de atenção aos mais simples, um lugar também à devoção mariana que marca este país, França, e, portanto, ir a um lugar popular como Lourdes, é mais uma atenção aos mais simples, aos mais pobres. É uma religião que não pode viver sem cultura. Portanto, não há fé sem cultura e a cultura popular é muito importante para, de facto, manifestarmos os sentimentos religiosos e a experiência religiosa de um povo. Este povo francês tem neste lugar um dos sítios mais internacionais da sua visibilidade como povo cristão que é Lourdes. A visita do Papa Leão XIV a França, termina em Metz, símbolo de terras completamente arrasadas pelas guerras. O que é que se pode esperar do Sumo Pontífice, que vai preferir um discurso precisamente no Centro Roberto Schumann, que é um dos pais fundadores da União Europeia? Robert Schuman é uma grande figura e um dos pais fundadores da União Europeia e, por isso, penso que o apelo que o Papa irá fazer será este apelo à unidade da Europa. Esta Europa que hoje está muito polarizada sobre alguns temas. Eu, sendo missionário dos imigrantes, espero que também haja uma palavra sobre a imigração no discurso do Papa, porque de facto, hoje a Europa está a tomar um rumo que ofende, ofende a dignidade humana dos imigrantes e estamos a fazer ressurgir e a ressuscitar das cinzas antigos fantasmas que, em vez de unir as pessoas, estão a afastar as pessoas por questões políticas e ideológicas, quer a nível do racismo, da aporofobia ou da xenofobia. Portanto, espero dele um apelo, de facto, à unidade, um apelo ao acolhimento dos imigrantes e dos estrangeiros e, certamente um apelo à paz, visto que cada vez mais esta Europa vai aumentando os seus orçamentos para a despesa militar e para a despesa com a defesa. O Papa vai nos recordar, de facto, que o essencial é cuidarmos da dignidade do ser humano e colocar no centro a dignidade humana de cada ser que habita este continente ou que o procura para uma vida melhor. A inteligência artificial e o Papa Leão foi pioneiro nisso, como homem da Igreja foi dos primeiros que está a exigir uma reflexão ética e alguns cuidados que a ter para que, com a inteligência artificial, que é o progresso humano e que tem todo o cabimento, não venha desumanizar mais a sociedade e não venha a criar mais problemas que, ao fim e ao cabo, seria o homem perder a própria alma, perder a própria inteligência para se entregar às máquinas, aos raciocínios, aos cálculos e aos algoritmos. É pároco dos portugueses em Gentilly, de que forma é que a comunidade lusófona e a comunidade portuguesa se está a mobilizar para esta visita do Santo Padre a França? A mobilização é muito grande. Temos cristãos portugueses inscritos para o voluntariado. Temos cristãos portugueses inscritos para serviço de distribuição da Sagrada Comunhão. Temos cristãos inscritos para as vésperas do Papa com os religiosos. Temos cristãos inscritos, jovens que vão participar no Estádio de França. Temos cristãos inscritos para participarmos na Grande Missa, na Praça da Concórdia. No passado fim-de-semana, como todas as paróquias, fizemos uma recolha de dons para também nós, sendo cristãos desta Igreja francesa, sendo membros activos desta Diocese de Paris, para colaborarmos nas despesas inerentes à deslocação a Paris do nosso chefe, do nosso líder religioso, do nosso Santo Padre, o nosso Pastor, que com muito agrado vamos estar lá para acalmá-lo. Aqueles que não tiveram inscrições, estamo-nos a mobilizar para que vão para aquele percurso de Notre-Dame des Champs até Saint-Michel para, na rua, manifestarem ao Papa a sua alegria pela sua visita, a sua adesão, a estima que temos por ele. Porque para nós é uma grande graça receber o sucessor de Pedro aqui na nossa Diocese.
O alho é aquele indivíduo na mesa que destabiliza, que abana uma conversa de chacha, que mexe com os nervos das pessoas. Pode tornar a conversa mais animada ou dar cabo dela. Mas, o que é certo, é que nós não passamos sem o alho, ingrediente que está presente em quase toda a nossa gastronomia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nada melhor do que um grande barraco em familia para alegrar a semana do pessoal. Temos sequestro de primo, traição, trisal, briga por herança e por aí vai.
O ruído de um mercado de Maputo chegou este fim-de-semana, 19 e 20 de Setembro, à Cité du Cinéma, em Saint-Denis, nos arredores de Paris. Na inauguração do novo espaço cultural, o coreógrafo moçambicano Idio Chichava apresentou We Gather in the Embers of the Noise That Burns, uma criação onde corpos e vozes transformam a agitação diária em memória, resistência e celebração. Há buzinas, vendedoras que chamam pelos clientes, conversas sobrepostas e corpos que tentam abrir caminho. Para Idio Chichava, esse aparente caos sonoro não é apenas ruído é uma forma de contar a vida. Foi a partir da atmosfera do mercado de Xiquelene, um dos mais movimentados de Maputo, que nasceu a pesquisa de Dzudza, da qual deriva a performance apresentada durante o fim-de-semana de inauguração da Cité du Cinéma. “É mesmo um reflexo, um espelho dos nossos mercados em Moçambique, sobretudo do mercado de Xiquelene”, explica o coreógrafo. “Desde o momento em que se põem os pés lá, há muito ruído, muito barulho, muita intensidade.” Mas cada som transporta uma necessidade: “Cada corpo chama pelo seu produto, cada buzina de transporte público emite alguma coisa. Sente-se uma espécie de luta quotidiana, um objectivo quotidiano a ser conseguido.” Por isso, insiste, não se trata de um barulho que incomoda. “É um barulho que nos acorda para a realidade, para a realidade da luta quotidiana.” Uma realidade que, para Idio Chichava, acaba por se inscrever nos próprios corpos: “Faz parte do nosso quotidiano. De certa forma, somos nós. Faz parte da nossa voz, faz parte da nossa pele, faz parte do nosso corpo global.” Em We Gather in the Embers of the Noise That Burns, a fronteira entre dança e música quase desaparece. O canto, presença recorrente no trabalho do coreógrafo, serve para organizar aquilo que à primeira vista parece desordem. “Quis perceber que desafios teríamos em harmonizar todo esse barulho e de que forma o barulho vira uma espécie de entrega sonora harmonizada entre todos os corpos”, explica. O resultado é uma composição em que os bailarinos reproduzem, transformam e partilham os sons de uma cidade. Na versão apresentada em Saint-Denis estão sete intérpretes, embora a criação original reúna um grupo mais alargado de 13 bailarinos. Para Idio Chichava, essa ausência é também matéria coreográfica. “Para além do trabalho que fazem, carregam a memória dos colegas que não estão aqui.” É, diz, “uma reflexão sobre legados, sobre aquilo que deixamos uns para os outros”. O mercado torna-se, assim, palco, mas o palco também pode transformar-se em mercado. “De que forma conseguimos trabalhar o espaço cénico como um grande teatro, como um grande mercado, e vice-versa? Como é que o mercado se pode transformar num grande teatro para nós e como é que o espaço do teatro também se pode transformar um grande mercado?” É nesse movimento de ida e volta que os sons inicialmente dispersos encontram uma organização colectiva. A própria separação entre intérpretes e espectadores é posta em causa. No final, o público é convidado a entrar no espaço da performance. “Reflectimos sobre as fronteiras do espaço cénico”, explica Chichava. “Insistimos na ideia de saber de que maneira o público pode sair com uma parte do espectáculo no corpo ou na voz.” Desta vez, acrescenta, “é mesmo um convite a expressar-se”. No centro dessa paisagem de Xiquelene estão também as mulheres. “É um mercado que tem uma identidade feminina muito forte”, sublinha. Daí a presença das capulanas e dos lenços, elementos que a coreografia retira do dia-a-dia moçambicano para lhes dar outras possibilidades em palco. Na criação integral de Dzudza, a capulana surge como figurino, extensão do corpo e matéria de movimento. Idio Chichava leva essa escolha mais longe ao colocar corpos masculinos dentro de símbolos habitualmente associados ao feminino. “Quis ir muito a fundo sobre a simbologia deste tecido na comunidade moçambicana e, sobretudo, na pessoa feminina.” Há também uma provocação deliberada à sociedade: “Como vem um homem vestido como uma mulher e entra para fazer dança? A partir da dança, toda a gente pode apreciar um corpo. Aqui expõe-se um corpo masculino através de simbologias muito ligadas ao feminino.” “Então, que se discuta. Vamos ao debate”, desafia. Em Moçambique, diz, essas experiências já existem, embora ainda em círculos reduzidos. O horizonte que procura é outro: “A ideia é que a comunidade se dilua e que a sociedade moçambicana viva simplesmente a felicidade de ter um ser humano por perto, e não estereótipos. Vamos celebrar a nossa humanidade, o nosso sentido de afeição, porque o mundo é muito curto para todos.” Se a voz ocupa tanto espaço no trabalho de Idio Chichava, a origem deve ser procurada nas danças tradicionais moçambicanas, a sua primeira escola. “É simplesmente na dança tradicional que está a verdadeira nascente deste encontro”, afirma. É daí que vêm a articulação entre gesto e canto, as músicas populares, as referências religiosas, o gospel e a música cristã. “É essa miscelânea de vivências na própria cidade de Maputo”, resume. Depois de vários anos entre Moçambique e França, o coreógrafo escolheu instalar o centro do seu trabalho na periferia de Maputo, no bairro da Polana Caniço, onde está a nascer o seu espaço de criação. “Cresci muito no centro da cidade, nasci no centro de Maputo, mas agora faz sentido para mim estar na periferia.” O projecto, apoiado através do Salavisa European Dance Award, que Idio Chichava venceu em 2024 juntamente com Dorothée Munyaneza, pretende ser espaço artístico e lugar de transmissão à comunidade. “O que eu posso fazer hoje é dar um lugar na Polana Caniço onde os jovens possam situar-se, criar e afirmar as suas obras”, explica. A ambição ultrapassa os bailarinos: “A comunidade inteira da Polana Caniço já se sente em casa, sente-se à vontade para estar nesse lugar.” E é também aí que o coreógrafo regressa ao princípio de tudo: ao corpo como arquivo. Das danças tradicionais que aprendeu, diz guardar “o repertório todo” e, sobretudo, uma frase dos seus professores: “Temos que dançar hoje para amanhã sermos fortes.” É por isso, conclui, “que até hoje ainda danço”.
“Temos de congregar esforços para nos voltarmos a sério para o mar”, diz Nuno Galhardo Leitão, diretor do Museu-Aquário Vasco da Gama, o mais antigo do mundo e 1º de acesso universal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Hoje é dia de aprender com a Natureza. Todo dia é dia de aprender com a Natureza... o tema de hoje é: este instante. Ouça o episódio
A campanha para as eleições legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro, em São Tomé e Príncipe, está quase a terminar. Uma campanha marcada por debates em torno de um modelo de desenvolvimento que o país poderia seguir. Este modelo poderia assentar na combinação entre a protecção do meio ambiente e actividades económicas, como o turismo sustentável. Depois da ilha do Príncipe ter sido considerada pela UNESCO como Reserva da Biosfera, em 2012, foi a vez de o resto do território nacional ter igualmente este selo no ano passado, algo inédito no mundo. Esta distinção, tida como um reconhecimento, traz também maiores responsabilidades para o país em matéria de protecção ambiental. Em que estado está o meio ambiente no arquipélago e que trilho poderia seguir no futuro? Foi a questão que colocamos a Arlindo Carvalho, coordenador a nível nacional do projecto Waca, uma iniciativa regional financiada pelo Banco Mundial. RFI: Em termos gerais, como está o meio ambiente em São Tomé e Príncipe? Arlindo Carvalho: Em termos globais, a questão ambiental, podemos dizer que é satisfatória. Mas em alguns em termos específicos, em determinadas matérias, necessitamos melhorar bastante. Por exemplo, em termos de natureza, em termos da conservação, em termos da biodiversidade, o país é riquíssimo, quando conseguimos durante todos esses tempos, manter um pouco o equilíbrio ecológico ao nível do país. Mas também temos alguns desafios relacionados com as questões humanas. Fundamentalmente, todas as outras questões relacionadas com o saneamento básico, meio, a gestão dos resíduos sólidos urbanos, etc. É um desafio bastante grande, em que não podemos ainda dar-nos ao luxo de dizer que estamos muito avançados e a 100%. RFI: Desde 2012, a Ilha do Príncipe é Reserva da Biosfera e doravante é todo o país desde o ano passado, que efectivamente é também reserva da Biosfera. Isto coloca vários desafios e também algumas obrigações. Arlindo Carvalho: Podemos dizer que isto é um reconhecimento histórico da parte desta instituição internacional que é a UNESCO. Isto traz uma grande vantagem para o país em vários domínios. Permite-nos ter maior atracção turística, sobretudo ao nível de investigadores que querem investigar melhor todas as questões relacionadas com a biodiversidade. Nós podemos ter nos nossos produtos um selo ecológico que nos permite vender os nossos produtos com um pouco mais de qualidade, nomeadamente o cacau, o café e a pimenta, o pescado, inclusive. E depois temos toda a nossa zona costeira também, que tem uma grande atracção turística dentro da biosfera mundial. Portanto, isto traz uma grande reputação, mas no entanto, também traz uma grande responsabilidade, pois um país que se transforma em reserva total da biodiversidade tem que ter uma capacidade grande de fazer um ordenamento territorial e uma gestão do território, de forma a evitar que haja convulsões sociais, porque você não pode proteger sem na realidade, ter espaços para que a população possa desenvolver e satisfazer as suas necessidades sociais, económicas. Por isso mesmo, o ordenamento do território é fundamental e já temos passos importantes nesse sentido. Por exemplo, tudo o que diz respeito à questão do Parque natural, já temos um plano de gestão bastante bem concebido, onde temos as zonas que nós consideramos zonas de protecção total integral, onde o objectivo fundamental é fazermos toda a investigação científica. Mas por sua vez, também temos zonas que já foram definidas como zona tampão que protegem essas zonas de protecção, onde também deve se proteger de forma rigorosa, mas onde é permitido algumas actividades económicas de baixo impacto ambiental e também posteriormente temos muito cuidado também com todas as zonas de transição necessária, onde a comunidade e a população vive, onde desenvolve as suas actividades, que nós não podemos impedir que elas continuem a desenvolver as suas actividades agrícolas e pescas, etc. Mas acompanhando sempre para que essas actividades sejam feitas com regras e permitindo que tudo o que é o desenvolvimento não afecte o ambiente, mas também que o ambiente não crie um obstáculo ao desenvolvimento. RFI: Como fazer com que haja, por um lado, a protecção do meio ambiente e, por outro lado, um turismo sustentável? Arlindo Carvalho: Nesta vertente, nós temos o apoio de parceiros internacionais que têm-nos ajudado a trabalhar neste sentido. O nosso próprio projecto, que é um projecto que eu agora coordeno (Waca), que é um projecto de investimentos para a protecção das áreas costeiras e turismo sustentável, onde o Banco Mundial tem estado a financiar. Tem uma componente extremamente importante para o desenvolvimento do turismo sustentável. O que nós temos estado a fazer é associar o turismo a todo o processo de desenvolvimento e temos estado a trabalhar neste sentido, reforçando a capacidade das instituições nacionais que lidam com a questão do turismo, para que possam, na realidade, focar-se na questão do turismo sustentável. Tanto é que uma das componentes fundamentais é o reforço da capacidade, mas não só, da direcção do Estado que trabalha nesta questão, mas de todas as outras componentes da comunidade, a população que trabalha, como os guias turísticos, os condutores, os motoqueiros, etc. Existe uma componente de capacitação deste grupo todo para que eles possam lidar com a questão do turismo sustentável. Temos estado a trabalhar também com os investidores turísticos, de forma que todos os investimentos turísticos possam ser feitos em harmonia com a protecção ambiental. É o que temos estado a fazer. É precisamente incluir tanto turismo como a protecção ambiental, como a valorização ecológica. Não só isso, há outra questão. É o próprio reforço de algumas instituições, fundamentalmente, as autoridades locais que lidam com as questões de saneamento básico do meio. Eu acho que é extremamente importante. Começámos com a cidade capital, onde adquirimos alguns meios rolantes para fazer a recolha dos resíduos sólidos. Fizemos exportação de contentores especializados para poderem ser postos em várias artérias da cidade capital e capacitar os quadros das autarquias da Câmara de Água Grande, que é a que gere a cidade capital. Nós vamos começar com a capital e depois expandir para as outras capitais distritais, mas vamos começar aí, onde a situação é mais crítica, para podermos então expandir para as outras partes. Vamos fazer também investimentos em três grandes áreas turísticas, uma delas na Lagoa Azul. Vamos fazer um forte investimento turístico na Lagoa Azul, que é uma zona ecológica que tem um grande potencial turístico e que necessita de algumas infra-estruturas para que os turistas possam estar mais confortáveis naqueles lugares. Vamos fazer um grande investimento turístico na empresa Agostinho Neto, que é uma empresa agrícola em que vamos associar toda a questão do desenvolvimento agrícola com o turismo. E vamos também fazer um grande investimento turístico na ilha do Príncipe, que é o miradouro de Nova Estrela também, que tem uma paisagem muito linda, onde vamos fazer alguns investimentos naquela área, transformando este miradouro em grande potencial turístico para a Ilha do Príncipe. RFI: Como é que avalia as propostas dos diferentes candidatos relativamente à protecção do meio ambiente? Tem-se o sentimento que todos querem proteger o meio ambiente, mas não sabem como fazer. Arlindo Carvalho: Infelizmente tenho visto as propostas dos candidatos e quase que não vejo proposta nenhuma. Não vejo propostas porque não vejo nenhum dos candidatos, nenhum partido apresentar algum programa para o país que me convença. Estamos a falar sempre das mesmas coisas, de que vamos pôr água ou vamos resolver o problema da estrada. Isto não é, na realidade, um verdadeiro programa de desenvolvimento para o país e, portanto, são promessas meio vazias e que para alguém que queira governar e também que queira convencer o seu eleitorado, sobretudo algum eleitorado que tem alguma capacidade de reflexão, sente-se um pouco frustrado e vazio naquilo que tem ouvido. Eu sou um desses que considero que pode ser que tenha muito boa vontade e tem boa-fé de fazer, mas parece que não sabem bem como fazer e como é que estão a fazer e o que é que vão fazer. E portanto, continuo a estar um pouco com a interrogação de todos os candidatos. Não vejo na realidade uma estrutura coesa, ordenada, organizada, de programa, que possa dar uma certa esperança de retirar o país do marasmo que tem tido. Podemos dizer que 60% da população não está preocupada com isso. Estão mais preocupados em receber os candidatos. Mas há uns outros 30 ou 20 ou 40% que têm uma capacidade de poder analisar que necessitariam, pelo menos escutar e ouvir. Na realidade, o que é que vão fazer quando um país que necessita quase 80% de ajuda externa para poder fazer o seu desenvolvimento? É necessário também que digam quando oiço as pessoas dizer que vou aumentar não sei quantas pessoas mais, para dar subsídio, não é só com subsídios que vamos desenvolver o país. Vou fazer tal coisa, vou dar cartas, vou fazer. Então, são coisas que não têm muito sentido. Podem convencer aquele eleitorado que está ansioso, à espera da resolução das questões de forma imediata. O país não pode desenvolver-se com questões de problemas imediatos. Têm que ser coisas de curto, médio e longo prazo.
Em São Tomé e Príncipe, decorre a segunda e derradeira semana de campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro. Entre as várias temáticas evocadas pelos candidatos, figura nomeadamente a prioridade de dotar o país de um melhor sistema de saúde. O processo recentemente iniciado para construir um novo hospital de referência parece fazer globalmente a unanimidade e também se evoca a possibilidade de se construírem centros de saúde nas comunidades. Estas promessas de campanha surgem num contexto de grande penúria, tanto em recursos humanos, como em medicamentos e equipamentos num pais cujo principal hospital, o Ayres de Menezes é uma estrutura antiga que dificilmente se adapta às necessidades actuais do país. Uma constatação feita por Lagchar Barreto, médica no actual hospital de referência do arquipélago e bastonária da ordem dos médicos. Ao fazer um diagnóstico deste sector no seu pais, esta responsável começa por falar da saúde dos seus concidadãos. RFI: Como está a saúde dos são-tomenses? Lagchar Barreto: Podia estar muito melhor. Nós temos um país lindo. Temos tudo para ter uma saúde boa, um mar que nos dá a brisa diariamente, Pastos para nós caminhamos e é ter a mente mais fresca e ter melhor estilo de vida. Uma terra fértil para produzir coisas sem necessitar de muitos aditivos e daí termos uma saúde mais robusta. Mas não estamos a usufruir isso. Nós consumimos mais o que vem de fora, que é importado e cheio de conservantes. Estamos a adoptar estilos de vida que não são saudáveis. Daí essa mudança de perfil epidemiológico que já vem nos alertando já há coisa de seis anos, onde as doenças crónicas não transmissíveis têm assoberbado o nosso sistema. Nós temos muitos casos de AVC, de enfartes. Pessoas podem ter enfartos, AVC muito jovens. Isso faz com que nós tenhamos menos pessoas produtivas para todo o sistema a nível nacional. E se forem pessoas de idade, é mais um peso, para ter mais segurança social para os familiares que têm que reduzir aquilo que tem como rendimento para cuidar de quem está enfermo. Portanto, eu acho que a população tem que nos ajudar naquilo que são determinantes sociais, para ajudar o sistema de saúde a ficar um bocado mais robusto e ter de nos preocupar com coisas emergentes, não coisas que podemos evitar com uma mudança de comportamento. RFI: Também consta que há problemas de saúde decorrentes, por exemplo, de coisas como a qualidade da água. Lagchar Barreto: Sim, isto é um problema crasso a nível nacional, que tem vindo a se agravar cada vez mais. E eu espero que as entidades competentes consigam sanar essa questão. Mas é uma questão melindrosa. Nós, no sistema de saúde, o que nós fazemos é tentar fazer campanhas obrigatórias nas crianças. Nós recomendamos o uso de águas fervidas para colmatar esta falta de água, potável. Nós temos que pensar ‘eu levo uma vasilha para apanhar água numa fonte potável, mas aquela vasilha está em que condições?' Vai ficar lá estagnada quanto tempo? Então, tudo aquilo que pode ser efectivamente uma água potável, só pelo facto de termos um sistema de saneamento completamente desactualizado, aquilo que são as recomendações faz com que a água nunca seja potável. Então, a questão da água é uma questão muito complicada para a qual não vejo tão breve uma solução por vários motivos. Mas o que eu acho é que cada um terá que fazer um bocado da sua parte, que é tomar conhecimento das medidas a ter para fazer com que se consiga ingerir água potável, porque através da água podemos contrair imensas doenças. RFI: Qual é a situação neste momento da saúde em São Tomé e Príncipe? Lagchar Barreto: O sistema de saúde são-tomense é um sistema de saúde resiliente. Está sempre a passar por fases, mas tenta sobreviver a todas as questões que são conhecidas, uma carência generalizada, uma desorganização que é característica. O sistema público tem feito o seu melhor, mas eu acho que é mais por causa dos profissionais que amam trabalhar naquilo que estudaram. Preferem ficar em São Tomé e não em outros lugares, porque nós vivemos diariamente com carências de tudo, de tudo mesmo e vamos tentando sempre colmatar com a nossa ciência e temos sempre encontrado opções. Às vezes não é a primeira, nem sequer aquilo que está indicado para nós. Conseguimos dar conta daquilo que é cuidar dos utentes que vêm à nossa procura. RFI: Quando fala em sistema resiliente, fala, designadamente do facto de estarmos num hospital que é muito antigo e também de haver queixas de que não existem sequer medicamentos básicos. Lagchar Barreto: Os medicamentos básicos existem, mas em fases. Hà fases em que nós temos os consumíveis todos necessários para trabalharmos e hà fases onde falta um bocado de tudo. E estas são coisas ciclicas às quais já estamos habituados. Volto até a fazer uma afirmação que sempre é muito mal vista, mas é que todos os sucessivos governos que existiram em São Tomé sempre disseram que essa área é prioritária. Mas eu, como profissional que sou, nunca senti que a saúde era prioritária em governo nenhum. Sempre achei que achavam que aquilo que estavam a doar ou a investir na saúde era importante, era suficiente. Mas na realidade não. Porque nós temos que conhecer de verdade o sistema de saúde, as suas fragilidades, as suas necessidades, para depois investir de forma digna e coerente naquilo que é a melhoria do nosso sistema. RFI: Ou seja, não tem havido propriamente, a seu ver, algum plano para efectivamente melhorar a saúde. Lagchar Barreto: Eu acho que essas sucessivas mudanças de governo não ajudam plano nenhum a funcionar, porque cada governo que entra vem com a sua ideia e nunca consegue finalizar a sua ideia. E é sempre um recomeço persistente. E obviamente acabamos na situação em que nos encontramos agora, porque não há continuidade de Estado, ao menos na área da saúde, naquilo que é o investimento necessário para nós termos um sistema de saúde robusto para oferecer sistema de saúde com qualidade aos utentes que tanto precisam dele. RFI: Como é que estamos em termos de formação de profissionais, tanto de enfermagem, como de médicos? Lagchar Barreto: Os sucessivos governos têm os seus planos e projecções, mas nunca concluem. Nós decidimos ‘olha, este ano temos que formar dez médicos'. Se calhar conseguimos formar um. Se calhar a classe de enfermagem ainda é muito mais marginalizada que a parte médica. Portanto, nós temos uma carência abissal de especialistas. Mesmo recebendo quase anualmente um especialista, temos uma fragilidade imensa em questões de especialista que temos tentado colmatar com a vinda de missões internacionais que vêm apoiar o sistema. Mas há uma necessidade. Nós próprios temos a capacidade de ter especialistas. Isto é que está a faltar. RFI: Também se fala muito, por exemplo, durante esta campanha da construção de um novo hospital. Isto é uma solução para si? Lagchar Barreto: Eu ouço falar desse bendito hospital desde 2017 e estamos em 2026. Falou-se muito este ano de um financiamento que houve para isto. Mas a pergunta é: vamos construir um hospital para quando? Para quê? E para pôr o quê lá dentro? Porque um hospital, ele vai acompanhado, com recursos humanos capacitados, formados e em número suficiente, o que é muito importante isso. E não vale a pena dizer ‘vamos construir um hospital' e depois não ter em conta todos os aspectos de um hospital. Deve ser um hospital de acesso facilitado aos utentes. Um hospital com capacidade técnica de abranger especialidades, de ter pessoal qualificado para trabalhar, de ter todos os consumíveis necessários. Isto é o que eu quero ver. Eu quero efectivamente que este hospital exista, porque, como pode ver, o nosso hospital é um hospital antigo, completamente desfasado daquilo que é a necessidade dos profissionais, como dos utentes. Está a chover, está tudo parado porque de um edifício para outro temos que ter guarda-chuva, temos que ter carro para locomover-nos. Isso atrapalha todo o sistema. Portanto, eu espero de verdade, que este governo já não, mas o próximo governo continue com esse projecto de hospital novo, mas que o pense de forma ampla, de forma holística. Temos que ter um hospital, mas baseado na nossa realidade e necessidades. RFI: Também se falou muito da eventualidade de se fazerem pequenos centros de saúde nas comunidades. É realista também pensar nisso? Lagchar Barreto: É realista um sistema de saúde a qualquer nível. Recomenda-se a existência de pólos comunitários distritais para que a saúde esteja perto da população. Não faz sentido alguém ter que fazer quilómetros e quilómetros para ter acesso a um sistema de saúde. Mas isso tem que estar organizado. Temos que ter uma carta sanitária que espelha quantas unidades de saúde são necessárias no país, em que localidade, quantas unidades de saúde são necessárias para dar conta desse sistema para que isso seja funcional? Porque se eu construo um edifício sanitário que seja comunitário ou um posto de saúde se não tenho quem vá lá trabalhar, se não tenho consumíveis para lá trabalhar. Nós temos que ter pessoas que pensam que para tudo acontecer, tem que ter uma coisa organizada. Eu tenho que ter o espaço, a infra-estrutura, os recursos humanos e os consumíveis necessários. E a pergunta é: ‘aquele posto de saúde é um posto de saúde importante, necessário, emergente? Ele tem que funções?' E aí o sistema começa a funcionar melhor. Porque não vale a pena só ter uma estrutura que depois está abandonada. RFI: Estão a ser criadas condições para efectivamente as pessoas terem vontade de enveredar por essa via da enfermagem, da medicina? Ouve-se muito falar de greves periódicas. Como é que estamos neste aspecto? Lagchar Barreto: A classe médica, a última vez que houve reivindicação salarial, foi em 2013. Depois, nunca mais a fez. Faz sempre reivindicação pelas condições de trabalho. O salário da classe profissional é um salário indigno para aquilo que são as nossas funções. Mas lá está, nós estamos numa área social onde nós temos que doar-nos para além de formarmos. Nós fizemos um juramento onde salvar a vida é o mais importante. Então, vamos nos sacrificar e fazer o nosso melhor. E se o sistema se organizasse com o pouco que nos é atribuído, poderia ser feito de forma mais clara para incentivar as pessoas a voltarem. Porque uma pessoa que estuda seis anos, três anos, dez anos para terminar uma licenciatura em medicina, uma especialidade, voltar cá para receber uma coisa indigna, porque é indigno aquilo que recebe e, pior ainda, encontra tantos entraves para ser enquadrado no nosso sistema, faz com que a pessoa não queira voltar, muito menos ficar. Por isso nós temos muitos médicos formados, especializados, que não voltam para São Tomé, porque se voltarem para cá, acham que vão viver na penúria. E é verdade. No início vão viver na penúria até se organizarem e viverem com o pouco que vão arrecadar no final do mês. E eu digo sempre, um sistema, quando é claro, limpo, justo, faz com que não haja mais margens para que as pessoas comecem a inventar o que fazer ou então boicotar o sistema, porque alguém que recebe mal depois não colabora com o sistema de forma correcta. Então nós temos que tentar ser mais organizados naquilo que é a gestão dos recursos humanos, alocação, atribuição das categorias, que é muito importante. Nós encontramos médicos que estão a trabalhar há 15 anos. Nunca tiveram uma promoção. Isto não é digno. RFI: Daqui a uns dias vamos ter eleições. Tem alguma expectativa relativamente a este escrutínio? Lagchar Barreto: Eu espero, de verdade, que a população vote, vote com justiça, clareza, e que os eleitos possam fazer algo por São Tomé que tanto merece. O nosso país é lindo, é pequeno, devia ser uma incubadora de uma realidade saudável, bonita, paradisíaca, como eu acho que nós merecemos ser conhecidos e chamados. E eu espero tanto que o próximo governo possa fazer a diferença, porque eu acho que já temos bases lançadas para nós melhorarmos. Actualmente temos o financiamento para um hospital. Vamos ter hospital, vamos pegar no dinheiro para esse hospital. Investir nesse hospital. Vamos sentar com as pessoas indicadas, definir os recursos humanos necessários. Vamos estabelecer contacto com pessoas para apetrechamento do hospital. Vamos adequar, vamos elaborar documentos que normalizam tudo aquilo que é para ser efectivado a nível nacional, para que as coisas possam melhorar. Portanto, é um almejo de esperança que o próximo governo e especialmente o próximo Ministro da Saúde de São Tomé veja a saúde de forma que a população são-tomense merece. Até agora, muitos não o têm feito e eu espero que daqui para frente consigamos um Ministro da Saúde que consiga ver a saúde como algo essencial, primordial e inviolável e ao qual nós temos que dedicar o nosso melhor sempre.
Nessa semana, Renata apresenta notícias interessantes, bizarras e divertidas. Para se tornar apoiador:Apoia.se: https://apoia.se/pacriminal Ou apoie na Orelo: https://orelo.cc/podcast/603ce78538a4f230cbd37521 Temos um canal no YouTube, com vídeos exclusivos todos os domingos: https://www.youtube.com/channel/UCac9ZupbqFakPcL5CQgpUoQ PIX: patriaamadapod@gmail.comEscrito e apresentado por Natália Salazar e Renata SchmidtProdução: Natália Salazar e Renata SchmidtEdição: Natália SalazarMúsica: Felipe SalazarArte: Matheus Schmidtiupokjøl,m-.< GE-mail: patriaamadapod@gmail.comIG: @pacriminal Lojinhas do PAC: https://umapenca.com/pacriminal/ https://www.redbubble.com/people/PatriaAmada/shop?asc=uSee omnystudio.com/listener for privacy information.
LEITURA BÍBLICA DO DIA: JOÃO 16:31-33 PLANO DE LEITURA ANUAL: ECLESIASTES 7–9; 2 CORÍNTIOS 13 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Uma lembrança no Facebook apareceu, mostrando-me uma foto da minha filha de 5 anos, triunfante após ganhar no divertido e competitivo jogo Cobras e escadas. Eu marquei meu irmão e minha irmã na postagem porque também o jogávamos quando crianças. O Cobras e escadas é baseado em um jogo milenar e auxilia as pessoas a aprender a contar, proporcionando-lhes a emoção de poder subir uma escada e ganhar o jogo ao chegar a 100 mais rápido. Mas cuidado! Se cair no ponto 98, descerá muito para baixo no tabuleiro, atrasando a vitória ou a tornando impossível. A vida não é exatamente assim? Jesus amorosamente nos preparou para os altos e baixos de nossos dias. Ele disse que passaríamos por aflições (JOÃO 16:33), mas também compartilhou uma mensagem da paz. Não precisamos nos abalar com as provações que enfrentamos. Por quê? Cristo já venceu o mundo! Nada é maior do que o Seu poder, portanto, nós também podemos enfrentar o que vier em nosso caminho com a “grandeza insuperável” do Seu poder disponibilizado a nós (EFÉSIOS 1:19). Assim como em Cobras e escadas, às vezes a vida apresenta uma escada que nos permite subir com alegria, e outras vezes deslizamos. Mas não precisamos viver sem esperança. Temos o poder de Jesus para nos auxiliar a superar todos os desafios. Por: KATARA PATTON
FORA da Libertadores. E sem ganhar partidas no Brasileiro, já são seis(!) derrotas seguidas. É hora de trocar o treinador? Aproveitar a data FIFA e mudar o rumo do time? O Corinthians acha que não e Marcelo Paz anuncia que o treinador está mantido. Por quanto tempo Fernando Diniz vai se segurar? Tem o apoio do jogadores, que jogam mal todas as partidas. A torcida já não apoia. Vão esperar entrar no Z4? Temos que ficar de olho nas Brabas, que essas nos dão alegria. SIGA A IRMANDADE! https://linktr.ee/irmandadecorinthiana 00:00 - 00:55 - INTRODUÇÃO 00:56 - 10:14 - DINIZ, VAZA? 10:15 - 17:09 - ELIMINADO LIBERTADORES 17:10 - 21:35 - BRASILEIRO 21:36 - 27:52 - DERROTA 27:53 - 29:37 - SELECINADOS AMISTOSOS 29:38 - 36:55 - BETS E OS CLUBES 36:56 - 40:23 - OSMAR E O MP 40:24 - 42:46 - BRABAS 42:47 - 44:55 - ENCERRAMENTO
Quer saber o que separa um projeto de tratamento de sementes no papel de uma operação eficiente e sem dor de cabeça no campo? Neste episódio #360 do Mundo Agro Podcast, Sâmia Momesso e Golbery revelam os bastidores da engenharia de projetos e da startup operacional de máquinas industriais. Descubra como alinhar cronogramas técnicos, driblar imprevistos de logística e capacitar os operadores para não transformar equipamentos de alta performance em gargalos caros. Aperte o play para aprender na prática como proteger o patrimônio genético da sua semente desde o primeiro dia de montagem. Não se esqueça de seguir o podcast aqui no Spotify e deixar sua avaliação de 5 estrelas!Links dos nossos convidados:Site Momesso : https://momesso.ind.br/Instagram Momesso:https://www.instagram.com/momessoind/Samia Momesso:https://www.instagram.com/samiamomesso/Golbery: https://www.instagram.com/golbery_r/
Tal como na estreia no campeonato, a Académica estreou-se na Taça de Portugal com uma vitória por 4-1 fora de portas, num estádio que já faz parte do roteiro turístico anual de algumas centenas de adeptos que marcaram presença em Massamá.Vamos analisar esta partida e perceber o que melhorou em relação às últimas partidas.Após este primeiro ciclo competitivo, é altura de fazer uma primeiro balanço… o plantel é o suficiente para a Académica atingir os seus objectivos? Qual a surpresa e desilusão até ao momento? Temos razões para estarmos optimistas?Para tentar responder a estas perguntas contamos com a presença do Guilherme Imperial e de um convidado, André Pereira. Eu sou o Ricardo Goucha e irei moderar este debate.
Neste episódio do Bom dia, Obvious, Marcela Ceribelli recebe a escritora Tati Bernardi para uma conversa sobre a possibilidade de aceitar as próprias loucuras como forma de romper os limites impostos às mulheres.Ao longo do papo, Tati reflete sobre o seu processo de questionar esses padrões, especialmente em ambientes de trabalho. A conversa passeia por temas como relacionamentos, relações familiares e maternidade.Use o cupom BOMDIA10 e ganhe 10% de desconto no Obvious Clube, a comunidade literária das mulheres que pensam em voz alta.Para conteúdos exclusivos do Bom dia, Obvious, assine a newsletter da Obvious Marcela Ceribelli no Instagram: @marcelaceribelliInstagram da Obvious: @obvious.ccTikTok da Obvious: @obvious.ccChapadinhas de Endorfina: @chapadinhasdeendorfinaOuça também, outros podcasts da Obvious:Podcast Chapadinhas de Endorfina.docPodcast Academia do PrazerLivros da Marcela Ceribelli:Sintomas - e o que mais aprendi quando o amor me decepcionou: AQUIAurora: O despertar da mulher exausta: AQUIInstagram da Tati Bernardi: AQUICitações: Podcast: Desculpa o Transtorno: AQUIPodcast: Desculpa alguma coisa: AQUILivro: Depois a louca sou eu - Tati Bernardi: AQUILivro: Ioga - Emmanuel Carrère: AQUILivro: Um romance russo - Emmanuel Carrère: AQUILivro: O adversário - Emmanuel Carrère: AQUILivro: Colcoz - Emmanuel Carrère: AQUI Crônica da Tati: AQUIFicou com vontade de ler “A boba da corte”? Temos um cupom exclusivo, válido até o dia 31/10. Use o cupom: OBVIOUS20 para garantir 20% de desconto no site da Fósforo.
TEMPO DE REFLETIR 01892 – 19 de setembro de 2026 Mateus 11:28 – Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso. Essa é uma passagem familiar da Bíblia e um dos mais belos convites que Jesus faz a todo ser humano. Na verdade, é um convite e uma promessa. O texto menciona duas características que as pessoas que Ele convida devem ter: estão cansadas e sobrecarregadas. Jesus não diz que precisamos de mais tempo livre, travesseiro especial, equipamento de massagem, um cruzeiro pelo Caribe, férias em Angra dos Reis, sonoterapia, nem que precisamos ir mais à igreja. Estamos cansados, desesperados e frustrados por causa das tentativas de acertar. Procuramos esse descanso em gurus, líderes espiritualistas, jejuns, retiros, penitências, nas demandas “leia mais”, “ore mais”, “faça mais”. Essas coisas não darão o descanso de que necessitamos. Esse descanso vem quando aceitamos a nós mesmos como Jesus nos aceita e admitimos, com sinceridade, que precisamos dEle. Temos que calar as vozes que dizem que não estamos fazendo o suficiente; libertar-nos do pensamento de que devemos alcançar determinada medida espiritual no menor tempo possível. O que temos que fazer? Simplesmente ir a Ele. Aproximarmo-nos como pecadores, desamparados, sem justiça, sem esperança; lançar aos pés dEle nossa culpa, nossa vergonha, problemas, medo, dúvidas, sonhos, ansiedades, sentimento de solidão. Tudo. O descanso vem quando aprendemos, em companheirismo com Ele, a criar momentos de reflexão; a colocar nossa agenda de lado; desligar o celular; tirar o telefone do gancho; trancar a porta da sala – nem que seja por alguns minutos – e então orar. Sentirmo-nos seguros nEle. Pedir paz e restauração para o coração cansado. Que peso ou pesos estamos carregando, que gostaríamos de depositar aos pés de Jesus para receber o descanso que Ele oferece? Como seria bom ter em mente que o cristianismo não é uma religião de peso para se carregar, mas de uma amizade, um relacionamento a desenvolver. Gosto deste pensamento: “Encontra-se o descanso quando se abandona toda a justificação própria, todo raciocínio partido de um fundo egoísta. Inteira entrega, aceitação de Sua vontade, eis o segredo do perfeito descanso em Seu amor” (Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 803). É nosso privilégio aceitar o convite de Jesus, experimentar Sua graça, tomar Seu jugo e encontrar descanso. Ore comigo: Quero apenas aceitar e viver em Tua graça, Pai! Toma meu fardo, jogue longe os meus pecados e me dê o descanso prometido. Por favor! Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes
Análise ao artigo "Dario Amodei: Temos de abrandar a AI…" pela Maria Inteligente e pelo Manuel Génio.Acompanhe o dia-a-dia da Maria Inteligente e o Manuel Génio no Instagram:Maria Inteligente
Nessa semana, Natália nos traz duas histórias de mulheres que sobreviveram a condições extremas, fechando nossa semana com o tema "sobrevivência". Para se tornar apoiador:Apoia.se: https://apoia.se/pacriminal Ou apoie na Orelo: https://orelo.cc/podcast/603ce78538a4f230cbd37521 Temos um canal no YouTube, com vídeos exclusivos todos os domingos: https://www.youtube.com/channel/UCac9ZupbqFakPcL5CQgpUoQ PIX: patriaamadapod@gmail.comEscrito e apresentado por Natália Salazar e Renata SchmidtProdução: Natália Salazar e Renata SchmidtEdição: Natália SalazarMúsica: Felipe SalazarArte: Matheus Schmidtiupokjøl,m-.< GE-mail: patriaamadapod@gmail.comIG: @pacriminal Lojinhas do PAC: https://umapenca.com/pacriminal/ https://www.redbubble.com/people/PatriaAmada/shop?asc=u FONTES: https://en.wikipedia.org/wiki/Vesna_Vulovi%C4%87 https://www.theguardian.com/world/2016/dec/24/vesna-vulovic-serbian-survivor-of-fall-from-plane-explosion-dies-at-66 https://people.com/plane-exploded-in-sky-sending-stewardess-into-record-free-fall-11890928 https://www.nytimes.com/2016/12/28/world/europe/vesna-vulovic-died-flight-attendant-in-plunge.html https://www.theguardian.com/world/2009/jan/13/flight-attendant-record-fall-hoax https://www.guinnessworldrecords.com/world-records/highest-fall-survived-without-parachute https://www.nationalgeographic.com/magazine/article/titanic-woman-survivor-nurse-illness-unsinkable https://museumhack.com/violet-jessop/ https://en.wikipedia.org/wiki/Violet_Jessop https://titanic.fandom.com/wiki/Violet_Constance_JessopSee omnystudio.com/listener for privacy information.
NAUJAS EPIZODAS!(EP#95)Jeigu norite palaikiti ši podkasta (Ačiū!!):Support: https://www.patreon.com/c/bmatke Svetaine: www.bmatke.comRemejas: www.proballers.com"Valdas":Valdas Dambrauskas – vienas ryškiausių Lietuvos futbolo trenerių, savo kelią pradėjęs Anglijoje ir vėliau dirbęs Lietuvoje, Latvijoje, Kroatijoje, Bulgarijoje, Graikijoje, Kipre bei Vengrijoje. Su skirtingais klubais jis iškovojo ne vieną nacionalinį titulą, o šiuo metu vadovauja Azerbaidžano klubui „Sabah“, kuris rungtyniauja UEFA Čempionų lygoje. Jo karjera – tai išskirtinė istorija apie atkaklumą, nuolatinį mokymąsi ir drąsą siekti aukščiausių tikslų.Šiame ypatingame „The Benas Podcast“ epizode kalbėjomės apie sunkią Valdo pradžią Anglijoje ir pirmąsias patirtis „Brentford“ klubo sistemoje. Aptarėme jo asmeninį požiūrį į tobulėjimą, mąstyseną ir tai, kodėl treneriui pirmiausia svarbu atrasti save kaip žmogų – tik tada gali suprasti, kokiu treneriu nori būti. Taip pat kalbėjome apie kompetencijos lanką, laikotarpį, kai Valdas labiausiai pasitikėjo savimi kaip treneriu, bei viso pokalbio metu lyginome futbolą ir krepšinį, jų kultūrą ir subtilybes. Valdas pasidalijo ir daugybe kitų įžvalgų bei istorijų iš skirtingų savo karjeros stotelių.Temos :00:00 Intro01:00 Old Trafford3:30 Valdzia / Manager'is12:00 Statistikos21:00 Sunki pradzia Anglijoje29:30 Inercija ir vizija karjerai34:15: Ose Aibangee itaka ir spaudimas55:10 Ugdyti žaidėjų savarankiškumą1:05:00 Zmoniskumas ir zinios1:09:30 Kompetencijos Arka1:22:10 ATOs
Saudações, futuro padrinho ou madrinha do RPG Next! Talvez você ainda não apoie o projeto hoje, mas acreditamos que um dia você vai fazer parte dessa aventura junto com a gente! Este episódio do Regras do D&D é exclusivo para quem já apoia o RPG Next lá no apoia.se/RPGnext, ou para membros do nosso canal no YouTube. Quem decide apoiar já ganha acesso a todos os episódios exclusivos, além de receber conteúdos antecipados e várias recompensas extras — e o melhor: não importa o valor, em qualquer nível de apoio você já desbloqueia tudo isso. Apoiar é simples e rápido, e faz toda a diferença para que nós possamos continuar criando novos podcasts, mais episódios e mais conteúdo para toda a comunidade RPGista. Então, se você gosta do que fazemos e quer ter acesso a este episódio completo e a todos os outros exclusivos, passa lá em apoia.se/RPGnext. Temos certeza de que em breve vamos poder te chamar de padrinho ou madrinha de verdade lá no nosso grupo exclusivo do WhatsApp. Até lá, obrigado por ouvir e por estar junto com a gente nessa jornada! Se você já é apoiador: Ouça aqui no Spotify: https://open.spotify.com/show/6g11105CEiIWAdClcc31Ml Ouça aqui no Apoia.se: https://apoia.se/rpgnext Ouça aqui mesmo no site do RPG Next. NOVIDADE!!! Para tornar a sua experiência ainda mais fácil e prática, agora disponibilizamos nossos conteúdos exclusivos do Apoia.se também no Spotify! Assim, você pode acessar tudo em um só lugar, sem precisar alternar entre plataformas. Quer saber como ativar essa opção e ouvir nossos episódios exclusivos diretamente no Spotify? Acesse este artigo com o passo a passo: https://suporte.apoia.se/hc/pt-br/articles/30944727495579-Ou%C3%A7a-%C3%A1udios-exclusivos-da-APOIA-se-no-Spotify Obrigado por apoiar nosso trabalho! Seu suporte faz toda a diferença. Boletim Informativo RPG Next https://bit.ly/boletim-informativo-rpg-next O RPG Next agora tem um grupo oficial no Telegram! Venha trocar ideias, compartilhar suas aventuras e se conectar com outros jogadores apaixonados por RPG. Entre agora e faça parte dessa comunidade épica: https://t.me/RpgNextOficial . Acesse nossos conteúdos antecipados e exclusivos pelo APP do Apoia-se Disponível para Android e iOS! Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.apoiasemobile&pli=1 iOS: https://apps.apple.com/us/app/apoia-se/id1665747795 https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-and-dragons-starter-set-heroes-of-the-borderlands/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-and-dragons-stranger-things-bem-vindo-ao-jogo-hellfire-club-adventure/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-livro-do-jogador-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-dungeon-masters-guide-livro-do-mestre-5-5e-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-monster-manual-livro-dos-monstros-5-5e-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-dungeon-masters-screen-2024/ Quer jogar RPG sem precisar montar grupo ou preparar nada? Agora você pode! Encontre todas as vagas on-line com Mestres de Aluguel no site do RPG Next e entre de cabeça em aventuras épicas conduzidas por narradores experientes! O serviço é pago e funciona por assinatura mensal, com cobrança exclusivamente via cartão de crédito. ♂️ O Mestre de Aluguel conduz toda a sessão — você só precisa escolher o sistema, montar seu personagem e se divertir! No site, você encontra um vídeo de apresentação e todas as informações sobre como participar, bem como link público para o grupo de WhatsApp de cada Mestre de RPG. Confira as mesas disponíveis agora em:https://www.rpgnext.com.br/categoria-produto/servico-de-mestre-de-aluguel/ SERVIDOR DO DISCORD - D&D BR: https://discord.gg/zYvhQETBEq APOIE NOSSA CAUSA! Nosso Plano de Assinaturas do APOIA.SE! Acesse e veja nossas recompensas para os apoiadores. https://rpgnext.com.br/doadores/ COMPARTILHE! Nosso site é https://rpgnext.com.br, Nossa Campanha do APOIA.SE: https://apoia.se/rpgnext Facebook RpgNextPage, Grupo do Facebook RPGNext Group, Instagram RPG Next Oficial, Bluesky rpgnext.bsky.social, Canal do YouTube, Vote no iTunes do Tarrasque na Bota e no iTunes do RPG Next Podcast com 5 estrelas para também ajudar na divulgação! DEIXE SEU FEEDBACK! Se quiser deixar seu feedback, nos envie um e-mail em contato@rpgnext.com.br ou faça um comentário nesse post logo abaixo. Seu comentário é muito importante para a melhoria dos próximos episódios. Beleza? Muito obrigado pelo suporte, pessoal! Contato Instagram / Facebook / Bluesky / TikTok / YouTube
Foi uma das imagens mais marcantes da seca recorde na Amazônia, em 2023 e 2024: centenas de botos não sobreviveram à última ocorrência do fenômeno climático El Niño, que, associado ao aumento das temperaturas no planeta, levou à morte em massa de um dos animais mais simbólicos do bioma. Agora, com o fenômeno voltando a se configurar com uma intensidade ainda maior, instituições, governos e comunidades locais se mobilizam para que a tragédia ambiental não se repita. Da última vez, mais de 300 botos não resistiram a uma temperatura que chegou quase aos 41 ºC nos lagos Tefé e Coari, no Amazonas. O caso, com repercussão internacional, ilustrou um drama que se multiplicou em diversos outros lagos amazônicos, mais vulneráveis à alta dos termômetros, à seca e à redução dos níveis de oxigênio na água. Milhões de peixes morreram, com impacto nos ecossistemas e também na alimentação e na economia locais, à base da pesca. "Os lagos são o ambiente mais vulnerável a esses eventos de seca, porque o rio tem um fluxo muito contínuo. Ele é fundo, não vai secar completamente. O rio, por ter essa turbulência, em uma velocidade alta, não esquenta da mesma maneira”, explica o pesquisador Ayan Fleischmann, engenheiro ambiental do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, em Tefé. Os alertas da Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU, sobre a chegada de um novo El Niño, desta vez “muito forte”, ampliaram a vigilância na região, em um contexto em que os recordes de calor continuam a ser batidos. A entidade antecipa que, nessas condições, pelo menos um ano entre 2026 e 2030 será o mais quente jamais registrado – marca que hoje é de 2024. Outros fatores do aquecimento "Não é só o El Niño que justificou isso. A gente teve outros elementos importantes na origem dessa seca, como o aquecimento de parte do Oceano Atlântico Tropical Norte, diferente do El Niño, que aquece parte do Pacífico”, acrescenta Fleischmann. "Tudo indica que agora vai ser um El Niño muito forte, mas que tende a afetar mais a seca do ano que vem [na Amazônia]. A gente está na expectativa de que não gere uma seca tão forte nesse período de seca de 26, entre setembro, outubro e novembro.” O pesquisador coordena o projeto Lagos Sentinela da Amazônia, lançado em 2025 para a prevenção de uma nova catástrofe ambiental em cinco principais lagos dos rios Solimões e Amazonas. O programa conta com a participação ativa de cerca de 50 comunidades locais nos estados do Amazonas e Pará, que atuam na troca de informações – como alterações no comportamento dos animais – e na resposta imediata a eventuais anomalias. O objetivo é identificar com antecedência quando a situação se aproximar de um estado crítico e coordenar a reação para proteger os ecossistemas e populações. O acesso à água potável é uma das consequências mais dramáticas para ribeirinhos e moradores de áreas de várzea em períodos de seca extrema. Monitoramento intenso da água e do clima Por enquanto, os níveis da água, da temperatura e da oxigenação estão normais, indica Fleischmann, depois de um ano em que as cheias até superaram os números habituais. "A gente tem em dois pontos do lago sensores automáticos de temperatura da água, oxigênio dissolvido, que medem esses parâmetros de dez em dez minutos em várias profundidades do lago. Depois, em cinco comunidades, a gente tem temperatura de água sendo monitorada junto com as escolas das comunidades e também com sensores automáticos”, detalha. "Temos duas estações meteorológicas, que medem, de cinco em cinco minutos, o vento, a velocidade do vento, direção do vento, a chuva, a temperatura do ar, a umidade do ar. A gente ainda tem seis pontos do lago que a gente monitora mensalmente, e aí já são mais de 30 parâmetros físico-químicos e biológicos. Ou seja, a gente chega nessa nova seca com uma análise bastante avançada de como é o estado do lago, a normalidade dele”, complementa. Medidas de emergência O pesquisador sublinha que é impossível impedir uma nova mortalidade de botos, peixes e outros animais, uma vez que o aquecimento dos lagos não pode ser contido. Entretanto, medidas como o redirecionamento das espécies para áreas menos afetadas se mostraram eficazes no último episódio de seca – algo que poderá se repetir, com o apoio técnico do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), habilitado para este tipo de operação. "Essa imprevisibilidade do clima é um fator presente agora. Isso traz, por um lado, muito medo, mas, por outro, traz uma certa tendência de mobilização em direção a uma adaptação maior”, salienta.
Saudações, futuro padrinho ou madrinha do RPG Next! Talvez você ainda não apoie o projeto hoje, mas acreditamos que um dia você vai fazer parte dessa aventura junto com a gente! Este episódio do Neuronautas é exclusivo para quem já apoia o RPG Next lá no apoia.se/RPGnext, ou para membros do nosso canal no YouTube. Quem decide apoiar já ganha acesso a todos os episódios exclusivos, além de receber conteúdos antecipados e várias recompensas extras — e o melhor: não importa o valor, em qualquer nível de apoio você já desbloqueia tudo isso. Apoiar é simples e rápido, e faz toda a diferença para que nós possamos continuar criando novos podcasts, mais episódios e mais conteúdo para toda a comunidade RPGista. Então, se você gosta do que fazemos e quer ter acesso a este episódio completo e a todos os outros exclusivos, passa lá em apoia.se/RPGnext. Temos certeza de que em breve vamos poder te chamar de padrinho ou madrinha de verdade lá no nosso grupo exclusivo do WhatsApp. Até lá, obrigado por ouvir e por estar junto com a gente nessa jornada! Se você já é apoiador: Ouça aqui no Spotify: https://open.spotify.com/show/6g11105CEiIWAdClcc31Ml Ouça aqui no Apoia.se: https://apoia.se/rpgnext Ouça aqui mesmo no site do RPG Next. NOVIDADE!!! Para tornar a sua experiência ainda mais fácil e prática, agora disponibilizamos nossos conteúdos exclusivos do Apoia.se também no Spotify! Assim, você pode acessar tudo em um só lugar, sem precisar alternar entre plataformas. Quer saber como ativar essa opção e ouvir nossos episódios exclusivos diretamente no Spotify? Acesse este artigo com o passo a passo: https://suporte.apoia.se/hc/pt-br/articles/30944727495579-Ou%C3%A7a-%C3%A1udios-exclusivos-da-APOIA-se-no-Spotify Obrigado por apoiar nosso trabalho! Seu suporte faz toda a diferença. Boletim Informativo RPG Next https://bit.ly/boletim-informativo-rpg-next O RPG Next agora tem um grupo oficial no Telegram! Venha trocar ideias, compartilhar suas aventuras e se conectar com outros jogadores apaixonados por RPG. Entre agora e faça parte dessa comunidade épica: https://t.me/RpgNextOficial . Acesse nossos conteúdos antecipados e exclusivos pelo APP do Apoia-se Disponível para Android e iOS! Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.apoiasemobile&pli=1 iOS: https://apps.apple.com/us/app/apoia-se/id1665747795 https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-and-dragons-starter-set-heroes-of-the-borderlands/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-livro-do-jogador-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-dungeon-masters-guide-livro-do-mestre-5-5e-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-monster-manual-livro-dos-monstros-5-5e-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-dungeon-masters-screen-2024/ 10 Quer jogar RPG sem precisar montar grupo ou preparar nada? Agora você pode! Encontre todas as vagas on-line com Mestres de Aluguel no site do RPG Next e entre de cabeça em aventuras épicas conduzidas por narradores experientes! O serviço é pago e funciona por assinatura mensal, com cobrança exclusivamente via cartão de crédito. ♂️ O Mestre de Aluguel conduz toda a sessão — você só precisa escolher o sistema, montar seu personagem e se divertir! No site, você encontra um vídeo de apresentação e todas as informações sobre como participar, bem como link público para o grupo de WhatsApp de cada Mestre de RPG. Confira as mesas disponíveis agora em:https://www.rpgnext.com.br/categoria-produto/servico-de-mestre-de-aluguel/ SERVIDOR DO DISCORD - D&D BR: https://discord.gg/zYvhQETBEq APOIE NOSSA CAUSA! Nosso Plano de Assinaturas do APOIA.SE! Acesse e veja nossas recompensas para os apoiadores. https://rpgnext.com.br/doadores/ COMPARTILHE! Nosso site é https://rpgnext.com.br, Nossa Campanha do APOIA.SE: https://apoia.se/rpgnext Facebook RpgNextPage, Grupo do Facebook RPGNext Group, Instagram RPG Next Oficial, Bluesky rpgnext.bsky.social, Canal do YouTube, Vote no iTunes do Tarrasque na Bota e no iTunes do RPG Next Podcast com 5 estrelas para também ajudar na divulgação! DEIXE SEU FEEDBACK! Se quiser deixar seu feedback, nos envie um e-mail em contato@rpgnext.com.br ou faça um comentário nesse post logo abaixo. Seu comentário é muito importante para a melhoria dos próximos episódios. Beleza? Muito obrigado pelo suporte, pessoal! Contato Instagram / Facebook / Bluesky / TikTok / YouTube
Ver um telejornal está cada vez mais difícil: crise climática, negacionismo, ódio, racismo, misoginia, homofobia, preconceitos em geral... Pessoas conscientes quase sempre se revoltam com isso. Tem como se manter informado sem ter um piripaque?Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.>> OUÇA (51min 47s)*SOBRE O NARUHODONaruhodo! (@naruhodopodcast) é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka (@kenfujioka), e o cientista PhD, Altay de Souza (@altayals).Edição: Reginaldo Cursino (@reginaldocursino)Ilustração e Capa: Felipe Cruz (@felipecruzart)http://naruhodo.b9.com.br*REFERÊNCIASMen, Women and Social Connectionshttps://www.pewresearch.org/social-trends/2025/01/16/men-women-and-social-connections/May 2021 American Perspectives Surveyhttps://www.americansurveycenter.org/download/may-2021-american-perspectives-survey/Dealing with information overload: a comprehensive reviewhttps://www.frontiersin.org/journals/psychology/articles/10.3389/fpsyg.2023.1122200/fullStrategies for managing information overload: a systematic reviewhttps://www.emerald.com/jd/article-abstract/82/2/249/1332007/Strategies-for-managing-information-overload-aStop Fiddling With Your Phone and Go Offline: People Experiencing High Information Overload Have Sparse Online Sessionshttps://dl.acm.org/doi/full/10.1145/3772318.3790822Modeling Information Anxietyhttps://scholarworks.sjsu.edu/libphilprac/2758/Assessing the relationship between information overload, role stress, and teachers' job performance: Exploring the moderating effect of self-efficacyhttps://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/02666669241232422Slow Death (Sovereignty, Obesity, Lateral Agency)https://www.journals.uchicago.edu/doi/10.1086/521568Understanding Price Formation through a Boid-Based Analysis: Insights from Thailand in the Context of Emerging Economies https://ir.ide.go.jp/record/2001524/files/IDP000975_001.pdfNecropolitics https://web.archive.org/web/20151010043651/https://www.dartmouth.edu/~lhc/docs/achillembembe.pdfNASCIMENTO DA BIOPOLÍTICAhttps://digitecavfx.pt/index.php?page=13&id=355&db=American Civil War https://www.britannica.com/event/American-Civil-WarCultural Revolution https://www.britannica.com/event/Cultural-RevolutionWriting Value in a Neoliberal World: Necropolitics and Affective Rhetorichttps://link.springer.com/chapter/10.1057/9781137547774_1Spatial ecology: Its effects on the choice of friends and enemieshttps://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/0022103176900305Naruhodo #467 - Como tomar decisões sob pressão? https://www.youtube.com/watch?v=q12bkQ1-o5ENaruhodo #333 - Quais as consequências do excesso de reuniões virtuais?https://www.youtube.com/watch?v=XMQdUfCWKEkNaruhodo #414 - A educação científica salvará o mundo? https://www.youtube.com/watch?v=OLaBswwX9yMNaruhodo #39 - A ignorância é uma benção? https://www.youtube.com/watch?v=MIKhzU6VNy8Naruhodo #357 - Existe possibilidade de consenso na polarização? https://www.youtube.com/watch?v=KhyKRnhjnbwNaruhodo #336 - Podemos confiar nas pesquisas eleitorais? - Parte 1 de 2https://www.youtube.com/watch?v=6pdBfd6RoboNaruhodo #337 - Podemos confiar nas pesquisas eleitorais? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=VxtAD9gINSQNaruhodo #267 - O que é dissonância cognitiva? https://www.youtube.com/watch?v=1xJwqmir5UwNaruhodo #268 - O que é dissonância cognitiva? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=--OHlHmOQTMNaruhodo #453 - Existe racismo reverso?https://www.youtube.com/watch?v=j2v4E7GWX7MNaruhodo #436 - A violência faz parte da "natureza humana"? https://www.youtube.com/watch?v=AnjRI8sfTJQNaruhodo #348 - Sentir medo e ansiedade é algo ruim? https://www.youtube.com/watch?v=u30dN7ACvE4Naruhodo #312 - Ficar sentado muito tempo aumenta a chance de morrer mais cedo?https://www.youtube.com/watch?v=6ZFLoDFLFTYNaruhodo #346 - Programação Neurolinguística (PNL) tem base científica? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=p9-iauANzY0Naruhodo #347 - Programação Neurolinguística (PNL) tem base científica? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=yggQXOE9lRYNaruhodo #285 - Por que outras pessoas não entendem coisas que são óbvias para nós?https://www.youtube.com/watch?v=sG51qICc-ewNaruhodo #469 - Temos livre arbítrio? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=nwPwrLeZrRANaruhodo #470 - Temos livre arbítrio? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=rPnl-FJrVbsNaruhodo #429 - Qual o impacto das bets em nossas vidas? https://www.youtube.com/watch?v=g8lC8YEJRcQ*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo
Nessa semana, Renata nos conta a trágica história da brasileira assassinada em Limerick, na Irlanda. Para se tornar apoiador:Apoia.se: https://apoia.se/pacriminal Ou apoie na Orelo: https://orelo.cc/podcast/603ce78538a4f230cbd37521 Temos um canal no YouTube, com vídeos exclusivos todos os domingos: https://www.youtube.com/channel/UCac9ZupbqFakPcL5CQgpUoQ PIX: patriaamadapod@gmail.comEscrito e apresentado por Natália Salazar e Renata SchmidtProdução: Natália Salazar e Renata SchmidtEdição: Natália SalazarMúsica: Felipe SalazarArte: Matheus Schmidtiupokjøl,m-.< GE-mail: patriaamadapod@gmail.comIG: @pacriminal Lojinhas do PAC: https://umapenca.com/pacriminal/ https://www.redbubble.com/people/PatriaAmada/shop?asc=uSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O RADIO da semana traz as principais notícias do ciclismo com a Vuelta a España chegando ao seu momento decisivo.Será mesmo que vai dar Enric Mas?Na pauta, destaque para a Volta de SC 2026, que viu os colombianos brilharem novamente, mas os brasileiros deixaram ótima impressão.E a Serra do Rio do Rastro, hein? Temos uma subida mítica no Brasil!Tudo isso e muito mais no podcast Gregario, com Ana Lidia Borba e Leandro BittarFoto: @lucashahn_foto/@voltadesanfacatarina
Horror! Medo! Desespero! O Podtrash de hoje é especial! Gravamos este episódio no aniversário do Shin Koheo, em homenagem ao aniversário das Baratas! E com um monte de barata, obviamente falamos de Joe e as Baratas, o filme que inspirou o Shin Koheo a fundar sua camiseteria! Temos 40 mil baratas, números musicais, gentrificação, senhorio […]
O que esperar e como assistir o lançamento do iPhone Ultra e iPhone 18 Pro?OpenAI lança Astra, seu modelo mais poderoso para entrar na era da AGI;Senado aprova fim da taxa das blusinhas para compras de até US$ 50 no exterior;E muito mais!
Nvidia anuncia compra da Hugging Face por quase US$ 13 bilhões;Os novos controles do Playstaiton 5 para GTA 6;Vazam preços dos novos iPhones;E muito mais!
Dell 14S traz design colorido em alumínio e promete 21h de bateria;Anthropic lança Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1 com maior precisão;Os novos lançamentos da Huawei;E muito mais!
John Ternus é o novo CEO da Apple e Tim Cook se despede;Meta, TikTok e YouTube retiram perfis de Renan Santos do ar; IA brasileira usada por policiais reduziu crimes em 27%;E muito mais!
Nessa semana, Renata nos conta sobre o crime que, por anos, ficou desconhecido pelo público. ERRATA: A personagem "Nina" de Avenida Brasil foi a primeira protagonista de Débora Falabella em horário nobre, seu primeiro papel de protagonista de novela foi em Sinhá Moça, em 2006! Para se tornar apoiador:Apoia.se: https://apoia.se/pacriminal Ou apoie na Orelo: https://orelo.cc/podcast/603ce78538a4f230cbd37521 Temos um canal no YouTube, com vídeos exclusivos todos os domingos: https://www.youtube.com/channel/UCac9ZupbqFakPcL5CQgpUoQ PIX: patriaamadapod@gmail.comEscrito e apresentado por Natália Salazar e Renata SchmidtProdução: Natália Salazar e Renata SchmidtEdição: Natália SalazarMúsica: Felipe SalazarArte: Matheus Schmidtiupokjøl,m-.< GE-mail: patriaamadapod@gmail.comIG: @pacriminal Lojinhas do PAC: https://umapenca.com/pacriminal/ https://www.redbubble.com/people/PatriaAmada/shop?asc=uSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Saudações, futuro padrinho ou madrinha do RPG Next! Talvez você ainda não apoie o projeto hoje, mas acreditamos que um dia você vai fazer parte dessa aventura junto com a gente! Este episódio do Regras do D&D é exclusivo para quem já apoia o RPG Next lá no apoia.se/RPGnext, ou para membros do nosso canal no YouTube. Quem decide apoiar já ganha acesso a todos os episódios exclusivos, além de receber conteúdos antecipados e várias recompensas extras — e o melhor: não importa o valor, em qualquer nível de apoio você já desbloqueia tudo isso. Apoiar é simples e rápido, e faz toda a diferença para que nós possamos continuar criando novos podcasts, mais episódios e mais conteúdo para toda a comunidade RPGista. Então, se você gosta do que fazemos e quer ter acesso a este episódio completo e a todos os outros exclusivos, passa lá em apoia.se/RPGnext. Temos certeza de que em breve vamos poder te chamar de padrinho ou madrinha de verdade lá no nosso grupo exclusivo do WhatsApp. Até lá, obrigado por ouvir e por estar junto com a gente nessa jornada! Se você já é apoiador: Ouça aqui no Spotify: https://open.spotify.com/show/6g11105CEiIWAdClcc31Ml Ouça aqui no Apoia.se: https://apoia.se/rpgnext Ouça aqui mesmo no site do RPG Next. NOVIDADE!!! Para tornar a sua experiência ainda mais fácil e prática, agora disponibilizamos nossos conteúdos exclusivos do Apoia.se também no Spotify! Assim, você pode acessar tudo em um só lugar, sem precisar alternar entre plataformas. Quer saber como ativar essa opção e ouvir nossos episódios exclusivos diretamente no Spotify? Acesse este artigo com o passo a passo: https://suporte.apoia.se/hc/pt-br/articles/30944727495579-Ou%C3%A7a-%C3%A1udios-exclusivos-da-APOIA-se-no-Spotify Obrigado por apoiar nosso trabalho! Seu suporte faz toda a diferença. Boletim Informativo RPG Next https://bit.ly/boletim-informativo-rpg-next O RPG Next agora tem um grupo oficial no Telegram! Venha trocar ideias, compartilhar suas aventuras e se conectar com outros jogadores apaixonados por RPG. Entre agora e faça parte dessa comunidade épica: https://t.me/RpgNextOficial . Acesse nossos conteúdos antecipados e exclusivos pelo APP do Apoia-se Disponível para Android e iOS! Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.apoiasemobile&pli=1 iOS: https://apps.apple.com/us/app/apoia-se/id1665747795 https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-and-dragons-starter-set-heroes-of-the-borderlands/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-livro-do-jogador-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-dungeon-masters-guide-livro-do-mestre-5-5e-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-monster-manual-livro-dos-monstros-5-5e-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-dungeon-masters-screen-2024/ Quer jogar RPG sem precisar montar grupo ou preparar nada? Agora você pode! Encontre todas as vagas on-line com Mestres de Aluguel no site do RPG Next e entre de cabeça em aventuras épicas conduzidas por narradores experientes! O serviço é pago e funciona por assinatura mensal, com cobrança exclusivamente via cartão de crédito. ♂️ O Mestre de Aluguel conduz toda a sessão — você só precisa escolher o sistema, montar seu personagem e se divertir! No site, você encontra um vídeo de apresentação e todas as informações sobre como participar, bem como link público para o grupo de WhatsApp de cada Mestre de RPG. Confira as mesas disponíveis agora em:https://www.rpgnext.com.br/categoria-produto/servico-de-mestre-de-aluguel/ SERVIDOR DO DISCORD - D&D BR: https://discord.gg/zYvhQETBEq APOIE NOSSA CAUSA! Nosso Plano de Assinaturas do APOIA.SE! Acesse e veja nossas recompensas para os apoiadores. https://rpgnext.com.br/doadores/ COMPARTILHE! Nosso site é https://rpgnext.com.br, Nossa Campanha do APOIA.SE: https://apoia.se/rpgnext Facebook RpgNextPage, Grupo do Facebook RPGNext Group, Instagram RPG Next Oficial, Bluesky rpgnext.bsky.social, Canal do YouTube, Vote no iTunes do Tarrasque na Bota e no iTunes do RPG Next Podcast com 5 estrelas para também ajudar na divulgação! DEIXE SEU FEEDBACK! Se quiser deixar seu feedback, nos envie um e-mail em contato@rpgnext.com.br ou faça um comentário nesse post logo abaixo. Seu comentário é muito importante para a melhoria dos próximos episódios. Beleza? Muito obrigado pelo suporte, pessoal! Contato Instagram / Facebook / Bluesky / TikTok / YouTube
arquivo 015 Ser influenciado sempre foi algo normal, mesmo antes das redes sociais existirem. Talvez o meu maior choque atual seja a rapidez que as tendências de moda, música, beleza, lifestyle etc chegam e passam na mesma velocidade. O quanto ainda temos personalidade para saber dizer sim, ou saber dizer não para algo que não combina com a gente? O quanto do nosso desejo ainda é nosso, e o quanto disso nasce de um consumo de informações do outro que no final do dia, está nos influenciando em tudo - na forma de viver, no que comprar ou na forma de se portar. Não acredito que há algo de errado em querer, em experimentar ou até mesmo conquistar vontades materiais. O que eu realmente tenho pensado ultimamente é: será que ainda temos personalidade para escolher as coisas? Ou só estamos vivendo replicando?
A antropomorfização já foi muitas vezes utilizada sob o pretexto de facilitar a compreensão de coisas. Mas, na IA, ela acaba facilitando mesmo é o entendimento equivocado de diversos conceitos. Por exemplo: a IA pensa? Se sim, como? O que IA e cérebro tem em comum? Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (59min 16s) CONVIDADO ESPECIAL: André Cravo André Cravo possui graduação em Psicologia pela Universidade de São Paulo (2005) e doutorado em Neurofisiologia pela Universidade de São Paulo (2011) com um estágio na Universidade de Oxford. Atualmente é professor associado da Universidade Federal do ABC e coordenador do programa em Pós-Graduação em Neurociência e Cognição. * SOBRE O NARUHODO Naruhodo! (@naruhodopodcast) é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka (@kenfujioka), e o cientista PhD, Altay de Souza (@altayals). Edição: Reginaldo Cursino (@reginaldocursino) Ilustração e Capa: Felipe Cruz (@felipecruzart) http://naruhodo.b9.com.br * REFERÊNCIAS Conscious Processing and the Global Neuronal Workspace Hypothesis https://www.cell.com/neuron/fulltext/S0896-6273(20)30052-0?_returnURL=https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS0896627320300520%3Fshowall%3Dtrue Conscious artificial intelligence and biological naturalism https://www.cambridge.org/core/journals/behavioral-and-brain-sciences/article/conscious-artificial-intelligence-and-biological-naturalism/C9912A5BE9D806012E3C8B3AF612E39A LINEARITY OF RELATION DECODING IN TRANSFORMER LANGUAGE MODELS https://arxiv.org/pdf/2308.09124 A neuronal model of a global workspace in effortful cognitive tasks https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.95.24.14529 Is artificial consciousness achievable? Lessons from the human brain https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0893608024006385 Verbalizable Representations Form a Global Workspace in Language Models https://transformer-circuits.pub/2026/workspace/index.html#methods Subliminal Learning: Language models transmit behavioral traits via hidden signals in data https://arxiv.org/abs/2507.14805 On the Biology of a Large Language Model https://transformer-circuits.pub/2025/attribution-graphs/biology.html Towards Monosemanticity: Decomposing Language Models With Dictionary Learning https://transformer-circuits.pub/2023/monosemantic-features/index.html The Severe Electrician Shortage in America: Is There an End in Sight? https://qmerit.com/blog/electrician-shortage-what-it-means-for-electrical-contractors/ The full-length interview with Elon Musk | The Economist https://www.youtube.com/watch?v=XuoqKYxDHVc&t=2s TikTok inicia obra de mega data center no Ceará https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2026/01/16/obras-do-mega-data-center-do-tiktok-comecam-no-ceara.ghtml Entre sistemas e discursos https://www.youtube.com/watch?v=kW21iEryZvY Jacobian Conjecture is False https://x.com/__alpoge__/status/2079028340955197566 Terence Tao – How the world's top mathematician uses AI https://www.youtube.com/watch?v=Q8Fkpi18QXU Naruhodo #443 - Quais os impactos dos robôs em nossas vidas? Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=tCUsvZ9hQ60 Naruhodo #444 - Quais os impactos dos robôs em nossas vidas? Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=yLVhdONlrug Naruhodo #450 - A inteligência artificial afeta nossa capacidade cognitiva? https://www.youtube.com/watch?v=YjMTEGrgHDw Naruhodo #377 - Aprendemos melhor fazendo pausas? https://www.youtube.com/watch?v=PZVVN9lHeno Naruhodo #109 - O cérebro humano é um computador? https://www.youtube.com/watch?v=s3RCSFfV-OQ Naruhodo #461 - O que é a teoria da Incompletude de Godel? https://www.youtube.com/watch?v=XQRu2ogFvMQ Naruhodo #222 - Existe cognição quântica? https://www.youtube.com/watch?v=J3jjmo7ly18 Naruhodo #379 - Como nós nos tornamos nós? https://www.youtube.com/watch?v=fI9rqAJfcUU Naruhodo #469 - Temos livre arbítrio? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=nwPwrLeZrRA Naruhodo #470 - Temos livre arbítrio? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=rPnl-FJrVbs Naruhodo #435 - Jogar videogame pode ajudar a curar doenças? https://www.youtube.com/watch?v=7Ob___Y97d4 Naruhodo #263 - O que é transumanismo? https://www.youtube.com/watch?v=Ni9JH0IzxBY Naruhodo #277 - O que é singularidade? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=7-5xGhHrpKs Naruhodo #278 - O que é singularidade? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=euBpSfbX3lk Naruhodo #267 - O que é dissonância cognitiva? https://www.youtube.com/watch?v=1xJwqmir5Uw Naruhodo #268 - O que é dissonância cognitiva? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=--OHlHmOQTM Naruhodo Entrevista #33: André Cravo https://www.youtube.com/watch?v=8qbsSI-uECQ * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo
To get transcripts and additional notes (and to support the podcast), please visit: https://buymeacoffee.com/elisousaPlease note that simple, unedited transcripts are available on that site. Additional notes are available for private students. Are you one of them? Send me an email requesting the notes!To get started right away in my school and learn more about how we can help you, start here: https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/Now, here is the essay for your benefit. Superstições ao longo do tempo e os brasileiros nisso Os brasileiros são um povo supersticioso. Mesmo que não acredita nessas crendices, tende a respeitá-las. Por isso, diz-se má sorte EM VEZ DE azar. Por quê? Por que falar azar traz má sorte.Temos várias outras superstições. NADA DE comer e tomar banho, SENÃO vai passar mal. E AI DE QUEM deixar na porta os calçados emborcados: quem paga por esse deslize é a mãe, que HÁ DE sofrer um acidente ou até mesmo ter um piripaque e morrer.Muitas superstições vêm e vão. Algumas, porém, perduram séculos e se transformam ao longo do tempo.VEJA SÓ. Antigamente, casar-se em maio era desaconselhado. Por quê? Porque foi nesse mês que Remo, um dos fundadores mitológicos de Roma, foi assassinado pelo irmão, Rômulo. Para aplacar os maus espíritos (incluindo o espírito de Remo), os romanos faziam oferendas nos dias 9, 11 e 13 de maio, num festival que ficou conhecido como “Lemúrias”. Acreditava-se que as oferendas acalmavam os espíritos.E o que acontecia a quem DESOBEDECESSE ao conselho? Sua vida era encurtada. Não sabemos se é verdade, mas, de todos os reis portugueses, os três que se casaram em maio sofreram destinos terríveis: Um viveu com problemas, outro enviuvou em 14 meses e o último foi assassinado... 22 anos depois de se casar.E agora, OLHE QUE LEGAL. Essa antiga superstição FOI DESAPARECENDO e desaparecendo... e hoje, maio é o mês das noivas. QUE INESPERADO, não é?
Saudações, futuro padrinho ou madrinha do RPG Next! Talvez você ainda não apoie o projeto hoje, mas acreditamos que um dia você vai fazer parte dessa aventura junto com a gente! Este episódio do Regras do D&D é exclusivo para quem já apoia o RPG Next lá no apoia.se/RPGnext, ou para membros do nosso canal no YouTube. Quem decide apoiar já ganha acesso a todos os episódios exclusivos, além de receber conteúdos antecipados e várias recompensas extras — e o melhor: não importa o valor, em qualquer nível de apoio você já desbloqueia tudo isso. Apoiar é simples e rápido, e faz toda a diferença para que nós possamos continuar criando novos podcasts, mais episódios e mais conteúdo para toda a comunidade RPGista. Então, se você gosta do que fazemos e quer ter acesso a este episódio completo e a todos os outros exclusivos, passa lá em apoia.se/RPGnext. Temos certeza de que em breve vamos poder te chamar de padrinho ou madrinha de verdade lá no nosso grupo exclusivo do WhatsApp. Até lá, obrigado por ouvir e por estar junto com a gente nessa jornada! Se você já é apoiador: Ouça aqui no Spotify: https://open.spotify.com/show/6g11105CEiIWAdClcc31Ml Ouça aqui no Apoia.se: https://apoia.se/rpgnext Ouça aqui mesmo no site do RPG Next. NOVIDADE!!! Para tornar a sua experiência ainda mais fácil e prática, agora disponibilizamos nossos conteúdos exclusivos do Apoia.se também no Spotify! Assim, você pode acessar tudo em um só lugar, sem precisar alternar entre plataformas. Quer saber como ativar essa opção e ouvir nossos episódios exclusivos diretamente no Spotify? Acesse este artigo com o passo a passo: https://suporte.apoia.se/hc/pt-br/articles/30944727495579-Ou%C3%A7a-%C3%A1udios-exclusivos-da-APOIA-se-no-Spotify Obrigado por apoiar nosso trabalho! Seu suporte faz toda a diferença. Boletim Informativo RPG Next https://bit.ly/boletim-informativo-rpg-next O RPG Next agora tem um grupo oficial no Telegram! Venha trocar ideias, compartilhar suas aventuras e se conectar com outros jogadores apaixonados por RPG. Entre agora e faça parte dessa comunidade épica: https://t.me/RpgNextOficial . Acesse nossos conteúdos antecipados e exclusivos pelo APP do Apoia-se Disponível para Android e iOS! Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.apoiasemobile&pli=1 iOS: https://apps.apple.com/us/app/apoia-se/id1665747795 https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-and-dragons-starter-set-heroes-of-the-borderlands/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-livro-do-jogador-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-dungeon-masters-guide-livro-do-mestre-5-5e-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-monster-manual-livro-dos-monstros-5-5e-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-dungeon-masters-screen-2024/ Quer jogar RPG sem precisar montar grupo ou preparar nada? Agora você pode! Encontre todas as vagas on-line com Mestres de Aluguel no site do RPG Next e entre de cabeça em aventuras épicas conduzidas por narradores experientes! O serviço é pago e funciona por assinatura mensal, com cobrança exclusivamente via cartão de crédito. ♂️ O Mestre de Aluguel conduz toda a sessão — você só precisa escolher o sistema, montar seu personagem e se divertir! No site, você encontra um vídeo de apresentação e todas as informações sobre como participar, bem como link público para o grupo de WhatsApp de cada Mestre de RPG. Confira as mesas disponíveis agora em:https://www.rpgnext.com.br/categoria-produto/servico-de-mestre-de-aluguel/ SERVIDOR DO DISCORD - D&D BR: https://discord.gg/zYvhQETBEq APOIE NOSSA CAUSA! Nosso Plano de Assinaturas do APOIA.SE! Acesse e veja nossas recompensas para os apoiadores. https://rpgnext.com.br/doadores/ COMPARTILHE! Nosso site é https://rpgnext.com.br, Nossa Campanha do APOIA.SE: https://apoia.se/rpgnext Facebook RpgNextPage, Grupo do Facebook RPGNext Group, Instagram RPG Next Oficial, Bluesky rpgnext.bsky.social, Canal do YouTube, Vote no iTunes do Tarrasque na Bota e no iTunes do RPG Next Podcast com 5 estrelas para também ajudar na divulgação! DEIXE SEU FEEDBACK! Se quiser deixar seu feedback, nos envie um e-mail em contato@rpgnext.com.br ou faça um comentário nesse post logo abaixo. Seu comentário é muito importante para a melhoria dos próximos episódios. Beleza? Muito obrigado pelo suporte, pessoal! Contato Instagram / Facebook / Bluesky / TikTok / YouTube
O que é que já fez em casa de alguém e ninguém sabe?