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Devocional do dia 21/07/2026 com o tema: Cargas Há dias tão difíceis que tudo o que desejamos é que eles cheguem ao fim. Nossa geração parece estar mais cansada. Uma pesquisa realizada no Reino Unido identificou que um em cada oito cidadãos disse que se sente cansado o tempo todo. Outros 25% disseram que se sentem cansados na maior parte do tempo. Devemos refletir sobre a origem de todo esse cansaço. Tal fenômeno vai além da falta de vitaminas no corpo humano. Temos condicionado nossa mente e nossa existência a uma vida de baixa tensão. LEITURA BÍBLICA: Salmo 68.1-20 Busquem o SENHOR enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto (Is 55.6).See omnystudio.com/listener for privacy information.
Várias observações do Universo indicam que a matéria escura é um ingrediente fundamental do cosmos: é cerca de cinco vezes mais abundante do que a matéria normal e contribui para manter as galáxias coesas. Apesar disso, a sua detecção directa é um grande desafio, uma vez que as partículas que a constituem não emitem nem interagem com a luz. A RFI falou com a doutora Isabel Lopes, responsável do grupo Matéria Escura na Universidade de Coimbra. E se alguém lhe dissesse que tudo aquilo que conseguimos ver no Universo representa apenas cerca de 5% do que existe? Os outros 95% seriam, pois, matéria escura. A experiência LUX-ZEPLIN é uma colaboração internacional com 250 cientistas e engenheiros de 37 instituições dos Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Suíça, Austrália e Coreia do Sul. A doutora Isabel Lopes é responsável do grupo Matéria Escura do LIP, o Laboratório de instrumentação e física experimental de partículas, da Universidade de Coimbra. Ela começa por explicar o âmbito da experiência LUX-ZEPLIN. Essa experiência tenta detectar as partículas, hipotéticas porque não sabemos se elas sequer existem, que constituirão a matéria escura. A matéria normal, nós sabemos que é feita de partículas, então nós pomos a hipótese de que a matéria escura também seja feita de partículas. Só que não podem ser estas partículas que nós conhecemos. As propriedades da matéria escura não são de molde a serem compatíveis com as propriedades das partículas que nós conhecemos. De modo que são partículas desconhecidas. E então a experiência LUX-ZEPLIN tem um enorme detector numa antiga mina de ouro, a 1,7 quilómetros de profundidade, a ver se consegue detectar partículas dessa matéria escura que venham da periferia da nossa galáxia. Porque é que o detector está enterrado tão fundo? Estas partículas da matéria escura, nós sabemos que têm pouca probabilidade de interagir com a matéria normal, portanto, com o detector. Ao mesmo tempo, por exemplo, aqui à superfície da Terra, temos imensas outras partículas que vêm da atmosfera, que vêm dos materiais, até nós próprios irradiamos partículas. E, portanto, seria impossível distinguir, no meio de tanta partícula a interagir no detector, aquelas que nós procuramos, que são muito raras. Por isso, vamos lá para baixo, e assim, no nosso detector só vamos ver os sinais das partículas de matéria escura, quando eles aparecerem claro. Para tentar ver estes sinais, utilizam o xénon líquido. O que é e porque é importante nessa pesquisa? Pois são dez toneladas de xénon líquido e como a probabilidade destas partículas interagirem é muito pequena, nós temos que aumentar a massa das nossas partículas normais. São os átomos de xénon líquido, compostos por electrões, protões e neutrões. Por isso temos que ter muitos desses átomos. O xénon é bom porque ele tem um gás inerte, não é perigoso. Portanto daí a escolha do xénon. E é líquido porque sendo líquido é muito mais denso que sendo gás. Densidade significa que temos mais partículas por unidade de volume. E, portanto, conseguimos maior probabilidade de observar as tais partículas da matéria escura. Se uma partícula de matéria escura atravessar o detector, o que acontece exactamente? Vemos um sinal eléctrico, não no xénon directamente. No xénon directamente, essa partícula vai alterar os átomos, vai produzir luz. E essa luz que é uma luz no ultravioleta, vai ser detectada por uns sensores que nós temos no detector, no pote, digamos assim, cheio de xénon líquido. Temos um conjunto de sensores de luz no topo e na base. E então esta luz é detectada por esses sensores. Esses sensores convertem a luz num sinal eléctrico e o que nós vimos é nos computadores um sinal eléctrico. Depois há todo o trabalho de ver se o sinal eléctrico observado é compatível com que nós esperamos da partícula da matéria escura. E aí entra a física. Se o encontrassem matéria escura, o que mudaria na física? Isso me ajudaria imenso, porque é um mistério enorme. Termos provas de que exista matéria escura, que não só existe como é 90% de toda a massa do universo. Nós temos aqui na nossa galáxia toda um halo de matéria escura à volta da parte luminosa e que não sabemos o que é. E, portanto, além disso, seriam partículas novas, totalmente desconhecidas. Iremos ter que estudar todas estas partículas e ver se compreendemos o comportamento dessas massas. Era realmente uma revolução. Ao contrário, se o LUX-REPLIN terminar sem encontrar matéria escura, significa que não existe ou que temos de a procurar de outra forma? Já está a ser desenhado um detector ainda maior, também de xénon líquido, muito parecido com LUX-ZEPLIN, porque o tamanho importa muito. Portanto já está a ser desenhado esse detector que se chama XLZD. Essa é a fase seguinte. Prevê-se que esteja pronto para 2030, 2031 e depois, se esse não der, então temos que procurar outras maneiras. Nesses projetos, qual é o papel de Portugal? Há só uma instituição em Portugal a participar que é o LIP. E então nós fomos responsáveis e mantemos a manutenção. Fomos nós que desenhámos e construímos, digamos, o cérebro da experiência que se chama o sistema de controlo, que é o sistema, como o nome indica, que controla as várias partes do detector e toma a acção quando ela é necessária. Por exemplo, estas dez toneladas de xénon estão sempre a circular, não estão quietinhas no detector. Isso obriga a que abram e fechem as torneiras e sejam lidos muitos sensores. Esta experiência tem 10.000 sensores, para além dos sensores de luz, têm 10.000 sensores de pressão, temperatura porque o cheiro só é liquido a -100 graus. Também fizemos um sistema todo software para ir analisando os dados da experiência, ou seja, os sinais dos sensores de luz para ver se está tudo a correr bem. Isso é bastante complexo porque nós temos que ter a certeza que o detector está estável a um nível muito elevado. A precisão tem que ser muito grande. E agora somos responsáveis por analisar os dados à procura do tal sinal da matéria escura. Temos uma parte dessa tarefa. Portanto, temos várias valências. É um grupo que não é muito grande. Tem 12 pessoas, entre investigadores e estudantes. Fizeram uma operação de 417 dias entre 2023 e 2025, na qual não encontraram matéria escura, mas aprenderam muito. Considera que é um sucesso? Ah sim é um sucesso. Ela foi um sucesso. Nós já temos resultados posteriores a estes, mas estes foram um sucesso porque não só mostraram que era possível operar um detector tão grande. E, por outro lado, ficámos a saber um pouco mais da matéria escura, quanto, por exemplo, a sua potencial massa. Era Isabel Lopes, investigadora e responsável do grupo Matéria Escura do LIP da Universidade de Coimbra, que nos acompanhou neste magazine de Ciência.
A reeleição de Carlos Vila Nova à primeira volta, com 55,94%, representa mais do que a continuidade na Presidência de São Tomé e Príncipe. Para o analista Olívio Diogo, o resultado traduz uma derrota política de Patrício Trovoada, fragiliza a liderança do ADI e abre caminho para uma reconfiguração do panorama partidário, num contexto marcado pela elevada abstenção e pelo desafio de restaurar a confiança nas instituições. RFI: Que leitura faz desta vitória de Carlos Vila Nova e do significado político deste resultado? Olívio Diogo: É preciso dizer que a primeira coisa de que se fala, quando se comenta esta eleição presidencial, é dar um grande parabéns ao povo são-tomense. O povo são-tomense mostrou, mais uma vez, de forma inequívoca, que é uma população que, apesar das dificuldades que enfrenta, é muito pacífica na forma como encara os resultados eleitorais. Foi, como disse e como manifestou a comunidade internacional, uma eleição que decorreu de forma transparente, livre e completamente pacífica. Este é o primeiro aspecto que devemos retirar destes resultados eleitorais. Este resultado revela claramente que o Presidente Carlos Vila Nova não foi avaliado eleitoralmente pelo seu mandato. O que aconteceu foi, sim, uma manifestação clara contra o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada, que indicou Nito d'Abreu como o seu candidato. A população disse claramente não a esse candidato. Disse claramente não à atitude e à posição de Patrício Trovoada em relação ao partido e ao país, nomeadamente ao seu constante afastamento do país e ao discurso que tem vindo a fazer. A população aproveitou esta eleição para manifestar o seu descontentamento relativamente a essa situação. Esta é uma derrota para o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada? Exactamente. Esta é uma derrota clara e inequívoca para Patrício Trovoada. A população que foi às urnas foi dizer-lhe claramente que esta é uma derrota política para ele. Nito d'Abreu é um candidato que não é do ADI, mas sim um candidato pessoal de Patrício Trovoada. Foi ele quem o indicou, sem consultar o partido, sem ouvir os órgãos competentes e sem permitir que o partido pudesse avaliar essa candidatura. Foi uma aposta exclusivamente sua e essa aposta saiu derrotada. Consequentemente, esta foi também uma derrota clara para Patrício Trovoada nestas eleições. O apoio de Patrício Trovoada a Nito d'Abreu pesou na derrota do candidato da ADI, o partido sai politicamente fragilizado? O partido sai muito fragilizado destas eleições. E a actual direcção do partido sai completamente fragilizada. É preciso dizer que este resultado vem reforçar a posição de Américo Ramos, que tem vindo a desenvolver todas as acções necessárias para assumir a direcção do partido. Ele sai bastante reforçado. Com este resultado eleitoral, Américo Ramos passa a ter todas as condições para assumir a liderança do partido, porque não acredito que o ADI continue a aceitar uma governação feita a partir do exterior, como Patrício Trovoada tem feito até agora. Ele encontra-se fora do país e continua a dirigir o partido. Isto não pode continuar. O partido não tem sustentabilidade nestas condições. É assim que estas eleições ficam marcadas: Carlos Vila Nova conquista um novo mandato e, simultaneamente, o ADI, sob a liderança de Patrício Trovoada, sai mais fragilizado. Penso que chegou o momento de as pessoas dizerem claramente que o ADI precisa de uma nova direcção, de uma nova liderança, de uma nova perspectiva e de uma nova metodologia de trabalho para o futuro. Será que, até Setembro, às próximas eleições, o ADI tem tempo para repensar e até mesmo reestruturar o partido? Não, essa reestruturação já tem vindo a ser desencadeada. É preciso perceber uma coisa: o Patrício Trovoada continua a ser presidente do partido, mas não está no país. Ele não foi obrigado a sair nem pediu asilo político; saiu por sua livre vontade. Ainda assim, pretende continuar a conduzir o partido para as eleições a partir do exterior. Neste momento, o presidente do partido praticamente abandonou a sua presença no país, continuando, no entanto, a dirigir o ADI a partir de fora. Esta forma de governação do partido, que considero uma situação de ingovernabilidade, leva naturalmente a um reajuste da estrutura partidária e da própria liderança. É preciso dizer também que muitos militantes do ADI que apoiavam Patrício Trovoada sentiram-se lesados pelo facto de ele ter escolhido Nito d'Abreu, uma personalidade sem trajectória política relevante e sem experiência significativa na administração pública, para candidato à Presidência da República. Esse factor também contribuiu para que este resultado eleitoral se verificasse. É preciso também falar da questão da abstenção. Temos de ser muito claros relativamente a esse aspecto. Há dois ou três fatores que podem explicar a elevada abstenção nestas eleições; O primeiro tem naturalmente a ver com a imigração. Muitas pessoas que emigraram continuam inscritas nos cadernos eleitorais. Como sabe, esta foi a primeira eleição em que não houve um processo tradicional de inscrição eleitoral. A actualização foi feita automaticamente com base nos dados do registo civil. Assim, todos os cidadãos que já tinham completado 18 anos passaram automaticamente a integrar os cadernos eleitorais e a poder exercer o seu direito de voto. Este aspeto é importante porque muitas das pessoas emigradas ainda não actualizaram os seus dados, permanecendo inscritas, embora já não residam no país. Outro factor importante é o facto de muitas pessoas, neste momento, não se identificarem com os políticos do país. Cada vez mais se verifica um afastamento entre os cidadãos e a classe política. Isso ficou também evidente nestas eleições. As pessoas deixaram de acreditar na forma como os políticos actuam e encontraram na abstenção uma forma de manifestar esse descontentamento. Foi isso que também aconteceu. Esta reduzida afluência às urnas pode retirar força política à vitória de Carlos Vila Nova? Não creio que isso não lhe retire força política. Não lhe retira força política por uma razão muito simples: a partir do momento em que é eleito Presidente da República, passa a exercer todas as funções que a Constituição lhe atribui. Foi eleito Presidente da República e, independentemente da taxa de abstenção, exercerá plenamente essas funções. Portanto, a abstenção não lhe retira legitimidade nem força política. Contudo, deve levá-lo a reflectir sobre aquilo que foi a sua actuação durante os últimos cinco anos. A sua governação pode, efectivamente, ter contribuído para que uma parte significativa do eleitorado optasse pela abstenção. Que desafios mais urgentes esperam agora Carlos Vila Nova neste segundo mandato, tanto no plano interno como nas relações internacionais? O primeiro desafio que Carlos Vila Nova tem, no meu entender, é perceber rapidamente que a sua eleição aconteceu ontem. Todas as alianças políticas que fez com os outros partidos para efeitos da sua candidatura terminaram com o acto eleitoral. A partir do momento em que tomar posse, vai ser o Presidente de todos os são-tomenses. Todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua opção política. Esse é o primeiro grande desafio. O segundo desafio prende-se com as relações bilaterais do país. As nossas relações internacionais têm estado bastante fragilizadas ao longo dos últimos tempos, sobretudo com países como Angola, Portugal e outros parceiros estratégicos. É importante que Carlos Vila Nova encontre mecanismos para reforçar essas relações, porque, como sabemos, São Tomé e Príncipe é um país insular, sem ligações terrestres a qualquer outro Estado. Por isso, é fundamental fortalecer as relações bilaterais com os nossos parceiros internacionais, para que delas resultem benefícios concretos para o desenvolvimento do país e para a melhoria das condições de vida da população. Outro grande desafio para Carlos Vila Nova vai ser transmitir uma imagem de tranquilidade e de unidade nacional. Durante esta campanha eleitoral assistiu-se à divulgação de mensagens marcadas pelo ódio, pela raiva e até por intenções de vingança. Tudo isso deve agora ser ultrapassado. Somos todos são-tomenses e aquilo que todos desejamos é que o nosso país continue a melhorar, para que todos possam viver felizes nesta terra, que é um verdadeiro paraíso. Falava da campanha, marcada por crispação política, por boicotes e também por desinformação. Que sinais considera importantes observar nos próximos dias para avaliar a estabilidade política e institucional de São Tomé e Príncipe? É verdade que houve boicotes e, como referi, esses boicotes podem estar relacionados com os níveis de abstenção. Trata-se de manifestações de descontentamento por parte da população, que não devem ser ignoradas. O Presidente da República terá de encontrar um espaço de diálogo apropriado para transmitir uma mensagem clara aos cidadãos, restaurando a confiança nas instituições políticas, nos partidos e na própria Presidência da República. Esse será também um passo importante para reforçar a estabilidade política e institucional do país. Esta eleição pode representar o fim de um ciclo político e dar início a uma nova configuração do poder em São Tomé e Príncipe? Sim, naturalmente. Aquilo que aconteceu nestas eleições aponta para uma nova configuração do mosaico político e eleitoral em São Tomé e Príncipe. Neste momento, temos o MCI, partido liderado por Delfim Neves, que, na minha perspectiva, saiu politicamente reforçado. O candidato apoiado por este partido obteve um desempenho superior ao que muitos esperavam. É importante recordar que a candidatura de Carlos Vila Nova contou com o apoio de várias forças políticas e que, no próprio ADI, muitos dirigentes e militantes não apoiaram de forma clara a candidatura de Nito d'Abreu. Poucos foram os que manifestaram um apoio efectivo ao candidato, o que também é reflexo do trabalho político desenvolvido pelo MCI e pelos restantes partidos que apoiaram Carlos Vila Nova. Por outro lado, partidos como o MLSTP/PSD, o MDFM e outras forças políticas terão agora de fazer uma avaliação profunda da sua situação política. O MLSTP/PSD, como sabemos, atravessa também um momento de fragilidade, muito por causa da indefinição demonstrada ao longo deste processo eleitoral. Espera-se que consiga redefinir a sua posição e preparar-se para os próximos desafios políticos. Quanto ao ADI, a grande questão passa por saber que caminho vai seguir. Não sei se conseguirá renovar a sua liderança com Américo Ramos ou se continuará sob a direcção de Patrício Trovoada, que sofreu uma derrota política muito significativa nestas eleições. Se Patrício Trovoada continuar a liderar o partido, considero que será muito difícil evitar uma nova derrota nas próximas eleições legislativas.
O apito final deixou os argentinos em um doloroso silêncio. Aos poucos, a tristeza por uma derrota tão perto do quarto título mundial passou a conviver com o orgulho. A iminente despedida de Lionel Messi também levou os argentinos às ruas para agradecer ao ídolo. Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires Quem desembarcou em Buenos Aires depois de um voo que coincidiu com a final da Copa do Mundo teve a impressão de que a Argentina havia sido campeã. Milhares de torcedores, nas principais cidades do país, lotaram avenidas e praças para homenagear a seleção argentina. A celebração também foi uma forma de amenizar a dor da derrota na final. “Simplesmente, acho que temos de agradecer a esta seleção. Chegamos até aqui. É uma equipe maravilhosa. Eles realmente deram tudo de si. Simplesmente, obrigado e desejo o melhor para eles”, diz a torcedora Marta Feijoo, 67. Matías Ferreira, 38, também enaltece o desempenho da seleção argentina nesta Copa. “A garra que os jogadores demonstraram em cada partida, o feito que alcançaram, o orgulho que nos deram, a forma como nos representaram, inclusive contra a Inglaterra, uma ferida nossa. Hoje, infelizmente, não foi possível, mas temos de apoiar os jogadores quando voltarem. Temos de recebê-los, porque o que eles fizeram é algo do qual devemos nos orgulhar”, diz Matías. A ansiedade de uma final de Copa do Mundo e uma atuação apagada em campo foram sentidas no principal parque de Buenos Aires, onde mais de 50 mil pessoas assistiram à partida. Aos poucos, a tensão deu lugar à angústia. Pela primeira vez nesta Copa do Mundo, os argentinos tiveram reações tímidas e quase não cantaram, um comportamento irreconhecível para uma torcida considerada incansável, mesmo diante da adversidade. Ainda com lágrimas nos olhos, Santino, 10, reconhece que a Argentina não jogou bem. “A Espanha jogou muito bem. Por isso, mereceu o segundo título mundial. Nós não jogamos bem. Paciência. Agora, temos que sair daqui chateados e um pouco tristes, sem a Copa do Mundo. Vamos continuar em busca do nosso quarto título em 2030”, conforma-se. Patricia Castellini, 57, ficou abalada com o gol da Espanha na prorrogação. “Estou muito triste. Esses jogadores mereciam ganhar. São pessoas muito boas e batalhadoras. De qualquer forma, fica o nosso orgulho”, afirma. “Tenho orgulho da nossa seleção e orgulho de ser argentina, mas não estou triste porque não acho que tenhamos fracassado. Chegar a uma final não é fácil. Além disso, sou filha de um espanhol. Então, as emoções se misturam”, conta Nélida Pinal, 58. Ao contrário dos ingleses, os argentinos não cultivam rivalidade com a Espanha. A maioria das famílias argentinas descende de espanhóis e italianos. Orgulho e tristeza por Messi A tristeza não se deve apenas à derrota, mas também à provável despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo. Kevin Calo, 17, emociona-se ao imaginar essa ausência no futuro. “É muito triste porque eu não queria que a última Copa do Mundo do Messi terminasse assim. Agora, sem o Messi, vai ser doloroso. Desde que acompanho futebol, o Messi está na seleção. E vê-lo partir também será horrível”, diz Kevin. Julia Pinal, 59, vê um vazio na seleção argentina sem Messi, assim como aconteceu após a saída de Diego Maradona. “Como Messi, acho que não haverá outro. Houve um Maradona, houve um Messi. Mas não haverá outro Messi. Vai ser difícil encontrar alguém como ele. Acho que vai ser difícil”, acredita. A superstição de Julia ao longo das duas últimas Copas do Mundo era usar uma máscara de Lionel Messi nos momentos difíceis da seleção, como se incorporasse o personagem de seu herói. Desta vez, o ritual da sorte não deu resultado. “Nem com a máscara do Messi foi possível. Mas estou satisfeita porque essa equipe nos deu muitas alegrias”, conforma-se. Victor Hugo, 38, diz que “vai levar Messi para sempre no coração”. “Porque Messi nos deu muitas alegrias. Messi sai de cena, mas tenho fé de que os demais vão saber vestir essa camisa. Estamos derrotados, mas este é o início de um novo ciclo na Argentina”, observa, otimista. Mas o pequeno Santino sintetiza o temor da maioria. “Não tenho a menor ideia de como será o novo ciclo da Argentina sem Messi, mas sei que vamos perder um pouco de força”, conclui. Celebrações e feriado nacional A seleção argentina deve chegar à capital do país ainda nesta segunda-feira (20), por volta das 17h. O presidente Javier Milei disse que vai decretar um feriado de 24 horas, dependendo do que os jogadores e a comissão técnica decidirem sobre uma celebração. O mais provável é que, diante do clamor popular, haja uma celebração na terça-feira (21). Milhares de torcedores permaneceram nas ruas até a madrugada, como se comemorassem a conquista de um título. No centro de Buenos Aires, houve distúrbios e confrontos com a polícia. De um lado, garrafas e pedras; do outro, balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Dez pessoas ficaram feridas, sete delas policiais. Quinze pessoas foram presas.
#pibpenha #nossodomingo #celebração #adoraçãopibpenha #cultoaovivo Tema da Mensagem: Quando Deus é Tudo O Que TemosTexto bíblico base: Salmo 63Pr. Eliezer Victor_____________Mensagem da Celebração da Manhã, de 19.07.2026._____________A Celebração da Manhã é um encontro da igreja para adoração e proclamação com foco no ensino edificante, serviço amoroso, comunhão contagiante; num ambiente de especial cuidado com todas as faixas etárias e famílias._____________''Ser uma igreja bíblica que faz discípulos de Jesus e os ajuda a crescer na direção de Deus, da igreja e do mundo; transformando pessoas, sociedade e cultura através da proclamação do evangelho de Jesus Cristo'' é a identidade da Primeira Igreja Batista da Penha._____________Siga os nossos perfis oficias no Instagram:@pibpenha.sp@aponte.pibpenhaQuer conhecer mais a PIB Penha ou tirar alguma dúvida? Entre em contato através do Fale Conosco do nosso site ou aplicativo.
No episódio de hoje: descobrimos o segredo para o Rui fazer tudo o que lhe dizem (dica: envolve uma ressaca). Analisamos a obsessão dele com portas fechadas, a resposta da Red Bull à nossa dm marota e o drama do rapaz que oferece YSL a colega de trabalho trabalho. O que é que Rui faria, essa é a grande questão. Conseguimos ver esta situação sem pensar em ciúmes? Mais algumas coisas desta semana: temos um ninho de vespas que gostávamos bastante de dizimar e uma caixa de pão que dá para por três carcaças. Melhor, dá para por a quantidade de biagamas que o Rui compraAPOIOSPonto verde
A FIFA registrou um aumento de 3% de publicações racistas nas redes sociais em comparação com a Copa de 2022 e afirma que o conteúdo tem sido objetivamente mais ofensivo. Diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, Marcelo Carvalho, aponta falhas da instituição e das plataformas digitais no combate ao racismo. Vitória Barreto, especial para a RFI Em menos de um mês, o órgão da FIFA que monitora as redes durante a Copa do Mundo registrou quase 90 mil publicações de teor abusivo. Foram 13 vezes mais do que na Copa de 2022, desde que a organização começou o monitoramento. Desse total, 11% tinham teor racial, apenas 3% a mais do que na Copa do Catar. Mas o órgão afirma que, neste ano, o conteúdo foi mais ofensivo. Marcelo Carvalho, diretor-executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, aponta as lacunas no combate ao racismo na Copa do Mundo: "Precisamos pensar no quanto essa Copa do Mundo promove diversidade, o quanto promove inclusão, fora das quatro linhas. Temos mais seleções africanas, mais seleções na Copa e a porcentagem de treinadores negros continua pequena. A FIFA poderia promover esse debate." O diretor do observatório também cobra a falta de fiscalização por parte das redes sociais. Ele aponta que a entidade identifica os autores das ofensas e entrega os dados para os donos das plataformas, mas enfatiza: "Parece que não vemos esse trabalho sendo feito por quem é dono da rede social." Mbappé foi um dos principais alvos A seleção francesa foi um dos principais alvos. O ex-presidente do governo espanhol Mariano Rajoy disse em um artigo que a equipe era de alto nível, "mas sem franceses". Também houve a série de mensagens com ataques racistas da senadora paraguaia Celeste Amarilla contra o atacante francês Kylian Mbappé, que um porta-voz da ONU classificou como "desprezíveis e, infelizmente, não isolados", além de cobrar uma ação mais firme de governos e entidades esportivas. A FIFA tem aplicado vários protocolos contra o racismo nos últimos anos. Um deles é o sistema de arbitragem, implementado em 2024, pelo qual os árbitros podem fazer um gesto de "X" com os braços para pausar a partida quando acontece uma ofensa racista. Para Carvalho, entretanto, o sistema apresenta lacunas na proteção dos jogadores que sofrem racismo. "Esse protocolo é falho porque permite que o racista se manifeste até três vezes. Imagine a situação da vítima: ela ouve a ofensa, o árbitro interrompe o jogo; depois, a ofensa se repete, o árbitro para a partida novamente e avisa que, na terceira vez, o jogo será encerrado", explica Carvalho. "Quando chega a terceira ofensa, o jogador já está no limite", acrescenta. A Human Rights Watch disse que a FIFA poderia fazer mais para combater o problema fora do torneio, embora tenha condenado os casos de racismo. A ONG também criticou o fato de os jogos serem realizados nos Estados Unidos: a repressão abusiva e discriminatória de Donald Trump à imigração, voltada principalmente para comunidades negras e pardas, colocou fãs, trabalhadores e comunidades em risco, na visão da organização internacional. Desta forma, o Mundial acabou perdendo parte do seu simbolismo como espaço de encontro entre diferentes povos, constata Carvalho. "Quando olhamos para essa Copa do Mundo, temos o prêmio da paz para o presidente dos Estados Unidos, temos árbitro negro que foi barrado para entrar nesse país. O que a Copa do Mundo representa, de fato, ela deixou de representar", analisa. "Não podemos esquecer que futebol e política sempre se misturaram", salienta.
Temos só dois dos principais torneios rolando por enquanto, e um deles esta nas semis com jogos pegados. De um lado o atual campeão Sesi Araraquara enfrentam as campineiras do Unimed Campinas, com uma vitória na prorrogação, de virada e fora de casa com show da Letícia, para colocar o Campinas a uma vitória da final. Do outro Sampaio e Cerrado, com uma vitória também de virada, também fora de casa, mas mais controlada por parte do Sampaio. Quem chega na final? No outro campeonato rolando, a WNBA está separando os times que vão brigar pelo título e o resto que ainda vai demorar para se acertar. E as surpresas estão nos novos times da liga. O Valkyries no seu segundo ano de existência já chegou a segunda colocação, enquanto Toronto Tempo e Porland Fire estão brigando para chegar aos playoffs. Ruim para a nossa Kamilla, que apesar de estar fazendo uma excelente temporada, e já ser alguém que os outros times buscam evitar, acaba ficando fora da zona de classificação com o seu Chicago Sky. Falamos, claro dos reforços e preparos dos times de NBB, da Euroleague Feminina que organizou seus grupos, das chegadas de alguns nomes na Euro masculina e claro, das novelas da NBA, com o Duren e a estrela dos próximos capítulos, LeBron James. Teve tudo isso e muito mais, com discussão sobre CBA e o organização dos jogadores, perguntas da galera, imbróglios e divagações sobre series e copa do mundo. Então não perde tempo, aperte o play e vem com a gente.
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Em São Tomé e Príncipe, mais de 142 mil eleitores são chamados às urnas, este domingo, 19 de Julho, para escolher o próximo Presidente da República. Há quatro candidatos a concorrer ao escrutínio: Carlos Vila Nova (recandidato ao cargo) e ainda Eugénio Tiny, Nito D'Abreu e Miques João. A RFI fez um balanço da campanha eleitoral em São Tomé e Príncipe com o analista político são-tomense, Abílio Neto, radicado em Portugal, a quem começámos por perguntar qual dos candidatos chega ao fim da campanha eleitoral em melhor posição e porquê. RFI: Qual dos candidatos chega ao fim da campanha em melhor posição e porquê? Abílio Neto: Essa é uma pergunta muito complicada porque tem duas respostas. A primeira resposta é que, relativamente a quem poderá vir a ser o vencedor, eu tenho dúvidas de que possam existir certezas nessa altura. É evidente que o incumbente parte sempre como favorito. Entretanto, nós sabemos também que, de uma forma global, na política, hoje, os incumbentes, por via do desgaste, por via de uma série de situações específicas do momento que nós vivemos, os incumbentes têm estado a perder sucessivamente eleições. Não sei se São Tomé e Príncipe confirmará essa tendência global, mas desconfio profundamente que sim, que possa também fazer parte dessa tendência global. Mas também existe aqui uma outra situação, que é uma situação específica de São Tomé e Príncipe. Neste momento, vemos, mais do que nunca, uma espécie de polarização geral e generalizada, que deixa em aberto o resultado final. Portanto, entre os dois grandes favoritos, Miques João e o actual Presidente Vilanova, um deles vencerá as eleições. Eu não tenho a certeza de que existam, nesta altura, dados que nos possam indicar, com certeza e com rigor, os favoritos inquestionáveis. Agora, há aqui uma outra questão, que é saber quem pode vencer as eleições não ganhando as eleições. RFI: Há algum que se destaca nesse sentido? Abílio Neto: Há, sim senhora. Eu acho que o advogado Miques João, personagem um pouco complicada e complexa no nosso ambiente político, demasiado activista, demasiado interventor, demasiado polémico, demasiado, diria eu, até ziguezagueante, mas que, neste final de campanha, tem dado notas de alguma ponderação, de alguma compreensão do sistema e até de alguma moderação no discurso. Isso parece-me que é uma boa notícia porque começava-se a cair numa espécie de descrédito generalizado, em que se olhava para as candidaturas praticamente como uma espécie de acto de voluntarismo pessoal e individual, sem que houvesse substância que sustentasse esse ímpeto para se ser candidato. Agora começamos a perceber que todos eles, todos os quatro, têm qualidades para poderem ser presidentes de São Tomé e Príncipe, alguns com mais qualidades, outros com menos. RFI: Considera que durante a campanha foi dada mais visibilidade a Carlos Vila Nova do que a outros candidatos? Pergunto-lhe que hipóteses tiveram os outros candidatos para também se fazerem ouvir e falar com os eleitores? Abílio Neto: Em termos institucionais, o que tem que ver com o previsto na legislação eleitoral e também na Constituição de São Tomé e Príncipe, há uma certa ideia de igualdade de oportunidades políticas para todos os candidatos ou para todas as candidaturas. Isso parece que está mais ou menos a cumprir-se. Toda a gente tem acesso à comunicação social pública. Houve um debate entre os quatro. Houve entrevistas individualizadas com os candidatos na televisão de São Tomé e Príncipe. Houve, e tem estado a haver também na RTP África, entrevistas curtas, mas muito interessantes, com os quatro candidatos. A esse nível, não há grande questão. O problema está no financiamento das campanhas. Há, de facto, duas campanhas que se destacam, destacando-se ainda mais a campanha do actual Presidente da República. Eu acho que está a ser exagerada toda a capacidade financeira que tem para fazer campanha. Isso até começa a ser asfixiante para os próprios são-tomenses, que não querem e já nem sequer têm paciência para ver tanta ostentação de capacidade financeira por parte de uns candidatos, relativamente a outros candidatos. Em segundo, também vem o Nito Viegas d'Abreu, que é um candidato que vem de uma parte considerável da ADI, apoiado pelo Patrice Trovoada, o seu líder, que também mostra pujança financeira, comparando naturalmente com os outros dois candidatos, que têm muito menos recursos para o efeito. RFI: Na sua opinião, qual foi o tema que mais marcou a campanha? Temos conseguido falar com várias pessoas que se mostram revoltadas com a falta de combustível, a inflação, os apagões recorrentes, o mau estado das estradas. Para si, qual foi o tema mais marcante desta campanha? Abílio Neto: Bem, há aqui duas situações. A primeira, de uma forma geral, a campanha foi pouco rica do ponto de vista dos conteúdos políticos que definissem com clareza o que pensam os candidatos sobre uma série de assuntos que são assuntos de competência presidencial. Está na nossa Constituição as competências do Presidente da República num semi-presidencialismo de pendor parlamentar, como é o nosso, e gostaria de ouvir os candidatos a serem muito mais claros numa série de situações, que são situações limite e constam da nossa Constituição e que levantam e têm levantado muitos problemas. Sobretudo porque eu acho que é assim, e tem sido essa a nossa história democrática, tendo a Presidência um pouco como o foco da instabilidade política e governativa no país. Mais a Presidência do que o Parlamento e até do próprio Executivo. Sendo assim, sendo a Presidência o foco das crises políticas no país, o foco principal, eu gostaria de ouvir muito mais coisas dos candidatos sobre como eliminar esse foco. É evidente que existe essa coisa em São Tomé e Príncipe de não se conseguir distinguir a Presidência do Presidente, o que torna naturalmente o exercício do cargo muito mais personalizado e individualizado do que propriamente institucional. E daí a crise profunda da nossa democracia a partir da Presidência. Bem, isso é um caso. É o meu olhar. Agora, a questão é outra. O Presidente Vila Nova, que é o incumbente, fez um exercício terrível de recuo no nosso ambiente institucional e, sobretudo, no Constitucional. Ele demitiu um governo e promoveu um governo de iniciativa presidencial. Isso não existe na nossa Constituição, não existe na nossa legislação e nem sequer existe na lógica da ciência política que sustenta a nossa Constituição. RFI: Esse episódio de que está a falar gerou uma forte disputa política no país. Será que, depois desse período conturbado, estas eleições poderão representar um momento de estabilização, na sua opinião? Abílio Neto: Pode ser, e era aqui que eu queria chegar quando chamei esse momento, que foi um momento importantíssimo, na minha perspetiva porque é o momento em que o Presidente, ao contrário daquilo que o semi-presidencialismo aconselha, o Presidente junta-se ao executivo porque o executivo é um executivo dele. Foi ele que, para lá da Constituição e para lá daquilo que a Constituição lhe diz para fazer, ele cria um governo que é um governo seu. Portanto, aqui está o segundo ponto: se o governo não consegue ser performante, o Presidente é o principal responsável por aquilo que acontece no executivo. Não há outra forma de olhar. E é assim que a cidadania, que o povo, está a olhar para estas eleições e a olhar para o incumbente. Está também a avaliar o governo de iniciativa presidencial que ele propôs e impôs ao país. E o que é que esse governo tem de relevante? Tem de relevante que ele é muito impopular, e é muito impopular exactamente pelo quadro económico e social que a Stefanie Palma acabou de contextualizar e que é o real... A crise energética, a crise de acesso à água, uma série de crises que afectam o quotidiano da vida das pessoas e, naturalmente, também o encarecimento geral do poder de compra. Isso é evidente para todos. Portanto, quando as pessoas olham para o atraso no pagamento dos ordenados, etc., etc., e das reformas, enfim, uma série de problemas que o governo teve, que não tem necessariamente que ser responsabilidade do governo, podem ser responsabilidades até importadas e algumas delas efectivamente são importadas pela circunstância internacional que nós conhecemos. Mas muitas delas têm a ver com a atitude do governo e essa ligação intrínseca entre o Presidente e o actual governo. Qualquer são-tomense que vive no país ou fora do país e que olhe para a nossa política percebe exactamente isso que eu acabei de dizer aqui. RFI: Há muitas questões, de facto, em aberto. Pergunto-lhe agora até que ponto é que estas eleições presidenciais podem e vão influenciar as legislativas marcadas para o próximo mês de Setembro? Abílio Neto: Vão influenciar muito e, na minha perspectiva, vão influenciar muito porque todo o quadro político-partidário está fraccionado, está debilitado. Os partidos tradicionais estão todos eles a viver à base de conflictualidade intensa entre facções. O que é que isso quer dizer? Quer dizer que existe aqui uma possibilidade, uma abertura para serem partidos regeneradores, partidos que não tenham ligação ao sistema, que não têm ligação a agentes do sistema, que tenham toda uma linguagem e todo um discurso que ultrapasse, diria eu, os vícios do sistema. Para mim, essa é que é a perspectiva interessante: tentar perceber se, na sociedade civil são-tomense, se a cidadania são-tomense está capaz de propor alternativas, muito mais do que olhar para o quadro tradicional dos partidos políticos, onde não se vê que venha nada de novo nem nada de especialmente interessante.
Brecha no Claude para Chrome permite 'sequestrar' a IA para extrair dados do usuário. Após tarifaço, Lula defende Pix, rebate justificativas dos EUA e diz que vai acionar Lei de Reciprocidade. Xiaomi anuncia Redmi Note 17 Pro com superbateria de 9.000 mAh. OpenAI se prepara para baixar preço do ChatGPT, diz site. Hacker cria quase 300 repositórios falsos no GitHub para espalhar malware. Amazon pode lançar Kindle com bateria removível. Trump critica suspensão de data centers em Nova York e alerta sobre a China e mais!
O futuro da produtividade e os rumos da economia com Edmar BachaNo episódio de hoje do Conversa com Zé Márcio, o economista-chefe da Genial Investimentos, José Márcio Camargo, recebe um dos maiores nomes da história econômica do Brasil: Edmar Bacha. Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Bacha foi um dos principais idealizadores do Plano Real e ex-presidente do BNDES e do IBGE. Neste encontro memorável, os dois economistas debatem:- A Revolução da Inteligência Artificial: Como a tecnologia está redefinindo a produtividade global e os gargalos físicos (energia e água) que ninguém está vendo. - Geopolítica e Tecnologia: O cabo de guerra regulatório entre os EUA, a Europa e a China. - Desafios Fiscais do Brasil: O risco de um "definhamento progressivo" da economia, as desreformas estruturais e os caminhos para o curto prazo.
Temos boa fruta em Portugal? Para Ricardo Felner, a boa fruta é a tropical, especialmente a manga. Apesar de estarmos já no final da sua época, é sempre bom recomendar aquela que, na sua opinião, é a melhor manga do mundo: a manga alphonso, ou manga afonso, disponível nos supermercados do Martim Moniz. Uma explosão de sabor e doçura como não há igual.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A peça de teatro “Nasr et Dinn” revisita o universo de uma personagem lendária do mundo oriental, famosa pelas suas histórias curtas que misturam humor e sabedoria popular. O espectáculo está no Festival Off Avignon até 25 de Julho e fomos conversar com a actriz Valérie da Mota sobre a peça infantil que aborda temas como a liberdade de pensamento, a tolerância e o espírito crítico. Quem foi Nasreddine Hodja e por que é que as suas histórias continuam a ecoar com os dias de hoje e a serem transformadas em peças de teatro? Foi o que fomos perguntar a Valérie da Mota, actriz e fundadora da companhia de teatro Va Sano Productions, que está pela segunda vez no Festival Off Avignon, agora com a peça “Nasr et Dinn”. O espectáculo revisita o universo desta personagem lendária do mundo oriental, conhecida pelos seus contos morais e divertidos. Interpretada e encenada por Valérie Da Mota e Romans Suarez Pazos, a peça acompanha as aventuras de Nasr, de Dinn e do seu inseparável burro numa viagem repleta de encontros, questões inesperadas e respostas irreverentes. “Estas histórias ensinam-nos a liberdade, a liberdade de estar, a liberdade de crer. Para as crianças, é muito importante saber que você pode ser diferente e que não há nenhum problema, e também para os adultos. Estas histórias também falam da felicidade de estar aqui e não pensar sempre no dia de amanhã, e também falam da fé (...) Temos histórias que falam do poder, histórias que falam de dinheiro e histórias que falam da liberdade”, conta-nos Valérie da Mota, numa esplanada junto ao Collège de La Salle, onde é apresentada a peça “Nasr et Dinn” no âmbito do Festival Off Avignon. Há teatro, música ao vivo, desenho digital e muito humor neste trabalho que parte dos contos de Nasreddine Hodja para abordar temas universais como a liberdade de pensamento, a tolerância e o espírito crítico. “Eu acho que é importante trazer personagens que trazem esta ideia de liberdade, de tolerância, uma personagem também com muita ternura. E o riso que pode trazer sabedoria”, sublinha Valérie da Mota. Oiça a conversa neste programa.
O jurista Eugénio Tiny é candidato pela segunda vez consecutiva à Presidência da República em São Tomé e Príncipe. Ele optou por uma campanha sem comícios nem o aparato de outros candidatos ao escrutínio deste domingo no arquipélago equatorial. Eugénio Tiny é um dos quatro candidatos às eleições presidenciais do São Tomé e Príncipe, agendadas para o próximo domingo. Em primeiro lugar, nós vivemos num país com muita dificuldade. Eu sou professor, dou aulas de manhã, dou à tarde e dou noite na universidade. Acontece, porém, que, por exemplo, há dez meses que não recebo salário. Porquê? Porque na nossa universidade quem paga, portanto, bolsa de estudo são empresas petrolíferas. Mas quando se fala de empresas petrolíferas, eu não posso acusá-las de modo nenhum. São empresas, estão aqui que dão a sua contribuição no quadro de responsabilidade social, vão dando a sua contribuição. Mas não podemos culpá -as porque elas ainda não tiraram um litro de petróleo em São Tomé e Príncipe que eu saiba ! Por isso mesmo temos que encontrar outros meios, outras vias para resolvermos esse problema. Relativamente à questão dos cartazes, etc. Tendo em conta essas mesmas dificuldades, não seria muito de bom tom...Eu, por exemplo, que sou completamente independente, estar aqui com cartazes, com T-shirts, etc. É certo que eu pedi apoio apenas para a questão de materiais não financeiros, porque eu não coloquei dinheiro em lado nenhum para ir pedir dinheiro, portanto pedi se alguém poder ajudar, em questão materiais, tudo bem,. Mas não tendo chegado, eu não ia parar por causa disto. Porque o meu propósito é muito maior que T-shirts, que cartazes com tudo isto !... Ou com a música aqui por trás, quando as pessoas estã na miséria total ! Tem feito mais contacto porta a porta ? Sim,quando no hospital você não tem medicamentos, não tem coisa nenhuma, há muitas dificuldades. Falta muito combustível. Há muitos apagões ! Isso nos últimos dias melhorou relativamente. Melhorou um pouco. Já não está como há coisa de dois, três meses atrás. Já melhorou a coisa sensivelmente de 20 dias, um mês, para ser mais sincero. Já a coisa não está como estava, Já há uma melhoria substancial. Ainda não todo o território nacional, mas já boa parte do país já tem energia de modo regular. Por isso é que no final. Então quem é cartaz, afinal de contas, numa eleição presidencial, é a própria pessoa ?! E o senhor tem ideias que destoam das dos demais candidatos, não é? Gostaria que falássemos, nomeadamente, por exemplo, das suas ideias relativamente à evolução dos símbolos nacionais: a bandeira e também a designação oficial do país. Isto é a minha bandeira, por uma questão de justiça e também do estado atual em que nos encontramos: corrupção por todo o lado ! O país ficou de tal modo corrupto que ninguém mais acredita em nós ! Ora, é preciso a gente mudar. Mudar de fundo. Porque eu tenho dito aos leitores o seguinte não me interessa de modo nenhum que votem em mim se não têm confiança em mim. Não, não vale a pena. Agora, se nós quisermos mudar profundamente o país, eu participo e tenho ideia. O nome do país em vez de República democrática... Democrática, não há nada de democrático ! Vamos pôr a República Centro Equatorial porque nós estamos, de facto, no centro do Equador: República Centro Equatorial ! É que isto não se parece demasiado com a vizinha Guiné Equatorial, por exemplo ? Não, não, não, não, não. Uma coisa, então existe a República do Equador ! República Centro Equatorial, até podemos mudar o nome para outra coisa qualquer ! Mas eu acho que nós estamos efectivamente no centro do Equador. E devemos aproveitar isto também como mais valia para o nosso futuro. Quanto à bandeira actual, a bandeira não representa efectivamente o nosso território. As estrelas que representam as duas ilhas do arquipélago: Você pulava que fossem cinco para representar também os ilhéus, não é? Sim, sim. Os ilhéus fazem parte do arquipélago. São habitáveis? Se são habitáveis. Então porque não fazer parte da bandeira? Se fossem ilhas completamente desertas, não teria qualquer sentido. Eu, como já disse várias vezes, o mar, por exemplo, o azul: são 160.000 quilómetros quadrados e não aparece uma linha azul na nossa bandeira ! E estamos a falar da economia azul. Estamos a falar de quê, afinal de contas? Eu acredito na potencialidade que essa economia pode gerar para a nossa própria economia futura, porque no mar temos tudo ! O território firme é 1001 quilómetros quadrados, o território firme ! Portanto, devíamos fazer uma conjugação aqui para aproveitarmos tudo o que nós temos que a natureza nos deu. Quanto à nacionalidade: nós chamamos os naturais do Príncipe: são são-tomenses ! Porquê que são são-tomenses ? Então por que nós não são príncipienses ? Não, são são-tomenses ! Somos todos portugueses. Até bem pouco tempo éramos todos portugueses ! O que se adequava: o natural de o de São Tomé era natural de São Tomé. O natural do Príncipe era natural do Príncipe, e com nacionalidade portuguesa. Aí não havia qualquer contradição. Agora nós, por sermos ilha maior, impusemos a nacionalidade a naturais do Príncipe, não pode ser ! Se nós formos centro-equatorianos, continuaremos a ser são-tomenses na mesma. A capital vai continuar a ser São Tomé. A única coisa que vamos mudar é a Constituição. Queremos continuar a ser um país democrático. Isso vai adequar a nossa situação e a situação dos naturais do Príncipe. Não haverá aqui qualquer contradição. Sem apoios políticos, Não acha que, de alguma forma, esta eleição já está decidida ? Porque há candidatos que, esses sim, conseguiram apoios de várias franjas políticas, de vários partidos? Em que medida é que ainda há algum suspense relativamente a este escrutínio ? Isso não me espanta coisa nenhuma, porque eu vivo aqui, eu tenho o sentimento geral do país. Os partidos políticos em São Tomé e Príncipe que representação é que têm ? Dizendo com franqueza, em termos de militantes, as pessoas aderem a este ou aquele partido em razão da pessoa ! É o caso da ADI, temos que ser sinceros nesse aspecto. Não podemos culpar o fulano que está fora do país, que dispõe fulano e fica fulano. Nós estamos aonde, então ? Por que razão isso acontece? Portanto, o que está a faltar aos são-tomenses é sinceridade e nós não vamos a lado nenhum. Se nós não fomos sinceros. Por essa razão eu proponho uma mudança total ! Eu posso dar um exemplo simples : o meu irmão que morreu no mato em Portugal, foi secretário de Estado, foi ministro e ajudou-me bastante para ser quem sou hoje. Como é que as pessoas conseguem comprar casas pessoais com dinheiro de São Tomé e não conseguem comprar casa-residência para doentes que estão em Portugal a andar de um lado: para casa de familiares, que vão correndo com eles de para um lado, para o outro. Isso não é normal. As pessoas estão aqui à espera de junta médica porque não têm família em Portugal, porque não têm isto, não têm aquilo. Oh Senhor, o que é que nos custa por Portugal uma casa ? Se os portugueses é que nos colocaram aqui nesta ilha. Sabiam que a população ia crescer e que iríamos ter dificuldades! Eles é que foram buscar os nossos antepassados no continente africano, e trouxeram-nos para aqui, para São Tomé e para o Príncipe e estamos agora nessa situação. Foram-se embora lá para o "jardim à beira mar plantado" na Europa e ficámos aqui à mercê de indivíduos bandidos, falsos, mentirosos! Não pode ser ! Temos que encontrar uma alternativa rápida para esta situação. É isto que quero dizer, com toda a honestidade ! O Presidente não têm pouco poder. Não pode ter mais poderes que os que a Constituição lhe confere. Agora, o que tem acontecido é má interpretação. As pessoas não percebem que é má interpretação da lei constitucional ! Nenhum Presidente da República até agora, excepto o Miguel Trovoada, que uma vez foi ao Parlamento, nenhum foi ao Parlamento e está na Constituição, é lá onde ele deve espelhar o seu ponto de vista. Não é necessário para si mexer no regime semipresidencial ? Não, não, não, não. Agora, eu acho que sim, que a própria Constituição impõe de que, se em cinco, em cinco anos se deve fazer a sua revisão.
Miques João, candidato independente, falou à reportagem da RFI para expor as linhas mestras da sua candidatura. Este conhecido advogado é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe deste domingo. O candidato, muito implicado na defesa do único civil condenado no caso do ataque contra o Quartel general a 25 de Novembro de 2022, afirma que o povo é que o move. A campanha, de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos como convidado o candidato Miques João, que concorre pela segunda vez às presidenciais em São Tomé e Príncipe. Miques João, que esteve preso por razões infundadas, segundo ele, encontra-se há dez meses em liberdade e disse que não tem espírito de vingança, afirmando mesmo o que lhe move é o povo. Quem montou as suas coisas vai desmontar sozinho, ou seja, já desmontaram. Eu estou há dez meses em liberdade, como se pode aperceber, e as pessoas todas que fizeram correr ou esconder, sabem o que fizeram. Eu não tenho espírito de vingança de ninguém. As pessoas, quando fazem alguma coisa errada, eu chamo a atenção, porque não deve ser, para corrigir, mas cada um responderá pelos seus actos conforme os seus métodos. A minha preocupação e minha concentração são para o povo. É só o povo que me interessa. Porque se não fosse o povo, senhor, eu estaria morto. O povo agora quer esclarecimento e o meu objectivo é esclarecer o povo e dizer ao povo com quem pode contar, o que povo pode contar e como é que pode contar. Porque o povo agora vai decidir, é a vez do povo decidir. O povo tem que decidir de forma esclarecida para que, após tomar a decisão 19 de Julho, ser capaz de assumir ou aguentar as consequências das suas decisões durante cinco anos. Porque o poder pertence ao povo e o povo é para o povo e só para o povo, por exemplo, que eu estou a concorrer. Interrogado sobre o exercício da democracia em São Tomé e Príncipe e o papel do Presidente da República Miques João respondeu: O que temos assistido nesses 35 anos, 36 anos de democracia é confusão. Cada um quer mostrar poder e eu não estou cá para isso. O Presidente da República, eu, caso o povo assim decidir, estarei cá como árbitro para fazer o seguinte: não sou árbitro para pôr regras nisso, por ordem. Quando houver confusões, eu vou intervir para fazer parar a confusão. Nós temos essa tendência, o Presidente da República, em princípio, no âmbito dos poderes que tem na Constituição, ele tem capacidade de fazer três tipos de coisas. Eles funcionam como para estabelecer as regras e fazer o jogo democrático funcionar. A dada altura, ele também funciona como polícia. Quando houver violações, ele aplica a sanção. E, por fim, ele funciona como bombeiro para apagar fogos. Quando vemos a Assembleia com muita inconveniência, a querer sobrepor o Presidente da República, querer sobrepor-se à vontade do povo, dissolvemos a Assembleia, mandamos novamente, devolvemos poder ao povo. Está na lei. O presidente tem poder de dissolver a Assembleia e voltar a devolver poder ao povo. Admite que, se for eleito Presidente da República, trabalhará com todos os órgãos para que se possa atingir os objectivos do Estado. Enquanto Estado, esses órgãos de soberania têm que agir em interacção para exaurir o objectivo do Estado. Não podem efectivamente estar. E o Presidente tem essa função. Por isso que assegura o regular funcionamento da gestão democrática e permite que os objectivos de Estado sejam atingidos. E muita gente está a fazer confusão. Quando nós falamos dos objectivos do Estado, todos os órgãos de soberania devem concorrer para os objectivos de Estado. É por isso que existe hierarquia no Estado e o Presidente da República é o chefe do Estado. Está na Lei número 1 do artigo 77. E enquanto Chefe do Estado, cabe garantir que o Estado funciona. E é nessa conjuntura que esse exercício deve ser feito. Na lógica de que o poder que o povo nos dá, porque o poder não nos pertence, o povo dá um mandato, ora de cinco anos, ora de quatro anos, ora de três anos, para fazer cumprir o objectivo do Estado. E este mandato deve ser cumprido. O que está a acontecer em São Tomé e Príncipe é que cada um dos órgãos de soberania, uma vez eleitos ou empossados, indicados, pegam o poder que recebem, fazem como se fosse a sua propriedade e tornam-se o Estado dentro do Estado a impedir ou a tornar o estado disfuncional. Isto vai acabar. O Presidente da Republica tem aquela missão enquanto chefe de Estado, permitir que o Estado funcione, porque nós somos um colectivo. O Estado é como se fosse uma equipa de futebol. Tome o exemplo de Cabo Verde, como é que foi o jogo? O presidente da República é o treinador. Ele tem que fazer com que a máquina funcione. E fazer a máquina funcionar é começar a efectivamente aplicar a lei e fazer as pessoas entenderem que cada um tem que cumprir o seu papel. Durante muito tempo foram enganando os cidadãos. Não explicaram aos cidadãos como é que as coisas são. É assim: o governo tem o papel de executar a política do Estado, fazer gestão, executar a política do Estado. Repare bem, não se faz eleições para eleger governos nenhum em São Tomé e Príncipe. A eleição é feita para eleger deputados que compõem a Assembleia. E uma vez assembleia constituída, é preciso que o partido que ganhou ou que efectivamente pretende constituir o Governo apresente ao Presidente da República aquilo nós chamamos de sustentabilidade parlamentar. E é a partir daqui que sai o Governo. O Governo é o Executivo. Tanto o governo como órgão de soberania, como os tribunais, não são eleitos, são executivos. Os Tribunais passam por concurso, cidadão vai, concorra e tudo mais, faz concurso público a juiz. Mas dita o direito ao nome do povo, à luz do artigo 120 da Constituição, podem ver. Mas, tanto o governo como os tribunais, não são eleitos directamente pelo povo, Mas já o presidente e os deputados, sim. Tanto é que, repare, o Presidente é o chefe do Estado na hierarquia do Estado e o presidente da Assembleia é o segundo homem do Estado, porque são eleitos directamente pelo povo. Miques João é um dos quatro candidatos às presidenciais de 19 de Julho em São Tomé e Príncipe.
Depois de sua morte e ressurreição, Jesus, antes de ir para o céu, junto ao Pai, deixa uma tarefa, um mandamento aos seus discípulos."Ide e pregai o evangelho a toda criatura".Essa é a chamada "Grande Comissão".Essa comissão foi dada a nós também.Temos um campo missionário na nossa casa, no nosso trabalho.Fazer discípulos é também preparar ambientes.
Nito Abreu, apoiado pela ADI, falou à reportagem da RFI para expor as linhas mestras da sua candidatura. Ele é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe deste domingo. O candidato assume a sua confiança no apoio do eleitorado jovem e não só. A campanha de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos hoje como convidado o candidato Nito Abreu. Nito Abreu começa por justificar a sua candidatura à Presidência da Republica. São Tomé e Príncipe, em torno, acima de tudo, de uma liderança e uma liderança nova ! Não é apenas uma liderança jovem. É uma liderança de comprometimento de alguém que de facto esteja preocupado com o país. Relativamente à minha campanha, eu optei por uma presença de terreno através de passeatas em várias localidades no país e também no exterior. Falei com milhares de militantes, milhares de são-tomenses e senti neles, de facto a necessidade de mudança. Isso eu senti. E eu creio que isso no dia 19 o povo vai decidir. O facto de São Tomé e Príncipe ter um sistema semi-presidencialista. O candidato aponta que o Presidente da República deve trabalhar fundamentalmente em estreita coordenação com o Governo. Eu, enquanto são-tomense, eu enquanto jovem, enquanto indivíduo que pensa muito sobre a realidade do país, eu não vejo o sistema como ponto dos problemas que nós temos. Eu vejo o homem: quando o homem está preocupado, está envolvido, sente-se comprometido com a causa. Independentemente do sistema, as coisas mudam. Nós temos vários países que nós podemos tomar como exemplo, que não são um sistema semi-presidencialista como o nosso: 1 ! Mas também digo que quem sabe até experimentarmos um sistema presidencialista já vivemos 30 e poucos anos, não é? 30 e poucos anos ! 35 anos num sistema semi-presidencialista também não seria mau se experimentássemos um outro ! Já tivemos presidencialismo também na Primeira República ! Mas não, não garantiu também grande grande coisa. Mas também não vou aqui criticar aquilo que foram os 15 anos. Porquê? Porque os 15 anos eu ainda lembro. Em 1990 eu ia para a escola comendo ou não comendo em casa. Eu era obrigado a comer na escola que havia as coisas a funcionar. Referi a década de 90, ainda na primeira e segunda classe. Nós tínhamos lá e às vezes acontecia duas vezes. Comíamos, até levarmos para casa. E hoje? E hoje? Essa é a grande questão ! No âmbito da política externa Nito Abreu defende uma maior aproximação com os países da região central africana e também o reforço no contexto das organizações internacionais. Eu defendo uma aproximação forte, sobretudo regional. Primeiramente, um Estado tem que ter um projecto seu interno, para depois atingir, através dos parceiros internacionais, através dos vizinhos, através das organizações, conseguir mecanismos ou meios para materializar. Eu digo qual é a característica, qual é, qual é, qual é o nosso projecto? Qual é a política externa de São Tomé hoje para termos que país tem para resultar em ações e que possivelmente conseguirá consubstanciar em desenvolvimento? Nós não temos porque temos uma governação. Temos um país à deriva e que vive com base numa governação de vulcanização. Quando há problema nós atendemos. Tapa esse furo. Quando surge outro, tapamos o outro. O que acontece ? A câmara entra em ruptura, este é o nosso Estado hoje. Por isso uma política externa forte, maior aproximação, maior conexão com as organizações de países amigos tradicionais e não só. Nito Abreu diz que a sua candidatura não se revê exclusivamente na juventude, mas em população são-tomense. A minha candidatura, ela não assenta apenas na juventude. Talvez as pessoas identificam-me mais por isso.Ainda está nessa faixa etária ! Pese embora, um indivíduo de 42 anos é um indivíduo jovem, não é? Mas as pessoas identificam-me mais como candidato jovem. O país tem 73% de jovens, no último resultado estatístico a que tive acesso. Dados estatísticos revelam que 73% da população tem menos de 30 anos, menos de 30 anos ! Se essa massa toda galvanizar, é claro que terei vitória nestas eleições. Mas, por outro lado, como disse, a minha candidatura é uma candidatura aberta, de todas as idades para todas as idades, independentemente de classe social, grupo social, seja lá quem for, porque os são-tomenses a Constituição não nos separou pela idade. Ela une-nos a todos. Este é o meu propósito. Para o candidato Nito Abreu, a fragmentação do ADI, o partido que o apoia não o intimida. O ADI tem um grupinho, muito ínfimo, que decidiu ou pensou que de facto poderia usurpar o partido, mas como já disseram, o partido não é aparelho, não é sigla, é mais do que isso. Os militantes da ADI conhecem-se e sabem o que é que é. Hoje o ADI é visto, as pessoas sabem quem é o ADI. Ninguém levou 5 ou 10% no ADI. Não foi a nenhum lugar ! E ninguém levou 10% dali para nenhum lugar. Esperava-se que o ADI fosse dividido, talvez 50 por 40 ou 30% e apoiar uma outra candidatura. O ADI não moveu, o ADI, assumiu a minha candidatura. Está em torno disto. Mas a minha candidatura continua, com base numa estratégia que todos já conhecem: aproximação, contacto com a militância sem acusação, sem envolvimento, com base em violência. Porquê que digo isto? Porque tem havido actos de violência contra a presença dos que me apoiam. Nito Abreu é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, marcadas para o dia 19 de Julho.
Nosso cérebro toma decisões antes mesmo de termos consciência delas? Se sim, seriam nossas decisões deterministas e o livre-arbítrio uma ilusão? O que a ciência tem a dizer sobre isso? Parte 2 de 2. Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (54min 23s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * APOIO: INSIDER Tem uma coisa que eu aprendi viajando que ninguém te ensina: a roupa errada custa mais que peso na mala. É isso mesmo que você ouviu: tem peças que nem adianta você levar na viagem, porque não vai sair da mala. Por isso, eu criei uma regra para mim mesmo é: só levar na viagem se não pega cheiro ruim, se não precisa passar e se aguenta firme na durabilidade. E sabe quem é que cumpre tudo isso? Claro, as peças da INSIDER. É qualidade garantida e tecnologia que te deixa confortável e seguro. Já é julho e você não experimentou INSIDER? Então use o endereço a seguir pra ter o cupom NARUHODO já aplicado ao seu carrinho de compras: >>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODO Ou clique no link que está na descrição deste episódio. INSIDER: inteligência em cada escolha. #InsiderStore * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo
São Tomé e Príncipe vai a votos neste domingo para escolher o seu Presidente. A RFI ouve esta semana os 4 candidatos ao escrutínio. A começar nesta segunda-feira com o presidente cessante Carlos Vila Nova. Ouvido por Maximino Carlos, o nosso correspondente, ele descarta advogar no seu programa a mudança do regime constitucional do arquipélago. A campanha de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos hoje como convidado o candidato Carlos Vila Nova, que concorre a sua própria sucessão. Sobre o Processo de 25 de Novembro de 2022, que causou a morte de quatro civis no Quartel general das Forças Armadas o candidato Carlos Vila Nova disse que é um assunto de Estado, por isso cabe ao Estado resolver este problema. O Processo de 25 Novembro é um assunto sério que tem que ser tratado com o cuidado que ele merece. Não estou a justificar seja o que for. Era mais qualquer coisa do que a subversão. Mas deixemos isso para que a justiça resolva. No tocante à revisão constitucional, Carlos Vila Nova disse que não é sua intenção fazer uma alteração e até afirmou que convive com o actual sistema. Ao abordar a revisão constitucional, fui suficientemente claro: Não é meu objectivo nem a intenção fazer uma revisão constitucional para a alteração do regime. Eu convivo bem com o sistema actual. Aliás, é nesse sistema que eu me candidatei e volto a me candidatar. Quanto a isto os são-tomenses devem estar tranquilos porque não é por aí. Não pretendo ir por aí. O que eu pretendo é que de facto, aqueles sinais pouco claros na Constituição que permitem a introdução e a interferência de um órgão no outro, porque eu também não gosto quando o outro órgão entra nas competências do Presidente da República. Porque dificulta, isto sim... Se há coisas, há matérias em que nós poderíamos estar de acordo... Não é preciso uma maioria de um bloco. É preciso é que entre exactamente, e no Parlamento se encontra a razão com as propostas, porque só passa aquilo com que todos estiverem de acordo. Isto é que eu partilho. Até porque, volto a dizer se é de lei. Portanto, a pergunta era sobre o regime e depois o futuro do governo de salvação? Nós não sabemos. Vai depender do que sair das eleições de Setembro. Temos que aguardar para ver. Ninguém. Não sabemos o que vai acontecer. A emigração é um dos assuntos que tem vindo a ser debatido em São Tomé e Príncipe, sobretudo da população jovem. Carlos Vila Nova disse que este não é um fenómeno novo, mas, entretanto, enquanto uma figura de Estado também está preocupado com este assunto. O candidato Carlos Vila Nova, ainda Presidente da República, deu-se conta desse fenómeno Também um bocado antes de todos os outros actores políticos desse país. Se não me falha a memória, foi em finais de 2023. Tanto é que houve uma reportagem feita por um gabinete que não foi suficientemente ilustrativo, mas já foi bastante bom. E eu falava naquela altura que já estávamos a caminho de quase um quarto [da população a viver fora]. Eu fui desmentido com baixeza pelo então primeiro ministro e com ataques coordenados políticos. Sem perceber porquê ! Porque naquela altura até sentia que era um projecto para São Tomé e Príncipe em 2022/2003. O Presidente ainda estava convencido que o projecto do partido que sustentava o governo era um projecto para São Tomé e Príncipe. Mas, infelizmente dei-me conta que era um projecto pessoal. Bom, isso são outros contos. Também podemos chegar lá. E quando eu levanto essa questão, sou fortemente atacado. Mas com a mesma serenidade, porque precisamos de um presidente suficientemente sereno em São Tomé e Príncipe para manter o equilíbrio e a estabilidade. E o que é que eu pedi na altura ? Não eram os números com que me preocupava. Era uma estratégia política para lidar com a questão, porque estavam na altura a sair eminentemente jovens abaixo dos 35 anos. Hoje já não. Hoje há outras faixas etárias a acompanhar esse movimento. E não nos esqueçamos que uma boa parte dessa ligação, por razões de saúde, sobretudo pela hemodiálise, que é a desconexão total da pessoa com as suas famílias, e com o seu berço. Elas não podem voltar por enquanto. Mas essa estratégia não foi feita e hoje nós temos numa listagem, chamemos um "top dez". São Tomé e Príncipe é o nono país, é o nono desse "top10" de imigrantes em Portugal. Portanto não é o maior, é o nono. Praticamente só o Paquistão está abaixo de nós. Mas qual é a preocupação de 2021 a 2025? É a que mais cresceu: 263% ! Então nós precisamos de uma estratégia para lidar com a questão, porque nem todos estão a ser bem sucedidos lá. E por vergonha e por outras razões, mesmo colocando condições de regresso, não vêm. E temos que encontrar saída para isso. Há os que estão a serbem sucedidos. Também temos que ter uma estratégia para os que estão a ser bem sucedidos contribuírem positivamente para a melhoria do crescimento económico e da melhoria das condições de vida em São Tomé. Porque são santomenses ! Qual é o país que não recebe contributos, não abraça a sua diáspora para construir o país ? Não vou citar nomes porque eu não gosto muito da comparação, de um ou outro país, porque são diferentes: Europeus, Africanos, todos fazem. Então nós temos que fazer isso. Portanto, isto é matéria para a próxima legislatura nos ocuparmos bem, porque é uma questão que já preocupa a muita gente a sair. São cerca de 46.000 que estão em Portugal e para uma população de 230.000 ou 240.0000, 46 1000 é muita gente ! Relativamente a uma coabitação com o governo Carlos Vila Nova disse que quem escolhe o governo é o povo e que estaria disposto a conviver com o governo que saísse das próximas eleições. Porque quem escolhe o futuro governo é o povo, através das escolhas que faz de partidos políticos e da sustentabilidade parlamentar. E eu terei que trabalhar com o primeiro ministro que sair do fruto dessas eleições em condições muito simples, no respeito dos limites da Constituição, desde que haja o respeito mútuo, a lealdade e condições de diálogo permanente. Porque mesmo não havendo convergência, temos de continuar a conversar e a encontrar caminhos para o bem de São Tomé e Príncipe. Este é o mecanismo que eu me preparei para lidar com os partidos e as próximas eleições legislativas. Carlos Vila Nova é um dos quatro candidatos às eleições presidenciais de 19 de Julho, em São Tomé e Príncipe.
Na Futura Foundation, Graça Fonseca cruza arte, democracia e ciência para construir um futuro diferente, na relação com as cidades e os outros: “Temos de conseguir imaginar o inimaginável”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Temos a volta da sra. Engenheira ao podcast, desta vez para analisar e avaliar as marchas populares da sua freguesia... Entre muitas outras coisas.| músicas: Jack White - Neighbors Blues | Bruno Berle - Manhã | The Rolling Stones - Back in Your Life | MAQUINA. - dança (with Dame Area) || novo jingle : Lough Errill by https://app.sessions.blue/browse/track/222801 Blue Dot Sessions || Obrigado aos patronos: @teixeirasilvaa | @o_joseglopes | @_joaomsilva_ | @eduardo_andre_silva | João Ferreira || O HABITAT NATURAL DA MÚSICA:| SPOTIFY: https://open.spotify.com/show/6bnGj0gzycHyLXXRhR3LRC?si=38feceb76b1948c8 || APPLE PODCASTS: https://podcasts.apple.com/ca/podcast/o-habitat-natural-da-m%C3%BAsica/id1598561980 || PERSONAS:| SPOTIFY: https://open.spotify.com/show/7uGCHJj3mcZgo3BC4E98LS?si=sDpCDH6bRRWPurFyKeKAyQ&dl_branch=1&nd=1 || APPLE PODCASTS: https://podcasts.apple.com/us/podcast/personas/id1587488000 || PRÉ_CONCEITO:| SPOTIFY: https://open.spotify.com/show/7G0FdzIPuzahmk22NnQxAe?si=HYBEdZASSeWtm27eAEZtFg&nd=1 || APPLE PODCASTS: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pr%C3%A9-conceito/id1527672333 || VINTE e SEIS:| SPOTIFY: https://open.spotify.com/show/2BX3uYVrBlEetAs4MCkaSW?si=pz2kuv8uRbi9bPf8mQ3X_g&nd=1 || APPLE PODCASTS: https://podcasts.apple.com/us/podcast/vinte-e-seis/id1479865138 || FRACTURA EXPOSTA:| SPOTIFY: https://open.spotify.com/show/6TDwOuybTArgNKhB42cs0j?si=msGtCN17T3iD8yG4WkzPyw&nd=1 || APPLE PODCASTS: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/fractura-exposta/id1539978398 || Torna-te patrono em: https://www.patreon.com/oPutoDeBarba |
Quando a gente acha que já viu de tudo no Brasil, aparece uma aposta inusitada: um tabaco (limpo, asseado) por uma moto usada (seminova — vamos valorizar!).Para o tabaco vencer, o Brasil precisava perder. Fácil! Errados fomos nós, que torcemos a favor da Seleção.E o tabaco venceu, mas ficou sem moto.Dois personagens que não precisam de nomes, apenas de alcunhas temporárias. A história explodiu nas redes sociais (claro), e a envolvida — e vitoriosa — Gabriela já ganhou um monte de seguidores e parece estar aproveitando bem a semana de fama.Já o tal dono da moto, Edilson, não apareceu. No lugar dele, outro homem se passou por Edilson e assumiu a questão da moto. O sujeito foi logo desmentido por Gabriela.Temos um caso esquisito de falsidade ideológica, estelionato e algum outro crime muito mal planejado, já que não há nenhuma vantagem para o criminoso. Tudo muito doido, tudo bem brasileiro.A Copa está chegando ao fim. Para a nossa seleção amarelo-vômito, ela já acabou. Aos poucos, estamos voltando ao normal, o que não quer dizer que será melhor do que agora.*AGORA VAI! O aulão de Pedro Duarte está com vagas abertas!Ferramentas & Conceitos pra sobreviver na Internet (e quem sabe faturar também). Clique aqui e garanta sua vaga!
Neste poderoso estudo bíblico, o Apóstolo Miguel Ângelo ensina que todos os que nasceram de Deus receberam a mente de Cristo. Baseando-se em 1 Coríntios 2, Romanos 12 e diversas passagens das Escrituras, ele mostra que a transformação cristã acontece por meio da renovação da mente. O sermão revela que Satanás sempre atacou os pensamentos humanos, desde o Jardim do Éden, tentando afastar as pessoas da verdade de Deus através da dúvida e do engano. Ao mesmo tempo, demonstra que a Palavra de Deus ilumina o entendimento, fortalece a fé e conduz o cristão a viver segundo a perfeita vontade do Senhor. Uma mensagem profunda sobre discernimento espiritual, santidade, renovação da mente e maturidade cristã, indispensável para todos que desejam viver uma vida guiada pelo Espírito Santo. Culto gravado na Igreja Evangélica Cristo Vive - Rio de Janeiro RJ – Tema Temos a mente de Cristo. Domingo - Manhã 12/07/2026 Pregador: Ap. Miguel Ângelo Aula01 Módulo – 70 Seminário: Construindo uma casa sobre a Rocha
A atual seleção da Argentina talvez não encante tanto quanto a equipe campeã da Copa do Mundo no Catar, mas segue conquistando a torcida pela capacidade de superar adversidades. Para o confronto deste sábado (11) contra a Suíça, pelas quartas de final, os argentinos depositam confiança não apenas na qualidade técnica do time, mas também na determinação dos jogadores. O momento coincide com as comemorações da Independência do país, ampliando o sentimento de orgulho nacional. Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires “Argentina! Argentina! Argentina! Vamos, Argentina! Vamos ganhar!”. As palavras poderiam soar como ordens de batalha, mas são versos entoados por uma torcida que não desiste de acreditar nem de incentivar a seleção. Alguns dos cantos mais tradicionais das arquibancadas ecoam nesta semana em um lugar inusitado: o Festival de Bandas Militares, realizado como parte das celebrações do Dia da Independência, em 9 de julho. Entre hinos e marchas, as bandas executam músicas populares da torcida argentina, levando o público a cantar e se levantar das arquibancadas no Campo Argentino de Polo, em Buenos Aires. Nesta semana patriótica, diferentes elementos se misturam para reforçar o orgulho nacional: os 210 anos da Independência, a esperança pelo tetracampeonato mundial e a histórica virada sobre o Egito, na terça-feira (7), quando a Argentina reverteu uma desvantagem e mostrou ao mundo sua capacidade de reação. O major Alan Nuñez, diretor da banda militar Tambor de Tacuarí, do Regimento de Infantaria 1 Patrícios, o mais antigo do Exército argentino, afirma que há paralelos entre as batalhas históricas do país e a forma como a seleção se comporta em campo. “Como argentino, sinto uma grande emoção quando a seleção demonstra esse espírito de luta que acompanha nosso povo desde a independência. Vemos essa característica também no futebol, essa capacidade de não nos darmos por vencidos até o último momento”, diz. Conhecido popularmente como Regimento dos Patrícios, o grupo militar foi criado em 1806 em resposta às invasões inglesas e teve participação importante nas guerras de independência iniciadas após a Revolução de Maio de 1810. Também atuou, em 1827, na Guerra da Cisplatina, na Guerra do Paraguai, em 1865, e na Guerra das Malvinas. Em tempos de paz, porém, a principal arena das emoções nacionais parece ser o futebol. “Quando a seleção conquista vitórias como essas, une todos os argentinos, independentemente de posições políticas ou diferenças sociais. E, quando isso acontece durante as comemorações da pátria, a emoção é ainda maior”, afirma o major. Euforia popular Nas arquibancadas do festival, o professor de educação física Lucas Bonilla, de 24 anos, diz viver uma semana especial. “É emocionante. Dá vontade até de chorar. Temos a Independência, temos a Copa do Mundo. É uma combinação incrível. Como argentino, me emociono vendo a seleção e também celebrando a pátria”, afirma, vestindo a camisa da equipe nacional. O último confronto entre Argentina e Suíça em uma Copa do Mundo ocorreu no Brasil, em 2014, quando os argentinos venceram por 1 a 0. “Vai ser um jogo muito duro. A Suíça é um adversário complicado, mas acho que vamos ganhar. Minha fé está mais viva do que nunca. E tomara que isso nos leve à semifinal contra a Inglaterra. É o que nós argentinos mais queremos”, diz Lucas. Ao seu lado, Martín Juárez, de 25 anos, carrega uma bandeira argentina em homenagem tanto à data nacional quanto à seleção. “Para os estrangeiros, explico que isso é a Argentina. Apoiamos o time incondicionalmente, e os jogadores respondem com muita garra e vamos todos com fé. Tenho muita fé em uma vitória da Argentina contra a Suíça”, afirma. Estado de graça Lucio Molina, de 58 anos, também acredita na vitória contra Suíça neste sábado, mas reconhece que a equipe tem pontos fracos na zaga. “Como argentino e tendo fé porque sou um homem de fé, acredito que vamos ganhar. Vejo uma partida muito difícil. Precisamos prestar atenção nos erros que tivemos na defesa. Estamos fracos nesse ponto. Temos de corrigir isso e sermos inteligentes”, analisa. Para ele, a virada épica contra o Egito, quando em pouco mais de dez minutos, virou o placar para três a dois, deixou o país em estado de graça. “É uma mistura de tudo que nos dá orgulho nacional e que nos deixa mais contentes. Quando temos vitórias no futebol, todos ficam alegres, ficamos alegres como nação. Quando a Argentina jogou estávamos tristes porque estávamos perdendo. Mas, de repente, apareceu esta força argentina e nos salvou. Ganhamos, graças a Deus. E nos alegrou como nação”, celebra. Ao lado dele, María Salguero, de 54 anos, também confia numa vitória na base da raça. “Esperamos um triunfo da Argentina neste sábado, mas precisamos ter cuidado. Todas as seleções que chegaram a esta fase são fortes. Ainda assim, temos muita fé porque nós latinos temos muita força e esta seleção argentina tem garra”, afirma. Professora de informática e biologia, María diz usar a trajetória da equipe como exemplo em sala de aula. “Acredito que a mensagem que a seleção argentina nos ensina a ter fé até o último minuto e a trabalhar em equipe. A Argentina vence coletivamente, não pela individualidade. Esse é o exemplo que damos também aos alunos: de que devemos trabalhar em equipe. E, quando você pensa que já está derrotado, ainda restam dez minutos para reverter tudo”, ensina. Comunhão nacional Essa mensagem a pequena Antonella, de 11 anos, já entendeu. Depois da virada sobre o Egito, ela acredita que a Argentina pode conquistar mais um título mundial. “Suponho que a Argentina vá ganhar porque tem bons jogadores. A Argentina fez três gols e nos salvou contra o Egito porque, num momento em que não confiávamos que íamos ganhar, a Argentina fez três gols. Sim, acho que podemos ser campeões", diz. Os argentinos estão em comunhão em torno da euforia, mas também do sofrimento. “Fiquei muito feliz com a vitória da Argentina. Quase morri. É uma forma de sofrer. É um sofrimento”, desabafa Antonella. O major Alan Nuñez vê nessa mobilização uma expressão do patriotismo argentino. “Desde criança eu sonhei em estar aqui numa banda militar. E hoje, ao sair e escutar as marchas militares, fico arrepiado e cresce no público o fervor patriótico”, diz. A seleção e a torcida parecem compartilhar a mesma característica: a insistência em seguir adiante mesmo diante das dificuldades. Há mais de dois séculos, a figura inspiradora era o general José de San Martín. Hoje, para muitos argentinos, esse papel cabe a Lionel Messi, símbolo de um país que volta a sonhar com mais uma conquista mundial.
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Pedro Félix, do Movimento Futuro da Costa, admite gestão do abastecimento em função da atenção mediática. Movimento acusa Câmara de “mentir” sobre furos anunciados e denuncia falta de reservas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Rui Tavares não exclui a possibilidade de ser candidato a primeiro-ministro do Livre nas próximas legislativas. Aponta vários nomes do partido como potenciais ministros e as respetivas pastas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nas últimas semanas, a África do Sul tem conhecido uma nova onda de xenofobia, com ataques directos, assaltos, agressões físicas, incêndios nas residências e locais de trabalho dos imigrantes, com um balanço de pelo menos quatro mortos, entre os quais dois moçambicanos. Também foram organizadas manifestações em vários pontos do país, nomeadamente Pretória, Joanesburgo, Durban ou ainda a Cidade do Cabo, para exigir medidas do governo para combater a imigração clandestina. Com uma taxa de desemprego a ronda os 33% e um Estado com dificuldades em responder às necessidades básicas da sua população, nomeadamente em termos de saúde e segurança, certas franjas da população sul-africana acabaram por ficar mais sensíveis às mensagens de incitação ao ódio por parte de organizações como 'March and March', ou ainda 'Operação Dudula', que peritos acreditam ser financiadas por partidos políticos. Apesar de já ter terminado no passado dia 30 de Junho, o prazo fixado por estas organizações para os imigrantes em situação irregular deixarem o país, há relatos de que a situação continua tensa. Perante os riscos cada vez maiores para a sua segurança, desde o começo do mês de Junho, dezenas de milhares de migrantes designadamente oriundos da Nigéria, Zimbabué, Maláui e Moçambique regressaram aos seus países pelos seus próprios meios ou com apoio dos seus respectivos governos. Com cerca de 300 mil cidadãos residentes na África do Sul, o executivo moçambicano refere que “milhares” já regressaram ao país, sendo que uns 1.400 nacionais foram repatriados com o apoio de Maputo. Nestes últimos dias, o governo evocou a eventualidade de se propor às pessoas repatriadas trabalhos nos megaprojectos, ou mobilidade laboral em Portugal e nos Emirados Árabes Unidos, ao abrigo de acordos estabelecidos com estes países. Foi sobre a situação vigente na África do Sul e as condições em que os emigrantes moçambicanos regressam ao seu país que a RFI conversou com Wilker Dias, coordenador da plataforma Decide, que divide o tempo entre Maputo e a África do Sul e tem acompanhado este processo. RFI : Passados 10 dias do fim do ultimato das organizações anti-imigração, qual é a situação vigente na Árica do Sul? Wilker Dias : Em alguns bairros a situação ainda continua tensa, principalmente se formos olhar em alguns pontos em Joanesburgo continuam com alguns focos e temos situações, na maior parte dos casos, claramente visíveis contra os imigrantes ilegais, mas também há alguns outros aspectos. Nós acabamos verificando que existem alguns bairros em que, mesmo sendo o cidadão legal, acaba sofrendo com as represálias desta questão da xenofobia que tem sido recorrente na África do Sul. Um outro aspecto que nós poderíamos aqui levantar é que além das pessoas estarem a serem vitimas, também nós temos estabelecimentos comerciais que acabam levando por tabela esta questão ligada a xenofobia, em que também por um lado, demonstra que não é apenas um acto que é provocado por conta da pressão de estrangeiros no país, mas também ligados àqueles que são os factores de pobreza ou de desemprego, que acaba assolando um pouco parte daquela que é a comunidade sul-africana. RFI : Como é que se explica que, apesar de ter terminado esse ultimato, a violência continua? Wilker Dias : É claramente por isso, porque eles deram um ultimato e claramente que depois deste ultimato, já se previa que seria o início de uma fase mais violenta, em que poderíamos ter feridos e poderíamos ter mortos. E é basicamente isso que ainda continuamos a verificar. Do outro lado, temos moçambicanos mortos, alguns deles contabilizados obviamente pelo Estado. Mas existe também algum número que é difícil de contabilizar e a gente vai recebendo algumas informações com os familiares próximos que habitam daquele lado. RFI : Consta que haverá partidos políticos que financiam essas organizações. Wilker Dias : Essa teoria é quase que normal, que existe até uma altura destas, porque estamos em ano eleitoral na África do Sul. Complica ainda mais. Primeiro, para que o governo tome alguma medida relativamente ao aspecto e alguns partidos políticos também saem contra algumas medidas que podem eliminar esses movimentos. Eu digo isto porquê? Porque se nós formos a ver, há um grande peso da comunidade africana e zulu e esses movimentos anti-imigração são também liderados por zulus. É por esse motivo que nós temos o MK (partido fundado pelo antigo Presidente Jacob Zuma), que decerto apoia o movimento anti-imigração. Já vimos a filha do Jacob Zuma a proferir algumas palavras ‘Também vou apoiar este movimento' e por aí vai. Mas é tudo por uma táctica eleitoral, porque estamos num ano eleitoral. RFI : Tem-se a sensação que o ANC no poder não tem tido propriamente mão firme relativamente a estas violências. Wilker Dias : Sim, o ANC, aquilo que se fala pelos corredores aqui na África do Sul é que o ANC não tem tido esta mão firme por conta deste quesito que é o ‘factor ano eleitoral', porque as coisas nas últimas eleições não correram bem, porque ganharam, obviamente, mas não foram naqueles números desejados. E o facto de não ter ganho os números desejados é a fragilidade que o ANC foi enfrentando ao longo dos tempos. Se tivermos este ir contra estes que defendem os movimentos, neste caso anti-imigração, isto poderá ter consequências ainda piores para o próprio ANC. Então, por isso tem que fazer um jogo um pouco mais neutro para encontrar alguma solução para tudo isto. RFI : Wilker Dias anda entre a África do Sul e Moçambique e tem estado atento a todo este processo de repatriamento dos moçambicanos que estavam radicados na África do Sul. Como é que eles chegam? Em que situação é que eles se encontram? O que é que eles contam? Wilker Dias : Temos visto pessoas em diferentes situações. Há aqueles que chegam de facto, sem nenhuma documentação, alguns não por serem propriamente ilegais, mas porque naquele processo de saídas às pressas e etc, acabaram perdendo os seus documentos. Nesse caso concreto, o passaporte. E há uma complicação enorme, por vezes do lado sul-africano, em que há denúncias de que para passar do outro lado precisa-se de valores monetários. Estás a voltar para o teu país e mesmo assim precisas de ter algum valor, que é para poder praticamente subornar a polícia ou a imigração para poder passar. Então isto acaba sendo um dos factores que deixa as pessoas muito frustradas com isso. São várias pessoas que já contabilizamos, acho que mais de 50 ou 100 pessoas que já passaram por esta situação a nível da fronteira do lado sul-africano, o que é um factor um pouco negativo. RFI : O governo esta semana disse que tinha ajudado a repatriar cerca de 1400 pessoas provenientes da África do Sul. Tem-se alguma ideia de quantas outras é que terão saído da África do Sul pelos seus próprios meios? Wilker Dias : É um número muito grande. Eu só posso adiantar isso porque é um facto praticamente histórico. A África do Sul, durante anos, sempre foi tido como um eldorado por parte dos moçambicanos e de certeza nós temos lá muitos, principalmente nas zonas ou em regiões mineiras. E isto faz com que nós, a uma altura destas, tenhamos vários moçambicanos que vão atravessar. é só nós irmos a terminal da Junta Rodoviária em Maputo, nós vamos ver lá várias pessoas, tanto moçambicanos e também malauianos que estão daquele lado e que infelizmente uma das coisas que me deixou meio triste com o governo do Maláui é não era haver uma mobilização também forte por parte do governo para tirar aqueles que são os seus cidadãos. Este facto também mostra um pouco daquela que é a falta de união ou preparação por parte dos países da SADC no que diz respeito a esse fenómeno da xenofobia. A diplomacia não está a funcionar a nível da nossa região como deve ser. A própria sociedade está muito tímida relativamente a esse aspecto. Era altura de se unir e aí também olhar-se não só para aqueles que vão sair da África do Sul, mas que olham para Moçambique como o ponto mais próximo para tentar ver o que é que se pode fazer e voltar. Temos muitos cidadãos, a título de exemplo, que também conseguiram ir para a Beira para depois apanhar um comboio e seguir para os outros países próximos. O que revela também um número grande de imigrantes que Moçambique está a receber. E isso também pode trazer consequências para Moçambique, que para além de os cidadãos moçambicanos que estão a vir do outro lado, nós teremos que se calhar encontrar uma medida para aqueles cidadãos malauianos e também de outras nacionalidades que estão a vir para Moçambique e que até podem estar numa situação ilegal. RFI : O Governo comunica bastante sobre o apoio que tem dado aos moçambicanos que têm que sair da África do Sul. Transportam essas pessoas e depois dão-lhes algum apoio, um kit, alguma informação para tentar restabelecer-se. E também falam em projectos para estas pessoas, para serem colocadas em novos postos de trabalho, nomeadamente nos megaprojectos no Norte ou nos Emirados ou em Portugal. O que é que constata no terreno? Wilker Dias : Eu constato que isso é uma miragem. Primeiro ponto : não é só o governo que está a prestar este apoio. Temos, além dos partidos político, temos também visto grupos de cidadãos que se têm mobilizado e também dirigido a estes pontos para poder distribuir refeições e ajudar as pessoas que vêm da África do Sul. Por conta da xenofobia, muitos cidadãos tem-se mobilizado, sensibilizado para este efeito. Relativamente à questão de empregabilidade a nível dos megaprojectos aqui em Moçambique, por aí vai. Eu lhe digo que isto é uma autêntica ilusão. Só para ter uma ideia, antes de ontem nós tivemos uma situação em Maputo, a título de exemplo, onde mais de 1000 pessoas foram concorrer para 30 lugares num supermercado. Ontem tivemos também pessoas que queriam concorrer para a Rádio Moçambique. Mais de 1000 pessoas que estavam a tentar entrar para oito vagas de serventes. Aí vem a seguinte questão. Só para estas oito vagas de servente, lá temos essas 1000 pessoas que nem sequer conseguimos colocar. Agora imagine o nível de desemprego em todo o país. E com estas pessoas que estão a vir, será que vão conseguir alcançar este objectivo? Obviamente que não. E como é que as pessoas vão para Portugal? Com que meios serão mandadas para Portugal? O Governo vai custear os vistos? O Governo vai custear as passagens? Então são essas questões que nós devemos colocar antes de poder proferir esse tipo de coisas. Eu acho que foi mais um discurso politicamente bonito, que é para tentar sacudir a poeira de cima do capote. Mas é ilusório. Isso não vai acontecer. RFI : E a seu ver o que é que pode ser melhorado? Wilker Dias : Eu acho que uma das coisas que nós deveríamos tentar fazer era um comité de gestão para este caso em específico, em que colocaríamos se calhar não só a componente financeira, mas também a componente diplomática, como falei, a questão da assistência alimentar, pelo menos garantir o regresso às suas residências. Eu acho que isso poderia ter sido feito ou poderá se fazer de uma forma muito mais forte. Mas, infelizmente, às vezes nós não temos este hábito de lidar bem com questões ligadas à gestão de crise.
Todos os principais anúncios do Galaxy Unpacked da Samsung vazaram nesta quarta-feira: Galaxy Z Fold 8, Z Fold 8 Ultra, Z Flip 8, Galaxy Watch 9 e Galaxy Watch Ultra 2 e mais! Nubank caiu? Clientes relatam dificuldade para fazer Pix no app nesta quarta (8). Bug do Windows 11 consome até 500 GB de armazenamento sem motivo; atualize. Jogos em mídia física da Sony entram em promoção após PlayStation abandonar discos. Windows 11 ganha recurso para formatar PC sem precisar de pendrive. GPUs RTX 50 SUPER ganham novos detalhes em vazamento de marca de fontes e mais!
Copa em Londres: é igual no Brasil? Como eu lido com amizades tóxicas? Alice sabe que ela é famosa no Brasil? Temos vontade de adotar um pet? Essa e muitas outras perguntas que vocês nos fizeram foram respondidas com muitos detalhes nesse vídeo
Nossos planos só encontram verdadeiro sentido quando são colocados diante de Deus. A partir de Tiago 4:13–17, somos lembrados de que a vida é breve, incerta e completamente dependente da vontade do Senhor. Temos que abandonar a autossuficiência, buscar a sabedoria de Deus em cada decisão e viver com propósito, estabelecendo objetivos que glorifiquem a Cristo. Um encontro real com a glória do Senhor faz você andar da forma que você nunca andou antes e onde você colocar a planta dos teus pés, ali será abençoado.Para escutar toda a palavra fique aqui conosco ou assista pelo YouTube. Você consegue nos encontrar em todas as redes sociais por @iirbrasil!
Um dos marcos arquitetônicos da capital francesa ganhou cores brasileiras neste verão europeu. Até 26 de agosto, a tradicional loja de departamentos La Samaritaine, entre o Louvre e a Pont Neuf, recebe uma seleção de marcas de moda, beleza, design e arte em um espaço temporário inspirado no modernismo brasileiro das décadas de 1940 a 1960. Vitória Barreto, da RFI em Paris O Appartement Brésil propõe um retrato do país que vai além dos clichês tropicais. Idealizador do projeto, Lucio Fonseca buscou inspiração no modernismo brasileiro para construir um diálogo entre Brasil e França, reunindo moda, design, arte e perfumaria em um mesmo espaço. A proposta combina marcas já conhecidas do público internacional, como Farm e Água de Coco, com criadores independentes, artistas contemporâneos e casas tradicionais. "Eu quis fazer um diálogo de 360 graus entre Brasil e França", resume Fonseca. Entre os participantes está a Phebo, marca centenária cuja história faz parte da memória afetiva de gerações de brasileiros. Para Sissi Freeman, diretora de marketing comercial da empresa, apresentar a marca ao público francês significa traduzir uma relação que, no Brasil, dispensa explicações. "A Phebo é uma marca com a qual o brasileiro nasceu tomando banho, com tanta memória afetiva, o sabonete que o avô usava, que o pai usava, é tão presente na rotina e na cultura brasileira", afirma. "Quando contamos essa história para quem nunca ouviu falar da marca, não tem como não se apaixonar", completa Sissi. A arte também ocupa um lugar central na programação. A curadoria de Pat Monteiro Le Clerc reúne nomes capazes de estabelecer pontes entre referências brasileiras e o olhar internacional. Entre eles está Maritza Caneca, artista que explora o universo das piscinas em fotografias e vídeos e que criou, para a exposição, uma releitura da piscina da Casa das Canoas, projetada por Oscar Niemeyer. Outro destaque é Jay Boggo, criador que transita entre moda e design e apresenta peças que refletem essa trajetória híbrida. Novos olhares Na fronteira entre arte, artesanato e design está a ceramista Lilian Malta. Especialista em bone china, técnica rara no Brasil, ela desenvolve peças delicadas inspiradas em ritmos e padrões encontrados na natureza. Em vez de reproduzir formas reconhecíveis, a artista prefere investigar esses elementos de maneira abstrata, explorando as possibilidades de um material conhecido pela brancura e pela leveza. O projeto também abre espaço para marcas de menor porte já consolidadas no mercado brasileiro. É o caso da Missinclof, das designers Silvia Freitas e Tathiana Ventre. Desde a chegada a Paris, as criações da marca têm despertado a curiosidade de passantes, atraídos principalmente pelas texturas e pelos tecidos. Segundo as estilistas, o interesse não se limita à comunidade brasileira: as primeiras vendas foram realizadas para clientes europeus, um indicativo da receptividade do público local. À frente da organização do evento, a agência franco-brasileira Onélia assina a curadoria ao lado de Lucio Fonseca. A seleção privilegiou marcas autorais, produções artesanais e nomes que representam diferentes facetas da criação contemporânea brasileira. "Nossa intenção é mostrar que somos mais do que a imagem do Brasil tropical", afirma Dayana de Moraes Bandini, fundadora da agência. "Temos um design de muita qualidade e uma mao de obra impecável." Até 26 de agosto, a Samaritaine recebe esse recorte da produção brasileira contemporânea em um ambiente que combina referências modernistas, moda, arte e design. Uma exposição temporária que convida o visitante a descobrir um Brasil menos previsível e mais diverso, em um dos marcos arquitetônicos de Paris.
Este episódio do Podcast 15 Minutos analisa as implicações diplomáticas e financeiras da decisão unilateral dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Na madrugada de 11 de Agosto de 2025, uma tempestade de intensidade excepcional atingiu Cabo Verde, provocando oito mortos e um rasto de destruição nas ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau. Quase um ano depois, as marcas da tragédia continuam bem visíveis. Raquel Melício perdeu toda a exploração agrícola e tenta recomeçar a actividade. Já Elídio Gomes da Luz viu o táxi ser arrastado para o mar e continua à espera da indemnização. Duas histórias que ilustram o impacto humano dos fenómenos meteorológicos extremos num dos países mais vulneráveis às alterações climáticas. Há quase um ano, Cabo Verde foi palco de uma das mais graves tragédias provocadas por condições meteorológicas extremas da sua história recente. Na madrugada de 11 de Agosto de 2025, as ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau foram atingidas por chuvas torrenciais que deixaram um rasto de destruição, provocaram oito mortos e alteraram profundamente a vida de centenas de famílias. Em São Vicente, caíram cerca de 163 milímetros de chuva em apenas uma hora, o equivalente a cerca de 81,5% da precipitação média anual da ilha. A violência da tempestade destruiu habitações, arrastou viaturas, danificou estradas e devastou explorações agrícolas, evidenciando a crescente vulnerabilidade do arquipélago aos fenómenos meteorológicos extremos. "O mais importante era estarmos vivos" Entre as pessoas afectadas está Raquel Melício, antiga profissional de saúde que, meses antes da tragédia, tinha decidido dedicar-se à agricultura. O projecto familiar incluía a produção de tomate e papaia , um investimento construído ao longo de vários meses de trabalho. Naquela noite, Raquel, o marido e os filhos permaneceram dentro de casa enquanto a tempestade se intensificava. "Começámos a ouvir um barulho estranho. Havia relâmpagos constantes e percebíamos que muita coisa estava a cair. Estávamos em pânico. A certa altura, o meu marido disse apenas: 'Raquel, vamos rezar, porque já não temos mais nada para fazer'." Pouco depois, a água começou a invadir a habitação "vi a água entrar pela porta. Lá fora já tinha cerca de um metro de altura e começou a passar pelas fissuras. Ficámos aterrorizados. Não sabíamos o que fazer." Raquel recorda que quando amanheceu, conseguiu finalmente sair de casa e o primeiro sentimento foi de alívio. "Nem pensei no que tinha sido destruído. A única coisa que senti foi que estava viva. Olhámos uns para os outros e dissemos: 'Ainda bem que estamos vivos'. Um investimento perdido numa única noite A força da chuva e do vento destruiu a exploração agrícola. Três estufas foram arrasadas, cerca de 600 plantas de papaia desapareceram, o poço que abastecia a exploração ficou coberto por cinco metros de lama e toda a vedação caiu. "Foi um momento de terror", confessa Quase um ano depois, a reconstrução avança lentamente. Nas estufas começam novamente a crescer tomates e morangos, enquanto os primeiros produtos já voltam a chegar aos clientes. Apesar da recuperação gradual, todo o investimento está a ser suportado exclusivamente pela família. "Estamos a reconstruir devagar, pouco a pouco, aproveitando os materiais que conseguimos recuperar. A agricultura não tem seguros. Estamos a reconstruir com as nossas poupanças." Para Raquel, recuperar da tragédia exigiu muito mais do que recursos financeiros. "No início é preciso ter muita força de vontade e muita resiliência. É um choque enorme. Mas também sabemos que, se ficarmos parados, nada muda." A tempestade deixou igualmente um receio permanente sempre que se aproxima o mês de Agosto. "Hoje penso duas vezes antes de fazer novos investimentos. O meu marido mostrou-me equipamentos agrícolas, mas eu disse-lhe para esperarmos primeiro que Agosto passe." A exploração aposta na agricultura hidropónica, um sistema que permite reutilizar a água através de um circuito fechado, reduzindo significativamente o consumo de um recurso escasso em Cabo Verde. Contudo, este modelo implica novos desafios. "Temos de investir num gerador. Se faltar a electricidade, podemos perder toda a produção." Um táxi levado pelo mar Também Elídio Gomes da Luz viu a sua vida mudar naquela madrugada. Taxista em Mindelo, perdeu uma das viaturas que garantia o sustento da família. Na véspera da tempestade, tinha regressado da ilha de Santo Antão sem qualquer indicação de que se aproximava um fenómeno daquela dimensão. Um dos seus automóveis ficou estacionado junto a uma bomba de combustível. Durante a noite, a chuva transformou completamente a cidade e ao amanhecer, encontrou um cenário devastador. "As pessoas diziam que mais abaixo estava tudo destruído. Fui a pé procurar o carro. O carro foi parar ao mar. Não foi só o meu. Quase todos os carros que estavam estacionados naquele local foram arrastados." Apesar da dimensão dos prejuízos, Elídio afirma que nunca conseguiu recuperar financeiramente.Segundo explica, a seguradora recusou assumir os danos, considerando tratar-se de um fenómeno natural. Quanto ao apoio prometido pelo Governo, continua à espera. "Disseram que iam ajudar. Algumas pessoas receberam apoio, mas quem teve perda total, como eu, até hoje não recebeu nada." Alterações climáticas agravam vulnerabilidade Cabo Verde continua entre os pequenos Estados insulares mais expostos aos efeitos das alterações climáticas. A irregularidade da precipitação, associada ao aumento da frequência e intensidade dos fenómenos meteorológicos extremos, coloca desafios crescentes à agricultura, às infra-estruturas e à economia local. As histórias de Raquel Melício e de Elídio Gomes da Luz ilustram a realidade vivida por muitas famílias cabo-verdianas: perderam praticamente tudo numa única noite, mas continuam a reconstruir as suas vidas com os próprios recursos, enfrentando um futuro marcado pela incerteza e pela ameaça de novas tempestades.
Leitura Bíblica Do Dia: 2 CORÍNTIOS 10:3-6 Plano De Leitura Anual: JÓ 32–33; ATOS 14 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Certo jovem compartilhou sua história de abuso e vício. Embora já fosse cristão, ele era atormentado por um problema maior do que si mesmo por ter sido exposto à pornografia e abuso sexual quando criança. Desesperado, buscou por ajuda. Por crermos em Cristo, travamos uma guerra contra as forças invisíveis do mal (2 CORÍNTIOS 10:3-6). Mas recebemos armas para travar as nossas batalhas espirituais. Elas não são as armas do mundo, entretanto. Pelo contrário, recebemos “armas poderosas de Deus […] para derrubar as fortalezas” (v.4). O que isso significa? “Fortalezas” são lugares bem construídos e seguros. Nossas armas dadas por Deus incluem “armas da justiça, com a mão direita para atacar e com a mão esquerda para defender” (6:7). A carta aos Efésios amplia a lista de coisas que ajudam a nos proteger: a Bíblia, a fé, a salvação, a oração e o apoio de outros cristãos (6:13-18). Quando somos confrontados com forças maiores e mais fortes do que nós, apropriarmo-nos dessas armas pode fazer a diferença entre resistir ou tropeçar. Deus também usa conselheiros e outros profissionais para ajudar aqueles que lutam com forças grandes demais para enfrentarmos sozinhos. A boa notícia é que em Jesus, e por meio dele, não precisamos nos render frente às dificuldades. Temos a arma dura de Deus! Por: ARTHUR JACKSON
Os direitos humanos estão consagrados na lei, mas continuam fora do alcance de grande parte da população da Guiné-Bissau. O novo relatório Observando os Direitos na Guiné-Bissau revela um país marcado por profundas desigualdades no acesso à água, saúde, educação, justiça, energia e habitação. Para o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, a ausência do Estado está a empurrar a população para o limite da sobrevivência. Na Guiné-Bissau, os direitos humanos continuam, muitas vezes, a existir apenas no papel. Embora a Constituição e a legislação reconheçam um vasto conjunto de direitos económicos, sociais, culturais e cívicos, a realidade diária de milhares de famílias continua marcada pela falta de acesso aos serviços mais básicos. É esta a principal conclusão do relatório Observando os Direitos na Guiné-Bissau, elaborado pelo Observatório dos Direitos Humanos a partir de um inquérito realizado em todo o país junto de 632 famílias, escolas, centros de saúde, estabelecimentos prisionais e outras instituições. O estudo conclui que a pobreza, a fragilidade das instituições públicas e as desigualdades territoriais continuam a impedir que uma parte significativa da população exerça direitos que já lhe são reconhecidos por lei. "O relatório mostra que tem havido uma proclamação formal dos direitos humanos ao nível constitucional e legal, mas, do ponto de vista prático, há uma grande distância e os cidadãos têm um acesso deficiente aos serviços sociais básicos", resume Bubacar Turé, presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos. Para o responsável, o documento pretende também "interpelar as autoridades nacionais sobre a necessidade de inverter esse rumo". Água imprópria, hospitais degradados O acesso à água potável surge como um dos indicadores mais preocupantes. Bubacar Turé afirma que "mais de 50% da população não tem acesso à água potável" e depende de água retirada de poços que, "na sua esmagadora maioria, não têm condições higiénicas". Uma situação que, segundo o dirigente, está associada ao aumento de doenças de origem hídrica e da mortalidade materno-infantil. As dificuldades repetem-se no sector da saúde. Apesar dos progressos registados nas últimas décadas, o acesso aos cuidados continua condicionado pela escassez de profissionais, pelos custos suportados pelas famílias e pela distância aos centros de saúde. "Há regiões em que os cidadãos percorrem mais de 30 quilómetros para ter acesso aos primeiros cuidados médicos", refere Bubacar Turé, acrescentando que muitos estabelecimentos de saúde continuam a funcionar sem acesso regular à água potável ou à energia eléctrica. "São situações extremamente preocupantes." O nascimento continua a determinar oportunidades O relatório mostra, ainda, que o acesso aos direitos varia entre regiões. O Sector Autónomo de Bissau e Biombo apresentam os melhores indicadores, enquanto Gabú, Bafatá e Quinara continuam entre as zonas mais desfavorecidas. Para Bubacar Turé, não existem "cidadãos de primeira e de segunda", mas sim uma profunda falta de coesão territorial. "O Estado não consegue cumprir a sua função de proporcionar o bem-estar social", afirma. Segundo o dirigente, a concentração de investimentos públicos e de projectos das organizações não governamentais em determinadas regiões acaba por aprofundar as desigualdades existentes, quando deveria existir uma estratégia nacional que garantisse um desenvolvimento mais equilibrado. A resiliência já não é suficiente Apesar das dificuldades, o relatório destaca a capacidade de resistência das famílias e das comunidades, que continuam a criar mecanismos próprios de solidariedade para responder à ausência dos serviços públicos. Mas Bubacar Turé alerta para o risco de transformar essa capacidade de adaptação numa desculpa para a inacção do Estado. "O povo guineense tem travado uma luta titânica pela sua própria sobrevivência, mas essa resiliência tem limites. O povo está neste momento no limite dos seus esforços", afirma. Na sua perspectiva, esse desgaste já está a produzir consequências visíveis. "As pessoas entram em desespero", diz, apontando a crescente emigração de professores, médicos e outros quadros qualificados, que procuram melhores condições de vida no estrangeiro, agravando ainda mais a fragilidade dos serviços públicos. Questionado sobre as causas desta realidade, Bubacar Turé aponta directamente à instabilidade política crónica. "A classe política não tem correspondido às expectativas do povo", afirma. Apesar de a Guiné-Bissau realizar eleições consideradas livres e pacíficas, o dirigente lamenta que estas sejam frequentemente seguidas por "má governação, corrupção, instabilidade, golpes e violações sistemáticas dos direitos humanos". Na sua opinião, apenas uma governação transparente, estável e respeitadora da Constituição permitirá transformar os recursos naturais do país em desenvolvimento efectivo e reduzir a pobreza. Para Bubacar Turé, não existe uma prioridade única, porque os défices se acumulam. "Temos urgência de colocar milhares de crianças na escola, de transformar o sistema de saúde, de garantir água potável, energia eléctrica e de reduzir drasticamente a pobreza extrema", enumera. Sem esse investimento, conclui, continuará a existir uma Guiné-Bissau onde os direitos são amplamente reconhecidos na lei, mas permanecem inacessíveis para uma grande parte da população.
O Coordenador de Saúde Sazonal da DGS, Pedro Ferreira, alerta para uma situação de exceção prolongada e admite impacto na mortalidade.See omnystudio.com/listener for privacy information.
3030 Saudações, futuro padrinho ou madrinha do RPG Next! Talvez você ainda não apoie o projeto hoje, mas acreditamos que um dia você vai fazer parte dessa aventura junto com a gente! Este episódio do Neuronautas é exclusivo para quem já apoia o RPG Next lá no apoia.se/RPGnext, ou para membros do nosso canal no YouTube. Quem decide apoiar já ganha acesso a todos os episódios exclusivos, além de receber conteúdos antecipados e várias recompensas extras — e o melhor: não importa o valor, em qualquer nível de apoio você já desbloqueia tudo isso. Apoiar é simples e rápido, e faz toda a diferença para que nós possamos continuar criando novos podcasts, mais episódios e mais conteúdo para toda a comunidade RPGista. Então, se você gosta do que fazemos e quer ter acesso a este episódio completo e a todos os outros exclusivos, passa lá em apoia.se/RPGnext. Temos certeza de que em breve vamos poder te chamar de padrinho ou madrinha de verdade lá no nosso grupo exclusivo do WhatsApp. Até lá, obrigado por ouvir e por estar junto com a gente nessa jornada! Se você já é apoiador: Ouça aqui no Spotify: https://open.spotify.com/show/6g11105CEiIWAdClcc31Ml Ouça aqui no Apoia.se: https://apoia.se/rpgnext Ouça aqui mesmo no site do RPG Next. NOVIDADE!!! Para tornar a sua experiência ainda mais fácil e prática, agora disponibilizamos nossos conteúdos exclusivos do Apoia.se também no Spotify! Assim, você pode acessar tudo em um só lugar, sem precisar alternar entre plataformas. Quer saber como ativar essa opção e ouvir nossos episódios exclusivos diretamente no Spotify? Acesse este artigo com o passo a passo: https://suporte.apoia.se/hc/pt-br/articles/30944727495579-Ou%C3%A7a-%C3%A1udios-exclusivos-da-APOIA-se-no-Spotify Obrigado por apoiar nosso trabalho! Seu suporte faz toda a diferença. Boletim Informativo RPG Next https://bit.ly/boletim-informativo-rpg-next O RPG Next agora tem um grupo oficial no Telegram! Venha trocar ideias, compartilhar suas aventuras e se conectar com outros jogadores apaixonados por RPG. Entre agora e faça parte dessa comunidade épica: https://t.me/RpgNextOficial . Acesse nossos conteúdos antecipados e exclusivos pelo APP do Apoia-se Disponível para Android e iOS! Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.apoiasemobile&pli=1 iOS: https://apps.apple.com/us/app/apoia-se/id1665747795 https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-and-dragons-starter-set-heroes-of-the-borderlands/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-livro-do-jogador-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-dungeon-masters-guide-livro-do-mestre-5-5e-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-monster-manual-livro-dos-monstros-5-5e-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-dungeon-masters-screen-2024/ 10 Quer jogar RPG sem precisar montar grupo ou preparar nada? Agora você pode! Encontre todas as vagas on-line com Mestres de Aluguel no site do RPG Next e entre de cabeça em aventuras épicas conduzidas por narradores experientes! O serviço é pago e funciona por assinatura mensal, com cobrança exclusivamente via cartão de crédito. ♂️ O Mestre de Aluguel conduz toda a sessão — você só precisa escolher o sistema, montar seu personagem e se divertir! No site, você encontra um vídeo de apresentação e todas as informações sobre como participar, bem como link público para o grupo de WhatsApp de cada Mestre de RPG. Confira as mesas disponíveis agora em:https://www.rpgnext.com.br/categoria-produto/servico-de-mestre-de-aluguel/ SERVIDOR DO DISCORD - D&D BR: https://discord.gg/zYvhQETBEq APOIE NOSSA CAUSA! Nosso Plano de Assinaturas do APOIA.SE! Acesse e veja nossas recompensas para os apoiadores. https://rpgnext.com.br/doadores/ COMPARTILHE! Nosso site é https://rpgnext.com.br, Nossa Campanha do APOIA.SE: https://apoia.se/rpgnext Facebook RpgNextPage, Grupo do Facebook RPGNext Group, Instagram RPG Next Oficial, Bluesky rpgnext.bsky.social, Canal do YouTube, Vote no iTunes do Tarrasque na Bota e no iTunes do RPG Next Podcast com 5 estrelas para também ajudar na divulgação! DEIXE SEU FEEDBACK! Se quiser deixar seu feedback, nos envie um e-mail em contato@rpgnext.com.br ou faça um comentário nesse post logo abaixo. Seu comentário é muito importante para a melhoria dos próximos episódios. Beleza? Muito obrigado pelo suporte, pessoal! Contato Instagram / Facebook / Bluesky / TikTok / YouTube
Nosso cérebro toma decisões antes mesmo de termos consciência delas? Se sim, seriam nossas decisões deterministas e o livre-arbítrio uma ilusão? O que a ciência tem a dizer sobre isso? Parte 1 de 2. Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (57min 28s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * APOIE O NARUHODO! bit.ly/naruhodo-no-orelo
Leitura Bíblica Do Dia: HEBREUS 11:13-16 Plano De Leitura Anual: JÓ 8–10; ATOS 8:26-40 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Mais de 200 milhões de pessoas de diversas religiões realizam uma peregrinação anual. Ao longo dos tempos, muitos viram o peregrino como alguém que viaja a um local sagrado para ser abençoado. O objetivo é chegar ao templo, catedral ou mesquita onde se recebe uma benção. Porém os cristãos celtas da Grã-Bretanha viam a peregrinação de um jeito diferente. Eles partiam sem direção às florestas ou deixavam seus barcos à deriva para serem levados pelos oceanos. Para eles, a peregrinação significava confiar em Deus em território desconhecido. Qualquer bênção viria não no destino, mas ao longo de sua jornada. O texto de Hebreus 11 foi importante para esse grupo. Como a vida em Cristo consiste em abandonar os costumes do mundo e caminhar como estrangeiros até a cidade de Deus (vv.13-16), a peregrinação representava a jornada da vida deles. Ao confiar em Deus para prover ao longo de seu caminho difícil e inexplorado, os peregrinos desenvolveram o tipo de fé que tiveram os heróis do passado (vv.1-12). Temos que aprender que, mesmo sem realizarmos longas jornadas a pé, a vida dos que se entregaram a Jesus é uma peregrinação em direção pátria celestial, passando por florestas escuras, becos sem saída e provações. À medida que avançamos, não percamos a bênção de experimentar a provisão de Deus ao longo do caminho. Por: SHERIDAN VOYSEY
Saudações, futuro padrinho ou madrinha do RPG Next! Talvez você ainda não apoie o projeto hoje, mas acreditamos que um dia você vai fazer parte dessa aventura junto com a gente! Este episódio do Regras do D&D é exclusivo para quem já apoia o RPG Next lá no apoia.se/RPGnext, ou para membros do nosso canal no YouTube. Quem decide apoiar já ganha acesso a todos os episódios exclusivos, além de receber conteúdos antecipados e várias recompensas extras — e o melhor: não importa o valor, em qualquer nível de apoio você já desbloqueia tudo isso. Apoiar é simples e rápido, e faz toda a diferença para que nós possamos continuar criando novos podcasts, mais episódios e mais conteúdo para toda a comunidade RPGista. Então, se você gosta do que fazemos e quer ter acesso a este episódio completo e a todos os outros exclusivos, passa lá em apoia.se/RPGnext. Temos certeza de que em breve vamos poder te chamar de padrinho ou madrinha de verdade lá no nosso grupo exclusivo do WhatsApp. Até lá, obrigado por ouvir e por estar junto com a gente nessa jornada! Se você já é apoiador: Ouça aqui no Spotify: https://open.spotify.com/show/6g11105CEiIWAdClcc31Ml Ouça aqui no Apoia.se: https://apoia.se/rpgnext Ouça aqui mesmo no site do RPG Next. NOVIDADE!!! Para tornar a sua experiência ainda mais fácil e prática, agora disponibilizamos nossos conteúdos exclusivos do Apoia.se também no Spotify! Assim, você pode acessar tudo em um só lugar, sem precisar alternar entre plataformas. Quer saber como ativar essa opção e ouvir nossos episódios exclusivos diretamente no Spotify? Acesse este artigo com o passo a passo: https://suporte.apoia.se/hc/pt-br/articles/30944727495579-Ou%C3%A7a-%C3%A1udios-exclusivos-da-APOIA-se-no-Spotify Obrigado por apoiar nosso trabalho! Seu suporte faz toda a diferença. Boletim Informativo RPG Next https://bit.ly/boletim-informativo-rpg-next O RPG Next agora tem um grupo oficial no Telegram! Venha trocar ideias, compartilhar suas aventuras e se conectar com outros jogadores apaixonados por RPG. Entre agora e faça parte dessa comunidade épica: https://t.me/RpgNextOficial . Acesse nossos conteúdos antecipados e exclusivos pelo APP do Apoia-se Disponível para Android e iOS! Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.apoiasemobile&pli=1 iOS: https://apps.apple.com/us/app/apoia-se/id1665747795 https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-and-dragons-starter-set-heroes-of-the-borderlands/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-livro-do-jogador-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-dungeon-masters-guide-livro-do-mestre-5-5e-portugues/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-and-dragons-monster-manual-2024/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-dungeon-masters-screen-2024/ Quer jogar RPG sem precisar montar grupo ou preparar nada? Agora você pode! Encontre todas as vagas on-line com Mestres de Aluguel no site do RPG Next e entre de cabeça em aventuras épicas conduzidas por narradores experientes! O serviço é pago e funciona por assinatura mensal, com cobrança exclusivamente via cartão de crédito. ♂️ O Mestre de Aluguel conduz toda a sessão — você só precisa escolher o sistema, montar seu personagem e se divertir! No site, você encontra um vídeo de apresentação e todas as informações sobre como participar, bem como link público para o grupo de WhatsApp de cada Mestre de RPG. Confira as mesas disponíveis agora em:https://www.rpgnext.com.br/categoria-produto/servico-de-mestre-de-aluguel/ SERVIDOR DO DISCORD - D&D BR: https://discord.gg/zYvhQETBEq APOIE NOSSA CAUSA! Nosso Plano de Assinaturas do APOIA.SE! Acesse e veja nossas recompensas para os apoiadores. https://rpgnext.com.br/doadores/ COMPARTILHE! Nosso site é https://rpgnext.com.br, Nossa Campanha do APOIA.SE: https://apoia.se/rpgnext Facebook RpgNextPage, Grupo do Facebook RPGNext Group, Instagram RPG Next Oficial, Bluesky rpgnext.bsky.social, Canal do YouTube, Vote no iTunes do Tarrasque na Bota e no iTunes do RPG Next Podcast com 5 estrelas para também ajudar na divulgação! DEIXE SEU FEEDBACK! Se quiser deixar seu feedback, nos envie um e-mail em contato@rpgnext.com.br ou faça um comentário nesse post logo abaixo. Seu comentário é muito importante para a melhoria dos próximos episódios. Beleza? Muito obrigado pelo suporte, pessoal! Contato Instagram / Facebook / Bluesky / TikTok / YouTube
Leitura Bíblica Do Dia: RUTE 2:11-12; 3:1-6 Plano De Leitura Anual: JÓ 5–7; ATOS 8:1-25 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Anos antes do Zoom tornar-se uma ferramenta de comunicação on-line, uma amiga convidou-me para discutir um projeto numa videochamada. Pelo tom dos meus e-mails, ela percebeu que eu estava confusa e sugeriu que eu pedisse ajuda a algum adolescente para aprender a usar essa tecnologia. Essa sugestão destaca o valor das relações intergeracionais. Observamos isso na história de Rute e Noemi. Celebramos a vida de Rute por ter sido uma nora leal, deixando seu país para acompanhar Noemi de volta a Belém (RUTE 1:16-17). Quando chegaram lá, a jovem disse à sogra: “Deixe-me ir ao campo ver se alguém […] me permite recolher as espigas de cereal que sobrarem” (2:2). Ela ajudou a mulher mais idosa, que a ajudou a casar-se com Boaz: a ação sugerida pela sogra à nora levou Boaz a comprar a propriedade do falecido sogro de Rute e a tomá-la como sua esposa (4:9-10). Certamente respeitamos os conselhos dos idosos que partilham a sua sabedoria com as gerações mais jovens. Mas Rute e Noemi nos lembram de que a troca ocorre nos dois sentidos. Temos sempre algo a aprender com os mais jovens, tanto quanto com os mais idosos. Procuremos desenvolver relacionamentos intergeracionais amorosos e leais. Isso abençoará a nós e a outras pessoas e nos ajudará a aprender algo que ainda não sabemos. Por: KATARA PATTON
PSD e PS votaram na especialidade a nova prestação social única introduzindo alterações à proposta do Governo mas mantendo a necessidade de prestar trabalho social. Mudanças retóricas ou substantivas?See omnystudio.com/listener for privacy information.
A SBS em Português encontrou um representante de Cabo Verde, que tem pouco mais de 40 conterrãneos morando em Down Under . Ras Jah Know contou um pouco de sua história, falou da torcida pela Seleção de Cabo Verde e sua profissão durante seus 19 anos de Austrália.A SBS em Português encontrou um representante de Cabo Verde, que tem pouco mais de 40 conterrãneos morando em Down Under . Ras Jah Know contou um pouco de sua história, falou da torcida pela Seleção de Cabo Verde e sua profissão durante seus 19 anos de Austrália.
Nessa semana, Renata nos conta a história do famoso órgão e sua fantástica jornada. Para se tornar apoiador:Apoia.se: https://apoia.se/pacriminal Ou apoie na Orelo: https://orelo.cc/podcast/603ce78538a4f230cbd37521 Temos um canal no YouTube, com vídeos exclusivos todos os domingos: https://www.youtube.com/channel/UCac9ZupbqFakPcL5CQgpUoQ PIX: patriaamadapod@gmail.comEscrito e apresentado por Natália Salazar e Renata SchmidtProdução: Natália Salazar e Renata SchmidtEdição: Natália SalazarMúsica: Felipe SalazarArte: Matheus Schmidtiupokjøl,m-.< GE-mail: patriaamadapod@gmail.comIG: @pacriminal Lojinhas do PAC: https://umapenca.com/pacriminal/ https://www.redbubble.com/people/PatriaAmada/shop?asc=u CORRE PRA @INSIDERSTORE! Cupom: PACRIMINAL - ele soma com os descontos do site! Link para aplicação automática do desconto: ttps://creators.insiderstore.com.br/PACriminalSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Temos um voltista. Cada vez resta menos dúvida que um ciclista de grandes voltas surge no pelotão. E ele é verde-amarelo. Henrique Bravo conquistou de forma brilhante o 3⁰ lugar no Giro Next Gen
Numa grande entrevista com Daniel Oliveira, Gonçalo Ramos, 25 anos, diz que só quer que o filho perceba que tudo o que a família tem dá trabalho. "Quero que ele disfrute da vida que lhe vamos poder dar, mas que também não se dislumbre, que tenha respeito por isso. Quero que olhe para nós e veja referências e exemplos". O avançado do Paris Saint-Germain é também um dos jogadores mais novos da seleção nacional. Fez sacríficios que poucos viram: "Fui obrigado a crescer rápido e muitas vezes sozinho", diz o jogador. Oiça aqui a entrevista completaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
António Maria Soares Franco é co-CEO da José Maria de Fonseca. A produtora de vinhos nasceu há 200 anos em Azeitão e continua a ser uma empresa familiar. Como pesa a história e a família na gestão?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Morte! Popularidade! Psicopatia adolescente! Nesta semana o Podtrash mergulha em Heathers, conhecido no Brasil como Atração Mortal, a comédia sombria que transformou o ensino médio em um campo de batalha muito antes de Hollywood descobrir que jovens podem ser absolutamente aterrorizantes. Temos panelinhas, assassinatos, bilhetes falsificados, rebeldes sociopatas e uma escola inteira incapaz de perceber […]