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ENTRE NA LISTA DE ESPERA DO VIVER DE RENDA: https://r.vocemaisrico.com/2578c2bd18ABRA SUA CONTA NA COINBASE: https://r.vocemaisrico.com/72f2133408Ao longo da história, algumas mentes se destacaram tanto que passaram a ser lembradas como os maiores gênios da humanidade — indivíduos capazes de revolucionar a ciência, a arte, a filosofia e a forma como compreendemos o mundo.De Leonardo da Vinci a Einstein, de Mozart a Marie Curie, cada um deixou um legado que atravessa séculos e continua influenciando a vida de todos nós.Mas quem realmente merece o título de "maior gênio" de todos os tempos? Seria justo comparar um cientista como Newton com um artista como Shakespeare, ou cada área exige seus próprios critérios de genialidade?Quais nomes menos conhecidos, esquecidos pela história ou pouco celebrados no Ocidente, também deveriam estar nessa lista? E o que aprendemos, afinal, observando as trajetórias dessas mentes extraordinárias?Para conversar sobre isso e muito mais, convidamos Felipe Guisoli (Universo Narrado) para o episódio 313 do podcast Os Sócios. Falaremos sobre os maiores nomes da história humana, seus legados, suas histórias pessoais e por que continuamos fascinados por eles até hoje.Ele será transmitido nesta quinta-feira (27/08), às 12h, no canal Os Sócios Podcast.Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperiniConvidados: Felipe Guisoli @universonarrado
A antropomorfização já foi muitas vezes utilizada sob o pretexto de facilitar a compreensão de coisas. Mas, na IA, ela acaba facilitando mesmo é o entendimento equivocado de diversos conceitos. Por exemplo: a IA pensa? Se sim, como? O que IA e cérebro tem em comum? Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (59min 16s) CONVIDADO ESPECIAL: André Cravo André Cravo possui graduação em Psicologia pela Universidade de São Paulo (2005) e doutorado em Neurofisiologia pela Universidade de São Paulo (2011) com um estágio na Universidade de Oxford. Atualmente é professor associado da Universidade Federal do ABC e coordenador do programa em Pós-Graduação em Neurociência e Cognição. * SOBRE O NARUHODO Naruhodo! (@naruhodopodcast) é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka (@kenfujioka), e o cientista PhD, Altay de Souza (@altayals). Edição: Reginaldo Cursino (@reginaldocursino) Ilustração e Capa: Felipe Cruz (@felipecruzart) http://naruhodo.b9.com.br * REFERÊNCIAS Conscious Processing and the Global Neuronal Workspace Hypothesis https://www.cell.com/neuron/fulltext/S0896-6273(20)30052-0?_returnURL=https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS0896627320300520%3Fshowall%3Dtrue Conscious artificial intelligence and biological naturalism https://www.cambridge.org/core/journals/behavioral-and-brain-sciences/article/conscious-artificial-intelligence-and-biological-naturalism/C9912A5BE9D806012E3C8B3AF612E39A LINEARITY OF RELATION DECODING IN TRANSFORMER LANGUAGE MODELS https://arxiv.org/pdf/2308.09124 A neuronal model of a global workspace in effortful cognitive tasks https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.95.24.14529 Is artificial consciousness achievable? Lessons from the human brain https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0893608024006385 Verbalizable Representations Form a Global Workspace in Language Models https://transformer-circuits.pub/2026/workspace/index.html#methods Subliminal Learning: Language models transmit behavioral traits via hidden signals in data https://arxiv.org/abs/2507.14805 On the Biology of a Large Language Model https://transformer-circuits.pub/2025/attribution-graphs/biology.html Towards Monosemanticity: Decomposing Language Models With Dictionary Learning https://transformer-circuits.pub/2023/monosemantic-features/index.html The Severe Electrician Shortage in America: Is There an End in Sight? https://qmerit.com/blog/electrician-shortage-what-it-means-for-electrical-contractors/ The full-length interview with Elon Musk | The Economist https://www.youtube.com/watch?v=XuoqKYxDHVc&t=2s TikTok inicia obra de mega data center no Ceará https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2026/01/16/obras-do-mega-data-center-do-tiktok-comecam-no-ceara.ghtml Entre sistemas e discursos https://www.youtube.com/watch?v=kW21iEryZvY Jacobian Conjecture is False https://x.com/__alpoge__/status/2079028340955197566 Terence Tao – How the world's top mathematician uses AI https://www.youtube.com/watch?v=Q8Fkpi18QXU Naruhodo #443 - Quais os impactos dos robôs em nossas vidas? Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=tCUsvZ9hQ60 Naruhodo #444 - Quais os impactos dos robôs em nossas vidas? Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=yLVhdONlrug Naruhodo #450 - A inteligência artificial afeta nossa capacidade cognitiva? https://www.youtube.com/watch?v=YjMTEGrgHDw Naruhodo #377 - Aprendemos melhor fazendo pausas? https://www.youtube.com/watch?v=PZVVN9lHeno Naruhodo #109 - O cérebro humano é um computador? https://www.youtube.com/watch?v=s3RCSFfV-OQ Naruhodo #461 - O que é a teoria da Incompletude de Godel? https://www.youtube.com/watch?v=XQRu2ogFvMQ Naruhodo #222 - Existe cognição quântica? https://www.youtube.com/watch?v=J3jjmo7ly18 Naruhodo #379 - Como nós nos tornamos nós? https://www.youtube.com/watch?v=fI9rqAJfcUU Naruhodo #469 - Temos livre arbítrio? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=nwPwrLeZrRA Naruhodo #470 - Temos livre arbítrio? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=rPnl-FJrVbs Naruhodo #435 - Jogar videogame pode ajudar a curar doenças? https://www.youtube.com/watch?v=7Ob___Y97d4 Naruhodo #263 - O que é transumanismo? https://www.youtube.com/watch?v=Ni9JH0IzxBY Naruhodo #277 - O que é singularidade? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=7-5xGhHrpKs Naruhodo #278 - O que é singularidade? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=euBpSfbX3lk Naruhodo #267 - O que é dissonância cognitiva? https://www.youtube.com/watch?v=1xJwqmir5Uw Naruhodo #268 - O que é dissonância cognitiva? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=--OHlHmOQTM Naruhodo Entrevista #33: André Cravo https://www.youtube.com/watch?v=8qbsSI-uECQ * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo
Essa semana, Jurandir Filho, Felipe Mesquita e Evandro de Freitas relembram o episódio #168, em que conversaram sobre uma questão clássica: as continuações de jogos são melhores que os originais? Agora, chegou a hora de descobrir se a gente AINDA pensa da mesma forma. Quais jogos provaram que uma sequência pode superar o original? E quais mostraram que mexer no que já estava funcionando era uma péssima ideia?Esse é mais um podcast da nossa série Remakes!⭐ Curtiu? Assine e tenha acesso a + de 400 episódios exclusivos. Entre agora em 99vidas.com.br/bonusMais 99Vidas:➡️ Site | Youtube | Instagram | TikTok | Twitter |
Mais um conteúdo no ar! Um jogo com uma reviravolta em cima de uma reviravolta simplesmente incendiou toda a parte de baixo da tabela da Série B. Quais as consequências da vitória do Avaí? Náutico e Ceará frente a frente neste momento decisivo do campeonato. Tudo isso e muito mais! Estão neste programa Fred Figueiroa, […]
Domingo perfeito no Brasileirão vai impactar na escalação para a Libertadores? Quais foram os personagens da vitória sobre o Corinthians? Quem o técnico Arthur Jorge está recupando? Jogo contra o Flamengo no Maracanã é o principal desafio do ano? Com Guilherme Macedo, Fernanda Hermsdorff, Henrique Fernandes e Rogério Corrêa.
"Restaurar a terra. restaurar a Esperança": é o lema da COP17 - a conferência das Nações Unidas de combate à desertificação. De 17 a 28 de Agosto, reúnem-se em Ulan Bator, na Mongólia, líderes governamentais, empresariais e da sociedade civil, cientistas, representantes dos povos indígenas, pastores e pequenos agricultores. Em debate: a desertificação, a degradação dos solos e a seca. Quais são os grandes desafios, nomeadamente em Angola, de onde nos fala o ambientalista José Silva? A Mongólia não foi escolhida ao acaso apra acolher este evento. Este país asiático é um dos paises mais afectados pela desertificação e degradação dos solos, com quase 77% das suas terras já degradadas. Em Luanda, José Silva é presidente da Juventude Ecológica Angola. O que contribui fortemente para a degradação dos solos, diz-nos, é nomeadamente a "utilização humana indevida" destas terras: O fenómeno da degradação dos solos está muito ligado à forma como nós, os humanos, utilizamos este recurso. Desde o sobrepastoreio, práticas agrícolas menos recomendáveis, quando não se faz rotação de cultura, a questão também das queimadas descontroladas ou excesso de queimadas, a utilização de produtos químicos, a deflorestação. Em alguns casos também as questões ligadas ao próprio clima, também podem ter implicância sobre a qualidade dos solos. RFI: A degradação dos solos acaba por transformar terras férteis em áreas áridas e desérticas. O que poderia funcionar quando se fala em lutar contra a seca? Há várias formas de se poder evitar estas situações, desde práticas agrícolas mais sustentáveis, mais recomendáveis. Necessita-se também combater práticas como a desflorestação, ou a retirada da cobertura vegetal. Em alguns casos, a reposição da cobertura vegetal, a criação de empregos para evitar que as populações que vivem em situação de pobreza e que muitas vezes recorrem a estes recursos para a sua sustentabilidade e no final acabam por degradar. Em Angola, por exemplo, assistimos a um negócio que já leva décadas, o negócio do carvão, que é muito lucrativo para algumas pessoas. E realmente, há comunidades no interior de várias regiões que são incentivadas a produzir carvão, acabam por degradar a componente vegetal, por derrubar árvores, porque são aliciadas por pessoas que estão nos centros urbanos. Torna-se, pois, um ciclo vicioso, já que essas comunidades têm dificuldades financeiras, sociais. Vão vendo nisso um negócio lucrativo. Naturalmente, é necessário o incentivo a práticas agrícolas sustentáveis, com financiamento, com apoio a pequenos agricultores. RFI: Portanto, soluções não faltam? Não, mas o ser humano é feito de práticas, de hábitos. E realmente há pessoas que estão neste negócio do carvão há décadas e depois vai ficar difícil poder mudar. Mas mesmo nas actividades agrícolas. Quando alguns camponeses não são acompanhados, quando a questão das queimadas, quando não há alguma orientação quanto ao sobre pastoreio. Depois há a questão da disputa de terras que também existem no país. Às vezes há áreas que deviam ser utilizadas para os pequenos agricultores ou pequenos da catividade pecuária. São ocupadas, se calhar por grandes fazendas. Também esta disputa por terras acaba por depois ver o sobre-pastoreio, uso excessivo da pouca terra que têm e acabam por degradar também um solo. RFI: Segundo a ONU, a degradação dos solos já afeta até 40% das terras do mundo, o que prejudica milhares de pessoas e o problema gera impactos de longo alcance, na produção de alimentos, na disponibilidade de água, nos meios de subsistência e na estabilidade económica. O que espera com esta COP17? Nós temos dito que as COP's valem o que valem. É sempre um momento para discussão. Há oportunidades para a sociedade civil poder interagir e fazer networking. Mas eu penso que, do ponto de vista político, tem havido poucos marcos nos últimos tempos. Apesar de ter sido assinado o Acordo de Paris, depois fica-se muito engatado nas questões da aplicação prática, nas questões dos Estados poderem assumir politicamente os compromissos que assinam. Isso ainda é um grande desafio. Depois também temos o desafio do financiamento. Essa velha história dos países desenvolvidos que acabam por criar maior impacto com as alterações climáticas, os países menos desenvolvidos e que têm que financiar alguns projectos não encontram o caminho certo para a negociação, para pôr em prática aquilo que se é discutido. Então vamos ver se esta próxima COP traz resultados diferentes, sobretudo do ponto de vista prático.
Neste episódio, Jurandir Filho, Felipe Mesquita, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho conversam sobre a evolução dos jogos de plataforma: dos primeiros desafios em duas dimensões aos mundos cada vez mais complexos e tridimensionais. Um dos gêneros mais importantes da história dos videogames, responsável por alguns dos personagens, fases e mecânicas mais marcantes da indústria. Quais jogos melhor representam essa evolução? O charme e a precisão do 2D ainda superam a liberdade e a exploração do 3D?Essa é mais uma edição da série Do Pixel ao Polígono!⭐ Curtiu? Assine e tenha acesso a + de 400 episódios exclusivos. Entre agora em 99vidas.com.br/bonusMais 99Vidas:➡️ Site | Youtube | Instagram | TikTok | Twitter |
Brasil dá início ao processo de reciprocidade contra EUA: veja os próximos passos. Quaest divulga pesquisa da eleição presidencial nesta sexta-feira. Como o super El Niño pode afetar a América Latina, principal região exportadora de alimentos do mundo. Quais são as 18 árvores que sustentam a Amazônia na luta contra o aquecimento global. 'Workslop': os trabalhos malfeitos por IA que geram retrabalho, roubam tempo e custam milhões às empresas. Quase 4 em cada 10 adultos com sintomas de insônia usam remédios de 5 a 7 noites por semana, diz estudo brasileiro.
Foi aqui que pediram ferramentas de comunicação e suporte para relacionamentos fetichistas e não monogâmicos? Reunimos novamente a mesa do nosso episódio 55, Ada, Roxy, Gabi e Márcio/Ciel, para conversarmos sobre relacionamentos, dificuldades e conflitos comuns entre neurodivergentes e neurotípicos e ferramentas que podemos desenvolver e aplicar para vivermos relacionamentos cada vez mais saudáveis e seguros na não monogamia e no BDSM. Vem escutar que o episódio está longo, recheado de boas dicas e conselhos e, como sempre, boas risadas (e alguns tapas na cara metafóricos, não vamos mentir). Participantes: Ada @aleneouada, Roxy @roxylust, Gabi Dias @gabidays23, Márcio/Ciel @divergentemente.psi @_marcio.exeVoz da vinheta: apresentadoras*Episódio disponível também em vídeo!*Este episódio foi gravado em estúdio em 23/06/2026. Apoie o Chicotadas! https://apoia.se/chicotadas Form para envio de dúvidas e feedbacks: https://forms.gle/x3HUheP52BkALn989 Nossos links: https://chicotadas.com.br/A vitrine é uma arte com fotos. O fundo é roxo com padrão de desenhos de ferramentas em cor avermelhada contrastante. Nas laterais da arte, nomes e fotos dos participantes, olhando/apontando para o centro da imagem. Ouça o episódio para ter a descrição física de cada uma das pessoas. No centro da imagem, o número e título do episódio (#56 Relações mais saudáveis na não monogamia e no BDSM: Ferramentas de comunicação e suporte para neurodivergentes e neurotípicos) em vermelho e amarelo claro sobre fundo lilás e vermelho. Abaixo dos títulos, uma chave de fenda e um flogger fazem um formato de X. Na parte inferior da imagem, marca d'água com a logo principal do podcast (um chicote posicionado para lembrar uma onda sonora) em amarelo claro. Minutagens:1:52 Início do episódio e autodescrição*Continuação do ep 55, Por que somos tantos neurodivergentes no BDSM e na Não Monogamia? 4:44 Como foi nossa recuperação depois da situação contada no episódio anterior?6:30 Relacionamentos. Como é se relacionar com pessoas neurodivergentes? O que precisamos ter em mente?Citados: masking (mascaramento/camuflagem social), relações seguras, stim/stimming (movimentos repetitivos de autorregulação), clareza e ruídos de comunicação, rigidez cognitiva, hiperfoco, depressão nas altas habilidades, questões sociais, Ted Lasso, "seja curioso, não julgue", conflitos e dificuldades. 39:11 Questões comuns e conflitos. Que tipo de situações podem acontecer quando a gente se relaciona com pessoas neurodivergentes? Citados: impulsividade, tolerância à frustração, racionalização, estratégias de adaptação disfuncionais, interpretação dos fatos e narrativas pessoais, rigidez cognitiva, difusão cognitiva, crenças e desculpas, negociação e atender expectativas, Trevor Noah e começar dizendo não. 1:05:33 Como as ferramentas do BDSM podem ser úteis?Citados: previsibilidade, "jumping to conclusions" (chegar a conclusões rápidas sem evidência suficiente), "jump the gun" (fazer algo antes da hora, agir antes de pensar). 1:19:53 https://apoia.se/chicotadas 1:22:06 Ferramentas de comunicação e suporte para relacionamentos mais saudáveis. Quais são tipos e possibilidades de ferramentas e que cuidados devemos tomar?Citados:- crises, tipos de ferramentas, formas de lidar com conflitos- ep "Clube dos Apoiadores #14: Nossos erros de iniciantes no BDSM".- rigger @leviriet- Asgard e Hannah (@kinkgram.ofc e @hannah.esquilinha)- Chicotadas Fest- situações de hiperfoco, spotters e timers, o perigo de ter/ser enabler 2:13:20 Últimos conselhosCitados: stim toy, fidget toy 2:21:27 Nossas Chicotadas- Podcast "Para dar nome às coisas", Natália Sousa (eps para começar: 248, 323, 333)- Podcast "Multiamory"- Série "Ted Lasso", Apple TV- Série "Heated Rivalry" (Rivalidade Ardente), HBO Max- Especial "Bo Burnham: Inside", Netflix- Jogos "Dark Souls" e "Crash Bandicoot"- Música "Revelação", Fagner e solo de guitarra de Robertinho de Recife 2:28:09 Aftercare
Consultório do Rádio Livre: A pedido de um ouvinte, esta edição do programa fala sobre o consumo de muitos remédios. Quais são os perigos? Essa prática é indicada? A apresentadora Anne Barretto, ao lado de especialista, investiga a temática. Segundo a farmacêutica com doutorado em ciências farmacêuticas, Dra. Elisângela Silva, existe sim um risco em tomar muitos medicamentos. Ela destaca que, geralmente, a população da 3° idade é que tem essa polifarmácia (cinco ou mais remédios ao mesmo tempo). O médico hepatologista, Dr. Claudio Lacerda, ressalta que existe o mito de que o fígado pode ser visto muitas vezes como o principal alvo quando se há maior ingestão de medicamentos. Ele aponta também que não existe remédio sem efeito colateral, por isso é importante a indicação profissional.
A inteligência artificial já está mudando o mercado de trabalho. Mas, à medida que essas ferramentas se tornam acessíveis a mais pessoas, surge uma nova questão: o que vai diferenciar um profissional? Para Renato Winnig, Head de Comunicação Integrada e Ecossistema de Marca da Vivo, acompanhar a evolução da IA será essencial, mas não suficiente. Habilidades como escuta, criatividade, relacionamento e capacidade de adaptação tendem a ganhar ainda mais importância em um mundo cada vez mais conectado e acelerado. Em conversa com o Podcast Canaltech, Renato também fala sobre excesso de informação, nossa relação com o celular e a importância de encontrar um equilíbrio entre tecnologia e habilidades humanas. A entrevista foi gravada no Studio Summit, uma parceria entre o Canaltech e o Grupo Mulheres do Brasil durante o Summit Mulheres nas Profissões, em São Paulo. O Podcast Canaltech está concorrendo para entrar no Top 20 do Prêmio iBest 2026! Se você acompanha nossos episódios, curte as entrevistas e gosta do conteúdo que produzimos todos os dias, sua ajuda pode fazer toda a diferença. Vote no Podcast Canaltech aqui. É rápido, gratuito e você pode votar até 3 vezes por dia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os candidatos ao governo do Ceará Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB) se enfrentaram pela primeira vez em um debate na TV, no último domingo (9 de agosto), na Band. É claro que nós acompanhamos tudo e comentamos as estratégias testadas neste primeiro "laboratório" das campanhas. Quais os destaques? Quem se saiu melhor? Pra projetar os desafios de Ciro e Elmano nos próximos confrontos, temos colaboração da nossa querida Monalisa Soares, que é cientista política, professora da UFC e pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (LEPEM-UFC). Como um dos temas quentes do debate foi o da segurança pública, aproveitamos para indicar a entrevista que fizemos com o também professor da UFC Luiz Fábio Paiva, pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV-UFC): https://www.youtube.com/watch?v=QBWyA9-lMb8. Também trouxemos uma dica de nutricionista maravilhosa, a Thaís Bastos (@thaisbastosnutri), de Fortaleza, que faz atendimentos presenciais e online. A Hébely foi até o consultório dela, deu uma checada nas medidas e já garantiu um plano alimentar gostoso e sustentável pra aguentar o rojão do ano eleitoral, com saúde e qualidade de vida. Aproveitamos para te convidar a participar da Comunidade das Cunhãs no Whatsapp. Pense num grupo animado e cheio de conversas exclusivas com a gente. Pra participar, basta acessar o link apoia.se/ascunhascomunidade, se cadastrar e pagar R$ 19 por mês. Aí você entra nessa comunidade maravilhosa. Para participar da Comunidade das Cunhãs no Whatsapp: apoia.se/ascunhascomunidade; Se quiser mandar um PIX, só pra apoiar o podcast, envie para a chave ascunhaspodcast@gmail.com. Produção: Inês Aparecida, Hébely Rebouças e Kamila Fernandes Estúdio de gravação: Pro Produções Apoio nas redes sociais: Ponto Indie Trilha sonora: Barruada Gagá (Breculê)
A publicação da nova Portaria GM/MS nº 11.685/2026 trouxe importantes atualizações para os serviços de hemoterapia brasileiros. Mas, na prática, o que realmente mudou? Quais alterações impactam a rotina dos bancos de sangue, agências transfusionais e profissionais da área?Neste episódio, Thamy, Bruno e no convidado especial, Marcelo Colnaghi, analisam as principais novidades da legislação, discutindo temas como procedimentos pré-transfusionais, controle de qualidade, gestão da qualidade, Patient Blood Management (PBM), autonomia do médico hemoterapeuta, novas exigências regulatórias e os impactos dessas mudanças na assistência transfusional.Um episódio essencial para quem deseja compreender a nova regulamentação além da leitura da norma e se manter atualizado sobre o futuro da hemoterapia no Brasil.Segue a gente no instagram: @imunoehematoAcesse nossos cursos e ajude a transformar a hemoterapia brasileira com educação: https://linktr.ee/imunoehematoComente aí o que achou do episódio e o que vc quer ver nos próximos!
Neste episódio do Fronteiras da Engenharia de Software, o professor Adolfo Neto e a professora Maria Claudia Emer (ambos do PPGCA UTFPR Curitiba) entrevistaram Márcio Ribeiro, professor na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e um dos coordenadores do EASY UFAL.O foco principal da conversa foi a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação (PD&I) no EASY UFAL. Perguntamos a Márcio:O que é e o que faz o EASY?Quais são os projetos de impacto social do EASY?Como o EASY usa leis de incentivo (Lei da Informática, Embrapii e Lei do Bem)?Quais são alguns dos pesquisadores envolvidos com o Easy? O que fazem?Como a IA está sendo inserida nesse universo de PD&I?Como é trabalhar no Easy?Como pesquisadores, professores e alunos de outras instituições podem participar e colaborar com pesquisas do EASY?No final, Márcio respondeu mais uma vez nossa clássica pergunta: Qual é a próxima fronteira da engenharia de software?Páginas de Márcio Ribeiro e do EASY UFAL:Página de Márcio Ribeiro https://sites.google.com/a/ic.ufal.br/marcio/homeEasy UFAL https://easy.ufal.br/ Easy no Linkedin https://www.linkedin.com/company/centro-de-pesquisa-easy/Vagas para bolsistas https://easy.ufal.br/chamadas Márcio Ribeiro (UFAL) é o Pesquisador Homenageado pela CEES em 2026: https://dev.to/fronteirases/marcio-ribeiro-ufal-e-o-pesquisador-homenageado-pela-cees-em-2026-eocPesquisador é escolhido como homenageado nacional da Engenharia de Software em 2026https://comissoes.sbc.org.br/ce-es/homenageados.php?lang=pt-br https://correiodosmunicipios-al.com.br/geral/2026/05/09/187807-pesquisador-e-escolhido-como-homenageado-nacional-da-engenharia-de-software-em-2026 Demais links mencionados:Daniel Lim-Apo https://www.linkedin.com/in/daniellimapo/?locale=pt CBSOFT 2026: https://cbsoft.sbc.org.br/2026/ SBQS 2026: https://sbqs.sbc.org.br/2026/index.php/pt/ Episódio anterior com Márcio Ribeiro:https://www.youtube.com/watch?v=oSKRygbM3iU Site Oficial do Podcast: https://fronteirases.github.io/ O Fronteiras da Engenharia de Software faz parte da Rede Emílias de Podcasts: https://fronteirases.github.io/redeemilias, vinculada ao Programa de Extensão Emílias: Armação em Bits.
No Linha de Passe desta segunda-feira (10), Marcela Rafael, Paulo Calçade, Vitor Birner, Gian Oddi e Leonardo Bertozzi analisam as mudanças de regra contra a cera divulgadas pela CBF, que busca aumentar o tempo de bola rolando nos jogos pelo Brasil. Além disso, a situação dos líderes do Brasileirão, Palmeiras e Flamengo, também foi pauta. Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Você sabia que no coração do Sudeste Asiático existe um país onde o português é língua oficial?
Qual a razão de existência de audiência de custódia? O queocorre nessa audiência? Quais perguntas o juiz deve dirigir ao preso? Neste mês, o Prof. Guilherme Nucci traz à tona o tema “audiência de custódia”. Dê o play e veja as respostas dessas e de outras questões!Você já viu as playlists específicas de cada tema abordadono podcast? Clique aqui: https://spoti.fi/3eFSLdb=========INDICAÇÕES NO PROGRAMASaiba tudo sobre a obra PACOTE ANTICRIME COMENTADO do Professor Nucci:http://bit.do/fpe4TConheça todos os livros do autor:bit.ly/GuilhermeNucciComentários, sugestões, críticas: contato@guilhermenucci.com.brSite: http://www.guilhermenucci.com.brFacebook: https://www.facebook.com/professorguilhermenucciInstagram: https://www.instagram.com/professor_guilherme_nucciLinkedIn: https://www.linkedin.com/in/professor-guilherme-nucciTwitter: https://twitter.com/GSNUCCI==========Guilherme de Souza Nucci é Livre-docente em Direito Penal,Doutor e Mestre em Direito Processual Penal pela PUC-SP. Professor concursado da PUC-SP, atuando nos cursos de Graduação e Pós-graduação (Mestrado e Doutorado). Desembargador na Seção Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
O novo CNPJ alfanumérico já entrou em vigor e a maioria das empresas ainda não entendeu o impacto real dessa mudança.Neste episódio 44 do podcast Um Passo à Frente, Maurício Cardoso conversa com Amanda Silva (Diretora Comercial da Globalith e CEO da Strong) para revelar o que está por trás dessa atualização e por que ela pode afetar diretamente seus sistemas, cadastros, integrações e até suas vendas.⚠️ Não é só “adicionar letras”.Se seus sistemas não estiverem preparados, você pode enfrentar falhas operacionais, inconsistências de dados e prejuízos silenciosos.
O MP no Rádio desta semana tem como tema os golpes mais comuns aplicados atualmente, que fazem milhares de vítimas diariamente. O Promotor de Justiça Marcelo Adolfo Rodrigues comenta a dinâmica de alguns desses golpes, orientando sobre como evitar cair nessas armadilhas. Entre eles, o golpe do falso advogado e golpe do Pix. Ele fala também sobre a nova lei que criminaliza o empréstimo ou aluguel de contas bancárias, estratégia que tem sido utilizada pelo crime organizado para ocultação e lavagem de dinheiro obtido com golpes e outras atividades ilícitas.
O "Ulrich Responde" é uma série de vídeos onde analiso os recentes acontecimento da economia no Brasil e no Mundo e respondo perguntas enviadas por membros do canal e seguidores, abordando temas de economia, finanças e investimentos. Oferecemos uma análise profunda, trazendo informações para quem quer entender melhor a economia e tomar decisões financeiras mais informadas.No vídeo de hoje, discutimos o esgotamento do atual modelo econômico do Brasil. Com o varejo em queda, famílias endividadas e juros estressados, analisamos as recentes falas da equipe econômica que tentam minimizar o grave déficit primário e o prejuízo das estatais. Além do cenário interno, abordamos o panorama global: a forte intervenção do Tesouro americano no iene japonês, a disparada do ouro e os dados fracos de emprego do payroll nos EUA. Para fechar, avaliamos os gastos bilionários das Big Techs com inteligência artificial e respondemos dúvidas sobre eleições, carteiras de Bitcoin e até sobre a calvície no mercado financeiro.00:00 - O fim do modelo econômico do Brasil01:26 - A queda no varejo e nas Lojas Renner03:59 - A decisão do Copom e a taxa Selic06:01 - A narrativa fiscal do Ministério da Fazenda12:21 - O rombo bilionário nas empresas estatais federais14:37 - Dólar comportado e o risco cambial brasileiro16:52 - Intervenção americana e a disparada do ouro19:34 - Dados fracos do payroll e desemprego americano22:08 - O alto custo e as margens da IA26:03 - Venda de ações da SpaceX por insiders27:36 - Quais são as atualizações relacionadas à computação quântica?28:47 - Como o Japão ultra endividado consegue diminuir impostos de consumo?29:56 - A queda da Selic pode aliviar as contas públicas e o déficit no país?30:22 - Existe risco de disparada do dólar se o Copom baixar os juros?31:24 - Vale a pena trocar Bitcoins por ETFs por segurança e para zerar ganho de capital?32:45 - Flávio ou Renan contra o atual governo nas eleições?33:11 - Como se proteger do crescimento da calvície no mercado financeiro?
Quais foram os principais destaques científicos, alertas globais e resoluções regulatórias que marcaram a medicina nos últimos dias? Nesta edição de resumo semanal do Afya News, analisamos o maior registro de casos de sarampo em três décadas nos EUA e a resolução do Cremesp que limita o tempo de cirurgias plásticas estéticas a seis horas em São Paulo. Discutimos também as novas diretrizes da OMS e o estudo latino-americano no The Lancet para prevenção do declínio cognitivo, os achados da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre os benefícios cardiovasculares da amamentação para as mães, a ampliação do teleatendimento do SUS para dependência em apostas digitais e a gravidade do surto de Ebola no Congo. O Afya News apresenta notícias da medicina com informação confiável e atualizada no seu tempo. Criado pela Afya, o maior hub de educação e soluções para a prática médica do Brasil, nosso propósito é transformar a saúde junto com quem tem a medicina como vocação.Fontes do episódio aqui:https://portal.afya.com.br/podcasts/afya-news/08-08-2026
Protocolo de emergência para carteiras Coldcard comprometidas. Bug de Entropia: falha de utilização do TRNG.ENTENDA SE O SEU BITCOIN NA COLDCARD ESTÁ EM RISCO:https://bitcoinheiros.com/coldcard/Posts no blog da coinkite e firmware oficialhttps://blog.coinkite.com/coldcard-mk3-seed-generation-warning/https://blog.coinkite.com/entropy-technical-backgrounder/https://coldcard.com/docs/upgrade/https://x.com/nvk/status/2083216713693151552Criação segura de seed Bitcoin BIP39https://www.youtube.com/playlist?list=PLgcVYwONyxmiz-CzJmqQHKyJm8-t6Tp8pCarteiras Multisig de Bitcoinhttps://www.youtube.com/playlist?list=PLgcVYwONyxmi74PiIUSnGieNIPqmtmdjWWicked verificando entropia com dados na Coldcardhttps://x.com/w_s_bitcoin/status/1778782161203556676Passphrase fortehttps://blog.trezor.io/is-your-passphrase-strong-enough-d687f44c63afNVK no bitcoinheiros no dia 20 de agosto de 2020https://youtu.be/QzVto_cwC6chttps://x.com/achow101/status/2083035150276005975https://x.com/KLoaec/status/2083133361799778719https://x.com/callebtc/status/2083169923904180331https://x.com/stonychambers/status/2083212542046851465https://x.com/notgrubles/status/2083159937362862363https://x.com/zherbert/status/2082993276324319713https://x.com/KLoaec/status/1288866142795239424https://x.com/BitPaine/status/2083196294059938297https://x.com/clay_garrett/status/2083247007808774228Gravado no bloco 960489________________APOIE O CANALhttps://bitcoinheiros.com/apoie/⚡ln@pay.bitcoinheiros.comPara agendar uma CONSULTA PRIVADA com o Dov: https://consultorio.bitcoinheiros.com/Consulta pública: https://ask.arata.se/bitdov00:00 Introdução: Bug crítico nas carteiras ColdCard03:17 Quem foi afetado pelo bug da ColdCard06:04 Quais modelos de ColdCard foram afetados09:27 O que é entropia na geração de seed Bitcoin11:32 A causa do bug de entropia da ColdCard15:54 Como o roubo de bitcoin explorou o bug da ColdCard17:12 O que fazer se você foi afetado pelo bug23:49 Cuidados com seeds comprometidas26:42 Protocolo para transferir fundos de ColdCards afetadas31:58 É seguro usar ColdCard com firmware atualizado?34:36 Como mover fundos da ColdCard com segurança, passo a passo44:52 A lição que o caso ColdCard deixa para o ecossistema Bitcoin50:53 O que a comunidade Bitcoin fala sobre o bug54:24 Carteiras Mk4 e Mk5 também podem ser exploradas?59:22 É o pior hack da história do Bitcoin?1:05:28 Os usuários da ColdCard têm parte da culpa no roubo?1:08:44 Vídeos dos Bitcoinheiros sobre geração de seed segura1:11:53 De quem é a responsabilidade pelo roubo1:15:07 O que motivou a mudança no firmware da ColdCard1:29:11 Como não perder seus fundos em carteiras ColdCard1:33:18 Como a ColdCard poderia ter corrigido o bug sem risco aos usuários?1:35:29 O pedido de desculpas da equipe ColdCard1:38:22 Investigação on-chain das transações do rouboCOMO GUARDAR SEUS BITCOINS?Bitcoinheiros recomendam o uso de carteiras Multisig com Hardware Wallets de diferentes fabricantes ou próprias.Para ver as carteiras de hardware que recomendamos, acesse https://www.bitcoinheiros.com/carteirasPlaylist "Canivete Suíço Bitcoinheiro"https://www.youtube.com/playlist?list=PLgcVYwONyxmg-KH5bwzMU4sdyMbVMPqwbPlaylist "Carteiras Multisig de Bitcoin"https://www.youtube.com/playlist?list=PLgcVYwONyxmi74PiIUSnGieNIPqmtmdjWISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE:Este conteúdo foi preparado para fins meramente informativos.NÃO é uma recomendação financeira nem de investimento.As opiniões apresentadas são apenas opiniões.Faça sua própria pesquisa.Não nos responsabilizamos por qualquer decisão de investimento que você tomar ou ação que você executar inspirada em nossos vídeos.P.S. para os buscadoresSomos bitcoinheiros, não bitconheiros, nem bitconheros, bitcoinheros, biticonheiros, biticonheros ou biticoinheros.O Dov é bitcoinheiro, não bitconheiro, nem bitconhero, bitcoinhero, biticonheiro, biticonhero ou biticoinhero.É Bitcoin, não Bitcon e nem Biticoin :)
Jurandir Filho, Rogério Montanare, Thiago Siqueira e Fernanda Schmölz conversam sobre "Homem-Aranha: Um Novo Dia", o 38º filme do Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Após o mundo ter esquecido seu nome, Peter Parker (Tom Holland) inicia um novo capítulo em sua vida, conciliando as aulas da faculdade, um trabalho de meio período e sua responsabilidade como o Homem-Aranha. Mas quando uma força misteriosa começa a desmantelar a cidade de dentro para fora, Peter se vê preso entre inimigos poderosos, legados antigos e aliados inesperados. É o melhor filme da quadrilogia? Quais as conexões com os X-Men? Qual o papel do Aranha pro futuro do MCU?|| ASSINE O SALA VIP DO RAPADURACAST- Escute um podcast EXCLUSIVO do RapaduraCast toda semana! http://patreon.com/rapaduracast
Tous les matins à 7h15, le parti pris argumenté d'un invité sur un sujet d'actualité, avec les témoignages et les réactions des auditeurs de RMC en direct au 3216.
Como é a rotina das mulheres de presidiários no Brasil? Quais os impactos do deslocamento de presídios para o interior? Como as "cunhadas" lidam com as regras escritas e não escritas que regem a forma de vestir, as visitas íntimas e o envio de alimentos? Por que muitas dessas mulheres são obrigadas a mudar radicalmente de vida para se adequarem à pena dos companheiros?Ouça a resposta para essas e outras perguntas no episódio 166 de Escafandro.Mergulhe mais fundoNos arredores da prisão: tensões, relações e movimentos de familiares de pessoas presas (link para compra)Manicômios, prisões e conventos (link para compra)Episódios relacionados36: Duas vezes cadeia112: Sorria, você está sendo executado160: InconstitucionalissimamenteEntrevistada do episódioNatália LagoAntropóloga e professora do Departamento de Ciências Sociais na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Autora de "Nos arredores da prisão" (Hucitec Editora, 2026).Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Produção, reportagem e edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.
Você já ouviu falar em “pesquisa clínica”? É um estudo científico com seres humanos para testar a segurança e a eficácia de novos remédios, vacinas ou tratamentos de saúde. O Brasil reúne características que nos tornam um país muito atrativo para a realização de pesquisas por causa da nossa miscigenação, da diversidade da nossa população. Além disso, contamos com importantes centros de excelência em saúde, tanto privados quanto públicos. Em muitos casos, as pesquisas clínicas são uma oportunidade para participação em tratamentos de ponta, que ainda não estão disponíveis. No episódio de hoje a gente vai entender melhor o passo a passo dessas pesquisas e quando vale a pena ser um dos voluntários. Quais são os benefícios e os riscos? O que o paciente deve saber antes de se inscrever? Nosso convidado é o oncologista Fernando Maluf, do Instituto Vencer o Câncer, que criou uma plataforma que conecta pacientes e centros de pesquisa clínica em todo o Brasil.
O fim está próximo — e o episódio 9 de Cabo do Medo deixou novas pistas, dúvidas e ameaças no caminho. No Reflix 180, Brunão e Baconzitos comentam os principais acontecimentos do penúltimo episódio da série, analisam as decisões dos personagens e tentam descobrir o que pode acontecer no grande final. Quem está dizendo a verdade? Quais detalhes podem ter antecipado o desfecho? A série ainda prepara uma última reviravolta? E, principalmente, o episódio final conseguirá entregar todas as respostas? Dê o play e confira nossa análise completa, com comentários, previsões e teorias para o último episódio de Cabo do Medo. Atenção: este conteúdo contém spoilers do episódio 9. #Reflix #Reflix180 #CaboDoMedo #CapeFear #Series #CriticaDeSeries #Teorias #FinalDeSerie #PodcastDeCinema #PodcastDeSeries
Quais foram os principais destaques científicos, avanços regulatórios e mudanças em condutas médicas nos últimos dias? Nesta edição de resumo semanal do Afya News, analisamos os avanços da terapia genética personalizada no tratamento de formas raras de epilepsia (gene SCN2A) e a sanção da Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde para fortalecer a produção de insumos no Brasil. Discutimos também o estudo sobre o risco de neoplasia trofoblástica após mola gestacional em mulheres com histórico de cesariana, o novo consenso clínico sobre a inexistência de dose segura de álcool, os alertas da OMS para metas de HIV e hepatites até 2030, a descoberta da USP sobre a função imune dos barorreceptores e os debates sobre a exposição aos microplásticos. O Afya News apresenta notícias da medicina com informação confiável e atualizada no seu tempo. Criado pela Afya, o maior hub de educação e soluções para a prática médica do Brasil, nosso propósito é transformar a saúde junto com quem tem a medicina como vocação.Fontes do episódio aqui:https://portal.afya.com.br/podcasts/afya-news/01-08-2026
Você já se perguntou por que as pessoas do signo de Virgem costumam demonstrar tanta atenção aos detalhes, organização e desejo de servir?Na astrologia, cada signo é influenciado pela energia de um planeta regente, que revela características profundas da personalidade, dos talentos e dos desafios de cada indivíduo.Neste vídeo, Nidia Alves explica como Mercúrio, planeta regente de Virgem, se manifesta por meio da inteligência, da comunicação, do discernimento e da busca constante pelo aperfeiçoamento.Muito além dos estereótipos, compreender a regência planetária é um caminho para ampliar o autoconhecimento e reconhecer os potenciais que cada energia desperta em nossa jornada.✨ Assista ao vídeo e descubra como a influência de Mercúrio pode iluminar a essência de Virgem.
Jurandir Filho, Rogério Montanare, Thiago Siqueira e Fernanda Schmölz conversam sobre "A Odisseia", filme dirigido por Christopher Nolan. Na história, Odisseu, rei de Ítaca, embarca em uma jornada para retornar para casa após a Guerra de Troia. Baseado no famoso poema épico grego de Homero, o roteiro fez uma boa adaptação? Quais as principais mudanças? Matt Damon mandou bem? Anne Hathaway fez uma boa Penélope? Tom Holland é pior do elenco? Quais as principais cenas? Nolan é realmente o maior cineasta da atualidade?
Agosto chega trazendo uma energia profunda de conexão com a ancestralidade, cura emocional e transformação espiritual.Neste programa Revelações, a Bruxa Evani realiza a leitura do tarô para cada mês de nascimento, trazendo orientações, alertas e caminhos para você atravessar este período com mais consciência.✨ O que o tarô revela para o seu mês?✨ Quais energias estarão em movimento na sua vida?Assista até o final e descubra como alinhar suas escolhas com o fluxo espiritual de maio.
As eleições em Israel tem data para acontecer: 27 de outubro. Os israelenses vão às urnas basicamente pra decidir se Benjamin Netanyahu será mantido no poder ou se haverá um novo líder no país. Essa é nossa primeira edição gravada ao vivo e com plateia do nosso podcast e escolhemos esse tema, que é tão relevante pra judeus de todo o mundo. Quem são os candidatos ao cargo mais alto da política israelense? Quais as ideias deles? E quais as chances reais de um novo líder emergir em Israel?Pra conversar com a gente hoje nesse episódio especial, cuja gravação está indo ao ar normalmente pra quem não pode estar conosco, recebemos João Miragaya! Ele que está no Brasil e conseguiu um tempo pra estar conosco. João é mestre em história geral pela Universidade de Tel Aviv, assessor aqui do IBI e apresentador do podcast “Do Lado Esquerdo do Muro”
Episódio analisa o desempenho do Vasco no empate com o Mirassol e a atuação da diretoria no mercado de transferências. Por que o clube demora tanto a contratar? Quais jogadores devem chegar? Pedro Emanuel está perto de definir o time titular? Dá o play!
Depois de nova interrupção nas trocas de fogo, Trump fala de avanços nas negociações e tem esta semana um encontro com Netanyahu, mas o certo é que estará a ficar sem boas saída para a crise iraniana.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quais foram as principais descobertas científicas e mudanças regulatórias que impactaram a medicina nos últimos dias?Neste episódio do Afya News, fazemos um balanço dos acontecimentos mais relevantes, incluindo a chegada da edaravona à rede pública para o tratamento da ELA e as revelações sobre a atuação de células musculares em vacinas de RNAm. Repassamos o desenvolvimento do diagnóstico rápido da USP contra superbactérias em ambiente hospitalar, as evidências entre saúde bucal e calcificação cardíaca e os consensos sobre novas terapias antienxaquecosas. Além disso, analisamos o papel de moduladores metabólicos no controle de impulsos e as orientações sobre governança executiva no uso de IA clínica. O Afya News apresenta notícias da medicina com informação confiável e atualizada no seu tempo. Criado pela Afya, o maior hub de educação e soluções para a prática médica do Brasil, nosso propósito é transformar a saúde junto com quem tem a medicina como vocação.Fontes do episódio aqui:https://portal.afya.com.br/podcasts/afya-news/25-07-2026
apoia.se/magickandoCurso Perfumaria Magickahttps://www.sympla.com.br/evento/introducao-a-perfumaria-magicka-manifestando-o-poder-dos-aromas/3510566
O que significa dizer: "engravidei sem querer"?Repetimos essa expressão como se ela fosse evidente, mas será que ela dá conta da complexidade do desejo?Mãe do Caetano, Helen engravidou sem planejamento e sem saber se o pai assumiria a paternidade do filho. Voltou para Brasília, sua cidade natal, para dar à luz cercada por família e amigos e, apesar do próprio desconforto, incentivou a construção da relação entre pai e filho.Desde o início da sua maternidade, Helen desafia ideias que costumamos tomar como naturais. Ela nos convida a perguntar: como a sociedade olha para a vida amorosa e a sexualidade de uma mulher que cria um filho sozinha?Neste novo episódio de Maternidade e Separação, falamos sobre os preconceitos que cercam as mães solo, sobre namorar durante a gravidez, sobre o trabalho psíquico de tornar-se mãe e sobre como as relações também podem se transformar com o tempo, a ponto de, hoje, Helen viver uma guarda quase compartilhada do filho.Obrigada, Helen, por denunciar os estereótipos e as expectativas que ainda recaem sobre as mães solo.
Fazendo xixi toda hora? Neste episódio Isabela Fortes explica por que frequência urinária, urgência, ardência e escapes de urina podem estar relacionados aos hormônios, à bexiga, ao metabolismo, ao assoalho pélvico ou a uma combinação de diferentes fatores.Resumo do episódio:• A diferença entre urinar muitas vezes e produzir um volume elevado de urina• Quando a síndrome geniturinária da menopausa pode causar urgência, ardência e irritação• Por que nem toda ardência significa infecção urinária• Como identificar sinais de bexiga hiperativa• A relação entre glicose alta, sede excessiva e aumento da produção de urina• Café, álcool, energéticos e outros possíveis irritantes da bexiga• O impacto do assoalho pélvico, dos prolapsos e dos miomas nos sintomas urinários• Por que perder xixi ao rir, espirrar, correr ou treinar não deve ser normalizado• Como a fisioterapia pélvica pode ajudar no fortalecimento, relaxamento e coordenação muscular• Quais sinais indicam a necessidade de uma avaliação mais completa• O que observar e anotar antes da consulta médica
Dov reage a alguns vídeos sobre Bitcoin do canal do professor José Kobori e traz informações úteis sobre os Fundamentos do Bitcoin para quem ainda não entende sobre utilidade, propriedades únicas e valor da rede Bitcoin.Playlist de vídeos do canal do Kobori sobre Bitcoin:https://www.youtube.com/playlist?list=PLHIDz2SDupQej0D2kRiF6l0nW3tg-r-hzVídeos que reagi aqui:A Verdade Incômoda Sobre as Criptomoedas: https://youtu.be/EqHg4tkIf3gSe Renda ao Bitcoin: https://youtu.be/Hoa3LdOIsbUGravado no bloco 957170________________APOIE O CANALhttps://bitcoinheiros.com/apoie/⚡ln@pay.bitcoinheiros.comPara agendar uma CONSULTA PRIVADA com o Dov: https://consultorio.bitcoinheiros.com/Consulta pública: https://ask.arata.se/bitdov00:00 Introdução00:31 Por que reagir ao vídeo do canal José Kobori?04:18 O Bitcoin serve para alguma coisa? 11:40 José Kobori caiu no conto da blockchain?16:34 Interesse por lucro no Bitcoin não é um problema20:22 Quais são os fundamentos do Bitcoin?30:31 Solidez do Bitcoin: como a rede sustenta o preço32:02 Quem controla o Bitcoin? 38:21 A maioria das pessoas teve prejuízo com Bitcoin?45:55 Ninguém aproveita todas as oportunidades de investimento49:14 Como precificar o Bitcoin? 53:23 José Kobori não entende o BitcoinEscute no Fountain Podcasts (https://fountain.fm/join-fountain)para receber e enviar satoshinhos no modelo Value4ValueSIGA OS BITCOINHEIROS:Site: https://www.bitcoinheiros.comTwitter: https://www.x.com/bitcoinheirosAllan - https://www.x.com/raicherDov - https://x.com/bitdovBecas - https://x.com/bksbk6Instagram: https://www.instagram.com/bitcoinheirosFacebook: https://www.fb.com/bitcoinheirosPodcast: https://anchor.fm/bitcoinheirosMedium: https://medium.com/@bitcoinheirosCOMO GUARDAR SEUS BITCOINS?Bitcoinheiros recomendam o uso de carteiras Multisig com Hardware Wallets de diferentes fabricantes ou próprias.Para ver as carteiras de hardware que recomendamos, acesse https://www.bitcoinheiros.com/carteirasVeja os descontos e clique nos links de afiliados para ajudar o canalPor exemplo, para a COLDCARD - https://store.coinkite.com/promo/bitcoinheirosCom o código "bitcoinheiros" você ganha 5% de desconto na ColdCardPlaylist "Canivete Suíço Bitcoinheiro"https://www.youtube.com/playlist?list=PLgcVYwONyxmg-KH5bwzMU4sdyMbVMPqwbPlaylist "Carteiras Multisig de Bitcoin"https://www.youtube.com/playlist?list=PLgcVYwONyxmi74PiIUSnGieNIPqmtmdjWISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE:Este conteúdo foi preparado para fins meramente informativos.NÃO é uma recomendação financeira nem de investimento.As opiniões apresentadas são apenas opiniões.Faça sua própria pesquisa.Não nos responsabilizamos por qualquer decisão de investimento que você tomar ou ação que você executar inspirada em nossos vídeos.P.S. para os buscadoresSomos bitcoinheiros, não bitconheiros, nem bitconheros, bitcoinheros, biticonheiros, biticonheros ou biticoinheros.O Dov é bitcoinheiro, não bitconheiro, nem bitconhero, bitcoinhero, biticonheiro, biticonhero ou biticoinhero.É Bitcoin, não Bitcon e nem Biticoin :)
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Mensagem compartilhada na manhã do dia 19 de julho de 2026 pelo pastor Lucas Baldussi da Nova Igreja de Joinville.
Veja também em youtube.com/@45_graus Rita de la Feria, Professora Catedrática de Direito Fiscal na Universidade de Leeds, em Inglaterra, professora visitante em Oxford e membro do Advisory Panel do Office for Budget Responsibility do Reino Unido. Conselheira para a reforma fiscal do governo de Timor-Leste. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, doutorou-se, em 2006, em Direito Fiscal Europeu pela Universidade de Dublin, Trinity College. _______________ Índice (1ª parte): Quais foram os primeiros impostos? Quando é que os impostos passaram a servir sobretudo para financiar o Estado Social? A importância de vermos para onde vão os impostos O “paradoxo nórdico” Livro: Taxation and Inequalities O IVA na Dinamarca Porque é o IVA regressivo? O estranho caso da enorme aversão à mudança em Portugal Geert Hofstede e a aversão à incerteza em Portugal Porque estão as pessoas mais descontentes com os serviços públicos? Círculos viciosos vs virtuosos O viés da negatividade Dados OCDE. em Portugal, cash benefits vão sobretudo para quem ganha mais (tabela 6.12) O impacto das redes sociais na nossa satisfação com a vidaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Descubra quais são as três orações a que Deus sempre responde com um "sim." Nesta mensagem, o Pr. Marcos Bomfim ensina como a dependência de Deus e a busca pelo Seu Reino transformam nossos relacionamentos e a vida financeira. Baseado nos princípios de Mateus 6 e Deuteronômio 8, você aprenderá a confiar na provisão divina em tempos de crise, libertando-se da ansiedade.Mensagem apresentada na Igreja Adventista de Moema (São Paulo, SP), dia 5 de abril de 2026.Neste vídeo, você vai aprender:Quais são os três tipos de oração que garantem a resposta afirmativa de Deus.Como amar segundo o modelo de Cristo (uma decisão, não apenas um sentimento).O princípio bíblico de buscar o Reino de Deus em primeiro lugar para suprir suas necessidades materiais.O poder da fidelidade nos dízimos e ofertas como antídoto contra o orgulho e como ferramenta de confiança na provisão do Senhor.Minhas anotações:Que orações Deus sempre atende?Reavivamento Amor (inclui o pacote do amor, ou as virtudes relacionadas ao amor)SustentoMat 6:25-34 Fil 4:19 Sal 37:16-27 Prov 3:5-10 (talvez começar no v 5) Deut 8 Prov 10:22 - “A bênção do Senhor traz riqueza, e ele não permite que a tristeza a acompanhe.”O MEU DEUS É O DEUS DO IMPOSSÍVEL Sabedoria Financeira Espiritual * Sequence is important: trabalhar, ganhar, dar (Deus, necessitados), economizar (poupar), investir, gastar.* First things first - God, needy, savings, needs.* Develop contentment. A dívida é frequentemente o resultado do descontentamento por ter apenas o que é possível ter. As pessoas ficam endividadas para comprar aquilo para o qual não teriam dinheiro. (Josanan). Phil 4:11-12.* Live on what belongs to you - do not borrow* Only use money that is already in your bank account. Do not count on resources you have not yet received. Pay what you owe* Adopt a simple lifestyle - no ostentation. Phil 4:12 * Gather the crumbles.How to avoid debts CS, 236-237* Watch the little outgoes* Stop every leak. It is the little losses that tell heavily in the end. Small leaks have sunk many a ship* Gather up the fragments; let nothing be lost. * Waste not the minutes in talking; wasted minutes mar the hours.* Persevering diligence, working in faith, will always be crowned with success.* Study how to save expenses, so that the institutions shall not become involved in debt.* Wisdom must be shown in the matter of purchasing. * Money must be made to go as far as possible. By careful management, many dollars may be saved.* Expenditures should not be made unless they are warranted by the means in hand. * Make… expenditures as few as possible; for necessities will arise where every dollar will be needed* Many poor families are poor because they spend their money as soon as they receive it.
Neste episódio, Denis Botana e Danilo Silvestre falam sobre LeBron James. Ele não fica no Los Angeles Lakers, mas ainda não decidiu onde vai jogar. Quais são as melhores opções? Também vamos falar sobre a Free Agency da NBA, em especial do imbróglio envolvendo Jalen Duren e o Detroit Pistons, um dos times do topo da liga que mais estão mudando de cara nesta offseason.....*SHARKE*Ganhe três meses de consultoria de investimentos na Sharkehttp://sharke.com.br/bolapresa...*APOIE O BOLA PRESA* ASSINE O BOLA PRESA NO APOIA-SE E RECEBA CONTEÚDO EXCLUSIVO https://bolapresa.com.br/assine*CAMISETAS INSIDER*Use o cupom BOLAPRESA e ganhe 15% OFF, já aplicado automático se usar o link abaixo:
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