A Cabine é uma publicação online com notícias, críticas, reportagens, artigos e outros conteúdos dedicados à música eletrónica em Portugal. N'A CABINE, por sua vez, é um podcast mensal dedicado a djs portugueses. Além de dar a conhecer a mestria de cada um dos convidados, os episódios contam a hist…

@llleixill a trazer música e história no novo episódio de N'A CABINE. São duas horas de uma das figuras da cena conimbricense. Lê a entrevista: https://bit.ly/na-cabine-lexi Fotografia: Pedro Jafuno

@catarinasilva909 assume o comando do 50º episódio da nossa série de mixes. Lê a entrevista: https://bit.ly/na-cabine-catarina-silva Fotografia: Daniella Rodrigues

Viagem até às Caldas da Rainha para ouvir uma das mentes por trás da Fruivita. @pastorcdr no 49º episódio de N'A CABINE. Sabe mais aqui: bit.ly/na-cabine-pstr Fotografia por João Von

@enkopt e @cravomusic, dois dos grandes do techno nacional a representarem a SUMMA no 48º episódio do nosso podcast. Sabe mais aqui: https://bit.ly/na-cabine-enko-cravo

Na senda do seu regresso aos EPs, @carolineletho assina o novo episódio do nosso podcast de mixes. Sabe mais aqui: https://bit.ly/na-cabine-caroline-letho

Regressamos ao podcast N'A CABINE com @fyzer-vulto, aveirense que tem suscitado o nosso interesse nos últimos tempos. Sabe mais na entrevista: https://bit.ly/na-cabine-fyzer

All nighter de @tendencyloops numa casa que conhece tão bem. Classe. Sabe mais aqui: https://bit.ly/arquivo-tendency-passos-manuel

Gravação da passagem da dupla pela última Dark Sessions, que aconteceu no túnel mais famoso da noite portuense. Sabe mais aqui: https://bit.ly/arquivo-du-das-van-dingo-gare-dark-sessions

@chimahiro envolve-nos com todo o dote e engenho neste 45º episódio de N'A CABINE. Sabe mais na entrevista: https://bit.ly/na-cabine-chima-isaaro

Um dos novos nomes do DJing, conhecido pelo trabalho a solo ou pelo que desenvolve na @ovelhatrax, Mingote (@mingozt) assina o 44º episódio de N'A CABINE. Sabe mais na entrevista: https://bit.ly/na-cabine-mingote

Energia bem lá no alto com o set que @cucarafa_1312 assina para o nosso podcast. Sabe mais na entrevista: https://bit.ly/na-cabine-cuca-rafa Fotografia por Diogo "Framekillah": https://instagram.com/framekillah_

@micaiamusic é a 42ª convidada do podcast N'A CABINE e assina um mix envolvente para ouvir a qualquer hora do dia. Sabe mais aqui: https://bit.ly/na-cabine-micaia

Parte da Mera e do movimento portuense, @otsoares é o 41º convidado do podcast N'A CABINE, onde mostra parte dos discos portugueses que tem colecionado nos últimos tempos. Sabe mais aqui: https://bit.ly/na-cabine-otsoa

A envolvência techno de @cmorsil marca o novo episódio do podcast N'A CABINE. Sabe mais aqui: https://bit.ly/na-cabine-morsil

O lado ambiente de @francisca-urbano gravado num evento da @capsu-lab, em Berlim. Sabe mais aqui: https://bit.ly/arquivo-francisca-urbano

DJ residente no Plano B, Semedo é o nome escolhido para o regresso do podcast N'A CABINE. Sabe mais aqui sobre @joao-semedo aqui: https://bit.ly/semedo-na-cabine

Nome da nova escola para manter debaixo de olho, @alfaer é o novo convidado de "ARQUIVO". Por aqui, o portuense mostra que há muito mais do que techno nos seus sets. Sabe mais aqui: http://bitly.ws/xnHV

@shcuro marca o regresso do podcast "Arquivo" com um warm up que assinou recentemente no Planeta Manas. Sabe mais aqui: https://bit.ly/3GuvhoO

Um set mágico e vibrante com assinatura de uma das residentes do Lux Frágil. Sabe mais sobre Inês Duarte aqui: https://bit.ly/3KBvhE3

Incessante e trabalhadora como poucos, Valody é um daqueles nomes que não podia deixar de marcar presença no nosso podcast. E com toda a classe. Sabe mais sobre @val0dy aqui: https://bit.ly/3rhNxMa

Este podcast “mostra quem eu sou, do que gosto e o que faço.” Palavras e ações do polvo do drum'n'bass nacional, Blast, no novo episódio de N'A CABINE. Sabe mais sobre @blast-srvlnc aqui: https://bit.ly/31Lxtb8

O 35º episódio do nosso podcast chega com assinatura de Floating Machine, coimbrense que gosta de nos levar até às profundezas para fazer dançar. Sabe mais sobre @floating-machine aqui: https://bit.ly/3z8rcBl

Conhecemos KAKAF recentemente, mas temos certeza de que é um jovem para manter debaixo de olho. Ouçamo-lo. Sabe mais sobre @kak_af aqui: https://bit.ly/3AiwEmS

Dois dedos de conversa e drum'n'bass no feminino. O 33 foi Mix'Elle que fez. Sabe mais sobre @mixelle-1 aqui: http://bit.ly/mixelle-na-cabine

No primeiro podcast do ano, ouvimos uma cassete que nos fala sobre presente e futuro do techno português: VHS (@vitor-silva-95677127). Sabe mais aqui: http://bit.ly/vhs-na-cabine

O último convidado do ano é a promessa do techno nacional Salbany (@mindprojectechno), que pegou nas suas máquinas para nos deixar sem fôlego durante uma hora. Sabe mais aqui: https://bit.ly/37Xge67

Neste episódio, @papercutz faz um corte na nossa pele para curar a alma com ambient e new age japonês dos anos 80. Sabe mais sobre o músico e este episódio aqui: https://bit.ly/3njtcBl

Chegou a vez de @klin-klop entrar no podcast N’A CABINE para nos fazer dançar. Sabe mais sobre a DJ e produtora aqui: https://bit.ly/3nzBHJa

@phoebephoebephoebe é um dos responsáveis pela Troublemaker Records, mas neste podcast dissolve problemas ao longo de uma hora. Sabe mais aqui: https://bit.ly/3gK5sSQ

Temos o privilégio de receber no nosso podcast um dos nomes mais experientes da cena techno portuguesa: @djzemigl Sabe mais sobre o DJ e produtor aqui: https://bit.ly/2BQtNby

Johan assina o 26º episódio do podcast N'A CABINE. E o resultado é bem gourmet. Sabe mais sobre o DJ aqui: https://bit.ly/2UxVYlx

Terzi a abrir caminho para SPFDJ no Industria, no Porto. Sabe mais aqui: https://bit.ly/2Y4U1Qa

Em plena quarentena, PIX.L aproveita a onda revivalista da sociedade para preparar um podcast especial, dedicado às raízes sonoras do drum'n'bass. Sabe mais sobre o portuense aqui: https://bit.ly/3bUecEf

A jovem lisboeta Ornella é a convidada do 24º episódio do podcast "N'A CABINE". Sabe mais aqui: https://bit.ly/38tVTDE

Odete (@queriastarmorta) assina um abrangente mix no 23º episódio do podcast N'A CABINE. Sabe mais aqui: https://bit.ly/2OTL8DM

Preparamo-nos para 2020 com uma gravação de @val0dy na festa de dezembro d’A Alice. Sabe mais aqui: https://bit.ly/2tfbO9Y

Com um set gravado numa festa da Disturb em outubro, @fieldrhyme assina o segundo episódio da série "Arquivo". Mais informações em: https://bit.ly/2tdSFFt

Abrimos a nova série de podcasts "Arquivo" com um set de @enkopt gravado no Gare, no Porto. Mais informações em: https://bit.ly/357PYmo

Convidámos Mariana Pinho, DJ e produtora mais conhecida por NA O MI (@bynaomi), para assinar o 22º episódio do podcast N'A CABINE. Sabe mais aqui: https://bit.ly/2oqmYXs

Fragz entra n’a cabine para explorar terrenos inóspitos nestas edições. Seja bem-vindo, caro drum’n’bass. Sabe mais sobre o dj e produtor aqui: https://bit.ly/2msCHnD

Tiago Fragateiro é o nosso convidado para o 20º episódio de N’A CABINE. Sabe mais sobre o portuense aqui: https://bit.ly/2Jxt1jn

Steve Menta assina um envolvente mix de uma hora para o 19º episódio do nosso podcast. Sabe mais sobre o lisboeta aqui: https://bit.ly/2wrNuQw

Sheri Vari assina um episódio dedicado à Percebes, editora responsável por todas as faixas que se escutam ao longo de 60 minutos. Sabe mais sobre a dj aqui: https://bit.ly/2IVQPjf Fotografia por Diogo Vasconcelos

A nossa Francisca Urbano entra n'a cabine para substituir o convidado de março, que não pôde comparecer por motivos de saúde.

Neste episódio, Rita Maomenos leva-nos numa viagem pelas suas influências. Lê mais sobre a dj aqui: https://bit.ly/2SCei9y

Backbone é o 15º convidado a entrar n’a cabine para nos dar música. E história. Lê mais sobre o dj aqui: https://bit.ly/2GbNABW

Temudo, co-fundador da Hayes Collective, é o convidado d’A Cabine para a transição de 2018 para 2019. Lê sobre o torrense aqui: https://acabine.pt/sentir/podcast/na-cabine-014-temudo/

Tiago Soares tem 25 anos. Natural de Coimbra, mora atualmente nas Caldas da Rainha, onde estuda Som e Imagem na ESAD (Escola Superior de Artes e Design). O tipping point no percurso de Tiago aconteceu em 2013. Apesar de, desde cedo, ouvir todos os géneros de música e frequentar vários tipos de festas – electro, drum n bass, techno e psy-trance –, foi na edição desse ano do festival Super Bock Super Rock que Tiago ficou “completamente viciado” na eletrónica. No palco Antena3 do festival, na altura ainda no Meco, o live de Julien Bracht criou uma atmosfera de tal forma incrível, que o conimbricense se começou a interrogar sobre aquilo que se passava do outro lado da cabine, e que o fez querer começar a misturar. “Ouvinte compulsivo” de música, ainda hoje não se limita a um ou dois únicos estilos e, apesar das suas escolhas incidirem maioritariamente sobre o techno, sente sempre necessidade de ouvir novas sonoridades que o cativem. O primeiro sítio onde tocou publicamente foi no claustro do DARQ (Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra). Entretanto, já passou pelo Gare, Infame ou NB Coimbra, e podemos hoje encontrá-lo na residência do projecto Volúpia.Lab, que acontece todos os meses no Aqui Base Tango, em Coimbra. A Volúpia surge em 2016, quando Tiago, Frederico Martinho, Cláudia Franco e David Sarmento decidem criar um coletivo (sem fins lucrativos) que explore a relação entre a arte e a música, construindo ambientes em que o som e a imagem se unem. Dois anos volvidos, a Volúpia conquista a residência mensal no referido espaço, onde tem conseguido levar artistas que partilham a mesma paixão, em eventos de entrada livre. Embora existam projetos excelentes na cidade, e promotores que trazem vida à cena eletrónica, Tiago destaca o colectivo Cosanostra, a Floating Layers, a Music Chemistry e o Coimbra Calling – ainda falta, hoje em dia, um clube que abrace estes projectos com regularidade. Mais do que para ser ouvida, a música de intmprl é para ser sentida. O objetivo é que os seus sets sejam emocionais – ora mais corporais, ora mais mentais – criando atmosferas “envolventes, com pulsações fortes, ambiências orgânicas e um certo hipnotismo à mistura”. Como dj, Tiago tenta adaptar-se e contextualizar os seus sets ao espaço físico, ao público, e ao ambiente onde está a tocar. O objectivo para os próximos tempos passa por lançar a sua própria música, e pela criação da editora Volúpia. Não adiantando muito mais, Tiago revela apenas que a Volúpia vai continuar no ativo, e que estará de volta no dia 21 de dezembro para um evento de 14 horas de techno. Uma antiga residencial é o espaço do evento onde, para além de um showcase com os artistas residentes (intmprl, Frederico Martinho, Kids on Acid (live) e a dupla The Quiet Man), existirão outras performances e instalações artísticas. Os convidados? Hedonic2 (David Rodrigues e Gil Mac), Caroline Lethô e marum. Até lá, e mesmo depois desse evento, este intemporal podcast serve para “abrir o apetite” para o que está para vir.

Bracarense de 25 anos, JOFF é João Fernandes, o atual residente do Lustre. O seu alter-ego surge quando, depois de “atuar durante vários anos com outro nome”, percebe aquilo que “melhor o define” enquanto dj. Quando é questionado acerca do seu primeiro contacto com a música eletrónica, João não o sabe precisar, mas acredita que as influências familiares foram fulcrais para chegar até o ponto onde está hoje. É também por isso que acaba por ouvir música de diferentes géneros “e não só eletrónica”, diz-nos JOFF. João acredita que esse sempiterno gosto pela música o inspira no dia-a-dia, tornando-se parte fulcral naquilo que faz. Em relação à eletrónica – que o fez conhecer “imensas pessoas” e amigos – o dj e produtor acredita que tê-la constantemente presente faz com que “viva momentos bastante distintos e intensos”: desde ouvir música em casa até à produção, a passar pelas atuações. O interesse pelo djing manifesta-se quando começa a frequentar festas, a ouvir djs locais e a ir até o Porto para ouvir nomes internacionais. Com 16 anos, foi-lhe oferecido o primeiro equipamento, e é aí que começa a praticar. Mais tarde muda-se para o Porto para ingressar no ensino superior, o que eventualmente o ajuda a tocar em locais como Plano B ou Hard Club. Ao longo dos tempos, JOFF apaixonou-se por sonoridades house, deep house, entre outras; no entanto, não se “prende muito” a géneros, mas antes “por aquilo que considera boa música e que dá prazer ouvir”. Para além de treino e experiência “a misturar música”, João Nuno acredita que um ouvido atento é essencial para a arte. Afinal, “nunca leva as coisas muito ‘programadas’”, conta JOFF, pois nunca tem certeza do “público que vai ter”, e, por isso, é preciso conhecer bem a música que leva consigo para saber “como reagir a contextos, locais, horários e públicos distintos”. Pelo meio da aventura, João sentiu a necessidade de “pôr em prática aquilo que imaginara na cabeça”. “Depois de ler bastante, ver vídeos, pesquisar intensamente e, acima de tudo, treinar e experimentar”, o jovem de Braga começa a produzir. Antes de ser motivado pelos mais próximos a “enviar demos”, as músicas simplesmente não saíam do computador. Até que as respostas das editoras deixaram-no espantado e, “a partir daí, o desafio foi sempre aprender cada vez mais”. Atualmente, JOFF foca-se também na residência no Lustre, que acontece desde outubro de 2017, no trabalho com a agência Landed Music Management, e ainda no projeto Condomínio, que partilha com Ivo Martins (tcp 9T2). Mas além disso, João conta que está prestes a oficializar a sua editora, e que o seu primeiro álbum está marcado para o próximo ano. Quer continuar a evoluir sem cessar, e sente-se cada vez mais “confortável para passar a música que realmente gosta”. JOFF está “bastante entusiasmado com o que está para vir”, algo que se reflete neste radiante episódio, que termina com Real Talk do próprio.

Van Der é o nome artístico de Vanderley Neves. Natural de São Tomé e Príncipe mas português de gema, este rapaz de 28 anos é um exemplo. Cresceu em bairros de lata, onde habitavam comunidades africanas que viram muitos emigrar para procurar melhores condições de vida. Apesar das adversidades, nunca abandonou a escola, e, aos 18 anos, decidiu ingressar em Sociologia, uma experiência que marcou e influenciou os seus caminhos. Desde sempre, Van Der esteve em contacto com sonoridades africanas: “estava constantemente exposto à música africana, inclusivamente eletrónica, como por exemplo o kuduro, cujos fundadores são o Tony Amado e o Sebem. Estes dois padrinhos do kuduro inspiraram-se em ‘raves’ no ocidente, e tentaram recriar o mesmo som em Angola”. No entanto, o “bicho” despertou graças ao seu primo, o atual DJ Marfox, que, ao gravar-lhe cds, incluiu três mixes de Carl Cox. Depois, por volta de 2007, quando começou a ouvir a rádio Mix.Fm, apaixonou-se definitivamente pela música eletrónica. Gostava mas ainda não a sabia definir, até que, graças a um amigo, conheceu a música de Sven Väth. Aí, Van Der entendeu o techno. Através deste estilo foi conhecendo outros artistas que o ajudaram a crescer enquanto dj, mas isto não quer dizer que continuem a ter influência direta na sua música. "Atualmente tenho muitas referências, e quanto mais descubro, mais tenho. Existem muitos projetos de qualidade que têm explorado a música eletrónica e o techno em particular, elevando-o para novas formas de interpretar o género. O techno é futurista." Quando falámos sobre ídolos com quem gostaria de partilhar a cabine, Van Der fala de nomes como Stanislav Tolkachev, Surgeon, Adam X, entre outros, pois afirma que têm contribuído de forma muito positiva para a cena musical através dos seus selos. Relativamente à música eletrónica em Portugal, Van Der acredita que existe muito consumo mas pouca produção, e que, pelo menos em Lisboa, há poucas alternativas devido às dificuldades impostas: “É necessário maior apoio à cultura [em Portugal]. Os projetos têm dificuldade em se estabelecer porque existem vários constrangimentos e burocracias. Existem muitos de qualidade que têm tentado desenvolver o seu trabalho”. No que toca a projetos, Van Der é o seu principal, totalmente dedicado a um lado mais underground. Mas Vanderley é também um dos fundadores do Escuro, um coletivo de música eletrónica que pretende também trazer algo de novo à noite lisboeta menos mainstream. No futuro, pretende consolidar-se enquanto artista e editar música. Pelo meio, não garante que se vá manter por Portugal. Relativamente ao set que preparou para este episódio de N’A Cabine, Van Der mantém-se fiel a si próprio, afastado daquilo que se ouve na maioria das festas de techno. Como artista gosta de explorar várias dimensões da música eletrónica experimental, e remata que aprecia “a liberdade de explorar a minha criatividade, de acordo com o que interpreto da ocasião para que vou mixar. Este set, penso que estará mais virado para o clubbing“.

URZE é Alexandre Urze Afonso, jovem de 23 anos natural de Valença, em Viana do Castelo. Na realidade, tudo começou quando começou a ouvir músicas guardadas num computador do irmão mais velho, por volta do ano 2008, mas “nessa altura mal sabia o que era música eletrónica, só tinha 13 anos”. Quando descobriu o que isso era, tudo mudou, claro. “Como dj, só em 2011 é que as coisas começaram a nascer”, diz-nos. Continua por dizer que descobriu “um controlador antigo que tinha em casa”, e assim começou a “imitar os sets dos artistas que mais gostava, a tentar fazer as mesmas passagens”. No entanto, o prato do dia foi drum’n’bass durante cerca de cinco anos. Isto antes de se aventurar no mundo como URZE. Considera-se “bastante eclético”, mas adianta que prefere “um pouco mais” de tech house, d’n’b e hip-hop. “O que me atraiu para este mundo é uma pergunta para a qual não tenho resposta, mas o que me mantém é poder transmitir a minha felicidade para as pessoas na pista de dança”, conta-nos URZE. Joseph Capriati não é o dj que o jovem valenciano mais gosta de ouvir, mas é aquele com quem mais se revê, “principalmente pela versatilidade dos seus sets, que tanto podem ser recheados de groove e basslines suaves, como de energia de techno, ou então uma viagem entre o techno e o tech house, que são sem dúvida os que mais gosta”. URZE acredita que a aventura pelo drum’n’bass se reflete nos seus sets: “não gosta de prolongar muito o tempo das músicas e tenta sempre que existam poucas quebras, que tudo seja ‘corridinho’ para que o público não pare de dançar”. Existem alguns pormenores com que se preocupa, mas não tem “nenhuma fórmula” em concreto. À excepção de um podcast, por exemplo, Alexandre nunca prepara um set do início ao fim. Toca sempre “de cabeça levantada para ter uma boa leitura do público”, e perde “mesmo muitas horas à procura de músicas novas”. No entanto, URZE não se dedica apenas à sua carreira. Dia 1 de setembro, a RSJ comemora o seu quarto aniversário, um projeto que começou “apenas por tentar fazer a festa que muitos de nós tivemos vontade de fazer mas nunca se concretizou”. Agora que ultrapassaram essa barreira, a organização quer continuar a “tentar cultivar a cultura da música eletrónica” numa zona que URZE sente estar a crescer passo a passo. Assim, Alexandre Afonso tem-se focado em mostrar ao país aquilo que faz. Também se quer dedicar às produções, “algo que já fiz no passado, mas nunca a 100%”. Até lá, “decidiu mostrar o que é o URZE a tocar” neste podcast, dividindo o set por partes: “começa com uma onda mais groovy a oscilar entre o house e o tech house, passando depois para tech house mais virado para a pista de dança e, para acabar, umas batidas a roçar o techno”.