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Em 12 de julho de 1998, poucas horas antes da final da Copa do Mundo, o melhor jogador do planeta sofreu uma convulsão, foi levado às pressas para um hospital, acabou cortado da equipe... e, misteriosamente, voltou à escalação minutos antes da partida. O Brasil perderia a final para a França por 3 a 0. Mas o que realmente aconteceu naquele domingo em Paris?Neste episódio do Bunker X, reconstruímos os acontecimentos da final de 1998, analisamos as versões oficiais, a polêmica envolvendo a Nike, a CPI Nike-CBF e as principais teorias da conspiração que transformaram essa partida em um dos maiores mistérios da história do futebol.E você? Foi apenas uma coincidência ou existe algo que nunca foi contado? Deixe sua opinião nos comentários!#BunkerX #Copa1998 #Ronaldo #Conspiração #Futebol #CopaDoMundo------------------Este programa foi um oferecimento de:INSIDER. Garanta descontos incríveis usando o cupom BUNKERX em: https://www.insiderstore.com.br/BunkerX#InsiderStore------------------
O SantoFlow recebe o Padre Elinton Costa, sacerdote da Comunidade Bethânia, para um testemunho emocionante sobre fé, sofrimento, esperança e o milagre da vida.Após dedicar seu ministério ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, seguindo o carisma deixado pelo saudoso Padre Léo, Padre Elinton viu sua própria fé ser profundamente provada ao receber, em 2023, o diagnóstico de leucemia.Neste episódio, ele abre o coração para contar como enfrentou um dos momentos mais difíceis de sua vida, o tratamento, as incertezas e a força que encontrou em Deus para seguir em frente. Também compartilha como viveu esse período confiando na intercessão de Nossa Senhora de Lourdes e do Padre Léo, testemunhando a remissão total da doença.Além dessa história de superação, conversamos sobre sua vocação sacerdotal, sua missão na Comunidade Bethânia, o acolhimento aos que mais sofrem e como a esperança cristã transforma até os momentos mais dolorosos da vida.✨ Um episódio profundo, emocionante e cheio de fé, que nos recorda que Deus continua agindo, sustentando e renovando a esperança mesmo diante das maiores provações.-----------------------------------------------------------------------------------------------------Ei, você já conhece a única formação on-line do Padre Duarte Lara e da Maria Gabriela? Vem conhecer o Armas Espirituais:https://pay.kiwify.com.br/r9VbS60https://locusmariologicus.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/consagracao-a-jesus-por-maria-fundamentos-biblicos-teologicos-e-praticas-espirituais-1k9pp/Abra já sua livraria católica, entre em contato pelo link:https://w.app/vbbktxAgenda Católica:https://agendacatolica.com/Liturgia Diária da Paulus: A PAULUS acredita que bons conteúdos transformam, ajudam as pessoas a revelarem aquilo que têm de melhor. Aproveite essa oferta exclusiva: https://bit.ly/3WnFGvuArtesanato Costa:O ateliê mais tradicional de arte sacra do Brasil oferece estatuetas católicas de altíssima qualidade. Compre sua estátua e adicione um toque de fé à sua casa. Use o cupom "GUTO10" para descontos exclusivos: https://www.loja.artesanatocosta.com.brCamisetas Sabatini: Moda e DevoçãoInspire-se com as camisetas católicas de alta qualidade da Camisetas Sabatini, que unem estilo e fé. Visite a loja online: https://www.camisetassabatini.com.br WhatsApp: (44) 99844-8545✅ Doe Agora: https://bit.ly/3odbeCi✅ Doe via PIX: caridade@acn.org.br
Abra sua conta na COINBASE e ao comprar R$1000 ganhe $10 USDC:https://coinbase-consumer.sjv.io/c/7081608/3861328/9251Xi Jinping não precisa necessariamente invadir Taiwan para colocar a ilha sob o controle de Pequim. Neste vídeo, eu explico como a estratégia chinesa pode combinar pressão política, econômica e militar com uma tentativa de destruir a confiança de Taiwan nos Estados Unidos.Também analiso como Donald Trump pode se tornar uma peça central nesse plano. As negociações entre Washington e Pequim, as vendas de armas para Taiwan, o futuro das alianças americanas na Ásia e a possibilidade de uma quarentena marítima fazem parte de uma disputa que pode mudar o equilíbrio de poder no Indo-Pacífico.Eu mostro ainda por que Taiwan é tão importante para a segurança regional, para a produção mundial de semicondutores e para a credibilidade dos Estados Unidos diante de aliados como Japão, Coreia do Sul, Filipinas e Austrália.Talvez a principal pergunta já não seja quando a China vai invadir Taiwan, mas se Xi Jinping conseguirá alcançar seu objetivo sem precisar disparar um único tiro.Você já conhece o meu aplicativo? No HOC ACADEMY você tem acesso a cursos e aulas exclusivas, além do BUNKER DO HOC, um feed de notícias e análises em tempo real sobre as coisas mais importantes que acontecem no mundo. Clica no link e não fique de fora dessa!LINK HOC ACADEMY:https://lp.hocacademy.com.br/home-nova/#coinbase #taiwan #china #usa #xijinping #trump
Bom dia Tech! Tudo bem? Meu nome é Arthur Givigir e hoje é terça-feira, dia 21 de julho de 2026 e trago para vc as principais notícias de tecnologia, vamos lá?No episódio de hoje, novas inteligências artificiais chinesas prometem competir com os modelos mais avançados da OpenAI e da Anthropic, enquanto o Galaxy Z Fold 8 apareceu antes do lançamento oficial em vídeos publicados por J-Hope, do BTS. Também falo sobre a falha global que atingiu Instagram e Facebook, a União Europeia obrigando o Google a abrir recursos do Android e dados da busca para concorrentes, Apple e Google sendo pressionadas por aplicativos de IA que criam imagens falsas de nudez e o aumento dos preços do Apple Music e do Apple One no Brasil.Quer patrocinar ou fazer uma parceria com o Bom dia Tech? Mande um e-mail para contato@bomdia.teche vamos conversar!ApoioAmazon Now - Entregas em 15 minutos!Notícias00:00: ☀️ Bom dia Tech!00:24: Novas IAs chinesas prometem desafiar OpenAI e Anthropic01:25: Galaxy Z Fold 8 aparece antes do lançamento em vídeo de J-Hope02:25: Falha global atingiu Instagram e Facebook em vários países03:18: União Europeia obriga Google a abrir Android e dados da busca para rivais04:35: Apple e Google são pressionadas por apps de IA que criam nudes falsos05:33: Apple Music e Apple One ficam mais caros no Brasil06:48: Inté a próxima!Produtos do EpisódioNintendo Switch OLEDBundle Nintendo Switch OLED com Mario Kart 8PlayStation 5 SlimPlayStation DualSenseApple iPhone 16 (128 GB)Echo Show 5 (3ª geração)Echo Show 8 (3ª geração)Kindle ScribeComprando por esses links, o Bom dia Tech recebe uma pequena comissão e você ajuda no crescimento do podcast.Redes sociais:InstagramThreadsMastodonCapa:Capa: Imagem gerada por IA
Concurso para ganhar um kit completo da Forcell - https://cnoar.run/Concurso_Forcell_JulhoASICS RUN CHALLENGE | Use o cupom CORRIDANOAR10https://runchallenge.com.brNeste episódio do Corrida no Ar News, analisamos os graves problemas operacionais que marcaram o final de semana nas corridas de rua pelo Brasil. Destacamos a inaceitável falta de água e de estrutura de socorro na Meia Maratona 21K Fit Store, em São Luís do Maranhão, que gerou revolta e uma nota oficial da organização. Também abordamos os erros de percurso, a ausência de batedores para a elite e a falta de staffs na Jipa City Marathon, em Rondônia, trazendo o desabafo dos atletas prejudicados. Por fim, passamos pelos números modestos da Maratona de Campinas e respondemos aos comentários da audiência no fechamento do programa.- Problemas graves e falta de água na Meia Maratona 21K Fit Store (00:00:46)- Concurso cultural em parceria com a Forcell (00:05:32)- Erros de percurso e desabafo da elite na Jipa City Marathon (00:06:41)- Cupom de desconto para as provas do Asics Run Challenge (00:10:01)- Análise dos números da Maratona de Campinas (00:10:47)- Leitura de comentários e interação com o público (00:12:08)Nossos cupons e links - https://cnoar.run/cuponsO Corrida no Ar News é produzido diariamente.
Miguel Baumgartner explica o risco de guerra no Estreito de Ormuz. Também acrescenta que Trump procura o apoio da NATO e usa o Mundial para afirmar a centralidade dos EUA na política global.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Miguel Baumgartner explica o risco de guerra no Estreito de Ormuz. Também acrescenta que Trump procura o apoio da NATO e usa o Mundial para afirmar a centralidade dos EUA na política global.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Celebrado em todo o mundo por sua música sacra, Johann Sebastian Bach tem também um lado “profano”. Entre suas obras, além de cantatas marcadas pela profundidade e pela transcendência, existem composições que possuem um caráter secular, obras irreverentes e debochadas e até mesmo, como se diz atualmente, música “de sofrência” - todas elas da mais elevada qualidade artística. É o que mostra esta edição de Manhã com Bach, que apresenta três músicas seculares do compositor alemão: o Quodlibet (BWV 524) - uma obra polifônica que mistura diferentes melodias e ritmos e utiliza letra bem-humorada, muitas vezes sem nenhum nexo -, o Concerto para Cravo em Ré Maior (BWV 1054) e a cantata Amore Traditore, “Amor traidor” (BWV 203). Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 18 e 19 de julho de 2026. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.
Agro 4x4 #13 | Nova tarifa dos EUA, crédito rural e safra recorde no BrasilNesta semana, o Agro 4x4 analisa os principais acontecimentos que movimentaram o mercado agrícola.O destaque é a confirmação da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros. Entenda quais cadeias do agronegócio podem ser impactadas e por que o mercado reagiu de forma diferente da esperada.Também falamos sobre as medidas aprovadas em Brasília para renegociação das dívidas rurais e mudanças na legislação do frete, além da nova estimativa da Conab para a safra brasileira de grãos, que alcançou um novo recorde.Neste episódio:00:00 – Abertura00:18 – Indicadores de mercado01:26 – Tarifa dos EUA: impactos para o agro brasileiro02:28 – Senado avança em medidas sobre crédito rural e frete03:47 – Número da semana: safra recorde no BrasilO Agro 4x4 é o resumo semanal da Castrolanda com os principais movimentos do mercado agrícola, traduzindo notícias e indicadores em informações práticas para apoiar a tomada de decisão do produtor rural.Se você gostou deste conteúdo, deixe seu like, inscreva-se no canal e compartilhe este episódio com outros produtores e profissionais do agro.
Entre polémicas na educação, com falhas de software e erros na correção digital de exames, a criação de uma época especial salva tudo? Também a idoneidade do MAI está fragilizada pelo seu silêncio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
As experiências digitais deixaram de acontecer em pontos isolados e passaram a surgir da conexão entre pessoas, produtos, serviços, dados e organizações. Neste episódio, conversei com Edu Agni sobre como o design precisa evoluir para acompanhar essa transformação e pensar cada vez mais em ecossistemas, e não apenas em interfaces ou jornadas de usuário. Falamos sobre pensamento sistêmico, a complexidade de conectar diferentes áreas em torno de uma mesma experiência e como a inteligência artificial está ampliando ainda mais esse desafio.Também discutimos o papel do designer em um mundo de plataformas integradas, sistemas cada vez mais autônomos e experiências que tendem a se tornar mais invisíveis, fluidas e contextuais. Um papo que convida à reflexão sobre o presente e o futuro do design, mostrando por que criar experiências relevantes exige olhar muito além de um único produto.LinkedIn Edu Agni https://www.linkedin.com/in/eduagni/Participe da DEXConf com 20% de desconto https://www.sympla.com.br/evento/dexconf-2026/3304679?d=papodeuxEntre para o Clube do Papo https://papodeux.com.br/clube/Mentoria Luan Mateus https://mentoria.luanmateus.com/News do Papo https://papodeux.substack.comInstagram http://instagram.com/papodeux/YouTube https://www.youtube.com/@papodeux
Olá, eu sou a Bruna Pinheiro! Sou terapeuta transpessoal, psicanalista, formada em Psicologia Positiva e pós-graduada em Psicologia Transpessoal e numeróloga. Mãe de um menino de seis anos, cantora, compositora e criadora da empresa Sua Música Personalizada. Também sou autora do meu primeiro livro, Coisas que Todo Mundo Sente Mas Ninguém Fala, além de muitos outros escritos.Criei este podcast há mais de oito anos com um propósito: espalhar luz, acolhimento e reflexões para tornar os dias mais leves e conscientes. Aqui, compartilho meus aprendizados, vivências e tudo que fala com o coração.Se você sente que esse conteúdo te toca e quer apoiar o que faço, fica à vontade para colaborar com qualquer valor pelo Pix: 358.084.778-32 (CPF). Toda contribuição é recebida com muito carinho.
Miguel Baumgartner explica o risco de guerra no Estreito de Ormuz. Também acrescenta que Trump procura o apoio da NATO e usa o Mundial para afirmar a centralidade dos EUA na política global.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Várias observações do Universo indicam que a matéria escura é um ingrediente fundamental do cosmos: é cerca de cinco vezes mais abundante do que a matéria normal e contribui para manter as galáxias coesas. Apesar disso, a sua detecção directa é um grande desafio, uma vez que as partículas que a constituem não emitem nem interagem com a luz. A RFI falou com a doutora Isabel Lopes, responsável do grupo Matéria Escura na Universidade de Coimbra. E se alguém lhe dissesse que tudo aquilo que conseguimos ver no Universo representa apenas cerca de 5% do que existe? Os outros 95% seriam, pois, matéria escura. A experiência LUX-ZEPLIN é uma colaboração internacional com 250 cientistas e engenheiros de 37 instituições dos Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Suíça, Austrália e Coreia do Sul. A doutora Isabel Lopes é responsável do grupo Matéria Escura do LIP, o Laboratório de instrumentação e física experimental de partículas, da Universidade de Coimbra. Ela começa por explicar o âmbito da experiência LUX-ZEPLIN. Essa experiência tenta detectar as partículas, hipotéticas porque não sabemos se elas sequer existem, que constituirão a matéria escura. A matéria normal, nós sabemos que é feita de partículas, então nós pomos a hipótese de que a matéria escura também seja feita de partículas. Só que não podem ser estas partículas que nós conhecemos. As propriedades da matéria escura não são de molde a serem compatíveis com as propriedades das partículas que nós conhecemos. De modo que são partículas desconhecidas. E então a experiência LUX-ZEPLIN tem um enorme detector numa antiga mina de ouro, a 1,7 quilómetros de profundidade, a ver se consegue detectar partículas dessa matéria escura que venham da periferia da nossa galáxia. Porque é que o detector está enterrado tão fundo? Estas partículas da matéria escura, nós sabemos que têm pouca probabilidade de interagir com a matéria normal, portanto, com o detector. Ao mesmo tempo, por exemplo, aqui à superfície da Terra, temos imensas outras partículas que vêm da atmosfera, que vêm dos materiais, até nós próprios irradiamos partículas. E, portanto, seria impossível distinguir, no meio de tanta partícula a interagir no detector, aquelas que nós procuramos, que são muito raras. Por isso, vamos lá para baixo, e assim, no nosso detector só vamos ver os sinais das partículas de matéria escura, quando eles aparecerem claro. Para tentar ver estes sinais, utilizam o xénon líquido. O que é e porque é importante nessa pesquisa? Pois são dez toneladas de xénon líquido e como a probabilidade destas partículas interagirem é muito pequena, nós temos que aumentar a massa das nossas partículas normais. São os átomos de xénon líquido, compostos por electrões, protões e neutrões. Por isso temos que ter muitos desses átomos. O xénon é bom porque ele tem um gás inerte, não é perigoso. Portanto daí a escolha do xénon. E é líquido porque sendo líquido é muito mais denso que sendo gás. Densidade significa que temos mais partículas por unidade de volume. E, portanto, conseguimos maior probabilidade de observar as tais partículas da matéria escura. Se uma partícula de matéria escura atravessar o detector, o que acontece exactamente? Vemos um sinal eléctrico, não no xénon directamente. No xénon directamente, essa partícula vai alterar os átomos, vai produzir luz. E essa luz que é uma luz no ultravioleta, vai ser detectada por uns sensores que nós temos no detector, no pote, digamos assim, cheio de xénon líquido. Temos um conjunto de sensores de luz no topo e na base. E então esta luz é detectada por esses sensores. Esses sensores convertem a luz num sinal eléctrico e o que nós vimos é nos computadores um sinal eléctrico. Depois há todo o trabalho de ver se o sinal eléctrico observado é compatível com que nós esperamos da partícula da matéria escura. E aí entra a física. Se o encontrassem matéria escura, o que mudaria na física? Isso me ajudaria imenso, porque é um mistério enorme. Termos provas de que exista matéria escura, que não só existe como é 90% de toda a massa do universo. Nós temos aqui na nossa galáxia toda um halo de matéria escura à volta da parte luminosa e que não sabemos o que é. E, portanto, além disso, seriam partículas novas, totalmente desconhecidas. Iremos ter que estudar todas estas partículas e ver se compreendemos o comportamento dessas massas. Era realmente uma revolução. Ao contrário, se o LUX-REPLIN terminar sem encontrar matéria escura, significa que não existe ou que temos de a procurar de outra forma? Já está a ser desenhado um detector ainda maior, também de xénon líquido, muito parecido com LUX-ZEPLIN, porque o tamanho importa muito. Portanto já está a ser desenhado esse detector que se chama XLZD. Essa é a fase seguinte. Prevê-se que esteja pronto para 2030, 2031 e depois, se esse não der, então temos que procurar outras maneiras. Nesses projetos, qual é o papel de Portugal? Há só uma instituição em Portugal a participar que é o LIP. E então nós fomos responsáveis e mantemos a manutenção. Fomos nós que desenhámos e construímos, digamos, o cérebro da experiência que se chama o sistema de controlo, que é o sistema, como o nome indica, que controla as várias partes do detector e toma a acção quando ela é necessária. Por exemplo, estas dez toneladas de xénon estão sempre a circular, não estão quietinhas no detector. Isso obriga a que abram e fechem as torneiras e sejam lidos muitos sensores. Esta experiência tem 10.000 sensores, para além dos sensores de luz, têm 10.000 sensores de pressão, temperatura porque o cheiro só é liquido a -100 graus. Também fizemos um sistema todo software para ir analisando os dados da experiência, ou seja, os sinais dos sensores de luz para ver se está tudo a correr bem. Isso é bastante complexo porque nós temos que ter a certeza que o detector está estável a um nível muito elevado. A precisão tem que ser muito grande. E agora somos responsáveis por analisar os dados à procura do tal sinal da matéria escura. Temos uma parte dessa tarefa. Portanto, temos várias valências. É um grupo que não é muito grande. Tem 12 pessoas, entre investigadores e estudantes. Fizeram uma operação de 417 dias entre 2023 e 2025, na qual não encontraram matéria escura, mas aprenderam muito. Considera que é um sucesso? Ah sim é um sucesso. Ela foi um sucesso. Nós já temos resultados posteriores a estes, mas estes foram um sucesso porque não só mostraram que era possível operar um detector tão grande. E, por outro lado, ficámos a saber um pouco mais da matéria escura, quanto, por exemplo, a sua potencial massa. Era Isabel Lopes, investigadora e responsável do grupo Matéria Escura do LIP da Universidade de Coimbra, que nos acompanhou neste magazine de Ciência.
Entre polémicas na educação, com falhas de software e erros na correção digital de exames, a criação de uma época especial salva tudo? Também a idoneidade do MAI está fragilizada pelo seu silêncio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
En el programa Sempre Plou quan no fan Escola, episodi 160, com no podia ser d'una altra manera, hem parlat d'allò més important per a Espanya i els espanyols en estos moments, l'equip d'Espanya juga la final de futbol del campionat del món a Nova York, enfront de la selecció de l'Argentina. El futbol és el més important del menys important, però interessa que siga molt important; per uns dies, els espanyols vivim en la glòria, no patim de res. Que continuen guanyant. També hem parlat del Banc de Merda. Interessant banc, encara que semble mentida, ens pot ajudar molt. Millor escolten, li pot interessar.
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Oito estudantes de Goiânia campeões de um dos maiores torneios de robótica sediado em Sydney, a importância do Censo de 2026 para a comunidade de língua portuguesa e a capoeira adaptada do grupo We Are Ginga. Também apresentamos a história de uma fotografia de pássaros transformada em sinfonia premiada em Cannes. De Portugal, chegam reportagens sobre os 50 anos do Parque Natural da Serra da Estrela e a crise dos viticultores do Douro antes das vindimas deste ano.Oito estudantes de Goiânia campeões de um dos maiores torneios de robótica sediado em Sydney, a importância do Censo de 2026 para a comunidade de língua portuguesa e a capoeira adaptada do grupo We Are Ginga. Também apresentamos a história de uma fotografia de pássaros transformada em sinfonia premiada em Cannes. De Portugal, chegam reportagens sobre os 50 anos do Parque Natural da Serra da Estrela e a crise dos viticultores do Douro antes das vindimas deste ano.Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Assine a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.
TEMPO DE REFLETIR 01830 – 19 de julho de 2026 Filipenses 4:4 – Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se! Alegria não é a habilidade de contar piadas ou fazer todo mundo rir. Também não é apenas uma reação do que acontece conosco quando tudo vai bem, temos sucesso ou quando estamos diante da perspectiva de ter o que desejamos. A alegria que vem de Deus toma muitas formas. Pode ser um sentimento de paz, na certeza de que tudo está nas mãos dEle; ou se manifesta quando um amigo diz: “Me lembrei de você e liguei.” Será que nos esquecemos das referências bíblicas que falam de alegria e regozijo? As figuras de linguagem que Jesus usou para falar do reino ou de Seus milagres eram uma demonstração daquilo que Ele disse: “Para que a […] alegria de vocês seja completa” (Jo 15:11). Ele falou do Céu como se fosse um banquete ou uma festa (Lc 14:15); o pastor se alegrou com a ovelha que foi achada (Lc 15:5); a multidão se alegrou quando foi curada a mulher que estava enferma havia 18 anos (Lc 13:13); as crianças se alegraram quando Jesus Se deteve para abençoá-las; o leproso que voltou para agradecer (Lc 17:15); e os discípulos, que, depois da ressurreição, estavam alegres. Certa vez, um pequeno grupo de estudos da Bíblia chegou justamente ao texto de Gálatas 5, sobre os frutos do Espírito: amor, alegria, paz, etc., todos relacionados com a experiência pessoal. À medida que discutiam, descobriram que estavam experimentando amor e paz. Muitos admitiam a necessidade de ser mais pacientes (se eu estivesse presente teria reconhecido isso). O grupo também admitiu que tinha fé e era bondoso. Reconheceu sua necessidade de mansidão e domínio próprio. Mas um item que todos concordaram de que precisavam muito, mas muito mesmo, foi alegria. “O amor difundido por Cristo por todo o ser é um poder vitalizante. […] Implanta no coração uma alegria que coisa alguma terrestre pode destruir – a alegria no Espírito Santo – alegria que comunica saúde e vida” (A Ciência do Bom Viver, p. 115). Podemos repetir com o salmista: “Então a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de cantos de alegria (Sl 126:2). Pratique isso no dia de hoje e ore comigo agora: Ah, Senhor, enche meu coração de alegria! De felicidade, de disposição! Mesmo que muitas vezes essa alegria venha marcada com algumas lágrimas. Eu Te peço, Pai, em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes
A FIFA registrou um aumento de 3% de publicações racistas nas redes sociais em comparação com a Copa de 2022 e afirma que o conteúdo tem sido objetivamente mais ofensivo. Diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, Marcelo Carvalho, aponta falhas da instituição e das plataformas digitais no combate ao racismo. Vitória Barreto, especial para a RFI Em menos de um mês, o órgão da FIFA que monitora as redes durante a Copa do Mundo registrou quase 90 mil publicações de teor abusivo. Foram 13 vezes mais do que na Copa de 2022, desde que a organização começou o monitoramento. Desse total, 11% tinham teor racial, apenas 3% a mais do que na Copa do Catar. Mas o órgão afirma que, neste ano, o conteúdo foi mais ofensivo. Marcelo Carvalho, diretor-executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, aponta as lacunas no combate ao racismo na Copa do Mundo: "Precisamos pensar no quanto essa Copa do Mundo promove diversidade, o quanto promove inclusão, fora das quatro linhas. Temos mais seleções africanas, mais seleções na Copa e a porcentagem de treinadores negros continua pequena. A FIFA poderia promover esse debate." O diretor do observatório também cobra a falta de fiscalização por parte das redes sociais. Ele aponta que a entidade identifica os autores das ofensas e entrega os dados para os donos das plataformas, mas enfatiza: "Parece que não vemos esse trabalho sendo feito por quem é dono da rede social." Mbappé foi um dos principais alvos A seleção francesa foi um dos principais alvos. O ex-presidente do governo espanhol Mariano Rajoy disse em um artigo que a equipe era de alto nível, "mas sem franceses". Também houve a série de mensagens com ataques racistas da senadora paraguaia Celeste Amarilla contra o atacante francês Kylian Mbappé, que um porta-voz da ONU classificou como "desprezíveis e, infelizmente, não isolados", além de cobrar uma ação mais firme de governos e entidades esportivas. A FIFA tem aplicado vários protocolos contra o racismo nos últimos anos. Um deles é o sistema de arbitragem, implementado em 2024, pelo qual os árbitros podem fazer um gesto de "X" com os braços para pausar a partida quando acontece uma ofensa racista. Para Carvalho, entretanto, o sistema apresenta lacunas na proteção dos jogadores que sofrem racismo. "Esse protocolo é falho porque permite que o racista se manifeste até três vezes. Imagine a situação da vítima: ela ouve a ofensa, o árbitro interrompe o jogo; depois, a ofensa se repete, o árbitro para a partida novamente e avisa que, na terceira vez, o jogo será encerrado", explica Carvalho. "Quando chega a terceira ofensa, o jogador já está no limite", acrescenta. A Human Rights Watch disse que a FIFA poderia fazer mais para combater o problema fora do torneio, embora tenha condenado os casos de racismo. A ONG também criticou o fato de os jogos serem realizados nos Estados Unidos: a repressão abusiva e discriminatória de Donald Trump à imigração, voltada principalmente para comunidades negras e pardas, colocou fãs, trabalhadores e comunidades em risco, na visão da organização internacional. Desta forma, o Mundial acabou perdendo parte do seu simbolismo como espaço de encontro entre diferentes povos, constata Carvalho. "Quando olhamos para essa Copa do Mundo, temos o prêmio da paz para o presidente dos Estados Unidos, temos árbitro negro que foi barrado para entrar nesse país. O que a Copa do Mundo representa, de fato, ela deixou de representar", analisa. "Não podemos esquecer que futebol e política sempre se misturaram", salienta.
Olhar para esse texto é estar diante de uma “Igreja embrionária” e por isso, é importante observar o que ali Jesus fez para compreender Suas intenções e propostas para nós, que queremos caminhar como povo de Deus.Podemos resumir o que Jesus faz ali em 3 verbos:• Jesus chama• Jesus reúne• Jesus enviaE aí está uma boa forma de perceber a essência da Igreja. A Igreja é a união de pessoas chamadas por Jesus, que se reúnem em volta de Jesus para serem por Ele enviadas como sal da terra e luz do mundo.Também assim podemos resumir a tarefa da Igreja. Ao anunciar o Evangelho, estamos chamando ou convocando pessoas, reunindo pessoas para desfrutarem da transformação em Jesus e enviando pessoas como testemunhas que inspiram mudanças no mundo. O que significa realmente fazer parte da Igreja de Cristo?#igrejabatista #igrejanaoelugar #reflexão # #pregação #juntossomosmaisfortes
Neste episódio, Denis Botana e Danilo Silvestre falam sobre a troca de Kawhi Leonard para o Toronto Raptors que na hora de virar oficial... foi pausada. Em dúvida sobre as possíveis punições para o jogador devido à investigação do caso Aspiration, o Raptors decidiu não fechar o negócio por enquanto. Também vamos falar sobre Victor Wembanyama aceitando receber 50 milhões de dólares a menos para ajudar o San Antonio Spurs, uma investigação sobre o contrato de Gary Trent Jr, o soco de Bam Adebayo em Tyler Herro e o desempenho dos principais nomes do Draft na Summer League de Las Vegas.....*SHARKE*Ganhe três meses de consultoria de investimentos na Sharkehttp://sharke.com.br/bolapresa...*APOIE O BOLA PRESA* ASSINE O BOLA PRESA NO APOIA-SE E RECEBA CONTEÚDO EXCLUSIVO https://bolapresa.com.br/assine*RECOMENDAÇÕES BOLA PRESA*De jogos de tabuleiro a desodorante de pedra, compre as recomendações do Danilo na Amazonhttps://www.amazon.com.br/shop/bolapresa1
Semana não anda fácil pra quem curte os jogos. Tem analista de mercado dizendo aí que GTA 6 a 80 dólares tá é barato. E você não vai acreditar nos motivos pelos quais ele defende que o título da Rockstar precisava sair por mais que o dobro disso. Vai vendo. Também tivemos o sucesso de Assassin's Creed Black Flag Resynced com a Ubisoft dando presentinhos para os jogadores, mais da crise de memória RAM e jogador processando a XBOX e vencendo! Vem que o Flow Games News de hoje tá
O SantoFlow recebe o Prof. Daniel Afonso e Raphael Tonon para um episódio especial sobre um tema fascinante e fundamental para compreender as raízes da nossa fé: MARIA NA HISTÓRIA DO BRASIL E DE PORTUGAL.O Prof. Daniel Afonso é mariólogo, teólogo e fundador do Instituto Locus Mariologicus, além de membro correspondente da Pontifícia Academia Mariana Internacional. Já Raphael Tonon é historiador, filósofo e professor, dedicado há mais de duas décadas ao estudo da História, da cultura e da tradição católica.Neste episódio, mergulhamos na profunda influência da Virgem Maria sobre a formação espiritual, cultural e histórica de Portugal e do Brasil. Falamos sobre a devoção mariana que atravessou séculos, o papel de Nossa Senhora na identidade dos dois povos, os acontecimentos históricos marcados por sua presença e como essa herança continua viva até os dias de hoje.Também abordamos importantes aparições marianas, o desenvolvimento da mariologia ao longo da história da Igreja e o impacto que a devoção a Nossa Senhora teve na evangelização, na cultura e na construção da identidade católica em nossa nação.✨ Um episódio repleto de história, teologia e espiritualidade, que mostra como a presença de Maria acompanha e inspira gerações de cristãos até os dias de hoje.-----------------------------------------------------------------------------------------------------Ei, você já conhece a única formação on-line do Padre Duarte Lara e da Maria Gabriela? Vem conhecer o Armas Espirituais:https://pay.kiwify.com.br/r9VbS60https://locusmariologicus.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/consagracao-a-jesus-por-maria-fundamentos-biblicos-teologicos-e-praticas-espirituais-1k9pp/Abra já sua livraria católica, entre em contato pelo link:https://w.app/vbbktxAgenda Católica:https://agendacatolica.com/Liturgia Diária da Paulus: A PAULUS acredita que bons conteúdos transformam, ajudam as pessoas a revelarem aquilo que têm de melhor. Aproveite essa oferta exclusiva: https://bit.ly/3WnFGvuArtesanato Costa:O ateliê mais tradicional de arte sacra do Brasil oferece estatuetas católicas de altíssima qualidade. Compre sua estátua e adicione um toque de fé à sua casa. Use o cupom "GUTO10" para descontos exclusivos: https://www.loja.artesanatocosta.com.brCamisetas Sabatini: Moda e DevoçãoInspire-se com as camisetas católicas de alta qualidade da Camisetas Sabatini, que unem estilo e fé. Visite a loja online: https://www.camisetassabatini.com.br WhatsApp: (44) 99844-8545✅ Doe Agora: https://bit.ly/3odbeCi✅ Doe via PIX: caridade@acn.org.br
No Linha de Passe desta quinta-feira (16), nossos comentaristas fazem um comparativo entre as trajetórias de Brsil e Argentina desde a Copa de 2002. Também vamos projetar a grande decisão entre a Seleção Argentina e a Espanha, que terá o duelo de 'crias' do Barcelona com Lamine Yamal e Lionel Messi. Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Nesta edição, analisamos como os supermercados estão respondendo à busca do consumidor por mais qualidade e gourmetização, investindo em operações próprias de pizzarias artesanais e na expansão de cafés premium para reter o cliente na loja.Abordamos também as estratégias das redes para enfrentar a escassez de mão de obra, criando escolas técnicas internas e programas de primeiro emprego para formar e reter talentos.Destacamos os reflexos do novo tarifaço dos Estados Unidos, que oficializou uma sobretaxa de 25% sobre mais de 4 mil produtos brasileiros, exigindo atenção aos impactos indiretos no câmbio e na indústria fornecedora. E por fim, deixamos o alerta ligado para o avanço do Super El Niño 2026, com 81% de chance de ser "muito forte", exigindo a manutenção preventiva e a vedação rigorosa da cadeia do frio para não derreter as margens do seu negócio.Entre os destaques:
No Papo Antagonista desta quinta-feira, 16, falamos sobre um dos lançamentos mais aguardados do ano para o cinema.O diretor Christopher Nolan coloca sua assinatura em um clássico absoluto da literatura ocidental com a estreia de "A Odisseia". Também falamos da aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Inscreva-se no canal, ative as notificações e deixe sua opinião nos comentários! Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #AOdisseiaDoTarifaço #Tarifaço #Impostos #EconomiaBr #BolsoDoBrasileiro #CriseEconômica #PolíticaBrasil #PodcastBrasil #Notícias #FinançasPessoais #DebatePolítico #Inflação #ContasPúblicas #VídeoNovo #Conjuntura
No Futebol no Mundo desta quinta-feira (16), nossos comentaristas irão repercutir tudo que teve de mais importante no jogaço histórico entre Inglaterra x Argentina. Virada épica e o Messi brilhando mais uma vez! Também tem toda projeção da grande final. É Espanha x Argentina, Yamal x Messi. Duelo de gerações! Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Bom dia Tech! Tudo bem? Meu nome é Arthur Givigir e hoje é quinta-feira, dia 16 de julho de 2026 e trago para vc as principais notícias de tecnologia, vamos lá?No episódio de hoje, a OpenAI pode estar preparando seu primeiro dispositivo próprio: uma espécie de caixa de som inteligente, sem tela, com ChatGPT integrado e até partes móveis. Também falo sobre ex-funcionários processando a Meta por supostamente usar IA em demissões, o Apple Intelligence sendo aprovado para uso na China com modelos da Alibaba e Baidu, as ações da IBM despencando após alerta de lucro, o WhatsApp preparando seu próprio backup na nuvem e o Spotify testando uma IA para conversar sobre músicas, podcasts e livros.Quer patrocinar ou fazer uma parceria com o Bom dia Tech? Mande um e-mail para contato@bomdia.teche vamos conversar!ApoioAmazon Now - Entregas em 15 minutos!Notícias00:00: ☀️ Bom dia Tech!00:22:
Neste episódio do Fintech Talks, recebemos Hugo Mathecowitsch, CEO da Tools for the Commons, para uma conversa sobre um tema pouco explorado, mas cada vez mais relevante: soberania e governança digital para pessoas e empresas.Ao longo da conversa, Hugo explica por que a governança pode ser encarada como um serviço, apresenta o conceito de zonas econômicas digitais e mostra como esses novos modelos podem ampliar a competição entre jurisdições, impulsionar inovação regulatória e oferecer novas possibilidades para cidadãos, empresas e governos. Também discutimos casos como Estônia, Emirados Árabes, China e África, além do papel da interoperabilidade, da identidade digital, da inteligência artificial e da infraestrutura tecnológica na construção desses novos arranjos.Se você quer entender como tecnologias digitais estão desafiando conceitos tradicionais de Estado, soberania e regulação, este episódio oferece uma visão provocativa sobre um tema que pode ganhar cada vez mais relevância nos próximos anos.Confira!
Richard Rasmussen é biólogo, apresentador e explorador da vida selvagem, conhecido por encarar de perto alguns dos animais mais perigosos do planeta. Conquistou o público ao transformar aventura e conservação ambiental em entretenimento.Lucas Costa Beber é produtor rural, formado em Direito e presidente da Aprosoja Mato Grosso. Também atua na liderança da Aprosoja Brasil, representando os produtores de soja e milho e defendendo pautas ligadas ao agronegócio brasileiro.
Entrevistem l'alcalde de Girona, Lluc Salellas, i l'exvicealcaldessa Gemma Geis. Tamb
Em outro episódio transatlântico do Boia, numa triangulação Brasil-África do Sul-Portugal de fazer inveja a um nômade digital com um ticket volta ao mundo, o trio Julio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente, novamente na companhia do nosso unicórnio favorito, Daniel Rangel, discutem o wild-card de Kelly Slater para Teahupoo, aproveitando para beliscar Cristiano Ronaldo, Neymar e outras lendas que se recusam a largar o osso, mesmo quando roído até ao tutano. Também abordam a enorme confusão de calendários e regras entre a ISA e a WSL, com as Olimpíadas 2028 no horizonte. De lambuja, ainda dissecam a análise de meio de temporada WCT feita pelo inescapável Steve Shearer.Pra embalar a essa navegação de poiniões errantes, tem Elis Regina (en)cantando “O “Mestre-Sala dos Mares”, Pavement descascando “The Killing Moon”, Sonic Youth e Chuck D quebrando tudo com “Kool Thing” e, pra habitar geral, Fela Kuti & Afrika 70 (+Ginger Baker) transformam sofrimento em 15 minutos de pura catarse com "Ikoyi Mentality Versus Mushin Mentality"
Também ficou com os copos, em criança, a comer gelado de rum com passas?
Últim programa de la temporada! Tanquem el curs amb una entrevista a n'Arnau Tordera I per parlar del nou disc d'Obeses, L'ai al cor, i la crítica de Supergirl, la segona pel·lícula del DCU. Obrim el programa amb n'Arnau Tordera I, amb qui conversem sobre L'ai al cor. Repassem algunes de les cançons del disc i aprofitem la conversa per parlar de música, concerts i cinema. A partir d'1 h i 5 min, entrem de ple en Supergirl, protagonitzada per Milly Alcock. Comencem amb un breu repàs a la trajectòria del personatge als còmics i continuem amb una crítica sense espòilers, en què destaquem tant els encerts com les mancances de la pel·lícula. A partir d'1 h i 58 min, passem a la part amb espòilers, en què desgranem l'inici de la pel·lícula, els flashbacks, el retrat del dolent, Krem, les escenes d'acció, el Lobo de Jason Momoa i el polèmic final. També intentem entendre les decisions creatives que ha pres la pel·lícula i les comparem amb el còmic de Tom King en què es basa. Us acompanyen l'Ignasi Arbat, la Marta Sanz i l'Aram Bonmatí. Tornem el 16 de setembre. Fins llavors... que tingueu un estiu fantàstic! Web: https://www.ningunoesperfecte.cat Patreon: https://www.patreon.com/ningunoesperfecte
No episódio de hoje do Falando de Nada, comentamos os rumores de que o Letterboxd pode ser vendido e discutimos quem poderia ter interesse em adquirir uma das plataformas mais populares entre os fãs de cinema.Também falamos sobre a possibilidade de a Paramount deixar a Califórnia para seguir com a compra da Warner Bros. DiscoverySeja um membro da Guilda dos Tagarelers e participe das pautas semanais:https://www.youtube.com/channel/UCa8ekYf6l76ikQszoMYuHkw/join00:00 - Começou o Falando de Nada02:11 - Aventuras do final de semana09:43 - As pessoas não voltam para ver as séries da Netflix?13:49 - Alinoca finalmente assistiu Wydow's Bay!!!19:15 - Letterboxd vai ser VENDIDO?26:20 - Paramount pode deixar a California para seguir com a compra da WBD35:35 - Perguntinhas MarotasQuer enviar um Pix da Alegria? Entre em contato com nosso produtor @bclemente22 no Instagram!✉ Quer mandar sua sugestão de pauta ou dúvida? Envie um e-mail para
Diverses formacions de l'oposició han fet valoració del trencament del govern municipal després de la marxa de Verds en Comú Podem, i han valorat el moment polític que deixa el govern amb més minoria. El PSC va fer una breu roda de premsa de Manu Rodríguez, futur cap de llista de la formació. També hem parlat amb Josep Maria Tubau, de Guanyem Sitges, formació que va emetre el mes d'abril un comunicat per anunciar que no donaria suport al relleu; Nacho Rubí, de Fets per Sitges, una de les formacions que havia de donar suport al canvi a l'alcaldia. De a roda també han participat José Antonio Gilabert, de Vox, i Eva García, del PP. Junts per Sitges farà la valoració en una compareixença de premsa els propers dies, i el Margalló, una de les claus del trencament del govern, ha limitat la seva reacció a l'anunci d'un futur comunicat, sense acceptar fer cap declaració. L'entrada Les valoracions del trencament del govern de Sitges: minoria o censura ha aparegut primer a Radio Maricel.
Ao chegar ao Palácio do Planalto, Michelle Bolsonaro deixou de ser apenas a esposa do presidente para construir um espaço de poder próprio. Neste episódio, mostramos como ela fortaleceu sua influência entre o eleitorado evangélico e passou a disputar protagonismo dentro do bolsonarismo. Também investigamos os conflitos nos bastidores da família Bolsonaro e como eles revelam as tensões por poder no principal grupo político da direita brasileira. #PodcastMichelle #ep02
Com a Copa do Mundo chegando ao fim, recebemos Normando Rodrigues, advogado e mestre em Ciências Políticas e Sociais, para um balanço do torneio sob às ordens de Trump. Também na pauta, o desespero nas hostes bolsonaristas com o enfraquecimento de Flávio Bolsonaro e o derretimento da direita e da extrema-direita do Rio de Janeiro com operações policiais, afastamentos e prisões.Com Caio Bellandi, Daniel Soares e Luara Ramos Episódio em parceria com o escritório Normando Rodrigues Advogados ÚLTIMOS DIAS! Inscreva-se no 13º Curso de Extensão Mídia, Violência e Direitos Humanos (MVDH) aqui.APOIE SEU PODCAST PREFERIDO a partir de R$ 10/mês no apoia.se/ladobdorio e concorra a oito livros da Boitempo! Se preferir, FAÇA UM PIX de qualquer valor para ladobdorio@yahoo.com e contribua com seu podcast preferido; LADO B & BOITEMPO: Tenha 20% de desconto no cupom “LADOBOI20” no site boitempoeditorial.com.br e ajude o Lado B! DESCONTO NA CAMISA CRÍTICA: Faça suas compras na Camisa Crítica em bit.ly/CamisaCriticaLadoB garanta 10% de desconto com o cupom “LADOB” e ajude o seu podcast preferido!
O Papo fala sobre a carteirada de Trump na FIFA e nossas carteiradas cotidianas. Também debate se humor é mais importante que sexo numa relação. E fala sobre nus masculinos na TV.
Foi a sua formação como educadora de infância que espoletou o gosto pelos livros. Em 2007, abriu a livraria Papa-Livros, no Porto. Também autora, é comissária do festival Escritaria, em Penafiel, programadora cultural do Onomatopeia, em Valongo, e do festival Em Nome da Terra, na aldeia de Melo, Gouveia.
No Futebol no Mundo desta terça-feira (14), nossa equipe traz TUDO sobre o jogaço na semifinal entre França x Espanha. O duelo épico entre Mbappé x Yamal! Também tem um esquenta para Inglaterra x Argentina, que decide a outra vaga na final da Copa do Mundo. Quem passa? Vem com a gente, fã do esporte! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Bom dia Tech! Tudo bem? Meu nome é Arthur Givigir e hoje é terça-feira, dia 14 de julho de 2026 e trago para vc as principais notícias de tecnologia, vamos lá?No episódio de hoje, a Apple entrou com um processo contra a OpenAI acusando a empresa de roubo de segredos comerciais envolvendo hardware e ex-funcionários da própria Apple. Também falo sobre o Xbox preparando um possível recurso para substituir discos físicos por mídia digital, a OpenAI removendo temporariamente o limite de uso do GPT-5.6 Sol, a Meta removendo uma função polêmica que usava fotos públicas do Instagram em imagens geradas por IA, novos Apple Pencils com bateria substituível e o Mac Studio podendo chegar a 1,5 TB de memória unificada no futuro.Quer patrocinar ou fazer uma parceria com o Bom dia Tech? Mande um e-mail para contato@bomdia.teche vamos conversar!ApoioAmazon Now - Entregas em 15 minutos!Notícias00:00: ☀️ Bom dia Tech!00:23:
Hoje tem episódio do The Dia, o novo programa oficial do SantoFlow.Recebemos João Menna, renomado fotógrafo retratista, estrategista de marca pessoal e empresário, conhecido por ajudar grandes empresários, influenciadores e lideranças a construírem uma imagem de autoridade e posicionamento.Neste episódio, João compartilha sua trajetória, desde o início de sua carreira até se tornar uma das maiores referências do Brasil em fotografia de posicionamento e construção de marcas pessoais de alto valor.Uma conversa profunda sobre identidade, propósito, comunicação, influência, empreendedorismo e como a forma como nos apresentamos ao mundo pode refletir aquilo que carregamos por dentro.Também falamos sobre os bastidores de fotografar algumas das personalidades mais conhecidas do país, o impacto da imagem na construção de autoridade, os princípios que norteiam seu trabalho e os desafios de empreender em um mercado cada vez mais competitivo.Um episódio repleto de insights sobre posicionamento, excelência, propósito e a importância de construir uma marca que comunique quem você realmente é.Inscreva-se no canal e acompanhe os próximos episódios do The Dia.Quer estar na plateia em nossa próxima temporada do The Dia?Se inscreva aqui: https://santoflow.shop/-----------------------------------------------------------------------------------------------------Clique no link e entre para o Aprofundamento Armas Espirituais agora:https://pay.kiwify.com.br/fDNO5I0https://locusmariologicus.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/consagracao-a-jesus-por-maria-fundamentos-biblicos-teologicos-e-praticas-espirituais-1k9pp/Abra já sua livraria católica, entre em contato pelo link:https://w.app/vbbktxAgenda Católica:https://agendacatolica.com/Liturgia Diária da Paulus: A PAULUS acredita que bons conteúdos transformam, ajudam as pessoas a revelarem aquilo que têm de melhor. Aproveite essa oferta exclusiva: https://bit.ly/3WnFGvuArtesanato Costa:O ateliê mais tradicional de arte sacra do Brasil oferece estatuetas católicas de altíssima qualidade. Compre sua estátua e adicione um toque de fé à sua casa. Use o cupom "GUTO10" para descontos exclusivos: https://www.loja.artesanatocosta.com.brCamisetas Sabatini: Moda e DevoçãoInspire-se com as camisetas católicas de alta qualidade da Camisetas Sabatini, que unem estilo e fé. Visite a loja online: https://www.camisetassabatini.com.br WhatsApp: (44) 99844-8545CRÉDITOS THE DIA:Estrelando: Eliana Ribeirohttps://www.instagram.com/elianaribeirooficial/Apresentação e Roteiro: Guto Azevedohttps://www.instagram.com/gutoazevedooficial/Produção e palco: Zulene Parentehttps://www.instagram.com/zuleneparente/Palco e espiritualidade: Padre Eldivarhttps://www.instagram.com/eldivar/Banda do The Dia - Vivy e Nathan https://www.instagram.com/vivyenathanoficial/Personagem "Nono" - Wellington Gomeshttps://www.instagram.com/wellingtongomespg/Direção de Palco - Felipe Ribeirohttps://www.instagram.com/ofehribeiro/Camarim e Apoio: Dayane e DéboraCaptação de Áudio - Fino Tom Produções https://www.instagram.com/finotomproducoes/Masterização e Mixagem: Nathan https://www.instagram.com/vivyenathanoficial/Direção e Captação de Vídeo: Thiba Gois - Magma Produções https://www.instagram.com/thibagois/Pós Produção: Isaac Oliveirahttps://www.instagram.com/o.isaac.oliveira/Identidade Visual: Eduardo Reishttps://www.instagram.com/eduardodosreis.ts/Estratégia e Conteúdo: Vanessa Popeshttps://www.instagram.com/euvanessapopes/Agradecimento especial à : Uni Italo https://www.instagram.com/uniitalo/Artesanato Costa https://www.instagram.com/artesanatocosta/Uma produção: SantoFlow & Uni ItaloInstagram: @santoflowpodcastCom o apoio de nossos patrocinadores, o SantoFlow Podcast continua a levar o amor e a fé de Deus a milhares de pessoas ao redor do mundo.
O SantoFlow recebe o Pe. Francisco Amaral, sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá, escritor e um dos maiores estudiosos da espiritualidade mariana no Brasil, para um tema fascinante e profundamente atual:
No episódio de hoje do DerivadoCast, colocamos a semana de séries em dia com muita coisa boa (e algumas despedidas)! Comentamos o terceiro episódio da nova temporada de House of the Dragon, a volta de Sugar para sua segunda temporada no Apple TV+ e a estreia de Os Casos de Harry Hole, nova aposta da Netflix.Também lamentamos o fim do querido TV Time, falamos da aguardada segunda temporada de X-Men '97, da série Elle no Prime Video e do novo especial de stand-up *Louis C.K., Ridiculous, na Netflix. E pra fechar, comentamos a estreia da terceira temporada de Silo, uma das séries de ficção científica mais elogiadas dos últimos anos.Um episódio recheado de estreias, retornos e muita opinião sincera. Dá o play!
Imprudência, impreparação ou irresponsabilidade? o ministro da educação vai sobreviver aos exames? Ou é só o Jacinto do Eça? Também é de manual, a incapacidade de Inês de Medeiros em gerir uma Almada sem água.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Denis Botana e Danilo Silvestre falam sobre LeBron James. Ele não fica no Los Angeles Lakers, mas ainda não decidiu onde vai jogar. Quais são as melhores opções? Também vamos falar sobre a Free Agency da NBA, em especial do imbróglio envolvendo Jalen Duren e o Detroit Pistons, um dos times do topo da liga que mais estão mudando de cara nesta offseason.....*SHARKE*Ganhe três meses de consultoria de investimentos na Sharkehttp://sharke.com.br/bolapresa...*APOIE O BOLA PRESA* ASSINE O BOLA PRESA NO APOIA-SE E RECEBA CONTEÚDO EXCLUSIVO https://bolapresa.com.br/assine*CAMISETAS INSIDER*Use o cupom BOLAPRESA e ganhe 15% OFF, já aplicado automático se usar o link abaixo:
"Também o Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo." Mateus 13:44