POPULARITY
Categories
Convidados: Nayara Felizardo, repórter de Política do g1; Rosana Cerqueira, repórter da GloboNews; e Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da Rádio CBN. A convenção partidária do PT confirmou neste domingo (2) que Lula será mais uma vez candidato à Presidência da República – será sua sétima candidatura. Em seu discurso, que durou mais de uma hora, o presidente pediu desculpas pelos erros que cometeu, mas defendeu sua gestão e anunciou uma série de promessas para um eventual quarto mandato: pautas sobre educação, transição energética, idosos, indústria militar e exploração de terras raras. Lula ainda disse que não será o "Lulinha Paz e Amor", mas, sim, o "Lulinha Porreta", e garantiu que irá brigar com o Congresso sobre as emendas parlamentares. No sábado (1), o Missão confirmou Renan Santos como candidato – ele já havia sido indicado pelo partido na convenção online. Na convenção, Renan recusou o rótulo de "terceira via", buscou se apresentar como a alternativa anti-Lula e anti-Bolsonaro e prometeu endurecimento nas políticas de segurança pública. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista três jornalistas. As repórteres Nayara Felizardo e Rosana Cerqueira relatam suas coberturas nas convenções de PT e Missão, respectivamente. Depois, Bernardo Mello Franco analisa os discursos de Lula e Renan e comenta as propostas apresentadas pelos candidatos.
Bom dia! ☕Garanta seu ingresso pro seis&seis aqui.Mande seu áudio pro time aqui.As roupas com tecido tecnológico da Insider estão aqui.No episódio de hoje:
A dieta atual que me mantém bem e saudável depois dos 40 é completamente diferente da minha dieta aos 30, exceto em único aspecto e é redondamente distinta do que eu comia aos 20. Depois dos 35, 40 e além o corpo começa a mudar as regras e perdoar cada vez menos o que você faz de errado, logo, pra fazer parte da pequena maioria de pessoas hoje em dia que mantêm uma saúde natural sem remédio depois dessa idade, é necessário se construir uma dieta que favoreça isso e que, principalmente, seja gostosa, prazerosa e libertadora de se seguir todos os dias, então, vem comigo e vamos ver isso já.
A nova exposição de Manuela Pimentel na Underdogs traz cartazes velhos que resgata da rua e faz arte nobre do que é pobre, faz belo o que é feio, e convida-nos a desacelerar e a contemplar as cidades.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Homilia Padre Gean Bernardes, IVE:Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 14,22-36Depois que a multidão comera até saciar-se, Jesus mandou que os discípulos entrassem na barcae seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós.A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. A barca, porém, já longe da terra,era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: "É um fantasma". E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: "Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!"Então Pedro lhe disse: "Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água".E Jesus respondeu: "Vem!"Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me!"Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: "Homem fraco na fé, por que duvidaste?"Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: "Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!"Após a travessia desembarcaram em Genesaré. Os habitantes daquele lugar, reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; e pediam que pudessem, ao menos, tocar a barra de sua veste. E todos os que a tocaram, ficaram curados.Palavra da Salvação.
MinutoTERAPIAnoDIAaDIA#89- Você sabe se acolher depois de um dia difícil?
Um dos segredos mais antigos para contar histórias, escrever ou criar conteúdo online não é segredo nenhum. Eu tenho que escrever para mim mesmo, não para você. Tem gente que chama isso de ser o próprio público ou escrever o que gostaria de encontrar por aí.Às vezes eu falo aqui no Boa Noite Internet que você não é o seu crachá, que o trabalho não é o trabalho, que é preciso prestar atenção nas coisas. Parece que estou dando um conselho para você, mas estou falando em voz alta uma coisa que eu já aprendi ou deveria ter aprendido.Uma dessas coisas eu sei há muito tempo. Já vi que funciona, já vi que faz bem, mas vivo esquecendo. Por isso preciso repetir para mim mesmo: saia da sua cabeça.Saia da sua cabeça.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.A voz interna não é realmente uma voz, articulada em palavras. Ela se parece mais com ver chiado numa televisão antiga ou bichinhos nas nuvens. A gente tenta dar forma ao caos e aquilo começa a se parecer com palavras e ideias, mas muitas vezes são apenas ruminações, histórias tentando fazer algum sentido dentro da cabeça.Sair da cabeça é colocar em palavras de verdade o que estou sentindo. Olhar de perto, virar, cheirar, examinar, virar do avesso.Um jeito de sair da cabeça é sentar com alguém e conversar, uma coisa que a humanidade provavelmente faz há milhões de anos.Uma vez, antes da pandemia — tempos mais simples —, fui almoçar com um amigo que não via há algum tempo. Ele fez a famosa pergunta: “Como estão as coisas? Como está o trabalho?”Comecei a reclamar do meu chefe, do chefe dele, da equipe de vendas e do RH. Enquanto falava, comecei a entender o que estava acontecendo e o que eu sentia.Depois de uns 45 minutos, agradeci ao meu amigo. Agora que eu tinha colocado tudo para fora, as coisas nem pareciam tão horríveis. O trabalho continuava com todos os seus problemas, mas era só um dia como outro qualquer.Ele não tinha falado praticamente nada. Só tinha me escutado.Quando não dá para conversar com alguém, ou o assunto ainda não está organizado o bastante para uma conversa, dá para escrever. E não estou falando em transformar a vida num podcast. É só escrever.Às vezes acordo de madrugada com alguma coisa fazendo barulho na minha cabeça. Esta semana mesmo aconteceu. Sentei, peguei o computador, coloquei no colo e escrevi. Tirei aqueles pensamentos da cabeça, olhei para eles e consegui voltar a dormir.Resolvi o problema? Não. Mas, às quatro da manhã, a única coisa que eu podia fazer era colocar os pensamentos para fora, examiná-los e voltar a dormir para resolver o problema de verdade no dia seguinte.Às quatro da manhã, eu precisava sair da minha cabeça, não montar um plano de ação nem pensar em estratégia.Se eu fosse blogueirinho de verdade, aproveitaria para vender um supercaderno personalizado, com capa de couro, divisórias e etiquetas. Mas não precisa de nada disso. Sair da cabeça é de graça. Dá para fazer isso numa folha de papel, no computador ou no bloco de notas do telefone.Lembra do antigo meme do Twitter, “Pronto, falei”? É mais ou menos isso. Colocar para fora e olhar para o que foi dito.Ficar conversando dentro da própria cabeça não conta. Eu já tive todas as conversas possíveis dentro da minha, mapeei todas as reações e pensei em todas as respostas. Isso não é sair da cabeça. É ansiedade.É como virar o Doutor Estranho com a Pedra do Infinito do desgraçamento mental, examinando 14 bilhões de maneiras de uma conversa terminar.De certa forma, é o que faço aqui. Tenho um problema, penso nele, começo a escrever e, durante o processo, entendo um pouco melhor o que sinto, o problema e o mundo.Às vezes tenho a impressão de que a gente perdeu esse hábito. A gente precisa ter certezas num mundo feito de opiniões. Conversa virou uma coisa que precisa ser vencida. “Olha aqui o que eu acabei de falar. Não há mais nada a dizer.” Pode lacrar a conversa porque ela acabou.Então escreva só para você. Ninguém precisa ler e não é preciso publicar. Eu não sei, sinto, acho, penso e escrevo. O sentimento e o pensamento saem da minha cabeça e voltam para o mundo.É isso que faço aqui. Não para você. Desculpe se enganei todo mundo esse tempo todo.Eu faço só por mim.Por hoje é sóObrigado por ler até aqui. Esta semana, nosso Clube de Cultura começa a ler Realismo capitalista, de Mark Fisher. Vai ser bem legal te ver por lá. E se quer usar IA de verdade no trabalho, com visão crítica e sem ser fanboy de bilionário, dá uma olhada no IA em Curso, a comunidade de letramento em IA que eu criei com a Ana Freitas. Por fim, passa no Discord do Boa Noite Internet, que é onde a gente se encontra para conversar sobre criatividade, cultura, mas na real sobre qualquer coisa que a gente estiver a fim.Cuidem de si, cuidem dos seus. Até a próxima,crisdias This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Neste Global, Paulo Portas olha para os efeitos da crise migratória em Ceuta e procura encontrar os elementos que explicam esta realidade. Depois, destaca a importância dos indicadores económicos portugueses para a “estabilidade política” no país. O comentário desta semana conta com uma avaliação da economia dos EUA e das primeiras decisões do novo primeiro-ministro britânico. Portas fala de eleições “impróprias para cardíacos” no Brasil e na sucessão de António Guterres na ONU. Tempo ainda para falar da maior necessidade de regulação na inteligência artificial e criticar as coisas “péssimas” que tiveram lugar no último Mundial de Futebol.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Depois de três semanas de silêncio, o ministro da Administração Interna quis apresentar-se no papel de “um português com’ós outros”: para quê papelada quando tudo pode ser resolvido com um jeitinho. A deslocalização dos bidões até foi um favor que nos fizeram; com o empresário amigo poupou-se imenso dinheiro ao Estado. Os holofotes sobre o ministro Neves aliviaram as luzes de polémica que quase encandearam o ministro Fernando. Está tudo resolvido, tem ele dito repetidamente. Só que não. O próximo ano lectivo afinal já não começa na data marcada. Mas nem só de trapalhadas no governo vive a actualidade. Ventura queixa-se de ter sido assaltado. Deixou a porta do gabinete aberta e larápios muito desarrumados terão, segundo ele, roubado documentos muito comprometedores para o ministro da Administração Interna. A Judiciária está a investigar, por isso, por agora, nada mais há a dizer. Ou melhor, há e é isto: entre Ventura e a verdade, sabe-se que há, é público, uma relação difícil. E de autismo, como estamos? Uma polémica sem política sabe sempre bem, para desenjoar. Neurodivergentes somos nós todos / ou ainda menos / Neurodivergentes somos nós todos / desde pequenos. (Em Agosto damos descanso aos nossos ouvintes e telespectadores; voltamos em Setembro.) Nota: esta semana não houve tempo para livros.See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Clarice Lispector morreu em 1977 e agora, quase meio século depois, vive um renascimento literário impulsionado pelas redes sociais. O que antes era descoberto nas estantes das bibliotecas ou por indicação de professores, hoje viraliza em vídeos de poucos segundos ao redor do mundo. Do saudoso Orkut ao TikTok, passando por Facebook, YouTube e Instagram, novas gerações têm encontrado, em uma das mais importantes escritoras brasileiras, uma voz surpreendentemente atual. Influenciadores literários, criadores de conteúdo e clubes de leitura online compartilham as frases marcantes de Clarice Lispector e ajudam a transformar suas obras em verdadeiros fenômenos internacionais. É nesse momento de redescoberta da autora brasileira de origem ucraniana que a atriz e produtora catarinense Bruna Fachetti, radicada em Los Angeles, sobe ao palco do Broadwater Theater, em Hollywood, para apresentar uma adaptação teatral de “A Hora da Estrela”, último romance de Clarice Lispector, publicado pouco antes de sua morte. Sob a direção de Alex Tietre, a montagem terá cinco apresentações entre o fim de julho e o início de agosto e pretende aproximar ainda mais o público norte-americano de uma das maiores obras da literatura brasileira. " ‘A Hora da Estrela' é um livro que sempre me tocou profundamente, desde que eu era pré-adolescente. Eu tive uma fase, nos meus 20 anos, em que li muitos livros de Clarice, e, para mim, esse sempre foi o que mais me tocou. Eu acredito que, como artista, a gente sonha com a nossa ‘hora da estrela', e Macabéa, personagem principal desse livro, sonhava também em ser artista de cinema. Mas, na verdade, ela não tinha essa consciência, pois se sentia invisível para o mundo, sem, de fato, poder desejar, sem ter essa permissão”, conta Bruna. A identificação com a personagem também ajudou a definir onde essa história deveria ganhar vida. Los Angeles, cidade conhecida por atrair pessoas do mundo inteiro em busca de fama e reconhecimento artístico, pareceu o cenário perfeito para apresentar Macabéa a uma nova audiência. "Achei que tinha tudo a ver com Los Angeles, porque é uma cidade onde muitas pessoas estão em busca da sua ‘hora da estrela' e também, às vezes, vivem, de certa maneira, com muita indignidade, trabalhando muito em condições talvez não muito dignas de sobrevivência e até sem perceber. Então, eu acho que essa história se conecta muito com a realidade de Los Angeles, que também pode ter um pouco a ver com a questão das aparências. Além disso, há muitas vozes maravilhosas, cada uma com a sua grandeza, que ainda não tiveram a oportunidade de se expressar ou que estão em busca dessa autenticidade ou do seu lugar no mundo." Clarice viraliza nas redes sociais As novas traduções para o inglês publicadas pela editora New Directions (2011–2015) contribuíram para apresentar Clarice Lispector a uma nova geração de leitores estrangeiros, mas a redescoberta ganhou força mesmo nas redes sociais, desde a era do Orkut. A comunidade literária do TikTok, conhecida como BookTok, levou Clarice a milhares de jovens leitores. Vídeos comentando ‘A Hora da Estrela', ‘Água Viva' e ‘A Paixão Segundo G.H.' acumulam milhões de visualizações e frequentemente descrevem a autora como uma experiência de leitura transformadora e impossível de explicar. Uma das responsáveis por esse movimento é a influenciadora norte-americana Courtney Henning Novak, que conquistou milhares de seguidores ao compartilhar sua jornada de leitura. Depois de descobrir Clarice Lispector, Novak passou a recomendar os livros, frequentemente, e a indicar a autora para quem busca uma literatura mais profunda. A influenciadora mora nos arredores de Los Angeles, e já anunciou nas redes sociais que está ansiosa e vai estar presente na performance, pois considera Clarice uma grande experiência. O reconhecimento da obra de Clarice também chegou às estrelas da Sétima Arte. Durante uma cerimônia de premiação no Festival de Cinema de San Sebastián, na Espanha, a atriz Cate Blanchett citou Clarice Lispector como uma das escritoras que mais admira, ajudando a apresentar seu nome a um público ainda maior. “Clarice, hoje, está em alta nos Estados Unidos", comenta Bruna, que percebe esse fenômeno de perto. "As pessoas ficam muito admiradas com a singularidade da sua escrita. Eu, quando liguei para a livraria Barnes & Noble, que a gente queria fazer um evento lá de divulgação da peça, a moça me falou ao telefone: ‘vendemos muito os livros da escritora brasileira; ela está trending'. Eu e o Alex Tietre, diretor da peça, fomos fazer a divulgação na Calçada da Fama, em Hollywood. Uma moça muito jovem estava com o namorado, os dois norte-americanos, e ela me viu segurando o livro e falou: 'Meu Deus, eu amo essa autora.' E aí a gente perguntou para ela de onde conhecia Clarice, e ela tinha ouvido falar em algum vídeo do YouTube". Uma história brasileira com alcance universal Enquanto novas gerações descobrem Clarice Lispector por meio de vídeos curtos, Bruna Fachetti aposta que a força de sua literatura continua exatamente onde sempre esteve: na capacidade de fazer o leitor olhar para dentro de si. A atriz acredita que a jornada de Macabéa, embora profundamente brasileira, fala diretamente com pessoas de qualquer nacionalidade e que o poder das obras está justamente na maneira como Clarice consegue revelar sentimentos universais de pertencimento, invisibilidade e esperança. A adaptação busca preservar a poesia do romance e explorar uma linguagem teatral baseada na imaginação, na luz, no figurino e na interpretação, sem abrir mão da essência da obra original. “A gente quer muito que essa peça chegue para além de um público que já foi conquistado por Clarice, a um público realmente que possa se beneficiar dessa história, dessa montagem, que queira fazer essa troca e que possamos compartilhar essa parte do nosso Brasil para um público novo”, afirma Bruna Fachetti.
Depois de um longo período de silêncio ensurdecedor, eis que a Sony finalmente se pronunciou sobre a decisão do fim das mídias físicas em seus consoles. Em uma sessão de perguntas e respostas com analistas de mercado, a CFO Lin Tao falou sobre a repercussão nas redes. Por outro lado, novidades de GTA 6 em breve? Alguns insiders garantem que em agosto o marketing agressivo finalmente vai vir! Vem fechar o mês no Flow Games News de hoje! ⚡
1 Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes. 2 Ele disse a seus servidores: "É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele". 3 De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. 4 Pois João tinha dito a Herodes: "Não te é permitido tê-la como esposa". 5 Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta. 6 Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodes 7 que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse. 8 Instigada pela mãe, ela disse: "Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista". 9 O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela. 10 E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere. 11 Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça e esta a levou para a sua mãe. 12 Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois foram contar tudo a Jesus.
Nesta mensagem, o Pr. Rafael Lemos, com o texto em Ageu, capítulo 2, versículos 1 ao 9, nos traz uma reflexão sobre reconstruções em nossa vida, tendo Deus como nosso arquiteto.Todos nós estamos construindo alguma coisa. Uns constroem uma carreira, outros uma família, um ministério ou um legado. Mas a grande pergunta é: quem é o arquiteto daquilo que estamos construindo?No contexto de Ageu, o povo havia retornado do exílio e começado a reconstruir o templo. Porém, muitos dos mais velhos olhavam para aquela obra e choravam, porque ela parecia muito inferior ao magnífico templo de Salomão (Ageu 2:3). Aos olhos humanos, parecia uma construção pequena, simples e sem brilho.É exatamente nesse cenário que Deus se apresenta como o verdadeiro Arquiteto, mostrando que Sua obra nunca deve ser medida apenas pelo que os olhos conseguem enxergar.1. O Arquiteto vê além da aparênciaDeus pergunta: "Quem dentre vós que tenha sobrevivido contemplou esta casa na sua primeira glória?" (Ageu 2:3)Enquanto o povo comparava, Deus projetava.Nós temos a tendência de comparar nossa vida com o passado ou com a vida dos outros. Pensamos que os melhores dias ficaram para trás ou que nossa história nunca será tão bonita quanto a de alguém.Mas o Arquiteto da vida não trabalha com comparações. Ele trabalha com propósito.Aquilo que hoje parece pequeno pode estar sendo preparado para revelar uma glória muito maior amanhã.2. O Arquiteto fortalece aqueles que continuam construindoPor três vezes Deus declara: "Sede fortes..." (Ageu 2:4)Depois acrescenta:"E trabalhai, porque eu sou convosco."O projeto de Deus exige perseverança.Construir cansa.Reconstruir cansa ainda mais.Há momentos em que sentimos vontade de abandonar a obra, desistir da família, do ministério ou dos sonhos.Mas o Arquiteto nunca abandona o canteiro da construção.Quando Deus está presente, a obra continua mesmo em meio às dificuldades.Nossa força não está na capacidade das nossas mãos, mas na presença daquele que dirige toda a construção.3. O Arquiteto controla tudo ao redor da obraNos versículos 6 e 7 Deus declara: "Ainda uma vez farei tremer os céus, a terra, o mar e a terra seca."Quem lê pode imaginar caos.Mas, na verdade, Deus está dizendo que Ele movimenta todas as coisas para cumprir Seu projeto.Às vezes, nossa vida parece estar tremendo.Emprego muda.Planos mudam.Pessoas vão embora.Portas se fecham.Entretanto, quando Deus é o Arquiteto, até os abalos fazem parte da construção.O que parece destruição pode ser apenas Deus removendo aquilo que impediria a obra de continuar.4. O Arquiteto possui todos os recursosQuando Deus inicia um projeto, Ele também provê os recursos necessários para concluí-lo.Ele não está limitado às nossas possibilidades.5. O Arquiteto termina a obra com glória e pazO texto termina com uma das maiores promessas do livro:"A glória desta última casa será maior do que a da primeira... e neste lugar darei a paz." (Ageu 2:9)O povo enxergava apenas pedras.Deus enxergava Sua presença.Quando Deus é o Arquiteto, o final sempre será melhor que o começo.Ele transforma ruínas em testemunhos.Transforma perdas em crescimento.Transforma lágrimas em esperança.Talvez você esteja olhando para uma construção inacabada e pensando que ela nunca ficará bonita.Mas Deus não abandonou a obra.Confie no processo.Permaneça firme.Porque quando Deus é o Arquiteto, nenhuma fase da obra é desperdiçada, e a glória do que Ele está construindo será maior do que tudo aquilo que ficou para trás.Permita que Ele conduza cada etapa da construção, pois o melhor da obra ainda está por vir. Como escreve o apóstolo Paulo: "Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus" (Filipenses 1:6). Que Cristo seja o Arquiteto da sua vida, e você verá que cada pedra colocada por Suas mãos contribuirá para um final cheio de glória, paz e propósito.Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!
Clarice Lispector morreu em 1977 e agora, quase meio século depois, vive um renascimento literário impulsionado pelas redes sociais. O que antes era descoberto nas estantes das bibliotecas ou por indicação de professores, hoje viraliza em vídeos de poucos segundos ao redor do mundo. Do saudoso Orkut ao TikTok, passando por Facebook, YouTube e Instagram, novas gerações têm encontrado, em uma das mais importantes escritoras brasileiras, uma voz surpreendentemente atual. Influenciadores literários, criadores de conteúdo e clubes de leitura online compartilham as frases marcantes de Clarice Lispector e ajudam a transformar suas obras em verdadeiros fenômenos internacionais. É nesse momento de redescoberta da autora brasileira de origem ucraniana que a atriz e produtora catarinense Bruna Fachetti, radicada em Los Angeles, sobe ao palco do Broadwater Theater, em Hollywood, para apresentar uma adaptação teatral de “A Hora da Estrela”, último romance de Clarice Lispector, publicado pouco antes de sua morte. Sob a direção de Alex Tietre, a montagem terá cinco apresentações entre o fim de julho e o início de agosto e pretende aproximar ainda mais o público norte-americano de uma das maiores obras da literatura brasileira. " ‘A Hora da Estrela' é um livro que sempre me tocou profundamente, desde que eu era pré-adolescente. Eu tive uma fase, nos meus 20 anos, em que li muitos livros de Clarice, e, para mim, esse sempre foi o que mais me tocou. Eu acredito que, como artista, a gente sonha com a nossa ‘hora da estrela', e Macabéa, personagem principal desse livro, sonhava também em ser artista de cinema. Mas, na verdade, ela não tinha essa consciência, pois se sentia invisível para o mundo, sem, de fato, poder desejar, sem ter essa permissão”, conta Bruna. A identificação com a personagem também ajudou a definir onde essa história deveria ganhar vida. Los Angeles, cidade conhecida por atrair pessoas do mundo inteiro em busca de fama e reconhecimento artístico, pareceu o cenário perfeito para apresentar Macabéa a uma nova audiência. "Achei que tinha tudo a ver com Los Angeles, porque é uma cidade onde muitas pessoas estão em busca da sua ‘hora da estrela' e também, às vezes, vivem, de certa maneira, com muita indignidade, trabalhando muito em condições talvez não muito dignas de sobrevivência e até sem perceber. Então, eu acho que essa história se conecta muito com a realidade de Los Angeles, que também pode ter um pouco a ver com a questão das aparências. Além disso, há muitas vozes maravilhosas, cada uma com a sua grandeza, que ainda não tiveram a oportunidade de se expressar ou que estão em busca dessa autenticidade ou do seu lugar no mundo." Clarice viraliza nas redes sociais As novas traduções para o inglês publicadas pela editora New Directions (2011–2015) contribuíram para apresentar Clarice Lispector a uma nova geração de leitores estrangeiros, mas a redescoberta ganhou força mesmo nas redes sociais, desde a era do Orkut. A comunidade literária do TikTok, conhecida como BookTok, levou Clarice a milhares de jovens leitores. Vídeos comentando ‘A Hora da Estrela', ‘Água Viva' e ‘A Paixão Segundo G.H.' acumulam milhões de visualizações e frequentemente descrevem a autora como uma experiência de leitura transformadora e impossível de explicar. Uma das responsáveis por esse movimento é a influenciadora norte-americana Courtney Henning Novak, que conquistou milhares de seguidores ao compartilhar sua jornada de leitura. Depois de descobrir Clarice Lispector, Novak passou a recomendar os livros, frequentemente, e a indicar a autora para quem busca uma literatura mais profunda. A influenciadora mora nos arredores de Los Angeles, e já anunciou nas redes sociais que está ansiosa e vai estar presente na performance, pois considera Clarice uma grande experiência. O reconhecimento da obra de Clarice também chegou às estrelas da Sétima Arte. Durante uma cerimônia de premiação no Festival de Cinema de San Sebastián, na Espanha, a atriz Cate Blanchett citou Clarice Lispector como uma das escritoras que mais admira, ajudando a apresentar seu nome a um público ainda maior. “Clarice, hoje, está em alta nos Estados Unidos", comenta Bruna, que percebe esse fenômeno de perto. "As pessoas ficam muito admiradas com a singularidade da sua escrita. Eu, quando liguei para a livraria Barnes & Noble, que a gente queria fazer um evento lá de divulgação da peça, a moça me falou ao telefone: ‘vendemos muito os livros da escritora brasileira; ela está trending'. Eu e o Alex Tietre, diretor da peça, fomos fazer a divulgação na Calçada da Fama, em Hollywood. Uma moça muito jovem estava com o namorado, os dois norte-americanos, e ela me viu segurando o livro e falou: 'Meu Deus, eu amo essa autora.' E aí a gente perguntou para ela de onde conhecia Clarice, e ela tinha ouvido falar em algum vídeo do YouTube". Uma história brasileira com alcance universal Enquanto novas gerações descobrem Clarice Lispector por meio de vídeos curtos, Bruna Fachetti aposta que a força de sua literatura continua exatamente onde sempre esteve: na capacidade de fazer o leitor olhar para dentro de si. A atriz acredita que a jornada de Macabéa, embora profundamente brasileira, fala diretamente com pessoas de qualquer nacionalidade e que o poder das obras está justamente na maneira como Clarice consegue revelar sentimentos universais de pertencimento, invisibilidade e esperança. A adaptação busca preservar a poesia do romance e explorar uma linguagem teatral baseada na imaginação, na luz, no figurino e na interpretação, sem abrir mão da essência da obra original. “A gente quer muito que essa peça chegue para além de um público que já foi conquistado por Clarice, a um público realmente que possa se beneficiar dessa história, dessa montagem, que queira fazer essa troca e que possamos compartilhar essa parte do nosso Brasil para um público novo”, afirma Bruna Fachetti.
Homilia Padre Reinaldo Satiro, IVE:Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 14,1-12Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes.Ele disse a seus servidores: "É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele".De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe.Pois João tinha dito a Herodes: "Não te é permitido tê-la como esposa".Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta.Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodesque ele prometeu, com juramento,dar a ela tudo o que pedisse.Instigada pela mãe, ela disse: "Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista".O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela.E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere.Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça e esta a levou para a sua mãe.Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois foram contar tudo a Jesus. Palavra da Salvação.
No “Estadão Analisa” desta sexta-feira, 31, Carlos Andreazza fala sobre a Polícia Federal, que tentou dar um drible no ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, e retirar da sua batuta as investigações envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Nas apurações do caso do INSS, cujo relator é Mendonça, os investigadores descobriram as ligações de Lulinha com Antonio Carlos Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”. E lá no meio estava também uma suspeita de tráfico de influência do filho do presidente Lula a favor do canabidiol junto ao ministério da Saúde. Antunes chegou a levar Lulinha numa viagem à Portugal sobre o tema. A decisão da Polícia Federal de formalizar um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a abertura de uma nova frente de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, provocou estranhamento nos bastidores da Corte. A PF pediu para apurar suspeitas de tráfico de influência do empresário no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde, em tratativas de negócios sobre o uso de cannabis medicinal. O relator do caso do INSS no STF é o ministro André Mendonça. Mas a petição no Supremo não foi direcionada a ele. Foi enviada para distribuição geral. Depois, coincidentemente terminou ficando com o próprio Mendonça, por sorteio. O ministro autorizou o novo inquérito. Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante Assine por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao conteúdo do Estadão. Acesse: https://ofertas.estadao.com.br/_digital/See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na Horrortrend de hoje vamos falar de Obsessão com a participação especial da Gabi Larocca.A trama acompanha Bear, um jovem tímido e inseguro que é apaixonado pela amiga Nikki, mas não consegue dizer o que sente. Depois de encontrar um objeto capaz de realizar um desejo, ele pede que Nikki o ame mais do que qualquer outra pessoa no mundo.LINKS RELACIONADOS- Ep. 554 Podcast RDM falando sobre Obsession- Série Desejos S.A- Livro - Brother (Ania Ahlborn)- Artigo científico sobre Obsession CONHEÇA NOSSA LOJAAcompanhe o Horrorizadas nas redes sociais e demais agregadores de podcast https://linktr.ee/horrorizadaspodcast
A ONIIVERSE PODCAST ESTÁ DE VOLTA!Depois de 1 ano longe dos microfones, finalmente retornamos — e voltamos falando de um dos filmes mais aguardados da década.Neste episódio mergulhamos em A Odisseia, o novo épico de Christopher Nolan. Será que o diretor conseguiu reinventar um dos maiores clássicos da literatura? O que esperar dessa adaptação? E por que esse pode ser o projeto mais ambicioso de toda a carreira dele?Prepare-se para teorias, bastidores, análises e uma conversa sem filtros entre quem ama cinema.Se você sentiu falta do Oniiverse, esse episódio marca o início de uma nova fase. E ela começa em grande estilo.
Nesta manhã, eu quero propor uma reflexão. Me permite?Bom, vamos lá…Imagine que cada pessoa escrevesse, agora, num pequeno papel, o maior problema que está enfrentando hoje. Depois, todos esses papéis seriam colocados dentro de um chapéu.Agora pense: se esse chapéu passasse na sua frente, você teria coragem de pegar um papel qualquer ou preferiria ficar com o seu próprio problema?Pense bem.Talvez ali estivesse o papel de alguém que acabou de descobrir que tem poucos meses de vida. De alguém que perdeu um filho. De alguém que não consegue sair da cama por causa da depressão. Ou de alguém que sequer sabe onde vai dormir esta noite.Tem alguém, agora, numa cama de hospital, pensando: “Eu daria tudo para conseguir levantar e caminhar até a cozinha sozinho.”Tem alguém que sonha em ter o carro que você usa para reclamar no trânsito.Tem alguém que pede a Deus um filho, enquanto você reclama da bagunça que o seu faz em casa.Tem alguém que sonha com o emprego que você tem, enquanto você começa a semana reclamando da segunda-feira.E essa reflexão não diz que você não pode querer mais. Pode, e até deve.Mas, antes de desejar uma vida completamente diferente da sua, talvez valha a pena olhar com mais carinho para tudo o que você já tem.Então eu deixo a mesma pergunta para você: se esse chapéu passasse na sua frente agora, você pegaria um problema qualquer… ou escolheria continuar com o seu?
Depois da estreia do Spider-Man, as Manhãs da 3 quiseram saber tudo sobre as amigas aranhas. O biólogo Gonçalo Ayala deu uma ajudinha!See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta manhã, eu quero propor uma reflexão. Me permite?Bom, vamos lá…Imagine que cada pessoa escrevesse, agora, num pequeno papel, o maior problema que está enfrentando hoje. Depois, todos esses papéis seriam colocados dentro de um chapéu.Agora pense: se esse chapéu passasse na sua frente, você teria coragem de pegar um papel qualquer ou preferiria ficar com o seu próprio problema?Pense bem.Talvez ali estivesse o papel de alguém que acabou de descobrir que tem poucos meses de vida. De alguém que perdeu um filho. De alguém que não consegue sair da cama por causa da depressão. Ou de alguém que sequer sabe onde vai dormir esta noite.Tem alguém, agora, numa cama de hospital, pensando: “Eu daria tudo para conseguir levantar e caminhar até a cozinha sozinho.”Tem alguém que sonha em ter o carro que você usa para reclamar no trânsito.Tem alguém que pede a Deus um filho, enquanto você reclama da bagunça que o seu faz em casa.Tem alguém que sonha com o emprego que você tem, enquanto você começa a semana reclamando da segunda-feira.E essa reflexão não diz que você não pode querer mais. Pode, e até deve.Mas, antes de desejar uma vida completamente diferente da sua, talvez valha a pena olhar com mais carinho para tudo o que você já tem.Então eu deixo a mesma pergunta para você: se esse chapéu passasse na sua frente agora, você pegaria um problema qualquer… ou escolheria continuar com o seu?
A belo-horizontina iniciou a faculdade de Direito, mas percebeu que sua verdadeira vocação estava na Psicologia, área em que encontrou uma forma de unir a curiosidade pelas histórias das pessoas ao desejo que sempre carregou de morar fora do Brasil.Após uma temporada nos Estados Unidos, Talita recusou uma bolsa de mestrado e decidiu buscar uma experiência completamente diferente. Assim, foi para a China onde, em Xangai, começou trabalhando como headhunter. Depois de um tempo, ela passou a dar aulas de inglês e, graças a um entrevistado, passou a realizar atendimentos psicológicos em cafés, parques e até mesmo na casa de pacientes.Neste episódio, Talita fala sobre os desafios de recomeçar a vida do outro lado do mundo, a construção de uma carreira até conseguir se dedicar integralmente à clínica, e os perrengues de se morar na terra onde taxistas são bem desconfiados.Fabrício Carraro, o seu viajante poliglotaTalita, Psicóloga em Xangai, ChinaLinks:Psicóloga dos Gringos no InstagramCanal Psicóloga dos Gringos no YouTubeTechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões.#7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo! Produção e conteúdo:Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.
Depois de semanas de silêncio, Luís Neves deu uma conferência de imprensa. O que explicou, o que ficou por esclarecer e qual foi o impacto político das declarações do ministro?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Depois de um ano de terapia e muito autoconhecimento, a nossa ouvinte está com medo de entrar numa relação e perder todo o trabalho feito.See omnystudio.com/listener for privacy information.
https://umapenca.com/mundofreak/Na live de hoje do Mundo Freak, vamos falar sobre uma das trajetórias mais contraditórias, influentes e controversas da internet brasileira: Monark, nome artístico de Bruno Monteiro Aiub.Antes de se tornar um dos rostos mais conhecidos dos podcasts brasileiros, Monark foi um dos pioneiros da comunidade nacional de Minecraft no YouTube. Com o canal RandonsPlays, criado em 2010, ele cresceu em uma época em que conteúdo de games ainda estava se formando no Brasil e ajudou a popularizar esse formato para uma geração inteira.Depois da fase gamer, veio o Flow Podcast, criado em 2018 com Igor 3K e Gianzão. O programa ajudou a consolidar no Brasil o modelo de videocast longo, informal e ao vivo, recebendo artistas, influenciadores, empresários e políticos em conversas que fugiam do formato tradicional de entrevista.Mas a espontaneidade que ajudou a construir o personagem público de Monark também se tornou um risco cada vez maior. À medida que o Flow crescia, as discussões passaram a envolver política, liberdade de expressão, eleições, instituições, desinformação e temas sensíveis tratados muitas vezes sem o cuidado proporcional ao alcance do programa.O ponto de ruptura aconteceu em fevereiro de 2022, quando Monark defendeu, durante uma discussão sobre liberdade de expressão, a possibilidade de existir um partido nazista legalizado no Brasil. A fala gerou forte reação pública, rompimento com patrocinadores e seu desligamento do Flow Podcast.Após sair do programa, Monark lançou o Monark Talks, aproximou-se ainda mais de discursos libertários, antissistema e de direita radical, passou a enfrentar bloqueios, investigações e disputas envolvendo redes sociais, monetização e decisões judiciais.A live também discute uma questão que continua atual: onde termina a liberdade de expressão e onde começam responsabilidade, propaganda política, desinformação, incitação e o descumprimento de decisões judiciais?Vamos passar pela ida aos Estados Unidos, a criação da plataforma Bunker555, o desbloqueio parcial de redes, a volta ao Brasil em 2025 e a tentativa recente de retornar ao YouTube usando o nome Bruno Aiub Show, canal removido poucos dias depois pela plataforma.Monark é apenas uma vítima de cancelamento? Um caso de radicalização e autossabotagem? Ou o retrato de como a internet transforma espontaneidade, polêmica e engajamento em um ciclo difícil de interromper?▶ Chega no chat e comenta: qual foi, para você, o momento decisivo que mudou a trajetória de Monark?Apoie o Mundo Freak: https://apoia.se/confidencialRafael Jacauna Autor (Instagram): https://www.instagram.com/rafaeljacaunaautor/Lynda MD: http://lyndamd.com.brAnuncie com a Paratopia: https://www.instagram.com/paratopiapodcast/Edição: https://www.instagram.com/instadogrmachado/#MundoFreak#LiveMundoFreak#Monark#BrunoAiub#FlowPodcast#MonarkTalks#YouTubeBrasil#InternetBrasileira#LiberdadeDeExpressão#Cancelamento#Podcasts#Bunker555
Depois de Lula, agora Flávio Bolsonaro também avalia não participar dos debates presidenciais no primeiro turno.A campanha do PL definiu que o senador só comparece se a presença de Lula estiver confirmada, começando pelo debate da Band em 23 de agosto.Wilson Lima explica a tática com a metáfora da "corrida com chuva" da Fórmula 1, enquanto Ricardo Kertzman e Rodolfo Borges cruzam a estratégia com a pesquisa Atlas Intel, que mostra Flávio como o candidato mais rejeitado e Lula estável em seis pontos de vantagem no segundo turno.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Inscreva-se no canal, ative as notificações e deixe sua opinião nos comentários! Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #FlavioBolsonaro #Lula #Debates #Politica #EstrategiaPolitica #Eleicoes #Confronto #Bastidores #Noticias #Podcast
Depois de tornar-se counsellor em Down Under, Felipe Guerreiro criou o projeto Feel Heard, uma iniciativa que leva escuta ativa às ruas e praias de Sydney. Com duas cadeiras de camping e uma placa indicando um espaço seguro para conversas, ele oferece seu tempo para ouvir estranhos que queiram compartilhar problemas de relacionamento, estresse no trabalho ou simplesmente fazer uma reflexão sobre a vida.Depois de tornar-se counsellor em Down Under, Felipe Guerreiro criou o projeto Feel Heard, uma iniciativa que leva escuta ativa às ruas e praias de Sydney. Com duas cadeiras de camping e uma placa indicando um espaço seguro para conversas, ele oferece seu tempo para ouvir estranhos que queiram compartilhar problemas de relacionamento, estresse no trabalho ou simplesmente fazer uma reflexão sobre a vida.Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Siga a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.
Convidado: Victória Cócolo, repórter de Política do g1; Marília Barbosa, repórter do g1 São Paulo; Caetano Tonet, repórter de Política do g1, em Brasília; e Bernardo Mello Franco, jornalista e colunista do jornal O Globo e da Rádio CBN. As candidaturas agora são oficiais. No sábado (25), o PL realizou a convenção que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato do partido à Presidência – o nome do vice ainda não foi anunciado. Participaram do evento figuras da política nacional, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e nomes da direita internacional, caso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que falou em vídeo, e do presidente da Argentina, Javier Milei, que fez discurso anti-esquerda e ofendeu o ministro do STF Alexandre de Moraes. Flávio viu também no telão da convenção o discurso da madrasta Michelle – que mencionou seu nome apenas uma vez – e uma versão do pai, Jair Bolsonaro, feita por inteligência artificial. No domingo (26), o PSD oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado: o ex-governador de Goiás discursou ao lado do candidato a vice, o presidente da legenda, Gilberto Kassab, e se colocou como a alternativa anti-Lula e anti-Flávio. Na segunda-feira (27), foi a vez do partido Novo realizar sua convenção para lançar Romeu Zema candidato: o ex-governador de Minas Gerais foi apresentado sem vice na chapa, e investiu em um discurso contra o PT. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com três repórteres do g1 que cobriram as convenções de PL, PSD e Novo: respectivamente, Victória Cócolo, Marília Barbosa e Caetano Tonet. Os três relatam os bastidores dos eventos e tudo que acompanharam in loco. Depois, Victor fala também com Bernardo Mello Franco, que analisa os discursos dos candidatos e o que muda no tabuleiro político a partir de agora.
A Daiana e o Douglas construíram uma linda história de amor e fé. Depois de enfrentarem dificuldades para ter o primeiro filho, realizaram esse sonho com o nascimento de Lucas. Anos depois, sofreram a dor de perder um bebê em um aborto espontâneo. Quando engravidou novamente, Daiana acreditava que tudo daria certo, mas aos quatro meses passou mal e precisou ser internada às pressas. Uma grave hemorragia causada pelo rompimento de uma trompa a levou a um estado crítico: ela perdeu o bebê, ficou 15 dias em coma, precisou de dez bolsas de sangue, foi mantida viva por pulmão artificial e recebeu apenas 5% de chance de sobreviver. Contra todos os prognósticos, Daiana acordou sem sequelas permanentes, recuperou os movimentos, voltou a andar e hoje considera sua vida um verdadeiro milagre, fruto da fé, do amor incondicional do marido e das orações de todos que estiveram ao seu lado.
Terminado o Mundial, Gianni Infantino não convocou uma conferência de imprensa para responder a todas as críticas que foram feitas, inclusive de ter cedido a tudo o que Trump quis. Publicou um texto nas redes sociais acusando os críticos de terem semeado ódio e mandou-os rezar. A FIFA faz cada vez mais dinheiro e Infantino já garantiu uma larga maioria de apoios para continuar a presidir ao organismo máximo do futebol. Porque não quer prestar contas, respondendo a perguntas? É o que vamos perceber numa conversa com Lídia Paralta Gomes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Depois de anos em que se viam arder longínquas paisagens rurais e florestais, este ano os habitantes de algumas cidades da Europa chegaram mesmo a temer o pior. Estará o fogo a mudar? See omnystudio.com/listener for privacy information.
Metade dos eleitores acha que Trump aplicou tarifaço pra ajudar Flávio Bolsonaro. E Incêndios tiram mais de 300 mil pessoas de casa na Europa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Todo dia é dia de Mercado Livre. Só no app você encontra as melhores marcas, frete grátis nas compras acima de R$19 e a entrega mais rápida do Brasil. Corre pro app: https://bit.ly/4aQD9ky*Confira as condições em www.mercadolivre.com.br/l/fretegratis. Análise comparativa independente, baseada em cálculo da média dos prazos de entrega ofertados durante o período 19/03/2026 e 24/03/2026.publicidadeQuantas mulheres existem dentro de você? A mulher que trabalha, cuida, materna, resolve, lembra da lista do mercado, sustenta relações… e aquela mulher que também precisa encontrar espaço para si.Depois das férias em família e vivendo uma nova fase da minha gravidez, eu voltei para esse episódio com uma inquietação muito pessoal: como continuar cuidando de todas as versões que me habitam sem me abandonar no caminho?Eu mesma percebi que estava tentando descobrir uma “rotina ideal” de autocuidado e espiritualidade, até receber do meu mestre um lembrete que eu precisava ouvir: talvez esse não seja o momento de acrescentar mais. Talvez seja o momento de simplificar e continuar fazendo, com consistência, aquilo que eu já sei que me faz bem.Neste episódio do Juliana Goes Podcast, eu compartilho experiências que vivi nos últimos anos, falo sobre sobrecarga feminina, maternidade, autocuidado, limites, autoconhecimento, mudança de rotina, espiritualidade e protagonismo e proponho três caminhos práticos para você experimentar na sua própria vida: fazer algo por você, deixar de fazer aquilo que já não faz sentido e escolher um desconforto voluntário que te ajude a quebrar padrões.Porque a mulher que você é hoje talvez não precise da mesma rotina, das mesmas relações ou das mesmas escolhas da mulher que você foi anos atrás. O que essa sua versão está pedindo agora?Vou deixar aqui os caminhos para você anotar e fazer:1. Fazer algo por você. Um pequeno gesto que atenda e nutra a mulher que você é hoje.2. Dizer um “não” ou deixar de fazer algo. Eliminar ou reduzir o que já não faz sentido para abrir espaço, tempo e energia para você.3. Escolher um desconforto voluntário. Fazer algo que rompa um padrão: acordar sem olhar o celular, pedir desculpas, retomar uma prática física ou espiritual, ter uma atitude diferente numa relação.Me conta nos comentários: qual dessas mulheres que te habitam está precisando mais de você hoje?Conheça todos os meus projetos → https://www.julianagoes.com.br⚡️
Depois de nova interrupção nas trocas de fogo, Trump fala de avanços nas negociações e tem esta semana um encontro com Netanyahu, mas o certo é que estará a ficar sem boas saída para a crise iraniana.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Link para o À Mesa; https://www.lucianopires.com.br/amesa/a-mesa-instagram?utm_source=Podcast&utm_medium=Cafezinho&utm_campaign=Amesa A eliminação do Brasil na Copa do Mundo parecia pedir indignação, mas a reação mais comum veio em forma de resignação: “eu já sabia”. A frase, que soa como prova de lucidez, revela um mecanismo mais profundo. Depois de sucessivas frustrações, aprendemos a não esperar, a não confiar e, por fim, a não agir. Partindo do futebol, Luciano Pires investiga como a impotência aprendida se espalha pela vida pública, alimenta a procura por salvadores e enfraquece a responsabilidade individual. A saída não está em fabricar otimismo, mas em reconstruir uma esperança adulta, sustentada por instituições que funcionem e por resultados que devolvam sentido ao esforço. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways • A descrença pode parecer uma proteção contra a frustração, mas se torna perigosa quando nos convence de que nenhum esforço produzirá resultado. • A busca recorrente por salvadores revela uma sociedade que transfere responsabilidades e abandona o jogo quando seus heróis fracassam. • A esperança coletiva não nasce de discursos, mas de experiências concretas que comprovem a relação entre participação, responsabilidade e mudança. Capítulos A derrota que ninguém estranhouA inteligência aparente do “eu já sabia”Como se aprende a desistirQuarenta anos de esperanças frustradasA procura por novos salvadoresO espaço deixado por quem cruza os braçosA esperança precisa de provasQuem entra derrotado já começou a perder Links relevantes • Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com• Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Convidados: Lívia Sant'Anna Vaz, promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia e doutora em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa, e Renan Quinalha, professor de Direito da Unifesp e autor de Movimento LGBTI+. A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apresenta um dado para o país celebrar: a taxa de homicídios em 2025 é a menor dos últimos 14 anos. Mas quando se coloca lupa nestes números, o que se vê é o crescimento da violência para determinadas parcelas da população. Aspectos como raça, gênero, sexualidade e idade podem aumentar a exposição a determinados crimes violentos. Pessoas negras são 80% das vítimas de homicídio no Brasil. O registro de casos de feminicídios bateu recorde em 2025: na média, a cada dia quatro mulheres foram assassinadas no país. A violência contra a população LGBT+ cresceu mais de 35% de um ano para o outro – e isso conta apenas uma parte do problema, pois os crimes contabilizados neste caso são altamente subnotificados. E as crianças e adolescentes são alvos de violências de todo tipo. A cada dez vítimas de estupro no Brasil, seis tinham menos de 14 anos. E os registros de bullying e cyberbullying tiveram um acréscimo de quase 70% em um ano. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas. Primeiro, a conversa é com a promotora de Justiça Lívia Sant'Anna Vaz, que analisa os aspectos raciais e de gênero da violência. Depois, ela fala com o professor Renan Quinalha sobre os direitos da população LGBT+ e sobre como o Brasil e outros países têm lidado com esta questão.
Link para o À Mesa; https://www.lucianopires.com.br/amesa/a-mesa-instagram?utm_source=Podcast&utm_medium=Cafezinho&utm_campaign=Amesa A eliminação do Brasil na Copa do Mundo parecia pedir indignação, mas a reação mais comum veio em forma de resignação: “eu já sabia”. A frase, que soa como prova de lucidez, revela um mecanismo mais profundo. Depois de sucessivas frustrações, aprendemos a não esperar, a não confiar e, por fim, a não agir. Partindo do futebol, Luciano Pires investiga como a impotência aprendida se espalha pela vida pública, alimenta a procura por salvadores e enfraquece a responsabilidade individual. A saída não está em fabricar otimismo, mas em reconstruir uma esperança adulta, sustentada por instituições que funcionem e por resultados que devolvam sentido ao esforço. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways • A descrença pode parecer uma proteção contra a frustração, mas se torna perigosa quando nos convence de que nenhum esforço produzirá resultado. • A busca recorrente por salvadores revela uma sociedade que transfere responsabilidades e abandona o jogo quando seus heróis fracassam. • A esperança coletiva não nasce de discursos, mas de experiências concretas que comprovem a relação entre participação, responsabilidade e mudança. Capítulos A derrota que ninguém estranhouA inteligência aparente do “eu já sabia”Como se aprende a desistirQuarenta anos de esperanças frustradasA procura por novos salvadoresO espaço deixado por quem cruza os braçosA esperança precisa de provasQuem entra derrotado já começou a perder Links relevantes • Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com• Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste programa, Maria, de 21 anos, disse que está gostando de um rapaz também da mesma idade. Acontece que os dois moram longe um do outro. Ele afirma que gosta dela, mas não lhe dá uma chance porque tem medo de sofrer, de o relacionamento esfriar, de ser traído e porque acredita que ainda não a conhece direito. Os dois se falam por telefone quase todas as noites. Ela perguntou se deve esperar o tempo dele ou desistir.Pergunta polêmicaEm seguida, outro aluno compartilhou que foi casado por nove anos, mas o relacionamento acabou após uma traição cometida por ele. Ele contou que, de forma equivocada, mesmo sendo casado, mantinha amizade com outras mulheres e acabou se apaixonando por uma delas, chegando a beijá-la. No mesmo dia, confessou o ocorrido à esposa, aos pastores da igreja, aos familiares e até ao pai da amiga envolvida. No entanto, a esposa não teve estrutura para prosseguir com o casamento.O aluno disse que, nesse ínterim, não deu as garantias de que, talvez, a companheira precisava e, por isso, eles se divorciaram. Segundo ele, tudo isso aconteceu há um ano e, atualmente, a ex-esposa já está namorando outra pessoa.Depois disso, o aluno lutou para se reconstruir, reconheceu que ainda não havia se entregado verdadeiramente a Deus e passou a buscá-Lo de forma sincera. Com o tempo, percebeu que seus sentimentos pela amiga eram reais. Os dois começaram a namorar depois que ela se batizou, mas o relacionamento ainda não é bem visto pelas outras pessoas.Ademais, o aluno pontuou outros detalhes e perguntou se eles realmente estão errados, mesmo estando em paz coma própria consciência e mesmo com as pessoas diretamente atingidas tendo seguido suas vidas.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
Recebi a Paula Febbe para conversar um pouco. A gente tentou desvendar o mistério do carro da pamonha que roda São Paulo inteira. Ela acha que é uma família passando a gravação de geração em geração. Depois a conversa foi para lugares um pouco mais escuros. A Paula escreve livros de terror psicológico e atende como psicanalista. Falamos sobre Lacan e Freud e sobre como as pessoas mais perigosas são aquelas que têm certeza de que não têm problema nenhum para resolver.Discutimos alguns filmes recentes que causam desconforto e como é muito assustador você descobrir que não conhece de verdade a pessoa que dorme do seu lado. Também lembramos de umas histórias bizarras de espíritos e daquela risada inexplicável que vazou no áudio quando a Sara Não Tem Nome gravou aqui. Foi uma conversa que foi para muitos lugares e não tentou concluir quase nada. O Coffee & Cigacasts é um pouco sobre isso. Ouve aí enquanto você lava a louça ou tenta pegar no sono.
Convidados: Valdo Cruz, comentarista da GloboNews, e Oscar Vilhena, professor da FGV Direito SP e colunista na Folha de São Paulo. Às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reuniu representantes de cerca de 40 países em Brasília e voltou a levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas brasileiras, repetindo uma alegação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O episódio remete imediatamente à reunião promovida por Jair Bolsonaro com embaixadores em 2022, que levou o ex-presidente a ser declarado inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Desta vez, Flávio citou um relatório da CIA sobre as eleições na Venezuela para associar, sem provas, as urnas brasileiras à empresa Smartmatic — informação negada reiteradamente pela Justiça Eleitoral. O caso recoloca no centro do debate uma estratégia que marcou as eleições de 2022 e traz de volta discussões sobre a confiança no sistema eleitoral brasileiro. Também levanta questões sobre os limites legais para candidatos que questionam, sem apresentar evidências, a integridade das urnas eletrônicas e sobre o papel da Justiça Eleitoral na proteção da credibilidade das eleições. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Valdo Cruz sobre o momento político em que Flávio faz essa declaração e os impactos para a campanha do senador. Depois, o professor de Direito Oscar Vilhena explica quais são as diferenças entre o caso de Flávio e o de Jair Bolsonaro, quais são os limites jurídicos para esse tipo de discurso e por que ataques infundados ao sistema eleitoral não são tratados apenas como opinião política.
Assim como tantas outras crianças, meu convidado de hoje jogou bastante futebol. Na adolescência, passou a praticar também o vôlei, que ganhou espaço e se tornou sua principal modalidade esportiva. Em 1980, ingressou na faculdade de Educação Física. Durante a graduação dava aulas de natação e vôlei. Depois de formado, ampliou sua atuação como professor de musculação, ginástica e avaliação física, além de lecionar na rede pública do Estado do Rio de Janeiro. Nessa época, conheceu o triathlon e, em 1986, participou de sua primeira prova, em Niterói. Anos depois, viveu uma experiência diferente como comissário de bordo, sem abandonar a atuação como professor de natação. Três anos mais tarde, deixou a companhia aérea e passou a trabalhar ao lado do cunhado, médico nutrólogo, realizando avaliações físicas e prescrevendo atividade física. Foi também nesse período que aprofundou sua relação com o ciclismo e começou a orientar alguns alunos. Em 2001, deu um passo decisivo e resolveu seguir um caminho próprio. Criou sua assessoria esportiva, passando a orientar corredores, ciclistas e nadadores. Provando que acredita no que ensina, já completou quatro edições do Ironman Brasil, participou de nove edições consecutivas do L'Étape du Tour, na França, entre muitos outros desafios esportivos. Conosco aqui, pela segunda vez, um treinador que é um misto de psicólogo, paizão, amigo e carrasco, tudo ao mesmo tempo. Educador físico, pós-graduado em Treinamento Esportivo, com MBA em Administração Esportiva, coautor do livro As Cinco Estações do Corpo, mestre em Educação Física e triatleta que, neste ano, voltou a participar do Ironman Brasil. Um profissional que segue ajudando a realizar os sonhos de milhares de atletas, o carioca Walter Silva Tuche. Inspire-se! Race Smart - check your heart Este episódio é oferecido pela @z2perfomance e pela @2peaksbikes A Z2 lançou o Performance System, uma linha pensada em organizar a suplementação ao longo da rotina do atleta, com produtos que cumprem papéis específicos dentro da performance. A linha tem dois produtos: a Creatina e o Nitrato. E um produto da Z2 que merece atenção: o Saltz Pastilha. Reposição de eletrólitos num formato inédito no Brasil. Dissolve na boca, repõe sódio, potássio e magnésio na hora, sem precisar de água. Compacto e ideal pra treinos e provas. Siga @z2performance e fique por dentro do universo da Z2. A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Santa Cruz Bikes, da Yeti Cycles e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala. A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo. Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.
O garanhuense Francisco descobriu, ainda no ensino médio, que sua afinidade com a química poderia se transformar em profissão. Formado em Farmácia, passou por farmácias comunitárias e hospitais, onde desenvolveu uma paixão por organização, processos e qualidade no cuidado com pacientes.Depois de viver em Maceió e retornar por um período à cidade natal, Francisco se mudou para Recife, onde consolidou sua carreira na área hospitalar e conheceu a esposa. Unidos pelo desejo de estudar e viver fora do Brasil, os dois escolheram Portugal e recomeçaram a vida no país há quase três anos.Neste episódio, Francisco fala sobre os desafios para validar o diploma, os caminhos profissionais que encontrou em Portugal, e a criação de sua sua própria consultoria na área da saúde na terra onde o idioma é igual, mas é diferente.Fabrício Carraro, o seu viajante poliglotaFrancisco Holanda, CEO e Consultor de Saúde em Guimarães, PortugalLinks:LinkedIn do FranciscoTechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões.#7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo! Produção e conteúdo:Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts
O corpo de duas crianças foi encontrada esquartejado em Novo Hamburgo (RS) em 2017. Depois de meses sem qualquer avanço na investigação, bastaram dez dias à frente do caso para que o delegado Moacir Fermino afirmasse ter a solução para o crime misterioso. Segundo ele, as crianças teriam sido vítimas de um ritual satânico conduzido por Silvio Fernandes Rodrigues, fundador do Templo de Lúcifer, em Gravataí (RS). A prova que o delegado tinha? Uma revelação divina.-Cuide bem de quem você ama com a Guardiões de Vidas. Receba 10% de desconto no primeiro mês de atendimento com o cupom CAFÉ COM CRIME: www.guardioesdevidas.com.br -Conheça a lojinha de produtos do Café Com Crime: https://umapenca.com/cafecomcrime/ -Apoie o Café Com Crime e ganhe acesso a conteúdos exclusivos: https://apoia.se/cafecomcrime ou https://orelo.cc/cafecomcrime.-Ative as notificações do Spotify para não perder o próximo episódio no dia 05 de agosto de 2026.-Acompanhe novidades e fotos no Instagram @CafeComCrime, Twitter @CafeCCrime, BlueSky @cafecomcrime.bsky.social e Facebook!-Entre em contato cafecomcrime@tagcreator.space-Créditos:Produção, apresentação e roteirização por Stefanie ZorubEdição e desenho de som por Luigi CalistratoPesquisa e roteiro for Ana Paula Almeida
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe