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Palestras completas e trechos selecionados de discursos deSwami B. V. Tripurari traduzidos para a língua portuguesa. Tradução simultânea das aulas de domingo pelo seu discípulo: Jivadaya Krsna Das.Áudio na voz do seu discípulo: Prema Mantra Das. Swami B. V. Tripurari é um mestre espiritual da tradição Gauḍīya Vaiṣṇava. Ele é discípulo de Srila A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Recebeu sua primeira iniciação em 1972 e entrou na ordem de vida renunciada — sannyasa — em 1975. Após a partida de Srila Prabhupada, Swami Tripurari refugiou-se em Srila B. R. Sridhara Deva Goswami, um renomado irmão espiritual de seu mestre. Atualmente, Swami Tripurari reside em Audarya Ashram, na Califórnia, Estados Unidos, onde se dedica à escrita, ao ensino e à orientação de seus estudantes. Ele também viaja pelo mundo compartilhando seus ensinamentos, visitando paísescomo Brasil, Chile, Polônia e Inglaterra. Para saber mais sobre sua vida, ensinamentos, livros e palestras, por favor, visite os links abaixo:Site oficial swamitripurari.com.brAcompanhe o canal do Youtube: https://www.youtube.com/@SwamiTripurari-Portugu%C3%AAs
Rodrigo Marçal é bacharel em Engenharia de Produção (FUMEC),mestrando na linha de pesquisa de Poéticas Tecnológicas (UFMG/ EBA) e formado em Teatro no centro de formação artística da Fundação Clóvis Salgado - Palácio das Artes de Belo Horizonte, Brasil.Ganhou os prêmios de melhor Iluminador Teatro Infantil do FETO - BH 2006 (“Putz, a menina que buscava o sol”) e o Usiminas SINPARC/MG de melhor iluminação em Dança de 2009 (“Dolores”– Mimulus Cia de Dança), 2010 (“Por um Fio” – Mimulus Cia de Dança), o COPASA/SINPARC de melhor iluminação Teatro Adulto 2013 (“Em louvor à vergonha – Diego Bagagal) e o Prêmio Cenym de melhoriluminação 2020("Órfãs de Dinheiro"- Inês Peixoto com direção de Eduardo Moreira). Além das indicações ao USIMINAS/SINPARC de melhor iluminação em Dança 2012 (“Entre” - Mimulus Cia de Dança) e o COPASA/SINPARC de melhor iluminação Teatro Adulto 2016 (“Ignorância” – Quatroloscinco Teatro do Comum).Atualmente é coordenador técnico do Grupo Galpão de Belo Horizonte/MG (desde 2013). Assinou a criação de luz dos espetáculos “De tempo somos”, “Cabaré Coragem” e, mais recentemente, “(Um) Ensaio sobre a Cegueira” em parceria com o diretor Rodrigo Portella. Como Lighting Manager esteve em diversos teatros do Brasil, Espanha, França, Estados Unidos, México, Colômbia, Holanda, Finlândia, Bélgica, Itália e Canadá.Fundador da PRISMA Soluções Cênicas, trabalha como Iluminador e técnico em iluminação cênica com companhias de dança, grupos de teatro, músicos, performers e artistas plásticos.Release:Uma epidemia de cegueira assola a cidade, privando seus habitantes de enxergar o mundo como antes. Tudo começa com um homem no trânsito, repentinamente cego. Rapidamente a condição se espalha e coloca à prova a moral, a ética e as noções de coletivo. Um encontro entre o Grupo Galpão e a obra de José Saramago, escritor português ganhador do Prêmio Nobel de Literatura.Ficha Técnica:DIREÇÃORodrigo PortellaDIRETORES ASSISTENTESGeorgina Vila Bruch e Paulo AndréDIREÇÃO MUSICAL, TRILHA ORIGINAL E PAISAGEM SONORAFederico PuppiCENOGRAFIAMarcelo Alvarenga - Play ArquiteturaFIGURINOGilma OliveiraINTERLOCUÇÃO DRAMATÚRGICABianca RamonedaILUMINAÇÃORodrigo Marçal e Rodrigo PortellaADEREÇOSRai BentoVISAGISMOGabriela DominguezDESENHO SONORO, PROGRAMAÇÃO E MIXAGEMFábio SantosASSISTÊNCIA DE DIREÇÃOZezinho ManciniASSISTÊNCIA DE FIGURINOCaroline MansoASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIAVinícius BicalhoCONSTRUÇÃO CENÁRIOArtes Cênica ProduçõesCOSTURASDanny MaiaFOTOSIgor Cerqueira e Mateus LustosaREGISTRO E COBERTURA AUDIOVISUALLuiz Felipe FernandesCOMUNICAÇÃOLetícia Leiva e Fernanda LaraARTE GRÁFICAFilipe Lampejo e Rita DavisCONSULTORIA DE ACESSIBILIDADEOscar CapuchoOPERAÇÃO DE LUZRodrigo MarçalOPERAÇÃO DE SOMFábio SantosTÉCNICO DE PALCOWilliam BililiuASSISTENTE TÉCNICOWilliam TelesASSISTENTE DE PRODUÇÃOZazá CyprianoPRODUÇÃO EXECUTIVABeatriz RadicchiDIREÇÃO DE PRODUÇÃOGilma OliveiraPRODUÇÃOGrupo Galpão
Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a pergunta que abre o debate é direta: há o que comemorar diante de tantos casos de feminicídio, violência e assédio no país? Esse é um dos temas do Observatório Feminino deste domingo, programa da Rádio Itatiaia que discute os desafios enfrentados pelas mulheres no Brasil. Um dos assuntos centrais é o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, caso que gerou grande repercussão nacional. Em meio às investigações, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro expediu um mandado de busca e apreensão contra um adolescente apontado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro como possível mentor do crime, suspeito de ter atraído a vítima ao apartamento onde ocorreram os abusos. Quatro homens presos por participação no crime estão na Cadeia Pública José Frederico Marques, em celas separadas dos demais internos. Dois deles, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, já passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão mantida pela Justiça. Outros dois suspeitos, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, ambos de 18 anos, devem passar pelo mesmo procedimento. O programa também aborda medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde do Brasil para ampliar o atendimento e a proteção às mulheres no SUS. As ações incluem teleatendimento em saúde mental para vítimas de violência, reconstrução dentária gratuita e um mutirão nacional de exames e cirurgias. As iniciativas foram apresentadas pelo ministro Alexandre Padilha e fazem parte do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. Outra proposta do ministério é solicitar à Organização Mundial da Saúde a inclusão do feminicídio na Classificação Internacional de Doenças, o que pode melhorar as estatísticas e fortalecer políticas públicas de prevenção. Atualmente, mortes de mulheres motivadas por desigualdade de gênero costumam ser registradas apenas como agressão. O episódio também destaca histórias de resistência feminina, como as retratadas no documentário original “Mulheres do Vale: Arte que nasce da seca”, produzido pela equipe da Rádio Itatiaia. A produção mostra mulheres da região do Vale do Jequitinhonha que transformaram a arte em sustento e superação.
Os tradicionais centros do futebol mundial ganharam um concorrente nos últimos anos. As atenções não estão mais divididas apenas entre sul-americanos e europeus. A Arábia Saudita, que vai sediar a Copa do Mundo de 2034, surge como um dos principais mercados emergentes do futebol. O país tem atraído cada vez mais jogadores estrangeiros: Roberto Firmino, Cristiano Ronaldo, Benzema e Sadio Mané são alguns dos principais nomes que desfilam seus talentos em gramados árabes. Marcio Arruda, da RFI em Paris Mas o país não chama a atenção somente de jogadores da modalidade masculina. O campeonato feminino tem atraído cada vez mais mulheres estrangeiras. A liga feminina, chamada de Saudi Women's Premier League, reúne atualmente oito clubes; e seis contam com brasileiras em seus elencos. Uma delas é a mineira Letícia Nunes, que ainda busca seu espaço na seleção brasileira. Enquanto sonha em ser chamada pelo técnico do Brasil, Arthur Elias, a atacante de 28 anos tem se firmado como uma das principais jogadoras do Al-Ittihad Jeddah. Em entrevista ao jornalista da RFI, Marco Martins, a jogadora destacou o bom momento que vive no futebol. “Já é minha segunda temporada aqui na Arábia Saudita. Eu venho de uma temporada boa no ano passado, quando fiz muitos gols. Na atual temporada, o grupo encaixou melhor e temos tido mais vitórias e mais empates, que tem sido um pouco diferente da passada. Acredito que o futebol saudita está numa evolução. Como o grupo está melhorando, o individual também melhora”, afirmou Letícia. Leia tambémBrasil vai sediar a Copa do Mundo Feminina de futebol em 2027 Na última rodada do campeonato saudita, o Al-Ittihad Jeddah venceu o Al-Hilal por 3 a 1. O terceiro gol foi da brasileira, que já tem três na atual temporada. Com a vitória, o time de Letícia assumiu a vice-liderança da liga. “A pretensão da gente é ficar no top 4. Claro, sempre a ideia é ser campeão, acho que nenhuma equipe entra num campeonato sem pensar em ser campeão. Porém, temos um time aqui que é muito forte, que é o Al-Nassr e está disparado na frente da tabela. Mas, de início, é ficar entre os três ou quatro primeiros colocados”, revelou a atacante brasileira. Antes de se destacar na Arábia Saudita, Letícia ganhou projeção no Brasil atuando no futebol mineiro. “Tive uma passagem pelo Ipatinga, que é um time do interior de Minas Gerais. Eu me destaquei lá e fui vista pelo América Mineiro", lembrou. "Na minha opinião, foi no América Mineiro que eu vivi o melhor momento da minha carreira, fazendo muitos gols e tendo muitas participações nos jogos. De lá eu fui para o Bahia, onde também tive uma experiência muito boa. Tanto que eu fui a primeira jogadora do departamento feminino do Bahia a ser vendida para um clube do exterior. De Salvador, eu vim direto para cá” No futebol árabe desde agosto de 2024, Letícia falou das dificuldades que enfrentou em sua primeira experiência fora do Brasil. “Para mim foi um pouco impactante, mas sempre fui corajosa e sem medo dos desafios. Quando cheguei aqui, a cultura e as vestimentas chamaram muito minha atenção. Na rua, todas as pessoas usam roupas semelhantes; as mulheres não mostram o rosto nem o corpo, algo bem diferente da nossa realidade no Brasil", comparou. "A vida social praticamente não existe para mim. Então, meu convívio é mais com as meninas do clube e as pessoas do trabalho. O lado positivo é que é um lugar muito tranquilo e seguro, onde você tem tempo para fazer suas coisas. E é nisso que eu tento me apegar” “Eu acho que foi algo muito bom para mim. Antes eu não tinha contato com a língua inglesa e hoje eu falo inglês e espanhol. Se por acaso no futuro eu tiver uma oportunidade de ir para algum clube da Europa ou dos Estados Unidos, eu acho que a escolha será muito mais fácil", afirmou Letícia. Experiência gratificante Atualmente, muitas jogadoras brasileiras atuam em gramados europeus. Na França, por exemplo, três jogadoras da seleção do Brasil são destaques em seus clubes: a lateral Isabela e a meia Yaya vestem a camisa do Paris Saint-Germain, enquanto que a zagueira Tarciane é titular no Lyon. "Vir para a Arábia Saudita me deu a chance de evoluir como pessoa. Então, para mim, toda essa experiência é gratificante”, disse a camisa 9 do Al-Ittihad Jeddah. A aventura no futebol da Arábia Saudita tem valido a pena para Letícia e considera que deu um salto financeiro na carreira. "Na minha opinião, a parte financeira daqui é muito melhor do que no Brasil. Isso me trouxe uma estabilidade financeira, que para mim era algo que me incomodava no Brasil em relação ao tempo que ainda tenho na minha carreira e ao que eu poderia conquistar. Aqui eu consegui uma boa estabilidade para eu ficar tranquila. Quando você sabe que está num clube estruturado, tudo isso conta. Hoje eu vejo que isso me ajudou muito”, afirmou. A atacante brasileira contou que as mulheres ainda buscam espaço nesse esporte no país, que só autorizou a entrada de torcedoras em estádios e arenas para assistir a jogos de futebol a partir de 2018. “A torcida comparece, sim, mas se fizermos uma comparação entre um jogo do masculino e outro do feminino, a diferença é grotesca. O futebol feminino aqui na Arábia Saudita ainda precisa evoluir muito. Por ser um país fechado, aqui as pessoas não têm a percepção de que a mulher pode jogar futebol. E eu acho que isso impacta ainda mais se compararmos com Portugal, Brasil ou França. A gente vê que isso é mais comum nesses países; é algo mais natural entre as pessoas”, contou a atacante brasileira. Leia tambémEm Paris, Formiga e Michael Jackson dizem o que falta para o futebol feminino decolar no Brasil A aceitação de mulheres no futebol é uma realidade no Brasil, que conta com jogadoras talentosas, como Bia Zaneratto, Gabi Zanotti e Duda Sampaio, entre outras, e clubes vitoriosos, como o Corinthians, atual vice-campeão intercontinental. Ainda assim, Letícia disse que as jogadoras ainda atravessam incertezas em suas carreiras. “Hoje, no Brasil, eu acredito que os campeonatos estão muito consolidados. Mas, por outro lado, há muita incerteza. Eu conheço muitas atletas que passam por dificuldades: estão em um clube e logo depois estão desempregadas. Querendo ou não, isso é algo complicado porque passa pela parte financeira e psicológica. Eu agradeço ter tido essa oportunidade ao clube Al-Ittihad Jeddah e também à treinadora brasileira Linsey Camila, porque foi ela quem abriu esse caminho para mim” Além de Letícia Nunes, a liga feminina da Arábia Saudita conta com as brasileiras Kathellen (lateral do Al-Nassr), Duda Francelino (meia do Al-Nassr), Rayanne (lateral do Al-Qadsiah), Adriana Maga (atacante do Al-Qadsiah), Aline Reis (goleira do Al-Ula), Tuani (zagueira do Al-Ula), Jaine Lemke (meia do Al-Ula), Priscila Hellen (lateral do Neom) e Keikei (goleira do Eastern Flames). Mesmo que lentamente, o futebol feminino ganha força na Arábia Saudita e, aos poucos, se consolida no cenário mundial. Esta é a quarta edição da Saudi Women's Premier League. O Al-Nassr, que conquistou todos os três títulos da liga feminina saudita disputados até hoje, é o líder da atual temporada com 30 pontos conquistados em 11 rodadas (10 vitórias e 1 derrota). O Al-Ittihad Jeddah da Letícia está na segunda colocação do campeonato, a oito pontos da liderança (7 vitórias, 1 empate e 3 derrotas).
A escalada de ataques no Oriente Médio fez os preços do gás e do petróleo dispararem no início desta semana, reacendendo temores de uma nova recessão econômica mundial. Para especialistas ouvidos pela RFI, embora o cenário seja preocupante, sua evolução dependerá da duração dos bloqueios das principais fontes de suprimento de petróleo e gás. Eles destacam que o mercado dispõe de mecanismos capazes de mitigar os efeitos da crise e que países como o Brasil podem até se beneficiar da conjuntura. Além de deter a terceira maior reserva comprovada de petróleo do mundo, segundo a Opep, o Irã exerce um papel central no mercado global da commodity por controlar o Estreito de Ormuz. O corredor marítimo, com menos de 50 quilômetros de largura, é vital para o escoamento energético mundial: por ali transitam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia, o equivalente a aproximadamente 20% do volume global e 80% do petróleo extraído na região. Localizado entre Irã e Omã, no Golfo Pérsico, o estreito também é essencial para o transporte de gás natural liquefeito produzido no Catar, Omã, Arábia Saudita e Irã, abastecendo principalmente economias asiáticas como a China. No sábado, logo após os ataques dos Estados Unidos e de Israel, o Irã declarou o fechamento do estreito. Na segunda-feira (1º), a Guarda Revolucionária iraniana reiterou a informação e ameaçou incendiar qualquer navio que tentasse cruzar a área. Como o canal já havia sido parcialmente fechado em fevereiro, as novas ameaças levaram diversas transportadoras marítimas a suspender suas operações na região. Mercado com oferta excedente No curto prazo, a disparada nos preços do petróleo e do gás afeta diretamente o custo dos combustíveis. No entanto, se o bloqueio persistir, a alta tende a se espalhar para o restante da economia. Um fechamento prolongado do Estreito de Ormuz pode pressionar ainda mais os preços globais de bens e serviços, com impacto especial em grandes importadores de petróleo, como China, Índia e Japão. Ainda assim, Homayoun Falakshahi, diretor de análise de petróleo bruto da Kpler, empresa francesa especializada em inteligência de dados sobre energia e commodities, mantém certo otimismo. “Estamos em um mercado de petróleo com excedente de oferta. Apesar da tendência de alta nas últimas semanas, os preços estão longe dos picos registrados no início da guerra entre Rússia e Ucrânia. Chegamos a quase US$ 140 por barril”, ressalta. “O governo americano sabe disso, e é por isso que se sentiu confortável para lançar operações em larga escala na Venezuela e no Irã.” A Opep+ também reagiu rapidamente, anunciando, no domingo, um aumento de 206 mil barris por dia na produção a partir de abril. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Roberto Ardenghy, o cenário é grave, mas sua evolução depende essencialmente da duração dos bloqueios das fontes de suprimento. Ele avalia que o mercado dispõe de estratégias para evitar que a crise se intensifique, como o uso de estoques estratégicos e a adoção de rotas alternativas de escoamento. “O mundo hoje está muito mais preparado para enfrentar crises”, afirma. “Os países não divulgam seus números de estoques, mas sabemos que Estados Unidos, China e Japão possuem grandes reservas estratégicas de petróleo para momentos como este.” Ele acrescenta que “uma segunda alternativa são rotas viáveis para escoar o petróleo do Oriente Médio pelo Mar Vermelho, desviando do Estreito de Ormuz”. Posição do Brasil Para Ardenghy, outro fator que poderia aliviar uma crise do petróleo seria o aumento de produção em países exportadores, incluindo o Brasil. Atualmente o 9º maior exportador mundial, o país pode se beneficiar da atual turbulência. “Países como Brasil, Guiana, Argentina, Nigéria e Guiné Equatorial podem ampliar sua produção para compensar a redução do petróleo vindo do Oriente Médio”, afirma. O Brasil já apresenta expansão significativa da produção. “Estamos produzindo cerca de 3,5 milhões de barris por dia, e a meta é chegar, em 2030, a 4,2 milhões. Isso representa uma oferta adicional de cerca de 600 a 700 mil barris”, diz o especialista. Segundo ele, essa trajetória coloca o Brasil - pela qualidade do petróleo, pela distância do conflito e pelo avanço tecnológico - em boa posição para se tornar alternativa aos mercados afetados. Outro ponto favorável é que o país é exportador líquido. “Com o petróleo em alta, a balança comercial brasileira tende a melhorar. No ano passado, o petróleo foi o principal produto exportado pelo Brasil, gerando um superávit de cerca de US$ 30 bilhões. E essa tendência pode continuar em 2026”, afirma. Risco inflacionário Apesar das possíveis oportunidades, Ardenghy alerta para o impacto da crise nos custos globais de transporte, energia e produção agrícola. Se a instabilidade na região se prolongar, especialmente com um bloqueio efetivo no Estreito de Ormuz, ele estima efeitos relevantes nos preços dos alimentos e, consequentemente, na inflação mundial e brasileira. “Haverá pressão, sem dúvida, porque o petróleo é essencial para diversas indústrias. Ele é amplamente utilizado na cadeia produtiva. Por exemplo, fertilizantes como ureia e amônia, nitrogênio, dependem do gás natural. E o Brasil é grande importador desses insumos. Isso terá reflexos aqui também”, explica. Para o especialista, a expectativa é de “pressão inflacionária global em termos de patamares”, embora ele ressalte ser “muito difícil fazer previsões no curto prazo”. “Estamos há apenas quatro dias de conflito. Trata-se de uma região sensível, mas ainda estamos no início. Precisamos aguardar os próximos dias para entender a real dimensão do impacto”, conclui.
HOJE COMEMORAMOS o dia da aparição de Srila Bhaktivedanta Tripurari Swami!Palestras completas e trechos selecionados de discursos deSwami B. V. Tripurari traduzidos para a língua portuguesa. Tradução simultânea das aulas de domingo pelo seu discípulo: Jivadaya Krsna Das.Áudio na voz do seu discípulo: Prema Mantra Das. Swami B. V. Tripurari é um mestre espiritual da tradição Gauḍīya Vaiṣṇava. Ele é discípulo de Srila A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Recebeu sua primeira iniciação em 1972 e entrou na ordem de vida renunciada — sannyasa — em 1975. Após a partida de Srila Prabhupada, Swami Tripurari refugiou-se em Srila B. R. Sridhara Deva Goswami, um renomado irmão espiritual de seu mestre. Atualmente, Swami Tripurari reside em Audarya Ashram, na Califórnia, Estados Unidos, onde se dedica à escrita, ao ensino e à orientação de seus estudantes. Ele também viaja pelo mundo compartilhando seus ensinamentos, visitando paísescomo Brasil, Chile, Polônia e Inglaterra. Para saber mais sobre sua vida, ensinamentos, livros e palestras, por favor, visite os links abaixo:Site oficial swamitripurari.com.brAcompanhe o canal do Youtube: https://www.youtube.com/@SwamiTripurari-Portugu%C3%AAs
Episódio especial do Biolab Cast no ar!Nesta edição, a jornalista Daiana Garbin recebe o CEO da Biolab, Fabio Amorosino, e os conselheiros João Bezerra e Paulo Roberto Gandolfi para uma conversa aprofundada sobre governança, inovação e o futuro da companhia. Ao longo do episódio, eles compartilham os bastidores do conselho consultivo, refletem sobre como suas experiências anteriores contribuem para a estratégia da empresa e destacam a importância da conexão entre profissionais de diferentes áreas para impulsionar o crescimento sustentável da Biolab. A conversa também aborda novidades, o uso de tecnologias e a busca constante por soluções que simplifiquem a vida das pessoas. O episódio conta ainda com um depoimento especial do conselheiro Cássio Casseb.Dê o play e acompanhe a conversa completa.Apple Podcasts: https://mkt.biolabfarma.com.br/3wM4qnaSpotify: https://mkt.biolabfarma.com.br/43fuMu9Deezer: https://mkt.biolabfarma.com.br/3v8eqqnREDES SOCIAIS BIOLAB FARMACÊUTICA:Instagram @biolabfarmaceuticaFacebook @biolabfarmaceuticaTikTok @biolabfarmaceuticaLinkedIn https://www.linkedin.com/company/biolabfarmaceuticaMEDIADORA:Daiana Garbin – @garbindaianaJornalista e apresentadora.CONVIDADOS: Cassio Casseb Fabio Amorosino João Bezerra - Engenheiro Eletrônico pelo Instituto Mauá de Tecnologia, possui formação em Administração de Negócios pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e participou de programas executivos na Columbia Business School e na Singularity University.Atuou por 36 anos como CTO do Itaú Unibanco e acumula ampla experiência em conselhos consultivos de empresas dos setores financeiro e tecnológico. Atualmente, é membro do Conselho Consultivo da Biolab.Paulo Roberto Gandolfi – @incluir rede socialEngenheiro de Materiais e mestre em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), possui MBA Executivo pela ESPM Campinas.Ao longo da carreira, atuou na Rhodia S.A. e construiu uma trajetória de destaque na 3M do Brasil, onde chegou à presidência. Atualmente, é presidente do Instituto 3M, ONG corporativa da 3M Brasil, e membro do Conselho Consultivo da Biolab.COMUNICAÇÃO, DIREÇÃO E PRODUÇÃO: AR PROPAGANDA @ar.propaganda
No 39º episódio do podcast Walking Meeting, Inês Simas do Departamento de Marketing conversou com Bruno Mestre Martins da Angelini Pharma sobre Fast Moving Consumer Health. O Bruno Mestre Martins iniciou o seu percurso no grande consumo e mais tarde, entrou na área da saúde. Atualmente trabalha na Angelini Pharma, onde é Global Consumer Health Commercial Operations Asociate Director. Nos escritórios do Departamento de Marketing em Oeiras conversámos sobre este conceito emergente, não académico, e que na verdade traduz uma evolução estratégica do setor. Falámos sobre a necessária mudança de mentalidades, de rapidez de reação e da necessidade de ter metodologias de criação e gestão de marcas. Evidentemente também falámos de regulação e ética e de como construir uma marca neste mundo onde há poucos cinzentos. No final o Bruno contou-nos as características que procura num brand manager. Calce os ténis, se não chover, coloque os auriculares e venha connosco!
No episódio de hoje do BB Cast Agro, Danilo Teodoro, assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Uberaba (MG), analisa o cenário do milho, com foco nas estimativas para a safra norte-americana 2026/27, no avanço do plantio da 2ª safra no Brasil e nas oportunidades de proteção de preços.Destaques do episódio:
A Inteligência Artificial deixou de ser tendência e virou realidade — presente em praticamente todas as áreas de trabalho, da engenharia ao marketing, da criação de conteúdo à educação.Neste episódio do Quebrando o Controle, revisitamos o tema que já apareceu nos episódios 156 e 225, agora com um olhar atualizado sobre os avanços, riscos e transformações que a IA trouxe entre 2022 e 2026.
Neste episódio, Mayra Trinca fala sobre duas pesquisas que, ao seu modo, usam o som para estudar maneiras de enfrentamento à crise climática. Na conversa, Susana Dias, pesquisadora do Labjor e Natália Aranha, doutoranda em Ecologia pela Unicamp contam como os sons dos sapos fizeram parte das mesas de trabalho desenvolvidas pelo grupo de pesquisa para divulgação sobre esses anfíbios. Participa também Lucas Forti, professor na Universidade Federal Rural do Semi-Árido do Rio Grande do Norte. Ele conta como tem sido a experiência do projeto Escutadô, que estuda a qualidade do ambiente da caatinga através da paisagem sonora. ____________________________________________________________ ROTEIRO [música] Lucas: É incrível a capacidade que o som tem de despertar a memória afetiva. Mayra: Você aí, que é ouvinte de podcast, provavelmente vai concordar com isso. O som consegue meio que transportar a gente de volta pros lugares que a gente associa a ele. Se você já foi pra praia, com certeza tem essa sensação quando ouve um bom take do barulho das ondas quebrando na areia. [som de ondas] Mayra: O som pra mim tem um característica curiosa, na maior parte do tempo, ele passa… despercebido. Ou pelo menos a gente acha isso, né? Porque o silêncio de verdade pode ser bem desconfortável. Quem aí nunca colocou um barulhinho de fundo pra estudar ou trabalhar? Mayra: Mas quando a gente bota reparo, ele tem um força muito grande. De nos engajar, de nos emocionar. [música de violino] Mayra: Também tem a capacidade de incomodar bastante… [sons de construção] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e você provavelmente já me conhece aqui do Oxigênio. Mayra: No episódio de hoje, a gente vai falar sobre som. Mais especificamente, sobre projetos de pesquisa e comunicação que usam o som pra entender e pra falar sobre mudanças climáticas e seus impactos no meio ambiente. [música de fundo] Natália: E as paisagens sonoras não são apenas um conjunto de sons bonitos. Elas são a própria expressão da vida de um lugar. Então, quando a gente preserva uma paisagem sonora, estamos preservando a diversidade das espécies que vocalizam naquele lugar, os modos de vida e as relações que estão interagindo. E muitas vezes essas relações dependem desses sons, que só existem porque esses sons existem. Então, a bioacústica acaba mostrando como os sons, os sapos também os mostram, como que esses cantos carregam histórias, ritmos, horários, temperaturas, interações que não aparecem ali somente olhando o ambiente. [Vinheta] João Bovolon: Seria triste se músicos só tocassem para músicos. Pintores só expusessem para pintores. E a filosofia só se destinasse a filósofos. Por sorte, a capacidade de ser afetado por um som, uma imagem, uma ideia, não é exclusividade de especialistas. MAYRA: Essa frase é de Silvio Ferraz, autor do Livro das Sonoridades. O trecho abre o texto do artigo “A bioacústica dos sapos e os estudos multiespécies: experimentos comunicacionais em mesas de trabalho” da Natália. Natália: Olá, meu nome é Natália Aranha. Eu sou bióloga e mestra pelo Labjor, em Divulgação Científica e Cultural. Durante o meu mestrado, eu trabalhei com os anfíbios, realizando movimentos com mesas de trabalhos e com o público de diferentes faixas etárias. Atualmente, eu sou doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ecologia pelo Instituto de Biologia da Unicamp. MAYRA: A Natália fez o mestrado aqui no Labjor na mesma época que eu. Enquanto eu estudava podcasts, ela tava pesquisando sobre divulgação científica de um grupo de animais muitas vezes menosprezado. [coaxares] Susana: Os sapos, por exemplo, não participam da vida da maioria de nós. Eles estão desaparecidos dos ecossistemas. Eles estão em poucos lugares que restaram para eles. Os brejos são ecossistemas muito frágeis. São os lugares onde eles vivem. Poucos de nós se dedicam a pensar, a se relacionar, a apreciar, a cuidar dessa relação com os sapos. Mayra: Essa que você ouviu agora foi a Susana, orientadora do trabalho da Natália. Susana: Meu nome é Susana Dias, eu sou pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, o Labjor, professora da pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural, do Labjor/IEL/Unicamp. E trabalho com comunicação, artes, ciências, desenvolvendo várias metodologias de experimentação coletiva com as pessoas. Mayra: Mas, o interesse da Natália pelos sapos não começou no mestrado. Ela já era apaixonada pela herpetologia antes disso. [som de ícone] Mayra: Herpetologia é a área da biologia que estuda répteis e anfíbios. E eu posso dizer que entendo a Natália. Pra quem não sabe, eu também sou bióloga. E durante a faculdade cheguei a fazer um estágio na mesma área, porque também era um tema que me interessava muito. Mayra: Só que eu trabalhei mais com répteis, que são as cobras e os lagartos. E eu acabei desistindo da área em pouco tempo, apesar de ainda achar esses bichinhos muito legais. Já a Natália descobriu o amor pelos sapos num congresso de herpetologia que foi durante a graduação e, diferente de mim, ela segue trabalhando com eles até hoje. Natália: E eu me apaixonei. Eu digo que me apaixonei a partir da abertura do congresso, porque foi uma experiência muito legal que fizeram a partir dos sons, a partir de fotos e vídeos de vários pesquisadores realizando trabalhos de campo com esses animais. E, a partir desse momento, eu falei que era isso que eu queria fazer na minha vida. Mayra: Ah, e é importante dizer, que antes mesmo disso tudo, a Natália já tinha um interesse artístico por esses animais. Natália: E, como eu amo desenvolver pinturas realistas, esses animais são maravilhosos, quando você pensa nas cores, nos detalhes, nas texturas que eles trazem. Mayra: Porque foi dessa experiência que surgiu a ideia de trabalhar com divulgação científica, que acabou levando a Natália até a Susana. Mas como ela também tinha interesse de pesquisa com esses animais, ela acabou participando dos dois grupos ao longo do mestrado: o de divulgação e o de herpetologia, com o pessoal da biologia. Susana: Foi muito legal justamente pela possibilidade da Natália habitar esse laboratório durante um tempo, acompanhar o trabalho desses herpetólogos e a gente poder conversar junto com o grupo de pesquisa, que é o Multitão, aqui do Labjor da Unicamp, que é o nosso grupo, sobre possibilidades de conexão com as artes, e também com a antropologia, com a filosofia. A gente começou a tecer esses emaranhados lentamente, devagarzinho. Mayra: Quando a Natália chegou no mestrado, ela tinha uma visão muito comum da divulgação científica, que é a ideia de que os divulgadores ou os cientistas vão ensinar coisas que as pessoas não sabem. Mayra: É uma visão muito parecida com a que a gente ainda tem de escola mesmo, de que tem um grupo de pessoas que sabem mais e que vão passar esse conhecimento pra quem sabe menos. Natália: E daí a Susana nos mostrou que não era somente fazer uma divulgação sobre esses animais, mas mostrar a importância das atividades que acabam gerando afeto. Tentar desenvolver, fazer com que as pessoas criem movimentos afetivos com esses seres. Mayra: Se você tá no grupo de pessoas que tem uma certa aversão a esses animais, pode achar isso bem esquisito. Mas criar essas relações com espécies diferentes da nossa não significa necessariamente achar todas lindas e fofinhas. É aprender a reconhecer a importância que todas elas têm nesse emaranhado de relações que forma a vida na Terra. Mayra: Pra isso, a Natália e a Susana se apoiaram em uma série de conceitos. Um deles, que tem sido bem importante nas pesquisas do grupo da Susana, é o de espécies companheiras, da filósofa Donna Haraway. Natália: Descreve esses seres com os quais vivemos, com os quais aprendemos e com os quais transformam como seres em que a gente não habita ou fala sobre, mas a gente habita e escreve com eles. Eles nos mostram que todos nós fazemos parte de uma rede de interações e que nenhum ser nesse mundo faz algo ou vive só. Então, os sapos, para mim, são essas espécies companheiras. Mas não porque eles falam na nossa língua, mas porque nós escutamos seus cantos e somos levados a repensar a nossa própria forma de estar no mundo. Mayra: Uma coisa interessante que elas me explicaram sobre esse conceito, é que ele é muito mais amplo do que parece. Então, por exemplo, bactérias e vírus, com quem a gente divide nosso corpo e nosso mundo sem nem perceber são espécies companheiras. Ou, as plantas e os animais, que a gente usa pra se alimentar, também são espécies companheiras Susana: E uma das características do modo de viver dos últimos anos, dos últimos 50 anos dos humanos, são modos de vida pouco ricos de relações, com poucas relações com os outros seres mais que humanos. E a gente precisa ampliar isso. Trazer os sapos é muito rico porque justamente abre uma perspectiva para seres que estão esquecidos, que pertencem a um conjunto de relações de muito poucas pessoas. Mayra: Parte do problema tem a ver com o fato de que as espécies estão sumindo mesmo. As mudanças climáticas, o desmatamento e a urbanização vão afastando as espécies nativas das cidades, por exemplo, que passam a ser povoadas por muitos indivíduos de algumas poucas espécies. Pensa como as cidades estão cheias de cães e gatos, mas também de pombas, pardais, baratas. Ou em áreas de agropecuária, dominadas pelo gado, a soja e o capim onde antes tinha uma floresta super diversa. Susana: Eu acho que um aspecto fundamental para a gente entender esse processo das mudanças climáticas é olhar para as homogeneizações. Então, como o planeta está ficando mais homogêneo em termos de sons, de imagens, de cores, de modos de vida, de texturas. Uma das coisas que a gente está perdendo é a multiplicidade. A gente está perdendo a diversidade. Mayra: Pensa bem, quando foi a última vez que você interagiu com um sapo? (Herpetólogos de plantão, vocês não valem). Provavelmente, suas memórias com esses animais envolvem pouco contato direto e você deve lembrar mais deles justamente pelo… som que eles fazem. [coaxares, música] Lucas: Eu comecei a pensar na acústica como uma ferramenta de entender a saúde do ambiente, e queria aplicar isso para recifes de coral, enfim, a costa brasileira é super rica. Mayra: Calma, a gente já volta pra eu te explicar como a Natália e a Susana relacionaram ciências e artes na divulgação sobre os sapos. Antes, eu quero te contar um pouco sobre outro projeto que tem tudo a ver com o tema. Deixa o Lucas se apresentar. Lucas: Pronto, eu me chamo Lucas, eu sou biólogo de formação, mas tive uma vertente acadêmica na minha profissão, em que eu me dediquei sempre a questões relacionadas à ecologia, então fiz um mestrado, doutorado na área de ecologia. Mayra: Sim, o Lucas, assim como eu, a Natália e mesmo a Susana, também fez biologia. Lucas: Os biólogos sempre se encontram em algum lugar. Mayra: A gente ainda vai dominar o mundo…[risadas] Mayra: Tá, mas voltando aqui. O Lucas esteve nos últimos anos trabalhando no Nordeste. Eu conversei com ele durante um estágio de professor visitante aqui na Unicamp. Lucas: Então estou passando um estágio de volta aqui às minhas raízes, que eu sou daqui do interior de São Paulo, então vim passar frio um pouquinho de volta aqui em Campinas. Mayra: Essa entrevista rolou já tem um tempinho, em agosto de 2025. E realmente tava fazendo um friozinho naquela semana. Mayra: Eu fui conversar com o Lucas sobre um projeto que ele faz parte junto com o Observatório do Semiárido, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, no Rio Grande do Norte. Mayra: A ideia dessa pesquisa é criar um banco de dados sonoros e construir um algoritmo. Lucas: testar algoritmos, né, conseguir ter uma ferramenta na mão que possa ajudar a gente a detectar níveis de degradação no Semiárido com base em informação acústica. Mayra: Esse projeto é o Escutadô. Lucas: O projeto Escutadô, ele nasceu… assim, tem a história longa e a história curta. Mayra: Óbvio que eu escolhi a longa. E ela começa escuta só, com os anfíbios. Mayra: Coincidência? Lucas: Não, não tem coincidência nenhuma. Lucas: Mas eu comecei sim estudando o comportamento de anfíbios, e uma característica muito peculiar dos anfíbios é a vocalização, né? Então, os anfíbios me levaram para a acústica, e aí a acústica entrou na minha vida também para tornar as abordagens da minha carreira, de como eu vou entender os fenômenos através desse ponto de vista sonoro, né? Mayra: Isso é uma coisa muito comum na biologia. Tem muitos animais que são complicados de enxergar, porque são noturnos, muito pequenos ou vivem em lugares de difícil acesso. Então uma estratégia muito usada é registrar os sons desses animais. Vale pra anfíbios, pra pássaros, pra baleias e por aí vai. [sons de fundo de mar] Mayra: Inclusive, lembra, a ideia original do projeto do Lucas era usar a bioacústica, essa área da biologia que estuda os sons, pra investigar recifes de corais. Ele tava contando que elaborou essa primeira proposta de pesquisa pra um edital. Lucas: Aí a gente não venceu essa chamada, mas a gente reuniu uma galera com colaboração, escrevemos um projeto super lindo, e aí por alguma razão lá não foi contemplado o financiamento. Mayra: Isso também é algo muito comum na biologia. E em várias outras áreas de pesquisa. Mas, vida que segue, novas oportunidades apareceram. Lucas: O projeto Escutadô começou no mar, mas a gente conseguiu ter sucesso com a ideia mesmo, a hora que eu cheguei em Mossoró, como professor visitante na Universidade Federal Rural do Semiárido, abriu um edital da FINEP, voltado para a cadeias produtivas, bioeconomia, e a gente identificou que a gente poderia utilizar essa ideia, né, e aplicar essa ideia, mas aí eu já propus que a gente fosse atuar no ecossistema terrestre. Mayra: FINEP é a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O Lucas quis alterar a proposta inicial, primeiro, porque fazia mais sentido dentro do contexto que ele tava trabalhando. E, depois, porque a região tem uma forte dependência do ecossistema da caatinga pro sustento da população e pra preservação do seu modo de vida, a tal bioeconomia que ele citou. Mayra: Além disso, Lucas: a caatinga é o bioma que certamente tá sentindo mais os extremos, né, das mudanças climáticas, então isso trouxe uma contextualização muito interessante para o projeto, especialmente porque casava com a questão da bioeconomia, né, então a gente tentou embarcar nessa linha e transformamos essa tecnologia para pensar como ela poderia detectar níveis de degradação para a região do Semiárido, né, e aí deu certo. Mayra: Funciona mais ou menos assim, a equipe de pesquisa instalou uma série de gravadores espalhados, mais de 60 pontos no estado do Rio Grande do Norte e alguns pontos na Paraíba e no Ceará. Lucas: Então, quando a gente instala o gravador no ambiente, ele grava três minutos, dorme sete, grava três minutos, dorme sete e fica assim rodando, a gente tem duas rodadas de amostragem, uma que é feita durante a estação seca e outra que é feita durante a estação chuvosa, então o gravador fica em cada ponto por 20 dias e nesses 20 dias ele fica continuamente gravando três minutos e dormindo sete. Mayra: Essas gravações viram uma grande biblioteca sonora. O próximo passo é reconhecer quais sons representam áreas mais conservadas… [captação de área preservada] Mayra: E quais gravações foram feitas em áreas mais degradadas, principalmente com mais alterações antrópicas no ambiente. [captação de área antropizada] Mayra: Pra gente, até que é fácil reconhecer a diferença entre os sons. Agora, como a gente transforma isso, por exemplo, num aplicativo, capaz de identificar o nível de degradação do ambiente usando só o som daquele lugar? Lucas: Pois é, agora você tocou no ponto que eu acho que é o maior desafio do projeto e também o que torna o projeto, assim, inovador. A gente já tem hoje mais ou menos 16 mil horas de gravação, então a gente não tem como não usar uma ferramenta de aprendizado de máquina para ajudar no processamento desses dados. Mayra: A essa altura, você já deve saber o básico de como funcionam as inteligências artificiais. Elas comparam bases de dados gigantescas pra achar padrões. Mas, isso funciona bem pra texto ou pra imagens. Lucas: E a gente introduziu um conceito de aprendizado de escuta de máquina, ou seja, a gente não vai trabalhar sobre o ponto de vista da imagem, vai trabalhar sobre o ponto de vista da escuta, opa, pera aí, mas como é que a gente faz isso? Mayra: O Lucas explicou que o que eles tiveram que fazer foi, de certa forma, realmente transformar esses sons em imagens. Pra isso, eles usam os espectrogramas, que são aquelas representações visuais do som, eu vou deixar um exemplo lá no site e no nosso Instagram, depois você pode procurar pra ver. Mayra: Essa etapa do projeto, o treinamento da IA, tá sendo feita em parceria com o BIOS, o Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial aqui da Unicamp. A gente já falou um pouco desse projeto no episódio 201 – Um bate-papo sobre café. Se você ainda não ouviu, tem mais essa lição de casa pra quando acabar esse episódio, vale a pena, porque tá bem legal. [divulgação podcast SabIA!] [música] Mayra: Os sons captados pelo Escutadô, projeto que o Lucas faz parte, ou as gravações dos anfíbios que a gente tava falando com a Natália, nunca são sons isolados. Mayra: Esse conjunto de sons de um ambiente forma o que a gente chama de paisagem sonora. Lucas: Esses sons podem ter origens geofísicas, então o som do vento, o som da chuva, o som dos fluxos de corrente, riachos, cachoeiras, você tem os sons da própria biodiversidade, né, que é baseado nos sistemas de comunicação acústica da fauna, por exemplo, quando as aves produzem as vocalizações, os anfíbios, os insetos, os mamíferos, você tem todo ali um contexto de produção de sinais acústicos que representam assinaturas da presença da biodiversidade no ambiente. E você ainda tem a assinatura da presença das tecnofonias ou antropofonias, né, que são os sons que são produzidos pelos seres humanos, né, seja os sons das rodovias, das construções, das obras, das edificações, ou seja, que tem toda uma contextualização. Mayra: A ideia de usar o som, ou a paisagem sonora, pra entender a saúde de um ambiente, não é nada nova. Um dos livros mais importantes, praticamente fundador do movimento ambientalista nos Estados Unidos, é o Primavera Silenciosa, da Rachel Carson, e ele foi publicado em 1962. Lucas: Então ela já estava alertando para a sociedade acadêmica, especialmente, que o uso de pesticidas, né, as mudanças que o ser humano está promovendo na paisagem estão causando extinções sonoras, né, porque está alterando a composição das espécies na natureza, então a gente está embarcando um pouco nessa ideia que influenciou o que hoje a gente chama de soundscape ecology, que é a ecologia da paisagem sonora, ou ecologia da paisagem acústica. Natália: As pessoas automaticamente imaginam que o silêncio seja algo bom. Mas, esse silêncio é um sinal de alerta, porque ele mostra que as espécies estão desaparecendo e como os seus ciclos e modos de interação estão mudando. E que o habitat, o lugar, já não está dando mais condições impostas pelo clima. Eu acredito que os sons funcionam como uma espécie de termômetro da vida. Quando eles diminuem, é porque a diversidade está ali diminuindo. Mayra: A gente vai ver que a Natália usou noções de paisagem sonora pra criar atividades imersivas de divulgação, onde as pessoas puderam experimentar com diferentes sons e ver como era possível criar novas relações com os sapos a partir deles. Mayra: No caso do Lucas, a paisagem sonora funciona bem como a Natália descreveu, é um termômetro que mede a qualidade de um ambiente da Caatinga. Talvez você imagine esse bioma como um lugar silencioso, um tanto desértico, mas isso tem mais a ver com a imagem comumente divulgada de que é uma região de escassez. Lucas: Do ponto de vista das pessoas interpretarem ela como um ambiente pobre, enquanto ela é muito rica, em termos de biodiversidade, em termos de recursos naturais, em termos de recursos culturais, ou seja, a cultura das populações que vivem lá é extremamente rica. Mayra: Pra complicar ainda mais a situação, a Caatinga está na área mais seca do nosso país. Lucas: Ou seja, a questão da escassez hídrica é extremamente importante. E torna ela, do ponto de vista das mudanças climáticas, ainda mais importante. Mayra: A importância de se falar de grupos menosprezados também aparece na pesquisa da Natália com os sapos. Vamos concordar que eles não tão exatamente dentro do que a gente chama de fofofauna, dos animais queridinhos pela maioria das pessoas, mas não por isso projetos de conservação são menos importantes. Pelo contrário. Mayra: Pra dar uma ideia, na semana que eu escrevia esse roteiro, estava circulando nas redes sociais um estudo que mostrou que, em cinquenta anos, as mudanças climáticas podem ser responsáveis pelo desaparecimento completo dos anfíbios na Mata Atlântica. Mayra: Daí a importância de envolver cada vez mais pessoas em ações de preservação e enfrentamento às mudanças climáticas. Susana: Que a gente pudesse trazer uma paisagem sonora da qual os humanos fazem parte e fazem parte não apenas produzindo problemas, produzindo destruição, mas produzindo interações, interações ecológicas. [música] Mayra: Voltamos então à pesquisa da Natália. Mayra: Ela usou uma metodologia de trabalho que tem sido muito utilizada pela Susana e seu grupo de pesquisa, que são as mesas de trabalho. Susana: E elas foram surgindo como uma maneira de fazer com que a revista ClimaCom, que é uma revista que está tentando ensaiar modos de pensar, de criar, de existir diante das catástrofes, a revista pudesse ter uma existência que não fosse só online, que fosse também nas ruas, nas praças, nas salas de aula, nos outros espaços, que ela tivesse uma existência fora das telas. E que, com isso, a gente se desafiasse não apenas a levar para fora das telas e para as outras pessoas algo que foi produzido na universidade, mas que a gente pudesse aprender com as outras pessoas. Mayra: A ideia das mesas é reunir pessoas diversas, de dentro e de fora da universidade, pra criarem juntas a partir de um tema. Susana: Então, quando chegou a proposta dos anfíbios, a gente resolveu criar uma mesa de trabalho com os sapos. E essa mesa de trabalho envolvia diversas atividades que aconteciam simultaneamente. Essas atividades envolviam desde fotografia, pintura, desenho, colagem, grafismo indígena, até estudo dos sons. Mayra: A Susana estava explicando que durante essas mesas, elas conseguem fazer com que as pessoas interajam com os sapos de uma forma diferente, mais criativa. Criativa aqui tanto no sentido de imaginar, quanto de criar e experimentar mesmo. Susana: A gente propôs a criação de um caderno de estudo dos sons junto com as pessoas. A gente disponibilizou vários materiais diferentes para que as pessoas pudessem experimentar as sonoridades. Disponibilizamos um conjunto de cantos da fonoteca aqui da Unicamp, de cantos dos sapos, para as pessoas escutarem. E pedimos que elas experimentassem com aqueles objetos, aqueles materiais, recriar esses sons dos sapos. E que elas pudessem depois transpor para um caderno essa experiência de estudo desses sons, de como esses sons se expressavam. Mayra: Esse é um exemplo de como a gente pode aproximar as pessoas do trabalho dos cientistas sem que isso coloque a pesquisa feita nas universidades como algo superior ou mais importante do que outros conhecimentos. Escuta só a experiência da Natália: Natália: Através de diferentes materiais, de diferentes meios, é possível criar um movimento afetivo que vai além daquele movimento do emissor-receptor que traz uma ideia mais generalista, mais direta, de que você só fala e não escuta. Então, uma das coisas que mais marcou o meu trabalho nessa trajetória foi a escuta. Onde a gente não apenas falava com os anfíbios, mas também a gente escutava as histórias que as pessoas traziam, os ensinamentos de outros povos, de outras culturas. Então, essa relação entre arte e ciências possibilitou todo esse movimento que foi muito enriquecedor (6:14) Susana: As mesas de trabalho foram um lugar também onde as pessoas acessaram um pouco do trabalho dos herpetólogos. Entraram em relação com a maneira como os herpetólogos estudam os sapos. Interessa para eles se o som do sapo é mais amadeirado, é mais vítreo, é mais metálico. O tipo de som, se ele tem uma pulsação diferente da outra, um ritmo diferente do outro. Eles fazem várias análises desses sons, estudam esses sons em muitos detalhes. Mayra: Trazer essa possibilidade de experimentação é um dos principais objetivos das ações e das pesquisas realizadas pelo grupo da Susana aqui no Labjor. E o encontro com as práticas artísticas tem sido um meio de trabalhar essas experimentações. [música de fundo] Susana: Eu acho que a gente tem pensado muito ciências e artes no plural, com minúsculas, justamente para trazer uma potência de multiplicidade, de possibilidades não só de pesquisa e produção artística, mas de pensamento, modos diferentes de viver no mundo e de praticar a possibilidade de pensar, de criar, de se relacionar com os outros seres. Mayra: Mas, segundo a Susana, tem um desafio grande nesse tipo de trabalho… Susana: Porque é muito comum as pessoas, sobretudo os cientistas, acharem que as artes são uma embalagem bonita para as ciências. Então, o que as artes vão fazer vai ser criar uma maneira das pessoas se seduzirem por um conteúdo científico, de se tornar mais belo, mais bonito. A gente não pensa que esse encontro entre artes e ciências pode tornar as ciências mais perturbadoras, pode questionar o que é ciência, pode gerar coisas que não são nem arte nem ciência, que a gente ainda não conhece, que são inesperadas, que são produções novas. Mayra: Quando a Natália fala da possibilidade de criar relações afetivas com os sapos, ela não quer dizer apenas relações carinhosas, mas também de sensibilidade, de se deixar afetar, no sentido de se permitir viver aquela experiência. De entrar em contato com essas espécies companheiras e, realmente, sair desses encontros diferente do que a gente entrou. Susana: Então, a gente está tentando pensar atividades de divulgação científica e cultural que são modos de criar alianças com esses seres. São modos de prestar atenção nesses seres, de levar a sério suas possibilidades de existir, suas maneiras de comunicar, suas maneiras de produzir conhecimento. É uma ideia de que esses seres também produzem modos de ser e pensar. Também produzem ontopistemologias que a gente precisa aprender a se tornar digno de entrar em relação. Mayra: Em tempos de crise climática, isso se torna especialmente importante. Quando a gente fala de comunicação de risco, sempre existe a preocupação de falar com as pessoas de uma forma que a informação não seja paralisante, mas que crie mobilizações. Mayra: Eu aposto que você, assim como eu, de vez em quando se sente bem impotente quando pensa na catástrofe ambiental em curso. A gente se sente pequeno diante do problema. Só que é necessário fazer alguma coisa diferente do que a gente tem feito ou veremos cada vez mais eventos naturais extremos que têm destruído tantas formas de vida. [encerra música] Susana: Acho que a gente tem pensado nesses encontros justamente como aquilo que pode tirar a gente da zona do conforto e pode gerar uma divulgação científica e cultural nesses encontros entre artes e ciências, que experimentem algo que não seja massificado, algo que escape às abordagens mais capitalizadas da comunicação e mais massificadas, e que possam gerar outras sensibilidades nas pessoas, possam engajá-las na criação de alguma coisa que a gente ainda não sabe o que é, que está por vir. Mayra: A única forma de fazer isso é efetivamente trazendo as pessoas para participar dos projetos, aliando conhecimentos locais e tradicionais com as pesquisas acadêmicas. Isso cria um senso de pertencimento que fortalece os resultados dessas pesquisas. Mayra: O projeto Escutadô, que o Lucas faz parte, também trabalha com essa perspectiva de engajamento. Lucas: A gente usa uma abordagem chamada ciência cidadã, onde a gente se conecta com o público, e os locais onde a gente vai fazer as amostragens são propriedades rurais de colaboradores ou de voluntários do projeto. Então, a gente tem toda essa troca de experiências, de informação com esse público que vive o dia a dia ali no semiárido, ali na Caatinga. Tudo isso enriquece muito a nossa visão sobre o projeto, inclusive as decisões que a gente pode ter em relação a como que essa tecnologia vai ser empregada ou como que ela deveria ser empregada. Mayra: Lembra que o projeto foi financiado a partir de um edital que considerava a bioeconomia? Então, pro Lucas, a pesquisa só se torna inovadora e significativa de verdade se tiver efeitos práticos pra população que ajudou a construir esse conhecimento. Lucas: Senão é só uma ideia bacana, né? Ela precisa se transformar em inovação. Então, a gente tem toda essa preocupação de criar essa ferramenta e de que essa ferramenta seja realmente interessante para mudar a forma com que a gente vai entender ou tomar as decisões de forma mais eficiente, né? E que isso se torne um recurso que seja possível, né? Para que as pessoas utilizem. Mayra: A ideia do projeto é que, a partir de um aplicativo com aquele algoritmo treinado, as pessoas consigam por exemplo avaliar as condições ambientais da região em que vivem. Ou que esses dados possam ser usados pra ajudar a identificar áreas prioritárias de conservação e com isso, contribua diretamente pra qualidade do cuidado com a Caatinga. [música] Mayra: As mudanças climáticas estão aí faz tempo, infelizmente. Mas seus efeitos têm se tornado mais perceptíveis a cada ano. É urgente pensarmos em outras formas de estarmos no mundo, diminuindo os impactos ambientais, antes que esse planeta se torne inabitável, porque, como a gente também tem falado aqui no Oxigênio, não é tão simples assim achar outro planeta pra morar. Susana: Então, acho que isso tem sido fundamental para a gente criar uma comunicação científica em tempos de mudanças climáticas, que não apenas fica na denúncia dos problemas, mas que apresenta possibilidades de invenção de outros modos de habitar essa terra ferida, essa terra em ruínas. [encerra música] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e produzi e editei esse episódio. A revisão é da Lívia Mendes. A trilha sonora tem inserções do Freesound e de captações do projeto Escutadô e do João Bovolon, que também leu o trecho do Livro das Sonoridades. Mayra: Esse episódio é parte de uma bolsa Mídia Ciência e também conta com o apoio da FAPESP. Mayra: O Oxigênio é coordenado pela Simone Pallone e tem apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Estamos nas suas plataformas de áudio preferidas e nas redes sociais como Oxigênio Podcast. Te espero no próximo episódio! [Vinheta encerramento]
Palestras completas e trechos selecionados de discursos deSwami B. V. Tripurari traduzidos para a língua portuguesa. Tradução simultânea das aulas de domingo pelo seu discípulo: Jivadaya Krsna Das.Áudio na voz do seu discípulo: Prema Mantra Das. Swami B. V. Tripurari é um mestre espiritual da tradição Gauḍīya Vaiṣṇava. Ele é discípulo de Srila A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Recebeu sua primeira iniciação em 1972 e entrou na ordem de vida renunciada — sannyasa — em 1975. Após a partida de Srila Prabhupada, Swami Tripurari refugiou-se em Srila B. R. Sridhara Deva Goswami, um renomado irmão espiritual de seu mestre. Atualmente, Swami Tripurari reside em Audarya Ashram, na Califórnia, Estados Unidos, onde se dedica à escrita, ao ensino e à orientação de seus estudantes. Ele também viaja pelo mundo compartilhando seus ensinamentos, visitando paísescomo Brasil, Chile, Polônia e Inglaterra. Para saber mais sobre sua vida, ensinamentos, livros e palestras, por favor, visite os links abaixo:Site oficial swamitripurari.com.brAcompanhe o canal do Youtube: https://www.youtube.com/@SwamiTripurari-Portugu%C3%AAs
Pedro é arqiteto e urbanista formado pela Universidade de São Paulo e mestre pela FGV. Preside a SP Urbanismo desde 2024 e integra a Prefeitura de São Paulo desde 2020, onde atuou como Diretor de Obras de Drenagem e Edificações. Atualmente, é também Vice-diretor do FGV Cidades.Apoie o Caos Planejado.Confira os links do episódio no site.Episódio produzido com o apoio do Grupo OSPA e Apparecido e Carvalho Pinto Advogados
André CortezFormado em arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Após ter participado de um curso de cenografia do FIT (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua) e de realizar seus primeiros trabalhos em Belo Horizonte, se mudou para São Paulo na intenção de seguir na sua formação no curso de cenografia do CPT (Centro de Pesquisa Teatral). Ali encontra Daniela Thomas onde inicia uma parceria e também, como considera, uma continuação de sua formação. A partir de então já assinou mais de cem projetos de cenografia, incluindo teatro, exposições, desfiles e eventos. Atualmente trabalha com grandes diretores brasileiros, tendo recebido importantes prêmios nacionais pela categoria “Melhor Cenário”.Julio DojcsarCenógrafo e grafiteiro. Desenvolve seu trabalho com base em intervenções urbanas e seus desdobramentos em outras mídias (teatro, moda, vídeo e instalações). Pesquisador da utilização de espaços alternativos como provocação dramatúrgica e performatividade dos corpos. Artista participante da 35º Bienal de São Paulo, com a instalação Inteligência Ancestral. No Teatro é integrante do movimento do teatro de grupos da cidade de São Paulo. Esteve como professor especialista convidado do Departamento de Artes Cênicas da Unicamp – 2019, onde ministrou entre outros projetos o curso Intervenção Urbana e Teatro. Prêmio de Melhor Cenografia festival internacional de Gazenga – Angola 2017 com o espetáculo Revolver do Coletivo Negro. Prêmio Shell de Figurino em conjunto com Silvana Marcondes – O Santo guerreiro e o Herói Desajustado – Cia São Jorge de Variedades – 2008. Osvaldo Miguel GabrieliEstudou em duas escolas de Belas Artes na cidade de Buenos Aires.Estudou Direção Teatral com Ariel Bufano participando também como ator da companhia no Teatro Municipal Gral. San Martin de Buenos Aires. Em 1980, viaja ao Brasil, radicando-se na cidade de São Paulo. De 1980 a 1984, trabalha como ator do grupo Vento Forte, dirigido por Ilo Krugli. Em 1984, funda e passa a dirigir, desde então, o grupo XPTO realizando 28 montagens e recebendo 22 dos mais importantes prêmios da categoria. Em 1993, estuda Direção Teatral com a diretora Romena Margareta Niculescu. Entre 2003 e 2007, realiza a Direção de Arte do espetáculo Os Sertões (O Homem 2 parte e A Luta parte 1 e 2) Teatro Oficina Dir. Zé Celso Martinez Correa.Renato Bolelli RebouçasDiretor de arte, cenógrafo, arquiteto, professor e pesquisador do Centro de Artes Cênicas da USP. Pesquisador no depto. de Performance Studies da Universidade de Nova Iorque e artista residente do Instituto Hemisférico de Performance e Política (2018-2019). Atua em teatro, ópera, dança, performance, artes visuais e exposições junto a diferentes artistas, cias. e instituições no Brasil e na Inglaterra, desenvolvendo projetos a partir de espaços abandonados e do reuso de materiais descartados. É integrante da ABRACE, OISTAT e da plataforma teiabr. É co-coordenador do núcleo de Cenografia do IFTR (International Federation for Theatre Research) e co-curador da edição de 2027 da Quadrienal de Praga do Design da Cena e da Performance.Carol BučekProfissional brasileira do setor cultural, formada em Design Industrial pela UEMG, com mais de 28 anos de experiência em cenografia, produção executiva e produção de cenários. Desde 2015, é coordenadora de cenografia da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp), tendo contribuído também para o festival Mirada desde 2010 e, mais recentemente, para a Bienal SESC de Dança. Entre seus trabalhos mais recentes, destacam-se as óperas Macbeth e O Navio Fantasma (TMSP), Ariadne de Naxos e Os Montecchios e os Capuletos (Theatro São Pedro).Entre 2018 e 2020, atuou como professora no curso de Cenografia da EBAC e, desde 2022, coordena o curso Técnicas de Palco no Instituto de Teatro Brasileiro (ITB).
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (18) é o presidente interino da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Accioly. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre a atuação da autarquia no caso do Banco Master, os mecanismos das fraudes investigadas, os impactos sobre fundos de previdência e os desafios estruturais enfrentados pelo órgão regulador do mercado de capitais.Sobre o caso do Banco Master — que anteriormente se chamava Banco Máxima — o presidente interino afirmou que a atuação da CVM é anterior à crise de liquidez tornada pública. De acordo com ele, a autarquia identificou irregularidades envolvendo entidades ligadas ao grupo desde pelo menos 2019. À época, a instituição ainda não havia mudado de nome nem enfrentava questionamentos públicos sobre sua situação financeira.Accioly explicou que houve dois processos administrativos com acusação formal que resultaram na celebração de termos de compromisso — acordos em que os acusados ressarciram prejuízos aos investidores. Atualmente, segundo ele, existem mais de 20 processos relacionados ao caso em diferentes fases de investigação dentro da CVM.Durante a entrevista, o presidente interino detalhou os mecanismos das fraudes investigadas. Um deles seria a chamada “inflação de ativos”, prática que consistiria na inserção de ativos em fundos com valores muito superiores aos reais.Ele também mencionou situações em que o próprio Banco Master figurava como cotista de um fundo com ativos inflados, prática que descreveu como uma forma de aumentar artificialmente o próprio patrimônio da instituição.Outro mecanismo citado foi a criação de carteiras de crédito falsas, com empréstimos concedidos a pessoas inexistentes ou a “laranjas”, que repassavam os recursos e deixavam de pagar as dívidas, gerando receitas fictícias. Accioly ainda relatou a existência de empréstimos sem lógica econômica, como a concessão de valores milionários a empresas com faturamento irrisório, nos quais os recursos acabariam beneficiando os controladores do esquema.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
Neste episódio, mergulhamos no mundo do endurance com uma das maiores referências do trail running em Portugal: Ester Alves.Se o teu objetivo é correr distâncias mais longas, melhorar a tua performance ou simplesmente entender como o corpo reage ao esforço extremo, esta conversa é para ti. A Ester Alves (Doutorada em Medicina pela FMUP) partilha a sua vasta experiência como atleta de elite e treinadora, revelando as estratégias que utiliza para preparar atletas de alto rendimento.Sobre a Convidada:Ester Alves é uma atleta polivalente com um currículo impressionante: foi campeã nacional de remo e ciclismo antes de se tornar uma estrela no Trail Running, onde conquistou resultados históricos como o 8.º lugar no Campeonato do Mundo e o pódio na mítica Everest Trail Race. Atualmente, lidera a equipa da RunTreino e a Estádio Clínica, focando-se na avaliação e prescrição de treino para corredores.
Nesta edição, Marco Bravo analisa o desafio dos resíduos pós-Carnaval e destaca a iniciativa inovadora da Prefeitura de Maringá com o programa Maringá Lixo Zero. A cidade abriu chamamento para soluções tecnológicas que visam romper o modelo tradicional e adotar a economia circular, priorizando a reutilização e valorização de materiais em vez do descarte simples. Atualmente, Maringá envia 350 toneladas de lixo por dia para aterros, gerando um custo anual de R$ 18 milhões. A meta do projeto "Aterro Zero" é reduzir drasticamente esse volume e os gastos públicos, transformando o impacto ambiental em oportunidade econômica. O comentarista reforça que essa modernização na gestão de resíduos é um passo fundamental para a saúde pública e a sustentabilidade urbana a longo prazo. Ouça a conversa completa.
Neste episódio, mergulhamos no mundo do endurance com uma das maiores referências do trail running em Portugal: Ester Alves.Se o teu objetivo é correr distâncias mais longas, melhorar a tua performance ou simplesmente entender como o corpo reage ao esforço extremo, esta conversa é para ti. A Ester Alves (Doutorada em Medicina pela FMUP) partilha a sua vasta experiência como atleta de elite e treinadora, revelando as estratégias que utiliza para preparar atletas de alto rendimento.Sobre a Convidada:Ester Alves é uma atleta polivalente com um currículo impressionante: foi campeã nacional de remo e ciclismo antes de se tornar uma estrela no Trail Running, onde conquistou resultados históricos como o 8.º lugar no Campeonato do Mundo e o pódio na mítica Everest Trail Race. Atualmente, lidera a equipa da RunTreino e a Estádio Clínica, focando-se na avaliação e prescrição de treino para corredores.
O que pode virar manchete nesta semana?
Palestras completas e trechos selecionados de discursos deSwami B. V. Tripurari traduzidos para a língua portuguesa. Tradução simultânea das aulas de domingo pelo seu discípulo: Jivadaya Krsna Das.Áudio na voz do seu discípulo: Prema Mantra Das. Swami B. V. Tripurari é um mestre espiritual da tradição Gauḍīya Vaiṣṇava. Ele é discípulo de Srila A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Recebeu sua primeira iniciação em 1972 e entrou na ordem de vida renunciada — sannyasa — em 1975. Após a partida de Srila Prabhupada, Swami Tripurari refugiou-se em Srila B. R. Sridhara Deva Goswami, um renomado irmão espiritual de seu mestre. Atualmente, Swami Tripurari reside em Audarya Ashram, na Califórnia, Estados Unidos, onde se dedica à escrita, ao ensino e à orientação de seus estudantes. Ele também viaja pelo mundo compartilhando seus ensinamentos, visitando paísescomo Brasil, Chile, Polônia e Inglaterra. Para saber mais sobre sua vida, ensinamentos, livros e palestras, por favor, visite os links abaixo:Site oficial swamitripurari.com.brAcompanhe o canal do Youtube: https://www.youtube.com/@SwamiTripurari-Portugu%C3%AAs
O SantoFlow recebe Anthony Feola, ex-missionário protestante que viveu uma profunda jornada de conversão e retorno consciente à Igreja Católica.Conduzido por uma profunda busca da verdade, retornou de forma consciente à Igreja Católica, depois de um aprofundamento na fé, na história da Igreja e na centralidade dos sacramentos. Após sua conversão ao catolicismo, passou a servir na Renewal Ministries, atuando em missões na Turquia, Camarões, México e Papua-Nova Guiné.Anthony dedica-se à evangelização, ao cuidado dos pobres e à formação de lideranças leigas e sacerdotais. Atualmente, é Diretor do Discipulado Adulto na Paróquia Cristo Rei, em Detroit, Michigan – EUA, onde vive sua principal vocação como esposo e pai de cinco filhos.Neste episódio, conversamos sobre conversão, missão, fidelidade à Igreja e o que significa buscar a verdade com sinceridade, mesmo quando isso exige decisões difíceis e recomeços corajosos.O que acontece quando alguém decide seguir a verdade até o fim?Como Deus conduz uma história marcada por busca, entrega e missão?
Nessa live, eu conversei com o biomédico e pesquisador Dr. Andrew Koutnik (@andrewkoutnikphd)Dr. Andrew Koutnik é um cientista cuja carreira integra ciência de ponta, performance de elite e experiência pessoal vivendo com diabetes tipo 1 há mais de 17 anos. Doutor em Ciências Médicas (Farmacologia e Fisiologia Molecular) pela University of South Florida, ele desenvolveu pesquisas financiadas por instituições como NASA, Departamento de Defesa dos EUA e NIH, acumulando mais de 100 publicações e apresentações científicas internacionais. Seu trabalho investiga como nutrição, metabolismo e estilo de vida podem otimizar saúde, desempenho e resiliência — tanto em doenças crônicas quanto em contextos de alta exigência física.Atualmente professor no Institute for Sports Science and Medicine da Florida State University, Dr. Koutnik lidera estudos sobre fisiologia do exercício, saúde cardiometabólica e nutrição terapêutica, incluindo estratégias dietéticas para diabetes tipo 1 e 2, obesidade, sono e performance sob estresse metabólico. Colabora com instituições como Harvard Medical School e Boston Children's Hospital. Sua missão central é promover saúde metabólica baseada em evidência, ajudando indivíduos — inclusive atletas de elite — a alcançarem alto desempenho mesmo diante de desafios crônicos. Fora do laboratório, dedica-se à família e à prática de Brazilian Jiu Jitsu e treinamento físico.No Clube de Leitura, exploramos juntos obras que desafiam o senso comum — livros que unem ciência, filosofia e ancestralidade — sempre com uma visão crítica e prática para transformar o conhecimento em ação.
O céu noturno é um registro histórico, não um retrato do presente. A luz que observamos hoje viajou por milênios, revelando estrelas que podem nem existir mais. Longe da calmaria aparente, o universo é movido por eventos violentos, como colisões e explosões estelares. Atualmente, a radiação de uma supernova próxima pode estar a caminho da Terra, trazendo informações de um colapso que já ocorreu. Esse fenômeno demonstra como o equilíbrio cósmico é frágil e dita o destino da vida. Se uma estrela próxima explodisse hoje, quanto tempo levaríamos para perceber que o nosso céu mudou para sempre?
A participação brasileira na Wine Paris 2026 ganhou destaque entre os expositores internacionais e deixou os produtores brasileiros otimistas. Oito vinícolas de quatro estados – Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco – marcaram presença no salão francês, encerrado na quarta-feira (11), que se consolidou como uma das maiores vitrines globais do setor. Adriana Moysés, da RFI em Paris Com apoio da ApexBrasil, as empresas exibiram a diversidade da viticultura brasileira e comemoraram a boa acolhida de compradores e especialistas europeus. Criada em 2019, a Wine Paris se transformou em um encontro obrigatório do calendário mundial do vinho, que reuniu, no ano passado, mais de 5.400 expositores de 154 países. É essa dimensão, somada ao dinamismo comercial, que tem atraído cada vez mais vinícolas brasileiras. Entre os produtores estreantes, a Salton disse estar impressionada com a magnitude do evento. O gerente de negócios internacionais da vinícola, com sede em Bento Gonçalves (RS), César Baldasso, reconheceu que a Wine Paris superou as expectativas. “A gente está totalmente surpreendido. É uma feira de altíssima qualidade, com um movimento muito grande – e um movimento de qualidade. As reuniões foram excelentes, compradores realmente interessados no Brasil. Saímos daqui certos de que voltaremos no próximo ano”, disse Baldasso. Ele também destacou o papel crescente dos espumantes brasileiros no mercado internacional. “O espumante brasileiro é um grande diferencial, o melhor espumante do hemisfério sul – e, por que não, entre os melhores quando consideramos o Velho Mundo?” Miolo reforça diversidade e aposta no futuro Também gaúcha, a Miolo participou pela segunda vez da Wine Paris. Para Lúcio Motta, líder da área de exportação, o interesse dos compradores segue forte, especialmente pelos espumantes, mas não só. “O espumante é o interesse inicial, mas os tintos e brancos têm procuras similares. Os importadores ficam impressionados com a quantidade de uvas que produzimos e com nossa capacidade de trabalhar em diferentes níveis de preço”, afirmou Motta. Durante a feira, houve um debate sobre as consequências do Acordo Comercial Mercosul–União Europeia, que, ao derrubar as tarifas de importação para zero no caso dos vinhos, pode impactar a competitividade das bebidas nacionais. Atualmente exportando para seis países europeus – França, Itália, Alemanha, República Tcheca, Suécia e Malta –, além de outros mercados pelo mundo, o representante da Miolo encara o futuro com confiança. “A preocupação existe, claro. Mas também vemos uma oportunidade. Quem ainda não exporta precisa começar a pensar nisso, porque o mercado brasileiro ficará mais competitivo. Vamos ter que buscar novos mercados e essa expansão já está no nosso horizonte há 30 anos”, disse Motta. Vinhos de Minas Gerais A Serra da Mantiqueira esteve representada pela Casa Almeida Barreto, que participou pela primeira vez de uma feira internacional. Para Jorge Almeida, a expectativa foi superada. “Muita gente está curiosa para explorar vinhos do Brasil. Trouxemos vinhos jovens, frescos, da safra 2024, sem passagem por barrica, para deixar a fruta falar mais. A altitude de 1.300 metros nos dá acidez alta e complexidade. A resposta tem sido muito positiva”, apontou Almeida. Na mesma região, a vinícola Barbara Heliodora iniciou sua produção há cerca de oito anos e chamou a atenção por ter conseguido desenvolver, em pouco tempo, vinhos complexos e longevos, segundo o sommelier Marcos Medeiros. “A Mantiqueira produz vinhos elegantes e frutados, graças à amplitude térmica. As uvas que melhor se adaptaram foram a sauvignon blanc e a syrah. Desde 2018, fazemos de um rosé delicado a uma Grande Reserva com até 24 meses em carvalho. Os franceses estão adorando – é um vinho diferente, vindo de um país tropical”, comentou o sommelier. Do Vale do São Francisco à capital francesa A pernambucana Verano Brasil mostrou na feira a singularidade da produção no Vale do Rio São Francisco, região do paralelo 8 onde é possível colher uvas o ano inteiro. O diretor comercial Evandro Giacobbo trouxe dois estilos nos rótulos apresentados. "O primeiro, mais despojado, tropical, jovem e refrescante – pensado para encantar um público iniciante. E a linha Garziera, mais tradicional, com varietais de malbec, cabernet sauvignon e chardonnay. É a jovialidade do Vale do São Francisco chegando a Paris”, celebrou. A Wine Paris 2026 ocupou nove pavilhões no Parque de Exposições da Porte de Versailles. Entre seus corredores movimentados, os produtores brasileiros encontraram não apenas compradores interessados, mas uma verdadeira oportunidade de reposicionar a imagem do Brasil no cenário internacional como um país de diversidade vitivinícola.
Confira no Morning Show desta quinta-feira (12): O gabinete do ministro do STF, Dias Toffoli, divulgou uma nota pública para esclarecer sua participação na empresa Maridt e rebater especulações sobre seu envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo de investigações da Polícia Federal. No comunicado, Toffoli nega veementemente qualquer relação pessoal ou financeira com o banqueiro. As mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro caíram como uma bomba dentro do STF, isso porque pode ser encontrado um possível vínculo entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro. Agora caberá ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, o que fazer daqui para frente para proteger o STF e também para falar a respeito do futuro de Toffoli. Atualmente ele é o relator do caso Banco Master no STF, mas pode haver um possível conflito de interesses e então ele pode ser afastado da relatoria e se isso acontecer, ele não vai poder participar nem do julgamento. Para destrinchar o caso, o Morning Show conversa com o Relator Presidente do Tribunal de Ética da OAB, Mauricio Felberg. Em meio às investigações sobre o Banco Master, o BTG Pactual também nega qualquer irregularidade na distribuição de papéis, os CDBs do Banco de Vorcaro. André Esteves, que é o sócio presidente do conselho de administração do BTG, afirmou que o banco não fez nada de errado e que a atuação seguiu as estritas regras de mercado. Um bastidor trazido pela Jovem Pan revela detalhes de um relatório da Polícia Federal envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF, Dias Toffoli. Segundo a apuração, Vorcaro teria discutido com seu cunhado, Fabiano Zettel, sobre pagamentos direcionados a uma empresa ligada ao magistrado. A defesa de Toffoli afirma que os valores se referem à venda legítima de uma participação no resort Tayayá e que o ministro desconhecia quem eram os diretores ou sócios do grupo comprador. A Justiça rejeitou duas ações populares que tentavam impedir o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageia o presidente Lula na abertura do Carnaval do Rio de Janeiro. A oposição chegou a recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para barrar a apresentação. Apenas 10 dias após a implementação, o programa de escolas cívico-militares de São Paulo já enfrenta um pedido de suspensão na Justiça. O Ministério Público e a Defensoria Pública alegam inconstitucionalidade e "desvio de função", argumentando que a segurança pública não deve se misturar com a gestão pedagógica. O senador Renan Calheiros fez uma acusação explosiva envolvendo o "Centrão" e a cúpula do Tribunal de Contas da União (TCU). Em entrevista, Calheiros afirmou ter relatado ao ministro Edson Fachin (STF) um "clima de constrangimento" na corte de contas. Segundo o parlamentar, o bloco político teria chantageado o presidente do TCU, Vital do Rêgo, para que ele impedisse a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. A Justiça estipulou um prazo de 20 dias para a exumação do corpo do cão "Orelha". O deputado estadual Rafael Saraiva, defensor da causa animal, conversou com o Morning Show sobre as reuniões com o Ministério Público. O parlamentar comenta que a mobilização das autoridades levantou uma questão: embora a exumação tenha sido um pedido inicial da sociedade e do MP, agora surgem dúvidas sobre a validade das provas que poderão ser colhidas tanto tempo depois. Após a pressão para que as redes sociais adotem verificação de idade com selfie, o Morning Show debate se a medida é suficiente. O neurocomunicador William Borghetti analisa a complexidade do tema, questionando se a responsabilidade de proteger os menores é da escola, do governo ou da família. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
Durante o programa de hoje, Daiane, do estado da Paraíba, disse que é aluna nova e estava assistindo aos vídeos e testemunhos dos professores Renato e Cristiane Cardoso. Ela pediu ajuda por estar passando por uma grande tribulação na vida amorosa, se sentiu mal pelo que fez e está a ponto de se separar. Há quase um ano, ela olhou o celular do companheiro e descobriu que ele estava enviando fotos para outras pessoas e, fora isso, mantendo conversas inapropriadas com elas.Diante dessa circunstância, os dois estão brigando constantemente e, inclusive, quando olha para ele, nutre um sentimento de raiva. Daiane confessou que quer restaurar o casamento e ser feliz, mas, por causa do ocorrido, está insegura. O marido já pediu perdão, ela deu uma segunda chance, mas não sabe o que fazer.Anos de namoroAinda neste programa, outra aluna, Lena, comentou que namora há cinco anos e que só agora eles começaram a fazer planos para uma suposta preparação, que o companheiro só adia, alegando que não tem dinheiro. Além disso, ele disse que pretende morar junto antes de se casarem.Lena disse que o maior sonho dela é casar aos 25 anos de idade. Atualmente, ela tem 23 anos e ele, por sua vez, 24 anos. O namorado disse que pretende oficializar a união por volta dos 30 anos, mas a aluna confessou que não se vê esperando esse tempo todo. Por fim, Lena comentou que o rapaz pensa em ter um filho.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
As tensões crescem no Oriente Médio, com os EUA concentrando poder militar na região, notícias de que Israel se prepara para um ataque e companhias aéreas restringindo voos para a região. Nesse programa especial, conversarei sobre a situação no Irã e seus reflexos para o Oriente Médio com a Professora Monique Sochaczewski, cofundadora e Pesquisadora Sênior do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Oriente Médio (GEPOM), Senior Fellow no CEBRI e autora dos livros "Trópicos Orientais/Orientes Tropicais: Reflexões sobre o Brasil e o Oriente Médio" (Rio de Janeiro: Talu Cultural, 2019) e "Do Rio de Janeiro a Istambul: Contrastes e Conexões entre o Brasil e o Império Otomano (1850-1919)" (Brasília: FUNAG, 2017). Atualmente, é professora do corpo permanente dos Mestrados Profissionais em Ciência Política e Relações Internacionais (Brasília) e em Gestão e Políticas Públicas (São Paulo) do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa - IDP.Conheça os livros que indico na minha lista de desejos da Amazon - https://amzn.to/351TTGKSe você acha nosso trabalho relevante e reconhece as horas dedicadas à pesquisa e formulação de todo o conteúdo, você pode se tornar apoiador do blog. Veja como em https://paulofilho.net.br/apoieoblog/Não deixe acompanhar o Blog do Paulo Filho, em http://www.paulofilho.net.br e de nos seguir nas redes sociais:Receba notificações diárias sobre assuntos estratégicos e geopolíticos no Telegram - https://t.me/+IXY-lux3x3A1ZGNhSiga-nos no Twitter - https://twitter.com/PauloFilho_90Siga-nos no Linkedin - https://www.linkedin.com/in/paulo-filho-a5122218/Siga-nos no Instagram - https://www.instagram.com/blogdopaulofilhoInscreva-se no canal do Youtube - https://www.youtube.com/paulofilConheça os livros que indico na minha lista de desejos da Amazon - https://amzn.to/351TTGK
No episódio de hoje do Agro Connection Podcast, recebemos o Dr. Nicolas Cafaro La Menza, Professor Assistente na Universidade de Nebraska–Lincoln e referência internacional quando o assunto é nitrogênio em soja. Formado em Agronomia pela Universidade de Mar del Plata, na Argentina, o Dr. Nicolas construiu uma sólida trajetória acadêmica, com mestrado realizado em seu país de origem e doutorado pela Universidade de Nebraska, onde se especializou em soja e fixação biológica de nitrogênio. Após o doutorado, realizou um pós-doutorado com foco na qualidade de sementes de soja, aprofundando ainda mais sua atuação científica. Atualmente, atua como Professor Assistente e Especialista em Sistemas de Produção Agrícola, desenvolvendo pesquisas e contribuindo diretamente para o avanço do manejo e da eficiência produtiva da soja. Neste episódio, falamos sobre ciência, manejo, desafios e oportunidades envolvendo o nitrogênio na cultura da soja, conectando pesquisa de ponta com a realidade do campo. Um bate-papo imperdível para quem busca informação técnica de alto nível e visão global do agro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Prática perdeu parte do seu "charme" em relação aos anos passados, quando os leilões aconteciam presencialmente. Formas de pagamento também mudaram, mas demanda está aquecida.
Confira no Morning Show desta segunda-feira (19): Países europeus realizaram uma reunião de emergência após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar anexar a Groenlândia e anunciar tarifas contra nações que se opõem à proposta americana. Diante da escalada de tensão, a União Europeia sinalizou apoio político e estratégico à Groenlândia e anunciou medidas para reforçar a segurança no Ártico. O namorado da delegada Layla Lima Ayub, presa em São Paulo por suspeita de advogar para o Primeiro Comando da Capital (PCC), já havia sido preso em Roraima por envolvimento com a facção criminosa. Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, foi detido em 2021 durante uma investigação da Polícia Federal, acusado de tráfico de drogas e organização criminosa. Segundo relatórios de inteligência, ele teria sido enviado de São Paulo para Roraima com a missão de apoiar e reorganizar a atuação do PCC no estado. Atualmente solto, Jardel chegou a acompanhar Layla em sua posse como delegada, em dezembro do ano passado, o que agora amplia a repercussão do caso. Uma ala do Supremo Tribunal Federal avalia que o ministro Alexandre de Moraes pode autorizar a migração do ex-presidente Jair Bolsonaro para prisão domiciliar, diante do agravamento de seu estado de saúde. Nos bastidores, ministros demonstram preocupação com a possibilidade de um episódio mais grave ocorrer enquanto Bolsonaro estiver sob custódia, o que poderia gerar responsabilização institucional. O Corpo de Bombeiros de São Paulo encontrou nesta segunda-feira (19), o corpo de Maria Deusdete da Mata Ribeiro, idosa que estava desaparecida após ser arrastada com marido pela forte chuva. O caso ocorreu na última sexta-feira (16), na Zona Sul de São Paulo, quando o carro dela e do marido foi arrastado e caiu em um córrego. Para falar sobre o assunto, o Morning Show entrevista a capitão do Corpo de Bombeiros, Karol Burunsizian. Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que mais de cinco mil produtos brasileiros terão imposto de importação zerado na União Europeia assim que o acordo entre Mercosul e União Europeia entrar em vigor. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou nesta segunda-feira (19) o pagamento aos clientes que investiram em CDBs emitidos pelo Banco Master e foram afetados pela liquidação da instituição, determinada pelo Banco Central em novembro do ano passado. O governo do Irã está avaliando o restabelecimento do acesso à internet em todo o país. A autoridade planeja realizar esse retorno “de forma progressiva”, conforme as análises recentes. O bloqueio total da rede havia ocorrido como uma resposta direta aos protestos contra o governo. Pedro desistiu do BBB 26 na noite deste domingo (18), logo após o botão de desistência ficar verde na sala da casa. A saída aconteceu depois de uma situação envolvendo Jordana, na despensa. No confessionário, antes de deixar o reality, Pedro gravou um depoimento em que afirmou ter confundido sentimentos, dizendo que projetou desejos e interpretações pessoais na colega de confinamento. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a atriz Marina Mota revela que ao seu camarim vai parar meio mundo com desabafos ou questões de saúde. A atriz afirma que é de estender a mão a quem dela precisa e procura, mas dá conta que não suporta colegas divas ou maus profissionais. Atualmente afirma-se atormentada com o rumo das coisas no mundo e com a dificuldade das pessoas dialogarem. Sobre a sua relação com espelho, diz que não é fácil envelhecer, mas que é pior quem não aceita o passar do tempo. Muito embora não dispense pequenos cuidados estéticos para se sentir bem. E deixa a crítica. “Não há grandes papéis em Portugal para gente acima dos 50. Mas deveria haver. Vejam as séries nas plataformas de streaming, que têm protagonistas mais maduros e maduras. Só por cá é que não…” E Marina Mota ainda nos lê um excerto de um texto de Gabriel Garcia Márquez, que defende que só envelhece quem deixa de se apaixonar, o que a leva a falar de amor e paixão, entre o passado e o presente, revela algumas músicas e prazeres que a acompanham e deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas! Leitura: “Só envelhece quem deixa de apaixonar-se”, de Johnny Welch. (E que é muitas vezes atribuído a Gabriel Garcia Marquéz) Uma peça: “Carmen Miranda - O Grande Musical”, de Filipe La Féria (no Politeama) “À Primeira Vista” - de Suzie Miller, por Margarida Vila-Nova Escolhas musicais: “As coisas de que eu gosto”, do original “My Favorite Things”, de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, adaptado por António José Lopes Lampreia e cantado por Marina Mota “Amor a Portugal”, por Luís Trigacheiro “Na Escola“, por Os Quatro e Meia “Violência Doméstica”, tema de Marina Mota cantado por si na Revista Hip Hop ´ArqueSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O programa já contratou cerca de 2 milhões de unidades desde 2023. Atualmente a meta é chegar a 3 milhões de moradias contratadas no final de 2026, 50% a mais que a meta original.Sonora:
SD341 - Conheça o Mercado da Saúde na Classe C. Neste episódio, Dr. Lorenzo Tomé conversa com o fundador e CEO do AmorSaúde Ícaro Vilar e o Diretor de Soluções em Saúde Eduardo Cheade, dois líderes do maior ecossistema físico de saúde acessível do país, com mais de 500 unidades no BRasil, Colômbia e Chile e 20 milhões de atendimentos. E eles revelam como funciona o modelo híbrido que une consulta acessível, previsibilidade e sustentabilidade, explicam a diferença entre plano popular e cartão de desconto, e mostram por que milhões de brasileiros estão migrando para alternativas fora dos planos tradicionais. Um episódio essencial para quem quer entender para onde o mercado médico está indo e como se posicionar bem nesse mercado. O podcast Saúde Digital tem o propósito de lhe ajudar a abrir a mente. Agora imagine o quanto 2 dias de imersão com a gente podem impactar o seu negócio médico. A próxima Imersão SD já tem data: 21 e 22 de março/2026. Garanta sua vaga com 10% de desconto na Imersão da SD Escola de Negócios Médicos. FAÇA CONTATO O Background do Ícaro Ícaro é mineiro de Ipatinga que está há 20 anos em Ribeirão Preto/SP, pai de 2 crianças, cruzeirense e formado em Economia pela USP, com MBA Executivo em Finanças pelo INSPER e Gestão Avançada pelo IESE. Atualmente ele é o CEO do AmorSaúde, mas Ícaro vai tirar um ano sabático em 2026 para focar nele e na família. Assista este episódio também em vídeo no YouTube no nosso canal Saúde Digital Podcast! Acesse os Episódios Anteriores! SD340 - IA Generativa na Medicina: Quem Usar 1º Vai Viver Melhor SD339 - A comunicação que fideliza os pacientes SD338 - O Modelo de Negócio Médico Estratégico: CAC, LTV e Ecossistema Music: Climb | Declan DP "Music © Copyright Declan DP 2018 - Present. https://license.declandp.info | License ID: DDP1590665"
Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, graduado em Educação Física, com Mestrado em Pediatria e Doutorado em Medicina e Ciência da Saúde, Augusto César Ferreira De Moraes.Só vem!>> OUÇA (115min 03s)*Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*Augusto César Ferreira De Moraes é paranaense, Doutor Cientista Brasileiro, Futebolista Amador do Takoba FC. Torcedor do São Paulo FC, Chicago Bulls, Baltimore Ravens, Austin FC Texas Longhorns, Esportista, Dono de 3 Border Collies (Duke, Tica e Indy), Cajoneiro, e Mestre Cuca.É Professor Associado no Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública de Austin (UTHealth), Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em Houston. É Professor Membro do Michael Susan Dell Center for Healthy Living e Diretor do Cardiovascular-Brain Health and Lifestyle Epidemiology Laboratory.Tem um B.Sc. em Educação Física, Residência em Fisiologia Humana, M.Sc. em Pediatria e eu tenho 2 diplomas de Doutorado (área: Epidemiologia e Ciências da Saúde) um graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, (Brasil), e outro pela Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Zaragoza, (Espanha).Realizou pós-doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Também fez de pós-doutorado na Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, Departamento de Epidemiologia.Atualmente é membro das Sociedades Científicas: Society for Epidemiologic Research (SER) desde 2017, de 2020 a 2022 fui Membro do Comitê Executivo de Liderança e do Subcomitê Internacional da SER; American Society of Nutrition (ASN) desde 2016; The Obesity Society (TOS) World Obesity Federation desde 2019, e da American Heart Association (AHA) desde 2021.Tem experiência em epidemiologia da saúde cardiovascular, métodos diagnósticos/preditivos, comportamentos de estilo de vida e desenvolvimento cognitivo cerebral em populações pediátricas de países baixa e alta renta, incluindo países da América do Norte, América Latina e Europa, incluindo análise de políticas comportamentais de saúde e composição de manuscritos científicos.Seus interesses atuais de pesquisa incluem determinantes da saúde cardiovascular, estilo de vida e desenvolvimento cognitivo cerebral, suas possíveis interações com os determinantes ambientais em jovens, medicina e saúde pública baseada em evidências e a eficácia das políticas de promoção de comportamentos de saúde (como dieta saudável e atividade física).Seus projetos de pesquisa são financiados por agências de pesquisa nacionais e internacionais, como FAPESP, CNPQ, União Européia e também pelo Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo.Por fim, foi fundador do Podcast Lado B da Ciência de divulgação científica.Lattes: http://lattes.cnpq.br/1475428568161112*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo
Bruno Lima é delegado de polícia, deputado federal e ativista animal dedicado à proteção dos animais, à segurança pública e a políticas sociais. Desde 2017 ele resgata animais em situação de risco, idealizou o movimento "Cadeia para maus-tratos" e atua com sua equipe registrando denúncias, realizando resgates e encaminhando os animais para ONGs ou lares temporários. Além disso, já propôs diversas leis e projetos voltados à proteção animal.Julinho Casares é apresentador de TV, influenciador digital e ativista dos direitos dos animais, apaixonado por cães desde criança. Campeão sul-americano de Sled Dog e ex-criador de malamutes do Alasca, ele compartilha conteúdos sobre resgates, adoção e bem-estar animal. Atualmente apresenta "Enquanto Meu Dono Não Vem" na Record TV e é colunista da Alpha FM, tudo isso enquanto é pai de 40 pets.
Já imaginou poder enxergar a superfície de um planeta a anos-luz de distância com detalhes suficientes para distinguir oceanos, continentes e, quem sabe, os primeiros sinais de vida? Atualmente, nossos telescópios mais poderosos veem esses mundos distantes como meros pontos de luz. Neste episódio de Horizonte de Eventos, mergulhamos em um dos projetos mais ambiciosos e visionários da história da exploração espacial: a Lente Gravitacional Solar. Descubra como cientistas planejam transformar nosso próprio Sol em um telescópio de proporções cósmicas, uma lupa gravitacional capaz de ampliar a imagem de um exoplaneta em 100 bilhões de vezes.Baseado na Teoria da Relatividade de Einstein, o conceito parece ficção científica, mas a física é sólida. A missão, no entanto, apresenta desafios de engenharia monumentais. Junte-se a nós enquanto exploramos a jornada épica de enviar uma frota de naves espaciais a uma distância três vezes maior que a da Voyager 1, usando tecnologias de ponta como velas solares para uma viagem de 25 anos até o ponto focal do Sol. Vamos desvendar como os cientistas pretendem capturar a luz distorcida em um "Anel de Einstein" e reconstruí-la em uma imagem de alta resolução, superando obstáculos como a comunicação a laser em distâncias interplanetárias e a autonomia das sondas.O que poderíamos encontrar ao final dessa jornada? Uma imagem de 800x800 pixels de uma segunda Terra, revelando sua geografia, seu clima e, talvez, a cor de sua biosfera. Este episódio não é apenas sobre tecnologia; é sobre a busca fundamental pela resposta à pergunta "estamos sozinhos no universo?". Aperte o play e embarque conosco nesta incrível aventura até os limites do sistema solar, em uma missão que pode redefinir nosso lugar no cosmos e o futuro da humanidade.
Esse mês eu vou trazer 9 livros que vão levar vcs a um passeio por aspectos de algumas das religiões com mais praticantes no mundo e no Brasil: catolicismo, protestantismo (evangélicos), judaísmo, islamismo, hinduísmo, budismo, espiritismo, além das religiões afro-brasileiras candomblé e umbanda. Atualmente, mais do que nunca, o mundo precisa de tolerância, empatia e respeito a diversidade religiosa. Continuando o especial desse mês de dezembro, hoje nosso passeio pelas religiões do mundo mergulha no espiritismo, a terceira maior religião no Brasil. O livro de hoje se chama A volta de Mariana, de Cecilia Rocha e Clara Araujo, e publicado pela FEB Editora, e vai falar sobre a reencarnação. No espiritismo, a reencarnação é o retorno do espírito à vida corpórea em um novo corpo, com o objetivo de aprender, evoluir e reparar erros cometidos em existências passadas. É vista como uma lei divina que oferece oportunidades contínuas de progresso moral e intelectual, em vez de uma punição final. Celeste, de apenas oito anos, recorda-se de sua existência anterior como Mariana, uma menina falecida aos onze anos, reavivando lembranças para toda a família. Ao passar de carro por sua antiga residência, onde habitou como Mariana há 28 anos, Celeste pede então para visitar a casa, ansiosa em procurar uma boneca que deixara guardada no sótão desde a sua vida passada. Ao encontrá-la, consegue provar ser a reencarnação de Mariana e surpreende os seus familiares com essa maravilhosa revelação.Para acompanhar a história juntamente com as ilustrações do livro, compre o livro aqui: https://amzn.to/48DEP0rEsse livro trouxe um aspecto do espiritismo, a terceira maior religião no Brasil. Daqui a 3 dias sai o último episódio dessa série sobre religiões, dessa vez sobre o catolicismo, não percam!Se vc gostou, compartilhe com seus amigos e me siga nas redes sociais! https://www.instagram.com/bookswelove_livrosqueamamos/
Esse mês eu vou trazer 9 livros que vão levar vcs a um passeio por aspectos de algumas das religiões com mais praticantes no mundo e no Brasil: catolicismo, protestantismo (evangélicos), judaísmo, islamismo, hinduísmo, budismo, espiritismo, além das religiões afro-brasileiras candomblé e umbanda. Atualmente, mais do que nunca, o mundo precisa de tolerância, empatia e respeito a diversidade religiosa. Continuando o especial desse mês de dezembro, hoje nosso passeio pelas religiões do mundo mergulha no candomblé, que assim como a umbanda é uma importante religião afro-brasileira. A principal diferença entre elas é que o Candomblé é uma religião de matriz africana que cultua apenas os Orixás de forma mais pura, enquanto a Umbanda é um sincretismo brasileiro que mistura elementos africanos, católicos, indígenas e espíritas, e cultua tanto os Orixás quanto as entidades (como Pretos-Velhos e Caboclos). Além disso, o Candomblé usa o jogo de búzios para consultas, já na Umbanda, as consultas são feitas diretamente com as entidades que se manifestam através da incorporação. O livro de hoje é o Luanda no terreiro, escrito e ilustrado por Marcelo D'Salete e publicado pela editora Companhia das Letrinhas. Luanda está animada para a festa no terreiro. Toda a comunidade está envolvida nos preparativos para o xirê, e ela não poderia ficar de fora. Com a lista de itens nas mãos, parte para a loja do seu Beto para comprar inhame, dendê e feijão. Porém, durante o caminho, ela nota algo diferente. “Será que alguém está me seguindo?”, a menina pensa. Mais adiante, percebe que seu pressentimento era real: quem a seguia era Edu. Ele acompanhava a menina durante o trajeto e, assim que teve a oportunidade, disse tudo o que pensava sobre a religião dela. Desse momento em diante, Luanda mostra para Edu que é possível vencer o preconceito com respeito e acolhimento, e convida todos os leitores para conhecer um pouquinho mais sobre as religiões de matriz africana.Para acompanhar a história juntamente com as ilustrações do livro, compre o livro aqui: https://amzn.to/4rXNXnUEsse livro trouxe um aspecto do candomblé, importante religião afro-brasileira. Daqui a 3 dias sai mais um episodio, dessa vez sobre o espiritismo, não percam! Se vc gostou, compartilhe com seus amigos e me siga nas redes sociais! https://www.instagram.com/bookswelove_livrosqueamamos/
Carlinhos é humorista e praticamente sócio do Tica, ele participou do programa Pânico na TV, construindo uma trajetória marcada por atuações em quadros de humor populares que alcançaram grande audiência e seguindo posteriormente novos caminhos profissionais, nas redes sociais e em reality shows, ele mantém sua presença online e o público ativo e sempre engajado.Wellington Muniz, conhecido como Ceará, é humorista, ator e podcaster que ganhou destaque no programa Pânico na TV com suas imitações e personagens cômicos. Atualmente é apresentador do podcast Festa da Firma e segue sendo reconhecido nacionalmente, mantém-se como um dos nomes importantes do humor brasileiro contemporâneo.
Durante o programa de hoje, Claudinéia compartilhou que é casada há 15 anos e tem duas filhas. Apesar de tudo, ele nunca confiou nela. Ele a xinga, despreza e chegou a dormir por seis meses em outro quarto e sempre mencionou a possibilidade de eles se separarem. A aluna nunca quis, mas se cansou. Só que agora que ela quer se separar, ele arruma várias desculpas, como o fato de que não tem dinheiro para pagar pensão e, com isso, quer que eles tentem novamente.Claudinéia confessou que não consegue acreditar nele e quer se separar. Segundo a aluna, o amor esfriou e ela quer tentar uma vida nova. Ela perguntou aos professores se está errada em querer recomeçar sozinha, ao lado das filhas.Não está felizAinda neste programa, outra aluna, Jaqueline, disse que está em um relacionamento há 15 anos. Ele foi o primeiro namorado dela e ela foi a primeira namorada dele. Atualmente, ela tem 27 anos de idade e o companheiro,30 anos. Eles já noivaram e moraram juntos com a mãe dela, mas não deu certo. O casal já se separou várias vezes e, nesse meio tempo, tiveram outros relacionamentos.Fora isso, há sete meses, ele saiu de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos. Segundo ela, eles nunca tiveram grandes problemas sobre esse assunto, mas ficaram afastados enquanto ele estava em tratamento. Antes disso, uma terceira pessoa entrou na vida do casal por meio dele.Jaqueline está cansada, ainda mais porque os dois não têm diálogo e ele não quer dar um basta. Ela tem certeza de que ele não a acha capaz de terminar. Apesar de os dois já terem lido o livro “Casamento Blindado”, de autoria de Renato e Cristiane, ele não coloca nada em prática.Terapia do AmorNesta quinta-feira (18), às 20h, participe da Terapia do Amor especial, no Templo de Salomão, no Brás, em São Paulo, com o Bispo Edir Macedo e dona Ester Bezerra, que estão celebrando 54 anos de casados. Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
Ronald Nazário é presidente da Ronaldo TV, líder da Rede Ronaldo Games, atuando também como DJ e produtor musical com mais de 1 milhão de streamings nas plataformas digitais e mais de 10 anos de experiência no mercado musical e de entretenimento. Atualmente é sócio e o rosto do projeto Brasa na Rede, que está a frente de grandes transmissões esportivas.Thiago Cavalcante é empreendedor e palestrante, cofundador e CEO da Inflr Brasil e da AdGrowth, além de sócio do projeto Brasa na Rede. Formado em Publicidade e Propaganda e pós-graduação em Gestão de Negócios e Marketing pela, ele possui 12 anos de experiência, atua com foco em marketing digital, influencer marketing e mobile marketing.
Esse mês eu vou trazer 9 livros que vão levar vcs a um passeio por aspectos de algumas das religiões com mais praticantes no mundo e no Brasil: catolicismo, protestantismo (evangélicos), judaísmo, islamismo, hinduísmo, budismo, espiritismo, além das religiões afro-brasileiras candomblé e umbanda. Atualmente, mais do que nunca, o mundo precisa de tolerância, empatia e respeito a diversidade religiosa. Continuando o especial desse mês de dezembro, hoje nosso passeio pelas religiões do mundo mergulha na umbanda, importante religião afro-brasileira, que combina elementos do catolicismo, do espiritismo, de religiões africanas (como o Candomblé) e tambem de crenças indígenas. O livro de hoje é o "Duas arteiras", da coleção Além do terreiro, escrito pela Francielly Hirata, ilustrado pela Gisele Franke e publicado pela editora Tagarela. O termo “duas arteiras” na Umbanda, se refere aos Erês, que significa “diversão” e “brincadeiras” e são divindades gêmeas que têm a missão de servir como intermediários entre as pessoas e os orixás. Isabel está muito triste após o sumiço de seu amigo imaginário. Para devolver a alegria à filha, a mãe decide levá-la para umas "férias fora das férias" na praia. Lá, entre conchinhas e brincadeiras, Isabel encontra uma amiga muito especial — uma Erê que trará não só felicidade, mas também proteção.Para acompanhar a história juntamente com as ilustrações do livro, compre o livro aqui: https://loja.editorapolifonia.com.br/produtos/duas-arteiras/Esse livro trouxe um aspecto da umbanda, importante religião afro-brasileira. Daqui a 3 dias sai mais um episódio, dessa vez sobre o candomblé, não percam! Se vc gostou, compartilhe com seus amigos e me siga nas redes sociais! https://www.instagram.com/bookswelove_livrosqueamamos/
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (15):A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com novo pedido no Supremo Tribunal Federal solicitando autorização para uma cirurgia de emergência e a transferência para prisão domiciliar. Segundo os advogados, houve agravamento do quadro clínico, comprovado por exames de imagem e novo relatório médico. O pedido foi encaminhado ao STF para análise. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautou a votação do PL da dosimetria para esta quarta-feira. O projeto também deve ser analisado no mesmo dia pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Alcolumbre já havia sinalizado a intenção de levar a matéria à votação até o fim do ano. Durante atos da esquerda contra o PL da dosimetria realizados neste domingo (14), uma manifestante foi detida após pichar uma estátua em Belo Horizonte. A mulher, identificada como Thabata Pinheiro Campos, escreveu “Brasil Terra Indígena” na base do Monumento à Terra Mineira e resistiu à abordagem da Guarda Municipal. Segundo a defesa, ela foi ouvida e liberada pela polícia ainda no domingo. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que a versão do PL da dosimetria aprovada pela Câmara apresenta brechas e extrapola os atos de 8 de janeiro, alcançando crimes comuns. Segundo o senador, o texto pode favorecer facções criminosas e, por isso, não teria chance de avançar na CCJ. O Senado admite discutir mudanças nos critérios para processos de impeachment de presidentes da República. A proposta prevê que um presidente reeleito possa responder por atos praticados no mandato anterior. Atualmente, o entendimento da legislação limita a responsabilização a crimes cometidos dentro da mesma legislatura. O governo do presidente Lula (PT) criou, em três anos, três vezes mais cargos comissionados do que a gestão de Jair Bolsonaro (PL) no mesmo período. São 4.417 cargos na administração atual, contra 1.183 nos três primeiros anos do governo anterior. Ao todo, o governo federal soma mais de 50 mil cargos comissionados, concentrados principalmente no INSS, no Ministério da Fazenda e na Polícia Federal. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu adiar as votações da PEC da Segurança e do PL Antifacção. A decisão foi tomada após reunião de líderes partidários. Segundo Motta, a avaliação é de que os temas devem ser discutidos com mais calma antes de avançarem no plenário. José Antonio Kast (Partido Republicano) venceu as eleições presidenciais no Chile realizadas neste domingo (14), resultado que marca uma mudança no equilíbrio político da América do Sul. Com a vitória, o continente passa a ter seis países governados pela direita e seis pela esquerda. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Esse mês eu vou trazer 9 livros que vão levar vcs a um passeio por aspectos de algumas das religiões com mais praticantes no mundo e no Brasil: catolicismo, protestantismo (evangélicos), judaísmo, islamismo, hinduísmo, budismo, espiritismo, além das religiões afro-brasileiras candomblé e umbanda. Atualmente, mais do que nunca, o mundo precisa de tolerância, empatia e respeito a diversidade religiosa. Continuando o especial desse mês de dezembro, hoje nosso passeio pelas religiões do mundo mergulha no islamismo, a segunda maior religião do mundo, com o livro "Salat in Secret", ou "Salá em segredo", escrito por Jamilah Thompkins-Bigelow, ilustrado por Hatem Aly e ainda não publicado no Brasil, por isso eu traduzi e adaptei especialmente pra esse episodio. O Salá refere-se às cinco orações públicas que cada muçulmano deve realizar diariamente, voltado para Meca, e é um dos Cinco Pilares do Islamismo. Os salás devem ser efetuadas em árabe, mesmo que o crente não conheça a língua, embora as súplicas (dua) possam ser feitas em outro idioma. As orações devem ser feitas em momentos concretos do dia, que não correspondem a horas, mas sim a etapas do curso do Sol. Consistem na recitação de um conjunto de versículos do Alcorão, num ciclo de posições (em pé, curvado, de joelhos, prostrado e sentado) a que se chama de rakca (ou genuflexão); o número de genuflexões varia de acordo com a oração do dia. Nesta bela história sobre comunidade, família e aceitação, um menino chamado Muhammad recebe um tapete especial para o salá no seu sétimo aniversário. Sete é a idade em que as crianças muçulmanas são incentivadas a rezar, e Muhammad está determinado a fazer todas as cinco orações diárias na hora certa. Mas uma das orações ocorre durante o horário escolar — e ele está preocupado em ser visto rezando na escola. Seu pai estaciona sua caminhonete para rezar em locais públicos, e as pessoas ficam olhando e zombando dele. Será que o mesmo acontecerá com Muhammad? No final, com a ajuda de sua professora, ele encontra o lugar perfeito para rezar. "Salat in Secret", de dois criadores muçulmanos altamente aclamados, é um olhar comovente e empoderador sobre uma faceta importante do Islã que muitas crianças praticantes apreciam, mas podem ter medo de compartilhar. Para acompanhar a história juntamente com as ilustrações do livro, compre o livro aqui: https://amzn.to/3LSYmAYEsse livro trouxe um aspecto do islamismo, seguido pelos muçulmanos, que é a segunda maior religião do mundo. O islamismo, assim como o judaísmo e o cristianismo, é uma religião monoteísta, ou seja, os muçulmanos acreditam na existência de apenas um Deus que é chamado por eles de Allah. Seu livro sagrado é o Alcorão e os muçulmanos acreditam que três cidades são sagradas: Medina, Meca e Jerusalém. Fiquem ligados que daqui a 3 dias sai mais um episodio, dessa vez sobre a umbanda, não percam! Se vc gostou, compartilhe com seus amigos e me siga nas redes sociais! https://www.instagram.com/bookswelove_livrosqueamamos/