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Na Guiné-Bissau, decorre a partir desta quinta-feira e até ao dia 28 de Agosto a campanha de sensibilização sobre a nova Constituição a ser submetida a referendo no próximo 30 de Agosto. Ontem, por ocasião da comemoração dos 35 anos da existência da Liga Guineense dos Direitos Humanos, o seu dirigente Bubacar Turé esboçou um retrato da situação actual do seu país, evocando nomeadamente a perspectiva desta consultação popular. Ao apelar à investigação dos homicídios de activistas por resolver e ao manifestar também a sua "profunda preocupação" com a situação dos civis e militares privados de liberdade há mais de um ano sem acusação formal, Bubacar Turé expôs, por outro lado, os seus questionamentos em torno da nova Constituição que o Conselho Nacional de Transição pretende implementar. Para além de mencionar que as actuais autoridades entram em contradição com leis que elas próprias adoptaram para regulamentar a organização do referendo. Bubacar Turé também considerou que a Constituição "não pode ser elaborada ou revista à pressa". Em entrevista concedida à RFI, o dirigente da Liga tornou a vincar esses argumentos e também questionou o próprio conteúdo da nova Constituição. RFI: Arranca nesta quinta-feira a campanha de sensibilização em previsão do Referendo sobre a nova Constituição. O que se pode dizer desde já sobre esta consulta? Bubacar Turé: Para nós, o referendo levanta questões legais. Nós estamos a falar de uma legislação que foi aprovada pelo Conselho Nacional de Transição no mês de Junho, a Lei N°12/2026 e que foi publicado no Boletim Oficial e está em vigor. Esta legislação, no seu artigo 9°, proíbe, de forma expressa, a realização de referendos entre a marcação da data das eleições para órgãos de soberania e eleições autárquicas. E, portanto, durante esse período, nos termos desta legislação, não se pode realizar referendo. Portanto, nós não somos contra o princípio de referendo. O referendo é algo importante porque permite ao povo directamente exprimir a sua vontade sobre um determinado assunto. Isso é algo salutar em qualquer processo democrático. O que nós questionamos é a legalidade deste processo. Repare que não estamos a falar de uma legislação aprovada pelo próprio Conselho Nacional de Transição. Não se trata de uma lei anterior ao golpe de Estado, mas sim uma lei aprovada para regulamentar a realização desta votação. Nós não tínhamos nenhuma legislação sobre o referendo. RFI: A nível da sociedade guineense, também se tem questionado muito a realização deste referendo, precisamente numa altura que coincide com o período das chuvas, que é um período em que não se organiza qualquer tipo de consultas populares. Bubacar Turé: Não há, em relação a esse aspecto, alguma proibição legal, pelo menos. Nós desconhecemos alguma norma que proíbe a realização de eleições ou referendo em período de chuva, é uma questão apenas operacional. Mas o processo levanta outros problemas. Tem a ver com a inclusividade, a participação, porque o processo de revisão constitucional, de facto, não foi um processo inclusivo. O texto foi adoptado pelo Conselho Nacional de Transição sem nenhum debate público. O que nós lamentamos, porque a Constituição é um contrato social. O povo, através de organizações representativas, actores nacionais, devem poder exprimir, contribuir para enriquecer o conteúdo de um documento que pretende ser um contrato social. Não foi o caso. RFI: Por exemplo, a Liga não foi questionada sobre o que acha dessa nova Constituição? Bubacar Turé: Não só a Liga, como outros actores. Existem outros actores relevantes. A Liga pode não ser consultada, mas nós temos outros actores, os partidos políticos, os líderes comunitários, as mulheres, os jovens e demais organizações da sociedade civil. E, além disso, na nossa perspectiva, foi preparada à pressa e contém alguns erros técnicos que, para nós, podem constituir problemas para o futuro. Por exemplo, o texto da revisão Constitucional removeu o capítulo referente à fiscalização da constitucionalidade. Isso para nós é extremamente preocupante. Eu não posso afirmar que esse acto de remoção deste artigo foi um acto deliberado. Não tenho elementos para isso. Pode até ser um erro técnico, mas é extremamente preocupante. A supremacia da Constituição reside no facto de ela própria criar mecanismos para impor essa supremacia. Isso só pode ocorrer em sede da fiscalização da constitucionalidade através de órgãos jurisdicionais. Ora, uma Constituição que não tem normas para a fiscalização do seu próprio cumprimento, é uma letra morta. Isso transmite uma imagem de insegurança aos cidadãos e isso constitui uma fragilidade enorme no tecido democrático e no Estado de Direito. E é também uma enorme vulnerabilidade no quadro de protecção de direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. Portanto, esses aspectos todos podiam ser evitados, se houvesse um debate amplo, um debate nacional. Não está em causa a necessidade de revisão da Constituição. Nós não negamos que o Conselho Nacional possa ter essa ideia e, sobretudo, devolver a palavra ao povo através do referendo para o povo se pronunciar, desde que fosse algo inclusivo, participativo, aberto e democrático. Isso não é algo exclusivo da Guiné-Bissau. Na Guiné-Conacri, Mali, Burkina Faso, outros países depois dos golpes de Estado, organiza-se referendo. É perfeitamente normal. Não é isso que está em causa. Está em causa é o procedimento, a forma como está a ser feito. Coloca questões que nós entendemos que poderão prejudicar no futuro do país e os cidadãos. RFI: O que se sabe sobre este novo projecto de Constituição, é que instaura um regime semipresidencialista, ou seja, alarga as prerrogativas do Presidente, um regime algo semelhante aos países da África francófona e até semelhante à própria Constituição francesa, onde o presidente também tem poderes alargados. Os defensores desta nova Constituição dizem que isto será uma forma de precisamente se proteger contra os golpes. Bubacar Turé: Eu acho que a Constituição tem vários problemas e um dos problemas tem a ver com essa concentração de poderes na figura do Presidente da República. Um dos artigos problemáticos tem a ver com a nomeação do primeiro-ministro. A nova Constituição diz que é tendo em conta os resultados eleitorais e a existência ou não de uma maioria no Parlamento. Essa parte não existia. O que existia era que o primeiro-ministro era nomeado, tendo em conta os resultados eleitorais. Agora vem acrescentar também a existência ou não de uma maioria no Parlamento. Levanta várias interpretações. O Presidente da República, mesmo havendo um partido maioritário, pode escolher uma figura diferente desse partido maioritário que, na sua perspectiva, pode criar condições de estabilidade governativa. Estes conceitos indeterminados, essa discricionariedade que a Constituição prevê, pode criar, no futuro uma instabilidade governativa. Outros aspectos que têm a ver com a nomeação do Chefe de Estado-maior, que era sob proposta do Governo. Agora é o Presidente da República que escolhe. Agora o Presidente da República preside o Conselho de Ministros. Portanto, são de facto, aspectos que acabam por dar pendor presidencial ao regime semipresidencialista que a Constituição continua a adoptar. Portanto, são questões que deviam ser objecto, na nossa perspectiva, de um debate amplo de prós e contras. Nós não estamos contra. O nosso problema não é adoptar uma ou outra posição. Isso depende dos actores nacionais. Mas devia haver um debate em torno dessas questões, porque tem a ver com assuntos da nossa vida nacional. Portanto, nós pensamos que há um equilíbrio de poderes. Devia manter-se, até porque a nossa instabilidade política e governativa não se resume numa questão de constitucionalidade. É uma questão de falta de cultura democrática do homem guineense. E isso é que tem levantado problemas e outros aspectos. Nós podemos ter constituições semelhantes aos Estados Unidos, de França ou outros países. Se as pessoas que vão exercer o poder não têm uma cultura democrática que permita a observância da lei ao exercício do poder de forma democrática, portanto, a Constituição não serve para nada. Portanto, isso é que nós entendemos que é fundamental: que haja uma reflexão profunda sobre essas questões, porque tem a ver com o futuro do país, o futuro dos cidadãos e o futuro da nossa democracia. RFI: Para além do aspecto legal, a seu ver, porque é que se organiza esse referendo quando estamos já a poucos meses da realização de eleições gerais, das quais sairão autoridades que terão 'a priori' condições para organizar um referendo de forma mais ancorada na realidade política do país? Bubacar Turé: De facto, é difícil compreender isso. Podia-se esperar, depois das eleições, no mês de Dezembro, eleições gerais, legislativas e presidenciais. O parlamento que vai emergir nestas eleições terá o poder de fazer a revisão constitucional de forma serena, com mais legitimidade e de forma participada. Nós pensamos que isso podia ser uma forma mais fácil e consensual de resolver esta questão, mas não foi este o entendimento das autoridades de transição. Portanto, o país vai ter de facto esse referendo. RFI: Isto já está a ser discutido há uns quantos meses. Houve, de alguma forma, algum tipo de preparação, nem que seja, por exemplo, numa página internet ou algum tipo de comunicação antes da abertura desta sensibilização oficial? Bubacar Turé: Nós desconhecemos. Mas creio que as autoridades deverão estar a pensar nisso ou deverão estar a preparar a logística para isso. Mas por enquanto, nós não temos nenhuma informação da existência de websites ou redes sociais criadas para permitir a maior informação aos cidadãos para poderem ter mais informação sobre o conteúdo da Constituição. Acho que vai ser algo complexo. O tempo disponível até às eleições é muito escasso. Não acredito que haverá condições para maior informação, para a população poder perceber o que está em causa. É evidente que a Constituição, de facto, tem alguns elementos, alguns avanços no domínio até de Direitos Humanos. Nós reconhecemos isso. Mas, tal como disse, a forma como o processo está a ser conduzido coloca essas dificuldades e algumas contradições e algumas dificuldades do próprio texto. E, sobretudo, a questão da necessidade de observância da lei que foi especificamente aprovada para reger a realização deste referendo. Nós entendemos que deve ser respeitada, permitindo um referendo mais sereno e com maior participação dos cidadãos. RFI: Estamos num período particular do ano na Guiné-Bissau. Isto irá, de certa forma, condicionar também a afluência da população a essas sessões de sensibilização? Bubacar Turé: Creio que sim. Estamos a falar de um período agrícola, um período de chuva. O acesso a algumas localidades é extremamente complicado e também a população está a pensar mais no seu futuro económico, nas actividades agrícolas. Portanto, a afluência da participação da população na sensibilização é um dos desafios e também na própria votação. Também acredito que um dos maiores desafios será a questão da abstenção. Tudo vai depender da forma como a campanha de sensibilização vai decorrer. RFI: Este referendo organiza-se num contexto político e social particular. Como é que se poderia descrever a situação actual na Guiné-Bissau? Bubacar Turé: O país está numa acalmia aparente. Mas o país continua a enfrentar graves problemas sociais. A inflação continua a aumentar, nos serviços sociais básicos, tem havido alguma dificuldade no funcionamento do sistema de saúde e acesso a água potável. No que concerne a energia eléctrica, tem havido alguma extensão do fornecimento da energia eléctrica para o interior do país, através do Projecto OMVG. A barragem conjunta que vem, de facto, permitir às populações das zonas do interior do país, que não tinham acesso à energia eléctrica, a ter esse direito. Isso é algo extremamente importante. Mas sobretudo, a pobreza, o custo de vida hoje é muito elevado e não tem havido medidas de mitigação para isso, porque também as autoridades nacionais não têm condições. Não há nem tem havido apoio orçamental significativo devido à situação que o país está a viver. Portanto, tudo isso são elementos que, de facto, constituem preocupação para a população e para os cidadãos em geral. Nós entendemos que o país, para ultrapassar esta crise política -sobretudo esta crise de confiança, há uma enorme crise de confiança no país- para ultrapassar isso, é preciso ter coragem de dialogar. E as autoridades nacionais, os partidos políticos, as organizações da sociedade civil, devem poder sentar para dialogar e discutir e encontrar soluções para os grandes problemas. Não vale a pena enveredar pela confrontação, porque a confrontação e o uso da força não resolvem o problema. Os discursos segregacionistas e de apelo à violência e ao ódio étnico-religioso só vão conduzir ao país, ao abismo. Portanto, por isso nós apelamos e continuamos a apelar ao bom senso e, sobretudo, ao diálogo construtivo para a resolução dos problemas que afligem o país.
Nas redes sociais, Patrice Trovoada veio apelar à abstenção nas eleições legislativas, autárquicas e regionais, agora que o ADI tem uma nova liderança com Vasth Santos, eleita secretária-geral este fim de semana, e o presidente Américo Ramos, que é também primeiro-ministro. No entanto, as suas escolhas políticas e a sua ausência de São Tomé e Príncipe explicam esta situação pré-eleitoral. Em São Tomé e Príncipe, face à solidificação de uma nova liderança do ADI para as eleições legislativas, autárquicas e regionais de 27 de Setembro, Patrice Trovoada, fundador deste partido e antigo primeiro-ministro, disse aos seus apoiantes mais próximos que se deveriam abster, já que o escrutínio decorre num ambiente de “manobras políticas mafiosas, encobertas por decisões judiciais”. Para Olívio Diogo, sociólogo são-tomense, Patrice Trovoada "pôs-se a jeito" para esta exclusão do seu próprio partido devido à sua partida do país e às suas próprias hesitações ao longo do seu percurso político. "Patrice Trovoada é o político mais influente de São Tomé e Príncipe. Nós temos que reconhecer isso. Mas o Patrice Trovoada sabe perfeitamente bem que esta situação toda só foi possível porque ele se pôs a jeito para que isso acontecesse. Agostinho Fernandes já tinha feito uma tentativa de chegar ao poder do ADI, porque o Patrice Trovoada naquela altura disse que não seria candidato. Foi há alguns anos. Agora o Patrice Trovoada está de novo fora do país e pronto, Américo Ramos [actual primeiro-ministro] entendeu que isto é uma oportunidade para tentar a possibilidade de chegar a líder. A liderança do partido fê-lo da forma como fez, alinhado com o Tribunal Constitucional, que deu aval para que isto acontecesse, e essa acção de alteração do Tribunal Constitucional foi uma acção que começou com o Patrice Trovoada e ele sabe disso", explicou. Em 2025, o Presidente são-tomense demitiu o Governo chefiado pelo então primeiro-ministro Patrice Trovoada e convidou o ADI, partido mais votado nas anteriores eleições legislativas de 2022, a indicar outra figura para formar o novo Executivo. Nessa altura, Carlos Vila Nova justificou a sua decisão com a “incapacidade [do Governo] em aportar soluções atendíveis e comportáveis com o grau de problemas existentes no país”. Mais tarde, esta demissão foi considerada inconstitucional, mas sem efeitos retroactivos. Entretanto, o Tribunal Constitucional reconheceu através de um acórdão o actual primeiro-ministro Américo Ramos como novo líder do ADI. Termina hoje o prazo para a apresentação das candidaturas ao Tribunal Constitucional para as eleições de 27 de Setembro; no entanto, a Comissão Eleitoral Nacional (CEN) de São Tomé e Príncipe disse na semana passada que aguarda ainda a transferência de cerca de 27 milhões de dobras, mais de um milhão de euros, para a sua organização. Segundo Olívio Diogo, as eleições vão realizar-se "em paz", mas criou-se uma situação "caricata" no arquipélago, já que há data para o escrutínio, os partidos estão a preparar-se, mas parece ter havido uma falta de comunicação entre a Comissão Eleitoral Nacional e o Presidente da República. "O senhor presidente da Comissão Eleitoral tem que ter muita atenção àquilo que vai dizer. Eu creio que, para que o Presidente da República marcasse as datas das eleições, tinha que ouvir o presidente da Comissão Eleitoral para saber se havia realmente as condições criadas. Não vamos marcar uma data para as eleições e depois chegar agora dizendo que não temos financiamento. Isto é completamente caricato. Não sei explicar. Eu sei que realmente reconheço que as eleições em São Tomé e Príncipe dependem exclusivamente de financiamento externo para a sua realização. [...] Na minha perspectiva, as eleições vão-se realizar. Tem que encontrar-se mecanismos de financiamento, nem que seja pelo empréstimo aos bancos. Tem que encontrar-se financiamento para as eleições", concluiu.
Oi queridos irmãos e irmãs. Hoje é quarta-feira, 12 de agosto! Jesus nos ensina a viver em comunidade. Se um irmão peça contra nós, conversamos com ele em particular. Se não der certo, levemos duas testemunhas. Se mesmo assim ele não se corrigir, levemos à comunidade. Não quer se corrigir, seja tratado como um pagão. Isto se chama "correção fraterna". E Jesus conclui falando da força da oração em comum. Ele, se faz presente. Leiamos Mateus,15-20.
No sábado, a polícia recorreu à força para inviabilizar uma actividade da Jura, o braço juvenil da Unita, no Uíge, no norte do país, alegando que o encontro estava previsto num "local impróprio". Contudo de acordo com a Unita que dá conta de 31 feridos, dez dos quais em estado grave, as forças da ordem usaram gás lacrimogéneo e munições "de caçadeira" contra militantes e populares, criando o que o secretário-geral desse partido de oposição qualificou de "estado de guerra" no Uige. Estes incidentes -em período pré-eleitoral- não deixaram de suscitar condenações de formações de oposição como a PRA Já, o Bloco Democrático ou ainda organizações como a 'Friends of Angola', sem mencionar o partido moçambicano Renamo, sendo que a própria Unita declarou que "iria deixar de apelar os angolanos à serenidade". Em entrevista concedida à RFI, a activista angolana Laura Macedo evoca o momento que se vive em Angola, dá conta de expressões de intolerância política e analisa os incidentes registados neste fim-de-semana. RFI: Como analisa os acontecimentos de sábado no Uíge? Laura Macedo: A intolerância por parte do governo, nós próprios, a sociedade civil, nós temos sentido quando tentamos organizar alguma coisa na rua. Nós cumprimos todos os procedimentos que a lei exige, a Lei n°16/91, que é a lei sobre o direito de reunião e manifestação. E nós vemos que as autoridades administrativas não querem saber. Eles não ligam nenhuma. Eles não cumprem. A lei, por exemplo, diz que as autoridades administrativas, em caso de algum impedimento, devem responder aos proponentes da acção em 24 horas. Isso nunca aconteceu. Eu nunca vi aqui, por exemplo, nós em Luanda, o pessoal de Benguela, da Huíla, a receberem uma resposta, uma carta das autoridades administrativas a dizerem que não é possível esta actividade "por isto, por isto, por isto". Eles deixam estar aquilo. Recebem a documentação, ignoram e depois, no dia ou na véspera, eles dizem que não, que não podemos fazer esse percurso. Com a Unita aconteceu precisamente a mesma coisa, desta vez no Uige. Eles informaram o governo da província o que é que ia se passar ali. Inclusive, na quinta-feira, que foi o dia da chegada do Adalberto Costa Júnior, o presidente da Unita, a população começou logo a ser impedida de circular na cidade. A polícia de choque estava ali para impedir que a população circulasse. Não entendi porquê. Naquela altura houve algum desconforto da parte de simpatizantes e militantes da Unita também. O MPLA teve o cuidado de durante a semana ir engalanar a cidade com bandeiras deles, fitinhas de bandeiras. Chegou inclusive a pôr uma bandeira perto da sede da Unita, o que causou um desconforto e uma revolta aos militantes e simpatizantes que nunca tinham visto aquilo ali, a não ser junto da sua sede. No acampamento da Jura, há vídeos a circular, houve uma tentativa por parte de jovens da JMPLA invadirem o acampamento da Jura, que era no Negage (no Uige). A Jura faz todos os anos o que eles chamam a "fogueira do militante". Eles fazem-na todos os anos e fazem-na sempre fora de Luanda. Vão sempre para uma província. E eu acho que o MPLA está tão desconfortável, está com tantos problemas dentro dele que tem medo de as comunidades se comecem a aproximar cada vez mais da Unita. Aliás, eles estão a ver as comunidades a cada vez mais apoiarem a Unita. RFI: E precisamente está a abordar a questão das divisões no seio do MPLA. Esta ocorrência, a seu ver, teria, por exemplo, o objectivo ou o efeito, pelo menos, de distrair as atenções sobre o facto de no seio do partido no poder, haver uma luta renhida para aceder à candidatura à presidência do partido e à Presidência também do país? Laura Macedo: O problema é que a ala de João Lourenço e eu vou-lhe chamar mesmo assim, não quer largar o poder. E eles sabem perfeitamente aquilo que João Lourenço fez a José Eduardo (dos Santos). Todos estamos lembrados que José Eduardo largou a Presidência da República, foi forçado e acabou por aceitar. E quando houve eleições e João Lourenço sentou na cadeira de Presidente da República, a primeira coisa que fez, foi tirar José Eduardo da cadeira do MPLA. Porque quem está na Presidência da República, quando o MPLA estiver na Presidência da República, se não mandar no MPLA, sabe que tem os dias contados. Portanto, vai ter que obedecer a quem estiver na cadeira do partido. Então, este é o grande problema. Eu já venho a denunciar há muito tempo de que, não havendo possibilidade de João Lourenço se manter na Presidência da República, porque são só dois mandatos, João Lourenço e os seus assessores e os seus sequazes iam tentar de todas as maneiras, provocar acções que pudessem levar antes das eleições, a uma situação em Angola que nos levasse a um Estado de sítio, onde ele pudesse continuar no poder. Esse é que é o grande problema. Nós vemos muitas coisas absurdas aqui. A Presidência da República está a tomar conta de espaço, está a ceder espaços inegociáveis, como pequenos bosques dentro da cidade, estão a ocupar, estão a ceder a grupos internacionais, com a participação de gente que está na Presidência da República. Nós vemos cada vez mais empréstimos, empréstimos, empréstimos. Ainda agora ouvimos falar de mais um empréstimo de mil milhões (o executivo angolano validou na semana passada um acordo de financiamento entre o Estado e o banco francês Société Générale no valor de mil milhões de Euros para programas de investimento público). Quer dizer, um homem que está em fim de mandato, está a fazer estes empréstimos. Ele sabe, ou devia saber, que não vai ficar mais lá, que não vai poder gerir estes empréstimos. Eu vejo é que eles estão a querer sugar o máximo de dinheiro possível ao Estado. Realmente é a mesma cena que aconteceu aquando da saída do Presidente José Eduardo. As pessoas que o rodeavam, que tinham grande influência sobre ele, também fizeram a mesma coisa. RFI: Relativamente aos acontecimentos deste fim-de-semana, a Unita reagiu dizendo que não iria mais apelar à população a guardar a calma. A seu ver, o que é que isto pode dar? Laura Macedo: Eu também ouvi. Quer dizer que a população tem que começar a agir, agir não atacando. Não é para atacar, é para se manter firme. A população tem que se manter firme, a população tem que conhecer as leis e obrigar as autoridades a cumprirem também a lei. Eu acho que é isto que a Unita quis dizer. Tenho plena certeza que foi isto. E é isto que eu digo sempre. Se a polícia não nos deixa passar aqui, nós ficamos aqui. Isto é uma forma de protesto. Nós fizemos isso o ano passado, quando foi daquelas três manifestações que foram organizadas pela sociedade civil. Eles não nos deixaram fazer o percurso também violando a lei, porque nós não fomos comunicados que não iríamos passar por ali. As autoridades administrativas não alteraram o percurso por nós marcado e, no dia, quiseram que nós mudássemos o percurso no momento e nós não aceitamos. Aconteceu, por exemplo, com a marcha do MEA (Movimento dos Estudantes Angolanos), na senda da subida dos combustíveis e a consequente subida das propinas. E nós paramos na zona do Zé Pirão, um cruzamento que é crucial dentro de Luanda. Estivemos ali quatro horas. O que é que nós vimos? As autoridades a cortarem o sinal da internet. Não houve confusão, não houve repressão por parte da polícia, Mas nós, pura e simplesmente paramos ali. E como é uma zona com muitos prédios, eles ficam com receio de reprimir, porque nós que estamos no chão, eles conseguem nos tirar os telefones. Mas a quem está dentro da sua casa, nas varandas a filmar, eles não conseguem ir buscar os arquivos dessas pessoas. Então eles ficam com receio que saiam as imagens, mas este é o procedimento usual das autoridades aqui do meu país. RFI: Tem observado, à medida que nos aproximamos do período eleitoral, algum nervosismo, manifestações de intolerância política? Laura Macedo: Tenho sim, principalmente por parte dos jovens afectos ao MPLA. A Unita esteve a fazer uma campanha de angariação de novos membros aqui em Luanda e os jovens da Unita andavam sob a égide do seu Secretariado Provincial de Luanda. Andavam com umas mesinhas, a sua bandeira, as fichas de inscrição e paravam em determinadas vias. E o absurdo foi que jovens do MPLA tentavam desmantelar estas mesas, tentavam que eles levantassem dali e, inclusive, usaram as autoridades Administrativas para proibir que estas bancas que a Unita foi montando um pouco por todo o lado, surtissem efeito, como forma de amedrontar a população. Então veja o ridículo. A fiscalização de algumas administrações resolveu aproximar-se destas bancas e pedir um alvará. A Unita não é um partido comercial. Queriam que aqueles jovens, aquelas pessoas da Unita que estavam ali, lhes apresentassem o seu cartão de vendedor ambulante. A Unita não estava a vender nada. A Unita não vende nada. E veja o absurdo, numa nítida provocação aos militantes que ali estavam e como forma de amedrontar quem quisesse se aproximar dessas bancadas. Portanto, isto é um acto de violação do direito do cidadão. E a lei dos partidos permite isso, porque o próprio MPLA faz isso. O próprio MPLA não faz nenhuma actividade, não há uma actividade do MPLA que eles não fechem ruas, por mais pequena que seja. O MPLA põe e dispõe. E aí está o grande problema de não haver eleições autárquicas. Daí, que o MPLA não quer eleições autárquicas, porque nenhum autarca iria permitir, nenhum autarca saído, por exemplo, da sociedade civil, iria permitir que um partido chegue e feche ruas. Os secretários provinciais são o governador provincial em todo o lado, o subsecretário municipal e o administrador. Quer dizer, há uma confusão entre o MPLA e o Estado. Daí que nós chamamos ao MPLA o "partido-Estado". O seu presidente é o presidente do partido, o governador é o secretário do partido, o administrador é o secretário do partido, lá onde ele estiver. E isso é errado. Tem que mudar. E para mudarmos isso, temos mesmo que ter eleições autárquicas. RFI: Entretanto, tudo isto acontece numa altura em que acaba de entrar em vigor a nova lei sobre a desinformação e as 'fake news'. Como é que reage à entrada em vigor deste texto, que desencadeou alguma polémica e uma forte oposição? Laura Macedo: O grande problema aqui com esta lei das 'fake news', como eles lhe conseguiram chamar, é quem é que produz 'fake news' aqui? É precisamente a gente do governo e a gente do MPLA. Nós vimos, por exemplo, só para ter uma ideia, a CNN fez uma matéria sobre os acontecimentos do Uige com a sua legenda própria. O que é que o pessoal do MPLA fez? Mudou a legenda. A legenda está em inglês. Mudou a legenda e colocou dizendo que "um partido da oposição queria tomar uma das províncias de Angola". Isto é que é 'fake news'. Quem produziu? Vamos ver as autoridades policiais a investigarem de onde partiu esta alteração a um pequeno vídeo que até veio lá de fora? Não vamos porque foi gente do MPLA que fez. Esse é que é o grande problema. No dia em que eu escrever alguma coisa, que eu puser alguma nota nas minhas redes sociais que não seja real, ou que eu partilhe alguma nota que não seja real, o que é que vai acontecer? Eles não vão procurar a fonte. Eles vão-me atacar a mim, porque eles andam mortinhos todos por nos calar. Esta lei é igual à lei do vandalismo, que é para nos parar, mas eles não nos vão conseguir parar. Nós estamos aqui, estamos firmes. Nós queremos mudança. Nós queremos um governo que cuide principalmente dos angolanos sem nada. A nossa preocupação é com estes angolanos. Eu não estou preocupada com a minha situação. Estou preocupada com a situação daqueles lá que não tem absolutamente nada.
Kemilson D'Almeida, jovem jornalista são-tomense, escreveu "A Nação Começa no Coração – Reconstruindo o que o ódio, a divisão e a falta de caráter destruíram" para travar as clivagens no seio da sociedade são-tomense e promover uma vida política mais saudável para todos os intervenientes, especialmente para o futuro do país. Com histórias, metáforas e reflexão, o jovem são-tomenses Kemilson D'Almeida quer através do seu livro "A Nação Começa no Coração – Reconstruindo o que o ódio, a divisão e a falta de caráter destruíram" que os são-tomenses criem um novo caminho para a democracia. Um caminho onde a difamação, os rumores e as ofensas não têm lugar na vida política e onde a sociedade são-tomense consiga projectar-se num futuro melhor para todos. Kemilson D'Almeida acredita que isto é possível se cada cidadão se responsabilizar pelos seus actos e se a educação cívica se fizer a partir da mais tenra idade. "A ideia surgiu justamente por observar algumas coisas na sociedade, sobretudo em São Tomé e Príncipe. Venho vendo pessoas atacando o outro, odiando o outro, difamando o outro. Então surge aí uma pergunta muito importante que é se nós queremos desenvolver uma nação: será que vamos desenvolver a nação odiando ou amando o outro, destruindo o outro? Então surge a ideia de escrever o livro A Nação começa no Coração. Isto porque se nós queremos desenvolver uma nação, independentemente do país que seja, é necessário nós mudarmos", explicou o autor. Kemilson D'Almeida vive actualmente em Portugal e é jornalista da RSTP – Rádio Somos Todos Primos, integrando também a Associação dos Jovens Escritores Santomenses (AJES) desde a sua fundação. Face às eleições legislativas que se realizam em São Tomé e Príncipe a 27 de Setembro, Kemilson D'Almeida mantém-se positivo. "Eu estou convicto de que podem vir a realizar de uma forma tranquila, porque antes das eleições presidenciais, eu tinha uma visão diferente de que viria a ser uma coisa, um clima muito forte, de muita divisão, com muita confusão, mas pelos vistos não é o que aconteceu. A sociedade, a nação são tomense conseguiu mostrar uma realidade totalmente diferente. E para estas eleições legislativas, autárquicas e regionais, eu acredito profundamente que vai decorrer num clima de paz, num clima de de muita serenidade e acima de tudo, eu estou convicto de que isso possa vir a acontecer e caso não aconteça, será mais uma decepção", concluiu. O livro "A Nação Começa no Coração – Reconstruindo o que o ódio, a divisão e a falta de caráter destruíram" está actualmente disponível na Amazon.
E se a maior vantagem competitiva do seu negócio não estivesse no Vale do silício, mas no relacionamento com Deus?DEVOCIONAL PROFÉTICO PARA EMPREENDEDORES:https://empreendendonoreino.com/devocionalprofetico/Inscreva-se no canal - @Canaldedemelo Neste episódio do Empreendendo no Reino, Dedé Melo recebe Matheus Bastos, jovem empreendedor e missionário que atende alguns dos maiores nomes do empreendedorismo brasileiro. Da palavra profética recebida antes do seu nascimento à decisão radical de seguir Jesus aos 15 anos, Matheus revela como missão e negócios não são caminhos separados, mas a mesma vocação.Ele desmonta uma das maiores mentiras do empreendedor cristão: a de que servir a Deus e vender no mercado são coisas opostas. A verdade incomoda. Vendas curam. Empreender não é ter empresa, é resolver problema. E a melhor coisa que você pode fazer pelo mundo é entregar valor real a ele.Se você é empreendedor do Reino e conhece a solidão de decidir sozinho, sem repertório espiritual e estratégico ao mesmo tempo, este é o episódio que faltava.CAPÍTULOS00:00 - A vantagem competitiva do empreendedor cristão01:45 - A palavra profética recebida antes do nascimento05:30 - Conversão aos 15 anos e a decisão radical de seguir Jesus09:10 - Empresa júnior: onde nasceu o empreendedor13:20 - Alemanha, seminário e startups de saúde em Munique18:05 - A volta forçada ao Brasil na pandemia22:30 - Como atender os maiores cases do empreendedorismo do país26:15 - Os dois motores de todo negócio: captar e reter clientes29:40 - Por que todo cristão deveria ser empreendedor32:10 - Vendas curam: a venda como ato de serviço35:00 - Arthur Guinness e a estratégia recebida na oração37:20 - Sua identidade não está ancorada no seu sucesso39:30 - A mensagem final: faça do seu trabalho uma missãoSOBRE MATHEUS BASTOSEmpreendedor, missionário e especialista em marketing e vendas. Formado em Administração, viveu em Munique, na Alemanha, onde estudou teologia e trabalhou com aceleração de startups de tecnologia e saúde. De volta ao Brasil, fundou sua empresa de marketing e hoje atende alguns dos maiores nomes do empreendedorismo nacional. Acredita que todo cristão é chamado a empreender, porque empreender é resolver problemas e servir pessoas para a glória de Deus."Ao invés de largar tudo para seguir a Deus, faça tudo para que as pessoas conheçam a Deus." - Matheus BastosDESBLOQUEIE O SOBRENATURAL NOS SEUS NEGÓCIOSDEVOCIONAL PROFÉTICO PARA EMPREENDEDORESTodos os dias, 6h da manhã, direto no seu WhatsApp: direção e sabedoria de Deus para o seu negócio.https://empreendendonoreino.com/devocionalprofetico/OUVINDO A DEUS NOS NEGÓCIOSO programa que revela como reconhecer quando Deus está falando sobre as SUAS decisões estratégicas.https://pay.hotmart.com/Y103004864S?checkoutMode=10NEGÓCIOS FRUTÍFEROSEstruture uma empresa onde revelação profética e excelência de execução andam juntas.https://empreendendonoreino.com/negocios-frutiferos/Se inscreva no canal e ative o sininho. Toda quarta tem mais uma história real de empreendedor do Reino.Deus te abençoe.#EmpreendedorDoReino #EmpreendedorismoCristão #EmpreendendoNoReino #FéENegócios #VendasCuram #DedéMelo #MissãoENegóciosBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/dede-melo-empreendendo-no-reino--4645479/support.
O Relatório de Avaliação das Ciberameaças em África 2026, elaborado pela Interpol com base em dados de 36 países africanos, alerta que a inteligência artificial (IA) está associada a 55% dos cibercrimes denunciados no continente, tornando os ataques "mais rápidos, escaláveis e difíceis de detectar". Em entrevista à RFI, o jurista e investigador angolano Gaspar Micolo, especialista em Direito da Protecção de Dados e Cibersegurança, reconhece que a inteligência artificial tem facilitado o acesso ilícito a dados e defende um reforço da legislação e da ccoperação por parte dos Estados para responder ao aumento do cibercrime. Que retrato traça este relatório sobre o cibercrime em África? Este relatório surge na sequência do anterior. Desde 2024 que o uso da inteligência artificial no continente africano tem sido associado ao aumento da criminalidade. Isto porque, muitas vezes, o cibercrime é facilitado pelo acesso a dados pessoais. A violação de dados tem sido bastante favorecida pelo uso da inteligência artificial, além das técnicas de engenharia social de que muitos cidadãos africanos, e particularmente os angolanos, têm sido alvo. Com esta tecnologia, e especificamente com o uso frequente da inteligência artificial, muitos conseguem hoje obter dados pessoais dos cidadãos, decifrar palavras-passe e, dessa forma, realizar ciberataques. A inteligência artificial faz, de certa forma, com que estes crimes sejam mais difíceis de identificar e que também abranjam mais pessoas? Sim, embora não necessariamente mais difíceis de identificar. Há um padrão interessante na criminalidade que é independente da tecnologia: trata-se de um fenómeno transnacional e deslocalizado. A própria Interpol levou a cabo, no ano passado, uma operação em toda a região subsaariana que permitiu deter centenas de indivíduos envolvidos em cibercrime. O que esta acção nos revela é que, mais do que a tecnologia em si, o cibercrime é hoje uma realidade transnacional e que a única resposta eficaz passa pela cooperação entre os Estados. A inteligência artificial permite ter acesso a dados, mas também possibilita, por exemplo, uma maior eficácia nos casos de phishing. Hoje é mais difícil detectar essas fraudes devido à inteligência artificial? Sim, claro. A inteligência artificial, tal como outras tecnologias emergentes, torna de facto a investigação mais difícil. Tanto assim é que qualquer estratégia de combate à criminalidade, ou qualquer estratégia de cibersegurança, deve assentar num forte investimento tecnológico, como recomenda a própria Interpol. Refiro-me, por exemplo, aos centros de resposta a incidentes informáticos. Hoje é muito difícil combater o cibercrime sem que os países estejam preparados, tanto do ponto de vista tecnológico como ao nível dos recursos humanos e da capacitação técnica. Esta componente tecnológica e de formação são essenciais para responder à complexidade do uso da inteligência artificial e de outras tecnologias emergentes que, embora ainda não sejam amplamente conhecidas, já são utilizadas para facilitar a cibercriminalidade. Quais são os mecanismos para lutar contra este cibercrime, que é cada vez mais recorrente? É necessário um conjunto de actores, estratégias e estruturas devidamente coordenados para combater o cibercrime. Em Angola, por exemplo, foi aprovada no ano passado a Estratégia Nacional de Cibersegurança, assente em seis eixos. Entre eles estão a Polícia de Investigação Criminal, a Procuradoria-Geral da República e outras instituições de investigação criminal, que devem estar devidamente capacitadas para responder a estes desafios. Por outro lado, existe o Centro Nacional de Cibersegurança. Ou seja, se, por um lado, temos de estar preparados para prevenir, detectar e responder aos incidentes informáticos provocados pelos cibercriminosos, por outro lado devemos ter uma polícia, um Ministério Público e até os tribunais preparados para responder à crescente complexidade destes crimes. A resposta passa, acima de tudo, por uma boa governação. Angola foi recentemente alvo de um ciberataque à rede de telecomunicações da Unitel. Quais são as principais vulnerabilidades do país perante este tipo de ataques? Angola não é um caso único. Os ciberataques em África, como se pode verificar no relatório da Interpol e também em documentos da União Internacional das Telecomunicações, mostram que as vulnerabilidades do continente continuam a ser superiores às da Europa, que se preparou mais cedo, tanto ao nível das capacidades técnicas como dos recursos humanos. No caso específico de Angola, um dos maiores desafios é a literacia digital. Temos responsáveis de sectores estratégicos e de serviços críticos que não possuem ainda a preparação necessária para lidar com estas tecnologias. Se os colaboradores das instituições não tiverem uma consciência mínima sobre protecção de dados e sobre o seu papel na cibersegurança, acabam por ser a principal porta de entrada para muitos ataques. Depois existe a questão tecnológica. Angola tem de investir muito mais nas suas capacidades técnicas de resposta. Essa continua a ser uma das nossas maiores fragilidades e aumenta significativamente os desafios que enfrentamos. Que ameaças representa este cibercrime para a democracia dos países? Em Angola está em discussão, e deverá ser aprovada nos próximos meses, uma lei contra a desinformação. Tudo isto está relacionado. A cibercriminalidade, além de poder comprometer a prestação de serviços, como aconteceu no caso da Unitel, pode também minar a confiança pública em contextos eleitorais, na saúde pública ou, como acontece actualmente, no processo de registo eleitoral. Minar a confiança pública no espaço digital é um dos maiores problemas para a democracia. Além disso, a inteligência artificial facilita a disseminação de desinformação no espaço digital. Ao colocar em causa a credibilidade das instituições - um dos grandes problemas em África e, particularmente, em Angola - agrava ainda mais a situação. Muitas das plataformas que recorrem à inteligência artificial para difundir informações falsas não estão sediadas em Angola, mas têm como alvo o espaço digital angolano. Forma-se, assim, um cenário muito complexo em que se cruzam inteligência artificial, cibercriminalidade e campanhas de desinformação destinadas a fragilizar a confiança nas instituições, na democracia e nos resultados eleitorais. Este fenómeno deve ser combatido para salvaguardar o Estado democrático. E isso obrigará também os Estados a alterar a sua estratégia de defesa? Esse é precisamente o grande desafio. Neste momento continuamos a olhar sobretudo para a dimensão civil, o que é naturalmente urgente. Quando falamos do Centro Nacional de Cibersegurança, da estratégia nacional ou da futura lei contra a desinformação, estamos ainda muito centrados nessa vertente. Contudo, o Estado angolano terá de prestar uma atenção crescente à dimensão militar. O contexto das ciberguerras, no qual a própria desinformação se enquadra, exigirá uma resposta cada vez mais robusta, incluindo por parte das estruturas militares e dos órgãos especializados de defesa.
Resident Evil Requiem já está entre nós há algum tempo e continua rendendo discussões dentro da comunidade. Após a publicação do nosso vídeo especial sobre a história completa do jogo, uma questão passou a chamar ainda mais atenção: as diversas conexões do enredo com Resident Evil 5 e Resident Evil 6. Além disto, declarações recentes envolvendo o remake de Resident Evil CODE: Veronica (2000), Resident Evil Veronica, indicam que a Capcom pretende realizar mudanças narrativas para conectá-lo aos acontecimentos de Requiem. Isto naturalmente levanta uma pergunta: será que o mesmo pode acontecer com um futuro remake de Resident Evil 5? Pensando nisto, Hellena, moderadora do servidor oficial do REVIL no Discord, lançou um desafio para a equipe: como seria Resident Evil 5 se ele fosse reimaginado para se aproximar da essência dos primeiros jogos da franquia? A ideia não é reinventar completamente o título, mas imaginar uma versão alternativa que preserve sua identidade principal enquanto recupera elementos marcantes do survival horror. O resultado foi uma conversa repleta de ideias, debates e propostas sobre como Resident Evil 5 poderia recuperar a atmosfera de tensão, exploração e gerenciamento de recursos que consagraram os primeiros jogos da série. Ouça o podcast! APRESENTAÇÃO: Felipe Turesso PARTICIPANTES: Fred Hiro Hellena Accel EDIÇÃO: Fer Vinhas
As imagens de milhares de pessoas a chegarem a Ceuta podem contribuir para “normalizar a ideia de uma Europa Fortaleza”, considera a investigadora Maria Ferreira. A professora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa sublinha que o que aconteceu no enclave espanhol no norte de África alimenta “a representação discursiva muito utilizada pelos partidos de direita radical da grande invasão” e alerta que essa narrativa já entrou na agenda política dos partidos moderados que vão “cavalgar a onda do alegado perigo dos fluxos migratórios”. “O que seria desejável era que se encontrasse um princípio de solidariedade entre os Estados-Membros que pertencem ao espaço Schengen”, diz Maria Ferreira, mas, até agora, o que esta crise revelou é essa falta de solidariedade. A chegada a Ceuta, na semana passada, de milhares de migrantes desencadeou uma crise diplomática entre Espanha e os parceiros europeus mais críticos em relação à política de migração do Governo do socialista Pedro Sánchez. O líder espanhol lamentou a falta de solidariedade dos parceiros europeus, lembrou que Espanha controlou a sua fronteira em 48 horas e que repatriou a quase totalidade dos migrantes. Mesmo assim, 22 Estados-membros pediram uma reunião de emergência de ministros do Interior, esta terça-feira, em que participam também governantes dos países que não pertencem ao bloco da UE mas que integram o espaço Schengen, como a Suíça, a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein. A liderar esse movimento esteve a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que foi rápida a suspender o tratado de Schengen por causa de Ceuta, tendo no horizonte a campanha eleitoral italiana de 2027. De recordar que, segundo a Frontex, entre 2021 e 2026, a Espanha registou metade das entradas irregulares de migrantes do que Itália, mesmo sendo o único Estado-membro com uma fronteira terrestre com África. Para falarmos sobre este tema, convidámos Maria Ferreira, investigadora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, que alerta que esta situação pode contribuir para “normalizar a ideia de uma Europa Fortaleza” e sublinha que “o que seria desejável era que se encontrasse um princípio de solidariedade entre os Estados-Membros que pertencem ao espaço Schengen”. O problema é que esta crise parece revelar precisamente essa falta de solidariedade, três anos depois de a União Europeia ter ajudado Itália durante a crise migratória de Lampedusa. RFI: O que se espera da reunião desta terça-feira? Maria Ferreira, Investigadora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa: “O que seria desejável era que hoje se encontrasse um princípio de solidariedade entre os Estados-Membros, nomeadamente os Estados-Membros que pertencem ao espaço Schengen. No passado, essa solidariedade permitiu, de alguma forma, que se ultrapassassem as anteriores crises migratórias que foram fustigando as fronteiras externas do espaço Schengen. O que se está a passar neste momento é que Ceuta e Melilla estão a surgir como as cadeias mais fracas da vasta rede que é formada pela fronteira externa do espaço Schengen. E como as questões migratórias estão na agenda não só dos partidos populistas de direita radical, mas também na agenda dos partidos do centro, quer de centro-esquerda quer de centro-direita, os Estados, perante aquelas imagens que percorreram os media e as redes sociais, sentem necessidade de dar resposta perante as suas próprias populações e não parecerem vulneráveis àquele tipo de, digamos assim, violação das fronteiras externas do espaço Schengen.” Está a haver, de certa forma, uma instrumentalização da situação em Ceuta por parte dos governos populistas do resto da Europa? “Não só por parte dos governos populistas. Há que notar que é verdade que as questões migratórias e as questões do asilo - que são coisas distintas, muito embora os partidos populistas de direita radical tendam a não distinguir estes dois factores - são um importantíssimo elemento da agenda política dos partidos radicais de direita populistas, mas há um efeito de contágio para as agendas mesmo dos partidos mais moderados de centro-direita e de centro-esquerda e dos governos mais moderados de centro-esquerda e centro-direita, que muitas vezes estão em coligação com partidos de direita radical ou que, de alguma forma, têm uma posição muito frágil e dependem dos partidos de direita radical - como por exemplo, acontece com a AD e o Chega [Portugal]. Por isso há aqui um efeito de contágio entre os partidos de direita e os próprios partidos que normalmente eram moderados e que tinham uma posição de maior equilíbrio em relação às migrações, mas que hoje têm que responder perante as suas populações e têm que responder perante o medo crescente da população europeia em relação àquilo a que se chama ‘a grande substituição' e aos fluxos que vêm de outros continentes, de outras culturas, e acabam por cavalgar a onda do alegado perigo dos fluxos migratórios que é uma representação discursiva, mas que acabou por ser confirmada por aquelas imagens que nos chegaram nos últimos dias de Ceuta e que vêm, de alguma forma, corroborar a imagem tradicional que é muito utilizada pelos partidos de direita radical da ‘grande invasão', da onda que vem do mar, da onda que vem de uma cultura diferente do Islão e que - dizem - nos vem de alguma forma assaltar e pôr em causa o nosso estilo de vida.” A reunião de hoje, que decorre por videoconferência, surge depois de uma carta assinada por 22 Estados-membros do bloco europeu, não subscrita por Portugal. Esses países lamentaram o que chamaram de “imigração descontrolada”, que constituiria uma “ameaça para a Europa”. Também chegaram a propor a exclusão de Espanha do espaço Schengen, a zona de livre circulação na Europa. É possível excluir a Espanha do espaço Schengen? Ceuta e Melilla pertencem ao espaço Schengen? “Ceuta e Melilla têm um estatuto específico dentro do espaço Schengen porque não é possível haver livre circulação entre os territórios de Ceuta e Melilla e o território continental espanhol. Não é possível à União Europeia excluir um Estado do espaço Schengen. Já foi feita uma proposta pela Comissão Europeia de ser a Comissão Europeia a decidir quando e em que circunstâncias se pode suspender do espaço Schengen. Essa proposta foi vetada, curiosamente, pelos parlamentos nacionais da União Europeia que invocaram o princípio da subsidiariedade e não deixaram que o poder de suspender um Estado do espaço Schengen coubesse à Comissão Europeia. Portanto, esse poder permanece nas mãos dos Estados e só um Estado pode decidir se uma determinada circunstância é grave o suficiente para que esse Estado tome a decisão de suspender o espaço Schengen e reinstaurar o controlo externo das fronteiras. No caso de Ceuta e Melilla, o governo espanhol não precisa de tomar essa decisão porque têm um estatuto especial dentro do espaço Schengen e isso é confirmado por documentos da própria União Europeia. A Espanha não precisa de suspender a livre circulação no espaço Schengen porque não há a possibilidade de haver livre circulação entre esses dois enclaves e o território continental espanhol. Ou seja, há verificação de documentos de identificação entre esses dois territórios que são autónomos e o território continental espanhol, exactamente porque se considera que Ceuta e Melilla são, digamos assim, os elos mais fracos de uma cadeia muito vasta que são as fronteiras externas do espaço Schengen. E como a robustez dessa cadeia depende da robustez dos elos mais fracos, a Ceuta e Melilla foi-lhes concedido este estatuto especial e não há possibilidade de se entrar no espaço continental espanhol e logo no espaço Schengen através de Ceuta e Melilla. E é por isso que a reacção italiana ou a reacção finlandesa ou mesma a reacção francesa noutro grau não têm grande sentido porque não é possível aos migrantes, como aliás se viu, entrarem no território continental espanhol via Ceuta ou via Melilla e depois passarem a circular livremente no espaço Schengen de forma regular. Não quer dizer que isso não aconteça de forma ilegal ou irregular, mas de forma regular isso não pode acontecer até porque nem Itália nem a Finlândia fazem fronteira directa com a Espanha, só França e Portugal é que estariam nessa situação. Por isso, a reacção, sobretudo italiana, quer de outros Estados europeus, não faz sentido no quadro das próprias leis do regime de Schengen.” Alguns analistas sugeriram que Marrocos poderia ter permitido a travessia dos migrantes para exercer pressão diplomática sobre Espanha, que recentemente melhorou as suas relações com a Argélia. As autoridades espanholas, por sua vez, responsabilizaram redes criminosas de difundir boatos sobre a questão do Tribunal Supremo Espanhol sobre a imigração. Qual é que é concretamente a política migratória espanhola? Pedro Sánchez tem uma visão diferente do resto dos europeus, uma visão mais aberta para acolher os migrantes? “Tem uma visão que é, ao mesmo tempo, mais humanista porque trata os migrantes como seres humanos, o que muitas vezes é esquecido na retórica dos partidos populistas de direita radical - e chamo a atenção que hoje saiu a notícia de que o governo espanhol está já atento ao facto de grande parte destes imigrantes serem menores não acompanhados e terem que ser, por exemplo, reintegrados em centros de acolhimento - mas também tem uma perspectiva particularmente pragmática porque com o envelhecimento demográfico nós sabemos que a Europa e a União Europeia precisa de mão-de-obra. E se nós ouvirmos os testemunhos destes jovens que fizeram a travessia, muitas vezes eles dizem: ‘Nós temos skills, nós temos profissões, nós temos coisas para dar aos europeus, nós podemos trabalhar'. A Europa precisa dessa mão-de-obra laboral, algo que muitas vezes é esquecido na retórica dos partidos de extrema-direita que rejeitam este tipo de fluxos migratórios, sabendo, por exemplo, que em Portugal, no sector da construção, há uma grande necessidade de mão-de-obra. Agora, não podemos pôr só o foco de análise nos governos europeus. O governo de Marrocos tem aqui um papel fundamental porque, de alguma forma, fechou os olhos a este fluxo massivo para Ceuta, porque tem problemas internos de desemprego, de instabilidade social que nós, quando olhamos para a questão migratória no sul da Europa, tendemos a esquecer. Portanto, não podemos olhar só para as políticas migratórias italiana, francesa, portuguesa e neste caso, espanhola. Também temos que olhar para os vectores que vêm do sul, ou seja, para os problemas que os países como Marrocos ou como a Argélia têm. E não estou só a falar de problemas de política internacional que têm a ver, por exemplo, com os acordos entre Espanha e Argélia que teriam beliscado a relação com Marrocos. Estou a falar de problemas de segurança humana, de escassez de recursos para manter a população. E é claro que essa pressão sentida por Marrocos faz com que estes países facilitem o trânsito, sobretudo de jovens que não conseguem empregar e que não conseguem integrar nas suas sociedades, para os países europeus. Temos que ter aqui uma análise, penso eu, mais abrangente. Olhar não só para as nossas necessidades enquanto país de acolhimento, mas também para as necessidades dos países que são a origem dos fluxos migratórios e é aquilo que a União Europeia tem estado a fazer nos últimos anos, e tentar eliminar as raízes dos fluxos migratórios, sobretudo ilegais, nos países de origem. E não nos esqueçamos que daqui a quatro anos e meio, Marrocos vai também organizar com Portugal e Espanha, o Campeonato do Mundo de Futebol e, portanto, vão aqui existir dinâmicas de fluxos migratórios possivelmente mais intensas e esta questão vai ser recorrente, mesmo que Espanha agora consiga reenviar para Marrocos como está a fazer com grande parte destes fluxos migratórios, esta questão será sempre recorrente. Como nós vimos, basta uma notícia começar a correr nas redes sociais de que haverá uma maior facilitação por parte de Espanha, uma perspectiva mais favorável em relação aos fluxos migratórios, para esta questão poder ser recorrente e poder ocorrer mais vezes.” O que aconteceu em Ceuta, com estes milhares de pessoas a tentarem entrar a nado, pode fechar ainda mais as portas da Europa? “Vem, no fundo, normalizar a ideia da ‘Europa Fortaleza', a Europa que mesmo estando com uma situação de inverno demográfico, não está disponível para aceitar fluxos migratórios que venham de países pobres e, sobretudo, fluxos migratórios que venham de países com práticas religiosas e práticas culturais muito distintas das nossas. Aqui a questão é que os partidos populistas de extrema-direita conseguiram normalizar a ideia de que os fluxos migratórios que vêm, por exemplo, do Norte de da África ou que vêm do Médio Oriente, mas sobretudo do Norte de África, são fluxos migratórios cujo objectivo é substituir a população nativa europeia, que - dizem - têm uma religião diferente porque têm práticas culturais diferentes, por isso são um perigo para a nossa sobrevivência enquanto cultura. Esta é uma ideia que não circula só nos partidos de direita radical, é uma ideia que foi internalizada pelos partidos de centro-direita e de centro-esquerda, sobretudo centro-direita, e que se está a tornar recorrente, não só a nível dos Estados como também ao nível da União Europeia. Repare que a Comissão, nas suas políticas de integração de migrantes, aconselha aos Estados que façam uma triagem da população migrante que quer efectivamente integrar nos seus Estados. Ou seja, a própria Comissão Europeia sinaliza aos Estados que prefere a integração, por exemplo, de migrantes altamente qualificados vindos de Estados que não coloquem uma ameaça existencial à sobrevivência daquilo que se considera ser a cultura europeia. Isto é um anátema porque a cultura europeia sempre foi mestiça, sempre foi feita de trocas, de interculturalidade, mas isto é obliviado por esta ideia da ‘grande invasão'. Ainda ontem eu ouvia comentários de analistas insuspeitos do centro a dizer que há uma vontade dos líderes religiosos islâmicos de colonizar a Europa. Isto não é dito por líderes de partidos de extrema-direita, é dito por analistas de política internacional, insuspeitos, de centro. Portanto, é uma ideia de que ‘a grande invasão' está em marcha e que, a longo prazo, o objectivo é voltar a colonizar certas áreas da Europa, por exemplo, a Península Ibérica, que já foi uma área islâmica.” Há um pacto de migrações e asilo da União Europeia. O que é que diz este pacto e as políticas migratórias de cada Estado-Membro são diferentes? “As políticas migratórias de cada Estado-Membro são muito diferentes porque na União Europeia está proibida a harmonização de políticas de integração. A União Europeia só tem políticas migratórias no que toca ao controlo das fronteiras externas, nomeadamente das fronteiras de Schengen. A União Europeia, porque não tem competências no campo das leis da nacionalidade, não pode interferir nas regras que cada Estado define para a integração de migrantes e está muito bem definido no Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia que a União Europeia não pode harmonizar nenhum tipo de regulamento que tenha a ver com integração de migrantes. O que significa que os Estados têm uma grande margem de manobra para definir as suas políticas migratórias internas porque a União Europeia só intervém na gestão das fronteiras externas e faz - isso é muito visível no tratado sobre o funcionamento da União Europeia, nas regras do espaço, liberdade, segurança e justiça - faz uma divisão muito vincada entre os cidadãos europeus e aquilo a que se chama os nacionais de países terceiros. Portanto, os Estados-Membros sentem-se com margem de manobra - e vão sentir que esta regra da não harmonização das políticas de integração vai prevalecer no futuro – sentem-se como margem de manobra para poderem definir as suas políticas migratórias. A União Europeia, no fundo, tem muito poucas competências para além da gestão do controlo do espaço Schengen no campo da migração e do asilo. Tem algumas competências no campo do acolhimento dos migrantes, mas o verdadeiro cerne das competências de migração e de integração - aqui as políticas de integração são fundamentais - está nas mãos dos Estados.”
A chegada de milhares de pessoas ao enclave espanhol de Ceuta, vindas de Marrocos, criou uma onda de contestação contra as autoridades espanholas vindas de outros países europeus. No entanto, para Raúl M. Braga Pires, este fenómeno trata-se de um "assunto exclusivamente marroquino", motivado pela difícil sucessão de Mohammed VI. Ceuta, enclave espanhol em África, recebeu na semana passada, apenas em dois dias, mais de 50 mil pessoas em busca de uma entrada assegurada na Europa. Algumas pessoas vieram a pé, outras a nado, resultando em mais de 70 mortos, segundo dados de Madrid, enquanto Rabat apenas admite 11 vítimas mortais. Questionados sobre os motivos desta rápida mobilização, os jovens que acorreram a Ceuta vindos de Marrocos, disseram que tinham visto nas redes sociais que a Espanha estava a acolher todos os imigrantes. Entretanto, milhares de pessoas que chegaram a este enclave, que conta com uma população residente espanhola de cerca de 80 mil pessoas, já partiram, com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, a assegurar que todos serão reencaminhados para Marrocos. Este afluxo repentino fez tremer as bases da política migratória europeia, sendo que Itália, assim como a Dinamarca e a Finlândia pediram a suspensão da Espanha do Espaço Schengen, que permite a livre circulação na Europa. Uma reacção motivada por movimentos de extrema-direita em toda a Europa, já que o estatuto de Ceuta, faz com que este enclave não esteja no Espaço Schengen. Para Raúl M. Braga Pires, especialista do Norte de África e Professor no Instituto Piaget de Almada, que no passado leccionou em Marrocos, este afluxo de jovens marroquinos está ligado à sucessão de Mohammed VI e trata-se de um assunto interno de Marrocos. "Há uma conjugação de factores que desaguaram todos no dia 30 de Julho, que é o dia da Festa do Trono. À imagem do 10 de Junho em Portugal, é sempre escolhida uma cidade diferente cada ano para a celebração. E na verdade este ano foi escolhida a cidade de Mdik-Fnideq [a cidade marroquina mais próxima de Ceuta] e no dia 30 estava toda a gente [todas as autoridades marroquinas] a 30 quilómetros dos acontecimentos, a celebrar 27 anos do reinado de Mohammed VI. Quantos mais anos é que este rei festejará a festa do seu trono? E, portanto, isto levanta aqui a questão da sucessão, o que começa a levantar também mais do que um candidato ou mais do que uma preferência. Portanto, há tendências e isto é um assunto exclusivamente marroquino", explicou o académico. Esta migração em massa aconteceu também no mesmo mês em que o Tribunal Supremo espanhol anunciou que interpretou a disposição da Lei de Estrangeiros sobre a rejeição de imigrantes ilegais na fronteira como aplicável apenas quando o migrante transpõe "elementos de contenção" física, como saltar uma vedação e não para quem chega a nado. Esta notícia terá sido propagada nas redes sociais e repassada pelas organizações de tráfico humano a quem espera uma oportunidade de vir para a Europa. Já o argumento que este movimento teria sido motivado por um mal-estar da administração marroquina face à apróximação entre a Espanha e a Algéria não chega para explicar este fenómeno, segundo Raúl M. Braga Pires. "Relativamente à Argélia, evidentemente que incomoda Marrocos de uma certa maneira esta aproximação. Embora eles saibam que uma aproximação à Argélia não invalida a aproximação a Marrocos. Aliás, o menos interessante disto tudo é que Marrocos nunca teve um governo tão favorável em Espanha como o de agora. E, portanto, os marroquinos não se vão boicotar a eles próprios", detalhou o investigador. As imagens de milhares de pessoas a a chegarem a Ceuta têm sido reproduzidas pelos meios de comunicação e nas redes sociais, servindo de argumento a países como a Itália, governada actualmente por um executivo de extrema-direita, para afastar a Espanha do Espaço Schengen. Também os partidos de extrema-direita vieram criticar a actuação de Pedro Sanchez e o facto de Espanha estar a receber nos últimos anos uma onda de migrantes vindos tanto de África como da América do Sul. A União Europeia vai realizar uma reunião de emergência na terça-feira para discutir esta crise migratória em Ceuta. Vinte e dois Estados-membros escreveram uma carta conjunta apelando a uma acção coordenada e ao reforço das fronteiras externas da União Europeia após este episódio. Apesar da maioria dos migrantes que chegaram a Ceuta já terem partido, e de dezenas de mortes terem sido registadas pelas autoridades espanholas, Raúl M. Braga Pires avisa que a extrema-direita europeia - tendo até ecos nos movimentos conservadores norte-americanos - "tem imagens para dar e vender" sobre os perigos da imigração de massa. "Há aqui uma questão fundamental que é nós vivemos neste momento, no momento da imagem, não é? Portanto, havendo estas imagens, até o Trump vem argumentar relativamente às imagens e ao que vai acontecer aos Estados Unidos se não construírem muros, se não tomarem as medidas que querem tomar e que andam a adiar. Obviamente que sim. Isto é, agora a extrema direita tem imagens para dar, vender e fazer propaganda através delas. Isso é truncar os assuntos. Quer dizer, desde a pandemia o jogo mudou. Desde uqe temos estas novas tecnologias. A extrema direita tem, agora tem as imagens e isso basta. É fundamental. Basta ter uma imagem para para depois se extrapolar o que se tem", concluiu o professor universitário.
Art. 1º A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO e tem como fundamentos: I – a SOBERANIA; Parágrafo único. Todo o poder emana do POVO, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta CONSTITUIÇÃO). DURO É ESTE DISCURSO. QUEM PODE SUPORTAR? DISSERAM OS DISCÍPULOS. Vendo JESUS, que murmuravam, disse: Isto escandaliza vocês? E se vissem o FILHO DO HOMEM subir para onde estava no início? O ESPÍRITO É O QUE VIVIFICA, a carne para nada aproveita. AS PALAVRAS QUE FALO SÃO ESPÍRITO E VIDA. Mas alguns de vocês não acreditam. JESUS bem sabia, desde o início, quem eram os que não acreditaram. Por isso eu disse que ninguém pode vir a mim, SE POR MEU PAI NÃO FOR CONCEDIDO. JULGUE... SEGUNDO A RETA JUSTIÇA.E TOMÉ DISSE: COMO PODEMOS SABER O CAMINHO? JESUS DISSE: EU SOU o caminho, a verdade e a vida. NINGUÉM VEM AO PAI, SENÃO POR MIM. E FILIPE DISSE: SENHOR, NOS MOSTRE O PAI, O QUE NOS BASTA. JESUS DISSE: ESTOU TANTO TEMPO COM VOCÊ, E NÃO TEM RECONHECIDO FILIPE? QUEM ME VÊ, VÊ O PAI. E COMO VOCÊ DIZ: NOS MOSTRE O PAI?João 6:60-65; 7:24; 14:5-6,8-9 TENDO JESUS NASCIDO EM BELÉM, vieram uns magos do Oriente (= astrônomos, médicos, cientistas não judeus), dizendo: Onde está aquele que é nascido "rei dos judeus"? PORQUE VIMOS A SUA ESTRELA NO ORIENTE, E VIEMOS RECONHECÊ-LO. E sendo enviados a BELÉM, A ESTRELA que tinham visto no Oriente, IA ADIANTE deles, e, chegando, parou sobre o lugar onde JESUS estava. VENDO ELES A ESTRELA, MUITO SE ALEGRARAM. NÃO PENSEM QUE VIM TRAZER PAZ À TERRA. NÃO VIM TRAZER PAZ, MAS "ESPADA". Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos? Qualquer que fizer a vontade de meu Pai, este é meu irmão, irmã, mãe. Saibam: O reino dos céus, é comparado ao "comerciante", que procura boas pérolas. Achando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha, e a comprou. E se escandalizavam nele. Jesus disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa (=nem mesmo os irmãos de Jesus acreditavam nele). E NINGUÉM CONSEGUIA EXPULSAR O DEMÔNIO. JESUS DISSE: GERAÇÃO INCRÉDULA E PERVERSA. ATÉ QUANDO EU ESTAREI COM VOCÊS, ATÉ QUANDO TEREI QUE SUPORTÁ-LOS? E, JESUS EXPULSOU O DEMÔNIO. O CÉU E A TERRA PASSARÃO, MAS AS MINHAS PALAVRAS NÃO.Mateus 2:1-2,9-10; 10:34; 12:48-50; 13:45-46,57-58; 17:17-18; 24:35 EU MOSTRAREI A QUEM DEVEM TER MEDO. TENHAM MEDO DAQUELE QUE, TAMBÉM TEM PODER PARA JOGAR NO INFERNO. SIM, EU AFIRMO, A ESSE TENHAM MEDO. VERÃO VIR O FILHO DO HOMEM NUMA NUVEM, COM GRANDE PODER. VIGIEM, EM TODO O TEMPO, para que sejam vistos dignos de evitar todas as coisas que irão acontecer, e estarem em pé diante do FILHO DO HOMEM. MULHERES, chorem por vocês mesmas, e por seus filhos. Virão dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram (=ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias; melhor é um aborto do que ver o que se passa debaixo do sol). RESSUSCITADO E INDO ADIANTE, DISSE AOS QUE NÃO O RECONHECERAM: ESTÚPIDOS E ATRASADOS PARA ACREDITAREM EM TUDO NO QUE OS PROFETAS DISSERAM!Lucas 12:4-5; 21:27,36; 23:28-31; 24:25 DO MEIO AMBIENTE: ART. 225. TODOS TÊM DIREITO AO MEIO AMBIENTE ECOLOGICAMENTE EQUILIBRADO, BEM DE USO COMUM DO POVO E ESSENCIAL À SADIA QUALIDADE DE VIDA, IMPONDO-SE AO PODER PÚBLICO E À COLETIVIDADE O DEVER DE DEFENDÊ-LO E PRESERVÁ-LO PARA AS PRESENTES E FUTURAS GERAÇÕES.Ezequiel 11:1-12 Art. 37. XXII – § 1º § 2º § 4º § 16CF-Edição STF
No terceiro domingo consecutivo, a liturgia coloca no centro da nossa reflexão o Reino de Deus. À primeira vista, poderíamos perguntar: haverá assim tanto para dizer sobre o Reino? Na verdade, há, porque ele constitui o coração da pregação de Jesus. As suas primeiras palavras são claras: «Arrependei-vos e acreditai, porque o Reino de Deus está próximo.» O Reino revela-nos a meta da nossa peregrinação: aquilo que Deus sonha para cada um de nós.São Paulo exprime-o de forma admirável: fomos chamados a ser «conformes à imagem do seu Filho». Isto significa deixarmo-nos moldar por Cristo, até nos tornarmos outros Cristos. É este o exercício quotidiano da vida cristã: abandonar tudo o que nos afasta do Reino e abraçar tudo o que nos torna mais semelhantes ao rosto de Jesus.O Evangelho apresenta o Reino como um tesouro escondido e como uma pérola de grande valor. Quem os encontra vende tudo o que possui, não porque despreze o resto, mas porque descobriu algo infinitamente melhor. Este é o dinamismo da fé: Deus não nos conquista pelo medo, pelo cálculo ou pela obrigação, mas pela beleza do seu amor. O Senhor não se impõe; propõe-se. Cabe-nos deixar-nos enamorar pela sua verdade e pela sua bondade.Talvez por isso o salmista proclame: «Quanto amo, Senhor, a vossa lei!» Não diz: quanto a temo, quanto a cumpro ou quanto a suporto. Diz: quanto a amo. Só quem experimenta a beleza de Deus consegue escolher verdadeiramente o seu caminho.Mas isso exige tempo. Precisamos de reservar momentos «sem tempo»: instantes de silêncio, de oração, de escuta e de contemplação. É verdade que encontramos Deus nas tarefas do dia a dia, mas reconhecemo-lo com muito maior facilidade quando aprendemos primeiro a permanecer na sua presença. A liturgia retira-nos do ritmo frenético da vida e devolve profundidade aos nossos dias; a oração reorganiza o coração e clarifica o olhar.Depois chega o momento mais exigente: o das escolhas. Aqui, na igreja, é relativamente fácil desejar ser cristão. A dificuldade começa quando regressamos à família, ao trabalho, à escola ou às redes sociais, onde tantas vozes nos dizem como devemos viver. Sem um coração formado por Deus, acabamos facilmente confundidos.É por isso que a primeira leitura é tão atual. Quando Deus pergunta a Salomão o que deseja receber, ele não pede riqueza nem poder. Pede «um coração inteligente para distinguir o bem do mal». Talvez esta devesse ser também a nossa oração quotidiana: «Senhor, dai-me um coração sábio, capaz de reconhecer o bem e de o escolher.»Contudo, a vida de Salomão recorda-nos também que esse dom não dispensa a vigilância. Apesar da sabedoria recebida, nem sempre permaneceu fiel. Também nós precisamos de renovar continuamente este pedido, porque discernir o bem e escolhê-lo não é uma conquista definitiva, mas um caminho de conversão permanente.Que o Senhor nos conceda, hoje e sempre, um coração convertido, capaz de reconhecer o verdadeiro tesouro e de escolher, em cada circunstância, aquilo que mais nos aproxima do seu Reino.
Uma bebé de ano e meio morreu depois de ter ficado esquecida cerca de sete horas dentro da carrinha de uma creche em Almada. O caso foi entregue à Polícia JudiciáriaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Devocional 1 Timóteo Dou graças a Cristo Jesus, Senhor nosso, que me encheu de coragem e que me tornou digno de estar ao seu serviço, a mim que antes o ofendia, o perseguia e que me revoltava contra ele. Mas ele foi misericordioso comigo, pois eu não sabia o que andava a fazer porque não tinha fé. Contudo, a graça do Senhor foi muito grande para comigo e encheu-me de fé e amor, em união com Cristo Jesus. É bem certa e digna de confiança aquela palavra que se diz: «Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores.» E o primeiro pecador sou eu. Mas por isso mesmo é que fui tratado com misericórdia, para que Cristo Jesus pudesse mostrar, começando por mim, toda a sua paciência. Isto a fim de servir de exemplo para aqueles que depois haviam de acreditar nele, a fim de alcançarem a vida eterna. 1 Timóteo 1.12-16 O amor de Deus deixa-me sem palavras. É-me difícil expressar a gratidão que me invade por não ter desistido de mim. Tenho perfeita noção de como era feio interiormente. Não fora Ele e continuaria uma lástima. Ainda estou, obviamente, em processo de santificação, logo longe de ser o que desejo, mas pela graça de Deus já não sou o que era. Sim, desarma-me completamente saber que, na Sua extrema bondade, resolveu “tornar-me digno de estar ao Seu serviço.” Logo eu que O ofendi a torto e a direito com as minhas rebeldias e pedantices. Valeu-me “Ele ter sido misericordioso comigo”, apesar de eu não ter um pingo de vergonha e de me faltarem dois dedos de testa espiritual. “Contudo, a graça do Senhor foi muito grande para comigo e encheu-me de fé e amor, em união com Cristo Jesus.” Hoje considero-me, inegavelmente, um sortudo e tanto. Basta lembrar que, sendo um pecador de primeira apanha, estou, em Cristo, inteiramente perdoado. Sou, assim, mais um que Deus restaurou para sublinhar que n'Ele há esperança para qualquer pessoa. Que privilégio ser um instrumento Seu para que outros sigam Jesus e “alcancem vida para sempre”! - Jónatas Figueiredo
Mónica Dias diz que Trump trata a política como um negócio. Relativamente à Ucrânia, a especialista diz que troca na Defesa serve para resolver conflitos internos e que aposta em drones é para manter.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Če v spletni iskalnik vnesemo naslov oder.slogi.si, zagledamo novi portal slovenskih uprizoritvenih umetnosti Oder, ki je nastal pod okriljem Slovenskega gledališkega inštituta. Ponuja vpogled v Slovensko gledališko enciklopedijo, napovednike odrskih dogodkov, kritike in mnenja, pa rubriko Slovenska drama v prevodu v angleščini, namenjeno tujcem. O tem in o novi pesniški zbirki Moje srce je čisto umazano akademskega slikarja Silvestra Plotajsa Sicoa. Zanj značilne so slike, polne barv in igrivih podob, pa tudi besed in verzov, ki jih zapiše na platno. Hkrati se ob branju njegovih pesmi zdi, kot bi brali njegove slike.
Devocional 1 Timóteo Sabemos que a Lei de Moisés é boa para quem se serve dela de modo legítimo. Note-se, porém, que a lei não é para os que cumprem a vontade de Deus, mas sim para os que a não cumprem e para os revoltosos, para os pecadores, para os que não aceitam nem respeitam a Deus nem as coisas santas, para os que são capazes de matar pai e mãe ou outra pessoa qualquer. É para os que praticam a imoralidade, para os homossexuais, para os que escravizam os outros, para os mentirosos, para os que juram falso e para aqueles que fazem seja o que for, contrário à verdadeira doutrina. Isto é que está de acordo com a boa nova gloriosa do Deus bendito, a qual me foi confiada. 1 Timóteo 1.8-11 As orientações de Deus são essenciais para nos balizar no dia a dia. Sem as Suas dicas vagueamos sem rumo, andando às voltinhas sobre nós mesmos e perdendo-nos no emaranhado de pensamentos volúveis. Precisamos, “como de pão para a boca”, dos Seus mandamentos. São eles que nos situam e nos indicam o caminho eterno. O propósito da Bíblia não é amedrontar-nos, mas, sim, encaminhar-nos para o colo de Deus. Não Lhe obedeçamos por pavor da “Lei” ou temor das respectivas consequências, antes nos mova o receio de frustrar o amor de Cristo e entristecer o coração do Pai. Rejamo-nos pela lei do amor, tendo perfeita noção que hoje, tal como no decorrer dos séculos, os tempos são de rebeldia espiritual. Mais do que nos chocarmos com práticas caídas, até porque é bom não esquecer que já vivemos enlameados nelas, sintamo-nos impelidos a partilhar com quem nos rodeia, o que “está de acordo com a boa nova gloriosa do Deus bendito”, a fim de que mais vidas possam vir a descobrir a beleza da amizade com Ele. - Jónatas Figueiredo
Angelluz, um podcast sobre Anjos e o Reino Angélico - #739 – Força, Poder e Vontade – Atuação do Raio Azul.Este episódio aborda os seguintes assuntos:1 – O Mestre El Morya é o Senhor do 1° Raio, ou seja, do Raio Azul do Poder. Esrte Raio contem o Pensamento Divino do Coração e Espírito do Pai e o transmite aos seus colaboradores dos reinos dos Ascensionados e dos não ascensionados. Isto significa: Ele é Força- Motriz, o Movimento e Guia de novas ideias. Morya e todos que trabalham no 1° Raio são chamados de “pioneiros” propagadores de novas ideias.2 - Finaliza com a Meditação Guiada “Encontro com o Mestre do Raio Azul da Vontade Divina”. Uma meditação de cura, pacífica e rejuvenescedora ajudando você em sua jornada espiritual. Uma viagem ao encontro com o Mestre do Raio Azul da Vontade de Deus.
A reeleição de Carlos Vila Nova à primeira volta, com 55,94%, representa mais do que a continuidade na Presidência de São Tomé e Príncipe. Para o analista Olívio Diogo, o resultado traduz uma derrota política de Patrício Trovoada, fragiliza a liderança do ADI e abre caminho para uma reconfiguração do panorama partidário, num contexto marcado pela elevada abstenção e pelo desafio de restaurar a confiança nas instituições. RFI: Que leitura faz desta vitória de Carlos Vila Nova e do significado político deste resultado? Olívio Diogo: É preciso dizer que a primeira coisa de que se fala, quando se comenta esta eleição presidencial, é dar um grande parabéns ao povo são-tomense. O povo são-tomense mostrou, mais uma vez, de forma inequívoca, que é uma população que, apesar das dificuldades que enfrenta, é muito pacífica na forma como encara os resultados eleitorais. Foi, como disse e como manifestou a comunidade internacional, uma eleição que decorreu de forma transparente, livre e completamente pacífica. Este é o primeiro aspecto que devemos retirar destes resultados eleitorais. Este resultado revela claramente que o Presidente Carlos Vila Nova não foi avaliado eleitoralmente pelo seu mandato. O que aconteceu foi, sim, uma manifestação clara contra o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada, que indicou Nito d'Abreu como o seu candidato. A população disse claramente não a esse candidato. Disse claramente não à atitude e à posição de Patrício Trovoada em relação ao partido e ao país, nomeadamente ao seu constante afastamento do país e ao discurso que tem vindo a fazer. A população aproveitou esta eleição para manifestar o seu descontentamento relativamente a essa situação. Esta é uma derrota para o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada? Exactamente. Esta é uma derrota clara e inequívoca para Patrício Trovoada. A população que foi às urnas foi dizer-lhe claramente que esta é uma derrota política para ele. Nito d'Abreu é um candidato que não é do ADI, mas sim um candidato pessoal de Patrício Trovoada. Foi ele quem o indicou, sem consultar o partido, sem ouvir os órgãos competentes e sem permitir que o partido pudesse avaliar essa candidatura. Foi uma aposta exclusivamente sua e essa aposta saiu derrotada. Consequentemente, esta foi também uma derrota clara para Patrício Trovoada nestas eleições. O apoio de Patrício Trovoada a Nito d'Abreu pesou na derrota do candidato da ADI, o partido sai politicamente fragilizado? O partido sai muito fragilizado destas eleições. E a actual direcção do partido sai completamente fragilizada. É preciso dizer que este resultado vem reforçar a posição de Américo Ramos, que tem vindo a desenvolver todas as acções necessárias para assumir a direcção do partido. Ele sai bastante reforçado. Com este resultado eleitoral, Américo Ramos passa a ter todas as condições para assumir a liderança do partido, porque não acredito que o ADI continue a aceitar uma governação feita a partir do exterior, como Patrício Trovoada tem feito até agora. Ele encontra-se fora do país e continua a dirigir o partido. Isto não pode continuar. O partido não tem sustentabilidade nestas condições. É assim que estas eleições ficam marcadas: Carlos Vila Nova conquista um novo mandato e, simultaneamente, o ADI, sob a liderança de Patrício Trovoada, sai mais fragilizado. Penso que chegou o momento de as pessoas dizerem claramente que o ADI precisa de uma nova direcção, de uma nova liderança, de uma nova perspectiva e de uma nova metodologia de trabalho para o futuro. Será que, até Setembro, às próximas eleições, o ADI tem tempo para repensar e até mesmo reestruturar o partido? Não, essa reestruturação já tem vindo a ser desencadeada. É preciso perceber uma coisa: o Patrício Trovoada continua a ser presidente do partido, mas não está no país. Ele não foi obrigado a sair nem pediu asilo político; saiu por sua livre vontade. Ainda assim, pretende continuar a conduzir o partido para as eleições a partir do exterior. Neste momento, o presidente do partido praticamente abandonou a sua presença no país, continuando, no entanto, a dirigir o ADI a partir de fora. Esta forma de governação do partido, que considero uma situação de ingovernabilidade, leva naturalmente a um reajuste da estrutura partidária e da própria liderança. É preciso dizer também que muitos militantes do ADI que apoiavam Patrício Trovoada sentiram-se lesados pelo facto de ele ter escolhido Nito d'Abreu, uma personalidade sem trajectória política relevante e sem experiência significativa na administração pública, para candidato à Presidência da República. Esse factor também contribuiu para que este resultado eleitoral se verificasse. É preciso também falar da questão da abstenção. Temos de ser muito claros relativamente a esse aspecto. Há dois ou três fatores que podem explicar a elevada abstenção nestas eleições; O primeiro tem naturalmente a ver com a imigração. Muitas pessoas que emigraram continuam inscritas nos cadernos eleitorais. Como sabe, esta foi a primeira eleição em que não houve um processo tradicional de inscrição eleitoral. A actualização foi feita automaticamente com base nos dados do registo civil. Assim, todos os cidadãos que já tinham completado 18 anos passaram automaticamente a integrar os cadernos eleitorais e a poder exercer o seu direito de voto. Este aspeto é importante porque muitas das pessoas emigradas ainda não actualizaram os seus dados, permanecendo inscritas, embora já não residam no país. Outro factor importante é o facto de muitas pessoas, neste momento, não se identificarem com os políticos do país. Cada vez mais se verifica um afastamento entre os cidadãos e a classe política. Isso ficou também evidente nestas eleições. As pessoas deixaram de acreditar na forma como os políticos actuam e encontraram na abstenção uma forma de manifestar esse descontentamento. Foi isso que também aconteceu. Esta reduzida afluência às urnas pode retirar força política à vitória de Carlos Vila Nova? Não creio que isso não lhe retire força política. Não lhe retira força política por uma razão muito simples: a partir do momento em que é eleito Presidente da República, passa a exercer todas as funções que a Constituição lhe atribui. Foi eleito Presidente da República e, independentemente da taxa de abstenção, exercerá plenamente essas funções. Portanto, a abstenção não lhe retira legitimidade nem força política. Contudo, deve levá-lo a reflectir sobre aquilo que foi a sua actuação durante os últimos cinco anos. A sua governação pode, efectivamente, ter contribuído para que uma parte significativa do eleitorado optasse pela abstenção. Que desafios mais urgentes esperam agora Carlos Vila Nova neste segundo mandato, tanto no plano interno como nas relações internacionais? O primeiro desafio que Carlos Vila Nova tem, no meu entender, é perceber rapidamente que a sua eleição aconteceu ontem. Todas as alianças políticas que fez com os outros partidos para efeitos da sua candidatura terminaram com o acto eleitoral. A partir do momento em que tomar posse, vai ser o Presidente de todos os são-tomenses. Todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua opção política. Esse é o primeiro grande desafio. O segundo desafio prende-se com as relações bilaterais do país. As nossas relações internacionais têm estado bastante fragilizadas ao longo dos últimos tempos, sobretudo com países como Angola, Portugal e outros parceiros estratégicos. É importante que Carlos Vila Nova encontre mecanismos para reforçar essas relações, porque, como sabemos, São Tomé e Príncipe é um país insular, sem ligações terrestres a qualquer outro Estado. Por isso, é fundamental fortalecer as relações bilaterais com os nossos parceiros internacionais, para que delas resultem benefícios concretos para o desenvolvimento do país e para a melhoria das condições de vida da população. Outro grande desafio para Carlos Vila Nova vai ser transmitir uma imagem de tranquilidade e de unidade nacional. Durante esta campanha eleitoral assistiu-se à divulgação de mensagens marcadas pelo ódio, pela raiva e até por intenções de vingança. Tudo isso deve agora ser ultrapassado. Somos todos são-tomenses e aquilo que todos desejamos é que o nosso país continue a melhorar, para que todos possam viver felizes nesta terra, que é um verdadeiro paraíso. Falava da campanha, marcada por crispação política, por boicotes e também por desinformação. Que sinais considera importantes observar nos próximos dias para avaliar a estabilidade política e institucional de São Tomé e Príncipe? É verdade que houve boicotes e, como referi, esses boicotes podem estar relacionados com os níveis de abstenção. Trata-se de manifestações de descontentamento por parte da população, que não devem ser ignoradas. O Presidente da República terá de encontrar um espaço de diálogo apropriado para transmitir uma mensagem clara aos cidadãos, restaurando a confiança nas instituições políticas, nos partidos e na própria Presidência da República. Esse será também um passo importante para reforçar a estabilidade política e institucional do país. Esta eleição pode representar o fim de um ciclo político e dar início a uma nova configuração do poder em São Tomé e Príncipe? Sim, naturalmente. Aquilo que aconteceu nestas eleições aponta para uma nova configuração do mosaico político e eleitoral em São Tomé e Príncipe. Neste momento, temos o MCI, partido liderado por Delfim Neves, que, na minha perspectiva, saiu politicamente reforçado. O candidato apoiado por este partido obteve um desempenho superior ao que muitos esperavam. É importante recordar que a candidatura de Carlos Vila Nova contou com o apoio de várias forças políticas e que, no próprio ADI, muitos dirigentes e militantes não apoiaram de forma clara a candidatura de Nito d'Abreu. Poucos foram os que manifestaram um apoio efectivo ao candidato, o que também é reflexo do trabalho político desenvolvido pelo MCI e pelos restantes partidos que apoiaram Carlos Vila Nova. Por outro lado, partidos como o MLSTP/PSD, o MDFM e outras forças políticas terão agora de fazer uma avaliação profunda da sua situação política. O MLSTP/PSD, como sabemos, atravessa também um momento de fragilidade, muito por causa da indefinição demonstrada ao longo deste processo eleitoral. Espera-se que consiga redefinir a sua posição e preparar-se para os próximos desafios políticos. Quanto ao ADI, a grande questão passa por saber que caminho vai seguir. Não sei se conseguirá renovar a sua liderança com Américo Ramos ou se continuará sob a direcção de Patrício Trovoada, que sofreu uma derrota política muito significativa nestas eleições. Se Patrício Trovoada continuar a liderar o partido, considero que será muito difícil evitar uma nova derrota nas próximas eleições legislativas.
Xana Carvalho sempre sonhou com a música. Cresceu num ambiente familiar marcado por discussões constantes entre os pais e, por acompanhar frequentemente o pai, que era cantor, acreditou desde cedo que esse também seria o seu caminho. Anos mais tarde, ao revisitar a infância conturbada que viveu, questiona se essa escolha foi verdadeiramente sua. “Isto é mesmo um sonho meu ou foi só uma forma que arranjei de agradar?”, pergunta-se. No Alta Definição, recorda como o temperamento imprevisível do pai a levava a medir cada comportamento e a agir sempre em função do estado de espírito dele. Já em adulta, conseguiu reconhecer que o passado foi difícil e que o pai, apesar de frequentemente desvalorizar os seus sentimentos, era abusivo para com a mãe. “A forma como agia com ela assustava-me. Não queria ter de passar pelo mesmo”, confessa a Daniel Oliveira. A sua história, porém, acabou por seguir um rumo diferente. Conheceu o marido, João, ainda na escola, um homem que considerava “lindo de morrer” e com quem, diz, teve sempre de tomar a iniciativa. “Fui eu que pedi em namoro, fui eu que pedi para casarmos e termos uma filha.” O casal concretizou o sonho da parentalidade, mas a felicidade foi interrompida por um acontecimento dramático. Quando a filha tinha apenas 26 meses, Xana recebeu uma notícia que mudou a vida da família. “Estava deitada com a minha filha, tocam à campainha. Vou abrir a porta, é um colega do meu marido: ‘Xana, o João levou um tiro na cara’.” A partir desse momento, a cantora viu-se obrigada a reconstruir a vida familiar. Além de cuidar da filha pequena, teve de ajudar o marido a recuperar o sentimento que tinha pela criança. “Ele nem queria estar ao pé dela. Era meu dever, enquanto mãe, fazer alguma coisa. Obriguei-o a cuidar dela, a dar-lhe banho. Até que vi o amor que os une a acordar outra vez.” Anos mais tarde, o peso desse percurso e das marcas deixadas pelo passado acabaram por ter um impacto profundo na sua saúde mental. Já mãe de duas filhas, conta que chegou a um ponto em que até ouvi-las brincar se tornava insuportável. “Um dia chego a casa, meto a chave na porta e quero acabar com tudo. Vou buscar a arma do meu marido, sento-me na cama e fico a pensar: ‘É mesmo isto?’. O que me salvou foi a fotografia das minhas filhas no móvel.” Xana procurou ajuda e acabou por receber o diagnóstico de perturbação bipolar. Na entrevista conduzida por Daniel Oliveira, deixa ainda um apelo para que os sinais de doença mental nunca sejam desvalorizados. “Da mesma forma que existem médicos de família, deviam existir psicólogos de família.” Ouça o testemunho completo da cantora em podcast. Este episódio de Alta Definição foi emitido a 18 de julho, na SIC.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os exames nacionais, este ano, andam de “tropeção em tropeção”. Mas na noite em que este programa é emitido finalmente chegaram às escolas as notas finais. Contudo, muitas ainda não foram afixadas. Há alunos que já sabem que notas tiveram, outros que o saberão amanhã e outros só daqui lá mais para a frente, ainda com prazo indefinido. E certas qualificações foram mesmo dadas como “suspensas”, ou seja, aguardam correção. Isto numa altura em que os alunos já deviam estar a focar-se na 2º fase. Os calendários começam a chocar uns nos outros com a aproximação também da data de candidaturas às universidades. Neste Expresso da Meia-Noite, tentamos perceber o que é que correu mal, o que há ainda para correr mal e como minimizar os danos. Para isso, contamos com Mariana Vieira da Silva (deputada do PS e ex-ministra de Estado e da Presidência), Ana Gabriela Cabilhas (deputada do PSD e vice-coordenadora da Comissão para a Educação e Ciência), António Carlos Cortez (professor e ensaísta) e Isabel Dantas (professora e classificadora da disciplina de Geografia). O programa foi emitido na madrugada de 18 de julho e moderação contou com Ângela Silva e Ricardo Costa. Ouça aqui a versão em podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em entrevista ao Observador, Bruno Ventura, líder da distrital do PSD/Lisboa, tenta esvaziar conversa sobre regresso de Passos, pressiona oposição a aprovar Orçamento e responde à polémica dos exames. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Mais sério que o habitual, mas às vezes tem de ser.Espectáculos ao vivo: https://www.ticketline.pt/evento/livros-da-pica-ao-vivo-104207Poderão subscrever o nosso patreon para apoiar o projecto e conteúdo extra: https://www.patreon.com/jcdireitaInstagram: https://www.instagram.com/livrosdapica/twitter: https://twitter.com/livrosdapicaimagem: https://www.instagram.com/tiagom__/Genérico da autoria de Saint Mike: https://www.instagram.com/prod.saintmike
O jurista Eugénio Tiny é candidato pela segunda vez consecutiva à Presidência da República em São Tomé e Príncipe. Ele optou por uma campanha sem comícios nem o aparato de outros candidatos ao escrutínio deste domingo no arquipélago equatorial. Eugénio Tiny é um dos quatro candidatos às eleições presidenciais do São Tomé e Príncipe, agendadas para o próximo domingo. Em primeiro lugar, nós vivemos num país com muita dificuldade. Eu sou professor, dou aulas de manhã, dou à tarde e dou noite na universidade. Acontece, porém, que, por exemplo, há dez meses que não recebo salário. Porquê? Porque na nossa universidade quem paga, portanto, bolsa de estudo são empresas petrolíferas. Mas quando se fala de empresas petrolíferas, eu não posso acusá-las de modo nenhum. São empresas, estão aqui que dão a sua contribuição no quadro de responsabilidade social, vão dando a sua contribuição. Mas não podemos culpá -as porque elas ainda não tiraram um litro de petróleo em São Tomé e Príncipe que eu saiba ! Por isso mesmo temos que encontrar outros meios, outras vias para resolvermos esse problema. Relativamente à questão dos cartazes, etc. Tendo em conta essas mesmas dificuldades, não seria muito de bom tom...Eu, por exemplo, que sou completamente independente, estar aqui com cartazes, com T-shirts, etc. É certo que eu pedi apoio apenas para a questão de materiais não financeiros, porque eu não coloquei dinheiro em lado nenhum para ir pedir dinheiro, portanto pedi se alguém poder ajudar, em questão materiais, tudo bem,. Mas não tendo chegado, eu não ia parar por causa disto. Porque o meu propósito é muito maior que T-shirts, que cartazes com tudo isto !... Ou com a música aqui por trás, quando as pessoas estã na miséria total ! Tem feito mais contacto porta a porta ? Sim,quando no hospital você não tem medicamentos, não tem coisa nenhuma, há muitas dificuldades. Falta muito combustível. Há muitos apagões ! Isso nos últimos dias melhorou relativamente. Melhorou um pouco. Já não está como há coisa de dois, três meses atrás. Já melhorou a coisa sensivelmente de 20 dias, um mês, para ser mais sincero. Já a coisa não está como estava, Já há uma melhoria substancial. Ainda não todo o território nacional, mas já boa parte do país já tem energia de modo regular. Por isso é que no final. Então quem é cartaz, afinal de contas, numa eleição presidencial, é a própria pessoa ?! E o senhor tem ideias que destoam das dos demais candidatos, não é? Gostaria que falássemos, nomeadamente, por exemplo, das suas ideias relativamente à evolução dos símbolos nacionais: a bandeira e também a designação oficial do país. Isto é a minha bandeira, por uma questão de justiça e também do estado atual em que nos encontramos: corrupção por todo o lado ! O país ficou de tal modo corrupto que ninguém mais acredita em nós ! Ora, é preciso a gente mudar. Mudar de fundo. Porque eu tenho dito aos leitores o seguinte não me interessa de modo nenhum que votem em mim se não têm confiança em mim. Não, não vale a pena. Agora, se nós quisermos mudar profundamente o país, eu participo e tenho ideia. O nome do país em vez de República democrática... Democrática, não há nada de democrático ! Vamos pôr a República Centro Equatorial porque nós estamos, de facto, no centro do Equador: República Centro Equatorial ! É que isto não se parece demasiado com a vizinha Guiné Equatorial, por exemplo ? Não, não, não, não, não. Uma coisa, então existe a República do Equador ! República Centro Equatorial, até podemos mudar o nome para outra coisa qualquer ! Mas eu acho que nós estamos efectivamente no centro do Equador. E devemos aproveitar isto também como mais valia para o nosso futuro. Quanto à bandeira actual, a bandeira não representa efectivamente o nosso território. As estrelas que representam as duas ilhas do arquipélago: Você pulava que fossem cinco para representar também os ilhéus, não é? Sim, sim. Os ilhéus fazem parte do arquipélago. São habitáveis? Se são habitáveis. Então porque não fazer parte da bandeira? Se fossem ilhas completamente desertas, não teria qualquer sentido. Eu, como já disse várias vezes, o mar, por exemplo, o azul: são 160.000 quilómetros quadrados e não aparece uma linha azul na nossa bandeira ! E estamos a falar da economia azul. Estamos a falar de quê, afinal de contas? Eu acredito na potencialidade que essa economia pode gerar para a nossa própria economia futura, porque no mar temos tudo ! O território firme é 1001 quilómetros quadrados, o território firme ! Portanto, devíamos fazer uma conjugação aqui para aproveitarmos tudo o que nós temos que a natureza nos deu. Quanto à nacionalidade: nós chamamos os naturais do Príncipe: são são-tomenses ! Porquê que são são-tomenses ? Então por que nós não são príncipienses ? Não, são são-tomenses ! Somos todos portugueses. Até bem pouco tempo éramos todos portugueses ! O que se adequava: o natural de o de São Tomé era natural de São Tomé. O natural do Príncipe era natural do Príncipe, e com nacionalidade portuguesa. Aí não havia qualquer contradição. Agora nós, por sermos ilha maior, impusemos a nacionalidade a naturais do Príncipe, não pode ser ! Se nós formos centro-equatorianos, continuaremos a ser são-tomenses na mesma. A capital vai continuar a ser São Tomé. A única coisa que vamos mudar é a Constituição. Queremos continuar a ser um país democrático. Isso vai adequar a nossa situação e a situação dos naturais do Príncipe. Não haverá aqui qualquer contradição. Sem apoios políticos, Não acha que, de alguma forma, esta eleição já está decidida ? Porque há candidatos que, esses sim, conseguiram apoios de várias franjas políticas, de vários partidos? Em que medida é que ainda há algum suspense relativamente a este escrutínio ? Isso não me espanta coisa nenhuma, porque eu vivo aqui, eu tenho o sentimento geral do país. Os partidos políticos em São Tomé e Príncipe que representação é que têm ? Dizendo com franqueza, em termos de militantes, as pessoas aderem a este ou aquele partido em razão da pessoa ! É o caso da ADI, temos que ser sinceros nesse aspecto. Não podemos culpar o fulano que está fora do país, que dispõe fulano e fica fulano. Nós estamos aonde, então ? Por que razão isso acontece? Portanto, o que está a faltar aos são-tomenses é sinceridade e nós não vamos a lado nenhum. Se nós não fomos sinceros. Por essa razão eu proponho uma mudança total ! Eu posso dar um exemplo simples : o meu irmão que morreu no mato em Portugal, foi secretário de Estado, foi ministro e ajudou-me bastante para ser quem sou hoje. Como é que as pessoas conseguem comprar casas pessoais com dinheiro de São Tomé e não conseguem comprar casa-residência para doentes que estão em Portugal a andar de um lado: para casa de familiares, que vão correndo com eles de para um lado, para o outro. Isso não é normal. As pessoas estão aqui à espera de junta médica porque não têm família em Portugal, porque não têm isto, não têm aquilo. Oh Senhor, o que é que nos custa por Portugal uma casa ? Se os portugueses é que nos colocaram aqui nesta ilha. Sabiam que a população ia crescer e que iríamos ter dificuldades! Eles é que foram buscar os nossos antepassados no continente africano, e trouxeram-nos para aqui, para São Tomé e para o Príncipe e estamos agora nessa situação. Foram-se embora lá para o "jardim à beira mar plantado" na Europa e ficámos aqui à mercê de indivíduos bandidos, falsos, mentirosos! Não pode ser ! Temos que encontrar uma alternativa rápida para esta situação. É isto que quero dizer, com toda a honestidade ! O Presidente não têm pouco poder. Não pode ter mais poderes que os que a Constituição lhe confere. Agora, o que tem acontecido é má interpretação. As pessoas não percebem que é má interpretação da lei constitucional ! Nenhum Presidente da República até agora, excepto o Miguel Trovoada, que uma vez foi ao Parlamento, nenhum foi ao Parlamento e está na Constituição, é lá onde ele deve espelhar o seu ponto de vista. Não é necessário para si mexer no regime semipresidencial ? Não, não, não, não. Agora, eu acho que sim, que a própria Constituição impõe de que, se em cinco, em cinco anos se deve fazer a sua revisão.
Paula Santos questiona como vai decorrer a correção da 2ª fase de exames nacionais. Já o deputado do PSD, Pedro Alves, admite que houve problemas, mas que o Governo foi rápido na sua resolução.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esta semana, Pedro tem a companhia de Inês R no estúdio para falar sobre mais de 5 assuntos, mas menos do que 200. Alguns deles são: atores que ficam demasiado conhecidos por causa duma personagem, limpar ranho de crianças, ser blocked no Instagram, sem abrigos que vasculham caixotes de lixo à procura de garrafas, pessoas que querem ser cabo verdianas e como não fazer overacting. (00:00) Intro(00:23) Atores que ficam para sempre conhecidos por uma personagem(05:33) Corrida de Plutonio e anúncio de show em Alvalade(09:58) Recordar provas de corrida na escola(10:34) Recap "Isto aqui não é um 5print"(12:56) Descontextualizar momentos de entrevistas para gerar clicks(16:11) Tony já tem carro!(19:07) PTM revela que famosos o bloquearam no instagram(20:13) PTM recorda que vídeo fez Carolina Deslandes bloqueá-lo(23:14) Cláudio Ramos tem PTM e Inês bloqueados(24:29) Pedro limpa ranho de criança alheia(27:43) Palavras cuja tradução para português não soam bem(29:17) Volta: sistema de depósito e reembolso de embalagens de bebidas é scam?(34:44) Viajar constantemente em jato privado(36:41) Presença de Seguro e Montenegro em jogos do mundial(38:41) Como devia funcionar o @Portugal no instagram(41:25) Vozinha é o Buffon cabo verdiano?(42:57) Relato de Pedro Nascimento no golo de Sidny Cabral(44:39) Pedro emociona-se com vídeo de Celine Dept(46:08) Pessoas que agora adoram demasiado Cabo Verde(48:28) Tik Toker francesa em Aveiro(51:43) Inês vai ser atriz por um dia(53:10) Como não fazer overacting(56:28) Voltar a viajar para a Tailândia em dia de jogo de Portugal(59:01) Superstições em dia de jogo(1:00:00) Saber exatamente em que local se estava numa altura específica(1:03:07) Connections
A murmuração não é um simples mau hábito. Ela é uma ofensa direta a Deus, pois revela falta de gratidão e coloca em dúvida Seu caráter e Sua fidelidade.Neste vídeo, você vai entender por que a reclamação enfraquece a fé, impede que enxerguemos o agir de Deus e nos expõe às consequências da desobediência. Descubra como vencer a reclamação e o que fazer quando o "balde da murmuração" estiver cheio, antes que ele transborde e contamine sua vida e as pessoas ao seu redor.Se este vídeo lhe ajudou, compartilhe para ajudar mais pessoas.
O ministro da Educação enfrenta um teste de credibilidade depois de ter anunciado a data 17 de julho como novo prazo para a entrega dos resultados dos Exames Nacionais, que atravessaram falhas e atrasos na correção digital. Em Almada, há uma crise no abastecimento de água e quem é que se pode responsabilizar por ela? Ouça a análise de Pedro Delgado Alves e José Eduardo Martins no Antes pelo Contrário em podcast, emitido na SIC Notícias a 9 de julho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Estamos vivemos num mundo repleto de distrações e demandas que tiram nossa atenção o tempo todo. É cada vez mais difícil focar numa atividade ou num assunto e dedicar atenção mesmo às tarefas mais simples do dia a dia. Isto é ainda mais desafiador para quem tem TDAH, o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. O cérebro dessas pessoas funciona de uma forma diferente e manter o foco se torna um grande desafio. Mas, apesar da falta de atenção ser o sintoma mais conhecido do TDAH, o transtorno não se restringe a ela. A impulsividade, a busca por estímulos imediatos, a dificuldade de planejamento e a procrastinação também estão presentes na rotina de quem tem TDAH. Para entender melhor esse transtorno e como lidar com ele, a gente conversa hoje com a psicóloga Lara D´Almeida.
Postoji li novi AI model koji bi mogao ozbiljno uzdrmati OpenAI i Anthropic? U ovoj epizodi Netokracijinog podcasta razgovarali smo o kineskom modelu GLM-2 koji je iznenadio performansama, nižim troškovima i sve glasnijim upozorenjima da AI utrka ulazi u novu fazu. Dotaknuli smo se i nove inicijative Ujedinjenih naroda koja pokušava usmjeriti razvoj umjetne inteligencije prije nego što ga industrija potpuno preuzme._______________0:00 Novi DeepSeek trenutak? Kina ponovno prijeti AI divovima1:35 Kako je GLM-2 uzdrmao Silicijsku dolinu4:10 Šest puta jeftiniji od konkurencije?6:40 Zašto developeri sve više gledaju prema Kini8:05 Hoće li sigurnost podataka zaustaviti kineske AI modele?10:00 Ujedinjeni narodi žele preuzeti AI regulaciju12:15 Može li regulativa pratiti razvoj AI-ja?_______________
Atordoados! Os judeus receberam tantas bençãos de Deus que quando o Messias veio ficaram atordoados e O negaram! Na maravilhosa Epístola aos Romanos, nesta mensagem septuagésima sexta, o apóstolo Paulo no capítulo 11, versos 7 a 10, mostra como isto aconteceu. Isto não significa que perderam a salvação que só acontecerá quando acontecer a conversão verdadeira a Cristo! Esse processo de atordoamento e endurecimento dos nossos corações pode acontecer conosco?
O que tem bloqueado a tua abundância?Desde crianças que crescemos com frases como:“O dinheiro é sujo.”“O dinheiro não traz felicidade.”“Os ricos não vão para o céu.”Sem nos apercebermos, estas crenças ficam gravadas e podem tornar-se bloqueios à nossa abundância financeira.Neste episódio do podcast A Nossa Voz com a maravilhosa Ana Lisboa, falamos sobre como estas ideias condicionam a nossa relação com o dinheiro e como ganhar mais não significa ser menos humano ou menos espiritual. Pelo contrário. Quando temos mais recursos, temos também maior capacidade de cuidar não só dos nossos, como alargar a nossa contribuição para causas e projetos que acreditamos, contribuindo ainda mais para o bem no mundo.Isto fez-me reflectis e significar… Durante 5 anos vivi na Índia em modo voluntariado, a dar o meu tempo e energia à população de lá . Também na volta ao mundo apoiei totalmente de perto famílias no Brasil, Argentina, Costa Rica, Nicarágua, entre outros… Mas ainda assim éramos nós, com a limitação de tempo e energia de o ser humano que somos… Imaginem se em vez de apenas o meu tempo, eu também tivesse um pouco mais de abundância? não para acumular ou “curtir” para mim, mas para ainda criar mais possibilidades?
E a polêmica que aconteceu na Copa do Mundo 2026 acerca de não haver intérpretes de espanhol para outros idiomas? Isto fez com que situações estranhas acontecessem, como jornalistas mexicanos em seu próprio país terem que fazer perguntas em inglês para jogadores.E o jogador Endrick ein? Sabia que ele, com apenas 19 anos, sabe falar inglês, espanhol e francês? Tá certo que ele está aprendendo, mas já consegue desenrolar um bocado!Ao final do episódio, falamos também sobre o inglês do árbitro Wilton Pereira Sampaio e do ex-treinador Joel Santana.
Em Santarém, um pai atirou-se do 8.º andar com a filha de quatro anos. Em Valpaços, uma madrasta matou a enteada de oito. Dois crimes, o mesmo móbil: a vingançaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Ukrajina sa usiluje o členstvo v Európskej únii už naozaj dlho. Isto si spomínate na Oranžovú revolúciu alebo Euromaidan, ktoré v jej snahe o integráciu svietia ako najznámejšie míľniky. Otvorenie najnovších rokovaní je podľa Volodymyra Zelenského pre ukrajinský národ „významná politická a morálna podpora“. Cesta pred našimi východnými susedmi je však ešte dlhá a predovšetkým ťažká. O rozširovaní Európskej únie, nielen Ukrajinou, sa Nikola Šuliková Bajánová rozpráva s vydavateľom euBriefu Radovanom Geistom. Zdroje zvukov: YouTube/Reuters, euronews Odporúčanie: Ponorte sa do veľmi hlbokého mora s veľmi vzácnymi druhmi veľrýb, vyzýva New York Times vo svojom multimediálnom príspevku o tom, ako ťažba a ťažobný prieskum a doprava v Mexickom zálive narúšajú komunikáciu týchto ohrozených cicavcov. Do toho, čo sa deje pod hladinou oceánu, sa môžete započúvať na tomto linku. – Všetky podcasty denníka SME nájdete na sme.sk/podcasty – Odoberajte aj audio verziu denného newslettra SME.sk s najdôležitejšími správami na sme.sk/brifingSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A grande promessa de Deus foi feita desde antes da fundação do mundo: A VIDA ETERNA. E viver para sempre significa a nossa vida atual (alma) seguir na eternidade. Isto é, nós não vamos morrer para depois termos outra vida (apenas espiritual) no Paraíso. Jesus prometeu que esta mesma vida triúnica que vivemos atualmente no corpo adâmico seguirá na eternidade, porém, em um novo corpo, glorificado e perfeito, e com a nossa alma ― restaurada ― unida ao nosso espírito.(Gravação do Estudo da Graça de Deus transmitido ao vivo no domingo, dia 15/10/2023)-------------------------------------------------SEJA UM SEMEADOR!CLIQUE AQUI ➜ https://bit.ly/2srbORGAjude-nos a manter (e a crescer) o nosso trabalho de divulgação do Evangelho da Graça de Deus. Desde já o nosso MUITO OBRIGADO pelo seu apoio.--------------------------------------------------Leia GRATUITAMENTE os livros de nosso Ministério:LIVRARIA ➜ http://www.loja.abencoados.com--------------------------------------------------Instagram - Cristiano França ➜ https://instagram.com/cfeleitoAplicativo (Android, iPhone, Windows e Mac) com Rádio 24h e muito + ➜ http://app.abencoados.comPágina do MIGG no Facebook ➜ https://www.facebook.com/evangelhogenuino/Página do MIGG no Twitter ➜ http://www.twitter.com/infomigg-----------------------------------------Participe de nosso Canal Oficial no Telegram e receba estudos em Graça, links, folhetos digitais de evangelização, conteúdos exclusivos e todas as demais informações de nosso Ministério.ACESSE O LINK ABAIXO através de seu telefone ou pesquise no Telegram: MIGG Canal Oficial.https://t.me/canalmigg------------------------------------------
LEITURA BÍBLICA DO DIA: ÊXODO 3:1-10 PLANO DE LEITURA ANUAL: NEEMIAS 12–13; ATOS 4:23-27 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: O presidente norte-americano Abraham Lincoln já tinha emancipado os afro-americanos escravizados havia dois anos e meio, e os estados que se opunham a isso já tinham se submetido. Porém, o estado do Texas ainda não reconhecia a liberdade deles. Mas, em 19 de junho de 1895, o general do exército da União, Gordon Granger, chegou ao Texas e exigiu que todos os escravizados fossem libertos. Imagine o espanto e a alegria ao caírem as algemas e os cativos ouvirem o anúncio da liberdade. Deus vê os oprimidos e Ele anunciará a liberdade aos que estão sob o peso da injustiça. Isto é verdade hoje, assim como foi nos dias de Moisés. Deus apareceu-lhe de um arbusto em chamas com uma mensagem urgente: “Por certo, tenho visto a opressão do meu povo no Egito” (ÊXODO 3:7). Ele viu a brutalidade do Egito contra Israel e planejou fazer algo a respeito: “desci para libertá-los […] e levá-los do Egito a uma terra fértil e espaçosa” (v.8). Ele pretendia declarar liberdade a Israel, e Moisés seria o porta-voz. “Eu o envio ao faraó”, disse Deus ao Seu servo, para “tirar meu povo, Israel, do Egito” (v.10). Embora o tempo determinado por Deus possa não ser tão rápido quanto esperamos, um dia Ele nos libertará de toda escravidão e injustiça. Ele concede esperança e libertação a todos os oprimidos. Por: WINN COLLIER
LEITURA BÍBLICA DO DIA: DEUTERONÔMIO 24:17-22 PLANO DE LEITURA ANUAL: NEEMIAS 7–9; ATOS 3 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Há alguns anos, a nossa igreja foi convidada a acolher refugiados após mudanças políticas em seu país. Famílias inteiras vieram apenas com o que cabia numa pequena mala. Muitas famílias da igreja abriram as suas casas, incluindo aquelas com pouco espaço extra. A hospitalidade deles reflete a ordem de Deus aos israelitas ao entrarem na terra prometida (DEUTERONÔMIO 24:19-21). Como sociedade agrícola, eles compreenderam a importância da colheita, que era essencial para sobreviverem até o ano seguinte. Isto faz com que a ordem de Deus de deixarem alguns feixes de cereais ao estrangeiro, ao órfão e à viúva (v.19) seja também um voto de confiança no Senhor. Os israelitas deveriam praticar a generosidade não doando apenas por terem o suficiente, mas também por confiarem na provisão de Deus. Essa hospitalidade também os lembrava de que tinham sido “escravos no Egito” (vv.18,22). Tinham sido oprimidos e desampara dos. A generosidade deles foi um lembrete da graça de Deus ao libertá-los da escravidão. Os cristãos são igualmente encorajados a serem generosos. Paulo nos relembra: “Embora [Cristo] fosse rico, por amor a vocês ele se fez pobre, para que por meio da pobreza dele vocês se tornassem ricos” (2 CORÍNTIOS 8:9). Nós doamos porque Ele se doou primeiro. Por: MATT LUCAS
Fernando Alvim recebe a bióloga e autora do livro "Isto não é...".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Mensagem de 3 de Maio de 2026 de Priscila Costa com o título “Isto É Família”.
Dars je včeraj zvečer na avtocestnem delovišču pri Postojni začel izvajati dela tudi ponoči. Poudarjajo, da nočno delo ni nič novega, ga pa zdaj stopnjujejo. Izvajalec Kolektor CPG pojasnjuje, da gre za načrtovano časovnico, ker je nočno delo v pogodbi predvideno, aneksov ne bo. Strokovnjaki medtem opozarjajo, da ima nočno delo številne posebne zahteve in lahko nekoliko pospeši obnovo, ne more pa rešiti vsega, ter da vse skupaj lahko reši le manj istočasno odprtih gradbišč. V oddaji tudi o tem: - Kot zadnji od novih ministrov uradno prevzema posle minister za zunanje in evropske zadeve Tone Kajzer. - Italija izraelskega ministra za nacionalno varnost obtožuje nezakonitega pridržanja in mučenja članov humanitarne flotilje za Gazo. - V Muzeju novejše in sodobne zgodovine Slovenije odpirajo razstavo protokolarnih in osebnih daril, ki so jih prejeli nekdanji predsedniki Republike Slovenije.
Pietro Corraini"Il libro d'artista nell'editoria bambina"La Grande Invasione, Ivreawww.lagrandeinvasione.itLa Grande Invasioneore 18-19 • La Galleria del LibroIl libro d'artista nell'editoria bambinaL'editore Pietro Corrainiin dialogo con Fausto Gilberti e Noemi VolaPietro Corraini è editore e graphic designer. Ha fatto progetti con bolle di sapone, coriandoli, libri, idee, carri armati, spugne giganti, vasi microscopici, stelle, suoni, rumori e nebbia. Collabora con artisti e aziende per creare contenuti e forme originali. Alla Libera Università di Bolzano insegna e impara comunicazione visiva, cercando di stimolare nuove generazioni di designer ad essere sempre più irresponsabili e dissacranti.Fausto Gilberti è pittore, disegnatore e autore di libri per bambini. Ha studiato all'Accademia di Belle Arti di Brera e ha iniziato a esporre le proprie opere alla fine agli anni Novanta. Le sue creazioni sono figure ridotte al minimo, personaggi stilizzati con occhi grandi e stralunati che si stagliano su fogli bianchi in cui l'ambientazione è quasi sempre indefinita.Vincitore del Premio Acacia ti fa volare 2004 e del Premio Cairo 2007, ha all'attivo un centinaio di mostre tra personali e collettive, sia in Italia che all'estero. Ha pubblicato negli ultimi anni numerosi libri illustrati quasi tutti editi da Corraini. Tra i più recenti Il circo del nano e della donna barbuta (2018), Yayoi Kusama (2019), Banksy (2020) e Louise Bourgeois (2022). Vive a Brescia dove lavora disegnando giorno e notte sopra un tavolo che veniva usato per fare il salame di maiale.Noemi Vola, nata nel 1993, è autrice e illustratrice italiana. Ha pubblicato con Corraini Edizioni Sulla vita sfortunata dei vermi, Da Qui a Molto Lontano, Un libro di cavalli rivoluzionari e Un orso sullo stomaco, vincitore nel 2018 del Premio Nazionale Nati per Leggere e selezionato, nello stesso anno, per la mostra "100 Outstanding Picturebooks” curata da dPICTUS alla Frankfurt Book Fair. Il suo libro FIM? Isto nao açaba assim (Planeta Tangerina) è vincitore dell'International Serpa Picturebook Prize 2017. Nel 2019 e nel 2022 è stata selezionata nella Mostra Illustratori di Bologna Children's book Fair. Ha collaborato con varie realtà editoriali in Italia e all' estero, tra cui Bruaá Editora, Danchu Press, Vogue Bambini, Smemoranda, Kuš!. Sulla vita sfortunata dei vermi è stato selezionato tra i cinque migliori libri del 2021 per il CICLA Chen Bocui International Children's Literature Award ed ha ricevuto la Menzione Speciale al Bologna Ragazzi Crossmedia Award 2022 come progetto editoriale che ha allargato il proprio universo narrativo verso altri media, diventando anche un podcast.Diventa un supporter di questo podcast: https://www.spreaker.com/podcast/il-posto-delle-parole--1487855/support.IL POSTO DELLE PAROLEascoltare fa pensarehttps://ilpostodelleparole.it/
Isto não é um lançamento de um livro mas vai haver comentário político e, quiçá, algumas farpas. Tiveram início buscas da Polícia Judiciária à sede do Partido Socialista no Rato, bem como em várias juntas de freguesia socialistas. Há suspeitas de esquemas fraudulentos de contratação, quer de empresas de socialistas, quer de militantes. Inclusivamente, o atual assessor de imprensa do líder do PS, José Luís Carneiro, foi um dos detidos. Tudo isto logo numa altura em que as sondagens aparentavam ser animadoras para o partido.Ouça o comentário de Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes, Daniel Oliveira e Pedro Marques Lopes na versão podcast do programa Eixo do Mal, emitido na SIC Notícias a 28 de maio.Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Elevadores que falam, Ricardo Araújo Pereira imita Bad Bunny e a pior frase de engate de sempre!
“Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo as entranhas; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações.” Jeremias 17:10“…porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.” Lucas 6:38b
No episódio desta semana falamos sobre a nova pandemia, cadernetas de cromos, desigualdades, ilusões e burlas. Isto e muito mais.
Čeká vás zásadní životní změna a nejste si jistí, zda ji finančně ustojíte? Ať už jde o nové bydlení, příchod miminka nebo změnu kariéry, existuje způsob, jak si vše prověřit dříve, než se nové pravidla stanou realitou. Říkáme tomu rozpočet nanečisto. Co v podcastu uslyšíte? ✅ Co přesně je rozpočet nanečisto a kdy se do něj pustit. ✅ Návod, jak simulovat zvýšení nákladů na bydlení a pokles příjmů na rodičovské. ✅ Proč je důležité si nový rozpočet otestovat v reálném životě dříve, než změna nastane. A mnoho dalšího. Zajímá vás finanční růst a investování? Vyzkoušejte náš portál ➡➡ http://teoriepenez.cz a udělejte si například FIRE TEST, kde zjistíte. kdy a s jakými penězi půjdete do penze. ➡ Web: http://teoriepenez.cz ➡ Instagram: https://www.instagram.com/teoriepenez/
Na sequência do episódio da semana passada, onde falámos sobre o não saber descansar, hoje abordamos o não ter tempo sequer para se fazer o que se gosta com toda a informação, prazos, compromissos que se tem na cabeçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No “Estadão Analisa” desta sexta-feira, 24, Carlos Andreazza fala sobre a semana agitada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que começou com embates entre o magistrado e o ex-governador Romeu Zema (Novo), passou por declarações sobre o inquérito das Fake News e teve até um pedido de pacto entre os poderes para debelar a crise instalada nas instituições. O ministro citou nesta quinta-feira, 23, a possibilidade de que se façam “bonecos de Zema como homossexual” ao reclamar de críticas do ex-governador ao STF e indagou se isso não seria ”ofensivo”. Na mesma fala, Gilmar também citou a possibilidade de uma representação que colocasse Romeu Zema como alguém que rouba dinheiro público. Em resposta, o ex-governador apontou ‘preconceito’ de Gilmar, que também citou ‘ladrões’ em sua fala, dizendo que não se pode comparar acusados de roubo a pessoas gays; após repercussão, ministro disse que errou e se desculpou nas redes. A ofensiva de Zema contra o que ele chama de “intocáveis de Brasília”, com críticas e sátiras, levou o ministro Gilmar Mendes a pedir a inclusão do ex-governador de Minas Gerais no inquérito das Fake News, que investiga ataques contra a democracia e integrantes da Corte, que segundo o decano, deve continuar aberto “pelo menos até as eleições” deste ano. Segundo ele, a investigação se mantém relevante diante de ataques à Corte. “Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário e ele vai acabar quando terminar, é preciso que isso seja dito em alto e bom som. O tribunal tem sido vilipendiado, veja por exemplo a coragem, eu diria a covardia, do relator da CPI do Crime Organizado de atacar a Corte, pedir indiciamento de pessoas, não cuidando de quem efetivamente cometeu crimes. Isto pode ser deixado assim? Acho que não, é preciso que haja resposta”, disse em entrevista ao Jornal da Globo, da TV Globo. Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante Assine por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao conteúdo do Estadão. Acesse: https://ofertas.estadao.com.br/_digital/See omnystudio.com/listener for privacy information.