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artes

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Julia en la onda
Depradados 19/7/2026

Julia en la onda

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 11:27


Juan Manuel de Prada ofrece su mirada 'depradada' y retrata a artistas e intelectuales. Historias de vida y obra de los grandes nombres de todas las Artes.

Podcast – Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #9 – A Fascinante Origem do Futebol Moderno

Podcast – Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 7:17


Fronteiriços e fronteiriças, sejam bem-vindos a mais um episódio da nossa série especial "Histórias da Copa do Mundo"! Neste nono capítulo, Willian Spengler nos convida a uma viagem no tempo para desvendar a fascinante origem do futebol moderno. Embora muitos apontem suas raízes na Inglaterra do século XVII, a história do esporte é muito mais antiga e complexa, com ecos em diversas culturas ao redor do planeta. Preparem-se para descobrir como essa arte milenar evoluiu até se tornar o fenômeno global que conhecemos hoje. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #9 – A Fascinante Origem do Futebol Moderno. Locução Willian Spengler. [S.l.] Portal Deviante, 19/07/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67368&preview=true Expediente Produção Geral, Artes e Edição: C. A. Host: Willian Spengler Trilha sonora do episódio The Golden Goal – trilha sonora original Journey to the Past - Carmen María and Edu Espinal 7th Life - Adam MacDougall Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Fabio Ricardo de Assis, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast – Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #10 – Os Momentos Mais Inesquecíveis e Bizarros dos Mundiais

Podcast – Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 17:04


Fronteiriços e fronteiriças, sejam bem-vindos ao último episódio da nossa série especial "Histórias da Copa do Mundo"! Nesta jornada, que contou com as contribuições de Anderson Couto, Willian Spengler e Fencas, exploramos o futebol não apenas como um esporte, mas como um vasto manancial de histórias, curiosidades, geopolítica e questões socioculturais. Contar a história do futebol é dar voz a diferentes sociedades e culturas. Hoje, encerramos esta série com alguns dos momentos mais inesquecíveis, polêmicos e até bizarros que marcaram a trajetória dos mundiais. Preparem-se para reviver a "Batalha de Nuremberg", os gols lendários de Maradona, o inacreditável caso dos três cartões amarelos e as histórias de superação de atletas que desafiaram os limites do corpo e da mente. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #10 – Os Momentos Mais Inesquecíveis e Bizarros dos Mundiais. Locução Anderson Couto. [S.l.] Portal Deviante, 19/07/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67372&preview=true Expediente Produção Geral, Artes e Edição: C. A. Host: Willian Spengler Trilha sonora do episódio The Golden Goal – trilha sonora original Before the First Whistle – trilha sonora original Infados - Kevin MacLeod Llegando al Final - Cumbia Deli Crab Cay - Cumbia Deli Epopeia e Mistério – trilha sonora original The Golden Goal – trilha sonora original Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Fabio Ricardo de Assis, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Igreja Batista Redenção
A revolta dos artesãos efésios (Parte 2)

Igreja Batista Redenção

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 65:44


Podcast – Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #8 – Mitos e Verdades do Futebol Mundial

Podcast – Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 11:12


Fronteiriços e fronteiriças, preparem-se para desvendar os bastidores e as curiosidades mais intrigantes da Copa do Mundo! Neste oitavo episódio da nossa série especial, Anderson Couto nos convida a uma viagem no tempo para explorar mitos e verdades que moldaram a história do futebol mundial. Desde a origem da camisa amarela da Seleção Brasileira até a maior goleada em Copas, passando pela polêmica ausência da Índia em 1950, este episódio promete surpreender e informar. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #8 – Mitos e Verdades do Futebol Mundial. Locução Anderson Couto. [S.l.] Portal Deviante, 18/07/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67365&preview=true Expediente Produção Geral, Artes e Edição: C. A. Host: Anderson Couto Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Fabio Ricardo de Assis, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Vivir de Cine
Vivir de Cine 18/07/2026

Vivir de Cine

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 119:58


Programa dirigido por José Ignacio Cuenca, miembro de la Academia de las Artes y las Ciencias Cinematográficas de España y corresponsal en Hollywood de algunos de los principales medios de comunicación de nuestro país ¡No te lo puedes perder! Esta semana hablaremos de: LA ODISEA POSESIÓN INFERNAL: EN LLAMAS

Gente que hace Cine
EP272: PARA QUE ESTUDIAR CINE HOY | CHARLA EN MI UNIVERSIDAD CON NICOLÁS ROJAS

Gente que hace Cine

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 58:34 Transcription Available


VER EN YOUTUBE | Este episodio lo hicimos caminando y conversando. Nos invitó Nicolás Rojas a hablar de cómo se puede entender el hecho de estudiar cine hoy, con las condiciones de nuestro presente, nuestras sociedades y nuestros países. ¿Vale la pena estudiar CINE?, ¿Para qué estudiarlo formalmente? ¿Cuáles son los principales retos tanto para profesores como para estudiantes? ¿Necesitamos ir a un espacio académico para aprender de cine?. Una charla en movimiento en la que no solo pudimos sumar un nuevo episodio, sino que volvimos a la Universidad de Mauro, donde estudió periodismo en los años noventa, la Universidad Central en Bogotá, donde Nicolás es el director del programa de Cine en la Escuela de Artes.Este episodio llega a vos gracias a: https://www.ucentral.edu.co/escuela-artes/escuela-artesEste episodio es posible gracias a:Nuestra productora Gente queLa producción ejecutiva de Lemaitre ConsultoresEl amor y confianza de nuestros amigos en Patreon (Nataly Valdivieso, Hamilton Casas, Juliana Núñez, Diana Piñeres). Apóyanos como ellos desde 1 dólar.Si quieres pautar en nuestros episodios, patrocinar nuestro trabajo, promocionar tu evento o película, producir tu podcast o trabajar con nosotros no dudes en escribirnos a info@gentequehacecine.comNuestra web: https://gentequehacecine.com/ Instagram: https://www.instagram.com/gentequehacecine/ Tik Tok https://www.tiktok.com/@gente.que.hace.ci 

Jorge Borges
Aristóteles «diagnosticou os nossos problemas há mais de dois mil anos»

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 8:28


Há entrevistas que envelhecem mal ao fim de poucas semanas. Esta não é uma delas. Publicada no suplemento Artes y Letras do jornal chileno El Mercurio, a propósito do lançamento de «Lecciones de Aristóteles» pela editora Taurus, a conversa com o filósofo britânico John Sellars parte de uma pergunta simples — porque é que ainda vale a pena ler um autor com mais de dois mil anos — para chegar a um território que qualquer professor, bibliotecário ou diretor de escola reconhecerá de imediato: a falta de tempo para pensar, a dificuldade em viver em comunidade e a tentação de resolver tudo aos extremos.

Artes
Bestiário inquieto de Regina Pessoa ilustra peça de Satie no Off Avignon

Artes

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 16:27


As sombras poéticas de Regina Pessoa estreiam-se no teatro. Aquela que é uma das mais célebres figuras do cinema de animação contemporâneo português e europeu desenhou um carnaval de animais para o espectáculo musical "Sports et Divertissements” [“Desportos e diversões”] que está no Festival Off Avignon. A obra foi criada por Erik Satie há mais de um século e era composta por peças musicais com textos surrealistas. Agora, Regina Pessoa desenhou um bestiário inquieto e radical, inspirada pelo impacto das alterações climáticas. "Sports et Divertissements” [“Desportos e diversões”] é apresentada como uma ֶópera de bolso visual e é feita a partir de um trabalho de 1914 do compositor e pianista francês Erik Satie. Mais de um século depois, chega ao Festival Off Avignon uma adaptação encenada por Hervé Tougeron, com composição musical de Catherine Verhelst e ilustrações de Regina Pessoa. Erik Satie desenhava com notas musicais, Regina Pessoa desenha com sombras inquietas. Originalmente, as peças falavam, de forma surrealista, de actividades de lazer da burguesia do início do século XX, como, por exemplo, a caça, o golfe, o ténis e o jogo da cabra-cega. Agora, Regina Pessoa partiu de uma das maiores preocupações do século XXI, as alterações climáticas, para imaginar e desenhar animais em poses e planos inesperados, que adoptam “um certo radicalismo nas suas atitudes porque já não têm nada a perder”. RFI: Como é que descreve esta obra “Sports et Divertissements”? Regina Pessoa, Realizadora de cinema de animação: “Foi algo que eu quis mais surpreendente, fresco e, de certa forma, reinventar o meu trabalho porque já tenho uma carreira, estou nos 56 anos e, às vezes, uma pessoa precisa de dar uma mexida, sobretudo, porque eu tive uma doença grave, recente, e senti essa necessidade de me reinventar, até para reganhar confiança porque essa doença abalou a minha autoconfiança.” Reconhecemos que é a Regina Pessoa quem fez estes desenhos porque tem um estilo quase inconfundível no mundo da animação. É a primeira vez que trabalha, entre aspas, para o teatro? “É a primeira vez. A proposta surgiu... Como eu disse, eu tive uma doença grave e é claro que isso abala fisicamente e psicologicamente. Eu tinha um projecto, e tenho, de fôlego, mas achei que iria exigir de mim uma energia e uma força emocional que eu ainda não tinha restabelecido e, por coincidência, recebi várias encomendas de trabalho de curta duração. Isso permitiu manter-me artisticamente activa e permitiu-me também algo importante que era um desapego, de certa forma, emocional com o projecto. Um desses projectos foi precisamente ‘Sports et Divertissements'. Foi uma companhia francesa dedicada ao ‘spectacle vivant' que me pedia uma série de ilustrações sobre as peças ‘Sports et Divertissements' de Erik Satie, que são 19 peças com canto lírico - porque no ano passado foi o centenário da morte do Erik Satie e eles queriam essas ilustrações para projectar durante a sua actuação musical. Eu gostei muito do projecto. Era um projecto mais leve, era um projecto engraçado. As peças do Erik Satie têm letras, para o tal canto lírico, para serem cantadas e as letras são pequenas histórias completamente absurdas e ‘Dada'. O projecto era mal pago e, normalmente eu diria que não, mas era muito interessante e as pessoas eram muito simpáticas e eu resolvi aceitar e pensei: eu posso fazer o que me apetecer e apeteceu-me fazer animais como personagens.” As peças de Erik Satie, esses poemas breves, não falam em animais. Como é que se lembrou dos animais e como é que escolheu os animais para cada poema? “Foi algo que me veio à cabeça ao assumir essa liberdade. Não sei porquê, vá-se lá saber, a inspiração tem dessas coisas. Apeteceu-me usar animais e acho que veio, talvez, de uma das peças que é ‘collin-maillard', que é ‘a cabra-cega'. Eu resolvi fazer esse jogo de palavras e imagem, porque em português esse jogo é a cabra-cega e eu apeteceu-me fazer uma cabra com uma venda nos olhos. Acho que foi esse, aliás, o primeiro desenho que eu fiz. Foi esse. Foi a partir daí que resolvi fazer todos com animais.” Há uma qualquer memória folclórica do mundo rural português neste carnaval dos animais da Regina Pessoa? “Eu não o conheço a não ser pelo nome dos jogos e das lengalengas. Um dos jogos, brincadeiras de criança é precisamente a cabra-cega. Mas eu lembro-me de outra, de algumas lengalengas, daquela quando se tem que escolher alguém num grupo. Havia uma que era: ‘Meu rim, meu rato, não tens bota nem sapato. Quem morreu foi o meu rato.' Há muitas lengalengas que falam de animais e é, se calhar, isso que também influenciou.” Lengalengas portuguesas? “Portuguesas.” Os desenhos voltam a um estilo de gravura expressionista, com contrastes, sombras, uma dimensão quase psicológica nos animais, mas também muita irreverência. Reconhecemos a sua linha, o seu estilo. Como é que se inspirou para estes desenhos antropomórficos? “Neste momento, a minha grande preocupação existencial são as alterações climáticas. Eu acho que era isso que deveria estar no centro da reflexão colectiva e não estas distracções que temos porque é tão flagrante as alterações climáticas cada ano mais acentuadas. Isso deveria ocupar-nos, unir-nos nesse combate e não é o que está a acontecer. No entanto, as maiores vítimas são os animais que não têm culpa nenhuma. São vítimas inocentes. Então, também talvez seja uma das razões que eu resolvi usar animais como personagens e usá-los numa atitude que a minha sensação era que os animais estão a dizer: ‘Eu não tenho nada a perder'. Daí essa atitude radical porque os animais são assim, não é? São honestos na sua crueldade e na sua fidelidade, também na lealdade. Eu explorei essa atitude de honestidade animal ao máximo que eu podia, um certo radicalismo nas suas atitudes de que eles não têm nada a perder como o mundo está. E depois, além disso, este colectivo, o que eles gostariam que eu tivesse feito era animações, mas não tinham orçamento para isso. O orçamento que eles tinham daria para meia dúzia no máximo de ilustrações e não para 19 como eu fiz. Como eles gostariam de animações, eu tentei transmitir movimento aos animais e eles estão como um ‘snapshot' do movimento. Eles estão implicitamente em movimento.” É diferente desenhar para o cinema e desenhar para uma projecção que vai interagir com actores e com músicos ao vivo? “Não faço ideia porque não vi o espectáculo, portanto não sei. Não faço ideia como é que funciona. Apenas posso confiar no relato da equipa de músicos que me encomendou o trabalho, que funcionou muito bem e que as pessoas gostaram muito das ilustrações que eu fiz, que mesmo estando paradas, parecia que estavam a mexer. E depois ponho-me a pensar se não será melhor assim porque se houvesse movimento, se houvesse animação, penso que a atenção do espectador iria perder-se entre a projecção em movimento e a actuação dos músicos que é o centro de interesse, não é? Portanto, se calhar é melhor que sejam ilustrações e não animações para potenciar a atenção na música, que é o centro da peça ou das peças, não é?” Mas a sua ilustração também está no centro da peça. Em 1914, quando a obra foi foi feita por Erik Satie, a obra associava a música e os desenhos de Charles Martin e o autor falava, de forma poética e irónica, em “publicação constituída por dois elementos artísticos: o desenho e a música. A parte do desenho é figurada por traços. A parte da música por pontos, pontos negros.” Ora, o desenho é tão importante quanto a música, não é? “Num filme é isso que acontece. Muitas vezes, esquecemos a banda sonora que está presente, é invisível, mas está tão presente como a imagem. Calculo que na visão deste colectivo que me encomendou os trabalhos, isso também seja assim. Será como um filme ao vivo, digamos, composto pela imagem e pela música, embora eu ache que, neste caso, como eles estão a actuar ao vivo, a música será o factor mais importante. Mas é como um filme, é composto pela parte sonora e pela parte visual.” Um espectáculo de teatro é, por definição, efémero, mas aqui há uma parte que fica que são os seus desenhos. As suas ilustrações estão feitas e vão ficar, não é? “Sim e de tal forma que, quando eu acabei a encomenda, gostei muito dos meus animais e estou a desenvolver um outro projecto. Gostei de trabalhar e de desenvolver este bestiário e estou a desenvolver agora um projecto meu de filme, não tem nada a ver com a encomenda que recebi, é algo novo, mas os personagens são animais e as alterações climáticas estão implícitas. O pesadelo vivo que é o mundo neste momento a nível das alterações climáticas em que vivemos e que os animais são as principais vítimas foi o que me motivou a fazer todo este trabalho.” Nesse pesadelo de que fala no que toca às alterações climáticas, a arte, a ilustração, o teatro podem ter um papel com mais impacto do que o trabalho propriamente político? “Não sei se com mais impacto. Eu não tenho qualquer perfil panfletário político. Não tenho esse perfil, gostaria de ter, mas não tenho. O que eu sei fazer é desenhar, tentar transmitir conteúdos ou mensagens através dos meus desenhos, das minhas composições. Portanto, essas são as minhas armas que eu sei usar, se eu soubesse usar outras, usaria outras. Mas como sei usar isto e só sei usar isto, é isso que eu estou a tentar. Eu penso que esse é o papel da arte ou de qualquer meio: usar com honestidade as armas que se possui para alertar ou denunciar ou chamar a atenção para a urgência deste momento em que vivemos. Antes, a arte e a cultura eram reservadas a um nicho elitista e, neste momento, está muito mais democratizado, portanto, tem possibilidades de alcançar um espectro mais largo de público. Penso que a arte e a cultura podem alertar, podem ser úteis na denúncia e no alertar desta emergência, tal como outras áreas, mas nós somos artistas, é isto que sabemos fazer e acho que devemos reflectir sobre isto através dos nossos trabalhos, das nossas criações.” A Regina Pessoa está habituada aos festivais de animação, nomeadamente o Festival de Annecy, em França. Recentemente também esteve no Festival de La Rochelle, mas o Festival de de Avignon é algo novo? “É a primeira vez que trabalhos meus estão num festival de teatro de artes performativas. Eu e o Aby [Feijó] somos um duo, uma parceria, uma parelha criativa e nós sempre tentámos, com o nosso trabalho, cruzar públicos. Um dos exemplos é que sempre que acabamos um filme, organizamos uma exposição, como nós fazemos curtas-metragens e as curtas-metragens têm um mercado muito limitado, fazendo uma exposição, alargamos o espectro do público. Por outro lado, para tirar o filme do ecrã, porque o público vai ver uma exposição, não é o mesmo necessariamente que ver um filme. É a primeira vez que trabalhos meus estão no Festival de Avignon, mas não é a primeira vez que temos esse tipo de atitude de cruzar públicos e gostava que isso acontecesse mais vezes.”

da ideia à luz
Especial de Aniversário Ep#7 - 28/04/2026 - Memória das Artes com Joelma Neris Ismael

da ideia à luz

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 128:21


Nesse vídeo em comemoração aos 6 anos de existência do canal "da ideia à luz", presenteamos o nosso público com mais uma excelente conversa. Convidamos a bibliotecária e diretora do Centro de Documentação da FUNARTE, para falar sobre "Memória das Artes". É mais um tema que trazemos ao canal para dialogarmos e aprendermos, com pessoas que são referências em suas áreas de atuação ou de pesquisa, sobre a importância dos acervos para a preservação das histórias e memórias das artes no Brasil. Joelma Neris Ismael é bibliotecária, mestre em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, servidora de carreira da Fundação Nacional de Artes há 20 anos e coordenadora do Centro de Documentação. Possui experiência em gestão de unidades de informação e desenvolvimento de coleções, com ênfase nos segmentos de coleções bibliográficas e iconografia.

Igreja Batista Redenção
A revolta dos artesãos efésios (Parte 1)

Igreja Batista Redenção

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 70:18


Artes
Artista franco-portuguesa Bévinda canta Ofélia em peça sobre Pessoa

Artes

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 11:31


O espectáculo “Pessoa et Ses Autres”, que está no Festival OFF Avignon, junta música, poesia e teatro em torno do labirinto humano e artístico que foi Fernando Pessoa e inspira-se na sua correspondência amorosa com Ofélia Queiroz. A cantora franco-portuguesa Bévinda interpreta e canta Ofélia, num projecto que também resultou num disco que acaba de ser lançado. “Pessoa et Ses Autres” [“Pessoa e os Seus Outros”], encenado por Jean Petrement, está em cena no Théâtre La Nouvelle Etincelle, no Festival OFF Avignon, que decorre paralelamente ao Festival de Avignon, até 24 de Julho. A ideia do espectáculo surgiu do encontro entre o encenador e a cantora que já tinha gravado dois discos em torno do universo de Fernando Pessoa -“Pessoa em Pessoas” (1997) e “Opium à bord” (2012). Desta vez, são as cartas de amor trocadas com Ofélia que são lidas e cantadas em palco. Os textos foram escolhidos por Bévinda que compôs as melodias com o músico Gilles Clément, com quem já trabalhou nos seus discos e que também toca na peça. O projecto resultou, ainda, no álbum “Ofélia Pessoa” que foi lançado a 12 de Julho, paralelamente ao Festival Off Avignon. Oiça a entrevista áudio completa neste programa.

Vivir de Cine
Vivir de Cine 11/07/2026

Vivir de Cine

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 119:59


Programa dirigido por José Ignacio Cuenca, miembro de la Academia de las Artes y las Ciencias Cinematográficas de España y corresponsal en Hollywood de algunos de los principales medios de comunicación de nuestro país ¡No te lo puedes perder! Esta semana hablaremos de: VAIANA HACIENDO AMIGOS A 500 MILLAS DE CASA MILLENNIAL MAL ELLE

Artes
Espectáculo Kairós quer “agarrar a oportunidade” do Festival Off Avignon

Artes

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 10:34


O espectáculo de dança contemporânea “Kairós”, de Maria Pinho e Charline Nolin, é uma tentativa de “agarrar uma oportunidade que muda a vida” das personagens, contam as autoras. Em grego, a isso chama-se "Kaïros" e é o que este duo coreográfico procura em palco, partindo de um sofá que evoca o quotidiano e os instantes familiares em que o tempo parece suspenso, mas é cheio de vida. Entre dança contemporânea, hip-hop e acrobacia, as duas intérpretes desenham o movimento no espaço, com humor e muita cumplicidade, como dois corpos que se contagiam numa correia de transmissão de poesia e afectos. A peça Kairós está no Festival Off Avignon até 24 de Julho e fomos vê-la e conhecer as intérpretes no Théâtre Golovine, em Avignon. RFI: Do que fala a vossa peça “Kairós”? Maria Pinho, Artista: “O Kairós fala precisamente de um conceito grego que fala do momento oportuno, em que se cria uma atmosfera oportuna, para agarrar uma oportunidade que muda a vida dos dois personagens, com acrobacia, com a dança, com o teatro e com todo o ambiente de uma sala-de-estar.” Como nasceu a ideia de fazerem este espectáculo? Charline Nolin, Artista: “Começámos a trabalhar juntas porque tínhamos coisas em comum, coisas artísticas e queríamos fazer coisas juntas. E depois encontrámos esta palavra e o projecto nasceu desta palavra, Kairós.” Como é que se transcreve para a dança, para o movimento, para a acrobacia, este conceito tão filosófico e poético de Kairós? Maria Pinho: “Começámos através dos jogos e de instruções em que era: ‘Ok, vamos, vamos pôr uma regra no jogo que é desta vez vamos criar toda uma sequência em que não nos podemos tocar'. A segunda era: ‘Só nos podemos tocar em ângulos diferentes, ângulo recto, ângulo raso, diferente, como se fosse um Tetris. Então, foi um bocado daí que nasceu, a partir de jogos e de regras que nos fomos dando. Daí apareceram várias imagens que gostámos imenso e decidimos guardá-las.” A imagem do cubo mágico ou cubo Rubik também entrou nesse jogo de imaginação e criação? Charline Nolin: “Sim, sim porque gostamos muito dessa imagem, desse jogo e transpor para a dança é uma coisa fixe porque com os corpos também se pode encaixar.” Maria Pinho: “Cada vez que há um movimento no cubo mágico, há sempre outras mil possibilidades que acontecem. Então, foi um bocadinho que nos inspirou: 'Vamos experimentar. Tu propões isto. Eu proponho isto'. E é sempre um jogo de propostas até aparecerem várias imagens e opções.” Em termos de dramaturgia, o sofá e o candeeiro desempenham o papel de uma personagem? Maria Pinho: "O sofá e o candeeiro aparecem porque realmente começámos no nosso sofá, na nossa casa e também somos muito caseiras e pensámos: como é que vamos transportar um sofá para onde quer que seja? Até que surgiu a ideia de encontrar um sofá insuflável e uma lâmpada que se pode dobrar e ser teletransportada. O mais fácil possível.” Há dança, circo, acrobacia. Querem-nos falar de todas essas influências que vos ajudaram a escrever a peça? Charline Nolin: “Sim, porque fizemos a escola de circo, com a especialidade de acrobacia, mas temos esta coisa em comum que a dança faz parte integrante da nossa prática. Para a Maria foi o hip-hop, o break e o krump que apareceu na sua prática artística. Para mim foi a dança contemporânea e a contorcionismo. E então queríamos fazer um combo de todas estas partes artísticas.” E a música? Como foi a escolha? Maria Pinho: “Houve muitas das coreografias que foram criadas através da música. Por exemplo, a última coreografia em que nós chamamos o monstro - porque tem vários braços - tem um ritmo muito específico, em que nós decidimos adaptar-nos à música através do corpo. E depois foi ao contrário. Na primeira coreografia, primeiro queríamos a coreografia e depois é que fomos buscando músicas com ritmo ou assim um bocado longas também. Foi mais uma escolha musical da Charline porque ela tem um gosto muito aprimorado.” O jogo que vocês levam para palco parece que assenta na cumplicidade, na complementaridade, na brincadeira, no jogo, no riso. Esta peça é uma história de amor? Maria Pinho: “Sim, pode ser. Pode ser uma amizade entre duas pessoas. Pode ser uma relação amorosa, pode ser uma irmandade.” Charline Nolin: “O que gostamos é que o público pode ver o que quiseres. Então, nós fazemos o espectáculo e o público sai do espectáculo com a sua interpretação." E vocês, qual é que é o vosso momento Kairós? Esta participação no Festival de Avignon é esse momento? Charline Nolin: “Eu acho que podemos ter também vários Kairós na vida e o início deste espectáculo foi obviamente um.” Maria Pinho: “Sim, sim. Para mim, o momento Kairós foi ter proposto à Charline: ‘Olha, tenho uma ideia. Queres fazer esta criação? Bora fazer uma criação juntas.' E para mim foi esse momento Kairós de ter a coragem de lhe propor e que ela tenha dito: ‘Ok, também não sei o que vai dar, bora com isso, e surge este momento.” Este é o primeiro espectáculo da companhia. Querem falar-nos um pouco da companhia e deste risco e aventura de trazer uma peça a Avignon? Charline Nolin: “Sim, a companhia é muito jovem porque começámos a trabalhar juntas em 2024 e agora Avignon. Era um risco, mas eu acho que temos uma equipa muito, muito sólida e ajuda muito para atravessar esta aventura de Avignon.” Maria Pinho: “Nós tivemos a oportunidade de nos candidatar a uma ‘open call' que foi a Santa Maria da Feira e Centro Cultural de Paredes de Coura que a produziram para a noite do Circo de 2024. Tínhamos a mentoria do João Paulo Santos, nós mandámos a candidatura, eles gostaram do projecto, aceitaram e, em troca, havia uma co-produção e tínhamos por volta de umas quatro semanas para criar o espectáculo para fazer uma estreia oficial na Noite do Circo de 2024, em Novembro. A partir daí parece que todos foram momentos Kairós que foram surgindo ao longo da criação, ao longo da estreia. Foi um bocado aí também, o facto de termos tido um apoio de Portugal que nos fez: ‘Bora!' Estamos super agradecidas por isso.” E as expectativas? O que é que esperam que Avignon vos traga ou já está a trazer? Charline Nolin: “Uma tournée internacional!” [Risos] Maria Pinho: “Estás a brincar, mas é verdade. Nós gostávamos de poder alcançar muito mais países e muito mais públicos. Não só latinos, como também internacionais. Poder ir à América Latina, potencialmente, porque é um espectáculo muito acessível para toda a gente e temos uma proposta muito fácil de leitura e de acessibilidade, em que propomos às pessoas de ter um momento de introspecção, dizer quando é que foi aquele momento em que eu tive coragem de fazer alguma coisa ou de reviver memórias para voltar a ter essa coragem quando parece tudo um bocado já feito.” Em relação ao vosso percurso, gostava de conhecer e saber se é a vossa primeira vez em Avignon. Charline Nolin: “Como projecto pessoal, como um projecto da Companhia Fika, com a nossa criação, é a primeira vez que fazemos Avignon, mas já fizemos com outras companhias, mas só como intérpretes. Então, é muito diferente porque tem coisas que não imaginava. É que para fazer encher a sala todos os dias e também para fazer vir profissionais, programadores, é muito stress, mas é uma experiência muito fixe. O Kairós é como um bebé, é o nosso bebé, e queremos fazer o Kairós crescer. Sabemos que é uma grande oportunidade para isso e estou contente.” Maria Pinho: “Sim, eu também estou super contente. Já tínhamos feito o festival como intérpretes de outras companhias e foi aí que comecei a dizer: ‘Ah, ok, isto pode ser também interessante, com um projecto pessoal' e este ano decidimos vir para o festival. Sim, foi um risco, desde Dezembro que andávamos a pensar e organizar. Eu vinha um bocado com medo, mas desde o início que tivemos uma equipa que nos acolheu bastante, o Théâtre Golovine, então tornou-se tudo muito mais fácil.”

Artes
Lia Rodrigues orienta programa de transmissão artística no Festival de Avignon

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Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 15:38


O programa “Transmission Impossible” volta pelo terceiro ano consecutivo ao Festival de Avignon. Depois de Mathilde Monnier, desta vez é a coreógrafa brasileira Lia Rodrigues a dirigir o projecto de encontros entre artistas programados e meia centena de jovens de diferentes países, em cumplicidade com os artistas brasileiros Calixto Neto, Silvia Soter da Silveira, Cristina Moura e Daniella Lima. O projecto é um laboratório de experimentação e transmissão que consiste em fazer descobrir, durante 12 dias, o Festival de Avignon. “A ideia é a gente estar num momento juntos” e “a grande coisa está no nosso encontro”, resume Lia Rodrigues. Lia Rodrigues é uma figura de vulto da dança brasileira contemporânea, que, em 2026, completa 70 anos, 50 dos quais dedicados à sua arte. Nesta 80.ª edição do Festival de Avignon, a artista sucede à coreógrafa Mathilde Monnier na direcção artística do projecto "Transmission Impossible". Trata-se de uma imersão no festival de  meia centena de estudantes de artes cénicas ou recém-diplomados, através de um percurso de encontros com artistas programados, espectáculos, debates e masterclasses. Lia Rodrigues descreve-nos este projecto como “um presente para os 70 anos” porque vê como “muito belo” conseguir reunir jovens do mundo inteiro com línguas diferentes. A criadora conta, ainda, que esta “Transmissão Impossível” acontece no “lugar precioso do possível”, ou seja, “o possível de a gente estar juntos, tanta gente de tanto lugar, falando tantas línguas num mesmo lugar, partilhando, falando, celebrando.” Ao longo de vários dias, o grupo trabalha, vê, debate, estuda em conjunto. Afinal, “a ideia é a gente estar num momento juntos” e “a grande coisa está no nosso encontro”, sublinha.  A transmissão está-lhe no ADN, enquanto artista e cidadã. Lia Rodrigues transforma o que faz, em palco e fora dele, num espaço de intervenção social e política, numa ferramenta de reflexão crítica e transformação social. Lembramos, por exemplo, que a coreógrafa fundou a Companhia de Danças Lia Rodrigues, com a qual desenvolve, desde os anos 1990, um trabalho marcado pela aproximação entre arte e comunidade, pela crítica às desigualdades sociais e pela experimentação corporal. Desde 2004, Lia Rodrigues também desenvolve actividades artísticas e educacionais na Favela da Maré, no Rio, em parceria com a ONG Redes da Maré. Dessa colaboração nasceu o Centro de Artes da Maré, aberto ao público em 2009 e a Escola Livre de Danças da Maré, inaugurada em 2011. Doze dos estudantes dessa escola estão, por estes dias, no projecto “Transmission Impossible”, em Avignon, num total de cerca de meia centena de participantes. Fomos falar com a artista na Villa Créative, em Avignon, na primeira semana de trabalho. "Transmission Impossible": 54 artistas e a possibilidade de "mil trampolins" RFI: Como é que nos poderia descrever este projecto “Transmission Impossible”? Lia Rodrigues, Artista: “Esse projecto chega num momento muito especial para mim, como um presente para os meus 70 anos. Esse projecto primeiro foi criado por uma artista, a Mathilde Monnier, junto com o Festival de Avignon e a Fondation Hermès. Isso é muito importante, essa junção de duas instituições com um artista e criar um projeto pedagógico, como você falou, de vulto, porque reunir 54 jovens do mundo inteiro com línguas diferentes é muito belo, sabe? A gente está aqui durante duas semanas trabalhando intensamente.” Como é que imaginou essa transmissão com estes 54 jovens de tantos países? “Sabe que eu estou achando que o nome da Transmissão já diz em si: “Transmissão Impossível”. É impossível.” Porquê? “Porque a gente vê muita coisa. A gente trabalha o dia inteiro, mas tem um lugar precioso do possível: o possível de a gente estar juntos, tanta gente de tanto lugar, falando tantas línguas num mesmo lugar, partilhando, falando, celebrando, às vezes se irritando - porque o calor aqui está terrível - e vendo tantos artistas diferentes com visões do mundo diferentes.” Estar em contacto com estes jovens de todo o mundo é uma forma de aproximação num mundo cada vez mais polarizado? A dança acaba por ter esse papel transmissor? “Eu não acho que a dança tenha esse papel porque a dança não tem papel nenhum a não ser ser dança mesmo. Os alunos, os jovens que se formaram, são de diferentes áreas: de teatro, dança, iluminação, cenografia. E essa diversidade é muito linda porque eu aprendo com eles, eles aprendem com a gente. Então, não é só a dança, é o corpo na sua totalidade que se encontra e que partilha esse momento precioso juntos." O que é que uma artista com 50 anos de carreira ainda aprende com estes jovens? “Se a gente não aprende, a gente morre e eu não quero morrer agora porque eu ainda quero ver meus netos crescerem, eu quero ainda poder fazer coisas, criações. As pessoas mais velhas têm sonhos, elas ainda têm muito a dizer, a gente ainda tem desejo e eu acho isso muito legal de falar porque a gente fala de diversidade, mas a gente fala muito pouco sobre idade.” Essa é uma questão que a marca? “Mas sem dúvida! É impossível não marcar. Eu sempre falo: quando você tiver 70 anos me telefona para ver se você me encontra nesse lugar.” A juventude também contribui para a transmissão? “Tudo, a juventude, a idade, o encontro das gerações é muito lindo, sabe? É ver o passado, o futuro e o presente se misturarem. Quando você tem essa idade, você consegue ter mais acesso ao passado, presente e imaginar um outro futuro.” Gostaria que falássemos também do trabalho na Escola Livre de Dança da Maré, porque também há artistas que estão aqui em Avignon. Como é que o trabalho que faz lá ecoa em Avignon? O que representa para os bailarinos da Escola da Maré estarem cá? "Antes de eu ter esse encontro, que foi uma marca na minha vida como cidadã e como artista, eu já tinha a minha carreira como artista, mas eu tive um encontro muito forte, mediado pela Silvia Soter, que é a minha dramaturga, que foi o encontro com a Rede da Maré, que é uma organização que tem diversos projectos em várias áreas dentro da Favela da Maré. A Favela da Maré tem 140.000 habitantes e eles fazem projectos de educação, cultura, diversidade, questões da mulher, questões do racismo, questões do meio ambiente, questões de moradores de rua e usuários de crack, é muito amplo. Nós, Redes e eu, somos parceiros em dois projectos desde 2004. Nós criámos juntos o Centro de Artes da Maré, que é um lugar para todas as artes dentro da favela e, em 2011, a Escola de Dança da Maré. Desde o seu início, ela é patrocinada, sustentada e só pode existir porque a Fundação Hermès de França nos apoia há mais de 15 anos. Essa escola tem 300 alunos de 8 a 80 anos e um grupo de jovens que são 20, que são jovens artistas que querem talvez seguir a carreira. Dozes deles estão aqui. Nem todos são da Maré porque a gente também cria diversidade dentro da nossa escola. Eu acredito que essa experiência, como para qualquer um de nós e para mim também, é inesquecível.” Pode ser um trampolim para eles? “Os trampolins são muito pequenos. Eu adoro pensar na ideia de mil trampolins porque eles vão pulando de um lugar para o outro e vão conhecendo gente, conhecendo o trabalho, conhecendo gente da idade deles. Isso é lindo essa ideia de trampolim. Depois eles têm que cair na piscina, solitários, para poderem digerir toda essa experiência.” Como tem decorrido o projecto? Encontram os artistas, fazem ateliers de dança, por exemplo? “Primeiro, eu queria deixar claro que eu não faço divisão entre dança, teatro, artes visuais. Nós temos jovens que se formaram em escolas de cenografia, iluminação, teatro, dança, não são só de dança. Isso é muito legal também, o encontro dessas linguagens porque eu acho que elas não se separam finalmente. A gente tem um horário bem intenso, a partir das dez horas, e depois vê vários espectáculos, até à noite. A gente trabalha, tem entrevistas com os artistas que vêm aqui, é demais! Eles vêm-nos visitar, a gente conversa, vai ver espectáculos. Cada mentor, cada um desses mentores que me acompanham, têm formas diferentes de trabalhar, de partilhar, de transmitir. É uma loucura.” O público vai poder depois assistir ou debater com os jovens e consigo sobre este projecto? “A Fundação Hermès e o Festival de Avignon me abraçaram para eu poder realizar a ideia de que a gente não vai mostrar nada, mas a gente vai partilhar alguma coisa muito simples, muito preciosa. Essa é a ideia de a gente estar num momento juntos. É só isso. Não tem grandes coisas. A grande coisa está no nosso encontro.” A Lia Rodrigues está rodeada por artistas cúmplices neste projecto. São artistas com quem já trabalha há algum tempo. Quer-nos falar porque é que escolheu estes cúmplices para a acompanharem neste projecto de transmissão afinal possível? “Olha, é claro que eu não escolhi sozinha porque a gente trabalha com a Fundação Hermès, com o Festival de Avignon. Nós chegamos a um acordo, mas eu achei lindo eu poder escolher brasileiros só porque são pessoas que eu conheço há muito tempo, com as quais eu trabalho de formas diferentes e que eu me sinto a vontade, sabe? Eu tenho que ter pessoas em quem eu confio, que eu posso ficar assim, tranquila, porque eles vão ser generosos com os alunos. Eles têm as suas próprias ideias. Eu acho isso lindo. Então, eu me rodeei de pessoas com as quais eu me sinto confortável.” Nesta geografia dos apoios, incluindo financeiros, às artes performativas, ainda há muitas desigualdades entre o Norte e o Sul… “Claro! É tão óbvio. É só ler o jornal. É só ler os livros!” O que é seria preciso fazer para isso mudar? Avignon é um passo? “Precisa mudar o mundo, as relações internacionais, de força. É isso que precisa. O facto de nós estarmos em Avignon é maravilhoso, é lindo, mas quando você me pergunta isso, eu digo que tudo é conectado. É mudar uma área, mudar outra. E a educação e a guerra? Tudo faz parte do mundo em que a arte está incluída. Então, sem mudar o mundo, as relações de poder, a maneira muito colonial de ver o mundo que ainda existe ou as relações de poder e de força, isso não vai mudar.” A dança tem um papel nessa decolonizaçao? As artes performativas de uma forma geral podem conseguir mexer alguma coisa nas placas tectónicas políticas deste mundo? “Sim e não. Sim e não porque quem vê essas peças? Quantas pessoas podem ver essas peças? Em que lugar do mundo estas peças são vistas? Quem tem acesso a isso? Isso é uma questão que a gente precisa pensar bastante. Por exemplo, essa história de ecologia: ‘Ai, não vou pegar avião, não pode mais pegar avião', isso é uma das coisas mais coloniais que eu já vi na minha vida porque é um luxo poder não pegar avião e não estar no avião. Tem uma pessoa que eu admiro, e que foi muito importante no Brasil, que é o Chico Mendes, lá da Amazónia, que falou que fazer ecologia e pensar ecologia sem justiça social é só fazer jardinagem. E é isso que eu penso.” E pensar a dança sem justiça social? “Não é a dança, é a vida. Eu esqueço que eu faço dança. Para mim, eu sou uma cidadã, é isso que é mais importante na minha vida. Que mundo a gente quer para o futuro, sabe? Tanto faz se for com a dança, como jornalista, com qualquer profissão.” Este ano, o Brasil está no Festival de Avignon representado pela Lia Rodrigues, Carolina Bianchi, Christiane Jatahy, Wagner Moura. Este é um epicentro das artes cénicas do mundo. É importante para si estar em Avignon? “É tão importante quanto estar no Brasil. Cada lugar tem uma importância diferente. É maravilhoso que esses artistas que trazem as ideias deles tão lindamente aqui em Avignon, mas é muito bom que eles pudessem também ir para o Brasil, o que não acontece por questões de investimento, Então, se todos pudessem mostrar os seus trabalhos também no Brasil, seria maravilhoso. Eu acho que é o epicentro de alguma coisa, mas a gente tem vários epicentros no mundo da arte, da produção, só que existe a diferença de recursos para isso.” É um epicentro eurocêntrico? “Com certeza, mas é muito bom que ele exista. A gente tem que lutar para que ele exista e que para outros epicentros possam também existir. Eu acho maravilhoso ver esses artistas aqui, brasileiros, me emociona muito, me comove e me faz feliz. Queria que todo mundo pudesse vê-los.” Vamos ter uma peça sua em breve em Avignon? “Não tenho a menor ideia. Zero ideia e também é assim a vida. Eu estou aqui, eu já estou tão feliz de estar aqui, vendo e me relacionando com esse mundo aqui de Avignon. Isso é o maior presente para mim.”

Terminei
#329 - Operação Fratboy

Terminei

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 5:17


Zach Miller é tudo o que se espera de um fratboy americano. Atlético, popular e constantemente em evidência. Até que a fraternidade anuncia uma viagem na qual exige acompanhantes, e ele se vê diante de um impasse que põe em xeque sua popularidade e todos os seus rumores de namoro: não há ninguém para acompanhá-lo.Diego Fernández tem preocupações bem mais urgentes. Imigrante paraguaio e estudante de Artes, sua permanência nos Estados Unidos está ameaçada pelo lembrete constante de que seu visto está prestes a expirar.Quando o titular do Michigan Braves lança a proposta para que Diego e ele finjam um relacionamento por alguns dias em troca de dinheiro, parece a solução temporária perfeita para os seus problemas tão diferentes.Mas nada sai como planejado.Fingir um namoro exige mais do que eles imaginavam. E o que deveria ser apenas uma encenação, faz com que Zach e Diego descubram que o maior risco nunca foi serem descobertos, mas, contra todas as expectativas, se apaixonarem de verdade.Livro: https://editorasunbee.com.br/produtos/operacao-fratboy-2gco3/Agradecimento: a minha irmã por ter me dado ele de aniversário. Twitter e insta: @termineicast

Una Nueva Mañana
"Testosterona": La performance basada en la vida de Cristián Alarcón

Una Nueva Mañana

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 27:55


El Teatro Nescafé de las Artes está recibiendo a la obra "Testosterona" con el periodista y performer Cristián Alarcón a la cabeza. En este montaje Alarcón se basa en una experiencia personal: entre los 6 y los 8 años fue sometido a un "tratamiento" hormonal para masculinzarlo mediante inyecciones de testosterona.Según Alarcón, sus padres "consideraban que era muy femenino para un varoncito que se suponía era heterosexual, pero evidentemente se notaba que iba a ser gay o que lo era. Yo no tenía ninguna consciencia de todo esto", relató . "Era algo evidentemente un poco clandestino, no era algo legal. Eran unas inyecciones muy dolorosas porque era una sustancia viscosa y difícil de que entrara en el cuerpo. Todo con la excusa de que iba a ser infértil", agregó.A partir de esa experiencia, Alarcón preparó esta performance, que también es el resultado de una investigación sobre las terapias de conversión sexual en Chile: "Se hacen tratamientos de conversión en muchísimas iglesias conservadoras. Detectamos una enorme cantidad de casos. Entrevistamos 36 al menos, en donde ha habido exorcismos, falsas consejerías espirituales, tocamientos", denunció.Una Nueva Mañana. Conducen: Cecilia Rovaretti y Sebastián Esnaola.Descubre más contenidos en Cooperativapodcast.cl

Artes
Lionel Cecílio volta a colocar o 25 de Abril de 1974 no calendário do Festival Off Avignon

Artes

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 16:48


Pelo terceiro ano consecutivo, o actor Lionel Cecílio volta a colocar o 25 de Abril de 1974 no calendário do Festival Off Avignon, com o espectáculo que ele escreveu e que interpreta, intitulado “La Fleur au Fusil”. Sozinho em palco, Lionel desdobra-se em várias personagens para nos contar a história da Revolução dos Cravos. Fomos conversar com ele depois do espectáculo. Oiça aqui a entrevista. O espectáculo “La Fleur au Fusil” é apresentado no Théâtre des Luciolles, no Festival Off Avignon, até 25 de Julho. É o terceiro ano consecutivo que este solo autoral está em Avignon e foi apresentado mais de 200 vezes pela França fora.  A história conta a luta pela liberdade e a Revolução dos Cravos, a 25 de Abril de 1974, em Portugal, partindo da vida da sua avó Celeste e da busca das suas próprias raízes. Sozinho em palco, Lionel viaja entre passado presente, entre realidade e ficção e desdobra-se, de forma impressionante, em 16 personagens: ele próprio e a avó Celeste, o avô Zé, o tio-avô Chico, torcionários da PIDE, e muitos outros. As personagens que ele incarna, incarnam outras personagens anónimas e históricas: Celeste é a avó, mas também representa a mulher que distribuiu cravos no 25 de Abril, assim como as mulheres que foram torturadas pela PIDE e as mulheres que emigraram para França. O futuro marido dela, Zé, incarna vários capitães do Movimento das Forças Armadas que estiveram na guerra colonial, que fizeram o 25 de Abril nos bastidores, nas ruas, na tomada da Rádio Renascença ... O irmão da avó, Chico, representa um capitão que deserta da guerra colonial, que vive “a viagem a salto” para França e que entra na história da gravação da Grândola Vila Morena no Château de Hérouville. Como no seu espectáculo anterior, “Mémoires dans les voyages d'un fou”, mais uma vez, Lionel Cecílio homenageia a sua dupla cultura franco-portuguesa, com as suas ausências e silêncios. O actor/autor quebra silêncios íntimos e colectivos e reclama simbolicamente a transmissão da memória familiar. Lionel fala, por exemplo, da miséria dos portugueses nos bairros de lata em França nos anos 60 e 70, mas também aborda a deserção e a luta clandestina contra a ditadura, dentro e fora de Portugal, assim como a implacável tortura da PIDE, nomeadamente sobre as mulheres, um tema ainda hoje difícil de abordar para muitas. “Não hei-de morrer sem saber qual a cor da liberdade” é uma das frases mais simbólicas do espectáculo.  Oiça a entrevista sobre a peça neste programa.

Vida em França
Avignon: Bem-vindos ao “país do teatro” na companhia de Tiago Rodrigues

Vida em França

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 17:49


O Festival de Avignon arrancou a 4 de Julho, e junta, durante três semanas, milhares de pessoas, para esta 80ª edição. Este é o epicentro da história contemporânea do teatro, dirigido pelo encenador, dramaturgo e actor português Tiago Rodrigues. Este ano, há 47 espectáculos, dois de encenadoras lusófonas e a língua convidada é o coreano. Há uma maioria inédita de criadoras mulheres e a linha de força é um enorme ponto de interrogação estampado um pouco por todo o lado nas ruelas da cidade francesa. O teatro anda à solta, sem rédeas, pela cidade de Avignon. Bem-vindos ao “país do teatro, à república independente das artes performativas”, nas palavras e na companhia de Tiago Rodrigues, um dos fazedores desta “fábrica de memórias inesquecíveis para o público”. Uma dessas “memórias” é a primeira maratona teatral em português, de dez horas, com a apresentação, a 12 e 13 de Julho, da Trilogia Cadela Força de Carolina Bianchi. Outra é o espectáculo de cinco horas do francês Julien Gosselin, “Maldoror”, que Tiago Rodrigues acredita que “vai marcar as próximas décadas do teatro francês, europeu e mundial”. E outra, ainda, é a peça “Um julgamento - Depois do inimigo do povo” que descreve como “uma interpretação magistral de uma história do repertório agora reescrita, repensada por Christiane Jatahy e Wagner Moura e com um elenco magistral à volta de Wagner Moura que tem uma prestação absolutamente sublime”. Nesta 80ª edição, “os questionamentos” são a bandeira de um festival que sempre foi sintoma e espelho dos tempos que correm. Este é também “um espaço de liberdade onde os artistas e o público se podem exprimir com toda a liberdade”, reitera o artista, destacando que “em França, como noutros países da Europa e do mundo, a liberdade de expressão e de criação estão a ser ameaçadas”. Mais ainda, em França – diz – “já não se trata apenas de uma ameaça, mas de ataques repetidos em vários territórios”. E, assim, a menos de um ano das próximas eleições presidenciais em França, onde a extrema-direita cresce, Tiago Rodrigues, enquanto director desta instituição e não apenas como cidadão e autor de “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas”, toma já posição e pede às pessoas para não deixarem a extrema-direita chegar ao Palácio do Eliseu. Tiago Rodrigues, português, emigrante, inscreve-se numa longa linhagem histórica de emigração portuguesa para França, mas esta é também uma história familiar e é a história que inspira o seu próximo espectáculo, revelou à RFI em primeira mão. O pai, Rogério Rodrigues, exilou-se em França durante o Estado Novo, o filho é agora o director do maior festival francês de artes cénicas e serve com a sua arte o que chama de “dívida de gratidão” que tem com a sociedade francesa por ter acolhido o pai quando este precisava. RFI: Queria começar com uma expressão que o Tiago Rodrigues gosta muito de usar, que é “o país do teatro”. O festival está na 80ª edição. Até que ponto Avignon continua a ser a capital mundial do teatro? Tiago Rodrigues, Director do Festival de Avignon: “Eu acho que cada vez mais, com o passar do tempo, aquilo que era uma utopia imaginada por Jean Vilar, o encenador que em 1947 funda este festival logo a seguir à Segunda Guerra Mundial, numa sociedade muito dividida e pensa que talvez um festival durante as férias das pessoas - e é preciso relembrar que as férias pagas eram uma novidade na época - durante as férias pagas das pessoas, podia ser um festival que permitisse ao público viver experiências que eles não teriam oportunidade, nem tempo para viver durante o ano, portanto, grandes aventuras teatrais em lugares monumentais que obrigariam a viajar. E é assim que nasce esta ideia, esta utopia de um país do teatro. Um lugar onde viajamos como quem viaja para fazer turismo, como quem viaja para se repousar. E aqui viajamos, sim, pelo turismo, pelo repouso, mas sobretudo pela descoberta dos espectáculos, pela descoberta de uma grande quantidade de estéticas e de visões de um mundo muito diferentes entre si. O tempo fez com que, ao fim de 80 edições, possamos dizer que este é o país do teatro, a república independente das artes performativas. O público vem precisamente com essa sede de ver espectáculos que talvez não tivesse tempo de ver durante o ano. Por exemplo, 'Maldoror', o espectáculo de Julian Gosselin, um grande encenador que dirige o teatro do Odéon, um dos teatros nacionais franceses, e que faz um espectáculo de cinco horas, poderíamos dizer que cinco horas é ambicioso, mas é um espectáculo magistral. O que nós vemos é que ao fim das cinco horas, por volta das duas e meia, três da manhã, todo o público está lá, aplaudiu de pé e viveu essa aventura colectiva que é singular, que só se vive em Avignon, estar num palácio sob as estrelas e ver uma obra de arte que, no meu entender, este ‘Maldoror' vai marcar as próximas décadas do teatro francês, europeu e mundial.” É português, é o primeiro director estrangeiro a dirigir o festival. Esta é a sua quarta edição como director. Conhece os talentos e as dificuldades das artes performativas portuguesas, brasileiras, de dança contemporânea moçambicana e cabo-verdiana, por exemplo, mas este ano só há duas peças lusófonas no cartaz… “Eu permito-me corrigir o “só”, “só há”. O Festival de Avignon é um festival de nomes de expressão mundial e, portanto, é um festival que tem que estar atento a tudo o que se passa no mundo. Saber que, por exemplo, este ano há duas artistas brasileiras e saber que estas duas artistas brasileiras lusófonas, Christiane Jatahy e Carolina Bianchi, que são duas das grandes artistas desta edição, são duas artistas que vêm de um só país lusófono, numa possibilidade de mais ou menos - é discutível a quantidade de países que existe no mundo, mas digamos que são duas centenas, porque depois há questões de legitimidade de algumas fronteiras, etc - mas digamos que em 200 países haver dois espectáculos, ambos vindos do Brasil ou de criadores brasileiros, criadoras neste caso, é, de qualquer das formas, um foco muito importante, uma atenção muito importante. Há muitos países que não estão representados no festival. Este ano, há uma representação de 14 países e, portanto, digamos que a maioria dos países do mundo não estão presentes no ano. A criação lusófona tem duas presenças e, portanto, acho que estamos numa quantidade, numa proporção muito benéfica para a criação lusófona.” Mas o que eu queria mesmo saber - e já percebeu onde quero chegar - é quando é que Avignon vai convidar a língua portuguesa? “Bom, o que eu posso dizer é que recentemente fui reconduzido para um segundo mandato, portanto, serei director do Festival até 2030. E estou muito feliz, muito vaidoso mesmo dessa possibilidade, mas também é um grande privilégio e uma grande responsabilidade também. E sem dúvidas que a língua portuguesa, eu digo desde o início, tem todo o mérito, toda a riqueza, toda a diversidade contemporânea e, sobretudo, toda a grande qualidade das criadoras e dos criadores, sejam portugueses, brasileiros, moçambicanos, angolanos, cabo-verdianos para estar presente no festival. Eu recordo que a lusofonia tem estado muito presente nos últimos anos no festival. No ano passado, a abertura do festival fez-se com uma artista cabo-verdiana, Marlene Monteiro Freitas, foi a primeira vez que Cabo Verde esteve na Cour d'Honneur du Palais des Papes e abriu este festival, ainda por cima no ano em que se celebrava os 50 anos da independência desse país-irmão do meu país-natal, Portugal. E, portanto, temos feito um trabalho de abertura, de aproximação do público de Avignon à criação lusófona ou em língua portuguesa. Sem dúvida que até 2030 a língua portuguesa será certamente uma das línguas convidadas no festival.” A Carolina Bianchi vem ao Festival de Avignon pela segunda vez para apresentar não só o terceiro capítulo da sua Trilogia Cadela Força aqui iniciada, como a trilogia completa, o que perfaz dez horas seguidas de maratona teatral. Isto também é histórico. Já houve maratonas teatrais em Avignon, mas em língua portuguesa, se calhar não… “Em língua portuguesa nunca houve uma aventura destas e estamos muito felizes de poder acompanhar a Carolina e toda a sua equipa da Companhia Cara de Cavalo nisto, que é uma aventura inédita. É o tipo de aventuras que só se pode viver em Avignon, dez horas de teatro. Antes que Carolina Bianchi fosse conhecida do público francês ou europeu, apresentámo-la pela primeira vez em 2023 e logo na altura sabíamos que estávamos comprometidos com continuar a acompanhar a sua trilogia. Entretanto, Carolina Bianchi ganhou o Leão de Prata da Bienal de Veneza, tornou-se numa artista absolutamente reconhecida a nível não apenas europeu, mas mundial. Queríamos estar no lugar do término desta trilogia, a acompanhar a aventura até ao fim e, sobretudo, permitir ao público de descobrir pela primeira vez a trilogia completa inédita. É uma grande aventura para a companhia, que exige enormemente. Também exige do público e das equipas técnicas e de acolhimento. Estamos muito felizes aqui em Avignon de poder propor ao público estas aventuras, porque, como nós costumamos dizer, nós queremos ser uma fábrica de memórias inesquecíveis. E é isso que queremos propor: uma memória inesquecível ao público.” A encenadora brasileira Christiane Jatahy também traz uma peça com um forte teor político. Qual é este alerta também em língua portuguesa que esta peça traz para os dias de hoje? “Christiane Jatahy, acompanhada de Wagner Moura, grande actor que foi este ano nomeado para os Óscares, que ganhou o Globo de Ouro, que ganhou o prémio de interpretação masculina em Cannes no ano passado e, portanto, de alguma forma, é um dos grandes protagonistas deste festival, juntaram-se para - ele actor, ela encenadora, mas ambos como autores do texto deste espectáculo - nos apresentarem um espectáculo que não é uma adaptação de ‘Um Inimigo do Povo' de Henrik Ibsen, mas que se inspira dessa história do dramaturgo norueguês para inventar um processo em tribunal onde se pergunta se alguém que denunciou a contaminação das águas de uma cidade é um herói que tentou ajudar as pessoas, salvar a saúde das pessoas, ou se é um inimigo do povo, alguém que destruiu a economia dessa cidade que dependia das termas, de um spa e dos turistas que vinham. Há um julgamento dessa pessoa e é um julgamento muito também sobre o risco dos julgamentos populares em opinião pública na época das redes sociais, na época em que toda a gente pode exprimir uma opinião, caluniar, difamar e destruir uma reputação publicamente muito facilmente. É uma questão de debate sobre a legitimidade de um gesto político de denúncia, sobre o diálogo entre saúde pública e a economia, essa tensão, também sobre a ecologia muito presente no espectáculo e é, sobretudo, uma interpretação magistral de uma história do repertório agora reescrita e repensada por Christiane Jatahy e Wagner Moura, com um elenco magistral à volta de Wagner Moura, que tem uma prestação absolutamente sublime. Uma peça que nos chega agora de Lisboa, esteve mesmo agora em Portugal em digressão e que é o resultado de uma encomenda que o Festival de Avignon fez com o Holland Festival de Amsterdão e com o Festival de Edimburgo, que são os três festivais europeus fundados no mesmo verão de 1947. Juntos queremos colaborar, continuar a colaborar também para o ano, quando fizermos 80 anos os três festivais e, para este início de colaboração, lançámos o desafio a Christiane Jatahy e a Wagner Moura de criar esta peça e estamos muito felizes. É uma das peças pilar da programação do festival este ano. E muito feliz também que seja a segunda peça falada em português.” Desde a sua primeira edição como director artístico do festival, apresentou “Na Medida do Impossível” e “By Heart” em 2023, “Hécuba, não Hécuba”, em 2024, “A Distância”, em 2025. Antes de ser director, já tinha apresentado “António e Cleópatra”, “Sopro” e “O Cerejal”. Este ano não apresenta peça sua. Posso perguntar porquê? “Porque acho que é importante que o meu trabalho artístico esteja sempre ao serviço do festival e nunca o contrário. E isso exige equilíbrio. Exige, no meu entender - e é a escolha responsável que eu tento fazer - que o meu trabalho não esteja necessariamente sistematicamente presente enquanto artista na programação do festival para deixar espaço a outros, para permitir precisamente que o festival não trabalhe a meu favor, mas o contrário, que quando eu apresento um trabalho, uma peça, um espectáculo no Festival de Avignon, seja para contribuir à programação e também contribuir, de certa maneira, à economia do festival. As digressões dos meus espectáculos produzem receitas que favorecem o festival e que nos permitem convidar outros artistas do festival. E, portanto, eu acredito que o director do Festival de Avignon ou a directora, se forem artistas, devem fazer o seu trabalho no festival, mas devem fazer com a medida que permite que seja o seu trabalho a estar ao serviço do festival e nunca o contrário, como disse. O Tiago Rodrigues é imigrante em França. Não vai poder votar nas presidenciais francesas do próximo ano porque é preciso nacionalidade francesa para isso. Como é que o autor de “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas” olha para estas eleições, nomeadamente depois de Marine Le Pen ter confirmado que se vai candidatar? “Não é apenas o autor de ‘Catarina e a Beleza de Matar Fascistas' ou o cidadão Tiago Rodrigues, mas é também o director do Festival de Avignon que toma posição e a posição é muito clara. O Festival de Avignon já pôde fazê-lo no passado, nas legislativas de 2024, que aconteceram ao mesmo tempo que o festival. O Festival de Avignon fez apelo a uma barragem à extrema-direita e, portanto, à União Nacional de Marine Le Pen, e fez um apelo ao voto no campo democrático. Eu não considero, o Festival de Avignon institucionalmente não considera, que a extrema-direita pertence ao campo democrático. A nossa posição é muito clara. Fazemos um apelo à participação nas eleições e é uma barragem clara, sem ambiguidades, à extrema-direita. Será também o caso para as presidenciais, como foi, aliás, para as municipais de Avignon, onde a extrema-direita perdeu uma derrota forte depois também de o festival ter tomado posição e ter anunciado que não trabalharia com a extrema-direita se esta tomasse o poder na cidade de Avignon. Felizmente não foi o caso e não será o caso, eu creio, também nas presidenciais. Sinto muita confiança na lucidez democrática das francesas e dos franceses.” Avignon é, historicamente, a cidade-teatro aberta à contestação, o festival sempre foi politicamente atravessado pelo seu tempo, como acaba de dizer, assim como em Maio de 68, os debates pós-coloniais, as crises migratórias. Este ano, qual é a causa a atravessar esta edição? “Cada Festival de Avignon é, por um lado, um sintoma de implicação com a actualidade, com os grandes fenómenos da actualidade e, portanto, a cada festival vemos novas questões, novas causas, novos debates a surgirem. E é também por isso que este ano quisemos celebrar esta 80ª edição, pondo as questões e os questionamentos no centro do discurso. Este é um festival que desde 1947, por 80 ocasiões, colocou questões ao mundo, as questões dos artistas, acompanhando os artistas a criar espectáculos que traduzem os seus questionamentos e permitindo ao público de se apropriar destas questões para ter os seus debates. O Festival é muito conhecido pelos seus debates, apaixonantes e apaixonados, por vezes bem intensos, e nós gostamos que seja assim. Gostamos que seja assim, aqui no Café das Ideias, onde estamos e onde acontecem todas as manhãs grandes debates, mas também nas ruas, nas praças, espontaneamente. Discutindo espectáculos, nós discutimos o mundo e questionamos o mundo. Este ano, como todos os anos, julgo que a questões que atravessam a actualidade, seja questões ligadas, por exemplo, às eleições presidenciais, questões ligadas à crise climática, às vagas de calor e à aceleração de medidas que os governos têm que tomar para combater a crise climática, defender a biodiversidade, mas também a vida e o bem-estar das pessoas e questões que são intemporais. Este ano temos, por exemplo, dois Hamlet, portanto, a questão de ‘ser ou não ser', que já existe há 400 anos, aqui está de novo. É esta mistura de questão política e questão íntima, de questão pública e questão individual, que anima a cada ano o festival que quer continuar a ser um festival de liberdade de expressão, de implicação com o mundo, mas com uma grande pluralidade de pontos de vista. Não é um festival de pensamento único que está aqui para convencer as pessoas seja do que for. É um espaço de liberdade onde os artistas e o público se podem exprimir com toda a liberdade, e deve dizer-se isto várias vezes, numa França onde, infelizmente vemos, como noutros países da Europa e do mundo, a liberdade de expressão e de criação a ser ameaçada. A França não é imune a isso. Já não se trata apenas de uma ameaça, mas de ataques repetidos em vários territórios de França. Aqui em Avignon, a primeira coisa que podemos fazer para responder a essa ameaça é praticar toda a liberdade de criação, toda a liberdade de expressão.” É essa a sua assinatura mais pessoal nesta edição? Reafirmar a liberdade de criação junto dos artistas, dar-lhes um espaço seguro aqui no festival? “Eu não acredito em assinaturas pessoais. Isto é o trabalho de mais de 700 pessoas que organizam este festival. O pensamento do festival não emana apenas de mim, é de dezenas de pessoas, de centenas de discussões, ele emana dos artistas e emana do público. E eu convido sempre quem me coloca essa questão de ‘Qual é a marca que tu, enquanto director, queres imprimir? Qual é o teu cunho pessoal?' O meu cunho pessoal é: Perguntem às pessoas na rua o que sentem em relação a este festival, como estão a vivê-lo. É permitir colocar-me ao serviço desta história, desta aventura colectiva que atravessa gerações. São os filhos que transmitiram aos netos, que transmitem aos vindouros este amor do teatro e este amor de poder juntar-se sem ser à volta de uma mesma ideia, juntar-se à volta do debate, à volta do facto de podermos estar juntos, felizes, a desfrutar das artes do teatro em desacordo. Este desacordo é o princípio do diálogo e o diálogo é o fundamento da democracia.” Falou da questão da filiação, da transmissão intergeracional. Está em França há quatro anos. Emigrou como o seu pai e como tantos milhares de portugueses o fizeram no século XX, durante a ditadura portuguesa. O seu pai foi acolhido pela França e o Tiago é convidado pela França para dirigir o maior festival de teatro francês, quando justamente há esta ameaça de a extrema-direita chegar ao poder. Isto é uma história que poderia dar uma peça de teatro. Qual é o poder simbólico desta história no contexto político actual? “Devo dizer que, enquanto director do Festival de Avignon, português, saber que estou ao serviço desta aventura, dos valores democráticos, republicanos, progressistas deste festival que é um festival também ecologista, feminista, anti-racista porque defende esses valores da democracia, da liberdade, da igualdade, da fraternidade, saber-me ao serviço destes valores, através deste festival, é para mim, de alguma forma, tentar também pagar a dívida de gratidão que tenho em relação à sociedade francesa que acolheu o meu pai quando o meu pai precisava de ser acolhido.” Obrigada por continuar a transmitir esta história e obrigada por também transmitir a história da emigração. “Vou dizê-lo para a RFI, é a primeira vez que falo disto publicamente: acho que será o tema do meu próximo espectáculo.”

Artes
Em Avignon, Carolina Bianchi acende "Uma Luz Cordial” atrelada à violência e ao prazer

Artes

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 20:20


A encenadora, actriz e escritora brasileira Carolina Bianchi regressou ao Festival de Avignon para estrear “Uma Luz Cordial”, o último capítulo da "Trilogia Cadela Força" aqui iniciada em 2023. Esta é “uma luz atrelada à expressão da violência”, mas também à "expressão do prazer", conta-nos a artista que neste espectáculo confronta o público com “o enigma” que atravessa a peça e que envolve teatro, literatura e sexualidade. Carolina Bianchi e a sua companhia Cara de Cavalo vão também fazer dois dias de maratona teatral de 10 horas com as três peças seguidas da trilogia, um gesto movido pelo desejo de “aventura total”. Carolina Bianchi encerrou a trilogia iniciada em Avignon com “Uma Luz Cordial”, um espectáculo que leva para o palco a violência do acto de escrever e o mistério da sua própria sexualidade. Esta é “uma luz atrelada à expressão da violência”, mas também “à expressão do prazer”, conta-nos a artista que foi buscar o título da peça a um poema que lhe é fundamental: “My Life Had Stood a Loaded Gun”, de Emily Dickinson, em que a imagem de uma arma carregada lhe evoca o potencial explosivo de uma poeta a escrever. Além do novo espectáculo, Carolina Bianchi e a sua companhia Cara de Cavalo retomam toda a trilogia nesta 80ª edição do Festival de Avignon e o público poderá ver, no mesmo dia, “A Noiva e o Boa Noite Cinderela” [que a revelou aos palcos europeus e com o qual conquistou o Leão de Prata da Bienal de Veneza em 2025], “The Brotherhood” e “Uma Luz Cordial”. A maratona teatral de 12 e 13 de Julho, na Opéra Grand Avignon, dura diariamente cerca de dez horas, um gesto movido pelo desejo de “aventura total”, em referência à "obra de arte como aventura total” do artista Alberto Greco, de quem também fala em palco. “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, o primeiro capítulo, arrasta o público para o inferno das violações e dos feminicídios. “The Brotherhood”, o segundo capítulo, mergulha-nos nas alianças masculinas que têm dominado a história da arte e do teatro e verbaliza o fascínio por esses mestres da arte e da violência. Agora, “Uma Luz Cordial”, o terceiro capítulo, tenta fintar a brutalidade da criação artística e faz a literatura irromper em todo o espaço cénico. Diluem-se novamente fronteiras entre teatro e poesia, entre ficção e real, entre autor e alter ego. Carolina Bianchi vai desaparecendo de cena para reaparecer “nas vozes” de autoras como Hilda Hilst e Emily Dickinson. Não se pense que este último capítulo vem curar alguma dor porque, ela avisa em palco, “a dor não passa” e “não há salvação”. Há, no entanto, uma luz ao fundo do túnel, a tal “luz cordial”, ainda que corresponda ao disparo de uma arma no poema “My Life Had Stood a Loaded Gun”. O teatro radical de Carolina Bianchi, que deixa enigmas e não dá respostas, que leva para o palco a complexidade e a perplexidade do mundo, que leva à tona tanto a parte maldita quanto a parte poética da criação, está no Festival de Avignon até 12 de Julho. RFI: Como é que nos pode apresentar este terceiro capítulo que fecha a trilogia “Cadela Força”? Carolina Bianchi, Autora e encenadora da trilogia teatral “Cadela Força”: “Uma Luz Cordial é um trabalho que vai na direcção da escrita, sobre o acto de escrever. Então, ele é, na verdade, eu me colocando ali também, nesta travessia deste espectáculo, como a escrita em si, o meu corpo está muito mais fora de cena do que nos outros trabalhos da trilogia. Acho que também tem essa questão: a de uma escritora que está desaparecendo, que está se tornando pura escrita. Por tocar nesse assunto da escrita, acho que forma um triângulo muito importante com outras duas coisas, que é a imaginação e a sexualidade. Aí, para mim, surge uma equação do enigma desta terceira parte, que é o que atravessa este último capítulo, estas três palavras que não se conseguem mais dissociar, a escrita também como uma possível expressão da sexualidade e é não só falar sobre a sexualidade, mas a escrita como expressão de uma sexualidade. Acho que, sobretudo, é também muito importante dizer: a literatura como forma de prazer.” Há uma poesia de Emily Dickinson essencial na peça, que fala em "uma luz cordial" em que "a arma tem o poder de matar, mas não de morrer". Por que chamou ”Uma Luz Cordial” ao terceiro capítulo? “Esse é o meu poema preferido da vida. Emily Dickinson traz uma possibilidade de ler esse poema - porque é o que eu digo também no trabalho: é difícil chegar a uma conclusão sobre como analisar um poema de Emily Dickinson. E essa é a coisa mais bonita sobre essa autora, que trabalha com enigmas, com espaços de puro mistério na sua escrita, na sua poesia. Acho que essa imagem de uma arma carregada que, para mim, pode ser a imagem da poeta a escrever, é uma das imagens mais bonitas que a poesia já trouxe para o meu imaginário. Aí vem essa frase ‘Uma luz cordial' que está no poema e ela essa sentença para descrever o momento do disparo da arma. Então, o tempo todo ela está trazendo nesse poema esses dois lados de uma arma que também é uma arma que é uma expressão de violência e, ao mesmo tempo, quando o disparo é descrito como uma luz cordial isso também traz outra imagem sobre essa arma, que é uma imagem de vida, uma imagem de sorriso, uma imagem de prazer, uma imagem de iluminação que é muito forte.” Em “A Noiva e o Boa Noite Cinderela” a principal inspiração era a artista italiana Pippa Bacca, violada e assassinada em trabalho. Em “The Brotherhood”, inspirava-se também na dramaturga Sarah Kane que dizia que “não há amor sem violência” e que explorava os temas do amor e da violência. Agora, as suas musas são Hilda Hilst e Emily Dickinson. Porquê falar através da voz destas artistas mulheres e porquê levar de forma tão franca a literatura para o teatro? “Tem uma coisa que eu acho que é importante dizer. A Pippa Bacca, para mim, ela não foi tanto uma inspiração como a minha relação com a Sarah Kane, talvez com outras dessas autoras. Acho que a Pipa Baca tinha uma coisa ali de um mistério do qual eu precisava, era quase a atracção de um detective que eu acho que é um pouco diferente. Nestes dois outros trabalhos, quando Sarah Kane aparece, quando vem a Emily, a Hilda e outras vozes também, para mim tem um aspecto de um encontro que é um encontro onde você se sente pertencente a um lugar ou onde você tenta pertencer a um lugar onde encontra essas outras autoras, onde você se sente menos sozinha, onde você tem um lugar onde se reconhece numa história. Acho que isso acontece muito com a Sarah Kane na ‘Brotherhood', alguém que fez espectáculos extremamente violentos, que sofreu também muitas consequências, boas e ruins, dessa dramaturgia sem concessões que ela fazia. Agora, nesta terceira, o ponto onde a coisa ainda fica mais profunda é a questão de elas serem alter egos. Quando eu falo dessa escritora que morreu e que agora aguarda nesse outro espaço essa hora de voltar, para mim, esse virar escrita também significa dissolver-se em alter egos. A minha voz já não é essa voz central, a voz está espalhada, está tudo espalhado, estilhaçado. Tudo ali é duplo. Também vem essa ideia da fantasmagoria em si, que eu também falo nos outros capítulos. Para mim, essa fantasmagoria chega no seu ápice na trilogia, que é a ideia de que nem sequer essa voz é a voz que agora é a mais ouvida. Essa voz precisa de se dissolver em alter egos e o da Emily Dickinson - que ocupa um lugar muito importante na minha vida, na minha história, com a literatura, com a escrita - aparecem também nesse chamado para seguir escrevendo.” Também interroga o próprio sacrifício da escrita e a violência que é escrever? “Sim, interroga, mas também é um lugar de prazer. Para mim, é muito importante afirmar essa palavra neste último capítulo, que eu acho que também é uma palavra que pouca gente esperava que fosse aparecer aqui. Há uma questão de associação entre a literatura e o prazer e, por isso, também a gente está associando com a questão da sexualidade, porque eu estou trazendo uma sexualidade que também se está colocando como uma grande desorganização, como um grande enigma o tempo todo. Aqui, isso está mais endereçado do que nunca. Então, é um corpo que está ali fervendo, que é o corpo da escritora, que é o corpo da escrita, que é um corpo que também está revelando uma expressão sexual muito forte.” Por isso é que traz esse corpo colectivo da sexualidade para o palco, com os actores da sua companhia Cara de Cavalo? “Sim, sim, porque eu acho que tem ali mesmo uma pergunta sobre como se manifesta essa sexualidade no espectáculo, sem ser a sexualidade de estar atrelada ao real ou o sexo real no palco ou a representação. Não me interessa essa pergunta. Nesta peça, para mim, interessa-me falar como manifestar essa sexualidade que está atrelada ao acto de escrever. É uma sexualidade que vem da palavra e uma sexualidade que está atrelada à leitura. Ela é uma sexualidade que é o tabu da leitura, que limites são esses também que a literatura explode o tempo todo e que para o teatro é mais complicado. Então, acho que tem uma tensão aí entre teatro e literatura, entre o acto de ler e de você também não poder escapar dessa literatura. Acho que tem muitas coisas aí onde esse fio vai dando um nó mesmo.” Nessa “dramaturgia sem concessões”, em que leva também a sexualidade para o palco, recorre a uma obra que a escritora Hilda Hilst escreveu para fintar o pedido do editor que queria uma obra que vendesse muito. A Carolina coloca em cena uma marioneta a representar uma criança manipulada por dois adultos e durante 20 minutos ela fala da sua prostituição infantil. É uma das cenas mais fortes desta peça. Porquê esta cena? “Porque o meu desejo era colocar um livro dentro da peça. Ali a gente tem um livro que é ‘O Caderno Rosa de Lori Lamby' e acho que tem uma questão que ainda traz neste livro particular que é uma resposta a uma determinada maneira que o mercado editorial trabalha, que eu acho muito forte, porque ele é um livro sobre escrita. É uma menina que escreve o tempo todo e é o que a marioneta faz também em cena, ela escreve o tempo todo. Então, uma menina que escreve o tempo todo, inspirada pelo pai, que é um escritor que tem problemas também para vender os seus próprios livros. Inspirada pelo que ela ouve das conversas ao redor, das coisas que lê, ela começa a escrever esse relato. Acho que tem uma coisa que eu acho muito bonita que é, primeiro, uma questão do tabu, um tabu enorme que é a imaginação sexual de uma criança, porque não é só uma questão de abuso, acho que tem ali uma questão ou outra que é o que uma criança imagina quando escreve e isso é uma coisa que toca todo o mundo. Todos nós já fomos crianças. Todos nós sabemos que é uma imaginação que ainda não está tão moldada pelos limites, pelos tabus. Ela narra uma questão extrema nesse contacto dessa imaginação, tem um caminho extremo que a Hilda percorre, porque ela sabe que isso vai provocar algo ali, nesse tabu, com o jeito que a gente percebe essas situações. Ao mesmo tempo, tem uma coisa da escrita dela que é extremamente poética, que tem humor, que é uma coisa que você vê nos outros livros dela que eu acho muito importante. Acho que tem uma coisa desse choque também que isso provoca, que eu acho que é curioso também, que vem na cena seguinte mais explicitamente, que é uma cena que é “O Caderno do Cu do Sapo Liu Liu”, onde a gente tem o inverso, que é o grande escritor que escreve coisas terríveis, violentíssimas e é considerado um génio. Ele é considerado um Rimbaud. A gente está aqui na França, a terra de Georges Bataille, de Marquês de Sade, e é interessante como Hilda Hilst é tão chocante.” É por ser mulher? “Eu acho que o facto de ser mulher também faz ser mais chocante. O facto de ela ser mulher, o facto de ela ter escrito esse livro quando ela tinha 60 anos, mas eu acho que não vem a ser uma questão para mim pessoalmente. Eu não sei se isso é uma questão para quem lê isso e fica completamente perturbado, mas para mim, as questões dela ali, em relação à literatura, aos não limites que a literatura pode operar, são muito interessantes para mim.” Apesar da violência relatada por si e pelas mulheres de que fala, apesar de toda a vulnerabilidade, a trilogia chama-se Cadela Força. Agora que temos a trilogia completa em palco, por que é que a chamou assim? “Essas duas palavras não têm um significado específico quando colocadas em par. Elas não estão nem se dando adjectivo no português brasileiro, elas são palavras que não se estão completando, elas são realmente duas palavras jogadas ali. Acho que tem uma coisa sobre essa sonoridade que elas produzem, sobre as milhares de imagens que essas duas palavras podem produzir em contacto com os materiais da peça. E elas também têm um enigma delas, um segredo.” Na peça diz que “não há salvação”, que “não passa a dor”. Lemos que “o teatro é uma armadilha, que a literatura é uma armadilha e que talvez ainda esteja na mala do carro”, em referência à violação que sofreu e que conta no primeiro capítulo da trilogia. Quem viu os capítulos um e dois poderia esperar uma espécie de salvação no capítulo três ou, pelo menos, que o teatro fosse uma forma de reconstrução para si e, através de si, para outras mulheres. Não foi? “Não. E acho que quem esperava isso de mim assim estava muito equivocado. Para mim, é impossível pensar no teatro como salvação. Eu acho que já estou anunciando isso desde o princípio. Esse lugar de que o artista é alguém que precisa conceder esperança à sociedade, respostas à sociedade, conclusões de perguntas que são impossíveis, é um delírio e uma alucinação porque os artistas não têm essa responsabilidade. O que me interessa é justamente esse mistério do teatro. O teatro começa como um ritual dionisíaco, os rituais dionisíacos eram cheios de violência, cheios dessa violência poética que opera no fundamento da história do teatro. Então, eu acho que o teatro é um lugar onde ele precisa operar na chave do mistério, da instabilidade, não como salvação de nada.” Nas entrevistas que fizemos, em 2023 e em 2025, sobre os capítulos anteriores da trilogia, dizia-nos que “A Noiva e o Boa Noite Cinderela” falava da “antecâmara do inferno já com um pé no inferno”, que “Brotherhood” era “acordar no purgatório” e tentar perceber o que significa “situar-se no teatro depois de voltar do inferno”. E neste terceiro capítulo? “Esse capítulo, a gente chega na citação do 'Paraíso' de Dante Alighieri, esse momento onde tem uma imagem do paraíso que é muito linda, em que ele começa a ver esses espíritos, essas imagens de luz. Quase como chega um ponto ali onde, depois de ele se entender incapaz de seguir escrevendo, ele já se perdeu ali do Virgílio que encontrou uma outra musa que é a Beatriz que agora tem a palavra. Acho que tem alguma coisa nessa transformação onde a luz aparece, para mim, atrelada a uma expressão de violência que está no poema da Emily Dickinson, que também abre esse lugar de onde também há esse prazer da literatura que aparece. Esse lugar onde a literatura vai dominando tudo, onde essa ficção vai dominando tudo. É essa conexão que eu faço com o paraíso, com esse lugar onde a violência não pára, onde a violência não se resolve, mas ela chega a outras formas.” Não há salvação, mas há uma luz cordial? “Mas lembre-se que à luz cordial é o disparo da arma.” Fecha a trilogia no sítio onde a começou, no Festival de Avignon. Mostra o terceiro capítulo, mas também os dois anteriores. Já alguma vez representou dez horas seguidas e por que é que decidiu fazer algo quase sobre-humano? “Nunca representei por dez horas seguidas. Sobretudo, acho que nada me teria preparado, mesmo se tivesse feito. Não, nada me teria preparado para fazer isso, porque acho que essas dez horas são dez horas muito específicas, muito desse universo onde há aí uma consequência de se fazer algo depois do primeiro capítulo e eu acho que é isso que a gente vai estudar juntos. O que é que isso muda na nossa leitura de espectáculos que as pessoas já viram? Como eles vão ler esses espectáculos agora com esse efeito presente e contínuo? O que acontece? O que acontece com o teatro? O que acontece com a performance? O que acontece com a literatura quando se leva isso, essa experiência, que é uma experiência extrema? Tem uma frase num dos textos de ‘Uma Luz Cordial', onde eu estou-me referindo a um outro artista que é o Alberto Greco, um artista argentino, e ele diz que acredita na obra de arte como aventura total. Para mim, isso resume muito bem este gesto. Então, para si, é uma obra de arte total? “Não, aventura total. Não sei se é uma obra de arte total o que nós fazemos, mas eu acredito que o desejo de fazer essa obra tem a ver com esse desejo pela aventura total.” A trilogia ajuda a pensar o impensável. Verbaliza a violência, apropria-se da linguagem da violência para desconstruir o sistema em que ela se baseia. Ao fazê-lo, também não alimenta o sistema em que “Somos todos brotherhood”? Não há maneira de quebrar o ciclo? “Acho que não. Eu não saberia dizer. Acho que não. Acho que esse ciclo talvez vai ser um ciclo que vai demorar muito para ser quebrado. Onde estamos agora no mundo, o que a gente está vendo acontecendo ao redor do mundo, esse conservadorismo extremo, esse fascismo extremo que está em toda parte, que está no mundo das artes também, eu não vejo ainda uma saída desse ciclo. Sinto muito., mas espero que exista um dia. Não sei se eu vou estar aqui para assistir isso, mas…” Foram vários anos a escrever, a interpretar, a representar, a sofrer também com esta trilogia que agora fecha. Olhando para trás, o que é que representou para si e o que gostaria que ela deixasse junto de quem a viu? “Eu acho que é uma coisa enorme. Mesmo assim, eu nunca vou conseguir, talvez nem nesta encarnação, ter distanciamento suficiente para ver tudo o que isso representou na minha vida, na vida das pessoas que trabalham comigo ou ainda de quem acompanhou o trabalho. Agora eu estou muito próxima, ainda estou muito aqui para entender qualquer coisa sobre isso. Eu sei que as mudanças que isso faz na minha vida são imensas. A minha vida foi completamente transformada e transtornada por esse trabalho, mas eu sinto isso assim, eu sinto que eu estou aqui, eu estou dentro dele ainda. Talvez no ano que vem eu consiga já ter um pouco mais de distanciamento para entender, porque agora eu só consigo dizer que isso mexeu em tudo. E eu estou ainda no meio desse furacão.” O furacão que também afectou o público e, se calhar, a história do teatro contemporâneo? “Tomara que sim. Eu nunca consigo afirmar muito esse tipo de coisas. Não sei. Tomara que sim. Tomara que tenha afectado muita gente. Eu acho fez algo, com certeza, com este contexto, mas eu preciso de distanciamento mesmo para entender o que foi feito, o que mexeu.”

Hoy por Hoy
Hoy por Hoy | Magazine | Mama, tengo una doble vida en verano, soy el pueblo que mejor saluda de España y aspiro a ser gracioso

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 92:05


Con la nueva temporada de verano de Hoy por Hoy, dirigida y presentada por Pedro Blanco, hemos inaugurado "La mesa de verano" en la que  los redactores se harán a diario preguntas de todo aquello que les inquiete;, De la mano de Aitana Castaño hemos conocido, gracias a la sección "Agente doble", las dobles idas de un filósofo en invierno y bombero en verano, o una profesora de yoga que  en  la época estival trabaja en un torre forestal cuidando y vigilando los bosques... Mientras que Pascual Donate, defensor acérrimo de su pueblo, Pozohondo, pretende demostrar cada lunes que su pequeña localidad es la mejor en todo. En el primer episodio ha retado a los pueblo de España a que demuestren que en sus lugares de origen saludan mejor que en su pueblo.  Finalmente, en la sección "Mama, quiero ser gracioso",  hemos abierto la Escuela de Cómicos de Hoy por Hoy  Una sección en la que desvelamos y analizamos las técnicas de la comedia de manera práctica y divertida de la mano de Jaime Bartolomé,  profesor en la Escuela de Artes de la comedia.

Filmwax Radio
Ep 903: Ross McElwee & Michel Negroponte

Filmwax Radio

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 75:26


Two great personal documentarians grace the podcast: Ross McElwee (“Sherman’s March”) and Michel Negroponte (“I’m Dangerous With Love”). Long friends and colleagues, Ross and Michel come on to primarily discuss the sensitive subject matter behind Ross’ latest film, “Remake” The film begins a theatrical engagement at Film Forum in NYC on 7/10/2026. They are currently screening a 40th anniversary 4K restored print of his seminal “Sherman’s March”. https://www.youtube.com/watch?v=U5Vph7D_TxY The death of his son causes McElwee, an autobiographical filmmaker, to look back on his life's work. He eventually turns to his archive of home movies — an afternoon trapping crayfish with his son Adrian, age 4; helping with homework, age 11; discussing career plans with his son, age 24. To what extent did his camera affect their relationship when Adrian was alive? To what extent does it define that relationship now that he is gone? Meanwhile, an effort to adapt McElwee's first feature, “Sherman's March”, into a work of fiction lurches along, giving the filmmaker another perspective from which to meditate on movie making and mortality. Ross McElwee is a documentary filmmaker from Charlotte, North Carolina currently living in Cambridge, Massachusetts. McElwee has made ten feature-length films. “Sherman's March” won Best Documentary at the Sundance Film Festival and was chosen for preservation by the U.S Library of Congress National Film Registry in 2000 as a “historically significant American motion picture.” Bright Leaves premiered at the 2003 Cannes Film Festival's Directors' Fortnight. McElwee’s In Paraguay premiered at the Venice Film Festival in 2008, and he returned to Venice in 2011 to premiere Photographic Memory. McElwee has received fellowships from the Guggenheim Foundation, the Rockefeller Foundation, and the American Film Institute. He has twice been awarded fellowships in filmmaking by the National Endowment for the Arts and production grants from the LEF foundation. McElwee received the Full Frame Documentary Film Festival's Career Award in 2007 and the Pennebaker Award for his career in 2023. In 2024, the French Ministry of Culture awarded McElwee the rank of Chevalier des Artes et des Lettres. McElwee was Professor of the Practice of Filmmaking in the Department of Art, Film and Visual Studies at Harvard beginning in 2003 until his retirement in 2024. He is now a Research Professor, Emeritus in the AFVS Department. About Michel Negroponte Michel Negroponte is an award winning filmmaker who has been making feature length documentaries for more than 30 years. He was born and raised in New York City, and studied filmmaking with Richard Leacock and Ed Pincus at the Massachusetts Institute of Technology in the 1970s. In addition to making his own films, he has freelanced on countless films for HBO, PBS, the BBC, and Channel Four. He has also worked with independent filmmakers like Ross McElwee, Doug Block, Lisa Crafts, D.A. Pennebaker, Chris Hegedus, Christine Choy, Dick Rogers, John Marshall and Al Maysles. His films include SPACE COAST (1979), RESIDENT EXILE (1981), SILVER VALLEY (1984), JUPITER’S WIFE (1994), NO ACCIDENT (1996), W.I.S.O.R. (2000), METHADONIA (2005) and I’M DANGEROUS WITH LOVE (2009). JUPITER’S WIFE, a portrait of a beguiling homeless woman named Maggie, won a Special Jury Prize at the Sundance Film Festival and the prize for Best Feature Documentary at the Vancouver and the Santa Barbara Film Festivals. The film was also awarded an Emmy for Outstanding Individual Achievement in Documentary. Originally shot on small format video, it premiered on HBO/Cinemax before getting a nationwide 35mm theatrical release. Edward Guthmann of the San Francisco Chronicle called it one of the ten best films of the year. John Koch of the Boston Globe wrote, “Negroponte has a painter’s eye and a novelist’s reach; and if there is anything more engaging and satisfying than “Jupiter’s Wife” on television or at the movies these days, by all means tell me about it.” Negroponte’s films have been broadcast in the United States on PBS, HBO, and the Sundance Channel as well as in England, France, Germany, Spain, and Japan. His work has been shown at the Sundance Film Festival, The New York Film Festival, and the Museum of Modern Art in New York City and in festivals in Berlin, Rotterdam, Vancouver, and Japan. Negroponte has also taught in the graduate and undergraduate film programs at New York University’s Tisch School of the Arts and Temple University. Recently, he helped create a new graduate program in documentary filmmaking at the School of Visual Arts in New York City, which opened in September, 2009. He is part of the faculty there as well.

Convidado
Maria de Medeiros sopra o desassossego num dos palcos do Festival OFF Avignon

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 10:23


A peça “L'Intranquillité” leva para um dos palcos do Festival OFF Avignon uma das obras mais singulares da literatura portuguesa, o “Livro do Desassossego”, de Fernando Pessoa. O espectáculo é um mergulho onírico nas dúvidas e inquietações que habitam a condição humana e um convite para explorar os nossos mundos interiores. Além dos dois actores em palco, há uma voz que nos transporta para o lugar do desassossego de Pessoa: a voz da actriz portuguesa Maria de Medeiros, com quem conversámos sobre a peça. O desassossego é uma forma de olhar o mundo e as palavras de Fernando Pessoa continuam a ecoar com o tempo presente e a inspirar os artistas. É o caso do encenador Jean-Paul Sermadiras que criou a peça “L'Intranquillité”, uma viagem poética ao universo do “Livro do Desassossego”, guiada pelo diálogo entre dois intérpretes em palco e a voz de Maria de Medeiros. Em cena, há pó de estrelas como pano de fundo e espalhado pelo chão, uma caixa, dois dandies bem vestidos, lampiões, champanhe e um grande amor pelas palavras. A peça está no Théâtre Le Petit Chien, no Festival Off Avignon, até 25 de Julho, mas foi em Paris que conversámos com a actriz e realizadora portuguesa porque a sua participação na peça é feita apenas através da sua voz. Uma voz que é o sopro que desperta as personagens que ela descreve como “vagabundos cósmicos que se encontram para dizer os textos do ‘Livro do Desassossego'”. Maria de Medeiros conta-nos que Fernando Pessoa sempre a habitou e que é um autor ao qual ela volta “com muito afecto, com muito amor, com muito júbilo também”. Este ano, ela volta não só a Fernando Pessoa como a Avignon, ainda que não esteja fisicamente presente. Em 1988, na estreia do teatro português no coração do Festival, conhecido como o IN, Maria de Medeiros e Luís Miguel Cintra apresentaram “A Morte do Príncipe”, a partir do texto de Fernando Pessoa, que depois foi adaptado a filme, um dos primeiros que ela realizou. Em 2025, com o encenador Robert Wilson, outro nome histórico de Avignon, ela também interpretou e cantou textos de Pessoa e dos seus heterónimos em “Since I've been me” que estreou no Théâtre de La Ville de Paris e, em Junho último, a peça regressou ao mesmo palco. Agora, é a sua voz gravada que desperta as reflexões dos dois actores em palco em “L'Intranquillité”. Para Maria de Medeiros, o desassossego ecoa - e de que maneira - com o grande tema de Avignon este ano: o questionamento. Para ela, “tudo é desassossego neste momento” e “não há criatividade sem desassossego e sem questionamento”, sobretudo numa época em que vê “expandir um vírus terrível de literalidade, de binarismo, de discursos feitos de mentiras forjadas, mas categóricas”.  Só com o desassossego se pode tentar “um bocadinho de poesia”, confidencia-nos, sublinhando que, afinal,“a obra de Pessoa é como se tivesse sido escrita hoje”. Fernando Pessoa "é sempre um autor ao qual eu volto com muito afecto, com muito amor, com muito júbilo" RFI: Como é que nos pode descrever esta adaptação do “Livro do Desassossego”? Maria de Medeiros, Actriz: “De alguma forma, eu acho que ele fez uma leitura quase beckettiana do Pessoa porque as personagens são como vagabundos cósmicos que se encontram para dizer os textos do ‘Livro do Desassossego'. E está muito certo porque, no fundo, tanto na peça do Bob Wilson, como na do Jean-Paul Sermadiras, o que ressalta é um certo lado lúdico do Pessoa e como ele, de alguma forma, organiza dramaturgias ao redor. Tem os seus heterónimos, que são praticamente como amigos imaginários de uma criança, e ele está constantemente a organizar dramaturgias interiores. Há um lado teatral e de personagens que vão mudando porque ele fala muito da máscara, mas justamente o vagabundo permite esse assumir de várias máscaras. Essa vagabundagem interior tem muito a ver com a essência da escrita do Pessoa.” Enquanto actriz, há uma proximidade entre o seu trabalho e a ideia dos heterónimos? É como um jogo de espelhos? Como é trabalhar Fernando Pessoa? “Para mim, é também uma espécie de poção mágica do Obélix porque tenho a sensação de, como muitos portugueses, ter nascido na linguagem e nos textos do Pessoa. É sempre um autor ao qual eu volto com muito afecto, com muito amor, com muito júbilo também. Então, fiquei muito feliz, de alguma forma nesse espectáculo que é tão masculino, de ter trazido uma voz: a minha voz.” Fale-nos dessa voz. Como é que foi a criação, a composição e porquê musicar Pessoa? “Na verdade, eu achei muito bem essa proposta. Depois, foi muito interessante porque a Pascale Salkin fez a música e foi uma fantástica coincidência porque nós contracenámos num dos primeiros filmes que eu fiz em França, acho que foi o primeiro filme que fiz em França, o ‘J'ai faim, j'ai froid', uma curta-metragem da Chantal Akerman, integrada numa longa-metragem que se chama ‘Paris vu par'. Somos duas miúdas muito parecidas com o que éramos, eu tinha 19 anos, andava um bocadinho também vagabundeando pela cidade de Paris. E eu nunca mais tinha encontrado a Pascale e é justamente neste projecto tão lindo sobre o ‘Livro do Desassossego' em que ela fez a música e fez a música com muita sensibilidade. Então, foi muito bom reencontrá-la e fazer esse trabalho.” Como foi a escolha dos textos? “Já me foram propostos porque os textos fazem parte da dramaturgia da peça e estão lá em eco com os textos que os actores dizem em cena.” Este ano, no Festival de Avignon, no IN, a linha de força é o questionamento. O desassossego parece ecoar com estes questionamentos que o Tiago Rodrigues quer trazer ao festival. Como é que o desassossego alimenta também essa liberdade criativa dos artistas? “Sim, sim, eu acho que não há criatividade sem desassossego e sem questionamento, sobretudo numa época em que vivemos como um expandir de um vírus terrível, de literalidade, de binarismo, de discursos feitos de mentiras forjadas, mas categóricas. E esse desassossego é que nos permite sair do discurso categórico e criar alguma coisa e, sobretudo, fazer um bocadinho de poesia.” Neste mundo com tanta falta de poesia, há algum desassossego neste momento que a inquiete mais? “Tudo é desassossego neste momento. O avanço da estupidez, do não questionamento, do autoritarismo, de um monte de ideias retrógradas, tudo isso é motivo para estarmos muito desassossegados.” O “Livro do  Desassossego” é uma obra que continua a inspirar artistas, encenadores, actores. O que é que este livro e esta obra têm de tão transversal ao tempo e à sociedade? “Realmente, quando voltamos à obra do Pessoa é como se tivesse sido escrita hoje. Há uma actualidade absoluta e uma universalidade também porque é muito bonito para nós, portugueses, ver também como estes textos tão importantes se deixam traduzir sem perder nada da sua força, do seu encanto, da pertinência. É muito bom também ver os franceses apoderarem-se desses textos que são extremamente generosos. Talvez por serem também tão universais e tão actuais.” No Théâtre de La Ville, em Paris, este ano voltou a estar em palco com a peça de Robert Wilson “Since I've Been Me” que já tinha estreado no ano passado também sobre Fernando Pessoa. Qual é a  relação que tem com Fernando Pessoa e é uma relação que está muito presente? “Sim e há muitos anos porque, realmente, um dos meus primeiros filmes como realizadora foi ‘A Morte do Príncipe' de Pessoa, que é uma peça que é formada por fragmentos dramáticos de Pessoa. Quando esses textos foram revelados pela Teresa Rita Lopes, o Luís Miguel Cintra fez uma montagem magnífica que apresentámos no Festival de Avignon há muitos anos, no final dos anos 80. E depois estivemos também no Théâtre de la Bastille. Essa encenação era do Luís Miguel Cintra, mas depois o Joaquim Pinto, que era um produtor muito activo na época, arranjou financiamento para se fazer o filme e eu fui a realizadora desse filme. Esse filme acabou de ser restaurado pela Cinemateca Portuguesa e ficou uma maravilha o restauro.  Somos o Luís Miguel Cintra e eu a contracenarmos sobre esses textos magníficos de ‘A Morte do Príncipe'. Então, pronto, lá bem no início já estava o Pessoa para mim.” E continua. “E continua.” O facto de ser portuguesa e de continuar a ser convidada por encenadores de várias nacionalidades para interpretar as palavras de Pessoa reveste algum significado especial? “Eu tenho muito orgulho em representar Pessoa, em representar a literatura portuguesa, a poesia portuguesa sempre. Adoro voltar a reviver e a dar voz a esses textos, não só Pessoa, mas também Sophia de Mello Breyner e tantos outros autores portugueses. Eu faço-o com muito gosto e com muito orgulho.”

Vivir de Cine
Vivir de Cine 04/07/2026

Vivir de Cine

Play Episode Listen Later Jul 4, 2026 119:59


Programa dirigido por José Ignacio Cuenca, miembro de la Academia de las Artes y las Ciencias Cinematográficas de España y corresponsal en Hollywood de algunos de los principales medios de comunicación de nuestro país ¡No te lo puedes perder! Esta semana hablaremos de: MINIONS AND MONSTERS LA MUERTE DE ROBIN HOOD ANCESTRAL

Podcast – Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #7 – Lendas que desafiaram o tempo e a dor

Podcast – Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 8:37


Fronteiriços e fronteiriças, preparem-se para mais um capítulo emocionante das Histórias da Copa do Mundo! Neste sétimo episódio da nossa série especial, Anderson Couto nos transporta para momentos inesquecíveis onde a resiliência, a longevidade e a paixão pelo futebol superaram limites físicos e temporais. Vamos celebrar as lendas Franz Beckenbauer, Roger Milla e Essam el-Hadary que, com sacrifício e talento, gravaram seus nomes na eternidade dos mundiais. Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #7 – Lendas que Desafiaram o Tempo e a Dor. Locução Anderson Couto. [S.l.] Portal Deviante, 03/07/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67327&preview=true Expediente Produção Geral, Artes e Edição: C. A. Host: Anderson Couto Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian Spengler See omnystudio.com/listener for privacy information.

Rádio Cordel: Na Frequência do Agreste
Projetos, Desafios e Legado da Associação dos Artesãos Inês de Paula (AAIP) - Episódio 02

Rádio Cordel: Na Frequência do Agreste

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 11:40


Este é o segundo e último episódio de “Lajedo podcast sobre cultura e identidade local”. Um podcast narrativo imersivo sobre esta cidade do Agreste de Pernambuco com entrevista documental em dois episódios, produzido pelo estudante do curso de Comunicação Social Emanuel Natan Felix Melo. A produção traz a temática da cultura local e conta a história da associação dos artesãos da cidade. O podcast recebeu o apoio da Bolsa de Incentivo Acadêmico (BIA) da Facepe. Neste episódio “Projetos, desafios e o legado da Associação dos Artesãos Inês de Paula (AAIP)”, vamos entender como a associação impacta na comunidade, as dificuldades que enfrenta e como ela muda a vida dos lajedenses.Prepare o fone de ouvido e venha curtir essa história!

Escala en París
Europa busca redefinir su estrategia de defensa: ¿lo logrará?

Escala en París

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 13:31


La guerra en Ucrania, el conflicto en Medio Oriente y las presiones de Donald Trump sobre sus aliados han puesto a prueba la estrategia de seguridad europea. Mientras Bruselas impulsa el rearme y busca reducir su dependencia militar de Estados Unidos, el continente enfrenta el desafío de convertir ese consenso político en una capacidad real de defensa. Analizamos este panorama en Carrusel de las Artes junto a la investigadora en Defensa Laura Lisboa.

Carrusel de las Artes
100 años de Monet: un recorrido por su universo creativo

Carrusel de las Artes

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 13:10


A cien años de la muerte de Claude Monet, en Carrusel de las Artes, recorremos los escenarios donde el maestro del impresionismo convirtió la naturaleza en arte. Desde su casa y jardín en Giverny, concebidos como una obra viva, hasta las salas del Museo de l'Orangerie en París, descubrimos el legado de un artista que transformó la luz, el color y el paisaje en una experiencia contemplativa. Allí, sus monumentales Nenúfares siguen invitando al espectador a detenerse y encontrar un instante de calma.

Podcast – Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #6 – A Saga da Taça Jules Rimet

Podcast – Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 5:36


Fronteiriços e fronteiriças, preparem-se para mais um mergulho nas fascinantes histórias da Copa do Mundo! Neste sexto episódio da nossa série especial, Willian Spengler nos leva a uma jornada épica para desvendar a saga da primeira taça mundial: a icônica Jules Rimet. Desde sua concepção até seus dramáticos roubos e o inusitado resgate por um cão, esta é uma história de glória, cobiça e reviravoltas. Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #6 – A Saga da Taça Jules Rimet. Locução Willian Spengler. [S.l.] Portal Deviante, 01/07/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67321&preview=true Expediente Produção Geral, Artes e Edição: C. A. Host: Fencas Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast – Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #5 – Os critérios de desempate mais bizarros da Copa

Podcast – Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jun 28, 2026 17:52


Fronteiriços e fronteiriças, a nossa viagem pelas Histórias da Copa do Mundo nos leva hoje a um mergulho nas regras que definem o destino das seleções quando o placar insiste em não se decidir! Neste quinto episódio da série especial, o Fencas nos convida a explorar os critérios de desempate, desde as novidades da Copa de 2026 até as curiosidades mais inusitadas do passado do futebol. Prepare-se para descobrir como a FIFA tem adaptado suas regras ao longo do tempo e como, em certas ocasiões, o destino de uma seleção foi selado por um sorteio ou até mesmo pelo número de cartões amarelos. Este episódio é um convite para pensarmos sobre a evolução do regulamento e as histórias que surgem quando o jogo precisa de um desfecho. Artes do episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #5 – Os critérios de desempate mais bizarros da Copa. Locução Fernando Malta. [S.l.] Portal Deviante, 28/06/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67290&preview=true Expediente Produção Geral, Host e Edição: C. A. Host: Fencas Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast – Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #4 – O Mapa-Múndi do Futebol

Podcast – Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 12:17


Fronteiriços e fronteiriças, a nossa jornada pelas Histórias da Copa do Mundo continua a nos surpreender! Neste quarto episódio da série especial, o Fencas nos convida a uma reflexão fascinante sobre como o maior torneio de futebol do planeta também serve como um espelho das transformações geopolíticas globais. Prepare-se para uma viagem no tempo que explora as seleções de países que, por diversas razões históricas, já não existem mais em sua forma original. Descobriremos como as mudanças de fronteiras, o surgimento e a dissolução de nações, e até mesmo as alterações de bandeiras, deixaram suas marcas nos anais da Copa do Mundo. Este episódio é um convite para pensarmos sobre a efemeridade das configurações políticas e como o futebol, em sua essência, registra essas metamorfoses, nos fazendo questionar: quais dos países que hoje vemos na Copa de 2026 terão suas configurações alteradas no futuro? Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #4 – O Mapa-Múndi do Futebol. Locução Fernando Malta. [S.l.] Portal Deviante, 26/06/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67270&preview=true Expediente Produção Geral, Host e Edição: C. A. Host: Fencas Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast – Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #3 – Fascismo em campo e o Chute da sobrevivência

Podcast – Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 5:48


No terceiro episódio da nossa série especial “Histórias da Copa do Mundo”, mergulhamos em um dos temas mais complexos e fascinantes da trajetória do futebol: o uso do esporte como ferramenta de poder e propaganda política. Através de dois momentos históricos distintos e geograficamente distantes, o Anderson Couto nos conduz por episódios onde o gramado deixou de ser apenas um espaço de lazer para se tornar um palco de tensões ideológicas e estratégias de sobrevivência sob regimes autoritários. Você vai descobrir como uniformes, gestos e até decisões técnicas aparentemente inexplicáveis podem esconder realidades dramáticas de bastidores, onde o destino de seleções inteiras era decidido muito antes do apito inicial. Sem entregar os detalhes das histórias, este episódio é um convite para refletirmos sobre como a paixão das massas foi, por diversas vezes, capturada por interesses que vão muito além das quatro linhas, manchando a pureza do jogo com as cores da política mais sombria. Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #003 – Fascismo em Campo e o Chute da Sobrevivência. Locução Anderson Couto. [S.l.] Portal Deviante, 23/06/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67259&preview=true Expediente Produção Geral, Host e Edição: C. A. Host: Anderson Couto Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #70: Rodrigo Willemart

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 84:46


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Biólogo, Doutor em Zoologia e coordenador do Laboratório de Ecologia Sensorial e Comportamento de Aracnídeos (LESCA), Rodrigo Willemart. Só vem! >> OUÇA (84min 47s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Rodrigo Hirata Willemart possui graduação em Ciências Biológicas (2000) e doutorado em Zoologia pela USP (2005). Durante o doutorado trabalhou na França (Université de Bourgogne) e na Argentina (Universidad Nacional de Córdoba). De 2006 a 2007 realizou pós-doutorado nos EUA na University of Nebraska e pesquisa na Harvard University. Foi pós-doutorando no Instituto de Biociências da USP em 2008, realizou pesquisa em 2014 na Aberystwyth University em País de Gales e foi professor visitante na Université de Paris XIII em 2015. Desde 2008 é professor na USP-Leste (Escola de Artes, Ciências e Humanidades).  É credenciado no Programa de Pós-graduação em Zoologia do Instituto de Biociências da USP. Defendeu a livre-docência em 2018 e hoje é Professor Associado 3. Atua principalmente nos seguintes temas: ecologia sensorial, interação presa-predador, controle de escorpiões e comportamento de aracnídeos (Arachnida).  Coordena o laboratório LESCA (Laboratório de Ecologia Sensorial e Comportamento de Aracnídeos), cujo site está em http://each.uspnet.usp.br/willemart/ Lattes: http://lattes.cnpq.br/9263833464663272 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Radio Valencia
Hora 14 Valencia (21/05/2026)

Radio Valencia

Play Episode Listen Later Jun 21, 2026 12:55


El festival Bigsound ya tiene muy avanzado su montaje en el Parc Central de Torrent tras su traslado desde la Ciudad de las Artes por una sentencia sobre ruido. La organización quiere consolidar su futuro en esta localidad y destaca el mayor espacio y tiempo de montaje. Se esperan unas 23.000 personas diarias y un impacto económico de unos 15 millones, con un 30% de asistentes de fuera de la Comunitat. Habrá refuerzos de Metrovalencia, autobuses y taxis. Además, la EMT ampliará servicios para la noche de San Juan con 178.000 plazas y refuerzos en doce líneas hacia las playas.La Conselleria de Justicia avanza en la rehabilitación del TSJCV con la instalación de grandes paneles de vidrio para mejorar eficiencia y aislamiento, una operación compleja que requiere grúas de gran tonelaje y que se prevé finalizar en octubre. También comienzan las obras de reasfaltado de la Gran Vía Marqués del Túria, con una inversión de más de un millón y trabajos nocturnos durante dos meses. Compromís propone habilitar solares vacíos en el Cabanyal como aparcamientos provisionales para aliviar la falta de plazas.En otros asuntos, Cruz Roja retoma la vigilancia contra incendios en la Albufera durante el verano, y Paterna inicia la climatización de todos sus centros educativos públicos. La UPV participa en un proyecto europeo para crear una etiqueta de calidad de datos sanitarios. En sucesos, la Policía ha desarticulado en València un grupo de siete jóvenes, seis menores, acusado de robos violentos con patinetes eléctricos.

Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #2 – A Bola da Discórdia na Final de 1930

Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 3:32


A nossa viagem pelas Histórias da Copa do Mundo continua! No segundo episódio desta série especial, o Anderson Couto nos transporta para a efervescência da primeiríssima final de Copa do Mundo, em 1930, na cidade de Montevidéu. Imagine o cenário: Uruguai e Argentina, os gigantes do Rio da Prata, prontos para o duelo no recém-construído Estádio Centenário. A rivalidade era tão intensa que torcedores cruzavam o rio de balsa carregando revólveres, e o árbitro belga John Langenus exigiu um seguro de vida e um navio pronto para sua fuga! Mas a verdadeira crise não veio das arquibancadas, e sim de um detalhe inusitado: a bola do jogo! Não perca este episódio eletrizante que revela como um simples objeto pode se tornar o centro de uma das maiores rivalidades do futebol e influenciar o destino de uma Copa do Mundo! Artes do episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #2 – A Bola da Discórdia na Final de 1930. Locução Anderson Couto. [S.l.] Portal Deviante, 19/06/2026 Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67249&preview=true Expediente Produção Geral, Artes e Edição: C. A. Host: Anderson Couto Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast – Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #2 – A Bola da Discórdia na Final de 1930

Podcast – Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 3:32


A nossa viagem pelas Histórias da Copa do Mundo continua! No segundo episódio desta série especial, o Anderson Couto nos transporta para a efervescência da primeiríssima final de Copa do Mundo, em 1930, na cidade de Montevidéu. Imagine o cenário: Uruguai e Argentina, os gigantes do Rio da Prata, prontos para o duelo no recém-construído Estádio Centenário. A rivalidade era tão intensa que torcedores cruzavam o rio de balsa carregando revólveres, e o árbitro belga John Langenus exigiu um seguro de vida e um navio pronto para sua fuga! Mas a verdadeira crise não veio das arquibancadas, e sim de um detalhe inusitado: a bola do jogo! Não perca este episódio eletrizante que revela como um simples objeto pode se tornar o centro de uma das maiores rivalidades do futebol e influenciar o destino de uma Copa do Mundo! Artes do episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #2 – A Bola da Discórdia na Final de 1930. Locução Anderson Couto. [S.l.] Portal Deviante, 19/06/2026 Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67249&preview=true Expediente Produção Geral, Artes e Edição: C. A. Host: Anderson Couto Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jornal da USP
Momento Cidade #94: Como os corredores verdes podem ajudar a diminuir a desigualdade em São Paulo?

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 9:06


Neste episódio, a entrevistada é a pesquisadora Janaina Peruzzo, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. Ela é autora da tese "A capacidade adaptativa da cidade: resiliência e corredores ambientais urbanos", orientada pelo professor Homero Fonseca Filho

Carrusel de las Artes
¿Qué es real y qué es ilusión? El universo de Leandro Erlich

Carrusel de las Artes

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 13:15


El artista argentino Leandro Erlich presenta en el Grand Palais de París una gran retrospectiva dedicada a tres décadas de creación. Con instalaciones inmersivas, ilusiones ópticas y escenarios que desafían la percepción, su obra invita al público a cuestionar qué es real y qué es apariencia. En Carrusel de las Artes conversamos con Erlich sobre su proceso creativo, su interés por transformar lo cotidiano en una experiencia sorprendente y el papel del espectador en unas obras que solo cobran sentido cuando alguien decide habitarlas.

Tu dosis diaria de noticias
17 de junio - ¿Fracking sí o no en México? Todavía no hay reporte oficial.

Tu dosis diaria de noticias

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 11:07


Ya se cumplió el plazo de dos meses que Claudia Sheinbaum dio al Comité Técnico-Científico encargado de evaluar la viabilidad del fracking en México.Los habitantes de San Pedro Atlapulco, en el municipio de Ocoyoacac, Estado de México, se manifestaron contra la tala ilegal en los bosques de La Marquesa. El Gobierno federal informó que los homicidios dolosos en México han disminuido 46% desde el punto más alto registrado en 2020, al pasar de un promedio de 96.6 asesinatos diarios a 50.4 durante 2026. Una investigación reveló que Estados Unidos puso en marcha una operación secreta para mantener el flujo de exportaciones de petróleo desde el Golfo Pérsico.Un juez de República Dominicana ordenó que Antonio y Maribel Espaillat, propietarios de la discoteca Jet Set, enfrenten un juicio por homicidio involuntario por la muerte de 236 personas.En un comeback histórico… Venus Williams y Serena Williams competirán juntas en Wimbledon 2026. La Academia de Artes y Ciencias Cinematográficas de Hollywood anunció que Guillermo del Toro se integrará a la Junta de Gobernadores para el periodo 2026-2027. Para enterarte de más noticias, suscríbete aquí a nuestro newsletter y síguenos en redes sociales. Estamos en todas las plataformas como Te lo cuento. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #1 – Como tudo começou (Uruguai 1930)

Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 7:13


Preparem suas camisas e bandeiras, fronteiriços e fronteiriças! O clima da Copa do Mundo de 2026 já está no ar, e o Giro Histórico não poderia ficar de fora dessa festa. Lançamos hoje o primeiro episódio de uma série especial que vai nos levar em uma viagem fascinante pelas Histórias da Copa do Mundo ao longo do tempo. Neste episódio de estreia, apresentado por Willian Spengler, mergulhamos nas origens daquele que se tornaria o maior evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo de 1930, realizada no Uruguai. Prepare-se para descobrir por que essa edição foi tão única e cheia de peculiaridades que jamais se repetiram! Descubra os desafios logísticos e financeiros, a persistência de Rimet e a decisão de apenas quatro países europeus (Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia) de se juntarem às sete nações sul-americanas e duas norte-americanas para fazer história. Uma verdadeira odisseia que moldou o futuro do futebol mundial. Não perca este pontapé inicial da nossa série especial e venha desvendar os bastidores da primeira Copa do Mundo, um evento que, apesar de suas particularidades, lançou as bases para a paixão global que conhecemos hoje! Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #1 – Como tudo começou (Uruguai 1930). Locução William Spangler. [S.l.] Portal Deviante, 17/06/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67240&preview=true Expediente Produção Geral, Edição e Artes: C. A. Host: Willian Spengler Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast – Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #1 – Como tudo começou (Uruguai 1930)

Podcast – Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 7:13


Preparem suas camisas e bandeiras, fronteiriços e fronteiriças! O clima da Copa do Mundo de 2026 já está no ar, e o Giro Histórico não poderia ficar de fora dessa festa. Lançamos hoje o primeiro episódio de uma série especial que vai nos levar em uma viagem fascinante pelas Histórias da Copa do Mundo ao longo do tempo. Neste episódio de estreia, apresentado por Willian Spengler, mergulhamos nas origens daquele que se tornaria o maior evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo de 1930, realizada no Uruguai. Prepare-se para descobrir por que essa edição foi tão única e cheia de peculiaridades que jamais se repetiram! Descubra os desafios logísticos e financeiros, a persistência de Rimet e a decisão de apenas quatro países europeus (Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia) de se juntarem às sete nações sul-americanas e duas norte-americanas para fazer história. Uma verdadeira odisseia que moldou o futuro do futebol mundial. Não perca este pontapé inicial da nossa série especial e venha desvendar os bastidores da primeira Copa do Mundo, um evento que, apesar de suas particularidades, lançou as bases para a paixão global que conhecemos hoje! Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #1 – Como tudo começou (Uruguai 1930). Locução William Spangler. [S.l.] Portal Deviante, 17/06/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67240&preview=true Expediente Produção Geral, Edição e Artes: C. A. Host: Willian Spengler Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ni plata ni oro
Episodio 121 – Florencia Rodríguez Giavarini – Patrimonio y Fe

Ni plata ni oro

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 56:04


Hoy nos vamos al pasado, a los tiempos en que los frailes franciscanos recoletos llegaron a la ciudad de Buenos Aires, para explorar lo que podemos aprender de la historia y de quienes nos precedieron en la fe. Para eso, conversamos con Florencia Rodríguez Giavarini, directora del Museo de los Claustros de la Parroquia Nuestra Señora del Pilar.  Antes que eso, Florencia nos cuenta su propia historia de fe y nos comparte cómo fue su camino para ser madre y lo que significó la adopción de tres niños en Rusia. Hablamos también de su vocación como historiadora del arte y de los conceptos de armonía, belleza, orden y patrimonio – para amar más a Dios.  Florencia es argentina, esposa y madre. Es abogada por la Universidad Catolica Argentina. Es también licenciada en Historia del Arte por la Florida International University y especialista en artes decorativas y aplicadas. Tiene unPosgrado en Gestión Cultural por la Universitat Oberta de Catalunya y una Maestría en Historia del Arte Argentino y Latinoamericano por IDAES, Universidad Nacional de San Martín. Cursó también el Doctorado en Historia en IDAES, UNSAM, con beca interna del CONICET. Desempeñó actividad docente y de investigación en la Universidad del Salvador, donde dirigió la carrera de Gestión e Historia de las Artes, entre 2014 y 2017. Realizó investigaciones y exposiciones para los museos Nacional de Bellas Artes, de Arte Decorativo e Histórico Nacional. Es miembro del C.A.I.A. (Centro Argentino de Investigadores de Arte) y de la Furniture History Society de Londres. Su actividad de investigación se encuentra actualmente radicada en el C.I.A.P. (Centro de Investigaciones en Arte y Patrimonio) dependiente de UNSAM y CONICET. Es docente de Historia del Arte del Diplomado en Historia Arte y Literatura de la Sociedad San Juan, en convenio con la Universidad Santo Tomas de Aquino de Tucumán.  “No tengo plata ni oro, pero te doy lo que tengo”: un espacio donde encontrarnos con el que verdaderamente nos llena, para que nos tome de la mano, nos levante y nos ponga en camino nuevamente. Somos Sol, Colo y Tere, con elapoyo del Pbro. Gastón Lorenzo, Parroquia Católica Nuestra Señora del Pilar, Ciudad de Buenos Aires, Argentina. Entrevistamos a personas que nos comparten su vida y nos ayudan a profundizar nuestra fe. Contactate con nosotros: ⁠⁠⁠podcastdelpilar@gmail.com⁠⁠⁠Con el Museo de los Claustros del Pilar: https://basilicadelpilar.org/museo-de-los-claustros/ Cortina musical: "Tan pobre y tan rico"· Jóvenes Catedral de San Isidro. Álbum: “Hazte canto”. Este podcast está realizado a beneficio de la Fundación Nuestra Señora del Pilar, que acompaña a niños, adolescentes y mujeres en estado de vulnerabilidad en Buenos Aires, Argentina. Te invitamos a colaborar con estaobra. ⁠⁠⁠Entrá a la ⁠⁠⁠⁠página de la Fundación⁠⁠⁠⁠ para conocer más acerca de la fundación y cómo ayudar. Muchas gracias.

Diseño y Diáspora
727. Lo que ven les niñes: arte para volver a mirar (Colombia). Una charla con Alejandra Forero y John Vela

Diseño y Diáspora

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 46:19


Alejandra Forero y John Vela son una artista plástica y un diseñador industrial colombianos que tienen un laboratorio de arte y diseño: Zorro y Conejo. Sus proyectos mezclan instalación, juego, exploración y acción poética. Y tienen diferentes formas: objetos, carteles, fanzines y más. En esta entrevista nos cuentan de varios proyectos con niñez. Crean espacios para mirar lo que nos pasa desapercibido. Piensan en el riesgo y la autonomía de les niños y niñas que conectan con adultos a partir de mensajes en las paredes. Sus trabajos: Sala de lecturas para la fundación Habitat Sur, diseñada con la comunidad de niños y niñas de Leticia- Amazonas, proyecto en el marco del festival ¨Salva tu Selva¨ Instalación de juego y lecturas en el espacio urbano de la Fundación Gilberto Alzate Avendaño Participación en la Bienal de artes para la primera infancia del Instituto Distrital de las Artes en BogotáEsta entrevista es parte de las listas: NIñez y diseño, Arte y diseño social, Diseño industrial, Colombia y diseño, Territorio y diseño, Colectivos y Cooperativas de diseño. Alejandra y John nos recomiendan: María José FerradaJorge LujánJavier NaranjoArturo EscobarClara EslavaFernando Martín Juez

Jornal da USP
Cultura na USP #127: Exposição reúne trabalhos de professores eméritos do Departamento de Artes Plásticas

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 60:50


A mostra no Espaço das Artes integra as comemorações dos 60 anos da Escola de Comunicações e Artes

Sem Rastros
Tracy Jo Shine

Sem Rastros

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 39:26


[Episódio 88] TEXAS, 1987 - Aos 13 anos, Tracy entrou em uma escola prestigiada de Artes no Texas, onde conquistou os jurados com seu talento em dança. Porém, infelizmente, a escola trouxe más companhias e Tracy se perdeu para o mundo das drogas. Em 1987, ela desapareceu depois de ser solta da prisão sob fiança em uma acusação de porte de drogas. O suspeito era óbvio desde o começo, mas a polícia precisava de provas concretas para prendê-lo.   --- Instagram | Grupo no Telegram | Youtube Apoie o podcast pela Orelo, Patreon, ou direto pelo Spotify! Para fontes de pesquisa, acesse o Website. Email: semrastrospodcast@gmail.com

Café Para Tres
Chau Agenda 2030, ¡hola Teletica!

Café Para Tres

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 112:19


Esta semana Diego comenta el viraje en política internacional anunciado por la presidenta Laura Fernández al rechazar la Agenda 2030 de Naciones Unidas para justificar el nombramiento a dedo de Boris Marchegiani como embajador ante la ONU, el papelón de Yara Jiménez y Nogui Acosta al enfadarse porque les recordaron las consecuencias de su decisión de bloquear la elección de magistraturas suplentes en la Sala IV, así como el incómodo recordatorio que nos dejó el FMI sobre el estado de las finanzas públicas y el "plan fiscal" (sin impuestos) anunciado por Hacienda. Servicio civilRepaso Dominical: León XIV contra Babel: la inteligencia artificial y la dignidad humana Costa Rica PuedeAPREFLOFAS lanzó Seres Endémicos, un nuevo podcast dedicado a ambiente, conservación, vida silvestre y participación ciudadana. El proyecto busca abrir conversaciones sobre sostenibilidad y educación ambiental, con episodios disponibles en YouTube. Su primer episodio ya está arriba, escúchenlo para que conozcan de cerca a la Dra. Laura Porras Murillo, bióloga, investigadora, docente y carguísima ser humano. Activa-CATIE abrió convocatoria para pequeñas empresas, productores y asociaciones rurales que busquen fortalecer negocios agro sostenibles. El programa ofrece capital semilla no reembolsable de hasta ₡15 millones, más mentoría y asesoría técnica; las postulaciones cierran el 5 de julio. El TEC está probando en San Carlos una tecnología que permite producir energía solar y cultivar alimentos en el mismo terreno. El proyecto busca determinar qué cultivos funcionan mejor junto a paneles solares, para generar electricidad sin sacrificar tierras agrícolas. El Centro Cultural de España anunció Creando Ambiente, una plataforma cultural para impulsar acción climática en Costa Rica durante 2026. El programa arranca este 8 de junio con un conversatorio gratuito sobre océanos, y seguirá con talleres, encuentros y actividades artísticas sobre sostenibilidad. Costa Rica vivirá este 6 de junio la sexta Limpieza Nacional por los Océanos, impulsada por Operation Rich Coast junto al ICT.  Ya hay 51 puntos de participación en la GAM, Guanacaste, Puntarenas y Limón, para limpiar playas, ríos y ecosistemas costeros. ¿Quieren sumarse y participar?Agenda Cultural   La película La Voz de Hind Rajab llegará por primera vez a Costa Rica este 5 de junio, cuando inicie su exhibición en el Cine Magaly tras una destacada trayectoria en festivales internacionales. La cinta, inspirada en la historia real de la niña palestina Hind Rajab, ha conmovido a audiencias de todo el mundo y busca abrir espacios de reflexión sobre el impacto humano de los conflictos armados.Arbitraje, del grupo Teatro TEC, se presentará este jueves 11 de junio a las 7:30 p.m. en el Centro de las Artes. La obra usa el fútbol como metáfora para hablar de decisiones, presión social y relaciones humanas; la entrada es gratuita. La UCR inaugurará este 8 de junio la exposición Colectividad viva: el círculo contemporáneo, del artista costarricense Rafael Ottón Solís. La muestra estará abierta hasta el 29 de junio en la Sede Rodrigo Facio, con entrada gratuita y una propuesta sobre comunidad, memoria y vínculos colectivos. La exposición fotográfica Paisajes Estelares de Costa Rica está abierta en la Municipalidad de Buenos Aires de Puntarenas hasta el 20 de julio. La muestra reúne 30 imágenes de cielos nocturnos del país, tomadas por ganadores de concursos de astroturismo de CIENTEC, con entrada gratuita. 

Noticentro
Activan protocolo por derrame de hidrocarburo en Manzanillo

Noticentro

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 1:39 Transcription Available


Profepa clausura extracción irregular en río de Oaxaca Anuncian Temporada de Verano 2026 de la Sinfónica de MineríaCuba deja de aceptar tarjetas Visa y Mastercard extranjerasMás información en nuestro podcast#grc

Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico #56 A primeira vitória aliada na Segunda Guerra Mundial

Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 13:19


No episódio 56 do Giro Histórico, o nosso "camisa 10" Willian Spengler nos leva a um campo de batalha pouco explorado nas narrativas tradicionais da Segunda Guerra Mundial: o continente africano, especificamente a Etiópia. Você sabia que a primeira vitória aliada na Grande Guerra aconteceu em solo etíope? Acompanhe como este povo milenar, que nunca foi formalmente colonizado, resistiu bravamente à ocupação fascista de Benito Mussolini. O Will detalha a luta dos "Patriotas Etíopes", a guerra de guerrilha em Addis Abeba e o papel fundamental do imperador Haile Selassie na denúncia dos crimes de guerra italianos, incluindo o uso ilegal de armas químicas como o gás mostarda. Descubra como a libertação da Etiópia, em 1941, não foi apenas uma vitória moral, mas um marco estratégico que permitiu às forças aliadas conter o avanço do Eixo no Egito e enfrentar a famosa "Raposa do Deserto", Erwin Rommel. É uma aula de história sobre resistência, soberania e a importância da África no cenário global do conflito. Artes do Episódio: Augusto Carvalho DICA DO GIRO Lembrai-vos da guerra… Batalha de Adwa (1896) Financiamento Coletivo Existem duas formas de nos apoiar: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Twitter, Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico #56 A primeira vitória aliada na Segunda Guerra Mundial. Locução Cesar Agenor Fernandes da Silva e Willian Spengler. [S.l.] Fronteiras no Tempo, 03/06/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67105&preview=true Expediente Produção Geral, Host e Edição: C. A. Arte do Episódio: Augusto Carvalho Material Complementar SANTOS, Caliel Alves dos. A representação histórica da Segunda Guerra Ítalo-Etíope (1935-1936) no reggae de Edson Gomes. Revista De História Da UEG, v.14, n.1, 2025 e412504. https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/15854 Link How Italy Was Defeated In East Africa In 1941 Trilha Sonora Museum of Moments Start Vacuum – Karneef Warzone - Anno Domini Beats War Dance - Ezra Lipp What If So Then - Karneef Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast Noviembre Nocturno
Palantir: Las Artes Oscuras de la Tierra Media

Podcast Noviembre Nocturno

Play Episode Listen Later May 26, 2026 38:08


👁️ "Quien controla lo que otros ven puede controlar la realidad misma". 🧙 Esta noche en nuestro pódcast de iVoox, un nuevo homenaje a las narrativas y el imaginario inabarcable del maestro J.R.R. Tolkien. 🔮"Palantir: las artes oscuras de la Tierra Media" 💀 Un episodio especial dedicado a los ardides del Señor Oscuro, la caída de Saruman bajo el influjo del Enemigo y el poder de las piedras videntes que decidieron el destino de la Tierra Media. Arte de portada de Tim Hildebrant Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #68: Alexandre Linck

Naruhodo

Play Episode Listen Later May 25, 2026 83:33


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Youtuber, graduado em Cinema e Vídeo, Mestre em Ciências da Linguagem e Doutor em Literatura, Alexandre Linck. Só vem! >> OUÇA (83min 34s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Alexandre Linck Vargas tem experiência na área de Literatura e Artes, atuando principalmente nos seguintes temas: Teoria Literária, Filosofia da Arte, Estética, Teorias da Imagem, Crítica Cultural, Roteiro de Cinema e TV e História em Quadrinhos. Graduou-se em 2004 no curso de Comunicação Social - Cinema e Vídeo pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Ingressou em 2005 no Mestrado em Ciências da Linguagem - também na Unisul -, concluindo em 2007, com a dissertação "A morte do homem no morcego". Em 2010, ingressou no Doutorado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), concluindo em 2015 com a tese "A invenção dos quadrinhos: teoria e crítica da sarjeta". Atualmente é professor do PPGCL - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, onde leciona a disciplina de Estética, e dos cursos de Letras (teoria literária) e Cinema (teoria, história e roteiro cinematográfico), todos da Unisul. Alexandre é editor da revista Memorare, líder do grupo de pesquisa "Estudos em artes" (GRUAS)", e membro da RING (Red de Investigadoras e Investigadores de Narrativa Gráfica en Latinoamérica). Destaque também para o trabalho de cineasta nos curtas-metragens OCULTO (2003), RELIGARE (2005), DEUSES DE MENTIRA (2009), e o site/canal sobre histórias em quadrinhos, QUADRINHOS NA SARJETA (2011-atual). Lattes: http://lattes.cnpq.br/6080748048889215 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo