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Francisco Pereira Coutinho admite que a força militar não resolve as tensões entre os EUA e o Irão. O especialista em direito internacional defende que a paz no Golfo exige um plano multilateral.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Um estudo revela que a SS enfrenta défice ao incluir as pensões. Comprar a REN vai mesmo baixar o preço da eletricidade? A crise em Ceuta agrava-se com surtos de doenças e falta de condições médicas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Francisco Pereira Coutinho admite que a força militar não resolve as tensões entre os EUA e o Irão. O especialista em direito internacional defende que a paz no Golfo exige um plano multilateral.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Ricardo reflete sobre a pressa de iniciar ações em projetos sem compreender o problema. Ele explica que agir transmite sensação de progresso, enquanto pensar pode parecer perda de tempo, embora decisões precipitadas gerem reuniões, retrabalho, atrasos e desperdício. Ricardo ressalta que velocidade não deve ser confundida com impulsividade: equipes podem trabalhar intensamente e, ainda assim, avançar na direção errada. Antes de agir, recomenda perguntas sobre o problema, as informações, os impactos, a urgência e a possibilidade de reverter decisões. Mesmo em crises, oportunidades ou emergências, instantes de reflexão continuam essenciais. Para ele, o planejamento parece caro porque ocorre antes, enquanto o retrabalho permanece escondido. Às vezes, parar por poucos minutos permite chegar mais rápido ao destino certo. Mergulhe no assunto e ouça o episódio completo!
Foi há cinco anos, a 15 de Agosto de 2021, que os talibãs voltaram ao poder no Afeganistão. Os direitos das mulheres foram completamente suprimidos, mas há quem continue a resistir, como médicas e enfermeiras que trabalham na sombra, às escondidas, e que foram retratadas pela jornalista Mélanie Nunes no documentário “Afghanistan - Les soignantes de l'ombre". Neste programa, falámos com a repórter. Os talibãs e os seus apoiantes celebram, este sábado, o quinto aniversário do seu regresso ao poder no Afeganistão, onde a população, particularmente as mulheres, é sujeita a "restrições sufocantes", diz a própria ONU. A 15 de Agosto de 2021, os talibãs entraram em Cabul sem resistência, vinte anos depois de terem sido expulsos pelos norte-americanos. Milhares de afegãos tentaram desesperadamente fugir pelo aeroporto da capital, chegando mesmo a agarrar-se aos aviões durante a descolagem. A 30 de Agosto de 2021, o último soldado norte-americano deixou o Afeganistão, pondo fim à mais longa intervenção militar dos Estados Unidos, iniciada em resposta aos ataques de 11 de Setembro de 2001. Hoje, quase 14 milhões de afegãos enfrentam fome aguda, segundo a ONU. O Afeganistão tornou-se também "uma prisão para a informação", denunciou a organização Repórteres Sem Fronteiras. Neste cenário, são as raparigas e as mulheres que sofrem as piores restrições. O Afeganistão é o único país do mundo que as proíbe formalmente de frequentar o ensino secundário ou superior, de acordo com a UNESCO e a UNICEF. Ainda antes da chegada dos talibãs, apenas 15% das mulheres tinham acesso ao ensino secundário e, em Março de 2022, o acesso à educação foi limitado a meninas com menos de 12 anos. Em Maio do mesmo ano, o véu integral tornou-se obrigatório nos espaços públicos e, em Novembro, as mulheres foram proibidas de frequentar parques, jardins públicos, ginásios e casas de banho públicas. Em Abril de 2023, as mulheres foram excluídas de organizações internacionais que operavam no Afeganistão, independentemente da sua nacionalidade. Seguiu-se, em Julho de 2023, o encerramento dos salões de beleza, os últimos refúgios sociais para mulheres. Em Agosto de 2024, uma lei "para a prevenção do vício e a promoção da virtude" proibiu as mulheres de cantar, recitar poesia e ler textos em público. Em Março de 2025, a ONU contabilizou 126 decretos dirigidos especificamente às mulheres e concluiu que existia um “apartheid de género” no Afeganistão. Perante este desaparecimento forçado da mulheres das instituições públicas, das escolas e dos locais de trabalho, ainda há quem resista e lute. A jornalista Mélanie Nunes foi à procura delas e deu-lhes voz no documentário "Afghanistan-Les soignantes de l'ombre" ["Afeganistão: as cuidadoras da sombra"], realizado para o canal televisivo franco-alemão Arte e que pode também ser visto online. Mélanie Nunes já tinha estado no Afeganistão há oito anos e, em Maio, regressou a Cabul para falar com as mulheres que tinha conhecido em 2018. Entre elas, médicas, parteiras, enfermeiras e psicólogas que continuam a exercer apesar das proibições, restrições e medo. Eis a última geração de mulheres a trabalhar na saúde no Afeganistão. No futuro, quem vai cuidar das afegãs num país em que as mulheres só podem ser consultadas por mulheres? Oiça a conversa com Mélanie Nunes neste programa. “Cada dia é uma resistência” para as profissionais de saúde no Afeganistão RFI: Como é que nos poderia apresentar o documentário? Mélanie Nunes, Jornalista e autora de "Afghanistan-Les soignantes de l'ombre": “O tema é sobre mulheres que cuidam de outras mulheres no Afeganistão, em Cabul. Eu fui lá no mês de Maio para poder encontrar estas mulheres que trabalham com muita resistência para continuarem a cuidar das mulheres no Afeganistão - porque só as mulheres podem cuidar das mulheres no Afeganistão, é uma regra dos talibãs. Era muito importante, para mim, ver também este vínculo entre o mundo exterior, entre as mulheres e estas médicas.” Como é que são as condições destas mulheres? Elas ainda podem exercer medicina? “Elas podem exercer, mas é muito complicado. Depende das províncias, porque há províncias onde não é possível fazer o seu trabalho. Em Cabul é possível, mas com muitas regras. Elas não podem ir e vir como elas querem, têm que tomar, por exemplo, um autocarro privado para ir ao hospital. Às vezes, há controlos dos talibãs e pode ser muito perigoso ir trabalhar. Cada dia é uma resistência, uma coragem para ir até aos hospitais.” Desde que os talibãs chegaram ao poder, há precisamente cinco anos, as raparigas deixaram de poder ir à escola, nomeadamente aquelas que estavam quase a acabar a medicina. De repente, elas não puderam acabar o curso? “Sim, é exactamente isso porque há várias mulheres que tentaram fazer o curso de medicina e, no fim, não foi possível acabar. Hoje em dia não é possível para as estudantes fazerem o curso de medicina. Elas não podem fazer o seu trabalho, ter o diploma. Então, hoje em dia elas não podem trabalhar e a única forma para elas continuarem é tentar ter cursos de maneira informal.” Informal ou clandestina? “É, clandestina, ou seja, outra médica faz o curso para as estudantes que não têm o diploma.” E se elas forem apanhadas, arriscam o quê? “Em vários sítios no Afeganistão há regras, mas há muitas coisas que passam por cima da regra. Os talibãs têm a obrigação de trabalhar e cuidar das mulheres para elas terem meninos, mas não deixam as mulheres irem à escola. É uma contradição, mas também há uma tolerância, mais ou menos, para as mulheres que tentam aprender assim de maneira muito informal. Mas elas não vão ter um diploma, no final. Elas são benévolas, na verdade.” Se as mulheres que estudam medicina ou que trabalham no sector da saúde, em geral, não podem continuar os estudos, quem é que vai tomar conta das mulheres grávidas? Estamos a condenar as futuras gerações de afegãs e afegãos? “Sim, exactamente. É essa a questão. Não há possibilidades para elas, não sabemos quem vai cuidar dessas mulheres. É a contradição dos talibãs. Não há lá ninguém para cuidar dessas mulheres. Há muitas mulheres que, hoje em dia, morrem nos partos. Quando elas têm meninos e quando correm para a maternidade, se as mulheres desaparecem, não há lá ninguém para cuidar delas. Há quase 3.000 centros de saúde que fecharam. Estas mulheres não têm médicos, não têm outra opção.” E têm os bebés em casa? “Sim, exacto, e há mais riscos. As mulheres podem morrer e morrem.” E os bebés também... “Exacto, exacto. Há muitos riscos. O Afeganistão é um dos países onde as mulheres mais morrem quando têm bebés.” As mulheres que conheceu, com quem conviveu enquanto fez o documentário, como é que elas estão psicologicamente? “Há muita tristeza. Cada uma tem um problema psicológico porque elas estão numa espécie de prisão, elas não podem sair dali. Então, não há mais opção ou possibilidades para elas ficarem numa melhor saúde mental. Há outras mulheres que tentam ajudá-las, mas é muito complicado. Eu vi muitas mulheres que queriam só desaparecer. Foi muito triste ver isso e ver a brutalidade do regime.” Mesmo assim, elas tiveram a coragem de serem filmadas e de mostrarem o rosto. “Sim, porque, para elas, era muito importante que uma televisão francesa, da Europa, pudesse fazer esta reportagem para falar da condição das mulheres, para ter uma mensagem muito forte para o mundo inteiro, para dizer que as mulheres afegãs têm que estar nos meios de comunicação, na televisão, na rádio. Têm que ter voz porque no seu próprio país não há mais opção para elas, não há uma possibilidade de terem uma vida melhor. Então, a única coisa que elas podem fazer é falar. Falar para o mundo inteiro.” E arriscam-se a represálias pelo facto de estarem a falar sobre isso, não é? “Sim, claro. O risco é muito grande. Elas podem ficar em prisão durante muito tempo por falar porque é quase… não é proibido, mas pode ser. Então, foi muito importante, para mim, falar com elas das condições da reportagem, das entrevistas, para que elas soubessem o risco que havia.” A dada altura, no documentário alguém diz: “Somos como velas quase consumidas, só resta uma pequena chama, somos a parte da vela que ainda arde, mas quanto tempo ainda?” “Exacto. Acho que também é uma forma de resistência, elas sabem que isto não pode continuar muito mais tempo e as mulheres que trabalham hoje em dia podem ser a últimas. O futuro no Afeganistão é muito negro, não há mais opção para elas, não há mais luz.” Mesmo assim elas continuam a resistir. “Exacto e é muito importante falar das suas condições de vida, de trabalho, para que as pessoas no mundo inteiro saibam o que é que passa no Afeganistão. Também para que os políticos possam fazer alguma coisa por elas e elas tenham um país de acolhimento, como a França, por exemplo.”
Em uma sessão dupla esgotada no Teatro YouTube, em São Paulo, acompanhe @anamaryb_ e @janarosa no Joguei no Grupo comentando as histórias de relacionamentos mais frustrados da plateia e comandando o icônico "Tribunal de Pequeníssimas Causas".CURTE O JOGUEI? MESMO?Apoie NA ORELO! https://orelo.cc/jogueinogrupoOU APOIA-SE:https://apoia.se/jogueinogrupopodcast Envie seu e-mail para: jogueinogrupo@gmail.comSiga o Joguei no Grupo: https://www.instagram.com/jogueinogrupoSiga a Jenny Prioli: https://www.instagram.com/jennyprioliSiga o Controle Y: https://www.instagram.com/controle_y
Edgard Maciel de Sá, Cauê Rademaker, Phill e Giba Perez analisam empate diante do Independiente Rivadavia, as mudanças no time titular, a má fase de vários jogadores e o reencontro com Jhon Árias no sábado. DÁ O PLAY!
A Talita era mãe solo e tinha saído de um casamento de 12 anos, quando conheceu o Roni. No começo, ela achava que ele tinha chegado para mudar a sua vida, mas depois de estar apaixonada, descobriu que o Roni era usuário de drogas. Talita sentia que poderia enfrentar um pesadelo, mas aceitou e lutou para que ele largasse o vício. Mas Roni sofreu um AVC e tudo piorou... Promessas não cumpridas, pedidos de desculpas, tudo se acumulou como uma bola de neve e ele sempre voltava para as drogas. Com um aperto no coração, ela resolveu abrir mão do amor e focar em si mesma. Mesmo julgada, hoje ela não se arrepende do que viveu, mas precisou escolher seguir em frente com o filho e guardando os bons momentos que viveu.
Câmara deve instalar nesta quarta comissão especial para debater PEC da redução da maioridade penal. Trump confirma voo secreto e diz que seguiu orientação militar por ameaça: 'Não confio no Irã'. Brasil perdeu 14% da cobertura de vegetação nativa em 41 anos, aponta MapBiomas. 'Presenteísmo': por que tantos profissionais continuam trabalhando mesmo doentes? Novo veranico começa hoje, com calor de até 42°C no Centro-Oeste, Norte e Nordeste; veja previsão. Eclipse solar total desta quarta vai escurecer o céu para 15 milhões de pessoas; saiba mais.
¹ Ouçam isto vocês, todos os povos; escutem, todos os que vivem neste mundo —² gente do povo, homens importantes, ricos e pobres igualmente:³ A minha boca falará com sabedoria; a meditação do meu coração trará entendimento.⁴ Inclinarei os meus ouvidos a um provérbio; com a harpa exporei o meu enigma:⁵ Por que deverei temer, quando vierem dias maus, quando inimigos traiçoeiros me cercarem,⁶ aqueles que confiam nos seus bens e se gabam das suas muitas riquezas?⁷ Ninguém pode redimir o seu semelhante ou pagar a Deus o preço por ele,⁸ pois o resgate de uma vida não tem preço. Não há pagamento que o livre⁹ para que viva para sempre e não sofra decomposição.¹⁰ Pois todos podem ver que os sábios morrem, como perecem o tolo e o estúpido, e para outros deixam os seus bens.¹¹ O túmulo será a morada deles para sempre¹² Mesmo que muito importante, o ser humano não perdura; é como os animais, que perecem.¹³ Este é o destino dos que confiam em si mesmos, e dos seus seguidores, que aprovam o que eles dizem. Pausa¹⁴ Como ovelhas, são conduzidos à sepultura,49.14 Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por profundezas ou morte; também no final desse versículo e no versículo 15. e a morte os apascentará. Pela manhã os justos triunfarão sobre eles! A aparência deles se desfará na sepultura, longe das suas gloriosas mansões.¹⁵ Deus, porém, redimirá a minha vida da sepultura e me levará para si. Pausa¹⁶ Não fique receoso quando alguém se enriquece e aumenta o luxo da sua casa,¹⁷ pois nada levará consigo quando morrer; não descerá com ele o seu esplendor.¹⁸ Embora em vida ele se parabenize: "Todos o elogiam, pois você está prosperando",¹⁹ ele se juntará aos seus antepassados, que nunca mais verão a luz.²⁰ O homem, mesmo que muito importante, não tem entendimento; é como os animais, que perecemSalmos 49:1-20 | NVIBíblia OnlineYoutube: youtube.com/c/PrRomuloPereiraInstagram: @PrRomuloPereiraFacebook: facebook.com/PrRomuloPereiraSpotify: Evangelho Puro e Simpleshttps://podcasters.spotify.com/pod/show/PrRomuloPereira
Neste episódio da Comissão Política, analisamos a posição do ministro da Administração Interna e do primeiro-ministro na crise do “monte verde” e do “reboque” da droga. A Judiciária pediu uma auditoria ao tempo da gestão de Luís Neves e o primeiro-ministro aprovou, através da ministra da Justiça. Quando há “dúvidas, elas devem ser desfeitas”, disse Luís Montenegro esta segunda-feira. Mesmo mantendo a confiança política em Luís Neves, sem saber o resultado da auditoria, parece que o PM tem dúvidas sobre a sua gestão à frente da polícia. É possível confiar e desconfiar de um ministro ao mesmo tempo? Os comentários são de Paula Caeiro Varela, jornalista do Expresso, de Eunice Lourenço, editora de Política, e de David Dinis, diretor-adjunto, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é de Tomás Delfim e a ilustração é da autoria de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
TEMPO DE REFLETIR 01853 – 11 de agosto de 2026 I Timóteo 1:14 – Contudo a graça de nosso Senhor transbordou sobre mim. Como podemos explicar a mudança repentina e ao mesmo tempo tão maravilhosa que acontece na vida das pessoas? Talvez você mesmo seja uma demonstração disso. Nos versos anteriores ao texto de hoje e em várias ocasiões nas quais Paulo falou de sua vida anterior, ele confessou: “Fui blasfemo, perseguidor e insolente” (v. 13). “Dava o meu voto contra eles [os cristãos]” (At 26:10). “Perseguia com violência a igreja de Deus, procurando destruí-la” (Gl 1:13). Mas viu a si mesmo como supremo objeto da graça de Deus. Tanto que teve confiança em dizer: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior” (1Tm 1:15). Paulo nunca perdeu de vista o fato maravilhoso de que Deus o redimiu. Em meus anos de ministério e em visitas às igrejas, encontrei muitas pessoas que haviam se convertido já como jovens ou adultos. Uma interrogação e uma mágoa pesava sobre eles ao se lembrarem do que tinham feito antes de conhecer a Cristo. Alguns tinham sido alcoólatras, dependentes químicos, ladrões, prostitutas, homossexuais e assassinos. Outros haviam se envolvido com o ocultismo. Não esqueciam facilmente o que tinham feito. Mas a graça de Deus foi ao encontro deles. Entregaram-se a Cristo. E hoje vivem vida renovada. São novas criaturas em Cristo Jesus. Mesmo assim, ao mencionar o exemplo de Paulo para eles, alguns diziam: “Ah, pastor, eu sou pior! Fui longe demais. Nem posso contar ao senhor.” Escute, hoje é um dia comum da semana. Quem sabe você esteja se sentindo um pecador miserável. No fundo do poço. Não desanime. A graça de Deus está indo ao seu encontro. A graça da qual disse Paulo: “transbordou sobre mim” (1Tm 1:14). Creio que não haja melhor palavra para traduzir a provisão da graça de Deus do que o verbo “transbordar”. Traz a ideia de alguma coisa que vai exceder nossa capacidade de medir. Alguma coisa que não vai faltar; que podemos pegar à vontade – quanto e quando quisermos. Quantos de nós já vimos fontes jorrando da montanha ou borbulhando do chão, ou fontes menores espraiando-se pelos campos, esverdeando a paisagem, trazendo vida, tornando o rio mais forte? A graça de Deus não é servida em colherinha de chá, nem em pitadas, menos ainda em conta-gotas. Nem é como tentar se banhar em um copo d'água, mas debaixo de uma fonte gigante que jorra exuberante e permanentemente. O convite é para que nos banhemos na graça de Deus. Faremos isso hoje? Ore comigo: Obrigado, Pai, porque a Tua graça transbordou sobre mim. Obrigado porque não importa o que tenha feito, a Tua graça é suficiente para apagar o passado, o pecado e me transformar pelo poder de Jesus. Eu Te louvo por isso. Em nome dEle, em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes
Neste episódio da Comissão Política, analisamos a posição do ministro da Administração Interna e do primeiro-ministro na crise do “monte verde” e do “reboque” da droga. A Judiciária pediu uma auditoria ao tempo da gestão de Luís Neves e o primeiro-ministro aprovou, através da ministra da Justiça. Quando há “dúvidas, elas devem ser desfeitas”, disse Luís Montenegro esta segunda-feira. Mesmo mantendo a confiança política em Luís Neves, sem saber o resultado da auditoria, parece que o PM tem dúvidas sobre a sua gestão à frente da polícia. É possível confiar e desconfiar de um ministro ao mesmo tempo? Os comentários são de Paula Caeiro Varela, jornalista do Expresso, de Eunice Lourenço, editora de Política, e de David Dinis, diretor-adjunto, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é de Tomás Delfim e a ilustração é da autoria de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O presidente da APA, José Pimenta Machado, admite acessos condicionados. Revela, no entanto, a realização de obras para a criação de bolsas de estacionamento e caminhos de acesso livre às praias.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Passagens Complementares:João 12,25Lucas 15,17-18Gálatas 2,20
ILPF contribui para a conservação dos recursos naturais e a redução das emissões de carbono'
EP2: CÉU E INFERNO, EXISTE MESMO? - SÉRIE: O ÓBVIO PRECISA SER DITO - PRA. JULIANA MARTINS - 09/08/26Seja muito bem-vindo!Neste Podcast você vai encontrar tempos preciosos de orações e pregações inspiradas pelo Espírito Santo de Deus, o único capaz de transformar os corações por inteiro, conduzindo para uma profunda intimidade com o Pai e equipando sua vida para falar do amor de Jesus a todos os povos.Que o fogo do Espírito Santo queime em seu coração em cada vídeo/aúdio, despertando sua vida para o chamado de Deus para estes últimos dias.Inscreva-se no canal e compartilhe para que mais pessoas sejam abençoadas pela pregação do evangelho do Reino de Jesus Cristo.Leia a bíblia!https://www.instagram.com/casa.comunidadecrista/https://www.instagram.com/rubens_martim/https://www.instagram.com/falaprapsico.julianamartins/
Especial Dia dos Pais: A Dhandara cresceu em uma família simples no interior do Piauí, onde apesar das dificuldades financeiras, nunca faltou amor e incentivo aos estudos. Com muito esforço, ela conquistou uma vaga no Instituto Federal, uma bolsa integral para cursar Direito e foi aprovada na OAB ainda na faculdade. Ao abrir seu próprio escritório e se especializar em Direito Previdenciário, decidiu retribuir todo o sacrifício do pai tentando garantir a aposentadoria rural dele. Mesmo após o primeiro pedido ser negado, ela reuniu provas, recorreu da decisão e o defendeu pessoalmente em audiência. Dias depois, veio a vitória: o benefício foi concedido. Ao dar a notícia ao pai em seu escritório, viveu um dos momentos mais emocionantes de sua vida, sentindo que finalmente havia retribuído, ainda que em parte, todo o amor, a dedicação e os sonhos que ele havia investido nela desde a infância.
O acordo de paz anunciado por Trump está num impasse. O Hamas admite desarmar, mas Israel ainda não aceitou o acordo. O que está realmente em causa e porque é que a paz continua longe?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Microsoft nega que "espiona" PCs a cada 15 minutos com o Windows 11. Google Assistente será substituído de vez pelo Gemini em setembro. WhatsApp melhora grupos com enquetes rápidas, chats paralelos e @todos. Apple prepara recurso para sincronizar copiar e colar do iPhone com PCs Windows. Samsung promete atualização para corrigir mancha vermelha no Galaxy S26 Ultra. Agentes hackers de OpenAI e Anthropic "se rebelam" em mais testes e Telegram retorna à App Store após ser brevemente removido pela Apple.
Mesmo com atraso, colheita do algodão avança no MT e deve resultar em safra com alta produção
✨ Nesta emocionante mensagem, o Pr. @Juanribe Pagliarin conta a história de um escravo que, após conhecer Jesus Cristo, encontrou uma liberdade e uma alegria que nenhuma circunstância poderia roubar. Mesmo enfrentando dificuldades, trabalho duro e o passar dos anos, ele manteve no coração uma única declaração: “Louvado seja Deus e nosso Senhor Jesus Cristo”. Inspirada no Salmo 148, esta reflexão poderosa revela que toda a criação existe para glorificar ao Senhor e mostra que a verdadeira liberdade não está nas condições da vida, mas na presença de Deus.
TEMPO DE REFLETIR 01842 – 31 de julho de 2026 Habacuque 3:18 – Todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. Quando Habacuque escreveu essas palavras, o povo de Judá estava em profunda apostasia. O profeta lamentava os pecados de seus compatriotas e, ao mesmo tempo, estava convicto de que mereciam o castigo que Deus havia anunciado. Ele também lamentava a prosperidade dos orgulhosos caldeus, cujos exércitos seriam usados para punir o povo que deveria ser a cabeça e não a cauda. Deus, contudo, não permitiu que Habacuque se fragmentasse emocionalmente. O profeta entendeu o plano divino, humilhou-se diante do Senhor e recebeu a gloriosa revelação de que Deus estava no controle de tudo, com o propósito de salvar Seus filhos fiéis. A confiança do profeta foi restaurada, e ele afirmou: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação” (Hc 3:17 e 18). Nestes dias de insegurança, dúvida e perplexidade, a experiência de Habacuque serve de estímulo e exemplo para o povo de Deus. Como sabemos, os governantes, tanto dos países ricos quanto dos países pobres, estão preocupados com a instabilidade da economia, com o coronavirus e tantas outras coisas mais. Hoje em dia, qualquer pessoa sabe que as bolsas de valores determinam o ritmo da vida. Enquanto isso, as reservas ecológicas estão em rápido processo de extinção. A violência grassa nas cidades e nos campos. O materialismo leva o homem moderno a zombar de toda e qualquer ideia sobre a necessidade de Deus no Universo e na vida. Nesse ambiente sem rumo, aumenta o número de pessoas angustiadas e perplexas, vítimas do vazio existencial de nosso tempo. Quem não tem a palavra de Deus como escudo, é condicionado a esperar o caos. E, mesmo entre o povo de Deus, algumas pessoas se inclinam a duvidar de que o barco da igreja esteja viajando na rota certa. São os profetas do caos, os anunciadores de pragas e flagelos. Qual deve ser a nossa atitude em meio a tudo isso? Sem dúvida alguma, a mesma do profeta Habacuque. Ainda que as nações se desentendam; ainda que o materialismo aumente; ainda que os céticos zombem dos que constroem a arca da salvação; ainda que muitos entrem em apostasia, nós, todavia, continuamos estribados na Rocha dos séculos, Jesus Cristo. Nosso coração exulta de alegria, pois a nossa salvação está próxima. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Mesmo em meio a dor, ó Pai; mesmo em meio ao medo e a preocupação; mesmo quando todas as coisas parecem se acabar; eu quero continuar crendo, confiando e louvando o Teu nome. Por Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes
Confira no Morning Show desta quinta-feira (30): O ex-jogador do Botafogo Tássio Maia dos Santos morreu após a queda de um muro provocada por fortes rajadas de vento no Rio de Janeiro. A bancada do Morning Show repercute a tragédia, o rastro de destruição no RJ e em SP e debate as constantes falhas do poder público na manutenção e prevenção de desastres nas grandes metrópoles. Ventos acima de 100 km/h provocaram mortes, desabamentos e apagão no Rio de Janeiro. O repórter Rodrigo Viga traz detalhes do caos na capital e no estado, onde quase 500 mil pessoas seguem sem energia elétrica após a forte tempestade. A bancada do Morning Show analisa a tragédia e os gargalos na infraestrutura urbana. Em reação às falas de Javier Milei e após reter o embaixador brasileiro em Brasília, o presidente Lula (PT) afirmou que não aceitará interferência estrangeira nas eleições. O repórter Marco Viana traz os bastidores do Itamaraty, e a bancada do Morning Show analisa o desdobramento da crise diplomática com a Argentina e o tom adotado pelo governo. O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que proíbe a entrada ou determina a expulsão de estrangeiros que promovam mensagens de ódio ou discriminação contra argentinos. A bancada do Morning Show debate a nova medida, os reflexos no turismo, as recentes manifestações de hostilidade e o impacto para os brasileiros no país vizinho. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) anunciou que desistiu de ser suplente na chapa de André do Prado ao Senado por São Paulo. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou ter tomado a decisão após consultar advogados. A bancada do Morning Show analisa os bastidores políticos da decisão e os impactos para o cenário eleitoral da direita paulista. O impasse entre o senador Cleitinho e a cúpula do Republicanos ameaça a união da direita nas eleições em Minas Gerais. O Morning Show debate os bastidores dessa disputa política, a indefinição da chapa e a ascensão de nomes apoiados pelo governador Romeu Zema (Novo) no cenário eleitoral mineiro. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) firmaram parceria para agilizar a recuperação de dinheiro e investigar fraudes financeiras digitais. Sancionada pelo governo federal, a lei do "Pix Pensão" autoriza a transferência automática do valor da pensão alimentícia cobrado pelas instituições financeiras. A repórter Danúbia Braga explica as regras para o bloqueio de saldos e ativos e a comunicação imediata à Justiça Mesmo com as tentativas do governo federal e o programa Desenrola 2.0 para renegociação de dívidas, os dados do BC revelam que a inadimplência entre pessoas físicas atingiu 5,6% em junho. A bancada do Morning Show analisa o impacto dos juros altos no bolso dos brasileiros, a eficácia das medidas governamentais e os rumos da economia nacional. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
“Fuja do CLT, isso é passado!”. Talvez você já tenha ouvido falar sobre isso algumas vezes. Mas será mesmo que esse caminho é óbvio?FONTE QUE SERVE DE SEMENTE PARA O EPISÓDIO:X: Mais uma para a conta - https://x.com/tictoxica/status/2082424741843915210?s=20
Durante este programa da Escola do Amor Responde, Daniel contou aos professores que está em um relacionamento com a esposa há 11 anos e que eles têm quatro filhos. Nos primeiros anos, ele foi infiel, e a esposa descobriu. Segundo o aluno, o casal manteve por causa dos filhos.Desde então, Daniel disse que não traiu mais a esposa. Contudo, ele deu carona a uma garota de programa, apesar de não ter acontecido nada além disso. Após ficar sabendo, a esposa disse que quer se separar e que não o ama mais. Ele perguntou aos professores se ainda há o que fazer para evitar que isso aconteça.Terapia do AmorAinda hoje, ouça o que as pessoas têm a dizer sobre o que aprenderam durante as palestras da Terapia do Amor. Participe todas as quintas-feiras, às 20h, no Templo de Salomão, no Brás, em São Paulo. Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.Na sequência, uma aluna que não quis se identificar disse que o marido tem uma boate de programas e que ele está envolvido com uma mulher que trabalha no local há oito meses. Quando ela não está no local, ele volta para casa. Só que quando está na boate, ele não aparece.A aluna disse que tinha muitos defeitos, mas mudou. Mesmo assim, ele insiste em continuar com a amante. Com isso, a aluna vive sozinha, com os filhos e o marido, teoricamente, apenas contribui financeiramente. Ademais, ela disse que ele não aceita a separação. A aluna está deprimida e com a saúde fragilizada.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
Debate da Super Manhã: Há pouco mais de uma década, Pernambuco deixou de monitorar os tubarões que habitam o litoral do estado. Mesmo com incidentes sendo registrados nesse período, o trabalho permaneceu suspenso. Agora, surge uma novidade: o governo do Estado prevê retomar o monitoramento dos animais marinhos, com previsão de realizar a primeira expedição científica em agosto de 2026. No Debate desta quarta-feira (29), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre a volta do trabalho e o que deve mudar na costa pernambucana. Participam a secretária executiva do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), Danise Alves, o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e coordenador do projeto Ecotuba, Paulo Oliveira, e o biólogo Leandro Alberto.
No 3 em 1 desta terça-feira (28), o destaque foi que a Polícia Federal cancelou a audiência do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). O senador era acusado de supostamente caluniar o atual presidente Lula (PT) em uma postagem feita nas redes sociais. A defesa de Flávio alega que não houve crime. Reportagem: Janaína Camelo. A defesa do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) alega que o vídeo produzido por Inteligência Artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) exibido na convenção partidária não configura crime eleitoral. A defesa alega que no início do vídeo havia um anúncio de que o conteúdo era produzido por IA, de forma que o material não configura ‘deep fake', e que o conteúdo não tinha como finalidade pedir votos, não configurando propaganda eleitoral. Reportagem: Beatriz Souza. Mesmo após o lançamento da Campanha, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) segue sem um nome definido para assumir como vice. Após a reconciliação entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o nome da deputada federal Priscila Costa (PL), aliada de Michelle, ganha força para entrar em uma chapa puro-sangue com o senador. Reportagem: Bruno Pinheiro. O presidente dos Estados Unidos Donald Trump recebeu nesta terça-feira (28) o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, em reunião na Casa Branca. Na pauta da reunião estava o conflito no Oriente Médio. O presidente norte-americano também recebeu o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Reportagem: Eliseu Caetano. O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira a prorrogação por mais de um ano da ordem executiva assinada contra o Brasil em 30 de julho de 2025, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. A medida não tem impacto contra o tarifaço pois a taxa em vigor contra os produtos nacionais atua através de outro mecanismo. O porta-voz do presidente argentino Javier Milei afirmou que as críticas realizadas contra o presidente Lula (PT) por Milei quando esteve no Brasil para o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) partem do campo ideológico e político. O porta-voz também afirmou que as críticas sempre existiram em ambos os lados e que não existe interpretação diplomática. Reportagem: André Anelli. Uma pesquisa Genial Quaest sobre as intenções de voto para o governo de Minas Gerais aponta o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como grande favorito. Cleitinho lidera o primeiro turno com 35% dos votos, mesmo sem ter tido o nome confirmado na corrida pelo Palácio Tiradentes. No Senado, Marília Campos (PT) lidera com 16% enquanto Aécio Neves (PSDB) aparece em segundo com 16%. Apesar de liderar as pesquisas na corrida eleitoral pelo governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), sinalizou ao Partido Liberal que pode desistir da candidatura. O PL busca agora um “plano b” para consolidar o palanque no estado para a candidatura à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL). Reportagem: Rodrigo Costa. Uma pesquisa Genial Quest sobre as intenções de voto no estado de Pernambuco mostra um cenário de empate técnico entre a atual governadora Raquel Lyra (PSD) e o Presidente do PSB João Campos, ambos aliados do Presidente Lula (PT). Em um cenário de segundo turno, Lyra aparece com 45% das intenções enquanto João Campos aparece com 39%. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
O Antônio passou por alguns relacionamentos que terminaram em dor e desilusões. Ele acreditava que jamais encontraria alguém para compartilhar a vida. Aos 46 anos e trabalhando como motorista de ônibus, ele conheceu a Lídia, uma universitária 24 anos mais nova e se encantou com sua alegria e simpatia. A amizade entre os dois cresceu aos poucos, até se transformar em amor. Mesmo enfrentando a oposição do pai dela e o preconceito por causa da diferença de idade, Lídia decidiu seguir o coração e foi morar com o Antônio. Desde então, eles vivem um relacionamento marcado por respeito, companheirismo e fé. Juntos, encontraram na igreja uma nova direção para suas vidas e fortaleceram ainda mais a união. Hoje, Antônio acredita que Deus apenas estava preparando o momento certo para viver o amor que sempre sonhou, e os dois fazem planos de casar, construir uma família e realizar seus sonhos lado a lado.
Mesmo após o fim da cota chinesa, país asiático deve continuar comprando produto nacional
Análise pós-jogo da partida entre Criciúma x Náutico, válida pela 20º rodada da Série B do Campeonato Brasileiro 2026. Vem com a turma! Mesmo com lesões e improvisações, o Náutico conquista importante resultado diante do líder Criciúma fora de casa. Time de Hélio apresentou algumas diferenças táticas interessantes e que surtiram efeito diante do Tigre, […]
Sarah Beatriz cresceu em Nova Iguaçu, criada só pela mãe junto com mais quatro irmãos, sem rede de apoio familiar. Mesmo assim, ela sempre soube que cantaria para multidões, uma certeza que veio antes de qualquer prova.Foi rejeitada nas inscrições para o programa do Raul Gil. Foi rejeitada por gravadoras, uma atrás da outra. Até que gravou um vídeo a capela, sentada num muro, sem produção nenhuma, e viralizou da noite para o dia.Nesse Brunecast, Tiago Brunet conversa com Sarah Beatriz sobre fé, rejeição, o poder do segredo (a vida de oração que ninguém vê) e como ela transformou anos de portas fechadas em uma carreira que hoje alcança milhões de pessoas.Você vai entender:– Por que Deus mostra o destino, mas não revela o processo– Como lidar com rejeição sem perder a fé– O que realmente significa viver "no secreto"– Por que fé sem obras é morte, e como equilibrar os dois
@igrejakyrios | Igreja Evangélica Kyrios | Culto da FamíliaCulto do dia 19.07.2026 - por Rev. Hernandes Dias LopesEstá enfrentando tempestades na vida, o vento está contrário e você sente que está afundando? Nesta pregação impactante e consoladora de Mateus 14:22-33, somos lembrados de uma verdade gloriosa: Jesus está no controle! Descubra por que mesmo quando obedecemos a Deus enfrentamos lutas, o motivo pelo qual a resposta d'Ele às vezes parece demorar e como a presença de Cristo acalma tanto as tempestades do lado de fora quanto as do lado de dentro do nosso coração. Mesmo na hora mais escura — na quarta vigília da noite —, o Senhor estende a mão para levantar o caído. Inscreva-se no canal, deixe o seu 'curtir' e compartilhe esta mensagem com alguém que precisa dessa palavra de esperança hoje!-Conheça nossas músicas autorais:Meu Lugar: • Meu Lugar - Clipe Oficial | Igreja Kyrios Minha Adoração: • Minha Adoração - Igreja Kyrios | Luciana P... Se conecte conosco!https://portal.igrejakyrios.com.br/fa...Inscreva-se no nosso canal: / @igrejakyrios Nosso Site: http://www.igrejakyrios.com.brInstagram: / igrejakyrios
Leitura Bíblica Do Dia: HEBREUS 13:5-8 Plano De Leitura Anual: SALMOS 37–39; ATOS 26 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Milhares oraram pelo pastor Ed Dobson quando ele foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), em 2000. Muitos creram que ao orar com fé pela cura, Deus responderia imediatamente. Após 12 anos lutando contra a doença que atrofiou os músculos dele pouco a pouco (três anos antes de morrer), alguém lhe perguntou por que ele achava que Deus ainda não o curara. Ele respondeu: “Não há uma resposta certa, então não pergunto”. Sua esposa acrescentou: “Se você estiver obcecado em obter respostas, não consegue viver”. Você percebe o respeito por Deus nas palavras do casal? Eles sabiam que Sua sabedoria estava acima da deles. Mesmo assim, ele admitiu: “Acho quase impossível não me preocupar com o amanhã”. Ele entendia que a doença o incapacitaria mais e mais, e não sabia que problemas o dia seguinte traria. Para concentrar-se no presente, Dobson postou versículos no carro, no espelho do banheiro e ao lado da cama: “Deus disse: ‘Não o deixarei; jamais o abandonarei'. Por isso dizemos com confiança: ‘O Senhor é o meu ajudador; portanto não temerei'” (HEBREUS 13:5-6). Sempre que ele se preocupava, repetia os versículos, focando-se na verdade. Não sabemos sobre o amanhã. Talvez o exemplo de Ed possa nos ajudar a transformar as preocupações em oportunidades para confiar. Por: ANNE CETAS
Análise pós-jogo da partida entre Náutico x Londrina, jogo válido pela 19ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro 2026. Vem com a turma! Uma atuação pra ficar marcada! Jean Carlos tem noite de maestro e conduz o Náutico de volta à vitória na Série B. Mesmo com muita chuva o Timbu apresentou evoluções e […]
Uma aluna prestes a se casar, porém, está enfrentando situações que a têm deixado confusa em relação a esse passo. O namorado mentiu para ela ao omitir que havia passado o dia em uma festa com piscina, amigos de trabalho e muita bebida. Quando ela descobriu a mentira, ele explicou que não poderia levá-la. Essa atitude, somada a outras situações, abalou profundamente a confiança que a aluna depositava nele.Ela disse que não sabe mais se quer casar nem se conseguirá voltar a confiar nele. Ele afirma que, depois do casamento, tudo será diferente e que mudará de comportamento. Além disso, demonstrou arrependimento pela atitude. Mesmo assim, a aluna não sabe o que fazer.Quer se acertarEm seguida, outra aluna, Natália, de 19 anos, compartilhou que está noiva e grávida de oito meses. Segundo ela, o bebê fortaleceu ainda mais o relacionamento do casal. Porém, os amigos dele começaram a chamá-lo para sair. No início, isso acontecia apenas uma vez, mas, depois, os convites passaram a ser todos os finais de semana.A aluna comentou que ele está com problemas na família e, por isso, sai para se distrair. Contudo, ele não a leva para nenhum lugar, pois, por causa da gravidez, ela se cansa rapidamente. Recentemente, os dois discutiram e acabaram terminando. Ela contou que está na reta final da gestação e gostaria de tê-lo ao seu lado. Por isso, a aluna perguntou como agir para que os dois possam se acertar.Ainda neste programa, Viviane, de 37 anos, disse que está em um relacionamento há dois anos e meio, mas a convivência é muito conturbada. Ele mora no litoral de São Paulo, enquanto ela vive na capital. Os dois já tentaram morar juntos três vezes, mas nunca deu certo. Segundo Viviane, ele sempre tem crises e diz que não está preparado para o casamento. Além disso, eles já terminaram cerca de vinte vezes. A aluna sempre promete não voltar mais, mas acaba aceitando as promessas dele.Viviane disse ainda que ele mente e já a traiu várias vezes. Ela afirmou que gostaria de pôr fim a esse relacionamento, mas não consegue. A aluna compartilhou outros pontos da história e pediu orientação sobre o que fazer.Terapia do AmorConheça os testemunhos de pessoas que participam da Terapia do Amor e descubra o que elas têm a dizer sobre as palestras. Participe todas as quintas-feiras, às 20h, no Templo de Salomão, no Brás, em São Paulo. Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
Neste episódio falamos sobre o insconsciente coletivo de gays e garotas que compartilhas os mesmos gostos por coisas específicas: Coca Zero, Kindle, matcha, BYD, velas aromáticas, vôlei e design de interiores, Enfermagem? Existe uma explicação? Fabio Marxx / Sheyla Christina nos ajudam a investigar esse fenômeno que ninguém pediu...CURTE O JOGUEI? MESMO?Apoie NA ORELO! https://orelo.cc/jogueinogrupoOU APOIA-SE:https://apoia.se/jogueinogrupopodcast Envie seu e-mail para: jogueinogrupo@gmail.comSiga o Joguei no Grupo: www.instagram.com/jogueinogrupoSiga a Jenny Prioli: www.instagram.com/jennyprioliSiga o Controle Y: www.instagram.com/controle_y
A Alexsandra passou a infância carregando em silêncio o trauma de um abuso, até encontrar em Deus e no amor de Isaías, a força para construir uma família. O nascimento do segundo filho, o Felipe, trouxe um diagnóstico de hidrocefalia causada por uma infecção chamada toxoplasmose. Os médicos disseram que ele talvez nunca andasse, falasse ou sobrevivesse. Mesmo diante da dor, eles decidiram lutar, entregaram o filho nas mãos de Deus e presenciaram o milagre. Hoje, contrariando todos os prognósticos, o Felipe tem 30 anos e se tornou o coração dessa família. Alexsandra entendeu que Deus transformou suas maiores feridas em propósito. Hoje a vida deles é voltada para ajudar as pessoas, eles são pastores em uma igreja, ajudam famílias, apoiam mulheres e contam essa história para inspirar a todos.
Dados do TSE mostram que as mulheres continuam sendo maioria entre as pessoas aptas a votar. O eleitorado feminino é composto por 83.877.126 votantes, o equivalente a 52,84% de todo o eleitorado brasileiro. Em 2022, elas correspondiam a 52,65% do total. Mesmo assim, elas são pouco representadas no Legislativo. Sonoras:
O Conrado acreditava viver um casamento perfeito há 25 anos com a Paloma e três filhos. Até que, durante a festa de bodas de prata, uma foto de outro homem apareceu no telão. Foram só 3 segundos, mas Conrado sabia que algo estava errado. Ao tentar descobrir a verdade, ele pediu um teste de DNA e dois dos seus três filhos, não eram dele. Mesmo devastado pela mentira de décadas, ele se separou, mas nunca largou o vínculo com os filhos. Hoje, ele se sente frustrado por ter vivido uma ilusão, mas feliz por viver um amor sincero de pai.
Saudações radiofônicas, ouvinte do RÁDIOFOBIA! Mesmo com todas as novas mídias digitais, o rádio segue firme e forte, com milhões de pessoas diariamente sendo informadas e ouvindo suas músicas e locutores preferidos! Nosso convidado de hoje é um desses locutores! Com mais de 20 anos de carreira e tendo passado por grandes emissoras do dial, hoje ele comanda a mesa da Rádio Disney diariamente das 10 às 14h, sempre com o astral lá em cima! Neste episódio Leo Lopes, Thais Boccia, Jéssica Dalcin, Thiago Fujiwara, Júlio Macoggi e Victor Estácio batem um papo Rodrigo Campos, que teve sua voz na abertura do RÁDIOFOBIA 001 e agora volta quase 18 anos depois pra um papo mais do que especial da nossa série com profissionais do rádio! Não deixe de interagir com a gente nas redes sociais, dar seu feedback sobre o papo e sugerir temas e convidados para as próximas edições do nosso podcast, além de deixar seu comentário no post, ok? Você também pode agora mandar sua cartinha para a Caixa Postal 279 - CEP 13930-970 - Serra Negra - SP, e seu e-mail para podcast@radiofobia.com.br! Arte do episódio: Sandro Hojo Links citados no episódio:- RADIOFOBIA 348 – com Nilson Nil- RADIOFOBIA 210 – com Fabi Ribeiro- Reels Nostalgia com Rodrigo Campos - Dia Mundial do Rock- Curso da Amanda Louzada: Explicando o Mapinha Links citados nas Cartinhas do Totô:- 13 importantes lições que aprendi em meio século de vida! | Mixórdias com Leo Lopes- matricule-se já no Curso de Podcast- garanta o livro Curso de Podcast - Guia Básico em PDF e na Amazon para o seu Kindle- Podcast Store - a loja de produtos exclusivos da podosfera brasileira- Instituto Amargen Links que indicamos sempre:- ouça o Ineditados Podcast- ouça o NovelaCast- matricule seu filho na escola CESIN- Acesse o novo site e ouça a RÁDIO 24h NO AR do Rádiofobia Classics!- assine o canal do Curso de Podcast no YouTube- siga @ocursodepodcast no Instagram- participe do grupo de produtores, apresentadores e ouvintes dos podcasts da Rádiofobia Podcast Network no Telegram Ouça o Rádiofobia Podcast nos principais agregadores:- Spotify- Apple Podcasts- Amazon Music- Deezer- PocketCasts Publicidade:Entre em contato e saiba como anunciar sua marca, produto ou serviço em nossos podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A Rita sempre sonhou em encontrar um grande amor e só queria se casar com a pessoa certa. Com o tempo, viu as amigas formando suas famílias e passou a sofrer pressão para aceitar qualquer relacionamento. Aos 31 anos, conheceu o Mauro e aceitou seu pedido de casamento por medo de ficar sozinha. Mas, 15 dias antes da cerimônia, percebeu que não o amava e cancelou o casamento. Mesmo enfrentando críticas, ela seguiu a sua vida, cuidou dos pais e aprendeu a ser feliz sozinha. Aos 60 anos, conheceu o Francisco, encontrou o amor que sempre esperou e descobriu que nunca é tarde para amar. Hoje, os dois são casados e vivem a história de amor que ela esperou a vida inteira.
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Xana Carvalho sempre sonhou com a música. Cresceu num ambiente familiar marcado por discussões constantes entre os pais e, por acompanhar frequentemente o pai, que era cantor, acreditou desde cedo que esse também seria o seu caminho. Anos mais tarde, ao revisitar a infância conturbada que viveu, questiona se essa escolha foi verdadeiramente sua. “Isto é mesmo um sonho meu ou foi só uma forma que arranjei de agradar?”, pergunta-se. No Alta Definição, recorda como o temperamento imprevisível do pai a levava a medir cada comportamento e a agir sempre em função do estado de espírito dele. Já em adulta, conseguiu reconhecer que o passado foi difícil e que o pai, apesar de frequentemente desvalorizar os seus sentimentos, era abusivo para com a mãe. “A forma como agia com ela assustava-me. Não queria ter de passar pelo mesmo”, confessa a Daniel Oliveira. A sua história, porém, acabou por seguir um rumo diferente. Conheceu o marido, João, ainda na escola, um homem que considerava “lindo de morrer” e com quem, diz, teve sempre de tomar a iniciativa. “Fui eu que pedi em namoro, fui eu que pedi para casarmos e termos uma filha.” O casal concretizou o sonho da parentalidade, mas a felicidade foi interrompida por um acontecimento dramático. Quando a filha tinha apenas 26 meses, Xana recebeu uma notícia que mudou a vida da família. “Estava deitada com a minha filha, tocam à campainha. Vou abrir a porta, é um colega do meu marido: ‘Xana, o João levou um tiro na cara’.” A partir desse momento, a cantora viu-se obrigada a reconstruir a vida familiar. Além de cuidar da filha pequena, teve de ajudar o marido a recuperar o sentimento que tinha pela criança. “Ele nem queria estar ao pé dela. Era meu dever, enquanto mãe, fazer alguma coisa. Obriguei-o a cuidar dela, a dar-lhe banho. Até que vi o amor que os une a acordar outra vez.” Anos mais tarde, o peso desse percurso e das marcas deixadas pelo passado acabaram por ter um impacto profundo na sua saúde mental. Já mãe de duas filhas, conta que chegou a um ponto em que até ouvi-las brincar se tornava insuportável. “Um dia chego a casa, meto a chave na porta e quero acabar com tudo. Vou buscar a arma do meu marido, sento-me na cama e fico a pensar: ‘É mesmo isto?’. O que me salvou foi a fotografia das minhas filhas no móvel.” Xana procurou ajuda e acabou por receber o diagnóstico de perturbação bipolar. Na entrevista conduzida por Daniel Oliveira, deixa ainda um apelo para que os sinais de doença mental nunca sejam desvalorizados. “Da mesma forma que existem médicos de família, deviam existir psicólogos de família.” Ouça o testemunho completo da cantora em podcast. Este episódio de Alta Definição foi emitido a 18 de julho, na SIC.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira no Morning Show desta sexta-feira (17): O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) comentou em uma live nas redes sociais, nesta quinta-feira (16), sobre a foto com o mercenário conhecido como “Sicário”, que trabalharia para Daniel Vorcaro. Segundo Flávio, a foto teria sido manipulada por inteligência artificial. Sicário teria se suicidado em uma cela na sede Polícia Federal após prisão no âmbito da operação Compliance Zero. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes marcou o depoimento do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) para o dia 28 de julho. A convocação é para prestar esclarecimentos sobre uma postagem do parlamentar que associa o presidente Lula (PT) ao ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusado de operar um esquema de tráfico de drogas pelo Departamento de Estado dos EUA. O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) divulgou um projeto de combate à violência contra a mulher durante uma live nas redes sociais nesta quinta-feira (16). Dentre as medidas que compõem o projeto estão a criação de uma inteligência artificial, a distribuição de celulares e planos de internet para mulheres terem acesso facilitado a meios de denúncia de agressões. Uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest avaliou a percepção popular sobre a causa do tarifaço imposto pelos EUA ao mercado brasileiro. Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados acreditam que a culpa da taxação é do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que teria apoiado a medida para prejudicar o presidente Lula (PT). O presidente americano, Donald Trump, fez um pronunciamento por televisão na noite desta quinta-feira (16), acusando a China de interferir nas eleições de 2020, em que o republicano foi derrotado por Joe Biden. Segundo Trump, que prometeu divulgar documentos comprovando a fragilidade no sistema eleitoral, o país asiático teria utilizado dados de eleitores para manipular o resultado do pleito. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) classificou a imposição de tarifas pelos EUA ao mercado brasileiro como uma medida injusta e descabida, mas afirmou que a lei de reciprocidade, já aprovada pelo congresso, só deve ser usada em um momento oportuno. O Congresso Nacional entra em recesso nesta sexta-feira (17) sem votar a Proposta de Emenda à Constituição n° 8/2025, que prevê o fim da escala 6x1. O texto havia sido aprovado na Câmara dos Deputados, mas está há 50 dias travado no Senado Federal. Mesmo com o retorno dos trabalhos em agosto, pautas polêmicas e com potencial eleitoral não devem ser votadas antes das eleições, em outubro. No Brasil o voto é obrigatório para pessoas entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas analfabetas e maiores de 70, desde 1988. Com a obrigatoriedade, é convencionada a aplicação de uma multa de R$ 3,51 para eleitores que não comparecerem à votação. O valor é o mesmo desde 1993 e se fosse corrigido pela inflação estaria em R$ 27. O empresário Thiago Brennand, que já está preso, foi condenado pela Justiça de São Paulo a 31 anos de prisão em regime fechado por estupro, agressão, coação no curso do processo, registro não autorizado de ato sexual e divulgação de imagens de abuso sexual. Brennand ainda terá de pagar R$ 100 mil para a ex-namorada, vítima dos crimes. Dentre os vários motivos apresentados pelo Departamento de Estado americano para a nova rodada tarifária contra produtos brasileiros, supostas “práticas desleais” como a utilização do sistema Pix se destacaram em pronunciamentos de autoridades do governo dos EUA. Mas fica a questão, o que incomoda tanto os americanos no nosso sistema de pagamento? Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Veja também em youtube.com/@45_graus Rita de la Feria, Professora Catedrática de Direito Fiscal na Universidade de Leeds, em Inglaterra, professora visitante em Oxford e membro do Advisory Panel do Office for Budget Responsibility do Reino Unido. Conselheira para a reforma fiscal do governo de Timor-Leste. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, doutorou-se, em 2006, em Direito Fiscal Europeu pela Universidade de Dublin, Trinity College. _______________ Índice (1ª parte): Quais foram os primeiros impostos? Quando é que os impostos passaram a servir sobretudo para financiar o Estado Social? A importância de vermos para onde vão os impostos O “paradoxo nórdico” Livro: Taxation and Inequalities O IVA na Dinamarca Porque é o IVA regressivo? O estranho caso da enorme aversão à mudança em Portugal Geert Hofstede e a aversão à incerteza em Portugal Porque estão as pessoas mais descontentes com os serviços públicos? Círculos viciosos vs virtuosos O viés da negatividade Dados OCDE. em Portugal, cash benefits vão sobretudo para quem ganha mais (tabela 6.12) O impacto das redes sociais na nossa satisfação com a vidaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (15):No editorial desta quarta-feira (15), André Marsiglia criticou a postura do governo brasileiro por tentar responsabilizar adversários pelo novo tarifaço dos Estados Unidos. O apresentador também citou as recentes indiretas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Donald Trump, ao dizer que o líder americano tem inveja da China e ao classificar a ação dos EUA no Irã como Pirataria. Apesar disso, Marsiglia ainda vê tempo para a situação ser revertida. Em sua visão, Lula precisa esquecer sua campanha visando as eleições e negociar seriamente com os Estados Unidos. “Mesmo que as tarifas venham, ainda haverá tempo”, opinou. O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, prometeu proteger os setores prejudicados por um eventual tarifaço do governo de Donald Trump a produtos brasileiros. O chefe de pasta classificou a medida como injusta. “Se for confirmado o tarifaço, mais uma vez injusto, vai ser preciso avaliar quais setores foram afetados e, na mesma linha do princípio do que a gente já fez, o governo brasileiro não vai deixar os agricultores, o empresário e as famílias brasileiras na mão”, afirmou o ministro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu 8 pontos de vantagem no 2º turno sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto, segundo a pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) falou sobre a polarização entre os eleitores brasileiros. Nesta quarta-feira (15), Caiado afirmou que uma eleição não é decidida pelos rejeitados e sim por aquele que mostrar algo para o Brasil. Lula e Flávio lideram as pesquisas de intenção de voto e criticou os dois adversários, afirmando que ambos estão preocupados apenas com a eleição e não com o Brasil. Os deputados federais têm apenas 72 horas para votar o PL da Misoginia. O projeto prevê a equiparação da misoginia, que é o ódio, desprezo ou a aversão direcionada às mulheres, ao racismo. O governo federal espera que o tema seja aprovado ainda esta semana. Há risco do assunto ser engavetado por conta do recesso parlamentar. Reportagem: Julia Fermino. A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados acionou oficialmente a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, após sua ausência injustificada em uma audiência pública de esclarecimento. Parlamentares da oposição acusam o chanceler de cometer crime de responsabilidade ao ignorar a convocação formal do colegiado. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, nesta quarta-feira (15), que presidentes de todos os partidos com representação no Congresso Nacional deem informações sobre como funciona o direcionamento de emendas parlamentares. O prazo para o envio das informações é de até dez dias. O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou sobre a polêmica imagem em que aparece ao lado de um homem apontado como "sicário" ligado ao empresário Daniel Vorcaro. A imagem foi divulgada por um site nesta quarta-feira (15). Diante da repercussão, o parlamentar minimizou o episódio e declarou que, devido à sua atuação pública, costuma tirar fotos com todas as pessoas que o abordam e fazem essa solicitação no dia a dia. A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (15), um projeto de lei que altera o Código Penal para acabar com o tempo de prescrição da pena nos casos em que o condenado fugir da prisão. Pelo texto, o Estado poderá retomar o cumprimento da pena a qualquer momento após a captura do foragido. Os comentaristas Roberto Motta e Bruno Musa comentaram o fim da prescrição. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os serviços de inteligência desempenharam papel decisivo nas operações de resistência e espionagem realizadas nos territórios ocupados pela Alemanha nazista. Entre os agentes que atuaram nesse cenário, Virginia Hall destacou-se por sua participação em missões clandestinas na França, organizando redes de resistência, coordenando sabotagens, transmitindo informações estratégicas e auxiliando na preparação de operações aliadas. Mesmo após perder parte de uma das pernas em um acidente antes da guerra, Hall conduziu algumas das mais arriscadas missões do conflito, tornando-se uma das agentes mais procuradas pela Gestapo. Sua trajetória evidencia a importância das atividades de inteligência para o esforço de guerra e o papel frequentemente invisibilizado de mulheres que atuaram em operações secretas durante o conflito. Convidamos Clara Schettini para analisar a atuação de Virginia Hall na resistência francesa, o funcionamento das redes de espionagem aliadas, os desafios enfrentados pelos agentes em território ocupado e o legado de uma das mais importantes espiãs da Segunda Guerra Mundial.Roteiro: Icles RodriguesEdição: Samuel GambiniInstagram: @iclesrodriguesPIX: leituraobrigahistoria@gmail.comAdquira o curso História: da pesquisa à escrita por apenas R$ 49,90 CLICANDO AQUIAdquira o curso A Operação Historiográfica para Michel de Certeau por apenas R$ 24,90 CLICANDO AQUIAdquira o curso O ofício do historiador para Marc Bloch por apenas R$ 29,90 CLICANDO AQUIColabore com nosso trabalho em apoia.se/obrigahistoria
"Então disse Jesus aos Seus discípulos: Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-Me;Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de Mim, achá-la-á.Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?" Mateus 16:24-26