Podcasts about existem

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Diário Mágicko
PA #54 – A Noite Escura da Alma

Diário Mágicko

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 115:12


Ai sim! Definimos o Páginas Abertas como “um curso de preparação para o Caminho Iniciático”. E falamos em várias ocasiões que esse Caminho não se dá mediante às iniciações externas, ou seja, ele não é outorgado por um ritual, mas pela própria consciência do indivíduo que se faz em comunhão com a senda de ascensão. Com isso, queremos dizer que muitos são os que passam por rituais e cerimônias de supostas iniciações, mas poucos são os que trilham o Caminho, verdadeiramente. Mas uma vez que a alma passa por um processo de Iniciação interno e autêntico, ela se transforma. Esse súbito ganho de consciência, esse despertar do torpor que até então lhe embalava faz com que suas perspectivas se alarguem amplamente, suas certezas sejam colocadas em xeque, sua percepção da realidade ganha mais camadas e, com isso, ela precisa reformular seus valores e revisar suas referências - internas e externas. A maioria de suas relações, obviamente, lhe parecem inadequadas e precisarão ser reformadas. Sua trajetória no mundo também ganha outra profundidade, e é comum questionar o trabalho, os hobbies, o legado que se tem construído e toda a sua história pessoal. Mas, calma, esse é só o primeiro passo. Esse é o despertar da ALMA, e não do Espírito. Esse mesmo processo, de alargamento de consciência, vai acontecer sucessivamente daí pra frente, e eventualmente precisaremos reformar não a nossa história ~pessoal~, mas sim a nossa história ~cosmológica~: quem fomos nas diversas encarnações que animamos, como as decisões pregressas nos afetam hoje, quais são as experiências que vivemos e que estão enraizadas em outros lugares do tempo e do espaço? Essas questões vão se levantando espontânea e gradativamente. E, claro, a senda não termina aí… Depois que examinamos uma linha temporal, existem outras. Existem mais e mais dimensões. E existe trabalho a ser feito após a revisão. É preciso construir, então, o legado que desejamos ver no mundo. Todo esse processo pode ser sintetizado num termo muito simples: autorresponsabilização. Fazer-me encarregado de realizar o que eu acredito ser ideal. Esse é o grau mais elevado de autonomia que podemos atingir. Entretanto, voltemos um pouco! Nesse episódio vamos falar da Noite Escura da Alma e dos ordalios da iniciação! — Envie seu relato!

Meio Ambiente
Como o colapso da biodiversidade leva à perda de 20% do PIB mundial, segundo cientista francês

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 6:08


Desde os anos 1990, fatores como a atividade humana, a poluição e as mudanças do clima amputaram o planeta de 40% dos seus estoques naturais. No começo do ano, um relatório do IPBES, a plataforma intergovernamental da ONU para a biodiversidade, alertou sobre os riscos desse declínio de seres vivos para a economia mundial e a estabilidade financeira.  O desaparecimento progressivo de plantas, animais, insetos, moluscos e micróbios gera um efeito dominó na agricultura e nas cadeias de valor que, para muitos países, representam a maior parte do PIB. Ao mesmo tempo, essa erosão em curso eleva os custos de produção – em outras palavras, riqueza que deixa de ser gerada, à altura de US$ 2,7 trilhões por ano até 2030, avaliou o Banco Mundial em 2021. Novos estudos apontam que os dois efeitos combinados já teriam resultado em um prejuízo de 20% do PIB mundial, adverte o biólogo Marc-André Selosse, professor e pesquisador do Museu de História Natural de Paris. Autor de diversas obras, ele acaba de publicar De la biodiversité comme un humanisme ("A biodiversidade como humanismo", em tradução livre), no qual detalha o alto custo da degradação da natureza e defende que preservar a natureza significa proteger o ser humano. “Na produção de groselha na Borgonha, por exemplo, a polinização é crucial. Só que as populações de insetos nessas áreas caíram 98% nos últimos 40 anos, então os produtores criam pequenas abelhas solitárias altamente eficazes, nos arbustos da groselha. Desta forma, eles conseguem impulsionar a produção, dobrando ou até quadruplicando, mas precisam manter essas colônias de abelhas, que custam caro”, cita o professor francês. “O que quero dizer é que, às vezes, conseguimos aplicar 'soluções rápidas', mas estamos começando a sobrecarregar o sistema com encargos secundários, simplesmente porque não podemos mais contar com as funções que a biodiversidade naturalmente proporcionaria.” Dependência da natureza que os homens destroem Selosse evoca um recente relatório das agências de segurança interna e externa britânicas, no qual o MI5 e o MI6 constatam que os danos aos ecossistemas considerados essenciais para o equilíbrio do planeta – da Amazônia às florestas boreais, dos manguezais aos recifes de corais – são uma ameaça direta à segurança alimentar no Reino Unido, que importa 40% do que consome. Alimentos, água, fertilidade dos solos, qualidade do ar são serviços ambientais proporcionados pela natureza, mas que a interferência humana está colocando em risco. Em abril, um estudo realizado pela seguradora Swiss Re apontou que 55% do PIB mundial depende de uma biodiversidade “saudável”. “Existem espécies de grupos de seres vivos que são bem catalogados, como plantas ou animais, nos quais vemos a diversidade despencar. Já perdemos 5% das espécies de vertebrados, 7% das espécies de moluscos. Estamos vendo o processo acontecer”, afirma, em entrevista ao programa C'est pas du Vent, da RFI. “Perdemos um pouco menos de plantas, mas estima-se que desde que o homem apareceu na Terra, a velocidade de extinção dos animais aumentou em pelo menos 5 mil vezes. A de plantas, 500 vezes. Estes são dados que temos.” Perda de diversidade genética ameaça a sobrevivência Selosse chama a atenção para alguns casos: 80% dos insetos desapareceram em 30 anos, o número de pássaros na Europa caiu 30% em 15 anos e o de morcegos, em igual proporção, em ainda menos tempo, apenas uma década. O pesquisador salienta os riscos dessa perda de populações para a sobrevivência dos seres vivos. O desaparecimento de indivíduos leva à redução progressiva da diversidade genética de cada espécie, que hoje já é de pelo menos 10%. “Isso é preocupante porque é nesta diversidade genética que se encontram os indivíduos que possivelmente estarão adaptados às condições de amanhã: quando um novo agrotóxico começar a ser usado, quando o clima estiver um grau mais quente ou quando a concentração de microplásticos subir, quem vai conseguir sobreviver?”, salienta. “É a adaptabilidade das espécies que está em jogo. A perda de diversidade genética representa um enfraquecimento das espécies. Ela anuncia a ampliação do mecanismo de extinção, que por enquanto ainda é limitado a entre 5 e 10%”, indica o cientista. A entrevista completa de Marc-André Selosse à RFI pode ser ouvida aqui, em francês. 

Dia a dia com a Palavra
Você é do tipo que vive reclamando?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 1:18


Reclamação é algo que contamina o coração de quem fala e de quem está do lado.Já esteve ao lado de alguém que está reclamando de tudo? Existem duas possibilidades: ou você se une a essa pessoa reclamando de tudo também ou você começa ficar irritado com essa postura. Reclamar é algo chato!Reclamar não muda nada, porque reclamar é murmúrio, é lamento, é chorar pitangas. Quem reclama só fala, não toma a atitude certa.Veja o que diz o Salmo 84 no verso 6: "Quando passa pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva."O salmista fala de um vale árido. Um lugar desértico, sem vida, sem perspectiva. Esse sim é um lugar ideal para nossas lamúrias e reclamações. Mas veja que interessante. Na palavra do salmista, o vale árido se transforma em um manancial, num lugar onde há vida, porque a água brota para todos os lados.Mas o que fez esse lugar árido se transformar num manancial foi apenas a presença de alguém que teme a Deus.Se você reclama, pare agora. O povo de Deus foi castigo por sua reclamação. Busque o Senhor e faça a sua parte. A transformação virá, é assim que a Palavra garante!

Dia a dia com a Palavra
Você se sente uma pessoa forte?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 1:19


Existem muitas formas de nos tornarmos mais fortes. Os exercícios físicos fortalecem o nosso corpo. As dificuldades podem fortalecer nossas emoções. Mas só o Senhor pode fortalecer a nossa alma.Veja o que diz o Salmo 84 no verso 5: "Bem-aventurado é aquele cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados!"Leio este verso e lembro de Jó. Ele foi homem íntegro e temente a Deus. Num só dia ele perdeu todos os seus bens, seus dez filhos e sua saúde. Como alguém pode suportar tamanha dor?Por mais resistente que alguém seja, somos incapazes de suportar tudo. Para alguns a fraqueza é a enfermidade. Pars outros, o luto.Só Deus pode suprir as forças que precisamos, é sobre isso que o salmista está falando. Só Ele sabe a hora certa e o jeito certo de fazer isso.Jó não era uma espécie de super homem. Ele era só um homem, mas um homem que confiava em Deus. Um homem que recebia de Deus toda a sua força. E só por isso ele conseguiu superar todas as dificuldades.Você pode se sentir fraco, e não há problema nisso. Toda a força que precisamos vem direto de Deus e não de nossas mãos.

Saúde
Psiquiatra francesa explica por que é tão difícil largar o cigarro

Saúde

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 6:44


O tabaco é responsável por mais de 8 milhões de mortes por ano no planeta, e 1,3 milhão delas envolve fumantes passivos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados em 2023. No Brasil, o tabagismo causa cerca de 160 mil mortes anualmente, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Existem mais de 5 mil substâncias na fumaça do cigarro, e cerca de 50 delas são cancerígenas. Como a nicotina gera dependência, abandonar o cigarro é um verdadeiro desafio individual e de saúde pública. A substância chega ao cérebro em poucos segundos, e sua ausência provoca irritação e ansiedade, e é por isso que é difícil controlar a vontade de continuar fumando. Como buscar ajuda? Colocar a decisão em prática requer disciplina e determinação, e é comum que várias tentativas ocorram antes da interrupção definitiva do consumo, lembra a psiquiatra francesa Mathilde Sennhauser, do Hospital Sainte-Anne, especialista em dependência química. “Cada pessoa terá sua própria motivação. Para algumas delas, será a saúde. Para outras, serão os filhos, as finanças, a pele, os dedos e os dentes que ficam amarelos. As motivações podem ser variadas”, diz a psiquiatra francesa. O processo de desintoxicação é lento e parecido com o de outras drogas, já que a nicotina “ativa os mesmos circuitos cerebrais”, lembra a psiquiatra francesa. “A nicotina faz parte das substâncias mais viciantes, ou seja, daquelas que favorecem o surgimento de uma dependência”, alerta Mathilde Sennhauser. A francesa Marie, de 47 anos, demorou anos para conseguir se livrar definitivamente do cigarro. Ela tentou hipnose e outras técnicas, mas só conseguiu colocar um fim ao vício após buscar acompanhamento psicológico. As sessões ajudaram Marie a entender como ela se relacionava com o cigarro e por que era tão difícil parar. A gestão das emoções relacionadas ao ato de fumar, conta, ajudou-a a atingir seu objetivo. “Na verdade, eu estava realmente farta de fumar, de procurar meus cigarros por toda parte, de ser dependente, de ter que correr para comprar porque não tinha mais nenhum maço”, explica. “Decidi buscar acompanhamento porque sabia que já tinha acumulado vários fracassos nas minhas tentativas de parar de fumar”. A psiquiatra lembra que a síndrome de abstinência, como ocorre com qualquer droga, é um momento decisivo. “Há a abstinência física, que ocorre logo depois de parar de fumar. Podemos ficar mais tensos, mais irritados, até meio tristes. Em seguida, temos as medidas que vão ajudar a não voltar a fumar a longo prazo”. Cigarro eletrônico não deve ser utilizado O cigarro eletrônico, que surgiu como uma alternativa para fumantes que querem abandonar o vício, gera novos riscos, alerta a psiquiatra. E, no caso dos adolescentes, pode ser uma porta de entrada para o cigarro. “A ideia é transformar o cigarro eletrônico em um objeto da moda, com embalagens coloridas e múltiplos sabores. Isso é problemático porque, como contém nicotina, desencadeia essa dependência. Mesmo sem nicotina, estabelece-se um hábito, essa dependência comportamental de ter sempre o gesto de fumar alguma coisa. Isso pode realmente favorecer o surgimento do tabagismo mais tarde”. A psiquiatra francesa lembra algumas dicas que podem ajudar no processo: evitar ambientes onde outras pessoas fumam e outras situações propícias ao consumo, ter em mente o custo do vício, beber bastante água e praticar exercícios físicos são algumas das medidas que podem ajudar a abandonar definitivamente o cigarro.

Expresso - Expresso da Manhã
Tiago Forjaz: “Todos os tempos existem no momento actual, há países no século XII e países no século XXII”

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 17:18


A Inteligência Artificial (IA) está a transformar o mercado de trabalho. Já não se fala apenas de ferramentas de apoio, fala-se de sistemas autónomos capazes de executar tarefas; não se limitam a responder a comandos, podem planear, aprender e agir com algum grau de autonomia. E isso levantou uma questão central: até que ponto vão substituir funções humanas? À procura de respostas, conversamos com Tiago Forjaz, empreendedor e consultor na área de gestão de talento, liderança e futuro do trabalho. Responsável por iniciativas que ligam empresas, talento e inovação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Kamui | Podcast de Animes
O fim de Dr.Stone: Solucionaram problemas que não existem? | KP#292

Kamui | Podcast de Animes

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 55:03


Torne-se um Apoiador do Milênio e receba os benefícios dessa nossa nova comunidade do Kamui no link abaixo:https://apoia.se/kamui

Artes
Christiane Jatahy e Wagner Moura levam “a verdade” ao “tribunal popular” de Avignon

Artes

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 12:27


Até onde estamos dispostos a ir para defender a verdade e como é que o fascismo utiliza os princípios democráticos para a destruir são questões que sobressaem das entrelinhas de “Um julgamento - Depois do inimigo do povo”, uma criação da encenadora Christiane Jatahy e do actor Wagner Moura que é apresentada, a partir deste sábado e até dia 22 de Julho, no Festival de Avignon. Os dois artistas imaginaram uma continuação para a peça “Um Inimigo do Povo” (1882), de Henrik Ibsen, à luz dos dias de hoje, das "fake news", da erosão democrática, do capitalismo desenfreado e dos julgamentos sumários nas redes sociais. “A verdade acabou” é a primeira frase que se ouve da boca de Wagner Moura, o homem do cinema que reitera que quer “estar aqui”, no teatro, depois de 16 anos longe dos palcos. O espectáculo “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo” é apresentado no Festival d'Avignon de 11 a 22 de Julho e questiona até onde estamos dispostos a ir para defender a verdade e a justiça. A criação da encenadora e dramaturga Christiane Jatahy e do actor Wagner Moura inspira-se na obra de Henrik Ibsen, de 1882, mas não é uma adaptação. O texto, de Christiane Jatahy, Wagner Moura e Lucas Paraizo, é a continuação da história de Thomas Stockman, “uma segunda chance” que lhe é dada para falar e tentar provar que não é o “Inimigo do Povo”. Quem decide é um “tribunal popular” composto por 11 espectadores sorteados que sobem a palco. E há dois finais para a peça. Recuemos à história do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen que é o mote para esta história: o médico Thomas Stockman denuncia a poluição de uma estância balnear para proteger a população, mas o seu irmão, Peter Stockman, silencia a denúncia porque diz que a população depende dessa fonte de rendimento para sobreviver. “A economia não pode estar na frente da vida das pessoas” versus “a vida das pessoas depende da economia”, ouvimos de ambas as partes. Esta é também a história de uma família destruída por dissensões políticas e morais. O Thomas Stockman de 2026 é interpretado magistralmente por Wagner Moura que quer mostrar que não é “um inimigo público”. E tudo começa com a frase: “A verdade acabou. Isso é o que mais me assusta. Acabou. Não existem mais factos. Só versões. E quando a verdade perde o valor, então toda essa sala, e tudo o que ela representa, se torna uma encenação”. Em palco, tudo se dilui: teatro, cinema, documentário, encenação, improvisação, verdade, manipulação. No julgamento, questiona-se, por exemplo, o que é a verdade na era das fake news e das “diferentes versões” e a própria dramaturgia vai diluindo as fronteiras entre realidade e ficção, entre actor e personagem, entre actuação e performance, com momentos em que não sabemos se os actores improvisam ou se tudo não passa de encenação. A peça é uma coprodução entre o Festival d'Avignon, o Centro Cultural de Belém (Portugal), o Holland Festival (Países Baixos), o Edinburgh International Festival (Reino Unido) e o centro de artes DeSingel (Bélgica). E foi em Avignon que conversámos com Christiane Jatahy a propósito deste trabalho que é a terceira peça que ela aqui apresenta, depois de “O agora que demora”, em 2019, e “A Hora do Lobo”, em 2021. “Todas as pessoas que tentaram transformar realidades, seja de forma revolucionária, seja porque elas se posicionaram de maneira frontal contra um sistema, elas pagaram um preço por isso. A gente admira essas pessoas porque a gente acha que essas pessoas cumpriram a sua função ética. Então, por que é que quando é sobre nós, a gente tem dúvidas? Se todos nós tivermos esse mesmo princípio, todas as possibilidades de cancelamento, todas as possibilidades de perdas diminuem porque colectivamente a gente transforma o mundo. A ideia é o seguinte: vamos deixar de ser indivíduos separados que defendem ideias, enquanto outros se escondem atrás das suas ideias. Se todos nós formos à frente defender as nossas ideias, talvez a gente possa transformar o mundo”, resume a encenadora na entrevista à RFI. RFI: Como é que surgiu a ideia de partir deste texto com Wagner Moura? Christiane Jatahy, Encenadora: “Eu e o Wagner há muito tempo que a gente desejava trabalhar juntos. Ele assistiu a um espectáculo que eu fiz em Los Angeles e ele falou, a partir dali, que ele realmente queria voltar ao teatro através do nosso encontro. A gente então começou a ler muitas coisas, a ver muitos filmes. Ele tem muita paixão por esse texto do Ibsen, mas eu disse-lhe que eu não gostaria de montar o texto como o texto é porque eu achava que a gente precisava revisitar esse texto de uma maneira mais extrema, de realmente recriá-lo. E aí eu propus a ideia do tribunal. A encenação é minha, Wagner actua e a gente trabalhou juntos no texto. Eu propus essa ideia, ele aceitou na hora e, a partir desse momento, eu comecei a pensar na estrutura dramatúrgica, a gente dialogou muito sobre isso e assinámos o texto juntos com Lucas Paraizo também que é um roteirista. Essas questões que você apresentou na introdução da sua pergunta eram sempre questões que permeavam dois pontos que permeavam muito o nosso querer para fazer esse espectáculo. Primeiro é isso: ‘A verdade acabou'. Como é que a gente sobrevive num mundo em que tudo são versões? Como é que a gente consegue, de facto, manter um diálogo quando a minha verdade não é a sua? E não é que a gente esteja debatendo uma ideia, a gente, na verdade, está completamente em contradição, como se se estivesse vivendo em dois mundos diferentes. Isso é uma questão que eu acho que é muito urgente ser discutida porque isso significa que acabou o diálogo e a gente não pode sobreviver democraticamente se não tem mais diálogo. E aí eu vou directamente à sua segunda questão. É nessa maneira e através dessa fissura que o fascismo se aproveita porque o que o fascismo faz é criar uma verdade única, o que o fascismo faz é criar um inimigo único, o que o fascismo faz é inventar uma história do passado que não representa a realidade e fazer as pessoas se movimentarem através da raiva e não de uma ideia de colectividade e cooperação, utilizando todas as ferramentas da democracia e, na verdade, atingindo e atirando em tudo que é provocador do pensamento - a cultura, a os estudos, a universidade... Então, todas essas coisas estão subliminarmente dentro da peça, mas elas são os motores que nos moveram a criar esse espectáculo.” O teatro é transformado em tribunal popular e quebra os limites da quarta parede com o papel do público. Estamos habituados, no seu trabalho, a que o público participe, mas aqui ainda vai mais longe: o público absolve ou condena. Por que é que decidiu dar este papel ao público? “Porque quando eu pensei que não teria sentido montar a peça como ela é - para mim porque para outras pessoas pode ter - eu não queria trazer uma resposta sobre se ele é ou não é um inimigo do povo e se ele é ou não é um herói. Interessava-me, na verdade, levar essa questão para o público e ter essa resposta. Foi daí que veio a ideia do tribunal e a ideia de que o público, a cada noite, através da percepção do que ele está vendo, de diferentes pontos de vista e, portanto, a abertura ao diálogo com o público e de algumas questões que eles possam colocar, que a gente chegasse num veredicto que sempre nos surpreende e é muito interessante em cada lugar.” Há dois finais? “Há dois finais. Um final que é um monólogo caso ele seja considerado inimigo do povo e um final que é um outro monólogo, caso ele não seja considerado, como aconteceu na noite de ontem [ensaio geral de 10 de Julho].” Há uma tela para depoimentos audiovisuais, há gravações de telemóvel, há câmaras presenciais, há palco e bastidores ao mesmo tempo e há bastidores que entram no palco. Mais uma vez, a Christiane elimina as fronteiras entre teatro e cinema, nomeadamente com um actor de cinema que volta ao teatro. Também apaga os limites entre documentário e ficção, entre encenação e improvisação. Qual é o significado de todas estas camadas, estas transposições? “Essas são camadas que eu realmente exploro. Eu sempre digo que tem fronteiras que me interessa trabalhar, não para fixá-las, mas para expandi-las e são exactamente essas que você descreveu. Primeiro, respondendo a essa questão, o Wagner traz o cinema. Então, quando ele diz que ele joga com a questão do cinema e do teatro, do final perfeito para um filme, a gente está, de facto, através da presença dele, ressignificando a questão do cinema no teatro. Eu acho que isso é importante dizer, sem projecção, sem nada, só com discurso e a sua própria presença. E como a cada espectáculo me interessa que o cinema entre de uma forma muito dramatúrgica, completamente conectado ao que a gente está contando e não como uma exposição da projecção do que nós estamos contando, no sentido da amplificação da imagem, o cinema, nesse caso, entra como prova, entra como caminho para os testemunhos que não estão ali se poderem expressar. Como tantos tribunais online que a gente tem hoje em dia, inclusive o tribunal da próprias redes sociais que se dá através de recortes de imagens, de edições, de coisas, de manipulação das imagens. Então, e para finalizar a resposta, para mim o teatro entra na ficção, ele dá espaço para a ficção quando a gente mostra que a gente está no teatro, que o espaço é o teatro, que os bastidores estão presentes, mas que o que está acontecendo ali transforma em algo que é real. Então, nesse jogo entre ficção e realidade, para mim é muito importante que todos os dispositivos do teatro estejam muito evidentes.” E a própria improvisação também permite a entrada, se calhar, do real no próprio palco. “Completamente.” A peça questiona até onde estamos dispostos a ir para defender os nossos ideais e a verdade, mas também mostra, como disse, que o fascismo utiliza os princípios democráticos para nos manipular. A peça deixa inclusive instalar-se a dúvida sobre se vale a pena comprometermos tudo, a família, a comunidade, em nome da verdade. Como é que conseguem fazer isto e até que ponto não é perigoso mostrar que a verdade pode ser só performativa? “Primeiro eu acho que o imperativo moral tem que ser maior do que o medo do que pode acontecer em relação à economia. Eu acho que isso é uma coisa que está na peça e que a gente tem que falar como sociedade. A gente precisa defender o imperativo moral, a gente precisa proteger a sociedade, mas a gente não pode se deixar dobrar pelo mercado. E isso é uma discussão sobre o capitalismo que a gente não tem como não pensar quando está tudo realmente interligado e é evidente. Eu acho que – e eu acho bonito como o Wagner toma isso para ele - quando você defende uma ideia, você vai pagar um preço por ela. A gente sabe. Todas as pessoas que tentaram transformar realidades, seja de forma revolucionária, ou seja porque elas se posicionaram de maneira frontal contra um sistema, elas pagaram um preço por isso. A gente admira essas pessoas porque a gente acha que essas pessoas cumpriram, na verdade, a sua função ética. Então, por que é que quando é sobre nós, a gente tem dúvidas? Se todos nós tivermos esse mesmo princípio, todas as possibilidades de cancelamento, todas as possibilidades de perdas diminuem porque colectivamente a gente transforma o mundo. Então, eu acho que é o contrário. A ideia é o seguinte: vamos deixar de ser indivíduos separados que defendem ideias, enquanto outros se escondem atrás das suas ideias. Se todos nós formos à frente defender as nossas ideias, talvez a gente possa transformar o mundo.” O problema de transformar o mundo é que a maioria é quem ganha e Wagner Moura, Thomas Stockmann, diz na peça que “é preciso proteger a minoria da maioria” e que “a maioria nunca tem razão”. O que é que faz de Thomas Stockmann, esta peça e a forma como vocês a reinventaram algo absolutamente contemporâneo? “Bom, antes eu vou responder sobre a questão da maioria e da minoria porque eu acho que é interessante pensar que a gente nomeia a minoria como se a minoria fosse menos e a minoria, na verdade, sempre é mais. Existem muito mais pessoas que são consideradas minorias do que realmente a maioria. A maioria, na verdade, é quem tem o poder. Aí a gente vai falar – e falamos disso na peça - quantas democracias têm eleito pessoas que não representam as minorias que algumas vezes as estão elegendo? Isso faz parte da manipulação que a gente estava falando antes. Então, acho que essa colectividade de mudança tem a ver com tentar denunciar essa manipulação, conseguir fazer com que as pessoas percebam que estão sendo manipuladas e que não vão ganhar com isso. Mas isso é uma discussão que eu não tenho resposta, mas é para a gente pensar.” Além dessa parte da manipulação, que é absolutamente contemporânea na forma como os políticos ganham as eleições, que outras questões tornam esta personagem muito contemporânea? Por exemplo, em França, militantes ecologistas chegaram a ser chamados de ‘ecoterroristas”… “Eu acho que, na verdade, a gente coloca em pauta essa discussão sobre onde é que determinadas posições ultrapassam o limite democrático e questionam o valor democrático. Acho que a gente já viu democracias causando barbáries, mas, por enquanto, a única solução que a gente tem é a democracia. Ao mesmo tempo, é óbvio que quando a gente coloca na boca de Thomas Stockmann, o personagem ético da história, frases como essa - e eu acho que é importante dizer que em toda a peça são as únicas frases que pertencem ao Ibsen quando a gente ouve no gravador - eu acho que a gente está falando, na verdade, sobre uma coisa que também está na peça que é heróis perfeitos não existem.” Há outra frase que fica. No final, Wagner Moura diz: “Todas as vezes que penso nos meus filhos, lembro-me que o ser humano pode ser terrível, mas também pode ser extraordinário”. Quer-me falar por que é que colocou esta nota no final? “Primeiro, eu acho que é importante dizer que a gente fala muito de política em toda esta entrevista, mas essa peça fala de família. Essa peça fala sobre os afectos profundos familiares, como é que a questão política externa está dentro das famílias, como é que isso é inseparável, indissociável e a gente viveu muito isso no Brasil, de como é que as questões políticas podem realmente destruir e criar guerras familiares. O que acontece nesta peça é isso. Essa é uma das últimas frases que o Wagner Moura fala que eu acho realmente muito comovente e é sobre uma utopia e uma distopia na mesma frase. É um pouco tudo isso que a gente conversou aqui. De facto, a gente pode ser terrível, mas se a gente lembrar que a gente também pode ser extraordinário, talvez a gente possa voltar a essa ideia não só de mudar o mundo, mas de tentar deixar o mundo - como também é dito na peça - para os nossos filhos, para os nossos netos e, com sorte, para os nossos bisnetos.”

Partiu morar fora - Vagas pelo Mundo
Como atuar como médico na Itália: tudo que você precisa saber - Episódio - 498

Partiu morar fora - Vagas pelo Mundo

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 58:30


Existem muitas oportunidades para quem deseja atuar como médico na Itália. Porém, é necessário percorrer um caminho burocrático que exige a atenção de um profissional especializado. Vamos receber a Drª Tamires Albieri, da Albieri Advocacia, que atua nesta área e vai nos contar tudo sobre o percurso para validar o diploma médico na Itália. Não perca!#Itália #medicina #medicinanaitaliaEntrevistada: Drª Tamires AlbieriSite: https://albieriadvocacia.com.br/Instagram: https://www.instagram.com/albieriadvocacia/Contato: +55 19 97169-4997

Pr Klaus Piragine
Os alienígenas existem? | Caminhos e descaminhos da fé - #5

Pr Klaus Piragine

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 70:33


Podcast Caminhos e descaminhos da fé com Davi Lago, @LuizSayãoOficial e Klaus Piragine. Será que estamos realmente sozinhos no universo? Nesse vídeo refletimos sobre possibilidade da existência de alienígenas e, de forma inédita, analisar como a teologia enxerga a vida extraterrestre. Afinal, se esses seres existem, eles seriam criaturas físicas de outros planetas ou o que as escrituras chamam de seres celestiais?Deixe nos comentários a sua opiniãoInscreva-se no canal, ative o sininho.

ZONA ZERO
T2-Ep09 | Portugal debaixo de 40°C e mais de mil mortes na Europa: os planos para nos proteger existem mesmo?

ZONA ZERO

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 30:20


Portugal está, neste preciso momento, a atravessar mais um evento de calor extremo, com o IPMA a decretar aviso vermelho em vários distritos e temperaturas a ultrapassar os 40°C em largas zonas do território. E este não é um caso isolado: desde o início de 2026 já foram contabilizadas seis ondas de calor em Portugal continental — algumas fora da época balnear, em fevereiro, março, abril e maio.E Portugal não está sozinho. Esta é, na verdade, uma vaga de calor à escala europeia: segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, este fenómeno já provocou mais de 1.300 mortes na Europa desde 21 de junho. É um número que, por si só, devia bastar para tirarmos as ondas de calor da gaveta dos "incómodos de verão" e as tratarmos como aquilo que são: uma emergência de saúde pública recorrente.Para falar sobre porque é que isto está a acontecer, o que sabemos sobre a ligação às alterações climáticas, os impactos na nossa saúde e — sobretudo — o que está e o que não está a ser feito ao nível das políticas públicas, temos como convidado Francisco Ferreira, presidente da ZERO. 

SBS Portuguese - SBS em Português
Will new gun laws make Australians safer? - SBS Examines: Será que as novas leis sobre armas vão tornar a Austrália mais segura?

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 8:56


There are over 4 million privately-owned guns legally registered in Australia — more than ever before. How they're regulated has again come under scrutiny following the Bondi terror attack. - Existem mais de 4 milhões de armas de fogo de propriedade privada legalmente registradas na Austrália — o maior número da história. A forma como elas são reguladas voltou a ser questionada após o ataque terrorista de Bondi.Existem mais de 4 milhões de armas de fogo de propriedade privada legalmente registradas na Austrália — o maior número da história. A forma como elas são reguladas voltou a ser questionada após o ataque terrorista de Bondi.

Saúde
Estudos sugerem que as canetas emagrecedoras poderiam ajudar no tratamento de alguns tipos de câncer

Saúde

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 6:06


Pesquisas recentes indicam que os agonistas de GLP-1, usados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, poderiam desacelerar a metástase em alguns tipos de câncer, como pulmão, mama, colorretal e fígado. Os resultados foram apresentados neste ano na ASCO 2026, o maior congresso de oncologia do mundo, que ocorre todos os anos no fim de maio, em Chicago, nos EUA. Taíssa Stivanin, da RFI em Paris As pesquisas sobre o efeito do uso de canetas emagrecedoras no câncer começaram há cerca de cinco anos, e mais dados são necessários para confirmar o benefício. Mas os análogos de GLP-1 são uma pista inovadora na busca de novos tratamentos contra a doença. Segundo o oncologista clínico brasileiro Paulo Henrique Costa, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, que também atua nos hospitais da Rede Mater Dei, os estudos são retrospectivos, o que significa que são menos representativos em termos estatísticos. “Não é um ensaio clínico randomizado. Nesse tipo de estudo, você divide os participantes em grupos: um recebe o tratamento, e outro, não, o que permite obter uma evidência muito mais sólida, quase irrefutável”. Ele reitera a necessidade de outras pesquisas para confirmar a ação das moléculas em certos cânceres. Essa precaução, diz, é ainda mais necessária diante da existência de um mercado paralelo de canetas emagrecedoras, obtidas sem receita ou recomendação médica. Segundo o oncologista, controlar os fatores de risco ainda é a melhor maneira de prevenir o câncer e outras doenças. Isso inclui ter uma dieta adequada e o controle da obesidade, “sem sair usando esse medicamento de forma indiscriminada”, insiste o especialista, que participou do congresso. “À medida que se reduz a obesidade, que é um fator de risco para o câncer, há benefício na redução da incidência da doença e em seu controle”, explica o especialista. O uso das canetas emagrecedoras, diz, tornou esse benefício “ainda mais evidente”. A taxa de incidência de câncer também parece ser menor nos pacientes que utilizam a medicação. “No caso de pacientes que já têm câncer e fazem o uso, o desfecho oncológico parece melhor: a doença progride menos e há menor risco de aparecimento de metástases. Isso leva a pensar que, ao controlar o fator de risco obesidade, que é central, há avanço no controle oncológico. A doença progride menos e há menos metástases.” O estudo apresentado no evento analisou dados de mais de 12 mil pacientes de várias regiões do mundo. Eles tinham diferentes tipos de câncer, que iam de estágios iniciais a intermediários. A pesquisa comparou pacientes tratados com análogos de GLP-1 (liraglutida, pramlintida, dulaglutida, tirzepatida, lixisenatida ou semaglutida) a outros que receberam outros tipos de medicação antidiabética, como os inibidores de DPP-4. Os resultados mostraram redução significativa na progressão de metástases, especialmente em quatro tipos de câncer: pulmão de não pequenas células, mama, colorretal e fígado. Em outros tumores, como próstata, pâncreas e rim, houve tendência de benefício, mas sem significância estatística. Efeitos diretos Os estudos preliminares apresentados durante o congresso da ASCO também indicam que, além de controlar a glicose e o peso, os agonistas de GLP-1 também podem ajudar a modular o sistema imunológico e a inflamação, além de melhorar a taxa de sobrevida global. “Existem novas evidências de que pode haver um efeito direto", diz o oncologista. "Nas células tumorais existem vários receptores e proteínas na membrana celular, e parece que essas classes de drogas também exercem alguma ação direta sobre elas. Esse efeito ainda está sendo estudado. Vale lembrar que não é uma evidência definitiva, ela ainda é indireta, mas também pode contribuir para esse controle”. O câncer se desenvolve em um contexto inflamatório, que levam a erros de replicação das células. A ação dos análogos de GLP-1 poderia contribuir para reduzir esse risco. “O paciente com câncer, ou com maior risco para a doença, desenvolve o tumor em um ambiente de inflamação. Essas moléculas também parecem atuar na redução desse grau de inflamação proprício ao câncer”, reitera. O especialista lembra que a ASCO é uma oportunidade para acompanhar a evolução dos tratamentos e grandes descobertas. Mais de sete mil estudos foram apresentados nesta edição, com destaque para o daraxonrasib, o primeiro medicamento a agir de forma efetiva contra o câncer do Pâncreas, um dos mais letais. O remédio bloqueia a proteína KRAS, que atua na proliferação das células cancerígenas. “A oncologia é construída assim: ela vai somando conhecimento ao longo do tempo. Com certeza, tudo o que chega para a gente com dados tão importantes como esses amplia o nosso entendimento da doença e contribui para o controle de uma condição que ainda é tão desafiadora para o mundo”, diz.

Podcast da #RotinaDeSucesso
Quinta: Heróis da fé | Pr. José Victor

Podcast da #RotinaDeSucesso

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 67:04


Existem dois tipos de pessoas.As que seguem o fluxo deste mundo e as que decidem viver pela fé, mesmo quando isso custa tudo.Os heróis da fé nunca foram perfeitos. Eles apenas escolheram confiar em Deus acima das circunstâncias.Essa mensagem vai confrontar você e despertar a coragem para viver o propósito que Deus preparou para a sua vida.

Presente Diário
Faz chover

Presente Diário

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 3:36


Devocional do dia 01/07/2026 com o tema: Faz chover Existem situações na vida em que a única conclusão a que chegamos é: Se não for por Deus, não tem jeito ou só Deus na causa. Lembro-me de ter ouvido essas frases de alguns médicos, em relação ao estado de saúde de seus pacientes. Em nossa leitura de hoje, há uma situação inusitada sobre o que Deus pode fazer com pequenas coisas. LEITURA BÍBLICA: 1 Reis 18.41-45 Na sétima vez, o servo disse: Uma nuvem tão pequena quanto a mão de um homem está se levantando do mar. Então, Elias disse: Vá dizer a Acabe: Prepare o seu carro e desça antes que a chuva o impeça (1Rs 18.44).See omnystudio.com/listener for privacy information.

Guilherme Gimenez
Devocional da Manhã do dia 30/06/2026 | PERMANEÇA FIRME

Guilherme Gimenez

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 4:33


Devocional da Manhã do dia 30/06/2026 |PERMANEÇA FIRME2 Timóteo4:7 (NVT):“Lutei o bom combate, terminei a corrida, permaneci fiel.”A vidacristã não é apenas sobre começar bem. É sobre permanecer.Muitaspessoas começam cheias de entusiasmo, motivação e planos. Mas ao longo docaminho surgem dificuldades, frustrações, cansaço emocional e períodos em quecontinuar parece muito mais difícil do que imaginavam.Paulo olhapara sua trajetória e usa três expressões fortes: lutei, terminei e permanecifiel.Isso mostraque a caminhada espiritual envolve perseverança.Existembatalhas que cansam emocionalmente. Existem fases em que a vontade de desistiraparece silenciosamente. Existem momentos em que continuar exige mais força doque começar.Mas Deushonra aqueles que permanecem firmes.Aperseverança espiritual não significa perfeição. Significa continuar caminhandomesmo depois de dias difíceis. Significa levantar novamente após períodos defraqueza. Significa continuar confiando mesmo quando as emoções oscilam.Talvez hojevocê esteja cansado. Talvez algumas áreas da sua vida tenham consumido maisenergia emocional do que você gostaria de admitir.Mas nãosubestime o valor de continuar.Muitas dasmaiores vitórias espirituais acontecem silenciosamente, quando alguém decidepermanecer fiel mesmo sem aplausos, sem reconhecimento e sem respostasimediatas.O mundovaloriza velocidade. Deus também valoriza constância.Permanecerfirme não significa nunca sentir medo, tristeza ou desânimo. Significa nãoabandonar a caminhada por causa deles.Talvez hojetudo o que você consiga fazer seja continuar mais um dia. E isso já é muitoimportante.Continuecaminhando. Continue confiando. Continue permanecendo.Porque Deusainda não terminou a obra que começou na sua vida. 

Convidado
Venezuela: “Enquanto continuarem as buscas, acreditamos que é possível encontrar pessoas com vida”

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 9:18


Uma semana depois do duplo sismo que abalou a Venezuela, socorristas de todo o mundo tentam ajudar o país a enfrentar a emergência provocada pelos terramotos. Oficialmente, mais de 1.700 pessoas morreram, mais de 5.000 ficaram feridas e cerca de 50 mil continuam desaparecidas. A NASA estima que cerca de 58.870 edifícios tenham sido danificados ou destruídos em toda a zona afectada, com base em imagens de satélite. No estado de La Guaira, no norte do país e o mais duramente atingido pela catástrofe, “a escassez de alimentos é generalizada, os serviços básicos colapsaram e as comunicações encontram-se, em grande parte, interrompidas. As tensões entre as comunidades estão a aumentar, enquanto o acesso à ajuda continua limitado”, alertou esta terça-feira, 30 de Junho, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). "Quase todo o estado de La Guaira ficou destruído. Há centenas de edifícios, casas, negócios e espaços públicos afectados. É uma verdadeira tragédia", afirmou Marcos Ramos Jardim, jornalista luso-venezuelano. A dimensão da destruição levou à mobilização de dezenas de países. Segundo as Nações Unidas, 27 países já enviaram mais de 40 equipas de socorro para o terreno, num total superior a dois mil operacionais e mais de 160 cães de busca e salvamento. Portugal enviou uma missão humanitária composta por elementos dos bombeiros, Protecção Civil e GNR, que se encontram a colaborar nas operações de resgate e assistência às populações afectadas. A tragédia atingiu particularmente a numerosa comunidade portuguesa residente em La Guaira, onde vivem milhares de emigrantes e luso-descendentes. Carlos Pestana, dirigente associativo luso-venezuelano, descreve um cenário dramático: "Em La Guaira viviam muitos portugueses. Há famílias inteiras que perderam as suas casas, os seus negócios e, em alguns casos, familiares próximos. A maioria ficou sem habitação. É uma catástrofe". Um dos espaços afectados é o Centro Luso Venezuelano de La Guaira. Freddy Quintal relatou danos estruturais significativos e várias vítimas mortais entre os sócios: "O clube sofreu bastantes danos na estrutura do salão, muitas fendas. Na parte de cima, tínhamos as duas salas onde eram leccionados os cursos de português, isso tudo desabou, as televisões, as carteiras, o videoprojector... tudo isso caiu. Mais de 20 sócios morreram. Estou à procura do meu sobrinho, cuja mãe também morreu. Não o encontramos em lado nenhum.” Carlos Pestana, membro da associação “Os parceiros da Nau sem Rumo” testemunhou momentos de enorme aflição durante os sismos: "Abracei a minha esposa e gritámos. Pensámos que era o nosso fim. Foi algo muito forte. Depois veio outro problema: durante horas não conseguimos contactar familiares nem amigos. Foi terrível". Apesar das dificuldades, destaca a mobilização da comunidade portuguesa, do consulado e da embaixada de Portugal. "A comunidade portuguesa está a fazer tudo o que pode para ajudar. Existem vários centros de recolha de alimentos, medicamentos e outros bens essenciais. Estamos a apoiar-nos uns aos outros". Marcos Ramos Jardim refere igualmente que instituições portuguesas, incluindo o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, a Missão Católica Portuguesa e várias associações luso-venezuelanas, têm servido de pontos de apoio para os afectados. Enquanto as equipas de resgate continuam a procurar sobreviventes, cresce também a contestação à resposta das autoridades venezuelanas. Muitos habitantes denunciam a lentidão das operações de socorro, sobretudo em localidades mais afastadas de Caracas e La Guaira, onde durante horas os próprios moradores foram obrigados a procurar vítimas entre os escombros apenas com as mãos. "A população está dividida entre a esperança de encontrar mais sobreviventes e a incerteza sobre o destino de milhares de desaparecidos", explica Marcos Ramos Jardim. "Mas a solidariedade do povo venezuelano tem sido extraordinária. Estudantes, empresários, igrejas e associações estão a unir-se para ajudar quem mais precisa." A situação agravou-se ainda mais com uma réplica de magnitude 4,6 registada na segunda-feira, que voltou a provocar momentos de pânico entre os sobreviventes. Apesar da devastação, a esperança mantém-se viva entre as famílias que continuam à espera de notícias dos seus entes queridos. "Tenho amigos de quem ainda não sei nada", afirma Carlos Pestana. "Mas a esperança é a última coisa que se perde. Enquanto continuarem as buscas, acreditamos que ainda será possível encontrar pessoas com vida."

Edson Nunes
Não existem mais muros em Cristo | Edson Nunes

Edson Nunes

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 34:13


Inteligência para a sua vida
#1543: ELE NÃO FOI ALI PASSAR UM CAFÉ

Inteligência para a sua vida

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 11:09


Existem dois cálices diante de nós — e, em algum momento, todos somos confrontados com uma escolha. Na cultura da hospitalidade, aprendemos que recusar o que nos é oferecido pode ser interpretado como falta de respeito. Por isso, muitas vezes aceitamos o que nem gostaríamos, apenas para honrar quem nos recebe.Mas e quando o convite não é de um homem… e sim de Deus?E se, sem perceber, estivermos sendo cuidadosos com todos… mas deixando passar o convite mais importante da nossa existência?Dois cálices. Dois destinos.Assista e descubra qual cálice você tem aceitado beber.Se este vídeo lhe ajudou, compartilhe para ajudar mais pessoas.

Guilherme Gimenez
Devocional da Manhã do dia 25/06/2026 | LIBERE O PERDÃO

Guilherme Gimenez

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 6:00


Devocional da Manhã do dia 25/06/2026 | LIBEREO PERDÃOColossenses3:13 (NVT):“Suportem uns aos outros e perdoem quem os ofende. Lembrem-se de que o Senhoros perdoou, de modo que vocês também devem perdoar.”Poucascoisas cansam tanto a alma quanto carregar mágoa por muito tempo. O problema éque, muitas vezes, acreditamos que guardar ressentimento nos protege da dor.Mas, na prática, a falta de perdão acaba aprisionando muito mais quem carrega aferida do que quem provocou a dor.Mágoaacumulada vai endurecendo o coração silenciosamente. Aos poucos, a pessoa perdeleveza, perde paz e começa a enxergar tudo através da dor que está carregando.Perdoar nãosignifica fingir que nada aconteceu. Também não significa dizer que aquilo quefizeram contra você foi correto. Perdoar significa decidir não permitir que aferida continue controlando sua vida.E isso nemsempre é fácil.Existemdores profundas. Existem palavras que machucaram muito. Existem decepçõesdifíceis de esquecer. Deus conhece completamente cada uma delas.Mas aBíblia nos lembra que pessoas perdoadas por Deus também precisam aprender aliberar perdão.Porque operdão não é apenas um presente para o outro. Muitas vezes ele se tornalibertação para o próprio coração.Talvez hojeexista alguém que você ainda mantém preso emocionalmente dentro da sua mente.Talvez exista uma situação antiga ocupando espaço demais dentro do coração.O problemaé que ressentimentos antigos continuam consumindo energia emocional nopresente.O perdãonão muda imediatamente o passado, mas começa a mudar o futuro. Ele impede que ador continue definindo sua identidade emocional.Muitaspessoas permanecem presas a capítulos que Deus já estava pronto para curar.Hoje,talvez Deus esteja convidando você a liberar aquilo que tem pesado demaisdentro da alma. Não porque a dor não existiu, mas porque seu coração vale maisdo que continuar aprisionado a ela.

Vida em França
"O parque imobiliário não está preparado para o aumento das temperaturas"

Vida em França

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 8:08


A França enfrenta uma intensa vaga de calor, com temperaturas acima dos 40 graus em várias cidades. Mais de 800 escolas encerraram portas e as autoridades recomendam à população que evite deslocações desnecessárias, privilegiando o teletrabalho sempre que possível. As dificuldades em manter os edifícios frescos durante episódios de calor extremo voltam a expor as fragilidades de uma parte significativa do parque imobiliário francês, alerta Emmanuel Lourenço, engenheiro civil e perito qualificado em desempenho térmico. O parque imobiliário está preparado para lidar com temperaturas cada vez mais elevadas? De um modo geral, considera-se que uma parte significativa do parque imobiliário, em particular os edifícios construídos antes de 2008, não está plenamente preparada para responder ao aumento progressivo das temperaturas exteriores sem recurso a sistemas de climatização. Esta realidade decorre, em grande medida, do enquadramento regulamentar vigente à data da sua construção. Com a implementação do Sistema de Certificação Energética passou a existir requisitos mínimos mais exigentes ao nível do desempenho térmico dos edifícios. Este enquadramento normativo implicou a adopção de soluções de construção mais eficientes, nomeadamente ao nível do isolamento térmico, da envolvente opaca, da qualidade dos envidraçados e do controlo das trocas térmicas com o exterior. Assim, os edifícios construídos antes desse período tendem a apresentar um comportamento térmico menos eficiente, sendo mais susceptíveis aos ganhos de calor no Verão e às perdas térmicas no Inverno. Como consequência, registam-se maiores níveis de desconforto térmico no interior das habitações. Ou seja, nos períodos mais quentes a casa torna-se excessivamente quente e, nos períodos mais frios, excessivamente fria… Exactamente. Isso afecta a qualidade dos espaços interiores e o bem-estar dos ocupantes. Além disso, conduz a um aumento do consumo energético, uma vez que obriga à utilização permanente de sistemas de climatização, quer para arrefecimento no Verão, quer para aquecimento no Inverno. De que forma é possível alcançar um equilíbrio na construção, ou seja, utilizar materiais que funcionem tanto no Verão como no Inverno? Todos os materiais podem ser adequados para ambas as estações. A questão fundamental reside na forma como são integrados no projecto. Nos edifícios novos, esse equilíbrio deve ser assegurado desde a fase de concepção. Nos edifícios mais antigos, é necessário estudar cada caso individualmente, identificando oportunidades de melhoria que permitam reduzir a dependência dos sistemas de climatização. É essencial adoptar uma abordagem integrada e criteriosa. Deve ser considerada a orientação solar do edifício, o tipo de utilização prevista, a selecção dos vidros e as respectivas propriedades térmicas, bem como o tipo de isolamento e as soluções arquitectónicas adoptadas. Por exemplo, grandes superfícies envidraçadas orientadas a sul podem representar uma vantagem durante o Inverno, aproveitando os ganhos solares para aquecer naturalmente os espaços interiores. No entanto, durante o Verão, podem originar um sobreaquecimento significativo se não forem devidamente protegidas. Por isso, é indispensável uma articulação eficaz entre arquitectura e engenharia. Nem sempre é um processo simples, mas tem-se assistido a uma evolução muito positiva nesta área. Qual é o custo de não adaptar o parque imobiliário às temperaturas extremas? O custo pode ser muito elevado. Em alguns edifícios, a adaptação é particularmente complexa devido a características arquitectónicas específicas, condicionantes patrimoniais ou limitações financeiras. Tomando um exemplo extremo, não faria sentido aplicar um sistema conhecido como “capoto” - nas paredes exteriores de um castelo histórico. Nesses casos, é necessário recorrer a soluções alternativas, normalmente pelo interior, embora nem sempre seja possível eliminar completamente as pontes térmicas. A reabilitação térmica dos edifícios é um processo complexo, mas que tem vindo a ser concretizado com sucesso em muitas situações. No entanto, a componente financeira continua frequentemente a ser o principal factor de decisão. Como devem ser pensadas as novas construções para responder às ondas de calor, que, segundo os especialistas, serão cada vez mais frequentes? No actual contexto das alterações climáticas, as novas construções devem ser concebidas com base em princípios de elevada eficiência energética e resiliência térmica, de forma a responder adequadamente a fenómenos extremos, como as ondas de calor. O Sistema de Certificação Energética tem desempenhado um papel importante na melhoria do desempenho dos edifícios, promovendo a adopção de soluções construtivas mais eficientes. Estas passam pela utilização de isolamento térmico de maior qualidade, materiais com melhor comportamento face às variações de temperatura e técnicas construtivas adequadas. Naturalmente, as soluções variam de país para país, em função das condições climáticas locais. No entanto, o objectivo é sempre o mesmo: assegurar melhores condições de conforto térmico interior, reduzindo a dependência dos sistemas de climatização, tanto no Verão como no Inverno. Esta semana, em França, as autoridades decidiram encerrar escolas e privilegiar o teletrabalho porque alguns edifícios não oferecem condições para acolher pessoas durante o calor extremo. Que soluções existem para arrefecer edifícios já construídos? Existem dois tipos de soluções: passivas e activas. As soluções passivas exigem uma análise detalhada de cada edifício e incluem intervenções como a melhoria do isolamento térmico, a substituição de elementos construtivos e a optimização do desempenho da envolvente. As soluções activas são normalmente mais rápidas de implementar e, em alguns casos, menos dispendiosas. Incluem sistemas de climatização, ventilação mecânica e outros equipamentos destinados a controlar a temperatura interior. Em França, muitos edifícios foram concebidos sobretudo para responder às necessidades de aquecimento durante o Inverno. É comum encontrar sistemas de aquecimento em edifícios antigos e recentes. No entanto, muitos desses edifícios não dispõem de sistemas adequados para arrefecer os espaços interiores durante os períodos de calor intenso. No futuro, deverão ser privilegiadas construções próximas de espaços verdes? Começam a surgir jardins em coberturas e edifícios. Poderá essa ser uma das soluções? Sem dúvida. Os espaços verdes contribuem para a redução da temperatura nas zonas urbanas e ajudam a mitigar o efeito de ilha de calor. É importante que as cidades integrem cada vez mais áreas verdes distribuídas pelos diferentes bairros, e não apenas concentradas em alguns grandes parques. A substituição de superfícies impermeáveis, como o betão e o asfalto, por solos permeáveis e vegetação favorece a evapotranspiração, um processo natural que contribui para o arrefecimento do ambiente. As coberturas ajardinadas são também uma solução interessante. Além de melhorarem o conforto térmico do edifício, ajudam a reduzir a necessidade de utilização de sistemas de climatização. Naturalmente, implicam um investimento adicional, sobretudo ao nível estrutural, devido ao peso acrescido. No entanto, quando analisamos o ciclo de vida útil do edifício e os benefícios a longo prazo, trata-se de uma solução que pode revelar-se bastante vantajosa.

Espiritismo Cast
Espiritismo: Maniqueísta ou Progressista? [Ep97]

Espiritismo Cast

Play Episode Listen Later Jun 24, 2026 93:23


E chegamos à última live do primeiro semestre de 2026, na programação dos "Embalos de Sábado à Noite do ECK", neste 20 de junho. Nele, estaremos recebendo Alexandre Caldini (SP), administrador e escritor, autor de vários livros, entre os quais "A essência do Espiritismo: um olhar moderno sobre as grandes questões da filosofia espírita" (Ed. Sextante, 2025). Na bancada, para o debate franco, a também escritora, professora e relações públicas, Arlete Braglia (SP), cujo livro mais recente é "Há luz no fim do túnel" (Ed. Letras Brasilis, 2025). Para também debater e mediar a atividade, como de costume, Marcelo Henrique (SC) estará à frente, na Moderação.O tema é: "Espiritismo: Maniqueísta ou Progressista?". O Maniqueísmo simboliza uma doutrina religioso-filosófica (século III), que entende o mundo de forma dual e absoluta, entre a luz (o Bem) e as trevas (o Mal), numa visão simplista. O Progressismo, por sua vez, enquadra a atuação jurídico-social focada nas transformações sociais, no respeito e ampliação dos direitos civis e o desenvolvimento com justiça social. Então, como fica o Espiritismo e o meio espírita (isto é o conjunto de individualidades e grupos/instituições que se afirmam como espíritas) diante destas questões?Diante disto, é importante questionar.1) Os espíritas em geral pautam, costumeiramente, suas atividades sobre a citada dualidade "Bem x Mal", "Luz x Trevas"? Por que isso acontece?2) Por que a ideia de progressismo – que remete à Lei do Progresso e à proposta genuinamente kardeciana de indivíduos influenciando nas transformações sociais – é vista com contrariedade e, até, combatida nos grupos/instituições, sendo confundida com vieses político-partidários?3) A partir do tema, qual deveria ser a abordagem mais adequada e ideal acerca de temas como suicídio, aborto, eutanásia/suicídio assistido e outros temas relacionados à Vida e à Morte (física)?4) Como tratar questões contemporâneas relacionadas à sexualidade humana, como a transexualidade? 5) Por que os espíritas em geral se preocupam tanto com a caridade e se esquecem da luta por justiça social para todos?6) Por que ações, projetos, iniciativas governamentais e discursos relacionados à melhor e mais adequada distribuição de renda, inclusive com programas assistenciais como o "bolsa família", são rechaçados e desqualificados por muitos espíritas?7) Existem muitos Espiritismos, em razão de formas diferentes de entendimento e práticas por parte dos espíritas. Porque parece ser impossível conciliar e conviver harmonicamente as distintas "correntes espíritas", como se estivéssemos numa Babel moderna?Estas são instigantes e provocantes indagações que nos direcionam ao formato e conteúdo do debate em mais essa edição dos "Embalos". E é por isso que convidamos você, de qualquer corrente, interpretação ou organização espírita, para comparecer ao nosso evento, com questionamentos e comentários em tempo real, inclusive com contribuições importantes para a temática escolhida.

ALCANCE IRATI
Decisões que Formam um Conquistador - Flávia Mazepa

ALCANCE IRATI

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 57:50


Mensagem do Culto de Celebração (21/06/2026)Nesta ministração aprendemos que conquistas espirituais não começam nas batalhas que enfrentamos, mas nas decisões que tomamos. A história de Josué revela que antes de liderar uma nação, ele precisou construir uma vida de serviço, fé e permanência na presença de Deus.Josué decidiu servir antes de liderar. O processo de preparação formou nele disponibilidade, fidelidade e um coração de servo. Deus estava mais interessado em quem Josué estava se tornando do que apenas no destino que ele alcançaria.Também aprendemos que um conquistador precisa decidir crer. Josué viu os mesmos gigantes que os outros espias viram, mas escolheu enxergar a promessa de Deus acima das limitações. A fé não ignora os desafios, mas decide que eles não terão a última palavra.A caminhada de Josué também nos ensina sobre a decisão de lutar e permanecer. Existem batalhas que não são vencidas apenas com força ou capacidade, mas através de uma vida guiada pelo Espírito e sustentada pela presença de Deus.

Guilherme Gimenez
Devocional da Manhã do dia 19/06/2026 | DISCIPLINA NOS DIAS DIFÍCEIS

Guilherme Gimenez

Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 5:20


1 Coríntios 9:25 (NVT):“Todos os que competem nos jogos se submetem a treinamento rigoroso.”Nem todos os dias teremos motivação. Existem manhãs em que o coração acorda cansado, a mente parece pesada e a vontade de parar cresce silenciosamente dentro de nós.E isso também acontece na vida espiritual.Muitas pessoas acreditam que uma caminhada forte com Deus depende apenas de emoção, entusiasmo ou momentos inspiradores. Mas a maturidade espiritual nasce principalmente da constância.Paulo usa a imagem de um atleta para ensinar exatamente isso. Quem deseja chegar até o final precisa desenvolver disciplina. Precisa continuar treinando mesmo nos dias em que a motivação desaparece.A disciplina sustenta aquilo que a emoção não consegue manter.Na vida espiritual, existem períodos em que orar parece mais difícil. Ler a Bíblia exige mais esforço. Permanecer firme se torna cansativo emocionalmente. E é justamente nesses momentos que a disciplina se torna essencial.Porque pessoas maduras espiritualmente não caminham apenas quando sentem vontade. Elas continuam caminhando porque entenderam a importância da perseverança.Talvez hoje você esteja emocionalmente desgastado. Talvez algumas áreas da sua vida estejam exigindo muito mais energia do que você imaginava. Mas não abandone hábitos espirituais importantes justamente durante as fases difíceis.Os dias difíceis são exatamente os dias em que você mais precisa permanecer perto de Deus.A disciplina espiritual não é prisão. É proteção. Ela mantém você conectado à presença de Deus enquanto as emoções oscilam.Muitas vitórias espirituais não acontecem em grandes momentos públicos. Elas acontecem silenciosamente, quando alguém decide continuar firme mesmo cansado.Hoje, continue caminhando. Continue orando. Continue permanecendo. Pequenas constâncias produzem grandes transformações ao longo do tempo.

Joyce Meyer Desfrutando a Vida Diária®
Reivindicando o que é seu por direito - Parte 1

Joyce Meyer Desfrutando a Vida Diária®

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 24:13


Existem muitas promessas na Bíblia, mas você sabia que essas promessas são para você? Hoje Joyce compartilha como receber sua herança dada por Deus.

Convidado
“Não se pode premiar quem viola a democracia”: diáspora pressiona Macron sobre condecoração a Embaló

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 8:37


A diáspora guineense enviou uma carta ao Presidente francês, Emmanuel Macron, pedindo a retirada da Legião de Honra atribuída a Umaro Sissoco Embaló, alegando que o mandato do antigo Presidente da Guiné-Bissau foi marcado por violações da Constituição, repressão política e enfraquecimento das instituições democráticas. Braima Mané, economista e um dos mais de 50 signatários da iniciativa, afirma que a manutenção da condecoração contradiz os valores da democracia, dos direitos humanos e do Estado de direito que a França diz defender. O que é que pretendem com esta iniciativa? Pretendemos alertar as autoridades francesas para o facto de Umaro Sissoco Embaló não reunir as condições morais e políticas compatíveis com uma distinção como a Legião de Honra. Consideramos que a sua actuação política foi contrária aos valores que esta condecoração simboliza. É por essa razão que consideram que uma pessoa com este percurso não deve continuar a ser detentora da Legião de Honra francesa? Exactamente. Não é uma carta contra a pessoa de Umaro Sissoco Embaló; é uma carta em defesa de um princípio. Como guineenses, aspiramos ao programa maior sonhado por Amílcar Cabral, que ainda não se concretizou porque certas pessoas continuam a bloquear o processo de democratização da Guiné-Bissau. É necessário consolidar as instituições para, depois, lançar o país num verdadeiro processo de desenvolvimento. Entendemos que não se pode premiar quem viola esses princípios. Na carta falam de uma deriva autoritária. Quais são os acontecimentos mais graves que demonstram essa degradação do Estado de direito na Guiné-Bissau nos últimos anos? Entre 2020 e 2026, Umaro Sissoco Embaló manteve-se no poder para além do limite constitucional. Desde que assumiu funções, registaram-se episódios recorrentes de perseguição e até de tortura de activistas, adversários políticos e deputados. Assistimos também à captura de instituições da República, nomeadamente do Supremo Tribunal de Justiça. Todas as instituições passaram a servir exclusivamente os seus interesses. Nas últimas eleições, por exemplo, o candidato da plataforma PAI-Terra Ranka- Domingos Simões Pereira- foi impedido de se candidatar às eleições presidenciais sem qualquer fundamento legal. Existem ainda relatos e imagens de pessoas torturadas e até assassinadas. Temos também o episódio recente do alegado golpe de Estado, que consideramos ter sido um simulacro destinado a evitar a transferência do poder e a rejeitar a lógica democrática. Os seis anos de Sissoco Embaló demonstram comportamentos que não são aceitáveis numa democracia. No caso concreto da Guiné-Bissau, o país e o povo foram sequestrados por uma organização criminosa que se apresenta como força política, mas que, do nosso ponto de vista, não o é. Tudo isto acontece com a conivência de sectores militares. Não se trata apenas de uma questão política. Como avalia a situação de Domingos Simões Pereira e o impacto que ela tem na democracia do país? O engenheiro Domingos Simões Pereira, goste-se ou não da sua orientação política, destaca-se como uma das figuras com maior apego à democracia. Apresenta-se a eleições, vence eleições, mas não o deixam governar. Isto acontece porque sabem que, se lhe permitirem governar um mandato completo, a situação da Guiné-Bissau poderá mudar. A Guiné-Bissau é um dos poucos países em desenvolvimento que reúne praticamente todas as condições para prosperar, mas não o consegue porque está sequestrado. As pessoas que tentam concretizar o ideal de Amílcar Cabral e um projecto de desenvolvimento para o país acabam sistematicamente bloqueadas e impedidas de avançar. A carta refere alegadas irregularidades nas eleições presidenciais de 2025. Que elementos sustentam essas acusações? As irregularidades ocorreram a dois níveis. Antes das eleições, o Supremo Tribunal de Justiça, que é a mais alta instância judicial do país, não decidiu as candidaturas com base na lei. Esse foi, justamente, o mecanismo utilizado para afastar o principal adversário político de Sissoco Embaló. O próprio Sissoco Embaló não esperava que Fernandes Dias da Costa vencesse as eleições. No entanto, venceu, em grande medida graças ao apoio de Domingos Simões Pereira e da sua plataforma política. Pela primeira vez na jovem democracia guineense, um candidato venceu as eleições presidenciais à primeira volta. Toda a gente sabia o que estava a acontecer. Estiveram presentes observadores internacionais, representantes da União Africana e da CPLP. As eleições na Guiné-Bissau apresentam um paradoxo: são normalmente processos tranquilos, transparentes e civilizados. O povo aderiu a um projecto político e eles sabem que perderam. O problema é que dispõem das armas e têm utilizado esse poder para impedir a concretização da vontade popular. O que aconteceu a Domingos Simões Pereira não tem sustentação legal. Não se trata de uma detenção judicial; trata-se de um sequestro. São homens armados que actuam sob orientação de Sissoco Embaló, a partir do estrangeiro, com o objectivo de neutralizar ou afastar Domingos Simões Pereira da cena política. Como explica a reacção da comunidade internacional perante esta situação? É inegável que existe uma certa fadiga por parte da comunidade internacional relativamente à situação da Guiné-Bissau. A CEDEAO, na sua configuração actual, não tem capacidade nem credibilidade suficientes para resolver o problema. A própria organização atravessa dificuldades, agravadas pelo afastamento dos três países do Sahel. Tudo isto contribuiu para uma certa normalização da crise guineense. Foi criado um Conselho Nacional de Transição e adoptada uma nova Constituição sob o silêncio, ou até alguma conivência, da comunidade internacional? Sim. E isso não se aplica apenas às organizações africanas. Refiro-me também à União Africana, à CPLP e, em particular, a Portugal e ao Brasil, que deveriam desempenhar um papel mais activo junto das restantes organizações internacionais, nomeadamente da União Europeia. Existe uma preocupante indiferença. O maior perigo é o risco de resignação colectiva. Essas organizações acabam por dialogar com entidades que consideramos ilegais e inconstitucionais. Quem integra esse Conselho Nacional de Transição? Militares e sectores derrotados nas últimas eleições. Trata-se, no fundo, de um conselho dos derrotados. Quanto à nova Constituição, entendemos que foi encomendada por Sissoco Embaló quando este já exercia funções à margem da Constituição vigente. A elaboração constitucional é uma competência que pertence aos deputados. O objectivo é, mais uma vez, neutralizar os opositores, nomeadamente Domingos Simões Pereira, regressar triunfalmente à Guiné-Bissau, participar no simulacro eleitoral previsto para Dezembro e consolidar definitivamente um regime autocrático. É também por causa desse receio que enviam esta carta? O objectivo principal desta carta é demonstrar que a conduta e as práticas de Umaro Sissoco Embaló não são compatíveis com os valores de honra que a França procura representar. Mas existem também dois objectivos complementares. O primeiro é alertar a comunidade internacional para a gravidade da situação na Guiné-Bissau. O segundo é chamar a atenção para a necessidade de actuar antes das eleições. Se a situação continuar a deteriorar-se, existe o risco de uma escalada da violência. A eurodeputada portuguesa do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, pediu sanções contra a Guiné-Bissau. O que esperam dessa iniciativa? O Parlamento Europeu aprovou uma resolução, por larga maioria, condenando aquilo que considera ter sido um golpe e recomendando à Comissão Europeia a adopção de medidas, incluindo sanções. Contudo, nada aconteceu até agora. As sanções podem ser instrumentos muito eficazes. Essas pessoas dependem da possibilidade de viajar e de manter relações internacionais para procurarem afirmar alguma legitimidade. Além disso, existem mecanismos de financiamento que devem ser revistos. É necessário limitar todas essas fontes de apoio. Já receberam alguma resposta do Presidente francês a esta carta? Ainda não recebemos qualquer resposta. Estamos a aguardar. Gostaria de acrescentar que não ficaremos por aqui. Pretendemos dirigir iniciativas semelhantes às autoridades de Cabo Verde, uma vez que aquele país também condecorou Umaro Sissoco Embaló com a Medalha Amílcar Cabral. Tencionamos igualmente desenvolver diligências junto das autoridades portuguesas.

CEI DE CABO FRIO
Porei em vós o meu ESPÍRITO - Pr. Glauter Ataide

CEI DE CABO FRIO

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 49:44


Nesta mensagem, o Pr. Glauter Ataide, com o texto em Ezequiel, capítulo 37, versículos 1 ao 15, nos traz uma reflexão sobre Ezequiel, o povo de Israel, e o que isso tem a ver conosco nos dias de hoje.O capítulo 37 de Ezequiel apresenta uma das visões mais impactantes das Escrituras: o vale de ossos secos. O profeta é conduzido pela mão do Senhor a um lugar cheio de ossos espalhados, ressequidos pelo tempo, sem vida, sem esperança e sem perspectiva. Humanamente falando, aquele cenário era irreversível. Porém, Deus tinha uma palavra para aquele vale: "Porei em vós o meu Espírito, e vivereis" (Ez 37:14).Essa visão nos ensina que quando o Espírito de Deus entra em cena, aquilo que parecia morto pode voltar a viver.1. O Espírito de Deus transforma cenários impossíveisAo olhar para o vale, Deus pergunta a Ezequiel: "Poderão viver estes ossos?". O profeta não se apoia na lógica humana, mas responde: "Senhor Deus, tu o sabes."Existem situações em nossa vida que se parecem com aquele vale: sonhos interrompidos, ministérios enfraquecidos, relacionamentos quebrados e corações feridos. Aos nossos olhos não há solução, mas Deus continua sendo especialista em ressuscitar aquilo que parece perdido.Onde o homem vê o fim, Deus vê um novo começo.2. O Espírito age através da PalavraDeus ordena que Ezequiel profetize aos ossos secos. À medida que a Palavra é liberada, os ossos começam a se unir, surgem nervos, carne e pele.Isso nos ensina que a restauração começa quando ouvimos e recebemos a Palavra de Deus. A Palavra organiza aquilo que está desorganizado, reconstrói aquilo que foi destruído e prepara o terreno para a ação do Espírito.Não existe avivamento verdadeiro sem a Palavra de Deus.3. O Espírito produz vida verdadeiraMesmo depois de formados, aqueles corpos continuavam sem vida. Faltava algo essencial: o fôlego de Deus.Então o Senhor ordena que Ezequiel profetize ao Espírito, e o fôlego entra neles. O resultado foi extraordinário: um exército grande em extremo se levantou.Há pessoas que possuem estrutura, conhecimento, posição e recursos, mas ainda vivem espiritualmente vazias. O que transforma existência em vida é a presença do Espírito Santo.O Espírito não apenas melhora a vida; Ele gera vida.4. O Espírito levanta um exércitoOs ossos não foram restaurados apenas para existir novamente. Eles se levantaram como um exército.Deus não nos vivifica apenas para nosso benefício pessoal. Ele nos restaura para cumprir propósito, servir ao Reino e impactar outras pessoas.Quem recebe o Espírito de Deus não permanece caído. Levanta-se para viver o chamado que Deus lhe confiou.Conclusão: A mensagem de Ezequiel 37 é uma declaração de esperança para todos aqueles que se sentem em um vale de ossos secos. Deus continua visitando lugares de morte, fracasso e desesperança para derramar vida.Talvez exista alguma área da sua vida que pareça sem solução. Talvez você esteja olhando para um vale de impossibilidades. Hoje o Senhor lhe diz:"Porei em vós o meu Espírito, e vivereis."Quando o Espírito Santo entra, a esperança renasce, os sonhos são restaurados, o propósito é renovado e aquilo que estava morto volta a viver para a glória de Deus.Que o Senhor derrame o Seu Espírito sobre nós, transformando nossos vales em testemunhos vivos do Seu poder e da Sua graça. Amém!Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!

Igreja em Porto Alegre
José Gustavo Miranda - Um discípulo crê, confia e descansa

Igreja em Porto Alegre

Play Episode Listen Later Jun 13, 2026 62:49


O discipulado é uma obra de Deus que transforma o ser humano à imagem de Cristo. Desde o princípio, o propósito de Deus foi conduzir o homem a uma caminhada de comunhão, aprendizado e crescimento em Sua presença (Gn 1–2). Esse processo não se limita ao conhecimento de ensinamentos, mas envolve conhecer o próprio Senhor de maneira profunda, permitindo que Sua vida seja formada no interior de cada discípulo (Mt 11.29). Assim, Deus conduz Seus filhos em uma jornada de transformação que produz semelhança com Cristo e restaura o propósito para o qual foram criados.Ao longo da história, Deus continuou chamando homens e mulheres para essa caminhada, formando-os por meio da fé, da confiança e da obediência. Embora o pecado tenha provocado afastamento e desordem (Gn 3), Deus nunca abandonou Seu plano. Em Jesus, a perfeita imagem de Deus foi revelada aos homens (Cl 1.15; Hb 1.3), trazendo novamente clareza ao propósito divino. Por Sua vida, morte e ressurreição, Cristo reconciliou todas as coisas com Deus (Cl 1.19-20) e abriu o caminho para que o processo de transformação fosse retomado de forma plena.Depois da ascensão de Jesus, o Espírito Santo passou a habitar nos discípulos, conduzindo-os à verdade e moldando neles o caráter de Cristo (Jo 16.13; Gl 4.19). O discipulado não é um método, um programa ou uma atividade isolada, mas uma caminhada diária em que Deus trabalha no interior de cada pessoa. Ao mesmo tempo, os irmãos cooperam uns com os outros, compartilhando aquilo que recebem do Senhor e participando da edificação mútua do corpo de Cristo (Ef 4.13-16).Nesse processo, Jesus destaca a importância de aprender dEle, que é manso e humilde de coração (Mt 11.29). A verdadeira mansidão e humildade não são resultados de esforço exterior, mas da disposição de confiar em Deus e submeter-se à Sua vontade. À medida que o discípulo aprende a depender do Senhor, sua vida passa a refletir o caráter de Cristo também em seus relacionamentos e atitudes. Essa transformação acontece pela ação contínua do Espírito Santo, que opera de dentro para fora.O ambiente onde essa obra floresce é o descanso na presença de Deus. Esse descanso não é ausência de atividades ou dificuldades, mas uma postura interior de fé, confiança e entrega. Quando a alma encontra satisfação em Deus, ela deixa de ser dominada pela ansiedade, pela necessidade de controlar tudo e pela manipulação das circunstâncias. O contentamento nasce da certeza de que Deus provê tudo o que é necessário (Fp 4.11-13) e conduz cada situação segundo Sua sabedoria. Assim, o discípulo aprende a esperar no Senhor e a caminhar em paz, independentemente das circunstâncias (Mt 6.25-34).O alvo do discipulado é formar Cristo em cada filho de Deus. Por isso, a presença do Senhor é o bem mais precioso que o discípulo possui. Quem aprende a viver confiando em Deus encontra descanso para a alma e permanece firme mesmo em meio às lutas. A transformação acontece à medida que se permanece na presença do Senhor, permitindo que o Espírito Santo conduza cada passo da caminhada até que a vida reflita cada vez mais o caráter de Jesus. Como Moisés declarou, é a presença de Deus que distingue o Seu povo e lhe concede verdadeiro descanso (Êx 33.13-16).Perguntas para reflexão1. De que maneira o descanso em Deus tem influenciado minhas decisões, preocupações e expectativas diárias?2. Existem áreas da minha vida em que ainda procuro controlar situações em vez de confiar na direção do Senhor?3. Como posso cooperar melhor com a obra do Espírito Santo na formação de Cristo em mim e na vida dos meus irmãos?

Devocional Diário
Pode haver esperança quando não enxergamos o que esperar?

Devocional Diário

Play Episode Listen Later Jun 13, 2026 2:33


““Para uma árvore há esperança; se for cortada, brota de novo e torna a viver. Mesmo que as suas raízes envelheçam, e o seu toco morra na terra, basta um pouco de água, e ela brota, soltando galhos como uma planta nova.” Jó 14:7-9 NTLH Pode haver esperança quando não enxergamos o que esperar?Uma árvore cortado, uma raiz envelhecida e seu tronco morto na terra, poderia voltar a viver?Existem momentos em que tudo aquilo que acreditamos ser nossa base, tudo aquilo que amamos e toda a esperança de acontecer algo novo, parecessem não mais existir dentro de nós, como uma árvore cortada, sem raizes e com seu tronco morto, foi exatamente o que aconteceu na vida de Jó.O fato de não vermos mais saída, não significa que ela não exista. Neste versículos, aprendemos que basta um pouco de água para uma árvore voltar a viver. Agora qual seria está água tão milagrosa?“Disse Jesus — Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Rios de água viva vão jorrar do coração de quem crê em mim”.” João 7:37-38 Que possamos encontrar na fonte de água viva, a esperança de vida, para que ainda que em nós tenha algo morto, possa tornar a viver.Pensamento do dia:Qual é a sua sede?Oração: Senhor, precisamos diariamente da sua água que nos trás vida e esperança em acreditar que podemos, nos tornar não somente uma grande árvore mas uma que produza frutos.Em nome de Jesus Amém !Que você tenha um dia abençoado!Por Ubiratan Paggio#devocionaisdiarios#deusfalacomigo#MinhaEsperançaEstaNoSenhor#MinhaFonteDeAguaViva #QueroBeberDosTeusRios#ubiratanpaggio@ubiratanpaggio@ubiratan.paggio

Podcasts FolhaPE
Portaria Remota em Condomínios: solução ou distanciamento?

Podcasts FolhaPE

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 12:43


Quando começou esse movimento de Portaria Remota em Condomínios? A economia é realmente grande? Qualquer condomínio pode colocar ou tem um perfil adequado para isso? E como as pessoas se adequam? Os mais idosos têm dificuldade? Existem diferenças entre portarias eletrônicas? A central é 24h? Como Funciona o recebimento de mercadorias? Para responder essas e outas questões sobre portaria remota em condomínios, o âncora Jota Batista conversa com o advogado especialista em Direito Condominial, Yuri Oliveira.

Ichthus Podcast
Distâncias não existem (Bruno Marchese) - Eu Livro

Ichthus Podcast

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 86:13


No episódio de hoje, tivemos o prazer de conversar com Bruno Marchese (a.k.a. Rolandinho), em sua estreia literária, reagindo à leitura do delicioso Distâncias não existem.E fique atento: além da conversa, temos uma novidade incrível para você que gosta de podcasts e sonha em participar de um deles.LIVROS MENCIONADOS NO EPISÓDIO:Distâncias não existem (Bruno Marchese): https://amzn.to/4oHhXUd* * *► GOSTA DO "EU LIVRO"? ◄SÓ CONTINUAREMOS A EXISTIR COM A SUA AJUDA!Escolha AGORA MESMO sua faixa de apoio mensal na campanha de financiamento coletivo no Catarse do Ichthus (pode ser qualquer valor) acessando: https://catarse.me/ichthusAgora, se você REALMENTE não tem condições de se comprometer com um valor mensal, por menor que seja, mas deseja nos apoiar esporadicamente, você também pode, sempre que possível, fazê-lo através de DOAÇÕES AVULSAS ou RECORRENTES de qualquer valor via PIX.Nossa chave PIX é: 17.558.300/0001-93* * *Outra forma de ajudar o Eu Livro é SEMPRE fazer TODAS as suas compras na Amazon partindo do nosso link de afiliação: https://ichthus.com.br/amazonPode ficar tranquilo pois nenhum item será mais caro por conta disso.* * *E que tal continuar esta conversa em nossa comunidade literária no Discord? Por lá organizamos várias leituras coletivas, transmitidos AO VIVO algumas gravações de podcasts do Ichthus (e você pode participar via chat) e muito mais. Participe acessando: https://bit.ly/leituracoletiva (É TUDO DE GRAÇA!)Se preferir, também temos o nosso canal no Telegram. Inscreva-se em: https://t.me/eulivro* * *O Eu Livro é uma coprodução com o Ichthus Podcast. Você pode ouvir este e outros programas em nosso site (https://ichthus.com.br) ou nas principais plataformas de áudio (como Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Music, Amazon Music e tantas outras).Procure por "Eu Livro Podcast" em seu aplicativo favorito e assine nosso feed gratuitamente para não perder nenhum episódio. Se quiser acompanhar os outros programas produzidos pelo Ichthus, é só procurar por "Ichthus Podcast".* * *Finalmente, lembre-se de compartilhar este episódio de todas as maneiras possíveis. Este é o melhor jeito de você demonstrar carinho por nós e ajudar este projeto a crescer cada vez mais. Ah, e não esqueça de nos marcar (@eulivro.podcast) em sua postagem no Instagram.Agora sim, pegue seu fone de ouvido e bom podcast!

Guilherme Gimenez
Devocional da Manhã do dia 11/06/2026 | DEUS ESTÁ AGINDO

Guilherme Gimenez

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 4:27


Romanos8:28 (NVT):“Sabemos que Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que o amame são chamados segundo seu propósito.”Nem tudoque acontece na vida é bom. Existem dores reais, perdas reais e momentosdifíceis que machucam profundamente. A Bíblia nunca tenta romantizar osofrimento humano. Pelo contrário, ela reconhece que viver também envolveatravessar fases difíceis.Mas esseversículo apresenta uma verdade extremamente poderosa: Deus consegue agir atéem cenários quebrados. Ele possui a capacidade de usar aquilo que parecia semsentido para produzir crescimento, amadurecimento e propósito.O problemaé que, no meio do processo, quase nunca conseguimos enxergar isso claramente.Quando estamos vivendo a dor, tudo parece confuso. O coração faz perguntas, amente tenta encontrar lógica e as emoções oscilam entre esperança e desânimo.Muitasvezes queremos entender imediatamente aquilo que Deus ainda está construindosilenciosamente. Mas nem sempre veremos o quadro completo enquanto atravessamosdeterminadas fases da vida.Isso exigeconfiança. Não uma confiança baseada nas circunstâncias, mas baseada no caráterde Deus. Ele continua sendo bom mesmo quando a vida parece difícil. Continuasendo fiel mesmo quando ainda não entendemos tudo.Talvez hojevocê esteja olhando para sua história e pensando que algumas coisas saíramcompletamente do controle. Mas Deus continua trabalhando nos bastidores. Hácaminhos sendo organizados, processos sendo amadurecidos e situações sendoalinhadas de maneiras que você ainda não consegue perceber.Aquilo quehoje parece desordem pode estar sendo usado por Deus para fortalecer áreas dasua vida que ainda precisavam crescer.A fé nãoelimina todas as perguntas, mas sustenta o coração enquanto as respostas nãochegam.Hoje, mesmosem compreender completamente o cenário, continue confiando: Deus ainda estáagindo.

Vida em França
"Estamos todos no mesmo Mundo, Terra, Pátria"- Álvaro Vasconcelos

Vida em França

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 40:47


Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.

Não Conto Calorias - O podcast

Tragédias pessoais e coletivas. Mortes literais e simbólicas. Rompimentos no trabalho, no casamento, nas amizades, nas relações. Todos nós somos, em algum momento, tocados pelas perdas, pela morte. Todos passamos por um luto, não temos escolha. Mas será que luto é um processo similar para todo mundo? Existem fases do luto? Luto só existe quando alguém morre? Existe perder sem se enlutar? Essas e outras perguntas me conduziram na conversa que tive com a Cecília. Falamos sobre o que é o luto, se pensar na morte pode nos fazer pensar melhor, se os tipos de perda geram lutos diferentes e se existem lutos mais difíceis que os outros… enfim, falamos de tudo aquilo que é inerente à vida. Um papo tranquilizador, cheio de significados. Cecília Rezende é psicóloga especialista em luto. Fundadora do Instituto Entrelaços. @entrelacopsicoO Clube CCAFE é apoiador desse podcast. Se você é nutricionista, faça parte do Clube: www.ccafe.com.br. E tem cupom de desconto: CALORIAS10Siga o Não Conto Calorias:no instagramhttp://www.instagram.com/naocontocaloriasno Substackhttps://naocontocalorias.substack.com/Música: Modern Jazz" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0⁠⁠⁠https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/⁠⁠⁠

CEI DE CABO FRIO
O Deus das ESTAÇÕES

CEI DE CABO FRIO

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 38:42


Nesta mensagem, o Pr. Rafael Lemos, com o texto em Jó, capítulo 1, versículos 1 ao 12, nos traz uma reflexão sobre a vida de Jó e o que isso tem a nos ensinar.A vida é marcada por estações. Há tempos de alegria e tempos de dor, momentos de abundância e períodos de escassez, dias de celebração e noites de silêncio. O livro de Jó nos apresenta um homem que experimentou mudanças profundas em sua jornada, mas que descobriu uma verdade fundamental: Deus continua sendo Deus em todas as estações da vida.Jó era um homem íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal (v.1). Sua vida estava em uma estação de prosperidade, estabilidade e bênçãos. Ele possuía uma família abençoada, riquezas e grande influência. Porém, nos bastidores da história, algo estava acontecendo no céu. Satanás questionava a fidelidade de Jó, sugerindo que ele só servia a Deus porque era abençoado.Essa narrativa nos ensina que nem sempre compreendemos tudo o que acontece ao nosso redor. Existem situações que ultrapassam nossa visão limitada, mas nunca escapam ao controle soberano de Deus.1. Deus está presente na estação da prosperidadeAntes das provas chegarem, Deus já conhecia Jó e testemunhava sobre sua fidelidade. Isso nos lembra que as bênçãos que recebemos são dádivas do Senhor.Muitas vezes buscamos Deus apenas nas crises, mas a estação da abundância também deve ser um tempo de gratidão, dependência e adoração. Jó não permitiu que sua prosperidade o afastasse de Deus.Lição: Nunca deixe que a estação das conquistas faça você esquecer Quem lhe sustentou até aqui.2. Deus continua soberano na estação da provaNos versículos 6 a 12, vemos que Satanás só pôde agir dentro dos limites estabelecidos por Deus. O inimigo não possuía autoridade absoluta; ele estava sujeito à permissão divina.Isso revela uma verdade poderosa: nenhuma tempestade chega à nossa vida sem que Deus tenha conhecimento dela. As provas podem mudar nossas circunstâncias, mas não alteram o governo de Deus.Quando tudo parece sair do controle, Deus continua assentado no trono.Lição: A estação difícil não é sinal da ausência de Deus, mas uma oportunidade para experimentar Sua fidelidade de maneira mais profunda.3. Deus trabalha em todas as estações para cumprir Seus propósitosJó não sabia o que estava acontecendo nos céus, mas Deus sabia. Enquanto Jó enxergava apenas o presente, Deus contemplava o propósito completo.Há estações que não entendemos quando estamos vivendo, mas que fazem sentido mais adiante. Deus usa cada fase da caminhada para moldar nosso caráter, fortalecer nossa fé e revelar Sua glória.Lição: Nem toda estação será confortável, mas todas podem ser transformadoras quando colocadas nas mãos de Deus.Conclusão: O Deus de Jó é o mesmo Deus que governa nossas vidas hoje. Ele está presente quando tudo vai bem e permanece conosco quando os ventos contrários sopram. As estações mudam, as circunstâncias mudam, as pessoas mudam, mas Deus não muda.Talvez você esteja vivendo uma estação de alegria ou enfrentando um período de incertezas. Em qualquer situação, lembre-se: o mesmo Deus que permitiu a prova é o Deus que sustenta durante a caminhada e conduz ao propósito final.Porque as estações da vida passam, mas o Deus das estações permanece para sempre."O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor." (Jó 1:21)Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!

Medicos Hands-on
Qualquer ALTERAÇÃO na BOCA que dure mais de 15 dias deve ser INVESTIGADA para descartar o CANCER!

Medicos Hands-on

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 111:52


Professor Doutor Celso Lemos cirurgião dentista especializado em estomatologia professor associado da Faculdade de Odontologia da USPDr Alexandre Bezerra dos Santos médico cirurgião de cabeça e pescoço doutor pelo HCFMUSPO quanto cancer mais comum em homens no Brasil é o câncer de boca. São estimados mais de 15500 casos novos por ano. A mortalidade está diminuindo, porém em casos avançados, tem mortalidade de 50%. Infelizmente em torno da metade dos casos que chegam para tratamento estão em estado avançado o que compromete muito a sobrevida. Na maioria das vezes esse cancer é facilmente diagnosticado por ser na cavidade oral: ao sinal de alguma alteração na boca por 15 dias como aftas, o dentista ou o médico deve ser procurado. Importante ressaltar que quando a afta ou úlcera passa a ser dolorosa o cancer ja esta avançado e profundo. Existem lesões potencialmente neoplasicas que podem ser detectadas pelo dentista e nesse momento o paciente deve ser encaminhado para tratamento. O tabagismo e o etilismo são as maiores causas de cancer de boca e língua. O Brasil tem um gráfico descendente de tabagistas por politicas de prevenção. O cigarro sem filtro, de palha, aumenta a ingestão de substâncias tóxicas e aumento da temperatura da boca causando micro lesões pelo calor, potencializando o aparecimento do cancer. O Narguilé equivale a fumar 3 maços de cigarro durante uma cessão comunitária de fumo. Os VAPs podem causar lesões na boca, porém não se sabe se elas estão associadas com cancer. O álcool é considerado um carcinógeno completo e o cancer de boca esta associado ao consumo excessivo. Não há dose segura, porém, quanto maior a ingesta maior a chance de desenvolver o cancer. Importante ressaltar que associação de cigarro com álcool potencializa o aparecimento do cancer de boca. Outro fator causador do cancer de boca é o v'rus HPV. Alguns subtipos do HPV são ontogônicos que causam cancer de boca e colo de útero. As lesões esbranquiças de boca como o papiloma não são ontogônicas e uma vez tratada o paciente esta curado. Ao redor de 70% dos canceres de orofaringe não aparentes estão associados ao HPV. Eles causam verrugas especialmente nas amígdalas e base da língua onde o vírus se desenvolve. Este cancer acomete pacientes mais jovens, classe média alta com múltiplos parceiros sexuais; nessa população o HPV é a principal causa de cancer na orofaringe. Geralmente é um tumor muito agressivo, se espalha rápido, porém responde melhor aos tratamentos de quimioterapia e radioterapia. O tumor causado pelo HPV pode ser prevenido por vacina; a população vacinada atualmente é de 8 a 12 anos de idade para prevenção. Em tese, pessoas de todas idades devem ser vacinadas. O sexo protegido também é uma forma importante de prevenção. A família deve ser conscientizada para vacinação porque muitos pais acham que uma vez vacinada a criança ganha liberdade sexual. O cancer de lábio é causado principalmente pela luz solar. Em países tropicais onde as pessoas podem ficar muitas horas expostas a luz solar deve-se prestar atenção no exame bucal. Outro fator cancerigeno é a higiene oral inadequada o precária. As doenças bucais crônicas podem estar associadas à doenças sistêmicas. O desenvolvimento de bactérias deve ser evitado através da remoção do filme dental duas a tres vezes ao dia pela escovação e fio dental. O sangramento gengival esta associado ao acúmulo de filme dental por higiene inadequada. A boca das pessoas, especialmente aqui no Brasil, tem traumas repetitivos por dentes quebrados, raízes residuais e próteses mal adaptadas. Com a introdução do flúor a saúde bucal melhorou muito a saúde das crianças com redução das caries. As próteses bucais tem que ser revistas com frequência para ajuste e evitar o trauma bucal. Os hábitos alimentares também causam lesões bucais com excesso de carboidratos, ultraprocessados,, etc. Estes são mais fatores associados do que causais para cancer de boca.

Podcasts FolhaPE
A Copa 2026 em condomínios: a linha tênue entre torcida e incômodo

Podcasts FolhaPE

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 14:44


Você acredita que a Copa vai trazer um grande desafio para os síndicos? O barulho em dias de jogos é tratado como pelo condomínio? Há uma tolerância maior nessas ocasiões? Existem condomínios que fazem transmissões de jogos nas áreas comuns? Há um aumento do fluxo de convidados nos condomínios nesses dias de jogos da seleção? Como fica esse controle? Nos dias de jogos, como fica o trabalho dos colaboradores? Para responder essas e outas questões sobre a Copa 2026 em condomínios, o âncora Jota Batista conversa com o advogado especialista em Direito Condominial, Yuri Oliveira.

Juanribe
No Inferno por Engano

Juanribe

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 9:53


Existem pessoas vivendo um verdadeiro inferno ainda em vida — presas em dores, culpas, medos e batalhas silenciosas. Nesta impactante ilustração, Pr. @Juanribe Pagliarin mostra como a fé pode transformar ambientes de sofrimento em lugares de esperança e recomeço.Uma mensagem forte sobre salvação, libertação espiritual e renovação interior. Deus ainda é poderoso para arrancar alguém da escuridão e trazer vida onde só existia caos

Brasil Paralelo | Podcast
POR DENTRO DOS PRESÍDIOS MAIS HOSTIS E LETAIS DO PLANETA

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 13:37


O sistema prisional foi concebido originalmente como um instrumento de reabilitação e de isolamento social voltado para a manutenção da ordem pública. No entanto, em diversas regiões do mundo, essa estrutura básica colapsou completamente. Existem complexos penitenciários onde o Estado simplesmente deposita indivíduos considerados irrecuperáveis, resultando em cenários onde a brutalidade substitui qualquer processo de reabilitação e a humanidade é colocada à prova sob o rigor absoluto da sobrevivência. Neste programa, a Brasil Paralelo apresenta uma análise detalhada e documentada sobre algumas das realidades prisionais mais severas e perigosas do planeta. Investigamos as condições extremas do Campo 14 em Kaechon, na Coreia do Norte, onde vigora o sistema de punição hereditária por três gerações; a Colônia Penal n.º 6, conhecida como Golfinho Negro, na Rússia, destinada ao isolamento definitivo de criminosos de alta periculosidade; o colapso por superlotação no Presídio de Muhanga, em Ruanda; e o histórico de descontrole institucional que marcou o complexo de La Sabaneta, na Venezuela. O panorama expõe os limites da hostilidade estrutural e o impacto do colapso da ordem interna.

Sherlocka Holmes
Ep. 114 - URGENTE! EVANGELIZAR SUA FAMÍLIA! Só existem dois caminhos: vida eterna ou puniçã0 eterna

Sherlocka Holmes

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 25:57


Atenção: o episódio 113 só está disponível no youtube, pois perdi o arquivoVocê pode apoiar o podcast a continuar! Clique em SEJA MEMBRO e confira as opções e benefícios que estiu deixando em agradecimento! Agradeço aos apoiadores do Podcast Sherlocka Holmes (até o momento da publicação deste episódio): Isabella Vidal, Lucia Silveira, Deinha Gomes, Jadna V2i, Raquel Monteiro, Anna Mts, Dayelle Alxdr, Lais Oliveira, Maria Isabel Brayner, Ester Chagas, Gabriela BC, Jhulyana Queiroz, Melissa 19, Isabella Maravalha, Belly Batalv, Isabele Martini, Gabriela Bezerra, Hena Soares, Samara Vilela, Esther Morais, Natalia Rios, Gonnellias, Natalia Monção, Patricia Gualandi, Lorena Dias, Thatha Lorraine, Larissa Bollella, Anay Bernardes, Joyce Goncalves, Cibele Alvarenga, Alicia Wittmer, Luana Oliveira, Tamires Sampaio, Naiara Vivia, Audiobookdalu, Sinara Caboculino, Rainani Silva, ana Karine, Oliveira Silva, Luiz H souza, Lei Borges, Thayane Couto, Andressa Vieira, Isabela Ramos.

Podtrash
Podtrash 822 – Taxidermia

Podtrash

Play Episode Listen Later May 30, 2026 95:20


Horror! Medo! Desespero! Existem filmes estranhos. Existem filmes perturbadores. E existe Taxidermia. Para enfrentar essa experiência cinematográfica húngara que parece ter sido concebida após uma sequência de pesadelos induzidos por pálinka vencida e carne processada de procedência duvidosa, convocamos um reforço especial: o inigualável Marcos Noriega. Neste episódio, acompanhamos três gerações de uma família em […]

horror neste medo existem desespero taxidermia podtrash marcos noriega
Sem Moderação
“Os tribunais não existem para fazer vídeos contra o poder legislativo”

Sem Moderação

Play Episode Listen Later May 22, 2026 20:58


Em Portugal, o Governo avança com uma reforma da contratação pública e do Tribunal de Contas que divide opiniões. José Eduardo Martins defende que o visto prévio do TC é um obstáculo desnecessário, lembrando que nenhum dos países com melhores índices de transparência adota este mecanismo. Pedro Delgado Alves reconhece a necessidade de reforma, mas alerta para excessos na proposta, nomeadamente nos limiares de consulta prévia para empreitadas até 1 milhão de euros, e critica a postura do Tribunal de Contas ao produzir vídeos argumentativos contra propostas pendentes no Parlamento. No plano internacional, a cimeira entre Xi Jinping e Putin e a visita americana à China revelam um mundo em recomposição: os Estados Unidos mostram sinais de enfraquecimento estratégico enquanto China e Rússia estreitam laços. Ouça a análise dos comentadores no Antes Pelo Contrário em podcast, emitido na SIC Notícias a 21 de maio. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.

Segurança Legal
#417 – Condomínios e biometria, novos crimes digitais e o mito do Mythos

Segurança Legal

Play Episode Listen Later May 12, 2026 72:30


Neste episódio, Guilherme Goulart e Vinícius Serafim analisam casos reais e tendências que colocam em xeque a segurança digital e física no Brasil. Você vai descobrir como criminosos burlaram um sistema de reconhecimento facial em condomínios de Porto Alegre usando engenharia social, expondo os riscos do teatro da segurança, do solucionismo tecnológico e da hipossuficiência técnica dos consumidores. Em seguida, você vai entender o que está por trás do lançamento do modelo Mitos da Anthropic — classificado como perigoso demais para uso público —, e por que os resultados práticos com o Firefox e o cURL geraram ceticismo no meio da cibersegurança, levantando questões sobre propaganda de IA, governança, regulação e concorrência no mercado de inteligência artificial. Neste episódio, você também acompanha a análise da lei 15.397, que atualizou crimes digitais no Brasil com penas mais severas para furto qualificado digital, cessão de conta laranja e fraude eletrônica — e por que, sem investimento em capacidade investigativa, isso pode ser apenas populismo penal. Além disso, são discutidas duas vulnerabilidades críticas no Linux (CVE Copyfile e Dirty Frag) com exploits já circulando antes da correção, e como a IA pode acabar com o anonimato na internet ao identificar autores por fingerprint de texto com apenas 125 palavras. Os temas de privacidade, proteção de dados, LGPD, segurança ofensiva, pentest e infraestrutura em nuvem permeiam toda a conversa. Assine o Segurança Legal na sua plataforma favorita, siga o perfil nas redes sociais e avalie o podcast para ajudar a ampliar o alcance deste projeto independente de conteúdo sobre segurança da informação. Você também pode apoiar diretamente pelo Apoia.se (apoia.se/segurancalegal) ou simplesmente indicar o podcast para colegas e amigos — cada compartilhamento faz diferença. Entre em contato pelo e-mail podcast@segurancalegal.com ou pelo Mastodon, Instagram, Bluesky, YouTube e TikTok. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana.  Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie!  Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing Shownotes Polícia prende suspeitos de invadir e furtar apartamentos de alto padrão em Porto Alegre; grupo usava fraude em reconhecimento facial Polícia desarticula grupo de criminosos que furtava apartamentos de luxo via redes sociais Atualização do Código Penal para alguns crimes digitais Will AI end anonymity? I tested it I can never talk to an AI anonymously again Anthropic's most dangerous AI model just fell into the wrong hands Unauthorized group has gained access to Anthropic's exclusive cyber tool Mythos, report claims It’s a myth that you need Mythos to find bugs: Open source models can do it just as well Filme: Quebra de Sigilo (Sneakers) BC Protege Livro – Sob a sombra da suástica: a França ocupada Filme – Viagem ao mundo dos sonhos Artigo – Em louvor ao Teatro da Segurança Imagem do episódio: The Ancient Days, Willia, Blanke

Boia
Boia 352 - Dona Margarete bagunça o coreto

Boia

Play Episode Listen Later Apr 21, 2026 108:46


Estamos no oeste australiano, em pleno 2026, atrás de tradição.Não é a mesma coisa que o campeonato de Bells desperta, mas é quase.O sul (Torquay, Bells)evoca história e resultados, enquanto o oeste(Margaret) é mais duro, algo primitivo e árido.Existem limites que podem, e devem, ser ultrapassados.Já vimos JJF fazer isso, Medina, Filipe e Jack.Não sabemos o que tem pela frente, mas o Boia dessa semana se esforça pra pensar nisso.Júlio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente, olham pro assunto de cima.A trilha vem de Massive Attack & Tom Waits com a novíssima Boots on the Ground , Little Shalimar com The Revolution Might Be Televised e Rapaz Folgado, do Noel Rosa, na voz magnifica da Araca, Aracy de Almeida.

Bunker X
6 curiosidades sobre MÚMIAS! | BUNKER X Podcast

Bunker X

Play Episode Listen Later Apr 17, 2026 31:46


As múmias sempre despertaram fascínio — mas e se elas forem muito mais do que simples vestígios do passado? No novo episódio do Arquivo 6, mergulhamos nos segredos por trás das múmias mais enigmáticas da história: do Egito Antigo às descobertas controversas no Peru, passando por teorias que desafiam a arqueologia tradicional. Como civilizações antigas dominaram técnicas de preservação tão avançadas? Existem múmias que simplesmente não deveriam existir? E por que alguns desses corpos parecem carregar mistérios que a ciência ainda não conseguiu explicar? Prepare-se para uma investigação que mistura história, ciência e teorias inquietantes — porque, no fim, a pergunta permanece: o que realmente estamos preservando quando criamos uma múmia? Dê o play e entre no Arquivo. ------------------ Este programa foi um oferecimento de: NORDVPN. Acesse agora e garanta sua segurança digital e DESCONTOS INCRÍVEIS https://www.nordvpn.com/BunkerX INSIDER. Garanta descontos incríveis usando o cupom BUNKERX em: https://www.insiderstore.com.br/BunkerX #InsiderStore ------------------

Paz Church São Paulo - Podcast
O Pior Naufrágio // Sabá Liberal

Paz Church São Paulo - Podcast

Play Episode Listen Later Mar 30, 2026 57:50


Existem perdas que doem… mas nenhuma se compara a uma que acontece em silêncio, pouco a pouco, até que tudo se perde por dentro. Não começa de forma abrupta — começa com pequenas concessões, decisões quase imperceptíveis, até que aquilo que antes era firme começa a afundar. E quando se percebe, já não é mais uma crise… é um naufrágio.Esta mensagem revela uma realidade urgente e profunda: a fé é o bem mais precioso que alguém pode possuir — e também o mais vulnerável quando não é protegido. Entre escolhas, tentações e distrações, existe uma linha tênue entre permanecer firme e se perder no caminho. A pergunta não é se há riscos… mas se você está atento o suficiente para não deixar sua fé afundar.---Ministração do Pr. Sabá Liberal nos Cultos de Celebração de 29 de março de 2026.Se ao ouvir esta mensagem você tomou uma decisão por Jesus ou reconciliou com Deus, queremos te ajudar nessa nova vida. Se você também precisa de oração ou quer participar de um life group, acesse o link: www.paz.vc/sp

Vou Aprender Italiano - Podcast
10 Comidas Italianas que NÃO Existem na Itália

Vou Aprender Italiano - Podcast

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 12:17


10 Comidas Italianas que NÃO Existem na Itália by Pierluigi Rizzo

Naruhodo
Naruhodo #458 - Por que temos enxaqueca?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 60:43


Estima-se que em torno de 15% da população mundial sofra de enxaqueca, com maior prevalência nas mulheres - e muitos sintomas, tais como aura, além de hipersensibilidade à luz, ao som e ao cheiro... Afinal, o que a ciência tem a dizer sobre o tema?Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.>> OUÇA (60min 43s)Convidado: Dr. Fabiano Moulin de MoraesMédico neurologista pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, onde é preceptor da residência em Neurologia. Membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, Professor da Casa do Saber e Especialista em neurologia da cognição e do comportamento. Participou do Naruhodo Entrevista 48.* Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*APOIO: INSIDERIlustríssima ouvinte, ilustríssimo ouvinte do Naruhodo, janeiro é tempo de recomeços - e o recomeço mais importante é o momento em que acordamos, todos os dias.Afinal, a escolha da manhã muda tudo:- Vestir a roupa de treino assim que acorda — mesmo treinando só à tarde — aumenta a chance de cumprir a meta.- Colocar uma peça inteligente para trabalhar ou criar conteúdo te coloca instantaneamente em modo produtivo e confiante.- Mesmo para ficar em casa, trocar o pijama por um look confortável e bonito muda o humor, a energia e a presença.Ou seja: a Insider entra no seu ritual matinal e acompanha sua rotina com naturalidade.Então use o endereço a seguir pra já ter o cupom NARUHODO aplicado ao seu carrinho de compras: são 10% de desconto, ou 15% de desconto caso seja sua primeira compra.>>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODOOu clique no link que está na descrição deste episódio.E bons recomeços pra você!INSIDER: inteligência em cada escolha.#InsiderStore*REFERÊNCIASMigraine Triggers: An Overview of the Pharmacology, Biochemistry, Atmospherics, and Their Effects on Neural Networkshttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8088284/Migraine and cognitive dysfunction: a narrative reviewhttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11657937/Structural and Functional Brain Changes in Migrainehttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8119592/Migraine: Multiple Processes, Complex Pathophysiologyhttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4412887/Migraine management: Non-pharmacological points for patients and health care professionalshttps://www.degruyterbrill.com/document/doi/10.1515/med-2022-0598/htmlIs there a causal relationship between stress and migraine? Current evidence and implications for managementhttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8685490/The Global Burden of Migraine: A 30-Year Trend Review and Future Projections by Age, Sex, Country, and Regionhttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11751287/Practical issues in the management of sleep, anxiety, and mood disorders in primary headacheshttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12221693/Differentiating Visual Symptoms in Retinal Migraine and Migraine With Aura: A Systematic Review of Shared Features, Distinctions, and Clinical Implicationshttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12380025/Current Trends in Pediatric Migraine: Clinical Insights and Therapeutic Strategieshttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11940401/Migrainehttps://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMra1915327Pratice guideline update summary: Acute treatment of migraine in children and adolescentshttps://www.neurology.org/doi/10.1212/WNL.0000000000008095Migraine aura as an artistic resource https://nah.sen.es/vmfiles/vol13/NAHV13N22025102_115EN.pdfMigraine aura as artistic inspiration.https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC1838881/Migraine as a source of artistic inspirationhttps://neuro.org.br/pdfs/RBN-59/RBN-594-DEZEMBRO/RBN-594-DEZEMBRO.pdf#page=44Migraine and risk of all-cause mortality and specific cause mortality: a systematic review and meta-analysishttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12534955/Comparative effects of drug interventions for the acute management of migraine episodes in adults: systematic review and network meta-analysishttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11409395/The impacts of migraine on functioning: Results from two qualitative studies of people living with migrainehttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10922598/Exploring the Hereditary Nature of Migrainehttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8075356/Transient receptor potential melastatin 8 (TRPM8) is required for nitroglycerin and calcitonin gene-related peptide induced migraine-like pain behaviors in micehttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9519811/Association between weather conditions and migraine: a systematic review and meta-analysishttps://link.springer.com/article/10.1007/s00415-025-13078-0Evaluation of Green Light Exposure on Headache Frequency and Quality of Life in Migraine Patients: A Preliminary One-way Cross-over Clinical Trialhttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8034831/CGRP — The Next Frontier for Migrainehttps://www.nvvg.nl/files/3306/CGRP%20—%20The%20Next%20Frontier%20for%20Migraine.pdfDigital Media Use in Adolescents with Migraine: A Topical Reviewhttps://link.springer.com/article/10.1007/s11916-025-01444-6Placebo Response in Acute and Prophylactic Treatment of Migrainehttps://www.neurologic.theclinics.com/article/S0733-8619(25)00068-4/abstractCalcitonin Gene–Related Peptide Inhibitors and Cardiovascular Events in Patients With Migrainehttps://www.neurology.org/doi/abs/10.1212/WNL.0000000000214479?casa_token=WccpvEByt0MAAAAA:LKbxQClihNe2WsrHRKBmteHftcUECeozPKYcnSQPjsBA0hlEvKExc2DvBgn-J5WwWyudd3QV1nluWwInsights from triggers and prodromal symptoms on how migraine attacks start: The threshold hypothesishttps://journals.sagepub.com/doi/10.1177/03331024241287224Elucidating the susceptibility genes between insomnia and migraine by integrating genetic data and transcriptomeshttps://link.springer.com/article/10.1186/s10194-025-02249-zThe experience of neck pain in people with migraine: A qualitative studyhttps://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413355525003922?casa_token=9ct7RuiXWIgAAAAA:Sxlqh2wKO3-2l4ig9hzuXb92eJtttlM1Mdd3EId-5BfNQ2J8kpTn2iCd3tr6a0l58kyqDTDR7wThe impact of pain on memory: a study in chronic low back pain and migraine patients https://academic.oup.com/braincomms/article/8/1/fcaf486/8376909Migraine as a dynamic continuum during the life coursehttps://www.thelancet.com/journals/laneur/article/PIIS1474-4422(25)00441-7/abstractNaruhodo #447 - O que é AVC e como evitá-lo? #TodosPeloPirullahttps://www.youtube.com/watch?v=vRu9cet1TWMNaruhodo #236 - Por que temos dor de cabeça?https://www.youtube.com/watch?v=q8FtXVlSz1INaruhodo #345 - Por que às vezes sentimos as dores dos outros?https://www.youtube.com/watch?v=mKdMBCqy6XANaruhodo #145 - Por que a cabeça dói quando tomamos gelado?https://www.youtube.com/watch?v=qjq2Ds6YB-cNaruhodo #165 - Quando tomo antidepressivos continuo sendo eu mesmo?https://www.youtube.com/watch?v=dWyfUyHUiA4Naruhodo #62 - Existem doenças psicossomáticas?https://www.youtube.com/watch?v=etuFYdCAKe4Naruhodo #288 - Por que existe a menopausa?https://www.youtube.com/watch?v=3Ewwdi2guWgNaruhodo #339 - Por que as coisas parecem girar quando estamos bêbados?https://www.youtube.com/watch?v=YmK1Yq0mwW8Naruhodo #398 - Jejum intermitente funciona?https://www.youtube.com/watch?v=lTkWGFFkOLo*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. 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