Podcasts about existem

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Igreja Amor em Movimento - AEM
Gui Rebustini | O gadareno, do sepulcro à vida

Igreja Amor em Movimento - AEM

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 58:51


Nessa pregação, pastor Gui Rebustini nos leva a refletir na história de um homem, um gadareno, endemoniado a muitos anos, mas que um dia encontrou Jesus e experimentou libertação.Existem pessoas que:• Estão vivendo emocionalmente nos sepulcros.• Estão presas em cadeias invisíveis.• Estão isoladas mesmo estando rodeadas de gente.• Estão gritando por dentro, mas sorrindo por fora.O mesmo Jesus que atravessou o mar, é o mesmo Jesus que quer te curar, te restaurar, te tirar desse buracoEle continua entrando em territórios impuros, Ele continua confrontando legiões, Ele continua restaurando mentes, Ele continua chamando libertos para missão.

Papo de UX
#PapoReto 073 - O poder do exemplo silencioso

Papo de UX

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 6:23


Existem pessoas que inspiram não pelo discurso, mas pelo jeito de agir. Elas não precisam falar muito sobre valores, porque o comportamento diário já comunica tudo. Neste episódio do Papo Reto, eu trago uma reflexão sobre o poder do exemplo silencioso e por que atitudes coerentes impactam muito mais do que qualquer fala bonita.Durante a reflexão, falo sobre a diferença entre quem fala bem e quem faz bem, sobre como o nosso comportamento ensina o tempo todo mesmo quando não percebemos e por que as pessoas aprendem muito mais observando do que ouvindo. Também conecto esse tema com liderança, mostrando como o exemplo de quem está em posições de referência se multiplica e molda culturas inteiras.Esse papo é um convite para olhar com mais atenção para as pequenas atitudes do dia a dia, aquelas que acontecem quando não tem plateia, aplauso ou recompensa. Porque no fim das contas, o discurso pode impressionar, mas é o comportamento que constrói confiança, credibilidade e transformação real.Mentoria Luan Mateus ⁠⁠⁠⁠https://mentoria.papodeux.com.br⁠⁠⁠⁠News do Papo ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://papodeux.substack.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠http://instagram.com/papodeux/⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠YouTube ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.youtube.com/@papodeux⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Gregario Cycling
Episódio 297 - Triplo Stelvio, com Ricardo Simões

Gregario Cycling

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 46:48


Existem montanhas. E existem mitos.O Passo dello Stelvio é mais que uma subida — é um monumento do ciclismo mundial. Palco de batalhas históricas do Giro d'Italia, cenário de superação, beleza e sofrimento na mesma medida.Agora imagine encarar os três lados do Stelvio em um único dia.Esse é o Triplo Stelvio:

Dia a dia com a Palavra
Seu corpo tem dado sinais?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 1:11


Existem movimentos corporais que vou chamar de agitação são movimentos quase que involuntários, mas eles são sinais de uma questão muito importante: a existência de preocupação.Dentre os sintomas mais comum nós temos: mãos suando, pernas balançando, braços se tremendo, etc. Quando isso acontece, é um sinal de agitação e ansiedade.Essa agitação provém de algum estímulo. Esse estímulo pode ser por uma pressão do trabalho, pode ser pelas muitas coisas pra fazer, por uma questão difícil a ser resolvida. Existem muitas portas que podem gerar esses sinais corporais.Veja então o que diz o Salmo 46 no verso 10: "Aquietem-se e saibam que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra."Se você quer ouvir Deus, sua agitação deve cessar, é preciso se acalmar. A agitação te distrai, te faz agir por impulso, te dispersa, te torna surdo e insensível ao agir de Deus. Por isso que o salmista diz: "Aquietem-se". Sim, esse é o primeiro e talvez o mais importante passo se você quer mudar seu estilo de vida.Eu não disse que será um processo fácil, mas acalmar-se diante de Deus é o primeiro passo para uma mudança em seu comportamento. Pare o que está fazendo e desfrute do que Deus está fazendo.

Amorosidade Estrela da Manhã
DENTRO DO ESTEREÓTIPO PROPOSTO PELO SISTEMA HUMANO, SÓ TEM BANDIDO. E TALVEZ O PROBLEMA SEJA QUERER SER MOCINHO. PORQUE DAÍ VEM A TAL DA HIPOCRISIA. NÃO EXISTEM MOCINHOS! DEUS TALVEZ SEJA O MAIOR DOS

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 5:35


Vou Aprender Italiano - Podcast
10 Comidas Italianas que NÃO Existem na Itália

Vou Aprender Italiano - Podcast

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 12:17


10 Comidas Italianas que NÃO Existem na Itália by Pierluigi Rizzo

Arauto Repórter UNISC
Onde Há Lugar Para Você

Arauto Repórter UNISC

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 4:21


Em algum ponto amadurecemos e mudamos a pergunta. Deixamos de procurar defeitos em nós e começamos a observar o cenário: por que continuo tentando sentar onde nunca houve um lugar para mim? A resposta educa o coração.Cada um de nós carrega uma mesa simbólica na vida. Nela se partilham conversas, afeto, projetos e silêncios. Em algumas mesas, alguém puxa uma cadeira assim que você chega. Há olhos que acolhem, espaço que se abre, presença que é natural. Nesses lugares você não precisa explicar quem é, nem encolher para caber. A dignidade é o talher.Existem outras mesas. Umas deixam você de pé, outras atrasam a cadeira como se o tempo fosse um teste. Ali, o convite é condicional: primeiro prove que merece. Aos poucos, a dúvida entra, a autoestima se desgasta, a alma desaprende a confiar. A lição é dura, porém libertadora: quando o lugar precisa ser implorado, o problema não é quem se senta, é a mesa que não sabe acolher.Perseverar onde não há espaço não é virtude, é exaustão.É confundir insistência com amor próprio. Honrar a própria vida é reconhecer que pertencimento não se negocia.Você não é favor, é pessoa. Não se demore em ambientes que tratam sua presença como incômodo. Onde o respeito exige desconto, a paz pede saída.A sabedoria está em escolher mesas que sustentem quem você é. Mesas onde a conversa amplia, o silêncio não assusta e o pão circula sem contagem. A cadeira certa existe, e costuma ficar ao lado de pessoas que celebram a sua autenticidade, não a sua performance.A lição final cabe no gesto simples de levantar-se.Levantar não é desistir, é graduar-se em amor próprio.Quando você se afasta do lugar que fere, abre caminho para o encontro que cura. Procure a mesa onde sua presença conta. Sente-se. Respire. Partilhe. O mundo muda um pouco toda vez que alguém aprende a escolher onde pousar o coração.

Assunto Nosso
Onde Há Lugar Para Você

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 4:21


Em algum ponto amadurecemos e mudamos a pergunta. Deixamos de procurar defeitos em nós e começamos a observar o cenário: por que continuo tentando sentar onde nunca houve um lugar para mim? A resposta educa o coração.Cada um de nós carrega uma mesa simbólica na vida. Nela se partilham conversas, afeto, projetos e silêncios. Em algumas mesas, alguém puxa uma cadeira assim que você chega. Há olhos que acolhem, espaço que se abre, presença que é natural. Nesses lugares você não precisa explicar quem é, nem encolher para caber. A dignidade é o talher.Existem outras mesas. Umas deixam você de pé, outras atrasam a cadeira como se o tempo fosse um teste. Ali, o convite é condicional: primeiro prove que merece. Aos poucos, a dúvida entra, a autoestima se desgasta, a alma desaprende a confiar. A lição é dura, porém libertadora: quando o lugar precisa ser implorado, o problema não é quem se senta, é a mesa que não sabe acolher.Perseverar onde não há espaço não é virtude, é exaustão.É confundir insistência com amor próprio. Honrar a própria vida é reconhecer que pertencimento não se negocia.Você não é favor, é pessoa. Não se demore em ambientes que tratam sua presença como incômodo. Onde o respeito exige desconto, a paz pede saída.A sabedoria está em escolher mesas que sustentem quem você é. Mesas onde a conversa amplia, o silêncio não assusta e o pão circula sem contagem. A cadeira certa existe, e costuma ficar ao lado de pessoas que celebram a sua autenticidade, não a sua performance.A lição final cabe no gesto simples de levantar-se.Levantar não é desistir, é graduar-se em amor próprio.Quando você se afasta do lugar que fere, abre caminho para o encontro que cura. Procure a mesa onde sua presença conta. Sente-se. Respire. Partilhe. O mundo muda um pouco toda vez que alguém aprende a escolher onde pousar o coração.

Economia
'Pejotização', benefícios: os próximos passos para a justiça fiscal no Brasil, segundo observatório

Economia

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 5:21


A reforma fiscal de 2025 é um primeiro passo para reduzir as desigualdades tributárias no Brasil, mas muito resta a fazer para a justiça fiscal no país, avaliam economistas do recém‑criado Observatório Fiscal Internacional, em Paris. O centro de estudos, dirigido pelo economista francês Gabriel Zucman, concentra pesquisas em temas como tributação da riqueza, evasão fiscal e fluxos financeiros ilícitos. Lúcia Müzell, da RFI em Paris A instituição é a ampliação do Observatório Fiscal Europeu, sediado desde 2021 na Paris School of Economics (PSE). O Brasil atrai uma atenção especial dos pesquisadores, ao ter um dos sistemas tributários mais desiguais, “se não for o mais desigual entre as grandes economias”, segundo Zucman. “Esta situação precisa evoluir. Trata-se de um desafio econômico e político central para o Brasil, que acho que estará no foco da eleição presidencial”, disse, no lançamento da instituição, na última quinta-feira (5). Durante a presidência brasileira do G20, em 2024, o economista contribuiu para a elaboração da proposta de criação de um imposto global de 2% sobre a renda dos ultrarricos, que Brasília levou à mesa de negociações do fórum internacional. A declaração final do evento não incluiu o projeto, que atingiria cerca de 3 mil pessoas no mundo. Entretanto, o comunicado fez uma menção inédita à importância da tributação dos bilionários, uma vitória para os defensores do tributo. Para Zucman, o debate que se sucedeu não só no Brasil, como na França, Holanda, Espanha, África do Sul, Colômbia e o estado americano da Califórnia, mostra que os avanços para uma maior justiça fiscal são uma questão de tempo. “Por todo o lugar, estamos vendo iniciativas para encontrar uma solução para o problema atual, de que as grandes fortunas conseguem se exonerar da solidariedade nacional. Acho que daqui a 20 ou 30 anos, retrospectivamente, veremos o período atual, entre 2024 e 2026, como o ponto de virada: o início de um movimento internacional pela taxação dos bilionários, das grandes fortunas, da mesma forma como houve um movimento internacional no início do século 20 para a criação do imposto de renda progressivo”, frisou. No Brasil, desigualdade ainda maior do que se pensava Em agosto passado, o Ministério da Fazenda apresentou um trabalho da equipe de Zucman em parceria com a Receita Federal sobre a desigualdade tributária no Brasil, ainda maior do que se imaginava. O 1% de brasileiros mais ricos concentram cerca de 27,4% de toda a renda no país, 7% a mais do que apontavam estudos anteriores. Além disso, a pesquisa concluiu que enquanto as classes médias e os trabalhadores no Brasil têm uma alíquota média de impostos de 42,5%, o topo da pirâmide de renda tem menos da metade, 20,6%. Apesar da reforma, que aumentou a faixa de isenção do imposto de renda para os mais pobres e criou um tributo inédito para o topo da riqueza no Brasil, as distorções continuam e a regressividade do imposto no Brasil é uma das mais elevadas do mundo, salienta Theo Palomo, autor principal da pesquisa. “Existem várias propostas, um debate público sobre como reduzir essa regressividade. Mas só é possível avaliar essas propostas quando você tem números de qual é a diferença de tributo que o bilionário está pagando em relação à classe média”, afirmou o doutorando na PSE. “O nosso estudo faz exatamente isso: ele consegue informar o debate e possibilitar uma discussão mais informada da realidade brasileira.” Benefícios fiscais para empresas Um dos focos das próximas pesquisas será avaliar a eficiência dos benefícios tributários, que fazem despencar a arrecadação das empresas, principalmente as grandes. “Existe muito benefício para a inovação, a tecnologia, o desenvolvimento regional. Então, uma pergunta fundamental é: esses benefícios estão cumprindo seu papel?”, disse. “Essa é uma questão superimportante, ainda mais nesse cenário de que o Brasil tem uma restrição orçamentária, e os benefícios tributários são gigantescos. As grandes empresas, como a gente mostra no nosso estudo, são controladas pela população mais rica, ou seja, esses benefícios, no fundo, beneficiam os mais ricos.” Os mecanismos de fuga de impostos também estão na mira do observatório. Um dos movimentos que a reforma fiscal tende a acelerar entre os ricos é o de reter os lucros nas empresas, em vez de distribui-los, e assim evitar a mordida do imposto de renda. “Tem uma discussão de áreas mais cinzentas do que seria evasão e otimização. É uma coisa que a gente está começando a estudar, por exemplo, a pejotização”, destaca Palomo. “A gente está querendo justamente avançar nessa agenda para entender exatamente a contribuição de cada um, não só em termos de orçamento, que é uma questão importantíssima, quanto do orçamento está sendo perdido por evasão fiscal, mas também entender como isso impacta a desigualdade do Brasil.” Em abril, o Observatório Fiscal Internacional publicará um relatório sobre a progressividade dos impostos na América Latina, com foco nos ultrarricos. Brasília exerce atualmente a presidência da Plataforma de Cooperação Tributária para a América Latina e o Caribe (PTLAC), que discute soluções para implementar maior justiça fiscal na região. O fórum foi criado em 2022, no âmbito da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Leia tambémFrança: volta de Imposto sobre a Fortuna não causaria debandada de ricos, indica estudo

Meio Ambiente
Ao menosprezar danos à natureza, empresas ignoram riscos para elas mesmas, alerta relatório

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 23:40


Ao contribuírem para a perda da biodiversidade do planeta, empresas mundo afora estão cavando a própria cova – e não fazem nada, ou muito pouco, para reverter os riscos que pesam sobre elas mesmas. Um relatório publicado nesta segunda-feira (9) apresenta as conclusões de três anos de pesquisas sobre uma relação que é, ao mesmo tempo, de dependência e de destruição. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O estudo da respeitada Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), conhecido como “o IPCC da biodiversidade”, alerta que todos os negócios dependem da natureza. Entretanto, as atividades econômicas resultaram na redução de 40% dos estoques do capital natural a partir de 1992, aponta o texto. “O crescimento da economia global ocorreu à custa de uma imensa perda de biodiversidade, que agora representa um risco sistêmico crítico e generalizado para a economia, a estabilidade financeira e o bem-estar humano”, afirma o documento, elaborado por especialistas de 75 países, incluindo consultas a comunidades indígenas e tradicionais. O texto adverte empresas, corporações e o setor financeiro que o modo sobre o qual estruturam as suas atividades – majoritariamente predatórias – impulsiona o declínio da natureza e “nem sempre é compatível com um futuro sustentável”. “O fundamental é que os especialistas detalharam a exposição das empresas à perda de biodiversidade, como elas podem medir o seu impacto e as suas dependências, e assim entender os riscos. É a primeira vez que atingimos esse nível de detalhamento, com esta quantidade de especialistas e com a presença de 150 governos”, resumiu Matt Jones, um dos três copresidentes do trabalho, apresentado na conclusão da 12ª sessão plenária do IPBES, em Manchester (Inglaterra). “Com uma clareza inédita, o relatório ajuda as empresas a entenderem o que elas precisam fazer agora.” Dependência direta ou indireta – mas todas dependem Essa dependência pode ser óbvia, como na agricultura ou na mineração, ou nem tão clara à primeira vista, como nas tecnologias digitais. “Pode ser de uma maneira muito direta, como no caso do agronegócio, que depende diretamente dos solos, de polinização, de água etc., mas também cadeias indiretas. Uma empresa que está desenvolvendo inteligência artificial depende de recursos que estão na nuvem e necessariamente precisa de uma série de componentes primários que vêm da natureza, depende de água para resfriar os seus servidores” explicou à RFI Rafael Loyola, coordenador de um dos capítulos do relatório e diretor da Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável. “Quando as empresas começarem a entender que o risco de perda de biodiversidade e de degradação da natureza é um risco material, a mentalidade começa a mudar e as empresas vão começar a internalizar esses custos.” Conforme o estudo, em 2023, os fluxos globais de financiamento público e privado com impactos negativos diretos sobre a natureza chegaram a US$ 7,3 trilhões. Desse valor, um terço foram gastos públicos em subsídios que são prejudiciais ao meio ambiente. No caso do Brasil, Loyola ressalta que os incentivos à agricultura de baixo carbono representam uma minoria do pacote total de recursos disponibilizados para o setor. “A gente está falando em cortar subsídios que geram impacto ou pelo menos reorientá-los, para que não sejam, em sua maioria, atividades impactantes. Estamos falando eventualmente de taxas e benefícios fiscais para as atividades positivas”, exemplificou. “O governo tem um papel estruturante, que é importante para o mercado.” Desconhecimento afeta a proteção A mensuração dos danos é insuficiente, contribuindo para que os danos à natureza sejam minimizados tanto em termos políticas públicas, quanto na alocação de investimentos por bancos e o setor financeiro. Menos de 1% das empresas reporta seus impactos sobre a biodiversidade, nota o estudo. “Elas vão ter que avaliar isso na cadeia de valor que têm e comparar opções entre os seus fornecedores, por exemplo. E obviamente, em um nível mais alto das empresas, olhar para a sua estratégia e ver se ela gera valor porque está alinhada à natureza, e não porque está degradando a natureza. Assim eles poderão redirecionar os seus investimentos”, complementa o especialista brasileiro. Em 2023, apenas US$ 220 bilhões foram direcionados para atividades que contribuem para a conservação e restauração da biodiversidade – ou seja, 3% do valor mobilizado em atividades prejudiciais à natureza. Muitas dos negócios que apostam na conservação de espécies não têm conseguido gerar receitas suficientes para prosperarem, indica o texto. Recomendações O estudo traz uma lista de 100 recomendações para agentes públicos, privados e da sociedade civil promoverem uma “mudança transformadora”, ressaltando que um dos problemas é a falta de informação sobre as oportunidades que o caminho da preservação representa.   Medidas como aumentar a eficiência, reduzir o desperdício e as emissões de CO2 beneficiam a biodiversidade. Um maior engajamento junto às comunidades locais, detentoras de conhecimentos tradicionais sobre a natureza, também está entre as recomendações.    “Com uma relação respeitosa e apropriada com povos indígenas e comunidades locais, as empresas podem tomar decisões melhores. Existem muitos conhecimentos e dados existentes e as empresas não utilizam como poderiam”, apontou Matt Jones. Para Rafael Loyola, o Brasil é um modelo de como é possível adaptar planos de negócios para torná-los sustentáveis e positivos para a natureza, com as cadeias do açaí e da castanha, na Amazônia. Falta, entretanto, dar escala a essas iniciativas. “No centro do problema, existe a necessidade de mudança de mentalidade, de se entender que a natureza é um ativo para as empresas e a sociedade, e não um problema. Só que hoje temos um conjunto de condições que fazem com que seja mais lucrativo e mais fácil desenvolver um negócio que tem impacto sobre a natureza do que um que a restaure, a recupere”, disse Loyola. “Tem um papel central do Banco Central e dos bancos de desenvolvimento de, na hora de alocar o investimento, fazer uma diligência muito bem feita e fazer um monitoramento do que está sendo reportado, para que seja possível verificar que o que está sendo dito de fato acontece.” 

Invoice Cast
Quando devo acionar o jurídico no comércio exterior? - 172

Invoice Cast

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 76:19


Existem momentos no comércio exterior que a esfera administrativa não resolve e pior, sempre há uma dificuldade em saber quando é o momento certo de acionar advogados(as) no comércio exterior para intervir.Também falamos dos temas que mais são acionados, o que é mais desafiante lidar e o que pode ser feito preventivamente para reduzir riscos..⭕Nome e redes sociais dos participantes:. Carmem Grasiele Silvahttps://www.linkedin.com/in/carmem-grasiele-silva-advogadaaduaneiroeinternacional/https://www.instagram.com/carmemgrasi/ .Hernani Ferreirahttps://www.linkedin.com/in/hernani-ferreira-a76611150/https://www.instagram.com/hernanif_/ . Wagner Coelhohttps://www.linkedin.com/in/wagner-coelho-a7879813a/https://www.instagram.com/wagneracoelho/ .Jonas Vieira https://www.linkedin.com/in/jonasvieira/https://www.instagram.com/o_jonasvieira/.

Arauto Repórter UNISC
Quem escreve a sua história é você

Arauto Repórter UNISC

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 2:59


Tem coisas na vida…que simplesmente não estão nas nossas mãos.A gente não controla o que falam da gente.Não escolhe os pais que tem.Não escolhe nem o nome que recebe ao nascer.E tudo bem.O problema começa quando a gente esqueceo que está nas nossas mãos.Você não controla a opinião dos outros…mas controla, todos os dias,a opinião que constrói sobre você mesmo.Você não escolheu seus pais…mas escolhe com quem caminha.Com quem constrói uma casa.Com quem cria um filho.Com quem divide a vida.Você não escolheu seu nome…mas escolhe o que faz com ele.Se ele carrega respeito.Se ele carrega verdade.Ou só passa em branco.Existem coisas que a gente não controla.Aceitar isso traz paz.Mas tudo aquilo que depende das nossas decisões…isso é responsabilidade nossa.Nem sempre a culpa é nossa.Mas a responsabilidade…essa é sempre.Responsabilidade pelo foco.Pelas escolhas.Pelo silêncio na hora certa.Pela coragem quando ela é necessária.No fim das contas, viver é isso:parar de brigar com o que não depende da gente…e assumir, de vez, o que depende.Porque o mundo pode até tentar te definir…mas quem escreve a tua história,todos os dias,é você.Então respira.Cuida do teu caminho.Segue o plano.E não se distrai.

Assunto Nosso
Quem escreve a sua história é você

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 2:59


Tem coisas na vida…que simplesmente não estão nas nossas mãos.A gente não controla o que falam da gente.Não escolhe os pais que tem.Não escolhe nem o nome que recebe ao nascer.E tudo bem.O problema começa quando a gente esqueceo que está nas nossas mãos.Você não controla a opinião dos outros…mas controla, todos os dias,a opinião que constrói sobre você mesmo.Você não escolheu seus pais…mas escolhe com quem caminha.Com quem constrói uma casa.Com quem cria um filho.Com quem divide a vida.Você não escolheu seu nome…mas escolhe o que faz com ele.Se ele carrega respeito.Se ele carrega verdade.Ou só passa em branco.Existem coisas que a gente não controla.Aceitar isso traz paz.Mas tudo aquilo que depende das nossas decisões…isso é responsabilidade nossa.Nem sempre a culpa é nossa.Mas a responsabilidade…essa é sempre.Responsabilidade pelo foco.Pelas escolhas.Pelo silêncio na hora certa.Pela coragem quando ela é necessária.No fim das contas, viver é isso:parar de brigar com o que não depende da gente…e assumir, de vez, o que depende.Porque o mundo pode até tentar te definir…mas quem escreve a tua história,todos os dias,é você.Então respira.Cuida do teu caminho.Segue o plano.E não se distrai.

Dia a dia com a Palavra
E agora? O que você vai fazer?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 1:34


Existem notícias que podem tirar o chão de seus pés. Nesses momentos parece que a esperança vai embora entre os dedos de sua mão.Isso me faz lembrar do Salmo 42 no verso 11 que diz:"Por que você está abatida, ó minha alma? Por que se perturba dentro de mim? Espere em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu."O salmista atravessava um período difícil de vida. Humilhado pelos inimigos, e se sentindo esquecido até por Deus, ele tinha sua alma completamente abatida. Mas independente do tamanho do sofrimento ou de toda a angústia que apertava seu peito, o salmista manteve algo essencial para a vida: a esperança.Um ser humano sem esperança torna-se frio, abatido. Mas um ser humano com esperança consegue ver através do tempo e de todas as circunstâncias. A esperança alegra, fortalece, encoraja, revigora, nutre, abençoa.A esperança é resultado de fé. A esperança passa por cima até do pior diagnóstico, porque ela está firmada em Deus."Espera em Deus, eu ainda o louvarei..." - não tinha como terminar melhor. É como se o salmista dissesse: Tudo isso vai passar, eu creio! Então, espere em Deus, pois só essa atitude pode te trazer esperança nesse momento difícil.

Espiritismo Cast
NÃO mexa nos meus livros [Ep87]

Espiritismo Cast

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 107:30


"NÃO mexa nos meus livros!". Assim começamos a programação dos "Embalos de Sábado à noite do ECK" de 2026, atividade que já é tradicional no Coletivo Espiritismo COM Kardec. Mas, quais são os livros? E de quem são os livros que não se pode mexer? E é já neste sábado, dia 7 de fevereiro. Mas, ATENÇÃO! O evento terá NOVO HORÁRIO neste ano, começando às 18h00.Volta à bancada do ECK, então, a temática que envolve duas das obras fundamentais de Allan Kardec, "O Céu e o Inferno" (1865) e "A Gênese" (1869) que, ainda na França, logo após a morte do Professor Rivail (Allan Kardec) sofreram modificações importantes. E o debate, que já ocorreu em outros tempos, lá, mesmo, na França e, depois, aqui no Brasil, foram retomados a partir do lançamento da obra "O legado de Allan Kardec" (2019), escrito por Simoni Privato Goidanich.Por isso, inicialmente, cabe questionar:1) Que evidências demonstram que as alterações efetuadas, nos originais em francês, das duas obras, NÃO foram feitas por Kardec?2) Existem textos, nas edições póstumas, publicadas SEM a presença (e a autorização legal) de Kardec, que podem ser considerados como de sua lavra?3) Há pessoas que têm afirmado com ênfase e, até, teimosia, de que há "evidências" (tidas como inquestionáveis) que demonstram que foi Kardec o autor de TODAS as modificações?4) É possível falar em ALTERAÇÕES e ADULTERAÇÕES? Os dois tipos estão presentes? Qual a diferença entre eles?5) Por que é ILEGAL, AÉTICA e ANTI-DOUTRINÁRIA a publicação das obras como sendo de autoria de Kardec, após 31 de março de 1869 (data de sua desencarnação)?6) Por que há espíritas que desejam "fechar questão" diante do embate entre as duas teses conhecidas (obras alteradas por terceiros x obras autênticas), se inexistem PROVAS INCONTESTES da autoria e do respeito não só à lei francesa (e mundial) e à coerência doutrinária?7) Existe um "caminho do meio", de entendimento, de consenso e de união dos espíritas diante desse cisma contemporâneo?Esta edição dos "Embalos" terá a presença de Marco Milani (SP) e Henri Netto (PB), nos debates, que serão conduzidos por Marcelo Henrique (SC), responsável pela Moderação. Esse trio tem se destacado na pesquisa, no estudo comparativo e na publicação de artigos e documentos tratando de questões afetas à obra literária de Kardec, sua defesa, sua integridade e a necessidade de preservação do "edifício espírita", com seus princípios e fundamentos, diante das (sempre presentes) tentativas de pessoas em introduzir conceitos alienígenas e desfigurar a própria Filosofia Espírita.

Presente Diário
Mão divina

Presente Diário

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 3:35


Devocional do dia 07/02/2026 com o Tema: Mão divina Alguns acontecimentos na vida são marcantes, traumáticos e difíceis de entender. Existem situações que já vivi e ainda me pergunto: Por que Deus permitiu aquilo? A verdade é que essa realidade atinge todos nós. Leitura Bíblica: Gênesis 50.14-21 Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o planejou para o bem, para que a vida de um numeroso povo fosse salva hoje (Gn 50.20).See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
“Democracia não é só o voto”: Raquel Varela sobre a 2.ª volta das presidenciais

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 16:43


A campanha para a segunda volta das presidenciais portuguesas termina esta sexta-feira, com um país dividido; entre a promessa de ordem e a defesa da democracia. A historiadora e investigadora, Raquel Varela, alerta para a ameaça representada por André Ventura, líder do partido de extrema-direita, critica a cumplicidade mediática e questiona o apoio da direita a António José Seguro, candidato apoiado pelo PS. Para a historiadora, o voto pode travar o pior, mas não cura a “pneumonia” do sistema. A campanha para a segunda volta das eleições presidenciais termina esta sexta-feira, 6 de Fevereiro, e chega ao fim com um traço comum: falou-se menos de propostas e mais de um retrato do país. Nesta segunda volta, António José Seguro procurou apresentar-se como candidato da estabilidade institucional, enquanto André Ventura tentou ocupar o lugar do choque político. Pelo meio, o debate tornou-se mais emocional do que racional, mais centrado no medo e na raiva do que numa ideia clara do futuro. É a partir desse retrato que Raquel Varela, historiadora e investigadora, faz a sua leitura. “Eu acho que nós temos que fazer perguntas porque, normalmente, são muito melhores do que as respostas”, afirma, antes de justificar porquê. “Não devemos tentar respostas fáceis, não é? (…) às vezes é preciso fazer perguntas muito difíceis a nós próprios.” A pergunta que coloca, diz, é desconfortável e obriga a rever certezas: “Porque é que a maioria dos quadros de direita do país ou do centro direita, grande parte deles apoiam António José Seguro?” Raquel Varela sublinha que esta questão entra em choque com hipóteses que vinham a ser formuladas. “Isto é um contrassenso face àquilo que pessoas, como eu tinham dito há meses e há anos”, diz, referindo-se à ideia de que as classes dirigentes portuguesas estariam a apoiar “alguma solução de tipo fascista ou bonapartista”, isto é, “alguma forma de restrição dos direitos, liberdades e garantias”. E acrescenta, sem fugir à revisão: “Como é que eu posso responder a esta pergunta difícil (…) que me mobiliza também aquilo que eu pensava? Estava errada.” Para a historiadora, a própria análise política exige aceitar a possibilidade do erro: “Nós erramos em ciências sociais são apostas, são hipóteses.” A dúvida sobre a estratégia das classes dirigentes não altera, porém, a certeza sobre André Ventura. “Não tenho dúvidas absolutamente nenhumas de que André Ventura representa uma ameaça à democracia”, afirma. E reforça a caracterização: “Mais do que uma ameaça à democracia, é um partido de caráter fascista.” Raquel Varela aponta ainda o que considera ser o início de um processo mais amplo: “É uma ameaça aos direitos do trabalho e a violência contra os imigrantes é só o início da violência contra os trabalhadores em geral”, referindo o caso norte-americano: “Como se viu com o ICE e a milícia de Donald Trump nos Estados Unidos.” Raquel Varela enquadra esse crescimento com uma crítica directa ao papel da comunicação social. “André Ventura tem sido levado ao colo por grande parte dos jornais que são detidos por empresas em Portugal”, afirma. E inclui também órgãos “dependentes do Estado”, como a televisão pública. A historiadora considera que isso é um tema interno da própria profissão: “Isso também é um debate a ter dentro do jornalismo em Portugal”, e acrescenta que o jornalismo vive “uma fase mais crítica (…) com menos capacidade de dar espaço ao dissenso.” Mas a questão decisiva, insiste, está no movimento defensivo das elites em direcção a António José Seguro. Raquel Varela descreve esse movimento como revelador. “Nós vimos agora (…) históricos da direita, do ultraliberalismo (…) e agora apoiam António José Seguro”, afirma. E dá exemplos: “Cavaco Silva apoia António José Seguro, Paulo Portas apoia António José Seguro.” A pergunta regressa: “Nós temos que perguntar porquê.” A resposta que formula, por agora, é que as classes dirigentes portuguesas “estão com enormes dificuldades em governar”. Esse medo, diz, é o medo de perder o controlo político do país. “Estas eleições revelam um grande medo das classes dirigentes perderem a mão”, afirma. E clarifica o sentido dessa expressão. “Não é perderem a mão no sentido de que vai haver um fascista a governar o país, é perderem a mão no sentido em que as classes trabalhadoras e médias perdem a paciência.” Para sustentar a leitura, Raquel Varela recorda um facto recente: um governo de direita “acabou de enfrentar uma greve geral com 3 milhões de trabalhadores”. A historiadora defende que o papel do Presidente da República não pode ser visto como decorativo num contexto destes. “Se nós temos na presidência da República alguém que não faz o contrapeso a isto, que não tem alguma capacidade de diálogo com o mundo do trabalho, nós podemos ter uma situação de tipo Donald Trump”, afirma. A comparação surge acompanhada de uma observação que, para si, revela o efeito paradoxal da radicalização do poder. “O Donald Trump fez mais pela greve geral nos Estados Unidos do que qualquer esquerda nos últimos 50 anos, porque hoje em dia fala-se em greve geral nos Estados Unidos.” A investigadora descreve o clima político como uma mobilização de afectos defensivos. “Estes afectos tristes que estão a ser mobilizados e que implicam muito medo”, diz, recuperando uma expressão do ensaísta Perry Anderson. E coloca a crise no centro do regime: “A crise de representação é das classes trabalhadoras médias e das classes dirigentes. Há uma rotura entre representantes e representados.” Para Raquel Varela, é essa rotura que explica por que razão uma campanha presidencial se transformou num confronto entre medos. Para tornar essa crise concreta, Raquel Varela recorda uma reportagem que fez esta semana em Leiria, Marinha Grande e Vieira de Leiria, depois de ventos ciclónicos terem destruído casas e infra-estruturas. A historiadora diz que a população queria ser ouvida. “Demos por nós com as pessoas a virem atrás de nós a dizer: ‘Eu quero falar'.” E as frases repetiam-se com força política. “Somos contribuintes, não somos cidadãos. Existem dois países, um país lá e nós aqui.” O “nós aqui”, sublinha, é “100 km de Lisboa” e não um lugar distante do mapa. Raquel Varela descreve o que considera ter sido “o colapso completo do Estado”. “Uma semana depois não havia sequer um sistema de construção público capaz de ter ido tapar os telhados das pessoas”, afirma. O detalhe que destaca é, para si, simbólico: “Estão a ser tapados com lonas, lonas da Iniciativa Liberal e do Chega, que é metafórico do que é que estes partidos da privatização têm a dizer às pessoas.” A falha, insiste, não foi falta de solidariedade, mas falta de capacidade material. “O que as pessoas precisam é de gruas, de guindastes, de camiões, de pedreiros, de eletricistas, de alta atenção, de respostas rápidas.” No mesmo terreno, diz, viu-se a fragilidade do populismo. “As pessoas desprezaram as políticas de André Ventura a distribuir garrafas de água”, observa. E percebeu que “isto não vai lá com comunicação.” A realidade expôs ainda um contraste decisivo em relação ao discurso anti-imigração. “Se não fossem os pedreiros brasileiros do Nepal e do Bangladesh nem lonas tinham conseguido pôr.” Uma senhora, conta, deixou uma frase que considera reveladora: “Quem está a votar no André Ventura devia ter vergonha.” E colocou uma pergunta que, para Raquel Varela, funciona como lição histórica: “Como é que vocês acham que a Alemanha e a Suíça foram reconstruídas depois da guerra? Não foi com imigrantes?” Raquel Varela aponta também responsabilidades aos partidos de esquerda. “Penso que há uma enorme responsabilidade nos partidos de esquerda que tiveram muito medo de ser radicais”, afirma. E explica o que entende por esse medo: “Tiveram muito medo de questionar o sistema, de questionar este balcão de negócios privados que é o estado.” Na sua leitura, a esquerda seguiu políticas que considera destrutivas. “Foram atrás das políticas da União Europeia de elevação da dívida pública, de destruição do emprego público e assistencialistas.” O resultado, diz, foi uma esquerda reduzida a uma diferença mínima. “A diferença hoje em dia entre a esquerda e a direita que teve no governo é se há mais ou menos assistencialismo. Isso não faz uma política de esquerda.” A faltarem dois dias para a segunda volta das eleições, Raquel Varela recusa a ideia de que a escolha resolva o problema. “Eu acho que sobreviveu uma vez mais”, afirma, referindo-se à democracia. E deixa claro o sentido de um voto em António José Seguro contra André Ventura. “Quem quer que vá votar a António José Seguro contra André Ventura tem que saber que está a votar para impedir André Ventura de chegar, não está a votar para criar um sistema político e social que nos impeça os André Venturas desta vida.” A metáfora final fecha a sua leitura: “É o idêntico a tomar uns antipiréticos numa pneumonia”, um gesto que pode ser necessário no imediato, mas que exige um passo seguinte: “ir rapidamente resolver o problema da pneumonia.”

Dia a dia com a Palavra
Pra onde as suas memórias tem levado você?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 1:18


Tudo o que você faz em seu dia a dia gera um arquivo imenso de memórias. Algumas memórias são mais marcantes e vívidas em sua mente, enquanto outras parecem ficar esquecidas. Suas memórias são importantes, elas são a sua história.Existem memórias boas e memórias ruins, tristes. Existem aquelas que queremos manter acesas e aquelas que queremos apagar definitivamente. Mas independente do nosso desejo, as memórias estão lá, não podem simplesmente ser deletadas. Não existe um jeito pra isso.Veja o que diz o Salmo 42, no verso 6: "Sinto abatida dentro de mim a minha alma; lembro-me, portanto, de ti, nas terras do Jordão, no Hermom, e no monte Mizar."O momento de vida do salmista não era fácil. Ele estava abatido e suas lágrimas estavam presentes e inundavam seu rosto. Mas ele tinha a memória de alguns lugares especiais, trazendo paz e tranquilidade ao seu coração.A Bíblia nos ensina que momentos difíceis precisam ser combatidos com memórias que trazem esperança. É exatamente isso que o salmista faz, e é o que você deve fazer também. É preciso aprender a resgatar as memórias que te fortalecem, que te trazem alegria.Traga à memória o que lhe dá esperança e confie no Senhor.

Vortex
Vortex 111 - Perdão do voleibol, competição de desculpas e date de lutinha

Vortex

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 48:04


Existem erros que só podem ser perdoados se você for um atleta da liga japonesa de vôlei que deslizou deitado por uma quadra, implorando por desculpas. E é claro que @katiucha e @OdeioPePe não poderiam deixar de comentar isso no Vortex .Acesse o link do Vortex e ganhe desconto especial na sua matrícula na Alura: https://www.alura.com.br/vortexou CUPOM: VORTEX Host: Katiucha Barcelos. Instagram: @katbarcelos | Twitter/X: @katiuchaCo-Host: Pedro Pinheiro. Instagram: @odeiopepe | Twitter/X: @OdeioPePeInstagram: @feedvortexBluesky: @feedvortex.bsky.sociaTwitter: @feedvortexTiktok: @feedvortexReddit: r/feedvortexGrupo paralelo não-oficial do Vortex no telegram: https://t.me/+BHlkG92BfPU5ZjdhEsse grupo é dos ouvintes, para os ouvintes e pelos ouvintes. Não temos qualquer afiliação oficial ou responsabilidade por QUALQUER COISA falada neste grupoLink do post do episódio nas redes sociais:InstagramTwitterLinks comentados no episódio:'Obra de arte': Voleibolista japonês leva o pedido de desculpas ao extremo com uma prostração de cabeçaDançarinos japoneses de break transformam o pedido de desculpas,"sumimasen", em esporte radical [vídeo]Wrestling speed datingSpeed dating de luta livreProdução: Thyara Castro, Bruno Azevedo e Aparecido SantosEdição: Joel SukeIlustração da capa: Brann Sousa 

Reportagem
Itália celebra os 800 anos da morte de São Francisco de Assis, um dos santos mais populares

Reportagem

Play Episode Listen Later Feb 1, 2026 6:10


Em 2026, celebram-se os 800 anos da morte de São Francisco de Assis, um dos santos mais populares da Igreja Católica, com enorme devoção mundial e no Brasil. A partir deste ano, o dia 4 de outubro volta a ser feriado nacional na Itália em homenagem ao padroeiro. Assis, sua cidade natal, se prepara para as comemorações que envolvem iniciativas culturais e turísticas em toda região da Úmbria, no centro da Itália. Gina Marques, correspondente da RFI em Roma Pela primeira vez, os restos mortais do santo serão expostos à veneração pública entre 22 de fevereiro e 22 de março, na Basílica de São Francisco em Assis. O cardeal Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), é sobretudo franciscano. Segundo ele, São Francisco permanece vivo não só na cristandade, como pertence a toda humanidade. “São Francisco é hoje 'um arquétipo do ser humano', porque através da sua vida, do seu testemunho, ele expressou aquilo que o ser humano tem de mais genuíno. Ele trouxe de uma forma toda especial esta humanidade genuína", disse ele à RFI no Colégio Pio Brasileiro, em Roma. "É isso que faz dele esta figura extraordinária que continua sendo inspiradora para tantos.” A Úmbria de Francisco A Úmbria, conhecida com o bordão de “o coração verde da Itália”, é uma região com paisagem serena, marcada por colinas suaves, campos cultivados, oliveiras e cidadezinhas medievais. Nesse cenário está Assis, onde nasceu Francisco no ano 1182, filho de Pietro di Bernardone e de Pica de Bourlemont, uma família burguesa enriquecida pelo comércio. Batizado como Giovanni, teve o nome mudado para Francisco por seu pai. Após participar de guerras e adoecer, viveu uma experiência espiritual que o levou a abandonar a vida militar. Por volta de 1205, iniciou sua conversão marcada pelo encontro com leprosos, a renúncia aos bens, passando a dedicar-se à caridade e à renovação espiritual. Existem muitas narrativas sobre quem foi o homem Francisco antes da canonização. Ao longo dos séculos, perpetuou-se a ideia que ele foi um revolucionário social, precursor do ambientalismo, protetor dos animais, defensor dos direitos das mulheres e até pacifista visionário. Recentemente, duas obras sobre São Francisco foram lançadas na Itália. San Francesco, de Alessandro Barbero, reúne diferentes fontes históricas para revelar o homem por trás do santo, seus dilemas e as lendas que surgiram após sua canonização. Já Francesco. Il primo italiano, de Aldo Cazzullo, apresenta Francisco como figura central da identidade italiana, destacando seu papel cultural, religioso e humano, como autor do primeiro poema em italiano, o Cântico das Criaturas, além de ser o inventor do presépio. Dom Jaime Spengler destaca que o legado franciscano continua inspirando pessoas em tempos de crise ambiental e espiritual, conectando fiéis e leigos. “São Francisco de Assis deixou um legado extraordinário, tanto para o mundo da espiritualidade, como da filosofia, da teologia, da ecologia. Hoje, no contexto histórico que vivemos, certamente os elementos que mais chamam a atenção tem a ver com a causa da ecologia, de um lado, mas também com a causa da paz, de outro lado. No mundo que se esfacela, quando vivemos uma crise não só das democracias em vários espaços, a figura de Francisco continua inspiradora.” Segundo o cardeal, São Francisco inspira cada pessoa a ser um instrumento de paz e reconciliação. “Cá entre nós, como estamos necessitados hoje dessas figuras, capazes de nos inspirar não só em nível intelectual, mas sobretudo através da práxis do cotidiano. E Francisco é para nós uma figura desta magnitude”, salienta.  Franciscanos na origem do Brasil Diversas cidades em vários estados do Brasil têm o nome de São Francisco: Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Sergipe, Santa Catarina e Maranhão, além do icônico Rio São Francisco, o "Velho Chico". “Na origem do Brasil, está presente a família franciscana. Com a chegada dos portugueses, chegaram os primeiros frades, e os primeiros religiosos que aportaram em terras brasileiras eram franciscanos", relembra o cardeal.  Dom Spengler afirma que na época do império e na passagem para a República, figuras do mundo franciscano também foram importantes na história do país. Na história recente, durante a ditadura, frades franciscanos "colaboraram de uma forma toda própria para que hoje pudéssemos ter espaços democráticos na sociedade”, ressalta, dando os exemplos de Dom Paulo Evaristo Arms, arcebispo de São Paulo, e Dom Aloísio Lorscheider, presidente da Conferência (CNBB), arcebispo de Fortaleza e em Aparecida, junto ao Santuário Nacional, "só para citar algumas expressões da nossa vida social, política e também eclesial”. Papa Francisco O jesuíta argentino Jorge Mario Bergoglio foi o primeiro papa a escolher o nome de Francisco. Logo após a sua eleição, em março de 2013, o pontífice declarou que sua escolha foi inspirada também no cardeal brasileiro Cláudio Hummes, franciscano.   “Ele tinha uma amizade, uma proximidade com o então cardeal Hummes. Ele mesmo contou isso, em mais de uma situação, que logo após a escolha na Capela Sistina, o próprio cardeal Hummes teria pedido a ele para não se esquecer dos pobres.” Papa Leão XIV é um agostiniano, que promove a unidade em torno a Cristo. O pontífice americano foi eleito para unir a Igreja Católica, e aplacar algumas divisões internas. Segundo o cardeal Spengler, há grande proximidade entre franciscanos e agostinianos. “Eu creio que é o Espírito de Deus que escolhe a pessoa certa para o momento justo da história. Em segundo lugar, existe uma proximidade, por assim dizer, bastante grande entre aquilo que nós denominamos a espiritualidade agostiniana, a teologia agostiniana ou a filosofia agostiniana, e a franciscana. A espiritualidade, a teologia, a filosofia franciscana muito colheu da inspiração de Agostinho”, explica.  Eventos comemorativos Além da exposição dos restos mortais em Assis, o oitavo centenário da morte de São Francisco será marcado por diversas iniciativas comemorativas. Estão previstas a publicação e catalogação de fontes franciscanas, a digitalização das antigas coleções do Sacro Convento de Assis, além de celebrações culturais e religiosas. Em Assis, os peregrinos também poderão visitar o Santuário da Spogliazione, onde São Francisco renunciou publicamente aos seus bens diante do pai. Neste local, é possível venerar o corpo de São Carlo Acutis, o santo “millennial”, canonizado pelo papa Leão XIV em 7 de setembro de 2025. A região da Úmbria programou uma série de eventos em várias cidades, propondo itinerários que o santo percorreu e que homenageiam sua identidade histórica. “O Tempo de Francisco” é o tema da XII edição do Festival Medieval de Gubbio, que acontecerá de 23 a 27 de setembro de 2026. O evento destaca a profunda ligação de Francisco com a cidade, a 50 quilômetros de Assis, onde ele encontrou acolhimento em 1206 e protagonizou o célebre episódio do lobo, símbolo da transformação do medo e da violência em diálogo, paz e fraternidade. Inspirado no lema “Homo homini lupus” (“O homem é o lobo do homem”), aforismo de Plauto imortalizado pelo filósofo do século 17 Thomas Hobbes, o festival propõe uma reflexão que conecta a Idade Média aos desafios do mundo contemporâneo, marcado por conflitos, egoísmo, desigualdades e pelo poder excessivo do dinheiro. O festival abordará a vida e a espiritualidade de São Francisco e o contexto do século 13, discutindo temas como pobreza, poder, fé, arte, política e legado espiritual. Considerado o maior evento italiano dedicado à Idade Média, o encontro reunirá cerca de 100 especialistas de diversas áreas e oferecerá ao público exposições, mercados, espetáculos, reconstituições históricas, feira do livro, encontros com autores, oficinas de caligrafia e miniatura, além de atividades educativas e culturais.

Podcasts FolhaPE
Quando o síndico é o vilão. Histórias de desvios, condutas ilícitas e crimes financeiros em condomínios

Podcasts FolhaPE

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 12:46


É muito comum esses desvios em condomínios?; Como geralmente essas situações acontecem?; Qual o perfil de síndico que faz isso? ; É possível evitar que essas pessoas ocupem esse cargo?; Existem formas de fiscalização no condomínio? O Conselho Fiscal é eleito? Quem pode participar?; Como funciona na prática esse trabalho? E se achar algo errado? O síndico pode ser retirado do cargo? E ele responde na justiça? Tem que devolver o valor? Qual a dica de hoje? Essas e outras perguntas serão respondidas pelo advogado especialista em Direito Condominial, Yuri Oliveira.

Convidado
Total em Cabo Delgado: "O risco é que o projecto vá operar em formato de enclave"

Convidado

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 15:02


Foram retomadas oficialmente nesta quinta-feira as actividades do megaprojecto para a exploração de gás liderado pela TotalEnergies em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, cerca de cinco anos depois da sua suspensão, por "motivos de força maior", devido aos múltiplos ataques terroristas naquela zona e, em particular, junto das suas instalações em Afungi, no extremo norte da província, em Março de 2021. Com um orçamento de 20 mil milhões de Dólares e uma capacidade projectada de produzir 13 milhões de toneladas por ano a partir da Bacia 'offshore' do Rovuma, a retoma deste projecto que suscita muitas expectativas no país, foi assinalada esta manhã numa cerimónia na qual participaram o Presidente moçambicano Daniel Chapo, e o líder da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, nas instalações do empreendimento, em Cabo Delgado. Após visitar as obras do megaprojecto, Daniel Chapo considerou que isto “representa a vitória, resiliência, coragem e determinação do povo moçambicano perante as adversidades”, o Presidente destacando igualmente o impacto económico que este empreendimento representa para o país: 35 mil milhões de Dólares de receitas para o Estado ao longo de 25 anos e a criação de 17 mil postos de trabalho na fase de construção, com 80% a serem ocupados por moçambicanos. Paralelamente a estas perspectivas florescentes para o Estado moçambicano e também para a petrolífera francesa, o regresso da TotalEnergies a Cabo Delgado acontece numa altura em que o conflito vigente desde 2017 naquela região ainda não está resolvido.  De acordo com as mais recentes informações da ACLED, organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos, registaram-se seis ocorrências violentas nestas duas últimas semanas em Cabo Delgado, com um balanço de pelo menos três mortos, o que eleva  a 6.432, o número de mortos em oito anos de ataques constantes naquela zona. Em entrevista concedida à RFI, Borges Nhamirre, investigador do Instituto de Estudos de Segurança em Maputo, aborda esta questão, começando todavia por destacar a importância que a retoma deste projecto tem para Moçambique. RFI: O que representa a retoma das actividades da Total Em Cabo Delgado cinco anos depois da sua suspensão? Borges Nhamirre: No seu todo, a retoma das actividades é positiva porque o projecto significa um grande investimento para Moçambique. Há detalhes que não são satisfatórios, mas no geral, significa entrada de dinheiro para os cofres do Estado moçambicano e significa postos de trabalho para moçambicanos. O Presidente, no seu discurso de relançamento do projecto, disse que neste momento há cerca de 5000 pessoas que estão a trabalhar no acampamento da TotalEnergies e desses, 80% são moçambicanos e 40% são de Cabo Delgado. Portanto, é positivo para o uso do chamado 'conteúdo local', que inclui mão-de-obra e recursos locais. Então, no geral, é uma boa coisa. Agora, há detalhes que ainda têm que vir a público. Um dos mais importantes é o custo adicional do projecto, devido ao tempo da paragem. Este ponto não está esclarecido. O que veio a público é que a Total apresentou um custo adicional de 4,5 mil milhões de Dólares e o governo moçambicano pediu uma auditoria a estes custos. O projecto retoma hoje, sem que esta auditoria tenha sido concluída e os resultados apresentados. Não significa que o projecto não vai avançar, mas o custo total do projecto ainda não foi revelado. Isto eu penso que é o maior problema do ponto de vista de transparência deste projecto. RFI: A seu ver, quem é que vai pagar a conta a partir do momento em que se vai determinar o que de facto se perdeu durante estes anos todos? Borges Nhamirre: No final, quem vai pagar a conta são os moçambicanos, o Estado moçambicano, porque estes são os chamados 'custos dedutíveis', ou seja, Total a pagar pela Total. Dizemos Total porque é a operadora do projecto. Mas vamos dizer que os accionistas do projecto vão pagar no seu investimento o valor inicial já incorreram essas despesas. Na verdade, o que agora está em causa, é haver acordo entre a autoridade concedente, neste caso, o Estado moçambicano e a concessionária Total de que o valor gasto é este, para que este valor seja deduzido dos impostos que a Total iria pagar. Então não significa que o Estado moçambicano vá passar um cheque para a Total para pagar esses custos. Significa que a Total vai pagar menos impostos do que deveria pagar, deduzindo as despesas que já incorreu. Isto, parecendo que não, é um assunto muito sério, porque a factura que ela apresentou de 4,5 mil milhões de Dólares é aproximadamente um quarto de custo total inicial do projecto. Portanto, o valor que se tinha antes do custo inicial do projecto era cerca de 20 mil milhões. Então, se vai acrescentar 4,5 mil milhões, significa que é 25% mais caro do que se estava à espera. Isso automaticamente significa que Moçambique vai receber menos 25% daquilo que esperava receber em termos de impostos. E mesmo antes deste custo adicional, já havia muita contestação de que os ganhos que ficam para Moçambique destes recursos que são moçambicanos, são muito reduzidos. Mas de uma ou de outra forma, eu penso que este é o preço da guerra em Cabo Delgado. RFI: O Governo moçambicano argumenta que a Total decidiu suspender o projecto de "forma unilateral" e, no fundo, está a dizer implicitamente que não tem culpa da Total a ter interrompido o projecto. Borges Nhamirre: Eu penso que não. Essa leitura não está correcta, não da interpretação, mas da afirmação em si, porque a responsabilidade de garantir a segurança no território moçambicano é em primeira mão do Estado moçambicano. Portanto, se o Estado moçambicano tivesse garantido a segurança em território nacional, incluindo desse empreendimento económico, a Total não tinha como declarar "força maior", alegando razões de segurança. A responsabilidade de segurança dentro do território nacional é primeiramente do Estado moçambicano, seja para as empresas, seja para os cidadãos, seja para infra-estruturas do governo, seja lá o que for. Os outros detalhes dos custos, eu penso que esses já devem ser discutidos neste momento. Tecnicamente, não há elementos para argumentar se efectivamente a paragem custou este valor ou não custou, mas eu penso que não faz sentido dizer isto. E podíamos olhar para outras regiões. Por exemplo, temos outros projectos de exploração de gás para sul, na província de Inhambane. Não há conflito. Não houve suspensão dos projectos. Simples quanto isso. RFI: A Total, entre as condições que pediu a Moçambique, no âmbito da retoma das suas actividades, era que a sua concessão fosse prolongada por mais dez anos. O que é que se sabe exactamente sobre este aspecto das negociações? Borges Nhamirre: Sobre este aspecto, já há decisão do Conselho de Ministros. O que o Governo de Moçambique decidiu é que o período de extensão do projecto seria igual ao período da paralisação. Portanto, os quatro anos e meio, que é de Março ou Abril de 2021 até Outubro de 2025. Portanto, os dez anos de extensão que a Total estava a pedir, o Estado moçambicano não concedeu. Já emitiu um Boletim da República com o diploma do Conselho de Ministros a instruir nesse sentido. Portanto, esse aspecto já está ultrapassado. Poderia fazer sentido para a Total, para poder distribuir o custo adicional neste período de dez anos. Mas seria muito prejudicial para Moçambique porque o projecto é de Moçambique. A Total é só uma concessionária. Vamos compreender que seria uma espécie de capital. Está a arrendar o projecto. Então, quando o período de arrendamento termina, tem que terminar e se negociar um novo contrato se houver uma necessidade de extensão, com novas condições. Eu penso que a decisão tomada foi das melhores possíveis.   RFI: A Total retoma as suas actividades em Cabo Delgado, numa altura em que a situação está longe de estar resolvida, uma vez que continuam os ataques. Borges Nhamirre: Sim, esta questão tem dois lados que devem ser vistos e compreendidos. Primeiro, era importante que o projecto retomasse, porque uma das causas do conflito em Cabo Delgado é o subdesenvolvimento. Os jovens que são radicalizados para integrar no grupo da insurgência, são jovens que estão desempregados, que não têm meios de sobrevivência. Então, teoricamente, acredita-se que com o desenvolvimento económico da província, também isso vai beneficiar as pessoas. O desenvolvimento é um dos factores para a redução do conflito. Então, teoricamente, isso é positivo. Agora, o risco que há é que agora o projecto vá operar em formato de 'enclave'. Ou seja, todos os trabalhadores da Total e também das empresas subcontratadas estarão fechados no acampamento e afins e não terá comunicação com a economia circundante, com o mundo exterior. Então, isso significa que as pessoas que construíram hotéis ou outras casas para alojamento, a esperar que beneficiassem do projecto terão poucos benefícios. Significa que pessoas que construíram restaurantes e outros serviços ou serviços de transporte a esperar que fossem utilizados pelas pessoas que estavam a trabalhar para o projecto, pelos milhares de pessoas que vão trabalhar para o projecto, não irão ter esses benefícios. Isso tem o potencial de frustrar as pessoas. Aliás, já ouvimos muitas ameaças das comunidades locais, a dizer que vão manifestar contra o projecto precisamente pelo facto de o projecto estar a operar como se fosse um enclave fechado. Então isso é negativo e pode contribuir para que as pessoas fiquem mais radicalizadas, as pessoas desenvolvam um sentimento negativo de ódio para com o projecto e assim o projecto e a segurança na região ficam precários. RFI: Durante estes cinco anos de suspensão do projecto, houve um relatório com recomendações sobre a forma de actuar da Total em termos, por exemplo, de responsabilidade social em Cabo Delgado e uma das recomendações foi de "envolver as comunidades locais" no projecto. Julga que neste momento, alguma das recomendações desse relatório foi tomada em consideração? Borges Nhamirre: Nesse relatório, uma das principais recomendações que tinha, era a constituição de uma fundação e que essa fundação iria apoiar o desenvolvimento com um orçamento de milhões de dólares. Isto ainda não é visível no terreno, mas em parte também pode ser porque o projecto estava suspenso. Com o projecto suspenso, dificilmente se haveria de canalizar dinheiro para a responsabilidade social corporativa através dessa fundação. Agora, temos de ver nos próximos doze meses, agora que o projecto retomou oficialmente, se a fundação também está a trabalhar, está a apoiar as pessoas. Contudo, a situação de conflito em Cabo Delgado, é prevalecente sobretudo nas zonas um pouco afastadas do projecto, porque Palma, onde o projecto está, está relativamente seguro. Não há ataques registados nos últimos meses, nos últimos anos. No entanto, há um perímetro de 80 quilómetros ou 50 quilómetros. A insegurança está lá. É lá onde as comunidades estão. Será muito difícil desenvolver projectos de beneficência social para as pessoas de uma zona de conflito, simplesmente porque as empresas, as organizações, não quererão destacar os seus recursos humanos, os seus recursos materiais, para apoiar zonas em conflito. Não há segurança. Era muito importante que se estabilizasse não só Afungi e Palma, mas também a região toda a norte de Cabo Delgado e a província toda, para permitir que as pessoas tenham os benefícios. Mas, mais uma vez, essa não é tarefa da TotalEnergies. Essa é a tarefa do governo moçambicano. RFI: Sente que, de facto, há alguma vontade política para o Governo encontrar uma estratégia para estabilizar a situação em Cabo Delgado? Por exemplo, o Presidente, recentemente, disse que poderia entrar em negociações com as organizações que estão a disseminar a violência em Cabo Delgado. Julga que existem algumas pistas que se possam explorar? Borges Nhamirre: Sim, eu penso que essa é a saída. A insurgência está há oito anos. A guerra civil em Moçambique durou 15 ou 16 anos e terminou com negociações entre as partes, a luta de libertação de Moçambique durou dez anos e terminou com a negociação entre as partes, para falar dos exemplos concretos moçambicanos. Então, eu penso que o Presidente tem é de aceitar as várias iniciativas existentes, porque há várias iniciativas a nível local em Cabo Delgado, a nível nacional e a nível regional da África Oriental e até a nível internacional, que estão a apoiar o diálogo para a resolução do conflito em Cabo Delgado. O antigo Presidente, Filipe Nyusi, era muito relutante em avançar para estas iniciativas de diálogo. Agora, o Presidente Chapo tem incluído esta questão de diálogo no seu discurso. Espera-se é que passe para a prática, porque esta é uma das melhores saídas para acabar com o conflito. RFI: Julga que há essa vontade efectiva de avançar? Borges Nhamirre: Normalmente, o diálogo para a resolução de conflito acontece de uma forma secreta e quando a informação transparece ao público, muitos passos já terão sido dados. É assim que funciona para evitar sabotagens, para evitar que aqueles que se beneficiam do conflito, façam acções de obstrução do diálogo. Porque não podemos nos esquecer que, enquanto o conflito armado é um problema para a população, para a maioria das pessoas, beneficia certas pessoas de todos os lados, seja do lado dos grupos atacantes, nesse caso os insurgentes, que se beneficiam de economia ilícita, mas também da parte do governo. Os generais ficam mais importantes em tempos de guerra. A logística militar enriquece as pessoas. Então o diálogo, normalmente sendo um meio alternativo de resolução de conflito, acontece de uma forma silenciosa, até que alguns acordos importantes sejam alcançados e a informação, depois, aparecer em público. Neste momento, para quem faz o trabalho de campo e faz pesquisa, dá para notar que existem alguns movimentos no sentido de se fazer o diálogo. Existem organizações identificáveis que têm estado a fazer esses contactos das duas partes. Neste momento estou em posição de afirmar que há contactos já feitos das lideranças dos insurgentes e das lideranças do governo moçambicano, para que haja diálogo. Agora, o diálogo para resolver o conflito não é linear, tem altos e baixos, tem acordos, tem rupturas. Então, até que seja anunciado pelas autoridades competentes, não há muita coisa que se possa dar como garantido. Mas as palavras do Presidente, quando repetidamente diz que é importante dialogar, não me parece que sejam palavras vazias. São palavras que reflectem esses esforços existentes.

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 27 de janeiro

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 2:45


Já imaginou mudar sua vida com apenas 15 minutos por dia?Garanta agora a pré-reserva de O Trabalho Devolve e comece a transformação.

Aprender a Comer
Como ler o rótulo do iogurte? — A sua pergunta

Aprender a Comer

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 7:37


Existem dois números no rótulo de um iogurte que podem evitar que pareçam quase "bebidas açucaradas": açúcar e gordura. Dicas simples para adolescentes escolherem melhor o seu iogurte, com a nutricionista Mariana Chaves.See omnystudio.com/listener for privacy information.

FIRMESA REDONDA
O QUE A LESÃO DE BUTLER SIGNIFICA PRO FUTURO DO WARRIORS E DE CURRY? | FIRMESA REDONDA (244)

FIRMESA REDONDA

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 143:50


No FIRMESA REDONDA 244, Firu e Mesa analisam o que será da temporada do Warriors agora que Jimmy Butler rompeu o LCA do joelho e ficará de fora o resto do ano. É o fim do Warriors? Existem caminhos para eles competirem ainda esse ano? A dinastia ainda pode ganhar mais um título com Curry?Confira a participação de Mesa e Firu na primeira edição do TRIBU PODCAST, apresentado por Domitila Becker e Peu Araújo:https://www.youtube.com/watch?v=Keb3OAcgT2E&t=3s Comece a Investir com o MB: https://bit.ly/toco-tv-comece-no-mb1. ✅ Abra sua conta gratuitamente, através do link acima2. ✅ no momento do cadastro insira o cupom “GANHE25” e Invista pelo menos R$ 50 em qualquer ativo disponível na plataforma; 3. ✅ Pronto! Em até 7 dias você receberá R$ 25 de crédito diretamente na sua conta do MB, para usar como quiser;obs: Essa é uma oportunidade exclusiva para quem ainda não tem conta no MBobs2: só colocar os R$ 50 na conta não ativa o crédito, tem que investir em qualquer ativo na plataformaLANCE SEUS HOT TAKES AQUI: https://hottakes.replit.app/GIGANTES DO OESTE: Podcast de Giovanni o Brabo com Gabriel Covezzi pra falar de Lakers e Warriorshttps://www.youtube.com/@UCNqnoNdisSkRxP51MMpGBtw FANTASY FIRMESA agora tem seu próprio APP. Sim, entra la pra conferir classificação de todas as ligas e algumas stats avançadas:https://fantasyfirmesa.replit.app/Temos programa novo na casa! É o TOCONVERSANDO, nosso programa de entrevistas.Esse programa só aconteceu graças aos nossos apoiadores, que colaboram mensalmente com valores a partir de R$10 através da nossa campanha no apoia-se: https://apoia.se/tocotvE criamos também nosso CANAL no whatsapp, aberto a todos, siga la para receber no zap as notícias mais quentes da NBA além de todo nosso conteúdo online em primeira mão: https://whatsapp.com/channel/0029Vao4Pyv5a249dqbzFj2S

Cardio da Vida
Gravidez: uma “prova de esforço” ao coração?

Cardio da Vida

Play Episode Listen Later Jan 21, 2026 27:33


Existem contra-indicações cardíacas para ter uma gravidez? A pressão arterial da futura mãe é um dos sinais vitais vigiados de forma apertada durante a gravidez? Porque nos preocupa e quais os riscos possíveis de uma HTA não controlada?​Neste episódio, os cardiologistas José Ferreira Santos e Hélder Dores receberam a cardiologista Rita Santos, que respondeu a estas e muitas mais questões que interessam a todos, mas com particular interesse para quem está à espera de um bebé ou pensa em engravidar.​Ouça já este episódio, partilhe-o nas redes sociais e envie-nos as suas questões!

CUBINHO
CUBINHO #201 - OBSERVAÇÕES - 2 mil moedas, acreditar no pai natal, gémeos existem?

CUBINHO

Play Episode Listen Later Jan 20, 2026 46:46


Carregado pelo Rei do Áudio.Patreon⁠https://www.patreon.com/CUBINHO⁠BILHETES GENTIL:⁠⁠⁠⁠https://linktr.ee/antonioacoutinho⁠⁠⁠⁠BILHETES ARRAIAL:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://ticketline.sapo.pt/evento/-arraial-vitor-sa-99200?fromTopList=1⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠BILHETES LABS:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://ticketline.sapo.pt/evento/freakshow-labs-97913⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CUBINHO, o podcast do colectivo CUBO. António Azevedo Coutinho, Ricardo Maria e Vítor Sá arrancam com a segunda parte deste projecto a três frentes. CUBINHO, um podcast em que se garante boa disposição e alguém a embirrar com o Ricardo.António Azevedo Coutinho https://www.instagram.com/antonioacoutinho/https://twitter.com/antonioacoutinhRicardo Mariahttps://www.instagram.com/ricardotaomaria/https://twitter.com/ricardotaomariaVítor Sáhttps://www.instagram.com/savitorsa/https://twitter.com/savitorsa

Naruhodo
Naruhodo #458 - Por que temos enxaqueca?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 60:43


Estima-se que em torno de 15% da população mundial sofra de enxaqueca, com maior prevalência nas mulheres - e muitos sintomas, tais como aura, além de hipersensibilidade à luz, ao som e ao cheiro... Afinal, o que a ciência tem a dizer sobre o tema?Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.>> OUÇA (60min 43s)Convidado: Dr. Fabiano Moulin de MoraesMédico neurologista pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, onde é preceptor da residência em Neurologia. Membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, Professor da Casa do Saber e Especialista em neurologia da cognição e do comportamento. Participou do Naruhodo Entrevista 48.* Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*APOIO: INSIDERIlustríssima ouvinte, ilustríssimo ouvinte do Naruhodo, janeiro é tempo de recomeços - e o recomeço mais importante é o momento em que acordamos, todos os dias.Afinal, a escolha da manhã muda tudo:- Vestir a roupa de treino assim que acorda — mesmo treinando só à tarde — aumenta a chance de cumprir a meta.- Colocar uma peça inteligente para trabalhar ou criar conteúdo te coloca instantaneamente em modo produtivo e confiante.- Mesmo para ficar em casa, trocar o pijama por um look confortável e bonito muda o humor, a energia e a presença.Ou seja: a Insider entra no seu ritual matinal e acompanha sua rotina com naturalidade.Então use o endereço a seguir pra já ter o cupom NARUHODO aplicado ao seu carrinho de compras: são 10% de desconto, ou 15% de desconto caso seja sua primeira compra.>>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODOOu clique no link que está na descrição deste episódio.E bons recomeços pra você!INSIDER: inteligência em cada escolha.#InsiderStore*REFERÊNCIASMigraine Triggers: An Overview of the Pharmacology, Biochemistry, Atmospherics, and Their Effects on Neural Networkshttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8088284/Migraine and cognitive dysfunction: a narrative reviewhttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11657937/Structural and Functional Brain Changes in Migrainehttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8119592/Migraine: Multiple Processes, Complex Pathophysiologyhttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4412887/Migraine management: Non-pharmacological points for patients and health care professionalshttps://www.degruyterbrill.com/document/doi/10.1515/med-2022-0598/htmlIs there a causal relationship between stress and migraine? Current evidence and implications for managementhttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8685490/The Global Burden of Migraine: A 30-Year Trend Review and Future Projections by Age, Sex, Country, and Regionhttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11751287/Practical issues in the management of sleep, anxiety, and mood disorders in primary headacheshttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12221693/Differentiating Visual Symptoms in Retinal Migraine and Migraine With Aura: A Systematic Review of Shared Features, Distinctions, and Clinical Implicationshttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12380025/Current Trends in Pediatric Migraine: Clinical Insights and Therapeutic Strategieshttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11940401/Migrainehttps://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMra1915327Pratice guideline update summary: Acute treatment of migraine in children and adolescentshttps://www.neurology.org/doi/10.1212/WNL.0000000000008095Migraine aura as an artistic resource https://nah.sen.es/vmfiles/vol13/NAHV13N22025102_115EN.pdfMigraine aura as artistic inspiration.https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC1838881/Migraine as a source of artistic inspirationhttps://neuro.org.br/pdfs/RBN-59/RBN-594-DEZEMBRO/RBN-594-DEZEMBRO.pdf#page=44Migraine and risk of all-cause mortality and specific cause mortality: a systematic review and meta-analysishttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12534955/Comparative effects of drug interventions for the acute management of migraine episodes in adults: systematic review and network meta-analysishttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11409395/The impacts of migraine on functioning: Results from two qualitative studies of people living with migrainehttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10922598/Exploring the Hereditary Nature of Migrainehttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8075356/Transient receptor potential melastatin 8 (TRPM8) is required for nitroglycerin and calcitonin gene-related peptide induced migraine-like pain behaviors in micehttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9519811/Association between weather conditions and migraine: a systematic review and meta-analysishttps://link.springer.com/article/10.1007/s00415-025-13078-0Evaluation of Green Light Exposure on Headache Frequency and Quality of Life in Migraine Patients: A Preliminary One-way Cross-over Clinical Trialhttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8034831/CGRP — The Next Frontier for Migrainehttps://www.nvvg.nl/files/3306/CGRP%20—%20The%20Next%20Frontier%20for%20Migraine.pdfDigital Media Use in Adolescents with Migraine: A Topical Reviewhttps://link.springer.com/article/10.1007/s11916-025-01444-6Placebo Response in Acute and Prophylactic Treatment of Migrainehttps://www.neurologic.theclinics.com/article/S0733-8619(25)00068-4/abstractCalcitonin Gene–Related Peptide Inhibitors and Cardiovascular Events in Patients With Migrainehttps://www.neurology.org/doi/abs/10.1212/WNL.0000000000214479?casa_token=WccpvEByt0MAAAAA:LKbxQClihNe2WsrHRKBmteHftcUECeozPKYcnSQPjsBA0hlEvKExc2DvBgn-J5WwWyudd3QV1nluWwInsights from triggers and prodromal symptoms on how migraine attacks start: The threshold hypothesishttps://journals.sagepub.com/doi/10.1177/03331024241287224Elucidating the susceptibility genes between insomnia and migraine by integrating genetic data and transcriptomeshttps://link.springer.com/article/10.1186/s10194-025-02249-zThe experience of neck pain in people with migraine: A qualitative studyhttps://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413355525003922?casa_token=9ct7RuiXWIgAAAAA:Sxlqh2wKO3-2l4ig9hzuXb92eJtttlM1Mdd3EId-5BfNQ2J8kpTn2iCd3tr6a0l58kyqDTDR7wThe impact of pain on memory: a study in chronic low back pain and migraine patients https://academic.oup.com/braincomms/article/8/1/fcaf486/8376909Migraine as a dynamic continuum during the life coursehttps://www.thelancet.com/journals/laneur/article/PIIS1474-4422(25)00441-7/abstractNaruhodo #447 - O que é AVC e como evitá-lo? #TodosPeloPirullahttps://www.youtube.com/watch?v=vRu9cet1TWMNaruhodo #236 - Por que temos dor de cabeça?https://www.youtube.com/watch?v=q8FtXVlSz1INaruhodo #345 - Por que às vezes sentimos as dores dos outros?https://www.youtube.com/watch?v=mKdMBCqy6XANaruhodo #145 - Por que a cabeça dói quando tomamos gelado?https://www.youtube.com/watch?v=qjq2Ds6YB-cNaruhodo #165 - Quando tomo antidepressivos continuo sendo eu mesmo?https://www.youtube.com/watch?v=dWyfUyHUiA4Naruhodo #62 - Existem doenças psicossomáticas?https://www.youtube.com/watch?v=etuFYdCAKe4Naruhodo #288 - Por que existe a menopausa?https://www.youtube.com/watch?v=3Ewwdi2guWgNaruhodo #339 - Por que as coisas parecem girar quando estamos bêbados?https://www.youtube.com/watch?v=YmK1Yq0mwW8Naruhodo #398 - Jejum intermitente funciona?https://www.youtube.com/watch?v=lTkWGFFkOLo*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo

Somos Luzeiro
#293 - Conectados: O Evangelho Que Une O Céu E A Terra - Parte 3: A Cruz Que Derruba Os Muros - João Eduardo Lima

Somos Luzeiro

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 51:37


Você já se sentiu do lado de fora? Todos nós, em algum momento, nos deparamos com muros invisíveis que parecem impossíveis de atravessar. Existem os muros verticais — aquela sensação de que Deus está distante ou que precisamos nos esforçar exaustivamente para sermos aceitos. E existem os muros horizontais — as barreiras que criamos entre nós e as pessoas por causa de política, classe social, mágoas antigas ou simples orgulho.A tendência humana é tentar escalar esses muros com performance, moralidade ou religião, mas acabamos apenas mais cansados e frustrados. Na terceira mensagem da série "Conectados: o Evangelho que une o céu e a terra", mergulhamos em Efésios 2 para descobrir como o sacrifício de Jesus na cruz destrói os "muros da inimizade" dos homens com Deus e entre os homens.Vem com a gente!VEM COM A GENTE!O vídeo dessa mensagem está disponível também no nosso canal do Youtube: https://youtu.be/7rllWuYihdkPara acompanhar tudo o que está acontecendo no Luzeiro, acesse nosso site! https://somosluzeiro.com.brSe quiser contribuir com a gente, a chave PIX é contato@somosluzeiro.com.br, e os outros dados para contribuições estão disponíveis neste link: https://qrfacil.me/QCl5ZuEZ #somosluzeiro

Super Fato
Existem dimensões ocultas?

Super Fato

Play Episode Listen Later Jan 17, 2026 44:23


O universo pode ser como uma cebola, feito de camadas escondidas umas sobre as outras. Nessas camadas extras, muito pequenas e compactadas, a gravidade conseguiria escapar, como um fluido atravessando frestas, o que explicaria por que ela é tão fraca quando comparada às outras forças. A matéria escura e a energia escura poderiam ser efeitos dessas camadas vizinhas, percebidos apenas porque a gravidade atravessa tudo. Buracos negros talvez funcionem como passagens, levando massa para outros universos enquanto o tempo se estica ao infinito. Cordas vibrando em várias dimensões ajudariam a explicar o entrelaçamento quântico instantâneo e até a formação do próprio espaço-tempo. Estudos recentes sugerem que cerca de 95% do cosmos pode envolver interações entre dimensões. E se, onde existe uma galáxia visível aqui, houver outra invisível logo ao lado?

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 07 de janeiro

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 6:02


Já imaginou mudar sua vida com apenas 15 minutos por dia?Garanta agora a pré-reserva de O Trabalho Devolve e comece a transformação.

Oxigênio
#209 – Sinais de vida num planeta fora do sistema solar?

Oxigênio

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 38:18


Em abril deste ano foi anunciada a detecção de possíveis sinais de vida extraterrestre num planeta fora do sistema solar com o telescópio espacial James Webb, mas a descoberta não foi confirmada. Afinal, tem ou não tem vida nesse outro planeta? Que planeta é esse? Como é possível saber alguma coisa sobre um planeta distante? Este episódio do Oxigênio vai encarar essas questões com a ajuda de dois astrônomos especialistas no assunto: o Luan Ghezzi, da UFRJ, e a Aline Novais, da Universidade de Lund, na Suécia. Vamos saber um pouco mais sobre como é feita a busca por sinais de vida nas atmosferas de exoplanetas.  __________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO Danilo: Você se lembra de quando uma possível detecção de sinais de vida extraterrestre virou notícia de destaque em abril deste ano, 2025? Se não, deixa eu refrescar a sua memória: usando o telescópio espacial James Webb, pesquisadores teriam captado sinais da atmosfera de um exoplaneta que indicariam a presença de um composto químico que aqui na Terra é produzido pela vida, algo que no jargão científico é chamado de bioassinatura.  A notícia bombou no mundo todo. Aqui no Brasil, o caso teve tanta repercussão que a Folha de São Paulo dedicou um editorial só para isso – os jornais costumam comentar política e economia nos editoriais, e raramente dão espaço para assuntos científicos. Nos dois meses seguintes, outros times de pesquisadores publicaram pelo menos quatro estudos analisando os mesmos dados coletados pelo James Webb e concluíram que as possíveis bioassinaturas desaparecem quando outros modelos são usados para interpretar os dados. Sem o mesmo entusiasmo, os jornais noticiaram essas refutações e logo o assunto sumiu da mídia. Afinal, o que aconteceu de fato? Tem ou não tem vida nesse outro planeta? Aliás, que planeta é esse? Como é possível saber alguma coisa sobre um planeta distante? Eu sou Danilo Albergaria, jornalista, historiador, e atualmente pesquiso justamente a comunicação da astrobiologia, essa área que estuda a origem, a evolução e a possível distribuição da vida no universo. Nesse episódio, com a ajuda de dois astrofísicos, o Luan Ghezzi e a Aline Novais, vou explicar como os astrofísicos fazem as suas descobertas e entender porque a busca por sinais de vida fora da Terra é tão complicada e cheia de incertezas. Esse é o primeiro episódio de uma série que vai tratar de temas relacionados à astrobiologia. [Vinheta] Danilo: Eu lembro que li a notícia quentinha, assim que ela saiu no New York Times, perto das dez da noite daquela quarta-feira, dia 16 de abril de 2025. No dia seguinte, acordei e fui checar meu Whatsapp, já imaginando a repercussão. Os grupos de amigos estavam pegando fogo com mensagens entusiasmadas, perguntas, piadas e memes. Os grupos de colegas pesquisadores, astrônomos e comunicadores de ciência, jornalistas de ciência, também tinham um monte de mensagens, mas o tom era diferente. Em vez de entusiasmo, o clima era de preocupação e um certo mau-humor: “de novo DMS no K2-18b fazendo muito barulho”, disse uma cientista. Outra desabafou: “eu tenho coisa melhor pra fazer do que ter que baixar a fervura disso com a imprensa”. Por que o mal-estar geral entre os cientistas? Já chego lá. Os cientistas eram colegas que eu tinha conhecido na Holanda, no tempo em que trabalhei como pesquisador na Universidade de Leiden. Lá eu pesquisei a comunicação da astrobiologia. Bem no comecinho do projeto – logo que eu cheguei lá, em setembro de 2023 – saiu a notícia de que um possível sinal de vida, um composto chamado sulfeto de dimetila, mais conhecido pela sigla DMS, havia sido detectado num planeta a 124 anos-luz de distância da Terra, o exoplaneta K2-18b. Eu vi a repercussão se desenrolando em tempo real: as primeiras notícias, os primeiros comentários críticos de outros cientistas, a discussão nas redes sociais e blogs. Como eu estava no departamento de astronomia de Leiden, vi também como isso aconteceu por dentro da comunidade científica: os astrônomos com quem conversei na época estavam perplexos com a forma espalhafatosa com que o resultado foi comunicado. O principal era: eles não estavam nem um pouco animados, otimistas mesmo de que se tratava, de verdade, da primeira detecção de vida extraterrestre. Por que isso estava acontecendo? Vamos começar a entender o porquê sabendo um pouco mais sobre o exoplaneta K2-18b, em que os possíveis sinais de vida teriam sido detectados. Primeiro: um exoplaneta é um planeta que não orbita o Sol, ou seja, é um planeta que está fora do sistema solar (por isso também são chamados de extrassolares). Existem planetas órfãos, que estão vagando sozinhos pelo espaço interestelar, e planetas girando em torno de objetos exóticos, como os pulsares, que são estrelas de nêutrons girando muito rápido, mas quando os astrônomos falam em exoplaneta, quase sempre estão falando sobre um planeta que gira em torno de outra estrela que não Sol. O Sol é uma estrela, obviamente, mas o contrário da frase geralmente a gente não ouve, mas que é verdade… as estrelas são como se fossem sóis, elas são sóis. As estrelas podem ser maiores, mais quentes e mais brilhantes do que o Sol – muitas das estrelas que vemos no céu noturno são assim. Mas as estrelas também podem ser menores, mais frias e menos brilhantes do que o Sol – as menores são chamadas de anãs vermelhas. Elas brilham tão pouco que não dá para vê-las no céu noturno a olho nu. O K2-18b é um planeta que gira em torno de uma dessas anãs vermelhas, a K2-18, uma estrela que tem menos da metade do tamanho do Sol. Só que o planeta é relativamente grande. Luan Ghezzi: Ele é um planeta que tem algo entre 8 e 9 vezes a massa da Terra, ou seja, é um planeta bem maior do que a Terra. E ele tem um raio ali aproximado de 2.6 vezes o raio da Terra. Então, com essa massa e com esse raio há uma dúvida se ele seria uma super-Terra, ou se ele seria o que a gente chama de Mini-Netuno, ou seja, super-Terra, são planetas terrestres, mas, porém, maiores do que a Terra. Mini-Netunos são planetas parecidos com o Netuno. Só que menores. Mas com essa junção de massa e raio, a gente consegue calcular a densidade. E aí essa densidade indicaria um valor entre a densidade da Terra e de Netuno. Então tudo indica que esse K2-18b estaria aí nesse regime dos mini-Netunos, que é uma classe de planetas que a gente não tem no sistema solar. Danilo: Netuno é um gigante gelado e ele tem uma estrutura muito diferente da Terra, uma estrutura que (junto com o fato de estar muito distante do Sol) o torna inabitável, inabitável à vida como a gente a conhece. Mini-Netunos e Super-Terras, de tamanho e massa intermediários entre a Terra e Netuno, não existem no sistema solar, mas são a maioria entre os mais de 6 mil exoplanetas descobertos até agora.  A estrela-mãe do K2-18b é bem mais fria, ou menos quente do que o Sol: enquanto o Sol tem uma temperatura média de 5500 graus Celsius, a temperatura da K2-18 não chega a 3200 graus. Então, se a gente imaginasse que o Sol fosse “frio” assim (frio entre aspas), a temperatura aqui na superfície da Terra seria muito, mas muito abaixo de zero, o que provavelmente tornaria nosso planeta inabitável. Só que o K2-18b gira muito mais perto de sua estrela-mãe. A distância média da Terra para o Sol é de aproximadamente 150 milhões de quilômetros, enquanto a distância média que separa o K2-18b e sua estrela é de 24 milhões de quilômetros. Outra medida ajuda a entender melhor como a órbita desse planeta é menor do que a da Terra: a cada 33 dias, ele completa uma volta ao redor da estrela. E comparado com a estrela, o planeta é tão pequeno, tão obscuro, que não pode ser observado diretamente. Nenhum telescópio atual é capaz de fazer imagens desse exoplaneta, assim como acontece com quase todos os exoplanetas descobertos até agora. São muito pequenos e facilmente ofuscados pelas estrelas que orbitam. Como, então, os astrônomos sabem que eles existem? O Luan Ghezzi explica. Luan Ghezzi: a detecção de exoplanetas é um processo que não é simples, porque os planetas são ofuscados pelas estrelas deles. Então é muito difícil a gente conseguir observar planetas diretamente,  você ver o planeta com uma imagem… cerca de um por cento dos mais de seis mil planetas que a gente conhece hoje foram detectados através do método de imageamento direto, que é realmente você apontar o telescópio, e você obtém uma imagem da estrela e do planeta ali, pertinho dela. Todos os outros planetas, ou seja, noventa e nove porcento dos que a gente conhece hoje foram detectados através de métodos indiretos, ou seja, a gente detecta o planeta a partir de alguma influência na estrela ou em alguma propriedade da estrela. Então, por exemplo, falando sobre o método de trânsito, que é com que mais se descobriu planetas até hoje, mais de setenta e cinco dos planetas que a gente conhece. Ele é um método em que o planeta passa na frente da estrela. E aí, quando esse planeta passa na frente da estrela, ele tampa uma parte dela. Então isso faz com que o brilho dela diminua um pouquinho e a gente consegue medir essa variação no brilho da estrela. A gente vai monitorando o brilho dela. E aí, de repente, a gente percebe uma queda e a gente fala. Bom, de repente passou alguma coisa ali na frente. Vamos continuar monitorando essa estrela. E aí, daqui a pouco, depois de um tempo, tem uma nova queda. A diminuição do brilho e a gente vai monitorando. E a gente percebe que isso é um fenômeno periódico. Ou seja, a cada x dias, dez dias, vinte dias ou alguma coisa do tipo, a gente tem aquela mesma diminuição do brilho ali na estrela. Então a gente infere a presença de um planeta ali ao redor dela. E aí, como são o planeta e a estrela um, o planeta passando na frente da estrela, tem uma relação entre os tamanhos. Quanto maior o planeta for, ele vai bloquear mais luz da estrela. Então, a partir disso, a gente consegue medir o raio do planeta. Então esse método do trânsito não só permite que a gente descubra os exoplanetas, como a gente também pode ter uma informação a respeito dos raios deles. Esse é o método que está sendo bastante usado e que produziu mais descobertas até hoje. Danilo: e foi por esse método que o K2-18b foi descoberto em 2015 com o telescópio espacial Kepler. Esse telescópio foi lançado em 2009 e revolucionou a área – com o Kepler, mais de 2700 exoplanetas foram detectados. Com ele, os astrônomos puderam estimar que existem mais planetas do que estrelas na nossa galáxia.  A órbita do K2-18b é menor do que a do planeta Mercúrio, que completa uma volta ao redor do Sol a cada 88 dias terrestres. Mas como sua estrela-mãe é mais fria do que o Sol, isso coloca o K2-18b dentro do que os astrônomos chamam de zona habitável: nem tão longe da estrela para que a superfície esfrie a ponto de congelar a água, nem tão perto para que o calor a evapore; é a distância ideal para que a água permaneça em estado líquido na superfície de um planeta parecido com a Terra. Só que o estado da água depende de outros parâmetros, como a pressão atmosférica, por exemplo. E é por isso que a tal da zona habitável é um conceito muito limitado, que pode se tornar até mesmo enganoso: um planeta estar na zona habitável não significa que ele seja de fato habitável. Claro, estar na zona habitável é uma das condições necessárias para que a superfície de um planeta tenha água líquida, o que é fundamental para que essa superfície seja habitável. Ter uma atmosfera é outra condição necessária. Além de estar na zona habitável, o K2-18b tem atmosfera e o Luan também explica como os astrônomos fazem para saber se um exoplaneta como o K2-18b tem uma atmosfera. Luan: a gente estava falando sobre o método de trânsito. E a gente falou que o planeta passa na frente da estrela e bloqueia uma parte da luz dela. Beleza, isso aí a gente já deixou estabelecido. Mas se esse planeta tem uma atmosfera, a luz da estrela que vai atingir essa parte da atmosfera não vai ser completamente bloqueada. A luz da estrela vai atravessar a atmosfera e vai ser transmitida através dela. A gente tem essa parte bloqueada da luz que a gente não recebe, a gente percebe a diminuição de brilho da estrela, com o método de trânsito, mas tem essa luz que atravessa a atmosfera e chega até a gente depois de interagir com os componentes da atmosfera daquele planeta. Então a gente pode analisar essa luz, que é transmitida através da atmosfera do planeta para obter informações sobre a composição dela. Danilo: e como é possível saber a composição química dessa atmosfera? A Aline Novais é uma astrofísica brasileira fazendo pós-doutorado na Universidade de Lund, na Suécia. A tese de doutorado dela, orientada pelo Luan, foi exatamente sobre esse tema: a coleta e a análise dos dados de espectroscopia de atmosferas de exoplanetas. Aline: No início, a gente não está olhando uma foto, uma imagem dos planetas e das estrelas. A gente está vendo eles através de uma coisa que a gente chama de espectro, que é a luz da estrela ou do planeta em diferentes comprimentos de onda. O que é o comprimento de onda? É literalmente o tamanho da onda. Você pode ver também como se fossem cores diferentes. Então a gente vai estar vendo vários detalhes em diferentes comprimentos de onda. O que acontece? A gente já sabe, não da astronomia, mas da química de estudos bem antigos que determinados compostos, vou usar aqui, por exemplo, a água, ela vai ter linhas muito específicas em determinados comprimentos de onda que a gente já conhece, que a gente já sabe. Então já é estabelecido que no cumprimento de onda X, Y, Z, vai ter linha de água. Então, quando a gente está observando novamente o brilho da estrela que passou ali pela atmosfera do planeta. Interagiu com o que tem lá, que a gente não sabe. Quando a gente vê o espectro dessa estrela que passou pela atmosfera, a gente vai poder comparar com o que a gente já sabe. Então, por exemplo, o que a gente já sabe da água, a gente vai ver que vai bater. É como se fosse um código de barras. Bate certinho o que tem na estrela, no planeta e o que tem aqui na Terra. E aí, a partir disso, a gente consegue dizer: “Ah, provavelmente tem água naquele planeta.” Claro que não é tão simples, tão preto no branco, porque tem muitas moléculas, muitos átomos, a quantidade de moléculas que tem ali também interferem nessas linhas. Mas, de forma mais geral, é isso. A gente compara um com o outro. E a gente fala: essa assinatura aqui tem que ser de água. Danilo: Em setembro de 2023, o time de pesquisadores liderado pelo Nikku Madhusudhan, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, anunciou a caracterização atmosférica do K2-18b feita com o telescópio espacial James Webb. Alguns anos antes, a atmosfera do exoplaneta tinha sido observada com o telescópio espacial Hubble, que havia indicado a presença de vapor de água. Com o James Webb, esses cientistas concluíram que a atmosfera não tinha vapor de água, mas fortes indícios de metano e dióxido de carbono, o gás carbônico. Não só isso: no mesmo estudo, eles também alegaram ter detectado, com menor grau de confiança, o sulfeto de dimetila, também chamado de DMS, uma molécula orgânica que aqui na Terra é produzida pela vida marinha, principalmente pelos fitoplânctons e microalgas. O DMS pode ser produzido em laboratório mas não existe um processo natural em que o nosso planeta, sozinho, consiga fazer essa molécula sem envolver a vida. Ou seja, o DMS seria uma possível bioassinatura, um sinal indireto da existência de vida. Por isso, esses cientistas alegaram ter encontrado uma possível evidência de vida na atmosfera do K2-18b. O fato é que a suposta evidência de vida, a detecção de DMS lá de 2023, tinha um grau de confiança estatística muito baixo para contar seriamente como evidência de vida. O time liderado pelo Madhusudhan continuou observando o K2-18b e voltou a publicar resultados apontando a presença de DMS usando outros instrumentos do James Webb. Foram esses resultados que fizeram tanto barulho em abril de 2025. E por que tanto barulho? Porque esse novo estudo apresenta um grau de confiança estatística mais alto para a detecção de DMS. Ele também alega ter detectado outra possível bioassinatura, uma molécula aparentada ao DMS, o DMDS, ou dissulfeto de dimetila. O resultado pareceu reforçar muito a hipótese da presença dessas possíveis bioassinaturas no K2-18b e, por isso, os grandes meios de comunicação deram ainda mais atenção ao resultado do que há dois anos atrás. O problema é que é muito complicado analisar os resultados do James Webb sobre essas atmosferas, e ainda mais difícil cravar a presença desse ou daquele composto químico ali. Aline Novais: Acho que a primeira etapa mais difícil de todas é como você tinha falado, Danilo, é separar o que é a luz do planeta e o que é a luz da estrela. Quer dizer, da atmosfera do planeta e o que é luz da estrela. E isso a gente faz como quando a gente está observando o trânsito. A gente não só observa o planeta passando na frente da estrela. Mas a gente também observa a estrela sem o planeta, e a gente compara esses dois. É literalmente subtrair um do outro. Então, assim, supondo que a gente já tem aqui o espectro pronto na nossa frente. O que a gente vai fazer para entender o que está naquele espectro? Aquilo ali é uma observação. Só que a gente tem da teoria da física, a gente sabe mais ou menos quais são as equações que vão reger a atmosfera de um planeta. Então a gente sabe o que acontece de formas gerais, que é parecida com o que acontece aqui na Terra e com o planeta do sistema solar. Então a gente sabe mais ou menos como deve ser a pressão, a temperatura. A gente sabe mais ou menos quais compostos químicos vão ter em cada camada da atmosfera, que depende de várias coisas. A gente sabe que se um planeta está muito próximo da estrela, ele vai ter determinados compostos químicos que ele não teria se ele estivesse muito mais longe da estrela dele. Então tudo isso interfere. E aí, o que a gente faz? A gente tem os dados, a gente tem o que a gente observou no telescópio. E a gente vai comparar com a teoria, com modelos que a gente faz no computador, programando, parará, parará, que vão reger aquela atmosfera. E aí, a partir disso, a gente vai comparar e ver o que faz sentido, o que não faz, o que bate e o que não bate. Danilo: Notaram que a Aline ressalta o papel dos modelos teóricos na interpretação dos dados? Os astrônomos comparam os dados coletados pelo telescópio com o que esperam observar, orientados pelas teorias e modelos considerados promissores para representar o que de fato está lá na atmosfera do planeta. E é nessa comparação que entra a estatística, a probabilidade de que as observações correspondem a este ou aquele modelo teórico. Aline Novais: Na estatística, a gente sempre vai estar quando a gente tiver probabilidade de alguma coisa, a gente sempre vai estar comparando uma coisa X com uma coisa Y. A gente nunca vai ter uma estatística falando que sim ou que não, vai ser sempre uma comparação de uma coisa ou de outra. Então, quando a gente, por exemplo, a gente tem o espectro lá de um planeta, a gente tem assinaturas que provavelmente podem ser de água, mas vamos supor que essa assinatura também é muito parecida com algum outro elemento. Com algum outro composto químico. O que a gente vai fazer? A gente vai comparar os dois e a resposta não vai ser nem que sim nem que não. A resposta vai ser: “Ah, o modelo que tem água é mais favorável.” Ou então, ele ajusta melhor os dados, do que o modelo com aquele outro composto químico.  Danilo: O time do Nikku Madhusudhan, que fala em possível detecção de DMS, tem um modelo predileto que eles mesmos desenvolveram para explicar planetas como o K2-18b: os mundos hiceanos, planetas inteiramente cobertos por um oceano de água líquida debaixo de uma espessa atmosfera de hidrogênio molecular – por isso o nome, que é uma junção do “hi” de hidrogênio e “ceano” de oceano. É esse modelo que orienta a interpretação de que os dados do K2-18b podem conter as bioassinaturas.  Aline: Todo o resultado final, que é: possivelmente detectamos assinaturas, não dependem dos dados em si, mas dependem de como eles analisaram os dados e que modelos foram utilizados para analisar esses dados. […] Os resultados vão sempre depender de como a gente analisou esses dados. […] Então a questão da detecção, ou possível detecção de bioassinatura depende principalmente de como foram colocados os modelos, do que foi inserido nos modelos e como esses modelos foram comparados. Nesse caso, os modelos utilizados foram modelos que estavam supondo que o planeta era hiceano. Que o planeta tinha um oceano e tinha uma atmosfera de hidrogênio, majoritariamente de hidrogênio. Porém, outros estudos levantaram também a possibilidade de esse planeta não ser desse tipo, ser um planeta, por exemplo, coberto de lava e não de oceano, ou com uma atmosfera, com compostos diferentes, onde a maioria não seria hidrogênio, por exemplo. E esses modelos não foram utilizados para testar essas bioassinaturas. Então o que acontece: no modelo deles, com o oceano, com a atmosfera X, Y e Z, é compatível com a existência de bioassinaturas. Porém, é completamente dependente do modelo.  Danilo: Então, a escolha de modelos teóricos diferentes afetam a interpretação dos resultados e das conclusões sobre a composição química da atmosfera de exoplanetas.  Aline: Esse grupo acredita que o planeta tenha majoritariamente hidrogênio na sua composição. O que eles vão fazer no modelo deles? Eles vão colocar sei lá quantos por cento de hidrogênio na composição, no modelo deles. Então eles estão construindo um modelo que seja semelhante ao que eles acreditam que o planeta tem. Eu não vou colocar nitrogênio se eu acho que não tem nitrogênio. Então, aí que entra a controvérsia, que é justamente o modelo ser feito para encontrar o que eles tentam encontrar. Então, assim, se você pegasse um modelo completamente diferente, se você pegasse um modelo, por exemplo, de um planeta feito de lava, que tem metano, que tem isso, que tem aquilo, será que você encontraria a mesma coisa? Danilo: Saber qual modelo teórico de atmosferas de exoplanetas corresponde melhor à realidade é algo muito difícil. O que dá pra fazer é comparar os modelos entre si: qual deles representa melhor a atmosfera do exoplaneta em comparação com outro modelo. Aline: A gente nunca vai estar falando que o modelo é perfeito. A gente nunca vai estar falando que a atmosfera é assim. A gente sempre vai estar falando que esse modelo representa melhor a atmosfera do que um outro modelo. E se você pegar uma coisa muito ruim que não tem nada a ver e comparar com uma coisa que funciona, vai ser muito fácil você falar que aquele modelo funciona melhor, certo? Então, por exemplo, no caso do K2-18b: eles fizeram um modelo que tinha lá as moléculas, o DMS, o DMDS e tal, e compararam aquilo com um modelo que não tem DMS e DMDS. O modelo que tem falou “pô, esse modelo aqui se ajusta melhor aos dados do telescópio do que esse outro que não tem”. Mas isso não significa que tenha aquelas moléculas. Isso significa que aquele modelo, naquelas circunstâncias, foi melhor estatisticamente do que um modelo que não tinha aquelas moléculas.  Danilo: O Luan tem uma analogia interessante pra explicar isso que a Aline falou. Luan: É como se você, por exemplo, vai em uma loja e vai experimentar uma roupa. Aí você pega lá uma mesma blusa igualzinha, P, M ou G. Você experimenta as três e você vê qual que você acha que se ajusta melhor ao seu corpo, né? Qual ficou com um caimento melhor? Enfim, então você vai fazendo essas comparações, não é que a blusa talvez M não tenha ficado boa, mas talvez a P ou a G tenha ficado melhor. Então os modelos são agitados dessa forma, mas também como a Aline falou depois que você descobriu o tamanho, por exemplo, você chegou à conclusão que o tamanho da blusa é M, você pode pegar e escolher diferentes variações de cores. Você pode pegar essa mesma blusa M, azul, verde, amarela, vermelha, né? E aí elas podem fornecer igualmente o mesmo bom ajuste no seu corpo. Só que a questão é que tem cores diferentes. […] A gente obviamente usa os modelos mais completos que a gente tem hoje em dia, mas não necessariamente, eles são hoje mais completos, mas não necessariamente eles são cem por cento completos. De repente está faltando alguma coisa ali que a gente não sabe.  [Música] Danilo: Eu conversei pessoalmente com o líder do time de cientistas que alegou ter descoberto as possíveis bioassinaturas no K2-18b, o Nikku Madhusudhan, quando ele estava na Holanda para participar de uma conferência em junho de 2024. Ele pareceu entusiasmado com a possibilidade de vir a confirmar possíveis bioassinaturas em exoplanetas e ao mesmo tempo cuidadoso, aparentemente consciente do risco de se comunicar a descoberta de vida extraterrestre prematuramente. A questão é que ele já cometeu alguns deslizes na comunicação com o público: por exemplo, em abril de 2024, num programa de rádio na Inglaterra, ele disse que a chance de ter descoberto vida no K2-18b era de 50% – o próprio apresentador do programa ficou surpreso com a estimativa. Naquela mesma conferência da Holanda, o Madhusudhan também pareceu muito confiante ao falar do assunto com o público de especialistas em exoplanetas – ele sabia que enfrentava muitos céticos na plateia. Ele disse que os planetas hiceanos eram “a melhor aposta” que temos com a tecnologia atual para descobrir vida extraterrestre.   Na palestra em que apresentou os novos resultados esse ano, o Madhusudhan contou que essa hipótese de mundos hiceanos foi desenvolvida com a ajuda de alunos de pós-graduação dele quando ele os desafiou a criar um modelo teórico de Mini-Netuno que oferecesse condições habitáveis, amenas para a vida. Mas a questão é que a gente não sabe se os mundos hiceanos sequer existem. É uma alternativa, uma hipótese para explicar o pouco que sabemos sobre esses exoplanetas. Há outras hipóteses, tão promissoras quanto essa, e muito menos amigáveis à existência da vida como a conhecemos. Enfim, a gente ainda sabe muito pouco sobre esses exoplanetas. Ainda não dá para decidir qual hipótese é a que melhor descreve a estrutura deles. Mas o que vai acontecer se algum dia os cientistas conseguirem resultados que apontem para uma detecção de possível bioassinatura que seja num alto grau de confiança, a tal ponto que seria insensato duvidar de sua existência? Estaríamos diante de uma incontroversa descoberta de vida extraterrestre? Digamos que os cientistas publiquem, daqui a algum tempo, novos resultados que apontam, com um grau de confiança altíssimo, para a presença de DMS no K2-18b. Mesmo que a gente tivesse certeza de que tem DMS naquela atmosfera, não seria possível cravar que a presença de DMS é causada pela vida. Como a gente tem ainda muito pouca informação sobre os ambientes que os Mini-Netunos podem apresentar, e como o nosso conhecimento sobre a própria vida ainda é muito limitado, vai ser muito difícil – para não dizer praticamente impossível – ter certeza de que a presença de uma possível bioassinatura é de fato uma bioassinatura.  Luan: A gente sabe que aqui na Terra, o DMS e o DMDS estão associados a processos biológicos. Mas a gente está falando de um planeta que é um Mini-Netuno, talvez um planeta hiceano. Será que esse planeta não tem processos químicos diferentes que podem gerar essas moléculas sem a presença da vida?  Danilo: Como disse o Luan, pode ser que processos naturais desconhecidos, sem o envolvimento da vida, sejam os responsáveis pela presença de DMS no K2-18b. A gente sabe que o DMS pode ser gerado fora da Terra por processos naturais, sem relação com a presença de vida. Para que seja gerado assim, são necessárias condições muito diferentes das que temos aqui na Terra. O interior de planetas gigantes como Júpiter, por exemplo, dá essas condições. DMS também foi detectado recentemente na superfície de um cometa, em condições muito hostis para a vida como a gente a conhece. Mais hostis ainda são as condições do meio interestelar, o espaço abissal e incrivelmente frio que existe entre as estrelas. Mesmo assim, DMS já foi detectado no meio interestelar.  É por isso que detectar uma possível bioassinatura num exoplaneta não necessariamente responde à pergunta sobre vida fora da Terra. É mais útil pensar nesses dados como peças de um quebra-cabeças: uma possível bioassinatura em um exoplaneta é uma peça que pode vir a ajudar a montar o quebra-cabeças em que a grande questão é se existe ou não existe vida fora da Terra, mas dificilmente será, sozinha, a resposta definitiva. Luan: Será que as bioassinaturas efetivamente foram produzidas por vida? Então, primeiro, estudos para entender diversos processos químicos ou físicos que poderiam gerar essas moléculas, que a gente considera como bioassinaturas, pra tentar entender em outros contextos, se elas seriam produzidas sem a presença de vida. Mas fora isso, nós astrônomos, nós também tentamos procurar conjuntos de bioassinaturas. Porque se você acha só o DMS ou o DMDS é uma coisa. Agora, se você acha isso e mais o oxigênio ou mais outra coisa, aí as evidências começam a ficar mais fortes. Um par muito comum que o pessoal comenta é você achar metano e oxigênio numa atmosfera de exoplaneta. Por quê? Porque esses dois compostos, se você deixar eles lá na atmosfera do planeta sem nenhum tipo de processo biológico, eles vão reagir. Vão formar água e gás carbônico. Então, se você detecta quantidades apreciáveis de metano e oxigênio numa atmosfera, isso indica que você tem algum processo biológico ali, repondo constantemente esses componentes na atmosfera. Então, a gente vai tentando buscar por pares ou conjuntos de bioassinaturas, porque isso vai construindo um cenário mais forte. Você olha, esse planeta está na zona habitável. Ele tem uma massa parecida com a da Terra. Ele tem uma temperatura parecida com a da Terra. Ele tem conjuntos de bioassinaturas que poderiam indicar a presença de vida. Então você vai construindo um quebra-cabeça ali, tentando chegar num conjunto de evidências.  Danilo: Talvez só vamos conseguir ter certeza quando tivermos condições de viajar os 124 anos-luz que nos separam do K2-18b, por exemplo, para examinar o planeta “in situ”, ou seja, lá no local – só que isso ainda é assunto para a ficção científica, não para a ciência atual. Não quer dizer que, dada a dificuldade, a gente deva desistir de fazer ciência nesse sentido, de detectar bioassinaturas nos exoplanetas. Luan: É claro que é super interessante aplicar esses modelos e sugerir a possível existência dessas moléculas. Isso ajuda a avançar o conhecimento, porque isso gera um interesse, gera um debate, um monte de gente vai testar, e outras pessoas já testaram e mostraram que, ou não tem a molécula nos modelos deles, ou eles não detectam ou detectam uma quantidade muito baixa. Enfim, então isso gera um debate que vai avançar o conhecimento. Então isso, no meio científico, é muito interessante esse debate, que gera outras pesquisas, e todo mundo tentando olhar por diferentes ângulos, para a gente tentar entender de uma maneira mais completa. Mas o cuidado… E aí, o grande serviço que o seu podcast está fazendo é como a gente faz chegar essa informação no público, que é o que você falou, uma coisa é: utilizamos um modelo super específico, e esse modelo indica a possível presença dessas moléculas que, na Terra, são associadas à vida. Outra coisa é dizer, na imprensa, achamos os sinais mais fortes de vida até agora. É uma distância muito grande entre essas duas coisas. Aline: Se eu analisei o meu dado e eu vi que tem aquela molécula de bioassinatura, uma coisa é eu falar: “Tem!” Outra coisa é falar: “Ó, eu analisei com esse modelo aqui e esse modelo aqui faz sentido. Ele representa melhor os meus dados do que o outro modelo”. São maneiras diferentes de falar. Mas qual que é a que vende mais? Danilo: Foi no final do nosso papo que o Luan e a Aline tocaram nessa questão que tem se tornado central nos últimos anos: como comunicar os resultados da astrobiologia da forma mais responsável? É possível que com o James Webb vamos continuar vendo potenciais detecções de bioassinaturas num futuro próximo. Por isso, a comunidade científica está preocupada com a forma como comunicamos os resultados da busca por vida fora da Terra e está se movimentando para contornar os problemas que provavelmente teremos no futuro. Eu venho participando desses esforços, pesquisando como a astrobiologia está sendo comunicada, e até ajudei a organizar um evento no ano passado para discutir isso com cientistas e jornalistas de ciência, mas conto essa história em outra hora. No próximo episódio, vamos falar sobre uma possível detecção de bioassinatura sem o James Webb e muito mais próxima da gente. A notícia veio em setembro de 2025. O planeta em que a bioassinatura pode ter sido encontrada? O vizinho cósmico que mais alimentou a imaginação humana sobre extraterrestres: Marte. Roteiro, produção, pesquisa e narração: Danilo Albergaria Revisão: Mayra Trinca, Livia Mendes e Simone Pallone Entrevistados: Luan Ghezzi e Aline Novais Edição: Carolaine Cabral Músicas: Blue Dot Sessions – Creative Commons Podcast produzido com apoio da Fapesp, por meio da bolsa Mídiaciência, com o projeto Pontes interdisciplinares para a compreensão da vida no Universo: o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação em Astrobiologia e o Laboratório de Astrobiologia da USP [VINHETA DE ENCERRAMENTO]

Arquivo Misterio
O assassinato que causou manifestações em todo Irã | Mahsa Amini

Arquivo Misterio

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 28:32


Diário Mágicko
DM #104 – Alquimia Operativa – com Frater Rosacruz (C. C. Compostela)

Diário Mágicko

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 125:17


Aí sim! Existem certos termos que são empregues nos meios do esoterismo sem que o estudante tenha verdadeira clareza de sua profundidade e de seu real significado. Quando ouvimos falar sobre a alquimia e a transformação do chumbo em ouro muitas vezes é em forma de metáfora, na transformação interna do indivíduo e no refinamento de aspectos rumo à Grande Obra. Esses termos podem sim ser empregues de maneira simbólica, mas existe um ramo tradicional da Arte Oculta que lida com a medicina das ervas e dos metais e que busca, de fato, a transmutação alquímica e a produção da Pedra Filosofal, e essa é a Alquimia Operativa, ou também chamada, Alquimia Laboratorial. Muito se diz sobre a química moderna ser derivada da alquimia, e sim, ali estão as bases de muito do que foi desenvolvido nos últimos séculos. Mas é importante entendermos que a prática alquimia é permeada tanto pela ciência, e cálculos, e componentes exatos, como também pela perspectiva mística e sagrada da obra a ser executada. E que, sem a chave filosofal, pouco se pode produzir - ainda que se tenha os melhores ingredientes e equipamentos excepcionais. Nesse episódio entenderemos um pouco mais sobre a alquimia operativa e outros assuntos pertinentes. Entre no laboratório, mas tome cuidado para não esbarrar em nada! --- Próximas Lives (Páginas Abertas): Páginas Abertas #50 – 06/02 às 20:00 [Magia Financeira] --- Envie seu relato!

Gabinete de Guerra
"Europa passa o tempo a tropeçar em regras que não existem"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 12:17


Bruno Cardoso Reis considera que a Rússia e os EUA só respondem a demonstrações de força com a Europa a ter de mostrar poder. Acrescenta ainda que o cessar-fogo no Líbano é cada vez mais difícil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Inteligência para a sua vida
#1429: POR QUE JUDAS FOI ESCOLHIDO PARA TRAIR JESUS?

Inteligência para a sua vida

Play Episode Listen Later Nov 12, 2025 13:09


A profecia já dizia que alguém O trairia — mas quem teria o perfil para isso?Existem dois tipos de pessoas: as que querem dar e as que só querem tirar.A fissura pelo dinheiro fez de Judas o perfil perfeito para a traição.E esse mesmo espírito ainda está vivo hoje.A pergunta é: você segue o exemplo de Jesus ou o de Judas?

Fernando Ulrich
Bolsa vai segurar?; Ouro e BTC ameaçados?; Musk aposta alto na IA!

Fernando Ulrich

Play Episode Listen Later Nov 10, 2025 30:27


O "Ulrich Responde" é uma série de vídeos onde respondo perguntas enviadas por membros do canal e seguidores, abordando temas de economia, finanças e investimentos. Oferecemos uma análise profunda, trazendo informações para quem quer entender melhor a economia e tomar decisões financeiras mais informadas.00:00 – Nesse episódio…02:16 - A alta da bolsa brasileira é sustentável ou só “voo de galinha”?05:29 - Ouro virou bolha com a oferta crescendo e preços nas máximas?08:20 - Renan Santos é o nosso Milei? O Partido Missão tem chance?09:21 - Tesla aprova bônus trilionário para Musk, as metas são factíveis?12:47 - Energia no Brasil pode surfar o boom de datacenters?14:01 - Quais ativos o Fed compra quando faz QE?14:39 - Tesouro americano e Fed em disputa? Qual o impacto nos juros?16:55 - A “bolha de IA” lembra 2008? Vale comprar puts como seguro?18:44 - Se a tese de IA estourar, como afeta a bolsa BR e o Bitcoin?19:29 - O que governos deveriam (não) fazer numa crise da IA?22:14 - Bitcoin teve duas quedas fortes: qual a tendência nos próximos meses?23:01 - Por que empresas de tesouraria de Bitcoin tendem a subir mais que o BTC nos ciclos?24:31 - Existem falhas de mercado?25:41 - O que achou da SatsConf deste ano?26:48 - OBTC3: qual estratégia da empresa? Depende só do BTC?28:14 - Você é entusiasta em outras criptos/tokens além de Bitcoin?28:54 - O Drex acabou? O que muda na nova fase do projeto?29:49 - Black Friday do Follow the Money?

Naruhodo
Naruhodo #454 - O que é burnout e como lidar com ele?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Nov 3, 2025 52:16


Só em 2022 entrou em vigor a classificação do burnout na CID-11 da Organização Mundial da Saúde, mas ele é um fenômeno ocupacional contemporâneo que já foi mencionado há bastante tempo na humanidade. Afinal, o que a ciência tem a dizer sobre o burnout?Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.>> OUÇA (52min 16s)*Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*APOIO: INSIDERIlustríssima ouvinte, ilustríssimo ouvinte do Naruhodo, chegou o mês mais feliz para quem gosta de INSIDER - ou seja: é o mês mais feliz para mim também.Afinal, é o mês da Black November INSIDER, a promoção mais potente em descontos da história da marca!Você vai poder ter os best-sellers da INSIDER com até 50% de desconto: é só combinar o cupom NARUHODO com os descontos do site.Mas existe uma forma de aproveitar a Black November ainda mais: entrar no canal de WhatsApp da INSIDER.Porque é lá que acontecem as FLASH PROMOS — promoções relâmpago com descontos ainda maiores, por tempo super limitado.Quem entra no grupo, como eu já entrei, recebe as melhores oportunidades antes de todo mundo — e garante o que quer enquanto ainda há estoque.Então não deixe pra depois e entre agora mesmo no grupo de Zap no link:https://creators.insiderstore.com.br/NARUHODOWPPBFOu clique no link que está na descrição deste episódio.INSIDER: inteligência em cada escolha.#InsiderStore*REFERÊNCIASVersão Brasileira de Burnout Assessment Tool (BAT) para o trabalhohttps://burnoutassessmenttool.be/handleiding_vragenlijst_eng/Burnout: a Fashionable Diagnosishttps://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3230825/Chapter 43 - Burnouthttps://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/B9780128009512000443Burnout: A Review of Theory and Measurementhttps://www.mdpi.com/1660-4601/19/3/1780Burnout Trends Among US Health Care Workershttps://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2833027Use of Ambient AI Scribes to Reduce Administrative Burden and Professional Burnouthttps://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2839542The effects of implicit ethnic expectations and burnout on teachers' evaluations of students' performance https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/14675986.2024.2420570?casa_token=VjBVteDQhaAAAAAA:dzRmzvH3wKKeFwJ0cexqV_gUExvN17HIEo1F-U4L_fSA3YuGBNmPJgM0hU6IrOEc1VIIy93yfIc5Factors of Burnout among Teachers: A Systematic Reviewhttps://kwpublications.com/papers_submitted/13232/factors-of-burnout-among-teachers-a-systematic-review.pdfRevitalising burnout research https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/02678373.2025.2473385Job Burnout and Couple Burnout in Dual-earner Couples in the Sandwiched Generationhttps://journals.sagepub.com/doi/10.1177/0190272511422452Effective Interventions to Reduce Burnout in Social Workers: A Systematic Review https://academic.oup.com/bjsw/article-abstract/54/8/3794/7713443"One Step Back; Where Are the Elixirs of Yesteryear When We Hurt? https://www.nytimes.com/1998/01/26/arts/one-step-back-where-are-the-elixirs-of-yesteryear-when-we-hurt.htmlBurnout, Fatigue, Exhaustion: An Interdisciplinary Perspective on a Modern Affliction https://www.researchgate.net/publication/321154402_Burnout_Fatigue_Exhaustion_An_Interdisciplinary_Perspective_on_a_Modern_AfflictionIndividual-focused occupational health interventions: A meta-analysis of randomized controlled trials.https://psycnet.apa.org/doiLanding?doi=10.1037%2Focp0000249The evaluation of an individual burnout intervention program: The role of inequity and social support.https://psycnet.apa.org/doiLanding?doi=10.1037%2F0021-9010.83.3.392The concept of neurasthenia and its treatment in Japanhttps://link.springer.com/article/10.1007/BF02220661Characteristics of Staff Burnout in Mental Health Settingshttps://psychiatryonline.org/doi/10.1176/ps.29.4.233Naruhodo #348 - Sentir medo e ansiedade é algo ruim?https://www.youtube.com/watch?v=u30dN7ACvE4Naruhodo #229 - O medo aumenta a produtividade no trabalho?https://www.youtube.com/watch?v=HladRKLnJ_UNaruhodo #284 - Qual o impacto do desemprego em nossa vida?https://www.youtube.com/watch?v=L3UsqrjLmRANaruhodo #187 - Por que procrastinamos?https://www.youtube.com/watch?v=gwALLmR3VYwNaruhodo #395 - O que é força de vontade?https://www.youtube.com/watch?v=5bR1RNVo7kMNaruhodo #62 - Existem doenças psicossomáticas?https://www.youtube.com/watch?v=etuFYdCAKe4Naruhodo #342 - O que é e de onde vem a inspiração?https://www.youtube.com/watch?v=Xg0vGC-uPwMNaruhodo #373 - Como funciona a carreira de cientista?https://www.youtube.com/watch?v=8ZaQHTb-o4UNaruhodo #360 - O que é e como lidar com o bullying?https://www.youtube.com/watch?v=vyTcYk6f-bANaruhodo #377 - Aprendemos melhor fazendo pausas?https://www.youtube.com/watch?v=PZVVN9lHenoNaruhodo #312 - Ficar sentado muito tempo aumenta a chance de morrer mais cedo?https://www.youtube.com/watch?v=6ZFLoDFLFTYNaruhodo #220 - Existe causa para a depressão? - Parte 1 de 2https://www.youtube.com/watch?v=cFo8GFwyuR0Naruhodo #221 - Existe causa para a depressão? - Parte 2 de 2https://www.youtube.com/watch?v=5peXBmG43lU*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo

Inteligência para a sua vida
#1418: BUSCANDO VERSÍCULO PARA FAZER O QUE BEM QUISER

Inteligência para a sua vida

Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 12:15


Existem duas maneiras de ler a Bíblia:* para descobrir a vontade de Deus;* ou para encontrar versículos isolados que apoiam a sua própria vontade.Todo ser humano tem a tendência de se inclinar para o que quer, mas a verdade é que nossas vontades nem sempre nos farão bem amanhã.Por isso, medite na Palavra de Deus não para se apoiar nos erros do passado nem justificar que você também tem o “direito” de errar, mas para ouvir o que Deus quer falar com você hoje.

Naruhodo
Naruhodo #453 - Existe racismo reverso?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 57:46


Spoiler: não, não existe. Mas, mais importante que "sim" ou "não", essa pergunta merece uma reflexão: por que essa expressão não faz sentido? O que a ciência tem a dizer sobre isso?Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.>> OUÇA (57min 47s)*Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*APOIO: INSIDERIlustríssima ouvinte, ilustríssimo ouvinte do Naruhodo, você sabe: eu só gosto de recomendar o que eu uso.Porque, se é pra colocar minha opinião publicamente, tem que ser com verdade. Sem enrolação.É por isso que eu não me canso de repetir: eu encontrei a calça ideal. É a calça FutureForm da INSIDER.Porque sejamos honestos: calças jeans são desconfortáveis demais. E calças sociais são muito formais e pouco versáteis.Já a calça FutureForm da INSIDER tem caimento refinado com conforto técnico. É estilo de alfaiataria, mas com conforto INSIDER.Por isso, ela combina com tudo no meu dia a dia: lazer, trabalho, eventos sociais. É ou não é a calça ideal?E em Outubro você pode combinar o cupom NARUHODO com os descontos do site - e o seu desconto total pode chegar a até 35%, então aproveite!Mas tem que acessar pela URL especial:creators.insiderstore.com.br/NARUHODOOu clicar no link da descrição deste episódio:o cupom será aplicado automaticamente no carrinho.INSIDER: inteligência em cada escolha.#InsiderStore*REFERÊNCIASAamer Rahman (Fear of a Brown Planet) - Reverse Racismhttps://www.youtube.com/watch?v=dw_mRaIHb-MConfronting Racism: The Problem and the Responsehttps://books.google.com.br/books?id=DQRVbxY21eYC&printsec=frontcover&dq=Confronting+Racism:+The+Problem+and+the+Response&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjMqqeRqZzZAhVCiZAKHXWDABYQ6AEIJzAA#v=onepage&q=Confronting%20Racism%3A%20The%20Problem%20and%20the%20Response&f=falseA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA E A LEI DO BOI (1968-1985): POLÍTICA DE ACESSO OU POLÍTICA DE EXCLUSÃO? https://locus.ufv.br/server/api/core/bitstreams/6f953aa8-c65c-4f50-bd54-318dcd6c1dda/contentHow social media use, political identity, and racial resentment affect perceptions of reverse racism in the United Stateshttps://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0747563222001595?casa_token=T0Hl6An-xxIAAAAA:uIsTd-XmTjGOVJREEXzkqzKtgEX6l2c-Pi38KjUZsdjqbklKUwBhSaMkRMaUG-9CwPdS3IT9wwConsumer responses to rebranding to address racismhttps://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0280873The Myth of Reverse Discrimination in Higher Educationhttps://www.jstor.org/stable/2962773?casa_token=Q3WouZdu7WwAAAAA%3Akb_Q3B-RmMHXNqwbz8qMsRYEnHXsqJT7TtFiyPcTCn-8Jogge_wJGgTdX2Gd1qbFdydSDtyoGRCB8CiWY_dHCgttSmTHkgaOPHS0muHDe8sY3EafYoQ&seq=1With malice toward none and charity for some: Ingroup favoritism enables discrimination.https://psycnet.apa.org/record/2014-09886-001Explaining social class differences in depression and well-beinghttps://link.springer.com/article/10.1007/s001270050014The Nature of Contemporary Prejudice: Insights from Aversive Racismhttps://compass.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/j.1751-9004.2009.00183.x?casa_token=Ll4fZ6mY0jUAAAAA%3AT_2yTU-D4ps0YfdZnu8Rb1ySoMUMV9IK2dqbu3LF6CA8c3IgQ0ah-EWocP5IRF6FIBVutrWhlKcBd_0The Social Psychology of Prosocial Behaviorhttps://www.taylorfrancis.com/books/mono/10.4324/9781315085241/social-psychology-prosocial-behavior-john-dovidio-louis-penner-jane-allyn-piliavin-david-schroederFostering Belonging, Transforming Schools: The Impact of Restorative Practiceshttps://eric.ed.gov/?id=ED630386African Origins of The Major Western Religions Yosef Ben Jochannanhttps://pt.scribd.com/doc/115833952/African-Origins-of-the-Major-Western-Religions-Yosef-Ben-JochannanO espetáculo das raçashttps://www.estantevirtual.com.br/livro/o-espetaculo-das-racas-08P-1565-000-BK?gad_source=1&gad_campaignid=17229644853&gclid=CjwKCAjwup3HBhAAEiwA7euZunRTFg0sLx7HtUwCk9niZx_r7VWcdHKT-bjtLlnOQt_23iUwqPiOThoCryAQAvD_BwEThe Theory of Cultural Racismhttps://www.columbia.edu/~lnp3/mydocs/Blaut/racism.htmDifferences in Helping Whites and Blacks: A Meta-Analysishttps://journals.sagepub.com/doi/10.1207/s15327957pspr0901_1Medieval Sourcebook: Abû Ûthmân al-Jâhiz: From The Essays, c. 860 CEhttps://sourcebooks.fordham.edu/source/860jahiz.aspThe Invention of Racism in Classical Antiquityhttps://books.google.com.br/books?id=jfylyRawl8EC&pg=PA175&lpg=PA175&dq=aristotle+racism&redir_esc=y&hl=pt-BR#v=onepage&q=aristotle%20racism&f=falseNaruhodo #387 - Somos bons (ou maus) por natureza? - Parte 1 de 2https://www.youtube.com/watch?v=Fx37e0PUgY4Naruhodo #388 - Somos bons (ou maus) por natureza? - Parte 2 de 2https://www.youtube.com/watch?v=xwAEaMyfm0QNaruhodo #168 - Japonês é tudo igual?https://www.youtube.com/watch?v=tu1s3JuB_LwNaruhodo #446 - O que é transfuga de classe?https://www.youtube.com/watch?v=HQQyT1sawZoNaruhodo #407 - Existe razão sem emoção?https://www.youtube.com/watch?v=qUxluRrHV3ENaruhodo #267 - O que é dissonância cognitiva?https://www.youtube.com/watch?v=1xJwqmir5UwNaruhodo #268 - O que é dissonância cognitiva? - Parte 2 de 2https://www.youtube.com/watch?v=--OHlHmOQTMNaruhodo #183 - É possível juntar exatas, humanas e biológicas numa nova ciência? - Parte 1 de 2https://www.youtube.com/watch?v=9oqajpETpt4Naruhodo #184 - É possível juntar exatas, humanas e biológicas numa nova ciência? - Parte 2 de 2https://www.youtube.com/watch?v=VPt2fTNFnOsNaruhodo #178 - O que é ser normal?https://www.youtube.com/watch?v=UY-AEqU59xYNaruhodo #186 - O que são as 4 causas de Aristóteles?https://www.youtube.com/watch?v=GQnAQGbMpXcNaruhodo #135 - Como eu sei que você é você e não eu? - Parte 1 de 2https://www.youtube.com/watch?v=Fq-VjuiTOY0Naruhodo #136 - Como eu sei que você é você e não eu? - Parte 2 de 2https://www.youtube.com/watch?v=yRZkLKL6QH0Naruhodo #379 - Como nós nos tornamos nós?https://www.youtube.com/watch?v=fI9rqAJfcUUNaruhodo #397 - Por que ficamos entediados?https://www.youtube.com/watch?v=FAZ9BPv_6O4Naruhodo #414 - A educação científica salvará o mundo?https://www.youtube.com/watch?v=OLaBswwX9yMNaruhodo #404 - Por que algumas pessoas gostam de terminar as coisas e outras não?https://www.youtube.com/watch?v=pTSZ--4TKMkNaruhodo #328 - Existem "gatilhos mentais"?https://www.youtube.com/watch?v=fxBQJlin8Z4Naruhodo #231 - Gêmeos têm a mesma impressão digital?https://www.youtube.com/watch?v=AH5LQPW4lbI*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo

Scicast
Inflação e o Plano Real (SciCast #663)

Scicast

Play Episode Listen Later Sep 29, 2025 110:24


A inflação é um problema para nós usuários da economia desde que decidimos usar uma unidade de conta para trocar as coisas. Ao longo do tempo, as coisas ficam mais caras, mas por quê? Existem diversas explicações plausíveis, mas para além de explicar o aumento de preço, é possível controlar esse aumento de preço? Se o governo gasta muito dinheiro, meu café fica mais caro? Quais as raízes da inflação no Brasil? O que foi o plano real? Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://instagram.com/scicastpodcast Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Fernando Malta, Isabela Fontanella, Guilherme Dinnebier, Willian Spengler, Marcelo de Matos Citação ABNT: Scicast #663: Inflação e o Plano Real. Locução: Fernando Malta, Isabela Fontanella, Guilherme Dinnebier, Willian Spengler, Marcelo de Matos. [S.l.] Portal Deviante, 29/09/2025. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-663 Imagem de capa: Foto: Lula Marques/Folhapress Expotea: https://expotea.com.br/https://www.instagram.com/expoteabrasil/ Referências e Indicações Sugestões de literatura: Sayad, João. Dinheiro, dinheiro, crises financeiras e bancos. Furtado, Celso. Formação Econômica do Brasil. Marx, Karl.. O Capital. K. V. Ostrovitianov. Manual de Economia Política da Academia de Ciências da URSS. Florestan Fernandes. A Revolução Burguesa no Brasil Skidmore, Thomas. Brasil: De Castelo a Tancredo "A Moreninha" (1844, Joaquim Manuel de Macedo) "O Capital no Século XXI" (2013, Thomas Piketty) "Capitalismo e Liberdade" (1962, Milton Friedman) Sugestões de filmes: "DuckTales" (1989, episódio "O Dinheiro do Tio Patinhas", disponível no Disney+) “O Grande Colapso" (2015) Sugestões de vídeos: https://youtube.com/playlist?list=PLQqP0tBfb_ksUpz5eKRbbruvO_8x2oufK&si=UAsYH9Kp13NkK9BG Sugestões de links: www.ipea.gov.br Sugestões de games: Workers and Resources of the Soviet Republic Cities Skylines See omnystudio.com/listener for privacy information.