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O professor Paulo Martins, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da FFLCH-USP, fala sobre écfrase, a maneira como ela aparece nas mais diversas obras e sua transformação em gênero. Paulo Martins é professor Livre-Docente de Língua e Literatura Latina na Universidade de São Paulo, atualmente é vice-diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, pesquisador do CNPq e coordenador do projeto “Estudos Clássicos em Dia”. Foi professor e pesquisador visitante em diversas universidades particulares de São Paulo, da Universidade Estadual Paulista (UNESP/Assis), da Yale University, do King’s College London e do Institute of Classical Studies da School of Advanced Studies da University of London. Graduou-se em Letras (1990) e ingressou como docente em 1999. Tornou-se mestre em 1996 com a dissertação “Sexto Propércio: Éthos, Verossimilhança e Fides no Discurso Elegíaco do século I a. C.” e defendeu seu doutorado em 2003 com a tese “Imagem e Poder: Algumas considerações acerca da representação de Otávio Augusto (44 a.C. - 14 d.C.)”. Atua lecionando e pesquisando nas áreas de discurso teórico greco-latino, poesia lírica, satírica e didática e elegia romana. Sugestão de Leitura: - CHINN, C. Before Your Very Eyes: Pliny Epistulae 5.6 and the Ancient Theory of Ekphrasis. CPh, v. 102, n. 3, p. 265-80, 2007. DOI:10.1086/529472. - DUBEL, S. Ekphrasis et enargeia: la description antique comme percurs. In: LÉVY, C.; PERNOT, L. (org.). Dire l’Evidence. Paris: L’ Harmattan, 1997, p. 249-64. - ELSNER, J. The Genres of ekphrasis. In: ELSNER, J. (ed.). The Verbal and the Visual: Cultures of Ekphrasis in Antiquity. Ramus, v. 31, p. 1-18, 2002. DOI: 10.1017/S0048671X00001338. - HANSEN, J. A. Categorias epidíticas da ekphrasis. Revista USP, v. 71, p. 85-105, 2006. MARTINS, P. ‘Eneias se reconhece’. letras Clássicas, v. 5, p. 146-57, 2001. DOI: 10.11606/ issn.2358-3150.v0i5p143-157. - MARTINS, P. (2016). Uma visão periegemática sobre a écfrase. Classica - Revista Brasileira de Estudos Clássicos, 29(2), 163-204. doi:https://doi.org/10.24277/classica.v29i2.425 - MARTINS, P. Pictura tacens, poesis loquens. Limites da Representação. Tese (Livre-Docência) – Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo, 2013. - MARTINS, P. Odisseia 7.79-135: uma ἔκφρασις”. Letras Clássicas, v. 18, n. 1, p. 19-34, 2014. DOI: 10.11606/issn.2358-3150.v18i1p19-34 [= Martins (2013, p. 32-46)]. - RODOLPHO, M. Écfrase e Evidência nas Letras Latinas: Doutrina e Práxis. São Paulo: Humanitas, 2012. - WEBB, R. Ekphrasis, Imagination and Persuasion in Ancient Rhetorical Theory and Practice. Ashgate. 2009. O vídeo está disponível no canal da FFLCH no Youtube. Ficha Técnica: Coordenação Geral Paulo Martins Roteiro e Gravação Paulo Martins Produção Renan Braz Edição Renan Braz Música Pecora Loca - Ode Anacreôntica 39
Como se dá a aproximação dos campos da Geografia e da Saúde Mental? O que o tema da saúde mental nos revela sobre a relação com os espaços? Quais os desafios teóricos e metodológicos no tratamento do tema na Geografia? No contexto da pandemia da COVID-19, como a Geografia pode entender as questões de saúde mental que emergem e maximizam-se nesse contexto? Esses foram alguns questionamentos que a profa. Marcia Alves (UFMT) fez ao geógrafo Lucas Honorato, doutorando em Geografia pela UFF. Em tempos de quarentena, a Geografia tem muito o que dizer sobre as experiências espaciais e emocionais. _______ Quer conversar com a gente? Escreva para: geografiapodcast@gmail.com Acesse nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/hpgeoufmt/ _______ Participantes Prof. Dra. Marcia Alves - Professora Adjunta do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Coordenadora do Projeto de Extensão Podcast "Geografia pra que(m)?"e integrante do grupo de pesquisa HPGEO (UFMT). E-mail para contato: marciaalvesgeo@gmail.com Lucas Honorato - Mestre em Planejamento Urbano e Territorial (PPGEO/UFF) e Bacharel e Licenciado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (2013). Doutorando no Programa de Pós-graduação em Geografia - UFF. Com experiência na área de Geografia, com ênfase em Saúde, Educação, Pensamento Geográfico, Políticas Públicas, Planejamento, Urbanismo e Cartografia. Conselheiro Titular no Conselho de Políticas Urbanas do Município de Niterói - COMPUR/NIT. _______ Referências citadas MEGALE, Januario Francisco (Org.). Max Sorre: Geografia. (Col. Grandes cientistas sociais). São Paulo, Ática, 1984. MONBEIG, Pierre. Os modos de pensar na Geografia Humana. In: Novos estudos de geografia humana brasileira. São Paulo: DIFEL, 1957 HONORATO, Lucas Tavares. Dos “territórios em loucura” aos “territórios da loucura”: desafios teórico- metodológicos, práticos e políticos para a abordagem territorial na saúde mental. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2017. (“Prelúdio – O que Armando Corrêa da Silva pensaria?”) SILVA, Armando Corrêa da. De Quem é o Pedaço? Espaço e Cultura. São Paulo: Editora Hucitec. 1986. (PARTE I – O TERRITÓRIO DA CONSCIÊNCIA; “A paranormalidade: sugestões para pesquisa”). SILVA, Armando Corrêa da. Saudades do Futuro. São Paulo: Mandacaru, 1993. BANDO, Daniel Hideki e BARROZO, Lígia Vizeu. O suicídio na cidade de São Paulo: uma análise sob a perspectiva da Geografia da Saúde. São Paulo: Humanitas, 2010. MOTA, Adeir Archanjo da. Suicídio no Brasil e os contextos geográficos: contribuições para política pública de saúde mental. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2014. LIMA, Ivaldo. A condição geopolítica dos corpos sensíveis. Paisagens Híbridas, 2020 Entrevista com Achile Mbembe, 30/03/2020, Folha – Mundo: A pandemia democratizou o poder de matar, diz autor da teoria da necropolítica _______ Indicações Documentários: Onde está Franco? (1997); Prof. Armando, seu piano e sua Geografia Livro: Desaparecer de si: Uma tentação contemporânea (David Le Breton, 2018) Filme: Milagre na cela 7 (Netflix, 2019) _______ Erratas O livro "O espaço fora do lugar" (1988) é posterior a "De quem é o pedaço? Espaço e Cultura" (1985) A pós-Reforma Psiquiátrica Brasileira, leia-se pós Lei 10.216/2001 (Lei da Reforma Psiquiátrica Brasileira) A critica de ausência de teoria e metodologia rigorosa adequada às questões subjetivas referem-se às perspectivas ditas tradicionais e conservadores da Geografia.
Recebemos o professor e pesquisador Heitor Loureiro (FMU) que fala sobre o Genocídio Armênio, metodologia histórica e a militância da banda System of a Down. Neste episódio, entenda sobre o silêncio e o negacionismo como poder e o a importância do conceito de genocídio para compreensão de gravíssimas violações dos direitos humanos. Para apoiar o Chutando a Escada, acesse chutandoaescada.com.br/apoio Comentários, críticas, sugestões, indicações ou dúvidas existenciais, escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Você pode ouvir todos os episódios do Chutando a Escada no Spotify em: spoti.fi/2NixYME Ouça a trilha sonora deste episódio em: spoti.fi/2HvFILO Participaram desse podcast: Filipe Mendonça – twitter.com/filipeamendonca Geraldo Zahran – facebook.com/geraldo.zahran Heitor Loureiro – twixar.me/PTvn Divulgando: -Lançamento do livro Genocídio Armênio: Nacionalismo, Silêncio e Direitos Humanos (1915-2015) 24 de maio de 2019, das 15h às 20h, na sala do Conselho Universitário da USP, Rua da Reitoria, 374 Você conhece o podcast ONDEM – O nome disso é mundo, do Filipe Teixeira? O Heitor também produz o ONDEM Política – O nome disso é Política Trabalhos citados neste episódio: LOUREIRO, Heitor; CARNEIRO, M. L. Tucci (Org.) ; BOUCAULT, C. E. A. (Org.) . 100 anos do genocídio armênio: negacionismo, silêncio e direitos humanos. 1. ed. São Paulo: Humanitas, 2019. v. 1. 364 LOUREIRO, Heitor. ‘The Voice of the Armenian People’: Armenian Press in São Paulo (1940s-1970s). Journal of Armenian Studies, v. 2, p. 121-134, 2016. LOUREIRO, Heitor; ARAPIAN, P. Genocídios, massacres e chacinas: o que o genocídio armênio tem a ensinar às periferias brasileiras. Revista Liberdades, v. 1, p. 57-68, 2015. LOUREIRO, Heitor. Diálogos entre História e Direito: o conceito de genocídio e o caso armênio. Revista Fórum de Ciências Criminais, v. 1, p. 1-20, 2015. LOUREIRO, Heitor. Genocídio armênio: uma introdução histórica. Política Externa, v. 23, p. 1-20, 2015. Sonoras: –100 anos depois, o genocídio armênio ainda é lembrado pelos poucos sobreviventes ainda vivos -System of a Down, Sardarapat Ilustração em destaque: A ilustração em destaque foi feita pelo grande pictógrafo e quadrinista Marcelo Dakí. Conheça o trabalho do Dakí no twitter , no instagram ou no tumblr. Trilha: -Hellscore – Aerials (a cappella cover) -Chop Suey, Jazz Cover by Robyn Adele Anderson -Cello Cover by Break of Reality, B.Y.O.B. -Symphonic Rock, Chop Suey -Toxicity – Pirate Anthem Cover by Robyn Adele Anderson -Chop Suey (The Church Cover) -System of A Down, Boom!/P.L.U.C.K. / Know / Holy Mountains Capa do episódio: The post System of a Down e Genocídio Armênio appeared first on Chutando a Escada.
Fala pessoal do GizCast! O Quem Foi?!, sendo retomado nessa semana, inicia uma nova mini-série chamada de “Os Anos Fundamentais da Modernidade”, onde Gabriel Bonz (@_gabrielbonz) vai falar sobre o ano de 1492 e a “Descoberta” da América. Quais os significados dentro do processo histórico desse acontecimento, tendo em vista o processo maior que chamaremos de Idade Moderna? É isso que (tentamos) responder no episódio. Lembrando que qualquer dúvida, sugestão, indicação de convidado, é, não só bem vinda, como necessária. Para entrar em contato nos procure no Facebook, no Twitter ou no e-mail. Agradecemos a Yann Cerri (@yanncerri) pela arte da capa e à Sapiens Solutions pelo suporte ao podcast. Produção: Gabriel Bonz. Participação: Gabriel Bonz. Edição: Gabriel Bonz. Arte da Capa: Gabriel Bonz. Bibliografia: AGNOLIN, Adone. O apetite da antropologia. O sabor antropofágico do saber antropológico: alteridade e identidade no caso tupinambá. São Paulo: Humanitas, 2005. ELIAS, Norbert. O processo civilizador, 2 vol. Rio de Janeiro: Zahar, 1990. KIENING, Christian. O sujeito selvagem: pequena poética do Novo Mundo. São Paulo: Edusp, 2016. MANCINI, Silvia. El humanismo etnográfico: ocho lecciones sobre la historia de la anthropología y el debate sobre cultura popular. Havana: Instituto Cubano de Investigación Cultural Juan Marinello, 2015. MAZZOLENI, Gilberto. O planeta cultural: por uma antropologia histórica. São Paulo: Edusp, 1992. PAGDEN, Anthony. The Fall of the Natural Man: the american indian and the origins of comparative ethnology. Londres: Cambridge University Press, 1982. #GizCastAcessível: A capa tem uma pintura de Cristóvai Colombo, homem branco que está de chapéu. Está escrito em fonte Times New Roman maior “QUEM XXV FOI?!” e, embaixo, “Cristóvão Colombo, 1492 e a América”. Ao redor da capa há uma simulação de moldura dourada. Fale Conosco: * E-mail: contato@gizcast.com.br * Facebook: facebook.com/gizcast * Twitter: @giz_cast * Twitter: @_gabrielbonz * Twitter: @caio_ardenghe * Instagram: @giz_cast
Fala pessoal do GizCast! O Quem Foi?! dá continuidade à série do Contrato Social, e Gabriel Bonz (@_gabrielbonz) vai falar sobre um grande pensador inglês, que pensous obre a epistemologia e também sobre a política, Thomas Hobbes (1588-1679). Foi autor de duas das mais importantes obras políticas da modernidade: Leviatã e Do cidadão. Lembrando que qualquer dúvida, sugestão, indicação de convidado, é, não só bem vinda, como necessária. Para entrar em contato nos procure no Facebook, no Twitter ou no e-mail. Agradecemos a Yann Cerri (@yanncerri) pela arte da capa e à Sapiens Solutions pelo suporte ao podcast. Produção: Gabriel Bonz. Participação: Gabriel Bonz. Edição: Gabriel Bonz. Arte da Capa: Yann Cerri. Referência do início do programa: “A única maneira de instituir um tal poder comum, capaz de defendê-los das invasões dos estrangeiros e das injúrias uns dos outros, garantindo-lhes assim uma segurança suficiente para que, mediante seu próprio labor e graças aos frutos da terra, possam alimentar-se e viver satisfeitos, é conferir toda sua força e poder a um homem, ou a uma assembleia de homens, que possa reduzir suas diversas vontades, por pluralidade de votos, a uma só vontade. O que equivale a dizer: designar um homem ou uma assembléia de homens como representante de suas pessoas, considerando-se e reconhecendo-se cada um como autor de todos os atos que aquele que representa sua pessoa praticar ou levar a praticar, em tudo o que disser respeito à paz e segurança comuns; todos submetendo assim suas vontades à vontade do representante, e suas decisões a sua decisão. Isto é mais do que consentimento, ou concórdia, é uma verdadeira unidade de todos eles, numa só e mesma pessoa, realizada por um pacto de cada homem com todos os homens, de um modo que é como se cada homem dissesse a cada homem: cedo e transfiro meu direito de governar-me a mim mesmo a este homem, ou a esta assembleia de homens, com a condição de transferires a ele teu direito, autorizando de maneira semelhante todas as suas ações. Feito isto, à multidão assim unida numa só pessoa se chama Estado, em latim civitas. É esta a geração daquele grande Leviatã, ou antes (para falar em termos mais reverentes) daquele Deus Mortal, ao qual devemos, abaixo do Deus Imortal, nossa paz e defesa. Pois graças a esta autoridade que lhe é dada por cada indivíduo no Estado, é-lhe conferido o uso de tamanho poder e força que o terror assim inspirado o torna capaz de conformar as vontades de todos eles, no sentido da paz em seu próprio país, e ela ajuda mútua contra os inimigos estrangeiros. É nele que consiste a essência do testado, a qual pode ser assim definida: Uma pessoa de cujos atos uma grande multidão, mediante pactos recíprocos uns com os outros, foi instituída por cada um como autora, de modo a ela poder usar a força e os recursos de todos, da maneira que considerar conveniente, para assegurara paz e a defesa comum.” (HOBBES, Thomas. Leviatã ou matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e civil. São Paulo: Humanitas, 2004, pp. 61). #GizCastAcessível: A capa tem uma pintura do rosto de Thomas Hobbes de frente, um homem idoso que tem um bigode bem fino e os cabelos compridos. Está escrito em fonte Times New Roman maior “QUEM XIII FOI?!” e, embaixo, “Contrato Social” de Thomas Hobbes. Ao redor da capa há uma simulação de moldura dourada. Apoie o projeto: Curta no Facebook! Siga no Twitter! Siga-nos no Instagram!