Podcasts about participa

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    O Assunto
    As armas e a nova fase da guerra no Oriente Médio

    O Assunto

    Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 33:46


    Convidados: Gunther Rudzit, especialista em defesa e segurança nacional, professor da ESPM e professor convidado da Universidade da Força Aérea (Unifa); e Cristian Wittmann, professor da Unipampa e integrante do conselho do ICAN (Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares). No fim da primeira semana de conflito, Estados Unidos e Israel anunciaram que a guerra havia entrado em uma nova fase. E prometeram “aumento drástico” no poder de fogo dos ataques contra o regime iraniano. O Irã afirmou que aguarda os inimigos para responder com “golpes dolorosos” e revelou que poderá usar armas nunca vistas em combate até agora. Até aqui, os dois lados têm estratégias muito diferentes. Americanos e israelenses fizeram uso sofisticado sistema de tecnologia para acompanhar a localização do aiatolá Ali Khamenei e outras autoridades do regime. Na manhã do dia 28 de fevereiro, decidiram por um ataque de precisão para executá-lo e dar início à guerra. Desde então, os mísseis disparados pelos dois países atingiram ao menos 2 mil alvos no território iraniano. O Irã já disparou milhares de drones e centenas de mísseis contra Israel e contra países que têm bases militares americanas – alguns desses armamentos alcançam mais de 6 mil km/h e podem carregar ogivas superiores a 1 tonelada. O regime garante que seus equipamentos mais sofisticados não foram colocados em jogo ainda. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o especialista em defesa e segurança nacional Gunther Rudzit para entender o tamanho do arsenal de cada lado do confronto. Professor de Relações Internacionais da ESPM e professor convidado da Universidade da Força Aérea (UNIFA), Gunther também avalia o futuro do conflito. Participa também do episódio Cristian Wittmann, professor de direito da Unipampa e integrante do conselho do ICAN (Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares). Ele analisa como a inteligência artificial está sendo usada na guerra e debate as questões éticas relacionadas a isso.

    HIT FM
    El aHITador (09/03/2026) Parte 3

    HIT FM

    Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 58:55


    Escucha de nuevo el programa de este lunes 9 de marzo. Participa en nuestros concursos y gana premios de nuestros amigos de Energy Sistem. Apúntate en el 628 10 33 28.See omnystudio.com/listener for privacy information.

    participa el ahitador
    El AHITador
    El aHITador (09/03/2026) Parte 3

    El AHITador

    Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 58:55


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    participa el ahitador
    El AHITador
    El aHITador (09/03/2026) Parte 4

    El AHITador

    Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 61:37


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    El AHITador
    El aHITador (09/03/2026) Parte 2

    El AHITador

    Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 60:11


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    El AHITador
    El aHITador (09/03/2026) Parte 1

    El AHITador

    Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 60:00


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    HIT FM
    El aHITador (09/03/2026) Parte 1

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    Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 60:00


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    HIT FM
    El aHITador (09/03/2026) Parte 2

    HIT FM

    Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 60:11


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    El aHITador (09/03/2026) Parte 4

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    Finect Talks
    ¿Cómo invertir con poco dinero? ¿Merece la pena 50€/mes? ️ Con Esmeralda Gómez

    Finect Talks

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 74:53


    ¿Hace falta mucho dinero para empezar a invertir? ¿Tiene sentido hacerlo si apenas conseguimos ahorrar a final de mes? En este episodio hablamos con Esmeralda Gómez, CEO de Econoky, doctora, inversora y autora de varios libros sobre educación financiera. Con ella analizamos cuánto dinero se necesita realmente para empezar a invertir hoy, qué hacer cuando sentimos que “no nos sobra nada” a final de mes y cómo empezar a crear el hábito de invertir poco a poco. Prueba gratis Finect Plus durante 1 mes ➡️ https://www.finect.com/servicios/finect-plus/comprar?utm_source=ivoox&utm_medium=mencion_talks_ivoox&utm_campaign=finect_plus&utm_content=1mes_generica Sesión inmersiva. Private Equity Program de Crescenta ➡️ https://www.crescenta.com/es/aprende-y-crece/private-equity-program?utm_source=podcast&utm_medium=finect&utm_campaign=peprogram&utm_term=marzo&utm_content= Enlaces del Corrillo ➡️ Finect — Ataque a Irán: el conflicto podría ser mayor y más duradero de lo que el mercado descuenta https://www.finect.com/usuario/avillanuevae/articulos/ataque-a-iran-el-conflicto-podria-ser-mayor-y-mas-duradero-de-lo-que-el-mercado-descuenta ➡️ La Financière de l'Echiquier — Cómo reaccionar en los mercados ante la crisis de Oriente Medio y el posible cierre del Estrecho de Ormuz https://www.finect.com/grupos/la-financiere-de-lechiquier/articulos/enguerrand-artaz-lfde-como-debemos-reaccionar-en-los-mercados-ante-la-crisis-de-oriente-medio-y-un-poco-probable-cierre-del-estrecho-de-ormuz ➡️ Columbia Threadneedle — Conflicto en Oriente Medio: impacto y repercusiones en los mercados financieros https://www.finect.com/grupos/columbia_threadneedle_investments/articulos/conflicto-en-oriente-medio-impacto-y-repercusiones-en-los-mercados-financieros ➡️ Finect — La opinión del experto del mes: mirar más allá de EE. UU. e incrementar el peso en Europa y emergentes https://www.finect.com/usuario/__Finect/articulos/hay-que-mirar-mas-alla-de-eeuu-e-incrementar-el-peso-en-europa-y-emergentes-la-opinion-del-experto-del-mes Participa y danos tu opinión sobre el episodio en comentarios de iVoox o Spotify, o por WhatsApp: 663 160 194. Este contenido se ha elaborado bajo un criterio editorial y no constituye una recomendación ni propuesta de inversión. La inversión contiene riesgos. Las rentabilidades pasadas no son garantía de rentabilidades futuras.

    Notícias MP
    MPAC participa da posse de novos professores da Educação Especial no Acre

    Notícias MP

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 1:20


    O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, nesta sexta-feira, 27, da solenidade de posse de 737 novos professores da Educação Especial da rede estadual. A instituição foi representada pelo procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais, Carlos Maia.

    Notícias MP
    MPAC recomenda à Câmara de Rio Branco que não vote revisão do Plano Diretor sem participação social e estudos técnicos

    Notícias MP

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 1:15


    O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Habitação e Urbanismo, expediu recomendação para que a Câmara Municipal de Rio Branco não vote o Projeto de Lei Complementar n.º 026/2025, que trata da revisão do Plano Diretor do município de Rio Branco, enquanto não forem garantidas a participação da população, a realização de audiências públicas, a divulgação dos estudos técnicos e a compatibilização do projeto com os planos setoriais municipais.

    Notícias MP
    MPAC participa da II Semana Acadêmica de Sistemas de Informação da Ufac

    Notícias MP

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 1:09


    O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio de seu laboratório de inovação, o SeringalLab, participou da II Semana Acadêmica de Sistemas de Informação, promovida pela Universidade Federal do Acre (Ufac). O evento teve início no dia 23 e segue até 27 de fevereiro, no campus da instituição, em Rio Branco, reunindo estudantes, pesquisadores e profissionais da área de tecnologia da informação.

    Rádio Assembleia - ALMG Novidades
    Sociedade participa da elaboração do plano de combate à miséria da Assembleia

    Rádio Assembleia - ALMG Novidades

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 3:08


    HIT FM
    El aHITador (06/03/2026) Parte 3

    HIT FM

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 60:27


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    participa el ahitador
    HIT FM
    El aHITador (06/03/2026) Parte 2

    HIT FM

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 61:01


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    Notícias MP
    MPAC participa da 1ª Assembleia Ordinária da Amac e reforça compromisso com diálogo institucional

    Notícias MP

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 1:06


    O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Procuradoria-Geral Adjunta para Assuntos Administrativos e Institucionais, participou, na sexta-feira, 27, da 1ª Assembleia Ordinária da Associação dos Municípios do Acre, realizada com prefeitos e prefeitas de todos os municípios acreanos.

    HIT FM
    El aHITador (06/03/2026) Parte 4

    HIT FM

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 60:43


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    El AHITador
    El aHITador (06/03/2026) Parte 3

    El AHITador

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 60:27


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    El AHITador
    El aHITador (06/03/2026) Parte 2

    El AHITador

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 61:01


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    El AHITador
    El aHITador (06/03/2026) Parte 1

    El AHITador

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 59:47


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    El AHITador
    El aHITador (06/03/2026) Parte 4

    El AHITador

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 60:43


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    HIT FM
    El aHITador (06/03/2026) Parte 1

    HIT FM

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 59:47


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    participa el ahitador
    Notícias MP
    MPAC participa de reunião na Aleac para discutir reforma do Hospital de Feijó

    Notícias MP

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 1:04


    O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência (Caop Saúde-DI), participou, nesta terça-feira, 3, de reunião realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) para discutir o andamento da reforma do Hospital de Feijó.

    Notícias MP
    MPAC participa de reunião no TCE-AC para fortalecer política de proteção aos órfãos do feminicídio

    Notícias MP

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 1:41


    O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, nesta quarta-feira (4), de uma reunião no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) para discutir o fortalecimento de ações integradas de enfrentamento à violência de gênero e de proteção aos órfãos das vítimas de feminicídio. O procurador-geral de Justiça, Oswaldo D'Albuquerque Lima Neto, esteve no encontro acompanhado da coordenadora do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), promotora de Justiça Bianca Bernardes.

    Radioagência
    Exposição mostra participação das mulheres em 200 anos de Parlamento

    Radioagência

    Play Episode Listen Later Mar 6, 2026


    SBS Spanish - SBS en español
    Slow Spanish |Ministro de Defensa confirma que Australia no participa en las acciones militares contra Irán

    SBS Spanish - SBS en español

    Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 6:46


    ¡Hola! Welcome to SBS Slow Spanish, a podcast designed in Australia specifically for those interested in learning the second most spoken language in the world. This is our weekly news flash in Spanish for 6 March 2026.

    El Kombo Oficial
    El Rugido Del León

    El Kombo Oficial

    Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 51:55


    ¿Tiene relación la Palabra de Dios con los ataques de EEUU, Israel contra Irán?En éste episodio descubrirás qué dice la Bíblia al respecto.No te pierdas éste episodio de El Kombo Radio®.Participa, déjanos tus preguntas o comentarios.Visita nuestro ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠sitio web⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠.Síguenos en ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Telegram⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Comparte éste contenido con tus amigos y familiares.Recuerda que puedes opinar en nuestro tema del día en el siguiente ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠WhatsApp⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ con notas de voz o texto.

    La Diez Capital Radio
    El Remate; choques de Trump con España (05-03-2026)

    La Diez Capital Radio

    Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 208:55


    ️ EL REMATE La voz que marca la diferencia La Diez Capital Radio www.ladiez.es Conducido y dirigido por Miguel Ángel González Suárez En 2026, El Remate se consolida como un espacio de referencia en La Diez Capital Radio, ofreciendo análisis, criterio y una mirada sin concesiones a la actualidad que marca nuestro presente y define el futuro inmediato. Análisis sin filtros El Remate va más allá del titular. Política, economía, sociedad y cultura se abordan con profundidad, conectando los hechos del día a día con los grandes retos que afrontamos como sociedad en este año clave. ¿Por qué escuchar El Remate en 2026? Porque aquí no hay ruido ni discursos vacíos. Hay reflexión, contexto y visión crítica. Porque se analiza lo que ocurre, se interpreta lo que significa y se anticipan escenarios. Porque entender la realidad es el primer paso para transformarla. Pensamiento crítico y voces autorizadas Acompañado por analistas, expertos y colaboradores, Miguel Ángel González Suárez conduce un espacio imprescindible para quienes no se conforman con la superficie de la actualidad y buscan rigor, credibilidad y cercanía. ✨ El Remate no sigue la actualidad: la interpreta. Credibilidad. Profundidad. Cercanía. Porque la información de calidad no es un lujo, es un derecho. Participa y opina por WhatsApp: 624 12 05 45 Escúchanos en: www.ladiez.es El Remate, 2026. La actualidad que importa, explicada con criterio.

    Voces de Ferrol - RadioVoz
    La ASCM participa y organiza durante el mes de marzo diversas actividades con motivo del Día Internacional de la Mujer.

    Voces de Ferrol - RadioVoz

    Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 14:35


    La ASCM participa y organiza durante el mes de marzo diversas actividades con motivo del Día Internacional de la Mujer, con el objetivo de reivindicar los derechos y la inclusión de las mujeres con discapacidad. El programa comenzará el 4 de marzo a las 17.00 horas en la plaza 11 de marzo de Ferrol con una batukada inclusiva abierta a toda la ciudadanía. Esta acción combinará música, celebración y reivindicación social, fomentando la participación comunitaria en torno a la igualdad. El 6 de marzo se celebrará la actividad “Palabras que marcan”, de 10.30 a 12.30 horas en la sede de la entidad, un espacio de reflexión sobre el uso del lenguaje y su impacto en la construcción de una comunicación igualitaria y respetuosa. El 8 de marzo tendrá lugar la gala institucional del 8M organizada por el Concello de Ferrol en el Teatro Jofre a las 18.00 horas. También el Concello de Narón desarrollará varios actos, entre ellos el homenaje a la mujer del año 2026 en el CIMIX, la cena de la mujer en el Pazo Libunca el día 13 y una conferencia sobre mujer y discapacidad el 28 de marzo en el local social de A Solaina, donde la ASCM participará activamente. La entidad destaca que la reivindicación del 8M sigue siendo fundamental para avanzar hacia una igualdad real, especialmente para las mujeres con discapacidad, que sufren una doble discriminación por género y condición. Desde la ASCM se apuesta por la sensibilización social y la promoción de una sociedad más inclusiva y equitativa.

    HIT FM
    El aHITador (05/03/2026) Parte 3

    HIT FM

    Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 60:15


    Escucha de nuevo el programa de este jueves 5 de marzo. Participa en nuestros concursos y gana premios de nuestros amigos de Energy Sistem. Apúntate en el 628 10 33 28.See omnystudio.com/listener for privacy information.

    participa el ahitador
    HIT FM
    El aHITador (05/03/2026) Parte 2

    HIT FM

    Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 60:50


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    CriptoMonedas TV
    E1769 - Hablando de #Bitcoin y #Criptomonedas - Marzo 3, 2026

    CriptoMonedas TV

    Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 67:48


    Cointeligencia. Señales Profesionales de Trading en Criptomonedashttps://cointeligencia.com/?wpam_id=550

    El Tlacuache
    Si lo hice y no me arrepiento de nadaaaa...

    El Tlacuache

    Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 53:11


    Participa en “Si lo hice y no me arrepiento de naaaaaaaada”…“Posicionamientos”…. Consexionario con Carolina Roldán…. Chismecito Tlacuachero.

    SBS Spanish - SBS en español
    Noticias SBS Spanish | Ministro de Defensa australiano confirma que el país no participa en la guerra contra Irán

    SBS Spanish - SBS en español

    Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 10:55


    Boletín 03/03/2026: El ministro de Defensa, Richard Marles, ha confirmado que Australia no participa en las actuales acciones militares contra Irán. Escucha el resumen informativo de la jornada.

    CriptoMonedas TV
    E1768 - Hablando de #Bitcoin y #Criptomonedas - Marzo 2, 2026

    CriptoMonedas TV

    Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 70:12


    Cointeligencia. Señales Profesionales de Trading en Criptomonedashttps://cointeligencia.com/?wpam_id=550

    Botequim GP - Fórmula 1 entre amigos!
    OS 15 OS PIORES PILOTOS DA FÓRMULA 1

    Botequim GP - Fórmula 1 entre amigos!

    Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 85:13


    Hoje vamos falar sobre os piores pilotos que já passaram na Fórmula 1. Tem cada "fera".Participação especial de Cris Silvestre do  @RockAndRace 

    El Podcast de Nico Orellana
    Cuánto se puede ganar con tu marca personal con Nico Orellana #148

    El Podcast de Nico Orellana

    Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 26:53


    Participa de mi taller "Monetiza tu conocimiento en Internet"

    watch.tm
    KIKO IS HOT | #137

    watch.tm

    Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 90:15


    Na ressaca física e emocional dos espetáculos de Conversas de Miguel, Kiko is Hot vem esclarecer a sua perspetiva enquanto convidado residente. Além disso, fala com Pedro sobre a maravilha que são desumidificadores, não ser nomeado para Globos de Ouro, o que é ter asma, analisar cores e texturas de vomitado imediatamente após vomitar e ainda a sensação de ter empatia por criminosos.(00:00) Intro(00:23) A magia do desumidificador(05:04) Será que sabemos fazer testes do 3°ano?(07:47) Kiko fez 6 datas de Conversas de Miguel(10:14) Sensação de atuar num espetáculo ao vivo pela primeira vez(14:24) Sentir-se mais novo do que a idade que se tem(17:07) Eileen Gu responde a jornalista de forma honesta ou convencida?(22:05) Admitir que se está a trair a mulher em direto(25:03) Ter empatia por criminosos(29:40) O que é que Kiko gostou mais e menos em Conversas de Miguel?(34:04) Pânico antes de entrar em palco(39:21) Ressaca emocional pós show(43:39) Participação traumática no Vale Tudo(48:42) O que se ganha em ser nomeado para Globos de Ouro?(52:17) Aceitar desafios para provar que se é capaz(57:54) Kiko tem solução para os buracos nas estradas(59:44) Quantos anos vão ser precisos para recuperar as estradas?(1:02:35) Importância de saber gozar connosco(1:05:43) O que é ter asma?(1:07:40) Ir a consulta de imunoalergologia(1:11:10) Jorge Batista indignado por não poder ser javardo à vontade(1:18:50) Nuno Homem de Sá lança série “Crónicas de um Inocente Arguido”(1:27:33) Analisar vómito imediatamente após vomitar

    CriptoMonedas TV
    E1767 - Hablando de #Bitcoin y #Criptomonedas - Febrero 27, 2026

    CriptoMonedas TV

    Play Episode Listen Later Feb 28, 2026 66:15


    Cointeligencia. Señales Profesionales de Trading en Criptomonedashttps://cointeligencia.com/?wpam_id=550

    El Kombo Oficial
    El Kombo Weekend 47

    El Kombo Oficial

    Play Episode Listen Later Feb 28, 2026 107:32


    Programa para fines de semana.Tema: Cristianos Políticamente CorrectosNo te pierdas éste contenido, déjanos tus comentarios u opiniones.Participa, déjanos tus preguntas o comentarios.Vía WhatsApp +569 54 11 07 45Visita nuestro ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠sitio web⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠.Síguenos en ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Telegram⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Comparte éste contenido con tus amigos y familiares.Recuerda que puedes opinar en nuestro tema del día en el siguiente ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠WhatsApp⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ con notas de voz o texto.

    CriptoMonedas TV
    E1766 - Hablando de #Bitcoin y #Criptomonedas - Febrero 26, 2026

    CriptoMonedas TV

    Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 73:54


    Cointeligencia. Señales Profesionales de Trading en Criptomonedashttps://cointeligencia.com/?wpam_id=550

    El Kombo Oficial
    MoltBook

    El Kombo Oficial

    Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 57:46


    Qué sucede cuando miles de agentes de IA se reúnenen línea y hablan como humanos? Eso es lo que pretende descubrir una nueva redsocial llamada asi, diseñada exclusivamente para bots de IA y no para personas.Y hasta ahora, los resultados son tan fascinantes y como preocupantes, segúnlos expertos en inteligencia artificial y ciberseguridad.No te pierdas éste episodio de El Kombo Radio®.Participa, déjanos tus preguntas o comentarios.Visita nuestro ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠sitio web⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠.Síguenos en ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Telegram⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Comparte éste contenido con tus amigos y familiares.Recuerda que puedes opinar en nuestro tema del día en el siguiente ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠WhatsApp⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ con notas de voz o texto.

    Finect Talks
    Fondos indexados y ETFs: ¿es el momento o llego tarde? Inversor revela su estrategia ️ Finect Talks

    Finect Talks

    Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 64:29


    Invertir mediante fondos indexados, ETFs o roboadvisors sigue siendo una de las estrategias más populares entre los inversores. A largo plazo sabemos que bate a la mayoría de inversores profesionales, pero, con los mercados actuales, ¿siguen siendo la mejor opción? ¿Qué debemos tener en cuenta? Hoy le preguntamos esto y mucho más a Gonzalo Candela, fundador de Invertir es Vivir. Newsletter Invertir es Vivir: https://invertiresvivir.es/invierto-en-la-bolsa-porque-quiero-tener-mas-dinero-bonus/ Además, en El Corrillo esta semana repasamos lo más relevante publicado en Finect: el gran giro de los inversores hacia fondos y ETFs globales, la rotación de capital desde Estados Unidos hacia mercados emergentes y el impacto de los recientes movimientos en los mercados de metales preciosos. Enlaces del Corrillo ➡️ Finect — De Wall Street al mundo: el gran giro del inversor en 2026 hacia ETFs globales, ACWI y emergentes https://www.finect.com/usuario/avillanuevae/articulos/de-wall-street-al-mundo-el-gran-giro-del-inversor-en-2026-hacia-etfs-globales-acwi-y-emergentes ➡️ BNY Mellon — Trayectorias divergentes de tipos de interés en la renta fija de EEUU, Europa y mercados emergentes https://www.finect.com/grupos/bny_mellon_im__espana/articulos/trayectorias-divergentes-de-tipos-de-interes-en-la-renta-fija-de-eeuu-europa-y-mercados-emergentes ➡️ Allianz Global Investors — La liebre y la tortuga: claves de la próxima semana https://www.finect.com/grupos/allianz-global-investors/articulos/la-liebre-y-la-tortuga-claves-de-la-proxima-semana ➡️ La Financière de l'Echiquier — Japón, un cambio estructural con valoraciones atractivas https://www.finect.com/grupos/la-financiere-de-lechiquier/articulos/michel-saugne-lfde-6-convicciones-para-2026 ➡️ Finect — ¿Es 2026 el año de los mercados emergentes? Flujos récord y beneficios al alza https://www.finect.com/usuario/eduardogarcia/articulos/es-2026-el-ano-de-los-mercados-emergentes-flujos-record-y-beneficios-al-alza Y también tenemos una nueva sección de "Escucha, no te compliques" Kevin Koh Maier, director de inversiones, nos da su visión sobre la inversión indexada y el futuro de la bolsa estadounidense. En un contexto donde muchos se cuestionan si el "excepcionalismo" de EE. UU. sigue vigente, hablamos sobre cómo invertir de manera global sin complicarse. Participa y danos tu opinión sobre la nueva sección en comentarios de iVoox o Spotify, o por WhatsApp: 663 160 194. Este contenido se ha elaborado bajo un criterio editorial y no constituye una recomendación ni propuesta de inversión. La inversión contiene riesgos. Las rentabilidades pasadas no son garantía de rentabilidades futuras.

    CriptoMonedas TV
    E1765 - Hablando de #Bitcoin y #Criptomonedas - Febrero 25, 2026

    CriptoMonedas TV

    Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 61:50


    Cointeligencia. Señales Profesionales de Trading en Criptomonedashttps://cointeligencia.com/?wpam_id=550

    Oxigênio
    #214 – Paisagens sonoras revelam mudanças climáticas

    Oxigênio

    Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 34:22


      Neste episódio, Mayra Trinca fala sobre duas pesquisas que, ao seu modo, usam o som para estudar maneiras de enfrentamento à crise climática. Na conversa, Susana Dias, pesquisadora do Labjor e Natália Aranha, doutoranda em Ecologia pela Unicamp contam como os sons dos sapos fizeram parte das mesas de trabalho desenvolvidas pelo grupo de pesquisa para divulgação sobre esses anfíbios. Participa também Lucas Forti, professor na Universidade Federal Rural do Semi-Árido do Rio Grande do Norte. Ele conta como tem sido a experiência do projeto Escutadô, que estuda a qualidade do ambiente da caatinga através da paisagem sonora. ____________________________________________________________ ROTEIRO [música] Lucas: É incrível a capacidade que o som tem de despertar a memória afetiva. Mayra: Você aí, que é ouvinte de podcast, provavelmente vai concordar com isso. O som consegue meio que transportar a gente de volta pros lugares que a gente associa a ele. Se você já foi pra praia, com certeza tem essa sensação quando ouve um bom take do barulho das ondas quebrando na areia. [som de ondas] Mayra: O som pra mim tem um característica curiosa, na maior parte do tempo, ele passa…  despercebido. Ou pelo menos a gente acha isso, né? Porque o silêncio de verdade pode ser bem desconfortável. Quem aí nunca colocou um barulhinho de fundo pra estudar ou trabalhar? Mayra: Mas quando a gente bota reparo, ele tem um força muito grande. De nos engajar, de nos emocionar. [música de violino] Mayra: Também tem a capacidade de incomodar bastante… [sons de construção] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e você provavelmente já me conhece aqui do Oxigênio. Mayra: No episódio de hoje, a gente vai falar sobre som. Mais especificamente, sobre projetos de pesquisa e comunicação que usam o som pra entender e pra falar sobre mudanças climáticas e seus impactos no meio ambiente. [música de fundo] Natália: E as paisagens sonoras não são apenas um conjunto de sons bonitos. Elas são a própria expressão da vida de um lugar. Então, quando a gente preserva uma paisagem sonora, estamos preservando a diversidade das espécies que vocalizam naquele lugar, os modos de vida e as relações que estão interagindo. E muitas vezes essas relações dependem desses sons, que só existem porque esses sons existem. Então, a bioacústica acaba mostrando como os sons, os sapos também os mostram, como que esses cantos carregam histórias, ritmos, horários, temperaturas, interações que não aparecem ali somente olhando o ambiente. [Vinheta] João Bovolon: Seria triste se músicos só tocassem para músicos. Pintores só expusessem para pintores. E a filosofia só se destinasse a filósofos. Por sorte, a capacidade de ser afetado por um som, uma imagem, uma ideia, não é exclusividade de especialistas. MAYRA: Essa frase é de Silvio Ferraz, autor do Livro das Sonoridades. O trecho abre o texto do artigo “A bioacústica dos sapos e os estudos multiespécies: experimentos comunicacionais em mesas de trabalho” da Natália. Natália: Olá, meu nome é Natália Aranha. Eu sou bióloga e mestra pelo Labjor, em Divulgação Científica e Cultural. Durante o meu mestrado, eu trabalhei com os anfíbios, realizando movimentos com mesas de trabalhos e com o público de diferentes faixas etárias. Atualmente, eu sou doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ecologia pelo Instituto de Biologia da Unicamp. MAYRA: A Natália fez o mestrado aqui no Labjor na mesma época que eu. Enquanto eu estudava podcasts, ela tava pesquisando sobre divulgação científica de um grupo de animais muitas vezes menosprezado. [coaxares] Susana: Os sapos, por exemplo, não participam da vida da maioria de nós. Eles estão desaparecidos dos ecossistemas.  Eles estão em poucos lugares que restaram para eles. Os brejos são ecossistemas muito frágeis. São os lugares onde eles vivem. Poucos de nós se dedicam a pensar, a se relacionar, a apreciar, a cuidar dessa relação com os sapos. Mayra: Essa que você ouviu agora foi a Susana, orientadora do trabalho da Natália. Susana: Meu nome é Susana Dias, eu sou pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, o Labjor, professora da pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural, do Labjor/IEL/Unicamp. E trabalho com comunicação, artes, ciências, desenvolvendo várias metodologias de experimentação coletiva com as pessoas. Mayra: Mas, o interesse da Natália pelos sapos não começou no mestrado. Ela já era apaixonada pela herpetologia antes disso. [som de ícone] Mayra: Herpetologia é a área da biologia que estuda répteis e anfíbios. E eu posso dizer que entendo a Natália. Pra quem não sabe, eu também sou bióloga. E durante a faculdade cheguei a fazer um estágio na mesma área, porque também era um tema que me interessava muito. Mayra: Só que eu trabalhei mais com répteis, que são as cobras e os lagartos. E eu acabei desistindo da área em pouco tempo, apesar de ainda achar esses bichinhos muito legais. Já a Natália descobriu o amor pelos sapos num congresso de herpetologia que foi durante a graduação e, diferente de mim, ela segue trabalhando com eles até hoje. Natália: E eu me apaixonei. Eu digo que me apaixonei a partir da abertura do congresso, porque foi uma experiência muito legal que fizeram a partir dos sons, a partir de fotos e vídeos de vários pesquisadores realizando trabalhos de campo com esses animais. E, a partir desse momento, eu falei que era isso que eu queria fazer na minha vida. Mayra: Ah, e é importante dizer, que antes mesmo disso tudo, a Natália já tinha um interesse artístico por esses animais. Natália: E, como eu amo desenvolver pinturas realistas, esses animais são maravilhosos, quando você pensa nas cores, nos detalhes, nas texturas que eles trazem. Mayra: Porque foi dessa experiência que surgiu a ideia de trabalhar com divulgação científica, que acabou levando a Natália  até a Susana. Mas como ela também tinha interesse de pesquisa com esses animais, ela acabou participando dos dois grupos ao longo do mestrado: o de divulgação e o de herpetologia, com o pessoal da biologia. Susana: Foi muito legal justamente pela possibilidade da Natália habitar esse laboratório durante um tempo, acompanhar o trabalho desses herpetólogos e a gente poder conversar junto com o grupo de pesquisa, que é o Multitão, aqui do Labjor da Unicamp, que é o nosso grupo, sobre possibilidades de conexão com as artes, e também com a antropologia, com a filosofia. A gente começou a tecer esses emaranhados lentamente, devagarzinho. Mayra: Quando a Natália chegou no mestrado, ela tinha uma visão muito comum da divulgação científica, que é a ideia de que os divulgadores ou os cientistas vão ensinar coisas que as pessoas não sabem. Mayra: É uma visão muito parecida com a que a gente ainda tem de escola mesmo, de que tem um grupo de pessoas que sabem mais e que vão passar esse conhecimento pra quem sabe menos. Natália: E daí a Susana nos mostrou que não era somente fazer uma divulgação sobre esses animais, mas mostrar a importância das atividades que acabam gerando afeto. Tentar desenvolver, fazer com que as pessoas criem movimentos afetivos com esses seres. Mayra: Se você tá no grupo de pessoas que tem uma certa aversão a esses animais, pode achar isso bem esquisito. Mas criar essas relações com espécies diferentes da nossa não significa necessariamente achar todas lindas e fofinhas. É aprender a reconhecer a importância que todas elas têm nesse emaranhado de relações que forma a vida na Terra. Mayra: Pra isso, a Natália e a Susana se apoiaram em uma série de conceitos. Um deles, que tem sido bem importante nas pesquisas do grupo da Susana, é o de espécies companheiras, da filósofa Donna Haraway. Natália: Descreve esses seres com os quais vivemos, com os quais aprendemos e com os quais transformam como seres em que a gente não habita ou fala sobre, mas a gente habita e escreve com eles. Eles nos mostram que todos nós fazemos parte de uma rede de interações e que nenhum ser nesse mundo faz algo ou vive só. Então, os sapos, para mim, são essas espécies companheiras. Mas não porque eles falam na nossa língua, mas porque nós escutamos seus cantos e somos levados a repensar a nossa própria forma de estar no mundo. Mayra: Uma coisa interessante que elas me explicaram sobre esse conceito, é que ele é muito mais amplo do que parece. Então, por exemplo, bactérias e vírus, com quem a gente divide nosso corpo e nosso mundo sem nem perceber são espécies companheiras. Ou, as plantas e os animais, que a gente usa pra se alimentar, também são espécies companheiras Susana: E uma das características do modo de viver dos últimos anos, dos últimos 50 anos dos humanos, são modos de vida pouco ricos de relações, com poucas relações com os outros seres mais que humanos. E a gente precisa ampliar isso. Trazer os sapos é muito rico porque justamente abre uma perspectiva para seres que estão esquecidos, que pertencem a um conjunto de relações de muito poucas pessoas. Mayra: Parte do problema tem a ver com o fato de que as espécies estão sumindo mesmo. As mudanças climáticas, o desmatamento e a urbanização vão afastando as espécies nativas das cidades, por exemplo, que passam a ser povoadas por muitos indivíduos de algumas poucas espécies. Pensa como as cidades estão cheias de cães e gatos, mas também de pombas, pardais, baratas. Ou em áreas de agropecuária, dominadas pelo gado, a soja e o capim onde antes tinha uma floresta super diversa. Susana: Eu acho que um aspecto fundamental para a gente entender esse processo das mudanças climáticas é olhar para as homogeneizações. Então, como o planeta está ficando mais homogêneo em termos de sons, de imagens, de cores, de modos de vida, de texturas. Uma das coisas que a gente está perdendo é a multiplicidade. A gente está perdendo a diversidade. Mayra: Pensa bem, quando foi a última vez que você interagiu com um sapo? (Herpetólogos de plantão, vocês não valem). Provavelmente, suas memórias com esses animais envolvem pouco contato direto e você deve lembrar mais deles justamente pelo… som que eles fazem. [coaxares, música] Lucas: Eu comecei a pensar na acústica como uma ferramenta de entender a saúde do ambiente, e queria aplicar isso para recifes de coral, enfim, a costa brasileira é super rica. Mayra: Calma, a gente já volta pra eu te explicar como a Natália e a Susana relacionaram ciências e artes na divulgação sobre os sapos. Antes, eu quero te contar um pouco sobre outro projeto que tem tudo a ver com o tema. Deixa o Lucas se apresentar. Lucas: Pronto, eu me chamo Lucas, eu sou biólogo de formação, mas tive uma vertente acadêmica na minha profissão, em que eu me dediquei sempre a questões relacionadas à ecologia, então fiz um mestrado, doutorado na área de ecologia. Mayra: Sim, o Lucas, assim como eu, a Natália e mesmo a Susana, também fez biologia. Lucas: Os biólogos sempre se encontram em algum lugar. Mayra: A gente ainda vai dominar o mundo…[risadas] Mayra: Tá, mas voltando aqui. O Lucas esteve nos últimos anos trabalhando no Nordeste. Eu conversei com ele durante um estágio de professor visitante aqui na Unicamp. Lucas: Então estou passando um estágio de volta aqui às minhas raízes, que eu sou daqui do interior de São Paulo, então vim passar frio um pouquinho de volta aqui em  Campinas. Mayra: Essa entrevista rolou já tem um tempinho, em agosto de 2025. E realmente tava fazendo um friozinho naquela semana. Mayra: Eu fui conversar com o Lucas sobre um projeto que ele faz parte junto com o Observatório do Semiárido, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, no Rio Grande do Norte. Mayra: A ideia dessa pesquisa é criar um banco de dados sonoros e construir um algoritmo. Lucas: testar algoritmos, né, conseguir ter uma ferramenta na mão que possa ajudar a gente a detectar níveis de degradação no Semiárido com base em informação acústica. Mayra: Esse projeto é o Escutadô. Lucas: O projeto Escutadô, ele nasceu… assim, tem a história longa e a história curta. Mayra: Óbvio que eu escolhi a longa. E ela começa escuta só, com os anfíbios. Mayra: Coincidência? Lucas: Não, não tem coincidência nenhuma. Lucas: Mas eu comecei sim estudando o comportamento de anfíbios, e uma característica muito peculiar dos anfíbios é a vocalização, né? Então, os anfíbios me levaram para a acústica, e aí a acústica entrou na minha vida também para tornar as abordagens da minha carreira, de como eu vou entender os fenômenos através desse ponto de vista sonoro, né? Mayra: Isso é uma coisa muito comum na biologia. Tem muitos animais que são complicados de enxergar, porque são noturnos, muito pequenos ou vivem em lugares de difícil acesso. Então uma estratégia muito usada é registrar os sons desses animais. Vale pra anfíbios, pra pássaros, pra baleias e por aí vai. [sons de fundo de mar] Mayra: Inclusive, lembra, a ideia original do projeto do Lucas era usar a bioacústica, essa área da biologia que estuda os sons, pra investigar recifes de corais. Ele tava contando que elaborou essa primeira proposta de pesquisa pra um edital. Lucas: Aí a gente não venceu essa chamada, mas a gente reuniu uma galera com colaboração, escrevemos um projeto super lindo, e aí por alguma razão lá não foi contemplado o financiamento. Mayra: Isso também é algo muito comum na biologia. E em várias outras áreas de pesquisa. Mas, vida que segue, novas oportunidades apareceram. Lucas: O projeto Escutadô começou no mar, mas a gente conseguiu ter sucesso com a ideia mesmo, a hora que eu cheguei em Mossoró, como professor visitante na Universidade Federal Rural do Semiárido, abriu um edital da FINEP, voltado para a cadeias produtivas, bioeconomia, e a gente identificou que a gente poderia utilizar essa ideia, né, e aplicar essa ideia, mas aí eu já propus que a gente fosse atuar no ecossistema terrestre. Mayra: FINEP é a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O Lucas quis alterar a proposta inicial, primeiro, porque fazia mais sentido dentro do contexto que ele tava trabalhando. E, depois, porque a região tem uma forte dependência do ecossistema da caatinga pro sustento da população e pra preservação do seu modo de vida, a tal bioeconomia que ele citou. Mayra: Além disso, Lucas: a caatinga é o bioma que certamente tá sentindo mais os extremos, né, das mudanças climáticas, então isso trouxe uma contextualização muito interessante para o projeto, especialmente porque casava com a questão da bioeconomia, né, então a gente tentou embarcar nessa linha e transformamos essa tecnologia para pensar como ela poderia detectar níveis de degradação para a região do Semiárido, né, e aí deu certo. Mayra: Funciona mais ou menos assim, a equipe de pesquisa instalou uma série de gravadores espalhados, mais de 60 pontos no estado do Rio Grande do Norte e alguns pontos na Paraíba e no Ceará. Lucas: Então, quando a gente instala o gravador no ambiente, ele grava três minutos, dorme sete, grava três minutos, dorme sete e fica assim rodando, a gente tem duas rodadas de amostragem, uma que é feita durante a estação seca e outra que é feita durante a estação chuvosa, então o gravador fica em cada ponto por 20 dias e nesses 20 dias ele fica continuamente gravando três minutos e dormindo sete. Mayra: Essas gravações viram uma grande biblioteca sonora. O próximo passo é reconhecer quais sons representam áreas mais conservadas… [captação de área preservada] Mayra: E quais gravações foram feitas em áreas mais degradadas, principalmente com mais alterações antrópicas no ambiente. [captação de área antropizada] Mayra: Pra gente, até que é fácil reconhecer a diferença entre os sons. Agora, como a gente transforma isso, por exemplo, num aplicativo, capaz de identificar o nível de degradação do ambiente usando só o som daquele lugar? Lucas: Pois é, agora você tocou no ponto que eu acho que é o maior desafio do projeto e também o que torna o projeto, assim, inovador. A gente já tem hoje mais ou menos 16 mil horas de gravação, então a gente não tem como não usar uma ferramenta de aprendizado de máquina para ajudar no processamento desses dados. Mayra: A essa altura, você já deve saber o básico de como funcionam as inteligências artificiais. Elas comparam bases de dados gigantescas pra achar padrões. Mas, isso funciona bem pra texto ou pra imagens. Lucas: E a gente introduziu um conceito de aprendizado de escuta de máquina, ou seja, a gente não vai trabalhar sobre o ponto de vista da imagem, vai trabalhar sobre o ponto de vista da escuta, opa, pera aí, mas como é que a gente faz isso? Mayra: O Lucas explicou que o que eles tiveram que fazer foi, de certa forma, realmente transformar esses sons em imagens. Pra isso, eles usam os espectrogramas, que são aquelas representações visuais do som, eu vou deixar um exemplo lá no site e no nosso Instagram, depois você pode procurar pra ver. Mayra: Essa etapa do projeto, o treinamento da IA, tá sendo feita em parceria com o BIOS, o Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial aqui da Unicamp. A gente já falou um pouco desse projeto no episódio 201 – Um bate-papo sobre café. Se você ainda não ouviu, tem mais essa lição de casa pra quando acabar esse episódio, vale a pena, porque tá bem legal. [divulgação podcast SabIA!] [música] Mayra: Os sons captados pelo Escutadô, projeto que o Lucas faz parte, ou as gravações dos anfíbios que a gente tava falando com a Natália, nunca são sons isolados. Mayra: Esse conjunto de sons de um ambiente forma o que a gente chama de paisagem sonora. Lucas: Esses sons podem ter origens geofísicas, então o som do vento, o som da chuva, o som dos fluxos de corrente, riachos, cachoeiras, você tem os sons da própria biodiversidade, né, que é baseado nos sistemas de comunicação acústica da fauna, por exemplo, quando as aves produzem as vocalizações, os anfíbios, os insetos, os mamíferos, você tem todo ali um contexto de produção de sinais acústicos que representam assinaturas da presença da biodiversidade no ambiente. E você ainda tem a assinatura da presença das tecnofonias ou antropofonias, né, que são os sons que são produzidos pelos seres humanos, né, seja os sons das rodovias, das construções, das obras, das edificações, ou seja, que tem toda uma contextualização. Mayra: A ideia de usar o som, ou a paisagem sonora, pra entender a saúde de um ambiente, não é nada nova. Um dos livros mais importantes, praticamente fundador do movimento ambientalista nos Estados Unidos, é o Primavera Silenciosa, da Rachel Carson, e ele foi publicado em 1962. Lucas: Então ela já estava alertando para a sociedade acadêmica, especialmente, que o uso de pesticidas, né, as mudanças que o ser humano está promovendo na paisagem estão causando extinções sonoras, né, porque está alterando a composição das espécies na natureza, então a gente está embarcando um pouco nessa ideia que influenciou o que hoje a gente chama de soundscape ecology, que é a ecologia da paisagem sonora, ou ecologia da paisagem acústica. Natália: As pessoas automaticamente imaginam que o silêncio seja algo bom. Mas, esse silêncio é um sinal de alerta, porque ele mostra que as espécies estão desaparecendo e como os seus ciclos e modos de interação estão mudando. E que o habitat, o lugar, já não está dando mais condições impostas pelo clima. Eu acredito que os sons funcionam como uma espécie de termômetro da vida. Quando eles diminuem, é porque a diversidade está ali diminuindo. Mayra: A gente vai ver que a Natália usou noções de paisagem sonora pra criar atividades imersivas de divulgação, onde as pessoas puderam experimentar com diferentes sons e ver como era possível criar novas relações com os sapos a partir deles. Mayra: No caso do Lucas, a paisagem sonora funciona bem como a Natália descreveu, é um termômetro que mede a qualidade de um ambiente da Caatinga. Talvez você imagine esse bioma como um lugar silencioso, um tanto desértico, mas isso tem mais a ver com a imagem comumente divulgada de que é uma região de escassez. Lucas: Do ponto de vista das pessoas interpretarem ela como um ambiente pobre, enquanto ela é muito rica, em termos de biodiversidade, em termos de recursos naturais, em termos de recursos culturais, ou seja, a cultura das populações que vivem lá é extremamente rica. Mayra: Pra complicar ainda mais a situação, a Caatinga está na área mais seca do nosso país. Lucas: Ou seja, a questão da escassez hídrica é extremamente importante. E torna ela, do ponto de vista das mudanças climáticas, ainda mais importante. Mayra: A importância de se falar de grupos menosprezados também aparece na pesquisa da Natália com os sapos. Vamos concordar que eles não tão exatamente dentro do que a gente chama de fofofauna, dos animais queridinhos pela maioria das pessoas, mas não por isso projetos de conservação são menos importantes. Pelo contrário. Mayra: Pra dar uma ideia, na semana que eu escrevia esse roteiro, estava circulando nas redes sociais um estudo que mostrou que, em cinquenta anos, as mudanças climáticas podem ser responsáveis pelo desaparecimento completo dos anfíbios na Mata Atlântica. Mayra: Daí a importância de envolver cada vez mais pessoas em ações de preservação e enfrentamento às mudanças climáticas. Susana: Que a gente pudesse trazer uma paisagem sonora da qual os humanos fazem parte e fazem parte não apenas produzindo problemas, produzindo destruição, mas produzindo interações, interações ecológicas. [música] Mayra: Voltamos então à pesquisa da Natália. Mayra: Ela usou uma metodologia de trabalho que tem sido muito utilizada pela Susana e seu grupo de pesquisa, que são as mesas de trabalho. Susana: E elas foram surgindo como uma maneira de fazer com que a revista ClimaCom, que é uma revista que está tentando ensaiar modos de pensar, de criar, de existir diante das catástrofes, a revista pudesse ter uma existência que não fosse só online, que fosse também nas ruas, nas praças, nas salas de aula, nos outros espaços, que ela tivesse uma existência fora das telas. E que, com isso, a gente se desafiasse não apenas a levar para fora das telas e para as outras pessoas algo que foi produzido na universidade, mas que a gente pudesse aprender com as outras pessoas. Mayra: A ideia das mesas é reunir pessoas diversas, de dentro e de fora da universidade, pra criarem juntas a partir de um tema. Susana: Então, quando chegou a proposta dos anfíbios, a gente resolveu criar uma mesa de trabalho com os sapos. E essa mesa de trabalho envolvia diversas atividades que aconteciam simultaneamente. Essas atividades envolviam desde fotografia, pintura, desenho, colagem, grafismo indígena, até estudo dos sons. Mayra: A Susana estava explicando que durante essas mesas, elas conseguem fazer com que as pessoas interajam com os sapos de uma forma diferente, mais criativa. Criativa aqui tanto no sentido de imaginar, quanto de criar e experimentar mesmo. Susana: A gente propôs a criação de um caderno de estudo dos sons junto com as pessoas. A gente disponibilizou vários materiais diferentes para que as pessoas pudessem experimentar as sonoridades. Disponibilizamos um conjunto de cantos da fonoteca aqui da Unicamp, de cantos dos sapos, para as pessoas escutarem. E pedimos que elas experimentassem com aqueles objetos, aqueles materiais, recriar esses sons dos sapos. E que elas pudessem depois transpor para um caderno essa experiência de estudo desses sons, de como esses sons se expressavam. Mayra: Esse é um exemplo de como a gente pode aproximar as pessoas do trabalho dos cientistas sem que isso coloque a pesquisa feita nas universidades como algo superior ou mais importante do que outros conhecimentos. Escuta só a experiência da Natália: Natália: Através de diferentes materiais, de diferentes meios, é possível criar um movimento afetivo que vai além daquele movimento do emissor-receptor que traz uma ideia mais generalista, mais direta, de que você só fala e não escuta. Então, uma das coisas que mais marcou o meu trabalho nessa trajetória foi a escuta. Onde a gente não apenas falava com os anfíbios, mas também a gente escutava as histórias que as pessoas traziam, os ensinamentos de outros povos, de outras culturas. Então, essa relação entre arte e ciências possibilitou todo esse movimento que foi muito enriquecedor (6:14) Susana: As mesas de trabalho foram um lugar também onde as pessoas acessaram um pouco do trabalho dos herpetólogos. Entraram em relação com a maneira como os herpetólogos estudam os sapos. Interessa para eles se o som do sapo é mais amadeirado, é mais vítreo, é mais metálico. O tipo de som, se ele tem uma pulsação diferente da outra, um ritmo diferente do outro. Eles fazem várias análises desses sons, estudam esses sons em muitos detalhes. Mayra: Trazer essa possibilidade de experimentação é um dos principais objetivos das ações e das pesquisas realizadas pelo grupo da Susana aqui no Labjor. E o encontro com as práticas artísticas tem sido um meio de trabalhar essas experimentações. [música de fundo] Susana: Eu acho que a gente tem pensado muito ciências e artes no plural, com minúsculas, justamente para trazer uma potência de multiplicidade, de possibilidades não só de pesquisa e produção artística, mas de pensamento, modos diferentes de viver no mundo e de praticar a possibilidade de pensar, de criar, de se relacionar com os outros seres. Mayra: Mas, segundo a Susana, tem um desafio grande nesse tipo de trabalho… Susana: Porque é muito comum as pessoas, sobretudo os cientistas, acharem que as artes são uma embalagem bonita para as ciências. Então, o que as artes vão fazer vai ser criar uma maneira das pessoas se seduzirem por um conteúdo científico, de se tornar mais belo, mais bonito. A gente não pensa que esse encontro entre artes e ciências pode tornar as ciências mais perturbadoras, pode questionar o que é ciência, pode gerar coisas que não são nem arte nem ciência, que a gente ainda não conhece, que são inesperadas, que são produções novas. Mayra: Quando a Natália fala da possibilidade de criar relações afetivas com os sapos, ela não quer dizer apenas relações carinhosas, mas também de sensibilidade, de se deixar afetar, no sentido de se permitir viver aquela experiência.  De entrar em contato com essas espécies companheiras e, realmente, sair desses encontros diferente do que a gente entrou. Susana: Então, a gente está tentando pensar atividades de divulgação científica e cultural que são modos de criar alianças com esses seres. São modos de prestar atenção nesses seres, de levar a sério suas possibilidades de existir, suas maneiras de comunicar, suas maneiras de produzir conhecimento. É uma ideia de que esses seres também produzem modos de ser e pensar. Também produzem ontopistemologias que a gente precisa aprender a se tornar digno de entrar em relação. Mayra: Em tempos de crise climática, isso se torna especialmente importante. Quando a gente fala de comunicação de risco, sempre existe a preocupação de falar com as pessoas de uma forma que a informação não seja paralisante, mas que crie mobilizações. Mayra: Eu aposto que você, assim como eu, de vez em quando se sente bem impotente quando pensa na catástrofe ambiental em curso. A gente se sente pequeno diante do problema. Só que é necessário fazer alguma coisa diferente do que a gente tem feito ou veremos cada vez mais eventos naturais extremos que têm destruído tantas formas de vida. [encerra música] Susana: Acho que a gente tem pensado nesses encontros justamente como aquilo que pode tirar a gente da zona do conforto e pode gerar uma divulgação científica e cultural nesses encontros entre artes e ciências, que experimentem algo que não seja massificado, algo que escape às abordagens mais capitalizadas da comunicação e mais massificadas, e que possam gerar outras sensibilidades nas pessoas, possam engajá-las na criação de alguma coisa que a gente ainda não sabe o que é, que está por vir. Mayra: A única forma de fazer isso é efetivamente trazendo as pessoas para participar dos projetos, aliando conhecimentos locais e tradicionais com as pesquisas acadêmicas. Isso cria um senso de pertencimento que fortalece os resultados dessas pesquisas. Mayra: O projeto Escutadô, que o Lucas faz parte, também trabalha com essa perspectiva de engajamento. Lucas: A gente usa uma abordagem chamada ciência cidadã, onde a gente se conecta com o público, e os locais onde a gente vai fazer as amostragens são propriedades rurais de colaboradores ou de voluntários do projeto. Então, a gente tem toda essa troca de experiências, de informação com esse público que vive o dia a dia ali no semiárido, ali na Caatinga. Tudo isso enriquece muito a nossa visão sobre o projeto, inclusive as decisões que a gente pode ter em relação a como que essa tecnologia vai ser empregada ou como que ela deveria ser empregada. Mayra: Lembra que o projeto foi financiado a partir de um edital que considerava a bioeconomia? Então, pro Lucas, a pesquisa só se torna inovadora e significativa de verdade se tiver efeitos práticos pra população que ajudou a construir esse conhecimento. Lucas: Senão é só uma ideia bacana, né? Ela precisa se transformar em inovação. Então, a gente tem toda essa preocupação de criar essa ferramenta e de que essa ferramenta seja realmente interessante para mudar a forma com que a gente vai entender ou tomar as decisões de forma mais eficiente, né? E que isso se torne um recurso que seja possível, né? Para que as pessoas utilizem. Mayra: A ideia do projeto é que, a partir de um aplicativo com aquele algoritmo treinado, as pessoas consigam por exemplo avaliar as condições ambientais da região em que vivem. Ou que esses dados possam ser usados pra ajudar a identificar áreas prioritárias de conservação e com isso, contribua diretamente pra qualidade do cuidado com a Caatinga. [música] Mayra: As mudanças climáticas estão aí faz tempo, infelizmente. Mas seus efeitos têm se tornado mais perceptíveis a cada ano. É urgente pensarmos em outras formas de estarmos no mundo, diminuindo os impactos ambientais, antes que esse planeta se torne inabitável, porque, como a gente também tem falado aqui no Oxigênio, não é tão simples assim achar outro planeta pra morar. Susana: Então, acho que isso tem sido fundamental para a gente criar uma comunicação científica em tempos de mudanças climáticas, que não apenas fica na denúncia dos problemas, mas que apresenta possibilidades de invenção de outros modos de habitar essa terra ferida, essa terra em ruínas. [encerra música] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e produzi e editei esse episódio. A revisão é da Lívia Mendes. A trilha sonora tem inserções do Freesound e de captações do projeto Escutadô e do João Bovolon, que também leu o trecho do Livro das Sonoridades. Mayra: Esse episódio é parte de uma bolsa Mídia Ciência e também conta com o apoio da FAPESP. Mayra: O Oxigênio é coordenado pela Simone Pallone e tem apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Estamos nas suas plataformas de áudio preferidas e nas redes sociais como Oxigênio Podcast. Te espero no próximo episódio! [Vinheta encerramento]

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