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A partir de 13 de julho, uma nova greve dos caminhoneiros teve início, mobilizada por vários motoristas em todo o cenário nacional. A paralisação foi confirmada pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim. O principal alvo dos protestos é o Senado Federal, com críticas diretas sendo direcionadas ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União). A insatisfação da categoria decorre da demora na votação da Medida Provisória 1.343, conhecida popularmente como "MP do Frete". Diante deste cenário de urgência, o fantasma da paralisação de 2018 volta a assombrar o país. Há alguns anos, uma greve de 11 dias gerou um efeito cascata que culminou em desabastecimento generalizado, com falta de combustível nos aeroportos, frotas de ônibus reduzidas, prateleiras vazias nos supermercados e um prejuízo que ultrapassou a marca de 15 bilhões de reais para a economia brasileira. Assista ao vídeo completo para compreender as consequências logísticas da paralisação atual, os entraves políticos e o real risco de faltar insumos básicos no Brasil.
Ativista Mavi Brilhante é a participante mais jovem de um Fórum Político de Alto Nível da ONU; em entrevista à ONU News, ela falou da experiência e estimulou outros jovens a participar de debates e decisões sobre temas ambientais.
O Brasil avalia usar a Lei da Reciprocidade Econômica como resposta ao aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos. Segundo o economista Daniel Arruda, o país pode aplicar tarifas a setores estratégicos americanos, recorrer à Organização Mundial do Comércio e revisar benefícios comerciais. Ele alerta, porém, que uma guerra comercial tende a elevar preços, reduzir empregos e prejudicar todos os envolvidos.
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (19): As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) terminam neste domingo (19). O Ministério da Educação (MEC) havia ampliado o prazo para as inscrições até as 23h59 deste domingo. Para esta edição, são disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1.274 instituições privadas de educação superior para ingresso em 28.741 cursos e turnos. A inscrição deve ser efetuada no Portal Acesso Único ao Ensino Superior. Reportagem: Danúbia Braga. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou uma solicitação para que o presidente da Argentina Javier Milei visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. Milei deve comparecer ao lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Para Nelson Kobayashi, a restrição de comunicação não deveria existir. “A pena dele é de restrição da liberdade. Ele não tem pena de se calar”, comentou. Os partidos iniciam a definição oficial de seus candidatos que disputarão as eleições em outubro. O prazo para a escolha dos nomes vai até o dia 5 de agosto. Em entrevista ao Jornal da Manhã deste domingo (19), o cientista político Marcio Coimbra explica o peso das convenções partidárias no início da disputa eleitoral. A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) se manifestou contra a nova taxação de 25% dos Estados Unidos a produtos brasileiros. De acordo com a Abiplast, a medida pode prejudicar diretamente a competitividade do Brasil no setor. Reportagem: Julia Fermino. O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou que a definição do seu candidato a vice pode acontecer somente após as convenções partidárias. O prazo final estipulado para a homologação das chapas eleitorais segue até o início de agosto. Zema também ironizou a escolha do PT para a disputa do governo de Minas Gerais, Patrus Ananias. Reportagem: Camila Yunes. Os textos de quatro medidas provisórias não foram votados dentro do prazo constitucional e perderam a validade. Duas delas são projetos relacionados ao preço dos combustíveis. Um deles buscava manter segurar o preço nas bombas. Reportagem: André Anelli. O conflito entre Estados Unidos e Irã se intensificou e chegou a oitava noite de bombardeios. Os novos ataques ocorreram após a morte de dois soldados americanos. O professor de Relações Internacionais, Marcus Vinicius de Freitas, falou sobre a escalada da guerra em entrevista ao Jornal da Manhã neste domingo (19). O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou a Lei Maria da Penha e a classificou como um “pedaço de papel”. Flávio defendeu o endurecimento da pena para agressores e afirmou que a defesa das mulheres é pauta da direita. A declaração ocorreu durante evento do PL no Espírito Santos. Reportagem: André Anelli. O voto dos jovens entre 16 e 24 anos de idade tornou-se alvo estratégico das pré-campanhas à Presidência da República. Neste sábado (11), dados revelaram uma oscilação na liderança do segmento, indicando um recuo de Flávio Bolsonaro (PL) e um avanço de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia não é executada por acaso, uma vez que este público pode decidir uma eleição polarizada, conforme analisou o comentarista Nelson Kobayashi. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (18), que não existe possibilidade de integrar a chapa do pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo). Ela repercutiu a uma declaração do ex-governador de Minas Gerais, que afirmou que Michelle é uma das opções para compor o cargo de vice em sua chapa. Zema também afirmou que o nome escolhido será divulgado após o período de convenções. Reportagem: André Anelli. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
O Observatório Feminino debate, no episódio deste domingo (19), um caso que causou grande repercussão no Norte de Minas Gerais. A Polícia Civil investiga se a morte de um menino de 8 anos, em Campo Azul, pode ter relação com a plataforma de jogos on-line Roblox.A criança morava com a mãe, de 41 anos, o padrasto, de 29, e duas irmãs, de 17 e 18 anos. Em depoimento à polícia, a mãe informou que o filho era introspectivo, enfrentava dificuldades disciplinares na escola e passava longos períodos isolado utilizando o celular para jogar Roblox, onde mantinha contato com pessoas desconhecidas. Segundo ela, familiares acreditam que o menino possa ter sido influenciado por um desafio divulgado na plataforma. As circunstâncias do caso seguem sob investigação.O programa também aborda a decisão da Copa do Mundo. Embora a Seleção Brasileira tenha sido eliminada da competição, a final mobiliza torcedores em todo o planeta. Mais do que uma disputa esportiva, o confronto decisivo desperta emoções intensas, reúne famílias e amigos e altera a rotina de milhões de pessoas.Por que o futebol exerce tamanho impacto sobre o comportamento humano? O que explica sentimentos como euforia, ansiedade, frustração e as mudanças no humor e nas relações provocadas por uma partida decisiva? Essas são algumas das questões que estarão em debate na edição de hoje.Além das jornalistas Aline Neves e Fernanda Rodrigues, participam da conversa Fernanda Seabra, terapeuta familiar sistêmica e especialista em Psicogenealogia, e Ana Luiza Pereira, jornalista da Itatiaia.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (18): O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional , Nelsinho Trad (PSD) pede respostas ao governo Lula sobre a aplicação da Lei da Reciprocidade como resposta ao tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A iniciativa busca entender como o governo federal está colocando a lei em prática e se os mecanismos do Congresso são suficientes para proteger os interesses comerciais do Brasil. Por outro lado, o governo brasileiro adota cautela e descarta retaliação aos EUA neste momento. Reportagem: Beatriz Souza. A carne brasileira está fora do tarifaço de 25% imposto pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros. O alívio, no entanto, é parcial. A China segue como principal preocupação do setor. O país mantém salvaguardas sobre a carne bovina brasileira com validade de três anos. Reportagem: Bruno Pinheiro. O conselho do governo federal aprovou o aumento na mistura de etanol na gasolina vendida nos postos do país. A medida tem validade de 180 dias, mas pode ser prorrogada. Reportagem: Marco Vianna. O Congresso Nacional iniciou o recesso com projetos importantes travados. Devido ao período eleitoral, pautas como o fim da escala 6x1 e “pautas-bombas” podem ser adiadas. Reportagem: Marco Viana. O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a concessão de novos penduricalhos financeiros para integrantes do Congresso Nacional. A decisão do tribunal desafia o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e abre caminho para um reajuste salarial indireto de até 15%. Reportagem: Marco Viana. Os Estados Unidos confirmaram a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre parte das exportações do país, afetando principalmente os produtos industrializados brasileiros. O economista Ricardo Balistiero analisa neste sábado (18) os impactos reais da medida do governo Donald Trump na inflação e na balança comercial nacional. O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, pediu o adiamento da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria novos benefícios para agentes comunitários. O tema é considerado uma “pauta-bomba” uma vez que o impacto fiscal estimado é de até R$ 30 bilhões. Reportagem: Marco Viana. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o dia 28 de julho. A decisão do magistrado atende a uma investigação em andamento na corte sobre suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reportagem: André Anelli. A pauta climática e as eleições foram os temas centrais da entrevista de Sônia Guajajara ao Jornal da Manhã deste sábado (18). As pautas indígenas e as eleições de 2026 foram um dos temas abordados na conversa, A parlamentar criticou o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e o classificou como “aprendiz”. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) prevê um plano de R$ 130 milhões para diversificar o mercado de exportação do Brasil. A medida estratégica do órgão visa mitigar as perdas causadas pelo novo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos. Reportagem: André Anelli. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Fronteiriços e fronteiriças, preparem-se para desvendar os bastidores e as curiosidades mais intrigantes da Copa do Mundo! Neste oitavo episódio da nossa série especial, Anderson Couto nos convida a uma viagem no tempo para explorar mitos e verdades que moldaram a história do futebol mundial. Desde a origem da camisa amarela da Seleção Brasileira até a maior goleada em Copas, passando pela polêmica ausência da Índia em 1950, este episódio promete surpreender e informar. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #8 – Mitos e Verdades do Futebol Mundial. Locução Anderson Couto. [S.l.] Portal Deviante, 18/07/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67365&preview=true Expediente Produção Geral, Artes e Edição: C. A. Host: Anderson Couto Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Fabio Ricardo de Assis, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Em uma discreta rua de West Hollywood, onde apenas 14 clientes por noite conseguem um lugar à mesa, uma brasileira está na cozinha de um dos restaurantes mais exclusivos do mundo. O Somni, comandado pelo chef catalão Aitor Zabala, conquistou três estrelas Michelin apenas sete meses após a inauguração – e todas de uma vez, um feito raríssimo e histórico na gastronomia mundial. Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles Entre os cozinheiros responsáveis por manter esse alto padrão, está a capixaba Brenda Liz Rocha Vieira, de apenas 30 anos. Sua história revela não apenas o caminho de uma brasileira até um dos endereços mais cobiçados da alta gastronomia, mas também como a profissão de chef ganhou uma nova dimensão nas últimas décadas. Há pouco mais de 20 anos, cursar Gastronomia ainda era visto no Brasil como uma escolha pouco convencional. Hoje, impulsionada por escolas especializadas, reality shows e pelo reconhecimento internacional da culinária brasileira, a profissão passou a atrair jovens que enxergam na cozinha uma carreira de excelência. "Eu acho que mudou, sim. Eu acho que tem um pouco mais de respeito pela profissão. Antes, era a segunda, terceira opção de carreira", diz a chef. A paixão pela cozinha, ou a vontade de comer bem, veio muito antes das estrelas Michelin entrarem no seu horizonte. "Eu sempre tive muita curiosidade na cozinha, desde pequena. Cresci com a minha avó, e ela é uma cozinheira muito boa. Eu mudei para a casa da minha mãe quando era adolescente e ela não cozinhava. Eu comecei a sentir muita falta da comida da minha avó e quis muito aprender a cozinhar." Brenda formou-se em Gastronomia em Vila Velha (ES) e começou a carreira em restaurantes brasileiros até seguir para o exterior, onde transformou cada país por onde passou em uma etapa de aprendizado. "Eu sempre busquei trabalhar em restaurantes que tenham alguma coisa que eu não sei e preciso aprender", conta. Essa busca a levou para o Canadá e também para Barcelona, onde trabalhou em restaurantes estrelados. Foi ali que começou a acompanhar o trabalho de Aitor Zabala, um dos nomes mais respeitados da gastronomia espanhola. Quando soube que o chef reabriria o Somni em Los Angeles, decidiu criar a própria oportunidade: comprou passagem e pediu para passar um dia trabalhando no local para conhecer a cozinha. Brenda insistiu por uma vaga e o que não imaginava era que o chef também enxergaria nela o perfil que procurava. Segundo Zabala, experiência e talento podem ser adquiridos ao longo da carreira, mas o que ele considera indispensável é outra característica: “atitude”, contou o badalado chef espanhol. Brenda mostrou que tem esse ingrediente e o chef trouxe a brasileira para o seu elenco. Disciplina por trás das três estrelas Ao contrário do glamour que muitos imaginam, trabalhar em um restaurante três estrelas Michelin significa viver uma rotina rígida de disciplina constante. Em Los Angeles – cidade cheia de estrelas do cinema –, há apenas dois restaurantes que ostentam o topo do guia francês, que leva em conta a qualidade dos ingredientes, o domínio das técnicas culinárias, harmonia e equilíbrio dos sabores, a personalidade do chef e a consistência ao longo do tempo. Para conseguir o feito, o caminho é árduo e para manter a constelação, é necessário rigor e precisão absoluta. "O que eu quero muito é treinar o que você tem que aprender como profissional para ter um restaurante desse nível. O que eu vejo todo dia é muita disciplina, foco e consistência. Todos os dias, nos mínimos detalhes, são milhares de detalhes. Aqui, tudo é feito todos os dias. Nada congelado. Nada cortado antes. Nada. Tudo chega todos os dias, tudo é feito todos os dias". Conseguir uma mesa no Somni não é fácil. O restaurante, que recebe clientes do mundo inteiro, possui apenas 14 lugares e as reservas costumam se esgotar rapidamente. A clientela é confidencial, mas já passaram pelo local Selena Gomez, Kanye West e Aaron Paul, astro de Breaking Bad. A cozinha mistura raízes espanholas e catalãs com ingredientes californianos e técnicas francesas, sempre em um menu altamente criativo. Para Brenda, trabalhar nesse nível também significa cozinhar para pessoas que conhecem profundamente gastronomia e que investem muito na experiência. O sonho continua sendo brasileiro Mesmo construindo uma carreira internacional entre Canadá, Espanha e Estados Unidos, Brenda nunca deixou de pensar na cozinha brasileira. Ela já levou inspirações nacionais para restaurantes onde trabalhou anteriormente, mas ainda não teve o gostinho de trazê-las para Hollywood. Embora nunca tenha visitado o Brasil, Aitor Zabala demonstra curiosidade pela culinária do país. Ele admite à RFI que conhece apenas os pratos mais tradicionais, mas acredita que ainda há muito a descobrir. O chef conta que já conversa com Brenda sobre futuras colaborações com sabores brasileiros. Mas, por enquanto, o projeto dele é seguir com as estrelas conquistadas com sua própria alquimia. Enquanto isso, Brenda vai descobrindo e aproveitando esse brilho, e aperfeiçoa a receita do seu próprio sonho: aprender entre os melhores do mundo para, um dia, colocar a alta gastronomia brasileira ainda mais em evidência. "Eu quero abrir um restaurante de comida brasileira, um fine dining brasileiro. Algo que remeta ao Brasil, à minha trajetória, a tudo que aprendi, mas a minha comida é brasileira."
Este é o terceiro programa produzido para a Rádio MyNews VIP FM. O Peças Raras está no ar em 90,9 ou mynewsvipfm.com.br aos sábados, 8 da manhã, com reprise no domingo, às 7h. Neste episódio, um tema que amo desde que, na minha infância, colocava o radinho de pilha embaixo do travesseiro para ouvir por vezes o futebol show de Osmar Santos, pela Globo, e, por outras oportunidades, as descrições poéticas de Fiori Gigliotti pela Bandeirantes. E para comemorar o Dia Nacional do Futebol, que é neste dia 19 de julho, vamos falar de rádio e futebol, claro. Nesta área, uma referência é a página Craques do Microfone Esportivo, mantida pelo médico, radialista e apaixonado por rádio esportivo, Marcos Sperli Garcia. Pesquisador incansável, Garcia é autor do livro “Craques do microfone: a história dos grandes locutores esportivos”, de 2015, e “Craques da Palavra e da Imagem – A História & as Histórias da Imprensa Esportiva”, lançado pela Livros de Futebol neste ano de 2026. Nesta edição especial, Marcos Sperli Garcia é o técnico que chamamos para escalar um timaço de Craques do Microfone Esportivo. A nosso convite, ele vai anunciar a Seleção Brasileira da Narração Esportiva. Vamos saber - de alguém que acompanha a crônica esportiva desde o final dos anos 1960 -quem ele escolhe como os 11 titulares da transmissão de futebol pelo rádio e na imprensa em geral. E ainda hoje você vai conhecer, com exclusividade, quem o Garcia coloca no banco de reservas, mas que têm tanto talento quanto os titulares desses Craques do Microfone Esportivo. E durante o nosso bate-bola, claro, vamos tabelar com peças raras... momentos históricos das carreiras de alguns desses narradores e profissionais da crônica esportiva. Alguns dos selecionados são Pedro Luiz, Oduvaldo Cozzi, Osmar Santos e José Carlos Araújo. Descubra os demais no áudio.
Em uma discreta rua de West Hollywood, onde apenas 14 clientes por noite conseguem um lugar à mesa, uma brasileira está na cozinha de um dos restaurantes mais exclusivos do mundo. O Somni, comandado pelo chef catalão Aitor Zabala, conquistou três estrelas Michelin apenas sete meses após a inauguração – e todas de uma vez, um feito raríssimo e histórico na gastronomia mundial. Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles Entre os cozinheiros responsáveis por manter esse alto padrão, está a capixaba Brenda Liz Rocha Vieira, de apenas 30 anos. Sua história revela não apenas o caminho de uma brasileira até um dos endereços mais cobiçados da alta gastronomia, mas também como a profissão de chef ganhou uma nova dimensão nas últimas décadas. Há pouco mais de 20 anos, cursar Gastronomia ainda era visto no Brasil como uma escolha pouco convencional. Hoje, impulsionada por escolas especializadas, reality shows e pelo reconhecimento internacional da culinária brasileira, a profissão passou a atrair jovens que enxergam na cozinha uma carreira de excelência. "Eu acho que mudou, sim. Eu acho que tem um pouco mais de respeito pela profissão. Antes, era a segunda, terceira opção de carreira", diz a chef. A paixão pela cozinha, ou a vontade de comer bem, veio muito antes das estrelas Michelin entrarem no seu horizonte. "Eu sempre tive muita curiosidade na cozinha, desde pequena. Cresci com a minha avó, e ela é uma cozinheira muito boa. Eu mudei para a casa da minha mãe quando era adolescente e ela não cozinhava. Eu comecei a sentir muita falta da comida da minha avó e quis muito aprender a cozinhar." Brenda formou-se em Gastronomia em Vila Velha (ES) e começou a carreira em restaurantes brasileiros até seguir para o exterior, onde transformou cada país por onde passou em uma etapa de aprendizado. "Eu sempre busquei trabalhar em restaurantes que tenham alguma coisa que eu não sei e preciso aprender", conta. Essa busca a levou para o Canadá e também para Barcelona, onde trabalhou em restaurantes estrelados. Foi ali que começou a acompanhar o trabalho de Aitor Zabala, um dos nomes mais respeitados da gastronomia espanhola. Quando soube que o chef reabriria o Somni em Los Angeles, decidiu criar a própria oportunidade: comprou passagem e pediu para passar um dia trabalhando no local para conhecer a cozinha. Brenda insistiu por uma vaga e o que não imaginava era que o chef também enxergaria nela o perfil que procurava. Segundo Zabala, experiência e talento podem ser adquiridos ao longo da carreira, mas o que ele considera indispensável é outra característica: “atitude”, contou o badalado chef espanhol. Brenda mostrou que tem esse ingrediente e o chef trouxe a brasileira para o seu elenco. Disciplina por trás das três estrelas Ao contrário do glamour que muitos imaginam, trabalhar em um restaurante três estrelas Michelin significa viver uma rotina rígida de disciplina constante. Em Los Angeles – cidade cheia de estrelas do cinema –, há apenas dois restaurantes que ostentam o topo do guia francês, que leva em conta a qualidade dos ingredientes, o domínio das técnicas culinárias, harmonia e equilíbrio dos sabores, a personalidade do chef e a consistência ao longo do tempo. Para conseguir o feito, o caminho é árduo e para manter a constelação, é necessário rigor e precisão absoluta. "O que eu quero muito é treinar o que você tem que aprender como profissional para ter um restaurante desse nível. O que eu vejo todo dia é muita disciplina, foco e consistência. Todos os dias, nos mínimos detalhes, são milhares de detalhes. Aqui, tudo é feito todos os dias. Nada congelado. Nada cortado antes. Nada. Tudo chega todos os dias, tudo é feito todos os dias". Conseguir uma mesa no Somni não é fácil. O restaurante, que recebe clientes do mundo inteiro, possui apenas 14 lugares e as reservas costumam se esgotar rapidamente. A clientela é confidencial, mas já passaram pelo local Selena Gomez, Kanye West e Aaron Paul, astro de Breaking Bad. A cozinha mistura raízes espanholas e catalãs com ingredientes californianos e técnicas francesas, sempre em um menu altamente criativo. Para Brenda, trabalhar nesse nível também significa cozinhar para pessoas que conhecem profundamente gastronomia e que investem muito na experiência. O sonho continua sendo brasileiro Mesmo construindo uma carreira internacional entre Canadá, Espanha e Estados Unidos, Brenda nunca deixou de pensar na cozinha brasileira. Ela já levou inspirações nacionais para restaurantes onde trabalhou anteriormente, mas ainda não teve o gostinho de trazê-las para Hollywood. Embora nunca tenha visitado o Brasil, Aitor Zabala demonstra curiosidade pela culinária do país. Ele admite à RFI que conhece apenas os pratos mais tradicionais, mas acredita que ainda há muito a descobrir. O chef conta que já conversa com Brenda sobre futuras colaborações com sabores brasileiros. Mas, por enquanto, o projeto dele é seguir com as estrelas conquistadas com sua própria alquimia. Enquanto isso, Brenda vai descobrindo e aproveitando esse brilho, e aperfeiçoa a receita do seu próprio sonho: aprender entre os melhores do mundo para, um dia, colocar a alta gastronomia brasileira ainda mais em evidência. "Eu quero abrir um restaurante de comida brasileira, um fine dining brasileiro. Algo que remeta ao Brasil, à minha trajetória, a tudo que aprendi, mas a minha comida é brasileira."
Olá! Eu sou Melissa, trabalhadora na Casa Espírita Luiz Picelli, em Maringá, Paraná, Brasil e estou fazendo a leitura do livro Parnaso de Além-Túmulo, ditado por espíritos diversos, ao médium Francisco Cândido Xavier (o Chico Xavier), em que constam lindos poemas de grandes escritores brasileiros e portugueses.Nossos podcasts são leituras de mensagens da doutrina e ciência espírita, ditadas pelos Espíritos de Luz (como o pentateuco espírita, codificadas por Allan Kardec) para, assim, melhor entendermos o Cristianismo Redivivo e nos transformarmos para melhor.Mande um alô nas nossas redes sociais, no Facebook e Instagram, com o nome @celppicelli ! Digite CELP Picelli no YouTube para assistir nossas palestras ao vivo, todas as segundas-feiras, às 20:00 horas (horário de Brasília) e às suas respectivas gravações.Para ajudar a CELP, você pode doar o valor de um cafezinho! O PIX da casa é o email: caridadeamoreluz@gmail.com . Suas doações ajudam a CELP a manter o espaço ativo, suas ações sociais, cursos e palestras.Fica aqui também um convite para você nos encontrar pessoalmente! Basta acessar nosso site celp.org.br , onde constam nossas atividades presenciais, endereços e telefones. Venha participar de nossos cursos, trabalhos sociais e ser um de nossos trabalhadores na seara de Jesus.Gratidão por sua presença, espero que você tenha gostado e que você e o Mestre Jesus se mantenham cada vez mais unidos em Espírito!- Fontes literárias: Parnaso de além-túmulo: (poesias mediúnicas): [psicografado por] - Francisco Cândido Xavier - 19. ed. - Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2010, p. 638.- Músicas: New Begginings de Arthurpeterson do Pixabay; Music Room de Lofium do Pixabay ; e Humble Beginnings de Pheaha Mohwasa do Pixabay.
Essa semana, Jurandir Filho, Felipe Mesquita, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho mergulham no universo dos programas mais sensacionalistas da TV brasileira dos anos 80, 90 e 2000. Ratinho, Casos de Família, Programa do João Kléber, TV Fama, Aqui Agora, Cidade Alerta, Brasil Urgente e tantas outras atrações que misturavam barracos, fofocas, crimes, testes de DNA, pegadinhas e muito exagero para conquistar milhões de espectadores.Essa é mais uma edição da nossa série Na TV!⭐ Quer mais 99Vidas? Apoie e escute + de 400 episódios exclusivos. Assine agora em 99vidas.com.br/bonusAcompanhe o 99Vidas:➡️ Site | Instagram | Twitter | Youtube
No Fórum Onze e Meia de hoje: Ex-líder bolsonarista acusa Flávio Bolsonaro de usar drogas e o desafia . E Tariflávio taxa Brasil em 25%.Participam do programa o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) e a jornalista Cynara Menezes.Apresentação de Dri Delorenzo e comentários de Renato Rovai.0:00 - Em instantes2:00 - Abertura10:00 - Novo tarifaço de Trump51:19 - A foto de Flávio com o sicário de Vorcaro1:23:50 - Orlando Silva fala sobre a relação de Flávio Bolsonaro com o sicário de Vorcaro2:05:00 - Fala, RovaiBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.
No Fórum Onze e Meia de hoje: Flávio Bolsonaro disse que ia estacar Michelle, nova versão da foto com Sicário e Trump enlouquece com tarifaço.Participam do programa o jornalista Felipe Pena e a pré-candidata à deputada federal no DF Ruth Venceremos.Apresentação de Dri Delorenzo e comentários de Renato Rovai.Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.
Titulo da III Copa do Mundo de Futebol Unificado Special Olimpics Importância do projeto Paraesporte/UENF/Enel para Campos
Alberto Mussa, escritor premiado e torcedor rubro-negro, lança pela Civilização Brasileira o livro “Flamengo contra todos”.A obra propõe analisar o desempenho histórico do Flamengo contra seus adversários e discutir, com critérios objetivos, por que o clube pode ser considerado o maior time do mundo.Mais do que um levantamento estatístico, o livro promete enfrentar debates clássicos do futebol brasileiro, como 1967, 1971 e 1987, deslocando a discussão do nome formal das competições para sua relevância esportiva, estrutura, regularidade, composição e impacto histórico.Neste vídeo, comentamos a proposta do livro, a trajetória de Alberto Mussa, a tensão entre paixão e rigor analítico, e por que essa obra pode gerar debate entre rubro-negros e torcedores de todos os clubes.QUER FALAR E INTERAGIR CONOSCO?: CONTATO I contato@serflamengo.com.br SITE I serflamengo.com.brTWITTER I @BlogSerFlamengoINSTAGRAM I @BlogSerFlamengo#Flamengo #NotíciasDoFlamengo #Livros
20º Encontro Nacional da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto destaca a importância desse modelo de manejo para a produção agrícola sustentável
KARDEC, Allan. Escolha das provas. In: O LIVRO dos espíritos. Coordenação de Allan Kardec; tradução de Guillon Ribeiro. 93. ed. 11. impr. Brasília: Federação Espírita Brasileira, 2022. pt. 2, cap. 6, q. 258-273, p. 168-176. Obras básicas e complementares da Doutrina Espírita. Obras básicas e complementares da Doutrina Espírita. (live no YouTube). Palestrante: Lívia Bruno
A crescente população de javalis em Santa Catarina voltou ao centro do debate após uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O encontro reuniu representantes do setor agropecuário, caçadores e autoridades para discutir medidas que facilitem o controle da espécie invasora, considerada uma ameaça à produção rural, ao meio ambiente e à sanidade animal. Em entrevista à Rádio Cruz de Malta FM, o presidente da Associação Brasileira de Caçadores "Aqui Tem Javali", o agrônomo Rafael Salerno, afirmou que o problema se arrasta há mais de duas décadas e que o principal desafio continua sendo a burocracia enfrentada por quem realiza o controle dos animais. "Os javalis são um problema já de muitos anos. Já tem mais de duas décadas que o Estado enfrenta esse problema. Os produtores rurais e os caçadores têm tentado fazer esse controle, mas encontram vários obstáculos, principalmente burocráticos", destacou. Segundo Salerno, atualmente a única forma eficaz de conter o avanço da espécie é por meio do abate controlado, atividade autorizada pela legislação, mas que ainda enfrenta custos elevados e diversas exigências administrativas. "A única solução é, efetivamente, a caça. Apesar de regulamentada, ela ainda enfrenta vários obstáculos, principalmente burocracia e custos", afirmou. Entre as dificuldades apontadas está o alto custo para os controladores, que precisam investir em equipamentos, munições e cumprir exigências impostas pelos órgãos públicos. De acordo com o presidente da associação, o custo para o controle de um único javali ultrapassa R$ 1 mil. Ele revelou ainda que dados apresentados durante a audiência pública mostram que mais de 200 mil animais já foram abatidos oficialmente em Santa Catarina, o que representa um investimento superior a R$ 200 milhões feito pelos próprios controladores. "Esses voluntários já entregaram, com recursos próprios, mais de R$ 200 milhões à sociedade catarinense em defesa da agricultura e do meio ambiente", ressaltou. Além dos prejuízos causados às plantações e às propriedades rurais, Salerno alertou para os riscos sanitários provocados pela presença dos javalis. Segundo ele, Santa Catarina é um dos principais exportadores de proteína animal do país e depende do status sanitário para manter mercados nacionais e internacionais. "O javali compartilha diversas doenças que podem ser transmitidas ao gado. Um surto sanitário poderia bloquear o comércio da produção catarinense e gerar prejuízos por muitos anos", explicou. O impacto ambiental também preocupa. Conforme o agrônomo, os animais comprometem a regeneração de espécies nativas ao consumirem sementes, como o pinhão. "Hoje os javalis estão consumindo as sementes da araucária, comprometendo toda a renovação dessa espécie", afirmou. Embora não exista um levantamento oficial sobre o número exato de javalis no Estado, Salerno estima que existam centenas de milhares de animais vivendo em liberdade. Ele atribui esse crescimento à alta capacidade reprodutiva dos chamados "javaporcos", resultado do cruzamento entre javalis e porcos domésticos. "Uma única fêmea pode gerar até 20 filhotes viáveis por ano. É uma taxa de multiplicação muito grande", disse. O dirigente também destacou que Santa Catarina possui cerca de 20 mil caçadores registrados, número considerado insuficiente diante da dimensão do problema. Durante a entrevista, Salerno comentou a aprovação, pela Alesc, de um projeto de lei que prevê um incentivo financeiro de R$ 100 por javali abatido. Para ele, a medida representa um avanço, mas ainda há dúvidas sobre sua regulamentação. "Toda lei que traz algum incentivo é bem-vista. Só nos preocupa como será o acesso a esse recurso, para que não sejam criadas ainda mais burocracias", avaliou.
A edição desta semana do Peças Raras entra em campo para celebrar um novo capítulo do rádio esportivo brasileiro. Com a estreia da Arena VIP, a jornada esportiva da MyNews VIP FM 90,9, eu convido você para uma viagem pela história das transmissões esportivas que emocionam gerações de ouvintes.O destaque do episódio é a entrevista especial e na íntegra com o pesquisador Marcos Sperli Garcia, autor dos livros Craques do Microfone Esportivo e Craques da Palavra e da Imagem. Apaixonado pelo rádio desde a infância e dedicado há mais de seis décadas ao estudo da crônica esportiva, Garcia escala a sua Seleção Brasileira dos Craques do Microfone Esportivo, reunindo alguns dos maiores nomes da narração, do comentário e da reportagem esportiva do país. Pedro Luiz, Osmar Santos, Fiori Gigliotti, José Carlos Araújo, José Silvério, Waldir Amaral, Luiz Mendes e muitos outros entram em campo nesta verdadeira Copa do Mundo do rádio.Ao longo da conversa, você vai descobrir curiosidades sobre as primeiras transmissões esportivas do Brasil e do mundo, a influência do rádio na popularização do futebol e histórias fascinantes que ajudam a preservar a memória de um dos mais importantes patrimônios da comunicação brasileira.O episódio traz ainda a estreia do quadro "Zé ao Quadrado", em 2013, pela Bradesco Esportes FM, reunindo dois gigantes do microfone esportivo, José Carlos Araújo e José Silvério. Eles compartilham divertidas histórias dos tempos em que faziam "ponta" atrás do gol nas transmissões de futebol.Um programa para apaixonados por rádio, futebol e memória. Afinal, antes das imagens em alta definição, foi o rádio que fez cada ouvinte imaginar a partida lance a lance. Capítulos:00:00 – Abertura | A Arena VIP entra em campo01:59 – Chamada da estreia das transmissões esportivas da MyNews VIP FM 90,903:25 – Panorama VIP: Matheus Pinheiro destaca o jogo de estreia, Botafogo x Santos, e fala da equipe da nova jornada do rádio esportivo07:22 – Momento Peças Raras: 95 anos dos Craques do Microfone Esportivo10:27 – Zé ao Quadrado: José Carlos Araújo e José Silvério contam histórias do rádio16:46 – Entrevista: Marcos Sperli Garcia e a paixão pela memória do rádio esportivo21:00 – Das ondas curtas ao tricampeonato: como nasceu um pesquisador do rádio37:55 – A convocação da Seleção Brasileira dos Craques do Microfone Esportivo38:58 – Pedro Luís: a perfeição da narração esportiva44:00 – Oduvaldo Cozzi: o professor que revolucionou as transmissões51:00 – Osmar Santos e a modernidade do rádio esportivo56:00 – Osvaldo Faria, Orlando Batista e Haroldo de Souza01:00:00 – José Carlos Araújo, José Silvério e outros gigantes do microfone01:12:00 – O banco de reservas dos craques do rádio esportivo01:21:00 – Os livros "Craques do Microfone Esportivo" e "Craques da Palavra e da Imagem"01:28:50 – Encerramento: preservando a memória do rádio esportivo brasileiro
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (14):No editorial do programa Os Pingos nos Is desta terça-feira (14), o apresentador André Marsiglia voltou a falar da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que proibiu o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por 90 dias após a leitura de uma carta. Marsiglia aponta um grave erro de interpretação jurídica na medida: as restrições impostas ao ex-presidente o proíbem de usar redes sociais, mas não impedem que terceiros utilizem seus próprios canais para divulgar suas ideias ou ler suas cartas. Ainda segundo sua análise, a decisão do STF abre margem para que o caso seja explorado politicamente por Flávio para sensibilizar seu eleitorado. "Se o Judiciário vai entrar de sola nessas eleições, que entre com o pé direito. Ou melhor, entre com os dois", conclui. A Pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14) mostra que a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) é desaprovada por 52,3% dos brasileiros e aprovada por 35,9%. Outros 11,8% dos entrevistados não souberam responder. O levantamento apresenta a percepção da população sobre o desempenho da Corte. A bancada do Os Pingos Nos Is comenta os números. Um levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que nove de 29 partidos brasileiros sobrevivem de doações eleitorais, principalmente de seus filiados. Isso ocorre porque as siglas não possuem acesso ao Fundo Partidário ou recebem recursos insuficientes para cobrir suas despesas. Reportagem: André Anelli. A Polícia Federal (PF) concluiu um dos inquéritos sobre desvios em aposentadorias e indiciou o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Antônio Stefanutto, o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de benefícios André Fidelis e outros investigados por suspeita de corrupção. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) criticou a proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), idealizada pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques, de criar um "Selo de Acurácia Eleitoral". A iniciativa visa premiar os institutos de pesquisa que apresentarem maior proximidade com o resultado oficial das urnas. Reportagem: Thaís Sprovieri. A defesa de Mauro Cid se reuniu com o empresário e ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na Papudinha, em Brasília, onde está preso. O encontro irritou os advogados de Vorcaro. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
A UNESCO decidiu manter a Grande Barreira de Corais fora da lista de patrimônios “em perigo”, mas o recife segue sob séria ameaça. A oceanógrafa Ana Paula da Silva, da Universidade de Sydney, explica por que a Austrália tem uma responsabilidade global na proteção do ecossistema, compara esse papel ao do Brasil com a Amazônia e analisa os riscos do branqueamento dos corais, da dragagem e do aquecimento das águas.A UNESCO decidiu manter a Grande Barreira de Corais fora da lista de patrimônios “em perigo”, mas o recife segue sob séria ameaça. A oceanógrafa Ana Paula da Silva, da Universidade de Sydney, explica por que a Austrália tem uma responsabilidade global na proteção do ecossistema, compara esse papel ao do Brasil com a Amazônia e analisa os riscos do branqueamento dos corais, da dragagem e do aquecimento das águas.Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Assine a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.
No Fórum Onze e Meia de hoje: Flávio Bolsonaro surta e ataca Moraes | Lula lidera com folga, em pesquisa Futura/Apex.Participam do programa o jornalista Felipe Pena e o ativista Thiago Ávila.Apresentação de Dri Delorenzo e comentários de Renato Rovai.Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.
No episódio do podcast do PublishNews desta semana, conversamos com sobre a evolução do mercado editorial brasileiro na última década, abordando temas como digitalização, impacto da pandemia, de como foi 2025, crescimento de ficção, de como tem sido as vendas em 2026 até agora e tendências futuras. Uma conversa com Luiz Gaspar, diretor de pesquisas e Mariana Bueno, coordenadora de pesquisas, ambos da Nielsen BookData, essencial para entender os desafios e oportunidades do setor.O podcast é oferecimento da: MVB América Latina Um livro, Câmara Brasileira do Livro, Gráfica Viena e Nielsen BookData — referência mundial em dados que impulsionam estratégias.Indicações:Livro: A cidade e suas muralhas incertas - Haruki Murakami - Tradução: Jefferson José Teixeira (Companhia das Letras) Livro: A visão das plantas - Djaimilia Pereira de Almeida (Todavia) Livro: Parcelado: dinâmicas de consumo na periferia - Kauê Lopes dos Santos (Fósforo)Livro: A ameaça interna – Psicanálise dos novos fascismos globais - Vladimir Safatle (Ubu)Livro: Ensino à distância - Ana Guadalupe (Companhia das Letras)Este podcast é um oferecimento da MVB América Latina! Onde a inovação e tecnologia impulsionam o mercado do livro. Com a Pubnet, você ganha eficiência, agilidade e segurança em cada pedido.E quando o assunto é metadados… metadados é com Metabooks! Porque, no fim das contas, o propósito da MVB é um só: levar os livros até os leitores! https://pt.mvb-online.com/Já ouviu falar em POD, impressão sob demanda? Nossos parceiros da UmLivro são referência dessa tecnologia no Brasil, que permite vender primeiro e imprimir depois; reduzindo custos com estoque, armazenamento e distribuição. Com o POD da UmLivro, você disponibiliza 100% do seu catálogo sem perder nenhuma venda. http://umlivro.com.brA Câmara Brasileira do Livro representa editores, livreiros, distribuidores e demais profissionais do setor e atua para promover o acesso ao livro e a democratização da leitura no Brasil. É a Agência Brasileira do ISBN e possui uma plataforma digital que oferece serviços como: ISBN, Código de Barras, Ficha Catalográfica, Registro de Direito Autoral e Carta de Exclusividade. https://cbl.org.br
No Fórum Onze e Meia de hoje: Lula na frente na BTG/Pactual, Bolsonaro pode voltar pra Papuda após mandar carta para Flávio, que está com a campanha em risco.E ainda: Entenda tudo sobre o esquemão de emendas.Participa do programa o jurista Pedro Serrano.Apresentação de Dri Delorenzo e Renato Rovai.Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.
#viajar #italia #parana #fozdeiguacu #paraguay #visto A história de Angela começa em Foz do Iguaçu, cidade fronteiriça com o Paraguai, no estado do Paraná, famosa pelas Cataratas do Iguaçu.Lá, Angela aprendeu com a família a arregaçar as mangas e trabalhar em um pequeno negócio perto da Ponte da Amizade Brasil-Paraguai, onde aprendeu a arte das vendas.Tornando-se empreendedora, criou a Miss Laura e participou do Shark Tank Brasil, expondo também as negociações fraudulentas do programa. Vendeu suas ações para o marido e mudou de rumo.Alguns anos depois de resgatar suas raízes italianas e viver na Itália, Angela decidiu abrir outro negócio, oferecendo serviços de mobilidade global, como vistos americanos, cidadania italiana, portuguesa e alemã, e documentação paraguaia.A história de Angela é a história de muitos descendentes de italianos que, com força de vontade, dedicação e perseverança, conquistaram seu lugar no Brasil e no mundo.Uma história italiana contada por mulheres: L'ITALIA è QUI!https://gaptogo.com.brQueremos contar mais histórias de mulheres ítalo-brasileiras — Para saber mais, entre em contato: buongiorno@buongiornosanpaolo.com.brQuer se MUDAR para ITÁLIA ? Aproveite nosso curso sobre como escolher a cidade italiana onde investir e morar: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/mudar-para-italia-conselhos-de-um-italiano-para-escolher-a-cidade-onde-investir/B103409098EQuer estudar a HISTÓRIA politica da ITÁLIA: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/historia-politica-italiana-pos-1946/J104973342L?draft=trueLa storia di Angela inizia a Foz de Iguaçu, una città al confine con il Paraguay, nello stato del Paranà, e famosa per le cascate di Iguaçu. Qui Angela impara dalla famiglia a rimboccarsi le maniche nella piccola impresa vicino al ponte dell'amicizia tra Brasile e Paraguay impara l'arte delle vendite.Diventar imprenditrice, crea la Miss Laura e partecipa a Shark Tank Brasil, smascherando anche le finte negoziazioni del programma. Vende le quote al marito e cambia strada. Pochi anni dopo aver riscattato le sue origini italiane e aver vissuto un periodo in Italia Angela decide di aprire un'altra impresa di servizi di mobilità globale come visti per gli Stati Uniti, cittadinanza italiana, portoghese, tedesca e documentazione paraguaiana.La storia di Angela è la storia di molti italo-discendenti con forza di volontà, dedizione e perserveranza che si sono conquistati il loro spazio in Brasile e nel mondo. Una storia italiana al femminile, l'ITALIA è QUI!
Nesta edição, analisamos o relatório global que mostra como o varejo americano está enfrentando margens apertadas de 2,1% com investimentos pesados em tecnologia, expansão de marcas próprias focadas em nutrição e a consolidação do omnichannel. Abordamos também as estratégias para o supermercado após a eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo, revelando como o setor pode se adaptar com ações temáticas e promoções de bazar para não deixar o caixa esfriar. Destacamos a impressionante virada dos legumes congelados na gôndola saudável, uma categoria que acumulou alta de 23% em volume e se tornou a aliada perfeita da conveniência contra o desperdício de alimentos. Por fim, mergulhamos no neuromarketing para mostrar que a emoção comanda 95% das decisões de compra, exigindo que as marcas construam experiências fundamentadas na confiança e segurança familiar. Entre os destaques:
O Posse de Bola desta quarta-feira (8) analisa, ao vivo, o futuro de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira e a classificação polêmica da Argentina sobre o Egito na Copa do Mundo.
No Linha de Passe desta quarta-feira (8), nossos comentaristas analisaram as quatro partidas de quartas de final da Copa do Mundo e deram seus prognósticos! Seis europeus e apenas um sul-americano mostra um desnível entre os continentes? E quem merece continuar na Seleção Brasileira para o próximo ciclo? Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Exportações de carne bovina recuam 27% na primeira semana julho em comparação com junho e já sinalizam impacto do fim das cotas chinesas
No “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 08, Carlos Andreazza fala sobre o ministro Gilmar Mendes e de Flávio Bolsonaro. O ministro Gilmar Mendes, do STF, usou seu perfil no X para postar uma mensagem sobre a eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo de 2026. Sob a presidência de Samir Xaud, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) manteve a tradição de empoderar cartolas ligados a lideranças políticas e envolveu nas suas principais iniciativas o instituto do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro citou e agradeceu a todos os jogadores titulares e reservas da seleção, e elogiando o técnico Carlo Ancelotti. Gilmar também declarou que Neymar emocionou o Brasil com talento, categoria e gols que marcaram época. “Ao representar o Brasil em quatro Copas do Mundo (2014, 2018, 2022 e 2026), nos emocionou com seu talento, categoria e gols que marcaram época. Já na política, a participação do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na audiência pública em Washington (EUA) sobre a investigação de supostas práticas desleais adotadas no comércio pelo Brasil foi “deslocada do ambiente técnico”. A avaliação é de empresários brasileiros e representantes do setor privado que participaram dos painéis do dia, ouvidos pelo Estadão/Broadcast. Alguns interlocutores classificaram a atuação do senador como “constrangedora”. Flávio Bolsonaro apostou em um discurso político e de ataques ao governo Lula durante a sua apresentação. De acordo com interlocutores, o senador focou a fala em três temas: regulação das redes sociais, a corrupção no Brasil e a defesa do Pix. Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante Assine por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao conteúdo do Estadão. Acesse: https://ofertas.estadao.com.br/_digital/See omnystudio.com/listener for privacy information.
No Linha de Passe desta terça-feira(7), nossos comentaristas analisaram tudo sobre a virada épica da Argentina sobre o Egito nas oitavas da Copa do Mundo. A vitória nos pênaltis da Suíça com a Colômbia e a situação da Seleção Brasileira também foram assunto. Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
O Posse de Bola dessa terça-feira (07) analisa o fim da era CR7, o futuro de Ancelotti na Seleção Brasileira e o pedido de Neymar por estabilidade na CBF. Participe agora do chat ao vivo e debata com Juca Kfouri, Casagrande e Mauro Cezar os favoritos ao título e as polêmicas da Copa.
Confira no Morning Show desta terça-feira (07): O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, admitiu que o ato americano de tornar facções criminosas brasileiras como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital em grupos terroristas abre brecha para atuação militar dos Estados Unidos em solo nacional. O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), discursa nesta terça-feira (07) na audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, contra um novo tarifaço de 25% a produtos brasileiros pelo governo americano. O Governo Federal apresentou uma defesa oficial contra um relatório feito pelo Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, que acusa o Brasil de utilização de mão de obra escrava e práticas comerciais desleais. Segundo o Itamaraty, o relatório é “arbitrária” e “inverídica”. O relatório serve como base para aplicação de um novo tarifaço contra o Brasil. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que os autos do inquérito de uma suposta calúnia feita pelo senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) em rede social, retornem à Polícia Federal para depoimento formal. Ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), foi alvo da sexta fase da operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (07). A ação da PF investiga lavagem de dinheiro do crime organizado com aval de políticos fluminenses. O Supremo Tribunal Federal (STF) cobrou explicações dos Tribunais de Justiça estaduais, sobretudo o do Distrito Federal, sobre a quebra de regras para concessão de pagamentos extras acima do teto constitucional para para magistrados, os “penduricalhos”. A falta de uma resposta em até 48 horas pode resultar em afastamento do responsável pelo TJ local. O Exército Brasileiro negou estar em posse de duas das 8 armas pessoais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apreendidas em sua residência em Brasília. A defesa do ex-presidente afirmou que um dos armamentos está em uma importadora no Rio Grande do Sul. O EB entregou o restante das armas à Polícia Federal. Uma decisão da Justiça de Minas Gerais barrou um alvará de soltura emitido pelo Superior Tribunal de Justiça que concederia liberdade a um líder do tráfico no estado. Douglas de Azevedo Carvalho, vulgo Mancha, é aliado do PCC em MG e já violou uma tornozeleira eletrônica durante regime domiciliar, ficando foragido até ser preso em março deste ano na Bolívia. A Interpol adicionou o nome de Hércules da Costa Siqueira, suspeito de tentar executar o tenente da ROTA Ronickson Pimentel dos Santos. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo pagará R$ 50 mil para possíveis informações do paradeiro do criminoso, mas a suspeita é de que ele já tenha fugido do país através de fronteiras irregulares. A Justiça de Santa Catarina emitiu uma decisão favorável à divisão de um prêmio de loteria entre um ex-casal através de um acordo verbal firmado antes da separação. O vencedor do prêmio (de um jogo feito com a então esposa) terá que pagar R$ 1,3 milhão para a ex-companheira. O caso ocorreu em Blumenau. Faleceu na manhã desta terça-feira (07), aos 95 anos, o dramaturgo Benedito Ruy Barbosa, vítima de insuficiência renal. O autor escreveu dezenas de novelas para a TV Globo, entre elas Pantanal e Renascer, grandes sucessos de audiência. Mesmo após a derrota da Seleção Brasileira para a Noruega na Copa do Mundo, o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho realizou uma festa em Nova Iorque com presença de músicos e influenciadores. O ex-craque e campeão do mundo está abrindo uma gravadora em Miami. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
No Bate-Pronto de hoje, a eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo abre espaço para um debate sobre o futuro da equipe: o que precisa mudar para o Brasil voltar a disputar o título mundial? O programa também acompanha a entrada em campo da Argentina, que busca a classificação no mata-mata, e repercute as eliminações de Portugal, de Cristiano Ronaldo, e dos Estados Unidos, que se despediram do Mundial. Tudo isso com muita informação, análise e opinião sobre os principais acontecimentos da Copa.
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Mauro Cezar, Juca Kfouri, Danilo Lavieri, Casagrande e PVC debatem os reflexos da derrota do Brasil para a Noruega, qual o maior erro da seleção brasileira, o trabalho de Ancelotti e a projeção do futuro após o fracasso na Copa do Mundo
A Seleção Brasileira está fora da Copa do Mundo de 2026 após sofrer uma derrota decisiva para a Noruega. O resultado decreta o encerramento da participação nacional na competição e dá início a uma intensa cobrança interna nos bastidores da CBF.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Inscreva-se no canal, ative as notificações e deixe sua opinião nos comentários! Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #Futuro #Seleção #Brasil #Noruega #Eliminação #Futebol #Reformulação #Mudança #Técnico #Jogadores #CBF #Crítica #Planejamento #Debate #Análise #Podcast #YouTube #Tendências #Esporte #Notícias #neymar
O Brasil está fora da Copa do Mundo depois de enfrentar a Noruega e cair diante de Haaland - depois de uma aposta em Neymar que custou caro no jogo. O que fica da participação do Brasil e o que fica para o futuro? Na Cidade do México, a Inglaterra mostrou caráter para enfrentar o México no Azteca e sai com uma classificação imensa.SEJA MEMBRO! Seu apoio é fundamental para que o Meiocampo continue existindo e possa fazer mais. Seja membro aqui pelo Youtube! Se você ouve via podcast, clique no link na descrição para ser membro! https://www.youtube.com/channel/UCSKkF7ziXfmfjMxe9uhVyHw/joinNEWSLETTER! Nossa newsletter chega toda sexta aberta a todos com nossos textos sobre o que rolou na semana, e às terças com conteúdo apenas para assinantes: https://newsletter.meiocampo.net/Conheça o canal do Bonsa sobre Football Manager, BonsaFM: https://www.youtube.com/@BonsaFMConheça o canal do Lobo sobre games, o Próxima Fase: https://www.youtube.com/@Proxima_FaseConheça o canal de Leandro Iamin sobre a seleção brasileira, o Sarriá: https://www.youtube.com/@SarriaBrasil
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (06): Em meio à escalada de tensão diplomática, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) subiu o tom contra o Palácio do Planalto diretamente de Washington. Flávio afirmou que o governo petista é o "único interessado" na aplicação da sobretaxa de 25% contra produtos brasileiros. Reportagem de Marco Viana. A Seleção Brasileira está eliminada da Copa do Mundo de 2026. Em partida disputada nos Estados Unidos, neste domingo (5), o Brasil foi derrotado pela Noruega por 2 a 1. Em Brasília, noruegueses celebraram os dois gols do do camisa 9 do Manchester City em pleno solo brasileiro. O Brasil registrou um aumento estarrecedor de 125% nas notificações de violência contra crianças e adolescentes em um intervalo de cinco anos, de acordo com levantamento da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). O Palácio do Planalto corre contra o tempo e finaliza a redação de uma Medida Provisória ou Projeto de Lei com urgência constitucional focado na renegociação de dívidas rurais de produtores afetados por quebras de safra e extremos climáticos. A Venezuela confirmou que pelo menos 3 mil pessoas morreram e outras 16.000 ficaram feridas em decorrência do duplo terremoto de magnitudes 7,2 e 7,5 que assolou a costa norte e central do país. Mais de 4 mil socorristas internacionais, incluindo equipes enviadas por nações vizinhas, correm contra o tempo nos escombros na tentativa de localizar sobreviventes. Reportágem de Luca Bassani. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) desponta na liderança isolada na primeira pesquisa Datafolha detalhada para a eleição ao Palácio dos Bandeirantes em 2026, alcançando 46% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. A Câmara dos Deputados pode colocar em votação definitiva em plenário, ainda nesta semana, o Projeto de Lei que endurece severamente as punições para crimes de misoginia — definidos como o ódio, a aversão ou a manifestação de desprezo contra as mulheres. A guerra no Leste Europeu registrou uma violenta escalada na madrugada desta segunda-feira (6). Em uma ofensiva aérea massiva, as forças militares lideradas pelo presidente Vladimir Putin dispararam mísseis balísticos contra a capital ucraniana, Kiev. Cerca de 30 prédios residenciais foram destruídos e 14 pessoas mortas. A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) corre contra o relógio para cumprir a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O prazo de 48 horas estipulado pelo ministro Alexandre de Moraes para a entrega de todo o arsenal registrado em nome do ex-mandatário se esgota nesta segunda-feira (6). Após o senador Jaques Wagner (PT-BA) se afastar do cargo para conter desgastes de imagem provocados pela deflagração da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, o ex-ministro da Educação e atual senador Camilo Santana (PT-CE) foi definido como o nome consensual para assumir a liderança da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado Federal. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira no Morning Show desta segunda-feira (06): O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em entrevista ao Morning Show, quebra o silêncio e faz um alerta contundente sobre os riscos fiscais e operacionais de uma mudança abrupta na escala de trabalho. Kassab pontua que, embora o benefício da folga seja compreensível, forçar uma aprovação sem um estudo econômico aprofundado trará grandes prejuízos e o colapso de setores produtivos. O presidente do PSD esclarece a convivência de forças em São Paulo e afirma que a sigla marchará convicta com a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo e Ronaldo Caiado rumo ao Planalto. Kassab ressalta o caráter de centro do partido e a maturidade da pré-campanha após os impasses de 2022. A bancada da Jovem Pan repercute a nova decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a apreensão de 11 armas ligadas a Jair Bolsonaro (PL) e revogou seu registro de CAC. Nossos analistas debatem os desdobramentos dessa medida judicial e as reações jurídicas da defesa do ex-presidente. O debate esquenta no sofá da Jovem Pan enquanto os comentaristas investigam se o prazo de 180 dias solicitado para adiar as tarifas americanas serve para poupar a economia ou se é apenas uma jogada eleitoral. Assista a essa análise profunda sobre como a soberania nacional e a competitividade da indústria brasileira estão em jogo. Os comentaristas discutem o impacto da "vida dos cortes" nas redes como YouTube, TikTok e Instagram sobre o debate institucional brasileiro. Entenda como declarações inteiras de líderes partidários são compactadas para o consumo rápido e se o pragmatismo de centro é o verdadeiro fiel da balança para os candidatos de 2026. Comentaristas examinam os dados de bastidores trazidos pelo repórter Marco Viana sobre a estratégia da PF nesta fase da operação. Entenda por que o foco inicial nos suspeitos já presos e nos núcleos com maior grau de materialidade pode acelerar a devolução de recursos e estancar o desperdício do dinheiro dos pagadores de impostos. A bancada repercute a operação do Ministério Público da Bahia que prendeu dez advogados suspeitos de atuar como núcleo jurídico de facções criminosas. Segundo as investigações, os defensores usavam o parlatório de um presídio de segurança máxima para transmitir ordens de chefes do tráfico que deveriam estar isolados. Nova rodada da pesquisa Datafolha aponta a liderança isolada do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 46% das intenções de voto. Nossos analistas debatem os rumos da disputa e os fatores institucionais e de gestão que explicam o cenário atual no maior colégio eleitor do país. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) decidiu oferecer uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à captura de Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos. Ele é o principal suspeito do atentado premeditado contra o tenente da Rota, Rorickson Pimentel, ocorrido no último dia 27 de junho. O comentarista Marcio Atalla avalia as deficiências táticas e estruturais que culminaram na eliminação precoce da Seleção Brasileira para a Noruega. Atalla pondera as escolhas táticas tomadas pela comissão técnica e ameniza críticas individuais, ressaltando o peso psicológico da cobrança e a extrema disciplina defensiva demonstrada pelos adversários em campo. A psicóloga e especialista em comunicação Shana Wajntraub faz uma análise profunda sobre o comportamento dos atletas em ambientes de estresse elevado. Shana explica que a falta de regulação emocional e de uma liderança clara entre os pares dificulta a performance, ressaltando a necessidade de gerenciar o foco tático para evitar o desprezo de dados cruciais. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Algumas das principais notícias do dia: Após eliminação do Brasil, Neymar anuncia aposentadoria da seleção brasileira. Noruega agora enfrenta a Inglaterra, que venceu o México em partida dramática. Cristiano Ronaldo se irrita com jornalistas: "Termino de jogar pela seleção quando eu quiser". Na Austrália, Albanese pede desculpas por comentário sobre Kyle Minogue. Islamofobia cresce na Austrália desde o início da guerra em Gaza, mostra relatório. Angus Taylor diz não ter planos de uma aliança com o One Nation para as próximas eleições.
Futebol, informação, humor, opinião e corneta! Um programa de debate sobre tudo que envolve futebol de um jeito descontraído e animado. Veja muito mais no YouTube
No Bate-Pronto de hoje, a equipe analisa a eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo e debate os motivos que levaram ao fim do sonho do hexacampeonato. A derrota amplia o maior jejum do Brasil sem conquistar o Mundial e levanta questionamentos sobre o trabalho da comissão técnica, o desempenho dos jogadores e o futuro da equipe. Além disso, o programa repercute os principais lances da partida, a atuação decisiva de Erling Haaland e as consequências da queda brasileira, com muita informação, análise e opinião.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (05): O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado em Santa Catarina, visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro, neste sábado (4/7), e fez um relato nas redes sociais. Ele reclamou da prisão domiciliar, chamou o local de “cárcere” e disse que o pai “está ciente de tudo que se passa aqui fora”. O comentarista Jesualdo Almeida analisa. Reportagem: Janaína Camelo. No Jornal da Manhã, o cientista político Paulo Niccoli Ramirez analisa as causas e os desdobramentos da instabilidade na relação entre Brasil e Estados Unidos neste domingo (5). O cenário atual de tensão comercial é marcado por ameaças de novas tarifas aduaneiras que colocam em risco o mercado exportador nacional. O governo de coalizão da Alemanha anunciou nesta quinta-feira (2) um pacote de reformas para tentar reaquecer a economia e aumentar a competitividade do país. As medidas incluem redução de impostos para trabalhadores de baixa renda, mudanças no sistema de aposentadoria e a diminuição da burocracia para empresas. Reportagem: Luca Bassani. A camisa amarela da Seleção Brasileira voltou a unir torcedores de todos os espectros políticos durante a Copa do Mundo. Pesquisas mostram que o sentimento de orgulho pelo uniforme canarinho retornou com força. Esse resgate devolve o símbolo às suas raízes esportivas e culturais, superando a polarização dos últimos anos. Com o jogo decisivo contra a Noruega se aproximando, os torcedores demonstram forte otimismo, mas já preveem dificuldades contra o adversário europeu. Reportagem: Matheus Dias. Faltando apenas 10 dias para o fim do prazo (15 de julho), o governo Trump ameaça impor tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros, alegando práticas "desleais" e mirando até o funcionamento do PIX. Auxiliares do presidente Lula admitem reservadamente que não acreditam mais em uma reversão completa do tarifaço americano, enquanto equipes técnicas correm contra o tempo em uma última tentativa de negociação. Reportagem de Eliseu Caetano. No Jornal da Manhã, o advogado especializado em Direito Agrário, Ruy Ramos de Toledo Piza, analisa os impactos e a distribuição do novo montante bilionário. São R$ 525 bilhões de recursos destinados diretamente para impulsionar a agricultura empresarial no país. O montante representa um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior. Durante as comemorações históricas dos 250 anos de Independência dos Estados Unidos, celebradas no 4 de julho. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exaltou neste domingo (5) os EUA e o povo norte-americano, afirmando que são "luz, esperança e liberdade" no mundo, e disse que "não queremos comunistas no nosso país". Reportagem: Eliseu Caetano. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (3) indica que a parcela de brasileiros que associa a pobreza à "preguiça de pessoas que não querem trabalhar" quase dobrou nos últimos quatro anos, saltando de 22% em 2022 para 40% em 2026. Os comentaristas Jesualdo Almeida e José Maria Trindade analisam. Reportagem: Matheus Dias. No Jornal da Manhã deste domingo (5), o pré-candidato do PSB em Minas Gerais, Jarbas Soares, avalia os bastidores das alianças regionais, as estratégias partidárias e as projeções para o pleito que será realizado no dia 4 de outubro.Faltando poucos meses para a votação, o pré-candidato do PSB ao governo de Minas, participa do programa para projetar o tabuleiro eleitoral no estado. Após o terremoto que atingiu a Venezuela, em meio ao rastro de destruição, equipes de resgate correm contra o tempo e conseguem salvar diversos animais de estimação com vida. Cães, gatos e outros bichos que haviam ficado soterrados sob as estruturas colapsadas recebem os primeiros atendimentos médicos. Reportagem: Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
No 3 em 1 desta sexta-feira (03), o destaque foi a Polícia Federal que deflagrou nesta manhã a Operação Exchange, que mira brasileiros com suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Durante a operação, a PF prendeu Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que era um dos alvos da lista de sanções americanas. O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, também investigado na ação, não foi localizado e segue foragido. Reportagens: Beatriz Souza e Misael Mainetti. O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta sexta-feira (03) que seguirá aos Estados Unidos para defender os interesses do povo brasileiro e das empresas nacionais. A viagem é uma resposta à guerra de narrativas que vem sendo construída em torno da possibilidade de um novo tarifaço. Reportagem: Rodrigo Viga. A primeira pesquisa realizada pela Atlasintel/Bloomberg após os terremotos na Venezuela apontam para um aumento de quase cinco pontos percentuais na taxa de rejeição do governo de Delcy Rodríguez. A rejeição ao governo interino atingiu 63,3% . A presidente do país negou as críticas sobre a condução das operações de resgate e ressaltou os esforços dos agentes, o numero de mortos atingiu 2.595. Reportagem: Eliseu Caetano. O corpo do antigo líder supremo do Irã Ali Khamenei já está na capital do país, Teerã, para a realização do velório. A homenagem é parte muito importante na doutrina do xiismo duodecimano. Khamenei liderou o país por 37 anos entre 1989 à 2026 e foi responsável pela forte militarização e pelo programa nuclear. O velório terá duração de três dias. Reportagem: Luca Bassani. O presidente Lula (PT) realizou nesta sexta-feira (03) uma cerimônia em Brasília que simboliza as entregas feitas pelo governo nestes quatro anos do mandato. A cerimônia ocorre no último dia após o defeso eleitoral, período que começa três meses antes das eleições e veta as entregas por parte do governo para que todos os candidatos concorram em pé de igualdade. Reportagem: André Anelli. O ex-líder do PT no Senado Jaques Wagner criticou a Polícia Federal por divulgar foto de dinheiro apreendido na nona fase da operação Compliance Zero. O senador afirmou que a divulgação da foto, onde podem ser vistos 49 mil dólares em espécie, além de relógios e os distintivos da PF, é uma “pataquada” e “espetacularização”. Já o chefe da Polícia Federal Andrei Rodrigues rebateu a acusação afirmando que a divulgação é um padrão seguido pela organização. Reportagem: Janaína Camelo. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou, nesta sexta-feira (03), a prorrogação da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Desta vez, o ministro não definiu um prazo para o encerramento da domiciliar e atende às solicitações da Procuradoria Geral da República (PGR) relacionadas ao estado de saúde de Bolsonaro. Reportagem: Janaína Camelo. O Partido dos Trabalhadores definiu que serão destinados 20% do valor recebido pelo fundo eleitoral para a campanha do presidente Lula (PT). O montante geral recebido pela agremiação é de cerca de R$ 615 milhões e desse valor será destinado R$ 126 milhões para a campanha do atual presidente. Reportagem: André Anelli. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
A Copa do Mundo 2026 entra em sua fase decisiva, e o 45 Minutos faz um raio-x completo do quadrante do Brasil no mata-mata. Fred Figueiroa, Cassio Zirpoli e Lucas Liausu analisam o caminho da Seleção Brasileira, os possíveis cruzamentos até a final, os riscos do chaveamento e as principais campanhas da Copa até aqui. […]
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Juca Kfouri, Danilo Lavieri, Luiza Oliveira e Pedro Lopes debatem as viradas da Inglaterra sobre a República Democrática do Congo e da Bélgica sobre Senegal, a classificação dos Estados Unidos, as polêmicas de arbitragem com brasileiros envolvidos, além da indefinição no Brasil sobre o substituto de Paquetá contra a Noruega
Convidada: Marina Fragata Chicaro, diretora de Políticas Públicas na Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. Em 2022, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei que regulamenta a educação domiciliar para crianças e adolescentes no Brasil – na época, o homeschooling era uma das bandeiras do então presidente Jair Bolsonaro em busca da reeleição. A proposta foi ao Senado onde está parada. Mas deve se mover, e logo. Senadores do campo conservador articulam para apresentar nesta terça-feira (30) um pedido de urgência para o projeto. Com isso, o texto iria diretamente para votação em plenário sem que haja discussão em comissões parlamentares. Caso seja aprovado, o PL autoriza pais e mães a darem aulas de educação básica ao ensino médio em casa para seus filhos. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal decidiu sobre o tema: a prática não é ilegal, mas precisa de uma lei regulamentar para ser permitida – exatamente o que está em jogo no Congresso. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Marina Fragata Chicaro, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, sobre a educação domiciliar e o papel das escolas na formação de crianças e adolescentes. Marina explica o que está no PL e analisa os argumentos favoráveis e críticos ao homeschooling.