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Pensador crucial para a Geografia contemporânea, laureado em todo o mundo, Milton Santos enfrentou o racismo dentro e fora do Brasil. Em suas reflexões, ele não dissociava a questão racial das questões sociais e econômicas. Na última reportagem da série em homenagem ao centenário do professor, ouvimos Renato Emerson, docente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano Regional (Ippur) da UFRJ, e a jornalista Nina Santos.Reportagem: Brenno AlmeidaEdição: Thiago Kropf
Em ritmo de feriado, lançamos mais um episódio sem pauta! Nesse episódio, Tabata, Matheus e Tupá se juntam para reclamar do tempo, de alergias e de preços de canetas? As pessoas passando tempo em brincadeiras paralelas. É o caos. É lindo. É Dragões de Garagem sem pauta. Ajude o Pirula pix para: pirula1408@gmail.com Links do […]
O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Afrânio Boppré, participou do programa Cruz de Malta Notícias desta quarta-feira (3) e falou sobre a construção da aliança de partidos de esquerda para as eleições de 2026. Durante a entrevista, ele explicou os motivos que o levaram a colocar seu nome à disposição para a disputa e destacou a importância da união do chamado Campo Democrático no estado. Segundo Boppré, a coligação reúne sete partidos políticos: PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede Sustentabilidade, PSB e PDT. O grupo, conforme afirmou, tem como principal objetivo a defesa da democracia brasileira. “Nós somos hoje sete partidos irmanados com um objetivo principal de defender a democracia. Nós sabemos que, no passado recente, a democracia brasileira esteve por um fio”, declarou. O pré-candidato também afirmou que a aliança representa, em Santa Catarina, a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na composição para as eleições estaduais, o grupo conta com o ex-deputado Gelson Merisio como pré-candidato ao governo, Angela Albino como vice e Décio Lima como outro nome na disputa ao Senado. Boppré ressaltou que a presença de duas pré-candidaturas ao Senado na chapa ocorre porque, em 2026, cada estado elegerá dois senadores. “Não é que há divisão nessa eleição do Campo Democrático. Pelo contrário, a gente está unido. O eleitor brasileiro terá direito a dois votos para o Senado e a nossa chapa tem duas pré-candidaturas, o meu nome e o do Décio Lima”, explicou. Ao falar sobre sua trajetória, o pré-candidato destacou a formação acadêmica e a experiência profissional como diferenciais para representar Santa Catarina em Brasília. Professor universitário e economista, ele atuou por muitos anos na assessoria de sindicatos de trabalhadores e como supervisor regional do DIEESE no estado. Também possui mestrado e doutorado em Geografia, com especialização em geografia urbana. “Eu entendo que a minha formação pode contribuir muito com a representação catarinense no Senado”, afirmou. Durante a entrevista, Boppré também comentou sobre o cenário eleitoral catarinense e defendeu a valorização de lideranças locais. “Santa Catarina não precisa pegar emprestado político de ninguém. Nós temos aqui, seja de esquerda, de direita ou de centro, pessoas muito qualificadas”, declarou. Encerrando a participação, o pré-candidato afirmou que pretende representar o estado com “qualidade, conteúdo e coragem” diante dos desafios enfrentados pelo país e ressaltou a importância de fortalecer a representação catarinense no Congresso Nacional.
Debate da Super Manhã: Ondas de calor mais intensas, chuvas extremas, secas prolongadas e eventos climáticos cada vez mais frequentes. As mudanças climáticas geram prejuízos ambientais, sociais e financeiros, influenciando diretamente o cotidiano das pessoas e exigindo ações coletivas e individuais para a construção de um futuro mais resiliente e sustentável. No debate desta segunda-feira (01), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com nossos convidados sobre a crise climática no Brasil e no mundo, os principais desastres naturais, a urgência da preservação ambiental e da ação governamental, além dos eventos climáticos extremos e suas consequências sociais. Participam o Participam o doutor em Geografia e professor de Climatologia do Curso de Mestrado em Ensino de Ciências Ambientais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Lucivânio Jatobá; o geógrafo, professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia do Departamento de Ciências Geográficas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Osvaldo Girão; e a pesquisadora de Gestão Ambiental e professora da pós-graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Soraya El-Deir.
Identificar problemas e questões para a formulação de políticas públicas em cidades grandes e diversas como São Paulo é complexo. A quantidade de dados e estudos necessários para a melhor resolução por parte da gestão pública é imensa. Nesse sentido, pesquisadores da USP desenvolveram uma metodologia de mapeamento urbano capaz de integrar essas estatísticas e criar um mapa de visualização do território de análise. O método criado tem o objetivo de auxiliar a gestão pública, facilitando a visualização de problemas em regiões específicas. Luís Antonio Bittar Venturi, professor no Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e um dos desenvolvedores da inovação, comenta que o mapeamento ajuda a criar cenários a respeito da realidade dos municípios. Gostou do tema? Então confira essa e outras tecnologias desenvolvidas pela Universidade acessando o link https://jornal.usp.br/sinopses-podcasts/momento-tecnologia/ ou ouvindo pelo seu agregador de podcast de preferência.
«Questa sarà una conversazione anfibia, ambigua... Dubbia... Anche mostruosa!» Così Giada Peterle, direttrice del Museo di Geografia dell'Università di Padova, ha introdotto l'incontro su Gli uomini pesce, svoltosi proprio in quel luogo il 19 maggio 2026. Luogo che, ha aggiunto Peterle, è il«naturale approdo» del romanzo, sia perché parte di quest'ultimo è «ancorata» in quelle stanze, sia perché trattasi di un «romanzo geografico», anzi, di un romanzo che è «geografo esso stesso» e ci interroga sulla geografia come forma del pensiero. A confrontarsi sul libro un parterre di docenti di geografia: Francesco Visentin, Andrea Pase, Luca Bonardi e Margherita Cisani. Al termine dei loro interventi, Wu Ming 1 ha raccolto gli spunti, ricostruito le tappe del suo lavoro sul romanzo e risposto alle domande del pubblico. Nel mentre, è arrivata una lettera di Antonia Nevi, di cui si è data pubblica lettura.
Podcast expõe um debate científico sobre a classificação do relevo do país. E mais: reprogramação de células; competitividade; ecossistemas aquáticos
Compreender a realidade brasileira, na visão de Milton Santos, seria possível somente se a intelectualidade do país se voltasse para a própria realidade, sem importar teorias, sem usar outras nações como referência (sobretudo as do “primeiro mundo” - ou o que chamamos hoje de Norte Global). Por isso ele se debruçou sobre as noções de espaço geográfico e território, fornecendo um constructo teórico aberto às dimensões humanas e em disputa na sociedade. Para entender o que significou esse movimento, na terceira reportagem da série em homenagem ao centenário do geógrafo, recorremos à experiência dos docentes Cátia Antônia e Matheus Grandi, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).Reportagem: Brenno AlmeidaEdição: Brenno Almeida e Thiago Kropf
Neste episódio, Marina e Matheus se juntam com a professora Dani para discutir como se faz ensino de matemática. Venha com a gente discutir por que separar exatas de humanas é uma armadilha (que ainda pega muita gente), como podemos sonhar em novas possibilidades de ensino de matemática mais inspiradores a todes! Ajude o Pirula […]
Jak wiele rzek w Polsce jest zupełnie dzikich? Takich, które nie są dotknięte żadną ludzką interwencją? Okazuje się, że… takich rzek w kraju nie ma wcale. Mówi o tym w odcinku nr 302 Radia Naukowego Piotr Bednarek, hydrolog, doktorant w Zakładzie Hydrologii Instytutu Geografii i Gospodarki Przestrzennej UJ, prezes Fundacji Wolne Rzeki.Ingerencje w rzeki w postaci stawiania na nich barier mają dramatyczny wpływ na żyjące w nich istoty. – Dla przykładu zapora we Włocławku na dolnej Wiśle sprawiła, że w całym dorzeczu Wisły, to jest 70 000 kilometrów rzek, wyginęło kilka gatunków wędrownych ryb Łososie, certy, troć, węgorz, jesiotr – mówi Bednarek. – Rozbierając bodajże 5% wybranych barier czy udrażniając w jakiś inny sposób, możemy otworzyć 50% długości rzek dla ryb – tłumaczy. Do tego mamy gęstą sieć rowów melioracyjnych odprowadzających wodę. – To, co zmieniliśmy na trwałe poprzez meliorację i regulację rzek, to obniżyliśmy trwale poziom wód gruntowych – podkreśla nasz gość.
“Existe mundo e a possibilidade de mundo”. Com esta frase, o geógrafo Milton Santos expunha o sistema vigente, destacando os desafios do avanço técnico-científico do capitalismo e as possibilidades de ruptura e apropriação por parte das periferias. No segundo episódio da série em homenagem ao intelectual, o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Diogo Cirqueira fala sobre globalização e globalitarismo.Reportagem: Brenno AlmeidaEdição: Brenno Almeida e Thiago Kropf
128 preguntas civicas NUEVAS para tu entrevista de ciudadania americana en español100 preguntas Civicas en ingles para Entrevista de ciudadania 2025 en ingles CITIZENSHIP INTERVIEW.recuerden que tienen que estudiar las 100 preguntas civicas que están basadas en HISTORIA, GEOGRAFIA y formas de gobierno de los Estados Unidos. en tu entrevista de ciudadania 2025 el oficial te va escoger 10 preguntas aleatorias y tienes que responder por lo menos 6 respuestas correctas.el proposito de esta practica es repetir en vos alta la pregunta y la respuesta.recuerden que también parte de la entrevista son sus preguntas PERSONALES LAS CUALES ESTAN BASADAS EN LA FORMA N400#citizenship #EntrevisaDeCiudadania #usa #immigration Citizenship 100 civic questions 2025 Citizenship interview 2025 ENTREVISTA DE CIUDADANIA 2025
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (05):Em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou a montagem de sua estratégia para as eleições de 2026. Segundo a articulação, o vice-governador Felicio Ramuth (PSD) deve ocupar novamente a vaga de vice em uma eventual chapa de reeleição, enquanto Guilherme Derrite (PL) e André do Prado (PL) são cotados para disputar o Senado. Nos bastidores, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) também aparece como possível suplente de André do Prado na disputa. Após a derrubada dos vetos presidenciais no Congresso Nacional, o presidente Lula (PT) não deve promulgar o PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue em prisão domiciliar. Após a rejeição de Jorge Messias no Senado Federal, o presidente Lula (PT) não deve recuar da indicação para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, aliados avaliam novos nomes para a Corte, enquanto o governo tenta reorganizar sua articulação política após a derrota. O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan (PT), afirmou que os Correios podem registrar prejuízos de até R$ 10 bilhões e reconheceu a gravidade da situação financeira da estatal em entrevista à TV Cultura. Durigan explicou que a atual direção da empresa já apresentou um plano de reestruturação na tentativa de reverter o quadro e recuperar o equilíbrio das contas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou uma nova versão do mapa-múndi com a orientação invertida e o Brasil em posição central. A proposta rompe com o padrão tradicional da cartografia e busca apresentar uma nova perspectiva geográfica, gerando debates sobre representação territorial, geopolítica e ensino. Uma pesquisa do Real Time Big Data apontou que 90% da população brasileira defende a redução da maioridade penal. Segundo o levantamento, a proposta de diminuir a idade de responsabilização criminal para 16 anos segue com forte apoio popular e volta a pressionar o debate político e jurídico no Congresso Nacional. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
O relator do projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos e estratégicos, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou nesta segunda-feira um relatório que autoriza a criação de um fundo garantidor de até R$5 bilhões para estimular projetos na área. O texto autoriza a União a criar um fundo, do qual participará como cotista, no limite de R$2 bilhões. O fundo terá natureza privada. Luiz Ugeda, Doutor em Direito pela Universidade de Coimbra, Doutor em Geografia pela UnB e Sócio de SPLaw Advogados, analisa a questão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em mais um resgate de clássicos do DdG, hoje faremos uma banca de garagem, na qual o Luquinhas e a Tabata recebem e debatem a tese de Paulo Rená sobre direito digital. Ajude o Pirula pix para: pirula1408@gmail.com Links do episódio Vestígios – Podcast em várias plataformas. Acessem nossa página de doações e contribuam para […]
Saudações pessoas!Há poucos dias, no dia 03 de maio (estamos lançando esse episódio no dia 05 respectivo), completaria 100 anos um dos maiores gênios brasileiros de todos os tempos: Milton Santos.Professor, pesquisador, colunista, divulgador científico, jornalista, jurista como primeira formação e um dos maiores nomes da história da geografia no mundo: Milton tinha um brilhantismo raro, e uma sensibilidade imensa para criar e experimentar conceitos que não apenas revolucionaram o campo de estudos geográficos, mas também aproximou esse mesmo campo de uma série de constatações políticas e preocupações com os rumos do mundo e da vida. Defensor da resistência contra o tipo de exploração que sofremos hoje, Milton falecido em 2001 não viu o desenrolar do que os últimos anos nos reservariam, mas de certa forma previu muito do que iria ocorrer - e nos deixou um legado de força, esperança e caminhos e soluções contra tudo isso. Mais do que nunca, gritamos 'Milton Santos, presente!' - e, para dar os parabéns, junto conosco, pelo seu centenário, conversam no episódio de hoje a professora Marina Montenegro, que tem pós-doutorado em Geografia e leciona na Universidade de São Paulo, tendo sido inclusive aluna e membra do grupo de pesquisas do professor Milton, e nosso velho chapa, André Maleronka, que além de jornalista e diretor musical (e membro da banda CriseCriseCrise), quis um dia ser geógrafo por conta das leituras das colunas de Milton na Folha de São Paulo! Taca play!*** Vamos de vestir conforto, inteligência, praticidade, estilo e muita tecnologia? Já sabe, então: É INSIDER, sem erro! Escute no episódio a promoção especial que tem para HOJE (05/05/26)!! Falando sério: essa é quente! Descontos incríveis para você em peças que aliam tudo o que você precisa e te acompanham em diversos momentos, atividades e ocasiões, sem perder a elegância. Utilize o cupom VIRACASACAS e veja a magia dos descontos acontecer:Clica aí: https://www.insiderstore.com.br/Instagram: https://www.instagram.com/insiderstore/ #Insiderstore Expediente:Pai-Fundador e apresentador: Felipe AbalOutro apresentador: Gabriel Divan Apresentador que está em missão secreta: CarapanãEdição de Áudio que nunca falha: Ingrid DutraA Garota da Capa: Dani BoscattoMúsica de abertura: Dog Fast by mobigratis
Maio de 2026 marca os cem anos do geógrafo baiano Milton Santos, um dos pensadores mais autênticos da história do Brasil. Em sua memória, preparamos uma série de quatro reportagens que abordam a trajetória de vida e acadêmica, a obra e as contribuições do pesquisador para a sociedade. No primeiro episódio, ouvimos Nina Santos, jornalista e neta do intelectual, e Fábio Contel, professor da Universidade de São Paulo (USP) e um de seus orientandos.Reportagem: Brenno AlmeidaEdição: Brenno Almeida e Thiago Kropf
Pequena, pobre e recém-independente nos anos 1990, a Estônia virou referência mundial em educação em apenas três décadas. Mas, afinal, o que acontece dentro das salas de aula estonianas? Este episódio conta com a participação do professor Guilherme Struecker, que mora na Estônia desde 2019, e dá aulas de Geografia, Ciências Humanas e Ciências Políticas para alunos do Ensino Médio.
A taxa de desemprego ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026. Os dados foram obtidos pela PNAD Contínua e divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. É o menor nível já registrado para esse período do ano desde o início da série, em 2012.O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.
Neste episódio, mergulhamos em uma análise profunda e necessária sobre a violência contra as mulheres no Brasil. Mais do que apresentar estatísticas alarmantes — como os 8,2 milhões de vítimas de violência doméstica registrados em 2020 — nós adotamos um olhar geográfico sobre o problema .Entenda como a violência se manifesta de forma diferente em cada território, analisando as disparidades entre as regiões do país , as particularidades dos contextos urbanos e rurais , e como fatores como a pobreza, o isolamento geográfico e a ausência de políticas públicas influenciam essa realidade .Abordamos as raízes do problema na cultura machista, desmistificando frases do cotidiano e explicando as diversas faces da violência — física, psicológica, sexual, patrimonial e moral — que são, todas elas, crimes .Conheça a inspiradora e dolorosa história de Maria da Penha, uma farmacêutica cearense que transformou sua tragédia pessoal em uma luta histórica por justiça . Detalhamos como sua persistência resultou na criação da Lei nº 11.340 (Lei Maria da Penha), considerada uma das melhores do mundo no combate à violência doméstica .Este episódio também é um guia prático para a ação. Saiba exatamente como denunciar e buscar ajuda, com informações sobre o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) — que funciona 24h, é gratuito e pode ser anônimo — além de outros canais essenciais como o 190 (Polícia Militar), o Disque 100 e as delegacias especializadas (DEAM) .Por fim, discutimos o papel fundamental de cada um de nós na construção de uma sociedade mais igualitária. Com dicas práticas para combater o machismo na escola, em casa e na comunidade , reforçamos que a transformação social começa nas pequenas atitudes do dia a dia .Não fique calado. Conhecimento é poder e a denúncia salva vidas.Principais tópicos abordados:A violência doméstica além da agressão física: psicológica, patrimonial, sexual e moral .Geografia da violência: como o território e o contexto social influenciam os casos no Brasil .A luta de Maria da Penha e as principais medidas da Lei 11.340 .Canais de denúncia e a importância do Ligue 180 .Ações práticas para jovens e adultos combaterem a cultura machista.
O projeto “Ciência e Turismo” movimentou a feira livre de Lauro Müller nesta sexta-feira (24), reunindo alunos da rede municipal, professores e representantes da Universidade Federal de Santa Catarina em uma ação voltada à valorização do patrimônio local. A atividade teve como foco a Coluna White, formação geológica considerada um marco para a região e de relevância internacional. A reportagem da Rádio Cruz de Malta acompanhou a ação ao vivo com o repórter Álvaro Souza, que conversou com o acadêmico de Geografia da UFSC, Mateus. Ele destacou que o projeto surgiu a partir de estudos desenvolvidos por professores da universidade e vem sendo estruturado desde 2019, com a produção de materiais educativos como cartilhas, banners e documentos científicos. Segundo Mateus, a proposta busca aproximar a comunidade — especialmente os estudantes — de um patrimônio que muitas vezes passa despercebido. “A Coluna White é um bem natural e cultural que pertence à população local. O projeto tem justamente esse papel de ampliar o conhecimento e fortalecer o sentimento de pertencimento”, explicou. Localizada na região da Serra do Rio do Rastro, a formação geológica chama atenção por sua raridade. De acordo com o acadêmico, existem apenas dois locais no mundo onde é possível observar esse tipo de fenômeno: em Lauro Müller e em uma região do continente africano. A formação está diretamente ligada ao processo de separação dos continentes e à origem do Oceano Atlântico. Além do valor científico, o projeto também evidencia o potencial turístico da Coluna White. A expectativa é que, com maior divulgação e conhecimento por parte da comunidade, o local possa se consolidar como um novo atrativo, complementando a já reconhecida Serra do Rio do Rastro e contribuindo para o desenvolvimento econômico do município. A ação foi realizada na Praça Henrique Lage, onde os alunos participaram de explicações didáticas sobre a formação geológica, reforçando a integração entre educação, ciência e turismo.
Debate da Super Manhã: A Região Metropolitana do Recife (RMR) enfrenta atualmente importantes desafios para seu desenvolvimento urbano e regional. A retomada dos planos territoriais passa por obstáculos como a coordenação entre os municípios e o governo estadual, limitações orçamentárias e a necessidade de participação da população no processo de planejamento urbano. No debate desta quarta-feira (22), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com convidados sobre a infraestrutura social, as divisas territoriais, a mobilidade urbana e a gestão metropolitana das cidades do Grande Recife. Participam o diretor-presidente da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (CONDEPE/FIDEM), Diogo Bezerra; a doutora em Geografia, professora da UFPE, membro da Academia Pernambucana de Ciências e integrante do Comitê Tecnológico Permanente do CREA/PE, Edvânia Torres; e o engenheiro civil, professor da UFPE e da Unicap e integrante do Comitê Tecnológico Permanente do CREA/PE, Maurício Pina.
Um estudo realizado no Brasil confirma que a inteligência artificial já afeta o emprego e a renda dos jovens. Universidades como a prestigiosa Stanford previam que os recém-ingressos no mercado de trabalho estariam entre os mais atingidos pelo desenvolvimento da IA generativa. Lúcia Müzell, da RFI em Paris A pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas, verificou que os jovens de 18 a 29 anos que atuam nos setores mais vulneráveis aos impactos da chegada da tecnologia têm quase 5% menos chances de conseguir um emprego do que antes da IA. As áreas consideradas mais expostas são serviços de informação, comunicação e financeiros. “Eles estão, justamente, em trabalhos que trabalhadores mais seniores usam para tomar as suas decisões. Você precisa de um jovem para montar uma tabela, um gráfico, escrever um resumo”, aponta Daniel Duque, pesquisador-associado do Ibre. “São trabalhos que podem até ser qualificados e exigir algum tipo de qualificação, mas são um tanto mais burocráticos e são os mais facilmente substituídos pela IA, que pode fazer as coisas mais rápido, mais barato e, muitas vezes, melhor.” Os profissionais com mais experiência e na etapa final da carreira parecem poupados – pelo menos por enquanto. A ánalise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que as faixas de 30 a 44 anos e de 45 a 59 anos foram pouco ou nada afetadas. Os cargos “sêniores” envolvem mais responsabilidade, capacidade de análise e tomada de decisão que, mesmo nas áreas mais vulneráveis, estão menos suscetíveis à substituição pela IA, salienta Duque. Já para os jovens, os impactos começaram a ser sentidos no ano seguinte ao surgimento da inteligência artificial generativa de massa, com o chatGPT, no fim de 2022, e se aprofundaram em 2024 e 2025, com a aparição de outros robôs, como Claude e Gemini. “Provavelmente só vai piorar”, aposta. “Um dos aspectos dessa grande mudança que a gente está vendo é que a adoção da IA está sendo mais rápida do que a adoção de várias outras tecnologias no passado. Tanto o computador, quanto a internet foram sendo adotadas muito mais lentamente do que a IA está sendo, e é por isso que o efeito no mercado de trabalho está sendo muito rápido.” Impacto imediato nos países desenvolvidos Nos países desenvolvidos, onde a automatização do trabalho é mais acelerada, o recrutamento de jovens desenvolvedores já chegou a cair até 20%, constataram pesquisadores do Laboratório de Economia Digital de Stanford, no Estados Unidos, em novembro de 2025. Em média, a queda da empregabilidade foi de 16% nos setores mais expostos. Na França, um estudo publicado em março pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (Insee) revelou números semelhantes, mostrando que as empresas europeias já delegam à IA uma parte do trabalho que costumava ser realizado pelos “júniores”, como tratamento de dados e redação. “O Brasil está um pouco menos exposto do que os países desenvolvidos, mas existem as questões da substituibilidade, que é o quanto a pessoa é altamente substituível pela IA, e da complementaridade, ou seja, o quanto o trabalho dela é complementar ao da IA. Nisso, o Brasil está um pouco pior, porque entre as ocupações expostas, há um maior grau de exposição por substituição”, aponta Daniel Duque. “É um problema que o país vai enfrentar.” Formação dos profissionais do futuro em risco A razão é a baixa qualificação da mão de obra no país: para ser complementar à IA, é preciso ter o domínio da tecnologia. Na França, a Associação Nacional de Recursos Humanos (ANDRH) notou, ainda, que algumas empresas têm optado por diminuir o número de estagiários e, no lugar, incentivar os funcionários a aumentar o uso da inteligência artificial. O risco, nestes casos, é que a longo prazo os futuros empregados sêniores tenham menos competências. “É um problema grande, porque é muito bem documentado que essas primeiras experiências no mercado de trabalho vão determinar, em grande parte, a sua trajetória toda no mercado de trabalho. Se você tira os trabalhadores do mercado nesse momento mais cedo da carreira, eles não vão formar experiências, não vão ter uma liderança em quem se espelhar depois e, com isso, não vão aprender a tomar as decisões que os sêniores estão tomando”, explica o pesquisador. “No futuro, talvez a gente vá criar melhores modelos de IA que vão acabar podendo tomar decisões tão boas ou melhores que as dos humanos e, de fato, a gente não vai precisar de mais trabalhador nenhum.” É por isso que a democratização do acesso à IA e a distribuição dos seus benefícios para a produtividade em todas as camadas da sociedade estão entre os principais desafios para o futuro do mercado de trabalho, salienta o pesquisador brasileiro.
Neste retorno do Dragões na Estrada, a Tábata encontra-se com Vitinho do Terra Negra e conversa sobre a sua experiência de 30 dias na China! Ele nos conta um pouco do que viu por lá para que você possa olhar para esse país de tamanho continental (mas maior que o Brasil) além dos estereótipos que aprendemos e ouvimos repetidamente sobre este país.
Neste episódio, conectamos Direito Internacional, Teoria das Relações Internacionais e Geografia — exatamente como o CACD cobra: ⚖️ A Corte Internacional de Justiça (CIJ), sua estrutura, competências (contenciosa e consultiva) e o papel da chamada Cláusula Raul Fernandes;
Le piccole isole sono territori fragili, ma anche laboratori di soluzioni. In questa puntata raccontiamo cosa significa vivere e lavorare in contesti dove risorse, mobilità ed energia devono essere gestite con attenzione quotidiana. Storie di comunità che sperimentano modelli sostenibili, di economie locali legate al turismo ma non solo, e di progetti che cercano di rendere questi luoghi più autonomi.Gli ospiti di oggi:Enrico Sanna - Fondazione SanlorenzoArturo Gallia - ricercatore in Geografia presso il Dipartimento di Studi Umanistici dell'Università Roma Tre e COORDINATORE del Gruppo di ricerca AGEI "Geografia degli stati arcipelagici e delle piccole isole"Jacopo Crimi - segretario dell'associazione "Scuola in mezzo al mare"Sofia Mannelli - Presidente Chimica Verde Bionet e tra le principali ideatrici di Capraia Smart IslandEvento del sabato:Maurizio Altomare - organizzatore Orchidays - il festival delle orchidee spontanee
Hoje a gente se juntou para falar de programas. Não os que você escolhe para usar, mas aqueles que você tem que escrever, seja para pesquisar, seja para analisar, seja para mostrar que existe muito mais entre o teclado e a nuvem do que sonha a nossa vã linguagem de programação. Ajude o Pirulla! pix […]
In questa puntata di Start analizziamo gli esiti del voto sul referendum nelle regioni e nelle città italiane, poi parliamo dell'export della farmaceutica italiana che batte (per ora) i dazi e infine della nuova Ai Academy per imprenditori e manager che nasce ad Ercolano. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
E dopo i dati del referendum di cui potrete trovare altri dettagli nel servizio di Fabio Rossi, vi segnaliamo l'editoriale sul voto del direttore del Messaggero Roberto Napoletano, dai nostri microfoni invece commentiamo con Mario Ajello il pronunciamento degli italiani in chiave politica, per la cronaca l'inviata Camilla Mozzetti ci parla della caccia al complice dei due anarchici morti mentre confezionavano una bomba, dalla cronaca allo spettacolo con l'esperta di cinema Gloria Satta e l'ultima sorpresa di Carlo Verdone e chiudiamo con Massimo Boccucci e i successi azzurri nello sport aspettando la nazionale di calcio
Podcast aborda o esforço de pesquisadores para controlar a qualidade do cacau e do chocolate produzidos no Brasil. E mais: função pulmonar, campos rupestres, rotas migratórias
RICARDO MARCÍLIO é professor de Geografia e FERNANDA COMORA é jornalista. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, KIM KATAGUIRI, LUÍS PABLO, ANA HERING, ELENA AYALA, PAULO FIGUEIREDO, SILVIA FERRARO, TANGUY BAGHDADI e DANIEL SOUZA. O Vilela fez os quadrinhos do primeiro jornal impresso.
RICARDO MARCÍLIO é professor de Geografia e FERNANDA COMORA é jornalista. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, ANDRÉ MARSIGLIA, MAJOR RAFAEL ROZENSZAJN, PEDRO DORIA, MARCELO RIOS, MAHSIMA NADIM e MANSUR PEIXOTO. O Vilela não gosta de fake news, mas vive espalhando mentiras sobre sua anatomia.Capítulos:00:00:00 - Abertura00:08:00 - Lançamento de mísseis em Israel e Irã00:18:00 - Irã nunca atacou Israel?00:28:00 - Atualizações Eua x Irã com Marcelo Rios00:40:00 - Estratégia para atrair milionários no Oriente médio00:47:30 - Como seria a queda do regime iraniano00:57:30 - Debate EUA x IRÃ: Mahsima x Mansur01:28:00 - Caso Banco Master e Vorcaro01:55:30 - Pedro Doria sobre Vorcaro e Banco Master02:25:00 - Batata sobre PCC e CV02:35:00 - Elon Musk sabe de algo?02:43:00 - Geopolítica com Marsílio
Hoje os Dragões Tabata, Marina e Matheus se reuniram para responder às dúvidas da Juvi! Se você também se pergunta por que preenchemos imposto de renda, como os vinis funcionam ou porque o trânsito às vezes para e não tinha nada, este é o seu episódio! Ajude o Pirulla! pix para: pirula1408@gmail.com Links do episódio […]
RICARDO MARCÍLIO é professor de Geografia e FERNANDA COMORA é jornalista. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., MASHIMA NADIM, ANDRÉ LAJST, COMANDANTE FARINAZZO, ELIAS JABBOUR, LITO SOUSA e THIAGO LIMA. O Vilela é tão fã do Cid Moreira que apresenta o programa de bermuda.
RICARDO MARCÍLIO é professor de Geografia e FERNANDA COMORA é jornalista. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados EDISON BOAVENTURA, DANIEL LOPEZ, CARLOS BEZERRA JR., ANDRÉ MARSIGLIA, ANDRÉ JANONES, SARGENTO BATATA, NINE BORGES e JOEL PAVIOTTI. O Vilela ainda tem glitter saindo por todas as partes do corpo.
Há uma semana, participamos da Live em auxílio ao Pirulla no canal do Youtube dele. Nesta live, Marina e Rogério discutiram os impactos das mudanças climáticas na saúde humana.
O joseense Rafael teve a primeira experiência internacional logo na infância, ao morar durante um tempo na França. De volta ao Brasil, cursou Engenharia da Computação na Unicamp, mas após decidir buscar algo mais interdisciplinar, acabou fazendo um doutorado em Geografia na Califórnia.Alguns anos mais tarde, Rafael voltou ao Brasil novamente e trabalhou no INPE até que, por conta de uma oportunidade que surgiu para sua esposa nos EUA, se mudou mais uma vez para lá, onde hoje ele trabalha com análise estatística ligada ao mercado da saúde.Neste episódio, o Rafael detalha suas múltiplas idas e vindas, além de contar os detalhes, o dia a dia, e as particularidades de se morar na terra onde é mais difícil achar tacos.Fabrício Carraro, o seu viajante poliglotaRafael Ramos, Cientista de Dados Principal em Nova Iorque, EUALinks:CAPESCarreiras Alura: Explore as carreiras por meio de um caminho estruturado, com prática, profundidade e orientação para você sair do zero e conquistar domínio real em uma habilidade.TechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões.#7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo! Produção e conteúdo:Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts
RICARDO MARCÍLIO é professor de Geografia e FERNANDA COMORA é jornalista. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados DR. CARLOS BEZERRA JR., RICARDO SALADA, DR. SÉRGIO FRANCISCO, CARLA ALBUQUERQUE, CHARLES MENDLOWICZ, RUBINHO NUNES, EMÍDIO SOUZA e THIAGO LIMA. O prêmio favorito do Vilela é o Troféu Imprensa.
O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
Hoje nos juntamos com Igor Nascimento para conversar sobre o Bioma Caatinga! Lucas e André se aventuram por esse bioma, conversando sobre as suas principais características, fauna, flora e preconceitos existentes no ideário popular sudestino e sulista. Prepare sua castanha de caju e nos acompanhe! Ajude o Pirulla! pix para: pirula1408@gmail.com Links do episódio Animais do sertão YouTube Locais para visitar: Serra da Capivara Chapada do Araripe - formação Crato Vale do Catimbau PPBIO Caatinga
RICARDO MARCÍLIO é professor de Geografia e FERNANDA COMORA é jornalista. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados GORGONOID, DEL. BRUNO LIMA, DANIEL LOPEZ, RICARDO BATTISTA, JU CASSINI, THAÍS CREMASCO e BRUNO FERRUGEM. Já o Vilela ilustrou o primeiro jornal impresso do mundo.
RICARDO MARCÍLIO é professor de Geografia e FERNANDA COMORA é jornalista. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados RODRIGO FERNANDES, JOEL PAVIOTTI, DELEGADO BRUNO LIMA, FERNANDO HOLIDAY, PEDRO ROUSSEFF, LUCAS PAVANATO e BIÓLOGO HENRIQUE. O Vilela só lia jornal por causa dos quadrinhos.
Mais um conteúdo no ar! Desta vez para falar da Série A, sim, isso mesmo, em janeiro já iniciamos os trabalhos para falar de Brasileirão! Fred Figueiroa e Cássio Zirpoli debatem todas as novidades do campeonato para a temporada 2026, novo calendário, novidades no regulamento, nova geografia, viagens, muitas viagens e muito mais. Ouça agora […]
Neste episódio André, Rogério e Tupá conversam sobre coisas que fizeram em 2025 que podem ser interessante para vocês. Temos indicação de Séries, Filmes, Livros, Música, etc. Ajude o Pirulla! pix para: pirula1408@gmail.com Links do episódio Séries Rogério – Pssica – Netflix Confira Pssica | Site oficial da Netflix André – Desalma – GloboPlay – […]
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (09):Um protesto contra o PL da dosimetria terminou em confusão e agressões na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo. O ato, organizado por movimentos sociais aliados ao governo, lembrava os três anos dos atos de 8 de Janeiro. A tensão começou com a presença de políticos ligados à direita, e o ex-deputado Douglas Garcia acabou sendo agredido durante o tumulto. Integrantes do governo avaliam que a pressão da sociedade sobre os parlamentares pode evitar a derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao PL da dosimetria. A estratégia inclui mobilização social semelhante à usada durante a tramitação da PEC da Blindagem, enquanto a oposição aguarda a retomada dos trabalhos do Congresso para tentar reverter a decisão. Após o veto do presidente Lula (PT) ao PL da dosimetria, o senador Esperidião Amin, relator da proposta no Senado, protocolou um novo projeto que prevê anistia geral aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O governo Lula (PT) estuda conceder um reajuste de apenas R$ 18 aos professores, o equivalente a 0,37% no piso salarial da categoria, percentual bem abaixo da inflação prevista para 2025. Segundo dados do Banco Central do Brasil, a inflação deve fechar o ano em 4,4%, o que tornaria o aumento insuficiente para repor as perdas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil tinha cerca de 4,2 milhões de empregadores no trimestre encerrado em novembro, número 241 mil inferior ao pico registrado em 2018, antes da pandemia. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos mostra que, em dezembro, o preço da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras. A maior alta foi registrada em Maceió, com variação superior a 3%, enquanto João Pessoa foi a única capital onde os preços não subiram. Ao lado do senador Flávio Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro retomou agendas nos Estados Unidos com aliados do ex-presidente Donald Trump. Segundo pessoas envolvidas nos compromissos, Eduardo tenta articular a retomada de sanções contra autoridades brasileiras. O senador Ciro Nogueira (PP) sugeriu o nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como possível vice na candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Segundo Ciro, Zema poderia agregar experiência e ampliar a competitividade da chapa no Sudeste, apesar de hoje os dois serem considerados potenciais rivais na disputa.Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
128 Preguntas Civicas en español NUEVAS para tu entrevista de ciudadania 2026recuerden que tienen que estudiar las 128 preguntas civicas que están basadas en HISTORIA, GEOGRAFIA y formas de gobierno de los Estados Unidos. en tu entrevista de ciudadania 2026 el oficial te va escoger 20 preguntas aleatorias y tienes que responder por lo menos 12 respuestas correctas.el proposito de esta practica es repetir en vos alta la pregunta y la respuesta.#citizenship #EntrevisaDeCiudadania #usa #immigration Citizenship 128 civic questions 2026 Citizenship interview 2026 ENTREVISTA DE CIUDADANIA 2026
Neste episódio André, Marina e Tupá conversam sobre o ano de 2025 a partir de alguns "desejos científicos" feito para 2025, no ano de 2024. A partir disso, a gente discute alguns eventos relevantes do ano de 2025 e assuntos que estão em alta. Venha nessa roleta russa emocional para discutir um pouco sobre o ano de 2025.