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Durante séculos a Europa perseguiu quem fugisse dos seus parâmetros religiosos institucionais. Mas o que é verdade e o que é mito nessa história toda? Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que foi a Inquisição.-Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal no YouTube e assista o História em Dez Minutos!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresConheça meu outro canal: História e Cinema!https://www.youtube.com/@canalhistoriaecinemaOuça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:BENNASSAR, Bartolomé; BENNASSAR, Lucile. Inquisição Espanhola. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995.GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes: o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela Inquisição. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.GINZBURG, Carlo. História noturna: decifrando o sabá. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.LONGHURST, John Edward. The Age of Torquemada. New York: G. P. Putnam's Sons, 1962.MEGIANI, Ana Paula Torres. A Inquisição em pauta: processos e práticas sociais. São Paulo: Alameda, 2010.SARAIVA, António José. A Inquisição Portuguesa. Lisboa: Europa-América, 1985.SEED, Patricia. Cerimônias de posse na conquista europeia do Novo Mundo (1492–1640). São Paulo: Edusp, 1999.
Finalmente! A primeira parte do mítico episódio onde Pedro Fadanelli foi desafiado pelos Filhos para acertar às cegas, entre vinhos do Velho Mundo e do Novo Mundo! Imperdível!Siga nosso Instagram @confradofilhos para saber mais sobre nosso Podcast sobre vinhos, mandar perguntas e muito mais! Você pode nos ouvir no Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e demais plataformas de Podcasts!
O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
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Durante a Idade Média, foram as ordens monásticas que preservaram, organizaram e aprimoraram o conhecimento vitivinícola herdado da Antiguidade. Em um período de instabilidade política e cultural, monges católicos transformaram o cultivo da vinha em parte essencial da vida monástica, seja por necessidade alimentar, medicinal, econômica ou religiosa.Neste vídeo, você vai entender como beneditinos, cistercienses, franciscanos e jesuítas tiveram papel decisivo na identificação de grandes terroirs europeus, na organização dos vinhedos e na difusão da vitivinicultura pelo Novo Mundo. Da Borgonha à Península Ibérica, e das missões da América do Sul à Califórnia, o vinho evoluiu lado a lado com a história da Igreja.NESTE VÍDEO, VOCÊ VAI VER
Dos estonteantes vales de Bordeaux (França) aos inovadores terroirs do Novo Mundo, como Napa Valley (Califórnia), história, cultura e sabor atravessam os vinhos contemplados com a uva Cabernet Sauvignon! É possível estabelecer uma conexão com vinicultores, sommeliers e entusiastas da bebida ao redor do globo ao conhecer os produtos da mais famosa Cabernet.OUÇA E APRENDA: nesta aula sobre a celebração à arte e paixão pela vinicultura! Há risco envolvido na experiência: o de se apaixonar, pois cada garrafa desperta os sentidos, revelando particularidades das distintas regiões produtoras.VINHO DEGUSTADO:Guatambu Lendas do Pampa Cabernet Sauvignon 2021Aproveite para SEGUIR e deixar o seu COMENTÁRIO.---Aulas Gratuitas de Vinhos:https://www.sensorybusiness.com/cadastro---Dicas e novidades sobre vinhos :Instagram ☛ https://www.instagram.com/marcelo_vargasSaber mais sobre o prof. Marcelo Vargas:https://www.sensorybusiness.com/marcelo-vargas#MarceloVargas #Vinho #CabernetSauvignon #UvasViniferas #VinhosDoBrasil #DegustaçãoDeVinho #CursoDeVinho #AnaliseSensorial #Degustação #Sommelier #CursoDeSommelier
Neste episódio contamos com a presença do Juninho Carpinteiro, maior carpinteiro em presença digital do Brasil e 5° maior canal do mundo no Youtube. Juninho começou a gerar conteúdo na internet há 8 anos atrás e hoje soma quase 3 milhões de seguidores / inscritos em todas as redes sociais / plataformas em que atua. Tivemos o privilégio de entender sua história, discutir estratégias no digital e por fim, mergulhar sobre expectativas futuras de mercado. Convidado: @juninhocarpinteirohosts: Álvaro Sampaio e Carlos Angeleli
Começamos o ano com um dos maiores acontecimentos geopolíticos da década. Na calada da noite, os EUA de Donald Trump fizeram uma operação cinematográfica na Venezuela para abduzir o ditador Maduro e levá-lo para uma prisão em Nova York.Algo dessa magnitude vai ter consequências grandes e duradouras para o mundo, mas quais serão elas? Vou tentar responder isso aqui nesse vídeo. Então fica ligado até o final!
Seja muito bem-vindo(a) à 2° fase do nosso podcast! Agora, rebatizado de NEGÓCIOS DO NOVO MUNDO. No capítulo de hoje, me juntei com o João Pedro e Carlos Eduardo, grandes amigos e que também serão os hosts deste podcast, junto comigo!O tema discutido foi: Qual será o profissional do futuro?
Originalmente exibido em 04.05.2021. História das Leishmanioses no Novo Mundo (fins do século XIX aos anos 1960)” é uma publicação da Editora Fiocruz em coedição com a Fino Traço Editora. A obra detalha de forma acessível quais são os tipos de leishmanioses, que diferente do que muitos pensam, não são doenças transmitidas por cachorros, e sim, por mosquitos contaminados por parasitas. A publicação “História das Leishmanioses no Novo Mundo (fins do século XIX aos anos 1960)” traz curiosidades sobre o trabalho realizado pelos pesquisadores nesse período da história e algumas delas serão contadas pelos autores do livro, os doutores em História e pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz (COC) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Jaime Larry Benchimol e Denis Guedes Jogas Junior. // CRÉDITOS APRESENTAÇÃO E ROTEIRO RENATO FARIAS// PRODUÇÃO CARLA COUTINHO// EDIÇÃO FELIPE DAVID RODRIGUES// DIREÇÃO DE ESTÚDIO CINTIA ALBUQUERQUE//DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA DANIEL NEVES//OPERADOR DE CAMERA SEBLEN MANTOVANI E TOTA PAIVA//ASS. DE CAMERA ANDRE PAIVA E RAPHAEL ASSUNÇÃO //MOTION DESIGNER JEFFERSON ASSUNÇÃO//TÉCNICO DE SOM MARCITO VIANNA E RAPHAEL MAIA//OPERADOR DE TELEPROMPTER ISRAEL CABRAL// ILUMINADOR WILSON FERNANDES//COORDENAÇÃO NÚCLEO DE MÍDIAS NALDO ALVES//DIRETOR GERAL RODRIGO PONICHI//DIRETORA ARTÍSTICA DEBORA GARCIA//COORDENAÇÃO DE CONTEÚDO YASMINE SABOYA//COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO LUCIANA SOUZA// PRODUÇÃO EXECUTIVA RAPHAEL UCHÔA//CONTROLLER LUIZ HENRIQUE RIBEIRO// COORDENAÇÃO TÉCNICA BEM-HUR MACHADO// COORDENAÇÃO DE FINALIZAÇÃO PABLO FRENCH//PRODUÇÃO PLANO GERAL FILMES//REALIZAÇÃO CANAL SAÚDE***E-mail: canalsaude.podcasts@fiocruz.brNão deixe de acompanhar as redes sociais do Canal Saúde.Twitter: twitter.com/canalsaudeInstagram: instagram.com/canalsaudeoficialFacebook: facebook.com/canalsaudeoficialYouTube: youtube.com/canalsaudeoficialO Canal Saúde Podcasts reúne alguns programas do Canal Saúde produzidos para televisão, que ganharam sua versão apenas em áudio. Equipe: Gustavo Audi / Valéria Mauro / Marcelo Louro
Como preparar quem ensina para um mundo cada vez mais digital? No episódio #150 do podcast do InovaSocial, conversamos com Diana Daste, Diretora de Engajamento Cultural do British Council no Brasil, sobre o papel do pensamento computacional e da programação na formação de professores da rede pública. A discussão mostra que o tema vai além do código e envolve resolver problemas, colaborar e conectar tecnologia ao currículo.A partir do Codifica+, projeto do British Council voltado à capacitação docente, Diana compartilha bastidores, aprendizados e caminhos práticos para começar: integrar projetos interdisciplinares, criar desafios conectados ao território e apoiar o professor na sala de aula com recursos acessíveis. Também falamos sobre os obstáculos de infraestrutura e tempo, e sobre como construir redes de apoio entre escolas, gestores e comunidades.Links relacionados:Conheça o Codifica+Pesquisa Next Generation
O livro Brésil 1500-1549: Les premières cartes récits & témoignages (Brasil 1500-1549: primeiros mapas, relatos e testemunhos) é uma coletânea de 12 textos primordiais, ilustrados com imagens de época, que abordam a chegada dos europeus e os primeiros contatos com os povos originários. A publicação propõe uma releitura crítica desses relatos e imagens, aprofundando o olhar para revelar estratégias de sobrevivência dos indígenas. Segundo a carta de Pero Vaz de Caminha, os portugueses chegaram ao Brasil em 22 de abril de 1500. Esse texto inaugural do "achamento" da nova terra pela armada de Pedro Álvares Cabral acaba de ser republicado na França pela editora Chandeigne & Lima. A carta, endereçada ao rei Dom Manuel I de Portugal, abre a coletânea. Brasil 1500-1549 é uma reedição ampliada e ilustrada do livro A Descoberta do Brasil, publicado em 2000 também pela Chandeigne & Lima. A nova edição conta com um prefácio inédito de Ilda Mendes dos Santos, professora da Universidade Sorbonne Nouvelle – Paris 3. As ciências sociais e históricas evoluíram nos últimos 25 anos, e a mudança do título se mostrou necessária. A leitura contemporânea identifica, nessas narrativas, estratégias de sobrevivência dos povos indígenas. “Falar em descoberta, ou mesmo usar a palavra encontro, suscita dissonâncias e polêmicas, pois desde 2000 houve um intenso trabalho nas ciências sociais e históricas para restituir o lugar daqueles que foram colonizados e escravizados. Por isso, pensamos a complexidade em construção, para recuperar também parte da ação, da reação e da ponderação dos povos contactados, que os textos também revelam”, explica a organizadora Ilda Mendes dos Santos. A coletânea traz a tradução para o francês de 12 relatos, cartas e ilustrações. Os documentos expressam, além das imagens de uma terra paradisíaca e de indígenas dóceis, ambivalências, perplexidades, fascínio, medo, violência e ironias sobre as primeiras décadas da presença portuguesa e o contato fatal, mas irreversível, com os povos originários. Tudo é filtrado pelo olhar europeu. As ilustrações, gravuras de época e mapas, de impressionante precisão, dialogam com os textos. As imagens trazem clichês e fabulações, mas também indícios dos saberes indígenas. “Há uma escola brasileira de cartografia que está revisitando o que esses mapas dizem. Não devemos ver essas imagens apenas como ilustrações ou fabulações ocidentais. É preciso analisar os corpos, as tatuagens, os gestos. Ver também a complexidade da nomeação dos indígenas, que podem estar representados por artefatos ou pinturas corporais. Essas representações dizem algo que foi observado, e é importante lembrar que nossos saberes estão sempre em construção e devem ser constantemente confrontados”, salienta. O primeiro francês a desembarcar no Brasil Entre os 12 textos, está o relato da viagem do francês Gonneville a Santa Catarina, em 1503, que teria sido o primeiro francês a desembarcar no Brasil. Como outras nações, a França contestou a divisão do mundo entre portugueses e espanhóis estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas e enviou, desde os primeiros anos do século XVI, expedições à costa brasileira. No entanto, a historiografia atual questiona a veracidade da viagem de Gonneville. O texto pode ter sido uma ficção criada no século XVII, mas Ilda Mendes dos Santos optou por mantê-lo na coletânea por ter alimentado o imaginário histórico e cultural da relação França-Brasil. O relato da viagem de Paulmier de Gonneville, que teria trazido para a França o primeiro indígena brasileiro, virou livro de sucesso, inspirou filmes, como o curta Uns e Outros, de Tunico Amâncio, e é celebrado em Santa Catarina. “Os registros cartográficos e os testemunhos dos primeiros contatos franceses com o Brasil datam apenas de 1520, e não de 1505, como dizia Gonneville. Apesar disso, o que o relato diz sobre esses primeiros contatos é plausível. E mais: esse texto abriu um imaginário, uma história em Santa Catarina. Não é apenas uma filiação folclórica. Temos comemorações desde o século XIX, mas sobretudo nos últimos 21 anos. Isso também precisa ser levado em conta”, defende. Nomes múltiplos Novo Mundo, Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Terra dos Papagaios, Canibais, Terra do Brasil. No início, o território recebeu muitos nomes. A impressão e circulação desses primeiros relatos e ilustrações desde o século XVI foram fundamentais para consolidar o nome “Brasil”, oriundo da principal riqueza local, e para construir um imaginário coletivo sobre a terra conquistada pelos portugueses. A coletânea termina com a carta do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, ao rei Dom João III, que marca o início de uma verdadeira política de colonização. E hoje? Citando o filósofo e ambientalista indígena Ailton Krenak, Ilda Mendes dos Santos desenvolve a tese do "eterno retorno do encontro". “Quando Ailton Krenak fala do ‘eterno retorno do encontro', ele aponta que o texto de Caminha, o texto de Vespúcio, revelam essa ambivalência do contato, que pode ser mortal, mas que também continua até os dias de hoje. O Brasil é muita terra (...) ainda muito injustiçada, muito desigual, muito violenta, e é o que dizem esses processos descontínuos”, conclui Ilda Mendes dos Santos. Brasil 1500-1549 foi publicado em francês pela editora Chandeigne & Lima, em formato de livro de bolso, com o objetivo de facilitar a circulação dos textos essenciais sobre o início do contato entre europeus e povos originários.
No episódio desta semana, Didi Braguinha e André Rumjanek recebem Gruntar para falar sobre o lançamento de Phantyr, um universo original criado para aventuras de Dungeons & Dragons que acaba de iniciar seu financiamento coletivo. A conversa mergulha nas ideias e inspirações por trás do cenário, explorando como ele nasceu e o que o torna único no vasto mundo do RPG.Além da criação em si, o papo passa pelo processo de transformar uma ideia em um projeto de financiamento, os desafios de desenvolver um cenário próprio e o entusiasmo de ver a comunidade se envolver e apoiar. Uma conversa sobre mundos imaginados — e como torná-los realidade.Link para a campanha: Phantyr no MeepleStarterPara saber mais sobre este episódio e os jogos mencionados: Phantyr: O Novo Mundo de D&D com GruntarSe você ainda não conhece ou faz parte, fale conosco no nosso Fabuloso Discord.E para as redes sociais: Fabuloso Podcast no InstagramFabuloso Podcast no YouTubeFabuloso Podcast no TikTok | Fabuloso PodcastPara comprar camisa do Fabuloso (e outras):Deselegante
No sétimo episódio da série Personagens do Brasil Colonial do programa Historicizando, os alunos Enzo Henrique Mantovani e Gustavo Casali apresentam a vida e os feitos do alemão Hans Staden que se tornou um best seller do século XVI com seu relato “A verdadeira história dos selvagens, nus e ferozes devoradores de homens, encontrados no Novo Mundo, a América” onde narrou suas duas viagens ao Brasil.
Escute essa palavra e seja edificado!Me siga no Instagram @pio.carvalho para mais conteúdos sobre a Palavra de Deus.Acompanhe também nas seguintes plataformas: Instagram: @pio.carvalho @abbacuritiba YouTube: ABBA TVBrasil
TUTAMÉIA entrevista Dmitry Suslov, diretor adjunto do Centro de Estudos Europeus e Internacionais Abrangentes da Escola Superior de Economia da Universidade Nacional de Pesquisa, Moscou. Consultor e conferencista no Valdai Club, ele realiza pesquisas sobre diversas questões de relações internacionais, incluindo política externa e interna dos EUA e relações Rússia-EUA, política externa russa e relações Rússia-UE. Ele presta consultoria regularmente a instituições governamentais e empresas russas sobre essas e outras questões. Ele também é professor sênior na Faculdade de Economia Mundial e Assuntos Internacionais da Escola Superior de Economia da Universidade Nacional de Pesquisa desde 2006, bem como Diretor Adjunto de Pesquisa no Conselho de Política Externa e de Defesa desde 2004. Dmitry Suslov é coautor de vários livros (incl. A Política dos EUA na Ásia-Pacífico (2014), Instrumentos Não Militares da Política Externa Russa: Mecanismos Regionais e Globais (2012); Rússia: uma Estratégia para o Novo Mundo (2011); Rússia vs. Europa. Confronto ou Aliança? (2009); Rússia e o Mundo. Uma Nova Época (2008); A Política Mundial (2008); O Mundo em Torno da Rússia: 2017 (2007). Na Escola Superior de Economia (Escola de Economia Mundial e Assuntos Internacionais), ele leciona cursos sobre Política Interna e Externa dos EUA, Introdução às Relações Internacionais, Governança Global, Relações EUA-Rússia e Relações Rússia-UE.Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena.Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...
O podcast apresenta uma biografia abrangente de Pedro Álvares Cabral, destacando a sua importância nos Descobrimentos Portugueses. Começa por explorar as origens nobres da sua família e a formação na corte, que o prepararam para o comando de grandes expedições. Detalha a magnitude da sua armada de 1500 e os objetivos estratégicos definidos por D. Manuel I para o estabelecimento de relações comerciais na Índia.A narrativa aborda a controvérsia histórica sobre a intencionalidade da descoberta do Brasil, apresentando argumentos que sugerem um conhecimento prévio do território, e descreve os primeiros contactos com os povos indígenas. A Carta de Pero Vaz de Caminha é enfatizada como o primeiro documento sobre o Brasil, fundamental para a construção da imagem europeia do Novo Mundo. O texto prossegue com a tragédia da travessia atlântica e os desafios enfrentados em Calicute, culminando no estabelecimento de uma aliança estratégica em Cochim. Finalmente, explora o ostracionismo de Cabral após um desentendimento com o rei, a sua vida pessoal e o legado duradouro que, embora esquecido por séculos, foi revalorizado no século XIX, moldando a memória histórica de Portugal e do Brasil.
O videocast apresenta uma biografia abrangente de Pedro Álvares Cabral, destacando a sua importância nos Descobrimentos Portugueses. Começa por explorar as origens nobres da sua família e a formação na corte, que o prepararam para o comando de grandes expedições. Detalha a magnitude da sua armada de 1500 e os objetivos estratégicos definidos por D. Manuel I para o estabelecimento de relações comerciais na Índia.A narrativa aborda a controvérsia histórica sobre a intencionalidade da descoberta do Brasil, apresentando argumentos que sugerem um conhecimento prévio do território, e descreve os primeiros contactos com os povos indígenas. A Carta de Pero Vaz de Caminha é enfatizada como o primeiro documento sobre o Brasil, fundamental para a construção da imagem europeia do Novo Mundo. O texto prossegue com a tragédia da travessia atlântica e os desafios enfrentados em Calicute, culminando no estabelecimento de uma aliança estratégica em Cochim. Finalmente, explora o ostracionismo de Cabral após um desentendimento com o rei, a sua vida pessoal e o legado duradouro que, embora esquecido por séculos, foi revalorizado no século XIX, moldando a memória histórica de Portugal e do Brasil.
As reviravoltas de Donald Trump não tornam o dia-a-dia do mercado financeiro um mar tranquilo. Tampouco a situação macroeconômica do Brasil, ainda mais a um ano de um período eleitoral.Os desafios da gestão de fundos e as oportunidades em multimercados são temas da edição 166 do Outliers InfoMoney. Em um episódio especial, gravado na Expert XP, Clara Sodré e Fabiano Cintra recebem Luiz Parreiras, gestor da estratégia multimercado e previdência da Verde Asset. É possível um mundo para além do dólar? As eleições de 2026 já estão sendo precificadas? Há um descolamento de preços com as tarifas de Donald Trump? Essas e outras perguntas são discutidas no episódio, em uma conversa imprescindível para entender os dias atuais. Faça aqui sua inscrição para a imersão Do Zero ao Topo Xperience: https://bit.ly/3IOkRpc
In aflevering 253 krijgen we een exclusieve preview van het in aanbouw zijnde Ngyuwe in ZooParc Overloon, waar hard gewerkt wordt aan een nieuw gebied met de sfeer van tropisch Afrika. Daarna nemen we een kijkje in een splinternieuw tropisch stukje Zuid-Amerika: Novo Mundo in Hof van Eckberge, dat onlangs is geopend. ➤ Ga in 2026 mee op dierentuinreis naar Denemarken! Meer informatie op: www.zooinsidereis.nl ➤ Volg Zoo Inside op Facebook: www.facebook.com/zooinsidepodcast ➤ Volg Zoo Inside op Instagram: www.instagram.com/zooinside_podcast ➤ Abonneer Zoo Inside op YouTube: youtube.com/@zooinside?si=-8dI12S9Fx24Bm_l
No Sociedade Digital desta semana, Gustavo Sèngès, autor do livro “Global Workers”, conversa com Carlos Aros sobre o profissional global e as transformações no mundo do trabalho. Eles discutem como as fronteiras estão desaparecendo e por que o talento global se tornou o novo normal.
O Brasil produz diferentes estilos de vinhos com altas pontuações; portanto, é considerado muito premiado pela bebida. Em muitos dos produtos aclamados, uma uva muito especial está presente: a Moscato Branco.OUÇA E APRENDA: o amplo cultivo da variedade na Europa e Novo Mundo - o que resulta numa longa lista de sinônimos locais. A partir da Moscato Branco, diversos estilos de vinho, com níveis de doçura variados, podem ser elaborados de acordo com a tradição regional de cada local.VINHO DEGUSTADO: Ventisqueiro Root 1, Pais e Moscatel, 2020-------------------------------------Aulas Gratuitas de Vinhos:https://www.sensorybusiness.com/cadastro-------------------------------------Dicas e novidades sobre vinhos :Instagram ☛ https://www.instagram.com/marcelo_vargasSaber mais sobre o prof. Marcelo Vargas:https://www.sensorybusiness.com/marcelo-vargas#MarceloVargas #Moscato #Moscatel #Vinho #CriticosDeVinhos #Espumante #AulaDeVinho #DegustaçãoDeVinho #CursoDeVinho #AnaliseSensorial #Degustação #Sommelier #CursoDeSommelier
Bom dia 247_ Dilma e Xi constroem o novo mundo 30_4_25 by TV 247
Mais um Urocast no ar!Hoje com a moderação do Dr. Sidney Glina e convidado Dr. Fábio Barros abordando o tema das novas descobertas farmacêuticas.
Prepare-se para ser acolhido como nunca antes.O portal para o Novo Mundo está aberto — e ele também existe dentro de você.✨Se quiser viver mais jornadas como esta, acesse o Programa Guiado [link aqui].
Arnaldo Antunes é dos artistas mais criativos do país. Seja no experimental ou no popular, no solo ou ao lado de seus parceiros dos Titãs, a obra de Arnaldo sempre aponta pro futuro. Seu álbum mais recente “Novo Mundo” é prova disso, um disco que nos ajuda a tomar consciência de muitas coisas, um trabalho que acolhe, mas também alerta (“a velocidade da informação é assustadora”). Em “Novo Mundo”, Arnaldo mais uma vez se reinventa e nos apresenta algumas respostas, não todas porque um artista de verdade quer que a gente pense por conta própria.
Giuseppe Garibaldi, gestor da unificação italiana, foi apelidado de 'herói do Velho e do Novo Mundo' pelas suas façanhas em ambos os lados do Atlântico.
Giuseppe Garibaldi, gestor da unificação italiana, foi apelidado de 'herói do Velho e do Novo Mundo' pelas suas façanhas em ambos os lados do Atlântico.
Sentiamo tutto intero il 20° album di studio del Tribalista e Titã, nonché poeta e artista plastico paulistano, Arnaldo Antunes. Lanciato l'ultimo 20 marzo a 5 anni di distanza del precedente O real resiste, l'album presenta 12 brani inediti per 39 e rotti minuti di ascolto. Prodotto da Pupillo che suona anche batteria, percussioni e si occupa delle programmazioni/effetti, con Vitor Araujo al piano/sinths, Betão Aguiar al basso e i featuring di Vandal, David Byrne, Ana Frango Elétrico e Marisa Monte. Playlist: Sigla: Av. Brasil (M. Lima/Antonio Cicero), Marina Lima, Todas, 1985 Sottosigla: E' preciso dar um jeito, meu amigo (Roberto e Erasmo Carlos), Erasmo Carlos, Carlos, Erasmo, 1971 poi 1. Novo mundo, Arnaldo Antunes feat. Vandal 2. O amor é a droga mais forte, Arnaldo Antunes, Novo Mundo, 2025 3. Body Corpo, Arnaldo Antunes & David Byrne 4. E' primeiro de janeiro (Antunes/Marcia Xavier), Arnaldo Antunes 5. Pra não falar mal, Arnaldo Antunes feat. Ana Frango Elétrico, 6. Acordarei, Arnaldo Antunes 7. Pra brincar, Arnaldo Antunes feat. Tomé Antunes alla chitarra 8. Sou so', Arnaldo Antunes & Marisa Monte con quartetto d'archi di Antonio Neves 9. Tire seu passado da frente, Arnaldo Antunes 10. Viu, mãe? (Erasmo Carlos/Arnaldo Antunes) 11. Não da' pra ficar parado ai' na porta, Arnaldo Antunes & David Byrne, 12. Tanta pressa pra que? (Antunes/Marcia Xavier), Arnaldo Antunes, Novo Mundo, 2025
Roberta Martinelli conversa com o cantor e compositor Arnaldo Antunes sobre o lançamento do seu novo disco, “Novo Mundo”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Victor Azevedo- Uma nova igreja para um novo mundo- ORPCAST #109
Em mais um episódio do Carreira em Tópicos, Marta Pierina discute a respeito da carreira e IA no novo mundo do trabalho.
Primeiro filme da Marvel de 2025 e o quinto filme da Fase 5, Capitão América: Admirável Mundo Novo traz Sam Wilson, o novo Capitão América em uma trama que veio para amarrar várias pontas do Universo Cinematográfico Marvel e preparar o futuro dos super-heróis no cinema. Mas será que o longa estrelado por Anthony Mackie e Harrison Ford ficou bom? Hoje contamos com a presença do Miguel Lokia para fazer uma análise completa do filme.Flow Games hoje tá absolutamente
30 Um novo mundo celestial Shunashepa Parte 02 by Gloria Arieira
31_Um novo mundo celesial Shunashepa_parte_03 by Gloria Arieira
29_Um novo mundo celestial Shunashepa_parte_01 by Gloria Arieira
No "PT Conexões Brasil" desta quarta-feira, 3 de julho, a presidenta nacional do PT e deputada federal Gleisi Hoffmann, apresentou o debate sobre o tema "O novo mundo do trabalho", com a participação de Darin Krein, doutor em Economia Social e Economia do Trabalho, e Clemente Ganz Lúcio, da Coordenação do Fórum das Centrais Sindicais e Conselho da Oxfam Brasil.
Em 1637, chegava ao Brasil Frans Post, considerado o primeiro pintor paisagista das Américas. Com a missão de retratar o nordeste brasileiro, Post fazia parte de uma equipe de pessoas incumbidas de pesquisar a tal terra, chamada até então de Novo Mundo. É essa história que a escritora, jornalista e pesquisadora brasileira Bia Corrêa do Lago vem compartilhar conosco hoje. Ela, junto com Pedro Corrêa do Lago, Frederik Duparc e George Gordon, organizaram um catálogo com mais de 400 imagens, que reproduzem 155 óleos, 57 desenhos e 35 gravuras do paisagista. O livro catálogo “Frans Post - obra completa (1612-1680)”, fruto de mais de 10 anos de pesquisa, pode ser encontrado no site da Editora Capivara. Este episódio foi produzido por Eduardo Fradkin, contou com a captação de som de Livio Leite, identidade visual e artes de Gabriela Diniz, assessoria de Francis Carnaúba, coordenação geral e edição de Juliana Zalfa, e voz de Flávia Mano.
Série em Gênesis | 17 - As ordenanças do novo mundo (Gn 9.1-17) | Augustus Nicodemus --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/nonato-souto/support
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Isabel de Olvera foi uma aventureira mexicana, que participou das expedições de colonização da Nova Espanha, nos Estados Unidos, durante o século XVII. Isabel de Olvera nasceu no final do século XVI, em Querétaro, no México. Filha de pai africano e mãe indígena, ela era uma mulher livre quando decidiu partir em expedição rumo ao território que hoje se estende pelos estados do Arizona, Flórida e Novo México. Uma mulher miscigenada, com a pele negra, poderia encontrar sérios problemas em viagem como essa, naquela época. Para garantir que estaria segura durante a expedição, Isabel solicitou que as autoridades locais emitissem um documento comprovando sua liberdade, “livre tanto de casamento como da escravidão”. O final da sua petição dizia: “solicito um documento que proteja meus direitos. Eu exijo Justiça”. Após um processo jurídico de 8 meses, Olvera teve sua liberdade legalmente comprovada, e partiu em sua jornada de mais de 2 mil quilômetros através de rios, desertos e montanhas, rumo à Nova Espanha. Nada se sabe sobre a vida de Isabel de Olvera após a partida da expedição, mas sabemos que ela chegou lá, e isso confronta a narrativa de que os negros só chegaram na América do Norte à força, escravizados. Sua vida é também um registro de uma das primeiras mulheres negras lutando por seus direitos no Novo Mundo.
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Apoie esse Canal com R$5,00 mensais - https://www.catarse.me/loucosporbiografias CRISTÓVÃO COLOMBO. Famoso por liderar a frota que alcançou o continente americano em 12 de outubro 1492, o chamado Novo Mundo. Esse fato histórico ficou conhecido como o Descobrimento da América. Atualmente, não se aceita mais Colombo como o descobridor da América, porque quando ele chegou ao Caribe, que ele pensava ser a Índia, o território já era habitado, havia cerca de nove milhões de nativos vivendo lá. Mas realmente poucos fatos na história da humanidade foram tão importantes quanto à chegada de Cristóvão Colombo nas Américas. Ele também foi o primeiro homem a comprovar que o mundo era redondo. Na Europa, até a época de Colombo, no geral as pessoas acreditavam que a Terra fosse achatada como um prato e quem navegasse para muito longe no oceano acabaria caindo pela borda.Colombo acreditava que o mundo era redondo e estava convencido de que poderia viajar para o leste ou para o oeste e acabar retornando ao ponto de partida. Hoje, sabemos que o mundo é redondo com grandes massas de terra nos hemisférios oriental e ocidental. Mas na época não se tinham a menor idéia de que houvesse um hemisfério oriental e outro ocidental. Os dois hemisférios eram tão independentes como se existissem em planetas separados. O grande feito de Colombo com sua descoberta foi uni-los possibilitando a navegação e o comercio de um continente a outro. E essa é a nossa história de hoje. Se você gostou dê seu like, cinco estrelas no spotify, deixe seu comentário, compartilhe esse conhecimento com outras pessoas. O Canal Loucos por Biografias trás novas histórias todos os sábados as 14hs. Até a próxima história! (Tânia Barros) e-mail - taniabarros339@gmail.com --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/loucosporbiografias/message Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/loucosporbiografias/support
Na Aula 2 da Jornada Be The Future, Ivan Moré e o professor Adriano Mussa conversam sobre as novas competências do futuro consideradas essenciais para um profissional de sucesso. Você tem medo de perder o seu emprego para as máquinas e IA? Quais são as profissões do futuro? A tecnologia revolucionou o mercado de trabalho? Você encontra todas as respostas para essas perguntas nesta Aula 2: “Competências do Mundo Novo”. Não deixe de acompanhar.
Nesta aula inicial da Jornada Be The Future, Ivan Moré e o professor José Cláudio Securato conversam sobre os desafios e segredos do futuro e as transformações dos novos trabalhos. Quais são as diferenças entre Velho Mundo e Novo Mundo? Qual é o nosso impacto na sociedade? Qual é o real poder da comunicação no digital? As máquinas vão substituir os homens? Você encontra todas as respostas para essas perguntas nesta Aula 1: “O que é o futuro e como você faz parte dele”. Não deixe de acompanhar.
Live do Conde! A volta por cima de Dilma: coração valente assume posição central em um novo mundo by TV 247
Tudo mudou rapidamente, o que valia 10 anos atrás já não funciona hoje e vai estar valendo cada vez menos. Não deixe de acompanhar este podcast com Márcio e Dennis Miranda - é uma bússola que vai orientar você para ter sucesso nos dias de hoje.
Saudações ouvinte cervejista! Está NO AR o RádiofoBeer, o podcast pra quem gosta de cerveja produzido pela Rádiofobia Podcast Network em parceria com a Cervejaria Juan Caloto, com programas sobre assuntos relacionados ao mundo da cerveja e, é claro, convidados especiais! Este podcast é apresentado por Leo Lopes e por los cerveceros John (alcunha de Felipe Gumiero) e Calote (disfarce de Marcelo Bellintani), amigos, barbudos, sócios e criadores da Cervejaria Juan Caloto! A nossa convidada de hoje (que já está mais pra integrante de honra...) Bia Amorim foi ao Great American Beer Festival 2022, um festival que acontece anualmente em na cidade americana de Denver, no estado do Colorado, é um dos maiores do mundo e reúne a cena craft americana. Ela foi uma das juradas do concurso e vai contar pra gente tudo sobre o festival, suas impressões e também as cervejas que experimentou! Já que a gente não foi, vamos nos imaginar lá com o relato da Bia neste episódio que está sensacional! Não deixe de interagir com a gente nas redes sociais, dar seu feedback sobre o papo e sugerir temas e convidados para as próximas edições do nosso podcast, além de deixar seu comentário no post, ok? Você também pode mandar sua cartinha para a Caixa Postal 279 - CEP 13930-970 - Serra Negra - SP, e seu e-mail para radiofobeer@gmail.com! Links citados no episódio:- RádiofoBeer #013 - Escola Belga: onde a regra é não ter regra!- Bia Sommelier - site oficial- Denver é a capital cervejeira do Novo Mundo durante o GABF - Farofa Magazine- Guia da Sommelieria de Cervejas - Editora Krater Segue a gente e paga uma breja:- Instagram do RádiofoBeer- Twitter do RádiofoBeer- Página do RádiofoBeer no Facebook- Instagram do Leo Lopes- Twitter do Leo Lopes- Instagram da Juan Caloto- Instagram do John- Instagram do Calote Ouça o RádiofoBeer nos principais agregadores:- Spotify- Google Podcasts- Apple Podcasts- Amazon Music- PocketCasts Publicidade:Entre em contato e saiba como anunciar sua marca, produto ou serviço em nossos podcasts.
Live do Conde! Um novo mundo by TV 247
Fernando Gabeira foi o convidado desta segunda-feira (29) no Papo Antagonista com Claudio Dantas Inscreva-se e receba a newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL Confira mais notícias em nosso site: https://www.oantagonista.com Acompanhe nossas redes sociais: https://www.fb.com/oantagonista https://www.twitter.com/o_antagonista https://www.instagram.com/o_antagonista No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista