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Debate da Super Manhã: Atrair sorte, prosperidade, saúde e amor para o ano que se inicia. Esses são alguns dos objetivos de quem recorre às superstições no período do Réveillon. Vestir roupas de cores específicas, como branco para a paz ou amarelo para dinheiro, pular ondas do mar e comer alimentos simbólicos, como lentilhas e uvas. As crenças variam conforme a cultura e a região, mas todas elas refletem a esperança das pessoas em começar o novo ano com energias positivas e boas expectativas. No Debate desta terça-feira (30), a comunicadora Natalia Ribeiro fala com os nossos convidados sobre as crenças para a virada e a influência delas nas realizações ao longo do ano. Participam a taróloga Letícia Mística, a coordenadora da Rede de Articulação da Caminhada de Terreiros de Pernambuco- Rede ACTP, Mãe Elza de Iemanjá, e o psicólogo e educador João Vidal.
Amanhã, a polêmica acareação promovida por Toffoli / Trump e Zelensky falam em avanço nas negociações / Brigitte Bardot, um legado de arte e liberdade / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris
Você tem se auto sabotado?É curioso que essa é uma prática muito comum. Sabemos que não podemos comer determinadas coisas, mas nos permitimos comer por uma razão qualquer. Sabemos que precisamos nos exercitar, mas criamos justificativas mentais para não fazê-lo. Esses são alguns exemplos de auto sabotagem.A auto sabotagem nos faz acreditar numa mentira como se fosse verdade. Nos enganamos. Mas a auto sabotagem é uma falsa narrativa que precisa ser desconstruída.Veja o que diz o Salmo 33, versos de 3 a 5: "Cantem-lhe um cântico novo, toquem com arte e com júbilo. Porque a palavra do Senhor é reta, e todo o seu proceder é fiel. Ele ama a justiça e o direito; a terra está cheia da bondade do Senhor."O salmista fala de motivos para louvar a Deus. Todos nós temos esses motivos. Mas pode ser que por auto sabotagem a sua cabeça agora diga que esses motivos não existem. Talvez até pensamentos ruins tomem conta da sua cabeça. É preciso lutar contra eles.A verdade é que você tem muitos motivos para viver de forma feliz e louvando a Deus em todo tempo e o maior motivo é que Deus te ama. Sim, Ele decidiu dar o seu Filho em seu lugar por conta disso.Pode ser que muita coisa em sua vida precise de ajuste. Tudo bem, eu acredito. Mas isso não muda o fato de que você ainda tem motivos para louvar a Deus. Não deixe que falsas narrativas dominem sua mente. Não se auto sabote.
"Cypherpunks escrevem código", "Se você quer mudar o mundo, não proteste. Escreva código!" Esses são exemplos de mantras que dominam o discurso dos programadores cypherpunks, ativistas digitais pela liberdade e a privacidade no ciberespaço. Mas será que somente código é suficiente para resolver todos os nossos problemas? Vamos ver o que o Hal Finney pensa sobre o assunto e aproveitamos para vincular com o atual caso envolvendo os desenvolvedores da carteira Samourai Wallet focada em privacidade no Bitcoin.Post do Otto (na publicação do vídeo ainda com apenas 3 curtidas enquanto o post original já tinha mais de 610 curtidas): https://x.com/ottosch_/status/2002847573007364292Texto do Hal Finey: https://nakamotoinstitute.org/library/politics-vs-technology/Entenda o caso Samourai: https://youtu.be/kID2mOJF63kAjude os desenvolvedores de privacidade no Bitcoin: https://billandkeonne.org/Gravado no bloco 929090APOIE O CANAL https://bitcoinheiros.com/apoie/⚡ln@pay.bitcoinheiros.comPara agendar uma CONSULTA PRIVADA com o Dov: https://consultorio.bitcoinheiros.com/Consulta pública: https://ask.arata.se/bitdov00:00 Introdução01:48 Quem foi Hal Finney e sua importância para o Bitcoin05:12 Apenas escrever código pode mudar o mundo?10:24 O texto "Politics vs Technology" de Hal Finney12:09 A perseguição aos desenvolvedores da Samourai Wallet17:20 O código não elimina a realidade política18:13 O que foi a proposta Clipper Chip?24:25 A proibição de exportação do PGP nos Estados Unidos28:14 As garantias da 5ª Emenda ainda funcionam nos EUA?33:27 A importância de vitórias políticas para proteger a privacidade43:41 Alinhamento político é importante para o Bitcoin?48:16 Monero é uma shitcoin?49:57 Como ajudar os desenvolvedores da Samourai Wallet (Bill e Keonne)Escute no Fountain Podcasts (https://fountain.fm/join-fountain)para receber e enviar satoshinhos no modelo Value4ValueSIGA OS BITCOINHEIROS:Site: https://www.bitcoinheiros.comTwitter: https://www.x.com/bitcoinheirosAllan - https://www.x.com/allanraicherDov - https://x.com/bitdovBecas - https://x.com/bksbk6Instagram: https://www.instagram.com/bitcoinheirosFacebook: https://www.fb.com/bitcoinheirosPodcast: https://anchor.fm/bitcoinheirosMedium: https://medium.com/@bitcoinheirosCOMO GUARDAR SEUS BITCOINS?Bitcoinheiros recomendam o uso de carteiras Multisig com Hardware Wallets de diferentes fabricantes ou próprias.Para ver as carteiras de hardware que recomendamos, acesse https://www.bitcoinheiros.com/carteirasVeja os descontos e clique nos links de afiliados para ajudar o canalPor exemplo, para a COLDCARD - https://store.coinkite.com/promo/bitcoinheirosCom o código "bitcoinheiros" você ganha 5% de desconto na ColdCardPlaylist "Canivete Suíço Bitcoinheiro"https://www.youtube.com/playlist?list=PLgcVYwONyxmg-KH5bwzMU4sdyMbVMPqwbPlaylist "Carteiras Multisig de Bitcoin"https://www.youtube.com/playlist?list=PLgcVYwONyxmi74PiIUSnGieNIPqmtmdjWISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE:Este conteúdo foi preparado para fins meramente informativos.NÃO é uma recomendação financeira nem de investimento.As opiniões apresentadas são apenas opiniões.Faça sua própria pesquisa.Não nos responsabilizamos por qualquer decisão de investimento que você tomar ou ação que você executar inspirada em nossos vídeos.P.S. para os buscadoresSomos bitcoinheiros, não bitconheiros, nem bitconheros, bitcoinheros, biticonheiros, biticonheros ou biticoinheros.O Dov é bitcoinheiro, não bitconheiro, nem bitconhero, bitcoinhero, biticonheiro, biticonhero ou biticoinhero.É Bitcoin, não Bitcon e nem Biticoin :)
Culto realizado sexta-feira, 19 de dezembro de 2025. Acompanhe as minhas redes:
O ano de 2025 teve algumas boas notícias para o meio ambiente, e deixou um gosto de “estamos indo na boa direção, mas ainda falta muito pela frente”. Nesta retrospectiva, a RFI relembra alguns dos fatos mais importantes dos últimos 12 meses. O ano começou com uma perspectiva nada favorável para o combate às mudanças climáticas: a volta do presidente Donald Trump ao poder, que chegou a dizer que o aquecimento global é "a maior farsa" já promovida na história. Quando o maior emissor histórico de gases de efeito estufa se retira da jogada e congela os investimentos na transição energética, a preocupação era que esse retrocesso se generalizasse no resto do mundo. Em várias regiões, as populações sentem na pele os impactos do aumento da temperatura na Terra. Gustavo Loiola, especialista em Sustentabilidade e professor convidado em instituições como FGV e PUC-PR, notou que o agronegócio brasileiro, motor da economia do país, não pode mais se dar ao luxo de virar as costas para o assunto. “Não tem como não falar de clima dentro do agronegócio. O produtor rural é o primeiro a sofrer com a escassez ou o excesso de chuvas e as mudanças climáticas, que acabam afetando a produção”, indicou ele ao podcast Planeta Verde, um mês após a posse de Trump. “Impacta também o setor financeiro, que oferece crédito para o agronegócio. O risco de emprestar se torna maior, então é ilógico não olhar para esses temas”, acrescentou. Expansão das renováveis: um caminho sem volta Quem se deu bem com o recuo americano foi a sua principal concorrente, a China. Pequim já liderava a transição energética e aumentou o impulso a esta agenda mundo afora. A queda dos custos de painéis solares, baterias e outros equipamentos fundamentais para a substituição de fontes de energia altamente poluentes resultou em um ponto de inflexão em 2025: pela primeira vez, a geração de eletricidade global por fontes renováveis ultrapassou a dos combustíveis fósseis, as mais prejudiciais ao planeta. A Agência Internacional de Energia afirma que o novo recorde de expansão de renováveis será batido este ano, com mais de 750 gigawatts de capacidade adicional, sobretudo solar. Isso significa que o crescimento da demanda mundial de energia elétrica foi, principalmente, atendido por fontes limpas. Só que este desafio se mede em trilhões de watts: a expectativa é que a demanda mundial energética dispare nos próximos anos, puxada pelo desenvolvimento das tecnologias e, em especial, da inteligência artificial. A poluição digital já respondia por 4% das emissões mundiais de gases de efeito estufa por ano. O aumento das emissões de grandes empresas de tecnologia nos últimos anos comprova essa tendência. “Já temos um crescimento exponencial só nessa fase de treinamentos dos modelos de IA generativa: do número de placas gráficas utilizadas, do consumo de energia. Portanto, as emissões de gases de efeito estufa estão também em crescimento exponencial, assim como o esgotamento dos recursos abióticos, ou seja, não vivos, segue nessa mesma trajetória”, salientou Aurélie Bugeau, pesquisadora em Informática da Universidade de Bordeaux. “As empresas alertam que é um verdadeiro desafio para elas conseguirem atingir a neutralidade de carbono que era visada para 2030, afinal a IA traz novos desafios. Por isso é que esse imenso consumo de energia pode levar à reabertura de usinas nucleares, como nos Estados Unidos, sob o impulso da Microsoft”, alertou. Transição energética para quem? Em ano de COP30 no Brasil, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a RFI também buscou ouvir as populações mais vulneráveis ao aquecimento do planeta. Nos países em desenvolvimento, a corrida pelos minerais críticos, essenciais para a eletrificação das economias – como alumínio, cobalto e lítio – causa apreensão. Toda essa discussão sobre transição energética, num contexto em que a demanda por energia só aumenta, parece até provocação aos olhos de pessoas como a maranhense Elaine da Silva Barros, integrante do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM). Ela participou das manifestações da sociedade civil à margem da COP30, em Belém, para pedir justiça climática. "A transição energética não é para nós. O Brasil já se supre e tem uma matriz energética de renováveis”, disse. "Não faz sentido o Brasil ter que mudar a sua matriz energética para que os países europeus e os Estados Unidos possam sair dos combustíveis fósseis. Não faz sentido aumentar a mineração nos nossos territórios e aumentar a expulsão dos nossos povos deles”, argumentou. O pescador Benedito de Souza Ribeiro, 62 anos, dependeu a vida inteira do rio Amazonas para sobreviver. Ele sente não apenas os impactos das secas, que estão mais frequentes, como vê com preocupação os planos do Brasil de aumentar as exportações de minerais para a transição energética nos países desenvolvidos. “As grandes indústrias estão se instalando em nossos territórios e expulsando os nossos pescadores da área, os ribeirinhos, que vivem da pesca. Esses empreendimentos causam o aquecimento global”, denunciou. “As barragens e as mineradoras poluem os rios e os peixes, e nós ainda tomamos essa água contaminada. Isso é um prejuízo muito grande para a nossa alimentação.” COP30 e acordo sobre transição justa Para não deixar ninguém para trás, a transição energética precisa ser justa. Significa criar oportunidades de trabalho para as pessoas que dependem de setores que serão gradualmente abandonados, distribuir as novas riquezas geradas pela economia de baixo carbono, e não aprofundar as desigualdades. Essa foi uma das principais pautas do Brasil na COP30 e um dos resultados mais concretos do evento, sediado no país em 2025. A conferência decepcionou pela pouca ambição dos acordos finais, travada entre dois grupos de países com visões opostas sobre o fim da dependência dos combustíveis fósseis, ou seja, o carvão, o petróleo e o gás. “Os resultados estão muito voltados para demandas dos países mais vulneráveis e isso é muito importante porque é uma COP no Brasil, na Amazônia, um país em desenvolvimento. Foi aprovado aqui um programa de trabalho de transição justa, algo que não tinha se conseguido na última COP. Na COP29 não houve acordo”, destacou a negociadora-chefe do Brasil, Liliam Chagas, ao final do evento. “É uma das questões mais polêmicas, e era uma demanda da sociedade civil de todos os países em desenvolvimento. Esse mecanismo foi instituído, e vai ser um órgão mais permanente para que os países possam recorrer para fazer políticas de transição justa, seja para pessoas ou para infraestrutura”, salientou. Combate ao desmatamento ameaçado Internamente, o maior desafio do Brasil é acabar com o desmatamento, que responde por 80% das emissões brasileiras. Neste ano, o país teve bons resultados a comemorar: na Amazônia e no Cerrado, a devastação caiu 11% entre agosto de 2024 e julho de 2025. Na Amazônia, foi o terceiro menor nível desde 1988. Este avanço foi apontado por especialistas como uma das principais razões pelas quais o nível mundial de emissões se manteve estável em 2025, em vez de aumentar – como sempre acontece a cada ano. “O Brasil é, sem dúvida, uma referência, não só por causa da floresta, mas pelo que ele tem em termos de conhecimentos científicos a respeito do tema. O Brasil vem trabalhando com planos de redução do desmatamento desde 2004, com resultados respeitáveis”, aponta Fernanda Carvalho, doutora em Relações Internacionais e diretora de políticas climáticas da organização WWF. “Acho que o Brasil tem condições de ser a grande liderança nesse aspecto. Depende de ter vontade política.” As divergências políticas internas ameaçam essa trajetória virtuosa. A nova versão da Lei de Licenciamento Ambiental flexibiliza os procedimentos para a liberação de grandes projetos. Na prática, se a lei entrar em vigor, pode fazer o desmatamento voltar a subir no país. Análises da ONU sobre os compromissos dos países para combater o aquecimento global indicam que o mundo está avançando na direção correta, apesar dos contratempos. No entanto, o ritmo precisa ser acelerado – e a próxima década vai ser crucial para a humanidade conseguir limitar a alta das temperaturas a no máximo 1,5°C até o fim deste século.
Cresce pressão contra Moraes no caso do Banco Master / Bolsonaro deve ser operado amanhã / Planalto teme influência de Trump nas eleições / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta terça-feira, 23 de dezembro.ONU pede ao Irã suspensão imediata da execução de mulher de 67 anosAiea diz que Japão segue normas internacionais na central de Fukushima
A decisão de Nicolas Sarkozy de abandonar a barragem republicana contra a extrema direita diz menos sobre ele do que sobre a forma como o nazismo continua sendo mal ensinado na França. O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy publicou recentemente um livro que merece ser lido. Não por seu valor literário, mas pelo que ele revela. Não se trata de um livro pedagógico, muito pelo contrário. Ele funciona como um testemunho involuntário de como o nazismo e a história da extrema direita continuam sendo mal ensinados. Sarkozy ficou preso por três semanas entre outubro e novembro, condenado por corrupção. Após deixar a prisão, enquanto aguarda o julgamento de recursos, publicou um livro no qual relata uma conversa com Marine Le Pen, líder da extrema direita francesa, que teria telefonado para manifestar solidariedade. Em resposta, Sarkozy conta que lhe disse ter passado a se opor à tradicional política de "cordão sanitário", isto é, à prática que, por décadas, levou partidos do mainstream a impedir a chegada da extrema-direita ao poder. Para ele, essa barreira política já não faria mais sentido. Discursos da extrema direita circulam com "naturalidade" O gesto se insere em um movimento mais amplo. Discursos antes característicos da extrema direita circulam hoje com naturalidade em partidos tradicionais. Entre apoiadores de Sarkozy, fala-se abertamente em alianças eleitorais. Mesmo setores do macronismo, que se apresentam como centristas, seguem na mesma direção ao afirmar que a esquerda representaria hoje uma ameaça maior à República do que a extrema direita. Esses deslocamentos deveriam causar inquietação. Eles revelam uma dificuldade persistente em lidar com a história do nazismo – algo que poderíamos até esperar em um país como o Brasil, mas que também se manifesta na França, apesar de o país ter sido ocupado pelos alemães. Diante de análises desse tipo, a reação costuma ser previsível. Comparar a extrema direita atual com o nazismo não seria exagerado? Não se trata de um argumento ad Hitlerium, desses que empobrecem o debate ao recorrer ao pior exemplo possível? Essa reação ignora, em primeiro lugar, que estamos falando de partidos fundados por antigos colaboracionistas, por oficiais da Waffen-SS, e que mantêm até hoje vínculos com o submundo de grupos violentos de extrema direita. Mais do que isso, porém, essa reticência em estabelecer comparações é, em si, evidência dos problemas na forma como o nazismo é construído como objeto histórico. Para entender esse ponto, vale recorrer a dois historiadores. O brasileiro Michel Gherman, professor da UFRJ e especialista na história do antissemitismo, e o francês Johann Chapoutot, professor da Sorbonne e estudioso da Alemanha nazista. Gherman insiste, em seu livro "O não-judeu judeu" (Editora Fósforo), que ao absolutizarmos o nazismo como um mal incomparável, acabamos nos tornando incapazes de aprender com ele. O nazismo é reduzido à Shoá e ao extermínio nos campos, como se tudo começasse e terminasse ali. Mas os nazistas chegaram ao poder quase uma década antes de erguer um sistema de morte em escala industrial. Nesse período, políticas de exclusão, perseguições graduais e violências seletivas foram sendo implementadas. Antes da chamada solução final, houve uma série de “soluções parciais” que, de uma forma ou de outra, foram toleradas. Houve críticas e resistências, mas houve também acomodação e aceitação progressiva. Ao concentrar o ensino apenas no horror final, perde-se de vista esse processo de normalização. A banalidade do mal Chapoutot chega a conclusões semelhantes por outro caminho. Em "Os Irresponsáveis", ele mostra que Hitler não chegou ao poder por meio de um golpe armado. Foi convidado pelos partidos do centro, em particular pelo Zentrumspartei, que o viam como um mal menor diante da esquerda, inclusive da social-democracia. Acreditava-se que seria possível controlá-lo. O próprio Hitler se esforçou para parecer respeitável, salonfähig, como se diz em alemão: apto a circular nos salões da alta sociedade. A violência e a destruição da democracia já estavam presentes, mas não se apresentavam como ruptura aberta. O que Gherman e Chapoutot nos ensinam é que, apesar dessa normalização, o mal nazista já estava lá. Tratava-se, porém, de uma forma de mal mais perversa, justamente por ser menos visível e, por isso, mais difícil de reconhecer. Não o mal absoluto, mas aquilo que Hannah Arendt chamou de banalidade do mal. Um mal que se instala por meio de decisões ordinárias, justificadas como razoáveis, tomadas por pessoas que não se veem como cúmplices de nada. O mal dos cidadãos de bem. Por isso, repetir que nada pode ser comparado ao nazismo não é sinal de rigor histórico. É, na verdade, uma forma de negacionismo histórico. É uma forma de absolutizar o nazismo e apresentá-lo como muito distante do presente, distante de nós. E não quer ver que, ao contrário, ele está no meio de nós. O nazismo não retorna como repetição literal, mas como gramática política, como modo de dividir a sociedade entre os que pertencem e os que devem ser excluídos. Em 2025, a normalização da extrema direita se acelerou na França e em outros países. É por isso que olhar para a história é fundamental. Para aprender, antes de tudo, que a ascensão da extrema direita não tem nada de natural ou inevitável. E para entender que é precisamente quando ela se apresenta de maneira mais bem comportada que mora o perigo. Porque o mal que ela reproduz é o mal cotidiano. É a banalidade do mal.
Inadimplência de empresas é recorde / Praias brasileiras cada vez mais poluídas / Corinthians em festa / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris
Moçambique asinalou este ano, a 25 de Junho, os 50 anos da sua independência. Por esta ocasião, a RFI propôs-vos um percurso pela história do país e a sua luta pela liberdade. Quando 2025 está prestes a chegar ao fim, tornamos a debruçar-nos sobre este cinquentenário, com alguns momentos marcantes dessa digressão. A luta armada pela independência em Moçambique encontra as suas raízes imediatas em vários acontecimentos. Um deles será o encontro organizado a 16 de Junho de 1960 em Mueda, no extremo norte do país, entre a administração colonial e a população local que reclamava um preço justo pela sua produção agricola. Só que no final dessa reunião, deu-se a detenção de alguns dos representantes do povo e em seguida a execução a tiro de um número até agora indeterminado de pessoas. Dois anos depois do massacre de Mueda, três organizações nacionalistas, a UDENAMO, União Democrática Nacional de Moçambique, a MANU, Mozambique African National Union e a UNAMI, União Nacional Africana de Moçambique Independente, reúnem-se em Dar-es-Salaam, na Tanzânia, a 25 de Junho de 1962 e fundem-se numa só entidade, a Frelimo, Frente de Libertação de Moçambique. Sob a direcção do seu primeiro presidente, o universitário Eduardo Mondlane, e a vice-presidência do reverendo Uria Simango, a Frelimo tenta negociar a independência com o poder colonial -em vão- o que desemboca na acção armada a partir de 1964. O antigo Presidente moçambicano, Joaquim Chissano, recorda essa época. “Nessa altura, nós, já estudantes, que tínhamos deixado Portugal, que estávamos na França, tomamos conhecimento disso juntamente com o Dr. Eduardo Mondlane, que trabalhava nas Nações Unidas. No nosso encontro em Paris decidimos que devíamos trabalhar, a partir daquele momento, para a unificação dos movimentos de libertação, para que houvesse uma luta mais forte. Mesmo a luta diplomática, que foi a coisa que começou, havia de ser mais forte se houvesse um movimento unificado. É assim que surge uma frente. (...) Foram três movimentos que formaram uma frente unida que se chamou a Frente de Libertação de Moçambique. E essa Frente de Libertação de Moçambique continuou a procurar meios para ver se os portugueses haviam de acatar a Resolução das Nações Unidas de 1960 sobre a descolonização. E, finalmente, quando se viu que, de facto, os portugueses não iriam fazer isso, particularmente depois do massacre da Mueda, decidiu-se começar a preparação para uma insurreição armada. E assim houve treinos militares na Argélia, onde foram formados 250 homens, porque também a luta dos argelinos nos inspirou. Então, eles próprios, depois da criação da Organização da Unidade Africana e da criação do Comité de Coordenação das Lutas de Libertação em África, fomos a esses treinos na Argélia e a Argélia é que nos forneceu os primeiros armamentos para desencadear a luta de libertação nacional”, recorda o antigo Chefe de Estado. Ao referir que a causa recebeu apoio nomeadamente da Rússia e da China, Joaquim Chissano sublinha que “a luta foi desencadeada com a ajuda principalmente africana. E mais tarde vieram esses países. A Rússia deu um apoio substancial em termos de armamento. (...)Depois também mandamos pessoas para serem treinadas na China e mais tarde, já em 1965, quando a China fica proeminente na formação político-militar na Tanzânia, mandaram vir instrutores a nosso pedido e a pedido da Tanzânia.” Sobre o arranque da luta em si, o antigo Presidente moçambicano refere que os ataques comeram em quatro frentes em simultâneo. “Nós, em 1964, criámos grupos que enviamos para a Zambézia, enviamos para Niassa, enviamos para Cabo Delgado e enviamos para Tete. Portanto, em quatro províncias simultaneamente. No dia 25 de Setembro (de 1964) desencadeamos a luta armada de libertação nacional. Porque também a ‘insurreição geral armada', como o Presidente Mondlane denominou, começou em quatro províncias em simultâneo”, recorda Joaquim Chissano. Óscar Monteiro, membro sénior da Frelimo integrou as fileiras do partido em 1963, quando era jovem líder estudantil em Portugal. Depois de um período de clandestinidade, ele torna-se representante do partido em Argel, epicentro das lutas independentistas do continente. Ao evocar a missão que lhe incumbia em Argel, Óscar Monteiro refere que o seu trabalho consistia em “fazer a propaganda do movimento de libertação em francês. Nós já tínhamos representações no Cairo, tínhamos um departamento de informação que produzia documentos, o ‘Mozambique Revolution', que era uma revista muito apreciada, que depois era impressa mesmo em offset. Mas não tínhamos publicações em francês. Então, coube-nos a nós, na Argélia, já desde o tempo do Pascoal Mocumbi, produzir boletins em francês, traduzir os comunicados de guerra e alimentar a imprensa argelina que nos dava muito acolhimento sobre o desenvolvimento da luta, a abertura da nova frente em Tete, etc e ganhar o apoio também dos diplomatas de vários países, incluindo de países ocidentais que estavam acreditados na Argélia. Falávamos com todos os diplomatas. Prosseguimos esses contactos. O grande trabalho ali era dirigido sobre a França e sobre os países de expressão francesa. Era um tempo de grande actividade política, é preciso dizer. Eram os tempos que precederam o Maio de 68. Enfim, veio um bocado de toda esta mudança. E tínhamos bastante audiência”. Durante esta luta que durou dez anos, o conflito foi-se alastrando no terreno mas igualmente no campo diplomático. Poucos meses depois de uma deslocação a Londres em que a sua voz foi amplamente ouvida, a 3 de Fevereiro de 1969, em Dar-es-Salam onde estava sediada a Frelimo, o líder do partido, Eduardo Mondlane, abre uma encomenda contendo uma bomba. A explosão do engenho é-lhe fatal. Até agora, pouco se sabe acerca desse assassínio sobre o qual Joaquim Chissano, então responsável do pelouro da segurança da Frelimo, acredita que haverá a mão da PIDE, a polícia política do regime fascista de Portugal. “Havia já alguns indícios de que havia movimentos de pessoas enviadas pelo colonialismo, mesmo para a Tanzânia, como foi o caso do Orlando Cristina, que chegou a entrar em Dar-es-Salaam e fazer espionagem. Disse que trabalhou com os sul-africanos em 1964 e continuou. Depois houve o recrutamento, isso já em 1967-68, de pessoas da Frelimo que tentaram criar uma divisão nas linhas tribais, mas que na realidade não eram representativos das tribos que eles representavam, porque a maioria eram ex-combatentes que estavam solidamente a representar a unidade nacional. Foi assim que tivemos uns traidores que depois foram levados pelos portugueses de avião e de helicópteros e entraram a fazer campanha aberta, propaganda e até houve um grupo que chegou a reivindicar a expulsão do nosso presidente, dizendo que ele devia receber uma bolsa de estudos. Quer dizer, a ignorância deles era tal que eles não viram, não souberam que ele era um doutor -duas vezes doutor- e que não era para pensar em bolsa de estudo. Mas pronto, havia um movimento de agitação. Mas a frente era tão sólida que não se quebrou. Por isso, então, foi se fortalecendo à medida que íamos andando para a frente”, conclui Joaquim Chissano. Outro episódio marcante do inicio do declínio do controlo do regime colonial em Moçambique será o Massacre de Wiriyamu ou "Operação Marosca" . A partir de 16 de Dezembro de 1972 e durante mais de três dias, depois de dois capitães portugueses morrerem quando o seu veiculo pisou numa mina, as tropas coloniais massacraram pelo menos 385 habitantes da aldeia de Wiriyamu e das localidades vizinhas de Djemusse, Riachu, Juawu e Chaworha, na província de Tete, acusados de colaborarem com os independentistas. A ordem foi de "matar todos", sem fazer a distinção entre civis, mulheres e crianças. Algumas pessoas foram pura e simplesmente fuziladas, outras mortas queimadas dentro das suas habitações incendiadas. Mustafah Dhada, historiador moçambicano e professor catedrático na Universidade de Califórnia, dedicou uma parte importante da sua vida a investigar este massacre que foi denunciado pelo mundo fora nos meses seguintes, constituindo segundo o estudioso um acontecimento "tectónico". “O massacre, tem que ser contextualizado no espaço do sistema colonial português em África. E nesse sentido, o massacre era um dos vários massacres que aconteceram em Moçambique, em Angola, na Guiné-Bissau, em São Tomé e Príncipe e também o massacre estrutural do meio ambiente em Cabo Verde. Devemos notar uma coisa: a guerra colonial portuguesa, a baixa era de 110.000 pessoas, aproximadamente civis na nossa parte dos libertadores e dos colonizados e o massacre é somente 385 pessoas que têm um nome e outros que desapareceram sem nome. E neste sentido o massacre é, do ponto de vista quantitativo, um massacre que tem uma significação menor. Mas o que foi importantíssimo é que o massacre não iria ser reconhecido como um evento tectónico se não tivesse havido uma presença da Igreja -não portuguesa- em Tete”, sublinha o historiador aludindo às denúncias que foram feitas por missionários a seguir ao massacre. Após vários anos em diversas frentes de guerra, capitães das forças armadas portuguesas derrubam a ditatura a 25 de Abril de 1974. A revolução dos cravos levanta ondas de esperança em Portugal mas também nos países africanos. A independência pode estar por perto, mas é ainda preciso ver em que modalidades. Pouco depois do 25 de Abril, as novas autoridades portuguesas e a Frelimo começaram a negociar os termos da independência de Moçambique. O partido de Samora Machel foi reconhecido como interlocutor legítimo por Portugal e instituiu-se um período de transição num ambiente de incerteza, recorda o antigo Presidente Joaquim Chissano. “A nossa delegação veio com a posição de exigir uma independência total, completa e imediata. Mas pronto, tivemos que dar um conteúdo a esse ‘imediato'. Enquanto a delegação portuguesa falava de 20 anos, falávamos de um ano e negociamos datas. Deram então um consenso para uma data que não feria ninguém. Então, escolhemos o 25 de Junho. Daí que, em vez de um ano, foram nove meses. E o que tínhamos que fazer era muito simples Era, primeiro, acompanhar todos os preparativos para a retirada das tropas portuguesas com o material que eles tinham que levar e também em algumas partes, a parte portuguesa aceitou preparar as nossas forças, por exemplo, para se ocupar das questões da polícia que nós não tínhamos. Houve um treino rápido. Depois, na administração, nós tínhamos que substituir os administradores coloniais para os administradores indicados pela Frelimo. Falo dos administradores nos distritos e dos governadores nas sedes das províncias. Nas capitais provinciais, portanto, havia governadores de província e administradores de distritos e até chefes de posto administrativo, que era a subdivisão dos distritos. E então, fizemos isso ao mesmo tempo que nos íamos ocupando da administração do território. Nesses nove meses já tivemos que tomar conta de várias coisas: a criação do Banco de Moçambique e outras organizações afins, seguros e outros. Então houve uma acção dos poderes nesses organismos. Ainda houve negociações que foram efectuadas em Maputo durante o governo de transição, aonde tínhamos uma comissão mista militar e tínhamos uma comissão para se ocupar dos Assuntos económicos. Vinham representantes portugueses em Portugal e trabalhavam connosco sobre as questões das finanças, etc. E foi todo um trabalho feito com muita confiança, porque durante o diálogo acabamos criando a confiança uns dos outros”, lembra-se o antigo chefe de Estado moçambicano. Joaquim Chissano não deixa, contudo, de dar conta de algumas apreensões que existiam naquela altura no seio da Frelimo relativamente a movimentos contra a independência por parte não só de certos sectores em Portugal, mas também dos próprios países vizinhos, como a África do Sul, que viam com maus olhos a instauração de um novo regime em Moçambique. “Evidentemente que nós víamos com muita inquietação essa questão, porque primeiro houve tentativas de dividir as forças de Moçambique e dar falsas informações à população. E no dia mesmo em que nós assinamos o acordo em Lusaka, no dia 7 de Setembro, à noite, houve o assalto à Rádio Moçambique por um grupo que tinha antigos oficiais militares já reformados, juntamente com pessoas daquele grupo que tinha sido recrutado para fazer uma campanha para ver se desestabilizava a Frelimo”, diz o antigo líder politico. A 7 de Setembro de 1974, é assinado o Acordo de Lusaka instituindo os termos da futura independência de Moçambique. Certos sectores politicos congregados no autoproclamado ‘Movimento Moçambique Livre' tomam o controlo do Rádio Clube de Moçambique em Maputo. Até serem desalojados da emissora no dia 10 de Junho, os membros do grupo adoptam palavras de ordem contra a Frelimo. Na rua, edificios são vandalizados, o aeroporto é tomado de assalto, um grupo armado denominado os ‘Dragões da Morte' mata de forma indiscriminada os habitantes dos bairros do caniço. Vira-se uma página aos solavancos em Moçambique. Evita-se por pouco chacinas maiores. Antigos colonos decidem ficar, outros partem. Depois de nove meses de transição em que a governação é assegurada por um executivo hibrido entre portugueses e moçambicanos, o país torna-se oficialmente independente a 25 de Junho de 1975. Doravante, Moçambique é representado por um único partido. Ainda antes da independência e nos primeiros anos depois de Moçambique se libertar do regime colonial, foram instituidos campos de reeducação, essencialmente na distante província do Niassa. O objectivo declarado desses campos era formar o homem novo, reabilitar pelo trabalho, as franjas da sociedade que eram consideradas mais marginais ou dissidentes. Foi neste âmbito que pessoas consideradas adversárias políticas foram detidas e mortas. Isto sucedeu nomeadamente com Uria Simango, Joana Simeão e Adelino Guambe, figuras que tinham sido activas no seio da Frelimo e que foram acusadas de traição por não concordarem com a linha seguida pelo partido. Omar Ribeiro Thomaz antropólogo ligado à Universidade de Campinas, no Brasil, que se debruçou de forma detalhada sobre os campos de reeducação, evoca este aspecto pouco falado da História recente de Moçambique. "Os campos de reeducação são pensados ainda no período de transição. Então, isso é algo que ainda deve ser discutido dentro da própria história portuguesa, porque no período de transição, o Primeiro-ministro era Joaquim Chissano, mas o governador-geral era português. Então, nesse momento, começam expedientes que são os campos de reeducação. Você começa a definir pessoas que deveriam ser objecto de reeducação, ao mesmo tempo em que você começa a ter uma grande discussão em Moçambique sobre quem são os inimigos e esses inimigos, eles têm nome. Então essas são pessoas que de alguma maneira não tiveram a protecção do Estado português. Isso é muito importante. Não conseguiram fugir. São caçadas literalmente, e são enviadas para um julgamento num tribunal popular. Eu estou a falar de personagens como a Joana Simeão, o Padre Mateus, Uria Simango, que são condenados como inimigos, como traidores. Esses são enviados para campos de presos políticos. A Frelimo vai usar uma retórica de que esses indivíduos seriam objecto de um processo de reeducação. Mas o que nós sabemos a partir de relatos orais e de alguns documentos que nós conseguimos encontrar ao longo do tempo, é que essas pessoas foram confinadas em campos de trabalho forçado, de tortura, de imenso sofrimento e que chega num determinado momento que não sabemos exactamente qual é, mas que nós podemos situar mais ou menos ali, por 1977, elas são assassinadas de forma vil", diz o antropólogo. Lutero Simango, líder do partido de oposição Movimento Democrático de Moçambique, perdeu o pai, Uria Simango, um dos membros-fundadores da Frelimo, mas igualmente a mãe. Ambos foram detidos e em seguida executados. "O meu pai foi uma das peças-chaves na criação da Frente de Libertação de Moçambique. Ele nunca foi imposto. Os cargos que ele assumiu dentro da organização foram na base da eleição. Ele e tantos outros foram acusados de serem neocolonialistas. Foram acusados de defender o capitalismo. Foram acusados de defenderem a burguesia nacional. Toda aquela teoria, aqueles rótulos que os comunistas davam a todos aqueles que não concordassem com eles. Mas se olharmos para o Moçambique de hoje, se perguntarmos quem são os donos dos nossos recursos, vai verificar que são os mesmos aqueles que ontem acusavam os nossos pais", diz o responsável político de oposição. Questionado sobre as informações que tem acerca das circunstâncias em que os pais foram mortos, Lutero Simango refere continuar sem saber. "Até hoje ninguém nos disse. E as famílias, o que pedem é que se indique o local em que foram enterrados para que todas as famílias possam prestar a última homenagem. O governo da Frelimo tem a responsabilidade de indicar às famílias e também assumir a culpa, pedindo perdão ao povo moçambicano, porque estas pessoas e tantas outras foram injustamente mortas neste processo", reclama Lutero Simango. A obtenção da independência não significou a paz para Moçambique. No interior do país, várias vozes se insurgiram contra o caminho que estava a ser tomado pelo país, designadamente no que tange ao monopartidarismo. Além disso, países segregacionistas como a África do Sul e a antiga Rodésia viram com maus olhos as instauração de um sistema político socialista em Moçambique, Foi neste contexto que surgiu em 1975, a Resistência Nacional de Moçambique, Renamo, um movimento inicialmente dirigido por um dissidente da Frelimo, André Matsangaíssa e em seguida, após a morte deste último em 1979, por Afonso Dhlakama, já dois anos depois de começar a guerra civil. António Muchanga, antigo deputado da Renamo, recorda em que circunstâncias surgiu o partido. "A Renamo nasce da revolta do povo moçambicano quando viu que as suas aspirações estavam adiadas. Segundo os historiadores, na altura em que o objectivo era que depois da frente voltariam se definir o que é que queriam. Só que durante a luta armada de libertação nacional, começou o abate de prováveis pessoas que poderiam 'ameaçar' o regime.(...) E depois tivemos a situação das nacionalizações. Quando a Frelimo chega logo em 1976, começa com as nacionalizações.(...) Então isto criou problemas que obrigaram que jovens na altura Afonso Dhlakama, sentiram se obrigados a abandonar a Frelimo e eram militares da Frelimo e foram criar a Resistência Nacional Moçambicana", recorda o repsonsável político. Apesar de ter sido assinado um acordo de paz entre a Renamo e a Frelimo em 1992, após 15 anos de conflito, o país continua hoje em dia a debater-se com a violência. Grupos armados disseminam o terror no extremo norte do território, em Cabo Delgado, há mais de oito anos, o que tem condicionado o próprio processo político do país, constata João Feijó, Investigador do Observatório do Meio Rural. "Esse conflito não tem fim à vista. Já passou por várias fases. Houve aquela fase inicial de expansão que terminou depois no ataque a Palma, numa altura em que a insurgência controlava distritos inteiros de Mocímboa da Praia. (...) Depois, a entrada dos ruandeses significou uma mudança de ciclo. Passaram a empurrar a insurgência de volta para as matas. Conseguiram circunscrevê-los mais ou menos em Macomia, mas não conseguiram derrotá-los. A insurgência consegue-se desdobrar e fazer ataques isolados, obrigando à tropa a dispersar. (...) Aquele conflito armado não terá uma solução militar. Ali é preciso reformas políticas, mas que o governo insiste em negar. E então continuamos a oito, quase oito anos neste conflito, neste impasse", lamenta o estudioso. Embora o país já não esteja em regime de partido único desde os acordos de paz de 1992, as eleições têm sido um momento de crescente tensão. No ano passado, depois das eleições gerais de Outubro de 2024, o país vivenciou largas semanas de incidentes entre populares e forças de ordem que resultaram em mais de 500 mortos, segundo a sociedade civil. Após a tomada de posse do Presidente Daniel Chapo no começo deste ano, encetou-se o chamado « diálogo inclusivo » entre o partido no poder e a oposição. Em paralelo, tem havido contudo, denúncias de perseguições contra quem participou nos protestos pós-eleitorais. Mais recentemente, foram igualmente noticiados casos, denunciados pela sociedade civil, do desaparecimento de activistas ou jornalistas. Questionada há alguns meses sobre a situação do seu país, a activista social Quitéria Guirengane considerou que o país "dorme sobre uma bomba-relógio". "Assusta-me o facto de nós dormirmos por cima de uma bomba relógio, ainda que seja louvável que as partes todas estejam num esforço de diálogo. Também me preocupa que ainda não se sinta esforço para a reconciliação e para a reparação. Nós precisamos de uma justiça restauradora. E quando eu olho, eu sinto um pouco de vergonha e embaraço em relação a todas as famílias que dia e noite ligavam desde Outubro à procura de socorro", considera a militante feminista que ao evocar o processo de diálogo, diz que "criou algum alento sob o ponto de vista de que sairiam das celas os jovens presos políticos. No entanto, continuaram a prender mais. Continua a caça às bruxas nocturna". "Não é este Moçambique que nós sonhamos. Por muito divididos que a gente esteja, precisamos de pensar em construir mais pontes do que fronteiras. Precisamos pensar como nós nos habilitamos, porque nos últimos meses nos tornamos uma cidade excessivamente violenta", conclui a activista que esteve muito presente nestes últimos meses, prestando apoio aos manifestantes presos e seus familiares.
A cobertura do Fala Carlão para o Canal do Boi esteve no Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas, em Brasília, para conversar com Marcelo Eduardo Lüders, presidente do IBRAFE — Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses. Ele falou sobre a exportação e a produção de feijão, cultura estratégica para o Brasil e cada vez mais presente no mercado internacional.Marcelo destacou as melhorias obtidas na produção de feijão ao longo dos últimos anos, resultado de avanços em tecnologia, manejo e organização da cadeia produtiva. Esses ganhos elevam a competitividade do produto brasileiro e ampliam oportunidades no comércio exterior.Ele também comentou a plantação de gergelim e explicou o conceito de Pulses, grupo que inclui feijão e outras leguminosas, ressaltando a importância desse segmento para a alimentação, a sustentabilidade e a diversificação da produção agrícola.
“Cabo Verde, crises e resiliência – erupção vulcânica, secas, Covid-19, guerras na Ucrânia e no Médio Oriente” é o título do livro onde o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, faz um exercício de balanço de como Cabo Verde e o seu Governo enfrentaram as diferentes crises. A obra, que é um contributo para documentar a História de Cabo Verde, é também um registo da coragem e capacidade de sacrifício de um povo. A erupção vulcânica, as secas, a pandemia de Covid-19, os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável, a riqueza dos recursos naturais e a pobreza em África ou a acção climática e ambiental, são alguns dos temas desenvolvidos no livro. Ulisses Correia e Silva esteve recentemente em Portugal para apresentar a obra. Em entrevista à RFI, o primeiro-ministro de Cabo Verde, entre outros temas, fala de como lidou com as crises que enfrentou enquanto chefe de Governo, de transição energética, de água, de alterações climáticas, do posicionamento de Cabo Verde perante os conflitos entre Rússia e Ucrânia e entre Israel e Palestina, a importância da diáspora cabo-verdiana e o crescimento de Cabo Verde. RFI: O que o motivou a escrever este livro? Ulísses Correia e Silva, primeiro-ministro de Cabo Verde: A motivação tem a ver com o momento excepcional e especial do período em que Cabo Verde, e também o mundo, atravessou crises muito graves. A gente vai falar da pandemia da Covid-19, uma das maiores crises mundiais depois da Segunda Guerra Mundial. Cabo Verde foi exposto e teve um impacto muito forte na sua economia, no quadro social. Estamos a falar de secas severas, mas que não são secas severas quaisquer. De 2017 a 2021, nós sofremos as piores secas dos últimos 40 anos, também com impacto muito forte. Depois, já temos aquilo que é o resultado da tensão geopolítica, a guerra na Ucrânia, que provocou uma crise inflacionista em 2022, que fez a nossa inflação disparar de 1% para 8%, com impactos muito graves, e são basicamente estas crises que conformam a estrutura do livro. Para deixar retratado, testemunhado aquilo que foram os impactos muito fortes num país como Cabo Verde, que conseguiu fazer face e recuperar, relançar a sua economia e a vida social que continua hoje e com muito mais resiliência. RFI: Quais são as lições que, Cabo Verde, os cabo-verdianos, o Sr. Primeiro-Ministro foram obrigados a tirar destas crises? Ulisses Correia e Silva: As lições têm a ver com o reconhecimento, de facto, que as alterações climáticas e as mudanças climáticas são um facto. Nós, não só sofremos os impactos de secas severas, mas, como mais recentemente, o que já não faz parte do livro porque aconteceu depois, tivemos o impacto de tempestade Erin, em São Vicente, Santo Antão e São Nicolau, um dos piores fenómenos meteorológicos extremos que Cabo Verde vivenciou. É o contraste da seca, portanto, é chuva torrencial a cair em pouco espaço de tempo, e que provocou até 9 mortos e com muita destruição. E tivemos, mais recentemente, também chuvas torrenciais em Santiago, em Santiago Norte, com impactos muito fortes. Portanto, a nível das alterações climáticas há necessidade de reforçarmos a resiliência, quer a nível da preparação, quer a nível das infra-estruturas para adaptação e mitigação para conseguirmos estar mais preparados em todas as frentes para eventuais cenários extremos, tendo em conta, sempre, que nenhum país consegue estar totalmente preparado. Isto acontece também na Europa, acontece nos Estados Unidos, mas é sempre melhor reforçar a resiliência do que manter o 'status quo'. Depois, nós temos também uma outra lição que é a confiança no país. Com os nossos meios, com o apoio dos nossos parceiros, com a nossa economia, conseguimos recuperar, relançar e temos hoje uma economia a crescer de uma forma robusta, com o desemprego a reduzir-se, com a pobreza extrema em fase de eliminação. Essa é uma confiança de um país que consegue recuperar face a choques externos fortes e consegue também fazer apostas de resiliência no futuro, particularmente a nível da transição energética e da estratégia da água, para sermos menos dependentes desses fenómenos e dos choques externos. RFI: Como é que projecta enfrentar esses que identifica como os principais desafios, a questão climática e energética? Ulisses Correia e Silva: Primeiro a transição energética. Nós já tínhamos traçado, mesmo antes da guerra na Ucrânia que provocou essa crise inflacionista, um objetivo muito claro de atingirmos em 2026 mais de 30% da produção de electricidade através de energias renováveis. Nós vamos fechar em 2025, aliás, com cerca de 35%. Depois chegarmos a 2040 com mais de 50% da produção de electricidade através de energias renováveis e chegarmos a 2040 com mais de 80%. Isto é significativo porque reduz a independência do país aos combustíveis fósseis, reduz a exposição a choques externos energéticos, nomeadamente choques inflacionistas e aumenta a nossa contribuição para a redução da emissão de carbono. Depois temos a questão da água. Um país que está localizado na zona do Sael, que sofre as influências de secas periódicas. Nós virámos mais para o mar, para a dessalinização da água, a sua utilização na agricultura associada às energias renováveis para baixar o custo da produção de água; utilizarmos o máximo de reutilização e eficiência hídrica para podermos também estar mais preparados para a situação de seca. Estas duas vertentes colocam Cabo Verde no futuro com resiliência acrescida. Depois a terceira tem a ver com a diversificação da economia, que não fica apenas dependente de um único sector como é o turismo, por isso estamos a apostar fortemente na economia azul, na economia digital. São estas três grandes áreas que vão fazer com que Cabo Verde cresça ainda mais, aumentar o seu potencial de crescimento e cresça de uma forma mais diversificada. RFI: Qual é o papel da diáspora nessa aposta no desenvolvimento e num outro vector que o Sr. Primeiro-Ministro referiu na apresentação do livro, na vertente desportiva? Ulisses Correia e Silva: A diáspora é fundamental, não só com a sua contribuição para a economia, hoje cada vez mais dirigido para o investimento produtivo, através das remessas familiares, mas na amplificação do capital humano. Significa que a Cabo Verde é muito mais do que as 10 ilhas, é muito mais do que os 500 mil habitantes residentes, nós temos competências e capacidades em todo o mundo. E o futebol, por exemplo, o basquetebol, o andebol, são exemplos disto. A nossa capacidade de recrutar, para além do espaço interno dos residentes no país, recrutamos também em Portugal, em França, na Irlanda, nos Estados Unidos, lá onde temos cabo-verdianos de origem ou cabo-verdianos descendentes de cabo-verdianos, filhos, netos, bisnetos, trinetos, podem-se candidatar, primeiro, a obter a sua nacionalidade, depois a representar o país. Isto é que aumenta a capacidade de recrutamento a nível do futebol, a nível do basquetebol, a nível do andebol, mas aumenta a capacidade de recrutamento também do país, do aumento do seu capital humano em todas as outras áreas, na área da medicina, na área tecnológica, na área do empreendedorismo, dos negócios. Portanto, capacidade de ter uma selecção nacional abrangente com interesses dos cabo-verdianos no seu país e com portas abertas para poderem investir, poderem participar, poderem competir com a bandeira e o sentido da nação cabo-verdiana. RFI: Falando da política internacional, do papel de Cabo Verde e também da CPLP. Na guerra na Ucrânia, na situação em Gaza, qual é que poderia ser o papel da CPLP? Há quem aponte que tem sido pouco presente. Ulisses Correia e Silva: A CPLP, relativamente a essas situações que são de tensões geopolíticas, casos da guerra na Ucrânia, os países em si, individualmente, se posicionaram. Cabo Verde teve um posicionamento muito claro desde a primeira hora e mantemos a nossa posição. Individualmente, os países, praticamente todos, também se confluíram no sentido de reconhecer a gravidade da situação, a ilegitimidade da invasão de territórios alheios e de ocupação. Esses são princípios que nós não defendemos e que nós fazemos questão de pôr em evidência de que são contrários à Carta das Nações Unidas, são contrários ao direito internacional e devem ser devidamente sancionados politicamente. Mas é realidade que nós temos uma conjuntura extremamente difícil que tem que ter uma solução, que tem que ser necessariamente negociada no campo diplomático para encontrar a melhor posição. Dentro da situação em Gaza, também o nosso posicionamento sempre foi claro relativamente à condenação de qualquer situação que possa levar à destruição completa de territórios e de vidas humanas e procurar uma melhor solução para o Médio Oriente. RFI: Enquanto Primeiro-Ministro, daqui até ao fim do seu mandato, quais são os grandes desafios para os quais procurará encontrar solução? Ulisses Correia e Silva: As eleições serão entre Março e Maio. Conseguirmos concluir grandes projectos que estão em curso, pelo menos, ou vão então arrancar. Estou a falar, por exemplo, do pacote da Global Gateway, que são cerca de 400 milhões de euros que estão no sector dos transportes marítimos, nos portos, na economia azul, na economia digital e tem um impacto muito forte sobre a resiliência e o desenvolvimento da economia, e tem também uma componente da transição energética. É um pacote forte, os concursos vão ser lançados ainda este ano, estou a falar dos portos. Depois temos vários outros pacotes de investimentos que estarão na fase de lançamento e de continuidade da sua execução para o futuro próximo, depois a gerir. Agora de entrada de 2026, nós temos um orçamento muito forte para o ano de 2026, porque os governos e o país não podem parar por causa das eleições. Portanto, mantemos a continuidade da governança. Depois, competindo para o resultado eleitoral, que nós esperamos que nos seja favorável. O livro “Cabo Verde, crises e resiliência – erupção vulcânica, secas, Covid-19, guerras na Ucrânia e no Médio Oriente” foi editado pela Pedro Cardoso – Livraria
Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta quinta-feira, 18 de dezembro:Vencedor do Prêmio Campeões da Terra fala sobre inteligência artificial e proteção das florestasRelatório diz que mais mil pessoas foram mortas no Sudão no que pode configurar crime de guerra
Lula vai vetar alívio de penas / INSS: prisões, buscas e apreensões / Venezuela cercada / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta quarta-feira, 17 de dezembro:ONU aponta agravamento do impacto da guerra sobre civis na UcrâniaOMS promove evidência, integração e inovação na medicina tradicional
Flávio surpreende em pesquisa, mas Lula lidera / Autoridades prometem rescindir contrato com a Enel / Segurança deve ficar para o ano que vem / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris
Senado quer mudar PL da Dosimetria; projeto pode ficar para 2026 / Código de ética no STF é urgente, diz abaixo assinado / Toffoli libera investigações do Master, mas mantém controle / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris
“Estética, Ética, Repertório, Imaginário e como a arte pode ser um alimento fundamental pra quem trabalha com comunicação, criação e, principalmente, com gente.” Esses são alguns dos temas que conduzem a nova conversa do APPCast, que conta com a presença de uma convidada especial: Sílvia Camossa, ex-publicitária que encontrou na escrita e nas artes um novo caminho de expressão. O episódio está imperdível e já pode ser acessado no nosso canal do Youtube e Spotify. Corre para ficar por dentro de tudo e tirar o melhor desse bate-papo especial!Apresentação: Carol Zaine (APP Brasil, Vert.se, UnaSports Lab)Coapresentação: Jef Martins (APP Brasil, Biosphera.ntwk)Produção: Eduardo Correia, Mariana CruzGravação, Montagem e Edição: Fibra.ag, GOLiVEApoio: Globo, SBT, Record, Vert.se , Fibra.agPara saber mais sobre a APP Brasil, acesse http://www.appbrasil.org.br/
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta sexta-feira, 12 de dezembro:Tempestade Byron inunda Gaza e coloca quase 795 mil palestinos em riscoGrupo de especialistas da OMS reafirma que não há ligação entre vacinas e autismo
Lando Norris conquistou o título cumprindo exatamente o que a temporada exigia. Depois, admitiu não ter o estilo agressivo de Michael Schumacher ou Ayrton Senna. Para ele, outras qualidades foram decisivas: consistência, precisão técnica, frieza sob pressão e evolução constante. Esses atributos, aliados à forte sintonia com a equipe, explicam por que ninguém se torna campeão mundial por acaso.Apresentação: Cassio Politi e Lito Cavalcanti.Veja as melhores análises da Fórmula 1 no site The Race Brasil: https://www.youtube.com/@wearetherace_br.Inscreva-se no canal do Lito Cavalcanti no YouTube e participe toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília), da live: https://www.youtube.com/LitoCavalcanti. Participe do Bolão:https://pitacof1.com.br/
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta terça-feira, 9 de dezembro.Fundo de Emergências das Nações Unidas quer reverter tendência de queda de doaçõesAssembleia Ambiental começa em momento crítico para o planeta
Mynt: invista R$150 em qualquer cripto e tenha R$50 de Bitcoin no Cashback! - https://bit.ly/425ErVa. Promoção válida para novos cadastrados na plataforma do BTG através do uso do cupom MOTOR50; o Cashback de R$50 no Bitcoin em sua conta é creditado no 5º dia útil do mês seguinte. A Fórmula 1 encerrou a temporada de 2025 com agitações dentro e fora da pista. Um novo campeão entrou em um seleto grupo e um dos mais polêmicos dirigentes teve sua aposentadoria anunciada. Esses e outros assuntos fazem parte do Podcast Motorsport.com desta semana, que recebeu o jornalista Tiago Mendonça.
Aí sim! Existem certos termos que são empregues nos meios do esoterismo sem que o estudante tenha verdadeira clareza de sua profundidade e de seu real significado. Quando ouvimos falar sobre a alquimia e a transformação do chumbo em ouro muitas vezes é em forma de metáfora, na transformação interna do indivíduo e no refinamento de aspectos rumo à Grande Obra. Esses termos podem sim ser empregues de maneira simbólica, mas existe um ramo tradicional da Arte Oculta que lida com a medicina das ervas e dos metais e que busca, de fato, a transmutação alquímica e a produção da Pedra Filosofal, e essa é a Alquimia Operativa, ou também chamada, Alquimia Laboratorial. Muito se diz sobre a química moderna ser derivada da alquimia, e sim, ali estão as bases de muito do que foi desenvolvido nos últimos séculos. Mas é importante entendermos que a prática alquimia é permeada tanto pela ciência, e cálculos, e componentes exatos, como também pela perspectiva mística e sagrada da obra a ser executada. E que, sem a chave filosofal, pouco se pode produzir - ainda que se tenha os melhores ingredientes e equipamentos excepcionais. Nesse episódio entenderemos um pouco mais sobre a alquimia operativa e outros assuntos pertinentes. Entre no laboratório, mas tome cuidado para não esbarrar em nada! --- Próximas Lives (Páginas Abertas): Páginas Abertas #50 – 06/02 às 20:00 [Magia Financeira] --- Envie seu relato!
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta quinta-feira, 4 de dezembro:Mundo tem mais mortes por minas terrestres em meio a cortes de fundosPrevisões apontam para meses de intensidade mais fraca do fenômeno La Niña
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta segunda-feira, 1º. de dezembro.Dia Mundial de Luta Contra a Aids com alertas sobre retrocessos e apelos a liderança políticaEm Gaza, ONU e parceiros aumentam resposta humanitária sob cessar-fogo
A Leonor Freitas começou a sua carreira como assistente social, uma profissão marcada pelo serviço às pessoas.Mas sentiu a necessidade de voltar às raízes familiares. Deixou a sua carreira para assumir o negócio de vinho da família e, com coragem, visão e muito trabalho, transformou a Casa Ermelinda Freitas numa marca de referência nacional einternacional. Hoje, é um exemplo de liderança, reinvenção e dedicação a um legado que fez crescer e ganhar o mundo. É impossível não agradecer algo que para nós tem um significado muito especial: a Casa Ermelinda Freitas não sófaz parte desta conversa como acreditou no nosso projeto e aceitou ser patrocinadora do Podcast Divorcio Consciente.Um patrocínio que alinha valores, já que a Leonor Freitas é um testemunho, tal como o nosso projecto, que mesmo quando a vida muda de rumo é possível criar algo novo, forte e bonito. Ouve, partilha e contribui para uma cultura de relações saudáveis, responsáveis e autênticas.Conteúdos abordados:. da Assistência Social à Vinicultura. superar dificuldades num casamento de 50 anos. a influência das Raízes Rurais, a Vinha e a Resiliência. reconhecer Ciclos de Vida, actualizar expectativas, relações e necessidades. encarar medos, aceitar a mudança e sair fortalecido. conciliar Tradição e Modernidade na transição geracional. a importância de aceitar os filhos e o legado social. Asas e Raízes. a construção de uma Relação e a visão de um Divórcio Consciente FOTO: @doglifeproject O episódio foi GRAVADO COM O APOIO @comuna_studios e está disponível no Spotify, Apple Podcasts, Youtube e nas outras plataformas de distribuição de Podcasts habituais. Para mais informações sobre AS NOSSAS FORMAÇÕES segue o link Podes adquirir o nosso livro através do nosso site, directamente da editora ou qualquer outra livraria física ou online
Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta quarta-feira, 26 de novembro.ONU abre processo de seleção para novo líder da Secretaria-Geral da organizaçãoEspecialista da Unesco diz que Estados precisam regular uso da neurotecnologia
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (25): O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou à sede da Polícia Federal e trouxe recados do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o senador, Bolsonaro pediu diretamente que os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), considerem colocar em votação o projeto da Anistia. Durante discurso no Fórum Empresarial na África, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não será exportador de minerais críticos em sua forma bruta. Esses recursos, como lítio e nióbio, são essenciais para a fabricação de tecnologias de ponta, incluindo turbinas eólicas e painéis eletrônicos. Lula defendeu que as empresas que desejarem acesso a esses materiais deverão investir na industrialização dentro do território brasileiro. Reportagem: Matheus Dias. Sem revelar datas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre ( União Brasil), afirmou que o Senado vai cumprir o seu papel sobre a indicação de Jorge Messias como substituto de Luís Roberto Barroso no STF. Reportagem: André Anelli. O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi transferido para o presídio de Guarulhos, em São Paulo. A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, protocolou um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na semana passada, a Justiça negou o pedido de liberdade para o empresário, que é investigado por fraudes em transações. Visando as eleições de 2026, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o atual secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, não concordam sobre quem assumirá o comando da pasta no próximo ano. Com a saída prevista de Derrite para disputar o pleito, dois nomes fortes disputam a indicação: o coronel Marcello Streifinger e o delegado Osvaldo Nico. Reportagem: David de Tarso. O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), comentou a tramitação da Medida Provisória que prevê auxílio aos empresários brasileiros afetados pelo "tarifaço" imposto pelos Estados Unidos. Ao ser questionado se o Congresso Nacional poderia dificultar a aprovação do texto, Alckmin afirmou acreditar na independência e harmonia das instituições, declarando que "os poderes não devem se misturar". Reportagem: Matheus Dias. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na ação penal que apurou a tentativa de golpe de Estado. Caberá agora aos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisar o caso. Se a denúncia for aceita, o parlamentar passará à condição de réu no processo. Reportagem: Igor Damasceno. O Partido Liberal (PL) avalia que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro pode estar relacionada à intolerância religiosa. Segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), uma das justificativas utilizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para converter a prisão domiciliar em preventiva foi a convocação de uma vigília religiosa feita pelo próprio senador. A defesa alega que o ato de fé foi interpretado de forma equivocada pela Justiça. Reportagem: Rany Veloso. A CPMI do INSS, que está ocorrendo no Congresso Nacional, vai votar um pedido de convocação do advogado Geral da União, Jorge Messias. O pedido foi feito pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante e acusou o ministro de prevaricação. Reportagem: Rany Veloso. O governo dos Estados Unidos indicou que houve um "grande progresso" nas negociações pelo fim da guerra na Ucrânia. As discussões estratégicas ocorreram durante o último fim de semana. As conversas contaram com a participação direta de representantes norte-americanos, de lideranças de capitais europeias e da equipe do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sinalizando um novo momento nos esforços diplomáticos. Reportagem: Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta terça-feira, 25 de novembro.Escalada de violência na Nigéria agrava crise de fome e ameaça estabilidade regionalUcrânia entra inverno com mortes de civis em escalada e colapso de serviços
Entre para o Grupo Vip da Maior Black Friday da História da Levante:https://lvnt.app/jvtu2p25/11 - Bolsa +0,30%, USIM +5% e POMO -2%Olá, sejam bem-vindo a mais um Fechamento de Mercado, comigo Flávio Conde e Ricardo Afonso, hoje é 3a. feira, dia 25 de novembro, e sugiro assistirem o Mata-Mata: “Qual Banco Comprar: BB, Itaú, Bradesco ou Santander?” que está muito bom. O Ibovespa fechou em leve alta de 0,30% a 155.7 mil pontos, com volume muito fraco de R$ 18 bi, R$ 7 bi abaixo da média das terças de outubro e novembro. Desconfio que investidores estrangeiros estão operando bem menos e seriam os responsáveis por esse volume pífio. Apenas Itaú e Vale chegaram a R$ 1 bi de volume e Petrobras menos de R$ 900 milhões. Em dias de volume alto chega a cinco o número de ações com volumes acima de R$ 1 bi sendo duas dessas ações acima ao redor de R$ 2 bi.Já as bolsas subiram nos EUA, Nasdaq +0,7% e Dow +1,5% - mesmo com Nvidia caindo 4% por conta da Meta negocia gastar bilhões nos chips de IA do Google, que subiu 1%, sinal de que a gigante das buscas pode estar avançando para competir com o acelerador de IA mais vendido do mercado.Mais EUA: os dados econômicos, divulgados com atraso devido ao lockdown, também estiveram em foco. As vendas no varejo subiram 0,2% em setembro em relação a agosto, ficando abaixo das expectativas, enquanto os preços ao produtor registraram leve alta de 0,3%, em linha com as previsões. Esses são alguns dos últimos indicadores de inflação antes da decisão sobre a taxa de juros do Federal Reserve. A crescente expectativa de um corte na taxa tem impulsionado os mercados nos últimos dias tendo atingido hoje 82,7% de apostos de corte em dezembro x 77% ontem e 50% na terça-feira passada.O dólar comercial em baixa de -0,35%, aos R$ 5,3761 de R$ 5,3951 ontem, seguindo o dólar norte-americano recuou -0,25%, frente a moedas fortes.Os juros no Brasil recuaram de novo com o Tesouro Prefixado 2032 a 13,36% x 13,40%, ontem, e o IPCA+ 2029 estável em 7,75% a.a.Assista no vídeo as recomendações de Conde e Ricardo.
Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta sexta-feira, 21 de novembro:COP30 em Belém chega à reta final após fechar ala diplomática quase um dia por causa de um incêndioONU pede à Espanha para implementar lei sobre bebês roubados no século passado
James Esses, a psychotherapist and advocate for free speech, discusses his concerns about the infiltration of woke ideologies in society, particularly in areas like climate alarmism, gender identity, and education. He highlights the negative impact on mental health and shares examples of how these ideologies are influencing children and professionals. Despite facing personal and professional challenges, Esses is determined to continue speaking out and encouraging others to do the same for societal improvement.00:00 Introduction to James Esses00:48 Climate Catastrophizing in Schools04:24 Climate Activism and Its Consequences06:54 The Fight Against Wokeness08:13 Challenges in the Therapy Profession09:29 Real-World Consequences of Wokeness11:14 The Trans Agenda and Its Impact19:17 Profit Motives Behind Gender Ideology20:40 Sports and Gender Identity23:12 Wokeness as a Substitute for Religion33:07 Free Speech and Social Media36:29 Final Thoughts and Future Concerns101M views of this tweet: https://x.com/JamesEsses/status/1862635125223174216https://jamesesses.substack.comhttps://jamesesses.com/https://x.com/jamesesses=========Slides, summaries, references, and transcripts of my podcasts: https://tomn.substack.com/p/podcast-summarieshttps://linktr.ee/tomanelson1
E aiiiiiii Diooooovens!! No episódio de hoje, no clima do Dia da Consciência Negra, vamos conversar sobre um tema importantíssimo e, muitas vezes, mal compreendido: qual foi, afinal, a posição da Igreja diante da escravidão? Aproveitando essa data de reflexão, vamos lançar luz sobre a verdade histórica e teológica, mostrando como a Igreja, apesar das falhas humanas ao longo dos séculos, sempre teve uma doutrina clara contra a escravidão. Vamos desmontar mitos, esclarecer dúvidas e entender melhor como a fé católica reconhece, desde sempre, a dignidade de toda pessoa humana. Também vamos aproveitar para conhecer algumas figuras incríveis: os Santos Negros da Igreja, que com sua fé e testemunho nos mostram a beleza da santidade vivida em todas as culturas e realidades. Está pronto para mergulhar nessa conversa cheia de história, fé e verdade? Aperte o play e vem com a gente! E claro, compartilhe com aquele amigo que adora descobrir mais sobre a nossa fé católica — sem achismos, sem distorções, só a verdade com caridade! ►Grupo de avisos do Santa Zuera: https://chat.whatsapp.com/KHfZ905nDG5DzIjE5MnId2 ►Venha participar do Jubileu conosco: https://api.whatsapp.com/send?phone=5562998515852&text=Oi!%20Gostaria%20de%20saber%20mais%20sobre%20a%20peregrina%C3%A7%C3%A3o%20para%20o%20Jubileu%20com%20o%20Santa%20Carona ► Se inscreva para saber das novidades sobre o VOX FIDEI: https://encr.pw/9gZW1 ►Nos siga em nosso INSTAGRAM: @santazuera.sc ►Quer nos ajudar a manter este apostolado? Doe em nosso PIX: santazuera.sc@gmail.com, ou Doe pelo Tipai QR code na tela, ou Doe pelo super chat ►Acesse a Livraria do Santa Carona, livros com atá 40% off https://livrariasantacarona.com.br/ ► INSCREVA-SE https://www.youtube.com/channel/UCnU02kDpjAQSZUpk_ZvAICg/join ► PEGUE CARONA COM A GENTE! Youtube: https://www.youtube.com/user/santacarona Discord: https://discord.com/invite/kuFyRma Instagram: http://instagram.com/santacarona Twitter: http://twitter.com/santacarona ► IMPORTANTE Nós podemos ler o seu e-mail, então o envie para: santazuera.sc@gmail.com Parcerias: https://bit.ly/sc_parcerias ► CRÉDITOS Roteiro: Hian Gustavo Apresentação: Guilherme Cadoiss Podcasters: Carlos Neiva | Hian Gustavo | Max Pfutz Coordenação: Matheus Bunds Transmissão e finalização: MB StudioRoom
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta quinta-feira, 20 de novembro:Saiba o que está em jogo nas negociações da COP30ONU celebra Dia Mundial da Criança combatendo pobreza e desigualdade
Diante dos blocos em alto-mar de onde a Petrobras sonha em extrair petróleo, está a maior faixa contínua de manguezais do mundo, na costa norte do Brasil. A cerca de 100 quilômetros de Belém e da Conferência do Clima das Nações Unidas, na ilha de Marajó, uma pequena comunidade de pescadores se mobiliza contra o projeto de prospecção do governo federal na bacia da foz do rio Amazonas – com potencial de abalar ainda mais uma localidade já duramente afetada pelas mudanças climáticas. Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Belém Ecossistemas complexos, mas também extremamente vulneráveis a um vazamento de óleo, os manguezais estão na linha de frente dos riscos do projeto. Enquanto o mundo se levanta para defender a ameaça à floresta amazônica, os mangues são as vítimas esquecidas, observa o professor Marcus Fernandes, diretor do Laboratório de Ecologia de Manguezal da UFPA (Universidade Federal do Pará). "Na Amazônia, a gente sempre se voltou para terra firme, e esqueceu de que nós temos uma costa. O Brasil tem a segunda maior área de manguezal do mundo, e a Amazônia tem 85% dessa área”, salientou. Nesses 85%, está a maior área contínua de manguezal do mundo, entre a Baía do Marajó e a Baía de São José, no Maranhão. Diferentemente de uma praia, onde uma catástrofe ambiental pode ser melhor controlada, em zonas úmidas e pantanosas o impacto é quase irreversível. “Você não tira o petróleo, na verdade. Você forma uma camada impermeável sobre o sedimento lodoso do manguezal”, explicou o professor. "Isso faz uma espécie de bloqueio da troca gasosa e reduz o oxigênio disponível nas raízes, a respiração da planta, que leva a uma asfixia radicular e à consequente morte das árvores. É uma grande catástrofe, que dura por décadas, até centenas de anos”, complementou. Presidente do Ibama ameniza os riscos A autorização para os testes da Petrobras foi o processo ambiental "mais longo” já feito pelo Ibama, argumenta o presidente do órgão federal, Rodrigo Agostinho. Ele defende um procedimento “muito exigente” e ameniza os riscos do projeto. “Todas as modelagens apontam que, em mais de 90% dos momentos, se tiver um vazamento de óleo, esse óleo vai para mar aberto em vez de vir para a nossa costa. Mas sempre existe risco”, reconheceu à RFI, à margem dos eventos da COP30. O bloco FZA-M-059, alvo da autorização do Ibama, fica a 175 quilômetros da costa do Amapá e a 500 quilômetros da foz do Amazonas. “O pré-sal é muito mais próximo, e em acidentes na região do pré-sal, o óleo tende a vir para o litoral, por conta da corrente do Brasil. É diferente da margem equatorial onde, na maior parte do tempo, as modelagens apontam que a maior probabilidade é que esse óleo vá para o alto mar”, assinalou Agostinho. O bloco em questão localiza-se a cerca de 600 quilômetros da Reserva Extrativista Marinha de Soure, administrada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Na pacata Vila dos Pesqueiros, moram menos 400 pessoas que sobrevivem de serviços e da pesca, principalmente de caranguejos e moluscos no manguezais. ‘O mangue é vida' "O mangue é o nosso sustento. É a nossa segunda casa”, sublinhou Patricia Faria Ribeiro, ex-pescadora, cozinheira e liderança comunitária. "O mangue é vida para a gente, porque esse território é nosso. Então, quem tem que cuidar dele somos nós." A notícia da liberação caiu como uma bomba – ninguém estava a par dos planos da companhia de petróleo na região. "Estamos mobilizando agora todas as comunidades que antes não estavam sabendo e agora, sabendo, juntando forças com estratégia, com cartazes, dizendo 'não queremos, não queremos'”, disse pescador artesanal Jorge Gabriel. “Somos contra a destruição de uma fauna, uma flora que é a nossa vivência, a nossa vida toda. Com poucos recursos, nós conseguimos sobreviver, porque aqui temos rio, temos o manguezal, que é riquíssimo, berçário para muitos peixes. Então, se isso acontecer, serão poucos ficando ricos e muitos ficando pobres", destacou. As estatísticas são deficientes, mas em toda a costa, são milhões de pessoas dependendo da pesca e da coleta de moluscos e frutos do mar. "A gente sempre viveu tranquilo aqui. Pegou o caranguejo direto do mangue e comeu. Pegou o peixe direto do mar e comeu”, complementou Patricia, “nascida e criada” na Vila dos Pesqueiros. Ela exige a mais transparência sobre o que poderá acontecer com a ilha se o projeto de exploração de petróleo seguir adiante. "Nós precisamos saber o que realmente vai acontecer. Não pensar só nos royalties, mas pensar no nosso futuro”, insistiu. Impacto no turismo Agente comunitário de saúde há 35 anos, Alfredo Leal dos Santos hoje só pesca nas horas vagas, mas também vê com preocupação o futuro da ilha onde nasceu. "Nós temos uma vida saudável aqui. Respiramos esse ar puro, a nossa água não é nem tratada, ela vem direto do poço. Ainda temos esse privilégio”, disse. "Imagine acontecer um vazamento desses? Não estão pensando nos praianos, nos ribeirinhos que dependem desse sustento, e no próprio turismo. Se vem a acontecer alguma coisa, vai também afastar o turista: ele jamais vai querer vir para uma área que está contaminada.” No dia em que a reportagem visitou a localidade, a associação Nem um Poço a Mais promovia um debate público sobre o assunto, com a participação de lideranças comunitárias, moradores e pesquisadores, mas também vítimas de vazamentos de petróleo na Bahia, no Rio de Janeiro ou no México. "Já tem muita perfuração. Continuem fazendo o que já destruíram, mas continuem sugando para lá, e não destruindo mais e mais e mais”, destacou o pescador João Gabriel. Isabel Brito, moradora do bairro vizinho de Tucunduva, ajudou a organizar o evento, que buscou ser o estopim de uma mobilização maior dos comunitários contra o projeto da Petrobras. “Muitos classificam estes lugares como pobres porque não circula dinheiro, mas circula alimento, e alimento de qualidade. As pessoas moram bem, vivem bem”, destacou. "É muito difícil, para quem não enxerga isso, entender que a exploração do petróleo aqui, independente de vazamento ou não, ele vai destruir milhares de postos de produção de riqueza." Transição energética é questionada Apesar de ser eleitora de Lula, ela rejeita o argumento do governo federal de usar os recursos da exploração do petróleo para combater a pobreza e financiar a transição ecológica no Brasil. "Não precisa destruir o modo de vida das pessoas para destruir a pobreza junto. Quanto à transição energética, quem consome muito que pare de consumir tanto. Por que nós e a Amazônia temos que ser sacrificados?”, indagou. "Por que os indígenas, os povos tradicionais têm que ser sacrificados para garantir o modo de vida de quem está destruindo e continuar consumindo do jeito totalmente perdulário que consomem hoje?”, questionou. O consumo intenso de petróleo no mundo nos últimos 150 anos já causou impactos bem reais na região: o aumento do nível do mar, consequência do aquecimento global. Em uma década, o avanço das águas sobre a terra já decepou mais de 500 metros da área costeira da Vila dos Pesqueiros, destruída pela erosão. “Derrubou muita área onde tínhamos plantações de coqueiros, muito muricizeiro, goiabeiras, e hoje a gente não tem mais nada”, contou a cozinheira Lucileide Borges. "Tinha uma ilha por trás, de mangues, e hoje a gente não tem mais. A praia nunca vai voltar como era antes. Agora, a gente está preservando o que a gente ainda tem. Imagine se vem um poço de petróleo?”, afirmou. Os moradores mais antigos já trocaram até cinco vezes de endereço, na esperança de fugir das águas. Em fevereiro de 2014, mais 35 casas foram levadas pela maré. A de Lucileide, onde ela mora há 50 anos, salvou-se por pouco. “Por enquanto, a casa ainda não caiu e a gente permanece lá. A gente tem bastante medo, mas a gente vai sobrevivendo. É uma tristeza muito grande”, relatou. "A nossa situação é crítica porque, sem recursos financeiros, a gente não pode fazer outra casa." A COP30 e o aumento dos recursos de adaptação A comunidade é um exemplo flagrante da necessidade de aumento dos recursos para adaptação às mudanças do clima, um dos principais focos da COP30, em Belém. O objetivo da presidência brasileira do evento é triplicar o financiamento global para medidas de resiliência aos impactos do aumento das temperaturas no planeta. Os manguezais, com árvores de grande porte essenciais para proteger as comunidades costeiras, também precisam de políticas específicas para serem preservados, inclusive pelo importante papel que exercem na mitigação das mudanças do clima. Os mangues absorvem da atmosfera até três vezes mais carbono do que uma floresta de terra firme e ainda estocam 80% deste gás no solo. As projeções mais pessimistas indicam que a metade da ilha do Marajó poderá afundar – justamente a a costa onde estão os manguezais, salienta o pesquisador Marcus Fernandes, da UFPA. “Eles têm um aviso prévio”, lamenta. “Isso é uma das funções da COP: a gente está tentando discutir essas questões, para um processo que está encaminhado. Esses próximos passos vão ter que ser muito direcionados para a resiliência, tanto da população, das comunidades quanto do ambiente.”
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (20/11/2025): Dezoito entidades de Previdência de Estados e municípios que, no total, investiram R$ 1,8 bilhão em papéis do Banco Master podem ficar no prejuízo com o processo de liquidação da instituição financeira. Esses fundos compraram títulos que ajudaram a financiar o avanço do Master depois que o Banco Central apertou a regulação para as captações com CDBs voltadas a investidores pessoa física. A maior exposição é a do Rioprevidência, dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, que aplicou cerca de R$ 1 bilhão nos papéis, emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimento previsto para 2033 e 2034. A segunda entidade mais afetada é o fundo de pensão do Estado do Amapá (Amprev), com R$ 400 milhões em papéis do banco. E mais: Política: Relator indica mudanças no Senado de PL Antifacção, que opõe Lula a Motta Metrópole: Comando Vermelho atua em uma em cada quatro cidades da Amazônia Cultura: Quarentona e atual, canção ‘Exagerado’ está de voltaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Esses dias, eu li uma história que me marcou profundamente. É sobre uma mulher que se depara com uma dor emocional profunda. Diante desse sofrimento, ela tenta seguir a vida e recorre à medicina. Mas não funciona - porque esse é um tipo de incômodo que não aparece no exame de sangue, nem no raio-X.Por fim, ela procura um ancião. Ele escuta e entende o que ela está dizendo. É a primeira vez que isso acontece. Então ela sai de lá com um caminho, que termina nessa frase: “ela aprendeu a não se esconder da escuridão, mas também a não se deixar se perder nela.”Nesse episódio eu te conto o que o ancião disse, o que ela fez e as dez lições que eu aprendi com essa história, cê vem? Nessa quarta-feira em todos os agregadores de podcast.edição: @valdersouza1 identidade visual: @amandafogacatexto: @natyopsPUBLICIDADE: DAKICompre com desconto: https://soudaki.onelink.me/FYIE/ParaDarNomeAsCoisasCupom: PARADARNOME (R$ 25 de desconto em compras acima de R$ 100, válido para primeira compra)*Sorteio livro “O livro da esperança: Um guia de sobrevivência para tempos difíceis”Sorteio: “O livro da esperança: Um guia de sobrevivência para tempos difíceis”.*PALESTRAS:Palestra em BH: Natália Sousa em Belo Horizonte - Palestra "Medo de Dar Certo"Palestra no RJ: Natália Sousa no Rio de Janeiro - Palestra "Medo de Dar Certo"Palestra em Curitiba: Natália Sousa em Curitiba - Palestra "Medo de Dar Certo"*MEU LIVRO: Medo de dar certo: Como o receio de não conseguir sustentar uma posição de sucesso pode paralisar você | Amazon.com.brApoie a nossa mesa de bar: https://apoia.se/paradarnomeascoisas
Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta quarta-feira, 19 de novembro:Escola no Pará ensina alunos a combater mudança climática com proteçãoONU marca Dia Mundial do Toalete apelando por mais saneamento básico
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta terça-feira, 18 de novembro.Conselho de Segurança autoriza força de estabilização internacional em GazaReta final de negociações COP30 marcada por expectativa de justiça climática
Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta segunda-feira, 17 de novembro.Líder da Assembleia Geral visita ilha na Amazônia que luta contra mudança climática para produzir cacauEmpresa de aluguel na internet vai abrigar vítimas do furacão Melissa
Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta sexta-feira, 14 de novembro.COP30 foca em saúde e crise climáticaOMS marca Dia Mundial da Diabetes
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Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta terça-feira, 11 de novembro:Relatório da ONU diz que caminho para resfriamento pode reduzir emissões e proteger 3 bilhões de pessoas do calorAstrofísico Brian Cox fala à ONU News sobre novo papel como embaixador do espaço
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta segunda-feira, 10 de novembro.Em meio a crescentes ameaças globais, COP30 propõe mais ação e menos negociaçãoTemperaturas extremas e conflitos forçam milhões a abandonar suas casas
Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta sexta-feira, 7 de novembro:Negociações da COP30 abrem nesta segunda-feira em Belém colocando as pessoas no centro da ação climáticaPortugal recebe prêmio pelo combate à obesidade
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta quinta-feira, 6 de novembro.Brasil lança fundo que coloca preservação das florestas no centro da pauta climáticaAgência aponta 2025 como segundo ou terceiro ano mais quente já registrado
Jurandir Filho, André Campos, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho batem um papo a transição dos jogos de luta pixelizados para os jogos poligonais. Esse foi um dos momentos mais significativos da história dos videogames, redefinindo não apenas a estética do gênero, mas também sua linguagem visual e mecânica. Durante os anos 1990, os jogos de luta 2D dominavam os fliperamas, com títulos como "Street Fighter", "Mortal Kombat", "The King of Fighters" etc. Esses jogos se destacavam pelo uso de sprites detalhados, animações desenhadas à mão e uma ênfase no timing, na precisão dos comandos e na leitura do adversário — características que se tornaram a alma do gênero.Com o avanço do hardware e a chegada da era 32-bits, o salto para o 3D se tornou inevitável. As desenvolvedoras buscavam explorar o poder de consoles como o PlayStation, o Saturn e os novos sistemas de Arcade, que permitiam gráficos poligonais e ambientes tridimensionais. Foi nesse contexto que surgiram títulos como "Virtua Fighter" e "Tekken", pioneiros em apresentar personagens modelados em polígonos e arenas com profundidade real.Quais os melhores jogos? No final, quem vence nesse gênero: os jogos 2D ou os jogos 3D?Essa é a primeira edição da série Do Pixel ao Polígono!########- ALURA | Guia do Mochileiro Tech: Seu passaporte para as melhores vagas no mercado de trabalho! https://alura.tv/99vidas-guia-2025