Podcasts about esses

  • 2,313PODCASTS
  • 7,031EPISODES
  • 36mAVG DURATION
  • 1DAILY NEW EPISODE
  • Jun 11, 2026LATEST
esses

POPULARITY

20192020202120222023202420252026

Categories



Best podcasts about esses

Show all podcasts related to esses

Latest podcast episodes about esses

WGospel.com
Deus chama os diferentes

WGospel.com

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 5:41


TEMPO DE REFLETIR 01792 – 11 de junho de 2026 I Coríntios 12:4 – Os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. O chamado dos doze apóstolos é na realidade o chamado de pessoas de enormes diferenças. O Novo Testamento inclui quatro listas dos doze: Mateus 10:2-4; Marcos 3:13-16 e Atos 1:13. Nessas listas, os mesmos doze aparecem. A ordem na qual eles são reunidos também é muito similar. O primeiro nome nas quatro relações é sempre o de Pedro. Ao que parece, o líder natural de todo o grupo. Os doze apóstolos são arranjados em três grupos de quatro: O grupo um é composto de Pedro, André, Tiago e João. O grupo dois é sempre formado de Filipe, Bartolomeu, Tomé e Mateus. O grupo três inclui Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simão, zelote; e Judas Iscariotes. O primeiro grupo é formado por dois pares de irmãos (Pedro e André, João e Tiago, filhos de Zebedeu). Curiosamente, os grupos parecem relacionados em ordem decrescente, com base no nível de intimidade com Cristo. Os membros do grupo um provavelmente foram os primeiros chamados (Jo 1:35-42). Possivelmente eles haviam estado com o Senhor por um período mais longo. Esses pertenciam ao círculo íntimo de Jesus. Eles são encontrados com Cristo em momentos-chave. Desse grupo, Pedro, Tiago e João aparecem ainda mais próximo a Jesus. O grupo dois, embora formado de vultos importantes nas narrativas dos evangelhos, não inclui ninguém de perfil destacado. O grupo três aparece ainda mais distante. Eles são raramente mencionados nos registros do ministério de Jesus. O único que melhor conhecemos desse grupo é Judas Iscariotes, mas isso em função de seu ato de traição. Judas Iscariotes é sempre o último nas listas dos evangelhos e qualificado como traidor. Na lista do livro de Atos, é omitido. Isso tudo sugere que, mesmo dentro de um grupo pequeno, a variedade é muito grande. As personalidades e interesses eram também diversos. Pedro é agressivo e verbal. João é mais tímido. Nos 12 primeiros capítulos de Atos, ele dificilmente fala. Alguns eram pescadores, outros não sabemos claramente. As preferências políticas variavam. Simão, o zelote, era um revolucionário. Mateus, um servidor de Roma. A diversidade é quase infindável, mas aqui nós encontramos o fôlego do apelo de Cristo a pessoas tão diferentes. O que podemos aprender? Há lugar para todos. Ninguém é excluído, a não ser, como Judas, os que decidem se excluir. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Senhor, obrigado porque no Teu Reino nenhum de nós é excluído. Tu nos aceitas como somos, como estamos. E transforma completamente a nossa vida. Por favor, faça isso comigo mais uma vez e com cada um de meus ouvintes. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Sons da Terra
Abelhas sem ferrão

Sons da Terra

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 48:40


Os apresentadores do Sons da Terra conversam com o meliponicultor Guilherme Aguirre sobre o universo das abelhas sem ferrão, as abelhas nativas do Brasil. Esses insetos são essenciais para o equilíbrio ambiental, mas muita gente ainda desconhece o papel fundamental que desempenham na manutenção da biodiversidade. Aguirre compartilha sua experiência com a criação dessas abelhas em casa e fala também sobre o trabalho que desenvolve na área da educação ambiental, aproximando crianças e adultos da natureza e despertando a consciência para a importância da conservação dessas espécies.Confira o bate-papo!

ONU News
Jornal da ONU - 10 de junho de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 5:07


Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta quarta-feira, 10 de junho.Agência dá cartão vermelho simbólico para quem pratica trabalho infantilEm Dia de Portugal, diásporas celebram identidade

Um Eventual Ocultismo
136 - Viagem ao Topo da Terra

Um Eventual Ocultismo

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 49:45


O que faz alguém arriscar a vida no alpinismo? Qual parte tão sonora da alma nos impede de considerar as consequências e nos impele a realizar feitos extraordinários? Esses e outros mistérios serão abordados nesta mais nova expedição do Eventual Ocultismo, explorando a adaptação para o cinema da obra de Jiro Taniguchi.Mandem e-mails com comentários para: umeventualocultismo@gmail.comParticipantes: Luca Piancastelli, Pedro Santos e Vítor BatistaMúsicas: Through the Khumbu Valley, Looking for Habu e The Mountain Call (Amine Bouhafa; Le Sommet des Dieux OST)

Vida em França
"Estamos todos no mesmo Mundo, Terra, Pátria"- Álvaro Vasconcelos

Vida em França

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 40:47


Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.

Jornal do Boris com Boris Casoy
Jornal do Boris - 9/6/26

Jornal do Boris com Boris Casoy

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 30:37


Mais uma tentativa de delação de Vorcaro deve ser rejeitada / PCC: mais prisões de envolvidos no plano para matar promotor / Israel volta ao ataque no sul do Líbano / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris

Jornal do Boris com Boris Casoy
Jornal do Boris - 8/6/26

Jornal do Boris com Boris Casoy

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 31:21


Irã e Israel trocam ataques / Plano agrícola chinês pode prejudicar o Brasil / Bets crescem e população se endivida / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris

ONU News
Jornal da ONU - 5 de junho de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 5:20


Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta segunda-feira, 5 de junho.ONU lança novo apelo para atender vítimas da crise no LíbanoPortugal defende proteção dos trabalhadores em tempos de IA e inovação tecnológica

DigitalFeeling
Episode 161 - Technovation Girls France avec Gaelle Maurugeon

DigitalFeeling

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 24:39


Technovation Girls France: comment cette association prépare les jeunes filles aux métiers du numérique et de l'IAÀ l'heure où moins de 20 % des étudiants en informatique en France sont des femmes, une association s'attaque à la racine du problème : convaincre les collégiennes et lycéennes que la tech est faite pour elles. Dans cet épisode de Digital Feeling, j'ai reçu Gaëlle Maurujon, vice-présidente de Technovation Girls France, pour tout comprendre de ce programme unique en son genre.Technovation Girls France, c'est quoi exactement ?Technovation Girls est une association internationale née en 2006 dans la Silicon Valley. Son objectif : initier les jeunes filles de 13 à 17 ans à l'entrepreneuriat technologique, à travers un programme de six mois intensif et entièrement gratuit.Le chapitre français a été cofondé par Gaëlle Maurugeon et plusieurs femmes engagées dans le numérique, unies par un même constat : malgré vingt ans de transformation digitale, les femmes restent massivement sous-représentées dans les métiers de la tech."Ça fait vingt ans que je suis dans le digital et ça ne change pas. Pourquoi on n'a pas plus de filles qui s'engagent dans ces formations ?"Gaëlle Maurugeon, vice-présidente Technovation Girls FranceLe chiffre qui fait mal : moins de 20 % de filles en informatiqueEn France, les femmes représentent moins de 20 % des étudiants en informatique. Un chiffre qui n'étonne pas celles qui évoluent dans le secteur depuis des années, mais qui méritait d'être documenté pour légitimer l'action associative.Ce déséquilibre ne se corrige pas seul. Il se creuse dès le collège, quand les stéréotypes de genre détournent les filles des matières scientifiques et des ambitions technologiques. C'est précisément là que Technovation Girls intervient.6 mois pour devenir une mini-entrepreneuse du numériqueLe programme Technovation Girls est conçu comme une immersion dans le monde réel de l'entrepreneuriat tech. Voici ce que vivent concrètement les participantes :1. Identifier un problème du quotidienLes jeunes filles partent d'une problématique qu'elles observent autour d'elles — dans leur école, leur quartier, leur famille. Elles sont encouragées à relier cette problématique aux 17 Objectifs de Développement Durable (ODD) de l'ONU, pour inscrire leur projet dans une vision d'impact global.2. Analyser le marché (comme des pros)Avant de se lancer, elles apprennent à valider leur hypothèse avec des données : chiffres, sondages, analyse de l'existant. Un réflexe d'entrepreneur que peu d'adultes maîtrisent vraiment.3. Développer une application mobile en no codeAu cœur du programme : la création d'une application mobile no code. Les participantes apprennent les bases du code, comprennent la logique algorithmique, et intègrent progressivement des briques d'intelligence artificielle dans leur application (chatbot, reconnaissance d'images, exploitation de données…).4. Interroger de vrais utilisateursPour s'assurer que leur solution répond à un vrai besoin, elles envoient des questionnaires à des utilisateurs potentiels. L'approche "user-centric" , centrale dans le développement produit professionnel — est inculquée dès le départ.5. Créer un plan marketing (ou un business plan)Les collégiennes élaborent une stratégie marketing pour faire adopter leur produit. Les lycéennes vont plus loin avec un Lean Business Canvas, le même outil utilisé par les startups en phase d'amorçage.6. Pitcher en publicPour conclure, chaque équipe réalise une vidéo de pitch et présente son projet à un jury. Les meilleures équipes peuvent aller jusqu'à pitcher en Californie, au niveau international.L'IA dans le programme : un usage raisonné et encadréTechnovation Girls ne se contente pas d'évoquer l'intelligence artificielle, elle l'intègre concrètement dans les pratiques des participantes. Dès le début du programme, elles sont sensibilisées à :Ce que l'IA peut apporter : gain de temps, génération de contenu, analyse de donnéesSes limites et risques : biais, hallucinations, nécessité de vérifier les sourcesDes usages guidés : prompts pour générer un questionnaire utilisateur, améliorer un pitch, réaliser une analyse de marchéL'enjeu est clair : former des utilisatrices critiques de l'IA, pas des consommatrices passives."On les sensibilise très vite aux limites. On veut qu'elles aient un usage raisonnable de l'IA."Gaëlle MaurugeonDes projets qui prouvent la maturité des participantesEn quatre ans, Technovation Girls France a vu émerger des projets d'une qualité et d'une pertinence remarquables :Une app pour faire des dons sécurisés aux sans-abri via mobileSophia, une application pour aider les jeunes à croiser les sources d'information et développer leur esprit critiqueDes outils d'entraide scolaire pour lutter contre le décrochage au collègeUne app sur l'alimentation de saison, pour consommer mieux et plus localCes projets ne sont pas anecdotiques. Certains anticipaient des sujets devenus aujourd'hui des priorités sociétales. La preuve que, bien accompagnées, les adolescentes peuvent produire des solutions à la hauteur des enjeux contemporains.Les mentors : un rôle clé, une expérience transformatriceChaque équipe de cinq filles est accompagnée par deux mentors bénévoles. Le rôle ne requiert pas d'être expert en tech : il s'agit avant tout d'accompagner un groupe, de créer de la cohésion, de faire émerger les idées.Les profils recherchés :Des personnes à l'aise en digital, design ou marketingOu à l'inverse, des profils business, entrepreneuriat, conseilEt surtout : des personnes qui croient à la cause et ont envie de transmettreLes retours des mentors sont unanimes : ils repartent autant enrichis que les participantes. Gestion des émotions, posture de coach, remise en perspective de leurs propres métiers, le mentorat Technovation Girls est une expérience à part entière.Le programme 2026-2027 se déroule de novembre 2026 à avril 2027. Les inscriptions sont ouvertes sur le site Technovation Girls France.Un programme 100 % en visio, accessible partout en FranceC'est un point souvent méconnu : tout le programme se déroule en visioconférence. Que vous habitiez Paris, Lyon ou une zone rurale, vos filles peuvent participer. L'association travaille activement à toucher des territoires moins connectés aux opportunités numériques, convaincue que la fracture géographique ne doit pas s'ajouter à la fracture de genre.Des partenaires engagés : Oracle, Shopify, Snowflake…Technovation Girls France s'est entourée de partenaires technologiques de premier plan, déjà impliqués en interne sur les sujets de mixité. Ces entreprises participent au jury, organisent des visites de leurs locaux, et intègrent leurs outils directement dans le programme (comme la plateforme data Snowflake).L'association est également présente sur des événements majeurs comme VivaTech et les France Digital Days, offrant aux participantes une immersion dans l'écosystème tech français.Pourquoi ce programme mérite votre attention Technovation Girls ne fait pas dans le symbole. Elle forme concrètement, sur six mois, des adolescentes à :✔ L'entrepreneuriat et la pensée produit✔ Le développement no code et les bases du code✔ L'usage raisonné de l'intelligence artificielle✔ Le marketing, le business plan, le pitch✔ La confiance en soi et le travail en équipeTout cela, gratuitement, par des bénévoles passionnés.Si vous avez une fille entre 13 et 17 ans, renseignez-vous sur le site Technovation Girls France.Si vous travaillez dans le numérique, devenez mentor pour la prochaine session.Si vous dirigez une entreprise tech, explorez un partenariat.

Giro 360
A pressão de Lula sobre Adriana

Giro 360

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 36:42


A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Goiás frustrou a expectativa por avanços na definição de pré-candidatura do partido ao governo estadual, mas aumentou a pressão da direção nacional para que a deputada federal Adriana Accorsi assuma o projeto ao Executivo. A exigência foi apresentada pelo próprio presidente, nos bastidores, antes da desistência oficial do produtor rural Flávio Faedo.Além de apontar possíveis caminhos para o projeto estadual da esquerda, Lula usou as agendas em Catalão e Rio Verde para afiar o discurso de pré-campanha, com ataques contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e indiretas ao ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Esses são os temas desta edição do Giro 360, o podcast de política do jornal O POPULAR , em parceria com a Rádio CBN Goiânia. A escalação do episódio segue o formato tradicional, com Caio Henrique Salgado, editor da coluna Giro, Júlio Lacerda, subeditor de Notícias, e o repórter Rubens Salomão.Para acompanhar, é só dar o play.

VIVENDO COM PROPÓSITO
3 SINAIS DE QUE O DINHEIRO ESTÁ BLOQUEADO NA SUA VIDA

VIVENDO COM PROPÓSITO

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 4:36


Esses sinais mostram bloqueios do dinheiro na sua vida.

Jornal do Boris com Boris Casoy
Jornal do Boris - 3/6/2026

Jornal do Boris com Boris Casoy

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 31:45


Lula e Flávio tentam proveito eleitoral da ameaça americana / Pix vira tema na eleição brasileira / Igrejas abençoadas com isenção ? / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris

ONU News
Jornal da ONU - 1 de junho de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 4:55


Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta segunda-feira, 1 de junho.DJ Alok, do Brasil, será novo embaixador da ONU para Ação ClimáticaFuturo do trabalho na era da inteligência artificial é um dos temas da conferência da OIT em Genebra

MMH - The Home Of Rock Radio Podcasts
Losin It With Luscious #289 Punx, Peter Murphy, & East Bay Punk!

MMH - The Home Of Rock Radio Podcasts

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 122:00


DJ Jesse Luscious spins brand new tunes from Peter Murphy of Bauhaus, Screensaver, Cheeks, deafkids, Death By Løve, Doss, The Fatal Flaw, Golpe De Estado (Costa Rica), The Fods, Fear Of The Known, PIG, & Black Sea of Trees. He also connects the dots between new & classic East Bay Punk bands, spins classic punk & goth from Devo, Esses, Meatmen, Chaos UK, Fea, Minor Threat, Buzzcocks, Mr. T Experience, Pansy Division, Plus Ones, Lipstick Homicide, Bonstones, Wynona Riders, Fleshies, Black Cat Music, X, & Bauhaus, and reveals the Luscious Listener's Choice! Screensaver- Drip Feeding Devo- Please Baby Please Buzzcocks- Time's Up X- Nausea Cheeks- Tranmission Interrupted Black Cat Music- Hands In The Estuary, Torso In The Lake Peter Murphy- Swoon (Magic Wands Remix) Bauhaus- Dark Entries Death By Løve- Strong Inside Esses- Pierce The Feeling Doss- You Got Style Fleshies- Gay Holiday Wynona Riders- Pack Rat Bonstones- Right Where We Left Off Fatal Flaw- Navy Dodge Van Plus Ones- She's My Sister Mr. T Experience- Dumb Little Band Pansy Division- Blame The Bible (edit) Lipstick Homicide- Glorious Day (edit) Fods- I Don't Hate It (feat. Gail/Puncturists) Golpe De Estado- Basta Ya Fea- Ya Se FOTK- Fear Of The Known Chaos U.K.- Living In Fear deafkids- Possessão Coletiva PIG- Quid Pro Quo Minor Threat- Cashing In (edit) Meatmen- Punker-ama Black Sea Of Trees- Eclipse

Jornal do Boris com Boris Casoy
Jornal do Boris - 1/6/2026

Jornal do Boris com Boris Casoy

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 30:10


Pesquisa Real Time segundo turno: Lula 45% , Flávio 40% / Brasil derrota Panamá e embarca hoje para o Mundial / Direita vence primeiro turno na Colômbia / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris

O Macaco Elétrico
Influenciadores precisam ser responsáveis

O Macaco Elétrico

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 9:24


Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana

Debate da Super Manhã
Perícias médicas e a fila do INSS

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later May 29, 2026 50:03


Debate da Super Manhã: Alta demanda por benefícios, falta de servidores e peritos, além da demora na análise dos processos previdenciários. Esses são alguns dos motivos para a fila de solicitações junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), um dos principais desafios da Previdência Social no país. No debate desta quinta-feira (28), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com convidados sobre as ações governamentais para reduzir a espera, os motivos das pendências e os impactos socioeconômicos na vida dos segurados. Participam o secretário de Regime Geral de Previdência Social do Ministério da Previdência Social, Benedito Brunca, e os advogados especialistas em Direito Previdenciário, Almir Reis, Amanda Barros e Elizeu Leite.

ONU News
Jornal da ONU - 29 de maio de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later May 29, 2026 4:35


Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta sexta-feira, 29 de maio.Dia Internacional dos Boinas-Azuis das Nações Unidas Expectativas de inflação estáveis amortecem choque petrolífero na América Latina 

Jornal do Boris com Boris Casoy
Jornal do Boris - 29/5/2026

Jornal do Boris com Boris Casoy

Play Episode Listen Later May 29, 2026 32:01


EUA classifica CV e PCC como terroristas / Governo Lula reage contra decisão americana / Flávio comemora / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris

Partiu morar fora - Vagas pelo Mundo
Não cometa esses erros na entrevista de emprego internacional - Episódio - 486

Partiu morar fora - Vagas pelo Mundo

Play Episode Listen Later May 28, 2026 64:58


Quando finalmente conseguimos uma oportunidade de emprego no exterior, a entrevista costuma arrepiar. Porém, hoje conversamos com a Laura Catel que é Recruiter and Headhunter na Triplen. Ela deu muitas dicas e tirou dúvidas para que a sua próxima entrevista de emprego internacional seja um sucesso. Esperamos que você goste! Este episódio tem o patrocínio de:​TRIPLE TEN: Sua carreira internacional pode começar agora.Agende uma consultoria gratuita de carreira com os especialistas da TripleTen e descubra quais são os próximos passos para entrar ou crescer no mercado global de tecnologia.E para os ouvintes do podcast Partiu Morar Fora, a TripleTen está com uma condição especial de até 50% de desconto nos programas até 31/05/2026.Agende aqui

Giro 360
O flerte entre Caiado e Zema

Giro 360

Play Episode Listen Later May 28, 2026 45:03


Sem deslanchar nas pesquisas, os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) ensaiam uma aliança ainda no primeiro turno da disputa presidencial de 2026. Os dois estiveram juntos na última terça-feira (26), quando a possibilidade ganhou força. Na política local, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD), voltou a considerar a possibilidade de disputar uma vaga no Senado, caso não seja escolhido como vice na chapa do governador Daniel Vilela (MDB). Esses são os temas desta edição do Giro 360, o podcast de política do jornal O POPULAR, em parceria com a Rádio CBN Goiânia. A escalação do episódio segue o formato tradicional, com Caio Henrique Salgado, editor da coluna Giro, Júlio Lacerda, subeditor de Notícias, e o repórter Rubens Salomão. Para acompanhar, é só dar o play.

Jornal do Boris com Boris Casoy
Jornal do Boris - 28/5/2026

Jornal do Boris com Boris Casoy

Play Episode Listen Later May 28, 2026 30:21


Câmara aprova fim da escala 6X1 / Flávio é recebido por Rubio, secretário de Estado dos EUA / Nova operação contra o crime organizado / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris

Mensagens do Meeting Point
32 Num piscar de olhos

Mensagens do Meeting Point

Play Episode Listen Later May 26, 2026 3:44


Devocional 2 Tessalonicenses O vosso comportamento é para nós um motivo de orgulho entre as igrejas de Deus por causa da vossa paciência e da fé que mostram em todas as vossas perseguições e nas dificuldades que têm de suportar. Isso é já uma amostra do julgamento justo com que Deus vai declarar-vos dignos do seu reino , por amor do qual suportam tais sofrimentos. Do mesmo modo, aqueles que vos causam esses sofrimentos receberão de Deus o justo castigo. Depois de sofrerem dessa maneira, ele vos dará o descanso, bem como a nós, quando aparecer no céu o Senhor Jesus com os seus anjos , cheio de poder. Virá por entre chamas de fogo para castigar aqueles que não reconhecem Deus e os que não obedecem ao evangelho de Jesus, nosso Senhor. Esses serão condenados à perdição eterna, longe da presença do Senhor, longe do seu poder e da sua glória . Então o Senhor virá para ser honrado no meio de todos os seus escolhidos e contemplado por todos os que aceitaram a fé. E também da vossa parte o nosso testemunho foi bem aceite. Por isso, pedimos continuamente ao nosso Deus para que vos ajude a corresponder ao seu chamamento, vos dê forças para levarem à prática todos os bons propósitos e torne eficaz a vossa fé. Deste modo, o nome de Jesus, nosso Senhor, será glorificado pelo vosso comportamento e nele estará também a vossa glória, pela graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo. 2 Tessalonicenses 1.4-12 Quem dera que o nosso procedimento fosse considerado inspirador para outros. Uma coisa é certa nunca se chegará a esse patamar sem provações. Passá-las e, sobretudo, ultrapassá-las, dão crédito ao testemunho cristão. Apreciemos aqueles que “nas perseguições e nas dificuldades que têm tido de suportar” revelam uma paciência e fé a serem imitadas. Entendamos os duros obstáculos enfrentados por companheiros nossos na fé como um estímulo a perseverarmos em Cristo nas situações similares que tenhamos de encarar num futuro próximo e, sobretudo, como “uma amostra do julgamento justo com que Deus nos declarará dignos do Seu reino.” Quanto à justiça a exercer sobre quem nos persiga, descansemos na boa e equitativa mão de Deus. Entretanto, deleitemo-nos, por antecipação, na plena certeza que Ele “nos dará o descanso” aquando da retumbante vinda de Jesus. Até lá, insistamos em viver colados a Jesus, procurando corresponder à Sua chamada. Portanto, apoiemo-nos uns aos outros em oração, pedindo ao Pai que nos “dê forças para levarmos à prática todos os bons propósitos”, tornando assim eficaz a nossa fé. “Deste modo, o nome de Jesus, nosso Senhor, será glorificado pelo vosso comportamento e nele estará também a vossa glória, pela graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.” - Jónatas Figueiredo

Jornal do Boris com Boris Casoy
Jornal do Boris - 26/5/2026

Jornal do Boris com Boris Casoy

Play Episode Listen Later May 26, 2026 31:55


Fim da 6x1 deve ter transição / Encontro Flávio -Trump pode ser na próxima terça / Lula fará 15 sessões de radioterapia / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris

Rádio Cruz de Malta FM 89,9
25.05 - REP ANDAMENTO PROJETO SELO - AMA LM

Rádio Cruz de Malta FM 89,9

Play Episode Listen Later May 25, 2026 4:27


A Associação de Pais e Amigos de Autistas (AMA) de Lauro Müller segue trabalhando para expandir os atendimentos multidisciplinares a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no município, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social. A principal ferramenta para isso é o projeto Selo Empresa Amiga do Autista, que funciona por meio de um sistema de adoção solidária. Atualmente, a instituição atende 45 crianças com suporte de psicólogo, fonoaudiólogo e pedagogo. Em entrevista ao repórter Álvaro Souza, a presidente da AMA, Fabiana Cataneo, atualizou o andamento da iniciativa e confirmou a adesão das duas primeiras empresas parceiras: uma conquistou o selo ouro e outra o selo bronze. "Esses dois selos já nos dão uma ajuda. Com essa adesão, a gente vai conseguir dar uma aumentada nos nossos números de atendimento de psicologia", destacou Fabiana. Como ajudar? Como as demandas são altas e há fila de espera, a AMA reforça a necessidade de novos parceiros comerciais. Empresas interessadas podem entrar em contato com a associação para se tornarem mantenedoras diretas dos serviços terapêuticos. Além disso, pessoas físicas também podem contribuir de forma espontânea. A instituição disponibiliza frequentemente um QR Code em suas redes sociais para doações de qualquer valor, fundamentais para a manutenção dos trabalhos e a realização de eventos beneficentes, como rifas e almoços. Ouça a entrevista completa: 

Os Traders Podcast
você está USANDO o MERCADO FINANCEIRO errado esse TEMPO TODO (e por isso não sai do lugar)

Os Traders Podcast

Play Episode Listen Later May 24, 2026 47:13


Esse não é um episódio de entrevista. É uma aula solo do Vasco direto pra câmera. E a tese é uma só: o mercado financeiro não foi criado pra você ficar rico rápido. Foi criado pra mitigar risco e rentabilizar capital. Quem age fora dessa finalidade está usando uma ferramenta pra função que ela não tem — e por isso 95% dos traders quebram.30 DIAS DE SALA AO VIVO INTERNACIONAL GRATUITOS - OPERE COM UM TRADER PROFISSIONAL: https://qrco.de/bg2fTl A aula começa explicando a origem da Bolsa de Valores em Amsterdã, 1602, na Companhia das Índias Orientais. O propósito sempre foi dividir risco e rentabilizar capital de longo prazo — nunca dinheiro rápido. O trader que vai pro mercado pensando o contrário está fazendo o mesmo que jogador de futebol que entra em campo pra pegar a grama: está no lugar errado pela razão errada. Vasco mostra na tela a média de Warren Buffett — 19,9% ao ano em 60 anos de track record. O melhor investidor do mundo. E faz a pergunta direta pro espectador: quanto você acha que vai rentabilizar? Em seguida abre planilha mostrando o efeito real de operar com gerenciamento profissional (risco de 1%, retorno 2%, média de 1 gain de saldo por mês com dinheiro rendendo na renda fixa durante o período) ao longo de 10 anos. R$ 10 mil podem virar R$ 246 mil. R$ 50 mil podem virar R$ 1,2 milhão. R$ 100 mil podem virar R$ 2,4 milhões. Sem aporte, sem capitalização mensal, deixando o dinheiro na renda fixa enquanto opera. Esses valores são apenas uma representação, criados num ambiente 100% controlado e puramente matemático para te provocar sobre a importância do gerenciamento de risco correto. A aula fecha com a fórmula que ele defende: lucro + aporte. Quem foca em rentabilidade percentual (qualitativo), e não em quantidade de dinheiro (quantitativo), constrói patrimônio sustentável. Quem foca em fazer dinheiro rápido, quebra. É matemática, não opinião. Se você ainda tem dia de fúria, ainda acha que precisa de mais grana, ainda acredita que vai virar milionário em 2 anos — essa aula é pra você assistir até o final, e mandar pro amigo que precisa ouvir isso. 00:00 Hoje vou te provar que se você tem dia de fúria, está errado01:00 A origem da bolsa: Companhia das Índias Orientais, 160203:30 Dividir risco e rentabilizar capital: os 2 pilares únicos05:30 O que você pensa do mercado vs pra que ele foi criado08:00 Mitigação de risco não é só não ter dia de fúria11:00 Warren Buffett faz 19,9% ao ano — quanto você quer fazer?14:00 Qualitativo vs quantitativo: a métrica que separa profissional de amador17:00 Lucro + aporte: a fórmula que constrói patrimônio20:00 O que você faz com pouco vai fazer com muito22:00 Simulação: R$ 10k, 50k e 100k em 10 anos com 1% de risco27:00 A renda fixa é parceira do trade — não competidora30:00 O ditado de Wall Street sobre especulação vs juros32:00 O resumo da aula em 5 pontos #trading #trader #mercadofinanceiro #vascomamede #gerenciamentoderisco #daytrader #aulatrading AnfitriãoVasco Mamede: Instagram: @vascomamede Tik Tok: ostraderspodcast

Debate da Super Manhã
Patinetes no Recife - como garantir a segurança dos usuários

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later May 22, 2026 53:07


Debate da Super Manhã: Os patinetes elétricos voltaram a ganhar espaço nas ruas do Recife como alternativa rápida para pequenos deslocamentos urbanos. Esses veículos de micromobilidade passaram a fazer parte da rotina de estudantes, trabalhadores e turistas. Apesar da praticidade e do apelo sustentável, o uso dos patinetes também trouxe preocupações relacionadas à segurança dos usuários. No debate desta sexta-feira (22), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com convidados sobre as regras de circulação e fiscalização dos patinetes elétricos, a infraestrutura urbana da capital pernambucana, além da educação e da conscientização para o uso desse novo modal de transporte. Participam o presidente do Conselho Estadual de Trânsito de Pernambuco (CETRAN-PE), Walker Barbosa, o diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (DETRAN-PE), Bruno Santos, e o presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) em Pernambuco, Dr. Fhilipe Xavier.

PrevCast
PREVCAST 326. ESSES SÃO OS RISCOS QUE VOCÊ DEVE EVITAR NA SUA CASA? [ELIEL GONÇALVES]

PrevCast

Play Episode Listen Later May 22, 2026 51:56


ONU News
Jornal da ONU - 18 de maio de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later May 18, 2026 5:02


Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta segunda-feira, 18 de maio.Em abertura da Assembleia Mundial da Saúde, líder da OMS cita ebola, hantavírus e diz que mundo não está livre de novas pandemiasFórum Mundial Urbano revela os desafios da vida nas cidades

Bunker X
GOVERNO DOS EUA ABRIU ARQUIVOS DOS OVNIs! | BUNKER X Podcast

Bunker X

Play Episode Listen Later May 15, 2026 110:04


Depois de décadas tratando OVNIs como teoria da conspiração, o governo dos EUA criou um site OFICIAL para liberar arquivos sobre UAPs.Neste episódio do Bunker X, analisamos vídeos militares, áudios de astronautas, documentos secretos e debatemos a pergunta mais importante de todas:isso é transparência… ou o começo do disclosure alienígena?

ONU News
Jornal da ONU - 14 de maio de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later May 14, 2026 5:21


Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta quinta-feira, 14 de maio.Rumo a 2030, Brasil enfatiza plano para manter floresta em pé e gerar rendaHaiti: violência de gangues e ação policial causam 1,6 mil mortes em 3 meses

Oxigênio
#219 – Sinais de vida (passada) em Marte?

Oxigênio

Play Episode Listen Later May 14, 2026 38:08


O jipe Perseverance encontra possíveis bioassinaturas na superfície de uma rocha e dá mais um motivo para que a missão de retorno de amostras de Marte não seja cancelada. As análises sobre a habitabilidade marciana é uma vertente dos estudos na área, que buscam responder: quais são as condições encontradas no planeta hoje e como ele já deve ter sido no passado? O episódio faz parte de um conjunto de reportagens sobre A busca por vida extraterrestre e se essa estaria esquentando. A série é desenvolvida por Danilo Albergaria, bolsista do Programa Mídia Ciência, da FAPESP. Este episódio contou com a participação de Gabriel Gonçalves Silva (pós-doutorando na UNISINOS), Fernanda Jamel (doutoranda – USP e MIT), Roberta Vincenzi (pós-doutoranda no IO-USP) e Isabella Gaião (doutoranda – USP). [Introdução] Danilo: No primeiro episódio da série que trata da astrobiologia, aqui no podcast Oxigênio, a gente falou da alegação de detecção de uma possível bioassinatura num planeta fora do sistema solar. Uma bioassinatura é um sinal produzido por seres vivos – um possível vestígio de atividade biológica. Mas essa notícia de um potencial sinal de vida num exoplaneta não foi a única ocasião em que uma possível bioassinatura em um ambiente extraterrestre gerou manchetes no ano passado. Em setembro de 2025, a NASA anunciou um resultado que foi descrito pela agência aeroespacial americana como: “pode bem ser o sinal mais claro de vida que já encontramos em Marte”. A novidade foi um estudo publicado na revista Nature que apontou a existência de uma “potencial bioassinatura” numa rocha marciana – sim, uma pedra em Marte, coletada e analisada pelo jipe Perseverance, da NASA. A rocha marciana tem algumas características que aqui na Terra são encontradas em rochas que exibem rastros deixados por micróbios. Mas ainda não dá para saber se essas características encontradas na pedra marciana tiveram origem em atividade biológica ou se foram formadas por processos naturais sem o envolvimento de seres vivos. Os equipamentos do jipe, por melhores que sejam, não conseguem produzir resultados claros o suficiente para que os cientistas tirem essa dúvida. Para distinguir se os sinais encontrados são biogênicos (ou seja, foram originados por atividade biológica) ou se são abióticos (ou seja, sem o envolvimento de seres vivos), é preciso trazer as amostras para a Terra.  Eu sou Danilo Albergaria, jornalista e historiador pesquisando a comunicação da astrobiologia, essa área que estuda a origem, a evolução e a distribuição da vida no universo. Neste episódio, vou conversar com quatro cientistas associados ao Laboratório de Astrobiologia da Universidade de São Paulo para entender um pouco melhor de quê se trata essa possível bioassinatura e o que sabemos sobre se Marte pode ou não pode oferecer condições para a existência de vida, ou se já pode em algum momento do passado distante.  [Vinheta] Danilo: Vamos começar pelo que a gente sabe sobre esses resultados anunciados com grande entusiasmo pela NASA no ano passado. O jipe Perseverance está em Marte desde 2021 explorando a região de uma cratera chamada Jezero. A gente sabe que Marte teve água líquida em sua superfície há mais de 3,5 bilhões de anos, e essa cratera já foi um lago nesse passado remoto. Só para vocês terem uma ideia dessa região marciana, para atravessar essa cratera, de borda a borda, é preciso percorrer 45 quilômetros, pouco mais do que a distância entre Campinas e Jundiaí ou de Jundiaí a São Paulo. Em uma parte da borda da cratera existem marcas características de um delta de um rio que desaguava ali. Foi nas margens do leito desse rio, medindo 400 metros de margem a margem, que o jipe encontrou algumas rochas interessantes em julho de 2024. Em uma delas, o Perseverance identificou compostos orgânicos, moléculas compostas de carbono, e o mais importante: marcas que foram apelidadas de “pintas de leopardo”, que são manchas mais claras do que o restante da rocha, circundadas por linhas bem mais escuras. A rocha é formada principalmente de argila e lodo, materiais que costumam preservar rastros de vida microbiana, e fazem da rocha algo tipicamente encontrado no fundo de rios. Essas marcas, as “pintas de leopardo”, são compostas de fosfato de ferro e sulfeto de ferro. Aqui na Terra, esses compostos são associados a rastros químicos causados por reações produzidas por microrganismos em rochas. Essas foram as pistas analisadas para ver se as manchas poderiam ter sido geradas por micróbios há bilhões de anos. O Gabriel Gonçalves Silva é pós-doutorando na UNISINOS, químico associado ao Laboratório de Astrobiologia da USP, e estuda geobiologia. Eu pedi para ele me explicar por que esses sinais foram considerados possíveis vestígios de vida microbiana passada em Marte neste último estudo feito pelos pesquisadores da NASA. Gabriel: Eles analisaram uma amostra que se chama de mudstone, que seria algo como uma rocha formada de uma antiga lama. Marte é muito rico em ferro e foi observado principalmente nessa rocha pequenos pontinhos que eles observaram com mais detalhes e nele foi encontrado o ferro que a gente chama de ferro mais reduzido, que é o ferro 2+, que é interessante porque contrapõe ao ferro que a gente encontra mais em Marte, que é o ferro 3+, que é aquele que tem a cor de ferrugem. E não só essas manchinhas apresentavam principalmente um mineral, que é a vivianita, que é um fosfato de ferro II e a greigita, que é um sulfeto de ferro II. O ferro II na Terra, por exemplo, pode ser formado por processos na ausência de vida ou na presença de microrganismos. Eles conseguiram observar que não havia nessas rochas nenhum indício de grandes mudanças de pH nem de temperatura, mas junto da vivianita e da greigita tinha matéria orgânica. Na Terra, a gente sabe que a matéria orgânica pode acoplar reações onde a oxidação da matéria orgânica resulta na redução do ferro e aí, pela presença de sulfeto e do fosfato, a formação desses minerais. Porém, eles observaram que, por mais que a vivianita possa se formar em condições de temperatura, pressão e pH próximos do que nós consideramos normais, geralmente a formação de sulfeto de ferro dependeria de uma temperatura mais alta, então não só a oxidação da matéria orgânica, levando à redução do ferro, necessitaria de outros elementos para a formação desse mineral, desse sulfeto de ferro II. E graças a observações da composição ali da rocha, ausência de fosfato de alumínio, ausência de outros componentes, eles perceberam que não houve nem aquecimento, nem uma mudança drástica de pH durante esse processo de formação desses minerais. Isso faz com que a causa mais provável para a formação desses minerais, pelo menos se a gente pensasse na Terra, seria a ação da vida como nós conhecemos. Danilo: Vamos entender um pouco mais da química envolvida na produção das “pintas de leopardo”. Algumas bactérias formam minerais usando e transformando compostos químicos, como diferentes tipos de óxidos de ferro, formados por ligações entre ferro e oxigênio. O chamado ferro II (um íon de ferro) é muito importante para atividade biológica porque se liga facilmente ao oxigênio – por exemplo, ele é fundamental para o transporte do oxigênio no nosso sangue por meio da hemoglobina. A Fernanda Jamel, doutoranda no AstroLab da USP e que fez parte de suas pesquisas atuais no MIT (o Massachusetts Institute of Technology, nos EUA), explica a química da formação dos minerais encontrados na rocha marciana como possível explicação biológica, comparando com o que acontece na Terra. Fernanda: Aqui a gente tem formação de vivianita com bactérias que usam o ferro III, o óxido de ferro III, e transforma em ferro II. Por isso que a gente fala que é a redução de ferro. Então, quando as bactérias fazem isso, ela libera o ferro II no ambiente ao redor e aquilo ali vai formando camadas, vai se ligando com o que tem ali, e vai formando camadas que vão se mineralizando. A greigita também, da mesma forma, só que seria bactérias redutoras de sulfato, elas usam o sulfato como receptor de elétrons, o SO4, e elas produzem H2S, que é sulfeto de hidrogênio. E aí esse sulfeto reage com o ferro II disponível no sedimento. Depois vão formando essa combinação de sulfeto de ferro que vai se formando em greigita também dessa mesma forma, no sentido de que isso vai se expandindo: vem de um núcleo e vai se expandindo ao redor.” “É difícil dizer que existe um padrão exatamente igual a esse que a gente encontrou em Marte, mas esses nódulos que se formaram são condizentes com formações que a gente encontra aqui.” Danilo: Além dos compostos orgânicos, os instrumentos do Perseverance também identificaram, na região em que a rocha foi encontrada, alguns compostos químicos ricos em enxofre, ferro oxidado ou ferrugem, e fósforo. Se micróbios existiram ali, esses compostos podem ter fornecido fontes de energia para o metabolismo desses microrganismos, reforçando a hipótese de origem biológica para os vestígios. Porém, o fato de que esses vestígios podem ter sido formados por vida microbiana não quer dizer que dê para descartar outros processos que não envolvam seres vivos – também chamados de processos abióticos. Os próprios autores do artigo que avalia a possível origem biológica das “pintas de leopardo” propõem alguns processos abióticos como explicações alternativas. Até agora, as alternativas abióticas, sem o envolvimento da vida, não parecem muito promissoras para explicar as marcas nas rochas, mas ainda não dá para descartá-las. Talvez estejam faltando algumas peças do quebra-cabeças para uma explicação abiótica convincente. O Gabriel de novo vai nos ajudar a entender isso. Gabriel:  Eles tentaram investigar o máximo possível de reações na ausência de vida, e nenhuma que nós conhecemos hoje poderia sustentar esse tipo de reação. Isso não quer dizer que a vida é sempre necessária para que essas reações aconteçam. A gente pode estar ignorando alguma coisa. Pode não estar percebendo alguma coisa. Podem existir reações que a gente não estudou hoje e que poderia estar fomentando essa formação desses minerais na ausência de vida, ou até mesmo as grandes escalas – a gente está falando aí de bilhões de anos – poderiam permitir que houvesse a formação desses minerais na ausência de vida. Mas de tudo que a gente conhece hoje, essa condição de formação de fosfato de ferro II, formação de sulfeto de ferro II acoplado à presença de matéria orgânica, como nós conhecemos, seria mais bem explicado pela ação da vida. Então eles fizeram um estudo muito minucioso de várias hipóteses. E a que melhor responde hoje é a ação da vida, em contrapartida a reações abióticas, sem a presença de vida.  Danilo: É justamente pela possibilidade de que as “pintas de leopardo” tenham sido formadas por mecanismos abióticos, sem o envolvimento de seres vivos, que os sinais são classificados de “potenciais bioassinaturas”. Ou seja, podem ter sido, como podem não ter sido causados por seres vivos. Para que uma potencial bioassinatura seja considerada um sinal de vida inequívoco, é preciso estabelecer com segurança a sua origem biológica e descartar os mecanismos plausíveis que não envolvam processos biológicos em sua formação – ou seja, é preciso eliminar essas hipóteses abióticas alternativas. É uma barra bem alta, difícil de ser alcançada. Para complicar, os instrumentos a bordo do Perseverance são versões miniaturizadas, simplificadas, de ferramentas que se usa em laboratórios terrestres para buscar bioassinaturas de vida do passado remoto da Terra, como o espectroscópio Raman. Gabriel: Para quem tem um olho um pouco mais treinado nessas questões científicas, quando a gente observa, por exemplo, no próprio artigo, os espectros Raman que foram publicados, a gente leva um pouco de susto, porque a gente vê que são dados muito ruidosos, que isso tem a ver com a forma com que a amostra é tratada lá no espaço. O laser não é tão preciso. O aumento não é tão grande. Você tem a grande influência da iluminação natural. Isso faz com que o espectro fique extremamente ruidoso e dificulta a análise daquilo que se espera estar sendo estudado. Se esse material pudesse ser trazido para a Terra num ambiente muito mais controlado, a gente poderia trabalhar com lasers com focos muito menores, ou seja, na escala de micrômetros, com uma precisão muito grande do que está sendo selecionado para ser estudado. E aí a gente tem alternativas: trocar lasers, trocar aparatos para garantir que o ruído seja minimizado e outros efeitos que atrapalham possam ser minimizados. [música]  Danilo: Da forma como eu e o Gabriel falamos, pode parecer que o Perseverance é um aparelho meio limitado, mas a verdade é que o jipe é uma grande realização da engenharia. O Gabriel me explicou que os engenheiros e cientistas da NASA bolaram soluções muito criativas para poder, por exemplo, em um único espectro separar a fluorescência de raio-X, que permite saber a composição elementar do material analisado, da difração de raio-X, que dá uma informação da estrutura cristalográfica dos minerais – ou seja, permite ver a organização interna dos átomos nas amostras. Apesar da criatividade, esses mini-aparelhos que o jipe carrega nem de longe se comparam com os dos laboratórios aqui na Terra. Por exemplo, o espectroscópio Raman que o Gabriel mencionou e que tem lá no AstroLab, ocupa boa parte de uma sala ao lado do laboratório, enquanto que as dimensões do SHERLOC, o instrumento que inclui o Raman no Perseverance, tem 26cm de comprimento por 20cm de largura (isso porque o SHERLOC carrega ainda outros instrumentos, como a câmera WATSON… sim, os cientistas são bons em dar nomes para os aparelhos… Elementar). Se der para trazer essas amostras para o nosso planeta, daria para trabalhar com radiação síncrotron, por exemplo, que consegue focar e fazer esse tipo de análise em escalas nanométricas. E também fazer a observação de microscopia eletrônica, onde a gente vai ver a estrutura daquela amostra com aumentos entre mil e dez mil vezes. Por isso, o jipe vem colhendo amostras que poderão, no futuro, ser trazidas para cá e analisadas em laboratório. É a única maneira de eliminar algumas incertezas e filtrar as hipóteses da origem das possíveis bioassinaturas. A missão de retorno dessas amostras estava em desenvolvimento pela NASA, mas extrapolou as estimativas de custo iniciais, chegando a 11 bilhões de dólares, e agora está cancelada devido aos cortes profundos no orçamento da NASA propostos pelo governo de Donald Trump. Mas um detalhe mostra que o caro, em ciência, é quase sempre barato quando comparado com gastos militares. Os 11 bilhões previstos para o desenvolvimento de toda a missão de retorno de amostra são os mesmos 11 bilhões que os Estados Unidos gastaram só nos primeiros seis dias de ataques ao Irã entre fevereiro e março deste ano.  [música] Danilo: Com os cortes no orçamento, a situação atual da NASA é complicada, para dizer o mínimo, por isso ainda não dá para saber quando e se vamos um dia analisar as tais “pintas de leopardo” em laboratório e distinguir se elas são biogênicas ou se foram formadas por processos abióticos. Mas dá para saber muita coisa sobre as condições que Marte oferece – e não oferece – para a existência da vida, além das condições que o planeta enferrujado já deve ter oferecido a possíveis seres vivos num passado muito distante. A Isabella Gaião e a Roberta Vincenzi, pesquisadoras associadas ao Laboratório de Astrobiologia da USP, vão me ajudar a entender melhor se Marte é ou já foi habitável um dia. Elas estudam um mesmo microrganismo, a bactéria Staphylococcus nepalensis. O micróbio é adaptado a ambientes hipersalinos, repletos de sal, como as lagoas de Araruama, no estado do Rio de Janeiro, onde elas encontraram essa espécie de bactéria em meio a outros microrganismos que sobrevivem a concentrações de sal nocivas à maior parte dos seres vivos. A superfície de Marte está cheia de sais que são nocivos à vida, como sulfato de magnésio e o perclorato de magnésio. Esses sais são muito mais nocivos do que o cloreto de sódio que predomina nos oceanos terrestres. A Roberta explicou porque esses sais são tão prejudiciais à vida. Roberta: Os principais danos dos percloratos, na verdade, são dois. Eles são muito oxidantes, mas hoje, e essa era uma das principais preocupações na época da descoberta desses sais lá, mas hoje, do que a gente entende, aparentemente, se você pega a parte termodinâmica do negócio, não é tão relevante o fato de eles serem oxidantes, mas eles são extremamente caotrópicos. E esse vai ser um conceito bastante importante para a gente entender os problemas da vida nessas soluções, porque um agente caotrópico é aquele agente que tem o potencial de desestabilizar macromoléculas. Macromoléculas são basicamente tudo que a vida precisa para existir, como proteínas, lipídios, material genético. Então, se você tem agentes caotrópicos em uma solução, essas moléculas que precisam se manter em determinada forma vão ter dificuldade de permanecer assim. E a gente sabe que a forma dessas macromoléculas hoje estão intimamente ligadas à função que elas exercem. Então, quando a gente tem esses agentes caotrópicos, é basicamente uma função de desestabilizar a vida como a gente conhece ali. E esses sais são extremamente caotrópicos. Danilo: A Isabella também me ajudou a entender como a caotropicidade desses sais pode desestruturar o arranjo de grandes moléculas orgânicas, como as proteínas. Isabella: Basicamente um agente caotrópico é qualquer coisa química que desestruture macromoléculas. Aí o que seriam macromoléculas? Qualquer molécula importante para a vida. Então a vida é baseada em células. Células têm principalmente proteínas, que é o arranjado de várias moléculas orgânicas ali e que elas se rearranjam de uma forma 3D. Então, a forma 3D de uma proteína é muito importante para ela executar a função. E função de proteína é tudo. Tudo que envolve uma célula funcionar, você precisa de uma proteína ali trabalhando para ela funcionar. E para essa proteína funcionar, ela tem que estar na forminha dela 3D, ela não pode ser uma linha, ela tem que ter três dimensões. E agentes caotrópicos vão quebrar esse 3D. E se você quebra esse 3D e ela fica, por exemplo, linear, uma proteína, aí ela não tem mais função. Se ela não tem função, a célula não funciona. Se uma célula não funciona, a vida por si não funciona.  Danilo: Como a Roberta já tinha mencionado, os percloratos da superfície marciana desestruturam a química da vida não só por serem caotrópicos, mas também por serem oxidantes. Roberta: Porque quando a gente fala que um composto ele é muito oxidante ou muito oxidativo, significa que ele reage muito fácil com outras coisas ao redor. Então, aquela estrutura que a Isabela falou, que precisa ser mantida, dessas proteínas, para que elas funcionem, quando você tem algo que é muito reativo ao redor… Isso também, ela vai reagir com esse agente oxidativo, que no caso é esse sal, e quando ela reage assim, todas as outras ligações que ela tem para manter essa estrutura específica, para ela funcionar, podem se desorganizar também, e isso vai prejudicar a função, seja das proteínas, como também dos lipídios, por exemplo, que são aquelas gorduras que constroem a membrana biológica das células, que é muito importante para manter um ambiente interno, mas também os próprios materiais genéticos, o DNA e o RNA, que são essenciais pra manter e passar a informação da vida como a gente a conhece. Danilo: a bactéria que a Roberta e a Isabella estudam gosta de alta concentração de sal. É, por isso, considerada um extremófilo, uma espécie adaptada a condições extremas em que a maioria dos seres vivos terrestres não teria condição de sobreviver. Extremófilos que se dão bem com alta concentração de sal são chamados de halófilos. Os halófilos são importantes para entender a possibilidade da existência de vida hoje em Marte. Caso a vida tenha um dia existido no planeta vermelho, ela poderia, talvez, ter se adaptado para sobreviver em bolsões de água debaixo da superfície, algo que provavelmente existe segundo os modelos mais aceitos da estrutura de Marte. Isabella: Mas existem locais na Terra em que de alguma forma a água evaporou demais e concentrou muito sal, então a gente tem um aumento dessa concentração comparado com o mar. E existem principalmente microrganismos nesses ambientes que se adaptaram e desenvolveram para esse tipo de ambiente. Então eles têm uma resposta ao sal, NaCl, cloreto de sódio, diferente dos que vivem no mar, por exemplo. Então eles resistem a concentrações maiores. Roberta: E isso seria interessante porque, como a gente falou, qualquer tipo de água líquida presente em Marte seria o que a gente chamaria de uma salmoura. Então, teria uma concentração alta de sal dissolvida nesses ambientes. Portanto, qualquer tipo de vida presente ali deveria ser capaz de lidar com isso, ou seja, a gente poderia chamar de halófilo. Danilo: esses bolsões subterrâneos de água têm a vantagem de estarem protegidos da alta radiação ultravioleta que castiga a superfície marciana. O nó é que deve haver outras barreiras para a sobrevivência de microrganismos nesses bolsões. A Roberta começa explicando isso e a Isabella depois completa a explicação. Roberta: Porque é possível. Se a gente tem água líquida, as reações são possíveis. Mas a gente vai ter diversas outras características. …desses ambientes que continuam sendo problemáticos. Um deles é, por exemplo, a própria disponibilidade de água que você vai ter numa solução aquosa com muita concentração de sal. Quando você tem uma solução com muita concentração de sal, as moléculas de água estão ligadas ao íon. Então, ela não está disponível para reação. Apesar da água estar líquida, você tem muito mais dificuldade de a reação acontecer. E a gente precisa de reação para que a vida aconteça. Isabella: Ela acabou de introduzir um termo extremamente importante, que ela só não deu o nome, mas é extremamente importante para esse tipo de pesquisa, que é a atividade da água. É o quanto de água está disponível para a vida reagir, para as reações acontecerem e a vida conseguir acontecer. Hoje, é meio arbitrário, esse número vai de zero a um, é um número, enfim, mas a gente sabe que a vida consegue sobreviver até 0,6 de atividade da água. Abaixo disso, não. E aí, quanto maior a atividade da água, ou seja, mais próximo de um, mais água disponível tem. Quanto menor, mais água está retida. Ela está ali, mas ela está se fazendo ligação com outro grupo químico, no caso, o que ela falou, são os sais. Então, os sais estão ligando com aquela água, ela não está disponível para a reação. Então, quanto mais sal, mais você tem a diminuição da atividade da água e menor chance de ter água disponível ali para a vida poder fazer reações químicas. Danilo: Então, no índice de 0 a 1 de atividade da água, a vida consegue existir se este índice estiver acima de 0.6, aproximadamente. O índice estimado de atividade da água nos aquíferos subterrâneos em Marte é 0.57 – ou seja, a bola bate na trave, mas não entra. [música de transição] Danilo: A atividade da água no passado remoto de Marte era, provavelmente, muito acima do mínimo requerido para a existência de vida. Se a superfície de Marte parece hoje inabitável, há mais de 3,5 bilhões de anos o planeta pode ter oferecido condições mais amenas à vida, especialmente a microbiana. O Gabriel publicou recentemente, como primeiro autor e junto com outra pesquisadora do AstroLab – a Ana Paula Schiavo, uma especialista em microrganismos halófilos – um estudo na conceituada revista internacional Astrobiology. Eles exploraram como o lago que existia na cratera Jezero há mais de 3,5 bilhões de anos pode ter sido habitável, pois deve ter sido rico em um íon de ferro capaz de proteger microrganismos da radiação ultravioleta. Ele mesmo explicou esse trabalho interessantíssimo para este podcast. Gabriel: Cada vez mais a gente descobre que Marte é muito mais heterogêneo do que a gente pensa como uma coisa uniforme. Existiam lagos onde você tinha pH muito baixo, que a gente tem uma ideia disso, principalmente por esses depósitos, como sulfatos de magnésio ou sulfatos de ferro, como mineral jarosita, detectado por satélites que orbitam Marte. A presença de jarosita demonstra que essa água, em algum momento, era extremamente abundante de ferro III e extremamente ácida, condições onde a gente possui vida aqui na Terra. Então a gente queria demonstrar que Marte tinha semelhanças com a Terra mas tinha algumas características também que eram um pouco diferentes. E poxa, Marte também estava recebendo uma grande quantidade de radiação do Sol, e eu falo principalmente da radiação ultravioleta, que é aquela que a camada de ozônio protege hoje em dia. Mas ainda assim, a gente tem um pouco de ultravioleta que chega por isso que a gente precisa passar protetor solar. E a gente pensou no ferro como também um protetor solar. Já havia estudos que demonstravam que o próprio solo marciano, por ser muito rico em ferro (por isso, aquela cor de ferrugem) ele já é capaz de proteger fisicamente organismos que eventualmente poderiam estar presentes ali no planeta. A gente queria poder quantificar essa proteção, principalmente nesses lagos.  Danilo: Usando algumas leis químicas que já são bem conhecidas, os pesquisadores do AstroLab desenvolveram um modelo matemático para tentar estimar qual seria o efeito protetivo do ferro em solução nos lagos que existiam no passado remoto de Marte. Pela composição das rochas encontradas no que era o fundo, o assoalho desses lagos, já sabia que eles poderiam ser ricos em ferro. Os pesquisadores do AstroLab fizeram experimentos em laboratório testando o quanto microrganismos poderiam sobreviver com diferentes taxas de radiação ultravioleta e soluções com mais e menos íons de ferro. Eles compararam os resultados dos experimentos com o modelo matemático e viram que o modelo era capaz de prever com uma boa precisão qual seria o efeito protetivo do ferro contra o ultravioleta.  Gabriel: E aí, com isso, a gente pôde modelar como esses lagos poderiam proteger a vida, pelo menos a vida como nós a conhecemos. Aí, claro, a gente tem que assumir várias questões. Por exemplo, a gente não sabe quais eram as concentrações de ferro nesse ambiente. Se existia vida ou não, qual seria a resistência dessa vida naturalmente ao ultravioleta, mas usando exemplos da Terra, a gente conseguiu demonstrar que lagos com pouco ferro, em algumas profundidades relativamente rasas na casa de alguns centímetros, até alguns poucos metros, esse ferro já seria capaz de proteger a vida como nós conhecemos. Então esses lagos marcianos poderiam estar protegidos dessa ação do ultravioleta do Sol. Mesmo não tendo uma camada de proteção de camada de ozônio, ainda assim a vida como nós conhecemos poderia se desenvolver nesse tipo de ambiente que a gente sabe que existiu no passado marciano. Danilo: Se o ouvinte quiser saber um pouco mais sobre esse estudo, pode dar uma olhada na matéria que eu publiquei na Folha de S. Paulo no final do ano passado, com o título “Novo modelo simula condições de habitabilidade de antigos lagos de Marte”. Vamos deixar o link da matéria e do artigo do Gabriel na descrição do episódio. [música de transição] Danilo: A gente viu que a superfície de Marte é inóspita para a vida como a gente a conhece, mas resta alguma esperança de que os aquíferos subterrâneos marcianos sejam habitáveis. Agora, para encontrar água embaixo da superfície, em grande quantidade e com potencial para ser habitável, a gente vai ter que ir para bem mais longe, lá na vizinhança dos planetas gigantes gasosos. No próximo episódio o assunto vai ser as luas de Júpiter e Saturno que têm grandes oceanos debaixo de uma espessa camada de gelo. Essas luas geladas têm se tornado o assunto mais quente da astrobiologia quando se trata da procura por condições e ingredientes para a vida no sistema solar. O roteiro, pesquisa, produção e narração foram feitos por mim, Danilo Albergaria; a revisão do roteiro foi feita pela Simone Pallone. Os entrevistados foram o Gabriel Gonçalves Silva, a Fernanda Jamel, a Roberta Vincenzi e a Isabella Gaião. A edição do episódio foi da Carolaine Cabral. As músicas são do Blue Dot Sessions,  são Creative Commons. E esse podcast foi produzido com o apoio da Fapesp, por meio da bolsa Mídia Ciência, com o projeto Pontes interdisciplinares para a compreensão da vida no universo, o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação em Astrobiologia e o Laboratório de Astrobiologia da USP.

Segurança Legal
#417 – Condomínios e biometria, novos crimes digitais e o mito do Mythos

Segurança Legal

Play Episode Listen Later May 12, 2026 72:30


Neste episódio, Guilherme Goulart e Vinícius Serafim analisam casos reais e tendências que colocam em xeque a segurança digital e física no Brasil. Você vai descobrir como criminosos burlaram um sistema de reconhecimento facial em condomínios de Porto Alegre usando engenharia social, expondo os riscos do teatro da segurança, do solucionismo tecnológico e da hipossuficiência técnica dos consumidores. Em seguida, você vai entender o que está por trás do lançamento do modelo Mitos da Anthropic — classificado como perigoso demais para uso público —, e por que os resultados práticos com o Firefox e o cURL geraram ceticismo no meio da cibersegurança, levantando questões sobre propaganda de IA, governança, regulação e concorrência no mercado de inteligência artificial. Neste episódio, você também acompanha a análise da lei 15.397, que atualizou crimes digitais no Brasil com penas mais severas para furto qualificado digital, cessão de conta laranja e fraude eletrônica — e por que, sem investimento em capacidade investigativa, isso pode ser apenas populismo penal. Além disso, são discutidas duas vulnerabilidades críticas no Linux (CVE Copyfile e Dirty Frag) com exploits já circulando antes da correção, e como a IA pode acabar com o anonimato na internet ao identificar autores por fingerprint de texto com apenas 125 palavras. Os temas de privacidade, proteção de dados, LGPD, segurança ofensiva, pentest e infraestrutura em nuvem permeiam toda a conversa. Assine o Segurança Legal na sua plataforma favorita, siga o perfil nas redes sociais e avalie o podcast para ajudar a ampliar o alcance deste projeto independente de conteúdo sobre segurança da informação. Você também pode apoiar diretamente pelo Apoia.se (apoia.se/segurancalegal) ou simplesmente indicar o podcast para colegas e amigos — cada compartilhamento faz diferença. Entre em contato pelo e-mail podcast@segurancalegal.com ou pelo Mastodon, Instagram, Bluesky, YouTube e TikTok. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana.  Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie!  Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing Shownotes Polícia prende suspeitos de invadir e furtar apartamentos de alto padrão em Porto Alegre; grupo usava fraude em reconhecimento facial Polícia desarticula grupo de criminosos que furtava apartamentos de luxo via redes sociais Atualização do Código Penal para alguns crimes digitais Will AI end anonymity? I tested it I can never talk to an AI anonymously again Anthropic's most dangerous AI model just fell into the wrong hands Unauthorized group has gained access to Anthropic's exclusive cyber tool Mythos, report claims It’s a myth that you need Mythos to find bugs: Open source models can do it just as well Filme: Quebra de Sigilo (Sneakers) BC Protege Livro – Sob a sombra da suástica: a França ocupada Filme – Viagem ao mundo dos sonhos Artigo – Em louvor ao Teatro da Segurança Imagem do episódio: The Ancient Days, Willia, Blanke

ONU News
Jornal da ONU - 12 de maio de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later May 12, 2026 5:15


Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta terça-feira, 12 de maio.OMS espera novos casos de hantavírus, mas não vê sinais de surto maiorEm Nairóbi, chefe da ONU reitera potencial da África como motor da mudança 

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | PERSONALIDADE E DONS CONCEDIDOS POR DEUS

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later May 7, 2026 2:54


LEITURA BÍBLICA DO DIA: ROMANOS 12:4-8 PLANO DE LEITURA ANUAL: 2 REIS 1–3; LUCAS 24:1-35  Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Há algumas décadas, fui a um retiro universitário onde todos falavam sobre um teste de personalidade. “Eu sou um ISTJ!”, alguém disse. “Sou um ENFP”, disse outro. Eu fiquei confuso. “Sou ABCXYZ”, brinquei. Desde então, aprendi muito sobre esse teste (Myers-Briggs) e muitos outros. Acho-os fascinantes pois podem nos ajudar a entender a nós mesmos e aos outros de maneiras úteis e reveladoras, esclarecendo nossas preferências, pontos fortes e fracos. Desde que não os usemos exageradamente, eles podem ser uma ferramenta útil dada por Deus para nos ajudar a crescer. A Bíblia não nos oferece testes de personalidade. Mas afirma a singularidade de cada pessoa aos olhos de Deus (SALMO 139:14-16; JEREMIAS 1:5) e mostra-nos como Deus equipa a todos nós com dons e personalidade únicos para servir aos outros em Seu reino. Paulo apresenta esta ideia ao dizer: “Deus, em sua graça, nos concedeu diferentes dons” (ROMANOS 12:6). Esses dons não são apenas para nós, mas tem o propósito de servir ao povo de Deus, o corpo de Cristo (v.5). Eles são uma expressão de Sua graça e bondade, trabalhando em nós e por meio de nós. Eles convidam a sermos um utensílio único a serviço a Deus.  Por:  ADAM R. HOLZ 

ONU News
Jornal da ONU - 6 de maio de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later May 6, 2026 5:16


Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta quarta-feira, 6 de maio.OMS considera contágio humano de hantavírus em cruzeiro no AtlânticoONU pede libertação imediata de brasileiro que estava em flotilha detido em Israel

ONU News
Jornal da ONU - 1 de maio de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later May 1, 2026 5:19


Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta sexta-feira, 1 de maio.ONU toma nota da notícia de transferência a prisão domiciliar da ganhadora do Nobel da Paz, Aung San Suu KyiDobram no mundo, queixas de violência a mulheres jornalistas

Segurança Legal
#416 – Saber sem conhecer

Segurança Legal

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 43:03


Neste episódio comentamos sobre os desafios e as soluções técnicas para a aferição de idade na internet, um tema que ganhou forte destaque com as novas regras do ECA Digital. Você irá descobrir como funcionam os protocolos de conhecimento zero, também conhecidos como Zero-Knowledge Protocol ou ZKP, e de que forma eles permitem comprovar a maioridade de um usuário sem expor dados pessoais sensíveis. Você entenderá a diferença entre ferramentas invasivas, como a biometria facial, e métodos técnicos que respeitam a privacidade e a proteção de dados, utilizando criptografia aplicada e padrões internacionais de segurança da informação. Além disso, você vai aprender sobre os impactos práticos da regulamentação da ANPD no controle de acesso a conteúdos restritos e como evitar o rastreamento excessivo por grandes empresas de tecnologia. O debate também aborda táticas de engenharia social, destacando uma série educativa sobre phishing baseada na psicologia da fraude, que é um conhecimento essencial para evitar golpes online e vazamento de dados. Ao longo da discussão, você verá que é possível equilibrar a proteção no ambiente digital com a garantia da intimidade, sem adotar modelos de vigilância em massa durante a autenticação de sistemas. Para não perder nenhuma discussão sobre tecnologia, direito e sociedade, assine o podcast na sua plataforma de áudio favorita e siga nossos perfis no YouTube, Mastodon, Blue Sky, Instagram e TikTok. Aproveite para avaliar o programa e compartilhar o conteúdo com outras pessoas interessadas no assunto. Você também pode apoiar o projeto acessando a plataforma de financiamento coletivo indicada no áudio ou enviando suas dúvidas e sugestões diretamente para o nosso e-mail oficial. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana  Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie!  Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing ShowNotes The Psychology of Fraud, Persuasion and Scam Techniques LEI Nº 15.211, DE 17 DE SETEMBRO DE 2025 – Dispõe sobre a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente) DECRETO Nº 12.880, DE 18 DE MARÇO DE 2026 – Regulamenta a Lei nº 15.211, de 17 de setembro de 2025, que dispõe sobre a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais, e institui a Política Nacional de Promoção e Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente no Ambiente Digital. Mecanismos confiáveis de aferição de idade – ORIENTAÇÕES PRELIMINARES Radar tecnológico – Mecanismos de aferição de idade

ONU News
Jornal da ONU - 30 de abril de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 4:56


Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta quinta-feira, 30 de abril.Aumentam casos de execução e prisões no Irã em meio a conflito na região Tornar português língua oficial da ONU é questão de reconhecimento, diz Portugal

Expresso - Expresso da Manhã
Jornalistas, esses bandidos

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 16:19


O principal grupo de defesa das liberdades civis da Europa, a ONG Liberties, publicou esta terça-feira o seu relatório anual sobre liberdade de imprensa e avisou os responsáveis europeus para estarem em “alerta máximo”, já que a liberdade de imprensa e o pluralismo estão “sob ataque constante” em toda a Europa continental. A situação é ainda mais grave nos Estados Unidos e da Argentina chega o exemplo mais recente de ataque à liberdade de informação, com Javier Millei a proibir o acesso dos jornalistas à sede do poder executivo. Neste episódio, conversamos com o correspondente do Expresso na Argentina, Márcio Resende.See omnystudio.com/listener for privacy information.

ONU News
Jornal da ONU - 27 de abril de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 5:26


Jornal da ONU com Monica Grayley.Esses são os destaques desta segunda-feira, 27 de abril.Brasil pode ter primeiro partido indígena antes de 2030Timor-Leste terá primeiro curso universitário de história já em 2027

ONU News
Jornal da ONU - 24 de abril de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 5:17


Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta sexta-feira, 24 de abril.Relatório diz que África Ocidental tornou-se novo epicentro do terrorismo globalNo Haiti, gangues ocupam territórios fora da capital e agravam crise humanitária

ONU News
Jornal da ONU - 22 de abril de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 22, 2026 5:30


Jornal da ONU com Eleutério Guevane. Esses são os destaques desta quarta-feira, 22 de abril de 2026.Plano quer evitar desastre humanitário após fechamento do Estreito de OrmuzNo Dia Internacional da Mãe Terra, ONU pede restauração de ecossistemas

ONU News
Jornal da ONU - 21 de abril de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 21, 2026 5:22


Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta terça-feira, 21 de abril.Candidatos a secretário-geral da ONU começam a apresentar propostas em Nova IorquePortugal usa inteligência artificial na saúde com aumento do recurso na Europa

Vortex
Vortex 120 - A sociedade secreta da inseminação caseira

Vortex

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 54:18


Viver é estar aberto a sempre ser surpreendido, pro bem e pro mal. Hoje @katiucha e @OdeioPePe abrem seus corações (mais ou menos) pras maravilhas da fertilização caseira no episódio 120 do Vortex.Oferta especial nos planos usando o nosso link no Nordvpn: https://nordvpn.com/vortexpodou CUPOM: VORTEXPODAcesse o link do Vortex e ganhe DESCONTO ESPECIAL  na sua matrícula na Alura: https://www.alura.com.br/vortexou CUPOM: VORTEXLink do Apoia-se do nosso querido Vidane: https://apoia.se/dentrodaminhacabeca Host: Katiucha Barcelos. Instagram: @katbarcelos | Twitter/X: @katiuchaCo-Host: Pedro Pinheiro. Instagram: @odeiopepe | Twitter/X: @OdeioPePeInstagram: @feedvortexBluesky: @feedvortex.bsky.sociaTwitter: @feedvortexTiktok: @feedvortexReddit: r/feedvortexGrupo paralelo não-oficial do Vortex no telegram: https://t.me/+BHlkG92BfPU5ZjdhEsse grupo é dos ouvintes, para os ouvintes e pelos ouvintes. Não temos qualquer afiliação oficial ou responsabilidade por QUALQUER COISA falada neste grupoLink do post do episódio nas redes sociais:InstagramTwitterLinks comentados no episódio:Os brasileiros que doam sêmen para inseminações caseiras - BBC News Brasilhttps://veja.abril.com.br/saude/pesquisadoras-investigam-fenomeno-da-inseminacao-caseira-no-brasil/Mulheres engravidam do mesmo doador por inseminação caseira | GshowDoador de esperma gera 36 filhos; pais descobrem mais tarde que sua biografia era uma mentira.Esses grupos de inseminação do Facebook Vish, se a advogada loira mandou o papo sobre inseminação caseira, então é melhor ficar espertoDrs. Mariane Ferreira   Este brasileiro busca a imortalidade inseminando desconhecidas Descobri que meu marido é meu meio-irmãoProdução: Thyara Castro, Bruno Azevedo e Aparecido SantosEdição: Joel SukeIlustração da capa: Brann Sousa

ONU News
Jornal da ONU - 16 de abril de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 5:01


Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta quinta-feira, 16 de abril.ONU tenta travar crise alimentar iminente com fechamento do Estreito de Ormuz Ataque massivo da Rússia atinge grandes cidades da Ucrânia 

ONU News
Jornal da ONU - 15 de abril de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 4:32


Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta quarta-feira, 15 de abril.Guerra no Sudão completa três anos como a maior crise humanitária do mundoJovens de Portugal simulam trabalhos na Assembleia Geral em mais um evento do Modelo ONU

ONU News
Jornal da ONU - 13 de abril de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 5:02


Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta segunda-feira, 13 de abril.Crise no Oriente Médio se aprofunda com a falta de acordo sobre reabertura do Estreito de OrmuzSociedade civil vai participar de diálogos interativos com candidatos a secretário-geral da ONU

Crentassos Produções Subversivas
Violência Doméstica | Telescópio 162 (com Beatriz Reder)

Crentassos Produções Subversivas

Play Episode Listen Later Apr 10, 2026 106:42


SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM! O relatório “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil” (5. ed, 2025), do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Datafolha, revelou que 42,7% das mulheres evangélicas brasileiras já sofreram algum tipo de violência doméstica ao longo da vida; 38,7% sofreram agressões no último ano. Esses dados engrossam as revoltantes estatísticas de violência contra a mulher no Brasil, onde 1.518 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025 — mais que 4 mortes por dia. Hoje nós vamos conversar sobre como a nossa fé e a igreja respondem, se omitem ou até contribuem para que esse seja um dos problemas sociais mais urgentes do nosso tempo. PARTICIPANTES:– Hernani Correa– Rodrigo Quintã– Lucas Vieira– Priscila Quintã– Rafaella Mascarenhas– Beatriz Reder COISAS ÚTEIS:– Duração:01h46m42s– Feed do Crentassos: Feed, RSS, Android e iTunes: crentassos.com.br/blog/tag/podcast/feed Para assinar no iTunes, clique na aba Avançado, e Assinar Podcast. Cole o endereço e confirme. Assim você recebe automaticamente os novos episódios.– Antigo Canal do Telescópio no Youtube CITADOS NO PROGRAMA:– Relatório “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”– Podcast “Boas Intenções, Péssimos Conselhos | Telescópio 122 (com Beatriz Reder)”– Podcast “Violência Contra as Mulheres | Telescópio 106 (com Bianca Rati)”– Matéria “53% das mulheres que sofrem violência procuram a igreja”– Regina Célia Barbosa – Matéria “45% dos professores já ouviram alguma vez uma menina ser chamada de “vagabunda” ou “vadia” em sala de aula”– Matéria “Pesquisa inédita mostra como influenciadores lucram com conteúdos misóginos no YouTube”– Série “Adolescência | Trailer oficial | Netflix”– Podcast “Adolescência | Telescópio 151 (com Eduardo Fettermann)”– Matéria “31% dos homens da Geração Z concordam que a esposa deve obedecer ao marido”– Matéria “Violência doméstica é prevalente entre evangélicas”– Matéria “Jovem esfaqueada após recusar namoro passa a respirar sem ajuda de aparelhos”– Casas de Acolhimento para Mulheres em Situação de Violência (municipio de São Paulo)– Podcast Tudo é culpa da cultura– Série de mensagens Cartas para um novo mundo, de Ed Rene Kivitz– Instagram Beatriz Reder – “As violências no corpo em Amós 2.6-7: a relação entre o ambiente eclesiástico e o controle do corpo feminino” (Resumo)– Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher REDES SOCIAIS DO CANAL TELESCÓPIO:– Facebook do Canal Telescópio– Twitter do Canal Telescópio– Instagram do Canal Telescópio GRUPOS DE COMPARTILHAMENTO DA CRENTASSOS:– WhatsApp– Telegram TRILHA SONORA DO PROGRAMA:– Trilhas de direito livre JABÁS: REDES SOCIAIS: Críticas, comentários, sugestões para crentassos@gmail.com ou nos comentários desse post. OUÇA/BAIXE O PROGRAMA:The post Violência Doméstica | Telescópio 162 (com Beatriz Reder) appeared first on Crentassos Produções Subversivas.