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A esta Huella se le ha llamado el Ciudadano Kane del cine negro. La inspiración no fue CK, sino una historia de Hemingway. Es un cine negro clásico. El debut de Burt Lancaster. Presenta Jose M Corrales t.me/EnfoqueCritico (https://t.me/EnfoqueCritico) debateafondo@gmail.com @EnfoqueCritico_ facebook.com/DebateAFondo facebook.com/josemanuel.corrales.750/ / @enfoquecritico Instagram enfoquecritico Mastodon @EnfoqueCritico@masto.es Patreon http://patreon.com/EnfoqueCritico Bluesky @enfoquecritico.bsky.social
Neste episódio, Mayra Trinca fala sobre duas pesquisas que, ao seu modo, usam o som para estudar maneiras de enfrentamento à crise climática. Na conversa, Susana Dias, pesquisadora do Labjor e Natália Aranha, doutoranda em Ecologia pela Unicamp contam como os sons dos sapos fizeram parte das mesas de trabalho desenvolvidas pelo grupo de pesquisa para divulgação sobre esses anfíbios. Participa também Lucas Forti, professor na Universidade Federal Rural do Semi-Árido do Rio Grande do Norte. Ele conta como tem sido a experiência do projeto Escutadô, que estuda a qualidade do ambiente da caatinga através da paisagem sonora. ____________________________________________________________ ROTEIRO [música] Lucas: É incrível a capacidade que o som tem de despertar a memória afetiva. Mayra: Você aí, que é ouvinte de podcast, provavelmente vai concordar com isso. O som consegue meio que transportar a gente de volta pros lugares que a gente associa a ele. Se você já foi pra praia, com certeza tem essa sensação quando ouve um bom take do barulho das ondas quebrando na areia. [som de ondas] Mayra: O som pra mim tem um característica curiosa, na maior parte do tempo, ele passa… despercebido. Ou pelo menos a gente acha isso, né? Porque o silêncio de verdade pode ser bem desconfortável. Quem aí nunca colocou um barulhinho de fundo pra estudar ou trabalhar? Mayra: Mas quando a gente bota reparo, ele tem um força muito grande. De nos engajar, de nos emocionar. [música de violino] Mayra: Também tem a capacidade de incomodar bastante… [sons de construção] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e você provavelmente já me conhece aqui do Oxigênio. Mayra: No episódio de hoje, a gente vai falar sobre som. Mais especificamente, sobre projetos de pesquisa e comunicação que usam o som pra entender e pra falar sobre mudanças climáticas e seus impactos no meio ambiente. [música de fundo] Natália: E as paisagens sonoras não são apenas um conjunto de sons bonitos. Elas são a própria expressão da vida de um lugar. Então, quando a gente preserva uma paisagem sonora, estamos preservando a diversidade das espécies que vocalizam naquele lugar, os modos de vida e as relações que estão interagindo. E muitas vezes essas relações dependem desses sons, que só existem porque esses sons existem. Então, a bioacústica acaba mostrando como os sons, os sapos também os mostram, como que esses cantos carregam histórias, ritmos, horários, temperaturas, interações que não aparecem ali somente olhando o ambiente. [Vinheta] João Bovolon: Seria triste se músicos só tocassem para músicos. Pintores só expusessem para pintores. E a filosofia só se destinasse a filósofos. Por sorte, a capacidade de ser afetado por um som, uma imagem, uma ideia, não é exclusividade de especialistas. MAYRA: Essa frase é de Silvio Ferraz, autor do Livro das Sonoridades. O trecho abre o texto do artigo “A bioacústica dos sapos e os estudos multiespécies: experimentos comunicacionais em mesas de trabalho” da Natália. Natália: Olá, meu nome é Natália Aranha. Eu sou bióloga e mestra pelo Labjor, em Divulgação Científica e Cultural. Durante o meu mestrado, eu trabalhei com os anfíbios, realizando movimentos com mesas de trabalhos e com o público de diferentes faixas etárias. Atualmente, eu sou doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ecologia pelo Instituto de Biologia da Unicamp. MAYRA: A Natália fez o mestrado aqui no Labjor na mesma época que eu. Enquanto eu estudava podcasts, ela tava pesquisando sobre divulgação científica de um grupo de animais muitas vezes menosprezado. [coaxares] Susana: Os sapos, por exemplo, não participam da vida da maioria de nós. Eles estão desaparecidos dos ecossistemas. Eles estão em poucos lugares que restaram para eles. Os brejos são ecossistemas muito frágeis. São os lugares onde eles vivem. Poucos de nós se dedicam a pensar, a se relacionar, a apreciar, a cuidar dessa relação com os sapos. Mayra: Essa que você ouviu agora foi a Susana, orientadora do trabalho da Natália. Susana: Meu nome é Susana Dias, eu sou pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, o Labjor, professora da pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural, do Labjor/IEL/Unicamp. E trabalho com comunicação, artes, ciências, desenvolvendo várias metodologias de experimentação coletiva com as pessoas. Mayra: Mas, o interesse da Natália pelos sapos não começou no mestrado. Ela já era apaixonada pela herpetologia antes disso. [som de ícone] Mayra: Herpetologia é a área da biologia que estuda répteis e anfíbios. E eu posso dizer que entendo a Natália. Pra quem não sabe, eu também sou bióloga. E durante a faculdade cheguei a fazer um estágio na mesma área, porque também era um tema que me interessava muito. Mayra: Só que eu trabalhei mais com répteis, que são as cobras e os lagartos. E eu acabei desistindo da área em pouco tempo, apesar de ainda achar esses bichinhos muito legais. Já a Natália descobriu o amor pelos sapos num congresso de herpetologia que foi durante a graduação e, diferente de mim, ela segue trabalhando com eles até hoje. Natália: E eu me apaixonei. Eu digo que me apaixonei a partir da abertura do congresso, porque foi uma experiência muito legal que fizeram a partir dos sons, a partir de fotos e vídeos de vários pesquisadores realizando trabalhos de campo com esses animais. E, a partir desse momento, eu falei que era isso que eu queria fazer na minha vida. Mayra: Ah, e é importante dizer, que antes mesmo disso tudo, a Natália já tinha um interesse artístico por esses animais. Natália: E, como eu amo desenvolver pinturas realistas, esses animais são maravilhosos, quando você pensa nas cores, nos detalhes, nas texturas que eles trazem. Mayra: Porque foi dessa experiência que surgiu a ideia de trabalhar com divulgação científica, que acabou levando a Natália até a Susana. Mas como ela também tinha interesse de pesquisa com esses animais, ela acabou participando dos dois grupos ao longo do mestrado: o de divulgação e o de herpetologia, com o pessoal da biologia. Susana: Foi muito legal justamente pela possibilidade da Natália habitar esse laboratório durante um tempo, acompanhar o trabalho desses herpetólogos e a gente poder conversar junto com o grupo de pesquisa, que é o Multitão, aqui do Labjor da Unicamp, que é o nosso grupo, sobre possibilidades de conexão com as artes, e também com a antropologia, com a filosofia. A gente começou a tecer esses emaranhados lentamente, devagarzinho. Mayra: Quando a Natália chegou no mestrado, ela tinha uma visão muito comum da divulgação científica, que é a ideia de que os divulgadores ou os cientistas vão ensinar coisas que as pessoas não sabem. Mayra: É uma visão muito parecida com a que a gente ainda tem de escola mesmo, de que tem um grupo de pessoas que sabem mais e que vão passar esse conhecimento pra quem sabe menos. Natália: E daí a Susana nos mostrou que não era somente fazer uma divulgação sobre esses animais, mas mostrar a importância das atividades que acabam gerando afeto. Tentar desenvolver, fazer com que as pessoas criem movimentos afetivos com esses seres. Mayra: Se você tá no grupo de pessoas que tem uma certa aversão a esses animais, pode achar isso bem esquisito. Mas criar essas relações com espécies diferentes da nossa não significa necessariamente achar todas lindas e fofinhas. É aprender a reconhecer a importância que todas elas têm nesse emaranhado de relações que forma a vida na Terra. Mayra: Pra isso, a Natália e a Susana se apoiaram em uma série de conceitos. Um deles, que tem sido bem importante nas pesquisas do grupo da Susana, é o de espécies companheiras, da filósofa Donna Haraway. Natália: Descreve esses seres com os quais vivemos, com os quais aprendemos e com os quais transformam como seres em que a gente não habita ou fala sobre, mas a gente habita e escreve com eles. Eles nos mostram que todos nós fazemos parte de uma rede de interações e que nenhum ser nesse mundo faz algo ou vive só. Então, os sapos, para mim, são essas espécies companheiras. Mas não porque eles falam na nossa língua, mas porque nós escutamos seus cantos e somos levados a repensar a nossa própria forma de estar no mundo. Mayra: Uma coisa interessante que elas me explicaram sobre esse conceito, é que ele é muito mais amplo do que parece. Então, por exemplo, bactérias e vírus, com quem a gente divide nosso corpo e nosso mundo sem nem perceber são espécies companheiras. Ou, as plantas e os animais, que a gente usa pra se alimentar, também são espécies companheiras Susana: E uma das características do modo de viver dos últimos anos, dos últimos 50 anos dos humanos, são modos de vida pouco ricos de relações, com poucas relações com os outros seres mais que humanos. E a gente precisa ampliar isso. Trazer os sapos é muito rico porque justamente abre uma perspectiva para seres que estão esquecidos, que pertencem a um conjunto de relações de muito poucas pessoas. Mayra: Parte do problema tem a ver com o fato de que as espécies estão sumindo mesmo. As mudanças climáticas, o desmatamento e a urbanização vão afastando as espécies nativas das cidades, por exemplo, que passam a ser povoadas por muitos indivíduos de algumas poucas espécies. Pensa como as cidades estão cheias de cães e gatos, mas também de pombas, pardais, baratas. Ou em áreas de agropecuária, dominadas pelo gado, a soja e o capim onde antes tinha uma floresta super diversa. Susana: Eu acho que um aspecto fundamental para a gente entender esse processo das mudanças climáticas é olhar para as homogeneizações. Então, como o planeta está ficando mais homogêneo em termos de sons, de imagens, de cores, de modos de vida, de texturas. Uma das coisas que a gente está perdendo é a multiplicidade. A gente está perdendo a diversidade. Mayra: Pensa bem, quando foi a última vez que você interagiu com um sapo? (Herpetólogos de plantão, vocês não valem). Provavelmente, suas memórias com esses animais envolvem pouco contato direto e você deve lembrar mais deles justamente pelo… som que eles fazem. [coaxares, música] Lucas: Eu comecei a pensar na acústica como uma ferramenta de entender a saúde do ambiente, e queria aplicar isso para recifes de coral, enfim, a costa brasileira é super rica. Mayra: Calma, a gente já volta pra eu te explicar como a Natália e a Susana relacionaram ciências e artes na divulgação sobre os sapos. Antes, eu quero te contar um pouco sobre outro projeto que tem tudo a ver com o tema. Deixa o Lucas se apresentar. Lucas: Pronto, eu me chamo Lucas, eu sou biólogo de formação, mas tive uma vertente acadêmica na minha profissão, em que eu me dediquei sempre a questões relacionadas à ecologia, então fiz um mestrado, doutorado na área de ecologia. Mayra: Sim, o Lucas, assim como eu, a Natália e mesmo a Susana, também fez biologia. Lucas: Os biólogos sempre se encontram em algum lugar. Mayra: A gente ainda vai dominar o mundo…[risadas] Mayra: Tá, mas voltando aqui. O Lucas esteve nos últimos anos trabalhando no Nordeste. Eu conversei com ele durante um estágio de professor visitante aqui na Unicamp. Lucas: Então estou passando um estágio de volta aqui às minhas raízes, que eu sou daqui do interior de São Paulo, então vim passar frio um pouquinho de volta aqui em Campinas. Mayra: Essa entrevista rolou já tem um tempinho, em agosto de 2025. E realmente tava fazendo um friozinho naquela semana. Mayra: Eu fui conversar com o Lucas sobre um projeto que ele faz parte junto com o Observatório do Semiárido, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, no Rio Grande do Norte. Mayra: A ideia dessa pesquisa é criar um banco de dados sonoros e construir um algoritmo. Lucas: testar algoritmos, né, conseguir ter uma ferramenta na mão que possa ajudar a gente a detectar níveis de degradação no Semiárido com base em informação acústica. Mayra: Esse projeto é o Escutadô. Lucas: O projeto Escutadô, ele nasceu… assim, tem a história longa e a história curta. Mayra: Óbvio que eu escolhi a longa. E ela começa escuta só, com os anfíbios. Mayra: Coincidência? Lucas: Não, não tem coincidência nenhuma. Lucas: Mas eu comecei sim estudando o comportamento de anfíbios, e uma característica muito peculiar dos anfíbios é a vocalização, né? Então, os anfíbios me levaram para a acústica, e aí a acústica entrou na minha vida também para tornar as abordagens da minha carreira, de como eu vou entender os fenômenos através desse ponto de vista sonoro, né? Mayra: Isso é uma coisa muito comum na biologia. Tem muitos animais que são complicados de enxergar, porque são noturnos, muito pequenos ou vivem em lugares de difícil acesso. Então uma estratégia muito usada é registrar os sons desses animais. Vale pra anfíbios, pra pássaros, pra baleias e por aí vai. [sons de fundo de mar] Mayra: Inclusive, lembra, a ideia original do projeto do Lucas era usar a bioacústica, essa área da biologia que estuda os sons, pra investigar recifes de corais. Ele tava contando que elaborou essa primeira proposta de pesquisa pra um edital. Lucas: Aí a gente não venceu essa chamada, mas a gente reuniu uma galera com colaboração, escrevemos um projeto super lindo, e aí por alguma razão lá não foi contemplado o financiamento. Mayra: Isso também é algo muito comum na biologia. E em várias outras áreas de pesquisa. Mas, vida que segue, novas oportunidades apareceram. Lucas: O projeto Escutadô começou no mar, mas a gente conseguiu ter sucesso com a ideia mesmo, a hora que eu cheguei em Mossoró, como professor visitante na Universidade Federal Rural do Semiárido, abriu um edital da FINEP, voltado para a cadeias produtivas, bioeconomia, e a gente identificou que a gente poderia utilizar essa ideia, né, e aplicar essa ideia, mas aí eu já propus que a gente fosse atuar no ecossistema terrestre. Mayra: FINEP é a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O Lucas quis alterar a proposta inicial, primeiro, porque fazia mais sentido dentro do contexto que ele tava trabalhando. E, depois, porque a região tem uma forte dependência do ecossistema da caatinga pro sustento da população e pra preservação do seu modo de vida, a tal bioeconomia que ele citou. Mayra: Além disso, Lucas: a caatinga é o bioma que certamente tá sentindo mais os extremos, né, das mudanças climáticas, então isso trouxe uma contextualização muito interessante para o projeto, especialmente porque casava com a questão da bioeconomia, né, então a gente tentou embarcar nessa linha e transformamos essa tecnologia para pensar como ela poderia detectar níveis de degradação para a região do Semiárido, né, e aí deu certo. Mayra: Funciona mais ou menos assim, a equipe de pesquisa instalou uma série de gravadores espalhados, mais de 60 pontos no estado do Rio Grande do Norte e alguns pontos na Paraíba e no Ceará. Lucas: Então, quando a gente instala o gravador no ambiente, ele grava três minutos, dorme sete, grava três minutos, dorme sete e fica assim rodando, a gente tem duas rodadas de amostragem, uma que é feita durante a estação seca e outra que é feita durante a estação chuvosa, então o gravador fica em cada ponto por 20 dias e nesses 20 dias ele fica continuamente gravando três minutos e dormindo sete. Mayra: Essas gravações viram uma grande biblioteca sonora. O próximo passo é reconhecer quais sons representam áreas mais conservadas… [captação de área preservada] Mayra: E quais gravações foram feitas em áreas mais degradadas, principalmente com mais alterações antrópicas no ambiente. [captação de área antropizada] Mayra: Pra gente, até que é fácil reconhecer a diferença entre os sons. Agora, como a gente transforma isso, por exemplo, num aplicativo, capaz de identificar o nível de degradação do ambiente usando só o som daquele lugar? Lucas: Pois é, agora você tocou no ponto que eu acho que é o maior desafio do projeto e também o que torna o projeto, assim, inovador. A gente já tem hoje mais ou menos 16 mil horas de gravação, então a gente não tem como não usar uma ferramenta de aprendizado de máquina para ajudar no processamento desses dados. Mayra: A essa altura, você já deve saber o básico de como funcionam as inteligências artificiais. Elas comparam bases de dados gigantescas pra achar padrões. Mas, isso funciona bem pra texto ou pra imagens. Lucas: E a gente introduziu um conceito de aprendizado de escuta de máquina, ou seja, a gente não vai trabalhar sobre o ponto de vista da imagem, vai trabalhar sobre o ponto de vista da escuta, opa, pera aí, mas como é que a gente faz isso? Mayra: O Lucas explicou que o que eles tiveram que fazer foi, de certa forma, realmente transformar esses sons em imagens. Pra isso, eles usam os espectrogramas, que são aquelas representações visuais do som, eu vou deixar um exemplo lá no site e no nosso Instagram, depois você pode procurar pra ver. Mayra: Essa etapa do projeto, o treinamento da IA, tá sendo feita em parceria com o BIOS, o Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial aqui da Unicamp. A gente já falou um pouco desse projeto no episódio 201 – Um bate-papo sobre café. Se você ainda não ouviu, tem mais essa lição de casa pra quando acabar esse episódio, vale a pena, porque tá bem legal. [divulgação podcast SabIA!] [música] Mayra: Os sons captados pelo Escutadô, projeto que o Lucas faz parte, ou as gravações dos anfíbios que a gente tava falando com a Natália, nunca são sons isolados. Mayra: Esse conjunto de sons de um ambiente forma o que a gente chama de paisagem sonora. Lucas: Esses sons podem ter origens geofísicas, então o som do vento, o som da chuva, o som dos fluxos de corrente, riachos, cachoeiras, você tem os sons da própria biodiversidade, né, que é baseado nos sistemas de comunicação acústica da fauna, por exemplo, quando as aves produzem as vocalizações, os anfíbios, os insetos, os mamíferos, você tem todo ali um contexto de produção de sinais acústicos que representam assinaturas da presença da biodiversidade no ambiente. E você ainda tem a assinatura da presença das tecnofonias ou antropofonias, né, que são os sons que são produzidos pelos seres humanos, né, seja os sons das rodovias, das construções, das obras, das edificações, ou seja, que tem toda uma contextualização. Mayra: A ideia de usar o som, ou a paisagem sonora, pra entender a saúde de um ambiente, não é nada nova. Um dos livros mais importantes, praticamente fundador do movimento ambientalista nos Estados Unidos, é o Primavera Silenciosa, da Rachel Carson, e ele foi publicado em 1962. Lucas: Então ela já estava alertando para a sociedade acadêmica, especialmente, que o uso de pesticidas, né, as mudanças que o ser humano está promovendo na paisagem estão causando extinções sonoras, né, porque está alterando a composição das espécies na natureza, então a gente está embarcando um pouco nessa ideia que influenciou o que hoje a gente chama de soundscape ecology, que é a ecologia da paisagem sonora, ou ecologia da paisagem acústica. Natália: As pessoas automaticamente imaginam que o silêncio seja algo bom. Mas, esse silêncio é um sinal de alerta, porque ele mostra que as espécies estão desaparecendo e como os seus ciclos e modos de interação estão mudando. E que o habitat, o lugar, já não está dando mais condições impostas pelo clima. Eu acredito que os sons funcionam como uma espécie de termômetro da vida. Quando eles diminuem, é porque a diversidade está ali diminuindo. Mayra: A gente vai ver que a Natália usou noções de paisagem sonora pra criar atividades imersivas de divulgação, onde as pessoas puderam experimentar com diferentes sons e ver como era possível criar novas relações com os sapos a partir deles. Mayra: No caso do Lucas, a paisagem sonora funciona bem como a Natália descreveu, é um termômetro que mede a qualidade de um ambiente da Caatinga. Talvez você imagine esse bioma como um lugar silencioso, um tanto desértico, mas isso tem mais a ver com a imagem comumente divulgada de que é uma região de escassez. Lucas: Do ponto de vista das pessoas interpretarem ela como um ambiente pobre, enquanto ela é muito rica, em termos de biodiversidade, em termos de recursos naturais, em termos de recursos culturais, ou seja, a cultura das populações que vivem lá é extremamente rica. Mayra: Pra complicar ainda mais a situação, a Caatinga está na área mais seca do nosso país. Lucas: Ou seja, a questão da escassez hídrica é extremamente importante. E torna ela, do ponto de vista das mudanças climáticas, ainda mais importante. Mayra: A importância de se falar de grupos menosprezados também aparece na pesquisa da Natália com os sapos. Vamos concordar que eles não tão exatamente dentro do que a gente chama de fofofauna, dos animais queridinhos pela maioria das pessoas, mas não por isso projetos de conservação são menos importantes. Pelo contrário. Mayra: Pra dar uma ideia, na semana que eu escrevia esse roteiro, estava circulando nas redes sociais um estudo que mostrou que, em cinquenta anos, as mudanças climáticas podem ser responsáveis pelo desaparecimento completo dos anfíbios na Mata Atlântica. Mayra: Daí a importância de envolver cada vez mais pessoas em ações de preservação e enfrentamento às mudanças climáticas. Susana: Que a gente pudesse trazer uma paisagem sonora da qual os humanos fazem parte e fazem parte não apenas produzindo problemas, produzindo destruição, mas produzindo interações, interações ecológicas. [música] Mayra: Voltamos então à pesquisa da Natália. Mayra: Ela usou uma metodologia de trabalho que tem sido muito utilizada pela Susana e seu grupo de pesquisa, que são as mesas de trabalho. Susana: E elas foram surgindo como uma maneira de fazer com que a revista ClimaCom, que é uma revista que está tentando ensaiar modos de pensar, de criar, de existir diante das catástrofes, a revista pudesse ter uma existência que não fosse só online, que fosse também nas ruas, nas praças, nas salas de aula, nos outros espaços, que ela tivesse uma existência fora das telas. E que, com isso, a gente se desafiasse não apenas a levar para fora das telas e para as outras pessoas algo que foi produzido na universidade, mas que a gente pudesse aprender com as outras pessoas. Mayra: A ideia das mesas é reunir pessoas diversas, de dentro e de fora da universidade, pra criarem juntas a partir de um tema. Susana: Então, quando chegou a proposta dos anfíbios, a gente resolveu criar uma mesa de trabalho com os sapos. E essa mesa de trabalho envolvia diversas atividades que aconteciam simultaneamente. Essas atividades envolviam desde fotografia, pintura, desenho, colagem, grafismo indígena, até estudo dos sons. Mayra: A Susana estava explicando que durante essas mesas, elas conseguem fazer com que as pessoas interajam com os sapos de uma forma diferente, mais criativa. Criativa aqui tanto no sentido de imaginar, quanto de criar e experimentar mesmo. Susana: A gente propôs a criação de um caderno de estudo dos sons junto com as pessoas. A gente disponibilizou vários materiais diferentes para que as pessoas pudessem experimentar as sonoridades. Disponibilizamos um conjunto de cantos da fonoteca aqui da Unicamp, de cantos dos sapos, para as pessoas escutarem. E pedimos que elas experimentassem com aqueles objetos, aqueles materiais, recriar esses sons dos sapos. E que elas pudessem depois transpor para um caderno essa experiência de estudo desses sons, de como esses sons se expressavam. Mayra: Esse é um exemplo de como a gente pode aproximar as pessoas do trabalho dos cientistas sem que isso coloque a pesquisa feita nas universidades como algo superior ou mais importante do que outros conhecimentos. Escuta só a experiência da Natália: Natália: Através de diferentes materiais, de diferentes meios, é possível criar um movimento afetivo que vai além daquele movimento do emissor-receptor que traz uma ideia mais generalista, mais direta, de que você só fala e não escuta. Então, uma das coisas que mais marcou o meu trabalho nessa trajetória foi a escuta. Onde a gente não apenas falava com os anfíbios, mas também a gente escutava as histórias que as pessoas traziam, os ensinamentos de outros povos, de outras culturas. Então, essa relação entre arte e ciências possibilitou todo esse movimento que foi muito enriquecedor (6:14) Susana: As mesas de trabalho foram um lugar também onde as pessoas acessaram um pouco do trabalho dos herpetólogos. Entraram em relação com a maneira como os herpetólogos estudam os sapos. Interessa para eles se o som do sapo é mais amadeirado, é mais vítreo, é mais metálico. O tipo de som, se ele tem uma pulsação diferente da outra, um ritmo diferente do outro. Eles fazem várias análises desses sons, estudam esses sons em muitos detalhes. Mayra: Trazer essa possibilidade de experimentação é um dos principais objetivos das ações e das pesquisas realizadas pelo grupo da Susana aqui no Labjor. E o encontro com as práticas artísticas tem sido um meio de trabalhar essas experimentações. [música de fundo] Susana: Eu acho que a gente tem pensado muito ciências e artes no plural, com minúsculas, justamente para trazer uma potência de multiplicidade, de possibilidades não só de pesquisa e produção artística, mas de pensamento, modos diferentes de viver no mundo e de praticar a possibilidade de pensar, de criar, de se relacionar com os outros seres. Mayra: Mas, segundo a Susana, tem um desafio grande nesse tipo de trabalho… Susana: Porque é muito comum as pessoas, sobretudo os cientistas, acharem que as artes são uma embalagem bonita para as ciências. Então, o que as artes vão fazer vai ser criar uma maneira das pessoas se seduzirem por um conteúdo científico, de se tornar mais belo, mais bonito. A gente não pensa que esse encontro entre artes e ciências pode tornar as ciências mais perturbadoras, pode questionar o que é ciência, pode gerar coisas que não são nem arte nem ciência, que a gente ainda não conhece, que são inesperadas, que são produções novas. Mayra: Quando a Natália fala da possibilidade de criar relações afetivas com os sapos, ela não quer dizer apenas relações carinhosas, mas também de sensibilidade, de se deixar afetar, no sentido de se permitir viver aquela experiência. De entrar em contato com essas espécies companheiras e, realmente, sair desses encontros diferente do que a gente entrou. Susana: Então, a gente está tentando pensar atividades de divulgação científica e cultural que são modos de criar alianças com esses seres. São modos de prestar atenção nesses seres, de levar a sério suas possibilidades de existir, suas maneiras de comunicar, suas maneiras de produzir conhecimento. É uma ideia de que esses seres também produzem modos de ser e pensar. Também produzem ontopistemologias que a gente precisa aprender a se tornar digno de entrar em relação. Mayra: Em tempos de crise climática, isso se torna especialmente importante. Quando a gente fala de comunicação de risco, sempre existe a preocupação de falar com as pessoas de uma forma que a informação não seja paralisante, mas que crie mobilizações. Mayra: Eu aposto que você, assim como eu, de vez em quando se sente bem impotente quando pensa na catástrofe ambiental em curso. A gente se sente pequeno diante do problema. Só que é necessário fazer alguma coisa diferente do que a gente tem feito ou veremos cada vez mais eventos naturais extremos que têm destruído tantas formas de vida. [encerra música] Susana: Acho que a gente tem pensado nesses encontros justamente como aquilo que pode tirar a gente da zona do conforto e pode gerar uma divulgação científica e cultural nesses encontros entre artes e ciências, que experimentem algo que não seja massificado, algo que escape às abordagens mais capitalizadas da comunicação e mais massificadas, e que possam gerar outras sensibilidades nas pessoas, possam engajá-las na criação de alguma coisa que a gente ainda não sabe o que é, que está por vir. Mayra: A única forma de fazer isso é efetivamente trazendo as pessoas para participar dos projetos, aliando conhecimentos locais e tradicionais com as pesquisas acadêmicas. Isso cria um senso de pertencimento que fortalece os resultados dessas pesquisas. Mayra: O projeto Escutadô, que o Lucas faz parte, também trabalha com essa perspectiva de engajamento. Lucas: A gente usa uma abordagem chamada ciência cidadã, onde a gente se conecta com o público, e os locais onde a gente vai fazer as amostragens são propriedades rurais de colaboradores ou de voluntários do projeto. Então, a gente tem toda essa troca de experiências, de informação com esse público que vive o dia a dia ali no semiárido, ali na Caatinga. Tudo isso enriquece muito a nossa visão sobre o projeto, inclusive as decisões que a gente pode ter em relação a como que essa tecnologia vai ser empregada ou como que ela deveria ser empregada. Mayra: Lembra que o projeto foi financiado a partir de um edital que considerava a bioeconomia? Então, pro Lucas, a pesquisa só se torna inovadora e significativa de verdade se tiver efeitos práticos pra população que ajudou a construir esse conhecimento. Lucas: Senão é só uma ideia bacana, né? Ela precisa se transformar em inovação. Então, a gente tem toda essa preocupação de criar essa ferramenta e de que essa ferramenta seja realmente interessante para mudar a forma com que a gente vai entender ou tomar as decisões de forma mais eficiente, né? E que isso se torne um recurso que seja possível, né? Para que as pessoas utilizem. Mayra: A ideia do projeto é que, a partir de um aplicativo com aquele algoritmo treinado, as pessoas consigam por exemplo avaliar as condições ambientais da região em que vivem. Ou que esses dados possam ser usados pra ajudar a identificar áreas prioritárias de conservação e com isso, contribua diretamente pra qualidade do cuidado com a Caatinga. [música] Mayra: As mudanças climáticas estão aí faz tempo, infelizmente. Mas seus efeitos têm se tornado mais perceptíveis a cada ano. É urgente pensarmos em outras formas de estarmos no mundo, diminuindo os impactos ambientais, antes que esse planeta se torne inabitável, porque, como a gente também tem falado aqui no Oxigênio, não é tão simples assim achar outro planeta pra morar. Susana: Então, acho que isso tem sido fundamental para a gente criar uma comunicação científica em tempos de mudanças climáticas, que não apenas fica na denúncia dos problemas, mas que apresenta possibilidades de invenção de outros modos de habitar essa terra ferida, essa terra em ruínas. [encerra música] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e produzi e editei esse episódio. A revisão é da Lívia Mendes. A trilha sonora tem inserções do Freesound e de captações do projeto Escutadô e do João Bovolon, que também leu o trecho do Livro das Sonoridades. Mayra: Esse episódio é parte de uma bolsa Mídia Ciência e também conta com o apoio da FAPESP. Mayra: O Oxigênio é coordenado pela Simone Pallone e tem apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Estamos nas suas plataformas de áudio preferidas e nas redes sociais como Oxigênio Podcast. Te espero no próximo episódio! [Vinheta encerramento]
Entrevista con Integrantes de la banda Sonoras Mil del Eje Cafetero by LA PATRIA
La imagen que la mayoría de la gente tiene de From Here To Eternity, es la de Burt Lancaster abrazando a Deborah Kerr en las playas de Hawái, con las olas agitándose a su alrededor. La MPAA prohibió las fotos del famoso beso por ser demasiado eróticas. Una película emblemática. Presenta Jose M Corrales. t.me/EnfoqueCritico (https://t.me/EnfoqueCritico) debateafondo@gmail.com @EnfoqueCritico_ facebook.com/DebateAFondo facebook.com/josemanuel.corrales.750/ / @enfoquecritico Instagram enfoquecritico Mastodon @EnfoqueCritico@masto.es Bluesky @enfoquecritico.bsky.social Patreon http://patreon.com/EnfoqueCritico produccionradioonline@gmail.com
Programa 364 de La Hora del Rock: una descarga imparable de hard rock y metal con estrenos del 2026, exclusivas, clásicos afilados y bandas emergentes que mantienen viva la llama. Zenón Pérez, Fernando Nadales y Paco Jiménez te guían por una playlist poderosa, variada y 100% rockera. ¡STAY FUCKING METAL! El episodio 364 llega cargado de estrenos, adelantos exclusivos y una mezcla explosiva de hard rock, heavy metal y sonidos modernos que mantienen viva la llama del rock. Una playlist que viaja desde clásicos reinterpretados hasta bandas emergentes que están marcando el pulso del 2026. TRACKLIST COMPLETO KISS – Escape From the Island (Music From The Elder) 1981 Temple Balls – Flashback Dynamite (2026) Tailgunner – Tears in Rain (Midnight Blitz, 2026) Every King Has a Clown – All We Need Is Rock and Roll (2026) Lily Löwe – Wild (Beautiful Disaster, 2026) Golgotha – Too Late (Hubris, exclusiva 2026) Masterplan – Chase the Light (Single 2026) Black Moon June – A Thousand Years (Single 2025) Armando de Castro – Train to Anywhere (Hard Rock 2026) Black Swan – If I Was a King (Single 2026) Metal Church – Brainwash Game (Single 2026) Temple Balls – Tokyo Love (2026) Stop Stop – Kill the Pedos (Single 2026) Megadeth – Ride the Lightning (Bonus Track, Target Edition) Arch Enemy – The Pendulum (Blood Dynasty – Deluxe Edition, 2025) Cathaline – Over the Rainbow (2025) Single Wicked Leather – Crystal Lake (Season of the Witch, 2026) Taifa – Astrología Imperfecta (Herejías Sonoras, 2026) 4 Bajo Zero – Jaula de Cristal (Antiheroe, 2015) Mayhem – The Sentence of Absolution (Liturgy of Death, 2026) The Halo Effect – The Burning Point (March of the Unheard, 2025) Dais – Windward (Barlovento) (2026) Machinae Supremacy – Fate of All (Single 2026) Austen Starr – Not This Life (I Am the Enemy, 2026) Patxi Luque – Siempre Estaré Allí (Love ¬ Hate, 2026) Legion DC – My Enemy Inside (Life After Ashes, 2026) Brainstorm – From Hell (Plague of Rats – Deluxe Edition, 2025) Horseman – Trouble Will Find (No Surrender in Dark Days, 2026)
Blaxploitation en su máxima expresión. Una historia sencilla con un giro bien logrado. Eso es Shaft. El concepto de un hombre negro como detective privado. Por primera vez en el mundo del cine, el hombre negro era el rey. La razón principal por la que 'Shaft' funciona es por el casting y la partitura musical de Isaac Hayes. Presenta Jose M Corrales. t.me/EnfoqueCritico (https://t.me/EnfoqueCritico) debateafondo@gmail.com @EnfoqueCritico_ facebook.com/DebateAFondo facebook.com/josemanuel.corrales.750/ / @enfoquecritico Instagram enfoquecritico Mastodon @EnfoqueCritico@masto.es Patreon http://patreon.com/EnfoqueCritico Bluesky @enfoquecritico.bsky.social
Esta primera Huella Sonora sobresale por dos títulos opuestos; Slade In Flame, a pleno lucimiento de la banda británica Slade y Bola de fuego, comedia negra dirigida por Howard Hawks, a principios de los años 40, con dos monumentos de la gran pantalla, Gary Cooper y Barbara Stanwyck y un cameo inolvidable de un icono de la era del swing, el batería Gene Krupa y su orquesta. Presenta Jose M Corrales. t.me/EnfoqueCritico (https://t.me/EnfoqueCritico) debateafondo@gmail.com @EnfoqueCritico_ facebook.com/DebateAFondo facebook.com/josemanuel.corrales.750/ / @enfoquecritico Instagram enfoquecritico Mastodon @EnfoqueCritico@masto.es Patreon http://patreon.com/EnfoqueCritico Bluesky @enfoquecritico.bsky.social
Bienvenidos, hermanos y hermanas del metal, a un nuevo viaje sonoro. Esto es La Hora del Rock, edición 362, donde tres voces, tres miradas y una misma pasión —Zenón Pérez, Fernando Nadales y Paco Jiménez— se unen para levantar un templo de riffs, historias y emociones. Hoy cruzamos fronteras, épocas y estilos: Desde los clásicos que forjaron nuestra sangre rockera, hasta los lanzamientos más feroces de 2025 y 2026. Un programa que respira tradición, late con actualidad y mira de frente al futuro del metal. Prepárate para guitarras que muerden, voces que desgarran, melodías que elevan y bandas que mantienen viva la llama. Aquí no hay tregua, no hay filtros, no hay concesiones. Solo rock, solo metal, solo verdad. Ajusta el volumen, cierra la puerta, desconecta del mundo. Porque empieza… LA HORA DEL ROCK. STAY FUCKING METAL. PLAYLIST : Kiss – Escape From The Island (The Elder, 1981) Mechina – Invictus Thales (Bellum Interruptum, 2014 / Reeditado 2025) Avantasia – Phantasmagoria (Here Be Dragons – Deluxe Edition, 2025) Rave In Fire – Dark Poison (Square One, 2026) Tarja – Demons In You (Circus Life – Live 2020, publicado 2025) Armando de Castro – Hard Rock (Hard Rock, 2026) Dirkschneider feat. Dee Snider – Losers And Winners (Balls To The Wall Reloaded, 2025) Def Leppard – Rejoice (2026) ÄVÄ – Tierra (Single, 2025) Exodus – 3111 (Goliath, 2026) Megadeth – Obey The Call (Megadeth – Target Edition, 2026) Megadeth – Bloodlust (Megadeth - Bonus Track – Target Edition, 2026) Wicked Leather – Lightning Strike (Single, 2026) Peter Criss – Hard Rock Knockers (Peter Criss, Bonus Track, 2025) Killwolf – Farándula del Terror (Farándula del Terror, 2025) Taifa – La Danzante del Espejo (Herejías Sonoras, 2025) Legion DC – Mr. Shady (Life After Ashes, 2026) El Legado de una Tragedia – Ícaro (Single, 2026) Kane Roberts – Twisted (Saints & Sinners, Remastered, 2012) Horseman – Time to Defend (No Surrender in Dark Days, 2025) Theleganttes – Ciegos de la Verdad (2025) Death Dealer – Devil’s Triangle (Reign of Steel, 2026) Every King Has a Clown – Crucify Me (2026) Sabaton – Primo Victoria (The Great Show – Live in Prague 2020, publicado 2021) Rovers – Monster (Live Forever, 2025) Embellish – I’ll Be Waiting (A Thousand Lightyears From You, 2018) X‑Sinner – Rocket (Goin’ Out With A Bang, 2026) Kreator – Deathscream (Krushers of the World, 2026)
E chegamos, graças à vocês, em nossa sexta temporada do Podcast! O podcast onde você tem as melhores análises sobre o Liverpool na rede!Pela Premier League, em casa, diante do vice lanterna, o Liverpool empata e frustra os torcedores em pleno Anfield.Contra um Burnley acuado, o Liverpool faz uma partida muito boa, com mais uma atuação de destaque de Florian Wirtz mas vâ Szoboszlai perder um pênalti no primeiro tempo, abre o placar com Wirtz e toma o empate na segunda etapa.UM volume de jogo interessante de se ver porém que ofuscam as escolhas ruins do treinador no meio campo e no ataque. Uma alta produção de jogo que não dá o resultado esperado. Ao fim da partida, sonoras vaias direcionadas à Arne Slot. Próxima partida é diante do Olympique Marseille, na França, pela Champions. Uma vitória fora de casa pode encaminhar bem o time direto às oitavas de final da competição.Confiante na melhora da temporada Red? Deixe seu comentário no episódio!Sigam a Somos Liverpool pelo Youtube, http://www.youtube.com/@SomosLiverpool e nos ajude a conectar ainda mais a comunidade de torcedores do Liverpool!E agora estamos presentes no Youtube! Não deixe de nos seguir por lá também!Não nos deixe caminhar sozinho e vem junto nesse play!
Recibimos a Jacobo Rivero para conocer sus rutas sonoras.
En este episodio charlo con Ignacio de Agencia Podcast, uno de los miembros más activos de la comunidad. Viene cargado de ideas —y algunas bastante locas— y nos cuenta en qué anda metido: desde convertir guiones de ficciones sonoras en libros hasta crear su propio sistema de podcast premium en WordPress para evitar la dependencia de plataformas externas.Hablamos de cómo nació Agencia Podcast, de lo que supone trabajar con grandes marcas, del miedo que tienen muchas empresas a invertir en contenido sin retorno medible, y de por qué el vídeo está empujando fuerte aunque él siga siendo del “equipo audio” de corazón.Ignacio también abre su proyecto editorial: cuatro libros publicados, el acuerdo con Storytel, los retos de conseguir derechos, el cariño detrás de Un secreto en Bretaña y cómo ha convertido estos libros en una herramienta de marketing y aprendizaje para guionistas.Además, nos explica cómo funcionan los feeds privados, su plugin en beta, las compras con Stripe y su visión sobre el futuro del podcasting narrativo, el branded content y la ficción. Y, por supuesto, hay anécdotas, ideas nuevas que surgen en directo y esa energía incansable que le caracteriza.____Si quieres crear o mejorar tu podcast te ofrezco tres cosas:Mi libro FAQ Podcast, de venta en AmazonMis asesorías especializadas en creación y monetizaciónMi ayuda en la producción/ edición de tu podcasthttps://sunnepod.com/ Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
En este episodio de UTECA Radio, Sandra Vázquez y las nuevas voces de la radio reúnen conversaciones que atraviesan cultura, tecnología y emprendimiento. Carlos Carranza, conductor del programa Líneas Sonoras, reflexiona sobre los libros, los lectores y el papel que tiene la lectura en la formación personal. El especialista en finanzas corporativas Iván Rositas analiza los principales retos de emprender en México y las razones que llevan a la mayoría de los proyectos a fracasar. También participa la periodista Pamela Cerdeira, quien aborda el impacto de la inteligencia artificial y los cambios que esta tecnología representa para nuestra vida cotidiana. La emisión se complementa con una revisión de las noticias más destacadas de espectáculos, deportes y tendencias digitales. UTECA Radio reúne ideas, voces y perspectivas para entender el presente.
Hoy nos dejamos envolver en ambientes y atmósferas sonoras diversas . Ambiente reales, atmósferas imaginarias, oníricas… atmósferas que se crean a partir de la interacción entre los sentidos, los espacios, las imágenes los sonidos de un lugar específico o de lugares imaginarios evocando emociones, recuerdos o favoreciendo acciones. Escucharemos obras de Schoenberg, Avramov, Hugo Ball. Asimismo Miguel Molina, Alberto Morelli y Stefano Scarani de la Universidad Politécnica de Valencia nos traen ejemplos de su doble faceta como investigadores y creadores en el ámbito del arte Sonoro. Nos proponen diversas atmósferas y ambientes de arte sonoro a partir de sus investigaciones sobre las vanguardias Escuchar audio
Originalmente exibido em 29.06.2020. A intoxicação por medicamentos é questão de saúde pública, pois basta uma dosagem errada ou sem prescrição (automedicação) para se ter sérios problemas. A superdosagem pode ser acidental, por desconhecimento ou proposital. A apresentadora Marcela Morato conversa com a Coordenadora do Centro de Controle de Intoxicações do Hospital Universitário Antônio Pedro/UFF, Lilian Ribeiro Guerra sobre os primeiros sinais de uma intoxicação e o que fazer se isso acontecer. // SONORAS povo fala Eduardo Costa repórter //MAT. FARMANGUINHOS Soraya Mileti Coordenadora de Assuntos Regulatórios de Farmanguinhos/Fiocruz // CRÉDITOS apresentação e roteiro Marcela Morato// Produção e Reportagem Eduardo Costa// Edição Caynan Saboya e Pablo French//Direção de Fotografia Daniel Neves//Cinegrafista Eduardo Paganini//Direção de Estúdio Cintia Albuquerque//Direção de TV Renato Salles//Operadores de Câmera Daniel Neves, Seblen Mantovani e Alexandre Prado//Operador de Vídeo SS Santos//Operador de Vt Antonio C. do Nascimento//Operador de Teleprompter Israel Cabral// Operador de Caracteres Caynan Saboya//iluminador Wilson Fernandes// Tecnico de |Som Marcito Vianna//Almoxarife Paulo Peres//Contra Regra Diogo Malvar//Produtor Paulo Lontra//Ass de |Produção Thainá Mathias//Direção Geral Rodrigo Ponichi//Diretora Artística Débora Garcia//Coordenação de Conteúdo Yasmine Saboya//Coordenação de Produção Luciana Souza// Diretor de Produção Raphael Uchôa//Coordenação Técnica Bem-Hur Machado//Coordenação de Finalização Pablo French//Produção Plano Geral Filmes// Realização Canal Saúde***E-mail: canalsaude.podcasts@fiocruz.brNão deixe de acompanhar as redes sociais do Canal Saúde.Twitter: twitter.com/canalsaudeInstagram: instagram.com/canalsaudeoficialFacebook: facebook.com/canalsaudeoficialYouTube: youtube.com/canalsaudeoficialO Canal Saúde Podcasts reúne alguns programas do Canal Saúde produzidos para televisão, que ganharam sua versão apenas em áudio. Equipe: Gustavo Audi / Valéria Mauro / Marcelo Louro
A multidão que saiu às ruas no domingo, deixou claro que a população está de olho nas ações do Congresso Nacional e exige que os parlamentares voltem suas atenções para a pauta do povo, como a redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6X1, isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Sonoras:
Este lunes en Rutas Sonoras, Jacobo Rivero recomienda canciones a los oyentes para llevar mejor el fin del verano y la vuelta a la rutina
En este episodio de Rutas Sonoras, seguimos poniendo banda sonora a situaciones concretas con Jacobo Rivero, hoy el tema son los afectos, en todas sus variedades
Segunda entrega del consultorio musicológico con Jacobo Rivero. El tema de hoy, música para cocinar.
En este programa de Rutas Sonoras hoy buscamos, con los mensajes de los oyentes , recomendaciones de música para las vacaciones.
Un recorrido fotográfico y sonoro por espacios como el embarcadero de Marbella, la playa de Carvajal o las columnas romanas de Los Boliches
En el programa de Rutas Sonoras de hoy, Jacobo Rivero nos hablará de música y libros. Artistas relacionados con la literatura, y escritores relacionados con la música.
ESPELEOLOGIA (s.f.) “é o estudo das cavernas, de sua gênese e evolução, do meio físico que elas representam, de seu povoamento biológico atual ou passado, bem como dos meios ou técnicas que são próprias ao seu estudo”. Na Raphus Press, no canal RES FICTA, os episódios de “Espeleologia” são comentários sobre questões que escapam do livro, envolvendo discussões teóricas mais amplas de poéticas e formas narrativas.Bibliografia do episódio de hoje: “Wieland, o la transformación”, Charles Brockden Brown (Valdemar, 1992); “Contos Reunidos do Mestre do Horror Cósmico” (conto "A música de Erich Zann"), H. P. Lovecraft (Ex Machina, 2021); “Um fantasma da cultura”, Vernon Lee (Raphus Press, 2023); “Em um mundo sonoro”, Victor Segalen (Raphus Press, 2023); “The Dusk: Tales For Twilight” (conto "The Silver Field", de R. Ostermeier), John Hirschhorn-Smith (org.) (Side Real Press, 2023); “The Twenty Days of Turin: A Novel”, Giorgio de Maria (Liveright, 2017); “The Complete Symphonies of Adolf Hitler and Other Stories” (conto "The Complete Symphonies of Adolf Hitler"), Reggie Oliver (Tartarus Press, 2005).Um experimento em horrores sonoros foi feito pela Diário Macabro na coletânea “Volumes Dissonantes”: https://diariomacabro.com.br/produto/volumes-dissonantes/ Aliás, há uma tradução de “Wieland” em português, justamente da DM: https://diariomacabro.com.br/produto/wieland/ Conheça CAMERA OBSCURA, campanha no Catarse para trazer ao leitor brasileiro o inédito autor de horror Reggie Oliver: https://www.catarse.me/camera_obscura Entre para a nossa sociedade, dedicada à bibliofilia maldita e ao culto de tenebrosos grimórios: o RES FICTA (solicitações via http://raphuspress.weebly.com/contact.html).Nosso podcast também está disponível nas seguintes plataformas:- Spotify: https://open.spotify.com/show/4NUiqPPTMdnezdKmvWDXHs- Apple: https://podcasts.apple.com/us/podcast/podcast-da-raphus-press/id1488391151?uo=4- Google Podcasts: https://podcasts.google.com/?feed=aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy8xMDlmZmVjNC9wb2RjYXN0L3Jzcw%3D%3D Apoie o canal: https://apoia.se/podcastdaraphus.Ou adquira nossos livros em nosso site: http://raphuspress.weebly.com. Dúvidas sobre envio, formas de pagamento, etc.: http://raphuspress.weebly.com/contact.html.Nossos livros também estão no Sebo Clepsidra: https://www.seboclepsidra.com.br/marca/raphus-press.html
La ruta que seguiremos en el programa de hoy será música e Islas. Música que se hayan producido en islas, los cantantes sean de islas o hablen sobre islas.
En esta sección de Rutas Sonoras, con el periodista Jacobo Rivero, vamos a seguir diferentes caminos para hablar de música: confluencia de géneros, desvíos, autopistas con peajes... Hoy hablamos de esas rutas que se dan entre el cerebro y la música.
Se ha ido un gigante. Uno de los mayores genios musicales del siglo XX cuya obra es parte de la banda sonora de nuestras vidas. Uno de los nombres sin los que el desarrollo del pop nunca habría sido lo mismo. La mente tras el grupo más importante de la música estadounidense de los años 60. Brian Wilson de The Beach Boys se fue el 11 de junio a los 82 años. Sus canciones permanecerán eternamente.Playlist;(sintonía) BRIAN WILSON “In my room” (At my piano, 2021)THE BEACH BOYS “Surfin’” (single, 1961)THE BEACH BOYS “Little Deuce coupe” (Little Deuce Coupe, 1963)THE BEACH BOYS “The surfer moon” (Surfer Girl, 1962)THE BEACH BOYS “Don’t worry baby” (Shut down volume 2, 1964)THE BEACH BOYS “You’re so good to me” (Summer days and summer nights, 1965)THE BEACH BOYS “Good vibrations” (1966)THE BEACH BOYS “God only knows” (Pet sounds, 1966)THE BEACH BOYS “Do it again” (single 1968)BRIAN WILSON “This beautiful day” (No pier pressure, 2015)THE BEACH BOYS “Wouldn’t it be nice” (Pet sounds, 1966)LOS STRAITJACKETS “New Siberia”THE SONORAS “Cuatro vientos”LOS AHORCADOS “La tumba de Arch Stanton”ORTOPEDIA TÉCNICA “Mírame”PAUL ZINNARD “Lucky man”GRINGO STAR “Count the ways”THE LEMON TWIGS “In the eyes of the girl”Escuchar audio
Entérate de lo que está cambiando el podcasting y el marketing digital:-Analizan el poder del “storytelling” como clave para revitalizar la radio.-Spotify redujo un 5 % su personal en The Ringer y Spotify Studios.-Premios Davey y The Podglomerate impulsan el videopodcasting con guía y datos clave.-Perplexity crece un 20 % y apunta a mil millones de búsquedas semanales.Patrocinios ¿Estás pensando en anunciar tu negocio, producto o pódcast en México? En RSS.com y RSS.media tenemos la solución. Contamos con un amplio catálogo de pódcast para conectar tu mensaje con millones de oyentes en México y LATAM. Escríbenos a ventas@rss.com y haz crecer tu idea con nosotros.Entérate, en solo cinco minutos, sobre las noticias, herramientas, tips y recursos que te ayudarán a crear un pódcast genial y exitoso. Subscríbete a la “newsletter“ de Via Podcast.
05 19-05-25 LHDW Logi presenta pruebas sonoras que Rafa Sanz no ganó la Porra Pueblo de Picos de la Champions
En este nuevo episodio, les traigo otra interesante entrevista, esta vez con Armando Román, estudiante gradoado de la UPR e Río Piedras. Armando nos habla sobre su proyecto de grado llamado, Playas Sonoras y sobre un recorrido de escucha para personas ciegas en la playa de Guajataca este sábado 10 de mayo. También, parte del proyecto incluye un mapa sonoro digital, que pueden acceder en: www.playassonoras.comSíganme en las redes sociales. Facebook: Aleyda María Oficial. Instagram y Twitter: aleyda_oficial. No olviden buscar el podcast en su plataforma favorita y suscribirse. También pueden enviarme un correo electrónico con cualquier sugerencia, pregunta o comentario a rompiendolarutinapodcast@gmail.com
Com o novo edital o Governo Lula expande Mais Médicos, reforça a atenção primária e agiliza atendimento especializado. Com as novas vagas, 28 mil médicos estarão em atuação e mais de 66 milhões de brasileiros e brasileiras serão beneficiados.Sonoras:
Se aprovada pelo Legislativo, a medida, que é uma promessa de campanha do presidente Lula, vai beneficiar diretamente 10 milhões de brasileiros a partir de 2026. Considerando as mudanças feitas pelo Governo Federal em 2023 e 2024, serão 20 milhões de pessoas que vão pagar Imposto de Renda desde o início da atual gestão.Sonoras:
O Ministério da Saúde anunciou, durante o Encontro de Prefeitos, que medicamentos e itens como fraldas geriátricas são gratuitos, beneficiando mais de 1 milhão de pessoas por ano que ainda pagavam por coparticipação.Sonoras:
Escuche esta y más noticias de LA PATRIA Radio de lunes a viernes por los 1540 AM de Radio Cóndor en Manizales y en www.lapatria.com, encuentre videos de las transmisiones en nuestro Facebook Live: www.facebook.com/lapatria.manizales/videos
Ep. 446: Primer ‘Nadie Sabe Nada' de 2025 que hemos perpetrado con ahínco. Dicen que si algo funciona no lo toques y eso es lo que hacen Andreu Buenafuente y Berto Romero: no salirse del guion de lo que es el ‘Nadie' por muy nuevo año que sea.Todo sigue en absoluta normalidad: Berto baila como Dua Lipa, ensalzamos aún más la figura del actor Eduard Fernández, se destapa la leyenda urbana de que Aretha Franklin vivía en Barcelona, dicen que también Ron Wood, escuchamos las vivécdotas de los encuentros de Andreu con Woody Allen y se reivindica que el programa necesita ya una línea de juegos de mesa para las personas cárnicas.CITA: «Tengo una edad de cuando mi madre decía que era muy mayor» Andreu Buenafuente
Ep. 446: Primer ‘Nadie Sabe Nada' de 2025 que hemos perpetrado con ahínco. Dicen que si algo funciona no lo toques y eso es lo que hacen Andreu Buenafuente y Berto Romero: no salirse del guion de lo que es el ‘Nadie' por muy nuevo año que sea.Todo sigue en absoluta normalidad: Berto baila como Dua Lipa, ensalzamos aún más la figura del actor Eduard Fernández, se destapa la leyenda urbana de que Aretha Franklin vivía en Barcelona, dicen que también Ron Wood, escuchamos las vivécdotas de los encuentros de Andreu con Woody Allen y se reivindica que el programa necesita ya una línea de juegos de mesa para las personas cárnicas.CITA: «Tengo una edad de cuando mi madre decía que era muy mayor» Andreu Buenafuente
Ep. 446: Primer ‘Nadie Sabe Nada' de 2025 que hemos perpetrado con ahínco. Dicen que si algo funciona no lo toques y eso es lo que hacen Andreu Buenafuente y Berto Romero: no salirse del guion de lo que es el ‘Nadie' por muy nuevo año que sea.Todo sigue en absoluta normalidad: Berto baila como Dua Lipa, ensalzamos aún más la figura del actor Eduard Fernández, se destapa la leyenda urbana de que Aretha Franklin vivía en Barcelona, dicen que también Ron Wood, escuchamos las vivécdotas de los encuentros de Andreu con Woody Allen y se reivindica que el programa necesita ya una línea de juegos de mesa para las personas cárnicas.CITA: «Tengo una edad de cuando mi madre decía que era muy mayor» Andreu Buenafuente
En entrevista para MVS Noticias con Guillermina Gómora en ausencia de Manuel López San Martín, Carlos Carranza, titular de “Líneas Sonoras”, habló sobre las treguas históricas de paz que se han logrado en Navidad. "Es curioso cómo, a pesar de la destrucción y la barbarie, a lo largo de la historia, la Navidad ha sido una oportunidad para detener la violencia, aunque sea por breves momentos", mencionó. Uno de los episodios más recordados ocurrió en la Navidad de 1914, durante la Primera Guerra Mundial, cuando soldados alemanes y británicos, de manera espontánea, decidieron abandonar sus trincheras para cantar juntos "Stille Nacht" (Noche de Paz).See omnystudio.com/listener for privacy information.
‘El Criticón' de ‘La Cultureta Gran Reserva' pega la oreja a lo que pasa ahí fuera, escucha a los oyentes, es sensible a lo que le preguntan, a lo que le piden, a lo que le exigen. Afueraparte de todo esto, su misión para con el mundo es recomendar, aportar criterio, iluminar a los que están a oscuras. Por eso esta semana ofrece su visión experta de la película ‘Joker 2', disecciona el libro ‘Tenemos que hablar' y deconstruye el concierto futuro de ZAZ que habrá de venir. Una nueva exhibición de talento y empatía en la que también caben consejos para los que quieran ampliar su vegiga, críticas culturales de conciertos pasados (Roberto Carlos hace días en el Wizink) o finas radiografías alrededor de actrices actuales deslumbrantes, tal es el caso de Irene Escolar. Fin.
Peticiones de los oyentes, sonoras recomendaciones
‘El Criticón' de ‘La Cultureta Gran Reserva' pega la oreja a lo que pasa ahí fuera, escucha a los oyentes, es sensible a lo que le preguntan, a lo que le piden, a lo que le exigen. Afueraparte de todo esto, su misión para con el mundo es recomendar, aportar criterio, iluminar a los que están a oscuras. Por eso esta semana ofrece su visión experta de la película ‘Joker 2', disecciona el libro ‘Tenemos que hablar' y deconstruye el concierto futuro de ZAZ que habrá de venir. Una nueva exhibición de talento y empatía en la que también caben consejos para los que quieran ampliar su vegiga, críticas culturales de conciertos pasados (Roberto Carlos hace días en el Wizink) o finas radiografías alrededor de actrices actuales deslumbrantes, tal es el caso de Irene Escolar. Fin.
Punzadas Sonoras. El verano que viene con Manu Tomillo . De La Ventana también se sale con Pilar de Francisco y Víctor Rodríguez, con SER Jugones. E ¿Y sabías que...? con Sara Pérez Y Mario Ramírez.
Paula Ducay e Inés García del podcast "Punzadas Sonoras" nos invitan este martes en La Ventana a pensar y reflexionar sobre el verano desde un punto de vista filosófico.
Charlamos con Paula Ducay e Inés García, las creadoras de 'Punzadas sonoras', el podcast en el que aplican la filosofía para pensar despacio y mejor. Hablamos con el astrónomo del Instituto de Astrofísica de Andalucía, Francisco Pozuelos, acerca del descubrimiento de un planeta gigante tan ligero como un algodón de azúcar. Conversamos con Joan Rojas desde Radio Bilbao sobre el joven de 15 años que ha salvado a su familia de un incendio. Celebramos el 90º aniversario de Radio Club Tenerife con una reportaje de Pablo Gandía.