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Homilias - IVE
”Santa Perpétua e Felicidade, mártires”

Homilias - IVE

Play Episode Listen Later Mar 7, 2026 7:34


Homilia Padre Victor Hugo, IVE:Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 15,1-3.11-32Naquele tempo,os publicanos e pecadoresaproximavam-se de Jesus para o escutar.Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus."Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles".Então Jesus contou-lhes esta parábola:"Um homem tinha dois filhosO filho mais novo disse ao pai:'Pai, dá-me a parte da herança que me cabe'.E o pai dividiu os bens entre eles.Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seue partiu para um lugar distante.E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.Quando tinha gasto tudo o que possuía,houve uma grande fome naquela região,e ele começou a passar necessidade.Então foi pedir trabalho a um homem do lugar,que o mandou para seu campo cuidar dos porcos.O rapaz queria matar a fomecom a comida que os porcos comiam,mas nem isto lhe davam.Então caiu em si e disse:'Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura,e eu aqui, morrendo de fome'.Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe:'Pai, pequei contra Deus e contra ti;já não mereço ser chamado teu filho.Trata-me como a um dos teus empregados'.Então ele partiu e voltou para seu pai.Quando ainda estava longe, seu pai o avistoue sentiu compaixão.Correu-lhe ao encontro, abraçou-o,e cobriu-o de beijosO filho, então, lhe disse:'Pai, pequei contra Deus e contra ti.Já não mereço ser chamado teu filho'.Mas o pai disse aos empregados:'Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho.E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés.Trazei um novilho gordo e matai-o.Vamos fazer um banquetePorque este meu filho estava morto e tornou a viver;estava perdido e foi encontrado'.E começaram a festaO filho mais velho estava no campo.Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança.Então chamou um dos criadose perguntou o que estava acontecendo.O criado respondeu:'É teu irmão que voltou.Teu pai matou o novilho gordo,porque o recuperou com saúde'.Mas ele ficou com raiva e não queria entrar.O pai, saindo, insistia com ele.Ele, porém, respondeu ao pai:'Eu trabalho para ti há tantos anos,jamais desobedeci a qualquer ordem tua.E tu nunca me deste um cabritopara eu festejar com meus amigos.Quando chegou esse teu filho,que esbanjou teus bens com prostitutas,matas para ele o novilho cevado'.Então o pai lhe disse:'Filho, tu estás sempre comigo,e tudo o que é meu é teu.Mas era preciso festejar e alegrar-nos,porque este teu irmão estava morto e tornou a viver;estava perdido, e foi encontrado' ".Palavra da Salvação.

Palavra do Dia
Palavra do dia - Lc 15,1-3.11-32 - 07/03/26

Palavra do Dia

Play Episode Listen Later Mar 7, 2026 5:18


Naquele tempo, 1 os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2 Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. "Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles". 3 Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11 "Um homem tinha dois filhos. 12 O filho mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte da herança que me cabe'. E o pai dividiu os bens entre eles. 13 Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14 Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15 Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16 O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 17 Então caiu em si e disse: 'Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome'. 18 Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: 'Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19 já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados'. 20 Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. 21 O filho, então, lhe disse: 'Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho'. 22 Mas o pai disse aos empregados: 'Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23 Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24 Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado'. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26 Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27 O criado respondeu: 'É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde'. 28 Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29 Ele, porém, respondeu ao pai: 'Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30 Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado'. 31 Então o pai lhe disse: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado' ".

Altamont
Rádio Clube Altamont #50 - Summer of Hate | Beck | Uivo

Altamont

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 62:20


Poucos acreditariam que iríamos chegar ao quinquagésimo episódio de Rádio Clube Altamont, mas eis que aqui estamos! Para começar o mês de Março, temos para apresentar o disco "Blood & Honey", dos portugueses Summer of Hate, uma centrifugadora pop de seu nome "Odelay", de Beck, e um documentário que nos mostra um dos grandes da rádio, António Sérgio, de seu nome "Uivo". Rádio Clube Altamont, uma parceria Altamont.pt e Futura - Rádio de Autor.

Enterrados no Jardim
Agarrados & empreendedores. Uma conversa com Miguel Marques Ribeiro

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 257:16


A notoriedade actual de certos escritores baseia-se sempre num mal-entendido. Há um desejo de ver surgir figuras que possam corresponder à imagem do grande homem, esse capaz de encarar o mundo por meio de ideias imunes aos desaires da época. Mas essa mesma relação que mantemos com alguns autores não passa de uma projecção, pois, como sinalizava Sartre, é lisonjeiro para uma nação ter produzido uma figura dessas, permite que se convença da sua própria importância e prestígio. E se não faltam nunca um punhado de recolectores capazes de compor arranjos e fazer da sucata algo imponente, um pensamento que tenha verdadeira força já não é algo de desejável, porque este ofende, gera nervosismo. Diante desse tipo de figuras ninguém consegue estar realmente em paz. Desde logo, esse tipo de homens consegue sempre sacudir a matilha de homenagens que procuram abonecá-lo, encontrando as forças para provocar escândalo, rasgando vias impróprias em vez de se aproveitar das auto-estradas nacionais. Sartre vinca a necessidade de diminuir a circulação fiduciária da literatura. E se a esta, nos últimos tempos, apanhamos sempre a dormir, incapaz de paixões fortes, aguardamos esse sobressalto, mesmo que seja a cólera, algo que a possa despertar. Quando vemos a generalidade dos escritores participarem nas desgastantes homilias que vão promovendo os poderes oficiais e oficiosos, com a cobertura dos jornais, o apoio dos programas de promoção do turismo e a congeminação das dst's e outras firmas industriais, não é difícil perceber como o autor foi transformado em funcionário e se vê sobrecarregado de funções e honras que servem para apagar qualquer intuito mais perverso. Se em tempos a literatura era vista como uma ocupação de ociosos, uma actividade parasitária, pecaminosa, hoje passou a ser encarada como mais outro instrumento de propaganda. Quanto mais se agarram ao prestígio mais longe ficam de qualquer relação com a infâmia que caracteriza a indução de um pensamento degenerado. Mas, até em cima disto, temos sempre de aturar uns e umas que nos vêem explicar o cariz didáctico da literatura. Enquanto isso vemos como uma cortesia fremente reina no mundo das letras. Ora, com a brusca hecatombe dos decanos nas primeiras duas décadas deste século e uma vez que se conseguiu fazer da rendição das anteriores sentinelas um princípio de vacatura, enquanto eram os próprios escritores os primeiros a quererem gozar de um mero favor publicitário, em vez de uma discussão rude e exaltante, viraram-se todos para as lógicas de inflação literária, e, por isso, só conseguem ser lidos pelos consumidores gerais que se guiam pelas tendências de estação. “Ao tratar as produções do espírito com um respeito que outrora apenas se manifestava para com os grandes autores mortos, arriscamo-nos a matá-las”, sublinha Sartre. Mas ele ainda entendia que aqueles escritores que se sentiam adulados não deixavam de sentir também um obscuro despeito, uma vez que “não é agradável ser tratado em vida como um monumento público”. Ora, foi isto que mudou. Hoje os escritores detestam o risco, o confronto, deixaram-se socializar no pior sentido da palavra, e já não são aos olhos de um público por eles mesmos cultivado aquelas figuras que estavam animadas de projectos maliciosos, capazes de proferições danosas. Hoje, cada um à sua maneira, faz papel de embaixador. Nem reconhecem uma alternativa. Ficariam em apuros se todo esse enredo diplomático perdesse os apoios institucionais, as suas galas e cerimoniais, uma vez que há muito o próprio mercado desertou esses circuitos, e nada a não ser as lógicas de cumplicidades com o poder conseguem segurar todo esse dispositivo. Poucos se dão conta de como a literatura se dissolveu num regime de pura expectativa, de tal modo que mesmo essas obras literárias futuras e tão ansiadas participam já na dignidade duma cerimónia sagrada. E, assim, cada escrito novo procura simular essa recepção, encenando uma cerimónia de acordo com os protocolos oficiais, e prestando a sua contribuição benévola para as festividades que permitem aos pequenos poderes servirem-se da cultura como uma indústria de totems, usando aquela entoação enfatuada e grave para que o patetismo dos seus conselhos simule uma função oracular. Nisto, o que é pena é que esta manobra tacanha sirva para convencer os escritores e os artistas a conformarem-se a ser apresentados e recomendados como bens nacionais. Devemos reconhecer como este estado de coisas convida mais à indiferença do que a ânimos exaltados. Parece excessivo detestar esta gente, a não ser pelo inconveniente que há em tentar fazer-se alguma coisa que ainda corresponda àquele jogo meio anárquico de malfeitores que iam aperfeiçoando os seus desafios por escrito, sendo que agora tudo o que diz respeito aos livros se vê sempre acompanhado de uma insuportável algazarra promocional, ao ponto de mesmo os poucos e ridículos passos que se dão neste deprimido reino terem de ser pagos com uma perpétua indigestão ao entrar em contacto com toda essa solenidade balofa. É tão desgastante essa caldeira, essa fornalha, esse grelhador em que se tornou a vida das letras, com as suas intimações constantes, imposturas, exaltações falsas, o banho de alarvidades e os constrangimentos a que qualquer um se vê sujeito para acomodar as aspirações e ilusões dos demais, esta máquina de espuma que ensopa e engole tudo, que faz dos triunfos as maiores ciladas, tudo isso é um preço demasiado elevado para um tipo querer chegar àqueles poucos leitores que lhe justificam tamanho empenho. Dá a sensação até que todo este quadro não serve senão para atrasar e despistar esses encontros. Não é de estranhar que precisamente aqueles espíritos mais instigantes sejam dos primeiros a sentir-se enojados com este contexto, preferindo desperdiçar a sua energia malévola em zonas menos cercadas por toda esta pompa e idiotice. É como se a literatura não quisesse libertar-se já da descrição mais enfática e redutora de todos os vícios, como se trabalhasse para se cingir à reprodução daqueles aspectos em que incidiu a sátira que lhe foi sendo feita, como se a realidade quisesse levar a uma apoteose o elemento da farsa, gerando uma paródia em que a sua descrição mais demolidora não se distingue muito dos efeitos da sua publicitação. Há uma inesperada capacidade de satisfação, uma correspondência com as aspirações mais tacanhas, e que fazem as delícias de muita gente. A partir daqui, as piores coisas que possam ser ditas sobre o meio literário não deixam de enaltecê-lo. Barricou-se na sua fantasia pindérica. Qualquer noção aventureira da vida literária que algum escritor ainda estime apenas levará a que se sinta como um intruso, um inadaptado no reino destes que parecem reclamar e comungar das mesmas referências. Mas quem as toma a sério admite que a literatura possa ser uma droga dura, ao passo que aqueles aprenderam a forjar a partir dos mesmos ingredientes toda uma linha de calmantes e anestesiantes. A literatura passou a significar uma zona de repouso, mais outra estância de retiro. A própria vida ali é algo de que devemos desintoxicar-nos… Se a literatura foi uma forma de rejeição audaz, agora é arrastado rito, um regime de mumificação em vida. O longo rito que mistura o baptismo à extrema unção. “Ainda não viveste, e no entanto, já está tudo dito, tudo acabado”, escreve Georges Perec. “Só tens vinte e cinco anos, mas o teu caminho já está traçado. Os papéis, as etiquetas estão prontos: desde o bacio da tua primeira infância até à cadeira de rodas da tua velhice, todos os assentos aguardam a sua vez. As tuas aventuras estão tão bem descritas que a revolta mais violenta não faria pestanejar ninguém. Por mais que saias para a rua e mandes às urtigas os chapéus das pessoas, e cubras a cabeça de imundícies, e andes descalço, publiques manifestos, dês uns tiros de pistola à passagem de um qualquer usurpador, de nada servirá: a tua cama já está feita no dormitório do hospício, o teu talher está posto à mesa dos poetas malditos. Barco bêbado, miserável milagre: Harrar é uma atracção de feira, uma viagem organizada. Tudo está previsto, tudo está preparado até ao mais ínfimo pormenor: os grandes arroubos do coração, a fria ironia, as grandes dores, a plenitude, o exotismo, a grande aventura, o desespero. Não venderás a alma ao diabo, não irás, de sandálias nos pés, precipitar-te no Etna, não destruirás a sétima maravilha do mundo. Tudo está já preparado para a tua morte: a bala que te levará deste mundo já está fundida há muito tempo, já designaram as carpideiras para acompanharem o teu caixão.” Face a isto, há a necessidade de um programa de reabilitação face aos próprios processos de constante habilitação, uma desintoxicação já não dos perigos mortais, mas de todos esses fervores beneméritos, e neste episódio tivemos connosco Miguel Marques Ribeiro, um tipo que começou por registar o mundo fotograficamente e acabou por se tornar jornalista numa altura em que também os decanos estavam a ser desmobilizados, abatidos ou reformados compulsoriamente. Também chegou demasiado tarde ao campo da narrativa de ficção, aproveitando um fulgor anacrónico para se estrear com Gólgota, que nos remete de volta às décadas em que os paraísos artificiais foram esmagando os botes salva-vidas cheios daqueles que sentiram que o canto das sereias era demasiado berrante, uma orgia tão vasta quanto desgastante, sem verdadeira promessa nem êxtase. Hoje, a sociedade conseguiu fundir agarrados e empreendedores, mas, entretanto, já o regime de narcose actual não representa perigo nenhum, e mesmo a epidemia de drogas de prescrição que alastra um pouco por todo o mundo não é mais que as dores de crescimento de um novo quadro de administração em que a própria sobriedade, pelos seus efeitos de desilusão e depressão, deverá ser corrigida por fármacos capazes de fazer do homem esse ser que come o pão ou a papa que lhe põem à frente, esteja este em que estado estiver.

Médico Celebridade Cast
#138 – Aprendendo a Gerenciar um Consultório em Poucos Meses

Médico Celebridade Cast

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 63:31


Esportes
Edson Bindilatti se despede da sexta Olimpíada com olhar no futuro do bobsled brasileiro

Esportes

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 5:46


A despedida olímpica de Edson Bindilatti, aos 46 anos, foi marcada por emoção e simbolismo nos Jogos de Inverno de Milano-Cortina. Capitão da equipe brasileira de bobsled por mais de duas décadas, o piloto disputou na Itália sua sexta participação olímpica, um feito raro no esporte brasileiro, e confirmou que esta foi sua última presença nos Jogos como atleta. Luciana Quaresma, especial para RFI A aposentadoria das pistas olímpicas, no entanto, não significa ruptura com a modalidade que define sua trajetória. Mesmo deixando as competições olímpicas, Bindilatti mantém o foco no futuro do esporte. Ele idealizou um centro de treinamento de bobsled e skeleton em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo. O projeto “Sonho Real” prevê a construção de uma pista de largada adaptada, que permite treinos técnicos em solo brasileiro, mesmo sem gelo. “O projeto surgiu porque eu sempre quis devolver tudo o que o esporte me deu. A gente começou as obras, mas os recursos acabaram. Ainda falta investimento para terminar, mas eu tenho certeza de que vamos conseguir,” afirma o atleta baiano. Sonho em movimento O projeto “Sonho Real” prevê a conclusão de uma pista de largada, conhecida como push track, equipada com trilho metálico e trenó adaptado com rodas, permitindo que atletas treinem a fase mais decisiva da prova, a impulsão inicial, mesmo sem gelo. A iniciativa visa suprir uma das principais carências da modalidade em um país sem pistas refrigeradas, oferecendo treinamento técnico contínuo ao longo do ano. Além da preparação de pilotos e atletas para o alto rendimento, o centro tem vocação formadora e social: Bindilatti pretende revelar novos talentos, ampliar a participação feminina no bobsled e atuar como mentor da próxima geração, transformando a experiência acumulada em seis Olimpíadas em legado permanente para os esportes de inverno no país. O projeto tem caráter duplo: alto rendimento e inclusão social. “A ideia é formar novos atletas desde a base, criando um caminho estruturado para o desenvolvimento do bobsled no país. O que me move é saber que existe futuro, que existe possibilidade de evolução. Eu quero continuar contribuindo com o meu conhecimento, na parte técnica, física, de pilotagem, para que a gente possa melhorar cada vez mais.” De pioneiro à consolidação da modalidade A história de Bindilatti se confunde com a do bobsled brasileiro. Quando iniciou na modalidade, no fim da década de 1990, o cenário era de improviso. Faltavam recursos, estrutura e equipamentos competitivos. “Quando a gente começou era bem difícil. Não tinha material competitivo, não tinha estrutura. A gente veio desbravando, evoluindo”, relembra. Ao longo das seis participações olímpicas, durante vinte e seis anos, ele acompanhou a transformação gradual do esporte de inverno no país. O que antes dependia de esforço individual e criatividade passou a contar com maior organização, planejamento e suporte institucional. “Hoje, quando um atleta chega ao bobsled, ele tem tudo em mãos. Não precisa ir atrás de conhecimento, já está tudo perto dele. Isso me deixa muito feliz de ter participado dessa evolução não só do bobsled, mas dos esportes de inverno no geral.” O peso de competir sem neve Representar um país tropical em uma modalidade de gelo nunca foi tarefa simples. O custo elevado dos equipamentos, cotados em moeda estrangeira, e a necessidade de treinar no exterior sempre foram obstáculos adicionais para a equipe brasileira. “É uma modalidade cara. A gente já sai várias vezes atrás das grandes equipes por conta do valor do dólar e do real”, explica. Milano-Cortina também ficará marcada pela conquista histórica de Lucas Pinheiro Braathen, que garantiu ao Brasil sua primeira medalha de ouro em Jogos Olímpicos de Inverno no esqui alpino, um marco para o país e para a América do Sul. Para Bindilatti, o resultado vai além do pódio “Hoje a gente tem uma medalha olímpica de ouro. Não tenho palavras para agradecer por estar vivendo esse momento”, afirmou. “Isso abre os olhos para futuros patrocinadores e investidores, para que a gente possa trabalhar de uma forma mais direcionada para cada modalidade.” Ele acredita que a conquista tem potencial de transformar o cenário dos esportes de inverno no país. “Essa medalha histórica mostra que é possível. Agora a gente percebe um olhar mais atento para essas modalidades. Isso fortalece todo o sistema. Acredito que essa visibilidade pode abrir portas para investidores que queiram apostar no esporte de inverno do Brasil.” Para Bindilatti, o momento atual é de transição e oportunidade. Ele vê uma geração mais preparada chegando e um ambiente mais estruturado para o desenvolvimento técnico. “Espero que agora a gente consiga trabalhar de forma mais direcionada, com mais subsídios para ensinar melhor e formar atletas não só vencedores no esporte, mas na vida.” Despedida com reconhecimento Em Milano-Cortina 2026, a sexta Olimpíada representou o fechamento de um ciclo iniciado há mais de 20 anos. A última descida teve peso simbólico para quem ajudou a colocar o Brasil no mapa do bobsled internacional. “Representar o meu país é algo muito especial. Eu tive essa oportunidade por cinco vezes e agora tive a chance de representar o Brasil pela sexta vez em Jogos Olímpicos. Poucos atletas tiveram essa possibilidade, ainda mais estando em alta performance”, afirmou. Segundo ele, a preparação para esta edição teve um significado diferente. “Eu sempre me preparei pensando nos Jogos Olímpicos, mas especificamente para este eu cheguei em uma condição muito melhor, mesmo com 46 anos. Isso prova que a idade é apenas um número.” Com o desempenho em Cortina, a equipe liderada por Edson Bindilatti encerra a participação olímpica consolidando um processo de amadurecimento técnico e competitivo que vem sendo construído há mais de duas décadas. A 19ª colocação, melhor resultado da história do país na modalidade, simboliza não apenas uma marca numérica, mas o avanço estrutural do bobsled brasileiro no cenário internacional, justamente na despedida olímpica de seu principal pioneiro. O reconhecimento veio também fora da pista. Na cerimônia de encerramento, em Verona, Bindilatti foi escolhido para carregar a bandeira do Brasil, gesto que sintetiza sua importância histórica para a modalidade. Se o atleta se despede dos Jogos, o construtor de caminhos permanece ativo. Edson Bindilatti encerra a carreira olímpica após seis participações, mas segue determinado a impulsionar o bobsled brasileiro para além do gelo, agora como mentor e formador das próximas gerações.

Ministério Verbo da Vida
O que poucos entendem sobre a Nova Aliança - Juliana Borba

Ministério Verbo da Vida

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 62:30


Os filhos de Deus vivem em uma nova aliança, marcada por uma glória superior à do Antigo Testamento, onde Espírito vivifica e transforma de dentro para fora. O grande desafio do cristão é não conhecer a vontade de Deus, pois é esse conhecimento que vence o medo, sustenta a fé e libera o poder de Deus para cura, provisão e vida. Juliana Borba é Coordenadora do Rhema Brasil

Oxigênio
#214 – Paisagens sonoras revelam mudanças climáticas

Oxigênio

Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 34:22


  Neste episódio, Mayra Trinca fala sobre duas pesquisas que, ao seu modo, usam o som para estudar maneiras de enfrentamento à crise climática. Na conversa, Susana Dias, pesquisadora do Labjor e Natália Aranha, doutoranda em Ecologia pela Unicamp contam como os sons dos sapos fizeram parte das mesas de trabalho desenvolvidas pelo grupo de pesquisa para divulgação sobre esses anfíbios. Participa também Lucas Forti, professor na Universidade Federal Rural do Semi-Árido do Rio Grande do Norte. Ele conta como tem sido a experiência do projeto Escutadô, que estuda a qualidade do ambiente da caatinga através da paisagem sonora. ____________________________________________________________ ROTEIRO [música] Lucas: É incrível a capacidade que o som tem de despertar a memória afetiva. Mayra: Você aí, que é ouvinte de podcast, provavelmente vai concordar com isso. O som consegue meio que transportar a gente de volta pros lugares que a gente associa a ele. Se você já foi pra praia, com certeza tem essa sensação quando ouve um bom take do barulho das ondas quebrando na areia. [som de ondas] Mayra: O som pra mim tem um característica curiosa, na maior parte do tempo, ele passa…  despercebido. Ou pelo menos a gente acha isso, né? Porque o silêncio de verdade pode ser bem desconfortável. Quem aí nunca colocou um barulhinho de fundo pra estudar ou trabalhar? Mayra: Mas quando a gente bota reparo, ele tem um força muito grande. De nos engajar, de nos emocionar. [música de violino] Mayra: Também tem a capacidade de incomodar bastante… [sons de construção] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e você provavelmente já me conhece aqui do Oxigênio. Mayra: No episódio de hoje, a gente vai falar sobre som. Mais especificamente, sobre projetos de pesquisa e comunicação que usam o som pra entender e pra falar sobre mudanças climáticas e seus impactos no meio ambiente. [música de fundo] Natália: E as paisagens sonoras não são apenas um conjunto de sons bonitos. Elas são a própria expressão da vida de um lugar. Então, quando a gente preserva uma paisagem sonora, estamos preservando a diversidade das espécies que vocalizam naquele lugar, os modos de vida e as relações que estão interagindo. E muitas vezes essas relações dependem desses sons, que só existem porque esses sons existem. Então, a bioacústica acaba mostrando como os sons, os sapos também os mostram, como que esses cantos carregam histórias, ritmos, horários, temperaturas, interações que não aparecem ali somente olhando o ambiente. [Vinheta] João Bovolon: Seria triste se músicos só tocassem para músicos. Pintores só expusessem para pintores. E a filosofia só se destinasse a filósofos. Por sorte, a capacidade de ser afetado por um som, uma imagem, uma ideia, não é exclusividade de especialistas. MAYRA: Essa frase é de Silvio Ferraz, autor do Livro das Sonoridades. O trecho abre o texto do artigo “A bioacústica dos sapos e os estudos multiespécies: experimentos comunicacionais em mesas de trabalho” da Natália. Natália: Olá, meu nome é Natália Aranha. Eu sou bióloga e mestra pelo Labjor, em Divulgação Científica e Cultural. Durante o meu mestrado, eu trabalhei com os anfíbios, realizando movimentos com mesas de trabalhos e com o público de diferentes faixas etárias. Atualmente, eu sou doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ecologia pelo Instituto de Biologia da Unicamp. MAYRA: A Natália fez o mestrado aqui no Labjor na mesma época que eu. Enquanto eu estudava podcasts, ela tava pesquisando sobre divulgação científica de um grupo de animais muitas vezes menosprezado. [coaxares] Susana: Os sapos, por exemplo, não participam da vida da maioria de nós. Eles estão desaparecidos dos ecossistemas.  Eles estão em poucos lugares que restaram para eles. Os brejos são ecossistemas muito frágeis. São os lugares onde eles vivem. Poucos de nós se dedicam a pensar, a se relacionar, a apreciar, a cuidar dessa relação com os sapos. Mayra: Essa que você ouviu agora foi a Susana, orientadora do trabalho da Natália. Susana: Meu nome é Susana Dias, eu sou pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, o Labjor, professora da pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural, do Labjor/IEL/Unicamp. E trabalho com comunicação, artes, ciências, desenvolvendo várias metodologias de experimentação coletiva com as pessoas. Mayra: Mas, o interesse da Natália pelos sapos não começou no mestrado. Ela já era apaixonada pela herpetologia antes disso. [som de ícone] Mayra: Herpetologia é a área da biologia que estuda répteis e anfíbios. E eu posso dizer que entendo a Natália. Pra quem não sabe, eu também sou bióloga. E durante a faculdade cheguei a fazer um estágio na mesma área, porque também era um tema que me interessava muito. Mayra: Só que eu trabalhei mais com répteis, que são as cobras e os lagartos. E eu acabei desistindo da área em pouco tempo, apesar de ainda achar esses bichinhos muito legais. Já a Natália descobriu o amor pelos sapos num congresso de herpetologia que foi durante a graduação e, diferente de mim, ela segue trabalhando com eles até hoje. Natália: E eu me apaixonei. Eu digo que me apaixonei a partir da abertura do congresso, porque foi uma experiência muito legal que fizeram a partir dos sons, a partir de fotos e vídeos de vários pesquisadores realizando trabalhos de campo com esses animais. E, a partir desse momento, eu falei que era isso que eu queria fazer na minha vida. Mayra: Ah, e é importante dizer, que antes mesmo disso tudo, a Natália já tinha um interesse artístico por esses animais. Natália: E, como eu amo desenvolver pinturas realistas, esses animais são maravilhosos, quando você pensa nas cores, nos detalhes, nas texturas que eles trazem. Mayra: Porque foi dessa experiência que surgiu a ideia de trabalhar com divulgação científica, que acabou levando a Natália  até a Susana. Mas como ela também tinha interesse de pesquisa com esses animais, ela acabou participando dos dois grupos ao longo do mestrado: o de divulgação e o de herpetologia, com o pessoal da biologia. Susana: Foi muito legal justamente pela possibilidade da Natália habitar esse laboratório durante um tempo, acompanhar o trabalho desses herpetólogos e a gente poder conversar junto com o grupo de pesquisa, que é o Multitão, aqui do Labjor da Unicamp, que é o nosso grupo, sobre possibilidades de conexão com as artes, e também com a antropologia, com a filosofia. A gente começou a tecer esses emaranhados lentamente, devagarzinho. Mayra: Quando a Natália chegou no mestrado, ela tinha uma visão muito comum da divulgação científica, que é a ideia de que os divulgadores ou os cientistas vão ensinar coisas que as pessoas não sabem. Mayra: É uma visão muito parecida com a que a gente ainda tem de escola mesmo, de que tem um grupo de pessoas que sabem mais e que vão passar esse conhecimento pra quem sabe menos. Natália: E daí a Susana nos mostrou que não era somente fazer uma divulgação sobre esses animais, mas mostrar a importância das atividades que acabam gerando afeto. Tentar desenvolver, fazer com que as pessoas criem movimentos afetivos com esses seres. Mayra: Se você tá no grupo de pessoas que tem uma certa aversão a esses animais, pode achar isso bem esquisito. Mas criar essas relações com espécies diferentes da nossa não significa necessariamente achar todas lindas e fofinhas. É aprender a reconhecer a importância que todas elas têm nesse emaranhado de relações que forma a vida na Terra. Mayra: Pra isso, a Natália e a Susana se apoiaram em uma série de conceitos. Um deles, que tem sido bem importante nas pesquisas do grupo da Susana, é o de espécies companheiras, da filósofa Donna Haraway. Natália: Descreve esses seres com os quais vivemos, com os quais aprendemos e com os quais transformam como seres em que a gente não habita ou fala sobre, mas a gente habita e escreve com eles. Eles nos mostram que todos nós fazemos parte de uma rede de interações e que nenhum ser nesse mundo faz algo ou vive só. Então, os sapos, para mim, são essas espécies companheiras. Mas não porque eles falam na nossa língua, mas porque nós escutamos seus cantos e somos levados a repensar a nossa própria forma de estar no mundo. Mayra: Uma coisa interessante que elas me explicaram sobre esse conceito, é que ele é muito mais amplo do que parece. Então, por exemplo, bactérias e vírus, com quem a gente divide nosso corpo e nosso mundo sem nem perceber são espécies companheiras. Ou, as plantas e os animais, que a gente usa pra se alimentar, também são espécies companheiras Susana: E uma das características do modo de viver dos últimos anos, dos últimos 50 anos dos humanos, são modos de vida pouco ricos de relações, com poucas relações com os outros seres mais que humanos. E a gente precisa ampliar isso. Trazer os sapos é muito rico porque justamente abre uma perspectiva para seres que estão esquecidos, que pertencem a um conjunto de relações de muito poucas pessoas. Mayra: Parte do problema tem a ver com o fato de que as espécies estão sumindo mesmo. As mudanças climáticas, o desmatamento e a urbanização vão afastando as espécies nativas das cidades, por exemplo, que passam a ser povoadas por muitos indivíduos de algumas poucas espécies. Pensa como as cidades estão cheias de cães e gatos, mas também de pombas, pardais, baratas. Ou em áreas de agropecuária, dominadas pelo gado, a soja e o capim onde antes tinha uma floresta super diversa. Susana: Eu acho que um aspecto fundamental para a gente entender esse processo das mudanças climáticas é olhar para as homogeneizações. Então, como o planeta está ficando mais homogêneo em termos de sons, de imagens, de cores, de modos de vida, de texturas. Uma das coisas que a gente está perdendo é a multiplicidade. A gente está perdendo a diversidade. Mayra: Pensa bem, quando foi a última vez que você interagiu com um sapo? (Herpetólogos de plantão, vocês não valem). Provavelmente, suas memórias com esses animais envolvem pouco contato direto e você deve lembrar mais deles justamente pelo… som que eles fazem. [coaxares, música] Lucas: Eu comecei a pensar na acústica como uma ferramenta de entender a saúde do ambiente, e queria aplicar isso para recifes de coral, enfim, a costa brasileira é super rica. Mayra: Calma, a gente já volta pra eu te explicar como a Natália e a Susana relacionaram ciências e artes na divulgação sobre os sapos. Antes, eu quero te contar um pouco sobre outro projeto que tem tudo a ver com o tema. Deixa o Lucas se apresentar. Lucas: Pronto, eu me chamo Lucas, eu sou biólogo de formação, mas tive uma vertente acadêmica na minha profissão, em que eu me dediquei sempre a questões relacionadas à ecologia, então fiz um mestrado, doutorado na área de ecologia. Mayra: Sim, o Lucas, assim como eu, a Natália e mesmo a Susana, também fez biologia. Lucas: Os biólogos sempre se encontram em algum lugar. Mayra: A gente ainda vai dominar o mundo…[risadas] Mayra: Tá, mas voltando aqui. O Lucas esteve nos últimos anos trabalhando no Nordeste. Eu conversei com ele durante um estágio de professor visitante aqui na Unicamp. Lucas: Então estou passando um estágio de volta aqui às minhas raízes, que eu sou daqui do interior de São Paulo, então vim passar frio um pouquinho de volta aqui em  Campinas. Mayra: Essa entrevista rolou já tem um tempinho, em agosto de 2025. E realmente tava fazendo um friozinho naquela semana. Mayra: Eu fui conversar com o Lucas sobre um projeto que ele faz parte junto com o Observatório do Semiárido, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, no Rio Grande do Norte. Mayra: A ideia dessa pesquisa é criar um banco de dados sonoros e construir um algoritmo. Lucas: testar algoritmos, né, conseguir ter uma ferramenta na mão que possa ajudar a gente a detectar níveis de degradação no Semiárido com base em informação acústica. Mayra: Esse projeto é o Escutadô. Lucas: O projeto Escutadô, ele nasceu… assim, tem a história longa e a história curta. Mayra: Óbvio que eu escolhi a longa. E ela começa escuta só, com os anfíbios. Mayra: Coincidência? Lucas: Não, não tem coincidência nenhuma. Lucas: Mas eu comecei sim estudando o comportamento de anfíbios, e uma característica muito peculiar dos anfíbios é a vocalização, né? Então, os anfíbios me levaram para a acústica, e aí a acústica entrou na minha vida também para tornar as abordagens da minha carreira, de como eu vou entender os fenômenos através desse ponto de vista sonoro, né? Mayra: Isso é uma coisa muito comum na biologia. Tem muitos animais que são complicados de enxergar, porque são noturnos, muito pequenos ou vivem em lugares de difícil acesso. Então uma estratégia muito usada é registrar os sons desses animais. Vale pra anfíbios, pra pássaros, pra baleias e por aí vai. [sons de fundo de mar] Mayra: Inclusive, lembra, a ideia original do projeto do Lucas era usar a bioacústica, essa área da biologia que estuda os sons, pra investigar recifes de corais. Ele tava contando que elaborou essa primeira proposta de pesquisa pra um edital. Lucas: Aí a gente não venceu essa chamada, mas a gente reuniu uma galera com colaboração, escrevemos um projeto super lindo, e aí por alguma razão lá não foi contemplado o financiamento. Mayra: Isso também é algo muito comum na biologia. E em várias outras áreas de pesquisa. Mas, vida que segue, novas oportunidades apareceram. Lucas: O projeto Escutadô começou no mar, mas a gente conseguiu ter sucesso com a ideia mesmo, a hora que eu cheguei em Mossoró, como professor visitante na Universidade Federal Rural do Semiárido, abriu um edital da FINEP, voltado para a cadeias produtivas, bioeconomia, e a gente identificou que a gente poderia utilizar essa ideia, né, e aplicar essa ideia, mas aí eu já propus que a gente fosse atuar no ecossistema terrestre. Mayra: FINEP é a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O Lucas quis alterar a proposta inicial, primeiro, porque fazia mais sentido dentro do contexto que ele tava trabalhando. E, depois, porque a região tem uma forte dependência do ecossistema da caatinga pro sustento da população e pra preservação do seu modo de vida, a tal bioeconomia que ele citou. Mayra: Além disso, Lucas: a caatinga é o bioma que certamente tá sentindo mais os extremos, né, das mudanças climáticas, então isso trouxe uma contextualização muito interessante para o projeto, especialmente porque casava com a questão da bioeconomia, né, então a gente tentou embarcar nessa linha e transformamos essa tecnologia para pensar como ela poderia detectar níveis de degradação para a região do Semiárido, né, e aí deu certo. Mayra: Funciona mais ou menos assim, a equipe de pesquisa instalou uma série de gravadores espalhados, mais de 60 pontos no estado do Rio Grande do Norte e alguns pontos na Paraíba e no Ceará. Lucas: Então, quando a gente instala o gravador no ambiente, ele grava três minutos, dorme sete, grava três minutos, dorme sete e fica assim rodando, a gente tem duas rodadas de amostragem, uma que é feita durante a estação seca e outra que é feita durante a estação chuvosa, então o gravador fica em cada ponto por 20 dias e nesses 20 dias ele fica continuamente gravando três minutos e dormindo sete. Mayra: Essas gravações viram uma grande biblioteca sonora. O próximo passo é reconhecer quais sons representam áreas mais conservadas… [captação de área preservada] Mayra: E quais gravações foram feitas em áreas mais degradadas, principalmente com mais alterações antrópicas no ambiente. [captação de área antropizada] Mayra: Pra gente, até que é fácil reconhecer a diferença entre os sons. Agora, como a gente transforma isso, por exemplo, num aplicativo, capaz de identificar o nível de degradação do ambiente usando só o som daquele lugar? Lucas: Pois é, agora você tocou no ponto que eu acho que é o maior desafio do projeto e também o que torna o projeto, assim, inovador. A gente já tem hoje mais ou menos 16 mil horas de gravação, então a gente não tem como não usar uma ferramenta de aprendizado de máquina para ajudar no processamento desses dados. Mayra: A essa altura, você já deve saber o básico de como funcionam as inteligências artificiais. Elas comparam bases de dados gigantescas pra achar padrões. Mas, isso funciona bem pra texto ou pra imagens. Lucas: E a gente introduziu um conceito de aprendizado de escuta de máquina, ou seja, a gente não vai trabalhar sobre o ponto de vista da imagem, vai trabalhar sobre o ponto de vista da escuta, opa, pera aí, mas como é que a gente faz isso? Mayra: O Lucas explicou que o que eles tiveram que fazer foi, de certa forma, realmente transformar esses sons em imagens. Pra isso, eles usam os espectrogramas, que são aquelas representações visuais do som, eu vou deixar um exemplo lá no site e no nosso Instagram, depois você pode procurar pra ver. Mayra: Essa etapa do projeto, o treinamento da IA, tá sendo feita em parceria com o BIOS, o Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial aqui da Unicamp. A gente já falou um pouco desse projeto no episódio 201 – Um bate-papo sobre café. Se você ainda não ouviu, tem mais essa lição de casa pra quando acabar esse episódio, vale a pena, porque tá bem legal. [divulgação podcast SabIA!] [música] Mayra: Os sons captados pelo Escutadô, projeto que o Lucas faz parte, ou as gravações dos anfíbios que a gente tava falando com a Natália, nunca são sons isolados. Mayra: Esse conjunto de sons de um ambiente forma o que a gente chama de paisagem sonora. Lucas: Esses sons podem ter origens geofísicas, então o som do vento, o som da chuva, o som dos fluxos de corrente, riachos, cachoeiras, você tem os sons da própria biodiversidade, né, que é baseado nos sistemas de comunicação acústica da fauna, por exemplo, quando as aves produzem as vocalizações, os anfíbios, os insetos, os mamíferos, você tem todo ali um contexto de produção de sinais acústicos que representam assinaturas da presença da biodiversidade no ambiente. E você ainda tem a assinatura da presença das tecnofonias ou antropofonias, né, que são os sons que são produzidos pelos seres humanos, né, seja os sons das rodovias, das construções, das obras, das edificações, ou seja, que tem toda uma contextualização. Mayra: A ideia de usar o som, ou a paisagem sonora, pra entender a saúde de um ambiente, não é nada nova. Um dos livros mais importantes, praticamente fundador do movimento ambientalista nos Estados Unidos, é o Primavera Silenciosa, da Rachel Carson, e ele foi publicado em 1962. Lucas: Então ela já estava alertando para a sociedade acadêmica, especialmente, que o uso de pesticidas, né, as mudanças que o ser humano está promovendo na paisagem estão causando extinções sonoras, né, porque está alterando a composição das espécies na natureza, então a gente está embarcando um pouco nessa ideia que influenciou o que hoje a gente chama de soundscape ecology, que é a ecologia da paisagem sonora, ou ecologia da paisagem acústica. Natália: As pessoas automaticamente imaginam que o silêncio seja algo bom. Mas, esse silêncio é um sinal de alerta, porque ele mostra que as espécies estão desaparecendo e como os seus ciclos e modos de interação estão mudando. E que o habitat, o lugar, já não está dando mais condições impostas pelo clima. Eu acredito que os sons funcionam como uma espécie de termômetro da vida. Quando eles diminuem, é porque a diversidade está ali diminuindo. Mayra: A gente vai ver que a Natália usou noções de paisagem sonora pra criar atividades imersivas de divulgação, onde as pessoas puderam experimentar com diferentes sons e ver como era possível criar novas relações com os sapos a partir deles. Mayra: No caso do Lucas, a paisagem sonora funciona bem como a Natália descreveu, é um termômetro que mede a qualidade de um ambiente da Caatinga. Talvez você imagine esse bioma como um lugar silencioso, um tanto desértico, mas isso tem mais a ver com a imagem comumente divulgada de que é uma região de escassez. Lucas: Do ponto de vista das pessoas interpretarem ela como um ambiente pobre, enquanto ela é muito rica, em termos de biodiversidade, em termos de recursos naturais, em termos de recursos culturais, ou seja, a cultura das populações que vivem lá é extremamente rica. Mayra: Pra complicar ainda mais a situação, a Caatinga está na área mais seca do nosso país. Lucas: Ou seja, a questão da escassez hídrica é extremamente importante. E torna ela, do ponto de vista das mudanças climáticas, ainda mais importante. Mayra: A importância de se falar de grupos menosprezados também aparece na pesquisa da Natália com os sapos. Vamos concordar que eles não tão exatamente dentro do que a gente chama de fofofauna, dos animais queridinhos pela maioria das pessoas, mas não por isso projetos de conservação são menos importantes. Pelo contrário. Mayra: Pra dar uma ideia, na semana que eu escrevia esse roteiro, estava circulando nas redes sociais um estudo que mostrou que, em cinquenta anos, as mudanças climáticas podem ser responsáveis pelo desaparecimento completo dos anfíbios na Mata Atlântica. Mayra: Daí a importância de envolver cada vez mais pessoas em ações de preservação e enfrentamento às mudanças climáticas. Susana: Que a gente pudesse trazer uma paisagem sonora da qual os humanos fazem parte e fazem parte não apenas produzindo problemas, produzindo destruição, mas produzindo interações, interações ecológicas. [música] Mayra: Voltamos então à pesquisa da Natália. Mayra: Ela usou uma metodologia de trabalho que tem sido muito utilizada pela Susana e seu grupo de pesquisa, que são as mesas de trabalho. Susana: E elas foram surgindo como uma maneira de fazer com que a revista ClimaCom, que é uma revista que está tentando ensaiar modos de pensar, de criar, de existir diante das catástrofes, a revista pudesse ter uma existência que não fosse só online, que fosse também nas ruas, nas praças, nas salas de aula, nos outros espaços, que ela tivesse uma existência fora das telas. E que, com isso, a gente se desafiasse não apenas a levar para fora das telas e para as outras pessoas algo que foi produzido na universidade, mas que a gente pudesse aprender com as outras pessoas. Mayra: A ideia das mesas é reunir pessoas diversas, de dentro e de fora da universidade, pra criarem juntas a partir de um tema. Susana: Então, quando chegou a proposta dos anfíbios, a gente resolveu criar uma mesa de trabalho com os sapos. E essa mesa de trabalho envolvia diversas atividades que aconteciam simultaneamente. Essas atividades envolviam desde fotografia, pintura, desenho, colagem, grafismo indígena, até estudo dos sons. Mayra: A Susana estava explicando que durante essas mesas, elas conseguem fazer com que as pessoas interajam com os sapos de uma forma diferente, mais criativa. Criativa aqui tanto no sentido de imaginar, quanto de criar e experimentar mesmo. Susana: A gente propôs a criação de um caderno de estudo dos sons junto com as pessoas. A gente disponibilizou vários materiais diferentes para que as pessoas pudessem experimentar as sonoridades. Disponibilizamos um conjunto de cantos da fonoteca aqui da Unicamp, de cantos dos sapos, para as pessoas escutarem. E pedimos que elas experimentassem com aqueles objetos, aqueles materiais, recriar esses sons dos sapos. E que elas pudessem depois transpor para um caderno essa experiência de estudo desses sons, de como esses sons se expressavam. Mayra: Esse é um exemplo de como a gente pode aproximar as pessoas do trabalho dos cientistas sem que isso coloque a pesquisa feita nas universidades como algo superior ou mais importante do que outros conhecimentos. Escuta só a experiência da Natália: Natália: Através de diferentes materiais, de diferentes meios, é possível criar um movimento afetivo que vai além daquele movimento do emissor-receptor que traz uma ideia mais generalista, mais direta, de que você só fala e não escuta. Então, uma das coisas que mais marcou o meu trabalho nessa trajetória foi a escuta. Onde a gente não apenas falava com os anfíbios, mas também a gente escutava as histórias que as pessoas traziam, os ensinamentos de outros povos, de outras culturas. Então, essa relação entre arte e ciências possibilitou todo esse movimento que foi muito enriquecedor (6:14) Susana: As mesas de trabalho foram um lugar também onde as pessoas acessaram um pouco do trabalho dos herpetólogos. Entraram em relação com a maneira como os herpetólogos estudam os sapos. Interessa para eles se o som do sapo é mais amadeirado, é mais vítreo, é mais metálico. O tipo de som, se ele tem uma pulsação diferente da outra, um ritmo diferente do outro. Eles fazem várias análises desses sons, estudam esses sons em muitos detalhes. Mayra: Trazer essa possibilidade de experimentação é um dos principais objetivos das ações e das pesquisas realizadas pelo grupo da Susana aqui no Labjor. E o encontro com as práticas artísticas tem sido um meio de trabalhar essas experimentações. [música de fundo] Susana: Eu acho que a gente tem pensado muito ciências e artes no plural, com minúsculas, justamente para trazer uma potência de multiplicidade, de possibilidades não só de pesquisa e produção artística, mas de pensamento, modos diferentes de viver no mundo e de praticar a possibilidade de pensar, de criar, de se relacionar com os outros seres. Mayra: Mas, segundo a Susana, tem um desafio grande nesse tipo de trabalho… Susana: Porque é muito comum as pessoas, sobretudo os cientistas, acharem que as artes são uma embalagem bonita para as ciências. Então, o que as artes vão fazer vai ser criar uma maneira das pessoas se seduzirem por um conteúdo científico, de se tornar mais belo, mais bonito. A gente não pensa que esse encontro entre artes e ciências pode tornar as ciências mais perturbadoras, pode questionar o que é ciência, pode gerar coisas que não são nem arte nem ciência, que a gente ainda não conhece, que são inesperadas, que são produções novas. Mayra: Quando a Natália fala da possibilidade de criar relações afetivas com os sapos, ela não quer dizer apenas relações carinhosas, mas também de sensibilidade, de se deixar afetar, no sentido de se permitir viver aquela experiência.  De entrar em contato com essas espécies companheiras e, realmente, sair desses encontros diferente do que a gente entrou. Susana: Então, a gente está tentando pensar atividades de divulgação científica e cultural que são modos de criar alianças com esses seres. São modos de prestar atenção nesses seres, de levar a sério suas possibilidades de existir, suas maneiras de comunicar, suas maneiras de produzir conhecimento. É uma ideia de que esses seres também produzem modos de ser e pensar. Também produzem ontopistemologias que a gente precisa aprender a se tornar digno de entrar em relação. Mayra: Em tempos de crise climática, isso se torna especialmente importante. Quando a gente fala de comunicação de risco, sempre existe a preocupação de falar com as pessoas de uma forma que a informação não seja paralisante, mas que crie mobilizações. Mayra: Eu aposto que você, assim como eu, de vez em quando se sente bem impotente quando pensa na catástrofe ambiental em curso. A gente se sente pequeno diante do problema. Só que é necessário fazer alguma coisa diferente do que a gente tem feito ou veremos cada vez mais eventos naturais extremos que têm destruído tantas formas de vida. [encerra música] Susana: Acho que a gente tem pensado nesses encontros justamente como aquilo que pode tirar a gente da zona do conforto e pode gerar uma divulgação científica e cultural nesses encontros entre artes e ciências, que experimentem algo que não seja massificado, algo que escape às abordagens mais capitalizadas da comunicação e mais massificadas, e que possam gerar outras sensibilidades nas pessoas, possam engajá-las na criação de alguma coisa que a gente ainda não sabe o que é, que está por vir. Mayra: A única forma de fazer isso é efetivamente trazendo as pessoas para participar dos projetos, aliando conhecimentos locais e tradicionais com as pesquisas acadêmicas. Isso cria um senso de pertencimento que fortalece os resultados dessas pesquisas. Mayra: O projeto Escutadô, que o Lucas faz parte, também trabalha com essa perspectiva de engajamento. Lucas: A gente usa uma abordagem chamada ciência cidadã, onde a gente se conecta com o público, e os locais onde a gente vai fazer as amostragens são propriedades rurais de colaboradores ou de voluntários do projeto. Então, a gente tem toda essa troca de experiências, de informação com esse público que vive o dia a dia ali no semiárido, ali na Caatinga. Tudo isso enriquece muito a nossa visão sobre o projeto, inclusive as decisões que a gente pode ter em relação a como que essa tecnologia vai ser empregada ou como que ela deveria ser empregada. Mayra: Lembra que o projeto foi financiado a partir de um edital que considerava a bioeconomia? Então, pro Lucas, a pesquisa só se torna inovadora e significativa de verdade se tiver efeitos práticos pra população que ajudou a construir esse conhecimento. Lucas: Senão é só uma ideia bacana, né? Ela precisa se transformar em inovação. Então, a gente tem toda essa preocupação de criar essa ferramenta e de que essa ferramenta seja realmente interessante para mudar a forma com que a gente vai entender ou tomar as decisões de forma mais eficiente, né? E que isso se torne um recurso que seja possível, né? Para que as pessoas utilizem. Mayra: A ideia do projeto é que, a partir de um aplicativo com aquele algoritmo treinado, as pessoas consigam por exemplo avaliar as condições ambientais da região em que vivem. Ou que esses dados possam ser usados pra ajudar a identificar áreas prioritárias de conservação e com isso, contribua diretamente pra qualidade do cuidado com a Caatinga. [música] Mayra: As mudanças climáticas estão aí faz tempo, infelizmente. Mas seus efeitos têm se tornado mais perceptíveis a cada ano. É urgente pensarmos em outras formas de estarmos no mundo, diminuindo os impactos ambientais, antes que esse planeta se torne inabitável, porque, como a gente também tem falado aqui no Oxigênio, não é tão simples assim achar outro planeta pra morar. Susana: Então, acho que isso tem sido fundamental para a gente criar uma comunicação científica em tempos de mudanças climáticas, que não apenas fica na denúncia dos problemas, mas que apresenta possibilidades de invenção de outros modos de habitar essa terra ferida, essa terra em ruínas. [encerra música] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e produzi e editei esse episódio. A revisão é da Lívia Mendes. A trilha sonora tem inserções do Freesound e de captações do projeto Escutadô e do João Bovolon, que também leu o trecho do Livro das Sonoridades. Mayra: Esse episódio é parte de uma bolsa Mídia Ciência e também conta com o apoio da FAPESP. Mayra: O Oxigênio é coordenado pela Simone Pallone e tem apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Estamos nas suas plataformas de áudio preferidas e nas redes sociais como Oxigênio Podcast. Te espero no próximo episódio! [Vinheta encerramento]

Podcast da #RotinaDeSucesso
Quintas Proféticas: O Tempo da Profecia

Podcast da #RotinaDeSucesso

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 38:19


Qual é o tempo da Palavra Profética de Deus?Muitos falam sobre profecia.Poucos entendem o que ela realmente é.Profecia não nasce da vontade humana.Não é “falar algo bonito” para alguém.Não é emoção espiritualizada.Como está escrito em 2 Pedro 1 e 1 Coríntios 14, homens santos falaram movidos pelo Espírito Santo para edificação, exortação e consolação.Nesta mensagem, mergulhamos no tempo da profecia.Isaías profetizou 150 anos antes de Ciro nascer.A promessa levou séculos para se cumprir.Neemias esperou, chorou, orou… e agiu.A pergunta não é se Deus falou.A pergunta é: você está disposto a esperar, crer e permanecer?Em Hebreus 3, o nosso tempo é claro:Hoje.“Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o coração.”Esta palavra é um chamado à maturidade espiritual.Um chamado para buscar a face de Deus — não manifestações.Para viver santidade — não aparência.

Notícias Agrícolas - Podcasts
Mercado da soja pós-Carnaval no Brasil ainda tem poucos negócios; ritmo deve ser mais intenso a partir da próxima semana

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 52:16


Chicago fecha a 4ª feira estável, enquanto prêmios cedem um pouco mais internamente.

Incial
Minipod 302: Como ser criativo com poucos recursos — ou em poucas linhas

Incial

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 69:03


Salve, salve, confrades. Mais uma quinta-feira; mais um minipod no ar! No programa de hoje, conheça  um pouco mais da série clássica de Star Trek e aprenda como ser criativo com poucos recursos — ou em poucas linhas. E ainda: descubra como e quando usar as reviravoltas em suas histórias; entenda a importância dos personagens em uma obra de ficção; veja os cuidados que você deve ter antes de se inscrever em concursos literários; e descubra como inserir uma mensagem subjetiva em sua narrativa — sem parecer artificial ou forçado.  

WGospel.com
A tristeza do coração

WGospel.com

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 5:23


TEMPO DE REFLETIR 01674 – 13 de fevereiro de 2026 Neemias 2:2 – Por que está triste o teu rosto, se não estás doente? Tem de ser tristeza do coração. Não é agradável conviver com alguém que está a maior parte do tempo com a testa franzida e a expressão carregada, denotando tristeza, preocupação ou mau humor. As pessoas percebem, é claro, que algo não vai bem e ficam se perguntando: “Será que é comigo? Fiz alguma coisa errada?” Em alguns casos é melhor perguntar à pessoa, para tirar a dúvida. Foi o que fez o rei Artaxerxes, ao observar o rosto de Neemias. Ele lhe perguntou: “Por que está triste o teu rosto, se não estás doente? Tem de ser tristeza do coração”. Bom observador, esse rei. Num relance, ele percebeu que Neemias não estava bem e que seu problema não era físico, mas emocional. Neemias ficou com medo, pois como copeiro real ele não podia se dar ao luxo de se apresentar diante do rei com a expressão facial abatida ou mal-humorada. “Um servo que mostrasse mau humor perante o rei poderia ser considerado um conspirador, ou um mau empregado. Uma fisionomia triste nunca era tolerada na presença do rei” (Champlin). Por um momento Neemias pensou que perderia a cabeça, pois cabeças de servos não tinham muito valor na corte real, naquele tempo. Por isso, apressou-se a responder: “Viva o rei para sempre!” Ele queria que o rei soubesse que por trás de seu semblante triste não havia nenhum plano para envenená-lo. “Como não me estaria triste o rosto se a cidade, onde estão os sepulcros de meus pais, está assolada e tem as portas consumidas pelo fogo?” (Ne 2:3) Poucos monarcas se incomodariam com os problemas pessoais de seus servidores, e menos ainda em solucioná-los. Mas Artaxerxes era um homem sensível e bondoso, e perguntou a Neemias: “Que me pedes agora?” (v. 4). Neemias então fez uma breve oração, pois temia a reação do rei à solicitação que iria fazer, o que implicaria uma mudança na política do império persa para com os judeus de Jerusalém. Ele pediu permissão para ir a Jerusalém, a fim de restaurar as muralhas da cidade. O rei concordou. Foi a tristeza do rosto de Neemias que deu início a todo esse processo. Mas certamente foi a interferência divina na disposição do rei, como resposta à oração de Neemias, que resultou no sucesso da missão do servo do rei, pois tristeza e mau humor geralmente não resolvem dificuldades. Seja qual for o problema que você está enfrentando, peça ajuda a Deus para colocar-lhe no rosto um sorriso. O resultado é que a vida também irá sorrir para você. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Pai, em meio aos nossos problemas do dia a dia, ajuda-nos a enfrentá-los com segurança, otimismo e um sorriso no rosto. Toma conta de nossa vida! Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Verbo Sede
Qual é a vontade de Deus: O que poucos entendem sobre a Nova Aliança - Juliana Borba

Verbo Sede

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 62:30


Qual é a vontade de Deus: O que poucos entendem sobre a Nova Aliança - Juliana Borba by Verbo da Vida Sede

OBJETIVO CONCURSOS
Verdades Que Poucos Aceitam

OBJETIVO CONCURSOS

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 32:04


Aqui não tem fórmula mágica, motivação vazia nem discurso bonito pra agradar.Tem confronto com a realidade.Esse espaço é pra quem já entendeu que resultado vem de decisão, constância e responsabilidade — não de sorte, atalhos ou desculpas.O conteúdo aqui incomoda, provoca e faz pensar.Porque mudar a vida começa mudando a forma de enxergar as próprias escolhas.Ouça com a mente aberta.Se fizer sentido, você vai saber.Se não fizer, talvez seja exatamente por isso.

Bispo Gerson Cardozo
DISPONÍVEL PARA TODOS, VIVIVDO POR POUCOS.

Bispo Gerson Cardozo

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 47:10


DISPONÍVEL PARA TODOS, VIVIVDO POR POUCOS. - 08/02/2026 (ENCONTRO DE DOMINGO) - BISPO GERSON CARDOZO.

Brasil Paralelo | Podcast
O FILME QUE PREVIU O CASO EPSTEIN? A ÚLTIMA OBRA DE KUBRICK

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 11:07


Em 1999, Stanley Kubrick entregou sua obra final: "De Olhos Bem Fechados". Poucos dias depois, o lendário diretor faleceu. O que parecia ser apenas um drama psicológico sobre infidelidade, décadas depois, tornou-se o centro de uma das maiores discussões sobre o submundo do poder global. Neste vídeo, analisamos os paralelos perturbadores entre o universo retratado por Kubrick e os documentos revelados no caso Jeffrey Epstein. Investigamos as denúncias de rituais em mansões isoladas, a presença de máscaras idênticas às encontradas na ilha Little St. James e a polêmica em torno dos 23 minutos removidos da versão final do filme após a morte do diretor.

Podcast Notícias - Agência Radioweb
Alta do mínimo deve ser sentida aos poucos pelo consumidor

Podcast Notícias - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 2:26


Alta do mínimo deve ser sentida aos poucos pelo consumidor.

Homilias - IVE
”A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”

Homilias - IVE

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 5:37


Homilia Padre João Victor, IVE: Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 10,1-9Naquele tempo,o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulose os enviou dois a dois, na sua frente,a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir.E dizia-lhes:"A messe é grande,mas os trabalhadores são poucos.Por isso, pedi ao dono da messeque mande trabalhadores para a colheita.Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos.Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias,e não cumprimenteis ninguém pelo caminho!Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro:'A paz esteja nesta casa!'Se ali morar um amigo da paz,a vossa paz repousará sobre ele;se não, ela voltará para vós.Permanecei naquela mesma casa,comei e bebei do que tiverem,porque o trabalhador merece o seu salário.Não passeis de casa em casa.Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos,comei do que vos servirem,curai os doentes que nela houvere dizei ao povo:'O Reino de Deus está próximo de vós'".Palavra da Salvação.

Liturgia Diária
"A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos."

Liturgia Diária

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 4:24


Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 10,1-9Naquele tempo,1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulose os enviou dois a dois, na sua frente,a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir.2E dizia-lhes:"A messe é grande,mas os trabalhadores são poucos.Por isso, pedi ao dono da messeque mande trabalhadores para a colheita.3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos.4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias,e não cumprimenteis ninguém pelo caminho!5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro:'A paz esteja nesta casa!'6Se ali morar um amigo da paz,a vossa paz repousará sobre ele;se não, ela voltará para vós.7Permanecei naquela mesma casa,comei e bebei do que tiverem,porque o trabalhador merece o seu salário.Não passeis de casa em casa.8Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos,comei do que vos servirem,9curai os doentes que nela houvere dizei ao povo:'O Reino de Deus está próximo de vós'".Palavra da Salvação.

Spoilers da Vida
5 Erros Comuns Que Fazem um Novo Líder de Tecnologia Perder o Time Sem Perceber

Spoilers da Vida

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 18:50


Fala, jovens! Neste episódio do Spoilers da Vida, eu quero falar sobre um erro silencioso que derruba muitos novos líderes de tecnologia sem que eles percebam.Não é falta de conhecimento técnico. É falta de preparo emocional para lidar com pessoas.Eu já vi isso acontecer de perto. Profissionais brilhantes, referências técnicas, promovidos a líderes quase automaticamente. Na primeira semana, achando que estavam indo muito bem. Poucos meses depois, isolados, com o time distante, entregas travando e uma sensação incômoda de que algo saiu do controle, sem saber exatamente o quê.A transição do papel técnico para a liderança é uma das mais traiçoeiras da carreira em tecnologia. Porque muita gente acredita que vai liderar pessoas do mesmo jeito que lidera código: com lógica, controle e correção constante. Só que pessoas não funcionam assim. Não existe debug emocional. Não existe patch de confiança depois que ela se perde.Nesse episódio, eu falo sobre o desafio invisível de assumir uma liderança sem preparo, sobre o medo de perder relevância técnica, a dificuldade de delegar, de ter conversas difíceis e de entender que liderar não é fazer mais é fazer os outros crescerem.Também trago os erros mais comuns que fazem um novo líder de TI perder a equipe sem perceber, e por que esses erros não nascem de má intenção, mas de insegurança, crenças antigas e ausência de desenvolvimento humano.Se você acabou de virar líder, se sente que o time está mais distante, ou se já ouviu aquele feedback de que “tecnicamente você é excelente, mas ainda falta algo”, esse episódio é pra você.No fim das contas, a provocação é simples:

Stock Pickers
#BÔNUS - O S&P 500 VIROU UM FUNDO DE IA? A CONCENTRAÇÃO QUE POUCOS ESTÃO ENXERGANDO

Stock Pickers

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 14:46


Você compra o S&P 500 achando que está investindo na economia americana. Mas será que ainda é isso mesmo?Neste episódio bônus do Stock Pickers, Lucas Collazo desmonta o S&P 500 e mostra como inteligência artificial, chips, data centers e algoritmos passaram a dominar o índice. Nvidia, Microsoft, Apple, Amazon, Meta e Alphabet concentram uma fatia cada vez maior do mercado e ditam o ritmo da Bolsa americana.Um episódio que explica o quanto a sua carteira já depende de IA - sem você nem perceber.

Podcast : Escola do Amor Responde
3248# Escola do Amor Responde (no ar 15.01.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 24:25


No programa de hoje, os professores Renato e Cristiane Cardoso responderam a dúvida de uma aluna.Casar sem testar antesAluna escreveu relatando que concorda que o sexo deva acontecer só depois do casamento. No entanto, antes ela questionou: e se depois do casamento, no momento do sexo, o homem não se garantir?Os professores esclareceram diversos pontos sobre este assunto e aconselharam a aluna.Casada, mas muito insegura com o maridoEm seguida, eles responderam uma pergunta da aluna Kenia, de 37 anos, casada e com 2 filhos pequenos.Ela contou que, há 2 anos e meio, o marido quis a separação. Retirou a aliança e começou a ter um comportamento inapropriado para um homem casado. Apesar disso, não ficou comprovado o adultério. Poucos meses depois, eles conversaram e ela o aceitou de volta. Porém, agora, ela vive em um relacionamento com muita insegurança. Não tem acesso ao celular dele, nem redes sociais ou conta bancária. Além disso, eles quase não se relacionam mais intimamente. Ela ainda relatou que o marido desde a adolescência faz tratamento para depressão e síndrome do pânico. A aluna está muito angustiada, sofrendo e perguntou o que deve fazer nessa situação.Bem-vindos à ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Escola do Amor Responde⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Renato e Cristiane Cardoso⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠, apresentadores da ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Escolado Amor, na Record TV,⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e autores de ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Casamento Blindado e Namoro Blindado⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo siteEscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

Só Fitas
Tantos filmes, tão poucos espectadores

Só Fitas

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 10:50


As (tristes) contas de 2025, os Razzies, as estreias de Die My Love e 28 Anos Depois (dois) e os novos de Scarlett Johansson e da dupla Matt Damon/Ben Affleck.

Amorosidade Estrela da Manhã
Áudio - O Desabafo de Lúcifer | Os Três Caminhos e Porque Esta Proposta é Para Poucos

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 12, 2026 88:56


Abertura dos trabalhos na Amorosidade

Amorosidade Estrela da Manhã
Vídeo - O Desabafo de Lúcifer | Os Três Caminhos e Porque Esta Proposta é Para Poucos

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 12, 2026 88:56


Abertura dos trabalhos na Amorosidade

biblecast.net.br - A Fé vem pelo Ouvir
Inoperância espiritual - por que tantos crentes na igreja e poucos servos de Deus? [Disrupção #3]

biblecast.net.br - A Fé vem pelo Ouvir

Play Episode Listen Later Jan 11, 2026 60:04


Por Pr. Wander Gomes. Mensagem 3 da série "Disrupção". | Marcos 10:35-45 | https://bbcst.net/R9507M

Igreja do Recreio
Inoperância espiritual - por que tantos crentes na igreja e poucos servos de Deus? [Disrupção #3]

Igreja do Recreio

Play Episode Listen Later Jan 11, 2026 60:04


Por Pr. Wander Gomes. Mensagem 3 da série "Disrupção". | Marcos 10:35-45 | https://bbcst.net/R9507M

Enterrados no Jardim
O ponto fraco da realidade. Uma conversa com Rui Cardoso Martins

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Jan 10, 2026 236:03


Os mortos não gostam de estar sós. Alguém tem de lhes encher os comedouros, aplacar minimamente os seus apetites. De outro modo a única coisa que o luto pede é vingança, e o sangue só quer beber mais sangue. Contamos histórias também para consolar os mortos. De resto, história e elegia são modos afins, como assinala Anne Carson. A palavra “história” vem de um verbo do grego antigo, que significa “perguntar”, adianta a poeta norte-americana conhecida pela indisciplinada erudição com que revolve a antiguidade clássica. Assim, aquele que pergunta pelas coisas – pelas suas dimensões, peso, localização, humores, nomes, santidade, cheiro – é um historiador. Mas esse perguntar, vinca Carson, não é ocioso. “É quando perguntas por algo que te apercebes de que tu próprio lhe sobreviveste e que, por isso, tens de o carregar contigo, ou de o moldar numa coisa que se sustente por si mesma.” E se Heródoto é tido como o autor dessa função, este refere como tantos objectos e monumentos foram criados de modo a corporizar uma “memória”. O pior em relação aos mortos talvez seja tentar convencê-los de que há um sentido na sua morte, de que devem resignar-se. De algum modo, toda a consciência, mesmo aquela que está já para lá desta vida, continua inconformada, incapaz de aceitar os termos que lhe foram colocados. Poucos são aqueles que aceitam se lhes dissermos que estavam acabados, pois faz parte do impulso dos homens sentirem-se inacabados, e, tantas vezes, a morte só serve para refrescar certos impulsos, expressos em tantas obras, as quais parecem exigir uma vida sem fim. É claro que os mortos, no seu perpétuo desassossego, são reflexos nossos, e escavam em nós esse gosto pela persistência que nalguns momentos consegue ser mais forte do que qualquer perigo. Empreendemos o diálogo com os mortos de modo a criar uma rede de relações tão apertadamente tecida que nenhum desses momentos em que mais nos esforçamos por nos enraizarmos no tempo possa cair do mundo por completo. Os vivos incomodam os mortos no seu sono porque de algum modo não chegam a acreditar em si mesmos. Em épocas de mesquinha depressão, como alguém notou, proliferam esses ruidosos pregadores que se substituem à consciência dos mais fracos, que assim vão anestesiando os seus receios interiores com esse grasnar dos gansos. Outros, vagueiam buscando esses ecos caídos do ar só respirável pelos mortos, só permitindo exageros de imaginação que encontrem algum tipo de ressonância ou correspondência com o passado, como se temessem acima de tudo serem arrancados ao embalo da história. De um modo ou de outro, o presente parece-nos demasiado incerto, como uma hipótese remota, um sonho ou pesadelo meio imbecil, formulado em termos demasiado precários. Há um efeito de perda da espessura, de incapacidade de se situar face à tradição, num tempo em que ninguém reconhece propriamente uma língua-mãe. Estamos capturados numa espécie de orfandade da linguagem, uma vez que, como assinalava Elias Canetti, “a maioria das pessoas, actualmente, já mal domina a fala. Exprimem-se com as frases dos jornais e dos meios de comunicação social e dizem – sem, realmente, serem o mesmo – cada vez mais o mesmo.” A falta de uma experiência obtida dentro de um universo de referências que nos sejam úteis, manejáveis, essa espécie de exílio face a um ambiente propriamente cultural, a uma consequência do lugar e a uma proximidade justificada com os outros, faz de nós seres incapazes de se situarem numa época, esta ou outra qualquer. Daí essa ansiedade que leva tantos a procurarem vincular-se ao poder, mesmo que só seja possível fazê-lo da forma mais degradante, que é ser arrastado, deixar-se subjugar inteiramente, até nas suas crenças e disposições mais íntimas, nos humores, e, particularmente, na mobilização odiosa que este sempre constrói. É uma questão de todos os tempos, mas que, hoje, nos assola constantemente… “O poder sempre conquistou as massas, precisamente porque era poder. E as massas gritavam ‘hurra!' e ‘viva', cantavam, gritavam, matavam, deixavam-se matar, e afundavam-se no anonimato. Era uma história velha como a morte. Se as massas conquistassem o poder e – finalmente, por uma vez – o mantivessem, o poder perderia a sua essência e o seu nome, as massas o seu anonimato, a sua falta de humanidade” (Jonathan Sperber). O que rareia por estes dias são o género de figuras que, de um modo quase instintual, rejeitam o poder. “É muito curioso que todos os pensadores, na História da humanidade, que entendem alguma coisa do poder efectivo o aprovam”, nota Elias Canetti. “Os pensadores que são contra o poder mal penetram na sua essência. A sua aversão por ele é tão grande que não gostam de se ocupar com ele, pois temem ficar manchados por ele. A sua atitude tem algo de religioso.” Em sentido contrário, e isto é uma evidência num tempo em que os jornais e todos os pontos de articulação onde antes nos era dado a sentir o tempo, onde havia um esforço de ir preparando aquele esboço da história, da crónica desta época, caíram nas mãos de seres embevecidos pelo poder, uma classe ansiosa de sabujos, serviçais, canalhas, falsários, propagandistas, que ocupam todas as posições de evidência e desgastam qualquer possibilidade de escaparmos aos enredos do poder. Querem por todos os meios degradar a realidade, rebaixa-la às suas fixações, aos seus anseios e aspirações. “Uma ciência do poder só foi desenvolvida por aqueles pensadores que o aprovam e se comprazem como seus conselheiros”, diz-nos Canetti. E por isso a história, a crónica que nos servem estes seres apenas responde a este tipo de perguntas: “Qual é a melhor maneira de conquistar e manter o poder? A que se tem de estar atento, para o conservar? Que escrúpulos se tem de pôr de parte por prejudicarem o seu exercício?”. Neste episódio, se não escapámos inteiramente às nossas fragilidades, tivemos a sorte de contar com o embalo de um cronista de outra estirpe, um faz-tudo, que viu muito, ouviu tanto, e que tem sabido rebentar com a moldura, deixando-se desafiar e comover com outros sinais, com essas figuras quase sempre condenadas ao anonimato e, em muitos casos, à invisibilidade. Rui Cardoso Martins veio ajudar-nos a enxotar esse tempo mais imediato, ruidoso, de moscas moles, e a contrariarmos a fuga ao concreto, essa tendência para nos enrodilharmos em leituras abstractas ou em ambições de conquistar o que nos é mais distante, precisamente para evitarmos o confronto com aquilo que está mais próximo, por receio, por sentirmos a sua perigosidade e preferirmos antes apontar a esses outros perigos de consistência desconhecida.

Noticiário Nacional
9h Vagas no INEM com poucos candidatos

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Dec 27, 2025 5:39


Frei Gilson Podcast - Oficial
Muitos começam, mas poucos chegam ao fim | (Mateus 10, 17-22) #2571 | Meditação da Palavra

Frei Gilson Podcast - Oficial

Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 6:55


Passagens Complementares:Eclesiático 2,1-3Hebreus 3,14II Timóteo 4,7-8Apocalipse 2,10

Bibotalk - Todos os podcasts
Mulheres, escravos e a Bíblia – BTCast 629

Bibotalk - Todos os podcasts

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 61:04


Muito bem (3x), começa mais um BTCast! Neste episódio, Bibo e Cynthia Muniz, encaram de frente passagens desafiadoras de Gálatas, 1 Timóteo e Coríntios, além dos textos paulinos sobre senhores e escravos, a partir do livro Igualitarismo Bíblico, publicado pela editora Thomas Nelson Brasil. Poucos temas geram tanta tensão dentro da igreja quanto os textos difíceis do […] O conteúdo de Mulheres, escravos e a Bíblia – BTCast 629 é uma produção do Bibotalk - Teologia é nosso esporte!.

BTCast | Bibotalk
Mulheres, escravos e a Bíblia – BTCast 629

BTCast | Bibotalk

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 61:04


Muito bem (3x), começa mais um BTCast! Neste episódio, Bibo e Cynthia Muniz, encaram de frente passagens desafiadoras de Gálatas, 1 Timóteo e Coríntios, além dos textos paulinos sobre senhores e escravos, a partir do livro Igualitarismo Bíblico, publicado pela editora Thomas Nelson Brasil. Poucos temas geram tanta tensão dentro da igreja quanto os textos difíceis do […] O conteúdo de Mulheres, escravos e a Bíblia – BTCast 629 é uma produção do Bibotalk - Teologia é nosso esporte!.

Café com Investidor
#125 - Cesar Paiva, fundador e CEO da Real Investor

Café com Investidor

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 46:56


Poucos gestores seguem tão de perto os passos de Warren Buffett como Cesar Paiva, da Real Investor. No Café com Investidor, ele explica o seu value investing à brasileira e sua estratégia de ser “seletivamente contrário”

Catalisadores
Ep 64 - Leon Trótski – Revolução Permanente, Vanguarda e a Igreja como Resistência Profética

Catalisadores

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 13:40


Poucos personagens simbolizam com tanta intensidade o espírito da ruptura como Leon Trótski. Teórico carismático, estrategista da revolução russa, arquiteto do Exército Vermelho e mártir ideológico, sua figura ultrapassa o marxismo tradicional para representar algo mais profundo: a substituição escatológica da esperança cristã por uma utopia sem transcendência. Trótski não propôs apenas uma revolução contra um regime, mas contra qualquer estabilidade. Sua tese de “revolução permanente” desafia o conceito de ordem duradoura, e isso torna seu pensamento extremamente relevante para se analisar, inclusive, os perigos que rondam a estrutura e a missão da Igreja. Este episódio examina Trótski como símbolo de uma escatologia invertida — que substitui o Reino de Deus por um paraíso socialista — e propõe que a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com seu sistema representativo, sua vocação profética e sua fidelidade à Palavra, é chamada a resistir não com armas ideológicas, mas com firmeza bíblica, missão apostólica e esperança escatológica.

Conversas à quinta - Observador
Contra-Corrente. O que fez de Sá Carneiro um político diferente? — Debate

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 95:09


Poucos políticos foram tão controversos e marcantes como Francisco Sá Carneiro. Se não tivesse morrido, teria conseguido as ruturas pelas quais se batia ou o atavismo de Portugal seria mais forte?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Contra-Corrente
O que fez de Sá Carneiro um político diferente? — Debate

Contra-Corrente

Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 95:09


Poucos políticos foram tão controversos e marcantes como Francisco Sá Carneiro. Se não tivesse morrido, teria conseguido as ruturas pelas quais se batia ou o atavismo de Portugal seria mais forte?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Professor HOC
POR QUE OS EUA USARAM BOMBAS ATÔMICAS NO JAPÃO? A EXPLICAÇÃO PARA HIROSHIMA E NAGASAKI

Professor HOC

Play Episode Listen Later Dec 2, 2025 27:46


O dia 6 de agosto de 1945 é possivelmente o mais importante do século XX. Naquela madrugada, no céu da cidade de Hiroshima, a bomba “Little Boy” inaugurou a era atômica da humanidade. Poucos dias depois, a segunda bomba foi detonada em Nagasaki, empurrando o Japão para a capitulação e encerrando a guerra mais sangrenta da história.Não existe dúvida alguma que esses acontecimentos mudaram completamente a realidade do mundo, ao mesmo tempo colocando o fim da humanidade ao alcance de um botão, mas criando as décadas mais pacíficas que a história já conheceu, mesmo que sob o fantasma da destruição total.O que ainda suscita muita dúvida e um grande debate é se o uso das bombas naquele momento era necessário ou não. Essa é uma das maiores polêmicas da história da geopolítica e também o tema do vídeo de hoje.Afinal, o uso das bombas foi uma fútil e cruel demonstração de força dos americanos, ou foi o amargo, mas necessário, custo a se pagar pela paz?Primeiro, vamos expor os argumentos dos dois lados e depois vou dar a minha opinião sobre o assunto!

RapaduraCast
RapaduraCast 889 - De Volta para o Futuro: 40 anos do filme perfeito!

RapaduraCast

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 110:40


Jurandir Filho, Thiago Siqueira, Rogério Montanare e Fernanda Schmölz batem um papo sobre "De Volta para o Futuro". O filme acabou de completar 40 anos em 2025,  quatro décadas desde que Marty McFly acelerou um DeLorean a 88 milhas por hora e entrou definitivamente para o imaginário coletivo. Poucos filmes conseguem atravessar gerações com tanta força, mantendo relevância, frescor e um senso de magia que parece impossível de replicar. Mas "Back to the Future" não apenas se mantém vivo: ele moldou a cultura pop de maneiras profundas. Como ele virou um ícone cultural? O DeLorean é o carro mais famoso da história do cinema?A influência do filme é sentida em obras modernas como "Stranger Things" e "Rick and Morty". Celebrar seus 40 anos é celebrar também uma ideia poderosa: a de que o passado pode ser revisitado, mas são as nossas escolhas no presente que moldam o futuro. Quarenta anos depois, Marty e Doc Brown ainda viajam com a gente. E continuarão viajando por muito tempo.- BLACK FRIDAY!!! ASSINE O SALA VIP ATÉ O DIA 7 DE DEZEMBRO!- Um podcast EXCLUSIVO do RapaduraCast toda semana! http://patreon.com/rapaduracast

Notícias Agrícolas - Podcasts
Mesmo com boas floradas, rosetas de café do Brasil estão apresentando poucos frutos

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 28:20


Altas temperaturas estão afetando significativamente a fisiologia das plantas, e podem comprometer a qualidade do grão da safra/26

Notícias Agrícolas - Podcasts
Mercado do boi teve dia de poucos negócios para digerir novidades de Chine a EUA: Soja tem leves altas em Chicago com Chicago sem novidades

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Nov 25, 2025 18:49


Confira o Fechamento de Mercado desta terça- feira (25)

Notícias Agrícolas - Podcasts
Dia de leves quedas para soja em Chicago e atenções para o clima no Brasil; boi gordo inicia semana decisiva para preços com poucos negócios em SP

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Nov 24, 2025 22:06


RESUMIDO
RESUMIDO #339 — Ter poucos seguidores virou cool / Japonesa casou com ChatGPT / Anthropic ajudou hackers chineses

RESUMIDO

Play Episode Listen Later Nov 18, 2025 38:09


Aproveite o Black November da Insider Store com o cupom de desconto RESUMIDO: ⁠https://creators.insiderstore.com.br/RESUMIDOBF⁠Grupo oficial da Insider no WhatsApp com  Flash Promos: https://creators.insiderstore.com.br/RESUMIDOWPPBF--Faça sua assinatura! www.resumido.cc/assinatura--Na era das "redes antissociais", ter poucos seguidores virou cool, artistas falsos de IA tomam o lugar dos reais no Spotify, uma mulher japonesa se casa com ChatGPT, criminosos usam IA para golpes em delivery e hackers chineses usam chatbot da Anthropic para ataques cibernéticos.As coisas inverteram de lugar?No RESUMIDO #339: ter poucos seguidores virou cool, plataforma paga em cripto por desafios absurdos, artistas falsos criados por IA ocupam Spotify, japonesa casa com ChatGPT, criminosos usam IA para fraudar delivery, Anthropic revela que hackers chineses usaram seu agentes para dar golpe e muito mais!--Ouça e confira todos os links comentados no episódio: https://resumido.cc/podcasts/ter-poucos-seguidores-virou-cool-japonesa-casou-com-chatgpt-anthropic-ajudou-hackers-chineses

Bibotalk - Todos os podcasts
Sexo só no casamento? – BTPapo 097

Bibotalk - Todos os podcasts

Play Episode Listen Later Oct 10, 2025 55:27


Poucos assuntos geram tanta tensão entre fé e cultura quanto o sexo. A Bíblia é clara sobre isso — ou será que não tanto assim? Neste episódio, Bibo e Cacau encaram sem rodeios o tema do sexo antes do casamento, explorando o que a Escritura realmente diz (e o que ela não diz) sobre o assunto. […] O conteúdo de Sexo só no casamento? – BTPapo 097 é uma produção do Bibotalk - Teologia é nosso esporte!.

BTCast | Bibotalk
Sexo só no casamento? – BTPapo 097

BTCast | Bibotalk

Play Episode Listen Later Oct 10, 2025 55:27


Poucos assuntos geram tanta tensão entre fé e cultura quanto o sexo. A Bíblia é clara sobre isso — ou será que não tanto assim? Neste episódio, Bibo e Cacau encaram sem rodeios o tema do sexo antes do casamento, explorando o que a Escritura realmente diz (e o que ela não diz) sobre o assunto. […] O conteúdo de Sexo só no casamento? – BTPapo 097 é uma produção do Bibotalk - Teologia é nosso esporte!.

Gregario Cycling
Ep 278 - 1.000 km em Marrocos, com Gesibel Rodrigues

Gregario Cycling

Play Episode Listen Later Oct 10, 2025 55:12


Pedalar 1.000 km em até 120 horas.Dormir o mínimo.Sem apoio.No deserto do Marrocos.Poucos encaram.Menos ainda completam.A paulista Gesibel Rodrigues foi lá — sozinha — e fez.Enfrentou o desafio que impõe o maior risco para mulheres, em meio à cultura muçulmana.Pegue essa roda e ouça a conversa dela com Alvaro Pacheco sobre o BikingMan Marrocos 2025.

O Assunto
O fôlego de Lula nas pesquisas

O Assunto

Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 29:54


Convidado: Felipe Nunes, cientista político, professor da FGV-SP e diretor da Quaest. A partir de janeiro, as pesquisas de opinião apontaram rota de queda na aprovação do presidente. Na linha do tempo das amostras coletadas pela Quaest, o percentual da população que desaprova a gestão de Lula chegou a superar o índice de aprovação em 17 pontos percentuais, em maio. Poucos meses depois, o cenário mudou completamente. Na pesquisa Quaest publicada nesta quarta-feira (8), pela primeira vez em dez meses a avaliação de Lula está em empate técnico. É a continuidade de um movimento que tomou tração com o discurso da soberania nacional, diante das ameaças e do tarifaço imposto por Donald Trump, e que se fortaleceu com as recentes vitórias do governo no Congresso, a exemplo da aprovação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil. Neste episódio, quem analisa os dados da pesquisa e as movimentações nas placas tectônicas de Brasília é o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da FGV-SP. Em conversa com Natuza Nery, ele explica a recuperação de Lula entre grupos específicos – quem ganha mais de 5 salários-mínimos, mulheres e eleitores do Nordeste – e aponta os maiores desafios que o petista deve enfrentar para se reeleger.

Bibotalk - Todos os podcasts
Profecia é pregação? – BTCast 619

Bibotalk - Todos os podcasts

Play Episode Listen Later Oct 7, 2025 63:18


Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast! Neste episódio, Bibo, Luiz Henrique, Guilherme Nunes e Gutierres Siqueira mergulham nas Escrituras para entender o papel da profecia, sua continuidade (ou não), seus limites e sua relação com a pregação. Poucos temas dividem tanto os cristãos quanto o dom de profecia. Em muitas igrejas, […] O conteúdo de Profecia é pregação? – BTCast 619 é uma produção do Bibotalk - Teologia é nosso esporte!.

BTCast | Bibotalk
Profecia é pregação? – BTCast 619

BTCast | Bibotalk

Play Episode Listen Later Oct 7, 2025 63:18


Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast! Neste episódio, Bibo, Luiz Henrique, Guilherme Nunes e Gutierres Siqueira mergulham nas Escrituras para entender o papel da profecia, sua continuidade (ou não), seus limites e sua relação com a pregação. Poucos temas dividem tanto os cristãos quanto o dom de profecia. Em muitas igrejas, […] O conteúdo de Profecia é pregação? – BTCast 619 é uma produção do Bibotalk - Teologia é nosso esporte!.

ChinaCast
706_Uma oportunidade que poucos aproveitam - direto do Mercado Livre Experience - China Gate Importação

ChinaCast

Play Episode Listen Later Oct 2, 2025 12:37


Você já pensou em importar produtos da China e vender no Mercado Livre ou em outros marketplaces do Brasil? Neste episódio, Rodrigo Giraldelli, diretamente do Mercado Livre Experience 2025, vai te mostrar como a importação e a venda oline evoluíram, ficaram mais acessíveis e hoje podem ser o caminho mais rápido para quem quer empreender e aumentar a margem de lucro. Com a tecnologia é muito mais fácil abrir um negócio online e se diferenciar através da importação de produtos da China, economizando na compra e podendo personalizar os itens com sua marca própria. Essa é a grande oportunidade que você pode e deve aproveitar! A China Gate tem toda assessoria para quem quer importar com segurança e lucratividade para revender no Mercado Livre ou em outro marketplace. Nós cuidamos da logística e burocracia da sua importação, para importar de forma legalizada com nota fiscal e pronto para revenda. LINKS CITADOS NO VÍDEO: CONHEÇA A PINDAU, SEU NOVO SITE DE COMPRAS NA CHINA: https://pindau.com.br/ ACESSE O CURSO GRATUITO ALIBABA SEM SEGREDOS: https://alibabasemsegredos.com.br/inscreva-se-v3/ BAIXE GRATUITAMENTE A PLANILHA DE CUSTOS DE IMPORTAÇÃO: https://chinagate.com.br/planilha FALE COM NOSSO TIME E COMECE HOJE MESMO SEU PROJETO DE IMPORTAÇÃO: https://chinagate.com.br/atendimento/

Pânico
Jane & Herondy | Baú do Pânico

Pânico

Play Episode Listen Later Aug 29, 2025 121:25


Os convidados do programa Pânico desta sexta-feira (29) são Jane & Herondy.O casal Jane Moraes e José Roberto Bueno de Lima, o Herondy, se conheceram em Curitiba e uniram a vida pessoal com a vida profissional.Em 1974, nascia a dupla Jane & Herondy, a convite de Magno Salerno e Airton Rodrigues, nos programas Almoço com as Estrelas e Clube dos Artistas. Nesse mesmo período, assinaram contrato com a gravadora RCA Victor e gravaram seu primeiro compacto, É um Problema.Em 1975, lançaram seus dois primeiros LPs: um para o público brasileiro e outro, em espanhol, voltado à América Latina.No ano seguinte, em 1976, ficaram conhecidos em todo o país ao gravarem a canção Não Se Vá, pela qual são lembrados até hoje. O maior sucesso da dupla ainda é recordista em vendagens de discos dos anos 1970. A música conquistou discos de Ouro e de Platina e foi considerada um dos grandes símbolos musicais daquela década. Recentemente, Não Se Vá ganhou uma versão no ritmo de forró, mostrando que o casal sempre soube se reinventar no cenário musical. Além disso, a participação em grandes programas de televisão ajudou a consolidar o sucesso da dupla.Famosos por traduzir em belas canções o amor que sentiam um pelo outro, Jane & Herondy conquistaram diversos prêmios, entre eles o de Melhores Intérpretes no Festival Internacional La Voz das Américas, na Venezuela. Ao longo da carreira, gravaram mais de 50 discos, com sucessos como Índia, Fascinação e Dois Num Só Coração.Em 1994, lançaram o livro de autoajuda Assunto de Família – Nosso Jeito de Ser, escrito por Jane e ilustrado por Herondy.Após 33 anos de união, o casal se separou. Porém, em 2010, após cerca de cinco anos afastados, reconciliaram-se e retornaram juntos aos palcos. Poucos dias depois da retomada da carreira, em 21 de maio de 2010, Herondy sofreu um AVC durante uma turnê em Aracaju. Após quatro dias, recebeu alta médica, e isso não impediu a dupla de seguir cantando suas belas músicas.Em 2017, gravaram a canção Nosso Amor é um Sonho, em homenagem aos 43 anos de carreira da dupla e aos 48 anos de casamento.Hoje, continuam em plena atividade, interpretando clássicos da MPB, Bossa Nova e Jazz. A dupla integra o Circuito Cultural de São Paulo, realizando apresentações em teatros e casas culturais da capital paulista.Redes Sociais:Instagram: https://www.instagram.com/janeherondyYoutube - Podcast "Jane & Herondy Contando Histórias" : https://www.youtube.com/@JaneHerondyContato para shows: janeherondy@gmail.com