Podcasts about universidade estadual

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O Assunto
Morte assistida: quando, onde e por quem essa decisão pode ser tomada

O Assunto

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 33:03


Convidados: Henrique Ribeiro, psiquiatra, psicoterapeuta e supervisor do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital das Clínicas, da USP; e Monalisa Barros, psicóloga, pesquisadora especialista em luto e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. A França aprovou nesta quarta-feira (19) a lei que vem sendo chamada de “Ajuda para morrer” depois de um intenso debate de quatro anos. Na prática, agora os franceses têm respaldo legal para recorrer à eutanásia ou outros modelos de morte assistida. Mais de dez países já autorizam procedimentos como esse, inclusive vizinhos da América do Sul, como Argentina, Colômbia, Equador e Uruguai. No Brasil, qualquer tipo de morte assistida é proibido e uma pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra que a maior parte da população se posiciona contra a prática: a rejeição chega até a 60% dos entrevistados, mas, quando perguntados sobre a interrupção de tratamentos que apenas prolongam a vida artificialmente, o resultado é um empate. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois especialistas em luto e cuidados paliativos. Primeiro, ela entrevista o médico Henrique Ribeiro, que explica como se dá esse tipo de procedimento e avalia sua realização em um contexto brasileiro. Depois, a entrevista é com a psicóloga Monalisa Barros, que analisa as condições humanas que influenciam essa decisão. Também neste episódio, Luciana Dadalto, pesquisadora e presidente da associação Eu Decido, relata um caso de morte assistida que ela acompanhou na Suíça em 2019.

Jogando Dados
Ciclo CEPCOM #44 - Perspectivas de uma Crítica da Economia Política para o futebol midiatizado

Jogando Dados

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 94:53


Dentro da etapa remota do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), em 12 de agosto de 2026, aconteceu o I Seminário Crítica da Economia Política do Futebol Midiatizado. Aqui está as palestras da mesa “Perspectivas de uma Crítica da Economia Política para o futebol midiatizado”, que contou com as apresentações do Prof. Dr. Anderson Santos (Ufal/Uel) e do Prof. Dr. Fernando Mascarenhas (UnB), sob mediação Vitória Karoline Rocha Martins (CEPCOM/Ufal). O vídeo completo, com o bloco de perguntas e respostas, pode ser visto em: https://youtu.be/pC72dmAS8Qc?si=byj2p9sGt7b51hkg.A proposta parte de uma aproximação que se estabelece nos últimos anos entre os grupos de pesquisa Crítica da Economia Política da Comunicação (Cepcom/Ufal) com o grupo Formação Sociocrítica em Educação Física, Esporte e Lazer (Avante/UnB), desde a Linha de Pesquisa em Economia Política do Futebol (Levante). Os grupos dialogam sobre a etapa atual do futebol cuja trajetória profissional passa pela mediação da radiodifusão e das tecnologias digitais, especialmente a transmissão ao vivo. Este futebol midiatizado é estudado a partir da perspectiva da Crítica da Economia Política, aplicada para entender os objetos comunicacionais e culturais da contemporaneidade. Em ano de Copa do Mundo FIFA de futebol masculino e um antes do mundial de futebol de mulheres a ser realizado aqui no Brasil. Assim, pretende-se abrir uma agenda de pesquisas que passa pela Comunicação, em diálogo e construção com outros campos científicos.PalestrantesAnderson Santos é professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema e do mestrado em Comunicação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e do Mestrado em Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Anderson é ainda presidente da Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom), coordena o GP de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura da Intercom e é editor-geral da Revista Latino-Americana de Ciências da Comunicação. Em 2025, recebeu o Prêmio Luiz Beltrão, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), na categoria "Liderança Emergente". É um dos líderes do Grupo de Pesquisa Crítica da Economia Política da Comunicação (Cepcom/UFAL/CNPq), da Rede Nordestina de Estudos em Mídia e Esporte (ReNEme) e é um dos coordenadores do Observatório das Transmissões de Futebóis.Fernando Mascarenhas é professor da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB). Docente da graduação e do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da UnB Pesquisador do Avante – Grupo de Pesquisa e Formação Sociocrítica em Educação Física, Esporte e Lazer. É pós-Doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Valência (Espanha), em Estudos do Lazer pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Política Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Fernando é ex-presidente do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE), ex-editor-chefe da Revista Brasileira de Ciências do Esporte (RBCE) e foi membro do Conselho Nacional do Esporte (CNEsp). É Mestre e Doutor em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).Organização do SeminárioO evento é organizado pelo grupo de pesquisa Crítica da Economia Política da Comunicação (CEPCOM/Ufal) em parceria com o Levante (Linha de Pesquisa em Economia Política do Futebol - Avante/UnB) como parte das atividades remotas do Grupo de Pesquisa Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura da Intercom.

BINGO!
CORNELIA WENDEL | MÉDICA E IMIGRANTE DE ALEMÃES. AUTORA DO LIVRO "UMA MAÇÃ PARA QUATRO"

BINGO!

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 33:59


Cornelia Wendel nasceu em Rolândia, no norte do Paraná, filha de imigrantes alemães. Formou-se em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina e se especializou em Oftalmologia em Hannover, na Alemanha, onde viveu por cinco anos antes de retornar a Londrina, cidade onde mora até hoje com o marido e as duas filhas. Leitora apaixonada desde criança, estreou na literatura em 2025 pela editora Labrador com o romance histórico "Uma Maçã para Quatro", fruto de dois anos de pesquisa e escrita e mais um ano dedicado a um curso de marketing editorial. A obra reconstrói a saga de sua própria família, da perseguição antissemita na Alemanha até a adaptação ao Brasil, atravessando gerações e continentes.=

Oxigênio
Série Termos Ambíguos – #7 Globalismo

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 35:47


Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral:  Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização  começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar  agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria  Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio.  Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso…  Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo.⁠ No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração.  Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo.  Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor.  Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período.  Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas.  Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais.  Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade.    Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto  neoliberal  tem  como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a  própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política.  Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU.  Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU.  Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o  Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar.  Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas:  Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista.  Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora  de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos:  Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional.  Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando:  Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo.  Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado.  A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação:  Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano.  Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família  seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”.  Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet.  Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021.  Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências  econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China.  Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas.    Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai.  Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis.  Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos.  Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube.  Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!

Radiosul.net
Programa O Campo em Notícia 18 07 2026

Radiosul.net

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 58:22


- Produção brasileira de azeite de oliva bate recorde e chega a 1,434 milhão de litros - Medida provisória sobre renegociação de dívidas exige atenção a contratos e prazos - Exportações de arroz aliviam oferta interna e impulsionam recuperação dos preços - Adiamento do CNPJ dá seis meses para produtor rural revisar enquadramento tributário - Arco orienta produtores a reforçarem manejo de cordeiros diante de inverno mais úmido no RS - ANC abre inscrições e espera retorno de raças à pista da 49ª Expointer - Avaliação inédita compara consumo e ganho de peso de bubalinos E mais: Previsão do Tempo e Cotações Agropecuárias BLOCOS ESPECIAIS CONBAP & ICPA Entrevistas com - Marcio Albuquerque, presidente da AsBraAP - Silvia Massruhá, presidente da Embrapa - José Paulo Molin, professor da Esalq/Usp - Luciano Gatiboni, professor da Universidade Estadual da Carolina do Norte

UniForCast
#5 Ressonâncias - Zélia Sales

UniForCast

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 84:30


Ressonâncias é o podcast original da TV Unifor, criado e produzido pelo núcleo de podcast para os amantes de literatura. Nele, é explorado o incrível mundo dos livros, das histórias cativantes e de lições transformadoras. E nessa temporada, teremos um grande destaque à literatura cearense, onde conversaremos com algumas escritoras do nosso estado.Nesse último episódio, disponível em todos os tocadores de áudio pelo canal do UniforCast, a convidada é Zélia Sales, escritora cearense, nascida em Itapajé, com graduação em letras na Universidade Estadual do Ceará e especialização em investigação científica na Universidade Federal do Ceará. Ela é autora de três livros, sendo eles “A cadeira de barbeiro”, “O desespero do sangue” e o seu, até então, último lançamento “Quando morrem as bonecas”, publicado pela editora Substância. Seus livros foram publicados em diversas edições do Prêmio Ideal Clube de Literatura, tendo menções honrosas em duas delas. A autora também recebeu o prêmio SESC de Contos, no Crato, em 2016. Além de escritora, ela também é professora no ensino público de ensino, e desenvolve projetos para formação de futuros leitores.

Rádio UESC
Boletim UESC - AO VIVO 09/07/2026

Rádio UESC

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 10:37


Ouça as principais notícias da Universidade Estadual de Santa Cruz transmitidas ao vivo pela Rádio UESC na Quinta-feira, 09 de julho de 2026. Ouça a nossa programação ao vivo no app oficial Rádio UESC para Android ou no app Radiosnet para IOS. Acompanhe todas as novidades em nosso Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@radiouescOuça as principais notícias da Universidade Estadual de Santa Cruz transmitidas ao vivo pela Rádio UESC na Quinta-feira, 09 de julho de 2026. Ouça a nossa programação ao vivo no app oficial Rádio UESC para Android ou no app Radiosnet para IOS. Acompanhe todas as novidades em nosso Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@radiouesc

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Boletim UESC - 08/07/2026

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Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 11:31


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Boletim UESC - 07/07/2026

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Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 10:19


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Boletim UESC - 06/07/2026

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Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 13:05


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Boletim UESC - 03/07/2026

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Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 16:24


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Boletim UESC - 01/07/2026

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Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 15:13


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Boletim UESC - 30/06/2026

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Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 18:23


Ouça as principais notícias da Universidade Estadual de Santa Cruz transmitidas ao vivo pela Rádio UESC na terça-feira, 30 de junho de 2026. Ouça a nossa programação ao vivo no app oficial Rádio UESC para Android ou no app Radiosnet para IOS. Acompanhe todas as novidades em nosso Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@radiouesc

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Boletim UESC - 19/06/2026

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Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 13:36


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Boletim UESC - 18/06/2026

Rádio UESC

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 15:43


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Fronteiras da Engenharia de Software
Uso de algoritmos de otimização na modernização de sistemas monolíticos, Thelma Colanzi (UEM)

Fronteiras da Engenharia de Software

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 73:59


Neste episódio do Fronteiras da Engenharia de Software, os professores Adolfo Neto e Maria Claudia Figueiredo Pereira Emer (ambos do PPGCA UTFPR Curitiba) entrevistam Thelma Colanzi, professora na Universidade Estadual de Maringá (UEM).O foco principal da conversa é o uso de algoritmos de otimização na modernização de sistemas monolíticos. Perguntamos a Thelma: O que são sistemas monolíticos? O que são arquiteturas baseadas em microsserviços? Que problemas podem ocorrer na migração de sistemas monolíticos para uma arquitetura baseada em microsserviços? E perguntamos sobre alguns de seus artigos publicados em revistas como IEEE Transactions on Software Engineering e em eventos como ICSE e SANER. Também pedimos que Thelma nos falasse sobre a Trilha de Ideias Inovadoras e Resultados Emergentes do SBES no CBSOFT 2026 e respondesse nossa clássica pergunta: Qual é a próxima fronteira da engenharia de software?Páginas de Thelma Colanzi: www.din.uem.br/~teclopes Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3603496659156120 Instagram: https://www.instagram.com/thelma.colanzi/Linkedin: https://www.linkedin.com/in/thelma-colanzi-6b173821Os artigos discutidos neste episódio foram:CARVALHO, LUIZ ; COLANZI, THELMA E. ; ASSUNCAO, W. K. G. ; GARCIA, ALESSANDRO ; PEREIRA, J. ; KALINOWSKI, M. ; MELLO, R. M. ; LIMA, M. J. ; LUCENA, CARLOS . On the Usefulness of Automatically Generated Microservice Architectures. Ieee Transactions On Software Engineering, 2024.https://www-di.inf.puc-rio.br/~kalinowski/publications/CarvalhoEtAl24.pdfFELIZARDO, FERNANDO ; NOGUEIRA, V. L. ; CASTANHO, J. V. S. ; COLANZI, THELMA E. ; AMARAL, A. M. M. M. ; ASSUNCAO, W. K. G. . Microservices by Optimization and Experience: Lessons from a Large-Scale Industrial Migration. In: 2026 IEEE International Conference on Software Analysis, Evolution and Reengineering (SANER), 2026, Limassol. https://conf.researchr.org/details/saner-2026/saner-2026-industrial-track/9/Microservices-by-Optimization-and-Experience-Lessons-from-a-Large-Scale-Industrial-MBONETTI, T. P. ; DIAS, M. M. ; SILVA, W. ; COLANZI, THELMA E. . EXEMPLIFY-SEE: A Structured Approach and Portal for Example-Based Learning in Software Engineering Education. In: 48th International Conference on Software Engineering (ICSE), 2026, Rio de Janeiro. Proceedings of the 48th International Conference on Software Engineering (ICSE), 2026.https://conf.researchr.org/details/icse-2026/icse-2026-software-engineering-education-and-training--seet-/31/EXEMPLIFY-SEE-A-Structured-Approach-and-Portal-for-Example-Based-Learning-in-Softwar Demais links mencionados: Trilha de Ideias Inovadoras e Resultados Emergentes - SBES 2026 https://cbsoft.sbc.org.br/2026/pt/symposiums/sbes/ideias/call/ Exemplify-SEE  https://app.exemplify-see.com/ SANER 2027 https://conf.researchr.org/home/saner-2027LACLO 2026 https://lacloconference.comEXEMPLIFY-SEE: Approach to Employee EBL Methods to promote SE Education https://figshare.com/articles/dataset/EXEMPLIFY-SEE_Approach_to_Employee_EBL_Methods_to_promote_SE_Education/28742255Paranavaí: Docente da Unipar defende tese do Mestrado em Ciência da Computação com Abordagem Inovadora para o Ensino de Engenharia de Software https://www.unipar.br/noticias/paranavai-docente-da-unipar-defende-tese-do-mestrado-em-ciencia-da-computacao-com-abordagem-inovadora-para-o-ensino-de-engenharia-de-software/ Example-Based Learning in Software Engineering Education: A Systematic Mapping Study, Tiago P. Bonetti, Williamson Silva, Thelma E. Colanzi https://arxiv.org/abs/2503.18080 e https://doi.org/10.1080/08993408.2025.2543095SBQS 2026 https://sbqs.sbc.org.br/2026/index.php/pt/ Site Oficial do Podcast: https://fronteirases.github.io O Fronteiras da Engenharia de Software faz parte da Rede Emílias de Podcasts, vinculada ao Programa de Extensão Emílias: Armação em Bits.

Rádio UESC
Boletim UESC - 16/06/2026

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Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 17:21


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Boletim UESC - 15/06/2026

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Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 17:38


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Boletim UESC - 12/06/2026

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Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 12:31


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Boletim UESC - 11/06/2026

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Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 15:15


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Estudos Medievais
Estudos Medievais 57 - O Cisma de 1054

Estudos Medievais

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 84:29


No quinquagésimo sétimo episódio do Estudos Medievais, recebemos a Profa. Dra. Cláudia Regina Bovo, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, para falar sobre o Cisma de 1054 e as relações entre as cristandades latina e grega na Idade Média. A convidada explica o que é um cisma e por que 1054 é chamado de Cisma do Oriente, detalhando as excomunhões mútuas entre Humberto de Silva Candida e Miguel Cerulários e os debates teológicos do período. Cláudia Bovo discute também qual papel as divergências em torno dos pães ázimos e da questão filioque desempenharam no episódio, além de questionar a influência de conceitos como “cesaropapismo” e avaliar como a historiografia recente tem buscado valorizar as conexões entre as comunidades, não apenas o rompimento.ParticipantesCláudia Regina BovoDiego PereiraMembros da equipeDiego Pereira (roteiro)⁠⁠Emília França (roteiro)Eric Cyon (edição)⁠Gabriel Cordeiro (roteiro)⁠⁠Isabela Silva (roteiro)⁠⁠José Fonseca (roteiro)⁠Marina Sanchez (roteiro)Rafael Bosch (roteiro)⁠⁠Sara Oderdenge (roteiro)Tamires Porfiro (edição e ilustração)Sugestões bibliográficasBOVO, Cláudia Regina. A circulação epistolar sobre a controvérsia azimista entre cristãos latinos e bizantinos, Historia del Orbis Terrarum, 26, 2021, p. 12-32.CONGAR, Yves. After Nine Hundred Years: The Background Of The Schism Between The Eastern And Western Churches. Nova York: Fordham University Press, 1959.MIATELLO, André. Cismas. Theologica Latinoamericana Enciclopedia Digital. https://teologicalatinoamericana.com/?p=1449PEREIRA, Diego de Souza. À espera de Roma: controvérsia eucarística e papado no século XI. 2024. 120 p. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em História) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2024.RYDER, Judith. Changing perspectives on 1054. Byzantine and Modern Greek Studies, 35 , 1 , 2011 , p. 20 - 37.

Podcast Rebelião Saudável
Sérgio Pflanzer: União Europeia não vai mais comprar carne brasileira

Podcast Rebelião Saudável

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 62:14


Nessa live conversei com o médico veterinário, professor da Unicamp, Sérgio Pflanzer (@sergio.pflanzer). Conversamos sobre as exigências da União Europeia para importação de carne e outros temas.Sérgio Bertelli Pflanzer Júnior é Médico Veterinário formado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), com mestrado e doutorado em Tecnologia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Desde 2013, é Professor Doutor (MS-3.2) na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, atuando nas áreas de higiene dos alimentos, ciência e tecnologia da carne. Seus trabalhos de pesquisa concentram-se na avaliação dos fatores pré e pós-abate que influenciam a qualidade sensorial e tecnológica da carne, com ênfase em carne bovina. Apaixonado por carne e pela produção animal, tem se dedicado também a investigar as relações entre produção e consumo de carne, saúde humana e sustentabilidade. É idealizador do site falandodecarne.com, voltado à divulgação de informações científicas, técnicas e cotidianas sobre o universo da carne.

Agro Connection Podcast
Ep #70 - Canola em Expansão nos EUA - Com Dra Ana Carcedo

Agro Connection Podcast

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 48:00


Neste episódio do Agro Connection Podcast, recebemos a Dra. Ana Carcedo, professora assistente e extensionista em Agronomia na Universidade Estadual da Dakota do Norte (EUA). Natural de Rosário, na Argentina, Ana é engenheira agrônoma e doutora em Ciências Agrárias pela Universidade de Rosário, com foco em sorgo. Ao longo da sua trajetória, também atuou como pesquisadora de pós-doutorado na Universidade Estadual do Kansas e hoje trabalha diretamente com sistemas produtivos envolvendo soja, feijão, ervilha, girassol e, especialmente, canola — cultura central desta conversa. Neste episódio, exploramos o papel da canola no sistema agrícola da Dakota do Norte, o maior produtor da cultura nos Estados Unidos. Discutimos por que essa região se destaca, como a canola se encaixa na rotação de culturas e quais são seus principais benefícios agronômicos e econômicos para os produtores. Também abordamos temas como:A importância econômica da canola na regiãoSua competitividade em relação a soja, milho e trigoCustos de produção e tomada de decisão no campoAvanços tecnológicos e pesquisas recentes na culturaTendências de expansão da canola nos próximos anosE lições que o Brasil pode aprender com o modelo americano de produção Uma conversa rica em ciência, prática agrícola e visão de futuro sobre uma das culturas mais estratégicas dos sistemas de produção atuais. Fique com a gente e mergulhe nesse bate-papo cheio de conhecimento! Agro Connection Podcast – conectando você ao mundo agro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Rádio UESC
Boletim UESC - 10/06/2026

Rádio UESC

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 10:36


Ouça as principais notícias da Universidade Estadual de Santa Cruz transmitidas ao vivo pela Rádio UESC na quarta-feira, 10 de junho de 2026. Ouça a nossa programação ao vivo no app oficial Rádio UESC para Android ou no app Radiosnet para IOS. Acompanhe todas as novidades em nosso Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@radiouesc

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #69: Hugo Fernandes

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 80:01


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Biólogo, Mestre e Doutor em Zoologia, com Pós Doutorado em Ecologia, Hugo Fernandes. Só vem! >> OUÇA (80min 01s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Hugo Fernandes é biólogo, professor da Universidade Estadual do Ceará, possui pós-doutorado em Ecologia e é mestre e doutor em Zoologia. Desde 2022, é sócio e Diretor de Inovação da Seteg Soluções Ambientais, empresa de consultoria com atuação em mais de 20 estados do país.  Pertence ao corpo docente de programas de pós-graduação da UFC, PUC e Universidade do Carbono. Faz parte do programa executivo do European Institute of Innovation for Sustainability e integrou a delegação brasileira em duas Conferências das Partes da ONU (COP16 Biodiversidade e COP30 Clima).  Foi membro do Programa Cientista Chefe junto à Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (SEMA), onde coordenou a Lista Vermelha da Fauna Ameaçada do Ceará. Além disso, faz parte do corpo de especialistas que elabora a lista vermelha nacional de roedores e felinos silvestres junto ao ICMBio.  Como comunicador, foi um dos pioneiros da divulgação científica ambiental na internet brasileira, duas vezes TEDx speaker, apresentador de TV (SBT Ceará), colunista de ciência da Band News FM e assinou textos científicos para veículos como HuffPost New York, Folha de S. Paulo, Piauí e Veja. Pela sua atuação, já recebeu homenagens do Governo do Estado do Ceará, da Assembleia Legislativa do Ceará e do Conselho Federal de Biologia, no Senado Federal. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9647959713613299 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Rádio UESC
Boletim UESC - 08/06/2026

Rádio UESC

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 15:52


Ouça as principais notícias da Universidade Estadual de Santa Cruz transmitidas ao vivo pela Rádio UESC na segunda-feira, 08 de junho de 2026. Ouça a nossa programação ao vivo no app oficial Rádio UESC para Android ou no app Radiosnet para IOS. Acompanhe todas as novidades em nosso Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@radiouesc

Rádio UESC
Boletim UESC - 01/06/2026

Rádio UESC

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 22:10


Ouça as principais notícias da Universidade Estadual de Santa Cruz transmitidas ao vivo pela Rádio UESC na segunda-feira, 01 de junho de 2026. Ouça a nossa programação ao vivo no app oficial Rádio UESC para Android ou no app Radiosnet para IOS. Acompanhe todas as novidades em nosso Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@radiouesc

Rádio UESC
Boletim UESC - 29/05/2026

Rádio UESC

Play Episode Listen Later May 29, 2026 33:46


Ouça as principais notícias da Universidade Estadual de Santa Cruz transmitidas ao vivo pela Rádio UESC na sexta-feira, 29 de maio de 2026. Ouça a nossa programação ao vivo no app oficial Rádio UESC para Android ou no app Radiosnet para IOS. Acompanhe todas as novidades em nosso Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@radiouesc

Rádio UESC
Boletim UESC - 27/05/2026

Rádio UESC

Play Episode Listen Later May 28, 2026 21:56


Ouça as principais notícias da Universidade Estadual de Santa Cruz transmitidas ao vivo pela Rádio UESC na quarta-feira, 27 de maio de 2026. Ouça a nossa programação ao vivo no app oficial Rádio UESC para Android ou no app Radiosnet para IOS. Acompanhe todas as novidades em nosso Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@radiouesc

Rádio UESC
Boletim UESC - 28/05/2026

Rádio UESC

Play Episode Listen Later May 28, 2026 12:47


Ouça as principais notícias da Universidade Estadual de Santa Cruz transmitidas ao vivo pela Rádio UESC na quinta-feira, 28 de maio de 2026. Ouça a nossa programação ao vivo no app oficial Rádio UESC para Android ou no app Radiosnet para IOS. Acompanhe todas as novidades em nosso Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@radiouesc

Passando a Limpo
Religião e IA

Passando a Limpo

Play Episode Listen Later May 26, 2026 23:11


Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta terça-feira (26), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com o economista, Rodrigo Salvador, sobre a escala 6 x 1. O professor da Universidade de Pernambuco (UPE) e pós-doutor em história pela Universidade Estadual de Campinas e pela Universidade de Lisboa, Carlos Moura, conversa sobre a defesa regulação da IA pedida pelo Papa Leão XIV.

Rádio UESC
Boletim UESC - 26/05/2026

Rádio UESC

Play Episode Listen Later May 26, 2026 18:10


Ouça as principais notícias da Universidade Estadual de Santa Cruz transmitidas ao vivo pela Rádio UESC na Terça-feira, 26 de maio de 2026. Ouça a nossa programação ao vivo no app oficial Rádio UESC para Android ou no app Radiosnet para IOS. Acompanhe todas as novidades em nosso Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@radiouesc

Radar Agro
O segredo da lucratividade está no cocho | Canal do Boi #475

Radar Agro

Play Episode Listen Later May 26, 2026 14:09


O Fala Carlão apresenta uma cobertura para o Canal do Boi direto do MineralTech. O programa reuniu quatro especialistas internacionais para debater o papel dos microminerais na eficiência e lucratividade da pecuária brasileira. Participam desta edição Terry Engle, Professor do Departamento de Ciência Animal da Universidade Federal do Colorado, Jerry Spears, Professor Emérito da Universidade Estadual da Carolina do Norte, Kelly McMillan, Gerente Geral da Selko EUA, e Zachary Smith, Professor Associado da Universidade Estadual de Dakota do Sul. Confira o que esses especialistas têm a dizer sobre os minerais que fazem diferença na rentabilidade do produtor brasileiro.

Filosofia Pop
#247 – Ciganos, com Phillipe Cupertino

Filosofia Pop

Play Episode Listen Later May 20, 2026 117:37


Este é nosso epísódio 247, nele ecebemos o professor Philippe Cupertino para uma conversa sobre os povos ciganos, identidade, racismo, resistencia e luta por justiça . Phillipe Cupertino Salloum e Silva é professor Adjunto de Teoria Geral do Processo e Direito Processual Civil, Coordenador do Curso de Graduação em Direito (2022-2026) e docente permanente do Mestrado em Direito da Universidade Federal de Jataí. Doutor em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde integra o grupo de pesquisa “Luta por direitos e justiça e práticas estatais: uma perspectiva etnográfica”. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal da Paraíba (2015). Bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz (2013). Atuação em coordenação e parceria com projetos de assessoria jurídica universitária popular, com foco em povos e comunidades tradicionais. Secretário de Articulação Política do Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais – IPDMS (2023-2025). Experiência com pesquisas empíricas com abordagem etnográfica intercalando Antropologia, Direitos Humanos e os estudos sobre as instituições jurídicas e o Estado. O Filosofia Pop é um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura. A cada 15 dias, sempre às segundas-feiras, a gente vai estar aqui pra continuar essa conversa com vocês. Intercalando com nossos episódios normais de quando em quando vamos apresentar episódios de entrevistas temáticas especiais. O episódio de hoje que é uma parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura popular e Ética, desenvolvido na Universidade Federal de Jataí. Se gosta do conteúdo do podcast, apoio nossa campanha de financiamento coletivo no Catarse, O endereço é http://catarse.me/filosofia_pop. A contribuição mínima que pedimos ´de 5 reais mensais. Se você preferir, pode contribuir através de nosso pix, que é contato@filosofiapop.com.br. Se não pode contribuir financeiramente, ajude divulgando, comentando, indicando para amigos. Precisamos dessa força! Lembrando que você pode encontrar o podcast filosofia popo no twitter, instagram, Facebook e outras redes sociais. Nosso email é contato@filosofiapop.com.br Twitter: @filosofia_popFacebook: Página do Filosofia PopYouTube: Canal do Filosofia Pope-mail: contato@filosofiapop.com.brSite: https://filosofiapop.com.brPodcast: Feed RSS Com vocês, mais um episódio do podcast Filosofia Pop! O post #247 – Ciganos, com Phillipe Cupertino apareceu primeiro em filosofia pop.

Radar Agro
O que o MineralTech revela sobre o futuro do agro | Canal do Boi #470

Radar Agro

Play Episode Listen Later May 19, 2026 13:41


O Fala Carlão apresenta, no Canal do Boi, uma conversa com Fernando de Paula Leonel, Doutor em Zootecnia; Terry Engle, Professor do Departamento de Ciência Animal da Universidade Estadual do Colorado, nos Estados Unidos; e Davi Brito de Araujo, Gerente Técnico de Minerais da Selko, direto do MineralTech, em San Antonio, Texas, EUA. Os entrevistados falam sobre a criação do evento, seus principais objetivos e a importância de reunir ciência de ponta, pesquisa aplicada e discussões técnicas voltadas à produção. Também destacam o livro distribuído durante o encontro, com conteúdos técnicos apresentados ao longo da programação. A conversa mostra como ciência, troca de conhecimento e aplicação prática seguem conectadas para apoiar decisões cada vez mais técnicas dentro da pecuária.

Rádio Escafandro
157: Vinte dentes naturais

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 72:52


Em agosto de 1942, no auge da Segunda Guerra Mundial, submarinos nazistas afundaram navios na costa brasileira. O Brasil, que ainda mantinha relações com os dois lados do conflito, se viu obrigado a entrar numa guerra para a qual não tinha qualquer preparação.Foi formada então a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que viajou até a Itália para auxiliar as forças aliadas contra o Eixo. Quase 25 mil pracinhas passaram nove meses combatendo no maior conflito armado da humanidade, ajudando a libertar cidades italianas do domínio nazista.Quando retornaram, porém, esses homens não foram considerados heróis por muito tempo. E trouxeram na bagagem romances com jovens italianas, traumas vividos na guerra, e um sentimento geral de admiração por um país aliado: os Estados Unidos da América.Num momento em que o governo de Donald Trump trouxe a guerra para o nosso quintal, o episódio 157 de Escafandro mergulha na missão da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial. Conta como o Brasil atuou na Itália, como essa missão ajudou a moldar nossas Forças Armadas de hoje e reflete sobre o que ela nos ensina a respeito de possíveis futuros conflitos.Mergulhe mais fundoBarbudos, sujos e fatigados: Soldados Brasileiros na Segunda Guerra Mundial (link para compra)Histórias de um pracinha da Segunda Guerra Mundial (link para compra)Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial (link para compra)A dupla face da guerra: a FEB pelo olhar de um prisioneiro (link para compra)Episódios relacionados#70: Os generais e o cerco a Brasília#109: General bom, general mau#142: Heil TrumpEntrevistados do episódioIsalete LealPedagoga e diretora da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil em Valença.Mario PereiraGuia turístico e palestrante. Ex-administrador do Monumento Votivo Militar Brasileiro de Pistoia. Francisco Cesar Alves FerrazDoutor em História pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Autor de "Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial" (Zahar, 2005).Cristina FeresMestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Autora de "A dupla face da guerra: a FEB pelo olhar de um prisioneiro" (Editora Intermeios, 2023).Piero LeirnerAntropólogo, professor da Universidade Federal de São Carlos. Autor de livros como “O Brasil no Espectro de uma Guerra Híbrida" (Alameda Casa Editorial, 2020), e "Dois ensaios sobre magia política" (Editora Hucitec, 2025).Ficha técnicaProdução, reportagem e edição: Matheus Marcolino.Mixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo GamaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia FurnariDireção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

E eu com isso?
#366 A Rabina, da HBO Max

E eu com isso?

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 57:53


Como lidamos com a morte? Como seguimos vivendo com aqueles que já se foram, com suas histórias, suas ausências e aquilo que deixaram em nós? Essa é a pergunta que atravessa Viver com nossos mortos, livro da rabina reformista francesa Delphine Horvilleur, em que entrelaça experiências de luto com referências bíblicas, tradições judaicas e humor. O livro se tornou um fenômeno editorial na França, com mais de 250 mil exemplares vendidos, e foi descrito pelo jornal Le Monde como “um poderoso hino à vida”.Inspirada nesse universo, a série A Rabina cria uma personagem ficcional, a jovem rabina Léa, e acompanha os encontros com pessoas que a procuram em momentos de crise, perda ou dúvida. Entre histórias de luto, conflitos familiares e heranças difíceis de carregar, a série acaba tocando em temas como memória, a transmissão e a forma como seguimos vivendo com nossos mortos. Nossa convidada hoje é a Ilana Feldman, professora adjunta da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da mesma instituição. Possui pós-doutorado em Meios e Processos Audiovisuais pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado em Teoria Literária pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É doutora em comunicação pela USP, com passagem pelo Departamento de Filosofia, Artes e Estética da Universidade Paris 8.

Cadernos de Saúde Pública
Entre o desconhecido e o emergente: mapeando os vírus Oropouche e Mayaro no Brasil | CSPcast 74#

Cadernos de Saúde Pública

Play Episode Listen Later Mar 13, 2026 7:14


O novo episódio de Apresentação dos Autores aborda o artigo “Entre o desconhecido e o emergente: mapeando os vírus Oropouche e Mayaro no Brasil": https://doi.org/10.1590/0102-311XPT067525. A coautora Gabriele Nascimento de Oliveira, mestra em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), doutoranda em Ciências da Saúde pela mesma instituição, pesquisadora afiliada à Duke University, participa deste programa. Acompanhe CSP: linktr.ee/cadernosdesaudepublica.

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #62: Verônica Bender Haydu

Naruhodo

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 80:28


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Professora Psicóloga, Mestra e Doutora em Psicologia, coordenadora do Laboratório de Análises e Tecnologias Comportamentais da UEL, Verônica Bender Haydu. Só vem! >> OUÇA (80min 28s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Verônica Bender Haydu é graduada em Psicologia pela Universidade Estadual de Londrina, mestre e doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP-SP). Realizou estágio pós-doutoral na UFSCar, junto ao programa de Psicologia.  Professora do Departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Análise do Comportamento da Universidade Estadual de Londrina. Coordena o Laboratório de Análises e Tecnologias Comportamentais. Acreditada pela ABPMC e é membro do Think Tank sobre cultura e análise do comportamento e do grupo Matemática e Análise do Comportamento (MATEMAC).  Lidera o Grupo de Pesquisa "Análise do Comportamento: Implicações Clínicas e Educacionais" cadastrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, desenvolvendo pesquisas em cooperação com docentes e discentes da UEL, da UFES e da UFSCar. Desenvolve pesquisas ligadas às seguintes linhas: 1) Análise Experimental do Comportamento e Psicobiologia, 2) avaliação, desenvolvimento e aplicação de tecnologias comportamentais, 3) realidade e ambientes virtuais: aplicações clínicas e educacionais, 4) análise de comportamento verbal e de práticas culturais, com ênfase em questões ambientais. Suas atividades estão voltadas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), mais especificamente o ODS 3 (Saúde e bem-estar) e o ODS 11 (Cidades e comunidades sustentáveis). Lattes: https://lattes.cnpq.br/1726041421275880 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #61: Carolina Parreiras

Naruhodo

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 88:22


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Antropóloga, Mestra e Doutora, com Pós-Doutorados pela Unicamp, USP e Columbia University (NY-EUA), Coordenadora de Projeto Jovem Pesquisador da FAPESP, Carolina Pareiras.Só vem!>> OUÇA (88min 23s)*Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*Carolina Parreiras Silva possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (2005), Mestrado (2008) em Antropologia Social e Doutorado em Ciências Sociais (2015), todos pela mesma universidade.Como parte do doutorado, foi uma das participantes do Summer Doctoral Programme, promovido anualmente pelo Oxford Internet Institute da Universidade de Oxford (Inglaterra).Tem experiência docente e de pesquisa na área de Ciências Sociais, com ênfase em Antropologia, Gênero, Sexualidade e estudos de internet, contando com vários artigos e papers publicados em periódicos e livros nacionais e internacionais.De 2013 a 2016, atuou como gestora e consultora para projetos sociais em organização do terceiro setor.Foi pesquisadora de pós-doutorado (bolsista Fapesp) do Departamento de Antropologia, da Universidade de São Paulo - USP (2016 - 2020) e professora colaborado do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Unicamp (2017 - 2020).Foi Visiting Scholar no Institute of Latin American Studies (ILAS) da Columbia University in the City of New York (2019 - 2020).Foi pesquisadora de pós-doutorado do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Unicamp (2021 - 2022).É coordenadora do Comitê Antropologia Digital Divulgação Científica da Associação Brasileira de Antropologia e também da Anpocs Pública.É também coordenadora de projeto Jovem Pesquisador da Fapesp no Departamento de Antropologia da USP e também do LETEC - Laboratório Etnográfico de Estudos Tecnológicos e Digitais.Finalmente, é pesquisadora colaboradora do departamento de Antropologia da USP e do PPGAS - USP, onde atua como orientadora de mestrado.Lattes: http://lattes.cnpq.br/9058475337040782*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo

Rádio Escafandro
153: Paraná pela segregação

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 64:39


Em março de 2025, pais de crianças com síndrome de Down ajuizaram uma ação no Supremo Tribunal Federal contra duas leis do estado do Paraná.Eles diziam que as leis estaduais criavam um ambiente segregado na educação das pessoas com deficiência, que isso batia de frente com o que está escrito na Constituição. E que iam na contramão do que estava sendo feito no restante do mundo em termos de educação de pessoas com deficiência.No alvo da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Federação Nacional das Associações de Síndrome de Down estava uma das entidades mais conhecidas e respeitadas quando se fala em pessoas com deficiência. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).A associação foi beneficiada pelas leis do Paraná, que davam a ela e a instituições semelhantes o mesmo status de escola, e facilitava a transferência de recursos federais. No embate entre segregação e inclusão gerado pela ADI 7796, as Apaes se posicionaram pela segregação. Elas inclusive atuaram em prol de um decreto do governo Bolsonaro que possibilitaria replicar, no restante do país, o modelo do Paraná.O episódio 153 de Escafandro mergulha fundo nesse embate jurídico e tenta entender que interesses estão por trás das leis paranaenses que vão contra o consenso mundial quando se fala em educação de pessoas com deficiência.Mergulhe mais fundoA nova velha Política Nacional de Educação Especial de 2020: distorcer para retrocederEpisódios relacionados#68: Lindinês e a década das cotas#94: O professor, a fanfarra e o pé de mangaEntrevistados do episódioMeire CavalcanteJornalista, pedagoga, mestra e doutora em Educação Inclusiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).Caio SilvaAdvogado, professor, membro do comitê jurídico da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) e coordenador da diretoria da pessoa com deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro.Liana Lopes BassiDoutora em Serviço Social e Políticas Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Presidente da Federação Paranaense das Associações de Síndrome de Down (FEPASD).Jarbas Feldner de BarrosProfessor e presidente da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes).Flávio ArnsSenador da República. Ex-secretário de educação do estado do Paraná.Cléo BohnPresidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD).Ficha técnicaProdução, reportagem e edição: Matheus Marcolino.Mixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo GamaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia FurnariDireção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #59: Iveth Whitaker

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 146:40


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Professora, com Graduação, Mestrado e Doutorado em Enfermagem, líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Trauma, Iveth Whitaker.Só vem!>> OUÇA (146min 40s)*Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*APOIO: INSIDERIlustríssima ouvinte, ilustríssimo ouvinte do Naruhodo, janeiro é tempo de recomeços - e o recomeço mais importante é o momento em que acordamos, todos os dias.Afinal, a escolha da manhã muda tudo:- Vestir a roupa de treino assim que acorda — mesmo treinando só à tarde — aumenta a chance de cumprir a meta.- Colocar uma peça inteligente para trabalhar ou criar conteúdo te coloca instantaneamente em modo produtivo e confiante.- Mesmo para ficar em casa, trocar o pijama por um look confortável e bonito muda o humor, a energia e a presença.Ou seja: a Insider entra no seu ritual matinal e acompanha sua rotina com naturalidade.Então use o endereço a seguir pra já ter o cupom NARUHODO aplicado ao seu carrinho de compras: são 10% de desconto, ou 15% de desconto caso seja sua primeira compra.>>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODOOu clique no link que está na descrição deste episódio.E bons recomeços pra você!INSIDER: inteligência em cada escolha.#InsiderStore*Iveth Yamaguchi Whitaker possui graduação em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina (1979), mestrado em Enfermagem na Saúde do Adulto pela Universidade Federal de São Paulo (1994) e doutorado em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (2000).Atualmente é Professora Associado (aposentada) do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo, vinculada às linhas de pesquisa Cuidado Clínico em Enfermagem e Saúde e Fundamentos Métodos Processos e Tecnologia em Enfermagem.Participou das atividades do European Center for Injury Prevention na Universidad de Navarra na Espanha.Desenvolve pesquisa com ênfase em morbidade e mortalidade hospitalar em trauma, índices de gravidade e indicadores em trauma; cuidados intensivos com foco na carga de trabalho de enfermagem, avaliação de risco de lesão por pressão, nutrição enteral e delirium.É lider do Grupo de Estudo e Pesquisa em Trauma: emergência e cuidados intensivos e possui parceria com pesquisadora da Faculdad de Enfermería da Universidad de Cantábria e do Instituto de Investigación Marques de Valdecilla (IDIVAL) da Espanha.Lattes: http://lattes.cnpq.br/4954772252354513*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo

HLTH Matters
Eliminating Data Waste: How Amgen's Leandro Boer Is Reimagining Precision Medicine and Patient Equity

HLTH Matters

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 17:33


About Leandro Boer:Leandro Boer, MD, PhD, is a seasoned global biopharmaceutical executive and physician specializing in cardiology and cardiovascular pharmacology. Currently serving as Vice President of US Medical, General Medicines at Amgen, he leads medical strategy and execution across cardiovascular, bone, neuroscience, nephrology, and obesity therapeutic areas, overseeing a nationwide organization of over 100 professionals. With more than two decades of experience spanning the United States, Latin America, Canada, Africa, and the Middle East, Dr. Boer has built a distinguished career at leading companies such as Amgen, AstraZeneca, and Novartis.His leadership has shaped global and regional initiatives in medical affairs, clinical development, real-world evidence generation, regulatory strategy, and implementation science. Clinically, his expertise covers resistant hypertension, type 2 diabetes, obesity, heart failure, chronic kidney disease, and hyperlipidemia. Known for combining scientific rigor with strategic vision, Dr. Boer has directed cross-functional teams supporting drug development, commercialization, and lifecycle management across multiple therapeutic areas.A medical doctor trained in cardiology with a Ph.D. in cardiovascular pharmacology from Universidade Estadual de Campinas, Dr. Boer has consistently demonstrated a commitment to advancing evidence-based medicine, patient outcomes, and collaborative leadership within the healthcare ecosystem.Things You'll Learn:The foundation of innovation lies in focusing on what never changes—patients, healthcare providers, and equitable systems of care.Amgen's precision medicine and data-driven strategies prevent “data waste” and ensure every insight contributes to patient outcomes.Machine learning tools like Atomic are accelerating clinical trials by predicting successful sites, leading to faster drug development.The company's bold goal to reduce cardiovascular events by 50% by 2030 relies on partnerships, AI, and implementation science.Representation in clinical research and decentralized trials is crucial to ensuring equitable access and meaningful outcomes for all populations.Resources:Connect with and follow Leandro Boer on LinkedIn.Follow Amgen on LinkedIn and explore their website.

Oxigênio
#211 – Mãos à Obra – Ep. 2

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 25:20


No segundo episódio da série “Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro”, Aurélio Pena, Marcos Ferreira e Rogério Bordini contam como é o delicado processo de restauro de obras de arte danificadas. É um trabalho minucioso que envolve vários experimentos, alguns deles realizados no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), usando as linhas de luz do acelerador de partícula Sirius. Eles também te contam como o restauro das obras danificadas nos ataques golpistas é um sinal de fortalecimento dos símbolos da democracia brasileira. _____________________________________________________________________ ROTEIRO “Série – Reparos de um Ataque –  8 de Janeiro” – Ep.2 Mãos à Obra Presidente Lula: Hoje, é dia de dizermos em alto e bom som, ainda estamos aqui, ao contrário do que planejávamos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Se essas obras de arte estão aqui de volta, restauradas com esmero por homens e mulheres que a elas dedicaram mais de 1.760 horas de suas vidas, é porque a democracia venceu. Muito obrigado, companheiros. Aurélio: Este é o segundo episódio da série sobre a restauração das obras vandalizadas no 8 de janeiro de 2023. Se você ainda não escutou o episódio anterior, dá uma olhadinha nele e aí volta pra cá, porque hoje nós vamos nos aprofundar em toda a ciência do restauro de uma obra rara e também pensar sobre o atual cenário da democracia brasileira.  Marcos: Eu sou o Marcos Ferreira, um dos apresentadores dessa série. Aurélio: E eu sou o Aurélio Pena, e você está ouvindo o Podcast Oxigênio. Aurélio: Uma das obras mais famosas entre as restaurações é o mural Mulatas à Mesa, de Di Cavalcanti, parte do acervo do Palácio da Alvorada. Natural da cidade do Rio de Janeiro, Di Cavalcanti viveu entre 1897 e 1976. O artista modernista produziu principalmente pinturas, desenhos, murais e caricaturas. Suas reconhecidas cores vibrantes e temas tipicamente brasileiros o tornaram um dos grandes nomes da pintura e do modernismo do Brasil.  Marcos: A obra, produzida em 1962, mostra uma cena na qual predominam figuras femininas, as chamadas mulatas, retratadas com curvas voluptuosas, pele morena e uma postura que mistura sensualidade e introspecção. Elas aparecem em um ambiente descontraído, cercadas por elementos tropicais, como frutas e flores, que evocam a exuberância e o calor do Brasil. A pintura é de grande importância porque reflete a valorização da cultura e da identidade nacional, exaltando a miscigenação como um elemento central do Brasil. Di Cavalcanti buscou celebrar a mulher brasileira, representando não apenas a sua beleza, mas também como um símbolo da força e do espírito nacional. Foi essa obra que levou sete facadas.  Aurélio: A cultura japonesa tem um tipo de arte chamado Kintsugi. Nela as rachaduras e avarias de um objeto são mantidas e valorizadas, normalmente com ouro. Essas imperfeições contam a história desses objetos. Marcos: Uma lógica parecida com a do Kintsugi foi utilizada na restauração da Mulatas à Mesa, como nos contou a coordenadora do projeto de restauro, a professora Andréia Bachettini, que você também ouviu no primeiro episódio desta série. Andréia Bachettini: Quando eu desembrulhei ela lá no início, em setembro de 23, eu fiquei muito impactada assim com a brutalidade que ela foi agredida. E o processo de restauração foi muito pensado assim, como que a gente vai não tirar o valor dessa obra, mas também a gente não podia esconder essas marcas que ela sofreu, essas sete perfurações que ela sofreu. Então a gente optou por remover esse reentelamento, o reentelamento, para os leigos, é colar uma tela para dar sustentabilidade à tela original. Então ela já tinha essa tela, ela tem a tela original, e colada a ela um outro linho que era um tecido bem resistente. Esses dois tecidos foram rasgados, inclusive a sustentação dela é feita com um bastidor em madeira que também foi quebrado, os montantes, as travas desse bastidor foram quebradas. Então a gente teve que fazer uma substituição de travas do bastidor, e aí optamos então por fazer um reentelamento com o tecido de poliéster de vela de barco, de vela, que é transparente assim, e não esconderia então as cicatrizes por trás da obra. Pela frente ela ficou imperceptível, a gente fez a restauração com a técnica de pontilhismo, que são sobreposição de pontinhos na cor, dando a ilusão de ótica da cor na superfície. Então ela fica imperceptível pela frente, mas pelo verso as marcas dessa restauração estão evidenciadas. Aurélio: Ao destacar a figura da mulata, que frequentemente é marginalizada na sociedade brasileira, a obra também provoca reflexões sobre questões sociais, como a posição da mulher negra e mestiça no Brasil. Assim, vai além da mera representação de uma imagem, tornando-se um manifesto visual da busca por uma identidade cultural, nacional e autêntica no contexto modernista. Marcos: O restauro de uma obra é extremamente sofisticado, e envolve profissionais de áreas das quais normalmente nem imaginamos. Um exemplo disso é que parte do projeto exigiu um estudo das tintas e vernizes utilizadas nos quadros danificados, feita por cientistas de materiais.  Andréia Bachettini: Falando um pouquinho do ofício, hoje a conservação e restauração não é só um artesanato, só o fazer, a habilidade manual. Claro que existe a necessidade de ter habilidade manual para interferir em uma obra, mas por trás de tudo isso, tem muita ciência, muito estudo. A gente tem que conhecer os materiais que foram feitos nessas obras. É um trabalho multidisciplinar, envolve profissionais da química, da biologia, da arquitetura, da física, da história da arte, da conservação e restauração, da museologia. Pensar como essa obra vai ficar exposta depois. Então são muitos profissionais envolvidos na restauração hoje.  Aurélio: Compreender com precisão a composição dessas tintas é uma etapa importante, pois permite aos restauradores recriar os materiais que serão utilizados para recuperar as obras, garantindo que elas fiquem quase como se fossem tocadas. Essa tarefa não é simples, já que muitas vezes as tintas usadas no passado são bem diferentes das que nós temos hoje. Além disso, é comum que artistas misturem diversos meios e pigmentos para conseguir os efeitos desejados. Em alguns casos, faziam as próprias tintas, sem deixar registro sobre esse processo. Marcos: Para entender um pouco mais sobre como o estudo dos vernizes e tintas foi feito, conversamos com dois professores da Universidade Federal de Pelotas, o Bruno Nuremberg e o Mateus Ferrer, que atuaram nas análises químicas das obras danificadas pelos golpistas.  Aurélio: Bruno, você pode contar um pouquinho pra gente como se deu esse estudo?  Bruno Nuremberg: Em janeiro de 2024, a gente já estava montando o laboratório lá em Brasília para realizar esse projeto de restauro. Claro que a base dele é a parte do restauro dessas obras, mas ele também contou com várias ações pontuais, dentre elas a que eu e o Mateus a gente está desenvolvendo até agora, que seria o quê? Seria a pesquisa dos materiais presentes nesses bens culturais para fazer toda uma parte de documentação, um estudo dos materiais utilizados pelo artista, tentar descobrir novas informações. Aurélio: E por que é feito um estudo dos materiais presentes nas obras?  Bruno Nuremberg: Então a gente pode utilizar essas técnicas na parte do pré-restauro. Por exemplo, eu tenho um quadro e nesse quadro eu preciso remover o verniz dele porque ele passou por um processo de oxidação.  Marcos: A oxidação que o professor Bruno mencionou é uma reação química que acontece com o oxigênio do ar e que acaba desgastando um material. Bruno Nuremberg:  Então se eu tiver conhecimento do material que compõe esse meu verniz, ou seja, do aglutinante, do polímero, eu vou conseguir estar direcionando um solvente muito mais adequado para ser aplicado nesse processo de remoção desse verniz. Outro ponto muito importante é que conhecendo esses materiais a gente também consegue direcionar mais corretamente, digamos assim, quais materiais devem ser utilizados no processo de restauração, no processo de intervenção. Então todo material que eu vou aplicar numa obra de arte, ele não pode ser exatamente da mesma composição. Ele tem que ter a mesma característica estética, mas a parte química dele tem que ser diferente. Por que isso? Porque daqui a 15, 20 anos um novo restaurador vai trabalhar em cima dessa tela e ele tem que distinguir os materiais que foram aplicados ali naquela intervenção. Eles têm que ser quimicamente diferentes. Então no futuro, daqui a 50, 100 anos, quando essa obra precisar passar por um processo de limpeza ou de reintegração pictórica, que seria o processo de repintar perdas, as pessoas já vão ter essas informações ali, quais materiais foram utilizados, vão ter, enfim, tudo caracterizado quimicamente, dados robustos e confiáveis do que aquela obra presença de materialidade. Então se eu tenho, por exemplo, uma pintura a óleo e eu vou fazer uma reintegração com óleo, se eu precisar retirar no futuro essa intervenção que eu fiz, eu vou estar causando um dano na pintura original que também era a base de óleo Marcos: E Bruno, quais são os desafios na caracterização dos componentes químicos dessas obras de arte?  Bruno Nuremberg: Quando a gente se depara com esse tipo de amostra, a gente encontra desafios que, digamos assim, na pesquisa tradicional de engenharia de materiais, da química, a gente não tem. O número de amostras que a gente pode coletar de uma obra de arte, ele não é ilimitado. Então a gente tem que ter uma série de autorizações, a gente tem que ver, tem vários critérios que a gente tem que seguir para poder realizar essas amostragens. As amostras que a gente coleta tem em torno de um milímetro quadrado, digamos assim. Então são amostras super pequenas. Então a gente tem numa pintura, por exemplo, tu vai encontrar aglutinantes de vernizes, tu vai encontrar cargas, tu vai encontrar aditivos, tu vai encontrar pigmentos, tu vai encontrar dois, três tipos de aglutinantes. Então essa sopa química dentro desse universo microscópico é o que a gente tem que realizar de caracterização. Aurélio: Esse tal aglutinante de verniz que o Bruno mencionou é também conhecido como ligante. Ele é o componente essencial que atua como base da formulação e é responsável por unir todos os outros ingredientes, como pigmentos e aditivos das tintas, e por formar uma película na superfície da obra que protege ela.  Marcos: Nós conversamos também com o professor Mateus Ferrer, que também é da UFPel, que trabalhou junto com o Bruno no estudo desses materiais das obras raras. Ele nos contou um pouquinho de como isso foi feito.  Mateus Ferrer: Primeiro que ali não são somente pinturas, não são somente telas. Nós temos diversos tipos de obras, inclusive materiais cerâmicos, telas de várias épocas, pintores diferentes, com técnicas e materiais diferentes. Então isso gera uma complexidade e a gente nota uma complexidade até mesmo na literatura.  Marcos: Para determinar com alta precisão os constituintes de amostras muito pequenas das telas, os professores Bruno e Mateus utilizaram diversas técnicas avançadas de análise. Algumas foram realizadas na própria universidade, enquanto outras foram feitas em instalações abertas para toda a comunidade científica, no CNPEM, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, que fica em Campinas/SP. Uma delas é a técnica de espectroscopia de infravermelho, que permite identificar e medir quais substâncias estão presentes nas obras do acervo nacional.  Mateus Ferrer: Então a gente tem o que a gente encontra na literatura, de forma muito vaga, e tem o nosso conhecimento do nosso grupo, que de fato a gente está explorando, buscando novas técnicas, buscando ferramentas, buscando laboratórios parceiros, buscando projetos como o caso do Sirius, que esse foi o primeiro projeto e não será o único, haverão outros projetos que a gente precisa de super laboratórios e equipamentos que a gente não tem na nossa estrutura.  Aurélio: Isso só é possível porque existe uma interação entre o infravermelho e as substâncias estudadas, mais especificamente, quando as moléculas das tintas ou dos vernizes conseguem interagir com a luz infravermelha. O nome disso é atividade do infravermelho. Dessa maneira, parte dessa luz interage com a amostra, podendo ser absorvida por ela, sendo isso detectado e medido pelo equipamento. Marcos: É interessante destacar que a infraestrutura de estudos com o infravermelho beneficia toda a comunidade científica brasileira, estando disponível na linha de luz Imbuia, uma das linhas de luz do Sirius, um acelerador de partículas de última geração e o mais famoso equipamento do CNPEM. A nossa Imbuia é a única linha de luz infravermelha em um equipamento desse tipo no mundo todo, mostrando para a comunidade científica internacional que o Brasil é, sim, líder em ciência de ponta.  Bruno Nuremberg: A gente consegue obter informações a respeito dos pigmentos pela espectroscopia Raman, a espectroscopia infravermelho, para a gente identificar especialmente a parte orgânica, então quais são os polímeros que compõem essa tinta, quais são os polímeros que compõem os vernizes, e a parte de microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia de fluorescência para fazer a identificação de elementos, elementos químicos. Então, essas três técnicas aplicadas, a gente geralmente consegue informações bem completas, essas informações se complementam para a gente montar o quebra-cabeça de cada uma dessas micro amostras. Aurélio: A espectroscopia Raman é uma técnica de análise que utiliza a interação da luz com a amostra para obter informações sobre a sua estrutura molecular e a composição química. Marcos: Já a microscopia eletrônica de varredura, mencionada pelo Bruno, é uma técnica para gerar imagens de alta resolução da superfície de uma amostra. Isso acontece ao se varrer cada ponto da superfície da amostra com um feixe de elétrons bem pequeno e focado. Bruno Nuremberg: O projeto que foi submetido lá foi para utilizar o micro-FTIR, na linha Imbuia-micro. O nosso objetivo lá, então, era fazer o mapeamento químico da fração orgânica da obra do Di Cavalcanti, intitulada Mulatas à Mesa. Então, o nosso objetivo, na verdade, era identificar quais compostos orgânicos estavam presentes dentro de cada uma das camadinhas que compõem a nossa tela. A gente teve, além da utilização do equipamento, toda uma parte de preparo de amostras que foi bem complexa.  Aurélio: O professor Mateus também explicou que, para conseguir analisar essas amostras, que em geral são bem complexas, foi muito importante a ajuda da equipe científica do CNPEM, para que algumas dificuldades fossem superadas.  Mateus Ferrer: Além do pessoal da Imbuia, incluindo o cientista de linha, que foi o Bruno, o pessoal da LCRIO (Laboratório de Preparações Criogênicas), a gente teve muita dificuldade ali com essas obras. Cada uma tinha um tipo de densidade, um tipo de dureza, e junto também com a pesquisadora Juliana, do nosso grupo também, que se dedicou bastante nos cortes ali. Eu acredito que esse foi um dos grandes desafios, que a gente tinha pouquíssima amostra, quase a gente não enxergava as amostras, então a gente tinha que preparar essas amostras e para depois fazer o infravermelho com diversas formas que a gente usou ali. Mas eu acho que o grande diferencial que a gente teve ali foi realmente o mapeamento, o infravermelho acoplado com o mapeamento, que a gente conseguia encontrar as composições e as regiões daquele determinado material que a gente enxergava. Então a gente conseguia ver as camadas, mais a quantidade de materiais ali que faziam parte daquelas amostras.  Marcos: Professor Mateus, conta para a gente como o estudo químico dos materiais usados nas obras de arte pode também resultar em novos conhecimentos artísticos e históricos.  Mateus Ferrer: Quando a gente começa a entrar nesse mundo de entender o material, a gente começa a ver e comprovar de fato que a arte é um reflexo da história. Lógico que a gente tem obras também nacionais e de artistas de fora do Brasil, mas a gente começa a entender um pouquinho da história da forma como nunca ninguém viu. Eu sei que tem pessoas que criticam quando a gente quer olhar a obra de uma forma mais lógica, de uma forma científica, mas a gente começa também a pegar uma essência que não está diretamente impressa ali na obra. A gente começa a entender qual o material que aquela pessoa utilizava, a gente começa a ver discrepâncias, por exemplo, uma pessoa de classe média acima usava e uma pessoa de classe inferior usava. Então, a gente começa a entender a história e também extrair algum tipo de sentimento ali entendendo o material que foi utilizado naquela obra. São pistas para a gente, para que a gente possa entender naquela época qual era o tipo de pigmento, qual era o tipo de resina, no caso pega uma composição da tinta no geral ali ou no verniz que se utilizava, por que tal pintor utilizava materiais totalmente diferentes do que era dessa época. É dessa época mesmo? Então são questões aí que a gente, são pistas, é um processo investigativo realmente que a gente tem que ir aí se apoiando também na história. Presidente Lula: Se essas obras de arte estão aqui de volta é porque a democracia venceu, caso contrário estariam destruídas para sempre e tantas outras obras inestimáveis teriam o mesmo destino da tela de Di Cavalcanti, vítima do ódio daqueles que sabem que a arte e a cultura carregam a história e a memória de um povo. A arte e a cultura que as ditaduras odeiam, a história e a memória que sempre tentaram apagar. Estamos aqui porque é preciso lembrar para que ninguém esqueça, para que nunca mais aconteça. Aurélio: Em janeiro de 2025, em um evento comemorativo da finalização do processo de restauro das obras em Brasília, o presidente Lula discursou sobre a importância do reestabelecimento do acervo nacional e também da nossa democracia. Marcos: A fala de Lula sobre a finalização do projeto é um exemplo claro de como a manutenção da cultura e história de um país é também o restauro da democracia brasileira. Não é possível uma democracia saudável existir sem um patrimônio material, mantido em bom estado e celebrado nos espaços públicos, acessíveis para todas as gerações, por meio dos aparelhos de cultura. Aurélio: Sobre isso, o professor Mateus comenta sobre a falta de incentivos para áreas como as artes, os estudos museológicos, a manutenção e o restauro dos nossos acervos históricos.  Mateus Ferrer: É muito difícil a gente pensar em incentivos na parte de restauro e proteção quando a gente vê que a gente não dá valor às nossas obras. Então como é que a gente está pensando em incentivos, em proteger algo que a gente não valoriza? Então a gente precisa pensar realmente de incentivos na arte como um todo, dos nossos artistas, das obras que a gente tem, dos legados já que foram deixados aí e lógico isso vai vir também um incentivo na proteção desse patrimônio material que é tão precioso e tão fantástico e diversificado aqui no nosso país. Aurélio: Agora que já temos as obras restauradas e os golpistas que as danificaram vêm sendo julgados e punidos, o que o futuro promete? A democracia voltou à sua normalidade ou ainda se encontra ameaçada?  Jornalista 1: Um protesto pela anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista em São Paulo.  Jornalista 2: O ex-presidente Jair Bolsonaro e sete governadores participaram da manifestação. Bolsonaro: O movimento aqui hoje é pela anistia, pela liberdade das pessoas de bem que nunca pegaram arma na sua vida, tanto é aquele dos condenados que estão respondendo o processo, não achei ninguém com qualquer passagem pela polícia. Música (Marcelo Crivella): A anistia chegou, é a justiça mais ampla.  Aurélio: Fizemos essa pergunta para o cientista político e professor da Universidade Federal de São Carlos, Piero Leiner, que você já deve ter ouvido no episódio anterior.  Piero Leiner: Diante desse cenário, os problemas para a democracia foram tão profundos no Brasil e tão pouco solucionados que a gente só está vivendo, assim como aquele corredor que começa tropeçando e não consegue reestabelecer o equilíbrio. A restituição do nosso processo democrático está demorando demais para acontecer, porque a máquina está ocupada em lidar com esse excesso de ruído que essas coisas todas vinculadas ao Bolsonaro e ao bolsonarismo criaram durante esses últimos anos. O bolsonarismo radicaliza cada vez mais para a extrema direita e agora com o Trump, então, isso vai escalar muito mais e o Lula acaba indo também no vácuo disso para o campo do centro-centro-direita, o que é um problema. Agora, o que vai ser nos próximos dois anos? Bom, eu acho que isso ainda está incerto, não dá para saber exatamente o que vai rolar, mas tem pesquisas mostrando um Lula muito pouco competitivo hoje já. Marcos: O professor Piero também nos contou sobre como Bolsonaro, de certa maneira, sempre buscou se vender como antissistêmico, por mais que antes da presidência, ele e a sua família já estivessem no sistema político brasileiro há décadas. Piero Leiner: Eu acho que muita gente está com uma espécie de ideia fixa na ideia de uma espécie de utopia regressiva, de que a gente vive numa sociedade extremamente desorganizada e que é uma sociedade cujos pilares são estabelecidos por uns poucos agentes que controlam a ordem das coisas a partir de uma espécie de sala secreta. É um pouco uma espécie de visão conspiratória tá? Que começa daquela percepção muito comum, muito do senso comum, de que os políticos são uma casta que só trabalha em benefício próprio, que conseguem produzir um sistema que beneficia a eles e que a sociedade é alguma coisa completamente separada ou apartada desse sistema. E a partir de um determinado momento, as pessoas passaram a botar na cabeça a ideia de que precisaria vir uma espécie de agente antissistêmico ou antissistema para fazer uma reviravolta na vida social. Quando, na verdade, isso é um engodo, uma mega farsa. Como é possível um cara ser liberal e antissistêmico ao mesmo tempo? Então, essa rebelião brasileira é uma rebelião profundamente auto-enganada, porque eles procuram justamente os agentes da ordem e da ordem que cria a própria desordem para fazer o seu movimento de rebelião. Ou seja, já é uma rebelião que nasce equivocada do começo. Me parece que tem como grande tarefa esvaziar aí sim o potencial de transformador que poderia estar ancorado a um campo popular de esquerda, etc., e tal. Marcos: Chegamos ao final do nosso episódio. Se você gostou, não se esqueça de deixar cinco estrelas para o nosso podcast. Isso nos ajuda muito a chegar em mais ouvintes e também compartilhe o Oxigênio com os seus amigos em suas redes sociais. Aurélio: Esse episódio foi produzido por Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Foram utilizados trechos de áudios de matérias jornalísticas disponíveis na internet. Marcos: Agradecemos a todos os especialistas que conversaram com a gente neste episódio. Também agradecemos ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas, o Labjor da Unicamp, em especial a coordenadora do Oxigênio, a professora Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Um grande abraço e até mais! Vinheta: Você ouviu Oxigênio, um programa de jornalismo científico-cultural produzido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, LabJor da Unicamp. – Roteiro, produção e pesquisa: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Narração: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira e Aurélio Bianco Pena. Capa do episódio: Andréa Lacerda Bachettini trabalhando na restauração do quadro ‘As mulatas', de Di Cavalcanti. A obra levou sete cortes nos ataques do em 8 de janeiro — Foto: Nauro Júnior/UFPel. Revisão: Mayra Trinca, Livia Mendes e Simone Pallone. Entrevistados: professores da Universidade Federal de Pelotas: Andréa Lacerda Bachettini, Bruno Noremberg, Mateus Ferrer e, Piero Leirner, da Universidade Federal de São Carlos. Edição: Rogério Bordini. Vinheta: Elias Mendez Músicas: Youtube Audio Library (sem atribuição necessária) e “A Anistia Chegou” de Marcelo Crivella. Para saber mais:  Reportagem “Entre Tintas, Vernizes e Facadas” | Revista ComCiência: https://www.comciencia.br/entre-tintas-vernizes-e-facadas/ Documentário “8 de Janeiro: Memória, Restauração e Democracia” (Iphan): https://youtu.be/CphWjNxQyRk?si=xcIdb26wQTyTmS5m  

Oxigênio
#210 – Restauros de um golpe – Ep. 1

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 18:34


No primeiro episódio do ano, Aurélio Pena, Marcos Ferreira e Rogério Bordini retomam os eventos do 8 de janeiro de 2023 para pensar como a destruição de obras de arte reflete a forma de pensar que motivaram as ações golpistas nesse dia. E depois, como o restauro dessas obras pode ajudar a elaborar a reconstrução da democracia no país? No episódio, você escuta pesquisadores que explicam os impactos dos atos golpistas e também como foi o processo de restauro das obras danificadas. _________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO “Série – Reparos de um Ataque –  8 de Janeiro” – Ep.1 Restauros de um golpe Golpistas: Quebra tudo. Vamos entrar e tomar o que é nosso. Chega de palhaçada. Marcos: Quebradeira, gritaria e confusão. Ouvindo essa baderna, pode-se imaginar que estamos falando de um cenário de guerra. Mas esse foi o som ouvido durante os ataques antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Golpistas: Entremos no Palácio dos Três Poderes. Telejornalista: Milhares de pessoas invadiram a sede dos três poderes em 8 de janeiro de 2023. Elas não aceitavam a derrota de Jair Bolsonaro e pediam um golpe de Estado. Golpistas: Intervenção federal. Intervenção federal. Telejornalista: De lá pra cá, investigações da Polícia Federal descobriram que a tentativa de golpe começou meses antes. Políticos e militares alinhados a Bolsonaro se reuniram e elaboraram planos para permanecer no poder. Para eles, era importante que os manifestantes se mantivessem exaltados. Aurélio: Durante o atentado, os golpistas danificaram diversas obras de arte do Acervo Nacional, sendo elas de valor inestimável para a cultura, memória e história do nosso país. Quadros como o Mulatas à Mesa, do pintor Emiliano di Cavalcanti, o retrato de Duque de Caxias, do artista Oswaldo Teixeira e o Relógio de Baltasar Martinot são apenas alguns dos itens danificados e destruídos. Marcos: Os escombros de toda essa devastação não foram simplesmente abandonados. Hoje, tais obras estão restauradas, quase como se nada tivesse acontecido naquele dia fatídico. E é isso que a gente vai contar pra você nesta série, com dois episódios. No episódio de hoje, vamos rememorar como foi o dia da invasão à Brasília. Vamos também conhecer um pouco sobre as etapas do processo de restauro das obras que pertencem ao nosso Acervo Nacional, que você já consegue visitar novamente. E no próximo episódio, vamos explorar mais detalhes dos desafios técnicos e científicos em se estudar e restaurar as obras raras no Brasil, de forma mais aprofundada. Aurélio: Eu sou Aurélio Pena. Marcos: E eu sou o Marcos Ferreira. Aurélio: Nosso editor é Rogério Bordini. E este é o podcast Oxigênio. Vinheta: Você está ouvindo Oxigênio. Aurélio: Para entender a importância desse restauro, primeiro a gente precisa saber um pouquinho sobre o que foi o 8 de janeiro. Marcos: A mudança do ano de 2022 para 2023 foi o período de troca entre governos presidenciais no Brasil. Em 2022, o atual presidente Lula foi eleito com 50,9% dos votos contra 49,1% para o agora ex-presidente Bolsonaro, durante o segundo turno das eleições. Essa disputa acirradíssima representa uma enorme divisão política no Brasil, como nunca tivemos antes na nossa história. Aurélio: O cenário era de tensão. Durante anos, Bolsonaro vinha questionando a legitimidade das eleições e dando declarações favoráveis a um golpe de Estado, caso não vencesse as eleições. Bolsonaro: Nós sabemos que se a gente reagir depois das eleições vai ter um caos no Brasil, vai virar uma grande guerrilha, uma fogueira. Nós não podemos, pessoal, deixar chegar as eleições, acontecer o que tá pintado, tá pintado. Eu parei de falar em votos, em eleições há umas três semanas… Cês tão vendo agora que acho que chegaram à conclusão, a gente vai ter que fazer alguma coisa antes. Aurélio: Dessa forma, quando o ex-presidente foi derrotado nas urnas, ele já havia plantado as sementes de uma revolta antidemocrática que explodiu nos ataques do 8 de janeiro de 2023. Marcos: Vale ressaltar que as inúmeras alegações de fraude eleitoral feitas por Bolsonaro nunca foram confirmadas. Pelo contrário, segundo um relatório encomendado pelo TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, que contou com uma análise de nove organizações internacionais independentes, o sistema eleitoral brasileiro é, abre aspas, ”seguro, confiável, transparente, eficaz, e as urnas eletrônicas são uma fortaleza da democracia”, fecha aspas.  E ainda mais, o próprio ex-presidente nunca forneceu evidências que suportassem essas alegações. Aurélio: Em 8 de janeiro de 2023, uma semana após a posse de Lula, alguns grupos alinhados ao bolsonarismo, insatisfeitos com o resultado da eleição e, claro, influenciados por discursos de contestação ao processo eleitoral, organizaram as manifestações que culminaram na invasão de prédios dos três poderes da república na cidade de Brasília. Trajados de verde e amarelo, os golpistas invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, que é a sede do Executivo, e o Supremo Tribunal Federal, que a gente conhece como STF. Esses edifícios são símbolos da democracia brasileira e abrigam as principais instituições políticas do nosso país. Marcos: Durante os ataques, os golpistas destruíram janelas, móveis, obras de arte históricas, documentos e equipamentos. Além disso, realizaram pichações, roubaram objetos e tentaram impor sua insatisfação por meio de atos de vandalismo e intimidação. Hoje sabemos que uma parcela das Forças Armadas foi conivente com os atos antidemocráticos e, por conta disso, a devastação causada pelos bolsonaristas foi imensa, principalmente ao acervo histórico e cultural nacional. Aurélio: No próprio dia desses ataques, centenas de manifestantes foram detidos e investigações subsequentes foram e vêm sendo conduzidas para identificar os organizadores e os financiadores dessas ações. Marcos: Em março de 2025, Bolsonaro se tornou réu em ação penal sobre a acusação dos crimes: Organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estad; Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União; Deterioração de patrimônio tombado. E em novembro de 2025, o ex-presidente foi condenado pelo ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, a 27 anos e 3 meses de cumprimento de pena em regime fechado, tornando Bolsonaro inelegível até 2060. Pelo menos essas são as últimas informações até a gravação deste episódio. Aurélio: Para ter uma maior noção do significado político dos atos do 8 de janeiro, conversamos com o Leirner, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos. Ele fez uma análise desse crescente cenário antidemocrático desde o ano de 2013 até hoje. Marcos: Professor Piero, como a nossa democracia chegou ao ponto de termos vivenciado esses atos golpistas no 8 de janeiro de 2023? Piero: Esse é um ponto que eu acho que talvez divirja um pouco de algumas leituras, porque eu acho que o fenômeno Bolsonaro é secundário em relação ao fenômeno do desajuste institucional que a gente começou a viver no pós-2013. Após junho de 2013, houve uma espécie de janela de oportunidade, uma condição para que certos atores institucionais promovessem uma desorganização desses parâmetros que a gente está entendendo como parâmetros da democracia. Basicamente, esses atores são muitos e estão ramificados pela sociedade como um todo, mas me interessa, sobretudo, quem foram os atores estatais que produziram esse desarranjo, lembrando que eles são atores que têm muito poder. Basicamente, eu acho que esses atores estatais vieram de dois campos, o judiciário de um lado e os militares de outro. Ambos contribuíram de maneira absolutamente problemática para esse desarranjo institucional. Marcos: As investigações relacionadas à invasão de Brasília, realizadas pelo STF, responsabilizaram cerca de 900 pessoas por participação nos ataques. Os crimes realizados pelos golpistas estão nas categorias de: Associação criminosa; Abolição à violência do Estado Democrático de Direito; e danos ao patrimônio público. Aurélio: Além de Bolsonaro, outros dois grandes envolvidos na trama golpista chegaram a ser presos. O Tenente-Coronel Mauro Cid, em março de 2024, por coordenar financiadores privados dos ataques e manifestações golpistas. E o General Walter Braga Neto, preso em dezembro de 2024, por dar suporte estratégico aos golpistas, fornecendo estrutura para que eles não fossem interceptados. Piero: Eu não quero tirar, evidentemente, o caráter golpista do que aconteceu no dia 8 de janeiro de 23, mas eu queria chamar a atenção para um aspecto que eu só vi considerado nas reflexões de um livro chamado “Oito de Janeiro, A Rebelião dos Manés”. Eu acho que eles trabalham um lado, que é um lado que é bastante interessante, do ponto de vista de quem está pensando a questão simbólica do que foi a conquista do Palácio. E do fato desse grupo ter sequestrado todo o potencial antissistêmico e iconoclasta, que é, vamos dizer assim, tradicionalmente, um potencial atribuído àquilo que a gente pode entender como, vamos dizer assim, a potência virtual da massa revolucionária da esquerda. Há muito tempo a gente vê essa ideia da direita sequestrando, primeiro, a ideia de linguagem antissistêmica.  Aurélio: Conforme nos conta Piero, a destruição do acervo nacional possui também um aspecto simbólico de destruição da democracia e da cultura por uma massa que se imagina antissistema.   Marcos: Meses após a triste destruição do acervo nacional em Brasília, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, junto com instituições parceiras, iniciou o projeto de recuperação das obras danificadas. Aurélio: A equipe do projeto contou com diversos restauradores profissionais, da Universidade Federal de Pelotas, a UFPel, que hoje é uma das instituições com grande tradição em formar restauradores no nosso país. O projeto durou cerca de 10 meses, sendo que todos os restauros foram entregues em janeiro de 2025. Marcos: E para entender como é realizado esse processo de resgatar um patrimônio vandalizado, a gente conversou com uma especialista que coordenou esse enorme desafio. Andréa: Bem, eu sou a professora Andréa Lacerda Bachettini, sou professora do departamento de museologia, conservação e restauro do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas, na qual também sou vice-diretora do Instituto do ICH. E atualmente eu coordeno esse projeto que se chama LACORP, Laboratório Aberto de Conservação e Restauração de Pintura, que coordenou então as restaurações das obras vandalizadas no 8 de janeiro do Palácio do Planalto, em Brasília. Contando um pouquinho a história desse projeto, ele começa justamente lá no 8 de janeiro de 23, quando aconteceu o ataque às instituições em Brasília. O nosso grupo de professores ficou muito estarrecido com tudo que a gente estava acompanhando nas mídias e nas redes sociais e pela televisão ao vivo, a destruição das praças e das instituições dos três poderes. Marcos: E Andréa, como que foi o início desse processo e o seu primeiro contato com as obras danificadas? Andréa: Inicialmente a gente recebeu um dossiê de 20 obras danificadas no 8 de janeiro, muito minucioso, com detalhamento enorme do estado de degradação que elas se encontravam. E aí foi nessa oportunidade que a gente viu as obras pessoalmente. Eu fico emocionada e arrepiada até hoje quando eu lembro da gente ver, por exemplo, a obra do Flautista do Bruno Jorge, que é uma obra em metal, ela é um bronze, e ela tem uns 2,8 metros de altura, e ela tem uma barra de ferro maciça por dentro, e ela estava fraturada em quatro pedaços. Aurélio: Conforme nos contou Andréa, a equipe de restauração realmente fez um trabalho bem impressionante, que demandou construir um laboratório todo lá em Brasília para conseguir trabalhar com as obras. Andréa: Então, o projeto tinha inicialmente cinco metas, a meta 1, que era a restauração das obras de arte, das 20 obras, com também a montagem de um laboratório em Brasília. Por que a montagem de um laboratório em Brasília? Pelo custo do seguro dessas obras de arte. O seguro das obras de arte inviabilizaria o projeto, levando essas obras para a Pelotas. Até porque, para vocês terem uma ideia, o laboratório foi montado, então, dentro do Palácio do Alvorada, que é a residência do presidente da República, e nós tivemos que levar uma série de equipamentos, produtos solventes, reagentes químicos, que são usados até para outras substâncias, fazer bombas, então a gente tinha que ter uma série de autorizações para poder entrar com esses insumos dentro da casa do presidente. Então, era uma rotina de trabalho bem difícil logo no início, até por questões de segurança mesmo da presidência, por causa desse atentado. E hoje a gente descobre que existiam até outros planos de assassinato do presidente, vice-presidente… Então, hoje a gente fica pensando, ainda bem que existiu toda essa segurança no início. Marcos: E você pode contar para a gente como se deu a finalização desse projeto? Nós ficamos sabendo que vocês estiveram em Brasília com o presidente Lula. Como foi isso? Andréa: Na finalização do projeto, agora no dia 8 de janeiro de 25, lá em Brasília, a gente então presenteou os alunos das escolas que participaram de oficinas, presentearam o presidente Lula com uma réplica da miniânfora e também a releitura da obra do Di Cavalcanti. Tudo foi muito gratificante, tudo muito emocional, a gente montou uma exposição na sede do Iphan em Brasília, em agosto, quando a gente fez também um seminário para apresentar as nossas etapas da restauração e todos os colegas, o desenvolvimento do projeto como um todo, foi aberto ao público, foi transmitido também pelos canais do Iphan, pelo YouTube, para nossos alunos em Pelotas também poderem acompanhar. Eu nunca imaginei que hoje, depois de 16 anos, a gente ia fazer um trabalho tão lindo, tão maravilhoso. Para a carreira da gente é muito bacana, mas como cidadã apaixonada pelo patrimônio cultural, pela arte, eu fico muito realizada, estou muito feliz. Aurélio: É muito lindo ver a paixão que a Andréa tem pelas obras e pela cultura brasileira, mas infelizmente a gente percebe que há muito descaso com a conservação do nosso patrimônio material. Pensando nisso, professora, qual é a importância da conservação e do restauro de acervos artísticos e culturais no Brasil? Andréa: A importância dessas obras restauradas é extremamente importante para a preservação da nossa memória, da nossa cultura, da nossa identidade. Pensar por que essas obras foram vitimizadas, foram violentadas. É importante também a democratização dessas obras, que as pessoas tenham acesso, que elas tenham representatividade. Muitas pessoas não conheciam essas obras, porque elas também ficam dentro de gabinetes. Como é importante a valorização da arte, do nosso patrimônio cultural, para a preservação da memória do nosso povo. E, sem isso, a gente não é um povo civilizado, porque isso é a barbárie que a gente passou. Eu fico pensando, a gente está devolvendo agora para a população brasileira essas obras que foram muito violentadas, dentro da sua integridade física, com uma pesquisa que mostra também a força das universidades, que foram também muito atacadas. Então, é a valorização disso tudo, da ciência, da arte, da cultura, do povo brasileiro. E mostrando que a gente tem resiliência, que a gente é forte, que a gente resiste. Que não é só uma tela rasgada, ela representa a brasilidade, a história da arte do nosso país. Marcos: Chegamos ao final do nosso primeiro episódio. No próximo, vamos nos aprofundar ainda mais nos inúmeros desafios enfrentados pela equipe de restauradores, e refletir sobre o estado da nossa democracia. Se você gostou, não se esqueça de deixar 5 estrelas para o nosso podcast. Isso nos ajuda muito a chegar em mais ouvintes. E também, compartilhe Oxigênio com seus amigos e em suas redes sociais. Aurélio: Esse episódio foi produzido por Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Foram utilizados trechos de áudios de matérias jornalísticas da internet. Marcos: Agradecemos a todos os especialistas que conversaram com a gente neste episódio. Também agradecemos ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas, LabJor da Unicamp. Em especial, a professora Simone Pallone de Figueiredo e a doutoranda Mayra Trinca. Um grande abraço e até o próximo episódio! Vinheta: Você ouviu Oxigênio, um programa de jornalismo científico-cultural produzido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, LabJor da Unicamp. – Roteiro, produção e pesquisa: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Narração: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira e Aurélio Bianco Pena. Capa do episódio: Andréa Lacerda Bachettini trabalhando na restauração do quadro ‘As mulatas', de Di Cavalcanti. A obra levou sete cortes nos ataques do em 8 de janeiro — Foto: Nauro Júnior/UFPel. Revisão: Mayra Trinca, Livia Mendes e Simone Pallone. Entrevistados: Piero de Camargo Leirner, Andréa Lacerda Bachettini. Edição: Rogério Bordini. Vinheta: Elias Mendez Para saber mais:  Reportagem “Entre Tintas, Vernizes e Facadas” | Revista ComCiência: https://www.comciencia.br/entre-tintas-vernizes-e-facadas/ Documentário “8 de Janeiro: Memória, Restauração e Democracia” (Iphan): https://youtu.be/CphWjNxQyRk?si=xcIdb26wQTyTmS5m

O Assunto
O projeto que reduz a pena de Bolsonaro

O Assunto

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 23:26


Convidado: Davi Tangerino, advogado criminalista e professor de Direito da UERJ. Aprovado na Câmara durante a madrugada da quarta-feira (10), o chamado PL da Dosimetria agora segue para o Senado. Foram 291 votos a favor e 148 votos contra, além de 1 abstenção. A votação terminou às 2h30, depois de uma terça-feira caótica na Câmara. O texto prevê a reduzir a pena dos condenados pela trama golpista, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e os militares do núcleo crucial. O projeto amplia a possibilidade de que a pena de um crime seja absorvida por outra -- é o que deve acontecer com a condenação de Bolsonaro por abolição violenta do Estado Democrático de Direito e pelo crime de tentativa de golpe de Estado. E também reduz o tempo de pena em regime fechado para alguns casos, de 25% para 16%. A expectativa é que o texto seja analisado no Senado já na semana que vem. Se aprovado no Congresso, o projeto segue para sanção presidencial. Quem explica os principais pontos do PL da Dosimetria é Davi Tangerino, professor de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Em conversa com Natuza Nery, o advogado criminalista detalha o que acontece com a soma das penas por diferentes crimes – e no caso específico de Bolsonaro, o que muda na condenação por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O professor responde também o que acontece com a chamada progressão de regime no caso de Bolsonaro. E quem, além do ex-presidente e dos outros condenados na trama golpista, pode ser beneficiado caso o projeto vire lei.

O Assunto
O projeto que reduz a pena de Bolsonaro

O Assunto

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 23:30


Convidado: Davi Tangerino, advogado criminalista e professor de Direito da UERJ. Aprovado na Câmara durante a madrugada da quarta-feira (10), o chamado PL da Dosimetria agora segue para o Senado. Foram 291 votos a favor e 148 votos contra, além de 1 abstenção. A votação terminou às 2h30, depois de uma terça-feira caótica na Câmara. O texto prevê a reduzir a pena dos condenados pela trama golpista, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e os militares do núcleo crucial. O projeto amplia a possibilidade de que a pena de um crime seja absorvida por outra -- é o que deve acontecer com a condenação de Bolsonaro por abolição violenta do Estado Democrático de Direito e pelo crime de tentativa de golpe de Estado. E também reduz o tempo de pena em regime fechado para alguns casos, de 25% para 16%. A expectativa é que o texto seja analisado no Senado já na semana que vem. Se aprovado no Congresso, o projeto segue para sanção presidencial. Quem explica os principais pontos do PL da Dosimetria é Davi Tangerino, professor de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Em conversa com Natuza Nery, o advogado criminalista detalha o que acontece com a soma das penas por diferentes crimes – e no caso específico de Bolsonaro, o que muda na condenação por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O professor responde também o que acontece com a chamada progressão de regime no caso de Bolsonaro. E quem, além do ex-presidente e dos outros condenados na trama golpista, pode ser beneficiado caso o projeto vire lei.

O Assunto
China x EUA: caminhos opostos na energia limpa

O Assunto

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 23:33


Convidado: Lucas Corrêa, professor da Universidade do Estado de Santa Catarina e autor da tese “Harder, better, faster, greener: a China e os Estados Unidos na corrida pelas tecnologias energéticas verdes”. As duas maiores economias do mundo são também as maiores poluidoras do planeta: quase metade de todas as emissões de gases causadores do efeito estufa vem da China e dos EUA. E os dois países têm adotado posturas opostas sobre esse tema. Enquanto a China investe pesado na chamada tecnologia verde para a transição energética, os EUA ampliaram sua exploração de petróleo e ficaram de fora das discussões da COP30, em Belém. Autor de uma tese de doutorado sobre a corrida pelas tecnologias de energia verde, Lucas Corrêa conversa com Victor Boyadjian neste episódio. Professor da Universidade Estadual de Santa Catarina, Lucas traça o histórico da disputa entre os Pequim e Washington durante duas décadas. Lucas detalha como a transição energética é pensada como instrumento de desenvolvimento econômico pelo governo de Pequim. Enquanto os EUA saíram do Acordo de Paris e incentivam a exploração de combustíveis fósseis. O professor responde quais são os diferentes tipos de tecnologia nos quais os chineses estão investindo. Ele explica qual foi a estratégia chinesa para ampliar a venda de carros elétricos em países em desenvolvimento – hoje, 8 em cada 10 carros elétricos vendidos no Brasil são de marcas chinesas. Por fim, Lucas conclui quais são as consequências geopolíticas de China e EUA terem estratégias divergentes em relação à transição energética.

Canaltech Podcast
IA vai roubar empregos? O futuro é mais colaborativo do que você imagina

Canaltech Podcast

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 21:50


Você acha que a inteligência artificial (IA) vai substituir os seres humanos no mercado de trabalho? O Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) divulgou uma pesquisa com dados sobre o impacto da IA no mercado no próximo ano, e a realidade parece mais colaborativa do que excludente. No episódio de hoje, o repórter Marcelo Fischer entrevistou Gabriel Gomes de Oliveira, membro do IEEE e professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas, para entender como a IA vai expandir empregos em 2026 e outros dados relevantes para o mercado. Você também vai conferir: Tim Cook promete Siri com IA e diz que Apple está aberta a colaborações no setor; Rockstar demite funcionários e é acusada de repressão sindical; 300 milhões de registros pessoais já vazaram na dark web em 2025; YouTube Premium grátis com Clube iFood; BYD Dolphin 2027 perderá recurso que gerava "amor e ódio" nos clientes. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Marcelo Fischer e contou com reportagens de João Melo, Gabriel Cavalheiro, Jaqueline Sousa, André Magalhães e Danielle Cassita, sob coordenação de Anaísa Catucci. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Jully Cruz e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Assunto
O poder das facções no Nordeste

O Assunto

Play Episode Listen Later Nov 4, 2025 31:31


Convidados: Gabriela Azevedo, repórter do g1 Ceará; e Francisco Elionardo de Melo Nascimento, professor e coordenador executivo do COVIO, o Laboratório de Estudos sobre Conflitualidades e Violência da Universidade Estadual do Ceará. As duas maiores facções criminosas do Brasil nasceram no Sudeste e, nas últimas décadas, se expandiram para outros Estados. Um raio-x feito pelo Ministério da Justiça mostra que mais da metade das organizações criminosas que atuam em território nacional está na região Nordeste, entre elas justamente o PCC e o Comando Vermelho, as duas maiores facções do país. A chegada desses grupos criminosos provocou uma série de disputas territoriais, que agravaram o problema da segurança pública nos estados. Um dos retratos desta disputa é uma “vila fantasma” no Ceará, como relata a Natuza Nery neste episódio a repórter Gabriela Azevedo, do g1 Ceará. Gabriela visitou esta vila na cidade de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. Ela conta o que viu no local e o que ouviu de moradores expulsos da região. Depois, Natuza conversa com o professor Francisco Elionardo de Melo Nascimento, da Universidade Estadual do Ceará. Coordenador-executivo do COVIO, o Laboratório de Estudos sobre Conflitualidades e Violência da universidade, Elionardo detalha como se deu a expansão do crime organizado na região e explica como a expulsão de moradores é prática recorrente na disputa territorial com outros grupos criminosos.