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Água Mole em Pedra Dura é a exposição que Eduardo Malé apresenta em Lisboa, no Museu da Água. Aqui, o artista são-tomense reúne trabalhos de desenho, escultura, pintura e instalação. Eduardo Malé pensa o Mundo, as sociedades, e constrói narrativas. Numa tensão poética que apela ao ideal de belo mais original, Água Mole em Pedra Dura fala-nos de resiliência, de sofrimento, de resistência, de ancestralidade e de África. Na exposição, as correntes oceânicas, as mesmas que arrastam corpos, podem puxar-nos em diferentes direcções. Uma possibilidade, a quem se encontrar em tal situação, será o procurar agarrar o diário íntimo de muitos que nunca foram representados e de outros cuja existência só será reconhecida abstractamente. A RFI esteve no Museu da Água para falar com o artista Eduardo Malé, que nos fez uma visita guiada e expôs o conceito criativo de algumas das peças que apresenta na exposição, e falou também com a directora do Museu da Água, Mariana Castro Henriques, que começa por explicar o interesse em ter a exposição de Eduardo Malé no espaço que dirige. Mariana Castro Henriques, Directora do Museu da Água: Foi-nos proposta esta ideia pelo curador da exposição, pelo Ricardo Vicente, e, de facto, interessou-nos logo. É uma exposição de artes plásticas, digamos assim, portanto, com água. O que é que isto tem a ver com água? Para nós tem tudo a ver. Primeiro, porque a água está presente na própria exposição, não só no nome, no título da exposição, mas em toda a exposição. Pela forma como flui a água. Flui na forma como a água se enquadra em tudo, seja nos materiais, na vida, nas viagens, nos percursos, em tudo. Para nós interessa-nos também a questão da ideia de território. A exposição também abrange esse tema, ou seja, olhar para a água, a presença da água no território, como é que a água interfere com o território, como é que a água molda o território. E portanto, a experiência artística aqui condiciona-nos também a esse caminho. Por outro lado, e talvez para nós aquilo que é mais importante, porque tem muito a ver com o nosso trabalho, tem a ver com o sentido que a expressão artística pode dar ao valor da água. É um trabalho que nós intensamente tentamos fazer. Ou seja, hoje a água é um elemento muito desvalorizado enquanto bem utilitário e, portanto, a expressão artística muitas vezes deixa de olhar para a água apenas enquanto bem utilitário ou bem económico, dá-lhe uma expressão mais emocional. Talvez através dessa expressão consigamos chegar mais perto das pessoas e consigamos dar mais valor ao bem. Eduardo Malé, artista plástico: Água Mole em Pedra Dura, aqui eu tento falar, ou pelo menos partilhar com o público, a ideia da resistência. Isso tem uma relação também com várias pessoas que eu, no fundo, utilizo como inspiração. Estou a pensar agora no caso da investigadora Isabel Castro Henriques. Ela escreve muito sobre a história da colonização, as vivências dos africanos em Lisboa e, curiosamente, ela tem um texto que fala muito da pouca visibilidade que têm os africanos aqui. E Água Mola em Pedra Dura tem a ver justamente com essa falta de visibilidade, que tem a ver com esta ideia de paciência, de resistência que é preciso ter. Quando migramos temos que observar todos esses preceitos porque senão o sofrimento ainda é maior. Daí que eu entendi que o título tinha que ser algo que tenha a ver com esse tempo de espera, essa paciência que foi necessário ter até chegar aqui, a este espaço, a este museu, e poder, no fundo, falar ou fazer abordagens de inquietações que eu acredito que não serão apenas inquietações de Eduardo Malé. Serão, quiçá, inquietações de milhares de africanos, milhares de santomenses que deixam a sua terra natal pelas variadíssimas razões que cada um tem. Imigrar, ir à busca de melhores condições. Nem sempre estar aqui é sinónimo de sucesso logo à primeira e é preciso trilhar este caminho difícil, daí o título uma vez mais. “Água mole em pedra dura”, para completar o provérbio, “tanto dá até que fura”. E é este fura, este processo de afirmação também, para ir buscar a referência da Isabel Castro Henriques. Este furar é passar para outro lado, é passar para o lado do bem que acho que todos almejamos. Todo migrante sonha com ter uma vida mais desafogada, uma vida mais condigna, com mais dignidade. RFI: Algumas das peças aqui apresentadas ficam agora, pela primeira vez, sob o olhar do público. Uma das peças mais antigas aqui apresentadas e que simboliza a riqueza do manifestar artístico de Eduardo Malé, usando diferentes suportes, podemos chamar-lhe uma escultura de arame? Eduardo Malé: Sim, é uma escultura feita com arame queimado. A ideia de arame queimado tem muito a ver, uma vez mais, com a história da escravatura, porque os escravos, como eram marcados anteriormente no período colonial, como um elemento identitário para distinguir um escravo que pertence a um senhor dos outros, então eram marcados a ferro e fogo, daí a utilização desta matéria, este elemento simbólico é o arame queimado. Queimado porque é levado ao fogo para ter a textura e a tonalidade escura que normalmente assume. Aqui, o outro elemento ferrugem é deixado aqui de maneira propositada, e esta peça chama-se Racionalização. Tem muito a ver com a actualidade, a vida quotidiana actual das pessoas que habitam São Tomé e África, de uma maneira geral. Essa ideia de tomar banho debaixo de uma torneira, com o problema de escassez de água que existe. E esta relação, uma vez mais, água mole em pedra dura, para fazer o enquadramento em relação ao espaço onde estamos, o Museu da Água, a torneira para fazer essa ligação. A água está sempre presente, mas, no fundo, detrás da água, ou detrás do tema da água, está muito sofrimento, muita resiliência, muitas peripécias, muitas dificuldades. É um bocadinho esta ideia que eu pretendo ressaltar com os vários trabalhos que estão aqui expostos. RFI: Do ponto de vista mais formal, poder-se-á dizer que é uma escultura de um rosto sobre a qual está uma torneira, quase dois metros de altura. Eduardo Malé: Sim, quase dois metros. Aqui é uma provocação, no fundo, ou se quisermos uma chamada de atenção para os difíceis problemas. No fundo, este apelo social que é preciso, esta intervenção da sociedade para reclamar às autoridades, o acesso a bens tão necessários como é o caso da água. Eu próprio vivi essa situação durante muitos anos, e hoje em dia as pessoas que vivem em São Tomé têm que continuar a fazer grandes distâncias para ir à busca da água, deste alimento tão precioso, e que, apesar de vivermos num país com muitos rios, com muitas fontes de água, mesmo assim o fornecimento da água e a disponibilidade da água em boas condições para o consumo é sempre muito difícil. Daí esta peça com esta dimensão, e sobretudo a figura feminina aqui, joga este papel importante. Porque são, normalmente, as mulheres, mas também as crianças. Eu lembro-me que, em criança, a minha mãe fazia-me levantar, despertar muito cedo, para ir buscar água. Este é um ritual que acontece até aos dias de hoje, porque em 2025 continua a haver problemas muito sérios de abastecimento de água. RFI: Um outro trabalho, avançamos aqui para esta escultura, que é formada por um conjunto de esculturas, podemos dizer assim, são pés, estão fora de um rectângulo, de uma bacia rectangular ou quadrangular. Eduardo Malé: Aqui está subjacente a ideia da migração, do fenómeno migratório. Este rectângulo, este quadrado, vai ter um elemento simbólico aqui, que é a água, que é quase uma espécie também de representação das pateiras, dos barcos que fazem as travessias para chegarem à Europa. Gente que vem, gente que sucumbe. É um bocadinho em alusão a essas travessias difíceis que esta peça foi concebida. RFI: Na peça “Racionalização” a matéria-prima foi o arame. Aqui temos pedra e cimento. Eduardo Malé: A pedra representa um bocadinho a dureza da própria travessia, e os caminhos pedregosos, sinuosos. Eu tive a sorte de não fazer todo o trajecto, atravessar várias fronteiras, para chegar aqui à Europa. Mas há gente que tem que passar, tem que fazer caminhadas, daí, se reparar bem na escultura dos pés, os pés estão toscos para simbolizar justamente o desgaste desse sofrimento de caminhadas de muitos dias, muitos meses, até chegar à fronteira, para depois meter-se no barco. E esta relação com a água está sempre presente aí. RFI: A transversalidade do tema da relação Europa-África depois ganha uma outra dimensão, que é da pintura, com estes mapas convencionais sobre os quais o Eduardo Malé fez uma intervenção pictórica. Eduardo Malé: A ideia do mapa, se notar bem, há uma relação até com os arames. A trama, as linhas que compõem um entranhado de linhas, de caminhos, de estradas, de vias férreas, que se cruzam e criam, de alguma maneira, esta imagem do entranhado, que também podemos ver nos arames. Eu lembro um filósofo africano, francês, que escreve muito do corpo como fronteira. Daí a utilização do mapa e a inclusão destes corpos, que têm a relação. Se notarmos no exemplo da escultura em arame, vemos esse entranhado de linhas que passam de um lado para o outro, as sombras. Se nos aproximarmos mais lá ao pé do quadro, vemos também essa relação. É evidente que este trabalho tem um tema, trabalhar sobre um conceito específico, que é a terra prometida. É um bocado essa ideia de que a terra, o mundo, é global, é de todos. Da mesma maneira como vai um sul-africano, vai um português, ou foi um português, colonizou, impôs sua cultura, impôs suas regras. Eu sinto hoje, em pleno século XXI, como cidadão do mundo, também fazer esta apropriação. Evidentemente que aqui é mais uma história que quero contar, uma narrativa, mas no fundo eu quero trazer para o território europeu esta ideia tão rica da cultura africana, que tem matizes às vezes seculares e às vezes de coisas que foram levadas daqui para lá e que agora são importantes. É o caso, por exemplo, do Tchiloli, que é hoje Património Imaterial da Unesco, que foi levado daqui da Europa para a África, ganhou a sua própria identidade e hoje é marca identitária do povo de São Tomé e Príncipe. Eu, ao trabalhar sobre este mapa, crio uma nova narrativa, acrescento elementos que dão corpo, que dão luz, que dão vida ao mapa europeu. Eis algumas das obras de Eduardo Malé: Sobre Eduardo Malé : https://thisisnotawhitecube.com/artists/168-eduardo-male/
O ofício das parteiras, reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil, é um saber ancestral que atravessa gerações. A prática segue sendo fundamental, sobretudo em áreas rurais, e comunidades indígenas e quilombolas.
O Aos Fatos desta terça-feira (16) destaca a portaria publicada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que estabelece diretrizes de preservação e critérios de intervenção para o Centro Histórico e a Cidade Baixa de Salvador, reacendeu o debate sobre o futuro do terreno do Palácio Thomé de Souza, na Praça Municipal, ao estabelecer uma regulação mais detalhada para a área. Esta edição repercute ainda a chegada da primeira reimpressão do livro Riso-Choro (e tudo mais que vem no meio), autobiografia de Mário Kertész, que vai participar de um programa especial no Jornal da Cidade desta quinta-feira.
O último semestre de 2025 trouxe a São Tomé e Príncipe a qualificação de todo o seu território como reserva da Biosfera e ainda a classificação da representação teatral Tchiloli como Património Cultural Imaterial da Humanidade. No entanto, o país continua a enfrentar desafios entre a vaga de emigração e o mistério à volta do desaparecimento do processo do 25 de Novembro de 2022. São Tomé e Príncipe celebrou este ano os 50 anos da sua independência. A RFI esteve em São Tomé e Príncipe para falar com os são-tomenses sobre este meio século de autonomia, as conquistas, mas também o que ficou por realizar. Em Julho de 2025 emitimos nas nossas antenas, e pode também ainda ouvir na internet, um especial sobre os 500 anos da história deste arquipélago, assim como o domínio colonial e a passagem à constituição de um Estado são-tomense. Alguns meses depois destas emissões, vamos revisitar alguns dos temas desse especial e dar conta do que se passou entretanto. O primeiro país reserva da biosfera da UNESCO Entre florestas verdejantes, rotas de nidificação de tartarugas e paraíso dos ornitólogos, a beleza e riqueza natural de São Tomé e Príncipe não é nenhum segredo, mas até agora só uma parte - a ilha do Príncipe - era reconhecida pela UNESCO como reserva da biosfera. Em Setembro, e após uma candidatura de vários anos, também a ilha de São Tomé, especialmente a grande floresta chamada Ôbo, foi reconhecida como reserva da biosfera, transformando o país no primeiro Estado no Mundo a ser completamente abrangido por esta denominação. Algo inédito, mas impulsionado pelo "trabalho exemplar" feito no Príncipe, como explicou António Abreu, director da Divisão de Ciências Ecológicas e da Terra na UNESCO, disse em entrevista à RFI no mês de Setembro. "É algo inédito, mas muito interessante. Durante 12, 13 anos, era apenas a ilha do Príncipe, que é de facto uma reserva da biosfera exemplar e onde, apesar dos problemas estruturais e de ser uma região ultraperiférica marítima num país em vias de desenvolvimento. Há um sucesso não só ao nível da conservação da natureza, mas também o impacto que teve na promoção do crescimento económico, da demonstração de que há alternativas viáveis em relação à exploração e utilização sustentável dos recursos naturais fez com que a ilha maior, São Tomé, também encarasse essa perspectiva. Teremos o primeiro país, mesmo sendo pequeno, integralmente reserva da Biosfera. O que demonstra que o modelo das reservas da biosfera não tem limites exclusivamente nas reservas da biosfera", disse o alto funcionário da UNESCO. Este alargamento da reserva da biosfera a São Tomé vem estabelecer uma escolha estratégica do país para o seu desenvolvimento futuro, preferindo a conservação do património natural à destruição da floresta. No Sul da ilha de São Tomé instalaram-se há alguns anos plantações de palmeiras tendo como intuito a extração do óleo de palma, uma tendência que deve agora parar de forma a honrar esta distinção da UNESCO. "Em 2008, 2009, a opção do povo do Príncipe, do Governo Regional do Príncipe, em concertação com o Governo nacional, foi optar por uma via alternativa à da monocultura do óleo de palma. Porque a monocultura do óleo de palma tem uma dimensão inicial que pode proporcionar algum rendimento, mas ao fim de alguns anos o ciclo produtivo esgota se. Entretanto, a monocultura ajudou a destruir o potencial, a diversidade ecológica e, portanto, os serviços dos ecossistemas que proporcionam água, que proporcionam abrigo, proporcionam cultura e identidade ao território, acabam por destruir. E, portanto, neste caso, na ilha de São Tomé, o que se espera que possa haver então? Aquilo que nós chamamos uma restauração ecológica, que é uma das funções que as reservas da biosfera também promovem em alguns sítios, tem promovido com muito sucesso e que permitem recuperar alguns erros e algumas decisões que não foram bem apoiadas do ponto técnico e de sustentabilidade", disse António Abreu. O país espera agora a classificação das roças São João, Água-Izé, Monte Café e Diogo Vaz na Ilha de São Tomé e Belo Monte e Sundy, na Ilha do Príncipe, como Património Mundial da UNESCO. A historiadora Nazaré Ceita, que participa neste processo de classificação, considera que mais do que o património, está a salvaguardar-se a memória de todos os são-tomenses. “Quer dizer que há qualquer coisa que se está a passar que é uma valorização da memória? Na verdade, a memória colectiva sobre as roças, que é tão grande que não será apenas para São Tomé e Príncipe, será uma memória coletiva de Cabo Verde, de Moçambique, de Angola e quiçá de outros espaços que nós falamos menos. E a valorização da memória colectiva é muito necessária para a perpetuação da história. E eu acredito que o monumento mais visível que temos para esse efeito é precisamente o conjunto das roças. Será uma forma de criar uma exceção para São Tomé e Príncipe em termos históricos. Hoje é como na UNESCO se diz, quando nós falamos da questão da autenticidade, da exclusividade, do valor universal excepcional, vários países podem ter tudo, mas para São Tomé e Príncipe eu acredito que o valor universal excepcional está precisamente nas roças que nós temos que na candidatura. Aliás, já temos a candidatura preliminar, mas é preciso agora todo um trabalho para a classificação que leva às vezes um tempo. Estamos esperançados. Apesar dos meus 60 anos, eu acredito que eu ainda consiga ver esta classificação mundial” Já no final do ano, também o Tchiloli, uma encenação teatral e musical representada há centenas de anos nas ilhas foi oficialmente inscrita no Património Cultural Imaterial da Humanidade. Emir Boa Morte, director-geral da Cultura e secretário da comissão nacional da UNESCO, lembra que “mais importante que o prémio, é a preservação do Tchiloli” e prometeu uma estratégia de salvaguarda desta tradição. "Nós recebemos este prémio, mas, no entanto, o que é mais importante agora é nós preservarmos. Vai haver aqui uma estratégia para a preservação desse mesmo património cultural imaterial", garantiram as autoridades. Impasse no sector do turismo Com o reconhecimento internacional na conservação da natureza e do património histórico, São Tomé e Príncipe tem todas as potencialidades para uma aposta no turismo que respeite e ajude a conservar o ambiente, mas também seja fonte de rendimento para o país como explicou António Abreu, director da Divisão de Ciências Ecológicas e da Terra na UNESCO. "Outra área também que é demonstrativa é, digamos, o investimento na área do turismo sustentável, em que o modelo que se pratica nas reservas da biosfera é o exemplo e o Príncipe é um exemplo disso. É um modelo de qualidade que oferece uma experiência única e, portanto, oferecendo uma experiência única, baseada nos valores naturais e culturais, o visitante não vai apenas pelo sol e pela praia, mas vai porque vai vivenciar e vai ter a oportunidade de ter uma experiência que é única. E isso em termos de competitividade no mercado do turismo, naquilo que é o mercado global, dá uma vantagem comparativa a estes sítios", explicou António Abreu. No entanto, para ter um turismo sustentável e de qualidade, não aderindo à moda do turismo de massas, são necessários operadores turísticos por um lado capazes de proporcionar estadias e experiências extraordinárias aos turistas e, por outro, que respeitem e preservem a natureza das ilhas. Até agora, o maior operador no país era o grupo HBD, do multimilionário Mark Shuttleworth, sendo também o maior empregador da ilha Príncipe. Este grupo que gere actualmente a Roça Sundy, a Roça Paciência e os resorts Sundy Praia e Bombom, entre outros investimentos também em São Tomé, instalou-se no país no início dos anos 2010 e desde lá promove também acções a nível social. Entretanto, em Outubro deste ano, após disputas com o governo regional do Príncipe e desacordos com o Governo central, especialmente porque o HBD queria cobrar o acesso dos habitantes locais a praias dos seus resorts, o grupo anunciou que iria abandonar as ilhas. Mark Shuttleworth disse numa carta dirigida ao governo regional do Príncipe que se uma parte das lideranças políticas da ilha pensa que o trabalho do seu grupo é, e passo a citar, “feito de má-fé, com intenções neocoloniais”, o grupo iria retirar-se do país. Em entrevista à RFI, em Julho de 2025, o presidente da região autónoma do Príncipe, Filipe Nascimento, reconheceu o perigo de um possível monopólio e disse, já nessa altura, querer aposta na diversificação de investidores. "Como tudo na vida, temos sempre que lidar com os temas, com todos os cuidados, as cautelas, mas considerar que devemos trabalhar com confiança. E é isso que trabalhamos diariamente para estabelecer a confiança em toda a sociedade ou em todo o mercado, que é na relação, os poderes democráticos e os investimentos, nomeadamente dos empresários estrangeiros, mas também com uma componente muito importante que é a população. Criar as condições políticas para o ambiente de negócio, isto é, o sucesso dos investimentos e, ao mesmo tempo, que haja este benefício para todas as partes, sobretudo para a população, para as metas que as autoridades pretendem almejar. Em que é importante as receitas, a população, o emprego, mas também criar um quadro jurídico legal que regule de forma harmoniosa e equilibrada todas estas relações, que dê, por um lado, garantia de proteção dos investimentos, mas, por outro lado, respeito para não só as regras do mercado funcionarem, como também o respeito da cultura, o ambiente, as pessoas de um modo geral existe, embora no dia a dia aspectos que vão surgindo que é preciso gerir na base de um diálogo que temos feito com muita responsabilidade e continuaremos a fazer. Os riscos há em qualquer mercado, mas sim, no caso do Príncipe, uma economia pequena numa ilha. Há, portanto, necessidade de continuarmos a trabalhar para a diversificação dos subsectores da economia, mas também dos intervenientes. Isto é, mais empresários, mais investidores", disse Filipe Nascimento. Após um mês de impasse e negociações, o desfecho deste imbróglio ainda não é conhecido, com as autoridades a assegurar que querem que o grupo permaneça e manifestações da sociedade civil a favor do HBD. A imigração são-tomense face às novas regras sem Portugal Este é um grupo que se tornou essencial nas ilhas, já que emprega quase mil pessoas, num território onde é difícil encontrar trabalho qualificado, o que nos últimos anos tem levado muitos jovens e menos jovens a procurar emprego fora do país, especialmente desde 2023, altura em que a CPLP abriu portas à mobilidade dos seus cidadãos. Assim, São Tomé terá perdido nos últimos três anos cerca de 10% da sua população, com grande incidência na faixa etária dos 18 aos 35 anos. Mais de metade escolhe Portugal para viver e partem à procura de melhores condições económicas. Este é um movimento que a historiadora e professora universitária Nazaré Ceita identificou nas salas de aula do ensino superior no país e que tem já fortes impactos no dia a dia de quem vive nas ilhas. Esta académica espera que também venha a haver impactos positivos. "Hoje, quando eu procuro um canalizador que não encontro, eu procuro um eletricista que não encontro. E muitos deles são levados por empresas portuguesas organizadas. Quer dizer que há qualquer coisa que está a escapar. Então eu vejo isto com preocupação, mas a minha preocupação ao mesmo tempo é levada para o outro lado, porque há muitos países em que são as remessas dos emigrantes é que desenvolvem o país. Pode ser que as pessoas que estejam fora estejam a criar condições para ajudarem a desenvolver São Tomé e Príncipe. Uns podem continuar lá, mas pode ser que outros regressem. Só me preocupa o facto de muitos deles, caso dos alunos daqui da faculdade, que às vezes não terminam a sua monografia e vão para lá fazer trabalhos completamente humildes. Quando eu acho que houve um investimento bastante grande e nós estamos com salas vazias, às vezes de alunos que dizem eu vou me embora. Quer dizer que há qualquer coisa que se está a passar", declarou a docente universitária. O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Américo Ramos, deplorou em Agosto a saída dos jovens o estrangeiro e disse querer implementar uma “emigração consciente”, que permita aos são-tomenses terem boas condições de vida nos países de destino. A gestão dos fluxos migratórios é uma das prioridades do seu Governo, segundo afirmou em Agosto. "Enquanto não atingimos o nível de desenvolvimento desejado, devemos saber gerir os fenómenos migratórios com responsabilidade. A migração está, por isso, na agenda política deste Governo, através do programa de envolvimento da diáspora no desenvolvimento nacional. Foram já definidas políticas públicas com acções concretas, algumas das quais já em curso desde o início do ano de 2025. Entre estas acções destacam-se a criação do Gabinete das Comunidades, com o objectivo de acompanhar e implementar políticas públicas direccionadas à nossa diáspora. O reforço da protecção consular através da CPLP, sobretudo em países sem representação diplomática directa. A ampliação da rede diplomática. A facilitação do acesso a documentos oficiais essenciais para legalização e integração. A criação de incentivos fiscais e aduaneiros, nomeadamente através de regime simplificado de pequenas remessas e do Regime Especial para bens Essenciais", detalhou o líder do Governo. Desde lá, as regras da imigração para Portugal mudaram, com os portugueses a endurecerem os critérios para quem se pode instalar no seu território. Tendo em conta este acordo, os fluxos migratórios dos países lusófonos não foram completamente travados, mas quem se quiser estabelecer em Portugal vindo de um país da CPLP terá agora de passar pelo crivo da unidade de coordenação de fronteiras do sistema de segurança interno, isto é, da verificação dos sistemas de segurança. É este órgão que atribui depois um parecer para obter o visto de residência, deixando assim de ser possível pedir em Portugal autorizações de residência CPLP apenas com vistos de turismo ou com isenção de visto. Assim, com a nova lei de estrangeiros quem queira imigrar para Portugal terá primeiro de obter um visto consular e depois pedir uma autorização de residência. Nas ilhas, pouco a pouco, verifica-se também o fenómeno inverso, com alguns jovens, desiludidos com o projecto de se mudarem para a Europa, regressam e reinstalam-se nas suas comunidades, como relatou Filipe Nascimento, presidente da região autónoma do Príncipe, tendo ele próprio vivido e estudado em Portugal antes de ter regressado às suas origens, assumindo o comando do governo regional a partir de 2020. “Estamos a perder os nossos jovens e isso preocupa sempre, tratando-se particularmente de quadros e talentos. Temos pessoas a sair, seja professores, enfermeiros, pessoas empregadas no sector do turismo que está em crescimento e sentimos dos empregadores esse desafio de continuidade, de formação, capacitação, de novos quadros. Mas, como tudo na vida, devemos olhar por um lado, com preocupação, mas não com drama. Temos que continuar a fazer o nosso trabalho e interessa ver que mesmo se olharmos para os dois últimos anos em que saiu um maior número de jovens como nunca saiu, fruto desta evolução da legislação de migração de Portugal enquanto parte do Tratado da CPLP para a mobilidade das pessoas, mas respeitar porque subscrevemos esse tratado. Mas, por outro lado, dizer que muitos jovens que saíram reconheceram que afinal não é tão mau estar no Príncipe. Eu sei de quatro jovens que já estavam lá há alguns meses e já regressaram e mais que lá estão, estão a preparar o seu regresso. E sei de muitos que também vão em jeito de férias para explorar, chegam lá e respeitam o tempo de férias de um mês ou 15 dias e regressam ao perceberem que é um bom país. O Príncipe oferece tudo para se ser feliz, constituir família, realizar sonhos cá com o que temos. Então isto também nos orgulha, mas é um desafio para nós. Criar um ambiente melhor, dar mais terrenos aos jovens para a construção de casa, oferecer e já temos feito também uma trajetória interessante. Fizemos parceria com universidades e temos centenas de pessoas hoje a frequentar o ensino superior à distância. Continuamos a trabalhar para baixar o custo de vida, continuarmos a oferecer uma saúde de mais qualidade” O roubo do processo do 25 de Novembro Se a imigração tem contribuído para desgastar o capital social do país, o caso do 25 de Novembro de 2022 tem assombrado a política são-tomense. Este ataque ao quartel fez quatro mortos e foi qualificado pelas autoridades nessa altura como uma tentativa de golpe de Estado, com a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) a ter dito em 2025 que “não existem provas sérias e convincentes” de que o grupo quisesse tomar o poder. Foi o próprio Presidente, Carlos Vilas Novas, a pedir no dia 12 de Julho deste ano que a situação real daquele dia fosse esclarecida o mais rapidamente possível. "Aproveito a ocasião para exortar as autoridades competentes e de uma vez por todas, a darem o respetivo seguimento à conclusão do processo da morte de quatro cidadãos, na sequência da invasão do quartel das Forças Armadas, em 25 de Novembro de 2022. As autoridades devem o desfecho deste caso as vítimas aos seus familiares e à sociedade. A vida é o bem jurídico supremo e é a todos os títulos inadmissível que os que contra ela atentam fora das causas de justificação previstas na lei, saiam impunes. É necessário que a verdade seja conhecida e a justiça seja feita em conformidade com as leis em vigor na nossa República", declarou o chefe de Estado. No entanto, o processo do julgamento da alegada tentativa de golpe de Estado de 25 de Novembro de 2022 que resultou na morte de quatro homens no quartel militar de São Tomé, desapareceu das instalações do Estado-Maior das Forças Armadas no final de Outubro. Mais de vinte militares, nomeadamente altas patentes, foram acusados pelo Ministério Público de estarem envolvidos na morte e tortura dos quatro homens, mas até ao momento não foram julgados porque o Tribunal Civil se declarou incompetente e remeteu o processo para o Tribunal Militar que, por sua vez, refere não dispor de meios para este julgamento. No terceiro aniversário deste acontecimento, a ministra da Justiça são-tomense, Vera Cravid, considerou que este acontecimento permanece "na memória colectiva como um dos momentos mais sombrios da história recente” do país. Já para Filinto Costa Alegre, membro da Associação Cívica e que lutou pela independência do país, o esclarecimento do que se passou naquele dia é essencial para que os jovens voltem a acreditar no país e para construir um futuro colectivo. “Há que fazer um trabalho que leve as pessoas a paulatinamente irem Acreditando que há vida para além da emigração. Há vida para além da emigração? Há futuro para além da emigração? Então, mas é preciso demonstrar isso? Isso não é com discursos, é na prática. E então, do meu ponto de vista, há matérias que podem servir como rampa de lançamento para essa nova fase para os próximos 50 anos. Mobilizar as pessoas, as pessoas de boa vontade, as pessoas que ainda acreditam que querem regenerar. Então vamos construir grupos de trabalho para diversos assuntos. Mas os mais prioritários são o combate ao 25 de novembro. Esta, esta política, essa estratégia de intentonas, inventonas para para resolver problemas. Por isso tem que acabar” Se, como o Presidente Carlos Vila Nova expressou no seu discurso dos 50 anos de independência do país, o país não está onde gostaria de estar, há também motivos de regozijo e de esperança de um futuro melhor para São Tomé e Príncipe. "Mas se nem tudo são rosas, nem tudo são espinhos, não podemos ignorar as conquistas alcançadas ao longo destes 50 anos, apesar das dificuldades económicas. Os sucessivos governos de São Tomé e Príncipe fizeram importantes avanços no campo da educação, da saúde e dos direitos humanos. A escolarização foi uma prioridade nas primeiras décadas da independência. O governo procurou formar uma nova geração de líderes e técnicos que pudessem colaborar na edificação de uma sociedade mais justa e igualitária. A inclusão social também foi um ponto chave das políticas públicas, com ênfase na redução das desigualdades, na garantia do acesso à saúde e à educação para todos os cidadãos, especialmente em áreas rurais e isoladas. As políticas de educação foram conduzidas no sentido de promover maior equidade e um maior acesso à formação profissional essencial para o desenvolvimento do país no cenário global. As universidades e centros de formação técnica. Entretanto, surgidos a desempenhar um papel cada vez mais importante na capacitação da população e no desenvolvimento do capital humano, As dificuldades com que nos temos debatido não podem desbotar ganhos como o aumento da taxa de escolarização e a consequente redução da analfabetização a níveis residuais. A construção de um grande número de jardins de infância, de escolas primárias e secundárias em todos os distritos do país e na região Autónoma não podem desbotar ganhos como a construção de vários liceus que visam juntar se ao antigo e único. A data da independência, integrado na antiga Escola Técnica Silva Cunha, não podem desbotar ganhos como o surgimento de instituições de ensino superior privadas no país e a criação da Universidade de São Tomé e Príncipe e dos seus diversos pólos, traduzida na possibilidade de formar mais homens e mulheres que melhor sirvam o país e o mundo. hoje convertido em aldeia global. As dificuldades com que nos debatemos não podem anular ganhos, como a redução significativa das taxas da mortalidade materna e infantil, o aumento da cobertura vacinal, o aumento da esperança média de vida ou a erradicação do paludismo não podem anular ganhos como o aumento exponencial da construção de novos centros de tratamento de água potável, bem como o aumento da cobertura do fornecimento de água potável e da eletricidade a quase toda a população do país", concluiu o Presidente são-tomense.
Conheça a escritora Nanda Fabiane, de Gold Coast, que usou o seu livro 'Me Encontrei na Jornada' na aplicação para o visto australiano de Inovação Nacional. Em São Paulo, a prisão de um dos suspeitos de furtar obras de Matisse e Portinari. O reconhecimento do ofício da parteira tradicional como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil revela práticas indígenas e rurais que unem saberes ancestrais e biomédicos. E, em Portugal, uma greve geral paralisa serviços essenciais.
A instabilidade volta a marcar a actualidade na Guiné-Bissau, onde o Procurador Geral da República do governo de transição declarou "nulas" as eleições de 23 de Novembro e a família de Domingos Simões Pereira exige uma prova de vida do líder político detido pelos militares. Em Cabo Verde, as autoridades estão a formar profissionais do turismo para prevenir casos de exploração sexual de menores. Já São Tomé e Príncipe celebra a inscrição do Tchiloli como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Na Guiné-Bissau, o Procurador-Geral da República do governo de transição declarou “nulas” as eleições presidenciais de 23 de Novembro. Amadú Tidjane Baldé, que se reuniu na quinta-feira, 11 de Dezembro, com representantes da Comissão Nacional de Eleições (CNE), afirmou que não existem “condições técnicas” para concluir o processo eleitoral, alegando faltar elementos essenciais para a reconstituição dos resultados. A decisão surge num momento em que a candidatura de Fernando Dias, que reivindica vitória nas presidenciais, pressiona a CNE para convocar uma reunião plenária e oficializar os resultados “o mais rápido possível”. A disputa pelo controlo do processo eleitoral agrava o clima de incerteza no país, desde que os militares assumiram o poder a 26 de Novembro. Junta militar procura legitimidade externa Esta semana, a junta militar que tomou o poder no país reuniu-se com organizações internacionais para discutir a crise e solicitar apoio externo. Os militares garantiram que pretendem libertar a Guiné-Bissau da influência do narcotráfico, um argumento que não convence as organizações da sociedade civil. Para Vigário Luís Balanta, secretário-geral do Movimento Cívico Pó di Terra, a narrativa da junta militar carece de credibilidade. Balanta reforça que o narcotráfico é “o principal factor de instabilidade” no país e que somente com apoio internacional será possível combater um fenómeno que, segundo afirma, tem capturado o regime e destruído a democracia guineense. Organizações de direitos humanos exigem libertação de presos políticos A Liga Guineense dos Direitos Humanos lançou uma campanha para exigir a libertação dos presos políticos detidos após a tomada de poder pelos militares. Entre os casos mais preocupantes está o de Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, detido numa esquadra de Bissau. A família afirma não ter qualquer contacto com o político há “pelo menos 15 dias”. Em declarações à agência Lusa, a filha, Denisa Pereira, revelou que os familiares “temem pela vida” de Simões Pereira e exigem uma “prova de vida”. CEDEAO analisa crise na Guiné-Bissau A instabilidade guineense será discutida este domingo numa cimeira extraordinária da CEDEAO, a realizar-se em Abuja. No entanto, a antiga diplomata portuguesa e ex-candidata presidencial Ana Gomes mostra-se céptica quanto à capacidade da organização regional intervir de forma eficaz na resolução da crise política na Guiné-Bissau. Cabo Verde reforça combate ao abuso sexual no turismo Noutro ponto da região, o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) iniciou acções de formação dirigidas a profissionais do sector turístico. O objectivo é capacitá-los para identificar, prevenir e actuar perante casos de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes no contexto de viagens e turismo - um problema crescente associado ao fluxo internacional de visitantes. Tchiloli de São Tomé e Príncipe torna-se Património Cultural Imaterial da Humanidade Num raro ponto positivo para a África lusófona, a UNESCO reconheceu oficialmente o Tchiloli, tradicional teatro são-tomense, como Património Cultural Imaterial da Humanidade. A inscrição ocorreu durante a 20.ª Sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que decorre em Nova Deli, Índia, e encerra este sábado, 13 de Dezembro. O reconhecimento internacional representa um marco para a cultura de São Tomé e Príncipe, garantindo maior visibilidade e protecção a uma expressão artística única que combina teatro, música, dança e narrativa histórica.
Por que será que a gente não cuida da nossa segurança patrimonial?No podcast dessa semana eu faço uma comparação entre o roubo das obras na Biblioteca Mário de Andrade em São Paulo e no Louvre.Por que será que a gente não cuida da nossa memória? Pois, um país que não pensa memória, não pensa futuro.Acesse o episódio #119 do podcast ‘Oi, Gente' pelo link do stories ou da bio. Apresentação: Lilia Schwarcz Direção: Newman Costa Edição: Amanda Hatzyrah Roteiro: Luiz Fujita Jr e Lilia Schwarcz Redes: Tainah Medeiros Realização: Baioque Conteúdo
“Há imenso dinheiro no país para acorrer ao Património, falta educar os cidadãos para serem seus agentes activos” diz a historiadora de arte, que queria um programa de TV sobre património para jovensSee omnystudio.com/listener for privacy information.
00:00 Os 3 Níveis De Patrimônio 01:05 Nível 1 | R$ 100 mil05:43 Nível 2 | R$ 1 milhão 11:43 Nível 3 | R$ 5 milhões
Devocional do dia 06/12/2025 com o Tema: “Patrimônio” A maioria dos pais se preocupa com o futuro dos filhos. Muitos perdem até o sono pensando: o que deixarei como herança? Um imóvel? Uma boa aplicação financeira? Educação de qualidade? Esse é um cuidado legítimo, afinal, o mundo do trabalho e a economia são áreas instáveis. Uma hora, o mercado está em alta; pouco depois, em frangalhos. Um caos absoluto. LEITURA BÍBLICA: Gênesis 45.16-20 [O faraó disse a José]: “Eu darei [a seu pai e família] o melhor da terra do Egito, e vocês desfrutarão a abundância da terra” (Gn 45.18b).See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Polícia Civil prendeu um homem de 39 anos que extorquia e promovia ações criminosas contra uma empresa ferroviária de Santos, no litoral de São Paulo. O flagrante foi realizado na quinta-feira (4) por equipes da 5ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat) enquanto o suspeito oferecia a um representante da firma a interrupção dessas ações, desde que fosse pago um valor mensal.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu o ofício das tacacazeiras da Amazônia como Patrimônio Cultural do Brasil, destacando a importância dessas mulheres na preservação de saberes tradicionais ligados ao tacacá. Como patrimônio cultural, um Plano de Salvaguarda será desenvolvido para fortalecer o trabalho das tacacazeiras, e assegurar a continuidade dessa tradição ancestral amazônica.
O MP no Rádio desta semana trata de corrupção, improbidade administrativa e proteção do patrimônio público, com entrevista do Procurador de Justiça Maurício Kalache, Coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público e à Ordem Tributária, unidade especializada do Ministério Público do Paraná. Durante a conversa ele explica o que é corrupção e outros crimes correlatos (como o peculato) e o que é ato de improbidade administrativa. Fala ainda da atuação do Ministério Público nessa frente e da participação da comunidade no processo de fiscalização desse tipo de ilícito.
O Sítio Histórico e Arqueológico de São José do Queimado, na Serra, recebeu o reconhecimento como Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão foi tomada durante o 111º Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na última semana. A área tombada abrange as ruínas da igreja, o cemitério local e a paisagem composta por árvores de médio e grande portes no entorno. As ruínas do local remetem à resistência negra à opressão do sistema escravista no Espírito Santo. Conta a história que em 1849 havia cerca de 300 homens e mulheres escravizados que trabalhavam incansavelmente de sol a sol, movidos por uma promessa de alforria que nunca se cumpriu. Quando perceberam que a liberdade não seria concedida, insurgiram-se em uma revolta. Em entrevista à CBN Vitória, o superintendente do Iphan no Espírito Santo, Joubert Jantorno Filho, fala sobre o assunto.
O convidado de hoje é Thiago Azevedo, sócio-fundador da Guardian Global Investments. Thiago atua há mais de 20 anos no mercado financeiro, com foco em gestão de riscos e desenvolvimento de portfólios estratégicos. Sua trajetória inclui passagens pela Nexco Investimentos e FIPECq Previdência, onde aprimorou sua visão analítica e estratégica. Conversamos longamente sobre a proteção do patrimônio aplicando no exterior. Uma conversa necessária para os dias bicudos de hoje. .............................................................................................................................
O convidado de hoje é Thiago Azevedo, sócio-fundador da Guardian Global Investments. Thiago atua há mais de 20 anos no mercado financeiro, com foco em gestão de riscos e desenvolvimento de portfólios estratégicos. Sua trajetória inclui passagens pela Nexco Investimentos e FIPECq Previdência, onde aprimorou sua visão analítica e estratégica. Conversamos longamente sobre a proteção do patrimônio aplicando no exterior. Uma conversa necessária para os dias bicudos de hoje. .............................................................................................................................
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 1ª Promotoria Especializada de Habitação e Urbanismo e Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural e do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural e Habitação e Urbanismo (CAOP-MAPHU) e do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), participou nesta sexta-feira, 14, de audiência pública realizada na Câmara Municipal de Rio Branco, referente ao Projeto de Lei Complementar n.º 26/2025, que trata da revisão do Plano Diretor do município.
O acervo do Museu de Arte e História do Hospital Psiquiátrico Sainte-Anne, no 14° distrito de Paris, reúne cerca de 1.800 obras de 196 artistas-pacientes de vários países, incluindo o Brasil. As produções, que vão do século 19 aos dias de hoje, foram doadas por psiquiatras, instituições, famílias de pacientes e artistas. Taíssa Stivanin, da RFI em Paris Muitas criações foram produzidas nos ateliês de arte coletiva do hospital, explica a psiquiatra francesa Anne Marie-Dubois, responsável científica do museu. Ela iniciou sua carreira no estabelecimento nos anos 1990 e logo se interessou pelas atividades do Centro de Estudo da Expressão — espaço que fazia o elo entre a arte e a terapia no tratamento dos transtornos mentais. A médica francesa passou então a organizar a coleção produzida pelos pacientes e os ateliês de arte do centro psiquiátrico. A constituição do acervo do museu do hospital francês foi um desafio, lembra. “Há obras que datam do fim do século XIX que nós ou médicos de outras épocas encontramos em sótãos e outros locais ‘improváveis', incluindo as próprias casas de alguns psiquiatras”, explica. A partir dos anos 1930, conta, o hospital Sainte-Anne se tornou um ponto de encontro entre psiquiatras, psicanalistas e artistas surrealistas, como André Breton. Muitas das obras, inspiradas na psicanálise, foram realizadas no próprio estabelecimento. Várias das produções expostas hoje no museu são uma herança da Exposição Internacional de Arte Psicopatológica. A mostra, aberta ao público, foi organizada em 1950, com obras de 17 países. No mesmo ano, aconteceu também o primeiro congresso mundial de psiquiatria em Paris. “Os médicos da época, como Jean Delay e Robert Volmat, estavam a par das práticas de expressão artística no exterior. No Brasil e em outros países, já existiam ateliês para os pacientes”, conta a psiquiatra francesa. O especialista francês Robert Volmat, conta, publicou um livro que traz cartas trocadas com psiquiatras do mundo inteiro, incluindo o brasileiro Osório César, um dos precursores no trabalho de arte com pacientes de hospitais psiquiátricos. Ele é uma referência mundial, assim como a célebre psiquiatra Nise da Silveira, pioneira nos tratamentos humanizados, incluindo os de expressão artística. Na década de 1920, Osório César coordenava as produções artísticas dos pacientes do Hospital do Juquery, em Franco da Rocha (SP) que tem um museu nos mesmos moldes do Sainte-Anne, em Paris. “Temos cartas trocadas entre esses dois psiquiatras sobre as produções artísticas de pacientes brasileiros, que foram apresentadas nessa exposição”, conta a psiquiatra francesa. Patrimônio Nacional Depois da mostra nos anos 1950, várias doações foram feitas ao hospital, inclusive por psiquiatras brasileiros, enriquecendo aos poucos o acervo do museu francês. Mas o local só se consolidou como estabelecimento cultural muitos anos depois, quando Anne-Marie Dubois pôde se dedicar exclusivamente à organização do inventário, reserva e documentação, e o local passou a organizar pelo menos duas exposições anuais abertas ao público. Em 2016, finalmente o espaço foi reconhecido como “Museu da França” pelo Estado francês e considerado patrimônio cultural nacional, tornando as obras do acervo inalienáveis, ou seja, não podem ser transferidas, vendidas, doadas ou cedidas. A psiquiatra francesa lembra que uma das missões do museu é derrubar o estigma da “loucura” dos pacientes psiquiátricos. “Quando trabalhamos há muitos anos com arte e terapia, sabemos que há pacientes que produzem obras que não são interessantes e outros cujas produções não têm necessariamente o objetivo de projetar suas interrogações e angústias, mas de reconstituir seu mundo”, diz Anne-Marie Dubois. “Claro que há pacientes que exprimem situações que são angustiantes, mas isso não é sistemático. É muito importante que as pessoas venham ao museu com o espírito livre de qualquer tipo de interpretação, sem questionar qual a doença que os pacientes tinham.” Hoje, além de coordenar o museu, Anne-Marie Dubois também forma profissionais da área, uma atividade que, segundo ela, ainda carece de legislação e reconhecimento oficial na França. Obra emblemática Desde setembro, o museu do hospital exibe “A invenção de uma escrita: o Piso de Jeannot”, uma obra emblemática realizada no início dos anos 1970 por Jean Crampilh-Broucaret, conhecido como Jeannot, que se suicidou pouco tempo depois. O piso de carvalho, com 15 m², era o piso do quarto de Jean Crampilh-Broucaret e estava situado ao lado da sua cama. Gravado com letras maiúsculas feitas de pontos do mesmo diâmetro e formado por dois textos que dialogam entre si, a obra dá margem a diversas interpretações. Ela foi achada por acaso em uma fazenda da família, no interior do Béarn, no sudoeste da França, em 1994. Depois de prestar serviço militar na Argélia, Jeannot voltou à França após o suicídio do pai. Com a morte da mãe em 1971, ele começou a gravar o texto no piso do quarto e se suicidou pouco tempo depois, em 1972, aos 33 anos. “O piso foi gravado na casa do artista para se tornar perene. Ele não escreveu nas paredes nem deixou um testamento. Ele escreveu no piso e transformou o local em uma casa-túmulo. Por isso, o texto de Jean Crampilh-Broucaret pode ser considerado um epitáfio”, diz Anne-Marie Dubois. A exposição está aberta ao público até 18 de janeiro de 2026.
A 15ª edição da Flup, a Festa Literária das Periferias, foi inaugurada esta semana sob o Viaduto de Madureira, zona norte do Rio de Janeiro, como parte da temporada da França no Brasil 2025. Com o tema “Ideias para reencantar o mundo”, o evento reúne artistas, autores e pensadores da diáspora negra do Brasil, África, Caribe, América do Norte e Europa. Madureira, território e epicentro simbólico da resistência negra carioca, tornou-se palco de um encontro de celebração e manifesto político. Marcia Bechara, enviada especial da RFI ao Rio de Janeiro A Flup 2025 escolheu Madureira como território catalisador das diásporas negras decoloniais. Julio Ludemir, diretor e idealizador do festival, explicou que “o local é uma encruzilhada do comércio, uma encruzilhada de vários pontos de vista, inclusive do ponto de vista exusístico”, numa referência a Exu, orixá do movimento e da comunicação no Candomblé, responsável por abrir caminhos e conectar humanos aos deuses do panteão africano. Para ele, o bairro de Madureira, na zona norte do Rio, é mais que geográfico: é espiritual e cultural. “Todas as dores do mundo são afastadas quando você pode vir a um lugar onde está no campo dos iguais, no campo do espelho”, disse. Ludemir ressaltou que o icônico Viaduto de Madureira concentra “todos os códigos do Rio de Janeiro: o samba, o jongo, o candomblé”, além do Baile Charme que há mais de três décadas ocupa o viaduto e se tornou patrimônio da resistência negra. “É por isso que estamos aqui: porque Madureira, agora, é o centro do mundo”, concluiu. O Baile Charme do Viaduto de Madureira é um polo simbólico da cultura negra e periférica carioca, surgido no início dos anos 1990, que se tornou Patrimônio Cultural Imaterial da cidade graças à sua relevância como espaço de resistência, identidade e ascensão para a juventude da Zona Norte. Ao longo dos anos, já passaram por lá grandes nomes da música nacional e internacional como Keith Sweat, Montell Jordan, Sandra de Sá, Negra Li e Racionais MCs. Este ano, os músicos confirmados na programação são Jonathan Ferr, Mano Brown, Majur, Luedji Luna, Sandra de Sá e Mart'nália. Herança de Fanon A mesa de abertura trouxe a presença de Mireille Fanon, renomada jurista e ativista antirracismo, filha de Frantz Fanon — o influente psiquiatra, filósofo e teórico da decolonização, autor de obras fundamentais como Pele Negra, Máscaras Brancas e Os Condenados da Terra. Mireille preside a Fundação Frantz Fanon e dá continuidade à luta de seu pai contra o racismo, a alienação e a desigualdade mundial, entre outros combates. Sua participação na Flup 2025 foi marcada como momento simbólico e estratégico, reforçando a conexão viva entre o legado anticolonial e os debates contemporâneos sobre justiça social e solidariedade transnacional. Em sua fala, ela insistiu que “se queremos mudar o mundo, isso só pode acontecer de maneira coletiva”. Fanon criticou o sistema capitalista por "condicionar as pessoas a pensar apenas no bem-estar individual", quando a prioridade deveria ser o "bem-estar coletivo da humanidade". “Essa transformação depende de um empenho horizontal, não hierárquico: um trabalho de base, sem heróis salvadores vindos de cima”, afirmou. Para Mireille, as lutas atuais — de Gaza ao Haiti, do Chile à África — não são crises isoladas, mas parte de uma lógica global de exploração que precisa ser enfrentada coletivamente. Sobre a mitificação das figuras históricas, entre elas seu pai, Frantz Fanon, Mireille critica a forma como o sistema transforma seus “grandes homens e grandes mulheres” em heróis neutros, para "não ameaçar a ordem vigente": "preferem fazer de nossos grandes homens… heróis, de forma a neutralizá-los". Mireille afirmou que há uma estratégia deliberada de "neutralização": "ao fazer dessas figuras modelos heroicos, o sistema as cooptam, evitando que suas lutas inspirem outros a lutar coletivamente". Mas para ela, o objetivo é outro: que a luta dessas mulheres e homens seja "exemplo vivo, uma prova de que podemos sonhar e construir uma política de liberdade por meio da solidariedade, não apenas pela figura de um salvador". Literatura como direito Durante a mesa de abertura, a escritora Conceição Evaristo, primeira autora viva a ser homenageada pela Flup em sua 15ª edição, falou sobre o legado que deseja deixar às próximas gerações. “A mensagem que eu deixaria é pensar a literatura como direito, como direito cidadão”, declarou. Para ela, é fundamental “pensar a escrita como direito” e incentivar que jovens escritoras periféricas se conectem umas com as outras, “perceber o aspecto coletivo das nossas histórias sem anular a individualidade”. Conceição concluiu com um chamado: “Que formem grupos, que se aquilombem em torno da literatura”. Conceição Evaristo, primeira autora viva homenageada pela Flup. Entre a força simbólica de Madureira, o chamado ao combate coletivo de Mireille Fanon e o legado literário de Conceição Evaristo, a Flup 2025 reafirma sua vocação como espaço de resistência e memória. O tema “Ideias para reencantar o mundo” ganha densidade ao se conectar com a diáspora negra em múltiplos continentes, propondo que o reencantamento "não seja apenas poético, mas político". É "romper com a lógica individualista, valorizar histórias coletivas", pontuou Mireille Fanon. Como lembrou Julio Ludemir, “Madureira [durante a Flup 2025] é o centro do mundo”. Para Mireille Fanon, “se queremos mudar o planeta, isso só pode acontecer de maneira coletiva”. “A literatura é direito, é cidadania, é aquilombamento”, concluiu Conceição Evaristo. A programação da 15ª edição da Festa Literária das Periferias vai até o dia 30 de novembro no Rio de Janeiro.
Clima de celebração hoje. Os olhos do mundo estão no Pará — COP acontecendo, Círio ainda quente no coração — e a nossa convidada é um dos nomes que transformaram essa energia em linguagem. Multiartista amazônica que botou o tecnobrega no centro do pop, ela abriu caminho para uma geração inteira: 27 anos de estrada, a primeira paraense no Palco Mundo do Rock in Rio, Latin Grammy e, com sua obra reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Pará. Mas título nenhum explica sozinho o que acontece quando ela chega: a rua vira palco, a aparelhagem vira cinema de som e luz, o sagrado dança com o profano. Do Jurunas pro mundo, a Gaby sempre fez da pista uma tese — e agora dobra a aposta com Rock Doido, um álbum-filme pensado como set contínuo, plano-sequência, cidade em movimento. É festa, é manifesto, é técnica, é afeto. Hoje a conversa é pra honrar essa trajetória e olhar pra frente pra uma Amazônia que não é cenário, é sujeito, pra nos lambuzar de uma fartura cultural que exige seu espaço na identidade brasileira. Gaby Amarantos, bem-vinda ao Mamilos! Anuncie no Mamilos ou contrate a consultoria Milos: mamilos@mamilos.me Saiba mais em Mamilos.me Este programa é um oferecimento TotalPass e Insider.
A Rádio Cordel UFPE, apresenta o podcast “Agreste: Onde Ecoa a Tradição” com o lançamento do primeiro episódio “Viva o Boi Tira Teima”. A série foi produzida com o objetivo de resgatar e enaltecer a cultura das cidades do Agreste pernambucano, dando voz às tradições, aos seus personagens e às histórias que ajudam a construir a sua identidade. Neste primeiro episódio, exploramos a história do Boi Tira Teima, de Caruaru, considerado Patrimônio Vivo de Pernambuco, a partir de uma entrevista especial com o mestre Roberto Gercino. Ficou curioso para saber mais sobre essa história? Em breve, você poderá conferir os demais episódios.
Com mais de 850 mil investidores, indústria brasileira de ETFs (fundos listados em bolsa) tem passado por um momento de importante transformação. Confira os detalhes no #MinutoB3 de hoje.#ProdutosB3 #RendaVariável #ETFsEste conteúdo foi gerado por inteligência artificial#PraTodosVerem: você pode ativar a legenda automática deste vídeo.
Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Bióloga, Paleontóloga, Doutora em Biologia Animal, Mestre em Patrimônio Geopaleontológico, Divulgadora Científica e Artista 3D, Beatriz Hörmanseder.Só vem!>> OUÇA (89min 59s)*Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*Beatriz Marinho Hörmanseder, a Bea, é Paleontóloga, Divulgadora Científica e Artista 3D, identificando-se como pessoa Não-Binária (pronomes: ela/dela).Doutora em Biologia Animal pela UFES, Mestre em Patrimônio Geopaleontológico pelo Museu Nacional/UFRJ e Bacharel em Ciências Biológicas pela UNIRIO.Desenvolve pesquisas em morfologia funcional e paleobiologia de vertebrados extintos, com foco em metodologias tridimensionais aplicadas à digitalização, retrodeformação e preservação digital de fósseis.Como comunicadora científica, produz conteúdo acessível sobre Biologia e Paleontologia nas redes sociais (@bhor3d), além de participar ativamente de eventos acadêmicos e de divulgação científica como palestrante e ministrante de cursos.Também atua como artista 3D, digitalizando e modelando espécimes cientificamente acurados para fins acadêmicos, didáticos, expositivos e artísticos, promovendo o diálogo entre ciência e arte.Lattes: http://lattes.cnpq.br/2464211948213980*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo
No novo episódio de "O Museu é o Mundo de...", do podcast Farol, contamos a trajetória de Christina Balbão com apresentação de Mel Ferrari. Descubra como ela conciliou a docência na UFRGS com o trabalho no MARGS e como sua visão pedagógica transformou a instituição em um lugar de diálogo.Uma história sobre dedicação, memória e os desafios de ser uma mulher pioneira nas artes e nos museus.Ouça o episódio "O Museu é o Mundo de? Christina Balbão" e conheça o legado de quem ajudou a construir o MARGSParceiros: Curso de Museologia e Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (@ppgmuspa) da UFRGS.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, na última sexta-feira, 24, de uma reunião com representantes do Ministério Público Federal (MPF) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Acre (Iphan/AC), com o objetivo de discutir a celebração de um termo de cooperação técnica voltado à proteção do patrimônio histórico e cultural do estado.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) sediou, nesta quinta-feira, 30, a audiência pública “Interfaces do Patrimônio Cultural e do Licenciamento Ambiental no Acre”, promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com o Ministério Público Federal e o MPAC.
Portugal é um Estado laico, onde vigora a liberdade religiosa - mas até que ponto somos um país de ‘brandos costumes'? Neste episódio, o historiador Paulo Mendes Pinto e Hugo van der Ding percorrem o fio da História e analisam os credos e influências religiosas que moldaram a nossa identidade.Que relação existe entre a situação geográfica de Portugal e a diversidade religiosa que habitou o nosso território, ao longo dos séculos? Numa viagem que recua até ao século VIII a.c., a dupla percorre os 'cilindros compressores' da religião que moldaram Portugal: do domínio romano ao cristianismo, da presença muçulmana à sombra da Inquisição. Sem esquecer a antiguidade da presença judaica, anterior ao cristianismo, e o papel transformador do islamismo, que deixou marcas na língua, na ciência e na cultura portuguesas.Ao longo da conversa, debate-se também a evolução da religião católica em Portugal: da tolerância da 1ª Dinastia ao anticlericalismo do século XIX, da liberdade religiosa da I República ao retrocesso civilizacional do Estado Novo.Com o humor e a curiosidade que os caracterizam, Paulo Mendes Pinto e Hugo Van der Ding percorrem séculos de fé, imposição e convivência, para perceber até que ponto a diversidade religiosa desenhou — e continua a influenciar — a identidade portuguesa.Um episódio [IN]Pertinente, singular e plural, a não perder.LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEISCatálogo da exposição: «Heranças e vivências judaicas em Portugal»«Os mitos de origem e a etnicidade» (Visão, 2021)«A filiação latina: de Diana a Ulisses» (Visão, 2021)«Património Cultural Imaterial da Humanidade»BIOSPaulo Mendes Pinto Historiador e especialista em História das Religiões, com foco na mitologia antiga e no diálogo entre tradições religiosas. Docente da Universidade Lusófona desde 1998, coordena a área de Ciência das Religiões e é atualmente Diretor-Geral Académico do Ensino Lusófona – Brasil. Foi Embaixador do Parlamento Mundial das Religiões e fundador da European Academy for Religions. Comentador na CNN Portugal, colabora com o Público e a Visão e é autor de dezenas de livros e artigos científicos. Hugo van der Ding Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
O secretário de Estado de Turismo, Victor Coelho, em entrevista à CBN Vitória nesta terça-feira (28), atualizou sobre a possibilidade do Espírito Santo voltar a ser parada de navios de cruzeiro. Segundo Victor Coelho, a expectativa é que a temporada de cruzeiros seja iniciada no Espírito Santo no ano que vem, em 2026, entre fevereiro e março. "Pro ano quem a gente já deve ter um navio teste para a temporada", adiantou o secretário. Sobre o local de embarque, ele explica que "o plano A é o Iate Clube, aí faremos um processo de autorização da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e Marinha", diz.
Rui Machado, diretor da Cinemateca desde 2024, fala sobre o projeto Cinemateca Digital, que visa preservar e divulgar o património cinematográfico português no Dia Mundial do Património Audiovisual.
Protecció Civil desactiva l’alerta del pla Ventcat després de donar per acabades les incidències per les ventades. Els Bombers han atès 1.036 avisos i el 112 ha rebut 1.752 trucades. La Paeria de Balaguer va tancar l’accés al Parc de la Transsegre ahir dijous per precaució davant les ventades que van provocar la caiguda de branques d’alguns arbres. La brigada ha retirat aquest divendres les branques i s’ha tornat a obrir els accessos La Piscina Coberta de Balaguer celebra el seu 25è aniversari. Inaugurada l’any 2000, la instal•lació s’ha consolidat com un dels equipaments esportius més emblemàtics de la ciutat i un referent en la promoció de l’activitat física a la comarca. Pel que fa al futur, la piscina afronta dos grans reptes: millorar la sostenibilitat energètica, i ampliar l’espai amb un segon vas d’aprenentatge, que permetria acollir més usuaris L’Associació Dona Pas ajorna el Mercat del Vell previst per aquest dissabte a Balaguer a causa de la previsió de pluja. En aquesta edició s’esperava la participació de 52 paradistes. Des de l’Associació s’ha informat que el mercat es trasllada al dia 15 de novembre L’atur puja al 6,29% a la demarcació de Lleida i la xifra d’ocupats es manté en 226.300 persones. Ponent i l’Alt Pirineu i Aran registren 15.200 aturats, 2.900 més que al segon trimestre Àger celebrarà aquest dissabte la primera Fira Ramadera amb una jornada dedicada a la ramaderia extensiva. La Fira Ramadera, és una proposta festiva i cultural que vol reivindicar la ramaderia extensiva com a part essencial del patrimoni natural, econòmic i cultural de la vall. Tot i que inicialment estava previst que la fira s’allargués tot el cap de setmana, l’Ajuntament ha concentrat les activitats en una sola jornada per motius sanitaris relacionats amb la dermatosi nodular La presència de fauna salvatge a la zona de les Aspres del Montsec, especialment de senglars i cabirols, preocupa veïns i autoritats locals, que alerten d’un augment del risc d’accidents a la carretera C-12 a tota la vall d’Àger, especialment a Fontdepou. També denuncien que els animals causen destrosses als camps agraris Usuaris de la via verda entre Balaguer i Sant Llorenç denuncien el mal estat del camí. Alerten de la presència de males herbes i del trencament de les barreres de fusta El Departament de Justícia i Qualitat Democràtica, a través de la Direcció General de Memòria Democràtica, ha exhumat les restes òssies de set víctimes republicanes de la Guerra Civil localitzades a la fossa de l’Era de Cal Lico a Alentorn, al municipi d’Artesa de Segre Aquest cap de setmana, la matinada de dissabte a diumenge, està previst que es canviï l’hora retardant les agulles del rellotge una hora, a les tres de la matinada seran les dues Agenda Balaguer L’Associació Contra el Càncer a Balaguer organitza un nou dinar solidari, el diumenge al Molí de l’Esquerrà El Teatre Municipal de Balaguer acull al seu escenari diumenge, l’obra de teatre ‘Un Déu Salvatge’ dirigida i interpretada per Pere Arquillué Agenda comarca Aquest dissabte la sala d’actes de l’Ajuntament de Castelló de Farfanya acollirà la xerrada ‘El paper de les dones rurals en les revoltes pageses’, a càrrec de la Dra. Montserrat Tura Camafreita El teatre tornarà a ser protagonista a Artesa de Segre amb la representació al Cubbtural de “Cunyades”, una comèdia d’embolics El cantautor valencià Pep Gimeno, conegut com ‘Botifarra’, oferirà el concert ‘Ja ve l’aire’ aquest dissabte a la sala d’actes de l’Ajuntament de Torrelameu. L’actuació s’ha organitzat com a reconeixement als damnificats de la DANA El diumenge el Centre Espai Orígens de Camarasa acollirà la Jornada Patrim Experiencial en el marc del projecte europeu PATRIM 4.0 Esports El Club Futbol Balaguer afronta aquest diumenge la 6a jornada de lliga visitant el camp del Pirinaica. A Segona Catalana l’Artesa de Segre rep al Linyola i el Vallfogona al Solsona El Cudós Consultors del Club Bàsquet Balaguer juga com a local aquest dissabte, rebent l’ASFE de Sant Fruitós. El primer equip masculí visitarà també dissabte al Seròs El Comtat d’Urgell de futbol sala rep dissabte la visita de l’Andorra, un rival directe a la classificació de la Tercera Nacional. A Primera Catalana el Comtat B rep l’Alcarràs La Paeria de Balaguer reconeix la recent victorià del tenista balaguerí Antonio Carreño, que s’ha proclamat campió del món per equips en el Campionat del Món de Tennis +85 disputat a CroàciaDescarregar àudio (49:29 min / 23 MB)
O episódio 89 do podcast Viajantes Bem Vividas é um convite para embarcarmos num roteiro redondinho por Cancún, Playa del Carmen, Valladolid e Mérida, além de incluir alguns passeios bate e volta. Um verdadeiro giro pela Península de Yucatán que combina praias lindas, cenotes incríveis e história maia. Lilian Azevedo, nossa entrevistada, conta o que priorizou em cada cidade, como foi o deslocamento e como montou um itinerário prático sem gastar muito.De Cancún, um bate e volta à Isla Mujeres. De Playa del Carmen, um passeio a Tulum e um dia de diversão no Parque Xel-Rá. Quando esteve em Valladolid falou da visita ao belíssimo cenote Suytun e depois em Mérida como visitou Uxmal, fantástico sítio arqueológico que é Patrimônio da Unesco. Tudo isso entremeado à sugestão de visita a vários outros atrativos que cada cidade oferece. Lilian também dá dicas sobre a hospedagem em hotéis e estúdios e nos mostra como ajustar expectativas para curtir a Península de Yucatan com calma, aproveitando ao máximo cada parada. No episódio 89, vimos mais uma vez como a escolha dos lugares a serem visitados está mais relacionada ao estilo do viajante do que à idade do mesmo. Uma viagem econômica e independente sem a obrigação de visitar tudoooooo! Dá o play e escute o episódio 89! Aproveita e encaminha para amigas!HOSPEDAGEM:Valladolid: Hotel FundadoresMérida: Ontico Urban Design Hotel#mexico #cancun #vallodolid #merida #Playa del Carmem #viagemdecasal #viajantesbemvividas #geracao prateada viaja Siga as redes sociais de Lilian AzevedoBlog Uma Senhora Viagem: https://www.umasenhoraviagem.comInstagram: https://www.instagram.com/umasenhoraviagem/ Facebook: https://www.facebook.com/umasenhoraviagem/Siga as redes sociais de Sylvia YanoBlog Sentidos do Viajar: https://sentidosdoviajar.comInstagram: https://www.instagram.com/sentidosdoviajar/Facebook: https://www.facebook.com/sentidosdoviajar/YouTube: https://www.youtube.com/SentidosdoviajarSiga as redes sociais do Podcast Viajantes Bem VividasYouTube: https://www.youtube.com/@viajantesbemvividasSpotify geral: https://bit.ly/3s7SNRd_viajantesbemvividasInstagram: https://instagram.com/viajantesbemvividas?igshid=YmMyMTA2M2Y=. @viajantesbemvividasFacebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100072030566508&mibextid=9R9pXOAcesso episodios: https://lkt.bio/viajantesbemvividas
La Paria de Balaguer ha finalitzat les obres de millora dels parcs infantils del Firal i del Molí de l’Esquerrà. Les tasques han consistit en la instal•lació d’un nou terra de cautxú i de nous jocs infantils La brigada municipal inicia una “poda respectuosa” per preservar la salut de l’arbrat urbà. L’Ajuntament aposta per un model de gestió més sostenible que evita les podes agressives i fomenta el creixement natural dels arbres Crida a buscar persones col•laboradores pel Gran Recapte d’Aliments a Balaguer. El Gran Recapte d’Aliments se celebrarà els dies 7 i 8 de novembre i és necessiten més de 60 voluntaris. L’objectiu és recol•lectar aliments bàsics per ajudar les famílies que més ho necessiten El nou programa “De la gestió a l’èxit” impulsa formació gratuïta en finances, màrqueting i intel•ligència artificial per a professionals i empreses de la Noguera. La primera sessió, tindrà lloc el 28 d’octubre al Consell Comarcal de la Noguera, ajudarà les persones participants a interpretar les dades financeres del seu negoci El ministeri de Ciència i Innovació concedeix un ajut a l’empresa familiar Evercloth de Menàrguens, líder mundial en tèxtils per a taules de billar. El subdelegat del Govern a Lleida, José Crespín, visita l’empresa per conèixer el projecte d’innovació Més de 300 joves de batxillerat i cicles formatius provinents de vuit centres educatius de la comarca de la Noguera i del Segrià han participat enguany a la dotzena edició de l’Arrenca, un programa dirigit a joves i empresaris/àries de la comarca per a la cerca d’oportunitats laborals en el món rural L’Associació Dona Pas celebrarà el dissabte dia 25 d’octubre el Mercat del Vell al Passeig de l’Estació de Balaguer El proper diumenge dia 26 d’octubre el Centre Espai Orígens de Camarasa acollirà la Jornada Patrim Experiencial en el marc del projecte europeu PATRIM 4.0 Esports Balaguer presenta la 44a Cursa del Sant Crist, que manté el recorregut urbà i torna a coincidir amb el dissabte tarda de Festa Major. La prova ja ha cobert la meitat de les inscripcions previstes Sis nedadors del Club Esportiu Natació Balaguer van participar aquest dissabte al Circuit Català de Trofeus Absolut, celebrat a les instal•lacions del CN Manresa. Els alevins del Club Esportiu Natació Balaguer debuten amb bones sensacions a la Lliga CatalanaDescarregar àudio (27:59 min / 13 MB)
O Aos Fatos desta segunda-feira (13) destaca a crítica de Mário Kertész ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), ligado ao Ministério da Cultura, sobre a construção de um rooftop feita sem autorização do órgão e sem licença da Prefeitura, no Centro Histórico de Salvador.
Salve, salve, ouvintes do Baião de Dois!
Saudações pessoas!450 EPISÓDIOS DE VIRACASACAS!! Obrigado por serem a razão de termos chegado até aqui! Lucas Lago, tecnologista em prol do interesse público, membro do Instituto Aaron Swartz está conosco mais uma vez (ele participou de nossos episódios #185 e #201)! O papo hoje é o fato de estarmos sendo feitos de reféns pelas plataformas digitais e pela nova forma de gestão do compartilhamento de conteúdo: é sequestro! Patrimônio cultural está simplesmente desaparecendo e sendo alijado de nosso acesso por conta de interpretações estritas dos chamados "direitos autorais".Prometeram um mundo e uma coisa melhor a partir da internet e suas possibilidades, mas conseguiram, sim, é transformar ela em uma gigantesca montanha. Adivinhe do quê. Acompanhe o Lucas na newsletter Impressa e Auditável !
Debate da Super Manhã: O reconhecimento de personalidades e grupos com grande contribuição para a cultura de Pernambuco. Assim são os 'Patrimônios Vivos' que reúne, atualmente, 115 homenageados em todo o estado. No debate desta sexta-feira (12), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os nossos convidados para falar sobre a titulação, o reconhecimento das histórias dos defensores culturais pernambucanos, a importância dos guardiões das tradições e dos detentores da técnica e da vivência. Participam a sanfoneira e cantora, Terezinha do Acordeon, e o músico, saxofonista, compositor, arranjador, ex-professor do Conservatório Pernambucano de Música e jornalista, maestro Edson Rodrigues.
Milton Teixeira fala sobre o dia quando a UNESCO declarou Ouro Preto como Patrimônio Cultural da Humanidade, marco que abriu caminho para o reconhecimento de outras cidades e bens brasileiros.
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Tassos Lycurgo é Professor Titular do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Brasil, e Pesquisador Visitante do Reasons to Believe, na Califórnia, Estados Unidos. Ele também atuou nas faculdades de várias universidades, incluindo a Oral Roberts University (ORU), em Tulsa, Oklahoma, como professor visitante. Além de suas atividades acadêmicas, o Dr. Lycurgo é advogado (OAB/RN) e fundador e presidente do Ministério Defesa da Fé, onde atua como pastor.Lycurgo ocupou vários cargos ao longo de sua carreira, incluindo diretor nacional do Departamento de Patrimônio Imaterial e diretor nacional do Departamento de Cooperação e Fomento no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Brasil. Nessas funções, foi responsável pela gestão de relações internacionais e domésticas com outras instituições, como a UNESCO.Lycurgo obteve o doutorado em Educação (Matemática, Lógica) pela UFRN, em 2002, e o mestrado em Filosofia Analítica pela Universidade de Sussex (Reino Unido), em 1999. Fez pós-doutorado em Apologética Cristã na ORU e em Sociologia do Direito na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no Brasil. Possui especialização em Direito Material e Processual do Trabalho pela Universidade Anhanguera (UNIDERP) e graduações em Direito (URCA), Filosofia (UFRN), Liderança Avançada (Haggai Institute, na Tailândia), Ministério Pastoral (RBT College, Oklahoma) e Estudos Bíblicos (RBT College).Tassos escreveu vários livros sobre diversos temas, incluindo filosofia, direito, educação, cultura e apologética cristã. Viaja frequentemente pelo país e internacionalmente para falar em conferências nos meios acadêmico e religioso. Nessas ocasiões, defende a fé com o objetivo de apresentar as razões históricas, científicas e filosóficas para seguir Jesus Cristo.Redes Sociais:Instagram: https://www.instagram.com/tassoslycurgo/Youtube: www.youtube.com/@lycurgo
Trump impõe tarifas de 50% no Brasil e sanções Magnitsky contra Alexandre de Moraes! Neste episódio do Ulrich Responde, analiso as consequências econômicas, o impacto no STF e por que o Bitcoin pode ser a salvação universal – até para Moraes! Discuto geopolítica, autonomia do Banco Central, Argentina vs. Brasil e mais perguntas dos seguidores.O "Ulrich Responde" é uma série de vídeos onde respondo perguntas enviadas por membros do canal e seguidores, abordando temas de economia, finanças e investimentos. Oferecemos uma análise profunda, trazendo informações para quem quer entender melhor a economia e tomar decisões financeiras mais informadas.00:00 - Nesse episódio do Ulrich Responde...01:20 - Lei Magnitsky: Exagero ou Consequência?03:49 - Reação do Congresso aos Excessos do STF04:52 - STF e Autonomia do Banco Central06:08 - All In em Dólar Após Magnitsky e Tarifas?11:09 - Argentina vs. Brasil: Oscilações Econômicas13:20 - Preocupações com o Brasil e Mandato PT14:08 - Acordo EUA-União Europeia15:36 - Tarifas Globais de Trump18:00 - Manipulação de Preço do Bitcoin19:47 - Filhos e Tur Twins20:41 - Sanções Magnitsky e Bancos Brasileiros23:07 - Desvantagens da Custódia no Bitcoin25:54 - Tese de Petróleo de Marcelo26:18 - Dolarizar 90% do Patrimônio26:29 - Bitcoin como Meio de Pagamento26:45 - Impedimento do Swift e Bancos27:12 - Trump Manterá Tarifas?28:02 - Estradas no Brasil29:46 - Cidadania Italiana e Filhos29:52 - Tese do Urânio31:20 - Inflação Zero na Argentina32:06 - Brasil Virar Venezuela33:14 - Desânimo nos Vídeos36:04 - Moraes e Bitcoin37:29 - Série Recomendada
Com base na aula completa fornecida e em nossa conversa, o material apresenta uma abordagem inovadora para a exploração comparativa de idiomas, como inglês, português e espanhol, inspirada nos princípios da Vedapatha Paddhati (वेदपाठपद्धतिः) A Vedapatha Paddhati é um sistema védico ancestral de recitação oral, originalmente desenvolvido para preservar os Vedas com absoluta precisão, "letra por letra, com todos os seus acessórios e acentos". A transmissão oral era o método primário, e a autoridade residia em poucos estudiosos que mantinham essa tradição viva. Este método enfatiza a precisão na entonação, tom, acentuação, pronúncia, duração e nuances finas que não podem ser totalmente capturadas no papel . A recitação incorreta dos Svaras (acentos) pode até mesmo levar a resultados opostos.A metodologia é adaptada para o aprendizado de idiomas modernos, transformando a mente por meio de repetição estruturada, manipulação de sequências e musicalidade rítmica das palavras . Os principais "caminhos" ou Pathas adaptados para o aprendizado de idiomas são:Samhita-Patha (Ordem Natural): Começa com a frase na sua forma mais comum, servindo como a base da comunicação (ex: "I drink water" / "Eu bebo água").Pada-Patha (Palavra por Palavra): A frase é dividida em blocos individuais para treinar vocabulário e pronúncia, ajudando a identificar os elementos distintos da estrutura de cada idioma (ex: "I | drink | water") .Krama-Patha (Encadeamento de Pares): Palavras são praticadas em pares sequenciais, e às vezes inversos, para reforçar conexões e entender como as palavras se ligam (ex: "I drink, drink water" e "water drink, drink I") .Ghana-Patha (Ginástica da Mente): Envolve padrões mais complexos de repetição, indo e voltando com os blocos, o que promove uma fixação profunda dos padrões linguísticos e ajuda a reconhecer a função, posição e significado das palavras em diversas organizações. É considerado o mais difícil dos Pathas . O benefício do Ghana-Patha é descrito como infinito para a memorização, enquanto Samhita, Pada e Krama oferecem benefícios de 1x, 2x e 4x respectivamente, e Jata 1000x.Os benefícios dessa adaptação para o aprendizado de idiomas incluem:Fixação profunda: transformando vocabulário e estruturas em memória de longo prazo.Autonomia: permitindo que o aluno construa frases intuitivamente.Flexibilidade cognitiva: auxiliando no reconhecimento da função de cada palavra independentemente de sua posição.Ritmo e pronúncia: a recitação em voz alta fortalece a fluência e a entonação natural.Melhora da memória e atenção: estudos indicam que grupos que praticam o canto védico mostram melhor pontuação em memória verbal e espacial, e redução significativa de erros e tempo total.Para idiomas com ordem fixa (como inglês), as manipulações funcionam como um exercício mental que solidifica o padrão correto. Para idiomas com ordem mais flexível (como polonês ou russo), o método naturalmente simula a liberdade de posicionamento dos elementos e auxilia na compreensão intuitiva de declinações e casos gramaticais. Mesmo para idiomas tonais (como mandarim), a repetição rítmica é eficaz para treinar a pronúncia tonal.Em essência, a aplicação da Vedapatha Paddhati visa ir além da mera tradução de frases, buscando entender a língua "por dentro", de forma natural, intuitiva e poderosa . A tradição do canto védico foi proclamada Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Conheca mais sobre Jimmy Mello e Vedapatha Paddhati (वेदपाठपद्धतिः) em Jimmymello ponto com
Conheça as técnicas e pesquisas do Laboratório de Arqueometria e Ciências Aplicadas ao Patrimônio Cultural
O presidente da Guiné-Bissau enumerou a defesa da democracia como prioridade ao assumir a presidência da comunidade dos países lusófonos, esta sexta-feira. A semana fica igualmente marcada pela retirada dos militares franceses do Senegal, pondo fim a uma presença de seis décadas. A cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi o destaque dos últimos dias. A Guiné-Bissau assumiu a presidência da organização para os próximos dois anos e o chefe de Estado anfitrião, Umaro Sissoco Embaló, enumerou a defesa da democracia como uma das prioridades do mandato guineense. A XV Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP fica marcada pelas ausência dos presidentes de Angola, Brasil, Guiné Equatorial e Portugal. Esta foi, aliás, a primeira vez que Portugal se fez representar apenas pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros na cimeira de Chefes de Estado e de Governo. Para o sociólogo guineense Diamantino Lopes, a pressão de alguns sectores da sociedade guineense a residir em Portugal poderá ter pesado na decisão de Marcelo Rebelo de Sousa. Diamantino Lopes recorda que o presidente português tinha sido o primeiro chefe de Estado a visitar Umaro Sisso Embaló quando foi eleito em 2020. Ainda na África Ocidental, o Senegal recuperou a última base militar francesa na região, pondo fim a seis décadas de presença gaulesa no país e no Sahel. O consultor político senegalês, Oumar Diallo, explica que a devolução se inseriu num quadro programado e negociado entre os dois países. Mais a sul, no Golfo da Guiné, São Tomé e Príncipe celebrou 50 anos de independência. Uma data que a Radio France Internationale comemorou com várias reportagens reunidas num especial que pode encontrar no nosso site na internet. Para assinalar a efeméride difundimos agora um extracto do discurso do presidente Carlos Vila Nova no qual evoca o caminho que o país ainda tem de percorrer. Por fim, a classificação do Parque Nacional de Maputo, em Moçambique, e do arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, como Património Mundial Natural pela UNESCO foi recebida com grande satisfação em ambos os países.
Debate da super manhã: Considerada uma Zona de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural, o centro histórico do Recife possui proteção especial contra demolição e descaracterização, o que se estende aos imóveis, e passa pela preservação e por projetos de revitalização das construções. No Debate desta quarta-feira (11), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os nossos convidados para saber sobre os cuidados e as fiscalizações com as edificações centrais do Recife, a memória e a identidade da cidade, bem como as possíveis ações de desenvolvimento cultural e turístico da região. Participam o diretor integrado especializado do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, Cel. George Farias, o arquiteto e urbanista, professor e pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coordenador geral do Projeto Recife Cidade Parque, Roberto Montezuma, o diretor da Loja Futurista, Cláudio Miano, e o secretário-executivo de Defesa Civil do Recife, Cel. Cássio Sinomar.
Debate da Super Manhã: Fundamental para preservação da memória, da cultura e do futuro da sociedade, os patrimônios públicos são um conjunto de bens, como edifícios, monumentos e praças, de valor histórico e cultural. No debate desta sexta-feira (2), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os nossos convidados para falar sobre as políticas de conservação das edificações e dos espaços públicos, as medidas aplicadas para revitalizar os equipamentos históricos e os investimentos governamentais previstos. Participam o secretário executivo de Patrimônio de Olinda, Odin Neves, o coordenador de Planejamento da Sociedade Olindense de Defesa da Cidade Alta (SODECA) e conselheiro do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, Edmilson Cordeiro, e o presidente do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda, Alexandre Melo.