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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ensaiaram um acordo com alto potencial de impacto na política brasileira pelos próximos anos. Esse acordo tem como premissa que Lula fique na Presidência da República até 31 de dezembro de 2030 e Alcolumbre fique como presidente do Senado até 1º de fevereiro de 2029. Participam desta edição Caio Junqueira, analista de Política, Thaís Herédia, analista de Economia, Daniel Rittner, diretor editorial de Brasília, Jean Castro, CEO da Vector Relações Governamentais, Gustavo Augusto, ex-presidente do Cade, e Carlos Affonso Souza, professor de Direito da Uerj e diretor do ITS.
Com base nas pesquisas, projeção às eleições para Presidente da República Com base nas pesquisas, projeção às eleições para governador e senadores do RJ Ação do STF no RJ com Ricardo Couto e situação jurídica de Garotinho
No episódio #45 do La.Con.Quem, conversamos com Diego Cotta, pesquisador do Lacon, sobre o livro “Além de Preto, Viado: comunhões emocionais e aquilombamento midiático de bichas pretas”. Lançado oficialmente no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, no último mês de maio, Cotta discute detalhes da obra em entrevista concedida a Marcelo Resende.* A partir do conceito de Quilombismo Midiático Interseccional, Diego analisa como plataformas como o YouTube têm possibilitado a criação de espaços de comunhão, afeto e produção de conhecimento, onde bichas pretas constroem novas formas de existir, resistir e contar suas próprias histórias.* A entrevista também aborda temas como interseccionalidade, intelectualidades negras LGBTQIAPN+, LGBTfobia e as reexistências de corpos dissidentes, refletindo sobre a potência das redes sociais na construção de narrativas mais plurais e representativas.Além de pesquisador do Lacon, Diego Cotta é bolsista Nota 10 de pós-doutorado da Faperj, com a pesquisa "Diversas, mas inclusivas? Narrativas empresariais sobre LGBTQIAPN+", sob orientação do professor Ricardo Ferreira Freitas. Cotta também é membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom) da Uerj.
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
Rodrigo Fux é sócio-fundador do Fux Advogados, referência em contencioso cível, processo civil e arbitragem, e professor de Direito Processual Civil na UERJ. Filho do ministro Luiz Fux, do STF, ele conta neste episódio por que escolheu um caminho completamente diferente do pai — a advocacia, não a magistratura — e como transformou essa escolha em um dos escritórios mais respeitados do Rio de Janeiro.Nesta conversa, Rodrigo revela os bastidores de uma trajetória marcada por decisões pouco óbvias: da infância como office boy do avô, passando pelo Sérgio Bermudes e o Veirano, até fundar seu próprio escritório do zero. Ele fala sobre o dia em que a luz caiu no meio da sua prova de concurso na UERJ — e por que continuar no escuro foi o momento de maior glória da sua carreira acadêmica.O episódio também mergulha em temas centrais para quem gerencia um escritório de advocacia hoje: como escolher sócios sem abrir mão da própria paz, por que "não ser bom de gestão" pode ser uma virtude quando você sabe delegar, e qual é o verdadeiro impacto da inteligência artificial na advocacia — o que vai ser automatizado e o que nenhuma ferramenta vai substituir. Rodrigo ainda relembra o processo que virou notícia nacional, quando bueiros começaram a explodir pelo Rio de Janeiro, e a lição estratégica que aprendeu ao aconselhar o cliente a fechar um acordo mesmo estando em vantagem processual.Um episódio sobre carreira, ética e os bastidores de quem constrói um escritório de advocacia com propósito.Patrocínio Master: Lopti, a melhor solução em IA para escritórios de advocacia - Acesse https://direitoderesposta.lopti.ai e conheça a oferta especial para ouvintes do Direito de Resposta - utliize o cupom DR10 para 10% extra no valor da primeira mensalidade.Apoio: Sapiro Legal, líder em consultoria de recrutamento jurídico. Acesse https://sapiro.com.br e conheça mais.Addvise: conheça mais sobre o braço de educação da Sapiro em https://addvise.com.brEdição: Felipe Mux
Implantação do Plano Municipal de Educação e Compromisso nacional da Criança Alfabetizada Educação quilombola, diversidade e inclusão II Simpósio Municipal de Educação – 27 e 28/07
Painel – A importância da estabilidade jurídico-regulatória para promover evolução energética Felipe Oppelt | Prospectiva Claudia Viegas | Ecoa Alexandre Aragão | UERJ --- eixos é a agência de notícias líder em petróleo, gás e energia no Brasil. Faça parte da comunidade eixos no Whatsapp e nas redes sociais: https://whatsapp.com/channel/0029Va97KnmHAdNRhqZO0j0s #eixos #agenciaeixos #estudioeixos
Neste episódio do Senta Direito Garota!, Juliana Amador recebe Heloísa Ferreira, psicóloga, professora da UERJ e autora do livro "Me Deixem Envelhecer em Paz!". Heloísa conta sobre o que inspirou a escrita do livro e traz reflexões sobretudo em relação ao envelhecimento da mulher, ainda permeado de desafios, injustiças e preconceitos. Compartilha reflexões pessoais e profissionais sobre idade, liberdade e autonomia num bate papo descontraído, honesto e envolvente. Esse programa é completamente independente e precisa muito da colaboração de vcs para seguir nessa luta incansável, vem apoiar a gente para ampliar as vozes de diversas mulheres. ✅ APOIA-SE: https://apoia.se/sentadireitogarota ✅ FACEBOOK: https://www.facebook.com/profile.php?id=61558474657149 ✅ INSTAGRAM: https://www.instagram.com/sentadireitogarota/?hl=pt ✅ TIKTOK: https://www.tiktok.com/@sentadireitogarota?_t=8nYG2q5V72L&_r=1 ✅ @sentadireitogarota ✅ @jujuamador ✅ @helogf.psi #podcastfeminista #lugardemulheréondeelaquiser #sentadireitogarota #lutecomoumagarota #feminismo #fortecomoumamãe#podcast #podcastbrasil #videocasting #videocast #PodcastFeminista #Feminismo #Antirracismo #FeminismoInterseccional #empoderamentofeminino #MulheresPodcasters #PodcastsDeEsquerda #JustiçaSocial #IgualdadeDeGênero #ResistênciaFeminista #MovimentosSociais #Diversidade #Inclusão #EquidadeRacial #VozesFemininas #MulheresNoPodcast #LutaAntirracista #PolíticaDeEsquerda #FeministasUnidas #HistóriasDeMulheres #Feminismo #Antirracismo #FeminismoInterseccional #JustiçaSocial #empoderamentofeminino #DireitosDasMulheres #IgualdadeDeGênero #LutaAntirracista #PolíticaDeEsquerda #MovimentosSociais #Diversidade #Inclusão #EquidadeRacial #FeministasUnidas #ResistênciaFeminista #fofoca #fofocas #fofocasdosfamosos Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Convidados: Pedro Pannunzio, repórter correspondente na Venezuela, e Paulo Velasco, professor de relações internacionais da UERJ. Uma semana depois dos terremotos que devastaram a região norte da Venezuela, o que sobrou é uma tragédia humanitária de grandes proporções: a contagem oficial tem cerca de 2 mil mortes e 10 mil feridos, e a ONU estima aproximadamente 50 mil pessoas desaparecidas. Foram dois tremores de terra de 7,2 e 7,5 na escala Richter que, num intervalo de 39 segundos, levaram ao chão dezenas de milhares de construções. A dimensão real do desastre ainda está longe de ser conhecida: a ONU calcula que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas e já anunciou o envio de 10 mil sacos mortuários para acomodar os corpos. Equipes de buscas fazem de tudo para tentar resgatar as vítimas ainda com vida, um trabalho que conta com a ajuda internacional de diversos países – entre eles o Brasil. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois entrevistados. Primeiro, ela fala com o jornalista Pedro Pannunzio, que mora em Caracas e está fazendo a cobertura da tragédia. Pedro conta o que tem visto nas ruas, relata o trabalho de buscas e resgates e se emociona com as histórias que ouviu. Natuza entrevista também o analista Paulo Velasco sobre as crises institucionais da Venezuela na política e na economia.
Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o cientista político e professor da UERJ, João Feres Jr, fala sobre o livro de sua autoria, “Nas Ruas e Fora Delas”. Refere-se às manifestações de 2013 como J13, porque considera que a expressão `jornada´ remete a um caráter heróico que não houve. Critica analistas, acadêmicos e jornalistas que na pressa de produzirem leituras, criaram teses, relacionando os protestos à problemas da macroestrutura política e social, como os supostos esgotamento do Lulismo, serviços públicos degradados, precariado e outros temas sem o devido estudo, argumenta. O professor diz que as manifestações de junho de 2013 começaram contra os transportes e -resolvido o problema em SP- reapareceu como protestos contra a corrupção. Ele considera que o anti-petismo foi muito alimentado no período e nos dois anos seguintes que culminaram em 2016 com ao impeachment da ex-presidente Dilma.
Lula disse hoje a Trump para não se meter nas eleições brasileiras. Na verdade, Lula está adorando que Trump se meta nas eleições. Pois acredita que isso lhe trará vantagens nas urnas. Flávio Bolsonaro também acha que Trump lhe trará vantagens nas eleições. E acredita que mais gente vai votar nele quando diz que conseguiria resolver diretamente com Trump assuntos espinhosos como tarifas comerciais e crime organizado. Além do âncora da CNN William Waack, participam desta edição Thaís Herédia, analista de Economia, Caio Junqueira, analista de Política, Carlos Affonso Souza, professor de Direito da Uerj e diretor do ITS, Lourival Sant'Anna, analista de Internacional, e Sandro Teixeira Moita, professor de Ciências Militares da Eceme.
O Brasil está avançando em que direção quando se trata de regular inteligência artificial e big techs? O decano do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, acha que está avançando na direção certa. Graças ao próprio Supremo, que recentemente fixou novos parametros para responsabilizar plataformas digitais, e ao governo federal, que acaba de editar decretos atribuindo a Autoridade Nacional de Proteção de Dados o combate a crimes graves no ambiente digital. Além do âncora da CNN William Waack, participam desta edição Thaís Herédia, analista de Economia, Caio Junqueira, analista de Política, Daniel Rittner, diretor editorial de Brasília, Carlos Affonso Souza, professor de Direito da Uerj e dir. do ITS, Lourival Sant'Anna, analista de Internacional, e Feliciano de Sá Guimarães, professor de Relações Internacionais da USP.
Que tal um papo sobre literatura?
Neste episódio do Senta Direito, Garota!, Juliana Amador recebe Livia Cretton, psicóloga, mãe, doutora em Psicologia Social pela UERJ e autora do livro Insubmissa é a Mãe - maternidade e práticas de (re)existência entre mulheres. Lívia é ativista por uma educação que não seja violenta nem para quem recebe, nem para quem oferece. Em suas pesquisas e vivências, se debruça sobre o exercício do cuidado e sobre como a maternidade pode existir sem sacrifício e sem o apagamento das mulheres. Esse programa é completamente independente e precisa muito da colaboração de vcs para seguir nessa luta incansável, vem apoiar a gente para ampliar as vozes de diversas mulheres. ✅ APOIA-SE: https://apoia.se/sentadireitogarota ✅ FACEBOOK: https://www.facebook.com/profile.php?id=61558474657149 ✅ INSTAGRAM: https://www.instagram.com/sentadireitogarota/?hl=pt ✅ TIKTOK: https://www.tiktok.com/@sentadireitogarota?_t=8nYG2q5V72L&_r=1 ✅ @sentadireitogarota ✅ @jujuamador ✅ @psicoterateta #podcastfeminista #lugardemulheréondeelaquiser #sentadireitogarota #lutecomoumagarota #feminismo #fortecomoumamãe#podcast #podcastbrasil #videocasting #videocast #PodcastFeminista #Feminismo #Antirracismo #FeminismoInterseccional #empoderamentofeminino #MulheresPodcasters #PodcastsDeEsquerda #JustiçaSocial #IgualdadeDeGênero #ResistênciaFeminista #MovimentosSociais #Diversidade #Inclusão #EquidadeRacial #VozesFemininas #MulheresNoPodcast #LutaAntirracista #PolíticaDeEsquerda #FeministasUnidas #HistóriasDeMulheres #Feminismo #Antirracismo #FeminismoInterseccional #JustiçaSocial #empoderamentofeminino #DireitosDasMulheres #IgualdadeDeGênero #LutaAntirracista #PolíticaDeEsquerda #MovimentosSociais #Diversidade #Inclusão #EquidadeRacial #FeministasUnidas #ResistênciaFeminista #fofoca #fofocas #fofocasdosfamosos Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
O Supremo Tribunal Federal concluiu recentemente um dos julgamentos mais impactantes para o Direito Constitucional das últimas décadas: a rejeição da tese do Marco Temporal (Recurso Extraordinário 1.017.365 / Tema 1.031). A decisão não apenas redefine o processo de demarcação de terras indígenas, mas estabelece novos parâmetros para a segurança jurídica e o direito à indenização de particulares.Neste episódio, a promotora de Justiça Fernanda Soares recebe Julio José Araujo Junior para uma análise profunda sobre as consequências práticas dessa decisão para o sistema de justiça e, especificamente, para a atuação do Ministério Público.A tese vencedora (?): O que prevaleceu no voto do STF e como fica a interpretação do Art. 231 da Constituição Federal. Enquanto isso, o Congresso segue tramitando a proposta de EC com o intuito de reviver a tese.Indenizações e Boa-fé: As regras para o pagamento de benfeitorias e o valor da terra nua para ocupantes de boa-fé.Impacto no Agronegócio: Como a decisão afeta a segurança jurídica de propriedades rurais já consolidadas.O papel do MP: Os desafios na mediação de conflitos e na fiscalização dos novos procedimentos demarcatórios.
O niteroiense Luano se interessou por tecnologia como resultado de uma certa… criatividade para obter conteúdos digitais, aliada ao interesse e à facilidade de acessar conteúdos a respeito de idiomas.Depois de passar pelo exército, fez Relações Internacionais na UERJ e, como mandava o script, foi buscar uma experiência no exterior. Foi parar na França, voltou ao Brasil, voltou novamente para a França para um mestrado, voltou ao Brasil novamente, antes de cruzar o Atlântico mais uma vez, dessa vez com destino à Inglaterra.Neste episódio, o Luano detalha melhor todas essas idas e vindas, e comenta o dia a dia, os perrengues, e as diferenças entre morar na França e na Inglaterra.Fabrício Carraro, o seu viajante poliglotaLuano Rodrigues, Doutorando em Cibersegurança em LondresLinks:LinkedIn do LuanoO mercado não espera você estar pronto. Garanta seu lugar na Skills & Go Experience, o lugar em que você aprende, ao vivo e na prática, as habilidades que vão definir a próxima era do desenvolvimento.TechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões.#7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo! Produção e conteúdo:Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts
No episódio, Ana Frazão conversa com Luiz Fernando de Paula, que foi Professor Titular da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ e Presidente da Associação Keynesiana Brasileira (2009-2013), sendo atualmente Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Professor Voluntário do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ. O professor Luiz Fernando explica as razões que o levaram a escrever o livro “Economia Brasileira na Encruzilhada” a partir das influências do pós-keynesianismo e estruturalismo. A partir daí, o professor explica as razões pelas quais a economia brasileira parou de crescer, assim como os desafios a serem enfrentados para a retomada do crescimento e do desenvolvimento.
O Programa Resgatando a Cidadania deste sábado(11), homenageando os 200 anos do Braille, destacou o livro “A Importância do Sistema Braille para a Autonomia e Independência da Pessoa Cega". A obra foi produzida pelos integrantes do Grupo de Pesquisa sobre o Sistema Braille, do Instituto Benjamin Constant, do Rio de Janeiro. O comunicador Domingos Sávio, apresentador do programa, recebeu a autora da publicação, Raffaela Lupertina, Professora do Programa de Pós-Graduação em Ensino na Temática da Deficiência Visual do Instituto Benjamin Constant. Ela é a Coordenadora do Grupo de Pesquisa sobre o Sistema Braille da instituição e Pós-Doutora em Educação pela UFRRJ e Doutora em Educação pela UERJ. Para ela "o Braille foi um divisor de águas para a pessoa cega, que conquistou sua liberdade, conhecimento e autonomia a partir desse sistema." Também participou da entrevista Ana Cristina Zenun Hildebrandt, ex-aluna e professora aposentada do Instituto Benjamin Constant, Integrante do Grupo de Pesquisa sobre o Sistema Braille. Ela é coautora do livro e Diretora de Atividades Doutrinárias da Sociedade Pró-Livro-Espírita em Braille. O Programa Resgatando a Cidadania é apresentado todo sábado, a partir do meio-dia, pela Rádio Folha 96,7FM, produzido e apresentado pelo radialista Domingos Sávio.
O Câmara Rio Entrevista recebe Jonathan Raymundo, criador do Festival Wakanda, um dos movimentos mais importantes de valorização da cultura negra na Zona Oeste do Rio. Nascido em Realengo, ele construiu uma trajetória marcada pela educação, literatura e fortalecimento da identidade preta nas periferias.Premiado com o Prêmio Carolina Maria de Jesus, concedido pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jonathan compartilha sua história, os desafios e a importância de criar espaços seguros e afetivos para a população negra. O projeto Wakanda, que começou como um simples piquenique, cresceu e se transformou em um grande encontro cultural com feira de empreendedores, apresentações artísticas e celebração da identidade negra.Formado em História pela UERJ, ele também atua como escritor e organizador do livro “Pretagonismos”, reunindo reflexões de pensadores negros sobre a sociedade contemporânea.
Fala, pirataria! Está no mar o nosso novo podcast! Neste episódio, Daniel Gomes de Carvalho (@danielgomesdecr) e Rafinha (@rafaverdasca) recebem a professora da UERJ, Daiane de Souza Alves (@daianes.alves), para uma conversa sobre a Confederação do Equador. Canal do História Pirata no YouTube: www.youtube.com/@historiapirata chave pix: podcast.historiapirata@gmail.com Livro do Prof. Daniel sobre a Revolução Francesa: www.editoracontexto.com.br/produto/rev…esa/5105603 Livro sobre Thomas Paine e a Revolução Francesa, download gratuito: www.academia.edu/127250233/Thomas…mes_de_Carvalho_ Livro O Jacobinismo e a Revolução Francesa, LF Editorial, preço reduzido: lfeditorial.com.br/produto/o-jacob…nGfGLZOZQ5PaeLh Esse episódio foi editado por: Marcos Sorrilha (@canaldosorrilha)
O assunto do episódio #85 é a Copa do Mundo de 2014. Para aprofundar essa discussão, o convidado do dia é Marcelo Resende, doutorando e mestre em Comunicação Social pelo Programa de Pós-Graduação da UERJ, atualmente bolsista no Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo (LACON). Ele também é o autor do livro “7a1: nos jornais do Brasil”. No episódio, Marcelo analisa como a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, foi construída, interpretando acontecimentos históricos daquele mundial.O podcast Passes e Impasses é um projeto de extensão do Laboratório de Mídia e Esporte (LEME).EQUIPECoordenação do laboratório: Ronaldo HelalCoordenação do projeto de extensão: Fausto AmaroRoteiro e produção: Júlya BragaApresentação: Júlya Braga e Victor AffonsoEdição: Júlya BragaSuporte técnico: Clara QuintaneiraConvidado: Marcelo Resende
O WW Especial deste domingo (1°) colocou em pauta o questionamento "Como é a direita que ganha força na América Latina". Paulo Velasco, professor de Política Internacional da Uerj, Regiane Nitsch Bressan, professora de Relações Internacionais da Unifesp, e Eduardo Viola, professor de Relações Internacionais da FGV e IEA-USP debatem o assunto.
No Podcast Rio Bravo desta semana, nosso convidado é César Mortari Barreira, doutor em teoria e filosofia do Direito pela UERJ e diretor-executivo do Instituto Norberto Bobbio. O filósofo italiano Norberto Bobbio foi um dos grandes intelectuais do século XX, autor, entre outros, do livro “Direita e esquerda, razões e significados de uma distinção política”, publicado na primeira metade da década de 1990. Já a história do instituto remonta à primeira década do século XXI, quando o então presidente da Bolsa de Valores do Estado de São Paulo, Raymundo Magliano Filho, cria o Centro de Estudos Norberto Bobbio, que, em 2009, ganha autonomia e vida própria na forma de uma associação sem fins lucrativos para estudar, pesquisar e difundir o legado do autor no Brasil, agora sob o nome de Instituto Norberto Bobbio (INB). Em entrevista ao nosso Podcast, para além de falar da atuação do Instituto, César Mortari Barreira comenta fala a respeito do país do ruído – no caso, o Brasil que atravessa uma cisão que limita o diálogo e coloca em risco a possibilidade de convívio. Em um momento de impasse institucional, será que há alternativas ao cinismo? A resposta para essa e outras questões você confere no episódio do Podcast Rio Bravo desta semana!
Convidado: Luiz Augusto Campos, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ e coautor do livro "O Impacto das Cotas". O Tribunal de Justiça de Santa Catarina suspendeu, por decisão liminar, a lei sancionada pelo governador Jorginho Mello que proíbe cotas raciais e outras ações afirmativas em universidades e empresas que recebem recursos do estado. A medida interrompe, ao menos temporariamente, a aplicação da norma aprovada pela Assembleia Legislativa no fim de 2025. Além da suspensão no TJ-SC, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de 48 horas para que o governo catarinense e a Alesc prestem esclarecimentos sobre a lei. O episódio ocorre mais de uma década depois da aprovação da Lei de Cotas, em 2012, que mudou o perfil das universidades brasileiras, como explica Luiz Augusto Campos, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ. Em conversa com Natuza Nery, ele, que é coautor do livro "O Impacto das Cotas", analisa a constitucionalidade da lei e afirma: ela é um "atropelo ao pacto federativo brasileiro".
Convidado: Davi Tangerino, advogado criminalista e professor de Direito da UERJ. Aprovado na Câmara durante a madrugada da quarta-feira (10), o chamado PL da Dosimetria agora segue para o Senado. Foram 291 votos a favor e 148 votos contra, além de 1 abstenção. A votação terminou às 2h30, depois de uma terça-feira caótica na Câmara. O texto prevê a reduzir a pena dos condenados pela trama golpista, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e os militares do núcleo crucial. O projeto amplia a possibilidade de que a pena de um crime seja absorvida por outra -- é o que deve acontecer com a condenação de Bolsonaro por abolição violenta do Estado Democrático de Direito e pelo crime de tentativa de golpe de Estado. E também reduz o tempo de pena em regime fechado para alguns casos, de 25% para 16%. A expectativa é que o texto seja analisado no Senado já na semana que vem. Se aprovado no Congresso, o projeto segue para sanção presidencial. Quem explica os principais pontos do PL da Dosimetria é Davi Tangerino, professor de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Em conversa com Natuza Nery, o advogado criminalista detalha o que acontece com a soma das penas por diferentes crimes – e no caso específico de Bolsonaro, o que muda na condenação por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O professor responde também o que acontece com a chamada progressão de regime no caso de Bolsonaro. E quem, além do ex-presidente e dos outros condenados na trama golpista, pode ser beneficiado caso o projeto vire lei.
Convidado: Davi Tangerino, advogado criminalista e professor de Direito da UERJ. Aprovado na Câmara durante a madrugada da quarta-feira (10), o chamado PL da Dosimetria agora segue para o Senado. Foram 291 votos a favor e 148 votos contra, além de 1 abstenção. A votação terminou às 2h30, depois de uma terça-feira caótica na Câmara. O texto prevê a reduzir a pena dos condenados pela trama golpista, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e os militares do núcleo crucial. O projeto amplia a possibilidade de que a pena de um crime seja absorvida por outra -- é o que deve acontecer com a condenação de Bolsonaro por abolição violenta do Estado Democrático de Direito e pelo crime de tentativa de golpe de Estado. E também reduz o tempo de pena em regime fechado para alguns casos, de 25% para 16%. A expectativa é que o texto seja analisado no Senado já na semana que vem. Se aprovado no Congresso, o projeto segue para sanção presidencial. Quem explica os principais pontos do PL da Dosimetria é Davi Tangerino, professor de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Em conversa com Natuza Nery, o advogado criminalista detalha o que acontece com a soma das penas por diferentes crimes – e no caso específico de Bolsonaro, o que muda na condenação por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O professor responde também o que acontece com a chamada progressão de regime no caso de Bolsonaro. E quem, além do ex-presidente e dos outros condenados na trama golpista, pode ser beneficiado caso o projeto vire lei.
Você sabia que a Comando Vermelho se relaciona com guerrilhas comunistas da Ditadura Militar? Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre a História do CV, o Comando Vermelho.-Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal no YouTube e assista o História em Dez Minutos!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresConheça meu outro canal: História e Cinema!https://www.youtube.com/@canalhistoriaecinemaOuça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:- AMORIM, Carlos. Comando Vermelho: A história secreta do crime organizado. Rio de Janeiro: Record, 1993- BARBOSA, Antônio Rafael. O poder do tráfico: territórios, hierarquias e sociabilidades. Rio de Janeiro: Mauad X, 2012.- CANCLINI, Néstor García. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: Edusp, 2000.- CANO, Ignacio; LOPES, Carolina. Violência letal, renda e desigualdade social no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Laboratório de Análise da Violência (Uerj), 2017.- ZALUAR, Alba; ALVITO, Marcos (orgs.). Um século de favela. Rio de Janeiro: FGV, 1998. - INSTITUTO DE SEGURANÇA PÚBLICA (ISP-RJ). Relatório anual de segurança pública do estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Governo do Estado, 2023.
[PARA OUVIR O EPISÓDIO, NA PÁGINA, DESÇA ATÉ O PLAYER NATIVO, QUE ESTÁ DEPOIS DO TEXTO]CtC_051 – HETEROIDENTIFICAÇÃO e sua relação com a reserva de vagas na Uerj Olá Você… Numa perspectiva de informação e em contexto de reflexão das desventuras decorrentes do racismo e seu apartheíd social, nós do Conteúdo Concreto trazemos mais uma vez […] O post CtC 51 – HETEROIDENTIFICAÇÃO e sua relação com a reserva de vagas na Uerj apareceu primeiro em Salada Cult.
Neste episódio, recebemos novamente Patrick Martins, Mestrando em Geografia pela UERJ que retornou para falar sobre seu outro artigo: De Metrópoles a Midgar: Um estudo sobre paisagem e intertextualidade em Final Fantasy VII e Final Fantasy VII Remake. Ouça também a primeira participação de Patrick Martins no Regras do Jogo #229 – As paisagens de Piltover e Zaun. Siga também as redes do Sindjogos para conhecer a chapa fundadora do sindicato: Instagram e Bluesky. E se você trabalha com games e mora no estado de São Paulo, se inscreva na Assembleia de Fundação do SINDJOGOS-SP que acontece no dia 7 de Dezembro de 2025 e faça sua voz ser ouvida! Ajude a financiar o Holodeck Design no Apoia.se e Orelo.cc ou fazendo doações pelo PicPay. Siga o Holodeck Design no Twitter, Facebook, Instagram e TikTok e entre no grupo para ouvintes do Telegram! Nossos episódios são gravados ao vivo em nosso canal na Twitch e YouTube, faça parte também da conversa. Participantes Fernando Henrique Anderson do Patrocínio Patrick Martins Cupons de Desconto regrasdojogo – 10% Descontos em todas as camisas da Veste Esquerda. Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remix
No segundo episódio da série Tomada de Decisão, o diretor médico da Afya e editor-chefe do Whitebook, Dr. Ronaldo Gismondi, recebe o Dr. Yuri Albuquerque — médico do Hospital Sírio-Libanês, intensivista e doutorando pela USP, com formação em Clínica Médica pela UERJ e R3 pela UFRJ — para discutir um caso real de pneumonia comunitária grave.A partir de um paciente idoso com febre, dispneia e rebaixamento do nível de consciência, eles exploram o raciocínio clínico necessário para definir exames prioritários, critérios de gravidade, momento ideal para iniciar antibiótico e suporte ventilatório adequado.Com uma conversa dinâmica e didática, o episódio mostra como pensar de forma estruturada diante de uma emergência respiratória, ajudando estudantes e médicos em início de carreira a aprimorar sua tomada de decisão à beira do leito.#TomadaDeDecisão #CasosClínicos #PneumoniaComunitária #RaciocínioClínico #ClínicaMédica #Afya #Whitebook #Medicina #MedicinaInterna #TerapiaIntensiva #EmergênciaMédica #DiagnósticoDiferencial #PneumoniaGrave #DoençasRespiratórias #ExameFísico #Antibioticoterapia #SuporteVentilatório #CuidarÉCiência #FormaçãoMédica #DiscussãoDeCasos #MedStudent #ResidênciaMédica #Hospital #AprendizadoClínico #RonaldoGismondi #YuriAlbuquerque #MedicinaBaseadaEmEvidências #PráticaMédica
Esse é o quinto encontro do Grupo de Estudo: Políticas, Retóricas e Histórias da Visualidade, uma iniciativa do Podcast Visual+mente e o grupo de pesquisa do CNPq “Visualidade e Linguagem”.Neste encontro, tivemos o privilégio de receber a Rafa Sarinho, pesquisadora doutora pela PUC.Rio, Mestranda em Psicanálise na UERJ e formada em design pela UFPE, universidade federal de Pernambuco. A professora Rafaela debateu a visualidade em Jonathan Crary, autor que se vale dos estudos de Michel de Foucault para pensar historicamente o 'regime do visível'. Articulando esses dois autores, as visualidades serão pensadas neste encontro a partir de sua constituição e de seus efeitos, como articuladoras das práticas, valores e discursos que compõem saberes médicos/científicos. Em uma pequena arqueologia das visualidades do corpo, a pesquisadora desenha conexões entre os modos de ver e interpretar o feminino, destacando a fotografia como um instrumento de produção do saber médico/científico.O evento foi fechado e participaram apenas os inscritos no grupo de estudos. Acredecemos o comparecimentos e partcipação dos membros do grupo.Encontre o texto da bibliografia e muito mais aqui: https://www.visualmente.com.br/grupo
Erik Navarro Wolkart é ex-juiz federal, doutor em Direito pela UERJ em colaboração com a Harvard Law School e cofundador do Instituto New Law. Com quase duas décadas de experiência na magistratura, ele pediu exoneração para se dedicar ao ensino e à transformação digital do Direito. Atualmente, é sócio da 4Juris Marketing, empresa especializada em soluções de prospecção para escritórios de advocacia. Erik também é autor de livros e artigos sobre jurimetria, inteligência artificial e inovação jurídica, e atua como mentor de advogados que buscam escalar suas práticas profissionais.Patrocinador: Construa uma empresa eficiente, lucrativa e produtiva. Clique no link e veja como organizamos isso: https://rebrand.ly/ep-259-programaDisponível no YouTube:Link: https://youtu.be/JU-WWhi6mb000:00 - Introdução E O Valor Da Liberdade06:45 - Concursos Públicos E O Caminho Até A Magistratura12:20 - Salário De Juiz: Federal x Estadual No Brasil19:15 - Crimes Financeiros, Colarinho Branco E A Justiça Federal27:00 - O Início No Digital E A Experiência Com Infoprodutos32:00 - Primeiros Lançamentos E Construção De Comunidade36:20 - A Decisão De Sair Da Magistratura1:02:26 - Harvard, MIT E A Emoção De Estar No Berço Da Inovação1:10:16 - Stanford E O Estudo De Inteligência Artificial No Direito1:25:50 - Virada De Estilo De Vida: Saúde, Família E Performance Olímpica1:29:30 - Biohacking, Reposição Hormonal E Prevenção Do Alzheimer1:41:10 - Disciplina, Agenda Estruturada E O Equilíbrio Com A Vida PessoalSiga o Erik no Instagram: https://www.instagram.com/eriknavarrowNos Siga:Marcelo Toledo: https://instagram.com/marcelotoledoInstagram: https://instagram.com/excepcionaispodcastTikTok: https://tiktok.com/@excepcionaispodcast
Convidados: Reynaldo Turollo Jr, repórter do g1 em Brasília, Gustavo Binenbojm , prof. Faculdade de Direito da UERJ, e Oscar Vilhena, prof. Faculdade de Direito da FGV-SP. Pela primeira vez na história, um ex-presidente é condenado por crimes contra a democracia. Por 4 votos a 1, a 1ª Turma do STF condenou Jair Bolsonaro, e outros 7 réus por 5 crimes. A pena imposta ao ex-presidente é de 27 anos e 3 meses de prisão. Além de Bolsonaro, foram condenados Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro e candidato a vice na chapa derrotada). Neste episódio, Natuza Nery recebe três convidados: Reynaldo Turollo Jr, repórter do g1 em Brasília, Gustavo Binenbojm , prof. Faculdade de Direito da UERJ, e Oscar Vilhena, prof. Faculdade de Direito da FGV-SP. Repórter do g1 que acompanhou de dentro do STF todas as sessões do julgamento, Turollo explica como foram os votos que levaram à condenação de Bolsonaro e dos outros réus. Ele relata o clima entre os ministros no dia seguinte ao voto de Luiz Fux - único dos magistrados a pedir a absolvição do ex-presidente. Ele conta como foi feita a definição das penas e o que acontece a partir de agora. Quem desenha os significados políticos e históricos da condenação é Oscar Vilhena. “Tivemos a prevalência da lei sob a barbárie”, diz o professor. Vilhena analisa as pressões internas por anistia e a ameaça externa vinda dos EUA – Donald Trump chamou a condenação de “terrível” e o secretário de Estado americano prometeu resposta à decisão. O professor conclui: “a partir de hoje, quem tem compromisso com a democracia tem que estar mais atento do que nunca”. Depois, Natuza Nery recebe Gustavo Binenbojm para falar dos argumentos jurídicos apresentados por Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. É ele quem sinaliza como os quatro ministros que votaram pela condenação, analisaram “o filme” golpista, enquanto Fux apontou fatos isolados para justificar seu pedido de absolvição.
O programa energy talks, da agência eixos, recebe nesta quinta-feira (11/9) Heloísa Borges, diretora de Estudos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Doutora e mestre em Economia pela UFRJ e advogada pela UERJ, Heloísa construiu uma trajetória marcada pela combinação de sólida formação acadêmica e experiência prática na formulação de políticas energéticas. Foi pesquisadora visitante na University of Virginia Law School, bolsista do Columbia Women's Leadership Program e professora da UFRJ. Antes de assumir funções na EPE, passou por Furnas Centrais Elétricas e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), onde coordenou rodadas de licitação em 2018 e 2019 e participou da modelagem de contratos de partilha e concessão. Reconhecida por sua atuação em temas como regulação, defesa da concorrência e política energética, Heloísa também é uma voz ativa na defesa da equidade de gênero no setor público e energético. A entrevista vai abordar os principais desafios da política energética brasileira, perspectivas para o petróleo, gás natural e biocombustíveis, além do papel da diversidade na construção de melhores políticas públicas. No programa, a apresentadora Mariana Procópio e o diretor-executivo Felipe Maciel. O energy talks é uma série de 24 episódios diários transmitidos ao vivo de 18 de agosto a 18 de setembro, de segunda à sexta, às 14h. O energy talks é patrocinado por Petrobras e Governo Federal.
AS TECNOLOGIAS DO ANTICRISTO - DANIEL LOPEZ - MELHORES MOMENTOSSobre Daniel Lopez:
Convidados: Paulo Velasco, professor de Política Internacional da UERJ, e Thiago Rodrigues, professor do Instituto de Estudos Estratégicos da UFF. Os EUA enviaram seis navios de guerra para a costa venezuelana. O envio faz parte de uma missão oficial para combater o narcotráfico, segundo o governo dos EUA, que oferece US$ 50 milhões de dólares de recompensa a quem levar à prisão de Nicolás Maduro. A Casa Branca promete usar “toda a força” contra o regime venezuelano. Em resposta, Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos. As movimentações representam uma escalada na já conturbada relação entre EUA e Venezuela, como explica Paulo Velasco em conversa com Victor Boyadjian neste episódio. Professor de Política Internacional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Velasco relata qual a situação política, econômica e social da Venezuela – e detalha por que o narcotráfico no país se tornou uma preocupação para os EUA. Ele, que é autor do livro “A Venezuela e o chavismo em perspectiva”, avalia as chances de a tensão entre os dois lados crescer. Depois, a conversa é com Thiago Rodrigues, professor no Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense. Ele responde o que caracteriza um “narcoestado” e se a Venezuela pode ser enquadrada neste conceito. Autor de “Política e drogas nas Américas: uma genealogia do narcotráfico”, Thiago conclui quais são as possíveis consequências para o Brasil caso Trump resolva escalar ainda mais a ofensiva contra Maduro.
O convidado do programa Pânico dessa segunda-feira (21) é Daniela Lopez. Daniel Lopez é Jornalista (UFRJ), Teólogo (UMESP), Mestre em Linguística (UERJ) e Doutor em Linguística (UFF). É analista geopolítico e autor de 15 livros, entre eles, “A Jogada Final: Tecnologia e política na era da desinformação”.Redes Sociais: Instagram: https://www.instagram.com/daniell.llopez/Youtube: https://youtube.com/@daniellopez?si=-_AzMIvZUeaS4qry
EU VOU TE REVELAR COMO ISSO VAI TERMINAR - Daniel LopezO conflito entre Israel e Irã tem potencial para gerar uma reconfiguração profunda nas dinâmicas geopolíticas do Ocidente, especialmente num contexto de polarização crescente, crises institucionais e disputas por hegemonia global. A escalada das tensões entre os dois países — envolvendo ataques diretos, sabotagens e retaliações por meio de proxies regionais como Hezbollah e milícias xiitas — tende a criar ondas de instabilidade que extrapolam o Oriente Médio, atingindo diretamente os interesses políticos, econômicos e ideológicos das potências ocidentais.Nos Estados Unidos e na União Europeia, esse embate pode acelerar decisões estratégicas: aumento de gastos militares, endurecimento de políticas de imigração, reforço da aliança com Israel e realinhamento de sanções contra o Irã e seus aliados. Tudo isso em um momento em que o Ocidente enfrenta erosão interna — com inflação, crises energéticas, avanço de discursos identitários radicais e descrédito das instituições. O conflito também repercute nos mercados globais de energia: qualquer ameaça ao Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial — pode causar choques de oferta e inflação generalizada, afetando principalmente as economias mais frágeis da Europa.Além disso, o confronto pode ser instrumentalizado por governos ocidentais como cortina de fumaça para desviar o foco de suas próprias crises internas. Ao mesmo tempo, potências como Rússia e China tendem a explorar o caos para enfraquecer a influência dos EUA e de seus aliados, financiando narrativas alternativas e se posicionando como mediadores da paz global. Em última análise, o conflito Israel-Irã não é apenas local: é uma faísca em um cenário global altamente inflamável, cujo desdobramento pode acelerar o colapso de paradigmas políticos, morais e institucionais do Ocidente moderno.
Na TV Elas por Elas Formação deste sábado (07/06) temos um resumo especial dos pontos mais importantes da semana, em que discutimos sobre "Proteção e Dignidade para Meninas e Jovens”.Contamos com as participações de:Elaine Monteiro - Doutoranda em história sócia pela UERJ e militante da Marcha Mundial das Mulheres.Salete Bernardo, Presidenta do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial de Alagoas.Carmen Foro, Agricultora Familiar, Ambientalista e segunda suplente de Deputada Federal pelo PT/ Pará.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta segunda-feira (02/06) acompanhe a apresentação da aula: “Feminismo e infância: educar para a liberdade”, com Elaine Monteiro - Doutoranda em história sócia pela UERJ e militante da Marcha mundial das Mulheres.
O Lado B desta semana é o já tradicional especial em parceria com a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (Jura) e a UERJ. Conversamos com Luz Ángela Roja, educadora popular, mestra em Estudos Interdisciplinares da América Latina e militante do ‘Congreso de Los Pueblos' para traçar um paralelo entre a luta pela Reforma Agrária integral e popular na Colômbia com o Brasil. Os desafios, as semelhanças e diferenças e a troca entre os movimentos dos países.No Caô da Semana, o ataque misógino à ministra Marina Silva mostrando a força política (e bruta) do agronegócio.
O Lado B recebe novamente Elias Jabbour, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ, escritor e atualmente presidente do Instituto Pereira Passos (IPP). Na conversa, o papel da Petrobras como uma das indutoras do desenvolvimento econômico do país, a necessidade de retomar investimentos na empresa e as novas possibilidades para a transição energética. Também a guerra tarifária dos EUA de Trump contra a China e a expectativa de novos rumos no IPP.
Neste episódio, falamos das dificuldades no mercado de trabalho para pessoas LGBTQIAPN+ e como o empreendedorismo pode ajudar na busca por geração de renda e dignidade. E ainda, um debate crítico sobre a política ‘pink money' das grandes empresas: inclusão e diversidade ou mero marketing?
Em um dia histórico, Jair Bolsonaro tornou-se o primeiro ex-presidente a virar réu por tentativa de golpe de Estado. A análise do caso foi decidida pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (26), quando os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin leram seus votos, acompanhando o relator, ministro Alexandre de Moraes. Agora, o ex-presidente e mais sete aliados, incluindo militares de alta patente, vão a julgamento — a data ainda não foi marcada. Se condenados, eles podem ser presos por atentar contra a democracia. Diferentemente da terça-feira,(25) quando Bolsonaro esteve no plenário da Corte, neste segundo dia, ele acompanhou a análise do gabinete do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Depois da sessão, Bolsonaro disse que as acusações são infundadas, repetiu os ataques a Moraes e ao sistema eleitoral. Para analisar as chances de Bolsonaro conseguir evitar uma condenação, Natuza Nery entrevista Davi Tangerino, advogado criminalista e professor de direito da UERJ, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ele também detalhe os votos dos ministros, que decidiram de forma unânime. Depois, para entender as repercussões políticas e o discurso de Bolsonaro que, depois da sessão, disse que as acusações são infundadas e repetiu os ataques a Moraes e ao sistema eleitoral, a conversa é com Vera Magalhães, colunista do jornal O Globo, âncora na rádio CBN e apresentadora do programa Roda Viva, da TV Cultura. "Acredito que ele corre mais risco de ter produzido alguma nova prova contra si. Eu achei que, se tinha alguma estratégia ali, ela se perdeu logo no início daquela longa fala meio desconexa."
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Durante a corrida eleitoral, o bilionário foi um dos mais dedicados entusiastas do republicano. Além de subir no palco de vários comícios de Trump, Musk entrou com muito dinheiro na eleição: doou cerca de US$ 200 milhões para a campanha republicana. Após a vitória nas urnas, Trump lembrou de citar o aliado logo em seu primeiro discurso como presidente eleito. E uma semana depois, entregou ao empresário a chefia de uma comissão que será criada para promover corte de gastos em agências federais – como é o caso da Nasa, que tem contrato bilionário com a SpaceX, empresa do próprio Musk. Para explicar o que o bilionário ganha agora que Trump volta a Casa Branca, Julia Duailibi entrevista Carlos Affonso Souza, professor da UERJ e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS).
Mulheres e botos que se vêem obrigados a gritar. No primeiro ato: dores de cabeça no reino de Poseidon. Por Ana Pinho. No segundo ato: um clube só para homens. Por Luiza Silvestrini. Conheça o podcast Fio da Meada, novo original da Rádio Novelo, em que Branca Vianna conversa com convidados que têm o que dizer sobre os mais diversos assuntos, pra inspirar você a tecer seu próprio ponto de vista. Toda segunda-feira no Spotify e nos outros apps de áudio: https://encurtador.com.br/WUDSO Palavras-chave: cetáceos, poluição sonora, UERJ, Lis Bittencourt, língua portuguesa, linguagem neutra, plural masculino, ABL, Júlia Lopes de Almeida, literatura, mulheres, machismo. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Candidato à reeleição para um terceiro mandato, Nicolás Maduro fez uma previsão alarmante caso seja derrotado nas urnas no próximo domingo. “Se não quiserem que a Venezuela caía em um banho de sangue”, disse, "garantamos o maior êxito, a maior vitória da história eleitoral do nosso povo”. A fala foi criticada até por um tradicional aliado de Maduro: o presidente Lula. Depois de o brasileiro ter declarado ter ficado “assustado”, o venezuelano rebateu sugerindo que quem se assusta precisa tomar “chá de camomila”. Para entender por que a eleição na Venezuela preocupa a comunidade internacional e quais as consequências da troca de farpas entre os dois, Natuza Nery conversa com Paula Ramón, jornalista venezuelana baseada nos EUA, e com Paulo Velasco, professor de Política Internacional da UERJ. Paula avalia como as declarações recentes de Maduro representam um momento “singular” do regime e a real preocupação de que os venezuelanos o derrotem nas urnas. Paulo explica por que, pela primeira vez em 25 anos, estamos diante de uma “possibilidade concreta e real” de ver o chavismo perder nas urnas, mas pondera: “A disputa política na Venezuela não vai se encerrar dia 28 de julho, independentemente de quem ganhe”.