Conversas intensas com quem pensa os grandes temas da Ciência, Sociedade, Economia, Política, Filosofia e muito mais. José Maria Pimentel - curioso por natureza e economista por formação - recebe para uma discussão descomprometida especialistas e pensadores de várias áreas. No 45 Graus não há temas…

Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Episódio do 45 Graus publicado originalmente a setembro de 2025. Veja também em youtube.com/@45_graus Pedro Bingre do Amaral é professor na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) e presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN). Estudou na Universidade Técnica de Lisboa, pela qual é licenciado em Engenharia Florestal e mestre em Planeamento Regional e Urbano. Desde 1998 foca o seu trabalho de docência, consultoria e investigação na temáticas do ambiente, conservação da natureza, florestas, ordenamento territorial e política de solos (rústicos e urbanos).See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Inquérito: melhores episódios de 2026? Pedro Carneiro é professor de Economia na University College London, Research Economist no Centre for Microdata Methods and Practice e Research Fellow no Institute for Fiscal Studies. Doutorou-se em Economia na Universidade de Chicago. Publicou vários artigos científicos acerca dos determinantes e consequências de investimentos públicos e privados em crianças, em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Também trabalhou em avaliações de programas de educação, saúde e pobreza em vários países. _______________ Índice (2ª Parte): Paper: Teacher Quality and Learning Outcomes in Kindergarten, 2016 Devemos ter métricas de desempenho dos professores consoante os resultados dos alunos? | Caso Vergara v. California Paper: The Decision-Makers We Become: Early Education and the Decision-Making of Boys and Girls (2026) Qual é a melhor forma de fazer investigação nesta área? Devíamos ter um Infarmed que determinasse as melhores medidas nesta área?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Inquérito: melhores episódios de 2026? Pedro Carneiro é professor de Economia na University College London, Research Economist no Centre for Microdata Methods and Practice e Research Fellow no Institute for Fiscal Studies. Doutorou-se em Economia na Universidade de Chicago. Publicou vários artigos científicos acerca dos determinantes e consequências de investimentos públicos e privados em crianças, em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Também trabalhou em avaliações de programas de educação, saúde e pobreza em vários países. _______________ Índice (1ª parte): Como se descobriu que é na 1ª infância que mais compensa investir em políticas públicas? Curva de Heckman Artigo: The short- and medium-term effects of Sure Start on children’s outcomes O que são “experiências naturais” nas ciências sociais Porque a creche é boa para algumas crianças e má para outras? Paper. The Timing of Shocks Across Childhood: Does it Matter? (2025) Paper: A Flying Start? Maternity Leave Benefits and Long-Run Outcomes of ChildrenSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Rita de la Feria, Professora Catedrática de Direito Fiscal na Universidade de Leeds, em Inglaterra, professora visitante em Oxford e membro do Advisory Panel do Office for Budget Responsibility do Reino Unido. Conselheira para a reforma fiscal do governo de Timor-Leste. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, doutorou-se, em 2006, em Direito Fiscal Europeu pela Universidade de Dublin, Trinity College. _______________ Índice (2ª Parte): Porque taxar os mais ricos é tão impopular mesmo com o aumento da desigualdade? Porque ninguém gosta de impostos sobre as heranças? A dificuldade prática em aplicar impostos sobre o património Taxa única do IVA: porque é tao impopular? O caso da Colombia Porque há impostos que toleramos e outros que odiamos? Como definir uma política fiscal óptima para um país? Uma medida para Portugal: um IVA progressivo Imigração e afinidade socialSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Rita de la Feria, Professora Catedrática de Direito Fiscal na Universidade de Leeds, em Inglaterra, professora visitante em Oxford e membro do Advisory Panel do Office for Budget Responsibility do Reino Unido. Conselheira para a reforma fiscal do governo de Timor-Leste. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, doutorou-se, em 2006, em Direito Fiscal Europeu pela Universidade de Dublin, Trinity College. _______________ Índice (1ª parte): Quais foram os primeiros impostos? Quando é que os impostos passaram a servir sobretudo para financiar o Estado Social? A importância de vermos para onde vão os impostos O “paradoxo nórdico” Livro: Taxation and Inequalities O IVA na Dinamarca Porque é o IVA regressivo? O estranho caso da enorme aversão à mudança em Portugal Geert Hofstede e a aversão à incerteza em Portugal Porque estão as pessoas mais descontentes com os serviços públicos? Círculos viciosos vs virtuosos O viés da negatividade Dados OCDE. em Portugal, cash benefits vão sobretudo para quem ganha mais (tabela 6.12) O impacto das redes sociais na nossa satisfação com a vidaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Fernando Leal da Costa é médico hematologista, professor universitário e e foi secretário de Estado Adjunto e da Saúde entre 2011 e 2015 e ministro da Saúde em 2015. Ao longo da sua carreira exerceu funções de direção clínica e hospitalar e tem desenvolvido trabalho nas áreas da organização dos sistemas de saúde, gestão hospitalar e políticas de saúde. É professor catedrático jubilado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Alexandre Lourenço é professor auxiliar convidado na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena do Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde para a Gestão da Saúde. É, igualmente, presidente da European Association of Hospital Managers (EAHM) e administrador hospitalar. Foi diretor de financiamento e vogal executivo da Administração Central do Sistema de Saúde, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e da Unidade Local de Saúde de Coimbra, e da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH). Tem desenvolvido trabalho nas áreas da gestão de serviços de saúde, organização dos sistemas de saúde e políticas públicas de saúde, sendo um dos principais especialistas portugueses em gestão de serviços de saúde. -- Inquérito aos ouvintes do 45 Graus _______________ Índice (2ª Parte): Desafio: Porque é que o SNS funciona de forma tão diferente no território? Solução: Ajustamento à realidade local e articulação com as autarquias As Unidades Locais de Saúde (ULS): uma boa ideia (ainda) mal aplicada? Desafio: Governança do SNS: a dificuldade de gerir organizações desta dimensão, a escolha e remuneração dos gestores Direção Executiva do SNS: uma boa ou má ideia? Como são construídos os programas eleitorais dos partidos? O Plano Nacional de Saúde Solução: Tirar partido da tecnologia Desafio: Lidar com o aumento do papel dos privados e dos seguros de saúde O que fariam se fossem Ministro da Saúde?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Fernando Leal da Costa é médico hematologista, professor universitário e e foi secretário de Estado Adjunto e da Saúde entre 2011 e 2015 e ministro da Saúde em 2015. Ao longo da sua carreira exerceu funções de direção clínica e hospitalar e tem desenvolvido trabalho nas áreas da organização dos sistemas de saúde, gestão hospitalar e políticas de saúde. É professor catedrático jubilado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Alexandre Lourenço é professor auxiliar convidado na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena do Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde para a Gestão da Saúde. É, igualmente, presidente da European Association of Hospital Managers (EAHM) e administrador hospitalar. Foi diretor de financiamento e vogal executivo da Administração Central do Sistema de Saúde, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e da Unidade Local de Saúde de Coimbra, e da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH). Tem desenvolvido trabalho nas áreas da gestão de serviços de saúde, organização dos sistemas de saúde e políticas públicas de saúde, sendo um dos principais especialistas portugueses em gestão de serviços de saúde. -- Inquérito aos ouvintes do 45 Graus _______________ Índice (1ª parte): Qual é o estado do SNS? Reforma do Ministro Correia de Campos Desafio: a evolução das expectativas dos cidadãos Solução: os cuidados de saúde primários como peça central da reforma para diminuir o uso de urgências. Solução: capacitação dos médicos de família (MGF). Distinguir urgências verdadeiras de mera doença aguda Desafio: Como atrair mais médicos de família (MGF)? Solução: Tirar partido da tecnologia para melhorar eficiência e libertar os médicos para outros papéis Desafio da falta de médicos no SNS. Emigração de médicos e progressão na carreira Desafio: o envelhecimento da população Solução: apostar na prevenção Desafio: internamentos sociais Solução: Articulação entre SNS e Segurança SocialSee omnystudio.com/listener for privacy information.

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Veja também em youtube.com/@45_graus Céu Mateus é professora catedrática de Economia da Saúde na Division of Health Research na Universidade de Lancaster, Reino Unido. É doutorada em Economia da Saúde Pública, mestre em Política Social Europeia e licenciada em Economia. Foi professora auxiliar de Economia da Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública (2001-2014). Trabalhou no Instituto de Gestão Informática e Financeira (hoje ACSS) do Ministério da Saúde no departamento de Desenvolvimento de Sistemas de Informação Gestão entre 1995 e 2001, onde foi a responsável executiva pelo Sistema de Financiamento/Sistema de Classificação em Grupos de Diagnósticos Homogéneos. Enquanto investigadora trabalha principalmente na área de avaliação económica de tecnologias de saúde, medição da eficiência, equidade e qualidade de vida. É presidente da EuHEA – European Association of Health Economics. -- Inquérito aos ouvintes do 45 Graus _______________ Índice (2ª Parte): Serviço Nacional de Saúde: forças e fraquezas Sobrecarga nas urgências Pior em Lisboa e Vale do Tejo O impacto do Dr Google (e Dr ChatGPT) na nossa relação com os cuidados de saúde Faltam camas para internamentos? Demora nas especialidades cirúrgicas vs médicas Internamentos “sociais” Rede de cuidados continuados Cuidadores informais Que medidas recomenda a Céu para melhorar o SNS? Os enfermeiros deviam ter um papel mais relevante no sistema PT? Local de residência e distância à urgência Os imigrantes podem usar o SNS?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Céu Mateus é professora catedrática de Economia da Saúde na Division of Health Research na Universidade de Lancaster, Reino Unido. É doutorada em Economia da Saúde Pública, mestre em Política Social Europeia e licenciada em Economia. Foi professora auxiliar de Economia da Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública (2001-2014). Trabalhou no Instituto de Gestão Informática e Financeira (hoje ACSS) do Ministério da Saúde no departamento de Desenvolvimento de Sistemas de Informação Gestão entre 1995 e 2001, onde foi a responsável executiva pelo Sistema de Financiamento/Sistema de Classificação em Grupos de Diagnósticos Homogéneos. Enquanto investigadora trabalha principalmente na área de avaliação económica de tecnologias de saúde, medição da eficiência, equidade e qualidade de vida. É presidente da EuHEA – European Association of Health Economics. -> Nota de correção: Na introdução digo que o último Inquérito Nacional de Saúde foi realizado em 2019, mas a verdade é que foi feita uma nova recolha em 2025 (cujos dados ainda se encontravam em tratamento à data da gravação). _______________ Índice (1ª parte): Como está a saúde em Portugal em comparação com outros países? Estudo da OCDE / Comissão Europeia Diferenças entre homens e mulheres Inquérito Nacional de Saúde: último em 2014, PCP propôs novo Desigualdades económicas Diferenças de PIB entre países PT é dos países com mais altas taxas de vacinação Porque há cada vez mais pessoas anti-vacinas? Depressão e ansiedade Relação entre falta de sensação de controlo sobre a vida e saúde mental Sector da saúde em Portugal Público vs privado Adse e outros subsistemas O peso crescente dos seguros de saúde Porque estamos a gastar mais em saúde? O caso das ecografias See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus José Paulo Soares é licenciado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto (FEP) e actualmente estudante do Mestrado em Economia na Nova SBE, onde é bolseiro de mérito. Com 16 anos, em 2021, criou o podcast "A conversar é que a gente se entende" onde ao longo de mais de 130 episódios conversou com personalidades tão distintas como Ricardo Araújo Pereira ou André Ventura. O seu envolvimento cívico levou-o ao associativismo estudantil, aos Órgãos Sociais da banda filarmónica onde é músico em Cête e à cofundação do Coletivo Matéria. Atualmente, é ainda colunista convidado do jornal Eco e comentador no programa Geração V da Rádio Observador. -- Inquérito aos ouvintes do 45 Graus _______________ Índice: Origem e percurso de vida Podcast A conversar é que a gente se entende Vida de bolseiro e o que falta melhorar no sistema de bolsas em PT Centralismo em Portugal e regionalização O que é diferente nesta geração?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Marco Neves é professor na NOVA FCSH e investigador na área das línguas, literaturas e culturas. É autor de mais de quinze livros sobre temas linguísticos. Dedica-se à comunicação sobre língua portuguesa por escrito, na rádio, na televisão e nas redes sociais. É autor dos programas Português Suave, na Rádio Observador, e Esta Língua Que Nos Une, na RTP. -- Inquérito aos ouvintes do 45 Graus _______________ Índice (2ª Parte): Aos 1:05:12 O caminho do Indo-Europeu até ao Latim e depois ao Português Como é que o Latim deu origem a línguas tão diferentes na Europa? Que línguas pre-romanas havia na Península? Manteiga, das palavras mais antigas Lápide funerária de Wadbar O papel das redundâncias e pleonasmos na língua Há X tempo atrás As guerras entre linguistas O caso do split infinitive no inglês A discussão em torno do novo Acordo Ortográfico O Galego e o Português O caso da Noruega e das duas normas de ortografia Estrangeirismos Palavras importadas inesperadas: sexo, glamour Línguas eruditas vs línguas de rua Website Ethnologue O caso de Cabo Verde O caso do Brasil. Livro O Português à Descoberta do Brasileiro, de Fernando VenâncioSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Marco Neves é professor na NOVA FCSH e investigador na área das línguas, literaturas e culturas. É autor de mais de quinze livros sobre temas linguísticos. Dedica-se à comunicação sobre língua portuguesa por escrito, na rádio, na televisão e nas redes sociais. É autor dos programas Português Suave, na Rádio Observador, e Esta Língua Que Nos Une, na RTP. -- Inquérito aos ouvintes do 45 Graus _______________ Índice (1ª parte): Quando surgiu a linguagem? E as linguas? | Ilha Sentinela do Norte Houve uma língua inicial? | Experiência bouba/kiki effect Porque se aprendermos uma lingua nova depois dos 12-14 anos, ficaremos sempre com sotaque Proto-indo europeu. | Livro Proto: How One Ancient Language Went Global, de Laura Spinney | William Jones Método comparativo na linguística Mito em relação à palavra Arigato do japonês A palavra obrigado é muito mais recente do que achamos Investigação mostra que as línguas ganham irregularidades com o passar do tempo John McWhorter sobre a “martelada persa” | Distância entre línguas Crioulo de Cabo Verde O Chinês Paralelos entre a evolução da língua e a evolução por seleção naturalSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Steven Pinker é um psicólogo cognitivo, linguista e um dos mais influentes intelectuais públicos da atualidade. Professor na Harvard University, destacou-se pelo trabalho sobre linguagem, mente humana e natureza humana, bem como pela defesa dos valores do Iluminismo, como a razão, a ciência e o progresso. É autor de vários bestsellers internacionais, incluindo How the Mind Works, The Language Instinct, The Better Angels of Our Nature e Enlightenment Now. O seu trabalho combina ciência, história e filosofia para explicar como pensamos, comunicamos e organizamos a vida em sociedade. _______________ Tópicos: Latest book, on “common knowledge”, and its implications on society and politics How do different social behavioral equilibria emerge? | Game theory Nash Equilibrium Coordination Game When Sweden Switched To Driving On The Right Is Social Media eroding common / accepted knowledge? What will the post-social media information ecosystem look like? Has Generative AI surprised you? Does Gen AI lack models of the world? Parallels between LLMs and System 1 of our mind Does reliance on AI atrophy our critical thinking? Parallel with handheld calculatorsSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Debora Revoltella é Economista-Chefe do Banco Europeu de Investimento (BEI). Lidera a área de análise económica do banco, com foco em temas como investimento, produtividade, inovação e competitividade na Europa. Antes de integrar o BEI, trabalhou no Banco Central Europeu e na Comissão Europeia. _______________ Índice: EIB Investment Report RRF (PRR) Priority #1: deepen the Single Market IMF study FT article single market Goldplating regulations EU trade agreements with India and Mercosur (estimates of an increase of trade by 3%) The hidden developmental state in the US Lack of venture capital in the EU and the role of the EIB Bridge the late-stage funding gap: European Tech Champions Initiative (ETCI) Mobilizing private "dormant" savings Mobilizing investment from pension funds and insurance firms Venture debt. Industrial Policy — teaser 'Made in EU' proposals by the European Commission Differnet elements in the EIB toolkit: direct loans, risk sharing instruments (capital, guarantees) Role of EIB beyond loans / financing: spreading knowledge across industries Examples in Portugal. | Creating affordable housing and increasing efficiency in the construction sector See omnystudio.com/listener for privacy information.

Assista tambem no Youtube. Nadia Calviño é Presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI). Foi anteriormente Vice-Presidente do Governo de Espanha e Ministra da Economia, liderando a política económica durante um período marcado pela pandemia e pela implementação do plano de recuperação europeu. Com uma longa carreira nas instituições europeias, incluindo a Comissão Europeia, onde foi Diretora-Geral do Orçamento, é uma das figuras mais influentes da política económica europeia. _______________ Índice: Challenges to European Competitiveness Access to funding Mobilizing investment from pension funds and insurance firms Mobilizing private savings | Example of Sweden Capital markets initiative 28th regime Promoting mergers & acquisitions Industrial policy How EIB loans create soft power for Europe Access to critical raw materialsSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Pedro Brinca é professor associado com agregação na Nova SBE. É editor associado das revistas científicas com revisão por pares "Notas Económicas" e "Portuguese Económic Journal" e mantém uma participação ativa na sociedade civil, com participações em conselhos consultivos de entidades públicas como o IGCP, EPE, Associação Portuguesa de Distribuição e da Iniciativa Liberal (como independente). Tem também uma participação regular nos media, sendo colunista de vários periódicos e comentador residente da RTP. _______________ Índice (2ª Parte): Dificuldade em aceder a financiamento por empresas inovadoras na UE Inteligência Artificial Projecto da 28ª jurisdição Custos da energia mais altos na Europa Transição climática Impacto de maior integração nos países / regiões periféricas Portugal: impacto do salário mínimo na coesão territorialSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Pedro Brinca é professor associado com agregação na Nova SBE. É editor associado das revistas científicas com revisão por pares "Notas Económicas" e "Portuguese Económic Journal" e mantém uma participação ativa na sociedade civil, com participações em conselhos consultivos de entidades públicas como o IGCP, EPE, Associação Portuguesa de Distribuição e da Iniciativa Liberal (como independente). Tem também uma participação regular nos media, sendo colunista de vários periódicos e comentador residente da RTP. _______________ Índice (1ª parte): Como compara a economia europeia com outras? Portugal: Será que o PIB per capita cresceu menos do que se acha? PIB vs outras medidas de desenvolvimento Economia UE vs EUA Política Industrial Porque ficou a UE para trás face a EUA e China? Desigualdade e populismo A concorrência das economias asiáticas Pandemia enquanto acelerador da digitalização Desafio de criar um verdadeiro Mercado Único na UE | Estudo do FMI Peso da regulação | “Efeito Bruxelas” | Goldplating regulatório Na Europa há maior aversão ao risco? Falta de capital de risco (venture capital). Portugal: Consensos entre economistas Portugal: Impacto do IRC alto. Dificuldades políticas de baixar o IRCSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Ricardo Paes Mamede é professor de Economia Política no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde é Pró-Reitor para o Desenvolvimento da Colaboração Académica com o Leste Asiático. Licenciou-se em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, em 1996, e, na mesma instituição, fez o mestrado em Economia e Gestão de Ciência e Tecnologia, em 1999. Doutorou-se em Economia pela Universidade Bocconi, em Itália, em 2006. _______________ Índice (2ª Parte): O caso dos EUA. Ideias de Alexander Hamilton. O Estado desenvolvimentista escondido dos EUA (The Hidden US Development State - Fred Block) Como é possível os EUA terem mais PI do que a Europa? Riscos da PI: gerar reacção de outros países Quais são as condições para uma PI funcionar? Argumentos Hayek contra intervenção do Estado: captura e informação Como se constrói uma administração pública meritocrática se não é possível despedir? Relatório de Michael Porter dos anos 1990 Como alguem de esquerda olha para o foco da PI no crescimento económico? | Documentário Netflix: American FactorySee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Ricardo Paes Mamede é professor de Economia Política no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde é Pró-Reitor para o Desenvolvimento da Colaboração Académica com o Leste Asiático. Licenciou-se em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, em 1996, e, na mesma instituição, fez o mestrado em Economia e Gestão de Ciência e Tecnologia, em 1999. Doutorou-se em Economia pela Universidade Bocconi, em Itália, em 2006. _______________ Índice (1ª parte): Porque voltámos a falar de Política Industrial? Tipos de PI Exemplo das despesas em I&D O caso de Hong Kong O caso do Chile Como o Estado pode ajudar as empresas? Problemas de incerteza e coordenação O caso do turismo Banco de Fomento É difícil fazer Política Industrial em democracia? O caso da Coreia do Sul Precisamos de capacitar o Estado? Check Ha jung chang 2022 states institutions Países africanos onde PI falhou O caso da China Politica Industrial na Europa Devemos apostar no mercado único na EuropaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Ana I. Domingos é neurocientista e Professora de Neurociência na Universidade de Oxford, onde investiga os mecanismos biológicos que regulam o metabolismo e o peso corporal, em particular o papel das redes nervosas simpáticas na queima de gordura e na obesidade. Formou-se em Matemática em Lisboa e Paris e fez o doutoramento na Rockefeller University, em Nova Iorque. O seu trabalho tem sido publicado em revistas científicas de topo como Nature e Cell e distinguido com várias bolsas internacionais, incluindo bolsas do Conselho Europeu de Investigação (ERC). É também membro da EMBO e editora-chefe do American Journal of Physiology – Endocrinology and Metabolism. _______________ Índice (2ª Parte): Porque tem aumentado a obesidade em todo o mundo? Sistema imunitário e obesidade. Imunometabolismo Papel do stress O que explica o nosso peso: genética vs ambiente Estudos com gémeos O caso dos labradores Ozempic: como funciona? Analogia entre obesidade e doenças psiquiátricas Até que ponto a biologia torna fazer dieta impossível para muitas pessoas?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Ana I. Domingos é neurocientista e Professora de Neurociência na Universidade de Oxford, onde investiga os mecanismos biológicos que regulam o metabolismo e o peso corporal, em particular o papel das redes nervosas simpáticas na queima de gordura e na obesidade. Formou-se em Matemática em Lisboa e Paris e fez o doutoramento na Rockefeller University, em Nova Iorque. O seu trabalho tem sido publicado em revistas científicas de topo como Nature e Cell e distinguido com várias bolsas internacionais, incluindo bolsas do Conselho Europeu de Investigação (ERC). É também membro da EMBO e editora-chefe do American Journal of Physiology – Endocrinology and Metabolism. _______________ Índice (1ª parte): Como é definida a obesidade? Limitações do IMC - Índice de Massa Corporal Países do mundo com mais obesidade. Causas genéticas. Leptina O que são calorias? É possível medir calorias que gastamos? Na dieta, é melhor perdermos peso lentamente? Leptina e infertilidade Porque países asiáticos têm baixa obesidade, mas alta incidência de diabetes tipo 2?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Pedro Conceição é diretor do Gabinete do Relatório de Desenvolvimento Humano na ONU, a publicação anual onde é publicado o Índice de Desenvolvimento Humano, juntamente com outros indicadores de desenvolvimento. O convidado é licenciado em Física pelo Instituto Superior Técnico e em Economia pelo Iseg e doutorado em Políticas Públicas pela Lyndon B. Johnson School of Public Affairs da Universidade do Texas em Austin, onde estudou com uma Bolsa Fulbright. _______________ Índice: Digital e Inteligência Artificial. Yann Le Cun A IA vai ser mais substituta ou complementar do trabalho humano? Daron Acemoglu (Nobel da Economia) e a “IA assim-assim” Será que com a IA vai aumentar a procura por interação humana? Comparação com revoluções tecnológicas anteriormente (a começar na Revolução Industrial) Investigação do economista David Autor que mostra maioria do emprego de hoje é em ocupações que não existiam há 80 anos Relatório de Desenvolvimento Humano de 2026: índice de relação com a naturezaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Pedro Conceição é diretor do Gabinete do Relatório de Desenvolvimento Humano na ONU, a publicação anual onde é publicado o Índice de Desenvolvimento Humano, juntamente com outros indicadores de desenvolvimento. O convidado é licenciado em Física pelo Instituto Superior Técnico e em Economia pelo Iseg e doutorado em Políticas Públicas pela Lyndon B. Johnson School of Public Affairs da Universidade do Texas em Austin, onde estudou com uma Bolsa Fulbright. _______________ Índice: De que falamos quando falamos de desenvolvimento humano? | Índice de Desenvolvimento Humano da ONU (IDH) Que países surpreendem no ranking de IDH face ao PIB? Governos levam o ranking muito a sério; às vezes demasiado. Que outros indicadores de desenvolvimento poderíamos acrescentar ao o índice? Desigualdade | Ambiente | Democracia e direitos humanos | Indicadores de saúde e educação mais precisos Paper Luís Bettencourt: Community Human Development Index Paper que usa IA e imagens de satélite para estimar IDH. Novo indicador do Banco Mundial, com métrica única de qualidade da educação Quais foram os países com melhor e pior evolução nas últimas décadas? Porque abrandou o crescimento do IDH no Mundo nos últimos anos? Os países começaram a divergir É possível aos governos “game” os indicadores de IDH, ou seja, passarem a gerir para o IDH sem gerar as melhorias de desenvolvimento subjacente?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Maria Castello Branco é comentadora política e cronista, e é autora do podcast "Lei da Paridade”, juntamente com Leonor Rosas e Adriana Cardoso. Paula Cardoso e Georgina Angélica são comunicadoras e autoras de conteúdos, e autoras do "O Tal Podcast”. Margarida Santos é médica de família e autora do podcast "Consulta Aberta”. _______________ Episódio especial gravado ao vivo na 3.ª edição do Podfest do Expresso, que decorreu a 27 de janeiro no Auditório da Universidade NOVA de Lisboa. Neste painel juntaram-se quatro projetos com identidades e públicos distintos: o Lei da Paridade, representado por Maria Castello Branco, o Consulta Aberta, com Margarida Santos, o O Tal Podcast, por Paula Cardoso e Georgina Angélica — e, claro, o 45 Graus. A conversa partiu das novas vozes e dos nichos que hoje encontram espaço no áudio digital, e explorou o que muda quando um projeto independente passa a integrar um grande grupo de media. Falámos de representação, de literacia — política e em saúde —, da relação íntima que o formato cria com quem ouve, das surpresas que as estatísticas revelam sobre o público e também do outro lado da exposição: o entusiasmo, o sentido de missão e, por vezes, o confronto com o ruído e o ódio nas redes. Uma troca franca de ideias sobre como o podcasting abriu portas a protagonistas que antes ficavam de fora — e sobre a responsabilidade de as manter abertas. ______________ Esta conversa teve a sonoplastia de Hugo OliveiraSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Maria João Afonso é professora universitária e investigadora na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, atualmente apresentada. Doutorou-se em Psicologia Diferencial e Inteligência Humana. A sua investigação centra-se na construção, adaptação e validação de instrumentos de avaliação psicológica — incluindo a normalização portuguesa do MMPI-2-RF e MMPI-A-RF —, no estudo das diferenças individuais, na história e epistemologia da Psicologia e no desenvolvimento e aconselhamento de carreira. _______________ Índice: (0:00) Introdução (2:31) Inteligência fluida vs cristalizada (15:58) Qual é a base cerebral da inteligência? (25:13) O que influencia mais: genes ou ambiente? (38:08) Críticas às medidas de inteligência convencionais (46:24) Efeito Flynn (positivo e negativo) | Heterose (1:00:01) Relação entre inteligência e traços de personalidade (1:07:50) Inteligência Emocional (1:12:03) Racionalidade e inteligênciaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Maria João Afonso é professora universitária e investigadora na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, atualmente apresentada. Doutorou-se em Psicologia Diferencial e Inteligência Humana. A sua investigação centra-se na construção, adaptação e validação de instrumentos de avaliação psicológica — incluindo a normalização portuguesa do MMPI-2-RF e MMPI-A-RF —, no estudo das diferenças individuais, na história e epistemologia da Psicologia e no desenvolvimento e aconselhamento de carreira. _______________ Índice: (0:00) Introdução (4:50) O que mede o QI? (29:01) O “Factor G” e o que é a inteligência (48:34) Quem é bom a Português, é mau a Matemática? | Savantismo. | Filme Rain Man (59:53) O que está por trás da inteligência? | Darwinismo | Inteligência enquanto adaptação | hipótese do cérebro social See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Catarina Santos Botelho é Professora na Faculdade de Direito do Porto da Universidade Católica, onde é titular da Cátedra de Direito Constitucional. É investigadora no Católica Research Centre for the Future of Law. É Diretora Executiva de programas de mestrado e Diretora Científica do Mestrado em Constitucionalismo, Democracia e Direitos Humanos. Integra o Conselho de Administração da Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais (FRA) e é membro eleita da Comissão Editorial do Relatório Anual (AREDIT) da FRA. _______________ Índice: (0:00) Introdução (2:20) Relação entre PR e PM (10:34) Diferentes presidentes, diferentes interpretações sobre os poderes (16:52) Um presidente pode mesmo ser “suprapartidário”? | Ideias: mandato único de 6 ou 7 anos; moção construtiva (25:46) A Constituição pressupõe que o PR cumpre as regras… mas e se ele decidir testar os limites? | veto de gaveta (33:35) Papel do Tribunal Constitucional (39:17) A Constituição permite “governos de iniciativa presidencial”?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Catarina Santos Botelho é Professora na Faculdade de Direito do Porto da Universidade Católica, onde é titular da Cátedra de Direito Constitucional. É investigadora no Católica Research Centre for the Future of Law. É Diretora Executiva de programas de mestrado e Diretora Científica do Mestrado em Constitucionalismo, Democracia e Direitos Humanos. Integra o Conselho de Administração da Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais (FRA) e é membro eleita da Comissão Editorial do Relatório Anual (AREDIT) da FRA. _______________ Índice: (0:00) Introdução (3:59) O Semi-Presidencialismo à portuguesa | Maurice Duverger (11:44) Revisão constitucional de 1982 | Livro de Vital Moreira: Que Presidente da República para Portugal? (26:34) Principais poderes do Presidente: dissolução da AR, demissão do governo, veto político e veto “jurídico” (enviar leis para fiscalização preventiva e sucessiva pelo T. Constitucional) (43:27) As 10 dissoluções da AR desde 1976 e as mais controversas (2004, 2024).See omnystudio.com/listener for privacy information.

A morte inesperada e prematura de Nuno Loureiro foi um choque profundo. Em mais de oito anos de 45 Graus, nunca tinha perdido um convidado tão jovem e brilhante, com tanto ainda para dar ao mundo. Apesar da sua partida, o seu legado permanece. Espero que este episódio contribua para divulgar a área da fusão nuclear e inspire novos investigadores a seguir o caminho científico que o Nuno deixou aberto.Recorde aqui o episódio 119, originalmente publicado em abril de 2022. _______________ Nuno Loureiro é licenciado em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico, e doutorado em física pelo Imperial College de Londres. A sua especialidade é a física dos plasmas e as suas aplicações à fusão nuclear e a problemas do domínio da astrofísica. Actualmente é professor catedrático do departamento de Ciência e Engenharia Nuclear e do departamento de Física do Massachusetts Institute of Technology, EUA. _______________ Índice da conversa: (0:00) Introdução (07:36) Como funciona a energia nuclear de fusão? Reagentes: deutério e trítio (isótopos de hidrogéneo) (14:57) Porque é tão difícil gerar fusão nuclear? Potencial da computação quântica (25:46) De onde vem a energia nuclear? (28:40) Progressos recentes. Record do National Ignition Facility (NIF) de Agosto 2021. Record do JET de Fevereiro de 2022. Projecto ITER. Fusão magnética vs inercial (laser). Investimento privado. (39:00) O que explica progressos recentes? Cimeira na Casa Branca em Março. (42:46) Desafios para tornar energia de fusão comercialmente viável. (46:54) Como converter energia nuclear em electricidade? Aneutronic Fusion (48:07) Há perigos na fusão nuclear, como na energia nuclear tradicional (de fissão)? (50:30) O que estão a fazer as empresas privadas de diferente? Germany’s Wendelstein 7-X stellarator. (55:39) Porque é que a Europa está a liderar a investigação nesta área? (58:40) Que método é mais promissor: confinamento magnético ou inercial (laser)? (01:02:13) Como a investigação nesta área ilumina a Astrofísica. (01:04:44) Previsões: quando vamos conseguir tornar a energia de fusão viável? Livros recomendados: The Star Builders, de Arthur Turrell. Star Power, de Alain Bécoulet _______________ Todos sabemos que, para fazer face às alterações climáticas, o Mundo tem forçosamente de diminuir o consumo de energias fósseis. O petróleo e o gás são, além disso, altamente sensíveis a perturbações geopolíticas, como os últimos meses têm mostrado, com impacto directo na vida das pessoas. No entanto, a verdade é que a energia é necessária, e as energias renováveis ainda não permitem fazer face às necessidades energéticas, de tal forma que o grosso da energia consumida no mundo continua a ser de combustíveis fósseis. Mas e se vos dissesse que existe uma fonte de energia alternativa que não emite dióxido de carbono para a atmosfera, tem um baixo risco associado e é, além disso, virtualmente ilimitada? Parece exagero, mas é verdade. Chama-se energia de fusão nuclear. Esta energia é ainda mais poderosa do que a energia nuclear clássica (de fissão), utiliza matérias ilimitadas (átomos e isótopos de hidrogénio) e, ao contrário daquela, produz muito pouca radioactividade. E se vos dissesse, ainda, que tem havido nos últimos tempos avanços promissores que podem tornar esta energia viável nas próximas décadas? Há muito tempo, há quase um século, que sabemos que é possível produzir energia de fusão. Por uma razão simples: é ela a fonte de energia do Sol, onde as altas temperaturas e a enorme gravidade geram a fusão de átomos de hidrogénio. No entanto, conseguir gerar este tipo de reacção na terra tem-se revelado muito difícil. Esta dificuldade é de tal forma, que há até uma piada batida no meio: “faltam só 30 anos até termos energia de fusão… e hão-de sempre faltar!”. Abordei a energia de fusão pela primeira vez no 45 Graus, no final de 2018, no episódio 42, com Luís O. Silva, físico e professor do Técnico. Em qualquer outra altura das últimas décadas, é quase certo que um episódio gravado há 3 anos continuaria perfeitamente actual. No entanto, desta vez não é assim -- e por bons motivos. Tem havido nos últimos anos desenvolvimentos importantes nesta área. Só no último ano, verificaram-se dois dos maiores avanços concretos das últimas décadas no caminho para produzir energia de fusão. Em Agosto do ano passado, nos EUA, a National Ignition Facility (NIF) bateu o record no que toca ao rácio de energia gerada pelo processo de fusão nuclear face à energia que foi necessário injectar para accionar a fusão (a energia gerada continua a ser menos do que a energia injectada, mas é um resultado muito promissor). E mais recentemente, em fevereiro deste ano (o que, em Ciência, é o mesmo que dizer -- ontem), o laboratório JET, no Reino Unido, bateu o record do máximo de energia total gerada pelo processo de fusão. Ainda faltam muitos passos para tornar esta energia viável, mas estes são dois progressos muito importantes; de tal forma que ainda em Março houve uma cimeira importante sobre o tema organizada pelo governo norte-americano. Ao mesmo tempo, estes progressos e o imperativo de encontrar soluções para as alterações climáticas tem levado a um aumento do investimento, inclusive privado, com dezenas de novas empresas a tentarem, actualmente, serem as primeiras a produzir energia de fusão viável. Parece por isso, finalmente, que podemos ter uma expectativa realista de ver avanços importantes nesta área no futuro próximo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Ludwig Krippahl é investigador e formador na área da bioinformática. Até 2022, foi professor de Ciência da Computação na FCT-NOVA, onde se doutorou em Bioquímica Estrutural (2003) e onde lecionou programação, bioinformática, aprendizagem automática e redes neuronais. Ensina também há muitos anos pensamento crítico. __________________ (0:00) Introdução (1:31) Limites da inteligência individual e a ideia de progresso (13:23) A análise política devia ter uma abordagem mais científica? (24:17) Pensamento Crítico | Argumentos vs explicaçõesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Ludwig Krippahl é investigador e formador na área da bioinformática. Até 2022, foi professor de Ciência da Computação na FCT-NOVA, onde se doutorou em Bioquímica Estrutural (2003) e onde lecionou programação, bioinformática, aprendizagem automática e redes neuronais. Ensina também há muitos anos pensamento crítico. _______________ (0:00) Introdução (4:43) Filosofia e Ciência = Racionalidade | Escolásticos | Kierkegaard (24:02) Filosofia continental vs analítica | Ciência vs Humanidades | Literatura, poesia (39:47) Ética filosófica | Emoções ajudam ou atrapalham para sermos mais éticos? | Ética vs moral | The Beginning of Infinity, de David Deutsch (57:04) Crítica à ética racionalista (Roger Scruton) | AbortoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Francis Fukuyama is one of the world’s most influential political scientists. He is a Senior Fellow at Stanford University’s Freeman Spogli Institute for International Studies and Director of its Center on Democracy, Development and the Rule of Law. He previously taught at Johns Hopkins SAIS and George Mason University, and served in the U.S. Department of State’s Policy Planning Staff. Fukuyama became internationally known with The End of History and the Last Man (1992), both a landmark and controversial book that helped shape the post–Cold War debate on democracy and liberalism. His research spans comparative political development, institutions, governance, state capacity, identity politics, technology, and democratic resilience. _______________ Índice: (0:00) Introdução (5:53) Democratic backsliding, state capacity vs democracy | What’s happening in the US? (14:10) Culture and social capital | Robert Putnam: Bowling Alone: America's Declining Social Capital | Europe vs US (23:59) Why do people support populists even after they fail? | Georgia Meloni, Javier Milei (30:05) How can democracies deal with immigration? (40:54) Are the rise of populism and authoritarianism related phenomena? (44:17) The information revolution. Dangers of AI. The idea of deliberative assemblies (57:23) Yascha Mounk: The Great Experiment: Why Diverse Democracies Fall Apart and How They Can Endure (59:56) Will left-wing populism come back?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Zita Seabra nasceu em 1949. Foi deputada à Assembleia da República de 1975 a 1988, coordenou o Secretariado Nacional para o Audiovisual em 1993, ano em que assumiu a presidência do Instituto Português de Cinema. De 1994 a 1995, foi presidente do Instituto Português da Arte Cinematográfica e Audiovisual. É editora e autora de Foi Assim (Alêtheia, 2007), onde partilha as suas memórias desde a infância até ao momento de ruptura com o Partido Comunista Português, altura em que publicou O Nome das Coisas (Publicações Europa-América, 1988). Desde 2005, dirige a Alêtheia Editores, da qual é fundadora, assim como a Várzea da Rainha Impressores. Há longos anos no meio editorial, foi editora da Quetzal e também administradora e directora editorial da Bertrand Editora. _______________ Índice: (0:00) Introdução (2:38) Como funciona por dentro um partido comunista? | Porque dá o Comunismo sempre em totalitarismo: é da ideologia ou do tipo de pessoa que permite chegar ao poder? (14:12) Porque foi do PCP diretamente para a direita? (22:51) Posição em relação ao aborto: no PCP e depois (28:52) O 25 de novembro | Livro Álvaro Cunhal - “Rumo à Vitória” | golpe militar va insurreição militar armadaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Zita Seabra nasceu em 1949. Foi deputada à Assembleia da República de 1975 a 1988, coordenou o Secretariado Nacional para o Audiovisual em 1993, ano em que assumiu a presidência do Instituto Português de Cinema. De 1994 a 1995, foi presidente do Instituto Português da Arte Cinematográfica e Audiovisual. É editora e autora de Foi Assim (Alêtheia, 2007), onde partilha as suas memórias desde a infância até ao momento de ruptura com o Partido Comunista Português, altura em que publicou O Nome das Coisas (Publicações Europa-América, 1988). Desde 2005, dirige a Alêtheia Editores, da qual é fundadora, assim como a Várzea da Rainha Impressores. Há longos anos no meio editorial, foi editora da Quetzal e também administradora e directora editorial da Bertrand Editora. _______________ Índice: (0:00) Introdução (4:32) O que atrai um(a) jovem no comunismo? | Comunismo vs maoismo vs trotskismo | Os totalitarismos e os perigos do intelectualismo excessivo (26:54) Quem militava naqueles partidos sabia o que se passava na URSS e na China maoista? | Porque o comunismo deu sempre em totalitarismo? (35:42) O que a fez a primeira vez duvidar, e como saiu do PCP? | Mikhail SuslovSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Américo Nave é Diretor e fundador da Associação CRESCER. Psicólogo Clínico, tem uma longa experiência de trabalho com populações vulneráveis e na implementação e coordenação de projetos de redução de riscos com equipas multidisciplinares. _______________ Índice: (0:00) Introdução (2:53) A força da evidência em relação à eficácia do Housing First | Quanto Portugal gasta por ano com sem-abrigo? (12:54) Associação Crescer (25:42) O que podemos fazer individualmente? | Linha 144 - Linha de emergência social | Manifesto “Uma casa para todas as pessoas” (juntamente com Uma casa para todas as pessoas Helena Roseta, Isabel Batista e João Afonso) (44:26) Quais são as causas diretas que levam alguém a ir parar à rua? | Analogia com o jogo das cadeiras (48:26) Políticas de prevenção. Congresso dias 6 e 7 de novembroSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Américo Nave é Diretor e fundador da Associação CRESCER. Psicólogo Clínico, tem uma longa experiência de trabalho com populações vulneráveis e na implementação e coordenação de projetos de redução de riscos com equipas multidisciplinares. _______________ Índice: (0:00) Introdução (4:12 Como tem evoluído o número de pessoas sem-abrigo em Portugal? (13:16) Como compara PT com outros países? (20:20) O que acontece quando alguém vai parar à rua, como é a experiência? Segundo a OCDE, 72% são homens. (28:16) Modelo Housing FirstSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Cátia Batista é Professora Catedrática de Economia na Nova School of Business and Economics (SBE), onde é também Fundadora e Diretora Científica do centro de investigação NOVAFRICA. Cátia tem um doutoramento em Economia pela Universidade de Chicago. Tem interesses de investigação relacionados com a migração internacional e fluxos de remessas, inclusão financeira, empreendedorismo, adopção de tecnologia, educação e avaliação de políticas. Tem realizado trabalho incluindo experiências aleatórias e de laboratório no terreno em países como Cabo Verde, Gâmbia, Irlanda, Quénia, Portugal, Moçambique e São Tomé e Príncipe. _______________ Índice: (0:00) Introdução (3:14) Qual o impacto da emigração no país de origem? (28:40) Novos métodos de investigação, experimentais e quase-experimentaisSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Cátia Batista é Professora Catedrática de Economia na Nova School of Business and Economics (SBE), onde é também Fundadora e Diretora Científica do centro de investigação NOVAFRICA. Cátia tem um doutoramento em Economia pela Universidade de Chicago. Tem interesses de investigação relacionados com a migração internacional e fluxos de remessas, inclusão financeira, empreendedorismo, adopção de tecnologia, educação e avaliação de políticas. Tem realizado trabalho incluindo experiências aleatórias e de laboratório no terreno em países como Cabo Verde, Gâmbia, Irlanda, Quénia, Portugal, Moçambique e São Tomé e Príncipe. _______________ Índice: (0:00) Introdução (4:19) Qual é o impacto da imigração nos países de destino? Imigrantes mais vs menos qualificados (16:32) O que sabemos do impacto actual em Portugal? (24:37) Parecer da convidada sobre a naturalização de imigrantes (30:11) Benefícios para as mulheres locais | Estudo que mostra que imigrantes em Portugal são mais qualificados do que locais (37:17) Impactos na criminalidade e nas contas públicas | O caso do ChileSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Maria Antónia Oliveira nasceu em Viseu em 1964. Dedica-se desde 2002 ao género biográfico. Escreveu o livro Os Biógrafos de Camilo (2010, tese de doutoramento), uma biografia de Alexandre O’Neill, Uma Biografia do Ar.Co (2014) e está atualmente a trabalhar numa biografia de Cesário Verde. É professora de Escrita de Biografia na Universidade Nova de Lisboa -- que eu saiba, a única cadeira sobre este tema em Portugal. _______________ Índice: (0:00) Introdução (2:05) Como se lida com as fontes? (15:19) Como lidar com a crítica? (18:33) Alexandre O’Neill (21:56) Quão bem ficaste a conhecer o biografado? (27:51) O biógrafo tem hoje mais reconhecimento? (33:13) EstruturaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Maria Antónia Oliveira nasceu em Viseu em 1964. Dedica-se desde 2002 ao género biográfico. Escreveu o livro Os Biógrafos de Camilo (2010, tese de doutoramento), uma biografia de Alexandre O’Neill, Uma Biografia do Ar.Co (2014) e está atualmente a trabalhar numa biografia de Cesário Verde. É professora de Escrita de Biografia na Universidade Nova de Lisboa -- que eu saiba, a única cadeira sobre este tema em Portugal. _______________ Índice: (0:00) Introdução (3:16) O que é uma Biografia? | Woody Allen (11:56) Porque a Inglaterra tem tanta tradição? | Livro: Winston Churchill: My Early Life | Estruturalismo e morte do autor (21:31) Como se escolhe a pessoa a biografar? | Episódio In Our Time BBC | Alexandre O’Neill (28:14) Camilo Castelo branco (33:03) A Biografia tem algo de romance? | O desafio de dar ou não contexto ao leitorSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Pedro Bingre do Amaral é professor na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) e presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN). Estudou na Universidade Técnica de Lisboa, pela qual é licenciado em Engenharia Florestal e mestre em Planeamento Regional e Urbano. Desde 1998 foca o seu trabalho de docência, consultoria e investigação na temáticas do ambiente, conservação da natureza, florestas, ordenamento territorial e política de solos (rústicos e urbanos). _______________ Índice: (0:00) Introdução (2:29) Qual é a solução para resolver de vez o problema dos incêndios? Ordenamento do território | O fim dos serviços florestais. | Tweet João Cancela (19:23) Problema da propriedades sem dono conhecido. História da madeira encomendada na Suécia (34:44) Como se resolve o problema dos terrenos? Desamortizações no século XIX. (38:37) Fiscalidade sobre os solos rústicos. Georgismo (53:14) Rever a lei de heranças. Mapeamento (1:00:04) Espécies de árvores | Turismo de natureza | Percentagem de área florestal privada (1:06:51) Eucaliptos e indústria da celulose | Grandes empresas do sector. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Pedro Bingre do Amaral é professor na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) e presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN). Estudou na Universidade Técnica de Lisboa, pela qual é licenciado em Engenharia Florestal e mestre em Planeamento Regional e Urbano. Desde 1998 foca o seu trabalho de docência, consultoria e investigação na temáticas do ambiente, conservação da natureza, florestas, ordenamento territorial e política de solos (rústicos e urbanos). _______________ Índice: (0:00) Introdução (3:39) Início: Porque arde tanto Portugal? | Causas naturais vs acção humana | História da paisagem em Portugal desde o Paleolítico até hoje | Processo de Haber-Bosch | A transição florestal e a governança do risco de incêndio em Portugal nos últimos 100 anos (37:45) Como os eucaliptais abandonados facilitam a propagação do fogo (40:46) O papel das Alterações Climáticas | Alentejo (44:12) Qual é a solução? Já conseguimos diminuir o nº de ignições, mas…. Paradoxo do fogoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Patrícia Fernandes é doutorada em Filosofia Social e Política pela Universidade do Minho em 2017, onde é actualmente Professora Auxiliar Convidada. Os seus principais interesses de investigação têm sido Teorias da Democracia, Políticas de Identidade, teorias críticas, História das Ideias Políticas. Tem tomado posição nestes temas nos últimos anos, sobretudo em artigos de opinião no jornal Observador, onde é muito crítica das ideias e das mudanças sociais propostas por esta nova visão política. Miguel Vale de Almeida é professor catedrático de Antropologia no ISCTE. Tem pesquisado questões de género e sexualidade, etnicidade, «raça» e pós-colonialismo, com vários livros publicados em Portugal e no estrangeiro. Além de cronista e escritor, tem sido ativista dos direitos LGBT e foi eleito Deputado à Assembleia da República em 2009, tendo estado envolvido na aprovação do casamento igualitário. _______________ Índice: (3:16) Redes sociais | Antonio Gramsci | Dificuldade do compromisso nestes temas (19:36) Devemos implementar quotas de género ou raciais? (30:02) Direita populista radical (33:54) O aumento da imigração em Portugal (44:02) O que é “ideologia de género”? Construtivismo social Livros recomendados pela Patrícia: White Fragility, de Robin DiAngelo | De Esquerda, Agora e Sempre, de Mark Lilla | Teorias Cínicas de Helen Pluckrose e James Lindsay | A Religião Woke de Jean-François Braunstein | Livro: A Mente Justa de Jonathan Haidt | A Geração Ansiosa de Jonathan Haidt | A Infantilização da Mente Moderna, de Greg Lukianoff e Jonathan Haidt | Memórias da Plantação de Grada KilombaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Veja também em youtube.com/@45_graus Patrícia Fernandes é doutorada em Filosofia Social e Política pela Universidade do Minho em 2017, onde é actualmente Professora Auxiliar Convidada. Os seus principais interesses de investigação têm sido Teorias da Democracia, Políticas de Identidade, teorias críticas, História das Ideias Políticas. Tem tomado posição nestes temas nos últimos anos, sobretudo em artigos de opinião no jornal Observador, onde é muito crítica das ideias e das mudanças sociais propostas por esta nova visão política. Miguel Vale de Almeida é professor catedrático de Antropologia no ISCTE. Tem pesquisado questões de género e sexualidade, etnicidade, «raça» e pós-colonialismo, com vários livros publicados em Portugal e no estrangeiro. Além de cronista e escritor, tem sido ativista dos direitos LGBT e foi eleito Deputado à Assembleia da República em 2009, tendo estado envolvido na aprovação do casamento igualitário. _______________ Índice: (0:00) Introdução (6:42) Quais são as principais ideias desta nova visão de justiça social? E como compara com a esquerda clássica? | Política identitária | Autoridade epistémica | A importância do compromisso. (40:39) Interseccionalidade (44:46) Há uma ideologia “woke”? Cultura e linguagem (1:04:20) A visão conservadora também não é importante? See omnystudio.com/listener for privacy information.

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Teresa Paiva é médica neurologista e a maior referência portuguesa em medicina do sono. É doutorada em Neurologia e, para além de uma vastíssima investigação científica nesta área, tem também prática clínica, no CENC — Centro de Medicina do Sono, onde é diretora clínica. Falámos a propósito do seu livro mais recente, ‘O Meu Sono e Eu — Mitos e Factos‘, publicado este ano pela Livros Horizonte. _______________ Índice (com timestamps): (0:00) Introdução (4:40) Porque dormem os seres-vivos? Como dormem os lagartos? E os polvos? Sono bifásico na Idade Média (19:58) Ritmo circadiano e cronotipos | É verdade que há diferentes cronotipos? | Desafios de ser noctívago | Cronotipo vs atraso de fase | A importância da exposição à luz solar. (33:56) Sesta — como fazer? | Quais são os processos biológicos no corpo que regulam o sono? (41:14) Que erros andamos a cometer que nos fazem dormir mal? | Porque dormimos menos que os chimpanzés? | É possível recuperar sono perdido? (46:04) O Mundo de hoje vive numa epidemia de falta de sono — particularmente em Portugal? | ‘Sleep patterns in Portugal’, tese de Cátia Reis | Estudo impacto da falta de sono no PIB | consequências concretas (pedir estudo e enviar o outro) | Ou será que dormimos menos mas melhor do que antigamente? (57:09) Fases do sono: REM e não-REM? | Pintainhos sono REM | Porque sonho mais nas férias? | https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7839702/ (1:11:42) Para que servem os sonhos? | Apesar das diferenças culturais e individuais, temos todos sonhos parecidos | Porque nos esquecemos dos sonhos? (1:15:20) “Sleep hacks” — algum vale a pena? | Suplementos? Benzodiazepina (Xanax) | Neuromodulação não invasiva como terapia para a insónia (1:28:37) Doenças do sono: insónias, apneias, doenças do movimento, sonambulismo, terrores noturnos, epilepsia, transtornos do sono REM, alterações circadianas. _______________ O acto de dormir é tão essencial quanto comer ou respirar, e, no entanto, tantas vezes o subestimamos ou relegamos para segundo plano nas nossas vidas agitadas. Quem nunca disse: “Dormirei quando estiver morto”? Mas a verdade é que o sono é fundamental para a nossa saúde física e mental e é um dos pilares do nosso bem-estar. Talvez até alguns de vocês, ao ouvirem este episódio, estejam a pensar em quantas horas de sono conseguiram na noite anterior ou quantas gostariam de ter tido. Para nos ajudar a compreender melhor a Ciência do Sono, convidei a médica Teresa Paiva, a grande referência portuguesa na medicina do sono (e alguém que, como digo na introdução, há muito queria trazer ao 45 Graus). A convidada tem uma vastíssima investigação nesta área e uma extensa prática clínica. Falámos a propósito do seu livro mais recente, ‘O Meu Sono e Eu — Mitos e Factos’. Na nossa conversa, começámos pela intrigante questão de por que dormem os seres vivos, incluindo animais tão distantes de nós evolutivamente, como os polvos; e mergulhámos nos ritmos circadianos, incluindo o estranho hábito medieval de dormir dois sonos, acordando de madrugada para voltar a deitar-se umas horas depois, e os desafios – estes contemporâneos – de ser um noctívago num mundo dominado pelos matutinos. Exploramos também os prós e contras da sesta e os erros mais comuns que cometemos, e que comprometem a quantidade e a qualidade do nosso sono. Ou será que a maior causa da nossa falta de sono não somos nós, mas antes um problema maior, estrutural dos tempos actuais: uma “epidemia” de falta de sono causada pelo acelerar da economia e pela overdose de estímulos? As estatísticas sugerem que isto é uma realidade, no Mundo desenvolvido e particularmente em Portugal. A convidada defende esta tese, e certamente que no mundo ideal a maioria de nós dormiria mais horas por noite. Mas tentei também fazer um pouco de advogado do diabo em relação a este tema (como já estão habituados no 45 Graus). Sendo o sono uma necessidade tão básica, fico com algumas dúvidas se é possível uma privação de sono tão sistémica. De seguida, voltando à ciência do sono propriamente dita, desvendámos os mistérios das fases do sono e o fascinante mundo dos sonhos. E para aqueles que procuram formas de otimizar o sono, perguntei à convidada a sua opinião sobre os populares ‘sleep hacks’ e até que ponto eles realmente funcionam. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ensaio que escrevi para a revista do Expresso, publicado a 12 de junho. Nele, proponho duas ideias centrais para explicar o crescimento do populismo de direita radical nas democracias, incluindo em Portugal: i) dificilmente haveria esta onda populista -- pelo menos com esta força e de forma tão transversal às democracias -- sem a revolução provocada pelas novas plataformas digitais e consequente a "crise de autoridade" das instituições; e ii) as elites políticas, mediáticas e culturais ainda não estão perceber esta alteração e a adaptar-se a esta mudança.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Guilherme Geirinhas é humorista, argumentista, realizador e criador de alguns dos projetos mais originais do humor português nos últimos anos. _______________ Índice: (00:00) Intro (1:50) Temos melhores politicos do que achamos? Política vs futebol (10:04) Como é o método criativo? (15:52) Série Vai Correr Tudo Bem | Rogério Casanova (26:20) Todos os humoristas são meio neuróticos? (32:43) O humorista encontrar o seu espaço | Pierre Zago (39:17) Recomendações de podcasts See omnystudio.com/listener for privacy information.

Guilherme Geirinhas é humorista, argumentista, realizador e criador de alguns dos projetos mais originais do humor português nos últimos anos. _______________ Índice: (0:00) Introdução (4:00) Como pões os convidados à vontade? (8:07) O papel da tensão numa boa conversa (19:45) O que faz com que o Bom Partido funcione melhor do que outros formatos semelhantes? (23:15) Novas plataformas (youtube, podcasts) vs televisão (28:41) Expôr o seu lado pessoal é bom para os políticos? (35:57) A logística de fazer o Bom Partido (42:22) episódio Rui Tavares (47:36) Pós-edição: o que fica e o que sai? (49:11) Como é feito o guião? (54:35) hoje, os políticos preocupam-se mais em ir a este tipo de programas do que a programas “sérios”? (1:01:24) Que episódios te surpreenderam mais?See omnystudio.com/listener for privacy information.

2ª parte da conversa sobre políticas de habitação. Veja também em youtube.com/@45_graus Simone Tulumello é geógrafo e investigador no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa. É membro fundador da Rede H – Rede Nacional de Estudos sobre Habitação e autor do livro *Habitação para além da "crise": Políticas, conflito, direito* (Tigre de Papel, 2024). Vera Gouveia Barros é economista e investigadora, licenciada pela Nova SBE e doutorada pelo ISEG. Tem investigado nas áreas da Economia da Habitação e do Turismo, sendo autora de estudos com o position paper *A Situação da Habitação em Portugal*, publicado pela SEDES, onde integra o Observatório de Políticas Económicas e Financeiras, e coautora do estudo *O Mercado Imobiliário em Portugal* (FFMS). _______________ Índice: (0:00) Início (2:53) Devemos penalizar as casas vazias? | Temos o direito de ter mais do que uma casa? (16:50) Habitação pública (20:35) Ou a solução está em facilitar a construção privada? | Posição Causa Pública sobre crise da habitação | Barreiras ao licenciamento (37:24) Especulação e financeirização da habitação? (49:11) Procura por estrangeiros: turismo (alojamento local), estatuto de residente não habitual, vistos gold, nómadas digitaisSee omnystudio.com/listener for privacy information.