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Empieza tu semana con la Encuesta Absurda de CADENA 100. Hoy, Fernando Martín ha llamado a Fran y le ha hecho las siguientes preguntas: Si haces posturas raras en el gimnasio ¿es para ponerte en forma? ¿Qué te parece que la gente muy optimista vea las "tele-si-velas"? Si yo imprimo una cosa y te la doy y tu imprimes otra y me la das ¿es un intercambio de impresiones? Escucha la Encuesta Absurda de Fernando Martín en '¡Buenos días, Javi y Mar!'.
Bom dia 247_ Lula quer parceira com Trump nas terras raras _19_5_26_ by TV 247
Bem-vindos a mais um episódio do Pod-RI!!Na entrevista de hoje, trouxemos Me Levi Manoel, também membro do nosso projeto, para falar sobre as Terras Raras, assunto quente e importante para nós brasileiros!Siga o Pod-RI em nossas redes sociais:Instagram: https://www.instagram.com/podr_i/Twitter: https://twitter.com/podr_iFacebook: https://www.facebook.com/podcastRlLinkedIn: https://www.linkedin.com/company/pod-ri/3viewAsMember=trueReferências bibliográficas do roteiro:https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/goias-defende-acordo-com-eua-para-exploracao-de-minerais-criticoshttps://www.brasildefato.com.br/2025/08/06/como-sair-do-impasse-entre-trump-x-stf/https://www.cnnbrasil.com.br/infra/setor-mineral-rejeita-terrabras-e-pede-reforco-de-estrutura-existente/https://exame.com/negocios/quem-esta-por-tras-da-mineradora-brasileira-vendida-por-us-28-bilhoes/https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/04/23/governo-lula-contraria-pt-e-rejeita-criacao-de-estatal-terrabras-para-explorar-minerais-criticos.ghtmlhttps://www.mining.com/web/us-backs-serra-verdes-brazilian-rare-earth-project-with-465-million-funding/https://www.questmetals.com/blog/us-dfc-offers-565m-financing-to-brazilian-rare-earth-projecthttps://www.brasilmineral.com.br/noticias/meteoric-afirma-que-segue-confiante-sobre-o-projeto-caldeirahttps://www.brasilmineral.com.br/noticias/meteoric-afirma-que-segue-confiante-sobre-o-projeto-caldeirahttps://timesbrasil.com.br/mundo/entenda-como-a-china-domina-as-terras-raras-mundiais/
Imagine um mundo sem celulares, carros elétricos ou mísseis teleguiados. Parece distopia? Pois é exatamente para onde caminharíamos sem as chamadas terras raras. No novo episódio do QG Podcast, mergulhamos no centro da disputa silenciosa que envolve China, Estados Unidos e agora o Brasil. Afinal, o que torna 17 minerais tão estratégicos a ponto de pautar a reunião entre Lula e Trump na Casa Branca? O Brasil tem uma das maiores reservas do mundo, mas será que vai repetir o velho modelo de exportar matéria-prima barata ou conseguirá dar o salto tecnológico? Da geopolítica à soberania nacional, passando pelos impactos ambientais e até o uso em equipamentos militares, desvendamos por que o subsolo brasileiro virou a bola da vez na corrida global.Roteiristas: Júlia Sório, Laís Eugênio e Mhaisa BarbosaApresentadoras: Ana Beatriz Rodrigues Mesquita e Júlia Castro de AndradeEdição: Luiz LoriSupervisão: Prof. Dr. Thiago Babo
¡Vas a flipar con la música de este vídeo!
Tema: Atarraya del cuidado cuir. Invitada: Alejandra Peñaloza, coordinadora del área de cuidado feminista de la colectiva Raras no tan Raras. Dirige y conduce: Adileth Márquez.
Está no ar mais um Enfim, Sexta!, podcast do Brasil de Fato MG!Confira os destaques desta semana:Terras raras: entenda os pontos polêmicos do PL 2780/2024 aprovado pela Câmara dos Deputados e as principais discussões relacionadas à exploração dos minerais críticos e estratégicos no BrasilPL da dosimetria: onde ficam os interesses do povo no Congresso Nacional? Desenrola Brasil 2.0: medida é positiva, mas existem ressalvasEste é mais um Enfim, Sexta!, hoje com bancada exclusiva: Nathalia Francisco, doutoranda em arquitetura pela UFMG e militante do MAM e Weslley Cantelmo, economista do Cedeplar/UFMGOuça e compartilhe!
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Lula chega aos EUA para reunião com Trump em Washington. STF reforça veto a novos penduricalhos acima do teto constitucional. STF inicia julgamento sobre redistribuição dos royalties do petróleo. Defesa de Daniel Vorcaro entrega proposta de delação sobre caso Banco Master.
O encontro durou cerca de três horas. Em postagem nas redes sociais, Trump informou que discutiu com Lula questões comerciais e tarifárias. Lula também afirmou que abordou minerais críticos em terras raras e pautas sobre o crime organizado.O giro de notícias é uma produção da Agência Radioweb. Texto e apresentação: Késsy Balog. Edição: Sibélius Toledo.
O relator do projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos e estratégicos, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou nesta segunda-feira um relatório que autoriza a criação de um fundo garantidor de até R$5 bilhões para estimular projetos na área. O texto autoriza a União a criar um fundo, do qual participará como cotista, no limite de R$2 bilhões. O fundo terá natureza privada. Luiz Ugeda, Doutor em Direito pela Universidade de Coimbra, Doutor em Geografia pela UnB e Sócio de SPLaw Advogados, analisa a questão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Crônica da morte anunciada de uma rádioSegundo o Dicionário Online de Português, Eldorado é um lugar imaginário, fictício, cheio de riquezas e de pedras preciosas que, supostamente, existia na América do Sul, nomeadamente na Amazônia.Durante quase 70 anos, esse eldorado foi encontrado em um local chamado Rádio. O que parece ficção é o que temos acompanhado desde o dia 23 de abril.Não é o fim da era do rádio, mas de uma emissora que há muito tem sido relegada a segundo plano pelo grupo que deveria dar valor a ela.É dessa forma que podemos tratar o anúncio do encerramento das atividades de uma das emissoras mais tradicionais do dial brasileiro. A Eldorado, fundada há pouco mais de 68 anos, teve seu fim decretado pelo Grupo Estado para o dia 15 de maio de 2026.Talvez - e muito provavelmente - o início do fim se dá há 15 anos. Em 20 de março de 2011, a emissora passa a ocupar os 107,3 MHz da Frequência Modulada, em São Paulo, onde “invade” o espaço da Rádio Brasil 2000. Na então nova configuração, os 92,9 – em transmissão simultânea com o AM - mudam de Eldorado para Rádio Estadão ESPN. No fim de 2012, a ESPN tira o time de campo.O desmonte da marca Eldorado tem outros capítulos que são difíceis de entender. Em maio de 2015, um acordo com o bispo R.R. Soares faz com que os tradicionais 700 KHz do AM paulistano deixe de transmitir a Eldorado para passar a retransmitir a programação da Nossa Rádio. (FICA A PERGUNTA: SE O RÁDIO E A TV NO BRASIL SÃO CONCESSÕES PÚBLICAS, COMO PODE UMA FREQUÊNCIA SER VENDIDA DE UM GRUPO A OUTRO?)À época, o Grupo Estado já falava que as mudanças refletiam um contexto de prioridade para as plataformas digitais. Ao que me consta o Grupo Estado não tem assim tanta relevância até hoje nas tais plataformas. Melhor seria descer do salto e aceitar que esse passo foi um tropeço.Mas quem disse que pior do que está não dá pra ficar. O ano de 2017 tem início com um plano de demissão voluntária nas Rádios Estadão e Eldorado. Era o terreno sendo preparado para mais um baque. Fevereiro de 2017 traz a fusão das programações da Estadão com a Eldorado.Menos de uma década depois de acabar com a Rádio Estadão é a vez do Grupo Estado decretar a morte da rádio que fala com melhores ouvintes, a Eldorado. Capítulo esse que começa no fim de 2025, quando a Rádio Bandeirantes começa a se movimentar para ocupar os 107,3. Ainda havia uma possibilidade de a Eldorado migrar para os 86,3, mas o Grupo Estado e a Fundação Brasil 2000 parecem não ter levado essa alternativa em consideração.Muito mais do que os argumentos apresentados, sobretudo do crescimento do streaming - até porque os conteúdos de uma rádio podem gerar excelentes podcasts, cortes em vídeos e afins, se houver planejamento - a morte da Eldorado tem a ver, como se vê, com a incompetência de um grupo de gerir uma rádio que fez história e agora entra para a história.Essa é a opinião do blog e podcast Peças Raras.
TUTAMÉIA entrevista Bruno Milanez, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora e coordenador do Grupo de Pesquisa Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (PoEMAS). Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena. Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...
Episodio 39 – Cuando la casa habla¿Alguna vez sentiste que tu casa… tenía una energía particular?Lugares donde te sentís en paz… espacios que te incomodan sin razón aparente… objetos que parecen “cargados”… o sensaciones que no sabés explicar.En este episodio de Trascendiendo Fronteras exploramos una idea profunda y muchas veces ignorada:la casa no es solo un espacio físico… también es un espacio energético.Hablamos de:✨ Cómo los espacios pueden acumular energía✨ La relación entre nuestras emociones y el lugar donde vivimos✨ Señales sutiles que muchas personas perciben en sus hogares✨ La casa como reflejo de lo que estamos atravesando internamente✨ La diferencia entre percepción, energía y sugestión✨ Cómo empezar a limpiar, armonizar y reconectar con tu espacioPorque a veces no es que algo “afuera” esté pasando…
Convidado: Jonathan Colombo, engenheiro e professor do MBA em ESG de Mudanças Climáticas e Transição Energética da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Um negócio de quase US$ 3 bilhões colocou o Brasil no centro das atenções em um mercado no qual o país detém a segunda maior reserva do mundo: as terras raras. São 17 minerais estratégicos, usados na fabricação de produtos que vão de carros elétricos a sistemas militares, e que hoje estão no centro de uma disputa geopolítica global, impulsionada pela corrida tecnológica e pela transição energética. Nesse contexto, uma mineradora em Goiás, controlada por fundos privados e internacionais, foi vendida para uma empresa americana. O movimento reacendeu preocupações no governo brasileiro sobre soberania e controle de recursos estratégicos. Enquanto os negócios avançam, a regulamentação das terras raras ainda anda lentamente no Congresso e deve ser analisada em maio; ao mesmo tempo, o tema também está no STF, que avalia uma ação que questiona se a exploração da mina em Minaçu, no norte de Goiás, fere a Constituição. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o engenheiro Jonathan Colombo, professor de transição energética da FGV, sobre os desafios para evitar danos ambientais e a perda de soberania na exploração de terras raras no Brasil.
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O Aos Fatos desta segunda-feira (20) destaca um acordo bilionário envolvendo o setor de minerais estratégicos colocou uma empresa norte-americana em posição privilegiada para explorar terras raras no Brasil. E ainda, o presidente Lula (PT) afirmou esperar que a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) da escala 6x1, que prevê a redução da jornada de trabalho, seja votado até a maio.
Desta vez, tivemos de nos ficar pelos trabalhos preparatórios, já que este texto, que costuma ser redigido depois, teve de ser apressado, vindo antes, e a previsão é que Victor Barros (cabo-verdiano, historiador doutorado pela Universidade de Coimbra, com uma tese sobre a construção da memória do império português nas colónias em África, investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa e autor de vários artigos sobre Amílcar Cabral) se tenha juntado a nós para discutirmos as questões do colonialismo, o papel de Cabral como figura sediciosa decisiva para aquele enredo revoltoso que viria a encorajar a nossa própria luta de libertação, fazendo estalar o regime desde as colónias portuguesas até à metrópole, permitindo um raro momento de combate político em que chegou a supor-se que Portugal pudesse ser uma responsabilidade comum, e não um assunto decidido por muito poucos, com uma cultura reservada à contemplação dos seus interesses. Mas agora, aqui, e para os efeitos deste exercício, que nunca se quis ficar por um descritivo dos episódios, antes uma contribuição acessória, um devaneio ulterior, desta vez, e para permitir uma leitura das linhas de tensão que organizam, hoje, a única verdadeira fractura no nosso campo político, vamo-nos ficar por um exercício de colagem de dois textos. Começamos pelo longo excerto de um ensaio de Vivian Abenshushan, em Escritos para Desocupados, quando recorda que no Génesis, Adão e Eva tentaram repartir de modo equitativo a penitência da chamada divisão do trabalho – entre os seus filhos: Caim obteria a propriedade de toda a terra; Abel seria dono de todo o gado. Um deles dedicar-se-ia ao cultivo; o outro, à pastorícia. É provável que os irmãos tivessem pouco tempo livre para pregarem partidas e brincarem juntos na encosta do vasto campo, algo que a longo prazo teria ajudado a criar um vínculo entre eles, evitando assim o desenlace fratricida. Um dia, Abel e Caim fizeram as suas oferendas a Deus (um deles sacrificou um carneiro; o outro ofereceu um fruto da terra), mas Deus, sempre insondável, só aceitou a oferenda de Abel. Furioso, Caim matou, como toda a gente sabe, o seu irmão. As interpretações deste episódio sangrento não se fizeram esperar. De entre todas elas, há uma que aponta para o nascimento de um antagonismo ancestral: aquele que existe entre trabalhadores e ociosos. Assim o indicam as raízes dos seus nomes: Caim (do árabe gain, «o ferreiro») poderia ser identificado com o homo faber, o homem que fabrica ferramentas, aquele que exerce a sua vontade transformadora sobre a matéria. Ele forja o arado para lavrar e também o martelo para acertar o golpe. Tem uma mão equipada, uma mão presa ao trabalho, uma mão plena. Raras vezes essa mão se põe a tamborilar. Ela é puro músculo: abre sulcos, aplana a terra, subjuga brotos, edifica. É a mão do trabalhador. Graças à ferramenta, essa extensão incisiva do corpo, Caim e os seus descendentes conseguem dominar as vastidões selvagens e criar um novo mundo artificial. São os construtores das primeiras cidades, mais tarde associadas à corrupção e à perda de sentido espiritual. A alma de Caim é sedentária; enraíza-se na terra que cultiva, funda os costumes, adquire direitos sobre o solo. Assim o expressa outra raiz do seu nome, a proveniente do verbo hebraico kanah: adquirir, subjugar. Caim é, então, obter, possuir e, portanto, governar ou o proprietário, o que possui, e também o praticante das artes da tecnologia necessárias para abrir caminhos e conquistar. Nele, convergem as forças contraditórias da civilização: a ferramenta e a arma, a invenção criadora e a violência. Abel, do hebraico hebel: alento, sopro, nada, pertence, por seu turno, à estirpe dos nómadas, dos que se deslocam continuamente como o ar. Em vez de assentar como o agricultor, move-se por onde o seu rebanho o leva. Abel não depende de nenhum lugar concreto, pois o seu sustento vai com ele para toda a parte. E multiplica-se sem necessidade de trabalhar! Na primeira repartição laboral da humanidade, coube ao pastor o lado menos áspero, menos sujeito aos rigores do clima e ao esforço físico da vida agrária. Talvez por isso, contrariamente a Caim, Abel não se extenue. É mais livre, mais leve e tem muito tempo para a ociosidade. Sempre que os seus animais encontram o sítio exacto para se alimentarem, ele descobre-se no meio de um tempo vazio, distendido, o tempo que o homo ludens dedica aos seus jogos e meditações. Ei-lo auto-absorto à sombra das árvores, vendo as horas a passar como se não existissem. Opõe-se totalmente ao tempo programado de Caim, tempo associado à produção, ao cultivo e ao trabalho, um tempo útil em torno do qual a vida se ordena. Abel é um habitante natural do ócio, ser tranquilo e errabundo, cioso da sua autonomia, alheio às hierarquias da aldeia. Nele, não germinou a vontade de domínio, nem a ambição de poder. (E quiçá por isso que São João e Cristo o consideram «um justo».) Como não lhe interessa deixar marca – ele é apenas um sopro, efémero como a própria vida –, a sua existência alijou propósitos e a sua única ocupação é ver. Enquanto escuta o adejar do vento ou observa o cortejo dos pássaros, Abel vigia o seu rebanho. Necessita de abrir bem os olhos e compreende que isso é outrossim contemplação: habitar o mundo com o olhar. Essa destreza ocular, treinada sem esforço nas tardes do seu tempo livre, torna-se numa forma de observação distinta, o nascimento da especulação intelectual e do temperamento artístico. Abel sentou-se a pensar pela sua própria cabeça; o seu ócio é uma forma de reflexão e, talvez, também de melancolia. E não havia sido este o pecado dos seus progenitores, o desejo de saber? Ah, o ócio, mãe de todos os vícios! Certamente, Caim também sentiria uma inveja secreta pelo ocioso. Por que razão, ao contrário dele, o pastor de ovelhas evidencia tanto prazer enquanto realiza as suas actividades diárias? Quiçá porque, na sua transumância, Abel se mantenha longe do fardo da civilização e dos seus múltiplos artifícios. Na cidade de Caim, cada edifício se faz acompanhar de novas tarefas, a correria quotidiana duplica-se, o peso das cargas triplica e o suplício dos escravos não tem fim. «Raça de Caim» – escreveu Baudelaire –, «a tua tarefa ainda não se cumpriu o bastante». A grande calamidade das cidades é que nelas nunca deixa de se trabalhar. Merece a busca pelo conforto tanta inquietação, tanto esgotamento? Se o ócio é o propósito final do trabalho, porque não se entregar a ele simplesmente, sem remorsos? É isso o que faz Abel, uma vez satisfeitas as suas necessidades primárias. Abel poderia ser o símbolo de toda a uma estirpe amante da simplicidade, refractária à fama ou à riqueza, esses fardos da vida oficial. Sendo nómada, leva dentro de si a sua choça e as suas posses; não acumula, não se deixa prender ao peso da vida material; ele prefere flutuar, como o fazem os seus pensamentos ao entardecer. Algo dessa leveza, uma leveza malquista segundo a estirpe de Caim, sobrevive no luftmensch, palavra iídiche que designa pejorativamente o vagabundo, o homem improdutivo, sem trabalho nem salário fixo, dedicado a perder tempo e a fazer conjecturas. Perdido entre livros e divagações, o luftmensch é literalmente um «homem dos ares», «um homem flutuante». A que aspira? Para onde se dirige? Como Abel, este ocioso não tem planos nem projectos, é um filho errante que angustia sempre a sua mãe. Se Caim representa a técnica e a responsabilidade da idade adulta, o seu irmão, por sua vez, é um tratante, um adolescente livre de deveres. Caim é pragmático; Abel, gárrulo. Um ama a pachorrice; o outro crê na diligência como profissão de fé. Em tudo parecem espíritos contrários. E as duas formas de habitar o espaço a que deram origem, sedentários e nómadas, representam duas formas, talvez irreconciliáveis, de encarar os dilemas da sobrevivência: sucumbir ao peso do trabalho em nome do progresso, ou aprender a viver em nome da própria vida. É curioso que Deus tenha desdenhado de Caim precisamente porque, no seu sacrifício, procedia por simples apego ao dever, em vez de o fazer por generosidade, por amor genuíno, como Abel. (Se considerarmos a explicação de São João, Deus procurava os homens e não as coisas que eles faziam com as mãos, do mesmo modo que preferia o que crescia naturalmente em lugar daquilo que se obtinha através de impulsos gananciosos, como o arado com que se obriga a terra a germinar para logo lucrar com o seu fruto.) Quanta ira terá palpitado nas têmporas do agricultor ao ver, ao fim do dia de trabalho, o seu irmão, o ocioso, a ser premiado! Aquilo era, de facto, razão para o matar. E, assim, num assomo de fúria destrutiva, o homo faber liquida de vez o homo ludens. Que temos aqui? A forma como o trabalho reprime enfim a propensão para o lúdico, inclinação que só pode causar intranquilidade e desconfiança num mundo que levou a sua loucura ao ponto de considerar a própria existência como um castigo. Num mundo assim, a penitência termina com o jogo; a obrigação, com o prazer. E a esquiva possibilidade de fazer do trabalho uma coisa alegre, ou, pelo menos, passageira – após a qual o homem poderia dedicar-se ao que bem lhe aprouvesse –, tornou-se inviável para a grande massa de pessoas sobre as quais recaíram as funções mais servis e rotineiras. É uma pena que tenha sido a estirpe de Caim a servir de inspiração a numerosas gerações posteriores dedicadas ao trabalho compulsivo, chegando até Benjamin Franklin, que definiu o homem, no século XVIII, precisamente como «o animal que fabrica ferramentas», tendo banido da sua agenda a possibilidade de descansar. «Não perder tempo; manter-se sempre ocupado com algo útil; suprimir todas as acções desnecessárias», eram tais as notas mais altas do seu hino, o hino do homo faber, que fez do tempo o principal recurso a administrar: «Pensa que tempo é dinheiro. Quem puder ganhar diariamente dez xelins com o seu trabalho, e se tiver dedicado metade do dia a passear ou a bocejar no seu quarto, embora apenas dedique seis pence às suas diversões, na verdade gastou, ou melhor, desbaratou, mais cinco xelins.» Quanta razão tinha Vaneigem quando escreveu: «As necessidades da economia ajustam-se ao lúdico. Nas transacções financeiras, tudo é sério; não se brinca com o dinheiro.» É neste ponto em que estamos. Somos todos da raça de Caim, e se de algum modo ainda nos é possível assinalar que nem tudo está perdido, é só na medida em que nos restam os bárbaros. A redenção que nos resta está na hostilidade. O difícil é manter-se leal a esta, recolher-se em si mesmo para recuperar essa voltagem direccionada contra o mundo que fez de nós seres que vivem para as suas medições, para contabilizar, fazer os seus ganhos, e obterem algum tipo de purificação por meio do consumo. Hoje, é este que nos consome. Eis, por fim, o predador inescapável. Esse estado de embotamento, a razão trocada pela frivolidade publicitária, as almas baixando o preço, vendendo-se por atacado, indistinguíveis de toda essa mercadoria desesperada e amiúde obscena a que nos entregamos sem reservas, com os nossos anseios dominados pela promoção de uma cultura homogénea ao seu nível mais rasteiro, e esse desprezo subliminar pelo pensamento e pela escrita, num ambiente asfixiante e cheio de falsas pretensões, cada um disputando o seu quinhão neste deserto mediatizado, rendidos ao “monstruoso dispositivo da distracção” (Adorno). E seria interessante pensar como o fascismo se impõe dentro desta disciplina do trabalho, à medida que aquelas pessoas que se reconhecem inúteis, são chamadas a colocar-se ao serviço da violência sistemática e persecutória do Estado. Assim emerge, como Ryszard Kapuscinski notou, em Andanças com Heródoto, uma substância pouco definida, fluida, que forma bairros inteiros de pessoas sem uma posição, uma classificação ou um destino bem definido. Em qualquer momento aquela gente pode formar uma multidão, turba, que tem opinião sobre tudo, tem tempo para tudo, quer participar em algo, significar algo, mas ninguém lhes liga, nem ninguém precisa deles. Toda a ditadura parasita sobre esse magma anónimo. Nem precisa de manter um dispendioso exército de polícias profissionais. Basta procurar aquela gente que anda em busca de qualquer coisita na vida. Dar-lhes a ilusão de que podem ser úteis para alguma coisa, que alguém conta com eles, que foram seleccionados, que podem significar algo. As duas partes tiram proveito dessa relação: o homem da rua, ao servir a ditadura, identifica-se com o poder, sentindo-se alguém sério e importante, e como geralmente tem no cadastro alguns roubos, brigas, burlas agora sente-se impune. A ditadura, pelo seu lado, tem nele um agente-tentáculo barato, quase gratuito e, ao mesmo tempo, dedicado e omnipresente. Muitas vezes até seria difícil chamá-lo agente, já que é só alguém que quer ser visto pelas autoridades e zela por que isso aconteça, É sempre prestável, assinalando assim a sua existência.
Minuto Doenças Raras e Respiratórias é um programa produzido pelo Instituto Unidos pela Vida e tem como proposta trazer perguntas e respostas sobre essas patologias.Neste episódio, compartilhamos a resposta para a seguinte questão: “Quais os benefícios da fisioterapia respiratória para o tratamento de doenças pulmonares?"Quem responde essa dúvida é a fisioterapeuta, Dra. Leticia Cidade Silva.Para apoiar esse e outros projetos do Unidos pela Vida, acesse www.unidospelavida.org.br/doe.
Este é o Espresso Outliers InfoMoney, a sua pausa estratégica na correria do dia para pegar um café, respirar fundo e entender de forma objetiva e descomplicada os principais movimentos do universo de investimentos. Nesta edição, Clara Sodré, comenta o novo relatório sobre terras raras feito pela XP. O estudo mostra que a China detem cerca de 40% das reservas e 90% da capacidade de refino desses minerais. Num mundo interessado em reduzir a dependência dos chineses, os olhos se voltam para o Brasil – dono da segunda maior reserva, com 20%, e uma produção ainda limitada. https://conteudos.xpi.com.br/esg/a-nova-fronteira-das-terras-raras/ “As terras raras conectam três grandes tendências da próxima década: transição energética, digitalização da economia e reindustrialização global. Sem terras raras não tem carro elétrico, não tem energia renovável em escala e não tem avanço tecnológico”, diz a apresentadora. “Cadeias estratégicas estão sendo redesenhadas, isso cria oportunidades estruturais. Países como o Brasil podem ganhar relevância, mas execução sempre vai ser um diferencial”. Prepare seu café e acompanhe um episódio cheio de insights práticos!
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Los científicos descubrieron un colossal gusano acechando en las profundidades oceánicas, ¡lo suficientemente grande para hacer que un tiburón Megalodón parezca un pececillo! Esta monstruosa criatura, conocida como "Wormzilla", desafía nuestra comprensión de la vida marina y lo que es posible en las profundidades. Pero esperen, ¡hay más! El océano nunca deja de sorprendernos: ¿qué tal tiburones luminiscentes que emiten luz desde su vientre, o peces que caminan en el fondo del océano utilizando aletas parecidas a patas? Luego está la "Medusa psicodélica", una medusa que pulsa con colores vibrantes mientras se desplaza por la profundidad. Y no olvidemos a los "gusanos zombis" que se banquetean con los huesos de las ballenas muertas, prosperando en uno de los ambientes más extremos de la Tierra. ¡Es un mundo salvaje, extraño y maravilloso allí abajo! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Doutor Carlos Alberto Pastore dá dicas sobre bem-estar e saúde às 2ªs, 4ªs e 6ªs, às 6h50, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Flow News #038
Crean Registro Nacional de Enfermedades RarasMejoran vialidades en CDMX rumbo al MundialPapa pide defender la vida ante la guerraMás información en nuestro Podcast#grc
Escucha las comidas más raras y asquerosas que se comen en varios países de hispanoamérica. Mantente al día con los últimos de 'El Bueno, la Mala y el Feo'. ¡Suscríbete para no perderte ningún episodio!Ayúdanos a crecer dejándonos un review ¡Tu opinión es muy importante para nosotros!¿Conoces a alguien que amaría este episodio? ¡Compárteselo por WhatsApp, por texto, por Facebook, y ayúdanos a correr la voz!Escúchanos en Uforia App, Apple Podcasts, Spotify, y el canal de YouTube de Uforia Podcasts, o donde sea que escuchas tus podcasts.'El Bueno, la Mala y el Feo' es un podcast de Uforia Podcasts, la plataforma de audio de TelevisaUnivision.
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Pepe Rubio disfruta de los pequeños placeres de la vida y más cuando es su cumpleaños y en el mercado le regalan productos tan extraños como unas fresas blancas o un plátano del tamaño de un dedo gordo.
JK Cast #254 - O Brasileiro Trabalha Menos? A China va Entrar na Guerra? O Brasil e as Terras Raras
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Debate da Super Manhã: Essenciais para tecnologias como celulares, carros elétricos e energia limpa, as terras raras colocam o Brasil no centro de uma disputa econômica global. Um tema decisivo para o presente e o futuro do desenvolvimento nacional. No debate desta quinta-feira (22), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os nossos convidados para falar sobre as reservas brasileiras, o potencial do país e de Pernambuco e a importância econômica e estratégica dos elementos contidos nas terras raras. Participam o professor do Instituto de Petróleo e Energia (i-LITPEG) do Laboratório de Refino e Tecnologias Limpas (LabRefino/Lateclim), do Departamento de Engenharia Química, do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) da UFPE, Fábio Machado Cavalcanti, o coordenador do Curso de Relações Internacionais da UniFBV, Gustavo Delgado @gustavo.work, e o economista, David Batista.
Quando falamos em doenças raras, logo pensamos que é algo que diz respeito a um número pequeno de pessoas. Mas não é bem assim. Estima-se que existam entre 6.000 e 8.000 doenças raras que acometem mais de 13 milhões de brasileiros. Se considerarmos familiares e cuidadores, cerca de 50 milhões de pessoas são diretamente impactadas. São inúmeras famílias que lidam com uma rotina extenuante e desafiadora. E que muitas vezes demoram anos para conseguir fechar um diagnóstico. No episódio de hoje vamos dar um panorama das doenças raras no Brasil, explicar como é feito o diagnóstico e falar sobre a importância das organizações sociais no apoio a pacientes e familiares. Nosso convidado é Antonie Daher, fundador e presidente da Casa Hunter. É uma entidade que presta atendimento especializado para pessoas com doenças raras em todo o Brasil.
Martes 13, ni te cases, ni te embarques... Los hispanos solemos ser muy supersticiosos, tanto que dejamos de hacer cosas para evitar que la mala suerte toque a nuestra puerta. Mantente al día con los últimos de 'El Bueno, la Mala y el Feo'. ¡Suscríbete para no perderte ningún episodio!Ayúdanos a crecer dejándonos un review ¡Tu opinión es muy importante para nosotros!¿Conoces a alguien que amaría este episodio? ¡Compárteselo por WhatsApp, por texto, por Facebook, y ayúdanos a correr la voz!Escúchanos en Uforia App, Apple Podcasts, Spotify, y el canal de YouTube de Uforia Podcasts, o donde sea que escuchas tus podcasts.'El Bueno, la Mala y el Feo' es un podcast de Uforia Podcasts, la plataforma de audio de TelevisaUnivision.
En este episodio especial de Más Que Raras, las anfitrionas Deborah Requesens y Victoria Arteaga se sientan juntas para una conversación honesta y cercana sobre el camino que las llevó a crear este espacio, las historias que han vivido juntas y los desafíos que siguen enfrentando las comunidades que viven con enfermedades raras. A lo largo del episodio, Vicky y Debbie reflexionan sobre la falta de representación de las familias hispanas en la investigación y la atención médica, el poder del lenguaje y la narrativa en la abogacía, y el impacto emocional de acompañar a pacientes y cuidadores desde distintos roles profesionales. Este episodio es una invitación a conocer más a las voces detrás de Más Que Raras: por qué existe este podcast, qué aprendizajes han surgido de cada conversación y cómo imaginan el futuro de la participación de pacientes, la investigación y la equidad en salud para las enfermedades raras. Un episodio íntimo, reflexivo y necesario para quienes creen en el poder de las historias para generar cambio. Connect with BloodStream Media: BloodStreamMedia.com BloodStream on Facebook BloodStream on Twitter Other information: Sociedad Hispana de Enfermedades Raras: https://www.hispanicsocietyrarediseases.org/ Cure Syngap1 https://curesyngap1.org/ Orphan Disease Center https://www.orphandiseasecenter.med.upenn.edu/
La niña que se ahogaba que ni se ahogaba ni era niña, fantasmas que roban cinco euros y el aterrador caso del chaval que luchó contra la NADA. Estos y otros misterios en el programa 15 de la temporada 8 de misterios cotidianos. Hoy tenemos de invitado a... bueno, por lo que sea hoy no hay invitado.
Hoy hablaremos del merengue, un postre hecho de claras y azúcar que, con solo aire y paciencia, se convierte en algo casi mágico; de reliquias raras, objetos y restos que estremecen porque guardan la sensación de estar cerca de una vida, de una fe o de un poder; de Nezahualcóyotl, gobernante de Texcoco, cuya memoria se asoma en poemas y en obras hidráulicas capaces de ordenar el agua y, con ella, el paisaje entero del Valle de México; y del libro La Conquista de México, de Hugh Thomas, una narración intensa sobre decisiones, alianzas y choques culturales que terminaron transformando para siempre el mundo que habitaban los pueblos de esta tierra.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Aunque el frío ya nos está congelando las ideas (y Luis sigue lidiando con ranas en su baño
Como duas empresas australianas desconhecidas estão atropelando passos importantes em processos de licenciamento ambiental para lucrar bilhões com a mineração de terras raras no sul de Minas Gerais.Caldas e Poços de Caldas, duas cidades do sul de Minas, se tornaram centrais numa das maiores disputas geopolíticas da atualidade. Isso se deve à alta concentração de minerais de terras raras ali. Especialistas chamam a reserva de "unicórnio da mineração". Ela é tão grande que poderia suprir 20% da demanda mundial.Os minerais de terras raras hoje estão entre os recursos mais valiosos do mundo por serem essenciais na produção de imãs, componentes básicos de dois itens de extrema importância no mundo atual: motores elétricos - vitais na tentativa global de diminuir o uso de combustíveis fósseis - e armas de guerra.O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, ficando trás só da China, que está numa guerra tarifária com os EUA. Nesse episódio nos fomos a Minas Gerais para acompanhar as movimentações de um grupo de moradores que resolveu se opor aos projetos de mineração nas cidades onde eles vivem.Mergulhe mais fundoDa objetividade do risco à subjetividade da sua percepção: dimensões do risco socioambiental no Jardim Kennedy em Poços de Caldas, MGEpisódios relacionados#13: Brumadinho em dois atos#108: Salve o planeta, pergunte-me como#147: Um data center incomoda muita genteEntrevistados do episódioDaniel TygelMestre em física, ex-vereador e candidato a prefeito de Caldas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).Nathália FranciscoArquiteta e urbanista. Pesquisadora do Núcleo de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).Mariano Laio de OliveiraChefe da Divisão de Minerais Críticos e Estratégicos da Agencia Nacional de Mineração (ANM).Wagner FaninEletricista e técnico ambiental.Ademilson Kariri e Cariusa KiririLideranças do povo Kiriri em Caldas.Rogério CorreiaProfessor e deputado federal de Minas Gerais pelo Partido dos Trabalhadores (PT-MG).Ficha técnicaEdição: Matheus Marcolino.Mixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo GamaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia FurnariDireção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini
Si mi hijo se parece a mi compadre probablemente el suyo se parezca a mí.
Descubre inversiones poco convencionales para ahorrar tiempo y dinero, mejorar productividad y energía, y potenciar tu día a día. Minuto a minuto del episodio: - ¿Por qué invertir tiempo y dinero puede no darte resultados? Cambios pequeños, productividad y retorno oculto (00:00:00) - Ampliando el concepto de inversión: del fondo índice al ahorro de energía y tiempo en casa (00:02:30) - El verdadero valor del tiempo y la energía: cómo detectar inversiones invisibles que potencian tu día (00:05:28) - Más allá del negocio: invierte en tu vida cotidiana y multiplica resultados (00:06:58) - Cómo medir el retorno real: calcular tu valor hora y tomar mejores decisiones (00:11:06) - Ejemplo práctico: ¿una multiprocesadora tiene mejor retorno de la inversión que invertir en la bolsa? (00:13:11) - Claves para evitar autoengaños: cuándo un gasto es inversión… y cuándo es solo excusa (00:17:24) - Automatización y delegación: los mejores dispositivos y servicios para ganar tiempo (00:24:17) - Mini mejoras en casa que hacen la diferencia: ergonomía, organización y energía mental (00:32:18) - Nuestras inversiones atípicas favoritas: desde equipamiento deportivo hasta compras inteligentes para padres (00:34:50) - Súper pregunta del día: secretos para la puntualidad y para no posponer la alarma cada mañana (00:51:48) - Cierre del episodio (00:56:54)
La gente que sabe apostar lo tiene como un negocio y casi nunca pierde, sobretodo aquellos que le apuestan a las cosas más raras que se ven en el deporte. Escucha la estrategia de un tipo que se ganó casi medio millón de dólares apostando por cosas que pasan en el deporte, pero que nadie ve... ni le importan. Mantente al día con los últimos de 'El Bueno, la Mala y el Feo'. ¡Suscríbete para no perderte ningún episodio!Ayúdanos a crecer dejándonos un review ¡Tu opinión es muy importante para nosotros!¿Conoces a alguien que amaría este episodio? ¡Compárteselo por WhatsApp, por texto, por Facebook, y ayúdanos a correr la voz!Escúchanos en Uforia App, Apple Podcasts, Spotify, y el canal de YouTube de Uforia Podcasts, o donde sea que escuchas tus podcasts.'El Bueno, la Mala y el Feo' es un podcast de Uforia Podcasts, la plataforma de audio de TelevisaUnivision.
Podcast diario para aprender español - Learn Spanish Daily Podcast
Hoy Paco y Roi hablan de algunas cosas raras que hacen ellos o personas que conocen. En el podcast premium, Rebe y yo hablamos de los beneficios de realizar ejercicio ligero, como caminar. Puedes escuchar este episodio si te haces suscriptor premium en: www.hoyhablamos.com.
¿Quiere la morralla o la dona?