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Jornal da ONU com Monica GrayleyEsses são os destaques desta sexta-feira, 12 de junho.Pesquisador marinho fala de conexão invisível entre Amazônia e Antártica OMS alerta para onda de calor na União Europeia
Confira na edição do Jornal da Record desta quinta-feira (11): Polícia acaba com desmanches e centrais de revenda de peças de carros roubados no RJ e SP. Economia de serviços cresce e retoma patamar de seis anos atrás, pré-pandemia do coronavírus. Governo federal anuncia queda de 61% do desmatamento na Amazônia e 12% no Cerrado. Série de tornados ameaçam moradores nos EUA. Técnico Carlo Ancelotti faz testes para definir o ataque titular da seleção brasileira na Copa. E na série especial, a história da jovem que seguiu os passos do pai e virou caminhoneira.
A literatura e a aventura amazônica se encontram em um lançamento especial do escritor Paulo Spínola. Em O Mistério do Povo Mamoé – A Saga de Jobim na Amazônia, o autor convida leitores de todas as idades a embarcarem em uma jornada repleta de mistérios, cultura e descobertas pela floresta amazônica.
Dados do sistema Deter, divulgados pelos Ministérios do Meio Ambiente da Ciência e Tecnologia apontam para quedas de 61,4% na Amazônia e de 12,2% no Cerrado nos alertas em maio, o que confirma o esforço brasileiro no combate ao desmatamento ilegal, contrariando argumento usado pelo Escritório Comercial dos EUA.Sonoras:
Pensar o amanhã possível exige a coragem de nomear o presente pelo que ele é. A professora Edna Castro passou as últimas décadas provando que as respostas para adiar o fim do mundo não virão dos mercados de carbono, mas das racionalidades milenares que o poder colonial tentou apagar. No quinto episódio da série Utopias Amazônicas: Conversas com os Autores, o LatitudeCast recebe a socióloga Edna Castro, professora emérita da Universidade Federal do Pará (UFPA), doutora pela Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais em Paris, com pós-doutorado no Centro Nacional da Pesquisa Científica (CNRS). No livro Utopias Amazônicas, a professora assina o artigo “Utopias Amazônicas: para ser possível amanhã”, um ensaio contundente que desconstrói as narrativas sedutoras do capitalismo verde para propor outras formas de imaginar o futuro a partir do chão da floresta. Conversamos sobre as temporalidades em disputa, o avanço do neoextrativismo 4.0, a captura mercadológica da bioeconomia de escala e a urgência de uma ciência pública e política capaz de decodificar o poder pós-COP30. Utopia não é o lugar que não existe. É o lugar que o poder colonial tentou apagar, e que os povos da Amazônia, em sua tecelagem milenar de reexistências, nunca deixaram de habitar.
Em "Os Urubus Não Esquecem", antropólogo entrelaça crime organizado, devastação ambiental e saberes indígenas para refletir sobre os conflitos contemporâneos
Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.
In June 1992, 179 nations made two pledges that still shape every international conservation agreement today, and thirty years later, the world's most important climate conference was held inside a tropical rainforest. What happens in those halls matters—but so does everything that happens after. James Deutsch, CEO of Rainforest Trust, breaks down how a half-billion-dollar pledge helped catalyze the 30x30 target, why the Tropical Forests Forever Facility could fix a structural flaw in carbon finance, and where he sees the next window for real conservation progress. Constanza Prieto Figelist, Legal Director for Latin America at the Earth Law Center, explains how a Peruvian court recognized the Marañón River as a subject of rights, and why four articles in Ecuador's constitution have stopped more destructive projects than years of protest ever could. Catarina Nefertari of Amazônia de Pé was on the ground in Belém when COP30 arrived, and has spent years closing the distance between communities most affected by Amazon destruction and the rooms where decisions about its future are made. This is the series finale of Rewilding Amazonia. The Amazon's next chapter is still being forged. If this series changed how you see the Amazon, subscribe, leave a review, and share it with someone who needs to hear it. Would you like to give to Rewildology? Donate here: https://givebutter.com/supportrewildology TIMESTAMPS0:00 Introduction0:29 Rio 1992 & the road to COP301:45 James Deutsch (Rainforest Trust)4:03 The 30x30 pledge5:07 How private conservation finance works7:13 COP30 outcomes & the T Triple F9:37 US funding withdrawal11:23 Indigenous land rights12:42 Constanza Prieto (Earth Law Center)15:54 Criminalizing indigenous defenders17:52 Rights of Nature & the Marañón River case21:48 Catarina (Amazônia de Pé)23:27 Brazil's fossil fuel dilemma24:32 What COP30 delivered28:25 Series closing: 22 voices, 6 countries31:00 Call to action & outro SUPPORTThis episode is supported by Rainforest Trust—protecting tropical forests and endangered wildlife since 1988. Through local partnerships, community engagement, and donor support, they've safeguarded over 66 million acres in almost 70 countries. Learn more at rainforesttrust.org. CREDITSExecutive Producer & Host: Brooke MitchellAssociate Producer & Music Composer: Brad Parsons LISTEN TO THE FULL SERIEShttps://rewildology.com/episode-group/rewilding-amazonia/ SHOW NOTES & NEWSLETTERShow notes & subscribe to newsletter, https://rewildology.com/ SUPPORT REWILDOLOGYhttps://rewildology.com/support-the-show/ LISTEN TO THE REWILDOLOGY PODCASTApple Podcasts: https://apple.co/3YXWSsFSpotify: https://open.spotify.com/show/3oW6artLcvxX0QoW1TCcrq?si=ff3b5e2ec90542a2 FOLLOW REWILDOLOGYYouTube: https://www.youtube.com/@RewildologyInstagram: https://www.instagram.com/rewildology/LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/rewildology/Facebook: https://www.facebook.com/rewildologyX: https://x.com/rewildology DISCLAIMERThe views expressed by guests are their own and don't n... Chapters (00:00:03) - Rewilding Amazonia: When Policy Meets Reality(00:03:34) - Rainforest Trust's role in global conservation targets(00:10:58) - The guardianship of nature(00:13:03) - The role law plays in the Amazon(00:21:11) - COP 30: The fight for the Amazon(00:29:24) - What motivates people to protect the forest?(00:30:57) - Rewilding the Amazon: Stories from the Amazon
Many thanks to SRAA contributor, Paul Harner, who shares the following recording and notes:Broadcaster: Radio Nacional Da AmazonasDate of recording: August 14, 1984Starting time: 0809zFrequency: 6180 kHzReception location: St.Louis, MOReceiver and antenna: Icom IC R-71-A Rádio Nacional da Amazônia: August 14, 1984 Paul Harner Download
Menos de dois anos depois da última ocorrência do fenômeno meteorológico El Niño, que contribuiu para as enchentes históricas no Rio Grande do Sul de 2024 e as secas inéditas na Amazônia, o Brasil progrediu no combate a desastres, mas não aprendeu as lições para avançar na resiliência climática. Os impactos de mais um El Niño devem começar a aparecer no país no segundo semestre, estendendo-se até 2027. Lúcia Müzell, da RFI em Paris A configuração do fenômeno já está instalada nas águas do oceano Pacífico, salienta o doutor em meteorologia José Marengo, membro do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU) e coordenador-geral de pesquisas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). “Você vê o padrão de aquecimento no Pacífico Tropical, e está claro. O que nós não sabemos ainda é a intensidade”, frisa. “Estamos em início de junho, e fazer uma previsão em junho para um fenômeno cujo pico de intensidade seria mais ou menos novembro, é muito cedo.” Uma das interpretações dos modelos climáticos aponta para um aquecimento de 4°C das águas do Pacífico Central, o que seria um El Niño "super forte". A grande preocupação agora é se 2026 vai bater novamente os recordes globais de altas temperaturas, como tem ocorrido desde 2023. Os efeitos do fenômeno, que se repete no planeta há milhares de anos, são potencializados pelas mudanças do clima. Foi assim que, em 2024, o ano mais quente registrado na história até o momento, a ocorrência do El Niño impulsionou catástrofes climáticas ao redor do mundo. 'El Niño Godzilla' Mas apesar das perspectivas preocupantes, o coordenador do Cemaden rejeita os discursos alarmantes sobre o tema que, segundo ele, contribuem para desacreditar a ciência. “Você escuta na internet os influencers e qualquer pessoa falando sobre ‘El Niño Godzilla', ‘Super El Niño', fazem shows com nuvens caindo e o capeta aparecendo. Nós, cientistas, tentamos participar em todo tipo de debate possível, para convencer a população de que realmente é um fenômeno, mas que não é o fim do mundo”, afirma. Segundo ele, o discurso alarmista sobre o tema pode gerar o efeito contrário do desejado: o de imobilismo dos gestores. “Depende de nosso papel, como seres humanos, para poder enfrentar. Uma das coisas importantes é a percepção de risco de desastre. Não adianta ter os melhores modelos, os melhores supercomputadores, se as pessoas ainda não entendem a mensagem final”, argumenta Marengo. A memória dos recentes desastres no Brasil aumentou a tomada de consciência de governantes, comunidades e populações, principalmente nos estados mais afetados há dois anos. O Rio Grande do Sul acelera a conclusão de obras para combater novas enchentes, e a vizinha Santa Catarina está em alerta climático. Uma série de medidas para enfrentar incêndios florestais estão previstas pelos governos federal e estaduais no centro e norte do país, mas também no Sudeste, onde o maior problema tende a ser as altas temperaturas. Vulnerabilidade continua Entretanto, de forma geral pelo país, Marengo constata que pouco foi feito contra a vulnerabilidade das populações, que determina qual será a proporção de uma tragédia. É também o que afirma a professora de Urbanismo Maria Fernanda Lemos, da PUC-Rio. Membro do IPCC, ela coordenou um capítulo do último relatório do painel da ONU sobre as cidades. “Não adianta eu só focar num problema de drenagem para diminuir o impacto de chuvas intensas se eu não resolver o fato de que as pessoas moram em situações precárias”, ressalta Lemos. “Eu vou atuar sobre aquele alagamento específico naquele lugar, mas outras situações iguais vão se reproduzir pelo território todo, porque as pessoas continuam vulneráveis: continuam tendo que morar em áreas de risco, de maneira informal, sem acesso à tecnologia, à informação”, acrescenta. É por isso que, apesar de avanços importantes, como a adoção do Plano Clima de Mitigação e Adaptação, o Brasil “não aprendeu as lições” da última passagem do El Niño, avalia a especialista. A professora não vê ações transformativas à altura dos desafios, ou seja, que ajudem a diminuir a exposição das pessoas aos riscos climáticos. Maria Fernanda Lemos menciona a redução da precariedade e das desigualdades como um pilar fundamental da adaptação, assim como a educação ambiental e a inclusão das populações na tomada de decisões. “O que há de pior é que a gente continua fazendo cidade, infraestrutura, habitação e saneamento da mesma forma que a gente sempre fez, que não é resiliente, não é adaptado ao clima. E aí só gera mais vulnerabilidade ainda para esses ambientes, que já são muito ameaçados”, lamenta. “Não tem uma visão abrangente do problema. Só no longo prazo é possível fazer uma adaptação que vai ter resultados de fato concretos”, aponta. Para ouvir a entrevista completa, clique no podcast, acima.
Neste episódio do Rabiscos, conversamos com o escritor paraense Marcos Samuel Costa sobre literatura, memória, sexualidade, território. Nascido no arquipélago do Marajó, Marcos fala sobre a influência da paisagem ribeirinha em sua escrita, os desafios de ser um homem gay no interior da Amazônia e a construção de uma obra marcada por afetos, luto e natureza. O papo também passa pelos livros Os vulcões e Saltos ornamentais, seus dois trabalhos recentes que exploram personagens, amor e perda de formas muito diferentes. Além disso, falamos sobre a circulação da literatura produzida fora do eixo Sudeste, a vida acadêmica e a importância de encontrar representatividade nos livros. Para envio de livros e postagens: Tadeu Rodrigues Caixa Postal nº 129 CEP: 37701-010 - Poços de Caldas - MG Acompanhe, curta, compartilhe! Siga-nos | Instagram: @podcastrabiscos | @tadeufrodrigues | email: podcastrabiscos@gmail.com |
A Amazônia já foi chamada de inferno verde, de paraíso perdido, de fronteiras do capital, de pulmão do mundo, de vazio demográfico. Cada nome é uma política, cada imagem é um projeto. E por trás de cada projeto, há sempre a mesma pergunta: Quem tem o direito de narrar a Amazônia? No quarto episódio da série Utopias Amazônicas, o LatitudeCast recebe o professor Saint-Clair Cordeiro da Trindade Júnior, professor titular do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA). A partir de seu artigo "Tecendo compreensões e vislumbrando outros horizontes: a Amazônia no pensamento geográfico brasileiro", o pesquisador analisa o legado de grandes mestres da geografia — como Milton Santos, Aziz Ab'Saber e Carlos Walter Porto Gonçalves — para discutir como as ferramentas da geografia crítica ajudam a desconstruir os discursos de dominação e a projetar novos horizontes possíveis para a região. Na entrevista, o professor debate temas urgentes como o mercado de terras como motor do desmatamento, a força do lugar e as contraracionalidades presentes no urbanismo de cidades como Afuá (PA) e Puerto Nariño (Colômbia).
No novo episódio do Juridcast, Leandro Ramos recebe Lucca Mendes, sócio administrador da Mendes Advocacia e Consultoria, para discutir um tema pouco explorado no mercado jurídico nacional: as oportunidades de negócio na região Norte do Brasil.Enquanto os holofotes internacionais se voltam para a Amazônia por causa da COP30 e das discussões ambientais, existe uma movimentação econômica muito mais ampla acontecendo na região. Mineração, agronegócio, energia e infraestrutura vêm transformando o Norte em um espaço estratégico para negócios e investimentos.A conversa analisa por que a advocacia da região ainda aparece pouco quando o assunto são grandes operações no país e quais oportunidades reais começam a surgir para escritórios que entendem a dinâmica local.Mais do que uma discussão regional, o episódio propõe uma leitura sobre crescimento econômico, posicionamento jurídico e expansão de mercado fora dos centros tradicionais.
O Roda Viva recebe nesta segunda-feira (01/06) o físico Paulo Artaxo, diretor do Centro de Estudos da Amazônia Sustentável da USP e uma das maiores autoridades mundiais em clima.Laureado com o Planet Earth Award 2026 e autor-líder nos três últimos relatórios do IPCC, painel da ONU agraciado com o Nobel da Paz, Artaxo vai analisar o cenário de transição global rumo à sustentabilidade. Em debate, os impactos das mudanças climáticas, as vulnerabilidades e vantagens estratégicas do Brasil, o impacto do próximo El Niño, o ponto de não retorno da Amazônia e a resiliência das cidades.O Roda Viva vai ao ar toda segunda, a partir das 22h, na TV Cultura, no site da emissora e no YouTube!#RodaViva #TVCultura #SomosCultura #Amazônia #Sustentabilidade #CentroDeEstudosDaAmazôniaSustentável #SalvemAAmazônia #FlorestaAmazônica #PontoDeNãoRetorno
Marina Silva em entrevista a Breno Altman | Programa 20 Minutos
We say "I've got nothing to wear" standing in front of a full wardrobe. Samantha Harman's argument is that the sentence has nothing to do with clothes — it's about not knowing who we're supposed to be. In this episode I talk to best-selling author, stylist and former journalist Samantha Harman about her book Just Get Dressed: Why You Have Nothing to Wear and What to Do About It — a styling book with no pictures and no body-shape rules, built instead around the inner work most of us avoid. It's a conversation about generational trauma, the prehistoric brain, the martyrdom of the women in the squeezed middle, and why getting dressed in the morning is so flipping hard. What we cover: Why "nothing to wear" is never about a lack of clothes... and what your wardrobe is actually a manifestation of (beliefs, identity, class, politics, generational trauma) The problem with the personal styling industry: more rules, more prescription, more exhaustion Epigenetics and the prehistoric brain — why being a visible woman registers as dangerous, and why the fabulous outfit stays on the hanger Clothing as a business tool — and why men have always been allowed to use it while women get judged for it The "bag of potatoes" meeting: how an ill-fitting supermarket shirt quietly costs you authority, presence and opportunity The compare-and-despair cycle and the social-media misery machine: and the reminder that all of it, even "authentic" personal brands, is marketing Enclothed cognition: why what you wear changes the actions you take (and how you handle Barry from accounts) Midlife as an opportunity, not a decline — finances, time, intelligence, and finding the rooms with brilliant women in them Two exercises from the book: meeting the 5-year-old who's really running your wardrobe, and the letter from your 90-year-old self Emotional spending, scarcity tactics and how retailers weaponise your feelings — plus the fast-fashion harm hiding behind "retail therapy" The wardrobe edit as a non-negotiable business activity — and the one thing to do first: get rid of what you hate Find Samantha here: Just Get Dressed: Why You Have Nothing to Wear and What to Do About It - available on Amaz*n, or justgetdressed.com https://www.instagram.com/styleeditoruk/ https://www.linkedin.com/in/samantha-harman-style-editor/ Enjoyed this episode? Follow Middling Along wherever you listen, and consider leaving a review — it genuinely helps other midlife women find the show. For weekly research and commentary on midlife wellbeing, subscribe to Emma's Substack, The Messy Middle: https://middlingalong.substack.com/
No terceiro episódio da série Utopias Amazônicas: Conversas com os Autores, recebemos o professor Fernando Michelotti, doutor em Planejamento Urbano e Regional e docente da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá, onde atua no Instituto de Estudos de Desenvolvimento Agrário e Regional. É também pesquisador das dinâmicas territoriais e dos conflitos agrários na Amazônia e coautor do livro Horizontes Amazônicos: Para Repensar o Brasil e o Mundo. No livro Utopias Amazônicas, o professor assina o artigo Agroecologia Amazônida: Conectando o Passado e o Futuro, um ensaio que subverte as visões dualísticas sobre a floresta e propõe a agroecologia não como mera técnica de plantio, mas como um paradigma produtivo e político de reexistência. Conversamos sobre a floresta antropogênica, o conceito de campesinato amazônico, a fratura metabólica do capital, o potencial alimentar da castanheira diante do latifúndio e as alianças de resistência que unificam o chão da floresta. Utopia não é o lugar que não existe. É o lugar que sempre esteve ao alcance, e para o qual precisamos caminhar.
Está nas mãos dos senadores a análise de uma série de medidas antiambientais que a bancada ruralista acaba de aprovar, a toque de caixa, na Câmara dos Deputados. Os projetos de lei visam enfraquecer os mecanismos de controle do desmatamento, amputam em 40% a área protegida de uma floresta na Amazônia e até transferem para o Ministério da Agricultura e Pecuária o poder de designar quais são os animais com risco de extinção no Brasil. O novo “pacote da destruição”, denunciado por entidades ambientalistas, começou a ser apresentado no chamado “Dia do Agro” na Casa, em 19 de maio. Com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sem debate público nem aprofundamento técnico sobre as propostas, as votações ocorreram em ritmo acelerado, sem que houvesse margem de manobra para obstrução. A coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, vê um governo de mãos amarradas diante da bancada ruralista. “O Congresso tem se mostrado uma arena muito complexa, e o executivo, que não tem mais o controle do Orçamento, principalmente, não tem armas para fazer impor a sua vontade. É muito preocupante o que está acontecendo”, afirma. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, advertiu que a ofensiva representa “um esforço concentrado dos Deputados para aprovar projetos que interferem diretamente na gestão ambiental do país”. “É um movimento extremamente grave, porque opera em várias frentes simultâneas, com poder de impacto sobre a gestão ambiental no Brasil, de proporções nunca vistas”, disse ele, em coletiva de imprensa na semana passada. “É uma ação coordenada: diferentes projetos que atacam diferentes áreas e competências e, portanto, é um retrocesso inimaginável. São projetos que vão exigir um trabalho grande do governo federal nas próximas semanas.” Proteção de áreas não-florestais Quatro textos são particularmente preocupantes: o PL 2.564/2025, que altera a Lei de Crimes Ambientais; o PL 5.900/2025, que amplia os poderes do Ministério da Agricultura na agenda ambiental; o PL 2.486/2026, ao diminuir os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, uma das mais ameaçadas do Pará; e o PL 364/2019, destinado a reduzir o escopo da Lei de Proteção da Vegetação Nativa. Este último impacta zonas preservadas em todos os seis biomas brasileiros, adverte Suely Araújo. “Tudo o que não for floresta tecnicamente passa a ser considerado área consolidada. Isso significa que não vai ter qualquer proteção ambiental, e ninguém está nem falando. Você vai estar atingindo grande parte do cerrado, da caatinga, do pantanal”, lamenta a ex-presidente do Ibama. “Isso dá mais ou menos 48 milhões de hectares, uma boa parte do território brasileiro.” A aceleração da tramitação das pautas ocorre a cinco meses das eleições no Brasil, em um contexto de incerteza quanto ao futuro das políticas de proteção do meio ambiente no país. Organizações de proteção do meio ambiente já se preparam para uma nova derrota do governo no Senado e esperam que, na sequência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete o pacote. Entretanto, neste caso, é esperado que o Congresso barre os vetos, como ocorreu com a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, em 2025. “A partir da aprovação no Congresso, vêm os vetos, depois o Congresso derruba tudo. Nós temos apoiado ações judiciais, principalmente movidas por partidos políticos, diretamente no Supremo Tribunal Federal e outras ações também na Justiça Federal de primeiro grau, o que não é uma boa saída”, indica Araújo. “A ação judicial deveria ser a última alternativa, mas elas têm se tornado cada vez mais frequentes.” Prejuízos para o próprio agronegócio Os projetos de lei enfraquecem o arcabouço brasileiro de combate às ilegalidades ambientais num momento em que as exigências para a compra de commodities brasileiras aumentam na Europa, um dos principais parceiros comerciais do Brasil. A aprovação do pacote pode acabar acarretando prejuízos para as exportações do agronegócio, frisou o ministro Capobianco. “Isso tem relação direta com a própria credibilidade do setor frente a contextos muito desafiadores, como as diretivas da União Europeia, que exigem a comprovação de não desmatamento nas exportações de um conjunto importante de produtos brasileiros. A sociedade internacional vem cobrando”, enfatizou. “Nós estamos fragilizando um sistema de controle ambiental que não vai beneficiar o conjunto do agro. Vai beneficiar uma parcela reduzida que segue desconsiderando a legislação.”
Los Mirlos son una leyenda de la cumbia mundial, quienes desde Perú, han consolidado un sonido catracteristico, el amazónico psicodelico. Con más de 50 años de historia han recorrido el mundo y llegado a tarimas como Coachella en 2025. Recientemente han estrenado su más reciente album "The World Meets Los Mirlos" y en el marco de Bime Bogotá, charlamos con su lider, el maestro Jorge Rodríguez.Producido por Iván Zainea C.Música por Mario Andrés Salazar de Pluszeichen Records______Fotografía tomada de la cuenta de Instagram de Los Mirlos
Bom dia 247_ Lula investe na Amazônia_ Eduardo vive como marajá _28_5_26_ by TV 247
Relatório da OMM afirma que temperaturas devem subir de 1,3°C a 1,9°C acima da média entre 2026 e 2030; especialistas citam alta probabilidade de novo recorde de calor em 2027; redução de chuvas e condições de seca vão atingir especialmente o Hemisfério Sul.
TUTAMÉIA entrevista dom Leonardo Steiner, cardeal arcebispo de Manaus, missionário na Amazônia, que comenta a encíclica MAGNIFICA HUMANITAS, em que o papa Leão 14 escreve sobre a salvaguarda da pessoa humanana era da inteligência artificial .Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena.Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...
O aumento das temperaturas no planeta coloca cientistas do mundo inteiro em alerta para a possível formação de um novo El Niño, que pode se tornar um dos mais intensos das últimas décadas. As projeções apontam para impactos significativos no Brasil, com chuvas extremas no Sul, seca prolongada no Norte e Nordeste, ondas de calor no Centro-Oeste e Sudeste e maior risco de incêndios florestais no Pantanal e na Amazônia. Mas o cenário já permite falar em um “Super El Niño”? E quais podem ser os efeitos desse fenômeno sobre o clima, a economia e o dia a dia da população? Para analisar os riscos e os desafios dos próximos meses, o JR 15 Minutos conversa com o meteorologista Vinícius Lucyrio.
Você se lembra de Supermax, a série que simulava um reality show num présidio no meio da floresta Amazônica?#Supermax #Globo Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Many thanks to SRAA contributor, Liam Spencer, who shares the following recording and notes:Broadcaster: Radio Nacional da AmazoniaDate of recording: July 16, 2025Starting time: 00:05 UTCFrequency: 11.780 MHzReception location: Berthoud, Colorado, USAReceiver and antenna: Sihuadon D-808 with telescopic antennaMode: AMNotes: Here's a recording pulled from my radio archive of Radio Nacional da Amazonia from Brazil on the shortwave frequency on 11.780 MHz from July 16th, 2025. What's interesting is that this was recorded on a weekday, and usually, back-to-back music is not heard on weekday evening programming. Along with the announcers who are usually high energy are not in this recording. Around 20 minutes in, I stopped recording and resumed recording at 01:05 UTC until the end of the recording. Rádio Nacional da Amazônia: July 16, 2025 Lian Spencer Download
Troca de bilhetes em presídio deu origem à investigação que levou à prisão de Deolane Bezerra. Justiça francesa condena Airbus e Air France por tragédia que matou 228 pessoas em 2009. Helicóptero cai em Pomerode e corpo de piloto é encontrado carbonizado. Câmara aprova projeto que reduz área de proteção na Amazônia. Neta de Mussolini vence o 'Big Brother' italiano e leva prêmio de R$ 3,3 milhões.
Na entrevista desta quinta-feira (21), no podcast Os Novos Cientistas, o geógrafo Felipe Passos falou sobre o estudo de doutorado Educação na Amazônia: estrutura territorial da oferta e esforço espacial das famílias. Neste trabalho defendido na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, o pesquisador contou com a orientação do professor Eduardo Donizeti Girotto. Entre os resultados de seu estudo, Felipe identificou, por exemplo, que há diferenças na oferta de educação entre o campo e a cidade. Para produzir a pesquisa, o geógrafo realizou entrevistas na Ilha do Marajó, no Pará. "Existe o que denominamos 'hierarquização espacial' na qualidade do ensino médio naquela região", contou o pesquisador. Essa hierarquização, segundo ele, é a maneira de tratar espacialmente as desigualdades, como a existência ou não da própria escola. "Essa desigualdade, é produzida a partir de diversos elementos e fatores que compõem a oferta de educação. São fatores que vão desde da própria existência ou não de escola em determinado lugar, a formação dos professores que lecionam nesses espaços, a infraestrutura dessas escolas, se atendem a demanda local e assim por diante", descreveu o geógrafo. "E quando não existe a escola no campo, muitas famílias são obrigadas a fazer o que eu chamo de esforço espacial. É quando os familiares se esforçam espacialmente para levar esse aluno para uma oferta melhor", descreveu. Para realizar sua pesquisa, Felipe analisou dados de matrículas para entender as trajetórias de alunos entre campo e cidade. Além disso, foram cerca de 20 entrevistas em campo. "Entrevistei diretores de escola, coordenadores, professores, responsáveis por estudantes e egressos também de diversos programas do ensino médio aqui na Amazônia Paraense", descreveu, destacando que "essas entrevistas foram realizadas em dois trabalhos de campo: quando eu fui para um município e quando estive numa Vila Ribeirinha." Felipe lembrou que para chegar ao local foram cerca de 2 horas e meia de barco a partir de Belém, no Pará. Disponível também na plataforma Spotify
ORO, el impresionante libro de Sebastiáo Salgado, es un libro acerca de la obsesión. "¿Qúe característica específica posee este metal amarillo opaco que logra que el hombre abandone su hogar, venda todas sus pertenencias y cruce un continente para luego arriesgar su vida, su integridad física y su cordura en búsqueda de un sueño?" Serra Pelada, localizada en el estado de Pará, en el Brasil, fue una mina abierta durante 10 años, pero la relevancia de esta colección es perenne. ORO es un documento primordial de la historia moderna y un portafolio fotográfico extraordinario. Su publicación marcó, además, un período de reconocimiento internacional para Salgado, y le ofreció a la fotografía en blanco y negro, un renacimiento sinigual. Esta historia también es una parábola que nos ofrece una imagen atemporal, un espejo a través del cual podemos analizar las fórmulas de explotación de la humanidad basadas en las ganancias rápidas y el máximo esfuerzo. El Dorado definitivamente parece ser una leyenda que la humanidad no logra superar; y el precio de los esquemas de esa índole no deja de ser cada vez más alto.
EVA CAST - o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos
O episódio 42 do EVA CAST, o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, aborda o papel do tumor board no cuidado do câncer de ovário, destacando como a integração entre diferentes especialidades é fundamental para a tomada de decisão em cenários clínicos complexos. Em um contexto em que o tratamento da doença é, por definição, multidisciplinar, o episódio discute por que transformar essa colaboração em decisões alinhadas, coordenadas e centradas na paciente ainda é um desafio na prática clínica. Participam da conversa Marcelo Lontra, cirurgião oncológico do Hospital Militar de Área de Porto Alegre e do Hospital Moinhos de Vento; Marcus Corpa, patologista do Hospital Israelita Einstein; Poliana Signorini, oncologista e pesquisadora do Centro Integrado de Pesquisa da Amazônia; e Thaiana Santana, oncologista do Grupo Oncoclínicas, com atuação em oncogenética, survivorship e pesquisa clínica. Ao longo do episódio, os convidados discutem como diferentes áreas (cirurgia, patologia, oncologia clínica e genética) se articulam dentro do Tumor Board para definir estratégias terapêuticas individualizadas. Entre os principais pontos abordados está o papel do tumor board na definição da estratégia cirúrgica, especialmente em casos de doença avançada, em que a possibilidade de ressecção completa, o risco operatório e o sequenciamento do tratamento precisam ser avaliados de forma integrada. O episódio também detalha como a patologia e os marcadores moleculares contribuem para caracterizar o tumor, orientar o tratamento e, muitas vezes, gerar discussões quando há discordância entre dados clínicos, laboratoriais e radiológicos. A discussão inclui ainda os desafios de implementar e manter tumor boards em regiões com limitações de acesso, como fora dos grandes centros, e estratégias para garantir cuidado qualificado mesmo nesses contextos, como comunicação estruturada entre profissionais, protocolos institucionais e uso de interações remotas. Também são abordados os critérios para construção de consenso em situações de divergência, o papel da decisão compartilhada com a paciente e a importância de considerar aspectos como risco genético, planejamento reprodutivo e impacto familiar. O episódio avança para temas contemporâneos, como medicina de precisão, integração de dados clínicos, moleculares e genéticos, além da incorporação de conceitos como survivorship desde o início do tratamento. Também destaca o papel do tumor board na identificação de pacientes elegíveis para pesquisa clínica, ampliando o acesso a novas terapias e contribuindo para a geração de evidência no país. Como mensagem final, o episódio reforça que o cuidado no câncer de ovário não pode ser fragmentado e que o tumor board representa um espaço central para qualificar decisões, reduzir variabilidade de condutas e melhorar desfechos clínicos, especialmente em um país marcado por desigualdades de acesso.
O corpo das mulheres indígenas, quilombolas e negras da Amazônia é o primeiro território de resistência, e a última linha de defesa de um mundo que o capitalismo tenta destruir. No segundo episódio da série Utopias Amazônicas: Conversas com os Autores, recebemos a professora Flávia Marinho Lisbôa, doutora em Letras e Estudos Linguísticos pela UFPA, professora adjunta da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, na Faculdade de Educação do Campo, e no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPA. Autora do livro Racismo Linguístico e os Indígenas Gavião na Universidade: língua como linha de força do dispositivo colonial(EDUFBA, 2022). No livro Utopias Amazônicas, a professora assina o artigo Corpo-Utópico: Território e Dimensões de Gênero na Amazônia, um ensaio que parte de Foucault, atravessa a Amazônia Oriental e chega até os corpos concretos de mulheres que estão, hoje, segurando o céu com as próprias mãos. Conversamos sobre corpo-território, heterotopia, racismo linguístico, o protagonismo político das mulheres amazônidas, e a violência colonial que atinge primeiro os corpos que mais resistem. Utopia não é o lugar que não existe. É o lugar que sempre esteve ao alcance, e onde os povos originários sempre estiveram.
Está no ar mais um episódio do Viração. Neste programa, falamos sobre a luta pela universidade pública no contexto amazônico. Abordamos de que forma a dimensão territorial e as dificuldades de deslocamento impactam o trabalho docente, quais são os principais desafios para mobilização em um contexto geográfico tão complexo, entre outros.O entrevistado é o professor Antônio Vagner Almeida Olavo, do Instituto de Natureza e Cultura da Universidade Federal do Amazonas e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPel. O programa Viração é uma produção da Assessoria de Imprensa da ADUFPel e vai ao ar todas às segundas-feiras, às 13h, na RádioCom 104.5 FM e em formato de podcast nas plataformas digitais. Siga nossas redes sociaisADUFPel: instagram / twitter / facebookTrilha: Attribution Code"Funky Boxstep" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Ministro determina que reduções nas penas devem aguardar julgamento de ação questionando derrubada do veto presidencial à medida e provoca incômodo até entre colegas do STF. Desmatamento cai 15% na Amazônia e 39,5% no Cerrado em abril. Brasil é grande vencedor dos Prêmios Platino 2026, um dos principais do cinema latino-americano. Escassez de chips de memória força reajuste nos preços do Switch 2 e do PS5. E número de mães solo no Brasil supera população de Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Convidados: Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro De Segurança Pública e Paulo Renato Soares, jornalista da TV Globo e um dos repórteres do documentário ‘Territórios' do Globoplay. O Brasil vive um processo de interiorização da violência, com o avanço das facções criminosas para cidades médias e pequenas. É o que mostram estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Enquanto grandes capitais (como Fortaleza, São Luís e Goiânia) reduziram as taxas de homicídios em mais de 60% entre 2013 e 2023, municípios do interior passaram a concentrar episódios de violência antes restritos às metrópoles. Como mostra o documentário do Globoplay “Territórios – Sob o Domínio do Crime”, o crime organizado deixou de ser um fenômeno localizado e passou a atuar de forma articulada em escala nacional e transnacional, apoiado no domínio de territórios, no uso da força armada, na influência dentro do sistema prisional, na penetração em atividades da economia formal e em práticas de corrupção. "A gente escolheu esse nome 'Territórios', porque este é o ponto: é grave a dominação armada de territórios que acontece muito no Rio de Janeiro e está se espalhando por tudo quanto é lugar. Isso subjuga milhões de pessoas. Eles impõem regras a elas, que são consumir produtos e serviços imposto pelos traficantes", disse Paulo Renato Soares, um dos repórteres do documentário. Cidades como Rio Claro, no interior de São Paulo, com cerca de 200 mil habitantes, viraram palco de disputa entre o PCC e o Comando Vermelho. A localização, próxima a grandes rodovias, transformou a cidade em um ponto estratégico para o tráfico. Na Bahia, o município de Juazeiro, a 500 quilômetros de Salvador, reflete esse mesmo movimento. Lá, a taxa de homicídios chega a 76,2 por 100 mil habitantes, três vezes maior que a média nacional. E, na Amazônia Legal, formada por nove estados, a presença do crime organizado já alcança 45% dos municípios. De acordo com Samira Bueno, do Fórum Brasileiro De Segurança Pública, com esse avanço, o Estado precisa considerar a atuação das facções não apenas no âmbito da segurança pública, mas também na formulação de políticas de habitação, transporte e até no processo eleitoral. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tem realizado uma força-tarefa para conter a influência do crime organizado nas eleições.
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Estudo mostra que a principal vantagem está em transformar um resíduo de baixo valor em um material estável e rico em carbono, com múltiplas aplicações
Neste primeiro episódio do Movidos pelo Agro, conversamos com Roberto Motta, Presidente/CEO da Agro Amazônia, sobre gestão, cultura organizacional, crescimento e longevidade no agronegócio brasileiro. A partir da trajetória de uma empresa que acompanhou a transformação de Mato Grosso e expandiu sua atuação para nove estados, a conversa mostra como governança, foco no cliente, disciplina de execução e visão de longo prazo ajudam a atravessar crises, evitar erros em momentos de euforia e construir um negócio sólido no agro. Um episódio para quem atua com liderança, estratégia, distribuição, crédito e tomada de decisão no campo. PARCEIRO DESTE EPISÓDIO Este episódio foi trazido até você pela Agro Amazônia! A Agro Amazônia é uma empresa referência no agronegócio brasileiro, atuando com soluções completas para o produtor rural, incluindo insumos agrícolas, nutrição vegetal, proteção de cultivos e suporte técnico especializado. Com forte presença no campo, a empresa combina tecnologia, conhecimento agronômico e proximidade com o produtor para impulsionar produtividade e sustentabilidade nas lavouras. Agro Amazônia: Soluções que cultivam resultados. Site: https://agroamazonia.com/Instagram: https://www.instagram.com/agroamazoniaLinkedIn: https://www.linkedin.com/company/agroamazonia/ INTERAJA COM O AGRO RESENHAInstagram: http://www.instagram.com/agroresenhaTwitter: http://www.twitter.com/agroresenhaFacebook: http://www.facebook.com/agroresenhaYouTube: https://www.youtube.com/agroresenhaCanal do WhatsApp: https://bit.ly/arp-zap-01 E-MAILSe você tem alguma sugestão de pauta, reclamação ou dúvida envie um e-mail para contato@agroresenha.com.br FICHA TÉCNICAApresentação: Paulo OzakiProdução: Agro ResenhaConvidado: Roberto MottaEdição: PH de OliveiraSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Segundo dados do BC, 49,9% das famílias brasileiras enfrentam dívidas. Além do novo programa de negociação de débitos, governo quer limitar juros de empréstimos consignados. Desmatamento na Amazônia cai 17% no primeiro trimestre, diz Imazon. Filme “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, é premiado em festival no México. E Microsoft perde exclusividade sobre produtos da OpenAI.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A proliferação de vídeos e fotos em alta definição gerados pelas câmeras atuais trouxe uma dor real para as pessoas: a falta de espaço de armazenamento no celular. A melhor forma de resolver isso é tirar esses arquivos do aparelho, colocá-los na nuvem e deixá-los acessíveis para o cliente onde ele quiser e precisar. Com essa prerrogativa, a Claro anunciou uma parceria inédita no Brasil com a Apple e com o Google para oferecer as assinaturas do iCloud+ e Google One nos planos pós-pagos. No episódio desta segunda-feira (27) do Podcast Canaltech, a gente explica como funciona a nova parceria da Claro com o Google e a Apple para serviços de armazenamento em nuvem. Para entender como foram os bastidores dessas negociações e como a inteligência artificial está entrando nessa estratégia, conversamos com Márcio Carvalho, CMO da Claro. Você também vai conferir: Claude agora pode te ajudar a fazer playlists no Spotify; “Fazenda de Starlink” leva internet por fibra na Amazônia; Google Drive ganha IA para poupar tempo com busca, resumo e arquivos espalhados. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Viviane França, Vinícius Moschen e João Melo, sob coordenação de Anaísa Catucci. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Natália Improta e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No dia em que Milton Hatoum assume uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, tornando-se o primeiro escritor da Amazônia a fazê-lo , a Amazônia Latitude retoma uma palestra realizada em 2016, na Universidade do Estado do Amazonas. Nesta fala, ele revisita sua formação como leitor em Manaus, reflete sobre o papel da escola pública, a desigualdade como marca estrutural do país, e a literatura como forma de compreender o outro. Entre memórias pessoais e posicionamentos críticos, Hatoum articula uma visão de mundo em que o acesso ao conhecimento é também um gesto de autonomia, e de resistência. Um registro que atravessa tempo, território e experiência. Uma voz que, hoje, ganha novo peso.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (21/04/2026): Documentos obtidos pela Polícia Federal mostram que o Banco Master conseguiu embutir um ágio de R$ 2,4 bilhões na venda de carteiras para o Banco de Brasília (BRB) realizada entre julho de 2024 e janeiro de 2025 – estratégia usada para cobrir o rombo nas contas da instituição de Daniel Vorcaro enquanto a proposta de venda ao banco público de Brasília não havia sido formalizada. Como revelou o Estadão, diálogos registrados no celular de Vorcaro citavam a necessidade de aportes do BRB para cobrir o caixa do Master ao longo do ano de 2024 e indicaram que o banco não teria dinheiro em caixa para honrar seus compromissos caso não recebesse recursos do banco público de Brasília. Política: Gilmar pede a Moraes que investigue Zema no inquérito das fake news Internacional: Após ameaças, Irã e EUA se preparam para nova negociação no Paquistão Metrópole: Queimada não leva à ‘savanização’ da Amazônia, aponta estudo de 2 décadas Cultura: Desenhos atribuídos a Tarsila têm agora autoria confirmadaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, Paulo Rafael, Thiago e Arthur falam da viagem do Arthur até a Argentina, Churrascarias, Paulo ovulando, inflação, URV, transiçao do Cruzeiro pro Real, alfajor, Kátia Flávia, vinho, crimes Argentina vs Rio de Janeiro, Amazônia, galego, Portugal, aula de história e geografia freestyle, pornografia bovina, Choripán, receitas do chef Pita, Eduardo Paes, Maradona, Ronaldinho Gaúcho, futebol, Messi, Flamengo, Uber de sequestro, exame de próstata, One Piece Netflix, Malcom in the Middle, Pizza MovieTodos os links do godmode agora estão organizados aqui - https://linktr.ee/godmode.podcastSe for mandar email reclamando - contato@godmodepodcast.com
Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre Meio Ambiente e mudanças climáticas. A coluna vai ao ar às 6ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A gente passa boa parte da vida adulta lutando por previsibilidade. A gente quer a segurança de um boleto pago, o alento de um lençol macio, o controle sobre a nossa rotina. Num mundo que nos exige tanto, construir uma zona de conforto não parece ser apenas um desejo, mas uma questão de sobrevivência.Mas o que acontece quando a nossa busca por conforto começa a estreitar a nossa experiência de viver? Quando o bem-estar deixa de ser um descanso e passa a ser uma anestesia contra o espanto, o imprevisível e o novo?Essa semana, a gente te convida para um Mamilos diferente: Cris Bartis se reuniu remotamente com o antropólogo Michel Alcoforado e Ricardo Moreno, do The Summer Hunter, para conversar sobre uma experiência única que viveram na Amazônia e como pode ser transformador estar em uma imensidão onde nada, absolutamente nada, foi construído para o nosso conforto.A partir dessa poeirinha que somos diante da floresta, a conversa se desdobra para as florestas internas da vida adulta. Onde mora a "interessança" dos nossos dias? Qual é a linha tênue entre amadurecer e simplesmente endurecer? E num atravessamento que não dá para ignorar: por que a busca por experiências e o direito ao prazer sem amarras ainda cobram um pedágio tão alto de culpa na conta das mulheres?Puxa uma cadeira, pega um café e vem com a gente se desacomodar um pouquinho. É preciso coragem para ter uma vida que não seja apenas longa, mas vivida.
Este boletim traz um resumo das principais notícias do dia na análise de Samuel Possebon, editor chefe da TELETIME.TELETIME é a publicação de referência para quem acompanha o mercado de telecomunicações, tecnologia e Internet no Brasil. Uma publicação independente dedicada ao debate aprofundado e criterioso das questões econômicas, regulatórias, tecnológicas, operacionais e estratégicas das empresas do setor. Se você ainda não acompanha a newsletter TELETIME, inscreva-se aqui (shorturl.at/juzF1) e fique ligado no dia a dia do mercado de telecom. É simples e é gratuito.Você ainda pode acompanhar TELETIME nas redes sociais:Instagram: https://www.instagram.com/teletimenews/Linkedin: https://www.linkedin.com/company/teletimenews/Facebook: https://www.facebook.com/Teletime/ Ou entre em nosso canal no Telegram: https://t.me/teletimenews Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Fala, pirataria! Este podcast é parte das atividades do grupo Genealogia das desigualdades: direitos e vocabulário político e moral das Luzes à Contemporaneidade (séculos XVIII-XX), financiado pelo CNPQ. No programa, Pedro Henrique Pedreira Campos discute as relações entre a Ditadura Militar, o Empresariado e Amazônia. Coordenado por Luiz Carlos Villalta e sediado na UEMA, o grupo é composto por Monica Piccolo Almeida Chaves, Werbeth Serejo Belo, Leonardo Leal Chaves, Yuri Michael Pereira Costa, Priscilla Piccolo Neves, Víctor Gabriel de Jesus Santos, David Costa, Igor Tadeu Camilo Rocha, Andréa Slemian, Renato Franco, Arthur de Lima Barra Melo, Carlos Antonio Garriga Acosta, Daniel Gomes de Carvalho, Camilla de Freitas Macedo, Lidiane Elizabete Friderichs. Maria Rosaria Barbato, Tâmis Peixoto Parron, Bernardo Manoel Monteiro Constant, Fabio Andre da Silva Morais, Natália Ceolin e Silva e Luiz Augusto Resende Lima.
Este boletim traz um resumo das principais notícias do dia na análise de Samuel Possebon, editor chefe da TELETIME.TELETIME é a publicação de referência para quem acompanha o mercado de telecomunicações, tecnologia e Internet no Brasil. Uma publicação independente dedicada ao debate aprofundado e criterioso das questões econômicas, regulatórias, tecnológicas, operacionais e estratégicas das empresas do setor. Se você ainda não acompanha a newsletter TELETIME, inscreva-se aqui (shorturl.at/juzF1) e fique ligado no dia a dia do mercado de telecom. É simples e é gratuito.Você ainda pode acompanhar TELETIME nas redes sociais:Instagram: https://www.instagram.com/teletimenews/Linkedin: https://www.linkedin.com/company/teletimenews/Facebook: https://www.facebook.com/Teletime/ Ou entre em nosso canal no Telegram: https://t.me/teletimenews Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Projeto quer ampliar acesso à eletricidade confiável para mais de 1 milhão de pessoas; proposta deve beneficiar também mulheres e comunidades vulneráveis
José Luiz Tejon, uma das maiores autoridades em marketing em agronegócio, comenta os mais relevantes fatos da área às 2ªs, 4ªs e 6ªs, às 7h25, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
AMAZÔNIA, GEOPOLÍTICA E MUITO MAIS: o cara já foi ministro de tudo (Defesa, Esporte, Ciência e Tecnologia, Coordenação Política) e agora decidiu que quer a cadeira principal: Aldo Rebelo é pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC) e é o convidado do programa desta quarta (11). Ele vem pra falar grosso sobre a defesa da Amazônia contra as ONGs gringas, debater o cenário político e ver se o curso online “como fazer sabatina fácil e rápido” deu resultado pra nossa bancada!