Podcasts about Amaz

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No pé do ouvido
Crise no STF: Fux derruba decisão de Dino sobre santa

No pé do ouvido

Play Episode Listen Later Sep 29, 2026 20:06


Hoje, 'No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Edson Fachin, presidente do Supremo, pretende levar caso das postagens sobre Nossa Senhora Aparecida ao plenário amanhã, a fim de dar uma resposta institucional e conter o confronto entre os ministros. Pesquisa Quaest mostra que Lula abre vantagem no primeiro turno, mas segue empatado com Flávio Bolsonaro no segundo. Seca na Amazônia ameaça transporte de combustível e geração de energia. The Town anuncia Slipknot e Marilyn Manson para edição de 2027, causando polêmica. Mais de 96% das empresas brasileiras já usam inteligência artificial, revela Banco Central.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Rádio Senado Entrevista
UFPA amplia parcerias científicas com Moçambique e Camarões

Rádio Senado Entrevista

Play Episode Listen Later Sep 24, 2026 12:27


A Universidade Federal do Pará (UFPA) está avançando na internacionalização da educação e ciência produzidas na Amazônia, incluindo áreas como medicina tropical, engenharia e técnicas agrícolas adaptadas ao clima tropical. Recentemente, a instituição firmou parcerias científicas em dois países da África: Moçambique e Camarões. Para falar sobre a iniciativa, convidamos o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva. Ele destaca as parcerias internacionais, fala sobre a experiência, os planos de expansão e como esse avanço beneficia professores e estudantes.

O Assunto
ESPECIAL ELEIÇÕES: o país diante de uma encruzilhada ambiental

O Assunto

Play Episode Listen Later Sep 21, 2026 36:14


Convidado: André Trigueiro, jornalista da TV Globo e editor do programa Cidade e Soluções da GloboNews. Estamos às vésperas de enfrentar um super El Niño, um fenômeno que pode ser o mais forte em mais de 100 anos. O El Niño é um evento que ocorre de tempos em tempos, mas este tem um agravante: o aquecimento global. A revista Science, uma das mais respeitadas do mundo, publicou um estudo que confirma que a crise climática provocada pela queima de combustíveis fósseis agrava os efeitos desse fenômeno. E o Brasil tem muito a ver com isso. É urgente que o país tenha maior capacidade de lidar com os eventos climáticos extremos – eventos que causam tantos danos, como vimos recentemente na Amazônia e no Rio Grande do Sul. Mas também precisamos reduzir ainda mais o desmatamento de nossas florestas e temos que decidir qual modelo queremos para a extração de petróleo na margem equatorial. Ou seja, a pauta ambiental que vencer esta eleição pode influenciar o futuro de todo o planeta. Neste episódio, Natuza Nery conversa com André Trigueiro, jornalista da TV Globo e editor do programa Cidade e Soluções da GloboNews. Especialista na cobertura ambiental, Trigueiro comenta as propostas (e a falta delas) dos candidatos nesta pauta. Também neste episódio você ouvirá trechos das entrevistas que o produtor Marco Antonio Martins conduziu com os especialistas Suely Araújo, Ricardo Abramovay, Mercedes Bustamante e Natalie Unterstell.

Agrocast
RURAL TALKS #183 — SEM SINAL, SEM DADO

Agrocast

Play Episode Listen Later Sep 21, 2026 44:16


“Quando temos conectividade, enxergamos muitas possibilidades.” frase da capa— Jhovan Terra, Belém Bioenergia BrasilEm uma operação de 49 mil hectares de palma, distribuídos por 42 fazendas no Pará, havia equipes que faziam seus apontamentos agrícolas offline e precisavam encontrar conexão para sincronizar os dados.O problema não era apenas ficar sem internet.Sem o dado chegando a tempo, a decisão também chegava atrasada.Neste episódio do Rural Talks, recebo Jhovan Terra, gerente de Tecnologia da Informação da Belém Bioenergia Brasil, para entender como a conectividade está transformando uma operação com mais de 4 mil colaboradores no coração da Amazônia.A empresa está avançando de uma comunicação baseada principalmente em rádio e processos offline para uma operação cada vez mais conectada.E isso muda a produção.Na palma, existe o momento certo para colher. Se o fruto passa do ponto, perde qualidade e pode perder valor. Quanto mais rápido o dado chega, mais rápido a gestão consegue identificar onde está a produção e direcionar as equipes para o dia seguinte.Mas conectar o campo é apenas a primeira camada.A Belém Bioenergia já estruturou um Data Lake, começa a integrar informações agrícolas, industriais, financeiras e logísticas e avança no uso de inteligência artificial para transformar essa massa de dados em decisões.A próxima etapa é um centro de operações funcionando 24 horas, acompanhando a atividade em tempo real e conectando o que acontece no campo à gestão.E o impacto ultrapassa a porteira: a expansão da conectividade também está chegando às comunidades rurais do entorno, ampliando o acesso à internet e a serviços digitais. Uma conversa que mostra uma ordem que muitas vezes esquecemos quando falamos de transformação digital no agro:Antes da IA, precisamos do dado.E antes do dado, precisamos conectar o campo.Escute no YouTube ou no seu streaming de preferência.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Lucélia Santos (parte 2): “Acima do ser humano, luto pela floresta. É o que pode dar vias de sobrevivência a tudo o que vive”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Sep 19, 2026 42:44


Depois de tantos anos na luta de tantas causas e tantos embates como consegue a atriz Lucélia Santos preservar essa capacidade quase infantil de se encantar com o mundo? Nesta segunda parte da conversa, a atriz revela como preserva um certo encantamento pelas coisas, e como se resguarda do que não gosta. Lucélia recorda alguns dos seus êxitos do passado e um certo filme em que aparecia desnuda, com uma cobra, e que constava na biblioteca de Fidel Castro. A atriz chega a falar da sua relação com o ativista Chico Mendes, do seu caminho na luta pela preservação da Amazónia e de como a crise climática diz respeito a todas as pessoas para que haja futuro no planeta. Lucélia Santos partilha ainda algumas músicas que a acompanham, lê um excerto do livro “Crime e Castigo”, de Dostoievski, e deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Lucélia Santos (parte 1): “É difícil essa coisa do mito. Estou radicalmente fora da sociedade de consumo, de glamour, de falsidades, da exposição egóica”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Sep 18, 2026 68:01


Ela é talvez a atriz brasileira mais conhecida do mundo. Lucélia Santos já juntou uma multidão sem fim para a ver ao vivo na Muralha da China. Foi também responsável por momentos de cessar-fogo na guerra da Bósnia. E, durante um tempo, os aviões em Cuba não saíam do aeroporto, para que Fidel Castro e a população inteira pudessem assistir à telenovela “A Escrava Isaura”, que ela protagonizou no final dos anos 70. Com um vasto e premiado percurso no teatro, no cinema e na televisão, e há 40 anos na luta pela preservação da Amazónia, Lucélia está agora em Portugal com o espetáculo “Vozes da Floresta — Chico Mendes Vive”, que pode ser visto nos dias 21, 22 e 23 de setembro, no Teatro Villaret, em Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Amazônia Latitude | Humanidades Ambientais
Utopias Amazônicas #10 | Bruno Malheiro — O Avesso da Utopia

Amazônia Latitude | Humanidades Ambientais

Play Episode Listen Later Sep 18, 2026 53:01


A Amazônia não é o lugar do vir a ser, mas o chão radicalmente realizado pela sabedoria milenar de seus povos: um giro contra o geometabolismo da destruição. No décimo episódio da série especial Utopias Amazônicas: Conversas com os Autores, o LatitudeCast recebe o professor Bruno Malheiro (UFPA). Coautor de Horizontes Amazônicos e autor do álbum musical Segura o Céu, Malheiro propõe no livro organizado por Marcos Colón (Ateliê Editorial) uma inversão radical do conceito ocidental de utopia. Nesta conversa profunda, discutimos como a Amazônia não representa um "não-lugar" futurista, mas o presente ancestral que regula o clima e abriga a maior biodiversidade do planeta. Debatemos o avanço das rotas de sacrifício, a engenharia do colapso, a crítica necessária ao conceito de heterotopia e a urgência de uma democracia radical e plurinacional que restitua aos povos a capacidade decisória sobre seus territórios. Uma reflexão essencial sobre a descolonização do pensamento, a geopolítica do capital e a necessidade urgente de pisar suavemente na terra.

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento
Sairé 2026: Território de celebração da cultura amazônica

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento

Play Episode Listen Later Sep 18, 2026 3:45


Festival, que vai até 21 de setembro, transforma a vila de Alter do Chão, no oeste do Pará, em palco de uma das maiores manifestações populares da Amazônia. Evento anual abrange ritos religiosos e apresentações que mobilizam moradores e visitantes, incluindo tradicional disputa de "botos" neste sábado, protagonizada pelas associações folclóricas Cor de Rosa e Tucuxi. Ouvimos o comunicador José Kaeté, o Zé na Rede, e a professora Jecilaine Borari, que trabalha na organização da festa desde 2000, sobre a importância do evento, que atraiu mais de 120 mil pessoas no ano passado.Reportagem: Manuela AparicioEdição: Vinícius Piedade

Meio Ambiente
Em ano de recordes climáticos, pauta ambiental desaparece da campanha eleitoral no Brasil

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 6:47


As eleições de 2026 no Brasil ocorrem em um ano marcado por enchentes e ciclones no sul e sudeste do país, enquanto o risco de uma nova seca extrema ameaça o norte. No mundo, recordes sem precedentes de temperaturas foram registradas no hemisfério norte e os desastres climáticos, como as enchentes no Nepal e no Tibete, dão mais uma amostra da desregulação do clima. Mesmo assim, a pauta ambiental desapareceu da campanha eleitoral, a poucas semanas do encontro dos eleitores brasileiros com as urnas. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O vazio é reflexo dos próprios programas de governo apresentados pelos candidatos. Dos seis principais nomes, apenas o atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva (coligação da esquerda liderada pelo PT), traz uma proposta à altura do desafio climático. Para os demais cinco aspirantes a presidente – Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema –, a questão é colocada de forma vaga, sem detalhes sobre aspectos importantes como a redução de emissões de gases de efeito estufa. A campanha eleitoral ocorre em meio à maior crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), que monopoliza as atenções da imprensa no país. Mas isso não significa que o eleitor brasileiro menospreze a importância do combate às mudanças climáticas. Pesquisas acadêmicas já demonstraram que os fenômenos extremos influenciam o voto. “Eu acho que o que está faltando para aumentar a convicção do voto ‘verde' é esse candidato que incorporou a questão colocar a discussão no cotidiano das pessoas. As chuvas, os eventos extremos, etc., fazem parte do nosso cotidiano das pessoas e isso tem que estar na boca dos candidatos a presidente do Brasil”, pontua Leila da Costa Ferreira, professora de sociologia ambiental da Unicamp. "Quando se fala disso, fica uma coisa que parece estratosférica, parece que é em outro planeta. Não é: é aqui no seu quintal, na sua cidade e no seu estado, no seu país – e é global”, afirma. Eleitor se importa com a crise climática  Um levantamento realizado pelo instituto Ipsos a pedido do Observatório do Clima – rede de quase 200 organizações socioambientais – acaba de mostrar que 91% dos brasileiros consideram “importante” que os candidatos façam propostas para enfrentar as mudanças climáticas; para 62%, essa é uma questão “muito importante”. “Com todas as crises políticas que nós tivemos, e também as atuais, houve um desvio da preocupação do eleitor em relação a essa questão. Só que esse desvio é péssimo, porque essa discussão é política, é social e tem a ver com as questões da nossa vivência contemporânea”, frisa Ferreira. O Observatório do Clima passou um pente fino nos programas de governo dos principais candidatos e na atuação parlamentar dos que já exerceram no Legislativo. O resultado é que não apenas a pauta ambiental é quase inexistente, como a maioria dos presidenciáveis trabalha no sentido contrário, de negar ou rejeitar a importância do assunto. “Eu acho que a explicação para isso é que a maioria das candidaturas são ligadas ao campo da direita ou da extrema direita. Você tem muitos candidatos que acham que a crise climática, o furacão, a seca, a enchente, é uma questão ideológica, que eles podem negar e que, ao negar, não vai acontecer”, sublinha o secretário-executivo do OC, Márcio Astrini. “Quando o presidente da República vira as costas para a realidade, ele não trata do assunto. Ele não toma medidas para proteger a população, que fica totalmente entregue às circunstâncias.” Risco para o meio ambiente e a Amazônia  O principal opositor de Lula no pleito, o senador Flávio Bolsonaro, nem mesmo reconhece a existência de uma crise do clima, e menciona sete propostas “antiambientais”, como ampliar a infraestrutura de petróleo e liberar a controversa técnica do fracking para a extração do óleo. Em sua participação na série de entrevistas com os candidatos no Jornal Nacional, da TV Globo, o filho do ex-presidente minimizou a ação humana como causadora dos “eventos climáticos extremos”, como preferiu se referir às mudanças do clima. Entretanto, a pesquisa Ipsos revelou que 87% dos eleitores concordam que a crise climática está provocando secas, chuvas intensas e ondas de calor. Para 79%, o tema deve ser uma prioridade do próximo governo, “mesmo que implique custos econômicos”. A narrativa de Flávio Bolsonaro antecipa um eventual governo focado em desregulamentações ambientais para facilitar atividades como agricultura, pecuária e mineração – muitas vezes em detrimento do meio ambiente e das populações locais. “Não me surpreenderia se ele seguisse os passos do pai e que o Brasil amanhã se veja fora do Acordo de Paris, virando as costas para qualquer agenda de clima”, diz Astrini. “É extremamente preocupante: refazer o que o Bolsonaro exercitou durante o seu período presidencial é a gente decretar que nós vamos, por exemplo, empurrar a Amazônia para uma situação de colapso.” Compromissos internacionais e papel do Congresso  O próximo presidente terá o desafio de manter os compromissos internacionais assumidos pelo país, a começar pelo Acordo de Paris. Caberá ao futuro mandatário assegurar o corte de 1,2 bilhão de toneladas de CO2 equivalente e o fim do desmatamento ilegal em todos os biomas até 2030, além de restaurar ao menos 12 milhões de hectares de vegetação nativa. Para esses e outros objetivos essenciais para que o país proteja a população, a biodiversidade e os ecossistemas, a nova configuração do Congresso também será decisiva. "Não existe nenhum outro grupo de pessoas no Brasil hoje que trabalhe de forma tão intensa contra o meio ambiente do que o Congresso brasileiro. É dia e noite retrocessos sendo votados lá”, ressalta Astrini.

Vamos Falar Sobre Música?
VFSM #422 - A Beleza do Cotidiano na Música

Vamos Falar Sobre Música?

Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 85:48


Nesta edição, Cleber Facchi (@cleberfacchi), Isadora Almeida (@almeidadora) e Nik Silva (@niksilva) conversam sobre a beleza do cotidiano e o quanto cenas simples do nosso dia a dia contribuíram para a criação de algumas das melhores canções da história da música.Apoie a gente: https://apoia.se/podcastvfsmNão Paro De Ouvir➜ This Is Lorelei https://tinyurl.com/ws6trn9w➜ Ty Segall https://tinyurl.com/43e29r8n➜ Chanel Tres https://tinyurl.com/zfhtnm79➜ Planningtorock https://tinyurl.com/2un74t24➜ Rochelle Jordan https://tinyurl.com/5fvjpv3y➜ Slayyyter https://tinyurl.com/2r23hxss➜ Joyce Moreno https://tinyurl.com/u4beyuwk➜ Cyst https://tinyurl.com/mrxfenbn➜ Liars https://tinyurl.com/3s37b66y➜ AEAEA https://tinyurl.com/zjj4ke3z➜ The War On Drugs https://tinyurl.com/5h46bbdu➜ Ogoin & Linguini e Mylena Drague https://tinyurl.com/enh3f384➜ Chat Pile https://tinyurl.com/382unmhs➜ Asia Menor https://tinyurl.com/4yfs2pn5➜ Jonabug https://tinyurl.com/2sp78t25➜ Kiko Dinucci https://tinyurl.com/58wtp65vVocê Precisa Ouvir Isso➜ Morte e Mistério na Amazônia (HBO)➜ Estrelas da Casa (GloboPlay)➜ Doente de Fama, de Lena Dunham➜ Overmono https://tinyurl.com/5exy943aPlaylist Seleção VFSM: https://bit.ly/3ETG7oEContato: sobremusicavamosfalar@gmail.com

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Meio Ambiente
'Mutirão' na Amazônia tenta salvar botos de nova seca com chegada do El Niño

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Sep 10, 2026 18:45


Foi uma das imagens mais marcantes da seca recorde na Amazônia, em 2023 e 2024: centenas de botos não sobreviveram à última ocorrência do fenômeno climático El Niño, que, associado ao aumento das temperaturas no planeta, levou à morte em massa de um dos animais mais simbólicos do bioma. Agora, com o fenômeno voltando a se configurar com uma intensidade ainda maior, instituições, governos e comunidades locais se mobilizam para que a tragédia ambiental não se repita. Da última vez, mais de 300 botos não resistiram a uma temperatura que chegou quase aos 41 ºC nos lagos Tefé e Coari, no Amazonas. O caso, com repercussão internacional, ilustrou um drama que se multiplicou em diversos outros lagos amazônicos, mais vulneráveis à alta dos termômetros, à seca e à redução dos níveis de oxigênio na água. Milhões de peixes morreram, com impacto nos ecossistemas e também na alimentação e na economia locais, à base da pesca. "Os lagos são o ambiente mais vulnerável a esses eventos de seca, porque o rio tem um fluxo muito contínuo. Ele é fundo, não vai secar completamente. O rio, por ter essa turbulência, em uma velocidade alta, não esquenta da mesma maneira”, explica o pesquisador Ayan Fleischmann, engenheiro ambiental do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, em Tefé. Os alertas da Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU, sobre a chegada de um novo El Niño, desta vez “muito forte”, ampliaram a vigilância na região, em um contexto em que os recordes de calor continuam a ser batidos. A entidade antecipa que, nessas condições, pelo menos um ano entre 2026 e 2030 será o mais quente jamais registrado – marca que hoje é de 2024. Outros fatores do aquecimento  "Não é só o El Niño que justificou isso. A gente teve outros elementos importantes na origem dessa seca, como o aquecimento de parte do Oceano Atlântico Tropical Norte, diferente do El Niño, que aquece parte do Pacífico”, acrescenta Fleischmann. "Tudo indica que agora vai ser um El Niño muito forte, mas que tende a afetar mais a seca do ano que vem [na Amazônia]. A gente está na expectativa de que não gere uma seca tão forte nesse período de seca de 26, entre setembro, outubro e novembro.” O pesquisador coordena o projeto Lagos Sentinela da Amazônia, lançado em 2025 para a prevenção de uma nova catástrofe ambiental em cinco principais lagos dos rios Solimões e Amazonas. O programa conta com a participação ativa de cerca de 50 comunidades locais nos estados do Amazonas e Pará, que atuam na troca de informações – como alterações no comportamento dos animais – e na resposta imediata a eventuais anomalias.  O objetivo é identificar com antecedência quando a situação se aproximar de um estado crítico e coordenar a reação para proteger os ecossistemas e populações. O acesso à água potável é uma das consequências mais dramáticas para ribeirinhos e moradores de áreas de várzea em períodos de seca extrema. Monitoramento intenso da água e do clima  Por enquanto, os níveis da água, da temperatura e da oxigenação estão normais, indica Fleischmann, depois de um ano em que as cheias até superaram os números habituais. "A gente tem em dois pontos do lago sensores automáticos de temperatura da água, oxigênio dissolvido, que medem esses parâmetros de dez em dez minutos em várias profundidades do lago. Depois, em cinco comunidades, a gente tem temperatura de água sendo monitorada junto com as escolas das comunidades e também com sensores automáticos”, detalha. "Temos duas estações meteorológicas, que medem, de cinco em cinco minutos, o vento, a velocidade do vento, direção do vento, a chuva, a temperatura do ar, a umidade do ar. A gente ainda tem seis pontos do lago que a gente monitora mensalmente, e aí já são mais de 30 parâmetros físico-químicos e biológicos. Ou seja, a gente chega nessa nova seca com uma análise bastante avançada de como é o estado do lago, a normalidade dele”, complementa.  Medidas de emergência O pesquisador sublinha que é impossível impedir uma nova mortalidade de botos, peixes e outros animais, uma vez que o aquecimento dos lagos não pode ser contido. Entretanto, medidas como o redirecionamento das espécies para áreas menos afetadas se mostraram eficazes no último episódio de seca – algo que poderá se repetir, com o apoio técnico do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), habilitado para este tipo de operação. "Essa imprevisibilidade do clima é um fator presente agora. Isso traz, por um lado, muito medo, mas, por outro, traz uma certa tendência de mobilização em direção a uma adaptação maior”, salienta.

Alô, Ciência?
#161 Eleições 2026: Renovação do Senado Federal

Alô, Ciência?

Play Episode Listen Later Sep 9, 2026 44:35


Alô, alô! Por que o Senado é muito importante? Em época de eleições o debate parece se concentrar somente no poder executivo, na presidência. Claro que esté um cargo importante, mas neste ano os cargos do Senado Federal estão passando por uma grande mudança, principalmente para o campo progressista. Por isso nesse episódio Caramelo, Camila e Marx vão explicar como funcionam os três poderes, qual o papel dos Senadores e nos aprofundaremos sobre esse momento de renovação no Senado Federal. Além disso, vamos fazer um levantamento sobre como os Senadores, e seus partidos, votaram nas pautas que consideramos importantes: educação, ambiente, ciência e desigualdade social. Então bora refletir sobre nosso voto para além da briga entre Lula e família Bolsonaro? Da o play e descubra! Novidade: Nova temporada do podcast Sinal de Vida!Estamos produzindo uma nova grande aventura desse podcast narrativo que te emocionou na primeira temporada. Agora acompanhamos uma viagem de campo em meio a Amazônia. Mas para ela acontecer, precisamos do seu apoio, para apoiar e saber mais acesse: www.catarse.com.br/SinalDeVidaPodcast. Assuntos Abordados: 00:00 – Introdução02:35 – Os três poderes. Qual diferença entre Executivo e Legislativo?10:51 – Senado: autorizar operações financeiras externas.14:08 – Renovação do Senado: porque essa eleição é importante?22:55 – Novidade! Novas aventuras no Sinal de Vida!28:37 – Pautas Ambientais: quais partidos as defendem?31:44 – Desigualdade Social: como os partidos votaram?34:34 – Imposto de Renda e outras questões sociais.42:00 – Conclusões: precisamos renovar o Legislativo! Assine pelo Apoia.se Assine pelo Patreon ➡️ Siga o Alô nas Redes:Instagram | Facebook | TikTok | Youtube | Bluesky

Literatura Universal con Adolfo Estévez
972. Avatar amazónico. Ana Milena López de Vélez.

Literatura Universal con Adolfo Estévez

Play Episode Listen Later Sep 9, 2026 1:49


Ana Milena López de Vélez es una destacada poeta, columnista, ingeniera agrónoma y gestora cultural colombiana, nacida el 14 de enero de 1954 en Palmira, Valle del Cauca. Desde hace más de una década reside en la zona rural del Eje Cafetero, donde combina su labor literaria con la producción agropecuaria y la docencia universitaria. López de Vélez es ingeniera agrónoma especializada en fisiología vegetal, con estudios en la Universidade Federal da Bahia . Su formación científica se refleja en su enfoque analítico y profundo sobre temas rurales y ambientales, los cuales aborda en sus columnas de opinión publicadas en medios como Eje 21, Proclama del Cauca y Palmiguía. En el ámbito literario, ha sido parte del Encuentro de Poetas Colombianas del Museo Rayo desde 2007 y fundadora del Movimiento Poético Musas de la Casa del Virrey en Cartago, así como del Recital de Velas y Faroles en Quimbaya, Quindío . Su primer libro de poemas, Sinfonía para violín de dos cuerdas, fue presentado en la Feria Internacional del Libro de Bogotá en 2016. Además de su actividad literaria, López de Vélez participa en espacios de análisis y opinión como el programa El Acertijo en plataformas como Facebook Live y YouTube . En redes sociales, mantiene una presencia activa en X (anteriormente Twitter) bajo el usuario @AnaMiledeVelez, donde comparte reflexiones y comentarios sobre temas de actualidad.Recientemente, fue invitada al podcast Literatura Universal con Adolfo Estévez, donde presentó su obra "Las gárgolas del río". López de Vélez ha representado la palabra escrita en la Fundación Mythos Art Gallery mediante entrevistas y ensayos. Su trabajo ha sido incluido en antologías como Universos del Museo Rayo y Verso Roldanillense . Su poesía se caracteriza por una sensibilidad profunda hacia la naturaleza, la vida rural y las emociones humanas, como se aprecia en su poema "Tomates rojos". En resumen, Ana Milena López de Vélez es una figura integral en la cultura colombiana, cuya obra entrelaza la ciencia, la poesía y el activismo social, reflejando su compromiso con el desarrollo rural y la expresión artística.

Fora do Script
De Olho na Amazônia

Fora do Script

Play Episode Listen Later Sep 8, 2026 9:38


No mês em que se comemora o Dia do Meio Ambiente, escolhemos o documentário "Amazônia Sociedade Anônima", na Globoplay, e "Diários da Floresta", série na Amazon Prime.Músicas - https://mixkit.co e https://music.youtube.com/channel/UCht8qITGkBvXKsR1Byln-wA:- You Got Jazz by Diego Nava- Paradise by Artegon

TUTAMÉIA TV
"NÃO PODEMOS BAIXAR A CABEÇA PARA POTÊNCIAS ESTRANGEIRAS QUE QUEREM TRANSFORMAR O BRASIL EM COLÔNIA"

TUTAMÉIA TV

Play Episode Listen Later Sep 8, 2026 13:03


TUTAMÉIA apresenta e comenta pronunciamento do presidente Lula à nação pelo Dia da Independência. Íntegra do Pronunciamento à Nação: 7 de setembroMinhas amigas e meus amigos,amanhã, 7 de setembro, é dia de comemorar a Independência do Brasil.Para além do grito de Dom Pedro I às margens do Rio Ipiranga, a Independência do Brasil foi uma dura conquista de homens e mulheres que deram suas vidas nas batalhas contra a tirania, a escravidão e a injustiça social.De Tiradentes, herói da Inconfidência Mineira, a Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, heroínas do 2 de julho na Bahia. Defender a Independência do Brasil é defender nossa soberania e nossa democracia.Mais do que nunca, é preciso lutar pelo que é nosso.Temos a segunda maior reserva de terras raras do mundo, e a maior fonte de água doce.No último mês, descobrimos uma nova e rica reserva de petróleo.Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro.Foi aprovado no Congresso Nacional o marco legal que permitirá ao Brasil transformar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento e riqueza para o povo brasileiro.Recursos naturais que, da mesma forma que o nosso petróleo, devem ser usados para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e geração de empregos de qualidade no Brasil.Por isso, não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia.Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém.Minhas amigas e meus amigos,um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros.Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência.A independência financeira, a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego.Ter mais tempo para si mesmo e para sua família.A independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos.E de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos.Minhas amigas e meus amigos,o Brasil trabalha pela paz mundial e a harmonia entre as nações.Defendemos o livre comércio. Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender.Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém.Temos motivos de sobra para nos orgulharmos do nosso país.Temos na Amazônia uma das maiores biodiversidades do planeta.Somos exemplo na defesa do meio ambiente.Nossa riqueza cultural encanta o mundo.Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade.E temos cada um e cada uma de vocês, que formam o extraordinário povo brasileiro, um dos mais admirados em todo o planeta.Um feliz Dia da Independência, e que Deus continue abençoando o nosso Brasil. Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena.Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...

O Mundo Agora
Como o ouro venezuelano entrou na diplomacia dos Estados Unidos

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later Sep 7, 2026 4:33


Washington começa a desmontar, de forma calculada, as sanções sobre o ouro venezuelano, mas a jogada vai além da economia. Ao liberar o comércio de minerais estratégicos, os EUA miram não só recursos valiosos, mas também influência sobre a Amazônia e o Escudo das Guianas. A abertura, porém, é seletiva, reversível e chega antes que Caracas consiga controlar a extração ilegal, que mistura crime organizado, grupos armados e rotas clandestinas. Thiago de Aragão, analista político Sanções costumam ser mais sinceras quando começam a ser desmontadas. A ordem das exceções diz muito sobre o que Washington realmente quer. Na Venezuela, o petróleo veio primeiro. Era previsível. Agora, os Estados Unidos começam a montar uma arquitetura parecida para o ouro, os minerais e o carvão. O subsolo venezuelano entrou, de vez, na diplomacia de Washington. Isso não encerra as sanções. Longe disso. A abertura é controlada, seletiva e, sobretudo, reversível. Ainda assim, muda o lugar da Venezuela no cálculo norte-americano: o país deixou de ser visto somente como um problema político ou uma reserva petrolífera e passou a ocupar espaço na disputa por recursos estratégicos, cadeias de suprimento e influência sobre a Amazônia e o Escudo das Guianas. O desenho começou em 6 de março, quando o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (OFAC) publicou a Licença Geral 51, autorizando determinadas atividades relacionadas ao ouro de origem venezuelana. Três semanas depois, Washington ampliou a autorização para outros minerais, permitiu o fornecimento de alguns bens e serviços ao setor e abriu a possibilidade de negociar contratos condicionais de investimento. Em 2 de setembro, o OFAC mexeu novamente nessa estrutura. As licenças 51D, 54C e 55A passaram a incluir expressamente carvão, minerais e ouro, assim como serviços e negociações ligadas a investimentos futuros. A linguagem continua estreita de propósito: Washington autoriza “determinadas atividades”, não o comércio inteiro, e mantém de pé o restante do regime de sanções. A Venezuela não foi normalizada. Está sendo religada a circuitos econômicos escolhidos pelos Estados Unidos, tomada por tomada. A produção venezuelana não nasce de um setor convencional, com empresas transparentes, rastreabilidade confiável e uma autoridade regulatória que chegue aonde o mapa oficial diz que ela chega. Durante anos, o Arco Mineiro do Orinoco virou uma economia paralela. Ali se cruzam autoridades políticas, oficiais militares, grupos armados, atravessadores e organizações criminosas, cada qual com seu pedaço da mina, da estrada ou do silêncio. O metal ganhou peso quando o colapso do petróleo secou as divisas. E trouxe uma vantagem nada desprezível para quem prefere operar nas sombras: pode ser carregado em pequenas quantidades, fundido, misturado e reexportado com documentos novos. Uma barra não conta de qual mina saiu. Muito menos quem trabalhou nela ou qual território indígena ficou para trás. Essa amnésia cabe no bolso A história da região, aliás, já passou por isso. Quando o ouro foi descoberto no território disputado entre a Venezuela e a Guiana Britânica, Londres tentou ampliar sua presença sobre a área. A disputa escalou até a crise de 1895, quando o secretário de Estado Richard Olney invocou a Doutrina Monroe e pressionou o Reino Unido a aceitar arbitragem. Mais de um século depois, o ouro volta a puxar Washington para o Escudo das Guianas, agora pela porta das sanções, não pela linha de fronteira. O novo governo venezuelano tenta recuperar o comando dessa economia. Em abril, Caracas aprovou uma legislação para atrair capital estrangeiro ao setor mineral. Em junho, enviou forças para Las Claritas, no estado de Bolívar, uma das principais áreas de mineração ilegal do país. Segundo a Reuters, a operação ocorreu enquanto o governo procurava reabrir um setor praticamente fechado ao investidor estrangeiro desde as nacionalizações iniciadas durante o governo de Hugo Chávez. Oficialmente, é uma ofensiva contra o crime organizado. Economicamente, a lógica é outra e bastante simples: ninguém oferece uma concessão séria sobre um território que não controla. Antes de atrair investidores, Caracas precisa provar que manda nas minas, nas estradas e nas rotas de exportação. A região antes tolerada como fonte informal de renda agora precisa virar ativo negociável. Washington quer criar canais legais para o ouro venezuelano antes que a Venezuela tenha mostrado capacidade de separar produção formal, extração ilegal e interesses de atores sancionados. A licença chega antes da rastreabilidade. O mercado, sabemos, não costuma esperar a papelada alcançar a realidade. Um estudo publicado em março pela Global Initiative Against Transnational Organized Crime identificou uma inversão nas rotas do ouro ilegal da Amazônia. O metal já não sai somente da Venezuela. Ouro extraído no Brasil e na Guiana passou a entrar em território venezuelano, enquanto Boa Vista se consolidou como centro logístico de fluxos alimentados por rodovias, aeronaves pequenas, pistas clandestinas e fronteiras onde a presença estatal oscila entre escassa e decorativa. Investigadores brasileiros chegaram a conclusão semelhante. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o aumento da fiscalização no Brasil empurrou redes criminosas para Venezuela, Guiana e Suriname. O ouro retirado ilegalmente de terras indígenas cruza a fronteira, ganha novos documentos e pode reaparecer no mercado internacional com uma biografia perfeitamente limpa. Para o Brasil, destruir pistas e equipamentos dentro do território nacional resolve uma parte visível do problema. A rede aprende rápido. Quando a repressão aperta de um lado, ela muda a rota, o comprador e o papel que acompanha o metal. A fronteira não interrompe o negócio; apenas encarece a travessia. Para a França, tudo isso está bem mais perto do que parece. A Guiana Francesa convive há décadas com uma economia ilegal do ouro conectada ao Brasil e ao Suriname. Um estudo da Fondation pour la Recherche Stratégique estimou em cerca de € 70 milhões por ano o custo das operações francesas de repressão, enquanto as perdas econômicas associadas à mineração ilegal superariam € 500 milhões. Essas redes teriam capacidade para ocultar ou lavar aproximadamente dez toneladas de ouro por ano. Caiena está na Amazônia. Bruxelas também, embora nem sempre se lembre disso. A Guiana Francesa é a fronteira amazônica da União Europeia e uma linha de contato direta entre o mercado europeu, as redes criminosas brasileiras e as economias informais do Escudo das Guianas. O ouro que atravessa essa geografia não respeita as categorias confortáveis de política externa. Ele mistura segurança, meio ambiente, crime organizado, sanções e disputa por recursos numa mesma barra. A abertura norte-americana pode atrair investimento, tecnologia e algum grau de transparência para a mineração venezuelana. Pode ainda dar a Caracas um incentivo para substituir grupos armados por operadores formais e voltar a exercer autoridade em áreas abandonadas pelo Estado. Esse é o cenário otimista. O outro é menos elegante. Se a demanda legal crescer antes que existam mecanismos confiáveis de rastreabilidade, o novo mercado autorizado poderá absorver ouro extraído ilegalmente no Brasil, na Guiana ou na própria Venezuela. A flexibilização não desmontaria a economia criminosa. Daria a ela uma porta nova, com placa oficial e acesso ao sistema financeiro internacional. A pergunta, portanto, não é se o ouro venezuelano pode voltar ao mercado. É outra: quem o extraiu, quem controlou o caminho e quantas vezes sua origem foi reescrita até a exportação? Washington está abrindo uma rota legal para os minerais venezuelanos. O ouro ilegal já sabe viajar.

Gama Revista
Milton Hatoum: natureza e espaço urbano

Gama Revista

Play Episode Listen Later Sep 6, 2026 54:09


A história de Manaus, seus problemas estruturais, sociais e até falta de árvores dessa metrópole, localizada no coração da Amazônia, diz muito sobre a nossa relação com a floresta e como ela vem sendo devastada. É sobre isso a conversa com o escritor Milton Hatoum, 74 anos. Seu livro “Crônica de Duas Cidades: Belém e Manaus" acaba de ganhar uma nova edição pela Companhia das Letras. Lançado originalmente em 2006, a obra traz uma crônica dele sobre Manaus e outra do escritor Benedito Nunes, sobre Belém.Nascido e criado em Manaus, Milton Hatoum é um dos maiores escritores brasileiros vivos, autor de livros traduzidos para diferentes países e membro, desde 2025, da Academia Brasileira de Letras. Nesse mesmo ano, Hatoum lançou "Dança dos Enganos" (Companhia das Letras, 2025), que conclui a trilogia que apresenta dramas familiares sob o pano de fundo da ditadura militar. Já “Crônica de Duas Cidades: Belém e Manaus", sobre o qual se baseia este episódio, foi lançado originalmente em 2006 e traz uma visão pessoal e histórica das duas principais metrópoles da Amazônia brasileira, sob o olhar afetivo e crítico de Benedito Nunes e Milton Hatoum.Na conversa com Gama, Hatoum fala das transformação de paisagem a qual observou na sua cidade, do motivos que nos fazem estar tão distantes da floresta e da educação como solução central para os problemas do país. "Vivemos em uma contínua apreensão”, diz.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic

Boletim.leg
Boletim.leg - Edição das 22h

Boletim.leg

Play Episode Listen Later Sep 5, 2026 5:18


Escolas da Amazônia Legal serão beneficiadas por Fator Amazônico no repasse de orçamento. Publicidade, patrocínio e funcionamento de apostas online podem ter novas regras.

ACADEMIA DO AGRO
15 - O Exército Invisível que Trabalha de Graça — Se Você Deixar

ACADEMIA DO AGRO

Play Episode Listen Later Sep 4, 2026 9:55


Neste episódio, exploramos a revolução silenciosa que acontece abaixo da superfície do solo. Bioinsumos — feitos de bactérias, fungos e extratos vegetais — estão transformando a agricultura tropical ao substituir químicos, reduzir custos e recuperar terras degradadas. O Brasil é destaque global na fixação biológica de nitrogênio, especialmente na soja, e agora avança com inoculantes multiespécies capazes de beneficiar dezenas de espécies florestais, usados até na regeneração de áreas mineradas na Amazônia. A agricultura regenerativa vai além da sustentabilidade: busca deixar o solo mais fértil, sequestrar carbono e restaurar ecossistemas. Com mercado em crescimento e pressão internacional por baixo carbono, o produtor que adota biológicos como estratégia central ganha em eficiência, valor agregado e resiliência. O futuro do agro é biológico, e aprender a escutar a vida invisível é o novo paradigma.

Tu Dosis Diaria
Américo Mendoza Mori - ¿Por qué no hay árboles en nuestras ciudades amazónicas?

Tu Dosis Diaria

Play Episode Listen Later Sep 3, 2026 8:43


¿Qué te pareció este episodio?El urgente reto de imaginar urbes más sostenibles considerando saberes indígenas.Lee el artículo aquí: https://jugo.pe/arboles-urbanos-ciudades-amazonicasAl suscribirte a Jugo recibes nuestro contenido diariamente. Tienes la oportunidad de ser juguero por un día. Pero, sobre todo, patrocinas que nuestro contenido llegue gratuitamente a personas que lo necesitan. Contamos con tu apoyo para no desenchufar la licuadora.Suscríbete aquí. Haz clic aquí para seguirnos en TwitterHaz clic aquí para seguirnos en FacebookHaz clic aquí para seguirnos en Instagram

O Fascinante Mundo do Sensoriamento Remoto
Episódio 346 - Podcast Ao Vivo

O Fascinante Mundo do Sensoriamento Remoto

Play Episode Listen Later Sep 1, 2026 91:06


Radar não é impossível de aprender — mas sem base teórica, você perde o melhor que a imagem pode revelar.No episódio 346, Ao vivo, Edson Sano explica por que o mesmo dado de sensoriamento remoto pode gerar interpretações completamente diferentes.O segredo não está apenas no sensor. Está em entender:Como o comprimento de onda interage com o alvo;O que cada polarização realmente representa;Quando usar as bandas X, C ou L;Como combinar retroespalhamento, fase, textura e aprendizado de máquina.A conversa também passa por aplicações práticas do radar: monitoramento de desmatamento, áreas inundáveis, derramamentos de óleo, modelos digitais de elevação e mapeamento da Amazônia.A principal mensagem é direta: o radar pode parecer complexo, mas não é inacessível. Com fundamentos sólidos, ele deixa de ser um “bicho de sete cabeças” e passa a ser uma ferramenta poderosa de análise.Qual aplicação de radar você mais quer aprender: desmatamento, inundações ou agricultura?

Mundo Freak
Ratanabá é falcatrua, Crânio Católico viraliza e Nessie está de volta | MFC 619

Mundo Freak

Play Episode Listen Later Aug 26, 2026 123:19


Na live de hoje, o Mundo Freak atravessa quatro histórias que misturam fé, arqueologia, lendas urbanas e criaturas que se recusam a desaparecer do imaginário popular.No primeiro bloco, falamos do crânio atribuído a Santa Águeda, relíquia venerada em Catânia, na Sicília. Durante as celebrações pelos 900 anos do retorno dos restos da santa à cidade, o arcebispo Luigi Renna e o prefeito Enrico Trantino beijaram a relíquia, reacendendo debates sobre tradição religiosa, culto aos santos e a dificuldade de comprovar cientificamente a identidade de restos humanos preservados há séculos.Depois, entramos na história de Ratanab, a suposta cidade perdida da Amazônia. A Justiça Federal proibiu novas incursões de um grupo ligado à Idakila Pesquisas na Terra Indígena Kayabi, no Mato Grosso, durante buscas por vestígios da cidade. O caso coloca frente a frente alegações extraordinárias, arqueologia real, proteção indígena e a diferença entre estruturas amazônicas comprovadas e teorias sem evidência científica.Também falamos do Monstro do Lago Ness, que voltou a registrar movimentação em 2026: o banco oficial de avistamentos contabilizou 20 relatos nos primeiros sete meses do ano, igualando todo o volume registrado em 2025. As webcams, celulares e turistas aumentaram os registros, mas não necessariamente a qualidade das provas, e a pergunta continua sendo a mesma: Nessie é um animal desconhecido, uma enguia enorme, um erro de interpretação ou uma lenda turística que nunca morre?Por fim, discutimos os novos levantamentos na Formação Durupinar, na Turquia, estrutura frequentemente associada à Arca de Noé. Pesquisadores usam radar de penetração no solo, tomografia de resistividade e LiDAR para mapear anomalias internas, possíveis cavidades e diferenças na composição do solo. Até agora, porém, não foram encontrados madeira preservada, compartimentos ou vestígios arqueológicos inequívocos que comprovem que a formação seja uma embarcação.Curta a live, compartilhe e participe pelo chat: qual desses mistérios você acha que tem mais chance de revelar algo concreto, a Arca de Noé, Ratanab ou Nessie?Apoie o Mundo Freak: https://apoia.se/confidencialhttps://umapenca.com/mundofreak/Rafael Jacauna Autor (Instagram): https://www.instagram.com/rafaeljacaunaautor/Lynda MD: http://lyndamd.com.brAnuncie com a Paratopia: https://www.instagram.com/paratopiapodcast/Edição: https://www.instagram.com/instadogrmachado/#MundoFreak #ArcaDeNoé #Ratanab #Nessie #LagoNess #Mistérios

Dobré ráno | Denný podcast denníka SME
Čo robia psychoaktívne látky s ľudským mozgom? (24. 8. 2026)

Dobré ráno | Denný podcast denníka SME

Play Episode Listen Later Aug 24, 2026 41:14


V pondelkových letných epizódach Dobrého rána predstavuje Tatiana Čabáková Slovenky a Slovákov, ktorí sa presadili a zanechávajú výraznú stopu v českej spoločnosti. Jej posledným hosťom je neurológ a neurovedec Martin Brunovský. V Národnom ústave duševného zdravia v Klecanoch vedie klinický výskumný program a dlhodobo sa venuje výskumu mozgu a nových možností liečby duševných ochorení. Martin Brunovský patrí ku generácii vedcov, ktorá v Česku nadviazala na výskum psychedelík zo 60. rokov, prerušený po ich celosvetovom zákaze. Po roku 2000 sa táto oblasť začala znovu otvárať vedeckému výskumu a české tímy patrili medzi pracoviská, ktoré skúmali nielen to, čo psychoaktívne látky robia s ľudským mozgom, ale postupne aj ich možné využitie v psychiatrii. Dnes sa venuje najmä možnostiam liečby ľudí s ťažkými formami depresie, pri ktorých bežné antidepresíva nezaberajú. Spolu s ďalšími českými vedcami skúma psychedelické látky aj v prostredí, v ktorom sa používajú tradične – v domorodých komunitách brazílskej Amazónie. V rozhovore sa dozviete: prečo sa výskum psychedelík v Československu na desaťročia prerušil a ako sa k nemu vedci neskôr vrátili, čo zažíval na vlastnej koži, keď sa zapájal do experimentov s psychedelikami, v čom je ketamín zaujímavý pre psychiatriu, čo ešte chýba k tomu, aby sa psilocybín mohol v Česku používať pri liečbe pacientov aj mimo klinických štúdií, prečo sa českí vedci s EEG prístrojmi vybrali za domorodými komunitami do brazílskej Amazónie a čo tam skúmali počas ayahuascových ceremónií. – Všetky podcasty denníka SME nájdete na⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ sme.sk/podcasty⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ – Odoberajte aj audio verziu denného newslettra⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ SME.sk⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ s najdôležitejšími správami na⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ sme.sk/brifingSee omnystudio.com/listener for privacy information.

O Tempo Virou
#81 Adaptar para produzir: experiência da agricultura familiar nos biomas - com Suianny Barbosa (UNICAFES), Carlos Magno (Centro Sabiá), Bruna Gonçalves (IBIOMAS) e Josué Castro (COOPERMATA)

O Tempo Virou

Play Episode Listen Later Aug 21, 2026 44:01


Como a crise climática está transformando a forma como produzimos comida? Neste episódio de O Tempo Virou, quatro lideranças e representantes de organizações que atuam nos biomas da Caatinga, do Cerrado, da Mata Atlântica e da Amazônia compartilham experiências e caminhos para construir sistemas alimentares mais diversos e resilientes. A partir de seus territórios, elas mostram como já estão criando e liderando soluções para enfrentar a crise climática.

Podcasts epbr
Aneel antecipa verba para garantir combustível para térmicas na Amazônia durante a seca I comece seu dia

Podcasts epbr

Play Episode Listen Later Aug 21, 2026 3:18


NESTA EDIÇÃO Aneel antecipa verbas da CCC para formação de estoques para térmicas dos sistemas isolados antes do pico da seca na Amazônia; Amapá estrutura fundo soberano para receitas futuras do petróleo da Foz do Amazonas; Combustível sustentável de navegação entra na pauta do CNPE; Agenersa formaliza adesão ao pacto nacional para harmonizar regulações federal e estaduais do setor de gás natural. ****Locução gerada por IA

Amazônia Latitude | Humanidades Ambientais
Utopias Amazônicas #09 | José Ángel Quintero Weir — Filosofia da chave da água para um novo horizonte ético

Amazônia Latitude | Humanidades Ambientais

Play Episode Listen Later Aug 21, 2026 43:08


Ao navegar, o povo Añuu ensina que não há caminho pré-traçado pela frente: há apenas a bruma que as embarcações desenham sobre as águas e a memória ancestral que deixamos atrás de nós. O futuro não é o que vem, é o que resgatamos para sustentar o presente. No nono episódio da série especial Utopias Amazônicas: Conversas com os Autores, o LatitudeCast recebe o professor, escritor e pensador indígena José Ángel Quintero Weir, membro do povo Añuu — habitantes originários do Grande Lago de Maracaibo e seus afluentes, na Venezuela. Doutor em Estudos Latino-Americanos pela UNAM e docente aposentado da Universidade de Zulia, Quintero Weir impulsiona iniciativas de educação intercultural e autônoma na região. No livro Utopias Amazônicas, o professor assina o ensaio “Fazer Utopia: filosofia da chave da água para um novo horizonte ético”. A partir do sentir-pensar añuu, o texto desconstrói a utopia ocidental como um “não lugar” abstrato e propõe a potência do Fazertopia — a prática comunitária e cotidiana de produzir e reproduzir o território. Conversamos sobre o conceito de Eirare (o lugar de ver com a totalidade do corpo e do espírito), a força vital do Aryuu que brota do coração da Terra, a relacionalidade ensinada por Carlos Walter Porto-Gonçalves, e a experiência da Universidade Autônoma Indígena baseada no Wainjirawa (“o que fazemos com o nosso coração”). Utopia não é um sonho abstrato para o amanhã. É a certeza de que a vida se afirma no ato concreto de cuidar do território e manter a teia da vida de pé hoje.

#Provocast
#323 - Pedro Martinelli

#Provocast

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 51:25


Marcelo Tas recebe o fotógrafo e fotojornalista Pedro Martinelli para uma conversa sobre fotografia, jornalismo e as transformações provocadas pela tecnologia.Com décadas de carreira e uma trajetória marcada pelo trabalho na Amazônia, Martinelli relembra experiências que transformaram sua maneira de fotografar e reflete sobre as mudanças no jornalismo. Entre elas, destaca o fim do papel e a redução das equipes de fotografia nos jornais, que, segundo ele, fizeram desaparecer parte do olhar próprio do fotógrafo.O fotojornalista também comenta como o uso dos celulares e a produção instantânea de imagens modificaram a cobertura dos acontecimentos e questiona o espaço da fotografia no jornalismo atual.Na conversa, Martinelli ainda conta sobre os dez anos em que viveu em um barco e percorreu a Amazônia, experiência que mudou sua relação com as pessoas fotografadas e o levou a desenvolver uma nova forma de se aproximar dos personagens antes de fazer uma imagem.

Oxigênio
#225 – AmazonFACE: o maior experimento científico a céu aberto do mundo

Oxigênio

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 35:02


AmazonFACE é o maior experimento científico sobre mudanças climáticas a céu aberto  do mundo. Ele é liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com instituições como o Inpa e a Unicamp e já recebeu cerca de R$ 80 milhões em investimentos. FACE é o acrônimo de Free Air CO2 Enrichment. Neste episódio, a Gabriela Andrietta e a Mayra Trinca conversaram com os pesquisadores líderes do projeto e contam aqui um pouco da origem, da relevância e das ações que tem levado ao conhecimento da sociedade, o que é o AmazonFACE. A grande novidade do grupo é o Carboninho, o mascote que surgiu em um trabalho de campo e logo logo vai atrair a criançada a conhecer o experimento em feiras de ciência. Os entrevistados do episódio são: David Lapola, pesquisador do Cepagri, Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (CEPAGRI), da Unicamp e Marko Synesio Monteiro, professor do Departamento de Política Científica (DPCT) e Tecnológica do Instituto de Geociências, também da Unicamp, e Maria Clara Guimarães, mestranda do DPCT e que faz parte da equipe de comunicação do AmazonFACE. Crédito da imagem da capa: Dado Galdieri  _______________________________________ Abertura: o Carboninho [sons de floresta em toda a abertura] Abertura: o Carboninho [sons de floresta] Maria Clara Guimarães: E aí, uma noite, aquele breu total da floresta amazônica, todo mundo nas redes, uma das pesquisadoras falou que estava com medo e pediu para alguém contar uma história. E aí, o líder da área socioambiental, Marko Monteiro, professor aqui da Unicamp, começou a inventar uma história Marko Synesio Monteiro: Era uma vez uma molécula de carbono, ela estava flutuando no ar, de repente ela sente que estava sendo sugada para baixo, e aí ela se vê numa folha na floresta amazônica. Mayra Trinca: E assim foi criado o carboninho, que virou mascote do AmazonFACE David Lapola: A gente busca também dar essa interdisciplinaridade, expandir o horizonte. Porque o começo da história pro AmazonFACE é a questão de mudança climática e o seu impacto sobre a floresta amazônica. É aí que começa o fio da meada, e mais especificamente o papel que o aumento de gás carbônico na atmosfera tem nessa história toda. Gabriela Andrietta: O AmazonFACE é o maior experimento científico sobre mudanças climáticas a céu aberto  do mundo. Ele é liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com instituições como o Inpa e a Unicamp e já recebeu cerca de R$ 80 milhões em investimentos.  Gabriela:  Eu sou a Gabriela Andrietta, filósofa e comunicadora. Mayra: E eu sou a Mayra Trinca, bióloga e comunicadora de ciência e você já deve me conhecer aqui do Oxigênio.  [VINHETA ABERTURA] O que é AmazonFACE? David: FACE é Free Air CO2 Enrichment. Enriquecimento por CO2 ao ar livre. Essa sigla é que esse tipo de experimento já tinha acontecido, já aconteceu em outros lugares do mundo, principalmente nos Estados Unidos e Europa. Gabriela: -Esse é o David Lapola, coordenador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura, o Cepagri, da Unicamp. Ele também é um dos coordenadores científicos do AmazonFACE e autor líder do IPCC, aquele relatório global sobre mudanças climáticas.  Gabriela: Os primeiros experimentos com a tecnologia FACE começaram a operar no fim da década de 1990 nos Estados Unidos, em locais como Tennessee e Carolina do Norte. No entanto, esses estudos eram realizados em um contexto muito diferente do AmazonFACE.  Mayra: Em vez de florestas tropicais maduras, os experimentos aconteciam em florestas temperadas plantadas. Essas florestas têm árvores relativamente jovens, com cerca de 10 anos de idade, apesar de serem espécies capazes de viver por até duzentos anos. Essa é uma grande diferença, porque a idade das árvores é algo que influencia diretamente nas características do ecossistema e na forma como a floresta responde ao aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera. Gabriela: É como se a gente estivesse comparando o efeito de um medicamento em um grupo de crianças ou outro de adultos, não dá pra dizer que vai impactar os dois da mesma forma.  David: E aí esses experimentos chegaram ao fim. Em 2008, mais ou menos, duraram uns 10 anos. E aí começou uma outra geração de experimentos, da qual o Amazon Face faz parte, que era de fazer esses experimentos em florestas maduras. Hoje tem operacional em florestas outros dois faces. Um é em Birmingham, no Reino Unido, que é uma floresta temperada antiga. Já tem mais de 200 anos, mas é um pedacinho, o que a gente chamaria de um fragmento Tipo do tamanho da Mata Santa Genebra aqui, bem pequeno. É uma espécie, que é o carvalho, que é uma espécie bem presente em florestas temperadas. É o carvalho. Gabriela: Os experimentos mais recentes também mostram que a resposta das florestas ao aumento da concentração de CO₂ varia conforme o tipo de ecossistema. Na Austrália, por exemplo, os resultados foram diferentes dos encontrados nos Estados Unidos com árvores jovens. O experimento australiano ocorre em uma floresta temperada aberta, semelhante a uma savana, dominada por uma única espécie de eucalipto. Já o AmazonFACE, estuda uma realidade completamente distinta: uma floresta tropical madura e altamente diversa.  Mayra: O AmazonFACE utiliza grandes aneis experimentais, projetados de um jeito que seja representativo da floresta, pensando em número e diversidade de árvores. Esses aneis têm 30 metros de diâmetro e 35 metros de altura, ultrapassando as copas das árvores, que alcançam cerca de 30 metros. Essa altura é essencial para garantir que todo o volume de floresta dentro do anel seja atingido pelo gás carbônico durante o experimento. Dentro de cada anel, estão cerca de 50 indivíduos, considerando só as árvores com troncos de pelo menos 10 centímetros de diâmetro. São nessas áreas que o gás carbônico será elevado artificialmente, simulando a atmosfera projetada para um futuro não tão distante.  David: Dessas 50 árvores, nós temos mais ou menos 49 espécies diferentes. Se você vai para o outro anel, que são seis, lá tem outros 50 indivíduos e outras 49 espécies, na média. Então quando você soma todos os seis anéis, três deles vão ser tratados com CO2 elevado, 50% a mais do que o que a gente tem na atmosfera, e os outros três vão ser controle, só aspergindo o ar ambiente. Quando você soma os seis, a gente tem em torno de 400, 450 espécies diferentes. O que é, assim, um enorme desafio, mas é para interpretar os resultados. Cada espécie pode se comportar de uma maneira, mas é uma enorme oportunidade também. E pela primeira vez a gente vê como uma alta diversidade de plantas, de árvores, modula a resposta do ecossistema a um fator tão importante como esse, que é o CO2. Comunicação do AmazonFACE Gabriela: Com um experimento desse tamanho, dá pra imaginar que existe um logística gigante por trás. Tem equipamento, grupos de cientistas de várias áreas diferentes, financiamento… E tem a equipe de comunicação Marko:  todas brincando com essa coisa do carbono que estava sendo usado pela floresta amazônica pela fotossíntese, não é? Então, começou aí, essa foi a historinha, e depois virou uma brincadeira,  e a gente, toda noite, contava uma historinha do carboninho e inventamos outras moléculas, o oxigênio, enfim, outros, brincando com esses temas que aparecem no projeto,  mas foi uma criação coletiva. Maria Clara: O Carboninho é um personagem que surgiu de um trabalho de campo. então foi uma coisa meio espontânea. E foi muito legal, porque assim, virou uma anedota interna, só que o David, ele viu como uma oportunidade de fazer divulgação de ciência para outros públicos, né?E aí, quando a gente conseguiu o fomento da FAPESP, ele quis implementar essa bolsa de jornalismo de ciência para escrever três episódios do Carboninho. Mayra: Quem está explicando é Maria Clara Guimarães, da equipe de comunicação do AmazonFACE. Maria Clara: Bom, meu nome é Maria Clara, sou linguista de formação, fui professora de segunda língua por 10 anos e quis mudar um pouco a carreira depois de um tempo, fazer algo com mais propósito. E aí eu resolvi fazer jornalismo de ciência, a especialização aqui no Labjor, e eu entrei no Amazon Face através de uma bolsa mídia-ciência e aqui ou lá estou desde então.  Gabriela: A comunicação do AmazonFACE acontece em três frentes principais. A primeira é o contato com a imprensa, com a produção de releases, comunicados, preparação dos pesquisadores para entrevistas e a realização de visitas de jornalistas ao experimento.  Mayra : A segunda é o diálogo com a sociedade, por meio de feiras de ciência, redes sociais e canais no site para receber dúvidas do público e a terceira é a comunicação com a comunidade científica, com a participação em congressos, publicação de artigos e divulgação dos resultados das pesquisas.   Gabriela: O projeto conta também com um comitê de comunicação, formado por representantes das instituições coordenadoras, responsável por definir diretrizes e estratégias, e com uma equipe de comunicação produzindo conteúdos, atendendo à imprensa e promovendo a divulgação científica das pesquisas, porque olha, assunto pra falar não falta Maria Clara–  Explicar o ciclo do carbono, explicar o programa Amazon Face, mas basicamente divulgação de ciência do clima, né, Entender o ciclo do carbono, entender como que a nossa forma de viver e de produzir é alta em liberação de carbono, em emissões de carbono.  Mayra: Da mesma forma que aconteceu com o carboninho, muitas iniciativas de comunicação do AmazonFACE surgem de forma espontânea, por iniciativa dos próprios pesquisadores. Vídeos, desafios nas redes sociais e registros feitos durante o trabalho de campo ajudam a aproximar a ciência do público e costumam gerar grande engajamento. Maria Clara:  Essa é uma estratégia de comunicação que nós temos, que surgiu, né, dos nossos pesquisadores, assim como a dancinha no Instagram, né, então a pós-graduanda do INPA, Clarice Saldanha, chamou a galera para fazer e eles fizeram, e é muito legal, e assim, no geral, essas estratégias espontâneas de comunicação, elas são as mais legais, né, mas lógico, a gente tem outras estratégias mais top-down, digamos assim, né, em que a gente propõe e pede, mas, no geral, a gente tem tentado criar uma cultura de divulgação de ciência entre os nossos cientistas. Então, pô, você vai a campo, faz um relato, se grava, tem um outro vídeo da Nathalie Martins que teve um, acabou de sair um paper dela, um artigo pela Nature Communications, e aí ela foi a campo, ela mandou imagens dela, e a gente tem uma parceria com a Bori, a gente trabalha muito junto a Bori, e aí eles fizeram um videozinho super bacana dela explicando o paper dela em que tinham cenas dela em campo fazendo coleta, então a gente tenta instituir isso entre os nossos pesquisadores, pô, vai lá em campo, faz uma foto, faz um vídeo, conta o que vocês estão fazendo, porque assim, a melhor forma de divulgar ciência, muitas vezes, é a humanização do cientista, né? Mayra: A Bori é uma agência de notícias que trabalha na aproximação entre jornalistas e cientistas, divulgando releases de pesquisas recentes pra imprensa. A ideia é aumentar a circulação dos estudos, e com o AmazonFACE não é diferente. Com uma pesquisa desse tamanho, na Amazônia e trabalhando com um tópico quente (com perdão do trocadilho), que são as mudanças climáticas, o projeto ganhou espaço da mídia brasileira.  Gabriela: E com isso, também surgem muitas dúvidas sobre o experimento. A Maria Clara contou que quando um tema gera dúvidas, interpretações equivocadas ou repercussão negativa nas redes sociais, a equipe transforma essas situações em oportunidades para esclarecer informações e criar conteúdos mais direcionados. Vídeos, publicações e materiais explicativos são produzidos para responder aos questionamentos do público e ampliar a compreensão sobre a pesquisa. Maria Clara – – Quando a gente fura a bolha e tem os vídeos da Folha de São Paulo, ou tiveram outras situações, fotógrafos que foram ao sítio e publicaram essas fotos, né, falam, ah, olha que experimento legal. As pessoas se questionam, pô, mas e isso na Amazônia? O que que é? é, não é uma coisa muito grave o que vocês estão fazendo, né? Então, a gente usa esse material,  esse conteúdo para explicar melhor o programa, né?Então, nesse caso específico, o que a gente fez? A gente pegou os comentários ruins e formulou perguntas para serem respondidas, né? Então, a gente não puxou um comentário ruim para fazer a resposta, mas a gente extraiu daqueles comentários perguntas pra responder aquelas provocações, né, então a gente fez uma série chamada Descobrindo Amazon Face, que foi uma parceria da comunicação da Amazon Face com a COCEN  então quando fomos a campo o Rafael Brandão me filmou falando e o Oscar Neto da COCEN  editou os vídeos, então ficou muito bacana, assim inclusive a gente sempre instiga as pessoas a nos trazerem perguntas, seja pelos nossos canais das redes sociais ou pelo nosso site que tem um canal aberto a gente sempre instiga as pessoas a nos falarem o que vocês não entendem ou o que incomoda dentro desse projeto pra que a gente responda realmente. Gabriela: A COCEN, que a Maria Clara citou, é a Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa aqui da Unicamp. O Cepagri, centro que o David trabalha, faz parte desse grupo.  Mayra: A divulgação científica do AmazonFACE também acontece fora dos laboratórios e da floresta. O projeto participa de feiras de ciência e eventos de extensão, onde utiliza maquetes dos anéis experimentais para explicar, de forma lúdica, como funciona a pesquisa. Maria Clara – E, assim, olhando do ponto de vista do trabalho de divulgação de ciência, uma experiência muito legal é explicar para a criança.  Assim, é incrível. Você olhar pra aquelas crianças olhando a maquete, assim, o que é isso? Aí, primeiro você prende elas perguntando, ai, quantos cientistas você conta? Que na maquete tem uns mini-cientistas espalhadinhos. Ai, quantos cientistas você viu? Ah, mas eu acho que tem um lá dentro que você não viu. E aí a gente começa a explicar o modo de produção, o jeito que a gente vive, o jeito que a gente come, tem alta emissão de carbono e que o gás carbônico é comidinha das plantas, né? Não é muito muito acurado cientificamente, mas tudo bem, né? Licença poética pra falar com as crianças. E aí a gente pergunta se no seu prato de comida tiver muito mais arroz que feijão. Você vai comer mais arroz? Não vai. E aí começa a explicar pras crianças que é isso que a gente tem que entender. Que como tem mais gás carbônico disponível, a gente precisa entender se as plantas vão consumir mais esse gás carbônico e pra onde esse gás carbônico vai. Aí eu brinco com ela, será que você vai engordar mais na barriguinha, na perninha, né, enfim. E será que isso vai mudar o jeito do seu corpo funcionar? Então são analogias, é muito legal, assim, conversar com as crianças, né.  Gabriela: O David ajudou a gente aqui pra explicar o que isso significa na prática, ainda que de um jeito não tão lúdico.   David:  Teoricamente, quando você aumenta o gás carbônico, que é um insumo básico da fotossíntese, as plantas aumentariam a sua produção fotossintética, aumentariam de tamanho, o acúmulo de biomassa e tal. Mas isso é só teoricamente.  [trilha de intervalo] Gabriela: A ideia faz sentido: se tiver mais fonte de alimento, que é o gás carbônico, mais as árvores vão crescer.  Mayra: Mas a coisa com a natura é que nem sempre, só porque uma ideia faz sentido, que ela acontece de verdade. Por isso é importante testar David: Houve já muitos estudos com espécies tropicais em laboratório, em pequenas estruturas, onde você consegue submeter a planta a uma concentração de CO2 elevada. Mas pensa comigo, as pessoas não conseguem colocar uma árvore de 30 metros dentro de um laboratório. E de certa forma é como você testar uma vacina em um bebê e achar que ela funciona para um adulto. Porque você está investigando uma plântula, uma plantinha em laboratório. Mayra: Um dos principais fatores que podem limitar o crescimento das árvores é a disponibilidade de nutrientes no solo. Cerca de 60% das florestas amazônicas estão sobre solos pobres em fósforo . David: Mas o fósforo é um elemento necessário para fazer membrana celular, é um elemento necessário para material genético, é um elemento necessário para molécula energética. Se vocês lembrarem daquela molécula ATP, que vai dentro da mitocôndria e tal, o P é fósforo ali.  Mayra: Sem fósforo suficiente, as árvores podem até absorver mais CO2 da atmosfera, mas têm dificuldade para transformá-lo em novos tecidos, como troncos, galhos e folhas. David: Você pode, para essas coisas básicas, formação de uma célula, componente de uma célula pode, colocar quantos CO2 você quiser ali que não vai acontecer nada. E isso, voltando lá no fio da meada, é uma péssima notícia para essas projeções de modelo que consideram que o efeito de fertilização por CO2 é forte, é duradouro e tal. Na verdade, essa limitação por fósforo mostraria que o efeito de fertilização por CO2, no máximo, é passageiro. É algo que a planta vai até um limite, na hora que não tiver mais fósforo não vai acontecer mais nada. Ela vai até absorver, ela pode absorver o gás carbônico, transforma isso em açúcares simples, glicose e tal, mas ela não tem como alocar para açúcares mais complexos, lignina, que é o que faz um tronco, por exemplo, de uma árvore, e ela vai respirar isso prontamente, vai usar esse açúcar Só para se manter Gabriela: Entender como as árvores, e na verdade a floresta como um todo, vão lidar com o aumento do gás carbônico na atmosfera é muito importante pra gente não cair em achismos.  David: porque o que o mundo quer, por exemplo, a Convenção do Clima da ONU, Que é que as florestas, num contexto de política climática, querem que as florestas absorvam mais carbono. E é isso que a gente quer saber. Quando você botar mais CO2, vai absorver mais carbono. Mas se não houver nutrientes, pode ser que não absorva. A floresta não só não vai nos salvar de mudanças climáticas, como ela estará mais vulnerável e suscetível às mudanças climáticas.Aí volta a história do tipping point, se você não tem um efeito, essas simulações de modelos de vegetação e clima mostram que, se você não tiver esse efeito de fertilização forte e persistente, as florestas estariam mais vulneráveis ao aumento de temperatura, redução de chuva e tal.  Mayra: Por enquanto, porém, essas ainda são hipóteses. Para responder a essas perguntas, o AmazonFACE reúne uma infraestrutura inédita na Amazônia. Além dos anéis experimentais, o projeto conta com um conjunto de guindastes que permite aos pesquisadores acessar diretamente o dossel da floresta, as copas das árvores, onde ocorrem processos fundamentais para entender esse cenário. Maria Clara:  E aí dentro do Amazon Face, uma experiência que assim, é de tirar o fôlego, é andar nos guindastes.-É assim, eu não canso de passar por essa experiência, são guindastes de 45 metros, que são uma ferramenta científica e eles dão acesso à copa das árvores com precisão para que os cientistas possam fazer medições que antes você tinha que cortar um galho e não eram tão corretas, não eram tão acuradas. David: Então eles vão numa gaiola toda protegida. Para fazer a medição de fotossíntese, de transpiração e outras coisas. Isso até agora era exclusividade na América tropical, na América, não era só na América do Sul. Era exclusividade do Instituto Smithsonian, na ilha de Barro Colorado, no Panamá. E não é mais. Agora a gente tem esses guindastes também que dão acesso a uma infraestrutura de pesquisa. Você pode fazer pesquisa dentro dos anéis, mas fora também, porque o braço vira do guindaste. Gabriela: Esses guindastes dão um pouco a dimensão do tamanho do experimento do AmazonFACE. Então não é de se surpreender que o experimento atraia bastante visibilidade da imprensa. Depois você dá uma olhada nas nossas redes sociais que vamos deixar umas fotos por lá. Parte do trabalho da Maria Clara é ajudar na logística nada simples que permite a ida de jornalistas até as torres.  Maria Clara: E aí é isso, entender qual pesquisador vai estar em campo, qual equipe, qual campanha, o que eles vão poder acompanhar, se vai interferir com os trabalhos de construção, porque é uma logística muito delicada.- Época do ano que é possível ir, porque tem épocas do ano que chove muito. Então, você vai receber uma equipe de jornalismo lá, não vai conseguir filmar nada. Então, tem toda essa parte de negociação de pessoas que nos procuram, porque o experimento é 80 quilômetros de Manaus, né? Então, você tem que pernoitar lá, se for filmar em dois dias. Tem uma série de documentos que têm que ser assinados. as pessoas que vão tem que ter seguro de vida enfim, uma série de detalhes que a gente tem que ir conversando e em agosto foi essa visita e a reportagem saiu em outubro então quase um ano de trabalho. Gabriela:. O projeto já despertou o interesse de veículos nacionais e internacionais, como a BBC, a EPTV, que produziu a minissérie Amazônia: Mãe da Ciência, e emissoras estrangeiras da Alemanha e dos Estados Unidos. Cada solicitação passa por avaliação do comitê científico, do comitê de comunicação e da equipe de logística, para garantir que a cobertura jornalística não interfira nas atividades de pesquisa e na operação do experimento. Maria Clara  – Mas também o que já aconteceu é deles pedirem para nós imagens e fazer a pauta à distância. Então a BBC soltou uma reportagem sobre a Amazon Face, bem grande, inclusive impressa, com imagens que nós tínhamos. Porque, além de a gente ter esses fotógrafos de grandes emissoras que vão, nós contratamos, acho que, dois ensaios fotográficos sobre Amazon Face com profissionais. Então, com o João Rosa, um fotógrafo de natureza, e com o Daudo Gaudieri, outro fotógrafo de natureza. Então, nós temos imagens muito bonitas para disponibilizar. Porque a gente sabe que receber os jornalistas em campo não é fácil, não só do ponto de vista do jornalista, mas do nosso, porque aquilo é um terreno muito precioso. Então, se alguém pisa num lugar errado, você está matando uma muda de árvore que pode um dia, enfim, fazer parte da nossa pesquisa. Tanto que quando nós vamos receber pessoas lá, tem umas gradinhas pretas que você joga no chão e você não pode pisar direto na terra, senão isso compacta o solo. Mayra: Essas imagens são usadas pra divulgar o projeto e podem ser enviadas pros jornalistas e veículos de comunicação. Eu achei isso muito legal, porque mostra bem a preocupação que o projeto tem com a comunicação, inclusive trazendo essa pegada mais artística junto.  Maria Clara- Esses ensaios nós fizemos pensando em divulgação de ciência e também para disponibilizar para jornalistas, mas também exposições artísticas. No Amazon Face, a gente já fez algumas residências artísticas, junto com o pessoal do Lab Verde, que é uma instituição que faz residências artísticas ligadas à natureza, ciência, natureza. Gabriela:  A ClimaCom, uma revista que também faz parte dos trabalhos aqui do Labjor e coordenada pela Susana Dias, também já fez uma residência chamada perceber-fazer floresta em parceria com o AmazonFACE.  [algum sonzinho que indique uma pausa pra anúncio] Mayra: A gente já fez um episódio com a Susana que também tem tudo a ver com esse aqui. Se você se interessa por mudanças climáticas, vai gostar de ouvir o episódio 214, sobre pesquisas que mostram os impactos do clima na paisagem sonora. Salva lá pra ouvir depois!   [repete som de antes] Mayra: Além da produção de conteúdos, o AmazonFACE incentiva  a preparação de seus pesquisadores para o diálogo com a imprensa. Os cientistas participam de sessões de media training, nas quais recebem orientações sobre como comunicar suas pesquisas de forma clara, objetiva e acessível para diferentes públicos. Maria Clara:  Toda vez que eu tenho a oportunidade de conversar com um grupo como um coletivo, eu falo da cultura de comunicação, a gente fala sobre eles mesmos divulgarem o próprio trabalho.- Então, nós tivemos uma bolsista mídia-ciência poliana, Poliana Martins, que também fez um trabalho dos cientistas, deles falarem da própria pesquisa em 30 segundos.  Gabriela: Um dos desafios da divulgação científica é conciliar o tempo dos pesquisadores. Mesmo  assim, o AmazonFACE tem buscado fortalecer uma nova cultura de comunicação, em que os cientistas reconhecem cada vez mais a importância de compartilhar seus trabalhos com a sociedade. Maria Clara: Ah, é, assim, eu acho que eu estruturei parte da comunicação do projeto, mas eu acho que dentro do projeto as pessoas já têm uma noção do que tem que acontecer dentro de uma comunicação, né? Então, o cientista, ele não se vê mais só como cientista, e ainda bem, né? Então, as pessoas têm noções de que a ciência, se for feita para ficar fechada, ela não faz sentido de ser. Porque se você faz um grande empreendimento na floresta amazônica, gasta dinheiro público, isso não reverte para a população, isso não faz sentido. Mayra: Pensando nesse retorno pra população, o AmazonFACE também possui uma frente socioambiental. A ideia é compreender como as mudanças climáticas e as transformações na Amazônia estão sendo percebidas pelas populações que vivem no território e com isso,incorporar conhecimentos e experiências de diferentes comunidades amazônicas. Quem coordena essa frente de pesquisa é o Marko Monteiro, que você já ouviu aqui contando a história do Carboninho.  Marko: Então a gente vai começar, se tudo der certo, se o dinheiro vier certinho, a gente vai começar a fazer pesquisas etnográficas, toda uma equipe lá envolvendo Manaus, Belém, várias instituições amazônicas, porque era um edital do CNPQ voltado para instituições amazônicas, essas equipes vão começar a fazer pesquisas com povos indígenas e vão tentar entender percepções, né? Ah, além da da questão agrícola, que afeta também esses esses povos e as esses saberes. Mas aí é um é um desafio muito grande. Como é que você integra conhecimentos locais, conhecimentos indígenas com um experimento calcado numa ciência tradicional? Ah, então, por enquanto, o experimento tá sendo né, desenvolvido numa chave da, né, das premissas da modelagem e da climatologia. Mas essas outros saberes certamente vão fazer parte. Gabriela: Até porque, já que o experimento está sendo conduzido na Amazônia, nada mais justo que a população local tenha conhecimento do que tá acontecendo, só que isso não é tão simples quanto parece. A Maria Clara comentou com a gente que, mesmo com toda a circulação em grandes jornais e até na imprensa fora do Brasil, o alcance local das estratégias de comunicação ainda é pequeno.  Mayra: Por isso, parte dos próximos passos do andamento do projeto é contratar uma pessoa do local, da Amazônia,  com experiência de trabalho jornalístico na região,  pra integrar a equipe de comunicação e tentar melhorar esse alcance.  [música de fundo] Maria Clara: Afinal de contas, a ciência do clima já existe desde os anos 80, dos anos 70. A gente já sabe que se a gente continuar produzindo da forma como a gente produz, vai dar ruim. ruim, né? E como comunidade científica é muito fácil cruzar os braços e falar, eu avisei, né? – Então, não adianta você fazer ciência se essa ciência não está chegando onde tem que chegar. Então, a comunicação tem parte nisso, só que existe também uma parte epistemológica do fazer científico e do fazer política e se aproximar, porque nós estamos dentro do MCTI como programa, né? Então, tem que aproveitar essa proximidade e desenvolver o que tem que ser desenvolvido, né?  Encerramento: Mayra : O AmazonFACE nasce da dúvida de como a floresta amazônica irá responder a um planeta com concentrações cada vez maiores de gás carbônico na atmosfera. Para responder a essa questão, o projeto criou uma infraestrutura científica inédita, Marko: Então, tem toda uma construção né, de torres, que vai tentar realizar isso. É, naquele trecho, por quilômetros e quilômetros em volta, não tem pessoas habitando ali. Ah, então muita gente acha que tem povos indígenas, ribeirinhos ou até casas ali perto que vão ser afetadas pelo experimento. Não é ah um experimento que é próximo de áreas habitadas. É uma área experimental há muitas décadas já. eh, então já é usado, é um trecho isolado da floresta. Tem fauna, tem eh muitas, né, muitos animais ali, além das plantas, mas não há seres humanos envolvidos no experimento, nem próximos do experimento. Não vai eh haver interferência. Porém, os resultados têm a possibilidade de esclarecer coisas sobre a floresta e as possíveis mudanças vão sim afetar as pessoas. muito, já estão afetando.  Marko: E isso é o que a gente tá tentando entender.A Amazônia vai colapsar como um sistema, você vai ter menos árvores mais vegetação rasteira, as chuvas vão diminuir, vão aumentar, a temperatura a gente já sabe que tá aumentando, os eventos extremos já estão aumentando, então secas, enchentes, isso tudo já existe, dados mostrando que a frequência vem aumentando e as pessoas já relatam, a gente fez trabalho de campo e já sabemos que as pessoas já estão sendo afetadas, então é importante separar essas duas coisas, né? As pessoas já estão sofrendo mudanças climáticas agora. Há um tempo, alterações que elas percebem e que afeta concretamente as suas vidas. O experimento não está sendo realizado próximo de pessoas e tenta responder essas perguntas, né? Do que poderia acontecer com relação ao CO2 elevado. Gabriela: As mudanças climáticas já são uma realidade. No entanto, com o avanço da desinformação e do negacionismo, o desafio de comunicar a ciência é ainda mais desafiador. Maria Clara:  Isso também é uma questão de comunicação, né, gente? Como que você aborda incertezas científicas, que é o grande motivador do projeto, são as incertezas científicas acerca das mudanças climáticas, né? Então, como que você lida com incerteza científica em épocas de negacionismo? Então, as pessoas querem uma afirmação. A floresta vai sobreviver ou a floresta vai mudar para esse lado. E os modelos matemáticos têm essa pretensão de fazer previsões, só que eles não têm…Não é que eles não têm… Modelos matemáticos são baseados em dados do presente ou do passado. Para você saber se ele está indo bem, digamos assim, você tem que olhar para dados do futuro. E é por isso que existe o experimento. Mayra:  Mais do que prever o que acontecerá, o desafio é compreender como as pessoas reagem às evidências e aos cenários que a ciência projeta para o futuro. Marko:  Existe essa construção de uma ideia de previsão de futuro. Ah, eu acho bastante complicado, né, achar que a gente vai prever Mas o que eles colocam é também essa redução de incerteza. Do meu ponto de vista, entendendo a ciência como construto social, uma prática social. É, o interessante é ver como é que a gente tenta antecipar o futuro para fazer coisas no presente.Então um pouco a minha pegada é essa de tentar ver como é que a gente está reorientando a nossa prática para esse futuro que a gente acha que vai vir. Se ele vier ou não, se ele vai chegar ou não, se a gente prevê ou não, isso é menos importante para mim a pesquisa. Mais importante é ver o que as pessoas fazem em função desse futuro, como é que elas reorientam ou ignoram. esse futuro previsto. Como é que elas tentam prever o futuro, também é muito interessante, né? Tentar produzir uma máquina para olhar para o futuro.  Gabriela: Este episódio foi produzido e roteirizado por mim, Gabriela Andrietta, com revisão da Mayra Trinca, que coordena o  Oxigênio junto com a Simone Pallone.  Mayra: A edição de áudio foi feita pelo Guilherme Lopes e pela Juliana Lopes. A vinheta do podcast foi criada pelo músico Elias Mendez. A trilha sonora é da biblioteca de áudio do youtube. Gabriela: O Oxigênio é um podcast produzido pelos alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da UNICAMP e colaboradores externos. Tem parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação da UNICAMP.  Mayra: Você encontra todos os episódios no site oxigenio.comciencia.br e também na sua plataforma de podcasts favorita. Inclusive, lançamos há pouco tempo o Oxigênio no Youtube! Se você acompanha podcasts por lá, procure a gente: Oxigênio Podcast. No Youtube, no Instagram e no Facebook.  Já segue pra não perder nenhum episódio. Muito obrigada por escutar até aqui. [VINHETA ENCERRAMENTO] Trilha: Mysteries

Rádio Escafandro
167: A tríade sombria

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Aug 19, 2026 60:36


Como três traços de personalidade sombrios - narcisismo, maquiavelismo e psicopatia - ajudaram a moldar as nossas civilizações. Por que esses traços são tão comum em líderes, inclusive em líderes políticos. E até que ponto é possível haver política sem o protagonismo de pessoas com traços de tríade sombria?Ouça as repostas para essas e outras perguntas  o episódio 167 de Escafandro: A tríade sombria.Mergulhe mais fundoO despertar de tudo: Uma nova história da humanidade (link para compra)Past Present Future: entrevista com Luke Kemp (link para o episódio)Episódios relacionados29: E se a gente fosse índio?46: Bolsonaro sorri na terra da maldade69: Grana acima de tudoEntrevistados do episódioAna Paula NoronhaProfessora de psicologia do programa de pós-graduação na Universidade São Francisco. Doutora em psicologia ciência e profissão pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Especialista em avaliação psicológica pelo Conselho Federal de Psicologia (2020). Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em fundamentos e medidas da Psicologia.Carlos FaustoProfessor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Doutor em antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997), com pós-doutorado no Laboratoire d'Anthropologie Sociale (Collège de France/CNRS) . Realiza pesquisas com povos indígenas na Amazônia desde 1988, focalizando temas como parentesco, história, guerra, ritual, xamanismo, arte e memória.Paulo Henrique CassimiroDoutor em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (- IESP/UERJ). Professor do Departamento de Ciência Política e dos programas de pós-graduação em Ciências Sociais (PPCIS) e em Ciência Política (PPGCP-IESP) da UERJ.Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Produção e edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

Podcasts epbr
Após descoberta na Foz do Amazonas, Petrobras reforça necessidade de seguir com exploração I comece seu dia

Podcasts epbr

Play Episode Listen Later Aug 17, 2026 3:35


NESTA EDIÇÃO. Petrobras confirma indícios na Foz do Amazonas e sinaliza para necessidade de continuidade da campanha exploratória. Governo publica diretrizes para combate a fraudes no mercado de combustíveis. Regulamentação do CCS vai na contramão dos modelos adotados internacionalmente e pode elevar o risco econômico dos projetos, indicam especialistas. Antaq adota medidas preventivas para estiagem na Amazônia. ***Locução gerada por IA

Resumão Diário
Os próximos passos da Lei de Reciprocidade do Brasil contra os EUA; Como o super El Niño pode afetar a América Latina; 'Workslop': os trabalhos malfeitos por IA que geram retrabalho

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Aug 14, 2026 5:01


Brasil dá início ao processo de reciprocidade contra EUA: veja os próximos passos. Quaest divulga pesquisa da eleição presidencial nesta sexta-feira. Como o super El Niño pode afetar a América Latina, principal região exportadora de alimentos do mundo. Quais são as 18 árvores que sustentam a Amazônia na luta contra o aquecimento global. 'Workslop': os trabalhos malfeitos por IA que geram retrabalho, roubam tempo e custam milhões às empresas. Quase 4 em cada 10 adultos com sintomas de insônia usam remédios de 5 a 7 noites por semana, diz estudo brasileiro.

20 Minutos com Breno Altman
A III Guerra Mundial está próxima? - Rodolfo Laterza - Programa 20 Minutos

20 Minutos com Breno Altman

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 128:17


O poder de defesa do Brasil frente a um ataque estrangeiro | Rodolfo Laterza | Programa 20 Minutos

SBS Portuguese - SBS em Português
Teatros da Amazônia são reconhecidos como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 2:52


O Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e o Theatro da Paz, em Belém (PA), foram reconhecidos como patrimônio cultural do mundo.O Teatro Amazonas, em Manaus, e o Theatro da Paz, em Belém, foram inscritos na Lista de Patrimônio Mundial e Cultural da Unesco.Inaugurado em 1878, o Theatro da Paz ajudou a afirmar Belém como porto estratégico e importante centro político e econômico. Em Manaus, o Teatro Amazonas abriu as portas em 1896 e tornou-se o símbolo mais conhecido da modernização e da riqueza que redesenharam a cidade naquele período.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 09/08/2026 | Rio defende suspensão de voos panorâmicos / Lula tenta reverter tarifaço

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Aug 9, 2026 182:01


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (09): Após a queda de um helicóptero na Vista Chinesa que matou quatro pessoas no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Cavaliere cobrou providências imediatas da Anac. Entre as vítimas do acidente estavam três turistas colombianas da mesma família e o piloto da aeronave. Diante do aumento de casos, a prefeitura defende a suspensão temporária dos voos panorâmicos para uma fiscalização rigorosa das empresas. Investigações com a Polícia Civil e o Cenipa já foram iniciadas no local do acidente. A Espanha iniciou controles fronteiriços temporários para viajantes vindos da Itália após o governo de Roma suspender o livre trânsito com o país vizinho. A medida, tomada sob a gestão de Pedro Sánchez, responde às restrições italianas motivadas pela forte pressão migratória na Europa. As fiscalizações ocorrem de forma aleatória em aeroportos e portos, mantendo em alta a tensão diplomática entre as duas nações. O presidente Lula pretende enviar a Donald Trump os dados mais recentes sobre a queda do desmatamento na Amazônia para contestar o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A alegação de desmatamento ilegal foi uma das principais justificativas norte-americanas para aumentar as taxas sobre produtos brasileiros. Em entrevista ao Jornal da Manhã deste domingo (09), o professor de relações internacionais Marcus Vinicius de Freitas analisou os impactos diplomáticos, a eficácia da estratégia e o cenário das relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoveu neste domingo (09), em Brasília, a “Corrida pela Democracia”, evento que encerra a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. A iniciativa contou com a presença do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, e de diversas autoridades políticas. Durante o evento, Marques reforçou a segurança das urnas eletrônicas e destacou as ações de conscientização do tribunal sobre a transparência do processo eleitoral brasileiro. A Câmara dos Deputados inicia uma semana de esforço concentrado para votar propostas decisivas antes do período eleitoral. Em pauta estão sete medidas provisórias que perdem a validade em breve, incluindo a reformulação do Desenrola Brasil e socorros financeiros para conter a alta dos combustíveis. O plenário também avalia temas de grande impacto, como a discussão sobre o fim da escala 6x1 e a suspensão de sanções ambientais no agronegócio. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou a criação de um novo conselho para monitorar fake news e conter o uso indevido de inteligência artificial nas eleições de 2026. Formado por especialistas de 10 áreas, o grupo consultivo vai auxiliar a presidência do tribunal no combate à desinformação, conteúdos sintéticos e manipulações digitais. O colegiado terá reuniões mensais até o fim do ano. O ministro do STF Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para receber a visita dos filhos no Dia dos Pais. A solicitação, classificada pelos advogados como de caráter estritamente humanitário, foi rejeitada com base na restrição imposta em julho que proíbe encontros por 30 dias. A decisão gerou duras críticas da família e da defesa do ex-presidente nas redes sociais. Confira a análise de José Maria Trindade no programa Jornal da Manhã deste domingo (09). O presidente argentino Javier Milei voltou a provocar tensão diplomática ao republicar um ataque do congressista americano Carlos Gimenez contra o presidente Lula. A atitude acirra o desgaste entre Brasil e Argentina, ocorrendo no mesmo momento em que o governo brasileiro decidiu manter no país o embaixador Júlio Bitelli. O cientista político Fabio Andrade e o repórter Fabrizio Neitzke analisam os impactos econômicos e o risco de escalada nessa crise regional. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Amazônia Latitude | Humanidades Ambientais
Utopías Amazónicas #08 | Alberto Acosta — El Buen Vivir y la Trampa del Progreso

Amazônia Latitude | Humanidades Ambientais

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 49:46


Há palavras que o poder aprendeu a tolerar: sustentabilidade, transição, economia verde. Ele as repete em cúpulas climáticas, as imprime em relatórios corporativos e as financia com mercados de carbono. Enquanto isso, a Amazônia arde. No oitavo episódio da série Utopias Amazônicas: Conversas com os Autores, o LatitudeCast recebe o economista e ativista equatoriano Alberto Acosta. Ex-ministro de Energia e Minas e ex-presidente da Assembleia Constitinte do Equador — onde contribuiu para inscrever, pela primeira vez na história, os Direitos da Natureza em uma Constituição —, Acosta é autor de uma das obras mais influentes do pensamento latino-americano contemporâneo: O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. No livro Utopias Amazônicas, Acosta assina o ensaio “A Amazônia na armadilha do progresso: violência, resistência, transformações, utopias”, abrindo seu texto com o anjo da história de Walter Benjamin para mostrar que o progresso não é uma promessa, mas uma catástrofe que acumula ruínas. Conversamos sobre a ilusão do desenvolvimento sustentável, o extrativismo que sobrevivera a governos neoliberais e progressistas, a violência como condição estrutural do capital, a proposta Waorani e Kichwa do Kawsak Sacha (Selva Viva) e a urgência de "yasunizar" o mundo para desmercantilizar a vida. Utopia não é um sonho distante. É a coragem de incomodar o poder, abandonar a religião do crescimento econômico e construir alternativas reais de existência em harmonia com a Terra.

The Universe Within Podcast
Ep. 199 - Jacques Mabit - Fundador de Takiwasi, Ayahuasca y Medicina Tradicional Amazónica

The Universe Within Podcast

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 180:34


Note: For the english version, see the previous episodeHola a todos! Ya está disponible el episodio 200 del pódcast. En este episodio conversé con Jacques Mabit. Jacques es el fundador de Takiwasi, el centro de medicina tradicional amazónica más antiguo y reconocido del Perú. Conozco el trabajo de Jacques desde hace muchos años, prácticamente desde que comencé a dedicarme a este camino. En 2013 visité Takiwasi y tuve la oportunidad de recibir un recorrido personal por sus instalaciones. Quedé muy impresionado por el lugar, el equipo humano y su enfoque terapéutico. Takiwasi no solo es un centro de sanación, sino también un centro de investigación, además de elaborar sus propios productos con estándares de altísima calidad. Takiwasi se ha especializado en el tratamiento de las adicciones a las drogas y cuenta con una tasa de éxito excepcionalmente alta. Me sentí muy feliz y honrado de que Jacques aceptara esta entrevista. Conversamos sobre su trayectoria, las diferencias entre las visiones del mundo occidental e indígena, la sanación, la ayahuasca, el tabaco, los desafíos y riesgos de este trabajo, y muchos otros temas. Considero que esta es una de mis entrevistas favoritas del pódcast. Jacques posee una sabiduría muy profunda y una perspectiva poco común, si no única, sobre la medicina tradicional amazónica. Esta conversación está llena de enseñanzas valiosas y espero que todos la disfruten. También quiero agradecer a Luis Solaratpor la locución. Como siempre, si deseas apoyar este pódcast, acceder anticipadamente a los episodios, disfrutar de contenido exclusivo y participar en sesiones de preguntas y respuestas, te invito a visitar mi página de Patreon, cuyo enlace encontrarás más abajo. Que lo disfruten!Para conocer más sobre Jacques o ponerte en contacto con él, visita el sitio web de Takiwasi: https://takiwasi.comPara ver el documental reciente, Sacred Tobacco, sobre mi trabajo, visita: https://youtu.be/KB0JEQALI_wJunto con mi colega Merav Artzi (a quien entrevisté en el episodio 28), estaré guiando nuestras próximas dietas con plantas medicinales en 2026: 1 al 8 de septiembre: Dieta en línea (modalidad remota) 2 al 30 de noviembre: Valle Sagrado del Perú Si deseas más información sobre cómo participar, conocer el trabajo que realizo o enterarte de futuros retiros, visita mi sitio web: https://NicotianaRustica.orgLlamadas de integración y consulta: https://nicotianarustica.org/consultationPatreon: https://patreon.com/UniverseWithinÚnete al canal de YouTube y accede a beneficios exclusivos: https://bit.ly/YTPerksDonaciones vía PayPal: https://paypal.me/jasongrechanikSitio web: https://jasongrechanik.comInstagram: https://instagram.com/JasonGrechanikFacebook: https://facebook.com/UniverseWithinPodcastMúsica: Nuno Moreno: https://m.soundcloud.com/groove_a_zen_sound & Stefan Kasapovski's Santero Project: https://spoti.fi/3y5Rd4H

PodCast IDEG
Resumo Semanal – 31/07/2026 – Brasil–Argentina, Brasil–EUA, migração, Coreia do Sul, UNESCO e Cisjordânia

PodCast IDEG

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 22:02


Canaltech Podcast
Você confiaria em um hacker para proteger sua empresa?

Canaltech Podcast

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 16:44


Empresas como Google, Microsoft e Meta já pagam milhões de dólares para quem encontra falhas de segurança em seus sistemas. Mas e se esses especialistas forem justamente hackers? Esse é o tema do novo episódio do Podcast Canaltech. Nesta edição, Fernanda Santos conversa com Rudinei Carapinheiro, chefe de Estratégias da IPV7, empresa que recentemente anunciou a aquisição da HuntersPay, uma das principais plataformas brasileiras de Bug Bounty. Durante a entrevista, o executivo explica como funciona esse modelo de segurança ofensiva, quem são os chamados hackers éticos e por que eles podem se tornar grandes aliados das empresas na prevenção de ataques cibernéticos. O episódio também aborda os desafios da cibersegurança no Brasil, a importância da cultura de prevenção, os critérios para selecionar pesquisadores de segurança. Você também vai conferir: Meta quer que você use menos o ChatGPT, conversa no Claude pode estar pública sem você perceber e Balsa leva internet ao fundo dos rios da Amazônia. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer, Viviane França e Renato Moura. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Leandro Gomes e a arte da capa é de Erick Teixeira. O Podcast Canaltech está concorrendo para entrar no Top 20 do Prêmio iBest 2026! Se você acompanha nossos episódios, curte as entrevistas e gosta do conteúdo que produzimos todos os dias, sua ajuda pode fazer toda a diferença. Vote no Podcast Canaltech aqui. É rápido, gratuito e você pode votar até 3 vezes por dia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

FM Mundo
NotiMundo al Día - Esteban Vega - Fondo del Biocorredor Amazónico

FM Mundo

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 12:23


NotiMundo al Día - Esteban Vega - Fondo del Biocorredor Amazónico by FM Mundo 98.1

Boletim Folha
Ministro chama Milei de palhaço, e Lula ironiza presidente argentino após críticas

Boletim Folha

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 5:05


Irã rejeita negociar com os EUA depois de fracasso de ataques de Trump. Teatros da Amazônia são eleitos novos patrimônios culturais mundiais da Unesco.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oxigênio
Série Termos Ambíguos – #7 Globalismo

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 35:47


Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral:  Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização  começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar  agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria  Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio.  Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso…  Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo.⁠ No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração.  Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo.  Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor.  Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período.  Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas.  Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais.  Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade.    Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto  neoliberal  tem  como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a  própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política.  Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU.  Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU.  Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o  Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar.  Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas:  Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista.  Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora  de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos:  Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional.  Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando:  Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo.  Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado.  A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação:  Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano.  Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família  seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”.  Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet.  Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021.  Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências  econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China.  Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas.    Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai.  Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis.  Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos.  Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube.  Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!

ONU News
Teatros da Amazônia e roças de São Tomé e Príncipe tornam-se Patrimônio Mundial

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 2:31


Jornal da USP
Cultura na USP #132: Museu de Zoologia tem exposição temporária sobre a Amazônia

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 55:58


Os destaques são pequenos animais da extraordinária biodiversidade da maior floresta tropical do planeta

JORNAL DA RECORD
JORNAL DA RECORD | 21/07/2026

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 56:03


Confira na edição do Jornal da Record desta terça-feira (21): Operação mira 'tribunal do crime' e núcleo financeiro do PCC em SP. Quadrilha de quatro estados é presa suspeita de roubar e revender remédios contra o câncer. Você vai saber como funcionava o esquema que desviou R$ 45 milhões de correntistas da Caixa. Capitã da PM chega morta a hospital e marido que também é policial é preso, suspeito de feminicídio. Na véspera do tarifaço, governo federal e empresários discutem medidas para reduzir os impactos na economia. França é o primeiro país da União Europeia a proibir acesso de menores de 15 anos às redes sociais. E Brasil registra forte queda nas queimadas da Amazônia e do Pantanal.

Boss Tank: Ser tu propio jefe
146. "Empecé vendiendo cholados y llegué a ocho locales" — Ammiel Manevich | Boss Tank

Boss Tank: Ser tu propio jefe

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 56:31


Amiel Manevich construyó Amazónica desde un puesto de cholados en Miami hasta ocho locales con filas de cuatro horas y portadas de revista. Y cuando estaba en su mejor momento, la vendió.En este episodio de Boss Tank: Ser Tu Propio Jefe, el fundador de Copiloto habla sin filtro de los cinco socios que lo dejaron cargando el negocio solo, de por qué vendió por menos de lo que valía, y de la verdad que nadie ve detrás de una historia de éxito: “por fuera salía en la portada, por dentro estaba miserable.”Un episodio sobre soltar a tiempo, repartir distinto y dejar de medir tu valor por cómo le va a tu empresa.Copiloto: @somoscopiloto · Podcast Copiloto en Spotify y Apple PodcastsProducción: @humanmediastudios

SBS Portuguese - SBS em Português
Oceanógrafa brasileira explica por que a Grande Barreira de Corais segue ameaçada após decisão da UNESCO

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 20:27


A UNESCO decidiu manter a Grande Barreira de Corais fora da lista de patrimônios “em perigo”, mas o recife segue sob séria ameaça. A oceanógrafa Ana Paula da Silva, da Universidade de Sydney, explica por que a Austrália tem uma responsabilidade global na proteção do ecossistema, compara esse papel ao do Brasil com a Amazônia e analisa os riscos do branqueamento dos corais, da dragagem e do aquecimento das águas.A UNESCO decidiu manter a Grande Barreira de Corais fora da lista de patrimônios “em perigo”, mas o recife segue sob séria ameaça. A oceanógrafa Ana Paula da Silva, da Universidade de Sydney, explica por que a Austrália tem uma responsabilidade global na proteção do ecossistema, compara esse papel ao do Brasil com a Amazônia e analisa os riscos do branqueamento dos corais, da dragagem e do aquecimento das águas.Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Assine a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.

Rewildology
The Long Game: Forging the Amazon's Next Chapter

Rewildology

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 33:14


In June 1992, 179 nations made two pledges that still shape every international conservation agreement today, and thirty years later, the world's most important climate conference was held inside a tropical rainforest. What happens in those halls matters—but so does everything that happens after. James Deutsch, CEO of Rainforest Trust, breaks down how a half-billion-dollar pledge helped catalyze the 30x30 target, why the Tropical Forests Forever Facility could fix a structural flaw in carbon finance, and where he sees the next window for real conservation progress. Constanza Prieto Figelist, Legal Director for Latin America at the Earth Law Center, explains how a Peruvian court recognized the Marañón River as a subject of rights, and why four articles in Ecuador's constitution have stopped more destructive projects than years of protest ever could. Catarina Nefertari of Amazônia de Pé was on the ground in Belém when COP30 arrived, and has spent years closing the distance between communities most affected by Amazon destruction and the rooms where decisions about its future are made. This is the series finale of Rewilding Amazonia. The Amazon's next chapter is still being forged. If this series changed how you see the Amazon, subscribe, leave a review, and share it with someone who needs to hear it. Would you like to give to Rewildology? Donate here: https://givebutter.com/supportrewildology TIMESTAMPS0:00 Introduction0:29 Rio 1992 & the road to COP301:45 James Deutsch (Rainforest Trust)4:03 The 30x30 pledge5:07 How private conservation finance works7:13 COP30 outcomes & the T Triple F9:37 US funding withdrawal11:23 Indigenous land rights12:42 Constanza Prieto (Earth Law Center)15:54 Criminalizing indigenous defenders17:52 Rights of Nature & the Marañón River case21:48 Catarina (Amazônia de Pé)23:27 Brazil's fossil fuel dilemma24:32 What COP30 delivered28:25 Series closing: 22 voices, 6 countries31:00 Call to action & outro SUPPORTThis episode is supported by Rainforest Trust—protecting tropical forests and endangered wildlife since 1988. Through local partnerships, community engagement, and donor support, they've safeguarded over 66 million acres in almost 70 countries. Learn more at rainforesttrust.org. CREDITSExecutive Producer & Host: Brooke MitchellAssociate Producer & Music Composer: Brad Parsons LISTEN TO THE FULL SERIEShttps://rewildology.com/episode-group/rewilding-amazonia/ SHOW NOTES & NEWSLETTERShow notes & subscribe to newsletter, https://rewildology.com/ SUPPORT REWILDOLOGYhttps://rewildology.com/support-the-show/ LISTEN TO THE REWILDOLOGY PODCASTApple Podcasts: https://apple.co/3YXWSsFSpotify: https://open.spotify.com/show/3oW6artLcvxX0QoW1TCcrq?si=ff3b5e2ec90542a2 FOLLOW REWILDOLOGYYouTube: https://www.youtube.com/@RewildologyInstagram: https://www.instagram.com/rewildology/LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/rewildology/Facebook: https://www.facebook.com/rewildologyX: https://x.com/rewildology DISCLAIMERThe views expressed by guests are their own and don't n... Chapters (00:00:03) - Rewilding Amazonia: When Policy Meets Reality(00:03:34) - Rainforest Trust's role in global conservation targets(00:10:58) - The guardianship of nature(00:13:03) - The role law plays in the Amazon(00:21:11) - COP 30: The fight for the Amazon(00:29:24) - What motivates people to protect the forest?(00:30:57) - Rewilding the Amazon: Stories from the Amazon