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A Amazônia produz muito mais do que alimentos. Produz histórias de coragem, liderança e transformação.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (17/07/2026): A taxa de 25% imposta pela gestão Trump às exportações do Brasil deve atingir cerca de 18% das vendas do País ao mercado americano, segundo o governo brasileiro. Com base em dados de 2024, o impacto estimado é de US$ 7,4 bilhões. Se considerada a pauta exportadora de 2025, o número cai para 15% das vendas (US$ 5,8 bilhões). O governo prevê ajuda aos setores mais afetados, entre eles os de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. O vice-presidente Geraldo Alckmin qualificou o tarifaço como medida “injusta e descabida” e disse que, “no momento adequado”, o Brasil poderá aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica. A lista de produtos isentos de taxa tem 2.126 itens, entre os quais carne bovina, café e laranja. Política: Taxação deflagra ações digitais de campanhas de Lula e Flávio Metrópole: Redução de 37% na proteção de floresta na Amazônia é aprovada no Senado Internacional: Irã ameaça fechar Mar Vermelho se EUA atacarem usinas de eletricidade Esportes: Foto de Messi com bebê Yamal ganha novo capítulo na final da CopaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Um estudo publicado na Revista Science estima que o fim da Moratória da Soja pode provocar o desmatamento de 1,4 milhão de hectares da Amazônia na próxima década. Os pesquisadores afirmam que o acordo reduziu a perda de florestas sem prejudicar a produção. O futuro da moratória também será discutido pelo STF em agosto.
Desde os anos 1990, fatores como a atividade humana, a poluição e as mudanças do clima amputaram o planeta de 40% dos seus estoques naturais. No começo do ano, um relatório do IPBES, a plataforma intergovernamental da ONU para a biodiversidade, alertou sobre os riscos desse declínio de seres vivos para a economia mundial e a estabilidade financeira. O desaparecimento progressivo de plantas, animais, insetos, moluscos e micróbios gera um efeito dominó na agricultura e nas cadeias de valor que, para muitos países, representam a maior parte do PIB. Ao mesmo tempo, essa erosão em curso eleva os custos de produção – em outras palavras, riqueza que deixa de ser gerada, à altura de US$ 2,7 trilhões por ano até 2030, avaliou o Banco Mundial em 2021. Novos estudos apontam que os dois efeitos combinados já teriam resultado em um prejuízo de 20% do PIB mundial, adverte o biólogo Marc-André Selosse, professor e pesquisador do Museu de História Natural de Paris. Autor de diversas obras, ele acaba de publicar De la biodiversité comme un humanisme ("A biodiversidade como humanismo", em tradução livre), no qual detalha o alto custo da degradação da natureza e defende que preservar a natureza significa proteger o ser humano. “Na produção de groselha na Borgonha, por exemplo, a polinização é crucial. Só que as populações de insetos nessas áreas caíram 98% nos últimos 40 anos, então os produtores criam pequenas abelhas solitárias altamente eficazes, nos arbustos da groselha. Desta forma, eles conseguem impulsionar a produção, dobrando ou até quadruplicando, mas precisam manter essas colônias de abelhas, que custam caro”, cita o professor francês. “O que quero dizer é que, às vezes, conseguimos aplicar 'soluções rápidas', mas estamos começando a sobrecarregar o sistema com encargos secundários, simplesmente porque não podemos mais contar com as funções que a biodiversidade naturalmente proporcionaria.” Dependência da natureza que os homens destroem Selosse evoca um recente relatório das agências de segurança interna e externa britânicas, no qual o MI5 e o MI6 constatam que os danos aos ecossistemas considerados essenciais para o equilíbrio do planeta – da Amazônia às florestas boreais, dos manguezais aos recifes de corais – são uma ameaça direta à segurança alimentar no Reino Unido, que importa 40% do que consome. Alimentos, água, fertilidade dos solos, qualidade do ar são serviços ambientais proporcionados pela natureza, mas que a interferência humana está colocando em risco. Em abril, um estudo realizado pela seguradora Swiss Re apontou que 55% do PIB mundial depende de uma biodiversidade “saudável”. “Existem espécies de grupos de seres vivos que são bem catalogados, como plantas ou animais, nos quais vemos a diversidade despencar. Já perdemos 5% das espécies de vertebrados, 7% das espécies de moluscos. Estamos vendo o processo acontecer”, afirma, em entrevista ao programa C'est pas du Vent, da RFI. “Perdemos um pouco menos de plantas, mas estima-se que desde que o homem apareceu na Terra, a velocidade de extinção dos animais aumentou em pelo menos 5 mil vezes. A de plantas, 500 vezes. Estes são dados que temos.” Perda de diversidade genética ameaça a sobrevivência Selosse chama a atenção para alguns casos: 80% dos insetos desapareceram em 30 anos, o número de pássaros na Europa caiu 30% em 15 anos e o de morcegos, em igual proporção, em ainda menos tempo, apenas uma década. O pesquisador salienta os riscos dessa perda de populações para a sobrevivência dos seres vivos. O desaparecimento de indivíduos leva à redução progressiva da diversidade genética de cada espécie, que hoje já é de pelo menos 10%. “Isso é preocupante porque é nesta diversidade genética que se encontram os indivíduos que possivelmente estarão adaptados às condições de amanhã: quando um novo agrotóxico começar a ser usado, quando o clima estiver um grau mais quente ou quando a concentração de microplásticos subir, quem vai conseguir sobreviver?”, salienta. “É a adaptabilidade das espécies que está em jogo. A perda de diversidade genética representa um enfraquecimento das espécies. Ela anuncia a ampliação do mecanismo de extinção, que por enquanto ainda é limitado a entre 5 e 10%”, indica o cientista. A entrevista completa de Marc-André Selosse à RFI pode ser ouvida aqui, em francês.
Amiel Manevich construyó Amazónica desde un puesto de cholados en Miami hasta ocho locales con filas de cuatro horas y portadas de revista. Y cuando estaba en su mejor momento, la vendió.En este episodio de Boss Tank: Ser Tu Propio Jefe, el fundador de Copiloto habla sin filtro de los cinco socios que lo dejaron cargando el negocio solo, de por qué vendió por menos de lo que valía, y de la verdad que nadie ve detrás de una historia de éxito: “por fuera salía en la portada, por dentro estaba miserable.”Un episodio sobre soltar a tiempo, repartir distinto y dejar de medir tu valor por cómo le va a tu empresa.Copiloto: @somoscopiloto · Podcast Copiloto en Spotify y Apple PodcastsProducción: @humanmediastudios
A UNESCO decidiu manter a Grande Barreira de Corais fora da lista de patrimônios “em perigo”, mas o recife segue sob séria ameaça. A oceanógrafa Ana Paula da Silva, da Universidade de Sydney, explica por que a Austrália tem uma responsabilidade global na proteção do ecossistema, compara esse papel ao do Brasil com a Amazônia e analisa os riscos do branqueamento dos corais, da dragagem e do aquecimento das águas.A UNESCO decidiu manter a Grande Barreira de Corais fora da lista de patrimônios “em perigo”, mas o recife segue sob séria ameaça. A oceanógrafa Ana Paula da Silva, da Universidade de Sydney, explica por que a Austrália tem uma responsabilidade global na proteção do ecossistema, compara esse papel ao do Brasil com a Amazônia e analisa os riscos do branqueamento dos corais, da dragagem e do aquecimento das águas.Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Assine a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.
Hoje, 'No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essa e outras notícias: Investigação aponta que os dois ex-deputados, mesmo sem mandato, direcionavam emendas para bases eleitorais de seu interesse. Amazônia tem menor desmatamento do primeiro semestre em uma década. E OpenAI lança ChatGPT Work.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira na edição do Jornal da Record desta sexta (10): A história dramática do resgate de um menino trancado pela mãe em casa sem água e sem comida. Preço dos alimentos cai e inflação perde força em junho. Ministro do Supremo bloqueia R$ 119 milhões do presidente do PL em investigação sobre emendas parlamentares. Israel alerta os Estados Unidos sobre plano iraniano para matar o presidente Donald Trump. Desmatamento na Amazônia atinge o menor nível em dez anos. Espanha vence a Bélgica e vai encarar a França nas semifinais da Copa do Mundo. E o JR te leva para um passeio de férias pelo centenário Museu do Ipiranga, em São Paulo.
O programa “Transmission Impossible” volta pelo terceiro ano consecutivo ao Festival de Avignon. Depois de Mathilde Monnier, desta vez é a coreógrafa brasileira Lia Rodrigues a dirigir o projecto de encontros entre artistas programados e meia centena de jovens de diferentes países, em cumplicidade com os artistas brasileiros Calixto Neto, Silvia Soter da Silveira, Cristina Moura e Daniella Lima. O projecto é um laboratório de experimentação e transmissão que consiste em fazer descobrir, durante 12 dias, o Festival de Avignon. “A ideia é a gente estar num momento juntos” e “a grande coisa está no nosso encontro”, resume Lia Rodrigues. Lia Rodrigues é uma figura de vulto da dança brasileira contemporânea, que, em 2026, completa 70 anos, 50 dos quais dedicados à sua arte. Nesta 80.ª edição do Festival de Avignon, a artista sucede à coreógrafa Mathilde Monnier na direcção artística do projecto "Transmission Impossible". Trata-se de uma imersão no festival de meia centena de estudantes de artes cénicas ou recém-diplomados, através de um percurso de encontros com artistas programados, espectáculos, debates e masterclasses. Lia Rodrigues descreve-nos este projecto como “um presente para os 70 anos” porque vê como “muito belo” conseguir reunir jovens do mundo inteiro com línguas diferentes. A criadora conta, ainda, que esta “Transmissão Impossível” acontece no “lugar precioso do possível”, ou seja, “o possível de a gente estar juntos, tanta gente de tanto lugar, falando tantas línguas num mesmo lugar, partilhando, falando, celebrando.” Ao longo de vários dias, o grupo trabalha, vê, debate, estuda em conjunto. Afinal, “a ideia é a gente estar num momento juntos” e “a grande coisa está no nosso encontro”, sublinha. A transmissão está-lhe no ADN, enquanto artista e cidadã. Lia Rodrigues transforma o que faz, em palco e fora dele, num espaço de intervenção social e política, numa ferramenta de reflexão crítica e transformação social. Lembramos, por exemplo, que a coreógrafa fundou a Companhia de Danças Lia Rodrigues, com a qual desenvolve, desde os anos 1990, um trabalho marcado pela aproximação entre arte e comunidade, pela crítica às desigualdades sociais e pela experimentação corporal. Desde 2004, Lia Rodrigues também desenvolve actividades artísticas e educacionais na Favela da Maré, no Rio, em parceria com a ONG Redes da Maré. Dessa colaboração nasceu o Centro de Artes da Maré, aberto ao público em 2009 e a Escola Livre de Danças da Maré, inaugurada em 2011. Doze dos estudantes dessa escola estão, por estes dias, no projecto “Transmission Impossible”, em Avignon, num total de cerca de meia centena de participantes. Fomos falar com a artista na Villa Créative, em Avignon, na primeira semana de trabalho. "Transmission Impossible": 54 artistas e a possibilidade de "mil trampolins" RFI: Como é que nos poderia descrever este projecto “Transmission Impossible”? Lia Rodrigues, Artista: “Esse projecto chega num momento muito especial para mim, como um presente para os meus 70 anos. Esse projecto primeiro foi criado por uma artista, a Mathilde Monnier, junto com o Festival de Avignon e a Fondation Hermès. Isso é muito importante, essa junção de duas instituições com um artista e criar um projeto pedagógico, como você falou, de vulto, porque reunir 54 jovens do mundo inteiro com línguas diferentes é muito belo, sabe? A gente está aqui durante duas semanas trabalhando intensamente.” Como é que imaginou essa transmissão com estes 54 jovens de tantos países? “Sabe que eu estou achando que o nome da Transmissão já diz em si: “Transmissão Impossível”. É impossível.” Porquê? “Porque a gente vê muita coisa. A gente trabalha o dia inteiro, mas tem um lugar precioso do possível: o possível de a gente estar juntos, tanta gente de tanto lugar, falando tantas línguas num mesmo lugar, partilhando, falando, celebrando, às vezes se irritando - porque o calor aqui está terrível - e vendo tantos artistas diferentes com visões do mundo diferentes.” Estar em contacto com estes jovens de todo o mundo é uma forma de aproximação num mundo cada vez mais polarizado? A dança acaba por ter esse papel transmissor? “Eu não acho que a dança tenha esse papel porque a dança não tem papel nenhum a não ser ser dança mesmo. Os alunos, os jovens que se formaram, são de diferentes áreas: de teatro, dança, iluminação, cenografia. E essa diversidade é muito linda porque eu aprendo com eles, eles aprendem com a gente. Então, não é só a dança, é o corpo na sua totalidade que se encontra e que partilha esse momento precioso juntos." O que é que uma artista com 50 anos de carreira ainda aprende com estes jovens? “Se a gente não aprende, a gente morre e eu não quero morrer agora porque eu ainda quero ver meus netos crescerem, eu quero ainda poder fazer coisas, criações. As pessoas mais velhas têm sonhos, elas ainda têm muito a dizer, a gente ainda tem desejo e eu acho isso muito legal de falar porque a gente fala de diversidade, mas a gente fala muito pouco sobre idade.” Essa é uma questão que a marca? “Mas sem dúvida! É impossível não marcar. Eu sempre falo: quando você tiver 70 anos me telefona para ver se você me encontra nesse lugar.” A juventude também contribui para a transmissão? “Tudo, a juventude, a idade, o encontro das gerações é muito lindo, sabe? É ver o passado, o futuro e o presente se misturarem. Quando você tem essa idade, você consegue ter mais acesso ao passado, presente e imaginar um outro futuro.” Gostaria que falássemos também do trabalho na Escola Livre de Dança da Maré, porque também há artistas que estão aqui em Avignon. Como é que o trabalho que faz lá ecoa em Avignon? O que representa para os bailarinos da Escola da Maré estarem cá? "Antes de eu ter esse encontro, que foi uma marca na minha vida como cidadã e como artista, eu já tinha a minha carreira como artista, mas eu tive um encontro muito forte, mediado pela Silvia Soter, que é a minha dramaturga, que foi o encontro com a Rede da Maré, que é uma organização que tem diversos projectos em várias áreas dentro da Favela da Maré. A Favela da Maré tem 140.000 habitantes e eles fazem projectos de educação, cultura, diversidade, questões da mulher, questões do racismo, questões do meio ambiente, questões de moradores de rua e usuários de crack, é muito amplo. Nós, Redes e eu, somos parceiros em dois projectos desde 2004. Nós criámos juntos o Centro de Artes da Maré, que é um lugar para todas as artes dentro da favela e, em 2011, a Escola de Dança da Maré. Desde o seu início, ela é patrocinada, sustentada e só pode existir porque a Fundação Hermès de França nos apoia há mais de 15 anos. Essa escola tem 300 alunos de 8 a 80 anos e um grupo de jovens que são 20, que são jovens artistas que querem talvez seguir a carreira. Dozes deles estão aqui. Nem todos são da Maré porque a gente também cria diversidade dentro da nossa escola. Eu acredito que essa experiência, como para qualquer um de nós e para mim também, é inesquecível.” Pode ser um trampolim para eles? “Os trampolins são muito pequenos. Eu adoro pensar na ideia de mil trampolins porque eles vão pulando de um lugar para o outro e vão conhecendo gente, conhecendo o trabalho, conhecendo gente da idade deles. Isso é lindo essa ideia de trampolim. Depois eles têm que cair na piscina, solitários, para poderem digerir toda essa experiência.” Como tem decorrido o projecto? Encontram os artistas, fazem ateliers de dança, por exemplo? “Primeiro, eu queria deixar claro que eu não faço divisão entre dança, teatro, artes visuais. Nós temos jovens que se formaram em escolas de cenografia, iluminação, teatro, dança, não são só de dança. Isso é muito legal também, o encontro dessas linguagens porque eu acho que elas não se separam finalmente. A gente tem um horário bem intenso, a partir das dez horas, e depois vê vários espectáculos, até à noite. A gente trabalha, tem entrevistas com os artistas que vêm aqui, é demais! Eles vêm-nos visitar, a gente conversa, vai ver espectáculos. Cada mentor, cada um desses mentores que me acompanham, têm formas diferentes de trabalhar, de partilhar, de transmitir. É uma loucura.” O público vai poder depois assistir ou debater com os jovens e consigo sobre este projecto? “A Fundação Hermès e o Festival de Avignon me abraçaram para eu poder realizar a ideia de que a gente não vai mostrar nada, mas a gente vai partilhar alguma coisa muito simples, muito preciosa. Essa é a ideia de a gente estar num momento juntos. É só isso. Não tem grandes coisas. A grande coisa está no nosso encontro.” A Lia Rodrigues está rodeada por artistas cúmplices neste projecto. São artistas com quem já trabalha há algum tempo. Quer-nos falar porque é que escolheu estes cúmplices para a acompanharem neste projecto de transmissão afinal possível? “Olha, é claro que eu não escolhi sozinha porque a gente trabalha com a Fundação Hermès, com o Festival de Avignon. Nós chegamos a um acordo, mas eu achei lindo eu poder escolher brasileiros só porque são pessoas que eu conheço há muito tempo, com as quais eu trabalho de formas diferentes e que eu me sinto a vontade, sabe? Eu tenho que ter pessoas em quem eu confio, que eu posso ficar assim, tranquila, porque eles vão ser generosos com os alunos. Eles têm as suas próprias ideias. Eu acho isso lindo. Então, eu me rodeei de pessoas com as quais eu me sinto confortável.” Nesta geografia dos apoios, incluindo financeiros, às artes performativas, ainda há muitas desigualdades entre o Norte e o Sul… “Claro! É tão óbvio. É só ler o jornal. É só ler os livros!” O que é seria preciso fazer para isso mudar? Avignon é um passo? “Precisa mudar o mundo, as relações internacionais, de força. É isso que precisa. O facto de nós estarmos em Avignon é maravilhoso, é lindo, mas quando você me pergunta isso, eu digo que tudo é conectado. É mudar uma área, mudar outra. E a educação e a guerra? Tudo faz parte do mundo em que a arte está incluída. Então, sem mudar o mundo, as relações de poder, a maneira muito colonial de ver o mundo que ainda existe ou as relações de poder e de força, isso não vai mudar.” A dança tem um papel nessa decolonizaçao? As artes performativas de uma forma geral podem conseguir mexer alguma coisa nas placas tectónicas políticas deste mundo? “Sim e não. Sim e não porque quem vê essas peças? Quantas pessoas podem ver essas peças? Em que lugar do mundo estas peças são vistas? Quem tem acesso a isso? Isso é uma questão que a gente precisa pensar bastante. Por exemplo, essa história de ecologia: ‘Ai, não vou pegar avião, não pode mais pegar avião', isso é uma das coisas mais coloniais que eu já vi na minha vida porque é um luxo poder não pegar avião e não estar no avião. Tem uma pessoa que eu admiro, e que foi muito importante no Brasil, que é o Chico Mendes, lá da Amazónia, que falou que fazer ecologia e pensar ecologia sem justiça social é só fazer jardinagem. E é isso que eu penso.” E pensar a dança sem justiça social? “Não é a dança, é a vida. Eu esqueço que eu faço dança. Para mim, eu sou uma cidadã, é isso que é mais importante na minha vida. Que mundo a gente quer para o futuro, sabe? Tanto faz se for com a dança, como jornalista, com qualquer profissão.” Este ano, o Brasil está no Festival de Avignon representado pela Lia Rodrigues, Carolina Bianchi, Christiane Jatahy, Wagner Moura. Este é um epicentro das artes cénicas do mundo. É importante para si estar em Avignon? “É tão importante quanto estar no Brasil. Cada lugar tem uma importância diferente. É maravilhoso que esses artistas que trazem as ideias deles tão lindamente aqui em Avignon, mas é muito bom que eles pudessem também ir para o Brasil, o que não acontece por questões de investimento, Então, se todos pudessem mostrar os seus trabalhos também no Brasil, seria maravilhoso. Eu acho que é o epicentro de alguma coisa, mas a gente tem vários epicentros no mundo da arte, da produção, só que existe a diferença de recursos para isso.” É um epicentro eurocêntrico? “Com certeza, mas é muito bom que ele exista. A gente tem que lutar para que ele exista e que para outros epicentros possam também existir. Eu acho maravilhoso ver esses artistas aqui, brasileiros, me emociona muito, me comove e me faz feliz. Queria que todo mundo pudesse vê-los.” Vamos ter uma peça sua em breve em Avignon? “Não tenho a menor ideia. Zero ideia e também é assim a vida. Eu estou aqui, eu já estou tão feliz de estar aqui, vendo e me relacionando com esse mundo aqui de Avignon. Isso é o maior presente para mim.”
Está no ar o episódio 185 do Podcast Economistas! A economista Michele Lins Aracaty e Silva fala sobre economia verde, bioeconomia e os caminhos para promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia, abordando temas como preservação ambiental, inclusão social, mudanças climáticas e o protagonismo das comunidades tradicionais.
O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.
Americanos já bombardearam cerca de 90 alvos militares no sul e no leste do Irã, deixando ao menos 14 mortos e 78 feridos. Em resposta, o Irã lançou mísseis e dronescontra instalações militares americanas no Kuwait, Catar, Bahrein e Jordânia. E ainda:- Nova onda de calor chega na Europa; incêndio florestal deixa pelo menos 12 mortos perto de Almería, no sul da Espanha. Serviço climático da União Europeia destaca que 2026 teve o mês de junho mais quente já registrado na Europa- Pesquisadores da Universidade de Zurique, na Alemanha, estimam que, até 2080, comunidades indígenas podem perder cerca de um terço das espécies de plantas que usam para alimentação, medicina, rituais e cosméticos- Na Polônia, uma denúncia alerta que a Rússia estaria utilizando aplicativos de namoro para espionar, chantagear e sabotar o país europeu. Serviço de Segurança da Ucrânia já vinha alertando que contas falsas em plataformas de encontros têm sido usadas para coletar dados pessoais e coagir vítimas. Serviço de Contrainteligência da Alemanha também lançou um aviso, em 2023, sobre agentes russos usando o aplicativo Tinder para identificar membros das forças armadas alemãs Ouça Aquino no Spotify Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com
Embarques de carne bovina em junho geraram US$ 1,8 bilhão em receita. Exportações de soja cresceram 7% no primeiro semestre, enquanto os preços avançaram ao longo da última semana. Banco do Brasil destinará R$ 210 bilhões ao financiamento rural por meio do Plano Safra. Banco da Amazônia anuncia R$ 2,9 bilhões para fortalecer a agricultura familiar na região. Tempo: frente fria muda o tempo no Sul e o frio volta com força.
O calor da tarde cede lugar ao frescor do rio. Sob o reflexo do pôr do sol, nasce na floresta a conexão de praze. Sintonia inesperada com a natureza de testemunha.
O Autores e Livros desta semana apresenta uma edição especial dedicada às férias escolares, com sugestões de leitura para crianças e adolescentes. O programa reúne obras que estimulam a imaginação, valorizam a diversidade, despertam a consciência ambiental e incentivam o hábito da leitura desde a infância. O destaque é a entrevista com a escritora Giu Yukari Murakami, autora de “Flauta de Bambu” (Editora Rocco). A autora fala sobre o romance que mistura cultura japonesa e amazônica na aventura de uma adolescente que embarca em uma jornada repleta de magia, memória e descobertas. Entre as indicações está “Cada som um tom”, de Eraldo Miranda (Cortez Editora), livro voltado à primeira infância que transforma os sons do cotidiano em uma experiência lúdica de aprendizado. O autor participa do programa e comenta a proposta da obra. A edição também apresenta “O Plantador de Árvores – Uma história real de transformação”, de Maíra Lot Micalis (Editora Caminho Suave), inspirado na trajetória de Hélio da Silva, responsável por recuperar uma área degradada da cidade de São Paulo por meio do plantio de milhares de árvores. Outra dica é “Onde você está quando não está aqui?”, de Solange Depera Gelles (selo TRIX/Matrix Editora), uma narrativa sensível sobre autismo, empatia e acolhimento. A autora destaca como a literatura pode contribuir para ampliar o diálogo sobre a neurodiversidade. No quadro Entrelinhas, o programa apresenta “Desmentir”, de Antonio Carlos Secchin, obra que reúne poemas marcados por humor, ironia e reflexões sobre a linguagem e a condição humana.
* Apoie a Cultura: Chave Pix: 7296e2d1-e34e-4c2e-b4a0-9ac072720b88O cacique Raoni Metuktire (1930) é um líder indígena brasileiro da etnia caiapó. Ele é conhecido internacionalmente por sua luta pela preservação da Amazônia e dos povos indígenas.Essa é a nossa história de hoje. Se você gostou deixe seu like, faça seu comentário, compartilhe essa biografia com mais pessoas. Vamos incentivar a cultura em nosso pais. Encontro voces na próxima história. Até lá! (Tania Barros)- Contato: e-mail - taniabarros339@gmail.com
O que um jet ski de madeira pode ensinar sobre inovação?Neste episódio, conhecemos a história de Cristiano, carpinteiro naval de Abaetetuba (PA), que transformou um sonho em realidade usando o conhecimento tradicional das comunidades ribeirinhas. Uma conversa sobre tecnologia, criatividade e o poder das periferias de reinventar o futuro com aquilo que têm à disposição.Entra no canal Periferia do Futuro pra continuar a conversa sem filtro:https://whatsapp.com/channel/0029VaaAULA8aKvNJZNFEv1A
Esta semana marca o encerramento da exposição "Amazônia", de Sebastião Salgado, em Vitória. Em cartaz no Cais das Artes até o dia 5 de julho, no próximo domingo, a mostra já recebeu mais de 45 mil visitantes. A informação é da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Segundo a secretaria, "desde a abertura, passaram pelo local estudantes de escolas públicas e privadas, universitários, pesquisadores, integrantes de instituições culturais e sociais, turistas de diversas regiões do Brasil e visitantes de outros países. O expressivo público confirma o interesse pela obra de um dos fotógrafos mais importantes da história contemporânea e pela experiência imersiva proporcionada pela exposição", informa.Antes de chegar ao Espírito Santo, a exposição percorreu importantes centros culturais do Brasil e do exterior, passando por cidades como Paris, Londres, Roma, além de cidades brasileiras como Rio de Janeiro, São Paulo e Belém, atraindo mais de 2,5 milhões de visitantes ao redor do mundo. Em entrevista à CBN, o secretário de Estado da Cultura, Fabrício Noronha fala sobre o assunto.
O inverno começou em todo o Hemisfério Sul e a nova estação traz desafios importantes para o planejamento agrícola da safra 2026/27. Neste boletim climático, veja como a influência de um El Niño de forte intensidade no regime de chuvas e temperaturas pelo Brasil vai impactar a colheita do milho, do café e da cana, além de um alerta vital para quem está se preparando para o plantio da soja: por que a antecipação das chuvas não significa regularidade e o que esperar dos veranicos e das ondas de calor até novembro. Assista por tópicos:0:40 – Fortalecimento do El Niño: projeções da NOAA para a safra e duração do fenômeno.1:27 – Retrospectiva do outono e tendências de chuva para o Sul do Brasil em julho.02:10 – Análise do mapa de julho: previsão de chuvas atípicas na região Central e Sudeste.03:07 – Alerta para o mês de agosto: volumes acima da média histórica em pleno período seco.03:54 – Antecipação x Regularização: a dinâmica das chuvas no Brasil Central e o risco de veranicos.04:18 – Impacto nas lavouras: adiantamento do plantio no Paraguai, Paraná e Mato Grosso do Sul.04:48 – Manejo fitossanitário e qualidade: excesso de umidade e os riscos para milho, café, cana e hortaliças.05:43 – Projeções para setembro e outubro: a irregularidade dos corredores de umidade da Amazônia.06:17 – Quando o clima normaliza? A previsão para a estabilização das chuvas e ondas de calor.08:02 – Culturas de inverno no Sul e a frequência de massas de ar frio na estação.✅ Conheça nossas soluções:https://ihara.com.br/produtos/#IHARA #Agricultura #Agronegócio #BoletimDoClima #PrevisãoDoTempo #BoletimMeteorológico #Agro #Chuva #Soja #MilhoBem-vindo(a) ao canal da IHARA!Desde 1965, a IHARA trabalha ao lado do agricultor. Com mais de 80 produtos no portfólio para atender mais de 100 culturas diferentes, temos como propósito solucionar o dia a dia do agricultor no campo e contribuir com o progresso da agricultura brasileira. Aqui no canal, você vai encontrar muitos conteúdos de qualidade, produzidos em parceria com grandes especialistas do mercado, para ajudar você em seus desafios.Tags: IHARA, Agricultura, Agronegócio, Boletim do clima, Previsão do tempo, Boletim meteorológico, Agro, Chuva, Safra 2025/26
Novo episódio do Podcast Norma Melhorança MundoPsi
En esta edición de No Hay Derecho abordaremos, entre otros temas: - Gobierno entrega el nuevo Hospital Antonio Lorena tras 13 años de espera, pero por ahora solo opera en marcha blanca. - Cusco: Más de 30 obras paralizadas revelan riesgos en la gestión pública. - Elecciones regionales en Cusco: Verónika Mendoza se perfila como candidata al gobierno regional. - Congreso culminó la legislatura sin debatir el proyecto que busca darle seguridad jurídica a la Guardia Indígena Amazónica. - ANP rechaza ataques a la prensa a través del Congreso y la Procuraduría. - Corte Suprema inaplica leyes de impunidad y confirma condena de 20 años a a militar por la desaparición de 17 personas en San Pedro de Hualla en 1984. - CIDH rechaza ley del Congreso que deja abusos de policías y militares en manos de la justicia militar. - ONU pide a la JNJ frenar procesos contra jueces que inaplicaron ley de impunidad sobre crímenes de lesa humanidad. - Sala Plena y presidentes de cortes en todo el país respaldan comunicado de la presidenta del Poder Judicial en defensa de sus fueros. - Keiko Fujimori y su negativa a aceptar la proclamación de Pedro Castillo en el 2021. - JNE entregó credenciales a senadores electos y parlamentarios andinos. Hoy harán lo propio los futuros diputados. - Exjefe de la Dini terruquea a senadores y diputados electos de Juntos por el Perú y dice que tienen vínculos con Sendero Luminoso.
Neste episódio, converso com a escritora Roberta Spindler sobre os caminhos da fantasia produzida na Amazônia e questiono uma ideia muito comum no mercado editorial: a de que o público sempre consome aquilo que quer. Da distribuição de livros aos algoritmos das redes sociais, discutimos por que tantas histórias amazônicas permanecem invisíveis, apesar da riqueza de seus imaginários.Entra no canal Periferia do Futuro pra continuar a conversa sem filtro:https://whatsapp.com/channel/0029VaaAULA8aKvNJZNFEv1A
Em cenário de mudanças climáticas, o armazenamento de carbono nos ecossistemas tem ganhado relevância. Entender como árvores e solos conseguem manter esse elemento aprisionado e impedir que seja lançado à atmosfera é fundamental para manter esse serviço funcionando. Nesse episódio, Gabriela Andrietta e Mayra Trinca, conversam com pesquisadores sobre pesquisas que estudam esses estoques nas árvores da Amazônia, nos solos do Cerrado e até na Caatinga. Roteiro completo no site oxigenio.comciencia.br
Como a cultura pode ser uma ferramenta de transformação durável? De que forma ela colabora para o desenvolvimento social, ambiental e econômico? Foi para responder a essas perguntas que pesquisadores, artistas, empresários e instituições associativas franco-brasileiras se reuniram, nesta quinta-feira (25), em um evento preparatório do Fórum do Amanhã, que acontece no final de setembro na capital francesa. Maria Paula Carvalho, de Paris Organizado pela associação “Os Aprendizes da Esperança” (Les Apprentis de l'Espérance), o encontro na Faculdade de Direito de Malakoff, na Grande Paris, permitiu uma troca de experiências de sucesso nos ramos da sustentabilidade, inovação tecnológica, turismo, patrimônio, ativismo e engajamento social. O painel foi aberto por representantes da CSSC, a rede Corporate Sustainability in Support of Culture, que tem como objetivo ajudar empresas a integrar a cultura e a diversidade cultural em suas estratégias de desenvolvimento suntentável. “Avaliamos que tipo de iniciativas a empresa adota para promover mais diversidade nas relações com os empregados, entre eles, e também como a empresa interage com a sociedade nesse aspecto cultural”, explica Lilian Hanania, advogada e professora, uma das fundadoras da CSSC. “A empresa tem ligações com comunidades locais? Influencia políticas públicas? Financia artistas ou a indústria criativa do local onde atua?”, questiona, apontando alguns padrões a serem medidos para a obtenção do selo IDC, que distingue empresas que integram a diversidade cultural em suas estratégias de sustentabilidade. “Ainda há poucas empresas que têm essa visão de que a cultura faz parte da sustentabilidade”, continua. “Hoje, temos duas empresas brasileiras que receberam esse selo: o escritório de advocacia Machado Meyer, com sede em São Paulo, e uma microempresa, a franquia de sorvetes Mister Mix”, de Mogi Guaçu, também em São Paulo, revela. Na França, uma das empresas que aceitaram o desafio de incluir a cultura em suas estratégias é a fabricante de pneus Michelin. “Existe essa preocupação aqui na França, mas o Brasil está em um momento particularmente favorável para discutir essas questões”, explicou Hanania, em entrevista à RFI. Cadeias de valor na Amazônia O engenheiro e consultor Tobia Ferraro atua em projetos de inovação social na Amazônia brasileira, com foco na estruturação de cadeias produtivas locais. Em Santarém, iniciativas desse tipo vêm organizando agricultores familiares e comunidades tradicionais em torno de cooperativas e pequenas agroindústrias, permitindo agregar valor à produção, como derivados da mandioca, frutas e produtos da floresta, e conectar essas cadeias ao mercado. “Um exemplo vem dos seringais do Pará, que decaíram muito e deixaram de ser competitivos em relação ao mercado asiático e mesmo à borracha plantada em São Paulo. Esse setor ficou dormente por muito tempo”, conta. Até que uma organização de Santarém, chamada Saúde e Alegria, retomou a produção com o uso de recursos do Fundo Amazônia, explica. “Hoje eles consolidam a borracha extraída pelos seringueiros do território e exploram cadeias de valor amazônicas, como sementes florestais, óleos e manteigas vegetais extraídos de frutos brasileiros”, completa. “É muito importante poder agregar valor a esse tipo de produto agroextrativista, que sustenta 400 famílias da região, espalhadas por 60 comunidades”, calcula. “Entre essas comunidades há quilombolas e indígenas, que têm uma riqueza cultural muito grande e que agora podem contar com geração de renda para prosperar”, comemora. Outros saberes A filósofa brasileira Caroline Isidoro Marinho trabalha na aproximação de diferentes tipos de saberes, como o acadêmico e o popular. Atualmente morando em Toulouse, no sul da França, ela estuda como facilitar o diálogo cultural por meio de ferramentas artísticas, da dança, da música e da oralidade. “Um dos pontos em comum entre Brasil e França são os afetos”, continua a pesquisadora, que na França se interessa especialmente pelo universo associativo. “A minha pesquisa investiga como a forte experiência francesa em trabalho associativo e comunitário pode se unir aos conhecimentos populares para facilitar o diálogo entre os dois países, dentro de práticas pedagógicas”, conclui. Literatura de Cordel como ferramenta de integração Já a francesa Sophie Foray encontrou na literatura de cordel uma ponte entre a educação no Brasil e na França. Ela promove intercâmbios entre alunos de escolas públicas dos dois países em torno desse tipo de poesia popular brasileira, muito ligada ao Nordeste, feita em versos rimados e tradicionalmente publicada em pequenos folhetos vendidos em feiras. “O Brasil ainda sofre com uma visão no exterior que é muito estereotipada, especialmente no que diz respeito às culturas do Nordeste”, afirma, em entrevista à RFI. “Essas culturas não são reconhecidas como deveriam, apesar de sua riqueza e de serem um exemplo de cultura viva”, continua. “Sempre olhamos para o Brasil com um olhar exótico, como se houvesse apenas praias, samba, futebol, mulheres e festas”, diz, acrescentando que “o Brasil tem uma história de miscigenação e de antropofagia”. “Eu uso a literatura de cordel como mediação entre as crianças”, explica, "pois ela é uma ferramenta muito potente de instrução e de circulação de narrativas populares”.
Neste episódio, Garry se sentou para uma segunda conversa em português com Marcus Lacerda na sede da OMS, em Genebra. Marcus assumiu a direção do TDR em março de 2026, vindo da Fiocruz Amazônia e da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado, no Brasil. Médico infectologista e pesquisador em medicina tropical, ele tem uma trajetória que influenciou profundamente as estratégias de eliminação da malária e, de forma mais ampla, o campo da saúde global.Nascido em Taguatinga, no entorno de Brasília, Marcus relembra os missionários católicos que o levaram pela primeira vez ao interior da Amazônia, compartilha suas percepções sobre a malária vivax como um “assassino social silencioso”, uma doença que não apenas tira vidas, mas também compromete o desenvolvimento cognitivo de crianças e reflete sobre o que será necessário para reduzir a distância entre inovação científica e impacto real na vida das pessoas.Related episode documents, transcripts and other information can be found on our website.Subscribe to the Global Health Matters podcast newsletter. Follow us for updates:@TDRnews on XTDR on LinkedIn@ghm_podcast on Instagram@ghm-podcast.bsky.social on Bluesky Disclaimer: The views, information, or opinions expressed during the Global Health Matters podcast series are solely those of the individuals involved and do not necessarily represent those of TDR or the World Health Organization. All content © 2026 Global Health Matters.
O LatitudeCast chega ao sexto episódio da série especial Utopias Amazônicas: conversa com os autores recebendo o professor Renan Freitas Pinto (UFAM/UEA). Coordenador do Grupo de Pesquisa sobre o Pensamento Social Brasileiro na Amazônia, o pesquisador traz uma reflexão profunda sobre o papel das narrativas tradicionais e a cosmogonia dos povos originários frente às crises do mundo contemporâneo. Na entrevista, o professor discute como a permanência da consciência mítica atua como um horizonte de resistência e analisa o atual "boom" editorial de autores indígenas como uma resposta direta e necessária ao extrativismo cultural histórico sofrido por essas comunidades. O diálogo aborda ainda a luta dos povos isolados, caracterizada por Renan Freitas como uma das formas mais radicais de utopia geral na região por sua recusa contundente em se submeter à assimilação da sociedade nacional. Uma conversa de fôlego que nos convida a enxergar as utopias da floresta não como nostalgias do passado, mas como instruções urgentes para o futuro de todos nós.
Jornal da ONU com Monica GrayleyEsses são os destaques desta sexta-feira, 12 de junho.Pesquisador marinho fala de conexão invisível entre Amazônia e Antártica OMS alerta para onda de calor na União Europeia
NESTA EDIÇÃO Petrobras indica que perfuração na Bacia da Foz do Amazonas pode durar dez meses. AGU defende suspensão de benefício para a Refinaria da Amazônia. ONS adota operação especial para a Copa do Mundo, que traz desafios adicionais para o sistema elétrico no Brasil. Aquecimento causado pelas atividades humanas atingiu 1,37°C em 2025. ***Locução gerada por IA
Seguimos hablando de interesantes festivales que se avecinan, como Globaltica, en Polonia; el Aarschots Folk & Bluegrass Festival, en Bélgica, o Nuits d'Afrique, en Montreal, Canadá. Recibimos a Suzanne Rousseau, directora de este festival quebequés que celebra su 40 aniversario, quien nos detalla lo que tienen preparado para esta edición tan especial. Continuamos homenajeando a dos grandes artistas irlandesas que nos acaban de dejar, Dolores Keane y Moya Brennan, así como al artista y activista musical sueco Bengt Berger, de cuya música disfrutamos, como también de las maravillosas grabaciones de artistas indios que nos descubrió con su sello, Country & Eastern. La música fluye entre Trinidad, Canadá, Suecia, Burkina Faso, la Amazonia brasileña, Irlanda y la India. We continue talking about interesting upcoming festivals, such as Globaltica in Poland, the Aarschots Folk & Bluegrass Festival in Belgium and Nuits d'Afrique in Montreal, Canada. We welcome Suzanne Rousseau, director of this Québécois festival, which is celebrating its 40th anniversary, and who tells us about what they have prepared for this particularly special edition. We continue paying tribute to two great Irish artists who have recently left us, Dolores Keane and Moya Brennan, as well as to the Swedish artist and musical activist Bengt Berger, whose music we enjoy, together with the wonderful recordings by Indian artists that he introduced to us through his label Country & Eastern. The music flows between Trinidad, Canada, Sweden, Burkina Faso, the Brazilian Amazon, Ireland and India. – Kobo Town - Joe the paranoiac - Jumbie in the jukebox – New Valley String Band - Hell and scissors / Vals efter Niklas Larsson - Of tales and lies – Kanazoé Orkestra - Fantanya - Miriya – Suraras do Tapajós - Amazônia - Kiribasáwa yúri yí-itá (A força que vem das águas) – Dolores Keane - Seven yellow gypsies - There was a maid – Clannad - Theme from Harry's game - Magical ring – Bengt Berger - Till mera - Beches brew big – Akkarai Sisters - Tillana (Mand) / Mangalam (Saurashtram), Adi - At Royal College of Music, Stockholm: Violin duet – Malladi Brothers - Shivanai ninaithavar (Hindola), Adi - At Mylapore Fine Arts: Margazhi 2019 #Mundofonews: – Globaltica (PL) – Aarschots Folk & Bluegrass Festival (BE) – Nuits d'Afrique (CA) In memoriam: – Dolores Keane – Moya Brennan – Bengt Berger Voz invitada: Guest voice: – Suzanne Rousseau (Nuits d'Afrique) Bengt Berger
Confira na edição do Jornal da Record desta quinta-feira (11): Polícia acaba com desmanches e centrais de revenda de peças de carros roubados no RJ e SP. Economia de serviços cresce e retoma patamar de seis anos atrás, pré-pandemia do coronavírus. Governo federal anuncia queda de 61% do desmatamento na Amazônia e 12% no Cerrado. Série de tornados ameaçam moradores nos EUA. Técnico Carlo Ancelotti faz testes para definir o ataque titular da seleção brasileira na Copa. E na série especial, a história da jovem que seguiu os passos do pai e virou caminhoneira.
Dados do sistema Deter, divulgados pelos Ministérios do Meio Ambiente da Ciência e Tecnologia apontam para quedas de 61,4% na Amazônia e de 12,2% no Cerrado nos alertas em maio, o que confirma o esforço brasileiro no combate ao desmatamento ilegal, contrariando argumento usado pelo Escritório Comercial dos EUA.Sonoras:
Pensar o amanhã possível exige a coragem de nomear o presente pelo que ele é. A professora Edna Castro passou as últimas décadas provando que as respostas para adiar o fim do mundo não virão dos mercados de carbono, mas das racionalidades milenares que o poder colonial tentou apagar. No quinto episódio da série Utopias Amazônicas: Conversas com os Autores, o LatitudeCast recebe a socióloga Edna Castro, professora emérita da Universidade Federal do Pará (UFPA), doutora pela Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais em Paris, com pós-doutorado no Centro Nacional da Pesquisa Científica (CNRS). No livro Utopias Amazônicas, a professora assina o artigo “Utopias Amazônicas: para ser possível amanhã”, um ensaio contundente que desconstrói as narrativas sedutoras do capitalismo verde para propor outras formas de imaginar o futuro a partir do chão da floresta. Conversamos sobre as temporalidades em disputa, o avanço do neoextrativismo 4.0, a captura mercadológica da bioeconomia de escala e a urgência de uma ciência pública e política capaz de decodificar o poder pós-COP30. Utopia não é o lugar que não existe. É o lugar que o poder colonial tentou apagar, e que os povos da Amazônia, em sua tecelagem milenar de reexistências, nunca deixaram de habitar.
Em "Os Urubus Não Esquecem", antropólogo entrelaça crime organizado, devastação ambiental e saberes indígenas para refletir sobre os conflitos contemporâneos
In June 1992, 179 nations made two pledges that still shape every international conservation agreement today, and thirty years later, the world's most important climate conference was held inside a tropical rainforest. What happens in those halls matters—but so does everything that happens after. James Deutsch, CEO of Rainforest Trust, breaks down how a half-billion-dollar pledge helped catalyze the 30x30 target, why the Tropical Forests Forever Facility could fix a structural flaw in carbon finance, and where he sees the next window for real conservation progress. Constanza Prieto Figelist, Legal Director for Latin America at the Earth Law Center, explains how a Peruvian court recognized the Marañón River as a subject of rights, and why four articles in Ecuador's constitution have stopped more destructive projects than years of protest ever could. Catarina Nefertari of Amazônia de Pé was on the ground in Belém when COP30 arrived, and has spent years closing the distance between communities most affected by Amazon destruction and the rooms where decisions about its future are made. This is the series finale of Rewilding Amazonia. The Amazon's next chapter is still being forged. If this series changed how you see the Amazon, subscribe, leave a review, and share it with someone who needs to hear it. Would you like to give to Rewildology? Donate here: https://givebutter.com/supportrewildology TIMESTAMPS0:00 Introduction0:29 Rio 1992 & the road to COP301:45 James Deutsch (Rainforest Trust)4:03 The 30x30 pledge5:07 How private conservation finance works7:13 COP30 outcomes & the T Triple F9:37 US funding withdrawal11:23 Indigenous land rights12:42 Constanza Prieto (Earth Law Center)15:54 Criminalizing indigenous defenders17:52 Rights of Nature & the Marañón River case21:48 Catarina (Amazônia de Pé)23:27 Brazil's fossil fuel dilemma24:32 What COP30 delivered28:25 Series closing: 22 voices, 6 countries31:00 Call to action & outro SUPPORTThis episode is supported by Rainforest Trust—protecting tropical forests and endangered wildlife since 1988. Through local partnerships, community engagement, and donor support, they've safeguarded over 66 million acres in almost 70 countries. Learn more at rainforesttrust.org. CREDITSExecutive Producer & Host: Brooke MitchellAssociate Producer & Music Composer: Brad Parsons LISTEN TO THE FULL SERIEShttps://rewildology.com/episode-group/rewilding-amazonia/ SHOW NOTES & NEWSLETTERShow notes & subscribe to newsletter, https://rewildology.com/ SUPPORT REWILDOLOGYhttps://rewildology.com/support-the-show/ LISTEN TO THE REWILDOLOGY PODCASTApple Podcasts: https://apple.co/3YXWSsFSpotify: https://open.spotify.com/show/3oW6artLcvxX0QoW1TCcrq?si=ff3b5e2ec90542a2 FOLLOW REWILDOLOGYYouTube: https://www.youtube.com/@RewildologyInstagram: https://www.instagram.com/rewildology/LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/rewildology/Facebook: https://www.facebook.com/rewildologyX: https://x.com/rewildology DISCLAIMERThe views expressed by guests are their own and don't n... Chapters (00:00:03) - Rewilding Amazonia: When Policy Meets Reality(00:03:34) - Rainforest Trust's role in global conservation targets(00:10:58) - The guardianship of nature(00:13:03) - The role law plays in the Amazon(00:21:11) - COP 30: The fight for the Amazon(00:29:24) - What motivates people to protect the forest?(00:30:57) - Rewilding the Amazon: Stories from the Amazon
Many thanks to SRAA contributor, Paul Harner, who shares the following recording and notes:Broadcaster: Radio Nacional Da AmazonasDate of recording: August 14, 1984Starting time: 0809zFrequency: 6180 kHzReception location: St.Louis, MOReceiver and antenna: Icom IC R-71-A Rádio Nacional da Amazônia: August 14, 1984 Paul Harner Download
Menos de dois anos depois da última ocorrência do fenômeno meteorológico El Niño, que contribuiu para as enchentes históricas no Rio Grande do Sul de 2024 e as secas inéditas na Amazônia, o Brasil progrediu no combate a desastres, mas não aprendeu as lições para avançar na resiliência climática. Os impactos de mais um El Niño devem começar a aparecer no país no segundo semestre, estendendo-se até 2027. Lúcia Müzell, da RFI em Paris A configuração do fenômeno já está instalada nas águas do oceano Pacífico, salienta o doutor em meteorologia José Marengo, membro do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU) e coordenador-geral de pesquisas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). “Você vê o padrão de aquecimento no Pacífico Tropical, e está claro. O que nós não sabemos ainda é a intensidade”, frisa. “Estamos em início de junho, e fazer uma previsão em junho para um fenômeno cujo pico de intensidade seria mais ou menos novembro, é muito cedo.” Uma das interpretações dos modelos climáticos aponta para um aquecimento de 4°C das águas do Pacífico Central, o que seria um El Niño "super forte". A grande preocupação agora é se 2026 vai bater novamente os recordes globais de altas temperaturas, como tem ocorrido desde 2023. Os efeitos do fenômeno, que se repete no planeta há milhares de anos, são potencializados pelas mudanças do clima. Foi assim que, em 2024, o ano mais quente registrado na história até o momento, a ocorrência do El Niño impulsionou catástrofes climáticas ao redor do mundo. 'El Niño Godzilla' Mas apesar das perspectivas preocupantes, o coordenador do Cemaden rejeita os discursos alarmantes sobre o tema que, segundo ele, contribuem para desacreditar a ciência. “Você escuta na internet os influencers e qualquer pessoa falando sobre ‘El Niño Godzilla', ‘Super El Niño', fazem shows com nuvens caindo e o capeta aparecendo. Nós, cientistas, tentamos participar em todo tipo de debate possível, para convencer a população de que realmente é um fenômeno, mas que não é o fim do mundo”, afirma. Segundo ele, o discurso alarmista sobre o tema pode gerar o efeito contrário do desejado: o de imobilismo dos gestores. “Depende de nosso papel, como seres humanos, para poder enfrentar. Uma das coisas importantes é a percepção de risco de desastre. Não adianta ter os melhores modelos, os melhores supercomputadores, se as pessoas ainda não entendem a mensagem final”, argumenta Marengo. A memória dos recentes desastres no Brasil aumentou a tomada de consciência de governantes, comunidades e populações, principalmente nos estados mais afetados há dois anos. O Rio Grande do Sul acelera a conclusão de obras para combater novas enchentes, e a vizinha Santa Catarina está em alerta climático. Uma série de medidas para enfrentar incêndios florestais estão previstas pelos governos federal e estaduais no centro e norte do país, mas também no Sudeste, onde o maior problema tende a ser as altas temperaturas. Vulnerabilidade continua Entretanto, de forma geral pelo país, Marengo constata que pouco foi feito contra a vulnerabilidade das populações, que determina qual será a proporção de uma tragédia. É também o que afirma a professora de Urbanismo Maria Fernanda Lemos, da PUC-Rio. Membro do IPCC, ela coordenou um capítulo do último relatório do painel da ONU sobre as cidades. “Não adianta eu só focar num problema de drenagem para diminuir o impacto de chuvas intensas se eu não resolver o fato de que as pessoas moram em situações precárias”, ressalta Lemos. “Eu vou atuar sobre aquele alagamento específico naquele lugar, mas outras situações iguais vão se reproduzir pelo território todo, porque as pessoas continuam vulneráveis: continuam tendo que morar em áreas de risco, de maneira informal, sem acesso à tecnologia, à informação”, acrescenta. É por isso que, apesar de avanços importantes, como a adoção do Plano Clima de Mitigação e Adaptação, o Brasil “não aprendeu as lições” da última passagem do El Niño, avalia a especialista. A professora não vê ações transformativas à altura dos desafios, ou seja, que ajudem a diminuir a exposição das pessoas aos riscos climáticos. Maria Fernanda Lemos menciona a redução da precariedade e das desigualdades como um pilar fundamental da adaptação, assim como a educação ambiental e a inclusão das populações na tomada de decisões. “O que há de pior é que a gente continua fazendo cidade, infraestrutura, habitação e saneamento da mesma forma que a gente sempre fez, que não é resiliente, não é adaptado ao clima. E aí só gera mais vulnerabilidade ainda para esses ambientes, que já são muito ameaçados”, lamenta. “Não tem uma visão abrangente do problema. Só no longo prazo é possível fazer uma adaptação que vai ter resultados de fato concretos”, aponta. Para ouvir a entrevista completa, clique no podcast, acima.
A Amazônia já foi chamada de inferno verde, de paraíso perdido, de fronteiras do capital, de pulmão do mundo, de vazio demográfico. Cada nome é uma política, cada imagem é um projeto. E por trás de cada projeto, há sempre a mesma pergunta: Quem tem o direito de narrar a Amazônia? No quarto episódio da série Utopias Amazônicas, o LatitudeCast recebe o professor Saint-Clair Cordeiro da Trindade Júnior, professor titular do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA). A partir de seu artigo "Tecendo compreensões e vislumbrando outros horizontes: a Amazônia no pensamento geográfico brasileiro", o pesquisador analisa o legado de grandes mestres da geografia — como Milton Santos, Aziz Ab'Saber e Carlos Walter Porto Gonçalves — para discutir como as ferramentas da geografia crítica ajudam a desconstruir os discursos de dominação e a projetar novos horizontes possíveis para a região. Na entrevista, o professor debate temas urgentes como o mercado de terras como motor do desmatamento, a força do lugar e as contraracionalidades presentes no urbanismo de cidades como Afuá (PA) e Puerto Nariño (Colômbia).
O Roda Viva recebe nesta segunda-feira (01/06) o físico Paulo Artaxo, diretor do Centro de Estudos da Amazônia Sustentável da USP e uma das maiores autoridades mundiais em clima.Laureado com o Planet Earth Award 2026 e autor-líder nos três últimos relatórios do IPCC, painel da ONU agraciado com o Nobel da Paz, Artaxo vai analisar o cenário de transição global rumo à sustentabilidade. Em debate, os impactos das mudanças climáticas, as vulnerabilidades e vantagens estratégicas do Brasil, o impacto do próximo El Niño, o ponto de não retorno da Amazônia e a resiliência das cidades.O Roda Viva vai ao ar toda segunda, a partir das 22h, na TV Cultura, no site da emissora e no YouTube!#RodaViva #TVCultura #SomosCultura #Amazônia #Sustentabilidade #CentroDeEstudosDaAmazôniaSustentável #SalvemAAmazônia #FlorestaAmazônica #PontoDeNãoRetorno
Marina Silva em entrevista a Breno Altman | Programa 20 Minutos
We say "I've got nothing to wear" standing in front of a full wardrobe. Samantha Harman's argument is that the sentence has nothing to do with clothes — it's about not knowing who we're supposed to be. In this episode I talk to best-selling author, stylist and former journalist Samantha Harman about her book Just Get Dressed: Why You Have Nothing to Wear and What to Do About It — a styling book with no pictures and no body-shape rules, built instead around the inner work most of us avoid. It's a conversation about generational trauma, the prehistoric brain, the martyrdom of the women in the squeezed middle, and why getting dressed in the morning is so flipping hard. What we cover: Why "nothing to wear" is never about a lack of clothes... and what your wardrobe is actually a manifestation of (beliefs, identity, class, politics, generational trauma) The problem with the personal styling industry: more rules, more prescription, more exhaustion Epigenetics and the prehistoric brain — why being a visible woman registers as dangerous, and why the fabulous outfit stays on the hanger Clothing as a business tool — and why men have always been allowed to use it while women get judged for it The "bag of potatoes" meeting: how an ill-fitting supermarket shirt quietly costs you authority, presence and opportunity The compare-and-despair cycle and the social-media misery machine: and the reminder that all of it, even "authentic" personal brands, is marketing Enclothed cognition: why what you wear changes the actions you take (and how you handle Barry from accounts) Midlife as an opportunity, not a decline — finances, time, intelligence, and finding the rooms with brilliant women in them Two exercises from the book: meeting the 5-year-old who's really running your wardrobe, and the letter from your 90-year-old self Emotional spending, scarcity tactics and how retailers weaponise your feelings — plus the fast-fashion harm hiding behind "retail therapy" The wardrobe edit as a non-negotiable business activity — and the one thing to do first: get rid of what you hate Find Samantha here: Just Get Dressed: Why You Have Nothing to Wear and What to Do About It - available on Amaz*n, or justgetdressed.com https://www.instagram.com/styleeditoruk/ https://www.linkedin.com/in/samantha-harman-style-editor/ Enjoyed this episode? Follow Middling Along wherever you listen, and consider leaving a review — it genuinely helps other midlife women find the show. For weekly research and commentary on midlife wellbeing, subscribe to Emma's Substack, The Messy Middle: https://middlingalong.substack.com/
Está nas mãos dos senadores a análise de uma série de medidas antiambientais que a bancada ruralista acaba de aprovar, a toque de caixa, na Câmara dos Deputados. Os projetos de lei visam enfraquecer os mecanismos de controle do desmatamento, amputam em 40% a área protegida de uma floresta na Amazônia e até transferem para o Ministério da Agricultura e Pecuária o poder de designar quais são os animais com risco de extinção no Brasil. O novo “pacote da destruição”, denunciado por entidades ambientalistas, começou a ser apresentado no chamado “Dia do Agro” na Casa, em 19 de maio. Com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sem debate público nem aprofundamento técnico sobre as propostas, as votações ocorreram em ritmo acelerado, sem que houvesse margem de manobra para obstrução. A coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, vê um governo de mãos amarradas diante da bancada ruralista. “O Congresso tem se mostrado uma arena muito complexa, e o executivo, que não tem mais o controle do Orçamento, principalmente, não tem armas para fazer impor a sua vontade. É muito preocupante o que está acontecendo”, afirma. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, advertiu que a ofensiva representa “um esforço concentrado dos Deputados para aprovar projetos que interferem diretamente na gestão ambiental do país”. “É um movimento extremamente grave, porque opera em várias frentes simultâneas, com poder de impacto sobre a gestão ambiental no Brasil, de proporções nunca vistas”, disse ele, em coletiva de imprensa na semana passada. “É uma ação coordenada: diferentes projetos que atacam diferentes áreas e competências e, portanto, é um retrocesso inimaginável. São projetos que vão exigir um trabalho grande do governo federal nas próximas semanas.” Proteção de áreas não-florestais Quatro textos são particularmente preocupantes: o PL 2.564/2025, que altera a Lei de Crimes Ambientais; o PL 5.900/2025, que amplia os poderes do Ministério da Agricultura na agenda ambiental; o PL 2.486/2026, ao diminuir os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, uma das mais ameaçadas do Pará; e o PL 364/2019, destinado a reduzir o escopo da Lei de Proteção da Vegetação Nativa. Este último impacta zonas preservadas em todos os seis biomas brasileiros, adverte Suely Araújo. “Tudo o que não for floresta tecnicamente passa a ser considerado área consolidada. Isso significa que não vai ter qualquer proteção ambiental, e ninguém está nem falando. Você vai estar atingindo grande parte do cerrado, da caatinga, do pantanal”, lamenta a ex-presidente do Ibama. “Isso dá mais ou menos 48 milhões de hectares, uma boa parte do território brasileiro.” A aceleração da tramitação das pautas ocorre a cinco meses das eleições no Brasil, em um contexto de incerteza quanto ao futuro das políticas de proteção do meio ambiente no país. Organizações de proteção do meio ambiente já se preparam para uma nova derrota do governo no Senado e esperam que, na sequência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete o pacote. Entretanto, neste caso, é esperado que o Congresso barre os vetos, como ocorreu com a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, em 2025. “A partir da aprovação no Congresso, vêm os vetos, depois o Congresso derruba tudo. Nós temos apoiado ações judiciais, principalmente movidas por partidos políticos, diretamente no Supremo Tribunal Federal e outras ações também na Justiça Federal de primeiro grau, o que não é uma boa saída”, indica Araújo. “A ação judicial deveria ser a última alternativa, mas elas têm se tornado cada vez mais frequentes.” Prejuízos para o próprio agronegócio Os projetos de lei enfraquecem o arcabouço brasileiro de combate às ilegalidades ambientais num momento em que as exigências para a compra de commodities brasileiras aumentam na Europa, um dos principais parceiros comerciais do Brasil. A aprovação do pacote pode acabar acarretando prejuízos para as exportações do agronegócio, frisou o ministro Capobianco. “Isso tem relação direta com a própria credibilidade do setor frente a contextos muito desafiadores, como as diretivas da União Europeia, que exigem a comprovação de não desmatamento nas exportações de um conjunto importante de produtos brasileiros. A sociedade internacional vem cobrando”, enfatizou. “Nós estamos fragilizando um sistema de controle ambiental que não vai beneficiar o conjunto do agro. Vai beneficiar uma parcela reduzida que segue desconsiderando a legislação.”
No terceiro episódio da série Utopias Amazônicas: Conversas com os Autores, recebemos o professor Fernando Michelotti, doutor em Planejamento Urbano e Regional e docente da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá, onde atua no Instituto de Estudos de Desenvolvimento Agrário e Regional. É também pesquisador das dinâmicas territoriais e dos conflitos agrários na Amazônia e coautor do livro Horizontes Amazônicos: Para Repensar o Brasil e o Mundo. No livro Utopias Amazônicas, o professor assina o artigo Agroecologia Amazônida: Conectando o Passado e o Futuro, um ensaio que subverte as visões dualísticas sobre a floresta e propõe a agroecologia não como mera técnica de plantio, mas como um paradigma produtivo e político de reexistência. Conversamos sobre a floresta antropogênica, o conceito de campesinato amazônico, a fratura metabólica do capital, o potencial alimentar da castanheira diante do latifúndio e as alianças de resistência que unificam o chão da floresta. Utopia não é o lugar que não existe. É o lugar que sempre esteve ao alcance, e para o qual precisamos caminhar.
Bom dia 247_ Lula investe na Amazônia_ Eduardo vive como marajá _28_5_26_ by TV 247
Relatório da OMM afirma que temperaturas devem subir de 1,3°C a 1,9°C acima da média entre 2026 e 2030; especialistas citam alta probabilidade de novo recorde de calor em 2027; redução de chuvas e condições de seca vão atingir especialmente o Hemisfério Sul.
Many thanks to SRAA contributor, Liam Spencer, who shares the following recording and notes:Broadcaster: Radio Nacional da AmazoniaDate of recording: July 16, 2025Starting time: 00:05 UTCFrequency: 11.780 MHzReception location: Berthoud, Colorado, USAReceiver and antenna: Sihuadon D-808 with telescopic antennaMode: AMNotes: Here's a recording pulled from my radio archive of Radio Nacional da Amazonia from Brazil on the shortwave frequency on 11.780 MHz from July 16th, 2025. What's interesting is that this was recorded on a weekday, and usually, back-to-back music is not heard on weekday evening programming. Along with the announcers who are usually high energy are not in this recording. Around 20 minutes in, I stopped recording and resumed recording at 01:05 UTC until the end of the recording. Rádio Nacional da Amazônia: July 16, 2025 Lian Spencer Download
ORO, el impresionante libro de Sebastiáo Salgado, es un libro acerca de la obsesión. "¿Qúe característica específica posee este metal amarillo opaco que logra que el hombre abandone su hogar, venda todas sus pertenencias y cruce un continente para luego arriesgar su vida, su integridad física y su cordura en búsqueda de un sueño?" Serra Pelada, localizada en el estado de Pará, en el Brasil, fue una mina abierta durante 10 años, pero la relevancia de esta colección es perenne. ORO es un documento primordial de la historia moderna y un portafolio fotográfico extraordinario. Su publicación marcó, además, un período de reconocimiento internacional para Salgado, y le ofreció a la fotografía en blanco y negro, un renacimiento sinigual. Esta historia también es una parábola que nos ofrece una imagen atemporal, un espejo a través del cual podemos analizar las fórmulas de explotación de la humanidad basadas en las ganancias rápidas y el máximo esfuerzo. El Dorado definitivamente parece ser una leyenda que la humanidad no logra superar; y el precio de los esquemas de esa índole no deja de ser cada vez más alto.
Convidados: Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro De Segurança Pública e Paulo Renato Soares, jornalista da TV Globo e um dos repórteres do documentário ‘Territórios' do Globoplay. O Brasil vive um processo de interiorização da violência, com o avanço das facções criminosas para cidades médias e pequenas. É o que mostram estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Enquanto grandes capitais (como Fortaleza, São Luís e Goiânia) reduziram as taxas de homicídios em mais de 60% entre 2013 e 2023, municípios do interior passaram a concentrar episódios de violência antes restritos às metrópoles. Como mostra o documentário do Globoplay “Territórios – Sob o Domínio do Crime”, o crime organizado deixou de ser um fenômeno localizado e passou a atuar de forma articulada em escala nacional e transnacional, apoiado no domínio de territórios, no uso da força armada, na influência dentro do sistema prisional, na penetração em atividades da economia formal e em práticas de corrupção. "A gente escolheu esse nome 'Territórios', porque este é o ponto: é grave a dominação armada de territórios que acontece muito no Rio de Janeiro e está se espalhando por tudo quanto é lugar. Isso subjuga milhões de pessoas. Eles impõem regras a elas, que são consumir produtos e serviços imposto pelos traficantes", disse Paulo Renato Soares, um dos repórteres do documentário. Cidades como Rio Claro, no interior de São Paulo, com cerca de 200 mil habitantes, viraram palco de disputa entre o PCC e o Comando Vermelho. A localização, próxima a grandes rodovias, transformou a cidade em um ponto estratégico para o tráfico. Na Bahia, o município de Juazeiro, a 500 quilômetros de Salvador, reflete esse mesmo movimento. Lá, a taxa de homicídios chega a 76,2 por 100 mil habitantes, três vezes maior que a média nacional. E, na Amazônia Legal, formada por nove estados, a presença do crime organizado já alcança 45% dos municípios. De acordo com Samira Bueno, do Fórum Brasileiro De Segurança Pública, com esse avanço, o Estado precisa considerar a atuação das facções não apenas no âmbito da segurança pública, mas também na formulação de políticas de habitação, transporte e até no processo eleitoral. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tem realizado uma força-tarefa para conter a influência do crime organizado nas eleições.
A gente passa boa parte da vida adulta lutando por previsibilidade. A gente quer a segurança de um boleto pago, o alento de um lençol macio, o controle sobre a nossa rotina. Num mundo que nos exige tanto, construir uma zona de conforto não parece ser apenas um desejo, mas uma questão de sobrevivência.Mas o que acontece quando a nossa busca por conforto começa a estreitar a nossa experiência de viver? Quando o bem-estar deixa de ser um descanso e passa a ser uma anestesia contra o espanto, o imprevisível e o novo?Essa semana, a gente te convida para um Mamilos diferente: Cris Bartis se reuniu remotamente com o antropólogo Michel Alcoforado e Ricardo Moreno, do The Summer Hunter, para conversar sobre uma experiência única que viveram na Amazônia e como pode ser transformador estar em uma imensidão onde nada, absolutamente nada, foi construído para o nosso conforto.A partir dessa poeirinha que somos diante da floresta, a conversa se desdobra para as florestas internas da vida adulta. Onde mora a "interessança" dos nossos dias? Qual é a linha tênue entre amadurecer e simplesmente endurecer? E num atravessamento que não dá para ignorar: por que a busca por experiências e o direito ao prazer sem amarras ainda cobram um pedágio tão alto de culpa na conta das mulheres?Puxa uma cadeira, pega um café e vem com a gente se desacomodar um pouquinho. É preciso coragem para ter uma vida que não seja apenas longa, mas vivida.