O Podcast Impacto Positivo com Eurico Vianna é uma conversa com pessoas que já escutaram seu chamado e vivem a mudança que precisamos ver no mundo. Cultura, saúde, moradia, produção de alimentos e energia, como lidamos com o lixo e resíduos, como projetamos comunidades e sistemas econômicos alternat…

Nas grandes cidades, a maioria das pessoas sofre da Dissonância da Desconexão: “de forma intuitiva elas sabem que a vida urbana desarmoniza seus ciclos circadianos, degrada sua saúde, mutila suas habilidades sensoriais e as separa da maneira como funcionam os processos ecossistêmicos, mas sem saber que outras formas de viver podem ser possíveis e viáveis, elas postergam (ou nunca executam) a resolução harmônica de seus anseios em um território saudável.” (trecho do livro Colapso e Êxodo Urbano). Artur é veterinário e referência nacional nas questões de medicina funcional e alimentação natural para cães e gatos. A Dissonância da Desconexão foi o tema que costurou toda nossa conversa. Artur conta como vem retomando uma vida no campo depois que a primeira experiência dessa vida foi interrompida na infância e como o livro Colapso e Êxodo Urbano o ajudou a encontrar propósito na construção de um santuário de sanidade mental e ecológica. O apoio por meio dos pedidos antecipados e com desconto pode ser realizado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Os lançamentos com eventos presenciais estão pré-agendados para o mês de Agosto. Por enquanto vamos ter eventos em Brasília, Campinas, Florianópolis, Gravatal (SC), Nova Petrópolis (RS) e Porto Alegre. Se você tem contatos com jornalistas, programas de TV e podcasts com alcance de audiência e gostaria de ver o livro chegando para mais pessoas com o chamado de viver cuidando de seu território, por favor, fique à vontade para indicar o livro para esses canais e pessoas.

“Enchentes, secas, incêndios, ciclones e furacões são considerados “desastres primários”, juntamente com terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, mudanças climáticas, acidentes nucleares, derramamentos químicos, guerras, degradação ambiental, desmatamento e o colapso da economia global. Na lista de “desastres secundários” estão pessoas sem casa, lavouras e cultivos destruídos, epidemias e pandemias, migrações em massa (por refugiados climáticos ou de guerra), pragas, colapso social (revoltas) e falência dos serviços públicos (Morrow, 2022). O desafio que eu percebo no enfrentamento desse quadro de desastres que parecem se tornar cada vez mais graves e frequentes é que a grande maioria das pessoas não tem alfabetização ecológica e tem suas percepções e opiniões formadas pelas narrativas criadas pela mídia corporativa. Quando temos enchentes em cidades cada vez mais impermeabilizadas e deslizamentos de terra em encostas desmatadas, a culpa toda é da chuva? Quando perdemos colheitas em áreas agrícolas que foram desmatadas para a produção de monoculturas, deixando o solo exposto e depletado, a culpa é só da seca? Nós todos podemos e devemos agir para prevenir e mitigar esses desastres, mas não temos, todos, a mesma proporção de responsabilidade nas causas. Os que mais lucram e monopolizam diminuem o poder de decisão das pessoas comuns; são eles os maiores responsáveis.” (Trecho do livro Colapso e Êxodo Urbano). O livro “Colapso e Êxodo Urbano: construindo vidas resilientes e autônomas no campo” está pronto e indo para a gráfica em breve! O apoio e pedidos antecipados e com desconto podem ser feitos por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6

Com formação e experiência internacional nos sistemas agroflorestais Juliano puxou uma conversa mais voltada para a necessidade de planejamento para a relocalização para o campo, seguida de um bom planejamento integral da propriedade para criar segurança na relocalização. Entre outros tópicos, Juliano chamou atenção para os perigos de se começar uma propriedade pelos sistemas de produção, assunto que abordo no capítulo 9 do livro Colapso e Êxodo Urbano: construindo vidas resilientes e autônomas no campo. O apoio por meio dos pedidos antecipados e com desconto pode ser realizado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Os lançamentos com eventos presenciais estão pré-agendados para o mês de Agosto. Por enquanto vamos ter eventos em Brasília, Campinas, Florianópolis, Gravatal (SC), Nova Petrópolis (RS) e Porto Alegre.Se você tem contatos com jornalistas, programas de TV e podcasts com alcance de audiência e gostaria de ver o livro chegando para um número maior de pessoas, por favor, fique à vontade para indicar o livro para esses canais e pessoas. Juliano Hojah da Silva, 41 anos, é engenheiro florestal com mestrado em agroflorestas tropicais, especialização e MBA em negócios para a sustentabilidade. Na sua área técnica presta consultorias ambientais e em planejamento rural. Também é agricultor agroecológico em atividade da Serra onde desenvolve seu “laboratório” de desenvolvimento rural.

Em mais um episódio da Bibliografia do Livro “Colapso e Êxodo Urbano”, eu trago o “Retrosuburbia” do David Holmgren, co-autor do conceito de Permacultura. A obra do Holmgren é usada praticamente por todo o livro como referência importante sobre o declínio energético. Ao longo de sua obra e de décadas de construção de coerência ecológica em sua vida, Holmgren desenvolveu uma didática ímpar para o assunto, assim como um conhecimento valioso com um viver à margem da sociedade de consumo. Junto com Berry e outras referências importantes, Holmgren informa minha visão de que o campo também deve ser pensado como território onde cultivamos e protegemos a possibilidade de dissidência, mas sem que isso desarticule as relações com as pessoas a nossa volta. O livro “Colapso e Êxodo Urbano: construindo vidas resilientes e autônomas no campo” está pronto e indo para a gráfica em breve! O apoio e pedidos antecipados e com desconto podem ser feitos por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6

Gabriel e Luan vem usando a Escala de Permanência da Linha Chave em seus trabalhos de consultoria e capacitação na Escola do Campo Eco Raízes e conhecem meu trabalho há bastante tempo. A conversa com eles puxou um pouco mais para o planejamento e como eu comecei a desenvolver as abordagens que uso na minha atuação. Também passamos pelas lições dos meus avós e como uso a EPLC quando os clientes já tem uma propriedade com muitos dos seus elementos definidos. O apoio por meio dos pedidos antecipados e com desconto pode ser realizado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Os lançamentos com eventos presenciais estão pré-agendados para o mês de Agosto. Por enquanto vamos ter eventos em Brasília, Campinas, Florianópolis, Gravatal (SC), Nova Petrópolis (RS) e Porto Alegre.Se você tem contatos com jornalistas, programas de TV e podcasts com alcance de audiência e gostaria de ver o livro chegando para um número maior de pessoas, por favor, fique à vontade para indicar o livro para esses canais e pessoas. Luan e Gabriel são os co-fundadores da empresa Escola do Campo Eco Raízes. Com Gabriel formado em Engenharia Agronômica e Luan formado em Ciências biológicas, a Eco Raízes ampara seus clientes e alunos no no dia-a-dia da vida do campo, desde consultorias, educação ecológica, capacitação, projetos de planejamento e implementação.

No terceiro episódio da Bibliografia do livro "Colapso e Êxodo Urbano", eu trago o "The Unsettling of America: Culture & Agriculture" do Wendell Berry, um dos maiores escritores e ensaístas das questões agrárias do século XX e XXI. A obra de Berry continua mais atual e relevante do que nunca. Ele celebra a pequena escala, a agricultura familiar e ecológica, a cultura, genialidade e generalismo das famílias rurais. No livro "Colapso e Êxodo Urbano", a obra de Wendell Berry foi utilizada várias vezes para demonstrar a necessidade e a celebração de uma vida agrária ética e ecológica como alternativa para a crise de caráter que guia o avanço do modelo industrial. O livro “Colapso e Êxodo Urbano: construindo vidas resilientes e autônomas no campo” está pronto e indo para a gráfica em breve! O apoio e pedidos antecipados e com desconto podem ser feitos por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Deixe suas dúvidas e comentários em nosso canal do Youtube para serem respondidas no nosso encontro da Confraria Agrária, na próxima quarta-feira.

Fique com a minha conversa com o Lucas Machado e Faber Naddeo em mais um episódio da série de pré-lançamento do livro "Colapso e Êxodo Urbano". Lucas Machado é um agrônomo e agricultor agroflorestal que atua no Sítio das Mangueiras, em Florestal/MG. Atuando desde 2009, Lucas também é um dos idealizadores e fundadores da Associação Florestalense de Agroecologia, um movimento que promove a agroecologia na região. Este vídeo foi ao ar como uma live no canal do Lucas e agora está sendo repostado em nosso canal junto com as outras entrevistas na playlist do pré-lançamento. Foi um excelente bate papo sobre os principais desafios do nosso tempo, o futuro das cidades, a construção de vidas resilientes no campo, autonomia, regeneração e informações sobre o lançamento oficial do livro "Colapso e Êxodo Urbano". O apoio por meio dos pedidos antecipados e com desconto podem ser realizado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Os lançamentos com eventos presenciais estão pré-agendados para o mês de Agosto. Por enquanto vamos ter eventos em Brasília, Campinas, Florianópolis, Gravatal (SC), Nova Petrópolis (RS) e Porto Alegre. Se você tem contatos com jornalistas, programas de TV e podcasts com alcance de audiência e gostaria de ver o livro chegando para um número maior de pessoas, por favor, fique à vontade para indicar o livro para esses canais e pessoas.

No segundo episódio da Bibliografia do livro "Colapso e Êxodo Urbano", eu trago o "You Can Farm" do Joel Salatin, uma referência mundial para a produção rural com ética ecológica. Joel Salatin é um dos precursores nas abordagens que sobrepõem rebanhos e espécies vegetais acumulando funções benéficas na mesma área. No "Colapso e Êxodo Urbano" eu uso alguns conceitos e conselhos do Joel Salatin nos capítulos 01, 05 e 06. O livro “Colapso e Êxodo Urbano: construindo vidas resilientes e autônomas no campo” está pronto e indo para a gráfica em breve! O apoio e pedidos antecipados e com desconto podem ser feitos por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Links dos artigos mencionados no áudio: https://www.euricovianna.com.br/10-passos-para-empreender-com-sucesso-na-fazenda/ https://www.euricovianna.com.br/o-ovo-movel/ https://www.euricovianna.com.br/faca-tudo-sobrepondo-funcoes/ https://www.euricovianna.com.br/podcast/referencias-bibliograficas-pra-manejo-animal-ecologico/

Conversamos sobre sonhos, sobre uma economia pós mitologia do progresso e sobre como provavelmente a pertença está entre as coisas mais importantes que podem nascer da nossa relação e cuidado com o território que procuramos! O Lucas Sigefredo, da Fazenda Sertão, diz que “o livro é uma dança cósmica te esperando para bailar”, que deve ser lido várias vezes e com carinho para que o leitor e leitora desenvolvam uma relação afetiva com a obra. Só assim, ele explica, será possível criar um caminho próprio para o campo à partir do livro. O apoio por meio dos pedidos antecipados e com desconto podem ser realizado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Os lançamentos com eventos presenciais estão pré-agendados para o mês de Agosto. Por enquanto vamos ter eventos em Brasília, Campinas, Florianópolis, Gravatal (SC), Nova Petrópolis (RS) e Porto Alegre. Se você tem contatos com jornalistas, programas de TV e podcasts com alcance de audiência e gostaria de ver o livro chegando para um número maior de pessoas, por favor, fique à vontade para indicar o livro para esses canais e pessoas. Lucas Sigefredo é agricultor e empreendedor sócio ambiental em Brumadinho, Minas Gerais, onde fundou a Fazenda Sertão. Tem a agrofloresta como referência fundamental para a criação de espaços de regeneração dos ecossistemas e das relações entre seres humanos e não humanos. Atua com a produção e a comercialização de orgânicos, com o turismo rural de base comunitária e com a formação continuada de pessoas para o exercício da sustentabilidade. Tem criado espaços de resiliência ambiental e refúgios de sanidade mental e ecológica em Brumadinho e adjacências. Você pode conhecer o trabalho dele também através do site https://fazendasertao.com/

Com perguntas e comentários que abarcaram toda a obra, esse “Colapso e Êxodo Urbano” foi conduzido pelo Guilherme Scharf, que atua como fomentador de hortas urbanas como ferramenta para o desenvolvimento comunitário em Curitiba. Guilherme compartilha como a trajetória do Seu Maninho, realizando a transição para o campo com quase 50 anos, o inspirou a buscar mais ainda mais autonomia em sua vida e projetos com a agricultura urbana. Durante a conversa, Guilherme também comenta como a obra é relevante para todas as pessoas e não só aquelas buscando sair das cidades em função da profundidade como aborda o declínio energético e apresenta a noção de sucesso integral. O apoio e pedidos antecipados e com desconto podem ser feitos por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Os lançamentos com eventos presenciais estão pré-agendados para o mês de Agosto. Por enquanto teremos eventos em Brasília, Campinas, Florianópolis, Gravatal (SC), Nova Petrópolis (RS) e Porto Alegre. Se você tem contatos com jornalistas, programas de TV e podcasts com alcance de audiência e gostaria de ver o livro chegando para um número maior de pessoas, por favor, fique à vontade para indicar o livro para esses canais e pessoas. Luiz Guilherme Scharf é agricultor urbano e conector de territórios. Foi consultor em metodologias participativas do 2º Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Curitiba e contribuiu para a implantação da Fazenda Urbana, referência nacional em agricultura urbana, além da expansão das hortas comunitárias do município. Atua como consultor em estratégia territorial e governança colaborativa, desenvolvendo projetos que conectam cidade, alimento e comunidade, fortalecendo redes locais e ampliando a capacidade dos territórios de produzir cuidado, pertencimento e regeneração.

O Dr Steenbock prefaciou e agora inaugura essa temporada de podcasts organizada para promover o livro “Colapso e Êxodo Urbano: construindo vidas resilientes e autônomas no campo”. Com muito esmero Steenbock conduziu uma conversa que passeia por todos os capítulos do livro, busca o sentido original do título e revela como a obra pode ser útil para o leitor e a leitora que já vive ou quer ir viver no campo. O apoio e pedidos antecipados e com desconto podem ser feitos por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Os lançamentos com eventos presenciais estão pré-agendados para o mês de Agosto. Por enquanto teremos eventos em Brasília, Belo Horizonte, Brumadinho, Campinas, Florianópolis, Gravatal (SC), Nova Petrópolis (RS) e Porto Alegre. Se você tem contatos com jornalistas, programas de TV e podcasts com audiência alinhada e gostaria de ver o livro chegando para um número maior de pessoas, por favor, fique à vontade para indicar o livro para esses canais e pessoas.

Chegamos ao nosso último vídeo da Confraria Agrária inspirado nos módulos do programa Êxodo Urbano Urgente: curso onde você tem acesso às ferramentas necessárias para planejar sua transição para o campo. No vídeo de hoje, apresentamos um resumo e um apanhado geral da nossa série, destacando a importância do planejamento e relembrando os destaques de cada módulo. A partir da próxima semana, começamos uma nova série na Confraria Agrária: uma revisão bibliográfica dos principais livros e autores que me influenciaram a escrever meu próprio livro! É uma boa oportunidade para acompanhar algumas leituras fundamentais da alfabetização ecológica mais de perto. O meu livro está quase pronto! Você pode apoiar o projeto fazendo seu pedido antecipado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Conheça o meu site e acompanhe meus artigos euricovianna.com.br

Hoje e seguindo pelas próximas semanas, nossos vídeos e encontros ao vivo da Confraria Agrária serão baseados nos módulos do Programa Êxodo Urbano Urgente - curso onde você tem acesso às ferramentas necessárias para planejar sua transição para o campo. No vídeo de hoje, falamos sobre o planejamento rural utilizando as oito camadas da Escala de Permanência da Linha Chave, abordagem que revela como a água se comporta em cada relevo e coloca essa informação na base do planejamento. O meu livro está quase pronto! Para comemorar vou trazer aulas sobre como planejar o êxodo urbano e criar permanência no campo baseadas nos capítulos do livro. Você pode apoiar o projeto fazendo seu pedido antecipado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6

Hoje e seguindo pelas próximas semanas, nossos vídeos e encontros ao vivo da Confraria Agrária serão baseados nos módulos do Programa Êxodo Urbano Urgente - curso onde você tem acesso às ferramentas necessárias para planejar sua transição para o campo. No vídeo de hoje, falamos sobre a necessidade da relocalização e sobre como a grande maioria das pessoas não terá mais tempo, nem recursos para buscar áreas mais adequadas para criar resiliência durante o declínio energético e quais são as maneiras de adaptação a esse cenário. Passando por autores como David Holmgren e Nicole Foss, demonstro que pensar sobre a relocalização e o formato do lar está muito mais próximo ao formato de uma matriz do que de uma decisão em linha reta. O livro "Colapso e Êxodo Urbano" está quase pronto! Para comemorar vou trazer aulas sobre como planejar o êxodo urbano e criar permanência no campo baseadas nos capítulos do livro. Você pode apoiar o projeto fazendo seu pedido antecipado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6

Hoje e seguindo pelas próximas semanas, nossos vídeos e encontros ao vivo da Confraria Agrária serão baseados nos módulos do Programa Êxodo Urbano Urgente - curso onde você tem acesso às ferramentas necessárias para planejar sua transição para o campo. No vídeo de hoje, falamos sobre a importância do uso de um caderno e da escrita à mão, em conjunto como um sistema de organização analógico, para o aprofundamento da nossa capacidade de observação, alfabetização ecológica e tomada de decisão. O livro "Colapso e Êxodo Urbano" está quase pronto! Para comemorar vou trazer aulas sobre como planejar o êxodo urbano e criar permanência no campo baseadas nos capítulos do livro. Você pode apoiar o projeto fazendo seu pedido antecipado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6

Hoje e seguindo pelas próximas semanas, nossos vídeos e encontros ao vivo da Confraria Agrária serão baseados nos módulos do Programa Êxodo Urbano Urgente - curso onde você tem acesso às ferramentas necessárias para planejar sua transição para o campo. No vídeo de hoje, falamos sobre a aplicação da Gestão Holística em diferentes contextos, saindo da macro escala e seus impactos políticos mundiais até a pequena escala com a agricultura familiar e de subsistência. O meu livro está quase pronto! Para comemorar vou trazer aulas sobre como planejar o êxodo urbano e criar permanência no campo baseadas nos capítulos do livro. Você pode apoiar o projeto fazendo seu pedido antecipado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6

Hoje e seguindo pelas próximas semanas, nossos vídeos e encontros ao vivo da Confraria Agrária serão baseados nos módulos do Programa Êxodo Urbano Urgente - curso onde você tem acesso às ferramentas necessárias para planejar sua transição para o campo. No vídeo de hoje, falamos sobre alfabetização energética e como uma transição bem planejada pode nos ajudar a viver no campo com menos dependência dos combustíveis fósseis. O livro "Meu Caderno de (ida para o) Campo" está quase pronto! Para comemorar vou trazer aulas sobre como planejar o êxodo urbano e criar permanência no campo baseadas nos capítulos do livro. Você pode apoiar o projeto fazendo seu pedido antecipado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6

Hoje e seguindo pelas próximas semanas, nossos vídeos e encontros ao vivo da Confraria Agrária serão baseados nos módulos do Programa Êxodo Urbano Urgente - curso onde você tem acesso às ferramentas necessárias para planejar sua transição para o campo. No vídeo de hoje, falamos sobre alfabetização ecológica e questionamos se é realmente possível "reformar" as cidades uma vez que elas são avessas aos processos ecossistêmicos. Sabemos que a solução não são "cidades esponja" e nem "cidades de 15 minutos", mas sim uma vida no campo onde podemos viver realmente com excedente energético. O livro "Meu Caderno de (ida para o) Campo" está quase pronto! Para comemorar vou trazer aulas sobre como planejar o êxodo urbano e criar permanência no campo baseadas nos capítulos do livro. Você pode apoiar o projeto fazendo seu pedido antecipado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6

Precisamos incluir tempo de qualidade com as pessoas amadas e de intimidade com o território como parte do que as pessoas chamam de "sucesso". Nossas atividades precisam melhorar a saúde física e mental de todas as pessoas envolvidas e biocapacidade do território ao mesmo tempo. O que fazemos deve fortalecer a economia local e o tecido social! Planejar uma vida frugal e ao mesmo tempo atividades que gerem uma boa renda, não é um paradoxo. É uma estratégia poderosa para o nosso tempo! O livro "Meu Caderno de (ida para o) Campo" está quase pronto! Para comemorar vou trazer aulas sobre como planejar o êxodo urbano e criar permanência no campo baseadas nos capítulos do livro. Você pode apoiar o projeto fazendo seu pedido antecipado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6

Depois do calote de uma grande empresa da região, que da noite para o dia resolveu não cumprir o acordo de compra da produção, ele resolveu vinificar as próprias uvas e fazer a transição para a produção agroecológica. Ele não tinha uma formação acadêmica, mas tinha o conhecimento e a memória ancestral dos Italianos que vieram sem nada e ergueram vidas dignas e abundantes na Serra Gaúcha. Foi com a prática, muita observação e sensibilidade que ele desenvolveu intimidade com seu território e uma forma muito pessoal de fazer o vinho de fermentação natural sem aditivos químicos. Cada videira, cada árvore, cada animal recebe uma atenção individual sob o olhar dele. Os ciclos de produção das galinhas caipiras, dos patos e da suinocultura artesanal são fechados trazendo autonomia sobre os adubos, uma dieta saudável e saborosa para a família e renda extra com os embutidos. As uvas que mais se adaptaram ao manejo ecológico são aquelas que, em sua maioria, muitos chamam de "rústicas". Mas foram elas que ganharam reconhecimento especial em função do sabor revelado pelo talento na vinificação artesanal do Acir Boroto, da vinícola Famiglia Boroto.

Durante uns anos eu parei de dar aulas sobre a Escala de Permanência da Linha Chave (EPLC) porque percebi que a vontade das pessoas de exibir eco-técnicas fazia com que elas investissem mais dinheiro e esforço do que o necessário para desenvolver a propriedade. Quando estamos aprendendo a implantar sistemas florestais, é comum errar colocando diversidade demais, o que dificulta o manejo e a viabilidade. Muitos institutos de permacultura que dependiam muito de verbas públicas e recurso do terceiro setor e tinham sua manutenção cara em função da número de pessoas necessário para manter quantidade de soluções elencadas na propriedade, também enfrentaram desafios enormes. As soluções do planejamento tem que ser específicas de cada contexto familiar, necessidade de viabilidade econômica e demandas (ou características) do território. Essa é a proposta da formação continuada em EPLC que estou ministrando de Maio a Dezembro, com um sábado por mês, em Gravatal/SC. As vagas já estão se esgotando e as inscrições vão até o dia 05/05 pelo link https://forms.gle/oK4rvdLqDgR14Voj7 Para quem quer desenvolver um planejamento da propriedade começando pelo contexto específico da família, o melhor contato é por e-mail (via website).

“O papel da agricultura é produzir alimentos e fibra enquanto o solo é constantemente melhorado”. A intenção da “Escala de Permanência da Linha Chave ” é estabelecer uma ordem de prioridade para a tomada de decisão no planejamento de propriedades rurais e entender a permanência relativa de suas respectivas áreas. (P.A. Yeomans. 1958. The Challenge of Landscape). Montei uma formação continuada baseada no Gerenciamento Holístico e na Escala de Permanência da Linha Chave, voltada para as pessoas e as propriedades no sul do Brasil. Vamos ter com um encontro presencial, um sábado por mês, de maio a dezembro em Gravatal/SC. A formação tem como objetivos centrais: - desenvolver um planejamento de gestão e da propriedade que harmoniza as vocações e necessidades das pessoas e dos empreendimentos com as aptidões de território; - apresentar uma ordem de prioridade clara e econômica para o desenvolvimento e manutenção dos elementos que compõem uma propriedade rural; - garantir resiliência climática por meio do planejamento que considera os eventos extremos (ex. a pior tempestade ou a seca mais longa). Deixo abaixo o link com mais informações para vocês acessarem e avaliarem se gostariam de participar e compartilhar com as redes de vocês. Abraços! Eurico Link: https://forms.gle/yYYNQoM81ejoVe457

O sobrevivencialismo tem suas origens na era da Guerra Fria nos Estados Unidos. Desde então toda uma cultura foi criada em torno da aptidão para colapsos extremos e repentinos causados por guerras, catástrofes ecológicas ou a interrupção do suprimento de energia e alimentos. A comprovação histórica de que frequentemente durante as situações de colapso as maiores violências são praticadas por pessoas e instituições que já se beneficiavam do poder, faz com que os sobrevivencialistas tenham uma verve mais libertária ou anarco-capitalista. Essa mesma verve torna difícil para as pessoas à esquerda do espectro político ideológico enxergar as contribuições a atitudes positivas do sobrevivencialismo. Por outro lado, a importação do conceito do sobrevivencialismo para o Brasil, sem uma tradução e contextualização histórica e cultural, impede muitos sobrevivencialistas de enxergar a força da organização e protagonismo coletivos que vários grupos brasileiros tem nos momentos de crise e colapso durante a nossa História. Se a frase “não existe solução individual para problemas sistêmicos” carrega alguma verdade, a observação precisa de Wendell Berry, o cronista agrário e anticapitalista americano, nos mostra a importância da coerência: “a pessoa precisa começar na própria vida as soluções privadas que só em tempo podem ser tornar soluções públicas”. (Wendell Berry em The Unsettling of America. 1977. p.26)

Um problema pode ser resolvido, mas uma situação ou predicamento não. Desde a Revolução Industrial que cada geração vive com cada vez mais energia (combustíveis fósseis) à sua disposição. Mas no começo dos anos 2000, segundo pesquisas encomendadas pelas maiores empresas do setor, vivemos o pico de produção do petróleo e daqui para frente cada geração terá que viver com cada vez menos energia disponível para viabilizar suas vidas. O que vivemos não é uma crise energética ou um problema, é uma situação que precisa ser enfrentada. Paradoxalmente, o declínio energético não pode ser resolvido pelas instituições e modo de pensar que se firmaram durante o período de bonanza do petróleo. Soluções centralizadas que impõem de cima para baixo como as pessoas comuns devem agir ou se comportar durante as crises, só são possíveis quando se tem muita energia para implementação e fiscalização. As possíveis alternativas para enfrentarmos o declínio energético são específicas de cada contexto e, portanto, são de natureza dissidente, local e distribuída. Essa nova forma de viver que garante abundância e segurança com cada vez menos energia requer uma combinação especial de habilidades. Entre elas a alfabetização ecológica e energética, a capacidade de tomar boas decisões em meio a situações complexas, a disciplina para minimizar dependências e vulnerabilidades, o conhecimento para escolher para onde ir (ou como ficar onde está) e como desenvolver a propriedade de forma integral e energeticamente eficiente. O Programa Êxodo Urbano Urgente foi desenvolvido para apoiar as pessoas que estão dispostas a montar um plano estratégico e realizar sua transição ecológica com a máxima segurança antes que o cenário econômico fique ainda mais caótico. As inscrições para a nova turma estão abertas até essa quarta dia 08 de abril. Além de receber o livro Meu Caderno de (ida para o) Campo (ainda sendo produzido), essa turma vai ter uma consultoria para revisar os planos estratégicos ao vivo comigo. Inscreva-se pelo link PV Exodo Urbano Urgente - Eurico Vianna

O “home office” muda o lugar a partir do qual trabalhamos, mas não muda como o trabalho cada vez mais especializado nos torna sempre mais dependentes. Nossa casa passa a funcionar para as corporações com custos altíssimos para nossa saúde e famílias. A economia informal, a dádiva e o escambo que podem ser nutridos à partir de nossos lares, por outro lado, criam uma viabilidade que funciona para a gente. Além disso, criam habilidades generalistas que tem mais probabilidade de garantir dignidade, autonomia, saúde e resiliência frente a um colapso energético mais acentuado. O “home office” prega liberdade geográfica em uma lógica econômica predatória. As atividades generalistas que desenvolvemos à partir do lar reforçam nossos laços familiares e cultura de pertença ao território. Precisamos repensar a noção de sucesso, o papel da família e a função do lar para enfrentar o declínio energético. Nos tempos atuais, nosso sucesso deve tornar o caminho de declínio energético em uma maneira de termos mais saúde, conexão com as pessoas amadas e intimidade com a natureza. Esse é o tema dessa semana na série de vídeos que venho fazendo para colaborar com as maneiras como podemos nos preparar para os efeitos da guerra dos EUA contra o Irão e um provável declínio energético ainda mais acentuado daqui para frente. O Programa Êxodo Urbano Urgente foi desenvolvido para apoiar as pessoas que estão dispostas a montar um plano estratégico e realizar sua transição ecológica com segurança e antes que o cenário econômico fique ainda mais caótico. As inscrições para a nova turma que terá uma consultoria comigo de bônus, estão abertas até essa quarta dia 08 de abril. Além de receber o livro Meu Caderno de (ida para o) Campo (ainda sendo produzido), essa turma vai ter uma consultoria para revisar os planos estratégicos ao vivo comigo. Você pode acessar o programa por esse link: https://euricovianna.com.br/pv-exodo-urbano-urgente/

Nesta segunda conversa fazemos uma leitura da guerra dos EUA contra o Irão motivada pela busca pela hegemonia energética estadunidense. A conversa vai de leituras mais amplas e chega até nossa longa transição para uma vida mais autônoma no campo. Esperamos que ao conversar sobre nossa busca por uma vida autorresponsável, digna, saudável e resiliente no campo frente a um mundo com cada vez menos energia disponível inspire outras famílias as fazer o mesmo em suas regiões.

As soluções que realmente fazem a diferença na vida das pessoas em um cenário de declínio energético já existem. Elas são mais culturais e biológicas do que tecnológicas. Surgem majoritariamente de soluções pequenas e locais, não são frutos de políticas públicas impostas por poderes centrais e de cima para baixo. Paradoxalmente, elas não serão adotadas voluntariamente por muitas pessoas… pelo menos não até que sejam forçadas. Um pequeno percentual da população, no entanto, já entendeu que é melhor ir se adaptando antes e com cuidado do que lidar com todas as dimensões de suas vidas em uma situação caótica. São essas pessoas que estão construindo os Santuários de Sanidade Mental e Ecológica que poderão servir de farol para as outras que, com certeza, terão que se adaptar depois. Dando sequência aos vídeos da Confraria Agrária que visam apoiar um viver digno e autônomo para as pessoas no campo, nesse episódio eu faço uma revisão das obras do David Holmgren, co-criador da permacultura, para discutir possíveis soluções para um possível colapso energético abrupto em função da guerra dos EUA e Israel contra o Irão. É evidente que vivemos um declínio energético. Isso fica claro quando analisamos as décadas de perda de poder aquisitivo, mesmo nos países ‘desenvolvidos'. Mas a intervenção ilegal dos EUA na Venezuela para sequestrar o Maduro e a guerra que os EUA e Israel estão travando contra o Irão deixam claro que já não vivemos um declínio, mas um colapso energético. O que é riqueza para você nesse cenário? Como garantir alimento, segurança e dignidade para você e sua família se os sistemas alimentares entrarem em colapso ou o Estado implantar restrições energéticas? É essencial traçar um plano estratégico para garantir as 5 áreas essenciais da sua vida antes que a crise se agrave. Entre em contato comigo para construir o seu Santuário de Sanidade Mental e Ecológico e desenhar um viver baseado no fluxo solar energético.

Depois de muitos anos sofrendo com alergias gravíssimas e debilitantes, Jacob Wolki embarcou em uma jornada de cura produzindo o próprio alimento. Para garantir boas margens de lucro e um alimento livre de químicos, desde o começo, Jacob optou por uma pecuária sem uso de químicos, com rebanhos de ovinos e bovinos a pasto e suínos criados a pasto com alimentos orgânicos. Junto com sua esposa, ele desenvolveu maneiras de beneficiar a carne usando o máximo possível do animal e depois criou uma linha de cosméticos naturais usando a gordura. Entre outras soluções inovadoras, Jacob criou um açougue que funciona 24 horas por dia e 7 dias por semana. Os clientes pagam uma taxa pelo acesso à loja, recebem uma chave eletrônica e podem fazer suas compras em uma loja que não tem funcionários. Jacob não foi criado no campo, diz que aprendeu muito no YouTube, que sempre buscou exemplos do que dá certo com abordagens ecológicas ao invés de ouvir as pessoas que dizem que essas abordagens não dão certo. Hoje, a propriedade em que vive com sua família foi comprada com o lucro vindo da pecuária ecológica.

As mudanças de comportamento estão entre as ações com maior retorno imediato para as pessoas comuns! O ambientalismo de sacrifícios e as austeridades, além de nos colocar em uma lógica de ação onde quase sempre perdemos direitos, não funcionam porque não nos trazem autonomia verdadeira. A maioria de nós já vive vulnerável em vários contextos e situações, se não o tempo todo. As "lideranças" são incapazes de planejar e implantar política ações que assegurem a dignidade e autonomia das pessoas em um mundo em disputa por energia. Mas mesmo entre as pessoas com menos recursos financeiros muitos princípios e ações podem ser adotados para nos blindar dos efeitos da guerra e do colapso civilizacional da qual ela faz parte. Para quem quer construir estratégias e agir de forma coerente com o contexto econômico e social específico da sua família. A contribuição é voluntária! https://euricovianna.com.br/cultura-da-dadiva/

Primeiro eles lançaram o livro "The Independent Homestead" destilando décadas construindo uma vida autonoma. Agora eles estão lançando o "One-Cow Revolution" compartilhando os padrões mais amplos, porém precisos, que constroem independência alimentar em uma propriedade familiar à partir de uma vaca de leite. Shawn e Beth Dougherty integram um casal amoroso, sábio, tenaz e resiliente que há décadas vem nutrindo uma família linda no campo. Nossa conversa passeou por livros, aprendizados práticos, a família e o amor pelos filhos como propósito maior para viver uma vida auto-responsável e saudável no campo e chegou até a espiritualidade. Por que algumas pessoas não chegam na ética ecológica como forma de devoção ao sagrado? O "homesteading" cresce como moda entre cristãos e pessoas à direita do espectro ideológico político, mas nos faria muito bem lembrar que homesteading significa 'agricultura familiar de subsistência' e honrar as pessoas que vivem de forma a preservar os séculos de conhecimento tradicional que temos sobre esse viver nos vários biomas brasileiros. Faço votos que essa conversa com esse casal maravilhoso inspirem as pessoas a se reconectar com essa vida no Brasil.

A maioria das propriedades rurais no Brasil tem aptidões que nunca foram lidas com atenção. Não por falta de esforço dos proprietários, mas porque nunca foram ensinados a ler o território antes de planejar como se viabilizar à partir dele. Plantam o que o vizinho planta. Adotam o que o técnico recomenda. Investem no que parece mais óbvio. O resultado, na maior parte dos casos, é uma propriedade que produz com custos altos, que exige muito e que não cria o vínculo que as pessoas esperavam ter com o território onde escolheram viver. Na Imersão Impacto Positivo, fazemos juntos a leitura ecológica da sua propriedade: o que ela oferece, o que ela pede, o que e como faz sentido construir ali. Não existe planejamento rural sólido, que construa um sucesso integral (econômico, social e ecológico) sem esse estudo anterior. As inscrições estão abertas para a Imersão Impacto Positivo, no próximo sábado! Link para inscrição Imersão Impacto Positivo – Eurico Vianna

De forma geral, as famílias mais abastadas pagam caro para que seus filhos possam integrar habilidades manuais em suas educações, mas fazem de tudo para que sigam carreiras especializadas. Como adultos, essas pessoas são infelizes porque embora tenham aprendido essas habilidades, raramente se viabilizam por meio delas. As famílias do campo mandam seus filhos para escolas públicas que tem ensinado as gerações mais jovens a ser funcionários em empresas nas cidades. Quando adultos, essas pessoas também são infelizes porque cresceram livres, junto a natureza e os sistemas que apoiam a Vida e porque sua sabedoria e habilidades são desdenhadas pela cultura urbana. Entretanto, com o custo de vida cada vez mais caro, com o projeto da elite financeira de controle absoluto sobre as pessoas comuns se materializando rapidamente e a mídia corporativa banalizando guerras e invasões, precisamos nos perguntar se podemos confiar nas instituições para nos mantermos com saúde e dignidade enquanto a crise instala. Nesse cenário, as habilidades práticas da vida rural deixam de ser vistas de forma pejorativa e voltam a ganhar prestígio entre as pessoas que prezam a autonomia e autorresponsabilidade frente ao caos que se instala. Abraços, Eurico Vianna

Como diz Michael Pollan, autor de O Dilema do Onívoro, "Não existe comida barata. O custo real da comida é pago em algum lugar." Essa observação perpassa minha conversa mais recente com o produtor de queijos Minas artesanais Vinícius Soares. Vinícius que começou a Queijaria Faz o Bem em 2021, tem queijos premiados e conseguiu a primeira certificação orgânica para o queijo Canastra, recentemente abriu mão da certificação. Embora a queijaria esteja se estabelecendo cada vez mais como uma referência pela qualidade dos queijos e cuidado ecológico com a propriedade, os animais e a produção, nossa conversa revela vários desafios que os pequenos produtores tem tido que enfrentar atualmente. Contatos e encomendas com a Queijaria Faz o Bem podem ser feitos pelo Instagram @fazobemqueijaria

O turismo e a educação tem crescido como alternativas para apoiar o viver agrário junto com a produção comercial ou de subsistência. Com isso o número de profissionais recomendando esses serviços também cresceu. Mas será que não estamos perdendo o foco no sonho, no objetivo principal: uma vida boa, digna, segura, com a família, amigos e a comunidade e com pertença e intimidade com o território?! Algumas famílias e seus territórios tem mais vocações e aptidões para o turismo, outras para produção, outras talvez para a educação. De modo que como cada família combina produção, educação e turismo em regiões diferentes se manifesta com muitas nuances. O campo tem muitas dimensões e as pessoas vão viabilizar seus viveres de formas variadas também. Educadoras, consultoras, donas de hospedarias, todas ocupações importantes na composição de um campo que vive por si e para si e não subjugados a mono-função de alimentar as cidades. Mas quando o Airbnb e o marketing digital lucram mais com o campo do que as famílias que vivem e produzem nele, acho que precisamos avaliar que tipo de vida queremos construir no campo e se essas alternativas (educação e turismo) estão, de fato, realizando ou corrompendo nossos sonhos e visão para o campo. Que tipo de educação e que tipo de turismo estariam à serviço de um viver agrário com ética ecológica?! Essas questões e temas fizeram parte da nossa Confraria Agrária dessa semana.

Graeme Hand desenvolveu um manejo baseado em resultados que aumentam os lucros, melhoram a saúde da propriedade e diminuem drasticamente os riscos da pecuária familiar. De forma peculiar, científica e muito didática, ele combina o Gerenciamento Holístico e o Ultradenso com abordagens de monitoramento precoce da saúde do rebanho e das pastagens. O foco no lucro como função do manejo ecológico, na autonomia e qualidade de vida dos produtores faz com que Graeme defenda densidades altíssimas, o pastejo não seletivo (com recuperação apropriada) e animais adaptados (ao invés de “melhorados”). Mas diferente de outros consultores, Graeme também tem defendido um ajuste gradual da taxa de lotação dos animais informado pelo lucro. Durante a conversa também cogitamos uma formação online para os pecuaristas brasileiros. Para registrar o interesse, basta entrar em contato.

Nossos sistemas alimentares foram desenhados para serem ativos para corporações monopolistas e inescrupulosas. Os ricos (e as pessoas que ainda tem condições) que buscam segurança tem comprado terras e a expectativa é que essas terras valorizem cada vez mais. Só que isso é uma desconexão com a realidade biofísica! Uma pequena propriedade rural não consegue gerar renda suficiente em empreendimentos baseados no fluxo solar energético para pagar o investimento em um valor de especulação. Eventualmente grande parte das terras produtivas estará nas mãos de pessoas ricas que esperam que elas dupliquem de valor a cada ano, mas que não produzem comida de qualidade nelas. Os ricos compram e as pessoas comuns são gentrificadas ou mudam para as cidades e nunca mais conseguem comprar de volta a segurança que uma propriedade rural oferece: água limpa e comida nutritiva mesmo durante um colapso econômico. A lógica de especulação dos imóveis rurais coloca até mesmo os ricos em risco, mas eventualmente todo o país porque a terra que ‘valoriza' parada não é capaz de assegurar segurança de verdade. Só pessoas que vivem vidas dignas tem orgulho de seu território, valorizam seus vizinhos, nutrem a cultura capaz de produzir alimentos nutritivos e de manter a água limpa enquanto melhoram a saúde do território. É verdade que em quase todas as crises que vivemos a elite financeira conseguiu se proteger e sair ainda mais rica. Mas também é verdade que nesses momentos parte da população acordou e se mobilizou para assegurar sua dignidade. Acesso à terra é essencial, mas sem um viver que cria intimidade e superávit em forma de alimentos nutritivos, propriedade nenhuma tem valor real.

Nessa conversa, Greg Judy, conhecido internacionalmente como “o pecuarista regenerativo” compartilha sua jornada desenvolvendo uma abordagem lucrativa e de baixo risco para que cada vez mais pessoas possam viver bem no campo. Judy, menciona sua parceria com o consultor sul africano do Gerenciamento Holístico, Ian Mitchell-Innes. Entre a jornada de Judy, as oficinas ministradas com Mitchell-Innes e a abordagem que Judy preconiza hoje, algumas características se ressaltam: o uso de genéticas adaptadas para o contexto climático de cada propriedade, o uso de altas densidades animais e rebanhos mistos (bovinos e ovinos), assim como dos sais minerais de escolha livre. Características que venho abordando e defendendo em meu trabalho como necessárias.

“A máquina” é como Paul Kingsnorth define de forma ampla e sensorial a expansão do pensamento ocidental, cartesiano e tecnicista que tem nos roubado a percepção direta das relações com as pessoas, o passado, a oração e o território. Mutilados dessas relações diretas e seduzidos pelo sexo, pela ciência, o ego e as telas, estamos perdendo rapidamente nossa noção de uma cultura real, da escala humana e de uma economia moral e local. Nessa Confraria Agrária eu uso o livro Against the Machine, de Kingsnorth, e o Capitalismo de Vigilância, da Shoshana Zuboff, para comentar o caso de Epstein e uma fala recente de Bill Gates na Índia sobre a importância das identidades digitais para monitorar os produtores rurais. A Confraria vai ao ar todas as quartas às 10h. Para receber o link para a sala de reunião onde conversamos sobre os textos que trago, basta se inscrever no link abaixo: Confraria Agrária - Eurico Vianna

Nesse podcast o Jorge Maron, da Ameríndia, compartilha suas pesquisas e experimentos didáticos com a Bioconstrução e os domos geodésicos, com uma crítica histórica severa ao modelo de educação convencional. É uma conversa que passeia compartilhando vários mestres e autores e que nos parece será apenas a primeira de muitas conversas voltadas para a construção da autonomia das pessoas que vivem (ou querem viver) no campo.

Nesse podcast Eurico traz reflexões e referências importantes para pensarmos e estruturarmos com urgência uma economia alternativa para garantir segurança e abundância para quem vive no campo. Usando pensadores e autores que vão desde a antropologia, passam pelos estudiosos do colapso e vão até a economia, Eurico argumenta que os empreendimentos e atividades rurais tem que ser lucrativos na economia vigente, mas também capazes de trazer resiliência, segurança e abundância para nossas famílias no caso do acirramento do colapso econômico e energético que já está se desenrolando. O teste com o uso do Bitcoin Cash (BCH), Eurico avisa, não é por esperar que vá resolver tudo ou que seja uma alternativa completa para o sistema econômico fiduciário atual que está em colapso. O do BCH é mais no sentido de garantir o direito de privacidade em nossas transações, nossa capacidade de desobediência civil e de construir alternativas comerciais com uma moeda descentralizada. Para participar dos testes e estudos do Eurico com o Bitcoin Cash (e criação de uma economia paralela), você pode doar qualquer quantia usando esse endereço: Bitcoincash:qzj3zy7htr42tp69js89yg2x577u9cvtey3x7a3rwp Para comprar o curso Gestão e Planejamento Rural Impacto Positivo com 50% de desconto (de R$3100 por R$1550) usando Bitcoin Cash, use o endereço abaixo e salve a ID da transação para usar compro comprovante da sua inscrição: bitcoincash:qzj3zy7htr42tp69js89yg2x577u9cvtey3x7a3rwp?amount=0.55838752

Uma conversa com o Jeremy do Bitcoin Cash podcast sobre as possíveis utilidades dessa moeda digital que dispensa intermediários, garante privacidade e a soberania sobre dinheiro que usamos. Jeremy explicou a origem do Bitcoin e os eventos que levaram até a divisão entre Bitcoin e Bitcoin Cash. Estou estudando o uso de moedas alternativas como forma de assegurar a privacidade, o valor da moeda e a capacidade de dissidência (usando uma moeda descentralizada e sem intermediários que nem governos, nem bancos podem bloquear). As moedas alternativas são essenciais no campo para apoiar uma cultura que valoriza a diversidade. Mas se essas moedas estiverem sempre atreladas ao banco central ou puderem ser censuradas ou subjugadas, elas perdem sua função de embasar uma cultura de pessoas autônomas. Essa é mais uma área que as pessoas à esquerda tem deixado passar batido das pautas. Porque a maioria das pessoas defendendo e buscando formas de transação econômica sem intermediários (de pessoa para pessoa) são da direita, a esquerda deixa de estudar, praticar e criar alternativas que mantenham o direito de privacidade e a capacidade de dissidência. Um exemplo? Logo depois que o Bitcoin foi criado, perguntaram ao Yanis Varoufakis, uma das maiores lideranças da esquerda atualmente, o que ele achava. Ele disse que era uma grande solução para um problema que ainda não existia. Um ano depois o Bitcoin salvava o Julian Assange e a Weakleaks da censura e falência quando todos os países juntos se recusaram a deixá-los usar o sistema bancário. Estou testando o uso do Bitcoin Cash não como panaceia ou alternativa completa para sistema econômico fiduciário atual, mas como uma forma de garantir o direito de privacidade nas minhas transações, a minha capacidade de desobediência civil e de construir alternativas comerciais com uma moeda descentralizada. Para apoiar meus testes com o Bitcoin Cash com doações, você pode usar esse endereço: bitcoincash:qzj3zy7htr42tp69js89yg2x577u9cvtey3x7a3rwp Para comprar o curso Gestão e Planejamento Rural Impacto Positivo com 50% de desconto (de R$3100 por R$1550) usando Bitcoin Cash, use esse endereço: bitcoincash:qzj3zy7htr42tp69js89yg2x577u9cvtey3x7a3rwp?amount=0.55838752

Nesse episódio do Podcast Impacto Positivo o agrônomo Gabriel Fernandes compartilha sua experiência atendendo agricultores familiares ainda dependentes do modelo industrial na região do litoral sul de SC. Gabriel também compartilha como tem trabalhado para construir autonomia por meio dos princípios e práticas agroecológicos. Um retrato em alta resolução das dificuldades da agricultura familiar e um testemunho forte de como é possível construir uma vida digna com a agroecologia. O Gabriel trabalha com consultorias para recuperação agroecológica do solo, análise de solo com a Cromatografia de Pfeiffer e desenho de sistemas de produção. Para contratar os serviços do Gabriel, é só entrar em contato pelo Instagram - @agentegera ou YouTube @Ecoraizes

Para essa semana eu trago uma aula sobre gestão e planejamento de empreendimentos rurais. Os alunos que participam da Comunidade Impacto Positivo e do programa de acompanhamento individual Sucessão, fica o convite para enviarem dúvidas e comentários que exploraremos em uma próxima aula. Este vídeo é a gravação da aula "Gestão e Planejamento Rurais". Com a pergunta “para qual futuro você está se planejando” a aula visa preparar famílias para a era do declínio energético desenhando empreendimentos rurais que trazem lucratividade, qualidade de vida e melhora da saúde ecológica da propriedade. A aula foi gravada em um curso sobre a construção de domos geodésicos, promovido pelo Jorge Maron, da Ameríndia, que aconteceu em Florianópolis/SC em janeiro de 2026.

Nesse podcast Jorge Timmermann compartilha sua visão de que é o exemplo de uma vida vivida de forma coerente com o campo, com nossos valores e a ecologia que pode, de fato, trazer as mudanças necessárias. Paradoxalmente, essas mudanças em massa precisam acontecer um quintal por vez. Jorge e sua companheira Suzana estão entre os educadores da permacultura com a maior taxa de sucesso ajudando as pessoas a se fixarem com vidas dignas, prazerosas e significativas no campo.

Acabamos de passar pelo solstício de verão, o dia do ano com mais horas de sol e a noite mais curta. No solstício de verão a maioria dos sistemas de produção está chegando ao seu pico, e a abundância trazida pelo sol do verão será colhida no outono. Enquanto isso, o Hemisfério Norte passou pelo solstício de inverno. Muitos historiadores e pesquisadores inclusive dizem que a religião católica teria escolhido celebrar o Natal nessa época do ano para se apropriar das celebrações pagãs do solstício, celebrando nesta data o renascer do ciclos naturais uma vez que a noite mais longa já passou e o sol voltará a brilhar mais, trazendo luz, calor e a possibilidade de cultivo. Neste vídeo, Eurico Vianna reflete sobre como, de acordo com os padrões naturais, no Hemisfério Sul estaríamos, na verdade, no meio do ano. Observando os fluxos energéticos naturais, percebemos o quanto estamos desconectados da natureza, e neste vídeo Eurico discorre sobre quais são os prejuízos dessa desconexão para quem vive no campo. Para ter acesso a mais textos e reflexões como essa, inscreva-se em nossa mala direta através do link da Confraria Agrária https://euricovianna.com.br/confraria...

Quais são as qualidades e habilidades da cultura agrária que precisamos resgatar e nutrir e quais são as crenças e teimosias das quais precisamos nos livrar? Quer seja pelo foco reducionista no lucro, que predomina no modelo industrial de larga escala, ou pela vulnerabilidade e dependência que a agricultura familiar desenvolveu em relação ao modelo químico de produção em função do marketing alienante das corporações nas últimas décadas, é muito pouco provável que as inovações ecológicas, sociais e comerciais necessárias no campo da produção e distribuição de alimentos aconteçam de forma significativa entre as pessoas que já vivem no campo. Foi nesse sentido que o produtor rural e consultor estadunidense, Gabe Brown e da doutora em zootecnia e psicóloga Temple Grandin, compartilharam recentemente que as futuras lideranças na produção primária com ética ecológica não terão nascido e se criado no campo” (trecho do livro Meu Caderno de (ida para o) Campo).

Nesse podcast Joel Salatin compartilha como desenvolveu a Polyfaces desde o começo baseado em princípios ecológicos e a necessidade de criar um empreendimento rural capaz de manter sua família vivendo bem no campo. Ele compartilha a saga da família desde seus pais até o momento atual com seu filho Daniel garantindo a sucessão familiar. Além disso, Salatin compartilha alguns de seus mentores, a importância do estudo para os produtores rurais e como tem inspirado os pequenos produtores rurais a encontrar brechas no sistema legal e burocracias para construir lucratividade com beneficiamento e venda direta de seus produtos dentro da propriedade. Ele acredita que o problema não é a falta de subsídios, mas o excesso de burocracias e exigências sanitárias que tem custos proibitivos para os pequenos e, portanto, favorecem o modelo industrial. Salatin termina explicando A Proclamação da Emancipação do Sistema Alimentar, um movimento que ele tem liderado para trazer de volta a liberdade de transação para os pequenos produtores rurais.

A mudança de paradigma de performance por animal para lucratividade por área é um salto gigantesco para a maioria dos produtores rurais. Quando se preconiza que essa lucratividade também deve trazer mais tempo livre e saúde para as pessoas e melhorar a propriedade sem nenhum uso de insumos químicos quase todos duvidam, mas isso não só é possível como vem sendo feito por produtores atendidos pelo Jaime Elizondo em vários continentes, climas e biomas. O Pastejo Total, como preconiza Elizondo, exige altas densidades para promover o pastejo não seletivo seguido do descanso apropriado para a pastagem (considerando as espécies de sucessão longa). Elizondo também preconiza animais geneticamente adaptados, com boa condição inerente, equilíbrio hormonal (dimorfismo acentuado) e fertilidade medida na prática. Foi uma conversa muito interessante e educativa com o Jaime compartilhando como o pastejo não seletivo melhora a propriedade rapidamente em função do metabolismo das plantas, do funcionamento da microbiota do solo e a maneira como o húmus é majoritariamente criado por essa simbiose e não pela adição de palhada (matéria orgânica em decomposição biológica) na parte de cima do solo. Como muitos consultores tem faltado com ética ao comparar as abordagens que preconizam o pastejo seletivo com as que promovem o não seletivo, essa conversa é muito relevante para aqueles produtores que buscam viabilidade com uma pecuária ecológica e capaz de melhorar a biocapacidade das suas propriedades. Site para contato com o Jaime Elizondo: https://www.rwranching.com/

Duas lideranças internacionais da agricultura, Gabe Brown e Temple Grandin, concordam que os novos rurais tem mais chances de empreender com sucesso no campo do que as pessoas nascidas e criadas nele. Nessa Confraria Agrária eu falo sobre as principais características compartilhadas entre as pessoas que tem sucesso com empreendimentos rurais e leio um trecho do livro Meu Caderno de (ida para o) Campo no qual também discuto os principais riscos e desafios dos empreendimentos rurais com ética ecológica frente ao declínio energético. Se você quer desenvolver seu contexto holístico, o meu curso Gestão e Planejamento Impacto positivo pode acelerar isso, pra saber mais clique no link: https://euricovianna.com.br/gestao-e-planejamento-de-propriedades-rurais/

O propósito bem definido e uma visão de futuro nítida funcionam como um imã trazendo os sonhos do amanhã para a realidade do dia a dia. Um propósito bem definido deve descrever tanto o 'por quê' fazemos o que fazemos, quanto o 'como' queremos viver nas camadas social, ecológica e econômica enquanto trabalhamos em nossas missões de vida. Nesse encontro da Confraria Agrária eu trago exemplos do uso do Gerenciamento Holístico no desenvolvimento do propósito para nossas vidas em nossas propriedades. Uma aula com muitas reflexões sobre como construir sucesso integral no campo. Se você quer desenvolver seu contexto holístico, o meu curso Gestão e Planejamento Impacto positivo pode acelerar isso, pra saber mais clique no link: https://euricovianna.com.br/gestao-e-planejamento-de-propriedades-rurais/

Será que estamos sobrepastoreando e degradando nossas propriedades com uma taxa de lotação menor do que deveríamos ter? É o que o pecuarista e autor Johann Zietsman vem defendendo citando John Acocks. Com humildade gigantesca, Zietsman diz que não criou o Pastejo Ultradenso, mas que 'apenas' teve a sorte de ter tido bons mentores e aprendido a ler a natureza de forma correta. Nesse podcast, ele compartilha como sempre soube que dedicaria sua vida a pecuária. Ele fala do contato com Allan Savory, criador do Gerenciamento Holístico, do tempo que estudou com o professor Jan Bonsma e do contato que teve com o criador da raça Beefmaster, Tom Lasater, e como essas referências foram importantes para que ele pudesse desenvolver o Pastejo Ultradenso. Durante o podcast conversamos sobre as diferenças de visão entre produtores e consultores que veem o campo pela lente da 'performance por animal' e os que entendem a necessidade de fazer a gestão com 'a maior lucratividade ecológica por área'. Os produtores e consultores que veem a pecuária pela lente da 'performance por animal' frequentemente são levadas a usar mais insumos e tem animais que precisam de mais suporte alimentar para serem férteis. Os que veem a 'máxima lucratividade ecológica por área' tendem a buscar animais adaptados, precoces, com boa condição corporal inerente e a cortar insumos químicos de suas operações. Zietsman também compartilha que acredita que temos o dever moral de usar os animais para melhorar a saúde das propriedades onde vivemos e produzimos. Uma conversa com muitas lições para aqueles que querem protagonizar uma vida no campo longe das garras das grandes indústria e deixando um legado de autonomia e saúde para as próximas gerações. * Esse podcast com o Zietsman é o segundo de uma série de vídeos/podcasts abordando o Manejo Ultra Denso de Pastagens. O primeiro vídeo/pocast “Rotatínuo, Gerenciamento Holístico e Ultradenso: vale a pena comparar?” foi uma aula explicando as premissas em comparação a essas outras abordagens. Deixe suas dúvidas e comentários para serem respondidos ou abordados durante a série.