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Neste episódio do Carteiros do Condado, Davi Fontenele recebe Paulo Chi, gestor de crédito estruturado e FIDCs da XP Asset Management, para uma conversa completa sobre FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios).Com exemplos práticos do mercado, eles explicam o que é um FIDC, como funciona a estrutura, quem são os principais players, quais os riscos envolvidos e por que esse mercado vem crescendo tanto nos últimos anos.Paulo Chi também mostra na prática como analisar um FIDC, quais os tipos de lastro mais comuns, como funciona a hierarquia de cotas (sênior, mezanino e subordinada), e dá exemplos reais de operações que estão rodando no mercado hoje.
Essa semana, Jurandir Filho, Felipe Mesquita e Evandro de Freitas relembram o episódio #168, em que conversaram sobre uma questão clássica: as continuações de jogos são melhores que os originais? Agora, chegou a hora de descobrir se a gente AINDA pensa da mesma forma. Quais jogos provaram que uma sequência pode superar o original? E quais mostraram que mexer no que já estava funcionando era uma péssima ideia?Esse é mais um podcast da nossa série Remakes!⭐ Curtiu? Assine e tenha acesso a + de 400 episódios exclusivos. Entre agora em 99vidas.com.br/bonusMais 99Vidas:➡️ Site | Youtube | Instagram | TikTok | Twitter |
O Supremo decidiu que a Lei Maria da Penha protege mulheres também em casos de violência de gênero que não acontecem dentro de casa nem envolvem parceiro ou parente. O caso julgado veio de Minas Gerais: um homem perseguia uma mulher, convencido de que mantinha algum tipo de relação com ela, e passou a ameaçá-la. A Justiça negou a aplicação da lei porque não havia vínculo afetivo entre os dois. O Supremo decidiu o contrário — e ampliou, mais uma vez, o alcance da lei. Como resumiu o ministro Nunes Marques, a proteção vale também para a violência que vem "da porta para fora".- ASSINE A MINHA NEWSLETTER PARA SABER MAIS: https://substack.com/@recondoeosonzeJuliana Cesário Alvim usa o trabalho da professora Fabiana Severi, da USP Ribeirão Preto, para situar o caso. Severi mostra que a Lei Maria da Penha nasceu com um projeto mais amplo do que a resposta criminal: previa também prevenção, educação e transformação institucional. Esse projeto corre o risco de ser domesticado pelo sistema jurídico — reduzido à punição individual do agressor, esvaziado de sua dimensão estrutural. Juliana lê os votos dos ministros Fachin e Flávio Dino a partir dessa lente: um recorre a instrumentos internacionais de direitos humanos, o outro levanta a questão da violência política de gênero.Tomás Pereira examina os dois pontos técnicos da decisão: competência e medidas protetivas. A Lei Maria da Penha foi desenhada para relações íntimas — o Supremo estende essa proteção a quem não tem esse vínculo, mas ainda sofre violência baseada em gênero. Tomás compara o caso com a Lei do Stalking, de 2021, que não prevê as mesmas medidas protetivas específicas da lei de 2006. E aponta um limite da decisão: o Supremo não definiu com clareza o que muda quando o caso não envolve gênero, o que deixa em aberto casos futuros de perseguição sem esse componente.Juliana também responde à crítica de que a lei estaria sujeita a abusos em outros tipos de conflito, como brigas de vizinhança ou de trabalho. Para ela, essa crítica não questiona o uso da lei — questiona seu fundamento: o reconhecimento de que a igualdade não pode partir de um sujeito abstrato, e que a violência de gênero exige resposta específica.O episódio termina com uma reflexão sobre o próprio podcast: por que insistir em julgamentos concretos do Supremo, quando o debate público sobre o tribunal costuma girar em torno de política e embates entre ministros. Para Felipe Recondo, Juliana Cesário Alvim e Tomás Pereira, é isso que sustenta o compromisso do Sem Precedentes — explicar o que o Supremo decide, caso a caso, e o que essas decisões significam para fora do tribunal.
A inteligência artificial está avançando rapidamente, mas existe uma infraestrutura física por trás de cada resposta de um chatbot, recomendação de um aplicativo ou sistema que usa IA. E justamente essa infraestrutura enfrenta um período de forte pressão. Um estudo da ISG aponta que a escassez de componentes de alto desempenho, como GPUs, CPUs e SSDs, pode continuar até 2027 ou 2028. A demanda cresceu rapidamente com a popularização da inteligência artificial, enquanto ampliar a capacidade mundial de fabricação de chips pode levar anos. Esse cenário já está mudando a forma como as empresas acessam poder computacional. Grandes provedoras de nuvem conseguem garantir fornecimento por meio de contratos e compromissos de compra, enquanto outras empresas enfrentam filas, preços elevados e acabam recorrendo à nuvem pública em vez de montar uma infraestrutura própria. No Brasil, porém, existe uma combinação que pode abrir oportunidades. O país recebeu bilhões de dólares em investimentos em data centers e conta com ampla oferta de energia de fontes renováveis. Segundo Pedro L. Bicudo Maschio, autor do estudo ISG Provider Lens sobre o mercado brasileiro, um dos principais obstáculos hoje está no custo para importar o hardware necessário. No novo episódio do Podcast Canaltech, conversamos com Pedro L. Bicudo Maschio, pesquisador e autor do estudo ISG Provider Lens sobre o mercado brasileiro de nuvem híbrida e serviços de data center para entender por que existe uma disputa por chips, como isso está fortalecendo o mercado de nuvem e o que pode mudar com o Redata. Na avaliação do pesquisador, a redução dos custos de hardware pode ajudar o Brasil a se tornar um centro regional de infraestrutura de nuvem e inteligência artificial. A conversa também mostra por que esse assunto não interessa apenas às empresas de tecnologia. A infraestrutura de IA já está por trás de aplicativos, serviços digitais e sistemas usados diariamente e pode influenciar o custo e a disponibilidade de novas soluções. Você também vai conferir: EUA liberam empresas privadas para atacar criminosos pela internet, celular gamer aposta em visual de “nave espacial” e Samsung prepara headphone premium para rivalizar com Apple e JBL. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer e Bruno Bertonzin. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Yuri Souza e a arte da capa é de Eric Mockaitis. O Podcast Canaltech está concorrendo para entrar no Top 20 do Prêmio iBest 2026! Se você acompanha nossos episódios, curte as entrevistas e gosta do conteúdo que produzimos todos os dias, sua ajuda pode fazer toda a diferença. Vote no Podcast Canaltech aqui. É rápido, gratuito e você pode votar até 3 vezes por dia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No mês em que a franquia completa 40 anos, trazemos pra vocês o aguardado episódio sobre Super Metroid. Esse foi pedido, hein! Bora dar play! - Para que esse projeto continue existindo e crescendo cada vez mais, considere virar um de nossos apoiadores em https://apoia.se/supersoda. Escolha um valor que caiba em seu orçamento e ganhe recompensas bem legais!
Ao regularizar imigrantes que já viviam no país, a Espanha contrariou a guinada conservadora do continente. A extrema direita aproveitou a crise de Ceuta para transformar essa diferença numa suposta ameaça para toda a Europa. Thomás Zicman de Barros, analista político Pedro Sánchez é o primeiro-ministro espanhol – ou, mais precisamente, presidente do Conselho de Ministros – e hoje um dos poucos líderes de esquerda da União Europeia. Nessa posição, acabou comprando briga com muitos governos de direita do continente. No início deste ano, a Espanha lançou uma ampla regularização de imigrantes que já viviam no país, em muitos casos trabalhando e contribuindo para a economia, mas sem os papéis em dia. A decisão causou alvoroço numa Europa governada majoritariamente pela direita e onde ideias antes associadas à extrema direita estão cada vez mais normalizadas. Esse contraste ficou particularmente evidente numa pretensa crise migratória ocorrida há duas semanas em Ceuta, no norte da África. Ceuta é um pequeno território espanhol na costa marroquina, reivindicado pelo Marrocos. Volta e meia, a região vive tensões relacionadas à migração, com pessoas tentando atravessar a fronteira para chegar ao território espanhol. No fim de julho, porém, o episódio tomou uma dimensão extraordinária: mais de 70 mil pessoas entraram em Ceuta em pouco tempo, muitas delas influenciadas por rumores divulgados nas redes sociais de que a fronteira estaria aberta. Dezenas morreram durante a travessia. Para uma cidade de cerca de 80 mil habitantes, evidentemente houve uma crise local e humanitária. Mas a extrema direita espanhola e europeia rapidamente apresentou outra história: a Europa estaria sendo “invadida”. O Vox atacou Sánchez e associou as chegadas à sua política migratória. Fora da Espanha, o medo propagado era de que essas pessoas chegassem à Espanha continental e, graças à livre circulação do espaço Schengen, seguissem para outros países europeus. Passado eurocético Aqui vale uma pequena digressão. Até dez ou quinze anos atrás, boa parte da extrema direita era profundamente eurocética. Marine Le Pen defendia a saída francesa do euro e vários partidos flertavam com a possibilidade de retirar seus países da União Europeia. Depois do Brexit, essa estratégia perdeu força. Em vez de sair da União, a extrema direita passou a tentar conquistá-la por dentro, defendendo uma Europa entendida como uma comunidade civilizacional, frequentemente associada à identidade ocidental, branca e cristã, e à necessidade de protegê-la da imigração. Nesse processo, esses partidos aprenderam também a conviver com a livre circulação dentro da Europa, que continua muito popular. Não é fácil fazer campanha contra a possibilidade de um francês passar férias na Espanha ou de um italiano estudar e trabalhar em outro país sem enfrentar controles fronteiriços. Ceuta ofereceu uma oportunidade para colocar novamente essa liberdade em questão. O governo de Giorgia Meloni restabeleceu controles sobre viajantes provenientes da Espanha, alegando o risco de movimentos secundários de migrantes. Outros governos também pressionaram Madri a endurecer sua política migratória. Controles específicos O problema é que a premissa dessa reação era falsa. Ceuta é território espanhol, mas não oferece passagem automática para o continente europeu. A circulação entre Ceuta e a Espanha continental está sujeita a controles específicos. E, nos dias seguintes à entrada em massa, quase todos os migrantes retornaram ao Marrocos. O governo espanhol informou que ninguém daquela onda havia chegado à Península. Não é sequer a primeira vez que algo semelhante acontece. Em 2021, durante uma crise diplomática entre Espanha e Marrocos, milhares de pessoas entraram repentinamente em Ceuta depois de um relaxamento dos controles marroquinos. A enorme maioria também acabou retornando. Houve, portanto, uma emergência real em Ceuta, mas não a onda migratória continental anunciada pela extrema direita. A crise foi instrumentalizada para atacar Sánchez e uma política espanhola que contraria o consenso cada vez mais restritivo sobre imigração no restante da Europa. O episódio mostra também como mudou a extrema direita europeia. Ela já não precisa defender a saída da União Europeia para colocar em questão algumas de suas principais conquistas. Diante de uma crise localizada na fronteira africana da Espanha, reapareceram controles dentro da própria Europa, apesar de a suposta onda migratória não ter saído de Ceuta. A Espanha de Sánchez tem tentado resistir a esse consenso cada vez mais conservador que domina o debate político europeu. Mas Ceuta mostrou que essa disputa será difícil. Hoje, Madri aparece cada vez mais isolada diante de um continente que sofre, sim, uma invasão – não de imigrantes, mas de ideias de extrema direita.
A maneira como falamos pode ser uma forma de exercer poder e, no que diz respeito à participação das mulheres em decisões políticas, a linguagem é fundamental. Esse é o foco do livro A Linguagem das Mulheres Políticas, de Juliana Romão, que analisa a conexão entre linguagem, poder e política feminina. Em conversa com o jornalista Anderson Mendanha, Juliana fala sobre o livro e destaca o trabalho de ressignificação da linguagem e a forma como as mulheres podem desenvolver a autoconfiança e expressão do pensamento.
O panorama macroeconômico da semana trouxe pontos importantes: indicadores como o IBC-BR e o IPCA no Brasil, além da produção industrial nos EUA e dados da China e da Zona do Euro. O destaque ficou para a inflação brasileira, que voltou a acelerar, pressionada pelo petróleo e pela retomada de preços, enquanto o setor de alimentos ajudou a conter temporariamente os números. Outro tema central foi o câmbio, com forte oscilação do fluxo de capital estrangeiro na B3. Após entradas recordes no início de 2026, o movimento se inverteu com saídas bilionárias, influenciadas por fatores como o diferencial de juros, risco fiscal e recomendações de bancos internacionais. Esse cenário reforça a volatilidade e a necessidade de atenção às transições rápidas do mercado. ➡
A suspensão das transmissões ao vivo do Discord no Brasil colocou novamente em debate a responsabilidade das plataformas digitais pela segurança de crianças e adolescentes. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados, a ANPD, determinou a suspensão do Go Live e de funcionalidades equivalentes após o caso envolvendo a morte de uma adolescente de 13 anos. A plataforma continua funcionando, mas a decisão levanta uma questão importante: como impedir situações graves em ambientes digitais sem monitorar tudo o que os usuários fazem? A suspensão das transmissões ao vivo do Discord no Brasil colocou novamente em debate a responsabilidade das plataformas digitais pela segurança de crianças e adolescentes. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados, a ANPD, determinou a suspensão do Go Live e de funcionalidades equivalentes após o caso envolvendo a morte de uma adolescente de 13 anos. A plataforma continua funcionando, mas a decisão levanta uma questão importante: como impedir situações graves em ambientes digitais sem monitorar tudo o que os usuários fazem? Esse é o tema do Podcast Canaltech desta sexta-feira. Fernanda Santos conversa com Luiz Claudio, CEO e fundador da LC SEC, especialista em cibersegurança, para entender onde os mecanismos de proteção podem falhar e quais tecnologias já permitem identificar comportamentos de risco mesmo quando a plataforma não consegue acessar diretamente o conteúdo de uma transmissão. Durante a entrevista, Luiz explica como inteligência artificial, análise comportamental e moderação humana podem atuar em conjunto. Segundo ele, simplesmente oferecer ferramentas de denúncia não é suficiente: é preciso que os mecanismos consigam identificar situações de risco e agir com rapidez. A conversa também aborda um dos maiores dilemas desse debate: segurança e privacidade podem entrar em conflito? O especialista explica que não existe uma solução única e que as plataformas precisam criar diferentes camadas de proteção de acordo com o risco apresentado por cada situação. Outro ponto discutido é o impacto da decisão para o restante do mercado. Para Luiz, o caso pode aumentar a pressão sobre outras plataformas que oferecem transmissões ao vivo e estimular uma maior troca de informações entre empresas sobre comportamentos de risco. O episódio ainda traz orientações para pais e responsáveis sobre o uso de redes sociais e plataformas por crianças e adolescentes e discute por que a responsabilidade pela segurança precisa ser compartilhada entre famílias e empresas de tecnologia. Você também vai conferir: Rival do BYD Dolphin chega ao Brasil custando três vezes mais que na China, mais de 400 operadoras clandestinas estão na mira da Anatel e TIM oferece nova chance de conseguir ingressos para o Rock in Rio. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Paulo Amaral, Renato Moura e Nathan Vieira. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Jully Cruz e a arte da capa é de Erick Teixeira. O Podcast Canaltech está concorrendo para entrar no Top 20 do Prêmio iBest 2026! Se você acompanha nossos episódios, curte as entrevistas e gosta do conteúdo que produzimos todos os dias, sua ajuda pode fazer toda a diferença. Vote no Podcast Canaltech aqui. É rápido, gratuito e você pode votar até 3 vezes por dia. See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (14/08/2026): Em resposta à tarifa de 25% imposta ao País sob alegação de práticas comerciais desleais, o governo brasileiro abriu processo para aplicar a Lei de Reciprocidade contra os EUA. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou em nota que “o Ministério das Relações Exteriores notificou o governo dos Estados Unidos sobre o início do processo e solicitando a realização de consultas diplomáticas”. Esse passo cumpre prazos e formalidades para eventual adoção de medidas tarifárias e comerciais. O governo pode aplicar contramedidas provisórias enquanto avalia medidas definitivas, mas antes terá de realizar consultas públicas com as partes. As medidas devem ser proporcionais ao impacto econômico provocado pelos EUA. Metrópole: Bet ligada ao Centrão é alvo da PF Política: Fachin defende sigilo da fonte, mas apoia ação autorizada por Moraes Economia: Juiz que sugeriu venda do Banco Santos ao Master é afastado pelo CNJ Cultura: Exposição celebra 140 anos de Tarsila do Amaral com experiência imersiva em São PauloSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Como saber que o seu ciclo acabou? Neste Express, Caio Carneiro recebe Marcos Paulo, ex-feirante que virou arquiteto de lançamentos milionários e saiu de cena no auge, para uma aula sobre fim de ciclo: os sinais de pertencimento e paz, o Excel do caminho A e caminho B, o mapa que não é o território, a multidão de conselheiros e a coragem de largar o que ainda dá certo. No fim, a mensagem sobre a morte, o presente e a escolha entre pena e respeito.O que você vai descobrir neste episódio:Como sentir que o ciclo acabou: pertencimento, paz e projeção de futuroPor que decisões importantes nunca podem depender de um fator sóComo decidir melhor aglutinando mapas: o Excel, os conselheiros e a IAPor que é mais difícil encerrar um ciclo quando tudo está dando certoComo a consciência da morte te dá coragem para recomeçar
Seu paciente treina pesado, tem exames "impecáveis" e quase nunca fala sobre uso de atalhos químicos.Até o dia em que chega ao pronto-socorro. Quanto você realmente sabe sobre o paciente que usa anabolizantes?Neste episódio, William Batah e Fernanda Justo recebem a Dra. Luciana Oliveira, endocrinologista pela UFPR, mestre pela UNIFESP e preceptora do ambulatório de endocrinologia do exercício, para destrinchar um tema que a cardiologia não pode mais ignorar. Luciana também lidera uma plataforma de notificação de complicações do uso indevido de hormônios e implantes no Brasil, o que dá ao episódio uma visão rara de quem lida com as consequências reais desse uso na prática.
795 - Você tem tudo em casa e talvez esse seja o problema!!
Já pensou na possibilidade de que o próprio sistema de publicação e financiamento de pesquisas científicas tenha criado um viés em que as demandas dos pacientes mais graves sejam negligenciadas? No episódio 361 falamos sobre como o sistema de cuidado tende a privilegiar pacientes mais bem articulados e com quadros mais leves, enquanto os casos graves competem por recursos cada vez mais escassos. No episódio 362 exploro a hipótese de que o mesmo mecanismo se repete na pesquisa em psiquiatria. Usando dados sobre o financiamento do NIMH e um estudo sueco de priorização de perguntas de pesquisa feito com pacientes, familiares e clínicos, discuto como a agenda científica também tem seus “temas preferidos”, e o que isso significa para quem trata pacientes com transtornos mentais graves. Esse você não pode perder! Conheça a MEV Brasil: a formação padrão-ouro em Medicina do Estilo de Vida para médicos especialistas. Uma abordagem baseada em evidências para transformar a prática clínica: https://www.mevbrasil.com.br/mevclinic?utm_source=sponsorship&utm_medium=podcast&utm_campaign=pqu&utm_content=pod&utm_term=ep15 Elibrè, referência em internação psiquiátrica de alto padrão, oferecendo tratamento especializado, acolhimento e atenção individualizada: elibre.com.br/
Delivery não é só colocar o cardápio numa plataforma e esperar os pedidos entrarem.No episódio #309 do Foodness Talks, Rapha Silva (@raphaelsilvamg) do Lucrando com Delivery (@lucrandocomdelivery) fala sobre como construir um canal de delivery com estratégia, estrutura e posicionamento. Porque cada decisão, do cardápio à precificação, da embalagem à experiência de compra, influencia diretamente o resultado e a capacidade de transformar pedidos isolados em clientes que voltam.A conversa passa pelos seis pilares que definem um delivery com resultado real e o que acontece quando algum deles falha e pelo papel da marca na redução da dependência de descontos e promoções. Ainda falamos de como as plataformas funcionam como canal de venda e não como o negócio em si e de algumas estratégias para vender mais, fidelizar e sair da guerra de preços antes de entrar nela.Porque em delivery, quem compete só por preço está escolhendo o caminho mais curto para perder margem e cliente.Esse episódio tem o apoio da @searafoodsolutions
Confira no Morning Show desta terça-feira (11): O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) , ministro Edson Fachin, anunciou que pretende enviar ao Congresso, até o fim do ano, um projeto de lei para regulamentar a remuneração de juízes e desembargadores brasileiros. A proposta tem como objetivo aprimorar a transparência e a moralização dos gastos públicos Com um volume de trabalho muito acima do normal, cerca de 80% das decisões do Supremo Tribunal Federal brasileiro foram monocráticas em 2025. Esse número distorcido é um reflexo do excesso de processos por juiz, em torno de 2300 pautas por ano, enquanto magistrados europeus cuidam em média de apenas 250. Autoridades, socorristas e voluntários correm contra o tempo para salvar vítimas do terremoto que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10). Até o momento, 250 pessoas já foram retiradas sem vida debaixo dos escombros. O tempo médio para resgatar pessoas soterradas é de apenas 72 horas. Centenas de casas vieram ao chão em todo o país. Uma pesquisa apontou que 1 a cada 3 pessoas está cansada da polarização política, muito acentuada desde os protestos de 2013. De um lado direita e de outro a esquerda, Bolsonaro e Lua, brigas de família, com toda essa confusão você também está cansado da polarização? A Justiça determinou que o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos), cumpra a sentença que prevê a suspensão de seus direitos políticos por oito anos. A condenação foi imposta em uma ação por improbidade administrativa por desvio de recursos públicos. A possibilidade de participação de Garotinho nas eleições de 2026 depende dos efeitos da decisão e da análise da Justiça Eleitoral sobre sua situação. A defesa de Garotinho sustenta sua continuidade no pleito. Moradores de Manaus (AM) registraram pequenos tremores decorrentes do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (11). Imagens mostram objetos domésticos se movimentando. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas averiguou chamadas e evacuou alguns edifícios que sentiram o abalo. O presidente americano, Donald Trump, foi escondido em um caminhão de transporte de alimentos por sua equipe de segurança após sua visita à Turquia por conta de uma ameaça do Irã. A operação ocorreu no mês passado, depois que Trump apareceu diante das câmeras embarcando no antigo Air Force One em Ancara. Trump teria saído do avião presidencial e levado à outra aeronave no caminhão, por precaução, para despistar possíveis atentados. O FBI anunciou que impediu um atentado contra o campeão do mundo pela Argentina, Lionel Messi. Segundo as autoridades americanas, os policiais prenderam pessoas que ligaram para o Aeroporto de Dallas ameaçando entrar em um estádio portando explosivos improvisados e um fuzil para assassinar o jogador. Um levantamento do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo aponta que 72% dos 4.400 entrevistados, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares, já sofreram algum tipo de violência durante o trabalho. A maior parte deste número é referente à rede pública de saúde. Uma mulher de 45 anos foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros ao cair em um poço de oito metros dentro de sua própria casa em Mar de Espanha (MG). O acidente ocorreu quando a mulher saiu de madrugada para ir ao banheiro, tropeçou e caiu no burco, onde permanceu por aproximadamente três horas. Um homem foi retirado de um voo após reclamar que uma mulher estava em seu assento. A mulher levantou mas deixou suas bagagens, o homem retirou as malas da mulher à força, gerando a discussão. Houve ainda uma tentativa de “carteirada” do cliente, que tentou se valer de sua assinatura vip para humilhar a moça. O avião precisou ser esvaziado para retirar o cliente de forma vip! Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Aí sim! A quimbanda é um culto iniciático - ou deveria ser. Por isso subentende-se não apenas o 1) caráter iniciatório, no sentido da admissão do praticante mediante a uma cerimônia de transferência de poder, conhecimento e responsabilidades, mas subentende-se também 2) a ideia da elaboração do ser, no sentido do iniciado desenvolver seu poder pessoal a partir de uma autorresponsabilização que culmina na revisão de suas posturas nas várias áreas de sua vida. Esse ganho de autonomia integral é o fundamento e o objetivo de qualquer sistema místico ou mágico que tenha esse caráter iniciático. Ora, se o indivíduo foi realmente iniciado, se ele passou por essa transferência de poder, então ele possui responsabilidade para olhar para si de forma crua e visceral e buscar integrar suas sombras e dissolver suas incoerências - internas e externas. Mas é fácil falar, escrever e filosofar, difícil é praticar. Nesse episódio nos debruçamos sobre o caráter psíquico que cada falange de entidades carrega consigo e como esses complexos atravessam e influenciam os iniciados, médiuns e operadores que andam e lidam com essas inteligências cotidianamente. Discutimos sobre as implicações psicológicas da iniciação, e como administrar de forma honesta o poder e o conhecimento que é adquirido ao longo da jornada. Quem for bom pode entrar, quem não for fica lá fora. --- Próximas Lives (Páginas Abertas): Páginas Abertas #55 – 11/09 às 20:00 [Empatia & Sensibilidade] --- Envie seu relato!
A ausência de citação formal do sócio é suficiente para afastar a fraude à execução? Para a 1ª Turma do STJ, nem sempre. No julgamento do REsp 2.117.867/RS, a Corte analisou um caso em que uma execução fiscal foi redirecionada para a sócia-administradora após o reconhecimento de dissolução irregular da empresa. O detalhe que tornou o caso especialmente relevante foi a cronologia. O redirecionamento ocorreu em 2012. A sócia ainda não havia sido pessoalmente citada, mas outorgou procuração para que a empresa apresentasse defesa relacionada justamente ao redirecionamento. Depois disso, em 2015, doou um imóvel a familiares. Sua citação pessoal no processo somente ocorreu em 2017. A questão chegou ao STJ: Sem citação pessoal, a doação poderia ser considerada fraude à execução fiscal? O relator, Ministro Gurgel de Faria, entendeu que não. Para ele, seria necessária a efetivação do redirecionamento acompanhada da citação formal da sócia antes da alienação. Mas prevaleceu o entendimento da Ministra Regina Helena Costa. A maioria considerou que a citação formal não pode ser analisada isoladamente quando existem elementos concretos demonstrando que o sócio já tinha ciência inequívoca da execução e, mesmo assim, realizou atos de disposição patrimonial. E há outro componente importante: o imóvel foi transferido gratuitamente para familiares, circunstância que reforçou a percepção de tentativa de blindagem patrimonial. O precedente acende um alerta importante para sócios de empresas em execução fiscal. A discussão deixa de ser apenas: “O sócio já havia sido citado?” E passa a ser: “É possível demonstrar que ele já tinha conhecimento inequívoco do redirecionamento quando transferiu o patrimônio?” Essa mudança de perspectiva pode ter impacto significativo nas defesas envolvendo fraude à execução, planejamento patrimonial e responsabilização de sócios. Esse é o tema do Tributologia desta semana.
Esse é um episódio que normalmente fica disponível apenas para os assinantes do nosso conteúdo bônus, mas resolvemos liberá-lo no feed principal para vocês conhecerem um pouquinho do que rola por lá.Falamos sobre a dificuldade de alguns jogos, Fórmula 1 no rádio (!?) e até aposentadoria. Sim, a conversa vai longe...
O genocídio escravista interrompeu milhões de vidas na África. E, por meio dele, foi fundado Cabo Verde e Brasil. Nessa primeira fase de O Bom Cabral, iremos contar a história dos povos do Saara Ocidental. Esse episódio tratará do Império de Gana, uma formação multi-povos que durou do século III até o século XIII, teve uma capital do tamanho de Londres, um poderoso exército e uma organização social e engenharia avançadas. Tudo isso graças ao riquíssimo comércio transaariano.Bibliografia recomendada: Livro das Estradas e dos Reinos, Albacri(Córdoba - 1068) e História Geral da África Antiga, Volume 3(UNESCO) e História da África Ocidental (José Rivair Macedo).
Ative seu cupom Flavio Conde pra a consultoria personalizada https://lvnt.app/61t6dr05/08 - Bolsa -0,11%. BRAVA +2,6% e POMO4 -3%O Ibovespa, pelo terceiro dia seguido, fechou próximo do zero, aos 177.726 com -0,10%, mas dessa vez subiu bem no começo dia quase encostando nos 180 mil, às 11h, mas não aguentou e foi cedendo até zerar. O volume continuou fraco ao redor dos R$ 20 bilhões. a sustentação do índice veio principalmente do Itaú (ITUB4), após a divulgação de resultados considerados sólidos, além de empresas mais sensíveis à curva de juros, como Raia Drogasil (RADL3), Localiza (RENT3), Cyrela (CYRE3), Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3).O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1282, quase estável em -0,05%. Os juros cederam pelo terceiro dia consecutivo e antes da decisão do COPOM de cortar em 0,25% os juros da Selic de 14,25% para 14,00%. Os prefixados de 2037 fecharam a 14,37% x 14,50% a.a., ontem. O IPCA+ 2037 caiu para 7,82% de 7,86%, ontem. Nos EUA, as taxas de juros das Treasuries de 10 anos fecharam estáveis em 4,62% a.a., e o 30 anos recuou para 5,16% a.a. x 5,18%, ontem.Nos EUA, O S&P 500 fechou em leve baixa de -0,20% na quarta-feira, recuando das máximas históricas atingidas no início do dia, pressionado por quedas em algumas das principais ações de tecnologia. O Dow Jones Industrial Average quebrou a tendência e subiu 0,50% , impulsionado por fortes resultados corporativos e pela valorização das ações da Nvidia.As ações da Nvidia, integrante do Dow Jones, subiram 4% depois que Elon Musk afirmou que a SpaceX usará exclusivamente processadores da Nvidia na construção de sua infraestrutura de computação de inteligência artificial no futuro. Na teleconferência de resultados da SpaceX, ele disse que a Nvidia tem "o melhor computador de IA", antes de acrescentar: "Somos exclusivos da Nvidia".As ações da SpaceX caíram 13%, a US$ 108 x US$ 135 no IPO de julho, após a empresa de foguetes divulgar seu primeiro relatório trimestral desde que abriu seu capital em junho. A empresa afirmou que seus investimentos de capital aumentaram seis vezes, para US$ 18,4 bilhões no segundo trimestre. Esse valor superou as expectativas dos analistas, com a maior parte dos gastos destinada à inteligência artificial.Veja no vídeo as análises e recomendações de ações com o Conde e FIIs com o Marcelo
Esse vídeo não seria possível sem a minha grande parceira: a INSIDER! Então aproveita as promoções imperdíveis e usa o meu cupom HOC:https://creators.insiderstore.com.br/HOCChristopher Nolan transforma A Odisseia em uma reflexão sobre guerra, violência, civilização e natureza humana.Neste vídeo, analiso a releitura de Nolan e a forma como Odisseu carrega as culpas e os traumas da Guerra de Troia durante sua jornada de volta para casa. O filme apresenta a violência, a ganância e o desrespeito às leis como sinais de uma civilização que abandona a razão e se aproxima da barbárie.A análise também apresenta um contraponto à mensagem pacifista do filme: o papel da honra nas sociedades gregas. Enquanto o mundo moderno atribui dignidade e direitos universais a todos, as culturas de honra associam identidade, pertencimento e respeito às ações de cada indivíduo diante de seu grupo.A partir desse contraste, o vídeo discute os benefícios e os perigos de cada modelo, a importância da tragédia grega e o conflito permanente entre as regras racionais da civilização e os instintos humanos. No retorno de Odisseu a Ítaca, violência e enganação reaparecem como instrumentos para recuperar sua casa, proteger sua família e restaurar sua honra.Uma reflexão sobre o que A Odisseia pode ensinar a respeito da crise de identidade do Ocidente, da ordem mundial e dos dilemas geopolíticos do nosso tempo.Você já conhece o meu aplicativo? No HOC ACADEMY você tem acesso a cursos e aulas exclusivas, além do BUNKER DO HOC, um feed de notícias e análises em tempo real sobre as coisas mais importantes que acontecem no mundo. Clica no link e não fique de fora dessa!LINK HOC ACADEMY:https://lp.hocacademy.com.br/home-nova/#insiderstore #nolan #imdb #odisseia #odyssey #troia
Todo mundo fala sobre abrir um negócio. Poucas pessoas falam sobre o que acontece antes da inauguração.No episódio #308 do Foodness Talks, Renata Vanzetto (@renatavanzetto) fala sobre o que sustenta um conceito forte de verdade: não é só criatividade, é criatividade com inteligência de negócio por trás. Em um mercado cada vez mais competitivo, criar um diferencial deixou de ser uma vantagem para se tornar uma necessidade.A conversa passa por como desenvolver um conceito que nasce da necessidade real do negócio e não apenas de uma vontade de criar, por como pesquisa, repertório e entendimento de mercado alimentam o processo criativo. Conta também como cardápio, identidade e experiência precisam funcionar como um sistema integrado e coerente e como manter a originalidade e a consistência quando se opera múltiplas casas ao mesmo tempo.Porque um conceito forte não nasce por acaso. É resultado de visão, método e muita clareza sobre o que torna aquele negócio único.Esse episódio é um oferecimento de @searafoodsolutions, @goomer_br e @rispostabr
Este é o link para você participar com a gente dessa jornada: https://materiais.infinito.etc.br/para-quando-eu-morrer-segunda-fase ..Você ta perdido, chegou agora ou quer recapitular tudo? Dá aqui a mão que a gente vai junto. Esse episódio é um resumão de toda a temporada “Pra quando eu morrer”, que é o início de um movimento de transformação enorme, com milhares de pessoas. Muita gente que está participando já deu passos concretos e teve um salto de amadurecimento impressionante! Em pouco mais de 20 minutos te explicamos toda a ideia da jornada “Pra quando eu morrer” e o que você encontra em cada episódio da temporada. Cinco mil pessoas já estão participando e tirando um baita peso das costas! Muitos dos relatos são de alívio, amor e bem-estar. Seja bem-vinda, seja bem-vindo!..FICHA TÉCNICAIdealização e apresentação: Tom AlmeidaEstruturação de projeto: Flávio Vieira Roteiro: Tom Almeida e Juliana Dantas, que também fez a direção, a produção e a captação de áudioCriação de conceito visual: Marcela StreetDireção de arte e distribuição: Maju AlmeidaEnsaio fotográfico: Bruna AlbinoProdução: Gabriela FerigatoSupervisão de roteiro, edição e finalização: Rodrigo AlvesTrilha sonora: Maestro Billy e Blue Dot SessionsEstratégia de Mídia: Ellien SaccaroAgradecimentos: Joaquim Fiamoncini, Thiago Cunha e Larissa Barros Patrocínio: Memorial Parque das Cerejeiras e Guarda Digital Apoio: Instituto Olga Rabinovich
Leitura Bíblica Do Dia: MATEUS 8:5-13 Plano De Leitura Anual: SALMOS 66–67; ROMANOS 7 O devocional de hoje está uma bênção! Marque um amigo aqui nos comentários para ler com você! “Pai, posso dormir na casa de uma amiga?”, minha filha perguntou, entrando no carro após o treino. “Querida, você sabe a resposta, sou apenas o motorista. Não sei os detalhes. Vamos perguntar a sua mãe”, respondi. “Sou apenas o motorista” tornou-se uma piada em nossa casa. Diariamente, pergunto à minha organizada esposa sobre quem preciso levar quando para onde. Com três adolescentes, ser o “taxista” dos meus filhos às vezes parece um segundo emprego. Muitas vezes, não sei dos detalhes e preciso verificar com a mestre-guardiã da agenda. Em Mateus 8, Jesus encontrou um homem que também entendia de receber e de dar ordens. Esse homem, um centurião romano, entendeu que Jesus tinha autoridade para curar, do mesmo modo que ele tinha autoridade para dar ordens aos seus subordinados. “Basta uma ordem sua, e meu servo será curado. Sei disso porque estou sob a autoridade de meus superiores e tenho autoridade sobre meus soldados” (vv.8-9). Cristo elogiou a fé desse homem (vv.10,13), admirado por ele ter entendido, na prática, como era a Sua autoridade. E quanto a nós? Será que confiamos em Jesus para receber dele as nossas atribuições diariamente? Porque mesmo quando pensamos que somos “apenas o motorista”, cada tarefa tem significado e propósito no reino de Deus. Por: ADAM R. HOLZ
Convidado: Ariel Palacios, correspondente da Globo e da GloboNews para América Latina. Nesta segunda-feira (3), o Brasil completa uma semana sem representação diplomática na Argentina. O embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi convocado às pressas para voltar a Brasília e, neste período, já teve três reuniões com Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores. Esse gesto é raro e tem um significado claro: sinaliza que a relação entre os dois países entrou em crise. O estopim foi a participação do presidente argentino, Javier Milei, na convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro candidato à Presidência. Na ocasião, Milei chamou o presidente Lula de "presidiário" e o ministro do STF Alexandre de Moraes de "lixo careca". Já a crise com o Paraguai nasceu da declaração de Lula: o presidente disse que o país vizinho invadiu o Brasil e que isso levou à declaração da Guerra do Paraguai – o embaixador brasileiro em Assunção foi chamado para dar explicações ao governo do presidente Santiago Peña. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista o jornalista Ariel Palacios, que fala diretamente de Buenos Aires. Ariel recorda o histórico diplomático entre os países da Tríplice Fronteira e explica o que levou à atual crise entre Brasil e os governos da Argentina e do Paraguai – analisa também a afinidade ideológica dos dois presidentes e de outros governantes da região.
Saudações hospitalares, ouvinte do RÁDIOFOBIA!
Saudações hospitalares, ouvinte do RÁDIOFOBIA!
Quem topa esse desafio?
TEMPO DE REFLETIR 01843 – 01 de agosto de 2026 I Pedro 3:7 – Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres […], como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida. O pastor José Maria Barbosa Silva, conta em uma de suas meditações, que um dia recebeu em seu escritório uma jovem senhora, com rosto choroso, numa segunda-feira cedo. “Pastor, briguei com meu marido ontem à noite. Mandei-o embora de casa e ele foi mesmo!” Na conversa, ela comentou que o marido não a ajudava em casa, mas reconheceu que o tinha xingado. No dia seguinte, conversei com ele, que lamentava a interferência da sogra e o fato de a esposa não ter colocado o sobrenome dele junto ao nome dela. Marquei um encontro com os dois na segunda-feira seguinte. Às seis horas da tarde, desci ao hall de entrada do escritório, onde só estavam os dois, sentados, olhando cada um para um lado, sem se conversar. Quando perguntei o que estava acontecendo, pareceu que eu havia passado um bisturi na ferida. Acusações mútuas surgiram em voz alta. Não havia clima de conciliação. A conversa ia e vinha, e ele dizia: “Ela não colocou o meu sobrenome no nome dela.” Enquanto falavam, eu orava silenciosamente pedindo que Deus me orientasse no que fazer e dizer, porque não via solução. Já eram quase nove horas da noite, quando finalmente perguntei para os dois: “O que vamos fazer com as meninas?” (Eles têm duas filhas, de dois e quatro anos.) Houve silêncio total. Longo. Intencionalmente deixei que esse silêncio se tornasse incômodo. “Bem, pastor”, disse a esposa, “eu resolvi. Vou colocar o sobrenome dele no meu nome.” Foi uma meia-volta da noite para o dia na entrevista, e conversamos sobre os ajustes de responsabilidade por parte de cada um. Ao sair da minha sala, havia apenas uma lâmpada acesa na escada. Ela disse: “Não estou enxergando.” Ele perguntou: “Posso lhe dar a mão?” Não acreditei no que estava vendo. Em silêncio, agradeci a Deus o milagre. Amigo ouvinte, o conselho de Pedro é para que o homem trate sua mulher com honra, tendo em vista suas necessidades e maneira de ver as coisas. O esposo tem que conhecer os medos, ambições e expectativas da esposa e o que a faz feliz. Deve ter cuidado ao falar com a esposa e com as crianças, para que o tom da voz, e a escolha das palavras, a atenção, tudo possa estar dentro de uma moldura de graça que contribua para a atmosfera de felicidade. Mais do que qualquer outro relacionamento, o casamento é feito de renúncias. Naquela noite, ao voltar para casa, agradeci a Deus pelo que é o amor, e pelo milagre que a graça pode realizar em cada casal. Esse milagre, amigo ouvinte, pode acontecer no seu casamento também! O que você precisa mudar? O que você precisa abrir mão? Reflita sobre isso e ore comigo agora: Pai, nesse momento, eu quero orar por esse casal que me ouve, por essa esposa, por esse marido, que não estão encontrando solução humana para o seu relacionamento. Tu podes fazer todas as coisas! Mas é preciso que cada um faça a sua parte. Aquele que precisa abrir mão, aquele que precisa ser mais humilde, confessar, admitir… Por favor, Pai, trabalhe na mente e no coração de cada um deles, agora. Torne esse lar, um lar feliz, pela Tua graça e pelo Teu poder. E em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes
Madalena Sá Fernandes cresceu num ambiente de violência doméstica com um padrasto agressor, tema que atravessa o seu primeiro livro, “Leme”, editado em 2023, num registo de autoficção. Esse romance tornou-se um fenómeno de popularidade: já vai na 8ª edição, foi traduzido no Brasil e chegará também à Dinamarca e à Argentina. Em 2024, a escritora publicou “Deriva”, uma compilação de crónicas, que lhe permitiu revelar um lado mais humorístico sobre o quotidiano. De momento, Madalena está a terminar um mestrado, prepara um livro para crianças, motivada por ser mãe de duas meninas de 6 e 7 anos e este ano publicou um novo romance, “Sótão”, com um lado ensaísta e autobiográfico, sobre a experiência da violência na pele enquanto mulher adulta. “Tenho procurado transformar o que dói em linguagem, e encontrar aí sobrevivência e, idealmente, beleza.” Este episódio foi um dos mais ouvidos da última temporada do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Na Copa do Mundo de 2026 um grande questionamento foi colocado na mesa: será que a televisão tradicional deveria temer a concorrência das transmissões pela internet? Há um ponto que essa pergunta esconde e que faz toda diferença para analisar.FONTES QUE EMBASAM O EPISÓDIO:Instagram, Mais Brasil: Rio Carnaval estreia TV gratuita com cobertura inédita - https://www.instagram.com/p/Dbd_69hmYdm/ YouTube, Rafael Oliveira: Guia tático da Copa do Mundo 2026 - https://www.youtube.com/watch?v=Uhxl5F100EA&list=PLSJXbFicwb7Wc2QCGi3fZodTTWbZ_oyTb CNN Brasil: TV conectada ultrapassa celular no consumo de YouTube no Brasil - https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/tv-conectada-ultrapassa-celular-no-consumo-de-youtube-no-brasil-entenda/
Os excessos de luz e sons artificiais, mas também de odores estranhos à natureza, têm ganhado espaço no balanço de impacto ambiental das atividades humanas. Os sons e cheiros podem ter consequências tão nefastas aos ecossistemas quanto a iluminação noturna, estudada há mais tempo pela ciência. Os danos de uma atividade ou empreendimento vão muito além dos efeitos físicos e diretos no ambiente, como a derrubada de árvores e a contaminação de rios. É o que mostra o ecólogo francês Romain Sordello, autor de pesquisas que se transformaram no livro "Poluições sensoriais: face oculta da nossa pegada ecológica?". “Se pegamos o exemplo de uma estrada, vemos que existe um rastro físico associado ao asfalto, que é claramente definido. Mas há também uma marca sensorial ainda mais extensa, envolvendo a iluminação pública, os faróis dos carros, o ruído dos motores, os odores como os gases de escapamento dos veículos”, explica. “Todos esses fenômenos se propagam pelo ambiente e pela paisagem, irradiando-se a partir da fonte emissora por ondas ou partículas. Esse impacto pode se estender por centenas de metros, ou até mesmo quilômetros de distância da fonte”, complementa. Vaga-lumes ameaçados Já faz mais de 10 anos que o pesquisador do Museu de História Natural de Paris estuda a poluição luminosa, cujo efeito é fatal para alguns tipos de insetos — mas ainda é pouco levado em conta nas decisões de iluminação dos espaços públicos, principalmente nas cidades. “As mariposas ficam ‘presas' pela luz dos postes: elas voam em círculos em volta da luz a noite toda e morrem de exaustão, pelo superaquecimento das lâmpadas, por se chocarem contra elas”, indica. No Brasil, uma das principais vítimas são os vaga-lumes: a luz artificial afeta a comunicação e a reprodução destes besouros bioluminescentes, que correm risco de extinção em 30 anos, alertam pesquisadores. Os impactos negativos da iluminação nas cidades são conhecidos há mais de um século – e foram apontados pela primeira vez por astrônomos, cujo trabalho de observação do espaço é diretamente afetado. “O problema é como você utiliza a luz artificial. A gente usa de modo excessivo e sempre muito mal instalado. A luz acaba indo para cima da linha do horizonte e para além das áreas para as quais ela foi planejada, e aí ocorre o efeito de apagamento das estrelas”, detalha Tânia Dominici, doutora em Astronomia e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). “Além disso, como a gente vem descobrindo nas últimas décadas, tem um impacto muito grande na biodiversidade e na saúde humana”. Sensibilidades de espécies são distintas das de humanos O mais grave, salienta Romain Sordello, é que as poluições sensoriais só são levadas a sério pelos decisores quando afetam os humanos — enquanto plantas e animais têm sensibilidades diferentes das nossas à luz, aos sons e aos odores. A luz desempenha papel fundamental no desenvolvimento dos vegetais. Junto com os sons, serve de guia para milhões de espécies se localizarem, se comunicarem, se alimentarem ou se protegerem, durante o dia como à noite. Para outras, é o olfato o sentido mais importante, que acaba perturbado por odores dispersados no ambiente pelos humanos, como agrotóxicos, lixo e indústrias. O óxido de nitrogênio, por exemplo, altera os aromas florais e prejudica a polinização pelos insetos. Mas a poluição olfativa começa antes mesmo da dispersão de novos odores, explica o pesquisador: ela se inicia no momento da intervenção humana em um ambiente, que interfere na produção natural de odores pelas plantas e os solos. A simples modificação de uma paisagem enfraquece os seus cheiros originais, importantes para os seres vivos que nela habitam. Noção de ‘sobriedade' minimiza impactos O ecólogo salienta que não apenas os ecossistemas terrestres são atingidos, mas também os aquáticos e aéreos. Algumas espécies terão mais facilidade para se adaptar, enquanto outras entrarão em declínio e até em risco de vida. “Para mim, o principal é o conceito de sobriedade, moderação: tentar minimizar o nosso impacto, agir com sensatez quanto à forma como utilizamos os recursos. Iluminar as áreas o mínimo possível e apenas quando necessário, quando alguém passa pelo local”, sublinha o pesquisador francês. “Quanto a ruídos e odores, estamos falando dos processos industriais, do planejamento do uso do solo e da nossa mobilidade, incluindo o uso de automóveis. Essa reflexão pode nos levar a desafiar práticas, hábitos e comportamentos em uma ampla gama de setores, da agricultura à indústria”. O autor nota que, por enquanto, nenhum país é referência na dimensão transversal das poluições sensoriais, que podem ter maior potencial de dispersão no ambiente do que a poluição física. O combate às perturbações luminosas avançou bastante, principalmente na Europa, com a noção de corredores ecológicos noturnos que procuram respeitar padrões luminosos menos invasivos. A França é considerada na vanguarda da questão, introduzindo também a noção de corredor ecológico sonoro em cidades como Lille. No Brasil, o tema ainda é emergente, lamenta Tânia Dominici, membro da Rede Céus Estrelados do Brasil. “As pessoas ficam muito surpresas ao descobrir esses outros tipos de poluição que não aquela das águas, do ar, sobre a qual a gente está mais acostumado a conversar. É sempre um choque”, relata a astrônoma. “Mobilizar as pessoas passa por uma outra questão, que é a cultural. A gente vive num sistema que exige que sejamos produtivos e consumidores o tempo inteiro”. Leia tambémAo menosprezar danos à natureza, empresas ignoram riscos para elas mesmas, alerta relatório
Esse episódio tá sinistro, França mostrou o seu arsenal de relatos sobrenaturais! Tem um aí que me deixou sem sono depois de gravar, vamos ver o que vocês acham.
Debate da Super Manhã: Uma elite política e burocrática relativamente fechada, que passa a decidir questões de grande impacto social com baixa participação direta da população. Esse é o retrato apresentado por Joaquim Falcão no livro 'A oligarquia dos poderes e a crise das democracias'. Esse distanciamento pode contribuir para a perda de confiança dos cidadãos nas instituições democráticas e fortalecer a percepção de que decisões relevantes são tomadas por poucos, com interesses específicos. No Debate desta terça-feira (28), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre o papel do Executivo, do Legislativo e do Judiciário no equilíbrio institucional do país, discutindo a concentração de poder, a representação popular e os desafios para o fortalecimento da democracia. Participam o advogado, professor, acadêmico e escritor Joaquim Falcão, o diretor de jornalismo do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, Laurindo Ferreira, e o jornalista, apresentador do programa Passando a Limpo da Rádio Jornal e titular da coluna Cena Política do Jornal do Commercio, Igor Maciel.
Empresas como Google, Microsoft e Meta já pagam milhões de dólares para quem encontra falhas de segurança em seus sistemas. Mas e se esses especialistas forem justamente hackers? Esse é o tema do novo episódio do Podcast Canaltech. Nesta edição, Fernanda Santos conversa com Rudinei Carapinheiro, chefe de Estratégias da IPV7, empresa que recentemente anunciou a aquisição da HuntersPay, uma das principais plataformas brasileiras de Bug Bounty. Durante a entrevista, o executivo explica como funciona esse modelo de segurança ofensiva, quem são os chamados hackers éticos e por que eles podem se tornar grandes aliados das empresas na prevenção de ataques cibernéticos. O episódio também aborda os desafios da cibersegurança no Brasil, a importância da cultura de prevenção, os critérios para selecionar pesquisadores de segurança. Você também vai conferir: Meta quer que você use menos o ChatGPT, conversa no Claude pode estar pública sem você perceber e Balsa leva internet ao fundo dos rios da Amazônia. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer, Viviane França e Renato Moura. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Leandro Gomes e a arte da capa é de Erick Teixeira. O Podcast Canaltech está concorrendo para entrar no Top 20 do Prêmio iBest 2026! Se você acompanha nossos episódios, curte as entrevistas e gosta do conteúdo que produzimos todos os dias, sua ajuda pode fazer toda a diferença. Vote no Podcast Canaltech aqui. É rápido, gratuito e você pode votar até 3 vezes por dia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
1º Encontro TdC - Simpósio Anual de Atualização em Clínica Médica Um dia inteiro de Clínica Médica, com temas cuidadosamente selecionados para responder à pergunta que mais importa: o que muda minha prática?Se você é residente, médico recém-formado, especialista ou estudante de Medicina e gosta da forma como o TdC discute medicina baseada em evidências, esperamos você em São Paulo no dia 22 de agosto.Garanta sua vaga através do link: https://www.tadeclinicagem.com.br/eventostdc/1-encontro-tdc/Esse tema foi abordado na edição 122 do Guia TdC. Para saber mais, acesse: https://www.tadeclinicagem.com.br/guia/423/quando-terminar-a-ressuscitacao-cardiopulmonar/
Delivery de alto fluxo não é simplesmente uma cozinha que vende muito. É uma operação desenhada para manter velocidade, qualidade e previsibilidade sob pressão.No episódio #307 do Foodness Talks, Pedro Valsas (@pedrovalsas), do Pão com Carne (@paocomcarne_hamburgueria), fala sobre o que separa uma operação de delivery que aguenta crescer de uma que quebra exatamente quando o volume aumenta. Quando muitos pedidos entram ao mesmo tempo, o que define o resultado não é somente o esforço da equipe. É também a estrutura que existe por trás dela.A conversa passa por como layout, fluxos, pré-produção e expedição precisam funcionar como um sistema integrado, por liderança assertiva e o papel do dono como referência de cultura e operação, Falamos sobre como pequenos erros de processo se transformam rapidamente em atrasos e perda de rentabilidade em alto volume e por que crescer exige se readaptar mesmo quando tudo parece funcionar.Porque antes de pensar em vender mais, é fundamental garantir que a cozinha esteja preparada para sustentar esse crescimento.Esse episódio é um oferecimento da @searafoodsolutions
"Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à Lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.Portanto, OS QUE ESTÃO NA CARNE NÃO PODEM AGRADAR A DEUS.Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, SE É QUE O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM VÓS. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle." Romanos 8:6-9
A Apple segue atrás de um favor do Trump, pode lançar um leasing, e está entrando no mercado automotivo pela tangente.
A Apple segue atrás de um favor do Trump, pode lançar um leasing, e está entrando no mercado automotivo pela tangente.
Essa semana, Jurandir Filho, Felipe Mesquita e Evandro de Freitas batem um papo sobre uma das tradições mais queridas da cultura brasileira: a Festa Junina. Muito mais do que bandeirinhas e fogueira, ela é uma celebração que atravessa gerações. É aquela época do ano em que o cheiro de milho cozido, pamonha, canjica e tantas outras delícias toma conta das ruas e das festas. Também relembramos as músicas de Luiz Gonzaga, Dominguinhos e outros arquitetos do forró que, todo ano, embalam esse período tão especial. Esse é mais um episódio do Estilo 99Vidas! ⭐ Quer mais 99Vidas? Apoie e escute + de 400 episódios exclusivos. Assine agora em 99vidas.com.br/bonusAcompanhe o 99Vidas:➡️ Site | Instagram | Twitter | Youtube
Saudações, ouvinte! Seja bem-vindo ao Takinobori Podcast, o novo projeto da Rádiofobia Podcast Network! Neste novo podcast, Leo Lopes apresenta histórias reais de pessoas que enfrentaram grandes desafios e os superaram, no intuito de trazer mais positividade e inspiração às nossas vidas! No primeiro episódio gravado presencialmente, Leo viajou para a cidade de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, para conhecer o amigo e ouvinte Rodolpho Baena. Aos 33 anos e cego de nascença, a história de vida dele é um exemplo de superação, adaptação e apoio da família, principalmente da mãe Fabíola, professora que chegou a aprender braile para poder "traduzir" as provas dele na escola. Esse papo solto e divertido rolou em um sábado de manhã, perto da hora do almoço, no Cantinho do Le e da Fa, restaurante administrado pela família do Rodolpho. Quando estiver de passagem por Bragança Paulista, não deixe de passar lá pra conhece-los e fazer uma refeição saudável e deliciosa! Não se esqueça de comentar sobre o episódio com as pessoas que você gosta e de compartilhar para que o programa chegue cada vez mais longe! Links citados no episódio:- leitor de tela NVDA- Laramara- Fundação Dorina Nowill para Cegos- Projeto DOSVOX- Be My Eyes app para Android- Be My Eyes app para iOS Você pode assistir o Takinobori Podcast no YouTube e no Spotify e ouvir em todas as plataformas de áudio: YouTube Spotify Apple Podcasts Deezer Amazon Music Pocket Casts Clique para contratar os serviços da Rádiofobia Podcast e Multimídia! Ouça os podcasts da Rádiofobia Podcast Network!See omnystudio.com/listener for privacy information.
Se quiser e puder, vem viajar com a gente! Clica aí no link pra ver todos os detalhes:https://partiu.vip/historiaecinema2026Finalizando a semana com uma sexta-feira de Podcast do Vogalizando, onde Marco e Vogel comentam notícias, falam sobre os bastidores do canal e desmentem fake news!Pra participar dos próximos episódios do podcast, é só mandar um email pra podcastdovogalizando@gmail.com
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (22):No editorial do Os Pingos Nos Is desta quarta-feira (22), André Marsiglia defendeu que a liberdade de expressão não depende de quem fala ou do que está sendo criticado. Ao opinar sobre a declaração de Flávio Bolsonaro (PL), que questionou a segurança das urnas eletrônicas em reunião com diplomatas e trouxe uma informação falsa sobre o sistema eleitoral brasileiro, Marsiglia afirmou que o fato não invalida o seu direito de fazer críticas e não é motivo para pedir sua prisão ou inelegibilidade. “A liberdade vale para tudo, para todos ou não vale nada. Esse é o verdadeiro jogo democrático”, disse. O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que as urnas brasileiras são da Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou e disse que os equipamentos não foram fornecidos pela empresa citada. “A empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras", completou a Corte Eleitoral. As declarações do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) questionando a lisura do sistema eleitoral brasileiro diante de embaixadores geraram forte reação no Judiciário. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classificaram as falas como graves e absurdas, reforçando a total segurança das urnas eletrônicas. O escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência e senador, emitiu três notas fiscais no valor total de R$ 1,5 milhão para uma empresa usada como fachada por Daniel Vorcaro. Outras duas notas foram canceladas. Flávio Bolsonaro (PL) se manifestou sobre o assunto. A nova ligação com Vorcaro preocupa aliados do pré-candidato à Presidência. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou nesta terça-feira (21) que a Prefeitura da capital paulista autorize a Uber a oferecer transporte de passageiros por motocicletas na cidade. A decisão da juíza Patrícia Persicano Pires determina a autorização no prazo de 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. Reportagem: Julia Fermino. O Partido Liberal (PL) convidou o presidente da Argentina, Javier Milei, para discursar na convenção nacional da sigla que oficializará a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Milei também terá um encontro reservado com Flávio e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Entraram em vigor nesta quarta-feira as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros, com sobretaxas que chegam a 25% e podem alcançar até 30% em setores específicos. As taxas podem aumentar com investigação sobre trabalho forçado. Reportagem: André Anelli. O Partido Liberal (PL) reafirmou seu interesse na candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal em 2026. A intenção foi confirmada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, após reunião com o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. A defesa de Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a apuração de uma possível quebra ilegal de sigilo telemático. O pedido foi feito após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ameaçar divulgar conversa com Lulinha. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) deve retornar ao Brasil e compor o governo caso Flávio Bolsonaro (PL) vença as eleições presidenciais. Atualmente nos Estados Unidos, Eduardo condiciona sua volta à segurança jurídica no país.Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Por que tanta gente pedala… e tanta marca e loja de bike fecha?As bikes ficaram caras. O mercado parou.Quando essa ressaca vai passar?Alvaro Pacheco convidou o Luiz Rica (HB) pra uma conversa direta sobre o que está acontecendo.Um dos papos mais pessoais que ele já teve na Gregario — depois de quase 50 anos vivendo o mundo das bicicletas.Rica traz o olhar de quem conhece o Brasil do Oiapoque ao Chuí e faz uma analogia incrível com o universo econômico do surfe.Pra quem pedala, trabalha ou investe nesse mercado — vale cada minuto.
Meu nome é Giancarlo Marx e hoje eu vou falar sobre o tema: O Evangelho do Caminho. Chegamos ao mês de julho. O meio do ano. É aquela época em que geralmente eu olho para as metas que tracei lá em janeiro e me sinto frustrado. Eu não “cheguei lá”, né? Vivemos na cultura da metas, de resultados e do ponto de chegada. Mas o Evangelho tem uma dinâmica diferente. Talvez você se lembre de que, antes de se converter, Paulo saiu para prender e matar os “do caminho”. Assim que eram conhecidos os discípulos de Jesus. Não é à toa que Jesus nunca disse: ‘Eu sou o destino’. Ele disse: ‘Eu sou o Caminho’. Pode parecer apenas um detalhe semântico, mas isso muda tudo. Se Jesus é o caminho, a nossa espiritualidade não é sobre um troféu que a gente ganha no final, mas sobre como a gente percorre a jornada e quem a gente se torna enquanto caminha. A fé cristã não é uma linha de chegada, é um modo de andar. Muitas vezes, a religião nos vendeu uma ideia de perfeição estática: ‘Um dia você vai chegar em um nível espiritual de varão perfeito. Não terá mais dúvidas, nem medos, nem crises’. Mentira. Esse status mencionado por Paulo na carta aos Efésios não é uma meta individual de perfeição, mas sim uma soma de virtudes coletivas. Ninguém é (ou deveria almejar ser) individualmente perfeito. Mas caminhando coletivamente, sim. Por isso o texto diz: “… até que TODOS cheguemos à estatura de varão perfeito” A vida com Deus é movimento. É itinerância. É, como dizia o Salmo 133, (um salmo de peregrinação). Como é bom quando nos unimos na jornada! Nesta comunhão Deus derrama benção e vida. Essa consciência tem o poder de nos libertar da ansiedade de ter que estar ‘pronto’. Afinal, no Reino de Deus a vulnerabilidade é mais importante que a performance. O erro, o cansaço e a dúvida não são desvios do caminho; eles fazem parte da pavimentação. Seguir a Jesus é aprender a andar na estrada da honestidade, reconhecendo que somos eternos aprendizes de um carpinteiro que não tinha onde reclinar a cabeça. Neste mês de julho, eu te convido a tirar o peso das suas metas espirituais por um instante. Ao invés de olhar para a linha de chegada, olhe para os seus pés. Onde você está agora? Com quem você está caminhando? O que o trajeto tem te ensinado até aqui? O Evangelho não é para quem chegou; é para quem está na estrada. É para quem entendeu que a graça de Deus não nos espera no fim da linha, mas caminha ao nosso lado, no ritmo dos nossos passos cansados. Ainda assim cientes de que bondade e misericórdia nos seguirão todos os dias. Que em julho você aprenda a desfrutar da paisagem da vida, com todas as suas curvas, subidas e descidas. Eu vou ficando por aqui. Bom caminho para você. Um abraço e até o próximo Ampulheta. PARTICIPANTES: – Giancarlo Marx COISAS ÚTEIS: – Duração: 04m51s – Feed do Crentassos: Feed, RSS, Android e iTunes: crentassos.com.br/blog/tag/podcast/feed Para assinar no iTunes, clique na aba “Avançado”, e “Assinar Podcast”. Cole o endereço e confirme. Assim você recebe automaticamente os novos episódios. – Todos os “Ampulheta” CITADOS NO PROGRAMA: – Ampulheta – Salmo 133 GRUPOS DE COMPARTILHAMENTO DA CRENTASSOS: – WhatsApp – Telegram JABÁS: REDES SOCIAIS: Críticas, comentários, sugestões para crentassos@gmail.com ou nos comentários desse post. OUÇA/BAIXE O PROGRAMA:The post O Evangelho do Caminho | Ampulheta 80 appeared first on Crentassos Produções Subversivas.
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
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Essa semana Jurandir Filho, Felipe Mesquita, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho regravam um episódio de 13 anos atrás para relembrar como era navegar pela internet nos tempos da conexão discada. Dos provedores gratuitos ao MSN, ICQ, mIRC, Orkut, blogs, fotologs e downloads intermináveis, batemos um papo sobre a Web 1.0, a nostalgia daquela época e como a internet mudou completamente a forma como vivemos, nos comunicamos e nos divertimos.Esse é mais um podcast da nossa série Remakes!⭐ Quer mais 99Vidas? Apoie e escute + de 400 episódios exclusivos. Assine agora em 99vidas.com.br/bonusAcompanhe o 99Vidas:➡️ Site | Instagram | Twitter | Youtube