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Essa semana, Jurandir Filho, Felipe Mesquita e Evandro de Freitas batem um papo sobre uma das tradições mais queridas da cultura brasileira: a Festa Junina. Muito mais do que bandeirinhas e fogueira, ela é uma celebração que atravessa gerações. É aquela época do ano em que o cheiro de milho cozido, pamonha, canjica e tantas outras delícias toma conta das ruas e das festas. Também relembramos as músicas de Luiz Gonzaga, Dominguinhos e outros arquitetos do forró que, todo ano, embalam esse período tão especial. Esse é mais um episódio do Estilo 99Vidas! ⭐ Quer mais 99Vidas? Apoie e escute + de 400 episódios exclusivos. Assine agora em 99vidas.com.br/bonusAcompanhe o 99Vidas:➡️ Site | Instagram | Twitter | Youtube
Episódio exclusivo sobre os bastidores da maior edição da SP CITY Marathon que será realizada no próximo domingo dia 26 de julho. Em uma conversa sobre a evolução da prova que já se tornou sinônimo de qualidade e experiência no Brasil, @paulocarelli, co-fundador e diretor da @iguanasports, conversou com o stemma sobre os desafios e expectativas para a entrega dessa edição que promete ser histórica na cidade de São Paulo. Um bate papo sobre empreendendorismo, operação de grandes eventos e associações com grandes marcas. Episódio completo já disponível em nossas plataformas! (Links na Bio) Hosts: @fabiobessaaa & @thikawamura Esse conteúdo foi produzido com o suporte de: @z2performance @terabyteshop @kingstonbrasil @ticket.sports @oakleybr Gravação: @studiostemma Edição: @bieell_barbosa & @gui_favotto123 Arte: @pedroc.jr #stemma #stemmapodcast #stemmasports #SPCity
Ai sim! Definimos o Páginas Abertas como “um curso de preparação para o Caminho Iniciático”. E falamos em várias ocasiões que esse Caminho não se dá mediante às iniciações externas, ou seja, ele não é outorgado por um ritual, mas pela própria consciência do indivíduo que se faz em comunhão com a senda de ascensão. Com isso, queremos dizer que muitos são os que passam por rituais e cerimônias de supostas iniciações, mas poucos são os que trilham o Caminho, verdadeiramente. Mas uma vez que a alma passa por um processo de Iniciação interno e autêntico, ela se transforma. Esse súbito ganho de consciência, esse despertar do torpor que até então lhe embalava faz com que suas perspectivas se alarguem amplamente, suas certezas sejam colocadas em xeque, sua percepção da realidade ganha mais camadas e, com isso, ela precisa reformular seus valores e revisar suas referências - internas e externas. A maioria de suas relações, obviamente, lhe parecem inadequadas e precisarão ser reformadas. Sua trajetória no mundo também ganha outra profundidade, e é comum questionar o trabalho, os hobbies, o legado que se tem construído e toda a sua história pessoal. Mas, calma, esse é só o primeiro passo. Esse é o despertar da ALMA, e não do Espírito. Esse mesmo processo, de alargamento de consciência, vai acontecer sucessivamente daí pra frente, e eventualmente precisaremos reformar não a nossa história ~pessoal~, mas sim a nossa história ~cosmológica~: quem fomos nas diversas encarnações que animamos, como as decisões pregressas nos afetam hoje, quais são as experiências que vivemos e que estão enraizadas em outros lugares do tempo e do espaço? Essas questões vão se levantando espontânea e gradativamente. E, claro, a senda não termina aí… Depois que examinamos uma linha temporal, existem outras. Existem mais e mais dimensões. E existe trabalho a ser feito após a revisão. É preciso construir, então, o legado que desejamos ver no mundo. Todo esse processo pode ser sintetizado num termo muito simples: autorresponsabilização. Fazer-me encarregado de realizar o que eu acredito ser ideal. Esse é o grau mais elevado de autonomia que podemos atingir. Entretanto, voltemos um pouco! Nesse episódio vamos falar da Noite Escura da Alma e dos ordalios da iniciação! — Envie seu relato!
O sofrimento faz parte da vida. Mais cedo ou mais tarde, todos nós enfrentamos perdas, doenças, decepções ou injustiças. Diante delas, surge uma das perguntas mais difíceis da existência humana: se Deus é bom e todo-poderoso, por que existe tanto sofrimento? Descubra o que a Bíblia ensina sobre a origem da dor, seu propósito e a esperança que Deus oferece.Esse post encontra-se no:TEOmídia Blog - uma preciosa fonte de edificaçãoConfira também:TEOmídia - plataforma gratuita de vídeosTEOmídia Rádio - 24 horas no arTEOmídia Cast - disponível no seu serviço de streaming de música e podcast.
Confira o que é notícia no mundo nesta segunda-feira.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
Casos de racismo no futebol marcam os dois países.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
A reeleição de Carlos Vila Nova à primeira volta, com 55,94%, representa mais do que a continuidade na Presidência de São Tomé e Príncipe. Para o analista Olívio Diogo, o resultado traduz uma derrota política de Patrício Trovoada, fragiliza a liderança do ADI e abre caminho para uma reconfiguração do panorama partidário, num contexto marcado pela elevada abstenção e pelo desafio de restaurar a confiança nas instituições. RFI: Que leitura faz desta vitória de Carlos Vila Nova e do significado político deste resultado? Olívio Diogo: É preciso dizer que a primeira coisa de que se fala, quando se comenta esta eleição presidencial, é dar um grande parabéns ao povo são-tomense. O povo são-tomense mostrou, mais uma vez, de forma inequívoca, que é uma população que, apesar das dificuldades que enfrenta, é muito pacífica na forma como encara os resultados eleitorais. Foi, como disse e como manifestou a comunidade internacional, uma eleição que decorreu de forma transparente, livre e completamente pacífica. Este é o primeiro aspecto que devemos retirar destes resultados eleitorais. Este resultado revela claramente que o Presidente Carlos Vila Nova não foi avaliado eleitoralmente pelo seu mandato. O que aconteceu foi, sim, uma manifestação clara contra o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada, que indicou Nito d'Abreu como o seu candidato. A população disse claramente não a esse candidato. Disse claramente não à atitude e à posição de Patrício Trovoada em relação ao partido e ao país, nomeadamente ao seu constante afastamento do país e ao discurso que tem vindo a fazer. A população aproveitou esta eleição para manifestar o seu descontentamento relativamente a essa situação. Esta é uma derrota para o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada? Exactamente. Esta é uma derrota clara e inequívoca para Patrício Trovoada. A população que foi às urnas foi dizer-lhe claramente que esta é uma derrota política para ele. Nito d'Abreu é um candidato que não é do ADI, mas sim um candidato pessoal de Patrício Trovoada. Foi ele quem o indicou, sem consultar o partido, sem ouvir os órgãos competentes e sem permitir que o partido pudesse avaliar essa candidatura. Foi uma aposta exclusivamente sua e essa aposta saiu derrotada. Consequentemente, esta foi também uma derrota clara para Patrício Trovoada nestas eleições. O apoio de Patrício Trovoada a Nito d'Abreu pesou na derrota do candidato da ADI, o partido sai politicamente fragilizado? O partido sai muito fragilizado destas eleições. E a actual direcção do partido sai completamente fragilizada. É preciso dizer que este resultado vem reforçar a posição de Américo Ramos, que tem vindo a desenvolver todas as acções necessárias para assumir a direcção do partido. Ele sai bastante reforçado. Com este resultado eleitoral, Américo Ramos passa a ter todas as condições para assumir a liderança do partido, porque não acredito que o ADI continue a aceitar uma governação feita a partir do exterior, como Patrício Trovoada tem feito até agora. Ele encontra-se fora do país e continua a dirigir o partido. Isto não pode continuar. O partido não tem sustentabilidade nestas condições. É assim que estas eleições ficam marcadas: Carlos Vila Nova conquista um novo mandato e, simultaneamente, o ADI, sob a liderança de Patrício Trovoada, sai mais fragilizado. Penso que chegou o momento de as pessoas dizerem claramente que o ADI precisa de uma nova direcção, de uma nova liderança, de uma nova perspectiva e de uma nova metodologia de trabalho para o futuro. Será que, até Setembro, às próximas eleições, o ADI tem tempo para repensar e até mesmo reestruturar o partido? Não, essa reestruturação já tem vindo a ser desencadeada. É preciso perceber uma coisa: o Patrício Trovoada continua a ser presidente do partido, mas não está no país. Ele não foi obrigado a sair nem pediu asilo político; saiu por sua livre vontade. Ainda assim, pretende continuar a conduzir o partido para as eleições a partir do exterior. Neste momento, o presidente do partido praticamente abandonou a sua presença no país, continuando, no entanto, a dirigir o ADI a partir de fora. Esta forma de governação do partido, que considero uma situação de ingovernabilidade, leva naturalmente a um reajuste da estrutura partidária e da própria liderança. É preciso dizer também que muitos militantes do ADI que apoiavam Patrício Trovoada sentiram-se lesados pelo facto de ele ter escolhido Nito d'Abreu, uma personalidade sem trajectória política relevante e sem experiência significativa na administração pública, para candidato à Presidência da República. Esse factor também contribuiu para que este resultado eleitoral se verificasse. É preciso também falar da questão da abstenção. Temos de ser muito claros relativamente a esse aspecto. Há dois ou três fatores que podem explicar a elevada abstenção nestas eleições; O primeiro tem naturalmente a ver com a imigração. Muitas pessoas que emigraram continuam inscritas nos cadernos eleitorais. Como sabe, esta foi a primeira eleição em que não houve um processo tradicional de inscrição eleitoral. A actualização foi feita automaticamente com base nos dados do registo civil. Assim, todos os cidadãos que já tinham completado 18 anos passaram automaticamente a integrar os cadernos eleitorais e a poder exercer o seu direito de voto. Este aspeto é importante porque muitas das pessoas emigradas ainda não actualizaram os seus dados, permanecendo inscritas, embora já não residam no país. Outro factor importante é o facto de muitas pessoas, neste momento, não se identificarem com os políticos do país. Cada vez mais se verifica um afastamento entre os cidadãos e a classe política. Isso ficou também evidente nestas eleições. As pessoas deixaram de acreditar na forma como os políticos actuam e encontraram na abstenção uma forma de manifestar esse descontentamento. Foi isso que também aconteceu. Esta reduzida afluência às urnas pode retirar força política à vitória de Carlos Vila Nova? Não creio que isso não lhe retire força política. Não lhe retira força política por uma razão muito simples: a partir do momento em que é eleito Presidente da República, passa a exercer todas as funções que a Constituição lhe atribui. Foi eleito Presidente da República e, independentemente da taxa de abstenção, exercerá plenamente essas funções. Portanto, a abstenção não lhe retira legitimidade nem força política. Contudo, deve levá-lo a reflectir sobre aquilo que foi a sua actuação durante os últimos cinco anos. A sua governação pode, efectivamente, ter contribuído para que uma parte significativa do eleitorado optasse pela abstenção. Que desafios mais urgentes esperam agora Carlos Vila Nova neste segundo mandato, tanto no plano interno como nas relações internacionais? O primeiro desafio que Carlos Vila Nova tem, no meu entender, é perceber rapidamente que a sua eleição aconteceu ontem. Todas as alianças políticas que fez com os outros partidos para efeitos da sua candidatura terminaram com o acto eleitoral. A partir do momento em que tomar posse, vai ser o Presidente de todos os são-tomenses. Todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua opção política. Esse é o primeiro grande desafio. O segundo desafio prende-se com as relações bilaterais do país. As nossas relações internacionais têm estado bastante fragilizadas ao longo dos últimos tempos, sobretudo com países como Angola, Portugal e outros parceiros estratégicos. É importante que Carlos Vila Nova encontre mecanismos para reforçar essas relações, porque, como sabemos, São Tomé e Príncipe é um país insular, sem ligações terrestres a qualquer outro Estado. Por isso, é fundamental fortalecer as relações bilaterais com os nossos parceiros internacionais, para que delas resultem benefícios concretos para o desenvolvimento do país e para a melhoria das condições de vida da população. Outro grande desafio para Carlos Vila Nova vai ser transmitir uma imagem de tranquilidade e de unidade nacional. Durante esta campanha eleitoral assistiu-se à divulgação de mensagens marcadas pelo ódio, pela raiva e até por intenções de vingança. Tudo isso deve agora ser ultrapassado. Somos todos são-tomenses e aquilo que todos desejamos é que o nosso país continue a melhorar, para que todos possam viver felizes nesta terra, que é um verdadeiro paraíso. Falava da campanha, marcada por crispação política, por boicotes e também por desinformação. Que sinais considera importantes observar nos próximos dias para avaliar a estabilidade política e institucional de São Tomé e Príncipe? É verdade que houve boicotes e, como referi, esses boicotes podem estar relacionados com os níveis de abstenção. Trata-se de manifestações de descontentamento por parte da população, que não devem ser ignoradas. O Presidente da República terá de encontrar um espaço de diálogo apropriado para transmitir uma mensagem clara aos cidadãos, restaurando a confiança nas instituições políticas, nos partidos e na própria Presidência da República. Esse será também um passo importante para reforçar a estabilidade política e institucional do país. Esta eleição pode representar o fim de um ciclo político e dar início a uma nova configuração do poder em São Tomé e Príncipe? Sim, naturalmente. Aquilo que aconteceu nestas eleições aponta para uma nova configuração do mosaico político e eleitoral em São Tomé e Príncipe. Neste momento, temos o MCI, partido liderado por Delfim Neves, que, na minha perspectiva, saiu politicamente reforçado. O candidato apoiado por este partido obteve um desempenho superior ao que muitos esperavam. É importante recordar que a candidatura de Carlos Vila Nova contou com o apoio de várias forças políticas e que, no próprio ADI, muitos dirigentes e militantes não apoiaram de forma clara a candidatura de Nito d'Abreu. Poucos foram os que manifestaram um apoio efectivo ao candidato, o que também é reflexo do trabalho político desenvolvido pelo MCI e pelos restantes partidos que apoiaram Carlos Vila Nova. Por outro lado, partidos como o MLSTP/PSD, o MDFM e outras forças políticas terão agora de fazer uma avaliação profunda da sua situação política. O MLSTP/PSD, como sabemos, atravessa também um momento de fragilidade, muito por causa da indefinição demonstrada ao longo deste processo eleitoral. Espera-se que consiga redefinir a sua posição e preparar-se para os próximos desafios políticos. Quanto ao ADI, a grande questão passa por saber que caminho vai seguir. Não sei se conseguirá renovar a sua liderança com Américo Ramos ou se continuará sob a direcção de Patrício Trovoada, que sofreu uma derrota política muito significativa nestas eleições. Se Patrício Trovoada continuar a liderar o partido, considero que será muito difícil evitar uma nova derrota nas próximas eleições legislativas.
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
A vida da igreja necessita de alguma estrutura para que haja ordem, organização e planejamento. Contudo, as estruturas são relativas e podem mudar conforme as circunstâncias. A essência, porém, não pode ser perdida. Por isso, precisamos nos perguntar constantemente: por que fazemos o que fazemos? Podemos estar envolvidos em muitas atividades, reuniões e responsabilidades e, ainda assim, nos afastarmos daquilo que realmente deve mover a nossa vida.Quando Jesus viu as multidões, compadeceu-se delas porque estavam aflitas e exaustas, como ovelhas que não tinham pastor.¹ Esse olhar de Jesus revela a essência do cuidado com as pessoas. Ele não agia apenas para cumprir uma tarefa, mas porque era profundamente movido por amor. Da mesma maneira, o chamado para ser e fazer discípulos não deve ser cumprido por obrigação, pressão ou ativismo, mas como resposta ao amor de Deus derramado em nosso coração.²Ao longo da caminhada, podemos nos cansar, desanimar ou nos frustrar quando as pessoas não correspondem como esperávamos. A própria Palavra nos orienta a não nos cansarmos de fazer o bem.³ Entretanto, os resultados não podem determinar se continuaremos amando e servindo. Fazemos o que fazemos porque fomos conquistados por Cristo e porque o Seu amor nos constrange a não vivermos mais para nós mesmos, mas para Aquele que morreu e ressuscitou por nós.⁴Discipular alguém não significa controlar sua vida, tomar decisões em seu lugar ou tentar realizar o trabalho que pertence ao Espírito Santo. Nosso papel é cooperar com Deus na formação de Cristo naquela pessoa, apontando-a para Jesus e ensinando-a a guardar Sua palavra.⁵ Isso exige tempo, disposição para ouvir, oração e cuidado. Muitas vezes não teremos respostas imediatas, mas podemos conduzir a pessoa para perto do Senhor e confiar na ação do Espírito Santo.Todos nós recebemos algo de Deus que pode ser repartido. Fomos chamados das trevas para a Sua maravilhosa luz com o propósito de proclamar as virtudes daquele que nos chamou.⁶ Talvez consideremos pequeno aquilo que sabemos ou vivemos, mas, nas mãos do Senhor, até uma palavra simples pode sustentar e transformar uma vida. Deus não procura somente pessoas muito qualificadas; Ele procura pessoas disponíveis. Cada discípulo pode cuidar de alguém, começando pelos de dentro da própria casa, e também alcançando aqueles que o Senhor coloca ao seu redor.Esse chamado não é um convite ao ativismo nem uma lei que produz condenação. É um chamado para nos aproximarmos do Senhor e permitirmos que o Seu amor governe nossas motivações. Amar o Senhor se manifesta principalmente em guardar os Seus mandamentos, não como uma imposição exterior, mas como resposta de amor e relacionamento com Ele.⁷Primeiro somos chamados a ser discípulos e, então, a fazer discípulos. Jesus ordenou que Seus discípulos fossem e fizessem discípulos de todas as nações, ensinando-os a guardar tudo o que Ele havia ordenado.⁵ Porque fomos amados, podemos amar; porque fomos alcançados, podemos cooperar para que outros também sejam alcançados. O amor entre os discípulos é uma expressão pela qual o mundo reconhece que pertencemos a Jesus.⁸ Essa é a essência que deve nos mover todos os dias, até que o Senhor venha.Perguntas para reflexão:Tenho compreendido por que faço aquilo que faço como filho de Deus ou apenas sigo uma estrutura e cumpro atividades?Ao cuidar de pessoas, tenho sido movido pelo amor de Cristo ou pela obrigação, pela cobrança e pela expectativa de resultados?Tenho procurado cooperar com a ação do Espírito Santo na vida das pessoas ou tenho tentado controlar suas decisões e produzir mudanças por minha própria força e influência?Quais pessoas Deus colocou ao meu redor para que eu as ame, ouça, sirva, ensine e ajude a se aproximarem de Cristo?¹ Mt 9.36² Rm 5.5³ Gl 6.9⁴ 2Co 5.14-15⁵ Mt 28.18-20⁶ 1Pe 2.9⁷ Jo 14.15,21⁸ Jo 13.35
A FIFA registrou um aumento de 3% de publicações racistas nas redes sociais em comparação com a Copa de 2022 e afirma que o conteúdo tem sido objetivamente mais ofensivo. Diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, Marcelo Carvalho, aponta falhas da instituição e das plataformas digitais no combate ao racismo. Vitória Barreto, especial para a RFI Em menos de um mês, o órgão da FIFA que monitora as redes durante a Copa do Mundo registrou quase 90 mil publicações de teor abusivo. Foram 13 vezes mais do que na Copa de 2022, desde que a organização começou o monitoramento. Desse total, 11% tinham teor racial, apenas 3% a mais do que na Copa do Catar. Mas o órgão afirma que, neste ano, o conteúdo foi mais ofensivo. Marcelo Carvalho, diretor-executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, aponta as lacunas no combate ao racismo na Copa do Mundo: "Precisamos pensar no quanto essa Copa do Mundo promove diversidade, o quanto promove inclusão, fora das quatro linhas. Temos mais seleções africanas, mais seleções na Copa e a porcentagem de treinadores negros continua pequena. A FIFA poderia promover esse debate." O diretor do observatório também cobra a falta de fiscalização por parte das redes sociais. Ele aponta que a entidade identifica os autores das ofensas e entrega os dados para os donos das plataformas, mas enfatiza: "Parece que não vemos esse trabalho sendo feito por quem é dono da rede social." Mbappé foi um dos principais alvos A seleção francesa foi um dos principais alvos. O ex-presidente do governo espanhol Mariano Rajoy disse em um artigo que a equipe era de alto nível, "mas sem franceses". Também houve a série de mensagens com ataques racistas da senadora paraguaia Celeste Amarilla contra o atacante francês Kylian Mbappé, que um porta-voz da ONU classificou como "desprezíveis e, infelizmente, não isolados", além de cobrar uma ação mais firme de governos e entidades esportivas. A FIFA tem aplicado vários protocolos contra o racismo nos últimos anos. Um deles é o sistema de arbitragem, implementado em 2024, pelo qual os árbitros podem fazer um gesto de "X" com os braços para pausar a partida quando acontece uma ofensa racista. Para Carvalho, entretanto, o sistema apresenta lacunas na proteção dos jogadores que sofrem racismo. "Esse protocolo é falho porque permite que o racista se manifeste até três vezes. Imagine a situação da vítima: ela ouve a ofensa, o árbitro interrompe o jogo; depois, a ofensa se repete, o árbitro para a partida novamente e avisa que, na terceira vez, o jogo será encerrado", explica Carvalho. "Quando chega a terceira ofensa, o jogador já está no limite", acrescenta. A Human Rights Watch disse que a FIFA poderia fazer mais para combater o problema fora do torneio, embora tenha condenado os casos de racismo. A ONG também criticou o fato de os jogos serem realizados nos Estados Unidos: a repressão abusiva e discriminatória de Donald Trump à imigração, voltada principalmente para comunidades negras e pardas, colocou fãs, trabalhadores e comunidades em risco, na visão da organização internacional. Desta forma, o Mundial acabou perdendo parte do seu simbolismo como espaço de encontro entre diferentes povos, constata Carvalho. "Quando olhamos para essa Copa do Mundo, temos o prêmio da paz para o presidente dos Estados Unidos, temos árbitro negro que foi barrado para entrar nesse país. O que a Copa do Mundo representa, de fato, ela deixou de representar", analisa. "Não podemos esquecer que futebol e política sempre se misturaram", salienta.
Confira o que é notícia no mundo neste sábado.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
Nesta mensagem, o Pr. Rafael Lemos, com o texto em Marcos, capítulo 5, versículos 21 ao 36, nos traz uma reflexão sobre crer e não temer.No texto acima, encontramos a história de Jairo, um homem que tinha todos os motivos para desistir. Sua filha estava gravemente enferma e a situação parecia fugir completamente do seu controle. Mesmo sendo um líder da sinagoga, alguém respeitado e influente, ele se viu diante de uma realidade que seu cargo, seus recursos e sua experiência não podiam resolver.Ao saber que Jesus estava por perto, Jairo correu até Ele, lançou-se aos seus pés e suplicou por ajuda. Esse foi o primeiro passo da fé: reconhecer que somente Jesus poderia transformar aquela situação.Enquanto Jesus caminhava em direção à casa de Jairo, algo aparentemente frustrante aconteceu. A caminhada foi interrompida pela mulher que sofria de uma hemorragia havia doze anos. Jesus parou para atendê-la, conversou com ela e dedicou tempo àquela necessidade. Para Jairo, cada segundo parecia precioso. Talvez ele tenha pensado: "Jesus, minha filha está morrendo, não há tempo para isso!"Muitas vezes nos sentimos assim. Oramos, buscamos a Deus e parece que Ele está demorando. Enquanto esperamos, vemos Deus agir na vida de outras pessoas e somos tentados a acreditar que Ele se esqueceu de nós. Mas o atraso de Deus nunca significa abandono.Foi então que chegaram as piores notícias: "Tua filha morreu; por que ainda incomodas o Mestre?" (v.35). Em outras palavras, disseram a Jairo: "Acabou. Não há mais esperança. Desista."Mas Jesus imediatamente respondeu: "Não temas, crê somente." (v.36)Essa palavra continua ecoando até hoje para todos aqueles que estão enfrentando situações difíceis. Quando as circunstâncias dizem "acabou". Jesus diz "continue crendo". Quando as pessoas dizem "não tem mais jeito", Jesus diz "não desista". Quando a esperança parece morrer, Jesus nos convida a confiar ainda mais.A fé verdadeira não é apenas acreditar quando tudo está bem; é permanecer confiando quando as notícias são ruins. Jairo poderia ter desistido naquele momento, mas escolheu continuar caminhando com Jesus. E porque não desistiu, viu o impossível acontecer: sua filha foi ressuscitada.Talvez hoje exista alguma área da sua vida que pareça sem solução. Talvez você tenha recebido notícias desanimadoras, enfrentado portas fechadas ou vivido longos períodos de espera. A mensagem deste texto é simples e poderosa: você não pode desistir.O mesmo Jesus que caminhou ao lado de Jairo continua caminhando conosco. O que parece morto para os homens ainda está sob o controle de Deus. A última palavra não pertence às circunstâncias, mas ao Senhor.Conclusão: Quando a espera for longa, não desista.Quando os obstáculos surgirem, não desista.Quando as notícias forem contrárias, não desista.Quando a fé for provada, não desista.Ouça a voz de Jesus dizendo ao seu coração: "Não temas, crê somente." Quem continua caminhando com Cristo descobre que os milagres acontecem além dos limites daquilo que consideramos possível.Que Deus fortaleça sua fé para continuar avançando, mesmo quando tudo parecer contrário. Afinal, quem anda com Jesus nunca tem motivo para desistir.Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!
Semana com bomba no mundo Apple: processo dela contra a OpenAI! Esse e outros temas em mais um podcast com Rafael Fischmann e Eduardo Marques. No ar! [Edição: Edu Garcia] 00:00:00 Introdução 00:03:39 Apple processa OpenAI por suposto roubo de segredos comerciais 00:24:30 Chip “M7 Ultra” poderá suportar até 1,5TB de memória e mirar servidores de IA, revela Gurman 00:31:35 iPad mini com tela OLED poderá chegar em breve; iPads de entrada e Air, em 2027 00:43:26 Leaker revela possível capacidade da bateria do “iPhone Ultra” 00:47:31 Rumor: “iPhone 20” abandonará alumínio e voltará a usar vidro na traseira 00:54:56 Apple libera primeiras betas públicas do iOS 27, iPadOS 27, macOS 27, watchOS 27 e tvOS 27 01:02:32 Encerramento
Esse mês o grupo We are Ginga, de capoeira adaptada, participou da Disability Expo 2026 em Brisbane. Aproveitamos a ocasião para dar um mergulho mais a fundo e reapresentar um dos podcasts mais especiais da SBS em Português.Esse mês o grupo We are Ginga, de capoeira adaptada, participou da Disability Expo 2026 em Brisbane. Aproveitamos a ocasião para dar um mergulho mais a fundo e reapresentar um dos podcasts mais especiais da SBS em Português.A professora de educação física Bruna Rebouças e o marido, Daniel, trouxeram para a Austrália um programa pioneiro de capoeira adaptada para pessoas com deficiência. Hoje, o projeto usa a música, o movimento e a cultura brasileira para promover autonomia, confiança e conexão, com atividades que podem ser financiadas pelo NDIS, o National Disability Insurance Scheme.Para ouvir, clique no 'play' desta página. Siga a SBS em Português no Facebook, Twitter, Instagram e You Tube. Ouça os nossos podcasts. Escute o programa ao vivo da SBS em Português às quartas-feiras e domingos ao meio-dia.Assine a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.
LEITURA BÍBLICA DO DIA: ÊXODO 7:1-13 PLANO DE LEITURA ANUAL: SALMOS 18–19; ATOS 20:17-38 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Recentemente, duas avós norte-americanas fizeram sucesso na mídia por completarem uma viagem ao redor do mundo em 80 dias, aos 81 anos. As viajantes, com 23 anos de amizade, viajaram por todos os continentes. Iniciando na Antártida, dançaram tango na Argentina, andaram de camelo no Egito e passearam de trenó no Polo Norte. Visitaram 18 países, incluindo Zâmbia, Índia, Nepal, Indonésia, Japão e Itália, finalizando o per curso na Austrália. A dupla deseja inspirar gerações futuras a viajar pelo mundo, independentemente da idade. Em Êxodo, lemos que Deus recrutou dois octogenários para um tipo diferente de aventura. Ele chamou Moisés para ir ao faraó e exigir a libertação do povo de Deus. Deus enviou Aarão, irmão mais velho de Moisés, para o apoiar. “Quando falaram com o faraó, Moisés tinha 80 anos, e Arão, 83” (ÊXODO 7:7). Esse pedido seria assustador em qualquer idade, mas Deus os tinha escolhido a dedo para essa tarefa, e eles seguiram Suas instruções. “Então Moisés e Arão foram ver o faraó e fizeram conforme o Senhor havia ordenado” (v.10). Moisés e Arão tiveram a honra de testemunhar Deus libertando Seu povo de mais de 400 anos de escravidão. Esses dois demonstraram que Deus pode nos usar em qualquer idade. Quer sejamos jovens ou idosos, vamos segui-lo aonde Ele nos guiar. Por: NANCY GAVILANES
Nunca estudou pra concurso? Não sabe nem por onde começar? Esse episódio foi feito pra você.Neste episódio do Podcast QG Concursos, a gente mostra o passo a passo completo pra quem quer começar DO ZERO a preparação pra Polícia Científica SP 2026. Sem enrolação: o que estudar primeiro, como organizar a rotina e quais erros evitar pra não perder tempo.Você vai ouvir sobre:✅ Por onde começar quando você nunca estudou pra concurso✅ Quais matérias priorizar na preparação pra Polícia Científica SP✅ Como montar uma rotina de estudos mesmo trabalhando✅ Teoria ou questões? O que fazer em cada fase da preparação✅ Os erros de iniciante que mais atrasam a aprovaçãoSão 397 vagas autorizadas pelo Governador Tarcísio para Fotógrafo Técnico-Pericial, Auxiliar de Necropsia, Atendente de Necrotério Policial e Desenhista Técnico-Pericial. Todos os cargos exigem apenas nível médio + CNH B. Ou seja: essa pode ser a SUA porta de entrada pra carreira policial, guerreiro.
No FIRMESA REDONDA 280, Firu e Mesa analisam todos os movimentos dos times que eles ainda não analisaram nessa offseasonLANCE SEUS HOT TAKES AQUI: https://hottakes.replit.app/FANTASY FIRMESA agora tem seu próprio APP. Sim, entra la pra conferir classificação de todas as ligas e algumas stats avançadas:https://fantasyfirmesa.replit.app/Esse programa só aconteceu graças aos nossos apoiadores, que colaboram mensalmente com valores a partir de R$10 através da nossa campanha no apoia-se: https://apoia.se/tocotv
Neste episódio do Senta Direito Garota!, Juliana Amador recebe Egili Oliveira, atriz, palestrante, pesquisadora das culturas afro-brasileiras, produtora cultural, estudante de jornalismo e criadora da metodologia Samba do Coração.Com mais de duas décadas de trajetória no Carnaval e nas artes, Egili transformou o samba em uma ferramenta de educação, pertencimento e impacto social. Foi a primeira passista a levar aos Estados Unidos uma palestra sobre samba e identidade brasileira.Na conversa ela fala sobre racismo, representatividade, ancestralidade , autoestima, os bastidores do Carnaval, empreendedorismo, educação, espiritualidade e o poder da cultura como instrumento de transformação social.Um episódio inspirador sobre identidade, resistência e a força das mulheres que transformam o mundo.
Primeiro estrangeiro a dirigir o Festival de Avignon, Tiago Rodrigues conduz a edição dos 80 anos em meio a um contexto dominado pela urgência de garantir acesso democrático à cultura. Com uma programação majoritariamente feminina, que inclui Christiane Jatahy, Lia Rodrigues e Carolina Bianchi, ele destaca a força da cena brasileira e propõe novas alianças. O diretor português afirma que o futuro de Avignon depende das perguntas que ainda precisamos formular e convida o Brasil ao debate. Márcia Bechara, enviada especial a Avignon A programação deste ano, pela primeira vez majoritariamente feminina, inclui três artistas brasileiras em posições centrais: Christiane Jatahy, Lia Rodrigues e Carolina Bianchi, lançada por Avignon em 2023. Para Tiago, essa presença não é apenas simbólica, mas um componente estrutural da presença brasileira no festival. “Eu considero que o Brasil tem grandes artistas, e isso é o essencial. Mais do que definir o que é o teatro brasileiro ou o que é a dança brasileira, eu acho que há enormes artistas brasileiros”. Ele destaca Carolina Bianchi como “uma artista imensa de teatro, de performance, uma grande autora de teatro, uma grande escritora, uma poeta da cena”. A diversidade brasileira, segundo ele, é decisiva para o futuro das artes cênicas. “Carolina Bianchi é um exemplo dessas singularidades que podemos encontrar no teatro brasileiro, porque a cultura brasileira é de uma enorme diversidade. Também podemos encontrar no teatro brasileiro a anti-Carolina Bianchi.” Para Tiago, essa amplitude estética e intelectual precisa ainda ser “cuidada, acolhida, promovida”, sobretudo porque “grupos invisibilizados e oprimidos não tiveram ainda a oportunidade de chegar às ferramentas da criação”. Leia tambémChristiane Jatahy leva Ibsen ao tribunal de Avignon em debate sobre verdade ao lado de Wagner Moura A edição de 2026 marca também a primeira colaboração teatral entre Christiane Jatahy, Wagner Moura e Lucas Paraizo. O projeto parte de uma ideia que, segundo Tiago, “nos seduziu muito – justamente por não ser uma adaptação, mas uma continuação”. Ele explica: “O que acontece depois do fim de Um Inimigo do Povo, de Ibsen?” A estreia mundial em Salvador, seguida por apresentações no Rio de Janeiro (e posteriormente em Lisboa e Amsterdã), reforça a intenção de fortalecer a circulação da obra de Jatahy no Brasil. “Os parceiros europeus de Christiane Jatahy desejaram também contribuir para que seu trabalho estivesse mais presente no Brasil, e que [o espetáculo] fosse criado no Brasil”, afirma o diretor, que também destaca o interesse de festivais como Edimburgo e Holland Festival, coprodutores da peça, na ideia de "coesão social por meio das artes". Uma diretiva que, para ele, não se constrói por consenso, mas pela contraposição de ideias. “Como podemos reunir pessoas em torno das artes e ajudar na coesão social? Mas colocando perguntas, sem exigir pensamento único, sem exigir que todos concordem – e, assim, iniciar um debate?” O ponto de interrogação e os próximos 80 anos O ponto de interrogação que domina toda a comunicação gráfica do festival sintetiza essa postura. Tiago o escolheu como símbolo das perguntas que ele considera essenciais para os próximos 80 anos de Avignon. “Uma multidão de questões”, diz. Ele começa pelas mais urgentes: “Será que o Festival de Avignon vai poder existir ainda por 80 anos com este calor, com este clima, com a crise climática? O que vamos fazer para continuar vivendo festivais como Avignon, em meio ao calor provocado pelas mudanças climáticas? O que nos leva a nos fascinar, mesmo nós, artistas, pela questão do mal, pelos déspotas, pelos violentos? Que fascinação é essa pelo mal?”. A reflexão se estende ao tema do suicídio assistido: “Como pode a sociedade se organizar para acompanhar aqueles que decidem pôr fim à própria vida porque acham que a vida deve terminar – porque estão doentes, porque estão em sofrimento? Como podemos, socialmente, humanamente, mas também juridicamente, acompanhar essa decisão?”, questiona Rodrigues. As questões propostas por Christiane Jatahy e Wagner Moura também interpelam o festival. “Nesta sociedade da opinião pública rápida, que condena publicamente, qual é o lugar da justiça naquilo que são as nossas vidas? E como podemos participar dessa justiça e nos dar o tempo de reflexão que a justiça merece?”, sublinha o diretor. Leia tambémLia Rodrigues conduz jovens artistas em formação e amplia escuta pela diversidade em Avignon Primeiro estrangeiro a dirigir o Festival de Avignon, Tiago Rodrigues afirma que a história do evento impõe uma responsabilidade que não pode ser negociada. Ele lembra que o festival nasceu em 1947, no pós-guerra, criado por Jean Vilar e por antigos resistentes à ocupação nazista, e que essa origem define o presente. "O código genético deste festival, fundado em 1947 depois da Segunda Guerra Mundial por Jean Vilar, com ajuda de antigos resistentes contra a ocupação nazista. Seria uma traição à responsabilidade histórica deste festival e aos seus valores colaborar com a extrema direita. Esse é o meu entendimento, e é a minha responsabilidade tomar essa decisão enquanto diretor de um festival que é progressista, republicano, democrático e, portanto, nos dias de hoje, ecologista, feminista, antirracista, antifascista.” O Festival de Avignon segue em cartaz no sul da França até 25 de julho.
Confira o que é notícia no mundo nesta quinta-feira.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
Esse episódio trás não somente afirmações mas muitas perguntas também sobre o que entendemos como reatividade e como trabalhnar esse problema.As maneiras que explicamos e a influência das outras ciências dentro do adestramento.Espero que gostem!
Um paciente jovem, sem fator de risco clássico, chega com infarto. Ele não fumou, não tem colesterol alto, não é diabético. Mas relata uso frequente de maconha e bebidas alcoólicas.Neste episódio do DozeCast, Diandro e Thaysa mergulham em duas substâncias que acompanham a humanidade há milênios e que colocam o cardiologista moderno diante de decisões clínicas que exigem evidência, não moralismo. Da cerveja de 13 mil anos encontrada em rituais funerários à cannabis usada em cerimônias no Pamir há 2.500 anos, o episódio começa pela história para depois destrinchar, bloco a bloco, o que a ciência cardiovascular mais recente realmente mostra.
A aviação, um dos setores mais importantes para a economia brasileira, enfrenta o desafio de reduzir suas emissões sem comprometer a eficiência e a competitividade. Nesse cenário, a adoção de combustíveis sustentáveis, aliada a avanços em infraestrutura, inovação e regulação, desponta como um dos principais caminhos para a descarbonização do transporte aéreo. Em entrevista mediada pela jornalista Aline Pacheco, durante o Energy Summit 2026, Camila Lopes, diretora de Planejamento B2B da Vibra, explica como essa transformação já está em curso, detalha o papel do SAF (combustível sustentável de aviação) nesse processo e aborda os desafios para ampliar sua produção e adoção. No episódio, a executiva também comenta a importância da aviação para a economia, os bastidores do abastecimento de aeronaves e as perspectivas para o futuro do setor. Esse podcast é uma produção do Estadão Blue Studio. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Reclamação é algo que contamina o coração de quem fala e de quem está do lado.Já esteve ao lado de alguém que está reclamando de tudo? Existem duas possibilidades: ou você se une a essa pessoa reclamando de tudo também ou você começa ficar irritado com essa postura. Reclamar é algo chato!Reclamar não muda nada, porque reclamar é murmúrio, é lamento, é chorar pitangas. Quem reclama só fala, não toma a atitude certa.Veja o que diz o Salmo 84 no verso 6: "Quando passa pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva."O salmista fala de um vale árido. Um lugar desértico, sem vida, sem perspectiva. Esse sim é um lugar ideal para nossas lamúrias e reclamações. Mas veja que interessante. Na palavra do salmista, o vale árido se transforma em um manancial, num lugar onde há vida, porque a água brota para todos os lados.Mas o que fez esse lugar árido se transformar num manancial foi apenas a presença de alguém que teme a Deus.Se você reclama, pare agora. O povo de Deus foi castigo por sua reclamação. Busque o Senhor e faça a sua parte. A transformação virá, é assim que a Palavra garante!
Seu time vende igual para todos os clientes? Esse pode ser o motivo de oportunidades perdidas.Neste episódio do 24 Cast, Romualdo Silva conversa com o especialista em análise comportamental Fabrício Albrecht sobre como a metodologia DISC ajuda a identificar perfis de clientes, adaptar a abordagem comercial, superar objeções e aumentar os resultados em vendas.Neste episódio:Como identificar os perfis DISC e adaptar sua abordagem de vendas.Estratégias para lidar com objeções de cada perfil de cliente.Quais perfis se destacam em funções como SDR, closer e farmer.Como processos, playbooks e liderança fortalecem a equipe comercial.O impacto do CRM e do Bitrix24 na produtividade e gestão de vendas.
"Produtividade é conhecimento aplicado por hectare." A frase do saudoso engenheiro agrônomo Dirceu Gassen continua traduzindo uma das maiores verdades da agricultura brasileira. Nenhuma grande lavoura nasce apenas da força da terra. Nasce da observação, da pesquisa, da experiência e da coragem de buscar respostas para desafios que mudam a cada safra. É justamente essa busca que move o convidado de hoje. Filho de produtores rurais do norte do Paraná, Adilson de Oliveira Júnior cresceu acompanhando de perto a rotina da agricultura. Viu o campo mudar, testemunhou a evolução das tecnologias e escolheu dedicar a própria vida a produzir um dos insumos mais valiosos da atividade rural: o conhecimento. Há quase duas décadas como pesquisador da Embrapa Soja, ele trabalha para transformar ciência em decisões capazes de aumentar a produtividade, melhorar o manejo dos solos e oferecer mais segurança ao produtor rural. Um trabalho silencioso, muitas vezes distante dos holofotes, mas presente em milhares de propriedades espalhadas pelo Brasil. Neste bate-papo, gravado no saguão do aeroporto de Vilhena, falamos sobre fertilidade do solo, adubação, altas produtividades e, principalmente, sobre a responsabilidade de quem faz pesquisa pensando em quem está todos os dias do lado de dentro da porteira. Esse, talvez, seja o maior valor da pesquisa agropecuária: transformar pequenos avanços em resultados gigantescos. Um dado citado pelo próprio Adilson ajuda a dimensionar essa missão. Se a produtividade média da soja brasileira aumentasse apenas um quilo por hectare, o país colheria cerca de 48,5 mil toneladas a mais — o equivalente a aproximadamente R$ 90 milhões em riqueza gerada. É a prova de que, na agricultura, grandes transformações quase sempre começam em detalhes. E que, quando a ciência encontra espaço para florescer, seus resultados ultrapassam a porteira e ajudam a impulsionar não apenas a agricultura, mas toda a economia do país.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esse shiur foi dedicado anonimamente para o mérito de seus filhos, crescimento material e espiritual.Patrocine uma aula e ajude a levar a Torá mais longe: shiurpix@gmail.comNeste shiur profundo sobre o Tanach, analisamos a dramática transição no Reino de Yehudá: de um dos maiores e mais justos reis que já tivemos, para o surgimento de Menashe, o pior e mais perverso rei da nossa história. Entenda os mistérios da justiça divina, o impacto espiritual da idolatria que provocou o ocultamento da Shechiná do Beit HaMikdash e o trágico destino do profeta Yeshayahu. Uma aula indispensável para compreendermos o livre-arbítrio, as tendências que herdamos e o papel crucial de cada líder em sua própria geração.#Torah #Tanakh #Chassidut #FilosofiaJudaica #ReiMenashe #ProfetaYeshayahu #RabinoAvrahamStiefelman
Prevenção de alzheimer, nova diretriz sobre câncer de bexiga e equidade diagnóstica.Esse boletim analisa estratégias multidisciplinares de neuroproteção, a publicação de consensos inéditos em oncologia urológica e debates sobre disparidades no tempo de diagnóstico. Abordamos os dados apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer demonstrando como programas estruturados combinando dieta, exercícios e controle circulatório retardam a perda funcional cognitiva na população sênior.Detalhamos também o lançamento das primeiras diretrizes nacionais para o tratamento do câncer de bexiga, que padronizam condutas de investigação e tratamentos no SUS e na saúde suplementar. Por fim, trazemos no radar o alerta de especialistas sobre como sintomas inespecíficos em mulheres frequentemente atrasam a identificação de disfunções da tireoide, destacando a importância de afastar vieses na propedêutica. O Afya News apresenta informação médica confiável e atualizada no seu tempo. Criado pela Afya Educação Médica, o maior hub de educação e soluções para a prática médica do Brasil, nosso propósito é transformar a saúde junto com quem tem a medicina como vocação.Fontes do episódio: https://portal.afya.com.br/podcasts/afya-news/15-07-2026
Todo mundo que olha de fora acha que existe uma fórmula. Quem está dentro sabe que não.No episódio #305 do Foodness Talks, Rodrigo Oliveira(@rodrigomocoto), do Mocotó(@mocotorestaurante), fala sobre o que é empreender de verdade — sem receita, sem roteiro e sem a garantia de que o que já deu certo vai dar certo de novo. São 53 anos de história, prêmios internacionais e uma das marcas mais respeitadas da gastronomia brasileira. E ainda assim, como ele mesmo diz, sem confiança de dizer que entende como se faz.A conversa passa pela diferença entre a imagem do sucesso vista de fora e a realidade de quem opera por dentro, sobre como cada novo negócio ou unidade exige uma leitura própria — nada se copia e cola, sobre o que sustenta um empreendedor quando não há certezas e sobre o que significa estar sempre em movimento, errando, acertando e seguindo em frente.Porque empreender não é sobre ter a resposta certa. É sobre continuar em movimento, com curiosidade, coragem e com gestão.Porque aventura sem estrutura é só improviso.Esse episódio é um oferecimento de @searafoodsolutions, @rispostabr e @goomer_br
Confira o que é notícia no mundo nesta quarta-feira.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
Esse episódio é um tapa na cara de quem acha que sabe tudo sobre marketing digital.Essa seguidora criou um curso de posicionamento, subiu a página, criou conteúdo por duas semanas e não vendeu quase nada. Chamou isso de lançamento. Não era.“Devo começar vendendo caro ou barato?" foi a pergunta que basicamente consumiu toda a estratégia dela.Ouça até o final, existem algumas pegadinhas do marketing digital que valem a pena ter a sua atenção.
Sem panela de inox, sem caldeira, sem controle de temperatura. Só uma tina de madeira, uma fogueira e pedras incandescentes carregadas com pinças até dentro do mosto. Esse é o sistema de produção por trás da Carinthian Steinbier, cerveja que sobreviveu na Áustria até o início do século 20.Neste episódio da série Caçador de Estilos Perdidos, Henrique Boaventura reconstrói a lógica técnica da Steinbier: como o calor viajava do fogo para a pedra e da pedra para o mosto, por que o zimbro funcionava como filtro e não só como aromático, e como a fermentação rápida e a baixa estabilidade definiam uma cerveja feita para ser bebida jovem.O que você vai aprender:— Por que aquecer mosto em tina de madeira exigia pedras em vez de fogo direto— Como o defumado e o caramelizado nasciam do processo, não de ingredientes específicos— O papel do zimbro como equipamento de filtragem, não só de aroma— Por que a fermentação de 7 a 10 horas resultava em uma cerveja instável e de consumo rápido— Uma receita moderna e segura para recriar o estilo em casa, sem lidar com pedras incandescentes
Gabriel Martins (@caradossports) e Vitor Buratini falaram sobre:(00:00:00) Intro(00:01:11) Treta Adebayo/Herro(00:14:30) Melhores/piores contratações do mercado esse ano(00:43:19) LeBron definido(00:54:50) Destaques da Summer LeagueEntre no grupo do Cara dos Sports no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/DBCkiq0Gg397h0kgRjzrVoApoie o Podcast Cara dos Sports e tenha acesso a conteúdos exclusivos: https://caradossports.com.br/Se torne membro do canal: https://www.youtube.com/channel/UCZ3MkOrQx7444pm7tSZ-10Q/join
Links zu mir: ➡️ Instagram: https://www.instagram.com/julia_shinecoaching/ ➡️ kostenfreier Wunder-Workshop: https://shinecoaching.de/nur-fuer-dich/wunder-workshop/ Warum esse ich heimlich? In der heutigen Folge von Lifestyle Schlank beantworte ich wieder eine Frage aus der „Fragen an Julia“-Telegram-Gruppe meines 10-wöchigen Online-Coaching-Programms LIFESTYLE SCHLANK. Kennst du das auch? Du kaufst dir auf dem Heimweg noch schnell etwas Süßes und isst es im Auto, bevor du nach Hause kommst. Oder du wartest abends, bis alle im Bett sind, und gehst noch einmal heimlich in die Küche. Vielleicht versteckst du sogar Verpackungen, damit niemand sieht, was du gegessen hast. Im ersten Moment fühlt sich das Essen erleichternd an. Doch kurz danach kommen oft Schuldgefühle und vor allem Scham. In dieser Folge erfährst du: ✅ warum viele Menschen heimlich essen und welche Rolle Scham dabei spielt, ✅ warum wir uns beim Essen nicht nur vor anderen, sondern oft auch vor uns selbst verstecken, ✅ weshalb heimliches Essen häufig eine Schutzstrategie des Nervensystems ist, ✅ warum Kontrolle beim Essen oft dazu führt, dass Essanfälle im Verborgenen stattfinden, ✅welche ersten Schritte dir helfen können, dieses Muster zu verändern. Diese Folge ist für dich, wenn du auch zu den Menschen gehörst, die oft heimlich essen, sich dafür schämen und verstehen möchten, warum du das tust und wie du dieses Verhalten verändern kannst. Ich wünsche dir wie immer viel Spaß und viele neue Erkenntnisse beim Zuhören. It's your time to shine ✨ Deine Julia PS: In diesem Mini-Format beantworte ich echte Fragen aus der „Fragen an Julia“-Telegram-Gruppe meines 10-wöchigen Online-Coaching-Programms LIFESTYLE SCHLANK. Bitte beachte, dass es sich dabei um originale Sprachnachrichten aus dem Coaching-Alltag handelt. Die Audioqualität ist daher nicht wie gewohnt – der Inhalt dafür umso authentischer.
Essa semana Jurandir Filho, Felipe Mesquita, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho regravam um episódio de 13 anos atrás para relembrar como era navegar pela internet nos tempos da conexão discada. Dos provedores gratuitos ao MSN, ICQ, mIRC, Orkut, blogs, fotologs e downloads intermináveis, batemos um papo sobre a Web 1.0, a nostalgia daquela época e como a internet mudou completamente a forma como vivemos, nos comunicamos e nos divertimos.Esse é mais um podcast da nossa série Remakes!⭐ Quer mais 99Vidas? Apoie e escute + de 400 episódios exclusivos. Assine agora em 99vidas.com.br/bonusAcompanhe o 99Vidas:➡️ Site | Instagram | Twitter | Youtube
Você já imaginou ter uma conta invadida sem que ninguém descubra sua senha? Esse é o princípio do Device Code Phishing, um golpe digital que vem chamando a atenção de especialistas em segurança por explorar um mecanismo legítimo de autenticação usado por serviços e dispositivos conectados. No novo episódio do Podcast Canaltech, Fernanda Santos conversa com Rodrigo Cunha, gerente de Red Team Services da Cipher, unidade de cibersegurança do Grupo Prosegur. Na entrevista, ele explica como funciona esse tipo de ataque, por que ele tem ganhado espaço nos últimos anos e quais cuidados empresas e usuários precisam adotar para se proteger. Durante a conversa, o especialista também fala sobre o papel da inteligência artificial na evolução dos golpes digitais, compartilha exemplos observados em investigações e mostra por que a conscientização continua sendo uma das principais ferramentas de defesa. Você também vai conferir: OpenAI confirma lançamento de sua IA mais poderosa até hoje, vazamento de dados de 500 mil pacientes passa a ser investigado pelo órgão que fiscaliza a proteção de dados no Brasil e chineses criam colete que funciona como um ar-condicionado portátil. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer, Bruno de Blasi e João Melo. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Leandro Gomes e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
https://beercast.com.br/wp-content/uploads/2026/07/BC637.mp3 Hoje eu, Anselmo Mendo, e meu amigo Fabrizio Guzzon, nos encontramos para beber e conversarmos sobre o que esperamos das cervejas deste inverno. Esse é mais um especial com a assinatura da coluna Boa Cerveja Feira aqui do site e do nosso Instagram. Procure por “Beercast Brasil” no seu app de música favorito. Ouvir no Spotify Ouvir no Apple Podcasts Ouvir na Amazon Music Ouvir no Deezer Seja Patrono do Beercast contribuindo a partir de R$10,00 por mês. Links: Instagram Baden Baden Instagram Guzzon Entre em contato com o Beercast e acompanhe nossas mídias sociais: beercastbrasil@gmail.com: Mande suas degustações, garrafadas, críticas, elogios e sugestões. Instagram Beercast Brasil Fanpage Beercast Brasil no Facebook Feed do Beercast (assine nosso feed)
A literatura indígena no Brasil passou por diversas fases e batalhou contra o apagamento em todas elas. Dos primeiros encontros com os jesuítas, que tentaram impor as regras de gramática e de assentamentos importadas da Europa, ao crescimento das publicações editorais de autoria indígena que vemos hoje. Nesse episódio, Mayra Trinca e Lívia Mendes contam mais dessa história a partir de entrevistas com a pesquisadora Carolina Rodrigues, da Unicamp, e com a escritora Trudruá Dorrico. Você vai conhecer mais sobre as primeiras gramáticas, a importância da oralidade para a literatura indígena e a relação disso tudo com a política (no passado e no presente). ____________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO TRUDRUÁ: Cara, o Brasil é tão indígena e ele nem se dá conta assim, sabe? Do quanto ele é indígena. MAYRA: No episódio de hoje, a gente vai falar sobre a importância da escrita pra história do movimento indígena no Brasil. TRUDRUÁ: Eu entendo assim que a presença indígena nesses espaços literários, é o que faz a nossa literatura ser interessante hoje. Faz deslocar um pouco os homens brancos, jornalistas do Rio – São Paulo, assim, numa produção completamente egocêntrica. LÍVIA: E sobre como isso ganha ainda mais relevância diante de um histórico de apagamentos. CAROLINA: Que algo escrito nem sempre é um texto. Quem lê nem sempre é um leitor. E quem escreve nem sempre é um autor. MAYRA: Isso porque o ato de escrever foi, e talvez ainda seja, uma das ferramentas mais usadas pra hierarquização social. E aí, ao longo da história, isso deixou marcas que revelam muito do que a gente pensa e entende como autoria de povos indígenas no Brasil. TRUDRUÁ: A autoria coletiva indígena, ela sempre existiu. O problema é que ela foi descaracterizada por conta da história de apropriação dos povos indígenas ao Estado-nação Brasil. LÍVIA: Pra entender essas questões, conversamos com a escritora e pesquisadora Trudruá Dorrico, do povo Macuxi, e com a linguista Carolina Rodríguez. MAYRA: Eu sou a Mayra Trinca, bióloga e comunicadora de ciência e você já me conhece aqui do Oxigênio. LÍVIA: E eu sou a Lívia Mendes, linguista e especialista em jornalismo científico, e também já apareci algumas vezes por aqui. [VINHETA] CAROLINA: Eu sou pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos, o Labeurb, que pertence ao Núcleo de Criatividade da Unicamp e sou também professora no departamento de Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem, o IEL, também da Unicamp. É, a minha formação inicial é em letras, mas eu me especializei em linguística. Fiz o doutorado, pós-doutorado, especificamente nas áreas de análise do discurso, história das ideias linguísticas e saber urbano e linguagem. LÍVIA: Essa que você ouviu é a Carolina. Nos últimos anos, ela têm se dedicado a pesquisar a língua Guarani e as relações dessa língua com a atuação dos jesuítas na região que era a província do Paraguai. CAROLINA: Que não deve ser confundida com a província civil do Paraguai, né? Porque a província jesuítica ocupava todo o sul do Brasil, Argentina, parte da Bolívia, enfim. MAYRA: O Guarani era a língua falada pelos povos indígenas da região e que teve seus primeiros registros escritos feitos por esses jesuítas. CAROLINA: O espaço em que surge a escrita em Guarani vai determinar, a finalidade com que é introduzida a escrita nessa língua, vai determinar a relação entre escrita e oralidade, né? Vai determinar o que que é um texto, o que que é ler, o que é escrever em Guarani. LÍVIA: Os jesuítas chegaram na região por volta de 1580 e se instalaram ali, fundando a tal província. Esses missionários, tinham como tarefa estudar a língua local. CAROLINA: A finalidade principal, né, desse trabalho linguístico era se comunicar com os indígenas no dia a dia, aprender a língua, né? Que os missionários estrangeiros pudessem aprender a língua para se comunicar com os indígenas e para catequizar. A questão principal não é o cultivo da língua como bem cultural. Isso pode até ter um resquício, mas não é esse o objetivo principal. MAYRA: Essa lógica por trás do estudo do Guarani fez com que a escrita e a gramática utilizada para essa língua fosse bem diferente de outras línguas. Enquanto as línguas europeias tiveram sua escrita elaborada e rebuscada como uma forma de enriquecimento cultural, a escrita das línguas indígenas era muito mais pragmática, usada apenas como instrumento para ensinar outros jesuítas. LÍVIA: Ainda assim, a Carolina conta que as primeiras gramáticas, as primeiras organizações e regras linguísticas do mundo surgiram todas meio que juntas. CAROLINA: É interessante isso porque muitas vezes a gente pensa que “ah, as gramáticas europeias foram feitas primeiro e as línguas ameríndias, por exemplo, depois e não. Então, a diferença entre uma gramática, a primeira gramática em francês, do francês, tem dois, três, quatro anos de diferença com a primeira gramática do Nahuatl, no México, por exemplo. [começa trilha] LÍVIA: Só que nesse momento, na Europa, durante o Renascimento, as gramáticas estavam surgindo pra organizar e padronizar as línguas que representariam os Estados-nação, como o francês, o português e o espanhol. Era preciso reduzir as variações dos dialetos, fixar regras linguísticas, para dar uma ideia de unidade praquele território. MAYRA: Gramatizar uma língua, assim como escrever essa língua , é importante para consolidar regras gramaticais e fazer com que ela mude mais devagar. Por isso as gramáticas surgem com a formação dos Estados, porque conforme as nações hegemônicas iam colonizando diversas partes do mundo, levavam também consigo o processo de gramatização das outras línguas. CAROLINA: Então, essa associação, né, língua cidade através da ideia do movimento, da fixação, eles tinham que fixar a língua pela escrita e fixar os indígenas em povoados, não é? Para que, como dizia o Manuel da Nóbrega, o padre jesuíta, era preciso fazer com que ficassem quietos, né? E não se movessem o tempo todo. Ele reclamava que o trabalho da catequese era jogado fora, porque eles se mudam o tempo todo. LÍVIA: De novo a gente percebe aí a linguagem sendo usada como uma forma de dominação desses povos. O estudo da língua Guarani não estava a serviço dos povos indígenas e sim dos colonizadores. Mesmo que eles começassem a dominar a escrita de sua língua, isso não significava que eles iriam conseguir realmente se apropriar política e culturalmente dessa ferramenta. CAROLINA: A cultura é imposta como modelo, ao mesmo tempo que se impede o acesso integral a esse modelo. Porque senão a desculpa para subordinação desaparece, não é? [sobe som e encerra música] MAYRA: E a Carolina encontrou, em alguns textos da época, exemplos que mostram isso muito bem. Ela me deu o exemplo de vários textos religiosos, que eram escritos em Guarani, mas que não eram lidos pelos indígenas. CAROLINA: Porque esses textos traduzidos em Guarani, é, se destinavam aos missionários, não eram dados para a leitura dos indígenas, que eram mantidos a maior, maiormente não alfabetizados, não é? Era porque os missionários soubessem, é, aprendessem e pudessem transmitir oralmente aos indígenas. Então, na verdade, o destinatário do conteúdo do texto, né? Da mensagem religiosa, era o indígena, que não era o leitor do texto, né? Então era não era um público leitor, era um público ouvinte, era um auditório, porque quem lia era o missionário. LÍVIA: Ela também identificou o mesmo deslocamento da função do autor desse texto. Um dos exemplos mais didáticos é de um indígena chamado Nicolas Yapuguay, que publicou dois volumes de sermões bíblicos escritos em Guarani, só que sob direção de um missionário. CAROLINA: Então, o que significa sob a direção? Significa que a responsabilidade é do missionário. Bom, aí já temos uma dica, não é? Mas o prefácio é fantástico. Eu acho que Foucault leu esse prefácio para definir a função autor, né? Porque quem faz o prefácio ao livro é Paulo Restivo, o missionário. Até aí tudo bem, a gente pode fazer o prefácio de outro livro, né? Mas o que é interessante é que todos os “eus”, as primeiras pessoas, é o missionário que assume. Então, assim, ele chama o leitor de meu leitor, as doutrinas que eu te ofereço. MAYRA: Isso mostra pra gente que apresentar o Nicolas Yapuguay como autor era quase como um disfarce, um fingimento. Que ele estava ali pra que os missionários pudessem dizer que havia uma participação indígena, mas que não tinha liberdade de decidir o que ou como escrever. [começa trilha] TRUDRUÁ: Nesse processo de de entender um pouco a escrita e os povos indígenas, eu queria dizer assim que a escrita, essa escrita assim, ai, de escrever o nome, de escrever um poema, de escrever um livro ou de aprender a escrever alguma coisa que é importante assim no dia a dia, não é dessa escrita que nós estamos falando, quando a gente fala assim, ai, dos povos indígenas conseguirem escrever e serem uma sociedade desenvolvida. A gente está falando de um sistema de escrita que cria documentos, que cria cartórios, que cria notários, que cria é, que cria uma legislação para validar, por exemplo, um processo de expropriação territorial. [sobe som e encerra música] LÍVIA: Essa que você acabou de ouvir é a Trudruá Dorrico. TRUDRUÁ: Eu sou indígena Macuxi. O povo Macuxi tá no estado de Roraima. Eu sou escritora, essa é uma parte que eu atuo, no âmbito da literatura e eu também sou pesquisadora de literatura indígena e essa é a segunda parte assim da minha atuação no âmbito da pesquisa. MAYRA: Eu conheci o trabalho da Trudruá num grupo de leitura que eu faço parte. A gente leu “Originárias: Uma antologia feminina de literatura indígena”, que é uma coletânea organizada por ela, mas com histórias de diversas autoras de diferentes povos. Ela faz parte de um movimento contemporâneo de autores indígenas, como Daniel Munduruku, Ailton Krenak, Eliane Potiguara, Geni Nuñez e por aí vai. LÍVIA: A literatura indígena passou por diferentes fases no Brasil. Ela começou muito antes da chegada dos jesuítas, com a cultura oral, ainda sem registros escritos. Essa primeira fase, estruturada na oralidade, ainda é muito pouco aceita como literatura. Vamos falar disso um pouco mais pra frente, continua por aqui pra entender. MAYRA: Então, os registros dos jesuítas formam uma segunda fase, com os primeiros textos escritos, como a gente viu, mas não exatamente respeitando a cultura indígena. LÍVIA: Depois, a gente teve, durante o modernismo, lá da semana de 22, autores como Mário de Andrade, autor de Macunaíma, por exemplo, se apropriaram de histórias indígenas naquela onda da antropofagia e ficaram famosos por isso. TRUDRUÁ: O José de Alencar, Mário de Andrade e Oswaldo de Andrade fizeram carreira sobre com o nacionalismo indígena. Então, é uma terceira fase que a gente fala assim: “É, mas agora a gente vai escrever. A gente vai fazer nossas histórias, a nossa literatura com esta identidade, porque esta identidade é um território que o Brasil precisa reconhecer, que tudo o que diz respeito a nós tem valor e tem alguém ali para reivindicar dizendo assim: “Ó, você não vai falar de nós de qualquer jeito, como se a gente fosse nada ou como vocês estavam acostumados a tratar a gente”. Eu acho que é por isso que talvez esse identitarismo ameace, né? Porque essa pessoa não tá pronta ainda, ela tá muito mais na defesa de: “Ai, nossa, vai me podar, de pesquisar, vai me podar, de escrever, vai me podar, de publicar, vou ser malvista”. Vai mesmo. Vai, vou te dizer com certeza que vai. MAYRA: A Trudruá tá falando aqui de pessoas que falam sobre os povos indígenas ou sobre elementos da cultura indígena como se fossem donas desse saber, ignorando o movimento e a história desses povos. Como livros ou mesmo pesquisas acadêmicas que se apropriam desse conhecimento sem dar os créditos, as referências ou mesmo sem ter representantes indígenas fazendo parte do trabalho. LÍVIA: Isso porque, como a Trudruá contou na entrevista, esses escritores e pesquisadores sempre viram as práticas indígenas como “sem dono”. O motivo está no fato de que a maioria dos povos indígenas não tinham e ainda, em algumas regiões, continuam não tendo acesso ao domínio da escrita de suas línguas maternas. Por esse motivo não era considerada a participação do próprio indígena nessas produções. TRUDRUÁ: Eu acho que esse argumento, ele foi utilizado assim por muitos anos, por por décadas, né? Pelos indigenistas e também pelos professores que é que sempre pesquisaram povos indígenas e se tornaram porta-voz desses povos indígenas. E eu acredito assim que é boa fé, o fato é que isso virou uma tradição e essa tradição acabou colocando, né, esses pesquisadores que muito colaboraram, muito ajudaram, não tô nem julgando isso, mas colocou eles assim como paladinos, né? Colocou como representantes de povos indígenas, como uma voz, é, de autoridade, uma voz de tradução entre dois mundos. Traduziu o mundo branco para os indígenas e traduziu o mundo dos indígenas para os brancos. Então, essas pessoas eram as autoridades. MAYRA: É uma ideia que tá muito ligada a noção de que povos que usam a escrita são, de alguma forma, superiores do que sociedades que chamamos àgrafas, ou seja, que transmitem seus conhecimentos exclusivamente por meio da tradição oral, sem ter desenvolvido um sistema próprio de escrita. Eu vou trazer a Carolina aqui de volta pra ajudar a gente a entender isso. CAROLINA: Olha só, de novo, porque os europeus então gramatizaram as línguas do mundo, instrumentaram as línguas do mundo a partir do modelo que eles tinham usado da gramática grecolatina e também transformaram os espaços do planeta, os territórios a partir do modelo urbano europeu. Então, veja como os processos de gramatização massiva também coincidem com o processo de urbanização, isto é, de transformação das línguas e dos territórios do planeta, né, em direção ao modelo da escrita e da gramática da cidade europeia, não é? LÍVIA: É como se, porque a história da europa seguiu esse caminho, passando da tradição oral pra tradição escrita, do nomadismo para as cidades, todas as sociedades do mundo tivessem que fazer o mesmo percurso. CAROLINA: Então, esse modelo da escrita, esse modelo da cidade, nesse discurso historiográfico, né? Vai estabelecer uma relação entre espaço e tempo, né? Por quê? Porque as sociedades, cujas formas de vida não produziram esse modelo específico de espaço que é a cidade, né? São jogadas situadas para trás no tempo, são pré-históricas, estão atrasadas, não chegaram lá. Então, há uma temporalidade que vai ser acionada a partir do modelo de espaço, que é produzido a partir de suas tecnologias, entre as quais a escrita, não é? MAYRA: Só que essa é uma visão bem distorcida de como as coisas funcionam. Não é porque a escrita foi necessária pra organização de um modo de vida que ela é essencial em todas as configurações sociais. LÍVIA: E tem uma questão muito importante aqui. É que essa leitura de mundo não vem sem propósito, “sem querer”. Ela foi moldada pra justificar uma ideia de superioridade. CAROLINA: Você estar numa sociedade de escrita e não dominar a escrita é uma grande desvantagem. Né? Não ser alfabetizado numa cidade é uma grande desvantagem. A questão é quais são as explicações, né? E como isso acaba sendo ontologizado. É uma característica ontológica dessas sociedades ou desse sujeito, não é? Então, de fato, o que há, é, é o que eu chamei de uma memória da língua marcada pela escrita e uma memória do espaço marcada pelo urbano. Eu explico, né? O que que é memória no sentido discursivo, da análise do discurso. Memória não é lembrança, é o contrário, digamos, ou pelo menos esse tipo de memória discursiva. É aquilo que já foi dito, esquecido e passou a ser do senso comum e faz sentido nas próprias palavras, não é? Então, a gente tem essa memória da escrita, memória da escrita, o que que é? Você imagina a língua, você imagina através da escrita alfabética, não é? Você vê um espaço que não tem cidade, parece um espaço vazio e não tá vazio, né? Por exemplo, uma floresta, o espaço de populações indígenas, não é? MAYRA: É como se houvesse, ainda que de forma inconsciente, uma associação automática entre cidade e progresso, linguagem e “inteligência”. É como dizer que uma pessoa analfabeta não sabe ler porque não quer, ou porque não tem capacidade, e, assim, excluir completamente o papel do Estado, da escola e de outras pessoas no processo de transmitir essa habilidade. A Carolina deu um outro exemplo muito bom de como isso foi manipulado pra fazer povos indígenas parecerem menos capazes do que as pessoas brancas. CAROLINA: A educação literária, artística, da escultura, da pintura e da música são considerados como o modelo, né, de educação aos indígenas. Mas aí você vai nos povoados e mostram, essa daqui é escultura feita por um indígena, essa aqui para um europeu. E de acordo com esse modelo a feita por um indígena aparece uma caricatura muito simplificada, né? É, então como se apresenta isso, né? Olha, os jesuítas até ensinaram, mas até aí eles conseguiram chegar, mas então esse resultado aquém, de acordo com certo modelo, se apresenta como uma incapacidade lógica, natural dos indígenas. Eles não conseguem se apropriar desse modelo, então tem que se manter como subalternos, né? O que não se diz é que aos indígenas não se ensinava as técnicas de preparatórios para fazer uma escultura que se ensinava aos escultores europeus nas escolas de artesãos europeus. Simplesmente se dava o pedaço de madeira para os artistas e falaram: “Olha, copia aqui” LÍVIA: Se a gente parar pra reparar, a mesma lógica continua até hoje nos discursos meritocráticos, né? É uma ideia de que a habilidade de uma pessoa, seja ela indígena ou não, só depende do seu esforço individual. E assim oculta completamente o papel da sociedade de ensinar as bases necessárias pra isso. MAYRA: E tem outro ponto interessante aí. Olha como a gente tem todo um referencial do que deveria ser uma sociedade, baseado quase que exclusivamente num único modelo: o europeu. A escultura, a música, o jeito de se vestir, tudo segue as regras estabelecidas na Europa. Só que na maioria das vezes, isso não é colocado em perspectiva, né? É naturalizado, colocado como um processo único pro mundo todo. CAROLINA: Como se isso fosse um, um, um processo inexorável, não é? LIVIA: Quando na verdade a gente devia tá olhando pra isso mais como possibilidades de modos de viver numa diversidade gigante de culturas. Só que é muito natural, por conta da nossa história, a gente achar que o que vem desse padrão europeu é sempre o melhor. CAROLINA: Uma coisa importante, isso não tem a ver com o que a gente acha de melhor ou pior. No sentido de que se você nasce e cresce numa numa sociedade urbana e da escrita, pode achar absurdo não escrever a língua ou não se fixar, mas esse é problema seu, vamos dizer assim, não é? Porque assim, você não é o centro. Não é? Então, não precisa gostar. [trilha sonora] LÍVIA: Até hoje, a escrita tem sido um reflexo disso. Ao longo da idade média, como a escrita tinha praticamente sido sequestrada pela Igreja na Europa, fazendo com que fosse quase exclusiva dos sacerdotes, ela se tornou um símbolo de conhecimento. MAYRA: Como se um conhecimento só tivesse valor se estiver escrito, aquela ideia de que isso garante que ele será transmitido pro futuro. Isso também explica, voltando no que a gente tava falando antes, porque a primeira fase da literatura indígena, que tava na oralidade, não é considerada. TRUDRUÁ: Tem muita produção indígena que é uma produção intelectual que esteve no âmbito do imaterial, porque os povos indígenas foram impedidos de desenvolver sua própria escrita e ao mesmo tempo foram impedidos de adotar a escrita alfabética, né? Esse foi um jogo sistemático do Estado para impedir a presença indígena na sociedade brasileira. LÍVIA: Ou então, de forma mais sutil ou até mais perversa, o que era feito era diminuir a identidade indígena de quem escrevia. Uma coisa de “se sabe escrever, então já não é mais indígena”. Um pensamento totalmente relacionado àquela ideia de progresso linear que a gente falou agora pouco, que considera os povos indígenas como se estivessem num estágio cultural anterior e inferior aos dos povos europeus. TRUDRUÁ: Nesse caso, quando os povos indígenas e os sujeitos indígenas, eles começam a a escrever, a publicar, a romper essa tradição de que tudo que eles têm está na oralidade e quando está na oralidade não pertence a eles, é, eles, né, os primeiros escritores eles vem com essa tradição de dizer: é, não tem autoria porque vocês nunca deixaram, o país nunca deixou, nunca considerou, né, que um indígena que escrevesse, falasse língua portuguesa ou conhecesse os costumes da sociedade dominante pudesse ser considerado indígena. O que eu quero dizer com isso é não não não temos direito à nossa propriedade intelectual, material que tá na oralidade, eh porque eh ao escrever elas não somos mais tão indígenas. MAYRA: Aqui é importante a gente parar e explicar algo com mais calma, porque mesmo pra mim isso não tava bem claro quando comecei a conversar com a Trudruá pra esse episódio. TRUDRUÁ: Quando você fala de oralidade, eu penso em um sistema, em um dispositivo de memória que é trabalhado assim pelos povos indígenas. Quando você fala de de fala de de voz alta, você tá falando desse oral. né, de uma fala oral. Então são um é sistema de conhecimento, um é prática. Então são diversos, né? TRUDRUÁ: Não podemos entender a oralidade como uma fala, como se ela não tivesse consciência, mas ela tem um sistema todo organizado, é de memória mesmo, assim, que vai de geração em geração e vai ensinando valores e e, e, né, tem uma ciência, né, que a compõe. LÍVIA: Ou seja, quando a gente tiver falando de oralidade aqui, estamos falando de um conjunto de práticas que faz parte de uma tradição de centenas de anos, que foram capazes de fazer permanecer o conhecimento, sem precisar de recursos escritos. MAYRA: De certa forma, isso permeia o trabalho da Trudruá como escritora hoje. Eu ouvi uma entrevista dela falando sobre o último livro que publicou, o Tempo de Retomada, e como ela tinha o hábito de ler em voz alta pra mãe dela quando tava trabalhando no texto. TRUDRUÁ: Quando eu penso texto escrito, eu me preocupo muito assim com, é, com uma sofisticação que elas são contadas nessa oralidade. E aí nessa, quando a minha mãe tenta me passar certos valores, eu fico assim impressionada, porque eu realmente me sinto indo para um outro tempo a partir da palavra, eu me sinto viajando assim num outro tempo. E era, e era essa ideia assim de talvez transportar as pessoas para esse tempo que eu nunca sei se eu vou conseguir, ou nunca sei se as pessoas vão se abrir para elas, mas é uma preocupação de que é, talvez o mesmo ritmo ou o mesmo balanço que que eu escuto e que eu sinto, né? MAYRA: Durante a entrevista, eu comentei com a Trudruá como eu tenho percebido um pouco um movimento na literatura de resgatar esse jeito de contar histórias. Como eu falei, eu participo de um clube de leitura e isso é algo que vira e mexe aparece por lá. De como é gostoso ler um livro que você tem a sensação de que a autora tá ali falando mesmo com você. LIVIA: A Trudruá contou pra gente que, além do contato com as histórias contadas pela mãe, ela também teve, desde sempre, uma ligação muito forte com a literatura. E que os livros sempre tiveram um papel muito importante, não só de companhia, mas de vivência pra ela. TRUDRUÁ: Eu cresci com a literatura e a literatura me fez viajar por tantos mundos, me faz sonhar, me faz chorar, me faz é, me faz sentir uma magia que de artista, então eu não poderia desejar outra coisa que não, né, viver com a palavra. E aí nesse sentido eu eu também entendo que dá para levar um pouco essa magia nessa escrita literária. E esse era o trabalho assim, de talvez transportar um pouco aquilo que eu sinto quando eu escuto essas histórias. E aí o trabalho, ler em voz alta é importante, assim como ler em silêncio também, mas como eu tenho essa preocupação que a minha comunidade leia, eu também fico pensando assim: “Ai, como que elas podem como que elas vão ler isso, a disposição das frases, desce isso para ir num ritmo tão longo, né? Esse trabalho escrito, prático, de como pode também emular uma certa um certo oral. MAYRA: Uma coisa importante, como dá pra perceber nas falas da Trudruá quando ela tá falando sobre o que espera dos livros dela, é que essa oralidade, tanto a tradição, quanto o hábito de ler em voz alta, tão muito relacionados com o coletivo. E aí entra outro ponto importante. Não é porque um conhecimento é coletivo, que ele é de todo mundo. TRUDRUÁ: Um segmento assim que fica muito evidente no Brasil é o núcleo de folcloristas, o núcleo de estudiosos assim brasileiros que que olham para esses conteúdos, olham para esses materiais, para essas narrativas e entendem ela como uma cultura popular. A cultura popular nesse sentido de que ela é de todo mundo, mas não tem uma autoria específica. E isso é muito conveniente quando você, né, é, consciente ou inconscientemente, você rouba, é, narrativas prontas, narrativas criativas, fantásticas de outros povos para dizer: “Ah, isso faz parte da cultura brasileira no singular” LÍVIA: A Trudruá deu exemplos como o guaraná, a mandioca ou uma série de medicamentos que foram descobertos e desenvolvidos por povos indígenas, mas que nunca foram reconhecidos como autores ou proprietários dessas técnicas. MAYRA: E que depois, foram coisas incorporadas à cultura brasileira, como se todas as pessoas do país tivessem a mesma relação, a mesma história com esses elementos. E com isso, ignorando que os povos indígenas tiveram um papel fundamental nesse processo. LÍVIA: Lembra que a gente falou sobre como a primeira fase da literatura indígena, aquela da tradição oral, não é reconhecida? Isso porque quando a gente fala de oralidade, é difícil identificar um autor. E essa brecha foi usada pela sociedade brasileira como uma estratégia de incorporar essas histórias numa narrativa nacionalista. MAYRA: Só que isso, ao invés de valorizar os conhecimentos tradicionais e a individualidade de cada povo, como costuma ser dito por aí, acaba, na verdade, apagando a participação e a autoria dessas pessoas na sua própria história. [trilha sonora] TRUDRUÁ: Mas sobre a identidade indígena, vai ser algo que eu nunca vou abrir mão. E eu digo como escritora e eu digo como indígena, porque assim, a história brasileira e a história literária brasileira, tudo que ela quis foi apagar a identidade indígena para se apropriar das nossas narrativas. Quando a gente se coloca com essa identidade, a gente demarca um território simbólico de dizer: “Isso aqui não tá livre. Isso aqui não é terra de ninguém. Isso aqui tem uma autoria coletiva. Tem uma propriedade material que pertence a nós. Não é seu. Não é seu, brasileiro. LÍVIA: Por isso é tão importante hoje esse movimento de autores indígenas no Brasil. Ele ajuda a retomar uma série de histórias aos seus autores originais, dessa vez com os devidos créditos e com sua própria voz. TRUDRUÁ: E a autora individual, é essa autoria, que tá no mercado editorial e que vem reforçando, que vem para reforçar os valores, né, dos povos, das comunidades, mas o fato de tá no mercado editorial e circular, ela alcança um outro uma outra visibilidade, inclusive lançando luz a essa autoria coletiva MAYRA: E aí, obviamente, esse movimento acompanha o posicionamento político dos povos indígenas no Brasil. TRUDRUÁ: Tem um filósofo, tem um teórico da literatura que se chama Emil’ Keme, ele é do povo Maia Quechua da Guatemala. E ele fala que não é possível separar a teoria literária indígena da política indígena, porque elas caminham juntos. Quando os indígenas eles pegam a escrita para publicar e etc, estudar mesmo, eles entendem a escrita como uma técnica, a língua como uma técnica que vai ser essa transportadora dos desejos da luta do movimento indígena. Então, a gente entende, alinhado a política indígena, a gente entende, uma teoria da literatura que vai seguir as mesmas políticas que os povos indígenas tão tentando em termos de autonomia. Então, a política indígena fala do direito ao nome. Todos os autores indígenas que eu conheço, ou eles adotaram o nome de povo, ou eles adotaram o nome da tradição. Mas se você olha em documentos, eh que não faz, sei lá, 10 anos que tem 20 anos que tem essa política, eles têm nomes brasileiros, nomes e sobrenomes brasileiros por conta da política de que proibia nomes indígenas. Então, isso acompanha também dentro da literatura a política indígena. LÍVIA: Com esse movimento, a gente também tá tendo a oportunidade de conhecer mais da tradição indígena e de ter acesso a cultura de tantos povos indígenas que existem no brasil, aprendendo inclusive as diferenças que existem entre eles. TRUDRUÁ: Os escritores estão acompanhando as linhas de da política indígena, que é autonomia, soberania, autodeterminação. E é tão falso e isso de que a literatura indígena vai repetindo, vai falando das mesmas coisas, porque os temas indígenas, eles são tão abertos e são tão variados, assim, só fala isso quem nunca leu a literatura indígena. Porque, entrar no mundo da identidade indígena, ela é muito, assim, é um mundo muito amplo. A gente tá falando de uma identidade indígena, mas a gente tá falando de quase 400 povos indígenas, de quase 300 línguas faladas culturalmente, como elas são diversas entre si. Eu acho que quem fala isso nunca nem se aproximou da das culturas indígenas para entender um átimo dessa dimensão que é essa riqueza cultural. MAYRA: E também de pensar como a gente pode tentar se aproximar de outras formas de viver e entender o mundo. No grupo que eu faço parte, sempre que lemos alguma coisa de literatura indígena, a conversa rende muito nesse sentido, em pensar pequenas mudanças que a gente pode tentar trazer pra nossa realidade, inspiradas nessas outras culturas. TRUDRUÁ: E aí uma das coisas que eu amo, amo na literatura indígena é que não tem nada do amor romântico, mas não tem mesmo assim, sabe? Amo, sabe essa ideia de ai nossa, as mulheres foram abandonadas pelos homens, é, e as mulheres o que que elas fizeram? Ah, elas foram procurar outros maridos. Tchau amor, tchau e benção assim, é completamente, assim vai completamente na contramão do que a gente foi ensinado. De ficar chorando, de ficar se lamentando. [sobe trilha] LÍVIA: E falando em grupos de leitura, pra encerrar nosso episódio, a Trudruá pediu pra deixar um recadinho pra vocês. TRUDRUÁ: Eu tenho uma página no Instagram que se chama Leia Mulheres Indígenas. E aí eu tô com uma proposta para 2026 de abrir um clube de leitura do Leia Mulheres Indígenas. TRUDRUÁ: Como que você vai apreciar melhor essa leitura e essas produções se vocês não sabem, né? De onde que a gente parte, quais são os princípios, quais são os valores. E aí eu tô querendo muito abrir um clube de leitura para 2026, espero que dê certo. E é convidar todo mundo para, sei lá, tá com a gente, abrir o debate, ler, se se encantar ou se desencantar também, tá valendo, né? Tá tudo valendo. MAYRA: Fica aí o convite pra seguir a página e ler mais livros escritos por autoras indígenas. Eu sou a Mayra Trinca, produzi e escrevi esse roteiro, com pitacos e revisão da Lívia Mendes. A edição também é minha. LÍVIA: Aproveita quando for seguir a Trudruá e procura a gente, somos Oxigênio Podcast em todas as redes sociais. A trilha sonora é do blue dot session e os créditos estão na descrição desse episódio. A vinheta é do Elias Mendez. MAYRA: O Oxigênio tem apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp e é coordenado pela Simone Pallone. Obrigada por ouvir, e até a próxima! Trilhas: Trailmaker by https://app.sessions.blue/browse?trackId=384027 Thunderpass by https://app.sessions.blue/browse?trackId=385385 Posh and Vine by https://app.sessions.blue/browse?trackId=385621
Alô, alô! Os nossos corpos não são habitados apenas por nós mesmos. Nós os compartilhamos com trilhões (!) de microrganismos que vivem praticamente em todas as partes do corpo humano. Cientistas estimam que mais da metade das nossas células não são, de fato, humanas: são células de micróbios, seres vivos microscópicos, como bactérias e fungos. Quando ouvimos falar em micróbios, a nossa primeira reação geralmente é de medo. Afinal, não faz muito tempo que saímos de uma pandemia, né? Porém, apenas uma pequena fração dos microrganismos conhecidos, menos de 1%, causa doenças. A grande maioria desses micróbios desempenha funções essenciais para a nossa saúde e bem-estar. Eles ajudam, por exemplo, na digestão, protegem contra outros microrganismos nocivos e podem até auxiliar na melhora de sintomas de ansiedade e depressão. Devido a todas essas funções, o estudo dessa comunidade de micróbios associada ao corpo humano (microbioma humano) vem crescendo muito nos últimos anos. Pesquisadores estão tentando entender quem são os microrganismos que vivem nas diferentes partes do nosso corpo, quais moléculas eles produzem e quais funções essas substâncias desempenham. Esse conhecimento é importante não apenas para desenvolver novos medicamentos e melhorar a saúde e o bem-estar da sociedade. Ele também nos ajuda a responder uma pergunta fundamental: já que temos mais células microbianas do que células humanas no nosso corpo, entender essas comunidades é também uma forma de entender quem somos nós. Nesse episódio, Camila Beraldo e Caramelo convidam Rosana Ferreira e Caetano Antunes para desvendarem esses segredos microscópicos. Da o play!
Um bom projeto de cozinha não começa pelo layout. Começa entendendo o cardápio, o volume de produção, o modelo de serviço e os objetivos do negócio.No episódio #304 do Foodness Talks, Erlise Tancredi (@erlisetancredikitchen ), da TKE Educação(@etkeducation), fala sobre algo que impacta diretamente a eficiência, o custo e a qualidade da operação: o projeto de cozinha profissional. Uma cozinha eficiente não é a mais bonita, é a que permite que a equipe trabalhe melhor, entregue com consistência e sustente o crescimento do negócio sem perder qualidade pelo caminho.A conversa passa por quando e como o projetista deve entrar no processo, quais são os principais gargalos que aparecem em cozinhas mal planejadas, como tamanho de operação, verba, tipologia e fluxos de entrada e saída impactam o resultado final e por que planejamento não é custo, é investimento.Porque uma cozinha que não nasce certa não tem reforma que resolva.Esse episódio é um oferecimento de @searafoodsolutions, @goome_br , @rispostabr
Entre as orações que Deus sempre atende está a oração para amar. Para esta oração, Deus sempre diz "sim."Mensagem apresentada na Igreja Adventista de Moema (São Paulo, SP), dia 4 de abril de 2026.Minhas anotações:1. Virtudes de compaixão e cuidadoEssas expressam o amor diante do sofrimento do outro. • Misericórdia • Compaixão • Bondade • Benignidade • Gentileza • Hospitalidade • Serviço • Cuidado com os vulneráveis
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (05): O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado em Santa Catarina, visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro, neste sábado (4/7), e fez um relato nas redes sociais. Ele reclamou da prisão domiciliar, chamou o local de “cárcere” e disse que o pai “está ciente de tudo que se passa aqui fora”. O comentarista Jesualdo Almeida analisa. Reportagem: Janaína Camelo. No Jornal da Manhã, o cientista político Paulo Niccoli Ramirez analisa as causas e os desdobramentos da instabilidade na relação entre Brasil e Estados Unidos neste domingo (5). O cenário atual de tensão comercial é marcado por ameaças de novas tarifas aduaneiras que colocam em risco o mercado exportador nacional. O governo de coalizão da Alemanha anunciou nesta quinta-feira (2) um pacote de reformas para tentar reaquecer a economia e aumentar a competitividade do país. As medidas incluem redução de impostos para trabalhadores de baixa renda, mudanças no sistema de aposentadoria e a diminuição da burocracia para empresas. Reportagem: Luca Bassani. A camisa amarela da Seleção Brasileira voltou a unir torcedores de todos os espectros políticos durante a Copa do Mundo. Pesquisas mostram que o sentimento de orgulho pelo uniforme canarinho retornou com força. Esse resgate devolve o símbolo às suas raízes esportivas e culturais, superando a polarização dos últimos anos. Com o jogo decisivo contra a Noruega se aproximando, os torcedores demonstram forte otimismo, mas já preveem dificuldades contra o adversário europeu. Reportagem: Matheus Dias. Faltando apenas 10 dias para o fim do prazo (15 de julho), o governo Trump ameaça impor tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros, alegando práticas "desleais" e mirando até o funcionamento do PIX. Auxiliares do presidente Lula admitem reservadamente que não acreditam mais em uma reversão completa do tarifaço americano, enquanto equipes técnicas correm contra o tempo em uma última tentativa de negociação. Reportagem de Eliseu Caetano. No Jornal da Manhã, o advogado especializado em Direito Agrário, Ruy Ramos de Toledo Piza, analisa os impactos e a distribuição do novo montante bilionário. São R$ 525 bilhões de recursos destinados diretamente para impulsionar a agricultura empresarial no país. O montante representa um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior. Durante as comemorações históricas dos 250 anos de Independência dos Estados Unidos, celebradas no 4 de julho. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exaltou neste domingo (5) os EUA e o povo norte-americano, afirmando que são "luz, esperança e liberdade" no mundo, e disse que "não queremos comunistas no nosso país". Reportagem: Eliseu Caetano. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (3) indica que a parcela de brasileiros que associa a pobreza à "preguiça de pessoas que não querem trabalhar" quase dobrou nos últimos quatro anos, saltando de 22% em 2022 para 40% em 2026. Os comentaristas Jesualdo Almeida e José Maria Trindade analisam. Reportagem: Matheus Dias. No Jornal da Manhã deste domingo (5), o pré-candidato do PSB em Minas Gerais, Jarbas Soares, avalia os bastidores das alianças regionais, as estratégias partidárias e as projeções para o pleito que será realizado no dia 4 de outubro.Faltando poucos meses para a votação, o pré-candidato do PSB ao governo de Minas, participa do programa para projetar o tabuleiro eleitoral no estado. Após o terremoto que atingiu a Venezuela, em meio ao rastro de destruição, equipes de resgate correm contra o tempo e conseguem salvar diversos animais de estimação com vida. Cães, gatos e outros bichos que haviam ficado soterrados sob as estruturas colapsadas recebem os primeiros atendimentos médicos. Reportagem: Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
As mudanças iminentes no reino de Xbox continuam a se anunciar, desta vez com rumores de fechamentos para além daqueles que ouvimos anteriormente, como Undead Labs e Arkane Lyon. Esse aqui não é o programa focado em notícias, mas dada a dimensão dos fatos e o quão recente ele é, abordamos isso no início da edição. Nos jogos mais em si, falamos do amigororoba do momento, o Meccha Chameleon, que pede que jogadores se camuflem pelo cenário. Também tivemos Rose and Locket, Sol Cesto e outras coisas mais.Participantes:Jessica PinheiroHeitor De PaolaAssuntos abordados:00:00 - Mais rumores de fechamento em Xbox27:00 - Rose and Locket43:00 - Meccha Chameleon59:00 - Sol CestoVai comprar jogos na Nuuvem? Use o link de afiliado do Overloadr!Use nosso link de filiado ao fazer compras na Amazon Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
A seleção do México, co-anfitriã da Copa, avançou às oitavas de final, enquanto os atacantes Erling Haaland e Kylian Mbappé marcaram dois gols cada um e garantiram a classificação da Noruega e da França. Esse é o boletim de Atualização da Copa do Mundo com o resumo do que aconteceu no 20º dia.A seleção do México, co-anfitriã da Copa, avançou às oitavas de final, enquanto os atacantes Erling Haaland e Kylian Mbappé marcaram dois gols cada um e garantiram a classificação da Noruega e da França. Esse é o boletim de Atualização da Copa do Mundo com o resumo do que aconteceu no 20º dia.
As redes sociais fazem parte da rotina de milhões de crianças e adolescentes, mas até que ponto esse uso pode afetar o desenvolvimento, a saúde mental e a forma como os jovens se relacionam? Esse debate ganhou força após diferentes países anunciarem medidas para restringir o acesso de menores às plataformas digitais. No novo episódio do Podcast Canaltech, Fernanda Santos conversa com Luiza Sassi, diretora-geral do Instituto GayLussac, escola que restringe o uso de celulares há duas décadas e acompanha de perto os impactos da tecnologia no ambiente escolar. Durante a entrevista, a especialista comenta as mudanças de comportamento observadas entre os estudantes, fala sobre o papel das famílias e das empresas de tecnologia e explica por que acredita que a educação digital precisa começar cedo. O episódio também aborda temas como saúde mental, habilidades sociais, controle parental e os desafios de encontrar um equilíbrio entre os benefícios da tecnologia e seus riscos. Você também vai conferir: LG apresenta uma tela que leva a experiência imersiva a outro nível, Google quer dar um aplicativo exclusivo para sua busca com inteligência artificial e Os robôs humanoides já começaram a provocar greves nas fábricas. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Viviane França e Bruno Bertonzin.A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Leandro Gomes e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esse episódio é patrocinado pela Você Europeu!Use o código "H30" ou clique no link:https://voceeuropeu.com.br/h30Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) -Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresConheça meu outro canal: História e Cinema!https://www.youtube.com/@canalhistoriaecinemaViaje comigo, com o Vogalizando a História e com o Operação Barbarussa pra Grécia e Roma!https://partiu.vip/historiaecinema2026Ouça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okAssista meu outro podcast, o História pros brother!https://open.spotify.com/show/04a8C8gXTLj68lmZiQD8vmCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8Compre a camisa do História em Meia Hora: https://www.blablalogia.com/blablalojinha/akiralampiaoh30PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:REFERÊNCIAS USADAS- BOTELHO, Denílson. A República na biblioteca de Lima Barreto: livros, leituras e ideias. Cadernos de História, Ouro Preto, v. VIII, n. 2, p. 34-50, dez. 2009.- BARBOSA, Francisco de Assis. A Vida de Lima Barreto. 8. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1988.- BARRETO, Lima. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Brasiliense, 1956.- BARRETO, Lima. Triste Fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: Brasiliense, 1956.- BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. São Paulo: Brasiliense, 1956.- BARRETO, Lima. Diário do Hospício / Cemitério dos Vivos. São Paulo: Cosac Naify, 2010.- BARRETO, Lima. Impressões de Leitura. São Paulo: Brasiliense, 1956.- SCHWARCZ, Lilia Moritz. Lima Barreto: Triste Visionário. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
Esta semana, Jurandir Filho, Felipe Mesquita, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho entram de vez no clima da Copa do Mundo. Falamos sobre adisputa entre CazéTV e Globo na cobertura do torneio, tamanho que o YouTube conquistou na transmissão de eventos esportivos e por uma discussão sobre como a Copa mudou ao longo dos anos. Também falamos sobre o momento impressionante de Messi, relembramos Copas antigas, histórias, tradições e toda a nostalgia que só o maior evento do futebol consegue despertar. Um Happy Hour para quem entra no modo Copa a cada quatro anos.Esse é mais um podcast da nossa série Happy Hour!⭐ Quer mais 99Vidas? Apoie e escute + de 400 episódios exclusivos. Assine agora em 99vidas.com.br/bonusAcompanhe o 99Vidas:➡️ Site | Instagram | Twitter | Youtube
Se quiser e puder, vem viajar com a gente! Esse link tem os detalhes da viagem:https://partiu.vip/historiaecinema2026Encerrando a semana com mais um episódio do Podcast do Vogalizando! Aqui tu ouve Marco e Vogel comentando notícias, curiosidades históricas e detalhes dos bastidores do Vogalizando a História.Pra participar dos próximos episódios é só mandar um email pra podcastdovogalizando@gmail.com
Qual decisão difícil você está adiando hoje?Esse é o primeiro de quatro episódios especiais do Entra Pra Rachar dedicados ao tema decisão. Caio Carneiro defende que a gente nasce parecido com os pais, mas morre parecido com as decisões que toma.O que você vai descobrir neste episódio:Por que decisão é o que mais define seu destinoA diferença entre querer, desejar e decidirPor que decidimos mais na dor do que no amorO paradoxo do banho que explica por que mudar dóiComo dividir sua decisão impede você de desistirSiga o Entra Pra Rachar: Instagram: @entraprarachar Caio Carneiro: @caiocarneiro#SérieDecisão #Decisão #Caiocarneiro #Entraprarachar #Podcast
Essa semana, Jurandir Filho, Felipe Mesquita, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho batem um papo sobre os melhores jogos lançados no ano de 1995! Como de costume, também relembramos tudo o que rolava nos cinemas, nas músicas, nos esportes e na televisão durante um dos anos mais importantes da década de 90.Entre os grandes destaques estão "Chrono Trigger", "Donkey Kong Country 2", "Yoshi's Island", "Twisted Metal", "Wipeout", "Command & Conquer", "Rayman", "Virtua Fighter 2", "Destruction Derby", "Mortal Kombat 3" e muitos outros clássicos que ajudaram a definir uma geração de jogadores.Esse é mais um podcast da nossa série Os Melhores Jogos!⭐ Quer mais 99Vidas? Apoie e escute + de 400 episódios exclusivos. Assine agora em 99vidas.com.br/bonusAcompanhe o 99Vidas:➡️ Site | Instagram | Twitter | Youtube