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Um dos mais importantes economistas brasileiros. Marxista, que teve uma carreira brilhante na academia, como professor da USP e da PUC em São Paulo. Houve um período em que teve que ficar afastado, por conta da ditadura militar no Brasil. Ele sempre teve uma militância política junto com a carreira acadêmica, e também como intelectual. Uma figura muito inquieta, no sentido de que ele não se acomodava a um determinado tema. Este foi Paul Singer, personagem do documentário que faz parte de uma série de documentários de não ficção realizados pelo diretor Ugo Giorgetti. Este terceiro episódio sobre a série teve a colaboração por meio de entrevistas com o ex-aluno de Singer, Marcos Barreto, a jornalista e pesquisadora Paula Quental, autora de uma dissertação de mestrado sobre a trajetória política e intelectual de Singer, e Marcelo Justo, diretor executivo do Instituto Paul Singer. Roteiro Liniane Brum: Paul Singer, uma utopia militante: esse episódio é o terceiro de uma série sobre os documentários e as peças de não ficção do diretor de cinema Ugo Giorgetti. Meu nome é Liniane Brum, sou doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp e realizei a pesquisa de pós-doutorado “Contra o apagamento – o cinema de não ficção de Ugo Giorgetti” também na Unicamp, no Labjor, com o apoio da Fapesp. [Trilha musical] Liniane: A partir do ano de 2020, Ugo Giorgetti assina três documentários biográficos. São produções realizadas sob encomenda, que têm em comum a apresentação de homens que se destacaram em suas áreas de atuação e como pessoas também. São filmes que não partem de uma inquietação artística ou de uma necessidade intelectual. Ainda assim, são autorais. Estou falando dos filmes Paul Singer, uma utopia militante, produção de 2021, A invenção de Conrado Wessel, de 2024, e Alberto Dines – vínculos de liberdade, que saiu em 2026. Neste episódio vamos tratar de Paul Singer, uma utopia militante. Eu conversei com três pessoas sobre esse documentário. O economista, produtor do filme e ex-aluno de Singer, Marcos Barreto, que me ajudou a entender os bastidores da produção. A jornalista e pesquisadora Paula Quental, autora de uma dissertação de mestrado sobre a trajetória política e intelectual de Singer, e Marcelo Justo, diretor executivo do Instituto Paul Singer. [Vinheta Oxigênio] Liniane: Antes de mais nada, pedi a eles que apresentassem quem foi Paul Singer. Paula Quental: Ele era de uma família judia, assimilada, como se diz, não era religiosa. Ele vinha da Áustria, a mãe percebeu para onde caminhava a coisa do nazismo. Ele conta, inclusive tá na dissertação, que ele descobriu que era judeu, aos seis anos de idade, quando a Áustria foi anexada por Hitler. Aí, chegaram os amiguinhos dele do colégio, com aquelas bandeirinhas nazistas, com a suástica, e ele queria sair junto (com os meninos) com aquela bandeirinha. Aí, a mãe dele vira para ele e diz: “mas, Paul, você é judeu”. Marcos Barreto: É um dos mais importantes economistas brasileiros, marxista e veio com sete anos fugindo do nazismo, com a mãe, o pai já havia falecido, ele veio com a mãe para São Paulo, e ele faz um curso técnico primeiro, ele começa a trabalhar como metalúrgico, só depois ele vai fazer faculdade. E vai fazer faculdade por conta de uma militância política dele, porque o sindicato, o movimento, achava, o mesmo movimento operário, que eles deveriam se qualificar as lideranças, e sugerem que ele vai fazer economia, e ele faz economia, ele se forma já com quase 30 anos, e ele depois tem uma carreira brilhante na academia, professor da USP, foi professor da PUC em São Paulo também, no período que teve que ficar afastado por conta da ditadura militar no Brasil. Ele sempre teve uma militância política junto com a carreira acadêmica, e também como intelectual, uma figura muito inquieta, no sentido de que ele não se acomodava a um determinado tema. Paula Quental: Quando ele entrou na USP, ele já tinha lido o Capital, Trotsky, Lenin, Rosa Luxemburgo, que é muito da tradição dele, ele se considerava um luxemburguista. Então, é uma história de alguém que foi mergulhando nos clássicos e foi desenvolvendo um trabalho muito original, porque ele acabou indo para uma vertente, digamos, herética do marxismo, não convencional, heterodoxa, porque ele criticava, por exemplo, a União Soviética, ele criticava o centralismo da economia, ele defendia que deveria vir da base, da economia solidária, das cooperativas. Então, ele era um crítico da Revolução de 17 de outubro, da Revolução Bolchevique. Marcos Barreto: Depois, já mais nos últimos 20 anos da vida dele, ele se dedica a um tema muito importante, que é a economia solidária, então ali ele encontra talvez o assunto dos quais ele estudou, que mais ele pôde misturar uma militância política com um saber acadêmico, e colocou em prática, ele foi secretário de economia solidária no governo Lula e Dilma, até o impeachment da Dilma, praticamente ele ficou em Brasília coordenando essa Secretaria. Liniane: Esta apresentação foi feita pela Paula e pelo Marcos. E por aí a gente já consegue ver uma trajetória bem particular, que mistura prática militante e teoria, o que já o difere de muitos intelectuais. Faltou o destaque que o Marcelo Justo fez do nosso protagonista, que trago agora. Marcelo Justo: Tem um marco na vida do Singer, tanto pessoal quanto como militante, que é trabalhar em grupo. Ele se destaca como intelectual e parece que o intelectual é uma figura sozinha, isolada, mas ele só tem essa força que ele tem pela capacidade de estar em grupo e de se conectar o Singer é o que a gente chama mais contemporaneamente de um articulador de redes, ele está sempre mantendo redes de amigos e de militantes juntos, que caminham juntos. Liniane: Marcos, como surge a ideia de um filme sobre ele, ou seja, quem fala: “olha, agora tem que ser feito um documentário sobre o Paul Singer”. Marcos Barreto: Quando ele falece, um grupo de amigos, de pessoas que gostavam muito do professor, dizem, bom, a gente precisa fazer alguma coisa pra contar essa história dele, precisamos registrar isso de alguma forma, fazemos um livro, fazemos o que? Não, vamos fazer um filme e aí a gente faz então uma campanha de crowdfunding, pra conseguir o recurso pra fazer o filme. O primeiro passo foi esse: nós não tínhamos diretor, nós não sabíamos exatamente que filme seria, mas a gente resolve fazer algo que tem muito a ver com a economia solidária, uma grande vaquinha, em todos os 27 estados do Brasil, no Distrito Federal, há pessoas que contribuíram pra que o filme fosse feito. E aí ficamos, então, pensando que diretor pode fazer esse filme, ou diretora? Quebramos a cabeça até que eu sugeri que fosse o Ugo Giorgetti. Liniane: Por que Ugo Giorgetti? Marcos Barreto: Porque, entre várias coisas, o Paul Singer escolheu a cidade de São Paulo, quer dizer, ele veio criança, ele não escolheu propriamente, foi a mãe dele que veio, porque já haviam familiares em São Paulo. Mas ele acaba vindo pra São Paulo e adota a cidade como a cidade dele. Ele era um apaixonado por São Paulo, falava isso várias vezes, ele voltava às vezes pra Europa, ia fazer palestra, dizendo que não tem nada como São Paulo. Liniane: Assistindo o documentário, a gente percebe que Ugo Giorgetti traduz o Singer múltiplo. Os entrevistados comentam o olhar do diretor sobre suas conexões com figuras importantes da política, do campo da educação e mesmo e seu papel na difusão de O Capital, de Marx no Brasil. Foi ele quem primeiro traduziu o livro para o português. Paula Quental: Teve uma passagem no documentário do Ugo Giorgetti, em que ele entrevista o Paul Singer, porque ele fez ainda várias entrevistas com o Paul Singer, em que o Singer lembra da época que ele dividiu o secretariado da Erundina com Paulo Freire. E ele fala que aprendeu muito com o Freire, que se sente extremamente influenciado pelo Freire. E isso até me estimulou a escrever uma sessão na minha dissertação, chamada Dois Paulos, em que eu analiso justamente o aspecto pedagógico da obra do Paul Singer, que ele próprio se coloca como muito influenciado pelo Freire. Marcos Barreto: Com essa amplitude que tem a vida do professor, as pessoas podiam conhecer um lado, mas pouca gente conhecia o todo, e o filme permite esse registro. E do ponto de vista acadêmico, é um registro interessante também, mais uma vez, sem ser algo cansativo, extenuante, chato, ou mais maçante, vamos dizer assim, porque ele está ali, o registro da vida intelectual, de uma forma leve, de uma forma que você compreende e fala nossa, ele fez tudo isso, nossa, foi ele então que traduziu o Capital. Liniane: No final dos anos 1950, professores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, dentre os quais José Arthur Gianotti, Fernando Henrique Cardoso e Ruth Cardoso, organizaram um grupo para fazer a leitura de O Capital. Paul Singer integra esse grupo com a missão de traduzir o livro diretamente do alemão. Não custa lembrar que se trata de uma obra canônica no campo das ciências humanas. E que naquele momento Paul Singer ainda não era o economista, intelectual destacado e homem público da alta burocracia governamental. Aqui, as falas de Marcelo, Marcos e depois a Paula. Marcelo Justo: Isso é um marco né? é um marco, acho que para o Singer, é um marco na esquerda brasileira também, porque é um primeiro momento falando pelos relatos deles, que vão se debruçar sobre a obra do Marx de uma forma sistemática, durante muitos anos, – que é interrompido com o golpe de 64, mas começa, se eu não me engano, em 58, 59 e aí vão para outros autores, não só Karl Marx, que aí vão pegar o Singer como um leitor, desde criança, do alemão. Então ele integra o grupo como quem vai ler, trazer a versão original do alemão, mas é que eles vão comparando também a tradução. Então tem a leitura em alemão, tem a leitura em francês, a leitura do que existia em português. Isso depois vai servir também como base para o Singer depois fazer a tradução, a primeira tradução original em alemão do Capital, aí já nos anos 80. A partir desse grupo sai a tese de doutorado do Fernando Henrique Cardoso, então acho que tem todos esses marcos. O professor Roberto Schwarz até hoje também se refere a esse momento, o professor Michael Löwy, que é conselheiro do nosso instituto, que foi muito amigo do Singer, também se refere até hoje como um marco na vida dele, esse momento de leitura do Capital. Marcos Barreto: E depois tem um segundo momento, que é muito rico também, quando ele é convidado por um grupo de jovens que diz assim: “poxa, a gente queria fazer uma leitura do Capital”. E aí veio a ideia de fazer uma leitura no Teatro de Arena. Então já pensou o que era isso? Você reunia no Teatro de Arena, já na ditadura militar – aí nós estamos falando de um Brasil já fechado do ponto de vista político – e esse grupo se reunia sábado de manhã para fazer a leitura do Capital com a coordenação do professor Paul Singer. Então isso é um marco também, e desta leitura ele também aproveitou, como bom acadêmico, e fez um livro sobre essa experiência. Paula Quental: Eu ouvi do Lincoln Seco, professor de História da USP, que ouviu do Florestan Fernandes, que ele é a pessoa que mais conheceu O Capital no Brasil. Ele editou uma edição da Abril Cultural do Capital, uma edição famosa do início dos anos 1980, que a editora Ubu agora reeditou. E ele lia no original, ele mergulhou, e desde uma externa idade. Liniane: Eu selecionei um trecho do documentário em que o próprio Paul Singer fala sobre Marx. Ele integra o segmento intitulado por Ugo Giorgetti “Um autodidata na USP”. Ouve só: [Trecho do documentário] Paul Singer: Marx, em primeiro lugar, deu uma visão do capitalismo que ninguém havia dado antes, e que agora se mostra inteiramente verdadeira. Marx está sendo ressuscitado por não marxistas, exatamente como coincide, eu diria, de uma forma ultra surpreendente com este capitalismo extremamente em crises, crises que se repetem etc. porque ele entendeu, uma das coisas que tem Marx, a contribuição dele, é só dele, não é de outros, é que os economistas clássicos, tipo Ricardo, Adam Smith e tantos outros, que não eram reacionários, não, eles não eram de direita, mas eles jamais lembrariam em analisar a economia através de lutas de classes, isso é Marx. [Efeito Sonoro] (Voz de Paul Singer bem baixinha) [Silêncio prolongado] [Trilha incidental] Liniane: Marcelo, o Instituto Paul Singer e o documentário nascem praticamente ao mesmo tempo e se dedicam à difusão do legado do professor. Em que medida essa coincidência influencia o trabalho da entidade? Marcelo Justo: O Instituto, ele começa em 2021, a organização dele. No final do ano é que ele se formaliza com o CNPJ, e em 2022 é lançado, tornado público o Instituto. Ele é uma iniciativa dos familiares do Paul Singer, basicamente eu e a Helena Singer, que é a minha esposa, filha dele. É uma associação sem fins lucrativos que tem como missão preservar e reinventar esse legado. Um legado que tem esse histórico de uma luta pela democracia, pela solidariedade, a luta contra todas as formas de injustiça e desigualdade. Marcelo Justo: O nosso principal desafio é a difusão, é a divulgação das ideias e obras do Singer. Então, um documentário como esse é muito importante, ajuda muito nisso em 50, 40 e poucos minutos, assim, você tem a trajetória inteira dele, da história de vida, as principais ideias e algumas das polêmicas enfrentadas na trajetória, na vida dele. Então, para a gente, é um material muito importante, muito rico para divulgar. Liniane: É fato: documentário e Instituto convergem em objetivo e se fortalecem mutuamente. Porém, Marcos Barreto me explicou que o filme foi feito a partir de entrevistas realizadas em momentos diferentes. Na primeira, de 2015, Paul Singer é entrevistado pelo grupo que viria a produzir o documentário. A segunda é feita por Giorgetti, em 2018, antes do falecimento do professor. Já o Instituto, como Marcelo me contou, e formalizado em 2022. Marcos Barreto: O professor, no final da vida, já nos últimos anos, tinha alguns fatores de memória, algumas coisas que estavam começando a falhar. E a gente identificou isso, e a família, e a gente falou, bom, vamos gravar, vamos colocar o Paul Singer falando sobre a vida dele, sobre coisas que ele fez na vida que são marcantes, sobre passagens importantes, vamos quase que fazer uma entrevista com ele. E a gente fez duas sessões grandes com o professor, foi o Fernando Kleyman quem organizou isso, em Brasília. E ele então, por duas sessões de quase três, quatro horas, falou um monte, o que foi ótimo, porque quando a gente conseguiu resolver o dinheiro para fazer o filme, escolher o Ugo, etc, o professor havia já avançado na doença, já tinha dificuldade, o Ugo chegou a conversar com ele ainda em vida, o filme é lançado depois que o professor já faleceu. Liniane: O documentário foi divulgado na imprensa como uma produção que praticou a Economia Solidária. O que significaria essa afirmação, Marcelo? Marcelo Justo: Então, na economia solidária, democracia e autogestão são sinônimos, praticamente, nos escritos dele. Então, o que é isso? As pessoas se organizarem para produzir juntos, sem patrão e sem empregado. Todo mundo é cooperado. Não é à toa que o documentário tem o nome da utopia militante, que esse é o título do livro dele, que ele se coloca a isso, né? A questão da utopia como uma militância. A militância dele é por essa utopia, que é uma utopia de construir um socialismo que seja democrático, que não seja a experiência do chamado socialismo real, que é uma ditadura de esquerda. Liniane: Marcos também comentou sobre o termo utopia que está no título do documentário. E destacou, mais uma vez, a multiplicidade de papeis de Singer nos vários espaços em que atuou. Marcos Barreto: Esse título é tão forte e também resume tanto do que é o professor, porque justamente reúne essas duas facetas, que é uma pessoa que é um intelectual brilhante, professor titular da USP, com um militante que nunca deixou de ser militante. Ele foi estudar economia porque ele era um militante, e ele termina a vida como alguém que está pensando a economia solidária, que é algo prático, então ele não tava sendo um teórico da economia solidária, só que aí no meio desse percurso, já nessa última década da vida, nas últimas duas décadas, ele escreve esse livro, que é uma utopia militante, então ele assume ali o quê? Que ao mesmo tempo que ele está defendendo algo que é utópico, que é um desejo do que ele gostaria de ver acontecer, ele assume que aquilo só vai acontecer se tiver militância, ou seja, talvez aí, diferente do socialismo científico, que parte da ideia de que há uma evolução natural da história que vai ligar o socialismo, e que é algo que aliás o Singer não acreditava. Então o título, na verdade, quem escolheu foi o professor Paulo Singer, para o livro, e a gente quando viu, quando foi pensar no título do filme, a gente falou, putz, difícil achar um nome melhor do que Utopia Militante. Liniane: O documentário estreou no Festival Internacional É Tudo Verdade, em 2021, em um momento em que a letalidade do coronavírus alcançava um dos seus picos. Ele foi exibido de modo on-line, mediante a distribuição de duas mil senhas, que se esgotaram em poucos minutos. [Efeito sonoro] Liniane: “A trajetória política e intelectual de Paul Singer: da crítica marxista à Economia Solidária” é o título da dissertação de mestrado defendida por Paula Quental no Instituto de Estudos Brasileiros, o IEB, da USP, a Universidade de São Paulo, em 2024. Marcelo Justo, que é doutor em geografia pela mesma universidade, organizou o livro “Urbanização e Desenvolvimento”, uma coletânea de textos de Paul Singer. O volume foi editado pela Autêntica em parceria com a Fundação Perseu Abramo. Marcos Barreto é hoje Diretor Geral do Instituto Equipe Educação, Cultura e Cidadania e Vice-Diretor Geral da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), e segue engajado com a divulgação do legado de Singer. [Vinheta de encerramento Oxigênio] Esse trabalho de divulgação sobre a obra de não ficção do cineasta Ugo Giorgetti é realizado no âmbito do Programa Mídia Ciência, do Labjor, com supervisão da Simone Pallone. As entrevistas, o roteiro e a narração desse episódio foram feitos por mim, Liniane Brum. A revisão do roteiro é da Simone Pallone. A edição é do Guilherme Lopes, estagiário da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares da Unicamp, a Cocen. A vinheta do Oxigênio é do Elias Mendez. As trilhas usadas no podcast são de Blue Dot Sessions, tiradas do Free Music Archive. A gente vai deixar a ficha técnica do filme na descrição do episódio. As reportagens referentes à divulgação da obra de não ficção de Ugo Giorgetti foram publicadas no dossiê “Ugo Giorgetti” da Revista ComCiência. Este episódio conta com o suporte da Diretoria Executiva de Apoio e Permanência, da Unicamp e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a FAPESP, por meio de bolsas, e também da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast. Se você gostou do conteúdo, deixe seu like e compartilhe com seus amigos.
Que dia ótimo para ser um apoiador! No episódio de hoje, nos reunimos para conversar sobre algumas das práticas favoritas de quem nos apoia. Cada pessoa inscrita teve a chance de contar mais, dar detalhes e ideias de uma prática que curte muito: o papo passou por needle play, ou jogos com agulhas, podolatria, o fetiche em pés e prática de adoração de pés, age play, jogos de idades, um tipo de interpretação de papéis e sploshing ou WAM, pra quem curte se lambuzar e fazer bagunça com uma variedade de itens, dos gosmentos aos escorregadios. Você curte alguma dessas práticas ou quer saber mais sobre elas? Vem escutar esse papo divertido e cheio de exemplos e histórias! *Tivemos algumas questões com a captação de áudio. Como cada um grava com o microfone que tem disponível, acontece da qualidade oscilar nos episódios do clubes. Avisos de gatilho:- Trecho sobre agulhas e sangue: 5:54 a 27:46.- Trecho sobre age play (também falamos de corruption e age sexual com CNC): 50:54 a 1:06:42. Equipe: Ada @aleneouada de CuritibaParticipantes: Ary @oieusouary de São Paulo, Morena @a_deusa_morena de SP, Dolly Aura de Montes Claros/MG @dollyfreakkk, Melissa Lovelace @melissalovelacecd de sp, Sol @princes0l.knk de Jundiaí/SP.Voz da vinheta: Lui Castanho @luicastanho de SP Para participar do próximo encontro, apoie em https://apoia.se/chicotadasNossos links: https://chicotadas.com.br/Gravado em 3 de maio de 2026. A vitrine do episódio é uma arte com colagens de fotos. O fundo da imagem conta com fotos recortadas de uma mão segurando uma seringa, para exemplificar o needle play, um pé, para simbolizar a podolatria, uma mamadeira, para simbolizar o age play e uma mão tocando em um slime, para simbolizar o sploshing. No centro, o nome das práticas abordadas neste episódios em letra lilás sobre fundo vermelho. No canto inferior esquerdo, o título do episódio: Clube dos apoiadores #15, Minha prática favorita II, em vermelho sobre fundo amarelo claro. Na parte superior e inferior da imagem, marca d'água com o arroba do insta e a logo principal do podcast em amarelo claro. Minutagens: 2:20 Introdução5:02 Avisos de gatilho 5:54 Ary e Needle Play (jogos com agulha e jogos de perfuração)Citados: base RACK, blood play (jogos com sangue).20:21 Dúvida do Sol sobre PREP e prevençãoVídeo Uno @sentomesmo: https://www.instagram.com/p/DADxYrBPs9j/Destaque sobre needle: https://www.instagram.com/stories/highlights/18048095200804047/26:05 Áudio extra sobre eficácia de PREP em caso de needle play, fala citada de @doutormaravilha 27:46 Morena e podolatriaCitados: massagem, trampling, objetificação, dominação com podo, crushing, meias, chuteiras, chulé, Melissa e sapatos de salto, retifismo (fetiche em sapatos), crossdressing. 48:35 Recado do Apoia.se https://apoia.se/chicotadas 50:54 Dolly Aura e age playCitados: BDSM Test, quirofilia, vulnerabilidade, role play, brat, CNC, corruption, Ary e festa age com atividades (pintura, torta na cara, doces etc.), Sol e pet play e paralelos entre jogos de interpretação de papéis.Episódios com foco em age play:- Episódio regular #26, Age Play: Jogos de Idades no BDSM- Chicotinho #21, Chicopapo: Kitty Kaninchen 1:06:42 Melissa Lovelace e sploshing / WAM (wet and messy)Citados: BBB, slime, torta na cara, ovada, humilhação, possíveis alimentos e substâncias para uso, crushing, age, punição e funishment, UMD ponto net (Ultimate Messy Directory), food play.Vídeo sobre sploshing + BBB: https://www.instagram.com/reel/DV9hFAUDrha/ 1:32:32 Últimos conselhos- Livro “100 Fetiches”, André Medeiros Martins. 1:35:20 Aftercare 1:37:31 @luicastanho de São Paulo e erros de gravação Nossos links: https://chicotadas.com.br/
Ouça essa história para meditar exclusiva INTEIRA do Reino entre várias outras clicando aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube102Nesta história para meditar para crianças, você vai conhecer o dragãozinho Brasa, que tem um segredo: ele sente medo do escuro.Enquanto outros dragões voam confiantes pela noite, Brasa prefere ficar escondido… até encontrar uma coruja especial que lhe ensina algo poderoso: como usar a respiração e a calma para enfrentar o medo.Com uma narrativa suave e guiada, essa meditação ajuda as crianças a relaxar, desacelerar e perceber que o escuro não é vazio, ele pode estar cheio de estrelas esperando para aparecer.Perfeita para a hora de dormir, essa história acolhedora convida os pequenos a se conectarem com a própria respiração e descobrirem a luz que existe dentro deles.Meditação infantil para dormir | História do dragãozinho que vence o medo | Relaxamento e respiração para criançasEscrita e narrada por: Carol Camanho
Um motociclista de 57 anos morreu em mais um acidente registrado na Rodovia do Contorno (BR 101), no km 287, na altura do bairro Nova Rosa da Penha, em Cariacica, na segunda-feira (25). Este é o segundo acidente com morte na via em menos de 24 horas. No fim da tarde de domingo (24), um casal morreu em um engavetamento envolvendo sete veículos. Nesse cenário, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) alerta para o trecho entre os quilômetros 282 e 300 da BR-101, que liga os municípios de Viana e Cariacica e funciona como importante corredor de acesso ao município da Serra."Reconhecido nacionalmente pelo elevado índice de sinistralidade, o segmento reúne características que tornam a circulação mais complexa e aumentam a necessidade de fiscalização permanente e conscientização dos usuários da via", alerta a PRF. Ainda, de acordo com a corporação, "a região é marcada por intenso fluxo diário de veículos leves e pesados e concentra importantes acessos urbanos. A rodovia margeia bairros como Nova Rosa da Penha, Flexal, Nova Brasília, Mucuri e Marcílio de Noronha, além de abranger viadutos e conexões estratégicas entre as rodovias BR-101 e BR-262. A combinação entre grande volume de tráfego, múltiplos acessos e movimentação constante exige atenção redobrada dos condutores".As análises também apontam fatores recorrentes relacionados aos acidentes registrados no trecho. Entre as principais causas identificadas estão a falta de reação dos condutores diante de situações inesperadas e a desatenção durante a condução. O excesso de velocidade aparece como outro fator de grande relevância no cenário observado", alerta. A Inspetora da PRF-ES, Ana Carolina Cavalcanti, fala sobre o assunto.
Libertópolis PM, miércoles 13-05-2026
Governo de São Paulo entregou os últimos dispositivos de acessos e retornos das obras de duplicação da Rodovia Raposo Tavares entre Vargem Grande Paulista e Alumínio. Investimento amplia a capacidade de tráfego, melhora a segurança viária e beneficia municípios da região
No fim-de-semana, o Irão apresentou um plano de paz em 14 pontos aos Estados Unidos. Neste documento, Teerão torna a fazer propostas já anteriormente rejeitadas por Washington, nomeadamente que os Estados Unidos se retirem do Golfo, que se levantem as sanções internacionais, que sejam pagas compensações de guerra e que um acordo de paz abranja o Líbano, actualmente sob fogo israelita, apesar de oficialmente vigorar uma trégua desde meados do mês passado. Todavia, antes mesmo de se debruçar sobre este documento, Donald Trump considerou que era pouco provável que respondesse às suas expectativas, o Presidente americano acabando por anunciar que o seu país passaria, a partir desta segunda-feira, a escoltar as centenas de navios comerciais que se encontram no Estreito de Ormuz. De acordo com o comando militar americano na região, esta operação denominada "Project Freedom" - "Projecto Liberdade", mobiliza 15 mil militares, mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas, bem como navios de guerra e drones. O Irão que ainda hoje apelou os Estados Unidos para que "adoptem uma abordagem razoável" e "abandonem as exigências excessivas", proibiu hoje as forças americanas de se aproximarem do estreito de Ormuz, recomendando igualmente a todos os navios comerciais e petroleiros que evitem qualquer movimentação no sector sem se coordenarem com as forças iranianas. Trump, contudo, avisou que em caso de obstáculo à sua operação que descreve como um "gesto humanitário", ele "teria recurso à força". Num contexto em que se multiplicam os apelos a uma solução concertada, perante o risco de um reacender das hostilidades depois de menos de um mês de trégua, a RFI falou com o Major General Carlos Branco. RFI: Como se apresenta actualmente o panorama no Estreito de Ormuz? Major General Carlos Branco: Há duas questões. Começando pela proposta de acordo submetida ao mediador paquistanês, para depois ser apresentada aos Estados Unidos, essa proposta em 14 pontos não apresenta nada de inovador. Do lado iraniano, não há nenhuma cedência relativamente a qualquer das linhas vermelhas que os iranianos já tinham definido. Portanto, as propostas do lado iraniano não só não representam uma cedência, como não agradaram, naturalmente, ao Presidente Donald Trump. E isso coloca-se a vários níveis. Um deles tem a ver com o desbloqueamento do estreito. E o outro tem a ver com a negociação do pacote nuclear, onde os iranianos não fizeram cedências pura e simplesmente. Consideram que, para já, não deve ser discutido, porque haverá outros pontos na agenda que merecem ser tratados antes de discutir o problema do acordo nuclear. Agora, relativamente à resposta norte-americana sobre a escolta dos navios. Tudo isto depende do dispositivo naval que o presidente Trump colocar na região. Se mantiver o actual dispositivo, podemos dizer que será um saco com muitos furos que vai deixar passar muitas embarcações, que é aliás, o que tem acontecido até agora. Há de facto algumas embarcações que são interceptadas por parte dos navios norte-americanos. Mas a esmagadora maioria não é. E não é Porquê? Por um lado, porque os navios são poucos para uma área muito grande. E, por outro lado, porque muito desse trânsito marítimo se faz relativamente próximo da costa iraniana. E ao deslocarem-se nesta zona, acabam por estar protegidos pelo sistema balístico iraniano. O que significa que os navios norte-americanos não se conseguem aproximar da costa porque se eles se aproximam da costa, acabam por estar dentro do alcance dos mísseis antinavios iranianos. E, portanto, até este momento, não temos assistido a navios norte-americanos a assumirem esse risco. RFI: Neste domingo, o Irão desafiou, de certa forma, os Estados Unidos, dizendo que Trump deveria escolher entre um "mau acordo" ou então uma "operação militar impossível". Estava a referir-se ao facto de Donald Trump não poder ir além dos 60 dias de conflito sem consultar o Congresso? Major General Carlos Branco: Sim, há essa limitação que Trump, de uma forma expedita, está a procurar contornar e então auto-suspende as operações durante dois ou três dias, para depois recomeçar as operações e, portanto, procurar evitar esse impedimento legal do Congresso. Mas isso é um problema que Trump e os norte-americanos terão que resolver. Para já, o que me parece importante debater, são as opções que estão à frente dos nossos olhos. E, em primeiro lugar, temos aqui uma oposição, por um lado, dos israelitas que querem avançar quanto antes para uma operação militar. Por outro lado, os Estados Unidos que colocam algumas interrogações sobre isso. E a questão é sempre a mesma e é o tema que temos discutido desde o início destes combates: o que é que se pretende atingir com uma operação militar contra o regime iraniano? Seria uma mudança de regime, a substituição do regime dos ayatollahs por um outro regime que nós não conseguimos identificar. O que nesta altura poderia ser uma alternativa, a alternativa monárquica (Reza Pahlavi, herdeiro do trono iraniano, actualmente no exílio), não reúne consenso, nem do lado iraniano, nem do próprio lado norte-americano. Portanto, aqui temos uma questão que não foi resolvida e, deste modo, pode-se dizer que é uma derrota dos Estados Unidos, porque um dos objectivos de uma operação militar é subordinar o oponente à nossa vontade. E o que é um facto, é que não foi isso que aconteceu. Eu tenho muitas dúvidas que uma operação militar contra o Irão vá alterar esta situação. Temos, no entanto, que ver a oportunidade, do ponto de vista norte-americano. É claro para os Estados Unidos que este confronto está-lhes a sair muito caro. Quando eu digo caro, não é só do ponto de vista económico, mas também do ponto de vista político. E há uma vontade do Presidente norte-americano de terminar com isto. E uma das soluções, soluções à Trump, é daquelas do expediente do último minuto, que é "bom, nós vamos fazer uma operação militar, destruímos uma série de instalações, vamos obliterá-las. Aliás, obliteramos várias vezes. Portanto, tivemos várias vitórias. Mas essas vitórias, pois, obrigam sempre a que se continuem os combates. Vamos embora e declaro vitória e a minha imagem internamente não será afectada". Isto sou eu a especular. E fica tudo na mesma e ficamos confrontados com uma guerra fria na região em que não houve alterações significativas. Bom, alterações significativas, coloco este problema com algumas interrogações. Nomeadamente, relativamente ao dispositivo militar norte -americano na região. Segundo informações que nesta altura são públicas, o aparelho militar norte-americano na região do Golfo, esse sim está obliterado, está destruído. Nalguns casos completamente destruídos, noutros com a sua operacionalidade significativamente afectada. Portanto, este é um dos temas que terá que ser discutido também no Acordo de Paz. Mas ainda não chegámos lá. Será numa fase mais avançada. Para já, é aqui que nos encontramos. Eu estou convencido que os Estados Unidos vão avançar para uma solução militar. Estas questões das propostas de paz e contrapropostas são, na prática, paliativos. É que não vão resolver nada. Não vão conduzir a uma solução política. São apenas compassos de espera em que uma e outra parte se preparam para o confronto que ocorrerá. Do meu ponto de vista, a breve trecho. RFI: Precisamente numa altura em que há fortes sinais de que as hostilidades poderiam recomeçar, os Estados Unidos anunciaram nestes dias que iriam retirar 5 mil militares americanos da Alemanha, que é um dos parceiros estratégicos dos Estados Unidos a nível militar, no seio da NATO e no seio da Europa. Isto não será, no fundo, também dar um tiro no pé? Major General Carlos Branco: Será um tiro no pé se os Estados Unidos implementarem essa decisão. É uma interrogação que nós temos, antes de mais, de colocar. Será que isso é apenas uma ameaça ou se vai concretizar? Mas vamos partir do princípio que se vai concretizar. Eu penso que a comunicação social e muitos políticos na Europa estão a reagir de forma exagerada a esse anúncio, porque sabemos perfeitamente que os Estados Unidos nunca vão abdicar da sua presença na Europa, apesar de se dizer isso de vez em quando e muito menos na Alemanha. A Alemanha é o local onde as forças americanas têm uma presença mais efectiva no teatro europeu. A maior base aérea norte-americana fora dos Estados Unidos é na Alemanha. é na Alemanha que estão uma série de estruturas de comando: o quartel-general do comando das forças norte-americanas na Europa, o comando das forças norte-americanas do AFRICOM e muitos outros. Por exemplo, um grande hospital militar próximo da base de Ramstein (sudoeste do país), onde são canalizados os feridos dos diferentes combates que os Estados Unidos têm travado, nomeadamente agora do Irão, há algumas dezenas, senão centenas de peritos que se têm dirigido a este hospital na Alemanha. Portanto, a Alemanha representa um nó de apoio logístico e de sustentação das forças que os Estados Unidos têm vindo a empregar e provavelmente continuarão a fazê-lo no Médio Oriente, na Ásia. E sabemos o que é que aconteceu desde o Iraque e desde os diferentes envolvimentos do Iraque ao Afeganistão. Portanto, estamos a falar de um assunto que, do meu ponto de vista, não é assunto. Para além disso, esses 5 mil soldados são marginais relativamente ao efectivo que os norte-americanos têm na Europa. Segundo uma autorização do ano passado, que foi aprovada no Congresso, os Estados Unidos têm que ter na Europa permanentemente um mínimo de 76 mil soldados. Nesta altura tem 68 mil. Estão autorizados a baixar esse número por um período de 45 dias. Depois tem que ser reposto. Nesta altura, 68 mil são os que se encontram na Alemanha. Aliás, no teatro europeu, partindo do princípio que este número não está subestimado, porque há uma série de presenças norte-americanas em vários locais que me levam a concluir que este número, nesta altura, é um número avaliado por defeito. Mas assumindo que é um número correcto, 5% representa menos de 10% desse total. E volto a dizer, há uma reacção exagerada, desproporcional relativamente às consequências que esta decisão, se for implementada, pode vir a provocar. RFI: Mas a nível da Alemanha, o governo tem apelado fortemente a rearmar a Europa, o que era uma posição que tradicionalmente a Alemanha nunca assumia. Era mais à França que defendia um sistema europeu autónomo em matéria de defesa. Por outro lado, outros parceiros tradicionais dos Estados Unidos parecem também ter tomado consciência de que precisam ter alguma segurança autónoma. Estou a referir-me, por exemplo, ao Japão, que pondera a hipótese de se rearmar e de, inclusivamente, mudar a sua Constituição para não pôr de parte completamente a sua capacidade de defesa autónoma. Major General Carlos Branco: Sim, temos dois assuntos distintos, embora eles tenham uma raiz comum. É um facto que houve uma alteração significativa na política externa norte-americana. Os Estados Unidos nunca abdicaram do seu projecto hegemónico. Essa afirmação dessa hegemonia, dessa liderança mundial, teria que ser feita recorrendo a aliados e, portanto, para recorrer a aliados teria que haver uma operação de captação das suas vontades, que não pode ser o que acontece nesta altura com o presidente Trump. O presidente Trump acha que pode concretizar esse projecto de liderança global, hostilizando tudo e todos, hostilizando os seus aliados. Falando primeiro dos europeus, a questão dos europeus tem aqui uma outra envolvente que se prende com o medo, do meu ponto de vista, sem justificação e mais uma vez exagerado de uma operação militar russa em território europeu. Em primeiro lugar, a Europa tem que decidir para que é que se quer armar. Eu percebo que a Europa se tenha que armar. Sou apologista dessa opção. Mas primeiro, tem que se explicar para quê? Se é para criar uma capacidade de dissuasão relativamente a outros pólos que se possam transformar numa ameaça. E, neste caso concreto, a Rússia. Pois claro, que a Europa tem que ter essa capacidade. Isso é absolutamente indiscutível. Outra coisa é a Europa querer armar-se, não para ter uma capacidade de dissuasão, mas para adquirir capacidade para atacar a Rússia e envolver-se numa confrontação com a Rússia. São necessários outros meios e envolventes políticas que são igualmente distintas e, portanto, ninguém ainda hoje na Europa foi capaz de clarificar exactamente esta questão. Há, de facto, muito discurso, muita narrativa, muita retórica sobre a ameaça russa. E nós sabemos que a Europa se está a armar. Mas convinha esclarecer isto. Eu, nesta altura começo a ficar preocupado, porque esse rearmamento da Europa não parece configurar-se no âmbito de criar capacidade de dissuasão, mas para a outra alternativa, e isso é algo que merece uma análise diferente, porque as consequências vão ser completamente distintas. Aliás, eu recordo que os europeus parecem ter memória curta e não perceberam ainda que guerras na Europa têm-se saldado sempre por resultados de soma negativa. E os europeus têm perdido sempre com estas guerras fratricidas no velho Continente e como é que isso contribuiu para reduzir a importância geoestratégica da Europa. Relativamente ao Japão, a situação tem que ser analisada numa primeira parte, coincidente com aquilo que eu já disse. Ou seja, os Estados Unidos têm hostilizado desnecessariamente os seus aliados. Mas há aqui outra componente, porque os aliados norte-americanos na Ásia, depois do que aconteceu no Médio Oriente, se calhar pensaram duas vezes. Ou seja, os norte-americanos provaram a sua incapacidade de honrar os seus compromissos securitários com os países do Médio Oriente. Por exemplo, relativamente a Arábia Saudita, os Estados Unidos não foram capazes de honrar os compromissos securitários, nem tiveram capacidade para defender as suas próprias bases, os seus navios saíram do Golfo Pérsico. Ou seja, não conseguiram sequer garantir a liberdade de navegação. Estamos a falar até agora no Médio Oriente. Imagine o que é que estará a passar na cabeça dos aliados na Ásia. E daí eu perceber que haverá uma preocupação acrescida no domínio da segurança desses países. Agora, há uma coisa que merece ser discutida: é se as alterações que querem introduzir nas suas arquitecturas de segurança serão as mais adequadas. E nós sabemos que o Japão, e isto não é de agora, está a alterar a sua narrativa e nomeadamente relativamente a Taiwan. Considera Taiwan como um Estado e considera que uma acção chinesa em Taiwan deveria ser considerada como um ataque também ao Japão. Portanto, isto é um outro tema que merece uma outra abordagem, mas que é extremamente preocupante, sobretudo porque a China de hoje não é a China de há dez anos e muito menos de há vinte anos. E isso tem que ser levado em consideração quando se fazem determinados cálculos estratégicos, porque erros de cálculo estratégico é o que tem prevalecido nas últimas décadas. O Afeganistão, mais uma vez, o Iraque, a Líbia, etc. E seria bom que se parasse, se respirasse e se pensasse antes de optar pela via bélica. Provavelmente, haverá outras alternativas do foro político e do foro diplomático que poderão resolver estes problemas. Isto transporta-nos para um outro tema que é o dilema da segurança. E isso conduz normalmente à conflitos, muitas das vezes quando eles não são desejados e os dirigentes políticos actuam exclusivamente com a necessidade de salvar a face. RFI: Voltando ao Médio Oriente e, mais concretamente, desta vez ao Líbano. Apesar de um cessar-fogo estar em vigor desde meados de Abril, Israel continua as suas operações no sul do Líbano, inclusivamente fora da área que definiu como sendo a zona de segurança e, portanto, saindo da mesa das negociações, saindo da possibilidade de haver um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão, que abranja também a situação do Líbano. Como é que ficamos? Major General Carlos Branco: A haver um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão, ele não ocorrerá a breve trecho. É algo que vai demorar e eu diria não só meses, mas se calhar anos. Porque há muitas questões de natureza técnica que têm de ser discutidas e, fundamentalmente, quando abordamos o dossier nuclear, isto é um dado importante antes de falar do Líbano. No Líbano, não há cessar-fogo. Os combates continuam. Mais uma vez, houve um erro de cálculo estratégico da parte de Israel, porque, aliás, isso é devidamente divulgado por analistas no Ocidente que diziam que o Hezbollah estava completamente fragilizado e que tinha perdido toda a sua capacidade de combate. O que temos assistido é exactamente o contrário. O Hezbollah está muito longe de estar debilitado e conseguiram superar os ataques à sua liderança, às suas chefias. Aliás, um pouco como o Irão o fez também. Depois, temos uma outra questão em causa que se prende com mais uma tentativa de Israel colocar forças no Líbano. Nós assistimos a isto desde 1982 e todas as intervenções de Israel no Líbano, umas demoraram mais tempo do que outras, mas saldaram-se sempre em derrotas e na retirada das forças israelitas do Líbano. Eu não consigo perceber o que é que os dirigentes israelitas viram agora de novo, que alteração qualitativa eles identificaram que vá fazer com que a história seja escrita de forma diferente. É que os israelitas, que andam já há mais de 40 anos a tentar estabelecer uma presença permanente no Líbano e que se tem saldado sistematicamente em derrotas. O que é que é agora novo e diferente? Que vai fazer com que possam sair vitoriosos para além daquilo que têm feito, que é uma coisa absolutamente inaceitável. Há regiões no sul do Líbano que se equiparam muito às de Gaza, completamente destruídas, e acho que a comunidade internacional já devia ter tomado uma posição mais assertiva relativamente a estes desenvolvimentos. Parece que há muita gente anestesiada. Mas, independentemente dos aspectos relacionados com condenações do que os israelitas estão a fazer no sul do Líbano, o que se coloca aqui no debate é saber se isto tem possibilidade de ser vitorioso, saldar-se por uma presença permanente de Israel no sul do Líbano. Recorrendo à história, diria que não, que é mais uma tentativa gorada ao fracasso. Mas isso, daqui a uns meses nós poderemos fazer um saldo definitivo destes desenlaces e procurar perceber até que ponto o que estou a dizer, tem fundamento ou não.
A recorrência de acidentes graves e fatais na rodovia SC-108 motivou o surgimento de um novo movimento de mobilização social que busca transformar indignação em ação. O movimento SC-108 Pela Vida reúne moradores, motoristas e lideranças em defesa de melhorias urgentes na via. A iniciativa surge em meio ao sentimento coletivo de revolta diante da falta de ações efetivas por parte dos órgãos responsáveis. A proposta é clara: pressionar o poder público por intervenções que aumentem a segurança no trecho, considerado crítico por quem utiliza a rodovia diariamente. Um dos responsáveis pelo movimento, Lucas Mattos Gonçalves, destacou em entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias, nesta segunda-feira (4), que a mobilização é resultado direto da repetição de tragédias. Segundo ele, os acidentes têm ocorrido com frequência alarmante, sem que haja respostas concretas por parte do Estado. “Esse movimento parte da indignação. Nós vemos acidentes ocorrendo repetidamente nesse trecho, que é bastante perigoso, e infelizmente não vemos iniciativa do poder público para encontrar soluções”, afirmou. Lucas também ressaltou que, embora a imprudência de motoristas seja um fator, existem medidas estruturais que poderiam ser adotadas para reduzir os riscos, como melhorias na sinalização e intervenções mais amplas na rodovia. A recente morte registrada no local reforçou a urgência do tema e reacendeu o debate. Para o representante do movimento, o problema é que a discussão costuma ganhar força apenas após novas fatalidades. “Não podemos esperar outra tragédia para agir. Famílias estão perdendo entes queridos, e isso também é reflexo da negligência de quem poderia tomar medidas”, declarou. Ele ainda relembrou que, em 2024, um abaixo-assinado já havia sido encaminhado às autoridades, com promessas de ações paliativas e estudos técnicos para soluções definitivas. No entanto, segundo Lucas, nenhuma medida concreta foi implementada até agora. “Sequer uma pintura de faixa foi feita. Se deixarmos, mais uma vez o assunto cai no esquecimento”, alertou. O movimento agora busca ampliar o alcance da mobilização por meio de um novo abaixo-assinado, além do engajamento nas redes sociais. A proposta é reunir o maior número possível de apoiadores para pressionar por mudanças reais e imediatas. A campanha convida a comunidade a participar ativamente: assinando o documento, compartilhando a iniciativa e fortalecendo a cobrança por segurança.
Para ouvir essa versão para dormir INTEIRA e exclusiva do Reino, apoie o podcast e entre para o Reino aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube99Nessa história para dormir, um homem herda de seu pai um gato e acha que é uma péssima herança. Porém, o gato é especial e começa a ajuda-lo a chamar a atenção do rei de uma forma não muito correta. Ouça a história pra saber o que acontece!Escrita por: Giovanni Francesco StraparolaVersão adaptada de: Charles PerraultAdaptado e narrado por: Carol Camanho
Confira um trecho do programa Sintonia a Motor do dia 01 de junho de 2025.
Ouvir a voz de Deus, hoje, exige mais do que atenção — exige decisão.Em meio a tantas vozes, só permanece quem aprende a obedecer.O sucesso que muitos perseguem não é um fim em si, é consequência de uma vida alinhada com a Palavra.Quando Deus deixa de ser uma opção e passa a ser o Único Senhor, tudo encontra ordem.E isso começa dentro de casa: não é sobre o que você diz, mas sobre o que você vive.Porque no fim, o que forma a próxima geração não são palavras… são exemplos.Assista ao vídeo e entenda: ouvir a Deus não é apenas escutar — é praticar o que Ele diz.Se este vídeo lhe ajudou, compartilhe para ajudar mais pessoas.
No episódio desta semana, Talita Gantus conta sobre um novo projeto interdisciplinar em desenvolvimento pelo BI0S, na Unicamp. O CacauClima, como foi apelidado, alia técnicas de sensoriamento remoto, sistemas agroflorestais e ciência cidadã para investigar o cultivo de cacau e pensar como é possível melhorar essa prática. Participam do episódio Giovanni Moura de Holanda, que coordena o projeto pela FITec, Jurandir Zullo Junior e Priscila Coltri, pesquisadores do CEPAGRI, e Claudia Pfeiffer, pesquisadora do Labeurb. ____________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO Talita: No sul da Bahia, o cacau não cresce sozinho. Ele cresce junto a árvores altas, aproveitando sua sombra, e entre troncos centenários da Mata Atlântica. Cresce em sistemas que misturam floresta e cultivo. Cresce com a memória de quem aprendeu a ler o tempo olhando pro céu. Durante mais de um século, essa paisagem moldou a economia, a ciência agrícola e os modos de vida da região. Mas, ao longo do tempo, a busca por maior produtividade e por respostas mais rápidas do mercado foi transformando essa relação com a terra. Sistemas tradicionais, como o cacau que cresce sob a sombra da floresta, passaram a conviver com modelos de cultivo mais intensivos, que apostam na mecanização e no uso ampliado de fertilizantes e agrotóxicos. É uma mudança de ritmo e rendimento. As paisagens também mudam. E nos últimos anos, um novo fator entrou nessa equação: o clima. Secas mais longas, chuvas fora de época, ondas de calor mais intensas… Pra quem vive da terra, essas mudanças não aparecem somente em relatórios científicos. Elas aparecem na flor que não abriu, na doença que se espalhou, na produção que caiu. Ao mesmo tempo, satélites monitoram a superfície do planeta todos os dias. Modelos climáticos projetam cenários pra 2050, 2070, 2100. E algoritmos tentam traduzir o futuro em gráficos. Mas, como transformar informações sobre as imprevisíveis mudanças do clima em decisões concretas no campo hoje? E como fazer isso junto com quem cultiva o cacau todos os dias? Eu sou Talita Gantus, e nesse episódio do Oxigênio a gente vai conhecer o CacauClima – apelido do projeto Solução de Monitoramento Inteligente Climático nas Esferas Produtiva e Ambiental da Cacauicultura. A pesquisa acontece em fazendas de cacau no sul da Bahia, uma das regiões mais tradicionais da produção no Brasil. O objetivo é combinar sensoriamento remoto, modelagem climática e conhecimento dos próprios agricultores para entender como as mudanças do clima estão afetando os cacaueiros – e transformar esse conhecimento em recomendações práticas de manejo para tornar as lavouras mais resilientes. A urgência desse tipo de iniciativa ficou evidente nos últimos anos. Durante o evento de El Niño de 2015 e 2016, uma seca excepcional atingiu agroflorestas de cacau na região e causou cerca de 15% de mortalidade dos cacaueiros, além de uma queda de até 89% na produção, acompanhada pelo aumento de doenças como a vassoura-de-bruxa. Estudos recentes também indicam que sistemas agroflorestais como a cabruca, em que o cacau cresce sob a sombra de árvores nativas, podem reduzir a vulnerabilidade das plantações frente ao clima quando comparados a cultivos a pleno sol. É nesse contexto que o CacauClima busca apoiar agricultores e técnicos a adaptar a produção – integrando ciência, tecnologia e conhecimento local para fortalecer a sustentabilidade da cacauicultura brasileira. [vinheta Oxigênio] Talita: No senso comum, foi cultivada a imagem de que as descobertas e os avanços científicos brotam da noite pro dia, acompanhado com um grito de “Eureka”! Mas, na verdade, a ciência começa como uma semente discreta, quase invisível, lançada à terra por muitas mãos, regada dia após dia, ano após ano. Assim como plantar, produzir ciência é um ofício que demanda seu próprio ritmo. Na maior parte das vezes, porém, o que chega até os leitores e ouvintes curiosos é só o instante em que essa árvore já está frondosa – o anúncio da descoberta, o “avanço revolucionário”, o rosto de um pesquisador transformado em protagonista solitário. Essa ideia reforça a aura de genialidade que esconde todo o sistema de raízes, insumos, tempo, trabalho e colaborações que tornam a ciência possível. A divulgação científica, quando assume seu papel de contar a história inteira, e não apenas o “grande momento”, abre uma trilha diferente. É nessa trilha que este episódio caminha: como um passeio guiado por uma agrofloresta em construção, em que cada edital aprovado, cada parceria firmada entre instituições, cada definição de método e cada visita de campo é mais uma semente plantada, e que só pode florescer de verdade quando todo mundo enxerga o processo desde a semeadura, e não apenas na colheita. Giovanni: A ideia surgiu, pra esse projeto especificamente, surgiu como uma resposta ao edital da FINEP. E era um desafio colocado nesse edital, que era aumentar a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares e da agricultura familiar. A gente já vem trabalhando há um tempo, esse mesmo grupo que tá agora conduzindo esse projeto, FITec, CEPAGRI, da UNICAMP, com o BI0S e a CEPLAC, em outras tentativas de submissão de projeto. E a gente foi amadurecendo ao longo dessas oportunidades. Talita: Esse que você acabou de escutar é o Giovanni Moura de Holanda, que coordena o projeto pela FITec, um dos atores institucionais envolvidos na execução do CacauClima junto com o CEPAGRI, o BI0s e a CEPLAC. Sei que parece uma sopa de letrinhas todas essas siglas de instituições, mas a gente vai explicando cada uma ao longo do episódio. O projeto CacauClima foi selecionado em chamada pública lançada em 2024 e é financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos, a FINEP, uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Essa chamada está no escopo da linha de financiamento de pesquisas aplicadas, voltadas ao fortalecimento de cadeias produtivas da agricultura familiar. Por meio desse instrumento, a FINEP promove o desenvolvimento econômico e social do Brasil apoiando pesquisas em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas. Como parceiros executores do projeto estão 3 atores: a FITec (que é diferente da FINEP), o CEPAGRI e a CEPLAC, mencionados pelo Giovanni. A FITec é a Fundação para Inovações Tecnológicas de Campinas, responsável pela realização de todas as atividades típicas de um processo de pesquisa e desenvolvimento. Por exemplo, a modelagem de algoritmos de inteligência artificial, a gestão financeira do projeto, o levantamento do estado da arte,que é a revisão e sistematização de estudos anteriores sobre o tema e outras atividades. É na FITec que o Giovanni trabalha. Já o CEPAGRI é o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da UNICAMP. Dois pesquisadores do CEPAGRI vão dar as caras, ou melhor, as vozes, por aqui, o Jurandir e a Priscila. O terceiro e último ator que executa o projeto é a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, a CEPLAC, que foi criada em 1957 como um instituto governamental de pesquisa responsável pela produção de cacau no Brasil. A CEPLAC atua de forma descentralizada em diversos estados produtores, sendo reconhecida como referência mundial por sua expertise em sistemas agroflorestais. A CEPLAC contribui diretamente com os agricultores locais oferecendo apoio técnico nas práticas agrícolas. O projeto como um todo se integra ao BI0S, o Instituto Brasileiro de Ciência de Dados, que é um Centro de Pesquisa Aplicada em Inteligência Artificial sediado na UNICAMP. O BI0S nasceu de outro edital, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a FAPESP, com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Talita: Em resumo, tem a FINEP e a FAPESP financiando o projeto, a FITec, o CEPAGRI e a CEPLAC executando a pesquisa. Além de todas essas instituições, têm também os produtores rurais locais colaborando com o desenvolvimento de uma solução piloto pra monitoramento climático em áreas de cultivo de cacau. Tá vendo como o desenvolvimento científico não se resume a um cientista solitário que geralmente aparece na capa de uma revista anunciando uma matéria sobre uma grande descoberta?! Foi o esforço coletivo em torno de um objetivo comum que uniu esses atores diversos na construção do CacauClima. O Giovanni aqui de volta… Giovanni: Em todo objeto de estudo que a gente vai avançando no tempo, a gente vai tendo mais elementos e vai colocando camadas em cima de camadas e ele vai ficando um pouco mais maduro. Então essa foi a ideia, trabalhar nesse sentido, trazendo o foco agora, também, além da questão da mudança climática, nós agregamos um outro pilar que até então não estava muito nítido nas iniciativas anteriores, que era da ciência cidadã (…) pra envolver ainda mais a participação e a colaboração dos agricultores na condução das tarefas. Talita: Daqui a pouco eu vou dar mais detalhes de como será essa participação dos agricultores locais na pesquisa. Antes, é importante destacar que o projeto surge de uma demanda social, colocada, justamente, por agricultores e técnicos agrícolas que buscam uma resolução para os problemas enfrentados nos últimos tempos no plantio de cacau. A pesquisa busca também atender uma demanda econômica e tecnológica apontada pelos órgãos públicos que buscam manter a produtividade dessa matéria-prima tão apreciada. Giovanni: A cultura do cacau tá precisando desse impulso tecnológico pra, inclusive, ela mudar de ponto. A CEPLAC, quando nos procurou, ela tinha isso muito claramente, que tava no momento de um salto tecnológico para a cultura do cacau. E, à medida que a gente ia formatando esse projeto, a gente ia vendo que tinha outros campos que precisavam ser incluídos, outros campos do saber, outras disciplinas e tudo mais. Talita: Ou seja, o projeto responde também a uma demanda científica. E, como diz Giovanni, o primeiro desafio posto em evidência foi a multidisciplinaridade. Giovanni: Era um projeto que, naturalmente, traz desafios em várias áreas de saber disciplinares. Um deles a gente viu logo de imediato que era a parte do sensoriamento remoto, que o sensoriamento remoto ia ter suas dificuldades, porque a gente está lidando com a produção em sistema de cabruca, é agroflorestal. Então, também vamos olhar a parte de cultura do cacau a pleno sol, inclusive pra fazer uma comparação das características em termos de mudança climática, tanto para quem tá trabalhando em regime de agroflorestal, quanto pra quem está trabalhando a pleno sol, fazendo as comparações entre os prós e contras de cada uma delas, as dificuldades de cada uma delas. Talita: Antes de seguir no assunto dos desafios científicos, eu preciso explicar uma coisa que o Giovanni comentou e que vai aparecer mais vezes por aqui: existem dois métodos de plantio em análise nesse projeto: o método cabruca, que é feito por meio de sistema agroflorestal, e o método a pleno sol. No pleno sol, as plantas ficam expostas diretamente ao sol e recebem irrigação e fertilizantes intensivos. Essa forma de plantio oferece alta produtividade, mas exige grande investimento em máquinas, adubos químicos e pesticidas; além de ser mais vulnerável, e aí doenças atacam mais facilmente, solos se esgotam rápido, e uma estiagem pode dizimar tudo. Na cabruca, método tradicional na Bahia, o cacau cresce sob a sombra de árvores nativas da Mata Atlântica, preservando a biodiversidade e a fertilidade do solo. Esse sistema, cultivado há séculos pelas populações tradicionais, mantém até 70% da cobertura florestal intacta. Árvores nativas sombreiam as cacaueiras, protegendo-as das secas e de doenças, como a tão temida vassoura-de-bruxa. O cabruca é um método sustentável, com baixa necessidade de insumos, mas tem uma produtividade moderada. Giovanni: E uma das coisas que a gente viu é que o sistema agroflorestal, de certa forma, dificulta a visibilidade das imagens satelitais, por conta de que, às vezes, o cacau está abaixo na floresta, ele está sob a floresta. Então, isso é uma dificuldade, um desafio interessante que a gente pensou em enfrentar. Talita: Além desse desafio que o Giovanni mencionou, existem vários outros. E, pra responder a todas as demandas e perguntas levantadas pela pesquisa, o CacauClima foi estruturado em 4 pilares: o sensoriamento remoto; a modelagem climática; a percepção pública; e a ciência cidadã. Começando do começo: sensoriamento remoto é a técnica de adquirir informações sobre a Terra sem contato físico direto, usando sensores em plataformas, como satélites, drones ou aviões. Ele falou sobre o desafio de analisar “imagens satelitais” da vegetação em sistema agroflorestal. Esse desafio existe porque, diferentemente do cultivo de monocultura a pleno sol, a vegetação mais densa e diversa da agrofloresta pode confundir os pesquisadores na hora de interpretar as imagens. Mas, e como é que o sensoriamento remoto, por meio das imagens de satélite, pode ajudar os agricultores a lidarem com os efeitos das mudanças climáticas na produção de cacau? O Jurandir Zullo Junior, pesquisador da CEPAGRI, respondeu essa pergunta. Jurandir: Nós temos dois tipos de satélites: os meteorológicos e os de observação da Terra. Então, a ideia é utilizar esses dois tipos. Os meteorológicos, atualmente, eles geram uma quantidade muito grande de produtos que podem ajudar o agricultor na tomada de decisões. Com esses dados, que são dados de umidade, temperatura, são dados, às vezes, básicos, mas que ajudam muito a tomada de decisões e ajudam o manejo, porque o manejo da cultura é uma das formas de enfrentar as doenças. Uma forma é usar plantas resistentes, e outra é no manejo, nesse controle de poda, de colheita, plantio. Então, é aquela… aqueles tratos que são feitos com frequência, aquele dia a dia da agricultura. Outro grupo de satélites é o de observação da Terra. Então, fazer essa identificação. Basicamente, os trabalhos nessa linha são de procurar identificar a cultura e o estado da cultura via remota (…) Se você consegue identificar o plantio a pleno sol, se você consegue identificar o plantio cabruca com outras plantas ali juntas. E também identificar o estado dessa vegetação. Esse que é sempre o objetivo, de forma remota. Como vai ter sempre alguém no campo, isso vai ajudar esse desafio: “olha, está com algum problema aqui…” Daí nós estudamos se isso consegue aparecer na imagem, porque às vezes não aparece na imagem. Às vezes a imagem não registra uma doença, praga, deficiência hídrica, alguma deficiência de adubação. Talita: Por meio do sensoriamento remoto, vai sendo formado um repertório de imagens pra se construir um padrão de determinada cultura agrícola. E, a partir dele, identificar tanto plantas saudáveis quanto plantas doentes ou com alguma deficiência, seja de água ou de adubo. Com essas informações, os agricultores e técnicos locais conseguem tomar decisões mais assertivas e cientificamente embasadas. Jurandir: Isso ajuda bastante o acompanhamento, a tomada de decisões, tanto do agricultor como do setor; uma cooperativa, o país, o ministério quer tomar alguma decisão, acompanhar como está determinada cultura, ele pode fazer com esses dados. Como eu disse, isso é um grande desafio, porque é uma cultura que, até onde nós encontramos, não tem muita literatura, tanto no Brasil como no exterior. Talita: Junto com o sensoriamento remoto, o segundo pilar do projeto são os modelos climáticos. Esses modelos fazem projeções sobre o clima futuro, auxiliando nessa tomada de decisão sobre o plantio e o manejo do cacau. A Priscila Coltri, pesquisadora do CEPAGRI responsável pela frente de modelagem climática do projeto, explica como é isso. Priscila: A gente escuta muito sobre a mudança do clima, mas, normalmente, quando a gente escuta isso, né, a gente entende que a mudança do clima vai acontecer lá em 2070. E diversos estudos mostram que o clima já tá mudando em muitas regiões. Então, um primeiro passo é a gente identificar ali como é que o clima dessas regiões que já são cultivadas, né, ele vem mudando ao longo dos últimos anos. E aí, eu falo ao longo dos últimos anos, eu tô falando aí ao longo dos últimos 30, dos últimos 50 anos. Então, um primeiro passo é a gente saber se nessas regiões a temperatura já subiu… Se a mínima subiu mais, se a máxima subiu mais, se a gente tem chuvas como a gente tinha antes, se a gente tá tendo mais épocas de seca, se as secas estão mais longas. Então, um primeiro passo é a gente fazer essa identificação do clima local. E a gente quer fazer isso também porque a própria CEPLAC trouxe pra nós que eles já estão vendo algumas mudanças na produção da cultura, nas pragas e doenças que essa cultura tem. Talita: Nossa entrevistada também aborda a questão da diferença entre os dois modos de cultivo do cacau. Priscila: Um outro ponto que a gente quer responder também, verificando aí como que o clima vem mudando nos últimos anos, é a diferença entre o cultivo sombreado e o cultivo a pleno sol. A monocultura, em geral, é um sistema que sofre, entre aspas, sofre muito em relação ao clima. Então a gente tem que ter muitos aditivos pra que ela funcione. Então tem que ter adubos e defensivos agrícolas e assim vai. As culturas sombreadas acabam tendo uma relação muito boa, assim, lógico que tem todo um estudo que a gente tem que saber de qual que é a melhor cultura que sombreia a outra, qual cultura que não briga ali, entre aspas, ou por solo ou por nutriente ou por sombra, né? Então tem todo um estudo que tem que ser feito. Mas normalmente os cultivos sombreados são mais indicados em termos de mitigação e de adaptação às mudanças do clima. Então a gente quer ver de que forma a cultura, tanto a pleno sol quanto a sombreada, vai reagir nesses cenários futuros. Talita: A Priscila me explicou que o cenário de dados climáticos hoje é complexo. Os sensores instalados no campo – que medem temperatura, chuva, vento e radiação – são fundamentais pra entender o que acontece no clima local. Mas é difícil manter séries históricas longas só com esses dados: há falhas, trocas de equipamento e áreas sem cobertura de sensor. Ao mesmo tempo, nas últimas décadas cresceram os dados de satélites e modelos climáticos, que cobrem o planeta inteiro e oferecem séries mais longas. O problema é que nem sempre eles representam bem a realidade local – alguns superestimam, outros subestimam. Por isso, é preciso validar essas informações com as medições feitas no campo. Funciona assim: os modelos usam dados como temperatura e umidade pra simular o clima atual, validam com o que foi medido no território e, depois, projetam cenários futuros com base em diferentes trajetórias de emissão de gases de efeito estufa. Em resumo, os modelos ensaiam qual será o cenário se emitirmos mais gases, menos gases, ou se mantivermos as emissões atuais… A partir daí, é possível estimar como o clima pode mudar e como o cacau pode responder a essas mudanças. Priscila: A gente vai ter ajuda dos nossos agricultores ali. Eles vão ajudar a gente a ver esse dado e a contar um pouco se aquele dado que a gente tá vendo agora, ele tem se reproduzido nos últimos anos e o quê que ele tem sentido em relação ao clima daquele local. E isso é importantíssimo! Talita: É aí que entra o terceiro pilar do projeto: a percepção pública, que busca entender a percepção dos agricultores e dos técnicos agrícolas da CEPLAC sobre o cenário que vivenciam na prática de cultivo do cacau. Pra isso, o grupo de pesquisa irá aplicar a técnica do grupo focal, coordenado pela Claudia Pfeiffer e pela Simone Pallone, ambas pesquisadoras aqui do Nudecri. A Simone e a Claudia, que trabalham juntas em outro projeto, o Coffee Change, falaram sobre sua experiência com grupos focais realizados com agricultoras de café no episódio número 201 aqui do Oxigênio, em “Um bate-papo sobre café” muito interessante – e se você não escutou ainda, já anota a dica pra escutar quando acabar esse episódio aqui. E eu conversei com a Claudia pra ela contar um pouco como essa técnica irá colaborar com os estudos em sensoriamento remoto e em modelos climáticos do CacauClima. Claudia: É importante que a gente entenda que grupo focal é uma ferramenta que produz a possibilidade de pessoas que têm um determinado tipo de perfil similar, que é definido pelos organizadores do grupo focal, estejam juntos numa roda de conversa. Uma conversa que acontece a partir de um roteiro formulado previamente, com perguntas disparadoras, que têm objetivos específicos. Então, no nosso caso, o objetivo da percepção sobre as mudanças climáticas, mas não pressupondo de antemão o que sejam mudanças climáticas, justamente pra que haja uma abertura, pra que as pessoas possam significar do seu modo, a partir das suas histórias, da sua relação com o território, com as suas práticas agrícolas, os sentidos que elas atribuem àquilo que a ciência chama de mudanças climáticas. Então a expressão “mudanças climáticas” não deve comparecer diretamente nessas perguntas disparadoras. Você vai olhando isso, vai provocando isso por perguntas que de algum modo abordam questões que estão relacionadas pra ouvir como é que essas pessoas se relacionam com determinadas questões que são afetadas pelas mudanças climáticas. Talita: Segundo a Claudia, a percepção das pessoas sobre o que elas vivenciam, como vivenciam e sobre como percebem essa realidade vivida se manifesta no modo como se expressam, ou seja, em seus discursos. E esse discurso é o objeto de estudo extraído por meio dos grupos focais. Claudia: A maneira como uma sociedade indígena lida com a Terra e a maneira como alguma liderança do agronegócio lida com a Terra é absolutamente diferente. Porque é uma história absolutamente diferente da relação desses sujeitos com a Terra, como é que a terra significa e como é que você pratica as suas ações, as suas atividades na relação com a Terra. Talita: É essa análise da percepção dos agricultores e dos técnicos agrícolas que vai informar as pesquisadoras sobre como esses atores estão vivenciando as mudanças climáticas na sua prática cotidiana de cultivo do cacau. E esse conhecimento também vai contribuir com as pesquisas tanto em sensoriamento remoto quanto em modelagem climática, fornecendo informações sobre a mudança do clima, o plantio e as tecnologias usadas em suas práticas agrícolas. Os grupos focais também irão ajudar a compreender como as tecnologias de monitoramento climático, desenvolvidas ao longo do projeto, podem ser incorporadas à cacauicultura. Claudia: Porque no grupo focal a gente não vai olhar só pra mudanças climáticas, a gente vai olhar também para a percepção sobre as tecnologias e aí… Qual que é a importância do lugar de onde a gente fala, né… É que a gente não vai situar a tecnologia na formulação das perguntas disparadoras desse roteiro, simplesmente como as novas tecnologias. Tecnologia existe desde sempre. Toda prática humana na relação com o mundo, ela produz, ela é feita por meio de tecnologias e ela produz outras tecnologias, né. Então, a gente também vai trabalhar com a percepção sobre os diferentes sentidos de tecnologia, né. Não só de ferramentas palpáveis, mas justamente de percepções que são ancestrais, que dizem respeito a diferentes gerações, que podem não estar diretamente lá naquele território, mas trazem saberes sobre esse território que são praticados no modo como aquela prática agrícola acontece, né. Talita: O quarto e último pilar do projeto CacauClima, a ciência cidadã, é transversal a todos os outros três – lembra: o sensoriamento remoto, a modelagem climática e a percepção pública. A ciência cidadã consiste na participação ativa do público não acadêmico na pesquisa científica, colaborando com os cientistas na coleta, análise e interpretação de dados, e até na formulação dos estudos. E pra envolvê-los, o projeto conta com a parceria do Instituto Cabruca, que tem sua sede no Assentamento Terra Vista, no município de Arataca, na Bahia. O Giovanni explicou como os agricultores e as agricultoras do assentamento contribuirão pro piloto da solução que a pesquisa busca desenvolver. Giovanni: A participação deles envolve, primeiramente, a tutoria das estações de coleta de dados, dados meteorológicos de clima, temperatura, índice pluviométrico, ação atmosférica, a parte de radiação solar que é outra coisa importante que a gente precisa ver com o efeito extremo agora das mudanças climáticas, isso pode ter uma informação muito importante. Todas essas informações que fazem parte das condições climáticas da região. Eles vão tutorear o funcionamento dessas estações. Então, eles vão ajudar como os guardiões daquela miniestação meteorológica que vai ficar nas suas propriedades, ou na propriedade que ele tem acesso e que ele interage diretamente. Além disso, ele vai dar suporte, vamos colocar assim, a eventuais problemas que elas apresentem, a reportar, “olha, está tendo um problema aqui e parou de funcionar.” E a outra é na troca de saberes. Então, da mesma forma que os técnicos vão levar informações pra eles, baseado em todos os estudos que vão ser tratados no âmbito do projeto, eles vão também alimentar os analistas, alimentar o sistema com as informações riquíssimas que eles estão tendo ali do dia a dia. Eventos que só eles estão percebendo, por exemplo. Eventos que eles já percebem, eles têm inclusive a memória daquela região, então eles podem dizer no tempo do meu pai, no tempo da minha mãe, não era assim. No tempo dos meus ancestrais era muito diferente, é o que a gente ouve, agora tá tudo mudado. Esse tipo de informação é riquíssima pro projeto. Talita: No livro Uma outra ciência é possível – Manifesto por uma desaceleração da ciência, a filósofa Isabelle Stengers comenta em uma passagem que a ciência cidadã é um dispositivo que, quando eficaz, tem a função de oferecer resistência a hierarquias de pontos de vista. Pra autora, a ciência cidadã constitui aquilo que ela chama de “operador de horizontalização”, pois parte do princípio de que tanto o saber científico dos pesquisadores e técnicos quanto o saber comunitário dos agricultores estão no mesmo patamar, destituindo os cientistas da posição simbólica de “cérebros da sociedade”… Esse movimento mostra que a produção científica também é uma escolha política: envolve decidir quem participa, quais saberes são reconhecidos e como diferentes experiências entram na construção da ciência. E pesquisas assim são fundamentais, porque colocam a cabeça pra pensar onde o pé pisa. Nesse caso: na terra onde brota o cacau. No fim das contas, o CacauClima não é só sobre sensores, modelos ou algoritmos. É sobre como diferentes formas de conhecimento podem trabalhar juntas diante de um cenário de incerteza. É sobre usar satélites para enxergar melhor o que acontece no campo – e usar a experiência de quem vive do campo para interpretar melhor o que os satélites mostram. Entre o microclima da lavoura e o macroclima do planeta, entre a memória dos mais velhos e os cenários projetados pra 2050, o projeto constrói pontes. Pontes entre ciência e prática, entre tecnologia e território, entre futuro e história. E talvez seja assim que novas sementes possam germinar… Trecho de música: “no meu jardim de sementes valiosas / plantas tão maravilhosas podem germinar / no meu jardim água nova vai brotar / passarinhos vem voar abençoando a plantação (…)” Talita: Essa música que você ouviu por último foi gentilmente cedida por Beto Bina. Os créditos da música vão para a Rede de Apoio a Mulheres Agroflorestoras (RAMA), a Ecovila Iandê e a FarFarm. O @ deles tá lá no nosso Instagram. A gente agradece por cederem um trecho da música pra esse episódio, que tem tudo a ver com o trabalho que essa turma desenvolve. Vou dar uma dica aqui. Em 2019, a Camila Cunha produziu um episódio sobre Cacau. O título é À Sombra da Floresta. Trata da produção de cacau por agricultores familiares, do sistema cabruca e sobre a cadeia produtiva do chocolate. Ouve lá. Deixamos o link no site. https://www.oxigenio.comciencia.br/79-tematico-a-sombra-da-floresta/ Este episódio foi produzido e roteirizado por mim, Talita Gantus. A revisão é da Simone Pallone e da Mayra Trinca, coordenadoras do Oxigênio. Este material foi gerado como parte do projeto de divulgação científica do CacauClima, desenvolvido por mim e coordenado pela Claudia Pfeiffer e pela Simone Pallone. A edição de áudio foi feita pela Carolaine Cabral, bolsista do Programa BAS da Diretoria Executiva de Apoio Estudantil. A vinheta do podcast foi criada pelo músico Elias Mendez.O Oxigênio é um podcast produzido pelos alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da UNICAMP e colaboradores externos. Tem parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação da UNICAMP. Você encontra todos os episódios no site oxigenio.comciencia.br e também na sua plataforma de podcasts favorita. Procura a gente nas redes sociais: no Instagram e no Facebook você nos encontra como OxigenioPodcast. Segue lá pra não perder nenhum episódio. Muito obrigada por escutar até aqui.
Para ouvir essa história exclusiva INTEIRA do Reino e apoiar o podcast, entre para o Reino Mágico aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube30Essa história conta sobre uma loja encantadora comandada por um gato e um cachorro que vende muito! Porém, somente fiado e as contas não fecham! Ouça e descubra o que acontece!Ensinamentos para crianças: equilíbrio entre generosidade e responsabilidade, e como todo fim pode ser o começo de algo novo.Faixa etária recomendada: a partir de 5 anos.Escrita por: Beatrix PotterAdaptada e narrada por: Carol Camanho.
Para ouvir essa versão para dormir INTEIRA exclusiva do Reino, apoie o podcast e entre para o Reino aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube86Ouça essa história para dormir da A Bela Adormecida, um dos contos de fadas mais amados do mundo, agora em uma versão encantadora e inspiradora!Nesta adaptação conheça a doce princesa Aurora, amaldiçoada por uma fada rancorosa, protegida pela bondade e despertada pelo tempo e não apenas por um beijo.Escrita originalmente por: Charles PerraultAdaptada e narrada por: Carol Camanho
No início dos anos 90, o programa Grandes Momentos do Esporte, que era levado ao ar nos finais de semana na TV Cultura, apresentou uma reportagem especial sobre o rádio esportivo. A escalação de entrevistados é uma seleção do que de melhor esse meio de comunicação apresentou ao longo de décadas: Osmar Santos, José Silvério, Fiori Gigliotti, Pedro Luiz, José Carlos Araújo, Silvio Luiz, Oduvaldo Cozzi, entre outros do primeiro time da narração esportiva. A reportagem tem a assinatura de Helvidio Mattos. Capítulos:00:00 Abertura sobre a reportagem do programa Grandes Momentos do Esporte, que, no início dos anos 90 traz uma reportagem especial sobre a evolução do rádio esportivo no Brasil00:54 Helvidio Mattos contextualiza a emoção transmitida pelas narrações de futebol no rádio, com destaque para a criatividade e sons eletrônicos01:48 José Carlos Araújo conta como surgem bordões que utiliza nas narrações esportivas02:38 Osmar Santos associa o sucesso de uma boa transmissão de futebol na assciação entre jornalismo e arte03:00 José Carlos Araújo e Osmar Santos comentam sobre expressões que criaram para o que chamam de "futebol show"03:45 José Carlos Araújo comenta como foi o primeiro jogo que ele transmitiu, que aconteceu em um Torneio Início. Ele diz que quase fez xixi nas calças. 05:08 Waldir Amaral narra o milésimo gol de Pelé. Em seguida, ouvimos o próprio narrador revelar como criou seu estilo de transmitir futebol06:30 Waldir Amaral diz que o bordão "indivíduo competente" nasce quando estava no cinema e viu um rapaz tomar iniciativa para beijar a garota. 07:35 José Carlos Araújo considera sobre talento de Jorge Curi07:49 Narração de Jorge Curi08:00 Ary Barroso e o pioneirismo nas narrações esportivas, ao inserir a gaitinha como uma vinheta sonora para o momento do gol 08:41 Milton Peruzzi comenta sobre o bom humor de Ary Barroso como narrador de futebol09:40 O jornalista Sergio Cabral conta como Ary Barroso passa a utilizar a gaitinha para marcar a hora do gol12:58 O estilo ágil e emocionante de narrar de José Silvério, que vê o locutor esportivo como um animador14:51 Nicolau Tuma ganha o apelido de speaker metralhadora quando narra, pela Mayrink Veiga, em 193417:53 Nicolau Tuma fala sobre as primeiras transmissões de futebol nos anos 30, quando o lance a lance surge19:27 Fiori Gigliotti cita que gostava de fazer discursos de improviso e, dessa forma, são criadas frases como "abrem-se as cortinas e começa o espetáculo" e tantas outras20:24 Fiori Gigliotti fala sobre a despedida de Pelé dos gramados e como narrou esse momento da história do futebol21:53 Fiori comenta sobre uma época romântica e de sonhos, quando começa a trabalhar na Bandeirantes 23:50 Trecho de Cantinho de Saudade sobre Zito24:30 Silvio Luiz fala sobre a precisão de Pedro Luiz nas narrações esportivas24:39 Narração e depoimento de Pedro Luiz sobre a preocupação em ser fiel aos fatos e à emoção do jogo26:37 Narração de gol de Pelé, na voz de Mário Moraes26:56 Paulo Planet Buarque e Pedro Luis relembram entrevero que tiveram para transmitir, durante narração em Moscou28:59 Silvio Luiz revela trapalhadas de Edson Leite em transmissões que fizeram juntos29:53 Narração de gol de Pelé na voz de Edson Leite30:23 A importância de Oduvaldo Cozzi como influenciador de outros narradores de futebol31:28 Jovens treinam em curso de narração esportiva33:03 Pedro Luiz e José Goés falam sobre as diferenças entre a locução de TV e a do rádio34:47 Walter Abrão surpreende ao dizer que a expressão "oxo" para quando o jogo estava com o placar zerado não é uma crição dele, mas sim da PRK-30, de Lauro Borges e Castro Barbosa35:25 Depoimento de Oduvaldo Cozzi sobre narração de futebol na TV37:28 Fiori Gigliotti simula uma transmissão com as expressões que utilizava ao narrar
Entrega da Primeira Adutora da Alça Sudoeste Itapecerica da Serra
Discurso: Governador Tarcísio de Freitas | Entrega do Primeiro Trecho da Adutora da Alça Sudoeste Itapecerica da Serra by Governo do Estado de São Paulo
Entrega do Primeiro Trecho da Adutora da Alça Sudoeste
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Neste episódio, conheça cada vencedor do Prêmio APCA 2025, na categoria Rádio e Podcast, de acordo com júri formado por Fausto Silva Neto, Marcelo Abud e Maria Fernanda Teixeira. Além da repercussão nas redes sociais, você fica com depoimentos exclusivos de Haisem Abaki da Rádio Eldorado FM e de Beto Pereira e Marcus Aurelio de Carvalho, da ONCB.Capítulos:00:00 Abertura sobre a assembleia da APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte01:23 O apresentador do Jornal Eldorado, Haisem Abaki, melhor Profissional de Rádio, dá depoimento exclusivo sobre a importância do prêmio e a ética no jornalismo04:39 Estreia de Haisem Abaki na Rádio Eldorado em 200905:02 Anúncio do melhor Podcast de 2025: Não Inviabilize / Picolé de Limão06:53 Déia Freitas fala da paixão pelo rádio 08:14 Déia Freitas, do Não Inviabilize, revela desde quando se descobriu contadora de histórias. Na infância, tinha o apelido em família de "fofocão"09:00 Anúncio do melhor Programa Cultural de 2025: Tarde Nacional, da Rádio Nacional de São Paulo09:33 Bastidores do Programa Tarde Nacional e entrevista com Victor Costa e Guilherme Strozi em reportagem da TV Brasil11:45 Anúncio do melhor Programa Musical: Moicast, do "Moicano Reage"12:13 Moicano fala como e por que criou o Moicast14:33 Moicano Reage à conquista do Prêmio APCA como Melhor Programa Musical16:49 Trecho de participação do Biquini Cavadão no Moicast. O grupo fala como começa a cantar a música Chove Chuva, de Jorge Benjor, que foi tocada pela primeira vez no Estúdio Transamérica20:20 Anúncio do Melhor Programa Esportivo de 2025: Energia em Campo, Futebol de Torcedor pra Torcedor21:34 Sombra e participantes do Estádio 97 comentam sobre a vitória do Energia em Campo no Prêmio APCA24:35 Anúncio do Melhor Programa de Variedades de 2025: Páginas da Infância, de Janaína Barros, do Revista CBN25:23 Janaína Barros fala sobre a importância da conquista do Prêmio APCA para o Páginas da Infância, sobre literatura infantil e juvenil28:14 Anúncio do Grande Prêmio da Crítica na Categoria Rádio, que foi conquistado pela web rádio ONCB, Organização Nacional dos Cegos do Brasil29:24 O presidente da ONCB, Organização Nacional de Cegos do Brasil, Beto Pereira, e o jornalista e professor de comunicação Marcus Aurelio de Carvalho, um dos quatro gestores da Rádio ONCB desde 2019 falam sobre a história da emissora e de eventos realizados ao longo de 6 anos de existência32:06 Marcus Aurelio de Carvalho cita transmissão de lives que aconteceram com grandes artistas em 2020, durante a pandemia32:26 Bastidores da transmissão da live de O Grande Encontro com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo 40:33 Encerramento e depoimentos de grandes nomes do rádio falando sobre a força desse meio de comunicação
É responsabilidade do Estado inspecionar as condições laborais de todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e garantir os seus direitos, como determina a Constituição Federal de 88. E quem deve fazer isso é um conjunto de funcionários públicos, os chamados auditores fiscais do trabalho. Neste primeiro, episódio você vai conhecer a história de um deles, André Roston. Ele compartilha sobre suas reflexões docomeço da sua carreira e conta a respeito de uma fiscalização de uma fazenda na Amazônia, localizada no município de de São Félix do Xingu, no estado do Pará, no começo dos anos 2000.Créditos: O podcast Histórias de Combate ao Trabalho Escravo é uma realização da Repórter Brasil, com distribuição do portal UOL.Idealização: Natália SuzukiRoteiro: Lucia NascimentoEdição: Natália Suzuki e Vitor CamargoMontagem, sonorização, trilha sonora e mixagem: Victor OliveiraGravação: Estúdio da Repórter BrasilApoio: Laudes Foundation, Fundação Avina, Fundo Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso
Ouça essa história para meditar inteira EXCLUSIVA do Reino Mágico entre várias outras clicando aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube32Uma meditação infantil cheia de calma, imaginação e esperança para ajudar as crianças a desacelerar, respirar e lembrar que sempre é possível recomeçar.Nesta história guiada, viajamos por um céu estrelado até encontrar Lúnia, a Estrela do Recomeço, que convida a criança a olhar para dentro de si e descobrir uma luz que nunca se apaga. Aperte o play e relaxe!Escrita e narrada por: Carol Camanho
Roger Pêgas - Superintendente de Rodovias da ARTESP
Trecho com 24 km de extensão liga as rodovias Presidente Dutra (BR-116) e a Fernão Dias (BR-381)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visitou as Obras do Complexo Viário do Alto Tietê hoje, dia 15 de janeiro de 2026., que fazem parte do trecho leste do Rodoanel. #politica #governosp #transporte #rodoanel
TRECHO FINAL SÓ PELO YOUTUBE 05.01.2025
Para ouvir essa história EXCLUSIVA inteira do Reino e apoiar o podcast, entre para o Reino aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube30Essa história infantil super legal conta sobre dois meninos que receberam de uma fada um presente especial: livros com páginas brancas e puras. Um ano depois, a fada voltou e mostrou como as páginas estavam cheias de marcas. Algumas eram manchas feias, causadas por mentiras e desobediências; outras, lindas ilustrações, frutos de atos bondosos e gentis. A fada explicou que cada escolha deles preenchia as páginas. Ouça e descubra o que mais eles descobriram!Ensinamentos para crianças: Importancia das escolhas, responsabilidade e como podemos melhorar a cada dia.Faixa etária recomendada: a partir de 4 anos.Escrita por: Emilie Poulsson.Adaptada e narrada por: Carol Camanho.
TRECHO DE UMAS DAS DIVERSAS PARTICIPAÇÕES DE CARLOS ALBERTO CHIARELLI NO TREZE HORAS - Podcas
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Foi inaugurado, nesta segunda-feira (22), em São Paulo, parte do trecho norte do Rodoanel, entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias. A expectativa é desafogar o trânsito na capital paulista, principalmente com o desvio da rota dos caminhões. Os motoristas já poderão usar a nova ligação a partir desta terça-feira (23). A entrega corresponde à primeira metade do trecho, que tem 24 quilômetros. A previsão é que até 40 mil veículos, muitos deles caminhões, deixem de circular todos os dias pelas marginais, o que deve aliviar o trânsito e reduzir o tempo de viagem. O trecho irá operar com sistema free flow, sem praças de pedágio, em que a tarifa é calculada pelo quilômetro rodado. A conclusão total do trecho norte está prevista para o segundo semestre de 2026. E ainda: Polícia faz operação contra célula do Comando Vermelho em Salvador (BA).
Discurso: Gov. Tarcísio de Freitas | Entrega do Trecho 1 do Rodoanel Norte by Governo do Estado de São Paulo
Coletiva: Gov. Tarcísio de Freitas | Entrega do Trecho 1 do Rodoanel Norte by Governo do Estado de São Paulo
Discurso: André Isper - Diretor-Presidente da Artesp | Entrega do Trecho 1 do Rodoanel Norte by Governo do Estado de São Paulo
Discurso: Diego Domingues - Secretário de Parcerias em Investimentos em exercício | Entrega do Trecho 1 do Rodoanel Norte by Governo do Estado de São Paulo
O Governo de São Paulo entregou nesta segunda-feira (22) a primeira metade do trecho norte do Rodoanel Mário Covas – do km 129 ao km 153 – entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias. Com a entrega, a operação no local tem início nesta terça-feira (23). A iniciativa reforça o compromisso com a modernização da infraestrutura viária, a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida da população.
TRECHO FINAL SÓ PELO YOUTUBE 15.12.2025
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Uma confusão entre torcedores do Santos e do Internacional terminou com dez presos e seis feridos na BR-101, em Santa Catarina. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, integrantes de uma torcida organizada do Santos planejaram uma emboscada contra um ônibus com torcedores do Internacional, que voltavam da cidade de Santos, em São Paulo. Os torcedores santistas tinham saído de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Eles arremessaram pedras, rojões e pedaços de madeira contra o ônibus Colorado na BR-101 na altura de Itapema, Santa Catarina. O motorista teve que dar ré no veículo para escapar. A rodovia chegou a ser bloqueada por causa da confusão. A Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal foram acionadas e interromperam o tumulto. E ainda: STF forma maioria para condenar policiais militares por omissão no 8 de janeiro.
Para ouvir a versão completa, da história O Natal do Rei João, ela está no Reino Mágico, a área exclusiva com histórias especiais, meditações, histórias para dormir e missões mágicas.Novidade: agora o Reino Mágico tem plano anual com 2 meses grátis! O presente perfeito de Natal para o seu pequeno.
Ouça essa história para meditar EXCLUSIVA do Reino Mágico Inteira entre várias outras clicando aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube32Nessa meditação guiada, você caminha por um jardim mágico onde cada flor tinha seu próprio tempo para florescer. Um dia, uma criança conheceu a Inveja, uma criaturinha que, em vez de ser vilã, mostrou como transformar esse sentimento para algo bom.Escrita e narrada por: Carol Camanho
Para ouvir essa versão para dormir exclusiva INTEIRA do Reino entre outras, apoie o podcast e entre para o Reino aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube78Nessa história para dormir, eu conto sobre Ariel, uma sereia que quando faz 18 anos, recebe permissão para conhecer a superfície do mar. Lá, ela conhece um principe e para conhece-lo melhor, decide ir até a bruxa do mar para pedir para transforma-la em humana. Porém, a bruxa pede sua voz em troca e continua com suas maldades.Escrita por: Hans Christian AndersenAdaptada e narrada por: Carol Camanho
Para ouvir essa versão para dormir inteira exclusiva do Reino Mágico, apoie o podcast e entre para o Reino aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube69Uma das histórias mais pedidas do Era Uma Vez Um Podcast chegou na sua versão para dormir! Rapunzel é uma garota que tem longos cabelos e mora numa torre com a bruxa. Um dia, um príncipe invade a torre, conhece Rapunzel e a leva pra uma aventura incrível! Venha ouvir, torcer e se encantar por essa história!Escrita por: Irmãos GrimmAdaptada e narrada por: Carol Camanho
Papo Delas #80 - Chamar um Homem Olá Amigos e Inimigos do Papo Delas! Conforme combinado, graças aos nossos apoiadores de abril de 2025 , temos o Papo Delas #80 - Chamar um Homem. No episódio 80, Cafeína e Patsy conversam sobre as vezes que foram obrigadas as chamar um homem para resolver uma situação com outro homem. Aquele episódio para abrir as mentes de todos os gêneros sobre como lidamos uns com os outros. Bora alí ouvir! #papodelaspodcast #podcast #mulherespodcasters #2025 Porque Quem ama ouve, quem ouve comenta! Edição Drika Sanchez (Cafeína) Trecho retirado do Podcast Inteligência LTDA com Leandro Hassum Conheça a Lojinha do Papo Delas Podcast e garanta seu presente. #ouvintesincríveis https://podcaststore.com.br Envie um bilhete para contato@papodelas.com ou comente no post. Siga na Twitch: https://www.twitch.tv/papodelaspodcast Curta no Facebook: www.facebook.com/podcastPapoDelas Segue no Twitter: @papo_delas Curta no Instagram: @papodelaspodcast Ouça na Orelo: https://orelo.cc/papodelas Inscreva no Youtube: https://bit.ly/2CmFKSF Assine no Catarse: https://www.catarse.me/papodelaspodcast PicPay do Papo Delas: @papodelas Assine nosso Feed: https://papodelas.com/feed/podcast Grupo no TeleGram: https://t.me/papodelas
Ouça essa história para meditar EXCLUSIVA do clube entre várias outras clicando aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube32Hoje, vamos fazer uma meditação para ter calma e tranquilidade e caminhar por uma floresta encantada e ouvir os sons da natureza. Vamos ouvir o vento que sopra suavemente, os pássaros que cantam docemente, um riacho cristalino que corre entre as pedras e muito mais! Venha ouvir e relaxar!Escrita e narrada por: Carol Camanho.
Para ouvir essa versão para dormir exclusiva INTEIRA do clube, apoie o podcast e entre para o clube aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube70 Nessa história para dormir, conta sobre Wendy e seus irmãos que conhecem um menino chamado Peter Pan que os leva pra Terra do Nunca, onde vivem várias aventuras, incluindo lutas com piratas e o malvado Capitão Gancho.Escrita por: James Matthew BarrieAdaptada e narrada por: Carol Camanho
Para ouvir essa história EXCLUSIVA inteira do clube, apoie o podcast e entre para o clube aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube66Aprenda sobre a origem do Carnaval com o menino Heitor que guiado pelas histórias de sua bisavó Dona Marta, explora as raízes e transformações do Carnaval. De brincadeiras simples a uma festa vibrante de música e dança, ele absorve a essência do Carnaval: união e alegria. Ouça agora, divirta-se e aprenda!Ensinamentos: Valorização da cultura, união e alegria.Faixa etária: A partir de 5 anos.Escrita e narrada por Carol Camanho.Trilha Sonora:Track: "Samba De Obama"Música fornecida por https://Slip.streamDownload grátis/Stream: https://get.slip.stream/4LpUUP
Carlos Antonio Vélez, en sus Palabras Mayores del 11 de febrero, habló de la derrota de Colombia ante Argentina en el Sudamericano sub 20. Vélez analizó los dieciseisavos de final de la Champions League, Carlos Antonio también se refirió al regreso de Teófilo Gutiérrez a Junior de Barranquilla.
Carlos Antonio Vélez, en sus Palabras Mayores del 11 de febrero, habló de la derrota de Colombia ante Argentina en el Sudamericano sub 20. Vélez analizó los dieciseisavos de final de la Champions League, Carlos Antonio también se refirió al regreso de Teófilo Gutiérrez a Junior de Barranquilla.Conviértete en un seguidor de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/palabras-mayores--4161352/support.
Para ouvir essa versão para dormir EXCLUSIVA inteira do clube, apoie o podcast e entre para o clube aqui: https://eraumavezumpodcast.com.br/clube65 Uma princesa perde sua bola tão especial e um sapo se oferece a ajuda-la contanto que ela o leve pra casa. Ouça para saber o que aconteceu nessa história infantil super legal que foi base pro filme “A Princesa e o Sapo” da Disney. Ensinamento para as crianças: valor de cumprir promessas, respeito e como a bondade pode transformar vidas Escrita por: Irmãos GrimmAdaptada por: Carol Camanho
Para ouvir essa história EXCLUSIVA de Natal inteira do clube e apoiar o podcast, entre para o clube aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube20 Nessa história de Natal, a Estrela-Guia perde seu brilho e o duende Pip parte em busca de restaurar sua luz. Espalhando amor e alegria, ele descobre o verdadeiro significado do Natal: a magia está no coração generoso de cada um. Uma história encantadora sobre compaixão e união, perfeita para encantar a todos! Ensinamento para as crianças: empatia, gentileza e trabalho em equipe.Faixa etária recomendada: A partir de 2 anos Escrita e narrada por: Carol Camanho Track: "A Kiss For Candy"Music provided by https://slip.streamFree Download / Stream: https://get.slip.stream/YqS6DB
Para ouvir essa versão para dormir EXCLUSIVA do clube INTEIRA, apoie o podcast e entre para o clube aqui: A versão para dormir da clássica história da Cinderela conta sobre uma moça órfä que mora com a madrasta e suas filhas e é maltratada por elas é chamada para um baile junto com todos do reinado. Sua fada madrinha surge para ajuda-la, mas como?! Descubra ouvindo esse incrível conto de fadas! Ensinamento para as crianças bondade, resiliencia e que a justiça e a felicidade podem prevalecer mesmo diante de dificuldades Escrita por Charles PerraultAdaptação: Carol Camanho