Podcasts about muita

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Séries no bar
s07e06 - acabou a Copa, tem muita série boa pra ver

Séries no bar

Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 39:28


É muito difícil lidar com o fim da Copa do Mundo depois de mais de um mês vendo e falando sobre jogos. Mas as séries estão aí pra isso, e com o fim da Copa a gente voltou a ver e está aqui para comentar - de quebra, com um leve atraso, analisamos as indicações ao Emmy Awards, o querido Oscar da televisão. 

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 20 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 4:32


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

Aleixopédia
Aliens

Aleixopédia

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 5:12


"Aliens - o Recontro Final" é o segundo filme da Saga Alien. Muita gente acha que é "O Reencontro Final", mas não... é "Recontro" (uma palavra que nunca ninguém usa, escolheram só para confundir.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
EUA-Irão. "Ninguém tem muita confiança que haja acordo"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 19:53


Ana Cavalieri duvida de um novo entendimento nuclear. Na Ucrânia, a analista vê a saída do ministro da Defesa a gerar uma crise interna, com a perda de um rosto popular.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Mundo Agora
Espanha e Argentina recolocam o racismo no centro do debate no futebol

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 5:01


Entre Espanha e Argentina, o futebol mostrou, mais uma vez, que nunca se separa da política. As acusações de racismo contra os dois países não devem deixar esquecer que o esporte deve ser também um espaço de resistência. Thomás Zicman de Barros, analista político Apesar de só ter marcado no final da prorrogação, não há dúvida de que a Espanha dominou a final da Copa do Mundo contra a Argentina. Muita gente no Brasil comemorou a derrota dos nossos vizinhos. Para além da rivalidade e do futebol ruim apresentado pela alviceleste, muitos justificavam a torcida por motivos políticos. Como disse antes mesmo do início do torneio, política e futebol são inseparáveis. Para alguns, torcer pela Argentina significaria legitimar o racismo que marca o país. Houve até quem transformasse essa escolha numa forma conveniente de expiar o racismo brasileiro, apontando o dedo para os outros. A Argentina convive, sim, com um grave problema de racismo. Os episódios se repetem nas arquibancadas, nas redes sociais e, por vezes, entre os próprios jogadores. O silêncio de muitos de seus principais atletas diante desse fenômeno também é eloquente. Como se diz hoje, não basta não ser racista: é preciso ser antirracista. Neste aspecto, porém, a Espanha também leva cartão vermelho. Trata-se do país onde Vini Jr. foi alvo de uma escancarada campanha racista, que no entanto tentaram apagar. Até mesmo Javier Tebas, presidente da La Liga, em vez de enfrentar o racismo que se abatia contra o jogador, insinuou que era Vinicius que provocava as torcidas. Fenômeno atravessa séculos O racismo espanhol e argentino vem de longa data. A Espanha foi uma das grandes potências coloniais da era moderna. Ainda que tenha perdido esse protagonismo ao longo do século XX, enfrentando décadas de decadência, conservou por muito tempo uma imagem de si mesma como centro civilizador. A Argentina percorreu uma história diferente, mas chegou a um lugar parecido. Desde o século XIX, parte das elites de Buenos Aires procurou apresentar o país como uma espécie de Europa transplantada para a América do Sul. Domingo Faustino Sarmiento, intelectual que viria a ser presidente do país, resumiu esse projeto na fórmula que atravessou gerações: "civilização ou barbárie". A civilização era a Europa. A barbárie eram os povos indígenas, os mestiços, os gaúchos, todos aqueles que não cabiam no ideal de uma nação branca e europeia. Mas há algo curioso nessa frase. Se Sarmiento precisou opor civilização e barbárie é porque a chamada “barbárie” não branca existia e resistia. E isso vale para os dois finalistas desta Copa do Mundo. A Espanha nunca foi apenas Madri. É, na prática, uma comunidade plurinacional, onde catalães, bascos, galegos e tantos outros disputam há séculos diferentes maneiras de entender o próprio país. Foi também nessas periferias que se organizaram algumas das resistências mais duradouras ao franquismo. E a Espanha do século XXI tampouco é a Espanha sonhada pelos nacionalistas. É um país profundamente transformado pela imigração. Basta olhar para Lamine Yamal, prodígio da seleção espanhola, para perceber isso. Ele é o filho de imigrantes que mostra que a Espanha real é muito mais diversa do que o imaginário construído pelos supremacistas. Algo parecido se vê na Argentina. Por trás da fantasia de uma nação exclusivamente europeia sempre existiu outro país: indígena, mestiço, popular. A Argentina dos chamados cabecitas negras, mobilizados pelo peronismo contra as elites portenhas. Uma Argentina que nunca aceitou desaparecer. Maradona: a Argentina que resiste Maradona talvez tenha sido seu símbolo mais poderoso. Reivindicava sua origem guarani, fazia questão de afirmar sua identidade latino-americana, abraçava causas anti-imperialistas quando isso podia custar muito caro. Era, talvez sem o dizer, a revanche daquela Argentina que Sarmiento havia chamado de “barbárie”. É curioso notar que os jogadores argentinos de hoje, tão omissos quando o assunto é racismo, tenham encontrado tanta convicção para defender a soberania argentina sobre as Malvinas. Depois da vitória sobre a Inglaterra, exibiram uma faixa reafirmando a reivindicação do arquipélago. O gesto lembrava algo que Hannah Arendt observou ao analisar o imperialismo moderno: as hierarquias raciais e a lógica imperial nasceram da mesma visão de mundo. Não é possível combater uma e ignorar completamente a outra. Nada disso transforma a Argentina em exemplo de antirracismo. Nem absolve a Espanha de sua dificuldade em enfrentar o preconceito arraigado. Agora, se política e futebol são inseparáveis, é preciso celebrar os momentos de resistência. O futebol continuará sendo um campo de disputa. Que seja também um espaço de luta antirracista.

Café Europa
Gabinete de Guerra. EUA-Irão. "Ninguém tem muita confiança que haja acordo"

Café Europa

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 19:53


Ana Cavalieri duvida de um novo entendimento nuclear. Na Ucrânia, a analista vê a saída do ministro da Defesa a gerar uma crise interna, com a perda de um rosto popular.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Zoom
Gabinete de Guerra. EUA-Irão. "Ninguém tem muita confiança que haja acordo"

Zoom

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 19:53


Ana Cavalieri duvida de um novo entendimento nuclear. Na Ucrânia, a analista vê a saída do ministro da Defesa a gerar uma crise interna, com a perda de um rosto popular.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Artes
Peça “Nasr et Dinn” leva “liberdade, tolerância e muita ternura” ao Off Avignon

Artes

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 11:23


A peça de teatro “Nasr et Dinn” revisita o universo de uma personagem lendária do mundo oriental, famosa pelas suas histórias curtas que misturam humor e sabedoria popular. O espectáculo está no Festival Off Avignon até 25 de Julho e fomos conversar com a actriz Valérie da Mota sobre a peça infantil que aborda temas como a liberdade de pensamento, a tolerância e o espírito crítico. Quem foi Nasreddine Hodja e por que é que as suas histórias continuam a ecoar com os dias de hoje e a serem transformadas em peças de teatro? Foi o que fomos perguntar a Valérie da Mota, actriz e fundadora da companhia de teatro Va Sano Productions, que está pela segunda vez no Festival Off Avignon, agora com a peça “Nasr et Dinn”. O espectáculo revisita o universo desta personagem lendária do mundo oriental, conhecida pelos seus contos morais e divertidos. Interpretada e encenada por Valérie Da Mota e Romans Suarez Pazos, a peça acompanha as aventuras de Nasr, de Dinn e do seu inseparável burro numa viagem repleta de encontros, questões inesperadas e respostas irreverentes. “Estas histórias ensinam-nos a liberdade, a liberdade de estar, a liberdade de crer. Para as crianças, é muito importante saber que você pode ser diferente e que não há nenhum problema, e também para os adultos. Estas histórias também falam da felicidade de estar aqui e não pensar sempre no dia de amanhã, e também falam da fé (...) Temos histórias que falam do poder, histórias que falam de dinheiro e histórias que falam da liberdade”, conta-nos Valérie da Mota, numa esplanada junto ao Collège de La Salle, onde é apresentada a peça “Nasr et Dinn” no âmbito do Festival Off Avignon. Há teatro, música ao vivo, desenho digital e muito humor neste trabalho que parte dos contos de Nasreddine Hodja para abordar temas universais como a liberdade de pensamento, a tolerância e o espírito crítico. “Eu acho que é importante trazer personagens que trazem esta ideia de liberdade, de tolerância, uma personagem também com muita ternura. E o riso que pode trazer sabedoria”, sublinha Valérie da Mota. Oiça a conversa neste programa. 

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 15 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 5:03


Seja um franqueado The Best Açaí:

Dia a dia com a Palavra
Onde encontrar a felicidade?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 1:23


Muita gente já escreveu sobre felicidade. Lembro de uma música que diz que felicidade é viver na companhia da pessoa amada. Será essa a verdadeira definição de felicidade?A felicidade parece algo pessoal demais. Significa que o que traz a felicidade pra mim pode não trazer pra você. De verdade, a felicidade tem esse aspecto personalizado. Mas também acho isso um perigo. Podemos nos tornar exigentes e insaciáveis.Veja o que está escrito no Salmo 84, no verso 4: "Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente."Para o salmista a felicidade é estar na casa do Senhor. Não pelo conforto ou por algum objeto que tenha lá. O salmista encontra felicidade lá porque é lá que ele sente e percebe a presença de Deus.Se a nossa felicidade está firmada em coisas, ficaremos infelizes se tais coisas se forem. Se a nossa felicidade está firmada em pessoas, também ficaremos infelizes quando as pessoas partirem.A única felicidade permanente e duradoura é aquela que está baseada em Deus. Ele não morre, não abandona, não decepciona.

Trip FM
Martine Grael: “Ter uma mulher no leme ainda mexe com o ego de muita gente”

Trip FM

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026


Uma das maiores velejadoras da história do país é agora a primeira mulher no comando de um dos superbarcos da chamada "Fórmula 1 da vela"

LendaCast
DYBBUK: A CAIXA AMALDIÇOADA E OUTROS MISTÉRIOS com Muita Brisa | LendaCast #308

LendaCast

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 202:15


Para matarmos a saudade do casal mais brisado da internet, hoje recebo Anita Borges e Fábio Jaques, do canal Muita Brisa para comentar as teorias mais misteriosas da internet.

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 05 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 2:23


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

Podcast Notícias - Agência Radioweb
Jogos da Copa: barulho excessivo assusta e pode prejudicar a saúde dos pets

Podcast Notícias - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 3:00


Muita gente reunida, gritando e cantando durante os jogos do Brasil. Foguetes, buzinas e festas nas ruas./ A gente pode gostar, mas cães e gatos não curtem nada essa algazarra e precisam de atenção redobrada nesses momentos.

Morgana Secco
Minha irmã vai morar em Londres? Ela ainda pensa em ter filhos aos 40 anos? | Respondendo perguntas

Morgana Secco

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 30:21


Minha irmã veio me visitar em Londres e vocês mandaram tanta pergunta na caixinha que a gente precisou de um vídeo inteiro para responder tudo, né?Ela tem 40 anos, mora no Brasil e não tem filhos e vocês tinham MUITA curiosidade sobre as escolhas dela. Será que ela vai largar tudo e vir morar em Londres? Ela ainda pensa em ter filhos? E como é ser irmã morando em continentes diferentes?A gente fala também sobre como mantemos nossa relação de irmãs com a distância, como ela se mantém próxima das meninas morando tão longe, nossas personalidades, se a gente briga (rs), nossas semelhanças e diferenças, e muito mais.LINK DO VÍDEO MENCIONADOhttps://youtu.be/Q76YYTBeHcURede SociaisYoutube:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ https://www.youtube.com/@MorganaSecco⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.instagram.com/morganasecco/⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Facebook: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.facebook.com/morganasecco⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Tiktok: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.tiktok.com/@morganasecco⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Twitter: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://twitter.com/morganasecco⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Threads: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.threads.net/@morganasecco⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠☀️ Meu curso O Essencial da Maternidade: https://morganasecco.com.br/essencialCanal do Schiller (Finanças):https://www.youtube.com/@LuizSchillerNewsletter GRATUITA: https://morganasecco.com.br/newsletterPara pesquisar atrações e atividades para ir em família baixe o app GRATUITO: https://apps.apple.com/no/app/minimap-app/id6446462630

Podcast JR Entrevista
Presidente do Conselho Nacional do Sesi projeta futuro com inovação e IA

Podcast JR Entrevista

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 30:50


O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (29) é o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Augusto Junior. À jornalista Lívia Veiga, ele falou sobre a trajetória de oito décadas da instituição, completadas em 2026, e como o Sesi se consolidou como um pilar fundamental para o desenvolvimento social e industrial do Brasil, alcançando 90% de reconhecimento entre a população.Segundo o gestor, o Sesi nasceu em 1946 para viabilizar direitos sociais básicos e, hoje, atua de forma complementar ao Estado para levar inovação e serviços essenciais onde o setor público enfrenta dificuldades.O destaque, na avaliação dele, é a metodologia Steam e a robótica, que servem como ferramentas de letramento tecnológico e organização curricular. “Nós acreditamos que o século 21 demanda uma nova educação, que muitas vezes o Estado tem muita dificuldade de trazer essa inovação. Nosso papel é apresentar inovações”, afirmou o entrevistado ao explicar como a robótica ajuda a trabalhar competências como matemática e trabalho em grupo.Na vertente social, a EJA (Educação de Jovens e Adultos) permanece como um “carro-chefe”, com o objetivo de elevar a escolaridade de quem foi afastado da escola. O presidente enfatizou a importância de levar o ensino até o local de trabalho.“Como é que eu faço para trazer a escola para esse mundo? [...] Nós estamos dentro das empresas, dentro dos canteiros de obra, nós estamos dentro dos presídios, nós estamos junto com os catadores.” A meta, segundo ele, é adaptar o ensino às demandas reais do trabalhador, integrando a educação básica à qualificação profissional.A saúde do trabalhador também passou por transformações, evoluindo do atendimento médico básico para a gestão de segurança e promoção de saúde preventiva.Com quase 1 milhão de vacinas aplicadas em parceria com o SUS no último ano, o Sesi agora foca em doenças crônicas e no bem-estar psíquico. “Estamos tendo que lidar agora com a questão da saúde mental, que é algo que sempre esteve presente, mas principalmente pós-pandemia, a gente viu um emergir muito mais relevante dessa questão”, destacou Junior.A inovação tecnológica, incluindo a Inteligência Artificial, já é uma realidade na gestão do Sesi, sendo utilizada para criar planos educacionais individualizados e expandir a telemedicina.Um exemplo citado foi a operação de saúde no Marajó, realizada via barco, com suporte de equipes em outras capitais. Para ele, a tecnologia deve ser usada para o bem comum. “A IA ajuda a gente sair da burocracia. Muita coisa que era burocracia, seja do professor, seja da área da saúde, faz com que isso seja acelerado”, afirmou.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

Conversa de Bolso - Fernando Galdi
Recebeu um dinheiro extra no orçamento? Saiba como investir!

Conversa de Bolso - Fernando Galdi

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 10:25


Nesta edição do “Conversa de Bolso”, o comentarista Felipe Storch traz como destaque o que fazer caso você receba um dinheiro extra, não programado no orçamento. Muita gente pode ficar em dúvida entre amortizar uma dívida ou investir o valor, por exemplo. Especialistas orientam que a decisão depende do custo de oportunidade, ou seja, de qual das opções oferece o maior benefício financeiro.

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 25 de Junho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 2:31


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

Assunto Nosso
A vida é curta demais para ser pequena

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 3:54


Cuidado: a vida é curta demais para ser pequena.E, para engrandecê-la, precisamos prestar atenção em duas armadilhas muito comuns.A primeira é viver apenas para o urgente e esquecer o importante. Muita gente dedica seus dias à carreira, ao dinheiro, às contas, aos compromissos. Tudo isso tem valor. Mas, quando o importante fica para depois, chega um momento em que o depois não existe mais.A segunda armadilha é confundir o fundamental com o essencial.Fundamental é aquilo que nos ajuda a viver. O trabalho é fundamental. O dinheiro é fundamental. A carreira é fundamental. São ferramentas, como uma escada que nos leva a algum lugar.Mas ninguém sobe uma escada para morar nela.O essencial é aquilo sem o qual a vida perde sentido. A amizade. A fraternidade. A lealdade. A liberdade. A fé. O amor. A integridade. A felicidade.O fundamental nos sustenta.O essencial nos completa.É o essencial que nos permite transbordar vida, repartir esperança, oferecer presença e cultivar relações que realmente importam.E para viver o essencial é preciso coragem.Não porque os corajosos não sintam medo.Mas porque coragem não é a ausência do medo.Coragem é seguir em frente apesar dele.E é justamente aí que entra a esperança.Como ensinava Paulo Freire, não a esperança do verbo esperar, mas a esperança do verbo esperançar.Esperançar é agir. É buscar. É construir. É acreditar que algo pode mudar e fazer a sua parte para que mude.Porque esperar é ficar parado.Esperançar é caminhar.Por isso, vale a pergunta: estamos dedicando nossa vida ao que é realmente importante? Estamos usando o fundamental para alcançar o essencial? Ou estamos ocupados demais para perceber aquilo que dá sentido à nossa existência?Afinal, tempo é, muitas vezes, uma questão de prioridade.E a vida, curta como é, merece mais do que urgências.Merece significado.Merece presença.Merece o essencial.E que hoje você encontre tempo para aquilo que realmente faz a vida valer a pena.

Arauto Repórter UNISC
A vida é curta demais para ser pequena

Arauto Repórter UNISC

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 3:54


Cuidado: a vida é curta demais para ser pequena.E, para engrandecê-la, precisamos prestar atenção em duas armadilhas muito comuns.A primeira é viver apenas para o urgente e esquecer o importante. Muita gente dedica seus dias à carreira, ao dinheiro, às contas, aos compromissos. Tudo isso tem valor. Mas, quando o importante fica para depois, chega um momento em que o depois não existe mais.A segunda armadilha é confundir o fundamental com o essencial.Fundamental é aquilo que nos ajuda a viver. O trabalho é fundamental. O dinheiro é fundamental. A carreira é fundamental. São ferramentas, como uma escada que nos leva a algum lugar.Mas ninguém sobe uma escada para morar nela.O essencial é aquilo sem o qual a vida perde sentido. A amizade. A fraternidade. A lealdade. A liberdade. A fé. O amor. A integridade. A felicidade.O fundamental nos sustenta.O essencial nos completa.É o essencial que nos permite transbordar vida, repartir esperança, oferecer presença e cultivar relações que realmente importam.E para viver o essencial é preciso coragem.Não porque os corajosos não sintam medo.Mas porque coragem não é a ausência do medo.Coragem é seguir em frente apesar dele.E é justamente aí que entra a esperança.Como ensinava Paulo Freire, não a esperança do verbo esperar, mas a esperança do verbo esperançar.Esperançar é agir. É buscar. É construir. É acreditar que algo pode mudar e fazer a sua parte para que mude.Porque esperar é ficar parado.Esperançar é caminhar.Por isso, vale a pergunta: estamos dedicando nossa vida ao que é realmente importante? Estamos usando o fundamental para alcançar o essencial? Ou estamos ocupados demais para perceber aquilo que dá sentido à nossa existência?Afinal, tempo é, muitas vezes, uma questão de prioridade.E a vida, curta como é, merece mais do que urgências.Merece significado.Merece presença.Merece o essencial.E que hoje você encontre tempo para aquilo que realmente faz a vida valer a pena.

Mikä meitä vaivaa?
Johdatus Kiinaan (Jakso 137)

Mikä meitä vaivaa?

Play Episode Listen Later Jun 24, 2026 123:51


Kiina on pinta-alaltaan Euroopan kokoinen. Siellä asuu kuudesosa ihmiskunnasta ja sen talouskasvu on mittakaavaltaan ja nopeudeltaan vailla vertailukohtaa. Silti lännessä Kiinasta puhutaan usein joko totalitaarisena monoliittina tai tähtisilmin ihasteltavana sosialismin mallina. Jaksossa väitetään molempia taipumuksia vastaan ja katsotaan, millainen maa Kiina oikeasti on. Nostoja: Kiinan tupakkamonopoli tuottaa 7 prosenttia valtion tuloista ja rahoittaa mm. tärkeitä siruhankkeita. Puoluevaltiokapitalismi tuotti sähköautovallankumouksen, ja tässä Eurooppa on jo hävinnyt pelin. Kiinassa vallitsee fragmentoitunut autoritarismi, eikä Peking pysty kontrolloimaan kaikkea. Kiina on yhtä aikaa maailman suurin saastuttaja ja maailman suurin päästöjen vähentäjä. Se on kapitalistinen poliisivaltio, joka kieltää ammattiliitot, vangitsee marxilaisia opiskelijoita ja tekee rikoksia ihmisyyttä vastaan Xinjiangissa. Samalla Kiinan nuoriso kieltäytyy työstä tangping-protesteissa ja pakottaa hallinnon purkamaan nollacovid-politiikkansa tyhjillä A4-arkeilla. Jakso alkaa henkilökohtaisista kokemuksista ja etenee mittakaavan konkretisoinnista Belt and Road -hankkeeseen sekä kiinalaisten työväenliikkeiden näkymättömään historiaan. Kiina-suosituksissa: Mari Manninen: Kiinalainen juttu Yu Hua: Kiina kymmenellä sanalla Hu Anyan: Pikalähettinä Pekingissä Kiina-ilmiöt-uutiskirje (kiinailmiot.substack.com) Sinica Podcast Adam Toozen podcast (Ones and Tooze) ja substack (Chartbook) Sami Sillanpää: Kiina-ilmiöitä Muita jaksossa mainittuja asioita: Ching Kwan Lee: The Specter of Global China https://www.nytimes.com/2026/05/27/business/china-smoking-economy.html https://yle.fi/a/74-20222577 https://adamtooze.substack.com/p/chartbook-450-modern-growth-surges Tue podcastia: patreon.com/mikameitavaivaa Tilaa KU: ku.fi/tilaa

Comentário Final com Ricardo Spinosa
COMENTÁRIO FINAL RS: Honestidade e muita humildade!

Comentário Final com Ricardo Spinosa

Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 3:30


No Comentário Final de hoje, o Dr. Assad destaca a emocionante história de Ivanilde Cardoso, que encontrou um cheque de R$ 36 mil e fez questão de localizar o proprietário para devolvê-lo. Mesmo enfrentando dificuldades financeiras, ela recusou qualquer recompensa e deu um exemplo de honestidade, humildade e valores que ajudam a renovar a confiança nas pessoas.#honestidade #humildade #FranciscoBeltrão #exemplodevida #boasnotícias

Hora do Texugo
Já Sei Que O Filme É Ruim - Hora do Texugo 259

Hora do Texugo

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 135:42


Não vi e não gostarei! Tem filme que você nem precisa assistir porque já sabe que é uma merda!Tem aquele ator lá, foi feito por aquele diretor, naquele estúdio e é sobre aquele tema…Na vida adulta nós deixamos de viver o sonho comunista de viver a arte em sua plenitude e nos damos o direito de valorizar nosso tempo e não assistir qualquer coisa que cheire a merda.Nós vamos discutir o que nos faz desistir de um filme sem nem tentar, agora, tanto faz...Ouça esse episódio e deixe seu pitaco lá no nosso grupo de Telegram sobre o que te afasta de um film, e faça parte da maior rede de comentaristas freestyle da internê.Entra também lá no nosso Instagram, por que não??Nesse episódio:Patinação no tema;Mulheres em carros;É tudo Homem-Aranha;Três conchadas de Venom; Palavrão pra quê?A quem interessa caçar uma aranha?Um brother Ryan;Qual a duração de um filme ruim?Atores da sarjeta;Críticas nada veladas de mentes nada brilhantes;Paulo Cursinoverso;O resgate do Soldado Amaro;Participação especial de galhofa;Filme de bicho grande;Processando bichos rancorosos;Novo filme de anaconda com prostitutas e Jack Black;Velozes e Furiosos de dinossauro;Doidinho por método;Jared meets Nick;Bombeiro de bigode em Miami;Mentiras pederastas da roça;Tramando o meteoro na porrada;Quem se importa com mundo rosa?Tem que ser um cônico;Muita moral e poucos nãos;Adam Sandler imitando Hassum;Você tem cara de quem gosta de Tron;Jogando com o pé;Todo ano um novo morador do mal;O grande documentário branco;O pulo do ursinho;Dark romance vem aí;Um dia vamos todos adoecer;Um remédio pra senhora diretora;Monólogos adolescentes;Luigi bobo de tudo;Paumolescência ideológica;Nino tocava bongô? Zurrando em hollywood;Quem riu do anão?Pinóquio é um zumbi de madeira?... e muito, mas muito mais!!!Host: Scheid-o-CEO.Bancada: Farinhaki, Punk Willians, Roqueiro Caio, Meu Irmão Michell e General Maciel.

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 14 de Junho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 1:20


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

Movimento RPG
Nights Black agents - Ecos Do Movimento #005

Movimento RPG

Play Episode Listen Later Jun 13, 2026 3:52


Night's Black Agents ECOSJunte-se a nós na batalha contra as hordas vampirescas do mal. Muita ação, mistério e tensão. Episódio inspiradissimo no Night's Black Agents, pela editora New Order no Brasil. Roteiro: Túlio CarneiroVozes:Túlio Carneiro : Túlio - Chefe de operações secretas anti vampirescas Carla: Agente rebeldeMine: caça vampiros juniorNani: caça vampiros mestre#Night'sBlackAgents #espiões #caça-vampiros

CAION Treino
O QUE UMA MULHER DE 47 E OUTRA DE 59 TÊM QUE MUITA GENTE DE 30 NÃO TEM | CAIONCAST #33

CAION Treino

Play Episode Listen Later Jun 13, 2026 79:22


Futebol no Mundo
Futebol no Mundo #576: Brasil x Marrocos, CR7 sob pressão e muita bola rolando

Futebol no Mundo

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 90:13


A COPA COMEÇOU!!! O Futebol no Mundo chega para conversar sobre tudo do torneio! Vamos falar muito sobre a seleção brasileira e estreia contra o Marrocos e claro, vamos comentar muito todos os jogos do Mundial. Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

NerdCast
NerdCast 1033 - Spider-Noir: Sem Poderes, Sem Responsabilidade

NerdCast

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 93:37


Lambda lambda HOO-CHA-CHA, nerds! É hora de mergulharmos em sombras, chapéus, intrigas e muita, mas MUITA fumaça de cigarro com SPIDER-NOIR!  Neste NerdCast, Mr. Alottoni, Carlos Voltor, LOAD, Lady Katiucha e Capo Azaghal falam sobre o sonho nerd de Nicolas Cage, na primeira temporada da série que finalmente colocou o maior ator do mundo como o super-herói mais estiloso e irresponsável ever! Afinal, você assistiu em Preto e Branco, ou da maneira ERRADA?! NerdStore Estampa Sr. K: "Não é o ideal, mas acontece!" e outros produtos maneiríssimos do universo Jovem Nerd disponíveis na Lolja: https://jovemnerd.short.gy/nerdstore_srk CITADO NA LEITURA DE E-MAILS Tormenta: Expedição Escarlate - Apoie o financiamento coletivo até 10 DE JUNHO DE 2026: https://www.catarse.com.br/expedicaoescarlate O Mundo Em Xeque - Lançamento do livro do Filipe Figueiredo (Nerdologia, Xadrez Verbal) em 9 DE JUNHO, às 19h, na Drummond Livraria (Conjunto Nacional - São Paulo). Canal da ouvinte Laís Kawaata no YouTube: https://www.youtube.com/@laiskawaata CONFIRA OS OUTROS CANAIS DO JOVEM NERD E-MAILS Mande suas críticas, elogios, sugestões e caneladas para nerdcast@jovemnerd.com.br APP JOVEM NERD: Google Play Store | Apple App Store ARTE DA VITRINE: Randall Random Baixe a versão Wallpaper da vitrine EDIÇÃO COMPLETA POR RADIOFOBIA PODCAST E MULTIMÍDIA Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

BEN-YUR Podcast
talvez meus haters conheçam uma versão minha que eu não conheço

BEN-YUR Podcast

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 90:21


Cheguei do Rio faz pouco tempo. Dirigi umas oito horas e cheguei em casa de madrugada com o cachorro doente. Não dormi quase nada. Mas achei que seria bom sentar aqui um pouco e falar com vocês, sem muita cerimônia, como quem puxa uma cadeira num café no meio da tarde. Muita coisa tem acontecido. Teve o papo com o Mutarelli que mexeu bastante comigo e, pelo visto, com ele também. É raro encontrar alguém que ainda consiga ser brutalmente sincero hoje em dia. Sem performance. Só sendo. Também tive uma experiência bem profunda esses dias. Fui na casa de um fã do programa que eu não conhecia e acabei usando DMT. Foi uma coisa visual, um labirinto de cores, mas principalmente uma sensação de paz que eu não sentia faz tempo. Parecia que tinham lavado meu cérebro. A gente fica tão distraído com bobeira de rede social que esquece que esses lugares existem dentro da gente. O canal está num momento doido. Estou tentando entender o ritmo de tudo, equilibrando o Cigacasts, o Cineyur e essas lives. Fico feliz que vocês estejam por aqui acompanhando esse processo de reconstrução. Falamos também sobre música, fracasso, internet, tarô, ego e outras coisas que provavelmente nem estavam planejadas quando a live começou. Obrigado por estarem aqui.

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz
“Posso chocar muita gente, mas estou de acordo com a proposta do Governo sobre o trabalho social da PSU” e as intervenções de Pedro “passou-se” Coelho

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 25:43


Miguel Sousa Tavares comenta a mais recente proposta de Montenegro que funde várias prestações sociais numa única, com novas obrigações de trabalho social, "quem não cria hábitos de trabalho, dificilmente vai gostar de trabalhar". Analisa ainda as consequências da saída de imigrantes do país, "quem é que os vai substituir?", o caos "impensável" no aeroporto de Lisboa, a falta de reformas do Governo e as criticas de Passos Coelho: "Uma pessoa que geriu tão bem o silêncio, deu cabo dessa imagem". Falamos das Praias, na Arrábida e não só, "Só espero que não se transformem numa batalha campal" e acabamos a falar de Trump que se terá enfurecido com o amigo israelitaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Inteligência para a sua vida
#1528: NUNCA VIVI ISSO

Inteligência para a sua vida

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 14:03


Muita gente quer saber como sair da situação em que está, mas nunca parou para identificar o que realmente a colocou naquele problema.E entre a ansiedade pelo futuro e as distrações do presente, perde a oportunidade de mudar.Quem insiste em ignorar a causa continuará colecionando consequências.Assista ao vídeo e descubra por que algumas pessoas permanecem presas aos mesmos problemas — e qual é o primeiro passo para finalmente mudar de vida. Se este vídeo lhe ajudou, compartilhe para ajudar mais pessoas.

Inteligência Ltda.
SAÚDE GARANTIDA: MUITA PAZ NO CORAÇÃO - Bom dia, Jesus! 141/365 (2026)

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later May 21, 2026 6:13


O “BOM DIA, JESUS” é um devocional diário do Inteligência LTDA. para você começar o dia com a benção de Deus.LUIZ SAYÃO, pastor, mestre em Hebraico, teólogo e iluminado, traz palavras de sabedoria e reflexão para que o dia se inicie de uma maneira positiva e cheio de esperança, preparando você para enfrentar todos os obstáculos que cruzam o seu caminho.Todos os dias, às 6 da manhã.

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 12 de Maio

#DNACAST

Play Episode Listen Later May 12, 2026 5:46


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

Inteligência para a sua vida
#1522: ACHE O CERTO, SIGA FAZENDO — E VAI DAR CERTO

Inteligência para a sua vida

Play Episode Listen Later May 12, 2026 13:27


É fácil fazer o certo quando tudo vai bem.Difícil é continuar depois da frustração, da queda ou da demora. A Bíblia diz: “Não nos cansemos de fazer o bem.” Porque continuar firme exige mais do que emoção. Exige decisão. Muita gente começa. Poucos permanecem. Não pare no meio do processo.Assista ao vídeo e descubra o segredo para perseverar até o fim.Se este vídeo lhe ajudou, compartilhe para ajudar mais pessoas.

Rádio Comercial - Já se faz Tarde
As pessoas gastam muita água a pensar no dia de amanhã

Rádio Comercial - Já se faz Tarde

Play Episode Listen Later May 5, 2026 16:23


Com Joana Azevedo e Diogo Beja

Kiwicast - O Podcast da Kiwify
Quando Eu Priorizei Influenciadores Pelo Youtube o Jogo Virou | Helen Almeida | Kiwicast #682

Kiwicast - O Podcast da Kiwify

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 54:07


No episódio de hoje do Kiwicast, recebemos Helen Almeida para uma conversa sobre o que realmente está funcionando hoje no mercado de influenciadores e o que já não entrega mais o mesmo resultado.Muita gente ainda acredita que, para vender com influenciadores, basta olhar número de seguidores. Mas, na prática, o mercado ficou mais criterioso e hoje existem outros fatores que fazem toda diferença na hora de analisar um perfil, escolher um influenciador e transformar audiência em venda.Com mais de 2 milhões de reais faturados usando essa estratégia, Helen compartilha sua visão sobre como esse mercado mudou, quais sinais importam de verdade na análise de um influenciador e por que ela passou a olhar com mais atenção para criadores do YouTube.No Kiwicast, ela falou sobre:• O que ainda funciona no mercado de influenciadores• O que não funciona mais como antes• Por que número de seguidores não é o único critério• Como analisar melhor um influenciador antes de contratar• Por que o público do YouTube pode gerar mais confiança e conversãoAprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify

Café Belgrado
REVOLUÇÃO ANTITANK + MUITA DELONGA E MUITO PLAYOFF

Café Belgrado

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 87:52


Assine o conteúdo exclusivo do Café Belgrado: www.cafebelgrado.com.br

Caio Carneiro - Podcast Fod*
TEM MUITA GENTE BOA SE ACHANDO RUIM (A MENTIRA DA INTERNET)

Caio Carneiro - Podcast Fod*

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 13:15


Tem muita gente incrível se achando ruim por causa de um monte de gente ruim que se acha incrível na internet! Neste episódio do "Entra Pra Rachar", Caio Carneiro traz um choque de realidade sobre autoestima, rótulos e a armadilha da comparação. Siga o ENTRA PRA RACHAR no Instagram: https://www.instagram.com/entraprarachar/Você já sentiu que não é bom o suficiente ao olhar o sucesso dos outros nas redes sociais? Esse é o perigo da "autoimagem contaminada". Muitas vezes, aceitamos rótulos negativos e esquecemos que estamos comparando o nosso pior bastidor com o melhor palco (e muitas vezes editado) de outra pessoa.

Gregario Cycling
RADIO - Pogacar mostra quem manda

Gregario Cycling

Play Episode Listen Later Apr 26, 2026 69:12


A sensação veio forte. Paul Seixas é enorme, mas Pogacar ainda está em outro patamar. Mais uma Monumento na conta do maior ciclista da atualiadade. 13 e contando...Demi Vollering também dominou no feminino e segue o ano espetacular da FDJ. Muita resenha e um episódio imperdível do RADIO, que traz a 4ª Monumento do ano e muito mais. Esse episódio é um oferecimento de Fabio.naEstrada. Viva o melhor do ciclismo como Fabio.naEstrada.

DW em Português para África | Deutsche Welle
Praça Pública - 15 de Abril de 2026

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 19:59


Muita procura e pouca oferta: falta de combustíveis nas bombas provoca caos na capital moçambicana, Maputo, com motoristas a enfrentarem longas filas.

Tribo Forte Podcast: Saúde. Boa Forma. Estilo De Vida!
TF Extra #547 - Aprender Sobre “Carboidratos Mortos” Enxugou 6.4kg em 30 Dias

Tribo Forte Podcast: Saúde. Boa Forma. Estilo De Vida!

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 12:24


Muita gente ainda acha que carboidratos engordam mas estão comendo algo que é muito pior e que realmente pode acelerar o ganho de gordura..., enquanto outros que já entendem o que isso é, estão eliminando bastante peso e enxugando vários centímetros de barriga em questão de poucas semanas...    Neste vídeo eu vou te contar sobre a teoria dos “carboidratos mortos”, vou te mostrar como identificá-los facilmente e ainda te mostrar como substituí-los corretamente porque isso pode ser a chave para resolver o peso, gulas e o “vício” por porcarias que ainda te aterrorizam e ainda por fim te passar talvez a dica mais valiosa de todas que torna o ganho de peso quase impossível enquanto você faz isso...  

Aprenda Inglês com música
Como pronunciar a palavra LONELY?#reviewaicm

Aprenda Inglês com música

Play Episode Listen Later Apr 11, 2026 1:40


Se você já ouviu a aula com a música "Call Me", já sabe :) Se ainda não, está perdendo MUITA coisa!! (A aula #285 completa está aqui no podcast). Quer dar aquele up no seu inglês com a Teacher Milena ?

Caio Carneiro - Podcast Fod*
RESOLVA SEUS PROBLEMAS! (O melhor investimento para sua semana)

Caio Carneiro - Podcast Fod*

Play Episode Listen Later Apr 6, 2026 10:25


Muita gente foge dos problemas ou tenta "empurrá-los para baixo do tapete", mas a verdade é que o tamanho do seu sucesso é medido pelo tamanho dos desafios que você é capaz de resolver. Se os seus problemas hoje são maiores do que os de anos atrás, parabéns: isso significa que você está avançando!Caio Carneiro traz conceitos práticos como a técnica "Eat That Frog" (comece pelo mais difícil), explica a etimologia da palavra "Re-clamar" e o perigo da "anestesia da vítima".O que você vai aprender neste vídeo:✔️ Como identificar e atacar "Problemas Nível A".✔️ Por que ser um "para-raio" de problemas é, na verdade, um elogio à sua competência.✔️ A diferença entre aprender pelo amor (sabedoria) ou pela dor.✔️ Como impedir que problemas pequenos se tornem monstros imbatíveis.

Os Sócios Podcast
COMO GANNHAR DINHEIRO COM IMÓVEIS DE LEILÃO? | Os Sócios 291

Os Sócios Podcast

Play Episode Listen Later Apr 2, 2026 91:27


FAÇA SUA INSCRIÇÃO GRATUITA PARA O WORKSHOP ENRIQUEÇA COM LEILÕES: https://r.vocemaisrico.com/d92ec0248bESQUEÇA AS PLANILHAS COM O MYPROFIT - CUPOM: PERINI10 https://r.vocemaisrico.com/9b0b42ad70Se você pudesse comprar um imóvel por metade do preço, toparia aproveitar essa oportunidade? Muita gente sonha em investir em imóveis, mas esbarra nos altos preços, nas exigências dos financiamentos e na burocracia. O que poucos sabem é que existe um mercado paralelo — legal, acessível e pouco explorado — onde imóveis são vendidos com descontos que podem chegar a 50% ou mais. São casas, apartamentos e terrenos leiloados por bancos, pela Justiça ou por empresas que precisam se desfazer rapidamente de seus ativos.Afinal, é possível financiar um imóvel de leilão? Precisa ter muito dinheiro para começar? Onde encontrar boas oportunidades? Quais são os riscos reais? É possível ter boas margens de lucro ou também dá para sair no prejuízo? E como avaliar se uma oportunidade vale mesmo a pena?Para responder essas e outras perguntas, convidamos Priscila Perini para o episódio 249 do podcast Os Sócios.Falamos sobre como funciona o mercado de leilões na prática, os principais riscos para quem está começando, as diferenças entre leilões judiciais e extrajudiciais, a possibilidade de financiar imóveis, o uso do FGTS, os cuidados na análise jurídica e financeira de cada oportunidade e os erros que podem transformar uma boa compra em prejuízo.Ele será transmitido nesta quinta-feira (02/04), às 12h, no canal Os Sócios Podcast. Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperini Convidados: Priscila Perini @priscilaperini_

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer
Muita garganta, uma frase racista e um atentado falhado

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

Play Episode Listen Later Mar 28, 2026 50:18


A guerra ainda não acabou ou ainda não começou a sério? Trump, que continua a enviar tropas para a zona do Golfo Pérsico, diz que estão em curso negociações. Os iranianos respondem-lhe que não deve chamar acordo à sua derrota. De um lado e do outro não falta garganta. Isto, enquanto por cá se discutem lugares no Tribunal Constitucional - reclamados até por um partido que não gosta da Constituição. Também esteve na ordem do dia o cocktail molotov que não explodiu e que poderia ter provocado uma tragédia à frente do parlamento e o voto equivocado do PS aprovando uma reprimenda à deputada socialista que chamou racista ao deputado que a invectivou com uma frase racista. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os Sócios Podcast
COMO GUARDAR DINHEIRO, INVESTIR MELHOR E PLANEJAR A APOSENTADORIA | Os Sócios 290

Os Sócios Podcast

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 124:41


BAIXEI O APP DA GRÃO: https://grao.onelink.me/YOhl/qvtr0ge6TENHA UM PLANEJADOR FINANCEIRO: https://r.vocemaisrico.com/fb617bdb87ESQUEÇA AS PLANILHAS COM O MYPROFIT - CUPOM: PERINI10 https://r.vocemaisrico.com/9b0b42ad70ABRA SUA CONTA NA COINBASE, FAÇA SUA PRIMEIRA NEGOCIAÇÃO E GANHE R$ 20: https://r.vocemaisrico.com/46bbe90d2aVocê já percebeu como ganhar dinheiro e guardar dinheiro são duas habilidades completamente diferentes?Muita gente trabalha, se esforça, recebe salário e, ainda assim, termina o mês com a sensação de que não construiu quase nada. O problema, muitas vezes, não está apenas em quanto se ganha, mas em como se organiza a vida financeira, se investe e se pensa no longo prazo.Em um país marcado por juros altos, inflação recorrente e aposentadoria incerta, saber guardar dinheiro virou uma necessidade para quem quer construir mais liberdade e segurança no futuro.Mas a verdade é que poucas pessoas foram ensinadas a lidar bem com isso. Quase ninguém aprende de forma clara como montar uma reserva, investir melhor, evitar erros comuns e, principalmente, planejar uma aposentadoria digna sem depender exclusivamente do Estado.Para entender as armadilhas que impedem as pessoas de guardar dinheiro, investir melhor e planejar a aposentadoria, recebemos Leanderson Reis e Frederico Dinis, planejadores financeiros da Grão, no episódio 290 do podcast Os Sócios. Falaremos sobre os erros mais comuns na construção de patrimônio, as decisões que realmente fazem diferença no longo prazo, organização financeira, mentalidade, investimentos e muito mais.Ele será transmitido nesta quarta-feira (26/03), às 12h, no canal Os Sócios Podcast.Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperiniConvidados: Leanderson Reis @leandersonreis.cfp e Frederico Dinis @frederico.dinis

RapaduraCast
RapaduraCast 900 - O Fim do Nerd, A Ascensão do Otaku, o Tênis Verde de Cinema e 20 anos de podcast

RapaduraCast

Play Episode Listen Later Mar 22, 2026 107:13


Jurandir Filho, Rogério Montanare, Thiago Siqueira e Fernanda Schmölz celebram as 900 edições do RapaduraCast e os 20 anos de estrada! Muita coisa aconteceu, então nada melhor do que bater sobre o assunto que a gente mais fala: cultura pop. O que mudou nesses anos? Como o nerd saiu do ostracismo, virou protagonista e agora se tornou "mal visto"? Mudou tanto assim nesses últimos anos? O otaku é o novo nerd? Vale a pena colecionar coisas nerds em 2026? A febre das camisetas geeks passou?|| ASSINE O SALA VIP DO RAPADURACAST- Escute um podcast EXCLUSIVO do RapaduraCast toda semana! http://patreon.com/rapaduracast

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 17 de Março

#DNACAST

Play Episode Listen Later Mar 17, 2026 1:56


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar:https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

DIÁRIO DE BORDO
#1569 - Mande sua dick, fomos pro PS e I Love Dicks

DIÁRIO DE BORDO

Play Episode Listen Later Mar 10, 2026 29:13


Muita coisa sempre é muita coisa