Podcasts about conseguir

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Radio Bierzo
Como conseguir un helado de yogur según la receta del Ingeniero Cocinero

Radio Bierzo

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 8:39


Receta de helado de yogur a cargo de Pablo Fernandez, El Ingeniero Cocinero 

Uno TV Noticias
Cinco plantas que mantienen las cucarachas fuera de tu casa y son fáciles de conseguir

Uno TV Noticias

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 0:44


Las cucarachas son conductores de enfermedades como la salmonelosis, generalmente por medio de la comida, según el fideicomiso Pro Bosque de Chapultepec, el cual también dio a conocer cinco plantas que fungen como repelentes naturales de estos y otros insectos.

Rádio Cruz de Malta FM 89,9
Pavimentação da Rodovia dos Mineiros avança com definição da empresa responsável pela obra

Rádio Cruz de Malta FM 89,9

Play Episode Listen Later May 27, 2026 13:10


A pavimentação da Rodovia dos Mineiros, em Urussanga, deu mais um passo importante com a definição da empresa responsável pela execução da obra. A vencedora do processo licitatório foi a Confer Construtora Fernandes Ltda, de Criciúma, que apresentou proposta no valor de R$ 34.419.000,00. O projeto será executado em parceria entre a Prefeitura de Urussanga e o Governo de Santa Catarina, por meio do Programa Estrada Boa. A pavimentação contempla cerca de 7,9 quilômetros no trecho que liga o bairro Rio Carvão ao bairro Santana. O prazo previsto para conclusão da obra é de 18 meses, contados a partir da emissão da Ordem de Serviço, cuja data ainda será definida. Neste momento, a prefeitura segue com os trâmites para elaboração do contrato. Além da definição da empresa executora, o município também conduz paralelamente a licitação para contratação da empresa responsável pela fiscalização da obra. O investimento previsto no edital para este serviço é de R$ 2.995.585,99. Durante entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias desta quarta-feira (27), a prefeita de Urussanga, Stela Talamini, destacou que o município agora aguarda os próximos encaminhamentos junto ao Governo do Estado para o início efetivo dos trabalhos. Segundo ela, “aguardar o governador homologar a nível de estado e fazer então a entrega desses recursos, a partir da primeira medição pra que a gente possa realmente dizer a obra está acontecendo”. A prefeita afirmou ainda que o cronograma segue dentro do previsto e existe expectativa de que as máquinas iniciem os trabalhos já no começo de julho. “Temos prazos ainda muito curtos, caminhamos observando com muito zelo esses prazos, mas a gente acredita que vai dar tudo certo e até começo de julho as máquinas já estão no trecho”, declarou. Questionada sobre o início da obra antes do período eleitoral, Stela explicou que ainda existem etapas burocráticas importantes a serem concluídas. “Depois que sair a licitação do processo do edital que trata da fiscalização é que o governador então vai assinar esse documento pra que a gente realmente possa dizer que a obra está garantida”, ressaltou. A prefeita também destacou o esforço da equipe técnica da administração municipal para acelerar os processos necessários à viabilização da pavimentação. “Tudo o que dependeu de nós está sendo feito e num tempo bastante recorde”, afirmou. Entre os desafios enfrentados estiveram a obtenção das licenças ambientais e os processos de desapropriação. “Conseguir licença ambiental em pouco tempo, desapropriações que são quase 70 pessoas, foi uma tarefa árdua”, comentou. Stela Talamini fez questão de reconhecer o trabalho dos servidores municipais envolvidos no projeto. “Eu devo tudo isso principalmente aos servidores, que se dedicaram, que se debruçaram em cima disso”, disse. A chefe do Executivo municipal também reforçou que a Rodovia dos Mineiros se tornou prioridade da gestão desde o ano passado. “Elegemos isso, a Rodovia dos Mineiros, como a maior prioridade. Ela já se tornou uma prioridade no ano passado, quando abrimos mão de um recurso bastante importante, em torno de 15 milhões, e focamos na rodovia”, concluiu.

IBBP
QUEM É O SENHOR? O DEUS QUE NINGUÉM CONSEGUIRÁ IGNORAR

IBBP

Play Episode Listen Later May 25, 2026 67:22


NO LIMITE DO STRESS
O motivo de vc não conseguir dormir direito

NO LIMITE DO STRESS

Play Episode Listen Later May 24, 2026 23:10


7 COISAS IMPORTANTES:1 - AULÕES PARA RESOLVER ESSE BURNOUT AÍ:Aulão TENHO BURNOUT: E AGORA?E aulão ESTILO DE VIDA NO BURNOUTTodas as informações e links dos dois aulões aqui: https://abreai.com/auloesdaroberta2 - AGORA VAI: 30 DIAS PARA SAIR DA INÉRCIA E COMEÇAR A SE CUIDARAgora Vai: um programa com 30 tarefas diárias para te ajudar a sair da procrastinação e começar a colocar em prática um novo estilo de vida: https://tinyurl.com/4u9z2h95(obs: o Agora Vai pode ser comprado sozinho... mas se vc tem (ou vai comprar) o aulão Estilo de Vida no Burnout, ele estará lá, completo, como um presente meu pra vc)3 - DESCONTO E BENEFÍCIOS PARA ASSINAR O LOJONG:Assine o Lojong com TRINTA dias de teste gratuito e descontão (e pode parcelar em 12 vezes) usando esse link: ⁠https://lojongapp.com/af/ROBERTACARUSI⁠ (pagamento pela Hotmart);Ou vc pode usar o cupom ROBERTACARUSI, dentro do próprio app, se tiver Android. Mas, se vc tiver IOS, para usar o cupom dentro do app é preciso ir por esse link: https://lojongapp.com/convite4 – MANDE SEU DEPOIMENTO PARA O QUADRO “NÃO É SÓ COM VC”: https://abreai.com/depoimento5 - SE INSCREVA LÁ NO INSTAGRAM: @robertacarusi6 – CONHEÇA MEUS CANAIS NO YOUTUBE”- canal de vídeos: https://www.youtube.com/@robertacarusi1- canal de aulas: https://www.youtube.com/@RobertaCarusi37 - COMPRE MEUS LIVROS:- No Limite do Stress (2018): https://abreai.com/nolimite- Pequeno Manual do Burnout (2024): https://abreai.com/pequenomanualEspero que esse vídeo tenha te ajudado de alguma forma :)

Nadie Sabe Nada
Nadie Sabe Nada | T12x26 | El fin de la era pollo (La pollera)

Nadie Sabe Nada

Play Episode Listen Later May 23, 2026 53:38


Ep. 499: En este ‘Nadie Sabe Nada', Andreu Buenafuente y Berto Romero certifican el final de la era del pollo y la llegada del jabalí como nuevo animal totémico del programa. ¿Conseguirá el jabalí llegar tan lejos como lo ha hecho el pollo? Entre atragantamientos, robots perseguidores y bucles temporales, Andreu intenta hacer épica mientras Berto la desactiva sistemáticamente. Se habla de setas que provocan alucinaciones liliputienses, de por qué el arte antiguo enseñaba más culos que pollas y de si el baloncesto debería jugarse en el suelo (sí, suena extraño). El podcast vive uno de sus momentos más emocionantes con la intervención de Miguel Ríos y termina en el terreno habitual: mitología nórdica, uñas gigantes y una broma que no entiende absolutamente nadie. 

el fin conseguir arial la era pollo calibri verdana andreu berto miguel r berto romero andreu buenafuente nadie sabe nada calibri embeddedfont calibri msfontservice segoe ui web
Humor en la Cadena SER
Nadie Sabe Nada | T13x26 | El fin de la era pollo (La pollera)

Humor en la Cadena SER

Play Episode Listen Later May 23, 2026 53:38


Ep. 499: En este ‘Nadie Sabe Nada', Andreu Buenafuente y Berto Romero certifican el final de la era del pollo y la llegada del jabalí como nuevo animal totémico del programa. ¿Conseguirá el jabalí llegar tan lejos como lo ha hecho el pollo? Entre atragantamientos, robots perseguidores y bucles temporales, Andreu intenta hacer épica mientras Berto la desactiva sistemáticamente. Se habla de setas que provocan alucinaciones liliputienses, de por qué el arte antiguo enseñaba más culos que pollas y de si el baloncesto debería jugarse en el suelo (sí, suena extraño). El podcast vive uno de sus momentos más emocionantes con la intervención de Miguel Ríos y termina en el terreno habitual: mitología nórdica, uñas gigantes y una broma que no entiende absolutamente nadie. 

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Chega de Sentimentalismo
Chega de Sentimentalismo 65: A piranha mais perigosa do oeste

Chega de Sentimentalismo

Play Episode Listen Later May 22, 2026 29:10


Olá, jovens que aqui chegaram e passaram UMA HORA olhando para uma pixação talhada numa parede! Sejam muito bem-vindos a mais um Chega de Sentimentalismo, o podcast que pica, fatia, tritura e mata supostos traídores de Atena!Seja nosso apoiador: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/superamiches⁠Após uma passagem tão vertiginosa quanto esperar numa fila de lotérica depois que o sistema caiu na casa de Sagitário, nossos solapados heróis rumam a casa do cavaleiro do cabrito fatiador, Shura de Capricórnio! Mas, aparentemente, ele estava no toilet e eles passam direto…Porém, ainda com as calças na altura dos joelhos, Shura os alcança em seu quintal e um intenso combate se inicia! Shiryu se habilita pra apanhar nesse turno e agora o cancão vai piar, a jurupica vai poar e a ema vai gemer no campo do juremá!Mas o que Shiryu não sabe é que Shura não é apenas um exímio cagador, mas também um fatiador tão letal quanto uma Ginsu! Ele é capaz de cortar tênis, canos de metal, cavaleiros de Sagitário e bebês Athena sem perder o fio! A única saída de Shiryu seria trajar uma armadura de meias Vivarina, mas o Shun já estava usando todas e agora só resta ao cavaleiro de lombriga chinesa sair no braço e torcer pra seu escudo "indestrutível" aguentar dois tapas dessa vez! Conseguirá? (Óbvio que não, mas a gente finge que é mistério…)Então una-se a Hellbolha, Evandro e Godoka nesse combate mortal… pro Shiryu!Ouçam nossos outros podcasts no seu agregador favorito: Muta-Xhow, Pod-parker, Chega de Sentimentalismo, Arrepio na Nuca, Bem Amiches, Tela Credo.

Había una vez...Un cuento, un mito y una leyenda
776. Psyque y Cupido (Mito Greco Romano)

Había una vez...Un cuento, un mito y una leyenda

Play Episode Listen Later May 20, 2026 11:25


Hacer click aquí para enviar sus comentarios a este cuento.Juan David Betancur Fernandezelnarradororal@gmail.comHabía una vez, en un reino rodeado de acantilados y mares antiguos, una princesa llamada Psique. Su belleza no era común; no era de esas que alegran los ojos, sino de las que paralizan el corazón de aquellos insensatos que la ven. Los hombres cruzaban océanos solo para verla caminar, y cuando la observaban se olvidaban que era su deber llevar ofrendas a los templos de la mismísima Venus, la diosa del amor.Y ya saben cómo son los dioses... no perdonan el olvido y venus lo recordaria.Venus, envuelta en una furia de nubes doradas, llamó a su hijo, el travieso cupido (a quien muchos conocen como el dios del amor).Cuando el candoroso cupido llego esta le dijo "Hijo mío, toma tus flechas doradas. Busca a esa insolente mortal llamada psique y haz que se enamore perdidamente de la criatura más monstruosa, fea y vil que camine sobre la Tierra", El Amor voló hacia el palacio de la princesa dispuesto a cumplir la orden. Y entrando por una ventana de la torre donde la princesa dormía vio la vio allí placidamente durmiendo, y en ese preciso momento la luz de la luna iluminó su rostro de tal manera que el dios vio la belleza de la princesa en toda su magnitud y por esta razón sus nervios lo traicionaron.. Al sacar una de sus flechas, se herió accidentalmente el dedo con la punta de oro de su flecha y como consecuencia el sentimiento del amor se apodero de el. Puede parecer un contrasentido pero En ese microsegundo, el dios del amor quedó, por primera vez, completamente enamorado.Mientras tanto, el padre de Psique, preocupado porque nadie se atrevía a pedir la mano de su hija (la veían más como a una diosa que como a una esposa), consultó al Oráculo de Delfos. . El Oráculo de los dioses dictó una terrible profecía para su familia: “Lleven a la princesa a la cima de la montaña más alta, vestida de novia. Su esposo no es un hombre, sino un monstruo alado que devora vidas”.Con lágrimas de piedra, su familia la abandonó en la cumbre. Psique esperaba garras, colmillos y fuego. Sin embargo, lo que llegó fue Céfiro, el viento del oeste, que la levantó en un suspiro y la depositó suavemente en un valle escondido.Frente a ella se alzaba un palacio de cristal y oro. Al entrar, las mesas se llenaban solas de manjares y unas voces invisibles, hechas de pura brisa, le susurraban: “Bienvenida, reina. Todo lo que ves es tuyo”.Pero lo más extraño ocurría al caer la noche. En la oscuridad más absoluta, una presencia se deslizaba en su lecho. Sus manos eran cálidas, su voz era un poema y su ternura no tenía límites. No había monstruo allí; había un amante perfecto.Eso sí, él le impuso una única y severa regla:"Esposa mía, puedes tenerlo todo en este palacio. Pero jamás, jamás debes intentar ver mi rostro. Si me miras, me perderás para siempre".Durante meses, Psique fue feliz en esa penumbra llena de secretos. Pero la mente humana es frágil, y la envidia ajena es venenosa. Sus hermanas, celosas de su riqueza, la visitaron en secreto y sembraron la duda en su mente: “¿Y si duermes con una serpiente gigante que te devorará cuando te descuides? Esta noche, esconde una lámpara y un puñal. Cuando se duerma, míralo. Si es un monstruo, trácatelas, le cortas la cabeza”.Esa noche, el peso de la sospecha fue más fuerte que el amor. Esperó a que su esposo durmiera profundamente. Con manos temblorosas, encendió la lámpara de aceite y la acercó a la cama.El corazón casi se le sale del pecho. No había escamas ni colmillos. Allí descansaba el mismísimo dios cupido, con sus alas de plumas blancas y rosas, y sus rizos dorados esparcidos en la almohada. Psique, embelesada, se inclinó para admirarlo... y el destino cobró su precio.Una sola gota de aceite hirviendo resbaló de la lámpara y cayó sobre el hombro del dios.Amor abrió los ojos. Miró la lámpara, miró el puñal y, con los ojos llenos de una tristeza infinita, desplegó sus alas. Antes de perderse en la noche, sus palabras flotaron en el aire como una maldición:"El Amor no puede vivir donde no hay confianza".El palacio se desvaneció. Psique se encontró sola en un bosque espinoso, llorando su error. Pero el alma humana, cuando ama de verdad, es capaz de desafiar a los mismos cielos. Decidió buscar a su esposo, aunque tuviera que caminar hasta el fin del mundo.Fue a parar al templo de Venus, quien la recibió con una sonrisa cruel. Para recuperar a su hijo, la diosa le impuso cuatro tareas imposibles, cuatro misiones de cuento de hadas:Separar una montaña de granos mezclados antes del anochecer. (Psique lloró, pero un ejército de miles de hormigas, conmovidas, hicieron el trabajo por ella).Conseguir la lana de unas ovejas de oro salvajes que mataban a golpes. (Una caña del río le susurró al oído que esperara a que las ovejas durmieran para recoger la lana atrapada en los arbustos).Llenar una jarra con el agua negra del río Estigia, que brotaba de una roca custodiada por dragones. (El águila de Júpiter bajó del cielo, tomó la jarra con sus garras y le trajo el agua).Finalmente, Venus le pidió el castigo definitivo: Bajar al mismísimo Inframundo, el reino de los muertos, y pedirle a la reina Proserpina una cajita con un trozo de su belleza divina.Psique, usando su ingenio, sorteó al perro Cerbero de tres cabezas, pagó al barquero Caronte y logró regresar al mundo de los vivos con la caja en sus manos.Pero la curiosidad es una sombra que persigue a Psique. A pocos pasos de reencontrarse con su amor, pensó: “Si abro la caja y uso solo un toque de esta belleza divina, él me amará aún más”.Abrió la tapa. Pero dentro no había cosméticos ni hechizos de hermosura; había un sueño profundo, negro y estigio. Un humo denso la envolvió y Psique cayó desplomada en el camino, inmóvil, como una estatua de mármol. Había muerto en vida.Mientras tanto, en el Olimpo, la herida de cupido se había cerrado, y su deseo de ver a Psique era ya insoportable. Escapó por la ventana de su palacio y voló por los cielos hasta encontrar el cuerpo inerte de su esposa.Con infinita delicadeza, el dios retiró el sueño  de la muerte de los ojos de Psique, lo guardó de nuevo en la caja y, con la punta de una de sus flechas, le dio un tierno y suave pinchazo.Psique abrió los ojos y lo primero que vio fue la mirada brillante de su esposo.Cupido voló directo hacia Júpiter, el rey de los dioses, para suplicar su bendición. Júpiter, cansado de tanto drama divino, convocó a un gran consejo en el Olimpo. Mandó traer a Psique y le entregó una copa de cristal llena de ambrosía, el néctar de los dioses."Bebe, Psique", dijo el rey del Olimpo. "Hazte inmortal. Así, Amor jamás se separará de ti y vuestro lazo será eterno".Incluso Venus, al ver la valentía de la joven y saber que ahora era una diosa de pleno derecho, sonrió y la abrazó.Poco después, se celebró la boda más hermosa que los cielos hayan visto jamás. Con el tiempo, cupido el dios amory Psique tuvieron una hija, a la que llamaron Voluptas, que en el idioma de los mortales significa Placer.Y así, la mitología nos recuerda que el alma humana (que en griego se dice Psique) debe atravesar pruebas, perderse en la oscuridad y vencer sus propios miedos para, finalmente, fundirse en el abrazo eterno del Amor verdadero. 

Noticiário Nacional
04h Famílias continuam sem conseguir contactar portugueses detidos por Israel

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later May 20, 2026 7:15


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En BLU Jeans
¿Para conseguir trabajo se debe ser sincero?: En Blu Jeans, 18 de mayo de 2026

En BLU Jeans

Play Episode Listen Later May 18, 2026 154:12


En BLU Jeans Podcast - 2026-5-18 [00:00:00] 7:00 am - En BLU Jeans [01:00:00] 8:00 am - En BLU Jeans [02:00:01] 9:00 am - En BLU Jeans [03:00:01] 10:00 am - En BLU JeansSee omnystudio.com/listener for privacy information.

OPOSICIONES DE EDUCACIÓN
Los 7 apartados de la exposición que te ayudan a conseguir más puntos cuando te juegas la plaza

OPOSICIONES DE EDUCACIÓN

Play Episode Listen Later May 17, 2026 13:16


¿Cómo defender la programación didáctica en oposiciones para destacar de verdad ante el tribunal? En este vídeo te explico los 7 puntos clave que marcan la diferencia en una defensa oral: contextualización, atención a la diversidad, evaluación, metodología, introducción, conclusión y coherencia global del discurso. Porque la realidad es esta: la mayoría de opositores dicen cosas parecidas… pero muy pocos saben aterrizar, ejemplificar, conectar y defender con sentido cada apartado. Y ahí es donde se decide gran parte de la nota. Aquí vas a ver cómo aportar valor añadido en tu exposición, cómo hacer que tu defensa tenga más coherencia, más identidad docente y más fuerza comunicativa, y cómo evitar el error de sonar genérico ante un tribunal. En este vídeo aprenderás: Cómo defender mejor la contextualización. Cómo trabajar la atención a la diversidad de forma transversal. Cómo explicar una evaluación formativa con sentido. Qué decir en el apartado de metodología para diferenciarte. Cómo hacer una introducción potente y una conclusión memorable. Y sobre todo, cómo dar coherencia y sentido a toda tu defensa. ACCEDE A COMUNICA PARA PLAZA Si quieres llevar esto a otro nivel y tener una defensa mucho más sólida, clara, memorable y convincente, aquí puedes entrar al curso: https://www.diegofuentes.es/acceso/comunica-para-plaza Dentro de Comunica para Plaza tienes ayuda para mejorar: tu defensa oral tu programación tus unidades tu hilo conductor tu forma de comunicar ante el tribunal y la manera de convertir tus ideas en una exposición que realmente puntúe Si sientes que sabes mucho, pero no estás consiguiendo transmitirlo con seguridad, claridad y estructura, este curso está hecho para ti. Suscríbete al canal si estás preparando oposiciones docentes Aquí comparto contenido sobre: programación didáctica defensa oral unidades didácticas situaciones de aprendizaje metodología evaluación y estrategias reales para sacar plaza #oposicionesdocentes #programacióndidáctica #defensaoral #oposicionesmaestros #oposicionessecundaria #situacionesdeaprendizaje #evaluaciónformativa #atenciónaladiversidad #metodología #docentes

Emissão Especial
"Grande desafio será conseguir justificar descolagem ao PSD"

Emissão Especial

Play Episode Listen Later May 16, 2026 15:58


Deputado João Almeida quer evitar erros do passado e assume que CDS geriu mal período pós-2015. "Não podemos ter representatividade que tínhamos antes de existirem dois concorrentes no nosso espaço".See omnystudio.com/listener for privacy information.

El Despelote podcast
¿Qué Autógrafo Has Logrado Conseguir? — Con Rocky, La Burbu y El Giga #ElDespelote #LaNueva94

El Despelote podcast

Play Episode Listen Later May 15, 2026 10:53


Radio Sevilla
Se necesita 3.000 personas voluntarias para conseguir 200.000 kilos de alimentos

Radio Sevilla

Play Episode Listen Later May 14, 2026 2:40


Esta acción de la Gran Recogida de Primavera se desarrollará en más de 200 puntos de recogida en toda la provincia de Sevilla. En esta nueva edición, se volverán a combinar la recogida física de alimentos con donaciones económicas en línea de caja

RADIO PIRATA
Vender un riñón para conseguir un boleto (conciertos en México)

RADIO PIRATA

Play Episode Listen Later May 14, 2026 58:49


La problemática y los altos costos para asistir a conciertos en la actualidad y recordando los conciertos emblematicos a los asistimos.

Copymelo
Masterclass – Cómo INVESTIGAR como un PROFESIONAL

Copymelo

Play Episode Listen Later May 14, 2026 54:31


Conseguir tu primer cliente nunca es fácil… salvo que sepas cómo agitar tu teléfono móvil para tener ese resultado. ¿Hablamos? Pero antes, recuerda que, si todavía no te has apuntado, puedes unirte ahora mismo a la lista de correo Press Start y recibir cada día un nuevo consejo de ventas

¿Me pones?
Miguel Ángel y su mujer regalaron un jamón al invitado más divertido de su boda

¿Me pones?

Play Episode Listen Later May 13, 2026 3:28


La boda de Miguel Ángel fue una auténtica fiesta. Él y su ahora mujer asignaron el rol de capitán a un comensal de cada mesa. ¿Objetivo? Conseguir que se convirtiesen en los más animados del convite. La sorpresa llegó cuando anunciaron que el invitado que más la lise ganaría un jamón ibérico de bellota de 8 kilos. ¡No podéis hacer ni una idea de la que se lio! 

Rabino Avraham Stiefelmann
1392 Por que este profeta bíblico precisou ficar cego e manco para conseguir enxergar?

Rabino Avraham Stiefelmann

Play Episode Listen Later May 13, 2026 10:51


Patrocine uma aula e ajude a levar a Torá mais longe: shiurpix@gmail.com A aula explica que as deficiências físicas de Bilam (ser manco e cego de um olho) representavam sua falta de equilíbrio moral e a necessidade de preservação da visão espiritual. A lição central é que nossas limitações não são apenas falhas, mas oportunidades dadas por Hashem para enxergarmos a vida com mais profundidade e usarmos nossos talentos corretamente.

LA FOSA DEL RANCOR
LFDR 12x04 Análisis Maul Shadow Lord Episodios 7, 8, 9 y 10

LA FOSA DEL RANCOR

Play Episode Listen Later May 10, 2026 175:56


En este programa de La Fosa del Rancor analizamos el final de temporada de Maul: Shadow Lord, repasando los episodios que nos habían quedado pendientes:  Episodio 7: La llama del olvido. Episodio 8: El miedo que acecha. Episodio 9: Insólitos aliados. Episodio 10: El Señor Oscuro. Cuatro episodios que cierran una serie que ha conseguido algo muy difícil hoy en día: unir a fandom y crítica bajo un mismo consenso. Una producción con una factura técnica sublime, una dirección impecable, una banda sonora brutal y un tramo final sencillamente increíble, que nos deja con ganas desesperadas de más. Maul, Janix, Talon y la familia Lawson tendrán que afrontar su momento más oscuro. ¿Qué precio estamos dispuestos a pagar para sobrevivir? ¿Hasta dónde puede llegar alguien cuando el miedo lo consume todo? Porque en estos episodios descubriremos que, a veces, el enemigo de mi enemigo… es mi amigo. Los protagonistas se verán obligados a realizar una insólita alianza para intentar plantar cara a una fuerza imparable formada por Darth Vader, el Undécimo Hermano y Marrok, en un tramo final donde el canon pisa el acelerador y no deja respirar. Y sí… ha llegado el momento. Vader vs Maul. Aquella pregunta que muchos nos hicimos en 1999 por fin tiene respuesta. Durante años imaginamos este enfrentamiento imposible, debatimos quién merecía ocupar el lugar dominante del Lado Oscuro… y ahora el canon ha hablado. ¿Conseguirá la familia Lawson escapar de Janix de una pieza? Nos dejamos seducir por el Lado Oscuro para afrontar este desenlace… y queremos hacerlo junto a vosotros. Eso sí, sin olvidar nunca nuestra isla. Nuestro querido “Universo Expandido”. Ese rincón perdido en lo más profundo del Caribe, entre Melee Island y Phatt Island, a la derecha de Monkey Island, donde el almirante Thrawn sigue siendo EL GRAN ALMIRANTE. Y atentos, porque si quieres saber a qué mítico videojuego de la saga homenajea en varias ocasiones Maul durante este último arco… te lo contamos en el programa. Además, hablaremos de nuestras cábalas y teorías sobre las posibles claves de la futura temporada 2 de Shadow Lord, intentando descifrar hacia dónde puede dirigirse la historia tras este explosivo final. The Mandalorian & Grogu, May the 4th y Star Wars Celebration 2027. También hablamos de la futura Star Wars Celebration 2027 y de cómo fue la auténtica guerra galáctica para conseguir entradas el pasado 6 de mayo. Repasamos además la premiere celebrada en Madrid el pasado 30 de abril de la nueva película de la saga “The Mandalorian a Grogu”, donde varios miembros del podcast pudieron asistir al evento y ver los primeros 27 minutos de la película.  Sin spoilers, compartirán sus sensaciones y todo lo vivido en la alfombra verde. ¿Tiene lo que promete? ¿es un capítulo largo con presupuesto? Además, dedicaremos unos minutos a hablar del cada vez más inexistente "4 de mayo", el día de la Fuerza, que este año ha pasado prácticamente desapercibido. Más allá de un vídeo del abuelito Lucas y un montaje promocional con varios actores diciendo "Que la Fuerza te acompañe", la sensación general es que una fecha antes especial para el fandom ha tenido muy poco impacto galáctico. Grabado en la noche del 8 de mayo, montado y editado por Paco Villa. En este programa participan: Ferrán Lloret “El Arqueólogo”, Chema Mansilla, desde la revista 3DJuegos, más “Mansillita” que nunca. Y un saludo final de nuestro padrino, Jorge Foley. Todo ello dirigido, como siempre, en clave fosera de humor por la dupla Josemi y Paco Villa. Análisis, lore, Universo Expandido, humor, referencias, teorías… y seguramente alguna cosa que se nos haya escapado por el camino. Pero siempre desde el cariño, el respeto y la pasión que esta saga merece. Nos vemos la próxima semana desde la convención “Power of the Force” en Colonia, Alemania. Y poco después en las salas de los cines con “The Mandalorian and Grogu” a partir del 21 de mayo. Un podcast hecho por fans, para fans. Que la Fuerza os acompañe siempre. ♥ ¡Dale, Pacoto! ♥ Comunidad Únete al canal de WhatsApp de La Fosa del Rancor para seguir todas nuestras novedades. En LaTostadora.com puedes llevarte nuestro merchandising oficial. Síguenos en redes:  Twitter: @lafosadelrancor  Facebook: Fosa del Rancor  Instagram: @lafosadelrancor  YouTube: La Fosa del Rancor TV

Cuentos e Historias Infantiles
Los miedos de capitan Cacurcias

Cuentos e Historias Infantiles

Play Episode Listen Later May 9, 2026 7:42


El capitán Cacurcias se encontrará con el fantasma de los ojos azules, con un vampiro,. ¡y hasta con el hombre lobo! ¿Conseguirá superar sus miedos?Mi instagram: https://www.instagram.com/cuentos_e_historias_infantiles?igsh=MW82OGs2eDZ6MnRrZQ==Mi Facebook: https://www.facebook.com/share/1BaLjQVv7n/

Más de uno
La vida antes de las células (y qué podemos conseguir imitándola en un tubo de ensayo)

Más de uno

Play Episode Listen Later May 7, 2026 15:26


En Más de uno, Alberto Aparici convierte una supuesta clase de cocina en un viaje al origen de la vida. A partir de un misterioso cartel aparecido en su biblioteca, el divulgador científico explica junto a Begoña Gómez de la Fuente y Jorge Abad cómo surgió una de las teorías más influyentes sobre el nacimiento de la vida en la Tierra: los coacervados de Alexander Oparin. Entre calderos burbujeantes, océanos primitivos y química prebiótica, el programa explora cómo unas simples gotas de moléculas pudieron convertirse en el primer paso hacia las células y los seres vivos, con la ayuda del investigador Nishant Singh, experto en este tipo de estructuras.

Cinco continentes
Cinco Continentes - La carrera por conseguir el arma atómica

Cinco continentes

Play Episode Listen Later May 4, 2026 13:20


El nuevo libro del historiador y escritor británico Iain MacGregor, 'Los hombres de Hiroshima', explora la carrera por desarrollar la bomba atómica y el contexto del ataque nuclear en Japón en 1945.Escuchar audio

Indie vs Unicornio
#115 El Burnout que Los Founders No Confiesan, La Peor Decisión Corporativa de la Historia, Chile y Sus Unicornios Caídos, Musk vs Altman

Indie vs Unicornio

Play Episode Listen Later May 4, 2026 47:13


El episodio 115 llegó cargado de revelaciones, drama y debate sin filtro.ASML es la empresa holandesa que hace posible fabricar chips y por ende toda la AI moderna. Nació dentro de Philips, que la dejó ir sin entender lo que tenía. Hoy vale 20 veces más que su propia casa madre. La peor desinversión corporativa de la historia.También hablamos de la biografía no oficial de Anthropic: por qué Dario Amodei tiene todo para ganarle a Sam Altman, y una revelación que pocos conocen — ni los propios creadores de la AI saben cómo funcionan los neural networks por dentro. Son una caja negra total.El juicio oral entre Musk y Altman por OpenAI sigue avanzando con mails internos explosivos. Le dedicamos un episodio completo cuando haya más novedades.Analizamos Chile y su ecosistema sin filtro: Betterfly decepcionó, Notco enfrenta un mercado en caída libre y Buk es el único caso sólido. El diagnóstico: demasiado cómodos para arriesgar.Cerramos con el burnout de founders — por qué pasa y cómo evitarlo — y un caso real de empleados que robaron información propietaria y montaron una empresa competidora.__Muchas gracias a nuestro sponsor Amir por apoyar este episodio!Conseguir ventas es difícil, y acá lo sabemos muy bien. Ya sea que estés en modo indie intentando lanzar tu primer MVP, o buscando escalar como un unicornio, muy probablemente necesites una maquinaria de adquisición funcionando bien. Ahí es donde entra Amir. Él y su equipo te ayudan a lanzar y traccionar si recién estás en fase de lanzamiento, o a escalar de manera predecible si sos una marca consolidada. El servicio es 360 grados, desde optimizar tu sitio web para que convierta mejor hasta implementar estrategias de crecimiento orgánico y pauta publicitaria que realmente funcionen, con métricas claras a lo largo del proceso. Hay algunos cupos para consultorías sin costo esta semana, enviale un mail con el asunto "PODCAST INDIE" a amir@amirgomez.com y hacé crecer tu negocio.__

Tu dinero nunca duerme
TDND: Aplicar los mandamientos de Warren Buffet para conseguir resultados extraordinarios

Tu dinero nunca duerme

Play Episode Listen Later May 3, 2026 56:55


Abaco Capital revela su receta en 'Tu Dinero Nunca Duerme': rentabilidades del 8% con un "margen de seguridad" del 50% El programa de educación financiera de esRadio, Tu Dinero Nunca Duerme, ha contado esta semana con la participación de Pablo González, consejero delegado de Abaco Capital, y su director de inversiones, Fernando Romero. Junto a los colaboradores habituales Manuel Llamas, Domingo Soriano y Luis F. Quintero, los gestores han desgranado las claves del éxito de uno de sus vehículos estrella: el Abaco Global Value Opportunities. Luis F. Quintero ha destacado el extraordinario track record de este fondo mixto y flexible, que ha logrado una rentabilidad anualizada cercana al 8% desde su lanzamiento. Según Quintero, el vehículo cumple a rajatabla los mandamientos de Warren Buffett: "primero, no perder dinero; y segundo, no olvidarse del primero". Pablo González ha recordado que el fondo cuenta ya con casi 15 años de vida (se constituyó en 2008) y que, a pesar del paso del tiempo, la estrategia principal se ha mantenido inalterada: Foco en el largo plazo: La cartera está posicionada para obtener resultados consistentes en el tiempo. Small & Mid Caps: Selección de pequeñas y medianas compañías. Negocios de calidad: Búsqueda de empresas con fuertes ventajas competitivas y bien gestionadas.La importancia del equipo gestor Para Abaco Capital, la clave no solo reside en los números, sino en las personas que dirigen las empresas en las que invierten. "A los equipos gestores les damos cada vez más importancia", ha afirmado González. Buscan directivos que sean "buenos alocadores de capital", capaces de decidir si reinvierten la caja generada para crear valor o si la devuelven al accionista mediante dividendos o recompras. "Compramos en momentos en que el mercado pone en duda la valía de estas compañías y cotizan con un descuento muy significativo frente a su valor".El "margen de seguridad" como escudo Ante la pregunta de Manuel Llamas sobre el margen de seguridad necesario para entrar en una posición, Pablo González ha sido tajante: el mínimo exigido es del 30%. Sin embargo, la realidad de su cartera actual es todavía más conservadora (y ambiciosa). Descuento medio: Actualmente, los descuentos medios de la cartera de Abaco se sitúan cercanos al 50%. Tasa de descuento: Para estos cálculos utilizan una tasa del 10%, que es la rentabilidad mínima que exigen a sus inversiones a largo plazo. Con esta filosofía de prudencia y rigor en la valoración, Abaco Capital sigue demostrando que es posible obtener rentabilidades extraordinarias en productos mixtos sin renunciar a la protección del capital.

Noticias Mediodía
María Hernández: "Diez ministros de Sánchez salen a la calle para reclamarse a sí mismos derechos que su Gobierno no es capaz de conseguir"

Noticias Mediodía

Play Episode Listen Later May 1, 2026 1:23


María Hernández reflexiona en Noticias Mediodía sobre el 1 de mayo, día del Trabajador y primer día de campaña electoral de las elecciones de Andalucía.

Libertad Inmobiliaria
#106: Ex-Banqueros: Cómo conseguir la mejor Hipoteca en 2026 (con poco dinero)

Libertad Inmobiliaria

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 84:55


Hipotecas Libertad Inmobiliaria: https://libertadinmobiliaria.es/broker-hipotecario ¡Bienvenido al podcast de Libertad Inmobiliaria!

Oxigênio
#218 Rodrigo Alves: Bastidores e Futuro do Podcast

Oxigênio

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 44:35


No dia 25 de fevereiro de 2026, o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) teve a honra de receber a visita do jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, Rodrigo Alves, que ministrou uma oficina de podcast para os alunos da pós-graduação. Nesse episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina, em que ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva na produção jornalística em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e o futuro do gênero na produção jornalística. A entrevista foi comandada por dois integrantes da nossa equipe, a Lívia Mendes e o Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante para quem se interessa ou deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. [áudio Rodrigo Alves] Livia: Esse aí é o Rodrigo Alves, jornalista, apresentador e roteirista de podcasts narrativos, como o Vida de Jornalista. Você talvez já tenha ouvido a voz dele no episódio #202 aqui do Oxigênio ou em algum dos podcasts que ele apresenta. Em fevereiro, a gente teve o prazer de conhecer o Rodrigo pessoalmente, já que ele esteve aqui no Labjor pra ministrar uma oficina de podcast pros alunos da pós-graduação. Marcos: Neste episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina. Ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva a produtos em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e sobre o futuro do gênero na produção jornalística. Livia: A entrevista foi conduzida por mim, Lívia Mendes, Marcos: e por mim, Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante pra quem já conhece e pra quem deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. Então, continua com a gente e vem ouvir nosso bate-papo com o Rodrigo Alves. [Vinheta Oxigênio][música] Marcos: Bom, vou apresentar um pouco do Rodrigo. Como a gente já falou, ele é jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, que conta histórias e bastidores da profissão. É coordenador e roteirista dos podcasts Tramas Coloniais, Rio Memórias, Senado 200, Como Cobrir, e muitos outros. Editor da série No Rastro da Notícia, do podcast Jornalismo Sem Trégua, da Abraji. Desde 2021, ele se dedica exclusivamente à produção de jornalismo em áudio e a oferecer Oficinas de Podcasts. Antes de tudo isso, ele também foi comentarista de basquete no SporTV, repórter e editor em veículos como Globo Esporte e Jornal do Brasil. Cobriu desde eleições a Olimpíadas, até o Rock in Rio, e a gente vai falar um pouco sobre tudo isso com ele. Ah, também não podemos deixar de dizer que ele é fã de punk rock e torcedor do Fluminense. [música] Lívia: Eu queria destacar que ele participou de uma das nossas parcerias comemorativas de dez anos do podcast, lá no episódio #202, quem não ouviu pode procurar, que foi entrevista com a Sonia Bridi, um perfil lindíssimo, que ele comandou junto com a nossa coordenadora Simone Pallone. E, bom, a gente queria começar perguntando pro Rodrigo sobre a sua trajetória no áudio. A sua trajetória no jornalismo já é bastante sólida, né? Engraçado que várias pessoas, quando a gente compartilhou no Instagram que você viria aqui, visitar a gente no Labjor, lembraram de você como comentarista de basquete e disseram que adoraram. Além das coberturas de esporte, né? Como você conta lá na história do famigerado 7 a 1, Brasil e Alemanha, no segundo episódio do novo projeto, mas em que momento o áudio deixou de ser um projeto paralelo e se tornou uma dedicação exclusiva? Rodrigo: Ah, gente, primeiro obrigado pelo convite. Eu amo o Oxigênio, mas agora é diferente porque eu tô aqui presencialmente pra gente gravar. Então, foi um prazer fazer esse projeto em parceria, né, do episódio da Sônia Bridi, mas a gente fez no Rio de Janeiro e agora eu tô tendo a oportunidade de estar aqui pela primeira vez, conhecendo e tô amando. Então, poxa, obrigado demais. Eu gosto muito do Oxigênio que já tá nessa estrada aí há tanto tempo e acho que é super essencial. Então, obrigado demais. Rodrigo: E o áudio, assim, virou uma paixão desde não desde o início, né, quando eu comecei no jornalismo, porque eu trabalhei primeiro com o jornal impresso durante 8 anos e depois fui trabalhar na internet, trabalhei no site de esporte da Globo durante muito tempo. E aí no fim dessa trajetória na Globo eu trabalhei, como você falou, como comentarista de basquete. E isso é meio surreal mesmo porque de vez em quando alguém lembra assim, me vê assim,fala. Porque a televisão é impressionante, né? Tem um, mesmo sendo uma TV fechada, né? Eu trabalhei no SporTV, mas tem essa coisa meio, sei lá, um fascínio, né? Que eu acho super esquisito. Mas, enfim, é, foi super legal, foi uma experiência muito legal. E, e aí quando eu tava trabalhando como comentarista, eu já tava fazendo podcast. Então, o Vida de Jornalista, que é o meu primeiro projeto autoral em áudio, eu lancei em 2018. E nessa época eu ainda trabalhava no esporte da Globo, não era nem comentarista ainda, ainda tava trabalhando no site. Mas o áudio já era uma coisa que tava me fascinando, sabe? Eu queria começar a fazer jornalismo em áudio, mas era uma coisa ainda paralela com o meu trabalho. E eu fazia o Dois Pontos, que era um podcast de basquete também na Globo, que saiu 2 meses antes do Vida de Jornalista, quase ao mesmo tempo, que eu fazia com Rafael Roque, meu grande amigo que ainda trabalha lá. E aí ficava essa coisa meio paralela. E eu sempre ficava alimentando isso. Será que um dia vale a pena eu me dedicar só a isso, né? Sair do emprego, mas assim, é um emprego, né? Era um emprego na Globo, então tem toda aquela coisa de estabilidade, um salário, plano de saúde, você fica pensando essas coisas, mas o áudio estava muito e na época da pandemia eu tomei essa decisão de sair do emprego, ali na virada de 2020 para 2021, para me dedicar só à produção de áudio, não só ao Vida de Jornalista, mas fazer podcasts jornalísticos, narrativos. Então abri uma produtora, a Escuta Aqui e aí fui pegando assim um ou outro projeto que eu acreditava muito, que eu achava muito legal. E eu fiz o Rio Memórias, que é um podcast que eu fiz durante cinco temporadas e eu coordenava a produção e fazia os roteiros, não sou eu que apresento, é a Gabriela Montoni, historiadora. E fui fazendo outros, o Tramas Coloniais, enfim, foram aparecendo outros projetos. E em paralelo eu mantinha o Vida de Jornalista, como meu projeto pessoal, e agora em 2026 o Onde eu tava quando aquilo aconteceu, que é um projeto mais pessoal ainda, de histórias minhas pessoais e jeito de contar histórias, narrativa. Então, essa paixão pelo áudio, ela é antiga, mas eu passei a me dedicar mais a ela ali nessa virada de 2020 para 2021. Marcos: É, eu acho que uma próxima pergunta seria, então, para você comentar um pouquinho como foi essa transição pra você de sair de um espaço normalmente escrito, do jornalismo, para um em áudio. O que que muda na narrativa? Imagino que talvez o que você comentou agora de você poder contar uma coisa que é mais pessoal. Rodrigo: Eu acho que tem muito a ver com isso. Acho que podcast narrativo permite isso de você se colocar um pouco mais nas histórias, sabe? O jornalismo, às vezes, ele pede um rigor um pouco maior de, enfim, eu nem acho que o jornalismo necessariamente você tem que se afastar do assunto, acho que tem uma coisa de subjetividade que é interessante também e queajuda a gente a contar as histórias, mas, no podcast, você tem uma relação que eu acho que é mais um a um, sabe? É você e quem tá ouvindo. Eu, pelo menos, quando eu faço os roteiros, quando eu gravo as locuções, eu imagino que tem uma pessoa do outro lado me ouvindo e não falar assim para um público, sabe? Eu sei que tem um público ali, mas a narrativa é direta pra uma pessoa. Então, acho que ajuda você a pensar e se colocar um pouco mais, acho que cria uma interação ali melhor com a pessoa. Rodrigo: O que mudou pra mim foi talvez o jeito de escrever. Porque eu acho muito engraçado, às vezes as pessoas falam assim, você tem saudade de escrever? E na real, assim, eu nunca escrevi tanto na vida como eu escrevo hoje. Eu escrevo roteiros, podcasts são roteiros enormes e é texto, né? O Onde eu tava quando aquilo aconteceu é um exercício de roteiro pra parecer improvisado, mas eu tô lendo cada vírgula, assim, cada palavra, cada coisinha, então é tudo escrito, é tudo um trabalho de texto, que eu já tinha desde o início, né, como você falou, de trabalhar com o jornal impresso, no próprio site da Globo, trabalhava muito com texto também. Mas é um pouco diferente, sabe? Eu acho que o podcast dá um pouco mais de liberdade que no jornalismo tradicional você até consegue de vez em quando fazer, principalmente nesses projetos autorais, né? Porque aí não tem um chefe assim para falar: “Rodrigo, faz assim, faz assado”. Eu vou fazendo do meu jeito e a minha resposta é na minha cabeça mesmo. Isso tem um lado ruim, que é você não poder virar pro lado e falar: “Pô, dá uma olhada aqui no texto que eu fiz, vê o que que você acha, né? Dá uma olhada”. Quem vai ouvir é o público quando sair, né? Eu faço tudo sozinho. Mas, também tem um lado bom que é uma liberdade criativa que acho que não tem preço. Então, acho que nesse caso é isso. Mas, eu escrevo muito e gosto muito de escrever. Eu amo texto. Acho que são textos com características diferentes, mas que me dão o mesmo prazer, sabe? Marcos: Sim, sim, com certeza. Imagino que o saber também produzir um texto, um roteiro muito bom, seja um primeiro passo essencial pra você realmente ter um podcast legal. Rodrigo: É, claro que assim, a produção de podcast passa por várias etapas. Então, sei lá, às vezes a pessoa pode não ser do texto, mas vai fazer a locução ou vai fazer uma entrevista, vai fazer produção, vai editar. Tem várias etapas ali que eu acho que são importantes. A que eu mais gosto é o texto, é o roteiro, é o que me dá mais prazer de fazer, é o que me deixa mais, sei lá, mergulhado ali na coisa, sabe? É uma hora em que você pega a sua apuração ou a sua entrevista ou o que quer que seja que você fez e agora eu vou fazer o roteiro. Então, como que eu vou contar essa história que eu já tenho aqui. Como é que eu vou embalar? Como é que vai ser a embalagem dela pra entregar para quem vai ouvir? E aí eu posso fazer do jeito que eu achar melhor. Então é um momento de botar a criatividade pra jogo ali. Então, pra mim funciona muito bem. É o momento que eu mais gosto de fazer. Mas, não é o único, claro, né? No caso do Vida, do Onde eu tava eu faço todas as etapas. Então, também gosto de editar, de entrevistar, mas a hora de sentar o bumbum na cadeira ali para escrever o texto é uma hora que eu gosto muito assim. Lívia: E eu acho impressionante que os roteiros que você escreve ficam muito na linguagem falada, né? Isso acho que é a maior dificuldade. A gente aqui do Oxigênio, que trabalha também com podcast roteirizado, né? Essa dificuldade em fazer com que o roteiro seja palatável ali na linguagem. Você teria alguma dica? Rodrigo: É, tem uma dificuldade mesmo assim, eu acho que isso é prática, eu levei um tempo assim para conseguir ficar mais confortável nisso, sabe? Porque quando você pega um roteiro que eu faço de podcast narrativo, ele como texto escrito, ele não faz sentido assim. Se você publicar como uma reportagem, né? Ou sei lá, uma newsletter, ele não vai fazer muito sentido, ele tem que ter uma adaptação, porque ele é feito para funcionar na voz, para funcionar falado. E, aí assim, tem alguns truques, né, que a gente vai aprendendo. Por exemplo, eu faço muito o truque de escrever falando. Então eu tô escrevendo e tô falando a frase em voz alta, do que eu tô escrevendo, para ver se aquilo vai soar bem e ah, não soa bem, então eu volto no texto, dou uma mexida e dou uma ajeitada ali. Então, isso é uma coisa. E algumas coisas, no jornalismo que a gente tem muito cuidado, como regra gramatical, né, de escrever tudo na linguagem corretinha. No áudio, a gente pode abandonar um pouco isso, sabe? Então, até o jeito de falar as palavras, né? No áudio, quando a gente tá conversando, tipo, como a gente tá aqui agora, a gente não fala “para fazer”, a gente fala “pra fazer”, né? Eu não falo “eu estou aqui no Labjor”, falo “eu tô aqui, eu tava aqui”. Então, tudo isso você pode transferir pro texto, né, e deixar o seu texto desse jeito mais falado, assim, mais conversado. E uma coisa que eu acho que funciona bem também para o texto ficar com essa cara de falado, é você ter uma liberdade pra bagunçar o roteiro no sentido de marcar coisas. Então, por exemplo, bota uma palavra grifada quando você quer dar mais ênfase, quebra a linha, bota os parágrafos separados para você dar uma parada e dar uma respirada. Então, você pode mexer o texto de roteiro de podcast ou de qualquer roteiro não é um território sagrado, sabe? Que tem que ficar ali pra depois você botar num quadro, na parede. Não, ele é pra funcionar pra voz. Então, ele tem que ficar confortável pra quem vai ler e quem vai fazer a locução. Rodrigo: Acontece muito também de eu escrever pra outras pessoas, né? Tipo, o Rio Memórias, o Tramas Coloniais são podcasts que não sou eu que apresento. E eu faço o roteiro, então, eu tenho que escrever para uma outra pessoa gravar. E aí é mais difícil ainda, porque você tem que pegar o jeito da outra pessoa falar. E aí como é que você faz isso? Isso tem que ter uma prática ali, né? Até você entender como é que aquele texto vai caber na voz daquela pessoa. Não é simples, mas é um trabalho que eu acho muito gostoso de fazer, de tentar chegar nesse nível. E o Onde eu tava quando aquilo aconteceu é o projeto em que eu mais estiquei essa corda até hoje, cada roteiro, o primeiro episódio, por exemplo, o roteiro teve 10 versões, exatamente 10 versões. Eu escrevia e depois voltava nele, deixava mais falado, mais falado, mais falado, mais falado. Aí eu fui gravar, aí gravei o primeiro, editei, montei com a música e tal, joguei fora. Achei que não ficou falado o suficiente, conversado o suficiente. Aí ele teve três versões até ir para o ar do episódio inteiro. Então, eu vou puxando mesmo para ficar como se eu tivesse de fato contando uma história pra alguém, como eu estou conversando aqui com vocês. Aqui eu não tô lendo nada, né? A gente tá trocando uma ideia. Eu quero que esse projeto seja assim. E o maior elogio é quando alguém vem falar: “Nossa, mas é escrito, nem parece que você tá lendo”. E aí eu amo quando alguém fala isso, porque a ideia é exatamente essa. Lívia: É, isso que você falou do texto sacralizado, né? Eu que venho da área acadêmica, foi a minha maior dificuldade, assim, né? Porque você fica ali presa, de você quebrar parágrafo e deixar as palavras enfatizadas, né? Então tem essa diferença. Rodrigo: Dá um medinho de ficar mexendo no texto, né? Vou bagunçar esse texto todo, mas é isso, pode bagunçar, não tem problema. Marcos: Eu acho que isso é uma questão até para o podcast Oxigênio, porque em grande parte ele também é feito por cientistas da academia, que não tiveram tantas experiências. Então para a gente isso é riquíssimo. Rodrigo: Mas é um exercício, né? A gente vai pegando com o tempo e vai, enfim, ajustando coisas e, também, assim, cada um tem o seu estilo, sabe? Acho que tem podcasts até jornalísticos, narrativos, que tem uma pegada um pouco mais formal e que tem uma fala um pouco mais jornalística, que não é necessariamente cem por cento conversada e que funciona bem também. Então, acho que tem espaço pra todo mundo. Os que eu faço vão mais para essa linha da conversa, mas tem podcasts, você pega, por exemplo, um Projeto Humanos, né, que é um podcast muito conhecido, muito famoso, de muita audiência, do Ivan Misanzuki. Ele fala todos os “s”, todas as “vírgulas”, todas as “palavras”, tudo bonitinho, tudo ali muito formal e funciona, é um sucesso absoluto, né? Então, não tem muito certo e errado, é o estilo que você quer implementar ali, né? [música][áudio Perfis de bolso – Antonieta de Barros] Lívia: E agora falando sobre a produção mesmo, né? Queria saber como que vem a ideia da pauta, se é a partir dos personagens. Você já falou das suas experiências pessoais. Porque, pensando no Vida, né? Que é a forma carinhosa que você chama o Vida de jornalista, O Vida tem vários tipos de episódios. Tem os perfis, que foi um dos que a gente produziu junto, o da Sonia Bridi, tem os mais direcionados ao fazer jornalístico, teve a série Escolha que o ouvinte poderia escolher os caminhos que queria seguir. Como que você começa as ideias da pauta? Rodrigo: É, o Vida tem essa coisa também, como é um projeto meu pessoal e que sou eu que decido as coisas ali, não tem uma chefia para me guiar, não tem uma pauta para eu seguir. Eu também tenho essa liberdade de ir testando formatos, né? Então, acho que essa é a coisa que mais me fascina no jornalismo em áudio, é poder fazer formatos diferentes. Então, o Vida ele começa lá em 2018 com uma temporada de, sei lá, cinquenta e poucos episódios, de temas diversos, falando com jornalistas e sobre temas do jornalismo, mas depois eu começo a fazer temporadas temáticas. Então, tem séries que são específicas sobre alguma coisa, como algumas que você citou aí. E isso é bom porque eu não enjoo de fazer, sabe? Assim, cada série é uma coisa completamente diferente. Então, a série de perfis é completamente diferente da série Escolha, que é uma série interativa, que é uma outra linguagem, que não tem nada a ver com a série de perfis. E aí depois eu volto para fazer perfil e depois eu volto para fazer o episódio, que é discutindo algum tema do jornalismo. O Vida é muito sobre bastidores de jornalismo. Então, foco muito nisso também. E aí dá pra fazer de maneiras diferentes. Eu acho que isso é o que vai me fascinando. Então, é assim, quando eu termino uma temporada, eu já tenho lá o meu documento, lá no computador, que eu já vou jogando as ideias pra a próxima. E essas ideias envolvem não só temas e pessoas, mas envolve formatos também. Então, como que eu vou contar tal história? [áudio série Escolha] Rodrigo: A série Escolha, a ideia surgiu primeiro do formato pra depois pensar no tema. Geralmente, o certo é a gente pensar primeiro no tema, né, que a gente quer fazer e depois como que eu vou contar. No caso, a série Escolha, assim, eu queria fazer um podcast interativo, porque não tinha no Brasil, não tinha nem lá fora desse jeito assim jornalístico. E aí depois eu pensei, como que eu posso fazer dentro do Vida de Jornalista uma coisa interativa? Aí que eu fui pensar no tema, das escolhas éticas, das escolhas de carreira que a gente tem que fazer e acabei moldando ali. Esse foi um caso raro em que o formato veio antes, mas geralmente caminham juntos ali, sabe? De pensar quais vão ser os temas. Aí, claro que eu tenho que ter uma visão também de o que que tá rolando no jornalismo, né, quais são os temas mais necessários nesse momento. Então, essa última temporada tem um episódio sobre inteligência artificial, enfim, tem uma série de coisas ali que são meio urgentes da pauta factual, mas dá para escapar bastante dela também, né? Então, acho que no fim das contas fica mais gostoso de fazer, eu acho, desse jeito. Marcos: Sim. Ah, eu tenho uma pergunta um pouquinho derivada do que você acabou de comentar da produção do podcast Escolhas. Eu sei que vocês gravaram todos os episódios, que são mais de 20 episódios, né? E que provavelmente demorou um tempo bem grande e foram publicados ao mesmo tempo para que as pessoas pudessem fazer esse percurso. Como que você enxerga a funcionalidade desse tipo de podcast? Porque eu pessoalmente adorei, eu acho que é uma coisa incrível. Pensando até na comunicação, quando a gente estuda as propostas de comunicação pública da ciência, por exemplo, a gente tenta valorizar uma comunicação que seja participativa, democrática e não só de cima pra baixo, que acha que o ouvinte não sabe nada, enfim, que o que ele pensa não importa. Então acho que é um exemplo super interessante, mas aí eu fico pensando se você acha que funcionou, se você faria de novo esse modelo de produção de podcast. Como que foi, assim, essa experiência de produzir o Escolhas? Rodrigo: É, foi um risco, né? Porque as plataformas de podcast não tem essa função interativa, né? Então, assim, para quem não ouviu, o Escolha é uma série que tem vinte e cinco episódios publicados de uma vez, você escuta o primeiro e quando chega no fim do primeiro você tem uma pergunta e você tem que responder. Dependendo da sua resposta, você vai para o episódio 2 ou para o 3. Quando chega no fim do 2 ou do 3, você vai para o 4 ou para o 5 e por aí vai, né? O ouvinte é que vai definindo o caminho que ele vai seguir. No fim das contas, são 25 episódios no ar, mas a história, ela consome nove episódios. Então, o caminho até o fim, a pessoa passa por nove episódios. Quais são esses nove? Aí vai depender da pessoa, né? De quem vai escolhendo ali. Então, o Spotify, o YouTube, as plataformas em que a gente ouve podcast, a Apple, não tem essa função de você apertar um botão e ir para um episódio ou outro. Então, eu sei que eu tô dando um trabalhinho pra quem tá ouvindo, sabe? Quando chega no fim do episódio, a própria pessoa tem que ir lá e dar um play no episódio seguinte. Tem que ir lá no feed. Então, eu sei que eu tô exigindo um pouco do ouvinte, de quem tá ali escutando. Isso foi uma coisa que eu pensei bastante pra fazer, mas OK, já que é o jeito de fazer, vamos fazer dessa maneira. Acho que é colocar o ouvinte na cadeira de protagonista, sabe? De tentar fazer com que a história siga desse jeito. Foi uma primeira experiência, eu acho que assim, o Vida não é um podcast de grande audiência, né? Comparando aí com os grandes podcasts, ele tá muito longe disso. Ele é muito de um nicho do jornalismo. Essa série, ela não foi uma série de grande audiência, mas as respostas foram assim muito entusiasmadas, sabe? De quem ouviu e quem gostou do formato. E a gente quer fazer uma segunda temporada. Eu e a Flávia, né? A Flávia Santos que apresenta comigo, que é uma jornalista de Petrolina, de Pernambuco. A gente já está conversando sobre uma segunda temporada. Só que isso dá um trabalho que, assim, são 25 episódios, além dos episódios tem o roteiro, tem que criar um mapa da história, pra onde vai cada episódio. Então, é muito complicado de fazer e como tudo no Vida de Jornalista, eu fiz sem patrocínio, sem financiamento, sem nada, né? O Vida é feito no amor e no amor de alguns ouvintes também porque tem ouvintes assinantes, mas são poucos também, enfim, não dá pra, por exemplo, remunerar a Flávia, eu parto do princípio de que todo o trabalho de jornalismo tem que ser remunerado. Então, a Flávia, a gente até fala isso na série, né? A Flávia falou: “Não, não precisa me pagar”. Eu falei: “Precisa pagar, ué. É um trabalho, você tá apresentando uma série”. E aí eu tive que fazer isso assim meio do meu bolso, sabe? Porque não tinha um patrocínio ali. Então, o que eu gostaria era de conseguir um financiamento para uma segunda temporada mais robusta. E aí eu não quero vinte e cinco episódios, aí eu quero, tipo, cem episódios no feed, com uma história que realmente seja uma coisa toda intrincada, que você vai pulando de um pro outro e uma história mais longa, mas vamos ver, vamos ver se vai dar pra fazer. Não sei se em 2026 vai dar, mas quem sabe aí pra 2027. Eu ia gostar muito de fazer mais uma temporada dessa série. Marcos: Nossa, eu ia gostar também. Rodrigo: Então, quem tá ouvindo aí, ó, quem quiser patrocinar o Vida de Jornalista, vamos nessa. Lívia: É, eu fiquei lembrando, quem tem mais idade, tem aquela edição Vagalume, que tinha os livros assim, né, que você escolhia a página. Rodrigo: É, a inspiração foi meio essa. E é engraçado porque a Flávia é muito mais jovem que eu, né? E aí a gente tem referências muito diferentes. Então, a referência da Flávia é a série da Netflix, que é interativa e tal. A minha são os livrinhos de RPG antigos, que você ia pra página. A gente tem inclusive muitos embates geracionais durante a série. A gente se divertiu muito fazendo, porque as referências dela eu não pego, as minhas referências ela não pega e a gente ficava nesse embate ali o tempo inteiro. Foi engraçado também nesse sentido. [música] Lívia: E você falou sobre o financiamento, né? O modelo de financiamento de podcasts e de jornalismo em áudio tem modificado, a partir de assinaturas, apoio institucional. Eu vi que você tem utilizado essa coisa de somarplataformas, como o Substack, a Newsletter, o Apoia-se. Você podia falar um pouco pra gente quais são essas alternativas? Rodrigo: É, eu acho que pra quem faz podcast ou quem faz jornalismo independente, né, de forma geral, ou você dá sorte de conseguir uma cartada ali de um financiamento. Sorte que eu digo, obviamente ela vem de um esforço também de você tentar aquilo ali e conseguir, né? E saber os lugares certos pra procurar, um edital, um patrocínio de alguém. Mas, no geral, eu acho que geralmente funciona você jogar uma rede pra ver o que que vem. Então, é você abrir o leque e tentar esse financiamento de algumas formas diferentes, pra ver o que vai funcionar. Então, financiamento coletivo de ouvintes é uma coisa que muitos podcasts fazem e pra alguns funciona muito bem. Você pega um podcast como Rádio Escafandro, por exemplo, que é um dos melhores do país e o Tomás Chiaverini, ele hoje vive de financiamento dos ouvintes. Ele só tem esse financiamento, ele só tem esse emprego, ele não trabalha em outras coisas, ele consegue se dedicar só pra Rádio Escafandro, pra fazer da melhor forma ali os episódios e ele é realmente bancado, não só ele, mas ele contrata pessoas, enfim, só com o financiamento dos ouvintes. Então, eu acho que não precisa ser um fenômeno tipo a Déia Freitas do Não Inviabilize, que, aí assim, ela saiu do nada, um podcast totalmente independente e ela construiu quase um império. Hoje ela tá com muitos financiamentos, muitas marcas. Eu acho que é o maior fenômeno dos podcasts de contação de história, mas é um exemplo muito lá no alto, né? Então, você fala: “Pô, não vou conseguir o que a Déa conseguiu”. Mas às vezes dá para conseguir o que o Tomás conseguiu que não é a mesma coisa, mas ele já tá se financiando muito bem. E aí é isso, é você ficar de olho nos editais. Às vezes abre um edital, você escreve ali pra fazer uma temporada, né? E você não vai ter aquele financiamento pra sempre. Então, você tem Instituto Serapilheira, né? Tem um monte de podcasts, ligados aqui a Campinas, enfim, que passam também pelo Serrapilheira, desde o 37 graus, enfim, outros podcasts que são muito legais e que passam por esses editais, que vão abrindo ali, e você vai conseguindo. É muito chato de fazer, você ficar procurando coisas o tempo inteiro ali pra escrever, escrever em edital, não é uma coisa muito agradável, eu pelo menos não acho, mas é necessário, né? Você tem que tentar se remunerar, porque dá trabalho, exige tempo, exige custo, de fazer mesmo. Então acho que como tudo no jornalismo, acho que é necessário, é o mal necessário para a gente tentar se remunerar. Marcos: Voltando no tema de pensar um pouco na estrutura da produção dos podcasts, é a questão de quais são as etapas da produção completa de um podcast, e como as novas ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, como as que são usam inteligência artificial, ah como elas têm impactado isso, se você tem utilizado ou não, o que que você pensa sobre?Rodrigo: É, eu acho que assim, se eu tivesse que resumir as etapas de produção de um podcast narrativo, você tem um planejamento, que quando você vai estudar ali qual vai ser a sua pauta, qual vai ser o tema, o formato, quem é o seu ouvinte, né? Aí você parte pra produção, que aí você vai atrás do material que você vai ter. Você vai gravar entrevista, você vai pra rua captar, enfim, dependendo de qual for o seu formato. A partir dali você tem a etapa de roteiro, que é como você vai pegar esse material e transformar aquilo numa história. Aí você tem uma gravação de locução, né, que geralmente também é bem comum em podcast narrativo, você tem uma narração e por fim uma parte de edição, que é você pegar tudo isso, botar no programa lá de edição. A gente, enquanto a gente tá gravando, a gente tá vendo aqui na nossa frente um programa de edição. É você pegar aquilo ali, juntar as partes, brincar de Lego, né, juntando as pecinhas ali e transformar aquilo de fato num conteúdo de áudio. É, falando assim, bem rápido, parece que não dá trabalho nenhum, mas dá muito trabalho e eu acho que a gente tem que ficar muito ligado em ferramentas que tão aparecendo, não só de inteligência artificial, mas de tudo. É, eu já tenho usado algumas coisas de IA e, assim, o que eu uso de IA é, basicamente, o Chat GPT, pra me ajudar a organizar a informação de pesquisa. Então, eu jogo pesquisa lá e peço para transformar em tópicos, sabe, esse tipo de coisa. Não uso o Chat GPT pra ajudar na escrita, nem nada desse tipo, mas pra ajudar na pesquisa eu uso, pra ajudar na formatação da pesquisa que eu já fiz, né? E tem uma ferramenta do próprio site da Adobe, a gente estava conversando aqui antes, que eu uso o software da Adobe, o Premiere pra fazer as edições e tem o de áudio também, que é o Audition, mas, a Adobe tem um site, Adobe Podcast, que você entra lá, que é tipo um estudiozinho, né, de podcast, que é gratuito. Você tem que ter uma conta, mas é uma conta gratuita e tem uma parte de melhorar o áudio que é inacreditável, assim, inacreditável. Mudou o meu jeito de trabalhar, porque antes eu ficava muito mais preocupado em como eu ia captar uma entrevista, por exemplo. Aí eu ficava usando aquelas ferramentas que gravam o som físico, mas aí às vezes pra pessoa é um pouco mais complicado. Eu não queria usar um Zoom, Google Meet, né, pra captar, que aí não fica naquela qualidade perfeita. Hoje eu gravo tudo no Zoom. Porque eu sei que depois é só jogar nesse site, que ele vai dar um filtro ali, parece que a pessoa tá dentro de um estúdio. É inacreditável, assim. É muito impressionante. É, inclusive, nas oficinas que eu faço, eu tô aqui porque eu também vou fazer uma oficina, né? Eu vou mostrar algumas coisas que esse site faz. Porque, sei lá, ele tira o barulho do vento. O vento até outro dia era o maior inimigo do áudio, bateu o vento, esquece. Aí estragou o teu áudio. Hoje até o vento você consegue resolver. Então, o que eu tô falando assim, pelo amor de Deus, gente, o que eu tô dizendo não é pra ninguém não cuidar da hora da gravação. Tem que cuidar da hora da gravação. Quanto mais você cuidar, menos dor de cabeça você vai ter na pós, na edição. Mas, se tem umacoisinha pra resolver ali, essas ferramentas ajudam. Então, como é que a gente vai abrir mão disso? A gente pode usar isso, vai poupar tempo, vai facilitar, vai aumentar a qualidade. Então, acho que tudo isso funciona bem. A gente tem que ficar bem ligado mesmo nessas ferramentas. Com todos os cuidados éticos que elas exigem, né, de inteligência artificial hoje, você consegue clonar uma voz e fazer um podcast. Não é o que eu faço, mas dá pra fazer. Então, tem que ter todas as implicações éticas aí pra gente também não se atropelar, né? Lívia: Sim. É, e eu venho da área de humanas, né? O pessoal tem um preconceito enorme com a tecnologia, eu sempre indico o episódio “Tem um robô me ajudando”, ficou muito legal, do Vida. [áudio – episódio “Tem um robô me ajudando”] Rodrigo: E eu e o Léo a gente conversa muito sobre tudo de jornalismo e tal. E uma das coisas que a gente conversava muito era sobre IA, de ficar testando coisas, até onde a gente pode ir, qual é o limite, o que que dá pra ajudar, o que não. Aí eu falei: “Pô, vamos fazer um episódio a gente levantando essas perguntas. Então, esse episódio, ele vai se construindo durante o episódio. A gente começa cheio de dúvidas e termina cheio de dúvidas também, mas a gente vai encontrando algumas respostas ali. A gente não é especialista em inteligência artificial nem nada, esses são só dois curiosos ali pra explorar o que que está acontecendo, né? Lívia: É, eu acho que a gente tem que explorar e aí você falou, com a ética, mas explorar porque são as ferramentas que a gente tem hoje em dia. Rodrigo: E esse episódio daqui a seis meses tem que fazer outro, porque as coisas vão mudando muito, né? Muito rápido. [música] Lívia: Acho que agora já caminhando pro final, a gente queria falar um pouco sobre a oficina que o Rodrigo veio aqui pra dar oficina pra gente, aqui no Labjor. Então, a gente queria saber o que que te motivou a criar essas oficinas de podcast. Eu sei que você tem feito bastante. E qual é o público que te procura hoje pra formação? Estudantes, jornalistas que já tem carreira ou comunicadores independentes? Rodrigo: É, quando eu tomei essa decisão de sair do meu trabalho na Globo, né? Ali no fim de 2020, pra me dedicar a isso, é claro que eu fiquei pensando em coisas assim, como é que eu vou me remunerar, como é que eu vou conseguir me manter e tal. E aí algumas pessoas já me falavam isso, né? “Pô, você podia dar aula de podcast, você tá fazendo e tal”. E eu nunca pensei muito nessa ideia, sabe? Porque assim, eu não sou professor, né? Eu sou jornalista, mas o Vida de jornalista acabou me dando uma condição de fazer todas as etapas. Então, eu faço tudo, planejamento, as entrevistas, o roteiro, a locução, a edição. E aí com o tempo, na prática, eu acabei, não sendo um especialista em tudo, mas entendendo como é que funciona. Então, me deu um certo conhecimento que eu queria compartilhar. E aí, a partir de 2021, comecei a fazer, finzinho de 2020, comecei a fazer a oficina de podcast narrativo em áudio, que é uma oficina online e que eu já fiz vinte e poucas turmas e já passaram uns 800 alunos pela oficina. É muita gente e gente de todos os estados do Brasil. Acho que essa é a vantagem de fazer online também, né? Você consegue chegar em muita gente e tem esse curso que é o curso que passa por todas as etapas, que é a oficina de narrativa em áudio e eu fui fazendo algumas outras específicas. Então, tem uma que é focada só em roteiro, outra que é focada só em entrevista e esse ano eu tô querendo fazer umas novas, eu tô querendo fazer uma que, eu vou jogar aqui para perguntar o que que vocês acham, que como eu trabalho sozinho, eu não tenho pra quem perguntar as coisas. Então, eu vou encontrando as pessoas e vou perguntando. Eu queria fazer uma oficina, vocês acham que funcionaria, de react de podcast, de botar cinco encontros pra gente ouvir episódios e destrinchar o que que tem naquele episódio, como é que é o roteiro, como é que é a entrevista, como é que foi feita a produção, é uma das minhas ideias pra esse ano e ir fazendo outras, de locução, enfim, eu acho que tem uma demanda ainda de gente querendo aprender a fazer e tem muita gente fazendo, né, o que eu acho ótimo, mas a oficina é o que me deixa mais assim, eu fico muito feliz de fazer, eu adoro fazer. Eu não queria no início e eu me arrependo de ter tido essa dúvida, porque hoje eu amo fazer, é uma das minhas principais fontes de renda hoje. Então, eu tô sempre abrindo turma nova. Então, já fazendo a propaganda aqui, quem quiser entra lá em oficinadepodcasts.com e lá tá sempre explicadinho quais são as turmas que vão abrir, enfim. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. Agora é online essa oficina, o que eu acho ótimo, como eu falei, porque dá para todo mundo fazer do Brasil. Agora, quando eu estou fazendo uma presencial, que é o que vai acontecer aqui, o que quando vocês estiverem ouvindo já terá acontecido, mas é muito legal, né? Porque aí você está junto com as pessoas ali, entendeu? Trocando ideia na hora, é muito diferente. Então, eu adoro fazer oficina presencial também. Marcos: Sim, eu espero que venha aí a oficina de react de podcast. Rodrigo: Você acha que vai dar certo? Lívia: Eu acho que super funciona. Na disciplina, eu estava conversando antes da gente começar aqui com o Rodrigo, né? Que eu cursei uma disciplina de podcast aqui no IFCH, na Unicamp, e a gente fazia muito isso, de ouvir podcasts e pensar diferentes formatos. Rodrigo: É uma engenharia reversa, né, que chama isso. Na oficina de roteiro, tem uma das aulas que é assim, a gente ouve um episódio com a turma, a turma escolhe um episódio e a gente vai destrinchando o roteiro ali, mas aí é só sobre roteiro. Eu queria ampliar pra fazer, sei lá, cinco encontros, a gente ouvindo cinco episódios diferentes que a própria turma vai escolher, né? Então, às vezes é episódio que eu nem conheço, não sei. E acho que é sempre um aprendizado, eu gosto muito de ouvir coisas dos outros, só que quando você começa a fazer muito, você fica com esse vício, né? De sempre ouvir, mas pensando: “Pô, mas por que que essa música entrou aqui? Por que que ele abriu desse jeito? Por que que ela fez aquela pergunta? Por que, entendeu? E é legal, né? Mas é um pouco angustiante também. Às vezes eu gostaria de ouvir podcast assim tranquilo, sabe? Sem pensar em nada, mas é difícil. Marcos: E você comentou agora há pouco que tem várias pessoas hoje em dia produzindo podcast. Você acha que ainda tem espaço pra novos produtores, novas propostas? Você enxerga que vai ter um crescimento? Como que você avalia, assim, o futuro dessa área? Rodrigo: É difícil prever o futuro nisso, né, porque muda muito rápido. E eu acho que tem uma produção muito extensa desde os últimos anos, quando explodiu essa onda dos podcasts. Eu acho que o mercado já mudou muito nesse período. Então, por exemplo, os podcasts em vídeo meio que tomaram de assalto o mercado, né? Hoje, se você sair na rua aqui e perguntar, pegar qualquer pessoa: “Que que é podcast?”. A pessoa provavelmente vai responder: “Ah, é uma conversa em vídeo no YouTube, duas pessoas ali num estúdio conversando e tal”. Então, tem gente que acha que é só isso, que nem sabe que tem só em áudio, sabe? Eu, sinceramente, eu desisti dessa briga aí já. De se podcast em vídeo é podcast. Pra mim, não interessa. Cada um faz o seu, não tem problema nenhum. É aquele famoso “tem até amigos que são”. Então, assim, não tem problema, eu gosto de vários e beleza, não quero mais brigar. Mas, o que eu quero é tentar que as pessoas saibam o que eu faço, sabe? Conseguir explicar o que eu faço. Porque se eu só falo assim: “Ah, Lívia, vai escutar lá o meu podcast”. Você pode achar que é uma conversa sobre algum tema, né? Que é legal pra caramba, mas no meu caso não é isso, é uma outra coisa. Então, explicar é cada vez mais difícil, mas eu sempre acho que tem espaço pra quem quer fazer em todos os formatos. Quem tem uma coisa boa pra fazer, eu vou dar um exemplo aqui. Eu vim pra Campinas e no voo eu escutei um podcast novo que acabou de sair, que se chama Discípulos, que é do Mateus Marcolino, que é inclusive produtor da Rádio Escafandro. Que é sobre evangélico no esporte, porque que tantas pessoas no esporte seguem O Evangelho e falam muito de Deus e tal. Eu achei super legal o primeiro episódio que ele lançou e já tô ansioso pra ouvir os próximos. Um podcast tranquilo de ouvir, uma narração boa, uma investigação legal, entrevistas boas, sabe? Você sente que tem uma qualidade ali. É um podcast da Rádio Guarda-Chuva também, que é o grupo onde o Vida de Jornalista também tá, né? Que é um grupo de podcasts jornalísticos. E, então, assim, acabou de sair esse podcast e eu adorei. E beleza, acho que é isso, tem espaço pra quem quer fazer coisa nova. Eu acho que na universidade tem muita gente fazendo coisa muito boa, muito boa. Vira e mexe, eu pego um podcast assim de TCC que alguém manda: “Ah, você pode ouvir”. E eu vou ouvir, eu fico: caramba, assim, sabe? Coisas bem feitas, tecnicamente inclusive, não só na ideia. As ideias são geralmente muito boas, mas até tecnicamente assim muito bom. Então é isso. Eu acho que o mercado ele, claro vai ter a bolha, vai aumentar, vai diminuir, né? Isso é normal, as idas e vindas do mercado são normais, mas sempre tem espaço, eu acho pra quem quer produzir coisa boa em qualquer formato. [música] Lívia: Essa foi a nossa conversa com o Rodrigo. Eu espero que todo mundo tenha gostado e aprendido muito sobre a produção de podcasts narrativos e o formato de jornalismo em áudio. Mas, antes de terminar, a gente pediu pro Rodrigo dar alguns conselhos úteis pra quem está começando a trabalhar nessa área. Vamos ouvir quais foram os conselhos do Rodrigo. Rodrigo: Olha, eu acho que o primeiro conselho é fazer, porque às vezes a gente fica planejando muito. Olha eu aqui indo contra o planejamento, não é isso não. Eu acho que o planejamento é muito importante. Mas, às vezes a gente fica pensando muito em vez de começar a botar a mão na massa e é importante fazer, né? Hoje a gente tem ferramenta gratuita pra fazer. Você não precisa fazer investimento, comprar microfones. Dá pra começar com muito pouco. Então, colocar na praça pra você mesmo saber se tá legal, se não tá, acho que é importante. E, uma coisa que eu acho fundamental, que é uma dica talvez um pouco óbvia, né? Que é ouvir. Pra quem quer fazer podcast, assim, você tem que ouvir podcast e não necessariamente de assuntos que você gosta. Às vezes você vai ouvir um podcast só porque alguém comentou: “Você ouviu esse podcast aqui sobre esse tema? É legal”. Pô, mas eu não gosto muito desse tema. Mas vai lá, dá uma escutadinha, dez minutinhos. Não precisa ouvir o episódio inteiro. né? Ouve lá para ver como é que a pessoa faz. E ouvir com esse ouvido mais cuidadoso, de tentar prestar atenção no que que tá sendo feito ali e se você pode pegar referências, enfim. E pra tudo, né? Para como é que faz o roteiro, pra como é que é a fala da pessoa, como é que é a locução, se tá bem editado. Como é que é o uso da música? Como é que esse podcast aí tá usando música? Tá legal? Gostei? Ficou muito longo? No meu vai ser diferente. Pensar essas coisas, sabe? Então, fazer esse exercício de escuta, eu acho que é muito legal e botar a mão na massa e ir embora. Acho que tem muita coisa boa pra fazer. Não é ficar com esse medo de que no começo vai ser ruim. É, vai ser ruim. Vai ser ruim. Eu olho lá pros primeiros episódios do Vida de Jornalista, meu Deus do céu. Eu gostaria de tirar todos do ar. Eu não tiro porque eu amo as pessoas que estão lá, mas tecnicamente eu acho muito ruim. E é isso, gente. É isso. Depois a gente vai melhorando aos pouquinhos. Assim como daqui a cinco anos eu vou olhar pros episódios de hoje e talvez eu ache ruim também, sabe? Pô, faria diferente. Então, é normal, às vezes a gente fica muito inseguro. E por fim, um conselho que eu acho que vale pro jornalismo no geral, que é a gente não se cobrar tanto, sabe? Acho que a gente às vezes fica achando que a gente tem que trabalhar no nível máximo e fazer tudo perfeito e que tem que dar certo sempre e não vai dar certo sempre, vai ser frustrante de vez em quando e às vezes a gente vai ter que dar uma pisada no freio. Ó, vou dar uma parada aqui. Ah, mas eu tenho podcast, então tenho que produzir um episódio por semana. Calma, assim, se não der, dá uma freada de leve assim, dá uma respirada e daqui a pouco volta, porque a gente é meio que treinado a se cobrar demais. E aí a saúde mental vai pro espaço, aí a gente não cuida da gente. Então, é ir botar a mão na massa, mas devagar. Vamos ali com calma, que a coisa vai saindo, vai ser legal. Lívia: Legal. Bom, a gente queria agradecer imensamente a presença do Rodrigo aqui com a gente. Foi muito bom. Marcos: Foi uma aula particular. Super especial que a gente teve essa oportunidade de estar com o Rodrigo hoje. Rodrigo: Adorei, obrigado demais, gente, e parabéns pelo programa. Lívia: Obrigada, você. Marcos: Obrigado. [música] Lívia: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Lívia Mendes e pelo Marcos Ferreira. A edição final foi feita pelo Daniel Rangel. A trilha sonora é da Biblioteca de Áudio do Youtube e a vinheta do  Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido ouvir nossa conversa com o Rodrigo Alves! Agora você pode ir lá na sua plataforma de áudio preferida e procurar pelos novos episódios dos programas Vida de Jornalista e Onde eu tava quando aquilo aconteceu. Deixa também um comentário pra gente, contando o que achou. Vamos adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta de encerramento]

Cracks Podcast con Oso Trava
#381. Canelo Álvarez - Dinero, Negocios, Ego, Tener a tus Enemigos Cerca y Conseguir Paz Interior

Cracks Podcast con Oso Trava

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 94:54


Hoy me acompaña uno de los atletas más dominantes y disciplinados de nuestra generación: Saúl 'Canelo' Álvarez.Pero esta no es una conversación sobre títulos ni récords. Es una conversación sobre la mente detrás del campeón. Hablamos de estoicismo, de cómo se construye una disciplina inquebrantable, de la relación con el dinero cuando pasas de no tener nada a tenerlo todo, y de cómo convertirte en empresario sin perder el hambre que te llevó a la cima.También exploramos una idea incómoda pero poderosa: por qué a veces necesitas tener a tus enemigos cerca para seguir creciendo.Esta es una conversación sobre control, identidad y lo que realmente se necesita para alcanzar y sostener el éxito.Por favor ayúdame y sigue Cracks Podcast en YouTube aquí."El poder más grande es no necesitar nada.”- Canelo ÁlvarezComparte esta frase en TwitterEste episodio es presentado por Eight Sleep, la compañía que está revolucionando la tecnología del sueño y por por LegaLario la empresa de tecnología legal que ayuda a reducir costos y tiempos de gestión hasta un 80%.Qué puedes aprender hoyCómo construir confianza antes de tener resultadosCómo pensar sobre el dinero en una carrera finitaCómo balancear envidia y enfoque*Este año he dormido mejor que nunca… Y no, no tuve que cambiar mi colchón.Eight Sleep creó el Pod, una funda inteligente que colocas sobre tu colchón actual y que transforma por completo tu descanso.La nueva versión, Pod 5 Ultra regula automáticamente tu temperatura durante la noche, para que duermas más profundo, sin interrupciones… y despiertes con más energía, foco y claridad mental.Cada lado de la cama tiene su propia temperatura —desde 12º hasta 43º—, así que si tú tienes calor y tu pareja frío, cada quien duerme como quiere.Y si roncas, el Pod lo detecta y ajusta ligeramente tu posición para que dejes de hacerlo… sin despertarte.Ahora también tienen una blanket y funda de almohada con control de temperatura. Aprovecha el descuento más grande del año del 10 de noviembre al 1 de diciembre:Entra a eightsleep.com/osotrava y usa mi código OSOTRAVA para obtener hasta $8,000 MXN de descuento en el Pod 5 Ultra.*Este episodio es presentado por LegaLario, la Legaltech líder en México.Con LegaLario, puedes transformar la manera en que manejas los acuerdos legales de tu empresa. Desde la creación y gestión de contratos electrónicos hasta la recolección de firmas digitales y la validación de identidades, LegaLario cumple rigurosamente con la legislación mexicana y las normativas internacionales.LegaLario ha ayudado a empresas de todos los tamaños y sectores a reducir costos y tiempos de gestión hasta un 80%. Y lo más importante, garantiza la validez legal de cada proceso y la seguridad de tu información, respaldada por certificaciones ISO 27001.Para ti que escuchas Cracks, LegaLario ofrece un 20% de descuento visitando www.legalario.com/cracks.Dime qué piensas del episodio. Ve el episodio en Youtube

Camisa 10
Vai ter pressão? São Paulo joga hoje; Corinthians conseguirá sair do Z4?

Camisa 10

Play Episode Listen Later Apr 25, 2026 26:01


No Camisa 10 de hoje, o São Paulo entra em campo cercado de pressão e com a necessidade de dar uma resposta à torcida. O programa também debate a situação do Corinthians e a pergunta que não sai da cabeça do torcedor: o time conseguirá sair da zona de rebaixamento? A equipe analisa a 13ª rodada do Campeonato Brasileiro e os desfalques por lesões antes da Copa do Mundo. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Cuéntame de economía
¿Por qué es tan difícil conseguir crédito en México?

Cuéntame de economía

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 25:47


El sistema financiero mexicano es sólido, pero la banca sigue teniendo un pendiente clave: llegar a más personas y empresas. En este episodio especial, Tamara Caballero, directora general en Banco Multiva, y Alberto Verdusco, editor general de Información en Expansión, analizan por qué el crédito no fluye al ritmo esperado, el papel creciente de la tecnología y las fintech, las oportunidades que abren los proyectos de infraestructura y lo que se necesita para que la banca se convierta en un motor más activo del desarrollo económico. Escucha un episodio nuevo cada lunes en todas las plataformas.

Smart Podcast
Mi primer trabajo en inglés… y fue una completa historia de terror

Smart Podcast

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 10:42


Conseguir tu primer trabajo ya da nervios… ahora imagina que además era en inglés.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Carla Maciel (parte 2): “O tempo escapa-me das mãos e ainda sonho muito. Quero fazer um filme de terror e uma tragédia grega. Sou chata e insisto. Vou conseguir, nem que seja aos 70”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Apr 18, 2026 46:35


Ouça aqui a segunda parte da conversa com a atriz e encenadora Carla Maciel, que aqui revela muitos dos sonhos que persegue e como, nesta fase da vida em que os filhos estão mais crescidos, se quer cumprir mais como atriz. "Quero estar em todo o lado." A atriz recusa ver o passar dos anos como um obstáculo, apesar do culto da juventude numa certa ficção. "Atrizes de 50 na televisão costumam ter os papéis das avós. Não me sinto velha. Quero trabalhar até aos 80." E Carla conta como foi importante para si ter tirado um mestrado, numa fase mais madura da vida. Depois partilha algumas das músicas que a acompanham, lê poemas de Sophia e de Raquel Nobre Guerra e ainda deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Conversas à quinta - Observador
Melhor é Difícil. Ana Pinho: “O que procuro sempre é conseguir entusiasmar as pessoas”

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Apr 17, 2026 39:41


O seu currículo põe em relevo a energia, ousadia e visibilidade no que faz e promove em áreas tão diversas como economia ou cultura. Ana Pinho ou a excelência na diversidade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Clube dos 52
Melhor é Difícil. Ana Pinho: “O que procuro sempre é conseguir entusiasmar as pessoas”

Clube dos 52

Play Episode Listen Later Apr 17, 2026 39:41


O seu currículo põe em relevo a energia, ousadia e visibilidade no que faz e promove em áreas tão diversas como economia ou cultura. Ana Pinho ou a excelência na diversidade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Las noticias de EL PAÍS
Regularización de migrantes: Así es conseguir papeles en España

Las noticias de EL PAÍS

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 16:38


Este jueves en España entra en vigor el real decreto del Gobierno para la regularización extraordinaria de inmigrantes. Unas 500.000 personas que ya viven en el país, que trabajan, pero que no tienen papeles, podrán por fin salir de un limbo legal, con todos sus derechos y obligaciones. Para muchos extranjeros en España esto supone un salvavidas. Aunque les preocupa, y a las organizaciones y abogados que trabajan con ellos también, que todavía no están claros los requisitos que deben cumplir. Ana fuentes conversa con Carmen Morán sobre algunos puntos que aún quedan por resolver y Víctor Rojo charla con dos migrantes: una que regularizó su situación en 2005, gracias a la medida masiva de José Luis Rodríguez Zapatero, y otra que espera hacerlo este año. CRÉDITOS: Presenta: Ana Fuentes Realizan: Víctor Rojo y Verónica Figueroa Con información de: Carmen Morán Diseño de sonido: Nicolás Tsabertidis Dirección: Ana Alonso Coordinación: José Juan Morales Sintonía: Jorge Magaz Si tienes quejas, dudas o sugerencias, escribe a defensora@elpais.es o manda un audio a +34 649362138 (no atiende llamadas). Disponible en todas las plataformas de podcast: Podium Podcast | Podimo | Spotify | Apple Podcasts | iVoox | Podcasts de Google | Amazon Music | Alexa | RSS Feed

Mesa Central - Columnistas
El desafío de conseguir los votos para aprobar la Ley de Reconstrucción Nacional

Mesa Central - Columnistas

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 33:18


En Columnistas de Mesa Central, Iván Valenzuela y Kike Mujica conversan con Ximena Jara y Hernán Larraín sobre las complejas negociaciones políticas en torno al proyecto de Reconstrucción Nacional anunciado por el Presidente Kast.

Marketing Digital para gente como uno.
2004 Cómo conseguir clientes ilimitados y forma permanente.

Marketing Digital para gente como uno.

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 13:11


Sabés que tenés que salir a buscar clientes, pero no lo hacés. No porque no quieras, sino porque no te da el tiempo. En este episodio te voy a mostrar cómo usar inteligencia artificial para armar un sistema que encuentre clientes por vos.

Marketing Digital para gente como uno.
2004 Cómo conseguir clientes ilimitados y forma permanente.

Marketing Digital para gente como uno.

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 13:11


Sabés que tenés que salir a buscar clientes, pero no lo hacés. No porque no quieras, sino porque no te da el tiempo, estás metido en el día a día y cuando te sentás a pensar en vender ya estás agotado.En este episodio te voy a mostrar cómo usar inteligencia artificial para armar un sistema que encuentre clientes por vos.

Emprendedor Eficaz
Llamadas en Frío que Venden: Guion Real para Conseguir Clientes

Emprendedor Eficaz

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 12:52


La mayoría de las personas odia hacer llamadas en frío.¿La razón?Las están haciendo mal.En este episodio te explico cómo transformar una llamada fría en una conversación real que genera oportunidades.Hablamos de:• El error #1 que mata cualquier llamada• Cómo estructurar un guion que funciona• Cómo generar interés sin parecer vendedor• Cómo guiar la conversación sin presión

Gringolândia
Gringolândia #333 - Quem pode conseguir uma virada nas quartas da Champions?

Gringolândia

Play Episode Listen Later Apr 8, 2026 53:04


Fred Gomes, Jorge Natan e Rodrigo Lois analisam vitórias de Bayern, Atlético, PSG e Arsenal nos jogos de ida e debatem chances de Real, Barcelona, Liverpool e Sporting na volta. Dá o play!

O Antagonista
Flavio Bolsonaro vai conseguir unificar a direita? | Narrativas #596 Madeleine Lacsko

O Antagonista

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 25:38


O cenário político brasileiro está em constante ebulição e a pergunta que não quer calar é: Flávio Bolsonaro possui o capital político necessário para unificar as diversas vertentes da direita no Brasil?Neste episódio do Narrativas (#596), a jornalista e analista Madeleine Lacsko fala sobre as estratégias, os desafios e os bastidores do movimento conservador e liberal no país.Exploramos se a figura de Flávio atua como uma ponte ou como um divisor de águas entre os aliados e os novos nomes que surgem na direita brasileira.O que você vai conferir neste podcast:A Estratégia de Unificação: Quais são os planos reais por trás das movimentações de Flávio Bolsonaro?O Papel da Narrativa: Como a comunicação digital e as redes sociais estão moldando a percepção pública.Madeleine Lacsko: Uma análise ácida e direta sobre o atual momento da política nacional e o comportamento das bolhas na internet.O Futuro da Oposição: A direita conseguirá marchar unida até o próximo ciclo eleitoral?Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay:   https://assine.oantagonista.com.br/   Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #Bolsonaro #FlavioBolsonaro #Politica #Direita #Narrativas #MadeleineLacsko #Brasil #Conservadorismo #Oposição #AnalisePolitica #PodcastBrasil #Noticias #Debate #Eleições #Liderança #DireitaUnida #Geopolitica #Opiniao #Internet #EmAlta

Expresso - Comissão Política
Comissão Política: Que Presidente sairá desta Presidência Aberta?

Expresso - Comissão Política

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 50:52


António José Seguro estreia-se na estrada, com a sua primeira Presidência Aberta para pressionar o Governo no âmbito dos apoios às vítimas - pessoas e empresas -, afetadas pelas tempestades deste inverno. O Presidente joga aqui a revelação de um estilo que ainda não conhecemos na totalidade, mas também a capacidade de influenciar a política do Governo. Conseguirá converter a sua votação massiva em poder efetivo?See omnystudio.com/listener for privacy information.

El Larguero
Carrusel Canalla | La visión en Francia sobre el regreso de Mbappé al Real Madrid: "Arbeloa tendrá que conseguir que Vinicius y él defiendan"

El Larguero

Play Episode Listen Later Mar 29, 2026 20:28


Pierre Chaperon, corresponsal de RFI en Madrid, charla con Antón Meana en 'Carrusel Canalla' sobre el estado actual de Kylian Mbappé.

Carrusel Deportivo
Carrusel Canalla | La visión en Francia sobre el regreso de Mbappé al Real Madrid: "Arbeloa tendrá que conseguir que Vinicius y él defiendan"

Carrusel Deportivo

Play Episode Listen Later Mar 29, 2026 20:28


Pierre Chaperon, corresponsal de RFI en Madrid, charla con Antón Meana en 'Carrusel Canalla' sobre el estado actual de Kylian Mbappé.

El Larguero
El Sanedrín | El "gran logro" de Luis de la Fuente que coloca a la Selección como una de las favoritas en el Mundial: "Es muy difícil de conseguir"

El Larguero

Play Episode Listen Later Mar 28, 2026 15:34


Ramón Besa charla con Yago de Vega sobre el gran nivel de la selección española, el legado de Cruyff, la lesión de Raphinha y muchos otros temas de actualidad.

Conversas à quinta - Observador
Contra-Corrente. O congresso conseguirá salvar o PS? — Debate

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 97:26


O PS conseguiu passar de uma maioria absoluta a terceiro partido. Com mais um congresso à porta, conseguirão os socialistas resolver todos os problemas que foram acumulando com o passar dos anos?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Máquina de Ventas
Mini Máquina #6 - LinkedIn para negocios: la red social más infravalorada para conseguir clientes B2B

Máquina de Ventas

Play Episode Listen Later Mar 17, 2026 8:06


¿LinkedIn de verdad sirve para conseguir clientes… o es puro humo corporativo?Hablamos de una de las plataformas más subestimadas por dueños de negocio: LinkedIn. Mientras todos compiten en Instagram o TikTok, aquí sigue habiendo algo que escasea en otras redes: atención de calidad y decisiones reales de compra.Pero hay un problema…La mayoría entra a LinkedIn intentando sonar “profesional”… y termina siendo ignorado.Si tienes un negocio, vendes servicios o quieres atraer mejores clientes… esto te interesa.─────────────────────────────────

10 min con Jesús - América Latina
Volar alto con Jesús (17-3-26)

10 min con Jesús - América Latina

Play Episode Listen Later Mar 16, 2026 10:36


P. Manuel (Perú)En el mundo muchas personas viven habitualmente con una parálisis espiritual. Se han acostumbrado a vivir así y les parece normal. Habría que hacerles ver de lo que se están perdiendo al no conocer a Dios. No es solamente un reconocimiento sino la conquista de una vida llena de virtualidad, alegría y paz, que además está dirigida al fin que hace felices a las personas, que es el Cielo. Nos toca sacar a muchas personas de ese “reumatismo” espiritual en que se encuentran y hacerles ver que podrían adquirir la agilidad que les hace útiles para hacer el bien a los demás.[Ver Meditación Escrita] https://www.hablarconjesus.com/meditacion_escrita/volar-alto-con-jesus/